{"id":46541,"date":"2016-06-13T18:05:30","date_gmt":"2016-06-13T18:05:30","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=46541"},"modified":"2016-06-13T18:23:45","modified_gmt":"2016-06-13T18:23:45","slug":"para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/para","title":{"rendered":"Par\u00e1"},"content":{"rendered":"<h4>HIST\u00d3RIA<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h1.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><br \/>\n<strong>Bandeira do Par\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>O impulso militar que trouxe os portugueses ao Par\u00e1, em 1616, fez parte de      um projeto pol\u00edtico ambicioso de conquista do vale amaz\u00f4nico associado a um      projeto econ\u00f4mico, n\u00e3o menos ambicioso, de explora\u00e7\u00e3o da biodiversidade local      \u0096 as chamadas \u0093drogas do sert\u00e3o\u0094, especiarias ocidentais de      alto valor no mercado europeu.<\/p>\n<p>A funda\u00e7\u00e3o de Bel\u00e9m, a 16 de janeiro de 1616, foi o primeiro passo desse      projeto de conquista territorial. O processo foi cont\u00ednuo e tenso e a ocupa\u00e7\u00e3o      do territ\u00f3rio se deu com base no massacre ou escraviza\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas      e no confronto b\u00e9lico com as outras pot\u00eancias europ\u00e9ias que possu\u00edam feitorias      na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Aos poucos, atrav\u00e9s de expedi\u00e7\u00f5es militares, novas regi\u00f5es foram sendo anexadas:      os vales dos rios Guam\u00e1, Acar\u00e1 e Moj\u00fa, o baixo Tocantins, a costa dos Caet\u00e9s      (hoje costa do Salgado), a regi\u00e3o da \u0093estrada do Maranh\u00e3o\u0094, que      hoje chamamos de Bragantina, a Ilha Grande de Joannes, atual Maraj\u00f3, a pen\u00edsula      de Gurup\u00e1, o Cabo Norte, atual Amap\u00e1, o baixo Amazonas, os vales do Xingu      e Tapaj\u00f3s, o Alto Amazonas e o vale do Rio Negro.<\/p>\n<p>Cada um desses territ\u00f3rios correspondia a novas rotas de explora\u00e7\u00e3o riquezas,      fossem elas as drogas do sert\u00e3o, fossem terras, a acrescentar ao patrim\u00f4nio      dos principais colonos, ou fossem, enfim, as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas escravizadas.<\/p>\n<p>Esse padr\u00e3o econ\u00f4mico, baseado na coleta extrativista, na navega\u00e7\u00e3o fluvial      e na escraviza\u00e7\u00e3o dos \u00edndios, juntamente com os aspectos geogr\u00e1ficos da floresta      equatorial, acabou diferenciando a nova col\u00f4nia do restante da Am\u00e9rica Portuguesa.    <\/p>\n<p><strong>Por isso, desde 1626, eram duas as col\u00f4nias de Portugal na Am\u00e9rica:<\/strong>      O Brasil, que inclu\u00eda o Nordeste e toda a parte meridional da col\u00f4nia e o      Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o, que inclu\u00eda toda a Amaz\u00f4nia, o Maranh\u00e3o e, junto com      este, o Piau\u00ed e parte do Cear\u00e1. O que diferenciava essas duas col\u00f4nias era,      basicamente, o modo de produ\u00e7\u00e3o: no Brasil, predominava a monocultura e, no      Gr\u00e3o-Par\u00e1, a atividade extrativa.<\/p>\n<p>A igreja cat\u00f3lica tamb\u00e9m fez parte dessa empresa colonizadora. Seu trabalho      mission\u00e1rio, por\u00e9m, entrava muitas vezes em concorr\u00eancia com os interesses      mercantis dos colonos, haja vista que as miss\u00f5es religiosas eram, ao mesmo      tempo, grandes espa\u00e7os de produ\u00e7\u00e3o, com interesse na propriedade de terra,      no com\u00e9rcio das drogas do sert\u00e3o e na manuten\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas      nesses espa\u00e7os de produ\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>O debate entre colonos e a igreja atravessou os s\u00e9culos XVII e XVIII, at\u00e9      que, nesse momento, a nova mentalidade pol\u00edtica em vigor na metr\u00f3pole iniciou      um processo de expropria\u00e7\u00e3o de seus bens e, tamb\u00e9m, de dinamiza\u00e7\u00e3o da economia      local.<\/p>\n<p>Tratava-se da pol\u00edtica do marqu\u00eas de Pombal, personagem emblem\u00e1tico do despotismo      esclarecido em Portugal. Carvalho e Mello, o famoso marqu\u00eas, ministro de d.      Jos\u00e9 I, passou a governar a na\u00e7\u00e3o com m\u00e3os de ferro ap\u00f3s a grande trag\u00e9dia      que foi a destrui\u00e7\u00e3o de Lisboa por um terremoto, seguido por um maremoto e      por um imenso inc\u00eandio, em 1775. <\/p>\n<p>Seu projeto pol\u00edtico privilegiava um novo padr\u00e3o de economia mercantilista,      o tr\u00e1fico negreiro como instrumento de eleva\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e a valoriza\u00e7\u00e3o      de col\u00f4nias portuguesas antes descentradas, como era o caso do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e      Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Com efeito, a pol\u00edtica externa de Portugal para a Am\u00e9rica, a partir desse      \u00faltimo quartel do s\u00e9culo XVIII, mudou nitidamente sua orienta\u00e7\u00e3o, passando      seu foco central da regi\u00e3o do rio da Prata para o vale amaz\u00f4nico. Pombal promoveu      mudan\u00e7as significativas na estrutura social e econ\u00f4mica do Gr\u00e3o-Par\u00e1. <\/p>\n<p>Trouxe para a regi\u00e3o centenas de especialistas, dentre cientistas, militares,      engenheiros, naturalistas, desenhistas, arquitetos e ge\u00f3grafos. \u00c0 pretexto      de demarcar os limites entre Portugal e Espanha promoveu um levantamento cient\u00edfico      acurado da regi\u00e3o, de sua hidrografia, fauna, flora e popula\u00e7\u00f5es humanas.      O conhecimento acumulado nesse projeto foi fundamental para firmar o direito      do Gr\u00e3o-Par\u00e1 sobre a parte mais extensa do territ\u00f3rio amaz\u00f4nico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, preocupou-se em colonizar melhor a regi\u00e3o: da antiga pra\u00e7a colonial      portuguesa de Mazag\u00e3o, na \u00c1frica, trouxe 1.700 fam\u00edlias, a grande maioria      delas nobres e, do arquip\u00e9lago dos A\u00e7ores, trouxe tamb\u00e9m milhares de habitantes.    <\/p>\n<p>Destituindo os frades jesu\u00edtas e merced\u00e1rios de seu patrim\u00f4nio material e      expulsando-os do Gr\u00e3o-Par\u00e1, distribuiu suas posses entre militares fi\u00e9is.      Nos antigos assentamentos mission\u00e1rios, firmando a liberdade dos \u00edndios, criou      mais de trinta vilas e cidades. E tamb\u00e9m incrementou o com\u00e9rcio e o tr\u00e1fico      negreiro, criando para isso a Companhia Geral de Com\u00e9rcio do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p> O objetivo era dinamizar a economia, incentivando o surgimento de m\u00faltiplas      experi\u00eancias, exitosas ou n\u00e3o, de atividades extrativistas ou monoculturas      agr\u00edcolas, com o cacau, por exemplo, que passou a constituir uma riqueza importante      da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O interesse do marqu\u00eas de Pombal no Gr\u00e3o-Par\u00e1 era quase pessoal: nomeou seu      pr\u00f3prio irm\u00e3o como governante da prov\u00edncia, um sobrinho seu como bispo do      Par\u00e1 e v\u00e1rios outros parentes e amigos para cargos de destaque na burocracia      colonial que dizia respeito a esta col\u00f4nia americana.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m incentivou o embelezamento de Bel\u00e9m: a constru\u00e7\u00e3o do Pal\u00e1cio dos Governadores      (atual Museu Hist\u00f3rico do Estado do Par\u00e1), a reconstru\u00e7\u00e3o das principais igrejas      da cidade \u0096 como a S\u00e9, Santo Alexandre, Carmo, Sant\u0092Anna e S\u00e3o Jo\u00e3ozinho      e de outros pr\u00e9dios p\u00fablicos ou residenciais. Nessa atividade destacou-se      o arquiteto bolonh\u00eas Ant\u00f4nio Jos\u00e9 Landi, que, como v\u00e1rios outros dos especialistas      trazidos por Pombal, acabou por fixar resid\u00eancia na col\u00f4nia.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a destitui\u00e7\u00e3o do marqu\u00eas lan\u00e7ou o Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o num ciclo de      decad\u00eancia que perdurou por quase um s\u00e9culo, at\u00e9 por volta de 1870. Nesse      per\u00edodo a col\u00f4nia experimentou muitas mudan\u00e7as: a conturbada ades\u00e3o \u00e0 independ\u00eancia      do Brasil, o surgimento da imprensa e de uma vida intelectual ativa e, mais      que tudo, a experi\u00eancia da guerra civil, que foi a Cabanagem.<\/p>\n<p>A Cabanagem, essa revolu\u00e7\u00e3o popular t\u00e3o mal compreendida pela hist\u00f3ria, foi      um momento de explos\u00e3o social com impacto demogr\u00e1fico e cultural que marcaram      para sempre o Par\u00e1. Alguns historiados estimam que um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o morreu      no conflito, que foi cheio de epis\u00f3dios tr\u00e1gicos. <\/p>\n<p>O movimento foi liderado pelas camadas populares. Iniciado em 1835, tomou      Bel\u00e9m e espalhou-se por toda a Amaz\u00f4nia. Um governo do povo foi instalado      e vigorou at\u00e9 1838, quando a capital foi conquistada, novamente, pelas for\u00e7as      legalistas. Por\u00e9m, os conflitos duraram at\u00e9 por volta de 1840.<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o o Par\u00e1 come\u00e7ou a receber fortes puni\u00e7\u00f5es pelo governo brasileiro.      Col\u00f4nia popular, indianizada, subversiva, independentista e arrivista, aos      olhos de muitos, passou a perder gradativamente seu status. <\/p>\n<p>A l\u00edngua geral, um misto de v\u00e1rias l\u00ednguas ind\u00edgenas amalgamadas com o latim,      falada correntemente por todos os comerciantes e popula\u00e7\u00f5es caboclas do vale      amaz\u00f4nico e, praticamente, a l\u00edngua do com\u00e9rcio no Ver-o-Peso e a l\u00edngua da      pol\u00edtica, nos bairros populares de Bel\u00e9m, foi proibida. As popula\u00e7\u00f5es caboclas      foram, muitas vezes, perseguidas e as grandes propriedades agr\u00edcolas ou extrativistas      deixaram de contar com a aten\u00e7\u00e3o e o apoio do governo central.<\/p>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o foi superada com a descoberta dos processos de vulcaniza\u00e7\u00e3o      da borracha, o que permitia a sua utiliza\u00e7\u00e3o em ind\u00fastrias diversificadas.      Era a \u0093Era da Borracha\u0094 que come\u00e7ava. Bel\u00e9m converteu-se numa pra\u00e7a      comercial febril, centro do com\u00e9rcio mundial da borracha. A prosperidade era      t\u00e3o grande que esse per\u00edodo ficou conhecido como uma Belle \u00c9poque Amaz\u00f4nica.    <\/p>\n<p>No imagin\u00e1rio burgu\u00eas do per\u00edodo, a capital do Par\u00e1 era a \u0093petite Paris\u0094,      ou a \u0093Paris n\u0092 Am\u00e9rica\u0094. Grandes lojas e magazines foram abertos,      bem como bancos, casas seguradoras, empresas de cr\u00e9dito e firmas de toda sorte.      Nesse per\u00edodo, por exemplo, o centro da cidade foi intensamente arborizado      por mangueiras trazidas da \u00cdndia. Da\u00ed o apelido que at\u00e9 hoje estas \u00e1rvores      (j\u00e1 centen\u00e1rias) d\u00e3o \u00e0 capital paraense.<\/p>\n<p>O Par\u00e1 enriqueceu rapidamente, e toda a base econ\u00f4mica anterior, essencialmente      diversificada, cedeu lugar, rapidamente, ao extrativismo \u0093monocultor\u0094      do l\u00e1tex. A proclama\u00e7\u00e3o de Rep\u00fablica, em 1889, n\u00e3o teve impacto maior sobre      a forma\u00e7\u00e3o das classes dominantes locais \u0096 como, de resto, em todo Brasil,      e os mesmos instrumentos de reprodu\u00e7\u00e3o e controle social foram mantidos em      sua ess\u00eancia, mesmo com o fim da escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>A d\u00e9b\u00e2cle, ou melhor, a queda da economia seringueira, se deu repentinamente      e, tal como na sucess\u00e3o do ciclo de desenvolvimento pombalino, gerou d\u00e9cadas      de estagna\u00e7\u00e3o. O fato \u00e9 que a maior parte da riqueza gerada pela borracha      n\u00e3o foi internalizada, ou seja, n\u00e3o foi transformada em capital de investimento.    <\/p>\n<p>Ainda que uma parte dela tenha dado origem a uma pequena, mas importante      atividade industrial, a maior parte foi usada em bens de consumo ou transferida      para pra\u00e7as mais s\u00f3lidas, como Lisboa \u0096 com quem sempre Bel\u00e9m teve uma      rela\u00e7\u00e3o de proximidade intelectual e comercial \u0096 e Rio de Janeiro, capital      da rep\u00fablica, para onde boa parte das elites paraenses se deslocaram com a      crise da borracha.<\/p>\n<p>Com o decl\u00ednio dos dois ciclos da borracha, veio uma angustiante estagna\u00e7\u00e3o,      da qual o Par\u00e1 s\u00f3 saiu na d\u00e9cada de 1960, com o desenvolvimento de atividades      agr\u00edcolas no sul do Estado. A partir da d\u00e9cada de 1960, mas principalmente      na d\u00e9cada de 1970, o crescimento foi acelerando com a explora\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios      (principalmente na regi\u00e3o sudeste do estado), como o ferro na Serra dos Caraj\u00e1s      e do ouro em Serra Pelada.<\/p>\n<p>Fonte: www.pa.gov.br<\/p>\n<h6>Par\u00e1<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>A Hist\u00f3ria do Par\u00e1<\/h4>\n<p>O povoamento do Par\u00e1 come\u00e7a com a entrada de holandeses e ingleses, mas consolidado      com os portugueses. O in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o do Estado se d\u00e1 em 1616, com a funda\u00e7\u00e3o      do Forte do Pres\u00e9pio, primeiro marco de constru\u00e7\u00e3o da cidade de Bel\u00e9m, na      \u00e9poca Santa Maria de Bel\u00e9m do Gr\u00e3o-Par\u00e1.<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel pela funda\u00e7\u00e3o foi Francisco Caldeira Castelo Branco, antigo      Capit\u00e3o-Mor do Rio Grande do Norte. Para chegar \u00e0 Bel\u00e9m, ele saiu do Maranh\u00e3o,      chefiando uma expedi\u00e7\u00e3o de 200 homens, em tr\u00eas caravelas &#8211; Santa Maria da      Candel\u00e1ria, Santa Maria da Gra\u00e7a e Assun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um relato, datado de 1650, registra uma informa\u00e7\u00e3o do Padre Ant\u00f4nio Vieira      dizendo, em sua &#8220;Resposta aos Cap\u00edtulos do Procurador do Maranh\u00e3o&#8221;,      que a popula\u00e7\u00e3o de Bel\u00e9m somava 80 almas, sem incluir os nativos, os religiosos      e os soldados.<\/p>\n<p>As primeiras ruas da nova cidade foram sendo abertas, todas paralelas \u00e0 grandiosa      ba\u00eda do Guajar\u00e1. Os caminhos transversais levavam ao interior.<\/p>\n<p>Era maior o desenvolvimento para o lado norte, onde os colonos levantaram      suas casas de taipa. Era o come\u00e7o de Bel\u00e9m. Assim nascia o primeiro bairro      da capital, hoje conhecido como Cidade Velha, onde est\u00e1 boa parte da hist\u00f3ria      da capital paraense.<\/p>\n<p>No s\u00e9c. XVIII, o territ\u00f3rio est\u00e1 integrado \u00e0 capitania do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o      e vive um per\u00edodo pr\u00f3spero, com lavouras de caf\u00e9, arroz, cana-de-a\u00e7\u00facar, cacau      e tabaco, al\u00e9m de fazendas de gado.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9c. XIX, Bel\u00e9m torna-se um grande centro urbano. Em 1821, a      Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista do Porto \u00e9 apoiada pelos paraenses, que se revoltam      contra o rei de Portugal. O levante \u00e9 sufocado.<\/p>\n<p>Em 1835, \u00e9 palco do movimento da Cabanagem, considerado o maior e verdadeiramente      popular manifesta\u00e7\u00e3o de luta no Brasil.<\/p>\n<p>A economia fica estagnada at\u00e9 o fim do s\u00e9c. XIX, quando o crescimento \u00e9 retomado      com o in\u00edcio do ciclo da borracha, que trouxe riqueza e ostenta\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade.      \u00c9 nesta \u00e9poca que s\u00e3o constru\u00eddas as grandes obras da cidade, como o rico      e belo Teatro da Paz, um dos maiores s\u00edmbolos desse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Fonte: www.topgyn.com.br<\/p>\n<h6>Par\u00e1<\/h6>\n<p>O Estado do Par\u00e1, com 1.248.042 km2 de extens\u00e3o, representa 16,66% do territ\u00f3rio      brasileiro e 26% da Amaz\u00f4nia. Cortado pela linha do Equador no seu extremo      norte, \u00e9 dividido em 143 munic\u00edpios, onde vivem cerca de seis milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>O Par\u00e1 j\u00e1 conta como uma infra-estrutura capaz de sustentar a implanta\u00e7\u00e3o      de projetos produtivos para alavancar o desenvolvimento do Estado. A economia,      tradicionalmente calcada no extrativismo, sofreu a primeira grande mudan\u00e7a      na d\u00e9cada de 70, com a pol\u00edtica de incentivos fiscais definida pelo Governo      Federal para estimular o desenvolvimento da Amaz\u00f4nia, que resultou na implanta\u00e7\u00e3o      de v\u00e1rios projetos industriais, agr\u00edcolas e pecu\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Outra grande mudan\u00e7a no perfil da economia paraense come\u00e7ou a se desenhar      em meados da d\u00e9cada de 90, mais precisamente em 1995, quando o Governo do      Par\u00e1, al\u00e9m de adotar mecanismos de incentivo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de novos projetos      produtivos, passou a trabalhar a mudan\u00e7a da base produtiva do Estado, a partir      das suas \u00e1reas vocacionais, de modo a garantir um desenvolvimento econ\u00f4mico      e social efetivo e permanente. A nova base produtiva do Par\u00e1 est\u00e1 assim calcada      em tr\u00eas grandes \u00e1reas: agroind\u00fastria, verticaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o mineral e      turismo.<\/p>\n<p>A verticaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o mineral prev\u00ea o melhor aproveitamento econ\u00f4mico      da in\u00fameras e valiosas jazidas minerais do Estado, onde est\u00e1 a que \u00e9 considerada      a maior prov\u00edncia mineral do Brasil. A verticaliza\u00e7\u00e3o reduz a exporta\u00e7\u00e3o do      min\u00e9rio, quase que em estado bruto, incorporando novas etapas ao processo      produtivo, de forma integrada, solidificando, ampliando e diversificando o      parque industrial paraense, aumentando a gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda e agregando      valores aos produtos da pauta de exporta\u00e7\u00e3o do Par\u00e1. <\/p>\n<p>Neste campo s\u00e3o variadas as possibilidades para os investidores que contam      com a diversidade da produ\u00e7\u00e3o mineral do Estado &#8211; do ferro \u00e0s pedras preciosas,      passando por mangan\u00eas, cobre bauxita e com ind\u00fastrias j\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o que produzem,      por exemplo, alumina e alum\u00ednio.<\/p>\n<p>A meta no setor de agroind\u00fastria \u00e9 a de fortalecer o desenvolvimento rural,      atrav\u00e9s do cons\u00f3rcio entre agricultura e ind\u00fastria. Ao lado das culturas j\u00e1      existentes, que v\u00eam crescendo ano a ano, surgem ind\u00fastrias como \u00f3leo de palma,      sucos e polpas de frutas e de fibra de cocos.<\/p>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o da cultura da soja apresentou resultados excelentes, \u00edndices      de produtividade acima da m\u00e9dia verificada no pa\u00eds, o que indica boas perspectivas      para a atividade. As culturas de cacau e caf\u00e9 tamb\u00e9m apresentam boas perspectivas.      Al\u00e9m dos aspectos econ\u00f4micos, o desenvolvimento da agroind\u00fastria utiliza basicamente      \u00e1reas j\u00e1 degradadas, recuperando-as de forma produtiva e evitando a destrui\u00e7\u00e3o      de novas \u00e1reas.<\/p>\n<h4><strong>Turismo<\/strong><\/h4>\n<p>O Estado do Par\u00e1 oferece in\u00fameros e fortes atrativos (49% dos atrativos naturais      de toda a Amaz\u00f4nia, segundo a OEA &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos ) para      o turismo, atividade que vem crescendo, principalmente, depois dos investimentos      em infra-estrutura realizados pelo Governo do Estado. <\/p>\n<p>A pol\u00edtica de desenvolvimento do turismo, que garante retorno dos investimentos,      desenvolvimento s\u00f3cio econ\u00f4mico e baixo n\u00edvel de agress\u00e3o ambiental, dividiu      o Estado em seis p\u00f3los:<\/p>\n<p><strong>Bel\u00e9m e Costa Atl\u00e2ntica<\/strong><\/p>\n<p>Voltado para o turismo de neg\u00f3cios, lazer e cultura, com centros de conven\u00e7\u00f5es,      museus, teatros, bosques e belas praias, inclusive algumas das poucas praias      de rio com ondas, existentes no mundo.<\/p>\n<p><strong>Tapaj\u00f3s<\/strong><\/p>\n<p>Onde se encontram os rios Amazonas e Tapaj\u00f3s, al\u00e9m da exuberante paisagem      de praias fluviais, cachoeiras, florestas e forma\u00e7\u00f5es rochosas, oferece a      possibilidade de acompanhar importantes manifesta\u00e7\u00f5es culturais do povo paraense.<\/p>\n<p><strong>Araguaia-Tocantins<\/strong><\/p>\n<p>Voltado para o turismo ecol\u00f3gico e de aventura, concentra os torneios de      pesca esportiva disputados no Estado, inclusive no lago da hidrel\u00e9trica de      Tucuru\u00ed e oferece as belas praias fluviais dos rios desta microregi\u00e3o, que      s\u00f3 aparecem nos meses de ver\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Maraj\u00f3<\/strong><\/p>\n<p>Voltado para o turismo ecol\u00f3gico. Na ilha, localizada na foz do Amazonas,      as atra\u00e7\u00f5es s\u00e3o in\u00fameras, da culin\u00e1ria \u00e0 pororoca, das praias aos cen\u00e1rios      de pantanal. Das manifesta\u00e7\u00f5es culturais \u00e0 riqueza da flora e fauna.<\/p>\n<p><strong>Xingu<\/strong><\/p>\n<p>Representado no Plano de Desenvolvimento Tur\u00edstico, da Companhia Paraense      de Turismo (Paratur), por Altamira. Conhecido como o maior munic\u00edpio do mundo,      em termos de extens\u00e3o, Altamira \u00e9 daquelas cidades inesquec\u00edveis: belas praias,      uma rica hist\u00f3ria cultural, preservada pelos descendentes de \u00edndios e portugueses      e ainda faz parte de uma das mais belas e preservadas regi\u00f5es do Norte do      Brasil.<\/p>\n<p>Com dois mil quil\u00f4metros de extens\u00e3o, o rio Xingu \u00e9 um dos principais corredores      da pesca esportiva no Par\u00e1 (modalidade que cresce a cada ano em todo o pa\u00eds)      e abriga um manancial paradis\u00edaco de belos peixes. Cachoeiras, corredeiras      e praias de \u00e1gua doce s\u00e3o abundantes e se transformam num grande atrativo      aos moradores locais e aos programas de turismo ecol\u00f3gico nos finais de semana.<\/p>\n<h4>Hist\u00f3ria do Par\u00e1<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h2.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><br \/>\n<strong>Mapa do Par\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>De volta ao navio, logo come\u00e7amos a dissecar o tema &#8220;Estado do Par\u00e1&#8221;.      Depois de efetuado o sorteio dos oradores, calhou \u00e0 Marisa Cajado come\u00e7ar      a falar sobre:<\/p>\n<p><strong>Estado do Par\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;A ocupa\u00e7\u00e3o do delta amaz\u00f4nico foi iniciada por ingleses e holandeses.      Penetrando pelo Amazonas e montaram feitorias e pequenos estabelecimentos      fortificados at\u00e9 \u00e0s cercanias do Rio Tapaj\u00f3s. No Xingu e nos estreitos estavam      os principais estabelecimentos. A presen\u00e7a dos portugueses no Par\u00e1, deu-se      no s\u00e9culo XVll. <\/p>\n<p>Em Janeiro de 1616, o capit\u00e3o portugu\u00eas, Francisco Caldeira de Castelo Branco      iniciou a ocupa\u00e7\u00e3o da terra, fundado o Forte Pres\u00e9pio, n\u00facleo da futura cidade      de Bel\u00e9m. A fixa\u00e7\u00e3o portuguesa foi efetivada com as miss\u00f5es religiosas e as      bandeiras, que ligavam o Forte do Pres\u00e9pio a S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o, por terra      e subiram o Rio Amazonas&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Quando esta oradora terminou, a Marcia Smith j\u00e1 estava preparada para      entrar (falar):<br \/>\n<\/strong><br \/>\n     &#8220;As dificuldades enfrentadas pelos portugueses, foram enormes. Al\u00e9m da      natureza hostil, tiveram que lutar contra os n\u00facleos europeus j\u00e1 instalados      na regi\u00e3o, al\u00e9m de enfrentar a oposi\u00e7\u00e3o guerreira dos \u00edndios. Em 1637, uma      expedi\u00e7\u00e3o comandada por Pedro Teixeira partiu de Bel\u00e9m e, subindo os Rios      Amazonas e Napo, chegou a Quito, no Equador. <\/p>\n<p>Ao voltar a Bel\u00e9m, tomou posse, em nome de Portugal, de todas as terras que      se estendiam da margem esquerda do Rio Napo at\u00e9 ao Oceano Atl\u00e2ntico, ou seja,      quase toda a Amaz\u00f4nia. Nas d\u00e9cadas seguintes, foram explorados os principais      afluentes do Amazonas. Teve in\u00edcio a procura das chamadas &#8220;drogas do      sert\u00e3o&#8221;, como a canela, a baunilha, o cravo, o urucu e o cacau. <\/p>\n<p>Sertanistas, religiosos, tropas de resgate, tropas de guerra, contratadas      para vencer a resist\u00eancia dos \u00edndios ou escraviz\u00e1-los, subiam e desciam rios,      montando feitorias, explorando a floresta, pescando, estabelecendo portanto,      os fundamentos para uma ocupa\u00e7\u00e3o efetiva&#8221;.<\/p>\n<p><strong>A seguinte foi a Malou, que come\u00e7ou a falar com um pincel na m\u00e3o      e houve logo quem perguntasse se ela ia falar de batuta !:<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Para esta ocupa\u00e7\u00e3o, contribuiu a presen\u00e7a de casais a\u00e7orianos e degredados      portugueses. A capitania paraense estava integrada no Estado do Maranh\u00e3o e      Gr\u00e3o-Par\u00e1, criado em 1621, mas de 1751 em diante, passou para a capitania      do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o, passando Bel\u00e9m a sede do governo. <\/p>\n<p>Em 1755, foi fundada a Companhia Geral de Com\u00e9rcio do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o,      que deu in\u00edcio a uma \u00e9poca de maios prosperidade para o Par\u00e1, com organiza\u00e7\u00e3o      de lavouras de caf\u00e9, arroz, tabaco, cana-de-a\u00e7\u00facar, cacau e algod\u00e3o. A partir      dessa \u00e9poca, surgiram fazendas de gado em Maraj\u00f3 e nas margens do Amazonas&#8221;.<\/p>\n<p><strong>A Henriette, sempre preocupada com os fundos de maneio, arranjou      um momento para a disserta\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Em 1775, Par\u00e1 e Maranh\u00e3o foram definitivamente separados. Em 1821,      o sentimento nacionalista e ideias antilusitanas levaram os paraenses a apoiar      o movimento liberal do Porto, que extinguiu o poder absoluto do rei. <\/p>\n<p>Houve lutas pol\u00edticas e de rua, apaziguadas quando a junta do Governo local      foi substitu\u00edda por outra, sob a presid\u00eancia do bispo Romualdo Ant\u00f3nio de      Seixas, favor\u00e1vel \u00e0 independ\u00eancia do Brasil. Todavia, essa junta do dissolvida      ap\u00f3s a declara\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia do Brasil e os novos governantes eram contra      a independ\u00eancia. <\/p>\n<p>Um expedi\u00e7\u00e3o enviada por D. Pedro l, do Brasil (4\u00ba de Portugal), comandada      pelo capit\u00e3o John Pascoe Grenfell, chegou a Bel\u00e9m em Agosto de 1823 e dominou      os dissidentes, for\u00e7ando-os a apoiar o Imperador. As agita\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, continuaram&#8221;.<\/p>\n<p><strong>A professora Gislaine, sempre preocupada com o seu grande hobby,      a pesca, interrompeu o banho \u00e0 isca, e veio dar o seu depoimento:<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Em 1833, o movimento popular conhecido como Cabanagem irrompeu no Par\u00e1.      A partir de 1835, as lutas intensificaram-se e os cabanos conseguiram dominar      a prov\u00edncia. Sufocado em 1840, o levante causou a morte de cerca de 30 mil      pessoas e paralisou a economia do Par\u00e1. <\/p>\n<p>Somente no final de s\u00e9culo XlX haveria recupera\u00e7\u00e3o, com a alta dos pre\u00e7os      mundiais da borracha e a chegada de imigrantes nordestinos. Esse per\u00edodo de      desenvolvimento coincidiu com os primeiros tempos da Rep\u00fablica. Todavia, na      d\u00e9cada de 1910, surgiram na \u00c1sia planta\u00e7\u00f5es de seringueira com m\u00e9todos de      produ\u00e7\u00e3o mais rent\u00e1veis&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Foi a vez da descontra\u00edda e sempre alegre, Fl\u00f3ra Cavalcanti:<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O relevo geogr\u00e1fico paraense divide-se em tr\u00eas grandes planos: Plan\u00edcie      Amaz\u00f4nica, Planalto das Guianas e Planalto Brasileiro. A Plan\u00edcie Amaz\u00f4nica      \u00e9 composta pela v\u00e1rzea e pela terra firme. A primeira estende-se ao longo      do Rio Amazonas e nas suas partes mais baixas \u00e9 inundada na \u00e9poca das cheias;      a segunda \u00e9 mais elevada, com altitude m\u00e9dia de 100 metros, e forma duas faixas      paralelas ao Norte e ao Sul a v\u00e1rzea, sendo constitu\u00edda por terrenos arenosos.    <\/p>\n<p>O Planalto das Guianas, ao norte da Plan\u00edcie, apresenta eleva\u00e7\u00e3o das altitudes      em dire\u00e7\u00e3o ao norte, at\u00e9 \u00e0 serra de Acari, onde atinge o seu ponto mais alto,      906 metros.<\/p>\n<p><strong>Por fim, calhou \u00e0 Arneyde falar. E ela que estava ansiosa &#8230; :<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O Planalto Brasileiro estende-se ao sul da Plan\u00edcie, com uma superf\u00edcie      ondulada onde as altitudes n\u00e3o ultrapassam os 500 metros. O principal rio      paraense \u00e9 o Amazonas, que no Estado tem como principais afluentes o Jari,      o Paru, o Trombetas e o Nhamund\u00e1, pela margem esquerda; e o Xingu e o Tapaj\u00f3s,      pela margem direita. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o importantes o rio Gurupi, na fronteira com o Maranh\u00e3o, e o Araguaia,      na fronteira com Goi\u00e1s. A maior ilha brasileira, Maraj\u00f3, fica no Par\u00e1, entre      a foz do Rio Amazonas e o Oceano Atl\u00e2ntico. Cerca de 85% da superf\u00edcie do      Estado do Par\u00e1, s\u00e3o ocupados pela floresta amaz\u00f3nica. A parte restante, cabe      aos campos e campos cerrados.<\/p>\n<p>Os primeiros ocorrem na v\u00e1rzea e na ilha de Maraj\u00f3, enquanto os campos cerrados      formam pequenas manchas a norte de \u00d3bidos e Monte Alegre, e ainda no m\u00e9dio      vale do Rio Trompetas&#8221;.<\/p>\n<p>     Mais uma vez, a nossa querida Maria Nascimento nos surpreendeu com outro bel\u00edssimo      trabalho sobre o Estado do Par\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Todos ficaram absortos da sua bela voz e do seu belo trabalho:<\/strong><\/p>\n<p>     PAR\u00c1 ( o Estado ) \u0096 (Trabalho da Dr\u00aa Maria Nascimento)<\/p>\n<p>Para que todos os integrantes da comitiva conhe\u00e7am um pouquinho melhor o      Estado do Par\u00e1, necess\u00e1rio se faz que, inicialmente, prestemos algumas informa\u00e7\u00f5es      sobre o referido Estado.<\/p>\n<p>O Par\u00e1, cuja capital \u00e9 Bel\u00e9m, ocupa cerca de 15% de todo o territ\u00f3rio nacional      e \u00e9 o segundo maior Estado da federa\u00e7\u00e3o em extens\u00e3o territorial. Est\u00e1 localizado      no Norte do Brasil e se situa entre a Guiana e o Suriname, ao norte; o Amap\u00e1      e o Oceano Atl\u00e2ntico, a nordeste; o Maranh\u00e3o, a leste; Goi\u00e1s, a sudeste; Mato      Grosso, ao sul e Amazonas e Roraima, a oeste e sua \u00e1rea \u00e9 de 1.248.042km2.<\/p>\n<p>Duas das mais importantes obras constru\u00eddas pela engenharia brasileira est\u00e3o      localizadas no PAR\u00c1, ambas cortadas pelo Tocantins e o Araguaia que s\u00e3o :      A Hidrel\u00e9trica de Tucuru\u00ed e a explora\u00e7\u00e3o mineral da Serra dos Caraj\u00e1s.