{"id":46772,"date":"2016-06-13T18:57:29","date_gmt":"2016-06-13T18:57:29","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=46772"},"modified":"2016-06-13T19:09:55","modified_gmt":"2016-06-13T19:09:55","slug":"santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/santos","title":{"rendered":"Santos"},"content":{"rendered":"<h2>Hist\u00f3ria da Cidade<\/h2>\n<p> Conclu\u00edda a instala\u00e7\u00e3o da Vila de S\u00e3o Vicente, na ilha do Gahay\u00f3, assim      denominada pelos ind\u00edgenas, a comitiva de Martim Afonso de Souza come\u00e7ou a      ocupar o territ\u00f3rio.<\/p>\n<p> Domingos Pires e Pascoal Fernandes apossaram-se da por\u00e7\u00e3o Enguagua\u00e7u, a      uma l\u00e9gua da vila, no fim da praia do Tarar\u00e9 (Itarar\u00e9), onde constru\u00edram um      casebre para moradia e um orat\u00f3rio de S\u00e3o Jer\u00f4nimo, primeiro padroeiro do      lugar.<\/p>\n<p> Dois anos ap\u00f3s, 1534, j\u00e1 estavam no local, Lu\u00eds G\u00f3es, mestre Bartolomeu      Gon\u00e7alves (tamb\u00e9m conhecido por Domingos Gon\u00e7alves) e os irm\u00e3os Adorno. Outros      que ali se fixaram, instalaram, \u00e0 foz do c\u00f3rrego S\u00e3o Jer\u00f4nimo, um porto canoeiro      que de uso particular, estendeu-se ao uso comum.<\/p>\n<p> A regulamenta\u00e7\u00e3o das terras ocupadas e trabalhadas iniciou-se em 1539, sendo      concedida a sesmaria do Enguagua\u00e7u aos seus povoadores, a 1\u00ba de setembro,      cuja data, simbolicamente, marca o in\u00edcio da povoa\u00e7\u00e3o. As terras junto ao      rio Jarabatyba ou Jurubatuba, que tamb\u00e9m inclu\u00edam a ilha pequena, hoje Ilha      Barnab\u00e9, foram concedidas, no entanto, em 1536, a Br\u00e1s Cubas, por Martim Afonso      de Souza, atrav\u00e9s de sua mulher e procuradora, Ana Pimentel. O fidalgo Portugu\u00eas      que l\u00e1 passou a residir em 1540, iniciou o plantio de cana-de-a\u00e7\u00facar e outros      g\u00eaneros de primeira necessidade.<\/p>\n<p> O maremoto de 1541 que assolou a Vila de S\u00e3o Vicente, obrigando-a a transferir      a sede, contribuiu para o aumento da povoa\u00e7\u00e3o do Porto onde j\u00e1 existia uma      capela, dedicada a Santa Catarina, segunda padroeira, constru\u00edda por Lu\u00eds      G\u00f3es.<\/p>\n<p> Pretendendo ficar mais pr\u00f3ximo \u00e0 Vila de S\u00e3o Vicente, Br\u00e1s Cubas comprou,      em 1542, parte das terras de Domingos Pires e em 1546, outra parte de Pascoal      Fernandes.<\/p>\n<p> Nessa \u00e1rea junto ao Outeiro de Santa Catarina, construiu sua resid\u00eancia      e, no ano seguinte, verificando que era mais abrigado para o transporte de      cargas de S\u00e3o Vicente, conseguiu a transfer\u00eancia do Porto para Enguagua\u00e7u,      no lagamar interno, defronte ao Outeiro. Nessa ocasi\u00e3o o povoado recebeu a      primeira denomina\u00e7\u00e3o em l\u00edngua Portuguesa &#8211; Porto da Vila S\u00e3o Vicente ou,      ainda, Porto de S\u00e3o Vicente.<\/p>\n<p> Br\u00e1s Cubas, a 1\u00ba de novembro de 1543, fundou a Irmandade para edifica\u00e7\u00e3o      do Hospital de Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Todos Santos. Em conseq\u00fc\u00eancia,      o povoado recebeu a segunda denomina\u00e7\u00e3o, Porto de Santos e, mais tarde, Santos.<\/p>\n<p> Uma provis\u00e3o de 1544, assinada por Ana Pimentel, nomeou Br\u00e1s Cubas, Capit\u00e3o-mor      da Capit\u00e2nia de S\u00e3o Vicente, que proclamou, em definitivo, a independ\u00eancia      de Santos, dando-lhe foros de Vila a 1\u00ba de Novembro de 1546.<\/p>\n<p> O progresso da Vila continuou e, em 1867, j\u00e1 na categoria de Cidade, foi      estabelecida a liga\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria com o planalto, atrav\u00e9s da &#8221; The S\u00e3o      Paulo Railway Co.&#8221; (atual Santos &#8211; Jundia\u00ed), melhorando as condi\u00e7\u00f5es      de transporte entre Santos e S\u00e3o Paulo que, por sua vez, entrava em fase de      grande desenvolvimento. Isto concorreu para intensificar o movimento de embarca\u00e7\u00f5es      no Porto, tornando imperativa a ado\u00e7\u00e3o de melhorias t\u00e9cnicas, sobretudo voltadas      para o com\u00e9rcio do caf\u00e9.<\/p>\n<p> O Decreto n\u00ba 9979, de 12 de julho de 1888, deu concess\u00e3o a uma empresa,      para explora\u00e7\u00e3o comercial do Porto de Santos. Constitu\u00edda a mesma, deu-se      inicio \u00e0s obras de melhoramentos do Porto, inaugurando-se em 1892, o primeiro      trecho do cais. A obra constituiu o marco inicial de uma s\u00e9rie de empreendimentos,      que acabaram por dar primazia ao Porto, em movimento e instala\u00e7\u00f5es, ficando      conhecido como o &#8221; Porto do Caf\u00e9&#8221;.<\/p>\n<p> <strong>FORMA\u00c7\u00c3O ADMINISTRATIVA<\/strong><\/p>\n<p> Antiga povoa\u00e7\u00e3o de Porto de S\u00e3o Vicente, fundada em 1543. Vila criada pelo      Foral de 19 de janeiro de 1545. Desmembrada do termo da antiga Vila de S\u00e3o      Vicente.<\/p>\n<p> Segundo outra fonte, a vila foi criada pelo Foral de 3 de junho desse \u00faltimo      ano. Cidade por Lei Provincial n\u00ba 1, de 26 de janeiro de 1939.<\/p>\n<p> Em divis\u00e3o administrativa referente ao ano de 1911, o Munic\u00edpio de Santos      se comp\u00f5e de 1 \u00fanico Distrito Santos, criado em 1747. Em divis\u00e3o administrativa      referente ao ano de 1933, o Munic\u00edpio de Santos se comp\u00f5e de 3 Distritos:      Santos Cubat\u00e3o e Guaruj\u00e1.<\/p>\n<p> Pela Lei Estadual n\u00ba 6501, de 19 de junho de 1934, desmembra do Munic\u00edpio      de Santos o Distrito de Guaruj\u00e1.<\/p>\n<p> Em divis\u00e3o territorial datada de 31-XII-1936, o Munic\u00edpio de Santos compreende      o \u00fanico termo judici\u00e1rio da comarca de Santos e se divide igualmente em 2      Distritos: Santos, Cubat\u00e3o.<\/p>\n<p> Em divis\u00e3o territorial de 31-XII-1937, o Munic\u00edpio de Santos permanece como      \u00fanico termo judici\u00e1rio da comarca de Santos e se comp\u00f5e tamb\u00e9m de 2 Distritos:      Santos, e Cubat\u00e3o.<\/p>\n<p> No quadro anexo ao Decreto-lei Estadual n\u00ba 9073, de 31 de mar\u00e7o de 1938,      o Munic\u00edpio de Santos \u00e9 o \u00fanico termo judici\u00e1rio da comarca de Santos e figura      com os seguintes Distritos: Santos e Cubat\u00e3o.<\/p>\n<p> No quadro fixado, pelo Decreto Estadual n\u00ba 9775, de 30 de novembro de 1938,      para 1939-1943, o Munic\u00edpio de Santos \u00e9 composto dos Distritos de Santos,      sub-dividido em 2 zonas: 1\u00aa e 2\u00aa zonas; e Cubat\u00e3o, e \u00e9 termo da comarca de      Santos formada de 1 \u00fanico termo, Santos, termo este formado pelos Munic\u00edpios      de Santos, Guaruj\u00e1, Itanhaem e S\u00e3o Vicente.<\/p>\n<p> Pelo Decreto-lei Estadual n\u00ba 14334, de 30-XI-1944, a 1\u00aa zona Distrital de      Santos passa a ser 1\u00ba subdistrito e a 2\u00ba zona Distrital de Santos passa a      ser 2\u00ba sudistrito.<\/p>\n<p> o quadro fixado pelo referido Decreto-lei, 14334, para vigorar em 1945-48,      o Munic\u00edpio de Santos ficou composto dos Distritos de Santos (2 subdistritos),      1\u00ba e 2\u00ba; Bertioga e Cubat\u00e3o, comarca de Santos.<\/p>\n<p> Pela Lei Estadual n\u00ba 233, de 24 de dezembro de 1948, desmembra do Munic\u00edpio      de Santos o Distrito de Cubat\u00e3o.<\/p>\n<p> Figura no quadro territorial fixado para vigorar em1949-53, com os Distritos      de Santos (2 subdistritos) e Bertioga, comarca de Santos.<\/p>\n<p> Permanece com os Distritos de Santos ( 2 subdistritos) e Bertioga, comarca      de Santos, no quadro fixado pela Lei Estadual n\u00ba 2456, de 30-XII-1953 para      1954-58.<\/p>\n<p> Assim permanecendo em divis\u00e3o territorial datada de 1-VII-1960.<\/p>\n<p> Lei Estadual n\u00ba 7644, de 30 de dezembro de 1991, desmembra de Santos o Distrito      de Bertioga.<\/p>\n<p> <strong>GENT\u00cdLICO: SANTISTA<\/strong><\/p>\n<p>  Fonte:\u00a0Biblioteca      IBGE<\/p>\n<h6> Santos<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h2> Hist\u00f3ria da Cidade<\/h2>\n<p> <strong>Povoado, Vila e Cidade<\/strong><\/p>\n<p> Entre os fidalgos que acompanharam Martim Afonso de Sousa* na funda\u00e7\u00e3o do      povoado de S\u00e3o Vicente, em 1532, Br\u00e1s Cubas foi um dos mais bem sucedidos.<\/p>\n<p> Sua planta\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar encontrou terra e clima favor\u00e1veis na regi\u00e3o      nordeste da ilha de S\u00e3o Vicente, onde se fixou com a fam\u00edlia e os agregados.<\/p>\n<p> Em 1535, as terras ocupadas por Br\u00e1s Cubas formavam um n\u00facleo \u00e0 parte dentro      da ilha; mas o ano em que foi constru\u00edda a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Todos      os Santos (1543) marcou oficialmente a funda\u00e7\u00e3o do povoado, conhecido apenas      como Porto. Br\u00e1s Cubas, em 1545 assume o cargo de Capit\u00e3o-M\u00f3r.<\/p>\n<p> O nome definitivo, que da\u00ed se originou, surgiu em 1546, com a eleva\u00e7\u00e3o \u00e0      categoria de vila reconhecida por Carta R\u00e9gia.<\/p>\n<p> Atrav\u00e9s do porto, a vila recebia mercadorias de Portugal e enviava \u00e0 metr\u00f3pole      os p\u00e3es-de-a\u00e7\u00facar produzidos no Engenho do Governador (depois chamado Engenho      de S\u00e3o Jorge dos Erasmos). V\u00e1rios outros engenhos estabeleceram-se com o passar      dos anos em Santo Amaro, regi\u00e3o continental lim\u00edtrofe \u00e0 ilha de S\u00e3o Vicente.<\/p>\n<p> Embora pouco movimentado, o porto tornou-se o cora\u00e7\u00e3o de Santos, enquanto      S\u00e3o Vicente entrava numa fase de decl\u00ednio.<\/p>\n<p> O caf\u00e9 foi, sem d\u00favida, o grande respons\u00e1vel pelo desenvolvimento das instala\u00e7\u00f5es      portu\u00e1rias e pelo progresso santista.<\/p>\n<p> A estagna\u00e7\u00e3o de mais de duzentos anos foi superada com a constru\u00e7\u00e3o dos      canais sanit\u00e1rios e da estrada de ferro que ligou o porto ao continente. A      26 de janeiro de 1839, Santos passou \u00e0 categoria de cidade. No ano de 1969      a autonomia pol\u00edtica do munic\u00edpio foi cassada, recuperando-a no dia 02 de      agosto de 1983.<\/p>\n<p> <strong>Um lugar apraz\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p> Os 417.983 habitantes do munic\u00edpio (censo de 2000) ocupam 749 quil\u00f4metros      quadrados de \u00e1rea.<\/p>\n<p> A cidade de Santos situa-se na ilha de S\u00e3o Vicente, mas o munic\u00edpio conta      tamb\u00e9m com a parte continental &#8211; a maior, em extens\u00e3o &#8211; que inclui o distrito      de Bertioga, onde h\u00e1 uma subprefeitura.<\/p>\n<p> Pr\u00f3xima \u00e0 capital do Estado (72 quil\u00f4metros de rodovia, 78 quil\u00f4metros de      ferrovia), transformou-se inevitavelmente em centro tur\u00edstico: nos fins de      semana e feriados recebe em m\u00e9dia 300 000 visitantes e, nas f\u00e9rias de ver\u00e3o,      600 000.<\/p>\n<p> Os turistas s\u00e3o atra\u00eddos pelos 7 quil\u00f4metros de praias ajardinadas e mar      calmo, fronteiri\u00e7os \u00e0 avenida onde se erguem os edif\u00edcios mais modernos. O      centro da cidade, que corresponde \u00e0s terras inicialmente ocupadas por Br\u00e1s      Cubas, ainda apresenta constru\u00e7\u00f5es antigas, algumas da \u00e9poca da funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> O clima agrad\u00e1vel na maior parte do ano e o terreno plano &#8211; 2 metros acima      do n\u00edvel do mar (na divisa com Sales\u00f3polis, ao norte, o munic\u00edpio alcan\u00e7a      1 275 metros de altitude) &#8211; favoreceram a expansao do turismo, em torno do      qual giram as principais atividades da cidade.<\/p>\n<p> O turista pode visitar lugares hist\u00f3ricos como o outeiro de Santa Catarina      e as ru\u00ednas do Engenho de S\u00e3o Jorge dos Erasmos (do tempo da funda\u00e7\u00e3o da cidade),      igrejas como as do Valongo (obra dos fran-ciscanos de 1640), do Mosteiro de      S\u00e3o Bento (tamb\u00e9m de 1640) e de Nossa Senhora do Carmo (capela erguida em      1599 e a igreja em 1725).<\/p>\n<p> O Aqu\u00e1rio Municipal, o Orquid\u00e1rio, a Casa do Caf\u00e9, o monte Serrat, o morro      de Santa Teresinha e o Museu de Pesca s\u00e3o alguns dos lugares mais visitados.<\/p>\n<p> A maior festa religiosa ocorre no dia 8 de setembro, consagrado a Nossa      Senhora do Monte Serrat, padroeira da cidade. Os atos lit\u00fargicos realizam-se      na Ermida de Nossa Senhora do Monte Serrat, constru\u00edda em 1603. Uma outra      festa &#8211; a de lemanj\u00e1 a 8 de dezembro &#8211; atrai para as praias santistas pessoas      de todos os Estados brasileiros.<\/p>\n<p> Os administradores santistas v\u00eaem nos investimentos tur\u00edsticos &#8211; valorizados      pela Rodovia dos Imigrantes e pela auto-estrada Rio-Santos -o modo mais concreto      de promover o desenvolvimento da cidade.<\/p>\n<p> <strong>Centro industrial<\/strong><\/p>\n<p> O interesse pelo turismo n\u00e3o afasta a preocupa\u00e7\u00e3o com o avan\u00e7o industrial.      Santos possui ind\u00fastrias relacionadas com a pesca, metal\u00fargicas, ind\u00fastrias      de cal\u00e7ados e de blocos e artefatos de cimento. Mas 83% da arrecada\u00e7\u00e3o prov\u00eam      do setor terci\u00e1rio. Privilegiadas isen\u00e7\u00f5es impedem o porto de contribuir \u00e0      altura para a arrecada\u00e7\u00e3o municipal.<\/p>\n<p> Diante deste impasse econ\u00f4mico, os administradores ventilaram a necessidade      da cria\u00e7\u00e3o de um distrito industrial, na \u00e1rea continental denominada vale      do Quilombo.<\/p>\n<p> Diversos fatores foram levados em conta para a escolha do local: a natureza      do solo (que dispensa funda\u00e7\u00f5es indiretas, de custo elevado), \u00e1gua e energia      el\u00e9trica compat\u00edveis com as necessidades industriais, e f\u00e1cil escoamento dos      produtos atrav\u00e9s das estradas Pia\u00e7ag\u00faera-Guaruj\u00e1 e Rio-Santos.<\/p>\n<p> O planejamento previu instala\u00e7\u00f5es de ind\u00fastrias pesadas no vale do Quilombo,      reservando para as ind\u00fastrias leves a zona industrial de Alamoa e a zona mista      do noroeste; ind\u00fastrias de barcos e de pesca ficariam restritas a Bertioga      e \u00e0 zona portu\u00e1ria.<\/p>\n<p> <strong>Cidade-porto<\/strong><\/p>\n<p> No dia 2 de fevereiro de 1893, um vapor brit\u00e2nico deu inicio \u00e0s opera\u00e7\u00f5es      intercontinentais no primeiro trecho do cais de Santos. Al\u00e9m de ser um dos      mais antigos portos brasileiros, \u00e9 o maior de todos; a localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica      coloca-o ao alcance de importantes centros estaduais agr\u00edcolas e industriais,      como Minas Gerais, Mato Grosso, Sio Paulo e Goi\u00e1s.<\/p>\n<p> A Estrada de Ferro Santos a Jundial faz conex\u00e3o com a Companhia Paulista      que chega, por um dos ramais, at\u00e9 Bauru, onde encontra a Noroeste do Brasil.      Em Corumb\u00e1, a Noroeste liga-se \u00e0 Brasil-Bolivia, chegando a Santa Cruz de      la Sierra. Outro ramal da Noroeste alcan\u00e7a a fronteira com o Paraguai, em      frente a Ponta Por\u00e3.<\/p>\n<p> A Sorocabana liga o porto de Santos a uma extensa zona do Estado de S\u00e3o      Paulo, irradiando-se em dire\u00e7\u00e3o ao sul atrav\u00e9s da Rede de Via\u00e7\u00e3o Paran\u00e1-Santa      Catarina.<\/p>\n<p> Os corredores rodovi\u00e1rios a servi\u00e7o do porto come\u00e7am pela Via Anchieta (Santo-S\u00e3o      Paulo) que encontra os sistemas rodovi\u00e1rios de Minas Gerais e do Paran\u00e1, atingindo      algumas regi\u00f5es da Bol\u00edvia e do Paraguai.<\/p>\n<p> As ilhas de S\u00e3o Vicente e Santo Amaro e um peda\u00e7o de continente formam o      estu\u00e1rio onde o porto se localiza. A profundidade das \u00e1guas oscila entre 5      e 13 metros nos S 147 metros de extenso do cais que se apresenta dividido      em dois trechos: na margem direita do canal &#8211; ilha do Barnab\u00e9; e na ilha de      Santo Amaro &#8211; Concei\u00e7\u00e3ozinha.<\/p>\n<p> Grandes armaz\u00e9ns internos e externos, p\u00e1tios cobertos e descobertos, servem      de abrigo \u00e0s mercadorias embaladas de todos os tamanhos, que aguardam o embarque      ou o transporte at\u00e9 o continente; os combust\u00edveis l\u00edquidos (vindos da Refinaria      Presidente Bernardes, no munic\u00edpio vizinho de Cubat\u00e3o, por exemplo) e outros      produtos a granel ficam armazenados nos tanques da ilha do Barnab\u00e9, e dos      cais de Alemoa e Sabo\u00f3.<\/p>\n<p> Canaliza\u00e7\u00f5es submarinas de 1000 metros de extens\u00e3o conduzem o petr\u00f3leo e      seus derivados da ilha do Barnab\u00e9 a Santos; Sabo\u00f3 e Alemoa ent\u00e3o equipados      com quatro vias de canaliza\u00e7\u00e3o submarina para transporte de \u00f3leo combust\u00edvel      (uma com 7 805 metros de comprimento e outras tr\u00eas que somam 16054 metros)      e uma especialmente para \u00f3leo, com 848 metros de extens\u00e3o.<\/p>\n<p> O movimento do porto de Santos atingiu 11 745000 toneladas em 1970, e 13524043      toneladas em 1971.<\/p>\n<p>  Fonte:\u00a0www.euvimdesantos.com.br<\/p>\n<p>    Santos   <\/p>\n<h2> HIST\u00d3RIA DE SANTOS<\/h2>\n<h2> Santos possui o maior jardim \u00e0 beira-mar do mundo: sete quil\u00f4metros na      orla.<\/h2>\n<p> Santos \u00e9 uma das cidades mais antigas do Brasil, portanto hist\u00f3rica, mas      tamb\u00e9m cosmopolita, portu\u00e1ria e ecol\u00f3gica. Seu povoamento come\u00e7ou por volta      de 1540 e o passado deixou legados preciosos em casar\u00f5es, museus e igrejas,      destacando-se a Bolsa Oficial do Caf\u00e9, marco da riqueza da cidade. Santos      abriga o maior complexo portu\u00e1rio da Am\u00e9rica Latina, constru\u00eddo no in\u00edcio      do s\u00e9culo XX, fase de grande progresso como escoadouro de caf\u00e9.<\/p>\n<p> Suas praias s\u00e3o limpas, com jardins coloridos, entremeados de amendoeiras      e palmeiras.<\/p>\n<p> Decretos, leis e iniciativas resgataram seu velho charme de cidade litor\u00e2nea      ecologicamente correta. Santos oferece ainda vida cultural intensa, um centro      comercial din\u00e2mico, bares movimentados, restaurantes requintados e todo o      conforto de um moderno centro tur\u00edstico.<\/p>\n<p> Elevada a Vila em 1545, Santos tem sua origem relacionada com a chegada      dos primeiros colonizadores portugueses ao Brasil, na expedi\u00e7\u00e3o de Martim      Afonso de Souza. Este veio distribuir, entre os fidalgos que o acompanhavam,      as terras ao redor da Ilha de S\u00e3o Vicente. Dentre eles estava Br\u00e1s Cubas oficialmente      fundador de Santos.<\/p>\n<p> Do povoado partiram muitas bandeiras, que penetraram no interior do territ\u00f3rio      brasileiro, em busca de riquezas. Em nosso porto tamb\u00e9m desembarcaram, no      in\u00edcio deste s\u00e9culo, novos colonizadores: os imigrantes, oriundos de diversas      partes do mundo.<\/p>\n<p> Terra da Caridade e da Liberdade, Santos teve a primeira Santa Casa de Miseric\u00f3rdia      da Am\u00e9rica. \u00c9 ber\u00e7o de figuras de renome, como os irm\u00e3os Bartolomeu e Alexandre      de Gusm\u00e3o e os irm\u00e3os Andradas, dentre os quais se projetou Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio      de Andrada e Silva, personagem maior da Proclama\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia.,<\/p>\n<p> Gra\u00e7as a seus filhos ilustres e ao esp\u00edrito comunit\u00e1rio, Santos sempre se      destacou na hist\u00f3ria nacional, ora envolvida na liberta\u00e7\u00e3o dos escravos, ora      lutando pela independ\u00eancia do Pa\u00eds.<\/p>\n<p> Santos tem in\u00fameros monumentos hist\u00f3ricos, compostos por azulejos e m\u00e1rmores,      m\u00e1scaras e est\u00e1tuas, pinturas em tela e afrescos, altares e t\u00famulos, gradis      de ferro e postes de ilumina\u00e7\u00e3o, pormenores que valorizam as obras.<\/p>\n<p> Esternos observadores, os rostos esculpidos nas fachadas testemunham a preserva\u00e7\u00e3o      do acervo. No Centro de Santos permanecem ainda alguns trabalhos do pintor      e historiador Benedito Calixto, dentre eles os pain\u00e9is do Sal\u00e3o dos Preg\u00f5es      da Bolsa Oficial de Caf\u00e9, de 1922.<\/p>\n<p> A arte Sacra se manifesta em igrejas coloniais, barrocas, e no museu instalado      no Mosteiro de S\u00e3o Bento, que guarda rel\u00edquias como a imagem de Santa Catarina      de Alexandria, do s\u00e9culo XVI, que assistiu a funda\u00e7\u00e3o de Santos e, segundo      a lenda, chegou a proteger a cidade de um ataque de piratas.<\/p>\n<p> O Outeiro de Santa Catarina \u00e9 o local do marco inicial da povoa\u00e7\u00e3o da cidade.      O pequeno monte, significado da palavra outeiro, foi dado pelo Capit\u00e3o-Mor      Ant\u00f4nio de Oliveira aos primeiros povoadores do lugar em 1539. Mais tarde      Br\u00e1s Cubas, o fundador de Santos, adquiriu as terras virgens junto ao local,      para construir um novo ancoradouro. No s\u00e9culo XVI, Luiz de G\u00f3es e sua esposa,      Catarina de Aguillar, uma fam\u00edlia que morava pr\u00f3ximo do local, constru\u00edram      na base do morro a capela de Santa Catarina de Alexandria, a primeira de Santos      e que em 1540 se tornou a primeira matriz. Quando o cors\u00e1rio ingl\u00eas Tomas      Cavendish saqueou a vila, em 1591, a capela foi destru\u00edda e a imagem da santa,      jogada ao mar. Em meados do s\u00e9culo XVII, a pe\u00e7a foi resgatada por escravos      e, em 1663, iniciou-se a reconstru\u00e7\u00e3o da capela, agora no topo do outeiro.<\/p>\n<p> Ao longo dos s\u00e9culos XVIII e XIX, o morro foi sendo desbastado para a obten\u00e7\u00e3o      de aterro para constru\u00e7\u00e3o do porto. A igreja foi demolida. Entre 1880 e 1884,      o m\u00e9dico Jo\u00e3o \u00c9boli, estabelecido em Santos, mandou construir uma casa acastelada      sobre o bloco de pedra restante. Ap\u00f3s longo processo de decad\u00eancia, o local      foi tombado em 1985 e reconstru\u00eddo pela Prefeitura em 1992.<\/p>\n<p> Hoje abriga a sede da Funda\u00e7\u00e3o Arquivo e Mem\u00f3ria de Santos, institui\u00e7\u00e3o      respons\u00e1vel pela gest\u00e3o dos arquivos p\u00fablicos e da mem\u00f3ria n\u00e3o edificada da      cidade.<\/p>\n<p> No Pantheon dos Andradas, constru\u00eddo ao lado do Conjunto do Carmo, est\u00e1      o jazigo de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independ\u00eancia,      e de seus irm\u00e3os Ant\u00f4nio Carlos, Martim Francisco e Padre Patr\u00edcio Manuel.<\/p>\n<p> O pr\u00e9dio inaugurado em 7 de setembro de 1923, conta com monumento projetado      pelo escultor Rodolpho Barnadelli e executado na It\u00e1lia. Al\u00e9m das urnas, o      templo c\u00edvico apresenta quadros em bronze com cenas da Hist\u00f3ria do Brasil      e inscri\u00e7\u00f5es de frases dos irm\u00e3os Andradas.<\/p>\n<p> Foi o Centro Hist\u00f3rico, compreendido pelo quadril\u00e1tero entre as ruas S\u00e3o      Bento, S\u00e3o Francisco, Constitui\u00e7\u00e3o e o cais do Porto, que primeiro viu surgir      uma cidade pr\u00f3spera, vanguardista e, acima de tudo, bonita.<\/p>\n<p> Pr\u00e9dios, pra\u00e7as, ruas e vielas at\u00e9 hoje comp\u00f5em um cen\u00e1rio que se caracteriza      como conjunto arquitet\u00f4nico dos mais importantes dentre os remanescentes no      Brasil.<\/p>\n<p> Do simples colonial ao rebuscado barroco, da austeridade vitoriana \u00e0 suntuosidade      neocl\u00e1ssica, a diversidade de estilos marca presen\u00e7a nas fachadas.<\/p>\n<p> O estado de preserva\u00e7\u00e3o caracteriza os im\u00f3veis constru\u00eddos para ocupa\u00e7\u00e3o      militar, residencial, comercial ou religiosa, j\u00e1 que a cidade se concentrava      naquela regi\u00e3o at\u00e9 o final do s\u00e9culo passado.<\/p>\n<p> Com o crescimento do porto e a instala\u00e7\u00e3o da Ferrovia Santos-Jundia\u00ed, houve      necessidade de sanear o restante da ilha, o que levou ao deslocamento da popula\u00e7\u00e3o      para a praia.<\/p>\n<p> Santos \u00e9, enfim, uma cidade cheia de cultura impressa em seus monumentos,      museus e artes.<\/p>\n<p> Cidade sempre preparada para receber turistas o ano inteiro, disp\u00f5e de muitas      formas de lazer, entretenimentos, com\u00e9rcio, hospedagens, passeios, etc.<\/p>\n<p> Em 1998, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas apontou a cidade de Santos como      a primeira no estado de S\u00e3o Paulo em qualidade de vida, e a terceira do Brasil.<\/p>\n<p> Uma dica, para conhecer melhor os pontos tur\u00edsticos de Santos, tanto para      moradores da regi\u00e3o como para turistas, \u00e9 a Linha Conhe\u00e7a Santos e o Bonde      Tur\u00edstico no Centro.<\/p>\n<p>  Fonte:\u00a0www.santoscidade.com.br<\/p>\n<h6> Santos<\/h6>\n<h2> Santos &#8211; Cronologia de nossa Hist\u00f3ria<\/h2>\n<p> <strong>1500 &#8211; A Cultura Ind\u00edgena<\/strong><\/p>\n<p> Infelizmente, muito pouco ficou registrado sobre a hist\u00f3ria ind\u00edgena da      regi\u00e3o na \u00e9poca pr\u00e9-colonial. Sabe-se que a ilha de S\u00e3o Vicente, onde hoje      est\u00e1 a cidade de Santos, chamava-se Guaia\u00f3; seus habitantes originais, pertencentes      \u00e0 grande na\u00e7\u00e3o tupi, possu\u00edam v\u00e1rios n\u00facleos habitacionais na regi\u00e3o e, no      princ\u00edpio conviviam bem com os primeiros europeus que vieram habitar as novas      terras, como Jo\u00e3o Ramalho e Cosme Fernandes. J\u00e1 os tamoios eram extremamente      belicosos. Os ind\u00edgenas viviam basicamente da cultura extrativista, subsistindo      da pesca, da ca\u00e7a e da explora\u00e7\u00e3o de riquezas naturais da Mata Atl\u00e2ntica,      at\u00e9 a chegada dos primeiros colonos.<\/p>\n<p> <strong>1501 &#8211; Am\u00e9rico Vesp\u00facio chega a Guaia\u00f3<\/strong><\/p>\n<p> Depois da vinda da armada de Pedro \u00c1lvares Cabral em 1500, que oficializou      perante a Hist\u00f3ria o descobrimento do Brasil, em 1501 o rei portugu\u00eas D. Manoel      ordena expedi\u00e7\u00e3o exploradora ao Brasil, convidando o renomado florentino Am\u00e9rico      Vesp\u00facio para participar como piloto e cosm\u00f3grafo. A expedi\u00e7\u00e3o de tr\u00eas naus      era comandada por Andr\u00e9 Gon\u00e7alves e durante um ano cartografou a costa, demarcou      terras e deu nomes a ilhas e rios da costa brasileira. Foi Vesp\u00facio quem batizou      com o nome de S\u00e3o Vicente, pois era dia de S. Vicente, a ilha conhecida como      Ilha de Gaia\u00f3 ou Guaia\u00f3.<\/p>\n<p> Uma das cartas de Vesp\u00facio relatando a viagem revela que num dos navios      dessa expedi\u00e7\u00e3o veio um &#8220;bacharel,&#8221; degredado por D. Manoel, e que      foi deixado em Canan\u00e9ia; o degredado, conhecido pela hist\u00f3ria como Mestre      Cosme Fernandes, veio a desempenhar papel importante no in\u00edcio de nossa hist\u00f3ria      e a ele \u00e9 atribu\u00edda a funda\u00e7\u00e3o dos povoados de Canan\u00e9ia, Iguape e at\u00e9 do pr\u00f3prio      povoado de S\u00e3o Vicente.<\/p>\n<p> <strong>1501 a 1530 &#8211; Os pioneiros da coloniza\u00e7\u00e3o do Guaia\u00f3<\/strong><\/p>\n<p> A costa brasileira e a regi\u00e3o de S\u00e3o Vicente eram alvo de muitas expedi\u00e7\u00f5es      oficiais e n\u00e3o oficiais, particulares e clandestinas, que aqui vinham em busca      de escravos e do precioso pau-brasil, objeto de com\u00e9rcio e tamb\u00e9m de contrabando.      Entre cinco e trinta anos antes da chegada de Martim Afonso de Souza e da      cria\u00e7\u00e3o oficial de S\u00e3o Vicente, muitos estrangeiros j\u00e1 haviam se estabelecido      na regi\u00e3o, que era muito prop\u00edcia \u00e0 funda\u00e7\u00e3o de feitorias e habitada por ind\u00edgenas      amistosos. Dentre os estrangeiros aqui estabelecidos e que maior rela\u00e7\u00e3o tiveram      com o primitivo povoado de S\u00e3o Vicente podemos citar Mestre Cosme Fernandes,      Gon\u00e7alo da Costa (genro de Mestre Cosme), Francisco de Chaves (tamb\u00e9m genro      de Mestre Cosme), Pero Capico, Henrique Montes, Antonio Rodrigues, Jo\u00e3o Ramalho      e Aleixo Garcia.<\/p>\n<p> Mestre Cosme, que vivia em Canan\u00e9ia desde 1502, casou com uma filha do chefe      ind\u00edgena Piquerobi e veio para S\u00e3o Vicente em 1510, onde fundou um povoado,      organizou um porto de serventia na boca do rio de S\u00e3o Vicente (atual Estu\u00e1rio),      fez fortuna e prosperou com um grande neg\u00f3cio de escravos, um estaleiro localizado      no Japu\u00ed, e com o fornecimento e suprimento de navios que por aqui passavam      a caminho do Paraguai e do Prata.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-001.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"236\" \/><br \/>\n<strong>A esquadra de Martim Afonso fundeia no Porto das Naus, na concep\u00e7\u00e3o      de Calixto.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1531 &#8211; A chegada de Martim Afonso de Souza<\/strong><\/p>\n<p> Em dezembro de 1531, a expedi\u00e7\u00e3o colonizadora chefiada por Martim Afonso      de Souza fundeia seus navios defronte \u00e0 praia do Sol (praia do G\u00f3is), na Ilha      de Santo Amaro.<\/p>\n<p> Nessa \u00e9poca, o povoado de S\u00e3o Vicente j\u00e1 possu\u00eda cerca de dez ou doze casas,      muitas habita\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, armaz\u00e9ns para mantimentos, embarca\u00e7\u00f5es, uma pequena      torre de pedra para defesa, o Porto das Naus para navios de grande calado      (na chamada barra grande), um porto para embarca\u00e7\u00f5es menores (na chamada barreta,      no povoado de S\u00e3o Vicente) e grande atividade econ\u00f4mica, pois era posto de      troca de mercadorias entre \u00edndios e moradores e, sobretudo, local de fornecimento      de \u00e1gua e suprimento dos navios que por aqui passavam. Martim Afonso, que      vinha na qualidade de Capit\u00e3o-Mor, trouxe 400 soldados e in\u00fameras bocas de      fogo para expulsar o degredado Cosme Fernandes e sua gente de S\u00e3o Vicente      e tamb\u00e9m para combater piratas franceses e ingleses na costa brasileira.<\/p>\n<p> Com ele tamb\u00e9m vieram 27 nobres, colonos e art\u00edfices. Entre os rec\u00e9m chegados      estavam Pero Capico, Henrique Montes e outros que aqui j\u00e1 haviam morado. A      vinda de Martim Afonso faz com que Mestre Cosme, condenado a viver seu degredo      em Canan\u00e9ia, seja obrigado a se retirar de S\u00e3o Vicente, abandonando seus neg\u00f3cios      e retornando com sua numerosa fam\u00edlia a seus antigos s\u00edtios de Iguape e Canan\u00e9ia.<\/p>\n<p> <strong>1532 &#8211; Funda\u00e7\u00e3o da Vila de S\u00e3o Vicente<\/strong><\/p>\n<p> Como Capit\u00e3o-Mor e Governador, Martim Afonso suspende os neg\u00f3cios de escravos      e com a autoriza\u00e7\u00e3o do rei D. Manoel, em 22 de janeiro de 1532 d\u00e1 foro de      Vila ao povoado de S\u00e3o Vicente, que veio a se tornar a &#8220;celula mater&#8221;      brasileira, capital da Capitania que tomou o seu nome, assim como o antigo      Porto das Naus se tornou Porto de S\u00e3o Vicente.<\/p>\n<p> Em S\u00e3o Vicente Martim Afonso constr\u00f3i uma pequena capela, um pelourinho,      e a primeira institui\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica do pa\u00eds: a C\u00e2mara de S\u00e3o Vicente. Martim      Afonso manda Jo\u00e3o de Souza de volta a Portugal com not\u00edcias de seu progresso      para o rei D. Manoel. Este, satisfeito, cria a &#8220;Donataria de S\u00e3o Vicente&#8221;      e a concede a Martim Afonso, que passa a possuir todas as terras da Capitania.<\/p>\n<p> <strong>1532-1540 &#8211; Os primeiros colonos do Enguagua\u00e7u<\/strong><\/p>\n<p> Pero Lopes, um dos comandantes de Martim Afonso, adentra o Rio S\u00e3o Vicente      (estu\u00e1rio) em reconhecimento e depara com o j\u00e1 conhecido Porto das Naus, na      altura de onde hoje fica o Museu de Pesca. Para l\u00e1 ele leva as naus da armada,      vara uma das naus em terra e constr\u00f3i uma casa para guardar velas e equipamentos      dos navios. Ali, no Porto de S\u00e3o Vicente, na atual Ponta da Praia vieram a      existir os primeiros trapiches e casas de fiscaliza\u00e7\u00e3o alfandeg\u00e1ria de S\u00e3o      Vicente, ponto que veio a constituir o primeiro n\u00facleo administrativo santista.<\/p>\n<p> Martim Afonso distribui terras e as pessoas que com ele vieram avan\u00e7am pelas      \u00e1guas mais adentro, \u00e0 procura das melhores fontes de \u00e1gua e terras, fixando-se      na regi\u00e3o conhecida pelo nome ind\u00edgena de Enguagua\u00e7u (&#8220;enseada grande&#8221;),      que possu\u00eda uma sucess\u00e3o de boas aguadas e terras secas e boas para o plantio.      Entre 1532 e 1540, nela haviam se estabelecido o fidalgo Luiz de G\u00f3is e sua      mulher Catarina de Andrade e Aguilar (que se estabeleceram pr\u00f3ximo a um outeiro      e a\u00ed constru\u00edram a capela de Santa Catarina), Jos\u00e9 e Francisco Adorno (nobres      genoveses que trouxeram cana e um engenho &#8220;desmontado&#8221; da Ilha da      Madeira), Domingos Pires e Pascoal Fernandes (considerados os primeiros povoadores      do Enguagua\u00e7u), Andr\u00e9 Botelho e Mestre Bartolomeu Gon\u00e7alves (que se estabeleceu      no Morro do Desterro).<\/p>\n<p> Nos arredores do Enguagua\u00e7u, nas \u00e1reas agr\u00edcolas vizinhas, se estabeleceram      Francisco Pinto, Rui Pinto, Antonio Rodrigues de Almeida, Pero de G\u00f3is, Henrique      Montes e Jorge Ferreira, todos articulados com o Engenho de S\u00e3o Jo\u00e3o, dos      irm\u00e3os Adorno. A Br\u00e1s Cubas, criado de Martim Afonso e futuro feitor da nova      col\u00f4nia, coube o Monte de S\u00e3o Jer\u00f4nimo (Monte Serrat). Nessa \u00e9poca, os colonos      tinham a concess\u00e3o das terras, mas n\u00e3o a sua propriedade, que viria depois,      de acordo com o seu desenvolvimento, no sistema de sesmarias.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-002.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"365\" \/><br \/>\n<strong>Santos e S.Vicente em 1532. As linhas em laranja eram caminhos e trilhas      abertas pelos \u00edndios e primeiros povoadores. Veja a legenda abaixo:<\/strong><\/p>\n<p> A- Praia do Sol.<br \/>\n     B &#8211; Porto das Naus..<br \/>\n     C &#8211; Porto de S\u00e3o Vicente.<br \/>\n     1- Luiz de Goes (outeiro de Sta. catarina)<br \/>\n     2- Paschoal Fernandes e Domingos Pires.<br \/>\n     3- Br\u00e1s Cubas (Monte Serrat)<br \/>\n     4- Jos\u00e9 e Paulo Adorno (Valongo)<br \/>\n     5- Mestre Bartolomeu Gon\u00e7alves (Morro do Desterro)<br \/>\n     6- Jorge Ferreira (Itapema)<br \/>\n     7- Henrique Montes (Ilha Pequena)<br \/>\n     8- Pero de Goes<br \/>\n     9- Rui Pinto<br \/>\n     10- Francisco Pinto<br \/>\n     11- Antonio Rodrigues<br \/>\n     12- Pero Corr\u00eaa<br \/>\n     13- Fern\u00e3o de Moraes<br \/>\n     14- Povoado de S\u00e3o Vicente<br \/>\n     15- Antonio Rodrigues (resid\u00eancia no &#8220;Porto de Tumiaru&#8221;)<\/p>\n<p> <strong>1532-1534 &#8211; Os primeiros engenhos<\/strong><\/p>\n<p> Em 1532 Pero de G\u00f3is constr\u00f3i o primeiro engenho da Capitania na regi\u00e3o      do atual S\u00edtio das Neves &#8211; o Engenho Madre de Deus. Em 1533 come\u00e7a a funcionar      o Engenho S\u00e3o Jo\u00e3o, dos irm\u00e3os Adorno, constru\u00eddo pr\u00f3ximo ao atual Morro de      S\u00e3o Bento.<\/p>\n<p> O in\u00edcio agr\u00edcola e industrial do Enguagua\u00e7u em 1532 \u00e9 consolidado com a      funda\u00e7\u00e3o do Engenho do Governador ou Engenho do Trato em 1534, constru\u00eddo      aos p\u00e9s do Morro da Nova Cintra, em parceria formada por Martim Afonso, Johan      Van Iste (que chamavam Jo\u00e3o Veniste), Francisco Lobo e Vicente Gon\u00e7alves.      Martim Afonso determinou que a cana necess\u00e1ria para a produ\u00e7\u00e3o do engenho      fosse fornecida pela ro\u00e7a de Rui Pinto, o que tornava este \u00faltimo &#8220;partidista&#8221;      do neg\u00f3cio (mais tarde esse engenho foi vendido ao holand\u00eas Erasmus Schetz      e passou a ser chamado Engenho de S\u00e3o Jorge dos Erasmos, e com esse nome s\u00e3o      conhecidas as suas ru\u00ednas at\u00e9 hoje).<\/p>\n<p> De outro lado, Pascoal Fernandes e Domingos Pires, os primeiros povoadores      do Enguagua\u00e7u, se associaram na constru\u00e7\u00e3o de uma casa e na planta\u00e7\u00e3o de cana      para suprir o Engenho S\u00e3o Jo\u00e3o, de Jos\u00e9 Adorno, tamb\u00e9m conhecido como &#8220;Genov\u00eas&#8221;.      