{"id":47554,"date":"2016-06-14T12:16:23","date_gmt":"2016-06-14T12:16:23","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=47554"},"modified":"2016-06-14T12:26:16","modified_gmt":"2016-06-14T12:26:16","slug":"historia-de-brasilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/historia-de-brasilia","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p><b>Bras\u00edlia<\/b> \u00e9 a capital da Rep\u00fablica Federativa do Brasil e do Distrito      Federal brasileiro.<\/p>\n<p>Inaugurada em 21 de abril de 1960, pelo ent\u00e3o presidente Juscelino Kubitschek,      sendo a 3\u00aacap\u00edtal do Brasil. <\/p>\n<p>A partir desta data iniciou-se a transfer\u00eancia dos principais \u00f3rg\u00e3os da Administra\u00e7\u00e3o      Federal para a nova capital com a mudan\u00e7a das sedes dos poderes Executivo,      Legislativo e Judici\u00e1rio federais. <\/p>\n<p>Localiza-se no Distrito Federal. <\/p>\n<p>No \u00faltimo censo realizado pelo IBGE (2000) foi indicada uma popula\u00e7\u00e3o de      2,05 milh\u00f5es de habitantes, sendo 1,96 milh\u00e3o na \u00e1rea urbana e cerca de 90      mil na \u00e1rea rural. As \u00faltimas proje\u00e7\u00f5es (IBGE 2004) indicam que a popula\u00e7\u00e3o      total j\u00e1 esteja em cerca de 2,36 milh\u00f5es de habitantes. Est\u00e1 situada na Regi\u00e3o      Centro-Oeste.<\/p>\n<p>Seu Plano Piloto foi feito por L\u00facio Costa e muitas de suas constru\u00e7\u00f5es foram      projetadas pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer<\/p>\n<p><strong>Bras\u00edlia \u00e9 formada pela Asa Norte, Asa Sul, Setor Militar Urbano,      Setor de Garagens e Oficinas, Setor de Ind\u00fastrias Gr\u00e1ficas, \u00c1rea de Camping,      Eixo Monumental, Esplanada dos Minist\u00e9rios, Setor de Embaixadas Sul e Norte,      Vila Planalto, Granja do Torto, Vila Telebras\u00edlia, Setor de \u00e1reas Isoladas      Norte e sedia os tr\u00eas poderes da Rep\u00fablica Federativa do Brasil:<\/strong>      Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p>Segundo o ge\u00f3grafo Aldo Paviani, Bras\u00edlia \u00e9 constitu\u00edda por toda a \u00e1rea urbana      do Distrito Federal, e n\u00e3o apenas a parte tombada pela UNESCO ou a regi\u00e3o      central, pois a cidade \u00e9 polinucleada, constitu\u00edda pelas v\u00e1rias regi\u00f5es administrativas,      sendo uma delas o Plano Piloto, de modo que as regi\u00f5es per\u00edfericas, como Ceil\u00e2ndia      e Gama, entre outras, est\u00e3o articuladas \u00e0s centrais, especialmente na quest\u00e3o      do emprego, e n\u00e3o podem ser entendidas como cidades aut\u00f4nomas.<\/p>\n<h4>Naturalidade<\/h4>\n<p>Brasiliense \u00e9 o nome que se d\u00e1 a quem nasceu em Bras\u00edlia. Candango \u00e9 o termo      dado a quem vive em Bras\u00edlia, mas nao nasceu na cidade. Atualmente tamb\u00e9m      tem sido utilizado por alguns brasilienses para se identificarem. De origem      africana, Candango significa &#8220;ordin\u00e1rio&#8221;, &#8220;ruim&#8221;, e era      a denomina\u00e7\u00e3o que se dava aos trabalhadores que participaram da constru\u00e7\u00e3o      de Bras\u00edlia.<\/p>\n<h4>Turismo<\/h4>\n<p>Pal\u00e1cio do Planalto (ao fundo)No mundo inteiro, Bras\u00edlia \u00e9 a \u00fanica cidade      constru\u00edda no S\u00e9culo XX classificada como Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade      pela Unesco. Tem belos pr\u00e9dios, constru\u00e7\u00f5es magnif\u00edcas e a arte est\u00e1 presente      em todos os lugares. Entre suas atra\u00e7\u00f5es mais visitadas est\u00e3o o Congresso      Nacional, a Pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes, a Catedral, o Catetinho, a Torre de TV,      o Memorial JK e o Santu\u00e1rio Dom Bosco. A cidade ainda conta com v\u00e1rias \u00e1reas      verdes, como o Parque da Cidade Sarah Kubitscheck, o Parque Nacional de Bras\u00edlia,      mais conhecido como \u00c1gua Mineral e o Jardim Bot\u00e2nico.<\/p>\n<p>Bras\u00edlia ainda \u00e9 conhecida por suas comunidades religiosas, localizadas na      cidade (como o Templo da Boa Vontade da LBV) ou nos seus arredores, como o      Vale do Amanhecer, a Cidade Ecl\u00e9tica e a Cidade da Paz.<\/p>\n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><b><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/hhistor4.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" width=\"290\" height=\"203\" title=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" \/><br \/>\n     Bras\u00edlia<\/b> <\/p>\n<h4>Geografia<\/h4>\n<p>Bras\u00edlia se localiza a 15\u00b050\u009216\u0094 sul, 47\u00b042\u009248\u0094 oeste      a uma altura de 1050 a 1200 metros acima do n\u00edvel do mar. Seu relevo \u00e9 na      maior parte plano, apresentando algumas leves ondula\u00e7\u00f5es. O clima \u00e9 tropical      de altitude de altern\u00e2ncia e altitude, com um ver\u00e3o \u00famido e chuvoso e um inverno      seco.<\/p>\n<p>A temperatura m\u00e9dia anual \u00e9 de 19\u00baC, podendo chegar aos 28\u00baC no ver\u00e3o e a      menos de 07\u00baC nas madrugadas de inverno, a noite mais fria do ano de 2006      foi no dia 09 de junho, as 3 e 55 da manh\u00e3 fez 7.8 graus. Por\u00e9m a temperatura      pode variar no Distrito Federal, pois infelizmente o inmet s\u00f3 possui bases      registradoras na regi\u00e3o do plano-piloto e aeroporto. \u00e9 muito normal durante      os meses de inverno e outono, no Pico do Roncador, na serra do Sobradinho,      registrar temperaturas negativas, pois o pico \u00e9 o mais alto dentro do Distrito      Federal. Ele fica a mais de 2.200 metros acima do n\u00edvel do mar. <\/p>\n<p>O frio tamb\u00e9m predomina na regi\u00e3o rural e nas marges de rios e lagos. A umidade      relativa do ar \u00e9 de aproximadamente 70%, podendo chegar aos 30% ou menos no      inverno. Fauna predominantemente t\u00edpica de cerrado, em alguns lugares da cidade      \u00e9 possivel observarmos esp\u00e9cies de gimnospermas (pinheiros e tamb\u00e9m outros      tipos de \u00e1rvores provenientes de outra flora brasileira.<\/p>\n<p>A cidade foi constru\u00edda estrategicamente no Planalto Central, uma vasta regi\u00e3o      sem grandes acidentes geogr\u00e1ficos no interior do Brasil. Algumas raz\u00f5es para      sua constru\u00e7\u00e3o s\u00e3o deslocamento do centro pol\u00edtico do pa\u00eds para fora do eixo      Rio-S\u00e3o Paulo, incentivo ao povoamento do interior quase vazio do pa\u00eds e melhor      posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e militar da capital.<\/p>\n<p>Bras\u00edlia cresceu muito desde que foi constru\u00edda. A cidade foi projetada para      comportar no m\u00e1ximo 500.000 habitantes, sendo que hoje o Distrito Federal,      quadril\u00e1tero em meio ao planalto determinado para abrigar a cidade, j\u00e1 possui      mais de 2,2 milh\u00f5es de pessoas, com 1,5 milh\u00e3o nas cidades sat\u00e9lites e 600.000      habitantes em Bras\u00edlia. A maior raz\u00e3o para seu superpovoamento \u00e9 o fato de      sua economia estar intimamente ligada ao poder p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>Bras\u00edlia <\/strong>\u00e9 a cidade com uma das maiores rendas per-capita      do Brasil. Um dos problemas cr\u00f4nicos causados por tudo isso \u00e9 que o n\u00famero      de carros em Bras\u00edlia tende a aumentar a n\u00edveis para os quais a cidade n\u00e3o      foi projetada; come\u00e7aram a surgir in\u00fameros engarrafamentos na cidade, e alguns      lugares se tornam intransit\u00e1veis na hora do rush. Para tentar amenizar esse      quadro, foi constru\u00eddo um metr\u00f4, mas devido \u00e0 sua extens\u00e3o limitada e ao pr\u00f3prio      crescimento da cidade, n\u00e3o alterou significativamente o problema de tr\u00e2nsito      na cidade.<\/p>\n<h4>Hist\u00f3ria <\/h4>\n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><b><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/hhistor5.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" width=\"307\" height=\"172\" title=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" \/><br \/>\n     Bras\u00edlia<\/b> <\/p>\n<p>A primeira sede administrativa do Brasil foi S\u00e3o Salvador (atualmente Salvador),      onde funcionou de 1578 at\u00e9 1763, transferida posteriormente para o Rio de      Janeiro. Mas desde o in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o a id\u00e9ia de uma capital no interior      esteve sempre presente. Apesar da falta de evid\u00eancias, credita-se a originalidade      da id\u00e9ia ao Marqu\u00eas de Pombal (1699-1782), que desejaria, ent\u00e3o, uma capital      inexpugn\u00e1vel, n\u00e3o apenas para a col\u00f4nia, mas de todo o reino portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Os patriotas da Conjura\u00e7\u00e3o Mineira de 1798 pretendiam instalar a capital      do pa\u00eds na cidade de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei, enquanto os revolucion\u00e1rios nordestinos      de 1817 imaginaram para a capital da rep\u00fablica que pretendiam construir, uma      cidade central, a 30 ou 40 l\u00e9guas do mar.<\/p>\n<p>Em 1808, a corte portuguesa refugiou-se no Rio de Janeiro. Em 1809, William      Pitt, primeiro-ministro do Reino Unido recomenda, por motivos de seguran\u00e7a,      a constru\u00e7\u00e3o de uma Nova Lisboa no Brasil central.<\/p>\n<p>A partir de 1813, Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa, em repetidos artigos de seu Correio      Braziliense, reivindicava &#8220;a interioriza\u00e7\u00e3o da capital do Brasil, pr\u00f2xima      \u00e0s vertentes dos caudalosos rios que se dirigem para o norte, sul e nordeste&#8221;.<\/p>\n<p>Em 1821 Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio preparou a minuta de reivindica\u00e7\u00f5es da bancada brasileira      para a parecer da comiss\u00e3o encarregada da reda\u00e7\u00e3o de aditamentos \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o.      Acredita-se que tais reivindica\u00e7\u00f5es inspiraram a publica\u00e7\u00e3o em 1822 de um      in-f\u00f3lio sob o t\u00edtulo de &#8220;Aditamento ao projeto de Constitui\u00e7\u00e3o para      faz\u00ea-lo aplic\u00e1vel ao reino do Brasil&#8221;, em que se sugere &#8220;no centro      do Brasil, entre as nascentes dos confluentes do Paraguai e Amazonas, fundar-se-\u00e1      a capital desse Reino, com a denomina\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia&#8221;.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva, t\u00e3o logo viu proclamada a independ\u00eancia      do Brasil, ofereceu \u00e0 assembl\u00e9ia constituinte, a que ent\u00e3o presidia, uma Mem\u00f3ria,      onde demonstra as vantagens &#8220;de uma nova capital do Imp\u00e9rio no interior      do Brasil, em uma das vertentes do rio S\u00e3o Francisco, que poder\u00e1 chamar-se      Petr\u00f3pole ou Bras\u00edlia&#8230;&#8221;.<\/p>\n<p>Na legislatura de 1852 a quest\u00e3o tornou a ser ventilada, despertando a aten\u00e7\u00e3o      do historiador Varnhagen, que defendeu ardorosamente no comp\u00eandio &#8220;A      quest\u00e3o da capital mar\u00edtima ou no interior?&#8221;. Coube-lhe a primeira verifica\u00e7\u00e3o      pr\u00e1tica no local (1877). Apontou ent\u00e3o como local mais apropriado &#8220;para      a futura capital da Uni\u00e3o Bras\u00edlica o triangulo formado pelas lagoas Formosa,      Feia e Mestre d&#8217;Armas, das quais manam \u00e1guas para o Amazonas, para o S\u00e3o Francisco      e para o Prata!&#8221;. Determinava assim, com oitenta e tr\u00eas anos de anteced\u00eancia,      o ponto onde se iria instalar a nova capital.