<\/p>\n<p>Suas cidades mais importantes s\u00e3o : Bel\u00e9m (capital), Santar\u00e9m, Castanhal,      Abaetetuba, Altamira, Marab\u00e1, Faro, \u00d3bidos, Bragan\u00e7a, Camet\u00e1, Vigia, onde      se realizou o primeiro C\u00edrio de Nazar\u00e9, Capanema, Serra dos Caraj\u00e1s, Salva      terra, Soure, Igarap\u00e9, Tucuru\u00ed, Concei\u00e7\u00e3o do Araguaia, Maraj\u00f3, a maior ilha      fluviomar\u00edtima do mundo, Barcarena etc.<\/p>\n<p>No Par\u00e1 encontram-se outras cidades, tais como : Acar\u00e1, Afu\u00e1, Alenquer, Igarap\u00e9-A\u00e7u,      Itaituba, Moju, Monte Dourado, Novo Repartimento, Ponta de Pedras, Reden\u00e7\u00e3o,      Rondon do Par\u00e1, Salin\u00f3polis, Tucum\u00e3.<\/p>\n<p><strong>Tecendo alguns coment\u00e1rios sobre as regi\u00f5es do Par\u00e1, registramos      que:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Barcarena<\/strong><\/p>\n<p>A praia do Ciripy, de \u00e1gua doce e extensos coqueirais, \u00e9 a principal atra\u00e7\u00e3o      deste munic\u00edpio, tem acesso rodo fluvial e fica a 50 km de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Marapanim<\/strong><\/p>\n<p>Aqui o turista conhece o aut\u00eantico carimb\u00f3, nas festas de S\u00e3o Benedito, em      dezembro. \u00c9 a primeira praia de nudismo do norte do Brasil.. Acesso : rodovi\u00e1rio.      150 km de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Bragan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o lugar mais apropriado para o turista dan\u00e7ar a Marujada e depois se refrescar      numa das mais bonitas praias oce\u00e2nicas, a Ajuruteua. Acesso : rodovi\u00e1rio.      210 km de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Vigia<\/strong><\/p>\n<p>Em novembro acontece o Festival da Gurijuba, peixe t\u00edpico e delicioso da      regi\u00e3o. Acesso : rodovi\u00e1rio. 77 km de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Santar\u00e9m<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a &#8221; P\u00e9rola do Tapaj\u00f3s &#8221; e a segunda maior cidade do estado. \u00c9      nela que se verifica o encontro das \u00e1guas l\u00edmpidas do rio Tapaj\u00f3s e as \u00e1guas      barrentas do Amazonas. As \u00e1guas n\u00e3o se misturam. Alter do Ch\u00e3o, vila tranq\u00fcila      enfeitada por uma praia deslumbrante, acalentada pelas \u00e1guas azuis do Tapaj\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Oriximin\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Fica \u00e0s margens do rio Trombetas, um dos mais belos tribut\u00e1rios do rio Amazonas,      onde h\u00e1 uma infinidade de cachoeiras, reservas florestais e biol\u00f3gicas. Sua      popula\u00e7\u00e3o \u00e9 se constitui de nativos ind\u00edgenas, descendentes de escravos africanos      ( quilombolas ) e de europeus. Acesso : A\u00e9reo e fluvial. 819 km de Bel\u00e9m em      linha reta.<\/p>\n<p><strong>\u00d3bidos<\/strong><\/p>\n<p>Em frente \u00e0 cidade, o rio Amazonas tem apenas um quil\u00f4metro de largura e      mais de 80m de profundidade. \u00c9 igual a um pr\u00e9dio de 30 andares. Cidade hist\u00f3rica,      ber\u00e7o do escritor Ingl\u00eas de Souza. Uma das visitas mais importantes \u00e9 a serra      da Escama com suas incont\u00e1veis e indescrit\u00edveis cavernas. Acesso : a\u00e9reo e      fluvial. Fica a 779 km de Bel\u00e9m em linha reta.<\/p>\n<p><strong>Monte Alegre<\/strong><\/p>\n<p>Cont\u00e9m grutas, cavernas, s\u00edtios arqueol\u00f3gicos e as fontes de \u00e1guas sulfurosas      que fazem parte da paisagem da cidade. Acesso : a\u00e9reo e fluvial. Fica a 623      km de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Alenquer<\/strong><\/p>\n<p>Visite a Morada dos Deuses : concentra\u00e7\u00e3o de rochas em calc\u00e1rio forma in\u00fameros      c\u00f3rregos de \u00e1gua cristalina. Acesso : a\u00e9reo e fluvial. A 701 km de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Tucuru\u00ed<\/strong><\/p>\n<p>Nos lagos da hidrel\u00e9trica de Tucuru\u00ed, acontece o Festival do Tucunar\u00e9, no      m\u00eas de agosto, com torneio de pesca, que atrai turistas at\u00e9 de outros pa\u00edses.<\/p>\n<p><strong>Acesso<\/strong><\/p>\n<p>A\u00e9reo, rodovi\u00e1rio e fluvial. Dista 385 km de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Marab\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Aqui acontece outro magn\u00edfico encontro das \u00e1guas dos rios Tocantins e Itacai\u00fanas.      O turista n\u00e3o pode deixar de conhecer a Casa de Cultura Ant\u00f4nio Morbach e      as bonitas praias do Tucunar\u00e9 e de S\u00e3o F\u00e9lix. Acesso : a\u00e9reo e rodovi\u00e1rio.      Fica a 500 km de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Concei\u00e7\u00e3o do Araguaia<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 reconhecida pela Embratur como \u00e1rea e local de interesse tur\u00edstico devido      \u00e0 sua beleza nativa e suas paradis\u00edacas ilhas , praias e corredeiras.<\/p>\n<p><strong>Acesso<\/strong><\/p>\n<p>A\u00e9reo e rodovi\u00e1rio. Est\u00e1 a cerca de 1.000 km de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Altamira<\/strong><\/p>\n<p>Bem no cora\u00e7\u00e3o do Par\u00e1, \u00e0s margens do misterioso rio Xingu, est\u00e1 cercada      por densa floresta, com igarap\u00e9s e rios cheios de esp\u00e9cies cobi\u00e7adas pelos      pescadores esportivos. No munic\u00edpio, h\u00e1 dezenas de reservas ind\u00edgenas. Acesso      : a\u00e9reo e fluvial. Encontra-se a 512 km de Bel\u00e9m, em linha reta.<\/p>\n<p><strong>Maraj\u00f3<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a maior ilha fluviomar\u00edtima do mundo. Nela encontramos uma infinidade de      b\u00fafalos, praias, mangues, igarap\u00e9s, muito carimb\u00f3 e, freq\u00fcentemente acontece      aqui o fen\u00f4meno da pororoca. Visitando Maraj\u00f3, o turista pode conhecer ainda      estas cidades :<\/p>\n<p>Soure , onde se destacam as praias, como a do Pesqueiro e os campos de cria\u00e7\u00e3o      de b\u00fafalos e cavalos da ra\u00e7a marajoara. Acesso : fluvial. Est\u00e1 a 87 km de      Bel\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Salvaterra<\/strong><\/p>\n<p>Local da praia de Joanes. No m\u00eas de julho se realiza o Festival do Abacaxi.      Acesso : rodofluvial, fluvial e a\u00e9reo. Fica a 83 km de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Seus Rios mais importantes s\u00e3o :<\/strong>Rio Amazonas, Xingu, Trombetas,      Araguaia, Tapaj\u00f3s, S\u00e3o Benedito e Rio Par\u00e1. H\u00e1 tamb\u00e9m outros Rios, como :      o Mapuera, o Caru\u00e1, o Capim, Rio Fresco, Paru, Maicaru, Teles, Rio Gurupi,      Arapiranga, Arata\u00fa, Guam\u00e1, do Le\u00e3o etc.<\/p>\n<p><strong>Suas principais Ilhas s\u00e3o:<\/strong>Ilha do Maraj\u00f3, de Mosqueiro,      do Outeiro, de Cotijuba, Mexiana , Ilha Grande etc.<\/p>\n<p>O Par\u00e1 \u00e9 dotado de um grande n\u00famero de cachoeiras e entre elas est\u00e3o :Cachoeira      Grande, Tucunar\u00e9, Maranh\u00e3o, da Bateria, do Tubar\u00e3o, das Guaribas, Bacuri,      Araras, Cantagalo, Ub\u00e1, do Chacor\u00e3o, da Liberdade etc.<\/p>\n<p><strong>Principais Serras do Par\u00e1:<\/strong>Serra dos Caraj\u00e1s, Serra dos Grada\u00fas,      do Cachimbo, da Seringas etc.<\/p>\n<p>Fonte: www.cespe.unb.br<\/p>\n<h6>Par\u00e1<\/h6>\n<p><strong>Hino Oficial do Estado do Par\u00e1<\/strong><\/p>\n<p><strong>LETRA:<\/strong>ARTHUR PORTO<br \/>\n<strong>M\u00daSICA:<\/strong>NICOLINO MILANO<br \/>\n<strong>ADAPTA\u00c7\u00c3O E ARRANJO:<\/strong>GAMA MALCHER<\/p>\n<p>Salve, \u00f3 terra de ricas florestas,<br \/>\n     Fecundadas ao sol do equador !<br \/>\n     Teu destino \u00e9 viver entre festas,<br \/>\n     Do progresso, da paz e do amor!<br \/>\n     Salve, \u00f3 terra de ricas florestas,<br \/>\n     Fecundadas ao sol do equador!<br \/>\n     Estribilho<\/p>\n<p>Par\u00e1, quanto orgulha ser filho,<br \/>\n     De um colosso, t\u00e3o belo, e t\u00e3o forte;<br \/>\n     Juncaremos de flores teu trilho,<br \/>\n     Do Brasil, sentinela do Norte.<br \/>\n     E a deixar de manter esse brilho,<br \/>\n     Preferimos, mil vezes, a morte!<\/p>\n<p>Salve, \u00f3 terra de rios gigantes,<br \/>\n     D&#8217;Amaz\u00f4nia, princesa lou\u00e7\u00e3!<br \/>\n     Tudo em ti s\u00e3o encantos vibrantes,<br \/>\n     Desde a ind\u00fastria \u00e0 rudeza pag\u00e3,<br \/>\n     Salve, \u00f3 terra de rios gigantes,<br \/>\n     D&#8217;Amaz\u00f4nia, princesa lou\u00e7\u00e3 !<\/p>\n<h4>Hist\u00f3ria do Hino do Par\u00e1<\/h4>\n<p>Segundo alguns pesquisadores, o Hino ao Par\u00e1 surgiu em \u00e9poca anterior ao      ano de 1915 e n\u00e3o tinha car\u00e1ter ou sentido oficial, desconhecendo-se qualquer      ato que tenha oficializado naquela oportunidade.<\/p>\n<p>Cantado pelos alunos do &#8220;Col\u00e9gio Progresso Paraense&#8221;, foi publicado      em 1895, na p\u00e1gina 5 dos &#8220;Annaes do Col\u00e9gio Progresso Paraense&#8221;,      edi\u00e7\u00e3o comemorativa do tricenten\u00e1rio da funda\u00e7\u00e3o de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>O referido Hino se tornou oficial com o nome de &#8220;Hino do Par\u00e1&#8221;      atrav\u00e9s da Emenda Constitucional n\u00ba 1, de 29 de outubro de 1969.<\/p>\n<p><strong>AUTORES<\/strong><\/p>\n<p>O professor dr. Arthur Te\u00f3dulo Santos Porto foi autor da letra do &#8220;Hino      ao Par\u00e1&#8221;. Ele era conhecido intelectual e educador, fundador do &#8220;Col\u00e9gio      Progresso Paraense&#8221;, nascido em Pernambuco em 1886 e falecido em Bel\u00e9m-PA      em 1938. Embora atribu\u00edda a Gama Malcher, professor de canto coral daquele      col\u00e9gio, a autoria da m\u00fasica \u00e9 na realidade de Nicolino Milano, violonista,      compositor e regente brasileiro, nascido em Lorena-SP, no ano de 1876 e falecido      no Rio de Janeiro em 1931. O Maestro Gama Malcher foi o autor da adapta\u00e7\u00e3o      e do arranjo musical para canto coral.<\/p>\n<p><strong>SIMBOLISMO<\/strong><\/p>\n<p>A letra deste Hino \u00e9 um verdadeiro poema de exalta\u00e7\u00e3o ao Par\u00e1. Ela fala da      beleza natural do Estado, da exuber\u00e2ncia de suas matas e flores, dos seus      rios, do hero\u00edsmo do seu povo e traz uma mensagem de otimismo e esperan\u00e7a      para o futuro.<\/p>\n<p>Fonte: www.pa.gov.br<\/p>\n<h6>Par\u00e1<\/h6>\n<h4>Dan\u00e7a do Carimb\u00f3<\/h4>\n<p>A mais extraordin\u00e1ria manifesta\u00e7\u00e3o de criatividade art\u00edstica do povo paraense      foi criada pelos \u00edndios Tupinamb\u00e1 que, segundo os historiadores, eram dotados      de um senso art\u00edstico invulgar, chegando a ser considerados, nas tribos, como      verdadeiros semi-deuses.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h3.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Inicialmente, segundo tudo indica, a &#8220;Dan\u00e7a do Carimb\u00f3&#8221; era apresentada      num andamento mon\u00f3tono, como acontece com a grande maioria das dan\u00e7as ind\u00edgenas.      Quando os escravos africanos tomaram contato com essa manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica      dos Tupinamb\u00e1 come\u00e7aram a aperfei\u00e7oar a dan\u00e7a, iniciando pelo andamento que      , de mon\u00f3tono, passou a vibrar como uma esp\u00e9cie de variante do batuque africano.    <\/p>\n<p>Por isso contagiava at\u00e9 mesmo os colonizadores portugueses que, pelo interesse      de conseguir m\u00e3o-de-obra para os mais diversos trabalhos, n\u00e3o somente estimulavam      essas manifesta\u00e7\u00f5es, como tamb\u00e9m, excepcionalmente, faziam quest\u00e3o de participar,      acrescentando tra\u00e7os da express\u00e3o corporal caracter\u00edstica das dan\u00e7as portuguesas.    <\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a &#8220;Dan\u00e7a do Carimb\u00f3&#8221; apresenta, em certas passagens,      alguns movimentos das dan\u00e7as folcl\u00f3ricas lusitanas, como os dedos castanholando      na marca\u00e7\u00e3o certa do ritmo agitado e absorvente.<\/p>\n<p><strong>Coreografia<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h4.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>A dan\u00e7a \u00e9 apresentada em pares. Come\u00e7a com duas fileiras de homens e mulheres      com a frente voltada para o centro. Quando a m\u00fasica inicia os homens v\u00e3o em      dire\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres, diante das quais batem palmas como uma esp\u00e9cie de convite      para a dan\u00e7a. Imediatamente os pares se formam, girando continuamente em torno      de si mesmo, ao mesmo tempo formando um grande c\u00edrculo que gira em sentido      contr\u00e1rio ao ponteiro do rel\u00f3gio. Nesta parte observa-se a influ\u00eancia ind\u00edgena,      quando os dan\u00e7arinos fazem alguns movimentos com o corpo curvado para frente,      sempre puxando-o com um p\u00e9 na frente, marcando acentuadamente o ritmo vibrante.<\/p>\n<p>As mulheres, cheias de encantos, costumam tirar gra\u00e7a com seus companheiros      segurando a barra da saia, esperando o momento em que os seus cavalheiros      estejam distra\u00eddos para atirar-lhes no rosto esta parte da indument\u00e1ria feminina.      O fato sempre provoca gritos e gargalhadas nos outros dan\u00e7adores. O cavalheiro      que \u00e9 vaiado pelos seus pr\u00f3prios companheiros \u00e9 for\u00e7ado a abandonar o local      da dan\u00e7a.<\/p>\n<p>Em determinado momento da &#8220;dan\u00e7a do carimb\u00f3&#8221; vai para o centro      um casal de dan\u00e7adores para a execu\u00e7\u00e3o da famosa dan\u00e7a do peru, ou &#8220;Peru      de Atalaia&#8221;, onde o cavalheiro \u00e9 for\u00e7ado a apanhar, apenas com a boca,      um len\u00e7o que sua companheira estende no ch\u00e3o. Caso o cavalheiro n\u00e3o consiga      executar tal proeza sua companheira atira- lhe a barra da saia no rosto e,      debaixo de vaias dos demais, ele \u00e9 for\u00e7ado a abandonar a dan\u00e7a. Caso consiga      \u00e9 aplaudido.<\/p>\n<p><strong>Indument\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h5.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Todos os dan\u00e7arinos apresentam-se descal\u00e7os. As mulheres usam saias coloridas,      muito franzidas e amplas, blusas de cor lisa, pulseiras e colares de sementes      grandes. Os cabelos s\u00e3o ornamentados com ramos de rosas ou jasmim de Santo      Ant\u00f4nio. Os homens apresentam-se com cal\u00e7as de mescla azul clara e camisas      do mesmo tom, com as pontas amarradas na altura do umbigo, al\u00e9m de um len\u00e7o      vermelho no pesco\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Denomina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h6.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>A denomina\u00e7\u00e3o da &#8220;Dan\u00e7a do Carimb\u00f3&#8221; vem do titulo dado pelos ind\u00edgenas      aos dois tambores de dimens\u00f5es diferentes que servem para o acompanhamento      b\u00e1sico do ritmo.<\/p>\n<p>Na l\u00edngua ind\u00edgena &#8220;Carimb\u00f3&#8221; &#8211; Curi (Pau) e Mb\u00f3 ( Oco ou furado),      significa pau que produz som. Em alguns lugares do interior do Par\u00e1 continua      o t\u00edtulo original de &#8220;Dan\u00e7a do Curimb\u00f3&#8221;. Mais recentemente , entretanto,      a dan\u00e7a ficou nacionalmente conhecida como &#8220;Dan\u00e7a do Carimb\u00f3&#8221;, sem      qualquer possibilidade de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Instrumentos t\u00edpicos<\/strong><\/p>\n<p>O acompanhamento da dan\u00e7a tem, obrigatoriamente, dois &#8220;carimbos&#8221;      (tambores) com dimens\u00f5es diferentes para se conseguir contraste sonoro, com      os tocadores sentados sobre os troncos, utilizando as m\u00e3os \u00e0 guisa de baquetas,      com os quais executam o ritmo adequado. Outro tocador, com dois paus, executa      outros instrumentos obrigat\u00f3rios, como o ganz\u00e1, o reco-reco, o banjo, a flauta,      os marac\u00e1s, afoch\u00ea e os pandeiros. Esses instrumentos comp\u00f5em o conjunto musical      caracter\u00edstico, sem a utiliza\u00e7\u00e3o de instrumentos eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<h4>Dan\u00e7a do Siri\u00e1<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h7.