{"id":47552,"date":"2016-06-14T12:16:16","date_gmt":"2016-06-14T12:16:16","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=47552"},"modified":"2016-06-14T12:25:44","modified_gmt":"2016-06-14T12:25:44","slug":"goias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/goias","title":{"rendered":"Goi\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p>O Estado de Goi\u00e1s tem 246 munic\u00edpios com popula\u00e7\u00e3o de 5.620.000 habitantes,      a economia \u00e9 baseada no agroneg\u00f3cio, mais tem p\u00f3los industriais nas cidades      de An\u00e1polis, Catal\u00e3o, Rio Verde e Goi\u00e2nia. Teve como capital Vila Boa (1739),      atual cidade de Goi\u00e1s e Goi\u00e2nia \u00e9 capital do estado desde 1933.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/goias-1.jpg\" alt=\"Goi\u00e1s\" title=\"Goi\u00e1s\" \/><\/p>\n<p>Os portugueses s\u00f3 chegaram \u00e0 regi\u00e3o do estado de Goi\u00e1s ap\u00f3s quase um s\u00e9culo      do descobrimento do Brasil.<\/p>\n<p>As primeiras ocupa\u00e7\u00f5es deveram-se a expedi\u00e7\u00f5es de aventureiros bandeirantes      provenientes de S\u00e3o Paulo, destacando-se Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhang\u00fcera,      que seguia em busca de ouro, tendo encontrado as primeiras jazidas no final      do s\u00e9culo XVII.<\/p>\n<p>Conta a lenda que diante da negativa dos \u00edndios de informar-lhe sobre o lugar      de onde retiravam as pe\u00e7as de ouro com que se adornavam, Bartolomeu Bueno      da Silva despejou aguardente num prato e a queimou, dizendo aos ind\u00edgenas      que o mesmo faria com a \u00e1gua de todos os rios e nascentes da regi\u00e3o, caso      n\u00e3o lhe fossem mostradas as minas.<\/p>\n<p>Apavorados, os \u00edndios o levaram imediatamente \u00e0s jazidas, chamando-o Anhang\u00fcera,      que significa feiticeiro no idioma nativo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/goias-2.jpg\" alt=\"Goi\u00e1s\" title=\"Goi\u00e1s\" \/><\/p>\n<p>Em 1726, foi fundado, pelo pr\u00f3prio Bartolomeu Bueno, o primeiro vilarejo      da regi\u00e3o, denominado Arraial da Barra. Desde ent\u00e3o, os povoados passaram      a se multiplicar e a explora\u00e7\u00e3o do ouro atingiu seu auge na segunda metade      do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>A coloniza\u00e7\u00e3o de Goi\u00e1s deveu-se tamb\u00e9m \u00e0 migra\u00e7\u00e3o de pecuaristas que partiram      de S\u00e3o Paulo no s\u00e9culo XVI, em busca de melhores terras para o gado.<\/p>\n<p>Em 1744, a regi\u00e3o onde hoje se encontra o estado de Goi\u00e1s, antes pertencente      ao estado de S\u00e3o Paulo, foi separado e elevado \u00e0 categoria de prov\u00edncia.<\/p>\n<p>A partir de 1860, a lavoura e a pecu\u00e1ria tornaram-se as atividades principais      da regi\u00e3o, ao mesmo tempo em que a atividade de minera\u00e7\u00e3o do ouro entrou em      decad\u00eancia devido ao esgotamento das minas.<\/p>\n<p>A navega\u00e7\u00e3o a vapor e a abertura de estradas, no final do s\u00e9culo XIX, possibilitaram      o escoamento dos produtos cultivados no estado, permitindo o desenvolvimento      da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XX, a constru\u00e7\u00e3o da nova capital, Goi\u00e2nia, deu grande impulso \u00e0      economia do Estado, que deu sinais de novo surto de desenvolvimento com a      cria\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, a nova capital do Brasil, em 1960.<\/p>\n<p>Em 1988, o norte do estado foi desmembrado, dando origem ao estado do Tocantins.<\/p>\n<p>Fonte: mochileiro.tur.br<\/p>\n<h6>Goi\u00e1s<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>A Hist\u00f3ria de Goi\u00e1s<\/h4>\n<p><strong>Os Bandeirantes<\/strong><\/p>\n<p>As Entradas (expedi\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter oficial e militar) foram organizadas primeiro      com o objetivo de conhecer a terra e submeter os \u00edndios, e depois para procurar      riquezas minerais.<\/p>\n<p>As Bandeiras (de iniciativa particular) foram um movimento basicamente paulista,      iniciado no s\u00e9culo XVII e direcionavam suas atividades para a busca de ouro      e para a ca\u00e7a de m\u00e3o-de-obra ind\u00edgena.<\/p>\n<p>No percurso pelo interior, quando os mantimentos come\u00e7avam a diminuir, os      bandeirantes paravam e montavam um acampamento. Ali faziam planta\u00e7\u00f5es para      repor as provis\u00f5es. Esses acampamentos davam origem a pequenos arraiais, que      depois se tornavam munic\u00edpios.<\/p>\n<p>As Entradas e Bandeiras contribu\u00edram, de forma decisiva, para a expans\u00e3o      territorial brasileira e ocupa\u00e7\u00e3o do interior do pa\u00eds. Por outro lado, elas      foram respons\u00e1veis pelo apresamento e assassinato de milhares de \u00edndios.<\/p>\n<p><strong>As Bandeiras Descobridoras e o Povoamento de Goi\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p>De S\u00e3o Paulo saiam as bandeiras que, buscando \u00edndios, cada vez mais escassos,      chegavam com freq\u00fc\u00eancia at\u00e9 ao extremo norte de Goi\u00e1s, regi\u00e3o do Estreito      (hoje norte do Tocantins).<\/p>\n<p>A primeira bandeira, que partindo de S\u00e3o Paulo, possivelmente chegou at\u00e9      os sert\u00f5es de Goi\u00e1s no leste do Tocantins, foi a de Ant\u00f4nio Macedo e Domingos      Lu\u00eds Grau (1590-1593). Depois seguiram-se a de Domingos Rodrigues (1596-1600),      que desceu at\u00e9 a conflu\u00eancia do Tocantins com o Araguaia; a de Afonso Sardinha      (1598-?); a de Belchior Carneiro (1607-1609), que passou ainda mais para o      norte; a de Martins Rodrigues (1608-1613); a de Andr\u00e9 Fernandes (1613-1615);      a de Pedroso de Alvarenga (1615-1618); a de Francisco Lopes Buenavides (1665-1666);      a de Lu\u00eds Castanho de Almeida e a expedi\u00e7\u00e3o familiar de Ant\u00f4nio Paes (1671);      a de Sebasti\u00e3o Paes de Barros (1673).<\/p>\n<p>Outro tipo de expedi\u00e7\u00f5es eram \u0093as descidas\u0094 dos jesu\u00edtas do Par\u00e1.      Os jesu\u00edtas tinham criado na Amaz\u00f4nia um sistema bem estruturado de \u0093aldeias\u0094      de acultura\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. Buscando \u00edndios para estas aldeias, os jesu\u00edtas organizaram      diversas expedi\u00e7\u00f5es fluviais, que subindo o Tocantins chegaram a Goi\u00e1s. Mas      nem bandeirantes nem jesu\u00edtas vinham para fixar-se em Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>O descobridor de Goi\u00e1s foi Anhang\u00fcera. Isto n\u00e3o significa que ele fosse o      primeiro a chegar a Goi\u00e1s, mas sim que ele foi o primeiro em vir a Goi\u00e1s com      inten\u00e7\u00e3o de se fixar aqui (1690-1718). A primeira regi\u00e3o ocupada foi a regi\u00e3o      do rio Vermelho. Fundou-se o arraial de Sant\u0092Ana, que depois seria chamado      Vila Boa, e mais tarde, Cidade de Goi\u00e1s, normalmente, onde havia ouro e \u00e1gua      emergia-se um pequeno povoado.<\/p>\n<p><strong>A popula\u00e7\u00e3o de Goi\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p>A primeira informa\u00e7\u00e3o sobre a popula\u00e7\u00e3o de Goi\u00e1s s\u00e3o os dados da capita\u00e7\u00e3o      de 1736, havia mais de 10.000 escravos adultos. O total da popula\u00e7\u00e3o? Menos      de 20.000, pois os escravos deviam constituir mais da metade da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre 1750 e 1804, parece que a decad\u00eancia da minera\u00e7\u00e3o se traduziu numa      diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se importavam mais escravos para suprir as mortes,      bastantes brancos e livres emigravam para outros territ\u00f3rios. O censo de 1804      deu 50.000 habitantes para Goi\u00e1s. Uma diminui\u00e7\u00e3o de quase 20%.<\/p>\n<p>No censo de 1940, s\u00f3 quatro cidades passavam dos 7 mil habitantes: Goi\u00e2nia,      15 mil, An\u00e1polis, 9.500, Goi\u00e1s, 8 mil e Ipameri, 7 mil.<\/p>\n<p><strong>A sociedade mesti\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que diminu\u00eda o n\u00famero de escravos, aumentava, como \u00e9 l\u00f3gico,      o n\u00famero de pretos livres ou \u0093forros\u0094. Na capita\u00e7\u00e3o de 1745, os      negros \u0093forros\u0094, que pagaram capita\u00e7\u00e3o, foram 120, e o n\u00famero de      escravos chegava quase a 11.000. No recenseamento de 1804, os negros livres      eram em n\u00famero de 7.936, 28% do total de pretos.<\/p>\n<p>Maior era, ainda, a progress\u00e3o dos mulatos. A aus\u00eancia de mulheres brancas      nas minas foi a determinante de uma mesti\u00e7agem, em grande escala, entre branco      e preto, at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida no Brasil.<\/p>\n<p>Depois de algum tempo, havia mulatos em todos os n\u00edveis da sociedade: no      ex\u00e9rcito, no sacerd\u00f3cio, entre os grandes propriet\u00e1rios. Mas nem o negro livre,      nem o mulato eram socialmente bem aceitos. Escravos, negros e mulatos apareciam      muitas vezes equipados nas express\u00f5es correntes e mesmo nos documentos oficiais,      como formando a ral\u00e9 da sociedade.<\/p>\n<p><strong>Classes Dirigentes<\/strong><\/p>\n<p>Os brancos foram sempre uma minoria, mas com a decad\u00eancia da minera\u00e7\u00e3o, esta      minoria foi-se tornando cada vez mais ex\u00edgua. Ao acentuar-se a decad\u00eancia,      muitas fam\u00edlias brancas migraram para outras regi\u00f5es. Em 1804, os brancos      constitu\u00edam pouco menos de 14% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os dias de apogeu da minera\u00e7\u00e3o foram breves. Ent\u00e3o, ser rico, \u0093mineiro      poderoso\u0094 era possuir 250 escravos ou mais. N\u00e3o faltaram mineiros que      em Goi\u00e1s possu\u00edam este n\u00famero de escravos. Com a decad\u00eancia, tornaram-se raros      os que tinham 12 escravos.<\/p>\n<p>Mesmo entre os brancos a pobreza era geral, mas ser branco continuava sendo      uma honra e um privil\u00e9gio, contam os historiadores.<\/p>\n<p><strong>Os \u00edndios<\/strong><\/p>\n<p>Ao tempo da descoberta, eram numerosas as tribos de \u00edndios em Goi\u00e1s, cobrindo      todo o seu territ\u00f3rio. Podemos citar entre as mais importantes: Caiap\u00f3, Xavante,      Goi\u00e1, Crix\u00e1, Ara\u00e9s, Xerente, Caraj\u00e1, Acroa&#8230;<\/p>\n<p>Durante a \u00e9poca da minera\u00e7\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es entre \u00edndios e mineiros foram exclusivamente      guerreiras e de m\u00fatuo exterm\u00ednio.