{"id":49625,"date":"2016-06-15T17:46:25","date_gmt":"2016-06-15T17:46:25","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=49625"},"modified":"2024-02-29T15:48:57","modified_gmt":"2024-02-29T17:48:57","slug":"cultura-do-japao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/cultura-do-japao","title":{"rendered":"Cultura do Jap\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Cultura Japonesa<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>cultura do Jap\u00e3o<\/strong>\u00a0\u00e9 uma mistura fascinante de tradi\u00e7\u00e3o e modernidade, com influ\u00eancias que remontam a milhares de anos.<\/p>\n<p><strong>Aqui est\u00e3o alguns aspectos chave da cultura japonesa:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Arte<\/strong>: O Jap\u00e3o \u00e9 conhecido por suas diversas formas de arte, incluindo a pintura tradicional japonesa, a caligrafia, a cer\u00e2mica, a escultura em madeira e pedra, e a tradicional arte de dobrar papel, conhecida como origami. Al\u00e9m disso, formas de arte contempor\u00e2nea, como mang\u00e1s e anime, ganharam enorme popularidade n\u00e3o apenas no Jap\u00e3o, mas em todo o mundo.<\/p>\n<p><strong>Culin\u00e1ria<\/strong>: A culin\u00e1ria japonesa \u00e9 famosa por sua \u00eanfase na frescura dos ingredientes e na apresenta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica dos pratos. Pratos populares incluem sushi, sashimi, tempura, ramen, udon, soba e uma variedade de pratos de arroz, como o sushi e o domburi.<\/p>\n<p><strong>Cerim\u00f4nia do Ch\u00e1<\/strong>: A cerim\u00f4nia do ch\u00e1, conhecida como &#8220;chanoyu&#8221; ou &#8220;chado&#8221;, \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o japonesa altamente ritualizada que envolve a prepara\u00e7\u00e3o e o consumo de ch\u00e1 verde matcha. Esta cerim\u00f4nia \u00e9 influenciada pelas filosofias do zen-budismo e enfatiza a simplicidade, a harmonia, a pureza e a tranquilidade.<\/p>\n<p><strong>Religi\u00e3o<\/strong>: O xinto\u00edsmo e o budismo s\u00e3o as duas principais religi\u00f5es do Jap\u00e3o, com muitos japoneses praticando uma combina\u00e7\u00e3o das duas tradi\u00e7\u00f5es. O xinto\u00edsmo est\u00e1 enraizado na adora\u00e7\u00e3o dos kami, ou esp\u00edritos divinos, enquanto o budismo chegou ao Jap\u00e3o do continente asi\u00e1tico e se tornou uma parte integrante da\u00a0<strong>cultura japonesa<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Festivais<\/strong>: O Jap\u00e3o \u00e9 conhecido por seus numerosos festivais, que celebram uma variedade de eventos hist\u00f3ricos, sazonalidades e tradi\u00e7\u00f5es locais. Exemplos incluem o Hanami (observa\u00e7\u00e3o das flores de cerejeira), o Tanabata (festival das estrelas), o Gion Matsuri (em Kyoto) e o Nebuta Matsuri (em Aomori).<\/p>\n<p><strong>Moda e Costumes<\/strong>: A moda no Jap\u00e3o \u00e9 conhecida por sua variedade e inova\u00e7\u00e3o. Desde os tradicionais quimonos at\u00e9 as \u00faltimas tend\u00eancias da moda de rua em Harajuku, T\u00f3quio, o Jap\u00e3o influencia a moda globalmente. Al\u00e9m disso, os japoneses valorizam muito o respeito, a cortesia e a etiqueta social em suas intera\u00e7\u00f5es cotidianas.<\/p>\n<p><strong>Arquitetura<\/strong>: A arquitetura japonesa \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o \u00fanica de tradi\u00e7\u00e3o e modernidade, com templos antigos e castelos coexistindo com arranha-c\u00e9us futuristas. A arquitetura tradicional japonesa \u00e9 caracterizada pelo uso de madeira, t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o enxaimel e influ\u00eancias do design zen.<\/p>\n<p>Esses s\u00e3o apenas alguns exemplos dos muitos aspectos fascinantes da\u00a0<strong>cultura japonesa<\/strong>. O Jap\u00e3o continua a ser uma fonte de inspira\u00e7\u00e3o e interesse para pessoas ao redor do mundo, gra\u00e7as \u00e0 sua rica hist\u00f3ria, tradi\u00e7\u00f5es e contribui\u00e7\u00f5es para a cultura global.<\/p>\n<p><strong>Cultura do Jap\u00e3o &#8211; Arte<\/strong><\/p>\n<p>Origami \u00e9 um passatempo japon\u00eas tradicional no qual um \u00fanico quadrado de papel \u00e9 dobrado de modos diferentes para criar formas como animais atraentes e plantas bonitas.<\/p>\n<p>Considerando que s\u00f3 se utiliza uma folha de papel, o passatempo pode ser facilmente desfrutado em qualquer lugar e muitas pessoas no Jap\u00e3o o praticam em casa e na escola.<\/p>\n<p>Algumas formas lembram flores, borboletas, caranguejos, e at\u00e9 mesmo cria\u00e7\u00f5es dif\u00edceis como \u00e1rvores de Natal. Origami \u00e9 especialmente popular entre meninas.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de Origami come\u00e7ou no in\u00edcio dos Origami japon\u00easanos 700, quando o primeiro papel foi apresentado no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio o papel foi dobrado para fazer decora\u00e7\u00f5es e usado em santu\u00e1rios de cerim\u00f4nias religiosas, mas gradualmente as pessoas come\u00e7aram a us\u00e1-lo dentro das suas vidas regulares. Durante o per\u00edodo de Heian (794-1185), era popular dobrar um valioso papel e manuse\u00e1-lo para embrulhar formosamente cartas e presentes.<\/p>\n<p>Depois, o Origami continuou sendo utilizado em cerim\u00f4nias tradicionais, mas as mulheres come\u00e7aram a dobrar bonecas e outras formas para a sua divers\u00e3o. No per\u00edodo de Edo (1603-1868), as pessoas inventaram tipos diferentes de Origami envolvendo corte e camadas de papel, e a atividade popular se desenvolveu entre as pessoas comuns do Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois, pela era de Meiji (1868-1912), a t\u00e9cnica do Origami chegou a ser ensinada nas escolas prim\u00e1rias. Estudantes ainda continuam aprendendo Origami nas escolas.<\/p>\n<p>Nos tempos atuais, \u00e9 usado para ensinar conceitos dentro da Geometria, como a rela\u00e7\u00e3o entre um avi\u00e3o e uma forma s\u00f3lida. Esta pr\u00e1tica est\u00e1 ficando rapidamente mais popular nos demais pa\u00edses do mundo.<\/p>\n<p>Algumas associa\u00e7\u00f5es de amantes de Origami s\u00e3o o Origami E.U.A. e a Brit\u00e2nica Sociedade de Origami.<\/p>\n<p><strong>Ikebana\u00a0<\/strong>\u00e9 a arte de organizar talos formosamente cortados, folhas, e flores em vasos e outros recipientes.<\/p>\n<p>Esta arte evolu\u00edu no Jap\u00e3o por mais de sete s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Ikebana \u00e9 a arte de organizar talos formosamente cortados, folhas, e flores em vasos e outros recipientes. Esta arte evolu\u00edu no Jap\u00e3o por mais de sete s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Para organizar talos e flores exatamente como a pessoa deseja, \u00e9 necess\u00e1rio uma familiaridade com muitos modos diferentes de fixar e posicionar.<\/p>\n<p>As pessoas aprendem as habilidades t\u00e9cnicas e expressivas ap\u00f3s, normalmente, tr\u00eas a cinco anos de aulas de Ikebana. Durante os sete s\u00e9culos de sua evolu\u00e7\u00e3o, o Ikebana desenvolveu muitos estilos diferentes de arranjo.