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>A mais famosa dan\u00e7a folcl\u00f3rica do munic\u00edpio de Camet\u00e1 \u00e9 uma das manifesta\u00e7\u00f5es      coreogr\u00e1ficas mais belas do Par\u00e1. Do ponto de vista musical \u00e9 uma variante      do batuque africano, com altera\u00e7\u00f5es sofridas atrav\u00e9s dos tempos, que a enriqueceram      de maneira extraordin\u00e1ria.<\/p>\n<p>Contam os estudiosos que os negros escravos iam para o trabalho na lavoura      quase sem alimento algum. S\u00f3 tinham descanso no final da tarde, quando podiam      ca\u00e7ar e pescar. Como a escurid\u00e3o dificultava a ca\u00e7a na floresta, os negros      iam para as praias tentar capturar alguns peixes. A quantidade de peixe, entretanto,      n\u00e3o era suficiente para satisfazer a fome de todos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h8.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Certa tarde, entretanto, como se fora um verdadeiro milagre, surgiram na      praia centenas de siris que se deixavam pescar com a maior facilidade, saciando      a fome dos escravos. Como esse fato passou a se repetir todas as tardes, os      negros tiveram a id\u00e9ia de criar uma dan\u00e7a em homenagem ao fato extraordin\u00e1rio.      J\u00e1 que chamavam cafez\u00e1 para planta\u00e7\u00e3o de caf\u00e9, arroz\u00e1 para planta\u00e7\u00e3o de arroz,      canavi\u00e1 para a planta\u00e7\u00e3o de cana, passaram a chamar de siri\u00e1, para o local      onde todas as tardes encontravam os siris com que preparavam seu alimento      di\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Coreografia<\/strong><\/p>\n<p>Com um ritmo que representa uma variante do batuque africano, a &#8220;dan\u00e7a      do siri\u00e1&#8221; come\u00e7a com um andamento lento. Aos poucos, \u00e0 medida que os      versos v\u00e3o se desenvolvendo, a velocidade cresce, atingindo ao final um ritmo      quase fren\u00e9tico. A &#8220;dan\u00e7a do siri\u00e1&#8221; apresenta uma rica coreografia      que obedece \u00e0s indica\u00e7\u00f5es dos versos cantados sendo que, no refr\u00e3o, os pares      fazem volteios com o corpo curvado para os dois lados.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h9.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p><strong>Acompanhamento Musical<\/strong><\/p>\n<p>Tal como a &#8220;dan\u00e7a do carimb\u00f3&#8221;, os instrumentos t\u00edpicos utilizados      s\u00e3o dois tambores de dimens\u00f5es diferentes: para os sons mais agudos (tambor      mais estreito e menor) e para os sons graves (tambor mais grosso e maior).      Os passos s\u00e3o animados ainda por ganz\u00e1, reco-reco, banjo, flauta, pauzinhos,      marac\u00e1 e o canto puxado por dois cantadores.<\/p>\n<p><strong>Indument\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m chamada pelos estudiosos como &#8220;a dan\u00e7a do amor id\u00edlico&#8221;,      a &#8220;dan\u00e7a do siri\u00e1&#8221; apresenta os dan\u00e7arinos com trajes enfeitados,      bastante coloridos. As mulheres usam belas blusas de renda branca, saias bem      rodadas e amplas, pulseiras e colares de contas e sementes, al\u00e9m de enfeites      floridos na cabe\u00e7a. J\u00e1 os homens, tamb\u00e9m descal\u00e7os como as mulheres, vestem      cal\u00e7as escuras e camisas coloridas com as pontas das fraldas amarradas na      frente. Eles usam ainda um pequeno chap\u00e9u de palha enfeitado com flores que      as damas retiram, em certos momentos, para demonstrar alegria, fazendo volteios.      Observa-se, na movimenta\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica, os detalhes pr\u00f3prios das tr\u00eas ra\u00e7as      que deram origem ao povo paraense: o ritmo, como variante do batuque africano;      a express\u00e3o corporal recurvada em certos momentos, caracter\u00edstica das dan\u00e7as      ind\u00edgenas; e o movimento dos bra\u00e7os para cima, como acontece na maioria das      dan\u00e7as folcl\u00f3ricas portuguesas.<\/p>\n<h4>Lundu Marajoara<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h10.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>O &#8220;Lundu&#8221; \u00e9 uma dan\u00e7a de origem africana trazida para o Brasil      pelos escravos. A sensualidade dos movimentos j\u00e1 levou a C\u00f4rte e o Vaticano      a proibirem a dan\u00e7a no s\u00e9culo passado. No Brasil o &#8220;Lundu&#8221;, assim      como o &#8220;Maxixe&#8221; (a dan\u00e7a excomungada pelo Papa), foi proibido em      todo Brasil por causa das deturpa\u00e7\u00f5es sofridas em nosso pa\u00eds. Mas, mesmo \u00e0s      escondidas, o &#8220;Lundu&#8221; foi ressurgindo, mais comportado, principalmente      em tr\u00eas Estados brasileiros: S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e na Ilha do Maraj\u00f3,      no Par\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Coreografia<\/strong><\/p>\n<p>A dan\u00e7a simboliza um convite que os homens fazem \u00e0s mulheres &#8220;para um      encontro de amor sexual&#8221;. O &#8220;Lundu&#8221;, considerado ao lado do      &#8220;Maxixe &#8220;, uma dan\u00e7a altamente sensual, se desenvolve com movimentos      ondulares de grande vol\u00fapia. No in\u00edcio as mulheres se negam a acompanhar os      homens mas, depois de grande insist\u00eancia, eles terminam conquistando as mulheres,      com as quais saem do sal\u00e3o dando a id\u00e9ia do encontro final.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h11.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p><strong>Acompanhamento Musical<\/strong><\/p>\n<p>Rabeca (violino), clarinete, reco-reco, ganz\u00e1, marac\u00e1s , banjo e cavaquinho.<\/p>\n<p><strong>Indument\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Com as adapta\u00e7\u00f5es locais o &#8220;Lundu&#8221; sofreu diversas modifica\u00e7\u00f5es,      principalmente na indument\u00e1ria. Ao contr\u00e1rio do primitivismo africano, apresenta      todas as caracter\u00edsticas marajoaras, raz\u00e3o por que passou a ser chamado de      &#8220;Lundu marajoara&#8221;. As mulheres se apresentam com lindas saias longas,      coloridas e bastante largas, blusas de renda branca, pulseiras, colares, brincos      vistosos e flores no cabelo. Os homens vestem cal\u00e7as de mescla azul-claras      e camisas brancas com desenhos marajoaras. Os pares se apresentam descal\u00e7os.<\/p>\n<h4>Xote Bragantino<\/h4>\n<p>O &#8220;Xote&#8221; (Schotinch) tem sua origem na mais famosa dan\u00e7a folcl\u00f3rica      da Esc\u00f3cia na segunda metade do s\u00e9culo XIX. Aos poucos foi conquistando a      Europa. Na Alemanha ganhou um ritmo valsado pela influ\u00eancia da Valsa Vienense.      Na Inglaterra a dan\u00e7a era saltitante. J\u00e1 na Fran\u00e7a os passos ganharam ritmo      semi- cl\u00e1ssico, com um andamento um tanto mais lento que o atual. Talvez por      causa da indument\u00e1ria feminina que, naquela \u00e9poca, dificultava os movimentos      r\u00e1pidos. Trazida para o<\/p>\n<p>Brasil pelos colonizadores, despertou, desde o in\u00edcio, um grande interesse      no povo brasileiro que, por sua vez, tamb\u00e9m fez seus acr\u00e9scimos. No Estado      do Par\u00e1 os portugueses cultivavam o chote com bastante entusiasmo em todas      as reuni\u00f5es festivas assistidas de longe pelos escravos africanos.<\/p>\n<p>A dan\u00e7a foi aproveitada, de fato, pelos negros em 1798, quando eles fundaram      a Irmandade de S\u00e3o Benedito, no munic\u00edpio de Bragan\u00e7a, que deu origem \u00e0 Marujada.      Outras dan\u00e7as de origem europ\u00e9ia tamb\u00e9m vieram formar o novo ritmo, mas \u00e9      no &#8220;Xote&#8221; que est\u00e1 o maior interesse do povo bragantino nas apresenta\u00e7\u00f5es      p\u00fablicas da &#8220;Marujada&#8221;. A dan\u00e7a \u00e9 executada repetidas vezes, valendo      acrescentar que at\u00e9 mesmo os jovens bragantinos preferem o &#8220;Xote&#8221;      a qualquer outra dan\u00e7a popular.<\/p>\n<p>Os movimentos coreogr\u00e1ficos do &#8220;Xote&#8221; primitivo praticamente j\u00e1      n\u00e3o existem em Bragan\u00e7a. L\u00e1 o povo fez belas adapta\u00e7\u00f5es, criando detalhes      de impressionante efeito visual, que sempre despertam grande entusiasmo em      todas as pessoas que assistem e se empolgam com a graciosa desenvoltura das      dan\u00e7arinas.<\/p>\n<p><strong>Acompanhamento Musical<\/strong><\/p>\n<p>Utilizando os mesmos instrumentos t\u00edpicos das demais dan\u00e7as folcl\u00f3ricas paraenses,      o &#8220;Xote&#8221; tem, obrigatoriamente, solos de violino (rabeca) e o canto,      puxado por um dos integrantes do conjunto musical.<\/p>\n<p><strong>Indument\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Tanto as damas quanto os cavalheiros apresentam-se com trajes festivos, j\u00e1      bastante modernizados, o que comprova que o &#8220;Xote&#8221; atual est\u00e1 muito      longe da forma primitiva.<\/p>\n<h4>air\u00e9<\/h4>\n<p><strong>ORIGEM: ALTER-DO-CH\u00c3O (SANTAR\u00c9M) &#8211; PA<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h12.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>O \u00c7air\u00e9 \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica e religiosa encontrada na ilha de Alter-do-Ch\u00e3o,      a 30 quil\u00f4metros de Santar\u00e9m, no oeste do Par\u00e1. Atualmente acontece no m\u00eas      de setembro. A festa atrai milhares de turistas que, durante tr\u00eas dias, cantam,      dan\u00e7am e participam de rituais religiosos e profanos, resultantes da miscigena\u00e7\u00e3o      cultural entre \u00edndios e portugueses.<\/p>\n<p>Consta que a festa foi criada pelos \u00edndios como forma de homenagear os portugueses      que colonizaram o m\u00e9dio e o baixo Amazonas. Sua origem est\u00e1 no fato de que      os colonizadores que aportavam em nossas terras exibiam seus escudos. Os \u00edndios      ent\u00e3o faziam o seu &#8220;\u00c7AIR\u00c9&#8221;, como foi chamado o s\u00edmbolo que \u00e9 carregado      nas prociss\u00f5es, imitando o escudo usado pelos portugueses. O escudo dos \u00edndios      era feito de cip\u00f3 recoberto de algod\u00e3o e outros adornos, enfeitado de tiras      de v\u00e1rias cores e rosetas de pano colorido.<\/p>\n<p>Como os s\u00edmbolos dos portugueses possu\u00edam cruzes, o \u00c7air\u00e9 tamb\u00e9m possui,      s\u00f3 que neste, as cruzes representam o mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade. O car\u00e1ter      religioso tamb\u00e9m \u00e9 atribu\u00eddo aos frades jesu\u00edtas, que teriam criado o s\u00edmbolo      para ajudar na catequese dos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Os preparativos para o \u00c7air\u00e9 come\u00e7am com a procura pelos troncos que servir\u00e3o      de mastros, na abertura da festa. Os troncos escolhidos s\u00e3o enfeitados com      folhas, flores e frutos, levantados em competi\u00e7\u00e3o acirrada entre homens e      mulheres para ver qual grupo consegue levantar o mastro em primeiro lugar.<\/p>\n<p>A festa do \u00c7air\u00e9 tem ainda prociss\u00f5es, ladainhas, torneios esportivos e um      festival folcl\u00f3rico, que conta com a apresenta\u00e7\u00e3o de todos os grupos de Santar\u00e9m      e Alter-do-Ch\u00e3o, quando se tem uma mostra da riqueza cultural da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia acontece a &#8220;varri\u00e7\u00e3o da festa&#8221;, seguida da derrubada      dos mastros, do &#8220;marabaixo&#8221;, do &#8220;quebra-macaxeira&#8221; e da      &#8220;cecuiara&#8221;, um almo\u00e7o de confraterniza\u00e7\u00e3o no final da festa com      pratos t\u00edpicos.<\/p>\n<h4>Boi-Bumb\u00e1<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h13.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>O<strong>Boi-Bumb\u00e1<\/strong>\u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica encontrada em quase      todos os munic\u00edpios paraenses. E \u00e9 no m\u00eas de junho que s\u00e3o feitas as apresenta\u00e7\u00f5es,      ainda em sua forma\u00e7\u00e3o original. \u00c9 prov\u00e1vel que a trama venha das est\u00f3rias      nascidas com o ciclo do gado, nos s\u00e9culos XVII e XVIII, quando a vida girava      em torno do boi e de sua cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Conta-se que na Bel\u00e9m da segunda metade do s\u00e9culo XIX, o Boi-Bumb\u00e1 reunia      negros escravos em um folguedo que misturava, ao ritmo forte, a representa\u00e7\u00e3o      de um motivo surpreendente para a \u00e9poca: a luta de classes dentro da sociedade      colonial. O boi acabou se tornando uma das manifesta\u00e7\u00f5es mais aut\u00eanticas da      cultura paraense.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h14.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>A est\u00f3ria encenada no Boi &#8211; Bumb\u00e1 \u00e9 quase sempre a mesma, com pequenas altera\u00e7\u00f5es.      Um boi foi comprado para a festa de anivers\u00e1rio da esposa do fazendeiro. Quando      o animal chegou, o feitor recebeu ordem para trat\u00e1-lo bem. Ao lado dessa fazenda      morava uma fam\u00edlia composta pelo pai Francisco, &#8220;Chico&#8221;, sua mulher      Catarina, seu compadre Casumba e m\u00e3e Guiomar.<\/p>\n<p>M\u00e3e Catarina, gr\u00e1vida, desejava comer l\u00edngua ou cora\u00e7\u00e3o de um boi. Pai &#8220;Chico&#8221;      ent\u00e3o resolveu procurar um. O primeiro que encontrou matou. S\u00f3 que, antes      que m\u00e3e Catarina realizasse seu desejo, apareceu o dono do boi falando que      o bicho era de estima\u00e7\u00e3o e que desejava seu boi vivo.<\/p>\n<p>Todos sa\u00edram \u00e0 procura de um paj\u00e9 para ressuscitar o boi. O paj\u00e9 foi logo      pedindo cacha\u00e7a, defuma\u00e7\u00e3o e tabaco. Sentou-se no seu banco, passou cacha\u00e7a      nos bra\u00e7os, acendeu um cigarro e abriu os trabalhos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h15.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Assim que o boi foi ressuscitado todos cantaram e dan\u00e7aram. \u00c9 a\u00ed que o animal      come\u00e7a a fazer investida contra as pessoas que assistem \u00e0 encena\u00e7\u00e3o. A composi\u00e7\u00e3o      do elenco varia de grupo para grupo e de regi\u00e3o para regi\u00e3o. De um modo geral      todos incluem ainda a mo\u00e7a branca filha do casal de fazendeiros, vaqueiros,      cuzimb\u00e1 (um preto velho), a maloca dos \u00edndios com seu chefe, o doutor curador,      o padre e o tripa ( a pessoa que dan\u00e7a em baixo do boi).<\/p>\n<p><strong>A seguir os grupos de Boi-Bumb\u00e1 encontrados em Bel\u00e9m:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Boi- Bumb\u00e1 &#8220;Pingo de Ouro&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Fundado em 1969, tem 75 integrantes. Surgiu da extin\u00e7\u00e3o do Boi- Bumb\u00e1 &#8220;Arranca-      Toco&#8221;, da vila de Icoaraci, e pesquisa de outros grupos folcl\u00f3ricos que      se exibiam \u00e0 \u00e9poca na vila.<\/p>\n<p><strong>Boi- Bumb\u00e1 &#8220;Pai da Malhada&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Fundado em 1935, tem 50 integrantes. O &#8220;Pai da Malhada&#8221; surgiu      no bairro da Sacramenta, onde pertencia a um senhor chamado &#8220;Zeca Praiano&#8221;.      Quando morreu, o grupo ficou sem lideran\u00e7a, tendo nessa \u00e9poca o Sr. Jos\u00e9 Rufino      solicitado aos parentes do falecido, permiss\u00e3o para que usasse o nome de &#8220;Pai      da Malhada&#8221;. Inicialmente o grupo foi formado s\u00f3 com garotos na faixa      de 6 a 14 anos. Depois sofreu algumas modifica\u00e7\u00f5es, entraram os adultos, mas      o boi nunca perdeu suas ra\u00edzes culturais.