<\/p>\n<p><strong>Os Governadores<\/strong><\/p>\n<p>Desde os primeiros dias da col\u00f4nia, at\u00e9 a chegada da Corte ao Rio de Janeiro,      n\u00e3o h\u00e1, provavelmente, queixa mais un\u00e2nime que a levantada contra a prepot\u00eancia      dos governadores. Neste per\u00edodo, gozavam de um poder praticamente ilimitado.      Entretanto, longe de ser ilimitado, estava submetido a toda classe de limita\u00e7\u00f5es.      N\u00e3o nomeavam nem escolhiam seus colaboradores, nem podiam destitui-los; n\u00e3o      podiam criar novos of\u00edcios nem prescindir dos existentes; deviam prestar contas      e esperar aprova\u00e7\u00e3o at\u00e9 dos menores gastos.<\/p>\n<p><strong>Todas essas dificuldades levavam alguns governadores a agirem por      conta pr\u00f3pria.<\/strong><\/p>\n<p>Entretanto, em quase sua totalidade, os governadores de Goi\u00e1s podem ser tidos      como homens eminentes, assim foram Conde dos Arcos (1749-54), D. Jos\u00e9 de Almeida      Vasconcelos (1772-78), Francisco de Assis Mascarenhas (1804-8), Francisco      Delgado (1808-19).<\/p>\n<p><strong>A independ\u00eancia do Brasil e seus reflexos em Goi\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a volta de D. Jo\u00e3o VI para Portugal, o Brasil viveu um per\u00edodo de profunda      crise pol\u00edtica, pois suas conquistas econ\u00f4micas e administrativas estavam      sendo amea\u00e7adas pelas Cortes Portuguesas.<\/p>\n<p>Em Goi\u00e1s a popula\u00e7\u00e3o rural permaneceu alheia a essas crises. Mas, elementos      ligados \u00e0 administra\u00e7\u00e3o, ao ex\u00e9rcito, ao clero e a algumas fam\u00edlias ricas      e poderosas, insatisfeitos com a administra\u00e7\u00e3o, fizeram germinar no rinc\u00e3o      goiano o reflexo das crises nacionais. A atua\u00e7\u00e3o dos capit\u00e3es generais, \u00e0s      vezes prepotentes e arbitr\u00e1rios, fez nascer na capitania ogerisa pelos administradores.      Os empregados p\u00fablicos eram os mais descontentes: a receita n\u00e3o saldava as      despesas e os seus vencimentos estavam sempre em atraso. Encontravam-se tamb\u00e9m      entre estes elementos, o clero.<\/p>\n<p><strong>Constitui\u00e7\u00e3o das Juntas Governativas<\/strong><\/p>\n<p>O governador Sampaio, que inicialmente se colocou contra a id\u00e9ia de cria\u00e7\u00e3o      de uma junta Governativa, foi obrigado pelas press\u00f5es de grupos pol\u00edticos      locais a ordenar \u00e0 C\u00e2mara a elei\u00e7\u00e3o de uma junta Governativa, em cumprimento      ao decreto de 18 de abril de 1820. Sampaio trabalhou para ser eleito presidente      da junta, o que de fato conseguiu: grupos pol\u00edticos locais, insatisfeitos      com a sua administra\u00e7\u00e3o, conseguiram sua ren\u00fancia e culminando com sua retirada      da Prov\u00edncia.<\/p>\n<p>Elegeu-se nova junta Governativa. Seus integrantes: \u00c1lvaro Jos\u00e9 Xavier &#8211;      Presidente, Jos\u00e9 Rodrigues Jardim e os membros, Joaquim Alves de Oliveira,      Jo\u00e3o Jos\u00e9 do Couto Guimar\u00e3es e Raimundo Nonato Hyacinto, Pe. Luiz Gonzaga      de Camargo Fleury e In\u00e1cio Soares de Bulh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>A Proclama\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Processada a Independ\u00eancia do Brasil &#8211; 1822, esta n\u00e3o trouxe transforma\u00e7\u00f5es,      quer sociais, quer econ\u00f4micas para Goi\u00e1s. O primeiro Presidente de Goi\u00e1s,      nomeado por D. Pedro I, foi o Dr. Caetano Maria Lopes Gama, que assumiu o      cargo em setembro de 1824. O segundo Presidente foi o portugu\u00eas Miguel Lino      de Moraes (1827-1831).<\/p>\n<p>Com a abdica\u00e7\u00e3o de D. Pedro I, rebentou em Goi\u00e1s um movimento de car\u00e1ter      nitidamente nacionalista. Os l\u00edderes deste movimento foram o Bispo cego, D.      Fernando Ferreira, Pe. Lu\u00eds Bartolomeu M\u00e1rquez e Coronel Felipe Ant\u00f4nio Cardoso.<\/p>\n<p>Recebendo ades\u00e3o e apoio das tropas, o movimento de 13 de agosto de 1831      alcan\u00e7ou seu objetivo, que era depor todos os portugueses que ocupavam cargos      p\u00fablicos em Goi\u00e1s. A conseq\u00fc\u00eancia deste movimento de rebeldia foi a nomea\u00e7\u00e3o      de tr\u00eas goianos para a presid\u00eancia de Goi\u00e1s: Jos\u00e9 Rodrigues Jardim, (1831-1837),      Pe. Luiz Gonzaga de Camargo Fleury (1837-1839) e Jos\u00e9 de Assis Mascarenhas      (1839-1845).<\/p>\n<p>Em Goi\u00e1s os presidentes exerciam grande influ\u00eancia na vida pol\u00edtica. Eram      eles de livre escolha do poder central, sem v\u00ednculos familiais \u00e0 terra, descontentando      os pol\u00edticos locais.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX, grupos locais manifestaram-se contra a      administra\u00e7\u00e3o e responsabilizaram os Presidentes \u0093Estrangeiros\u0094      pelo grande atraso de Goi\u00e1s e passaram a lutar pelo nascimento de uma consci\u00eancia      pol\u00edtica. Ap\u00f3s esta tomada de consci\u00eancia, verificou-se relativa mudan\u00e7a no      panorama pol\u00edtico de Goi\u00e1s. Representantes pr\u00f3prios foram enviados \u00e0 C\u00e2mara      Alta: Andr\u00e9 Augusto de P\u00e1dua Fleury, Jos\u00e9 Leopoldo de Bulh\u00f5es Jasmim, C\u00f4nego      In\u00e1cio Xavier da Silva e outros. A conseq\u00fc\u00eancia de tais movimentos foi a fortifica\u00e7\u00e3o      de grupos pol\u00edticos locais, lan\u00e7ando as bases das futuras oligarquias goianas.<\/p>\n<p>A vida pol\u00edtica de Goi\u00e1s na \u00faltima d\u00e9cada do Imp\u00e9rio foi muito agitada, em      decorr\u00eancia das crises nacionais e dos choques de interesses dos grupos locais.<\/p>\n<p><strong>Panorama Cultural<\/strong><\/p>\n<p>Pode-se afirmar que a educa\u00e7\u00e3o em Goi\u00e1s no s\u00e9culo XIX foi inexistente. A      cultura era pr\u00f3pria do clero e inexpressiva.<\/p>\n<p>Praticamente n\u00e3o existiam escolas, considerando o n\u00famero de seus habitantes:      50.574.<\/p>\n<p>O ensino secund\u00e1rio passou a dar os seus primeiros passos com a cria\u00e7\u00e3o do      Liceu de Goi\u00e1s em 1846. No entanto, este estabelecimento n\u00e3o atendia aos jovens      do interior da Prov\u00edncia. Aqueles de maiores posses iam para Minas concluir      seus estudos, os outros, grande maioria, ficaram como tinham nascidos, analfabetos,      quando muito aprendiam as primeiras letras.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo era a cidade eleita para os estudos superiores, uma vez que o curso      jur\u00eddico era, na maioria das vezes, o preferido. Em 1882, foi criada a primeira      Escola Normal de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>Fonte: www.craol.com.br<\/p>\n<h6>Goi\u00e1s<\/h6>\n<h4>Geografia, economia, hist\u00f3ria de Goias<\/h4>\n<p>A ca\u00e7a ao \u00edndio, a busca de riquezas minerais e a catequese foram, no final      do s\u00e9culo XVI, respons\u00e1veis pela penetra\u00e7\u00e3o do centro-oeste brasileiro, por      meio de duas correntes humanas de certa forma antag\u00f4nicas: os bandeirantes,      vindos do sul, ambicionavam escravos, ouro e pedras preciosas; os jesu\u00edtas,      vindos do norte, procuravam conquistar os \u00edndios para a f\u00e9 cat\u00f3lica e defend\u00ea-los      da sanha dos desbravadores.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Goi\u00e1s repete essas linhas de for\u00e7a originais, como se observa      pelo permanente desejo de crescimento econ\u00f4mico e moderniza\u00e7\u00e3o, a par da profunda      religiosidade de seu povo.<\/p>\n<p>Principal estado da regi\u00e3o Centro-Oeste, com uma superf\u00edcie de 340.165,9km2,      Goi\u00e1s limita-se ao norte com o estado de Tocantins; a leste com a Bahia e      Minas Gerais; ao sul com Mato Grosso do Sul e Minas Gerais; e a oeste com      Mato Grosso. A capital \u00e9 Goi\u00e2nia. Em seu territ\u00f3rio encontra-se encravado      o Distrito Federal.<\/p>\n<p><strong>Geologia e relevo<\/strong><\/p>\n<p>A maior parte do territ\u00f3rio goiano se caracteriza pelo relevo suave das chapadas      e chapad\u00f5es, entre 300 e 900m de altitude. Consiste de grandes superf\u00edcies      aplainadas, talhadas em rochas cristalinas e sedimentares. Cinco unidades      comp\u00f5em o quadro morfol\u00f3gico goiano: (1) o alto planalto cristalino; (2) o      planalto cristalino do rio Araguaia-Tocantins; (3) o planalto sedimentar do      S\u00e3o Francisco; (4) o planalto sedimentar do Paran\u00e1; e (5) a plan\u00edcie aluvial      do m\u00e9dio Araguaia.<\/p>\n<p>O alto planalto cristalino situa-se na por\u00e7\u00e3o leste de Goi\u00e1s. Com mais de      mil metros de altitude em alguns pontos, forma o divisor de \u00e1guas entre as      bacias do Parana\u00edba e do Tocantins. \u00c9 a mais elevada unidade de relevo de      toda a regi\u00e3o Centro-Oeste.<\/p>\n<p>O planalto cristalino do Araguaia-Tocantins ocupa o norte do estado. Tem      altitudes mais reduzidas, em geral de 300 a 600m. O planalto sedimentar do      S\u00e3o Francisco, representada pela serra Geral de Goi\u00e1s (no passado dito &#8220;Espig\u00e3o      Mestre&#8221;), vasto chapad\u00e3o aren\u00edtico, caracteriza a regi\u00e3o nordeste do      estado, na regi\u00e3o lim\u00edtrofe com a Bahia.<\/p>\n<p>O planalto sedimentar do Paran\u00e1, extremo sudoeste do estado, \u00e9 constitu\u00eddo      por camadas sedimentares e bas\u00e1lticas ligeiramente inclinadas, de que resulta      um relevo de grandes planuras escalonadas. A plan\u00edcie aluvial do m\u00e9dio Araguaia,      na regi\u00e3o lim\u00edtrofe de Goi\u00e1s e Mato Grosso, tem o car\u00e1ter de ampla plan\u00edcie      de inunda\u00e7\u00e3o, sujeita a deposi\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica de aluvi\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Clima<\/strong><\/p>\n<p>Dois tipos clim\u00e1ticos caracterizam o estado de Goi\u00e1s: o tropical, com ver\u00f5es      chuvosos e invernos secos; e o tropical de altitude. O primeiro domina a maior      parte do estado. As temperaturas m\u00e9dias anuais variam entre 23o C, ao norte,      e 20o C, ao sul. Os totais pluviom\u00e9tricos oscilam entre 1.800mm, a oeste,      e 1.500mm, a leste, com forte contraste entre os meses de inverno, secos,      e os de ver\u00e3o, chuvosos.<\/p>\n<p>O clima tropical de altitude aparece apenas na regi\u00e3o do alto planalto cristalino      (\u00e1rea de An\u00e1polis, Goi\u00e2nia e Distrito Federal), onde, por efeito da maior      altitude, se registram temperaturas em geral mais baixas, embora o regime      pluvial conserve a mesma oposi\u00e7\u00e3o entre as esta\u00e7\u00f5es chuvosa de ver\u00e3o e seca      de inverno.