{"id":45706,"date":"2016-06-13T17:36:39","date_gmt":"2016-06-13T17:36:39","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=45706"},"modified":"2016-06-13T17:44:11","modified_gmt":"2016-06-13T17:44:11","slug":"bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/bahia","title":{"rendered":"Bahia"},"content":{"rendered":"<h2>Hist\u00f3ria<\/h2>\n<p>      A Hist\u00f3ria oficial do Brasil come\u00e7ou na Bahia; a Hist\u00f3ria registra que o descobridor,      Pedro \u00c1lvares Cabral, aportou nas costas da regi\u00e3o onde hoje se encontra Porto      Seguro, no litoral Sul da Bahia.<\/p>\n<p>      \u00c9 poss\u00edvel que a nau mensageira enviada por Cabral para dar conta ao rei D.      Manuel I das novas terras descobertas (a princ\u00edpio, pensava-se que uma ilha      haia sido descoberta, que foi batizada de Ilha de Santa Cruz) tenha percorrido      a costa da Bahia a partir de Porto Seguro para o norte, antes de se lan\u00e7ar      \u00e0 travessia do Atl\u00e2ntico em dire\u00e7\u00e3o a Portugal.<\/p>\n<p>      Os primeiros registros oficiais da regi\u00e3o de Salvador, no entanto, foram feitos      pela expedi\u00e7\u00e3o de 1501; Am\u00e9rico Vesp\u00facio, que participava da expedi\u00e7\u00e3o, foi      o primeiro a falar da ba\u00eda a que chamaram &#8220;de Todos os Santos&#8221;,      por ter sido encontrada em 1 de novembro, dia de Todos os Santos.<\/p>\n<p>      O nome &#8220;Bahia&#8221; iria estender-se ao territ\u00f3rio que se constituiu      com as terras das capitanias heredit\u00e1rias doadas a Francisco Pereira Coutinho,      Pero de Campos Tourinho, Jorge de Figueiredo Correia, D. Ant\u00f4nio de Ata\u00edde      e D. \u00c1lvaro da Costa.<\/p>\n<h2>      Col\u00f4nia<\/h2>\n<p>      A partir da ocupa\u00e7\u00e3o de Salvador e arredores, nos dois primeiros governos-gerais,      existiram distin\u00e7\u00f5es muito n\u00edtidas entre Salvador (e a regi\u00e3o margeando a      ba\u00eda, chamada rec\u00f4ncavo) e o interior mais distante.<\/p>\n<p>      Apesar das excel\u00eancias do ancoradouro descoberto em 1501, os portugueses abandonaram-no      nas duas primeiras d\u00e9cadas de exist\u00eancia da col\u00f4nia, dando margem a que franceses      ali negociassem com os ind\u00edgenas. Em face desse abandono, explica-se a surpresa      de Pero Lopes de Sousa, cuja viagem \u00e9 de 1530, ao encontrar na Bahia o lend\u00e1rio      Caramuru, que desde 1510 ou 1511, quando naufragara, vivia entre os selvagens.<\/p>\n<p>      As capitanias da costa central do Brasil n\u00e3o ofereciam perspectivas de retorno,      e por isso foram destinadas aos menos ricos dos donat\u00e1rios; as capitanias      que mais atra\u00edram a aten\u00e7\u00e3o foram as do extremo norte (pr\u00f3ximas \u00e0 Foz do Amazonas)      e do extremo sul (pr\u00f3ximas \u00e0 foz do rio da Prata) e pelo mesmo motivo: os      rios davam f\u00e1cil acesso ao interior do Brasil, onde, supunha-se, poderiam      ser encontradas ricas minas de ouro e platina, tal qual ocorreu na costa ocidental      da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>      Tamb\u00e9m por isso, as capitanias n\u00e3o prosperaram; os donat\u00e1rios tinham poucos      recursos humanos, materiais e financeiros, e dependiam da ajuda da Coroa;      a Coroa, por n\u00e3o ver perspectivas de retorno imediato, pouco aux\u00edlio mandou      aos capit\u00e3es.<\/p>\n<p>      Para substituir o fracassado regime de capitanias, deliberou D. Jo\u00e3o III instalar      um governo-geral, com sede na Bahia, que, embora situada a dist\u00e2ncias desiguais      dos extremos da costa ocupada pelos portugueses, oferecia boas condi\u00e7\u00f5es para      da\u00ed se dar &#8220;favor e ajuda \u00e0s outras capitanias e se ministrar justi\u00e7a,      prover \u00e0s cousas da real fazenda e ao bem das partes&#8221;. Para cumprir essa      pol\u00edtica, foi nomeado Tom\u00e9 de Sousa, que, de acordo com o regimento de 17      de dezembro de 1548, deveria edificar &#8220;uma fortaleza e povoa\u00e7\u00e3o grande      e forte num lugar conveniente&#8221;.<\/p>\n<p>      Ap\u00f3s violentas guerras contra os \u00edndios de Jaguaripe e Paragua\u00e7u (1558 e 1559),      concluiu-se a posse de Matuim e Pass\u00e9. N\u00e3o foi somente com boiadas e currais      que se completou a incorpora\u00e7\u00e3o dos sert\u00f5es \u00e0 Bahia, mas tamb\u00e9m com as guerras      contra os \u00edndios amoipiras, acro\u00e1s e paiaias.<\/p>\n<p>      A religi\u00e3o tamb\u00e9m teve papel importante; Roma mandou a Salvador o primeiro      bispo das Am\u00e9ricas, o bispo Sardinha; ademais as miss\u00f5es religiosas dos padres      da Companhia de Jesus e dos frades de S\u00e3o Francisco e do Monte Carmelo muito      contribu\u00edram para as atividades civilizadoras, produtivas e constantes. Outro      est\u00edmulo para o povoamento consistiu no descobrimento de ouro na serra de      Jacobina.<\/p>\n<p>      No s\u00e9culo XVIII, a Bahia contava 77.000 habitantes. Acompanhando, por um aspecto,      a conquista do territ\u00f3rio, e correspondendo, por outro, \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o de Portugal,      ficaram caracterizadas quatro zonas de produ\u00e7\u00e3o: (1) o Rec\u00f4ncavo, para a cana-de-a\u00e7\u00facar;      (2) Jaguaripe e Camamu, para a farinha de mandioca; (3) tabuleiros ou areais,      para fumo e mandioca; (4) o sert\u00e3o, para o gado. A principal caracter\u00edstica      da economia, n\u00e3o apenas da Bahia mas de todo o Brasil colonial, foi estar      voltada para o mercado externo, com as terras da Bahia colocadas como fornecedoras      de mat\u00e9rias-primas e artigos da lavoura tropical, que interessavam \u00e0 Europa.<\/p>\n<p>      Implantada sob os condicionamentos da economia mercantil, a economia de exporta\u00e7\u00e3o      teve como base o trabalho escravo. Desenvolveu-se, por\u00e9m, de forma variada      e complexa, com um elenco mais extenso e mais expressivo de artigos e produtos,      como pau-brasil, a\u00e7\u00facar, algod\u00e3o, fumo, ouro, madeiras, couro cru, cacha\u00e7a      e farinha.<\/p>\n<h2>      Ocupa\u00e7\u00e3o Holandesa<\/h2>\n<p>      Graves acontecimentos interromperam a mar\u00e9 de prosperidade reinante na Bahia      em come\u00e7os do s\u00e9culo XVII.<\/p>\n<p>      N\u00e3o somente como decorr\u00eancia da uni\u00e3o das coroas de Portugal e Espanha (a      Espanha proibiu o Brasil de ter rela\u00e7\u00f5es comerciais com a Holanda), mas tamb\u00e9m      gra\u00e7as \u00e0 cobi\u00e7a despertada pela riqueza do a\u00e7\u00facar, resolvera a Holanda, em      1623, assaltar a Bahia.<\/p>\n<p>      Em maio de 1624 chegava a Salvador a esquadra comandada por Jacob Willekens,      tendo sob suas ordens 26 navios e 500 bocas de fogo; os invasores ocuparam      facilmente a cidade, nela permanecendo por um ano, at\u00e9 serem recha\u00e7ados pela      armada luso-espanhola, comandada por D. Fradique de Toledo Os\u00f3rio.<\/p>\n<p>      Inconformados com a perda da metr\u00f3pole, a ela retornaram os holandeses em      1638, quando j\u00e1 fortemente estabelecidos em Pernambuco, tomado em 1630 (ver      Hist\u00f3ria de Pernambuco). Dessa feita, o ataque foi comandado por Maur\u00edcio      de Nassau, que, havendo iniciado o ass\u00e9dio em 16 de abril, retirou-se, batido,      em 29 de maio.<\/p>\n<p>      Comandou a defesa o conde de Bagnuolo. V\u00ea-se que a presen\u00e7a holandesa na Bahia      foi mais curta e deixou menos tra\u00e7os do que em Pernambuco.<\/p>\n<p>      Passada a tormenta dessas invas\u00f5es, que comprometeram gravemente a produ\u00e7\u00e3o      local, a Bahia retomou o progresso anterior.<\/p>\n<h2>      Luta pela Independ\u00eancia<\/h2>\n<p>      Em fins do s\u00e9culo XVIII atuavam em Salvador 164 comerciantes      exportadores e importadores. Todo o com\u00e9rcio destinava-se \u00e0 Europa, \u00e0 \u00c1frica      e ao Rio Grande do Sul e portos do Prata. Entretanto, na estrutura pol\u00edtica,      social e econ\u00f4mica que ent\u00e3o se definira, ocorreram v\u00e1rios conflitos entre      os nascidos e residentes na capitania e as autoridades que exerciam o governo      em nome do rei de Portugal.<\/p>\n<p>      Nos casos do chamado motim do Maneta (outubro de 1711)      e do levante do Ter\u00e7o Velho (maio de 1728), os insurretos deixaram de localizar      na condi\u00e7\u00e3o de col\u00f4nia a causa principal das dificuldades e problemas da Bahia;      j\u00e1 por ocasi\u00e3o da sedi\u00e7\u00e3o intentada em 1798, denominada conjura\u00e7\u00e3o baiana      ou dos alfaiates, aparece a condi\u00e7\u00e3o de col\u00f4nia como a causa maior do monop\u00f3lio      de com\u00e9rcio, do pre\u00e7o fixo para o a\u00e7\u00facar, fumo, algod\u00e3o e sola, da cobran\u00e7a      extorsiva dos impostos, do soldo \u00ednfimo dos militares, e j\u00e1 se exigia um regime      pol\u00edtico capaz de garantir a igualdade de direitos para todos, sem distin\u00e7\u00e3o      de cor ou origem social.<\/p>\n<p>      Mesmo ap\u00f3s a mudan\u00e7a da sede do imp\u00e9rio colonial portugu\u00eas      para o Rio de Janeiro, em 1763, Salvador continuou a destacar-se como centro      pol\u00edtico de influ\u00eancia, onde grupos de patriotas, militares e civis acabariam      por dar in\u00edcio \u00e0 luta para separar o Brasil da metr\u00f3pole.<\/p>\n<p>      Esses grupos estiveram envolvidos na rebeli\u00e3o de 1817      em Pernambuco, e em fevereiro de 1821 promoveram a ades\u00e3o da Bahia ao movimento      constitucionalista, que aboliu a monarquia absoluta em Portugal. Contudo,      como os liberais-constitucionalistas de Lisboa adotassem orienta\u00e7\u00e3o nitidamente      contr\u00e1ria aos interesses do Brasil, por \u00faltimo concordando com a ocupa\u00e7\u00e3o      militar de Salvador pelos soldados e marinheiros portugueses (fevereiro de      1822), a luta pela independ\u00eancia evoluiu na Bahia para uma guerra lenta e      dolorosa.<\/p>\n<p>      O conflito come\u00e7ou com o &#8220;25 de junho&#8221; em      Cachoeira, em 1822 e acumulou epis\u00f3dios her\u00f3icos, dentre os quais sobressai      o combate de Piraj\u00e1, em 8 de novembro de 1822. Chega-se ao ano de 1823 com      repetidos e novos combates na ba\u00eda de Todos os Santos e nas cercanias de Salvador.      Superada rapidamente a diverg\u00eancia entre o militar franc\u00eas Pedro Labatut e      os militares brasileiros no comando do Ex\u00e9rcito, o coronel Jos\u00e9 Joaquim de      Lima e Silva, visconde de Maj\u00e9, ordenou em 3 de junho a ampla ofensiva que      terminou for\u00e7ando a retirada das tropas portuguesas.<\/p>\n<p>      Em 2 de julho de 1823, a Bahia festejava a vit\u00f3ria brasileira;      at\u00e9 hoje o 2 de julho \u00e9 feriado na Bahia, comemorado com tanta rever\u00eancia      quanto o 7 de setembro. Ao iniciar-se a luta na prov\u00edncia, a baiana Maria      Quit\u00e9ria formou uma companhia feminina, que combateu durante toda a guerra.<\/p>\n<h2>      <strong>O Imp\u00e9rio<\/strong><\/h2>\n<p>      Ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o, o apoio da Bahia \u00e0 exig\u00eancia nacional de uni\u00e3o de todas      as prov\u00edncias em um \u00fanico pa\u00eds n\u00e3o impediu que ocorressem no estado os movimentos      federalistas de 1832 e 1833, ligados ao nome do capit\u00e3o Bernardo Miguel Guanais      Mineiro, e o de 1837, mais conhecido como Sabinada, do nome de seu chefe,      o m\u00e9dico e jornalista Sabino Vieira.<\/p>\n<p>      Em sua fei\u00e7\u00e3o militar, a Sabinada sustentou-se quatro meses, estendendo-se      ao sert\u00e3o (Feira de Santana e Vila da Barra), com alguns combates de grande      viol\u00eancia. S\u00e3o ainda aspectos da instabilidade das estruturas s\u00f3cio-pol\u00edticas,      nessa \u00e9poca, os diversos levantes de escravos (o mais s\u00e9rio foi o dos negros      mu\u00e7ulmanos, a Revolta dos Mal\u00eas, em 1835), a circula\u00e7\u00e3o de moedas falsas,      e as lutas de fam\u00edlia, das quais s\u00e3o exemplos as que ensang\u00fcentaram o S\u00e3o      Francisco, entre as fam\u00edlias Guerreiro e Milit\u00e3o.<\/p>\n<p>      Em 1843, foram descobertas as regi\u00f5es diamant\u00edferas da serra do A\u00e7uru\u00e1. Sucessivos      planos repetiram a exig\u00eancia de meios de comunica\u00e7\u00e3o eficientes para o Rec\u00f4ncavo      e o sert\u00e3o. Inaugurada precariamente em 1819, a navega\u00e7\u00e3o a vapor desdobrou      suas linhas para as cidades fluviais (Santo Amaro, Cachoeira, Nazar\u00e9) e as      mar\u00edtimas da costa sul (Camamu, Ilh\u00e9us).<\/p>\n<p>      Em 1853, o governo assinou o primeiro contrato para a constru\u00e7\u00e3o da estrada      de ferro Bahia-S\u00e3o Francisco, que formou, com a Alagoinhas-Itabaiana, a Central,      a Santo Amaro-Bom Jardim e a Nazar\u00e9-Santo Ant\u00f4nio, a rede ferrovi\u00e1ria da Bahia      no s\u00e9culo XIX. Existindo, igualmente, preocupa\u00e7\u00e3o com a melhoria da lavoura      de cana e a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar, alguns plantadores introduziram novas qualidades      de cana e alguns engenhos adotaram m\u00e1quinas a vapor. Serve de exemplo o grande      engenho que Francisco Gon\u00e7alves Martins fez montar em 1859.<\/p>\n<p>      J\u00e1 em 1841, fundara-se na Bahia uma companhia para introdu\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas      \u00fateis. Com a aboli\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico de escravos e a subseq\u00fcente decad\u00eancia do      com\u00e9rcio com a \u00c1frica, muitos comerciantes associaram seus capitais \u00e0 funda\u00e7\u00e3o      de bancos, caixas de cr\u00e9dito e companhias de seguro.<\/p>\n<p>      Acompanhando esse crescimento das atividades econ\u00f4micas, as administra\u00e7\u00f5es      procuraram de um modo geral ampliar as oportunidades de escolaridade e sistematizar      o ensino e a educa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o obstante, as crises do pre\u00e7o do a\u00e7\u00facar no mercado      externo, a concorr\u00eancia que os diamantes da \u00c1frica do Sul passaram a fazer      nas Lavras, as dificuldades para a adapta\u00e7\u00e3o do trabalho livre numa economia      havia s\u00e9culos baseada no trabalho escravo, as p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade      e de higiene nos centros de maior concentra\u00e7\u00e3o urbana e as defici\u00eancias de      recursos financeiros conduziram a prov\u00edncia \u00e0 vexat\u00f3ria situa\u00e7\u00e3o que se delineou      na grande crise de 1873.<\/p>\n<p>      Os pre\u00e7os do a\u00e7\u00facar n\u00e3o compensavam a mat\u00e9ria-prima consumida; paralisavam-se      as transa\u00e7\u00f5es comerciais. Era evidente a decad\u00eancia econ\u00f4mica e financeira.      Entretanto, foi em relativa tranq\u00fcilidade pol\u00edtica que a Bahia participou      do movimento abolicionista (1888) e da proclama\u00e7\u00e3o da rep\u00fablica (1889).<\/p>\n<h2>      Rep\u00fablica<\/h2>\n<p>      Na Bahia, a rep\u00fablica foi proclamada pelo coronel Frederico Cristiano Buys,      em 16 de novembro de 1889.<\/p>\n<p>      Governava a prov\u00edncia o conselheiro Jos\u00e9 Lu\u00eds de Almeida Couto, sendo seu      comandante de armas o velho marechal alagoano e futuro Presidente Hermes Ernesto      da Fonseca, cujas convic\u00e7\u00f5es monarquistas eram conhecidas. Logo \u00e0s primeiras      not\u00edcias provenientes da corte, na manh\u00e3 do dia 15, diversos pol\u00edticos monarquistas,      liberais e conservadores, adotaram a id\u00e9ia de erguer a resist\u00eancia armada      ao novo regime.<\/p>\n<p>      Adiantando-se \u00e0s iniciativas, o coronel Buys, oficial de grande prest\u00edgio,      convocou para o forte de S\u00e3o Pedro o chefe republicano Virg\u00edlio Cl\u00edmaco Dam\u00e1sio,      e, com ele e outros, proclamou a rep\u00fablica, \u00e0s seis horas da tarde de 16.      Quando assim procediam, aderiu o marechal Hermes, comunicando \u00e0 oficialidade      e \u00e0 tropa sua decis\u00e3o, j\u00e1 que o imperador e a princesa Isabel haviam abandonado      o pa\u00eds, viajando para a Europa.<\/p>\n<p>      Por telegrama, o conselheiro Rui Barbosa, ministro da Fazenda do governo provis\u00f3rio,      comunicara a indica\u00e7\u00e3o de Manuel Vitorino Pereira para o posto de governador      do estado, em detrimento do republicano Virg\u00edlio Dam\u00e1sio; Vitorino era professor      da faculdade de medicina e pol\u00edtico liberal de tend\u00eancia federalista, e seria      outro baiano que mais tarde assumiria ainda que brevemente, a Presid\u00eancia      da Rep\u00fablica. Opinava o coronel Buys pela nomea\u00e7\u00e3o de Dam\u00e1sio, o mais antigo      e coerente chefe republicano.<\/p>\n<p>      Inconformados com essa ascens\u00e3o dos antigos liberais, alguns remanescentes      do Partido Conservador participaram dos epis\u00f3dios que conduziram \u00e0 ren\u00fancia      o governador Manuel Vitorino (abril de 1890) e \u00e0 indica\u00e7\u00e3o do marechal Hermes      da Fonseca para governar a Bahia.<\/p>\n<p>      Seguiram-se a elabora\u00e7\u00e3o da primeira constitui\u00e7\u00e3o do estado, a escolha, depois,      em elei\u00e7\u00e3o indireta, de Jos\u00e9 Gon\u00e7alves da Silva, sua deposi\u00e7\u00e3o no decurso      da crise pol\u00edtica de novembro de 1891, e a nomea\u00e7\u00e3o do contra-almirante Leal      Ferreira. \u00c9 uma fase confusa, apesar de ser poss\u00edvel acompanhar a lenta assimila\u00e7\u00e3o      dos pol\u00edticos mon\u00e1rquicos ao novo regime, alguns deles passando at\u00e9 a ocupar      postos na administra\u00e7\u00e3o do estado. O primeiro governador eleito pelo sufr\u00e1gio      direto foi o m\u00e9dico Joaquim Manuel Rodrigues Lima (1892-1896).<\/p>\n<p>      Na administra\u00e7\u00e3o de seu sucessor, o conselheiro Lu\u00eds Viana (1896-1900), ocorreu      o epis\u00f3dio sangrento de Canudos, conflito de graves propor\u00e7\u00f5es, que revelou      ao Brasil do litoral a dolorosa situa\u00e7\u00e3o de pobreza e atraso cultural do sert\u00e3o.<\/p>\n<p>      Do final do s\u00e9culo XIX ao in\u00edcio do XX, a economia de exporta\u00e7\u00e3o ganhara novo      avan\u00e7o. Expandindo-se sempre, a lavoura do cacau passou a representar 20%      do or\u00e7amento do estado, al\u00e9m de crescer no movimento geral das exporta\u00e7\u00f5es      do pa\u00eds como produtora de divisas. Isso permitiu uma s\u00e9rie de iniciativas      de industrializa\u00e7\u00e3o. Em 1904 estavam registradas 141 f\u00e1bricas e manufaturas,      das quais 12 de fia\u00e7\u00e3o e tecelagem, tr\u00eas de cal\u00e7ados, 12 de charutos, quatro      de cerveja, duas de chocolate e cinco fundi\u00e7\u00f5es de ferro. Com os recursos      obtidos, as administra\u00e7\u00f5es de Severino Vieira (1900-1904) e Jos\u00e9 Marcelino      de Sousa (1904-1908) melhoraram a navega\u00e7\u00e3o fluvial e mar\u00edtima, as estradas      de ferro e de rodagem.<\/p>\n<p>      Jo\u00e3o Ferreira de Ara\u00fajo Pinho (1908-1911) procurou seguir a mesma orienta\u00e7\u00e3o,      mas n\u00e3o chegou a concluir seu per\u00edodo de governo, vendo-se compelido a renunciar      ao mandato, em clima de incompreens\u00e3o e mesquinha luta pol\u00edtica. Havendo a      maioria da c\u00e2mara estadual, sob o comando de Jos\u00e9 Joaquim Seabra, ent\u00e3o ministro      da Via\u00e7\u00e3o no quatri\u00eanio presidencial de Hermes da Fonseca, recusado seu substituto      legal (Aur\u00e9lio Viana), sucederam-se dois atos de desafio ao poder federal:      a ocupa\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio da c\u00e2mara estadual e o decreto que transferia para Jequi\u00e9      a capital do estado. O governo federal respondeu com a a\u00e7\u00e3o militar, que culminou      com o bombardeio de Salvador, a 10 de janeiro de 1912.<\/p>\n<p>      Dessa data at\u00e9 1916 o governo foi exercido por Seabra, que urbanizou a cidade      de Salvador, mantendo o mesmo estilo de diverg\u00eancia pol\u00edtica de seu antecessor,      sempre pessoal e de confrontos entre grupos olig\u00e1rquicos. A administra\u00e7\u00e3o      seguinte, de Ant\u00f4nio Muniz de Arag\u00e3o (1916-1920) foi marcada pela revolta      sertaneja. Democrata, duramente combatido pelos anti-seabristas, ainda assim      Muniz de Arag\u00e3o p\u00f4de dar seguimento ao programa administrativo inaugurado      no governo de seu antecessor.<\/p>\n<p>      Seabra tentou eleger-se para um segundo per\u00edodo no governo, em 1920, encontrando      forte oposi\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos ligados a Rui Barbosa. \u00c9 quando irrompe o que      se chamou na \u00e9poca &#8220;guerra do sert\u00e3o contra a capital&#8221;, uma revolta      simulada em telegramas e manchetes de jornal, mas que demonstrou o enorme      poder de alguns coron\u00e9is latifundi\u00e1rios, homens que chegaram a comandar centenas      de jagun\u00e7os fortemente armados. Em fevereiro de 1920, o governo de Epit\u00e1cio      Pessoa decretou a interven\u00e7\u00e3o no estado, efetivada pelo general Cardoso de      Aguiar.<\/p>\n<p>      Na \u00e9poca, o grande com\u00e9rcio exportador-importador da Bahia, ligado \u00e0 lavoura      da cana-de-a\u00e7\u00facar, do caf\u00e9, do fumo e do cacau, contava apenas com empresas      estrangeiras e algumas nacionais mais ou menos subsidiadas. No curso da primeira      guerra mundial, o caf\u00e9 e o fumo sofreram as restri\u00e7\u00f5es motivadas pela interrup\u00e7\u00e3o      do com\u00e9rcio com a Alemanha. As empresas alem\u00e3s ou de capitais associados a      alem\u00e3es deram lugar a outras de capitais ingleses e americanos. Isso, contudo,      n\u00e3o alterou o mecanismo vigente desde os fins do s\u00e9culo XIX: a lavoura produzindo      em regime de consigna\u00e7\u00e3o, com as safras previamente vendidas aos exportadores.<\/p>\n<p>      Dessa forma, a crise mundial de 1929 atingiu a Bahia de forma incisiva. A      exporta\u00e7\u00e3o do cacau desceu de 70.000 toneladas para 63.000; a do fumo, de      26.500 para 26.200; e a do caf\u00e9, de 25.000 para 19.000. No pequeno parque      industrial, destacavam-se t\u00e3o somente nove f\u00e1bricas t\u00eaxteis que totalizavam      cerca de 700 teares e 1.600 oper\u00e1rios. Fazia paralelo com a ind\u00fastria t\u00eaxtil      e a\u00e7ucareira, representada por 16 usinas. Grandes \u00e1reas de terras se encontravam      ocupadas com a cria\u00e7\u00e3o de gado bovino, caprino e ovino. Uma regular produ\u00e7\u00e3o      de peles era exportada para os Estados Unidos.<\/p>\n<h2>      Revolu\u00e7\u00e3o de 1930 e moderniza\u00e7\u00e3o da Bahia<\/h2>\n<p>      Nas elei\u00e7\u00f5es de 1930, a Bahia deu o candidato a vice-presidente da rep\u00fablica      na chapa oficial, o ex-governador Vital Soares, mas j\u00e1 em 1929 se conspirava      no estado, durante a campanha da Alian\u00e7a Liberal. Em passagem por Salvador,      em abril de 1929, Juarez T\u00e1vora deixara instru\u00e7\u00f5es sobre o movimento que rebentou      em outubro do ano seguinte. \u00c9 inconteste que a Bahia op\u00f4s resist\u00eancia \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o      de 1930, da\u00ed ter havido uma esp\u00e9cie de ocupa\u00e7\u00e3o militar nos dois primeiros      anos da d\u00e9cada.<\/p>\n<p>      A partir da interventoria do tenente, depois capit\u00e3o, Juracy Magalh\u00e3es (1931-1935),      modificou-se a situa\u00e7\u00e3o, de modo que sua elei\u00e7\u00e3o constitucional realmente      correspondeu a um novo quadro pol\u00edtico. Juraci Magalh\u00e3es deu apoio e incentivo      \u00e0s lavouras do cacau e do fumo, \u00e0 ind\u00fastria e \u00e0 pecu\u00e1ria, definindo algumas      das perspectivas de planejamento que voltariam ampliadas nas d\u00e9cadas de 1950      e 1960. No entanto, em 10 de novembro de 1937 Get\u00falio Vargas implantou o Estado      Novo. Rejeitando o golpe, Juraci Magalh\u00e3es preferiu renunciar ao governo no      mesmo dia e retornar ao quartel.<\/p>\n<p>      Finda a segunda guerra mundial e voltando o Brasil \u00e0s institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas      constitucionais, o Partido Social Democr\u00e1tico (PSD) e a Uni\u00e3o Democr\u00e1tica      Nacional (UDN), coligados, elegeram como governador o liberal Ot\u00e1vio Mangabeira,      ex-ministro do Exterior do governo Washington Lu\u00eds.<\/p>\n<p>      Mangabeira retomou a Bahia de onde a tinham deixado antes do Estado Novo e      instaurou um programa de reformas. No entanto, a moderniza\u00e7\u00e3o s\u00f3 come\u00e7a realmente      a partir da d\u00e9cada de 1950, quando o governo estadual impulsiona o planejamento      econ\u00f4mico, e seus marcos foram a refinaria Landulfo Alves, a usina hidrel\u00e9trica      de Paulo Afonso e a rodovia Rio-Bahia. De v\u00e1rias campanhas sa\u00edram aumentos      dos royalties da Petrobr\u00e1s e incentivos fiscais para a ind\u00fastria.<\/p>\n<h2>      Industrializa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>      Na d\u00e9cada de 1960 o crescimento econ\u00f4mico baiano se acelerou com a cria\u00e7\u00e3o      do centro industrial de Aratu (cimento, metal\u00fargicas) e com a promo\u00e7\u00e3o da      agricultura na bacia do S\u00e3o Francisco, que na d\u00e9cada seguinte passou a ser      fomentada pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do S\u00e3o Francisco (Codevasf).<\/p>\n<p>      Um dos grandes respons\u00e1veis pela moderniza\u00e7\u00e3o da Bahia foi o pol\u00eamico Ant\u00f4nio      Carlos Magalh\u00e3es, que ocupou importantes cargos pol\u00edticos no Estado e no pa\u00eds;      Magalh\u00e3es utilizou sua for\u00e7a pol\u00edtica para direcionar investimentos para a      Bahia.<\/p>\n<p>      O desenvolvimento industrial da Bahia ganhou enorme impulso com o p\u00f3lo petroqu\u00edmico      de Cama\u00e7ari, inaugurado em 1978. Na mesma \u00e9poca, o turismo tamb\u00e9m come\u00e7ava      a ganhar for\u00e7a como fonte de riqueza. Na d\u00e9cada de 1990, a lavoura cacaueira      do sul baiano, outro esteio econ\u00f4mico do estado, foi prejudicada pela crise      provocada pela dissemina\u00e7\u00e3o da vassoura-de-bruxa, praga que provocou queda      substancial na produ\u00e7\u00e3o e muito desemprego. Em 1997 deu-se a privatiza\u00e7\u00e3o      da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba).<\/p>\n<p>Fonte: \u00a0www.viagemdeferias.com<\/p>\n<p>         Bahia   <\/p>\n<h2>      Hist\u00f3ria da Bahia<\/h2>\n<p>      <strong>A descoberta<\/strong><\/p>\n<p>      Em Porto Seguro, a 22 de abril de 1500, o portugu\u00eas Pedro \u00c1lvares Cabral,      Almirante valoroso da esquadra lusa, daria o toque inicial da nossa hist\u00f3ria.      Da hist\u00f3ria do Brasil, descoberto na Bahia propositadamente ou por acaso,      ao gosto dos estudiosos, mas que foi portugu\u00eas, na qualidade de col\u00f4nia por      mais de tr\u00eas s\u00e9culos.<\/p>\n<p>      E a Bahia, capital da col\u00f4nia, durante dois s\u00e9culos e meio sediou a Governadoria      Geral. Fundada a cidade de Salvador, em 1549 pelo 1\u00ba Governador Geral &#8211; Tom\u00e9      de Souza v\u00e1rios aspectos da vida econ\u00f4mica foram sendo implantados em todo      o seu territ\u00f3rio, mediante m\u00e3o-de-obra escrava e ind\u00edgena. Louve-se para tanto      a a\u00e7\u00e3o dos Bandeirantes e as Entradas que deram condi\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas de extens\u00e3o      e coloniza\u00e7\u00e3o ao imenso territ\u00f3rio baiano, com \u00e1rea de 506.026 Km\u00b2.<\/p>\n<p>      D. Jo\u00e3o III, escolheu a capitania da Ba\u00eda de Todos os Santos, para instalar      a sede do governo-geral, &#8221; conhecidas j\u00e1 as grandes possibilidades da      Bahia, a fertilidade da terra, os seus bons ares, maravilhosas \u00e1guas e abund\u00e2ncia      de mantimentos&#8221;.<\/p>\n<p>      Por Alvar\u00e1 de 7 de janeiro de 1549, determinou o monarca: &#8220;mandar fazer      uma fortaleza e povoa\u00e7\u00e3o grande e forte na Ba\u00eda de Todos os Santos por ser      isso o mais conveniente lugar que h\u00e1 nas ditas terras do Brasil para dali      se dar favor e ajuda nas outras povoa\u00e7\u00f5es e se ministrar justi\u00e7a e prover      nas cousas que cumprem a meu servi\u00e7o e aos neg\u00f3cios de minha fazenda e a bem      das partes&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>      Primeiro Governador Geral &#8211; A 1\u00ba de fevereiro de 1549, partiu de Lisboa grande      frota de tr\u00eas naus \u0097 Salvador, Concei\u00e7\u00e3o e Ajuda \u0097 duas caravelas \u0097 Rainha      e Leoa \u0097 e o bergantim S\u00e3o Roque, transportando cerca de 1.000 pessoas, inclusive      tr\u00eas das figuras mais importantes da nossa coloniza\u00e7\u00e3o: Tom\u00e9 de Souza, o 1\u00ba      Governador-Geral, o padre Manoel da N\u00f3brega, superior dos Jesu\u00edtas e Garcia      d&#8217;Avila, que foi feitor e almoxarife da Cidade.<\/p>\n<p>      Chegando ao seu destino, Tom\u00e9 de Souza, depois de entrar em entendimentos      com Diogo \u00c1lvares Correia &#8211; &#8220;Caramuru&#8221;, Paulo Dias Ad\u00f4rmo e outros      moradores para o alojamento provis\u00f3rio de toda a gente, desembarcou no dia      31 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>      <strong>A cidade do Salvador<\/strong><\/p>\n<p>      A cidade, nos primeiros meses de fundada, tinha de comprimento 140 bra\u00e7as      portuguesas (equivalentes a 308 metros), por 106 bra\u00e7as (233 metros) de largura,      tendo como limites, ao norte, a parte da Pra\u00e7a Municipal, ao sul, o local      correspondente ao segundo pilar do edif\u00edcio da antiga Secretaria de Agricultura      (porta de Santa Luzia).<\/p>\n<p>      <strong>A sucess\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>      DUARTE DA COSTA foi o sucessor de Tom\u00e9 de Souza no governo-geral, tendo chegado      a Salvador em 31 de julho de 1553. A sua administra\u00e7\u00e3o sofreu as conseq\u00fc\u00eancias      das intrigas, queixas e desmandos de uma sociedade nascente, sujeita a forma      de vida de uma regi\u00e3o inculta.<\/p>\n<p>      No governo de Duarte da Costa tomou impulso a catequese, sobressaindo a figura      de N\u00f3brega, alma en\u00e9rgica e forte, que pugnava por um ideal elevado e que,      afrontando perigos e \u00f3dios, oferece severa resist\u00eancia aos abusos e aos crimes      da inculta sociedade local.<\/p>\n<p>      Duarte da Costa promoveu a constru\u00e7\u00e3o do Col\u00e9gio, de onde sairiam os grandes      vultos da Col\u00f4nia, erguida em terreno pr\u00f3prio, no mesmo local onde est\u00e3o hoje      a Faculdade de Medicina e a Catedral da S\u00e9. Desde 1549 tinham os Jesuitas      constru\u00eddo casa e ermida no monte Calv\u00e1rio, no local hoje denominado Carmo      onde, sob as vistas do irm\u00e3o Vicente Rodrigues e de Sim\u00e3o Gon\u00e7alves, se educavam      mo\u00e7os \u00f3rf\u00e3os vindos de Lisboa e bom n\u00famero de meninos, filhos dos \u00edndios e      mesti\u00e7os da terra, transferindo-se em 1551, para o Terreiro de Jesus.<\/p>\n<p>      Em 1556 organizaram os Jesuitas um &#8220;curso de letras&#8221;, graduando      a sua primeira turma de bachar\u00e9is, cada um recebendo o t\u00edtulo de &#8220;Mestre      em Artes&#8221;, em 1575.<\/p>\n<p>      Um lutuoso acontecimento encheu de consterna\u00e7\u00e3o a Col\u00f4nia no ano de 1556.      A nau &#8220;Nossa Senhora da Ajuda&#8221; naufraga nas costas sergipanas, perecendo      nas m\u00e3os dos selvagens caet\u00e9s, que eram canibais, D. Pero Fernandes Sardinha,      o primeiro bispo do Brasil e seus companheiros de viagem.<\/p>\n<p>      Antes mesmo da chegada do seu sucessor, Duarte da Costa deixa a Bahia em 1557,      sendo substitu\u00eddo por Mem de S\u00e1, homem notabilizado por avultados servi\u00e7os      de guerra e administra\u00e7\u00e3o, diplomado em jurisprud\u00eancia, que veio &#8220;precedido      de lisonjeira fama adquirida no Desembargo do Pa\u00e7o e no Conselho del-Rei&#8221;.      Trazia como principal objetivo da sua administra\u00e7\u00e3o a expuls\u00e3o dos franceses      do Rio de Janeiro, o que conseguiu, embora tenha gasto boa parte do seu longo      governo (1557-1572), fecundo e de acertadas obras.<\/p>\n<p>      MEM DE S\u00c1 era amigo dos Jesu\u00edtas e, com isso, deu muito lucro a Col\u00f4nia, pois      no seu governo se verificou acentuado progresso da catequese.<\/p>\n<p>      Nesse per\u00edodo, a cidade foi renovada, sendo reformados e ampliados a Casa      da C\u00e2mara e o Pal\u00e1cio do Governador, constru\u00eddas as primeiras enfermarias      da Casa de Miseric\u00f3rdia, erguido o corpo de alvenaria da S\u00e9 Catedral e edificada,      \u00e0s custas do governador, a Igreja do Mosteiro de Jesus (atual Catedral Bas\u00edlica).      Construiu em Piraj\u00e1 um engenho p\u00fablico, para moer cana dos lavradores pobres.      A cidade cresceu com a atitude austera do governante, &#8220;os neg\u00f3cios p\u00fablicos      se moralizaram e os costumes refreados por uma fiscaliza\u00e7\u00e3o intensa e constante      moderaram a licenciosidade que tanto escandalizara os jesu\u00edtas e indignara      o bispo&#8221;.<\/p>\n<p>      De Mem de S\u00e1 e de N\u00f3brega se diz: &#8220;na a\u00e7\u00e3o e zelos foram os verdadeiros      fundadores do Brasil.&#8221; A administra\u00e7\u00e3o de Mem de S\u00e1 terminou com a sua      morte na Bahia, sepultado no templo dos jesu\u00edtas, podendo-se ainda hoje encontrar      a sua l\u00e1pide na Catedral Bras\u00edlica numa sepultura rasa.<\/p>\n<p>      <strong>Duas Capitais<\/strong><\/p>\n<p>      A coroa portuguesa tomou, em 1573, a decis\u00e3o de dar ao Brasil dois governos;      o do Norte, com sede em Salvador, foi confiado a Lu\u00eds de Brito, e o do Sul,      sediado no Rio de Janeiro, a Ant\u00f4nio Salema. Esta medida, visando \u00e0 conquista      do Norte e \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o definitiva do Sul, traduz a vacilante pol\u00edtica do      Reino na administra\u00e7\u00e3o da sua extensa Col\u00f4nia; em 1578, foi novamente unificada      a administra\u00e7\u00e3o sob um s\u00f3 governo, confiado a Diogo Louren\u00e7o da Veiga, reconduzida      a sede para Salvador.<\/p>\n<p>      <strong>Piratas Ingleses      e Franceses<\/strong><\/p>\n<p>      Em 21 de abril de 1587, a cidade do Salvador foi bombardeada por piratas ingleses,      sob o comando de Lestes e Withrington, cujo desembarque n\u00e3o se realizou gra\u00e7as      a um temporal que desarvorou as naus.<\/p>\n<p>      Em 1612, a cidade era novamente amea\u00e7ada pelos cors\u00e1rios franceses de De La      Touche, celebrizando-se na defesa o capit\u00e3o Baltazar de Ara\u00fajo e Sousa, o      B\u00e2ngala que, \u00e0 frente dos homens que dispunha, foi oferecer-lhes combate com      o seu navio, livrando a cidade do assalto.<\/p>\n<p>      Invas\u00f5es Holandesas &#8211; Uma esquadra flamenga comandada pelo almirante Leynssen      na ante-v\u00e9spera do Natal do ano de 1599, irrompeu no porto transformou a ba\u00eda      de Todos os Santos em grande campo de batalha, pondo \u00e0 prova as defesas fundadas      nos princ\u00edpios estrat\u00e9gicos dos mestres portugueses que repeliram e impediram      o desembarque do agressor.<\/p>\n<p>      &#8220;Durante 55 dias, em que a cidade viveu em sobressalto, os holandeses      afundaram e queimaram os navios lusos no porto e pilharam o rec\u00f4ncavo, assaltando      engenhos, destruindo alambiques e incendiando casas.&#8221;<\/p>\n<p>      Diante de t\u00e3o graves acontecimentos, sentindo a necessidade urgente de fortificar      a cidade, o governador Francisco Nunes Marinho mandou edificar os fortes do      morro de S\u00e3o Paulo, de Santa Maria e de S\u00e3o Diogo e concluiu a constru\u00e7\u00e3o      da fortaleza de Santo Ant\u00f4nio, sendo os tr\u00eas \u00faltimos no Porto da Barra.<\/p>\n<p>      A 14 de abril de 1624 foram os holandeses avistados \u00e0 altura da foz do S\u00e3o      Francisco; a 9 de maio, pelas 9 horas da manh\u00e3, transpondo a barra, faziam      calar com os seus canh\u00f5es o forte da Ponta do Padr\u00e3o, em cujas proximidades      desembarcaram 1.250 homens, enquanto o grosso da esquadra rumava para o porto      da cidade.<\/p>\n<p>      O remanescente do ex\u00e9rcito espanhol desertou inteiramente desmoralizado. A      cidade caiu sem reagir, sendo saqueada pela tropa que se regalou com a fartura      de alfaias, j\u00f3ias e mercadorias, al\u00e9m da prata amoedada &#8220;em t\u00e3o grande      quantidade que os soldados n\u00e3o se davam ao trabalho de contar moedas, repartindo-as      sob medida, na base de uma copa de seus chap\u00e9us para cada um.&#8221;<\/p>\n<p>      Preso o governador, que n\u00e3o acompanhara o bispo na retirada, trataram os invasores      de fortificar a cidade, onde se estabeleceram, sediando o seu governo na Casa      da C\u00e2mara; as igrejas foram depredadas e transformadas em dep\u00f3sitos, celeiros,      adegas ou pai\u00f3is e a S\u00e9 foi destinada ao culto anglicano, os altares quebrados      e as imagens destru\u00eddas.<\/p>\n<p>      A Rea\u00e7\u00e3o &#8211; Em 22 de mar\u00e7o de 1625, chega, sob o comando de D. Fradique de      Toledo Os\u00f3rio, uma esquadra de 52 navios de guerra, al\u00e9m de urcas, patachos      e outros barcos, com um ex\u00e9rcito de 12.563 homens. Bloqueada a esquadra holandesa,      desembarcaram as tropas restauradoras e apertaram o cerco. A 30 de abril,      foi assinada a capitula\u00e7\u00e3o dos holandeses no Convento do Carmo, sendo a cidade      inteiramente reocupada no dia seguinte.<\/p>\n<p>      Em 25 de abril de 1640 os holandeses voltaram a amea\u00e7ar a Bahia. Era de p\u00e2nico      a situa\u00e7\u00e3o da cidade diante do desastre sofrido pela esquadra comandada pelo      Conde da Torre, composta de 86 naus, que tendo partido para atacar os holandeses      em Pernambuco, foi totalmente desbaratada, salvando-se apenas um bergatim      em que retornou o comandante derrotado.<\/p>\n<p>      Logo a seguir, aporta a esquadra Lichtbardt, que trazendo ordens expressas      de Nassau para levar tudo a ferro e fogo, em repres\u00e1lia pelos danos causados      pelas tropas de Luis Barbalho nas regi\u00f5es ocupadas pelos holandeses, em 25      de abril de 1640 atacou a cidade e incendiou e destruiu 27 engenhos al\u00e9m de      povoa\u00e7\u00f5es e casas particulares no rec\u00f4ncavo.<\/p>\n<p>      Novo assalto sofreu a cidade em 1647 por uma armada de 2.500 homens, sob o      comando de Sigismundo Van Sckoppe, que desembarcou em fevereiro na ilha de      Itaparica, fronteira a Cidade de Salvador, onde resistiu \u00e0s guerrilhas e \u00e0s      expedi\u00e7\u00f5es mandadas da cidade, s\u00f3 se retirando em dezembro de 1647, \u00e0 aproxima\u00e7\u00e3o      da frota de refor\u00e7o mandada de Lisboa.<\/p>\n<p>      Nova invas\u00e3o foi tentada pelos holandeses comandadas por Paul Wan Carrden,      a 20 de junho de 1654. Tendo investido contra o arraial do Rio Vermelho e      sendo repelidos, bombardearam a cidade intensamente durante quarenta dias,      quando propuseram retirar-se mediante resgate, ao que respondeu o governador      Diogo Botelho, desafiando-osa virem &#8220;buscar na pra\u00e7a mais rica do mundo,      pelas armas, o almejado tributo.&#8221;<\/p>\n<p>      \u00c9 quando findam as tr\u00e9guas entre Espanha e Holanda e logo chegam not\u00edcias      \u00e0 Bahia de uma grande esquadra flamenga \u0097 26 naus \u0097, que se aprestava para      vir atacar a Col\u00f4nia &#8220;tendo como comandante Jacob Willekens e Pieter      Heyn, sob a chefia militar de Jo\u00e3o Wan Dorth, conhecedor da costa e da cidade      do Salvador, onde estivera preso.&#8221;<\/p>\n<p>      O governo Diogo de Mendon\u00e7a Furtado, que andava em luta com o bispo D. Marcos      Teixeira, acelerou as obras de defesa da cidade: &#8220;fortes e trincheiras,      esperas e redutos foram de pronto armados com guarni\u00e7\u00f5es dobradas para refor\u00e7o      do potencial defensivo; preg\u00f5es transmitiam \u00e0 popula\u00e7\u00e3o resolu\u00e7\u00f5es da C\u00e2mara      e do Governador, proibindo a retirada dos seus haveres e assegurando plena      garantia a tudo e a todos.&#8221;<\/p>\n<p>      Salvador perdera o aspecto silencioso, transformada num movimentado centro      de atividades guerreiras. Nada menos de 3.000 homens se concentravam nos campos      pr\u00f3ximos do centro urbano e novos contingentes chegavam constantemente dos      engenhos do rec\u00f4ncavo e das aldeias ind\u00edgenas. Estes preparativos foram perturbados      pela atua\u00e7\u00e3o do bispo que, aproveitando-se do descontentamento provocado pela      expectativa de um ataque que n\u00e3o chegava, aconselhou aos chefes militares      do rec\u00f4ncavo a retornarem ao seu labor, o que realmente ocorreu.<\/p>\n<p>      Fala-se da facilita\u00e7\u00e3o das invas\u00f5es holandesas na Bahia, pelos portugueses      de origem jud\u00e1ica. Vale salientar que os holandeses viviam de pilhagem e pirataria,      mas em Pernambuco, h\u00e1 uma certa rever\u00eancia ao Conde Maur\u00edcio de Nassau que      comandou por muitos anos a ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio pernambucano, deixando marcas      indel\u00e9veis da cultura holandesa, principalmente em Recife e Olinda.<\/p>\n<p>      Na Bahia, os holandeses foram definitivamente recha\u00e7ados, gra\u00e7as a import\u00e2ncia      da capital do governo geral. E os sinais que ficaram fazem lembrar apenas      pilhagens, morte e destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>      <strong>Vida Art\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p>      A vida intelectual da cidade era marcada com a presen\u00e7a de representantes      da melhor literatura portuguesa, entre os quais se salienta o maior poeta      do s\u00e9culo no Brasil. Greg\u00f3rio de Matos e Guerra, o Boca do Inferno, que fustigava      com as suas s\u00e1tiras os costumes da \u00e9poca, sem respeitar os cl\u00e9rigos e as autoridades      da Col\u00f4nia, o que lhe valeu a pris\u00e3o e o desterro para Angola, conseguindo      voltar para o Brasil; impedido, por\u00e9m de voltar para a Bahia, viveu no Recife,      onde morreu em 1669.<\/p>\n<p>      Comemorativo da passagem da fam\u00edlia real, mais tarde transferido para a atual      Pra\u00e7a da Aclama\u00e7\u00e3o, fronteira ao Pal\u00e1cio do mesmo nome; fundou-se o primeiro      jornal \u0097 &#8220;Idade de Ouro&#8221; &#8211; em 1811; organizou-se uma biblioteca      p\u00fablica; o Teatro S\u00e3o Jo\u00e3o, iniciando em 1806, pelo Conde da Ponte, foi inaugurado      a 13 de maio de 1812 pelo Conde dos Arcos, embora n\u00e3o de todo terminadas as      obras, subindo \u00e0 cena o melodrama &#8220;A escocesa&#8221;, ficando a capital      dotada da melhor casa de espet\u00e1culos do pa\u00eds, na \u00e9poca.<\/p>\n<p>      <strong>Revolu\u00e7\u00e3o dos      Alfaiates ou Conjura\u00e7\u00e3o Baiana<\/strong><\/p>\n<p>      Cipriano Barata, foi o homem mais importante da conjura que ocorreu pelos      mesmos ideais da revolu\u00e7\u00e3o francesa, em plena revolu\u00e7\u00e3o industrial, no ano      de 1798. A conspira\u00e7\u00e3o baiana passou a hist\u00f3ria com o nome de Conjura\u00e7\u00e3o dos      Alfaiates, dada a participa\u00e7\u00e3o de Manoel Faustino e Jo\u00e3o de Deus Nascimento,      alfaiates, que foram martirizados por enforcamento, em novembro de 1799. Lucas      Dantas de Amorim Torres era soldado.<\/p>\n<p>      Havia fugido para Itabaianinha tendo sido preso antes de alcan\u00e7ar aquela cidade.      Foi preso e sentenciado \u00e0 forca, tendo sido enforcado nos moldes da \u00e9poca;      segundo o Frei Carmelita que foi seu confessor, foram suas ultimas palavras:      &#8220;No c\u00e9u encontrou a miseric\u00f3rdia que, por desvalido, n\u00e3o acharia aqui      entre os homens&#8221;. Cipriano Barata era cirurgi\u00e3o e gostava de falar em      franc\u00eas, repetindo frases de Voltaire e comungava id\u00e9ias de Calvino e Rousseau.      Teve seus bens confiscados pela coroa. Na pris\u00e3o, cortou-se com um estilete,      mas acabou perdoado, pois negou seu envolvimento com a revolu\u00e7\u00e3o. Luiz Gonzaga      das Virgens e Veiga, soldado, foi condenado, mas morreu de ataque do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>      A Revolu\u00e7\u00e3o dos Alfaiates decorreu em conseq\u00fc\u00eancia dos descontentamentos da      popula\u00e7\u00e3o baiana para com o monop\u00f3lio portugu\u00eas e contra os privil\u00e9gios comerciais      concedidos \u00e0 Inglaterra. Houve saques a a\u00e7ougues e armaz\u00e9ns sob a lideran\u00e7a      de membros da associa\u00e7\u00e3o secreta Cavaleiros da Luz, localizada no bairro da      Barra, formada por elementos de diversas camadas sociais, inclusive escravos,      predominando pessoas da classe m\u00e9dia que discutiam textos e id\u00e9ias da Revolu\u00e7\u00e3o      Francesa. Em 12 de agosto de 1798 a associa\u00e7\u00e3o fez farta distribui\u00e7\u00e3o de panfletos      na capital baiana conclamando o povo \u00e0 luta e reivindicando igualdade, um      dos slogans da revolu\u00e7\u00e3o francesa (\u00e9galit\u00e9, fraternit\u00e9 et libert\u00e9).<\/p>\n<p>      A Revolu\u00e7\u00e3o dos Alfaiates ocorreu 6 anos ap\u00f3s a Inconfid\u00eancia Mineira e teve      papel preponderante nas lutas dos brasileiros visando a independ\u00eancia do Brasil.      A Hist\u00f3ria do Brasil d\u00e1 conota\u00e7\u00e3o maior \u00e0 Inconfid\u00eancia Mineira, mas a Revolu\u00e7\u00e3o      dos Alfaiates tem igual valor, se convenientemente avaliadas as circunst\u00e2ncias      em que foram martirizados tantos brasileiros, enquanto em Minas, apenas Tiradentes      foi enforcado e esquartejado. A Hist\u00f3ria P\u00e1tria precisa resgatar os her\u00f3is      da Bahia, para respeito dos pr\u00f3prios historiadores.<\/p>\n<p>      D. Jo\u00e3o VI Na Bahia &#8211; A corte portuguesa chegou a Salvador, a 22 de janeiro      de 1808, fugindo \u00e1 invas\u00e3o dos ex\u00e9rcitos de Napole\u00e3o Bonaparte.<\/p>\n<p>      O Pr\u00edncipe Regente permaneceu trinta e quatro dias na Bahia, a receber calorosas      demonstra\u00e7\u00f5es de carinho e apre\u00e7o, incluindo-se insistente convite da C\u00e2mara      e do povo para fixar em Salvador a sede do governo.<\/p>\n<p>      Durante a sua estada na Bahia D. Jo\u00e3o VI assinou a carta de 28 de janeiro      de 1808 que declarava abertos os portos do Brasil \u00e0s na\u00e7\u00f5es amigas, resolu\u00e7\u00e3o      inspirada por Jos\u00e9 da Silva Lisboa, secret\u00e1rio da Mesa de Inspe\u00e7\u00e3o e futuro      Visconde de Cairu.<\/p>\n<p>      <strong>O Conde dos Arcos      &#8211;<\/strong>\u00a0D. Marcos de Noronha      e Brito, 8\u00ba Conde dos Arcos (1810-1818), fez uma boa administra\u00e7\u00e3o; criou      a Junta do Com\u00e9rcio, atual Associa\u00e7\u00e3o Comercial, para a qual edificou um pal\u00e1cio,      ainda hoje, uma das principais pe\u00e7as arquitet\u00f4nicas da cidade; construiu,      ainda o Passeio P\u00fablico, onde ergueu um obelisco em m\u00e1rmore portugu\u00eas<\/p>\n<p>      Independ\u00eancia do Brasil na Bahia &#8211; Mesmo ap\u00f3s o Grito do Ypiranga, em S\u00e3o      Paulo, quando o pr\u00edncipe regente, D. Pedro de Alc\u00e2ntara eternizou a frase      &#8220;independ\u00eancia ou morte&#8221;, a 7 de setembro de 1822, a Bahia continuou      sob dom\u00ednio da cor\u00f4a portuguesa, mesmo contra a vontade dos baianos que iniciaram      o movimento libert\u00e1rio em Santo Amaro, e em Cachoeira, come\u00e7ando a guerra      entre o Rec\u00f4ncavo, liderado pela cidade de Cachoeira e Salvador, dominada      pelos portugueses. Cachoeira era a cidade mais importante, depois de Salvador      e at\u00e9 hoje conserva o seu parque arquitet\u00f4nico, resultante da grande produ\u00e7\u00e3o      de a\u00e7\u00facar e fumo que a tornou t\u00e3o prospera.<\/p>\n<p>      Era a capital econ\u00f4mica e o ponto de transbordo entre Salvador e toda a prov\u00edncia.      Al\u00e9m de Santo Amaro e Cachoeira, participaram da resist\u00eancia as vilas de Maragogipe,      S\u00e3o Francisco do Conde, Jaguaripe e Pedra Branca. Entre as figuras de proa      desta luta pontificam o Padre Jos\u00e9 Marcelino de Carvalho, o advogado Antonio      Pereira Rebou\u00e7as, o major Jos\u00e9 Joaquim d&#8217;Almeida e Arnizau, o coronel Jos\u00e9      Garcia Pacheco de Moura Pimentel, o tambor-mor da tropa &#8211; Manoel Soledade.<\/p>\n<p>      O Imperador D. Pedro I mandara para a Bahia o general Pedro Labatut, comandando      uma esquadra para, juntamente com as for\u00e7as locais, sediadas em Cachoeira,      capital dos brasileiros rebelados contra a cor\u00f4a portuguesa, combater as for\u00e7as      de Madeira de Melo, que dominavam a cidade do Salvador. Diverg\u00eancias entre      os cachoeiranos e Labatut terminaram em sua pris\u00e3o, assumindo o comando das      for\u00e7as brasileiras, o coronel Jos\u00e9 Joaquim de Lima e Silva. Em 1849, totalmente      reabilitado, j\u00e1 no posto de Marechal de Campo, Labatut voltou a integrar-se      \u00e0 galeria de her\u00f3is da nossa independ\u00eancia. As for\u00e7as pro independ\u00eancia foram      engrossando, recebendo apoio de v\u00e1rias vilas interioranas, a exemplo de Inhambupe,      Abrantes, Itapicuru, Valen\u00e7a, \u00c1gua Fria, jacobina, Mara\u00fa, Rio de Contas, Camamu,      Santarem e Cairu que se juntaram \u00e0 1\u00aa Junta Interina, Conciliat\u00f3ria e de Defesa,      constituida em Cachoeira, tendo como presidente Francisco Elesb\u00e3o Pires de      Carvalho, representante de Santo Amaro, e secret\u00e1rio, Francisco Gomes Brand\u00e3o      Montezuma, de Cachoeira.<\/p>\n<p>      A 2 de julho de 1823, o Ex\u00e9rcito Libertador entra triunfalmente em Salvador,      consolidando a nossa independ\u00eancia. As principais batalhas travadas entre      os baianos e portugueses foram as de Piraj\u00e1, Cabrito, Cachoeira, Santo Amaro,      Itaparica e Funil.<\/p>\n<p>      A invas\u00e3o do Convento da Lapa com a morte da abadessa soror Joana Ang\u00e9lica      que tentou impedir a entrada dos soldados portugueses foi um dos fatos mais      contundentes que marcaram os conflitos entre nativos e dominadores na Bahia.      Registre-se a grande ajuda dos \u00edndios \u00e0 causa da independ\u00eancia. Sem falar      que o casamento da \u00edndia Catarina Paragua\u00e7u com Diogo \u00c1lvares Correia &#8211; o      caramuru, deu in\u00edcio a miscigena\u00e7\u00e3o de ra\u00e7as no Brasil.<\/p>\n<p>      Um monumento de 25,86 m. de autoria do escultor italiano Carlo Nicole, encomendado      pelo governador Manoel Vitorino Pereira, al\u00e9m das representa\u00e7\u00f5es do \u00edndio      e da \u00edndia (Catarina), entre outras inscri\u00e7\u00f5es, cont\u00e9m em latim: &#8220;Sic      illa ad arcam reversa est&#8221; &#8211; Assim ela voltou para a arca &#8211; Consta ainda      a data prov\u00e1vel da funda\u00e7\u00e3o de Salvador, 6 de agosto de 1549 e 2 de julho      de 1823, data da independ\u00eancia da prov\u00edncia da Bahia. &#8220;Aos her\u00f3is da      Independ\u00eancia, a P\u00e1tria agradece&#8221;. Este monumento \u00e9 um dos mais belos      acervos hist\u00f3ricos do Brasil e encontra-se no centro da Pra\u00e7a Dois de Julho,      popularmente referida como Campo Grande; significa um marco de grandeza, na      s\u00edntese dos ideais de independ\u00eancia dos baianos.<\/p>\n<p>      A Sabinada \u0096 Luta pela proclama\u00e7\u00e3o da rep\u00fablica &#8211; A Sabinada ocorreu na Bahia      durante a Reg\u00eancia, assim designada tendo em vista o nome de seu chefe Sabino      Vieira. Originou-se de crise econ\u00f4mica da prov\u00edncia, expressando o protesto      das camadas populares de Salvador contra a carestia de vida e o r\u00edgido centralismo      mon\u00e1rquico, inspirada na Guerra dos Farrapos.<\/p>\n<p>      A 7 de novembro de 1837, com a subleva\u00e7\u00e3o do Forte de S\u00e3o Pedro, os rebeldes      expulsaram o presidente da Prov\u00edncia, Francisco de Sousa Para\u00edso, proclamaram      a Rep\u00fablica Bahiense e designaram Jo\u00e3o Carneiro da Silva Rego para presidi-la.      Pugnaram por um regime republicano aut\u00f4nomo com rela\u00e7\u00e3o ao Governo central      at\u00e9 a maioridade do pr\u00edncipe herdeiro que viria a ser Dom Pedro II.<\/p>\n<p>      A rebeli\u00e3o, circunscrita a Salvador, teve a oposi\u00e7\u00e3o armada dos senhores de      engenho do Rec\u00f4ncavo Baiano, que fizeram de Cachoeira a capital provis\u00f3ria      da prov\u00edncia. Com o refor\u00e7o das tropas legalistas, sob o comando do Marechal-de-Campo      Alexandre Gomes de Argolo Ferr\u00e3o e do Brigadeiro Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo Calado, os      &#8220;sabinos&#8221; &#8211; receberam rigoroso cerco, com centenas de baixas. A      13 de mar\u00e7o de 1838, as for\u00e7as legalistas iniciaram o ataque final, conclu\u00eddo      dia 15 com a capitula\u00e7\u00e3o do \u00faltimo reduto dos rebeldes, que contabilizaram      mais de mil mortos e cerca de dois mil feridos. Seus l\u00edderes foram condenados      \u00e0 morte ou \u00e0s gal\u00e9s perp\u00e9tuas, senten\u00e7as estas, comutadas para degredo em      territ\u00f3rio nacional.<br \/>\n     \u00a0<\/p>\n<p>      A prov\u00edncia da Bahia e seus presidentes &#8211; O Brasil-lmp\u00e9rio (1824\/1889 criou      20 prov\u00edncias, sendo 4 no Sul, 3 do Norte, 3 no Leste, 2 no Centro Oeste e      8 no Nordeste. Estas prov\u00edncias duraram at\u00e9 1889, transformadas em Estados,      quando o Brasil recebeu a denomina\u00e7\u00e3o de Rep\u00fablica dos Estados Unidos do Brasil,      hoje Rep\u00fablica Federativa do Brasil. As prov\u00edncias eram governadas por um      mandat\u00e1rio que tinha o cargo de PRESIDENTE.<\/p>\n<p>      <strong>Presidentes da      Prov\u00edncia: A prov\u00edncia da Bahia teve 52 presidentes, a saber:<\/strong><\/p>\n<p>      <strong>1824\/1825 &#8211;\u00a0<\/strong>Francisco      Vicente Viana<\/p>\n<p>      <strong>1825\/1827 &#8211;<\/strong>\u00a0Jo\u00e3o      Severiano Maciel da Costa ( Marqu\u00eas de Queluz )<\/p>\n<p>      <strong>1827\/1830 &#8211;<\/strong>\u00a0Nuno      Eug\u00eanio de L\u00f3ssio Seilbitz (Visconde de Camamu)<\/p>\n<p>      <strong>1830\/1831 &#8211;<\/strong>\u00a0Luis      Paulo de Ara\u00fajo Bastos<\/p>\n<p>      <strong>1831\/1832 &#8211;<\/strong>\u00a0Honorato      Jos\u00e9 de Barros Paim<\/p>\n<p>      <strong>1832\/1834 &#8211;<\/strong>\u00a0Joaquim      Jos\u00e9 Pinheiro de Vasconcelos<\/p>\n<p>      <strong>1834\/1836 &#8211;\u00a0<\/strong>Francisco      de Souza Martins<\/p>\n<p>      <strong>1836\/1837 &#8211;<\/strong>\u00a0Francisco      de Souza Para\u00edso<\/p>\n<p>      <strong>1837\/1838 &#8211;<\/strong>\u00a0Ant\u00f4nio      Pereira Barreto Pedroso<\/p>\n<p>      <strong>1838\/1840 &#8211;<\/strong>\u00a0Tom\u00e1s      Xavier Garcia de Almeida<\/p>\n<p>      <strong>1840\/1841 &#8211;\u00a0<\/strong>Paulo      Jos\u00e9 de Melo Azevedo e Brito<\/p>\n<p>      <strong>1841\/1844 &#8211;\u00a0<\/strong>Joaquim      Jos\u00e9 Pinheiro de Vasconcelos<\/p>\n<p>      <strong>1844\/1846 &#8211;\u00a0<\/strong>Francisco      Jos\u00e9 de S. Soares d&#8217;Andr\u00e9ia<\/p>\n<p>      <strong>1846\/1847 &#8211;<\/strong>\u00a0Ant\u00f4nio      In\u00e1cio de Azevedo<\/p>\n<p>      <strong>1847\/1848 &#8211;<\/strong>\u00a0Jo\u00e3o      Jos\u00e9 de Moura Magalh\u00e3es<\/p>\n<p>      <strong>1848\/1850 &#8211;<\/strong>\u00a0Joaquim      Jos\u00e9 Pinheiro de Vasconcelos<\/p>\n<p>      <strong>1850\/1851 &#8211;<\/strong>\u00a0Jo\u00e3o      Duarte Lisboa Serra<\/p>\n<p>      <strong>1851\/1852 &#8211;<\/strong>\u00a0Francisco      Gon\u00e7alves Martins<\/p>\n<p>      <strong>1852\/1855 &#8211;<\/strong>\u00a0Jo\u00e3o      Maur\u00edcio Vanderlei<\/p>\n<p>      <strong>1855\/1856 &#8211;<\/strong>\u00a0\u00c1lvaro      Tib\u00e9rio de Moncorvo Lima<\/p>\n<p>      <strong>1856\/1858 &#8211;<\/strong>\u00a0Jo\u00e3o      Lins Cansans\u00e3o de Sinimbu<\/p>\n<p>      <strong>1858\/1859 &#8211;<\/strong>\u00a0Francisco      Xavier Pais Barreto<\/p>\n<p>      <strong>1859\/1860 &#8211;<\/strong>\u00a0Herculano      Ferreira Pena<\/p>\n<p>      <strong>1860\/1861 &#8211;<\/strong>\u00a0Ant\u00f4nio      da Costa Pinto<\/p>\n<p>      <strong>1861\/1862 &#8211;<\/strong>\u00a0Joaquim      Ant\u00e3o Fernandes Le\u00e3o<\/p>\n<p>      <strong>1862\/1864 &#8211;\u00a0<\/strong>Ant\u00f4nio      Coelho de S\u00e1 e Albuquerque<\/p>\n<p>      <strong>1864 (02\/03 a      30\/11) &#8211;<\/strong>\u00a0Ant\u00f4nio      Joaquim da Silva Gomes<\/p>\n<p>      <strong>1864\/1865 &#8211;\u00a0<\/strong>Lu\u00eds      Ant\u00f4nio Barbosa de Almeida<\/p>\n<p>      <strong>1865\/1866 &#8211;<\/strong>\u00a0Manuel      Pinto de Sousa Dantas<\/p>\n<p>      <strong>1866\/1867 &#8211;<\/strong>\u00a0Ambr\u00f3sio      Leit\u00e3o da Cunha<\/p>\n<p>      <strong>1867\/1868 &#8211;<\/strong>\u00a0Jos\u00e9      Bonif\u00e1cio Nascentes de Azambuja<\/p>\n<p>      <strong>1868\/1871\u00a0<\/strong>&#8211;      Bar\u00e3o de S\u00e3o Louren\u00e7o<\/p>\n<p>      <strong>1871\/1872 &#8211;<\/strong>\u00a0Jo\u00e3o      Ant\u00f4nio de Ara\u00fajo Freitas Henrique<\/p>\n<p>      <strong>1872\/1873 &#8211;\u00a0<\/strong>Joaquim      Pires Machado Portela<\/p>\n<p>      <strong>1873\/1874 &#8211;<\/strong>\u00a0Ant\u00f4nio      C\u00e2ndido da Cruz Machado<\/p>\n<p>      <strong>1874\/1875 &#8211;<\/strong>\u00a0Ven\u00e2ncio      Jos\u00e9 de Oliveira Lisboa<\/p>\n<p>      <strong>1875\/1877 &#8211;\u00a0<\/strong>Luis      Ant\u00f4nio da Silva Nunes<\/p>\n<p>      <strong>1877\/1878 &#8211;<\/strong>\u00a0Henrique      Pereira de Lucena<\/p>\n<p>      <strong>1878\/1879 &#8211;\u00a0<\/strong>Bar\u00e3o      Homem de Melo<\/p>\n<p>      <strong>1879\/1881 &#8211;<\/strong>\u00a0Ant\u00f4nio      de Ara\u00fajo Arag\u00e3o Bulc\u00e3o<\/p>\n<p>      <strong>1881\/1882 &#8211;\u00a0<\/strong>Jo\u00e3o      Lustosa S\u00e1 Cunha Paranagu\u00e1<\/p>\n<p>      <strong>1882\/1884 &#8211;\u00a0<\/strong>Pedro      Luis Pereira de Sousa<\/p>\n<p>      <strong>1884 (14\/04 a      09\/09) &#8211;\u00a0<\/strong>Jo\u00e3o Rodrigues      Chaves<\/p>\n<p>      <strong>1884 (10\/09 a      31\/12) &#8211;\u00a0<\/strong>Espiridi\u00e3o      El\u00f3i de Barros Pimentel<\/p>\n<p>      <strong>1885 (01\/01 a      25\/10) &#8211;<\/strong>\u00a0Jos\u00e9 Luis      de Almeida Couto<\/p>\n<p>      <strong>1885\/1886 &#8211;\u00a0<\/strong>Teodoro      Machado Freire Pereira da Silva<\/p>\n<p>      <strong>1886\/1888 &#8211;\u00a0<\/strong>Jo\u00e3o      Capistrano Bandeira de Melo<\/p>\n<p>      <strong>1888\/1889 &#8211;\u00a0<\/strong>Manuel      de Nascimento Machado Portela<\/p>\n<p>      <strong>1889 ( 09\/03 a      13\/06) &#8211;\u00a0<\/strong>Ant\u00f4nio      Luis Afonso de Carvalho<\/p>\n<p>      <strong>1889 (14\/06 a      14\/11) &#8211;<\/strong>\u00a0Jos\u00e9 Luis      de Almeida Couto<\/p>\n<p>      A faixa litor\u00e2nea do territ\u00f3rio referente ao atual estado da Bahia constituiu      o porto de chegada dos primeiros portugueses ao Brasil. Salvador \u00e9 a mais      antiga cidade brasileira, tendo ocorrido sua instala\u00e7\u00e3o no ano de 1549. Os      movimentos de desbravamento do interior baiano iniciaram-se j\u00e1 a partir do      s\u00e9culo XVI, comandados por Belchior Dias Mor\u00e9ia (explora\u00e7\u00e3o do Vale do Itapicuru,      partindo do Sergipe), Francisco Espinhosa (explora\u00e7\u00e3o do Vale do Jequitinhonha)      e Vasco Rodrigues Caldas (explora\u00e7\u00e3o do Vale do Paragua\u00e7u). Os primeiros movimentos      povoadores do nordeste brasileiro partiram inicialmente do territ\u00f3rio baiano,      de acordo com a expans\u00e3o da atividade de cria\u00e7\u00e3o de gado ent\u00e3o vigente. A      maior concentra\u00e7\u00e3o populacional de ent\u00e3o estendia-se ao longo do S\u00e3o Francisco,      por raz\u00f5es do pr\u00f3prio tipo de cria\u00e7\u00e3o que vigorava.<\/p>\n<p>      No ciclo do a\u00e7\u00facar, a Bahia esteve entre os principais produtores de cana,      mat\u00e9ria-prima que at\u00e9 hoje figura entre um dos principais objetos de explora\u00e7\u00e3o      comercial agr\u00edcola. Em 1798 houve um movimento de exig\u00eancia de mais poder      \u00e0 Bahia, tendo por conseq\u00fc\u00eancia a Conjura\u00e7\u00e3o Baiana, pregando a forma\u00e7\u00e3o de      uma rep\u00fablica independente no territ\u00f3rio. Com o t\u00e9rmino do ciclo do a\u00e7\u00facar,      houve crise no setor a\u00e7ucareiro, ao lado de um desenvolvimento da cultura      do cacau e do surgimento de uma nova classe em ascens\u00e3o, que posteriormente      predominou no cen\u00e1rio pol\u00edtico dos chamados &#8220;coron\u00e9is&#8221;.