<\/p>\n<p>Com o advento da rep\u00fablica, volta a velha quest\u00e3o \u00e0 tona, sempre ligada \u00e0      defesa e ao desenvolvimento do pa\u00eds, afirmando-se expressamente, no art. 3o.da      constitui\u00e7\u00e3o republicana de 1891; &#8220;Fica pertencente \u00e0 Uni\u00e3o, no Planalto      Central da Rep\u00fablica, uma zona de 14.000 km\u00b2, que ser\u00e1 oportunamente demarcada,      para nela estabelecer-se a futura Capital Federal.&#8221; Floriano Peixoto      (segundo presidente da rep\u00fablica) deu objetividade ao texto, constituindo-se      a Comiss\u00e3o Exploradora do Planalto Central do Brasil (1892), sob a chefia      do ge\u00f3grafo Lu\u00eds Cruls, que apresentou substancioso relat\u00f3rio, delimitando,      na mesma zona indicada por Varnhagen, uma \u00e1rea retangular que ficou conhecida      como Ret\u00e2ngulo Cruls.<\/p>\n<p>Durante v\u00e1rios anos pouco se falaria na quest\u00e3o, e, na verdade, para t\u00e3o      arrojado plano, naquela \u00e9poca, seria necess\u00e1rio vencer as distancias com razo\u00e1veis      estradas de ferro at\u00e9 o mar, exigindo uma tecnologia de que n\u00e3o dispunha o      Estado.<\/p>\n<p>Muito embora a constitui\u00e7\u00e3o de 1934 previsse a interioriza\u00e7\u00e3o da capital      federal e ordenasse que, &#8220;conclu\u00eddos os estudos, ser\u00e3o apresentados \u00e0      C\u00e2mara dos Deputados, a qual tomar\u00e1, sem perda de tempo, as providencias necess\u00e1rias      \u00e0 mudan\u00e7a&#8221;, sobreveio a carta constitucional de 1937 e foram esquecidos      tais prop\u00f3sitos. Reapareceu o mesmo texto no art. 4 das disposi\u00e7\u00f5es transit\u00f3rias      da constitui\u00e7\u00e3o de 1946, motivando a comiss\u00e3o chefiada pelo engenheiro Poli      Coelho, que reconheceu a excel\u00eancia do local j\u00e1 preconizado. <\/p>\n<p>Outra comiss\u00e3o, constitu\u00edda em 1953 e presidida (em 1954) pelo general Jos\u00e9      Pessoa, completando os estudos j\u00e1 realizados, delineou a \u00e1rea de futura capital      entre os rios Preto e Descoberto, e os paralelos 15o30&#8242; e 16o03&#8242;, abrangendo      parte do territ\u00f3rio de tr\u00eas munic\u00edpios goianos (Planaltina, Luzi\u00e2nia e Formosa),      o que foi aprovado. <\/p>\n<p>Em 09 de dezembro de 1955, o presidente da Rep\u00fabica em exerc\u00edcio, Nereu Ramos,      atrav\u00e9s do decreto n.38.261 transforma a Comiss\u00e3o de Localiza\u00e7\u00e3o da Nova Capital      do Brasil, em Comiss\u00e3o de Planejamento da Constru\u00e7\u00e3o e da Mudan\u00e7a da Capital      Federal, da qual foi presidente, de maio a setembro de 1956, o doutor Ernesto      Silva, que, a 19 de setembro, lan\u00e7ou o concurso nacional do Plano Piloto de      Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Em Jata\u00ed, no in\u00edcio de sua campanha eleitoral, Juscelino Kubitschek de Oliveira      fora interpelado sobre o assunto da mudan\u00e7a da capital por um popular. <\/p>\n<p>Respondera que a mudan\u00e7a era obriga\u00e7\u00e3o constitucional e daria os primeiros      passos para sua efetiva\u00e7\u00e3o.Eleito presidente da rep\u00fablica, logo ap\u00f3s sua posse,      em janeiro de 1956, afirmou o seu empenho &#8220;de fazer descer do plano dos      sonhos a realidade de Bras\u00edlia&#8221;; Em 12 de mar\u00e7o de 1957, instalou-se      a Comiss\u00e3o julgadora do Concurso P\u00fablico para a escolha do Plano Piloto da      cidade de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>O arquiteto Oscar Niemeyer foi escolhido para chefia do Departamento de Urban\u00edstica      e Arquitetura, sendo encarregado de abrir concurso para escolha do plano-piloto;      assim, em mar\u00e7o de 1957, uma comiss\u00e3o julgadora constitu\u00edda por sir William      Halford, Stano Papadaki, Andr\u00e9 Sive, Oscar Niemeyer, Lu\u00eds Hildebrando Horta      Barbosa e Paulo Antunes Ribeiro escolheu o projeto do arquiteto L\u00facio Costa.<\/p>\n<p><strong>No dia 2 de outubro de 1956, em campo aberto, o presidente Kubitschek      assinou o primeiro ato no local da futura capital, lan\u00e7ou ent\u00e3o a seguinte      proclama\u00e7\u00e3o: <\/strong>&#8220;Deste planalto central desta solid\u00e3o que em breve      se transformar\u00e1 em c\u00e9rebro das altas decis\u00f5es nacionais, lan\u00e7o os olhos sobre      o amanh\u00e3 do meu pa\u00eds e antevejo esta alvorada com f\u00e9 inquebrant\u00e1vel e uma      confian\u00e7a sem limites no seu grande destino.&#8221;<\/p>\n<p>No mesmo ano iniciaram-se os trabalhos de constru\u00e7\u00e3o. Formou-se o N\u00facleo      Bandeirante, onde se permitia maior liberdade \u00e0 iniciativa particular e foi      batizado com o nome de &#8220;Cidade Livre&#8221;. Especialmente do Nordeste,      Minas Gerais e Goi\u00e1s, principiaram chegar levas de trabalhadores. Os primeiros      candangos.<\/p>\n<p>Fonte:  www.geocities.com<\/p>\n<h6>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p><strong>Bras\u00edlia<\/strong> foi inaugurada oficialmente em 22 de abril de 1960,      mas os preparativos come\u00e7ou h\u00e1 mais de dois s\u00e9culos atr\u00e1s. <\/p>\n<p>As duas primeiras capitais brasileiras, Salvador e Rio de Janeiro, foram      constru\u00eddas pela costa. <\/p>\n<p>Desde a segunda metade do s\u00e9culo 18, os governants (o Rei Portugu\u00eas, os imperadores      brasileiros e os presidentes da Rep\u00fablica do Brasil) tinha interesse em mudar      a capital para uma \u00e1rea mais interior, menos expostos a ataques mar\u00edtimos.<\/p>\n<p>Em 1823, Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrade e Silva, um dos mentores da Independ\u00eancia      do Brasil (conquistada em 1822), \u00e9 uma de propor o movimento, j\u00e1 sugerindo      o nome de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Em 1891, a primeira Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica do Brasil (proclamada em 1889)      determinou que uma nova capital seria constru\u00edda, em 1894, uma \u00e1rea de 14.400      quil\u00f4metros quadrados foi reservado para a capital. <\/p>\n<p>Em 7 de setembro de 1922, a primeira pedra de Bras\u00edlia est\u00e1 posto, em um      local que hoje \u00e9 administrada por Planaltina , uma das cidades sat\u00e9lites de      Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>No mandato do presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-1950), o Brasil estava      vivendo um per\u00edodo pr\u00f3spero (a guerra tinha se aproximado Brasil e EUA), e      a mudan\u00e7a de capital saiu do papel para se tornar realidade. Em 1955, a comiss\u00e3o      para a nova capital federal escolheu o local em que Bras\u00edlia seria constru\u00edda.<\/p>\n<p>Em 1956, Juscelino Kubitschek de Oliveira \u00e9 eleito presidente e cria a Companhia      de Urbaniza\u00e7\u00e3o da Nova Capital ( Novacap ).<\/p>\n<p>Kubitschek convida um jovem arquiteto, Oscar Niemeyer, para comandar o projeto.      No mesmo ano de 1956, o trabalho no local come\u00e7a. <\/p>\n<p>Em 1957, um concurso p\u00fablico \u00e9 ganho pelo urbanista L\u00facio Costa, que apresentou      as id\u00e9ias inovadores para o projeto da nova capital, em seu trabalho que ficou      conhecido como Plano Piloto (Plano Piloto). <\/p>\n<p>Juscelino Kubitschek, ou JK, teve o lema &#8220;cinq\u00fcenta anos em cinco&#8221;,      seu plano era fazer o Brasil crescer durante o seu mandato de cinco anos,      tanto quanto os anteriores 50 anos; JK convidou os fabricantes de autom\u00f3veis      (como a Ford, GM e Volkswagen) para vir para o Brasil, e abriu v\u00e1rias estradas      (em detrimento de ferrovias) para estimular a venda de carros. No entanto,      querida JK era Bras\u00edlia; ter a cidade terminou ainda durante seu mandato,      ele n\u00e3o hesitou em alocar recursos humanos e financeiros para as obras; Boeings      v\u00e1rios foram alugados para voar cimento, areia e outros supriments nos locais.<\/p>\n<p>Juscelino estava t\u00e3o obcecado com a id\u00e9ia de ser o fundador de Bras\u00edlia,      que abriu oficialmente a cidade em 22 de abril de 1960, antes de ser conclu\u00edda.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, o crescimento de Bras\u00edlia foi superior aos planejamentos.    <\/p>\n<p>De acordo com os planos originais, Bras\u00edlia seria uma cidade para as autoridades      governamentais e funcion\u00e1rios. No entanto, durante o per\u00edodo de constru\u00e7\u00e3o,      muitos brasileiros de todo o pa\u00eds (mas sobretudo das regi\u00f5es Norte e Nordeste)      migrou para Bras\u00edlia; esses imigrantes eram chamados de &#8220;candangos&#8221;.    <\/p>\n<p>Os candangos era para voltar para casa quando Bras\u00edlia foi conclu\u00edda, mas      a maioria n\u00e3o, muitos simplesmente n\u00e3o podia sair, e mais Bras\u00edlia viu uma      oportunidade para uma vida melhor.<\/p>\n<p>Para acomodar os candangos, pequenas aldeias foram constru\u00eddas no entorno      do Plano Piloto. Como mais e mais migrantes foram atra\u00eddos pelas oportunidades      de crescimento da capital, estas aldeias cresceu e tornou-se o Sat\u00e9lies Cidades      (cidades sat\u00e9lites) de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>At\u00e9 os anos 1980, o prefeito de Bras\u00edlia foi nomeado pelo Governo Federal,      e as leis de Bras\u00edlia foram emitidos pelo Senado Federal. <\/p>\n<p>Depois da Constitui\u00e7\u00e3o de 1998, Bras\u00edlia ganhou o direito de eleger seu governador,      e uma Assembleia Distrital foi eleito para exercize do Poder Legislativo (ainda      existem algumas diferen\u00e7as entre Bras\u00edlia e outras cidades brasileiras).<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/hhistor3.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" width=\"589\" height=\"235\" title=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" \/><strong><br \/>\n     Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> www.colegiosaofrancisco.com.br<\/p>\n<h6>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/h6>\n<h4>Bras\u00edlia capital da esperan\u00e7a<\/h4>\n<p>21 de abril de 1960, <strong>Bras\u00edlia<\/strong> tornou-se oficialmente a capital      do Brasil . Provavelmente n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia que o evento ocorre no dia do      anivers\u00e1rio da funda\u00e7\u00e3o de Roma &#8230;<\/p>\n<p>Quatro anos antes, o presidente brasileiro Juscelino Kubitschek decidiu construir      uma nova capital no centro do pa\u00eds, nas estepes do Estado de Goi\u00e1s, para reorientar      o desenvolvimento do Brasil para dentro.<\/p>\n<p>O trabalho do planejador L\u00facio Costa e o arquiteto Oscar Niemeyer \u00e9 fiel      ao &#8220;estilo internacional&#8221; inventado por Le Corbusier. Ela encanta      estetas, mas n\u00e3o convenceu os seus habitantes ou aqueles nost\u00e1lgicos da antiga      capital, Rio de Janeiro. <\/p>\n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/hhistor6.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" width=\"339\" height=\"250\" title=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" \/><br \/>\n     Catedral de Bras\u00edlia, DR<\/strong><\/p>\n<h4><strong>Por que uma nova cidade?<\/strong><\/h4>\n<p>A primeira capital colonial do Brasil, Salvador da Bahia foi fundada em 1549      no extremo oriental do pa\u00eds. Ele manteve seu status de dois s\u00e9culos antes      de ser substitu\u00eddo por Rio de Janeiro em 1763.