{"id":45713,"date":"2016-06-13T17:36:08","date_gmt":"2016-06-13T17:36:08","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=45713"},"modified":"2016-06-13T17:49:26","modified_gmt":"2016-06-13T17:49:26","slug":"piaui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/piaui","title":{"rendered":"Piau\u00ed"},"content":{"rendered":"<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>O Padre Francisco Domingos de Freitas, propriet\u00e1rio da Fazenda Piripiri,      localizada em terras outrora denominadas Botica e pertencentes a Ant\u00f4nio Fernandes      de Macedo, que as recebera, em 20 de janeiro de 1777, atrav\u00e9s de doa\u00e7\u00e3o ou      sesmaria, construiu, no ano de 1844, uma casa para sua resid\u00eancia e, pr\u00f3ximo      a ela, a Capela de Nossa Senhora dos Rem\u00e9dios.<\/p>\n<p>Ante o prec\u00e1rio desenvolvimento da localidade, tomou a oportuna delibera\u00e7\u00e3o      de dividir as terras em pequenos lotes e oferec\u00ea-los a quem ali pretendesse      construir.<\/p>\n<p>Atraiu, com a iniciativa, tal aflu\u00eancia de moradores que, em 1857, o progresso      da povoa\u00e7\u00e3o j\u00e1 era um fato indiscut\u00edvel.<\/p>\n<p>Naquele mesmo ano, fundou no povoado um col\u00e9gio onde, al\u00e9m de alfabetizar,      lecionava o Latim.<\/p>\n<p>Como patrim\u00f4nio da Capela de Nossa Senhora dos Rem\u00e9dios &#8211; hoje Matriz do      Munic\u00edpio foram doadas, em 1860, pelo sacerdote, trezentas bra\u00e7as quadradas      de terras, demarcadas judicialmente, as quais proporcionaram recursos para      aquisi\u00e7\u00e3o dos paramentos necess\u00e1rios ao culto religioso.<\/p>\n<p>Retratando a figura do fundador de Piripiri, encontramos na obra de Pereira      da Costa, Cronologia Hist\u00f3rica do Estado ao Piau\u00ed, a expressiva refer\u00eancia:      &#8220;O Padre Freitas, que por tais motivos legou um nome digno dos aplausos      da posteridade, recomenda-se tamb\u00e9m como um dos her\u00f3is da liberdade de Piau\u00ed,      pela sua patri\u00f3tica atitude nas lutas da independ\u00eancia, sendo ele um dos promotores      da sua proclama\u00e7\u00e3o na cidade de Parna\u00edba em 1822 onde ent\u00e3o exercia o magist\u00e9rio      p\u00fablico regendo a cadeira de latim daquela cidade&#8221;.<\/p>\n<p>Como Piripiri era o nome da antiga Fazenda do Padre Freitas, em sua homenagem      foi escolhido esse top\u00f4nimo para a Cidade.<\/p>\n<p>O substantivo Piripiri, para alguns estudiosos, significa capim ou junco,      planta de haste ereta e flex\u00edvel, abundante em lagoas da regi\u00e3o e, geralmente,      utilizada na confec\u00e7\u00e3o de esteiras e colch\u00f5es.<\/p>\n<p>Outros acham que a denomina\u00e7\u00e3o proveio, n\u00e3o do junco, mas de arbusto, da      fam\u00edlia das leguminosas tamb\u00e9m comum nas lagoas. Segundo outras opini\u00f5es significaria      &#8220;fazenda pequena&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Gent\u00edlico:\u00a0<\/strong>piripiriense<\/p>\n<h4><strong>Forma\u00e7\u00e3o Administrativa<\/strong><\/h4>\n<p>Distrito criado com a denomina\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora dos Rem\u00e9dios. Pela resolu\u00e7\u00e3o      n\u00ba 698, de 16-08-1870.<\/p>\n<p>Elevado \u00e0 categoria de munic\u00edpio e distrito com a denomina\u00e7\u00e3o de Piripiri,      pela resolu\u00e7\u00e3o provincial n\u00ba 849, de 16-06-1874, desmembrado de Piracuruca,      Pedro II e Campo Maior. Sede no atual vila de Piripiri ex Nossa Senhora dos      Rem\u00e9dios do Periperi. Constitu\u00eddo do distrito sede. Instalado em 08-09-1874.<\/p>\n<p>Elevado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de cidade com a denomina\u00e7\u00e3o de Periperi, pela lei estadual      n\u00ba 570, de 0407-1910.<\/p>\n<p>Em divis\u00e3o administrativa referente ao ano de 1911, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo      do distrito sede.<\/p>\n<p>Assim permanecendo em divis\u00f5es territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.<\/p>\n<p>Em divis\u00e3o territorial datada de 1-VII-1960, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo do      distrito sede.<\/p>\n<p>Assim permanecendo em divis\u00e3o territorial datada de 2005.<\/p>\n<p><strong>Altera\u00e7\u00e3o topon\u00edmica municipal<\/strong><\/p>\n<p>Nossa Senhora dos Rem\u00e9dios de Periperi para Peripiri alterado, pela resolu\u00e7\u00e3o      provincial n\u00ba 849, de 16-06-1874.<\/p>\n<p>Fonte: IBGE<\/p>\n<h6>Piau\u00ed<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>A Batalha do Jenipapo, que ganhou este nome por ter acontecido \u00e0s margens      do rio Jenipapo, nas imedia\u00e7\u00f5es da cidade de Campo Maior, a 82 quil\u00f4metros      ao Norte de Teresina, foi consequ\u00eancia do movimento pela independ\u00eancia brasileira.      A ades\u00e3o do Piau\u00ed \u00e0 causa foi oficializada no dia 24 de janeiro de 1823, com      a proclama\u00e7\u00e3o feita pelo brigadeiro Manoel de Sousa Martins, em Oeiras, capital      da prov\u00edncia.<\/p>\n<p>A ades\u00e3o do Piau\u00ed \u00e0 Independ\u00eancia do Brasil alcan\u00e7ou Fidi\u00e9 em Parna\u00edba onde,      em outubro de 1822, Simpl\u00edcio Dias da Silva havia declarado a independ\u00eancia      da vila. Fidi\u00e9, com uma tropa de cerca de 1.500 homens, saiu de Oeiras para      Parna\u00edba, para sufocar o movimento dos revoltosos.<\/p>\n<p>Ao chegar a Parna\u00edba, o comandante portugu\u00eas encontrou uma Parna\u00edba tranquila.      Simpl\u00edcio Dias da Silva e seus aliados haviam se recolhido na cidade de Granja,      no Cear\u00e1, onde permaneceram at\u00e9 o retorno de Fidi\u00e9.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Jos\u00e9 da Cunha Fidi\u00e9, ao ser informado dos acontecimentos da capital,      resolveu retornar com seu ex\u00e9rcito para Oeiras. No dia 22 de janeiro de 1823,      Leonardo Castelo Branco proclama a ades\u00e3o de Piracuruca \u00e0 Independ\u00eancia e      uma coluna portuguesa que precedia \u00e0 chegada do comandante foi recebida a      tiros ao chegar \u00e0 Lagoa do Jacar\u00e9, a 20 quil\u00f4metros da cidade.<\/p>\n<p>Com refor\u00e7os do Maranh\u00e3o, Fidi\u00e9 chegou \u00e0 margem do Jenipapo com quase 2 mil      homens e 11 pe\u00e7as de artilharia. Na outra margem, estavam cerca de 1.500 piauienses      e cearenses, sem qualquer preparo militar e armados apenas de foices, fac\u00f5es      e velhas espingardas. A batalha come\u00e7ou \u00e0s 9 horas e durou at\u00e9 \u00e0s 14.<\/p>\n<p>Fidi\u00e9 saiu vencedor, mas com suas tropas e armamentos avariados, sem condi\u00e7\u00f5es      de prosseguir a luta. Por isso, ao inv\u00e9s de seguir para Oeiras e tentar retomar      o poder, o comandante portugu\u00eas atravessou o rio Parna\u00edba e seguiu para Caxias,      no Maranh\u00e3o. L\u00e1 foi cercado por um ex\u00e9rcito de seis mil homens, dos quais      3 mil piauienses. Preso, foi levado para Oeiras e de l\u00e1 para o Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Para homenagear os her\u00f3is piauienses mortos, o Governo do Estado construiu,      em 1973, \u00e0 margem da BR 343, um monumento ao lado do cemit\u00e9rio onde est\u00e3o      sepultados. A data \u00e9 comemorada anualmente.<\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>:\u00a0www.piaui.pi.gov.br<\/p>\n<h6>Piau\u00ed<\/h6>\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>No ano de 1606, portanto no in\u00edcio do S\u00e9culo XVII, foram promovidas as primeiras      incurs\u00f5es ao territ\u00f3rio piauiense, quando o Piau\u00ed funcionava como &#8220;ponte&#8221;      entre as Capitanias de Pernambuco e Maranh\u00e3o. Novas not\u00edcias surgem a esse      respeito em 1656, quando um grupo de pessoas fez o trajeto inverso, ou seja,      do Maranh\u00e3o para Pernambuco, sob a chefia de Andr\u00e9 Vidal de Negreiros.<\/p>\n<p>Existe muita controv\u00e9rsia sobre datas e nomes de pessoas que iniciaram o      desbravamento das terras piauienses, mas \u00e9 certo que a Casa da Torre, instalada      no oeste baiano, comandada por Garcia de \u00c1vila, iniciou a ocupa\u00e7\u00e3o das terras      do sudeste, abrindo campos para os rebanhos bovinos, que se multiplicaram      rapidamente e, em paralelo, combatia os ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Em termos administrativos, o Piau\u00ed esteve sob a bandeira de Pernambuco at\u00e9      1701, quando em 3 de mar\u00e7o daquele ano uma Carta R\u00e9gia enviada ao Governador      de Pernambuco anexava o Piau\u00ed ao Maranh\u00e3o. A autonomia veio em 1861, por meio      de uma Carta R\u00e9gia, datada de 19 de junho.