<\/p>\n<p>Entre os mais comuns est\u00e3o o rikka (flores paradas), seika ou shoka (flores vivas), nageire (flores jogadas) \u2013 que s\u00e3o estilos para arranjos em vasos tigela-amoldados \u2013 e o moribana (empilhar sobre as flores), que \u00e9 o estilo ao usar pratos como recipientes.<\/p>\n<p>Tradicionalmente, os arranjos de flores, ap\u00f3s enfeitados, ficavam dentro do toko-no-ma que s\u00e3o quartos onde normalmente eram recebidos os convidados.<\/p>\n<p>Hoje, eles tamb\u00e9m s\u00e3o Ikebanafreq\u00fcentemente visto em entrada de corredores e salas de estar, bem como em entrada de sal\u00f5es, de grandes edif\u00edcios e em vitrines.<\/p>\n<p>A escolha de quais flores arranjar \u00e9 guiada pelo desejo de criar harmonia entre flores e recipiente e entre flores e ambiente. Apesar de ser tipicamente oriental, a t\u00e9cnica de camada ap\u00f3s camada de flores \u00e9 aplicada em arranjos ocidentais.<\/p>\n<p>Em Ikebana, a considera\u00e7\u00e3o fundamental \u00e9 usar o m\u00ednimo poss\u00edvel talos e folhas compondo contornos elegantes que realcem a beleza das flores.<\/p>\n<p>Algumas escolas de Ikebana come\u00e7aram a incorporar aproxima\u00e7\u00f5es de arranjos ocidentais(como o hanaisho da escola de Ohara).<\/p>\n<p>Os arranjos s\u00e3o saturados com uma vis\u00e3o oriental da natureza e incorporam o espa\u00e7o ao redor das flores para proporcionarem um equil\u00edbrio perfeito entre os elementos.<\/p>\n<p>Hoje em dia, os japoneses usam l\u00e1pis, canetas esferogr\u00e1ficas ou canetas com ponta de feltro para escrever cartas e outros documentos.<\/p>\n<p>Hoje em dia os japoneses usam l\u00e1pis, canetas esferogr\u00e1ficas, ou canetas com ponta de feltro para escrever cartas e outros documentos. Mas a arte de Shodo (caligrafia), na qual se utiliza um pincel em tinta-imersa, \u00e9 artisticamente usada para criar kanji chin\u00eas e caracteres de kana japon\u00eas, permanecendo uma parte tradicional da\u00a0<strong>cultura do Jap\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o admirados os trabalhos de caligrafia para a composi\u00e7\u00e3o precisa do seu significado, tanto quanto o modo de como o pincel \u00e9 controlado durante sua cria\u00e7\u00e3o, a matiza\u00e7\u00e3o da tinta, e a coloca\u00e7\u00e3o equilibrada do caractere no papel.<\/p>\n<p>A partir da escola prim\u00e1ria, os estudantes aprendem os fundamentos de caligrafia em classes de estilo liter\u00e1rio. No come\u00e7o de cada ano civil, as crian\u00e7as juntam-se e utilizam esta arte em uma atividade conhecida como Kakizome por meio das quais eles criam trabalhos caligr\u00e1ficos que simbolizam os seus desejos durante o ano novo.<\/p>\n<p>Algum estudantes de escolas elementares e medianas v\u00e3o para as escolas especiais para aprender a arte, assistindo a aulas \u00e0 noite e nos fins deShodo de Flor = Hanasemana, para se tornarem capazes de escrever caracteres bonitos.<\/p>\n<p>A arte de Shodo se originou na China e veio para o Jap\u00e3o no sexto ou s\u00e9timo s\u00e9culo, junto com m\u00e9todos de fazer pinc\u00e9is, tinta, e papel. Naquela \u00e9poca, Shodo era uma parte essencial na educa\u00e7\u00e3o de membros das fam\u00edlias nobres e governantes. Mas, com o passar do tempo, a arte se espalhou muito bem entre as pessoas comuns.<\/p>\n<p>Hoje, Shodo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um tipo de arte para ser admirada, as pessoas o utilizam tamb\u00e9m para escrever os cart\u00f5es de Ano novo, e em outras situa\u00e7\u00f5es do cotidiano. Tipos diferentes de caligrafia incluem kaisho, ou \u201cestilo quadrangular\u201d, nos quais os golpes nos caracteres s\u00e3o precisamente tirados de uma maneira impressa; gyosho, ou \u201csemicursive\u201d, que \u00e9 escrito mais rapidamente e mais livremente; e sosho, ou \u201ccursive\u201d, um m\u00e9todo muito mais livre, mais fluido nos quais os golpes de car\u00e1ter podem dobrar e podem encurvar. Uma variedade larga de papel tamb\u00e9m pode ser usada no Shodo.<\/p>\n<p>Em um tipo de caligrafia chamado chirashi-gaki, por exemplo, um tradicional poema japon\u00eas de 31 s\u00edlabas (chamado um waka) \u00e9 escrito em um peda\u00e7o quadrado de papel.<\/p>\n<p>O escritor pode come\u00e7ar as linhas do poema em n\u00edveis diferentes no papel para retratar o ritmo do verso, ou escrever em sombras mais escuras e mais claras de tinta para dar um senso de profundidade \u00e0s palavras, fazendo o trabalho parecer quase como uma pintura de paisagem.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias refer\u00eancias antigas no Egito e na \u00cdndia para conservar as plantas em bandejas, pr\u00e1tica que foi mantida por raz\u00f5es decorativas e medicinais.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias refer\u00eancias antigas no Egito e na \u00cdndia para conservar as plantas em bandejas, pr\u00e1tica que foi mantida por raz\u00f5es decorativas e medicinais.<\/p>\n<p>A primeira refer\u00eancia para o que n\u00f3s chamamos bonsai remonta da China durante a Dinastia Tang (618-907). Nessa \u00e9poca, eles desenvolveram a miniatura de jardinagem e de \u00e1rvores chamada Penjing que literalmente traduzido \u00e9 paisagem de bandeja.<\/p>\n<p>Uma lenda chinesa afirma que na Dinastia de Han (206 a.C. \u2013 220 d.C.) um imperador montou em seu p\u00e1tio uma paisagem completa com colinas, vales, rios, lagos e \u00e1rvores que representavam todo o imp\u00e9rio.<\/p>\n<p>Ele organizou a paisagem de forma que pudesse contemplar seu imp\u00e9rio inteiro da janela do seu pal\u00e1cio.<\/p>\n<p>Essa forma de arte da paisagem em miniatura somente ele possuia. Quem ousesse imit\u00e1-lo, caracterizaria uma amea\u00e7a e seria morto.<\/p>\n<p>A primeira prova documentada sobre bonsai foi descoberta na tumba do Pr\u00edncipe Zhang Huai que morreu em 706 durante a Dinastia Tang.<\/p>\n<p>Descobriram um espet\u00e1culo de pinturas de plantas na parede da tumba que se assemelham ao bonsai. Em uma das pinturas, observa-se um criado levando uma paisagem em miniatura e, em outra pintura, um criado carrega uma bandeja que cont\u00e9m uma \u00e1rvore.<\/p>\n<p>O Penjing na Bonsai japon\u00easChina desfrutou do desenvolvimento art\u00edstico vigoroso durante a Dinastia Song (960-1279) e, antes dos primeiros anos da Dinastia de Qing (1644-1911), a arte se tornou mais popular e apareceram os primeiros manuais.<\/p>\n<p>Com popularidade crescente, tanto na \u00e1rea comercial quanto no car\u00e1ter folcl\u00f3rico, o Penjing transformou-se em formas art\u00edsticas mais sofisticadas. Al\u00e9m do esteticamente refinado Penjing, a pessoa poderia encontrar \u00e1rvores nas quais tinham sido enrolados cal\u00e7\u00f5es de banho para representar drag\u00f5es e animais, ou abrigo de quem pintava camadas de nuvens, ou \u00e1rvores amoldadas para se assemelhar aos golpes de car\u00e1ter fortuitos.