<\/p>\n<p>      A Bahia tamb\u00e9m foi palco de um dos grandes conflitos brasileiros: a Guerra      de Canudos, em que os residentes da aldeia de Canudos, liderados pelo messi\u00e2nico      Ant\u00f4nio Conselheiro, foram enfim exterminados pelo poder militar republicano,      ap\u00f3s quatro campanhas militares.<\/p>\n<p>      <strong>Dados gerais da      Bahia<\/strong><\/p>\n<p>      <strong>\u00c1rea:\u00a0<\/strong>566.978      quil\u00f4metros quadrados<\/p>\n<p>      <strong>Popula\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a012.014.000<\/p>\n<p>      <strong>Capital:<\/strong>\u00a0Salvador<\/p>\n<p>      <strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Regi\u00e3o      Nordeste<\/p>\n<p>      <strong>Principais Munic\u00edpios:<\/strong>\u00a0Salvador,      Feira de Santana, Ilh\u00e9us, Vit\u00f3ria da Conquista, Itabuna, Jequi\u00e9, Alagoinhas,      Juazeiro<\/p>\n<p>      <strong>Acidente Geogr\u00e1fico:<\/strong>\u00a0Pico      das Almas (1836 m)<\/p>\n<p>      <strong>Principais Rios:\u00a0<\/strong>S\u00e3o      Francisco, Paragua\u00e7u, Itapicuru, Rio de Contas, Pardo e Jequitinhonha.<\/p>\n<p>      <strong>Principais Rodovias:<\/strong>\u00a0BR-116,      BR-101, BR-242, BR-135, BR-407.<\/p>\n<p>      <strong>Atividades Econ\u00f4micas:<\/strong>\u00a0agricultura      (abacaxi, algod\u00e3o, banana, arroz, caf\u00e9, cacau, cana-de-a\u00e7\u00facar, coco-da-ba\u00eda,      fumo, feij\u00e3o, laranja, mandioca, milho, sisal, soja, tomate), pecu\u00e1ria (bovinos,      su\u00ednos), avicultura, ind\u00fastrias (produtos qu\u00edmicos e petroqu\u00edmicos), explora\u00e7\u00e3o      do petr\u00f3leo, min\u00e9rios (calc\u00e1rio, chumbo, cobre, cromo, g\u00e1s natural, mangan\u00eas,      ouro, prata, petr\u00f3leo, talco, zinco, sal-gema). O Estado est\u00e1 numa fase de      grande industrializa\u00e7\u00e3o, gerando desenvolvimento \u00e0 toda Regi\u00e3o Nordeste.<\/p>\n<h2>      Geografia<\/h2>\n<p>      Estado localizado na Regi\u00e3o Nordeste do Brasil, a Bahia possui fronteiras      interestaduais com o Esp\u00edrito Santo e Minas Gerais (ao sul), Tocantins e Goi\u00e1s      (ao oeste), Pernambuco, Sergipe e Piau\u00ed (ao norte). Cidade mais populosa e      capital do estado, Salvador \u00e9 tamb\u00e9m o maior centro industrial nordestino      (setores como o das ind\u00fastrias qu\u00edmica, alimentar e metal\u00fargica s\u00e3o os mais      importantes), al\u00e9m de ter sua economia incrementada atrav\u00e9s do grande desenvolvimento      do setor tur\u00edstico: seu litoral est\u00e1 entre os mais visitados do pa\u00eds, tanto      por brasileiro como por turistas estrangeiros. Apesar destas caracter\u00edsticas      econ\u00f4micas, grandes contrastes sociais vigoram no estado baiano: a riqueza      dos turistas e membros da classe social abastada e a mis\u00e9ria da popula\u00e7\u00e3o      local desfavorecida andam juntas pelas ruas de Salvador.<\/p>\n<p>      Outros setores econ\u00f4micos merecem destaque: o cacau \u00e9 um dos principais produtos      agr\u00edcolas, seguido da cana-de-a\u00e7\u00facar. A atividade extrativa da castanha de      caju tamb\u00e9m \u00e9 importante.<\/p>\n<p>      O estado apresenta uma regular estrutura rodovi\u00e1ria: a BR-4, por exemplo,      estabelece conex\u00e3o rodovi\u00e1ria estendida a partir da Bahia at\u00e9 o Rio de Janeiro.      No entanto, a pavimenta\u00e7\u00e3o de estradas marca de maneira mais proeminente apenas      as rodovias federais.<\/p>\n<p>      O principal rio que serve o estado \u00e9 o S\u00e3o Francisco, utilizado para fins      de navega\u00e7\u00e3o, irriga\u00e7\u00e3o de algumas regi\u00f5es e ainda utilizado como recurso      hidroel\u00e9trico, atrav\u00e9s da usina de Paulo Afonso. Outros rios servem a regi\u00e3o      baiana: Itapecuru, Jequitinhonha, Paragua\u00e7u, Paramirim, Salitre e Rio de Contas.<\/p>\n<p>      A maior altitude do relevo do estado situa-se no Pico das Almas, chegando      a 1850 metros, localizado numa vasta regi\u00e3o de planaltos tubulares.<\/p>\n<p>      A predomin\u00e2ncia conjunta de mesti\u00e7os e negros no estado deveu-se ao fator      hist\u00f3rico do intenso tr\u00e1fico de escravos realizado no per\u00edodo colonial.<\/p>\n<p>      A partir deste aspecto, um grande fluxo migrat\u00f3rio n\u00e3o espont\u00e2neo proveniente      da \u00c1frica dirigiu-se \u00e0 Bahia. Nesta \u00e9poca, tratando-se de uma regi\u00e3o de grande      import\u00e2ncia na economia colonial, grande quantidade de m\u00e3o-de-obra escrava      era requisitada. Como conseq\u00fc\u00eancia, na Bahia atual percebe-se uma grande mesti\u00e7agem      cultural e \u00e9tnica: muitos aspectos das religi\u00f5es africanas foram cultivados      e sincretizados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 religi\u00e3o oficial do colonizador, que n\u00e3o aceitava      a religi\u00e3o dos escravos.<\/p>\n<p>      Desta forma, muitos santos cat\u00f3licos t\u00eam correspond\u00eancia a entidades espirituais      cultivadas pela religiosidade africana.<\/p>\n<p>Fonte: \u00a0www.achetudoeregiao.com.br<\/p>\n<p>         Bahia   <\/p>\n<h2>      Descobrimento<\/h2>\n<p>      Descobrimento e forma\u00e7\u00e3o do Estado da Bahia Segundo os mais diversos autores      de Hist\u00f3ria do Brasil, o descobrimento de nosso pa\u00eds foi mais um acontecimento,      certamente planejado, da expans\u00e3o mar\u00edtima realizada por pa\u00edses europeus de      grande poder como Portugal e Espanha al\u00e9m dos Pa\u00edses Baixos e da Fran\u00e7a. Segundo      Tavares (1987) em mar\u00e7o de 1500 partiu de Portugal a esquadra comandada pelo      fidalgo Pedro \u00c1lvares Cabral, em dire\u00e7\u00e3o a \u00cdndia e, que desviando de sua rota,      ao entardecer do dia 22 de abril atingiu um ponto do litoral sul do atual      Estado da Bahia, hoje chamado Bahia de Cabr\u00e1lia.<\/p>\n<p>      Segundo o mesmo autor, o efetivo descobrimento das terras baianas, mais especificamente      da Bahia de Todos os Santos, que marca o descobrimento do estado, deu-se no      dia 1\u00ba de novembro de 1501, sendo respons\u00e1vel pelo evento, a esquadra pilotada      por Am\u00e9rico Vesp\u00facci que partiu de Lisboa em 10 de maio de 1501.<\/p>\n<p>      A maior prova da veracidade desta data \u00e9 o trecho da carta de Vesp\u00facci \u00e0 Pedro      Soderini, a respeito da viagem de 1503, onde se refere \u00e0 viagem de 1501: &#8220;&#8230;porque      t\u00ednhamos um regimento d&#8217;El-Rei ordenado que, se qualquer dos navios se extraviasse      da frota ou do seu capit\u00e3o, fosse ter \u00e0 terra descoberta (na viagem passada),      a um ponto que pusemos o nome de Ba\u00eda de Todos os Santos&#8230;&#8221; Desde ent\u00e3o,      a Bahia passou a constar nos mapas das terras do Brasil, mais especificamente,      de sua costa leste.<\/p>\n<p>      Tamb\u00e9m passou a ser seguidamente visitada por armadas portuguesas que iam      para a \u00cdndia, servindo de local para renova\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pot\u00e1vel e conserto      de embarca\u00e7\u00f5es, entre outros. Esta esquadra foi tamb\u00e9m respons\u00e1vel pela constata\u00e7\u00e3o      da exist\u00eancia de pau-brasil em grande quantidade, produto j\u00e1 conhecido pelos      europeus cujo corante extra\u00eddo j\u00e1 era usado nas manufaturas t\u00eaxteis da It\u00e1lia,      Fran\u00e7a e Flandres.<\/p>\n<p>      A explora\u00e7\u00e3o desta mat\u00e9ria-prima tornou-se a principal atra\u00e7\u00e3o das novas terras,      atraindo n\u00e3o s\u00f3 os comerciantes portugueses, mas tamb\u00e9m de outros povos europeus,      principalmente os franceses que mantinham largo contrabando das toras de pau-brasil      para a Europa.<\/p>\n<h2>      Expedi\u00e7\u00f5es na Bahia<\/h2>\n<p>      V\u00e1rias outras expedi\u00e7\u00f5es sucederam-se \u00e0s j\u00e1 citadas trazendo, aos poucos,      os portugueses interessados nas novas terras. Segundo Tavares (1987) a partir      da primeira metade do s\u00e9culo XVI o territ\u00f3rio hoje chamado Estado da Bahia      foi conquistado, colonizado e povoado lentamente em por expedi\u00e7\u00f5es chamadas      entradas que partiam de Salvador, porto Seguro e Ilh\u00e9us em dire\u00e7\u00e3o ao interior      do estado.<\/p>\n<p>      As entradas eram em tudo semelhantes \u00e0s bandeiras de S\u00e3o Paulo mas, foram      menos valorizadas que estas. Sa\u00edam do litoral e chegaram ao norte\/nordeste,      hoje Minas Gerais, Piau\u00ed e Maranh\u00e3o, subindo os rios S\u00e3o Francisco, Paragua\u00e7u,      Grande, Verde e das Contas. Chegaram tamb\u00e9m ao sul\/sudeste navegando o Jequitinhonha,      Pardo, Doce e Mucuri.<\/p>\n<p>      Tanto no s\u00e9culo XVI como no XVII tais expedi\u00e7\u00f5es foram de grande import\u00e2ncia      para o inicial reconhecimento da geografia, riqueza mineral, h\u00eddrica, flor\u00edstica      e faun\u00edstica do estado, ainda que seu objetivo principal fosse a ocupa\u00e7\u00e3o      e o reconhecimento puro das terras. Tamb\u00e9m forneceram preciosa documenta\u00e7\u00e3o      em defesa dos limites da Bahia com os estados vizinhos.<\/p>\n<p>      Holandeses Dentre os europeus que contribu\u00edram e influenciaram a forma\u00e7\u00e3o      do estado da Bahia, destacam-se os holandeses, Em 1624, durante o governo      de D.Diogo de Mendon\u00e7a Furtado, foi invadida pelos holandeses, vencendo a      resist\u00eancia dos cidad\u00e3os que abandonaram a cidade. Em 1\u00ba de maio de 1625,      ap\u00f3s diversas batalhas e estando os holandeses isolados e cercados, a chegada      da ajuda dos espanh\u00f3is determinou a sa\u00edda dos holandeses da Bahia.<\/p>\n<p>      Os holandeses tentaram em outras ocasi\u00f5es retomar a cidade do Salvador sem      sucesso, o que tornou a Bahia uma referencia na resist\u00eancia da col\u00f4nia aos      invasores holandeses que obtiveram sucesso em Recife.<\/p>\n<h2>      Capitanias Heredit\u00e1rias<\/h2>\n<p>      <strong>As Capitanias      Heredit\u00e1rias<\/strong><\/p>\n<p>      O momento da descoberta da Bahia e do Brasil era, para Portugal, de imensa      prosperidade no com\u00e9rcio estabelecido com o Oriente, principalmente com a      \u00cdndia. Este fator aliado ao pouco conhecimento sobre as riquezas naturais      do Brasil promoveu o total descaso da coroa portuguesa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 terra      americana. No entanto, na quarta d\u00e9cada do s\u00e9culo XVI, Portugal perdeu posi\u00e7\u00f5es      no com\u00e9rcio com a \u00c1frica e nos portos \u00edndicos entrando em s\u00e9ria crise financeira.<\/p>\n<p>      Ao mesmo tempo os espanh\u00f3is encontraram fontes de metais e pedras preciosas      nas terras americanas e outros europeus demonstraram grande interesse pelo      Brasil, principalmente os Franceses que eram cada vez mais numerosos nas terras      entre Pernambuco e Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>      Segundo alguns autores como Alencar (1981) o Brasil passou a ser primeiro,      um novo ponto para o com\u00e9rcio com Portugal caracterizando-se como produtor      de mat\u00e9ria-prima para venda e comprador de mat\u00e9ria manufaturada, suprindo      o espa\u00e7o perdido no com\u00e9rcio do Oriente.<\/p>\n<p>      Al\u00e9m disso, havia a necessidade de efetiva ocupa\u00e7\u00e3o e posse das terras que      afastaria os Franceses da potencialmente lucrativa col\u00f4nia. Segundo o autor      em 1530 uma nova expedi\u00e7\u00e3o foi enviada para o Brasil para, principalmente,      lan\u00e7ar fundamentos da ocupa\u00e7\u00e3o efetiva da terra e estabelecer n\u00facleos de povoamento.      Por volta de 1534 as terras do Brasil come\u00e7am a ser ocupadas, permitindo posse      efetiva, dom\u00ednio e controle da terra e da explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais      do Brasil contra as investidas, principalmente dos Franceses, repetindo a      experi\u00eancia de outras col\u00f4nias portuguesas, D. Jo\u00e3o III, rei de Portugal,      passou a assinar as primeiras cartas de doa\u00e7\u00e3o das Capitanias Heredit\u00e1rias.<\/p>\n<p>      Tais cartas eram documentos legais de doa\u00e7\u00e3o de terras e t\u00edtulos de capit\u00e3o      e governador a cada beneficiado. Uma Carta de Doa\u00e7\u00e3o concedia ao donat\u00e1rio      uma propriedade de 10 l\u00e9guas de terra na costa, isenta de tributos exceto      o d\u00edzimo. sobre o restante dos 50 a 100 l\u00e9guas em dire\u00e7\u00e3o ao interior do continente,      possu\u00eda apenas a posse.<\/p>\n<p>      O donat\u00e1rio era privilegiado na montagem de engenhos, com a venda de 24 \u00edndios      por ano para Portugal, garantia de red\u00edzima de vendas pertencentes \u00e0 Coroa,      vintena do pau-brasil e d\u00edzima do quinto real sobre metais. Um Foral definia      como sendo do donat\u00e1rio a propriedade dos produtos do solo e a defesa da terra.      Para a Coroa ficavam os produtos do subsolo, mata e mar.<\/p>\n<p>      O donat\u00e1rio tinha o dever de conceder sesmaria a quem solicitasse e o direito      de comercializar armas e mantimentos para o uso das capitanias apenas, \u00e9 claro,      com a metr\u00f3pole. A preocupa\u00e7\u00e3o com a ocupa\u00e7\u00e3o das terras, no entanto, demonstrava      apenas que Portugal preocupava-se com a garantia da posterior utiliza\u00e7\u00e3o comercial      e da explora\u00e7\u00e3o dos recursos. Mas nunca chegou a caracterizar uma preocupa\u00e7\u00e3o      com a forma\u00e7\u00e3o de uma nova na\u00e7\u00e3o, tal qual aconteceu na Am\u00e9rica do Norte,      mais especificamente com as terras Inglesas que originaram os Estados Unidos      da Am\u00e9rica. No territ\u00f3rio que hoje \u00e9 o estado da Bahia foram formadas entre      os anos de 1534 e 1566 cinco capitanias heredit\u00e1rias mantidas at\u00e9 a segunda      metade do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>      S\u00e3o elas: Bahia &#8211; doada em 5 de abril de 1534 a Francisco Pereira Coutinho;      Porto Seguro &#8211; doada em 27 de maio de 1534 a Pero do Campo Tourinho; Ilh\u00e9us      &#8211; doada em 26 de julho de 1534 a Jorge de Figueiredo Corr\u00eaa; Paragua\u00e7u ou      Rec\u00f4ncavo &#8211; doada em 29 de mar\u00e7o de 1566 a \u00c1lvaro da Costa; Ilhas de Itaparica      e Tamarandiva &#8211; doada em 15 de mar\u00e7o de 1558 a D. Antonio de Athayde. BAHIA      A Capitania de Francisco Pereira Coutinho Era formada por 50 l\u00e9guas de terra      entre a margem direita do Rio S\u00e3o Francisco e a Ponta do Padr\u00e3o, hoje Forte      e Farol da Barra. Pereira Coutinho estabeleceu-se em sua capitania em 1536      na regi\u00e3o da Enseada da Barra, onde construiu a Vila do Pereira, hoje Santo      Antonio da Barra, instalando parentes, amigos e colonos que trouxe com ele.      Produziu algod\u00e3o e cana construindo dois engenhos de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>      Teve s\u00e9rios problemas com os \u00edndios e com seus empregados abandonando por      algum tempo suas terras. Com a morte do donat\u00e1rio ap\u00f3s um naufr\u00e1gio quando      se tornou prisioneiro dos tupinamb\u00e1s, a capitania foi revertida para a Coroa      e, em 1548, transformada em sede do governo-geral das terras do Brasil.<\/p>\n<p>      <strong>PORTO SEGURO<\/strong><\/p>\n<p>      A Capitania de P\u00earo do Campo Tourinho Formada por 60 l\u00e9guas de terra, limitava-se      pela margem direita do Rio Jequitinhonha e margem esquerda do Rio Doce. Junto      aos filhos que trouxe consigo de Portugal, fundou oito vilas sendo Porto seguro      a Principal. Explorou e comercializou o pau-brasil para a Europa por meio      de Portugal, \u00fanico pa\u00eds com o qual as capitanias podiam comercializar.<\/p>\n<p>      Ap\u00f3s sua morte, tendo a capitania passado por v\u00e1rios herdeiros, foi confiscada      pela Coroa e incorporada \u00e0 da Bahia, sendo o Marqu\u00eas de Gouveia o seu \u00faltimo      donat\u00e1rio. ILH\u00c9US A Capitania de Jorge de Figueiredo Corr\u00eaa Data de 26 de      junho de 1534 a doa\u00e7\u00e3o desta capitania, sendo conhecido o Foral de 1\u00ba de abril      de 1535. Contando 50 l\u00e9guas, a capitania tem como limites a Ponta do Padr\u00e3o      e a margem esquerda do Rio Jequitinhonha.<\/p>\n<p>      Segundo Bahiatursa Apostilas, o Morro de s\u00e3o Paulo foi a primeira vila fundada      na chegada do donat\u00e1rio \u00e0s terras doadas sendo s\u00f3 depois fundada a Vila de      S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us. Jorge de Figueiredo Corr\u00eaa produziu a\u00e7\u00facar j\u00e1 no in\u00edcio      da ocupa\u00e7\u00e3o de suas terras e chegou a construir nove engenhos de a\u00e7\u00facar no      s\u00e9culo XVI. Foi incorporada \u00e0 capitania da Bahia em 1754, depois de passar      \u00e0 propriedade dos Rezende e Castro.<\/p>\n<p>      <strong>ITAPARICA E TAMARANDIVA<\/strong><\/p>\n<p>      A Capitania do Primeiro Conde de Castanheira Deixando em 1558 a condi\u00e7\u00e3o de      sesmaria de Dona Violante da C\u00e2mara, m\u00e3e do Conde de Castanheira, para capitania,      deixaram tamb\u00e9m as ilhas de pertencerem \u00e0 Capitania da Bahia nesta mesma data.      Por volta de 1560, segundo Os\u00f3rio (1979) foi fundado o povoado de Vera Cruz,      com o in\u00edcio da Constru\u00e7\u00e3o da Igreja de Vera Cruz, uma das mais antigas do      pa\u00eds. A capitania pertenceu a diversos herdeiros de Dona Violante sendo, em      6 de abril de 1763, incorporada \u00e0 capitania da Bahia.<\/p>\n<p>      <strong>PARAGUA\u00c7U OU REC\u00d4NCAVO<\/strong><\/p>\n<p>      A Capitania de \u00c1lvaro da Costa A sesmaria do Paragua\u00e7u foi transformada em      capitania atrav\u00e9s da carta de doa\u00e7\u00e3o datada de 1566, compondo-se das terras      que v\u00e3o da Barra do Rio Peroass\u00fa, hoje Paragua\u00e7u, at\u00e9 a Barra do Rio Jaguaripe.      Segundo Brand\u00e3o (1998), a capitania foi produtora, inicialmente, de a\u00e7\u00facar      e, posteriormente, de fumo e pertencia a D. Jos\u00e9 da Costa quando foi comprada      pela Coroa e incorporada \u00e0 Capitania da Bahia.<\/p>\n<h2>      Os Negros<\/h2>\n<p>      <strong>A Chegada dos      Primeiros Negros<\/strong><\/p>\n<p>      Trazido como imigrante for\u00e7ado e, mais do que isto, como escravo, o negro      africano e os seus descendentes contribu\u00edram com todos aqueles ingredientes      que dinamizaram o trabalho durante quase quatro s\u00e9culos de escravid\u00e3o. Em      todas as \u00e1reas da Bahia e do Brasil eles constru\u00edram a nossa economia em desenvolvimento,      mas, por outro lado, foram sumariamente exclu\u00eddos da divis\u00e3o dessa riqueza.<\/p>\n<p class=\"imagem\">      <img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-001.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"500\" height=\"372\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      Esta hist\u00f3ria come\u00e7a com a chegada das primeiras levas de escravos vindos      da \u00c1frica. Isto se d\u00e1 por volta de 1549, quando o primeiro contingente \u00e9 desembarcado      em S\u00e3o Vicente. D. Jo\u00e3o III concedeu autoriza\u00e7\u00e3o a fim de que cada colono      importasse at\u00e9 120 africanos para as suas propriedades. Muitos desses colonos,      no entanto, protestaram contra o limite estabelecido pelo rei, pois desejavam      importar um n\u00famero bem superior. Por outro lado, alguns historiadores acham      que bem antes dessa data j\u00e1 haviam entrado negros no Brasil. Afirmam mesmo      que na nau Bretoa, para aqui enviada em 1511 por Fernando de Noronha, j\u00e1 se      encontravam negros no seu bordo.<\/p>\n<p>      A consolida\u00e7\u00e3o da economia colonial intensificou o tr\u00e1fico de africanos para      o Brasil, especialmente para o Nordeste, onde um tipo de agroind\u00fastria se      concentrou e floresceu com o cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>      Em 1586, na Col\u00f4nia, as estimativas davam uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de 57.000      habitantes \u0096 e deste total 25.000 eram brancos, 18.000 \u00edndios e 14.000 negros.<\/p>\n<p>      Em 1798, segundo o c\u00e1lculo de Santa Apol\u00f4nia, para uma popula\u00e7\u00e3o de 3.250.000      habitantes, havia um total de 1.582.000 escravos, dos quais 221.000 pardos      e 1.361.000 negros, sem contarmos os negros libertos, que ascendiam a 406.000.<\/p>\n<p>      Prosseguindo a chegada de africanos, aumentava o seu peso demogr\u00e1fico no total      da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>\n     Para o bi\u00eanio 1817-1818, as estimativas de Veloso de Oliveira davam, para      um total de 3.817.000 habitantes, a cifra de 1.930.000 escravos, dos quais      202.000 pardos e 1.361.000 negros. Havia, tamb\u00e9m, uma popula\u00e7\u00e3o de negros      e pardos livres que chegava a 585.000.<\/p>\n<p>      No s\u00e9culo XVIII, o qual, segundo o historiador Pandi\u00e1 Cal\u00f3geras, foi o de      maior importa\u00e7\u00e3o de africanos, a m\u00e9dia teria chegado a 55.000 , entrados anualmente.      Essa massa populacional negro-africana, embora concentrando-se especialmente      na regi\u00e3o nordestina, principalmente na bahia, se espraiar\u00e1, em maior ou menor      quantidade, por todo o territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>      Embora n\u00e3o tenhamos possibilidades de estabelecer o n\u00famero exato de africanos      importados pelo tr\u00e1fico, podemos fazer v\u00e1rias estimativas. Elas variam muito      e h\u00e1 sempre uma tend\u00eancia de se diminuir esse n\u00famero, em parte por falta de      estat\u00edsticas e tamb\u00e9m porque muitos historiadores procuram branquear a nossa      popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>      Essas discuss\u00f5es sobre o n\u00famero de africanos entrados no Brasil se reacenderam      quando se procurou quantificar essa popula\u00e7\u00e3o escrava, e posteriormente a      afro-brasileira, para com isto estabelecer-se o padr\u00e3o do que se poderia chamar      de homem brasileiro.<\/p>\n<p>      A apura\u00e7\u00e3o da nossa realidade \u00e9tnica excluiria o branco como representativo      do nosso homem. Da\u00ed se procurar subestimar o negro no passado e a sua significa\u00e7\u00e3o      atual.<\/p>\n<h2>      A sua proced\u00eancia<\/h2>\n<p>      A quest\u00e3o da proced\u00eancia dos africanos para o Brasil tornou-se bastante complexa,      principalmente no tocante aos povos e etnias que forneceram os maiores contingentes      de escravos.<\/p>\n<p>      A complexidade decorre da mentalidade colonialista dos portugueses que, n\u00e3o      considerando o negro um ser humano, pouca import\u00e2ncia davam a assinalar de      maneira precisa, nos seus registros e documentos, as diversas culturas, l\u00ednguas      e grupos \u00e9tnicos dos africanos capturados.<\/p>\n<p>      Ao contr\u00e1rio, estendiam a povos radicalmente distintos um mesmo nome, ou generaliza\u00e7\u00f5es      completamente sem fundamento. Atualmente a antropologia tem revisto muito      do que se escreveu sobre as origens culturais da massa escrava, no come\u00e7o      deste s\u00e9culo, restando ainda muitos pontos a esclarecer.<\/p>\n<p class=\"imagem\">      <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-002.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"420\" height=\"184\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      A tradi\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica re\u00fane, a grosso modo, os negros em dois grandes      grupos \u00e9tnicos: os bantos (ou bantus), da \u00c1frica equatorial e tropical, da      regi\u00e3o do golfo da Guin\u00e9, Congo e Angola, planaltos da \u00c1frica oriental e costa      sul-oriental; e os sudaneses, predominantes na \u00c1frica ocidental, Sud\u00e3o eg\u00edpcio      e na costa setentrional do golfo da Guin\u00e9. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma prova definitiva      da predomin\u00e2ncia de um desses grupos na composi\u00e7\u00e3o dos negros vindos para      o Brasil, embora se afirme normalmente que a maioria era de bantos. Entretanto,      as tradi\u00e7\u00f5es culturais de alguns grupos sudaneses, como os iorubas da Nig\u00e9ria,      s\u00e3o amplamente predominantes nas heran\u00e7as africanas da cultura brasileira.<\/p>\n<p>      Nina Rodrigues percebeu pela primeira vez a predomin\u00e2ncia sudanesa na Bahia,      no que foi confirmado por Artur Ramos. Este destacou no grande grupo a predomin\u00e2ncia      dos iorubas, tamb\u00e9m chamados nag\u00f4s (embora esse nome seja normalmente estendido      a outras etnias) da Nig\u00e9ria, dos geg\u00e9s (ewes) do Daom\u00e9, dos minas da costa      norte-guineana, al\u00e9m dos tapas, bornus e galinhas; identificou a presen\u00e7a      importante dos hau\u00e7\u00e1s do noroeste da Nig\u00e9ria, de influ\u00eancia mu\u00e7ulmana, a qual      marcou tamb\u00e9m os fulas (mais claros, de origem berbere-eti\u00f3pica) e os mal\u00eas      (ou mandingas, de tradi\u00e7\u00e3o guerreira, considerados altivos e perigosos pelos      lusos, que lhes atribu\u00edam feiti\u00e7arias). Entre os sudaneses origin\u00e1rios da      costa da Guin\u00e9, amplamente predominantes como vimos, a presen\u00e7a comum da l\u00edngua      pertencente ao grupo ling\u00fc\u00edstico ioruba talvez explique a predomin\u00e2ncia dos      elementos dessa cultura em nosso candombl\u00e9 e nas influ\u00eancias negras de nossa      linguagem.<\/p>\n<p>      Havia sudaneses em outros pontos do Brasil, mas talvez houvesse uma predomin\u00e2ncia      banto no centro-sul e no norte. Artur Ramos indica como pontos iniciais de      entrada das v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es bantos os mercados de escravos de Pernambuco (extensivos      a Alagoas), Rio de Janeiro (servindo a Minas e S\u00e3o Paulo) e Maranh\u00e3o. Entre      os povos desse grupo, os mais importantes no Brasil foram os cabindas do Congo,      os banguelas de Angola, junto com muxcongos e rebolos, e os negros de Mo\u00e7ambique      que Spix e Martius chamaram de macuas e angicos. A intensifica\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico      de escravos para o Brasil no s\u00e9culo XVIII, em fun\u00e7\u00e3o da minera\u00e7\u00e3o, multiplicou      a presen\u00e7a de grupos origin\u00e1rios da Costa da Mina e de Angola; no s\u00e9culo XIX,      at\u00e9 1850, entrou tamb\u00e9m um n\u00famero consider\u00e1vel de bantos da costa de Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p class=\"imagem\">      <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-003.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"176\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      Do ponto de vista cultural, a influ\u00eancia dominante da cultura ioruba explica-se      tamb\u00e9m pela sua predomin\u00e2ncia j\u00e1 na pr\u00f3pria \u00c1frica, na regi\u00e3o do golfo da      Guin\u00e9, estendendo-se segundo \u00c9dison Carneiro at\u00e9 o interior do Sud\u00e3o. Sua      civiliza\u00e7\u00e3o mais adiantada surpreendeu os primeiros europeus, pelos trabalhos      em bronze que faziam no reino do Benim. &#8220;A religi\u00e3o, a organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica      e os costumes sociais de Ioruba davam o modelo a uma vasta zona.<\/p>\n<p>      Os negros de Ioruba eram principalmente agricultores, mas os seus tecel\u00f5es,      os seus ferreiros, os seus artistas em cobre, ouro e madeira j\u00e1 gozavam de      merecida reputa\u00e7\u00e3o de excel\u00eancia. N\u00e3o havia abund\u00e2ncia de animais de ca\u00e7a,      mas a pesca, nos rios, nos lagos e no mar, rendia muito. Criavam-se animais      de subsist\u00eancia &#8211; cabras, carneiros, porcos, patos, galinhas e pombos. O cavalo      era conhecido havia muitos s\u00e9culos, devido ao contato com os \u00e1rabes; o fundador      do reino de Ioruba representava-se, nos mitos, montado num corcel.&#8221; V\u00e1rios      dos deuses africanos cultuados no Brasil s\u00e3o procedentes de algumas de suas      brilhantes cidades, como Oi\u00f3. Os nomes de alguns de seus reinos, como Ala      K\u00eatu e ljex\u00e1, continuam como designativos de ritos de candombl\u00e9.<\/p>\n<p>      Quanto aos bantos de Angola, tinham uma agricultura mais primitiva, praticada      pelas mulheres, enquanto os homens criavam gado. Diferentemente dos iorubas      e outros sudaneses, que usavam tecidos de pano, os negros das margens do Zambeze      e das eleva\u00e7\u00f5es de Benguela vestiam-se de cascas de \u00e1rvores (como o fariam      no quilombo de Palmares); mais para o sudoeste, por\u00e9m, usavam vestimentas      de couro, possuindo h\u00e1bitos de ca\u00e7adores e armas de ferro.<\/p>\n<h2>Os \u00cdndios<\/h2>\n<p>      Somos un\u00e2nimes em admitir que at\u00e9 pouco tempo o chamado &#8220;descobrimento      do Brasil&#8221; era algo pacificamente aceito por amplos setores da sociedade      brasileira e que apenas de uns anos para c\u00e1 come\u00e7ou a ser debatido e questionado.      Como se explica que at\u00e9 h\u00e1 alguns anos essa vis\u00e3o oficial de Portugal tenha      sido aceita? Podemos dizer que v\u00e1rios fatores interferiram nesse processo:<\/p>\n<p>      <strong>1. Falta de vozes      prof\u00e9ticas<\/strong><\/p>\n<p>      O Brasil n\u00e3o teve vozes t\u00e3o vigorosas como a do dominicano espanhol Bartolom\u00e9      de Las Casas, que viveu em Santo Domingo e no M\u00e9xico, no s\u00e9culo XVI, ou do      jesu\u00edta peruano Antonio Ruiz de Montoya, que denunciou os massacres e a escraviza\u00e7\u00e3o      dos Guarani praticada pelos paulistas no s\u00e9culo XVII.<\/p>\n<p>      Tivemos sim, um padre Ant\u00f4nio Vieira (1608-1697), mas que foi mal resgatado      pela hist\u00f3ria do Brasil, sendo hoje lembrado mais como literato. Outros jesu\u00edtas      se posicionaram contra a escraviza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena e contra o modelo colonial,      como Miguel Garcia e Gon\u00e7alo Leite, mas foram, por isso mesmo, obrigados a      retornar a Portugal, pois eram pessoas com &#8220;excesso de escr\u00fapulos&#8221;      (Leite, Hist. Da Comp. De Jesus no Brasil, 2:227-30). Hoje s\u00e3o totalmente      esquecidos.<\/p>\n<p>      Os jesu\u00edtas conhecidos e consagrados pela hist\u00f3ria oficial s\u00e3o os que defenderam      o projeto colonial portugu\u00eas, como Anchieta, N\u00f3brega, Cardim e Sim\u00e3o de Vasconcelos.<\/p>\n<p>      <strong>2. A aus\u00eancia      de uma elite colonial nativista e letrada<\/strong><\/p>\n<p>      Esse foi um outro elemento que dificultou o surgimento de uma vis\u00e3o cr\u00edtica.<\/p>\n<p>      Esta car\u00eancia deveu-se \u00e0 n\u00e3o instala\u00e7\u00e3o de cursos superiores no Brasil e ao      controle das publica\u00e7\u00f5es aqui permitidas na \u00e9poca colonial.<\/p>\n<p>      Tanto o rei de Portugal quanto a pequena elite portuguesa que aqui vivia n\u00e3o      tinham interesse em estimular a cultura no Brasil.<\/p>\n<p>      O Brasil s\u00f3 foi conhecer cursos superiores no final da \u00e9poca colonial, quando      a fam\u00edlia real se mudou para o Rio de Janeiro, em 1808. Quem desejasse estudar      naquela \u00e9poca tinha que ir para Coimbra.<\/p>\n<p>      A expuls\u00e3o dos jesu\u00edtas e de outras congrega\u00e7\u00f5es religiosas, em meados do      s\u00e9culo XVIII, s\u00f3 veio agravar a situa\u00e7\u00e3o cultural da col\u00f4nia.<\/p>\n<p>      Uma elite brasileira mais independente surgiu apenas no final do s\u00e9culo XVIII,      com estudantes que tiveram contato na Fran\u00e7a com ideais da revolu\u00e7\u00e3o francesa      ou norte-americana, como os intelectuais de Ouro Preto, da Inconfid\u00eancia Mineira,      ou os irm\u00e3os Andrada, que exerceram importante papel na luta pela independ\u00eancia.<\/p>\n<p>      Dentro desse quadro de atraso cultural, n\u00e3o se pode esquecer a nefasta atua\u00e7\u00e3o      do Santo Of\u00edcio, isto \u00e9, da Inquisi\u00e7\u00e3o, que censurava e controlava toda publica\u00e7\u00e3o      em Portugal e nas col\u00f4nias. Um livro para ser impresso precisava passar por      tr\u00eas a quatro censores, como foi o caso de O et\u00edope resgatado, de 1758 (Vozes,      1992), de autoria do padre baiano Manoel Ribeiro da Rocha, sobre a liberta\u00e7\u00e3o      dos escravos.<\/p>\n<p>      Livros e jornais eram terminantemente proibidos de serem impressos no Brasil.      O m\u00e1ximo que se tolerava era a publica\u00e7\u00e3o de manuais de ora\u00e7\u00e3o ou estatutos      de confrarias.<\/p>\n<p>      <strong>3. O surgimento      de uma elite colonial inferiorizada<\/strong><\/p>\n<p>      Nesse contexto n\u00e3o \u00e9 de se admirar que tenha surgido no Brasil colonial uma      elite envergonhada, complexada, que introjetava a vis\u00e3o colonial da superioridade      portuguesa e assumia a condi\u00e7\u00e3o inferior de colonizado. Era o mazombo, assim      pejorativamente chamado.<\/p>\n<p>      Importantes figuras da \u00e9poca desprezavam a cultura local, como Greg\u00f3rio de      Matos, talvez o maior representante da literatura brasileira no s\u00e9culo XVII.      Poeta sat\u00edrico, escarnecia dos nativos, sobretudo da nascente cultura mesti\u00e7a,      t\u00e3o marcada pelo elemento ind\u00edgena.<\/p>\n<p>      A press\u00e3o social durou muito tempo, como notou o ingl\u00eas John Luccock, ao descrever      a vida social do Rio de Janeiro, no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX: &#8220;Nas pe\u00e7as      que representavam, ridicularizavam-se as manias, v\u00edcios, dialetos e outras      peculiaridades da col\u00f4nia, o que corrigiu os gostos do p\u00fablico&#8221; (Notas      sobre o Rio de Janeiro e partes meridionais do Brasil. Itatiaia\/Edusp, 1975[1821]:      163).<\/p>\n<p>      Apesar desse tempo estar longe, herdamos muita coisa desse passado, como se      v\u00ea em algumas express\u00f5es brasileiras, que denotam inferioridade: can\u00e1rio da      terra (de penas amarelo-escuras), em contraposi\u00e7\u00e3o ao can\u00e1rio do reino (delicado      e de penas de um amarelo bem claro) ou a banana da terra (banana nativa, r\u00fastica      e que s\u00f3 serve para fritar).<\/p>\n<p>      Ainda hoje essa vis\u00e3o preconceituosa contra o nativo perdura, como o adjetivo      tupiniquim, que vai significar o degenerado, o inferior, como a express\u00e3o      &#8220;democracia tupinikim&#8221;. O mesmo se pode dizer do voc\u00e1bulo botocudo,      infelizmente usado h\u00e1 pouco at\u00e9 por nosso presidente da Rep\u00fablica, ou os voc\u00e1bulos      caipira, bugre (\u00edndio), com forte conota\u00e7\u00e3o pejorativa.<\/p>\n<p>      Al\u00e9m desse etnocentrismo portugu\u00eas, fomos influenciados tamb\u00e9m pelos povos      de cultura tupi, que foi o substrato da elite mesti\u00e7a, que nos legaram essa      tend\u00eancia de abertura ao novo, ao estrangeiro, desvalorizando o que \u00e9 da terra.<\/p>\n<p>      Frente ao outro, os povos Tupi tiveram duas posturas: a de admira\u00e7\u00e3o e endeusamento      para com o diferente distante (que poderia ser aliado); e de discrimina\u00e7\u00e3o      e preconceito para com o diferente pr\u00f3ximo (que poderia ser inimigo).<\/p>\n<p>      O diferente distante foi acolhido como deus nos primeiros anos da conquista.      Os portugueses receberam o nome de kara\u00edba, que significava &#8220;coisa santa&#8221;,      gente com grandes poderes (cf. Anchieta, [1584], Cartas, escritos&#8230; 1933:332);      e os franceses foram chamados de ma\u00edra ou ma\u00efr, um dos maiores demiurgos da      mitologia tupi (id. ib.).<\/p>\n<p>      Ao passo que o diferente pr\u00f3ximo era inimigo e devia ser combatido. Da\u00ed os      nomes de Tobajara (inimigo) ou Tapuia (atrasado).<\/p>\n<p>      <strong>4. Uma historiografia      brasileira euroc\u00eantrica<\/strong><\/p>\n<p>      Quando o Brasil come\u00e7ou o processo de emancipa\u00e7\u00e3o cultural, durante o imp\u00e9rio,      seus grandes historiadores, como Varnhagen, tinham uma forma\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia,      com uma vis\u00e3o muito preconceituosa contra os povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>      N\u00e3o sem raz\u00e3o escreveu: &#8220;Para fazermos melhor id\u00e9ia da mudan\u00e7a ocasionada      pelo influxo do cristianismo e da civiliza\u00e7\u00e3o, procuramos dar uma not\u00edcia      mais especificada da situa\u00e7\u00e3o em que foram encontradas as gentes que habitavam      o Brasil: isto \u00e9, uma id\u00e9ia de seu estado, n\u00e3o podemos dizer de civiliza\u00e7\u00e3o,      mas de barb\u00e1rie e de atraso. De tais povos na inf\u00e2ncia n\u00e3o h\u00e1 hist\u00f3ria: h\u00e1      etnografia&#8221; (Hist. Geral Brasil, S. Paulo, [1854]1956, 1:30. Grifo nosso).<\/p>\n<p>      Isto marcou toda a historiografia brasileira, que at\u00e9 h\u00e1 pouco afirmava que      os povos ind\u00edgenas n\u00e3o eram o objeto da Hist\u00f3ria e sim da Etnografia. Como      conseq\u00fc\u00eancia, nossa hist\u00f3ria come\u00e7ava na Europa, especificamente em Portugal,      e n\u00e3o no Brasil. Os povos ind\u00edgenas surgiam de relance no s\u00e9culo XVI, desaparecendo      em seguida.<\/p>\n<p>      As novas gera\u00e7\u00f5es brasileiras, marcadas por regimes autorit\u00e1rios, como o de      Vargas, e mais recentemente o dos militares, passaram a cultuar anti-her\u00f3is,      como os bandeirantes paulistas, o Duque de Caxias e tantos outros.<\/p>\n<p>      <strong>5. O nativismo      rom\u00e2ntico<\/strong><\/p>\n<p>      No campo da literatura, se o nativismo do s\u00e9culo XIX veio reafirmar nossas      ra\u00edzes nativas, tentando quebrar as amarras culturais com a metr\u00f3pole, trouxe      consigo muitas ambig\u00fcidades que refor\u00e7avam ainda os padr\u00f5es europeus.<\/p>\n<p>      Surge o \u00edndio gen\u00e9rico, como o fizeram o poeta Gon\u00e7alves Dias, o romancista      Jos\u00e9 de Alencar ou o m\u00fasico Carlos Gomes. Seus personagens, embora vestidos      de pena, tinham a cabe\u00e7a do conquistador, sendo os grandes aliados dos portugueses.      O bom \u00edndio era o &#8220;ind\u00edgena colaborador&#8221;, aquele que participou      da conquista do Brasil e o que mais se aproximava dos padr\u00f5es ditos &#8220;civilizados&#8221;.<\/p>\n<p>      Assim o Brasil-col\u00f4nia viveu cerca de 400 anos voltado para a Europa e de      costas para suas origens. As revoltas nativistas e a grande presen\u00e7a ind\u00edgena      em v\u00e1rias regi\u00f5es fizeram com que aos poucos os brasileiros come\u00e7assem a sentir      que algo se passava. Sem resolver muitos problemas de identidade, por muito      tempo vivemos uma esp\u00e9cie de esquizofrenia cultural, sentindo que \u00e9ramos mesti\u00e7os,      mas mantendo um discurso e uma refer\u00eancia estrangeira.<\/p>\n<p>      Somente agora, no final do s\u00e9culo, por conta do movimento negro e ind\u00edgena,      o povo brasileiro est\u00e1 conseguindo quebrar os la\u00e7os ideol\u00f3gicos que por tanto      tempo nos impuseram essa vis\u00e3o do imp\u00e9rio portugu\u00eas.<\/p>\n<h2>      Grupos \u00c9tnicos Formadores<\/h2>\n<p>      A popula\u00e7\u00e3o baiana surgiu da mistura de tr\u00eas grupos humanos: o \u00edndio que j\u00e1      habitava o territ\u00f3rio milhares de anos antes da chegada dos Portugueses, o      africano que foi trazido contra vontade da \u00c1frica e os Portugueses que vieram      para colonizar e explorar as novas terras.<\/p>\n<p>      Estes grupos n\u00e3o se mantiveram f\u00edsica ou culturalmente separados e ap\u00f3s um      curto espa\u00e7o de tempo, a sociedade em forma\u00e7\u00e3o j\u00e1 possu\u00eda tipos caracteristicamente      brasileiros resultantes da mistura dos grupos iniciais. O mulato (negro e      branco), o cafuzo (negro e \u00edndio) e o caboclo (branco e \u00edndio) e o resultado      de sua mistura, tornaram-se cada vez mais numerosos numa popula\u00e7\u00e3o dominada      pelos preconceituosos brancos Portugueses que detinham o poder financeiro      e pol\u00edtico da col\u00f4nia.<\/p>\n<p>      Cada grupo contribuiu de uma maneira para a modelagem da sociedade em forma\u00e7\u00e3o      dando-lhe caracter\u00edsticas pr\u00f3prias em aspectos f\u00edsicos e culturais.<br \/>\n     \u00a0<\/p>\n<p>      <strong>\u00cdndios<\/strong><\/p>\n<p>      Segundo Ribeiro (1997), ao chegar \u00e0 Bahia, o primeiro grupo ind\u00edgena com o      qual os europeus tiveram contato foi o tupiniquim, da fam\u00edlia tupinamb\u00e1, tronco      tupi-guarani que j\u00e1 habitava, quase totalmente o litoral de todo o territ\u00f3rio      baiano. Segundo Soares apud Celene Fonseca, o litoral baiano foi denominado      pelos Tapuias desalojados pelos Tupinamb\u00e1s. Estes chegaram a costa por volta      de 100-1200 d.C., ou seja, 300 a 500 anos antes dos Portugueses.<\/p>\n<p>      Alencar et all afirma que pesquisas permitem dizer que desde 8000 a.C. grupos      humanos habitam a regi\u00e3o que \u00e9 hoje o Brasil, vindos da \u00c1sia ou Europa. No      entanto, pouco se conhece sobre a vida dos habitantes anteriores \u00e0 chegada      dos Europeus, por isso toda a hist\u00f3ria do Brasil foi criada pelos colonizadores      e tem uma vis\u00e3o euroc\u00eantrica da vida. Mesmo a denomina\u00e7\u00e3o \u00cdNDIO dada aos povos      que habitavam as terras do Brasil \u00e9 equivocado e decorre da errada id\u00e9ia dos      espanh\u00f3is que, anteriormente, pensavam ter chegado \u00e0 \u00cdndia, ao chegar \u00e0 Am\u00e9rica      Central.<\/p>\n<p>      Al\u00e9m do litoral, tamb\u00e9m outros grupos ind\u00edgenas foram logo conhecidos pelos      europeus. aimor\u00e9s e patach\u00f3s habitavam as terras pr\u00f3ximas ao Esp\u00edrito Santo      e Minas Gerais. Entre o Rio Prado e o Rio de Contas estavam os camac\u00e3s, nagoi\u00f3s,      gongoi\u00f3s e crancai\u00f3s. Os famosos marac\u00e1s ocupavam o vale do Rio Paragua\u00e7u      e Serra Sincor\u00e1. O Nordeste do estado era ocupado pelos cariris. No Rio S\u00e3o      Francisco encontravam-se os anai\u00f3s e caiap\u00f3s. Por fim, chicriab\u00e1s e acro\u00e1s      habitavam a fronteira da Bahia com Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>      Dentre as mais diversas contribui\u00e7\u00f5es dos povos ind\u00edgenas para a forma\u00e7\u00e3o      do novo povo brasileiro est\u00e1 o habito de tomar banho todos os dias, o uso      da mandioca na culin\u00e1ria, a diversifica\u00e7\u00e3o das bebidas destiladas, o uso de      utens\u00edlios de barro e a pr\u00e1tica da queimada (coivara) hoje prejudicial \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o      do solo quando praticada em extensas faixas de terra.<\/p>\n<p>      Os \u00edndios foram de fundamental import\u00e2ncia para o reconhecimento das terras      e das riquezas do Brasil fazendo todo tipo de trabalhos para os portugueses      como mostrar fontes de madeira ou de metais preciosos at\u00e9 carregar toda esp\u00e9cie      de produtos at\u00e9 os navios. Al\u00e9m disso, foram fundamentais na constru\u00e7\u00e3o e      manuten\u00e7\u00e3o da cidade do Salvador sempre com a intermedia\u00e7\u00e3o de Caramuru, europeu      com o qual tinham grande aproxima\u00e7\u00e3o. Com a crescente escraviza\u00e7\u00e3o dos \u00edndios      em nome da Coroa e da propaga\u00e7\u00e3o do cristianismo, os grupos antes simp\u00e1ticos      aos europeus, passaram a se impor ao trabalho tornando dif\u00edcil o controle      e uso dos povos nativos, tamb\u00e9m chamados negros pelos europeus.<\/p>\n<h2>      Negros<\/h2>\n<p>      A chegada dos primeiros negros \u00e0 Bahia deu-se pr\u00f3ximo aos anos de 1549 e 1550,      substituindo o trabalho for\u00e7ado de \u00edndios escravizados, inicialmente nos engenhos      e planta\u00e7\u00f5es e posteriormente at\u00e9 nas casas grandes, baseando toda a economia      do estado. Na verdade, n\u00e3o foi por falta de m\u00e3o-de-obra que a escraviza\u00e7\u00e3o      alcan\u00e7ou as col\u00f4nias portuguesas, mas por exig\u00eancia do capitalismo comercial      europeu que via no negro cara e lucrativa mercadoria.<\/p>\n<p>      As col\u00f4nias como o Brasil eram obrigadas a comprar escravos das metr\u00f3poles      europ\u00e9ias que ganhavam muito dinheiro com o tr\u00e1fico de escravos negros vindos      de toda a \u00c1frica. Para a Bahia foram vendidos africanos das diversas \u00e1reas      e na\u00e7\u00f5es desde o atual Senegal \u00e0 atual Angola, na costa ocidental, \u00e0 costa      oriental da atual Mo\u00e7ambique \u00e0 atual Eti\u00f3pia, passando pelos povos do Congo,      Niger e Benin. Pela l\u00edngua foram identificadas as na\u00e7\u00f5es yoruba, ew\u00eas, ful\u00e1s,      tapas, ardas, calabares e auss\u00e1s que falavam \u00e1rabe e talvez fossem religiosos      do Cor\u00e3o.<\/p>\n<p>      Segundo Luis Viana Filho apud Tavares existiu uma sucess\u00e3o no de povos ou      na\u00e7\u00f5es trazidos para a Bahia o que permitiu a organiza\u00e7\u00e3o dos seguintes ciclos:      I-Ciclo da Guin\u00e9 (XVI); II-Ciclo de Angola (XVII); III-Ciclo da Costa da Mina      (XVII); IV-\u00daltima fase &#8211; da ilegalidade (XIX).Oficialmente o \u00faltimo desembarque      de escravos africanos para a Bahia ocorreu em 1852, na Pontilha, Ilha de Itaparica.<\/p>\n<p>      As incont\u00e1veis importantes contribui\u00e7\u00f5es dos negros para a forma\u00e7\u00e3o do povo      brasileiro e dos seus costumes est\u00e3o fortemente presentes no dia-a-dia da      popula\u00e7\u00e3o ao longo destes 500 anos.<\/p>\n<p>      A religiosidade africana misturada \u00e0 religi\u00e3o cat\u00f3lica formou, no estado da      Bahia, a mais brasileira das formas de reverenciar deuses e santos. O famoso      sincretismo religioso \u00e9 uma das caracter\u00edsticas do estado que teve sua origem      nas senzalas quando em vez de aceitar as determina\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas para a f\u00e9,      os negros as adaptaram \u00e0s suas pr\u00f3prias cren\u00e7as.<\/p>\n<p>      A culin\u00e1ria baiana \u00e9 quase que totalmente dominada pelos temperos africanos,      ainda que tenham os europeus portugueses rejeitado por algum tempo o sabor      forte dos condimentos. Os pratos t\u00edpicos do estado apresentam sempre ingredientes      como azeite de dend\u00ea, camar\u00e3o seco, amendoim e outros. As dan\u00e7as e m\u00fasicas,      a forma de comemorar, de vestir e outras mais especificamente baianas tem      grande influencia dos rituais religiosos e lutas negras lentamente assimiladas      pela popula\u00e7\u00e3o em geral desde o momento em que foram trazidos para o Brasil.<\/p>\n<p>      Assim como os \u00edndios, os negros resistiram e lutaram muito contra a escravid\u00e3o      \u00e0 qual eram submetidos no Brasil. A mais not\u00e1vel e organizada forma de luta      foi, sem d\u00favida a forma\u00e7\u00e3o dos Quilombos, que se constitu\u00edam em pequenas e      organizadas cidades auto-suficientes na maioria dos aspectos, fundadas pelos      negros que conseguiam fugir das senzalas, dos engenhos e planta\u00e7\u00f5es em todo      o estado. Exemplos importantes s\u00e3o os quilombos do Rio Vermelho conhecido      no in\u00edcio do s\u00e9culo XVII , Cabula de 1807 e Buraco do Tatu formado em 1744,      os tr\u00eas na \u00e1rea ocupada hoje por Salvador atacados diversas vezes.<\/p>\n<p>      Tamb\u00e9m no interior do estado formaram-se diversos quilombos como os de Muritiba      e Maragogipe descobertos em 1713, os de Nazar\u00e9 e Santo Amaro encontrados em      1801 e muitos outros os quais podem ser melhor conhecidos atrav\u00e9s do trabalho      de Pedreira (1973). Embora mais conhecidos, os quilombos n\u00e3o foram a \u00fanica      forma de resist\u00eancia dos negros africanos no Brasil e, mais especificamente      na Bahia. Os registros hist\u00f3ricos falam de v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es principalmente      no s\u00e9culo XIX como a revolta dos Auss\u00e1s em 1807, dos escravos em Itapu\u00e3 e      outras arma\u00e7\u00f5es em 1813, insurrei\u00e7\u00e3o da Vila de S\u00e3o Mateus em 1822, todas      severamente reprimidas, mas que demonstraram a insatisfa\u00e7\u00e3o e a revolta dos      negros escravos que lutavam contra a situa\u00e7\u00e3o de injusti\u00e7a em que viviam.<br \/>\n     \u00a0<\/p>\n<h2>      Europeus<\/h2>\n<p>      O Portugu\u00eas foram, sem d\u00favida, o europeu que mais contribuiu para a forma\u00e7\u00e3o      do povo baiano. Segundo Carlos Ott apud Tavares a origem dos portugueses habitantes      da Bahia no s\u00e9culo XVI \u00e9, em ordem crescente de quantidade: Entre-Douro-e-Moinho,      Tr\u00e1s-os-Montes, Beira, Estremadura, Alentejo, Algarve, Ilhas, na maioria homens      do campo e de artes manuais.<\/p>\n<p>      Al\u00e9m dos Portugueses, os Franceses, os Holandeses e por fim Ingleses influenciaram      de alguma forma a popula\u00e7\u00e3o em forma\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que todos mantiveram estreito      contato com o povo brasileiro que nascia da miscigena\u00e7\u00e3o entre os chamados      tr\u00eas grupos humanos: branco, \u00edndio e negro. Estes \u00faltimos, diferentes dos      Portugueses passavam pela Bahia em viagem comerciais, principalmente de contrabando      de escravos e mat\u00e9rias-primas como o pau-brasil.<\/p>\n<p>      Dentre os mais conhecidos Portugueses que contribu\u00edram para o desbravamento      e explora\u00e7\u00e3o das terras baianas est\u00e1 Diogo \u00c1lvares, o Caramuru. Segundo alguns      autores, Diogo \u00c1lvares saiu do Norte de Portugal e foi n\u00e1ufrago de uma embarca\u00e7\u00e3o      francesa para a qual trabalhava, nas proximidades do Largo da Mariquita, Rio      Vermelho, por volta de 1509 ou 1511. Recebeu este nome, diz a lenda, por ter      sa\u00eddo entre as pedras, coberto de limo na frente de um grupo de \u00edndios que      notou semelhan\u00e7as entre o Portugu\u00eas e o peixe. Diz ainda a lenda que, gra\u00e7as      a um tiro dado para o alto, Caramuru escapou de ser devorado pelos Tupinamb\u00e1s      e conquistou seu respeito e aceita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>      Caramuru foi o primeiro europeu a conviver com os \u00edndios aprendendo sua l\u00edngua      e seus h\u00e1bitos, por isso, foi importante ponte entre os \u00edndios e os colonizadores      servindo mesmo como int\u00e9rprete e pacificador. Convenceu os \u00edndios a ajudar      na constru\u00e7\u00e3o das vilas como a Ponta do Pedr\u00e3o (hoje Forte e Farol da Barra)      onde viveu e uniu-se a algumas \u00edndias incluindo a Catarina Paragua\u00e7u, com      quem se casou e teve filhos leg\u00edtimos e onde se instalaram outros europeus      como o pr\u00f3prio Tom\u00e9 de Souza, antes da constru\u00e7\u00e3o de Salvador. A constru\u00e7\u00e3o      da Cidade de Salvador foi viabilizada pela ajuda dos mesmos \u00edndios que conseguiram      material para a constru\u00e7\u00e3o, carregaram-no at\u00e9 o local escolhido e edificaram      a cidade.<\/p>\n<p>      Por defender interesses dos \u00edndios ou pr\u00f3prios contra a explora\u00e7\u00e3o dos colonizadores      ou, como afirmam alguns autores por sua liga\u00e7\u00e3o com os Franceses, Caramuru      desentendeu-se seriamente com os representantes de Portugal e morreu em 1557      sem ter sido reconhecido pelo governo portugu\u00eas como fundamental elemento      para a coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n<p>      Dos Portugueses os baianos, como todos os brasileiros, herdaram a forma de      sociedade patriarcal. O Portugu\u00eas criou, segundo Tavares (1987) a Bahia agr\u00e1ria,      mercantil e escravocrata voltada para as necessidades do capitalismo comercial      que dominava o mundo dito civilizado. As cidades herdaram a arquitetura da      moda em Portugal dando ares europeus \u00e0 cidade de Salvador. Tamb\u00e9m a m\u00fasica,      a religi\u00e3o Cat\u00f3lica, a estrutura familiar com base no casamento, a pr\u00e1tica      da monocultura e outras caracter\u00edsticas mais.<\/p>\n<h2>      Religiosidade<\/h2>\n<p>      Assim como em outros aspectos, a religiosidade encontra-se na Bahia caracterizada      por uma variedade de religi\u00f5es, seitas, igrejas, templos, terreiros, cren\u00e7as      separadas ou totalmente misturadas. Na Bahia \u00e9 cena comum uma filha-de-santo      rezando ao Senhor do Bonfim(Oxal\u00e1) ou um cat\u00f3lico oferecendo caruru aos Ibejes      (S\u00e3o Cosme e Dami\u00e3o). \u00c9 o sincretismo religioso t\u00e3o presente nas festas dos      santos cat\u00f3licos, sinais de um tempo em que negros disfar\u00e7avam o culto a seus      deuses.<\/p>\n<p>      Segundo Verger(1992), \u00e9 dif\u00edcil precisar o momento em que o sincretismo se      estabeleceu no pa\u00eds ou mesmo na Bahia. \u00c9 certo que os santos cat\u00f3licos e os      deuses africanos se aproximaram cada vez mais devido a caracter\u00edsticas f\u00edsicas      ou comportamentais. No entanto, as razoes para tal mistura de s\u00edmbolos parecem      ter sido diversas e ben\u00e9ficas ora aos brancos cat\u00f3licos, ora aos negros animistas.<\/p>\n<p>      Ainda escravos, os negros baianos eram proibidos de cultuar seus deuses, no      entanto, podiam realizar manifesta\u00e7\u00f5es culturais como o canto e a dan\u00e7a africanas.      Para os senhores, tais manifesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o passavam de divers\u00e3o e nostalgia.      Para a igreja cat\u00f3lica, exposi\u00e7\u00e3o de primitivismo inofensivo. Para o estado      algo que mantinha separada as na\u00e7\u00f5es e controladas as revoltas, j\u00e1 que as      reuni\u00f5es eram de grupos de origem diferentes. No entanto, para os negros,      era a manifesta\u00e7\u00e3o livre de sua religiosidade e de culto aos seus deuses.<\/p>\n<p>      Logo que a igreja cat\u00f3lica entendeu o sentido das reuni\u00f5es festivas e passou      a amea\u00e7ar sua realiza\u00e7\u00e3o, os negros come\u00e7aram a justificar seus atos como      forma africana de cultuar os santos cat\u00f3licos e trataram de atribuir a cada      deus africano um correspondente europeu. Aos olhos da igreja, os africanos      se convertiam, mas, na verdade, os negros utilizavam os santos cat\u00f3licos para      disfar\u00e7ar deuses africanos aos quais realmente rendiam cultos. Com o passar      do tempo, os benef\u00edcios dessa mistura superaram os interesses crist\u00e3os e o      sincretismo passou a ser aceito e at\u00e9 incentivado pelos senhores de escravos.<\/p>\n<p>      Ao contrario do esperado, os h\u00e1bitos religiosos africanos aos poucos modificaram      o pr\u00f3prio catolicismo, influenciando a forma de culto e misturando nomes e      caracter\u00edsticas de santos e deuses, o que \u00e9 tolerado, at\u00e9 certo ponto, pela      igreja cat\u00f3lica baiana. Os negros continuam a cultuar seus deuses, havendo      para muitos praticantes a diferen\u00e7a entre deuses e santos.<\/p>\n<p>      Na Bahia \u00e9 comum ir ao terreiro e \u00e0 igreja. Brancos, negros, mulatos, pobres      ou ricos, acreditam nos princ\u00edpios cat\u00f3licos e do candombl\u00e9, ao mesmo tempo.      O sincretismo h\u00e1 muito estabelecido mantem-se e s\u00e3o comuns em festas cat\u00f3licas      as manifesta\u00e7\u00f5es das religi\u00f5es africanas.<\/p>\n<p>      Para a maioria dos baianos, n\u00e3o h\u00e1 festa do Senhor do Bonfim sem missa solene      e banho de pipoca nas escadarias da igreja. Por sua vez, os barrac\u00f5es de candombl\u00e9      possuem sempre um altar com imagens de santos cat\u00f3licos.<\/p>\n<p>      N\u00e3o s\u00f3 com o catolicismo o candombl\u00e9 se combinou e absorveu conceitos.<\/p>\n<p>      Houve, mais recentemente, segundo Carneiro(1977) a mistura do candombl\u00e9 com      o espiritismo que resultou nas chamadas &#8220;sess\u00f5es de caboclo&#8221; comuns      aos terreiros de todo o Nordeste inclusive Bahia.<\/p>\n<p>      No entanto, a Bahia de todas as cren\u00e7as j\u00e1 foi muito diferente! A Bahia encontrada      pelos portugueses n\u00e3o era cat\u00f3lica, protestante, esp\u00edrita ou animista. Era      sim marcada pela cren\u00e7a em um mixto de lendas criadas pelos \u00edndios, donos      das terras, baseadas nas entidades naturais que explicavam a vida, a morte,      a doen\u00e7a, a cura, as desgra\u00e7as, as alegrias &#8230; N\u00e3o haviam deuses e deusas      nas cren\u00e7as dos povos ind\u00edgenas e, as vezes, fatores importantes como o surgimento      do sol, da terra, das estrelas ou da \u00e1gua n\u00e3o tinham resposta.<\/p>\n<p>      O pr\u00f3prio Tup\u00e3 ou Tupana parece ter sido criado por influencia dos jesu\u00edtas      que o comparavam ao Deus cat\u00f3lico. Segundo Ott(1995), alguns grupos ind\u00edgenas      n\u00e3o possu\u00edam culto religioso nenhum, a sua espiritualidade podia ser observada      apenas por suas lendas e hist\u00f3rias que respondiam as grandes quest\u00f5es filos\u00f3ficas      ou existenciais que perturbam todo ser humano seja qual for sua origem, l\u00edngua      ou cren\u00e7a.<\/p>\n<p>      Desrespeitando o credo ind\u00edgena, a Bahia como todo o Brasil foi colonizada      n\u00e3o s\u00f3 pelo estado portugu\u00eas, mas pela igreja cat\u00f3lica. Assim, o Brasil nasceu      cat\u00f3lico para os europeus e foi o catolicismo que imperou na Bahia por muitos      anos. Com a chegada dos escravos africanos as religi\u00f5es negras passaram a      competir pelos fi\u00e9is mesti\u00e7os.<\/p>\n<p>      Com o tempo varias religi\u00f5es e seitas chegaram ao Brasil, principalmente junto      com os diversos imigrantes que desembarcaram aqui. Atualmente a Bahia possui      grupos das mais diversas religi\u00f5es e fieis que conseguem conviver com mais      de uma delas. Bom exemplo s\u00e3o as Damas da Boa Morte, filhas e m\u00e3es-de-santo      que cultuam Nossa Senhora da Boa Morte, santa cat\u00f3lica.<\/p>\n<h2>      Catolicismo<\/h2>\n<p>      O catolicismo chegou ao Brasil junto com os jesu\u00edtas e foi a religi\u00e3o oficial      do pa\u00eds por muito tempo. A religi\u00e3o cat\u00f3lica e o reino portugu\u00eas se confundiam      e dividiam a ocupa\u00e7\u00e3o das terras brasileiras. O rei dominava depois que os      jesu\u00edtas controlavam os nativos, em troca, a religi\u00e3o dos jesu\u00edtas conquistava      o novo mundo. Foram os jesu\u00edtas que instalaram na Bahia e em todo o resto      do pa\u00eds o catolicismo, aprovado pelo rei portugu\u00eas, que sufocou o credo ind\u00edgena.<\/p>\n<p>      Desde a chegada de Manuel da N\u00f3brega em 1549, os jesu\u00edtas realizaram no Brasil      a contra-reforma que pretendia recuperar os fi\u00e9is perdidos para o protestantismo      na Europa, conquistando primeiro as almas dos ind\u00edgenas e depois dos negros      e mesti\u00e7os. Ainda em 1515 foi criado na Bahia o Primeiro Bispado do Brasil.<\/p>\n<p>      Na Bahia, os jesu\u00edtas criaram uma estrutura de domina\u00e7\u00e3o religiosa, econ\u00f4mica      e educacional. Segundo Verger(1981) as fam\u00edlias eram fieis praticantes da      religi\u00e3o, ofertando consider\u00e1veis doa\u00e7\u00f5es \u00e0 igreja, que logo acumulou fortunas      em bens e propriedades. As mais importantes fam\u00edlias baianas tinham um filho      padre que lhe conferia respeito e status.<\/p>\n<p>      Os filhos das melhores fam\u00edlias freq\u00fcentavam as escolas dos jesu\u00edtas e eram      muito bem vistos por isso. Com o tempo, apenas os ricos podiam manter seus      filhos estudando em escolas dirigidas pelos jesu\u00edtas que aplicavam a educa\u00e7\u00e3o      escolar mais valorizada pela sociedade baiana e brasileira.<\/p>\n<p>      Segundo Mattoso (1992), o catolicismo oficial instalado no Brasil era o das      obriga\u00e7\u00f5es e castigos, baseado numa pesada rotina de purga\u00e7\u00e3o dos pecados      adquiridos no nascimento. Ao lado desse catolicismo oficial havia uma religiosidade      voltada para a devo\u00e7\u00e3o influenciada por outras cren\u00e7as, principalmente as      religi\u00f5es africanas que estimulam a dan\u00e7a, os rituais e as prociss\u00f5es das      festas cat\u00f3licas. Esta \u00faltima se diferenciava por seu car\u00e1ter leigo, familiar      e socializador al\u00e9m da import\u00e2ncia que atribu\u00eda aos santos o que era muito      favorecido pela falta de padres e pela distancia da hierarquia.<\/p>\n<p>      Nos s\u00e9culos XVII e XVIII o cotidiano dos baianos estava impregnado do catolicismo.      Em quase todas as casas haviam orat\u00f3rios nos quais as fam\u00edlias faziam ora\u00e7\u00f5es,      no m\u00ednimo, tr\u00eas vezes por dia. Todas as festas, inclusive as civis, tinham      tra\u00e7os religiosos como o tilintar de sinos e as missas festivas ficavam repletas      de fieis praticantes. No Natal e no Dia de Reis entre outras festas populares      de car\u00e1ter religioso eram realizados em casas e nas ruas como, por exemplo,      os bailes pastoris, bumba-meu-boi e a chegan\u00e7a.