<\/p>\n<p> Por aquele instrumento, a Vila da Mocha ascendia \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de cidade e      Capital da Prov\u00edncia. Oito povoados foram al\u00e7ados a condi\u00e7\u00e3o de Vila. Em 13      de novembro do mesmo ano, o Governador Jo\u00e3o Pereira Caldas impunha o nome      de S\u00e3o Jos\u00e9 do Piau\u00ed a Capitania e mudava o nome da capital de Vila do Mocha      para Oeiras.<\/p>\n<p>A completa independ\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao Maranh\u00e3o somente aconteceu em 26 de      setembro de 1814, quando, por for\u00e7a de um Decreto Real, o Governo Militar      do Piau\u00ed foi separado do Governo Militar do Maranh\u00e3o e, em 10 de outubro,      nova Carta R\u00e9gia isentava o Piau\u00ed da jurisdi\u00e7\u00e3o maranhense.<\/p>\n<p>O Piau\u00ed aderiu a declara\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia pol\u00edtica de D. Pedro I, feita      em 7 de setembro de 1822, e foi palco de memor\u00e1vel batalha contra o jugo portugu\u00eas,      em 1823, a Batalha do Jenipapo, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s tropas de Fidi\u00e9, que defendia      a manuten\u00e7\u00e3o da Coroa Portuguesa.<\/p>\n<p>O primeiro governador do Piau\u00ed foi Jo\u00e3o Pereira Caldas, portugu\u00eas de Valen\u00e7a,      nascido em agosto de 1720. Foi nomeado em julho de 1758, prestando juramento      em janeiro de 1759, em Bel\u00e9m, no Par\u00e1. Deslocou-se algum tempo mais tarde      para o Piau\u00ed e tomou posse na Mocha, em setembro do mesmo ano. Governou durante      os seis anos seguintes.<\/p>\n<p>Manuel de Sousa Martins, piauiense, agraciado com o titulo de Visconde da      Parna\u00edba, transformou-se num dos mais destacados personagens da hist\u00f3ria da      Prov\u00edncia, merc\u00ea das suas habilidades pol\u00edticas. Teve papel preponderante      no cen\u00e1rio da independ\u00eancia na Prov\u00edncia, em 1823, ano em que tamb\u00e9m foi nomeado      Governador, permanecendo no cargo at\u00e9 1843.<\/p>\n<p>Em 1850 assumia o governo outra ilustre figura da hist\u00f3ria piauiense: Jos\u00e9      Ant\u00f4nio Saraiva, nascido na Bahia, em 1823, e que teve movimentada vida pol\u00edtica      no cen\u00e1rio nacional: deputado, senador, ministro e presidente de v\u00e1rias prov\u00edncias,      inclusive S\u00e3o Paulo, al\u00e9m de participar de negocia\u00e7\u00f5es relativas a pend\u00eancias      com pa\u00edses do sul do continente, em particular o Uruguai. <\/p>\n<p>Foi nomeado presidente do Piau\u00ed em 1850, governando at\u00e9 1853. Na sua gest\u00e3o,      ele fundou a Vila Nova do Poti, para onde mudou a sede do governo em 1852,      ap\u00f3s o que deu \u00e0 localidade nova denomina\u00e7\u00e3o, passando a chamar-se Teresina,      em homenagem a Teresa Cristina, do Pa\u00e7o Imperial.<\/p>\n<p>Os governos monarquistas foram encerrados com Louren\u00e7o Valente de Figueiredo,      presidente no momento em que a rep\u00fablica foi proclamada. Valente foi imediatamente      substitu\u00eddo por uma Junta Governativa Provis\u00f3ria. Em 1892, assumiu o governo      Coriolano de Carvalho, origin\u00e1rio da Escola Militar do Rio de Janeiro, com      a finalidade de consolidar o novo regime no Piau\u00ed.<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 1900, come\u00e7ou-se a pensar em melhoramentos para a capital,      com o abastecimento d&#8217;\u00e1gua domiciliar com canaliza\u00e7\u00e3o direta, embora a \u00e1gua      n\u00e3o fosse submetida a tratamento. O Piau\u00ed era um Estado completamente desconhecido.      Arlindo Nogueira (1900\/1904), \u00c1lvaro Mendes (1904\/ 1907), An\u00edsio de Abreu      (1907\/ 1909), que faleceu no exerc\u00edcio do cargo, seguido por Arlindo Nogueira,      que concluiu o mandato, preocuparam-se em divulgar as riquezas (ainda n\u00e3o      mensuradas) do Estado, particularmente de minerais.<\/p>\n<p>Em 1909, assumiu Antonino Freire da Silva, que procurou fomentar a agricultura      e investiu no ensino e na cultura, criando a Escola Normal, a Escola Modelo      e o Arquivo P\u00fablico. Iniciou a implanta\u00e7\u00e3o da energia el\u00e9trica na capital,      aposentando as lumin\u00e1rias a \u00f3leo; aumentou a rede telegr\u00e1fica, reorganizou      a Pol\u00edcia Militar e propiciou condi\u00e7\u00f5es para amplia\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o no rio      Parna\u00edba.<\/p>\n<p>No inicio da d\u00e9cada de 1920, chegou ao governo Jo\u00e3o Luis Ferreira, um dos      mais l\u00facidos governadores que o Piau\u00ed j\u00e1 teve. Ciente das potencialidades      do Estado, mas conhecedor da pouca disponibilidade de dinheiro, decidiu fazer      aquilo que fosse poss\u00edvel sem onerar as gera\u00e7\u00f5es futuras. Concluiu muitas      obras iniciadas no passado e deu exemplo de humanidade e humildade.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o de 30 fez al\u00e7ar ao Governo o cearense Landri Sales, militar que      assumiu na condi\u00e7\u00e3o de Interventor. A hist\u00f3ria registra que, n\u00e3o obstante      a insatisfa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos locais, Landri Sales fez uma das mais honestas      e prof\u00edcuas administra\u00e7\u00f5es e deu exemplo de &#8220;bom administrador da coisa      p\u00fablica&#8221;. <\/p>\n<p>Incentivou desenvolvimento do setor agropecu\u00e1rio; fundou o N\u00facleo Agr\u00edcola      de David Caldas, na forma de Col\u00f4nia; distribuiu sementes selecionadas; melhorou      geneticamente os rebanhos bovinos; construiu conjuntos habitacionais e melhorou      o desenvolvimento da industrial.<\/p>\n<p>Em \u00e9poca mais recente, destacou-se o governador Petr\u00f4nio Portella (1963\/66),      de Senador, presidente do Senado e do Congresso Nacional. Teve enorme influ\u00eancia      junto aos governos militares. Faleceu em 1980.<\/p>\n<p>Alberto Silva (1971\/75) iniciou o processo das grandes transforma\u00e7\u00f5es, realizando      grandes obras de asfaltamento de rodovias, melhoramentos na capital e no interior;      e amplia\u00e7\u00e3o do sistema de abastecimento d&#8217;\u00e1gua em Teresina.<\/p>\n<p>Esses trabalhos tiveram prosseguimento com os governadores seguintes (em      escalas diferentes), com constru\u00e7\u00e3o de barragens e de hospitais, amplia\u00e7\u00e3o      dos sistemas de Abastecimento d&#8217;\u00e1gua nas cidades interioranas, e muitas outras      obras de infra-estrutura.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria contempor\u00e2nea caracteriza-se pelas enormes dificuldades que os      governadores encontram para obter equil\u00edbrio nas contas e na vida administrativa      estadual, pois ao longo dos anos multiplicaram-se os problemas sociais, n\u00e3o      obstante os avan\u00e7os conseguidos noutros setores da vida do Estado.<\/p>\n<p>Fonte: www.topgyn.com.br<\/p>\n<h6>Piau\u00ed<\/h6>\n<h4>A descoberta dos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos do Piau\u00ed<\/h4>\n<p>No munic\u00edpio de S\u00e3o Raimundo Nonato, Piau\u00ed, Ni\u00e8de Guidon e a equipe de arque\u00f3logos      brasileiros e franceses que a auxiliam descobriram peda\u00e7os de carv\u00e3o que seriam      restos de fog\u00f5es pr\u00e9-hist\u00f3ricos; foram encontrados tamb\u00e9m fragmentos de instrumentos      de pedra (machados, facas e raspadores), pinturas rupestres e restos de cer\u00e2mica      de diferentes \u00e9pocas.<\/p>\n<p>A partir do estudo desses vest\u00edgios, os pesquisadores t\u00eam procurado reconstituir      a hist\u00f3ria da ocupa\u00e7\u00e3o humana dessa regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Ni\u00e8de Guidon, os achados mais antigos datam de aproximadamente 48      mil anos. Eles permitem imaginar que, naquela \u00e9poca, o homem vivia em pequenos      bandos de ca\u00e7adores e coletores n\u00f4mades, sempre em busca de fontes de alimento.      Eles dominavam o fogo, que era utilizado para cozinhar, iluminar e como arma      de defesa e ataque.<\/p>\n<p>As data\u00e7\u00f5es com mais de 12500 anos s\u00e3o, entretanto, questionada pela maior      parte dos arque\u00f3logos.<\/p>\n<p>De acordo com os f\u00f3sseis de animais encontrados junto aos vest\u00edgios humanos      do Piau\u00ed, sabe-se que as principais v\u00edtimas daqueles ca\u00e7adores eram o cavalo,      uma esp\u00e9cie de camelo, o tigre de dente-de-sabre; a pregui\u00e7a, o tatu gigante,      lagartos e capivaras. A presen\u00e7a desses animais indica que o clima regi\u00e3o      era \u00famido. Os f\u00f3sseis de plantas, por sua vez, revelam que essa regi\u00e3o do      Nordeste brasileiro, atualmente des\u00e9rtica, era recoberta por uma densa floresta      tropical.