<\/p>\n<p>No Jap\u00e3o, a arte de desenvolver \u00e1rvore em miniatura foi provavelmente introduzida durante o per\u00edodo Heian(794-1191). Nesse tempo, o Jap\u00e3o enviou embaixadores \u00e0 China para estudar artes, arquitetura, idioma, literatura, leis e Budismo fazendo com que o japon\u00eas importasse cultura e artes chinesas em uma grande escala.<\/p>\n<p>O chamado Bonsai no Jap\u00e3o (\u00e1rvore em uma panela ou bandeja), foi inicialmente um tipo de arte limitado \u00e0 classe nobre da elite e assim permaneceu at\u00e9 a Era de Muromachi no d\u00e9cimo quarto s\u00e9culo, enquanto prosperava juntamente com a cerim\u00f4nia de ch\u00e1 verde para se tornar parte da\u00a0<strong>cultura japonesa<\/strong>.<\/p>\n<p>Antes da era de Edo no d\u00e9cimo sexto s\u00e9culo, todo cidad\u00e3o de toda as classes, do Daimyo (o senhor feudal) at\u00e9 os comerciantes, n\u00e3o hesitaria perante uma chance de desfrutar juntos a arte do bonsai, e foram realizadas v\u00e1rias competi\u00e7\u00f5es na \u00e9poca. Durante esse per\u00edodo, o japon\u00eas desenvolveu uma paix\u00e3o crescente por plantas e jardins e estilos de bonsai apareceram em impress\u00f5es e ilustra\u00e7\u00f5es junto com eventos de vida e paisagens.<\/p>\n<p>Considera-se que as artes do bonsai japonesas alcan\u00e7aram o auge da sua pr\u00e1tica antes do d\u00e9cimo oitavo s\u00e9culo. O japon\u00eas demorou muito tempo para refinar a arte do bonsai.<\/p>\n<p>Os refinamentos que eles desenvolveram fizeram do bonsai o que \u00e9 hoje, e alguns consideram ainda que o melhor bonsai est\u00e1 sendo desenvolvido no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim como o homem ocidental teve de algum modo sido exposto ao bonsai, igualmente j\u00e1 no d\u00e9cimo sexto s\u00e9culo pelos comerciantes mar\u00edtimos e mission\u00e1rios, o bonsai antecipadamente veio do oeste do Jap\u00e3o e da China. A exibi\u00e7\u00e3o do bonsai em Paris em 1878, 1889, 1900, e a primeira e principal exibi\u00e7\u00e3o do bonsai ocorrida em Londres em 1909 aumentaram o interesse ocidental pelo bonsai. Tem-se not\u00edcia que em 1904 mais de seiscentas plantas foram leiloadas num per\u00edodo de tr\u00eas dias na cidade de Nova Iorque.<\/p>\n<p>Nesses primeiros anos, muitos ocidentais sentiam que as \u00e1rvores se aparentavam torturadas e expressavam bem abertamente o desgosto pelo modo como as \u00e1rvores estavam sendo tratadas por mestres do bonsai.<\/p>\n<p>Somente em 1935 as opini\u00f5es mudaram e o bonsai foi classificado finalmente como uma arte no oeste. Com o fim da SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, o bonsai come\u00e7ou a ganhar popularidade no oeste com soldados que voltavam do Jap\u00e3o com bonsai em reboque refletindo o interesse ocidental na arte.<\/p>\n<p>O conhecimento deles sobre a arte do bonsai era de grande interesse para muitos americanos que aprenderam a arte. Hoje, bonsais s\u00e3o vendidos em lojas de departamentos, centros de jardim, ber\u00e7\u00e1rios e muitos outros lugares. Por\u00e9m, a maioria desses s\u00e3o cortados ainda verdes e n\u00e3o s\u00e3o o verdadeiro bonsai produzido por mestres de bonsai.<\/p>\n<p>A maioria das \u00e1rvores compradas hoje \u00e9 conhecida como pr\u00e9-bonsai e a maior parte s\u00f3 \u00e9 usada como um ponto de partida.<\/p>\n<p>Um bonsai de boa qualidade demora muitos anos para crescer e desenvolver e \u00e0s vezes pode ser comprado de mestres especialistas ou de cole\u00e7\u00f5es privadas.<\/p>\n<p>Originalmente, kimono era palavra japonesa para designar roupa. Em anos mais recentes, a palavra foi sendo usada especificamente para se referir \u00e0 tradicional roupa japonesa. Atualmente, ela \u00e9 sin\u00f4nimo deste tipo de roupa.<\/p>\n<p>A brilhante e atraente arte da impress\u00e3o em bloco de madeira de ukiyo-e \u00e9 universalmente a mais conhecida de todas as artes japonesas.<\/p>\n<p>No per\u00edodo Taish\u00f4 e no in\u00edcio do per\u00edodo Sh\u00f4wa, a geisha foi transformada em um s\u00edmbolo de valores tradicionais.<\/p>\n<p><strong>Cultura do Jap\u00e3o &#8211; Artes Visuais<\/strong><\/p>\n<p><strong>Belas Artes<\/strong><\/p>\n<p>Os objetos remanescentes mais antigos da arte japonesa s\u00e3o imagens de barro que datam da Idade da Pedra e figuras de pedra bruta de um per\u00edodo um pouco posterior.<\/p>\n<p>Um desenvolvimento ainda mais posterior foram as imagens mortu\u00e1rias de argila chamadas de haniwa, que foram desenterradas de antigos mausol\u00e9us.<\/p>\n<p>Elas apresentam um certo avan\u00e7o t\u00e9cnico e hoje s\u00e3o muito apreciadas como exemplos de arte primitiva.<\/p>\n<p>O in\u00edcio das artes japonesas se remontam a uns mil e quinhentos anos atr\u00e1s, segundo os descobrimentos de diversos objetos, especialmente figuras de barro e utens\u00edlios de pedra sem polir.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que a arte japonesa, ao largo de sua hist\u00f3ria, h\u00e1 sofrido numerosas influ\u00eancias estrangeiras entre as que destacam a arte china e persa. Entretanto com a introdu\u00e7\u00e3o do budismo no ano 538 d.C. a arte da \u00cdndia, constitui como um dos pilares da arte japonesa.<\/p>\n<p>A influ\u00eancia do budismo percebe-se de diferentes maneiras, nas express\u00f5es art\u00edsticas que se deu nos per\u00edodos que conformam a hist\u00f3ria do arquip\u00e9lago.<\/p>\n<p>No Per\u00edodo Asuka (592-645) se constru\u00edram numerosos templos (como o Templo Horyuji, o edif\u00edcio de madeira mais antigo do mundo), sendo a caracter\u00edstica principal o realce do solene e do sublime, aunado a simplicidade das formas e a idealiza\u00e7\u00e3o dos rasgos (sobretudo na escultura).<\/p>\n<p>O Per\u00edodo Nara (710-794) costuma dividir-se em per\u00edodos conhecidos como Hakuho (710-729), onde se manifesta claramente a forte influ\u00eancia china e hindu, especialmente na escultura que apresenta gra\u00e7a e vigor; e o Per\u00edodo Tempyo (729-749), sin\u00f4nimo da idade de ouro do budismo e da escultura budista. Suas caracter\u00edsticas mais diferentes s\u00e3o o realismo e a serenidade.<\/p>\n<p>O Per\u00edodo Konin Jogan ou Per\u00edodo Inicial Heian (810-824) distingue-se por suas formas volumosas e expressivas idealizadas, devido a influ\u00eancia exercida pelos ensinos m\u00edsticos da seita budista esot\u00e9rica Shingon.<\/p>\n<p>No Per\u00edodo Heian Tardio (794-1192), destaca a beleza, eleg\u00e2ncia, delicadeza e a esquisitice nas formas.<\/p>\n<p>Durante este tempo a pintura assume, por primeira vez, uma posi\u00e7\u00e3o importante que se aprecia sobretudo no Yamatoe ou pintura de estilo japonesa e no Emakimono (rolos ilustrados).<\/p>\n<p>O Per\u00edodo Kamakura (1192-1333) caracteriza-se por sua austeridade. Na escultura prevalece o realismo e as express\u00f5es vigorosas, enquanto que na arquitetura distingue-se por sua pureza e simplicidade formas.