<\/p>\n<p>      Eram muito freq\u00fcentes as irmandades, confrarias e ordens terceiras formadas      apenas por leigos e que pouco se preocupavam com os sacramentos. As primeiras      congregavam fieis em torno da devo\u00e7\u00e3o de um santo escolhido, geralmente de      um mesmo grupo, cor ou classe social. A Irmandade da MIseric\u00f3rdia, de brancos      da elite, foi fundada em 1550 na Bahia. A irmandade do Senhor Redentor da      Bahia, fundada em 1752 era composta apenas por negros jejes, grupo \u00e9tnico      encontrado na Bahia. Algumas eram mais que entidades religiosas como a Irmandade      da Boa Morte, formada por mulheres negras que tramavam e facilitavam a fuga      de escravos durante as reuni\u00f5es.<\/p>\n<p>      Essas tradi\u00e7\u00f5es foram reprimidas com o tempo, principalmente pelo fato de      que pouco consideravam os preceitos cat\u00f3licos baseados nos sacramentos e por      n\u00e3o precisarem de autoridades religiosas como padres para realizarem suas      atividades e recrutarem cada vez mais adeptos e devotos dos santos. Algumas      delas ainda existem, mas por volta do s\u00e9culo XIX j\u00e1 eram consideradas ultrapassadas.<\/p>\n<p>      A hierarquia passou a recriminar e desvalorizar essas manifesta\u00e7\u00f5es leigas      aut\u00f4nomas que foram logo substitu\u00eddas por grupos ligados diretamente ao clero      como as diversas pastorais que levaram de volta para dentro da igreja e para      debaixo do seu jugo o povo cat\u00f3lico, afastando-o da supersti\u00e7\u00e3o que impregnava      o catolicismo do in\u00edcio do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<h2>      Protestantismo<\/h2>\n<p>      O protestantismo era uma religi\u00e3o crist\u00e3 de brancos dominante na Europa e      na Am\u00e9rica do Norte, que proclamava uma salva\u00e7\u00e3o crist\u00e3 diferente da cat\u00f3lica      que foi bem conhecida pelos baianos ainda na \u00e9poca da col\u00f4nia.<\/p>\n<p>      As igrejas protestantes se estabeleceram definitivamente no Brasil a partir      da segunda metade do s\u00e9culo XIX, primeiro no Sul do Brasil, depois nas outras      regi\u00f5es. Na Bahia, s\u00f3 no fim do mesmo s\u00e9culo o protestantismo conseguiu se      fixar fundando no estado a primeira Igreja Batista Nacional, desenvolvendo-se      verdadeiramente no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>      A mensagem protestante era dirigida aos cat\u00f3licos livres, geralmente moradores      do campo onde a aus\u00eancia de sacerdotes tornava vulner\u00e1vel a cren\u00e7a na religi\u00e3o      cat\u00f3lica e seus dogmas.<\/p>\n<p>      Segundo alguns autores o protestantismo atraia muitos cat\u00f3licos por permitir      uma liga\u00e7\u00e3o direta com Deus atrav\u00e9s de ora\u00e7\u00f5es sem a intermedia\u00e7\u00e3o exercida      no catolicismo pelo clero. Al\u00e9m disso valorizava o caminho para a felicidade      eterna enquanto a igreja cat\u00f3lica pregava uma vida de sofrimentos e priva\u00e7\u00f5es      que,mesmo assim, podia determinar a vida eterna no inferno.<\/p>\n<p>      No entanto, na Bahia onde as cren\u00e7as se misturam e agradam o povo, o protestantismo      foi muito radical. A convers\u00e3o da nova f\u00e9 sempre exigiu o abandono de cren\u00e7as      e praticas antigas como aquelas ligadas aos rituais do candombl\u00e9, largamente      praticados pelos cat\u00f3licos baianos.<\/p>\n<p>      Enquanto o catolicismo foi sempre tolerante a pratica dos cultos africanos,      permitindo que fieis participassem de sus rituais e recebessem os sacramentos      ao mesmo tempo. Al\u00e9m disso, o protestantismo exigia dos fi\u00e9is um comportamento      radicalmente diferente do habitual que afasta o indiv\u00edduo do conv\u00edvio social      baseado nas festas e reuni\u00f5es populares que sempre caracterizou o povo baiano.<\/p>\n<h2>      Isl\u00e3 Africano<\/h2>\n<p>      Segundo Mattoso(1992), os primeiros africanos islamizados chegaram \u00e0 Bahia      provavelmente no fim do s\u00e9culo XVIII e in\u00edcio do s\u00e9culo XIX. Eram negros haussas      e iorubas oriundos da \u00c1frica Ocidental mais influenciada pela cultura isl\u00e2mica      e chamados mulsumis ou mal\u00eas.<\/p>\n<p>      Segundo Baptiste(1971), a maioria dos males vieram de tribos africanas de      indiv\u00edduos puros ou mesti\u00e7os com hamitas, portanto, islamizados e n\u00e3o mul\u00e7umanos      de origem. Desta forma n\u00e3o foi introduzida na Bahia um puro islamismo de Maom\u00e9,      mas uma misstura desse ao animismo das cren\u00e7as africanas.<\/p>\n<p>      O islamismo nunca foi predominante entre os africanos na Bahia, no entanto,      seus adeptos se distinguiam dos demais por diversos fatores. Por exemplo,      o culto male inflluenciado pelo maometismo nunca se confundiu com outros cultos      negros nem se deixou influenciar pelo catollicismo. Os males davam grande      import\u00e2ncia \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 leitura e \u00e0 escrita e os caracteres \u00e1rabes eram      ensinados pois era necess\u00e1ria a leitura do Alcor\u00e3o para a religiosidade.<\/p>\n<p>      O Alcor\u00e3o era vendido no Rio de Janeiro e mesmo assim muitos adeptos o tinham      e liam em casa ou em reuni\u00f5es. V\u00e1rios comportamentos dos isl\u00e2micos eram respeitados      pelos adeptos baianos como a circunsisao dos meninos aos dez anos de idade      e o jejum do Ramad\u00e3.<\/p>\n<p>      Os males se diferenciavam tamb\u00e9m pelo seu comportamento diurno e sem excessos,      totalmente diferente dos outros grupos negros e sua lideran\u00e7a, sempre envolvida      nas revoltas contra a escravid\u00e3o, era letrada e se destacava entre os indiv\u00edduos      da popula\u00e7\u00e3o pobre baiana, negra ou n\u00e3o. Por fim, a cor da roupa e os objetos      simb\u00f3licos como amuletos m\u00e1gicos identificavam os males com sua religi\u00e3o e      separavam-os os ooutros grupos de negros.<\/p>\n<p>      Segundo Baptiste(1971), o culto male baiano possu\u00eda uma autoridade central      chamada Limano e varias secund\u00e1rias chamadas Aluf\u00e1s. Estes eram autoridades      respons\u00e1veis pelas cerim\u00f4nias das sextas-feiras e dias santos, cerim\u00f4nias      chamadas Sara, correspondente a missa dos cat\u00f3licos.<\/p>\n<p>      Havia tamb\u00e9m cerim\u00f4nia de casamento e culto aos mortos, o qual \u00e9 estranho      aos mul\u00e7umanos que n\u00e3o cultuam a morte. Segundo o mesmo autor e oooutros estudiosos      das religi\u00f5es baianas, n\u00e3o se sabe muito sobre as cren\u00e7as e os dogmas da relligiao      mul\u00e7umana na Bahia.<\/p>\n<p>      Os males eram considerados mestres da magia negra e temiam os djins, esp\u00e9cies      de diabos, embora n\u00e3o acreditassem no inferno e no diabo em si. Cultuavam      Maom\u00e9 e adoravam Al\u00e1, seu Deus. Cultuavam os mortos e realizavam sacrif\u00edcios,      rezavam cinco vezes ao dia.<\/p>\n<p>      A religi\u00e3o mu\u00e7ulmana desapaeceu quase completamente em toda a Bahia. Segundo      Baptiste(1971) em 1937, a Uni\u00e3o de Seitas Afro-brasileiras da Bahia tinha      ainda um candombl\u00e9 de uma na\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana. Noentanto, apenas tra\u00e7os dessa      religi\u00e3o erm mantidos como algumas palavras, express\u00f5es e ora\u00e7\u00f5es inteiras      usadas nos rituais como eram usadas nos momentos de ora\u00e7\u00e3o dos Males.<\/p>\n<p>      Autores como Ramos(1979) concordam em algumas razoes para o fim do islamismo      negro na Baha. Os males constitu\u00edam minoria dentre os negros de outras religi\u00f5es;      n\u00e3o desejavam e evitavam a conviv\u00eancia com outros escravos por n\u00e3o serem maometanos;      flavam na l\u00edngua do pa\u00eds de origem usando termos \u00e1rabes e evitando o portugu\u00eas.      Para os outrosgrupos negros, os mlaometanos n\u00e3o eram irm\u00e3os nem companheiros      e suas cren\u00e7as foram aos poucos substitu\u00eddas ou incorporadas (em pequena parte)      pelos culltos g\u00eage-nag\u00f4 que predominavam no estado da Bahia.<\/p>\n<h2>      Candombl\u00e9<\/h2>\n<p>      Em todo o Nordeste, principalmente na Bahia, a influencia dos iorubas prevaleceu      sobre todos os outros grupos, inclusive os daomeanos que chegaram a Bahia      trazendo cada um sua religi\u00e3o pr\u00f3pria. Com o passar do tempo esses diferentes      grupos misturara-se f\u00edsica, social e religiosamente. No entanto, j\u00e1 no s\u00e9culo      XVIII, quando os cultos africanos come\u00e7am a se organizar, os nag\u00f4s ou iorubas      j\u00e1 eram maioria. Segundo Carneiro (1977) a rela\u00e7\u00e3o que os cultos nag\u00f4s criavam      com a terra de origem e com o catolicismo foram motivos primordiais para que      se tornasse padr\u00e3o para todas as religi\u00f5es dos povos negros de toda a Bahia.<\/p>\n<p>      O candombl\u00e9 \u00e9 uma religi\u00e3o baiana, mas que reuniu em sua forma\u00e7\u00e3o v\u00e1rias religi\u00f5es      negras de origem africana e cren\u00e7as ind\u00edgenas brasileiras. Para Siqueira (1994)      \u00e9 &#8220;uma continuidade cultural africana, reelaborada na Bahia enquanto      movimento da busca e reencontro de uma grande maioria de pessoas negras como      um espa\u00e7o de identidade e uma forma de enfrentamento da sociedade global.      Mas tamb\u00e9m o local do culto aos Orix\u00e1s e de reviv\u00eancia de mitos que falam      da cria\u00e7\u00e3o d\u00f4o mundo, do homem e suas rela\u00e7\u00f5es entre si e com o mundo&#8221;.<\/p>\n<p>      Como culto religioso organizado, o candombl\u00e9 tem como prov\u00e1vel marco de inicio      na Bahia a funda\u00e7\u00e3o do Candombl\u00e9 do Engenho Novo, por volta de 1830, na cidade      do Salvador. Na d\u00e9cada de 80, o CEAO (Centro de Estudos Afro Orientais) afirmou      a exist\u00eancia de 1350 terreiros de candombl\u00e9 registrados na Federa\u00e7\u00e3o Baiana      de Cultos Afro Brasileiros, segundo Siqueira (1994).<\/p>\n<p>      No candombl\u00e9 a exist\u00eancia humana se desenvolve simultaneamente no plano do      ai\u00ea, mundo vis\u00edvel em que vivemos e no plano do orum, mundo do al\u00e9m. Segundo      Mattoso(1992), o primeiro \u00e9 o universo f\u00edsico e o segundo \u00e9 um espa\u00e7o sobrenatural      povoado por deuses e diferente do c\u00e9u cat\u00f3lico pois inclui tudo o que existe      no plano f\u00edsico, inclusive a terra e o c\u00e9u. Para Santos(1986), o ase \u00e9 a forca      vital que impulsiona as pr\u00e1ticas religiosas realizadas no ai\u00ea, ligando-o ao      orum.<\/p>\n<p>      Segundo alguns autores o objetivo religioso do candombl\u00e9 \u00e9 permitir a presen\u00e7a      dos Orix\u00e1s, os deuses nag\u00f4s, entre os humanos. Os Orix\u00e1s s\u00e3o identificados      com elementos da natureza como \u00e1gua, vento, raio, trov\u00e3o, e encarnam em pessoas      escolhidas por eles a fim de conviver com os seus descendentes e ser reverenciados      por eles. S\u00e3o exemplos Iemanj\u00e1, rainha das \u00e1guas doces e salgadas, Xang\u00f4,      senhor dos raios e trovoes, Ians\u00e3, senhora dos ventos e tempestades e Oxumar\u00e9      que representa o arco-\u00edris.<\/p>\n<p>      Outros Orix\u00e1s representam doen\u00e7as como Omolu, prote\u00e7\u00e3o como Oxossi e Ogum,      sentimentos como a vaidade representada por Oxum. A divindade da Cria\u00e7\u00e3o \u00e9      Oxal\u00e1 e Exu, criado dos Orix\u00e1s \u00e9 o mensageiro entre os homens e os deuses.      (Magalh\u00e3es, 1974). Os v\u00f4d\u00fans jejes s\u00e3o essencialmente os mesmos que os Orix\u00e1s      nag\u00f4s, mas s\u00e3o menos conhecidos por seus nomes verdadeiros por serem menos      populares.<\/p>\n<p>      Segundo Carneiro (1978), candombl\u00e9 \u00e9 o nome dado aos locais onde os adeptos      realizam seus rituais religiosos. No entanto, esse nome j\u00e1 designou qualquer      festa de origem africana negra.<\/p>\n<p>      O candombl\u00e9 \u00e9 um misto de casa e local de festas e cultos, feito de barro      e madeira, ch\u00e3o de barro batido e, \u00e0s vezes, de cimento. Segundo Carneiro      (1978), as paredes do candombl\u00e9 n\u00e3o chegam ao teto e a casa geralmente possui      grandes corredores de onde partem quartos diversos e numerosos, pouco ventilados      e mal iluminados. O barrac\u00e3o \u00e9 o local destinado \u00e0s festas localizado nos      fundos da casa (independente) ou faz parte dela. Em geral \u00e9 retangular, com      duas ou tr\u00eas portas e algumas janelas.<\/p>\n<p>      Acima da porta principal h\u00e1 um chifre de boi, um arco ou uma quartilha de      barro votiva em homenagem a divindade protetora da casa. Dentro do barrac\u00e3o      diversos enfeites decoram o lugar e homenageiam os Orix\u00e1s.<\/p>\n<p>      As casas maiores possuem ao redor do barrac\u00e3o v\u00e1ria casas pequenas chamadas      assentos e destinadas aos Orix\u00e1s. Uma \u00e9 sempre de Exu e tem a porta trancada      a cadeado, as outras s\u00e3o dedicadas aos Orix\u00e1s protetores da casa. Alguns Orix\u00e1s      como Oxal\u00e1 e Iemanj\u00e1 n\u00e3o podem Ter assentos fora de casa. Nos terreiros, geralmente,      h\u00e1 duas \u00e1rvores sagradas amarradas com panos brancos, sendo uma a gameleira,      sede do deus Iroko e a outra uma gameleira branca do orix\u00e1 Apaok\u00e1.<\/p>\n<p>      A constru\u00e7\u00e3o de um terreiro de candombl\u00e9 \u00e9 sempre precedida de um ritual onde      o chefe da casa deposita nos alicerces da constru\u00e7\u00e3o \u00e1gua dos ax\u00e9s, bichos      de pena, moedas correntes, jornais do dia, \u00e1gua benta e flores.<\/p>\n<p>      O candombl\u00e9 \u00e9 moradia de diversos fi\u00e9is desamparados. O chefe da casa, geralmente,      n\u00e3o mora nela. Recebe visitas diariamente das filhas e filhos-de-santo e dos      fi\u00e9is que oferecem sacrif\u00edcios e comidas aos seus orix\u00e1s de devo\u00e7\u00e3o. Na Bahia,      os candombl\u00e9s s\u00e3o formados, em maioria, por descendentes de africanos, principalmente      de mulheres.<\/p>\n<p>      Durante a realiza\u00e7\u00e3o dos cultos existem lugares espec\u00edficos para todos os      participantes. No fundo, h\u00e1 cadeiras e sof\u00e1s para visitantes; ao lado, num      cercado de madeira, o lugar dos atabaques; no lado oposto, um altar cat\u00f3lico;      no resto dos espa\u00e7os junto as paredes, bandos para os diversos assistentes      que se dividem por sexo e categoria.<\/p>\n<p>      Segundo Carneiro (1978), numa cerim\u00f4nia de candombl\u00e9 s\u00e3o repetidos rituais      h\u00e1 anos da mesma forma ou com pequenas modifica\u00e7\u00f5es. Come\u00e7a com a realiza\u00e7\u00e3o      de sacrif\u00edcios de animais como galos, pombos e bodes em meio a cantos e dan\u00e7as      sagradas.<\/p>\n<p>      Desses animais se retira o sangue que lava as pedras dos orix\u00e1s consideradas      sagradas. Logo depois \u00e9 feito um despacho para Exu pedindo permiss\u00e3o para      a realiza\u00e7\u00e3o dos rituais que ir\u00e3o se seguir. S\u00e3o oferecidas comidas e bebidas      como azeite, farofa, \u00e1gua ou cacha\u00e7a que devem ser lentamente jogados na porta      do barrac\u00e3o, no lado de fora, pois Exu \u00e9 considerado o homem da rua.<\/p>\n<p>      Em seguida as filhas-de-santo cantam e dan\u00e7am para todos os orix\u00e1s, havendo      tr\u00eas cantigas para cada um deles. Tudo ocorre sob o comando da m\u00e3e ou pai-de-santo,      autoridade religiosa m\u00e1xima do terreiro, que pode, ap\u00f3s essas homenagens,      encerrar a cerim\u00f4nia.<\/p>\n<p>      No entanto, \u00e9 mais comum que ocorram ainda as manifesta\u00e7\u00f5es dos orix\u00e1s atrav\u00e9s      do corpo das suas filhas chamadas cavalos por serem usadas pelos orix\u00e1s para      a comunica\u00e7\u00e3o com os mortais. \u00c9 o chamado &#8220;baixar o santo&#8221;. Ao ser      homenageado com suas m\u00fasicas, um orix\u00e1 manifesta-se no corpo de uma ou mais      filhas-de-santo predestinadas a servir de cavalo especificamente a ele. Ocorrem      as manifesta\u00e7\u00f5es de tantos orix\u00e1s quantas m\u00fasicas a elas sejam entoadas.<\/p>\n<p>      Ent\u00e3o, a m\u00e3e-de-santo ordena que sejam retirados do barrac\u00e3o e vestidos com      roupas especiais e acess\u00f3rios de cada orix\u00e1 para voltarem ao barrac\u00e3o. Por      exemplo, a filha de Xang\u00f4 volta vestida de vermelho e brando, carregando nas      m\u00e3os um machado em forma de T. Cada orix\u00e1 dan\u00e7a sua m\u00fasica reverenciando a      m\u00e3e da casa, aben\u00e7oando as pessoas que a ele se dirigirem e curando mol\u00e9stias      se assim desejarem. Ap\u00f3s a participa\u00e7\u00e3o de todos os orix\u00e1s, a m\u00e3e-de-santo      costuma encerrar a cerim\u00f4nia que dura horas.<\/p>\n<p>      A orquestra do candombl\u00e9 \u00e9 simples e composta de atabaque (ilu), agog\u00f4 e caba\u00e7a.      Os atabaques s\u00e3o considerados especiais para a invoca\u00e7\u00e3o dos deuses. Alguns      candombl\u00e9s usam tamb\u00e9m o adj\u00e1.<\/p>\n<p>      A inicia\u00e7\u00e3o das filhas-de-santo na Bahia segue os rituais da \u00c1frica como a      reclus\u00e3o no terreiro por um per\u00edodo de 17 dias, em m\u00e9dia, abstin\u00eancia de rela\u00e7\u00f5es      sexuais, rigorosa dieta, banhos rituais e epila\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a. A cerimonia      de inicia\u00e7\u00e3o chamada &#8220;dia de dar o nome&#8221;, marca o momento em que      a filha est\u00e1 pronta para dedicar-se e receber seu orix\u00e1 em cerim\u00f4nias.<\/p>\n<p>      Para diversos autores, o candombl\u00e9 \u00e9 muito mais que manifesta\u00e7\u00e3o religiosa      negra e vai al\u00e9m do encontro m\u00edstico entre mortais e deuses. Para Siqueira      (1994), o candombl\u00e9 \u00e9 cultura negra de identidade que promove a requalifica\u00e7\u00e3o      social de seus adeptos num espa\u00e7o m\u00edtico e ritual, o terreiro. Atualmente      \u00e9 movimento s\u00f3cio-cultural-religioso que expressa a cultura negra de forma      total.<\/p>\n<p>      Na verdade, hoje, al\u00e9m de sede para cerim\u00f4nias religiosas, nos terreiros realiza-se      uma s\u00e9rie de servi\u00e7os sociais destinados \u00e0s comunidades nas quais est\u00e3o inseridos      e fazem parte. S\u00e3o importantes exemplos as escolas e creches que incentivam      a cria\u00e7\u00e3o e a reprodu\u00e7\u00e3o da arte e da cultura afro-baianas como as dos terreiros      Il\u00ea Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1 e Il\u00ea Ax\u00e9 Op\u00f4 Aganju.<\/p>\n<p>   \u00a0   <\/p>\n<h2>      A Educa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>      Durante mais de dois s\u00e9culos, a educa\u00e7\u00e3o jesu\u00edtica foi a \u00fanica respons\u00e1vel      pelo ensino brasileiro e teve grande import\u00e2ncia para o sucesso da coloniza\u00e7\u00e3o,      convertendo e convencendo \u00edndios e negros a obedecerem ao Deus cat\u00f3lico representado      na terra pelo Rei de Portugal.<\/p>\n<p>      Os jesu\u00edtas chegaram \u00e0 Bahia em 1549 junto com Tom\u00e9 de Souza e se dedicaram      ao catecismo e \u00e0 pr\u00e1tica do magist\u00e9rio. De Salvador, onde primeiro se estabeleceram,      espalharam-se por v\u00e1rias regi\u00f5es do estado da Bahia e de todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>      Ainda no in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o, para viabilizar a catequese dos \u00edndios, os      jesu\u00edtas criaram escolas de ler e escrever para que os \u00edndios pudessem entender      e absorver a cultura e a religi\u00e3o portuguesas. Precisavam antes ser compreendidos      para serem depois seguidos. No entanto, n\u00e3o eram apenas os \u00edndios os objetivos      dos jesu\u00edtas. Segundo Piletti (1996), os jesu\u00edtas responsabilizaram-se pela      educa\u00e7\u00e3o de todos: \u00edndios, negros escravos, colonos e filhos dos senhores      de engenhos usando, em cada caso, artif\u00edcios particulares para atrair e manter      as pessoas em catequese constante, mascarada nas li\u00e7\u00f5es escolares.<\/p>\n<p>      Al\u00e9m das aulas de ler e escrever, eram oferecidos, na \u00e9poca da col\u00f4nia tr\u00eas      cursos: o de Letras, o de Filosofia e Ci\u00eancias e o de Teologia e Ci\u00eancias      Sagradas considerado superior e destinado \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de sacerdotes. Conclu\u00eddos      esses cursos, aquele que desejasse continuar os estudos teria que faz\u00ea-lo      na Europa, o que poucos podiam fazer.<\/p>\n<p>      Segundo Vilhena (1969), na Bahia, n\u00e3o s\u00f3 em Salvador, mas em todas as vilas      da capitania e seus distritos ministravam-se sete classes de instru\u00e7\u00e3o. Na      primeira classe estudava-se gram\u00e1tica portuguesa, na segunda l\u00edngua latina,      sintaxe e s\u00edlaba na terceira, na quarta ret\u00f3rica, na quinta matem\u00e1tica, filosofia      na sexta e na s\u00e9tima teologia moral. Al\u00e9m disso, filosofia era ensinada nos      conventos como o do Carmo e o S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>      Segundo Romanelli (1996) o ensino ministrado pelos jesu\u00edtas era alheio \u00e0s      necessidades da col\u00f4nia e pouco interessava ou servia a sociedade agr\u00e1ria      e comercial da \u00e9poca. Preocupava-se com a aprendizagem da cultura geral e      b\u00e1sica europ\u00e9ia sem valorizar as diferen\u00e7as da col\u00f4nia.<\/p>\n<p>      Com o tempo, a catequese que levava a educa\u00e7\u00e3o jesu\u00edtica aos \u00edndios e negros      perdeu import\u00e2ncia para a educa\u00e7\u00e3o dos filhos da elite, educa\u00e7\u00e3o essa que      exclu\u00eda o povo e que perdurou como modelo durante muitos anos no pa\u00eds. Logo      a educa\u00e7\u00e3o dos jesu\u00edtas passou a dar status e a formar os representantes pol\u00edticos      da col\u00f4nia. Como somente os filhos dos abastados tinham acesso a essa educa\u00e7\u00e3o,      somente a eles cabiam status e poder.<\/p>\n<p>      Ao serem expulsos do pa\u00eds em 1759, os jesu\u00edtas mantinham escolas de ler e      escrever, de ensino secund\u00e1rio e miss\u00f5es na Bahia e em outros estados do Brasil.      Foi o Marqu\u00eas de Pombal que, considerando o trabalho dos jesu\u00edtas com os \u00edndios      como de oposi\u00e7\u00e3o a Portugal, suprimiu as escolas jesu\u00edticas em toda a col\u00f4nia.<\/p>\n<p>      Para instalar a educa\u00e7\u00e3o voltada aos interesses da Coroa e n\u00e3o da igreja,      foram criadas as chamadas aulas r\u00e9gias de Latim, Grego e Ret\u00f3rica, as quais      Segundo Piletti (1996), nem de longe chegaram a substituir o eficiente sistema      de ensino organizado pela Companhia de Jesus.<\/p>\n<p>      Segundo Romanelli (1996), seguiu-se a partir de ent\u00e3o, mais de 10 anos de      desmantelo na educa\u00e7\u00e3o em todo o pa\u00eds, que caracterizaram o in\u00edcio da a\u00e7\u00e3o      do Estado como promotor e respons\u00e1vel pela educa\u00e7\u00e3o dos brasileiros. Vale      comentar que estudos continuaram a ser ministrados nos semin\u00e1rios em paralelo      \u00e0s desordenadas e ineficientes aulas r\u00e9gias.<\/p>\n<p>      A atua\u00e7\u00e3o dos jesu\u00edtas na Bahia n\u00e3o de diferenciou do restante do pa\u00eds e sua      expuls\u00e3o acarretou para a educa\u00e7\u00e3o no estado o mesmo atraso que para o Brasil.<\/p>\n<p>      As interven\u00e7\u00f5es do poder p\u00fablico da prov\u00edncia baiana sobre a educa\u00e7\u00e3o datam      do s\u00e9culo XIX, muito tempo depois da expuls\u00e3o dos jesu\u00edtas, significando um      longo tempo de desordem e falhas na educa\u00e7\u00e3o dos baianos. \u00c9 somente com o      Ato Adicional de 1834 (emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o de 1824) que as Assembl\u00e9ias Legislativas      Provinciais come\u00e7am a legislar sobre as quest\u00f5es do ensino elementar e m\u00e9dio.<\/p>\n<p>      Segundo Tavares (1987), inicialmente foi criado na Bahia o Liceu Provincial      no antigo Convento da Palma em 1837, com o intuito de substituir as aulas      r\u00e9gias e a Escola Normal para formar professores do ensino elementar, que      s\u00f3 come\u00e7ou a funcionar em 1842 numa casa da antiga Rua do Col\u00e9gio.<\/p>\n<p>      No Liceu matricularam-se 323 alunos nas disciplinas: Filosofia Racional e      Moral; Aritm\u00e9tica; Geometria e Trigonometria; Geografia e Hist\u00f3ria; Com\u00e9rcio;      Gram\u00e1tica Filos\u00f3fica da L\u00edngua Portuguesa; Eloq\u00fc\u00eancia e Poesia; An\u00e1lise e      Cr\u00edtica dos Cl\u00e1ssicos; Desenho; M\u00fasica; Gram\u00e1tica Latina; Gram\u00e1tica Grega;      Gram\u00e1tica Francesa e Gram\u00e1tica Inglesa. A de junho de 1841 estabeleceu exames      para o ingresso nos cursos de Grego, Gram\u00e1tica Filos\u00f3fica, Belas Leras, Filosofia,      Ret\u00f3rica, Geografia que concediam diploma de Bacharel em Letras.<\/p>\n<p>      A Escola Normal da Bahia tinha duas cadeiras: Cadeira de Ensino M\u00fatuo e Cadeira      de Leitura, Caligrafia e Gram\u00e1tica Filos\u00f3fica da L\u00edngua Portuguesa e aulas      eram ministradas em dois turnos, um para homens e outro para mulheres.<\/p>\n<p>      O curr\u00edculo da escola de meninos compreendia instru\u00e7\u00e3o moral e religiosa,      as artes de ler, escrever e contar bem como os elementos de pesos e medidas      nacionais. Ao curr\u00edculo das meninas acrescentava-se costura, bordado e outros      conhecimentos que auxiliasse a economia dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>      Em 1842 foi criado na Bahia o Conselho de Instru\u00e7\u00e3o P\u00fablica que tinha as mais      diversas atribui\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o em todo o estado. No Conselho foi      criado o cargo de Diretor-geral dos Estudos, cargo que se tornou importante      e foi ocupado por representantes respons\u00e1veis por grandes modifica\u00e7\u00f5es para      melhoria do sistema de ensino nascente na Bahia.<\/p>\n<p>      Um exemplo foi Casemiro de Sena Madureira que em 1851 reivindicava a forma\u00e7\u00e3o      de escolas industriais, a profissionaliza\u00e7\u00e3o do Magist\u00e9rio e a inclus\u00e3o da      Pedagogia no curr\u00edculo normal. Em 1854, Sena Madureira idealizou o Jardim      da Inf\u00e2ncia como uma cadeira para meninos de 4 a 8 anos regida sempre por      uma professora que, para o diretor-geral, tinha ao contr\u00e1rio dos homens, candura      e amor suficientes para o trabalho.<\/p>\n<p>      A reforma de 1881 criou duas escolas normais em Salvador, em regime de externato:      a Escola Normal de Homens e a Escola Normal de Senhoras. Nelas a Pedagogia      j\u00e1 era disciplina e compreendia a Hist\u00f3ria da Pedagogia, Organiza\u00e7\u00e3o Escolar,      Educa\u00e7\u00e3o Moral, F\u00edsica e Intelectual e Legisla\u00e7\u00e3o do Ensino.<\/p>\n<p>      A reforma criou um curr\u00edculo do ensino elementar no qual entrava, pela primeira      vez, elementos de ci\u00eancias naturais. Tamb\u00e9m se referia ao ensino particular      afirmando que qualquer cidad\u00e3o brasileiro ou estrangeiro poderia abrir escola      ou outro estabelecimento de ensino prim\u00e1rio e secund\u00e1rio, e exercer o magist\u00e9rio.      Por fim, a reforma criou o Conselho Superior.<\/p>\n<p>      Da reforma de 1881 (Reforma Paranagu\u00e1) at\u00e9 as proximidades da Rep\u00fablica, pouco      se acrescentou de importante com rela\u00e7\u00e3o a inova\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas na forma\u00e7\u00e3o      dos professores. Foram muito frequentes, no entanto, as medidas para melhorias      f\u00edsicas dos estabelecimentos de ensino no estado, como a funda\u00e7\u00e3o de bibliotecas,      museus pedag\u00f3gicos, livrarias e peri\u00f3dicos nas escolas normais. Segundo Telles      (1989), com a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica em 1889, as institui\u00e7\u00f5es oficiais de      ensino sofreram altera\u00e7\u00f5es e as leis que regiam o ensino na antiga Prov\u00edncia      foram reformadas pelo Governo Provis\u00f3rio no Estado da Bahia.<\/p>\n<p>      Em 1890 foi apresentado um Regulamento que significava a primeira lei da instru\u00e7\u00e3o      p\u00fablica da Bahia ap\u00f3s a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, elaborada pelo baiano Satyro      Dias. A lei organizou o Conselho Superior de Ensino idealizado ainda na Monarquia      e extinguiu as escolas normais, criando em seu lugar o Instituto Normal da      Bahia para servir de modelo \u00e0s institui\u00e7\u00f5es semelhantes a serem criadas nos      outros munic\u00edpios do estado. Sua finalidade era a forma\u00e7\u00e3o de professores      em turmas mistas, em regime de externato, num curso de quatro anos de dura\u00e7\u00e3o.      No Instituto, a Pedagogia compunha-se de Hist\u00f3ria da Pedagogia, Metodologia      de Ensino e Pr\u00e1tica de Ensino. No come\u00e7o do s\u00e9culo XX duas escolas normais      de mesma linha organizacional foram instaladas no interior do estado, nas      cidades de Barra e Caetet\u00e9, mas foram extintas em 1903.<\/p>\n<p>      Algumas importantes institui\u00e7\u00f5es de ensino foram inauguradas ainda no s\u00e9culo      XIX como a Faculdade de Direito em 1891, O Instituto Geogr\u00e1fico e Hist\u00f3rico      da Bahia em 1894, a Escola Polit\u00e9cnica e o Conservat\u00f3rio de M\u00fasica em 1897.<\/p>\n<p>      Nas duas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX algumas mudan\u00e7as foram registradas      pela hist\u00f3ria. Por exemplo, o curso normal variou entre 3 e 4 anos de dura\u00e7\u00e3o,      o Instituto Normal passou a ser chamado Escola Normal outra vez e os diplomados      do curso receberam o t\u00edtulo de Professor Prim\u00e1rio.<\/p>\n<p>      Em 1918 o ensino p\u00fablico foi dividido em Ensino Prim\u00e1rio ministrado em escolas      isoladas ou em grupos escolares, e Ensino Secund\u00e1rio ministrado no Gin\u00e1sio      da Bahia. Cabia ao Governador a dire\u00e7\u00e3o superior do ensino, auxiliado por      secret\u00e1rios, conselheiros, diretores entre outros, mas manteve-se o Conselho      Superior de Ensino.<\/p>\n<p>      A reforma de 1925 \u00e9 tamb\u00e9m chamada Reforma G\u00f3es Calmom por ser ele o Governador      do Estado da Bahia quando as id\u00e9ias de An\u00edsio Teixeira orientaram t\u00e3o grande      mudan\u00e7a na organiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o estadual. Segundo Telles (1989), nenhuma      lei anterior sobre o ensino superou a n\u00ba 1846 de 14-08-1925, que disp\u00f5e com      detalhes sobre os princ\u00edpios da gratuidade e obrigatoriedade do ensino. A      lei deixa claro que o ensino no Estado da Bahia &#8220;tem por objetivo a educa\u00e7\u00e3o      f\u00edsica, intelectual e moral do indiv\u00edduo de modo a formar homens aptos para      a vida em sociedade e cidad\u00e3os \u00fateis \u00e0 comunh\u00e3o nacional.&#8221;<\/p>\n<p>      Abrangendo o ensino geral, a reforma previu o ensino infantil, prim\u00e1rio elementar      e superior, o complementar, normal, o secund\u00e1rio, o profissional e o especial,      organizando a sucess\u00e3o escolar at\u00e9 a forma\u00e7\u00e3o completa do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>      No curso normal houve grande mudan\u00e7a no curr\u00edculo, que destinava 3 anos de      preparo cient\u00edfico e 1 de preparo profissional para o magist\u00e9rio. Para tanto,      escolas de aplica\u00e7\u00e3o foram criadas junto aos estabelecimentos permitindo conhecimento      pr\u00e1tico ao futuro professor. Essa organiza\u00e7\u00e3o tornou o curso de forma\u00e7\u00e3o do      professor completo, j\u00e1 que se preocupava tanto com a forma\u00e7\u00e3o profissional      como intelectual do indiv\u00edduo, ou seja, proporcionava a educa\u00e7\u00e3o integral      dos alunos.<\/p>\n<p>      A reforma de An\u00edsio Teixeira inovou tamb\u00e9m a administra\u00e7\u00e3o e a fiscaliza\u00e7\u00e3o      das institui\u00e7\u00f5es criando a Diretoria Geral da Instru\u00e7\u00e3o e reformando o Conselho      Superior de Ensino. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o criou cargos e formas de acompanhamento      das institui\u00e7\u00f5es e dos profissionais de ensino que melhoraram em muito a qualidade      dos seus servi\u00e7os.<\/p>\n<p>      At\u00e9 ent\u00e3o, na maioria dos casos, a qualidade do servi\u00e7o desses profissionais      era considerada ruim pela pr\u00f3pria sociedade baiana que contava muitas vezes,      com profissionais nada qualificados para o magist\u00e9rio. Na verdade esse quadro      se repetiu em todo pa\u00eds ap\u00f3s a expuls\u00e3o dos jesu\u00edtas, que deixaram vazias      as vagas de professor.<\/p>\n<p>      Segundo Telles (1989), sobre a administra\u00e7\u00e3o espec\u00edfica das unidades escolares      a lei dispunha sobre ano letivo e regime de aulas, matr\u00edcula e exame, diploma,      pr\u00eamios e deveres do aluno do curso normal. Dispunha tamb\u00e9m sobre a administra\u00e7\u00e3o      das escolas de aplica\u00e7\u00e3o, a escola normal superior, cursos de f\u00e9rias, escolas      normais das cidades do interior, ensino secund\u00e1rio e profissional de artes      e of\u00edcios.<\/p>\n<p>      Esta \u00faltima oferecia cursos de mec\u00e2nica e eletrot\u00e9cnica, artes gr\u00e1ficas, artes      decorativas, atividades dom\u00e9sticas, atividades rurais, atividades comerciais      e outras.<br \/>\n     A cria\u00e7\u00e3o dos cursos de artes e of\u00edcios demonstrou a preocupa\u00e7\u00e3o de An\u00edsio      Teixeira com a forma\u00e7\u00e3o profissional do jovem, com a qual as leis anteriores      n\u00e3o se ocuparam. Para os idealizadores da reforma a educa\u00e7\u00e3o integral, f\u00edsica      e moral do indiv\u00edduo era t\u00e3o importante quanto \u00e0 forma\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p>      Antes da reforma e como res\u00edduo da educa\u00e7\u00e3o jesu\u00edtica, a educa\u00e7\u00e3o preocupava-se      com a forma\u00e7\u00e3o intelectual do indiv\u00edduo, apoiado no conhecimento europeu.      Depois da reforma a educa\u00e7\u00e3o na Bahia passa a ter caracter\u00edsticas pr\u00f3prias,      uma educa\u00e7\u00e3o baseada nas necessidades da sociedade baiana e formadora de indiv\u00edduos      engajados \u00e0s exig\u00eancias de um estado em crescimento comercial e industrial.<\/p>\n<p>      A lei 1846\/25 instituiu tamb\u00e9m uma Escola de Belas Artes oficial e cursos      para crian\u00e7as ditas anormais, mostrando a in\u00e9dita preocupa\u00e7\u00e3o do Estado com      a educa\u00e7\u00e3o de todos os grupos da sociedade baiana, embora fosse genuinamente      voltada para a habilita\u00e7\u00e3o profissional do jovem. As id\u00e9ias de An\u00edsio Teixeira,      concretizadas na reforma de 1925 marcaram profundamente a hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o      baiana e modelaram o sistema de ensino e suas institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>      Em 1998 foi entregue a sociedade os Par\u00e2metros Curriculares Nacionais que      segundo o ent\u00e3o Ministro da Educa\u00e7\u00e3o e do Desporto &#8220;tem inten\u00e7\u00e3o de ampliar      e aprofundar um debate educacional que envolva escolas, pais, governos e sociedade      e d\u00ea origem a uma transforma\u00e7\u00e3o positiva no sistema educativo brasileiro&#8230;      foram elaborados procurando, de um lado, respeitar diversidades regionais,      culturais, pol\u00edticas existentes no pa\u00eds e, de outro, considerar a necessidade      de construir referencias nacionais comuns ao processo educativo em todas as      regi\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>      Com isso, pretende-se criar condi\u00e7\u00f5es, nas escolas, que permitam aos nossos      jovens Ter acesso ao conjunto de conhecimento socialmente elaborados e reconhecidos      como necess\u00e1rios ao exerc\u00edcio da cidadania.&#8221;<\/p>\n<p>      Foram produzidos diversos documentos disponibilizados em s\u00e9ries de livros      por disciplina, distribu\u00eddos \u00e0s escolas de todo o pa\u00eds e aos professores de      cada disciplina, quando remetidos em quantidade suficiente para o n\u00famero de      professores. Esses documentos foram elaborados em vers\u00e3o preliminar e posteriormente      analisados e modificados por um grupo seleto de educadores, especialistas      em educa\u00e7\u00e3o, institui\u00e7\u00f5es governamentais e n\u00e3o-governamentais, que resultou      na atual vers\u00e3o que dever\u00e1 ser revista periodicamente, a partir de acompanhamento      e avalia\u00e7\u00e3o de sua implanta\u00e7\u00e3o. Vale ressaltar que tais revis\u00f5es peri\u00f3dicas      ainda n\u00e3o aconteceram, dois anos depois.<\/p>\n<p>      \u00c9 fato que durante esses 500 anos de hist\u00f3ria, pouco tem sido feito para a      aplica\u00e7\u00e3o eficiente de tantas id\u00e9ias, leis e documentos t\u00e3o bem elaborados      pelas autoridades do nosso pa\u00eds e estado. A desvaloriza\u00e7\u00e3o dos profissionais      da educa\u00e7\u00e3o, principalmente dos professores, a falta de recursos, o mau uso      ou mesmo desuso dos recursos dispon\u00edveis, a super valoriza\u00e7\u00e3o da aprova\u00e7\u00e3o      em detrimento da qualidade do conhecimento adquirido s\u00e3o apenas alguns dos      muitos fatores que impedem a instaura\u00e7\u00e3o da qualidade superior no ensino p\u00fablico      do Estado da Bahia. Antes de grandiosos projetos e monumentais obras, \u00e9 necess\u00e1ria      uma forte e consciente avalia\u00e7\u00e3o do ensino p\u00fabico, cujas conclus\u00f5es sejam      simples, aplic\u00e1veis e eficientes, e valorize sim, a qualidade do ensino p\u00fablico      e n\u00e3o as quantidades em n\u00fameros estat\u00edsticos que ele possa oferecer.<\/p>\n<p>      Em rela\u00e7\u00e3o a estrutura f\u00edsica e humana da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica na Bahia, s\u00e3o apresentados      alguns dados retirados de SEI Educa\u00e7\u00e3o 1999. Em 99 a Bahia contava com 41.798      estabelecimentos de ensino entre p\u00fablicos federais, estaduais e municipais,      al\u00e9m dos particulares sendo 13.526 destinados \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o Infantil e Classes      de Alfabetiza\u00e7\u00e3o, 27.173 ao Ensino Fundamental e 1.102 ao Ensino M\u00e9dio.<\/p>\n<p>      Havia mais de 4.593.225 alunos matriculados nesses estabelecimentos dentre      os quais 385.944 na Educa\u00e7\u00e3o Infantil e Classes de Alfabetiza\u00e7\u00e3o, 3.702.727      no Ensino Fundamental e 504.554 no Ensino M\u00e9dio. Contava com 173.463 docentes      dos quais 25.550 destinavam-se \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o Infantil e Classes de Alfabetiza\u00e7\u00e3o,      125.871 ao Ensino Fundamental e 22.042 ao Ensino M\u00e9dio. O estado contava e      ainda conta com apenas quatro Universidades Estaduais que abrigavam, em 1999,      mais de 16.000 estudantes universit\u00e1rios, a UNEB, a UEFS, a UESC e a UESB.      Em 99 foram matriculados 9.717 alunos nos cursos de supl\u00eancia em todo o estado,      curso que visa acelerar os estudos daqueles estudantes que n\u00e3o se enquadram      nos moldes do ensino regular como, por exemplo, idade avan\u00e7ada.<\/p>\n<p>      Vale lembrar que o \u00edndice de reprova\u00e7\u00e3o e abandono da escola \u00e9 muito grande      no estado da Bahia principalmente por causa das p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es financeiras      em que vivem esses alunos. Uma grande quantidade desses estudantes deixa a      escola para trabalhar completando a renda familiar que ainda assim \u00e9 insuficiente      para manuten\u00e7\u00e3o digna da vida. Os avan\u00e7ados programas de matr\u00edcula usados      no estado nada podem contra a dura realidade em que vivem esses alunos e suas      fam\u00edlias, por isso os n\u00fameros apresentados pelo estado em suas pesquisas n\u00e3o      retratam a realidade fielmente, pois n\u00e3o podem controlar os motivos pelos      quais os estudantes fracassam na escola ou desistem dela.<\/p>\n<h2>      A Pol\u00edtica<\/h2>\n<p>      Durante quase 50 anos, as terras do Brasil permaneceram administradas \u00e0 dist\u00e2ncia,      n\u00e3o havendo no pa\u00eds um cargo espec\u00edfico para o controle pol\u00edtico das terras      brasileiras .<\/p>\n<p>      Em 1549 foi finalmente criado o Governo-Geral com a chegada de Tom\u00e9 de Souza      e a constru\u00e7\u00e3o de Salvador, a sede do Governo. Contrariando a opini\u00e3o de alguns      autores, Tavares (1987) afirma que o Governo-Geral n\u00e3o foi criado para substituir      as Capitanias, mas para conserv\u00e1-las. Portanto, n\u00e3o havia substitui\u00e7\u00e3o, mas      sim a cria\u00e7\u00e3o de um centro pol\u00edtico, administrativo, militar, judici\u00e1rio e      fiscal.<\/p>\n<p>      Segundo regimentos pr\u00f3prios o Governo-Geral deveria promover a seguran\u00e7a militar      no litoral, administrar a cidade de Salvador, cobrar d\u00edzimas e red\u00edzima devidas      ao rei em todas as Capitanias, fiscalizar os deveres dos donat\u00e1rios e dos      colonos para com o rei, julgar os delitos civis e penais. Segundo Alencar      (1981) o Governo-Geral deveria combater tribos rebeladas aliando-se a outras      e promovendo adversidades entre elas, realizar entradas em busca de riquezas      minerais, desenvolver a constru\u00e7\u00e3o naval e estimular a catequese.<\/p>\n<p>      Para o Governo-Geral foram criados os cargos de Governador-Geral, Ouvidor-Geral,      Provedor-Mor da Fazenda e Capit\u00e3o-Mor da Costa. Tamb\u00e9m foi institu\u00edda a Casa      da C\u00e2mara composta de membros indiretamente eleitos ou nomeados. Em 1646 passou      a denominar-se Senado da C\u00e2mara.<\/p>\n<p>      <strong>A organiza\u00e7\u00e3o      pol\u00edtica do Brasil se deu, inicialmente, em tr\u00eas sucessivos Governos-Gerais,      que foram:<\/strong><\/p>\n<h2>      Primeiro Governo<\/h2>\n<p>      Em 7 de janeiro de 1549 foi nomeado o fidalgo Tom\u00e9 de Souza para exercer por      tr\u00eas anos a fun\u00e7\u00e3o de Governador-Geral do Brasil com os t\u00edtulos de Governador      das Capitanias e terras da Bahia e Governador das Capitanias e terras do Brasil.      Com ele vieram em torno de 1000 pessoas entre colonos e funcion\u00e1rios subalternos      da Coroa e religiosos da Companhia de Jesus chefiados pelo Padre Manuel da      N\u00f3brega. Inicialmente, Tom\u00e9 de Souza e sua gente ocuparam a Vila do Pereira      mas,logo foi constru\u00edda a cidade do Salvador, primeira a\u00e7\u00e3o do Governador-Geral,      para onde a popula\u00e7\u00e3o foi deslocada. Ainda durante o primeiro Governo-Geral      foi criado o bispado de Salvador, o primeiro do Brasil que teve como titular      o bispo D. Pero Fernandes Sardinha.<\/p>\n<p>      Em 1551 foi introduzido no Brasil o gado trazido de Cabo Verde e a pecu\u00e1ria      aliou-se \u00e0 cultura da cana e do algod\u00e3o nas sesmarias concedidas por Tom\u00e9      de Souza.<\/p>\n<h2>      Segundo Governo<\/h2>\n<p>      Duarte da Costa, segundo Governador-Geral, chegou ao Brasil em 13 de junho      de 1553, trazendo mais alguns jesu\u00edtas como Jose de Anchieta. Este governo      caracterizou-se pela desarmonia existente entre membros do governo, jesu\u00edtas      e colonos. No entanto, foi no segundo Governo de Duarte da Costa que se efetuou      a conquista do Rec\u00f4ncavo cujas terras f\u00e9rteis de massap\u00e9 impulsionaram ainda      mais a produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>      Seu filho \u00c1lvares da Costa destacou-se na guerra contra os \u00edndios que n\u00e3o      aceitavam o dom\u00ednio europeu, sendo formada neste governo uma tropa regular      e paga usada nas batalhas de exterm\u00ednio.<\/p>\n<h2>      Terceiro Governo<\/h2>\n<p>      No ano de 1557, Men de S\u00e1 veio para o Brasil e iniciou o terceiro Governo-Geral.<\/p>\n<p>      Sua administra\u00e7\u00e3o durou quinze anos, contra sua vontade, pois solicitou sua      volta para Lisboa, sempre adiada pelo rei de Portugal. Apoiou jesu\u00edtas na      catequese de \u00edndios, mas ao mesmo tempo, promoveu o exterm\u00ednio dos mesmos      \u00edndios em guerras financiadas pelo seu Governo. Criou igrejas e concluiu a      constru\u00e7\u00e3o da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, mas suas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o se limitaram      a capitania da Bahia. Men de S\u00e1 foi respons\u00e1vel pela expuls\u00e3o dos franceses      que se encontravam desde 1555 na Bahia de Guanabara.<\/p>\n<p>      Trouxe para o Brasil 336 escravos africanos e mo\u00e7as \u00f3rf\u00e3s para casarem-se      com os colonos, agradando muito a igreja que condenava as liga\u00e7\u00f5es entre os      europeus e as \u00edndias.<\/p>\n<p>      Com a morte de Men de S\u00e1, foi Governador o Ouvidor-geral e Provedor-Mor, Fern\u00e3o      da Silva.<\/p>\n<h2>      Quarto Governo<\/h2>\n<p>      O quarto Governador-Geral, Lu\u00eds Vasconcelos, faleceu antes de chegar \u00e0 Bahia.      Ap\u00f3s esse fato, o rei bipartiu a administra\u00e7\u00e3o das terras do Brasil e nomeou      dois governadores. D. Luiz de Brito e Almeida, Governo-Geral de Bahia, Ilh\u00e9us,      Pernambuco e terras mais ao norte; e D. Antonio de Salema, Governo-Geral de      Porto Seguro, Esp\u00edrito Santo, Rio de Janeiro, S\u00e3o Vicente e terras mais ao      Sul. Nesta nova situa\u00e7\u00e3o houve a nomea\u00e7\u00e3o de muitos para ocuparem os cargos      do Governo, agora em dobro.<\/p>\n<p>      Em 12 de abril de 1577 Louren\u00e7o da Veiga foi nomeado Governador-Geral e as      terras e a administra\u00e7\u00e3o foram unidas outra vez. Esta medida reduziu os gastos      e o n\u00famero de funcion\u00e1rios em muito aumentados por causa da divis\u00e3o.<\/p>\n<p>      <strong>At\u00e9 a invas\u00e3o      dos holandeses foram os seguintes os Governadores-Gerais:<\/strong><\/p>\n<p>      Diogo Louren\u00e7o da Veiga, D. Manuel Teles de Menezes que governou at\u00e9 1587,      D. Francisco de Sousa, Diogo Botelho que governou de 1602 a 1608, Diogo de      Menezes quando se dividiu outra vez o Brasil em Norte e Sul, Gaspar de Souza      e Lu\u00eds de Sousa.<\/p>\n<p>      Em 1624, durante o Governo de D. Diogo de Mendon\u00e7a Furtado, Salvador foi invadida      pelos holandeses, vencendo a resist\u00eancia dos moradores que fugiram da cidade,      mas voltaram diversas vezes para atacar e cada vez mais enfraquecer os holandeses.<\/p>\n<p>      Em 1625, ap\u00f3s um ano de domina\u00e7\u00e3o holandesa da cidade e transcorridas diversas      batalhas, encontraram-se os holandeses isolados, sem comida e cansados. A      chegada da ajuda dos espanh\u00f3is determinou definitivamente a rendi\u00e7\u00e3o e sa\u00edda      dos holandeses da Bahia. Houve posteriores tentativas de tomar de assalto      a cidade de Salvador, mas todas sem sucesso.<\/p>\n<p>      No s\u00e9culo XVIII a estrutura pol\u00edtico-administrativa voltada para os interesses      da col\u00f4nia e orientada pelo pacto colonial conflitava com os interesses da      popula\u00e7\u00e3o da capitania da Bahia. Por tais motivos houve diversos conflitos      entre colonos e a col\u00f4nia que, no quadro nacional da hist\u00f3ria, n\u00e3o receberam      devida valoriza\u00e7\u00e3o, mas que tiveram grande import\u00e2ncia para a organiza\u00e7\u00e3o      dos colonos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Independ\u00eancia.<\/p>\n<p>      Alguns conflitos n\u00e3o apontavam a condi\u00e7\u00e3o de col\u00f4nia como promotora da dif\u00edcil      situa\u00e7\u00e3o em que se encontravam os colonos do Brasil, outros apontavam a independ\u00eancia      como \u00fanica maneira de resolver a situa\u00e7\u00e3o. Desta forma, alguns importantes      movimentos foram precursores da independ\u00eancia da Bahia e do Brasil.<\/p>\n<p>      Em 1711, o Motim do Maneta, o Motim de Dezembro e o Levante do Ter\u00e7o Velho      apresentavam uma insatisfa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para com a situa\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio      e pobreza em que se encontrava a cidade de Salvador e a capitania de modo      geral.<\/p>\n<p>      O primeiro e mais importante protestava contra os valores dos artigos importados      e contra os altos impostos que eram obrigados a pagar para manter a seguran\u00e7a      da col\u00f4nia e as regalias da metr\u00f3pole. No entanto, ainda n\u00e3o se cogitava na      Bahia as id\u00e9ias de separa\u00e7\u00e3o entre Brasil e Portugal.<\/p>\n<p>      De 1794 a 1798 ocorreu o movimento denominado Conjura\u00e7\u00e3o dos Alfaiates, Inconfid\u00eancia      Baiana, Sedi\u00e7\u00e3o dos Mulatos entre outros nomes. O movimento caracterizou uma      das mais importantes manifesta\u00e7\u00f5es anticoloniais do estado e do pa\u00eds no s\u00e9culo      XVIII. Influenciados pelas id\u00e9ias iluministas, os baianos queriam a Rep\u00fablica      na qual todos seriam iguais perante a lei, n\u00e3o importando a cor, e o poder      originasse do povo. No estado em que mulatos e negros predominavam em n\u00famero,      apenas os europeus possu\u00edam o poder de decis\u00e3o e ocupavam os altos cargos.      Em contrapartida, eram os mulatos e pobres os mais cobrados pela coroa que      exigia cada vez mais e maiores impostos.<\/p>\n<p>      Este movimento caracterizou-se por 11 boletins chamados sediciosos, manuscritos      e colocados em pontos centrais da cidade em 12 de agosto de 1798. Os revolucion\u00e1rios      reivindicavam a igualdade de direitos sem distin\u00e7\u00e3o de cor e equival\u00eancia      entre col\u00f4nia e metr\u00f3pole, exigindo que o porto de Salvador fosse aberto para      que o Brasil pudesse comercializar livremente com todos os pa\u00edses do mundo      e n\u00e3o apenas com a metr\u00f3pole.<\/p>\n<p>      Den\u00fancias contra os sediciosos levaram a pris\u00e3o e morte de diversos baianos      em v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es de repress\u00e3o.<\/p>\n<p>      A abertura dos portos do Brasil e da Bahia se deu em 28 de janeiro de 1808,      atrav\u00e9s do chamado Decreto de Abertura dos Portos do Brasil e permitiu livre      com\u00e9rcio dos baianos com todos os povos do mundo. Isso aconteceu quando o      Pr\u00edncipe D. Jo\u00e3o j\u00e1 estava refugiado no Brasil, fugindo dos franceses que      tomaram Lisboa. Segundo diversos autores como Alencar (1981) a atitude do      rei nada tinha a ver com as exig\u00eancias dos brasileiros, mas sim com as exig\u00eancias      da Inglaterra que desejava explorar o crescente mercado das col\u00f4nias portuguesas.<\/p>\n<p>      Portugal devia \u00e0 Inglaterra a prote\u00e7\u00e3o que recebeu durante a fuga para o Brasil.      A presen\u00e7a da fam\u00edlia real no Brasil proporcionou \u00e0 Bahia outros benef\u00edcios      como a cria\u00e7\u00e3o da Escola M\u00e9dico-Cir\u00fargica, posterior Faculdade de Medicina      da Bahia, a cria\u00e7\u00e3o da Companhia de Seguros Com\u00e9rcio Mar\u00edtimo e a resolu\u00e7\u00e3o      favor\u00e1vel \u00e0 exist\u00eancia de ind\u00fastrias na col\u00f4nia.<\/p>\n<p>      O movimento chamado Pronunciamento de 10 de fevereiro de 1821 marcou a ades\u00e3o      da Bahia ao movimento liberal-constitucionalista instalado na Europa e que      determinou a Revolu\u00e7\u00e3o Constitucional de 1820 no Porto e em Lisboa. Na Bahia,      ele foi liderado de dentro da pris\u00e3o do Aljube, pelos prisioneiros pol\u00edticos      da Revolu\u00e7\u00e3o de 1817, que foi pouco expressiva na Bahia, mas importante em      Recife. O movimento evidenciava o desejo dos baianos em participar da forma\u00e7\u00e3o      da Constitui\u00e7\u00e3o que regiria os destinos de Portugal e suas col\u00f4nias e que      poderia permitir a institui\u00e7\u00e3o de direitos para a Capitania e deveres para      a metr\u00f3pole.<\/p>\n<p>      Na C\u00e2mara Municipal de Salvador, por determina\u00e7\u00e3o do governador Conde de Palma      pressionado pelos baianos, foi constitu\u00edda a Junta Provis\u00f3ria de Governo da      Prov\u00edncia da Bahia, composta de representantes das principais camadas da sociedade:      igreja, com\u00e9rcio, ex\u00e9rcito e agricultura.<\/p>\n<p>      Embora liberal, o movimento pela Constitui\u00e7\u00e3o ainda adotava compromisso de      subordina\u00e7\u00e3o a Portugal, o que desagradava muito os revolucion\u00e1rios de 1821      que clamavam a independ\u00eancia. Isso ficou claro quando a junta jurou obedi\u00eancia      \u00e0 Coroa e \u00e0 igreja cat\u00f3lica como tamb\u00e9m \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o que a Corte elaborasse.<\/p>\n<p>      Deputados baianos foram escolhidos para participarem, na Corte, da elabora\u00e7\u00e3o      da Constitui\u00e7\u00e3o para o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, por elei\u00e7\u00e3o      indireta no dia 3 de setembro de 1821. Ao chegarem a Portugal os deputados      baianos encontraram a discuss\u00e3o para a futura Constitui\u00e7\u00e3o em pleno andamento      colocando-os em diverg\u00eancia imediata com os portugueses. Os representantes      brasileiros (baianos, pernambucanos e paulistas) reivindicavam autonomia para      o Brasil enquanto os portugueses desejavam retrocesso de concess\u00f5es como a      aboli\u00e7\u00e3o do livre com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>      V\u00e1rios movimentos e manifesta\u00e7\u00f5es a favor da Independ\u00eancia da Bahia e do Brasil      ocorreram em Salvador e no Rec\u00f4ncavo, tendo sido sempre reprimidos pelos Portugueses      que ainda tinham o poder militar na Bahia. As C\u00e2maras das cidades do Rec\u00f4ncavo      proclamavam a forma\u00e7\u00e3o de um centro do Poder Executivo no Brasil exercido      por D. Pedro, j\u00e1 aclamado no Rio de Janeiro como Defensor Perp\u00e9tuo e Constitucional      do Brasil. Mas a for\u00e7a militar impedia as sess\u00f5es da C\u00e2mara e reprimia com      pris\u00f5es as manifesta\u00e7\u00f5es do povo.<\/p>\n<p>      Aos poucos os conflitos tornaram evidente a aproxima\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia n\u00e3o      s\u00f3 do estado mas de todo o Brasil. Alguns fatos importantes antecederam a      independ\u00eancia como a Batalha do Piraj\u00e1 travada na \u00e1rea de Cabrito-Campinas-Piraj\u00e1      foi a maior demonstra\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia militar pela independ\u00eancia no estado      da Bahia. Foram oito horas de luta armada entre os soldados baianos e os portugueses      que resultou na morte de v\u00e1rios soldados brasileiros e lusitanos.<\/p>\n<p>      V\u00e1rios epis\u00f3dios de batalhas e conflitos antecederam o epis\u00f3dio conhecido      pelo nome de Liberta\u00e7\u00e3o da Bahia. Ilhados na cidade do Salvador, os portugueses      sofriam com a falta de g\u00eaneros b\u00e1sicos para a sobreviv\u00eancia como comida e      \u00e1gua. Todo o entorno da cidade j\u00e1 estava ocupado pelos soldados baianos que      impediam os portugueses de sa\u00edrem da cidade ou de entrar nela qualquer pessoa      ou suprimento. No dia 1\u00ba de julho, cansados, com fome e sede, os portugueses      come\u00e7aram a abandonar a cidade. Embarcaram em navios mercantes ou de guerra      soldados, oficiais e mesmo as fam\u00edlias portuguesas, na maioria comerciantes      que permaneceram na cidade.<\/p>\n<p>      Enfim, no dia 2 de julho de 1823 entrou na cidade o ex\u00e9rcito brasileiro, marcando      a Independ\u00eancia da Bahia. Neste dia consolidou-se a separa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica entre      Brasil e Portugal, deixando de haver um ponto de apoio para os portugueses      vindos da Europa para lutar pela Monarquia portuguesa. A partir de ent\u00e3o,      um per\u00edodo Mon\u00e1rquico Constitucional Unit\u00e1rio instalou-se tamb\u00e9m na Bahia.<\/p>\n<p>      Em 2 de julho o pr\u00edncipe D.Pedro tornou-se Imperador da Bahia, mas na verdade,      j\u00e1 era Imperador do Brasil desde 12 de outubro de 1822 e j\u00e1 havia uma Assembl\u00e9ia      Constituinte no Rio de Janeiro. Como no epis\u00f3dio da Carta Constitucional Portuguesa,      a Bahia estava atrasada, desta vez no processo de independ\u00eancia do pa\u00eds.<\/p>\n<p>      As prov\u00edncias ainda n\u00e3o estavam sob um s\u00f3 governo executivo, mas com a Independ\u00eancia      da Bahia, a independ\u00eancia e a consolida\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio do Brasil tornou-se      vi\u00e1vel. No entanto tamb\u00e9m nesse per\u00edodo alguns conflitos e manifesta\u00e7\u00f5es importantes      ocorreram na Bahia.<\/p>\n<p>      Ordens do Imperador D.Pedro, como a transfer\u00eancia do Sargento-Mor Silva Castro,      importante oficial na luta pela Independ\u00eancia da Bahia, para o Rio de Janeiro,      evidenciavam uma tend\u00eancia do imp\u00e9rio em centralizar as decis\u00f5es e as a\u00e7\u00f5es      no Rio de Janeiro. Algumas prov\u00edncias como Pernambuco, Para\u00edba, Alagoas, Rio      Grande do Norte e Cear\u00e1 desligaram-se do poder executivo central estabelecido      no Rio de Janeiro, era a Confedera\u00e7\u00e3o do Equador que pretendia liberar as      prov\u00edncias das ordens do Rio. A Bahia se dividia entre obedecer irrestritamente      o Imperador ou desligar-se como outros estados do Nordeste do pa\u00eds.<\/p>\n<p>      O levante do Terceiro Batalh\u00e3o (Periquitos), batalh\u00e3o do qual fez parte Maria      Quit\u00e9ria nas lutas pela independ\u00eancia, evidenciava o descontentamento dos      baianos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 administra\u00e7\u00e3o do Imperador D.Pedro I e chegou a beirar      uma guerra civil entre adeptos e contr\u00e1rios \u00e0 Monarquia. J\u00e1 haviam ent\u00e3o rumores      sobre a Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>      Para manter a submiss\u00e3o da Bahia \u00e0 sua autoridade, D.Pedro I visitou rapidamente      a prov\u00edncia e, com discursos e audi\u00eancias, tentou manter os \u00e2nimos frios e      controlados, dando a falsa impress\u00e3o de preocupa\u00e7\u00e3o com os interesses baianos.      No entanto, sua pol\u00edtica tendenciosa que beneficiava Portugal e a Inglaterra      com o mercado e o dinheiro brasileiros, s\u00f3 causava desconfian\u00e7a e temor na      popula\u00e7\u00e3o baiana.<\/p>\n<p>      Nos anos seguintes de 1829, 1830 e 1831 sucederam-se diversos conflitos entre      brasileiros e portugueses, principalmente na cidade de Salvador e nas vilas      de Cachoeira e Santo Amaro. Havia, ent\u00e3o, um sentimento anti-lusitano que      estimulava que estimulava conflitos dentre os quais aquele conhecido como      Mata-Maroto, que resultou na substitui\u00e7\u00e3o do Presidente da Prov\u00edncia da Bahia      e do Governador das Armas, todos portugueses e sua substitui\u00e7\u00e3o por representantes      brasileiros, baianos.<\/p>\n<p>      Estes conflitos passaram com algum tempo, a criticar diretamente ao regime      Mon\u00e1rquico Constitucional Unit\u00e1rio instalado no Brasil e passaram a sugerir      o federalismo que permitiria autonomia \u00e0s prov\u00edncias, antes que D.Pedro I      tentasse reunificar Portugal e Brasil num novo Reino Unido, como desconfiavam      alguns baianos.<\/p>\n<p>      A Revolu\u00e7\u00e3o Federalista de 1832 e 1835 definiu-se com a deposi\u00e7\u00e3o de D.Pedro      em 7 de abril de 1831. No entanto, apenas em 1832 foi proclamada a Federa\u00e7\u00e3o      da Prov\u00edncia da Bahia e formado um Governo Provis\u00f3rio o qual n\u00e3o se subjugava      mais \u00e0s ordens do Rio de Janeiro e pretendia reformular leis contr\u00e1rias ao      federalismo na Bahia ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o de uma Assembl\u00e9ia Constituinte Legislativa      Provincial. Tais transforma\u00e7\u00f5es, no entanto, n\u00e3o tinham o aval do governo      da prov\u00edncia baiana que reprimiu o movimento com armas e prendeu os federalistas      mais importantes, enfraquecendo o movimento.