<\/p>\n<p>Os homens que a\u00ed viviam come\u00e7aram a fazer pinturas nas paredes de seus abrigos      naturais. Esses artistas pr\u00e9-hist\u00f3ricos representavam animais, plantas e suas      pr\u00f3prias atividades humanas: a ca\u00e7a, a guerra, o nascimento, as festas.<\/p>\n<p>Utilizando pigmentos minerais, nas cores: vermelha, laranja, branca e preta,      eles foram aprimorando a t\u00e9cnica, que atingiu sua maior express\u00e3o entre 12      mil e 8 mil anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>\u00c9 dessa \u00e9poca, justamente, o mais antigo esqueleto humano encontrado em S\u00e3o      Raimundo Nonato: o cr\u00e2nio de uma mulher que morreu aos 25 anos de idade.<\/p>\n<p>Posteriormente ocorreu um empobrecimento na arte de pintar: as figuras nas      paredes das cavernas tornaram-se desproporcionais, seus tra\u00e7os tornaram-se      mais simples e passaram a ser pintados com uma \u00fanica cor.<\/p>\n<p>O que teria ocorrido na regi\u00e3o: a domina\u00e7\u00e3o de um povo por outro, mais r\u00fastico,      que exterminou a antiga cultura?<\/p>\n<p>Por volta de 3 mil anos atr\u00e1s, os antigos habitantes do Piau\u00ed adotaram a      agricultura e a cer\u00e2mica. Organizaram-se tamb\u00e9m em comunidades permanentes,      semelhantes \u00e0s aldeias ind\u00edgenas encontradas pelos portugueses, cerca de 2500      anos depois.<\/p>\n<h4>\u00cdndios do solo piauiense<\/h4>\n<p>N\u00f4made por natureza, sempre em busca de alimento nos rios, nas matas e nos      campos, imigrando constantemente por causa das guerras cont\u00ednuas, \u00e9 dif\u00edcil      e quase imposs\u00edvel situar, com precis\u00e3o rigorosa, o ind\u00edgena no solo piauiense.      Podemos, entretanto, faze-lo, \u00e0 luz de documenta\u00e7\u00e3o escassa, em determinados      per\u00edodos de tempo, mormente nos lances da conquista. Fora disso, qualquer      afirma\u00e7\u00e3o seria mera fantasia.<\/p>\n<p>Uma tribo que hoje estava no m\u00e9dio Parna\u00edba poderia amanh\u00e3 se deslocar para      o rio do Sono, j\u00e1 no interior de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>Feita esta ressalva, necess\u00e1ria, vamos situar as nossas tribos, tanto quanto      poss\u00edvel, valendo-nos do testemunho dos exploradores que com elas se bateram      em guerras de conquista e exterm\u00ednio.<\/p>\n<p>Os Trememb\u00e9s, ex\u00edmios nadadores e valentes guerreiros, dominavam o baixo      Parna\u00edba e seu delta.<\/p>\n<p>Os Pimenteiras, nos limites com Pernambuco. Os Guegu\u00eas, na regi\u00e3o central      do Estado.<\/p>\n<p>Os Gamelas, Jenipapos e Guaranis, que durante algum tempo vagaram pelas margens      do Parna\u00edba, retiraram-se para o Maranh\u00e3o, logo ap\u00f3s o levante de 1713. Foram      seguidos do Cabu\u00e7us, Muipuras, Aitatus, Amoipir\u00e1s.<\/p>\n<p>Os \u00edndios que povoavam grandes \u00e1reas brasileiras &#8220;fervilhavam como formigas      nos vales dos rios do Piau\u00ed&#8221;. Nos primeiros tempos da coloniza\u00e7\u00e3o, ocupavam      as terras de forma primitiva, em &#8220;regime comunal de propriedade&#8221;,      delas tirando o seu sustento cotidiano.<\/p>\n<p>Quando da chegada dos primeiros colonizadores, numerosas tribos e na\u00e7\u00f5es      sediavam desde o baixo e m\u00e9dio delta do Parna\u00edba \u00e0s cabeceiras do rio Poti      e, nos limites com Pernambuco e Cear\u00e1, ocupando praticamente todo o territ\u00f3rio      piauiense.<\/p>\n<p>As popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, que habitavam o Piau\u00ed, foram extintas, restando      uma mem\u00f3ria difusa e quase apagada na sociedade piauiense atual. Determinados      costumes e h\u00e1bitos ind\u00edgenas ainda permanecem, mas n\u00e3o s\u00e3o assimilados como      tais: a popula\u00e7\u00e3o desconhece de onde v\u00eam. Tudo foi destru\u00eddo e, a pesar das      estat\u00edsticas sobre a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena serem contradit\u00f3rias pode-se apontar      um n\u00famero de mais de 150 tribos existentes no Piau\u00ed.<\/p>\n<h4>Piau\u00ed, corredor de migra\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>O Piau\u00ed \u00e9 uma ponte bem definida ligando duas regi\u00f5es distintas da Am\u00e9rica      do Sul. Ocupa um lugar na extensa faixa de campos e florestas que se estendem      de norte a sul, entre o Oceano e a beira oriental do grande planalto brasileiro.      Nele demoram os campos mais setentrionais de toda Am\u00e9rica meridional.<\/p>\n<p>A variedade de clima denuncia-lhe o car\u00e1ter de elemento de transi\u00e7\u00e3o entre      duas regi\u00f5es bem diferenciadas. &#8220;Ao norte, o clima \u00e9 quente e seco. A      can\u00edcula no ver\u00e3o \u00e9 debilitante, sendo as noites refrescadas pelos ventos      oce\u00e2nicos, que pouco v\u00e3o ao sul de Teresina. Ao sudeste, predomina o clima      da regi\u00e3o do m\u00e9dio S\u00e3o Francisco. As noites s\u00e3o frias, de maio a agosto, para      logo depois aparecer o calor rigoroso da esta\u00e7\u00e3o das \u00e1guas do nosso interior.<\/p>\n<p>Ao sudoeste, por\u00e9m, o aspecto climat\u00e9rio vai se mudando \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que se      avan\u00e7a para os limites maranhenses: os invernos s\u00e3o regulares, a umidade \u00e9      quase nula, e nas noites de ver\u00e3o j\u00e1 se experimenta a sensa\u00e7\u00e3o do frio do      interior goiano.<\/p>\n<p>Esta configura\u00e7\u00e3o determinou, sem d\u00favida, a transforma\u00e7\u00e3o deste vasto territ\u00f3rio      num corredor de migra\u00e7\u00e3o para as tribos selvagens, que se deslocavam da bacia      do S\u00e3o Francisco e do litoral nordestino para a bacia do Amazonas e vice-versa.<\/p>\n<p>Aqui endosso a opini\u00e3o de Odilon Nunes, um dos maiores conhecedores da Hist\u00f3ria      do Piau\u00ed.<\/p>\n<p>Antes da instala\u00e7\u00e3o dos primeiros povoadores das terras piauienses, estas      j\u00e1 eram conhecidas. N\u00e3o se justifica tratar esses ocupadores como &#8220;descobridores&#8221;      (v\u00e1rias vezes a express\u00e3o foi utilizada com rela\u00e7\u00e3o a dois grandes vultos      dos prim\u00f3rdios da hist\u00f3ria do Piau\u00ed: Domingos Jorge Velho e Domingos Afonso      Mafrense) das terras piauienses.<\/p>\n<p>Desde o s\u00e9culo XVI diversas expedi\u00e7\u00f5es se sucederam percorrendo todo o territ\u00f3rio,      e atrav\u00e9s delas, pouco a pouco divulgavam informa\u00e7\u00f5es sobre a Bacia do Parna\u00edba      e a serra do Ibiapaba. Por\u00e9m eram estas expedi\u00e7\u00f5es passageiras.<\/p>\n<p>Nada preciso objetivavam no territ\u00f3rio, visto que as vagas esperan\u00e7as de      encontrar ouro logo se esvaeceram. Em geral, estavam de passagem do Maranh\u00e3o      para o Pernambuco ou vice-versa. Nada os detinha no Piau\u00ed.<\/p>\n<p>\u00c9 por volta de 1600 &#8211; 1700 que a regi\u00e3o torno-se objeto de penetra\u00e7\u00e3o mais      intensa: bandeirantes paulistas, predadores de \u00edndios visitam-na por diversas      vezes, e fazendeiros baianos, fazendo guerra aos \u00edndios, come\u00e7am a marcar      igualmente suas presen\u00e7as. A primeira atra\u00e7\u00e3o oferecida pelo Piau\u00ed \u00e9, pois,      o \u00edndio, objeto de ca\u00e7a, que se prestava tanto, para a m\u00e3o-de-obra como para      elemento militar.<\/p>\n<p>Fonte: www.piauihp.com.br<\/p>\n<h6>Piau\u00ed<\/h6>\n<h4>Destinos<\/h4>\n<p><strong>BARRA GRANDE<\/strong><\/p>\n<p>Rec\u00e9m-descoberta pelos praticantes do kitesurf, Barra Grande tem areia fofa,      \u00e1guas calmas e vento constante &#8211; verdadeiras preciosidades para os adeptos      do esporte e tamb\u00e9m para os simples mortais que viajam atr\u00e1s de um vilarejo      tranquilo para curtir as f\u00e9rias.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Entre um mergulho e uma velejada, fa\u00e7a o passeio de barco at\u00e9      a ilha do Cavalo-Marinho&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de r\u00fastico, o povoado que fica quase na divisa com o Cear\u00e1 e pertence      ao munic\u00edpio de Cajueiro da Praia tem boas op\u00e7\u00f5es de hospedagem, restaurantes      charmosos e f\u00e1cil acesso em autom\u00f3veis de passeio.<\/p>\n<p>A principal atra\u00e7\u00e3o \u00e9 a pr\u00e1tica de kite &#8211; as pousadas oferecem cursos para      iniciantes e aluguel de equipamento completo -, mas h\u00e1 atra\u00e7\u00f5es para quem      n\u00e3o faz quest\u00e3o de se equilibrar em meio a pranchas e pipas. Na praia de tombo      que d\u00e1 nome \u00e0 vila, piscinas naturais de \u00e1guas cristalinas se formam sempre      que a mar\u00e9 fica baixa.