<\/p>\n<p>No Per\u00edodo Muromachi desenvolve-se os sumie, pintura a pincel com tinta negra e j\u00e1 no Per\u00edodo Azuchi-Momoyama, produz um refinamento art\u00edstico que se expressa na imposi\u00e7\u00e3o de cores vivas e desenhos elaborados.<\/p>\n<p>\u00c9 ademais, a \u00e9poca na que se realizam biombos, arquiteturas em madeiras muito elaboradas e m\u00e1scaras para as obras de Teatro Noh. No Per\u00edodo Edo a modalidade art\u00edstica mais importante foi o Ukiyoe (gravados), decaindo a escultura. Finalmente, j\u00e1 na segunda metade do s\u00e9culo XIX (per\u00edodo chamado moderno com a restaura\u00e7\u00e3o de Meiji), come\u00e7a a perceber a influencia do ocidente que se vai misturando com as manifesta\u00e7\u00f5es mais tradicionais.<\/p>\n<p><strong>Influ\u00eancia do Budismo<\/strong><\/p>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o do budismo em 538 d.C. levou a um per\u00edodo cultural de s\u00fabito florescimento art\u00edstico, que atingiu seu auge no per\u00edodo cultural Asuka (538-645), quando as artes foram encorajadas pelo apoio imperial.<\/p>\n<p>Foram constru\u00eddos muitos templos budistas, inclusive o c\u00e9lebre Templo Horyuji pr\u00f3ximo a Nara, que se acredita ser a constru\u00e7\u00e3o de madeira mais antiga do mundo.<\/p>\n<p>A influ\u00eancia budista \u00e9 particularmente evidente na escultura figurativa que floresceu nesse per\u00edodo. A \u00eanfase era dada \u00e0 solenidade e \u00e0 sublimidade e os tra\u00e7os era idealizados.<\/p>\n<p>O Hakuho, ou o chamado per\u00edodo inicial da cultura Nara (645-710), que se seguiu ao per\u00edodo Asuka, foi uma \u00e9poca de forte influ\u00eancia chinesa e indiana.<\/p>\n<p>O achatamento da forma e a rigidez da express\u00e3o na escultura do per\u00edodo Asuka foram substitu\u00eddos, pela gra\u00e7a e o vigor.<\/p>\n<p>O Tempyo, ou o chamado per\u00edodo final da cultura Nara (710-794), foi a era de ouro do budismo e da escultura budista no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje em dia podem ser vistas algumas das grandes obras desses per\u00edodo em Nara e em seus arredores. Ela refletem um grande realismo combinado com uma rara serenidade.<\/p>\n<p>Um estilo idealizado de express\u00e3o retornou na era seguinte Konin-Jogan (794-899), quando os ensinamentos m\u00edsticos da seita budista exot\u00e9rica Shingon influenciaram a escultura dessa \u00e9poca.<\/p>\n<p>As est\u00e1tuas dessa era s\u00e3o maci\u00e7as de forma e m\u00edsticas na express\u00e3o. A era Konin-Jogan caracterizou o primeiro s\u00e9culo do per\u00edodo Heian, que continuou at\u00e9 1192. A fam\u00edlia Fujiwara tomou o poder, e as caracter\u00edsticas da escultura desse per\u00edodo s\u00e3o a eleg\u00e2ncia e a beleza, \u00e0s vezes \u00e0 custa do vigor.<\/p>\n<p>O contato com a China foi cortado, e as influ\u00eancias antes introduzidas do exterior foram ent\u00e3o assimiladas e evoluiram para um novo tipo de arte japonesa.<\/p>\n<p>A delicadeza e perfei\u00e7\u00e3o da forma caracterizam o novo gosto art\u00edstico desenvolvido nessa \u00e9poca. Essas caracter\u00edsticas tamb\u00e9m s\u00e3o vistas na arquitetura singular desse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Durante essa era, a pintura assumiu uma posi\u00e7\u00e3o importante, quase que pela primeira vez. Foi nessa era que se desenvolveram o tipo de pintura conhecido como yamatoe (pintura ao estilo japon\u00eas) e a arte do emakimono (rolos ilustrados).<\/p>\n<p><strong>Influ\u00eancia do Zen<\/strong><\/p>\n<p>A austeridade do regime d aclasse guerreira e do Zen-budismo foi refletida no per\u00edodo subseq\u00fcente Kamakura (1192-1338), quando a escultura tornou-se extremamente realista no estilo e vigorosa na express\u00e3o.<\/p>\n<p>A influ\u00eancia do Zen foi refletida na pureza e simplicidade da arquitetura desse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Ainda hoje em dia podem ser encontrados na arquitetura japonesa tra\u00e7os da influ\u00eancia da tradi\u00e7\u00e3o estabelecida no per\u00edodo Kamakura.<\/p>\n<p>Os rolos ilustrados e as pinturas de retratos tamb\u00e9m estiveram em voga durante esse per\u00edodo.<\/p>\n<p>O sumie, o delicado estilo da pintura a pincel com tinta preta, foi desenvolvido no per\u00edodo Muromachi (1338-1573). Ele se originou na seita budista do Zen, que estava familiarizada com a arte da China da dinastia Sung.<\/p>\n<p>O per\u00edodo Azuchi-Momoyama (1573-1602), que se seguiu, foi um tempo de transi\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m foi um per\u00edodo de grande sofistica\u00e7\u00e3o art\u00edtica. Os artistas expressavam-se com cores vivas e desenhos elaborados.<\/p>\n<p>Foram introduzidos os suntuosos biombos flex\u00edveis. Os castelos e templos eram decorados com elaboradas esculturas de madeira. M\u00e1scaras de grande refinamento art\u00edstico come\u00e7aram a ser usadas no teatro n\u00f4.<\/p>\n<p>A forma art\u00edstica mais famosa do per\u00edodo Edo (1603-1868) talvez tenha sido o g\u00eanero de pintura Ukiyoe, que ganhou imensa popularidade entre o p\u00fablico em geral.<\/p>\n<p>\u00c9 bem conhecida a influ\u00eancia do Ukiyoe sobre a arte europ\u00e9ia da segunda metade do s\u00e9culo XIX. A escultura entrou em decl\u00ednio durante o per\u00edodo Edo, mas as artes manuais tiveram consider\u00e1veis avan\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>Influ\u00eancia Ocidental<\/strong><\/p>\n<p>A segunda metade o s\u00e9culo XIX foi um per\u00edodo em que as influ\u00eancias ocidentais se fizeram sentir na arte japonesa. Hoje em dia existem, lado a lado, as formas ocidentais e os estilos tradicionais japoneses, que \u00e0s vezes mesclam-se entre si em um novo processo de assimila\u00e7\u00e3o m\u00fatua e revigoramento.<\/p>\n<p>Os japoneses nutrem um profundo interesse pelas manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edticas, tanto como espectadores como praticantes. A pintura e o desenho s\u00e3o h\u00e1bitos muito populares para as horas de lazer.<\/p>\n<p>Um grande n\u00famero de exposi\u00e7\u00f5es de arte \u00e9 realizado durante todo o ano nas principais cidades e atrai imensas multid\u00f5es.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o anual de arte mais antiga e mais impressionante do Jap\u00e3o \u00e9 a ampla Exposi\u00e7\u00e3o de Arte Nitten; ser selecionado para expor nela \u00e9 uma das honras art\u00edsticas mais elevadas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Desde a guerra tem havido um animado interc\u00e2mbio art\u00edstico internacional.<\/p>\n<p>Muitas pinturas japonesas e outras obras de arte t\u00eam sido expostas no exterior e s\u00e3o realizadas no Jap\u00e3o in\u00fameras exposi\u00e7\u00f5es de obras estrangeiras. Al\u00e9m da Exposi\u00e7\u00e3o Japonesa de Arte Internacional, que tamb\u00e9m \u00e9 conhecida como a Bienal de T\u00f3quio, a Exposi\u00e7\u00e3o Bienal Internacional de gravuras, que se realiza em Kyoto, \u00e9 muito conhecida no mundo.