<\/p>\n<p>      No entanto, o movimento federalista n\u00e3o findou na Bahia. Ao contr\u00e1rio, deu      vaz\u00e3o \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o conhecida como Sabinada, de grande import\u00e2ncia para a hist\u00f3ria      da Bahia e do Brasil. Era um movimento federalista que pedia revis\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o      de 1824 e a descentraliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica sem desligar-se do poder executivo central      no Rio de Janeiro. A Sabinada j\u00e1 apresentava inclina\u00e7\u00e3o ainda pouco definida      para a Rep\u00fablica.O levante de 7 de novembro marca o come\u00e7o do aspecto militar      da Sabinada, j\u00e1 que a revolu\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio muito antes com a publica\u00e7\u00e3o das      id\u00e9ias revolucion\u00e1rias. O levante do Forte de S\u00e3o Pedro de 7 de novembro de      1837 iniciou uma s\u00e9rie de conflitos que culminaram com a forma\u00e7\u00e3o de um governo      baiano desligado do Governo Central do Rio de Janeiro. No entanto, o movimento      baiano n\u00e3o estimulou a ades\u00e3o de outras prov\u00edncias e ainda desagradou aos      grandes propriet\u00e1rios do Rec\u00f4ncavo que investiram contra os chamados sabinos.<\/p>\n<p>      Sem apoio a Sabinada limitou-se ao estado livre e independente da Bahia at\u00e9      a maioridade de D.Pedro II, que corria s\u00e9rios riscos de perder o trono.<\/p>\n<p>      Segundo Tavares (1987) o movimento tornou-se contra a submiss\u00e3o administrativa      e pol\u00edtica da Bahia ao Rio de Janeiro, a centraliza\u00e7\u00e3o. No entanto, n\u00e3o se      opunha a Monarquia Constitucional nem ao Pr\u00edncipe D.Pedro II. Era contra o      trabalho escravo, mas n\u00e3o obteve conquistas neste campo.<\/p>\n<p>      Teve seu fim com a retomada do controle de Salvador pelo ex\u00e9rcito do Imperador,      controle esse que perdurou at\u00e9 depois da maioridade de D.Pedro II, evitando      maiores conflitos t\u00e3o comuns na prov\u00edncia. A Sabinada foi a \u00faltima revolu\u00e7\u00e3o      armada da Bahia at\u00e9 o movimento republicano no qual ressurgem ideais federalistas.<\/p>\n<p>      Segundo alguns autores, o federalismo de Rui Barbosa foi o que mais caracterizou      e animou a pol\u00edtica na Bahia, na \u00faltima d\u00e9cada do Imp\u00e9rio. Neste fim de s\u00e9culo,      um dos maiores problemas do Brasil era encontrar um regime que garantisse      a unidade do pa\u00eds. Embora D.Pedro tentasse manter o Imp\u00e9rio a todo custo,      seus esfor\u00e7os e dos monarquistas s\u00f3 popularizavam as id\u00e9ias republicanas e      a proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica torna-se cada vez mais pr\u00f3xima.<\/p>\n<p>      Organizaram-se no estado tr\u00eas partidos pol\u00edticos, dois antigos o Conservador      e o Liberal e um novato e pouco representativo, o Republicano que embora defendesse      as id\u00e9ias republicanas, tinham pouca representa\u00e7\u00e3o no estado e pouco decidiam      sobre os rumos da Rep\u00fablica a ser proclamada.<\/p>\n<p>      Apenas na noite de 15 de novembro de 1888, Salvador conheceu os acontecimentos,      que na manh\u00e3 do mesmo dia, levaram a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica no Rio de Janeiro.      A not\u00edcia foi recebida atrav\u00e9s de um telegrama de Rui Barbosa, ent\u00e3o Ministro      da Fazenda do Governo Provis\u00f3rio. Al\u00e9m de informar sobre as novas da capital      do pa\u00eds, o telegrama nomeava Manuel Victorino Pereira o Governador do Estado      da Bahia.<\/p>\n<p>      Houve em Salvador demonstra\u00e7\u00f5es desaprova\u00e7\u00e3o e reprova\u00e7\u00e3o por parte dos representantes      pol\u00edticos e militares da Bahia. Os nomes importantes da cidade se dividiram      entre os que aderiam a Rep\u00fablica e os que juravam obedi\u00eancia \u00e0 Coroa e ao      Rei, como faziam h\u00e1 anos.<\/p>\n<p>      Ironicamente, era do Comandante das Armas Marechal Hermes Ernesto da Fonseca,      irm\u00e3o mais velho do Marechal Deodoro da Fonseca, chefe militar do movimento      republicano no Rio de Janeiro, a lideran\u00e7a do movimento monarquista em Salvador.      Hermes da Fonseca, junto ao ex-presidente da Prov\u00edncia da Bahia, decidiu continuar      acatando as ordens do Imperador e desacatar as ordens do Governo Provis\u00f3rio,      que j\u00e1 havia indicado um Governador para o rec\u00e9m proclamado Estado da Bahia.<\/p>\n<p>      L\u00edderes militares como Christiano Buys do grupo dos republicanos, tentavam      ades\u00e3o suficiente da popula\u00e7\u00e3o e dos representantes pol\u00edticos para a Proclama\u00e7\u00e3o      da Rep\u00fablica na Bahia, promovendo diversos pequenos conflitos na cidade do      Salvador. O Governador nomeado Manuel Victorino recusou-se a se envolver nesses      conflitos e, mesmo sem sua presen\u00e7a, mas j\u00e1 com o apoio do Marechal Hermes      Ernesto da Fonseca o Coronel Buys proclamou a Rep\u00fablica na Bahia somente no      dia seguinte a proclama\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro. Ocorreu as seis horas da arde      do dia 16 de novembro de 1888, no Forte de S\u00e3o Pedro.<\/p>\n<p>      Mas o estado permaneceu sem governador at\u00e9 o dia 18 de novembro quando, \u00e0s      13 horas Virg\u00edlio Dam\u00e1sio foi empossado Governador do estado da Bahia. Dam\u00e1sio,      que teve papel atuante no processo da proclama\u00e7\u00e3o, permaneceu no cargo at\u00e9      o dia 23 de novembro quando, em obedi\u00eancia ao Governo Provis\u00f3rio, passou o      cargo ao m\u00e9dico e pol\u00edtico Manuel Victorino. Por ter sido sempre liberal,      Victorino surpreendeu a todos quando se uniu a pol\u00edticos do Partido Conservador,      propondo mudan\u00e7as no sistema de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, desagradando os liberais      e os republicanos. Esses \u00faltimos promoveram o movimento que levou a ren\u00fancia      de Victorino no dia 23 de abril de 1890.<\/p>\n<p>      Ao contr\u00e1rio do que imaginaram os republicanos, a ren\u00fancia resultou na posse      do Marechal Manuel Hermes Ernesto da Fonseca como governador e na ascens\u00e3o      do grupo conservador do qual participavam Luiz Vianna, Jos\u00e9 Marcelino de Souza,      Jos\u00e9 Gon\u00e7alves Dias e Satyro de Oliveira Dias.<\/p>\n<p>      Isso demonstrou que os liberais e os conservadores, grandes fazendeiros do      Rec\u00f4ncavo e do Sert\u00e3o, realmente detinham o poder, enquanto os novatos republicanos      eram pouco representativos. Os liberais e os conservadores elegeram a maioria      dos representantes da Assembl\u00e9ia Constituinte e o primeiro governador republicano      do Estado da Bahia, Jos\u00e9 Gon\u00e7alves da Silva.<\/p>\n<p>      Em novembro de 1891, devido \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es de insatisfa\u00e7\u00e3o de alguns setores      da sociedade baiana, o Marechal Deodoro da Fonseca dissolveu o Poder Legislativo      demonstrando autoritarismo que foi renegado e combatido na Bahia, principalmente      por representantes militares, sempre envolvidos nos movimentos revolucion\u00e1rios      e contra o governo do estado.<\/p>\n<p>      Ap\u00f3s diversas mudan\u00e7as no governo do estado, finalmente o Partido Republicano      da Bahia conseguiu consolidar-se e eleger, em 1892, por voto direto, o Governador      Joaquim Manuel Rodrigues que comandou o Estado at\u00e9 1896, quando o Conselheiro      Luiz Vianna tornou-se Governador.<\/p>\n<p>      Foi no mandato de Luiz Vianna que ocorreu o epis\u00f3dio conhecido na hist\u00f3ria      do Brasil como Guerra de Canudos. O povoado de Canudos surgiu sob a lideran\u00e7a      religiosa do beato Antonio Conselheiro, Antonio Vicente Mendes Maciel, um      homem ex\u00f3tico,de cabelos e barba sempre grandes e vestindo uma longa bata      azul.<\/p>\n<p>      A cidade abrigava uma grande quantidade de fi\u00e9is, ex-escravos, \u00edndios e todo      tipo de exclu\u00eddos que encontravam apoio e acolhida em meio \u00e0s dif\u00edceis condi\u00e7\u00f5es      do sert\u00e3o nordestino. O lugarejo foi formado na Regi\u00e3o da Serra do Cambaio      e do Vale do Rio Vasa-Barris.<\/p>\n<p>      A comunidade se fundamentava em ideais puramente religiosos, mas acabou representando      amea\u00e7a \u00e0 Monarquia por rejeitar ordens legais como o casamento civil e o registro      em cart\u00f3rio dos rec\u00e9m-nascidos. Al\u00e9m disso, a comunidade cresceu muito rapidamente      e n\u00e3o podia ser controlada pelas autoridades republicanas, pois o povo de      Belo Monte s\u00f3 obedecia as ordens do beato Conselheiro, esp\u00e9cie de porta-voz      de Deus na terra. Conhecendo os perigos de n\u00e3o seguir o regime, Belo Monte      sempre esteve preparada para poss\u00edveis amea\u00e7as de invas\u00e3o j\u00e1 que possu\u00eda um      grande arsenal de r\u00fasticas armas de fogo.<\/p>\n<p>      V\u00e1rias tentativas de acabar com a suposta conspira\u00e7\u00e3o monarquista instalada      em Canudos realizadas pelas forcas armadas brasileiras falharam, mas exterminaram      aos poucos os 25 mil habitantes do povoado. Em 5 de outubro de 1897. uma quinta      expedi\u00e7\u00e3o conseguiu exterminar os moradores do povoado que ainda resistiam      heroicamente. Em 22 de setembro de 1897 morreu Antonio Conselheiro.<\/p>\n<p>      Segundo Antonio Olavo (site) a guerra de Canudos foi um massacre sem precedentes      no Brasil de milhares de pessoas que nada tinham de subversivas e apenas defendiam      sua f\u00e9 e seus princ\u00edpios. Durou um ano e mobilizou mais de 10 mil soldados      de 17 estados brasileiros culminando com a destrui\u00e7\u00e3o irracional da cidade.<\/p>\n<p>      De 1896 a 1912 diversos fatos acompanharam as mudan\u00e7as de governadores da      Bahia. Foi no mandato de Severino Vieira, sucessor de Luiz Vianna, que o Partido      Republicano da Bahia se dividiu e originou o Partido Republicano Dissidente      no mandato seguinte, o de Jos\u00e9 Marcelino de Souza. Os dissidentes apoiavam      J.J. Seabra para a sucess\u00e3o no governo do estado, sendo chamados de seabristas.<\/p>\n<p>      Na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XX as dissid\u00eancias em quest\u00f5es pol\u00edticas eram      evidenciadas nos diversos grupos que surgiram, cujos nomes mostravam a prefer\u00eancia      para a sucess\u00e3o no governo do estado. Eram os vianistas, severinistas, seabristas      cujas diverg\u00eancias levaram ao grave epis\u00f3dio do bombardeio de Salvador no      dia 10 de janeiro de 1912, no mandato de Jo\u00e3o Ferreira de Ara\u00fajo Pinho. Segundo      Tavares (1987), forcado a renunciar, o governador Ara\u00fajo Pinho transmitiu      o governo a seu substituto legal, Aur\u00e9lio Vianna, que foi recusado pela maioria      da C\u00e2mara Estadual.<\/p>\n<p>      Em repres\u00e1lia, o pr\u00e9dio da C\u00e2mara foi fechado e a capital do estado transferida      para Jequi\u00e9. Houve briga judicial que favoreceu os vereadores, no entanto,      a decis\u00e3o legal de liberar a C\u00e2mara n\u00e3o foi aceita pelo Governo do estado.      A rea\u00e7\u00e3o militar foi imediata e no dia 10 de janeiro, os Fortes de S\u00e3o Pedro      e do Barbalho canhonearam o centro da cidade por 4 horas causando grandes      estragos \u00e0s constru\u00e7\u00f5es do local.<\/p>\n<p>      O bombardeio causou n\u00e3o s\u00f3 muitas confus\u00f5es e estragos para a popula\u00e7\u00e3o, mas      tamb\u00e9m, muitas confus\u00f5es pol\u00edticas em todo o estado e at\u00e9 para o Presidente,      Marechal Hermes da Fonseca. Na Bahia resultou na elei\u00e7\u00e3o para Governador do      Estado vencida por J.J. Seabra, dezesseis dias depois do bombardeio.<\/p>\n<h2>      A Economia<\/h2>\n<p>      A economia da Bahia colonial foi, desde o in\u00edcio, voltada para o mercado externo,      respondendo \u00e0s exig\u00eancias da metr\u00f3pole e do com\u00e9rcio europeu. Segundo Tavares      (1987) entre outros autores, era uma economia de exporta\u00e7\u00e3o, mercantil, agr\u00e1ria      e escravista.<\/p>\n<p>      Desta maneira o pa\u00eds produziu e consumiu somente o que interessava ao com\u00e9rcio      externo, mais especificamente o de Portugal, funcionando como produtor de      mat\u00e9ria-prima e consumidor de produtos manufaturados e escravos.<\/p>\n<p>      \u00c0 col\u00f4nia n\u00e3o cabia a produ\u00e7\u00e3o industrial ou liter\u00e1ria, podia apenas comprar      da metr\u00f3pole o que era proibida de produzir. Segundo Alencar (1981) f\u00e1bricas,      imprensa e circula\u00e7\u00e3o de livros sempre sofreram s\u00e9rias restri\u00e7\u00f5es. A col\u00f4nia      n\u00e3o podia manufaturar ou industrializar e s\u00f3 podia comercializar com a metr\u00f3pole      e nunca concorrer com ela. Segundo Junior (1994) a economia brasileira era      complementar a portuguesa devendo suprir as necessidades desta \u00faltima. Foi      o Brasil uma col\u00f4nia de explora\u00e7\u00e3o por mais de tr\u00eas s\u00e9culos.<\/p>\n<p>      A base da economia na Bahia colonial foi, sem d\u00favida, o trabalho escravo que      sustentou todos os ciclos econ\u00f4micos at\u00e9 o s\u00e9culo XIX, enriquecendo cada vez      mais os senhores brancos. Al\u00e9m de ser m\u00e3o-de-obra sem custo, o escravo era      importante mercadoria humana e dava grandes lucros aos traficantes portugueses,      que venderam nos s\u00e9culos XVI, XVII e XVIII dois milh\u00f5es de escravos negros      no Brasil, segundo Alencar (1981).<\/p>\n<p>      A escravid\u00e3o tamb\u00e9m permitia a exist\u00eancia de trabalho livre e assalariado      dos que desempenhavam fun\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia dos escravos ou que exigiam conhecimento      t\u00e9cnico. Permitiu r\u00e1pido enriquecimento dos portugueses moradores do Brasil      e para comerciantes de v\u00e1rios pa\u00edses europeus como Fran\u00e7a e It\u00e1lia.<\/p>\n<p>      O porto de Salvador, \u00fanico para a exporta\u00e7\u00e3o de produtos baianos teve grande      import\u00e2ncia e intenso movimento durante o desenvolvimento da economia no estado      voltada para a exporta\u00e7\u00e3o para a Europa, \u00c1frica e outras capitanias.<\/p>\n<p>      Dividida em ciclos, a economia da Bahia e de toda a col\u00f4nia caracterizou-se      como extrativista, inicialmente. J\u00e1 nas primeiras expedi\u00e7\u00f5es exploradoras      das terras brasileiras nos anos de 1501 e 1503, os portugueses detectaram      na mata atl\u00e2ntica do litoral baiano a ocorr\u00eancia, em abund\u00e2ncia, do chamado      pau-brasil. O pau-brasil \u00e9 uma madeira de interior cor de brasa (da\u00ed o nome      Brasil) da qual se extra\u00eda um corante muito usado na ind\u00fastria t\u00eaxtil europ\u00e9ia      e de valor comercial para a constru\u00e7\u00e3o civil e naval.<\/p>\n<p>      Desde a descoberta do pau-brasil na col\u00f4nia, o rei de Portugal estabeleceu      monop\u00f3lio da metr\u00f3pole sobre sua explora\u00e7\u00e3o, cobrando impostos sobre os lucros      obtidos com a comercializa\u00e7\u00e3o do produto.<\/p>\n<p>      Os portugueses transportavam pau-brasil para a Europa e lucravam muito com      esse com\u00e9rcio, mas eram os \u00edndios que cortavam as \u00e1rvores, rachavam as toras      e transportavam o pau-brasil at\u00e9 as feitorias criadas no litoral para armazenar      o produto.<\/p>\n<p>      Al\u00e9m disso, eram tamb\u00e9m os \u00edndios que carregavam o navio e trocavam seu trabalho      e o produto por facas, espelhos, tecidos e outros objetos de irris\u00f3rio valor      comercial para os Portugueses. Assim se estabeleceu na Bahia e em todo o Brasil      a troca direta de produto por produto chamada escambo.<\/p>\n<p>      Os franceses tamb\u00e9m fizeram escambo com os \u00edndios e exploraram largamente      o pau-brasil do litoral da Bahia, desde a regi\u00e3o de Rio Real at\u00e9 a Ba\u00eda de      Todos os Santos.<\/p>\n<p>      Ainda no s\u00e9culo XVI, a produ\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar foi escolhida para iniciar a explora\u00e7\u00e3o      permanente do Brasil. O a\u00e7\u00facar era muito raro e procurado na Europa e Portugal      j\u00e1 o produzia em suas ilhas no atl\u00e2ntico quando decidiu implantar a cultura      da cana no Brasil. As terras baianas do tipo massap\u00e9 mostraram-se perfeita      para o cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar e o clima do Nordeste beneficiava seu desenvolvimento.<\/p>\n<p>      A grande quantidade de m\u00e3o-de-obra necess\u00e1ria para a derrubada da mata, prepara\u00e7\u00e3o      do solo, plantio e colheita da cana e processamento do a\u00e7\u00facar veio da \u00c1frica      como escravos negros.Os escravos eram respons\u00e1veis por todo tipo de trabalho      nas fazendas chamadas engenhos. Plantavam e colhiam cana, processavam o a\u00e7\u00facar      nos engenhos, trabalhavam na casa grande e em outros servi\u00e7os.<\/p>\n<p>      A cana era plantada em grandes latif\u00fandios como monocultura e processada nos      engenhos das fazendas. Em 1585 a Bahia j\u00e1 possu\u00eda 35 engenhos de a\u00e7\u00facar, no      fim do s\u00e9culo XVIII j\u00e1 eram 260 espalhados pelo Rec\u00f4ncavo. Em 1834 havia na      Bahia 603 engenhos de a\u00e7\u00facar e em 1875 j\u00e1 eram 892, a vapor, hidr\u00e1ulico ou      de tra\u00e7\u00e3o animal.<\/p>\n<p>      No final do s\u00e9culo XIX, o a\u00e7\u00facar, embora apresentando sinais de decl\u00ednio,      ainda cumpria importante papel na economia da Bahia a ponto de serem constru\u00eddos      engenhos centrais que permitiam maior efici\u00eancia e controle da produ\u00e7\u00e3o no      estado.<\/p>\n<p>      O a\u00e7\u00facar produzido no Brasil era vendido aos holandeses que por sua vez o      distribu\u00edam para toda a Europa, sendo a Bahia um dos principais produtores      do g\u00eanero para exporta\u00e7\u00e3o. Quando os holandeses foram expulsos do Brasil,      deixaram de comercializar o a\u00e7\u00facar brasileiro.<\/p>\n<p>      Financiaram a produ\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar nas Antilhas que passaram a concorrer com      o Brasil pelo mercado europeu. Gra\u00e7as \u00e0 larga experi\u00eancia holandesa na distribui\u00e7\u00e3o      do produto , o a\u00e7\u00facar antilhano logo dominou o mercado europeu e promoveu      a decad\u00eancia da economia a\u00e7ucareira na Bahia e no Brasil.<\/p>\n<p>      Ao lado do a\u00e7\u00facar, o algod\u00e3o e o fumo desempenharam importante papel para      a economia das mais importantes regi\u00f5es baianas.<\/p>\n<p>      Desde o s\u00e9culo XVI a Bahia produziu e exportou algod\u00e3o em menor quantidade      que o a\u00e7\u00facar, j\u00e1 que o com\u00e9rcio, externo para o qual toda a col\u00f4nia devia      servir, interessa-se menos pelo algod\u00e3o, no momento. A produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o      teve seu auge no s\u00e9culo XIX, per\u00edodo em que a Inglaterra passou a comprar      a mat\u00e9ria-prima do Brasil. No entanto.<\/p>\n<p>      Ap\u00f3s reatar rela\u00e7\u00f5es comerciais com suas ex-col\u00f4nias americanas produtoras      de algod\u00e3o, a Inglaterra ao deixar de comercializar com a Bahia, promove um      enfraquecimento na produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o que volta a atender apenas o mercado      portugu\u00eas e o mercado interno.<\/p>\n<p>      Em rela\u00e7\u00e3o ao fumo, a Bahia manteve de est\u00e1vel a crescente a produ\u00e7\u00e3o que      n\u00e3o era direcionada ao mercado europeu, mas sim ao africano. As regi\u00f5es chamadas      tabuleiros (Cruz das Almas e Cachoeira, por exemplo) produziram e ainda produzem      fumo que, \u00e0 partir de do s\u00e9culo XVIII melhorou muito em qualidade na tentativa      de atingir o mercado europeu.<\/p>\n<p>      Segundo Tavares (1987) diversos outros produtos foram produzidos e exportados      pela Bahia nos s\u00e9culos XVI,XVII e XVIII como couros, aguardente, mel, diversos      gr\u00e3os e produtos da mandioca.<\/p>\n<p>      Ainda no s\u00e9culo XVIII, tamb\u00e9m ouro e pedras preciosas foram extra\u00eddas das      terras baianas, mais precisamente de Jacobina, Rio de Contas, Ara\u00e7ua\u00ed e Tucambira.      No entanto, Portugal preferiu concentrar a produ\u00e7\u00e3o de ouro e pedras preciosas      em Minas Gerais, a ponto de fechar minas de ouro da Bahia, mesmo havendo no      s\u00e9culo XVIII cerca de 2000 mineradores no estado.<\/p>\n<p>      O gado introduzido no Brasil ainda em 1551 por Tom\u00e9 de Souza passou, no s\u00e9culo      XVI, a concorrer com as planta\u00e7\u00f5es de cana pela terra do litoral. Durante      muito tempo, a cria\u00e7\u00e3o de gado ateneu \u00e0s necessidades das popula\u00e7\u00f5es locais,      era a cria\u00e7\u00e3o para consumo pr\u00f3prio. Com o crescimento dos rebanhos a extens\u00e3o      de terra do litoral baiano tornou-se pequena; ou se plantava cana ou se criava      gado. O a\u00e7\u00facar ainda era muito lucrativo e os interesses do mercado externo      se sobrepunham em import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>      A cria\u00e7\u00e3o de gado chegou a ser proibida no litoral e banida para o sert\u00e3o      de todo o Nordeste. Dessa forma, a pecu\u00e1ria migrou em dire\u00e7\u00e3o ao interior      do estado da Bahia adaptando-se ao clima semi-\u00e1rido e abrindo os caminhos      dos sert\u00f5es. A pecu\u00e1ria teve grande import\u00e2ncia para a explora\u00e7\u00e3o do interior      do estado, atrav\u00e9s das marchas das boiadas ligou regi\u00f5es distantes e promoveu      a funda\u00e7\u00e3o de cidades importantes como Feira de Santana. Segundo Alencar (1981)      foi assim a coloniza\u00e7\u00e3o do sert\u00e3o, promovida pelos vaqueiros que viajavam      cada vez mais em dire\u00e7\u00e3o ao centro do estado e do pa\u00eds.<\/p>\n<p>      Cidades como Vit\u00f3ria da Conquista, Xique-Xique, Juazeiro, Feira de Santana,      Barreiras e Alagoinhas foram importantes pontos de pecu\u00e1ria do estado e grandes      beneficiadores do couro que tamb\u00e9m era artigo de exporta\u00e7\u00e3o do estado.<\/p>\n<p>      No s\u00e9culo XIX a economia baiana ainda tentava responder \u00e0s exig\u00eancias do mercado      internacional produzindo e exportando produtos prim\u00e1rios. No entanto, diversificou      um pouco seus produtos sendo ainda o a\u00e7\u00facar o mais importante para a exporta\u00e7\u00e3o,      seguido do fumo, diamantes, caf\u00e9, couros, aguardente, cacau e algod\u00e3o.<\/p>\n<p>      Sem d\u00favida, o com\u00e9rcio tornou-se no s\u00e9culo XIX a principal atividade econ\u00f4mica      da Bahia, principalmente de sua capital Salvador. Os grandes comerciantes      baianos eram exportadores muito importantes para a economia de todo o pa\u00eds,      mas a cidade abrigava outros tipos de com\u00e9rcio. Havia desde bancos at\u00e9 vendedores      ambulantes, passando pelos lojistas dos mais diversos artigos e produtos que      a sociedade baiana exigia.<\/p>\n<p>      At\u00e9 a abertura dos portos eram os luso-brasileiros que dominavam o com\u00e9rcio      , ap\u00f3s a abertura dos portos os comerciantes estrangeiros passaram a dominar      o com\u00e9rcio baiano, permanecendo na m\u00e3o dos luso-brasileiros o papel de intermedi\u00e1rio,      lojista ou traficante de escravos negros. Os ingleses se destacaram em setores      como a exporta\u00e7\u00e3o e a importa\u00e7\u00e3o de produtos nos portos baianos e brasileiros      de modo geral, nos grandes com\u00e9rcios, nas casas banc\u00e1rias e nas ind\u00fastrias.<\/p>\n<p>      Instalou-se em 13 de novembro de 1840 a Associa\u00e7\u00e3o Comercial da Bahia, segundo      Mattos (1961). Segundo Mattoso (1992), na tentativa de forjar seu pr\u00f3prio      sistema banc\u00e1rio, os grandes comerciantes da Bahia criaram em 1817 o Banco      da Bahia, que operava como filial do primeiro Banco do Brasil e em 1834 foi      fundada a Caixa Econ\u00f4mica do Estado da Bahia. O New London and Brasilian Bank      Limited foi o mais importante banco estrangeiro desse per\u00edodo, segundo Tavares      (1987). Ap\u00f3s esse per\u00edodo houve grande queda de exporta\u00e7\u00e3o dos produtos baianos      o que tornou o com\u00e9rcio ap\u00e1tico e estagnado por algum tempo.<\/p>\n<p>      No in\u00edcio do s\u00e9culo, em 1808 foi cancelada a proibi\u00e7\u00e3o da atividade industrial      na col\u00f4nia e na Bahia j\u00e1 havia a permiss\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica      de recipientes de vidro. A partir de ent\u00e3o a industrializa\u00e7\u00e3o na col\u00f4nia inicia      lento processo de implanta\u00e7\u00e3o e desenvolvimento.<\/p>\n<p>      A industrializa\u00e7\u00e3o na Bahia iniciou-se efetivamente em 1841 com a instala\u00e7\u00e3o      de f\u00e1bricas de tecidos grosseiros de algod\u00e3o que chegaram ao n\u00famero de sete      f\u00e1bricas passados 32 anos. Os ingleses se tornaram pe\u00e7as importantes e at\u00e9      fundamentais neste processo j\u00e1 que monopolizavam a experi\u00eancia e o conhecimento      em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00e1quinas utilizadas. Na Bahia da m\u00e3o-de-obra escrava foram os      estrangeiros os donos ou t\u00e9cnicos das industrias nascentes, sobrando para      os brasileiros apenas o trabalho &#8220;pesado&#8221;.<\/p>\n<p>      Foram se estabelecendo lentamente na Bahia no s\u00e9culo XIX, mais especialmente      na Segunda metade do s\u00e9culo ind\u00fastrias, estradas de ferro, companhias de navega\u00e7\u00e3o      , seguros e outros. Em setembro de 1887 foi fundada uma f\u00e1brica de chap\u00e9us      com cerca de 250 oper\u00e1rios. Em 1865 foi fundada uma farm\u00e1cia e drogaria. Em      22 de fevereiro de 877 iniciou-se a industrializa\u00e7\u00e3o do sal na Bahia.<\/p>\n<p>Em 1879 a constru\u00e7\u00e3o da Estrada de Ferro Bahia e Minas come\u00e7ou a permitir      melhor escoamento da pequena produ\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias nascentes no estado .      Em 1899 existiam 1248 quil\u00f4metros em tr\u00e1fego, 30 anos depois eram 2669 &#8211; Bahia      ao S\u00e3o Francisco; Central; santo Amaro; Nazar\u00e9; Bahia-Minas; Centro-Oeste      e Ilh\u00e9us-Conquista.<\/p>\n<p>      Havia tamb\u00e9m a preocupa\u00e7\u00e3o com a constru\u00e7\u00e3o de estradas de rodagem iniciadas      no come\u00e7o do s\u00e9culo X. Houve tamb\u00e9m a amplia\u00e7\u00e3o do transporte por via mar\u00edtima      que alcan\u00e7ava cidades do Rec\u00f4ncavo como Nazar\u00e9 S\u00e3o F\u00e9lix e Itaparica, portos      do litoral atl\u00e2ntico e Alagoas e Sergipe. Em rela\u00e7\u00e3o ao transporte urbano,      em 1897 trafegou o primeiro bonde el\u00e9trico pelas ruas de Salvador. Os dois      planos inclinados junto com o Elevador Lacerda , inaugurado em 08 de dezembro      de 1872 j\u00e1 ligavam a cidade baixa e a alta diminuindo o percurso e o tempo      de deslocamento. Logo outros servi\u00e7os come\u00e7aram a ser desenvolvidos no estado      e em 2 de maio de 1884 instalou-se o servi\u00e7o de telefone em Salvador.<\/p>\n<p>      Segundo Garcez (1975), a Bahia viveu um per\u00edodo de relativa prosperidade do      fim do s\u00e9culo XVIII at\u00e9 o primeiro quartel do s\u00e9culo XIX, gra\u00e7as ao est\u00edmulo      trazido pelas guerras de independ\u00eancia das col\u00f4nias inglesas na Am\u00e9rica que      deixavam livre o mercado com a Europa. Tamb\u00e9m a revolu\u00e7\u00e3o industrial permitia      melhorias na exporta\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o e as guerras napole\u00f4nicas que desarticularam      a produ\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias francesas e inglesas, aumentavam a demanda externa      de produtos brasileiros tradicionais na exporta\u00e7\u00e3o. Em 1900 e 1901 o a\u00e7\u00facar      europeu de beterraba j\u00e1 representava 68% da safra mundial.<\/p>\n<p>      No entanto, a partir das lutas pela independ\u00eancia , o Brasil come\u00e7a a sofrer      restri\u00e7\u00f5es do mercado internacional o que reduziu muito as exporta\u00e7\u00f5es de      a\u00e7\u00facar, algod\u00e3o e fumo. J\u00e1 no fim do s\u00e9culo XIX, a febre da industrializa\u00e7\u00e3o      sem planejamento, mergulhou o pa\u00eds inteiro em uma das maiores crises da hist\u00f3ria      que promoveu numerosas fal\u00eancias. A pr\u00f3pria liberta\u00e7\u00e3o dos escravos em 1888      provocou grande decl\u00ednio na economia baiana, ainda baseada no trabalho escravo      e no tr\u00e1fico.<\/p>\n<p>      A Bahia viveu ent\u00e3o um per\u00edodo de estagna\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria e no com\u00e9rcio ,      principalmente em fun\u00e7\u00e3o da crise da sua principal riqueza, o a\u00e7\u00facar. Esse      fator ocasionou queda dos pre\u00e7os e afetou a balan\u00e7a comercial baiana. A exporta\u00e7\u00e3o      do fumo, ligada ao tr\u00e1fico, foi afetada pelo fim oficial da escravid\u00e3o no      Brasil e pela concorr\u00eancia da Am\u00e9rica do Norte que reatou as liga\u00e7\u00f5es comerciais      com a Europa.<\/p>\n<p>      O cacau e o caf\u00e9 surgiram ent\u00e3o como alternativas que poderiam substituir      o a\u00e7\u00facar o algod\u00e3o e o fumo na economia exportadora baiana. Diferente dos      estados do sudeste, os solos e o clima da Bahia n\u00e3o favoreceram a produ\u00e7\u00e3o      do caf\u00e9. No entanto, o cacau encontrou no sul da Bahia solo e clima adequados      para o seu desenvolvimento e produ\u00e7\u00e3o, demonstrando ser um eficiente substituto      do a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>      Segundo Garcez (1979), o cacau foi introduzido na regi\u00e3o em meados do s\u00e9culo      XVIII, importado do Par\u00e1. De 1890 a 1930 o cacau se fixa como importante produto      de exporta\u00e7\u00e3o e monta-se toda uma estrutura de produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o      do cacau e seus derivados. A partir de 1926 al\u00e9m do Porto de Salvador, o Porto      de Ilh\u00e9us passou a exportar o cacau baiano.<\/p>\n<p>      A crise da economia mundial de 1929 afetou a exporta\u00e7\u00e3o de todos os produtos      voltados ao mercado externo, inclusive o cacau. Outros problemas, como pragas,      aliados \u00e0 crise promoveram a cria\u00e7\u00e3o do Instituto do Cacau em 8 de junho de      1931.<\/p>\n<p>      No s\u00e9culo XIX e XX alguns produtos andaram lado a lado com o cacau na exporta\u00e7\u00e3o      como cana, mandioca, feij\u00e3o, milho, fumo e diversas frutas e verduras. Merece      destaque a cultura do algod\u00e3o, mamona e sisal j\u00e1 que \u00e9 a Bahia um dos maiores      produtores regionais. A pecu\u00e1ria ainda \u00e9 uma das mais importantes atividades      econ\u00f4micas do sert\u00e3o baiano e em parte do Rec\u00f4ncavo. A Bahia \u00e9 um dos principais      estados produtores de leite do Nordeste do Brasil.<\/p>\n<p>      Segundo CEPLAB (1978), na \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo XIX, a economia baiana registrou      um surto de empreendimentos industriais que marcou o nascimento da ind\u00fastria      fabril no Estado, independente da economia a\u00e7ucareira.<\/p>\n<p>      No entanto, as d\u00e9cadas seguintes apresentaram, sob todos os aspectos, sintomas      de estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. At\u00e9 os anos 50 do s\u00e9culo XX a economia estadual n\u00e3o      permitia a evolu\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>      A grande mudan\u00e7a se deu a partir de 1949 com a implanta\u00e7\u00e3o da PETROBR\u00c1S que      iniciou a explora\u00e7\u00e3o dos campos de petr\u00f3leo do Rec\u00f4ncavo e a instala\u00e7\u00e3o da      Refinaria Landulfo Alves (Mataripe). Posteriormente a cria\u00e7\u00e3o da SUDENE e      incentivos fiscais promoveram fortalecimento da industrializa\u00e7\u00e3o de toda a      regi\u00e3o Nordeste.<\/p>\n<p>      Tudo isso junto provocou grandes repercuss\u00f5es na economia baiana e importantes      melhorias como a mudan\u00e7a na estrutura do parque industrial, na composi\u00e7\u00e3o      do valor de transforma\u00e7\u00e3o industrial, na forma\u00e7\u00e3o da renda interna total e      industrial e no pr\u00f3prio espa\u00e7o econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>      O CIA (Centro Industrial de Aratu) e distritos industriais como e de Suba\u00e9,      Ilh\u00e9us, Jequi\u00e9 entre outros iniciaram a industrializa\u00e7\u00e3o do Rec\u00f4ncavo e de      parte do interior do estado. A implanta\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria petroqu\u00edmica na Bahia,      concentrada na Regi\u00e3o Metropolitana de Salvador, supriu as necessidade4s de      material da ind\u00fastria qu\u00edmica baiana em franco desenvolvimento. A chamada      ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda de grande import\u00e2ncia para a economia baiana      e seu desempenho esteve em 1998 superior ao da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o      nacional.<\/p>\n<p>      Segundo An\u00e1lise &amp; Dados, at\u00e9 o in\u00edcio dos anos 60, o com\u00e9rcio baiano concentrou-se      na exporta\u00e7\u00e3o. Foram produtos como a\u00e7\u00facar, algod\u00e3o, farinha e por \u00faltimo o      cacau que reinaram na produ\u00e7\u00e3o do estado, nada preocupado com o mercado interno.      Com a industrializa\u00e7\u00e3o o com\u00e9rcio tornou-se mais din\u00e2mico. No entanto, um      estado de apatia permanece instalado na economia baiana e o n\u00famero de vendas,      exporta\u00e7\u00f5es e empregos nunca voltou a ser como nos per\u00edodos de ouro da exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>      A partir de 1967 o turismo na Bahia ainda pouco representativo, passou a ser      explorado de forma planejada. Foram criados \u00f3rg\u00e3os especializados em turismo      como a BAHIATURSA, a CONBAHIA e a EMTUR, e projetos de valoriza\u00e7\u00e3o dos recursos      naturais e do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico passaram a ser implantados lentamente.      Hoje a ind\u00fastria do turismo \u00e9 uma das maiores geradoras de divisas do estado,      focalizando cidades litor\u00e2neas como Salvador, Ilh\u00e9us e Porto Seguro entre      outras.<\/p>\n<p>      Por fim, nos anos 90, grandes transforma\u00e7\u00f5es na economia brasileira promoveram      oscila\u00e7\u00f5es na economia do estado da Bahia que se mant\u00e9m hoje dividida entre      turismo, as ind\u00fastrias de transforma\u00e7\u00e3o e automobil\u00edsticas.<\/p>\n<h2>      Manifesta\u00e7\u00f5es Folcl\u00f3ricas<\/h2>\n<p>      Foi em 1842 que apareceu, pela primeira vez, em forma impressa, a palavra      folclore. Foi William John Thoms, sob pseud\u00f4nimo de Ambrose Merton quem sugeriu      em artigo publicado na revista Atheneum que o termo folclore substitu\u00edsse      o que se chamava na Inglaterra de Antiguidade Popular ou Literatura Popular.<\/p>\n<p>      Desde ent\u00e3o, a palavra folclore recebeu diferentes significados que t\u00eam sido      modificados e melhorados. Alguns especialistas dizem ser a palavra folclore,      um dos termos mais utilizados no mundo. No entanto, considera-se folclore      como a express\u00e3o da maneira de pensar, sentir e agir de um povo.<\/p>\n<p>      A Bahia \u00e9, sem d\u00favida, um dos estados que mais valoriza as manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas      do folclore. S\u00e3o festas religiosas ou n\u00e3o, prociss\u00f5es, jogos, dan\u00e7as e representa\u00e7\u00f5es      que exteriorizam as cren\u00e7as e os costumes de um povo alegre e muito m\u00edstico.      A grande maioria dessas manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o religiosas ou tiveram origem em      pr\u00e1ticas de f\u00e9 cat\u00f3lica ou africana. Mas, existem tamb\u00e9m aquelas que apresentam      os costumes dos escravos, a resist\u00eancia contra a escravid\u00e3o, a cultura ind\u00edgena      e muito mais.<\/p>\n<p>      As manifesta\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas funcionam como ber\u00e7o da arte e cultura baiana,      pois permitem a cria\u00e7\u00e3o e recria\u00e7\u00e3o das suas formas de representa\u00e7\u00e3o. Em contrapartida,      a cultura produzida a cada dia alimenta, enriquece e renova as antigas tradi\u00e7\u00f5es,      tornando-as cada vez mais atrativas.<\/p>\n<p>      N\u00e3o se pode pensar somente em Salvador quando se fala em manifesta\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas      baianas pois em todo o estado pode-se encontrar, ao longo do ano, particulares      formas de manifesta\u00e7\u00e3o da alma do povo baiano. Se Salvador tem o Carnaval      e a Festa do Bomfim, Cachoeira tem as Damas da Boa Morte, Santo Amaro tem      o Maculel\u00ea, Arma\u00e7\u00e3o tem a Puxada de Rede, Uau\u00e1 tem o Reisado, S\u00e3o F\u00e9lix tem      o Samba-de-Roda&#8230;<\/p>\n<p>      Sem d\u00favida, a Bahia \u00e9 o grande ber\u00e7o brasileiro da cultura popular e o seguro      recanto das tradicionais manifesta\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas que caracterizam e contam      a hist\u00f3ria deste pa\u00eds.<\/p>\n<h2>      Ternos e Ranchos &#8211; Os Reisados<\/h2>\n<p>      S\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es religiosas que louvam e homenageiam o nascimento de Jesus,      acontecendo do Dia de Reis, 6 de janeiro. \u00c9 formado por &#8220;pastores&#8221;      e &#8220;pastoras&#8221; que caminham pelas ruas cantando e dan\u00e7ando com o destino      simb\u00f3lico a Bel\u00e9m. O Terno \u00e9 tido como uma manifesta\u00e7\u00e3o mais s\u00e9ria e conta      com a participa\u00e7\u00e3o de representantes de classes favorecidas como estudantes.      Seus integrantes desfilam vestidos de indument\u00e1rias prateadas e brancas com      detalhes azuis ou vermelhos. Nos Ternos a m\u00fasica \u00e9 acompanhada por instrumentos      de sopro com ritmos de pandeiros e castanholas.<\/p>\n<p>      O Rancho \u00e9 integrado por pessoa modestas e simples, por isso tende a ser mais      liberal e alegre.<\/p>\n<p>      Seus integrantes vestem-se como os dos Ternos, mas adicionam-se \u00e0 m\u00fasica violas      e viol\u00f5es.<\/p>\n<p>      Os chamados donos dos Ternos ou Ranchos s\u00e3o os seus organizadores, pessoas      de reconhecido respeito e considera\u00e7\u00e3o na comunidade. S\u00e3o eles que escolhem      os participantes do evento, planejam o desfile, dirigem os ensaios, providenciam      o figurino, arrecada fundos para a realiza\u00e7\u00e3o da festa e tudo o mais.<\/p>\n<p>      Os Ternos e Ranchos s\u00e3o comuns na capital Salvador, mas no interior do estado      tudo \u00e9 chamado Reisado e mant\u00e9m todas as caracter\u00edsticas dos Ternos e Ranchos      da capital. O Reisado \u00e9 realizado em 45 munic\u00edpios baianos como manifesta\u00e7\u00e3o      oficial, principalmente na zona rural, como em Alagoinhas, Canavieiras, Nazar\u00e9,      Rio Real, Jequi\u00e9 e Santo Amaro.<\/p>\n<h2>      Bailes Pastoris<\/h2>\n<p>      Como os Reisados, os Bailes Pastoris,tamb\u00e9m chamados Pres\u00e9pios, exaltam o      nascimento de Jesus, mas diferente daqueles, constituem-se de dramatiza\u00e7\u00f5es      de epis\u00f3dios religiosos como a Anuncia\u00e7\u00e3o, o Nascimento de Jesus e a Visita      dos Pastores. S\u00e3o realizados na frente dos pres\u00e9pios das igrejas na Noite      de Natal enquanto se espera a Missa da Meia-Noite. Seus integrantes vestem-se      de pastores, cantam e louvam o nascimento de Cristo como faziam os pastores      da Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p>      Os Bailes Pastoris s\u00e3o tradicionais em Salvador onde h\u00e1 um grupo de jovens      do bairro da Lapinha que se apresenta todos os dias 25 de dezembro na Pra\u00e7a      da S\u00e9. No interior do estado destacam-se cidades como Sapea\u00e7u , Gentio do      Ouro, S\u00e3o F\u00e9lix, S\u00e3o Francisco do Conde e outros munic\u00edpios que preservam      uma manifesta\u00e7\u00e3o religiosa t\u00e3o antiga.<\/p>\n<h2>      Puxada-de-Mastro<\/h2>\n<p>      \u00c9 uma manifesta\u00e7\u00e3o religiosa caracter\u00edstica das cidades do sul e Extremo-Sul      do estado da Bahia.<br \/>\n     A Puxada-de-Mastro consiste na retirada de um grande e pesado tronco de uma      mata o qual \u00e9 conduzido (puxado) at\u00e9 um pedestal onde \u00e9 fixado. Na maioria      dos casos, o tronco \u00e9 grande o suficiente para exigir que dezenas de homens      juntem suas forcas para locomov\u00ea-lo. O esfor\u00e7o \u00e9 parte do sacrif\u00edcio que se      faz ao santo homenageado.<\/p>\n<p>      O mastro hasteia o estandarte do santo homenageado na ocasi\u00e3o e antecede a      realiza\u00e7\u00e3o de missas solenes encerrando as novenas de ora\u00e7\u00f5es. Em Oliven\u00e7a      nas proximidades de Ilh\u00e9us, o mastro sustenta o estandarte de S\u00e3o Sebasti\u00e3o      que \u00e9 fixado na frente da Igreja de Nossa Senhora da Escada, no m\u00eas de janeiro.      Em Porto Seguro a homenagem \u00e9 para S\u00e3o Br\u00e1s.<\/p>\n<h2>      Queima do Judas<\/h2>\n<p>      Esta \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica muito comum em cidades do Rec\u00f4ncavo e do      Semi-\u00c1rido baianos como Cachoeira e Feira de Santana, embora aconte\u00e7a em todo      o estado como em Salvador, Lauro de Freitas, Dias D&#8217;\u00c1vila. \u00c9 realizada no      S\u00e1bado de Aleluia desde o per\u00edodo da coloniza\u00e7\u00e3o, trazido pelos portugueses      da Europa onde j\u00e1 era repetida.<\/p>\n<p>      Consiste na queima de bonecos de palha ou pano que representam o traidor de      Jesus Cristo, seu disc\u00edpulo Judas. Isto \u00e9 feito em pra\u00e7a p\u00fablica ou nas ruas      da cidade e assistido por grupos de pessoas que festejam o castigo do traidor      com risos e brincadeiras.<\/p>\n<p>      Hoje, em cidades do interior da Bahia acontecem disputas entre grupos que      confeccionam o boneco. S\u00e3o adicionados fogos de artif\u00edcio aos bonecos que      proporcionam belos espet\u00e1culos pirot\u00e9cnicos e a eles s\u00e3o atribu\u00eddos nomes      e culpas de personalidades mal vistas , principalmente pol\u00edticas, que tornam      o evento um momento de desabafo da popula\u00e7\u00e3o humilde e explorada do estado.<\/p>\n<p>      Antes da queima do Judas l\u00ea-se um testamento que fala sobre as pessoas presentes      e que participam do evento e sobre a pr\u00f3pria personalidade que o boneco representa.<\/p>\n<p>      Ap\u00f3s a queima do Judas pode haver escolha do melhor boneco, de acordo com      a qualidade do testamento e do espet\u00e1culo de fogos de artif\u00edcio.<\/p>\n<h2>      Samba de Roda<\/h2>\n<p>      Segundo Vianna (1981), o Samba de Roda come\u00e7ou, provavelmente nos tempos da      coloniza\u00e7\u00e3o, quando os negros, na sua primeira pausa para descan\u00e7o, dan\u00e7aram      \u00e0 moda da sua terra. O ritmo contagiante do samba marcado por palmas e passos      excitantes fez com que, aos poucos, o samba sa\u00edsse da senzala e fosse para      as ruas e at\u00e9 para a casa dos brancos. Hoje, o Samba de Roda \u00e9 freq\u00fcente nos      mais diversos festejos baianos como o carnaval, por exemplo.<\/p>\n<p>      A dan\u00e7a do samba de roda em si \u00e9 considerada simples, mas \u00e9 preciso muito      &#8220;molejo&#8221; para realizar com os p\u00e9s ou passos marcados com as m\u00e3os.      Existem passos espec\u00edficos da roda que representam diversas atividades do      cotidiano, como, por exemplo, o corta jaca pa\u00e7o no qual o sambista representa      com os p\u00e9s o ato de cortar uma jaca, retirar o &#8220;visgo&#8221; e recolher      o caro\u00e7o. Cada a\u00e7\u00e3o \u00e9 representada por um conjunto espec\u00edfico de movimentos,      sempre marcados pelas palmas dos outros sambistas. Outros exemplos s\u00e3o o miudinho,      amarrado, barra-vento e sapateado.<\/p>\n<p>      A dan\u00e7a acontece quando ao som de samba forma-se uma roda com um sambista      ao centro que apresenta sua ginga, dan\u00e7ando por algum tempo. Logo, ele desafia      um componente da roda com um sinal como a umbigada ou um simples aperto de      m\u00e3o, que toma o seu lugar no meio da roda.<\/p>\n<p>      Tudo transcorre ao som de marimbas, violas, pandeiros, ganz\u00e1s, atabaques,      berimbaus e outros instrumentos de percuss\u00e3o. Mas, o samba n\u00e3o deixa de acontecer      por falta de instrumentos, pois o improviso \u00e9 muito freq\u00fcente e at\u00e9 mais original.      Na falta de instrumentos, facas arranham a borda de pratos, colheres s\u00e3o batidas      como castanholas, pentes e papeeis s\u00e3o soprados e tampas de panelas s\u00e3o batidas      com as pontas dos dedos, enquanto o tirador lan\u00e7a frases simples que s\u00e3o cantadas      repetidamente.<\/p>\n<p>      O Samba de Roda \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o em cidades como Cachoeira, Candeias, Santo      Amaro, Muritiba e outras.<\/p>\n<h2>      Presente de Iemanj\u00e1<\/h2>\n<p>      Manifesta\u00e7\u00e3o repetida todo dia 2 de fevereiro n\u00e3o em s\u00f3 em Salvador, mas em      v\u00e1rias cidades baianas que t\u00eam contato direto com o mar ou com rios como Nazar\u00e9,      Valen\u00e7a, Maragogipe, Itaparica e Vera Cruz.<\/p>\n<p>      O Presente de Iemanj\u00e1 \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o religiosa que homenageia a deusa      das \u00e1guas para o candombl\u00e9, Iemanj\u00e1, no catolicismo, Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o.      Na festa os fi\u00e9is oferecem presentes \u00e0 deusa como espelhos, perfumes, j\u00f3ias      e flores para o alto mar em balaios enfeitados que s\u00e3o levados por embarca\u00e7\u00f5es      de pescadores. O momento da sa\u00edda para o mar \u00e9 de festa , rezas, fogos de      artif\u00edcios, palmas e manifesta\u00e7\u00f5es dos &#8220;santos&#8221; apresentadas pelos      fi\u00e9is.<\/p>\n<p>      Diz a cren\u00e7a popular que, se no dia seguinte seu presente n\u00e3o estiver na praia,      sua oferenda foi aceita e seus pedidos ser\u00e3o atendidos.<\/p>\n<p>      Em Salvador, a manifesta\u00e7\u00e3o tornou-se mais conhecida e adquiriu caracter\u00edsticas      pr\u00f3prias. Al\u00e9m dos fi\u00e9is, das rezas e manifesta\u00e7\u00f5es,existem hoje turistas      e foli\u00f5es que se juntam aos milhares na Enseada do Rio Vermelho para observar      as homenagens e dan\u00e7ar ao som dos trios el\u00e9tricos. A Oferenda de Iemanj\u00e1 tornou-se      uma das principais festas populares da cidade do Salvador atraindo turistas      e renda aos mercados formal e informal envolvidos no evento.<\/p>\n<h2>      Puxada de Rede<\/h2>\n<p>      Mantida em poucas praias do litoral baiano, a Puxada de Rede \u00e9 uma importante      manifesta\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica do estado com tra\u00e7os da cultura negra africana. Ela      permite a integra\u00e7\u00e3o entre os pescadores e a preserva\u00e7\u00e3o de tra\u00e7os africanos      na cultura do povo que vive do mar, j\u00e1 que toda a atividade da pesca realizada      \u00e9 acompanhada de dan\u00e7as, m\u00edmicas, poesias e cantos dos pescadores africanos      trazidos para o Brasil.<\/p>\n<p>      A Puxada de Rede acontece entre outubro e abril, \u00e9poca em que os peixes procuram      as \u00e1guas quentes e rasas do litoral nordestino. Nessa \u00e9poca a pesca \u00e9 realizada      na beira da praia com uma gigantesca rede de arrasto e n\u00e3o em alto amor, como      de costume. A arma\u00e7\u00e3o e a puxada da rede s\u00e3o comuns em praias como Arma\u00e7\u00e3o,      Chega Nego e Carimbamba.<\/p>\n<p>      A grande rede usada leva ate mil metros de corda e cinco meses de trabalho      para ficar pronta. Para manipul\u00e1-la s\u00e3o necess\u00e1rios 63 homens, 1 chefe , 1      mestre de terra , 1 mestre de mar, 20 catadores, 20 homens do mar e 20 homens      da terra. A rede aberta liga barcos em c\u00edrculo na \u00e1gua e homens na terra que,      assim que encontram peixe puxam a rede \u00e0 praia.<\/p>\n<p>      Cantos simples s\u00e3o repetidos como aqueles cantados pelos antepassados negros      e alguns at\u00e9 se referem \u00e0 terra de origem como Aruanda. A \u00faltima can\u00e7\u00e3o entoada      \u00e9 sempre o canto de sauda\u00e7\u00e3o \u00e0 rainha do mar em agradecimento pelo sucesso      da puxada.<\/p>\n<h2>      Maculel\u00ea<\/h2>\n<p>      Todo dia 2 de fevereiro \u00e9 dia de Maculel\u00ea em Santo Amaro da Purifica\u00e7\u00e3o, Rec\u00f4ncavo      baiano. Segundo Maria Muti (1978), o Maculel\u00ea \u00e9 uma mistura de dan\u00e7a e luta      de origem negra e escrava eu tem em Santo Amaro o seu reduto e em mestre Pop\u00f3      o \u00fanico mestre conhecido.<\/p>\n<p>      V\u00e1rios estudiosos contestam a sua origem achando alguns que se trata de uma      dan\u00e7a ind\u00edgena, outros de luta negra.<\/p>\n<p>      Mestre Pop\u00f3, mais antigo lutador de Maculel\u00ea reconhecido popularmente, diz      que o Maculel\u00ea chegou da costa da \u00c1frica junto aos escravos, at\u00e9 os engenhos      de Santo Amaro. Era uma mistura de luta e dan\u00e7a, defesa e ataque misturados      aos cantos negros que disfar\u00e7avam a luta. Uma forma de treinar a luta sem      despertar a desconfian\u00e7a dos feitores, que s\u00f3 enxergavam a dan\u00e7a.<\/p>\n<p>      Para o Maculel\u00ea s\u00e3o usados tr\u00eas tambores (atabaques), agog\u00f4 e ganz\u00e1 que produzem      o ritmo negro da dan\u00e7a. Um par de grimas \u00e9 usado por cada lutador e u \u00fanico      pelo chefe, todos feitos de madeira polida. Cada integrante usa uma gurita      na cabe\u00e7a (touca de ponta), len\u00e7o no pesco\u00e7o, camisa comum ao estilo africano,      calca igual e p\u00e9s descal\u00e7os. Usam o rosto muito pintado de negro com a boca      exageradamente vermelha e cabelos brancos de farinha de trigo.<\/p>\n<p>      A dan\u00e7a \u00e9 composta de leves volteios e um levantar de p\u00e9s sincronizados \u00e0s      batidas das grimas (a autora escreve diversas vezes esgrimas). Entre as m\u00fasicas      que acompanham poucas s\u00e3o aquelas usadas nas senzalas que eram cantadas em      l\u00ednguas africanas. Muitas foram criadas em Santo Amaro pelos filhos e seguidores      de mestre Pop\u00f3. Cada uma delas tem um significado e um objetivo H\u00e1 m\u00fasica      para sair \u00e0s ruas, para a chegada ao local da apresenta\u00e7\u00e3o, para sauda\u00e7\u00e3o      a Princesa Isabel pela liberta\u00e7\u00e3o dos escravos, para Virgem Santa, par recolher      doa\u00e7\u00f5es chamada Ritual do Vaqueiro e aquela que tornou-se a que mais caracteriza      o Maculel\u00ea: &#8220;sou eu, sou eu, sou eu Maculel\u00ea, sou eu&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>      Mundialmente conhecido, o Maculel\u00ea de fac\u00e3o \u00e9 rejeitado pelo grupo tradicional      de Santo Amaro e foi criado por um dos filhos do mestre Pop\u00f3, que tamb\u00e9m rejeita      a adultera\u00e7\u00e3o da luta e justifica dizendo que se os negros possu\u00edssem fac\u00f5es      para lutar o Maculel\u00ea na senzala, n\u00e3o haveria escravid\u00e3o. Teriam conquistado      a liberdade \u00e0 l\u00e2mina.<\/p>\n<h2>      Marujada<\/h2>\n<p>      Esta manifesta\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica negra comum a v\u00e1rias cidades baianas como Paratinga      e Jacobina data de mais de duzentos anos e embeleza as festas de santos cat\u00f3licos      como S\u00e3o Benedito, protetor dos negros.<\/p>\n<p>      Segundo uma lenda de Jacobina, a marujada foi introduzida na regi\u00e3o por duas      fam\u00edlias negras escravas descendentes de reis africanos, chamadas Caranguejo      e Capim unidas a outra chamada Labatut. A exibi\u00e7\u00e3o ligada a santidades cat\u00f3licas      foi uma forma de mostrar cantos e dan\u00e7as negras discriminadas pela popula\u00e7\u00e3o      e uma maneira de participar da vida social da cidade.<\/p>\n<p>      Durante a Marujada os indiv\u00edduos daquelas fam\u00edlias pareciam importantes oficiais      da marinha admirados por toda a comunidade, sendo na verdade simples trabalhadores      bra\u00e7ais. Esse sentimento \u00e9 ainda hoje motivador da realiza\u00e7\u00e3o da marujada      nas cidades baianas onde a festa \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>      Hoje, como h\u00e1 anos atr\u00e1s, o cargo de mestre, o mais importante da marujada      \u00e9 vital\u00edcio e s\u00f3 pode ser exercido por membros das fam\u00edlias Caranguejo ou      Labatut. Outros cargos como contramestre, general e capit\u00e3o s\u00e3o distribu\u00eddos      pelos interessados de toda a cidade.<\/p>\n<p>      Todo o grupo desfila em uniforme branco e azul, a farda que padroniza os componentes      da Marujada. Os marujos e os calafates vestem-se com o mesmo uniforme, mas      o mestre, o contramestre, o capit\u00e3o e o general, cargos de destaque, usam      outro uniforme e acess\u00f3rios que diferenciam cada um deles e conferem destaque      durante o desfile da Marujada.<\/p>\n<p>      O desfile \u00e9 acompanhado de v\u00e1rias can\u00e7\u00f5es simples que se referem ao mar, a      batalhas, a cidades portuguesas e ao santo homenageado. Ao final do desfile      uma apresenta\u00e7\u00e3o teatral encerra a comemora\u00e7\u00e3o e um \u00faltimo canto d\u00e1 adeus      ao dia festivo.<\/p>\n<p>      Findo o festejo, cada marujo volta a sua vida normal e ao anonimato, j\u00e1 que      s\u00e3o integrantes das classes menos favorecida das cidades. Voltam para preparar      a Marujada do ano seguinte, ainda mais atraente.<\/p>\n<h2>      Boa Morte<\/h2>\n<p>      A Irmandade da Boa Morte, formada por 22 mulheres negras devotas de Nossa      Senhora da Boa Morte e dos orix\u00e1s do candombl\u00e9, preserva em Cachoeira uma      das mais antigas e solenes tradi\u00e7\u00f5es do estado da Bahia. S\u00e3o mais de 200 anos      de confraria, uma organiza\u00e7\u00e3o de leigos totalmente ligada a igreja cat\u00f3lica,      mas sem influencia direta de autoridades religiosas como padres.<\/p>\n<p>      Segundo as irm\u00e3s da Boa Morte, a confraria surgiu nas senzalas dos engenhos      da Barroquinha, bairro antigo de Salvador. No in\u00edcio, eram tr\u00eas ou quatro      mulheres negras escravas que se reuniam escondidas nos por\u00f5es das senzalas      ou cantos das casas grandes para discutir meios para libertar ou alforriar      escravos. Por terem mais liberdade de locomo\u00e7\u00e3o, era mais f\u00e1cil para as mulheres      realizarem reuni\u00f5es, o que pode explicar o fato de a irmandade ser constitu\u00edda      somente de mulheres.<\/p>\n<p>      A devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora da Boa Morte nasceu com a confraria e residiu na      igreja da Barroquinha at\u00e9 que a irmandade se transferiu, no in\u00edcio do s\u00e9culo      XX para a cidade de Cachoeira, no Rec\u00f4ncavo baiano. A cren\u00e7a cat\u00f3lica retrata      o desejo de liberta\u00e7\u00e3o que a morte proporciona e que era esperada em vida      pela liberta\u00e7\u00e3o dos escravos.<\/p>\n<p>      A Boa Morte \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica que expressa claramente o sincretismo      religioso t\u00e3o presente na Bahia. As irm\u00e3s s\u00e3o devotas de a Nossa Senhora da      Boa Morte e ao mesmo tempo fazem parte do candombl\u00e9 como filhas e m\u00e3es -de      -santo. \u00c9 necess\u00e1rio que se conhe\u00e7a e pratique o candombl\u00e9 e o catolicismo      para participar da confraria, mais que isso, \u00e9 preciso que se saiba separar      os dois.<\/p>\n<p>      A irmandade \u00e9 uma sociedade fechada com hierarquia e cerim\u00f4nias reservadas      somente \u00e0s irm\u00e3s. No entanto, h\u00e1 celebra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas como as prociss\u00f5es em      agosto, m\u00eas da Assun\u00e7\u00e3o de Maria. \u00c9 exemplo aquela em que as irm\u00e3s vestem      sua tradicional beca, um traje de luxo composto de saia rodada plissada, pano      de costa de veludo preto forrado de cetim vermelho ou roxo, j\u00f3ias, adere\u00e7os      de ouro e chinelas brancas de couro.<\/p>\n<h2>      Lavagem do Bonfim<\/h2>\n<p>      A devo\u00e7\u00e3o ao Nosso Senhor do Bonfim teve seu in\u00edcio em 1745, quando foi esculpida      a imagem semelhante \u00e0quela encontrada em Portugal e colocada no altar da Igreja      de Nossa Senhora da Penha, em Itapagipe.<\/p>\n<p>      Em 1754, gra\u00e7as aos esfor\u00e7os da Irmandade devotado santo, foi inaugurada a      Igreja de Nosso Senhor do Bonfim no s\u00edtio chamado Monte Serrat que recebeu      no dia 24 de junho do mesmo ano a imagem do Senhor do Bonfim.<\/p>\n<p>      A devo\u00e7\u00e3o ao santo fez milhares de fi\u00e9is e romeiros se dirigirem ao Bonfim      durante todo o ano e em 1804 foi institu\u00edda a esta cat\u00f3lica ao senhor do Bonfim      realizada em janeiro, com \u00e1pice no 2\u00ba domingo depois do dia de Reis. Os rituais      cat\u00f3licos duravam 10 dias, come\u00e7ando com novenas e encerrando com a realiza\u00e7\u00e3o      de missas solenes e campais.<\/p>\n<p>      Anos depois, integrantes do candombl\u00e9, m\u00e3es e filhas-de-santo, relacionando      Oxal\u00e1, pai dos orix\u00e1s, a Senhor do Bonfim, come\u00e7aram a realizar uma das manifesta\u00e7\u00f5es      religiosas mais famosas da Bahia, a lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim.      Desde ent\u00e3o, na segunda-feira seguinte ao domingo do Bonfim, as baianas vestidas      a car\u00e1ter saem da Igreja de Nossa senhora da Concei\u00e7\u00e3o da Praia e caminham      8 km at\u00e9 a sagrada colina, onde est\u00e1 a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, sempre      acompanhadas de uma multid\u00e3o de fi\u00e9is que inclui autoridades pol\u00edticas e personalidades      famosas. Carregando nos ombros potes ornamentados cheios de \u00e1gua de flores,      ao chegarem a colina sagrada, as baianas lavam e enxugam com panos rendados      as escadarias e o adro daquela que elas dizem ser a casa de Oxal\u00e1, entoando      c\u00e2nticos e rezas em l\u00ednguas africanas.<\/p>\n<p>      S\u00e3o comuns os banhos de pipoca e as manifesta\u00e7\u00f5es de &#8220;santos&#8221; em      plena escadaria da igreja, sem interven\u00e7\u00e3o alguma das autoridades cat\u00f3licas      que respeitam e convivem com os rituais do candombl\u00e9.<\/p>\n<p>      Durante muitos anos a festa pag\u00e3 foi acompanhada por trios el\u00e9tricos, muita      bebida e comida, no entanto, em 1998 os trios el\u00e9tricos foram proibidos por      descaracterizar a religiosidade da festa.<\/p>\n<h2>      Bumba-Meu-Boi<\/h2>\n<p>      O Bumba-meu-boi \u00e9 uma das mais ricas manifesta\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas de dan\u00e7a dram\u00e1tica      do Norte e Nordeste do Brasil. \u00c9 chamado boi-bumb\u00e1 na Amaz\u00f4nia, boi-surubim      e boi-de-m\u00e3o em Santa Catarina, mas mant\u00e9m em todos os casos as mesmas caracter\u00edsticas.      Faz parte do ciclo natalino de festas religiosas e representa a morte e ressurrei\u00e7\u00e3o      de um animal como aconteceu com Cristo.<\/p>\n<p>      A dan\u00e7a e a coreografia consistem na sucess\u00e3o de v\u00e1rios fatos relativos ao      boi, contendo sempre um personagem que celebra a vida do animal. No meio da      apresenta\u00e7\u00e3o o boi \u00e9 ferido e morto por um vaqueiro, mas ressuscita no fim.      O fato \u00e9 de grande alegria e regozijo dos participantes e expectadores e inicia      uma festa com muito forr\u00f3.<\/p>\n<p>      A principal personagem da festa \u00e9 o boi feito de uma arma\u00e7\u00e3o de madeira coberta      de couro, veludo vermelho, azul ou preto bordado com vidrilhos, mi\u00e7angas e      linha dourada. Se o boi \u00e9 pobre \u00e9 coberto por chita ou outro tecido estampado.      As outras personagens se vestem como vaqueiros e o povo sertanejo, com arminho,      colete de veludo colorido e chap\u00e9u de couro.<\/p>\n<p>      O Bumba-meu-boi \u00e9 muito comum nas cidades do sert\u00e3o e do semi-\u00e1rido baianos      e acontece em cidades como Salvador onde existe um grupo que revive todos      os anos os folguedos da festa. Outras cidades do Interior do estado como Amargosa,      Canavieiras, Itamb\u00e9 e Cravol\u00e2ndia realizam a festa.<\/p>\n<h2>      Festas Juninas<\/h2>\n<p>      Festa de S\u00e3o Jo\u00e3o, S\u00e3o Pedro e Santo Antonio s\u00e3o as mais alegres e populares      manifesta\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas do Nordeste do Brasil. Embora sejam realizadas em      v\u00e1rios estados do pa\u00eds, \u00e9 na regi\u00e3o Nordeste que apresenta tra\u00e7os marcantes      da cultura, do comportamento e a forma de pensar da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>      Al\u00e9m dos rituais religiosos em homenagem aos santos do m\u00eas de junho, acontece      entre os dias 13 e 29 manifesta\u00e7\u00f5es da cultura popular nordestina influenciadas      pelo catolicismo, candombl\u00e9 ou por particularidades regionais, carregadas      de simbologia.