<\/p>\n<p><strong>Boi-Bumb\u00e1 &#8220;Flor do Campo&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Fundado em 1960, tem 62 integrantes. Foi trazido para Bel\u00e9m pelo Sr. Em\u00edlio      da Paix\u00e3o que resolveu trazer a p\u00fablico um Boi- Bumb\u00e1 de sua autoria. Seu      Em\u00edlio trouxe a experi\u00eancia da ilha do Mosqueiro, a 60 km de Bel\u00e9m, onde participava      do Boi- Bumb\u00e1 &#8220;Pai do Campo&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Boi- Bumb\u00e1 &#8220;Flor do Guam\u00e1&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Fundado em 1975, tem 50 integrantes. O grupo folcl\u00f3rico &#8220;Flor do Guam\u00e1&#8221;      come\u00e7ou com uma turma de crian\u00e7as moradoras da passagem Caparari, no bairro      do Guam\u00e1, em Bel\u00e9m. A brincadeira surgiu \u00e0 base do improviso. As barricas      foram feitas com latas de leite vazias e os pandeiros com latas de goiabada.      A indument\u00e1ria era de serrilha e folhas de a\u00e7aizeiro, previamente pintadas      para as apresenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Boi- Bumb\u00e1 &#8220;Flor da Noite&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>O grupo folcl\u00f3rico &#8220;Flor da Noite&#8221; foi fundado em 1982. Tem 30      integrantes. Surgiu no Guam\u00e1 durante a quadra junina. Como na \u00e9poca s\u00f3 existiam      tr\u00eas grupos folcl\u00f3ricos, o senhor \u00c1lvaro de Souza resolveu formar uma brincadeira      que viesse atender \u00e0 car\u00eancia de lazer na \u00e1rea onde mora.<\/p>\n<p><strong>Boi- Bumb\u00e1 &#8220;Caprichoso&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Fundado em 1947, tem 45 integrantes. O grupo folcl\u00f3rico &#8220;Caprichoso&#8221;      foi fundado na ilha de Mosqueiro. Em 1964 instalou-se na cidade de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Boi- Bumb\u00e1 &#8220;Tira- Fama&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Fundado em 1958, tem 50 integrantes. A id\u00e9ia de colocar o &#8220;Tira-Fama&#8221;      na rua surgiu da necessidade de lazer na comunidade do bairro do Guam\u00e1. Naquela      \u00e9poca havia apenas o Boi- Bumb\u00e1 &#8221; Machadinha &#8220;, sem estrutura para      absorver todos os interessados em brincar a quadra junina. O Sr. Elias, mais      conhecido como seu &#8220;Setenta&#8221;, foi o respons\u00e1vel em congregar amigos      e familiares para formar o &#8220;Tira- Fama&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Boi- Bumb\u00e1 &#8220;Estrela D\u00b4Alva&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>O grupo folcl\u00f3rico &#8220;Estrela D\u00b4Alva&#8221;, fundado em 1963, tem 48 integrantes.      Surgiu quando o Sr. Solino Gon\u00e7alves, do bairro do Guam\u00e1, reuniu um grupo      de garotos em sua casa para organizar a brincadeira. Foi confeccionado um      modesto Boi com latas e caixas de madeira e os instrumentos foram improvisados.      O nome &#8220;Estrela D\u00b4Alva&#8221; foi dado em homenagem \u00e0 sua filha D\u00b4Alva.<\/p>\n<h4>Cord\u00e3o dos Bichos<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h16.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p><strong>&#8220;Tem-tem&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Foi criado pelo Sr. Manoel da Silva, estudioso do folclore, em 1930. Em meio      a um grupo animado de garotos na praia do Cruzeiro, em Icoaraci, teve a id\u00e9ia      de criar um &#8220;cord\u00e3o de bichos&#8221;. E assim surgiu o &#8220;Tem-tem&#8221;,      formado apenas por meninos de 8 a 14 anos. O grupo cresceu e passou a ser      representado por adultos. Com o falecimento do Sr. Manoel o grupo ainda continuou      em Icoaraci. Hoje \u00e9 liderado pelo Sr. Jo\u00e3o Ramos, entusiasta do folclore,      que imprime muito luxo e colorido ao grupo que se apresenta com rica indument\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h17.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p><strong>&#8220;Rouxinol&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>O Rouxinol \u00e9 um grupo tradicional coordenado pelo Sr. Neco e depois pela      Sra. Lib\u00e2nia. Com a morte dos fundadores o cord\u00e3o continuou firme, quando      em 1930 a Sra. Julieta assumiu. Com muitas dificuldades o Rouxinol j\u00e1 n\u00e3o      concorria mais, s\u00f3 sa\u00eda para brincar. Em 1950 o professor La\u00e9rcio Gomes assumiu      a dire\u00e7\u00e3o. Ele \u00e9 escritor, compositor das pe\u00e7as e maestro das m\u00fasicas, conhecido      como &#8220;Pena de Ouro&#8221; do folclore paraense. A partir da\u00ed o Rouxinol      passou a ser novamente um grupo representativo da preserva\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o      do nosso folclore.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Beija-flor&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>O Beija-flor existe desde 1963. Seu fundador foi o Sr. Manuel Lima, que junto      com um grupo de amigos no Souza Bar, no bairro de S\u00e3o Braz, num momento de      euforia, teve a id\u00e9ia de criar um cord\u00e3o. Com a morte de seu fundador, o &#8220;Beija-Flor&#8221;      seguiu em frente sem se abalar, sempre seguindo a tradi\u00e7\u00e3o da simplicidade,      da beleza e da originalidade.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Tucano&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um grupo tradicional da terra, tendo sido fundado em 1928 pelo senhor Ciprino,      apaixonado pelo folclore. Em 1942 consagrou-se campe\u00e3o e da\u00ed por diante deixou      de se apresentar por causa da morte de seu l\u00edder. Voltou em 1980 sob a coordena\u00e7\u00e3o      do Sr. La\u00e9rcio Gomes. A partir de 1982 a coordena\u00e7\u00e3o ficou a cargo da Sra.      Iracema de Oliveira.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h18.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p><strong>&#8220;Caboclo Lino Pardo&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Foi fundado em 1966 pela Sra. Manuela do Ros\u00e1rio Ribeiro. A partir de 1979      quem assumiu a dire\u00e7\u00e3o foi a Srta. Ana Rute do Ros\u00e1rio Ribeiro.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Le\u00e3o Dourado&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>O Le\u00e3o Dourado surgiu na Ilha do Maraj\u00f3, sob a dire\u00e7\u00e3o de Dona Luzia, que      teve a id\u00e9ia de encenar o Cord\u00e3o para suprir a escassez de lazer na ilha.      A inspira\u00e7\u00e3o para o nome veio de um grupo chamado Le\u00e3o, do qual Dona Luzia      j\u00e1 participara antes em 1948. A partir de 1969 o Sr. Martiniano e sua esposa      passaram a ser os propriet\u00e1rios do grupo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h19.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p><strong>&#8220;Bem-Te-Vi&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>O cord\u00e3o surgiu a partir de uma promessa, feita por dona Sulamita ao Menino      Jesus, de todo ano fazer uma pastorinha. Mais tarde escreveu uma pe\u00e7a inspirada      em S\u00e3o Jo\u00e3o Batista. Depois dessa encena\u00e7\u00e3o surgiu a id\u00e9ia de criar um cord\u00e3o      de bicho, que denominou Bem-te-vi. Dona Sulamita \u00e9 coordenadora, escritora,      ensaia as pe\u00e7as e \u00e9 respons\u00e1vel pelo guarda-roupa do grupo.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Arara&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>A Sra. Joana Cordovil foi a fundadora do grupo Arara em 1977. Dona Joana      e seu filho s\u00e3o os coordenadores de todas as atividades do grupo, sendo ela      quem cria e ensaia as pe\u00e7as, desenvolvendo temas da cultura paraense.<\/p>\n<h4>Marujada<\/h4>\n<p><strong>ORIGEM: BRAGAN\u00c7A &#8211; PA<\/strong><\/p>\n<p>Trata-se de um auto dramatizado, onde predomina o canto sobre a dan\u00e7a. H\u00e1      uma origem comum entre a Marujada de Bragan\u00e7a e a Irmandade de S\u00e3o Benedito.      Quando os senhores brancos atenderam ao pedido de seus escravos para a organiza\u00e7\u00e3o      de uma Irmandade, foi realizada a primeira festa em louvor a S\u00e3o Benedito.      Em sinal de reconhecimento, os negros foram dan\u00e7ar de casa em casa para agradecer      a seus benfeitores.<\/p>\n<p>A Marujada \u00e9 constitu\u00edda quase exclusivamente por mulheres, cabendo a estas      a dire\u00e7\u00e3o e a organiza\u00e7\u00e3o. Os homens s\u00e3o tocadores ou simplesmente acompanhantes.      N\u00e3o h\u00e1 n\u00famero limitado de marujas, nem t\u00e3o poucos h\u00e1 pap\u00e9is a desempenhar.      Nem uma s\u00f3 palavra \u00e9 articulada, falada ou cantada como auto ou como argumenta\u00e7\u00e3o.      N\u00e3o h\u00e1 dramatiza\u00e7\u00e3o de qualquer feito mar\u00edtimo.<\/p>\n<p>A Marujada de Bragan\u00e7a \u00e9 estritamente caracterizada pela dan\u00e7a, cujo motivo      musical \u00fanico \u00e9 o retumb\u00e3o.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o e a disciplina s\u00e3o exercidas por uma &#8220;capitoa&#8221; e      por uma &#8220;sub-capitoa&#8221;. \u00c9 a &#8220;capitoa&#8221; quem escolhe a sua      substituta, nomeando a &#8220;sub-capitoa&#8221;, que somente assumir\u00e1 o bast\u00e3o      de dire\u00e7\u00e3o por morte ou ren\u00fancia daquela.<\/p>\n<p>As marujas usam blusa branca, toda pregueada e rendada. A saia, comprida      e bem rodada, \u00e9 vermelha ou branca com ramagens de uma dessas duas cores.      \u00c0 tiracolo levam uma fita azul ou vermelha, conforme ramagem ou o colorido      da saia. Na cabe\u00e7a usam um chap\u00e9u todo emplumado e cheio de fitas de v\u00e1rias      cores. No pesco\u00e7o usam um colar de contas ou cord\u00e3o de ouro e medalhas.<\/p>\n<p>A parte mais vistosa dessa indument\u00e1ria \u00e9 o chap\u00e9u. Os modernos s\u00e3o de carna\u00faba,      palhinha ou mesmo de papel\u00e3o, forrado na parte interna e externa.<\/p>\n<p>A aba tem papel prateado ou estanhado; na lateral o papel tem v\u00e1rias cores;      e em torno, formando um ou mais cord\u00f5es em semi-c\u00edrculos, s\u00e3o colocadas al\u00e7as      de casquinhos dourados, prateados ou coloridos e espelhinhos quadrados ou      redondos. No alto do chap\u00e9u s\u00e3o colocadas plumas e penas de aves de diversas      cores, formando um largo penacho com mais ou menos cinq\u00fcenta cent\u00edmetros de      altura.<\/p>\n<p>Da aba, na parte posterior do chap\u00e9u, descem ao longo da costa da maruja,      numerosas fitas multicores. O maior n\u00famero ou argura das fitas, embora n\u00e3o      indicando hierarquia, \u00e9 reservado \u00e0s mais antigas.<\/p>\n<p>Os homens, m\u00fasicos e acompanhantes, s\u00e3o dirigidos por um capit\u00e3o. Eles se      apresentam de cal\u00e7a e camisa branca ou de cor, chap\u00e9u de folha de carna\u00faba      revestido de pano, sendo a aba virada de um dos lados.<\/p>\n<p><strong>Os instrumentos musicais s\u00e3o:<\/strong>tambor grande e pequeno, cu\u00edca,      pandeiros, rabeca, viola, cavaquinho e violino.<\/p>\n<p>As marujas caminham ou dan\u00e7am em duas filas. \u00c0 frente de uma delas a &#8220;capitoa&#8221;,      e \u00e1 frente da outra a &#8220;sub-capitoa&#8221;, empunhando aquela um pequeno      bast\u00e3o de madeira, enfeitado de papel, tendo na extremidade superior uma flor.      Atr\u00e1s e ao centro, fechando as duas alas, v\u00e3o os tocadores e os demais marujos.<\/p>\n<p>Em fila, a dan\u00e7a \u00e9 de passos curtos e ligeiros, em volteios r\u00e1pidos, ora      numa dire\u00e7\u00e3o, ora noutra, inversamente. Assim elas caminham descrevendo graciosos      movimentos, tendo os bra\u00e7os ligeiramente levantados para a frente \u00e0 altura      da cintura, como se tocassem castanholas. Dan\u00e7ando obedecem \u00e0 m\u00fasica plangente      do compasso marcado pelo tambor grande.<\/p>\n<p>No dia 26 de dezembro, consagrado \u00e0 S\u00e3o Benedito, h\u00e1 na casa do juiz da Marujada      um almo\u00e7o, do qual participam todas as marujas e pessoas especialmente convidadas.      O jantar \u00e9 oferecido pela ju\u00edza, na noite desse dia. A 1\u00ba de janeiro o juiz      escolhido para a festa seguinte \u00e9 o anfitri\u00e3o do almo\u00e7o desse dia. Durante      o \u00e1gape \u00e9 transmitido ao novo juiz da festa o bast\u00e3o de prata com uma pequena      imagem de S\u00e3o Benedito, que \u00e9 o emblema do juiz, usado nos atos solenes da      festividade.<\/p>\n<h4>Os P\u00e1ssaros<\/h4>\n<p>Apesar de serem chamados de P\u00e1ssaros, esses grupos de teatro dram\u00e1tico-burlesco-popular      nem sempre usam as aves como seu s\u00edmbolo. H\u00e1 not\u00edcias de p\u00e1ssaros como o Quati      e o Javali. No interior do Estado s\u00e3o chamados de bichos, com mais propriedade.<\/p>\n<p>O P\u00e1ssaro constitui um espet\u00e1culo muito singular. \u00c9 uma estranha mistura      de novela, burleta e teatro de revista. H\u00e1 um dramalh\u00e3o absurdo com fidalgos      vestidos \u00e0 moda do s\u00e9culo XVI. O P\u00e1ssaro inclui cenas jocosas de matutos que      nada t\u00eam a ver com o enredo e uma dan\u00e7a de belas jovens de 15 a 17 anos, a      tremer provocantemente os seios e as ancas. H\u00e1 ainda os \u00edndios, que quase      sempre tentam impedir a presen\u00e7a do branco na mata. A riqueza da indument\u00e1ria      \u00e9 motivo de orgulho para os organizadores dos P\u00e1ssaros.<\/p>\n<p>A parte principal da est\u00f3ria \u00e9 a cena em que se tenta matar, a tiros, o P\u00e1ssaro,      que ora \u00e9 o bicho de estima\u00e7\u00e3o da princesa, ora \u00e9 o pr\u00edncipe encantado, que      a boa fada ressuscita. Uma crian\u00e7a encarna o animal, trazendo-o vivo ou empalhado      numa gaiola na cabe\u00e7a. A cada ano os P\u00e1ssaros apresentam pe\u00e7a e m\u00fasicas novas,      escritas sob encomenda.<\/p>\n<h4>C\u00edrio de Nazar\u00e9<\/h4>\n<p><strong>A Lenda<\/strong><\/p>\n<p>Era fim de 1700. Pl\u00e1cido era um caboclo da regi\u00e3o. Certo dia, saiu para ca\u00e7ar      no rumo do igarap\u00e9 Murutucu. Horas depois, ap\u00f3s muito caminhar na mata, parou      para refrescar-se nas margens do igarap\u00e9 e viu a imagem da Santa entre as      pedras cheias de lodo.<\/p>\n<p>Pl\u00e1cido levou a imagem para sua casa e ali num altar humilde passou a venerar      a Santa. Mas, no dia seguinte a imagem havia sumido. Sem saber o que acontecera,      Pl\u00e1cido saiu andando pela estrada indo parar nas margens do Murutucu. Para      sua surpresa, a imagem estava novamente entre as pedras, no mesmo lugar onde      fora encontrada.<\/p>\n<p>Dizem os devotos, que a Santa sumiu outras vezes e essa hist\u00f3ria chegou ao      conhecimento do governador, que mandou levar a Imagem para o pal\u00e1cio e a manteve      sob severa vigil\u00e2ncia. Mas, pela manh\u00e3 a Imagem havia sumido novamente. Os      devotos conclu\u00edram que a Santa queria ficar \u00e0s margens do Igarap\u00e9 e l\u00e1 constru\u00edram      a primeira Ermida.<\/p>\n<p>O povo vem desde ent\u00e3o invocando a Santa e atribuindo a ela as muitas gra\u00e7as      recebidas. Foi assim que o culto nasceu e evoluiu.<\/p>\n<p>A translada\u00e7\u00e3o no S\u00e1bado e o C\u00edrio no 2\u00ba Domingo de Outubro reproduzem simbolicamente      o milagre, fazendo o trajeto da Santa das margens do Igarap\u00e9 Murutucu (atual      Col\u00e9gio Gentil) at\u00e9 a cidade (atual Catedral na Cidade Velha) e seu retorno      (atual Bas\u00edlica de Nazar\u00e9).<br \/>\n     A Festa<\/p>\n<p>O C\u00edrio \u00e9 a express\u00e3o de dois sentimentos fortes do povo brasileiro: a f\u00e9      religiosa e o gosto pela festa.<\/p>\n<p>Durante os quinze dias que duram a festa, Bel\u00e9m \u00e9 envolvida por um esp\u00edrito      de uni\u00e3o, onde a fam\u00edlia paraense se confraterniza.<\/p>\n<p>O ponto alto da festa \u00e9 o almo\u00e7o do C\u00edrio. Com mesa farta de comidas t\u00edpicas      de dar \u00e1gua na boca: o pato no tucupi, a mani\u00e7oba, o tacac\u00e1 ou o casquinho      de caranguejo&#8230;.<\/p>\n<p>\u00c0 noite, o espet\u00e1culo \u00e9 ver a Bas\u00edlica iluminada, mais de 4.000 l\u00e2mpadas      s\u00e3o colocadas para fazer os contornos da Fachada da Bas\u00edlica de Nazar\u00e9.