<\/p>\n<p>Para relaxar, coqueirais ao longo da orla oferecem sombras enquanto as pousadinhas      e as biroscas est\u00e3o sempre abastecidas de cerveja gelada e ostras fresquinhas.<\/p>\n<p>Entre um mergulho e uma velejada, fa\u00e7a o passeio de barco at\u00e9 a ilha do Cavalo-Marinho.      S\u00e3o cerca de 40 minutos de descida pelo rio Camboa, passando por vegeta\u00e7\u00e3o      de mangue com ra\u00edzes a\u00e9reas.<\/p>\n<p>Na ilha, os cavalos-marinhos s\u00e3o coletados em pequenos aqu\u00e1rios para observa\u00e7\u00e3o      e del\u00edrio dos turistas!<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppiaui-58.jpg\" alt=\"Piau\u00ed\" width=\"396\" height=\"258\" title=\"Piau\u00ed\" \/><br \/>\n<strong>Rusticidade: Cen\u00e1rios simples contornam a vila<\/strong><\/p>\n<h4>PARNA\u00cdBA<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppiaui-59.jpg\" alt=\"Piau\u00ed\" width=\"397\" height=\"262\" title=\"Piau\u00ed\" \/><br \/>\n<strong>Pedra do Sal: Surfistas curtem boas ondas<\/strong><\/p>\n<p>A cidade \u00e9 o ponto de partida para os passeios de barco que levam ao Delta      do Parna\u00edba, um dos mais belos cen\u00e1rios do pa\u00eds formado por rio, mar, lagoas,      igarap\u00e9s, \u00e1reas de mangue e 75 ilhas.<\/p>\n<p>Os tours duram cerca de seis horas com direito a paradas em praias, dunas      e ilhas. Concorrido tamb\u00e9m \u00e9 o roteiro que leva \u00e0 ba\u00eda do Caju, incluindo      observa\u00e7\u00e3o de caranguejos, caminhadas e banhos. O auge do passeio \u00e9 a revoada      dos guar\u00e1s, as t\u00edpicas aves vermelhas que seguem para os igarap\u00e9s ao entardecer.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Lagoa do Portinho re\u00fane dunas, bares e restaurantes&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Para quem prefere circular por terra, vale a pena curtir a Lagoa do Portinho,      uma pequena praia cercada por dunas, bares e restaurantes. Point na hora do      p\u00f4r do sol, o espelho d&#8217;\u00e1gua \u00e9 cen\u00e1rio para passeios de lancha e de banana      boat.<\/p>\n<p>Na praia da Pedra do Sal as atra\u00e7\u00f5es ficam por conta das boas ondas e dos      quiosques no lado direito do morro; e as paisagens desertas e pacatas \u00e0 esquerda.      J\u00e1 na praia do Coqueiro, as casas de veraneio dividem a aten\u00e7\u00e3o com a areia      branquinha.<\/p>\n<p>Rusticidade \u00e9 a marca registrada da praia de Macap\u00e1, com tendas de palha      que servem por\u00e7\u00f5es simples &#8211; e deliciosas! No caminho para Macap\u00e1, fa\u00e7a uma      parada em Carnaubinha para conhecer a \u00e1rvore da Cabeleira, como dizem os moradores.      Trata-se de um tamarineiro que teve a copa &#8220;penteada&#8221; pelo vento      ao longo dos anos.<\/p>\n<p>O Centro da cidade tamb\u00e9m guarda belezas. O Porto das Barcas \u00e9 uma delas      &#8211; o conjunto arquitet\u00f4nico \u00e0s margens do rio Igara\u00e7u \u00e9 formado por pr\u00e9dios      dos s\u00e9culos 18 e 19 que hoje abrigam bares, restaurantes e lojas de artesanato.<\/p>\n<p>Na Catedral de Nossa Senhora das Gra\u00e7as o destaque fica por conta do altar      principal original, com detalhes em ouro.<\/p>\n<p>Encerre os trabalhos experimentando as del\u00edcias t\u00edpicas da regi\u00e3o \u00e0 base      de caranguejo. Nos restaurantes da avenida Beira-Mar, os card\u00e1pios oferecem      a iguaria em v\u00e1rias vers\u00f5es: torta, casquinha, patinha \u00e0 milanesa e tradicional,      quando o crust\u00e1ceo deve ser desmembrado e quebrado com o aux\u00edlio de um martelinho.<\/p>\n<h4>PIRIPIRI<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppiaui-60.jpg\" alt=\"Piau\u00ed\" width=\"398\" height=\"246\" title=\"Piau\u00ed\" \/><br \/>\n<strong>Terceira Cidade: Forma\u00e7\u00f5es inusitadas a partir do vento, da chuva      e do calor<\/strong><\/p>\n<p>Pequena e simp\u00e1tica, Piripiri \u00e9 a porta de entrada para o Parque Nacional      de Sete Cidades. A reserva, que mescla vegeta\u00e7\u00f5es de caatinga e cerrado, fica      a 25 quil\u00f4metros do Centro e re\u00fane sete grupos de forma\u00e7\u00f5es rochosas apelidados      de &#8220;cidades&#8221;.<\/p>\n<p>Os monumentos naturais foram esculpidos pelo vento, pelas chuvas e pelo calor,      dando origem a formas que lembram s\u00edmbolos, animais e figuras humanas &#8211; as      mais famosas s\u00e3o o Mapa do Brasil, a Cabe\u00e7a de D. Pedro I e o Arco do Triunfo.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Parque de Sete Cidades \u00e9 repleto de forma\u00e7\u00f5es que lembram s\u00edmbolos      e figuras humanas&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m das figuras, o parque abriga pinturas rupestres, um mirante e uma cachoeira,      a do Riach\u00e3o, com 21 metros de queda e piscina natural. Para desbravar as      &#8220;cidades&#8221; e as outras atra\u00e7\u00f5es, h\u00e1 um percurso de 12 quil\u00f4metros      liberado ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o pode ser feita atrav\u00e9s de ve\u00edculo pr\u00f3prio, a p\u00e9 ou bicicleta.      A melhor \u00e9poca para o passeio \u00e9 entre dezembro e julho, quando a vegeta\u00e7\u00e3o      est\u00e1 verdinha e h\u00e1 bom volume de \u00e1guas.<\/p>\n<p>A visita ao parque dura cerca de meio dia. Vale a pena, ent\u00e3o, aproveitar      o restante da viagem para conhecer Piripiri. A principal atra\u00e7\u00e3o \u00e9 o Museu      da Ro\u00e7a, uma antiga resid\u00eancia em adobe datada de 1899.<\/p>\n<p>Por todos c\u00f4modos &#8211; varanda, salas, quarto e cozinha &#8211; espalham-se m\u00f3veis      antigos e cole\u00e7\u00f5es de moedas, lou\u00e7as, m\u00e1quinas de costura, ferros de passar,      r\u00e1dios e televisores. Entre os destaques do acervo est\u00e3o um aparelho usado      para a obtura\u00e7\u00e3o de dentes na d\u00e9cada de 40 e uma imagem de Santa Terezinha,      encontrada num garimpo a 10 metros de profundidade, em 1975.<\/p>\n<p>Para completar o tour, estique at\u00e9 o munic\u00edpio vizinho de Pedro II, a 50      quil\u00f4metros. O charme fica por conta do centrinho hist\u00f3rico bem-preservado      e do garimpo de opala, pedra preciosa extra\u00edda de dezenas de jazidas nos arredores.      Parte das pedras \u00e9 transformada em joias e bijuterias e s\u00e3o vendidas em lojas      de Pedro II e de Piripiri.<\/p>\n<p>Quem prefere presentes menos suntuosos encontra redes artesanais, produzidas      em teares rudimentares de madeira desde o s\u00e9culo 19.<\/p>\n<h4>TERESINA<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/piaui-004.jpg\" alt=\"Piau\u00ed\" width=\"400\" height=\"265\" title=\"Piau\u00ed\" \/><\/p>\n<p>Teresina \u00e9 a \u00fanica capital do Nordeste que n\u00e3o possui litoral. A falta de      praias, por\u00e9m, \u00e9 recompensada por outros atrativos, como o encontro dos rios      Poty e Parna\u00edba, os bons restaurantes de culin\u00e1ria t\u00edpica e as boas compras      no quesito artesanato e vestu\u00e1rio. Para amenizar o calor que assola a cidade      o ano todo, parques e pra\u00e7as arborizadas espalham-se por ruas e avenidas.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Tradicional passeio de barco leva ao encontro dos rios Poty      e Parna\u00edba&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>O mais tradicional passeio da capital \u00e9 o que leva ao encontro dos rios.      Os barcos partem do Parque Ambiental Encontro dos Rios, no bairro do Poty      Velho, que abriga um n\u00facleo de ceramistas. Na volta do tour, conhe\u00e7a os belos      trabalhos.<\/p>\n<p>Para comprar arte em madeira &#8211; especialidade do artesanato piauiense, principalmente      quando a tem\u00e1tica \u00e9 religiosa &#8211; circule pela Central de Artesanato, na Pra\u00e7a      Pedro II. Orat\u00f3rios, santos e personagens b\u00edblicos s\u00e3o as pe\u00e7as mais bonitas,      assim como as bolsas e os jogos americanos feitos com fibras de madeira de      buriti.<\/p>\n<p>Na hora de degustar a gastronomia local, siga para o outro lado do rio Poty.      Nos bairros de F\u00e1tima, J\u00f3quei e S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o est\u00e3o alguns dos melhores restaurantes      da cidade. Para abrir o apetite, prove a tiquira, uma aguardente de mandioca.<\/p>\n<p>Entre os pratos principais fazem sucesso o Capote, \u00e0 base de galinha d&#8217;angola;      o Arroz Maria Izabel, com carne-seca picada; a Pa\u00e7oca (carne-seca desfiada      com farinha e socada no pil\u00e3o) e a Peixada de Piratinga, feita com leite de      coco e batata-doce. Para acompanhar, v\u00e1 de caju\u00edna, um ex\u00f3tico suco de caju      gaseificado.