Como &#8220;partidistas&#8221; do engenho, eles plantaram na \u00e1rea entre o Estu\u00e1rio      e a encosta do S\u00e3o Jer\u00f4nimo, desde o atual Corpo de Bombeiros at\u00e9 onde hoje      est\u00e1 a Cadeia Velha. Este tipo de sociedade, uma esp\u00e9cie de sociedade an\u00f4nima      primitiva, durou s\u00e9culos no Brasil.<\/p>\n<p> <strong> <br \/>\n     1534 &#8211; S\u00e3o Vicente \u00e9 atacada e a popula\u00e7\u00e3o foge<\/strong><\/p>\n<p> Em 1534 as for\u00e7as de Iguape, compostas por espanh\u00f3is, portugueses e ind\u00edgenas      agregados (grande parte deles gente de Piquerobi), liderados por Mestre Cosme      Fernandes e seus genros, atacam a Vila de S\u00e3o Vicente como um desagravo por      terem perdido tudo o que haviam constru\u00eddo durante vinte anos.<\/p>\n<p> Os poucos soldados que Martim Afonso deixara na Vila capital n\u00e3o constitu\u00edram      resist\u00eancia e S\u00e3o Vicente foi saqueada e destru\u00edda. Os moradores fugiram apavorados      e se refugiaram na povoa\u00e7\u00e3o que surgia no Enguagua\u00e7u. Esse fato acarretou      num aumento da popula\u00e7\u00e3o do nascente povoado e, muitos dos refugiados, mesmo      depois de passado o perigo, acabaram por permanecer no Enguagua\u00e7u.<\/p>\n<p> <strong>1533-1540 &#8211; Br\u00e1s Cubas se estabelece no Enguagua\u00e7u<\/strong><\/p>\n<p> Em maio de 1533, Martim Afonso de Souza parte para Portugal e deixa seu      servidor pessoal, Br\u00e1s Cubas, como feitor arrecadador na povoa\u00e7\u00e3o. Com a morte      de Henrique Montes, assassinado por ocasi\u00e3o do ataque \u00e0 S\u00e3o Vicente em 1534,      Br\u00e1s Cubas passa a almejar a posse de suas terras, uma vez que as terras que      lhe couberam, nos arredores do Monte Serrat, eram pequenas e encravadas entre      as grandes \u00e1reas de Pascoal Fernandes e Domingos Pires.<\/p>\n<p> Em 1535, ele deixa em seu lugar, como feitor, a Rodrigo de Lucena, e parte      ent\u00e3o para o Reino afim de pleitear junto a Ana Pimentel, procuradora de Martim      Afonso, a posse das terras que queria &#8211; as terras do Jurubatuba e da Ilha      Pequena (atual Barnab\u00e9). Em 1537 o pai de Br\u00e1s Cubas, Jo\u00e3o Pires Cubas, chega      para cultivar a terra no lugar do filho, mas n\u00e3o consegue devido \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o      dos \u00edndios. Passa ent\u00e3o a cultivar as terras da primeira sesmaria de Cubas,      nos arredores do Monte Serrat. Em 1540 Br\u00e1s Cubas retorna de Portugal trazendo      gente suficiente para enfrentar os \u00edndios do lugar e se estabelece na Ilha      Pequena, depois chamada Ilha de Br\u00e1s Cubas e, mais tarde, Ilha dos Frades      (por ter sido doada aos frades do Carmo).<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-003.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"300\" height=\"345\" \/><br \/>\n<strong>Br\u00e1s Cubas, em bico de pena de Lauro Ribeiro da Silva<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1541 &#8211; Transfer\u00eancia do Porto de S\u00e3o Vicente<\/strong><\/p>\n<p> Depois de oito anos ausente, assim que retorna de Portugal em 1540, Br\u00e1s      Cubas come\u00e7a a lutar pelo desenvolvimento do povoado e consegue do Capit\u00e3o-Mor      Antonio de Oliveira a autoriza\u00e7\u00e3o para transferir o antigo Porto de S\u00e3o Vicente      de onde estava (na atual Ponta da Praia) para o fundeadouro do Enguagua\u00e7u.<\/p>\n<p> Com o porto na atual Ponta da Praia os marinheiros que permaneciam na regi\u00e3o      por per\u00edodos curtos tinham que ficar no meio do nada; por sua vez, os fazendeiros      tinham de conduzir suas cargas mais pesadas at\u00e9 o porto em canoas (o que era      perigoso) ou rodeando a ilha a p\u00e9 (o que era demorado).<\/p>\n<p> A nova localiza\u00e7\u00e3o do porto defronte \u00e0 povoa\u00e7\u00e3o era muito mais conveniente      para todos e, a partir da\u00ed, o povoado de Enguagua\u00e7u passou a ser chamado de      Porto de S\u00e3o Vicente, por atender a todos os navios que vinham para S\u00e3o Vicente.      Ao novo porto convergiam a produ\u00e7\u00e3o dos fazendeiros do Enguagua\u00e7u, dos moradores      da Vila de S\u00e3o Vicente, bem como os da Ilha de Santo Amaro e Bertioga.<\/p>\n<p> Foi tamb\u00e9m em 1540 que o fidalgo Luiz de G\u00f3es construiu uma capela em homenagem      a Santa Catarina, no outeiro pr\u00f3ximo a sua casa e que levou seu nome &#8211; Outeiro      de Santa Catarina.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-004.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"250\" \/><br \/>\n<strong>A Casa do Trem B\u00e9lico e, ao fundo o outeiro e a Capela de Santa Catarina,      em quadro de Benedito Calixto.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1541 &#8211; Um maremoto destr\u00f3i parte de S\u00e3o Vicente<\/strong><\/p>\n<p> Em 1541 um maremoto destr\u00f3i em S\u00e3o Vicente a Casa do Conselho, a Igreja,      o Pelourinho e diversas casas da Vila. Muitos dos moradores, alarmados, resolvem      mudar para a povoa\u00e7\u00e3o do Enguagua\u00e7u. Esse fato d\u00e1 novo empurr\u00e3o ao desenvolvimento      do povoado e, com o aumento da popula\u00e7\u00e3o regular, em 1542 surge a id\u00e9ia da      constru\u00e7\u00e3o de um hospital, colocando-se Br\u00e1s Cubas \u00e0 frente da iniciativa,      que arrecada dos colonizadores mais abastados as contribui\u00e7\u00f5es que garantam      os meios para a constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> <strong>1543 &#8211; Funda\u00e7\u00e3o da Santa Casa de Todos os Santos<\/strong><\/p>\n<p> Em 1543 \u00e9 fundado o hospital, influ\u00eancia das Casas de Miseric\u00f3rdia de Portugal,      para atender aos enfermos dos navios que ali aportavam e aos moradores de      toda a regi\u00e3o.<\/p>\n<p> O local escolhido para o hospital foi o sop\u00e9 do outeiro de Santa Catarina      (onde hoje se situa a Rua Visconde do Rio Branco). O hospital recebeu o nome      de Hospital de Todos os Santos inspirado no nome do grande hospital de Lisboa      e na data da sua funda\u00e7\u00e3o &#8211; o dia de Todos os Santos.<\/p>\n<p> Segundo Frei Gaspar da Madre de Deus, o povoado do Enguagua\u00e7u passou a ser      chamado Povoado do Porto de Todos os Santos e de Porto de Santos, por causa      do nome do hospital. A Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Todos os Santos foi o      primeiro hospital do Brasil e subsiste at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p> <strong>1544 &#8211; O povoado cresce em import\u00e2ncia<\/strong><\/p>\n<p> Em 1544 Br\u00e1s Cubas adquire terras de Pascoal Fernandes e Domingues Pires,      vizinhas a sua primeira sesmaria junto ao Monte Serrat. S\u00e3o as primeiras terras      que ele compra no Enguagua\u00e7u e ali ele constr\u00f3i uma casa e se estabelece.<\/p>\n<p> Tamb\u00e9m em 1544 \u00e9 nomeado o primeiro juiz do povoado, Pedro Martins Namorado.      A nomea\u00e7\u00e3o de um juiz se deveu a um pedido dos pr\u00f3prios camaristas de S\u00e3o      Vicente ao Capit\u00e3o-Mor da Capitania e foi determinante para a eleva\u00e7\u00e3o do      povoado de Santos \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de Vila.<\/p>\n<p> <strong>1546 &#8211; Santos ganha foro de Vila<\/strong><\/p>\n<p> Em 1545 Br\u00e1s Cubas assume o cargo de Capit\u00e3o-Mor da Capitania de S\u00e3o Vicente.      Ningu\u00e9m sabe ao certo quando Br\u00e1s Cubas deu foro de Vila ao povoado de Enguagua\u00e7u      &#8211; presume-se por documentos e escrituras daquela \u00e9poca ter sido em fins de      1546, provavelmente em 1\u00b0 de novembro, por ser o dia de Todos os Santos, reservado      a grandes ocasi\u00f5es, segundo os usos da \u00e9poca.<\/p>\n<p> A Vila recebeu o nome de Vila do Porto de Santos, por inspira\u00e7\u00e3o da data      ou do nome do hospital fundado em 1543. Nessa \u00e9poca, a Igreja de Santa Catarina      constru\u00edda por Luiz de G\u00f3is passa a ser a Matriz da Vila, e a Casa da C\u00e2mara      \u00e9 erguida tamb\u00e9m junto ao Outeiro.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-005.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"233\" \/><br \/>\n<strong>Br\u00e1s Cubas l\u00ea o Foral da Vila, na concep\u00e7\u00e3o de Benedito Calixto (este      painel pode ser admirado na Sala de Preg\u00f5es da Bolsa de Caf\u00e9)<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1550 &#8211; Criada a Casa da Alf\u00e2ndega<\/strong><\/p>\n<p> O rei de Portugal envia Antonio Cardoso de Barros como Provedor-Mor ao Brasil      com a miss\u00e3o de organizar a arrecada\u00e7\u00e3o dos impostos na col\u00f4nia, criando ele      casas de alf\u00e2ndega em todas as vilas mar\u00edtimas por onde passa. Em Santos,      ela foi instalada em casa junto ao pr\u00e9dio do Conselho.<\/p>\n<p> Em 1551, Br\u00e1s Cubas recebe do Provedor-Mor uma Carta de Merc\u00ea que o torna      Provedor da Fazenda Real da Capitania de S\u00e3o Vicente. Vinte anos depois, devido      \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio no Valongo, a alf\u00e2ndega mudou para um local da      atual Rua Riachuelo e depois passou a funcionar num casar\u00e3o chamado popularmente      de &#8220;Consulado&#8221;, na Rua da Praia que, por causa disso, passou a ser      conhecida como Rua da Alf\u00e2ndega e depois Rua do Consulado (atual Frei Gaspar).<\/p>\n<p> <strong>1550 &#8211; A chegada dos jesu\u00edtas<\/strong><\/p>\n<p> Os primeiros jesu\u00edtas chegaram aqui por volta de 1550 e fundaram um col\u00e9gio      na Vila capital, S\u00e3o Vicente. Em 1567, O Pe. Jos\u00e9 de Anchieta, convencido      da necessidade de transferir o Col\u00e9gio Jesu\u00edta da Vila de S\u00e3o Vicente para      a Vila de Santos, requer junto ao Conselho a doa\u00e7\u00e3o de terreno existente junto      \u00e0 Casa da C\u00e2mara e inicia a constru\u00e7\u00e3o de casa provis\u00f3ria para o abrigo dos      padres. Tendo ele que se ausentar, e tamb\u00e9m por falta de recursos, a obra      acabou paralisada.<\/p>\n<p> <strong>1552 &#8211; Constru\u00e7\u00e3o do sistema de defesa<\/strong><\/p>\n<p> Em 1552 Br\u00e1s Cubas, por ordem de Tom\u00e9 de Souza, manda erguer a Fortaleza      de S\u00e3o Felipe na entrada da Barra da Bertioga. No entanto, a press\u00e3o dos hostis      tamoios do litoral norte pareceu aumentar, principalmente sobre os ocupantes      de Bertioga e da Ilha de Guaib\u00ea (Santo Amaro). Os moradores da nova Vila sentiam-se      inseguros e amea\u00e7ados. O medo e a funda\u00e7\u00e3o do povoado de S\u00e3o Paulo de Piratininga,      em 1554, atraiu parte dos colonos sem terra para o Planalto, enquanto outros      voltaram para Portugal. Em 1557, \u00e9 constru\u00edda a Fortaleza de S\u00e3o Tiago, defronte      \u00e0 primeira, fechando a defesa da entrada do Canal de Bertioga.<\/p>\n<p> <strong>1560 &#8211; Mem de S\u00e1 vem a Santos<\/strong><\/p>\n<p> Mem de S\u00e1 vem a Santos em mar\u00e7o de 1560 e manda construir, junto \u00e0 Vila      e pr\u00f3ximo ao ribeir\u00e3o do Itoror\u00f3, o Forte da Vila. Depois segue para o planalto      e d\u00e1 foro de Vila a S\u00e3o Paulo de Piratininga.<br \/>\n     Em 1562, Jos\u00e9 Adorno e sua mulher, Catarina Monteiro, constroem uma igreja      nas proximidades do rio S\u00e3o Jer\u00f4nimo, em terras do Engenho S\u00e3o Jo\u00e3o, de sua      propriedade &#8211; a Igreja de Nossa Senhora da Gra\u00e7a.<\/p>\n<p> <strong>1563 &#8211; A Confedera\u00e7\u00e3o dos Tamoios<\/strong><\/p>\n<p> Em 1563 a popula\u00e7\u00e3o entra em p\u00e2nico com o an\u00fancio de uma confedera\u00e7\u00e3o de      todas as tribos tamoias visando atacar e destruir tudo o que os colonizadores      tinham constru\u00eddo. Os jesu\u00edtas Manuel da N\u00f3brega e Jos\u00e9 de Anchieta se oferecem      para tentar conter os \u00edndios e alguns santistas, liderados por Jos\u00e9 Adorno,      se re\u00fanem para lev\u00e1-los. Eles partem em caravana de dez bergantins para Ubatuba      e, ap\u00f3s alguns meses de conversas e negocia\u00e7\u00f5es, os jesu\u00edtas conseguem apaziguar      os \u00edndios e \u00e9 firmado o Armist\u00edcio de Iperoig entre os abor\u00edgenes e os portugueses,      o que salvou toda a obra colonizadora.<\/p>\n<p> <strong>1570 &#8211; Santos \u00e9 atacada pelos tamoios<\/strong><\/p>\n<p> Em 1565 esteve em Santos Est\u00e1cio de S\u00e1, preparando a expedi\u00e7\u00e3o que expulsaria      os franceses instalados no Rio de Janeiro. Alguns esp\u00edritos mais aventureiros      se uniram a ele, entre eles Jos\u00e9 Adorno, que chegou a custear parte das despesas.      A expedi\u00e7\u00e3o partiu no ano seguinte com um pequeno ex\u00e9rcito. Sabedores deste      fato, uma parte da tribo dos Tamoios, simpatizantes dos franceses, aproveitou      para atacar as duas Vilas. Mas a resist\u00eancia formada por guaianases e carij\u00f3s      conseguiu expulsar os invasores. Pouco tempo depois, em 1570, \u00e9 decretada      a lei proibindo a escravid\u00e3o dos \u00edndios no Brasil, fato que pacifica os \u00e2nimos      do gentio e beneficia profundamente os colonizadores.<\/p>\n<p> <strong>1580 &#8211; A Espanha invade Portugal<\/strong><\/p>\n<p> Em 1580, Felipe II da Espanha invade Portugal e a Casa Real Portuguesa e      todos os seus dom\u00ednios, inclusive o Brasil, passam a pertencer \u00e0 Espanha.      Com a tomada do trono portugu\u00eas pela Espanha, piratas holandeses e ingleses,      ferrenhos inimigos dos espanh\u00f3is, passam a atacar naus da Espanha e suas col\u00f4nias,      incluindo o Brasil. Os ataques se tornam ainda mais constantes depois da destrui\u00e7\u00e3o      da &#8220;Armada Invenc\u00edvel&#8221; espanhola em 1588, comprometendo o com\u00e9rcio      da col\u00f4nia com a Europa e reduzindo consideravelmente as atividades do porto      de Santos.<\/p>\n<p> <strong>1583 &#8211; Santos \u00e9 invadida por cors\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p> Em 1583 Santos \u00e9 invadida pelos cors\u00e1rios ingleses de Edward Fenton. N\u00e3o      chegou a ser tanto uma invas\u00e3o, mas mais uma &#8220;insinua\u00e7\u00e3o&#8221;. Eles      alegaram precisar dos servi\u00e7os de um ferreiro, espalhavam que Felipe da Espanha      havia morrido e tentavam convencer a popula\u00e7\u00e3o a se colocar sob o protetorado      ingl\u00eas. Mas um navio espanhol, sabendo que Fenton fora visto rondando a costa      vicentina, adentra pelo porto e expulsa os ingleses. Depois desse fato, Felipe      II manda construir um forte na entrada da barra de Santos &#8211; o Forte de Santo      Amaro ou Fortaleza da Barra Grande que, juntamente com os fortes de S\u00e3o Tiago      e S\u00e3o Felipe guardavam todos os poss\u00edveis acessos por mar \u00e0 Vila do Porto      de Santos.<\/p>\n<p> <strong>1585 &#8211; In\u00edcio da Educa\u00e7\u00e3o Religiosa<\/strong><\/p>\n<p> Em 1585, o visitador da Companhia de Jesus Pe. Crist\u00f3v\u00e3o de Gouveia consegue      junto \u00e0 C\u00e2mara a cess\u00e3o da pr\u00f3pria casa da C\u00e2mara, que estava prestes a se      transferir para novo pr\u00e9dio. Assim, os jesu\u00edtas se transferem da Vila de S\u00e3o      Vicente para o novo pr\u00e9dio em Santos e fundam o Col\u00e9gio dos Jesu\u00edtas, mais      tarde Col\u00e9gio S\u00e3o Miguel, a primeira fonte de instru\u00e7\u00e3o da Vila.<\/p>\n<p> <strong>1589 &#8211; Os carmelitas e a Igreja do Carmo<\/strong><\/p>\n<p> Em 1580 chegam \u00e0 Vila os primeiros carmelitas e, por falta de outro lugar,      se abrigam na Igreja de Nossa Senhora da Gra\u00e7a. Em 1589, os Adorno acabam      por doar a Igreja da Gra\u00e7a aos carmelitas e Br\u00e1s Cubas lhes doa um terreno      vizinho onde eles constroem um prec\u00e1rio convento. Dez anos depois os carmelitas      iniciam a obra de seu convento e igreja definitivos, na atual Pra\u00e7a Bar\u00e3o      do Rio Branco. A Igreja de N. Senhora da Gra\u00e7a, presente na cidade por 340      anos, foi derrubada para alargamento da antiga Rua do Sal (Rua Jos\u00e9 Ricardo).<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-006.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"262\" \/><br \/>\n<strong>O novo pr\u00e9dio da Casa do Conselho, que abrigava a C\u00e2mara e a Cadeia,      nos idos de 1610, em quadro de Calixto. Ao fundo se avista a torre da Igreja      do Carmo.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1591 &#8211; O natal de sangue de Thomas Cavendish<\/strong><\/p>\n<p> O t\u00edtulo acima foi a manchete de um artigo jornal\u00edstico da \u00e9poca. Assim      foi relatado o segundo ataque ingl\u00eas a Santos, dessa vez comandado por Thomas      Cavendish. Na noite de natal de 1591, as for\u00e7as do Forte da Vila, certas da      prote\u00e7\u00e3o do Forte da Barra Grande, estavam totalmente desprevenidas e a popula\u00e7\u00e3o,      concentrada na Igreja de Santa Catarina, comemorava as festas natalinas. Um      navio ingl\u00eas adentra a barra sem ser avistado, fundeia no porto e mira seus      canh\u00f5es para o Forte da Vila, ordenando a sua rendi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> A tripula\u00e7\u00e3o que desembarca, brutal e esfomeada, entrega-se ao saque e a      depreca\u00e7\u00f5es, provocando a fuga de todos os moradores para os s\u00edtios vizinhos      e para as matas. A pr\u00f3pria imagem de Santa Catarina foi arrancada da capela      e lan\u00e7ada \u00e0s \u00e1guas do Enguagua\u00e7u, onde permaneceu perdida por 90 anos, at\u00e9      ser resgatada por pescadores. Os ingleses permaneceram na Vila por dois meses,      respondendo aos ataques da resist\u00eancia que se formara. N\u00e3o conseguindo o retorno      da popula\u00e7\u00e3o, Cavendish acaba por se retirar. Um dos maiores preju\u00edzos desse      ataque a Santos foi a destrui\u00e7\u00e3o de documentos e preciosos registros hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p> <strong>1603 &#8211; Erguida a Capela de N. S. do Monte Serrat<\/strong><\/p>\n<p> O Governador da Capitania de S\u00e3o Vicente, Don Francisco de Souza, manda      construir em 1603 a Capela de Nossa Senhora do Monte Serrat, no alto do morro      de S\u00e3o Jer\u00f4nimo que, a partir de ent\u00e3o, foi perdendo seu nome original para      se denominar Monte Serrat.<\/p>\n<p> <strong>1615 &#8211; Santos \u00e9 atacada pelos holandeses<\/strong><\/p>\n<p> Em mar\u00e7o de 1615, Santos sofre o ataque da frota holandesa de Goris Van      Spilbergen, ataque que dura algumas semanas e que encontra a resist\u00eancia desesperada      dos moradores das duas Vilas, socorridos pela gente de S\u00e3o Paulo sob comando      de Amador Bueno da Silveira e Louren\u00e7o Castanho Taques. Reza a tradi\u00e7\u00e3o que      os santistas buscaram ref\u00fagio no alto do Monte Serrat e que sobre os cors\u00e1rios      que os perseguiam desabou uma parte do monte, matando-os. A devo\u00e7\u00e3o a Nossa      Senhora do Monte Serrat cresceu tanto que ela veio a se tornar a padroeira      oficial de Santos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-007.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"250\" \/><br \/>\n<strong>O Rancho Grande e o mercado de tropeiros no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII.      Ao fundo a Santa Casa em sua terceira sede e a Capela de S, Jer\u00f4nimo, depois      Igreja de S\u00e3o Francisco da Penit\u00eancia (quadro de Benedicto Calixto).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1640 &#8211; A chegada dos franciscanos<\/strong><\/p>\n<p> Em 1639 um frade franciscano vem a Santos examinar o local para a instala\u00e7\u00e3o      de um convento. No ano seguinte chega \u00e0 Vila um grupo de sete ou oito frades,      que recebem terras doadas pelo Capit\u00e3o-Mor e pela C\u00e2mara local e iniciam a      constru\u00e7\u00e3o de um convento. At\u00e9 eles poderem se instalar, foram acolhidos na      Capela de Nossa Senhora do Desterro, ent\u00e3o de propriedade de Bartolomeu Fernandes      Mour\u00e3o. No mesmo ano eles se mudam para o convento parcialmente pronto e,      em 1642 iniciam a constru\u00e7\u00e3o do convento definitivo e da igreja, que permanece      de p\u00e9 at\u00e9 hoje, no Valongo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-008.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"262\" \/><br \/>\n<strong>A Igreja e o Convento do Valongo em 1840, segundo Calixto. Na frente,      o chamado Porto das Canoas, na foz do S\u00e3o Jer\u00f4nimo.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1650 &#8211; Constru\u00e7\u00e3o do Mosteiro de S\u00e3o Bento<\/strong><\/p>\n<p> Dez anos ap\u00f3s a chegada dos franciscanos, chegam a Santos os monges beneditinos      que fundam o Mosteiro de S\u00e3o Bento na pr\u00f3pria Capela de Nossa Senhora do Desterro,      doada \u00e0 ordem beneditina por Bartolomeu Fernandes Mour\u00e3o. O mosteiro foi erguido      junto \u00e0 capela j\u00e1 existente e que hoje \u00e9 a mais antiga da cidade. Em 1656      a Igreja do Monte Serrat tamb\u00e9m \u00e9 doada aos beneditinos.<\/p>\n<p> <strong>1615-1765 &#8211; Empobrecimento e decad\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p> A Vila de Santos entra em uma fase de marasmo e decad\u00eancia. V\u00e1rios fatores      contribuem para o esvaziamento da Vila: as invas\u00f5es estrangeiras que haviam      solapado a Vila e afugentado moradores, a participa\u00e7\u00e3o de Santos na guerra      travada contra os holandeses no norte do pa\u00eds, a busca por oportunidades melhores      no planalto, a fuga das doen\u00e7as infecciosas que o clima e o terreno alagadi\u00e7o      do litoral faziam proliferar e a fase do bandeirismo que se seguiu, atraindo      os filhos da terra para aventuras em busca de minas no interior da Capitania.<\/p>\n<p> O esvaziamento da Vila acarreta o esgotamento econ\u00f4mico, n\u00e3o s\u00f3 de Santos      como de todo o litoral vicentino. O dinheiro se torna escasso e se inicia      um sistema de trocas, valendo cada produto um valor arbitrado para a compra      de outras mercadorias. Tudo \u00e9 muito caro e a vida \u00e9 dif\u00edcil para os mais pobres.      Os navios estrangeiros come\u00e7am a rarear no porto.<\/p>\n<p> Para completar, uma epidemia de bexiga mata um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o e a calamidade      \u00e9 tanta que o Caminho do Mar \u00e9 fechado e interrompida a liga\u00e7\u00e3o com S\u00e3o Paulo.      Em 1683, a capital da Capitania \u00e9 transferida de S\u00e3o Vicente para S\u00e3o Paulo,      um golpe para a Vila de Santos, que vinha desempenhando este papel na pr\u00e1tica.      Quando tem in\u00edcio o com\u00e9rcio de escravos negros, o crescimento da importa\u00e7\u00e3o      \u00e9 tanto que, em duas ou tr\u00eas d\u00e9cadas, a popula\u00e7\u00e3o branca se reduz a menos      da metade.<\/p>\n<p> Al\u00e9m disso, o tr\u00e1fego de navios negreiros acabam trazendo da \u00c1frica novas      mol\u00e9stias para a Vila j\u00e1 infestada por algumas endemias. Aos problemas financeiros      e \u00e0 pobreza se juntam o des\u00e2nimo geral, a deteriora\u00e7\u00e3o dos valores morais,      o aumento das doen\u00e7as ven\u00e9reas e o abastardamento da popula\u00e7\u00e3o, que abandona      as lavouras e se entrega ao \u00f3cio. No final do s\u00e9culo, Santos para de produzir      g\u00eaneros aliment\u00edcios, que passam a vir de S\u00e3o Paulo, e resta apenas a cana      como atividade agr\u00edcola.<\/p>\n<p> O primeiro censo santista, de 1765, acusava uma popula\u00e7\u00e3o de apenas 2.081      pessoas, das quais menos da metade \u00e9 branca, sendo os demais mesti\u00e7os ou negros.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-009.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"232\" \/><br \/>\n<strong>O Chafariz, j\u00e1 demolido, onde hoje \u00e9 a Pra\u00e7a da Rep\u00fablica.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1789 &#8211; O Caminho do Mar<\/strong><\/p>\n<p> Nos primeiros tempos, a comunica\u00e7\u00e3o com o Planalto se fazia por canoas,      apesar de j\u00e1 existir caminho por terra antes mesmo da funda\u00e7\u00e3o das Vilas.      O primeiro caminho conhecido era a &#8220;trilha dos goianazes&#8221;, mais      ou menos onde hoje est\u00e1 a Estrada Velha, utilizado por Jo\u00e3o Ramalho, que se      estabelecera em Santo Andr\u00e9.<\/p>\n<p> Em 1553 foi aberto outro caminho por Jo\u00e3o Perez, o Gago. Esse caminho passou      a ser o preferido entre os dois, por ser menos sujeito a ataques \u00edndios. Houve      v\u00e1rias tentativas de diversos governadores para melhorar o Caminho do Mar,      com aterros aqui e ali e reparos constantes no trecho da serra, mas o problema      era que o trecho da serra era muito ruim, \u00edngreme e escorregadio. Finalmente,      o capit\u00e3o-general Bernardo Jos\u00e9 de Lorena, chamado para executar reparos na      estrada, mudou o tra\u00e7ado na serra e resolveu o problema fazendo um novo tra\u00e7ado      em curvas.<\/p>\n<p> O novo &#8220;Caminho Cal\u00e7ado do Lorena&#8221; tinha 180 curvas e 9 km eram      cal\u00e7ados com pedras numa largura de 3 metros. Mas o trecho \u00f3timo da serra      suplantava em muito a parte final da estrada, em Cubat\u00e3o, onde o percurso      tinha de ser feito por embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p> <strong>1798 &#8211; Estabelecido o Correio<\/strong><\/p>\n<p> O capit\u00e3o-general Antonio Manuel de Melo Castro e Mendon\u00e7a cria as primeiras      linhas postais entre Santos e S\u00e3o Paulo e S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro. \u00c9 a      terceira e definitiva tentativa de estabelecimento dos Correios. Dois anos      depois s\u00e3o estabelecidas linhas entre S\u00e3o Paulo e Itu, Paranagu\u00e1 e S\u00e3o Sebasti\u00e3o,      facilitando a comunica\u00e7\u00e3o de Santos com esses pontos da Capitania.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-010.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"257\" \/><br \/>\n<strong>O Pelourinho, as igrejas do Carmo e, defronte a elas, o arsenal e      estaleiro da marinha (tela de Benedito Calixto).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1808 &#8211; A Corte se transfere para o Brasil<\/strong><\/p>\n<p> Em 1808 a Corte Real Portuguesa se transfere para o Brasil, provocando o      desenvolvimento geral da col\u00f4nia. Em Santos, o custo de vida diminui em virtude      da retomada da agricultura nas \u00e1reas antes abandonadas.<\/p>\n<p> <strong>1810 &#8211; Lampi\u00f5es acesos e portos abertos<\/strong><\/p>\n<p> Em janeiro de 1810 foi decretada a ilumina\u00e7\u00e3o das ruas com 69 lampi\u00f5es de      azeite de peixe. Tamb\u00e9m foi o ano em que o Brasil foi declarado Reino e seus      portos abertos aos navios estrangeiros. Em 1814, um novo censo acusa que a      popula\u00e7\u00e3o havia dobrado para 5.128 pessoas, sendo 2.993 indiv\u00edduos livres      e 2.135 escravos.<\/p>\n<p> <strong>1821 &#8211; A revolta do Chaguinhas<\/strong><\/p>\n<p> O Rei D. Jo\u00e3o retorna a Portugal deixando Pedro como regente. Mas as Cortes      trabalham para fazer retornar o Brasil \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de simples col\u00f4nia e, numa      sucess\u00e3o de decretos, isola o poder de D. Pedro e corta-lhe recursos financeiros.      O Brasil jamais concordaria em caminhar para tr\u00e1s e a insatisfa\u00e7\u00e3o diante      das medidas portuguesas era de um \u00f3dio contido. No interior dos quart\u00e9is os      soldos dos brasileiros eram pagos com atrasos de 3 a 4 anos e sempre em valor      menor do que o soldo pago aos soldados portugueses.<\/p>\n<p> Foi em meio a esse quadro que estoura uma revolta no quartel santista, comandada      por Francisco das Chagas e Jos\u00e9 Joaquim Cotindiba, no que tiveram apoio de      muitos populares entusiasmados. Os revoltosos mataram os chamados &#8220;retr\u00f3grados&#8221;      e saquearam negociantes portugueses. Uma corveta portuguesa ancorada no porto      imp\u00f5e resist\u00eancia ao levante e as lutas duram alguns dias, terminando com      a chegada do 2\u00b0 Batalh\u00e3o de Ca\u00e7adores e a rendi\u00e7\u00e3o dos revoltosos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-011.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"250\" \/><br \/>\n<strong>Afresco de Benedito Calixto retratando Santos em 1822 (este painel      est\u00e1 localizado em uma parede da Sala de Preg\u00f5es da Bolsa de Caf\u00e9).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1822 &#8211; Visita de D. Pedro \u00e0 Vila<\/strong><\/p>\n<p> No in\u00edcio de setembro de 1822 D. Pedro vem a Santos. O motivo, de conhecer      a fam\u00edlia de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, n\u00e3o convenceu ningu\u00e9m. Na verdade, o pr\u00edncipe      veio examinar as fortifica\u00e7\u00f5es do porto e sondar o ambiente &#8211; em caso de separa\u00e7\u00e3o,      ele precisava saber se poderia se defender de um ataque estrangeiro e com      o que e quem poderia contar na terra santista. Poucos dias depois ele proclama      a separa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n     Veja mais sobre a participa\u00e7\u00e3o de Santos em Independ\u00eancia<\/p>\n<p> <strong>1827 &#8211; A primeira estrada de rodagem<\/strong><\/p>\n<p> Em 17 de fevereiro de 1827 \u00e9 inaugurada a Estrada de Rodagem de Santos para      S\u00e3o Paulo. Um grande aterro na regi\u00e3o de Cubat\u00e3o liga definitivamente Santos      e a Ilha de S\u00e3o Vicente ao continente. A estrada deu nova express\u00e3o econ\u00f4mica      ao Porto, ao Munic\u00edpio de Santos e a toda a Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\n<strong>1839 &#8211; Santos passa de Vila \u00e0 Cidade<\/strong><\/p>\n<p> Em 26 de Janeiro de 1839 a Vila de Santos \u00e9 elevada \u00e0 categoria de Cidade,      atrav\u00e9s de decreto assinado pelo Presidente da Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo, Ven\u00e2ncio      Jos\u00e9 Lisboa. Mas o fato s\u00f3 foi festejado um m\u00eas depois, quando chegou \u00e0s m\u00e3os      do presidente da C\u00e2mara, Jos\u00e9 Vieira de Carvalho, a comunica\u00e7\u00e3o oficial do      governo provincial.<\/p>\n<p>\n<strong>1841 &#8211; Delimitados os limites do Munic\u00edpio<\/strong><\/p>\n<p> Em 1\u00b0 de mar\u00e7o de 1841 \u00e9 promulgada a Lei 17, estabelecendo os limites entre      os Munic\u00edpios de Santos, S\u00e3o Vicente e S\u00e3o Bernardo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-012.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"350\" height=\"222\" \/><br \/>\n<strong>O Porto do Consulado em 1850 retratado por Benedicto Calixto.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1846 &#8211; Santos recebe D. Pedro II<\/strong><\/p>\n<p> A sociedade santista se mobilizou e a cidade fez festa para receber o Imperador      D. Pedro II e D. Tereza Christina. Em 1847 o governo cria em Santos a Capitania      dos Portos de S\u00e3o Paulo. No ano seguinte surge o primeiro jornal impresso,      a &#8220;Revista Commercial&#8221; que, em 1872 levaria o nome de &#8220;Di\u00e1rio      de Santos&#8221;.<\/p>\n<p>\n<strong>1860 &#8211; O in\u00edcio da S\u00e3o Paulo Railway Co.<\/strong><\/p>\n<p> A id\u00e9ia de uma estrada de ferro ligando Santos e S\u00e3o Paulo foi inicialmente      de Frederico Fomm, prussiano casado com uma santista, que obteve concess\u00e3o      para a constru\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o em 1838. Mas ele faleceu antes de conseguir      reunir o capital necess\u00e1rio e foi dada nova concess\u00e3o ao Visconde de Monte      Alegre, que se une ao Visconde de Mau\u00e1 e ao Marqu\u00eas de S\u00e3o Vicente. Mas o      Visconde de Mau\u00e1, cuja firma estava com um passivo de 8.000 contos, vendeu      o privil\u00e9gio a uma companhia inglesa por 40.000 libras esterlinas.<\/p>\n<p> Assim surgiu a S\u00e3o Paulo Railway Co. Em 1860 foram iniciados os trabalhos      e Santos assistiu a demoli\u00e7\u00e3o de toda a ala esquerda do Convento de Santo      Antonio, vendido aos ingleses para a constru\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o, o que causou grande      indigna\u00e7\u00e3o. O santista Francisco Martins dos Santos, em representa\u00e7\u00e3o ao Imperador,      obteve ordem de preserva\u00e7\u00e3o do restante do Convento e da Igreja de Santo Antonio      do Valongo e impediu a tempo a sua demoli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\n<strong>1867 &#8211; O Caminho de Ferro \u00e9 inaugurado<\/strong><\/p>\n<p> A primeira ferrovia ligando Santos \u00e0 Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo estava pronta.      O acidentado terreno da Serra do Mar era vencido por quatro planos inclinados      de aproximadamente 2 km de extens\u00e3o, dotados de um sistema funicular. Sua      tra\u00e7\u00e3o era feita por enormes m\u00e1quinas a vapor, onde o peso de um trem compensava      o peso de outro. Ao final da composi\u00e7\u00e3o era engatada uma &#8220;serrabreque&#8221;,      tamb\u00e9m chamada &#8220;locobreque&#8221;, com a \u00fanica fun\u00e7\u00e3o de frear o trem      em caso de emerg\u00eancia.<\/p>\n<p> A ferrovia era um marco em tecnologia para a \u00e9poca. Em 16 de fevereiro de      1867 os santistas assistiram a chegada da primeira locomotiva a vapor. Todo      movimento comercial e industrial de S\u00e3o Paulo passou a utilizar essa ferrovia,      que foi fator determinante para o desenvolvimento de Santos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-013.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"250\" \/><br \/>\n<strong>S\u00e3o Paulo-Railway: vista de um dos planos inclinados da serra e dos      cabos do sistema funicular que puxavam os trens (postal M.Serrat).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1870-1888 &#8211; Santos, Terra da Liberdade<\/strong><\/p>\n<p> O esp\u00edrito abolicionista de Santos come\u00e7a a ganhar forma nos idos de 1870      para se tornar uma campanha ruidosa por volta de 1882, quando republicanos,      liberais, abolicionistas e enfim, a sociedade santista inteira se entrega      ao trabalho de libertar o escravo aqui e em todos os pontos da Prov\u00edncia.      Os santistas criam quilombos para receber negros fugidos, sendo o de Jabaquara      o mais importante, e algumas fam\u00edlias santistas tamb\u00e9m abrigam refugiados.      Santos d\u00e1 um exemplo de civismo e abnega\u00e7\u00e3o, coroado pela assinatura da Lei      \u00c1urea em 1888.<br \/>\n     Saiba mais em Aboli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> <strong>1881-1888 &#8211; Desenvolvimento e moscas<\/strong><\/p>\n<p> Em 1872 come\u00e7am a circular os primeiros bondes puxados a burro. Tamb\u00e9m nesse      ano se faz a canaliza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas do Rio Cubat\u00e3o, o que diminui a taxa de      mortalidade da cidade. Em 1881 \u00e9 inaugurado o Teatro Guarany, de alto luxo,      constru\u00eddo por Garcia Redondo. Em 1885 \u00e9 inaugurada a linha de telefones entre      Santos e S\u00e3o Vicente.<\/p>\n<p> Em 1888 Santos j\u00e1 possu\u00eda 20.000 habitantes, \u00e1gua limpa encanada e ilumina\u00e7\u00e3o      \u00e0 g\u00e1s. Mas, apesar do crescimento e dos avan\u00e7os que se faziam, n\u00e3o havia rede      de esgotos, o n\u00famero de cocheiras havia duplicado, a coleta de lixo era quase      inexistente e a cidade era um viveiro de moscas e mosquitos. No ano seguinte      se verifica uma grande epidemia de febre amarela.<\/p>\n<p> <strong>1889 &#8211; A peste negra<\/strong><\/p>\n<p> No in\u00edcio de 1889, o antigo arsenal e estaleiro da marinha, datado do s\u00e9culo      XVII e situado em frente ao Carmo, \u00e9 derrubado para o in\u00edcio das obras de      constru\u00e7\u00e3o do cais. Acredita-se que o revolvimento do lodo putrefato acumulado      na antiga &#8220;praia do Consulado&#8221; e tamb\u00e9m no &#8220;porto do Bispo&#8221;,      locais onde se atiravam os res\u00edduos da cidade, tenha sido o estopim da epidemia      de peste negra (febre amarela) que assolou Santos, uma das maiores e mais      violentas das que atacaram a cidade. Foi uma trag\u00e9dia coletiva: o Mosteiro      de S. Bento virou hospital, bem como o Teatro Rink, a Benefic\u00eancia abriu as      portas, a Cruz Vermelha atendia \u00e0 domic\u00edlio, os corpos eram transportados      por carrinhos ao cemit\u00e9rio, que permanecia aberto \u00e0 noite e as reda\u00e7\u00f5es dos      jornais viraram postos de informa\u00e7\u00e3o. Os mais abastados haviam deixado a cidade      e a popula\u00e7\u00e3o que ficou foi sendo vitimada. A crise s\u00f3 terminou em maio, com      um saldo de 700 mortos.