<\/p>\n<p><strong>Hidrografia<\/strong><\/p>\n<p>A rede hidrogr\u00e1fica divide-se em duas bacias: uma delas \u00e9 formada pelos rios      que drenam para o rio Paran\u00e1; a outra, pelos que escoam para o Tocantins ou      para seu afluente, o Araguaia. O divisor de \u00e1guas entre as duas bacias passa      pelo centro do estado e o atravessa de leste a oeste. O limite oriental de      Goi\u00e1s segue o divisor de \u00e1guas entre as bacias dos rios Tocantins e S\u00e3o Francisco      e o divisor de \u00e1guas entre as bacias do Tocantins e do Parana\u00edba. Todos os      rios apresentam regime tropical, com cheias no semestre de ver\u00e3o, esta\u00e7\u00e3o      chuvosa.<\/p>\n<p><strong>Flora e fauna<\/strong><\/p>\n<p>A maior parte do territ\u00f3rio de Goi\u00e1s \u00e9 recoberta por vegeta\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica      do cerrado. As matas, embora pouco desenvolvidas espacialmente, t\u00eam grande      import\u00e2ncia econ\u00f4mica para o estado, de vez que constituem as \u00e1reas preferidas      para a agricultura, em virtude da maior fertilidade do solo, em compara\u00e7\u00e3o      com os solos do cerrado.<\/p>\n<p>A principal mancha florestal do estado se encontra no centro-norte, na regi\u00e3o      chamada do Mato Grosso de Goi\u00e1s, situada a oeste de An\u00e1polis e Goi\u00e2nia. Essa      \u00e1rea florestal \u00e9 de grande relev\u00e2ncia econ\u00f4mica porque apresenta solos f\u00e9rteis,      derivados de rochas efusivas. Entre as esp\u00e9cies vegetais predominantes est\u00e3o      o jatob\u00e1, a palmeira guariroba, que fornece um palmito amargo muito apreciado      no estado, o \u00f3leo vermelho, ou copa\u00edba, o jacarand\u00e1 e a canela.<\/p>\n<p>Outras manchas florestais ocorrem nos vales dos rios Parana\u00edba, ao sul; Tocantins,      a leste; e Araguaia, a oeste. Boa parte dessas matas, especialmente no vale      do rio Araguaia, assume uma forma de transi\u00e7\u00e3o entre o cerrado e a floresta      denominada cerrad\u00e3o. Ocorrem a\u00ed esp\u00e9cies arb\u00f3reas freq\u00fcentes na \u00e1rea do Mato      Grosso de Goi\u00e1s e outras, como o angico, a aroeira e a sucupira-vermelha.      Nas \u00e1reas dominadas pelo cerrado ocorrem as esp\u00e9cies t\u00edpicas: lixeira, lobeira,      pau-terra, pequi, pau-de-colher-de-vaqueiro, pau-de-santo, barbatim\u00e3o, quineira-branca      e mangabeira.<\/p>\n<p>A fauna de Goi\u00e1s tem diversas esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, quer pela a\u00e7\u00e3o      predat\u00f3ria dos ca\u00e7adores, quer pelas queimadas e pelo envenenamento do solo      com agrot\u00f3xicos. Est\u00e3o entre elas o lobo-guar\u00e1, o cachorro-do-mato-vinagre,      o tamandu\u00e1-bandeira, o veado-campeiro, o tatu-canastra, a ariranha e o cervo.<\/p>\n<p>Outras esp\u00e9cies s\u00e3o a paca, a anta, o tatu-peludo, o tatu-galinha, o tamandu\u00e1-mirim,      a lontra, o cachorro-do-mato, a raposa-do-campo, a capivara, a on\u00e7a, a su\u00e7uarana,      a on\u00e7a-pintada, o bugio, a jaguatirica e diversos tipos de serpentes, como      a sucuri e a jib\u00f3ia. Tamb\u00e9m entre as aves h\u00e1 esp\u00e9cies em extin\u00e7\u00e3o, como o      tucano-rei, o urubu-rei e a arara-canind\u00e9. H\u00e1 ainda v\u00e1rias esp\u00e9cies de tucanos      e araras, al\u00e9m de perdizes, emas, codornas, patos-selvagens, pombas-de-bando,      pombas-trocazes, ja\u00f3s, mutuns e siriemas.<\/p>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A regi\u00e3o Centro-Oeste caracteriza-se pela baixa concentra\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica.      No entanto, a partir da implanta\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia e da descoberta dos cerrados      como nova fronteira econ\u00f4mica, em etapas diferentes, dirigiram-se para Goi\u00e1s      grandes fluxos de migrantes, sobretudo das cidades muito populosas ou das      regi\u00f5es mais pobres do pa\u00eds, em busca de ocupa\u00e7\u00e3o ou de novas op\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra na montagem da infra-estrutura do estado &#8212; rodovias      e hidrel\u00e9tricas &#8212; e na instala\u00e7\u00e3o de novas ind\u00fastrias permitiu que essa ocupa\u00e7\u00e3o      se desse de maneira mais organizada, sem formar os bols\u00f5es de mis\u00e9ria e de      popula\u00e7\u00f5es marginais t\u00edpicos das grandes capitais brasileiras.<\/p>\n<p>Com o desmembramento que deu origem ao estado de Tocantins, em 1988, a popula\u00e7\u00e3o      de Goi\u00e1s reduziu-se, mas manteve suas taxas de crescimento e de densidade      demogr\u00e1fica. Verifica-se maior concentra\u00e7\u00e3o populacional na regi\u00e3o central      do estado, a oeste do Distrito Federal.<\/p>\n<p>A palavra Goi\u00e1s, originada do tupi, que designa a no\u00e7\u00e3o de &#8220;pessoas      iguais, da mesma ra\u00e7a, parentes&#8221;, bem se aplica \u00e0 solidariedade e ao      esp\u00edrito comunit\u00e1rio do povo goiano, comprovados pelas obras sociais abundantes      em praticamente todas as cidades do estado, destinadas a socorrer a popula\u00e7\u00e3o      carente.<\/p>\n<p><strong>Economia<\/strong><\/p>\n<p><strong>Agricultura e pecu\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n<p>O setor agropecu\u00e1rio tem sido tradicionalmente a base da economia goiana.      Nas tr\u00eas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, Goi\u00e1s foi uma das regi\u00f5es de fronteira      agr\u00edcola mais expressivas do pa\u00eds. Em muitas culturas, como soja, milho, arroz,      feij\u00e3o, tornou-se, naquele per\u00edodo, um dos maiores produtores do pa\u00eds. A principal      \u00e1rea agr\u00edcola e pastoril do estado \u00e9 a regi\u00e3o do Mato Grosso de Goi\u00e1s, onde      se pratica uma agricultura diversificada, com arroz, milho, soja, feij\u00e3o,      algod\u00e3o e mandioca.<\/p>\n<p>Apesar de possuir o segundo rebanho do pa\u00eds, Goi\u00e1s observa uma tradi\u00e7\u00e3o de      baixa produtividade, tanto em n\u00edvel de fertilidade quanto de idade de abate      dos animais, idade de primeira pari\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o leiteira.<\/p>\n<p>A bovinocultura de corte representa um segmento de import\u00e2ncia fundamental      para a economia do estado, tanto como fonte de divisas, pelos excedentes export\u00e1veis,      quanto pelo expressivo contingente de m\u00e3o-de-obra ocupado nessa atividade.      Nos pastos plantados em antigos terrenos florestais (invernadas) engordam-se      bovinos, criados nas \u00e1reas de cerrado, e mant\u00e9m-se um rebanho de gado leiteiro.      O vale do Parana\u00edba \u00e9 a segunda regi\u00e3o econ\u00f4mica de Goi\u00e1s e maior produtora      de arroz e abacaxi. Cultivam-se tamb\u00e9m milho, soja, feij\u00e3o e mandioca. \u00c9 grande      o rebanho de leite e corte.<\/p>\n<p><strong>A soja \u00e9 o principal produto agr\u00edcola do estado<\/strong><\/p>\n<p>Introduzida em 1980, a cultura foi aperfei\u00e7oada pela obten\u00e7\u00e3o de sementes      adaptadas ao cerrado e aplica\u00e7\u00e3o de calc\u00e1rio e outros elementos para combater      a acidez do solo. Com o lan\u00e7amento de novas variedades de gr\u00e3os mais resistentes      \u00e0 armazenagem e \u00e0s pragas, registrou-se forte aumento de produtividade.<\/p>\n<p>A cultura do milho \u00e9 geralmente associada \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de su\u00ednos e ao plantio      de feij\u00e3o. A cana-de-a\u00e7\u00facar e a mandioca t\u00eam car\u00e1ter de lavouras de subsist\u00eancia      e servem ao fabrico de farinha, aguardente e rapadura. O extrativismo vegetal      inclui baba\u00e7u, casca de angico, pequi e explora\u00e7\u00e3o de madeira, principalmente      mogno.<\/p>\n<p><strong>Energia e minera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica no estado est\u00e1 a cargo das      Centrais El\u00e9tricas de Goi\u00e1s (Celg). As principais usinas hidrel\u00e9tricas do      estado s\u00e3o Cachoeira Dourada, S\u00e3o Domingos, ambas da Celg, Serra da Mesa e      Corumb\u00e1 I, ambas de Furnas. Parte da energia produzida por Furnas supere o      Distrito Federal e a regi\u00e3o Sudeste.<\/p>\n<p>No subsolo de todo o estado existem importantes jazidas de calc\u00e1rio, j\u00e1 medidas      e em condi\u00e7\u00f5es de abastecer todos os munic\u00edpios goianos, seja qual for o ritmo      de crescimento do mercado de corretivos do solo.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda jazidas consider\u00e1veis de ard\u00f3sia, amianto, n\u00edquel, cobre, pirocloro,      rutilo e argila, al\u00e9m de quantidades menores de mangan\u00eas, dolomita, estanho,      talco e cromita. Encontram-se ainda ouro, cristal-de-rocha, pedras preciosas      (esmeraldas) e pedras semipreciosas. O estado possui excelente infra-estrutura      para extra\u00e7\u00e3o de minerais n\u00e3o ferrosos, principalmente ouro, gemas, fosfato      e calc\u00e1rio, al\u00e9m de min\u00e9rios estrat\u00e9gicos, como tit\u00e2nio e terras raras.<\/p>\n<p><strong>Ind\u00fastria<\/strong><\/p>\n<p>Para tirar partido de sua voca\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e de seus recursos minerais, a      ind\u00fastria goiana concentrou suas atividades inicialmente em bens de consumo      n\u00e3o dur\u00e1veis e, a partir da d\u00e9cada de 1970, nos bens intermedi\u00e1rios e na ind\u00fastria      extrativa.<\/p>\n<p>Em meados da d\u00e9cada de 1990, o desenvolvimento industrial goiano era ainda      incipiente, vulner\u00e1vel aos constantes impactos negativos da conjuntura econ\u00f4mica      nacional. Tal fragilidade reduzia significativamente o dinamismo do setor      secund\u00e1rio, incapaz de beneficiar-se devidamente das vantagens proporcionadas      pela agropecu\u00e1ria e pelas imensas reservas minerais. Observava-se, por\u00e9m,      uma tend\u00eancia \u00e0 diversifica\u00e7\u00e3o, principalmente em setores da siderurgia.<\/p>\n<p>Aumentaram consideravelmente os setores da ind\u00fastria extrativa e da produ\u00e7\u00e3o      de minerais n\u00e3o-met\u00e1licos, bens de capital e bens de consumo dur\u00e1veis. Um      dos principais ramos industriais do estado, que, no entanto, n\u00e3o acompanhou      a tend\u00eancia ascendente dos outros setores nas tr\u00eas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo      XX, foi o da produ\u00e7\u00e3o de alimentos &#8212; fabrica\u00e7\u00e3o de latic\u00ednios, beneficiamento      de produtos agr\u00edcolas e abate de animais &#8212; concentrado nas cidades de Goi\u00e2nia,      An\u00e1polis e Itumbiara.