<\/p>\n<p>      A fogueira acessa no dia 23 e os bal\u00f5es coloridos hoje condenados pelos in\u00fameros      inc\u00eandios que j\u00e1 causaram t\u00eam explica\u00e7\u00e3o religiosa e cat\u00f3lica. A fogueira      relembra aquela acesa por Santa Maria na ocasi\u00e3o do nascimento de Jo\u00e3o Batista,      filho de sua prima Isabel, pra avisar aos amigos sobre o acontecido.<\/p>\n<p>      Os bal\u00f5es eram usados pelos cat\u00f3licos como mensageiros de pedidos aos santos      no c\u00e9u. A estas estruturas incandescentes eram presos os pedidos de cada um      que eram levados ao c\u00e9u nas noites de festa.<\/p>\n<p>      A comilan\u00e7a, no entanto, era um costume pag\u00e3o de festejo e prepara\u00e7\u00e3o para      as grandes colheitas. No Nordeste, a influencia dos negros e \u00edndios na cozinha      \u00e9 evidenciada pelo uso das sementes, do coco, do milho, da mandioca, da cacha\u00e7a      muito comuns a culin\u00e1ria desses grupos humanos. Milho e amendoim cozidos,      batatas, bolos, canjicas, pamonhas e pipocas s\u00e3o pratos indispens\u00e1veis a esta      festa que tem pouca influencia europ\u00e9ias.<\/p>\n<p>      A cacha\u00e7a, o licor, as dan\u00e7as, o forr\u00f3 e a quadrilha s\u00e3o genuinamente sertanejos.      S\u00e3o as marcas da cultura nordestina impressas na festa assim como o s\u00e3o o      linguajar, o figurino, a simpatia e a cordialidade dos participantes da festa.<\/p>\n<p>      As festas juninas s\u00e3o comuns a todas as cidades da Bahia, desde Salvador com      seu famoso Arrai\u00e1 da Capit\u00e1 at\u00e9 cidades com tradi\u00e7\u00e3o nesses festejos como      Santo Antonio de Jesus que oferece atra\u00e7\u00f5es como o trezen\u00e1rio de seu padroeiro      Santo Antonio, at\u00e9 o Semaforr\u00f3, uma semana de puro foro nas proximidades do      dia 24 de junho. S\u00e3o famosos os festejos de Amargosa, Cruz das Almas, Senhor      do Bonfim, Serrinha, Juazeiro e muitas outras cidades do interior do estado.<\/p>\n<h2>      Capoeira<\/h2>\n<p>      Segundo alguns autores a capoeira teve origem africana e chegou ao Brasil      no s\u00e9culo XVI, junto com os escravos negros. Segundo Oliveira (1989), alguns      mestres de capoeira acreditam que foi uma cria\u00e7\u00e3o africana no Brasil, mas      a maioria afirma que veio da \u00c1frica onde recebia o nome de &#8220;jogo da zebra&#8221;      e era praticada com viol\u00eancia. Fazia parte de um ritual de luta entre homens      para conquistar meninas adolescentes.<\/p>\n<p>      Na senzala os negros disfar\u00e7avam a luta em dan\u00e7a, acrescentando a ela instrumentos      musicais e movimentos cadenciados. Desta forma praticavam a luta sem levantar      suspeitas podendo pratic\u00e1-la depois contra os feitores e capit\u00e3es-do-mato      em fugas.<\/p>\n<p>      O pr\u00f3prio nome capoeira surgiu do ato de essas lutas acontecerem em clar\u00f5es      da mata chamados capoeira, durante as fugas dos escravos.<\/p>\n<p>      Segundo relatos de antigos praticantes esta capoeira, luta dos tempos da escravid\u00e3o      \u00e9 a capoeira angola, considerada a mais tradicional. Durante muito tempo a      capoeira angola reinou como \u00fanico estilo da luta, mas nos anos 30, o conhecido      Mestre Bimba criou a capoeira regional a partir da capoeira angola. Segundo      Oliveira (1989), h\u00e1 ainda a capoeira estilizada que surgiu a partir da regional,      o que evidencia uma mudan\u00e7a constante na luta.<\/p>\n<p>      A capoeira angola e a regional apresentam algumas diferen\u00e7as. A capoeira angola      \u00e9 de &#8220;ginga&#8221;, mais abaixada, com jogo rasteiro, maior uso da esquiva      e jogo de pernas, a maioria dos golpes \u00e9 dado com os p\u00e9s. A capoeira regional      usa mais as m\u00e3os, o jogo \u00e9 mais alto, luta-se com o corpo mais erguido e h\u00e1      golpes de bra\u00e7os, m\u00e3os e cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>      Al\u00e9m disso, na capoeira regional existe uma esp\u00e9cie de gradua\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo      com sucess\u00e3o de faixas que indica o grau de experi\u00eancia e habilidade do capoeirista,      algo semelhante \u00e0s lutas marciais e diretamente influenciada por elas.<\/p>\n<p>      A capoeira angola valoriza os rituais e preceitos tradicionais da luta, prepara      para a defesa, desenvolve a mal\u00edcia, a calma e a rapidez do impulso. A capoeira      regional \u00e9 mais agressiva, valoriza o ataque e, por preocupar-se com a adequa\u00e7\u00e3o      da luta ao esporte, pouco valoriza os preceitos e extinguiu alguns rituais.<\/p>\n<p>      No come\u00e7o do s\u00e9culo passado a capoeira era praticada nos locais abertos em      bairros afastados do centro, nas pra\u00e7as em ocasi\u00f5es de festas populares e      nos sub\u00farbios de Salvador, al\u00e9m de cidades do interior como santo Amaro, Cachoeira      e Nazar\u00e9.<\/p>\n<p>      Durante muito tempo permaneceu recriminada e o capoeira, pessoa que joga capoeira,      foi discriminado e temido como marginal. Com o passar do tempo a capoeira      passou a ser aceita principalmente por causa da ades\u00e3o de pessoas de classes      favorecidas e por mulheres,no entanto o preconceito ainda existe. Mestres      da luta como Pastinha e Bimba come\u00e7aram a mostrar, aos poucos, que a capoeira      \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica e art\u00edstica, composta de belos e maliciosos      movimentos, mas sem viol\u00eancia alguma.<\/p>\n<p>      A capoeira como mixto de luta e dan\u00e7a \u00e9 sempre acompanhada por uma bateria,      conjunto de instrumentos que produzem um som variado e peculiar formado por      um berimbau gunga, um berimbau berro-boi, um berimbau viola, um ou dois pandeiros,      um atabaque, um agog\u00f4, um reco-reco, e tr\u00eas caxixis,acompanhados de tradicionais      ladainhas repetidas pelos lutadores.<\/p>\n<p>      Ao som dos instrumentos e das cantigas os capoeiras repetem tradicionais passos      da luta como ginga, rasteira, negativa, rabo-de-arraia, tesoura, meia-lua      e suas varia\u00e7\u00f5es ou criam novos passos. A roupa usada no jogo nunca foi padronizada,      mas predomina o branco nos dias especiais de apresenta\u00e7\u00e3o acompanhado de sapato      de bico fino e brinco de ouro na orelha.<\/p>\n<p>      Hoje, o capoeira veste calca pantalona de algod\u00e3o e camiseta com ou sem sapato.<\/p>\n<p>      A capoeira \u00e9 comum em todas as cidades do estado e , seja a tradicional angolana      ou a regional, aprendida nas ruas ou nas academias, \u00e9 sempre um espet\u00e1culo      aos olhos, ouvidos e ao cora\u00e7\u00e3o de quem \u00e9 capaz de sentir a magia dessa filosofia      de vida.<\/p>\n<h2>      O desenvolvimento do turismo na Bahia<\/h2>\n<p>      O turismo na Bahia como atividade de interesse estrat\u00e9gico para a economia      baiana, come\u00e7ou a se desenvolver na capital ainda no meado do s\u00e9culo XX. Tudo      indica que o primeiro documento utilizado por um \u00f3rg\u00e3o do governo do Estado      para o setor do turismo, foi um estudo feito por uma empresa de propaganda      no ano de 1955 e doado para a Prefeitura Municipal do Salvador, intitulada      de \u0093 Plano de Turismo da Bahia\u0094, cujo o objetivo era chamar a aten\u00e7\u00e3o do setor      p\u00fablico para o potencial da cidade. Em 1958, o turismo \u00e9 incorporado no \u0093      Programa do Estado da Bahia\u0094, atrav\u00e9s do \u0093 Programa de Recupera\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mico      da Bahia\u0094 e em 1959 o turismo passa a fazer parte do \u0093 Programa de Desenvolvimento      da Bahia ( PLANDEB) \u0094, relativo ao per\u00edodo de 1960\/63.<\/p>\n<p>      Observa-se que at\u00e9 o meado da d\u00e9cada de 1950, o Estado tinha uma economia      agr\u00edcola, cujo principal produto era a exporta\u00e7\u00e3o do cacau. A partir da d\u00e9cada      de 60, come\u00e7a o processo de industrializa\u00e7\u00e3o , atrav\u00e9s da implanta\u00e7\u00e3o da Refinaria      Landulfo Alves, em Mataripe e do Centro Industrial de Aratu (CIA). Nos anos      70 do s\u00e9culo XX, consolidou-se o processo de industrializa\u00e7\u00e3o com a constru\u00e7\u00e3o      do P\u00f3lo Petroqu\u00edmico de Cama\u00e7ari (COPEC).<\/p>\n<p>      Bem, o que tem haver o processo de industrializa\u00e7\u00e3o da Bahia com a implanta\u00e7\u00e3o      e desenvolvimento do turismo no Estado? Tem tudo haver, pois essa industrializa\u00e7\u00e3o      levou a urbaniza\u00e7\u00e3o e a expans\u00e3o do setor terci\u00e1rio, destacando-se o turismo.      A amplia\u00e7\u00e3o e a moderniza\u00e7\u00e3o da infra-estrutura hoteleira em Salvador e a      descoberta de novas cidades como p\u00f3los tur\u00edsticos, vai acontecer tamb\u00e9m na      d\u00e9cada de 70, motivada inicialmente pela nova classe social que surgia com      a ind\u00fastria e que representava um potencial muito grande para o consumo dos      produtos tur\u00edsticos da Bahia.<\/p>\n<p>      Efetivamente, a Bahia deu seus primeiros passos no sentido de execu\u00e7\u00e3o e desenvolvimento      do turismo, a partir do \u0093 Plano de Turismo do Rec\u00f4ncavo ( PTR)\u0094, que foi conclu\u00eddo      no ano de 1970. Esse plano teve como novidade a an\u00e1lise setorial, ou seja,      desenvolveu-se uma pol\u00edtica especifica para uma determinada regi\u00e3o e sua \u00e1rea      de atua\u00e7\u00e3o abrangeu 38 munic\u00edpios, outra novidade foi o fato deste plano ter      sido o primeiro voltado exclusivamente para o setor .<\/p>\n<p>      Como j\u00e1 foi dito anteriormente, no final da d\u00e9cada de 70, o turismo se consolidou      no interior da Bahia nas \u00e1reas litor\u00e2neas, precisamente em Porto Seguro, depois      Ilh\u00e9us, Valen\u00e7a e foi se expandindo pela costa baiana. Todavia, Porto Seguro      consolidou-se como o principal destino tur\u00edstico do Estado. Outro fator que      contribuiu para a interioriza\u00e7\u00e3o do turismo no Estado foi a constru\u00e7\u00e3o da      BR-101 e a cria\u00e7\u00e3o da Bahiatursa, que inicialmente tinha a fun\u00e7\u00e3o de fiscalizar      hot\u00e9is e afins . Ainda na mesma d\u00e9cada , surgiu o Litoral Norte, que na sua      1\u00aa etapa abrangia a \u00e1rea compreendida de Lauro de Freitas at\u00e9 Itacemirim.<\/p>\n<p>      Em 1974, foi desenvolvido o \u0093 Projeto Ba\u00eda de Todos os Santos\u0094 , a pedido      da Coordena\u00e7\u00e3o do Fomento ao Turismo , com o objetivo de identificar as potencialidades      tur\u00edsticas da Ba\u00eda de Todos os Santos e do litoral do Rec\u00f4ncavo, definindo      as \u00e1reas priorit\u00e1rias para o desenvolvimento do setor. Para o bi\u00eanio de 1973\/74,      atrav\u00e9s do \u0093Plano Diretor da Orla Mar\u00edtima\u0094, foi realizado o invent\u00e1rio e      levantamento das necessidades b\u00e1sicas do receptivo, da faixa litor\u00e2nea que      se estende de Salvador \u00e0 Mata de S\u00e3o Jo\u00e3o. Dentro da Pol\u00edtica de Desenvolvimento      Urbano e Regional do Estado da Bahia ( PDUR), para o per\u00edodo de 1979\/83, foi      criado o \u0093 Programa das Cidades Tur\u00edsticas ( PCT)\u0094, cujo objetivo era aproveitar      as potencialidades existentes nas diversas regi\u00f5es do Estado, estimulando      o turismo regional de fim-de-semana e criando pontos de apoio ao longo dos      eixos de acesso a Salvador e tais localidades.<\/p>\n<p>      Atrav\u00e9s de diversas Secret\u00e1rias e \u00d3rg\u00e3os do Estado, a partir da d\u00e9cada de      90 a Bahia vem priorizando o PRODETUR ( Plano de Desenvolvimento Tur\u00edstico),      pois esse programa n\u00e3o tem apenas um car\u00e1ter de ordem tur\u00edstica. Ele abrange      diversos setores, desde infra-estrutura b\u00e1sica, projetos de qualifica\u00e7\u00e3o de      m\u00e3o-de-obra at\u00e9 a implanta\u00e7\u00e3o de complexos tur\u00edsticos. O PRODETUR\/Ba, \u00e9 uma      parceria entre os Governos Estadual e Federal, coordenada pela Bahiatursa,      objetivando o melhor aproveitamento de suas potencialidades naturais, culturais,      hist\u00f3ricos e redefinindo o espa\u00e7o territorial baiano atrav\u00e9s do desenvolvimento      tur\u00edstico.<\/p>\n<h2>      Carnaval<\/h2>\n<p>      A festa mais alegre e colorida da Bahia, o carnaval, \u00e9 tamb\u00e9m hoje importante      vetor econ\u00f4mico que envolve e beneficia a economia formal e informal ao mesmo      tempo.<\/p>\n<p>      Para o turismo, o carnaval cria grandes oportunidades como a ocupa\u00e7\u00e3o dos      hot\u00e9is, servi\u00e7os de transporte, alimenta\u00e7\u00e3o e outros. Seu resultado tem um      forte fator de repique e pode ser explorado o ano inteiro, gra\u00e7as aos mega      shows e carnavais fora da \u00e9poca no interior do estado.<\/p>\n<p>      Salvador recebe no carnaval milhares de turistas que movimentam, junto ao      foli\u00e3o baiano, milh\u00f5es de reais todos os anos.<\/p>\n<h2>      Hist\u00f3rico<\/h2>\n<p>      Segundo Loiola e Miguez (1996), o carnaval teve origem no Entrudo, jogos e      brincadeiras realizadas nos quatro dias anteriores a quaresma e que chegaram      ao Brasil junto com os portugueses. No Brasil, o entrudo consistia numa guerra      de lim\u00f5es, \u00e1gua, ovos ou farinha, uma brincadeira onde os menos favorecidos      se divertiam e promoviam, algumas vezes, atos violentos e confus\u00f5es.<\/p>\n<p>      Mas havia tamb\u00e9m os grupos negros que levavam \u00e0s ruas as dan\u00e7as e musicas      africanos ou inspiradas na \u00c1frica. Essa festa era considerada desordeira e      perigosa pela elite, pela imprensa e pela pol\u00edcia que combatiam e tentavam      acabar com o entrudo, por ser uma festa popular e de grande participa\u00e7\u00e3o dos      negros.<\/p>\n<p>      Em oposi\u00e7\u00e3o ao entrudo, existiam na cidade do Salvador e nas principais cidades      do estado, os bailes particulares realizados nos clubes ou nas mans\u00f5es onde      a elite baiana dan\u00e7ava ao som de polcas e \u00f3peras, ostentando riqueza nas roupas      e j\u00f3ias que usavam. Os pobres e os negros n\u00e3o podiam entrar nesses bailes      onde a alta sociedade baiana se protegia da agressividade dos entrudos e imitava      o estilo do carnaval europeu.<\/p>\n<p>      Essas duas situa\u00e7\u00f5es criaram e mantiveram por muito tempo o carnaval dividido      por classe e ra\u00e7a. Os pobres e negros eram mantidos na periferia da cidade      enquanto os ricos se divertiam nos mais atrativos pontos e festas da cidade.<\/p>\n<p>      Nos \u00faltimos vinte anos do s\u00e9culo XIX o carnaval come\u00e7a a substituir o entrudo,      dando aos festejos de rua caracter\u00edsticas europ\u00e9ias e elitizadas. Foi organizada      uma campanha promovida por setores da sociedade como pol\u00edcia e imprensa, para      a mistura dos dois estilos de folia que resultou em uma festa particular.      O novo carnaval era mais organizado que os entrudos, quase t\u00e3o luxuosos como      os bailes e mais coletivo que os dois. Na verdade houve uma elitiza\u00e7\u00e3o do      carnaval de rua.<\/p>\n<p>      Essa mudan\u00e7a foi marcada pela ocorr\u00eancia de desfiles carnavalescos promovidos      e patrocinados pela burguesia comercial local. Esses desfiles transformaram      o povo em mero espectador de carros aleg\u00f3ricos e luxuosas fantasias que tomavam,      aos poucos, o lugar das brincadeiras do entrudo.<\/p>\n<p>      S\u00e3o desse per\u00edodo tr\u00eas famosos grupos carnavalescos da alta sociedade baiana:      Fantoches da Euterpe (1883), Cruz Vermelha (1884) e Inocentes em Progresso      (1900). Estes blocos e outros que come\u00e7aram a surgir, brigavam pela prefer\u00eancia      dos populares apresentando roupas e carros cada vez mais luxuosos em desfiles      organizados at\u00e9 em temas espec\u00edficos. Esses desfiles resistiram at\u00e9 o inicio      dos anos 60 perdendo, aos poucos, lugar para o carnaval participativo da Bahia.<\/p>\n<p>      Com o tempo, o carnaval de rua das elites foi substitu\u00eddo pelos grupos de      foli\u00f5es organizados e afox\u00e9s que for\u00e7aram a elite a voltar para os bailes      de clubes e mans\u00f5es. Ent\u00e3o, as ruas voltaram a ser ocupadas pelos grupos pobres      e mesti\u00e7os como na \u00e9poca dos entrudos. A volta dos grupos negros ao carnaval      e seu crescimento em participa\u00e7\u00e3o , antes suprimidos pelos grupos carnavalescos,      caracterizou a fase chamada de africaniza\u00e7\u00e3o do carnaval. Dessa forma, os      negros nag\u00f4s organizaram o primeiro afox\u00e9 do carnaval baiano, o Embaixada      Africana, seguidos dos P\u00e2ndegos da \u00c1frica. Os grupos negros desfilavam mostrando      as roupas, m\u00fasicas e costumes africanos.<\/p>\n<p>      Esses grupos foram duramente criticados e perseguidos pela elite por meio      da imprensa e da pol\u00edcia que chegou a proibir qualquer manifesta\u00e7\u00e3o da cultura      negra acompanhada de tambores. Mas os afox\u00e9s persistiram em sobreviver \u00e0s      proibi\u00e7\u00f5es e restri\u00e7\u00f5es, tornando-se s\u00edmbolos da resist\u00eancia negra contra      o preconceito social e racial em Salvador.<\/p>\n<p>      Al\u00e9m dos afox\u00e9s tamb\u00e9m ocupavam as ruas as batucadas, esp\u00e9cies de orquestras      ambulantes, que puxavam ou comandavam blocos e cord\u00f5es de foli\u00f5es organizados,      os antecessores dos blocos de trio el\u00e9trico.<\/p>\n<p>      O carnaval de 1950 apresentou a mais importante inova\u00e7\u00e3o da festa baiana,      que modificou completamente sua estrutura, dando-lhe as caracter\u00edsticas t\u00e3o      particulares que lhe levaram ao sucesso.<\/p>\n<p>      Em 1950, Dod\u00f4 e Osmar, criaram o precursor do trio el\u00e9trico, um carro cheio      de auto falantes ligados a instrumentos el\u00e9tricos, chamado fobica, que tocava      frevo pernambucano e movimentava os observadores. Eram chamados de &#8220;dupla      el\u00e9trica&#8221;, mas um ano depois a ades\u00e3o de Arag\u00e3o formou o &#8220;trio el\u00e9trico&#8221;      &#8211; Dod\u00f4, Osmar e Arag\u00e3o, nome que \u00e9 dado hoje ao caminh\u00e3o que carrega a banda      a tocar pelas ruas da cidade.<\/p>\n<p>      O trio el\u00e9trico provocou uma revolu\u00e7\u00e3o na festa de rua criando uma nova forma      de brincar o carnaval: pular atr\u00e1s do trio, dan\u00e7ando com movimentos livres      e simples e ao mesmo tempo caminhando pelas ruas por onde o trio el\u00e9trico      fosse passando.<\/p>\n<p>      A partir de ent\u00e3o, come\u00e7ou a ter fim o carnaval divido racial e socialmente,      que separava ricos de pobres, negros de brancos, centro da periferia da cidade.      O trio el\u00e9trico promoveu a conquista da rua, tornando-a comum a todos, um      espa\u00e7o igualit\u00e1rio onde n\u00e3o cabe a segmenta\u00e7\u00e3o socio-racial. No entanto, o      trio el\u00e9trico diminuiu a participa\u00e7\u00e3o dos afox\u00e9s, superando-os em prefer\u00eancia      junto ao foli\u00e3o. Durante algum tempo, trios e afox\u00e9s nem mesmo se encontravam      e pouco se respeitavam nas ruas.<\/p>\n<p>      Segundo Loiola e Miguez (1996), \u00e9 com o trio el\u00e9trico que o carnaval ganha      caracter\u00edsticas comerciais que marcaram a realiza\u00e7\u00e3o da festa, desde ent\u00e3o.      Por exemplo, o trio el\u00e9trico tornou-se um excelente ve\u00edculo de propaganda      e atraiu patrocinadores desde o ano de 1952.<\/p>\n<p>      Nos anos 70, o renascimento do Afox\u00e9 Filhos de Gandhi, fundado em 1949, marcou      a volta dos blocos negros como importantes pecas na festa heterog\u00eanea do carnaval      de rua em Salvador. Logo os blocos afros tornaram-se, junto com os trios el\u00e9tricos,      importantes s\u00edmbolos do carnaval baiano, conhecidos e admirados pelo mundo      inteiro.<\/p>\n<p>      A partir da metade dos anos 80, com o surgimento dos blocos de trio, o carnaval      baiano adquire contornos de sua configura\u00e7\u00e3o atual, Torna-se uma grande fonte      de emprego e renda para a popula\u00e7\u00e3o e passa a ser visto como um grande neg\u00f3cio      pelas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas que se desenvolveram \u00e0 sua volta.<\/p>\n<p>      Os blocos privatizaram o trio el\u00e9trico com suas cordas de isolamento e abad\u00e1s      diferenciados. A manuten\u00e7\u00e3o da estrutura de um bloco de trio custa caro, encarecendo      o custo na participa\u00e7\u00e3o desses blocos. Por isso, somente aqueles que podem      pagar caro, podem participar do carnaval de bloco. Isso promoveu a elitiza\u00e7\u00e3o      do carnaval de rua outra vez, onde ricos brincam protegidos em blocos com      cordas e seguran\u00e7as e pobres e negros chamados pipocas que pulam atr\u00e1s de      trios independentes.<\/p>\n<p>      O trio de blocos, no entanto, promoveu importantes mudan\u00e7as ben\u00e9ficas para      o carnaval de Salvador. Foi o bloco de trio que criou o ax\u00e9 music, estilo      que popularizou a m\u00fasica negra baiana modificada em arranjos &#8220;eletrizados&#8221;.      O ax\u00e9 music teve grande aceita\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 na Bahia, mas em todo o pa\u00eds e exp\u00f4s      de maneira mais eficiente o carnaval baiano em redes de radio e televis\u00e3o      de todo o Brasil.<\/p>\n<p>      Segundo Miguez (1998) os blocos afros e de trio passaram a se organizar como      empresas e a explorar o com\u00e9rcio fonogr\u00e1fico, da moda, da propaganda e etc.      Com o passar do tempo, a entrada do artista baiano no mercado cultural nacional      deixa de depender de sua ida para os estados do Sudeste. O produto cultural      baiano atrai o mercado e o pr\u00f3prio estado passa a ser produto atraindo muitos      investimentos em rela\u00e7\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o cultural. Os artistas baianos passaram      a fazer parte do mercado cultural nacional e internacional, a exemplo de Daniela      Mercuri e o Olodum.<\/p>\n<p>      A passagem do carnaval folia para o carnaval neg\u00f3cio gerou a chamada ind\u00fastria      ou economia do carnaval, que produz bens e servi\u00e7os simb\u00f3licos. Vende-se a      alegria, a festa, a satisfa\u00e7\u00e3o pessoal, a paix\u00e3o, os romances, a beleza, a      amizade e todo tipo de produtos l\u00fadicos atrav\u00e9s de pacotes tur\u00edsticos para      as cidades de Salvador e outras com carnaval fora de \u00e9poca, como Feira de      Santana.<\/p>\n<p>      Mas, tamb\u00e9m produz bens e servi\u00e7os n\u00e3o t\u00e3o l\u00fadicos, mas necess\u00e1rios e bastante      rent\u00e1veis.<\/p>\n<p>      Vendem-se roupas, bebidas, comidas, vagas em hot\u00e9is, transportes e muito mais.      E os foli\u00f5es compram tudo, compram das grandes empresas e dos vendedores ambulantes,      geram renda para o com\u00e9rcio organizado e gigantesco chamado formal e para      o n\u00e3o pequeno mercado informal.<\/p>\n<p>      Hoje, o carnaval baiano re\u00fane mais de um milh\u00e3o de pessoas nos hor\u00e1rios de      pico em 10 km de circuito oficial, que exige uma infra-estrutura cada vez      mais eficiente. S\u00e3o centenas de shows, mais de 70 trios, banheiros p\u00fablicos,      postos m\u00e9dicos, postos policiais, restaurantes e hot\u00e9is a disposi\u00e7\u00e3o dos foli\u00f5es,      turistas ou n\u00e3o, que gastam mais de 6 milh\u00f5es de d\u00f3lares na festa.<\/p>\n<p>      Enfim, \u00e9 uma rede de servi\u00e7os que geram uma imensa quantidade de empregos      e divisas para o estado. \u00c9 uma enorme fonte de lucros e neg\u00f3cios sempre bem      sucedidos, que beneficia principalmente as empresas ligadas ao turismo no      estado da Bahia.<\/p>\n<p>            Fonte:\u00a0www.visiteabahia.com.br<\/p>\n<h6>Bahia<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h2>      Hist\u00f3ria da Bahia<\/h2>\n<p>      Bahia quer dizer fasc\u00ednio e magnetismo. Um lugar paradis\u00edaco, tropical, dos      mais belos ao Sul do Equador, que oferece um sem n\u00famero de op\u00e7\u00f5es de passeios      de todos os tipos, tornando sempre irresist\u00edvel ficar um pouco mais de tempo      na Terra da Felicidade, como \u00e9 conhecida.<\/p>\n<p>      Nesses cen\u00e1rios deslumbrantes floresceu, desde os idos de 1500 &#8211; quando a      esquadra do almirante portugu\u00eas Pedro \u00c1lvares Cabral aportou no Sul da Bahia      -, uma riqu\u00edssima cultura, mesclando viv\u00eancias do branco europeu com a pureza      selvagem do amarelo ind\u00edgena e, logo em seguida, com o negro trazido da \u00c1frica.      Hoje, essa terra de gente morena \u00e9 um p\u00f3lo de efervesc\u00eancia cultural que se      destaca no cen\u00e1rio brasileiro e \u00e9 reconhecido a n\u00edvel internacional. Na m\u00fasica,      na dan\u00e7a, na literatura, no cinema, nas artes pl\u00e1sticas, no folclore e no      rico e variad\u00edssimo artesanato.<\/p>\n<p>      Na m\u00fasica o marco principal do seu destaque, e exemplo dessa riqueza cultural,      est\u00e1 no samba, que nasceu na Bahia, da\u00ed sendo difundido por todo o Brasil.<\/p>\n<p>      O toque da percuss\u00e3o evoluiu ao longo do tempo, chegando \u00e0 bossa-nova de Jo\u00e3o      Gilberto; \u00e0 Tropic\u00e1lia de Caetano Veloso e Gilberto Gil, Maria Bet\u00e2nia e Gal      Costa; ao ritmo quente do grupo afro Olodum, que j\u00e1 gravou com Paul Simon      e Michael Jackson; \u00e0 batida original da Timbalada, que gravou com o grupo      de rock Sepultura, projetando a musicalidade baiana muito al\u00e9m de suas fronteiras,      assim como o Araketu, o Il\u00ea Ay\u00ea&#8230; Sem esquecer dos Trios El\u00e9tricos que t\u00eam      o poder de lan\u00e7ar, a cada ano, novos talentos, dan\u00e7as e ritmos.<\/p>\n<p>      Na dan\u00e7a, a Bahia mostrou ao mundo a lambada, mas ganham espa\u00e7o tamb\u00e9m, a      cada dia, seus corpos de bal\u00e9 cl\u00e1ssico, moderno e folcl\u00f3rico, que se apresentam      em todos os continentes.<\/p>\n<p>      Na literatura, os exemplos mais consagrados v\u00e3o de Afr\u00e2nio Peixoto e Castro      Alves aos contempor\u00e2neos, Dias Gomes, Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiro e Jorge Amado que,      com obras traduzidas em v\u00e1rias l\u00ednguas, transportaram a cultura e o povo baiano      para outras na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>      No cinema, revelou-se o talento de Glauber Rocha, criador do Cinema Novo,      \u00e1rduo defensor e executor do cinema pol\u00edtico. Foi um Cineasta diversas vezes      premiado no Brasil, Europa e Estados Unidos.<\/p>\n<p>      Nas artes pl\u00e1sticas, mostra sua for\u00e7a atrav\u00e9s das esculturas de M\u00e1rio Cravo      e Tati Moreno, das gravuras de Calasans Neto e da pintura de Carlos Bastos,      entre tantos outros, incluindo os primitivos.H\u00e1 tamb\u00e9m os baianos &#8220;de      cora\u00e7\u00e3o&#8221;, como Pierre Verger, Hansen Bahia e Caryb\u00e9.<\/p>\n<p>      No seu artesanato, oferece souvenirs de baixo custo e alta criatividade, em      cer\u00e2mica, pedras ornamentais, palha, couro, bordados, prata, madeira e instrumentos      musicais t\u00edpicos.<\/p>\n<p>      Em seus museus e pal\u00e1cios, de excel\u00eancia arquitet\u00f4nica, pe\u00e7as de grande valor      contam como era a vida nos tempos de col\u00f4nia e do imp\u00e9rio. Suas centenas de      igrejas cat\u00f3licas, em arquitetura colonial barroca e rococ\u00f3 dos s\u00e9culos 16,      17 e 18, abrigam rel\u00edquias em imagens sacras seculares e livros raros e centen\u00e1rios.<\/p>\n<p>      A cultura africana enriquece ainda mais o exotismo e a magia que a Bahia exibe      com orgulho ao mundo. Ela transpira atrav\u00e9s da m\u00fasica bem ritmada, da culin\u00e1ria      picante, da religi\u00e3o &#8211; o Candombl\u00e9 -, da dan\u00e7a sinuosa e sensual, das roupas      e turbantes multicoloridos, e do jeito alegre e irreverente do povo, com sua      hospitalidade sem igual. Dezenas de manifesta\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas, de origem tamb\u00e9m      nas culturas europ\u00e9ia e ind\u00edgena, comp\u00f5em um mosaico que encanta e magnetiza      o turista de todas as partes.<\/p>\n<p>      A culin\u00e1ria baiana &#8211; mescla harm\u00f4nica das tradi\u00e7\u00f5es portuguesa, africana e      ind\u00edgena &#8211; \u00e9 inigual\u00e1vel. Na Bahia, o lanche pode ser um acaraj\u00e9 ou um abar\u00e1      (elaborados com feij\u00e3o fradinho), seguido de um bolinho de tapioca ou uma      cocada. Como prato principal, um vatap\u00e1, um caruru, uma moqueca de peixe ou      de frutos-do-mar, com azeite de dend\u00ea e pimenta (opcional). Para variar, as      especialidades de cada regi\u00e3o, como as carnes de sol ou de fumeiro, o bode      assado, o surubim defumado, a mani\u00e7oba ou o ef\u00f3. De sobremesa, deliciosas      cocadas, quindins e as lusitanas ambrosia ou baba-de-mo\u00e7a, \u00e0 base de ovos.<\/p>\n<p>      <strong>Pontos Tur\u00edsticos:<\/strong><\/p>\n<p>      Ao Norte, est\u00e1 a Costa dos Coqueiros, onde est\u00e3o destinos como a Praia do      Forte, um ref\u00fagio ecol\u00f3gico, e Costa do Sau\u00edpe, o maior Complexo Tur\u00edstico      da Am\u00e9rica Latina. A Praia do Forte est\u00e1 a 50km e Sau\u00edpe a 70km do Aeroporto      Internacional Deputado Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es, em Salvador. Ficam \u00e0 margem      da Linha Verde, com seus quase 200 quil\u00f4metros de praias e coqueirais. Em      Praia do Forte est\u00e3o as ru\u00ednas do Castelo Garcia d&#8217;\u00c1vila e a sede nacional      do Projeto Tamar, de preserva\u00e7\u00e3o das tartarugas marinhas.<\/p>\n<p>      Na Ba\u00eda de Todos os Santos est\u00e3o Salvador e Itaparica. A capital, principal      destino tur\u00edstico baiano, possui a maior variedade de atra\u00e7\u00f5es, com destaque      para as manifesta\u00e7\u00f5es da cultura afrobaiana, a arquitetura colonial e o apelo      das praias voltadas para o Oceano Atl\u00e2ntico ou para o interior da ba\u00eda. J\u00e1      Itaparica, maior ilha da ba\u00eda, abriga o Club Mediterran\u00e9e.<\/p>\n<p>      Ao Sul, na seq\u00fc\u00eancia, a partir de Salvador, est\u00e3o de bra\u00e7os abertos aos visitantes:      a Costa do Dend\u00ea, cujo destaque \u00e9 o Morro de S\u00e3o Paulo, para\u00edso tropical descoberto      pelos hippies e hoje, cercado por uma aura de sofistica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>      Possui 40km de praias, algumas ainda desertas e atra\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, como      a Fortaleza de Morro de S\u00e3o Paulo; a Costa do Cacau, \u00e9 l\u00e1 onde fica Ilh\u00e9us      e Comandatuba.<\/p>\n<p>      Cen\u00e1rio dos romances de Jorge Amado, Ilh\u00e9us re\u00fane dezenas de quil\u00f4metros de      praias, reservas de Mata Atl\u00e2ntica e a Est\u00e2ncia Hidromineral de Oliven\u00e7a.      A ilha de Comandatuba abriga um dos maiores resorts da Am\u00e9rica do Sul, o Transam\u00e9rica,      que possui aeroporto com capacidade para avi\u00f5es de grande porte; a Costa do      Descobrimento, onde chegou a esquadra de Cabral, descobridora do Brasil, guardando      essa hist\u00f3ria e muitas belezas naturais em reservas de Mata Atl\u00e2ntica e praias      de sonho.<\/p>\n<p>      Ela re\u00fane produtos que est\u00e3o sempre na moda: Porto Seguro est\u00e1 entre os principais      destinos exclusivamente tur\u00edsticos do Brasil; \u00e9 o maior p\u00f3lo de turismo de      lazer do Nordeste. As badaladas vilas de Trancoso e Arraial d&#8217;Ajuda agora      t\u00eam todo o seu charme mais ao alcance dos visitantes, com a constru\u00e7\u00e3o de      vias pavimentadas de acesso; e a Costa das Baleias, onde as vastas extens\u00f5es      de praia de Alcoba\u00e7a ou Caravelas valem uma temporada.<\/p>\n<p>      O grande programa, entretanto, \u00e9 mergulhar no Parque Nacional Marinho de Abrolhos,      onde fica o parcel de Paredes, forma\u00e7\u00e3o de corais com 50km\u00b2.<\/p>\n<p>      Corais ex\u00f3ticos, peixes multicoloridos, aves marinhas e enormes baleias Jubarte      s\u00e3o atra\u00e7\u00f5es imperd\u00edveis. Prado, mais ao sul, tem praias recortadas por fal\u00e9sias.<\/p>\n<p>      Percorrendo toda a extens\u00e3o que compreende a Ba\u00eda de Todos os Santos at\u00e9 a      Costa do Dend\u00ea, o mais novo produto tur\u00edstico, Caminhos das \u00c1guas, compreende      atrativos como turismo n\u00e1utico, contemplativo, hist\u00f3rico-cultural, gastron\u00f4mico,      pesca esportiva e mergulho. Com uma infra-estrutura em franco crescimento,      este produto \u00e9 o justo caminho para o fortalecimento da conserva\u00e7\u00e3o ambiental      e desenvolvimento econ\u00f4mico das regi\u00f5es compreendidas no circuito.&#8221;<\/p>\n<p>      Na dire\u00e7\u00e3o Oeste, temos o mais diferenciado destino tur\u00edstico baiano, que      \u00e9 Len\u00e7\u00f3is, porta de entrada da Chapada Diamantina, uma regi\u00e3o pr\u00f3pria para      o turismo ecol\u00f3gico e de aventura, junto com os munic\u00edpios de Andara\u00ed e Mucug\u00ea.<\/p>\n<p>      A cidade \u00e9 dotada de boa infra-estrutura hoteleira e serve de base para a      explora\u00e7\u00e3o do bel\u00edssimo territ\u00f3rio da Chapada, formado por morros e montanhas,      rios, corredeiras, cavernas, cachoeiras, flores ex\u00f3ticas e velhas cidades      do tempo dos garimpos.<\/p>\n<p>Fonte: \u00a0www.sampa.art.br<\/p>\n<h6>      Bahia<\/h6>\n<h2>      Hist\u00f3ria<\/h2>\n<p>      A hist\u00f3ria da Bahia se confunde com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria do pa\u00eds. Em Porto Seguro,      no Extremo Sul da Bahia, no ano de 1500, o Brasil foi descoberto com a chegada      dos portugueses e a celebra\u00e7\u00e3o da primeira missa, em Coroa Vermelha, por frei      Henrique Soares de Coimbra.<\/p>\n<p>      Nesses cinco s\u00e9culos de muitas hist\u00f3rias, a Bahia foi palco de invas\u00f5es, como      a Holandesa, das guerras pela Independ\u00eancia, e de conflitos e revoltas, como      a Sabinada e a dos Mal\u00eas.<\/p>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-004.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"195\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      No s\u00e9culo XVI, a Bahia foi movida pela economia do pau-brasil e da cana-de-a\u00e7\u00facar,      seguida pelo ciclo do ouro e do diamante.<\/p>\n<p>      A fase \u00e1urea da cana-de-a\u00e7\u00facar, inclusive, proporcionou o surgimento da nobreza      colonial, provocando um aumento populacional e tamb\u00e9m financeiro, principalmente      na capital, o que pode ser comprovado pelas constru\u00e7\u00f5es das principais igrejas      da cidade, como a de S\u00e3o Francisco, a igreja de ouro, a vener\u00e1vel Ordem Terceira      de S\u00e3o Francisco, com fachada em barroco espanhol, e a Catedral Bas\u00edlica,      onde est\u00e1 o t\u00famulo de Mem de S\u00e1, o terceiro governador-geral do Brasil, e      a cela onde morreu o padre Ant\u00f4nio Vieira.<\/p>\n<h2>      Belezas Naturais<\/h2>\n<p>      A Bahia \u00e9 tamb\u00e9m palco de cen\u00e1rios de rara beleza, onde a natureza reina absoluta      e agracia os visitantes com todo o seu encanto; um verdadeiro toque dos deuses      no Nordeste brasileiro. De norte a sul e de leste a oeste, a paisagem transforma      a Bahia em um lugar especial.<\/p>\n<h2>      Praias<\/h2>\n<p>      Trata-se do tipo de turismo que oferece a presen\u00e7a conjunta de \u00e1gua, sol e      calor. A combina\u00e7\u00e3o desses elementos constitui-se no principal fator de atratividade,      ocasionada especialmente por temperaturas quentes ou amenas, prop\u00edcias \u00e0 balneabilidade.      Apesar das datas oficiais, na verdade o ver\u00e3o \u00e9 uma esta\u00e7\u00e3o que come\u00e7a bem      antes de dezembro na Bahia. Nesta terra, o sol reina na maior parte do tempo      e o clima \u00e9 apraz\u00edvel o ano inteiro.<\/p>\n<h2>      Praias Barra do Rio Sau\u00edpe<\/h2>\n<p>      O local \u00e9 uma \u00e1rea de encontro entre as \u00e1guas mornas do mar e as \u00e1guas tranq\u00fcilas      do rio, por isso \u00e9 o mais procurado da regi\u00e3o. \u00c9 excelente para a pr\u00e1tica      de esportes n\u00e1uticos, como caiaque e jet-ski. A infra-estrutura local inclui      barracas de praia e um camping.<\/p>\n<p>      <strong>Massarandupi\u00f3      (naturismo)<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-005.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Aproveitando seu isolamento, esta praia deserta, em 1999, tornou-se a primeira      da categoria nudismo, na regi\u00e3o. A paisagem inclui um mar de pequenas ondas,      cercado de coqueiros e dunas exuberantes. Tanta tranq\u00fcilidade faz do local      um dos pontos prediletos das tartarugas marinhas para a desova. A infra-estrutura      ainda \u00e9 m\u00ednima, com algumas barracas perto do povoado e uma bela \u00e1rea para      camping, situada ao redor de uma lagoa, atr\u00e1s das dunas.<\/p>\n<p>      <strong>Suba\u00fama<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-006.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Seus belos arrecifes, durante as baixas da mar\u00e9, formam deliciosas piscinas      naturais, que atraem visitantes do mundo inteiro. Com uma boa infra-estrutura,      a praia oferece pousadas e barracas bem equipadas, que disponibilizam caiaques      para aluguel. O local tamb\u00e9m \u00e9 sede do Projeto Tamar, uma importante iniciativa      para preserva\u00e7\u00e3o das tartarugas marinhas. Cercada de lagoas e dunas exuberantes,      Suba\u00fama, de fato, \u00e9 uma das grandes j\u00f3ias da Costa dos Coqueiros.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Barra      de Suba\u00fama<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-007.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"337\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      O local \u00e9 completamente urbanizado, com barracas de praia, restaurantes e      pousadas. Os banhos de mar e de rio s\u00e3o favor\u00e1veis nesse trecho, que tamb\u00e9m      \u00e9 um excelente pesqueiro de robalo, pescada, canapum, vermelho e bagre. Os      mergulhadores tamb\u00e9m se esbaldam com a grande ocorr\u00eancia de lagosta em seus      arrecifes.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Porto      de Sau\u00edpe<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-008.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"228\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      As ondas fortes tornam o banho perigoso para quem n\u00e3o conhece a geografia      do lugar. Por toda a faixa costeira h\u00e1 uma grande concentra\u00e7\u00e3o de bares, restaurantes      e pousadas. A presen\u00e7a de mulheres, que tran\u00e7am artesanato em palha de pia\u00e7ava,      \u00e9 uma marca registrada do local.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Baixio      (Esplanada)<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-009.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"268\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      A entrada \u00e9 margeada por uma lagoa, que encanta pela quantidade de p\u00e1ssaros,      principalmente gar\u00e7as, que a freq\u00fcentam. \u00c9 uma vila graciosa e bem cuidada      por seus moradores. Baixio, praia excelente para pesca e banho, fica a 8 Km      da cidade, contando com razo\u00e1vel infra-estrutura.<\/p>\n<h2>      Praia de Mangue Seco<\/h2>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-010.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Marcada por suas dunas gigantes, que fizeram bastante sucesso na novela Tieta,      Mangue Seco \u00e9 um daqueles lugares onde a natureza exagerou no capricho. Sua      hist\u00f3ria come\u00e7ou em 1548, quando alguns padres se salvaram de um naufr\u00e1gio,      e deram ao lugar, o primeiro nome de Vila de Santa Cruz da Bela Vista. De      l\u00e1 pra c\u00e1, as constru\u00e7\u00f5es do per\u00edodo se tornaram ru\u00ednas hist\u00f3ricas, e suas      belezas naturais, a transformaram num dos mais concorridos destinos da bel\u00edssima      Costa dos Coqueiros.<\/p>\n<p>      Em seus quase 30 km de extens\u00e3o, as areias finas contornam um mar de caracter\u00edsticas      singulares. Durante a vazante apresenta \u00e1guas tranq\u00fcilas, o que a torna muito      boa para banho. O mesmo n\u00e3o acontece na mar\u00e9 cheia, quando ondas fortes quebram      em toda a sua extens\u00e3o, fazendo a alegria dos surfistas. O emocionante passeio      de bugre \u00e9 um dos seus mais badalados atrativos, j\u00e1 que, com ele, o visitante      pode contornar as belas e famosas dunas, al\u00e9m de conhecer os encantos das      praias vizinhas.<\/p>\n<p>      A regi\u00e3o \u00e9 cortada por in\u00fameros rios, que permitem n\u00e3o s\u00f3 banhos refrescantes,      mas tamb\u00e9m a pesca de v\u00e1rias esp\u00e9cies de peixes. No Rio Fundo, mais especificamente,      os visitantes, com sorte, poder\u00e3o avistar o amea\u00e7ado peixe-boi, num fen\u00f4meno      somente visto no Rio Amazonas. Seu acesso \u00e9 dos mais dif\u00edceis, fazendo com      que o clima pitoresco e r\u00fastico de Mangue Seco continue a fascinar aqueles      que a conhecem.<\/p>\n<h2>      Praias de Alcoba\u00e7a<\/h2>\n<p>      <strong>Praia do Coqueiro<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-011.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Com boa forma\u00e7\u00e3o e ondas grandes, a praia \u00e9 indicada para um bom surf. Durante      boa parte do ano fica quase que deserta, sendo perfeita tamb\u00e9m para acampamentos      e viagens a casal. No ver\u00e3o, com o aumento no fluxo de visitantes, a sua \u00fanica      barraca organiza animadas festas, tornando-se o point do local.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Farol<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-012.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"367\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Fica localizada dentro da \u00e1rea urbana da cidade, contando com um grande n\u00famero      casas para veraneio e barracas de praia especializadas na culin\u00e1ria local.      Com um mar bastante tranq\u00fcilo, a praia \u00e9 indicada para v\u00e1rios esportes n\u00e1uticos.<\/p>\n<p>      <strong>Praia Neloris<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-013.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      A partir do munic\u00edpio de Caravelas, com a ajuda de um barco ou ve\u00edculo bem      tracionado, chegasse a este belo local. A vegeta\u00e7\u00e3o do mangue mistura-se \u00e0s      planta\u00e7\u00f5es de coco da regi\u00e3o, dando um clima bem pitoresco a esta praia deserta      e \u00f3tima para o banho.<\/p>\n<p><strong>Praia da Barra do Itanh\u00e9m ou Barra de Alcoba\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-014.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"264\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Praia Urbana, com faixa de areia larga e clara, que se estende por tr\u00eas quil\u00f4metros      at\u00e9 o encontro do rio com o mar. Neste exato local, o rio forma uma enseada      calma e protegida, procurada principalmente por banhistas que preferem \u00e1guas      bem tranq\u00fcilas. Ainda inexplorada comercialmente, n\u00e3o conta com infra-estrutura,      oferecendo apenas uma barraca de praia.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Alcoba\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-015.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"301\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Praia urbana da localidade, n\u00e3o apresenta grandes op\u00e7\u00f5es de lazer. Sua paisagem      inclui muitos barcos de pesca ancorados, um vasto coqueiral e uma faixa plana      de areia acinzentada, situada \u00e1s margens de um mar bem tranq\u00fcilo.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Centro<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-016.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Com um mar prop\u00edcio para banho em todos os per\u00edodos da mar\u00e9, a Praia do Centro,      uma das mais movimentadas de Alcoba\u00e7a, possui uma larga faixa de areia, ideal      para caminhadas. Na parte sul, distante cerca de 1 km, encontra-se a barra      do Rio Itanh\u00e9m que, ao lado da praia mar\u00edtima, \u00e9 outro bom local para a pr\u00e1tica      de esportes n\u00e1uticos, como caiaque, jet-ski, windsurf e slalom. A infra-estrutura      tur\u00edstica \u00e9 boa, oferecendo camping, bares, al\u00e9m de diversas barracas.<\/p>\n<p>\u00a0    <\/p>\n<h2>      Praias de Belmonte<\/h2>\n<p>      <strong>Praia da Barra<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-017.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Bastante completa, esta praia cercada de mata nativa e coqueiros inclui, em      seu roteiro, pesca de molinete, pr\u00e1tica de surf e uma agrad\u00e1vel visita \u00e0s      suas barracas de praia.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Belmonte<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-018.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Considerada a mais movimentada da localidade, esta praia \u00e9 palco de uma grande      folia durante o ver\u00e3o, recebendo alguns trios-el\u00e9tricos em sua orla. Com ondas      um pouco revoltas, \u00e9 bastante procurada pelos amantes do surf. No seu limite      norte est\u00e1 a foz do Rio Jequitinhonha e, ao sul, um vasto tapete de areias      desertas.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Mugigui\u00e7aba<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-019.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Dona de uma grande biodiversidade, a praia vem despertando grande aten\u00e7\u00e3o      de ecologistas para sua preserva\u00e7\u00e3o. Um rio de mesmo nome oferece, em suas      \u00e1guas l\u00edmpidas e calmas, uma boa op\u00e7\u00e3o para banho. Apresenta boa infra-estrutura,      com barracas, pousadas e \u00e1rea para camping.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Mangue      Alto<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-020.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"292\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Com cen\u00e1rios variados, apresentando \u00e1reas de restinga, mangues, brejos e coqueirais,      esta bela praia oferece boas possibilidades de lazer. Banho, caminhadas e      surf podem ser praticados, mas o destaque local fica por conta da pesca de      bons peixes com molinete, incluindo a cavala, o robalo e a carapeba.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Rio Preto<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-021.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Praia semideserta, marcada por um vasto coqueiral e muitos s\u00edtios particulares      ao seu redor. Desprovida de infra-estrutura, ainda \u00e9 muito pouco freq\u00fcentada.<\/p>\n<h2>      Praias de Boipeba<\/h2>\n<p>      <strong>Ponta de Bainema<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-022.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Desprovida de infra-estrutura tur\u00edstica, a praia possui uma grande extens\u00e3o,      abrangendo uma enseada de \u00e1guas bem tranq\u00fcilas. Seu ponto forte \u00e9 o potencial      pesqueiro. Com a mar\u00e9 baixa, surgem piscinas naturais perfeitas para o mergulho      livre. Na parte que possui fundo de areia, a pesca de peixes e camar\u00f5es-pistola      com redes de arrasto movimenta a economia local, que direciona a produ\u00e7\u00e3o      para Valen\u00e7a.<\/p>\n<p>      <strong>Ponta dos Castelhanos<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-023.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Uma bel\u00edssima praia deserta, marcada por um banco de corais perfeito para      o mergulho. No fundo do mar, repousam at\u00e9 hoje os restos do navio espanhol      Madre de Di\u00f3s, naufragado nos primeiros anos da hist\u00f3ria do Brasil. Foi exatamente      da\u00ed que surgiu o nome Ponta dos Castelhanos. Sem qualquer infra-estrutura,      o local chama a aten\u00e7\u00e3o por ser um importante ponto na desova de tartarugas      marinhas.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Cuieira<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-024.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"260\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Boa para banho em todas as fases da mar\u00e9, a praia adquiriu notoriedade por      seus arrecifes, que proporcionam agrad\u00e1veis mergulhos em \u00e1guas quentes e cristalinas.      Semideserta, a Cuieira ainda n\u00e3o conta com qualquer infra-estrutura.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Morer\u00e9<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-025.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Entre as praias mais conhecidas de Boipeba, Morer\u00e9, situada na costa leste      da ilha, abrange uma bela enseada de \u00e1guas tranq\u00fcilas, cercada de recifes      de corais, situados a cerca de 500 m da costa. As piscinas naturais que se      formam neste ponto fazem, do local, uma \u00e1rea ideal para banhos relaxantes      e para a pr\u00e1tica de mergulho. Localizada nas imedia\u00e7\u00f5es de um pequeno povoado      bem pitoresco, a praia ainda apresenta um grande banco de areia que, durante      a baixa da mar\u00e9, permite, ao visitante, caminhar a partir da costa cerca de      300 metros mar adentro. Barracas bem equipadas, instaladas em suas extensas      areias, servem petiscos deliciosos, al\u00e9m de pratos t\u00edpicos da culin\u00e1ria local.      O grande destaque fica por conta do camar\u00e3o gigante, rec\u00e9m chegado do mar      e frito na hora.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de S\u00e3o Sebasti\u00e3o      ou Cova da On\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-026.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"215\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      O passeio a este belo local inclui visitas a constru\u00e7\u00f5es jesu\u00edticas de grande      valor hist\u00f3rico. J\u00e1 a praia segue o perfil da regi\u00e3o, com um vasto banco de      corais e passarelas de areia, que adentram o espa\u00e7o do mar durante a vazante      da mar\u00e9. No ver\u00e3o, estas \u0093praias\u0094 tempor\u00e1rias s\u00e3o a grande sensa\u00e7\u00e3o, atraindo      um alto n\u00famero de visitantes.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Tacimirim<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-027.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"225\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Localizada num dos mais concorridos destinos da Costa do Dend\u00ea, na paradis\u00edaca      Ilha de Boipeba, Tacimirim \u00e9 op\u00e7\u00e3o para aqueles que desejam mesclar tranq\u00fcilidade      e beleza \u00e0 pr\u00e1tica de alguns esportes n\u00e1uticos. O local consiste em um dos      melhores pontos de mergulho de toda a regi\u00e3o de Cairu. Durante a mar\u00e9 baixa,      seus extensos arrecifes promovem o surgimento de belas piscinas naturais,      de \u00e1guas quentes e cristalinas, ideais para deliciosos banhos em fam\u00edlia e      para o mergulho livre.<\/p>\n<p>      A cerca de 5 Km da costa, j\u00e1 em mar aberto, um outro exuberante tapete de      corais, com o mesmo nome, proporciona a pr\u00e1tica do mergulho aut\u00f4nomo, aquele      feito com auxilio de equipamentos, em maiores profundidades. Com muitos focos      de mata preservada e um extenso coqueiral, a bela Tacimirim chama aten\u00e7\u00e3o      tamb\u00e9m pela beleza de suas paisagens, que, no per\u00edodo de desova, abrilhantam-se      com espet\u00e1culo promovido pelas tartarugas marinhas.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Velha      Boipeba<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-028.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"305\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Situada nas imedia\u00e7\u00f5es do povoado de mesmo nome, esta praia \u00e9 bastante peculiar.      Fluvial, formada pelas abundantes \u00e1guas do Rio do Inferno, a Praia de Velha      Boipeba oferece excelentes condi\u00e7\u00f5es para a pr\u00e1tica de esportes n\u00e1uticos e      passeios de barcos. Sua infra-estrutura \u00e9 boa, incluindo v\u00e1rias barracas especializadas      no preparo de pescados da pr\u00f3pria regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0    <\/p>\n<p> <strong>Praias de Cama\u00e7ari<\/strong><\/p>\n<p>      <strong>Praia de Busca      Vida<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-029.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Com 9 km de extens\u00e3o, esta praia de ondas fortes e mar aberto encontra-se      quase privatizada, com a constru\u00e7\u00e3o de um grande condom\u00ednio no local. Para      curtir suas belezas, incluindo uma lagoa de mesmo nome, o visitante poder\u00e1      chegar a p\u00e9 ou de bicicleta. Os surfistas apreciam bastante as boas ondas      que rolam l\u00e1, durante quase todo o ano.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Interlagos<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-030.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Como o seu pr\u00f3prio nome j\u00e1 revela, a regi\u00e3o est\u00e1 &#8220;entre lagos&#8221;,      marcada por grandes dunas e um vasto coqueiral. A praia \u00e9 de mar aberto com      ondas fortes, o que atrai muitos surfistas. Tomada por um condom\u00ednio residencial      de alto luxo, Interlagos s\u00f3 permite o acesso de autom\u00f3veis dos moradores.      J\u00e1 para os pedestres, o acesso \u00e9 livre.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Japon\u00eas<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-031.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Bastante pr\u00f3xima a Jau\u00e1, sua vizinha mais famosa, esta praia \u00e9 muito procurada      por surfistas, que encontram no local, ondas com excelente forma\u00e7\u00e3o em fundo      de areia. O nome da praia foi atribu\u00eddo ao seu primeiro habitante, um japon\u00eas.<\/p>\n<p>      <strong>Barra de Jacu\u00edpe<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-032.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Situada a aproximadamente 58 Km de Salvador, a \u00e1rea abrange um povoado de      mesmo nome, onde residem pescadores e pessoas que trabalham na regi\u00e3o. Jacu\u00edpe      \u00e9 muito procurada para o veraneio, j\u00e1 que possui muitas casas em condom\u00ednios      bem estruturados. O encontro do rio Jacu\u00edpe com o mar proporciona uma das      mais belas paisagens do litoral norte. Dunas, coqueiral nativo, arrecifes      e praias tranq\u00fcilas completam os atrativos. Uma paisagem deslumbrante, principalmente      no p\u00f4r do sol, as \u00e1guas tranq\u00fcilas do rio, s\u00e3o o palco perfeito para esportes      aqu\u00e1ticos, \u00e9 freq\u00fcente a presen\u00e7a de jet-ski em suas \u00e1guas, a pesca tamb\u00e9m      \u00e9 uma pr\u00e1tica ass\u00eddua nestas \u00e1guas. No pequeno porto \u00e9 poss\u00edvel alugar uma      canoa para passear no rio ou simplesmente fazer a travessia at\u00e9 uma ilha deserta      formada pelos rios Capivara, Jacu\u00edpe e pelo mar. O local ainda \u00e9 muito bom      para o camping. Aten\u00e7\u00e3o apenas com mar, que, durante a mar\u00e9 alta, apresenta      correntezas e ondas fortes.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Arembepe<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-033.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"259\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Arembepe fica a mais ou menos 30 km de Salvador em dire\u00e7\u00e3o ao norte. \u00c9 poss\u00edvel      chegar at\u00e9 l\u00e1 pela Linha Verde, estrada que liga Salvador a Aracaj\u00fa. A mais      famosa aldeia Hippie do Brasil \u00e9 um distrito de Cama\u00e7ari, munic\u00edpio que abriga      belas praias e um dos maiores p\u00f3los petroqu\u00edmicos do pa\u00eds. Sua beleza j\u00e1 encantou      personalidades como Janis Joplin e os Novos Baianos, que l\u00e1 fizeram longas      estadias durante os anos 60. V\u00e1rias cabanas r\u00fasticas se espalham por uma \u00e1rea      cercada pela lagoa do Rio Capivara e pelas piscinas naturais formadas pelos      recifes da praia. A praia, al\u00e9m de possuir \u00e1guas cristalinas, tamb\u00e9m abriga      uma das mais importantes iniciativas de prote\u00e7\u00e3o ambiental do Brasil, o Projeto      Tamar, com \u00e1reas cercadas para proteger os ovos de tartarugas marinhas. O      passeio a Arembepe vale a pena, tanto pelo clima de paz, quanto pelas diferentes      op\u00e7\u00f5es de lazer que o lugar oferece.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Guarajuba<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-034.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      A praia de Guarajuba est\u00e1 localizada no km 43 da Estrada do Coco e possui      um dos melhores potenciais tur\u00edsticos do Litoral de Cama\u00e7ari. Isso acontece      gra\u00e7as a sua not\u00e1vel infra-estrutura. O local \u00e9 totalmente urbanizado possuindo      muitos condom\u00ednios, ruas arborizadas, boa sinaliza\u00e7\u00e3o, cal\u00e7ad\u00e3o com ciclovia      em toda extens\u00e3o de sua orla, barracas de praia, bons restaurantes, sorveterias,      shopping, casas noturnas, lanchonetes, delicatessens, lojas de conveni\u00eancia,      pousadas, hot\u00e9is, policiamento constante, fazendo de Guarajuba o \u0093point\u0094 da      regi\u00e3o.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Itacimirim<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-035.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"299\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      A \u00faltima praia da Estrada do Coco \u00e9 tamb\u00e9m uma das mais bonitas. Aproximadamente      a 48 km do Aeroporto Deputado Luiz Eduardo Magalh\u00e3es em Salvador e a 6 km      de Praia do Forte no in\u00edcio da Linha Verde, Itacimirim desponta no cen\u00e1rio      das belas praias do Litoral Norte da Bahia como uma das mais harmoniosas e      sossegadas. O principal potencial tur\u00edstico \u00e9 sua geografia. Originada de      uma vila de pescadores, Itacimirim \u00e9 formada por uma estreita faixa de terra      tendo a leste o Oceano Atl\u00e2ntico e a oeste as lagoas Guarajuba e Velado por      onde correm as \u00e1guas de rio Itacimirim. Com um resort de alto luxo, restaurantes      e boas barracas de praia, Itacimirim \u00e9 marcada por sua boa infra-estrutura.      Ao norte, o Rio Pojuca encontra o mar, deixando as \u00e1guas mais escuras e atraindo      muitos peixes, como o Robalo. Com um grande n\u00famero de casas de veraneio, o      movimento no local s\u00f3 aumenta nos grandes feriados e no ver\u00e3o. Durante o resto      do ano, a popula\u00e7\u00e3o nativa e os surfistas, interessados nas belas ondas do      local, povoam a praia de forma constante. Itacimirim \u00e9 um ref\u00fagio perfeito,      para dias de descanso inesquec\u00edveis.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Jau\u00e1<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-036.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"261\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      A praia de Jau\u00e1 est\u00e1 localizada entre os Km 15 e 16 da Estrada do Coco e \u00e9      a primeira praia com acesso livre do Munic\u00edpio de Cama\u00e7ari. Pelo grande n\u00famero      de moradores permanentes, a localidade adquiriu um clima de cidade pequena.      Em sua orla as noites de ver\u00e3o pegam fogo, recebendo um n\u00famero muito grande      de jovens que lotam seus bares. A praia de Jau\u00e1 \u00e9 perfeita para quem gosta      de apreciar uma cerveja gelada, uma \u00e1gua de coco, comer um apetitoso acaraj\u00e9      ou saborear um delicioso prato de frutos do mar. S\u00e3o mais de 50 op\u00e7\u00f5es de      barracas de praia pronta para servir aos seus visitantes, al\u00e9m de restaurantes,      pousadas, mercado, farm\u00e1cia, locadoras de filmes, pra\u00e7as, belas paisagens      e um povo hospitaleiro. A sua orla de aproximadamente 2,5 KM de extens\u00e3o \u00e9      composta por 4 praias respectivamente, do sul ao norte: Praia do Japon\u00eas,      Sororoca, Pedra da Baleia e Praia do Grilo. Oficialmente, o seu nome \u00e9 uma      refer\u00eancia a uma esp\u00e9cie de papagaio t\u00edpica da regi\u00e3o, que faz seus ninhos      em coqueirais. O clima do local \u00e9 muito agrad\u00e1vel, deixando \u00f3timas impress\u00f5es      naqueles que o visitam.