<\/p>\n<p>Fonte: www.feriasbrasil.com.br<\/p>\n<h6>Piau\u00ed<\/h6>\n<h4>Gastronomia Piauiense<\/h4>\n<p>A culin\u00e1ria piauiense destaca das demais do nordeste. O sabor da nossa comida      foi estabelecida pelos ind\u00edgenas, primeiros povos que habitaram esta terra.<\/p>\n<p>Segundo historiadores e relatos de padres que por aqui passaram, naquela      \u00e9poca as refei\u00e7\u00f5es eram \u00e0 base de milho, farinha de mandioca, palmito, macaxeira      cozida com sal, ab\u00f3bora, peixes, pre\u00e1s, mel e pimenta da terra.<\/p>\n<p>A tipicidade est\u00e1 em permanecer utilizando esses ingredientes em pratos da      nossa regi\u00e3o, mesmo com o aperfei\u00e7oamento e sofistica\u00e7\u00e3o das receitas de hoje.      O complemento da culin\u00e1ria piauiense foi implantado mais tarde pelos portugueses      e africanos, quando chegaram no Estado. Inegavelmente fomos influenciados,      sem perder nossas caracter\u00edsticas ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Com o passar do tempo, o pr\u00f3prio piauiense come\u00e7ou a despertar para os diversos      produtos naturais que poderiam ser utilizados em pratos regionais, como \u00e9      o caso do buriti \u0096 fruto de uma palmeira muito comum em alguns munic\u00edpios      do Piau\u00ed, o bacuri, a manga, etc.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 foi citado anteriormente, a cozinha tradicional piauiense tem sua      peculiaridade, o que difere de outros Estados nordestinos: usamos com muita      freq\u00fc\u00eancia a farinha de mandioca para confec\u00e7\u00e3o e complementa\u00e7\u00e3o de pratos.<\/p>\n<p>Muito comum atualmente \u00e9 a farinha d\u0092\u00e1gua. Tamb\u00e9m \u00e9 comum o uso de cheiro      verde, da cebolinha branca da regi\u00e3o de Picos, do corante extra\u00eddo do urucum      e pimenta de cheiro, que pode ser cultivada at\u00e9 em jardins dom\u00e9sticos. As      farofas, fritos ( de ovos, torresmos, galinha, capote e ca\u00e7as diversas), o      pir\u00e3o e a pa\u00e7oca, s\u00e3o portanto, indispens\u00e1veis na mesa dos piauienses.<\/p>\n<p>Com esses elementos, o piauiense se esbalda em pratos como o batido de carne      ou picadinho, onde a carne fresca picadinha \u00e9 misturada com macaxeira, maxixe,      jerimum, ab\u00f3bora e quiabo, regado a muito cheiro verde, manteiga de garrafa      e nata. Em outras regi\u00f5es do Estado, essa mistura acontece sem carne e ganha      o acr\u00e9scimo de folhas, como a da vinagreira e passa a se tornar um prato denominado      quibebe ou capiau.<\/p>\n<p>Uma mania do piauiense \u00e9 fazer misturas com o arroz: com carne seca de gado,      ganhando o nome de Maria Isabel, que tamb\u00e9m funciona com carne de bode, com      capote, galinha caipira e com pato. O arroz com feij\u00e3o ganha o apelido de      Bai\u00e3o de dois, comum em todo o Estado.<\/p>\n<p>No Sul do estado, \u00e9 bastante comum colorir o arroz com a\u00e7afr\u00e3o. Na \u00e1rea sertaneja,      \u00e9 muito comum a mistura de feij\u00e3o com milho, que deve ter toucinho, p\u00e9 e orelha      de porco, sendo chamado de pintado ou mugunz\u00e1. Floriano \u00e9 uma cidade onde      a culin\u00e1ria sofre influencia \u00e1rabe, sendo uma das poucas cidades nordestinas      que se influenciou por estes povos.<\/p>\n<p>Apesar do uso quase indispens\u00e1vel de carne em pratos da culin\u00e1ria piauiense,      os frutos do mar e peixes ganham um lugar especial no paladar dos piauienses      e dos turistas. As frigideiras e as caldeiradas de peixe e de camar\u00e3o, os      mexidos de ostra, os camar\u00f5es e caranguejos refogados, as casquinhas de caranguejos      e as peixadas refogadas ao leite de coco de baba\u00e7u, satisfazem qualquer paladar.      Vale ressaltar que as receitas de peixe envolvem tanto peixes de \u00e1gua doce      como de \u00e1gua salgada.<\/p>\n<p>Isso sem falar noque podemos fazer com a farinha de mandioca, produto especial      por essas bandas. Para se obter a farinha, h\u00e1 um verdadeiro ritual. Isso acontece      todos os anos, nos meses de julho e agosto, nas casas de farinhada espalhadas      por todo o Piau\u00ed.<\/p>\n<p>O produto \u00e9 a mandioca, raiz forte, venenosa, que tudo dela se aproveita.      Do caule comprido e cheio de n\u00f3dulos se faz o replantio ou serve como alimento      para o gado, em forma de ra\u00e7\u00e3o, juntamente com as folhas depois de desidratadas.<\/p>\n<p>Depois de descascadas, a mandioca e colocada de molho para que depois seja      retirada uma massa branca, a qual ir\u00e1 se transformar em farinha, o ser torrada      em forno artesanal. Da\u00ed nasce a farinha de mandioca, a goma e a puba, subprodutos      da raiz, s\u00e3o muito usados. Da goma se faz o beiju e o bolo, da puba, o mingau      e tamb\u00e9m bolo.<\/p>\n<p>Em cada canto do Piau\u00ed, existe uma receita pr\u00f3pria, a carne de sol e o capote      s\u00e3o t\u00edpicos de Campo Maior; o bode assado na brasa concentra-se mais em munic\u00edpios      da regi\u00e3o de Picos onde os rebanhos s\u00e3o comuns; a abobrada \u00e9 t\u00edpica em Corrente.<\/p>\n<p>No caso de Teresina, encontramos Maria Isabel e a pa\u00e7oca, um tipo de mistura      de carne seca e farinha que e temperada \u00e0 base de cebola branca e pilada num      pil\u00e3o de madeira, muito usado em tribos ind\u00edgenas e comunidades interioranas.<\/p>\n<p>Somos famosos pelos doces e compotas caseiras. O doce da casca de lim\u00e3o azedo      \u00e9 o mais t\u00edpico do Piau\u00ed. As compotas de goiaba, caju, mangaba, baruri, buriti,      groselha, casca de laranja e muitas outras, comp\u00f5em o menu de doces da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Somos tamb\u00e9m ricos em frutos que rendem verdadeiros drinques naturais, alc\u00f3olicos      como os licores ou n\u00e3o, como a caju\u00edna. O Piau\u00ed e o maior produtor de caju      da regi\u00e3o e ganha com isso, a oportunidade de produzir um produto tipicamente      nosso, a caju\u00edna. A bebida \u00e9 conhecida como o t\u00edpico refrigerante piauiense.<\/p>\n<p>No seu processo de fabrica\u00e7\u00e3o, passa por etapas curiosas, onde o suco natural      do caju \u00e9 clarificado, em seguida, floculado, filtrado e submetido a uma temperatura      de 100.\u00baC, com um detalhe, em banho-maria.<\/p>\n<p>Segundo pesquisas recentes na \u00e1rea econ\u00f4mica, o Piau\u00ed tem potencial para      produzir 300 milh\u00f5es de garrafas de caju\u00edna, causando um turbilh\u00e3o no mercado      de bebidas no Estado, sendo que s\u00e3o utilizados um quilo de caju para a produ\u00e7\u00e3o      de uma garrafa.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, por incentivo do SEBRAE, muitas comunidades est\u00e3o sendo      treinadas atrav\u00e9s de cursos para a fabrica\u00e7\u00e3o da caju\u00edna e do caju tudo se      aproveita. A castanha \u00e9 industrializada e usada no complemento de bolos, cremes      e ate frigideiras salgadas.<\/p>\n<p>Quando consumida pura, a vontade \u00e9 de n\u00e3o mais parar de comer. Os res\u00edduos,      baga\u00e7o do caju e casca da castanha, podem ser usados na alimenta\u00e7\u00e3o de animais      e na produ\u00e7\u00e3o de adubo org\u00e2nico. A castanha colhida \u00e9 vendida no quilo.<\/p>\n<h4>Comidas Tradicionais<\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Abobrada:<\/strong>ab\u00f3bora com ovos, leite, a\u00e7\u00facar e canela.<\/p>\n<p><strong>Angu de milho:<\/strong>feito com farinha de milho, carne fresca        batida ou mo\u00edda e ovos.<\/p>\n<p><strong>Arroz de leite:<\/strong>arroz cozido misturado ao leite.<\/p>\n<p><strong>Arroz doce:<\/strong>arroz cozido misturado ao leite, a\u00e7\u00facar, cravo        e canela.<\/p>\n<p><strong>Arroz doce:<\/strong>Com leite de coco baba\u00e7u.<\/p>\n<p>Arroz misturado com galinha ou capote.<\/p>\n<p><strong>Bai\u00e3o de dois:<\/strong>mistura de arroz e feij\u00e3o, \u00e0s vezes com        toucinho.<\/p>\n<p><strong>Buchada:<\/strong>v\u00edsceras cozidas e costuradas dentro do est\u00f4mago        do animal abatido.<\/p>\n<p><strong>Cabe\u00e7a de galo:<\/strong>pir\u00e3o escaldado com ovos.<\/p>\n<p><strong>Cafofa:<\/strong>frito de tripa de cria\u00e7\u00e3o (carneiro ou bode).<\/p>\n<p>Caldeirada de camar\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Capiau:<\/strong>picadinho de macaxeira com carne-seca.<\/p>\n<p>Caranguejada.