<\/p>\n<p>Setores novos dinamizaram-se nesse mesmo per\u00edodo, como as ind\u00fastrias metal\u00fargica,      qu\u00edmica, t\u00eaxtil, de bebidas, de vestu\u00e1rio, de madeira, editorial e gr\u00e1fica.      Um elemento coadjuvante de grande import\u00e2ncia ao crescimento econ\u00f4mico foi      a implanta\u00e7\u00e3o dos distritos industriais, nos munic\u00edpios de An\u00e1polis, Itumbiara,      Catal\u00e3o, S\u00e3o Sim\u00e3o, Aparecida de Goi\u00e2nia, Mineiros, Luzi\u00e2nia, Ipameri, Goianira,      Posse, Porangatu, Ipor\u00e1 e Santo Ant\u00f4nio do Descoberto.<\/p>\n<p><strong>Transporte e comunica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1970, em conson\u00e2ncia com as diretrizes federais, o estado de      Goi\u00e1s iniciou a implanta\u00e7\u00e3o dos primeiros corredores de exporta\u00e7\u00e3o, conceito      que definiu rotas de transporte destinadas a ligar as \u00e1reas produtivas a algum      porto, com prioridade para os excedentes agr\u00edcolas. Posteriormente, essas      diretrizes foram aplicadas ao abastecimento, visando a articular os sistemas      de armazenagem e escoamento de uma determinada \u00e1rea geogr\u00e1fica, de forma a      adequar os fluxos das fontes de produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 os centros de consumo ou terminais      de embarque, com destino ao mercado externo ou a outras regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>No estado de Goi\u00e1s estabeleceu-se uma rede rodovi\u00e1ria capaz de dar sustenta\u00e7\u00e3o      ao transporte das regi\u00f5es produtoras de gr\u00e3os e minerais para os pontos de      capta\u00e7\u00e3o de cargas ferrovi\u00e1rias de Goi\u00e2nia, An\u00e1polis, Bras\u00edlia, Pires do Rio      e Catal\u00e3o.<\/p>\n<p>Tal como ocorreu no restante do pa\u00eds, o transporte ferrovi\u00e1rio e fluvial      em Goi\u00e1s foi relegado a segundo plano, devido \u00e0 op\u00e7\u00e3o pelo transporte rodovi\u00e1rio.      Na \u00e1rea de influ\u00eancia do corredor de exporta\u00e7\u00e3o goiano, os principais troncos      utilizados para atingir os pontos de transbordo ferrovi\u00e1rio, sobretudo para      a soja e o farelo, s\u00e3o: a BR-153, principal eixo de escoamento do norte de      Goi\u00e1s e de Tocantins, interligado ao ponto de transbordo rodo-ferrovi\u00e1rio      de An\u00e1polis; a GO-060, que liga Aragar\u00e7as a Goi\u00e2nia, numa dist\u00e2ncia de 388km;      a BR-020, que liga o nordeste de Goi\u00e1s \u00e0 regi\u00e3o oeste da Bahia e a Bras\u00edlia,      onde est\u00e1 instalado outro ponto de transbordo; a BR-060, que liga Santa Rita      do Araguaia\/Rio Verde a Goi\u00e2nia; a BR-452, que liga Rio Verde a Itumbiara,      importante centro produtor e beneficiador de gr\u00e3os, e segue at\u00e9 Uberl\u00e2ndia      MG, onde est\u00e1 instalada uma rede de armazenagem de grande capacidade; e a      BR-364-365, que liga Jata\u00ed a Uberl\u00e2ndia e atravessa a cidade de S\u00e3o Sim\u00e3o,      outra op\u00e7\u00e3o para o escoamento da produ\u00e7\u00e3o do sudoeste goiano.<\/p>\n<p>Os jornais de maior circula\u00e7\u00e3o s\u00e3o O Popular, a Tribuna de Goi\u00e1s, o Di\u00e1rio      Oficial do Estado e o Di\u00e1rio do Munic\u00edpio, em Goi\u00e2nia. Em An\u00e1polis, circulam      A Imprensa e Tribuna de An\u00e1polis; na antiga capital, Goi\u00e1s, circula o Cidade      de Goi\u00e1s. H\u00e1 v\u00e1rias emissoras de r\u00e1dio em AM e FM. A principal emissora de      televis\u00e3o \u00e9 a TV Anhang\u00fcera, pertencente \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o Jaime C\u00e2mara.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Quase um s\u00e9culo ap\u00f3s o descobrimento do Brasil, os colonizadores portugueses      trilharam pela primeira vez as terras de Goi\u00e1s. Ficaram famosas, entre outras,      as expedi\u00e7\u00f5es de Domingos Rodrigues (1596), Belchior Dias Carneiro (1607),      Ant\u00f4nio Pedroso de Alvarenga (1615) e Manuel Campos Bicudo (1673), al\u00e9m da      mais famosa, a de Bartolomeu Bueno da Silva, com seu filho de igual nome,      ent\u00e3o com apenas 12 anos de idade. Bueno encontrou em pleno sert\u00e3o a bandeira      de Manuel Campos Bicudo, que conduzia presos \u00edndios da na\u00e7\u00e3o dos ara\u00e9s, cuja      \u00e1rea parecera ao bandeirante extraordinariamente rica em minas de ouro. De      acordo com as indica\u00e7\u00f5es de Bicudo, para ali seguiu Bartolomeu Bueno, que      aprisionou os silv\u00edcolas restantes e colheu muitas pepitas de ouro.<\/p>\n<p>Parece datar dessa \u00e9poca o epis\u00f3dio segundo o qual Bueno pedira aos \u00edndios      que lhe mostrassem o lugar de onde retiravam o ouro empregado em seus adornos.      Diante da negativa, o bandeirante despejou aguardente num recipiente e queimou-a,      dizendo aos selvagens que o mesmo faria com a \u00e1gua de todos os rios e nascentes,      matando-os de sede, se n\u00e3o lhe fosse mostrada a mina. Apavorados, os \u00edndios      levaram-no \u00e0 jazida e passaram a cham\u00e1-lo de Anhang\u00fcera, que significa &#8220;diabo      velho&#8221;, nome com que Bueno e seu filho passaram \u00e0 hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Depois disso, gra\u00e7as ao sucesso da expedi\u00e7\u00e3o do Anhang\u00fcera e de novas iniciativas      dos reis portugueses para a descoberta das riquezas do subsolo brasileiro,      foram muitas as bandeiras que cortaram, em todas as dire\u00e7\u00f5es, as paragens      goianas, algumas delas provenientes do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>O objetivo das bandeiras era unicamente o descobrimento e a cata do ouro      e outros metais preciosos, pois na \u00e9poca um breve papal condenara a escraviza\u00e7\u00e3o      do \u00edndio, talvez por influ\u00eancia das in\u00fameras expedi\u00e7\u00f5es religiosas que penetraram      o solo goiano, a come\u00e7ar pela do frei Crist\u00f3v\u00e3o de Lisboa, que fundou uma      miss\u00e3o religiosa na \u00e1rea do Tocantins (1625).<\/p>\n<p>As entradas e bandeiras culminaram com a expedi\u00e7\u00e3o de Bartolomeu Bueno da      Silva, o segundo Anhang\u00fcera, que em 1720, juntamente com seus cunhados Jo\u00e3o      Leite Ortiz e Domingos Rodrigues do Prado, requereu a Jo\u00e3o V licen\u00e7a para      penetrar os altos sert\u00f5es e avan\u00e7ar pelos centros da Am\u00e9rica, em busca de      minas de ouro, prata e pedras preciosas. Pedia em troca a munific\u00eancia real      das passagens dos rios que encontrassem.<\/p>\n<p>No ano seguinte, o capit\u00e3o-general de S\u00e3o Paulo, D. Rodrigo C\u00e9sar de Meneses,      mandou chamar Bueno e estabeleceu com ele o ajuste de uma bandeira para localiza\u00e7\u00e3o      e explora\u00e7\u00e3o da mina de ouro descoberta por seu pai.<\/p>\n<p>Em pouco tempo, Bueno arregimentou uma poderosa bandeira, que partiu de S\u00e3o      Paulo em 3 de setembro de 1722, tomou o rumo do rio Grande e caminhou, sem      encontrar trope\u00e7os, at\u00e9 o rio Parana\u00edba. Feita a travessia, desviou-se para      o nordeste, pelo espig\u00e3o do rio S\u00e3o Marcos, e foi atingir a lagoa Mestre d\u00b4Armas,      poucos quil\u00f4metros acima do local onde hoje se ergue Bras\u00edlia. Em seguida,      rompeu o divisor das \u00e1guas, foi ter \u00e0s margens do rio Maranh\u00e3o, ponto onde      se cindiu a bandeira: parte dos seus integrantes desceu pelo grande rio, enquanto      Bartolomeu Bueno e seus seguidores caminharam para o sudoeste, \u00e0 procura da      regi\u00e3o dos goiases.<\/p>\n<p>Em 21 de outubro de 1723, ap\u00f3s mais de tr\u00eas anos nos chapad\u00f5es, serras e      matas, quando o governo paulista j\u00e1 cogitava de mandar uma expedi\u00e7\u00e3o em seu      socorro, Bueno regressou e foi exibir a D. Rodrigo amostras de ouro de v\u00e1rias      minas descobertas.<\/p>\n<p><strong>Febre do ouro<\/strong><\/p>\n<p>A not\u00edcia da fa\u00e7anha do Anhang\u00fcera levou milhares de brasileiros a enveredarem      sert\u00e3o adentro. Imediatamente, o capit\u00e3o-general de S\u00e3o Paulo comunicou o      fato a D. Jo\u00e3o V, que respondeu com carta r\u00e9gia de 29 de abril de 1726, na      qual deferia todos os pedidos formulados pelos descobridores. Como decorr\u00eancia,      D. Rodrigo C\u00e9sar de Meneses passou a Bueno e a seu cunhado Jo\u00e3o Leite Ortiz      a carta de sesmaria de 2 de julho de 1726, dando-lhes o direito das passagens      de v\u00e1rios rios existentes no itiner\u00e1rio feito, bem como seis l\u00e9guas de terras      de testada \u00e0 margem dos mesmos rios.<\/p>\n<p>Munido de tais privil\u00e9gios, Bueno retornou em seguida a Goi\u00e1s e parou num      s\u00edtio pr\u00f3ximo \u00e0 serra Dourada, onde encontrou diversas minas e fundou o primeiro      povoado em terras goianas, com o nome de Barra, hoje Buenol\u00e2ndia. Achadas      depois, a pouca dist\u00e2ncia, minas mais copiosas, para l\u00e1 se transportaram os      moradores de Barra e fundaram, em 26 de julho de 1727, o arraial de Sant\u00b4Ana,      que mais tarde (1739) tomaria o nome de Vila Boa, corruptela de Vila Bueno,      n\u00facleo da cidade de Goi\u00e1s, sede do governo da capitania.<\/p>\n<p>Em 1728 Bartolomeu Bueno assumiu as fun\u00e7\u00f5es de superintendente-geral das      minas de Goi\u00e1s, cabendo-lhe a administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a civil, criminal e militar.      Ficava assim constitu\u00edda a primeira organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-administrativa das      terras at\u00e9 ent\u00e3o habitadas pelos selvagens. \u00c0 medida que se iam descobrindo      outras regi\u00f5es aur\u00edferas, novos povoados se erguiam: Meia Ponte (hoje Piren\u00f3polis),      Ouro Fino, Santa Rita de Anta, Santa Cruz, Crix\u00e1s, S\u00e3o Jos\u00e9, \u00c1gua Quente e      Tra\u00edras.<\/p>\n<p>No final de 1733, em virtude de intrigas pol\u00edticas entre o governo de S\u00e3o      Paulo e o reino, Bueno foi destitu\u00eddo de suas fun\u00e7\u00f5es e substitu\u00eddo por Greg\u00f3rio      Dias da Silva. A chegada do novo superintendente a Goi\u00e1s coincidiu com o descobrimento      de importantes jazidas, mas a implanta\u00e7\u00e3o do imposto por capita\u00e7\u00e3o em vez      dos antigos quintos deu motivo a graves motins e revoltas, sobretudo nas minas      do Norte.