<\/p>\n<p> <strong>1889 &#8211; Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p> No ano de 1889 \u00e9 inaugurada a linha de bondes do Jos\u00e9 Menino, de Mathias      Costa, e o ano hist\u00f3rico termina com a proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, em 15 de      novembro, para a qual Santos contribuiu de forma intensa.<\/p>\n<p> Veja mais sobre o movimento republicano santista em Rep\u00fablica<\/p>\n<p> <strong>1892 &#8211; O porto organizado<\/strong><\/p>\n<p> Em 1892 estava pronto o primeiro trecho do porto organizado, com um cais      de 260 metros de extens\u00e3o, novos armaz\u00e9ns e uma linha f\u00e9rrea. A obra pioneira      e que suplantou tremendas dificuldades t\u00e9cnicas, \u00e9 inaugurada em 2 de fevereiro      de 1892, com a atraca\u00e7\u00e3o do vapor &#8220;Namisth&#8221;, de bandeira inglesa.<\/p>\n<p> Saiba mais sobre a hist\u00f3ria do porto em Porto &#8211; Passado<\/p>\n<p>\n<strong>1893 &#8211; A Revolta da Armada<\/strong><\/p>\n<p> A 6 de setembro de 1893 estourava no Rio de Janeiro a chamada Revolta da      Armada, comandada pelo Almirante Cust\u00f3dio de Melo. Os revoltosos queriam instaurar      um regime parlamentarista e, para tanto, pretendiam instalar base de opera\u00e7\u00f5es      em Santos.<\/p>\n<p> Era Presidente o Marechal Floriano Peixoto e o Presidente da Prov\u00edncia era      Bernardino de Campos, que desagradavam a ala mais ortodoxa dos republicanos      santistas, liderados por Martim Francisco e Vicente de Carvalho. A C\u00e2mara      tinha seu primeiro quadro de Vereadores eleitos pelo povo e a cidade se transformara      em verdadeira pra\u00e7a de guerra.<\/p>\n<p> A recusa do Clube Republicano em dar seu apoio a Floriano e Bernardino na      defesa de Santos gerou uma crise pol\u00edtica e uma onda de ren\u00fancias entre os      Vereadores, ren\u00fancias que se repetiram em 1894. O Clube Republicano s\u00f3 cedeu      e se decidiu pela defesa da Rep\u00fablica depois que a cidade foi bombardeada      e repercutia a atitude her\u00f3ica que tivera Bernardino de Campos no evento.<\/p>\n<p> <strong>1894 &#8211; Promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de Santos<\/strong><\/p>\n<p> Em 1894 \u00e9 promulgada a Constitui\u00e7\u00e3o Municipal de Santos, a primeira do Brasil,      mas ela \u00e9 cassada pelos pr\u00f3prios vereadores santistas antes de completar um      ano de exist\u00eancia. Santos volta ao sistema de intend\u00eancia at\u00e9 o ano de 1907,      quando elege seu primeiro prefeito por elei\u00e7\u00e3o direta.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-014.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"255\" \/><br \/>\n<strong>O Kasatu Maru atraca no porto em 1908 trazendo o primeiro contingente      de imigrantes japoneses a desembarcar no pa\u00eds. A direita o armaz\u00e9m 14 (foto      Setur).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1900 &#8211; In\u00edcio do Grande Fluxo de Imigra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p> Com o desenvolvimento econ\u00f4mico e a expans\u00e3o da cultura cafeeira pelo interior      de S\u00e3o Paulo, Santos torna-se o maior porto exportador de caf\u00e9 do mundo, destacando-se      como um dos mais importantes centros comerciais da Am\u00e9rica do Sul e atraindo      grande contingente de imigrantes europeus que aqui se estabeleciam para exercer      atividades ligadas ao porto e ao com\u00e9rcio. No final de 1913 os estrangeiros      j\u00e1 somavam 42%, quase a metade da popula\u00e7\u00e3o de Santos.<\/p>\n<p> <strong>1889-1914 &#8211; O saneamento de Santos<\/strong><\/p>\n<p> A partir de 1889 \u00e9 desenvolvida uma grande campanha para sanear a cidade,      come\u00e7ando com a constru\u00e7\u00e3o do primeiro trecho de cais. Era Secret\u00e1rio do Interior      o santista Vicente de Carvalho, que toma uma s\u00e9rie de medidas saneadoras.<\/p>\n<p> Ainda nesse ano se faz a canaliza\u00e7\u00e3o a coberto dos 5 ribeir\u00f5es santistas,      se institui a vacina obrigat\u00f3ria, amplia-se o servi\u00e7o de limpeza p\u00fablica e      obriga-se a observ\u00e2ncia do C\u00f3digo de Posturas elaborado em 1896. Mas a parte      mais marcante da campanha de saneamento de Santos foi, sem d\u00favida, a abertura      dos canais de drenagem, sendo o primeiro inaugurado em 1907. Depois dos canais      foram executados servi\u00e7os de esgoto, com uma rede urbana que desaguava na      Ponta de Itaipu.<\/p>\n<p> Para sustentar os canos do emiss\u00e1rio foi constru\u00edda a Ponte P\u00eansil, em S\u00e3o      Vicente, cujo servi\u00e7o de esgoto foi ligado mais tarde ao sistema de Santos.      O sistema sanit\u00e1rio projetado por Saturnino de Brito criou as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias      e definitivas para o crescimento do Munic\u00edpio. Em 1914, um novo censo apontava      a popula\u00e7\u00e3o de 88.967 pessoas, contra as 52.000 contadas em 1901.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-015.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"213\" \/><br \/>\n<strong>A abertura do primeiro canal de Saturnino (canal 1). Ao fundo o Restaurante      Almeida, na Vila Mathias.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1928 &#8211; Desabamento no Monte Serrat<\/strong><\/p>\n<p> Em 10 de mar\u00e7o de 1928 uma trag\u00e9dia abala a popula\u00e7\u00e3o santista: um grande      bloco de terra se desprende do Monte Serrat e cai sobre os fundos da Santa      Casa, o pavilh\u00e3o de Isolamento e um quarteir\u00e3o de casas constru\u00eddas junto      ao seu sop\u00e9.<\/p>\n<p> O desastre, que causou in\u00fameras mortes e grande preju\u00edzo material, teve      repercuss\u00e3o nacional e provocou na cidade um grande movimento de solidariedade,      com o socorro \u00e0s v\u00edtimas e a coleta de donativos em prol da Santa Casa, que      pode erguer um novo hospital. O desabamento foi o segundo que ocorreu no mesmo      lugar, tendo havido um menor em 1901.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-016.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"260\" \/><br \/>\n<strong>O desabamento de um peda\u00e7o do Monte Serrat em 1928 destruiu parte      da Santa Casa e v\u00e1rias casas em seu sop\u00e9 (foto Setur).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1936 &#8211; Urbaniza\u00e7\u00e3o da Orla de Santos<\/strong><\/p>\n<p> Sob a administra\u00e7\u00e3o do Prefeito Aristides Bastos Machado, um dos prefeitos      mais urbanistas at\u00e9 ent\u00e3o, \u00e9 entregue \u00e0 popula\u00e7\u00e3o o primeiro trecho da orla      urbanizada, os jardins da praia, entre o Hotel Internacional e o Canal 2 e      no trecho Gonzaga-Boqueir\u00e3o. No ano seguinte s\u00e3o inaugurados o Hotel Parque      Balne\u00e1rio e o Atl\u00e2ntico Hotel, no Bairro do Gonzaga.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-017.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"243\" \/><br \/>\n<strong>Em 1930 a Av. Pres. Wilson era a \u00fanica liga\u00e7\u00e3o Santos-S\u00e3o Vicente      pela praia. Na foto o Hotel Internacional, no Jos\u00e9 Menino (postal M.Serrat).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1946 &#8211; Proibi\u00e7\u00e3o do jogo<\/strong><\/p>\n<p> Por decreto do ent\u00e3o presidente Eurico Gaspar Dutra, em 1946 o jogo passa      a ser proibido no Brasil, o que causa o fechamento dos v\u00e1rios cassinos da      cidade, inclusive do grande Cassino Monte Serrat.<\/p>\n<p> <strong>1968 &#8211; Santos sob interven\u00e7\u00e3o militar<\/strong><\/p>\n<p> Atrav\u00e9s de um golpe militar, o ex\u00e9rcito assume o poder, fecha o Congresso      e passa a nomear os prefeitos de cidades consideradas de &#8220;interesse militar&#8221;      e pontos estrat\u00e9gicos do pa\u00eds. Como porto Santos n\u00e3o escapa \u00e0 interven\u00e7\u00e3o,      sua autonomia pol\u00edtica \u00e9 retirada e o prefeito rec\u00e9m-eleito Esmeraldo Tarqu\u00ednio      \u00e9 cassado. A cidade passa a ser governada por prefeitos &#8220;bi\u00f4nicos&#8221;,      nomeados pelo governo federal, sendo o primeiro deles o General Cl\u00f3vis Bandeira      Brasil.<\/p>\n<p> <strong>1969 &#8211; Constru\u00e7\u00e3o do p\u00f3lo industrial de Cubat\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p> A autonomia de Cubat\u00e3o \u00e9 decretada para a constru\u00e7\u00e3o de um parque industrial      que atrai milhares de migrantes provenientes do nordeste brasileiro. Este      fator vem a causar alguns problemas sociais e agravar outros tantos.<\/p>\n<p> <strong>1970 &#8211; A polui\u00e7\u00e3o das praias<\/strong><\/p>\n<p> Com o crescimento demogr\u00e1fico e tur\u00edstico a partir da d\u00e9cada de 60 e a febre      imobili\u00e1ria que acaba com as grandes mans\u00f5es da praia e constr\u00f3i centenas      de edif\u00edcios ao longo da orla da praia, Santos deixa de ser a cidade agrad\u00e1vel      que era at\u00e9 os anos 50.<\/p>\n<p> Em 1970 encontramos uma cidade bem diferente: pouqu\u00edssimas \u00e1reas verdes,      favelas se instalando nos morros, palafitas sendo erguidas nos mangues e ar      polu\u00eddo pela proximidade com o parque industrial de Cubat\u00e3o. Mas o maior agravante      \u00e9 a perda da balneabilidade das praias, tanto em Santos quanto em S\u00e3o Vicente.<\/p>\n<p> A polui\u00e7\u00e3o das \u00e1guas se deve a v\u00e1rios fatores: a superlota\u00e7\u00e3o das cidades      irm\u00e3s nas temporadas supera a vaz\u00e3o do sistema de esgotos e parte dele \u00e9 despejado      em plena ba\u00eda vicentina; o desaguamento da Represa Billings, onde \u00e9 despejado      metade do esgoto da Grande S\u00e3o Paulo; e finalmente, os res\u00edduos industriais      e o esgoto lan\u00e7ado de forma clandestina nos canais.<\/p>\n<p> As praias de Santos e S\u00e3o Vicente, sem a sua balneabilidade, afugentam os      turistas para outros locais, como o Guaruj\u00e1 e as cidades do litoral sul. Santos      passa a receber na maioria turistas de baixa renda, que depredam e sujam ainda      mais as praias.<\/p>\n<p> <strong>1983 &#8211; Restabelecida a autonomia pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p> Em 2 de agosto de 1983 \u00e9 restabelecida a autonomia pol\u00edtica da cidade e      Santos pode eleger seu primeiro prefeito depois de 16 anos de interven\u00e7\u00e3o      federal.<\/p>\n<p> <strong>1989-2000 &#8211; A recupera\u00e7\u00e3o tur\u00edstica da cidade<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-018.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"238\" height=\"340\" \/><br \/>\n     Jardins da praia &#8211; record do Guinness (foto PMS)<\/strong><\/p>\n<p> O ano de 1989 marca o in\u00edcio de um amplo plano para a recupera\u00e7\u00e3o tur\u00edstica      da cidade. Gra\u00e7as \u00e0 Sabesp, com investimentos em infra-estrutura, e \u00e0s comportas      dos canais de Saturnino de Brito, que voltam a ser utilizadas como se deve,      a balneabilidade das praias \u00e9 recuperada em 1991.<\/p>\n<p> O \u00faltimo palacete remanescente da \u00e9poca dos &#8220;bar\u00f5es do caf\u00e9&#8221;,      na praia, \u00e9 restaurado e reabre como Pinacoteca Benedito Calixto, o Museu      de Pesca \u00e9 totalmente revitalizado, o Aqu\u00e1rio Municipal sofre uma reforma,      assim como a Pra\u00e7a Independ\u00eancia e o canteiro central da Av. Ana Costa. Em      2000, os jardins da praia entram para o Guiness World Records como o jardim      frontal de praia de maior extens\u00e3o do mundo, marca que det\u00e9m at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p> <strong>1995 &#8211; Santos \u00e9 a mais visitada do litoral paulista<\/strong><\/p>\n<p> Com o centen\u00e1rio de inaugura\u00e7\u00e3o do Hotel Internacional, a cidade comemora      sua 100\u00aa temporada de ver\u00e3o, quando \u00e9 divulgado um balan\u00e7o da Embratur apontando      Santos como a cidade mais visitada por estrangeiros no litoral paulista.<\/p>\n<p> <strong>2002-2004 &#8211; O Centro reinventado<\/strong><\/p>\n<p> A partir de 1999, projetos como o Plano de Revitaliza\u00e7\u00e3o do Valongo e Alegra      Centro provocam o in\u00edcio da recupera\u00e7\u00e3o do Centro, no impulso da restaura\u00e7\u00e3o      total da antiga Bolsa de Caf\u00e9.<\/p>\n<p> A Prefeitura passa a oferecer incentivos fiscais e benef\u00edcios \u00e0 iniciativa      privada em troca do restauro de pr\u00e9dios depredados, o que melhora consideravelmente      o aspecto geral do Centro. Em 2002 tem in\u00edcio a restaura\u00e7\u00e3o do Theatro Coliseu      e \u00e9 inaugurada a linha tur\u00edstica do bonde. Logo depois, \u00e9 implantada a ilumina\u00e7\u00e3o      por lampi\u00f5es nas ruas XV de Novembro e do Com\u00e9rcio.<\/p>\n<p> Em 2004 \u00e9 finalizada a reforma da Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria, bem como seu entorno      reurbanizado, no Valongo. Todas essas medidas, e mais a promo\u00e7\u00e3o continuada      de programa\u00e7\u00e3o cultural e art\u00edstica, transformaram o Centro em foco de atra\u00e7\u00e3o      tur\u00edstica e para l\u00e1 atra\u00edram clubs noturno, restaurantes e empresas, dentro      do conceito de reciclagem arquitet\u00f4nica.<\/p>\n<h2> O movimento abolicionista em Santos<\/h2>\n<p> <strong>Em 1810, dos 5.128 habitantes de Santos, 2.135 eram escravos<\/strong><\/p>\n<p> A importa\u00e7\u00e3o de escravos negros para o Brasil teve in\u00edcio no s\u00e9culo XVII.      Negros de todas as origens e classes, com ou sem cultura, mul\u00e7umanos ou judaizados,      se misturavam nos por\u00f5es dos navios negreiros, sofrendo toda sorte de priva\u00e7\u00f5es,      humilha\u00e7\u00f5es e doen\u00e7as, para aqui desembarcar com o cora\u00e7\u00e3o cheio de \u00f3dio ao      escravizador e na mente apenas uma id\u00e9ia: fugir.<\/p>\n<p> Desde ent\u00e3o, e at\u00e9 a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, muitos fugiam e formavam quilombos,      alguns grupos mantinham associa\u00e7\u00f5es secretas e se mobilizavam em movimentos      de insurrei\u00e7\u00e3o, de pequena ou grande monta, sempre abafados pela for\u00e7a das      mil\u00edcias coloniais.<\/p>\n<p> Muitos senhores de cora\u00e7\u00e3o generoso e mente aberta alforriavam seus escravos      que, trabalhando livremente, empregavam todos os recursos que possu\u00edam e ganhavam      em prol dos irm\u00e3os cativos, financiando armas e os custos das revoltas.<\/p>\n<p> A hist\u00f3ria da Aboli\u00e7\u00e3o e de como os fatos se desenrolaram at\u00e9 o seu desfecho      \u00e9 muito complexa, envolvendo aspectos raciais, sociol\u00f3gicos, pol\u00edticos, econ\u00f4micos      e religiosos que n\u00e3o iremos abordar aqui.<\/p>\n<p> Apenas contaremos a hist\u00f3ria do movimento em Santos e de como os santistas      contribu\u00edram para acabar com a vergonha da escravid\u00e3o, num exemplo de solidariedade      pouco visto, iniciando com as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es abolicionistas do patriarca      da Independ\u00eancia, Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva.<\/p>\n<p> <strong>1820-1822 &#8211; Os ideais de liberdade de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio<\/strong><\/p>\n<p> Desde que retornara da Europa o ilustre santista Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio se chocara      e escandalizara com a sociedade de senhores e escravos que encontrara em sua      terra: &#8220;inumana, injusta, imoral, corrompida e corruptora&#8221;, que      se degradava e degradava o Brasil. Convencido da necessidade urgente de acabar      com a chaga social da escravatura, no in\u00edcio de 1820 ele liberta os escravos      da Ch\u00e1cara do Outeirinhos, de sua propriedade, onde pretende provar que se      pode trabalhar a terra e lucrar sem escravos e senzalas. Nos dois anos seguintes      toda a sua energia se voltou para a luta pela Independ\u00eancia, mas quando esta      se concretizou, ele voltou para seus ideais abolicionistas.<\/p>\n<p> Logo ap\u00f3s a Independ\u00eancia, em fins de 1822, ele escreve a Caldeira Brant,      em Londres, solicitando-lhe a convoca\u00e7\u00e3o de trabalhadores rurais ingleses      que quisessem se estabelecer no Brasil. Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio pretendia com isso      criar um exemplo pr\u00e1tico que convencesse seus compatriotas de que o trabalho      livre era muito mais produtivo e lucrativo que o escravo. Em janeiro de 1823      embarcam os primeiros 50 trabalhadores ingleses rumo ao Brasil.<\/p>\n<p> <strong>1823 &#8211; A &#8220;Representa\u00e7\u00e3o sobre a Escravatura&#8221;<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-019.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"200\" height=\"215\" \/><\/strong><\/p>\n<p> A suas atitudes como cidad\u00e3o Bonif\u00e1cio soma um ato pol\u00edtico: entrega \u00e0 Assembl\u00e9ia      Constituinte da qual fazia parte, para considera\u00e7\u00e3o, a sua famosa &#8220;Representa\u00e7\u00e3o      sobre a Escravatura&#8221;, a primeira manifesta\u00e7\u00e3o p\u00fablica a favor da aboli\u00e7\u00e3o.      O documento, de racioc\u00ednio l\u00facido e palavras s\u00e1bias, revela toda a mis\u00e9ria      social produzida pela escravid\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o e todo o atraso que ainda poderia      produzir ao novo pa\u00eds que se formava, sugerindo os meios para extingu\u00ed-la      sem causar qualquer choque na economia. Infelizmente, a Representa\u00e7\u00e3o de Bonif\u00e1cio      bate de frente com a barreira do sistema pol\u00edtico e dos interesses em jogo      e, com exce\u00e7\u00e3o dos Deputados paulistas, todos o repudiam violentamente.<\/p>\n<p> Pouco depois se d\u00e1 a dissolu\u00e7\u00e3o da Assembl\u00e9ia Constituinte e a deporta\u00e7\u00e3o      dos irm\u00e3os Andradas a mando do Imperador. A Representa\u00e7\u00e3o sobre a Escravatura,      apesar de ser um verdadeiro monumento de civiliza\u00e7\u00e3o, contribuiu de forma      decisiva para a decad\u00eancia pol\u00edtica de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio.<\/p>\n<p> <strong>1824 &#8211; A semente germina<\/strong><\/p>\n<p> A Representa\u00e7\u00e3o de Bonif\u00e1cio, apesar de n\u00e3o encontrar eco no meio pol\u00edtico,      foi uma boa semente no campo f\u00e9rtil de sua terra natal. O santista Jos\u00e9 Feliciano      Fernandes Pinheiro d\u00e1 liberdade a 300 escravos do N\u00facleo Colonial de S. Leopoldo,      no Rio Grande do Sul, pertencente ao governo.<\/p>\n<p> No interior de S\u00e3o Paulo, Nicolau Vergueiro, portugu\u00eas naturalizado, \u00e9 o      primeiro a importar trabalhadores livres para a agricultura no Brasil, criando      uma sociedade de imigra\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o. Em 1827 chegam os primeiros colonos      alem\u00e3es e, em 1829, se forma a Col\u00f4nia Santo Amaro, perto da capital. Era      o abolicionismo pac\u00edfico pregado por Bonif\u00e1cio e que acabaria por tornar S\u00e3o      Paulo a primeira e mais rica Prov\u00edncia do Brasil.<\/p>\n<p>\n<strong>1830-1840 &#8211; Cresce a imigra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p> A importa\u00e7\u00e3o do trabalhador livre se desenvolve de forma acelerada, espalhando      col\u00f4nias na capital e em in\u00fameras regi\u00f5es do interior de S\u00e3o Paulo, totalizando      a entrada no pa\u00eds de 60.000 colonos europeus. Era sangue novo na terra, gente      resoluta, que iniciava povoa\u00e7\u00f5es e que ajudavam a criar a grandeza do Estado      de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\n<strong>1831 &#8211; Proibido o tr\u00e1fico de escravos<\/strong><\/p>\n<p> Em 7 de novembro de 1831 \u00e9 promulgada a Lei que suspende o tr\u00e1fico de escravos      no Brasil, uma lei que tentava salvar as apar\u00eancias e que foi ridicularizada      por todos, pois n\u00e3o refletia a vontade nacional. Nos 15 anos que se seguiram,      entraram no Brasil 300 mil escravos contrabandeados.<\/p>\n<p>\n<strong>1868 &#8211; Funda\u00e7\u00e3o do Partido Liberal-Radical<\/strong><\/p>\n<p> Em 1868 \u00e9 fundado em S\u00e3o Paulo o Partido Liberal-Radical, que arregimentava      nomes como: Rangel Pestana, Limpo de Abreu, Xavier da Silveira, e depois Campos      Sales, Prudente de Morais, Bernardino de Campos e Francisco Glic\u00e9rio. O Partido      publicava o &#8220;Opini\u00e3o Liberal&#8221;, jornal atrav\u00e9s do qual ia sutilmente      semeando os ideais abolicionistas e republicanos.<\/p>\n<p> <strong>1870 &#8211; O pioneirismo das mulheres santistas<\/strong><\/p>\n<p> A Guerra do Paraguai terminara e a &#8220;fase de a\u00e7\u00e3o&#8221; do movimento      abolicionista em todo Brasil se inicia em Santos, dentre os elementos de sua      melhor sociedade. Dona Francisca Am\u00e1lia de Assis Faria come\u00e7a a abrigar negros      fugidos, transformando o quintal de sua casa em um &#8220;pequeno quilombo&#8221;      ao mesmo tempo que convida as amigas a fazerem o mesmo. Centenas de reclama\u00e7\u00f5es      contra as fam\u00edlias santistas que acolhiam escravos fugidos foram feitas \u00e0s      autoridades, que quase nada podiam fazer por se tratar da nata da sociedade      de Santos.<\/p>\n<p> <strong>1870 &#8211; Santista funda a sociedade &#8220;A Emancipadora&#8221;<\/strong><\/p>\n<p> A santista Dona Anna Benvinda Bueno de Andrada, mulher do Conselheiro Martim      Francisco Ribeiro de Andrada, funda em S\u00e3o Paulo a primeira sociedade libertadora.      &#8220;A Emancipadora&#8221; \u00e9 uma sociedade feminina que promove alforrias      de escravos e especializa-se na &#8220;liberta\u00e7\u00e3o de escravas mo\u00e7as&#8221;.<\/p>\n<p> <strong>1870 &#8211; Outros precursores<\/strong><\/p>\n<p> Nessa \u00e9poca, em Santos, mais alguns nomes apareciam como for\u00e7a ativa contra      a escravid\u00e3o: Xavier da Silveira, Francisco Martins dos Santos, Dr. Alexandre      Martins Rodrigues, Joaquim Xavier Pinheiro e Jo\u00e3o Octavio dos Santos. Xavier      da Silveira aconselhava negros a provocar o confronto e a crueldade dos feitores      para depois defend\u00ea-los e libert\u00e1-los em ju\u00edzo, estratagema que explorou at\u00e9      1871, quando retorna a Santos e funda o jornal &#8220;A Imprensa&#8221;, sua      grande arma na campanha.<\/p>\n<p> Francisco Martins dos Santos, ma\u00e7om e homem p\u00fablico de grande influ\u00eancia      em Santos, pregou o abolicionismo como a primeira condi\u00e7\u00e3o para a Rep\u00fablica      e fez aumentar consideravelmente o n\u00famero de abolicionistas na cidade, al\u00e9m      de acolher escravos fugidos e disseminar essa pr\u00e1tica entre amigos e parentes.<\/p>\n<p> O Dr. Alexandre Martins Rodrigues tamb\u00e9m se destacou na luta contra a escravatura,      principalmente no meio policial e judici\u00e1rio. Joaquim Xavier Pinheiro acolhia      escravos e mais tarde veio a financiar o Quilombo do Jabaquara, a compra de      alforrias e as custas de pend\u00eancias judiciais. Jo\u00e3o Octavio dos Santos, um      dos mais ricos negociantes da cidade, foi grande financiador das despesas      da campanha contra a escravatura.<\/p>\n<p> <strong>1874 &#8211; Morre Xavier da Silveira e desponta Luiz Gama<\/strong><\/p>\n<p> A peste leva Xavier da Silveira aos 34 anos de idade e o movimento abolicionista      se ressente da perda. Mas outra figura surge para substitu\u00ed-lo: Luiz Gama,      um negro batalhador que se forma em Direito e se destaca como jornalista e      tribuno. Luiz Gama mant\u00e9m acesa a chama do abolicionismo em Santos.<\/p>\n<p>\n<strong>1880 &#8211; A renova\u00e7\u00e3o no movimento santista<\/strong><\/p>\n<p> Nessa \u00e9poca surge uma nova gera\u00e7\u00e3o de abolicionistas, jovens que se juntam      ou substituem os mais velhos. A mais destacada express\u00e3o desse grupo \u00e9 Am\u00e9rico      Martins dos Santos, irm\u00e3o mais novo de Francisco Martins dos Santos, e que      arrebanha para o movimento todo o seu grupo de amigos.<\/p>\n<p> <strong>1881 &#8211; \u00c9 criado o Quilombo do Jabaquara<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-020.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"210\" height=\"222\" \/><br \/>\n<strong>Quintino de Lacerda, por Lauro R.Silva<\/strong><\/p>\n<p> Em fins de 1881 e por iniciativa de Am\u00e9rico Martins e Xavier Pinheiro, os      abolicionistas se re\u00fanem na casa de Francisco Martins dos Santos.Nela se resolve      a cria\u00e7\u00e3o de um reduto para abrigar escravos livres, mas ainda sem destino      ou emprego, tirando-os dos quintais das casas de fam\u00edlia.<\/p>\n<p> De imediato foi coletado o dinheiro para o custeio e escolhido o lugar para      abrigar tal reduto: nos fundos da propriedade de Mathias Costa, onde hoje      existe todo o Bairro do Jabaquara, em uma extensa \u00e1rea de mata virgem e v\u00e1rzea,      cortada por in\u00fameros riachos. Para manter a ordem entre os abrigados no reduto,      foi apontado o nome de Quintino de Lacerda, ex-escravo dos Lacerda Franco      que ainda vivia na casa do antigo senhor.<\/p>\n<p> <strong>1881 &#8211; Quintino de Lacerda assume o Jabaquara<\/strong><\/p>\n<p> O sergipano Quintino de Lacerda assume de pronto o comando do reduto, auxiliado      por uma for\u00e7a de 200 negros armados. No ano seguinte, o Quilombo do Jabaquara      j\u00e1 abrigava 500 escravos. Reuni\u00f5es semanais e secretas eram realizadas na      f\u00e1brica de Xavier Pinheiro, na farm\u00e1cia de Teophillo Mendes, na fazenda de      Geraldo Leite (no alto do morro do Jabaquara) ou no pr\u00f3prio Quilombo do Jabaquara.<\/p>\n<p> <strong>1881 &#8211; \u00c9 fundada a sociedade &#8220;Boh\u00eamia Abolicionista&#8221;<\/strong><\/p>\n<p> A juventude abolicionista de Santos funda a &#8220;Boemia Abolicionista&#8221;,      uma agremia\u00e7\u00e3o que panfletava a cidade com jornais como &#8220;O Embri\u00e3o&#8221;,      &#8220;O Porvir&#8221;, &#8220;O Pirata&#8221;, &#8220;O Patriota&#8221; e outros.      A Boh\u00eamia atuou por 8 anos e seus integrantes se reuniam diariamente, seja      num banco de jardim, seja no Cine Paramount ou na casa de Guilherme e Pedro      de Melo. Al\u00e9m destes, idealizaram a agremia\u00e7\u00e3o Francisco e Ant\u00f4nio Augusto      Bastos, Antonio Couto, Arthur Andrade, Antero Cintra, Luciano Pupo e Eug\u00eanio      Wansu\u00edt, um pernambucano quase preto e muito falador, ex-marinheiro que lutara      na guerra do Paraguai e que costumava fazer um com\u00edcio em cada lugar que \u00eda,      desprezando totalmente a pr\u00f3pria seguran\u00e7a.<\/p>\n<p> <strong>1882 &#8211; Morre Luiz Gama e surge Antonio Bento<\/strong><\/p>\n<p> Em agosto de 1882 uma not\u00edcia abala o movimento: morrera Luiz Gama, o negro      advogado, l\u00edder supremo do movimento paulista. Mas como um milagre da provid\u00eancia,      outro l\u00edder desponta: Antonio Bento de Souza e Castro, tamb\u00e9m advogado, ex-promotor      e juiz em S\u00e3o Paulo. No pr\u00f3prio enterro de Luiz Gama, tocado pela compreens\u00e3o      da luta do amigo, Antonio Bento faz o juramento solene e em voz alta de n\u00e3o      deixar morrer a campanha contra a escravid\u00e3o.<\/p>\n<p> <strong>1882 &#8211; Novo l\u00edder d\u00e1 for\u00e7a \u00e0 fuga de escravos<\/strong><\/p>\n<p> Antonio Bento intensifica o movimento em S\u00e3o Paulo, criando novas rotas      de evas\u00e3o e aumentando consideravelmente o n\u00famero de fugas nas fazendas do      interior e a seguran\u00e7a dos escravos at\u00e9 o ref\u00fagio em Santos. Em outubro de      1882 ele visita as fam\u00edlias abolicionistas de Santos e o quilombo fortificado      do Jabaquara, impressionando-se e dando nova for\u00e7a ao movimento.<\/p>\n<p> <strong>1883 &#8211; O movimento ganha mais dois militantes<\/strong><\/p>\n<p> Dois portugueses se juntam ao movimento: Luiz de Mattos, jornalista e colaborador      dos jornais &#8220;Cidade de Santos&#8221; e &#8220;Di\u00e1rio de Santos&#8221;, e      Jos\u00e9 Theodoro dos Santos Pereira, que se tornou um ardente defensor da causa      e um fervoroso protetor da gente do Jabaquara, para eles angariando roupas,      comida e outros donativos entre os cidad\u00e3os e casas comerciais da cidade.      Seus bilhetes requisitando ajuda se tornaram famosos; come\u00e7avam assim:<\/p>\n<p> &#8220;Amigo fulano. Tenho 10 rolos de fumo para seguir&#8230;&#8221;, chamando      &#8220;rolos de fumo&#8221; a escravos fugidos rec\u00e9m chegados que deveriam ser      mandados para outras Prov\u00edncias ou para o exterior para escapar \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o.      Jos\u00e9 Theodoro, conhecido como &#8220;Santos Garraf\u00e3o&#8221; era casado com uma      negra, se tornou um grande amigo de Quintino de Lacerda, vindo a ser a figura      mais popular do movimento abolicionista de Santos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-021.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"330\" height=\"207\" \/><br \/>\n<strong>1900 &#8211; Os barrac\u00f5es de Quintino de Lacerda, vest\u00edgios do que foi o      Quilombo do Jabaquara (img. M. Serrat).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1884 &#8211; Patroc\u00ednio e Barata Ribeiro vem a Santos<\/strong><\/p>\n<p> Em 1884, n\u00e3o era s\u00f3 o Jabaquara que acolhia refugiados. Na Vila Mathias,      embrenhado numa por\u00e7\u00e3o de mato, existia o chamado Quilombo do Pai Felipe,      um acampamento comandado por um preto j\u00e1 velho. O Quilombo do Jabaquara de      Quintino, os de Pai Felipe e Santos Pereira, na cidade, eram os baluartes      protetores dos foragidos e, por sua vez, tinham a prote\u00e7\u00e3o de toda a cidade.      Figuras proeminentes do abolicionismo, vendo a forma como os santistas abra\u00e7aram      a causa, aqui estiveram realizando confer\u00eancias. Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, depois      de uma confer\u00eancia de hora e meia no palco do Guarany, entrega cartas de alforria      a 10 escravos em meio a grande ova\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Depois de Patroc\u00ednio, esteve      em Santos o ilustre Dr. C\u00e2ndido Barata Ribeiro, que dissertou no Guarany sobre      dois temas: Aboli\u00e7\u00e3o e Rep\u00fablica.<\/p>\n<p> <strong>1884-1888 &#8211; A Imprensa e Vicente de Carvalho<\/strong><\/p>\n<p> A Imprensa teve papel fundamental na propaganda dos ideais abolicionistas,      numa press\u00e3o sem tamanho ao governo provincial, principalmente nos \u00faltimos      anos de campanha. Todos eles publicavam artigos de reda\u00e7\u00e3o ou assinados que      eram verdadeiros libelos contra a escravid\u00e3o e o governo que a mantinha. Em      Santos, o Di\u00e1rio de Santos fez a sua parte, publicando artigos abolicionistas      com regularidade. Sem falar dos jornais da Boemia Abolicionista, que contava      agora com um novo colaborador: Vicente de Carvalho. Na imprensa, a voz de      Vicente de Carvalho era a que melhor se ouvia e, nos com\u00edcios, Rubin C\u00e9sar      era o mais eloquente.<\/p>\n<p> <strong>1884 &#8211; As pe\u00e7as da Boemia no Guarany<\/strong><\/p>\n<p> Enquanto isso, a mocidade da Boemia Abolicionista promovia pe\u00e7as teatrais      e espet\u00e1culos liter\u00e1rios para promover a aboli\u00e7\u00e3o. Sacramento Macuco escrevia      as pe\u00e7as, em sua maioria s\u00e1tiras que ca\u00edam como pauladas sobre senhores de      escravos e autoridades escravocratas. Os espet\u00e1culos sempre lotavam o teatro,      atestando o apoio da sociedade \u00e0 obra dos mo\u00e7os. A \u00faltima pe\u00e7a escrita por      Macuco foi &#8220;A Sombra da Cabana&#8221;. Ao final da pe\u00e7a, uma carta de      alforria foi entregue a um escravo, comprado com o produto da venda dos ingressos.      O teatro quase foi ao del\u00edrio.<\/p>\n<p> <strong>1886 &#8211; Santos faz a sua aboli\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p> Unindo-se aos abolicionistas, a C\u00e2mara Municipal de Santos proclama a extin\u00e7\u00e3o      do cativeiro na cidade. Os poucos escravocratas da regi\u00e3o apelam para S\u00e3o      Paulo e Rio. S\u00e3o Paulo, minado pela corrente ma\u00e7\u00f4nica-republicana e em acordo      com as fugas de escravos organizadas por Bento de Abreu, n\u00e3o d\u00e1 aten\u00e7\u00e3o aos      representantes dos escravocratas santistas. Entretanto, o governo imperial      do Rio de Janeiro destaca uma importante for\u00e7a militar e a envia a Santos.      Por coincid\u00eancia, o comandante da for\u00e7a, Major Dom Joaquim Baltazar da Silveira,      fora companheiro de Am\u00e9rico Martins na Escola Militar.<\/p>\n<p> Ao se reencontrarem os amigos, Am\u00e9rico revela a Dom Joaquim o verdadeiro      motivo porque ele fora enviado: proteger os interesses de traficantes e senhores      de escravos, ao que o outro garante que, al\u00e9m de n\u00e3o fazer mal aos abolicionistas,      ajudaria no que pudesse enquanto estivesse na cidade. Este fato teve grande      repercuss\u00e3o a n\u00edvel nacional, de onde se concluiu praticamente consumada a      aboli\u00e7\u00e3o diante da complac\u00eancia da pol\u00edcia e da simpatia do ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p> <strong>1886 &#8211; A Lei Saraiva<\/strong><\/p>\n<p> Em 27 de fevereiro de 1886, no Pal\u00e1cio da Justi\u00e7a da Pra\u00e7a dos Andradas,      se d\u00e1 a cerim\u00f4nia de declara\u00e7\u00e3o da Lei Saraiva, declarando livres todos os      escravos com mais de 60 anos. Santos comemora e os propriet\u00e1rios de escravos      da cidade resolvem libertar seus cativos, de qualquer idade, aplaudidos pela      multid\u00e3o que acorrera ao edif\u00edcio da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p> <strong>1886 &#8211; A sociedade &#8220;27 de Fevereiro&#8221;<\/strong><\/p>\n<p> Os fatos acontecidos por ocasi\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o da Lei Saraiva formam a base      para a cria\u00e7\u00e3o da sociedade &#8220;27 de fevereiro&#8221;, cujo objetivo era      resgatar os \u00faltimos cativos da zona rural do munic\u00edpio e, se poss\u00edvel, dos      munic\u00edpios vizinhos. A sociedade foi sacramentada a 14 de mar\u00e7o, em cerim\u00f4nia      no Teatro Guarany, diante de uma plat\u00e9ia de 2.000 pessoas. Seu presidente      era Xavier Pinheiro e outros da dire\u00e7\u00e3o eram Joaquim Fernandes Pacheco e Antonio      Augusto Bastos (Tot\u00f3 Bastos).<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-022.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"240\" \/><br \/>\n<strong>O Teatro Guarany foi o principal palco dos eventos promovidos pelo      movimento abolicionista em Santos (bico de pena de Lauro Ribeiro da Silva)<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1886 &#8211; Santos, sin\u00f4nimo de liberdade<\/strong><\/p>\n<p> Independente do que acontecia no resto do pa\u00eds, Santos j\u00e1 fizera a sua aboli\u00e7\u00e3o.      Dali para a frente, todo o trabalho da campanha se resumiu em receber e proteger      os refugiados que desciam a serra do Mar, dando-lhes emprego ou arranjando-lhes      coloca\u00e7\u00f5es mais longe. Para os negros, Santos e liberdade eram sin\u00f4nimos.<\/p>\n<p> No come\u00e7o de 1887, o Presidente da Prov\u00edncia paulista manda um telegrama      ao Governo Imperial dizendo ser &#8220;imposs\u00edvel conter a evas\u00e3o dos escravos      porque os soldados haviam feito causa comum com os abolicionistas, favorecendo      a passagem dos fugitivos para a cidade de Santos&#8221;.