<\/p>\n<p>No largo de Nazar\u00e9, onde foi constru\u00eddo o CAM \u0096 conjunto Arquitet\u00f4nico      de Nazar\u00e9, dezenas de pessoas constroem barraquinhas de madeira para venda      de bebidas, comidas t\u00edpicas. As ruas ficam coloridas por brinquedos de miriti,      em forma de barquinhos, cobras, carrinhos de v\u00e1rios formatos e tamanhos, que      s\u00e3o vendidos nas cal\u00e7adas e um sem n\u00famero de lembran\u00e7as do C\u00edrio.<\/p>\n<p>Na concha ac\u00fastica do CAM, s\u00e3o organizados shows, com m\u00fasicos famosos e conjuntos      de rock que levam a juventude ao del\u00edrio. Al\u00e9m disso o arraial montado ao      lado da Bas\u00edlica, garante a divers\u00e3o da garotada, com direito a roda gigante      e muitos brinquedos que v\u00e3o desde o tradicional cavalinho at\u00e9 modernos jogos      eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>Durante todo o per\u00edodo do C\u00edrio, Bel\u00e9m \u00e9 s\u00f3 festa, a cidade ganha uma alegria      contagiante, uma mistura de f\u00e9, folclore, cores e sabores. Por tudo isso,      o C\u00edrio \u00e9 considerado o Natal dos paraenses.<\/p>\n<p><strong>A Prociss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em Bel\u00e9m do Par\u00e1, no 2\u00ba Domingo de outubro, acontece a maior manifesta\u00e7\u00e3o      religiosa do Brasil. Na verdade toda a popula\u00e7\u00e3o de Bel\u00e9m, mais de um milh\u00e3o      de habitantes e grande parte da popula\u00e7\u00e3o do interior e estados vizinhos participam      da festa. Nenhuma outra, inclusive o Natal, nem mesmo festas e espet\u00e1culos      profanos, como o carnaval e o futebol, tem para o paraense o significado e      a import\u00e2ncia do C\u00edrio.<\/p>\n<p>Os 15 dias de homenagem \u00e0 Virgem de Nazar\u00e9 come\u00e7am com a Translada\u00e7\u00e3o que      \u00e9 uma prociss\u00e3o noturna, que acontece na noite do 2\u00ba S\u00e1bado de outubro, quando      o povo conduz a Imagem da Virgem da Capela do Col\u00e9gio Gentil Bittencourt em      Nazar\u00e9 at\u00e9 a Catedral Metropolitana na Cidade Velha.<\/p>\n<p>A prociss\u00e3o do C\u00edrio propriamente dita, acontece no 2\u00ba Domingo de outubro,      quando saindo da Catedral, a Imagem \u00e9 conduzida pelo povo at\u00e9 o Largo onde      est\u00e1 a Bas\u00edlica de N.S. de Nazar\u00e9. Esse percurso de mais ou menos 2,5 Km \u00e9      percorrido em 4 horas e mobiliza milhares de pessoas nas ruas de Bel\u00e9m, sem      contar outras milhares que assistem \u00e0 passagem da santa dos edif\u00edcios, das      janelas das casas, dos palanques e arquibancadas armados nas pra\u00e7as, entoando      c\u00e2nticos e proferindo fervorosas ora\u00e7\u00f5es num lind\u00edssimo espet\u00e1culo de f\u00e9.<\/p>\n<p>A prociss\u00e3o \u00e9 repleta de simbolismo. O tra\u00e7o mais marcante \u00e9 uma corda, utilizada      para puxar o luxuoso carro que transporta a Imagem da Santa. Entre os devotos,      a corda representa o elo de liga\u00e7\u00e3o do povo com a Virgem. S\u00e3o milhares de      romeiros descal\u00e7os, disputando cada peda\u00e7o da corda, fazendo assim um aut\u00eantico      cintur\u00e3o humano que protege a Berlinda.<\/p>\n<p>O pagamento de promessas durante a prociss\u00e3o \u00e9 um dos fatos mais impressionantes.      Em agradecimento as gra\u00e7as recebidas por intercess\u00e3o da Santa, muitos romeiros      se vestem com longas mortalhas arrastando pesadas cruzes de madeira, outros      levam miniaturas de casas, mini-embarca\u00e7\u00f5es e muitos outros objetos que aludem      aos milagres feitos pela Virgem. No &#8220;carro dos milagres&#8221;, um barco      sobre rodas onde s\u00e3o colocados bra\u00e7os, cabe\u00e7as e outras partes do corpo trabalhadas      em cera, que representam a cura de uma enfermidade por milagre da Santa. Este      carro representa o naufr\u00e1gio do navio S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, em 1846, em que as      pessoas se salvaram gra\u00e7as \u00e0 a\u00e7\u00e3o milagrosa da Virgem.<\/p>\n<p>Desde 1986, as festividades de C\u00edrio incluem a Romaria Fluvial, realizada      no S\u00e1bado de manh\u00e3. A imagem \u00e9 levada atrav\u00e9s da Ba\u00eda de Guajar\u00e1, do trapiche      de Icoaraci \u00e0 escadinha do Cais em Bel\u00e9m, acompanhada por um grande n\u00famero      de embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Durante os 15 dias no arraial no largo de Nazar\u00e9, tudo \u00e9 festa, h\u00e1 fogos      de artif\u00edcio, comidas t\u00edpicas e parque de divers\u00e3o. O encerramento dos festejos      d\u00e1-se ap\u00f3s o 4\u00ba Domingo de outubro, com a prociss\u00e3o de retorno, chamada Rec\u00edrio,      quando a imagem \u00e9 devolvida ao seu nicho na Capela Gentil Bittencourt.<\/p>\n<h4>Gastronomia<\/h4>\n<p><strong>Pato no Tucupi<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h20.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Depois de assado o pato \u00e9 cortado em peda\u00e7os e fervido no tucupi, onde fica      de molho durante algum tempo para tomar gosto.<\/p>\n<p>Como tempero leva alho, chic\u00f3ria e alfavaca. O jambu, j\u00e1 aferventado em \u00e1gua      e pouco sal, depois de escorrido \u00e9 colocado sobre o pato, coberto pelo tucupi.<\/p>\n<p><strong>Acompanhamentos:<\/strong><\/p>\n<p>Arroz branco<br \/>\n     farinha-d&#8217;\u00e1gua<br \/>\n     pimenta-de-cheiro a gosto.<\/p>\n<h4>Pirarucu<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h21.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 o maior peixe de escamas do Brasil, chegando a alcan\u00e7ar at\u00e9 2,5m de comprimento      e peso de at\u00e9 80 kg. A pesca \u00e9 feita nos rios da Amaz\u00f4nia com anzol ou arp\u00e3o.      Tem colora\u00e7\u00e3o avermelhada, da\u00ed a origem do seu nome em tupi &#8220;pirar\u00faku&#8221;,      que significa &#8216;peixe vermelho&#8217;. Sua carne \u00e9 saborosa, podendo ser usada ressecada,      como o bacalhau, ou fresca. Com ela s\u00e3o feitos diversos pratos muito apreciados.      Sua l\u00edngua \u00e9 utilizada para ralar o guaran\u00e1 e as escamas para lixar unhas.<\/p>\n<p><strong>Pirarucu Grelhado ou na Brasa<\/strong><\/p>\n<p>As postas ressecadas do pirarucu, ap\u00f3s ficarem de molho durante algum tempo      para a retirada do sal, s\u00e3o grelhados at\u00e9 ficarem douradas. Serve-se com farinha-      d&#8217;\u00e1gua molhada, molho do tipo usado para churrasco ou salada de feij\u00e3o manteiguinha      de Santar\u00e9m. As postas tamb\u00e9m podem ser cobertas com rodelas de cebola, regadas      com azeite.<\/p>\n<p><strong>Pirarucu no leite de coco<\/strong><\/p>\n<p>As posta ressecadas do pirarucu, ap\u00f3s ficarem de molho durante algum tempo      para a retirada do sal, s\u00e3o cozinhadas em leite de coco (usa- se tamb\u00e9m o      leite de Castanha-do-Par\u00e1). Como acompanhamento arroz branco e farinha-d&#8217;\u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>Desafio de Pirarucu<\/strong><\/p>\n<p>As postas ressecadas do pirarucu, ap\u00f3s ficarem de molho durante algum tempo      para a retirada do sal, s\u00e3o aferventadas e desfiadas, juntando-se em seguida      azeite, alho socado, cebola, cheiro- verde e tomate refogado. Pode-se acrescentar      ovos, fazendo-se um mexido.<\/p>\n<h4>Peixada<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h22.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 feita com peixe de uma s\u00f3 qualidade, preferencialmente filhote, pescada      amarela ou tucunar\u00e9.<\/p>\n<p>As postas do peixe s\u00e3o temperadas com um molho de lim\u00e3o, sal e alho. \u00c0 parte,      prepara-se um caldo com a cabe\u00e7a do peixe, cheiro-verde, cebola, sal, alho      socado e batatas cortadas em metades. Quando estas come\u00e7am a amolecer colocam-se      as postas que ficar\u00e3o cozidas quando as batatas amolecerem completamente.<\/p>\n<p><strong>Acompanhamentos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ovos cozidos<\/strong><\/p>\n<p>Pir\u00e3o de farinha-d&#8217;\u00e1gua ou farinha seca, feito com o pr\u00f3prio caldo da peixada<\/p>\n<p>Pimenta-de-cheiro a gosto.<\/p>\n<p><strong>Caldeirada<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h23.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Semelhante \u00e0 peixada no tempero e no cozimento, mas feita com diversos tipos      de peixes, al\u00e9m de verduras. Leve e nutritiva.<\/p>\n<p><strong>Acompanhamentos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ovos cozidos<\/strong><\/p>\n<p>Pir\u00e3o de farinha-d&#8217;\u00e1gua ou farinha seca, feito com o pr\u00f3prio caldo da peixada<br \/>\n     Pimenta-de-cheiro a gosto.<\/p>\n<h4>Mani\u00e7oba<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h24.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Sua prepara\u00e7\u00e3o demora cerca de uma semana, pois a folha da maniva (a planta      da mandioca), depois de mo\u00edda, deve ser cozinhada durante pelo menos quatro      dias, ap\u00f3s o que acrescenta-se charque, toucinho, bucho, mocot\u00f3, orelha, p\u00e9      e costeleta salgadas de porco, chouri\u00e7o, ling\u00fci\u00e7a e paio, praticamente os      mesmos ingredientes de uma feijoada completa.<\/p>\n<p><strong>Acompanhamentos<\/strong><\/p>\n<p>Arroz branco, Farinha-d&#8217;\u00e1gua, Pimenta-de-cheiro a gosto.<\/p>\n<h4>Vatap\u00e1 Paraense<\/h4>\n<p>\u00c9 preparado com camar\u00f5es secos descascados, refogados com cebola, tomate,      cebolinha e azeite de dend\u00ea. Cozinha-se no leite de coco, engrossando com      farinha de arroz ou de trigo, ou amido de milho, ou ainda miolo de p\u00e3o. Pode      ser guarnecido com folhas de jambu cozidas e camar\u00f5es secos.<\/p>\n<h4>Caruru Paraense<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h25.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 feito com camar\u00f5es secos descascados, refogados com cebola, alho, cebolinha,      piment\u00e3o, pimenta-do-reino e azeite de dend\u00ea. Ap\u00f3s o refogado cozinha-se em      \u00e1gua, engrossando com farinha seca coada e bastante quiabo cortado em rodelas.      Pode ser guarnecido com folhas de jambu cozidas e camar\u00f5es secos.<\/p>\n<h4>Tucup\u00ed<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h26.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>O tucupi \u00e9 um l\u00edquido amarelo, extra\u00eddo da raiz da mandioca. Seu preparo      guarda a forma artesanal cultivada pelos \u00edndios da regi\u00e3o. Deve ser cozido      demoradamente antes de ser consumido, pois cru \u00e9 venenoso. Oferece sabor inconfund\u00edvel      aos pratos com ele preparados, como o tacac\u00e1, pato, leit\u00e3o, peixe, camar\u00e3o      e alguns tipos de ca\u00e7a.<\/p>\n<h4>Tamuat\u00e1 no Tucup\u00ed<\/h4>\n<p>O tamuat\u00e1, tamb\u00e9m chamado &#8220;cascudo&#8221; por causa de sua coura\u00e7a, \u00e9      um peixe t\u00edpico dos rios da Amaz\u00f4nia, de cor amarelada. Depois de bem lavado,      e temperado com sal e lim\u00e3o, \u00e9 cozinhado no tucupi junto com algumas folhas      de chic\u00f3ria e alfavaca. Sobre o tamuat\u00e1 no tucupi coloca-se o imprescind\u00edvel      jambu. Para acompanhamento arroz branco e farinha-d&#8217;\u00e1gua. Pimenta-de-cheiro      a gosto.<\/p>\n<h4>Casquinho de Caranguejo<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h27.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Depois de cozido o caranguejo na \u00e1gua e sal, retira-se a carne que \u00e9 refogada      com azeite, cheiro-verde, cebola, tomate, lim\u00e3o e pimenta-de-cheiro. Serve-se      no pr\u00f3prio casco do caranguejo coberto com farofa de farinha-d&#8217;\u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>Caranguejo Toc-Toc<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h28.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 o caranguejo cozido inteiro em \u00e1gua, sal, lim\u00e3o e alho. Os caranguejos      s\u00e3o quebrados com a ajuda de pauzinhos, para retirar as carnes. Os talheres      s\u00e3o substitu\u00eddos pelos pr\u00f3prios dedos. Molho de pimenta-de-cheiro a gosto.<\/p>\n<p><strong>Unha de Caranguejo<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s cozidas, as patas grandes do caranguejo, temperadas com sal, alho e      lim\u00e3o, s\u00e3o envolvidas (na parte que tem carne) em massa de batata, farinha      de trigo, ovos e um pouco de carne desfiada do caranguejo. Depois s\u00e3o fritas      \u00e0 milanesa em gordura bem quente. Pimenta-de-cheiro a gosto. Usa- se tamb\u00e9m      as mesmas patas cozidas servidas com molho vinagrete.<\/p>\n<h4>Tacac\u00e1<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h29.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>O tacac\u00e1 n\u00e3o \u00e9 considerado uma refei\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma esp\u00e9cie de bebida ou sopa,      servida em cuias e vendida pelas &#8220;tacacazeiras&#8221;, geralmente ao entardecer,      na esquina das principais ruas das cidades paraenses, sobretudo Bel\u00e9m. Na      hora de servir s\u00e3o misturados, na cuia, tucupi, goma de tapioca cozida, jambu      e camar\u00e3o seco. Pimenta-de-cheiro a gosto.<\/p>\n<p><strong>Jamb\u00fa<\/strong><\/p>\n<p>Planta rasteira, companheira insepar\u00e1vel do tucupi na prepara\u00e7\u00e3o dos pratos      paraenses, sobretudo do tacac\u00e1 e do pato. Suas folhas, quando mastigadas,      produzem leve tremor nos l\u00e1bios e, talvez por isso, muitos o apontem como      afrodis\u00edaco. Antes de ser acrescentado nos diversos pratos em que \u00e9 usado,      deve ser ligeiramente aferventado em \u00e1gua com pouco sal.<\/p>\n<p><strong>Farinha D&#8217;\u00c1gua<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma das muitas variedades de farinhas feitas com a mandioca e tamb\u00e9m a      mais apreciada. Acompanha todos os pratos paraenses e, at\u00e9 mesmo, os que n\u00e3o      s\u00e3o t\u00edpicos do Par\u00e1. A melhor vem das col\u00f4nias e deve estar bem torradinha.      \u00c9 encontrada nas feiras livres. Outros tipos de farinha feitas a partir da      mandioca: tapioca, suru\u00ed, seca, etc.<\/p>\n<h4><strong>Pimenta-de-Cheiro<\/strong><\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h30.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Dentre a enorme variedade de plantas regionais a pimenta-de-cheiro se destaca      pelo perfume marcante e agrad\u00e1vel e por sua cor amarela e brilhante. Tem formato      de uma bolinha e \u00e9 aut\u00eantica marca registrada da cozinha paraense.<\/p>\n<h4>A\u00e7a\u00ed<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h31.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Bebida extra\u00edda do pequeno fruto do a\u00e7aizeiro, palmeira de porte esguio que      chega a alcan\u00e7ar 30 m de altura e que produz cachos com dezenas de caro\u00e7os      (frutos) redondinhos de cor arroxeada.<\/p>\n<p>A bebida \u00e9 assim extra\u00edda: colocam-se os caro\u00e7os do a\u00e7a\u00ed de molho na \u00e1gua      para amolecer a casca fina que os reveste. Em seguida os caro\u00e7os s\u00e3o amassados      com \u00e1gua em alguidar de barro ou m\u00e1quina pr\u00f3pria, coando-se ent\u00e3o a mistura      em peneiras especiais para que se obtenha um l\u00edquido roxo, espesso e de sabor      caracter\u00edstico incompar\u00e1vel.<\/p>\n<p>Toma-se gelado com a\u00e7\u00facar, farinha de tapioca ou farinha-d&#8217;\u00e1gua. H\u00e1 quem      o aprecie sem a\u00e7\u00facar. \u00c9 nutritivo e refrescante. \u00c9 tamb\u00e9m delicioso no preparo      de sorvetes, licores, mousses, etc.<\/p>\n<h4><strong>Bacaba<\/strong><\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h32.