<\/p>\n<p><strong>Dom\u00ednio paulista<\/strong><\/p>\n<p>Durante meio s\u00e9culo (1730-1782) houve um s\u00f3 caminho para Goi\u00e1s, o das bandeiras      paulistas. Estabeleceu-se, em 1736, comunica\u00e7\u00e3o regular de Vila Boa com o      litoral sul, atrav\u00e9s de Paracatu e S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei, em Minas Gerais, at\u00e9      o Rio de Janeiro. A explora\u00e7\u00e3o das minas foi entregue aos paulistas, que dominaram      a regi\u00e3o e se estabeleceram no alto do Tocantins, predominando no m\u00e9dio Tocantins      os contingentes humanos oriundos do norte. A interrup\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o acarretou      o truncamento das rela\u00e7\u00f5es entre o centro e o norte e a decad\u00eancia de grande      parte das povoa\u00e7\u00f5es surgidas na zona dos afluentes do Tocantins.<\/p>\n<p>A sociedade que se estruturou nas minas caracterizou-se pelo relaxamento      dos costumes e pela viol\u00eancia. Fugitivos por d\u00edvidas ou por passado criminal      ali se refugiaram. Eram raros os casamentos, e predominavam, ao longo do per\u00edodo      colonial, as liga\u00e7\u00f5es livres.<\/p>\n<p>O grande n\u00famero de escravos, calculado entre 13.000 e 14.000 no ano de 1736,      e a falta de mulheres brancas, conduziram \u00e0 natural miscigena\u00e7\u00e3o com as negras.      Assim, no final do s\u00e9culo XVIII, os brancos representavam a minoria no contexto      populacional (7.200 num total de cinq\u00fcenta mil habitantes), enquanto os mulatos      constitu\u00edam 31% e os escravos, 41%. A popula\u00e7\u00e3o mameluca era inexpressiva,      em conseq\u00fc\u00eancia das restri\u00e7\u00f5es legais ao amancebamento entre brancos e ind\u00edgenas,      e porque o \u00f3dio e ressentimento gerados pela resist\u00eancia do nativo \u00e0 escraviza\u00e7\u00e3o      impediram a miscigena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Capitania de Goi\u00e1s. S\u00f3 em 9 de maio de 1748, D. Jo\u00e3o V desmembrou do governo      de S\u00e3o Paulo o territ\u00f3rio goiano e instituiu a capitania, para a qual nomeou,      como governador, D. Marcos de Noronha, ex-governador de Pernambuco e futuro      conde dos Arcos. Por esse tempo j\u00e1 se esgotavam as jazidas de ouro, que, se      antes era encontrado quase \u00e0 superf\u00edcie, agora recuava para o subsolo e para      as correntes fluviais, tornando-se de capta\u00e7\u00e3o dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Deca\u00eda, dessa forma, a atividade mineira, que durante vinte anos dera lucros      fabulosos \u00e0 coroa portuguesa. Com o objetivo de disciplinar a minera\u00e7\u00e3o e      evitar o esgotamento das jazidas, D. Marcos instituiu novo sistema de arrecada\u00e7\u00e3o,      restringiu as despesas e construiu as casas de fundi\u00e7\u00e3o das vilas de Goi\u00e1s      e S\u00e3o F\u00e9lix.<\/p>\n<p>Em 1754 sucedeu-lhe na administra\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Xavier Botelho T\u00e1vora, conde de      S\u00e3o Miguel, e em seguida Jo\u00e3o Manuel de Melo, que governou de 1759 at\u00e9 1770      e deu os primeiros passos para a franquia da navega\u00e7\u00e3o dos rios Araguaia e      Tocantins, como meio de ligar ao resto do Brasil a capitania de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>Em 1772 assumiu o governo Jos\u00e9 de Almeida Vasconcelos Soveral e Carvalho,      bar\u00e3o de Moss\u00e2medes e visconde da Lapa, o primeiro a se preocupar menos com      o problema da minera\u00e7\u00e3o e atentar mais para a administra\u00e7\u00e3o da capitania.      Estimulou a transfer\u00eancia de trabalhadores para as atividades agr\u00edcolas, a      catequese dos \u00edndios e a instru\u00e7\u00e3o p\u00fablica, e edificou no Araguaia o pres\u00eddio      S\u00e3o Pedro do Sul. Sua linha administrativa foi seguida por Lu\u00eds da Cunha Meneses,      que lhe sucedeu em 1778, em cujo governo foi aberta a navega\u00e7\u00e3o daquele grande      rio da bacia Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Fonte: www.tipoalfa.com.br<\/p>\n<h6>Goi\u00e1s<\/h6>\n<p><strong>LOCALIZA\u00c7\u00c3O:<\/strong>\u00a0Goi\u00e1s, estado brasileiro, fica      no leste da regi\u00e3o Centro-Oeste<\/p>\n<p>O nome do estado origina-se da denomina\u00e7\u00e3o da tribo ind\u00edgena guai\u00e1s, que      por corruptela se tornou Goi\u00e1s. Vem do termo tupi gwa ya que quer dizer indiv\u00edduo      igual, gente semelhante, da mesma ra\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>DIVISAS:<\/strong>\u00a0Norte = Tocantins; Sudeste = Minas      Gerais e Mato Grosso do Sul; Leste = Bahia e Minas Gerais; Oeste = Mato Grosso;      Sudoeste = Mato Grosso do Sul<\/p>\n<p><strong>\u00c1REA (km\u00b2):<\/strong>\u00a0341.289,5<\/p>\n<p><strong>RELEVO:\u00a0<\/strong>planalto, chapadas e serras na maior      parte, depress\u00e3o ao norte<\/p>\n<p>Goi\u00e1s integra o planalto Central, sendo constitu\u00eddo por terras planas cuja      altitude varia entre 200 e 800 metros<\/p>\n<p><strong>RIOS PRINCIPAIS:<\/strong>\u00a0Parana\u00edba, Apor\u00e9, Araguaia,      S\u00e3o Marcos, Corumb\u00e1, Claro, Paran\u00e3, Maranh\u00e3o<\/p>\n<p><strong>VEGETA\u00c7\u00c3O:<\/strong>\u00a0cerrado com faixas de floresta tropical<\/p>\n<p>Salvo pequena \u00e1rea onde domina a floresta tropical, conhecida como Mato Grosso      de Goi\u00e1s, a maior parte do territ\u00f3rio do estado de Goi\u00e1s apresenta o tipo      de vegeta\u00e7\u00e3o escassa do cerrado, com \u00e1rvores e arbustos de galhos tortuosos,      cascas grossas, folhas cobertas por p\u00ealos e ra\u00edzes muito profundas<\/p>\n<p><strong>CLIMA:<\/strong>\u00a0tropical<\/p>\n<p><strong>MUNIC\u00cdPIOS (n\u00famero):<\/strong>\u00a0242 (1996)<\/p>\n<p><strong>CIDADES MAIS POPULOSAS:\u00a0<\/strong>Goi\u00e2nia, An\u00e1polis, Luzi\u00e2nia,      Aparecida de Goi\u00e2nia<\/p>\n<p><strong>HORA LOCAL (em rela\u00e7\u00e3o a Bras\u00edlia):<\/strong>\u00a0a mesma<\/p>\n<p><strong>HABITANTE:\u00a0<\/strong>goiano<\/p>\n<p><strong>POPULA\u00c7\u00c3O:\u00a0<\/strong>5.003.228 (2000)<\/p>\n<p><strong>DENSIDADE:<\/strong>\u00a014,65 habitantes p\/ km2<\/p>\n<p><strong>ANALFABETISMO:<\/strong>\u00a010,08% (2000)<\/p>\n<p><strong>MORTALIDADE INFANTIL:\u00a0<\/strong>25,8 por mil<\/p>\n<p><strong>CAPITAL:\u00a0<\/strong>Goi\u00e2nia, fundada em: 24\/10\/1933<\/p>\n<p><strong>HABITANTE DA CAPITAL:<\/strong>\u00a0goianiense<\/p>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o da economia do estado de Goi\u00e1s baseia-se na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola      e na pecu\u00e1ria, no com\u00e9rcio e nas ind\u00fastrias de minera\u00e7\u00e3o, aliment\u00edcia, de      confec\u00e7\u00e3o, mobili\u00e1rio, metal\u00fargica e madeireira. Na agricultura destaca-se      a produ\u00e7\u00e3o de arroz, caf\u00e9, algod\u00e3o herb\u00e1ceo, feij\u00e3o, milho, soja, sorgo, trigo,      cana-de-a\u00e7\u00facar e tomate. A cria\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria inclui 18,6 milh\u00f5es de bovinos,      1,9 milh\u00e3o de su\u00ednos, 49,5 mil bubalinos, al\u00e9m de eq\u00fcinos, asininos, ovinos      e aves. O estado de Goi\u00e1s produz tamb\u00e9m \u00e1gua mineral, amianto, calc\u00e1rio, fosfato,      n\u00edquel, ouro, esmeralda, cianita, mangan\u00eas, ni\u00f3bio e vermiculita.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Goi\u00e1s tem como ponto de partida o final do s\u00e9culo XVII, com      a descoberta das suas primeiras minas de ouro, e in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII. Esta      \u00e9poca, iniciada com a chegada dos bandeirantes, vindos de S\u00e3o Paulo em 1727,      foi marcada pela coloniza\u00e7\u00e3o de algumas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>O Contato com os \u00edndios nativos e o negros foi fator decisivo na forma\u00e7\u00e3o      da cultura do Estado, deixando como legado principal cidades hist\u00f3ricas como      Corumb\u00e1, Piren\u00f3polis e Goi\u00e1s, antiga Vila Boa e posteriormente capital de      Goi\u00e1s. O in\u00edcio dos povoados coincide com o Ciclo de Ouro, min\u00e9rio amplamente      explorado nessa \u00e9poca. Eles prosperaram e hoje s\u00e3o cidades que apresentam,      por meio de seu patrim\u00f4nio, a hist\u00f3ria de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>As Bandeiras<\/strong><\/p>\n<p>Goi\u00e1s era conhecido e percorrido pelas bandeiras j\u00e1 no primeiro s\u00e9culo da      coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil. Mas seu povoamento s\u00f3 ocorreu em virtude do descobrimento      das minas de ouro (s\u00e9culo XIII). Esta povoa\u00e7\u00e3o, como todo povoamento aur\u00edfero,      foi irregular e inst\u00e1vel.<\/p>\n<p>As primeiras bandeiras eram de car\u00e1ter oficial e destinadas a explorar o      interior em busca de riquezas minerais, e outras empresas comerciais de particulares      organizadas para captura de \u00edndios. Costumava-se dizer que o Bandeirante Bartolomeu      Bueno da Silva, o Anhanguera, foi o descobridor de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>Mas isso n\u00e3o significa que ele foi o primeiro a chegar no estado, e sim,      o primeiro a ter inten\u00e7\u00e3o de se fixar aqui. A bandeira saiu de S\u00e3o Paulo em      3 de julho de 1722. O caminho j\u00e1 n\u00e3o era t\u00e3o dif\u00edcil como nos primeiros tempos.<\/p>\n<p>No dia 25 de outubro de 1425, ap\u00f3s tr\u00eas anos, os bandeirantes voltaram triunfantes      a S\u00e3o Paulo, divulgando que haviam descoberto cinco c\u00f3rregos aur\u00edferos, minas      t\u00e3o ricas como as de Cuiab\u00e1, com \u00f3timo clima e f\u00e1cil comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Povoamento de Goi\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p>Poucos meses ap\u00f3s a volta da Bandeira, organizou-se em S\u00e3o Paulo uma nova      expedi\u00e7\u00e3o para explorar os veios aur\u00edferos. Bartolomeu, agora superintendente      das minas, e Jo\u00e3o Leite da Silva Ortiz, como guarda-mor.