<\/p>\n<p> <strong>1888 &#8211; Declarada a Aboli\u00e7\u00e3o &#8211; Santos comemora<\/strong><\/p>\n<p> O desfecho final da campanha abolicionista se deu em 13 de maio de 1888,      com a Lei \u00c1urea, assinada pela Princesa Isabel (Regente na ocasi\u00e3o) e que      declarava livres todos os escravos no Brasil. A not\u00edcia foi recebida com festa      em Santos, com o povo se reunindo \u00e0 frente das casas de Francisco Martins      dos Santos e outros abolicionistas, e os negros aos gritos de &#8220;Viva o      Santo Antonio Bento&#8221; e &#8220;Viva Santos Garraf\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p> Foguetes pipocaram no c\u00e9u, m\u00fasicas percorriam as ruas, os negros de Pai      Felipe se reuniram em frente ao Carmo para dan\u00e7ar o samba e discursos de aclama\u00e7\u00e3o      eram feitos das sacadas. A cidade se embandeirou e a Companhia de G\u00e1s instalou      arcos iluminados para os 8 dias de festa que se seguiram. No 7\u00b0 dia de festejos,      foi colocada uma l\u00e1pide comemorativa na casa onde nasceu Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio: &#8220;Esta      \u00e9 a casa onde nasceu e morreu o Patriarca da Independ\u00eancia &#8211; Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio      de Andrada e Silva. Nasceu aos 13 de junho de 1763. Faleceu em 6 de abril      de 1838&#8221;.<\/p>\n<p> <strong>1888 &#8211; Santos aclamada pela Imprensa<\/strong><\/p>\n<p> Nos dias que se seguiram, a Imprensa de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro deu destaque      especial ao papel desempenhado por Santos na luta pela Aboli\u00e7\u00e3o, em todos      os artigos elogiando a cidade e as ilustres figuras que trabalharam pela liberdade.      O mais justo deles, publicado pelo &#8220;Di\u00e1rio de Not\u00edcias&#8221; de S\u00e3o Paulo,      dizia:<\/p>\n<p> &#8220;Santos foi o primeiro munic\u00edpio da Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo que proclamou      a sua emancipa\u00e7\u00e3o do trabalho escravo, assim como foi ali que as primeiras      turmas de escravos, que abandonavam em massa os seus pres\u00eddios, foram encontrar      um generoso acolhimento, conforto, agasalho e trabalho remunerado.<\/p>\n<p> A \u00ednclita cidade de Santos, fortificada por Deus com essa muralha que se      chama Serra do Mar, foi a pra\u00e7a forte do abolicionismo, onde primeiro tremulou      o pavilh\u00e3o da Liberdade dos escravos na Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo!&#8230;Viva a Cidade      de Santos!&#8221;<\/p>\n<h2> Santos e a Rep\u00fablica<\/h2>\n<p> <strong>1870 &#8211; Surge em S\u00e3o Paulo a corrente republicana<\/strong><\/p>\n<p> Os ideais republicanos surgiram em S\u00e3o Paulo no ano de 1870, uma consequ\u00eancia      clara da funda\u00e7\u00e3o do Partido Liberal Radical em 1868. As origens do republicanismo      eram mais antigas, mas em S\u00e3o Paulo o embri\u00e3o surgiu aqui no Partido Liberal      Radical, na Faculdade de Direito, na sociedade secreta J\u00falio Frank e na Ma\u00e7onaria.<\/p>\n<p> Da\u00ed sa\u00edram os pioneiros do movimento republicano, ligados de certa forma      ao movimento liberal-radical que acontecia na capital do Imp\u00e9rio, liderado      pelo Visconde do Rio Branco, Presidente do Conselho de Estado e Gr\u00e3o-Mestre      da Ma\u00e7onaria.<\/p>\n<p> <strong>1870 &#8211; O primeiro manifesto p\u00fablico<\/strong><\/p>\n<p> No dia 3 de dezembro de 1870 foi publicado em S\u00e3o Paulo o primeiro manifesto      republicano, famoso por ter sido assinado por muitos homens de valor, alguns      deles vindos de altos postos da administra\u00e7\u00e3o e da legislatura e completamente      desiludidos com o regime mon\u00e1rquico.<\/p>\n<p> <strong>1870 &#8211; Surge o primeiro Partido Republicano<\/strong><\/p>\n<p> Enquanto isso, no Rio de Janeiro, Augusto Fomm, um santista, e seu cunhado      Miranda Azevedo, criam o primeiro Partido Republicano do Brasil, que seria      fechado violentamente no ano seguinte pela pol\u00edcia, e que gerou o primeiro      instrumento de propaganda ostensiva pela Rep\u00fablica, o jornal &#8220;A Rep\u00fablica&#8221;.      Depois do fechamento, Augusto Fomm e Miranda Azevedo fundaram em sua casa      no Catete o 2\u00b0 Clube Republicano, que foi o maior foco do republicanismo no      Brasil.<\/p>\n<p> Augusto Fomm teve grande influ\u00eancia no in\u00edcio do movimento em Santos, para      onde vinha frequentemente, mas n\u00e3o pode desfrutar da vit\u00f3ria nem gozar a merecida      fama porque faleceu em 1887, ficando as gl\u00f3rias para aqueles que aderiram      ao movimento quando j\u00e1 era certo o seu triunfo.<\/p>\n<p> <strong>1870-1874 &#8211; O pioneiro Xavier da Silveira<\/strong><\/p>\n<p> O santista Xavier da Silveira foi grande propagandista das id\u00e9ias republicanas      na capital da Prov\u00edncia, convocando com\u00edcios e fazendo representa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas      contra a situa\u00e7\u00e3o. Figura de valor e grandemente respeitado at\u00e9 por seus advers\u00e1rios,      era um elo de converg\u00eancia das duas sociedades: Santos e S\u00e3o Paulo. Em 1874,      quando ele faleceu em sua casa dos Quart\u00e9is vitimado pela peste, houve um      enfraquecimento do movimento na cidade, envolvida que estava nas atividades      abolicionistas.<\/p>\n<p> <strong>1872 &#8211; Cresce o movimento republicano no estado<\/strong><\/p>\n<p> O movimento republicano teve um surto de crescimento a partir de 1872, com      a realiza\u00e7\u00e3o de pequeno congresso na casa de Am\u00e9rico Brasiliense em janeiro      daquele ano. Em abril acontece a famosa Conven\u00e7\u00e3o de Itu, que reuniu representantes      de 17 cidades da Prov\u00edncia, e em julho se realiza o Primeiro Congresso Republicano      de S\u00e3o Paulo, com representantes de 29 cidades, reuni\u00e3o que se repetiria em      abril de 1874. Santos participou ativamente de todas as preliminares do movimento      reformador e do nascimento do republicanismo em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p> <strong>1878 &#8211; Surge o &#8220;Raio&#8221;<\/strong><\/p>\n<p> Um dos grandes fatores que contribu\u00edram para a dissemina\u00e7\u00e3o do ideal republicano      em Santos foi o aparecimento de &#8220;O Raio&#8221;, \u00f3rg\u00e3o de combate e propaganda,      inflamado como o nome que tinha, precursor da a\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica de Santos      em favor do novo regime. Foi fundado por Ant\u00f4nio Manuel Fernandes, Padre Francisco      Gon\u00e7alves Barroso, Sacramento Macuco e Dr. Hyppolito da Silva, todos de muito      valor e prest\u00edgio na sociedade santista. Esses homens desempenharam papel      fundamental no desenvolvimento do ideal republicano, principalmente pela f\u00e9      e convic\u00e7\u00e3o com que previam a transforma\u00e7\u00e3o do regime ainda distante.<\/p>\n<p> <strong>1879 &#8211; Forma\u00e7\u00e3o do N\u00facleo Republicano<\/strong><\/p>\n<p> Entre 1878 e 1879 se formava em Santos o &#8220;N\u00facleo Republicano&#8221;,      de onde partiria a bandeira da revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social. O &#8220;N\u00facleo&#8221;      trazia grandes nomes da \u00e9poca como propagandistas de frente: Garcia Redondo      (catequizado pelo grande Xavier da Silveira), Henrique Porchat e Victorino      Porchat, que foram seus primeiros presidentes, al\u00e9m de Alexandre Martins Rodrigues,      Antonio Carlos da Silva Teles e outros.<\/p>\n<p> <strong>1881 &#8211; Os republicanos elegem seu primeiro vereador<\/strong><\/p>\n<p> A grande massa popular, nessa \u00e9poca envolvida com os ideais e atividades      abolicionistas, somente come\u00e7ou a se contaminar pelas id\u00e9ias republicanas      a partir de 1881, quando os paladinos do movimento antimon\u00e1rquico de Santos      puderam penetrar na C\u00e2mara pela elei\u00e7\u00e3o. Assim, nesse ano Santos elege o seu      primeiro vereador republicano: Francisco Em\u00edlio de S\u00e1. Na elei\u00e7\u00e3o de 1883,      mais dois republicanos entram para a C\u00e2mara de Santos: Joaquim Manoel Alves      de Lima e Francisco de Paula Ribeiro.<\/p>\n<p> <strong>1886 &#8211; A atua\u00e7\u00e3o de Vicente de Carvalho<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-023.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"132\" height=\"169\" \/><br \/>\n     Vicente de Carvalho<\/strong><\/p>\n<p> Vicente de Carvalho era nome expressivo do jornalismo e se juntara a Martim      Francisco para formar a mais forte dupla da propaganda jornal\u00edstica de Santos      em favor da rep\u00fablica. Publicava artigos em todos os jornais, pequenos ou      grandes. Ficou famoso seu primeiro artigo de cr\u00edtica pol\u00edtica, intitulado      &#8220;Um Tr\u00e2nsfuga&#8221; e publicado no &#8220;Piratiny&#8221;, onde ele manifesta      sua desaprova\u00e7\u00e3o ao ato do ent\u00e3o companheiro Rodolpho Fabrino, por este ter      mudado para o Partido Conservador em troca de um emprego p\u00fablico.<\/p>\n<p> <strong>O artigo terminava assim:<\/strong>\u00a0&#8220;Abandonem      o Partido Republicano os que n\u00e3o tem a coragem de suas convic\u00e7\u00f5es; vendam-se      aqueles cuja honestidade tem pre\u00e7o! Deixando \u00e0 margem essas podrid\u00f5es que      a maculam, a corrente republicana engrossa dia a dia. O futuro \u00e9 nosso!&#8221;      Esse artigo entraria para a hist\u00f3ria da sociedade santista.<\/p>\n<p> <strong>1887 &#8211; O papel de Silva Jardim<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-024.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"189\" height=\"376\" \/><br \/>\n     Silva Jardim<\/strong><\/p>\n<p> Silva Jardim foi um dos maiores republicanos brasileiros, e como tal foi      homenageado pela C\u00e2mara e chamado o &#8220;Ap\u00f3stolo da Rep\u00fablica&#8221; ainda      na vig\u00eancia do governo imperial. Aqui ele mantinha o Externato Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio,      cujos interesses praticamente abandonou nos \u00faltimos anos da campanha para      entregar-se a ela totalmente.<\/p>\n<p> Not\u00e1vel propagandista do movimento, realizava confer\u00eancias onde quer que      fosse, especialmente nos lugares onde \u00eda o Conde d&#8217;Eu, em sua excurs\u00e3o pol\u00edtica      pelas Prov\u00edncias brasileiras. Silva Jardim seguia o Conde como uma sombra      e para cada discurso monarquista deste, mais alta e mais forte se erguia a      voz do ardoroso republicano. Uma ocasi\u00e3o, no interior dominado pelo coronelismo      mon\u00e1rquico e pelos bar\u00f5es do Imp\u00e9rio, foi apedrejado e amea\u00e7ado de morte &#8211;      ele abriu o palet\u00f3, oferecendo o peito \u00e0s balas e disse: &#8211; &#8220;Atirem! A      morte para mim \u00e9 um acidente da vida&#8230;&#8221; Tal era o destemor deste homem,      cujo papel no advento da Rep\u00fablica n\u00e3o foi inteiramente reconhecido, como      atesta um retalho de jornal carioca anos depois: &#8220;&#8230; Feita a Aboli\u00e7\u00e3o,      a propaganda republicana tomou um incremento extraordin\u00e1rio gra\u00e7as a Silva      Jardim. &#8230;<\/p>\n<p> A maneira pela qual a Rep\u00fablica procedeu com esse grande, com esse estupendo      propagandista, \u00e9 uma p\u00e1gina infame nos seus anais. &#8230; A Constitui\u00e7\u00e3o Federal      chama Benjamin Constant de O Fundador da Rep\u00fablica. \u00c9, de fato, prov\u00e1vel que      sem ele, no dia 15 de Novembro, a Rep\u00fablica n\u00e3o tivesse sido feita. S\u00f3 prov\u00e1vel.      Mas \u00e9 certo, absolutamente certo, para todos os que viveram no Rio de janeiro,      em 1888 e 1889, que sem Silva Jardim ningu\u00e9m pensaria sequer nesta solu\u00e7\u00e3o.      &#8230;Quem, sem o conhecer, visse surgir no palco de qualquer teatro aquele gafanhotinho,      n\u00e3o daria nada por aquela figura insignificante. Mas assim que come\u00e7ava a      falar, havia um deslumbramento. Discutia e comovia. Nada de ret\u00f3rico palavroso:      era um homem instru\u00eddo, um argumentador poderoso.&#8221;<\/p>\n<p> <strong>1887 &#8211; Dobra o n\u00famero de republicanos na C\u00e2mara<\/strong><\/p>\n<p> Em 1887, express\u00e3o do crescimento do sentimento popular contra a monarquia,      dobra o n\u00famero de vereadores republicanos eleitos: Am\u00e9rico Martins dos Santos,      Guilherme Alves Souto, Padre Francisco Alves Barroso e Antonio Carlos da Silva      Teles. O mandato para a verean\u00e7a de 1887-1889 entraria para a hist\u00f3ria santista      pelo papel que desempenhou na fase final dos dois movimentos (o abolicionista      e o republicano) e durante a crise acarretada por umas das maiores epidemias      que atacou Santos.<\/p>\n<p> <strong>1887 &#8211; Cresce a campanha em Santos e no pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p> J\u00e1 abolira Santos a escravid\u00e3o em 1886 e nos anos seguintes cresce a campanha      republicana, destacando os nomes de Silva Jardim, grande arauto da Rep\u00fablica,      Antonio Bento, cuja palavra arrebatava multid\u00f5es, Rubim C\u00e9sar, magn\u00edfico e      exaltado orador, Vicente de Carvalho, poeta inspirado e jornalista destemido,      e ainda Martim Francisco, Henrique Porchat, Antonio Lacerda Franco, Am\u00e9rico      Martins dos Santos, Victorino Porchat, Pe. Francisco Gon\u00e7alves Barroso, Antonio      Manoel Fernandes, Manoel Franco de Ara\u00fajo Viana, Antonio Carlos da Silva Teles,      Guilherme Souto, J\u00falio Ribeiro, Gale\u00e3o Carvalhal, Gast\u00e3o Bousquet, Joaquim      Montenegro, Jos\u00e9 Alves Souto, Antonio Augusto Bastos, Jo\u00e3o Guerra e muitos      outros nomes de grande valor na campanha. Em 1888, ao lado do Rio de Janeiro      e S\u00e3o Paulo, Santos j\u00e1 era o terceiro p\u00f3lo do movimento republicano no Brasil.<\/p>\n<p> <strong>1888 &#8211; O levante da Pol\u00edcia em S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p> No pa\u00eds o n\u00famero de adeptos da Rep\u00fablica aumenta notadamente depois da aboli\u00e7\u00e3o,      devido \u00e0 ades\u00e3o de muitos escravocratas que apoiavam a monarquia justamente      por ser ela escravagista. Na noite de 2 de novembro de 1888 h\u00e1 um levante      no 17\u00b0 Batalh\u00e3o de Linha, provocado pelo Chefe de Pol\u00edcia de S\u00e3o Paulo, que      logo foi demitido pelo governo, n\u00e3o sem o protesto e a aclama\u00e7\u00e3o delirante      do povo e da imprensa. O sentimento do republicanismo j\u00e1 estava t\u00e3o arraigado      em toda a Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo que por pouco a Rep\u00fablica n\u00e3o foi proclamada      aqui.<\/p>\n<p> <strong>1889 &#8211; A peste ataca Santos<\/strong><\/p>\n<p> No princ\u00edpio de 1889 Santos \u00e9 atacada pela peste negra, numa das maiores      e mais violentas epidemias que j\u00e1 haviam assolado a cidade. Em mar\u00e7o j\u00e1 se      contavam 360 mortos. A C\u00e2mara Municipal presidida por J\u00falio Concei\u00e7\u00e3o logo      esgotou o pobre or\u00e7amento que tinha, e foi ajudada pelo Partido Republicano      e pela Imprensa local.<\/p>\n<p> O governo Provincial, ent\u00e3o conservador, em repres\u00e1lia pol\u00edtica \u00e0 atitude      liberal santista, fingia n\u00e3o ouvir os apelos do povo angustiado. A Corte mantinha-se      indiferente ao sofrimento de Santos e Campinas (onde assolava a mesma peste).      Todas as iniciativas de socorro \u00e0 popula\u00e7\u00e3o partiram de particulares. Conservadores      e republicanos se uniram no combate \u00e0 febre, captando recursos entre os mais      abastados. O pr\u00f3prio J\u00falio Concei\u00e7\u00e3o foi um dos maiores contribuintes. Do      Rio de Janeiro vieram freiras e estudantes de medicina por sua pr\u00f3pria conta.      Na capital, J\u00falio de Mesquita, pelo jornal &#8220;A Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo&#8221;,      abriu uma subscri\u00e7\u00e3o em favor dos flagelados santistas e quase toda a imprensa      de S\u00e3o Paulo deu seu apoio a Santos.<\/p>\n<p> <strong>1889 &#8211; O descaso do Imp\u00e9rio gera revolta<\/strong><\/p>\n<p> At\u00e9 mesmo a desgra\u00e7a sobre Santos produziu resultado positivo ao movimento      republicano. Em abril, o Governador da Prov\u00edncia Jo\u00e3o Alfredo enviou a Santos      a quantia de um conto de r\u00e9is do pr\u00f3prio bolso, no que ele chamou &#8220;ato      de generosidade e comisera\u00e7\u00e3o&#8221;. Os republicanos santistas se ofenderam      e J\u00falio Concei\u00e7\u00e3o, mesmo sendo conservador, solidarizou-se com os companheiros      e recusou o dinheiro, num ato que traduzia o sentimento comum. Este fato teve      grande repercuss\u00e3o em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro, gerando protestos e ades\u00f5es,      acirrando a campanha republicana que agitava os dois grandes centros do Brasil.<\/p>\n<p> Em maio a peste estava extinta com um total de 700 mortos. Ao final, o grande      sofrimento santista acentuou e p\u00f4s em relevo o abandono em que o sistema vigente      deixava suas cidades e munic\u00edpios, o atraso de 100 anos em que o pa\u00eds estava      mergulhado nos setores fundamentais da sa\u00fade (higiene p\u00fablica e saneamento)      e da educa\u00e7\u00e3o, as defici\u00eancias da administra\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio, que deixava pouqu\u00edssimos      recursos \u00e0s cidades e Prov\u00edncias com consequente atraso urbano. Enfim, tornou      clara para todos a necessidade urgente de uma reforma na organiza\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio      ou a sua substitui\u00e7\u00e3o por um novo regime, o que no momento s\u00f3 os republicanos      poderiam proporcionar.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-025.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"200\" height=\"254\" \/><br \/>\n<strong>Dom Pedro II<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1889 &#8211; As elei\u00e7\u00f5es e a cis\u00e3o dos republicanos<\/strong><\/p>\n<p> Em junho cai o Governador Jo\u00e3o Alfredo e a equipe conservadora, subindo      ao poder o Partido Liberal, com Gabinete presidido pelo Visconde de Ouro Preto.      Como n\u00e3o tinha a maioria na C\u00e2mara, com a permiss\u00e3o de D. Pedro II ele dissolve      o Parlamento e convoca novas elei\u00e7\u00f5es, que viriam a ser a \u00faltima do Imp\u00e9rio,      a ela concorrendo os partidos Conservador, Liberal e Republicano. Em Santos,      um numeroso grupo de republicanos, por gratid\u00e3o e reconhecimento, resolvem      apoiar o nome de J\u00falio Concei\u00e7\u00e3o para deputado, mas um outro grupo prefere      Bernardino de Campos, que era o candidato efetivo e j\u00e1 havia concorrido anteriormente.      Uma grande reuni\u00e3o p\u00f4s fim \u00e0 disputa e Bernardino foi indicado como candidato.<\/p>\n<p> O primeiro grupo entretanto, insatisfeito com o resultado, indica o nome      de J\u00falio de Mesquita. Era a primeira coisa que uma coisa assim acontecia em      toda a prov\u00edncia: um partido e dois candidatos. Ao final foi eleito Bernardino      de Campos, mas tais fatos provocaram a divis\u00e3o dos republicanos santistas      em duas alas distintas, dissid\u00eancia que duraria algum tempo.<\/p>\n<p> <strong>1889 &#8211; Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. Santos faz festa<\/strong><\/p>\n<p> Por fim, em 15 de novembro de 1889, a Rep\u00fablica \u00e9 proclamada pelo Marechal      Deodoro da Fonseca, no Rio de Janeiro. Em S\u00e3o Paulo, um santista exaltado,      Alfredo Porchat, \u00e0 frente de um grupo de republicanos, invade o pal\u00e1cio do      Governo antes mesmo de efetivar-se a primeira not\u00edcia oficial, e hasteia a      bandeira da Rep\u00fablica diante do povo entusiasmado. Em Santos n\u00e3o foi muito      diferente: nas ruas e nos lares, o povo santista festejou, emocionado, o fim      da monarquia. Um Governo Provis\u00f3rio ou &#8220;Junta Governativa&#8221; foi aclamado      pelo povo e empossado.<\/p>\n<p> Em S\u00e3o Paulo assumiu um triunvirato encabe\u00e7ado por Prudente de Morais, que      adotou o crit\u00e9rio de consultas pr\u00e9vias aos dirigentes de cada localidade.      De Santos subiu duas listas, uma de cada um dos grupos republicanos dissidentes,      das quais o Governo do Estado escolheu a do grupo que apoiara Bernardino de      Campos. Ficou decidido que os governos municipais fossem exercidos por Conselhos      de Intend\u00eancia Municipal, nomeados pelo Presidente. Assim, a primeira Intend\u00eancia      de Santos tinha Xavier Carvalho de Mendon\u00e7a como Presidente e Ernesto C\u00e2ndido      Gomes como Vice-Presidente que assumiram em 21 de fevereiro de 1890.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-026.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"168\" height=\"259\" \/><br \/>\n<strong>Deodoro proclama a Rep\u00fablica.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1890 &#8211; A dissid\u00eancia faz oposi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p> Dessa forma, devido aos desentendimentos da \u00faltima elei\u00e7\u00e3o, a vida sob o      novo regime em Santos come\u00e7ou com os republicanos divididos em duas fortes      fac\u00e7\u00f5es, ambas com a mesma bandeira e ideais, mas em campos completamente      opostos. De um lado, no Centro Republicano, ficam Antonio de Lacerda Franco,      Carvalho de Mendon\u00e7a, Antonio Carlos da Silva Teles, Martinho Leal Ferreira,      Ernesto C\u00e2ndido Gomes, Jo\u00e3o Guerra, Francisco Em\u00edlio de S\u00e1, Antonio Augusto      Bastos, e outros.<\/p>\n<p> De outro lado, no Clube Republicano, est\u00e3o os mais ortodoxos Henrique Porchat,      Vicente de Carvalho, Am\u00e9rico Martins dos Santos, Martim Francisco, Ricardo      Pinto de Oliveira, Manoel Maria Tourinho, Joaquim Montenegro, Narciso de Andrade,      Carlos Afonseca, Augusto Mesquita, e outros. Estes \u00faltimos fundam o jornal      &#8220;Di\u00e1rio da Manh\u00e3&#8221;, sendo entregue a Vicente de Carvalho a sua dire\u00e7\u00e3o.      Por sua vez, o outro grupo tamb\u00e9m funda um jornal sob a dire\u00e7\u00e3o de Hor\u00e1cio      de Carvalho: &#8220;O Nacional&#8221;.<\/p>\n<p> <strong>1891 &#8211; Santistas &#8220;dep\u00f5em&#8221; o presidente de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p> Am\u00e9rico Brasiliense fora eleito Presidente do Estado. Nessa \u00e9poca, o ambiente      em Santos era o de um caldeir\u00e3o fervente. Ainda havia na cidade muitos monarquistas      convictos, a luta entre as duas fac\u00e7\u00f5es republicanas aumentava o temor de      uma reviravolta pol\u00edtica e da volta da monarquia e corriam soltos os boatos      de uma revolu\u00e7\u00e3o carioca para a restaura\u00e7\u00e3o da antiga ordem. Foi em dezembro      desse ano que o Marechal Deodoro aplicou seu conhecido golpe de Estado, ao      qual o Presidente de S\u00e3o Paulo aderiu pronta e arbitrariamente.<\/p>\n<p> Os santistas chocados lan\u00e7aram protestos e manifestos convocando o povo      at\u00e9 \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o armada ao Presidente, com Vicente de Carvalho fazendo grande      agita\u00e7\u00e3o, imbu\u00eddo da id\u00e9ia de dep\u00f4-lo. A pol\u00edcia \u00e9 chamada para prend\u00ea-lo      e restabelecer a ordem, mas ele se entrincheira no &#8220;Di\u00e1rio da Manh\u00e3&#8221;.<\/p>\n<p> No dia 14, depois de passeatas e at\u00e9 tiroteio com a pol\u00edcia, o povo inspirado      no exemplo de Vicente de Carvalho &#8220;resolve depor&#8221; o Presidente com      uma mo\u00e7\u00e3o e a organiza\u00e7\u00e3o de um batalh\u00e3o patri\u00f3tico para sustentar, se preciso      pelas armas, as resolu\u00e7\u00f5es da hist\u00f3rica mo\u00e7\u00e3o. Hist\u00f3rica porque, no dia seguinte      Am\u00e9rico Brasiliense renuncia ao cargo e assume o seu Vice Cerqueira C\u00e9sar,      integrante do Clube Republicano de Santos.<\/p>\n<p> <strong>1893 &#8211; A &#8220;Revolta da Armada&#8221; amea\u00e7a Santos<\/strong><\/p>\n<p> Em 1892 a C\u00e2mara santista j\u00e1 funcionava e preparava uma Constitui\u00e7\u00e3o, mas      o inconformismo fermentava no Rio de Janeiro, contaminando S\u00e3o Paulo e Santos.      De fato, no in\u00edcio de 1893 diversos vereadores de oposi\u00e7\u00e3o interna renunciaram.      Em setembro estoura no Rio a chamada &#8220;Revolta da Armada&#8221;. Bernardino      de Campos, ent\u00e3o Presidente de S\u00e3o Paulo, \u00e9 avisado por Floriano Peixoto do      risco da invas\u00e3o de Santos pelos revoltosos.<\/p>\n<p> Bernardino manda um batalh\u00e3o e muni\u00e7\u00e3o para refor\u00e7ar a defesa, que contava      tamb\u00e9m com a presen\u00e7a no porto do cruzador &#8220;Centauro&#8221;. Por\u00e9m, com      a not\u00edcia do bombardeio do Rio pelos revoltosos, a tripula\u00e7\u00e3o do &#8220;Centauro&#8221;      abandona o navio e foge, deixando abertas as v\u00e1lvulas de flutua\u00e7\u00e3o do navio,      que afunda na Ponta da Praia. Em setembro 4 navios da Armada revoltosa, com      artilharia muito mais poderosa do que a defesa que se preparara, amea\u00e7am Santos      e bloqueiam o porto.<\/p>\n<p> <strong>1893 &#8211; A bravura de Bernardino une os republicanos<\/strong><\/p>\n<p> Bernardino de Campos, avisado da grave situa\u00e7\u00e3o, vem a Santos para encorajar      os militares e lutar ele mesmo, se preciso for. Em seu rastro descem amigos,      deputados e seu pr\u00f3prio filho, e todos se engajam nas for\u00e7as de defesa. Na      manh\u00e3 do dia 20 os revoltosos atiram contra a Fortaleza da Barra Grande, que      responde aos disparos juntamente com o Forte Augusto. A troca de tiros continua      por cerca de 2 horas, at\u00e9 que tudo para de repente e os navios se retiram.<\/p>\n<p> Desses fatos, um epis\u00f3dio ficou c\u00e9lebre e contribuiu para mudar o cen\u00e1rio      pol\u00edtico de Santos. No meio do bombardeio, com um disparo vindo em dire\u00e7\u00e3o      ao forte, Bernardino se levanta e o tenente-coronel Aires da Gama, seu ajudante      de ordens, corre para for\u00e7\u00e1-lo a abaixar-se, gritando em voz de comando: &#8211;      &#8220;Abaixem-se todos!&#8221; Todos se abaixam, exceto Bernardino, que se      ergue ainda mais e responde ao amigo: &#8211; &#8220;S\u00e3o Paulo n\u00e3o se abaixa!&#8221;      A bala passa a pouca dist\u00e2ncia de sua cabe\u00e7a e explode num galp\u00e3o mais atr\u00e1s.<\/p>\n<p> O ataque e a bravura de Bernardino abalam a for\u00e7a moral da ala republicana      mais ortodoxa, at\u00e9 ent\u00e3o afastada do Presidente do Estado. A visita de Cerqueira      C\u00e9sar completa o processo de ades\u00e3o.<\/p>\n<p> <strong>1893 &#8211; Preso Martim Francisco<\/strong><\/p>\n<p> Na \u00e9poca do ataque era Presidente da C\u00e2mara Municipal um dos membros mais      violentos do Clube Republicano: Am\u00e9rico Martins. Por ocasi\u00e3o das provid\u00eancias      de defesa, ele se declarara antiflorianista e o governo mandara prend\u00ea-lo,      bem como a Martim Francisco e outros.<\/p>\n<p> Am\u00e9rico Martins conseguira fugir, mas o amigo fora preso. O aguerrido republicano      participou das &#8220;pazes&#8221; com a outra ala republicana, mas renunciou      em outubro de 1893, n\u00e3o antes de mandar um telegrama a seu grande amigo, General      Francisco Glic\u00e9rio, ent\u00e3o Presidente da C\u00e2mara Federal e homem forte de Floriano      Peixoto, no qual pedia a liberdade de Martim Francisco. O pedido foi concedido.      Martim Francisco foi solto, atribuindo o &#8220;milagre&#8221; ao fato de ser      um Andrada. Somente muito depois ele soube o que realmente acontecera.<\/p>\n<p> <strong>1893 &#8211; Os santistas se irmanam para a luta<\/strong><\/p>\n<p> A defesa da cidade continuou sendo refor\u00e7ada com a chegada de mais armas      e muni\u00e7\u00e3o. Agora confiante na lealdade da gente santista, Floriano Peixoto      manda a artilharia pesada que faltara na hora do ataque. Por sua vez, os republicanos      formaram diversos batalh\u00f5es patri\u00f3ticos da mocidade, prontos para a luta.      O de Quintino de Lacerda era um s\u00edmbolo vivo de fraternidade: um grande batalh\u00e3o      formado de brancos e negros irmanados, tendo \u00e0 frente o negro Quintino em      sua farda de Major da Guarda Nacional. Estavam de novo os santistas unidos      na defesa do ideal que todos tanto lutaram para conquistar: a P\u00e1tria Republicana!<\/p>\n<p> <strong>1894 &#8211; A primeira Constitui\u00e7\u00e3o Municipal<\/strong><\/p>\n<p> Em 1894, sob a presid\u00eancia do Dr. Manoel Maria Tourinho, a C\u00e2mara entrega      ao Munic\u00edpio a primeira Constitui\u00e7\u00e3o Municipal, que seria cassada no ano seguinte      pelos pr\u00f3prios vereadores.<\/p>\n<p> <strong>1895 &#8211; Santos elege o primeiro vereador negro<\/strong><\/p>\n<p> Nas elei\u00e7\u00f5es de 1895 um dos vereadores eleitos \u00e9 o negro analfabeto Quintino      de Lacerda, cujo valor ficou conhecido nas campanhas abolicionista e republicana.      Sua posse \u00e9 negada e ele recorre \u00e0 Justi\u00e7a para fazer valer seu direito.<\/p>\n<p> Manoel Tourinho, prevendo o desfecho do caso, j\u00e1 renunciara, quando Quintino      se apresenta com um ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de rela\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo. Sacramento      Macuco, ent\u00e3o na presid\u00eancia, lhe d\u00e1 a posse mas renuncia em seguida. Nem      tanto por ser negro, mas por ser analfabeto, muitos ainda se op\u00f5em \u00e0 presen\u00e7a      de Quintino.<\/p>\n<p> <strong>1894 &#8211; Santos volta ao sistema de Intend\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p> As agita\u00e7\u00f5es que se seguiram \u00e0 posse de Quintino fez com que alguns vereadores      considerassem ilegal e inconstitucional a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o promulgada      no ano anterior. Assim, ela \u00e9 cassada e Santos volta ao sistema se Intend\u00eancia,      com um Intendente Geral ou Prefeito-Intendente indicado pela C\u00e2mara.<\/p>\n<p> <strong>1907 &#8211; Criada a Prefeitura Municipal de Santos<\/strong><\/p>\n<p> Em dezembro de 1907, por for\u00e7a de Lei Estadual, decretou-se a elei\u00e7\u00e3o direta      e popular em Santos, o que se daria no ano seguinte. Na pr\u00e1tica, estava criada      a Prefeitura Municipal e a separa\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas poderes em Santos, que entraria      na mais produtiva e progressista d\u00e9cada de sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<h2> Gente que fez hist\u00f3ria<\/h2>\n<p> Aqui figuram algumas pessoas que se destacaram no seu tempo e de alguma      forma contribu\u00edram para a grandeza da cidade de Santos, seja para a sua forma\u00e7\u00e3o,      seu desenvolvimento ou sua proje\u00e7\u00e3o. A ordem dos nomes procura seguir uma      linha do tempo.<\/p>\n<p>\n<strong>Per\u00edodo Colonial (at\u00e9 1822)<\/strong><\/p>\n<p> Alexandre de Gusm\u00e3o (1695-1753)<\/p>\n<p> Ana Pimentel<\/p>\n<p> Antonio Carlos Ribeiro de Andrada (1773-1845)<\/p>\n<p> Bartolomeu de Gusm\u00e3o (1685-1724)<\/p>\n<p> Br\u00e1s Cubas (1508-1592)<\/p>\n<p> Brigadeiro Galv\u00e3o de Moura Lacerda (1770-1834)<\/p>\n<p> Comendador Martins (1792-1861)<\/p>\n<p> Conselheiro Jos\u00e9 Ricardo (1787-1846)<\/p>\n<p> Jos\u00e9 Adorno<\/p>\n<p> Jos\u00e9 de Anchieta (1534-1597)<\/p>\n<p> Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva (1763-1838)<\/p>\n<p> Marqu\u00eas de S\u00e3o Vicente (1803-1878)<\/p>\n<p> Martim Afonso de Souza (1500-1571)<\/p>\n<p> Martim Francisco Ribeiro de Andrada (1775-1844)<\/p>\n<p> Padre Gon\u00e7alo Monteiro<\/p>\n<p> Visconde de S\u00e3o Leopoldo (1774-1847)<\/p>\n<p> <strong>Per\u00edodo Imperial (de 1823 a 1889)<\/strong><\/p>\n<p> Afonso Francisco Veridiano (1860-1923)<\/p>\n<p> Alberto Souza (1870-1927)<\/p>\n<p> Am\u00e9rico Martins dos Santos (1852-1931)<\/p>\n<p> Antonio Manoel Fernandes (1843-1910)<\/p>\n<p> Augusto Fomm (1827-1887)<\/p>\n<p> Bar\u00e3o Aguiar de Andrada (1825-1892)<\/p>\n<p> Bar\u00e3o de Paranapiacaba (1827-1915)<\/p>\n<p> Benedicto Calixto (1853-1927)<\/p>\n<p> Ces\u00e1rio Bastos (1849-1937)<\/p>\n<p> Comendador Alfaya Rodrigues (1850-1941)<\/p>\n<p> Comendador Ferreira Neto<\/p>\n<p> Conselheiro N\u00e9bias (1811-1872)<\/p>\n<p> Eduardo Ferreira (1858-1905)<\/p>\n<p> Gale\u00e3o Carvalhal (1859-1924)<\/p>\n<p> Gast\u00e3o Bousquet (1870-1918)<\/p>\n<p> J\u00falio Concei\u00e7\u00e3o (1864-1938)<\/p>\n<p> Quintino de Lacerda<\/p>\n<p> Sacramento Macuco (1851-1901)<\/p>\n<p> Saturnino de Brito (1864-1929)<\/p>\n<p> Thomaz Azevedo (1820-1896)<\/p>\n<p> Vasconcelos Tavares (1842-1913)<\/p>\n<p> Vicente de Carvalho (1866-1924)<\/p>\n<p> Vieira de Carvalho (1842-1899)<\/p>\n<p> Visconde de Embar\u00e9 (1824-1887)<\/p>\n<p> Xavier da Silveira (1840-1874)<\/p>\n<p> <strong>Per\u00edodo Republicano e Moderno<\/strong><\/p>\n<p> Adolfo Porchat de Assis (1868-1933)<\/p>\n<p> Afonso Schmidt (1890-1964)<\/p>\n<p> Amazonas Duarte (1898-1979)<\/p>\n<p> Francisco Martins dos Santos (1903-1978)<\/p>\n<p> Guedes Coelho (1879-1951)<\/p>\n<p> Jos\u00e9 Domingues Martins (1864-1924)<\/p>\n<p> Manoel Vicente do Nascimento J\u00fanior (1876-1959)<\/p>\n<p> Martins Fontes (1884-1937)<\/p>\n<p> Pl\u00ednio Marcos (1935-1999)<\/p>\n<p> Ruy Ribeiro Couto (1898-1963)<\/p>\n<h2> A Administra\u00e7\u00e3o de Santos ao longo da hist\u00f3ria<\/h2>\n<p> <strong>O in\u00edcio do Conselho da Vila<\/strong><\/p>\n<p> A vida legal e administrativa de Santos come\u00e7a com a sua eleva\u00e7\u00e3o \u00e0 Vila,      em data prov\u00e1vel de novembro de 1546, e com a consequente cria\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara,      ent\u00e3o chamada Conselho da Vila. Naquela \u00e9poca, Br\u00e1s Cubas era o Capit\u00e3o-Mor      desde 1545 e Pedro Martins Namorado, na qualidade de Juiz Ped\u00e2neo desde 1544,      deve ter sido o prov\u00e1vel Presidente do primeiro Conselho.<\/p>\n<p> Seus integrantes eram nomeados pelo Capit\u00e3o-Mor da Capitania e tinham imunidades:      n\u00e3o podiam ser presos, processados ou suspensos, a n\u00e3o ser por ordem r\u00e9gia.      Ao Conselho competia a organiza\u00e7\u00e3o das posturas, a aferi\u00e7\u00e3o de pesos e medidas,      a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos comest\u00edveis, o zelo pelo asseio e o policiamento      da povoa\u00e7\u00e3o, e qualquer resolu\u00e7\u00e3o sua poderia ser vetada pelo Capit\u00e3o-Mor,      que era a autoridade m\u00e1xima. Infelizmente, pouqu\u00edssimos documentos restaram      daqueles primeiros tempos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-027.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"263\" \/><br \/>\n<strong>A primeira Casa do Conselho situava-se onde hoje est\u00e1 a Alf\u00e2ndega.      De in\u00edcio era um pobre e pequeno edif\u00edcio que foi sendo aumentado ao longo      do tempo, at\u00e9 se transformar nesse edif\u00edcio que ficou conhecido como &#8220;Palacete&#8221;.      Em 1585 foi doado aos jesu\u00edtas para a instala\u00e7\u00e3o de seu mosteiro, col\u00e9gio      e igreja (tela de B. Calixto).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>A Administra\u00e7\u00e3o no in\u00edcio do Primeiro Imp\u00e9rio<\/strong><\/p>\n<p> Em 1822, em suas atas das sess\u00f5es, a C\u00e2mara de Santos se denominava &#8220;Casas      da C\u00e2mara e Passos do Conselho&#8221;. Compunha-se de um Presidente, que era      o Juiz de Fora, tr\u00eas Vereadores e um Procurador, todos nomeados pelo Governador      da Prov\u00edncia. Ap\u00f3s a Independ\u00eancia as C\u00e2maras de Santos passaram a ser eleitas      em sess\u00f5es conjuntas dos Vereadores e dos republicanos e &#8220;homens bons      da Vila&#8221;. Em 1826 as nomea\u00e7\u00f5es passam a ser feitas pelos &#8220;Pelouros      do Desembargo do Pa\u00e7o&#8221;, feitas pelo Imperador ap\u00f3s a escolha dos &#8220;pelouros&#8221;      ou &#8220;pelotas&#8221; de cera que continham os nomes propostos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-006.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"262\" \/><br \/>\n<strong>Este pr\u00e9dio da antiga Rua Direita ficava quase em frente ao Carmo      (atual Pra\u00e7a da Rep\u00fablica) e passou a sediar a Casa da C\u00e2mara e Cadeia em      1585. Em 1697 foi totalmente reconstru\u00eddo, e serviu \u00e0 C\u00e2mara at\u00e9 1869, quando      foi vendido para demoli\u00e7\u00e3o (Tela de Benedito Calixto).