<\/p>\n<p>Logo fica evidente que os l\u00edderes do pa\u00eds com a altamente desenvolvida sul      de S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, no cora\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de minera\u00e7\u00e3o      e do caf\u00e9, poderia engolir o resto do Brasil. Como unificar a na\u00e7\u00e3o e explorar      suas possibilidades, se o capital est\u00e1 situada \u00e0 margem desta \u00e1rea? A Constitui\u00e7\u00e3o      republicana de 1891, inspirado pelos Estados Unidos, prev\u00ea, no seu artigo      terceiro, assim, a constru\u00e7\u00e3o de uma nova capital no planalto central.<\/p>\n<p>Este texto \u00e9 uma letra morta at\u00e9 a posse do presidente Juscelino Kubitschek      em 1956! Este \u00faltimo, que sucedeu Get\u00falio Vargas em condi\u00e7\u00f5es muito dif\u00edceis,      decidiu criar uma nova capital, de acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o, a fim de consolidar      a sua legitimidade.<\/p>\n<p>Este grande projeto ir\u00e1 proporcionar-lhe novos adeptos no pa\u00eds. \u00c9, portanto,      um argumento para a campanha e, em 1957, por decreto fixou a data de abertura      da nova capital, 21 de abril de 1960, duplo anivers\u00e1rio da funda\u00e7\u00e3o de Roma,      por um lado, a execu\u00e7\u00e3o do primeiro her\u00f3i independ\u00eancia do Brasil, Tiradentes,      em 1792, por outro lado.<\/p>\n<h4>O s\u00edmbolo do novo Brasil<\/h4>\n<p>\u00c9 o planejador L\u00facio Costa, que desenhou os planos para a nova capital, com      a id\u00e9ia de que ela deveria simbolizar muito assertiva modernidade extrema      no Brasil. Ele chama dois eixos, o eixo monumental (leste-oeste), que est\u00e3o      localizados ao longo dos edif\u00edcios dos minist\u00e9rios e oficial, mas tamb\u00e9m o      neg\u00f3cio, e um segundo eixo, curva (norte-sul), que est\u00e3o localizados bairros      habita\u00e7\u00e3o, superquadras. Tudo na forma de uma cruz ou um s\u00edmbolo do avi\u00e3o      da cidade e longe de todos dependentes de liga\u00e7\u00f5es a\u00e9reas. No cruzamento dos      eixos, a esta\u00e7\u00e3o de \u00f4nibus.<\/p>\n<p>O arquiteto Oscar Niemeyer \u00e9 respons\u00e1vel por edif\u00edcios principais, o mais      importante \u00e9, sem d\u00favida, a catedral estrutura, hiperbol\u00f3ide com uma base      circular de 70 metros de di\u00e2metro, cujos pilares convergir antes de partir      novamente no topo.<\/p>\n<p>Tudo est\u00e1 longe de terminar quando a capital foi aberto no dia marcado (a      catedral em si vai ser consagrado em 1970). Qualquer que seja. O Cardeal Arcebispo      de Lisboa, D. Manuel Gon\u00e7alves Cerejeira, oferece a missa inaugural da cidade,      com a cruz de ferro Cabral, descobridor do Brasil, que havia servido na primeira      missa celebrada no Brasil, s\u00edmbolo da renova\u00e7\u00e3o na continuidade. <\/p>\n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/hhistor7.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" width=\"334\" height=\"218\" title=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" \/><br \/>\n     Pal\u00e1cio da Alvorada, Bras\u00edlia (Oscar Niemeyer), DR<\/strong><\/p>\n<h4>Um misto<\/h4>\n<p>A funda\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, sem d\u00favida, dado um novo impulso no Brasil, que \u00e9      voltado para o interior e para a explora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia para o melhor &#8230;      ou pior, um ponto de vista ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p>No entanto, algumas ambi\u00e7\u00f5es urbanas n\u00e3o poderia ser realizado. <\/p>\n<p><strong>O ala sistema independente, superquadras, com suas lojas e escolas,      tende a isolar o seu povo e faz uso essencial do carro, porque a rua n\u00e3o \u00e9      mais pensada como um lugar de intera\u00e7\u00e3o social<\/strong>: Bras\u00edlia \u00e9 uma cidade      projetada para autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>N\u00e3o ter os meios para aceder a estes superquadras, em que casa No total,      300.000 habitantes, migrantes de regi\u00f5es mais pobres do Nordeste, atra\u00eddos      pela capital, amontoados em cidades sat\u00e9lites ca\u00f3ticas, separado centro por      um &#8220;cintur\u00e3o verde&#8221; que preserva o ecossistema e fornece um espa\u00e7o      relaxante para os moradores da cidade. Um total de dois milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Bras\u00edlia permanece quase exclusivamente como um centro administrativo e n\u00e3o      tem nenhuma oferta de emprego, a taxa de desemprego \u00e9 muito elevado.<\/p>\n<p>Politicamente, a constru\u00e7\u00e3o da nova capital, tem permitido a curto prazo      poder estabilizador, mas n\u00e3o evitou o golpe militar de 1964. <\/p>\n<p>Fonte:  www.herodote.net<\/p>\n<h6>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/h6>\n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><b>&#8220;Deste Planalto Central, desta solid\u00e3o      em que breve se transformar\u00e1 em cer\u00e9bro das mais altas decis\u00f5es nacionais,      lan\u00e7o os olhos mais uma vez sobre o amanh\u00e3 do meu pa\u00eds e antevejo esta alvorada,      com uma f\u00e9 inquebrant\u00e1vel e uma confian\u00e7a sem limites no seu grande destino&#8221;.      Juscelino Kubistchek <\/b><\/p>\n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/hhistor9.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" width=\"286\" height=\"184\" title=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" \/><br \/>\n     Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p><b>Bras\u00edlia<\/b>, a capital do Brasil, inaugurada em 21 de abril de 1960,      continua sendo uma das mais belas e a mais moderna cidade do pa\u00eds. Mas a sua      hist\u00f3ria come\u00e7a h\u00e1 mais tempo do que a maioria das pessoas imaginam.<\/p>\n<h4>O Come\u00e7o do Sonho<\/h4>\n<p>Desde a \u00e9poca do Brasil Col\u00f4nia j\u00e1 se pensava em construir uma nova capital.      O Brasil tinha um imenso territ\u00f3rio e al\u00e9m das escaramu\u00e7as de piratas e contrabando      de pau-brasil, muitas na\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias foram tornando constantes os seus ataques      \u00e0 costa brasileira, desafiando a Coroa Portuguesa.<\/p>\n<p>De nada valeram os esfor\u00e7os de D. Jo\u00e3o III em tentar criar um sistema de      policiamento da costa do Brasil. Os ataques estrangeiros foram ficando cada      vez mais freq\u00fcentes e revelavam a inten\u00e7\u00e3o de algumas na\u00e7\u00f5es em ocupar partes      do territ\u00f3rio brasileiro. Basta lembrar que Salvador, a primeira capital do      Brasil, sofreu diversos ataques de piratas ingleses e foi tomada pelos holandeses      liderados pelo almirante Willenkens. <\/p>\n<p>Os invasores s\u00f3 foram expulsos da capital brasileira um ano depois. Aos poucos,      alguns brasileiros come\u00e7aram a perceber que o Brasil estava de costas para      o Brasil. Era um povo agrupado no litoral, lan\u00e7ando um olhar nost\u00e1lgico para      o continente europeu. Surgiriam ent\u00e3o as primeiras vozes a defender a interioriza\u00e7\u00e3o      do pa\u00eds. Longe do litoral e dos ataques de canh\u00f5es das naus inimigas, uma      nova capital no interior do Brasil teria muito mais seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Essa id\u00e9ia foi defendida pelo Marqu\u00eas de Pombal, em 1761. A Inconfid\u00eancia      Mineira, em 1789, j\u00e1 demonstrava a insatisfa\u00e7\u00e3o dos brasileiros com a Coroa      portuguesa e um anseio latente por um processo de interioriza\u00e7\u00e3o do Brasil.      Entre os planos dos inconfidentes estava a transfer\u00eancia da capital do Rio      de Janeiro para S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rei. Em 1808, o jornalista Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa      defendia a independ\u00eancia pol\u00edtica do Brasil e fundou, no ex\u00edlio em Londres,      o jornal &#8220;Correio Braziliense&#8221;. <\/p>\n<p>Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa pregava a mudan\u00e7a da capital para o interior do pa\u00eds,      que ele chamava de &#8220;para\u00edso terreal&#8221;. <\/p>\n<p>A Independ\u00eancia do Brasil, em 1822, trouxe mais \u00e2nimo para os defensores      da interioriza\u00e7\u00e3o. Na Assembl\u00e9ia Constituinte de 1823, Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio defendeu      a constru\u00e7\u00e3o de uma nova capital que, segundo ele, seria uma grande chance      de estimular a economia e o com\u00e9rcio. Essa foi a tese que Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio apresentou      no documento que se intitulou &#8220;Mem\u00f3ria sobre a necessidade e meios de      edificar no interior do Brasil uma nova capital&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio chegou a sugerir dois nomes para a nova cidade, que      ele imaginou no Planalto Central:<\/strong> Petr\u00f3polis e Bras\u00edlia. O diplomata      e historiador Francisco Adolfo de Varnhagem, Visconde de Porto Seguro, tamb\u00e9m      foi outro importante defensor da mudan\u00e7a da capital. Ele chegou a realizar      estudos e tamb\u00e9m concluiu que a regi\u00e3o do Planalto Central seria o local ideal      para a nova capital. <\/p>\n<p>Em 1891, na elabora\u00e7\u00e3o da primeira constitui\u00e7\u00e3o republicana, a transfer\u00eancia      da capital voltou a ser discutida. Foi aprovada a emenda do deputado catarinense      Lauro M\u00fcller, que estabeleceu a demarca\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea no Planalto Central      de 14 mil quil\u00f4metros para a constru\u00e7\u00e3o da nova capital da Rep\u00fablica. Esse      foi o primeiro passo constitucional para a mudan\u00e7a. Mas, se voc\u00ea acompanhar      os pr\u00f3ximos cap\u00edtulos, ver\u00e1 que essa foi uma longa jornada, cheia de acidentes      pol\u00edticos, que percorreram a Primeira e a Segunda Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>A Assembl\u00e9ia Constituinte de 1891 aprovou a emenda do deputado Lauro M\u00fcller,      que propunha a mudan\u00e7a da capital para o interior do pa\u00eds. Coube ent\u00e3o ao      novo governo republicano organizar uma miss\u00e3o de reconhecimento e demarca\u00e7\u00e3o      da \u00e1rea do futuro Distrito Federal. O diretor do Observat\u00f3rio Astron\u00f4mico      do Rio de Janeiro, Lu\u00eds Cruls, foi encarregado de chefiar a miss\u00e3o.<\/p>\n<h4>Primeiras Concretiza\u00e7\u00f5es <\/h4>\n<p>Em 9 de Junho de 1892, os vinte e dois membros da miss\u00e3o Cruls partiram de      trem, com destino a Uberaba, Minas Gerais. Eles levavam quase dez toneladas      de equipamentos, como lunetas, teodolitos, sextantes, bar\u00f4metros e material      fotogr\u00e1fico para demarcar a \u00e1rea da futura capital no Planalto Central. <\/p>\n<p>A partir de Uberaba, a expedi\u00e7\u00e3o seguiu em cavalos e mulas, passando por      Catal\u00e3o, Pirenop\u00f3lis e Formosa. A miss\u00e3o formada por bi\u00f3logos, bot\u00e2nicos,      astr\u00f4nomos, ge\u00f3logos, m\u00e9dicos e militares percorreu mais de quatro mil quil\u00f4metros.    <\/p>\n<p>Foram sete meses de muitas caminhadas e trilhas percorridas a p\u00e9 ou em mulas,      descobrindo a imensid\u00e3o do Planalto Central do pa\u00eds. Atrav\u00e9s dos relat\u00f3rios      da Miss\u00e3o Cruls, o Brasil p\u00f4de, pela primeira vez, conhecer em detalhes o      clima, o solo, os recursos h\u00eddricos, minerais, a topografia, a fauna e a flora      do Planalto Central. Cruls destacou a qualidade do solo pesquisado, suas possibilidades      para a agricultura e fruticultura e tamb\u00e9m o clima da regi\u00e3o. &#8220;\u00c9 ineg\u00e1vel      que at\u00e9 hoje o desenvolvimento do Brasil tem-se sobretudo localizado na estreita      zona de seu extenso litoral, salvo, por\u00e9m, em alguns dos seus Estados do sul,      e que uma \u00e1rea imensa de seu territ\u00f3rio pouco ou nada tem se beneficiado com      este desenvolvimento. Existe no interior do Brasil uma zona gozando de excelente      clima com riquezas naturais, que s\u00f3 pedem bra\u00e7os para serem exploradas.&#8221;<\/p>\n<p>O Arquivo P\u00fablico do Distrito Federal mantem os documentos originais da expedi\u00e7\u00e3o.      \u00c9 emocionante verificar os di\u00e1rios, as anota\u00e7\u00f5es e dados cient\u00edficos misturados      a pequenos bilhetes de amor dos integrantes da miss\u00e3o endere\u00e7ados \u00e0s suas      esposas e namoradas. <\/p>\n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/hhistor10.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" width=\"307\" height=\"207\" title=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" \/><br \/>\n<b>Pedra fundamental da nova capital do Brasil, em Planaltina, no estado de      Goi\u00e1s<\/b><\/p>\n<p>O Presidente Epit\u00e1cio Pessoa, amparado na constitui\u00e7\u00e3o de 1891, lan\u00e7a a pedra      fundamental da nova capital do Brasil, no morro do Centen\u00e1rio, em Planaltina,      no estado de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>O Presidente atendia ao pedido de alguns deputados, entre eles um      de nome bastante curioso: Americano Brazil, que disse:<\/strong> &#8220;a pedra      fundamental, em Planaltina, \u00e9 um alento para a fibra adormecida do ideal nacional.&#8221;      Americano Brazil seguiu sua cruzada, discursando no Congresso Nacional em      defesa da mudan\u00e7a da capital. Ele at\u00e9 lan\u00e7ou um t\u00edtulo para a dura caminhada      &#8220;rumo ao Planalto.&#8221; Mas nada aconteceu durante um longo tempo.<\/p>\n<h4>Era Juscelino<\/h4>\n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/hhistor11.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" width=\"275\" height=\"185\" title=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" \/><br \/>\n<b>Juscelino Kubitscheck chegando ao Planalto Central<\/b><\/p>\n<p>No dia 2 de outubro de 1956, pousou numa pista improvisada no Planalto Central      um avi\u00e3o da FAB trazendo o Presidente Juscelino Kubitscheck. Na comitiva presidencial      estavam o Ministro da Guerra, General Lott, o Governador da Bahia, Antonio      Balbino, o Ministro da Via\u00e7\u00e3o, Almirante L\u00facio Meira, o arquiteto Oscar Niemeyer,      a diretoria da Novacap e ajudantes do presidente. Eles foram recepcionados      pelo Governador de Goi\u00e1s, Juca Ludovico e por Bernardo Say\u00e3o. <\/p>\n<p>O avi\u00e3o aterrisou \u00e0s 11:45h, numa manh\u00e3 de outubro.<\/p>\n<p><strong>Olhando as fotografias daquele ensolarado dia, d\u00e1 para imaginar o      desafio que se apresentava aos olhos do Presidente:<\/strong> o vasto e imenso      horizonte de um cerrado virgem, longe de tudo e de todos, sem estradas, sem      energia ou sistemas de comunica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Juscelino, em seu livro &#8220;Por que constru\u00ed Bras\u00edlia&#8221;, conta que      &#8220;de todos os presentes, o General Lott era o que se mostrava mais desconcertado.      Distanciado-se dos presentes, deixou-se ficar \u00e0 beira da pista. <\/p>\n<p><strong>O presidente lembra em sua obra:<\/strong> &#8221; Ao me aproximar      dele, n\u00e3o se conteve e perguntou: O senhor vai mesmo construir Bras\u00edlia, Presidente      ?&#8221;<\/p>\n<p><strong>Juscelino escreveu no livro de ouro de Bras\u00edlia:<\/strong> &#8220;Deste      Planalto Central, desta solid\u00e3o em que breve se transformar\u00e1 em cer\u00e9bro das      mais altas decis\u00f5es nacionais, lan\u00e7o os olhos mais uma vez sobre o amanh\u00e3      do meu pa\u00eds e antevejo esta alvorada, com uma f\u00e9 inquebrant\u00e1vel e uma confian\u00e7a      sem limites no seu grande destino&#8221;. <\/p>\n<p>A primeira visita do Presidente Juscelino Kubitschek ao s\u00edtio castanho, escolhido      para sediar a futura Capital, n\u00e3o foi apenas simb\u00f3lica. Na ocasi\u00e3o, foram      determinados o local para constru\u00e7\u00e3o do aeroporto de Bras\u00edlia, restaura\u00e7\u00e3o      e melhoria das estradas para Goi\u00e2nia e An\u00e1polis, constru\u00e7\u00e3o das estradas entre      os canteiros de obras, dos pr\u00e9dios provis\u00f3rios para os oper\u00e1rios e a elabora\u00e7\u00e3o      do projeto do Pal\u00e1cio da Alvorada. <\/p>\n<p>Mas antes da conclus\u00e3o do projeto do Alvorada, um grupo de amigos de Juscelino      resolveu presentear o Presidente com uma resid\u00eancia provis\u00f3ria no Planalto.    <\/p>\n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/hhistor12.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" width=\"283\" height=\"184\" title=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" \/><br \/>\n<b>&#8220;Catetinho&#8221;, primeiro pr\u00e9dio de Bras\u00edlia<\/b><\/p>\n<p>Nascia, assim, o &#8220;Catetinho&#8221;, primeiro pr\u00e9dio de Bras\u00edlia, um pal\u00e1cio      de t\u00e1buas projetado por Oscar Niemeyer. <\/p>\n<p>O nome veio do diminutivo do pal\u00e1cio presidencial no Rio, Pal\u00e1cio do Catete.      Niemeyer elaborou um projeto simples, apenas com o uso da madeira e que pudesse      ser executado em dez dias. Apesar da simplicidade de seu projeto, o Catetinho      traz os tra\u00e7os da arquitetura moderna brasileira. <\/p>\n<p>\u00c9 como se Niemeyer tivesse criado uma maquete de sua futura e imensa obra      na Capital. O Catetinho \u00e9 um s\u00edmbolo dos pioneiros, um pal\u00e1cio de t\u00e1buas,      mas que serviu como a primeira resid\u00eancia de Kubitschek e foi tamb\u00e9m a primeira      sede do Governo na Capital. Foi constru\u00eddo pr\u00f3ximo \u00e0 sede da antiga Fazenda      do Gama, onde Juscelino descansou e tomou o seu primeiro cafezinho no Planalto.<\/p>\n<p><strong>Houve quem acreditasse em Bras\u00edlia e, t\u00e3o logo a not\u00edcia se espalhou,      surgiria na poeira do cerrado um her\u00f3i an\u00f4nimo:<\/strong> o candango. <\/p>\n<p>A express\u00e3o candango, que no \u00ednicio teve um tom pejorativo, aos poucos, passou      a ser a marca dos pioneiros que se engajaram na aventura de construir Bras\u00edlia.    <\/p>\n<p>A nova capital abria a chance de uma vida melhor. Os candangos foram chegando      e erguendo barracos e casas de madeira na cidade provis\u00f3ria. Em dezembro de      1956 eram apenas mil habitantes; em maio de 1958 j\u00e1 havia mais de trinta e      cinco mil. <\/p>\n<p>O movimento era fren\u00e9tico, jipes e tratores cortando o cerrado. Um trabalho      duro, sem domingo nem feriado. Israel Pinheiro organizou suas equipes de trabalho      com uma disciplina de guerra. Dia e noite, sol ou chuva, Bras\u00edlia n\u00e3o parava.    <\/p>\n<p>No dia 19 de setembro de 1956, foi lan\u00e7ado o edital para o concurso do plano      piloto, que estabelecia o pr\u00eamio de um milh\u00e3o de cruzeiros para o autor do      projeto vencedor. <\/p>\n<p>A nova capital nascia sob o signo de uma grande aventura e havia a expectativa      de se encontrar um projeto que imprimisse a contemporaneidade e a ousadia      esperada de Bras\u00edlia.<\/p>\n<h4>Sonho realizado <\/h4>\n<p>Cabe lembrar que a arquitetura moderna brasileira despontara a partir de      1927 com a constru\u00e7\u00e3o da primeira casa modernista de Warchavchik, em S\u00e3o Paulo.    <\/p>\n<p>Rino Levi, L\u00facio Costa, \u00c1lvaro Vital Brazil, o pol\u00eamico Fl\u00e1vio de Carvalho      e Oscar Niemeyer deram grande impulso \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da arquitetura moderna no      pa\u00eds. <\/p>\n<p>Era grande a influ\u00eancia das id\u00e9ias de arquitetos como Mies Van der Rohe,      Frank Loyd Wright, Gropius e, sobretudo, o grande mestre Le Corbusier, que      teve imensa import\u00e2ncia na forma\u00e7\u00e3o e avan\u00e7o da moderna arquitetura no Brasil.    <\/p>\n<p>At\u00e9 o dia 11 de mar\u00e7o de 1957, a comiss\u00e3o julgadora do concurso tinha recebido      26 projetos, num total de 63 inscritos. Dentre os jurados estavam o arquiteto      Oscar Niemeyer, um representante do Instituto de Arquitetos do Brasil, outro      do Clube de Engenharia do Brasil, bem como o urbanista ingl\u00eas William Holford,      o franc\u00eas Andr\u00e9 Sive e o americano Stamo Papadaki. Havia projetos ousados      e at\u00e9 mesmo curiosos como o de M.M.M Roberto, que previa uma cidade constru\u00edda      em sete m\u00f3dulos circulares com 72.000 habitantes em cada m\u00f3dulo. <\/p>\n<p>No projeto de Rino Levi, Cerqueira Cezar e Carvalho Franco, seriam constru\u00eddos      superblocos de 300 metros de altura, que abrigariam 288.000 pessoas. <\/p>\n<p>O projeto escolhido foi o de L\u00facio Costa, que nasceu do gesto prim\u00e1rio de      quem assinala um lugar, promovendo o encontro de dois eixos. Um conceito simples      e universal. <\/p>\n<p>L\u00facio Costa foi o vencedor, n\u00e3o pelo seu detalhamento, que era pobre perto      de outros concorrentes, que apresentaram maquetes, croquis e estatist\u00edcas,      mas pela concep\u00e7\u00e3o urban\u00edstica e pela fant\u00e1stica descri\u00e7\u00e3o de seu estudo.      N\u00e3o deixa de ser curioso que num concurso urban\u00edstico, as palavras tenham      vencido o detalhamento t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>Mas L\u00facio Costa tratava as palavras com a precis\u00e3o de um poeta, era a obra      de um ser livre que se permitiu sonhar. O pr\u00f3prio L\u00facio Costa destaca, entre      os &#8220;ingredientes&#8221; da concep\u00e7\u00e3o urban\u00edstica de Bras\u00edlia, as lembran\u00e7as      dos gramados ingleses de sua inf\u00e2ncia, das auto-estradas americanas, dos altiplanos      da China e da brasiler\u00edssima Diamantina. L\u00facio Costa planejou uma Bras\u00edlia      moderna, voltada para o futuro, mas ao mesmo tempo &#8220;buc\u00f3lica e urbana,      l\u00edrica e funcional&#8221;.<\/p>\n<p>Ele eliminou cruzamentos para que o tr\u00e1fego dos autom\u00f3veis flu\u00edsse mais livremente,      concebeu os pr\u00e9dios residenciais com gabarito uniforme e constru\u00eddos sobre      pilotis para n\u00e3o impedir a circula\u00e7\u00e3o de pessoas. <\/p>\n<p>Uma cidade rodovi\u00e1ria com amplas avenidas e vasto horizonte, valorizando      o paisagismo e os jardins. O plano de L\u00facio Costa foi, contudo, vago no que      se referia \u00e0 expans\u00e3o imobili\u00e1ria e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de bairros oper\u00e1rios. Ele diz      na mem\u00f3ria descritiva do Plano Piloto &#8220;deve-se impedir a enquista\u00e7\u00e3o      de favelas tanto na periferia urbana quanto na rural. Cabe \u00e0 Companhia Urbanizadora      prover dentro do esquema proposto acomoda\u00e7\u00f5es decentes e econ\u00f4micas para a      totalidade da popula\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi preciso que muitos anos se passassem para que surgissem problemas      ligados \u00e0 habita\u00e7\u00e3o popular que, durante a pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o da capital foram      chamados de invas\u00f5es e se multiplicaram. Todos os dias, novos barracos eram      erguidos na chamada Cidade Livre, hoje N\u00facleo Bandeirante, e tamb\u00e9m pr\u00f3ximos      aos canteiros de obras. Os oper\u00e1rios que trabalhavam na constru\u00e7\u00e3o da cidade      n\u00e3o pretendiam abandonar a Capital depois de sua inaugura\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>As cidades sat\u00e9lites n\u00e3o surgiram como fruto de um plano detalhado, conforme      o que regia a constru\u00e7\u00e3o do Plano Piloto, mas pela urg\u00eancia imposta pelas      invas\u00f5es. <\/p>\n<p><strong>Em junho de 1958, nascia a primeira cidade sat\u00e9lite, propriamente      dita:<\/strong> Taguatinga, constru\u00edda \u00e0s pressas para abrigar 50.000 pessoas,      em sua maioria oper\u00e1rios com suas fam\u00edlias. <\/p>\n<p>As Sat\u00e9lites, aos poucos, se transformariam em importantes centros econ\u00f4micos.    <\/p>\n<p><strong>Depois de Taguatinga, Israel Pinheiro iniciou a constru\u00e7\u00e3o de outras      Sat\u00e9lites: <\/strong>Sobradinho, Parano\u00e1 e Gama. <\/p>\n<p>Durante tr\u00eas anos, Bras\u00edlia viveu um ritmo de trabalho alucinante. O Presidente      Juscelino Kubitscheck vistoriava as obras pessoalmente com Israel Pinheiro.<\/p>\n<p>Os partidos de oposi\u00e7\u00e3o alegavam que Bras\u00edlia n\u00e3o ficaria pronta no prazo      e insistiam para que adiassem a transfer\u00eancia da Capital.<\/p>\n<p><b>Bras\u00edlia<\/b> foi inaugurada em 21 de abril de 1960, com toda pompa que      a capital merecia. Vencendo os progn\u00f3sticos pessimistas da oposi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Hoje, Bras\u00edlia \u00e9 uma bela cidade como no sonho de um homem que um dia vislumbrou      o futuro de olhos bem abertos.<\/p>\n<p>Fonte:  www.skyscrapercity.com<\/p>\n<h6>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/h6>\n<h4>Rumo ao planalto<\/h4>\n<p>Menos de tr\u00eas meses depois de tomar posse na presid\u00eancia, JK deu o primeiro      passo para construir uma nova capital no centro do pa\u00eds \u0096 cumprindo,      assim, promessa que fizera, no in\u00edcio da campanha, durante um com\u00edcio na cidade      goiana de Jata\u00ed. <\/p>\n<p>Cumpria tamb\u00e9m um dispositivo inclu\u00eddo em sucessivas Constitui\u00e7\u00f5es \u0096      a id\u00e9ia de transferir a capital federal vinha de muito longe, do tempo do      Imp\u00e9rio, sem que os governantes fizessem muito para tir\u00e1-la do papel. Disposto      a fazer dela a &#8220;meta-s\u00edntese&#8221; do ambicioso Plano de Metas com que      chegou \u00e0 presid\u00eancia, a 18 de abril de 1956 Juscelino enviou projeto de lei      ao Congresso Nacional. <\/p>\n<p>Depois de vencer resist\u00eancias de parlamentares da oposi\u00e7\u00e3o, o projeto se      transformou em lei, sancionada a 19 de setembro, que fixava os limites do      novo Distrito Federal e autorizava a cria\u00e7\u00e3o da Companhia Urbanizadora da      Nova Capital (Novacap). Para presidi-la, JK escolheu um velho amigo, o engenheiro      Israel Pinheiro, deputado federal pelo Partido Social Democr\u00e1tico (PSD) de      Minas Gerais. <\/p>\n<p><strong>Outra lei, de 1\u00ba de outubro, fixou a data para a mudan\u00e7a da capital:<\/strong>      21 de abril de 1960. Significava que tudo teria que ser feito no curto espa\u00e7o      de tr\u00eas anos e sete meses. <\/p>\n<p>Mesmo entre os governistas, poucos acreditavam que isso aconteceria. E a      oposi\u00e7\u00e3o apostava que o presidente, ao se meter naquela miss\u00e3o imposs\u00edvel,      acabaria desmoralizado. <\/p>\n<h4>A primeira visita ao planalto<\/h4>\n<p>Marcada para 21 de abril de 1960 a mudan\u00e7a da capital, a 2 de outubro de      1956 o presidente JK embarcou com pequena comitiva num DC-3 da For\u00e7a A\u00e9rea      Brasileira e foi conhecer o lugar onde Bras\u00edlia seria edificada. <\/p>\n<p>O avi\u00e3o desceu numa precar\u00edssima pista de 2 mil metros, rasgada dias antes      pelo vice-governador de Goi\u00e1s, o engenheiro agr\u00f4nomo carioca Bernardo Say\u00e3o      \u0096 respons\u00e1vel, entre outras obras, pela abertura da rodovia Bel\u00e9m-Bras\u00edlia,      em cuja constru\u00e7\u00e3o morrer\u00e1, em janeiro de 1959. <\/p>\n<p><strong>Por ocasi\u00e3o dessa primeira visita, JK deixou no Livro de Ouro da      futura capital uma frase que se tornou c\u00e9lebre e est\u00e1 gravada no m\u00e1rmore do      Museu da Cidade, na pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"imagem\">&#8220;Deste planalto Central, desta solid\u00e3o que em breve        se transformar\u00e1 em c\u00e9rebro das altas decis\u00f5es nacionais, lan\u00e7o os olhos        mais uma vez sobre o amanh\u00e3 do meu pa\u00eds e antevejo esta alvorada com f\u00e9        inquebrant\u00e1vel e uma confian\u00e7a sem limites no seu grande destino.&#8221;      <\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Nasce uma cidade<\/h4>\n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/hhistor8.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" width=\"252\" height=\"206\" title=\"Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia\" \/><br \/>\n<b>Juscelino Kubitschek<\/b> <\/p>\n<p>Sob o comando de Israel Pinheiro, o presidente da Novacap, a 3 de novembro      de 1956 tratores j\u00e1 levantavam poeira nos trabalhos de terraplenagem em Bras\u00edlia.      Uma semana depois, estava pronto um &#8220;pal\u00e1cio&#8221; de madeira, o Catetinho.      A pista de pouso provis\u00f3ria aberta por Bernardo Say\u00e3o para a primeira visita      de JK, um m\u00eas antes, foi espichada para 3 mil metros e no come\u00e7o de 1957 estava      pavimentada. <\/p>\n<p>O presidente, que tinha paix\u00e3o por avi\u00f5es, haveria de us\u00e1-la, nas freq\u00fcentes      viagens que fazia do Rio de Janeiro \u0096 a &#8220;Belacap&#8221;, dizia-se      ent\u00e3o, ou &#8220;Velhacap&#8221; \u0096, a bordo de valentes DC-3 (trocados,      mais adiante, por um turbo\u00e9lice Viscount), em v\u00f4os que duravam quase cinco      horas. Sa\u00eda no come\u00e7o da noite, inspecionava obras no in\u00edcio da madrugada,      pegava o avi\u00e3o de volta e, acomodado num leito improvisado, ia amanhecer no      Rio. Em cinco anos de governo, faria 365 viagens a Bras\u00edlia. <\/p>\n<p>Estradas eram abertas para ligar a lonjura do planalto aos grandes centros      do pa\u00eds, pondo por terra a lenda, alimentada pelos cr\u00edticos da mudan\u00e7a, de      que a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia dependia do dispendioso transporte a\u00e9reo. <\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1957, no Rio, uma comiss\u00e3o julgadora formada por urbanistas brasileiros      e estrangeiros escolhia o melhor projeto para a nova capital, com previs\u00e3o      de 600 mil habitantes \u0096 o de n\u00famero 22, assinado por L\u00facio Costa. <\/p>\n<p><strong>No Plano Piloto por ele concebido, de genial simplicidade, tudo se      organizava em torno de dois eixos dispostos em cruz. Bras\u00edlia, dir\u00e1 o autor:<\/strong>    <\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"imagem\">&#8220;nasceu do gesto prim\u00e1rio de quem assinala um lugar        ou dele toma posse: dois eixos cruzando-se em \u00e2ngulo reto, ou seja, o pr\u00f3prio        sinal-da-cruz&#8221;. <\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Do alto, JK v\u00ea as obras <\/h4>\n<p>Com a mudan\u00e7a da capital marcada para 21 de abril de 1960, tudo teria que      ser feito em regime de urg\u00eancia. O planalto Central transformou-se num fervedouro      de candangos, como eram chamados os oper\u00e1rios, em sua maioria vindos do Nordeste      em busca de trabalho. (Junto com o nome do presidente, o apelido desses trabalhadores      foi tomado para batizar uma esp\u00e9cie at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida de roedor, encontrada      no cerrado goiano, nessa \u00e9poca, pelo bi\u00f3logo Jo\u00e3o Moojen de Oliveira.) <\/p>\n<p><strong>Instalados em cidades-sat\u00e9lites que brotaram \u00e0 margem do plano-piloto,      em abril de 1957 eles eram 10 mil. Tr\u00eas anos depois, 60 mil. JK recordar\u00e1      aquele poeirento formigueiro: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Sobrevoando o planalto \u00e9 que se tinha uma vis\u00e3o de conjunto dos trabalhos.        Caminh\u00f5es iam e vinham, levando ou trazendo material de constru\u00e7\u00e3o. Bulldozers,        \u00e0s dezenas, revolviam a terra, abrindo clareiras no cerrado. [&#8230;] Aqui        e ali, j\u00e1 se viam as torres met\u00e1licas das esta\u00e7\u00f5es de telecomunica\u00e7\u00f5es,        atrav\u00e9s das quais centenas de mensagens eram enviadas, pedindo cimento,        cobrando remessas de material el\u00e9trico, exigindo jipes, caixas-d&#8217;\u00e1gua, tambores        de gasolina, g\u00eaneros enlatados, pe\u00e7as de ve\u00edculos. Era um mundo que despertava        no cerrado, ressonante de sons met\u00e1licos e estuante de energia humana. [&#8230;]        O pr\u00f3prio ch\u00e3o estremecia, rasgado pelas estacas Franki. Os edif\u00edcios iam        surgindo da terra, perfurada em todas as dire\u00e7\u00f5es. Cada obra ostentava uma        tabuleta com os dizeres: &#8216;Iniciada no dia tal. Ser\u00e1 conclu\u00edda no dia tal&#8217;.&#8221;      <\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Os cr\u00edticos de Bras\u00edlia<\/h4>\n<p>No bem-bom do litoral, advers\u00e1rios de JK duvidavam de que ele conclu\u00edsse      a tempo a constru\u00e7\u00e3o da cidade. Os prazos, por\u00e9m, foram pontualmente observados.      Em apenas um ano se fez o Pal\u00e1cio da Alvorada, inaugurado em junho de 1958.      Do mesmo ano s\u00e3o o Pal\u00e1cio do Planalto, as duas cuias e os pr\u00e9dios g\u00eameos      do Congresso Nacional, a pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes e edif\u00edcios dos minist\u00e9rios.    <\/p>\n<p>Um dos detratores de Bras\u00edlia, o escritor Gustavo Cor\u00e7\u00e3o, sacava seu diploma      de engenheiro para afirmar que o lago Parano\u00e1 nunca encheria, pois o solo      era por demais poroso. <\/p>\n<p><strong>At\u00e9 receber um telegrama presidencial:<\/strong> &#8220;Encheu, viu?!&#8221;.    <\/p>\n<p>Duvidou tamb\u00e9m de que o ermo de Bras\u00edlia pudesse ser ligado por telefone      com o Rio de Janeiro. Quando isso aconteceu, a 17 de abril de 1960, JK mandou      discar para a casa de Cor\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Cr\u00edtico feroz de Juscelino e de Bras\u00edlia, o economista Eug\u00eanio Gudin recusou      convite de Israel Pinheiro, para visitar a capital em constru\u00e7\u00e3o \u0096 morreu      falando mal da cidade e de seu criador, em 1986. <\/p>\n<p><strong>Menos azedo, um jovem compositor popular, Juca Chaves, alfinetava      JK numa can\u00e7\u00e3o que fez sucesso em 1960:<\/strong> &#8220;Presidente bossa-nova&#8221;,      expressamente dedicada &#8220;ao muso&#8221;. Censores por demais zelosos apressaram-se      em proibir a m\u00fasica, mas o &#8220;muso&#8221; n\u00e3o apenas mandou liber\u00e1-la como      convidou o autor a visit\u00e1-lo no pal\u00e1cio. Juca Chaves compareceu de terno \u0096      e sem sapatos. <\/p>\n<p><strong>A nova capital dava samba \u0096 e tamb\u00e9m marchinha:<\/strong> &#8220;Vamos      pra Bras\u00edlia&#8221;, que animou o Carnaval de 1958, na voz de Jorge Veiga.      &#8220;N\u00e3o vou pra Bras\u00edlia&#8221;, retrucava, no mesmo ano, um samba de Billy      Blanco, cantado pelo grupo Os Cariocas. <\/p>\n<p>Para JK, cinco anos de mandato foram cinq\u00fcenta de brincadeiras e piadas,      por vezes ofensivas. Nem por um minuto perdeu o bom humor e a toler\u00e2ncia.    <\/p>\n<h4>&#8220;S\u00f3 mesmo o Non\u00f4&#8221;<\/h4>\n<p>A festa da inaugura\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia come\u00e7ou na noite da v\u00e9spera, 20 de abril      de 1960, com uma missa campal que invadiu o dia 21 e arrancou l\u00e1grimas do      criador da cidade.<\/p>\n<p>Despertado na manh\u00e3 seguinte com um toque de alvorada, ele enfrentou alegremente      uma agenda em que lhe coube, entre muitos outros compromissos, recepcionar      embaixadores estrangeiros e presidir uma reuni\u00e3o do minist\u00e9rio \u0096 formalmente,      a instala\u00e7\u00e3o do poder executivo na nova capital. <\/p>\n<p><strong>Primeiro ato oficial de JK: <\/strong>assinatura de mensagem propondo      a cria\u00e7\u00e3o da Universidade de Bras\u00edlia. <\/p>\n<p>Numa paisagem em que a poeira do planalto cobria democraticamente as cartolas      e casacas das autoridades e as roupas domingueiras dos trabalhadores, tudo      era festa em Bras\u00edlia naquela quinta-feira. Parada militar, desfile de candangos,      baile improvisado nas ruas, queima de fogos no Eixo Rodovi\u00e1rio, JK percorrendo      avenidas em carro aberto, Esquadrilha da Fuma\u00e7a roncando no c\u00e9u onde no final      da tarde se abriu um arco-\u00edris. \u00c0 noite, no Pal\u00e1cio do Planalto, baile de      gala para 3 mil convidados. <\/p>\n<p>A certa altura do dia, a primeira-dama, d. Sarah, encontrou a sogra debru\u00e7ada      numa janela do Pal\u00e1cio da Alvorada. &#8220;S\u00f3 mesmo o Non\u00f4&#8221;, murmurou      d. J\u00falia, &#8220;seria capaz de fazer tudo isso&#8221;. <\/p>\n<p>Fonte:  www.projetomemoria.art.br<\/p>\n<h6>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/h6>\n<h4>A Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/h4>\n<p><strong>Bras\u00edlia<\/strong> n\u00e3o foi formada ao acaso.<\/p>\n<p><strong>Foi criada para ser a capital do pa\u00eds. Do Relat\u00f3rio Belcher (1955)      transcrevemos:<\/strong> \u0093O Brasil deve ser louvado pelo fato de ser a      primeira na\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria a basear a sele\u00e7\u00e3o do s\u00edtio de sua capital em fatores      econ\u00f4micos e cient\u00edficos, bem como nas condi\u00e7\u00f5es de clima e beleza\u0094.    <\/p>\n<p>J\u00e1 em 1810, existia a proposta de fixa\u00e7\u00e3o do governo no interior, longe dos      portos, para garantir a seguran\u00e7a da capital do Pa\u00eds. Entretanto, foi em 1891,      com a promulga\u00e7\u00e3o da Primeira Constitui\u00e7\u00e3o Republicana do Brasil, que surgiram      as primeiras atitudes concretas, ao ser fixado, em seu artigo 3\u00ba, que seria      demarcada, no Planalto Central, uma \u00e1rea de 14 mil quil\u00f4metros quadrados para      a constru\u00e7\u00e3o da futura capital. Em conseq\u00fc\u00eancia, em 1892, foi nomeada a Comiss\u00e3o      Exploradora do Planalto Central do Brasil, integrada por m\u00e9dicos, ge\u00f3logos,      bot\u00e2nicos, entre outros, e liderada pelo astr\u00f4nomo Luiz Cruls. <\/p>\n<p>Cruls e seus companheiros, em apenas 7 meses, percorreram mais de quatro      mil quil\u00f4metros do Planalto Central Brasileiro, elaborando um levantamento      minucioso sobre a topografia, o clima, a geologia, a flora, a fauna e os recursos      materiais da regi\u00e3o. A \u00e1rea ficou conhecida por Quadril\u00e1tero Cruls. Em 1894,      o astr\u00f4nomo apresentava ao Governo Republicano o Relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Exploradora      do Planalto Central, o qual passou a ser conhecido por Relat\u00f3rio Cruls.No      dia 7 de setembro de 1922 foi lan\u00e7ada, neste local, a pedra fundamental da      futura capital do Brasil. <\/p>\n<p>Muitos anos se passaram at\u00e9 que a Constitui\u00e7\u00e3o de 1946 determinasse um estudo      para a localiza\u00e7\u00e3o da nova capital federal. A Comiss\u00e3o nomeada em 1948, pelo      ent\u00e3o presidente Eurico Gaspar Dutra, conhecida como Miss\u00e3o Polli Coelho,      constatou, ap\u00f3s 2 anos de trabalho, que o melhor local era, de fato coincidentemente,      o Quadril\u00e1tero Cruls. Somente em 1955, Donald J. Belcher entrega \u00e0 Comiss\u00e3o      um relat\u00f3rio onde delimita uma \u00e1rea de 50 mil quil\u00f4metros quadrados, nascendo      o atual Distrito Federal. <\/p>\n<p>Em outubro de 1956, o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira deu in\u00edcio      \u00e0 instala\u00e7\u00e3o da Nova Capital, viajando pela primeira vez ao Planalto Central.      Criou a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil &#8211; NOVACAP, empresa      p\u00fablica que planejou e executou o projeto da constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia. <\/p>\n<p>Juntamente com a equipe do urbanista L\u00facio Costa, o grupo de arquitetos encabe\u00e7ado      por Oscar Niemeyer projetou, em curto espa\u00e7o de tempo, todos os pr\u00e9dios p\u00fablicos      e grande parte dos residenciais. A solu\u00e7\u00e3o urban\u00edstica de L\u00facio Costa partiu      do tra\u00e7ado de dois eixos, cruzando-se em \u00e2ngulo reto, como o sinal da cruz.      Um deles, o Eixo Rodovi\u00e1rio, foi levemente arqueado para dar \u00e0 cruz a forma      de um avi\u00e3o, e as \u00e1reas residenciais do Plano Piloto foram chamadas de Asa      Norte e Asa Sul. O corpo do avi\u00e3o tornou-se o Eixo Monumental, com 16 quil\u00f4metros      de extens\u00e3o, abrigando no lado leste os pr\u00e9dios p\u00fablicos e pal\u00e1cios do Governo      Federal; no centro, a Rodovi\u00e1ria e a Torre de TV; e no lado oeste, os pr\u00e9dios      do Governo do Distrito Federal. <\/p>\n<p>Bras\u00edlia, nome sugerido j\u00e1 em 1823 por Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, em memorial encaminhado      \u00e0 Assembl\u00e9ia Geral Constituinte do Imp\u00e9rio, foi inaugurada em 21 de abril      de 1960, 150 anos ap\u00f3s o ent\u00e3o chanceler Veloso de Oliveira ter apresentado      a id\u00e9ia ao pr\u00edncipe-regente. <\/p>\n<p><strong>Anos mais tarde, em 1987, Bras\u00edlia foi declarada pela Unesco:<\/strong>      Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Cultural da Humanidade. <\/p>\n<p>A cidade recebeu pessoas de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, e a diversidade de      costumes de seus habitantes v\u00eam contribuindo para a defini\u00e7\u00e3o da identidade      cultural de Bras\u00edlia. A arquitetura, a concep\u00e7\u00e3o urban\u00edstica, a import\u00e2ncia      pol\u00edtica, econ\u00f4mica e social, oriunda das decis\u00f5es tomadas pelos Tr\u00eas Poderes,      deram a cidade atividades econ\u00f4micas caracter\u00edsticas \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o administrativa.      Prevalece a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, posto que a preserva\u00e7\u00e3o ambiental e a manuten\u00e7\u00e3o      do equil\u00edbrio arquitet\u00f4nico determinaram a cautela no planejamento industrial      da capital. <\/p>\n<h4><strong>Bras\u00edlia <\/strong>e Distrito Federal<\/h4>\n<p><strong>Bras\u00edlia <\/strong>e DF s\u00e3o o resultado de um ambicioso projeto urbano,      que foi posto em marcha pelo her\u00f3ico Presidente Juscelino Kubitschek, e orquestrada      pelo arquiteto Oscar Niemeyer, urbanista L\u00facio Costa eo arquiteto paisagem      Burle Marx. A coisa toda foi constru\u00edda em apenas 41 meses, apesar de ter      sido um tempo para chegar.<\/p>\n<p>O conceito de um capital interior foi concebido em 1823 pelo brasileiro estadista      Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, que acreditava que a mudan\u00e7a da capital do Rio de Janeiro      foi fundamental para capitalizar os recursos do pa\u00eds interior vastas e traria      um choque econ\u00f4mico para o interior. Sua id\u00e9ia foi descartada at\u00e9 anos depois,      quando Dom Bosco, a vida padre salesiano em Turim , It\u00e1lia , profetizou uma      nova civiliza\u00e7\u00e3o surgiria no Brasil , em algum lugar entre os paralelos 15      e 20. Isso chamou Brasil aten\u00e7\u00e3o da terra e foi alocado na Constitui\u00e7\u00e3o de      1891 de uma nova capital.<\/p>\n<p>Ainda assim, n\u00e3o foi at\u00e9 1955 que Bras\u00edlia come\u00e7ou a se tornar uma realidade.      Depois de quase 150 anos de debate, o presidente Kubitschek ordenou que o      DF ser esculpida para fora do estado de Goi\u00e1s para abrigar a nova capital,      Bras\u00edlia. Com milh\u00f5es de camponeses pobres do Nordeste trabalhando contra      o rel\u00f3gio, Bras\u00edlia foi constru\u00edda, incrivelmente, em apenas tr\u00eas anos (Niemeyer      admitiu mais tarde que tudo foi feito muito rapidamente) &#8211; n\u00e3o foi exatamente      terminado, mas estava pronto para ser o capital. A capital foi transferida      oficialmente do Rio para Bras\u00edlia em 21 de abril de 1960.<\/p>\n<p>O sonho de uma capital no interior sempre foi considerada como loucura caro.      O que deu Kubitschek realmente faz\u00ea-lo? Pol\u00edtica. Ele fez a constru\u00e7\u00e3o de      Bras\u00edlia um s\u00edmbolo da determina\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e capacidade de se tornar uma      grande pot\u00eancia econ\u00f4mica. Kubitschek com sucesso apelou a todos os brasileiros      a deixar de lado suas diferen\u00e7as e rali para a causa. Ao fazer isso, ele distraiu      a aten\u00e7\u00e3o dos problemas sociais e econ\u00f4micos do pa\u00eds, ganhou popularidade      pessoal enorme, e emprestado pesadamente de bancos internacionais.<\/p>\n<p>Hoje, Kubitschek \u00e9 anunciado como um her\u00f3i nacional (ele morreu em um acidente      de autom\u00f3vel suspeito em 1976) e que o j\u00fari \u00e9 ainda para fora em Bras\u00edlia.    <\/p>\n<p>Para alguns, a cidade representa os recursos pendentes desta na\u00e7\u00e3o grande      e vasto, um modelo mundial para o desenvolvimento urbano, arquitetura e sociedade.    <\/p>\n<p>Por outro lado, alguns consideram a cidade uma oportunidade perdida, cheia      de belos edif\u00edcios, mas falta uma alma. Voc\u00ea pode julgar por si mesmo. Enquanto      isso, os planos originais de Niemeyer para a cidade continuam a este dia,      com a abertura, mais recentemente, do Museu Nacional.<\/p>\n<p>Fonte:  www.lonelyplanet.com<\/p>\n<h6>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/h6>\n<p>Com um plano urban\u00edstico inovador e um conjunto arquitet\u00f4nico mais significativo      do s\u00e9culo XX, <strong>Bras\u00edlia<\/strong>, a capital do Brasil, foi inaugurada      em 1960 por Juscelino Kubitschek. <\/p>\n<p><strong>Constru\u00edda em tr\u00eas anos e meio configura-se em um projeto, que sintetizou      nas id\u00e9ias, projetos e leis sobre a transfer\u00eancia da capital. Marcada por      quatro fases:<\/strong> a interioriza\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o, a inaugura\u00e7\u00e3o e a consolida\u00e7\u00e3o,      o Distrito Federal, hoje conta com alto \u00edndice de desenvolvimento e uma popula\u00e7\u00e3o      de 2 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>A primeira id\u00e9ia da interioriza\u00e7\u00e3o da capital remete ao s\u00e9culo XVIII e \u00e9      atribu\u00edda ao Marqu\u00eas de Pombal. Os inconfidentes mineiros em 1789 inclu\u00edram      nas metas do movimento a transfer\u00eancia da capital para o interior. Quase cem      anos depois, em 1892, foi nomeada a Comiss\u00e3o Exploradora do Planalto Central,      conhecida como Miss\u00e3o Cruls, em homenagem ao l\u00edder do grupo, o astr\u00f4nomo belga      Luiz Cruls. <\/p>\n<p>Um dos fortes argumentos da transfer\u00eancia da Capital era a quest\u00e3o da seguran\u00e7a.      