<\/p>\n<p>A primeira regi\u00e3o ocupada foi a do Rio Vermelho. Fundou-se l\u00e1 o arraial de      Sant&#8217;ana, que depois seria chamado de Vila Boa, e mais tarde de Cidade de      Goi\u00e1s. Esta foi durante 200 anos a capital do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Nas proximidades de Sant&#8217;ana, surgiram numerosos arraiais \u00e0s margens dos      c\u00f3rregos e rios, como centros de garimpo: Barras, Ferreiro, Anta, Ouro Fino,      Santa Rita, etc. Ao divulgar-se a riqueza das minas rec\u00e9m &#8211; descobertas, surgiram      gente de toda parte do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>\u00c9poca do Ouro em Goi\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p>A \u00e9poca de Ouro em Goi\u00e1s foi intensa e breve. Ap\u00f3s 50 anos, verificou-se      a decad\u00eancia r\u00e1pida e completa da minera\u00e7\u00e3o. Por outro lado, s\u00f3 se explorou      o ouro de aluvi\u00e3o, isto \u00e9, das margens dos rios, e a t\u00e9cnica empregada era      rudimentar.<\/p>\n<p><strong>A sociedade Goiana da \u00c9poca de Ouro<\/strong><\/p>\n<p>Goi\u00e1s pertenceu at\u00e9 1749 \u00e0 capitania de S\u00e3o Paulo. A partir desta data, tornou-se      capitania independente. No aspecto social a distin\u00e7\u00e3o fundamental foi entre      livres e escravos, sendo estes em menor n\u00famero do que aqueles no in\u00edcio da      coloniza\u00e7\u00e3o das minas. A popula\u00e7\u00e3o, contudo, continuou composta por negros      e mulatos na sua maioria.<\/p>\n<p>Transi\u00e7\u00e3o da Sociedade Mineradora para Sociedade Pastoril<\/p>\n<p>Ao se evidenciar a decad\u00eancia do ouro, v\u00e1rias medidas administrativas foram      tomadas por parte de governo, sem alcan\u00e7ar no entanto resultado satisfat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A economia do ouro, sin\u00f4nimo de lucro f\u00e1cil, n\u00e3o encontrou, de imediato,      um produto que a substitu\u00edsse em n\u00edvel de vantagem econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>A decad\u00eancia do ouro afetou a sociedade goiana, sobretudo na forma de ruraliza\u00e7\u00e3o      e regresso a uma economia de subsist\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>A independ\u00eancia de Goi\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p>Assim como no Brasil, o processo de independ\u00eancia de Goi\u00e1s se deu gradativamente.      A forma\u00e7\u00e3o de juntas administrativas, que representam um dos primeiro passos      nesse sentido, deram oportunidade \u00e0s disputas pelo poder entre os grupos locais.<\/p>\n<p>Especialmente sens\u00edvel em Goi\u00e1s, rea\u00e7\u00e3o do Norte que, se julgando injusti\u00e7ado      pela falta de assist\u00eancia governamental, proclamou sua separa\u00e7\u00e3o do Sul.<\/p>\n<p><strong>Goi\u00e1s e a Mudan\u00e7a de Capital<\/strong><\/p>\n<p>A partir de 1940, Goi\u00e1s cresce rapidamente: a constru\u00e7\u00e3o de Goi\u00e2nia, o desbravamento      do Mato Grosso goiano, a campanha nacional de &#8220;marcha para o oeste&#8221;,      que culmina na d\u00e9cada de 50 com a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, imprimem um ritmo      acelerado ao progresso de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o se multiplicava; as vias de comunica\u00e7\u00e3o promovem a integra\u00e7\u00e3o      de todo pa\u00eds e dentro do mesmo Estado; assiste-se a uma impressionante explos\u00e3o      urbana, com o desenvolvimento concomitante de todos os tipos de servi\u00e7os (a      educa\u00e7\u00e3o especialmente).<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 80, o estado apresenta um processo din\u00e2mico de desenvolvimento.      grande exportador de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, Goi\u00e1s vem se destacando pelo r\u00e1pido      processo de industrializa\u00e7\u00e3o. Hoje, ele est\u00e1 totalmente inserido no processo      de globaliza\u00e7\u00e3o da economia mundial, aprofundando e diversificando, a cada      dia, suas rela\u00e7\u00f5es comerciais com os grandes centros comerciais.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Hist\u00f3ria de Goi\u00e1s. Lu\u00eds Palacin. Maria      Augusta de Sant&#8217;ana Moraes. 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Editora UFG\/1989.<\/p>\n<p>Em 1748 foi criada a capitania de Goi\u00e1s, desmembrada da de S\u00e3o Paulo, que,      em 1824, tornou-se prov\u00edncia. Ao mesmo tempo em que as minas come\u00e7avam a se      esgotar, a lavoura e a pecu\u00e1ria se transformaram nas principais atividades      econ\u00f4micas, a partir de 1860.<\/p>\n<p>A coloniza\u00e7\u00e3o de Goi\u00e1s deveu-se tamb\u00e9m \u00e0 migra\u00e7\u00e3o de pecuaristas que partiram      de S\u00e3o Paulo no s\u00e9culo XVI, em busca de melhores terras para o gado. Dessa      origem ainda hoje deriva a voca\u00e7\u00e3o do estado para a produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>A abertura de estradas e a navega\u00e7\u00e3o, no s\u00e9culo 19, facilitaram o escoamento      dos produtos, enquanto a constru\u00e7\u00e3o das novas capitais &#8212; Goi\u00e2nia (1935) e      Bras\u00edlia (1956) &#8212; favoreceu a economia.<\/p>\n<p>Em 1988, o norte de Goi\u00e1s foi desmembrado, formando o Estado de Tocantins.<\/p>\n<p>Existem atualmente quatro \u00e1reas ind\u00edgenas no estado de Goi\u00e1s, tr\u00eas das quais      j\u00e1 se encontram demarcadas pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio &#8211; FUNAI, \u00f3rg\u00e3o      do governo federal respons\u00e1vel pela quest\u00e3o ind\u00edgena no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena do estado n\u00e3o ultrapassa 120 habitantes e ocupa \u00e1rea      de 39.781 hectares, abrangendo os munic\u00edpios de Aruan\u00e3, Cavalcante, Mina\u00e7u,      Colinas do Sul, Nova Am\u00e9rica e Rubiataba.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>IBGE<br \/>\n     Governo do Estado de Goi\u00e1s<br \/>\n     Rep\u00fablica Federativa do Brasil<\/p>\n<p>Fonte: www.brasilrepublica.com<\/p>\n<h6>Goi\u00e1s<\/h6>\n<p><strong>Turismo em Goi\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p>Com uma moderna infra-estrutura de apoio ao turismo e pessoal treinado para      receber os visitantes, o Estado de Goi\u00e1s conta com ampla rede de hot\u00e9is, restaurantes,      pousadas tradicionais e \u00e1reas de camping, distribu\u00edda pelas principais regi\u00f5es      tur\u00edsticas. As op\u00e7\u00f5es contemplam desde os que gostam de aventura at\u00e9 os que      querem apenas contemplar a natureza com conforto e comodidade.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Goi\u00e2nia \u0096 Capital do Estado<\/strong><\/p>\n<p>Com cerca de 30% de sua \u00e1rea coberta pelo verde, Goi\u00e2nia, a capital do Estado      de Goi\u00e1s, possui bosques, ruas arborizadas e parques ecol\u00f3gicos que garantem      a qualidade de vida de seus habitantes. Entre eles est\u00e1 o Bosque dos Buritis,      Parque Vaca Brava e Parque Flamboyant, entre outros.<\/p>\n<p>Em Goi\u00e2nia as op\u00e7\u00f5es de lazer e turismo est\u00e3o por toda parte. Cinemas, restaurantes,      shoppings, boates, e bares bem localizados, com o requinte das grandes metr\u00f3poles      do pa\u00eds. No Bosque dos Buritis fica o Monumento \u00e0 Paz Mundial, obra do artista      pl\u00e1stico goiano Siron Franco. Nele, terra de mais de 50 pa\u00edses est\u00e1 misturada      em uma ampulheta de sete metros de altura, \u00e0 base de concreto e vidro.<\/p>\n<p>Outras obras de Franco, bem como de outros artistas brasileiros, est\u00e3o expostas      no Museu de Arte de Goi\u00e2nia, constru\u00eddo dentro do bosque. Em Goi\u00e2nia tamb\u00e9m      fica o Jardim Bot\u00e2nico Chico Mendes, onde o canto dos p\u00e1ssaros, o lago e a      reserva biol\u00f3gica com \u00e1rvores frut\u00edferas, orqu\u00eddeas e brom\u00e9lias s\u00e3o atra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Caminho da Biosfera<\/strong><\/p>\n<p>Goi\u00e1s possui duas reservas da Biosfera, por reconhecimento da Unesco. O Parque      Nacional das Emas, em Chapad\u00e3o do C\u00e9u, Regi\u00e3o Sudoeste, na fronteira com o      Mato Grosso do Sul. A outra est\u00e1 no Nordeste do Estado e compreende 26 munic\u00edpios.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o compreende a Chapada dos Veadeiros (Parque Nacional), o Parque Estadual      de Terra Ronca e o Parque Municipal de Itiquira, no munic\u00edpio de Formosa.<\/p>\n<p>O Salto do Itiquira, com 168 m de queda livre, \u00e9 um dos mais belos do Brasil.      O complexo de Terra Ronca e Mamba\u00ed formam um dos maiores s\u00edtios espeleol\u00f3gicos      da Am\u00e9rica do Sul. S\u00e3o mais de cem grutas, mundialmente conhecidas. H\u00e1, tamb\u00e9m,      s\u00edtios arqueol\u00f3gicos e a comunidade dos Calunga, negros remanescentes de quilombos.      \u00c9 nessa regi\u00e3o que est\u00e3o os locais mais apropriados aos esportes radicais,      como rapel, trekking, voo livre, canoagem, parapente, balonismo, explora\u00e7\u00e3o      de cavernas, escaladas, rafting, cross country e outros.<\/p>\n<p><strong>Caminho do Ouro<\/strong><\/p>\n<p>Cidades como a antiga Vila Boa (cidade de Goi\u00e1s), Piren\u00f3polis, Corumb\u00e1, Jaragu\u00e1      e tantas outras guardam um patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural de rara beleza.      A cidade de Goi\u00e1s \u00e9 reconhecida como Patrim\u00f4nio da Humanidade, por reconhecimento      da Unesco.<\/p>\n<p>Capital do Estado at\u00e9 a d\u00e9cada de 1930, a cidade apresenta um rico patrim\u00f4nio      arquitet\u00f4nico, do per\u00edodo colonial, restaurado e bem conservado. Desde 1999,      realiza anualmente o Festival Internacional de Cinema e V\u00eddeo Ambiental (Fica).      Acontece tamb\u00e9m, um festival anual de teatro.<\/p>\n<p>Piren\u00f3polis tamb\u00e9m pode ser visitada o ano todo, conhecida por suas belezas      naturais e arquitetura colonial, est\u00e1 a pouco mais de 100km de Goi\u00e2nia. Repleta      de visitantes nos finais de semana a cidade disp\u00f5e de muitos hot\u00e9is, pousadas      e restaurantes.<\/p>\n<p>Todas as cidades do Caminho do Ouro s\u00e3o de f\u00e1cil acesso, por rodovias asfaltadas.      Em todas elas o turismo hist\u00f3rico e o ecoturismo se juntam. Percorrer esses      caminhos \u00e9 uma verdadeira volta ao passado, pelo cen\u00e1rio, pela culin\u00e1ria e      pelas paisagens do Cerrado. \u00c9 o caso do Parque Estadual dos Pireneus e o de      Serra Dourada.