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1828 &#8211; O Conselho Geral da Prov\u00edncia determina a C\u00e2mara de Santos<\/strong><\/p>\n<p> Em 1828 \u00e9 criado o Conselho Geral da Prov\u00edncia, sendo eleito por Santos,      como Conselheiro Provincial, o Capit\u00e3o Antonio Martins dos Santos. O Conselho      Geral criaria os Ju\u00edzes de Paz, os Promotores P\u00fablicos e os Ju\u00edzes de Fato      (Ju\u00edzes de Direito) que deveriam substituir os Ju\u00edzes de Fora e assumir o      cargo da Presid\u00eancia das Casas de Conselho. Nesse mesmo ano \u00e9 promulgada Lei      estabelecendo elei\u00e7\u00e3o para os membros das C\u00e2maras Municipais e baixando as      instru\u00e7\u00f5es para a elei\u00e7\u00e3o, feita por Mesa Eleitoral composta pelos &#8220;eleitores&#8221;      da par\u00f3quia. Em 1829 o antigo Conselho passa a ser integrado por seis membros      e a chamar-se Casa da C\u00e2mara e, em 1830, Pa\u00e7o da C\u00e2mara Municipal, com sete      membros.<\/p>\n<p> <strong> <br \/>\n     1835 &#8211; Os prefeitos que n\u00e3o contaram<\/strong><\/p>\n<p> At\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o existia, tal como conhecemos, a figura executiva do Prefeito      ou Chefe do Executivo Municipal, mas em pleno Imp\u00e9rio, a Lei n\u00b0 38 de 3 de      outubro de 1834, cria o cargo de Prefeito.<\/p>\n<p> De acordo com a Lei, a C\u00e2mara da Vila de Santos deveria propor em lista      tr\u00edplice os nomes de tr\u00eas pessoas capazes de ocupar o cargo, lista que seria      submetida \u00e0 escolha do Presidente da Prov\u00edncia. Assim, em maio de 1835 a C\u00e2mara      de Santos elege os integrantes da primeira lista tr\u00edplice: Cap. Antonio Martins      dos Santos, Luiz Pereira de Campos Vergueiro e Dr. Joaquim Oct\u00e1vio N\u00e9bias,      sendo este \u00faltimo o nome escolhido pelo Governo Provincial.<\/p>\n<p> Joaquim Oct\u00e1vio N\u00e9bias tornava-se o primeiro Prefeito de Santos, comas mesmas      atribui\u00e7\u00f5es dos primeiros Intendentes da Rep\u00fablica. Entretanto, por ter sido      eleito Deputado Provincial, Oct\u00e1vio N\u00e9bias fica apenas um m\u00eas no cargo, sendo      substitu\u00eddo por Joaquim Jos\u00e9 Vieira de Carvalho, que exerce o cargo por pouco      mais de 3 meses. Ainda no mesmo ano de 1835 \u00e9 nomeado e empossado o terceiro      Prefeito de Santos, o Padre Jos\u00e9 Ign\u00e1cio Rodrigues de Carvalho, que permaneceu      no cargo durante alguns anos. N\u00e3o se tem registro de outros Prefeitos empossados      nessas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p> Em 1839 Santos \u00e9 elevada \u00e0 categoria de cidade. Em 1841 o n\u00famero de membros      da C\u00e2mara se eleva para oito e em 1860 s\u00e3o nove os integrantes.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-028.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"240\" \/><br \/>\n<strong>Nossa conhecida &#8220;Cadeia Velha&#8221; foi constru\u00edda para sediar      a Casa da C\u00e2mara e Cadeia. Sua constru\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio em 1836, mas s\u00f3 foi      conclu\u00edda em 1866, quando para l\u00e1 se transferiu a Cadeia, o F\u00f3rum, o Tribunal      do J\u00fari, o Conselho Municipal de Recursos e as 3 Varas da cidade. Mas somente      em 1870 a agora chamada C\u00e2mara Municipal passou a funcionar no novo pr\u00e9dio      (img. Monte Serrat).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1889 &#8211; O governo provis\u00f3rio ap\u00f3s a Rep\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p> Com a proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica a 15 de novembro de 1889, Santos aclama uma      Junta Governativa para dirigir provisoriamente a cidade. Dela faziam parte:      Antonio de Lacerda Franco, Ernesto C\u00e2ndido Gomes, Antonio Carlos da Silva      Teles, Martim Francisco Ribeiro de Andrada, Walter Wright, Le\u00e3o Luiz Ribeiro,      Jos\u00e9 Azur\u00e9m Costa J\u00fanior, Guilherme Jos\u00e9 Alves Souto, Henrique Porchat e Manoel      Franco de Ara\u00fajo Vianna.<\/p>\n<p> <strong>1890 &#8211; O novo Conselho de Intend\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p> Em 1890 o governo do Estado cria os Conselhos de Intend\u00eancia cujos membros,      nomeados pelo Governador, exerceriam o poder municipal. O primeiro Conselho      de Intend\u00eancia de Santos, criado por of\u00edcio do ent\u00e3o Presidente da Prov\u00edncia      Prudente de Moraes, era assim constitu\u00eddo: Dr. Jos\u00e9 Xavier Carvalho de Mendon\u00e7a      (Presidente), Martinho Leal Ferreira, Luiz Jos\u00e9 dos Santos Dias, Francisco      Em\u00edlio de S\u00e1, Ernesto C\u00e2ndido Gomes, Dr. Jos\u00e9 da Silva Vergueiro, Jos\u00e9 Azur\u00e9m      Costa J\u00fanior, Manoel Franco de Ara\u00fajo Vianna e Jos\u00e9 Serafim Cardoso, que veio      a falecer e foi substitu\u00eddo pelo Dr. Lino Cassiano Jardim.<\/p>\n<p> O Conselho de Intend\u00eancia \u00e9 renovado ao longo dos dois anos seguintes e      administra a cidade at\u00e9 setembro de 1892, quando tem in\u00edcio a primeira legislatura      eleita pelo povo.<\/p>\n<p> <strong>1892-1896 &#8211; A primeira e conturbada legislatura eleita pelo povo<\/strong><\/p>\n<p> A primeira legislatura da C\u00e2mara eleita pelo povo foi marcada por uma onda      de ren\u00fancias entre 1893 e 1894 em raz\u00e3o da Revolta da Armada ocorrida em setembro      de 1893 e que agravou a crise pol\u00edtica entre as alas republicanas da cidade      (veja Hist\u00f3ria). Tamb\u00e9m em 1894 se promulgou a primeira Constitui\u00e7\u00e3o de Santos.<\/p>\n<p> Para completar o clima conturbado, entre os eleitos em 1895 estava Quintino      de Lacerda, o her\u00f3i negro e analfabeto do movimento abolicionista, que acabara      de tomar parte ativa na defesa da Rep\u00fablica durante os eventos de 1893. Jos\u00e9      Andr\u00e9 do Sacramento Macuco, que assumira a Presid\u00eancia, d\u00e1 posse a Quintino      e renuncia em seguida.<\/p>\n<p> O Vereador Olympio Lima manifesta o seu rep\u00fadio afastando-se das sess\u00f5es      da C\u00e2mara que, por falta de quorum, ficam suspensas at\u00e9 1\u00b0 de junho de 1895,      quando Quintino, presente por for\u00e7a judicial, assume a Presid\u00eancia por 15      dias. Quintino de Lacerda tinha o apoio da ala mais radical dos republicanos      (os dissidentes do Centro Republicano) e tamb\u00e9m de grande parte dos republicanos      situacionistas (Clube Nacional), o que lhe dava grande for\u00e7a pol\u00edtica. Em      outra sess\u00e3o, Quintino pleiteia a cassa\u00e7\u00e3o do mandato de Olympio Lima por      sua aus\u00eancia ostensiva sem qualquer justificativa regimental.<\/p>\n<p> Olympio Lima retorna ao plen\u00e1rio em 9 de julho, dia da posse oficial de      Quintino de Lacerda, e renuncia ao cargo, juntamente com Jos\u00e9 Couto e Manoel      Henrique de Lima. Ap\u00f3s sua ren\u00fancia, Olympio Lima, jornalista da &#8220;Tribuna      do Povo&#8221;, dispara as baterias de seu jornal contra Quintino e seus adeptos.      As agita\u00e7\u00f5es que vieram depois agravaram ainda mais a crise, culminando na      cassa\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1894 pelos pr\u00f3prios Vereadores.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-029.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"240\" \/><br \/>\n<strong>Esses edif\u00edcios, no Largo Marqu\u00eas de Monte Alegre, abrigaram a Intend\u00eancia      e a C\u00e2mara Municipal em sua quarta sede. Constitu\u00edam o maior edif\u00edcio civil      do pa\u00eds na \u00e9poca e foram constru\u00eddos em 1867 e 1872 por Ferreira Neto baseado      no boato de que o governo provincial iria se instalar em Santos. (foto Poliant\u00e9ia).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1896-1908 &#8211; Os Intendentes da Santos republicana<\/strong><\/p>\n<p> Ap\u00f3s a cassa\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o, a Santos republicana vive um retrocesso,      retornando ao antigo regime onde o Intendente, figura executiva equivalente      a de prefeito na \u00e9poca, \u00e9 eleito pelos pr\u00f3prios Vereadores. Da segunda legislatura      eleita, que assumiu a 7 de janeiro de 1896, at\u00e9 o final da quinta legislatura      em 15 de janeiro de 1908, ocupam o cargo de Intendente:<\/p>\n<p> 07\/01\/1896 a 07\/04\/1896 Dr. Jacob Itapura de Miranda<br \/>\n     07\/04\/1896 a 09\/07\/1897 Cel. Narciso de Andrade<br \/>\n     09\/07\/1897 a 04\/05\/1898 Antonio Malheiros J\u00fanior<br \/>\n     04\/05\/1898 a 07\/01\/1899 Cel. Joaquim Montenegro<br \/>\n     07\/01\/1899 a 10\/06\/1899 Cel. Jos\u00e9 Moreira de Sampaio<br \/>\n     10\/06\/1899 a 07\/01\/1902 Cap. Adolfo Vaz Guimar\u00e3es<br \/>\n     07\/01\/1902 a 07\/01\/1904 Dr. Francisco Malta Cardoso<br \/>\n     07\/01\/1904 a 07\/01\/1905 Dr. Manoel Gale\u00e3o Carvalhal<br \/>\n     07\/01\/1905 a 31\/05\/1905 Dr. Jo\u00e3o Gale\u00e3o Carvalhal<br \/>\n     31\/05\/1905 a 07\/01\/1906 Cap. Joaquim Mariano de Campos<br \/>\n     07\/01\/1906 a 15\/01\/1908 Carlos Augusto de Vasconcelos Tavares<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-030.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"242\" \/><br \/>\n<strong>No Largo Marqu\u00eas de Monte Alegre a cerim\u00f4nia de posse dos Vereadores      da quarta legislatura da C\u00e2mara eleita pelo voto popular em 1902 (img. Novo      Mil\u00eanio).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1908 &#8211; As primeiras elei\u00e7\u00f5es diretas para Prefeito<\/strong><\/p>\n<p> A Lei Estadual n\u00b0 1.103 de 26\/11\/1907, regulamentada pelo Decreto n\u00b0 1.537      de 03\/12\/1907, vem mudar o cen\u00e1rio pol\u00edtico de Santos e obriga as elei\u00e7\u00f5es      diretas para o cargo de Prefeito.<\/p>\n<p> A 14 de dezembro de 1907 a cidade realiza sua primeira elei\u00e7\u00e3o direta para      Prefeito, o que constitui por si s\u00f3 a cria\u00e7\u00e3o da Prefeitura Municipal de Santos,      com a efetiva separa\u00e7\u00e3o dos poderes. Nessa \u00e9poca exercem o cargo de Prefeito:<\/p>\n<p> 15\/01\/08 a 29\/07\/11 Carlos Augusto de Vasconcelos Tavares &#8211; renuncia em      29\/07\/10; assume Belmiro Ribeiro de Moraes e Silva<\/p>\n<p> 15\/01\/11 a 15\/01\/14 Belmiro Ribeiro de Moraes e Silva<\/p>\n<p> 15\/01\/14 a 15\/01\/17 Carlos Luiz de Afonseca &#8211; renuncia em 01\/02\/16; assume      Manoel Gale\u00e3o Carvalhal<\/p>\n<p> 15\/01\/20 a 15\/01\/23 Cel. Joaquim Montenegro<\/p>\n<p> 15\/01\/23 a 15\/01\/26 Cel. Joaquim Montenegro &#8211; renuncia a 29\/11\/25; assume      Arnaldo Ferreira de Aguiar<\/p>\n<p> 15\/01\/26 a 15\/01\/29 Arnaldo Ferreira de Aguiar &#8211; renuncia em 16\/11\/26; assume      Dr. Jos\u00e9 de Souza Dantas<\/p>\n<p> 15\/01\/29 a 27\/10\/30 Dr. Jos\u00e9 de Souza Dantas<\/p>\n<p> <strong>1930 &#8211; A Revolu\u00e7\u00e3o de 30 e os governos provis\u00f3rios<\/strong><\/p>\n<p> A Revolu\u00e7\u00e3o de 1930, vitoriosa, dissolve as corpora\u00e7\u00f5es legislativas e dep\u00f5e      o Presidente do Estado e os Prefeitos Municipais. Em Santos, o governo da      cidade \u00e9 assumido por uma Junta Governativa nomeada pelo Governo Provis\u00f3rio      do Estado de S\u00e3o Paulo e integrada por Waldemar Le\u00e3o, Dr. Antonio Feliciano      da Silva e Leopoldo de Oliveira Figueiredo, que permanece no poder at\u00e9 30      de novembro de 1931.<\/p>\n<p> A partir da\u00ed, o Governo do Estado passa a nomear Prefeitos Provis\u00f3rios que      administram sem a C\u00e2mara Municipal, cujas atribui\u00e7\u00f5es s\u00e3o assumidas pelo rec\u00e9m      criado Departamento da Municipalidade. S\u00e3o nomeados Prefeitos:<\/p>\n<p> 01\/12\/30 a 12\/04\/31 Dr. Elias Machado de Almeida<br \/>\n     13\/04\/31 a 01\/04\/32 Dr. Antenor Maciel Bu\u00e9<br \/>\n     02\/04\/32 a 02\/04\/35 Dr. Aristides Bastos Machado<br \/>\n     02\/04\/35 a 13\/08\/36 Dr. Antonio Gomide Ribeiro dos Santos<br \/>\n     13\/08\/36 a 15\/10\/36 Dr. Aristides Bastos Machado<br \/>\n     15\/10\/36 a 10\/10\/37 Antonio Iguatemy Martins J\u00fanior<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-031.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"252\" \/><br \/>\n<strong>Em 1939, ano do centen\u00e1rio da eleva\u00e7\u00e3o de Santos \u00e0 categoria de cidade,      foi inaugurado o Pal\u00e1cio Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, um dos mais imponentes edif\u00edcios      da cidade, constru\u00eddo para abrigar a Prefeitura e a C\u00e2mara Municipal (col.      Jo\u00e3o Gerodetti).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1937-1953 &#8211; O Estado Novo e a exce\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p> Atrav\u00e9s do golpe de Estado do Dr. Get\u00falio Vargas, a 10 de novembro de 1937,      \u00e9 instaurado o &#8220;Estado Novo&#8221;. Pela nova Carta Constitucional os      Prefeitos devem ser nomeados pela Interventoria Federal em cada Estado. O      prefeito em exerc\u00edcio na \u00e9poca, Antonio Iguatemy Martins Jr, \u00e9 mantido no      cargo pela Interventoria, mas alguns meses depois dele se exonera. Os Interventores      Federais do Estado de S. Paulo nomeiam como Prefeitos Provis\u00f3rios de Santos:<\/p>\n<p> 10\/10\/37 a 12\/07\/38 Antonio Iguatemy Martins J\u00fanior<br \/>\n     14\/07\/38 a 01\/07\/41 Dr. Cyro de Athayde Carneiro<br \/>\n     01\/07\/41 a 31\/08\/45 Dr. Antonio Gomide Ribeiro dos Santos<br \/>\n     31\/08\/45 a 30\/10\/45 Dr. Lincoln Feliciano da Silva<br \/>\n     30\/10\/45 a 31\/12\/45 Francisco Pa\u00edno<br \/>\n     01\/01\/46 a 30\/01\/47 Dr. Edgardo Boaventura<br \/>\n     31\/01\/47 a 31\/03\/47 Dr. Os\u00f3rio de Souza Leite<br \/>\n     31\/03\/47 a 30\/04\/47 Francisco Pa\u00edno<br \/>\n     30\/04\/47 a 30\/10\/48 Rubens Ferreira Martins<br \/>\n     30\/10\/48 a 01\/08\/49 \u00c1lvaro Rodrigues dos Santos<br \/>\n     02\/08\/49 a 30\/07\/50 Dr. Hernani Botto de Barros<br \/>\n     31\/07\/50 a 18\/12\/50 Rubens Ferreira Martins<br \/>\n     19\/12\/50 a 25\/03\/51 S\u00f3crates Aranha Menezes<br \/>\n     26\/03\/51 a 31\/03\/52 Dr. Joaquim Alcaide Vals<br \/>\n     31\/03\/52 a 13\/04\/53 Dr. Francisco Luiz Ribeiro<\/p>\n<p> <strong>1953 &#8211; A autonomia santista \u00e9 restaurada<\/strong><\/p>\n<p> Coube ao destacado pol\u00edtico santista Dr. Antonio Ezequiel Feliciano da Silva,      ent\u00e3o Deputado Federal, liderar a luta pela reconquista da autonomia pol\u00edtica      de Santos. Ele movimentou as lideran\u00e7as da cidade em todas as \u00e1reas e apresentou      projeto de Lei ao Congresso Nacional, coordenando sua aprova\u00e7\u00e3o e a san\u00e7\u00e3o      do Presidente Get\u00falio Vargas, que retornava \u00e0 Presid\u00eancia atrav\u00e9s do voto      popular.<\/p>\n<p> Assim foi restabelecida a autonomia de Santos, que realizou elei\u00e7\u00f5es diretas      em 22 de mar\u00e7o de 1953. A partir da\u00ed foram eleitos os seguintes Prefeitos:<\/p>\n<p> 14\/04\/53 a 14\/04\/57 Dr. Antonio Ezequiel Feliciano da Silva<br \/>\n     14\/04\/57 a 14\/04\/61 Eng. S\u00edlvio Fernandes Lopes<br \/>\n     14\/04\/61 a 31\/03\/64 Jos\u00e9 Gomes*<\/p>\n<p> <strong>* Jos\u00e9 Gomes assumiu no lugar do Prefeito eleito, Luiz La Scala      J\u00fanior, que faleceu em acidente de tr\u00e2nsito pouco antes de sua diploma\u00e7\u00e3o.      Em 1964 ele seria deposto pela Revolu\u00e7\u00e3o Militar.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1964 &#8211; Nova interven\u00e7\u00e3o em Santos<\/strong><\/p>\n<p> Na esfera federal, novo Governo \u00e9 instalado pela Revolu\u00e7\u00e3o de 31 de mar\u00e7o      de 1964. Em Santos, o Prefeito Jos\u00e9 Gomes \u00e9 deposto, assumindo suas fun\u00e7\u00f5es      um militar at\u00e9 o fim do mandato regular. Depois disso s\u00e3o convocadas elei\u00e7\u00f5es      para a escolha de novo Prefeito, sendo eleito S\u00edlvio Fernandes Lopes, que      cumpre o mandato at\u00e9 o fim. Nas elei\u00e7\u00f5es de 1968 \u00e9 eleito por maci\u00e7a vota\u00e7\u00e3o      o ent\u00e3o Deputado Estadual Esmeraldo Soares Tarqu\u00ednio de Campos Filho, que      n\u00e3o chega a tomar posse e tem seus direitos pol\u00edticos cassados a 10 de mar\u00e7o      de 1969. A cassa\u00e7\u00e3o em massa tamb\u00e9m atinge M\u00e1rio Covas, Gastone Righi, Jos\u00e9      Gomes, Jo\u00e3o Ign\u00e1cio de Souza, entre outros, provocando grande indigna\u00e7\u00e3o na      popula\u00e7\u00e3o santista. O Vice-Prefeito eleito Oswaldo Justo, chocado com a situa\u00e7\u00e3o,      decide n\u00e3o tomar posse e a Prefeitura \u00e9 assumida por um Interventor Municipal,      General Bandeira Brasil.<\/p>\n<p> A 12 de outubro de 1969 \u00e9 cassada a autonomia pol\u00edtica de Santos, que volta      a ser considerada \u00e1rea de seguran\u00e7a nacional. Ap\u00f3s o mandato de Bandeira Brasil,      o Governo Militar suspende a interven\u00e7\u00e3o federal e passa ao Governo do Estado      a fun\u00e7\u00e3o de prover o cargo de Prefeito de Santos com a ratifica\u00e7\u00e3o do Governo      Revolucion\u00e1rio da Rep\u00fablica, por ser \u00e1rea de seguran\u00e7a nacional. Dessa forma,      o ent\u00e3o Governador Laudo Natel e seu sucessor Paulo Maluf decidem por Santos      nos anos seguintes.<\/p>\n<p> <strong>Durante a Ditadura Militar, foram Prefeitos:<\/strong><\/p>\n<p> 01\/04\/64 a 14\/04\/65* Cap. Fernando Hortala R\u00eddel<br \/>\n     14\/04\/65 a 14\/04\/69 Eng. S\u00edlvio Fernandes Lopes<br \/>\n     28\/04\/69 a 14\/07\/74* Gal. Cl\u00f3vis Bandeira Brasil<br \/>\n     14\/07\/74 a 06\/05\/79* Dr. Antonio Manoel de Carvalho<br \/>\n     07\/05\/79 a 29\/01\/80* Carlos Caldeira Filho<br \/>\n     30\/01\/80 a 31\/08\/84* Paulo Gomes Barbosa<\/p>\n<p> <strong>* prefeitos nomeados ou &#8220;bi\u00f4nicos&#8221;, como eram chamados      pelo povo santista.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-032.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"270\" \/><br \/>\n     Em 1999 a C\u00e2mara se instalou nesse edif\u00edcio hist\u00f3rico da Rua XV de Novembro,      105\/107, permanecendo no Pa\u00e7o Municipal a Mesa Diretora e o plen\u00e1rio.O pr\u00e9dio      data dos anos 20 e foi sede do Comind. O marco na fachada sinaliza o local      da casa onde teria nascido e crescido Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva (foto      PMS).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1984 &#8211; Restabelecida a autonomia pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p> A volta da autonomia pol\u00edtica de Santos foi resultado de uma longa luta      dos santistas. Santos movimentou-se por suas expressivas lideran\u00e7as pol\u00edticas,      comerciais, sindicais, associativas, culturais e estudantis &#8211; todos se engajaram      em prol da emancipa\u00e7\u00e3o, que foi finalmente concedida atrav\u00e9s da aprova\u00e7\u00e3o      pelo Congresso Nacional de projeto de lei de autoria do ent\u00e3o Deputado Federal      Gastone Righi.<\/p>\n<p> Em 2 de agosto de 1983 foi sancionada pelo Vice-Presidente da Rep\u00fablica      Dr. Aureliano Chaves, ent\u00e3o no exerc\u00edcio da Presid\u00eancia, a Lei n\u00b0 2.050 que      revogava o Decreto Federal n\u00b0 865\/69, e devolvia a Santos, terra da liberdade,      a sua t\u00e3o merecida autonomia pol\u00edtica. Em 1984 a cidade realizava novas elei\u00e7\u00f5es      diretas, tendo sido eleitos, desde ent\u00e3o:<\/p>\n<p> 01\/09\/84 a 31\/12\/88 Dr. Oswaldo Justo<br \/>\n     01\/01\/89 a 31\/12\/92 Telma de Souza<br \/>\n     01\/01\/93 a 31\/12\/96 Dr. David Capistrano Filho<br \/>\n     01\/01\/97 a 31\/12\/00 Paulo Roberto Gomes Mansur<br \/>\n     01\/01\/00 a 31\/12\/04 Paulo Roberto Gomes Mansur<br \/>\n     01\/01\/05 at\u00e9 hoje Jo\u00e3o Paulo Tavares Papa<\/p>\n<h2> O Bras\u00e3o de Armas de Santos<\/h2>\n<p> O Bras\u00e3o de Santos foi adotado pela Lei 638, de 20 de setembro de 1920,      quando era Prefeito o Tenente-Coronel Joaquim Montenegro. O desenho foi feito      por Benedito Calixto, que seguiu &#8211; ou pelo menos tentou seguir -, as especifica\u00e7\u00f5es      estabelecidas pela pr\u00f3pria Lei, e inspirando-se tamb\u00e9m no bras\u00e3o estampado      no estandarte feito em 1888, a mando da Casa da C\u00e2mara.<\/p>\n<p> Na \u00e9poca, apenas algumas cidades do pa\u00eds possu\u00edam bras\u00f5es, a maioria deles      criados por leigos na arte da Her\u00e1ldica. Aqui n\u00e3o foi diferente, pois Calixto,      apesar de excelente pintor e historiador, n\u00e3o passava de um curioso no assunto.<\/p>\n<p> Assim, nosso s\u00edmbolo apresentava muitas falhas nos elementos que o compunham,      algumas delas bem graves, como a coroa mural de 4 torres que identificava      Santos como uma aldeia, e n\u00e3o como cidade.<\/p>\n<p> Durante os anos que se seguiram a 1920, os erros e falhas nas Armas Santistas      foram apontados por diversos historiadores, estudos foram feitos e profissionais      foram consultados. Em 1948, o Bras\u00e3o foi restabelecido pela Lei 925, de 22      de janeiro de 1948, no mandato do Prefeito Rubens Ferreira Martins, mas as      falhas permaneceram.<\/p>\n<p> Em 1957 foi institu\u00edda a Bandeira do Munic\u00edpio, no mandato de S\u00edlvio Fernandes      Lopes, que utilizava o inadequado Bras\u00e3o (Lei 1986 de 3 de outubro de 1957).      Em 1980 chegou a ser apresentado um projeto de Lei (74\/80) objetivando a corre\u00e7\u00e3o      do Bras\u00e3o, e que foi submetido ao exame profissional do heraldista Lauro Ribeiro      Escobar.<\/p>\n<p> Finalmente, em 2003, o Bras\u00e3o foi remodelado e sua modifica\u00e7\u00e3o ratificada      pela Lei 2134 de 12 de setembro de 2003. O projeto foi elaborado por uma Comiss\u00e3o      Especial de Vereadores, criada para este fim, que baseou-de no trabalho de      pesquisa dos historiadores Wilma Therezinha de Andrade, Jaime Mesquita Caldas      e Antonio Ernesto Papa. Embora n\u00e3o tenham sido corrigidas todas as falhas,      algumas das mais gritantes foram sanadas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-033.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"380\" \/><br \/>\n<strong>O Bras\u00e3o de Armas de Santos que vem sendo utilizado desde 2004, quando      falhas graves foram corrigidas.<\/strong><\/p>\n<h2> Bras\u00e3o: os elementos e seu significado<\/h2>\n<p> <strong>Escudo Portugu\u00eas Vermelho<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-034.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"80\" height=\"86\" \/><\/strong><\/p>\n<p> O escudo ib\u00e9rico, com a parte superior retangular e a inferior boleada,      ficou conhecido tamb\u00e9m como &#8220;escudo portugu\u00eas&#8221; ou &#8220;escudo espanhol&#8221;,      por ter sido largamente utilizado quando das guerras que determinaram a expuls\u00e3o      dos mouros da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. Este \u00e9 o formato de escudo adotado pelos      mais tradicionais munic\u00edpios de S\u00e3o Paulo, j\u00e1 que \u00e9 o que mais conv\u00e9m a descendentes      de portugueses. O escudo indica que esta \u00e9 uma terra colonizada e formada      por portugueses. A cor vermelha &#8211; o &#8220;campo de goles&#8221; &#8211; denota a      aud\u00e1cia, a nobreza e a valentia. Al\u00e9m disso, simboliza tamb\u00e9m o sangue derramado      pelos primeiros habitantes da terra ao defend\u00ea-la dos ataques de piratas e      \u00edndios hostis.<\/p>\n<p> <strong>Coroa Mural<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-035.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"80\" height=\"86\" \/><\/strong><\/p>\n<p> De acordo com as regras da Her\u00e1ldica, nos bras\u00f5es de dom\u00ednio, a condi\u00e7\u00e3o      de cidade \u00e9 representada pela coroa mural de 8 torres, sendo toda em ouro      para as capitais de Estado e em prata para as demais cidades. A coroa mural      de prata com 6 torres (4 \u00e0 vista), representa uma vila, e a coroa de prata      com 4 torres (3 \u00e0 vista), representa uma aldeia.<\/p>\n<p> A Coroa sobre o escudo, com ameias em forma de castelo, simboliza a for\u00e7a,      a resist\u00eancia e a emancipa\u00e7\u00e3o. Como pra\u00e7a militar que foi desde os tempos      coloniais, Santos tem direito de utilizar o s\u00edmbolo de 8 torres.<\/p>\n<p> Seguindo rigidamente as regras da Her\u00e1ldica, as torres devem ter portas      obrigatoriamente, e as janelas s\u00e3o opcionais. A portas devem ser desenhadas      em sable (preto). No entanto, elas v\u00eam sendo comumente representadas abertas,      para simbolizar a hospitalidade do povo do lugar. \u00c9 o caso do bras\u00e3o de Santos,      onde as portas tamb\u00e9m aparecem abertas, na cor vermelha, para simbolizar a      hospitalidade do povo santista.<\/p>\n<p> <strong>Esfera Armilar<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-036.gif\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"80\" height=\"86\" \/><\/strong><\/p>\n<p> A esfera com an\u00e9is ou armilas \u00e9 utilizada como representa\u00e7\u00e3o do Universo,      onde a Terra ocupa a posi\u00e7\u00e3o central, na vis\u00e3o ptolomaica do cosmos, e as      armilas principais representam os meridianos celestes (na vertical), o equador,      os tr\u00f3picos e os c\u00edrculos polares (na horizontal) e a banda do zod\u00edaco (em      diagonal). A rigor, a banda do zod\u00edaco deveria ser tangente aos dois c\u00edrculos      tropicais, estando pois inclinada 23,5 graus em rela\u00e7\u00e3o ao equador. No entanto,      por ignor\u00e2ncia ou por raz\u00f5es est\u00e9ticas, essa banda aparece habitualmente tra\u00e7ada      com uma inclina\u00e7\u00e3o muito maior. \u00c9 tamb\u00e9m comum se omitirem os c\u00edrculos polares.<\/p>\n<p> Esta esfera era utilizada pelos antigos navegantes em seus c\u00e1lculos astron\u00f4micos      e, mais tarde, foi adotada pela Escola de Sagres para simbolizar a ci\u00eancia      de &#8220;marear&#8221;, tornando-se depois um s\u00edmbolo manuelino de poder mar\u00edtimo,      pol\u00edtico e econ\u00f4mico associado \u00e0s navega\u00e7\u00f5es, numa relembran\u00e7a da expans\u00e3o      lusitana. No Brasil, simbolizando a ci\u00eancia e a navega\u00e7\u00e3o, a esfera passou      a figurar no pr\u00f3prio bras\u00e3o de armas nacional, tendo sido largamente utilizada      em moedas, uniformes militares e medalhas.<\/p>\n<p> <strong>Caduceu<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-037.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"80\" height=\"86\" \/><\/strong><\/p>\n<p> O caduceu \u00e9 um bast\u00e3o entrela\u00e7ado com duas serpentes, com duas pequenas      asas ou um elmo alado na parte superior. Sua origem se explica racional e      historicamente pela suposta interven\u00e7\u00e3o de Merc\u00fario diante de duas serpentes      que lutavam, as quais se enroscavam em seu bast\u00e3o. Os romanos utilizavam o      caduceu como s\u00edmbolo do equil\u00edbrio moral e da boa conduta: o bast\u00e3o expressa      o poder, as duas serpentes representam a sabedoria, as asas simbolizam a dilig\u00eancia      e o elmo \u00e9 emblem\u00e1tico de pensamentos elevados.<\/p>\n<p> O s\u00edmbolo \u00e9 antiqu\u00edssimo e pode ser visto na ta\u00e7a sacrifical do rei Gudea      de Lagash (2.600 aC), mas h\u00e1 ind\u00edcios de que seja ainda mais antigo.<\/p>\n<p> A organiza\u00e7\u00e3o de seus elementos, por exata simetria bilateral, como a balan\u00e7a      de Libra ou, na trindade da her\u00e1ldica, o escudo entre dois suportes, expressa      sempre a mesma id\u00e9ia de equil\u00edbrio ativo, de for\u00e7as advers\u00e1rias que se contrap\u00f5em      para dar lugar a uma forma est\u00e1tica e superior. No caduceu, este car\u00e1ter bin\u00e1rio      e equilibrado \u00e9 duplo: h\u00e1 serpentes e asas, que ratificam o estado supremo      de for\u00e7a e autodom\u00ednio no plano inferior (serpentes, instintos) e no superior      (asas, esp\u00edrito).<\/p>\n<p> A antig\u00fcidade, inclusive a civiliza\u00e7\u00e3o greco-romana, atribuiu poder m\u00e1gico      ao caduceu. H\u00e1 lendas que se referem \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o em ouro de tudo o que      era tocado pelo caduceu de Merc\u00fario e a seu poder de atrair as almas dos mortos.      Mesmo as trevas podiam ser convertidas em luz por virtude desse s\u00edmbolo da      for\u00e7a suprema cedida a seu mensageiro pelo pai dos deuses.<\/p>\n<p> <strong>Banda Auriverde<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-038.gif\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"80\" height=\"86\" \/><\/strong><\/p>\n<p> Santos ganhou o direito de utilizar a banda auriverde da Independ\u00eancia em      mem\u00f3ria de seu mais ilustre filho: Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva, o Patriarca      da Independ\u00eancia. No entanto, este elemento n\u00e3o \u00e9 exatamente uma banda, j\u00e1      que a sua coloca\u00e7\u00e3o no bras\u00e3o contraria o padr\u00e3o her\u00e1ldico de banda, que deve      ser representada tal como no desenho acima: mais larga, com uma inclina\u00e7\u00e3o      espec\u00edfica e alcan\u00e7ando as bordas do escudo.<\/p>\n<p> <strong>O Ouro e a Prata<\/strong><\/p>\n<p> O ouro e a prata s\u00e3o os metais que figuram entre os esmaltes (cores) utilizados      na arte da Her\u00e1ldica. Eles podem ser representados como metais, com os reflexos      pr\u00f3prios, ou pelas cores amarela e branca, respectivamente. No bras\u00e3o de Santos,      esses metais simbolizam a primeira bandeira ou entrada no sert\u00e3o, empreendida      por Br\u00e1s Cubas e outros santistas nos idos de 1562.<\/p>\n<p> <strong>Suportes<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-039.gif\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"80\" height=\"86\" \/><\/strong><\/p>\n<p> Os aqui chamados suportes, &#8211; os ramos de cafeeiro nas laterais do escudo      -, na verdade s\u00e3o classificados como &#8220;tenentes&#8221; pela arte da Her\u00e1ldica,      j\u00e1 que o &#8220;suporte&#8221; se aplica apenas \u00e0s figuras de animais. Mas ambos      s\u00e3o adornos her\u00e1ldicos e tem a mesma fun\u00e7\u00e3o, aparecendo geralmente em duas      figuras, uma de cada lado do escudo. No caso do nosso bras\u00e3o, os dois ramos      de cafeeiro frutificados utilizados como &#8220;tenentes&#8221; simbolizam o      ciclo do caf\u00e9 e a principal riqueza agr\u00edcola do Estado de S\u00e3o Paulo, que tornou      o Porto de Santos seu principal escoadouro. O ciclo do &#8220;ouro verde&#8221;      constituiu a base para o com\u00e9rcio e deu um grande impulso ao desenvolvimento      de Santos.<\/p>\n<p> <strong>Listel<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-040.gif\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"80\" height=\"86\" \/><\/strong><\/p>\n<p> O listel, &#8211; a figura de adorno situada abaixo do escudo, recebe elementos      conhecidos na arte da Her\u00e1dica como mottos, divisas ou legendas, geralmente      escritos em latim, franc\u00eas ou ingl\u00eas. Em nosso bras\u00e3o, o listel traz a frase      em latim: &#8220;patriam charitatem et libertatem docui&#8221;, que quer dizer      &#8220;\u00e0 p\u00e1tria ensinei a caridade e a liberdade&#8221;. A divisa faz refer\u00eancia      direta \u00e0 funda\u00e7\u00e3o da primeira Santa Casa de Miseric\u00f3rdia do pa\u00eds e \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o      do povo santista na luta e defesa da liberdade &#8211; primeiro pela Independ\u00eancia      e, em seguida, pela aboli\u00e7\u00e3o da escravatura.<\/p>\n<p> <strong>Os erros do antigo Bras\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p> Em 1981, a C\u00e2mara Municipal de Santos solicitou ao ent\u00e3o Secret\u00e1rio da Cultura      do Estado, Antonio Henrique Cunha Bueno, um parecer sobre o projeto de Lei      que tramitava na C\u00e2mara Santista, apresentado em 1980 pelo Vereador Kosei      Iha e que objetivava a corre\u00e7\u00e3o do Bras\u00e3o. O parecer foi fornecido pelo heraldista      Lauro Ribeiro Escobar, que apontou erros crassos no bras\u00e3o de armas santista,      atribuindo-os quase que inteiramente \u00e0 uma interpreta\u00e7\u00e3o err\u00f4nea da Lei 638      de 1920, que o institu\u00eda. Da mesma forma, ele criticou os &#8220;excessos descritivos&#8221;      da nova Lei que estava ent\u00e3o sendo proposta.<\/p>\n<p> A Her\u00e1ldica, apesar de ser uma arte complexa, remonta ao s\u00e9culo XII e h\u00e1      historiadores que acreditam ser sua origem ainda mais remota, dada a antiguidade      dos s\u00edmbolos pessoais e familiares que ela utiliza. Certos s\u00edmbolos s\u00e3o \u00fanicos,      e apresentam apenas uma forma de representa\u00e7\u00e3o. Desta forma, um &#8220;caduceu&#8221;      n\u00e3o carece de descri\u00e7\u00e3o, bem como a esfera armilar &#8211; s\u00f3 existe uma maneira      de desenh\u00e1-los. As cores, designadas genericamente &#8220;esmaltes&#8221;, obedecem      a certas regras e conven\u00e7\u00f5es para sua representa\u00e7\u00e3o. Tradicionalmente elas      se dividem em metais (ouro e prata), cores e peles (arminhos e vieiros). As      cores s\u00e3o oito, com nomes bastante particulares: sable (negro), goles (vermelho),      azul, sinople (verde), p\u00farpura, laranja, castanho e carna\u00e7\u00e3o (cor de pele).<\/p>\n<p> A descri\u00e7\u00e3o de nosso bras\u00e3o, segundo a Lei que o criou, era: &#8220;um escudo      portugu\u00eas em campo de goles, uma esfera armilar com uma banda auriverde, posta      em diagonal entre as linhas tropicais. Das extremidades do eixo da esfera      sai um caduceu de ouro, que \u00e9 rematado em pinha em torno da qual se estendem      duas asas em v\u00f4o. Na haste do caduceu enroscam-se duas serpentes do mesmo      metal. Sobre a parte superior do escudo, que \u00e9 orlado de prata, pousa a coroa      mural de ouro, composta de quatro torres com tr\u00eas ameias e duas portas cada      uma. O escudo \u00e9 cingido por dois ramos de caf\u00e9 de sua cor, e sobre eles a      fita de prata. Por baixo do escudo, se inscreve em letra de goles a divisa      &#8220;patriam charitatem et libertatem docui&#8221;.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-041.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"380\" \/><br \/>\n     O inadequado Bras\u00e3o de Santos, que vigorou por 84 anos.<\/strong><\/p>\n<p> O heraldista Lauro Ribeiro Escobar apontou diversos erros na interpreta\u00e7\u00e3o      da Lei por Benedito Calixto, bem como reservou algumas cr\u00edticas para os elementos      de linguagem anti-her\u00e1ldica da pr\u00f3pria Lei, que podem ter contribu\u00eddo para      a cria\u00e7\u00e3o de um bras\u00e3o completamente inadequado para Santos.<\/p>\n<p> Uma das falhas crassas do Bras\u00e3o era o escudo. O escudo portugu\u00eas tem a      parte superior reta e a inferior boleada (redonda). O escudo com a ponta em      chaveta (em bico na parte inferior) que utiliz\u00e1vamos foi concebido pelo heraldista      franc\u00eas Hierosme de Bara, no s\u00e9culo XVI. Dessa forma, ao inv\u00e9s de evocar a      nossa forma\u00e7\u00e3o e descend\u00eancia portuguesa, o bras\u00e3o indicava erroneamente uma      coloniza\u00e7\u00e3o francesa. Esta falha foi devidamente corrigida em 2004, quando      se v\u00ea as duas imagens colocadas lado a lado (veja mais abaixo).<\/p>\n<p> Outro erro apontado pelo heraldista foi a reprodu\u00e7\u00e3o incorreta da esfera      armilar, com excesso de meridianos, e da orla de prata do escudo. Segundo      o estudioso, a orla \u00e9 semelhante \u00e0 bordadura, mas n\u00e3o alcan\u00e7a as extremidades      do escudo. Portanto, o que o nosso Bras\u00e3o ostentava era um &#8220;debrum de      prata&#8221;, ou seja, uma bordadura reduzida (mais fina).<\/p>\n<p> A coroa mural formada de quatro torres (tr\u00eas \u00e0 vista) dava a Santos a condi\u00e7\u00e3o      de aldeia, e n\u00e3o de cidade. Al\u00e9m disso, o ouro na coroa \u00e9 reservado para as      capitais, o que tornava a nossa coroa mural duplamente errada. A partir de      2004, a coroa mural passou a ser de prata, com oito torres (cinco \u00e0 vista),      como deve ser para uma cidade da import\u00e2ncia de Santos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-042.gif\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"197\" height=\"210\" \/><br \/>\n     O Bras\u00e3o como era antes de 2004<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-043.