<\/p>\n<p><strong>Carne de Sol:<\/strong>carne de gado retalhada, enxuta pelo sol        da manh\u00e3 e estendida no sereno da noite, assada na brasa com manteiga de        nata.<\/p>\n<p><strong>Carneiro ou bode:<\/strong>cozido com leite de coco.<\/p>\n<p><strong>Carneiro ou bode:<\/strong>assado na brasa.<\/p>\n<p><strong>Carneiro ou bode:<\/strong>feito risoto.<\/p>\n<p><strong>Carne seca de gado ou cria\u00e7\u00e3o:<\/strong>carne retalhada seca no        sol e assada na brasa.<\/p>\n<p>Casquinha de caranguejo.<\/p>\n<p><strong>Ch\u00e1 de burro:<\/strong>milho cozido com leite e a\u00e7\u00facar, polvilhado        com canela.<\/p>\n<p><strong>Coalhada:<\/strong>leite coalhada, servido com raspa de rapadura.<\/p>\n<p><strong>Cozid\u00e3o:<\/strong>carne com legumes e verduras com muito caldo e        pir\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Escaldada de tapioca:<\/strong>mistura de goma de mandioca com leite        fervente.<\/p>\n<p>Feij\u00e3o de pequi.<\/p>\n<p><strong>Frigideira:<\/strong>ovos batidos, carne mo\u00edda e mam\u00e3o verde.<\/p>\n<p><strong>Frito:<\/strong>capote, galinha ou outra carne frita e misturada        com farinha de mandioca.<\/p>\n<p><strong>Galinha caipira ou capote:<\/strong>cozido e preparado ao molho        pardo.<\/p>\n<p>Guisado de carne de porco.<\/p>\n<p><strong>M\u00e3o de vaca:<\/strong>ossos dos p\u00e9s e m\u00e3os, unhas e nervos de gado,        cozido com muito caldo.<\/p>\n<p><strong>Maria Isabel:<\/strong>risoto de carne de sol, picada com arroz.<\/p>\n<p><strong>Maxixada:<\/strong>maxixe com carne seca.<\/p>\n<p>Mingau de puba.<\/p>\n<p><strong>Mugunz\u00e1:<\/strong>milho cozido com p\u00e9 de porco, toucinho e ling\u00fci\u00e7a.<\/p>\n<p>Palmito de baba\u00e7u com carne picada.<\/p>\n<p><strong>Panelada:<\/strong>feita com as tripas e demais partes do intestino        do caprino, al\u00e9m das unhas.<\/p>\n<p><strong>Peixe cozido:<\/strong>com leite de coco e pir\u00e3o de farinha.<\/p>\n<p><strong>Peixe frito:<\/strong>feito no \u00f3leo de baba\u00e7u.<\/p>\n<p><strong>Pintado:<\/strong>mistura de milho com feij\u00e3o, cozidos com p\u00e9 de        porco e toucinho.<\/p>\n<p><strong>Pir\u00e3o:<\/strong>ossada de boi e caldo fervente, misturado com farinha        de mandioca.<\/p>\n<p><strong>Quibebe mole:<\/strong>carne seca picada e misturada com jerimum,        ab\u00f3bora ou batata.<\/p>\n<p><strong>Requeij\u00e3o:<\/strong>tipo de queijo do sert\u00e3o, feito com coalhada        escorrida e manteiga.<\/p>\n<p><strong>Sarapatel:<\/strong>feito com sangue e v\u00edsceras de cria\u00e7\u00e3o ou de        porco.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Bolos e doces<\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Alfinim:<\/strong>feito com mel de engenho.<\/p>\n<p><strong>Beiju de coco:<\/strong>eito de farinha de tapioca, com massa de        mandioca ou macaxeira.<\/p>\n<p><strong>Beiju seco:<\/strong>eito com a goma de tapioca, com massa de mandioca        ou macaxera.<\/p>\n<p><strong>Bolo corredor:<\/strong>feito com goma, ovos gordura e sal.<\/p>\n<p><strong>Bolo de milho:<\/strong>feito com massa de milho, leite e a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p><strong>Bolo frito:<\/strong>feito no \u00f3leo de coco.<\/p>\n<p><strong>Broa:<\/strong>bolo doce, geralmente bem seco.<\/p>\n<p><strong>Canjica:<\/strong>\u00e9 uma esp\u00e9cie de mingau grosso, feito com milho        verde ralado, adicionado com leite, a\u00e7\u00facar e canela em p\u00f3.<\/p>\n<p><strong>Caridade:<\/strong>tipo de bolo doce.<\/p>\n<p><strong>Cariri:<\/strong>feito \u00e0 base de goma ou tapioca.<\/p>\n<p><strong>Chap\u00e9u de couro:<\/strong>feito com mam\u00e3o, rapadura e coco.<\/p>\n<p><strong>Chouri\u00e7o:<\/strong>feito com sangue de porco, castanha de caju e        outros ingredientes.<\/p>\n<p><strong>Cocada:<\/strong>feito \u00e0 base de coco.<\/p>\n<p><strong>Cuscuz:<\/strong>eito \u00e0 base de milho ou arroz, cozido em banho-maria.<\/p>\n<p><strong>Doces de:<\/strong>caju, de casca de laranja, de casca de lim\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Manu\u00ea:<\/strong>bolo de milho, castanha de caju e rapadura.<\/p>\n<p><strong>Pamonha:<\/strong>feita de milho verde ralado, cozida e servida        enrolada na palha de milho.<\/p>\n<p><strong>Peta:<\/strong>bolo seco, feito \u00e0 base de tapioca.<\/p>\n<p><strong>Quebra-queixo:<\/strong>doce ligado com coco.<\/p>\n<p><strong>Suspiro:<\/strong>bolo feito de clara de ovos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Bebidas<\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Alu\u00e1:<\/strong>milho fermentado e rapadura.<\/p>\n<p><strong>Bacurizada:<\/strong>bacuri com leite.<\/p>\n<p><strong>Cacha\u00e7as:<\/strong>diversos tipos, com misturas das mais variadas.<\/p>\n<p><strong>Caju\u00edna:<\/strong>produzida a partir do suco do caju filtrado e        submetido a uma temperatura de 100.\u00ba C em banho-maria.<\/p>\n<p>Caldo de cana fermentado.<\/p>\n<p><strong>Capil\u00e9:<\/strong>feito a base de tamarindo.<\/p>\n<p><strong>Gengibirra:<\/strong>feito \u00e0 base de gengibre.<\/p>\n<p><strong>Leite de on\u00e7a:<\/strong>mistura de leite e \u00e1lcool.<\/p>\n<p>Licores de caju, folha de figo, jenipapo, maracuj\u00e1, tamarindo, tangerina,        etc.<\/p>\n<p><strong>Perobinha:<\/strong>suco de maracuj\u00e1 com \u00e1lcool.<\/p>\n<p><strong>Tiquira:<\/strong>cacha\u00e7a feita de mandioca.<\/p>\n<p><strong>Umbuzada:<\/strong>umbu com leite e ado\u00e7ado com rapadura.<\/p>\n<p>Vinhos de caju, abacaxi e outras frutas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Gastronomia das Principais localidades do Piau\u00ed<\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Altos:<\/strong>beiju e coalhada.<\/p>\n<p><strong>Barras:<\/strong>capote com arroz e pa\u00e7oca.<\/p>\n<p><strong>Batalha:<\/strong>capote com arroz e carneiro ensopado.<\/p>\n<p>Campo Maior carne de sol e capote.<\/p>\n<p><strong>Corrente:<\/strong>abobrada.<\/p>\n<p><strong>Esperantina:<\/strong>Peixada e churrasco de carneiro.<\/p>\n<p><strong>Floriano:<\/strong>arroz com ab\u00f3bora e feij\u00e3o com pequi.<\/p>\n<p><strong>Luiz Correia:<\/strong>caranguejada e pargo frito.<\/p>\n<p><strong>Parna\u00edba:<\/strong>peixe ao molho de camar\u00e3o e peixe ao molho de        caju.<\/p>\n<p><strong>Pedro II.:<\/strong>galinha ao molho e panelada.<\/p>\n<p><strong>Picos:<\/strong>bode assado na brasa.<\/p>\n<p><strong>Piripiri:<\/strong>capote com arroz e galinha caipira.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o Raimundo Nonato:<\/strong>beiju com bode assado e cuscuz com        carne de sol.<\/p>\n<p><strong>Teresina:<\/strong>Maria Isabel e pa\u00e7oca.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Crendices e Curiosidades<\/h4>\n<p>Como o piauiense \u00e9 cheio de supersti\u00e7\u00f5es, destacamos, como curiosidades algumas      das mais comuns e conhecidas entre n\u00f3s:<\/p>\n<p>N\u00e3o comer manga depois que tiver comido ovos, porque da congest\u00e3o.<\/p>\n<p>Jantar tarde e logo se deitar para dormir provoca pesadelo.<\/p>\n<p>Comer carne fresca e deitar-se em seguida, d\u00e1 congest\u00e3o.<\/p>\n<p>Tomar leite e chupar manga faz mal, envenena.<\/p>\n<p>Durante a gravidez, comer frutas g\u00eameas, faz nascer crian\u00e7as g\u00eameas.<\/p>\n<p>Quem come casca de queijo, fica burro.<\/p>\n<p>N\u00e3o se deve tomar banho no dia em que se come carne fresca, da congest\u00e3o.<\/p>\n<p>F\u00edgado com cacha\u00e7a envenena e morre quem toma cacha\u00e7a e come melancia.<\/p>\n<p>Chupar os ossos de costelas de porco d\u00e1 fome canina.<\/p>\n<p>Comer galinha choca, nunca para a fome.<\/p>\n<p>Tomar caf\u00e9 e sair correndo ou deitar-se d\u00e1 congest\u00e3o.<\/p>\n<p>Tomar caldo de cana e depois beber cacha\u00e7a, \u00e9 procurar a morte.<\/p>\n<p>Se a mo\u00e7a quer ficar bonita, come cabelouro (nervo de boi).<\/p>\n<p>Mulher que descansa, n\u00e3o deve comer galinha do pesco\u00e7o pelado.<\/p>\n<p>Quem est\u00e1 gripado, n\u00e3o deve comer ovos, pois piora a gripe.<\/p>\n<p>Beber \u00e1gua quente ao meio dia faz ficar com a fala fina.<\/p>\n<p>Tomar \u00e1gua e coalhada em seguida, n\u00e3o faz mal, mas o inverso \u00e9 veneno.<\/p>\n<p>Chupar cana e tomar \u00e1gua da diabetes.<\/p>\n<p>Jogar p\u00e3o no mato, acaba na mis\u00e9ria, a n\u00e3o ser que o beije antes.<\/p>\n<p>Derramar a\u00e7\u00facar traz fortuna e felicidade.<\/p>\n<p>Comer abacaxi \u00e0 noite, e um veneno.<\/p>\n<p>Comer abacaxi em jejum pode provocar \u00falcera.<\/p>\n<p>Tomar suco de laranja em jejum d\u00e1 ataque.<\/p>\n<p>N\u00e3o se deve comer surubim quando esta com ferimento, \u00e9 carregado.