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Bebida extra\u00edda da palmeira de mesmo nome, que d\u00e1 frutos em cachos com dezenas      de caro\u00e7os. Para a obten\u00e7\u00e3o da bebida procede-se da mesma forma que no preparo      do a\u00e7a\u00ed. Obt\u00e9m-se assim um l\u00edquido de cor parda, servido gelado com a\u00e7\u00facar,      farinha de tapioca ou farinha-d&#8217;\u00e1gua. Deliciosa e refrescante, a bacaba \u00e9,      no entanto, menos popular que o a\u00e7a\u00ed. Muito usada tamb\u00e9m para fazer sorvetes.<\/p>\n<h4>CUPUA\u00c7U<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h33.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Fruto cil\u00edndrico com mais ou menos 20 cm de comprimento por 13 cm de di\u00e2metro,      arredondado nas extremidades. Casca dura de cor marrom-escura. Dentro cerca      de 50 sementes gra\u00fadas recobertas inteiramente por massa branca, bastante      espessa, de perfume forte e agrad\u00e1vel e delicioso sabor agri-doce. Dele se      faz refresco &#8211; tamb\u00e9m conhecido no Par\u00e1 como &#8220;vinho de cupua\u00e7u&#8221;      -, sorvetes, gel\u00e9ias, pudins, tortas, cremes, bolos, licores, compotas, recheios,      mousses e in\u00fameros outros doces.<\/p>\n<h4>BACURI<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h34.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 o fruto do bacurizeiro, \u00e1rvore frondosa, magn\u00edfica quando coberta de flores      r\u00f3seas ou, raramente, brancas. O Bacuri \u00e9, em geral, pouco maior que uma laranja      gra\u00fada. Tem casca grossa e resinosa de cor amarelada. Dentro encontramos duas      a tr\u00eas sementes grandes, revestidas de polpa branca perfumada, com excelente      sabor agridoce caracter\u00edstico. Entre as sementes est\u00e3o os &#8220;filhos&#8221;,      que s\u00e3o peda\u00e7os de polpa sem caro\u00e7o. Seu uso \u00e9 muito variado, com presen\u00e7a      marcante em refrescos, sorvetes, licores, gel\u00e9ias, tortas, cremes, bolos,      recheios, mousses, balas e in\u00fameros outros doces saborosos.<\/p>\n<h4>CASTANHA-DO-PAR\u00c1<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h35.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Fruto da castanheira-do-par\u00e1, \u00e1rvore de porte magn\u00edfico e dimens\u00f5es not\u00e1veis,      com tronco de at\u00e9 4 m de di\u00e2metro, chegando a alcan\u00e7ar 50 m de altura. O fruto      (ouri\u00e7o) \u00e9 esf\u00e9rico, de 11 a 14 cm de di\u00e2metro, com peso vari\u00e1vel entre 700      e 1.500 grs.<\/p>\n<p>O ouri\u00e7o tem casca lenhosa, muito dura, contendo de 11 a 22 am\u00eandoas ou castanhas      gra\u00fadas, envoltas por casca lenhosa fina, pouco resistente. Essas castanhas      s\u00e3o comest\u00edveis, muito saborosas e de elevado sabor aliment\u00edcio. A Castanha-do-Par\u00e1      \u00e9 muito usada para a confec\u00e7\u00e3o de confeitos, recheios, coberturas de bolos,      al\u00e9m de doces diversos. Quando frescas fornecem o leite usado na prepara\u00e7\u00e3o      de v\u00e1rios pratos t\u00edpicos da cozinha paraense. Apreciada em todo o mundo, \u00e9      um dos principais produtos de exporta\u00e7\u00e3o do Par\u00e1.<\/p>\n<h4>PUPUNHA<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h36.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Fruto da pupunheira, palmeira que alcan\u00e7a alturas elevadas com o tronco todo      revestido por an\u00e9is de espinhos. Isso dificulta a colheita dos cachos com      numerosos frutos, que variam de cor de planta para planta: vermelha, amarela,      esverdeada, etc.<\/p>\n<p>A pupunha tem o formato aproximado de uma esfera, com achatamento na parte,      superior que fica presa ao cacho. Cada fruto apresenta em m\u00e9dia 3 cm de di\u00e2metro.      Antes de ser consumida a pupunha deve ser cozida em \u00e1gua e sal. Para com\u00ea-la      retira-se a pele que a envolve. A polpa, muito saborosa, \u00e9 amarelada, densa,      fibrosa e farin\u00e1cea.<\/p>\n<p>Em seu interior h\u00e1 um coquinho, que \u00e9 o caro\u00e7o. Come-se pura, com mel de      cana ou manteiga, sendo excelente acompanhamento para caf\u00e9 e ch\u00e1. Igualmente      saborosa quando caramelada ou em compota.<\/p>\n<h4>TUCUM\u00c3<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h37.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Fruto do tucumanzeiro, palmeira que chega a alcan\u00e7ar 10m de altura. Essa      palmeira produz cachos com numerosos frutos de formato ov\u00f3ide, casca amarelo-esverdeada      e polpa fibrosa, amarela, caracter\u00edstica, que reveste o caro\u00e7o. Muitas outras      frutas t\u00edpicas do Par\u00e1 enriquecem esta rela\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o tenham consumo      t\u00e3o acentuado como as anteriormente citadas: uxi, umari e bacuri-pari. Tantas      outras t\u00eam incid\u00eancia em todo o Brasil ou em apenas algumas regi\u00f5es, n\u00e3o sendo      exclusividade paraense: mangas, buriti, jenipapo, ing\u00e1, graviola, abric\u00f3,      tapereb\u00e1-do-sert\u00e3o, goiaba, jaca, tamarindo, sapoti, carambola, mari-mari,      abacaxi, birib\u00e1, etc.<\/p>\n<h4>MURUCI<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h38.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Fruto da pequena \u00e1rvore que tem o mesmo nome. Seu formato \u00e9 esf\u00e9rico, achatado      nos p\u00f3los, com cerca de 1,5cm de di\u00e2metro. A casca \u00e9 uma pel\u00edcula de cor amarelada      e a polpa, que envolve o pequeno caro\u00e7o, tamb\u00e9m \u00e9 amarela. Seu perfume agrad\u00e1vel      n\u00e3o pode ser comparado aos de nenhuma outra fruta, tais as suas caracter\u00edsticas      exclusivas. \u00c9 delicioso como refresco, sorvete e em uma infinidade de doces.<\/p>\n<h4>PIQUI\u00c1<\/h4>\n<p class=\"imgcapa\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h39.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Fruto da \u00e1rvore de mesmo nome, cujo tronco atinge alturas consider\u00e1veis.      Tem forma esf\u00e9rica, ligeiramente achatada nos p\u00f3los, e seu tamanho regula      o de uma laranja gra\u00fada. A casca, de cor marrom-acinzentada, \u00e9 espessa e carnuda,      com quatro bagos em forma de rim, composta de polpa amarela de 3 a 10 mm de      espessura, aderente a um caro\u00e7o lenhoso, muito duro, que cont\u00e9m uma am\u00eandoa      comest\u00edvel e bastante apreciada.<\/p>\n<h4>TAPEREB\u00c1<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h40.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Fruto do taperebazeiro, \u00e1rvore de grande porte. Tem formato cil\u00edndrico, com      arredondamento nas extremidades. Seu tamanho \u00e9 id\u00eantico ao de uma pequena      ameixa. A casca \u00e9 uma pel\u00edcula que envolve polpa de n\u00e3o mais de 3 mm de espessura,      aderente a um caro\u00e7o que \u00e9 a parte maior da fruta. O tapereb\u00e1 \u00e9 amarelo-escuro,      muito perfumado, \u00e1cido, mas de excelente sabor adocicado. Especialmente apreciado      em refrescos, sorvetes e licores.<\/p>\n<h4>Cuia<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h41.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Entre os ind\u00edgenas brasileiros as &#8220;caba\u00e7as&#8221; constituem-se nos mais      difundidos recipientes para a \u00e1gua. Esta mat\u00e9ria-prima \u00e9 empregada tamb\u00e9m      na confec\u00e7\u00e3o de utens\u00edlios dom\u00e9sticos, como vasilhas para ingest\u00e3o de bebidas,      conchas e recipientes para uso diversificado. Seu emprego estende-se aos brinquedos,      instrumentos musicais e m\u00e1scaras. As &#8220;caba\u00e7as&#8221; podem receber decora\u00e7\u00f5es      gravadas, pintadas ou incisas. No Par\u00e1 \u00e9 bastante usada com o nome de &#8220;cuia&#8221;,      para tomar banho, tacac\u00e1, mingau, a\u00e7a\u00ed e outros alimentos da culin\u00e1ria paraense.<\/p>\n<h4>Juta<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h42.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>A fibra da juta, planta da fam\u00edlia das Tilic\u00edceas, \u00e9 obtida do caule e das      hastes, sendo estas cortadas e maceradas durante alguns dias em \u00e1gua, para      facilitar a separa\u00e7\u00e3o das fibras. A partir delas s\u00e3o confeccionados bolsas,      sacolas, bonecas, jogo americano, tapetes, panos e outras pe\u00e7as decorativas.<\/p>\n<h4>Balata<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h43.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 uma \u00e1rvore da fam\u00edlia das Sapot\u00e1ceas. Quando tem seu caule sangrado expele      um l\u00e1tex que fornece uma goma el\u00e1stica e visguenta. Os blocos desse l\u00e1tex      s\u00e3o aquecidos em banho-maria no momento da confec\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as artesanais.      Dessa forma, s\u00e3o moldadas reprodu\u00e7\u00f5es reduzidas de animais de nossa fauna,      como o boto, o pirarucu, a tartaruga, o macaco, o cavalo, o boi, a cobra,      etc. Os objetos de balata apresentam textura semelhante ao couro.<\/p>\n<h4>Patchouli<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h44.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 uma herb\u00e1cea da fam\u00edlia das gram\u00edneas, origin\u00e1ria da Mal\u00e1sia. Suas folhas      s\u00e3o utilizadas para confeccionar chap\u00e9us, mas \u00e9 nas ra\u00edzes que est\u00e1 seu grande      atrativo. Dotadas de um perfume peculiar, quando secas s\u00e3o usadas para confec\u00e7\u00e3o      de leques, bonecas, renas e ainda no preparo de &#8220;garrafadas&#8221;. Misturadas      a outras ra\u00edzes e cascas de \u00e1rvores igualmente perfumadas d\u00e1 origem ao &#8221;      Cheiro do Par\u00e1&#8221;.<\/p>\n<h4>Miriti<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h45.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Produto tropical extra\u00eddo de nossas matas, v\u00e1rzeas e beiras dos igarap\u00e9s,      a palmeira MAURITA FLEXUOSAL recebe o nome vulgar de MIRITIZEIRO ou BURITIZEIRO.      Tem v\u00e1rias utilidades. \u00c0 margem dos ro\u00e7ados e seringais fornece a palha para      cobrir cabanas.<\/p>\n<p>Do broto ou grelo tira-se a envira, fibra que serve para tecer maqueiras      (redes artesanais), tapetes e bolsas.<\/p>\n<p>A tala, tirada das folhas, fornece meios para os artes\u00e3os tecerem paneiros,      tipitis, cestos, balaios e, ainda, para esculpir brinquedos de formas variadas,      como cobras, pombinhas, soca-socas, barcos, araras, jacar\u00e9s e tatus, entre      outros.<\/p>\n<p>A fruta, o miriti, \u00e9 fonte de alimento vitam\u00ednico, degustada com farinha      e a\u00e7\u00facar. Dela s\u00e3o feitos licor e vinho, servindo tamb\u00e9m para aguar o tradicional      mingau de farinha-d&#8217;\u00e1gua ou arroz. Do fruto ainda se extrai a tinta para pintar      brinquedos e quadros originais.<\/p>\n<h4>Cestaria<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h46.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p><strong>Cip\u00f3 titica<\/strong><\/p>\n<p>Mat\u00e9ria &#8211; prima da regi\u00e3o Norte, extra\u00edda da mata, de grande utilidade artesanal      na confec\u00e7\u00e3o de cestas, derivados e m\u00f3veis em geral. Para os \u00edndios tem v\u00e1rias      utilidades na confec\u00e7\u00e3o de cestas, no amarrado de suas tendas e de currais.<\/p>\n<p><strong>APU\u00cd<\/strong><\/p>\n<p>Material resistente da nossa regi\u00e3o. Extra\u00eddo da mata, serve para a fabrica\u00e7\u00e3o      de m\u00f3veis artesanais como cadeiras, camas, mesas, cestas, etc.<\/p>\n<p><strong>GRACHAMA<\/strong><\/p>\n<p>Material r\u00fastico encontrado nas v\u00e1rzeas da regi\u00e3o Norte, de grande utilidade      na confec\u00e7\u00e3o de arranjos, cestas, porta-revistas, abajour, etc. Usado tamb\u00e9m      para atraca\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis de cip\u00f3.<\/p>\n<h4>Tururi<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h47.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 uma esp\u00e9cie de palm\u00e1cea origin\u00e1ria da palmeira Ba\u00e7u. Suas fibras entrela\u00e7adas      s\u00e3o extra\u00eddas do fruto. Os ind\u00edgenas utilizam-nas para vestu\u00e1rio, calafeta\u00e7\u00e3o      de embarca\u00e7\u00f5es, cobertura de palho\u00e7as, etc. No artesanato s\u00e3o produzidas pe\u00e7as      diversas como bolsas, chap\u00e9us, sacolas e bonecas.<\/p>\n<h4>Cer\u00e2mica<\/h4>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h1.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>O processo come\u00e7a com a retirada do barro cru, encontrado nos mangues, nos      arredores de Icoaraci, principal cidade produtora do artesanato em cer\u00e2mica,      a 15 Km de Bel\u00e9m. Os &#8220;tiradores&#8221; de barro, como s\u00e3o chamados, utilizam      pequenos barcos feitos de tronco para o transporte da mat\u00e9ria &#8211; prima at\u00e9      os pequenos armaz\u00e9ns nas margens dos igarap\u00e9s. L\u00e1 \u00e9 feita a primeira limpeza      e o beneficiamento, normalmente por meio de tra\u00e7\u00e3o animal. O barro \u00e9 vendido      em bolas, de peso mais ou menos uniforme.<\/p>\n<p>Come\u00e7a, ent\u00e3o, o trabalho do artes\u00e3o propriamente dito. Assim que chega na      olaria a argila \u00e9 limpa novamente com fios de cobre. Depois \u00e9 amassada manualmente      at\u00e9 que se obtenha uma consist\u00eancia uniforme na massa.<\/p>\n<p>S\u00f3 depois de um paciente trabalho de prepara\u00e7\u00e3o \u00e9 que o artes\u00e3o p\u00f5e sua &#8220;t\u00e1vola&#8221;      girat\u00f3ria para funcionar. Este \u00e9 um dos mais importantes instrumentos do ceramista.      \u00c9 a\u00ed que o artes\u00e3o come\u00e7a a dar forma \u00e0s pe\u00e7as.<\/p>\n<p>Algumas exigem emendas, devido \u00e0 sua forma. Outras trazem figuras em relevo      que s\u00e3o moldadas isoladamente e depois unidas ao conjunto ainda \u00famido.<\/p>\n<p>J\u00e1 em sua forma definitiva, a pe\u00e7a sofre um processo de pr\u00e9-endurecimento,      com a secagem natural. Nessa fase a pe\u00e7a \u00e9 tingida com uma mistura de corantes      naturais, de um vermelho &#8220;pi\u00e7arra&#8221; ou bege bem claro. Algumas s\u00e3o      deixadas na cor natural do barro. Depois disso a pe\u00e7a \u00e9 polida com uma semente      para ganhar brilho natural.<\/p>\n<p>Sobre essa base \u00e9 feito o trabalho de grava\u00e7\u00e3o, com estiletes ou desenho      com pincel. Os motivos s\u00e3o os mais diversos. Vale destacar que grande parte      desta produ\u00e7\u00e3o \u00e9 representada por c\u00f3pias fi\u00e9is de importantes originais da      cer\u00e2mica marajoara ou tapaj\u00f4nica, que fazem parte do acervo do Museu Paraense      Em\u00edlio Goeldi, em Bel\u00e9m. Depois do processo natural de envelhecimento algumas      pe\u00e7as parecem aut\u00eanticos achados arqueol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Em seguida o cozimento \u00e9 feito em r\u00fasticos fornos de barro, onde as pe\u00e7as      s\u00e3o colocadas sobre um estrado e cobertas com peda\u00e7os imprest\u00e1veis de outras      pe\u00e7as quebradas. Com isso se obt\u00e9m a veda\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica desejada. S\u00f3 depois de      todo esse processo \u00e9 que a pe\u00e7a est\u00e1 pronta para a venda.<\/p>\n<p><strong>Cer\u00e2mica Marac\u00e1<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h2.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>Tem como ber\u00e7o o Estado do Amap\u00e1, por\u00e9m \u00e9 no Distrito de Icoaraci que se      desenvolve este trabalho. As urnas funer\u00e1rias encontradas no Vale do Rio Marac\u00e1      s\u00e3o de tr\u00eas tipos: tubulares, zoomorfas e antropomorfas.<\/p>\n<p><strong>Cer\u00e2mica Marajoara<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h3.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 inspirada na Hist\u00f3ria da Civiliza\u00e7\u00e3o Marajoara. S\u00e3o povos que viviam concentrados      \u00e0s margens do lago Arari.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o cinco fases arqueol\u00f3gicas na Ilha do Maraj\u00f3, que correspondem      a diferentes culturas e n\u00edveis de ocupa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ananatuba<\/strong><\/p>\n<p>Marcada por incis\u00f5es e hachurado. Os principais objetos s\u00e3o tigelas e iga\u00e7abas.