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"197\" height=\"210\" \/><br \/>\n     Bras\u00e3o atual, com diversas corre\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p> Quanto \u00e0 &#8220;banda auriverde&#8221;, ela n\u00e3o corresponde \u00e0 pe\u00e7a conhecida      como banda pela Her\u00e1ldica, que seria mais larga e tocaria as bordas do escudo.      O que Lauro Escobar viu e descreve \u00e9 &#8220;um bast\u00e3o posto em banda, cortado      de sinople (verde) e ouro&#8221;.<\/p>\n<p> Ora, o bast\u00e3o em banda designa a bastardia e deve ser evitado em bras\u00f5es      municipais, pois seria o mesmo que dizer que esta \u00e9 uma terra de bastardos      (!). Apesar de no Bras\u00e3o atual esta pe\u00e7a ter sido um pouco alargada, n\u00e3o o      foi bastante e tampouco alcan\u00e7a as bordas do escudo para ser chamada &#8220;banda&#8221;.      Portanto, de acordo com o heraldista, esta \u00e9 uma falha de interpreta\u00e7\u00e3o que      n\u00e3o foi completamente corrigida.<\/p>\n<p> Outra falha apontada pelo heraldista \u00e9 que o listel (a fita com a divisa)      deveria acompanhar a cor predominante do escudo, no caso o goles (vermelho),      como de fato foi adotado no Bras\u00e3o oficial de hoje.<\/p>\n<p> Referindo-se aos tenentes nas laterais do escudo, Lauro Escobar fez uma      cr\u00edtica ao esquecimento da cana de a\u00e7\u00facar, sugerindo que um ramo de cana poderia      muito bem figurar de um dos lados do escudo, j\u00e1 que foi a primeira e uma importante      riqueza da nossa regi\u00e3o.<\/p>\n<h2> Porto de Santos &#8211; Marco de desenvolvimento<\/h2>\n<p> <strong>1532-1869 &#8211; O in\u00edcio e o crescimento<\/strong><\/p>\n<p> Em seus prim\u00f3rdios, o Porto de Santos, que chamava-se na verdade Porto de      S\u00e3o Vicente, situava-se na Ponta da Praia. Com o crescimento do povoado de      Enguagua\u00e7u, o porto foi transferido para o Lagamar do Enguagua\u00e7u, em frente      ao vilarejo, o que trazia uma s\u00e9rie de vantagens, principalmente a facilidade      para o acesso da carga e o fato de os navegantes n\u00e3o ficarem numa regi\u00e3o isolada      enquanto o navio permanecesse atracado.<\/p>\n<p> Naquela \u00e9poca, o porto n\u00e3o passava de um conjunto de trapiches de madeira      que atravessavam trechos do mangue, chegando at\u00e9 a beira d&#8217;\u00e1gua e possibilitando      a atraca\u00e7\u00e3o de navios de pequeno porte. Naus maiores tinha s\u00e9rios problemas      para atraca\u00e7\u00e3o e frequentemente encalhavam ao se aproximarem dos trapiches,      que iam sendo feitos aleatoriamente, de acordo com a necessidade do momento.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-044.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"263\" \/><br \/>\n<strong>A rampa e o porto do Consulado, defronte \u00e0 atual Rua frei Gaspar,      de grande movimenta\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo XVIII (tela de B. Calixto).<\/strong><\/p>\n<p> O porto e a vila crescem na mesma propor\u00e7\u00e3o, em virtude da incrementa\u00e7\u00e3o      do com\u00e9rcio com as Vilas de Santo Andr\u00e9 da Borda do Campo e S\u00e3o Paulo de Piratininga,      que se desenvolvem de forma acelerada. As cargas chegam ao porto em lombos      de burros ou carregadas por escravos, ou ainda em canoas que descem os rios      e os c\u00f3rregos da plan\u00edcie da ilha.<\/p>\n<p> O porto cresce \u00e0s margens do estu\u00e1rio ao redor da ilha, em um terreno lodoso,      que aumenta ou diminui conforme as mar\u00e9s. Os trapiches frequentemente s\u00e3o      arrastados pelas chuvas mais fortes ou arrasados por enormes troncos que chegam      \u00e0 beira d&#8217;\u00e1gua trazidos pelas mar\u00e9s. A pequena Vila cresce em fun\u00e7\u00e3o do crescimento      do porto, pois todo novo pr\u00e9dio erguido tem alguma rela\u00e7\u00e3o direta ou indireta      com as atividades portu\u00e1rias.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-045.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"250\" \/><br \/>\n<strong>O Porto do Bispo no Valongo, tendo ao fundo a Serra do Mar. Em primeiro      plano o mercado das canoas (tela de B. Calixto).<\/strong><\/p>\n<p> No s\u00e9culo XVIII as atividades portu\u00e1rias se concentram em dois ancoradouros      principais: o Porto do Consulado, em frente \u00e0 Rua do Consulado (atual Frei      Gaspar), e o Porto do Bispo, na altura do atual Largo Marqu\u00eas de Monte Alegre,      no Valongo.<\/p>\n<p> O Porto do Consulado era uma tosca ponte \u00e0 beira da qual havia um barrac\u00e3o      onde funcionava a alf\u00e2ndega e onde estava instalada a &#8220;mesa do consulado&#8221;      &#8211; os comandantes de navios eram obrigados a prestar declara\u00e7\u00f5es aos respectivos      c\u00f4nsules em pa\u00edses estrangeiros.<\/p>\n<p> O Porto do Bispo era um conjunto de trapiches que alcan\u00e7ava a \u00e1rea do atual      Largo Marqu\u00eas de Monte Alegre, frequentemente invadida pela \u00e1gua nas altas      da mar\u00e9. Recebeu esse nome em homenagem ao 4\u00b0 bispo de S\u00e3o Paulo, que ali      desembarcou em 1797 e permaneceu na cidade por um m\u00eas.<\/p>\n<p> O desenvolvimento do interior da Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo e a cultura cafeeira      acarretam acentuado crescimento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e a necessidade urgente      de melhorar as condi\u00e7\u00f5es para o seu escoamento em dire\u00e7\u00e3o ao porto. Assim,      em 1864 \u00e9 iniciada a constru\u00e7\u00e3o da Estrada de Ferro S\u00e3o Paulo Railway, a primeira      liga\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria entre o Porto de Santos e o restante da Prov\u00edncia e cuja      inaugura\u00e7\u00e3o se d\u00e1 em 1867. A S\u00e3o Paulo Railway foi de vital import\u00e2ncia para      o desenvolvimento do porto e da Vila de Santos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-046.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"259\" \/><br \/>\n<strong>O Viaduto da Grota Funda da S\u00e3o Paulo Railway, no trecho da serra      do mar, tinha 205 m de comprimento e at\u00e9 48m de altura (imagem M. Serrat).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1870-1888 &#8211; A novela das concess\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p> Em 1870, o &#8220;Caminho de Ferro&#8221; j\u00e1 operava havia tr\u00eas anos e os      navios j\u00e1 eram movidos a vapor. No entanto, o porto de Santos funcionava de      forma prec\u00e1ria, como funcionou durante tr\u00eas s\u00e9culos. Houve algumas melhorias,      mas a carga e descarga ainda era feita atrav\u00e9s dos trapiches: o Trapiche do      Consulado, o Trapiche do Arsenal, o Trapiche da Praia, o Trapiche da Capela,      o Trapiche do Bispo, o Trapiche da Banca, o Trapiche 11 de Junho, o Trapiche      da Alf\u00e2ndega, o Trapiche do Sal e o o Trapiche da Estrada de Ferro. Os trapiches,      de constru\u00e7\u00e3o trabalhosa e frequentemente desmanchados pelas mar\u00e9s, eram um      atraso e um freio para o crescimento tanto de Santos quanto de toda a Prov\u00edncia      de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p> O Governo Imperial oferece vantagens e abre concorr\u00eancia aos interessados      em construir um porto organizado no Valongo, em \u00e1rea cedida pelo governo.      Os primeiros interessados nada fazem &#8211; as condi\u00e7\u00f5es de trabalho na regi\u00e3o      insalubre do mangue fazem da constru\u00e7\u00e3o uma empreitada dif\u00edcil e um neg\u00f3cio      arriscado. A concess\u00e3o \u00e9 dada sem concorr\u00eancia a Francisco Aguiar Pertence      e ao Conde da Estrela que prorrogam por duas vezes o in\u00edcio da obra at\u00e9 que      a concess\u00e3o \u00e9 declarada caduca em 1879.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-047.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"350\" height=\"257\" \/><br \/>\n<strong>Enquanto o porto n\u00e3o se modernizava, mais trapiches eram constru\u00eddos.      Era comum a constru\u00e7\u00e3o de trapiches nos fundos dos estabelecimentos comerciais,      como o Trapiche Brasil acima (foto Setur).<\/strong><\/p>\n<p> O Governo Imperial contrata o ingl\u00eas Milnor Roberts e o engenheiro brasileiro      Domingos S\u00e9rgio Sab\u00f3ia e Silva para assessor\u00e1-lo num estudo para a constru\u00e7\u00e3o      do porto, estudo que deveria considerar aterro suficiente para resolver as      condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias da Vila e que deveria ser direcionado a empresas particulares.      Sobre tal estudo \u00e9 aberta nova concorr\u00eancia e novos interessados surgem, mas      o governo da Prov\u00edncia interv\u00e9m e pede que lhe seja confiada a constru\u00e7\u00e3o.      Assim, a concorr\u00eancia \u00e9 anulada e a concess\u00e3o dada ao governo de S\u00e3o Paulo,      em 1882. E, como da vez anterior, as prorroga\u00e7\u00f5es para o in\u00edcio da obra se      sucedem at\u00e9 que a concess\u00e3o \u00e9 cancelada em 1886.<\/p>\n<p> O engenheiro Sab\u00f3ia e Silva apresenta novos estudos e projeto para uma nova      concorr\u00eancia p\u00fablica, para a qual se apresentam seis concorrentes. Depois      de dois anos de pol\u00eamicas e novos estudos, o contrato \u00e9 fechado com um grupo      de empres\u00e1rios brasileiros: Jos\u00e9 Pinto de Oliveira, C\u00e2ndido Gafr\u00e9e, Eduardo      P. Guinle, Jo\u00e3o Gomes de Avellar, Dr. Alfredo Camilo Valderato, Benedito Antonio      da Silva e Ribeiro, Barros &amp; Braga. O contrato previa a constru\u00e7\u00e3o de      846 metros de cais a partir do Valongo, agendava o in\u00edcio das obras para dali      a seis meses e concedia o prazo de 39 anos para a explora\u00e7\u00e3o do porto.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-048.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"250\" \/><br \/>\n<strong>A Banca do Peixe, que ficava na altura da atual Frei Gaspar, e o mercado      de canoas por volta de 1885 (tela de B. Calixto)<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1892-1930 &#8211; O primeiro porto organizado do Brasil<\/strong><\/p>\n<p> A constru\u00e7\u00e3o do cais era um verdadeiro desafio: o terreno onde se faria      a funda\u00e7\u00e3o para a murada era de lodo puro em grande profundidade, as condi\u00e7\u00f5es      sanit\u00e1rias da cidade eram p\u00e9ssimas e, por ser a primeira obra do g\u00eanero em      todo o pa\u00eds, faltava pessoal t\u00e9cnico e oper\u00e1rios especializados e seria preciso      importar equipamentos.<\/p>\n<p> O grupo contratado para fazer frente ao empreendimento organiza a firma      Gaffr\u00e9e, Guinle &amp; Cia em 1888, com capital pr\u00f3prio, saindo Ribeiro, Barros      &amp; Braga, e entrando Francisco Justiniano de Castro Rabello e Hypolito      Veloso Pederneiras. Assim como a empresa e o capital, tamb\u00e9m a engenharia      era brasileira, chefiada, desde o in\u00edcio e por muitos anos, pelo Eng. Guilherme      Benjamin Weinschenck.<\/p>\n<p> As obras s\u00e3o iniciadas conforme o prazo do contrato. Dragagens e aterros      s\u00e3o executados, e os trabalhos seguem o cronograma, de modo que o Governo      Imperial, satisfeito com o andamento, dilata o prazo de explora\u00e7\u00e3o de 39 para      90 anos, o mesmo que concedera \u00e0s frustradas concess\u00f5es anteriores. Em 1890      a Gafr\u00e9e &amp; Guinle sofre nova altera\u00e7\u00e3o, com sa\u00edda de s\u00f3cios e aumento      de capital, passando a chamar-se Empresa de Melhoramentos do Porto de Santos.      Em 1892 ela seria transformada em sociedade an\u00f4nima com o nome de Cia Docas      de Santos, sob a dire\u00e7\u00e3o de Gafr\u00e9e e Guinle.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-049.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"370\" height=\"250\" \/><br \/>\n<strong>A constru\u00e7\u00e3o do primeiro trecho de cais, em 1891 (foto Setur).<\/strong><\/p>\n<p> Apesar de todas as dificuldades, em 1892 estavam prontos os primeiros 260      metros de cais, inaugurados com a atraca\u00e7\u00e3o do navio ingl\u00eas Nasmith, a 2 de      fevereiro de 1892. O porto contava com linha f\u00e9rrea e armaz\u00e9ns. O fato foi      comentado em todo o pa\u00eds &#8211; o modesto ancoradouro se tornava o primeiro porto      organizado do Brasil. No ano seguinte, \u00e9 constru\u00eddo o restante dos 846 metros      de cais contratado inicialmente e, nesse mesmo ano, os trilhos da Cia Docas      s\u00e3o ligados aos da S\u00e3o Paulo Railway.<\/p>\n<p> A necessidade de amplia\u00e7\u00e3o \u00e9 logo reconhecida e no mesmo ano o paulista      Francisco Glic\u00e9rio autoriza a constru\u00e7\u00e3o de mais 884 metros de cais, que estenderia      as docas at\u00e9 o Paquet\u00e1. A popula\u00e7\u00e3o sente os benef\u00edcios do saneamento que      a obra do cais deixou na regi\u00e3o do Valongo e assim, a C\u00e2mara Municipal solicita      ao governo que a nova amplia\u00e7\u00e3o alcance o Outeirinhos, afim de eliminar os      loda\u00e7ais que amea\u00e7avam a sa\u00fade p\u00fablica. Dessa forma, s\u00e3o autorizados mais      2.848 metros de cais.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-050.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"234\" \/><br \/>\n<strong>O Porto na \u00e1rea do Paquet\u00e1 em 1892, com canoas atracadas em frente      ao Mercado das Casinhas. Quando a amplia\u00e7\u00e3o do cais chega na regi\u00e3o, a Cia      Docas constr\u00f3i a Bacia do Mercado para a instala\u00e7\u00e3o desse com\u00e9rcio (img. M.Serrat).<\/strong><\/p>\n<p> Os trapiches continuaram por alguns anos, coexistindo com o novo cais, mas      \u00edam sendo desmanchados \u00e0 medida em que as muradas da Cia Docas avan\u00e7avam.      Houve at\u00e9 a resist\u00eancia de alguns trapicheiros, como eram chamados os exploradores      dos trapiches, e alguns deles at\u00e9 abriram processo contra a Cia Docas requerendo      indeniza\u00e7\u00e3o pelas perdas. Tamb\u00e9m houve outras quest\u00f5es judiciais a que a Cia      Docas teve de responder, envolvendo a posse e pedidos de indeniza\u00e7\u00e3o por terrenos      na regi\u00e3o do Outeririnhos. Todas essas quest\u00f5es foram indeferidas e apenas      atrasaram o andamento das obras.<\/p>\n<p> Mas nenhum embara\u00e7o poderia deter o progresso do porto, agora inevit\u00e1vel.      Em 1909 a Cia Docas j\u00e1 tinha constru\u00eddo 4.720 metros de cais, 26 armaz\u00e9ns      internos e 15 externos, 1 armaz\u00e9m frigor\u00edfico, 23 p\u00e1tios cobertos, 2 tanques      de \u00f3leo combust\u00edvel, 38.300 m de linha f\u00e9rrea, canalizara 5 ribeir\u00f5es a coberto,      constru\u00edra a Bacia do Mercado e saneara a regi\u00e3o da cidade que margeava o      estu\u00e1rio em toda a extens\u00e3o de seu cais.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-051.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"240\" \/><br \/>\n<strong>O porto organizado, por volta de 1900: aumento das exporta\u00e7\u00f5es e desenvolvimento      para o estado (imagem Poliant\u00e9ia Santista).<\/strong><\/p>\n<p> Em 1910, com o in\u00edcio da primeira guerra mundial, h\u00e1 um decr\u00e9scimo na movimenta\u00e7\u00e3o      de cargas e as obras de amplia\u00e7\u00e3o param. Esse per\u00edodo de quase depress\u00e3o \u00e9      agravado com a grande geada de 1918 que abalou a safra do caf\u00e9. Entretanto,      a disparada nos pre\u00e7os do caf\u00e9 que se seguiu e o consequente enriquecimento      criaram um clima de quase euforia e as importa\u00e7\u00f5es aumentaram consideravelmente      na d\u00e9cada de 20.<\/p>\n<p> O equil\u00edbrio da balan\u00e7a comercial n\u00e3o se modificaria ainda, j\u00e1 que o mundo      entrava na grande depress\u00e3o de 1929. No porto, a \u00fanica obra representativa      nesse per\u00edodo foi a constru\u00e7\u00e3o, na Ilha Barnab\u00e9, de um cais para a movimenta\u00e7\u00e3o      de inflam\u00e1veis e combust\u00edveis e a posterior instala\u00e7\u00e3o de grandes tanques      para dep\u00f3sito, isolando a cidade do perigo de um poss\u00edvel inc\u00eandio. O terminal      da ilha Barnab\u00e9 propicia a movimenta\u00e7\u00e3o sempre crescente dos produtos de petr\u00f3leo      durante o decorrer da d\u00e9cada de 30, garantindo o equil\u00edbrio financeiro do      porto mesmo quando o setor cafeeiro, antes respons\u00e1vel por 90% do movimento,      entra na grande crise gerada pela superprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-052.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"245\" \/><br \/>\n<strong>A primeira sede da Cia Docas em pleno cais, cerca de 1910. \u00c0 sua frente,      a barca\u00e7a da Cia Santense, que fazia a liga\u00e7\u00e3o entre Santos e Bertioga (img.      Poliant\u00e9ia).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1944 &#8211; Novo impulso de desenvolvimento<\/strong><\/p>\n<p> Em 1945, terminada a segunda guerra mundial, o porto de Santos mantinha      o mesmo cais que, somado ao da Ilha Barnab\u00e9, totalizava 5.214 metros. N\u00e3o      cresceu em extens\u00e3o de cais, mas melhorou a infra-estrutura e alargou as faixas      de cais. O porto possu\u00eda silos para gran\u00e9is, esteiras transportadoras, seis      empilhadeiras fixas, 128 guindastes, tanques de combust\u00edveis l\u00edquidos e seis      embarcadores com capacidade para 2.000 sacas\/hora, al\u00e9m de rebocadores, dragas,      ferry-boats, lanchas, tratores, vag\u00f5es e locomotivas.<\/p>\n<p> A Cia Docas sempre realizou as obras e melhoramentos do porto com seus pr\u00f3prios      recursos, captados atrav\u00e9s da subscri\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es, mas o per\u00edodo do p\u00f3s-guerra      traz consigo a infla\u00e7\u00e3o e deixa de ser rent\u00e1vel o investimento em a\u00e7\u00f5es privadas      \u00e0 taxas de 10% ao ano, \u00edndice muito inferior ao da desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda.      Entretanto, diante da real necessidade de amplia\u00e7\u00e3o do porto, o governo federal      institui uma taxa, mais tarde transformada na Taxa de Melhoramento dos Portos,      criando tamb\u00e9m o Fundo Portu\u00e1rio Nacional.<\/p>\n<p> A Cia Docas ent\u00e3o, com seus recursos pr\u00f3prios refor\u00e7ados pelos do governo      federal, pode executar as obras j\u00e1 t\u00e3o necess\u00e1rias: s\u00e3o constru\u00eddos mais 1.045      metros de cais (aumentando a extens\u00e3o total para 6.259 metros) e o porto \u00e9      reaparelhado. As novas obras incrementam o movimento de cargas e em 1954 o      porto movimenta cerca de 8 milh\u00f5es de toneladas, o dobro do ano de 1944.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-053.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"350\" height=\"217\" \/><br \/>\n<strong>O cais no trecho Valongo-Paquet\u00e1, por volta de 1915 (foto Setur).<\/strong><\/p>\n<p> A partir de 1955, h\u00e1 um aumento consider\u00e1vel na movimenta\u00e7\u00e3o de cargas.      Muitos fatores contribuem para isso, como a diversifica\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e o aumento      geral da malha rodovi\u00e1ria no estado, mas os dois setores que mais concorreram      para esse incremento foram os setores industrial e petrol\u00edfero. O aparecimento      das refinarias de Cubat\u00e3o e Capuava faz com que a participa\u00e7\u00e3o dos gran\u00e9is      l\u00edquidos no movimento geral do porto se eleve gradativamente de 24% em 1950      para quase 61% em 1963. A instala\u00e7\u00e3o do setor automobil\u00edstico na regi\u00e3o do      ABC a partir de 1957 e a industrializa\u00e7\u00e3o produzem um aumento nas importa\u00e7\u00f5es      de equipamentos e insumos.<\/p>\n<p> Em 1968, a extens\u00e3o de cais soma 7.034 metros, os armaz\u00e9ns s\u00e3o ampliados      em capacidade, os tanques combust\u00edveis passam de 24 para 91, triplicando a      capacidade de armazenagem. Al\u00e9m disso, as poucas empilhadeiras fixas s\u00e3o substitu\u00eddas      por 270 empilhadeiras automotivas, o n\u00famero de vag\u00f5es sobe de 180 para mais      de 400 e os guindastes hidr\u00e1ulicos s\u00e3o substitu\u00eddos por el\u00e9tricos.<\/p>\n<p> No entanto, desde o in\u00edcio da d\u00e9cada, o porto vinha sofrendo s\u00e9rios problemas      de congestionamento, ora pelo tr\u00e1fego excessivo, ora por greves promovidas      entre os trabalhadores portu\u00e1rios. Assim, em 1969 \u00e9 criada a COSEPS (Comiss\u00e3o      Orientadora de Servi\u00e7os Portu\u00e1rios de Santos), com o objetivo de reduzir o      custo operacional e resolver os problemas de congestionamento.<\/p>\n<p> A COSEPS constr\u00f3i 3.812 metros de cais e novos armaz\u00e9ns e p\u00e1tios, desenvolve      programas de dragagem do canal, promove o reaparelhamento, elimina sobretaxas      e aumenta a produtividade, reduzindo o custo operacional. Tamb\u00e9m cria o Programa      dos Corredores de Exporta\u00e7\u00e3o e toma medidas emergenciais para atender a movimenta\u00e7\u00e3o      de cont\u00eaineres, que j\u00e1 aumentava sensivelmente.<\/p>\n<p> Ainda em 1968, a Cosipa constr\u00f3i seu pr\u00f3prio terminal em \u00e1rea arrendada      e o porto de Santos passa, na d\u00e9cada de 70, por mais uma profunda transforma\u00e7\u00e3o.      Seguindo o exemplo da Cosipa, tamb\u00e9m a Ultraf\u00e9rtil e Dow Qu\u00edmica inauguram      terminais privativos em 1971.<\/p>\n<p> Em 1980 termina o prazo de 90 anos da concess\u00e3o imperial dada \u00e0 CDS (Cia      Docas de Santos). Ao deixar a frente do porto de Santos, a CDS havia movimentado      quase 400 milh\u00f5es de toneladas de cargas em sua hist\u00f3ria e entregava \u00e0 sucessora      um complexo portu\u00e1rio totalmente aparelhado, com 11.837 metros de cais, ferrovia,      usina el\u00e9trica pr\u00f3pria (Itatinga), 53 armaz\u00e9ns, 96 tanques de combust\u00edveis      e qu\u00edmicos, v\u00e1rios p\u00e1tios e instala\u00e7\u00f5es especializadas, sistema de telecomunica\u00e7\u00f5es,      microfilmagem, processamento de dados e 13.357 funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-054.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"278\" \/><br \/>\n<strong>A Ilha Barnab\u00e9, em foto da d\u00e9cada de 90 &#8211; terminal isolado para gran\u00e9is      l\u00edquidos perigosos, como combust\u00edveis e produtos qu\u00edmicos (foto Codesp).<\/strong><\/p>\n<p> O controle do porto passa \u00e0 CODESP (Cia Docas do Estado de S\u00e3o Paulo), sociedade      de economia mista com o controle acion\u00e1rio da Uni\u00e3o, e ocorrem naturais mudan\u00e7as      na administra\u00e7\u00e3o, como a cria\u00e7\u00e3o do Conselho Especial de Usu\u00e1rios e do Conselho      de Administra\u00e7\u00e3o do Porto.<\/p>\n<p> Em 1981 \u00e9 inaugurado o TECON I, o maior terminal de cont\u00eaineres do pa\u00eds,      na margem esquerda do porto (Guaruj\u00e1), cuja constru\u00e7\u00e3o se iniciara em 1977      pela Portobr\u00e1s.<\/p>\n<p> O incremento da movimenta\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria de cargas atrav\u00e9s de cont\u00eaineres      faz surgir os terminais retroportu\u00e1rios com seus enormes port\u00eaineres (guindastes      para cont\u00eainer) e ve\u00edculos espec\u00edficos para a sua movimenta\u00e7\u00e3o e transporte,      al\u00e9m de enormes pilhas de cont\u00eaineres que, ocupando todo p\u00e1tio ou terreno      vazio no porto e seu entorno, mudam radicalmente a paisagem portu\u00e1ria.<\/p>\n<p> Em 1993 \u00e9 sancionada a Lei de Moderniza\u00e7\u00e3o Portu\u00e1ria, que regulamenta a      privatiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os portu\u00e1rios. A Lei permitiu a entrada do capital      privado, novos investimentos e a moderniza\u00e7\u00e3o. Assim surgiu o Terminal 37,      da Libra, o Terminal da Santos-Brasil e outros terminais privativos. E novas      \u00e1reas de arrendamento se encontram em processo de licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-055.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"272\" \/><\/p>\n<p> <strong>O plano inicial de implanta\u00e7\u00e3o do porto<\/strong><\/p>\n<p> Elaborado pela Cia Docas de Santos, o plano de desenvolvimento do Porto      de Santos, uma esp\u00e9cie de plano diretor, tinha por objetivo organizar o crescimento      do cais santista nas duas margens do estu\u00e1rio.<\/p>\n<p> Segundo o projeto, o trecho de cais Valongo-Paquet\u00e1 seria suplantado e aterrado,      dando origem a novos armaz\u00e9ns. O cais pr\u00f3ximo ao Sabo\u00f3 seria destinado \u00e0 carga      e descarga de carv\u00e3o, sal e mercadorias a granel. No cais do Valongo haveria      um grande p\u00e1tio para acolher os vag\u00f5es destinados \u00e0s ferrovias brasileiras.      O Cais de Outerinhos (trecho de cais Paquet\u00e1-Macuco), seria destinado \u00e0s cargas      pesadas. No cais do Macuco estava prevista a constru\u00e7\u00e3o do armaz\u00e9m frigor\u00edfico      e silos, que foram feitos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-056.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"300\" height=\"419\" \/><br \/>\n<strong>O projeto da Cia Docas: as 3 \u00e1reas mais claras na Ilha Barnab\u00e9 e em      Vicente de Carvalho n\u00e3o chegaram a ser constru\u00eddas.<\/strong><\/p>\n<p> O que mais impressiona no projeto original \u00e9 o tamanho e a \u00e1rea do cais      na Ilha de Santo Amaro. Conforme podemos observar no mapa acima, uma grande      ponte rodoferrovi\u00e1ria ligaria o Sabo\u00f3 \u00e0 Ilha Barnab\u00e9 dando acesso \u00e0 grande      \u00e1rea portu\u00e1ria que se instalaria no Munic\u00edpio do Guaruj\u00e1. Um trecho de cais      cont\u00ednuo estava previsto, a partir da Base A\u00e9rea de Santos at\u00e9 as imedia\u00e7\u00f5es      da \u00e1rea onde encontra-se hoje o Terminal de Cont\u00eaineres.<\/p>\n<p> Neste local, uma grande \u00e1rea seria dragada dando origem a enormes piers      que abrigariam dezenas de armaz\u00e9ns e ber\u00e7os de atraca\u00e7\u00e3o, seguindo os moldes      dos grandes portos europeus, que evitam utilizar os cais cont\u00ednuos. O r\u00e1pido      crescimento populacional de Itapema (hoje Vicente de Carvalho) e outros fatores      contribu\u00edram para que o projeto original n\u00e3o fosse seguido.<\/p>\n<h2> Porto de Santos &#8211; hoje<\/h2>\n<p> <strong>O maior porto do Hemisf\u00e9rio Sul<\/strong><\/p>\n<p> Santos possui hoje o maior porto do hemisf\u00e9rio sul, tanto em movimenta\u00e7\u00e3o      de cargas, quanto em infra-estrutura. A &#8220;hinterl\u00e2ndia&#8221; do Porto      de Santos engloba os estados de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Goi\u00e1s, Mato Grosso      e Mato Grosso do Sul, ou seja, uma \u00e1rea que concentra 49,44% do PIB, 48% da      Balan\u00e7a Comercial brasileira e 66,5 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p> Os investimentos que est\u00e3o sendo aplicados no porto pela iniciativa privada,      aliados aos investimentos para a redu\u00e7\u00e3o do chamado &#8220;custo Brasil&#8221;,      garantem a posi\u00e7\u00e3o de hub-port (porto concentrador) para a regi\u00e3o sudeste      e todo o Cone Sul. O processo de moderniza\u00e7\u00e3o, iniciado em 1993 e ainda em      curso, qualificou 150 empresas operadoras, desestatizando e agilizando a movimenta\u00e7\u00e3o      de cargas.<\/p>\n<p> <strong> <br \/>\n     Santos concentra 25,9% do com\u00e9rcio exterior<\/strong><\/p>\n<p> Santos movimenta anualmente um quarto do valor dos produtos negociados pelo      pa\u00eds no mercado internacional. No primeiro semestre de 2006, a participa\u00e7\u00e3o      de Santos na Balan\u00e7a Comercial Brasileira foi de 25,9% (valores em U$ FOB).      A import\u00e2ncia do Porto de Santos para o pa\u00eds pode ser observada na tabela      abaixo:<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-057.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"278\" height=\"224\" \/><br \/>\n<strong>Fonte: Sistema Alice (elabora\u00e7\u00e3o Codesp)<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Altas tarifas e corporativismo prejudicam a cidade<\/strong><\/p>\n<p> At\u00e9 1996, ano que antecede o in\u00edcio da moderniza\u00e7\u00e3o do porto, o que mais      se verificava eram as fugas de carga. Portos que possu\u00edam tarifas menores      estavam conquistando clientes que tradicionalmente importavam e exportavam      suas cargas pelo nosso porto. O d\u00e9ficit da Codesp, empresa respons\u00e1vel pela      administra\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria, chegava a US$ 300 milh\u00f5es por ano. A cidade perdia,      ano ap\u00f3s ano, a posi\u00e7\u00e3o que a projetou mundialmente.<\/p>\n<p> O modelo do Porto, tanto nos 90 anos da administra\u00e7\u00e3o da Cia Docas quanto      depois, na administra\u00e7\u00e3o da Codesp, mostrou caracter\u00edsticas e problemas semelhantes.      Portanto, n\u00e3o bastava apenas privatizar, mas sim quebrar o monop\u00f3lio das opera\u00e7\u00f5es,      inserindo a competitividade afim de permitir a redu\u00e7\u00e3o dos custos portu\u00e1rios      e o aumento da efici\u00eancia.<\/p>\n<p> Era preciso reformular o sistema de gerenciamento das opera\u00e7\u00f5es e da m\u00e3o-de-obra,      eliminar as interfer\u00eancias corporativas e burocr\u00e1ticas e aproveitar, de forma      racional, os espa\u00e7os e as instala\u00e7\u00f5es. Em 1993 a nova Lei dos Portos possibilita      a moderniza\u00e7\u00e3o; a Codesp desenvolve o projeto &#8220;Santos 2000&#8221;, visando      uma profunda transforma\u00e7\u00e3o, para a redu\u00e7\u00e3o de custos log\u00edsticos, aumento da      movimenta\u00e7\u00e3o e melhoria da qualidade de servi\u00e7os, atrav\u00e9s de negocia\u00e7\u00f5es e      da participa\u00e7\u00e3o ativa de todos os segmentos envolvidos com a administra\u00e7\u00e3o      e as opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p> A Codesp pr\u00e9-qualificou cerca de 150 operadores portu\u00e1rios (empresas privadas      que executam as atividades de embarque e descarga), desmonopolizando a presta\u00e7\u00e3o      de servi\u00e7os operacionais. Hoje, quase que a totalidade dos servi\u00e7os no porto      s\u00e3o executados pela iniciativa privada, consolidando o processo de moderniza\u00e7\u00e3o      e dando a no\u00e7\u00e3o exata de que em Santos a opera\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria est\u00e1 sendo modernizada      em ritmo acelerado, adequando-se aos novos ditames do com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-058.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"280\" \/><br \/>\n<strong>O porto moderno &#8211; os antigos armaz\u00e9ns v\u00eam sendo substitu\u00eddos por enormes      p\u00e1tios de cont\u00eaineres.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>A redu\u00e7\u00e3o do &#8220;custo Santos&#8221;<\/strong><\/p>\n<p> A partir de 1996, a Codesp modifica totalmente a estrutura tarif\u00e1ria para      permitir a competi\u00e7\u00e3o entre operadores portu\u00e1rios: diminui o n\u00famero de tabelas      da Tarifa Portu\u00e1ria de 13 para 5 e reduz suas pr\u00f3prias tarifas na m\u00e9dia de      60%. Al\u00e9m disso, articula gest\u00f5es junto a seus parceiros operacionais, induzindo      para a necessidade de eles pr\u00f3prios eliminarem defici\u00eancias e reduzir custos.<\/p>\n<p> Em rela\u00e7\u00e3o ao transporte de cabotagem (entre portos brasileiros), foi implantado      um programa de redu\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria para essa modalidade e para a grande cabotagem      (entre portos do Mercosul), a fim de fomentar seu uso. J\u00e1 funcionam as linhas      regulares entre Santos e os portos de Recife (PE), Suape (PE), Salvador (BA)      e Manaus (AM).<\/p>\n<p> A cabotagem com os portos de Pernambuco transporta ve\u00edculos para o Nordeste,      com uma redu\u00e7\u00e3o no frete de 14 a 20% para o dono da carga. Da mesma forma,      o com\u00e9rcio de cabotagem com a Zona Franca de Manaus retira das estradas at\u00e9      6 mil caminh\u00f5es\/m\u00eas, reduzindo o custo log\u00edstico em cerca de 10%.<\/p>\n<p> Outra medida foi a mudan\u00e7a nos hor\u00e1rios de funcionamento do porto que, em      julho\/97 passou a ser de 24 horas continuadas (4 turnos de 6 horas cada).      O funcionamento ininterrupto propiciou maior agilidade \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o de cargas      e a redu\u00e7\u00e3o dos custos log\u00edsticos. A medida foi essencial para atender adequada      e eficientemente \u00e0s necessidades de escoamento cont\u00ednuo de cargas e para aumentar      o volume de mercadorias do porto.<\/p>\n<p> A Codesp tamb\u00e9m vem diminuindo gradativamente o seu quadro de pessoal, de      5.180 em setembro de 1997 para os 1.975 atuais. As sucessivas medidas que      vem sendo tomadas s\u00e3o a contrapartida no sentido de reduzir o &#8220;custo      Santos&#8221;.<\/p>\n<p>\n<strong>Projeto de moderniza\u00e7\u00e3o atrai US$ 1 bilh\u00e3o em investimentos<\/strong><\/p>\n<p> A principal iniciativa do projeto &#8220;Santos 2000&#8221; de moderniza\u00e7\u00e3o      do porto \u00e9 o PROAPS &#8211; Programa de Arrendamentos e Parcerias, que objetiva      preparar o Porto para um aumento substancial no fluxo de cargas, dos 39,9      (em 1998) para 70 milh\u00f5es de toneladas\/ano.<\/p>\n<p> Com esse programa, o governo transfere para a iniciativa privada toda a      opera\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria, de terminais \u00e0 armaz\u00e9ns, de ferrovias \u00e0 guindastes, criando      contrapartidas para que os arrendat\u00e1rios invistam na moderniza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas      e instala\u00e7\u00f5es e estabelecendo mecanismos que garantam uma concorr\u00eancia saud\u00e1vel      entre eles.<\/p>\n<p> Assim, 150 operadores foram qualificados, 24 \u00e1reas do porto foram arrendadas      e 27 est\u00e3o sob an\u00e1lise para licita\u00e7\u00e3o, incluindo o Terminal de Gr\u00e3os, o Terminal      de Cont\u00eaineres 2 e o Terminal de Fertilizantes. Hoje, 78,6% das atividades      portu\u00e1rias pertencem \u00e0 iniciativa privada, atraindo mais de US$ 1 bilh\u00e3o em      investimentos diretos.<\/p>\n<p> A moderniza\u00e7\u00e3o e desestatiza\u00e7\u00e3o quebrou o monop\u00f3lio das opera\u00e7\u00f5es e gerou      a competitividade que reduziu as tarifas em 34% nas tarifas gerais e 65% na      taxa de utiliza\u00e7\u00e3o da infra-estrutura portu\u00e1ria.<\/p>\n<p> E a concorr\u00eancia continua, incentivando melhorias na qualidade da log\u00edstica      de movimenta\u00e7\u00e3o, na integra\u00e7\u00e3o e agilidade de modais, trazendo tecnologias      novas e equipamentos modernos. Por sua vez, a moderniza\u00e7\u00e3o vai eliminando      desperd\u00edcios de tempo e recursos e alocando a m\u00e3o-de-obra de forma mais racional.      Dessa maneira, os custos diminuir\u00e3o, o que corresponde ao grande objetivo      da reforma.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-059.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"304\" height=\"111\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-060.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"232\" \/><br \/>\n<strong>Vista do Terminal Santos-Brasil (antigo Tecon1) e seus gigantescos      port\u00eaineres do outro lado do estu\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>A moderniza\u00e7\u00e3o transforma a paisagem do cais<\/strong><\/p>\n<p> As privatiza\u00e7\u00f5es e a moderniza\u00e7\u00e3o transformaram as atividades do porto de      Santos. A principal diferen\u00e7a est\u00e1 na movimenta\u00e7\u00e3o de carga atrav\u00e9s de cont\u00eaineres.      