<\/p>\n<p>Comer ata, quando h\u00e1 algum ferimento no corpo dificulta a cicatriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mulher de resguardo, n\u00e3o deve comer carne fresca.<\/p>\n<p>Chupar cana pela manh\u00e3, faz embriagar.<\/p>\n<p>Queijo de coalhada com cacha\u00e7a \u00e9 perigoso.<\/p>\n<p>Comida feita numa casa e mandada para outra \u00e9 causa de entriga.<\/p>\n<p>O abacate \u00e9 estimulante do apetite sexual, assim como o amendoim e a catuaba.<\/p>\n<p>Quando h\u00e1 carne e peixe na mesa, deve-se comer primeiro a carne, depois o      peixe, pois assim, a morte o deixa.<\/p>\n<p>Beber caf\u00e9 e \u00e1gua em seguida, al\u00e9m de estragar os dentes, faz estuporar ou      ate mesmo, provocar problemas card\u00edacos.<\/p>\n<p>Fonte: www.partes.com.br<\/p>\n<h6>Piau\u00ed<\/h6>\n<h4>Culin\u00e1ria<\/h4>\n<p>A Culin\u00e1ria Tradicional Piauiense Eneas Barros A cozinha tradicional piauiense      difere-se das demais do Nordeste em v\u00e1rios aspectos:<\/p>\n<p>A larga utiliza\u00e7\u00e3o dos &#8220;cheiros verdes&#8221; (coentro e cebolinha verde),      da cebolinha branca de Picos, da pimenta-de-cheiro e do corante natural extra\u00eddo      do urucum;<\/p>\n<p>O uso muito intenso da farinha de mandioca (farinha branca e farinha d&#8217;\u00e1gua)      para a confec\u00e7\u00e3o ou complementa\u00e7\u00e3o de pratos. As farofas ou fritos, o pir\u00e3o      e a pa\u00e7oca s\u00e3o alimentos indispens\u00e1veis na mesa dos piauienses. &#8220;Frito&#8221;      \u00e9 a mistura de farinha branca com carne frita de qualquer esp\u00e9cie, sobretudo      a carne de porco e a carne seca cortada mi\u00fada.<\/p>\n<p>O frito pode ser feito, ainda, com ovos, torresmo, e famosos s\u00e3o os fritos      de galinha caipira e de capote (galinha d&#8217;Angola) e de ca\u00e7as variadas;<\/p>\n<p>O arroz \u00e9 comumente usado com outras misturas: com carne seca de gado (Maria      Izabel), com carne de cria\u00e7\u00e3o, de galinha, de capote ou pato. O colorante      de urucum \u00e9 indispens\u00e1vel, bem corno os cheiros-verdes. No sul do Estado,      usa-se colorir o arroz com a\u00e7afr\u00e3o.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea sertaneja, \u00e9 muito comum a mistura de arroz com feij\u00e3o (Bai\u00e3o-de-Dois),      ou ainda a mistura de feij\u00e3o com milho, que deve ter toucinho, p\u00e9 e orelha      de porco. \u00c9 o chamado &#8220;Pintado&#8221; ou &#8220;Mucunz\u00e1&#8221;, e come-se      de prefer\u00eancia com frito de porco;<\/p>\n<p>O uso de carne com caldo (molho fino) \u00e9 outra caracter\u00edstica bem t\u00edpica do      costume alimentar dos piauienses. Um exemplo \u00e9 a carne seca picadinha ou a      carne fresca mo\u00edda misturada com quiabo, jerimum, macaxeira e maxixe, temperada      com muito &#8220;cheiro-verde&#8221;, manteiga de garrafa e nata. Dependendo      das misturas, recebe os nomes locais de &#8220;Quib\u00eabe&#8221;, &#8220;Picadinho&#8221;,      &#8220;Caldo de Carne&#8221; ou &#8220;Capiau;<\/p>\n<p>Apesar da predomin\u00e2ncia das comidas sertanejas \u00e0 base de carne, a cozinha      piauiense disp\u00f5e de excelentes pratos \u00e0 base de peixes e de frutos do mar.<\/p>\n<p>As frigideiras e as caldeiradas de camar\u00e3o, as casquinhas de caranguejos,      os mexidos de ostras e caranguejos, as peixadas ao leite de coco baba\u00e7u satisfazem      os mais exigentes paladares. Piratinga, Mandub\u00e9, Matrincham e Branquinho s\u00e3o      alguns dos peixes de primeira qualidade encontrados no rio Parna\u00edba;<\/p>\n<p>A do\u00e7aria piauiense \u00e9 a mais rica e diversificada do Nordeste. S\u00e3o famosos      os doces e compotas de caju, de manga, de goiaba, de mangaba, de buriti, de      bacuri, de groselha, de casca de laranja da terra e de tantas outras frutas.      O doce de casca de lim\u00e3o azedo \u00e9 o mais t\u00edpico do Piau\u00ed;<\/p>\n<p>\u00c9 variada, ainda, a utiliza\u00e7\u00e3o da farinha de puba (mandioca) para o preparo      de bolo caseiro e beiju, e a macaxeira pode ser servida cozinhada e assada      no forno ou na brasa.<\/p>\n<p>Fonte: www.angelfire.com<\/p>\n<h6>Piau\u00ed<\/h6>\n<h4>Bandeira do Piau\u00ed<\/h4>\n<p><strong>SIGNIFICADO DAS CORES E HISTORIA DA BANDEIRA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria da bandeira<\/strong><\/p>\n<p>A bandeira do Piau\u00ed foi adotada oficialmente atrav\u00e9s da lei n\u00ba 1.050, promulgada      em 24 de julho de 1922 e alterada posteriormente pela lei ordin\u00e1ria no 5.507,      de 17 de novembro de 2005.<\/p>\n<p><strong>Significado das cores<\/strong><\/p>\n<p>Possui as mesmas cores da bandeira do Brasil, o amarelo representa a riqueza      mineral e o verde a esperan\u00e7a. A estrela remete a Antares, que na bandeira      nacional simboliza o estado do Piau\u00ed. Inscrito dentro do ret\u00e2ngulo azul, abaixo      da estrela branca, est\u00e1 &#8220;13 DE MAR\u00c7O DE 1823&#8221;, dia da batalha do      Jenipapo, que foi introduzida na altera\u00e7\u00e3o de 2005.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppiaui-61.jpg\" alt=\"Piau\u00ed\" width=\"266\" height=\"186\" title=\"Piau\u00ed\" \/><br \/>\n<strong>BANDEIRA DO PIAU\u00cd<\/strong><\/p>\n<p>As cores Verde, Amarelo, Azul e Branco pertence a Bandeira do Piau\u00ed<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ppiaui-62.jpg\" alt=\"Piau\u00ed\" width=\"181\" height=\"125\" title=\"Piau\u00ed\" \/><\/p>\n<p>Bandeira do Pia\u00ed, adotada entre 24 de julho de 1922 a 1937, 1946 a 2005<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/piaui-007.jpg\" alt=\"Piau\u00ed\" width=\"180\" height=\"126\" title=\"Piau\u00ed\" \/><br \/>\n<strong>Verso da bandeira do Piau\u00ed<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>:\u00a0www.achetudoeregiao.com.br<\/p>\n<h6>Piau\u00ed<\/h6>\n<h4>Hino do Piau\u00ed<\/h4>\n<p>Salve terra que ao c\u00e9u arrebatas<br \/>\n     Nossas almas nos dons que possuis<br \/>\n     A esperan\u00e7a nos verdes das matas<br \/>\n     A saudade das serras azuis<br \/>\n     Estribilho<br \/>\n     Piau\u00ed terra querida<br \/>\n     Filha do Sol do Equador,<br \/>\n     Pertencem-te a nossa vida,<br \/>\n     Nosso sonho, nosso amor!<br \/>\n     As \u00e1guas do Parna\u00edba,<br \/>\n     Rio abaixo, rio arriba,<br \/>\n     Espalham pelo sert\u00e3o<br \/>\n     E levam pelas quebradas,<br \/>\n     Pelas v\u00e1rzeas e chapadas<br \/>\n     Teu canto de exalta\u00e7\u00e3o.<br \/>\n     Desbravando-te os campos distantes<br \/>\n     Na miss\u00e3o do trabalho e da paz,<br \/>\n     A aventura de dois bandeirantes<br \/>\n     A semente da p\u00e1tria nos traz.<br \/>\n     Sob o c\u00e9u de imortal claridade<br \/>\n     Nosso sangue vertemos por ti;<br \/>\n     Vendo a p\u00e1tria pedir liberdade,<br \/>\n     O primeiro que luta \u00e9 o Piau\u00ed.<br \/>\n     Possas tu no trabalho fecundo<br \/>\n     E com f\u00e9, fazer sempre melhor<br \/>\n     Para que no concerto do mundo<br \/>\n     O Brasil seja ainda maior.<br \/>\n     Possas tu conservando a pureza<br \/>\n     Do teu povo leal progredir<br \/>\n     Envolvendo na mesma grandeza<br \/>\n     O passado, o presente e o porvir!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"imagem\">\n<p>Fonte: letras.terra.com.br<\/p>\n<h6>Piau\u00ed<\/h6>\n<h4>Tra\u00e7os culturais do Estado do Piau\u00ed<\/h4>\n<p><strong>Cultura popular conta a nossa hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Um Estado de riquezas singulares. Assim \u00e9 o Piau\u00ed. Com uma natureza prodigiosa,      cultura riqu\u00edssima e potencialidades exploradas e ainda a serem descobertas,      o nosso Estado \u00e9 um tesouro de valor indiscut\u00edvel.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea cultural, temos o privil\u00e9gio de contar com manifesta\u00e7\u00f5es que v\u00eam      de todos os cantos do Estado. Do Bumba-Meu-Boi ao Reisado, do Cavalo Pianc\u00f3      ao Pagode de Amarante, tudo \u00e9 beleza quando se fala nas apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas      mais t\u00edpicas da nossa gente. O artesanato tamb\u00e9m \u00e9 uma de nossas maiores fontes      de riquezas.<\/p>\n<p>O Bumba-meu-boi \u00e9 o folguedo mais caracter\u00edstico do Piau\u00ed, como de muitos      Estados brasileiros. Hermilo Borba Filho, quando cita Pereira da Costa, \u00e9      de opini\u00e3o que este folguedo surgiu da coloniza\u00e7\u00e3o das terras do Piau\u00ed em      fins do s\u00e9culo XVIII, com as primeiras doa\u00e7\u00f5es de sesmarias feitas pelo Governador      do Pernambuco.