<\/p>\n<p><strong>Caminho das \u00c1guas<\/strong><\/p>\n<p>Nesse roteiro est\u00e3o as \u00e1guas quentes de Caldas Novas e Rio Quente. Um resort      e um grande n\u00famero de hot\u00e9is e pousadas de excelente qualidade aproveitam      esse fen\u00f4meno natural, com \u00e1gua corrente ou retirada de po\u00e7os. A temperatura      da \u00e1gua varia de 30 a 57 graus cent\u00edgrados, o ano inteiro. As cidades de Caldas      Novas e Rio Quente constituem um fen\u00f4meno do turismo nacional, com mais de      quinze mil leitos oferecidos. \u00c9 o terceiro parque hoteleiro e o maior complexo      hidrotermal do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mais ao Sul do Estado, uma s\u00e9rie de barragens de usinas hidroel\u00e9tricas criaram      espelhos d\u0092\u00e1gua para esportes n\u00e1uticos e lazer. Destaca-se Cachoeira      Dourada, distante 288km de Goi\u00e2nia. Com o privil\u00e9gio de possuir clubes termais      de \u00e1gua salgada, uma raridade nacional, o munic\u00edpio tem atra\u00eddo milhares de      turistas de todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>As \u00e1guas quentes e salgadas de Cachoeira Dourada, provenientes das camadas      profundas do subsolo, quando afloram \u00e0 superf\u00edcie, trazem em dissolu\u00e7\u00e3o sais      minerais (sulfato de s\u00f3dio, bicarbonato, alcalina, cloreto, fl\u00faor, gases)      que possuem diversas propriedades terap\u00eauticas. Outras belezas naturais s\u00e3o      Lagoa Santa, com suas \u00e1guas medicinais, e o Lago Azul de S\u00e3o Sim\u00e3o,<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas Ranchos<\/strong><\/p>\n<p>Distante 288 km de Goi\u00e2nia a cidade conta com potencial tur\u00edstico incompar\u00e1vel.      Tr\u00eas Ranchos conta com uma diversificada \u00e1rea de lazer, onde os turistas se      divertem com a pr\u00e1tica do jet-ski, lanchas e barcos de pesca.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o Miguel do Araguaia<\/strong><\/p>\n<p>Distante 483km de Goi\u00e2nia o munic\u00edpio est\u00e1 localizado no noroeste do Estado.      O Rio Araguaia divide Goi\u00e1s e o Estado do Mato Grosso com aproximadamente      80okm de extens\u00e3o. Nesse percurso a natureza proporciona aos turistas dezenas      e mais dezenas de praias, com as mais diversas variedades de aves e peixes.<\/p>\n<p>O distrito de Luiz Alves, um balne\u00e1rio constru\u00eddo \u00e0s margens do Rio Araguaia,      distante 45km da sede do munic\u00edpio, conta com uma excelente infra-estrutura,      conta com bares, lanchonetes, pousadas e hot\u00e9is. O local \u00e9 o portal de entrada      para a maior ilha fluvial do mundo: Ilha do Bananal.<\/p>\n<p><strong>Trindade<\/strong><\/p>\n<p>Considerada a capital cat\u00f3lica do Estado, Trindade teve a sua origem por      volta de 1840, denominada de Barro Preto. Segundo historiadores, naquela \u00e9poca,      foi encontrada em uma olaria de propriedade de Constantino Xavier Maria, uma      pequena imagem de barro, em formato de medalha, representando a Virgem Maria      e a Sant\u00edssima Trindade. A medalha foi colocada em uma pequena capela.<\/p>\n<p>Em 1886, Constantino mandou construir uma nova capela, utilizando esmolas      oferecidas \u00e0 Sant\u00edssima Trindade. Anos depois, pediu ao escultor Veiga Valle,      da cidade de Piren\u00f3polis, que esculpisse a imagem da Santa na medalha.<\/p>\n<p>Com a f\u00e9 crescente do povo e o n\u00famero cada vez maior de romeiros que vinham      de todos os lugares para uma festividade de f\u00e9, foi necess\u00e1rio construir o      grande Santu\u00e1rio do Divino Pai Eterno no alto da montanha. O local pode ser      visto por todas as pessoas que se aproximam da cidade.<\/p>\n<p>Fonte: www.sebrae.com.br<\/p>\n<h6>Goi\u00e1s<\/h6>\n<h4>Turismo em Goi\u00e1s<\/h4>\n<p><strong>Turismo ecol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p><strong>Cachoeira, em Piren\u00f3polis, Goi\u00e1s.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/goias-3.jpg\" alt=\"Goi\u00e1s\" title=\"Goi\u00e1s\" \/><\/p>\n<p>No turismo ecol\u00f3gico destaca-se as \u00e1reas de cerrado, as in\u00fameras cachoeiras      e grutas existentes no estado, como tamb\u00e9m forma\u00e7\u00f5es rochosas.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es do cerrado s\u00e3o regi\u00f5es ricas em biodiversidade e por isso criaram      dois parques para proteger este bioma o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros      e o Parque Nacional das Emas.<\/p>\n<p>Sendo o Ip\u00ea-amarelo s\u00edmbolo do estado.<\/p>\n<p>Por ser uma regi\u00e3o da antiga Goi\u00e1s possui in\u00fameras grutas e cachoeiras, que      predominam em todo o Norte Goiano, sendo que a cidade de S\u00e3o Domingos possui      mais de 1000 grutas e cavernas, algumas ainda inexploradas. As cidades de      Formosa, Corumb\u00e1 de Goi\u00e1s, Alto Para\u00edso e Piren\u00f3polis.<\/p>\n<p>Vale do Rio Preto, Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros<\/p>\n<p>Em Cachoeira Dourada, ocorre um fen\u00f4meno estranho um lago com \u00e1guas quentes      e salgadas. Cristalina que possui extra\u00e7\u00e3o de cristal de rocha<\/p>\n<p>Em \u00e9poca de ver\u00e3o os goianos v\u00e3o sempre ao Rio Araguaia que chega a receber      cerca de 150.000 turistas na temporada sendo acidade com maior n\u00famero deles      \u00e9 Aruan\u00e3<\/p>\n<p>As \u00e1guas termais encantam os turistas principalmente de Goi\u00e2nia regi\u00e3o Sudeste      e de Bras\u00edlia que v\u00e3o para Caldas Novas \/ Rio Quente hoje consideradas uma      das cidades tur\u00edsticas mais visitadas do Brasil por abrigar grandes hot\u00e9is      de classe superior e o maior park hidrotermal do mundo, pessoas do todo Brasil      v\u00e3o para regi\u00e3o das aguas termais para fugir do stress, e curtir as \u00e1gua quentes,      como por exemplo o maior rio de aguas termais do mundo situado na cidade de      Rio Quente \u00e0 27 Km de Caldas Novas.<\/p>\n<p>A pratica de mergulho que ocorre nos lagos, sendo Lago de Serra da Mesa,      em Niquel\u00e2ndia; o Lago das Brisas, em Buriti Alegre, a Lagoa Santa no munic\u00edpio      de mesmo nome, o Lago Azul em Tr\u00eas Ranchos.<\/p>\n<p>As forma\u00e7\u00f5es rochosas predominam em Ivol\u00e2ndia onde a pessoa encontra com      a Cidade de Pedra e na cidade de Para\u00fana conta com forma\u00e7\u00f5es rochosas. Em      Vila Prop\u00edcio com grutas que possuem estalaquitites em forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na cidade de Hidrol\u00e2ndia, pr\u00f3xima a Goi\u00e2nia h\u00e1 a maior concentra\u00e7\u00e3o de jabuticabeiras,      que atrai at\u00e9 turistas de outros pa\u00edses, sendo os mais presentes os americanos      e canadenses.<\/p>\n<p>Fonte: www.trekkingturismo.com.br<\/p>\n<h6>Goi\u00e1s<\/h6>\n<h4>S\u00edmbolos<\/h4>\n<p><strong>A Bandeira<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/goias-4.jpg\" alt=\"Goi\u00e1s\" title=\"Goi\u00e1s\" \/><\/p>\n<p>Um dos s\u00edmbolos oficiais do Estado de Goi\u00e1s, a bandeira foi institu\u00edda pela      Lei n.o. 650 de 30 de julho de 1919 e criada pelo distinto e ilustre goiano      Joaquim Bonif\u00e1cio de Siqueira.<\/p>\n<p>A bandeira \u00e9 composta por oito listras horizontais alternadas nas cores verde      e amarelo, onde o verde representa as matas e o amarelo as riquezas, assim      como na bandeira nacional. No canto superior esquerdo cont\u00e9m um ret\u00e2ngulo      azul com cinco estrelas brancas que simbolizam o Cruzeiro do Sul.<\/p>\n<p>O Cruzeiro do Sul, a bela constela\u00e7\u00e3o que deu ao Brasil seus primitivos nomes      &#8211; Vera Cruz e Santa cruz &#8211; n\u00e3o podia deixar de figurar no pavilh\u00e3o goiano,      pois em nossas lindas noites v\u00eamo-lo cintilante e fulgente, esplendor no c\u00e9u      de azul anil. \u00c9 assim que ele se ostenta orgulhoso no quadrilongo azul, s\u00edmbolo      da beleza de nosso c\u00e9u.<\/p>\n<p><strong>O Bras\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/goias-5.jpg\" alt=\"Goi\u00e1s\" title=\"Goi\u00e1s\" \/><\/p>\n<p>Considerado o cora\u00e7\u00e3o do Brasil, o bras\u00e3o do Estado de Goi\u00e1s tem o mesmo      formato e signific\u00e2ncia. A paisagem superior do escudo representa o territ\u00f3rio      onde hoje se localiza a capital federal &#8211; Bras\u00edlia, e os bovinos a principal      produ\u00e7\u00e3o do estado. Assim como os animais, os ramos de caf\u00e9 e fumo, e as hastes      de arroz e cana-de-a\u00e7\u00facar que aparecem no escudo, representam as importantes      produ\u00e7\u00f5es do Estado de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>O Campo amarelo com o losango vermelho, representam toda a riqueza mineral      de Goi\u00e1s. Ao lado, no canto azul do escudo, v\u00ea-se o cometa Biella que representa      o Rio Araguaia no ponto de seu curso em que, abrindo os dois bra\u00e7os, forma      a Ilha do Bananal.<\/p>\n<p>J\u00e1 os an\u00e9is de cor amarela que circundam o cora\u00e7\u00e3o em sentido vertical e      outros da mesma cor com um intermedi\u00e1rio escuro no sentido horizontal representam      as principais bacias do estado (Tocantins-Araguaia) e os doze principais rios      do estado que correm para o sul (S\u00e3o Marcos, Ver\u00edssimo, Corumb\u00e1, Meia Ponte,      dos Bois, Claro, Verdinho, Corrente, Apor\u00e9, Sucuri, Verde e Pardo).<\/p>\n<p>Na parte inferior do escudo, o prato onde partem as labaredas, significa      a descoberta de Goi\u00e1s, onde Bartolomeu Bueno, ateando fogo em aguardente conteve,      segundo a lenda, a &#8221;sanha guerreira&#8221; do gentio Goi\u00e1.<\/p>\n<p>Fonte: www.guiadoturista.net<\/p>\n<h6>Goi\u00e1s<\/h6>\n<h4>Hino de Goi\u00e1s<\/h4>\n<p>Santu\u00e1rio da Serra Dourada<br \/>\n     Natureza dormindo no cio<br \/>\n     Anhang\u00fcera, mal\u00edcia e magia,<br \/>\n     Bota fogo nas \u00e1guas do rio.<\/p>\n<p>Vermelho, de ouro assustado,<br \/>\n     Foge o \u00edndio na sua canoa.<br \/>\n     Anhang\u00fcera bateia o tempo:<br \/>\n     Levanta, arraial Vila Boa!<\/p>\n<p>Estribilho:<br \/>\n     Terra Querida<br \/>\n     Fruto da vida,<br \/>\n     Recanto da Paz.<br \/>\n     Cantemos aos c\u00e9us,<br \/>\n     Reg\u00eancia de Deus,<br \/>\n     Louvor, louvor a Goi\u00e1s!<br \/>\n     (repetem-se os tr\u00eas \u00faltimos versos)<\/p>\n<p>A cortina se abre nos olhos,<br \/>\n     Outro tempo agora nos traz.<br \/>\n     \u00c9 Goi\u00e2nia, sonho e esperan\u00e7a,<br \/>\n     \u00c9 Bras\u00edlia pulsando em Goi\u00e1s!<\/p>\n<p>O cerrado, os campos e as matas,<br \/>\n     A ind\u00fastria, gado, cereais.<br \/>\n     Nossos jovens tecendo o futuro,<br \/>\n     Poesia maior de Goi\u00e1s!<\/p>\n<p>Terra Querida<br \/>\n     Fruto da vida,<br \/>\n     Recanto da Paz.<br \/>\n     Cantemos aos c\u00e9us,<br \/>\n     Reg\u00eancia de Deus,<br \/>\n     Louvor, louvor a Goi\u00e1s!