O PROAPS arrendou o Tecon I ao cons\u00f3rcio Santos-Brasil, e possibilitou a cria\u00e7\u00e3o      de outro grande terminal na margem esquerda, o Terminal 37, da Libra. Na Ponta      da Praia, os grandes armaz\u00e9ns v\u00e3o dando lugar a p\u00e1tios para a movimenta\u00e7\u00e3o      de cont\u00eaineres. Os velhos guindastes, com tecnologia ultrapassada, est\u00e3o sendo      substitu\u00eddos por port\u00eaineres, gigantescos guindastes da altura de edif\u00edcios      de 15 andares, que funcionam ininterruptamente no embarque e desembarque de      cont\u00eaineres. Tamb\u00e9m no Cais do Macuco podemos observar a demoli\u00e7\u00e3o dos armaz\u00e9ns      da d\u00e9cada de 20 e a constru\u00e7\u00e3o de enormes silos para a armazenagem de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p> O crescimento do PROAPS vem impondo o desenvolvimento de interfaces (terminais,      p\u00e1tios, armaz\u00e9ns, desvios, etc.) e de corredores de integra\u00e7\u00e3o que articulam      ferrovias entre si com o sistema rodovi\u00e1rio, al\u00e9m de outros investimentos      complementares de infra-estrutura que dever\u00e3o ser atendidos, como sistemas      de sinaliza\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> O sistema vai requerer, enfim, que o Porto de Santos seja um Hub-Port (porto      concentrador de cargas), com \u00eanfase na cabotagem e na articula\u00e7\u00e3o com os modais      hidrovi\u00e1rio, ferrovi\u00e1rio e rodovi\u00e1rio e com o complexo de armazenagem. Esses      avan\u00e7os todos, trazidos pelo natural fomento comercial, v\u00e3o exigir reformula\u00e7\u00f5es      crescentes na estrutura de toda a cadeia log\u00edstica &#8211; a implanta\u00e7\u00e3o de uma      estrutura de acesso a navios de grande porte e uma ampla diversidade de terminais      especializados, de modo que a opera\u00e7\u00e3o se fa\u00e7a de acordo com os par\u00e2metros      de qualidade de portos considerados de primeira linha e custos log\u00edsticos      inseridos nos padr\u00f5es internacionais. Tudo para que o porto de Santos esteja      plenamente dotado para o m\u00faltiplo atendimento \u00e0 demanda de sua \u00e1rea de influ\u00eancia,      o &#8220;hinterland&#8221;. Como se v\u00ea, o desafio \u00e9 grande e cada setor dever\u00e1      ter a sua parcela de trabalho e compromisso.<\/p>\n<p> O maior volume de investimentos realizados este ano no Porto atrav\u00e9s da      Autoridade Portu\u00e1ria foram dirigidos para a implanta\u00e7\u00e3o do sistema de seguran\u00e7a      portu\u00e1ria, em atendimento \u00e0s exig\u00eancias do ISPS Code, o c\u00f3digo internacional      de seguran\u00e7a para portos e embarca\u00e7\u00f5es. At\u00e9 outubro, foram consumidos R$ 9,6      milh\u00f5es, tamb\u00e9m do rol de recursos disponibilizado pelo Governo Federal.<\/p>\n<p> ISPS Code &#8211; Outro fator que contribuiu bastante para as mudan\u00e7as na paisagem      do cais foi a implementa\u00e7\u00e3o das exig\u00eancias de seguran\u00e7a exigidas pela Organiza\u00e7\u00e3o      Mar\u00edtima Internacional (IMO) para garantir a nossa certifica\u00e7\u00e3o junto \u00e0 Comiss\u00e3o      Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica em Portos, Terminais e Vias Naveg\u00e1veis (Comportos).<\/p>\n<p> Para tanto se investiu na instala\u00e7\u00e3o de um complexo sistema de monitoramento      e controle de acesso: foram constru\u00eddos 28 gates prontos para operar com padr\u00f5es      de identifica\u00e7\u00e3o biom\u00e9trica pela estrutura \u00f3ssea da m\u00e3o e crach\u00e1 eletr\u00f4nico      no acesso de pessoas e ve\u00edculos; 200 c\u00e2meras foram instaladas em pontos estrat\u00e9gicos;      e todas as instala\u00e7\u00f5es foram interligadas ao Centro de Controle de Opera\u00e7\u00e3o      e Comunica\u00e7\u00e3o por meio de rede de cabos \u00f3ticos e sistema wireless (r\u00e1dio transmiss\u00e3o).<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-061.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"370\" height=\"250\" \/><br \/>\n<strong>Silos da Multicargo para s\u00f3lidos a granel (foto Codesp).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Os projetos de infra-estrutura<\/strong><\/p>\n<p> O Porto de Santos apresenta plenas condi\u00e7\u00f5es para ser o porto concentrador      e distribuidor de cargas da costa leste da Am\u00e9rica Latina, com o suporte de      seus m\u00faltiplos terminais especializados e apto a receber navios modernos e      de grande porte. Tal horizonte tende a ser ampliado ainda mais a partir da      implementa\u00e7\u00e3o de projetos para a melhoria da infra-estrutura portu\u00e1ria. Entre      esses projetos est\u00e3o:<\/p>\n<p> <strong>Dragagem de aprofundamento do canal<\/strong><\/p>\n<p> Considerado priorit\u00e1rio para a expans\u00e3o do Porto para viabilizar o acesso      de navios de grande porte, criando condi\u00e7\u00f5es para a redu\u00e7\u00e3o do valor dos fretes.      Est\u00e1 projetado o aprofundamento do canal de 12 para 17m, em tr\u00eas etapas. A      etapa inicial, para 15 metros, permitir\u00e1 a opera\u00e7\u00e3o de navios graneleiros      de at\u00e9 110 mil ton. e conteineiros de at\u00e9 8 mil Teu&#8217;s.<\/p>\n<p> Na extens\u00e3o do canal de navega\u00e7\u00e3o, as cotas s\u00e3o diferenciadas em dois trechos.      Atualmente, entre o Canal da Barra e a Torre Grande, na altura do Terminal      de Passageiros, a profundidade \u00e9 de 14m e passar\u00e1 para 15,20m. Entre a Torre      Grande e a Alemoa, hoje a cota \u00e9 de 12 e 13m, passando para 14m na primeira      etapa. Nas duas demais etapas do projeto, as profundidades ser\u00e3o ampliadas      para 15, 16 e 17 metros, de acordo com o trecho.<\/p>\n<p> O estudo ambiental j\u00e1 prev\u00ea a libera\u00e7\u00e3o do projeto total pelo Ibama. \u00c9 a      primeira dragagem dessa dimens\u00e3o, com controle e monitoramento ambiental,      para a retirada de um volume de 4,5 milh\u00f5es de m3 de sedimentos do fundo do      estu\u00e1rio e o seu descarte em alto-mar, em locais onde correntes mar\u00edtimas      os dispersam para o oceano, incluindo na opera\u00e7\u00e3o a an\u00e1lise dos sedimentos      pelos \u00f3rg\u00e3os ambientais.<\/p>\n<p> <strong>Avenidas Perimetrais<\/strong><\/p>\n<p> Este projeto, considerado priorit\u00e1rio para a log\u00edstica das opera\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias,      sofreu diversas altera\u00e7\u00f5es e adequa\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p> Estimado em R$ 80 milh\u00f5es para a margem direita (Santos) e R$ 40 milh\u00f5es      para a margem esquerda (Guaruj\u00e1), o novo projeto contempla apenas um viaduto      para a margem direita, na regi\u00e3o do Mercado, mas mant\u00e9m itens importantes,      como a reestrutura\u00e7\u00e3o da capacidade do pavimento em diversos trechos, vias      internas de circula\u00e7\u00e3o e acessos aos terminais, al\u00e9m de obras complementares      (ilumina\u00e7\u00e3o, drenagem e redes de energia el\u00e9trica, telefonia e dutos para      cabos \u00f3ticos).<\/p>\n<p> Na margem esquerda, o novo projeto da via \u00e9 composto, basicamente, de uma      s\u00e9rie de interven\u00e7\u00f5es no sistema vi\u00e1rio existente, eliminando cruzamentos      com a avenida e linhas f\u00e9rreas. O tra\u00e7ado do novo projeto inclui al\u00e7a de acesso      ligando o cruzamento da avenida Santos Dumont com a rua do Adubo \u00e0 \u00e1rea da      Codesp, destinando o tr\u00e1fego para uma minirotat\u00f3ria que distribui o fluxo      aos terminais da Santos-Brasil e Tefer.<\/p>\n<p> <strong>Barnab\u00e9-Bagres<\/strong><\/p>\n<p> Este \u00e9, a longo prazo, o principal projeto de expans\u00e3o do Porto, que aumentar\u00e1      a sua capacidade em mais de 120 milh\u00f5es de toneladas. O projeto conceitual      do Barnab\u00e9-Bagres, apresentado em 1999, prev\u00ea a extens\u00e3o do cais em dire\u00e7\u00e3o      \u00e0 margem esquerda do canal, encontrando seu ancoradouro nas ilhas de Barnab\u00e9      e dos Bagres, na parte continental de Santos.<\/p>\n<p> A um custo estimado de R$ 2 bilh\u00f5es, o projeto surpreende por seus n\u00fameros:      6 milh\u00f5es de m\u00b2 de retro\u00e1rea, 11 mil metros de cais, 50 ber\u00e7os de atraca\u00e7\u00e3o      para navios, com 220m de comprimento m\u00e9dio cada um, armaz\u00e9ns, silos, p\u00e1tios,      tancagens, e equipamentos como shiploaders e guindastes.<\/p>\n<p> A Codesp j\u00e1 apresentou o projeto ao Minist\u00e9rio dos Transportes e est\u00e1 solicitando      autoriza\u00e7\u00e3o para estudo de viabilidades.<\/p>\n<p> <strong>Remo\u00e7\u00e3o do navio Ais Giorgios<\/strong><\/p>\n<p> Retirada do casco do navio Ais Giorgios, que se incendiou e naufragou em      janeiro de 1974 e est\u00e1 parcialmente submerso em frente ao armaz\u00e9m 17, na regi\u00e3o      de Outeirinhos. A remo\u00e7\u00e3o foi iniciada em janeiro de 1999 e encontra-se em      fase final.<\/p>\n<p> <strong>Derrocamento das pedras<\/strong><\/p>\n<p> Existem, no estu\u00e1rio, duas forma\u00e7\u00f5es rochosas que prejudicam a navega\u00e7\u00e3o      e atraca\u00e7\u00e3o, a Teff\u00e9, com 57 mil m\u00b3 de rocha e a Itapema, com 24 mil m\u00b3. O      derrocamento vai igualar a profundidade das regi\u00f5es com a do canal, melhorando      a navega\u00e7\u00e3o e ampliando as \u00e1reas arrend\u00e1veis e atrac\u00e1veis.<\/p>\n<p> <strong>Disponibiliza\u00e7\u00e3o das \u00e1reas do porto organizado<\/strong><\/p>\n<p> Nem todos os s\u00edtios da \u00e1rea do Porto Organizado de Santos est\u00e3o dispon\u00edveis      para uso em atividades portu\u00e1rias, seja pela ocupa\u00e7\u00e3o indevida, seja pela      necessidade de tratamento ou recupera\u00e7\u00e3o do solo. Este projeto prev\u00ea a plena      disponibiliza\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas como meio de viabilizar a implanta\u00e7\u00e3o de projetos      com potencial t\u00e9cnico e econ\u00f4mico vi\u00e1veis.<\/p>\n<p> <strong>Recupera\u00e7\u00e3o das vias f\u00e9rreas da margem esquerda<\/strong><\/p>\n<p> S\u00e3o obras necess\u00e1rias para compatibilizar o sistema Codesp com a Malha Regional      Sudeste da MRS Log\u00edstica (a ex-RFFSA, recentemente privatizada), bem como      adequar-se ao aumento previsto da participa\u00e7\u00e3o do modal ferrovi\u00e1rio na log\u00edstica      terrestre.<\/p>\n<p> <strong>Reloca\u00e7\u00e3o das vias f\u00e9rreas da margem direita<\/strong><\/p>\n<p> Objetiva viabilizar o adensamento e aumento da \u00e1rea arrend\u00e1vel, compatibilizar      o sistema Codesp com a Ferroban (a ex-FEPASA, recentemente desestatizada)      e possibilitar o acesso de composi\u00e7\u00f5es com maior capacidade de carga. Para      isso ser\u00e1 aumentado o raio de curvatura em alguns trechos, al\u00e9m da substitui\u00e7\u00e3o      de trechos de trilhos, como forma de possibilitar o t\u00e2nsito de locomotivas      de maior porte.<\/p>\n<p> <strong>Terminais rodovi\u00e1rios integrados<\/strong><\/p>\n<p> O projeto, coordenado com as prefeituras de Santos e Guaruj\u00e1 e o Governo      do Estado, objetiva implantar terminais rodovi\u00e1rios nas margens direita e      esquerda, estrategicamente distribu\u00eddos e conectados com a opera\u00e7\u00e3o do cais      por meio de rede informatizada.<\/p>\n<p> <strong>Um t\u00fanel sob o estu\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p> O Minist\u00e9rio dos Transportes autorizou a constru\u00e7\u00e3o de um t\u00fanel sob o estu\u00e1rio,      ligando as duas margens do canal entre os munic\u00edpios de Santos e Guaruj\u00e1.      O t\u00fanel submarino, de 2.700 m de extens\u00e3o, ser\u00e1 constru\u00eddo e explorado pela      iniciativa privada. Essa obra melhorar\u00e1 o transporte de cargas entre os terminais      situados nas margens direita e esquerda do Porto, permitindo uma economia      de at\u00e9 45 Km no percurso entre Santos e Guaruj\u00e1, hoje feito por rodovia atrav\u00e9s      de Cubat\u00e3o. Al\u00e9m disso, o t\u00fanel vai contribuir para a liga\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios      do litoral norte com os do litoral sul do Estado de S\u00e3o Paulo, bem como viabilizar      comercialmente a implanta\u00e7\u00e3o de um aeroporto na Base A\u00e9rea de Santos, situada      do outro lado do Estu\u00e1rio.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-062.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"290\" height=\"365\" \/><br \/>\n<strong>Os enormes port\u00eaineres nunca param de operar.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Dados Gerais do Porto de Santos<\/strong><\/p>\n<p> <strong>\u00c1rea<\/strong><\/p>\n<p> A \u00e1rea total do Porto de Santos \u00e9 de 7.765.100 m\u00b2, sendo que 3.665.800 m\u00b2      situam-se na margem direita, nos munic\u00edpios de Guaruj\u00e1 e Cubat\u00e3o, e 4.099.300      m\u00b2 na margem esquerda, no munic\u00edpio de Santos.<\/p>\n<p> <strong>Extens\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p> S\u00e3o 13 km de extens\u00e3o de cais, com profundidades entre 5 e 13,5 metros,      sendo que 11,6 km est\u00e3o sob a jurisdi\u00e7\u00e3o da Codesp e 1,4 pertencem \u00e0 iniciativa      privada (terminais privados).<\/p>\n<p> <strong>Ber\u00e7os de Atraca\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Total de ber\u00e7os:\u00a0<\/strong>64<\/p>\n<p> <strong>Sob jurisdi\u00e7\u00e3o da Codesp:<\/strong>\u00a054<\/p>\n<p> <strong>Da iniciativa privada:\u00a0<\/strong>10<\/p>\n<p> <strong>Armaz\u00e9ns<\/strong><\/p>\n<p> A \u00e1rea total dispon\u00edvel em armaz\u00e9ns cobertos e silos, dentro da regi\u00e3o portu\u00e1ria      \u00e9 de 499.701 m\u00b2, com armaz\u00e9ns especializados em gran\u00e9is s\u00f3lidos (a\u00e7\u00facar, sal,      soja, farelos, trigo e fertilizante).<\/p>\n<p> <strong>P\u00e1tios<\/strong><\/p>\n<p> Os p\u00e1tios para movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres ou outros produtos, como autom\u00f3veis,      carv\u00e3o, etc., somam 974.353 m\u00b2.<\/p>\n<p> <strong>Tanques e Dutos<\/strong><\/p>\n<p> Os tanques para armazenagem de gran\u00e9is l\u00edquidos (combust\u00edveis e qu\u00edmicos)      concentram-se principalmente em dois pontos do porto: o distrito industrial      de Alemoa e a Ilha Barnab\u00e9. S\u00e3o ao todo 520 tanques com capacidade total de      1 milh\u00e3o de m\u00b3. A infra-estrutura se completa com 55.676 m linear de dutos.<\/p>\n<p> <strong>Equipamentos<\/strong><\/p>\n<p> Guindastes el\u00e9tricos, port\u00eaineres, transt\u00eaineres, reach stackers, ship loaders      e sugadores.<\/p>\n<p> <strong>Ferrovias<\/strong><\/p>\n<p> Duas grande ferrovias escoam cargas do interior do pa\u00eds para o Porto de      Santos. A MRS &#8211; M.R.S. Log\u00edstica S\/A (antiga RFFSA), a Ferroban &#8211; Ferrovias      Bandeirantes S\/A (antiga FEPASA) e a Ferronorte S\/A. Al\u00e9m disso, a pr\u00f3pria      Codesp possui um extensa malha ferrovi\u00e1ria dentro do porto que totaliza 100      km (linear), sendo que 13 km s\u00e3o para a movimenta\u00e7\u00e3o de guindastes e port\u00eaineres      e o restante para a movimenta\u00e7\u00e3o de trens.<\/p>\n<p> <strong>Rodovias e Hidrovias<\/strong><\/p>\n<p> Tr\u00e1fego de cargas que chegam e saem do porto se d\u00e1 tamb\u00e9m atrav\u00e9s do sistema      Anchieta-Imigrantes(Ecovias), pela rodovia Pia\u00e7aguera-Guaruj\u00e1, pela BR-101      (Rio-Santos), pela SP-55 (Rodovia Pe. Manoel da N\u00f3brega) e pela hidrovia Tiet\u00ea-Paran\u00e1.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-063.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"188\" \/><\/p>\n<h2> Atra\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p> <strong>Museu dos Caf\u00e9s do Brasil e Bolsa do Caf\u00e9<\/strong><\/p>\n<p> O mais belo e imponente edif\u00edcio da cidade, a Bolsa Oficial de Caf\u00e9 de Santos,      \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o em estilo ecl\u00e9tico, cujo projeto data do final do s\u00e9culo      XIX e cujas obras foram conclu\u00eddas somente em 1922.<\/p>\n<p> Constru\u00eddo na \u00e9poca mais rica da cidade, tem acabamento luxuoso com materiais      importados, como m\u00e1rmores de Carrara e lustres de cristal da Bohemia. Uma      cafeteria oferece a chance de experimentar todos os tipos e aromas de caf\u00e9s.<\/p>\n<p> O pr\u00e9dio, tombado pelo Condephaat em 1981 e pelo Iphan em 2006, abriga o      Museu dos Caf\u00e9s Brasileiro, que apresenta a hist\u00f3ria da produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o      do caf\u00e9 no Brasil e sua influ\u00eancia na cidade do in\u00edcio das exporta\u00e7\u00f5es do      gr\u00e3o, desde a segunda metade do s\u00e9culo XIX at\u00e9 os dias atuais, atrav\u00e9s de      fotos, documentos e equipamentos. Tamb\u00e9m h\u00e1 sala de pesquisa com acervo sobre      o caf\u00e9 e espa\u00e7o multim\u00eddia, onde \u00e9 projetado filme de 15 minutos sobre a hist\u00f3ria      do produto.<\/p>\n<p> Na &#8220;Sala de Preg\u00f5es&#8221; \u00e9 poss\u00edvel observar uma &#8220;clarab\u00f3ia&#8221;      com vitral de Benedito Calixto, representando as riquezas do Brasil col\u00f4nia,      imp\u00e9rio e rep\u00fablica, a lenda de Anhanguera, Br\u00e1s Cubas, fundador da cidade,      e bandeirantes como Fern\u00e3o Dias e Raposo Tavares. No mesmo sal\u00e3o, tr\u00eas grandes      pain\u00e9is do mesmo autor representam diferentes per\u00edodos da hist\u00f3ria de Santos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-064.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"295\" \/><br \/>\n<strong>O pr\u00e9dio do Museu dos Caf\u00e9s do Brasil, antiga Bolsa do Caf\u00e9.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Igreja de Nossa Senhora do Carmo e Capela da Ordem 3\u00aa de N. Senhora      do Carmo<\/strong><\/p>\n<p> Constru\u00eddas a partir de 1760 e tombadas pelo IPHAN &#8211; Instituto do Patrim\u00f4nio      Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional, s\u00e3o consideradas o mais belo conjunto arquitet\u00f4nico      colonial de Santos, composto por duas igrejas entrepostas por uma torre de      sinos revestida de azulejos portugueses.<\/p>\n<p> A igreja de Nossa Senhora do Carmo possui altar-mor em estilo rococ\u00f3 folheado      a ouro e altares laterais esculpidos em jacarand\u00e1. Abriga in\u00fameras imagens      antigas, al\u00e9m de obras de Benedito Calixto. No p\u00e1tio externo, o cruzeiro antigo,      chamado Marco dos Evangelistas, foi retirado da antiga Rua da Cruz.<\/p>\n<p> A Capela da Ordem Terceira de N. Senhora do Carmo, anexa \u00e0 Igreja do Carmo,      data de 1870. Em 1941 sofreu um grande inc\u00eandio que destruiu o altar-mor,      mais tarde reconstru\u00eddo segundo fotos. De primitivo, ela conserva a Pia Batismal,      de 1710. O conjunto barroco dos altares laterais, representando a via sacra,      \u00e9 considerado o mais importante do litoral paulista.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:<\/strong>\u00a0Pra\u00e7a      Bar\u00e3o do Rio Branco, 16, Centro<\/p>\n<p> No Centro Hist\u00f3rico, utilize o bonde para se locomover.<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:<\/strong>\u00a0a      partir da Pra\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; linhas 29 e 20.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-065.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"370\" height=\"270\" \/><strong><br \/>\n     O altar-mor da Igreja de Nossa Senhora do Carmo<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Casa de frontaria azulejada<\/strong><\/p>\n<p> Datada de 1865, foi constru\u00edda pelo Comendador Ferreira Neto para ser a      sede de seu estabelecimento comercial e tamb\u00e9m resid\u00eancia. Na d\u00e9cada de 50      foi destru\u00edda por um inc\u00eandio e desapropriada em 1986 pela Prefeitura, que      recuperou a fachada em 1993. Durante o trabalho de restaura\u00e7\u00e3o foi preciso      confeccionar 7 mil dos milhares de azulejos portugueses em relevo e restaurar      outro tanto &#8211; trabalho feito pelo artista pl\u00e1stico Lu\u00eds Saras\u00e1 &#8211; al\u00e9m de devolver      a estrutura original \u00e0 porta principal de entrada. A fachada de azulejos da      Casa de Frontaria \u00e9 um excelente exemplo da riqueza arquitet\u00f4nica do Centro      Hist\u00f3rico, consequ\u00eancia do enriquecimento da cidade com o caf\u00e9 no s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:<\/strong>\u00a0Rua      do Com\u00e9rcio, 98 &#8211; Centro.<\/p>\n<p> No Centro Hist\u00f3rico, utilize o bonde para se locomover.<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:<\/strong>\u00a0a      partir da Pra\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; linhas 29 e 20.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-066.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"261\" \/><br \/>\n<strong>Detalhe dos azulejos ricamente decorados da Casa de Frontaria Azulejada.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Teatro Guarany<\/strong><\/p>\n<p> Marco da hist\u00f3ria da cidade, palco de discursos dos movimentos abolicionista      e republicano, \u00e9 um dos maiores patrim\u00f4nios hist\u00f3ricos de Santos. Constru\u00eddo      durante o reinado do imperador D. Pedro II, foi o primeiro teatro de luxo      da cidade e seu interior era totalmente coberto por afrescos e pinturas de      Benedito Calixto. Em 1870, foi sede de in\u00fameros espet\u00e1culos beneficentes pr\u00f3-abolicionistas      que fechavam com a alforria de escravos.<\/p>\n<p> Das sacadas, em sua fachada, in\u00fameras personalidades da hist\u00f3ria paulista      proferiram inflamados discursos nos com\u00edcios pela proclama\u00e7\u00e3o da rep\u00fablica.      Em 1981 um inc\u00eandio de grandes propor\u00e7\u00f5es destruiu totalmente o seu interior,      deixando de p\u00e9 apenas as paredes das fachadas, j\u00e1 descaracterizadas. Em 2003      foi adquirido pela Municipalidade e em 2008 foi totalmente reconstru\u00eddo, seguindo      registros hist\u00f3ricos e fotogr\u00e1ficos. Em 7 de dezembro de 2008 o teatro foi      reaberto, 126 anos depois da inaugura\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio original. Hoje, al\u00e9m de      casa de espet\u00e1culos, serve de sede \u00e0 Escola de Artes C\u00eanicas da Secretaria      de Cultura de Santos. Embora n\u00e3o se trate do pr\u00e9dio original, vale a visita      pelo significado hist\u00f3rico (s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel ver por fora, o teatro n\u00e3o est\u00e1      aberto \u00e0 visita\u00e7\u00e3o regular).<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:\u00a0<\/strong>Pra\u00e7a      dos Andradas, 100 &#8211; Centro.<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:\u00a0<\/strong>a      partir da P\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; linha 29.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-067.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"250\" \/><br \/>\n<strong>O Teatro Guarany reconstru\u00eddo, na semana em que foi reaberto ao p\u00fablico,      exatamente 126 anos depois da inaugura\u00e7\u00e3o do teatro original (foto PMS) .<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Cadeia Velha<\/strong><\/p>\n<p> Com constru\u00e7\u00e3o iniciada em 1836, mas s\u00f3 entregue \u00e0 cidade em 1866, o pr\u00e9dio      em estilo Brasil Imp\u00e9rio tem mais de 2 mil metros de \u00e1rea constru\u00edda em pedra      e cal. Possui grande valor hist\u00f3rico: j\u00e1 foi sede da Intend\u00eancia (Prefeitura      da \u00e9poca colonial), C\u00e2mara Municipal, F\u00f3rum, delegacias de pol\u00edcia, al\u00e9m de      ter funcionado como cadeia p\u00fablica de 1897 ao final dos anos 50.<\/p>\n<p> Tombada pelo Condephaat em 1981, foi completamente reformada e reinaugurada      em janeiro\/2000. Hoje \u00e9 um verdadeiro centro de cultura e arte: na galeria,      o visitante poder\u00e1 apreciar exposi\u00e7\u00f5es; as antigas celas, com suas paredes      largas de pedra e pesadas portas de ferro fundido, abrigam oficinas culturais;      e o antigo audit\u00f3rio, que recebeu o nome de Sala de Espet\u00e1culo Pl\u00ednio Marcos,      com capacidade para 150 pessoas, apresenta pequenos musicais e pe\u00e7as de grupos      teatrais alternativos.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:\u00a0<\/strong>Pra\u00e7a      dos Andradas, s\/n &#8211; Centro.<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:<\/strong>\u00a0a      partir da Pra\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; linha 29.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-068.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"260\" \/><br \/>\n<strong>A Casa de C\u00e2mara e Cadeia, conhecida como Cadeia Velha.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Igreja e Santu\u00e1rio de Santo Ant\u00f4nio do Valongo<\/strong><\/p>\n<p> Conjunto arquitet\u00f4nico formado pela igreja e pelo convento. Anexa \u00e0 Igreja,      com entrada pela nave da Igreja de Santo Antonio, est\u00e1 a Capela da Vener\u00e1vel      Ordem Terceira de S\u00e3o Francisco, datada de 1689. \u00c9 como um ret\u00e1culo em estilo      barroco, abrigando uma imagem de S\u00e3o Francisco em tamanho natural, rezando      diante de um Cristo M\u00edstico com seis asas. O teto original da igreja ruiu      e foi refeito em 1868.<\/p>\n<p> O Santu\u00e1rio ainda abriga uma Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XVII (na      sacristia) e outra imagem da mesma santa, de 1698 (no p\u00e1tio), entre outras      rel\u00edquias. O sino dos enforcados, arrancado pelo povo quando da promulga\u00e7\u00e3o      da Lei \u00c1urea, est\u00e1 guardado na sacristia \u00e0 espera de restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> No Centro Hist\u00f3rico, utilize o bonde para se locomover.<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:<\/strong>\u00a0a      partir da P\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; linha 29.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-069.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"274\" \/><br \/>\n<strong>A igreja e convento de Santo Ant\u00f4nio do Valongo (foto Berenice Kauffmann      Abud)<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Esta\u00e7\u00e3o de Trem do Valongo<\/strong><\/p>\n<p> Datada de 1860, \u00e9 uma c\u00f3pia reduzida da Victoria Station de Londres e representa      o mais t\u00edpico exemplo da arquitetura vitoriana do s\u00e9culo XIX em Santos. A      esta\u00e7\u00e3o servia \u00e0 Estrada de Ferro da S\u00e3o Paulo Railway Co., constru\u00edda para      atender o intenso com\u00e9rcio que o porto atra\u00eda e que contribuiu para intenso      desenvolvimento da regi\u00e3o.<\/p>\n<p> Entrou em processo de restaura\u00e7\u00e3o em 2003 e foi reaberta em 23 de janeiro      de 2004. A esta\u00e7\u00e3o e o anexo abrigam a Setur &#8211; Secretaria Municipal de Esportes      e Turismo no piso superior, e o t\u00e9rreo cont\u00e9m espa\u00e7o para exposi\u00e7\u00f5es e o Museu      do Transporte.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:<\/strong>\u00a0Largo      Marqu\u00eas de Monte Alegre, s\/n &#8211; Centro.<\/p>\n<p> No Centro Hist\u00f3rico, utilize o bonde para se locomover.<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:<\/strong>\u00a0a      partir da P\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; linha 29.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-070.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"255\" \/><br \/>\n<strong>Detalhe da torre da Esta\u00e7\u00e3o do Valongo, antes de sua recupera\u00e7\u00e3o (foto      PMS).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Ru\u00ednas dos Casar\u00f5es do Valongo<\/strong><\/p>\n<p> Os casar\u00f5es em estilo neocl\u00e1ssico foram constru\u00eddos pelo Comendador Ferreira      Neto, e foram utilizados como resid\u00eancia at\u00e9 1895, quando passaram a abrigar      a C\u00e2mara e a Prefeitura at\u00e9 1939. Depois serviram como hot\u00e9is, bares, restaurantes      e escrit\u00f3rios, at\u00e9 1985, quando um grande inc\u00eandio destruiu um dos blocos,      cujas paredes desabaram em 1986.<\/p>\n<p> O bloco remanescente sofreu novo inc\u00eandio em 1992. As ru\u00ednas dos Casar\u00f5es,      em conjunto com a Igreja de Sto. Antonio e a Esta\u00e7\u00e3o do Valongo, fazem do      Largo Marqu\u00eas de Monte Alegre um dos mais importantes logradouros de Santos.      Datados de 1867 e 1872, foram tombados pelo Condephaat em 1983 e pelo Condepasa      em 1990. Sua restaura\u00e7\u00e3o faz parte do projeto de revitaliza\u00e7\u00e3o do Valongo.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:<\/strong>\u00a0Largo      Marqu\u00eas de Monte Alegre, s\/n &#8211; Centro.<\/p>\n<p> No Centro Hist\u00f3rico, utilize o bonde para se locomover.<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:\u00a0<\/strong>a      partir da P\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; linha 29.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-071.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"255\" \/><br \/>\n<strong>Os casar\u00f5es por volta de 1900 (\u00e0 esquerda) eram os pr\u00e9dios mais altos      da cidade. A direita, o que hoje resta de um dos blocos depois do inc\u00eandio.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Mosteiro de S\u00e3o Bento, Museu de Arte Sacra de Santos e Capela de      Nossa Senhora do Desterro<\/strong><\/p>\n<p> A hist\u00f3ria do Mosteiro de S\u00e3o Bento come\u00e7a pela Capela de Nossa Senhora      do Desterro, originalmente constru\u00edda por Bartolomeu Fernandes Mour\u00e3o e sua      mulher, por devo\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m para ali serem sepultados. Finalizada em 1644,      o casal a doou \u00e0 Ordem de S\u00e3o Bento em 1650, quando iniciou-se a constru\u00e7\u00e3o      do mosteiro.<\/p>\n<p> A pequena capela, atualmente a mais antiga da cidade, \u00e9 toda ela uma rel\u00edquia      e foi tombada pelo IPHAN em 1948. Em estilo beneditino e finalizado em 1725,      o Mosteiro de S\u00e3o Bento, depois de restaurado pelo IPHAN, passou a abrigar      o Museu de Arte Sacra de Santos, com in\u00fameras imagens barrocas e pe\u00e7as raras,      remanescentes da sociedade santista dos s\u00e9culos passados.<\/p>\n<p> A Sala Principal conta com a imagem mais antiga de Santa Catarina de Alexandria,      a primeira padroeira de Santos, datada de 1540.<br \/>\n     Hor\u00e1rio: de ter\u00e7a a domingo, das 11h \u00e0s 17h.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:\u00a0<\/strong>Rua      Santa Joana D\u0092Arc, 795 &#8211; subida do Morro de S\u00e3o Bento, Centro<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:\u00a0<\/strong>a      partir da P\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; linha 29<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-072.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"264\" height=\"400\" \/><br \/>\n<strong>Na subida do Morro de S. Bento, tr\u00eas atra\u00e7\u00f5es imperd\u00edveis.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Casa do Trem B\u00e9lico<\/strong><\/p>\n<p> A \u00fanica constru\u00e7\u00e3o remanescente da \u00e9poca da funda\u00e7\u00e3o da cidade, datada do      s\u00e9culo XVI, mas com exist\u00eancia comprovada somente a partir de 1734. Funcionava      como arsenal b\u00e9lico que abastecia as fortalezas militares e quart\u00e9is locais.      Tombada pelo IPHAN, \u00e9 a mais antiga constru\u00e7\u00e3o da cidade e exemplo not\u00e1vel      da arquitetura colonial da \u00e9poca.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:\u00a0<\/strong>Rua      do Tiro, 11 &#8211; Centro.<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:\u00a0<\/strong>a      partir da Pra\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; linhas 29 e 20.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-073.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"275\" height=\"394\" \/><br \/>\n<strong>Casa do Trem B\u00e9lico, da \u00e9poca colonial foto PMS).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Igreja de N. Senhora do Monte Serrat<\/strong><\/p>\n<p> A igreja, no alto do Monte Serrat, \u00e9 datada de cerca de 1603 e foi mandada      construir por D. Francisco de Souza, Governador Geral do Brasil de 1599 a      1605, que ali colocou uma primeira imagem, hoje desaparecida.<\/p>\n<p> A segunda imagem, de barro, tem 60 cm e \u00e9 atribu\u00edda ao escultor beneditino      Frei Agostinho de Jesus, que a teria feito por volta de 1654. Atribui-se a      N. Sra do Monte Serrat o desmoronamento, em 1615, de parte do morro sobre      os piratas que invadiram Santos e perseguiam os santistas, milagre que lhe      rendeu devo\u00e7\u00e3o e peregrina\u00e7\u00f5es que persistiram at\u00e9 os dias de hoje. Nossa      Sra do Monte Serrat foi declarada padroeira da cidade em 1955.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:<\/strong>\u00a0Pra\u00e7a      Correa de Melo, 33 &#8211; Centro<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:\u00a0<\/strong>a      partir da Pra\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; linhas 29 e 20.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-074.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"250\" \/><br \/>\n<strong>Igreja de N. Sra. do Monte Serrat, no alto do Monte Serrat (foto Berenice      Abud).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Outeiro de Santa Catarina<\/strong><\/p>\n<p> Local que marca a funda\u00e7\u00e3o da Vila de Santos. Ali, em 1540, foi constru\u00edda      uma capela em homenagem \u00e0 Santa Catarina pelo fidalgo Luiz de G\u00f3es e sua mulher.      Em meados do s\u00e9culo XIX, o outeiro (pequeno morro) foi quase que totalmente      desmanchado para aterrar parte da cidade. No final do mesmo s\u00e9culo, Jo\u00e3o \u00c9boli      construiu no local a sua resid\u00eancia, que hoje \u00e9 sede da Funda\u00e7\u00e3o Arquivo e      Mem\u00f3ria de Santos. Em seu entorno, reurbanizado em 2002, uma grande pra\u00e7a      com coqueiros imperiais valorizam o edif\u00edcio que tamb\u00e9m abriga a Cinemateca      Municipal. O hor\u00e1rio de funcionamento, nos fins de semana, \u00e9 aos s\u00e1bados de      9h \u00e0s 13h, e domingos de 13h \u00e0s 17h.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:<\/strong>\u00a0Rua      Visconde do Rio Branco, 48 &#8211; Centro.<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:<\/strong>\u00a0a      partir da P\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; linhas 29 e 20.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-075.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"267\" \/><br \/>\n<strong>Antiga resid\u00eancia constru\u00edda no local de funda\u00e7\u00e3o da cidade (foto      PMS).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Pantheon dos Andradas<\/strong><\/p>\n<p> Inaugurado em 1923 em homenagem aos irm\u00e3os Andradas, que se tornaram grandes      vultos da hist\u00f3ria nacional. L\u00e1 est\u00e3o os restos mortais de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio      de Andrada e Silva, patriarca da Independ\u00eancia, e de seus irm\u00e3os, Antonio      Carlos, Martim Francisco e Patr\u00edcio Manoel, al\u00e9m de quadros em bronze que      representam cenas de sua vida e do imp\u00e9rio.<\/p>\n<p> Pra\u00e7a Bar\u00e3o do Rio Branco &#8211; Centro<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:\u00a0<\/strong>a      partir da P\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; linhas 29 e 20.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-076.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"180\" height=\"240\" \/><br \/>\n<strong>P\u00f3rtico de entrada do Pantheon<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Pal\u00e1cio Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio e Pa\u00e7o Municipal<\/strong><\/p>\n<p> Com projeto da d\u00e9cada de 30, o Pal\u00e1cio Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio foi inaugurado em      1939, na passagem do centen\u00e1rio da eleva\u00e7\u00e3o da Vila de Santos \u00e0 categoria      de cidade. Com arquitetura inspirada no pal\u00e1cio de Versailles em Paris, possui      acabamento em m\u00e1rmore italiano e jacarand\u00e1-da-ba\u00eda, com lustres de cristal      da Bohemia. \u00c9 imperd\u00edvel a Sala Princesa Isabel, plen\u00e1rio da C\u00e2mara Municipal,      que possui in\u00fameras obras reproduzindo personagens hist\u00f3ricos. O Gabinete      do Prefeito e o Sal\u00e3o Nobre Esmeraldo Tarqu\u00ednio s\u00e3o destaques, em estilo Lu\u00eds      XVI.