<\/p>\n<p>A origem do Bumba-meu-boi seria, portanto, pernambucana, baseando-se na antiga      modinha que diz:<\/p>\n<p><strong>O meu boi morreu<br \/>\n     Que ser\u00e1 do mim<br \/>\n     Mando buscar outro maninha<br \/>\n     L\u00e1 no Piau\u00ed<\/strong><\/p>\n<p>O certo \u00e9 que o nosso Boi originou-se aqui mesmo no Nordeste, uma regi\u00e3o      colonizada atrav\u00e9s das fazendas de gado, onde o boi era o centro da sobreviv\u00eancia      local. E o Piau\u00ed \u00e9 o estado onde esse relacionamento tornou-se mais \u00edntimo.<\/p>\n<p>Da\u00ed a brincadeira do &#8220;Boi&#8221; estar revestida de tanta popularidade,      de tanta pompa e colorido. O boi, para n\u00f3s, n\u00e3o \u00e9 apenas um animal importante      como outro qualquer, mas est\u00e1 revestido de uma profunda significa\u00e7\u00e3o m\u00edtica.      Por outro lado, deve-se salientar que houve alguma liga\u00e7\u00e3o do nosso Bumba-meu-boi      com outras brincadeiras relacionadas ao boi.<\/p>\n<p>Os insignes mestres folcloristas Rossini Tavares e C\u00e2mara Cascudo consideram,      de curto modo, o car\u00e1ter universal do bailado do Boi, estando o nosso relacionado,      sobretudo, com algumas brincadeiras de boi originais da Franca e da Portugal.<\/p>\n<p>O Bumba-meu-boi, entes de ser uma dan\u00e7a, \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica, \u00e9      uma farsa. Seu enredo expressa toda uma realidade s\u00f3cio-econ\u00f4mica e seu conte\u00fado      musical, r\u00edtmico, coreogr\u00e1fico e indument\u00e1rio constitui a marca do encontro      de culturas diversas, que aqui entre n\u00f3s se completaram e se adaptaram ante      uma realidade ecol\u00f3gica t\u00edpica.<\/p>\n<p>O Bumba-meu-boi conta a hist\u00f3ria da Catirina, mulher do Chico Vaqueiro, que,      estando gr\u00e1vida, desejou comer a l\u00edngua do boi mais bonito da fazenda. Catirina      induz o marido a matar o boi. Chico chega e ferir ou a matar o boi.<\/p>\n<p>A not\u00edcia se espalha e o fazendeiro dono do boi procura o autor do crime.      Chico \u00e9 acusado. V\u00e1rios doutores s\u00e3o chamados para curar o boi. Depois de      muitas perip\u00e9cias, onde h\u00e1 julgamento e perd\u00e3o, termina tudo com muita festa      e dan\u00e7as, comemorando a cura do boi. Na maioria das brincadeiras o boi chega      a morrer e a ressuscitar.<\/p>\n<p>Existem em Teresina v\u00e1rios grupos de boi, que t\u00eam em toda a cidade a chance      de mostrar seu valor. Mas \u00e9 no Encontro Nacional de Folguedos, promovido pela      Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Cultura, que existe a maior visibilidade hoje para seus      trabalhos.<\/p>\n<p>A festa acontece anualmente no m\u00eas de julho. Entre os grupos da capital est\u00e3o      o &#8220;Riso da Mocidade&#8221;, o &#8220;Imperador da Ilha&#8221;, o &#8220;Terror      do Nordeste&#8221;, &#8220;Estrela Dalva&#8221;, entre outros.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do Boi, o Reisado \u00e9 outra representa\u00e7\u00e3o aut\u00eantica de nossa cultura popular.      A dramatiza\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica \u00e9 praticada principalmente em Amarante, Floriano,      Teresina, mas tamb\u00e9m encontrada em outros munic\u00edpios.<\/p>\n<p>A festa \u00e9 comemorada entre 25 de dezembro e 6 de janeiro, que \u00e9 o Dia de      Reis propriamente dito. Quem trouxe essa festa para o Brasil foram os portugueses,      que reproduziam os costumes dos grupos janeireiros. Eles sa\u00edam \u00e0s ruas pedindo      que lhes abrissem as portas e recebessem a boa nova do nascimento de Cristo      e homenageando os tr\u00eas reis magos.<\/p>\n<p>S\u00e3o participantes do Reisado os &#8220;caretas&#8221;, a &#8220;burrinha&#8221;,      o &#8220;pi\u00e3o&#8221;, o &#8220;cabe\u00e7a de fogo&#8221;, a &#8220;cigana&#8221;, &#8220;jaraqu\u00e1&#8221;,      &#8220;caipora&#8221;, &#8220;casal de velhos&#8221;, &#8220;ema&#8221;, &#8220;arara&#8221;,      &#8220;piaba&#8221; e o &#8220;boi&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Lendas<\/strong><\/p>\n<p>O Piau\u00ed \u00e9 um Estado rico em cultura popular. Um dos pontos mais fortes s\u00e3o      as lendas. A imagina\u00e7\u00e3o do povo faz perpetuar hist\u00f3rias cheias de personagens      interessantes. O Cabe\u00e7a de Cuia \u00e9 a mais famosa delas.<\/p>\n<p>Conta a hist\u00f3ria de um pescador chamado Crispim, que depois de um dia inteiro      sem ter conseguido pescar um \u00fanico peixe, morto de fome, ao chegar em casa      a \u00fanica refei\u00e7\u00e3o que l\u00e1 encontrara foi uma esp\u00e9cie de caldo feito com o osso      \u0093corredor do boi\u0094, mas que n\u00e3o tinha carne e s\u00f3 o caldo do osso.      Revoltado pela situa\u00e7\u00e3o, Crispim pegou o osso e come\u00e7ou a espancar a sua pr\u00f3pria      m\u00e3e! Bateu tanto que sua m\u00e3e veio a falecer.<\/p>\n<p>Mas antes do suspiro final, ela olhando pra Crispim lhe jogou uma maldi\u00e7\u00e3o,      na qual ele se transformaria em um monstro e viveria nas profundezas do rio      Poti. Conta a lenda que o Cabe\u00e7a de Cuia costuma aparecer aos pescadores,      lavadeiras e banhistas em noites de lua cheia. Sua enorme cabe\u00e7a surge e desaparece      na superf\u00edcie das \u00e1guas.<\/p>\n<p>O encanto s\u00f3 ter\u00e1 fim quando ele conseguir devorar sete Marias virgens!<\/p>\n<p><strong>A porca do dente de ouro<\/strong><\/p>\n<p>Diz a lenda que uma mo\u00e7a travara uma briga sem cabimento com sua m\u00e3e, dando-lhe      uma bruta dentada. Desde ent\u00e3o, vivia trancada no quarto, s\u00f3 via sua m\u00e3e que      lhe levava a comida. \u00c0 meia-noite transformavava-se em porca e saia pelos      sub\u00farbios assombrando as pessoas por ser provida de uma tromba crescida e      coberta de uma coisa brilhosa de onde sa\u00eda uma ponta saliente como se fosse      um monstruoso dente de ouro.<\/p>\n<p><strong>P\u00e9 de Garrafa<\/strong><\/p>\n<p>Conta a lenda que dois amigos estavam ca\u00e7ando no mato e um deles, ap\u00f3s se      perder do outro, come\u00e7a a chama-lo, aos gritos. Uma voz longe come\u00e7a a responder      e ao se aproximar ele v\u00ea com espanto que n\u00e3o era o seu amigo e sim um terr\u00edvel      animal parecendo um lobisomem. Espantado, o rapaz s\u00f3 teve tempo de subir na      \u00e1rvore e o animal ficou furioso rosnando embaixo. De manh\u00e3, s\u00f3 ficou o rastro      do bicho, como se fosse um fundo de garrafa. Desde ent\u00e3o todos os ca\u00e7adores      que se perdem dos companheiros n\u00e3o gritam chamando os colegas, temendo a apari\u00e7\u00e3o      do P\u00e9 de Garrafa.<\/p>\n<p><strong>Barba Ruiva<\/strong><\/p>\n<p>Diz a lenda que ao sul do estado, uma jovem teve uma crian\u00e7a e como n\u00e3o queria      que ningu\u00e9m soubesse, resolveu jogar a crian\u00e7a rec\u00e9m-nascida numa cacimba.      As \u00e1guas da cacimba foram aumentando imediatamente at\u00e9 ocupar toda a v\u00e1rzea      de carnaubais, formando uma imensa lagoa. A crian\u00e7a se encantou, n\u00e3o cresceu      mais, tornou-se velha com longas barbas avermelhadas. Aparece nas margens      da lagoa tomando banho e ao se aproximar algu\u00e9m, joga-se nas \u00e1guas, fazendo      muito barulho.<\/p>\n<p>Na lagoa em certa \u00e9poca do ano, formam-se ondas furiosas e o povo diz que      \u00e9 o Barba Ruiva enraivecido com a m\u00e3e. O encanto s\u00f3 quebrar\u00e1 quando a lagoa      crescer e ocupar todo o povoado pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p><strong>Num-Se-Pode<\/strong><\/p>\n<p>Conta a lenda que uma bela mulher que atraia a aten\u00e7\u00e3o dos homens por ser      bastante bonita, encostada pr\u00f3ximo aos lampi\u00f5es nas antigas pra\u00e7as de Teresina,      que ao se aproximar dela, de uma hora pra outra ele se esticava assustadoramente      at\u00e9 alcan\u00e7ar o lampi\u00e3o l\u00e1 no alto e assim ascender o seu cigarro. Assustados      todos corriam o quanto mais r\u00e1pido podia!<\/p>\n<p>Fonte:  www.fundac.pi.gov.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Piau\u00ed, Hist\u00f3ria, Cidade, Relevo, Geografia, Hidrografia, Vegeta\u00e7\u00e3o, Clima, Economia, Pecu\u00e1ria, Agricultura, Turismo, Localiza\u00e7\u00e3o, Piau\u00ed<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-45713","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-turismo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Piau\u00ed, Hist\u00f3ria, Cidade, Relevo, Geografia, Hidrografia Piau\u00ed<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Piau\u00ed, Hist\u00f3ria, Cidade, Relevo, Geografia, 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