<\/p>\n<h2>      Praias de Camamu<\/h2>\n<p>      <strong>Praia da Ponta      da Pedreira<\/strong><\/p>\n<p>      Esta bela praia de \u00e1guas mornas e tranq\u00fcilas \u00e9 o cen\u00e1rio ideal para programas      bem \u0093relax\u0094, j\u00e1 que em quase toda a sua extens\u00e3o \u00e9 deserta. Formada a partir      do encontro do rio com o mar, \u00e9 tamb\u00e9m prop\u00edcia \u00e0 pr\u00e1tica de esportes n\u00e1uticos      e banhos em todas as fases da mar\u00e9. Na parte central da Ilha Grande, encontra-se      um trecho conhecido como Cantagalo, respons\u00e1vel por toda a infra-estrutura      local.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do \u00c2mbar<\/strong><\/p>\n<p>      Um cen\u00e1rio pitoresco, com poucas casas de nativos da regi\u00e3o. O mar calmo permite      o banho a qualquer hora, al\u00e9m da pr\u00e1tica de v\u00e1rios esportes n\u00e1uticos. As areias      s\u00e3o margeadas por mata nativa e coqueiros, dando ao local uma atmosfera de      muita paz.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Ponta      do Santo<\/strong><\/p>\n<p>      Localizada na ilha de mesmo nome, \u00e9 muito apreciada pelo seu mar tranq\u00fcilo,      areias alvas e uma bela vegeta\u00e7\u00e3o, que mistura coqueiros, mangueiras e dendezeiros.      A praia \u00e9 semideserta e ideal para o camping selvagem.<\/p>\n<h2>      Praias de Canavieiras<\/h2>\n<p>      <strong>Praia de Atalaia<\/strong><\/p>\n<p>      Local em que as \u00e1guas do Rio Pardo se encontram com as \u00e1guas do mar, formando      uma praia fluvial de \u00e1guas mornas e calmas, com areias semidesertas. Durante      a baixa das mar\u00e9s, grandes bancos de areia surgem, permitindo que os visitantes      cheguem pr\u00f3ximos \u00e0 Praia do Japon\u00eas, na outra margem do rio. Na face sul,      o encontro \u00e9 com o Rio Jequitinhonha, na divisa com Belmonte. Esta \u00e1rea do      litoral ainda n\u00e3o conta com maior infra-estrutura tur\u00edstica.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Barra      do Albino<\/strong><\/p>\n<p>      Localizada em uma \u00e1rea de conflu\u00eancia de rios, \u00e9 marcada por ser o point do      surf na regi\u00e3o, atraindo notoriamente um p\u00fablico jovem. Barra do Albino \u00e9      tamb\u00e9m uma excelente op\u00e7\u00e3o para banhos de \u00e1gua doce e uma boa pescaria. Possui      uma razo\u00e1vel infra-estrutura tur\u00edstica.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Barra      Velha<\/strong><\/p>\n<p>      Suas paisagens mesclam mangues, rios, lagoas e coqueiros, formando um cen\u00e1rio      bastante buc\u00f3lico. A grande particularidade de Barra Velha, no entanto, \u00e9      a presen\u00e7a de lamas medicinais, que atra\u00edram nomes mundialmente famosos, como      o heptacampe\u00e3o de F1, Michael Shummacker, e o ator Harisson Ford. Segundo      moradores da regi\u00e3o, a lama ainda tem um efeito revitalizante e afrodis\u00edaco.      Boa praia para banho e esportes n\u00e1uticos, j\u00e1 que possui \u00e1guas bem tranq\u00fcilas.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Costa<\/strong><\/p>\n<p>      \u00c9 uma das mais bonitas e procuradas praias do munic\u00edpio. Seu mar de \u00e1guas      mornas e calmas \u00e9 prop\u00edcio para banho, principalmente durante a mar\u00e9 baixa.      Com a entrada de alguns ventos, a mar muda de forma e surgem boas ondas para      o surf. As areias da praia s\u00e3o finas e alvas, abrigando barracas bem equipadas      para o preparo de deliciosos petiscos, a exemplo dos enormes caranguejos da      regi\u00e3o.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Patipe<\/strong><\/p>\n<p>      Marcada por um extenso coqueiral, a praia mistura o mar, com a \u00e1gua doce dos      rios que des\u00e1guam no local. Apresenta boas condi\u00e7\u00f5es para a pesca, passeios      de caiaque e windsurf.<\/p>\n<p>      <strong>Barra de Canavieiras<\/strong><\/p>\n<p>      Possui v\u00e1rias cabanas de praia especializadas nos pratos t\u00edpicos da regi\u00e3o.      As areias s\u00e3o planas e extensas, favorecendo as boas caminhadas, recompensadas,      \u00e9 claro, com um delicioso banho nas \u00e1guas tranq\u00fcilas de seu mar.<\/p>\n<p>      <strong>Praias do Sul      e Norte<\/strong><\/p>\n<p>      Situadas em dire\u00e7\u00f5es opostas, estas duas praias apresentam caracter\u00edsticas      bem semelhantes. S\u00e3o boas para pesca e, em suas paisagens, mesclam a vegeta\u00e7\u00e3o      de mangue com a Mata Atl\u00e2ntica remanescente da Costa do Cacau.<\/p>\n<h2>      Praias de Caravelas<\/h2>\n<p>      <strong>Praia da Barra      de Caravelas<\/strong><\/p>\n<p>      Suas \u00e1guas tranq\u00fcilas banham o povoado de mesmo nome, sendo indicadas para      a pr\u00e1tica de esportes n\u00e1uticos. No local, al\u00e9m de uma razo\u00e1vel infra-estrutura,      o visitante encontrar\u00e1 a bela e hist\u00f3rica Igreja da Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Barra      Nova<\/strong><\/p>\n<p>      Considerada uma das mais preservadas da regi\u00e3o, Barra Nova, praia de \u00e1guas      mistas e calmas, \u00e9 perfeita para o banho. Sua face mais bela localiza-se ao      norte, no local conhecido por Ponta do Catoeiro.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Ponta      da Baleia<\/strong><\/p>\n<p>      Situada na divisa com Alcoba\u00e7a, esta praia de areias semidesertas, traz em      suas paisagens grandes fazendas de gado. Seu mar geralmente apresenta pequenas      ondas, sendo melhor para banho durante a mar\u00e9 baixa.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Aracar\u00e9<\/strong><\/p>\n<p>      O banho aqui, curiosamente, s\u00f3 deve ser tomado com a mar\u00e9 cheia, pois, somente      nessas circunst\u00e2ncias, o mar transborda do Canal de Caravelas e avan\u00e7a sobre      as areias escuras da praia. Aracar\u00e9 \u00e9 considerada um bom ponto para a pesca      de siri, robalo e pescada, pois apresenta tamb\u00e9m um extenso mangue.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Grau\u00e7\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>      Em frente ao Povoado de mesmo nome, esta praia, de \u00e1guas tranq\u00fcilas, tem na      sombra das am\u00eandoas o seu diferencial. As grandes \u00e1rvores que se estendem      sobre as barracas d\u00e3o um clima pitoresco ao lugar. Outro grande atrativo \u00e9      o Museu da Baleia, que conta com ossadas e um bom acervo sobre os animais.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Iemanj\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>      A praia \u00e9 de mar aberto, oferecendo boas condi\u00e7\u00f5es para surf e windsurf. Suas      areias apresentam algumas barracas especializadas em mariscos, e s\u00e3o margeadas      por um extenso coqueiral.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Quitongo<\/strong><\/p>\n<p>      Praia mais pr\u00f3xima da cidade, Quitongo fica situada em frente \u00e0 Ilha Cassumba,      numa zona em que o rio se encontra com o mar. Durante a mar\u00e9 cheia, principalmente,      \u00e9 muito boa para a pr\u00e1tica de windsurf e outros esportes n\u00e1uticos. Sua paisagem      apresenta vastos mangues, restingas e focos bem preservados da mata nativa.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Pontal      do Sul<\/strong><\/p>\n<p>      Uma bela praia isolada e praticamente deserta, com \u00e1guas l\u00edmpidas e areias      brancas que se estendem por alguns quil\u00f4metros. Est\u00e1 separada da Praia do      Grau\u00e7\u00e1 por um estreito do mar. At\u00e9 ela, a travessia \u00e9 relativamente f\u00e1cil,      5 Km de barco.<\/p>\n<h2>      Praias de Igrapi\u00fana<\/h2>\n<p>      <strong>Pontal do Contrato<\/strong><\/p>\n<p>      Compreende toda a ilha de mesmo nome, um ambiente deserto e paradis\u00edaco, banhado      por \u00e1guas mornas e tranq\u00fcilas, que propiciam a pr\u00e1tica de esportes n\u00e1uticos.      Em uma \u00e1rea quase intocada, junto \u00e0 foz do Rio Sirinha\u00e9m, o pontal \u00e9 o destino      perfeito para quem ama o contato pleno com a natureza.<\/p>\n<p>      <strong>Ilha da Pedra      Furada<\/strong><\/p>\n<p>      O nome origina-se de uma escultura natural que marca o lugar. A pequena ilha,      semideserta, conta uma fonte de \u00e1gua natural, rodeada pela mata nativa e por      vastos coqueirais. O local, que \u00e9 cercado de lendas, tamb\u00e9m \u00e9 ponto de muitas      oferendas para Iemanj\u00e1.<\/p>\n<p>      <strong>Ilha dos Tubar\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>      Sem contar com infra-estrutura tur\u00edstica, essa pequena ilha pitoresca da Ba\u00eda      de Camamu abriga somente algumas fam\u00edlias de pescadores. Marcada por um extenso      coqueiral, o lugar, de \u00e1guas bem tranq\u00fcilas, \u00e9 ideal para bons pegas de jet-ski      e passeios de caiaque.<\/p>\n<h2>      Praias de Ilh\u00e9us<\/h2>\n<p>      <strong>Praia de S\u00e3o Miguel<\/strong><\/p>\n<p>      Uma bela praia, com um vasto coqueiral, areias alvas e \u00e1guas tranq\u00fcilas. A      infra-estrutura inclui barracas e pousadas, situadas na vila local de pescadores.<\/p>\n<p>      <strong>Praia Boca da      Barra \u0096 Pinah<\/strong><\/p>\n<p>      Uma prainha bem pitoresca, com muitas cabanas e caiaques dispon\u00edveis para      um delicioso passeio. O mar local apresenta \u00f3tima piscosidade, com a ocorr\u00eancia      de esp\u00e9cies procuradas (robalo, carapeba, tainha e curim\u00e3).<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Avenida<\/strong><\/p>\n<p>      Com localiza\u00e7\u00e3o central, a praia passou por uma forte interven\u00e7\u00e3o governamental      para o tratamento de suas \u00e1guas. Seus principais atrativos est\u00e3o na sua orla,      onde foram constru\u00eddas quadras poli-esportivas, uma ciclovia, concha ac\u00fastica,      o circo Folias da Gabriela e o Centro de Conven\u00e7\u00f5es Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Cristo<\/strong><\/p>\n<p>      Como seu pr\u00f3prio nome pressup\u00f5e, nela h\u00e1 uma est\u00e1tua do Cristo Redentor bastante      procurada para visita\u00e7\u00e3o. Suas \u00e1guas s\u00e3o recomendadas para algumas pr\u00e1ticas      esportivas, como passeios de caiaque, jet-ski e hobby-cat.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Concha<\/strong><\/p>\n<p>      Uma praia com pequenas dimens\u00f5es, que abrange apenas 100 m de extens\u00e3o. Dela      se tem uma boa vista da Ba\u00eda do Pontal e da Praia da Avenida. Situada na base      do Morro do Pernambuco, ainda mant\u00e9m focos da vegeta\u00e7\u00e3o nativa mesclada a      muitos coqueiros. Suas \u00e1guas s\u00e3o calmas e apropriadas para banho.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Sul de      Ilh\u00e9us<\/strong><\/p>\n<p>      Marcada por um denso coqueiral e resqu\u00edcios de Mata Atl\u00e2ntica, esta praia      urbana \u00e9 uma das mais freq\u00fcentadas da cidade. Em toda a sua extens\u00e3o \u00e9 grande      o n\u00famero de barracas especializadas em comidas t\u00edpicas. Na \u00e1gua, trechos de      arrecifes e piscinas naturais, com fundo de areia, s\u00e3o procurados para mergulhos      e surf.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Cai N\u0092\u00c1gua<\/strong><\/p>\n<p>      Com barracas bem equipadas, \u00e1guas l\u00edmpidas e tranq\u00fcilas em muitos pontos,      a praia \u00e9 perfeita para a fam\u00edlia. Situada dentro do povoado de mesmo nome,      conta tamb\u00e9m com in\u00fameras casas para o veraneio.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Pontal<\/strong><\/p>\n<p>      Curiosamente limpa, j\u00e1 que se situa no estu\u00e1rio dos rios que comp\u00f5em a Bacia      de Ilh\u00e9us, a Praia do Pontal \u00e9 tamb\u00e9m muito tranq\u00fcila. Local de largada das      etapas do Campeonato Mundial de Triatlon, realizadas em Ilh\u00e9us, \u00e9 \u00f3tima para      boas nadadas, al\u00e9m de passeios de caiaque e jet-ski.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Norte<\/strong><\/p>\n<p>      Mesclando uma faixa de coqueiros com Mata Atl\u00e2ntica nativa, a praia tem o      Rio Almada correndo em paralelo por muitos km. Possui cabanas padronizadas      e uma extensa ciclovia. Boa para banho, caminhadas, surf e pesca (carapeba,      tainha, robalo e pescada).<\/p>\n<p>      <strong>Praia Mar e Sol<\/strong><\/p>\n<p>      Excelente para boas caminhadas e banho, a praia tamb\u00e9m converge a pr\u00e1tica      de v\u00e1rios esportes, como caminhadas, ciclismo, pesca e futebol. Al\u00e9m das barracas      de praia, ainda existem pontos de venda de artesanatos e objetos art\u00edsticos      (tecidos pintados \u00e0 m\u00e3o, gravuras em metal, \u00f3leo sobre tela, camisetas com      pinturas individualizadas, etc). Com a mar\u00e9 baixa, o mar ainda forma piscinas      naturais de \u00e1guas quentes e cristalinas.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do J\u00f3ia<\/strong><\/p>\n<p>      Com uma grande faixa de coqueiros, muitas barracas e cabanas de praia, esta      praia \u00e9 ideal para uma boa caminhada e um delicioso banho de mar.<\/p>\n<p>      <strong>Praia dos Coqueiros<\/strong><\/p>\n<p>      Possui \u00f3tima infra-estrutura, com pousadas de bom n\u00edvel e muitas cabanas especializadas      em tira-gostos. A praia \u00e9 indicada para banho e caminhadas, contando ainda      com jangadas para a pesca em alto mar.<\/p>\n<p>      <strong>Praia Ponta do      Ramo<\/strong><\/p>\n<p>      Com as mesmas caracter\u00edsticas de toda a orla de Ilh\u00e9us, apresentando barracas      e um mar indicado para o banho, a Ponta do Ramo tamb\u00e9m \u00e9 considerada um bom      ponto para a pesca.<\/p>\n<p>      <strong>Praia Ponta da      Tulha<\/strong><\/p>\n<p>      Com um vasto coqueiral, comum nas praias da regi\u00e3o, a Ponta da Tulha conta      com in\u00fameras pousadas, casas de veraneio, bares e cabanas, todos circulados      por uma vila de pescadores.<\/p>\n<p>      <strong>Praia dos Milion\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>      O nome deve-se ao fato de que antigamente era freq\u00fcentada pelos ricos coron\u00e9is      do cacau. Hoje, \u00e9 a mais procurada do litoral sul pelos banhistas e turistas,      apresentando uma extensa faixa areia margeada por um coqueiral. Sua infra-estrutura      inclui um camping, v\u00e1rias cabanas padronizadas, chuveiros e sanit\u00e1rios.<\/p>\n<p>      <strong>Praia Cururupe<\/strong><\/p>\n<p>      Praia rica em manguezais possui tamb\u00e9m cabanas e caiaques para aluguel. Tem      um grande significado hist\u00f3rico, j\u00e1 que o local foi palco de uma batalha em      1559, que quase dizimou a aldeia dos \u00edndios tupiniquins.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Back      Door<\/strong><\/p>\n<p>      Primeira praia do distrito de Oliven\u00e7a \u00e9 caracterizada por suas grandes ondas.      Em virtude disso tornou-se sede dos mais importantes campeonatos do esporte      realizados no estado. Para o banho, no entanto, a praia \u00e9 desaconselhada.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Batuba<\/strong><\/p>\n<p>      Sua paisagem mistura um vasto coqueiral e muitos arrecifes. \u00c9 muito freq\u00fcentada,      principalmente por surfistas, que n\u00e3o dispensam suas boas ondas. No local      existem v\u00e1rios restaurantes especializados em frutos do mar e um bom camping,      com adequada infra-estrutura.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Canabrava<\/strong><\/p>\n<p>      Uma das praias prediletas pelos veranistas, possui in\u00fameras casas e chal\u00e9s      para aluguel. Sua paisagem mistura coqueirais, recifes de corais e grandes      empreendimentos tur\u00edsticos (resorts).<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Acu\u00edpe<\/strong><\/p>\n<p>      Possui uma paisagem peculiar, mesclando a vegeta\u00e7\u00e3o de restinga com um belo      coqueiral. Em Acu\u00edpe, v\u00e1rios hot\u00e9is e pousadas est\u00e3o instalados, oferecendo      ao visitante \u00f3tima infra-estrutura. A praia \u00e9 boa para caminhadas, banho de      mar e pesca de molinete.<\/p>\n<h2>      Praias de Imbassa\u00ed<\/h2>\n<p>      <strong>Praia de Imbassa\u00ed<\/strong><\/p>\n<p>      Considerada um dos principais destinos da Costa dos Coqueiros, Imbassa\u00ed oferece      op\u00e7\u00f5es bastante variadas para um passeio inesquec\u00edvel. O local \u00e9 cercado de      coqueiros, dunas e belos rios, ideais para a pr\u00e1tica de esportes, como rafting,      canoagem e pesca de linha. Pontos de grande beleza, como a Cachoeira Dona      Zilda e a Lagoa Jauara, s\u00e3o passagem obrigat\u00f3ria em qualquer roteiro local.      Na praia, os vastos arrecifes formam piscinas naturais quentes e cristalinas      durante a mar\u00e9 baixa, proporcionando deliciosos banhos para toda a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Santo      Ant\u00f4nio<\/strong><\/p>\n<p>      A praia \u00e9 paradis\u00edaca, isolada por extensas dunas e coqueirais. Para chegar      ao local, o visitante deve percorrer 5km a partir da Vila de Diogo, e depois      enfrentar mais 25 minutos de caminhada em meio \u00e0s dunas. Neste ponto, descortina-se      um povoado bem pitoresco, que circula a Praia de Santo Ant\u00f4nio. Artigos confeccionados      com palha de coqueiros movimentam a economia local, e podem ser encontrados      para a venda.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Diogo<\/strong><\/p>\n<p>      Situada a apenas 6,5km de Imbassa\u00ed, na linha verde, Diogo \u00e9 uma pequena vila      onde agricultores e pescadores convivem em plena harmonia com a natureza.      O artesanato tem seu lugar de destaque, gra\u00e7as \u00e0 pia\u00e7ava da regi\u00e3o e a per\u00edcia      das mulheres da aldeia, que desenvolvem um trabalho realmente muito bonito.      A praia apresenta as mesmas caracter\u00edsticas das demais na regi\u00e3o, com coqueiros,      dunas e areias extensas.<\/p>\n<h2>      Praias de Itaparica<\/h2>\n<p>      <strong>Ponta de Areia<\/strong><\/p>\n<p>      Esta bela praia de \u00e1guas mansas tornou-se, nos \u00faltimos anos, um dos principais      destinos tur\u00edsticos da Ba\u00eda de Todos os Santos. Pela proximidade com Salvador,      v\u00e1rios saveiros e escunas lotados de turistas costumam desembarcar l\u00e1 no ver\u00e3o,      buscando o seu clima pitoresco, apimentado pela culin\u00e1ria regional servida      nas muitas barracas da praia.<\/p>\n<p>      <strong>Manguinhos<\/strong><\/p>\n<p>      Pequena enseada de \u00e1guas l\u00edmpidas e quentes, que oferece boas condi\u00e7\u00f5es para      a pr\u00e1tica de mergulho e de outros esportes n\u00e1uticos. Um vilarejo modesto,      composto, em sua maioria, por casas de veraneio, oferece uma infra-estrutura      ainda m\u00ednima.<\/p>\n<p>      <strong>Porto do Santo<\/strong><\/p>\n<p>      Apresenta um mar de \u00e1guas calmas e prop\u00edcias para pr\u00e1tica de qualquer tipo      de esporte n\u00e1utico, durante todos os per\u00edodos das mar\u00e9s. As areias semidesertas,      repletas de b\u00fazios, tamb\u00e9m possuem forma\u00e7\u00f5es rochosas em todo o trecho. Na      parte sul, pr\u00f3xima ao local de atraca\u00e7\u00e3o dos ferry-boats, predomina a vegeta\u00e7\u00e3o      caracter\u00edstica de mangue.<\/p>\n<p>      <strong>Gameleira<\/strong><\/p>\n<p>      Oferece um mar de \u00e1guas mornas e calmas, prop\u00edcias para banhos e qualquer      tipo de esporte n\u00e1utico, em todos os per\u00edodos das mar\u00e9s. Suas extensas areias      encontram-se \u00e0 frente do vilarejo de mesmo nome, e apresentam in\u00fameras barracas      que servem petiscos. Com razo\u00e1vel infra-estrutura, Gameleira, em sua parte      norte, ainda possui, num p\u00eder de pedras, um bom ponto para a pesca de linha.<\/p>\n<h2>      Praias de Ituber\u00e1<\/h2>\n<p>      <strong>Barra do Sirinha\u00e9m<\/strong><\/p>\n<p>      A praia possui uma extens\u00e3o de 5 km, possuindo uma face fluvial, onde os barcos      pesqueiros aportam, e uma mar\u00edtima, com extensos coqueirais e um mar bem tranq\u00fcilo.      No local, que \u00e9 semideserto, existe apenas uma vila de pescadores, com uma      infra-estrutura ainda muito baixa. Por isso, esse \u00e9 o destino ideal para um      passeio com dura\u00e7\u00e3o de um dia. A perman\u00eancia exigir\u00e1 esp\u00edrito de aventura      para um inesquec\u00edvel camping selvagem.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Boca      da Lagoa<\/strong><\/p>\n<p>      Com a grande extens\u00e3o de 15 km, esta linda praia semideserta \u00e9 o roteiro ideal      para os amantes de aventura. Sem qualquer infra-estrutura, a Boca da Lagoa      possui mar tranq\u00fcilo, com o surgimento de piscinas naturais durante a vazante      da mar\u00e9. Seu nome originou-se, por l\u00e1 existir uma lagoa bem pr\u00f3xima ao mar,      ideal para banho, camping selvagem, pesca e outros esportes n\u00e1uticos.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Pratigi<\/strong><\/p>\n<p>      Grande j\u00f3ia da regi\u00e3o, a praia ficou conhecida por sediar, durante os festejos      de fim de ano, a grande festa da m\u00fasica eletr\u00f4nica, o \u0093Universo Paralelo\u0094,      que atrai jovens de todas as partes do Brasil e do Mundo. Durante quase todo      ano, no entanto, fica deserta, apresentando sempre um mar esverdeado de \u00e1guas      mornas e calmas, al\u00e9m de uma infra-estrutura ainda reduzida, com poucas pousadas      e uma vila nativa.<\/p>\n<h2>      Praias de Lauro de Freitas<\/h2>\n<p>      <strong>Praia de Ipitanga<\/strong><\/p>\n<p>      Procurada inicialmente por suas boas ondas, Ipitanga tornou-se, em poucos      anos, a praia mais badalada de toda a Grande Salvador. Localizada na exata      divisa entre a capital e o munic\u00edpio de Lauro de Freitas, Ipitanga, durante      os fins de semana, fica lotada de visitantes. Tanta demanda se explica pela      grande infra-estrutura local, que conta com pousadas, restaurantes e cabanas      de praia bem sofisticadas. Al\u00e9m destes atributos, a praia \u00e9 o grande \u0093point\u0094      dos jovens, que costumam se instalar num pequeno trecho chamado de \u0093Aleluia\u0094.      O banho \u00e9 delicioso, j\u00e1 que em alguns pontos, surgem piscinas naturais de      \u00e1guas mornas.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Buraquinho<\/strong><\/p>\n<p>      Suas areias s\u00e3o enfeitadas por coqueiros e forma\u00e7\u00f5es rochosas bem interessantes.      Na parte sul, o mar possui ondas fortes, sendo melhor para o banho durante      a vazante da mar\u00e9. Ao norte, encontra-se com a foz do Rio Joanes, num trecho      de mar\/rio excelente para boas manobras de jet-ski e passeios de caiaque.      Como Buraquinho s\u00f3 entrou no circuito tur\u00edstico a poucos anos, sua infra-estrutura      ainda \u00e9 pequena.<\/p>\n<p>      <strong>Vilas do Atl\u00e2ntico<\/strong><\/p>\n<p>      Dentro de Lauro de Freitas, cerca de 5km ap\u00f3s o Aeroporto Internacional de      Salvador, est\u00e1 Vilas do Atl\u00e2ntico. Situada dentro de um condom\u00ednio fechado,      com completa infra-estrutura e seguran\u00e7a, a bela praia, em seus 6 km de extens\u00e3o,      tem como marca maior seu vasto coqueiral e areias bastante alvas. Seu sucesso      explica-se n\u00e3o s\u00f3 por suas belezas, mas por ser ela, uma alternativa pr\u00e1tica,      para fugir da rotina atribulada da capital. Esta \u00e9 Vilas do Atl\u00e2ntico, uma      das praias mais procuradas do Litoral Norte, devido \u00e0s variadas op\u00e7\u00f5es de      lazer que oferece: surf, futebol de areia, v\u00f4lei, frescobol, al\u00e9m de muita      sombra e \u00e1gua fresca. Barracas bem equipadas servem desde os tradicionais      tira-gostos praieiros (peixe frito, caranguejo, lambreta e caldos diversos)      a pratos requintados da culin\u00e1ria internacional, incluindo sushis e sashimis.      A cerveja est\u00e1 sempre gelada e a tradicional caipirinha tem sa\u00edda garantida.      O condom\u00ednio ainda conta flats, pousadas, hot\u00e9is, shoppings, cinema e restaurantes,      para quem quiser esticar o programa.<\/p>\n<h2>      Praias de Madre de Deus<\/h2>\n<p>      A partir do centro at\u00e9 a Ponta do Suape, a orla mar\u00edtima de Madre de Deus      tem 3,5 km de praias bem urbanizadas, com cal\u00e7ad\u00e3o, ciclovia e barracas padronizadas.      Com \u00f3timas condi\u00e7\u00f5es para banho, em qualquer fase das mar\u00e9s, a tranq\u00fcila Praia      da Costa se tornou a mais requisitada da regi\u00e3o. Nela, bem em frente ao mar,      est\u00e1 situada a singela Capela de Nosso Senhor do Bonfim. A Ponta do Suape,      por\u00e9m, apresenta um mar bastante perigoso, mas rodeado por paisagens de rara      beleza. De ambas, descortina-se belas vistas de Salvador e da Ba\u00eda de Todos      os Santos.<\/p>\n<h2>      Praias de Mucuri<\/h2>\n<p>      <strong>Praia da Costa      Dourada<\/strong><\/p>\n<p>      Distante apenas 5 km da divisa entre Bahia e Esp\u00edrito Santo, esta praia semideserta      tem, como principais caracter\u00edsticas, um pared\u00e3o de fal\u00e9sias e areias muito      extensas que, na mar\u00e9 baixa, chegam \u00e0 30 m de largura. Seu acesso \u00e9 dificultado      n\u00e3o somente pela dist\u00e2ncia que possui em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cidades da regi\u00e3o, mas      tamb\u00e9m por um cintur\u00e3o de Eucaliptos, que tomou o lugar da Mata Atl\u00e2ntica      nativa. Alguns riachos recortam sua paisagem na parte interior. J\u00e1 na praia,      os muitos arrecifes formam bel\u00edssimas piscinas naturais, ideais para banho      e mergulho. A infra-estrutura \u00e9 pequena, com poucos bares, restaurantes e      pousadas.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Jacutinga<\/strong><\/p>\n<p>      Com uma grande extens\u00e3o, areias largas e desertas, a Jacutinga foge um pouco      das caracter\u00edsticas presentes nas praias da regi\u00e3o. De mar aberto, apresenta      ondas fortes, ideais para a pr\u00e1tica do surf. A vegeta\u00e7\u00e3o predominante \u00e9 a      restinga, que se mistura com as pequenas casas de pescadores nativos.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Malvinas      e Praia do P\u00f4r-do-Sol<\/strong><\/p>\n<p>      Praias vizinhas que apresentam tra\u00e7os similares. Suas \u00e1guas s\u00e3o tranq\u00fcilas,      mornas e esverdeadas, apresentando boas condi\u00e7\u00f5es para banho, a qualquer hora.      Na Praia do P\u00f4r-do-Sol fica um dos \u00fanicos pontos de desova de tartarugas marinhas      em todo o litoral sul da Bahia.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Centro<\/strong><\/p>\n<p>      Praia central da Localidade de Mucuri apresenta \u00e1guas mornas e tranq\u00fcilas,      ideais para banho e pr\u00e1tica de alguns esportes n\u00e1uticos. Sua paisagem mescla      coqueiros e algumas casas de veraneio. Localizada dentro da cidade, possui      boa infra-estrutura, com in\u00fameras cabanas de praia, especializadas na culin\u00e1ria      local.<\/p>\n<p>      <strong>Praia dos Len\u00e7\u00f3is      da Velha<\/strong><\/p>\n<p>      As areias brancas, que inspiraram o nome do local, comp\u00f5em a paisagem junto      com rochas, coqueirais e fal\u00e9sias. Estas \u00faltimas proporcionam um espet\u00e1culo      \u00e0 parte, j\u00e1 que apresentam v\u00e1rias camadas de diferentes cores em sua face.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Barra<\/strong><\/p>\n<p>      Esta praia situa-se na margem direita do Rio Mucuri, litoral sul, in\u00edcio da      \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental da Costa Dourada. Apresenta areias planas, vegeta\u00e7\u00e3o      rasteira e mar bastante agitado, pelo fato de estar pr\u00f3xima \u00e0 foz do rio.      N\u00e3o tem qualquer infra-estrutura, mas \u00e9 ponto de partida para quem vai fazer      trekking na Costa Dourada. Para alcan\u00e7\u00e1-la, a maioria dos freq\u00fcentadores atravessa      o rio de barco ou de canoa, sendo que o acesso mais f\u00e1cil \u00e9 feito a partir      da cidade.<\/p>\n<p>      <strong>Praia dos Coqueiros<\/strong><\/p>\n<p>      O rio das Ostras desemboca nessa praia, oferecendo uma deliciosa op\u00e7\u00e3o para      o banho de \u00e1gua doce. O local \u00e9 muito freq\u00fcentado por banhistas e pescadores.      Estes \u00faltimos encontram na barreira de arrecifes, bem pr\u00f3xima \u00e0s fal\u00e9sias,      um quebra-mar natural, excelente para a pesca de arremesso. A praia disp\u00f5e      de pequena infra-estrutura, com poucas barracas e restaurantes.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Riacho      Doce<\/strong><\/p>\n<p>      Seu nome justifica-se pela exist\u00eancia de um belo riacho com mesmo nome, que,      al\u00e9m de oferecer boa op\u00e7\u00e3o para banho, assinala o fim do litoral baiano no      sentido sul. Localiza-se em uma zona de praias praticamente desertas, que      inclui a Praia do Sossego e a Costa Dourada. Marca o in\u00edcio da melhor rota      de trekking costeiro do sul do estado, ideal para uma grande aventura, com      camping selvagem.<\/p>\n<h2>      Praias de Nilo Pe\u00e7anha<\/h2>\n<p>      <strong>Praia de Barra      dos Carvalhos<\/strong><\/p>\n<p>      O cen\u00e1rio \u00e9 bastante pitoresco, incluindo n\u00e3o s\u00f3 a praia, mas tamb\u00e9m um povoado      de mesmo nome. A economia local \u00e9 baseada na extra\u00e7\u00e3o de dend\u00ea, no artesanato      e, sobretudo, na pesca. Suas \u00e1guas mansas e mornas foram agraciadas com dezenas      de esp\u00e9cies de peixes bem procurados, no entanto, o camar\u00e3o \u00e9 o grande destaque      da localidade. A praia de areias planas possui 20 km de extens\u00e3o, sendo limitada      pelo Canal dos Patos, que separa a Ilha de Boipeba do continente. Com pequena      infra-estrutura tur\u00edstica, Barra dos Carvalhos \u00e9 ideal para o camping selvagem.<\/p>\n<h2>      Praias de Nova Vi\u00e7osa<\/h2>\n<p>      <strong>Praia da Barra<\/strong><\/p>\n<p>      Localizada em frente \u00e0 orla da cidade, tem como principal caracter\u00edstica,      o ancoradouro das embarca\u00e7\u00f5es locais. Suas \u00e1guas mistas s\u00e3o resultantes do      encontro do rio com o mar, apresentando-se tranq\u00fcilas para a pr\u00e1tica de esportes      n\u00e1uticos. Oferece boa infra-estrutura, com pousadas instaladas na pr\u00f3pria      Avenida Oce\u00e2nica, e in\u00fameras barracas especializadas em petiscos do mar.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Barra      Velha<\/strong><\/p>\n<p>      Praia praticamente virgem, que apresenta um cen\u00e1rio paradis\u00edaco. Suas \u00e1guas      mansas e cristalinas s\u00e3o \u00f3timas para a pr\u00e1tica de in\u00fameros esportes n\u00e1uticos.      Por ser praticamente deserta, muitos visitantes praticam o nudismo em uma      boa faixa de suas areias alvas. Na sua face sul, a paisagem muda um pouco,      com a ocorr\u00eancia de vastos manguezais.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Lugar      Comum<\/strong><\/p>\n<p>      Entre as mais procuradas do munic\u00edpio, esta praia apresenta um mar de \u00e1guas      prop\u00edcias para banho, em todos os per\u00edodos das mar\u00e9s. As areias largas, com      b\u00fazios e alguns coqueiros ao fundo, contam com a presen\u00e7a de diversas barracas      equipadas, que costumam funcionar, inclusive, durante a noite nas altas-esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Pontal<\/strong><\/p>\n<p>      Durante a mar\u00e9 baixa surgem extensos bancos de areia separados por lagoas      naturais. A Praia do Pontal apresenta um mar bastante calmo, mesclando em      sua paisagem, coqueirais e areias bem alvas. Algumas frutas t\u00edpicas crescem      em abundancia no local, como pitanga e caju. O lugar conta com muitas barracas      de praia, que proporcionam conforto aos visitantes, com banhos de \u00e1gua doce      e deliciosos pratos regionais.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Sabacu\u00ed<\/strong><\/p>\n<p>      Sua face norte est\u00e1 entre os maiores points da cidade, oferecendo boa infra-estrutura      tur\u00edstica, com hotel fazenda, bares, restaurantes e um pequeno parque aqu\u00e1tico.      Ao sul, \u00e9 quase deserta, com a presen\u00e7a de poucas casas de pescadores. Em      toda a sua extens\u00e3o, apresenta \u00e1guas tranq\u00fcilas em qualquer fase da mar\u00e9.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Pau Fincado<\/strong><\/p>\n<p>      O seu mar de \u00e1guas mornas e calmas proporciona banhos relaxantes em qualquer      per\u00edodo das mar\u00e9s. Suas areias planas se distribuem por uma longa extens\u00e3o,      e t\u00eam instalados in\u00fameros quiosques que servem deliciosos pescados. Com uma      boa infra-estrutura, o local ainda oferece belos artesanatos em madeira.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Costa      do Atl\u00e2ntico<\/strong><\/p>\n<p>      Suas \u00e1guas possuem caracter\u00edsticas diferentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s da regi\u00e3o, apresentando      ondas fortes, principalmente durante a mar\u00e9 cheia. O local ainda \u00e9 um bom      pesqueiro de robalos e camar\u00e3o, fato que trouxe para as suas redondezas apenas      algumas casas de pescadores. Suas areias desertas s\u00e3o perfeitas para longas      caminhadas, quando \u00e9 poss\u00edvel contemplar a vegeta\u00e7\u00e3o, que mistura restinga      e mata nativa.<\/p>\n<h2>      Praias de Porto Seguro<\/h2>\n<p>      <strong>Praia de Barramares<\/strong><\/p>\n<p>      Na praia, o grande ponto not\u00e1vel \u00e9 a Barraca Barramares, point de grandes      agitos na cidade. O local oferece a tradicional \u0093lambaer\u00f3bica\u0094; dan\u00e7a que,      conforme o pr\u00f3prio nome sugere, mistura a sensualidade da lambada com as coreografias      alucinantes da aer\u00f3bica. Esportes como o beach soccer e v\u00f4lei, al\u00e9m de boas      quedas na banana-boat, fazem a alegria dos visitantes. \u00c0 noite, s\u00e3o realizados      luaus, com shows de voz e viol\u00e3o, ambientados com fogueiras e tochas at\u00e9 o      mar. Oferece \u00f4nibus gr\u00e1tis no trecho at\u00e9 a praia. A infra-estrutura \u00e9 das      mais completas, com telefones, bancos e mini-shopping. No mar, que se encontra      pr\u00f3ximo a um manguezal, as condi\u00e7\u00f5es de banho s\u00e3o boas a qualquer hora.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Cruzeiro<\/strong><\/p>\n<p>      Apesar de sua localiza\u00e7\u00e3o central, \u00e9 pouco procurada por turistas. Situada      pr\u00f3xima \u00e0 foz do Rio Buranh\u00e9m, apresenta \u00e1guas escurecidas, sendo utilizada      principalmente para atraca\u00e7\u00e3o dos saveiros tur\u00edsticos da cidade. Por estar      na frente da Passarela do \u00c1lcool, local de maior fluxo de visitantes, oferece      boa infra-estrutura somente em suas imedia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Munda\u00ed<\/strong><\/p>\n<p>      Enseada de \u00e1guas calmas, mornas e transparentes, ideal para o mergulho, j\u00e1      que possui in\u00fameras piscinas naturais, que surgem durante a mar\u00e9 baixa. As      areias de Munda\u00ed s\u00e3o enfeitadas por muitas conchas e contam com diversas barracas      de praia bem-equipadas.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Tacimirim<\/strong><\/p>\n<p>      A praia se disp\u00f5e de forma sinuosa nos seus 950m de extens\u00e3o. O mar, como      na maioria das praias da regi\u00e3o, \u00e9 morno e bem tranq\u00fcilo, oferecendo boas      condi\u00e7\u00f5es para banho a qualquer hora do dia. Durante a vazante das mar\u00e9s,      surgem in\u00fameras piscinas naturais, ideais para momentos relaxantes com toda      a fam\u00edlia. Nas suas areias alvas, existem boas barracas de praia especializadas      no preparo de frutos do mar.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Espelho<\/strong><\/p>\n<p>      O nome surgiu de um belo efeito que o mar causa, refletindo, como um espelho,      a paisagem que margeia suas areias. Semideserta, \u00e9 ideal para momentos de      privacidade, sendo alcan\u00e7ada apenas \u00e0 p\u00e9. Em sua extens\u00e3o, esbanja primazia      com fal\u00e9sias, piscinas naturais e alguns rios que des\u00e1guam no local, oferecendo      alternativas excelentes para banho e pesca.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Taperapu\u00e3<\/strong><\/p>\n<p>      Muito movimentada, tem algumas das barracas de praia mais badaladas da cidade,      quadras de esportes e outros equipamentos de lazer para aluguel, como banana-jet      e caiaques. Boa para banho com \u00e1guas de ondas fracas, que formam piscinas      naturais durante a mar\u00e9 baixa.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Pedra      Grande<\/strong><\/p>\n<p>      Dotada de uma excelente infra-estrutura, Pedra Grande \u00e9 marcada por seus muitos      arrecifes e rochas vestigiais presentes em sua costa; fato este que motivou      seu nome. As \u00e1guas s\u00e3o tranq\u00fcilas e cristalinas, tornando-se um palco perfeito      para divertidos passeios de jet-ski e banana-boat.<\/p>\n<h2>      Praias de Salinas das Margaridas<\/h2>\n<p>      <strong>Praia da Barra      do Rio Itapicuru<\/strong><\/p>\n<p>      Salinas da Margarida encontra-se pr\u00f3xima \u00e0 face oeste da Ilha de Itaparica,      um local onde des\u00e1guam muitos rios. A Barra do Rio Itapicuru \u00e9 uma das praias      mar\u00edtimo\/fluviais mais procuradas desta regi\u00e3o. Suas \u00e1guas s\u00e3o mornas, calmas      e bastante piscosas, favorecendo deliciosos banhos, passeios de caiaque e      pesca de linha. Bem pr\u00f3xima de l\u00e1, est\u00e1 uma \u00f3tima op\u00e7\u00e3o para banho de \u00e1gua      doce. Entre o mangue e as dunas locais est\u00e1 o \u0093Cavalo Russo\u0094, um c\u00f3rrego de      \u00e1guas limpas e transparentes.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Encarna\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>      Apresentando caracter\u00edsticas semelhantes \u00e0s das praias da regi\u00e3o, a Praia      da Encarna\u00e7\u00e3o tem, num mar morno e calmo, a sua principal marca. Sua paisagem      agrega vastos manguezais, areias alvas e casas de veraneio. A pesca de siri      com o \u0093gerer\u00e9\u0094 (armadilha local), al\u00e9m da procura na areia de alguns moluscos      chamados de \u0093chumbinhos\u0094 s\u00e3o excelentes divers\u00f5es que podem gerar bons petiscos.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Ara\u00e7\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>      Praia de \u00e1guas mornas e tranq\u00fcilas, ideais para banho em qualquer per\u00edodo      das mar\u00e9s. Bom local para pesca de linha e de \u0093gerer\u00e9\u0094. Pode-se tamb\u00e9m dar      um passeio para contemplar o rico ecossistema dos mangues, com diversas aves,      ostras e esp\u00e9cies de crust\u00e1ceos.<\/p>\n<h2>      Praias de Salinas das Margaridas<\/h2>\n<p>      <strong>Praia da Barra      do Rio Itapicuru<\/strong><\/p>\n<p>      Salinas da Margarida encontra-se pr\u00f3xima \u00e0 face oeste da Ilha de Itaparica,      um local onde des\u00e1guam muitos rios. A Barra do Rio Itapicuru \u00e9 uma das praias      mar\u00edtimo\/fluviais mais procuradas desta regi\u00e3o. Suas \u00e1guas s\u00e3o mornas, calmas      e bastante piscosas, favorecendo deliciosos banhos, passeios de caiaque e      pesca de linha. Bem pr\u00f3xima de l\u00e1, est\u00e1 uma \u00f3tima op\u00e7\u00e3o para banho de \u00e1gua      doce. Entre o mangue e as dunas locais est\u00e1 o \u0093Cavalo Russo\u0094, um c\u00f3rrego de      \u00e1guas limpas e transparentes.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Encarna\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>      Apresentando caracter\u00edsticas semelhantes \u00e0s das praias da regi\u00e3o, a Praia      da Encarna\u00e7\u00e3o tem, num mar morno e calmo, a sua principal marca. Sua paisagem      agrega vastos manguezais, areias alvas e casas de veraneio. A pesca de siri      com o \u0093gerer\u00e9\u0094 (armadilha local), al\u00e9m da procura na areia de alguns moluscos      chamados de \u0093chumbinhos\u0094 s\u00e3o excelentes divers\u00f5es que podem gerar bons petiscos.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Ara\u00e7\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>      Praia de \u00e1guas mornas e tranq\u00fcilas, ideais para banho em qualquer per\u00edodo      das mar\u00e9s. Bom local para pesca de linha e de \u0093gerer\u00e9\u0094. Pode-se tamb\u00e9m dar      um passeio para contemplar o rico ecossistema dos mangues, com diversas aves,      ostras e esp\u00e9cies de crust\u00e1ceos.<\/p>\n<h2>      Praias de Salvador<\/h2>\n<p>      <strong>Praia do Botelho\/      Ilha de Mar\u00e9<\/strong><\/p>\n<p>      Com areias semidesertas e \u00e1guas bem mornas, a Praia do Botelho pode ser considerada      uma s\u00edntese de toda a ilha. No local \u00e9 comum a pr\u00e1tica de mergulho e outros      esportes n\u00e1uticos, j\u00e1 que o mar apresenta-se sempre tranq\u00fcilo. Um bom restaurante,      com p\u00eder pr\u00f3prio, atrai muitas escunas e embarca\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas ao local.<\/p>\n<p>      <strong>Praia das Neves      | Ilha de Mar\u00e9<\/strong><\/p>\n<p>      Esta \u00e9 a mais bem estruturada praia da Ilha de Mar\u00e9. Seu mar, de \u00e1guas mornas      e sem ondas, \u00e9 margeado por vastas areias, repletas de barracas especializadas      em frutos do mar. O local \u00e9 ideal para passeios de caiaque e jet-ski, al\u00e9m      de mergulho, somente quando a aus\u00eancia de ventos mant\u00e9m seu mar cristalino.      A igreja de Nossa Senhora de Santana, datada de 1552, \u00e9 uma excelente dica      de passeio.<\/p>\n<p>      <strong>Loreto | Ilha      dos Frades<\/strong><\/p>\n<p>      Praia de \u00e1guas mansas, mornas e cristalinas, que mesmo estando pr\u00f3xima \u00e0 refinaria      local, se mant\u00e9m preservada. As condi\u00e7\u00f5es para banho s\u00e3o formid\u00e1veis em qualquer      per\u00edodo das mar\u00e9s. No entanto, com a vazante, descortina-se uma grande e bela      piscina natural, muito boa para o mergulho. Na parte sul, numa pequena enseada,      fica a pitoresca Igreja de Nossa Senhora do Loreto, que tamb\u00e9m merece uma      visita. Para estadia, a grande pedida \u00e9 o camping selvagem, j\u00e1 que o local      tem uma baixa infra-estrutura.<\/p>\n<p>      <strong>Paramana | Ilha      dos Frades<\/strong><\/p>\n<p>      Na parte central da ilha est\u00e1 situada esta bela praia de \u00e1guas mornas e calmas.      Durante a vazante da mar\u00e9, surgem, no trecho pr\u00f3ximo ao ca\u00eds, belas piscinas      naturais, consideradas excelentes para pesca de linha e mergulho. As areias      s\u00e3o alvas e abrigam barracas especializadas no preparo de pescados. Rumo ao      interior da Ilha, em meio aos focos preservados de Mata Atl\u00e2ntica, est\u00e3o alguns      riachos e cachoeiras, ideais para banhos de \u00e1gua doce.<\/p>\n<p>      <strong>Ponta de Nossa      Senhora | Ilha dos Frades<\/strong><\/p>\n<p>      Mais freq\u00fcentada e famosa dentre as praias da localidade, a Ponta de Nossa      Senhora \u00e9 o local perfeito para um dia em fam\u00edlia. Sua praia sem ondas e de      \u00e1guas transparentes \u00e9 ideal para o lazer das crian\u00e7as e pr\u00e1tica de esportes      n\u00e1uticos. Na areia, palco de outros esportes como o \u0093frescobol\u0094, existem boas      barracas especializadas em mariscos.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Vira\u00e7\u00e3o      | Ilha dos Frades<\/strong><\/p>\n<p>      Margeadas pela mata atl\u00e2ntica e por algumas forma\u00e7\u00f5es rochosas, as areias      desertas de Vira\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais procuradas pelos adeptos do nudismo. O mar apresenta      as mesmas caracter\u00edsticas em toda a regi\u00e3o, possibilitando banhos deliciosos      em qualquer fase da mar\u00e9. Sem infra-estrutura, o local \u00e9 ideal para passeios      di\u00e1rios ou o camping selvagem.<\/p>\n<p>      <strong>S\u00e3o Tom\u00e9 de Paripe<\/strong><\/p>\n<p>      Situada no extremo sul do litoral de Salvador, esta praia, de \u00e1guas mansas,      torna-se o grande point da regi\u00e3o nos finais de semana. A orla oferece bares      e restaurantes especializados no preparo de frutos do mar. No local h\u00e1 um      ca\u00eds que liga a capital \u00e0s Ilhas dos Frades e de Mar\u00e9. Praias das redondezas      est\u00e3o inseridas em um projeto ambiental de despolui\u00e7\u00e3o, uma iniciativa tomada      pela prefeitura da cidade.<\/p>\n<p>      <strong>Ribeira<\/strong><\/p>\n<p>      Praia mais famosa da chamada \u0093Cidade Baixa\u0094 (orla sul da cidade), a Ribeira      ganhou notoriedade pela sua movimentada orla, repleta de bares e bons restaurantes.      As areias s\u00e3o extensas e possuem muitas barracas de praia. A marca registrada      do lugar \u00e9 o seu sorvete, apontado como o mais tradicional e saboroso de Salvador.      Durante os fins de semana, centenas de pessoas saem de outros extremos da      cidade para se deliciarem no local, que oferece ainda uma disputada carne      do sol com pir\u00e3o de aipim.<\/p>\n<p>\u00a0    <\/p>\n<p> <strong>Porto da Barra<\/strong><\/p>\n<p>      Predileta entre os turistas, sobretudo por sua localiza\u00e7\u00e3o, o \u0093Porto\u0094 ,como      \u00e9 conhecido o local, compreende uma pequena enseada 600 metros, com \u00e1guas      cristalinas e calmas durante a vazante. O local tem um tra\u00e7o peculiar, possuindo      apenas uma barraca convencional e dezenas de vendedores aut\u00f4nomos de cerveja      e petiscos. Sua paisagem lembra muito as praias do Rio de Janeiro, j\u00e1 que      os visitantes se espalham nas areias ao inv\u00e9s de barracas. Mergulho, v\u00f4lei      e frescobol s\u00e3o esportes bastante praticados no local, que \u00e9 muito bem freq\u00fcentado,      sobretudo durante a semana.<\/p>\n<p>      <strong>Farol da Barra<\/strong><\/p>\n<p>      A praia mescla pontos de \u00e1guas tranq\u00fcilas, com outros ideais para a pratica      de surf. N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o procurada para banho quanto o Porto, mas apresenta \u00e1guas      mornas e cristalinas, que comp\u00f5em uma bela paisagem. A riqueza arquitet\u00f4nica      \u00e9 enorme, sediando, inclusive, o mais conhecido ponto tur\u00edstico da cidade:      o Farol da Barra.<\/p>\n<p>      <strong>Ondina<\/strong><\/p>\n<p>      Em sua orla, os trios se despedem nos dias de carnaval. O mar geralmente se      apresenta cristalino, proporcionando banhos e bons mergulhos durante a vazante,      fase da mar\u00e9 em que surgem algumas piscinas naturais. As areias s\u00e3o pouco      extensas, mas apresentam in\u00fameras barracas no trecho sul. Ao norte, no sentido      Rio Vermelho, a aus\u00eancia da barreira de corais faz com que as ondas penetrem      com bom volume na enseada, permitindo um surf radical. Localizada em um bairro      nobre, de mesmo nome, a sua regi\u00e3o ainda inclui na parte interior: o Pal\u00e1cio      do Governador, o Zool\u00f3gico municipal e o Alto de Ondina, um famoso mirante      natural.<\/p>\n<p>      <strong>Rio vermelho<\/strong><\/p>\n<p>      Se o desejo for o de dar um mergulho no mar, deve-se procurar o \u00fanico trecho      despolu\u00eddo desta \u00e1rea, conhecido popularmente como \u0093Burac\u00e3o\u0094. No entanto,      para curtir agitos, apreciar bons restaurantes e hot\u00e9is, e provar o melhor      acaraj\u00e9 do mundo, o Rio vermelho, de fato, \u00e9 o lugar. Conhecido como o \u0093point      da Boemia\u0094, o local \u00e9 palco da grande festa do dia 02 de fevereiro, data em      que milhares de pessoas lotam toda a orla do local, para demonstrar uma impressionante      devo\u00e7\u00e3o por Iemanj\u00e1, a \u0093Rainha das \u00e1guas\u0094.<\/p>\n<p>      <strong>Amarilina<\/strong><\/p>\n<p>      As areias extensas do local s\u00e3o palco de alguns esportes como o beach soccer      e o v\u00f4lei de praia. O mar apresenta ondas fortes durante a mar\u00e9 alta, o que      atrai alguns surfistas ao local. Nos dias de sol, quando as \u00e1guas est\u00e3o menos      mexidas, surgem excelentes pontos de mergulho junto aos corais. Outro ponto      not\u00e1vel em Amaralina \u00e9 o famoso \u0093Quiosque das baianas\u0094, onde cerca de seis      delas servem deliciosos acaraj\u00e9s durante todo o dia.<\/p>\n<p>      <strong>Pituba<\/strong><\/p>\n<p>      Considerado impr\u00f3prio para banho, o lugar costuma ser mais requisitada na      sua parte interior, onde est\u00e3o bons hot\u00e9is e restaurantes. O bairro, de mesmo      nome, ainda det\u00e9m a melhor infra-estrutura da cidade, contando com danceterias,      fast-foods, shoppings e teatros. A sua orla foi reurbanizada, oferecendo no      complexo do Jardim dos Namorados e no Parque Costa Azul, ciclovia, pista de      cooper, anfiteatro, aparelhos para muscula\u00e7\u00e3o e quadras poli-esportivas.<\/p>\n<p>      <strong>Jardim de Alah<\/strong><\/p>\n<p>      Seu mar ocasionalmente encontra-se impr\u00f3prio para banho, devido a sua proximidade      com os emiss\u00e1rios da Pituba. Sua marca registrada, no entanto, \u00e9 um tapete      de grama cercado por coqueiros. O detalhe \u00e9 que ele fica sobre uma pequena      fal\u00e9sia, funcionando como um mirante natural. Durante a alta esta\u00e7\u00e3o, o local      \u00e9 palco do Projeto Ver\u00e3o Light, que oferece aulas de aer\u00f3bica, alongamento      e gin\u00e1stica para a comunidade. A praia tem extensas areias onde distribuem-se      v\u00e1rias barracas e se pratica alguns esportes. As ondas s\u00e3o fortes e cavadas,      oferecendo boas condi\u00e7\u00f5es para o surf.<\/p>\n<p>      <strong>Arma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>      A praia mant\u00e9m as mesmas caracter\u00edsticas da vizinha, Jardim da Alah. Nas areias      largas e alvas costuma haver a pr\u00e1tica do v\u00f4lei de praia e do beach soccer.      O cal\u00e7ad\u00e3o que a margeia \u00e9 um dos prediletos para o cooper e ciclismo. O mar      \u00e9 desaconselhado para banho em virtude da sua for\u00e7a, fato este que acaba atraindo      os amantes do surf. Em sua orla, ainda foi erguido o Aeroclube Plaza Show,      um complexo de entretenimento, com lojas, restaurantes, cinema, m\u00fasica, danceteria      e total infra-estrutura.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Cors\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>      Considerada boa para banho durante a vazante das mar\u00e9s, j\u00e1 que suas \u00e1guas      apresentam-se mornas e com menos ondas. A dire\u00e7\u00e3o do vento \u00e0s vezes muda,      fazendo surgir boas ondas para o surf no local. Suas areias, lotadas de cabanas      de praia, s\u00e3o largas, privilegiando a pr\u00e1tica do frescobol e do beach soccer.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Jaguaribe<\/strong><\/p>\n<p>      Esta talvez esteja entre as tr\u00eas praias mais freq\u00fcentadas da orla de Salvador.      Suas areias alvas s\u00e3o repletas de cabanas, especializadas no preparo de petiscos      do mar. Existe um trecho, mais ao norte, sem barracas, onde tradicionalmente      ocorrem partidas de futev\u00f4lei, beach soccer e frescobol. Jaguaribe tamb\u00e9m      \u00e9 um grande point dos jovens, muitos deles atra\u00eddos pelas boas ondas do local.      Alguns campeonatos de surf, inclusive, s\u00e3o realizados em suas \u00e1guas.<\/p>\n<p>      <strong>Piat\u00e3<\/strong><\/p>\n<p>      Praia de mar aberto, com boas ondas para o surf, Piat\u00e3 n\u00e3o difere muito das      suas vizinhas. As \u00e1guas mornas apresentam boas condi\u00e7\u00f5es para banho, principalmente      durante a mar\u00e9 baixa. Suas areias disp\u00f5em de alguns espa\u00e7os para a pr\u00e1tica      de esportes, mas a maioria de sua extens\u00e3o apresenta barracas de praia bem      equipadas, ideais para aqueles que preferem sentar e apreciar alguns frutos      do mar. O cal\u00e7ad\u00e3o que margeia sua orla \u00e9 bastante requisitado para caminhadas      matinais e ciclismo.<\/p>\n<p>      <strong>Itapu\u00e3<\/strong><\/p>\n<p>      Recanto predileto de algumas personalidades, como Juca Chaves e Calasans Neto,      Itapu\u00e3 alcan\u00e7ou fama internacional mesmo, com a famosa composi\u00e7\u00e3o de Vinicius      de Moraes: \u0093Uma tarde em itapu\u00e3\u0094. As areias contam com presen\u00e7a de coqueiros,      forma\u00e7\u00f5es rochosas e barracas bem equipadas, que servem \u00f3timos pescados e      pratos t\u00edpicos. No local, ainda \u00e9 poss\u00edvel saborear um delicioso acaraj\u00e9 junto      a duas das \u0093baianas\u0094 mais famosas da cidade: Cira e Deja. A dica \u00e9 visitar      as faixas de praia da Rua K e do Farol de Itapu\u00e3, j\u00e1 que estes trechos apresentam      maior infra-estrura e piscinas naturais, excelentes para banhos em fam\u00edlia.<\/p>\n<p>      <strong>Stella Maris<\/strong><\/p>\n<p>      A praia est\u00e1 entre as mais badaladas do ver\u00e3o de salvador, j\u00e1 que conta barracas      super equipadas, e especializadas no preparo de pratos e \u0093drinks\u0094 t\u00edpicos.      Suas areias apresentam-se bem extensas durante a mar\u00e9 baixa, ocasi\u00e3o em que      afloram arrecifes e piscinas naturais. O surf tamb\u00e9m \u00e9 muito praticado, colocando      o local na rota das principais competi\u00e7\u00f5es regionais. A sua paisagem inclui,      ainda, vastos coqueirais, vegeta\u00e7\u00e3o de restinga e condom\u00ednios de alto luxo.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Flamengo<\/strong><\/p>\n<p>      De sua vizinha Stella Maris at\u00e9 Ipitanga, praia j\u00e1 pertencente ao munic\u00edpio      de Lauro de Freitas, localiza-se uma faixa super badalada do litoral metropolitano.      Dentro deste trecho, a Praia do Flamengo tamb\u00e9m conta com uma excelente infra-estrutura,      que inclui algumas das melhores barracas de praia de toda a costa de Salvador,      e in\u00fameros \u0093vilages\u0094, que podem ser alugados para temporadas. O mar apresenta      trechos com arrecifes, que durante a vazante da mar\u00e9 formam piscinas naturais.      O surf tamb\u00e9m \u00e9 bastante praticado, j\u00e1 que ondas bem cavadas costumam surgir      em alguns pontos.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Aleluia<\/strong><\/p>\n<p>      Com apenas 500 metros de extens\u00e3o, Aleluia se consolidou nos \u00faltimos anos,      como o grande point da juventude bonita de Salvador. Seu formato segue o das      praias cariocas mais tradicionais, com cangas e sombreiros nas areias, e sem      qualquer barraca\/restaurante. Apenas alguns vendedores de sandu\u00edches naturais,      acaraj\u00e9, mariscos, bebidas e artesanato servem no local. Surf e frescobol      s\u00e3o os esportes rotineiramente praticados, no entanto, a grande marca de Aleluia      \u00e9 o cl\u00e1ssico desfile de corpos perfeitos em suas areias.<\/p>\n<h2>      Praias de Santa Cruz Cabr\u00e1lia<\/h2>\n<p>      <strong>Praia da Ponta      de Santo Ant\u00f4nio<\/strong><\/p>\n<p>      Semideserta, n\u00e3o oferece infra-estrutura tur\u00edstica, possuindo apenas uma barraca      de petiscos, com banheiro e chuveiro. O mar, em toda sua extens\u00e3o, apresenta      \u00e1guas pouco escurecidas e bastante calmas; prop\u00edcias para banho em qualquer      per\u00edodo das mar\u00e9s. As areias s\u00e3o margeadas por coqueiros e s\u00edtios de propriedade      particular. O local \u00e9 considerado muito bom para pesca.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Ponta      do Santo<\/strong><\/p>\n<p>      Suas areias alvas e semidesertas podem proporcionar momentos de muita privacidade      para os casais apaixonados. O mar \u00e9 calmo e morno, oferecendo boas condi\u00e7\u00f5es      para banho em qualquer per\u00edodo do dia. Margeando sua costa, encontra-se uma      rica vegeta\u00e7\u00e3o, que mescla coqueiros, dendezeiros e mata nativa.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Ponta      Grande<\/strong><\/p>\n<p>      O seu mar \u00e9 muito calmo, gra\u00e7as \u00e0 presen\u00e7a dos recifes de mesmo nome. Durante      a vazante, surgem piscinas naturais bel\u00edssimas e o visitante pode cominhar      tranquilamente por at\u00e9 200 metros mar adentro. Possui algumas barracas bem      equipadas, que disponibilizam caiaques, \u00f3culos de mergulho e a famosa banana-boat      para aluguel.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Apu\u00e3<\/strong><\/p>\n<p>      Urbana e com uma completa infra-estrura, a Praia de Apu\u00e3 \u00e9 bastante procurada      por ser um dos principais pontos de embarque para os muitos passeios de barco      na regi\u00e3o. Hot\u00e9is, pousadas, restaurantes e um camping oferecem conforto ao      visitante.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Arakaka\u00ed<\/strong><\/p>\n<p>      Com ondas fortes, esta praia oferece alguns perigos para o banho. Surfistas,      no entanto, procuram esta enseada de \u00e1guas esverdeadas para as manobras radicais      do esporte. Suas areias s\u00e3o estreitas, apresentando algumas barracas especializadas      em petiscos e frutos do mar. Possui infra-estrutura tur\u00edstica.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Guai\u00fa<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-073.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"283\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Suas areias, praticamente desertas, beiram um povoado, ao norte, e s\u00edtios      particulares em sua face sul. O mar apresenta \u00e1guas mornas e calmas, prop\u00edcias      para banho em qualquer hora do dia. Piscinas naturais surgem na vazante e      privilegiam a pr\u00e1tica do mergulho livre. O local onde des\u00e1gua o Rio Guai\u00fa      \u00e9 um \u00f3timo ponto para o banho de \u00e1gua doce e pesca de pitus. Oferece uma modesta      estrutura tur\u00edstica.<\/p>\n<p>      <strong>Praia das Tartarugas<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-072.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Possui areias claras e, em alguns trechos, mescla forma\u00e7\u00f5es rochosas e manguezais.      As suas \u00e1guas s\u00e3o calmas devido aos recifes que formam piscinas naturais na      mar\u00e9 baixa. O local \u00e9 bom para banho, pesca, mergulho, caminhadas e passeios      \u00e0 cavalo. Entre os recifes do local, destaca-se o Itacimirim, ideal para mergulhos      contemplativos.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Jacum\u00e3<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-071.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Sua marca registrada est\u00e1 nas sombras de seu vasto coqueiral. A praia apresenta      \u00e1guas bem tranq\u00fcilas, al\u00e9m de extensas areias, excelentes para caminhadas      e beach soccer. Oferece pequena infra-estrutura.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Len\u00e7\u00f3is<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-070.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Com 3 km de extens\u00e3o, esta praia tem, nas suas areias, um excelente palco      para boas caminhadas. O mar apresenta-se num tom esverdeado, com ondas cavadas      muito perigosas para banho. A sua profundidade tamb\u00e9m \u00e9 um sinal de alerta,      j\u00e1 que poderia perfeitamente atracar grandes embarca\u00e7\u00f5es. Oferece infra-estrutura      tur\u00edstica.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Mutari<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-069.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"308\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Entre as mais badaladas da regi\u00e3o, Mutari faz sucesso principalmente pelo      seu agrad\u00e1vel mar, de \u00e1guas mornas e tranq\u00fcilas. Na parte sul, encontra-se      o rio de mesmo nome que, ao que se diz, possui muitas propriedades medicinais      em suas \u00e1guas. Foi neste rio, inclusive, que Cabral teria abastecido de \u00e1gua      pot\u00e1vel a sua caravana, em 1500. As areias, em toda a extens\u00e3o da praia, s\u00e3o      largas e contam com boas barracas. Oferece infra-estrutura tur\u00edstica.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Santo      Andr\u00e9<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-068.