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:\u00a0<\/strong>Pra\u00e7a      Mau\u00e1 &#8211; Centro.<\/p>\n<p> No Centro Hist\u00f3rico, utilize o bonde para se locomover.<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:\u00a0<\/strong>a      partir da P\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; linhas 29 e 20.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-077.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"340\" height=\"255\" \/><br \/>\n<strong>Pal\u00e1cio Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, sede da Prefeitura Municipal, na Pra\u00e7a Mau\u00e1.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Correios e Tel\u00e9grafos<\/strong><\/p>\n<p> Um dos imponentes edif\u00edcios do centro hist\u00f3rico, em estilo ecl\u00e9tico. Inaugurado      em novembro de 1924, foi um presente para a cidade da fam\u00edlia Guinle, que      aqui prosperou com as atividades portu\u00e1rias (os Guinle eram os propriet\u00e1rios      da antiga Companhia Docas de Santos).<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:<\/strong>\u00a0Pra\u00e7a      Mau\u00e1 &#8211; Centro.<\/p>\n<p> No Centro Hist\u00f3rico, utilize o bonde para se locomover.<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:\u00a0<\/strong>a      partir da Pra\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; linhas 29 e 20<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-078.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"306\" \/><br \/>\n<strong>A sede dos Correios na Pra\u00e7a Mau\u00e1, presente dos irm\u00e3os Guinle para      a cidade.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Igreja do Ros\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p> Foi Igreja Matriz de Santos no per\u00edodo entre a demoli\u00e7\u00e3o da antiga Matriz      (P\u00e7a da Rep\u00fablica) e a conclus\u00e3o da atual Catedral. Datada de 1756, foi mandada      construir pelo Sr. Francisco Caetano de Almeida Lobo, provedor da Irmandade      de N. Sra do Ros\u00e1rio.<\/p>\n<p> A grande reforma da d\u00e9cada de 40 desconfigurou sua arquitetura colonial      original, mas n\u00e3o retirou a import\u00e2ncia desta igreja para a hist\u00f3ria da cidade:      foi a primeira igreja a permitir a entrada de escravos. Funciona de 2\u00aa a sexta      (8h \u00e0s 18h) e s\u00e1bado (8h \u00e0s 12h). Missas de segunda a s\u00e1bado (12h). Visita      monitorada quinta, sexta (14h \u00e0s 17h) e s\u00e1bado (8h \u00e0s 11h)<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:\u00a0<\/strong>Pra\u00e7a      Rui Barbosa, s\/n &#8211; tel. 3219-3566<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:\u00a0<\/strong>a      partir da P\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; linhas 29 e 20.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-079.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"150\" height=\"252\" \/><\/p>\n<p> <strong>Catedral<\/strong><\/p>\n<p> Igreja neog\u00f3tica, que segue o padr\u00e3o dos maiores templos do mundo. Sua constru\u00e7\u00e3o      iniciou em 1909 e sua primeira missa foi em 1924, mas s\u00f3 em 1951 estava inteiramente      conclu\u00edda. O projeto \u00e9 de Maximiliano Hehl, que projetou tamb\u00e9m a Catedral      da S\u00e9, em S\u00e3o Paulo. Possui afrescos de Benedito Calixto e imagens do Sagrado      Cora\u00e7\u00e3o na Capela do Sant\u00edssimo.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:<\/strong>\u00a0Pr.      Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, s\/n, Centro<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:<\/strong>\u00a0a      partir da P\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; linhas 29 e 20<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-080.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"200\" height=\"300\" \/><br \/>\n<strong>A Catedral de Santos, em estilo neog\u00f3tico (foto PMS)<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Fortaleza de Santo Amaro<\/strong><\/p>\n<p> Constru\u00edda em 1584 para defender o Porto de Santos, por ordem de Felipe      II, rei da Espanha, quando Portugal e suas col\u00f4nias estiveram sob seu dom\u00ednio.      Foi tombada em 1967 e mais tarde restaurada pela Universidade Cat\u00f3lica de      Santos.<\/p>\n<p> Tamb\u00e9m conhecida como Fortaleza da Barra Grande, \u00e9 considerada o maior monumento      hist\u00f3rico-militar do estado e constitui um marco da arquitetura colonial espanhola      no Brasil. Os canh\u00f5es da Coroa Portuguesa utilizados na defesa de Santos contra      ataques piratas hoje est\u00e3o espalhados por museus do pa\u00eds &#8211; um deles pode ser      apreciado no jardim do Museu de Pesca &#8211; e o que se pode ver na Fortaleza \u00e9      uma r\u00e9plica em fibra de vidro do original, um Armstrong, 24 libras, ingl\u00eas,      modelo 1722, com reparo napole\u00f4nico.<\/p>\n<p> No interior da Capela, que foi erguida nas instala\u00e7\u00f5es da antiga Casa de      P\u00f3lvora, h\u00e1 um grande painel montado com 350 mil pedras coloridas, \u00faltima      obra de Manabu Mabe. Devido \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o privilegiada, da Fortaleza se pode      observar o movimento de navios rumo ao porto e toda a Ba\u00eda de Santos.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:<\/strong>\u00a0por      barco, com embarque a cada meia-hora na Ponte dos Pr\u00e1ticos, Ponta da Praia.<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:<\/strong>\u00a0a      partir do Gonzaga &#8211; linhas 23 e 42.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-081.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"280\" \/><br \/>\n<strong>O Forte de Santo Amaro, tamb\u00e9m conhecido como Fortaleza da Barra Grande      ou simplesmente Forte da Barra (foto PMS).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Engenho dos Erasmos<\/strong><\/p>\n<p> Em 1533, aproveitando as quedas d&#8217;\u00e1gua do Rio Jurubatuba aos p\u00e9s do Morro      da Nova Cintra, no atual bairro da Caneleira, foi constru\u00eddo o terceiro engenho      de cana-de-a\u00e7\u00facar do Brasil. Iniciativa de Martim Afonso de Souza, que formou      a sociedade &#8220;Armadores do Trato&#8221;, o Engenho dos Erasmos, em estilo      a\u00e7oriano, tinha um moinho d&#8217;\u00e1gua com plataforma para vencer o terreno desnivelado      e possu\u00eda unidades administrativa e residenciais, inclusive senzalas para      os escravos.<\/p>\n<p> Produzia cana para exporta\u00e7\u00e3o e rapadura e aguardente para o consumo interno.      Em 1540 um dos s\u00f3cios, o holand\u00eas Erasmus Schetz, adquiriu a parte dos outros.      A moenda funcionou at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo 18, quando entrou em decad\u00eancia      e, por fim sofreu um inc\u00eandio que o destruiu quase que completamente, restando      apenas ru\u00ednas. Em 1943 os terrenos foram comprados por Ot\u00e1vio Ribeiro de Ara\u00fajo,      que loteou a propriedade e doou o Engenho S\u00e3o Jorge dos Erasmos \u00e0 Faculdade      de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas da USP, em 1958.<\/p>\n<p> Considerado importante s\u00edtio arqueol\u00f3gico, foi tombado nas 3 esferas (municipal,      estadual e federal). Devido a um desabamento de parte das parede, a USP suspendeu      as visitas temporariamente, reabrindo novamente no final de 2004. Atualmente,      as ru\u00ednas abrem das 9h \u00e0s 16h, com programas especiais nas f\u00e9rias.<\/p>\n<p> <strong>Endere\u00e7o:<\/strong>\u00a0Rua      Alan Ciber Pinto, 96 &#8211; Vila S\u00e3o Jorge (Zona Noroeste).<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:\u00a0<\/strong>seletivo      Vila S\u00e3o Jorge e coletivos 184, 13, 105, 944.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-082.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"250\" \/><br \/>\n<strong>O Engenho dos Erasmos, para alguns historiadores, foi o primeiro constru\u00eddo      no Brasil (foto USP)<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Sugest\u00e3o de roteiro a p\u00e9 pelo Centro de Santos<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-083.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"500\" height=\"395\" \/><\/p>\n<p> 1. Monte Serrat<br \/>\n     2. Catedral, Sociedade Humanit\u00e1ria e Forum.<br \/>\n     3. Teatro Coliseu<br \/>\n     4. Outeiro de Sta. Catarina<br \/>\n     5. Casa do Trem B\u00e9lico<br \/>\n     6. Igreja do Carmo \/ Pantheon dos Andradas<br \/>\n     7. Correios e Tel\u00e9graphos 8. Pal\u00e1cio Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio<br \/>\n     9. Museu dos Caf\u00e9s e Rua XV de Novembro<br \/>\n     10. Casa de Frontaria Azulejada<br \/>\n     11. Esta\u00e7\u00e3o de Trem do Valongo<br \/>\n     12. Igreja S. Ant\u00f4nio do Valongo<br \/>\n     13. Cadeia Velha<br \/>\n     14. Museu de Arte Sacra de Santos<\/p>\n<h2> culturais<\/h2>\n<p> <strong>Pinacoteca Benedito Calixto<\/strong><\/p>\n<p> O \u00faltimo remanescente dos antigos e luxuosos palacetes da orla da praia,      que pertencia a um bar\u00e3o do caf\u00e9, por si s\u00f3 j\u00e1 \u00e9 uma atra\u00e7\u00e3o. Constru\u00eddo em      1900 por um alem\u00e3o, o casar\u00e3o foi reformado e ampliado em 1921, com rico acabamento      em estilo art nouveau. Restaurado em 1992, hoje abriga as obras do famoso      pintor santista Benedito Calixto, promove mostras e exposi\u00e7\u00f5es de arte, cursos      de t\u00e9cnicas art\u00edsticas e possui biblioteca especializada em arte.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:\u00a0<\/strong>Av.      Bartolomeu de Gusm\u00e3o, 15<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus a partir do Gonzaga &#8211;<\/strong>\u00a0linhas      42, 23 e 17.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-084.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"290\" \/><br \/>\n<strong>Pinacoteca: a casa por si s\u00f3 j\u00e1 \u00e9 uma atra\u00e7\u00e3o (foto PMS).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Museu de Pesca<\/strong><\/p>\n<p> Um dos mais antigos e completos em sua especialidade, o Museu de Pesca funciona      em antigo pr\u00e9dio, recentemente restaurado. Mostra desde peixes a aves marinhas,      procurando ressaltar a necessidade de preserva\u00e7\u00e3o do mar. Uma de suas mais      famosas atra\u00e7\u00f5es \u00e9 a ossada de baleia, com mais de 23 m de comprimento.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:<\/strong>\u00a0Av.      Bartolomeu de Gusm\u00e3o, 192 &#8211; Ponta da Praia<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:<\/strong>\u00a0a      partir do Gonzaga &#8211; linhas 23 e 42.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-085.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"265\" \/><br \/>\n<strong>O Museu de Pesca, em antigo pr\u00e9dio doado pela Marinha.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Museu do Mar<\/strong><\/p>\n<p> Apesar de simples, \u00e9 considerado pela comunidade cient\u00edfica como um dos      mais atuais da Am\u00e9rica Latina e uma refer\u00eancia em estudos sobre a biodiversidade      marinha. Possui uma biblioteca com 2000 volumes ligados \u00e0 \u00e1rea, laborat\u00f3rio      de pesquisas e um rico acervo de criaturas marinhas, como o tubar\u00e3o baleia      com 6 m de comprimento, a maior esp\u00e9cie do mundo e o \u00fanico em exposi\u00e7\u00e3o na      Am\u00e9rica Latina. Outros destaques s\u00e3o a concha gigante, com 148 quilos e os      aqu\u00e1rios de peixes ornamentais e de filhotes de tubar\u00e3o-lixa.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:<\/strong>\u00a0Rua      Rep\u00fablica do Equador, 81 &#8211; Ponta da Praia<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:<\/strong>\u00a0a      partir do Gonzaga &#8211; linhas 42 e 23.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-086.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"330\" height=\"225\" \/><br \/>\n<strong>Museu do Mar: acervo interessante em pr\u00e9dio simples.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Museu Mar\u00edtimo<\/strong><\/p>\n<p> Reunindo parte do acervo do ex-Museu Hist\u00f3rico Naval de S\u00e3o Vicente criado      pelo pesquisador su\u00ed\u00e7o Carlos Alfredo Hablitzel, o Museu Mar\u00edtimo mostra,      atrav\u00e9s de objetos, a hist\u00f3ria de diversos naufr\u00e1gios ocorridos na costa brasileira,      do s\u00e9culo XVII aos dias de hoje, al\u00e9m de outras pe\u00e7as relacionadas \u00e0 atividade      n\u00e1utica. S\u00e3o rel\u00edquias e pe\u00e7as resgatadas do fundo do mar (como as do navio      pirata franc\u00eas Boloret, naufragado em Paranagu\u00e1 em 1718, do transatl\u00e2ntico      espanhol Pr\u00edncipe das Ast\u00farias, naufragado em Ilha Bela em 1916, etc), antigos      equipamentos de mergulho (como o escafandro ingl\u00eas Siebe-Gorman, de 1910),      modelos de caravelas, gale\u00f5es e navios famosos (como as maquetes Titanic e      a do Windhuk, orgulho da marinha alem\u00e3 por volta de 1939), figuras de piratas,      comandantes e marujos, entre outras atra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:<\/strong>\u00a0Rua      Governador Fernando Costa, 343 &#8211; Ponta da Praia<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:\u00a0<\/strong>a      partir do Gonzaga &#8211; linhas 42 e 23.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-087.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"148\" \/><br \/>\n<strong>Museu Mar\u00edtimo: pe\u00e7as relembram naufr\u00e1gios na costa brasileira.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Museu do Porto<\/strong><\/p>\n<p> Instalado em um casar\u00e3o de estilo vitoriano datado de 1906, abriga em seu      acervo documentos de 1888, pe\u00e7as hist\u00f3ricas e equipamentos utilizados na constru\u00e7\u00e3o      do primeiros metros de cais, al\u00e9m de 700 negativos fotogr\u00e1ficos em vidro que      registram em imagens o passado do Porto de Santos.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:\u00a0<\/strong>Av.      Cons. Rodrigues Alves, s\/n &#8211; Macuco (esquina com a Rua Conselheiro Jo\u00e3o Alfredo).<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:\u00a0<\/strong>a      partir do Gonzaga &#8211; linha 42.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-088.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"260\" \/><br \/>\n<strong>O Museu do Porto conta e hist\u00f3ria do primeiro porto organizado do      pa\u00eds (foto PMS)<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Museu Oceanogr\u00e1fico de Santos<\/strong><\/p>\n<p> Instalado no campus da Unimonte na Ponta da Praia, re\u00fane acervo e exposi\u00e7\u00f5es      relacionadas \u00e0s atividades do Instituto Oceanogr\u00e1fico de Santos, um centro      de pesquisas na \u00e1rea ambiental relacionadas aos ecossistemas aqu\u00e1ticos, marinhos,      litor\u00e2neos e insulares.<\/p>\n<p> Na sala tem\u00e1tica Ecossistemas Litor\u00e2neos o visitante pode interagir e conhecer      a fauna e a flora dos principais ecossistemas costeiros, como Mata Atl\u00e2ntica,      manguezal, estu\u00e1rio, oceano, cost\u00e3o rochoso e praias.<\/p>\n<p> Os ambientes contam com recursos audiovisuais que proporcionam grande realismo,      al\u00e9m de rica cenografia e animais taxidermizados (mico-le\u00e3o-dourado, jacar\u00e9-do-papo-amarelo,      tucano, caranguejos, mariscos e outros). Tamb\u00e9m possui uma sala para atividades      l\u00fadico-pedag\u00f3gicas com monitores treinados e computadores para pesquisas e      consultas sobre o meio ambiente.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:<\/strong>\u00a0Av.      Saldanha da Gama, 89 &#8211; Ponta da Praia<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:<\/strong>\u00a0a      partir do Gonzaga &#8211; linhas 23 e 42.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-089.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"148\" \/><br \/>\n<strong>O Museu Oceanogr\u00e1fico de Santos reproduz ecossistemas costeiros com      grande realismo e possui sala para atividades l\u00fadico-pedag\u00f3gicas (fotos MOS).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Centro de Cultura Patr\u00edcia Galv\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p> Conjunto formado pelo Teatro Municipal Br\u00e1s Cubas, o Teatro de Arena Rosinha      Mastrangelo, a Galeria de Arte Patr\u00edcia Galv\u00e3o, a Galeria de Arte Br\u00e1s Cubas,      a Hemeroteca Municipal e em especial o MISS- Museu da Imagem e do Som de Santos.<\/p>\n<p> O Museu da Imagem e do Som de Santos possui audioteca com 5.000 discos de      vinil (33, 45, 78 e LP), milhares de filmes em fitas vhs, dvds, fotos e farto      material de pesquisas relativas a cinema, m\u00fasica e r\u00e1dio, al\u00e9m de objetos      raros como gramofones, moviolas e antigas vitrolas e r\u00e1dios. O Miss abre das      8h \u00e0s 18h, com entrada gr\u00e1tis. Mais informa\u00e7\u00f5es: 3226-8000.<\/p>\n<p> J\u00e1 a Hemeroteca Rold\u00e3o Mendes Rosa, com grande n\u00famero de jornais antigos,      revistas e outros documentos, est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do p\u00fablico para consultas      e pesquisas (podem ser tiradas fotoc\u00f3pias no local). A Hemeroteca funciona      de segunda a sexta, das 8h \u00e0s 19h, e s\u00e1bados, das 8h \u00e0s 14h.<\/p>\n<p> O Centro de Cultura abriga eventos anuais, como a Bienal Nacional de Artes      Pl\u00e1sticas de Santos e ministra cursos gratuitos promovidos pela Secretaria      de Cultura.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:<\/strong>\u00a0Av.      Pinheiro Machado, 48<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:<\/strong>\u00a0a      partir da Praia do Gonzaga &#8211; linha 19.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-090.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"330\" height=\"215\" \/><br \/>\n<strong>Centro de Cultura: sede da Orquestra Sinf\u00f4nica Municipal (foto PMS).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Memorial das Conquistas<\/strong><\/p>\n<p> O Memorial das Conquistas re\u00fane acervo hist\u00f3rico do Santos Futebol Clube,      o time que Pel\u00e9 tornou famoso no mundo inteiro. S\u00e3o trof\u00e9us, placas, fl\u00e2mulas      e fotos que contam a trajet\u00f3ria do clube desde os primeiros t\u00edtulos at\u00e9 a      conquista do Campeonato Brasileiro de 2002. O local conta com quatro monitores      bil\u00edngues.<\/p>\n<p> O ingresso, com uma foto comemorativa que \u00e9 trocada a cada 6 meses, fica      com o visitante como lembran\u00e7a. Funciona de ter\u00e7a a domingo, e quando tem      jogo \u00e0 noite na Vila, fica aberto at\u00e9 o in\u00edcio do jogo.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:\u00a0<\/strong>Rua      Princesa Isabel, 77 &#8211; Vila Belmiro<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus:\u00a0<\/strong>a      partir da praia do Gonzaga &#8211; linha 19<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-091.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"145\" \/><br \/>\n<strong>O Memorial das Conquistas relembra a trajet\u00f3ria do Santos Futebol      Clube atrav\u00e9s de pain\u00e9is, fotos e dos trof\u00e9us conquistados at\u00e9 20020.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Museu De Vaney<\/strong><\/p>\n<p> Criado para resgatar e preservar a mem\u00f3ria esportiva da cidade, o Centro      de Mem\u00f3ria Esportiva De Vaney iniciou com a incorpora\u00e7\u00e3o do material reunido      pelo jornalista Adriano Neiva da Motta e Silva (1907 &#8211; 1991), conhecido como      De Vaney, um dos maiores incentivadores do esporte na Cidade. Possui uma cole\u00e7\u00e3o      de mais de 500 trof\u00e9us, acervo fotogr\u00e1fico, biblioteca e hemeroteca, com mat\u00e9rias      jornal\u00edsticas ordenadas por assuntos e modalidades. Tamb\u00e9m realiza exposi\u00e7\u00f5es,      oficinas e palestras. Funciona de segunda \u00e0 sexta, das 8h \u00e0s 18h. Entrada      gratuita. Mais informa\u00e7\u00f5es: 3261-1989.<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:\u00a0<\/strong>Pra\u00e7a      Eng\u00ba Jos\u00e9 Rebou\u00e7as s\/n &#8211; Ponta da Praia<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus a partir do Gonzaga<\/strong>\u00a0&#8211;      linhas 42 e 23.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-092.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"330\" height=\"220\" \/><br \/>\n<strong>O Museu de Vaney guarda a mem\u00f3ria esportiva da cidade (foto PMS).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Gibiteca Municipal<\/strong><\/p>\n<p> Inaugurada em dezembro de 1992, a Gibiteca Marcel Rodrigues Paes tem um      grande acervo de revistas de v\u00e1rios g\u00eaneros, quadrinhos infantis e adultos      e cole\u00e7\u00f5es de gibis (cerca de 15 mil exemplares), al\u00e9m de livros de RPG. Possui      raridades como a edi\u00e7\u00e3o de O Tico-Tico, de 1936 e do Pr\u00edncipe Valente, de      1954. Mantida pela Prefeitura de Santos, atrai turistas, curiosos e colecionadores.      Ainda promove troca de gibis entre os frequentadores, exposi\u00e7\u00f5es e oficinas      de quadrinhos, aos domingos, das 15h20 \u00e0s 17h20.<\/p>\n<p> As inscri\u00e7\u00f5es s\u00e3o gratuitas e podem ser feitas na hora (basta chegar 10      minutos antes).<\/p>\n<p> <strong>Como chegar:<\/strong>\u00a0Av.      Bartolomeu de Gusm\u00e3o &#8211; Posto 5 (em frente \u00e0 Av. Conselheiro N\u00e9bias) &#8211; Boqueir\u00e3o<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus a partir do Gonzaga\u00a0<\/strong>&#8211;      linhas 42, 23 e 17 (\u00e9 pertinho, v\u00e1 a p\u00e9)<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-093.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"330\" height=\"210\" \/><br \/>\n<strong>A Gibiteca guarda cerca de 9 mil gibis (foto PMS).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Posto 4 &#8211; Cine Arte<\/strong><\/p>\n<p> Pequena e aconchegante (apenas 48 lugares), \u00e9 a \u00fanica sala de exibi\u00e7\u00e3o da      cidade voltada somente para filmes de arte, fora do circuito comercial, al\u00e9m      de realizar debates e mostras tem\u00e1ticas de filmes. \u00c9 mantida pelo governo      municipal com o apoio das empresas cinematogr\u00e1ficas da cidade (veja Programa-Cinema).<\/p>\n<p> Av. Vicente de Carvalho &#8211; Posto 4 &#8211; Boqueir\u00e3o<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-094.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"260\" \/><br \/>\n<strong>No Posto 4 funciona o Cine Arte, no Boqueir\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<h2> Culturais<\/h2>\n<p> <strong>Praias<\/strong><\/p>\n<p> Nos 7 km de praias santistas encontra-se o maior jardim cont\u00ednuo do mundo.      O jardim de Santos, em estilo ecl\u00e9tico, entrou para o Guiness World Records      no ano 2000 como o jardim frontal de praia de maior extens\u00e3o do mundo.<\/p>\n<p> Os nomes das praias de Santos variam de acordo com os bairros, separados      por caracter\u00edsticos canais que cortam toda a cidade: Jos\u00e9 Menino, Pomp\u00e9ia,      Gonzaga, Boqueir\u00e3o, Embar\u00e9, Aparecida e Ponta da Praia. A Ba\u00eda de Santos com      seus morros e ilhas e os navios aguardando a entrada no porto complementam      a paisagem.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-095.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"268\" \/><br \/>\n<strong>Vista parcial da orla da praia (foto PMS).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Aqu\u00e1rio Municipal<\/strong><\/p>\n<p> Totalmente reformado, ampliado e modernizado, o Aqu\u00e1rio Municipal reabriu      em janeiro de 2006 com muitas novidades: um grande tanque oce\u00e2nico de 5m de      altura, um tanque amaz\u00f4nico que reproduz o fundo dos rios e um tanque de toque.      As paredes externas do parque t\u00eam dois murais elaborados pelo artista e ambientalista      norte-americano Robert Wyland, conhecido mundialmente pelo seu trabalho de      conscientiza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica focado na vida marinha. A grande atra\u00e7\u00e3o \u00e9 o lobo      marinho, instalado em um enorme tanque com 450 mil litros de \u00e1gua que permite      a visualiza\u00e7\u00e3o do animal submerso.<\/p>\n<p> <strong>Local:\u00a0<\/strong>Av.      Bartolomeu de Gusm\u00e3o, s\/n &#8211; Ponta da Praia<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus a partir do Gonzaga<\/strong>\u00a0&#8211;      linhas 23 e 42.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-096.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"250\" \/><br \/>\n<strong>Aqu\u00e1rio Municipal: campe\u00e3o da cidade em n\u00famero de visitantes.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Monte Serrat<\/strong><\/p>\n<p> Eleito pela popula\u00e7\u00e3o da cidade como o maior atrativo tur\u00edstico da regi\u00e3o      em 1999, o Monte Serrat \u00e9 cart\u00e3o postal de Santos. Um dos pontos mais altos      da cidade, com 147 metros acima do n\u00edvel do mar, proporciona uma das mais      belas vistas da cidade. Do seu mirante \u00e9 poss\u00edvel ter uma vis\u00e3o completa do      Porto, parte dos morros que cercam Santos, o Canal de Bertioga, o Estu\u00e1rio      e as Ilhas Barnab\u00e9 e de Santo Amaro.<\/p>\n<p> O sistema funicular de bondes, planejado em 1910, foi constru\u00eddo em 1923,      e o complexo, incluindo um grande cassino, foi inaugurado em 1927. Seus exuberantes      sal\u00f5es foram palco das grandes festas da \u00e9poca \u00e1urea do caf\u00e9, e funcionou      assim at\u00e9 a proibi\u00e7\u00e3o do jogo pelo Presidente Eurico Gaspar Dutra, em 1946.      Hoje, o Cassino est\u00e1 completamente reformado e sedia eventos e festas promovidas      pela sociedade santista. Ainda conta com lanchonete e equipamentos de lazer      para as crian\u00e7as.<\/p>\n<p> No alto do Monte tamb\u00e9m est\u00e1 a Capela de Nossa Senhora do Monte Serrat,      padroeira da cidade, uma das atra\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas da cidade, datada de 1603.      Todos os anos, no in\u00edcio de setembro, a festa de N. Senhora de Monte Serrat      atrai milhares de pessoas em prociss\u00e3o.<\/p>\n<p> O acesso \u00e9 feito por bonde funicular que parte de meia em meia hora.<\/p>\n<p> Pra\u00e7a Correa de Melo, 33 &#8211; Centro<\/p>\n<p> <strong>\u00d4nibus a partir da Pra\u00e7a Independ\u00eancia<\/strong>\u00a0&#8211;      linha 20.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-097.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"270\" \/><br \/>\n<strong>Os bondinhos funiculares do Monte Serrat.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Orquid\u00e1rio Municipal<\/strong><\/p>\n<p> Parque zoobot\u00e2nico com mais de 22 mil m\u00b2 de \u00e1rea que mistura jardins cultivados      com esp\u00e9cies naturais da mata atl\u00e2ntica, animais silvestres e uma cole\u00e7\u00e3o      de orqu\u00eddeas.<\/p>\n<p> Pra\u00e7a Washington, s\/n &#8211; Jos\u00e9 Menino.<\/p>\n<p> \u00d4nibus a partir da praia do Gonzaga &#8211; linha 19 (des\u00e7a no Canal 1) ou a partir      da Pra\u00e7a Independ\u00eancia &#8211; seletivo 206.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-098.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"267\" \/><br \/>\n<strong>Orquid\u00e1rio Municipal: um o\u00e1sis de mata atl\u00e2ntica e jardins dentro      da cidade.<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Morro do Jos\u00e9 Menino \/ Itarar\u00e9<\/strong><\/p>\n<p> \u00c1rea concorrida para a pr\u00e1tica do v\u00f4o livre e por seu panorama, que abrange      toda a Ba\u00eda de Santos, com suas praias e o porto, e a praia de Itarar\u00e9 at\u00e9      a Ilha Porchat, em S\u00e3o Vicente. No alto do morro funciona a rampa de decolagem,      de responsabilidade do Clube de V\u00f4o Livre do Litoral Paulista, a Escola de      Parapente Din\u00e2mica do Ar e uma lanchonete.<\/p>\n<p> O acesso de carro \u00e9 feito pela Rua Monteiro Lobato, no Jos\u00e9 Menino. Voc\u00ea      tamb\u00e9m pode subir pelo telef\u00e9rico situado na praia do Itarar\u00e9, em S\u00e3o Vicente.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-099.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"300\" \/><br \/>\n<strong>No alto do Morro do Jos\u00e9 Menino, o local ideal para saltos.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-100.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"500\" height=\"373\" \/><\/p>\n<h2> Passeios<\/h2>\n<p> <strong>Conhe\u00e7a o Centro Hist\u00f3rico de Bonde<\/strong><\/p>\n<p> Viajar no tempo e voltar ao passado. Assim pode ser definido o passeio de      bonde pelo Centro Hist\u00f3rico de Santo. Agora, Santos e Rio de Janeiro (com      seus tradicionais bondes de Santa Tereza) s\u00e3o as \u00fanicas cidades da Am\u00e9rica      Latina que mant\u00e9m seus sistemas originais.<\/p>\n<p> O bonde tur\u00edstico, cuja linha foi inaugurada em setembro de 2002, trouxe      nova vida ao Centro e j\u00e1 \u00e9 considerado uma das maiores atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas      da cidade.<\/p>\n<p> O sucesso foi tanto que em 2007 a linha foi ampliada. O percurso inicial      de 1,7 km ganhou mais um trecho de linhas, ficando com 5 km e cobre todas      as atra\u00e7\u00f5es e pontos de interesse hist\u00f3rico do Centro de Santos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-101.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"271\" \/><br \/>\n<strong>O bonde com reboque passando pela Casa de Frontaria Azulejada, na      Rua do Com\u00e9rcio: passeio imperd\u00edvel (foto Felipe Ozores).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Museu Vivo do Bonde<\/strong><\/p>\n<p> A linha tur\u00edstica do bonde come\u00e7ou a operar em 2002 com dois carros el\u00e9tricos      de cor verde, al\u00e9m de um reboque de 1870, totalmente restaurados. Um deles,      do tipo aberto e prefixo 32, \u00e9 original de 1911 e da marca escocesa Hurst      Nelson. O outro, um bonde fechado apelidado de &#8220;camar\u00e3o&#8221; e de prefixo      40, tem m\u00e1quina de origem norte-americana e carroceria fabricada em Santos,      na d\u00e9cada de 50. Ambos circularam em Santos at\u00e9 fevereiro de 1971.<\/p>\n<p> Em 2006 e 2008, dois ve\u00edculos portugueses origin\u00e1rios da cidade do Porto      se juntaram aos bondes verdes santistas. Do tipo fechados e de prefixos 193      e 224, os amarelinhos deram in\u00edcio ao chamado Museu Vivo do Bonde.<\/p>\n<p> Em setembro de 2010 o acervo foi incrementado com um exemplar italiano,      doado pela cidade de Turim. Fabricado pela Fiat e datado de 1958, o italiano      \u00e9 pintado em dois tons de verde e tem prefixo 3265.<\/p>\n<p> Mais um bonde italiano de Turim, outro portugu\u00eas da cidade do Porto e um      norte-americano j\u00e1 est\u00e3o na cidade aguardando a restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-102.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"271\" \/><br \/>\n<strong>O bonde portugu\u00eas passando pela antiga Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria do Valongo      (foto Ana Luiza Ozores).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Ponto inicial e final<\/strong><\/p>\n<p> Parada Buck Jones &#8211; O ponto inicial na Pra\u00e7a Mau\u00e1 \u00e9 chamado Parada Buck      Jones em homenagem ao corretor de caf\u00e9 Jos\u00e9 Carlos Vieira da Cunha, defensor      entusiasta da manuten\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de bonde na cidade, quando de sua extin\u00e7\u00e3o,      em fevereiro de 1928. Em frente ao ponto fica a Pra\u00e7a Mau\u00e1, tendo ao fundo      o Pal\u00e1cio Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, sede da Prefeitura Municipal.<\/p>\n<p> <strong>O Percurso<\/strong><\/p>\n<p> O bonde sai da Pra\u00e7a Mau\u00e1 e segue pela seguintes vias: Rua General C\u00e2mara,      Pra\u00e7a Rui Barbosa, Rua Vasconcelos Tavares, Rua Amador Bueno, Rua Frei Gaspar,      Av. S\u00e3o Francisco, Pra\u00e7a Correa de Melo, Rua Bittencourt, Rua Braz Cubas,      Pra\u00e7a Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, Rua General C\u00e2mara, Pra\u00e7a Mau\u00e1, Rua do Com\u00e9rcio, Largo      Marqu\u00eas de Monte Alegre, Rua S\u00e3o Bento, Rua Tuiuty, Pra\u00e7a Bar\u00e3o do Rio Branco,      Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, Rua Visconde do Rio Branco, Rua da Constitui\u00e7\u00e3o, Rua General      C\u00e2mara novamente, Rua Augusto Severo (atr\u00e1s do Pa\u00e7o), Rua Cidade Toledo e      Pra\u00e7a Mau\u00e1.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-103.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"271\" \/><br \/>\n<strong>O bonde 32 na antiga Esta\u00e7\u00e3o do Valongo (foto Ana Luiza Ozores).<\/strong><\/p>\n<h2> <strong>O que se v\u00ea no passeio<\/strong><\/h2>\n<p> <strong>O passeio de bonde percorre 5 km e dura cerca de 50 minutos. O trajeto      \u00e9 recheado de pr\u00e9dios antigos, monumentos e curiosidades da cidade, destacando-se:<\/strong><\/p>\n<p> Pra\u00e7a Mau\u00e1 e Pal\u00e1cio Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio<br \/>\n     Monumento a Bartolomeu de Gusm\u00e3o<br \/>\n     Igreja Nossa Senhora do Ros\u00e1rio<br \/>\n     Pal\u00e1cio Saturnino de Brito<br \/>\n     Monte Serrat e Fonte do Itoror\u00f3<br \/>\n     Castelinho (ex-sede dos Bombeiros e futura C\u00e2mara Municipal)<br \/>\n     Sociedade Humanit\u00e1ria<br \/>\n     Catedral<br \/>\n     Teatro Coliseu<br \/>\n     Outeiro de Santa Catarina<br \/>\n     Casa do Trem B\u00e9lico<br \/>\n     Pr\u00e9dio da Fazenda Estadual<br \/>\n     Monumento a Br\u00e1s Cubas e Pr\u00e9dio da Alf\u00e2ndega<br \/>\n     Conjunto do Carmo (Igrejas da Ordem Primeira e da Ordem Terceira de Nossa      Senhora do Carmo)<br \/>\n     Pantheon dos Andradas<br \/>\n     Casa de Frontaria Azulejada<br \/>\n     Igreja de Santo Ant\u00f4nio do Valongo<br \/>\n     Antiga Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria<br \/>\n     Ru\u00ednas dos casar\u00f5es do Valongo<br \/>\n     Antigos armaz\u00e9ns 1 a 4 do Porto, hoje desativados<br \/>\n     Casar\u00e3o da Rua Tuiuty (tamb\u00e9m conhecido como Palacete Mau\u00e1)\u00a0<br \/>\n     Bolsa Oficial de Caf\u00e9 (fundos)<br \/>\n     Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Santos (fundos)<br \/>\n     Inspetoria de Imigra\u00e7\u00e3o do Porto (recep\u00e7\u00e3o dos imigrantes)\u00a0<br \/>\n     Monumento a Gaffr\u00e9e e Guinle<br \/>\n     Edif\u00edcio dos Correios<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-104.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"400\" height=\"265\" \/><br \/>\n<strong>Bonde portugu\u00eas na Rua Braz Cubas, passando pela Catedral (foto PMS).<\/strong><\/p>\n<p> <strong>Paradas<\/strong><\/p>\n<p> <strong>O roteiro tem dois pontos de parada onde o passageiro poder\u00e1 descer      e embarcar em outro bonde depois:<\/strong><\/p>\n<p> <strong>1<\/strong>. Pal\u00e1cio Saturnino de Brito (Av. S\u00e3o Francisco)<\/p>\n<p> pode ser visitado de ter\u00e7a a domingo, das 11h \u00e0s 18h. Ande mais um pouquinho      e suba o Monte Serrat pelo bondinho funicular.<\/p>\n<p> <strong>2.\u00a0<\/strong>Outeiro      de Santa Catarina (Rua Visconde do Rio Branco)<\/p>\n<p> O local \u00e9 sede da Funda\u00e7\u00e3o Arquivo e Mem\u00f3ria de Santos, que oferece maquete      multim\u00eddia da Vila de Santos em 1800 e v\u00eddeo sobre a hist\u00f3ria da cidade. Atravessando      a rua, viste a Casa do Trem B\u00e9lico, restaurada recentemente.<\/p>\n<p class=\"imagem\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/santos-105.jpg\" alt=\"Cidade de Santos\" title=\"Cidade de Santos\" width=\"732\" height=\"407\" \/><\/p>\n<p>  Fonte:\u00a0www.vivasantos.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Santos, Origem, Hist\u00f3ria, Cidade, Praias, Cultura, Gastronomia, Lazer, Roteiros, Turismo, Mar, Porto, Monte Serrat, Desenvolvimento, Evolu\u00e7\u00e3o, Como Chegar Santos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-46772","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-turismo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This 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