<br \/>\n     (repetem-se os tr\u00eas \u00faltimos versos)<\/p>\n<p>A colheita nas m\u00e3os oper\u00e1rias,<br \/>\n     Benze a terra, min\u00e9rios e mais:<br \/>\n     O Araguaia dentro dos olhos,<br \/>\n     eu me perco de amor por Goi\u00e1s!<\/p>\n<p>Terra Querida<br \/>\n     Fruto da vida,<br \/>\n     Recanto da Paz.<br \/>\n     Cantemos aos c\u00e9us,<br \/>\n     Reg\u00eancia de Deus,<br \/>\n     Louvor, louvor a Goi\u00e1s!<\/p>\n<p><strong>(repetem-se os tr\u00eas \u00faltimos versos)<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">\n<p>Fonte: letras.terra.com.br<\/p>\n<h6>Goi\u00e1s<\/h6>\n<h4>Dados sobre o Estado de Goi\u00e1s<\/h4>\n<p>De acordo com dados do IBGE referentes ao ano de 2010, Goi\u00e1s tem cerca de      6 milh\u00f5es de habitantes, em seus 246 munic\u00edpios,<\/p>\n<p>Na agropecu\u00e1ria, Goi\u00e1s tem a 8\u00aa maior participa\u00e7\u00e3o no total do VA (Valor      Adicionado) nacional, com 5,6%, sendo destaque na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de algod\u00e3o      (3\u00aa coloca\u00e7\u00e3o), cana de a\u00e7\u00facar, milho, soja e produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os (4\u00aa coloca\u00e7\u00e3o).      O Estado continua sendo o maior produtor nacional de sorgo. Na pecu\u00e1ria, Goi\u00e1s      est\u00e1 bem posicionado em diversas atividades: 4\u00ba lugar em rebanho e abate de      bovino, 5\u00ba no rebanho e abate de su\u00ednos, 6\u00ba em rebanho av\u00edcola e 4\u00ba na produ\u00e7\u00e3o      de leite.<\/p>\n<p>No setor industrial, Goi\u00e1s \u00e9 o 10\u00ba estado com maior participa\u00e7\u00e3o no total      do VA nacional, com 2,4% na ind\u00fastria em geral, 11\u00ba na ind\u00fastria extrativa      mineral (0,8% de participa\u00e7\u00e3o), 9\u00ba na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o (2,1% de      participa\u00e7\u00e3o) e 8\u00ba na constru\u00e7\u00e3o civil (participa\u00e7\u00e3o de 3,2%). <\/p>\n<p>]Em 2009, o Estado foi o \u00fanico com crescimento positivo (0,22%) na produ\u00e7\u00e3o      f\u00edsica industrial, segundo dados da Pesquisa Industrial Anual, do IBGE. Segundo      o Sindicato Nacional da Ind\u00fastria de Cimento, Goi\u00e1s \u00e9 o 8\u00ba no consumo de cimento      e conforme a UNICA &#8211; Uni\u00e3o da Agroind\u00fastria Canavieira de S\u00e3o Paulo, o 6\u00ba      maior produtor de a\u00e7\u00facar e o 4\u00ba maior produtor de \u00e1lcool.<\/p>\n<p>Na balan\u00e7a comercial, Goi\u00e1s apresentou em 2009 aumento maior nas importa\u00e7\u00f5es      do que nas exporta\u00e7\u00f5es. Goi\u00e1s est\u00e1 na 11\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre os estados exportadores,      subindo 2 posi\u00e7\u00f5es de 2000\/2009 e variando 563,46%, em termos nominais. Nas      importa\u00e7\u00f5es, o Estado ocupa a 10\u00aa posi\u00e7\u00e3o, subindo 4 coloca\u00e7\u00f5es de 2000\/2009      e variando 662,16%, em termos nominais. Com este crescimento maior nas importa\u00e7\u00f5es,      o Estado caiu da 8\u00aa para 9\u00aa posi\u00e7\u00e3o de 2000 para 2009 no saldo da balan\u00e7a      comercial.<\/p>\n<p>Goi\u00e1s tem a 8\u00aa maior participa\u00e7\u00e3o no VA do setor de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o      de eletricidade e g\u00e1s, \u00e1gua, esgoto e limpeza urbana, com 4,2% de participa\u00e7\u00e3o.      O Estado possui a 5\u00aa maior capacidade instalada de energia no pa\u00eds, ou seja,      9.702.269 kw, segundo dados da Aneel, atr\u00e1s apenas de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais,      Paran\u00e1 e Bahia.<\/p>\n<p>Apesar de ser o estado com o 9\u00ba maior PIB no pa\u00eds, os indicadores sociais      est\u00e3o aqu\u00e9m dos indicadores de alguns estados mais pobres. No \u00edndice de analfabetismo,      Goi\u00e1s ocupa a 11\u00aa posi\u00e7\u00e3o com refer\u00eancia ao analfabetismo de pessoas com mais      de 10 anos e a 12\u00aa com refer\u00eancia \u00e0s pessoas com mais de 15 anos, atr\u00e1s de      estados como o Amap\u00e1, Roraima, Esp\u00edrito Santo e Amazonas, que possuem um PIB      menor. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia de anos de estudo das pessoas de 15 anos ou mais      de idade, o Estado tamb\u00e9m se mant\u00e9m na 11\u00aa posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora tenha subido duas posi\u00e7\u00f5es no \u00edndice de Gini de 2000 para o ano de      2009, Goi\u00e1s est\u00e1 apenas na 13\u00aa coloca\u00e7\u00e3o no ranking nacional, atr\u00e1s, por exemplo,      do Amazonas, Amap\u00e1, Mato Grosso, Rond\u00f4nia, Par\u00e1, Mato Grosso do Sul e Roraima,      estados menos ricos. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 taxa de mortalidade infantil, Goi\u00e1s caiu      uma posi\u00e7\u00e3o de 2000 para 2009 e est\u00e1 na 9\u00aa coloca\u00e7\u00e3o. A esperan\u00e7a de vida      ao nascer e o \u00edndice de desenvolvimento humano tamb\u00e9m mant\u00eam o Estado na 9\u00aa      posi\u00e7\u00e3o nacionalmente.<\/p>\n<p>Segundo a Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares 2008 (POF\/IBGE), a popula\u00e7\u00e3o      goiana est\u00e1 comendo menos arroz e feij\u00e3o &#8211; a mistura t\u00edpica nacional, balanceada      e rica em nutrientes &#8211; e consumindo mais carne, refrigerantes, cerveja, p\u00e3es      e alimentos industrializados, com altos teores de sal, gordura e a\u00e7\u00facar. <\/p>\n<p>Goi\u00e1s, conforme o estudo, \u00e9 o 4\u00ba estado do pa\u00eds em que a popula\u00e7\u00e3o consome      mais cereais, entre os quais arroz e milho, atr\u00e1s apenas do Piau\u00ed, Maranh\u00e3o      e Tocantins. Apesar disso, a quantidade anual de arroz servido nos domic\u00edlios      a cada um dos goianos caiu de 41,1 quilos, em 2002, para 25,6, em 2008. J\u00e1      o quantitativo de carnes consumido individualmente pela popula\u00e7\u00e3o goiana passou,      no mesmo per\u00edodo, de 21,9 quilos para 24,5 quilos. Os doces e confeitarias      avan\u00e7aram de 1,6 quilo para 2 quilos.<\/p>\n<p>Todos esses n\u00fameros demonstram que o Goi\u00e1s possui resultados positivos em      diversos aspectos econ\u00f4micos mas ainda precisa evoluir bastante nos aspectos      sociais e, apesar de j\u00e1 haver investimentos no setor, s\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas      p\u00fablicas ainda mais eficientes para o melhor saneamento da \u00e1rea. Atrav\u00e9s destes      itens analisados e de diversos outros que estar\u00e3o relacionados nas tabelas,      o usu\u00e1rio pode constatar quais as \u00e1reas em que Goi\u00e1s apresentou crescimento      ou n\u00e3o no cen\u00e1rio nacional.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>Superintend\u00eancia de Estat\u00edstica, Pesquisa e Informa\u00e7\u00e3o-Sepin<\/p>\n<h4>Goi\u00e1s, um Estado cidad\u00e3o<\/h4>\n<p>O governo de Goi\u00e1s ampliou o conceito de cidadania ao estabelecer um desafio:      permitir a incorpora\u00e7\u00e3o de novos direitos aos j\u00e1 existentes e integrar um      n\u00famero cada vez maior de indiv\u00edduos ao gozo dos direitos reconhecidos.<\/p>\n<p>Para chegar a esse n\u00edvel de entendimento e de pr\u00e1tica pol\u00edtica, o governo      goiano reconhece que cidadania n\u00e3o \u00e9 dada, ela \u00e9 constru\u00edda e conquistada      a partir da capacidade de organiza\u00e7\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Assim, Goi\u00e1s investe na democratiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, na desburocratiza\u00e7\u00e3o      dos servi\u00e7os p\u00fablicos e no acesso a bens de consumo atrav\u00e9s de uma rede de      prote\u00e7\u00e3o social gestada para atender \u00e0s fam\u00edlias carentes em todos os pontos      do Estado.<\/p>\n<p>Alicerce das principais a\u00e7\u00f5es do governo de Goi\u00e1s, a cidadania \u00e9 uma bandeira      que se alia \u00e0 forma de gest\u00e3o moderna e eficiente dos recursos p\u00fablicos, cal\u00e7ada      no planejamento e em a\u00e7\u00f5es firmes e voltadas ao desenvolvimento regional.<\/p>\n<h4>Uma economia em franco crescimento<\/h4>\n<p>A economia goiana mant\u00e9m \u00edndice de crescimento acima da m\u00e9dia nacional. Os      resultados s\u00e3o fruto de um trabalho planejado e que contempla a vinda de grandes      parques industriais. Segundo o IBGE, Goi\u00e1s se posiciona como o Estado que      mais expandiu sua produ\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n<p>Essa expans\u00e3o n\u00e3o acontece por acaso. N\u00e3o \u00e9 fruto de mera coincid\u00eancia. Tem      como base a implanta\u00e7\u00e3o de uma cultura e de a\u00e7\u00f5es que privilegiam o crescimento      econ\u00f4mico como base da melhoria de qualidade de vida dos cidad\u00e3os goianos.<\/p>\n<p>Goi\u00e1s deixou, nos \u00faltimos anos, de ser um Estado produtor de mat\u00e9ria-prima      e assumiu uma postura de independ\u00eancia econ\u00f4mica e financeira, passando a      agregar valores ao que \u00e9 produzido. A vinda de grandes empresas, como a Perdig\u00e3o,      \u00e9 o atestado de que o Estado est\u00e1 no caminho certo no seu processo de industrializa\u00e7\u00e3o      e de gera\u00e7\u00e3o de novas fontes que assegurem crescimento.<\/p>\n<p>Fonte: www.goias.go.gov.br<\/p>\n<h6>Goi\u00e1s<\/h6>\n<p>A cozinha t\u00edpica de Goi\u00e2nia recebe forte influ\u00eancia da cozinha mineira e      baiana.<\/p>\n<p>Frutos t\u00edpicos do Cerrado s\u00e3o bastante utilizados na culin\u00e1ria goiana.<\/p>\n<p>A culin\u00e1ria local guarda influ\u00eancias coloniais. O caf\u00e9 da manh\u00e3 reproduz      o cen\u00e1rio do per\u00edodo colonial portugu\u00eas. Mais recentemente, em algumas comunidades      foram introduzidos produtos com castanhas t\u00edpicas do cerrado brasileiro como      os p\u00e3es a base de baru, jatob\u00e1.<\/p>\n<p>Frutas t\u00edpicas como o caju, mangaba, genipapo, manga e jaca s\u00e3o utilizadas      para confec\u00e7\u00e3o de doces e sucos.<\/p>\n<p><strong>Alguns dos pratos t\u00edpicos da culin\u00e1ria local:<\/strong>\u00a0Arroz      com pequi, arroz com guariroba, empad\u00e3o goiano, pamonha, galinhada, peixe      na telha, carne com quiabo, broas, biscoitos fritos, p\u00e3o de queijo, biscoito      de queijo, bolo de arroz, cuscuz.<\/p>\n<p>Fonte: www.hjobrasil.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Goi\u00e1s, Hist\u00f3ria, Origem, Tradi\u00e7\u00f5es, Cultura, Gastronomia, Pontos Tur\u00edsticos, Bandeira, Hino, Cidade, Localiza\u00e7\u00e3o, Economia , 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