<\/p>\n<p><strong>Cultura do Jap\u00e3o -Arquitetura<\/strong><\/p>\n<p>Se algo pode definir a arquitetura de Jap\u00e3o \u00e9 a perfeita coexist\u00eancia dos estilos tradicionais com as mais modernas t\u00e9cnicas de engenharia. Gra\u00e7as a abund\u00e2ncia de bosques, madeira foi um dos materiais mais utilizados na constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre os diferentes estilos arquitet\u00f4nicos, ocupa um privilegiado lugar a arquitetura dos santu\u00e1rios xinto\u00edstas, umas das formas mais antigas que conhecem. \u00c9 o caso do Santu\u00e1rio de Ise Jingu, que construiu-se cada 20 anos de acordo com as t\u00e9cnicas mais tradicionais.<\/p>\n<p>Por outro lado, a influ\u00eancia do budismo na arquitetura foi muito importante. Prova dele \u00e9 o grande Buda de Bronze de Nara, o Daibutsu, do templo Todaiji, a maior constru\u00e7\u00e3o de madeira do mundo.<\/p>\n<p>Quanto aos estilos arquitet\u00f4nicos aut\u00f3ctones, estes sofreram diversas influencias ao largo dos diferentes per\u00edodos da hist\u00f3ria de Jap\u00e3o. No Per\u00edodo Heiano (de 794 a 1192), destaca o estilo Shinden Zukuri, que distingue-se pelos tetos de palha, obtidos das corti\u00e7a do cipreste, apoiados sobre vigas de madeira.<\/p>\n<p>No interior ressaltam os solos de madeira, os biombos e tatamis para delimitar os espa\u00e7os. O pal\u00e1cio Imperial de Kyoto \u00e9 o melhor exemplo deste estilo. No Per\u00edodo Kamakura, momento em que os samurais alcan\u00e7am a supremacia deslocando a nobreza e com a chegada do budismo desde China, desenvolveu-se o estilo Tang que pode-se apreciar claramente em numerosos templos das cidades de Kyoto e Kamakura.<\/p>\n<p>Com o tempo, esta tend\u00eancia evolucion\u00e1ria at\u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de templos em v\u00e1rios pisos, como \u00e9 o caso do Kinkakuji (Pavilh\u00e3o de Ouro) ou o Ginkakuji (Pavilh\u00e3o de Prata).<\/p>\n<p>Ademais neste per\u00edodo ganham popularidade os jardins criados a base de areia, pedra e pequenos arbustos.<\/p>\n<p>No Per\u00edodo Muromachi, gra\u00e7as a populariza\u00e7\u00e3o do ch\u00e1, as casas eram constru\u00eddas de acordo a este rito-cerimonial, dando lugar ao estilo Sukiya Zukuri. O melhor exemplo \u00e9 o Katsura Rikyu em Kyoto, onde numerosas casas para a cerim\u00f4nia do ch\u00e1, olham para um dos jardins mais belos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XVI fazem sua apari\u00e7\u00e3o os castelos, criados n\u00e3o s\u00f3 com fins militares mas, ademais, com certos crit\u00e9rios est\u00e9ticos j\u00e1 que em \u00e9poca de paz serviam para demostrar o prest\u00edgio dos senhores feudais.<\/p>\n<p>Entre os numerosos castelos h\u00e1 que destacar o Castelo de Himeji, constru\u00eddo no s\u00e9culo XVII.<\/p>\n<p>Quanto a arquitetura contempor\u00e2nea e a raiz da abertura de Jap\u00e3o no ano de 1868, o pa\u00eds entra no per\u00edodo de moderniza\u00e7\u00e3o e ocidentaliza\u00e7\u00e3o, introduzindo nas diferentes constru\u00e7\u00f5es a pedra e o ladrilho.<\/p>\n<p>Entre as obras mais destacadas h\u00e1 que nomear o Estado Nacional Yoyogi, sede dos jogos Ol\u00edmpicos de 1964, a Nova Cidade Senri em Osaka ou o Distrito de Shinjuku, em T\u00f3quio.<\/p>\n<p>O Tatami, \u00e9 uma t\u00e1bua de palha de arroz tran\u00e7ada, que cobre os solos japoneses provocando um olor natural e um tanto doce.<\/p>\n<p><strong>Estilos Arquitet\u00f4nicos Tradicionais<\/strong><\/p>\n<p><strong>Arquitetura de Santu\u00e1rio:\u00a0<\/strong>uma das formas mais antigas sobreviventes no Jap\u00e3o de hoje \u00e9 a arquitetura de santu\u00e1rio. O santu\u00e1rio Ise Jingu em Ise, na prefeitura de Mie, cujas origens s\u00e3o desconhecidas, \u00e9 um monumento arquitet\u00f4nico especialmente importante, que \u00e9 reconstru\u00eddo a cada vinte anos com o uso das t\u00e9cnicas originais de constru\u00e7\u00e3o, sendo que a pr\u00f3xima reconstru\u00e7\u00e3o est\u00e1 programada para 1993.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o simples de cipreste japon\u00eas sem pintura reflete o aspecto e esp\u00edrito da antiga arquitetura japonesa, que se destinava a mesclar-se de maneira harmoniosa com o ambiente em volta.<\/p>\n<p><strong>A influ\u00eancia do budismo<\/strong>\ud83d\ude2e budismo que chegou ao Jap\u00e3o atrav\u00e9s da China, no s\u00e9culo VI, exerceu uma grande influ\u00eancia sobre a arquitetura japonesa. A arquitetura dos templos budistas transmite, com seus impenentes materiais de constru\u00e7\u00e3o e escala arquitet\u00f4nica, uma magn\u00edfica imagem do continente. O sal\u00e3o que guarda a est\u00e1tua do Daibutsu (Grande Buda), no templo Todaiji, em Nara, conclu\u00eddo no s\u00e9culo VIII, \u00e9 a maior estrutura de madeira do mundo.<\/p>\n<p>Tanto Nara como Kyoto, antigas capitais do Jap\u00e3o, constru\u00eddas no s\u00e9culo VIII, foram projetadas segundo o m\u00e9todo chin\u00eas de planejamento urbano, que disp\u00f5e as ruas em um padr\u00e3o de tabuleiro de xadrez.<\/p>\n<p>A Kyoto moderna conserva a forma que teve \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>O desenvolvimento de estilos japoneses nativos<\/strong>: no per\u00edodo Heian (794-1192), o budismo sofreu uma japoniza\u00e7\u00e3o gradual. O Shinden-zukuri, o estilo arquitet\u00f4nico empregado nas mans\u00f5es e casas da nobreza, \u00e9 caracter\u00edstico da arquitetura residencial desse per\u00edodo.<\/p>\n<p>O telhado coberto de casca de \u00e1rvore do cipestre repoosa em pilares de madeira e vigas; o interior tem assoalho de madeira sem divis\u00f3rias fixas dos aposentos; e ouso de biombos flex\u00edveis e de uma s\u00f3 folha, o tatami e de outros materiais leves, possibilitava a livre defini\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o vital.<\/p>\n<p>O Gosho de Kyoto (Pal\u00e1cio Imperial), lar de gera\u00e7\u00f5es de imperadores, ainda exemplifica muito bem essa disposi\u00e7\u00e3o. Alguns tra\u00e7os do aspecto exteriro, como os materiais de constru\u00e7\u00e3o, o telhado de declividade abrupta e calhas largas ainda podem ser vistos nas moradias japonesas de hoje.<\/p>\n<p>Uma outra caracter\u00edstica do Per\u00edodo Heian foi o aparecimento dos jardins com tanques e pavilh\u00f5es de pesca.<\/p>\n<p><strong>A influ\u00eancia do Zen<\/strong>: no per\u00edodo Kamakura (1192-1338), os samurais assumiram poder, depondo a nobreza como classe dominante na sociedade.<\/p>\n<p>A chegada do Zen-budismo da China nessa era fez surgir o estilo arquitet\u00f4nico Tang nos templos e mosteiros de Kyoto e Kamakura. Em um dado momento, ele se transformou na arquitetura de v\u00e1rios andares de templos como o Kinkakuji (templo do Pavilh\u00e3o Dourado) e o Ginkakuji (templo do Pavilh\u00e3o Prateado) em Kyoto.<\/p>\n<p>Tornaram-se populares os jardins de paisagem seca, nos quais s\u00e3o usados areia, pedras e arbustos para simbolizar montanhas e \u00e1gua.