Quando a fam\u00edlia real aportou-se \u00e0 Col\u00f4nia, o chanceler Veloso de Oliveira      apresentou ao pr\u00edncipe regente um memorial propondo a fixa\u00e7\u00e3o da sede do governo      no interior, distante dos portos mar\u00edtimos, para garantir a seguran\u00e7a da capital      do pa\u00eds. O Governo Provis\u00f3rio do Estado de S\u00e3o Paulo, em 1821, tomou a decis\u00e3o      de instalar a Reg\u00eancia do Brasil numa cidade central do Brasil \u0093que poder\u00e1      ser na latitude pouco mais ou menos de 15 graus\u0094. Coincidentemente, o      sonho de Dom Bosco previa o surgimento de uma nova civiliza\u00e7\u00e3o em uma cidade      constru\u00edda entre 15 e 20 graus de latitude sul. Em 1823, Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio sugeriu      o nome Bras\u00edlia. Um dos maiores defensor da transfer\u00eancia da capital, o historiador      e diplomata Francisco Adolfo de Varnhagen, em 1939 sugeria estudos sobre a      melhor localiza\u00e7\u00e3o da capital e em 1949 argumentou que a regi\u00e3o ideal seria      o Planalto Central, no tri\u00e2ngulo formado pelas lagoas Formosa, Feia e Bonita.    <\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas do Imp\u00e9rio alguns projetos sobre a interioriza\u00e7\u00e3o da      capital transitaram no Parlamento mas nenhum vingou. <\/p>\n<p><strong>Apenas depois de proclamada a Rep\u00fablica foi dado o primeiro passo      oficial: O artigo 3\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira de 1891 previa:<\/strong> \u0093Fica      pertencente \u00e0 Uni\u00e3o, no Planalto Central da Rep\u00fablica uma zona de 14.400 km\u00b2,      que ser\u00e1 oportunamente demarcada para nela estabelecer a futura Capital Federal\u0094.      O Ministro da Agricultura, Com\u00e9rcio e Obras P\u00fablicas, Ant\u00e3o Gon\u00e7alves de Farias,      por meio da portaria n\u00ba 119-A de 17 de maio de 1892 constituiu a Comiss\u00e3o      Exploradora do Planalto Central do Brasil, a Miss\u00e3o Cruls, composta de 22      membros e chefiada pelo astr\u00f4nomo Luiz Cruls, diretor do Observat\u00f3rio Imperial      do Rio de Janeiro, hoje Observat\u00f3rio Nacional. <\/p>\n<p>O Relat\u00f3rio Cruls foi editado a partir da experi\u00eancia e do percuso da Comiss\u00e3o.      Trata-se de minucioso levantamento sobre a topografia, o clima, a hidrografia,      a fauna, a flora, a pedologia, os recursos minerais e materiais de constru\u00e7\u00e3o      existentes na regi\u00e3o. O relat\u00f3rio \u00e9 composto de textos descritivos, (portugu\u00eas      e franc\u00eas na vers\u00e3o original) fotografias, tabelas, c\u00e1lculos e croquis, al\u00e9m      de um atlas com 83 caminhamentos (mapas) da regi\u00e3o. Pe\u00e7a-chave da interioriza\u00e7\u00e3o,      o Relat\u00f3rio Cruls serviu de refer\u00eancia aos atos, os projetos e os estudos      sobre a transfer\u00eancia da capital. <\/p>\n<p>Destacam-se nesse per\u00edodo, a fixa\u00e7\u00e3o do Distrito Federal no Quadril\u00e1tero      Cruls, em 1922, pelo presidente Epit\u00e1cio Pessoa e o lan\u00e7amento no dia 7 setembro      da pedra fundamental da futura capital nas proximidades de Planaltina, antiga      cidade do estado de Goi\u00e1s. A Constitui\u00e7\u00e3o de 1946 retomou os estudos da localiza\u00e7\u00e3o      da nova capital, o presidente Eurico Gaspar Dutra criou uma comiss\u00e3o presidida      pelo general Djalma Poli Coelho. Ap\u00f3s dois anos de estudos chegou-se a conclus\u00e3o      que o local adequado seria mesmo o Quadril\u00e1tero Cruls. Por\u00e9m, somente a constitui\u00e7\u00e3o      de 1946 determinou que a capital fosse transferida para o Planalto Central.<\/p>\n<p>O presidente Vargas voltou ao poder em 1953 e determinou a forma\u00e7\u00e3o de uma      Comiss\u00e3o de Localiza\u00e7\u00e3o sob o comando do marechal Jos\u00e9 Pessoa Cavalcante,      com a alcunha de Comiss\u00e3o de Planejamento da Constru\u00e7\u00e3o e da Mudan\u00e7a da Capital      Federal. Aprovado pelo presidente Caf\u00e9 Filho foram contratados os servi\u00e7os      da empresa americana Donald J. Belcher and Associated Incorporate, que em      1955 delimitou um ret\u00e2ngulo de 50 mil km\u00b2 para sediar a nova capital.Tais      estudos resultaram na publica\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio Belcher. <\/p>\n<p>Em 1955, o governo de Goi\u00e1s criou a Comiss\u00e3o de Coopera\u00e7\u00e3o para a Mudan\u00e7a      da Capital e desapropriou a \u00e1rea escolhida para instalar o Distrito Federal.      Na campanha presidencial em 1955, o candidato Juscelino Kubitschek, incluiu      a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia como meta-s\u00edntese de seu programa de governo. Eleito      presidente, JK em abril de 1956 encaminhou ao Congresso Nacional a Mensagem      de An\u00e1polis, criando a Companhia Urbanizadora da Nova Capital NOVACAP. Em      setembro do mesmo ano, a mensagem tornou-se lei. Em outubro de 1956 Juscelino      Kubitschek desembarcou pela primeira vez no Planalto Central com o arquiteto      Oscar Niemeyer, os engenheiros Israel Pinheiro e Bernardo Say\u00e3o, o governador      de Goi\u00e1s, Jos\u00e9 Ludovico de Almeida. No mesmo m\u00eas foi constru\u00eddo o Catetinho,      hoje tombado pelo Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Nacional. O concurso para o Plano Piloto      foi realizado em 1957. Entre 26 concorrentes venceu o projeto de Lucio Costa,      segundo os membros do j\u00fari, por ser \u0093um projeto coerente, racional, de      ess\u00eancia urbana\u0094. <\/p>\n<p>A equipe de Lucio Costa e o grupo de Oscar Niemeyer projetaram em curto espa\u00e7o      de tempo os pr\u00e9dios p\u00fablicos e grande parte da \u00e1rea residencial da nova cidade.    <\/p>\n<p><strong>Em outubro de 1957 JK sancionou lei fixando a data da transfer\u00eancia      da capital:<\/strong> 21 de abril de 1960. Como primeiro presidente da NOVACAP,      o engenheiro Israel Pinheiro deu in\u00edcio aos trabalhos de terraplenagem. As      grandes m\u00e1quinas acionadas pelos candangos \u0096 trabalhadores vindo espontaneamente      de todos os pontos do pa\u00eds, sobretudo do Nordeste \u0096 come\u00e7aram a tornar      realidade o Plano Piloto elaborado pelo urbanista Lucio Costa e executado      pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Quatro dias antes da inaugura\u00e7\u00e3o, Israel Pinheiro      foi nomeado Prefeito de Bras\u00edlia, em 17 de abril de 1960. <\/p>\n<p>Vision\u00e1rio, Juscelino Kubitschek afirmou ao inaugurar a capital. \u0093Deste      planalto central, desta solid\u00e3o que em breve se transformar\u00e1 em c\u00e9rebro das      altas decis\u00f5es nacionais, lan\u00e7o os olhos mais um vez sobre o amanh\u00e3 do meu      pa\u00eds e antevejo esta alvorada com f\u00e9 inquebrant\u00e1vel e uma confian\u00e7a sem limites      no seu grande destino\u0094. Em novembro de 1956, houve pela primeira vez      elei\u00e7\u00f5es na capital, mas apenas para a Assembl\u00e9ia Nacional Constituinte com      a elei\u00e7\u00e3o de oito deputados federais e tr\u00eas senadores. <\/p>\n<p>Em 1987, a Comiss\u00e3o de Sistematiza\u00e7\u00e3o da Assembl\u00e9ia Nacional Constituinte      aprovou a autonomia pol\u00edtica do Distrito Federal. <\/p>\n<p><strong>Ainda em 1987, outra boa not\u00edcia: <\/strong>Bras\u00edlia foi declarada      pela UNESCO \u0093Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Cultural da Humanidade\u0094. <\/p>\n<p>Em 1987, com a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o, ficaram estabelecidas as elei\u00e7\u00f5es      diretas para os cargos de governador, vice-governador, oito deputados federais      e 24 deputados distritais, que tiveram como primeira atribui\u00e7\u00e3o a elabora\u00e7\u00e3o      da Lei Org\u00e2nica do Distrito Federal. Em 1990 foi eleito o primeiro governador      pelo voto direto.<\/p>\n<p>Com uma \u00e1rea total de 5.789,16 quil\u00f4metros quadrados. Bras\u00edlia, que tem um      dos melhores \u00edndices de Desenvolvimento Humano do Pa\u00eds (IDH), tamb\u00e9m ganhou      destaque nacional como uma das cidades com melhor qualidade de vida do Brasil      incluindo educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade. Em 2002, foi aprovado o Fundo Constitucional do      DF, que garantiria aportes financeiros obrigat\u00f3rios da Uni\u00e3o para as \u00e1reas      de educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de seus encantos pr\u00f3prios, Bras\u00edlia \u00e9 pr\u00f3diga, por propiciar ao viajante,      em seus arredores, um fundo mergulhar em um tempo ido. Pr\u00f3ximas \u00e0 capital,      cidades hist\u00f3ricas, coloniais, como Pirin\u00f3polis, Patrim\u00f4nio Art\u00edstico e Hist\u00f3rico      da Humanidade, e Goi\u00e1s Velho, testemunha o barroco brasileiro. Nelas est\u00e1      a preservada a mem\u00f3ria dos s\u00e9culos XVI e XVII, quando, em seus c\u00f3rregos, em      seus rios, os aventureiros de ent\u00e3o entregavam-se ao garimpo do ouro e do      diamante.<\/p>\n<p>Epicentro da brasilidade, \u00e9 Bras\u00edlia em natural port\u00e3o de entrada para a      exuber\u00e2ncia do Pantanal, com seus 230 mil quil\u00f4metros quadrados. Mundo encantado,      para\u00edso das flores, p\u00e1ssaros e animais, ao qual se chega tanto por ar como      por terra, pela rodovia BR-060, que no Estado do Mato Grosso transforma-se      em BR-364. Com seus 1.133 quil\u00f4metros pavimentados, a viagem permite ao viajante      cruzar, ainda no Estado de Goi\u00e1s, o rio Araguaia, aonde se multiplicam dourados,      ja\u00fas e pintados. Destino natural de quem, ao redor do planeta, viaja em busca      das emo\u00e7\u00f5es da pesca farta, da luta contra peixes de grande porte. E extremamente      saborosos.<\/p>\n<p>Ao universo da mais preciosa reserva biol\u00f3gica do mundo , a Amaz\u00f4nia Brasileira,      tamb\u00e9m tem f\u00e1cil acesso o turista a partir de Bras\u00edlia. Maior floresta \u00famida      do planeta, a regi\u00e3o cortada pelo maior rio em volume de \u00e1gua do mundo, o      Amazonas, guarda primitivos, ancestrais povos de floresta, como os Yanomami      e os Kayap\u00f3, e reservas biol\u00f3gicas de fauna riqu\u00edssima, da qual as atra\u00e7\u00f5es      maiores s\u00e3o os botos, os macacos, os jacar\u00e9s e as on\u00e7as.<\/p>\n<p>Desconcertante realidade. Pr\u00f3diga vis\u00e3o de futuro. Bras\u00edlia extravasa os      limites cl\u00e1ssicos de uma cidade. \u00cdntima do firmamento, a capital do terceiro      mil\u00eanio \u00e9 uma sinfonia. Composta por ventos, envolta em azul, banhada pelas      matrizes se um sol resplandecente, zeloso de sua magia, criador de um anoitecer      indescrit\u00edvel, em rosa, solferino, magenta e prata. E onde a lua, quando \u00e9      cheia, quando \u00e9 c\u00e9u, n\u00e3o \u00e9 apenas onipotente. \u00c9, como a terra e as \u00e1guas que      banha, grandiosa. E generosa como alma do povo brasileiro.<\/p>\n<h4>CRONOLOGIA <\/h4>\n<blockquote>\n<p><b>1761 \u0096<\/b> <strong>O Marqu\u00eas de Pombal, por motivos pol\u00edticos,        lan\u00e7a uma id\u00e9ia aparentemente fora do lugar:<\/strong> erguer uma nova capital        de Portugal no sert\u00e3o, a meio caminho da \u00c1frica e das \u00cdndias.