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Os aficionados por turismo contemplativo t\u00eam, em Santo Andr\u00e9, praia semideserta      e paradis\u00edaca, o local perfeito para um retiro relaxante. Dotada de uma superestrutura      tur\u00edstica, a praia n\u00e3o oferece op\u00e7\u00f5es para grandes agitos, mas sua natureza      \u00edmpar pode ser na curtida na plenitude, regada ao conforto de excelentes hot\u00e9is      e restaurantes internacionais. Em sua bela e principal enseada, a presen\u00e7a      do Rio Jo\u00e3o de Tiba oferece op\u00e7\u00f5es de pesca, banho e esportes n\u00e1uticos, possibilitados      por uma extensa parede de corais, que isola a praia do mar aberto, deixando      suas \u00e1guas tranq\u00fcilas durante todo o dia. Numa de suas barracas, h\u00e1 uma passarela      de madeira sobre o mangue, que possibilita ao visitante o contato com um dos      mais ricos ecossistemas da regi\u00e3o. Ao longo de sua extens\u00e3o, a Praia de Santo      Andr\u00e9 apresenta alguns ancoradouros, que recepcionam escunas tur\u00edsticas e      promovem visitas aos exuberantes Recifes Boqueir\u00e3o; ponto de grande piscosidade,      situado j\u00e1 em mar aberto.<\/p>\n<h2>      Praias de Saubara<\/h2>\n<p>      <strong>Praia de Cabu\u00e7u<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-067.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Com \u00e1guas mornas e calmas, apropriadas para a pr\u00e1tica de esportes n\u00e1uticos,      como windsurfe, vela e canoagem, Cabu\u00e7u \u00e9 um destino muito requisitado no      ver\u00e3o. Como est\u00e1 situada num trecho pr\u00f3ximo \u00e0 Foz do Paragua\u00e7u, suas \u00e1guas      mistas (mar e rio) s\u00e3o um verdadeiro ber\u00e7\u00e1rio para varias esp\u00e9cies de crust\u00e1ceos,      peixes e mariscos. Passeios ecol\u00f3gicos de at\u00e9 3km podem ser feitos circulando      as belezas do lugar.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Bom Jesus      dos Pobres<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-066.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Pr\u00f3xima ao canal do Rio Paragua\u00e7u, trecho de correntezas fortes, a praia exige      cuidados para o banho em alguns trechos. A paisagem \u00e9 marcada por manguezais      e areias bastante extensas. Destaque para a Capela de Bom Jesus dos Pobres,      do s\u00e9culo XVII. A razo\u00e1vel infra-estrutura local inclui um luxuoso resort.<\/p>\n<h2>      Praias de S\u00edtio do Conde<\/h2>\n<p>      <strong>Barra do Rio Itariri<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-065.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"261\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      As belezas do local serviram de cen\u00e1rio para o grande sucesso do cinema, \u0093Tieta      do Agreste\u0094, de Cac\u00e1 Diegues, baseado no romance de Jorge Amado. O longo trecho      onde o mar se junta ao rio \u00e9 o predileto entre os visitantes. As \u00e1guas mornas      e tranq\u00fcilas promovem banhos agrad\u00e1veis para toda \u00e1 fam\u00edlia, al\u00e9m de apresentarem      boas condi\u00e7\u00f5es para a pr\u00e1tica de esportes n\u00e1uticos. Durante a vazante da mar\u00e9,      \u00e9 poss\u00edvel atravessar a p\u00e9 at\u00e9 o lado oposto do canal, onde ficam belas dunas      e coqueiros. Com barracas, restaurante e camping, Itariri apresenta uma boa      estrutura receptiva.<\/p>\n<p>      <strong>Praia das Po\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-064.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      As muitas rochas pr\u00f3ximas \u00e1s areias dificultam banhos com muita mobilidade.      Em compensa\u00e7\u00e3o, fazem com que a \u00e1gua fique retida, formando \u0093banheiras\u0094 de      \u00e1guas bem quentes. No local, h\u00e1 um porto natural que ancora os barcos dos      pescadores nativos, bastante solicitados para passeios na regi\u00e3o. A praia      possui areias estreitas e semidesertas, sem infra-estrutura tur\u00edstica.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Siribinha<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-063.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Um pedacinho do para\u00edso cercado de areias alvas e banhado por \u00e1guas mornas      e tranq\u00fcilas. Esta \u00e9 uma defini\u00e7\u00e3o bem apropriada para Siribinha, local de      beleza privilegiada, que durante a vazante das mar\u00e9s apresenta lindas dunas.      Para percorrer suas curvas, \u0093Bugres\u0094 podem ser alugados em toda a extens\u00e3o      da praia, oferecendo em roteiro opcional, uma aventura extasiante at\u00e9 a famosa      Praia de Mangue Seco. Em suas extensas areias, Siribinha, apresenta os vest\u00edgios      de um navio encalhado h\u00e1 alguns anos. Mesmo sendo deserta na maioria de seus      trechos, a praia margeia um pequeno povoado, que oferece uma razo\u00e1vel infra-estrutura      ao visitante.<\/p>\n<p>      <strong>Praia dos Artistas<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-062.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"195\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Seu mar calmo e morno permite o banho em qualquer per\u00edodo das mar\u00e9s. As areias,      marcadas por pequenas dunas e coqueiros, margeiam condom\u00ednios e s\u00edtios particulares.      A infra-estrutura receptiva desta praia fica restrita ao trecho de acesso      permitido \u00e1 carros, com quiosques especializados no preparo de petiscos do      mar. Fica localizada \u00e1 3km da Vila do S\u00edtio do Conde.<\/p>\n<h2>      Praias de Trancoso<\/h2>\n<p>      <strong>Praia de Coqueiros<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-061.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"261\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Sua paisagem \u00e9 marcada por belas fal\u00e9sias e extensos coqueirais, tra\u00e7os marcantes      de toda esta regi\u00e3o. O mar apresenta piscinas naturais durante a mar\u00e9 baixa,      favorecendo o mergulho livre. Em sua parte central, existem v\u00e1rias barracas      bem equipadas, que oferecem petiscos e frutos do mar. Ao sul, um antigo p\u00eder,      j\u00e1 destru\u00eddo, tornou-se um excelente pesqueiro de robalo e carapeba.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Nativos<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-060.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"256\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Localizada na bela Trancoso, lugar de incont\u00e1veis belezas e \u0093points\u0094 muitos      badalados, a Praia dos Nativos tem, na infra-estrutura, o seu maior diferencial      em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas vizinhas; n\u00e3o menos belas. \u00c9 na sua face mais pr\u00f3xima \u00e0      foz do Rio Trancoso que existem, al\u00e9m excelentes barracas de praia especializadas      em frutos do mar, hot\u00e9is e resorts de n\u00edvel internacional. O mar de \u00e1guas      esverdeadas se apresenta morno e calmo durante todas as fases da mar\u00e9, favorecendo      banhos extasiantes e momentos de muita paz e relaxamento. A presen\u00e7a de arrecifes,      caracter\u00edstica marcante de toda a regi\u00e3o, promove o surgimento de lindas piscinas      naturais, onde a fam\u00edlia inteira pode se deliciar, mergulhando e conhecendo      uma infinidade de esp\u00e9cies marinhas. Tanto na sua dire\u00e7\u00e3o norte, quanto ao      sul, o visitante ter\u00e1, depois de belas caminhadas, a oportunidade de refrescar-se      nos muitos riachos de \u00e1gua doce que cortam suas extensas areias. A paisagem      da Praia dos Nativos revela toda a primazia da Costa do Descobrimento que,      neste ponto, continua linda, tendo mudado muito pouco nos \u00faltimos 500 anos.<\/p>\n<p><strong>Praia de Itapororoca<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-059.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Os arrecifes do local formam uma gigantesca piscina durante a vazante da mar\u00e9.      Um verdadeiro aqu\u00e1rio natural, infestado de peixes multicoloridos e centenas      de outras belas esp\u00e9cies. Num determinado trecho, as ondas batem numa pedra,      provocando um pequeno \u0093estrondo\u0094. Este fato d\u00e1 nome \u00e0 praia, j\u00e1 que, em tupi,      Itapororoca quer dizer \u0093pedra estrondante\u0094.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Nudismo<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-058.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Como o pr\u00f3prio nome pressup\u00f5e, este \u00e9 o destino ideal para aqueles que buscam      sossego e uma total integra\u00e7\u00e3o com a natureza. A praia foi uma das pioneiras      em reservar sua extens\u00e3o para este tipo de visitante. Muito da fama que Trancoso      acumulou nos \u00faltimos anos est\u00e1, inclusive, ligada ao nudismo, que tem, nesta      bela faixa do litoral sul, toda a privacidade que os praticantes exigem. Isso      sem contar com suas abundantes belezas naturais, que mesclam Mata Atl\u00e2ntica      nativa, riachos cristalinos e piscinas naturais repletas de vida marinha.      Mesmo procurada internacionalmente, ainda n\u00e3o oferece grande infra-estrutura.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Rio da      Barra<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-057.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"256\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Um rio de mesmo nome corta esta praia bem ao centro, dando ao visitante uma      excelente op\u00e7\u00e3o para banho de \u00e1gua doce. Seu mar apresenta-se tranq\u00fcilo, oferecendo      tamb\u00e9m deliciosos banhos em qualquer per\u00edodo do dia. Do seu centro ao sul,      as areias, mescladas \u00e0s forma\u00e7\u00f5es rochosas, ganham a companhia de magn\u00edficas      fal\u00e9sias. J\u00e1 ao norte, o \u0093pared\u00e3o\u0094 e os coqueirais cedem espa\u00e7o a um vasto      manguezal. O local, de razo\u00e1vel infra-estrutura, tamb\u00e9m \u00e9 considerado bom      para a pesca.<\/p>\n<h2>      Praias de Una<\/h2>\n<p>      <strong>Praia da Ilha      de Comandatuba<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-056.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"267\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Em seus 17 km de costa, a ilha oferece in\u00fameros pontos bons para banho, surf      e outros esportes n\u00e1uticos. A \u00e1rea, uma antiga fazenda cocos, hoje apresenta      uma completa infra-estrutura, incluindo, um moderno resort com campo de golfe,      centro de esportes n\u00e1uticos e barracas de praia bem equipadas. No sul da ilha      est\u00e1 uma saud\u00e1vel e divertida atra\u00e7\u00e3o. Muitas celebridades, como Xuxa e o      ator Harrison Ford, j\u00e1 cederam aos apelos dos deliciosos banhos de lama medicinal,      tomados em alguns po\u00e7os no meio do manguezal.<\/p>\n<p>      <strong>Praia da Ilha      do desejo<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-055.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Esta praia tamb\u00e9m poderia se chamar sossego, em virtude de suas belezas e      da paz que sua paisagem transmite. Em toda sua extens\u00e3o apresenta um mar morno      e calmo, excelente para banhos em qualquer fase da mar\u00e9. Seu maior destaque,      no entanto, fica ao sul, parte mais deserta, onde os praticantes do naturismo      t\u00eam uma excelente op\u00e7\u00e3o de banho doce ou pesca, na foz do Rio Acu\u00edpe. A praia      conta com uma razo\u00e1vel infra-estrutura tur\u00edstica.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Acu\u00edpe<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-054.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"286\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Sua paisagem traz o rio de mesmo nome, excelente op\u00e7\u00e3o para banho e pesca.      O seu mar, \u00e0s vezes, apresenta-se com aus\u00eancia total de ondas, favorecendo,      em m\u00e1ximo contento, a pr\u00e1tica de esportes n\u00e1uticos como o caiaque e jet-ski.      Suas extensas areias semidesertas s\u00e3o perfeitas para boas caminhadas.<\/p>\n<p>      <strong>Itapororoca<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-053.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"246\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Suas extensas areias desertas margeiam um mar bem calmo, de ondas fracas e      tom esverdeado. Ao fundo, um cintur\u00e3o de coqueiros mistura-se a focos intocados      de mata nativa, favorecendo a atmosfera de paz do lugar. Para os adeptos do      camping selvagem, o acesso pela mata pode ser uma oportunidade imperd\u00edvel      para contemplar a rica biodiversidade da Costa do Cacau.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Una<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-052.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"225\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Maior para\u00edso ecol\u00f3gico da regi\u00e3o, cercada por um mar esverdeado, coqueiros      e Mata Atl\u00e2ntica intocada, a Praia de Una \u00e9 o destino perfeito para os amantes      da natureza e do turismo contemplativo. Suas \u00e1guas tamb\u00e9m s\u00e3o mornas e calmas,      perfeitas para banhos em fam\u00edlia. Na sua parte interior, est\u00e1 a bem conservada      Igreja de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, constru\u00edda por jesu\u00edtas durante o per\u00edodo colonial.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Serra      Grande<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-051.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      A praia mescla pontos bons para banho, com outros trechos bem procurados para      o surf. Um imenso pared\u00e3o de coqueiros se destaca na paisagem, j\u00e1 que avan\u00e7a      centenas de metros para dentro do continente. Durante a mar\u00e9 baixa, as \u00e1guas      recuam e as areias podem ser desbravadas at\u00e9 por ve\u00edculos sem tra\u00e7\u00e3o. Na sua      face norte, o cen\u00e1rio \u00e9 marcado por um destacado monte; no sul, belos c\u00f3rregos      cristalinos cortam suas areias, provocando um belo efeito. O local \u00e9 muito      bom para pesca e camping, apresentando uma razo\u00e1vel estrutura receptiva.<\/p>\n<h2>      Praias de Valen\u00e7a<\/h2>\n<p>      <strong>Praia de Guaibim<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-050.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"184\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Muito procurada e badalada, Guaibim tornou-se, ao longo dos anos, o grande      point do surf na regi\u00e3o. O mar de \u00e1guas mornas \u00e9 bom para banho durante a      vazante das mar\u00e9s, j\u00e1 que costuma apresentar fortes ondas de repuxo durante      a cheia. Suas areias s\u00e3o margeadas por coqueiros, resqu\u00edcios de mata nativa      e algumas barracas bem equipadas para servir os visitantes. No final da parte      norte, encontra-se a foz do rio Jiquiri\u00e7a, um local excelente para o banho      de \u00e1gua doce, pesca e esportes n\u00e1uticos. Guaibim oferece uma completa infra-estrutura,      incluindo salva-vidas em toda sua costa.<\/p>\n<p>      <strong>Ponta do Curral<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-049.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"298\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Praticamente uma continua\u00e7\u00e3o de Guaibim no sentido sul, esta praia de areias      desertas \u00e9 a op\u00e7\u00e3o mais indicada para aqueles que primam por tranq\u00fcilidade.      Local exato do desembarque das primeiras cabe\u00e7as de gado chegadas ao Brasil,      a praia \u00e9 de areias alvas, cortadas por in\u00fameros c\u00f3rregos e enfeitadas por      coqueiros e Mata Atl\u00e2ntica nativa. Em sua face sul, fica a ponta da praia,      \u00e0s margens do Canal de Tapero\u00e1, que separa a Ilha de Tinhar\u00e9 (Morro de S\u00e3o      Paulo) do continente. Deste ponto, descortina-se uma bela paisagem da regi\u00e3o,      que inclui o majestoso Farol do Morro. O mar \u00e9 perigoso durante a mar\u00e9 alta,      apresentando pontos \u00f3timos para o surf. Para percorrer suas belezas, o passeio      de besouro (trator) \u00e9 a melhor pedida.<\/p>\n<h2>      Praias de Vera Cruz<\/h2>\n<p>      <strong>Mar grande<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-048.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"141\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Cidade\/sede da Ilha de Itaparica, Mar Grande, quando o assunto \u00e9 praia, se      divide entre as duas enseadas de \u00e1guas mornas e tranq\u00fcilas de sua orla. O      local apresenta excelentes condi\u00e7\u00f5es para banho e pr\u00e1tica de esportes n\u00e1uticos,      oferecendo tamb\u00e9m boas barracas de praia, especializadas em pratos t\u00edpicos.      Sua infra-estrutura ainda inclui um bom numero de bares, restaurantes e pousadas.      Nas noites de ver\u00e3o, Mar Grande transforma-se num point de muitos jovens.<\/p>\n<p>      <strong>Penha<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-047.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Pequena enseada de \u00e1guas mornas e tranq\u00fcilas, ideais para banhos em fam\u00edlia      ou mergulho de baixa profundidade. Em sua parte norte, por\u00e9m, o quebra-mar      apresenta uma falha, permitindo que boas ondas penetrem para deleite dos surfistas.      As areias, margeadas por coqueiros, n\u00e3o apresentam as tradicionais barracas      do litoral baiano. A paisagem local se completa com as grandes casas de veraneio,      j\u00e1 que as areias s\u00e3o contornadas pelo maior condom\u00ednio de luxo da ilha.<\/p>\n<p>      <strong>Concei\u00e7\u00e3o, Barra      do Gil e Barra do Pote<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-046.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"248\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Praias vizinhas e de caracter\u00edsticas parecidas. Est\u00e3o entre as mais habitadas      de toda a ilha, contando com supermercados, farm\u00e1cias e um bom com\u00e9rcio. Na      praia, um extenso quebra mar repele a for\u00e7a das \u00e1guas, tornando o mar pr\u00f3prio      para o banho durante todas as fases da mar\u00e9. Para um programa em fam\u00edlia \u00e9      ideal, j\u00e1 que as areias extensas s\u00e3o boas para a pr\u00e1tica de esportes e na      \u00e1gua, durante a vazante, aparecem piscinas naturais bem quentinhas para deleite      das crian\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Tair\u00fa<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-045.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      \u00c0 beira de um vilarejo e de alguns condom\u00ednios, est\u00e1 situado esse pequeno      peda\u00e7o do para\u00edso. As areias s\u00e3o l\u00edmpidas e extensas, ideais para o beach      soccer e frescobol. O tra\u00e7o mais marcante em Tair\u00fa s\u00e3o as piscinas naturais      de \u00e1gua quente, que proporcionam deliciosos banhos em meio a peixes multicoloridos.      Durante a vazante, as crian\u00e7as podem brincar sossegadas, enquanto que os casais,      podem procurar as piscinas mais distantes da costa para viver momentos m\u00e1gicos.      Nas areias, in\u00fameras barracas especializadas, preparam deliciosos petiscos      do mar, pescados ali mesmo. Oferece boa infra-estrutura tur\u00edstica, embora      o lugar seja bom para o camping selvagem.<\/p>\n<p>      <strong>Berlinque e Aratuba<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-044.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"273\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Praias vizinhas, situadas no sul da Ilha de Itaparica. O mar, durante a mar\u00e9      baixa, apresenta um extenso tapete de arrecifes, perfeitos para o mergulho      de baixa profundidade. Berlinque \u00e9 melhor para banho, j\u00e1 que suas \u00e1guas apresentam-se      mornas e calmas em qualquer per\u00edodo das mar\u00e9s. J\u00e1 \u00e0 noite, Aratuba transforma-se      no grande point da Ilha, promovendo um verdadeiro carnaval a c\u00e9u aberto, com      barracas de drinks, m\u00fasica e muitos jovens. Ambas possuem cabanas que oferecem      pratos t\u00edpicos e banho de \u00e1gua doce.<\/p>\n<p>      <strong>Cacha-Pregos<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-043.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Praia urbana situada no extremo sul da ilha, que apresenta uma das noites      mais movimentadas. S\u00e3o in\u00fameros bares, baianas de acaraj\u00e9 e festas no largo,      que promovem total anima\u00e7\u00e3o para os visitantes. De mar aberto, apresenta al\u00e9m      de boas condi\u00e7\u00f5es para banho, uma excelente piscosidade, com ocorr\u00eancia de      esp\u00e9cies como o bagre e a cavala.<\/p>\n<h2>      Praias do Morro de S\u00e3o Paulo<\/h2>\n<p>      <strong>Primeira Praia<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-042.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"256\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Uma bela enseada rodeada por muitas casas de veraneio. Como o pr\u00f3prio nome      pressup\u00f5e, \u00e9 ela quem marca o in\u00edcio da orla do lugar, localizando-se bem      pr\u00f3xima \u00e0 vila do Morro. A paisagem \u00e9 linda, incluindo um mar de \u00e1guas claras      e calmas, excelente para o mergulho. De um belo penhasco, bem pr\u00f3ximo, \u00e9 poss\u00edvel      fazer descidas emocionantes de uma tirolesa.<\/p>\n<p>      <strong>Segunda Praia<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-061.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"261\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Saindo da primeira praia e subindo uma escadaria, o visitante se depara com      um dos mais belos cart\u00f5es postais do Morro: a Segunda Praia. \u00c9 nela que se      realizam os principais eventos locais, j\u00e1 que est\u00e1 localizada bem pr\u00f3xima      \u00e0 vila e conta com uma boa infra-estrutura. Durante os dias de ver\u00e3o, principalmente,      as areias ficam tomadas de turistas, que desfrutam de boas barracas de praia      e deliciosos banhos nesta bela enseada de \u00e1guas cristalinas. No seu lado direito,      existe uma pequena pen\u00ednsula com grandes pedras, que proporcionam boas pescarias,      de linha ou mergulho. Em outro ponto, o surf tamb\u00e9m pode ser praticado.<\/p>\n<p>      <strong>Terceira Praia<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-041.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"267\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Considerada um bom ponto de mergulho, esta enseada de 800 metros de extens\u00e3o      \u00e9 tamb\u00e9m um dos locais mais procurados pelos visitantes. Suas \u00e1guas s\u00e3o muito      tranq\u00fcilas e, durante a vazante da mar\u00e9, apresentam v\u00e1rias piscinas naturais.      Com barracas bem equipadas, especializadas na culin\u00e1ria t\u00edpica, al\u00e9m de boas      pousadas, o turista ter\u00e1, neste belo local, total conforto para curtir as      belezas do Morro de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>      <strong>Quarta Praia<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-040.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Pela dist\u00e2ncia a que se encontra da sede do Morro, esta praia \u00e9 a preferida      pelos adeptos do naturismo, j\u00e1 que, em quase todos os seus 10 km, \u00e9 semideserta.      O mar \u00e9 excelente para banho em todas as fases da mar\u00e9, j\u00e1 o mergulho \u00e9 praticado      em melhores condi\u00e7\u00f5es durante a vazante. A bela paisagem local \u00e9 marcada pela      densa vegeta\u00e7\u00e3o nativa, vastos coqueirais e um grande manguezal, localizado      na sua face sul.<\/p>\n<p>      <strong>Praia do Encanto      ou Quinta Praia<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-039.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"322\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Na paradis\u00edaca Ilha de Tinhar\u00e9, \u00e1rea que compreende o famoso Morro de S\u00e3o      Paulo, um local vem conquistando a aten\u00e7\u00e3o de muitos visitantes e o interesse      de alguns empreendimentos tur\u00edsticos.<\/p>\n<p>      Por ser uma das mais isoladas entre as seis existentes no \u0093Morro\u0094, a Praia      do Encanto tem, como seu maior expoente, a harmonia de sua bela paisagem,      que mescla Mata Atl\u00e2ntica nativa, coqueirais, areias bem finas e vastos manguezais,      praticamente sem casas e outras edifica\u00e7\u00f5es. Seu mar reflete o clima pitoresco      do lugar, j\u00e1 que suas \u00e1guas, em qualquer per\u00edodo das mar\u00e9s, apresentam-se      calmas e cristalinas, perfeitas para banhos relaxantes em fam\u00edlia e para a      pr\u00e1tica de esportes n\u00e1uticos.<\/p>\n<p>      Durante a vazante surgem, ainda, extensos bancos de areia, permitindo longas      caminhadas mar adentro e momentos de total deleite dentro das lagoas que se      formam, represando \u00e1guas bem mornas. Ao lado de sua vizinha, a n\u00e3o menos encantadora      Praia de Guarapu\u00e1, tem seu acesso dificultado pela dist\u00e2ncia que a separa      da sede do Morro de S\u00e3o Paulo. Para chegar, pode-se fazer o percurso \u00e0 p\u00e9      ou optar pelo passeio de besouro, um pequeno trator muito popular na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>      <strong>Gamboa do Morro<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-038.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      O local possui esse nome por estar bem pr\u00f3ximo ao Morro, dividindo com ele      o territ\u00f3rio da bela Ilha de Tinhar\u00e9. A Gamboa, como \u00e9 mais conhecida, possui      uma vila bem movimentada, com com\u00e9rcio e boa infra-estrutura. Sua praia possui      \u00e1guas mansas e apropriadas para v\u00e1rios esportes n\u00e1uticos. No caminho para      o Morro, \u00e9 f\u00e1cil notar a presen\u00e7a de v\u00e1rias fal\u00e9sias, esculpidas pelos ventos      e pelo mar ao longo dos anos.<\/p>\n<p>      <strong>Praia de Guarapu\u00e1<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-037.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"267\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Pouco procurada talvez pela dificuldade em seu acesso, \u00e9 considerada a mais      bela praia da Ilha de Tinhar\u00e9. Trata-se de uma linda enseada de \u00e1guas transparentes      e mornas, prop\u00edcias para banho e esportes n\u00e1uticos, sobretudo o mergulho.      As piscinas naturais aqui dividem as aten\u00e7\u00f5es com extensos bancos de areias,      que permitem, durante a vazante da mar\u00e9, longas caminhadas para longe da costa.      Os coqueirais da regi\u00e3o, aqui, se apresentam ainda mais densos, dando um efeito      bonito \u00e0 paisagem. O local oferece, ainda, uma boa infra-estrutura tur\u00edstica.<\/p>\n<h2>      Nossa Gente<\/h2>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-074.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"195\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      O povo da Bahia \u00e9 fruto da miscigena\u00e7\u00e3o do \u00edndio nativo, do europeu e do africano.      Somos um povo mesti\u00e7o de caracter\u00edsticas singulares expressas na cultura e      na religiosidade. O baiano \u00e9, por natureza e excel\u00eancia, hospitaleiro, acolhedor,      simp\u00e1tico e festeiro.<\/p>\n<p>      O processo de miscigena\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio ainda na \u00e9poca do Descobrimento, quando      os portugueses aqui fincaram ra\u00edzes e com as \u00edndias nativas formaram suas      fam\u00edlias. O ciclo prosseguiu com a vinda dos escravos africanos de v\u00e1rias      etnias.<\/p>\n<h2>      Cultura<\/h2>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-075.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"195\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      P\u00e1tria da diversidade cultural, a Bahia apresenta o seu tabuleiro de roteiros      tur\u00edsticos e viagens por dentro da Hist\u00f3ria do Brasil. De igrejas seculares      ao artesanato t\u00edpico das cidades do interior, da cren\u00e7a diversificada de seu      povo mesti\u00e7o aos mitos e ritos do folclore local, o estado se abre em um verdadeiro      mosaico de atrativos para quem deseja desvendar a Bahia em toda a sua gra\u00e7a      e poesia.<\/p>\n<p>      Terra dos orix\u00e1s, patu\u00e1s e babalorix\u00e1s; Terra de culto a Todos os Santos;      a Bahia \u00e9 tamb\u00e9m a Terra de todos os ritos e mitos. As diversas express\u00f5es      folcl\u00f3ricas ostentam a riqueza do imagin\u00e1rio popular. Rodas de samba, Puxadas      de Mastro, Capoeira, Terno de Reis, Bumba-meu-boi, Afox\u00e9 e tantas outras colorem,      animam e exibem a f\u00e9 inabal\u00e1vel do baiano por toda a capital e interior. Um      mosaico de festejos e celebra\u00e7\u00f5es \u00e0s cren\u00e7as de origem africana, ind\u00edgena      e portuguesa, ao tempero singular da baianidade.<\/p>\n<h2>      M\u00fasica<\/h2>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-076.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"244\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      Ber\u00e7o da m\u00fasica nacional, a Bahia exala melodia em cada esquina; no rebolado      da morena que samba no seu leve caminhar; no passo bambo do mulato; no tra\u00e7o      marcado do turista; na boemia de suas ruas e vielas; nas apresenta\u00e7\u00f5es que      re\u00fanem do samba de raiz ao ax\u00e9; do forr\u00f3 ao reggae; da MPB ao afox\u00e9; da Bossa      Nova ao Carnaval. A Terra do sincretismo religioso \u00e9, tamb\u00e9m, a do caldeir\u00e3o      musical. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa, que por a\u00ed que, por aqui, n\u00e3o se nasce; estreia. E foi      com essa marca que v\u00e1rios artistas, ritmos e estilos come\u00e7aram a trilhar a      hist\u00f3ria da m\u00fasica verde-e-amarela e de todas as cores, de todos os tons,      pra todos os gostos&#8230; Para todos.<\/p>\n<p>      <strong>Ax\u00e9 Music<\/strong><\/p>\n<p>      Considerado o mais baiano dos ritmos musicais contempor\u00e2neos, a m\u00fasica ax\u00e9,      ax\u00e9 music ou simplesmente nova m\u00fasica baiana, \u00e9, na verdade, uma grande mistura      de elementos musicais, aparentemente distantes, como salsa, samba, reggae      e rock, como definem seus criadores. O nome foi dado pelo jornalista e cr\u00edtico      de m\u00fasica, Hagamenon Brito, em 1987. Ele juntou a maneira como chamava as      m\u00fasicas baianas que considerava bregas, ax\u00e9, ao termo em ingl\u00eas usado pelas      bandas que tinham pretens\u00f5es internacionais, music. Apesar da carga pejorativa,      cresceu e frutificou, marcando uma nova fase do Carnaval da Bahia e a sua      inser\u00e7\u00e3o no mercado nacional de discos. O marco zero foi a m\u00fasica Fricote      e Nega do Cabelo Duro, de Luiz Caldas, em 1985. Os dois hits explodiram. A      ades\u00e3o de novos nomes da \u00e1rea musical ajudou a consolidar o g\u00eanero no Brasil      e no exterior e a projetar, nacionalmente, nomes como Daniela Mercury, Ivete      Sangalo, Durval L\u00e9lis, Margarete Menezes e Chiclete com Banana.<\/p>\n<p>      <strong>Forr\u00f3<\/strong><\/p>\n<p>      O forr\u00f3 \u00e9 um dan\u00e7a popular de origem nordestina. Esta dan\u00e7a \u00e9 acompanhada      de m\u00fasica, que possui o mesmo nome da dan\u00e7a. A m\u00fasica de forr\u00f3 possui tem\u00e1tica      ligada aos aspectos culturais e cotidianos da regi\u00e3o do Nordeste do Brasil.      A m\u00fasica de forr\u00f3 tem por base tr\u00eas instrumentos musicais: tri\u00e2ngulo, sanfona      e zabumba. A origem do nome forr\u00f3 tem v\u00e1rias vers\u00f5es, por\u00e9m a mais aceita      \u00e9 a do folclorista e pesquisador da cultura popular, Luiz C\u00e2mara Cascudo.      Segundo ele, a palavra forr\u00f3 deriva da abrevia\u00e7\u00e3o de forrobod\u00f3, que significa      arrasta-p\u00e9, confus\u00e3o, farra. Uma das principais caracter\u00edsticas do forr\u00f3 \u00e9      o ato de arrastar os p\u00e9s durante a dan\u00e7a. Esta \u00e9 realizada por casais, que      dan\u00e7am com os corpos bem colados, transmitindo sensualidade.<\/p>\n<p>      <strong>Samba<\/strong><\/p>\n<p>      A hist\u00f3ria do samba est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0 hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o cultural      do povo baiano. Durante o per\u00edodo colonial, o samba foi enriquecido com palmas      e instrumentos, como a viola, o viol\u00e3o, o tri\u00e2ngulo, a cu\u00edca e o pandeiro.      O ritmo se desenvolveu principalmente no Rec\u00f4ncavo Baiano, mais precisamente      nos engenhos de cana-de-a\u00e7\u00facar, para onde foi levada a maioria dos escravos      origin\u00e1rios de Angola. Ali, ganhou a forma conhecida hoje como samba de roda.      A partir de 1860, em consequ\u00eancia da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura e do fim da Guerra      de Canudos, houve um grande fluxo migrat\u00f3rio de negros e mesti\u00e7os de v\u00e1rias      partes do pa\u00eds, sobretudo da Bahia, para o Rio de Janeiro, ent\u00e3o capital do      Brasil, em busca de trabalho e de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n<p>      A maioria se instalou em locais perif\u00e9ricos, mais especificamente nas imedia\u00e7\u00f5es      do Morro da Concei\u00e7\u00e3o, Pedra do Sal, Pra\u00e7a Mau\u00e1, Pra\u00e7a XI, Cidade Nova, Sa\u00fade      e na Zona Portu\u00e1ria. Muitas baianas, descendentes de escravos, alojaram-se      nesses bairros. Abriram pequenos bares e restaurantes, que funcionavam em      suas pr\u00f3prias casas, e ficaram conhecidas como as Tias Baianas ou Tias do      Samba. Nas casas dessas Tias, os baianos se reuniam para comer, beber e cantar.      A mais conhecida delas foi Tia Ciata, uma das respons\u00e1veis pela sedimenta\u00e7\u00e3o      do samba carioca. Em sua casa, v\u00e1rias composi\u00e7\u00f5es foram criadas e cantadas      de improviso, como o samba Pelo telefone, gravada pelo baiano Ernesto Joaquim      Maria dos Santos, o Donga, atribu\u00edda por alguns historiadores, equivocadamente,      como o primeiro samba gravado.<\/p>\n<p>      <strong>Samba-reggae<\/strong><\/p>\n<p>      O samba-reggae, que alguns chamam tamb\u00e9m de samba-reggaeton, nasceu na d\u00e9cada      de 80, na Bahia, e \u00e9 fruto da fus\u00e3o de ritmos do samba tradicional com o reggae      jamaicano, de Bob Marley e Jimmy Cliff. Foi criado e introduzido no Carnaval      de Salvador pelo maestro Neguinho do Samba, ent\u00e3o maestro da banda do bloco      afro Olodum. O ritmo tem por base a percuss\u00e3o, com \u00eanfase nos tambores, atabaques,      pandeiro, guitarra ou viola eletr\u00f4nica no lugar do cavaquinho e outros instrumentos      caracter\u00edsticos da m\u00fasica latina, com influ\u00eancia do merengue.<\/p>\n<p>      A Bahia \u00e9 um ber\u00e7o de grandes percussionistas. O talento e a criatividade      de v\u00e1rios deles acabaram por criar ritmos com marcas caracter\u00edsticas que se      tornam verdadeiras escolas.<\/p>\n<p>      <strong>Fia Nova<\/strong><\/p>\n<p>      Atua\u00e7\u00e3o entre os anos 60 e 70. Seu toque tinha influ\u00eancia do candombl\u00e9. Tocava      de forma independente com um acento de samba. \u00c9 considerado refer\u00eancia para      v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>      <strong>Pintado de Bong\u00f4<\/strong><\/p>\n<p>      Contempor\u00e2neo de Fia Luna, ao lado de quem foi uma refer\u00eancia importante para      percussionistas contempor\u00e2neos, como Carlinhos Brown, do qual foi mestre.<\/p>\n<p>      <strong>Prego do Pelourinho<\/strong><\/p>\n<p>      Importante para a hist\u00f3ria do bloco Olodum, Prego foi um dos professores de      Neguinho do Samba. O percussionista tamb\u00e9m participou do Il\u00ea Aiy\u00ea.<\/p>\n<p><strong>Nelson Maleiro<\/strong><\/p>\n<p>      Conhecido como Gigante de Bagd\u00e1, se destacou pela cria\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o de      instrumentos de percuss\u00e3o. Foi o criador do bloco Cavaleiros de Bagd\u00e1, em      1959.<\/p>\n<p>      <strong>Dos mestres \u00e1s      escolas percusssivas.<\/strong><\/p>\n<p>      <strong>Filhos de Gandhy      (1948) \u0096<\/strong>\u00a0Inicialmente      comandado pelos mestres Edil Carrapato e Geraldo Macaco, o mais proeminente      dentre os afox\u00e9s, que \u00e9 conhecido como candombl\u00e9 na rua por sua estreita liga\u00e7\u00e3o      com esta tradi\u00e7\u00e3o religiosa, tem como principal influ\u00eancia sonora o instrumento      g\u00e3, que d\u00e1, a dire\u00e7\u00e3o de ijex\u00e1, o seu ritmo.<\/p>\n<p>      <strong>Il\u00ea Aiy\u00ea (1974)      \u0096<\/strong>\u00a0A batida inconfund\u00edvel      do bloco, criada pelo mestre Bafo, em 1975, foi herdada do candombl\u00e9, mas      de forma discreta, pois os toques sagrados n\u00e3o v\u00e3o \u00e1 rua. Outra influ\u00eancia      do ritmo \u00e9 a mistura do samba duro com ijex\u00e1.<\/p>\n<p>      <strong>Olodum (1979)      \u0096\u00a0<\/strong>O primeiro mestre      de percuss\u00e3o do bloco afro foi Carlinhos Realce, que aliou caracter\u00edsticas      percussivas ao gingado das dan\u00e7as. A grande influ\u00eancia do bloco \u00e9 Neguinho      do Samba e seu samba \u0096 reggae, que misturou o reggae jamaicano com o ritmo      das escolas de samba que chegaram a Salvador no final da d\u00e9cada de 1960<\/p>\n<p>      <strong>Okanb\u00ed (1982)      &#8211;\u00a0<\/strong>Comandado por Jorj\u00e3o      Bafaf\u00e9, o bloco afro surgiu com a influ\u00eancia do ritmo ijex\u00e1. Jorj\u00e3o \u00e9 um precussionista      famoso por suas experimenta\u00e7\u00f5es e dentre seus alunos est\u00e1 M\u00e1rcio Victor da      banda Psirico.<\/p>\n<p>      <strong>Did\u00e1 (1993) &#8211;\u00a0<\/strong>Criada      por Neguinho do Samba, trouxe a novidade do feminino na percuss\u00e3o e a batida      r\u00edtmica do samba \u0096 reggae, do qual foi o percusor.<\/p>\n<p>      <strong>Timbalada (1993)      &#8211;<\/strong>\u00a0Criada por Carlinhos      Brown, disc\u00edpulo do mestre Pintado de Bang\u00f4, o bloco possui um ritmo mais      ecl\u00e9tico, nascido da batida do samba \u0096 reggae, mas com a novidade da introdu\u00e7\u00e3o      dos timbaus.<\/p>\n<p>      <strong>Okanb\u00ed (1997)      \u0096\u00a0<\/strong>O bloco mudou de      estilo e passou adotar como ritmo predominante a experimenta\u00e7\u00e3o do mestre      Jorj\u00e3o Bafaf\u00e9, que misturou a salsa latina com a batida das escolas de samba      e criou o ritmo denominado afro \u0096 cubano.<\/p>\n<h2>      Ax\u00e9 Music<\/h2>\n<p>      Considerado o mais baiano dos ritmos musicais contempor\u00e2neos, a m\u00fasica Ax\u00e9,      Ax\u00e9 music ou simplesmente nova m\u00fasica baiana, \u00e9, na verdade, uma grande mistura      de elementos musicais, aparentemente distantes, como salsa, samba, reggae      e rock, como definem seus criadores. O nome foi dado pelo jornalista e cr\u00edtico      de m\u00fasica Hagamenon Brito, em 1987.<\/p>\n<p>      Ele juntou a maneira como chamava as m\u00fasicas baianas que considerava brega,      ax\u00e9, ao termo em ingl\u00eas usado pelas bandas que tinham pretens\u00f5es internacionais,      music. Apesar da carga pejorativa, cresceu e frutificou, marcando uma nova      fase do Carnaval da Bahia e a sua inser\u00e7\u00e3o no mercado nacional de discos.      O marco zero foi a m\u00fasica &#8216;Fricote&#8217; e Nega do cabelo duro, de Luiz Caldas,      em 1985. Os dois hits explodiram. A ades\u00e3o de novos nomes da \u00e1rea musical      ajudou a consolidar o g\u00eanero no Brasil e no exterior e a projetar, nacionalmente,      nomes como Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Durval L\u00e9lis, Margarete Menezes      e Chiclete com Banana.<\/p>\n<p>      Estudado at\u00e9 no \u00e2mbito acad\u00eamico, a hist\u00f3ria da m\u00fasica Ax\u00e9, segundo o pesquisador      e jornalista Marcelo Dantas, pode ser dividida em quatro fases. A primeira,      inaugurada por Luiz Caldas, ocorre \u00e0 margem das grandes gravadoras.<\/p>\n<p>      Daniela e seu samba-reggae el\u00e9trico abriram a segunda fase, em 1992. Depois      do samba-reggae e do sucesso de grupos de percussionistas, um g\u00eanero derivado      do pagode tomou a cena: come\u00e7ava a terceira fase.<\/p>\n<p>      Grupos como Terra Samba e \u00c9 o Tchan combinavam uma dan\u00e7a sensual com versos      maliciosos. No final da d\u00e9cada de 90, iniciou-se a quarta fase do ax\u00e9, tamb\u00e9m      conhecida como Era Ivete Sangalo. Ela ganhou fama ainda vocalista da Banda      Eva e n\u00e3o demorou a emplacar carreira-solo, com uma mistura de reggae, pop      e uma velha batida nordestina: o galope.<\/p>\n<h2>      Forr\u00f3<\/h2>\n<p>      O forr\u00f3 \u00e9 um dan\u00e7a popular de origem nordestina. Esta dan\u00e7a \u00e9 acompanhada      de m\u00fasica, que possui o mesmo nome da dan\u00e7a. A m\u00fasica de forr\u00f3 possui tem\u00e1tica      ligada aos aspectos culturais e cotidianos da regi\u00e3o do Nordeste do Brasil.      A m\u00fasica de forr\u00f3 tem por base tr\u00eas instrumentos musicais: tri\u00e2ngulo, sanfona      e zabumba.<\/p>\n<p>      A origem do nome forr\u00f3 tem v\u00e1rias vers\u00f5es, por\u00e9m a mais aceita \u00e9 a do folclorista      e pesquisador da cultura popular Luiz C\u00e2mara Cascudo. Segundo ele, a palavra      forr\u00f3 deriva da abrevia\u00e7\u00e3o de forrobod\u00f3, que significa arrasta-p\u00e9, confus\u00e3o,      farra. Uma das principais caracter\u00edsticas do forr\u00f3 \u00e9 o ato de arrastar os      p\u00e9s durante a dan\u00e7a. Esta \u00e9 realizada por casais, que dan\u00e7am com os corpos      bem colados, transmitindo sensualidade.<\/p>\n<p>      Embora seja tipicamente nordestino, o forr\u00f3 espalhou-se pelo Brasil fazendo      grande sucesso. Foram os migrantes nordestinos que espalharam o forr\u00f3, principalmente      nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970. Atualmente, existem v\u00e1rios g\u00eaneros de forr\u00f3: o      tradicional, projetado pelo cantor compositor pernambucano, Luiz Gonzaga,      o forr\u00f3 p\u00e9 de serra ou forr\u00f3 de raiz; o forr\u00f3 eletr\u00f4nico e forr\u00f3 universit\u00e1rio.<\/p>\n<h2>      Samba<\/h2>\n<p>      As pesquisas sobre o tema indicam que, possivelmente, o termo samba seja uma      corruptela de semba, palavra de origem africana, da regi\u00e3o de Angola e do      Congo, que significa umbigada, batuque ou ainda dan\u00e7a da umbigada. O ritmo      festivo foi trazido para o Brasil pelos escravos oriundos desta regi\u00e3o e aqui      se tornou uma forma de express\u00e3o do sofrimento vivido por eles no cativeiro      e nas senzalas.<\/p>\n<p>      <strong>As origens do      Samba<\/strong><\/p>\n<p>      A hist\u00f3ria do samba est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0 hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o cultural      do povo baiano. Durante o per\u00edodo colonial, o samba foi enriquecido com palmas      e instrumentos, como a viola, o viol\u00e3o, o tri\u00e2ngulo, a cu\u00edca e o pandeiro.      O ritmo se desenvolveu principalmente no Rec\u00f4ncavo Baiano, mais precisamente      nos engenhos de cana-de-a\u00e7\u00facar, para onde foi levada a maioria dos escravos      origin\u00e1rios de Angola. Ali, ganhou a forma conhecida hoje como samba de roda.      A partir de 1860, em conseq\u00fc\u00eancia da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura e do fim da Guerra      de Canudos, houve um grande fluxo migrat\u00f3rio de negros e mesti\u00e7os de v\u00e1rias      partes do pa\u00eds, sobretudo da Bahia, para o Rio de Janeiro, ent\u00e3o capital do      Brasil, em busca de trabalho e de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n<p>      A maioria se instalou em locais perif\u00e9ricos, mais especificamente nas imedia\u00e7\u00f5es      do Morro da Concei\u00e7\u00e3o, Pedra do Sal, Pra\u00e7a Mau\u00e1, Pra\u00e7a XI, Cidade Nova, Sa\u00fade      e na Zona Portu\u00e1ria. Muitas baianas, descendentes de escravos, alojaram-se      nestes bairros. Abriram pequenos bares e restaurantes, que funcionavam em      suas pr\u00f3prias casas, e ficaram conhecidas como as Tias Baianas ou Tias do      Samba. Nas casas dessas Tias, os baianos se reuniam para comer, beber e cantar.      A mais conhecida delas foi Tia Ciata, uma das respons\u00e1veis pela sedimenta\u00e7\u00e3o      do samba-carioca. Em sua casa, v\u00e1rias composi\u00e7\u00f5es foram criadas e cantadas      de improviso, como o samba Pelo telefone, gravada pelo baiano Ernesto Joaquim      Maria dos Santos, o Donga, atribu\u00edda por alguns historiadores, equivocadamente,      como o primeiro samba gravado.<\/p>\n<p>      Na verdade, a primeira m\u00fasica deste ritmo a ser gravada foi Isto \u00e9 bom, de      Xisto Bahia. O erro tem origem no fato da m\u00fasica de Donga conter um subt\u00edtulo      samba no r\u00f3tulo do disco, o que n\u00e3o ocorreu com a de Xisto Bahia. Ligada \u00e0s      origens do samba, como ele se manifesta hoje, tia Ciata ou Assiata, influenciou      juntamente com outro baiano, Hil\u00e1rio Jovino Ferreira, o Lalau de Ouro, a forma      coletiva que foi adquirindo o samba e o carnaval carioca. Transferido para      o Rio de Janeiro, em 1872, Lalau de Ouro fundou in\u00fameros ranchos e blocos.      Iniciada nos terreiros de candombl\u00e9 da Bahia, tia Ciata, era conhecida no      Rio como M\u00e3e-Pequena do terreiro de Jo\u00e3o Alab\u00e1, freq\u00fcentado tamb\u00e9m por Hil\u00e1rio      Jovino. Cozinheira de m\u00e3o cheia, reunia em sua casa pessoas como os compositores      Pixinguinha, Donga, Heitor dos Prazeres, Jo\u00e3o da Baiana, Sinh\u00f4 e Mauro de      Almeida.<\/p>\n<p>      O terreiro de Tia Ciata era considerado o quartel-general do samba. Depois,      Tia Ciata levou para a Festa da Penha, tradicional romaria portuguesa, sua      barraquinha de quitutes africanos. Para l\u00e1 tamb\u00e9m seguiram integrantes da      Velha Guarda, onde lan\u00e7aram as suas m\u00fasicas para o Carnaval. Jornalistas compareciam      ao samba da Penha e come\u00e7ou o fen\u00f4meno do relacionamento do grupo original      com os mais diferentes bairros e camadas sociais da cidade, aproximando o      morro e o asfalto. Com a popularidade do novo g\u00eanero, foi natural o surgimento,      no final da d\u00e9cada de 20, das escolas de samba. A primeira de que se tem not\u00edcia,      Deixa Eu Falar, nasceu no bairro do Est\u00e1cio, da rede de sociabilidade estabelecida      na casa de Tia Ciata.<\/p>\n<p>      <strong>Dia do Samba<\/strong><\/p>\n<p>      Institu\u00eddo em 1963 e comemorado em pra\u00e7a p\u00fablica desde 1972, o Dia do Samba      j\u00e1 \u00e9 parte integrante do calend\u00e1rio de festas populares de Salvador. No dia      2 de dezembro, em v\u00e1rias partes do estado e, principalmente em Salvador, o      samba \u00e9 louvado com toda pompa e circunst\u00e2ncia e, claro, com muito samba no      p\u00e9. Todos os anos, uma multid\u00e3o de pessoas participa das homenagens a este      ritmo musical, que re\u00fanem antigos e jovens sambistas.<\/p>\n<p>      Como a pr\u00f3pria hist\u00f3ria do samba, o Dia do Samba tamb\u00e9m \u00e9 cercado de curiosidades.      A data foi institu\u00edda em 2 de dezembro de 1963, pelo ent\u00e3o vereador Lu\u00eds Monteiro      da Costa, em homenagem a primeira visita de Ary Barroso a Salvador. J\u00e1 mundialmente      famoso pela sua composi\u00e7\u00e3o Na Baixa dos Sapateiros, Ary Barroso comp\u00f4s a m\u00fasica      sem jamais ter colocado os p\u00e9s na Bahia. O fato inusitado chamou a aten\u00e7\u00e3o      do vereador que considerou importante marcar aquela data.<\/p>\n<p>      Cerca de uma d\u00e9cada depois, em 1972, foi promovido em grande evento, no Campo      da Gra\u00e7a, para comemorar a data que acabou sendo esquecida durante aquele      per\u00edodo. Denominado Noite do Samba e do Dend\u00ea, contou com a participa\u00e7\u00e3o de      Gilberto Gil, Ederaldo Gentil, Batatinha, Riach\u00e3o, Panela, Ti\u00e3o Motorista,      Edil Pacheco e muitos outros. Desde ent\u00e3o o evento marcou o cen\u00e1rio nacional      e tem sido comemorado sem interrup\u00e7\u00e3o, no Centro Hist\u00f3rico de Salvador, em      reconhecimento \u00e0 import\u00e2ncia do g\u00eanero na matriz r\u00edtmica da m\u00fasica brasileira      e \u00e0 sua presen\u00e7a sempre renovada na cultura baiana. Nos \u00faltimos anos, o Dia      do Samba tem-se expandido, atrav\u00e9s de eventos similares no Rio de Janeiro,      S\u00e3o Paulo, Minas Gerias, Recife e em outras capitais.<\/p>\n<p>\u00a0    <\/p>\n<h2> <strong>Samba-reggae<\/strong><\/h2>\n<p>      O samba-reggae, que alguns chamam tamb\u00e9m de samba-reggaeton, nasceu na d\u00e9cada      de 80, na Bahia, e \u00e9 fruto da fus\u00e3o de ritmos do samba tradicional com o reggae      jamaicano, de Bob Marley e Jimmy Cliff. Foi criado e introduzido no Carnaval      de Salvador pelo maestro Neguinho do Samba, ent\u00e3o maestro da banda do bloco      afro Olodum. O ritmo tem por base a percuss\u00e3o, com \u00eanfase nos tambores, atabaques,      pandeiro, guitarra ou viola eletr\u00f4nica no lugar do cavaquinho e outros instrumentos      caracter\u00edsticos da m\u00fasica latina, com influ\u00eancia do merengue.<\/p>\n<h2>      Samba de Roda<\/h2>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-077.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"333\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      O samba de roda \u00e9 uma forma de preserva\u00e7\u00e3o da cultura dos negros africanos      escravizados no Brasil. A influ\u00eancia portuguesa fica por conta da introdu\u00e7\u00e3o      da viola e do pandeiro.<\/p>\n<p>      Acompanhado por atabaques, ganz\u00e1, reco-reco, viola e viol\u00e3o, o solista entoa      cantigas, seguido em coro pelo grupo a dan\u00e7ar. Ligado ao culto de orix\u00e1s e      caboclos, \u00e0 capoeira e \u00e0s comidas \u00e0 base de dend\u00ea, o samba de roda teve in\u00edcio      por volta de 1860, como forma de preserva\u00e7\u00e3o da cultura dos negros africanos      escravizados no Brasil. A influ\u00eancia portuguesa, al\u00e9m da l\u00edngua falada e cantada,      fica por conta da introdu\u00e7\u00e3o da viola e do pandeiro.<\/p>\n<p>      Tradi\u00e7\u00e3o milenar no Rec\u00f4ncavo Baiano, a manifesta\u00e7\u00e3o concorre, inclusive,      ao t\u00edtulo de Obra-Prima do Patrim\u00f4nio Oral e Imaterial da Humanidade. Presente      no trabalho de renomados compositores baianos &#8211; Dorival Caymmi, Jo\u00e3o Gilberto,      Caetano Veloso -, esse misto de m\u00fasica, dan\u00e7a, poesia e festa se revela de      duas formas caracter\u00edsticas: o samba chula e o samba corrido. A chula, uma      forma de poesia, \u00e9 declamada pelo solista, enquanto o grupo escuta atento,      s\u00f3 se rendendo aos encantos da dan\u00e7a ap\u00f3s o t\u00e9rmino do pronunciamento, quando      um participante por vez adentra o meio da roda ao som da batucada regida por      palmas. J\u00e1 no corrido, o samba toma conta da roda ao mesmo tempo em que dois      solistas e o coral se alternam no canto.<\/p>\n<p>      Tamb\u00e9m conhecida como Umbigada \u0096 porque cada participante, ao sair da roda,      convida um novo para a dan\u00e7a dando-lhe uma \u0093umbigada\u0094 -, a manifesta\u00e7\u00e3o t\u00edpica      do Rec\u00f4ncavo tem destaque nas cidades de Cip\u00f3, Candeias e Cachoeira durante      os festejos juninos e da Boa Morte. Em S\u00e3o F\u00e9lix, Muritiba, Concei\u00e7\u00e3o do Almeida      e Santo Amaro, o samba de roda \u00e9 destaque na festa de Nossa Senhora da Purifica\u00e7\u00e3o.      S\u00e3o Francisco do Conde, Feira de Santana, Itacar\u00e9 e, novamente, Concei\u00e7\u00e3o      do Almeida celebram o samba de raiz na festa de Dois de Julho.<\/p>\n<h2>      Museus<\/h2>\n<p>      J\u00e1 se disse que a Bahia \u00e9 uma cidade-museu. Suas igrejas, conventos, pal\u00e1cios      e fortes, com suas antiguidades, mobili\u00e1rios e alfaias, confirmam a lenda.      Se, por um lado, cada monumento desses representa por si s\u00f3 um museu digno      de admira\u00e7\u00e3o, s\u00e3o os museus p\u00fablicos que facilitam uma vis\u00e3o mais completa      da arte na Bahia.<\/p>\n<p>      <strong>Museu Abelardo      Rodrigues<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-078.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"257\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      Inaugurado em 5 de junho de 1981, no andar nobre do Solar do Ferr\u00e3o (constru\u00e7\u00e3o      de 1701), guarda a mais valiosa cole\u00e7\u00e3o de arte sacra particular do Brasil.      S\u00e3o 808 trabalhos de arte erudita e popular dos s\u00e9culos XVI ao XIX &#8211; entre      imagens, pinturas, orat\u00f3rios, altares, crucifixos e fragmentos de talha \u0096      expostos numa \u00e1rea de 536 m2. As pe\u00e7as pertenciam ao colecionador pernambucano      Abelardo Rodrigues e foram compradas pelo Governo do Estado.<\/p>\n<p>      <strong>Museu Carlos Costa      Pinto<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-079.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"315\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      A cole\u00e7\u00e3o particular de Carlos Costa Pinto deu origem a 23 salas de exposi\u00e7\u00e3o      de arte decorativa e pintura dos s\u00e9culos XVII ao XIX. O acervo de, aproximadamente,      3.200 pe\u00e7as, re\u00fane expressiva cole\u00e7\u00e3o de prataria, ourivesaria, porcelana      chinesa e europ\u00e9ia, cristais, mobili\u00e1rio, pinturas (em especial as de Alberto      Valen\u00e7a e Presciliano Silva) e trabalhos em marfim, opalina, bronze e laca      chinesa. As j\u00f3ias de ouro e a cole\u00e7\u00e3o de 27 balangand\u00e3s de prata s\u00e3o as pe\u00e7as      mais preciosas de todo o acervo.<\/p>\n<p>      <strong>Museu Casa do      Benin<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-080.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"236\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      Inaugurado no dia 6 de maio de 1988, resultou do proveitoso interc\u00e2mbio mantido      entre a Bahia e o pa\u00eds africano Benin, atrav\u00e9s da cidade de Cotonou. Pertencente      \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Greg\u00f3rio de Mattos, tem exterior colonial e interior concebido      pela arquiteta Lina Bo Bardi. O acervo apresenta pe\u00e7as da arte popular de      Cotonou, Rep\u00fablica Popular do Benin, e exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias de artistas      locais.<\/p>\n<p>      <strong>Museu da Cidade<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-081.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"267\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      Instalado num dos mais belos casar\u00f5es do Pelourinho, foi inaugurado a 5 de      julho de 1973. Ligado \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Greg\u00f3rio de Mattos, re\u00fane, no seu acervo,      bonecas tradicionais da Bahia, esculturas, tape\u00e7arias, cer\u00e2mica, pano-de-costa,      ex-votos e ter\u00e7os, al\u00e9m de cole\u00e7\u00f5es de imagens de orix\u00e1 em tamanho natural      e de pe\u00e7as de uso pessoal do poeta Castro Alves.<\/p>\n<p>      <strong>Museu de Arte      da Bahia<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-082.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"231\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      O mais antigo museu do Estado, fundado em 1918, funciona hoje no Solar Cerqueira      Lima, no Corredor da Vit\u00f3ria. Destacam-se em seu acervo n\u00e3o s\u00f3 a pintura de      mestres baianos e das escolas estrangeiras dos s\u00e9culos XVIII e XIX, mas tamb\u00e9m      as artes decorativas do mesmo per\u00edodo, representadas por pe\u00e7as do mobili\u00e1rio      baiano, porcelanas orientais e europ\u00e9ias, cristais e pratarias.<\/p>\n<p>      <strong>Museu de Arte      Sacra<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-083.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"266\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      Museu de Arte Sacra pertence a Universidade Federal da Bahia (Ufba). Est\u00e1      instalado no antigo Convento de Santa Teresa de \u00c1vila, fundado pelos Carmelitas      Descal\u00e7os em meados do s\u00e9culo XVII, na Cidade do Salvador &#8211; capital do Brasil      de 1549 a 1759. Em 1660, monges da Ordem dos Carmelitas Descal\u00e7os portugueses      aportaram na Bahia de passagem para a \u00cdndia e decidiram, a pedido dos habitantes      locais, permanecerem na cidade.<\/p>\n<p>      Inicialmente, foi edificado um pequeno hosp\u00edcio, no s\u00edtio chamado Pregui\u00e7a,      em terreno pr\u00f3ximo ao mar e doado pelo rei de Portugal, D. Afonso VI. No decorrer      do tempo, ajudados por esmolas, ergueram o atual convento em \u00e1rea cont\u00edgua,      no ano de 1667, tendo a Igreja sido inaugurada em 15 de outubro de 1697. A      partir de ent\u00e3o, o Convento de Santa Teresa tornou-se um dos maiores conjuntos      conventuais da Ordem em todo mundo portugu\u00eas e foi fator importante no desenvolvimento      da cidade do Salvador e na ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio baiano.<\/p>\n<p>      O fato de o Convento ter servido de alojamento para as tropas portuguesas      no momento das lutas pela independ\u00eancia da Bahia, at\u00e9 a vit\u00f3ria final em 2      de julho de 1823, aliado aos ressentimentos dos baianos contra os portugueses      que viviam na cidade, determinaram a extin\u00e7\u00e3o da Ordem em 1840. Antes, por\u00e9m,      em 1837, instala-se em Santa Teresa o Semin\u00e1rio Arquiepiscopal e em 1856 o      Arcebispo passa sua administra\u00e7\u00e3o aos padres lazaristas.<\/p>\n<p>      Em 1956, o Semin\u00e1rio muda-se para outro local, ficando o convento abandonado      e em ru\u00ednas at\u00e9 princ\u00edpios de 1958, quando o Reitor Edgar Santos, da Ufba,      tomou a decis\u00e3o de a\u00ed instalar o Museu de Arte Sacra da Ufba, atrav\u00e9s de um      conv\u00eanio com a Arquidiocese de Salvador. Considerado um dos exemplares mais      significativos da arquitetura seiscentista brasileira e tombado, individualmente,      pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan), o Convento      de Santa Teresa de \u00c1vila est\u00e1 localizado na \u00e1rea do Centro Hist\u00f3rico de Salvador,      declarada &#8220;Patrim\u00f4nio da Humanidade&#8221; pela Unesco, em 1985.<\/p>\n<p>\u00a0    <\/p>\n<p><strong>Acervo<\/strong><\/p>\n<p>      O Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia tem contribu\u00eddo significativamente      para o estudo da arte, atrav\u00e9s das in\u00fameras atividades que tem realizado desde      a sua funda\u00e7\u00e3o, como cursos, exposi\u00e7\u00f5es, congressos, concertos, etc., sempre      contando com a valiosa e indispens\u00e1vel colabora\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os municipais, estaduais      e federais, al\u00e9m de organismos estrangeiros ligados \u00e0 arte. O valor hist\u00f3rico      do seu acervo e conjunto arquitet\u00f4nico, colocam-no em lugar de destaque entre      os museus sacros existentes no Brasil, na Am\u00e9rica Latina e no mundo.<\/p>\n<p>      <strong>Imagin\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>      A cole\u00e7\u00e3o exposta no Museu de Arte Sacra \u00e9 composta de pe\u00e7as do seu pr\u00f3prio      acervo, adquiridas ao longo do tempo, desde a sua inaugura\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m      de obras a ele confiadas por igrejas, irmandades, conventos e colecionadores      particulares.<\/p>\n<p>      Dentre as pe\u00e7as por ele guardadas, a grande maioria esculturas em madeira      e barro cozido dos s\u00e9culos XVII e XVIII, algumas se destacam, a exemplo das      obras produzidas por Frei Agostinho da Piedade, monge beneditino e artista      que viveu no Mosteiro da Bahia, falecido em 1661: &#8220;Sant&#8217;Anna Mestra&#8221;,      assinada e datada de 1642; &#8220;Nossa Senhora de Montesserrate&#8221;, na      qual se encontra a inscri\u00e7\u00e3o: &#8220;Frei Agostinho da Piedade Religioso Sacerdote      de S\u00e3o Bento fez esta imagem de Nossa Senhora, por mandado do mui devoto Diogo      de Sandoval, e f\u00ea-la por sua devo\u00e7\u00e3o, 1636.