<\/p>\n<p>Embora todos eles fossem meios muito extravagantes dos samurais e da nobreza mastrarem seu poder, deles resultou tamb\u00e9m o florescimento de uma cultura art\u00edstica singularmente japonesa.<\/p>\n<p>O ch\u00e1, que foi transmitido ao Jap\u00e3o pela China, popularizou-se entre as classes altas na era Muromachi (1338-1573). O esp\u00edrito da casa de ch\u00e1, que era constru\u00edda especialmente para a cerim\u00f4nia do ch\u00e1, eventualmente passou a influenciar a arquitetura residencial e desenvolveu-se um estilo arquitet\u00f4nico chamado sukiya-zukuri, ou estilo da cabana da cerim\u00f4nia do ch\u00e1.<\/p>\n<p>A Katsura Rukyu de Kyoto, que antes foi uma vila imperial, \u00e9 o exemplo m\u00e1ximo desse estilo. Constri\u00edda na primeira parte do per\u00edodo Edo (1603-1868), sua estrutura \u00e9 famosa por sua soberba harmonia e rara simplicidade. O jardim \u00e9 considerado um dos melhores exemplos da jardinagem parisag\u00edstica japonesa.<\/p>\n<p><strong>A constru\u00e7\u00e3o de castelos<\/strong>: muitos castelos foram constru\u00eddos no Jap\u00e3o durante o s\u00e9culo XVI, quando o esp\u00edrito guerreiro domunou a sociedade japonesa. Embora fossem constru\u00eddos como bases militares, os castelos tamb\u00e9m cumpriam um importante papel em tempos de paz como s\u00edmbolo do prest&amp;icute;gio de um senhor e como centro de administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por esta raz\u00e3o, eles eram projetados n\u00e3o apenas para os prop\u00f3sitos militares, mas tamb\u00e9m tendo em mente a est\u00e9tica. Hoje em dia sobrevive um grande n\u00famero de cadstelos em cidades espalhadas pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>Talvez o mais proeminente deles seja o Castelo Himeji, que muitas vezes &amp;ecaute; comparado com uma gar\u00e7a branca por causa de sua beleza equilibrada.<\/p>\n<p><strong>O Desenvolvimento da Arquitetura Moderna<\/strong><\/p>\n<p>Com a Restaura\u00e7\u00e3o Meiji em 1868 surgiu um per\u00edodo de moderniza\u00e7?o e ocidentaliza\u00e7\u00e3o e foram introduzidas as t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o que usam a pedra e tijolo.<\/p>\n<p>O novo estilo espalhou-se pelo pa\u00eds e foi adotadoa em muitas f\u00e1bricas administradas pelo governo e reparti\u00e7\u00f5es oficiais.<\/p>\n<p>Tornaram-se cada vez mais populares os pr\u00e9dios de escrit\u00f3rios e resid\u00eancias que incorporavam os desenhos ocidentais.<\/p>\n<p>Entretanto, as estruturas de pedra e tijolo constru\u00eddas pelos m&amp;ecaute;todos convencionais n\u00e3o conseguiram ficar de p\u00e9 no grande terremoto de 1923, que reduziu T\u00f3quio a escombros.<\/p>\n<p>Depois disso foram feitos progressos na pesquisa sobre m\u00e9todos de constru\u00e7\u00e3o \u00e0 prova de terremotos, e entrou em voga a arquitetura do concreto armado, mais ou menos na mesma \u00e9poca emque tal ocorria na Europa Ocidental.<\/p>\n<p><strong>Desenvolvimento do p\u00f3s-guerra<\/strong>: ao superar o pesado golpe que foi a Segunda Guerra Mundial, o Jap\u00e3o entrou em um per\u00edodo de crescimento econ\u00f4mico r\u00e1pido, no qual a engenharia arquitet\u00f4nica, que usa o a\u00e7o e o concreto, atingiu um dos n\u00edveis mais elevados do mundo. Foi projetado um grande n\u00famero de pr\u00e9dios, que proporcionaram uma contribui\u00e7\u00e3o significativa \u00e0 arquitetura internacional.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tempos tem havido uma tend\u00eancia de expressar as formas tradicionais japonesas, usando tecnologia e materiais modernos.<\/p>\n<p>O Est\u00e1dio Nacional de Yoyogi, constru\u00eddo para as Olimp\u00edadas de T\u00f3quio em 1964, e os v\u00e1rios tipos de arquitetura vistos na Exposi\u00e7\u00e3o Mundial de Osaka em 1970 exemplificam um resultado do crescimento econ\u00f4mico japon\u00eas do p\u00f3s-guerra, doqual o pa\u00eds pode orgulhar-se.<\/p>\n<p>Recentemente t\u00eam chamado a aten\u00e7\u00e3o as formas arquitet\u00f4nicas originais e as tend\u00eancias p\u00f3s-modernas criadas por jovens arquitetos, que tanto trabalham no exterior como no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Tem surgido um grande n\u00famero de projetos de constru\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00f5es em larga escala, como a Cidade Nova Senri, em Osaka, para suprir a demanda de moradias causada pelo aumento populacional do pa\u00eds e, nas grandes cidadesm, onde a terra \u00e9 escassa, a engenharia de arquitetura dos pr\u00e9dios ultra-altos tem feito not\u00e1veis progressos para suprir a grande demanda de espa\u00e7o para escrit\u00f3rio.<\/p>\n<p>Um bloco de arranha-c\u00e9us em Shinjuku, no centro ocidental de T\u00f3quio, que \u00e9 chamado de subcentro da capital, ergue-se como s\u00edmbolo do status econ\u00f4mico do Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma recente tend\u00eancia espetacular tem sida a reurbaniza\u00e7\u00e3o do centro de T\u00f3quio, enfocada em pr\u00e9dios inteligentes como o complexo Ark Hills, para satisfazer as necessidades de uma cidade internacionalizada e com intenso n\u00edvel de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pr\u00e9dios inteligentes s\u00e3o s\u00e3o conectados com as redes de telecomunica\u00e7\u00e3o mais avan\u00e7adas do mundo e s\u00e3o adminsitrados automaticamente.<\/p>\n<p><strong>Cultura do Jap\u00e3o &#8211; Desenho<\/strong><\/p>\n<p><strong>Desenho T\u00e9cnico<\/strong><\/p>\n<p>No campo do desenho t\u00e9cnico, v\u00e1rios implementos, ferramentas, talheres e outros itens adequados \u00e0 vida moderna est\u00e3o sendo mildados com base nas t\u00e9cnicas tradicionais japonesas, tais como a da laca, o trabalho em madeira, a cer\u00e2mica, o trabalho em metal, a fundi\u00e7\u00e3o, a grava\u00e7\u00e3o de relevo, a tecelagem e a arte de tingir. Esses produtos do trabalho manual, frutos do clima e da cultura singulares do Jap\u00e3o, est\u00e3o granjeando popularidade como artesanatos folcl\u00f3ricos modernos.<\/p>\n<p><strong>Desenho de Moda<\/strong><\/p>\n<p>No campo da moda, nos \u00faltimos anos, os modistas japoneses v\u00eam ganhando aclama\u00e7\u00e3o especial no plano internacional. Quando os modistas japoneses come\u00e7aram a ser notados pela primeira vez no exterior, a origem do interesse foi a curiosidade acerca do gosto e estilo japoneses, mas, hoje em dia, os pioneiros Mori Hanae, vieram Ashida Jun, Kawakubo Rei, Miyake Issei, Takada Kenzo e Yamamoto Yoji.<\/p>\n<p>A ocidentaliza\u00e7\u00e3o do estilo japon\u00eas de vida deixou pouca oportunidade para o uso do tradicional quimono, mas um novo senso de valores e novos modelos est\u00e3o gerando uma reavalia\u00e7\u00e3o do quimono e dos modos de us\u00e1-lo.