<b><br \/>\n       1789 \u0096<\/b> Os inconfidentes associam a luta pela Independ\u00eancia do Brasil        \u00e0 mudan\u00e7a da capital do Rio de Janeiro para a cidade mineira de S\u00e3o Jo\u00e3o        Del Rey.<b><br \/>\n       1813 \u0096<\/b> Com sucessivos artigos no Correio Braziliense, editado em        Londres, o jornalista Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa tenta empolgar a opini\u00e3o p\u00fablica        com a id\u00e9ia da constru\u00e7\u00e3o de uma nova capital no interior.<b><br \/>\n       1883 \u0096<\/b> <strong>Na cidadezinha de Belcchi, na It\u00e1lia, o padre salesiano        Jo\u00e3o Bosco tem um sonho-vis\u00e3o:<\/strong> \u0093no Brasil, entre os paralelos        15\u00ba e 20\u00ba surgiria uma grande civiliza\u00e7\u00e3o, a Terra Prometida, onde correria        leite e mel\u0094. Local da atual sede da nova Capital.<b><br \/>\n       1891 \u0096 <\/b><strong>A primeira Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica estabelece,        em seu artigo terceiro<\/strong>: \u0093Fica pertencente \u00e0 Uni\u00e3o, no Planalto        Central da Rep\u00fablica, uma zona de 14.40 quil\u00f4metros quadrados, que ser\u00e1        oportunamente demarcada, para nela estabelecer-se a futura Capital Federal\u0094.<b><br \/>\n       1892 \u0096 <\/b>Floriano Peixoto constituiu a Comiss\u00e3o exploradora do Planalto        Central do Brasil, sob a chefia do cientista Lu\u00eds Cruls, diretor do observat\u00f3rio        Astron\u00f4mico do Rio de Janeiro, para estudar e demarcar a \u00e1rea do Distrito        Federal.<b><br \/>\n       1893 \u0096<\/b> <strong>\u00c9 editado um mapa do Brasil e no Planalto de Goi\u00e1s        havia um ret\u00e2ngulo com a inscri\u00e7\u00e3o:<\/strong> \u0093 Futuro Distrito Federal\u0094.<b><br \/>\n       1922 \u0096<\/b> Num clima de festa, em 7 de Setembro, \u00e9 lan\u00e7ada a pedra        fundamental da futura capital, a 9km da cidade de Planaltina, em Goi\u00e1s,        no Centro da Am\u00e9rica Latina.<b><br \/>\n       1940 \u0096<\/b> O presidente Get\u00falio Vargas lan\u00e7a a \u0093Marcha para o        Oeste\u0094, mas n\u00e3o pretende transferir a capital do Rio de Janeiro. Projeto        adiado desde a instala\u00e7\u00e3o da ditadura do Estado Novo.<b><br \/>\n       1946 \u0096 <\/b>O Brasil se redemocratiza. A mudan\u00e7a da Capital para o Planalto        Central \u00e9 inclu\u00edda nas disposi\u00e7\u00f5es transit\u00f3rias da Constitui\u00e7\u00e3o. O Presidente        Eurico Gaspar Dutra nomeia a Comiss\u00e3o de Localiza\u00e7\u00e3o da Nova Capital, chefiada        pelo General Aguinaldo Caiado de Castro.<b><br \/>\n       1953 \u0096<\/b> \u00c9 sancionada a Lei n\u00ba 1.803, que autoriza o governo a definir        o s\u00edtio da nova capital em tr\u00eas anos.<b><br \/>\n       1955 \u0096<\/b> Em 4 de abril, num com\u00edcio em Jata\u00ed, Goi\u00e1s, o candidato        \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, Juscelino Kubitschek promete que, se eleito,        far\u00e1 a transfer\u00eancia da capital para o Planalto Central.<b><br \/>\n       1956 \u0096<\/b> No dia 18 de abril, o Presidente Juscelino Kubitschek envia        ao Congresso a \u0093Mensagem de An\u00e1polis\u0094 propondo a cria\u00e7\u00e3o da Companhia        Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (NOVACAP) e o nome de Bras\u00edlia para        a nova Capital. Em 19 de setembro \u00e9 sancionada a Lei n\u00ba 2.874, que determina        a transfer\u00eancia, em definitivo, da Capital. No mesmo dia \u00e9 lan\u00e7ado o Concurso        do Plano Piloto. Vence o projeto do urbanista L\u00facio Costa. <b><br \/>\n       1957 \u0096<\/b> Em abril, surgem as primeiras casas de madeira na Cidade        Livre, (hoje N\u00facleo Bandeirante) onde todas as atividades s\u00e3o isentas de        impostos. No dia 7 de maio \u00e9 rezada a primeira missa, na presen\u00e7a de 15        mil pessoas na Pra\u00e7a do Cruzeiro.<b><br \/>\n       1959 \u0096<\/b> Cerca de 60 mil candangos trabalham febrilmente na constru\u00e7\u00e3o        da cidade. No in\u00edcio, eram apenas mil. Faltando pouco mais de um ano para        a inaugura\u00e7\u00e3o, Bras\u00edlia e arredores contavam com mais de 100 mil habitantes,        vindos de v\u00e1rios estados do Brasil.<b><br \/>\n       1960 \u0096<\/b> Em 21 de abril, Bras\u00edlia \u00e9 inaugurada. Durante a missa comemorativa        \u00e9 lida uma mensagem radiof\u00f4nica do Papa Jo\u00e3o XXIII. Emocionada, a multid\u00e3o        acompanha a cerim\u00f4nia, ajoelhada no barro vermelho. <strong>Na instala\u00e7\u00e3o        do Congresso Nacional, o deputado Ranieri Mazzilli diz: <\/strong>\u0093Mais        ainda que um milagre da vontade humana, Bras\u00edlia \u00e9 um milagre da f\u00e9\u0094.<b><br \/>\n       1962 \u0096<\/b> Empossado o primeiro Conselho da Universidade de Bras\u00edlia        &#8211; UnB, come\u00e7a a funcionar uma nova experi\u00eancia em ensino superior. Os alunos        de engenharia, por exemplo, podiam estudar filosofia. O campus foi batizado        com o nome de um dos seus fundadores, o antrop\u00f3logo Darcy Ribeiro. A id\u00e9ia,        que se concretizou, era transformar a UnB em um centro irradiador de cultura.<b><br \/>\n       1965 \u0096<\/b> O cr\u00edtico Paulo Em\u00edlio Sales Gomes organiza o primeiro Festival        de Bras\u00edlia do Cinema Brasileiro. O evento se tornaria um s\u00edmbolo da cidade.<b><br \/>\n       1970 \u0096<\/b> \u00c9 inaugurada a Catedral de Bras\u00edlia, um dos mais belos monumentos        da Capital. No mesmo ano, as embaixadas e o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores        tamb\u00e9m foram transferidos para a Capital.<b><br \/>\n       1976 \u0096<\/b> Em 22 de agosto, morre o ex-presidente Juscelino Kubitschek        em um na Esplanada dos Minist\u00e9rios para homenagear JK. A multid\u00e3o cantava        o Peixe Vivo, sua m\u00fasica predileta. <b><br \/>\n       1978 \u0096<\/b> Surge o \u0093Projeto Cabe\u00e7as\u0094, criado por jovens artistas        da cidade, numa \u00e9poca de muita repress\u00e3o, com a finalidade de envolver a        comunidade de Bras\u00edlia com a cultura e a arte local. Promove shows e diversas        manifesta\u00e7\u00f5es culturais ao ar livre. Bras\u00edlia deixava de ser uma mera cidade        administrativa para ser um espa\u00e7o p\u00fablico de cidadania.<b><br \/>\n       1979 \u0096<\/b> \u00c9 criada Orquestra Sinf\u00f4nica do Teatro Nacional Cl\u00e1udio        Santoro. A iniciativa teria o objetivo de popularizar a m\u00fasica cl\u00e1ssica        e o ensino de m\u00fasica.<b><br \/>\n       1980 \u0096<\/b> O Papa Jo\u00e3o Paulo II visita Bras\u00edlia e celebra missa na        Esplanada dos Minist\u00e9rios para mais de 800 mil pessoas.<b><br \/>\n       1981 \u0096<\/b> Em setembro, \u00e9 inaugurado o \u0093Memorial JK\u0094, espa\u00e7o        que abriga os restos mortais do ex-presidente, sua biblioteca particular        e objetos pessoais Nesse mesmo ano, a atriz Dulcina de Moraes, inaugura        Faculdade de Artes, que leva seu nome, e dois teatros, revelando grandes        atores como os nacionalmente conhecidos Irm\u00e3os Guimar\u00e3es.<b><br \/>\n       1985 \u0096<\/b> O rock leva Bras\u00edlia ao cen\u00e1rio mundial. A m\u00fasica enriquece        a cr\u00f4nica da cidade falando da vida cotidiana, dos impasses da expans\u00e3o        urbana, das pessoas, das influ\u00eancias m\u00edsticas da capital e de \u0093um sil\u00eancio,        lindo onde Deus parece com esperan\u00e7a, entre bilh\u00f5es de estrelas\u0094. Bandas        como Legi\u00e3o Urbana, chegam a vender um milh\u00e3o de discos. Com a m\u00fasica, ganham        espa\u00e7o a poesia, o teatro, o cinema a as artes pl\u00e1sticas. <b><br \/>\n       1986 \u0096<\/b> Inaugurado o Pante\u00e3o da Liberdade, na Pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes.        Uma homenagem o pol\u00edtico Tancredo Neves e personagens hist\u00f3ricos como Tiradentes,        Zumbi dos Palmares e Dom Pedro I.<b><br \/>\n       1987 \u0096<\/b> Ao contemplar 27 anos, Bras\u00edlia passa a figurar ao lado        de cidades milenares como Jerusal\u00e9m e Cairo, na condi\u00e7\u00e3o de Patrim\u00f4nio Cultural        da Humanidade. A designa\u00e7\u00e3o dada pela Unesco se destina apenas a bens de        valor universal excepcional.<b><br \/>\n       1990 \u0096<\/b> Em 15 de novembro, o Distrito Federal conquista autonomia        pol\u00edtica, elegendo seu primeiro governador pelo voto popular direto, al\u00e9m        de 24 deputados distritais para formar a C\u00e2mara Legislativa.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Bras\u00edlia &#8211; Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade <\/h4>\n<p><b>Bras\u00edlia<\/b> \u00e9 uma cidade totalmente constru\u00edda com id\u00e9ias modernistas.      O valor do seu plano urban\u00edstico e de seus monumentos faz com que Bras\u00edlia      seja um marco mundial da arquitetura e urbanismo modernos. Assim, a Capital      do Brasil foi o primeiro n\u00facleo urbano, constru\u00eddo no s\u00e9culo XX, considerado      digno de ser inclu\u00eddo na lista de bens de valor universal, recebendo o t\u00edtulo      de Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade, em 1987, pela UNESCO. <\/p>\n<p><strong>O reconhecimento de seu valor patrimonial fundamentou-se no plano      urban\u00edstico de L\u00facio Costa, concebido em quatro escalas estruturais:<\/strong>      a Monumental &#8211; compreendida em todo o Eixo Monumental e que abriga a alma      pol\u00edtico-administrativa do Pa\u00eds -; a Greg\u00e1ria &#8211; representada por todos os      setores de converg\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o -; a Residencial &#8211; composta pelas Superquadras      Sul e Norte &#8211; e a Buc\u00f3lica &#8211; que permeia as outras tr\u00eas, por se destinar aos      gramados, pra\u00e7as, \u00e1reas de lazer, orla do lago Parano\u00e1 e aos jardins tropicais      de Burle Marx. Da intera\u00e7\u00e3o dessas quatro escalas nasceu uma cidade que &#8220;sendo      monumental, \u00e9 tamb\u00e9m c\u00f4moda, eficiente, acolhedora e \u00edntima. \u00c9 ao mesmo tempo,      derramada e concisa, buc\u00f3lica e urbana, l\u00edrica e funcional&#8230;&#8221; (L\u00facio      Costa). <\/p>\n<p>Para compor o plano urban\u00edstico, Oscar Niemeyer projetou monumentos marcantes,      considerados o melhor da express\u00e3o arquitet\u00f4nica moderna brasileira. <\/p>\n<p>O grande diferencial desses monumentos e de outros espa\u00e7os de Bras\u00edlia \u00e9      a integra\u00e7\u00e3o da arte \u00e0 arquitetura. Com isso, v\u00e1rios artistas de renome participaram      da constru\u00e7\u00e3o da capital, transformando-a em palco de experimenta\u00e7\u00e3o das artes.    <\/p>\n<p>Todo esse diferencial urban\u00edstico, arquitet\u00f4nico e art\u00edstico faz com que      Bras\u00edlia seja uma cidade muito especial, diferente de qualquer outra j\u00e1 vista      no mundo. <\/p>\n<p>Fonte:  www.setur.df.gov.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia, Funda\u00e7\u00e3o, Capital, Brasil, Localiza\u00e7\u00e3o, Constru\u00e7\u00e3o, Distrito Federal, Inaugura\u00e7\u00e3o, Turismo, Geografia, Resumo, Hist\u00f3ria de 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