<\/p>\n<p><strong>Mangeuiras<\/strong><\/p>\n<p>Seu tra\u00e7o principal \u00e9 a borda incisa, particularmente no que diz respeito      \u00e0 ornamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Formiga<\/strong><\/p>\n<p>Fase pobre. N\u00e3o apresenta caracter\u00edsticas de modo a ser encaixada em um determinado      estilo.<\/p>\n<p><strong>Marajoara<\/strong><\/p>\n<p>Caracteriza-se pela exuber\u00e2ncia e variedade de decora\u00e7\u00e3o, utilizando pintura      vermelha e preta sobre engobo branca.<\/p>\n<p><strong>Aru\u00e3<\/strong><\/p>\n<p>A lou\u00e7aria Aru\u00e3 \u00e9 a mais inferior e bem simples, sem decora\u00e7\u00e3o. Apenas as      urnas para enterramentos secund\u00e1rios tinham decora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Cer\u00e2mica Tapaj\u00f4nica<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h4.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 tridimensional, feita com uma mistura de cauxi e cariap\u00e9. As caracter\u00edsticas      s\u00e3o figuras humanas e de animais. Esse tipo de cer\u00e2mica apresenta pe\u00e7as pequenas,      como cari\u00e1tides, gargalo, \u00eddolos, pratos, etc.<\/p>\n<p>Fonte: www.cdpara.pa.gov.br<\/p>\n<h6>Par\u00e1<\/h6>\n<h4><strong>Frutas do Par\u00e1<\/strong><\/h4>\n<p>S\u00e3o encontradas generosamente nos alagadi\u00e7os dos rios, furos e igarap\u00e9s ou      nos altos das terras firmes. Com mais de uma centena de esp\u00e9cies comest\u00edveis,      s\u00e3o as frutas regionais as respons\u00e1veis diretas pelo indefin\u00edvel, requintado      e, muitas vezes, ex\u00f3tico sabor das deliciosas sobremesas que enriquecem a      mesa paraense. Venha conhec\u00ea-las.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7a\u00ed<\/strong><\/p>\n<p>Bebida extra\u00edda do pequeno fruto do a\u00e7aizeiro, palmeira de porte esguio que      chega a alcan\u00e7ar 30 m de altura e que produz cachos com dezenas de caro\u00e7os      (frutos) redondinhos. De cor arroxeada, a bebida \u00e9 assim extra\u00edda: colocam-se      os caro\u00e7os do a\u00e7a\u00ed de molho na \u00e1gua para amolecer a casca fina que os reveste.    <\/p>\n<p>Em seguida os caro\u00e7os s\u00e3o amassados com \u00e1gua em alguidar de barro ou m\u00e1quina      pr\u00f3pria, coando-se ent\u00e3o a mistura em peneiras especiais para que se obtenha      um l\u00edquido roxo, espesso e de sabor caracter\u00edstico incompar\u00e1vel. Toma-se gelado      com a\u00e7\u00facar, farinha de tapioca ou farinha-d&#8217;\u00e1gua. H\u00e1 quem o aprecie sem a\u00e7\u00facar.      \u00c9 nutritivo e refrescante. \u00c9 tamb\u00e9m delicioso no preparo de sorvetes, licores,      mousses, etc.<\/p>\n<p><strong>Bacaba<\/strong><\/p>\n<p>Bebida extra\u00edda da palmeira de mesmo nome, que d\u00e1 frutos em cachos com dezenas      de caro\u00e7os. Para a obten\u00e7\u00e3o da bebida procede-se da mesma forma que no preparo      do a\u00e7a\u00ed. Obt\u00e9m-se assim um l\u00edquido de cor parda, servido gelado com a\u00e7\u00facar,      farinha de tapioca ou farinha-d&#8217;\u00e1gua. Deliciosa e refrescante, a bacaba \u00e9,      no entanto, menos popular que o a\u00e7a\u00ed. Muito usada tamb\u00e9m para fazer sorvetes.<\/p>\n<p><strong>Cupua\u00e7u<\/strong><\/p>\n<p>Fruto cil\u00edndrico com mais ou menos 20 cm de comprimento por 13 cm de di\u00e2metro,      arredondado nas extremidades. Casca dura de cor marrom-escura. Dentro cerca      de 50 sementes gra\u00fadas recobertas inteiramente por massa branca, bastante      espessa, de perfume forte e agrad\u00e1vel e delicioso sabor agridoce. Dele se      faz refresco &#8211; tamb\u00e9m conhecido no Par\u00e1 como &#8220;vinho de cupua\u00e7u&#8221;      -, sorvetes, gel\u00e9ias, pudins, tortas, cremes, bolos, licores, compotas, recheios,      mousses e in\u00fameros outros doces.<\/p>\n<p><strong>Castanha &#8211; do &#8211; Par\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Fruto da castanheira-do-par\u00e1, \u00e1rvore de porte magn\u00edfico e dimens\u00f5es not\u00e1veis,      com tronco de at\u00e9 4 m de di\u00e2metro, chegando a alcan\u00e7ar 50 m de altura. O fruto      (ouri\u00e7o) \u00e9 esf\u00e9rico, de 11 a 14 cm de di\u00e2metro, com peso vari\u00e1vel entre 700      e 1.500 grs. <\/p>\n<p>O ouri\u00e7o tem casca lenhosa, muito dura, contendo de 11 a 22 am\u00eandoas ou castanhas      gra\u00fadas, envoltas por casca lenhosa fina, pouco resistente. Essas castanhas      s\u00e3o comest\u00edveis, muito saborosas e de elevado sabor aliment\u00edcio. A Castanha-do-Par\u00e1      \u00e9 muito usada para a confec\u00e7\u00e3o de confeitos, recheios, coberturas de bolos,      al\u00e9m de doces diversos. <\/p>\n<p>Quando frescas fornecem o leite usado na prepara\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios pratos t\u00edpicos      da cozinha paraense. Apreciada em todo o mundo, \u00e9 um dos principais produtos      de exporta\u00e7\u00e3o do Par\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Bacuri<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o fruto do bacurizeiro, \u00e1rvore frondosa, magn\u00edfica quando coberta de flores      r\u00f3seas ou, raramente, brancas. O Bacuri \u00e9, em geral, pouco maior que uma laranja      gra\u00fada. Tem casca grossa e resinosa de cor amarelada. Dentro encontramos duas      a tr\u00eas sementes grandes, revestidas de polpa branca perfumada, com excelente      sabor agridoce caracter\u00edstico. <\/p>\n<p>Entre as sementes est\u00e3o os &#8220;filhos&#8221;, que s\u00e3o peda\u00e7os de polpa sem      caro\u00e7o. Seu uso \u00e9 muito variado, com presen\u00e7a marcante em refrescos, sorvetes,      licores, gel\u00e9ias, tortas, cremes, bolos, recheios, mousses, balas e in\u00fameros      outros doces saborosos.<\/p>\n<p><strong>Pupunha<\/strong><\/p>\n<p>Fruto da pupunheira, palmeira que alcan\u00e7a alturas elevadas com o tronco todo      revestido por an\u00e9is de espinhos. Isso dificulta a colheita dos cachos com      numerosos frutos, que variam de cor de planta para planta: vermelha, amarela,      esverdeada, etc.<\/p>\n<p>A pupunha tem o formato aproximado de uma esfera, com achatamento na parte,      superior que fica presa ao cacho. Cada fruto apresenta em m\u00e9dia 3 cm de di\u00e2metro.<\/p>\n<p><strong>Tucum\u00e3<\/strong><\/p>\n<p>Fruto do tucumanzeiro, palmeira que chega a alcan\u00e7ar 10m de altura. Essa      palmeira produz cachos com numerosos frutos de formato ov\u00f3ide, casca amarelo-esverdeada      e polpa fibrosa, amarela, caracter\u00edstica, que reveste o caro\u00e7o. Muitas outras      frutas t\u00edpicas do Par\u00e1 enriquecem esta rela\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o tenham consumo      t\u00e3o acentuado como as anteriormente citadas: uxi, umari e bacuri-pari. <\/p>\n<p>Tantas outras t\u00eam incid\u00eancia em todo o Brasil ou em apenas algumas regi\u00f5es,      n\u00e3o sendo exclusividade paraense: mangas, buriti, jenipapo, ing\u00e1, graviola,      abric\u00f3, tapereb\u00e1-do-sert\u00e3o, goiaba, jaca, tamarindo, sapoti, carambola, marimari,      abacaxi, birib\u00e1, etc.<\/p>\n<p><strong>Muruci<\/strong><\/p>\n<p>Fruto da pequena \u00e1rvore que tem o mesmo nome. Seu formato \u00e9 esf\u00e9rico, achatado      nos p\u00f3los, com cerca de 1,5cm de di\u00e2metro. A casca \u00e9 uma pel\u00edcula de cor amarelada      e a polpa, que envolve o pequeno caro\u00e7o, tamb\u00e9m \u00e9 amarela. Seu perfume agrad\u00e1vel      n\u00e3o pode ser comparado aos de nenhuma outra fruta, tais as suas caracter\u00edsticas      exclusivas. \u00c9 delicioso como refresco, sorvete e em uma infinidade de doces.<\/p>\n<p><strong>Piqui\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Fruto da \u00e1rvore de mesmo nome, cujo tronco atinge alturas consider\u00e1veis.      Tem forma esf\u00e9rica, ligeiramente achatada nos p\u00f3los, e seu tamanho regula      o de uma laranja gra\u00fada. A casca, de cor marrom-acinzentada, \u00e9 espessa e carnuda,      com quatro bagos em forma de rim, composta de polpa amarela de 3 a 10 mm de      espessura, aderente a um caro\u00e7o lenhoso, muito duro, que cont\u00e9m uma am\u00eandoa      comest\u00edvel e bastante apreciada.<\/p>\n<p><strong>Tapereba<\/strong><\/p>\n<p>Fruto do taperebazeiro, \u00e1rvore de grande porte. Tem formato cil\u00edndrico, com      arredondamento nas extremidades. Seu tamanho \u00e9 id\u00eantico ao de uma pequena      ameixa. A casca \u00e9 uma pel\u00edcula que envolve polpa de n\u00e3o mais de 3 mm de espessura,      aderente a um caro\u00e7o que \u00e9 a parte maior da fruta. O tapereb\u00e1 \u00e9 amarelo-escuro,      muito perfumado, \u00e1cido, mas de excelente sabor adocicado. Especialmente apreciado      em refrescos, sorvetes e licores.<\/p>\n<p><strong>Comidinhas e Gulosemas<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m dos sorvetes, refrescos, pudins, tortas, cremes, licores, compotas,      mousses e balas &#8211; entre outras do Par\u00e1, voc\u00ea ainda vai encontrar outras del\u00edcias      de confec\u00e7\u00e3o artesanal e sabor caseiro, como: beijo de mo\u00e7a, munguz\u00e1 ou mingau      de milho, beiju de mandioca, mingau de banana verde, beiju-poqueca, tapioquinha,      beiju-curuba, mingau de a\u00e7a\u00ed, mingau de bacaba, beiju-xica e tantas coisas      mais que voc\u00ea imaginar.<\/p>\n<p>Fonte: www.istoeamazonia.com.br<\/p>\n<h6>Par\u00e1<\/h6>\n<h4>A hist\u00f3ria do estado de Par\u00e1<\/h4>\n<p>O Estado de Par\u00e1 distingue-se pelas suas ind\u00fastrias de extra\u00e7\u00e3o mineira,      pela explora\u00e7\u00e3o das florestas, pela cria\u00e7\u00e3o bovina, pela cultura o o do arroz,      \u00e1 juta, oleaginosas, mandioca, sisal e pela explora\u00e7\u00e3o da castanha do Par\u00e1      e a borracha.<\/p>\n<p>A estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que seguiu o decl\u00ednio da borracha p\u00f4de ser parada      apenas atrav\u00e9s de uma pol\u00edtica governamental de cria\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos,      especialmente girados para a Amaz\u00f3nia. Em 1953, \u0093o Superintendance\u0094      do plano de aposta em valor da Amaz\u00f3nia (SPVA) viu o dia gra\u00e7as fortes a subs\u00eddios      e a elabora\u00e7\u00e3o de numerosos projetos. <\/p>\n<p>Nos anos 70, o Estado tentou favorecer o aumento da densidade de popula\u00e7\u00e3o,      bem como a integra\u00e7\u00e3o desta zona \u00e0s outras regi\u00f5es do pa\u00eds gra\u00e7as \u00e0 abertura      de auto-estradas (Bel\u00e9m-Bras\u00edlia e Transamazonienne) e a cria\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00f5es      agr\u00edcolas. A descoberta de imensos jazigos mineiros na regi\u00e3o da montanha      do Caraj\u00e1s, essencialmente do ouro e o ferro, provocou desloca\u00e7\u00f5es de popula\u00e7\u00e3o      do Nordeste e outras regi\u00f5es do pa\u00eds e foi a causa de numerosos conflitos      sociais.<\/p>\n<p>As grandes riquezas da regi\u00e3o s\u00e3o os jazigos de mangan\u00eas situados na bacia      do rio Vermelho, afluente do Itacaiuna, de bauxite no vale de Trombetas e      calc\u00e1rio \u00e0 Itaituba e de Marab\u00e1.<\/p>\n<p>\u00c9 apenas no fim os xvi e s\u00e9culo, com a uni\u00e3o das monarquias ib\u00e9ricas (1580-1640),      que o territ\u00f3rio do atual Par\u00e1, que pertencia \u00e0 Espanha em virtude do tratado      Tordesillas, come\u00e7ou colonis\u00e9. Em janeiro de 1616, ap\u00f3s a expuls\u00e3o dos Franceses      da ilha de S\u00e3o brilha, no Maranh\u00e3o, o governo portugu\u00eas derrete o forte de      Pres\u00e9pio, \u00e0 origem da atual Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>O novo Estado de Gr\u00e3o-Par\u00e1 e de Maranh\u00e3o, separado do Brasil em 1621, incentiva,      a partir da sua cria\u00e7\u00e3o, a cultura a da bengala \u00e0 a\u00e7\u00facar, o algod\u00e3o, o caf\u00e9      e o cacau, que provoca a chegada dos colonos, seguidamente o cat\u00e9chisation      de uma grande maioria da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena e a instala\u00e7\u00e3o de diversas ordens      religiosas. Assim, aos xvii e s\u00e9culo, numerosos conflitos nascem entre mission\u00e1rios      e colonos para a explora\u00e7\u00e3o da m\u00e3o-de-obra ind\u00edgena.<\/p>\n<p>Seguidamente, a Companhia geral do com\u00e9rcio do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o \u00e9 criada      para o desenvolvimento da regi\u00e3o e a introdu\u00e7\u00e3o de escravos africanos. Os      conflitos que n\u00e3o cessam, Pombal faz expulsar J\u00e9suites e publica \u0093Diretorio      dos Indios\u0094 (1758), proclamando a primazia da autoridade civil sobre      as miss\u00f5es. <\/p>\n<p>Os xviii e s\u00e9culo prova-se muito ben\u00e9ficos para o Par\u00e1, com a vinda numerosos      emigrantes provenientes dos A\u00e7ores e a transforma\u00e7\u00e3o de simples n\u00facleos de      popula\u00e7\u00e3o em cidades. Aos xix e s\u00e9culo, ap\u00f3s a independ\u00eancia, a prov\u00edncia      do Par\u00e1 \u00e9 implicada em conflitos armados que conduzem proclamation da sua      separa\u00e7\u00e3o do resto do Brasil. <\/p>\n<p>No fim dos xix e s\u00e9culo e ao in\u00edcio dos xx e s\u00e9culo, a explora\u00e7\u00e3o da borracha      d\u00e1 um novo desenvolvimento \u00e0 economia da regi\u00e3o, desenvolvimento curto, falta      de chegar a fazer concorr\u00eancia produ\u00e7\u00e3o \u00e0 asi\u00e1tica.<\/p>\n<h4>Mapa geogr\u00e1fico de Par\u00e1<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppara-h48.jpg\" alt=\"Par\u00e1\" title=\"Par\u00e1\" \/><\/p>\n<p>O estado de Par\u00e1 pertence \u00e0 regi\u00e3o Norte do Brasil. Faz fronteira a norte      com o Suriname e o estado de Amap\u00e1, a nordeste fica o oceano Atl\u00e2ntico, a      leste os estados do Maranh\u00e3o e Tocantins, a sul o estado de Mato Grosso e      a noroeste a Guiana e o estado de Roraima. A capital \u00e9 Bel\u00e9m. <\/p>\n<p>O estado tem uma superf\u00edcie de 1 247 689 km\u00b2 e tem uma popula\u00e7\u00e3o estimada      em 7 110 465 habitantes (censo de 2006). Tem uma densidade populacional baixa,      de apenas de 5,64 hab\/km2 e uma esperan\u00e7a de vida de 71,1 anos. O nome Par\u00e1      significa mar, na l\u00edngua dos tupi-guarani.<\/p>\n<p>O relevo est\u00e1 dividido em tr\u00eas unidades: a plan\u00edcie na proximidade da floresta      amaz\u00f3nica que corre na direc\u00e7\u00e3o de sudoeste-nordeste, o planalto norte-amaz\u00f3nico,      um prolongamento do planalto das Guianas e o planalto sul-amaz\u00f3nico, que faz      parte do planalto-central brasileiro. O ponto mais alto \u00e9 a serra de Acari,      no planalto norte-amaz\u00f3nico, com 906 m de altitude.<\/p>\n<p>O principal rio \u00e9 o Amazonas e junto \u00e0 foz deste rio fica o rio Par\u00e1 que      d\u00e1 nome ao estado. Outros rios importantes para a regi\u00e3o s\u00e3o o Tapaj\u00f3s, o      Xingu, o Jari e o Tocantins. A cobertura vegetal \u00e9 dominada pela floresta      amaz\u00f3nica, mas no litoral existem mangais e campos para pastagem na ilha de      Maraj\u00f3. O Par\u00e1 tem um clima equatorial com temperaturas de 24\u00baC a 26\u00baC com      \u00edndices de precipita\u00e7\u00e3o que podem chegar aos 2000 mm anuais.<\/p>\n<p>Fonte: www.voyagesphotosmanu.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Par\u00e1, Hist\u00f3ria, Origem, Cultura, Estado, Localiza\u00e7\u00e3o, Geografia, Bras\u00e3o, Hino, Bandeira, Economia, Clima, Pontos Tur\u00edsticos, Par\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-46541","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-turismo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Par\u00e1, Hist\u00f3ria, Origem, Cultura, Estado, Localiza\u00e7\u00e3o, Geografia 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