<\/p>\n<p><strong>Cultura do Jap\u00e3o &#8211; Literatura<\/strong><\/p>\n<p>O vigor da literatura contempor\u00e2nea japonesa, assim como o de muitas coisas no Jap\u00e3o, inspira-se em uma rica variedade de fontes, desde as influ\u00eancias cl\u00e1ssicas da antiga China, passando pela diversidade do pensamento ocidental, at\u00e9 as qualidades duradouras de suas pr\u00f3prias tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As duas obras liter\u00e1rias sobreviventes mais antigas do Jap\u00e3o exercem uma profunda influ\u00eancia at\u00e9 os dias de hoje. Uma delas \u00e9 a Kojiki (Registro de Casos Antigos), uma obra em prosa que se acredita que foi completada em 712 d.C. A outra \u00e9 a Many\u00f5sh\u00fc, uma antologia em vinte volumes de poemas compilado por volta do ano 770.<\/p>\n<p>Ela cont\u00e9m cerca de 4.500 poemas de numerosos homens e mulheres de todas as profiss\u00f5es, tanto jovens como velhos \u2013 desde imperadores e imperatrizes at\u00e9 soldados de fronteira e camposeses humildes, muitos deles an\u00f4nimos. Muitos desse poemas, que cobrem uma ampla variedade de temas, s\u00e3o conhecidos por sua comovente franqueza e simplicidade audaz.<\/p>\n<p>O s\u00e9culo IX foi um per\u00edodo de contato direto entre o Jap\u00e3o e a China, e os cl\u00e1ssicos chineses foram a influ\u00eancia moldadora da literatura dessa \u00e9poca.<\/p>\n<p>Depois o contato foi rompido e seguiu-se um per\u00edodo no qual a influ\u00eancia das obras estrangeiras foi assimilada e os escritores japonese desenvolveram uma literatura pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Taketori Monogatari (A hist\u00f3ria do cortador de bambu), que foi escrito por volta do ano 811, \u00e9 considerado o primeiro romance japon\u00eas. Ela foi seguido por outras obras como o Genji Monogatari (A hist\u00f3ria de Genji, escrita por Murasaki Shikibu, por volta de 1010), que \u00e9 um romance em 54 volumes que descreve o amor e sofrimento de nobres e suas damas.<\/p>\n<p>Ele oferece ao leitor um delicioso relance da vida na sociedade aristocr\u00e1tica japonesa nos s\u00e9culos X e XI, assim como da elegante cultura do per\u00edodo Heian, em especial de seu estetismo colorido com uma suave melancolia. Esse primeiro grande romance da hist\u00f3ria foi escrito por uma das damas da corte Heian, muitas das quais era escritoras e poetisas de certa distin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A vida di\u00e1ria da nobreza na virada do s\u00e9culo XI tamb\u00e9m \u00e9 descrita de maneira viva em Makura no S\u00f5s;shi (O livro do travesseiro), uma brilhante cole\u00e7\u00e3o de ensaios em um estilo que se assemelha ao dos poemas-prosa de uma outra talentosa dama da corte, Sei Shinagon, mas suas observa\u00e7\u00f5es descritivas s\u00e3o mais realistas e mostram mais humor.<\/p>\n<p>Makura no S\u00f5shi caracteriza-se por uma sagacidade poucas vezes rivalizadas na literatura japonesa posterior.<\/p>\n<p>Durante esse per\u00edodo, os tanka \u2013 poemas de 31 s\u00edlabas, na forma 5-7-5-7-7 \u2013 tornaram-se populares entre as damas da corte, os nobres e os sacerdotes. Em 905 o Kokinsh&amp;utilde (Cole\u00e7\u00e3o da poesia antiga e moderna) foi compilado como a primeira antologia de poemas coligidos por ordem imperial.<\/p>\n<p>O tanka tornou-se a forma cl\u00e1ssica do verso japon\u00eas e ainda hoje em dia \u00e9 o favorito de muitos poetas.<\/p>\n<p>A brevidade da forma do tanka obriga os poetas a valerem-se da sugest\u00e3o como meio de expandir o conte\u00fado de seus versos, artif\u00edcio liter\u00e1rio este que desde ent\u00e3o tem sido caracter\u00edstico da poesia japonesa.<\/p>\n<p>A ascen\u00e7\u00e3o dos guerreiros aristocratas regionais \u00e0 classe dominante gerou um per\u00edodo de cerca de 150 anos a partir do final do s\u00e9culo XII, em que se popularizam os contos de guerra.<\/p>\n<p>Esse s\u00e9culo e meio produziu um grande n\u00famero de importantes romances hist\u00f3ricos, nos quais o valente samurai substitui o cortes\u00e3o efeminado como her\u00f3i. Duas das obras famosas s\u00e3o Heike Monogatari (A hist\u00f3ria de Heike), escrito por volta de 1223, e o Taiheiki (Registro da Grande Paz), que apareceu em meados de 1300.<\/p>\n<p>O decl\u00ednio do poder do imperador e de sua corte e a destrui\u00e7\u00e3o deixada na esteira da cruenta guerra da \u00e9poca emprestaram um tom tr\u00e1gico a toda a literatura, que tendia a salientar as vicissitudes do destino do homem.<\/p>\n<p>A proeminente cole\u00e7\u00e3o de versos do Jap\u00e3o medieval \u00e9 o Shin Kokinsh\u00fc (Nova cole\u00e7\u00e3o da poesia antiga e moderna), uma antologia imperial not\u00e1vel por sua simb\u00f3lica express\u00e3o de delicadas emo\u00e7\u00f5es e homores.<\/p>\n<p>A cole\u00e7\u00e3o de ensaios em dois volumes Tsurezuregusa (Ensaios no \u00f3cio), escritos por um monge budista que vivia em clausura, em cerca de 1335, \u00e9 uma obra de natureza contemplativa e tom pensativo.<\/p>\n<p>Mas os ensaios l\u00edricos ensinam ao leitor, de maneira sutil, a alegria desta vida temporal, assim como o conceito budista da imperman\u00eancia de todas as coisas.<\/p>\n<p>O Tsurezuregusa teve uma grande influ\u00eancia sobre a literatura japonesa posterior e sobre a est\u00e9tica e ideais de comportamento do povo japon\u00eas em geral.<\/p>\n<p>Encontra-se um tom nost\u00e1lgico nas pe\u00e7as n\u00f4 dos s\u00e9culo XIV e XV, onde muitas vezes o mundo evocado \u00e9 o dos her\u00f3ismortos alguns s\u00e9culos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Essas pe\u00e7as s\u00e3o not\u00e1veis n\u00e3o penas por seu dram\u00e1tico poder de simbolismo refinado, mas tamb\u00e9m por sua magn\u00edfica poesia narrativa.<\/p>\n<p>O s\u00e9culo XVI foi um per\u00edodo de guerra entre senhores feudais rivais e muito pouca literatura foi produzida, mas um grande renascimento liter\u00e1rio come\u00e7ou na segunda metade do s\u00e9culo XVII, ou nos primeiros anos do per\u00edodo Edo de paz e de uma nova cultura pleb\u00e9ia.<\/p>\n<p>Os romances de Ihara Saikaku (1642-1693), conhecidos por seu realismo vivo e estilo incisivo, e as pe\u00e7as de Chikamatsu Monzaemon (1653-1724), com sua composi\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica, foram escritos para um p\u00fablico mais amplo que inclu\u00eda a classe dos comerciantes de ascens\u00e3o recente, e tinham m\u00e9rito liter\u00e1rio bem elevado.<\/p>\n<p>Nessas obras, os comerciantes, balconistas e pessoas comuns da cidade ocuparam o lugar dos generais como her\u00f3is, e \u00e0s vezes seu fim tr\u00e1gico vinha na forma do suic\u00eddio e n\u00e3o em algum combate nobre.<\/p>\n<p>A maioria das pe\u00e7as de Chikamatsu foi escrita para o teatro de marionetes, mas mais tarde foi adaptada para o palco do kabuki. Algumas de suas pe\u00e7as ainda s\u00e3o encenadas hoje em dia.<\/p>\n<p>Por volta dessa \u00e9poca, apareceu como nova forma de poesia, o haiku, um poema de tr\u00eas versos e cinco, sete e cinco s\u00edlabas, sendo que seu grande expoente foi Matsuo Basho (1644-1694).<\/p>\n<p>Basho desenvolveu uma simplicidade de estilo e uma profunda sutileza de conte\u00fado, que continuam a ser a forma idela almejada pelos poetas de haiku dos tempos modernos.<\/p>\n<p>Esses importantes desenvolvimentos no romance, no teatro e na poesia continuaram at\u00e9 os s\u00e9culos XVIII e XIX, quando o Jap\u00e3o foi virtualmente trancado para o resto do mundo.<\/p>\n<p>A literatura ocidental varreu o Jap\u00e3o durante o s\u00e9culo XIX, ora revigorando ora confundindo. Seguiu-se um per\u00edodo febril de experimenta\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria e desenvolvimento.<\/p>\n<p>A literatura japonesa foi enriquecida por diferentes correntes do pensamento ocidental, como o liveralismo, o idealismo e o ramantismo.<\/p>\n<p>Escritores japonese voltaram-se para o romance ao estilo ocidental e floresceram lado a lado diferentes tend\u00eancias e correntes de pensamento oriundas do Ocidente.<\/p>\n<p>Proeminentes romancistas como Mori Ogai e Natsume Soseki produziram suas obras na virada do s\u00e9culo. Ainda hoje em dia elas s\u00e3o muito lidas.<\/p>\n<p>Uma grande n\u00famero de obras liter\u00e1rias ocidentais foi traduzido para o japon\u00eas e os grandes nomes do Ocidente, de Shakespeare, Goethe e Tolstoi aos mestres contempor\u00e2neos da literatura, talvez sejam t\u00e3o conhecidos no Jap\u00e3o como em seus pr\u00f3prios pa\u00edses.<\/p>\n<p>Apesar do impacto causado pela literatura ocidental, ainda florescem as formas tradicionais japonesas. O tanka e o haiku, por exemplo, s\u00e3o escritos com tdoa a destreza e entusiasmo dos aristocratas da corte do passado. Os jornais publicam colunas regulares sobre tanka e haiku para esses poetas amadores.<\/p>\n<p>Desde a guerra, um n\u00famero cada vez maior de obras japonesas tem sido publicado no exterior. Obras contempor\u00e2neas que t\u00eam sido amplamente lidas em ingl\u00eas ou outros idiomas incluem o Kiky\u00f5 (Volta ao Lar) de Osaragi Jiro, o Kinkakuji (O templo do pavilh\u00e3o dourado) e outros romances de Jinuchiro. Tamb\u00e9m s\u00e3o muito lidos A hist\u00f3ria de Genji traduzido por Arthur Waley e outras tradu\u00e7\u00f5es dos cl\u00e1ssicos japoneses.<\/p>\n<p>Em 1968, Kawabata Yasunari (1899-1972) tornou-se o primeiro japon\u00eas a receber o Pr\u00eamio Nobel de Literatura.<\/p>\n<p>Kawakata \u00e9 muito conhecido no exterior atrav\u00e9s de muitas de suas obras traduzidas para l\u00ednguas estrangeiras, inclusive Yukiguni (Pa\u00eds da Neve), Senbazuru (Mil gar\u00e7as) e Koto (Kyoto).<\/p>\n<p>Seu estilo liter\u00e1rio caracteriza-se pela busca da beleza do lirismo japon\u00eas, com aguda sensibilidade. Nos anos mais recentes, as obras de Abe Kobo, Endo Shisaku e Inoue Yasushi t\u00eam sido traduzidas e s\u00e3o amplamente lidas em ingl\u00eas e outros idiomas.<\/p>\n<p>O n\u00famero total de t\u00edtulos novos publicados no Jap\u00e3o em 1986 foi de 6.290, representando 21,5% de todas as publica\u00e7\u00f5es. Essas publica\u00e7\u00f5es cobrem um vasto n\u00famero de campos, inclusive a n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o e os ensaios cr\u00edticos, assim como tamb\u00e9m a literatura pura.<\/p>\n<p>Em termos de vendas, a literatura popular supera todas as outras categorias; a literatura pura fica no fim da lista. O primeiro lugar na rela\u00e7\u00e3o de autores que pagam mais impostos, publicada todos os anos pelo governo, tem sido monopolizado nos \u00faltimos anos por um escritor que escreve romances de mist\u00e9rios que s\u00e3o sucesso de livraria.<\/p>\n<p>As revistas em quadrinhos s\u00e3o muito populares no Jap\u00e3o e um grande n\u00famero de revistas semanais \u00e9 publicado tanto para adultos como para crian\u00e7as. Uma delas tem, segundo se diz, uma circula\u00e7\u00e3o de mais de quatro milh\u00f5es de exemplares por semana.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria das revistas em quadrinhos do Jap\u00e3o remonsta ao final do s\u00e9culo XIX, quando os jornais e revistas come\u00e7aram a publicar primeiro caricaturas de um quadro e mais tarde de v\u00e1rios quadros, retratando a pol\u00edtica, os costumos e a vida, de uma maneira sat\u00edrica e bem- humorada. Nos anos 20 e 30, as hist\u00f3rias em quadrinhos tornaram-se populares, em especial as hist\u00f3rias de aventuras e as cole\u00e7\u00f5es de hist\u00f3rias desenhada por Tagawa Suiho, cujo heroi era um cachorro do ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos jornais e revistas come\u00e7ou a publicar hist\u00f3rias de quatro quadros, sendo que uma das mais proeminentes \u00e9 Sazae-san de Hasegawa Machiko, um desenho bem-humorado ainda popular hoje e que apresenta uma dona-de-casa comum e sua fam\u00edlia. A d\u00e9cada de 1960 viu o surgimento de muitas revistas em quadrinhos para crian\u00e7as, que plubicavam hist\u00f3rias em seriado.<\/p>\n<p>O desenho mais popular dessa \u00e9poca foi e Tetsuwan Atomu, de Tezuka Osamu, que se tornou a primeira hist\u00f3ria em quadrinhos a ser mostrada na televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos chegaram ao mercado v\u00e1rias revistas em quadrinhos dirigidas aos adultos, muitas vezes apresentando hist\u00f3rias escritas por escritores famosos e ilustradas por desenhistas muito conhecidos.<\/p>\n<p><strong>Cultura do Jap\u00e3o &#8211; A M\u00fasica<\/strong><\/p>\n<p>A corte imperial japonesa gostava de escutar uma elegante m\u00fasica conhecida como \u201cGagaku\u201d, de influ\u00eancias chinas. O repert\u00f3rio das orquestras inclu\u00edam pe\u00e7as instrumentais e de baile.<\/p>\n<p>Atualmente conserva-se a tradi\u00e7\u00e3o com algumas varia\u00e7\u00f5es. Entre os instrumentos japoneses tradicionais encontram-se o \u201cshamisen\u201d, parecido ao banyo, mais largo.<\/p>\n<p>Atualmente se usa para acompanhar pe\u00e7as teatrais do kakubi e bunraku. Outros instrumentos s\u00e3o o \u201ckoto\u201d, o \u201cbiwa\u201d. O consumo de m\u00fasica moderna em Jap\u00e3o ocupa um lugar destacado no \u00e2mbito mundial, a m\u00fasica ao vivo de todas as origens e muito popular em T\u00f3quio.<\/p>\n<p>Entre os m\u00fasicos atuais destacam Kitaro e Sakamoto Ryuichi, membros da M\u00e1gica Orquestra Amarela, m\u00e1s nenhuma alcan\u00e7a a popularidade de Sakamoto Kyu, que nos anos 60 foi um \u00eaxito em USA.<\/p>\n<p>Existem numerosas bandas japonesas que imitam o estilo ocidental, e incluso nos ambientes de salseiros latinos se h\u00e1 destacado a \u201cOrquestra da Luz\u201d recolhendo \u00eaxitos como se tratasse de um grupo caribenho.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.japao.org.br\/www.colegiosaofrancisco.com.br\/www.rio.br.emb-japan.go.jp\/www.rumbo.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cultura Japonesa A\u00a0cultura do Jap\u00e3o\u00a0\u00e9 uma mistura fascinante de tradi\u00e7\u00e3o e modernidade, com influ\u00eancias que remontam a milhares de anos. 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