&#8221;; e a Imagem de &#8220;Nossa      Senhora das Maravilhas&#8221;, de madeira policromada, do s\u00e9culo XVI, trazida      de Portugal possivelmente pelo primeiro Bispo do Brasil, D. Pero Fernandes      Sardinha, em 1552, e revestida de prata na Bahia, na segunda metade do s\u00e9culo      XVII. Segundo a lenda, enquanto orava aos p\u00e9s desta imagem, o Pe. Ant\u00f4nio      Vieira, da Ordem dos Jesu\u00edtas, sentiu o famoso &#8220;estalo&#8221; que o transformou      no maior orador sacro da l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n<p>      Fazendo parte desse acervo conhecido nacional e internacionalmente, inclui-se      a cole\u00e7\u00e3o de marfins dos s\u00e9culos XVII e XVIII, da qual se destaca: &#8220;Cristo&#8221;      esculpido por indianos de Goa; escultura de madeira policromada em alto-relevo;      &#8220;Adora\u00e7\u00e3o dos Pastores&#8221;, composi\u00e7\u00e3o ing\u00eanua e popular, executada      para compor o t\u00edmpano do altar da Capela de S\u00e3o Jos\u00e9 da antiga S\u00e9 (antigo      altar da Santa Cruz), no fim do s\u00e9culo XVII, considerada uma das mais valiosas      talhas seiscentistas do Brasil; &#8220;Anjos Tocheiros&#8221; de madeira policromada      e dourada do s\u00e9culo XVIII, com 1,85m de altura, atribu\u00eddos ao escultor lusitano      Jos\u00e9 Eduardo Garcia, que viveu e trabalhou na segunda metade do s\u00e9culo XVIII;      &#8220;Tondo Octogonal&#8221; representando Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o com a      coroa Real de D. Jo\u00e3o VI, de madeira dourada e policromada, da segunda metade      do s\u00e9culo XVII, procedente de altar da antiga S\u00e9 da Bahia, demolida em 1933;      conjunto de &#8220;Sant&#8217;Anna e Nossa Senhora&#8221; procedente do Convento das      Merc\u00eas, de madeira policromada e dourada, da segunda metade do s\u00e9culo XVIII,      exemplo de escultura com policromia baiana da \u00e9poca, que apresenta caracter\u00edsticas      de um barroco tardio conjugadas ao gosto neocl\u00e1ssico.<\/p>\n<p>      <strong>Prataria<\/strong><\/p>\n<p>      A cole\u00e7\u00e3o de objetos em prata do MAS, composta por casti\u00e7ais, tocheiros, cust\u00f3dias,      c\u00e1lices, gomis, navetas, tur\u00edbulos, \u00e2mbulas, etc., exp\u00f5e bel\u00edssimos trabalhos      de ourivesaria da mais alta import\u00e2ncia para a hist\u00f3ria da arte brasileira,      inclusive executados por mestres baianos, a exemplo de Joaquim Alberto da      Concei\u00e7\u00e3o Mattos, bisav\u00f4 do Bar\u00e3o do Rio Branco, autor do frontal de altar      feito para a Capela do Sant\u00edssimo Sacramento da antiga S\u00e9 da Bahia, no s\u00e9culo      XVIII. Merece destaque o lampad\u00e1rio de prata de autoria de Jo\u00e3o da Costa Campos,      tamb\u00e9m procedente da capela do Sant\u00edssimo Sacramento da antiga S\u00e9.<\/p>\n<p>      <strong>Mobili\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>      Ainda que em menor quantidade, as pe\u00e7as de mobili\u00e1rio que comp\u00f5em o acervo      do MAS s\u00e3o exemplares da carpintaria e marcenaria da \u00e9poca, da mais alta qualidade.      Representando a tradi\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e do saber do antigo Col\u00e9gio dos Jesu\u00edtas,      est\u00e1 em exposi\u00e7\u00e3o a C\u00e1tedra de Aula Magna, datada de 1660, toda em jacarand\u00e1.      Igualmente valioso \u00e9 o arcaz de jacarand\u00e1 que comp\u00f5e a Sacristia da Igreja      de Santa Tereza de \u00c1vila, com 10,72 metros de comprimento, 21 gavetas e16      pinturas na sua parte superior figurando epis\u00f3dios da vida de Santa Teresa      de \u00c1vila, do antigo Convento dos Ter\u00e9sios, s\u00e9culo XVII; do mesmo modo, o altar      arm\u00e1rio de madeira policromada com fina pintura chinesa, da \u00e9poca de D. Jo\u00e3o      V.<\/p>\n<p>      <strong>Pintura<\/strong><\/p>\n<p>      Dentre os trabalhos de pintura que fazem parte do acervo do MAS, men\u00e7\u00e3o deve      ser feita \u00e0 &#8220;Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o&#8221;, do s\u00e9culo XVIII, de autoria      de Jos\u00e9 Joaquim da Rocha &#8211; fundador da Escola de Pintura da Bahia &#8211; procedente      do convento das Merc\u00eas; &#8220;Jesus institui a Eucaristia&#8221; e o &#8220;Sumo      Sacerdote Malquisedeque&#8221; produzidos pelo renomado pintor sacro Jos\u00e9 Te\u00f3filo      de Jesus, em 1793, para a antiga S\u00e9; e as quatro telas a \u00f3leo de Souza Braga      &#8220;Flagela\u00e7\u00e3o de Nosso Senhor&#8221;, &#8220;Nosso Senhor \u00e9 pregado na Cruz&#8221;,      a &#8220;Descida da Cruz de Nosso Senhor&#8221; e o &#8220;Encontro de Nosso      Senhor com sua M\u00e3e Sant\u00edssima&#8221;, todas de 1755. Merece especial aten\u00e7\u00e3o      onze preciosas telas cuzquenhas, do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>      <strong>Museu Geol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-084.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"267\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Criado em 1975, seu acervo consta de 2.500 amostras catalogadas de minerais,      rochas e f\u00f3sseis, 80 objetos sobre a t\u00e9cnica rudimentar de ourivesaria e minera\u00e7\u00e3o,      al\u00e9m da rica documenta\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter hist\u00f3rico-cient\u00edfico. Destaque para a      cole\u00e7\u00e3o de quartzos (principal mineral de exporta\u00e7\u00e3o da Bahia).<\/p>\n<p>      <strong>Museu Tempostal<\/strong><\/p>\n<p>      Resultante da cole\u00e7\u00e3o de Ant\u00f4nio Marcelino, seu fundador, tem como acervo      30 mil postais e fotografias, onde o mundo \u00e9 revisto nas mais diversas \u00e9pocas      e nos mais variados aspectos. Destaque para a s\u00e9rie Belle \u00c9poque, com postais      bordados, aquarelados, adornados com pedrarias, plumas e cabelo humano.<\/p>\n<h2>      Folclore<\/h2>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-085.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"279\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      Terra dos orix\u00e1s, patu\u00e1s e babalorix\u00e1s; Terra de culto a Todos os Santos;      a Bahia \u00e9 tamb\u00e9m a Terra de todos os ritos e mitos. As diversas express\u00f5es      folcl\u00f3ricas ostentam a riqueza do imagin\u00e1rio popular. Rodas de samba, Puxadas      de Mastro, Capoeira, Terno de Reis, Bumba-meu-boi, Afox\u00e9 e tantas outras colorem,      animam e exibem a f\u00e9 inabal\u00e1vel do baiano por toda a capital e interior. Um      mosaico de festejos e celebra\u00e7\u00f5es \u00e0s cren\u00e7as de origem africana, ind\u00edgena      e portuguesa, ao tempero singular da baianidade.<\/p>\n<p>      <strong>Afox\u00e9<\/strong><\/p>\n<p>      A capital da Bahia \u00e9, tamb\u00e9m, a capital do sincretismo religioso. Um verdadeiro      caldeir\u00e3o cultural, onde as diversidades convivem em perfeita harmonia. As      365 igrejas, para Todos os Santos cat\u00f3licos, somam-se \u00e0 f\u00e9 de origem africana,      dos orix\u00e1s, patu\u00e1s e entidades sagradas do Candombl\u00e9.<\/p>\n<p>      Exemplo disso \u00e9 o bloco carnavalesco dos Afox\u00e9s Filhos de Gandhy. Centenas      de homens desfilam com indument\u00e1rias brancas de detalhes em azul dos p\u00e9s \u00e0      cabe\u00e7a, incluindo um turbante com o s\u00edmbolo do bloco, e colares de contas      \u0096 ou guias &#8211; nas mesmas cores. O bloco, um dos mais tradicionais do carnaval,      sai sempre aos domingos, segundas e ter\u00e7as, e arrasta multid\u00f5es entoadas pelos      c\u00e2nticos africanos. A lista de associados inclui famosos como o Ministro da      Cultura, Gilberto Gil, e o cantor Caetano Veloso.<\/p>\n<p>      A palavra &#8220;afox\u00e9&#8221; significa adivinha\u00e7\u00e3o, profecia ou predi\u00e7\u00e3o do      futuro. Esta manifesta\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica se caracteriza, sobretudo, pela figura      central do babalaw\u00f4 ou baba-oni-aw\u00f4; o pai conhecedor do porvindouro. Originado      nos terreiros de Candombl\u00e9, em especial os de &#8220;Efan&#8221;, na\u00e7\u00e3o dedicada      ao culto de Oxum, o Afox\u00e9 ainda hoje simboliza os cultos a entidades nobres      da cultura africana. Os cantos a Oxum e Oxal\u00e1, o &#8220;Ijex\u00e1&#8221;, ritmados      com caba\u00e7a, agog\u00f4 e atabaque, remontam aos entoados no terreiro por pais de      santo, imbu\u00eddos de f\u00e9 nos rituais religiosos.<\/p>\n<p>      <strong>Bacamarteiros<\/strong><\/p>\n<p>      Em Ribeira do Pombal, no povoado de Boca da Mata, a comunidade se re\u00fane nos      meses de junho e dezembro para brincar de tomar fogueiras ou disputar o \u0093tiro      mais forte\u0094 nos terreiros das fazendas. Munidos de bacamartes de festim \u0096      os bacamartes s\u00e3o rifles artesanais do s\u00e9culo XIX -, vaqueiros, camponeses,      pequenos comerciantes, artes\u00e3os, mec\u00e2nicos e artistas independentes, devidamente      fardados com roupas de zuarte, cores vivas, chap\u00e9u de couro, alpercatas e      cartucheiras de flandres, e sob a chefia de \u0093oficiais\u0094 ostentando estrelas      nos ombros e no chap\u00e9u e com bengalas ou guarda-chuvas como s\u00edmbolo de comando,      se divertem ao explorar os efeitos m\u00e1gicos dos grandes estampidos, numa representa\u00e7\u00e3o      simb\u00f3lica das antigas guerras sertanejas.<\/p>\n<p>      Os participantes s\u00e3o divididos em batalh\u00f5es ou tropas, subordinadas a \u0093sargentos\u0094      que, durante os festejos juninos e natalinos, deflagram grandes cargas de      p\u00f3lvora seca em homenagem aos santos padroeiros, acompanhados de bandas de      p\u00edfanos ou zabumbas, dan\u00e7as t\u00edpicas e rituais m\u00edsticos de grande efeito pict\u00f3rico.<\/p>\n<p>      <strong>Bailes Pastoris<\/strong><\/p>\n<p>      Folguedo dram\u00e1tico popular originado do teatro religioso medieval, os bailes      pastoris eram escritos por an\u00f4nimos bi-letristas, em representa\u00e7\u00e3o a autos      sagrados, e encenados no adro e dentro dos templos cat\u00f3licos. Hoje, s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es      familiares, de trama simples, mas ainda, em sua maioria, de resguardo das      heran\u00e7as religiosas. O enredo culmina na chegada de algu\u00e9m trazendo a not\u00edcia      do nascimento de Cristo, fazendo com que todo o elenco ponha de lado as suas      diverg\u00eancias para, em converg\u00eancia un\u00e2nime, conclamar a plat\u00e9ia a fazer a      peregrina\u00e7\u00e3o sagrada de respeito e adora\u00e7\u00e3o ao ilustre filho de Deus.<\/p>\n<p>      A dramatiza\u00e7\u00e3o se divide em dois cord\u00f5es rivais de pastorinhas: azul e encarnado;      cores votivas de Nossa Senhora e Jesus Cristo. Os grupos disputam fervorosamente      a prefer\u00eancia do p\u00fablico, cabendo \u00e0 moderadora Diana, metade azul e metade      encarnado, apazigu\u00e1-los. As pastoras s\u00e3o mo\u00e7oilas trajadas de branco, com      uma fita longa do cord\u00e3o a tiracolo (conforme a cor) e chap\u00e9u r\u00fastico de palha      com abas largas enfeitadas por fitas. O cord\u00e3o encarnado \u00e9 chefiado pela mestra      e, o azul, pela contra-mestra. Figuram, ainda, anjos e pastores, o velho (figura      c\u00f4mica), estrelas, as esta\u00e7\u00f5es, as virtudes, as flores, a Terra, o Sol e a      Lua, a noite e, em geral, gente humilde &#8211; peixeira, florista, camponesa, baiana,      ca\u00e7ador, jardineiro&#8230;<\/p>\n<p>      As cantigas relacionadas exclusivamente com o motivo sacro do Nascimento de      Jesus, loas e jornadas delicadas, suaves e de fundo sacro \u0096 introduzidas pelos      jesu\u00edtas no s\u00e9culo XVI &#8211; passaram a incluir, tamb\u00e9m, can\u00e7\u00f5es profanas, sem      nenhum nexo com a representa\u00e7\u00e3o, mas que fazem parte do imagin\u00e1rio popular      local e continuam atraindo multid\u00f5es com seus c\u00e2nticos e dan\u00e7as.<\/p>\n<p>      Os bailes pastoris s\u00e3o destaque nas cidades de Prado, Canavieiras, Porto Seguro      e Salvador, em especial no m\u00eas de dezembro, com a proximidade dos festejos      natalinos.<\/p>\n<p>      <strong>Bando Anunciador      (Preg\u00e3o)<\/strong><\/p>\n<p>      Em v\u00e9spera de grandes festejos, as cidades do interior s\u00e3o envoltas pelo alvoro\u00e7o      comum que antecede \u00e0s grandes comemora\u00e7\u00f5es. O bando anunciador \u00e9, talvez,      um dos respons\u00e1veis pela agita\u00e7\u00e3o local. Vestidos em trajes esporte e tocando      caixa, bombo, trombone e clarinete, dentre outros instrumentos de percuss\u00e3o      e sopro, o grupo de homens tem a finalidade de anunciar a festa que se aproxima.      Acompanhados da filarm\u00f4nica local, distribuem a programa\u00e7\u00e3o, sempre aos domingos,      enquanto animam a cidade em uma esp\u00e9cie de romaria musical.<\/p>\n<p>      O chamado \u0093Preg\u00e3o\u0094 \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o na cidade de Maragogipe, no m\u00eas de agosto, por      ocasi\u00e3o da festa do padroeiro, S\u00e3o Bartolomeu. Em Cachoeira, a data \u00e9 m\u00f3vel      entre outubro e novembro, por conta da festa de Nossa Senhora da Ajuda.<\/p>\n<p>      <strong>Banho da Paix\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>      Com a proximidade do feriado da Paix\u00e3o de Cristo, na Sexta-Feira Santa, moradores      de Oliven\u00e7a e Milagres, em Ilh\u00e9us, encenam rituais de prote\u00e7\u00e3o e f\u00e9, apoiados      no poder sagrado das \u00e1guas. Homens e mulheres, imbu\u00eddos de f\u00e9 cat\u00f3lica e fundamentados      em mitos religiosos, se revezam, nos turnos matutino (mulher) e vespertino      (homem), em mergulhos e nados nas praias das citadas localidades, fiados na      cren\u00e7a de que mal algum se abater\u00e1 sobre eles durante o ano inteiro. A origem      do costume \u00e9 discutida, mas sabe-se que a popularidade dos banhos da paix\u00e3o      remonta ao lazer de tribos ind\u00edgenas e povos africanos.<\/p>\n<p>      <strong>Bumba meu boi<\/strong><\/p>\n<p>      A origem do auto do bumba-meu-boi remonta ao s\u00e9culo XVIII, auge do ciclo de      gado. Encenada em tons de s\u00e1tira e de trag\u00e9dia, a dan\u00e7a do boi e do homem      simboliza o contraste entre a intelig\u00eancia e a for\u00e7a bruta, com personagens      aleg\u00f3ricos, enfeitados de adere\u00e7os e em incidentes c\u00f4micos e dram\u00e1ticos, mas      de desfechos alegres. A dan\u00e7a \u00e9 uma invoca\u00e7\u00e3o cr\u00edtica aos desn\u00edveis s\u00f3cio-econ\u00f4micos      entre vaqueiro e patr\u00e3o e tem influ\u00eancia das culturas ind\u00edgena, africana e      portuguesa.<\/p>\n<p>      A principal atra\u00e7\u00e3o \u00e9 mesmo o boi. Consiste em uma arma\u00e7\u00e3o de madeira em forma      de touro, coberta por veludo bordado e cuja arma\u00e7\u00e3o \u00e9 presa a uma saia de      tecido colorido. \u00c9 conduzido por uma pessoa, denominada de miolo do boi. O      bailado, marcado por tambores, pandeiro, zabumba e marac\u00e1s e entoado por cantigas,      encanta tamb\u00e9m pela riqueza de cores e indument\u00e1rias.<\/p>\n<p>      Tamb\u00e9m chamado de Boi Janeiro, Boi Estrela do Mar, Dromed\u00e1rio e Mulinha-de-Ouro,      a encena\u00e7\u00e3o conta uma est\u00f3ria que se passa em uma fazenda, no interior do      pa\u00eds. Um negro vaqueiro, sua mulher cabocla e um homem branco, dono da fazenda      e, portanto, do estimado boi de ra\u00e7a, s\u00e3o as personagens fixas, acompanhadas,      normalmente, pelo Virgulino, o Caipora, o Gigante, o Capataz, o Caboclo Real,      o Capit\u00e3o, o Ca\u00e7ador e o Padre. O Negro Chico, desesperado porque sua esposa      gr\u00e1vida sente desejo de comer a l\u00edngua do estimado boi, resolve roubar o animal.      Em uma das vers\u00f5es, o Pai Chico \u00e9 capturado com o boi adoecido que, ap\u00f3s ser      curado pelo paj\u00e9, revive e come\u00e7a a dan\u00e7ar. Tudo termina em festa e o vaqueiro      \u00e9 perdoado. Na outra vers\u00e3o, o boi morre e seu corpo \u00e9 partilhado.<\/p>\n<p>      Tradi\u00e7\u00e3o no interior do estado, a Festa do Bumba-meu-boi preenche os festejos      natalinos e, em menor incid\u00eancia, o Carnaval e outras festas locais, com dura\u00e7\u00e3o      de cerca de tr\u00eas dias. Cachoeira, Camamu, Canavieiras, Conde, Cruz das Almas,      Ibotirama, Juazeiro, Inhambupe, Jequi\u00e9, Monte Santo, Santo Ant\u00f4nio de Jesus,      S\u00e3o F\u00e9lix, Prado, Jiquiri\u00e7\u00e1, Itacar\u00e9, Nova Vi\u00e7osa e Porto Seguro mant\u00e9m viva      a heran\u00e7a secular de louva\u00e7\u00e3o ao boi.<\/p>\n<p>      <strong>Burrinha<\/strong><\/p>\n<p>      Folguedo popular comum em alguns grupos de Bumba-meu-boi, a burrinha \u00e9, na      verdade, um cavalinho ou burro pequeno em estrutura de madeira e com um furo      central por onde entra o seu condutor. O chamado brincante veste a burrinha,      que fica dependurada sobre seus ombros por tiras no estilo de um suspens\u00f3rio,      como se fosse um balaio na cintura. Com vestimentas coloridas e de estampas      fortes, o homem mascarado dan\u00e7a como se estivesse a cavalgar a burrinha, sempre      acompanhado de viol\u00e3o, ganz\u00e1 e pandeiro. A cabe\u00e7a do animal \u00e9 estilizada em      folhas de flandres. A folia marca as comemora\u00e7\u00f5es do Dia de Reis, no 06 de      janeiro. Muito comum nas cidades de Cruz das Almas, Itaparica, Maragogipe,      Prado e Jiquiri\u00e7\u00e1.<\/p>\n<p>      <strong>Cabe\u00e7orras<\/strong><\/p>\n<p>      Na cidade de Belmonte, os festejos carnavalescos guardam uma peculiaridade;      as chamadas cabe\u00e7orras. Trata-se de foli\u00f5es que saem \u00e0s ruas durante o dia,      trajando m\u00e1scaras coloridas e empunhando um chicote. A novidade chama a aten\u00e7\u00e3o      da crian\u00e7ada, que costuma sair atr\u00e1s do mascarado aos gritos de &#8220;cabe\u00e7orra,      ladr\u00e3o de ovo!&#8221; e express\u00f5es do tipo. O foli\u00e3o se faz de desentendido      at\u00e9 juntar o m\u00e1ximo de crian\u00e7as em sua persegui\u00e7\u00e3o. \u00c9 a\u00ed que ele vira-se para      a molecada e fingi persegu\u00ed-las para chicote\u00e1-las, causando grande alarido      e anima\u00e7\u00e3o. De fato, as Cabe\u00e7orras s\u00e3o uma grande brincadeira, remontando      aos carnavais do passado, onde as populares \u0093caretas\u0094 eram a grande atra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>      <strong>Caboclinhos<\/strong><\/p>\n<p>      Trajados ao melhor estilo ind\u00edgena, com direito a arco e flecha, o grupo entoa      coreografias ritmadas ao som de flautas e p\u00edfanos, remontando aos combates      entre tribos rivais. O bailado prim\u00e1rio n\u00e3o tem enredo ou fio tem\u00e1tico, mas      segue as pancadas das flechas nos arcos, simulando ataques e defesas, endossados      por saltos e troca-p\u00e9s.<\/p>\n<p>      Caboclinhos \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o das dan\u00e7as ind\u00edgenas, comum nos festejos militares      e religiosos. As datas variam de acordo com a localidade, assim como os nomes      dos figurantes &#8211; cacique, caboclo velho, pantale\u00e3o, mestre e contramestre.      Em Itaparica, a festa \u00e9 no dia 07 de janeiro, em celebra\u00e7\u00e3o \u00e0 Independ\u00eancia      local. Em Mucuri, ocorre em 19 de mar\u00e7o, na Festa de S\u00e3o Jos\u00e9. Nas cidades      de Itacar\u00e9, Camamu e Nazar\u00e9, os Caboclinhos se apresentam no dia 02 de julho,      Independ\u00eancia da Bahia.<\/p>\n<p>      <strong>Chegan\u00e7a (Marujada)<\/strong><\/p>\n<p>      Esse bailado popular antigo, de origem portuguesa e que representa a luta      entre mouros e crist\u00e3os, dramatiza as lutas lusitanas e as conquistas mar\u00edtimas.      Trajados de marinheiros e empunhando armas, o bailado simboliza a derrocada      do Islamismo frente \u00e0 superioridade do Catolicismo. Ao final da batalha, os      mouros \u0096 derrotados \u0096 s\u00e3o convertidos e batizados.<\/p>\n<p>      Tamb\u00e9m conhecida como Barquinha ou Nau Catarineta, a Chegan\u00e7a marca os festejos      dos santos padroeiros locais com desfiles do porto at\u00e9 a igreja, entoados      pela bandinha devidamente fardada de marujo. As comemora\u00e7\u00f5es variam de acordo      com a localidade. Em Jacobina, a data \u00e9 m\u00f3vel, quando da Festa de S\u00e3o Benedito,      em seq\u00fc\u00eancia \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es do Divino Esp\u00edrito Santo. Em Alcoba\u00e7a, ocorre      no dia 20 de janeiro, tamb\u00e9m na Festa de S\u00e3o Benedito. Em Prado, na segunda-feira      ap\u00f3s a Semana Santa, igualmente durante as comemora\u00e7\u00f5es de S\u00e3o Benedito. Em      Mucuri, no dia 19 de mar\u00e7o, na festa de S\u00e3o Jos\u00e9.<\/p>\n<p>      <strong>Congos (Congada)<\/strong><\/p>\n<p>      Mescla de heran\u00e7a africana com toques da cultura portuguesa, a \u0093Congada\u0094 representa      a coroa\u00e7\u00e3o dos reis congos, que desfilam mascarados e trajados com fardas      ornamentadas de ouro e diamantes, cercados do bailado dos guerreiros. Sua      origem remonta ao ano de 1482, em um dos Imp\u00e9rios negros mais importantes      de todos os tempos: o Congo. Apesar de imponente, ruiu frente ao poderio das      esquadras portuguesas em guerra pelo territ\u00f3rio, restando ao povo negro, aguerrido      de for\u00e7a e f\u00e9, o t\u00edtulo de Rei de Congo como homenagem em mem\u00f3ria \u00e0 dura batalha.<\/p>\n<p>      No Brasil, est\u00e1 presente desde os tempos de col\u00f4nia, quando os desfiles de      congos eram atra\u00e7\u00e3o principal nas festas organizadas pelas irmandades de escravos,      por ocasi\u00e3o da coroa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica de Reis e Rainhas africanos ou afro-descendentes.      Al\u00e9m da reminisc\u00eancia de rituais africanos, a manifesta\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica somou-se      aos costumes das Congadas lusitanas, que ilustravam as comemora\u00e7\u00f5es de Nossa      Senhora do Porto. A primeira apresenta\u00e7\u00e3o oficial em terras baianas data de      6 de junho de 1760, no Pa\u00e7o do Conselho da cidade de Salvador, em festejo      ao casamento da princesa real, D. Maria I, com D. Pedro III. A tradi\u00e7\u00e3o segue      com for\u00e7a e respaldo em Juazeiro, com adapta\u00e7\u00f5es que o afastam do formato      tradicional, entoando c\u00e2nticos em louvor \u00e0 Virgem do Ros\u00e1rio durante as suas      comemora\u00e7\u00f5es, no \u00faltimo domingo do m\u00eas de outubro.<\/p>\n<p>      <strong>Lamenta\u00e7\u00e3o das      Almas<\/strong><\/p>\n<p>      Manifesta\u00e7\u00e3o no m\u00ednimo curiosa, a Lamenta\u00e7\u00e3o das Almas \u00e9 uma esp\u00e9cie de penit\u00eancia      que se apresenta nas igrejas e cemit\u00e9rios, durante a Quaresma, nos munic\u00edpios      da Chapada Diamantina, em especial Len\u00e7\u00f3is, Andara\u00ed e Mucug\u00ea, e com maior      intensidade durante a Semana Santa. Um grupo de mulheres e homens saem \u00e0s      ruas da cidade, envoltos em len\u00e7\u00f3is brancos e, entoados ao som da matraca,      cantam benditos e fazem paradas obrigat\u00f3rias em frente \u00e0s igrejas, capelas,      cruzeiros e cemit\u00e9rios.<\/p>\n<p>      <strong>Lindro Amor<\/strong><\/p>\n<p>      Lindro Amor \u00e9 um pedit\u00f3rio que se faz em benef\u00edcio das festas de Nossa Senhora      da Purifica\u00e7\u00e3o ou S\u00e3o Cosme e Dami\u00e3o. O cortejo, formado por mulheres, homens      e crian\u00e7as, sai em visita\u00e7\u00e3o \u00e0s casas, rogando sa\u00fade e prosperidade para os      seus donos, professando a esperan\u00e7a de dias melhores e levando algo que simbolize      a devo\u00e7\u00e3o. As mulheres v\u00e3o sempre no meio, vestindo saias de roda estampadas      e chap\u00e9us de palha, enfeitados com tiras coloridas. Elas dan\u00e7am e cantam,      enquanto os homens seguem atr\u00e1s, com cal\u00e7as brancas, batucando o pandeiro,      tocando a viola ou a sanfona. Na frente, as crian\u00e7as animam o saimento, carregando      uma caixa vazia com a imagem dos santos e onde ser\u00e3o depositadas as moedas      para o preparo do caruru, a ser realizado a partir dos pr\u00f3ximos s\u00e1bados at\u00e9      findar o m\u00eas de outubro.<\/p>\n<p>      A tradi\u00e7\u00e3o tem suas origens nos tempos da escravid\u00e3o, quando os senhores de      engenho permitiam que os escravos festejassem. Com o passar do tempo, o Lindro      Amor \u0096 origin\u00e1rio da express\u00e3o colonial portuguesa \u0093Lindo Amor\u0094 \u0096 passou a      ter conota\u00e7\u00f5es religiosas associadas \u00e0s prociss\u00f5es e petit\u00f3rios, que antecedem      os carurus oferecidos aos santos e orix\u00e1s irm\u00e3os. No caso de Nossa Senhora      da Purifica\u00e7\u00e3o, leva-se uma coroa em uma bandeja florida, junto \u00e0 bandeira,      enquanto os participantes entoam c\u00e2nticos acompanhados do pandeiro e tambor.<\/p>\n<p>      Os santos s\u00e3o exibidos em pequenos altares, decorados com papel crepom colorido      e flores. A doa\u00e7\u00e3o \u00e9 volunt\u00e1ria. Ao fim da primeira prociss\u00e3o, as imagens      sacras ficam na casa de um morador antigo e querido da comunidade, e segue      se revezando, de casa em casa, a cada nova vez. Conde, Candeias, Santo Amaro,      S\u00e3o Francisco do Conde e S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Passe s\u00e3o as principais localidades      onde a manifesta\u00e7\u00e3o se faz presente.<\/p>\n<p>      <strong>Maculel\u00ea<\/strong><\/p>\n<p>      Ponto alto dos folguedos populares nas celebra\u00e7\u00f5es profanas, em comemora\u00e7\u00e3o      ao dia de Nossa Senhora da Purifica\u00e7\u00e3o (2 de fevereiro), padroeira de Santo      Amaro, o Maculel\u00ea \u00e9 uma dan\u00e7a de forte express\u00e3o dram\u00e1tica, destinada a participantes      do sexo masculino, que bailam em grupo, batendo as grimas (bast\u00f5es) ao ritmo      dos atabaques e ao som de c\u00e2nticos em dialetos africanos ou em linguagem popular.<\/p>\n<p>      Esta &#8220;dan\u00e7a de porrete&#8221; tem origem Afro-ind\u00edgena &#8211; trazida pelos      escravos e mesclada com tra\u00e7os marcantes da cultura ind\u00edgena -, sa\u00edda dos      canaviais diretamente para a cidade. Homens \u00e1geis e fortes, munidos de bast\u00f5es      de madeira de lei com cerca de 60 a 70cm e dividido aos pares, bailam, batendo      os porretes uns contra os outros ao final de cada frase entoada pelo coro.      O chefe do grupo, munido de um bast\u00e3o maior, d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 coreografia, batendo      nas batutas dos demais participantes, que prontamente se defendem, formando      um \u0093X\u0094 ao encontro dos dois peda\u00e7os de madeira. Alguns grupos fazem uso de      fac\u00f5es e tochas de fogo ou &#8220;ti\u00e7\u00f5es&#8221;, retirados na hora de uma fogueira      que fica no meio da roda, junto aos dan\u00e7arinos.<\/p>\n<p>      A data de apresenta\u00e7\u00e3o varia, mas as exibi\u00e7\u00f5es sempre acontecem durante a      festa de Nossa Senhora da Purifica\u00e7\u00e3o e no Bemb\u00e9 do Mercado, realizado em      maio, nos festejos pela Aboli\u00e7\u00e3o da Escravatura. Tradi\u00e7\u00e3o mantida h\u00e1 mais      de cem anos na cidade de Santo Amaro da Purifica\u00e7\u00e3o, Rec\u00f4ncavo baiano.<\/p>\n<p>      <strong>Mandus<\/strong><\/p>\n<p>      Com uma peneira sobre a cabe\u00e7a e um cabo de vassoura coberto por len\u00e7ol branco      atravessado nas costas, o grupo de foli\u00f5es percorre as ruas de Belmonte, durante      as celebra\u00e7\u00f5es carnavalescas, provocando enorme alvoro\u00e7o, especialmente sobre      a crian\u00e7ada, assustada com o aspecto fantasmag\u00f3rico dos fanfarr\u00f5es. A indument\u00e1ria      alarga os ombros por conta da vassoura e, gra\u00e7as ao len\u00e7ol colocado por cima      e cobrindo os rostos, transforma os fantasiados em verdadeiras assombra\u00e7\u00f5es,      que saem \u00e0s ruas brincando com os passantes e animando o Carnaval.<\/p>\n<p>      <strong>Puxada de Mastro<\/strong><\/p>\n<p>      Tradicional cerim\u00f4nia em louva\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Sebasti\u00e3o, a Puxada de Mastro re\u00fane      caboclos, negros e brancos ao redor de um grande tronco de madeira, erguido      em frente \u00e0 igreja. Um grupo de homens parte para a floresta Atl\u00e2ntica logo      cedo, \u00e0s 6 da manh\u00e3, derruba uma grande \u00e1rvore, arrasta o tronco at\u00e9 a pra\u00e7a      da cidade, transforma-o em mastro e finca, no seu topo, o estandarte de S\u00e3o      Sebasti\u00e3o para, ent\u00e3o, ergu\u00ea-lo diante da igreja, em plena pra\u00e7a municipal.<\/p>\n<p>      Evento importante no calend\u00e1rio da Est\u00e2ncia Hidromineral de Oliven\u00e7a, em Ilh\u00e9us,      a Puxada de Mastro em homenagem a S\u00e3o Sebasti\u00e3o tem in\u00edcio com a Bandeira      do Esp\u00edrito Santo, que todo ano recolhe donativos para efem\u00e9rides. Reza a      cren\u00e7a que grandes calamidades e trag\u00e9dias se abater\u00e3o se o povo n\u00e3o substituir      o mastro \u00e0 entrada da Igreja de Nossa Senhora da Escada.<\/p>\n<p>      Esp\u00e9cie de penit\u00eancia em que se clama, aos santos, prote\u00e7\u00e3o contra todos os      males que afligem a humanidade, a Puxada de Mastro remonta ao per\u00edodo colonial,      como resultado da cristianiza\u00e7\u00e3o de um ritual ind\u00edgena. Os nativos das diversas      tribos encenavam jogos, cerim\u00f4nias e ritos com toras de madeira, at\u00e9 que os      jesu\u00edtas, para atrair novos adeptos \u00e0 religi\u00e3o Crist\u00e3, transformaram a antiga      tradi\u00e7\u00e3o na festa do mastro com a bandeira de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, em especial na      regi\u00e3o sul e extremo sul da Bahia.<\/p>\n<p>      Principal manifesta\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica da regi\u00e3o, a festa atrai grande n\u00famero de      seguidores ao som entoado por tambores, flauta e cantigas ind\u00edgenas. Em Ilh\u00e9us,      os festejos ao santo padroeiro ocorrem sempre no segundo domingo de janeiro.      Celebrado tamb\u00e9m em Prado, no dia 20 de janeiro; em Trancoso, com festejo      duplo dias 19 e 20 do citado m\u00eas; e em Alcoba\u00e7a, com direito a uma semana      de louva\u00e7\u00e3o, de 31 de dezembro a 6 de janeiro.<\/p>\n<p>      <strong>Terno de Reis<\/strong><\/p>\n<p>      Com indument\u00e1rias vistosas, ornamentadas com areia brilhante, mi\u00e7angas e diversos      detalhes, os foli\u00f5es de Reis encenam atos e entoam cantorias em louva\u00e7\u00e3o \u00e0      divindade de Cristo, quando agraciado e adorado pelos Tr\u00eas Reis Magos, sob      a guia da Estrela de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>      Celebrado tanto nos festejos natalinos quanto no dia de Reis, em 6 de janeiro,      o Terno percorre as ruas durante a noite, visitando as casas ao som de viola,      caixa e pandeiro, pregando tempos de f\u00e9 e candura. Tradi\u00e7\u00e3o seguida \u00e0 risca      nas cidades de Alcoba\u00e7a, Barreiras, Conde, Jacobina, Len\u00e7\u00f3is, Morro do Chap\u00e9u,      Mucuri, Palmeiras, Porto Seguro, S\u00e3o F\u00e9lix, Santo Ant\u00f4nio de Jesus e Vit\u00f3ria      da Conquista.<\/p>\n<p>      <strong>Tran\u00e7a Fitas<\/strong><\/p>\n<p>      Tradi\u00e7\u00e3o na cidade de Cachoeira, Tran\u00e7a Fitas \u00e9 uma dan\u00e7a sincronizada de      meninas em volta de um mastro todo enfeitado por fitas coloridas. Umas das      meninas \u00e9 a eleita para carregar o estandarte com a inscri\u00e7\u00e3o &#8220;tran\u00e7a      fitas&#8221;, enquanto as demais bailam em c\u00edrculo, ao redor do mastro, onde      est\u00e3o presas as extremidades de 12 fitas de cores diferentes.<\/p>\n<p>      Cada ponta \u00e9 segura por uma mo\u00e7oila, que dan\u00e7a ao seu redor, tran\u00e7ando-se      com as outras fitas em uma coreografia marcada por tocadores de caixa, saxofone,      trompete e trombone. Metade circula em um sentido e a outra metade segue n\u0092outro,      enquanto as fitas v\u00e3o-se entrela\u00e7ando at\u00e9 o meio do mastro, quando, ent\u00e3o,      recome\u00e7am a executar o movimento no sentido inverso. O Tran\u00e7a Fitas (ou pau-de-fitas)      possui similares nas cidades de Rio de Contas e Andara\u00ed, na Chapada Diamantina.<\/p>\n<p>      <strong>Zambiapunga<\/strong><\/p>\n<p>      Heran\u00e7a africana, o Zambiapunga \u00e9 um cortejo de homens mascarados, trajados      com roupas coloridas e feitas com panos e papeis de seda, que saem \u00e0s ruas      durante a madrugada, dan\u00e7ando e acordando a cidade ao som ecoante de enxadas,      tambores, cu\u00edcas e b\u00fazios gigantes, usados como instrumento de percuss\u00e3o.<\/p>\n<p>      Zambiapunga vem de Zamiapombo, Deus supremo do Candombl\u00e9. Inicialmente uma      cerim\u00f4nia para afugentar os maus esp\u00edritos com utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e1scaras, a manifesta\u00e7\u00e3o      chegou ao estado atrav\u00e9s dos negros bantos, escravizados na regi\u00e3o do Congo-Angola      e trazidos para c\u00e1 para trabalhar no plantio dos canaviais do Rec\u00f4ncavo e      de grandes extens\u00f5es de dendezeiros no litoral do Baixo-Sul. N\u00e3o \u00e0 toa, a      regi\u00e3o concentra forte express\u00e3o do costume folcl\u00f3rico, em especial nas cidades      de Nilo Pe\u00e7anha, Valen\u00e7a, Tapero\u00e1 e Cairu. Em Nilo Pe\u00e7anha, onde a tradi\u00e7\u00e3o      \u00e9 mais forte, a festa acontece, tradicionalmente, na madrugada de 1\u00ba de novembro,      dia de Todos os Santos e v\u00e9spera de Finados.<\/p>\n<h2>      Capoeira<\/h2>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-086.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"272\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      <strong>A luta<\/strong><\/p>\n<p>      Mistura de dan\u00e7a com luta, a Capoeira tem sua origem na \u00c1frica, trazida ao      Brasil pelas m\u00e3os dos escravos, como forma de defesa. Ao som ritmado e bem      marcado do berimbau de barriga, caxixi, atabaque, pandeiro e reco-reco, dois      participantes ensaiam coreografias sincronizadas, gingadas de perna, bra\u00e7os,      m\u00e3os, p\u00e9s, cabe\u00e7a e ombros. O repert\u00f3rio abrange chutes e piruetas cheios      de molejo, mal\u00edcia e manemol\u00eancia.<\/p>\n<p>      Existem duas vertentes: a Capoeira de Angola e a Regional. Mestre Pastinha      \u00e9 o grande precursor da primeira, e Mestre Bimba, da Regional, diferenciada      pela introdu\u00e7\u00e3o de golpes \u0093ligados\u0094 e \u0093cinturados\u0094. A chamada Roda de Capoeira      divide-se entre lutadores e instrumentistas, respons\u00e1veis pelo tom e marca\u00e7\u00e3o      dos capoeiristas. O berimbau \u00e9 a alma da batucada, entoando e guiando o ritmo      da apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>      A mais popular manifesta\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica do estado encontra eco no mundo inteiro.      A Capoeira \u00e9 pr\u00e1tica difundida por todos os cantos; atraente para os \u0093gringos\u0094      e dominada com maestria pelo baiano. A manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 mais forte em Salvador,      Cachoeira, Mata de S\u00e3o Jo\u00e3o, Santo Amaro, S\u00e3o F\u00e9lix, Feira de Santana, Maragojipe      e Nazar\u00e9.<\/p>\n<p>      <strong>Hist\u00f3ria e tradi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>      Diferente do que muitos imaginam, os negros n\u00e3o aceitaram pacificamente o      cativeiro. A hist\u00f3ria est\u00e1 repleta de exemplos, como a Revolta dos Mal\u00eas e      das v\u00e1rias rebeli\u00f5es registradas ao longo do s\u00e9culo XIX, principalmente na      Bahia. A Capoeira \u00e9 um dos s\u00edmbolos da resist\u00eancia do povo africano. N\u00e3o se      conseguiu ainda comprovar cientificamente a sua origem no Brasil.<\/p>\n<p>      Mas, provavelmente, a luta tem suas ra\u00edzes na luta que os escravos de origem      banto trouxeram para o Brasil. Eles habitavam a regi\u00e3o da \u00c1frica Austral,      hoje Angola. Desenvolvida e aperfei\u00e7oada como forma de defesa nos quilombos      &#8211; comunidades organizadas pelos negros fugitivos, em locais de dif\u00edcil acesso-,      a Capoeira foi sendo ensinada aos cativos pelos escravos fugidos, que eram      capturados e retornavam aos engenhos.<\/p>\n<p>      Como os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo      de luta, os movimentos da Capoeira foram adaptados com c\u00e2nticos e m\u00fasicas      africanas, para ser confundida com uma dan\u00e7a. Como o candombl\u00e9, que era cercado      de mist\u00e9rios, a Capoeira constituiu-se em uma forma de resist\u00eancia cultural      e f\u00edsica dos escravos brasileiros. A pr\u00e1tica da Capoeira ocorria em terreiros      pr\u00f3ximos \u00e0s senzalas e tinha como fun\u00e7\u00f5es principais a manuten\u00e7\u00e3o da cultura      e da sa\u00fade f\u00edsica, al\u00e9m de al\u00edvio do estresse do trabalho. Muitas vezes, as      lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na \u00e9poca de capoeira      ou capoeir\u00e3o. Por isso, a luta recebeu este nome.<\/p>\n<p>      Do campo para a cidade, a luta ganhou a mal\u00edcia dos chamados \u0093negros de ganho\u0094      e dos frequentadores da zona portu\u00e1ria. Em Salvador, capoeiristas organizados      em bandos provocavam arrua\u00e7as nas festas populares e refor\u00e7avam o temor das      autoridades da \u00e9poca. At\u00e9 1930, a pr\u00e1tica da Capoeira foi proibida no Brasil.      A pol\u00edcia recebia orienta\u00e7\u00f5es para prender os capoeiristas que praticavam      a luta. Nesse ano, um dos mais importantes capoeirista brasileiros, Mestre      Bimba, apresentou ao ent\u00e3o presidente Get\u00falio Vargas uma varia\u00e7\u00e3o mais ligth      da luta. O presidente gostou tanto que a transformou em esporte nacional brasileiro.      De l\u00e1 para c\u00e1, a Capoeira Angola aperfei\u00e7oou-se na Bahia mantendo fidelidade      \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es, gra\u00e7as principalmente a Mestre Pastinha, que jogou Capoeira      at\u00e9 os 79 anos, formando gera\u00e7\u00f5es inteiras de capoeiristas de Angola.<\/p>\n<p>      <strong>Principais golpes<\/strong><\/p>\n<p>      A Capoeira \u00e9 um di\u00e1logo de corpos. O vencedor \u00e9 aquele que n\u00e3o obteve resposta      do parceiro. Na forma amistosa, ou seja, na roda de capoeira, o jogo \u00e9, verdadeiramente,      um di\u00e1logo de corpos. Dois capoeiristas se benzem ao p\u00e9 do berimbau e iniciam      um lento bal\u00e9 de perguntas e respostas corporais, at\u00e9 que um terceiro entre      no jogo, e assim sucessivamente, at\u00e9 que todos participem.<\/p>\n<p>      Mas um elemento b\u00e1sico da Capoeira de Angola, a mal\u00edcia ou mandinga, pode      torn\u00e1-la muito perigosa. A malandragem consiste num jogo de faz que vai e      n\u00e3o vai, retira-se e volta rapidamente; uma ginga de corpo que engana o advers\u00e1rio      faz o diferencial da Capoeira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras artes marciais. Essa \u00e9      uma caracter\u00edstica que n\u00e3o se aprende apenas treinando.<\/p>\n<p>      A Capoeira possui tr\u00eas estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo      musical de acompanhamento. Al\u00e9m da Capoeira de Angola, outra varia\u00e7\u00e3o \u00e9 a      chamada Capoeira Regional. Este estilo se caracteriza pela mistura da mal\u00edcia      da Capoeira de Angola com o jogo r\u00e1pido de movimentos, ao som do berimbau.      Os golpes s\u00e3o r\u00e1pidos e secos, sendo que as acrobacias n\u00e3o s\u00e3o utilizadas.<\/p>\n<p>      Diferente, portanto, da Angola, cujos elementos principais s\u00e3o o ritmo musical      lento, golpes jogados mais baixos (pr\u00f3ximos ao solo) e muita mal\u00edcia. J\u00e1 o      terceiro tipo de Capoeira \u00e9 o contempor\u00e2neo, que une um pouco dos dois primeiros      estilos. Este \u00e9 o mais praticado na atualmente.<\/p>\n<p>      <strong>Suas varia\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>      A viol\u00eancia dos golpes da Capoeira n\u00e3o deixa espa\u00e7o para meio termo: ou luta-se      Capoeira de verdade ou apenas simula-se um jogo. Os mais puristas n\u00e3o admitem      a possibilidade de enquadr\u00e1-la em regras esportivas. Para eles, quem assim      o faz est\u00e1 sendo leviano ou n\u00e3o conhece de fato a arte da Capoeira. Para outros,      no entanto, o jogo deve evoluir, como todas as artes marciais. A Capoeira      de Angola, a mais tradicional, tem um n\u00famero pequeno de golpes. Mas estes      podem atingir uma harmoniosa complexidade, atrav\u00e9s de suas varia\u00e7\u00f5es. Assim      como a m\u00fasica, que conta sete notas, a Capoeira tem diversas varia\u00e7\u00f5es apoiadas      em sete golpes principais: Cabe\u00e7ada, Rasteira, Rabo de Arraia, Chapa de Frente,      Chapa de Costas, Meia Lua e Cutilada de M\u00e3o.<\/p>\n<p>      A Capoeira \u00e9 a \u00fanica modalidade de luta marcial que se faz acompanhada por      instrumentos musicais. No in\u00edcio, esse acompanhamento era feito apenas com      palmas e toques de tambores. Posteriormente, foi introduzido o berimbau, instrumento      composto de uma haste tensionada por um arame, tendo por caixa de resson\u00e2ncia,      uma caba\u00e7a cortada. O som \u00e9 obtido percutindo-se uma haste no arame; pode-se      variar o som abafando-se o som da caba\u00e7a e (ou) encostando uma moeda de cobre      no arame; complementa o instrumento o caxixi, uma cestinha de vime com sementes      secas no seu interior.<\/p>\n<p>      O berimbau era um instrumento usado inicialmente por vendedores ambulantes      para atrair fregueses, mas tornou-se instrumento s\u00edmbolo da Capoeira, por      conduzir o jogo com o seu timbre peculiar. Os ritmos s\u00e3o em compasso bin\u00e1rio      e os andamentos &#8211; lento, moderado e r\u00e1pido &#8211; s\u00e3o indicados pelos toques do      berimbau. Entre os mais conhecidos est\u00e3o o S\u00e3o Bento Grande, o S\u00e3o Bento Pequeno      (mais r\u00e1pido), Angola, Santa Maria, o toque de Cavalaria (que servia para      avisar da chegada da pol\u00edcia), o Amazonas e o Luna. Numa roda de angoleiros      o conjunto r\u00edtmico completo \u00e9 composto por tr\u00eas berimbaus (um grave &#8211; Gunga;      um m\u00e9dio e um agudo &#8211; Viola); dois pandeiros; um reco-reco; um agog\u00f4 e um      atabaque. A parte musical tem ainda ladainhas que s\u00e3o cantadas e repetidas      em coro por todos na roda. Um bom capoeirista tem obriga\u00e7\u00e3o de saber tocar      e cantar os temas da Capoeira.<\/p>\n<h2>      Monumentos Hist\u00f3ricos<\/h2>\n<p>      <strong>Monumento ao 2      de Julho<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-087.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"300\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      O majestoso monumento, erigido em homenagem \u00e0 Independ\u00eancia da Bahia, localiza-se      no Largo do Campo Grande e tem como s\u00edmbolo principal &#8220;O Caboclo&#8221;,      que representa um ato de afirma\u00e7\u00e3o de identidade, nacionalidade e liberdade.      Comp\u00f5e o monumento um pedestal de m\u00e1rmore de Carrara, formado por dois corpos      e escadarias do mesmo material.<\/p>\n<p>      Assentado sobre o pedestal, ergue-se uma elegante coluna de bronze, da ordem      corintia, encimada garbosamente pela figura de um \u00edndio armado de arco e flecha,      simbolizando o Brasil. Medindo exatos vinte e cinco metros e oitenta e seis      cent\u00edmetros, o Monumento ostenta alegorias, s\u00edmbolos e quadros que representam      batalhas campais, nomes dos her\u00f3is que trabalharam em prol de nossa emancipa\u00e7\u00e3o,      os principais rios da Bahia: &#8220;o S\u00e3o Francisco&#8221; e &#8220;o Paragua\u00e7u&#8221;      &#8211; &#8220;a Cachoeira de Paulo Afonso&#8221; e outras tantas representa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>      O monumento possui, em seu per\u00edmetro, um passeio de m\u00e1rmore de Carrara formado      por mosaicos em variadas cores, fechado por um gradil de ferro fundido, onde      figuram, em baixo relevo, as armas da Rep\u00fablica e da Cidade. Um segundo passeio,      com orla de cantaria e mosaicos em m\u00e1rmore preto, cinza e branco circula o      anterior, onde foram montados oito bem trabalhados candelabros em ferro fundido,      com sete metros de altura, encimados por quatro grandes globos redondos.<\/p>\n<p>      <strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>      Pra\u00e7a 2 de Julho \u0096 Campo Grande<\/p>\n<h2>      Pal\u00e1cios e Solares<\/h2>\n<p>      Al\u00e9m das igrejas, os portugueses marcaram a arquitetura baiana com a constru\u00e7\u00e3o      de pal\u00e1cios e solares que formam o conjunto mais opulento de arquitetura antiga      existente no Brasil.<\/p>\n<p>      Al\u00e9m das igrejas, os portugueses marcaram a arquitetura baiana com a constru\u00e7\u00e3o      de pal\u00e1cios, solares, casas de luxo e casas de simples resid\u00eancias, muitas      de porta e janela, mas que formam o conjunto mais opulento de arquitetura      antiga existente no Brasil.<\/p>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-088.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"333\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      <strong>Alf\u00e2ndega<\/strong><\/p>\n<p>      Localizada na Pra\u00e7a Cair\u00fa, ao lado do Mercado Modelo, o pr\u00e9dio da Alf\u00e3ndega      foi constru\u00edda no meado do s\u00e9culo XIX. Impressiona pela amplitude e solidez.      Sua forma rotunda \u00e9 muito apreciada.<\/p>\n<p>      <strong>Antiga Casa de      Ora\u00e7\u00e3o dos Ter\u00e9zios<\/strong><\/p>\n<p>      Data possivelmente do s\u00e9culo XVIII. Atualmente, \u00e9 resid\u00eancia particular. Ladeira      Mau\u00e1, 47.<\/p>\n<p>      <strong>C\u00e2mara dos Vereadores<\/strong><\/p>\n<p>      Constru\u00edda em meados do s\u00e9culo XVII para abrigar a C\u00e2mara dos Homens Bons,      ainda mant\u00e9m sua fachada original. No s\u00e9culo XVIII, funcionava tamb\u00e9m como      cadeia da cidade. Parte do pr\u00e9dio j\u00e1 abrigou a Prefeitura Municipal. Hoje,      \u00e9 a sede da C\u00e2mara dos Vereadores.<\/p>\n<p>      <strong>Casa dos 7 Candieiros<\/strong><\/p>\n<p>      Constru\u00edda no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, seu primitivo nome foi Casa dos Ximenez,      porque nela morou o Mestre de Campo, D. Alonso Ximenez de Almiron. Foi sempre      resid\u00eancia de fam\u00edlias ricas, mas atualmente \u00e9 sede de \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico.<\/p>\n<p>      <strong>Casa Dos Azulejos<\/strong><\/p>\n<p>      Localizada na Pra\u00e7a Cair\u00fa, foi constru\u00edda no s\u00e9culo XIX, com fachada revestida      de bel\u00edssimos, azulejos.<\/p>\n<p>      <strong>Casa Pia dos \u00d3rf\u00e3os      de S\u00e3o Joaquim<\/strong><\/p>\n<p>      Localizado na Av. Jequitaia, o pr\u00e9dio foi constru\u00eddo no inicio do s\u00e9culo XIII,      para servir ao Noviciado da Anuncia\u00e7\u00e3o da Companhia de Jesus. Em 1825, D.      Jo\u00e3o VI doou esta casa aos \u00f3rf\u00e3os desamparados, do Irm\u00e3o Joaquim \u0096 Jo\u00e3o Francisco      Livramento, o Ap\u00f3stolo da Caridade. Hoje \u00e9 ocupado pelo Col\u00e9gio de S\u00e3o Joaquim      e pertence ao Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>      <strong>Elevador Lacerda<\/strong><\/p>\n<p>      As quatros cabines do maior elevador p\u00fablico do mundo interligam os 72 metros      da pra\u00e7a Tom\u00e9 de Souza, na cidade alta, \u00e0 pra\u00e7a Cairu, na cidade baixa. O      sobe-e-desce carrega 28 mil passageiros, dura 30 segundos. Inaugurado em 1873,      foi planejado e constru\u00eddo pelo comerciante Ant\u00f4nio Francisco de Lacerda.<\/p>\n<p>      <strong>Funda\u00e7\u00e3o Casa      de Jorge Amado<\/strong><\/p>\n<p>      Inaugurada em 7 de mar\u00e7o de 1987, funciona at\u00e9 hoje em dois casar\u00f5es situados      no cora\u00e7\u00e3o do Largo do Pelourinho. O espa\u00e7o cultural &#8211; criado para preservar,      estudar e expor o trabalho do grande romancista baiano \u0096 re\u00fane, em seus quatro      andares, todo o arquivo das obras de Jorge Amado (livros publicados em 60      pa\u00edses dos cinco continentes, filmes, fitas de v\u00eddeo e fotografias, al\u00e9m de      cartazes e objetos relacionados a vida e \u00e0s produ\u00e7\u00f5es do escritor). H\u00e1, tamb\u00e9m,      obras da esposa do romancista, Z\u00e9lia Gattai.<\/p>\n<p>      <strong>Gabinete Portugu\u00eas      de Leitura<\/strong><\/p>\n<p>      Fundado em 1863, com o objetivo de divulgar a cultura lusitana da Bahia, foi      constru\u00eddo em 1917 por art\u00edfices portugueses, sendo o \u00fanico em estilo neomanuelino      no estado. Na sua fachada, encontram se as est\u00e1tuas do infante Dom Henrique      e de Luiz Vaz de Cam\u00f5es e, em dois medalh\u00f5es, v\u00eaem-se tamb\u00e9m as ef\u00edgies de      Pedro \u00c1lvares Cabral e Vasco da Gama.<\/p>\n<p>      <strong>Instituto Geogr\u00e1fico      e Hist\u00f3rico da Bahia<\/strong><\/p>\n<p>      Foi inaugurado em 2 de julho de 1923, por ocasi\u00e3o das comemora\u00e7\u00f5es do centen\u00e1rio      da Independ\u00eancia da Bahia. Abriga preciosidades como uma biblioteca de 15      mil volumes, pinacoteca com 168 telas, comendas e condecora\u00e7\u00f5es significativas      da hist\u00f3ria da Bahia e do Brasil.<\/p>\n<p>      <strong>Mercado Modelo<\/strong><\/p>\n<p>      A constru\u00e7\u00e3o de 1861, localizada na Pra\u00e7a Cayru, apresenta uma rotunda ao      fundo, onde atracavam os navios para descarregar mercadorias na Alf\u00e2ndega,      ocupa\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio na \u00e9poca. O mercado passou a funcionar no pr\u00e9dio em 1971      e, 13 anos depois, pegou fogo e foi reformado. Hoje, tem 259 boxes com o que      h\u00e1 de melhor em termos de artesanato nordestino (batas, toalhas de renda,      redes, balangand\u00e3s e patu\u00e1s), dois restaurantes (Camafeu de Ox\u00f3ssi e Maria      de S\u00e3o Pedro), al\u00e9m de bares com bebidas t\u00edpicas e tira-gosto. A rotunda,      por sua vez, passou a funcionar como palco de rodas de capoeira e apresenta\u00e7\u00f5es      de cantadores e repentistas.<\/p>\n<h2>      Outros solares e pr\u00e9dios antigos<\/h2>\n<p>      <strong>Casa Ruy Barbosa\u00a0<\/strong>no      fim da rua Ruy Barbosa, constru\u00edda possivelmente no per\u00edodo colonial (S\u00e9culo      XIII). Nela nasceu o grande jurista baiano.<\/p>\n<p>      <strong>Casa da C\u00e2mara\u00a0<\/strong>a      Pra\u00e7a Tom\u00e9 de Souza.Nasceu com a funda\u00e7\u00e3o da Cidade em 1549. A atual constru\u00e7\u00e3o      data do meado do S\u00e9culo XVIII. A sua fachada foi remodelada em 1883. Ali funciona      a C\u00e2mara de Vereadores e tamb\u00e9m o Prefeito de Expediente. \u00c9 mais conhecida      como a sede da Prefeitura de Salvador.<\/p>\n<p>      <strong>Solar Itapicuru      de Cima\u00a0<\/strong>na Pra\u00e7a      dos Veteranos, em frente ao Corpo de Bombeiros. Constru\u00e7\u00e3o do in\u00edcio do S\u00e9culo      XVIII. Foi seu 1\u00ba propriet\u00e1rio Manuel de Oliveira Mendes, por via sucess\u00f3ria      passou este solar ao seu neto o 1\u00ba Bar\u00e3o a Itapicuru. Not\u00e1veis s\u00e3o os azulejos      em relevo de sua fachada.<\/p>\n<p>      <strong>Po\u00e7o do Saldanha\u00a0<\/strong>na      Rua Guedes de Brito,14. Constru\u00eddo no in\u00edcio do S\u00e9culo XVIII, pela Fam\u00edlia      Guedes Brito, era esse solar conhecido por \u0093Casa da Ponte\u0094. Passou este solar      para os Saldanhas, desde o casamento de Joana Guedes da Gama. Possui bel\u00edssima      portada estilo barroco espanhol, \u00fanica no Brasil.Hoje \u00e9 sede do Liceu de Artes      e Of\u00edcios.<\/p>\n<p>      <strong>Casa Brazonada<\/strong>\u00a0no      Cruzeiro de S\u00e3o Francisco, 8. Data do fim do S\u00e9culo XVI e possui uma portada      do S\u00e9culo XVII com Arag\u00f5es Pereirs (descendentes da Casa da Torre). Neste      velho pal\u00e1cio brazonado nasceu o c\u00e9lebre escritor baiano Greg\u00f3rio de Matos.<\/p>\n<p>      <strong>Solar N\u00b0 6 da      rua In\u00e1cio Acioli<\/strong>\u00a0constru\u00e7\u00e3o      do in\u00edcio do S\u00e9culo XIII \u00e9 um dos poucos que ainda apresenta senzalas. Possui      um belo lance de escada e ai funciona a sede do Centro Automobil\u00edstico da      Bahia.<\/p>\n<p>      <strong>Semin\u00e1rio de S\u00e3o      Damaso<\/strong>\u00a0na rua do      Bispo, 29. Casa muito interessante que data do S\u00e9culo XIX o c\u00f4nego Jos\u00e9 Teles      de Menezes legou por testamento esta resid\u00eancia para o Semin\u00e1rio Arquiepiscopal.<\/p>\n<p>      <strong>Casa N\u00b0 20<\/strong>\u00a0na      Portas do Carmo, um dos sobrados coloniais mais interessantes da Ladeira do      Pelourinho. Ali viveu, alguns anos, Jorge Amado, onde escreveu seus primeiro      romances.<\/p>\n<p>      <strong>Casa das 7 Mortes<\/strong>\u00a0na      Ladeira do Passo, n} 24. Constru\u00e7\u00e3o do S\u00e9culo XVIII com revestimento de azulejos      na fachada (S\u00e9culo XIX). Diversas vers\u00f5es chegaram at\u00e9 os nossos dias, sobre      a lenda que conta terem-se verificado sete assassinatos nesta casa.<\/p>\n<p>      <strong>Solar do Sodr\u00e9<\/strong>\u00a0a      Ladeira do Sodr\u00e9, 43. Constru\u00eddo no in\u00edcio do S\u00e9culo XVII, por Jer\u00f4nimo Sodr\u00e9      Pereira. Personagens do passado nasceram, viveram e morreram neste solar.      Nele faleceu o poeta Castro Alves. Hoje funciona ali Col\u00e9gio Ipiranga.<\/p>\n<p>      <strong>Solar da Jaqueira<\/strong>\u00a0na      Ladeira da Jaqueira, 26. Constru\u00e7\u00e3o do S\u00e9culo XVIII, com algumas reformas      do S\u00e9culo XIX. Hoje \u00e9 atelier do pintor Carlos Bastos.<\/p>\n<p>      <strong>Pal\u00e1cio Arquiepiscopal<\/strong><\/p>\n<p>      Situado na Pra\u00e7a da S\u00e9, foi constru\u00eddo em 1708, pelo arcebispo da Bahia, D.      Sebasti\u00e3o Monteiro de Vide. Durante mais de dois s\u00e9culos foi Pal\u00e1cio Residencial      dos Primazes do Brasil. Possui interessante portada do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>      <strong>Pal\u00e1cio da Aclama\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>      Anexo ao Passeio P\u00fablico, o antigo Palacete dos Morais (inaugurado em 1917)      \u00e9 decorado com belos pain\u00e9is emoldurados, guirlandas, la\u00e7os e medalh\u00f5es, pintados      por Presciliano Silva. Seu acervo \u00e9 composto de mobili\u00e1rios nos estilos D.      Jos\u00e9 e Lu\u00eds XV, porcelanas, cristais, bronzes, tapetes persas e franceses      e telas de pintores famosos. Mistura o estilo renascentista italiano com o      neocl\u00e1ssico franc\u00eas. At\u00e9 hoje, mant\u00e9m inalteradas as caracter\u00edsticas da decora\u00e7\u00e3o      do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, como cristais, os candelabros e os moveis.<\/p>\n<p>      <strong>Pal\u00e1cio da Associa\u00e7\u00e3o      Comercial<\/strong><\/p>\n<p>      Conclu\u00edda em 1817, \u00e9 uma das constru\u00e7\u00f5es pioneiras de estilo neocl\u00e1ssico da      Bahia, com influ\u00eancia inglesa. Suas quatro colunas, escadaria externa, decora\u00e7\u00e3o,      compostas de guirlandas, al\u00e9m de duas portadas em m\u00e1rmore, com inscri\u00e7\u00f5es      em mem\u00f3ria de D. Jo\u00e3o VI, rei de Portugal, formam um conjunto imponente, embelezando      a pra\u00e7a Riachuelo. Os amplos e luxuosos sal\u00f5es do pr\u00e9dio exibem uma valiosa      pinacoteca. As coluna d\u00f3ricas anunciam o imenso sal\u00e3o nobre, na entrada principal,      onde se destacam as cortinas de veludo vermelho, a mob\u00edlia da jacarand\u00e1 e      o teto, alt\u00edssimo da sala principal. A linha Adms do estilo neocl\u00e1ssico ingl\u00eas      \u00e9 uma das raridades arquitet\u00f4nicas do Brasil. O pr\u00e9dio tem duas fachadas.<\/p>\n<p>      <strong>Pal\u00e1cio de Ondina<\/strong><\/p>\n<p>      Bonito, espa\u00e7oso e de decora\u00e7\u00e3o discreta, o Pal\u00e1cio de Ondina, foi constru\u00eddo      no in\u00edcio da d\u00e9cada de 60 para servir de resid\u00eancia de ver\u00e3o dos governadores.      Ap\u00f3s sucessivas reformas e amplia\u00e7\u00f5es, o Pal\u00e1cio de Ondina \u00e9 hoje a resid\u00eancia      oficial do governador. L\u00e1, encontram-se diversos objetos de arte, como vasos      chineses, pe\u00e7as de prata e tapetes persas.<\/p>\n<p>      <strong>Pal\u00e1cio de ver\u00e3o      dos Arcebispos<\/strong><\/p>\n<p>      Situado no Largo da Penha, na ponta da pen\u00ednsula de Itapagipe, o pr\u00e9dio l\u00e9      ligado por por um passadi\u00e7o \u00e0 Igreja de Nossa Senhora da Penha. Sua constru\u00e7\u00e3o      data do S\u00e9culo XIII.<\/p>\n<p>      <strong>Pal\u00e1cio Rio Branco<\/strong><\/p>\n<p>      Constru\u00eddo inicialmente de taipa e barro, serviu para abrigar, em 1549, o      governador-geral do Brasil, Tom\u00e9 de Sousa, e o centro de administra\u00e7\u00e3o do      reino de Portugal. Chamado ent\u00e3o de Casa do Governo, passou tamb\u00e9m a funcionar      como quartel e pris\u00e3o, esteve envolvido em motins populares, foi sede da Rep\u00fablica      Baiana de 1937, hospedou figuras portuguesas ilustres, serviu de resid\u00eancia      provis\u00f3ria a D. Pedro II e sofreu inc\u00eandios e bombardeios como o de 1912,      que tornaram necess\u00e1ria a sua reconstru\u00e7\u00e3o. Reinaugurado em 1919 \u0096 quando      ganhou o nome de Pal\u00e1cio Rio Branco -, permaneceu como centro de decis\u00f5es      do Estado at\u00e9 1979. Durante os quatro anos seguintes, abrigou a administra\u00e7\u00e3o      da Prefeitura Municipal de Salvador e, posteriormente, a sede do \u00f3rg\u00e3o estadual      de turismo.<\/p>\n<p>      Em 1983, o pal\u00e1cio estava totalmente degradado em fun\u00e7\u00e3o da falta de manuten\u00e7\u00e3o      e, no ano seguinte, decide-se fazer uma restaura\u00e7\u00e3o completa do pr\u00e9dio. Hoje,      abriga a Funda\u00e7\u00e3o Pedro Calmon e o Memorial dos Governadores. Neste \u00faltimo      local, o visitante pode conhecer personagens que constru\u00edram a hist\u00f3ria republicana      e visitar o sal\u00e3o de espelhos, cujo acesso \u00e9 atrav\u00e9s de uma escadaria de ferro      e cristal procedente da Fran\u00e7a, e ainda ver, na sala que evoca Pomp\u00e9ia, um      Mural das Bacantes, o qual esteve durante muito tempo escondido sob repinturas.<\/p>\n<p>      <strong>Pr\u00e9dio da antiga      Faculdade de Medicina<\/strong><\/p>\n<p>      Primeira escola de medicina do pa\u00eds, atualmente, est\u00e1 sendo restaurada. Re\u00fane      tr\u00eas museus: Afro-Brasileiro (com acervo da arte sacra africana, afro-brasileira,      27 pain\u00e9is de Caryb\u00e9 sobre os orix\u00e1s e fotografias do antrop\u00f3logo franc\u00eas      Pierre Verger); Arqueologia e Etnologia (com pinturas, objetos, fotos e urnas      funer\u00e1rias ind\u00edgenas); e Memorial de Medicina (com livros e teses sobre o      tema). Este pr\u00e9dio tem refer\u00eancia na obra de Jorge Amado, foi onde serviu      como bedel o personagem Pedro Arcanjo, de Tenda dos Milagres.<\/p>\n<p>      <strong>Terreiro de Jesus      \u0096<\/strong>\u00a0Centro Hist\u00f3rico<\/p>\n<p>      <strong>Solar Berqu\u00f3<\/strong><\/p>\n<p>      Sua constru\u00e7\u00e3o data fim do s\u00e9culo XVII. Na segunda metade do s\u00e9culo XVIII,      nele residiu o ministro Ouvidor do Crime Ant\u00f4nio Berqu\u00f3 da Silveira. Em 1824,      o solar foi palco de um dos maiores crimes pol\u00edticos de Salvador. Na madurada      de outubro daquele ano, ali foi assassinado pela tropa rebelada, o militar      Felisberto Gomes Caldeira, her\u00f3i da Independ\u00eancia da Bahia. Diversos Colegiados      funcionaram neste solar.<\/p>\n<p>      <strong>Solar Boa Vista<\/strong><\/p>\n<p>      Constru\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XIII, mirante em estilo pombalino. Foi resid\u00eancia do      poeta Castro Alves. Hoje \u00e9 sede de \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico.<\/p>\n<p>      <strong>Solar do Cerqueira      Lima<\/strong><\/p>\n<p>      Situada na Avenida Sete de Setembro, 280, \u00e9 hoje sede do Museu de Arte da      Bahia.Tamb\u00e9m chamado de Pal\u00e1cio da Vit\u00f3ria, possue bonita portada datada de      1674.<\/p>\n<p>      <strong>Solar do Conde      dos Arcos<\/strong><\/p>\n<p>      Localizado no Garcia. foi resid\u00eancia do Vice-rei D. Marcos de Noronha Brito,      Conde dos Arcos. A monumental escadaria e seu parque, lembra as vilas italianas      do XIX. Atualmente ali funciona um col\u00e9gio.<\/p>\n<p>      <strong>Solar do Unh\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>      Localizado em um s\u00edtio hist\u00f3rico do s\u00e9culo XVI, era na sua origem um complexo      agro-industrial de produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar e possu\u00eda casa grande e capela. At\u00e9      meados do s\u00e9culo XVIII, teve seu per\u00edodo \u00e1ureo, quando a casa-grande ganhou      fei\u00e7\u00f5es mais requintadas e o complexo recebeu pain\u00e9is de azulejo portugu\u00eas,      chafariz e a capela de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o. Com a crise da cultura      a\u00e7ucareira, o solar foi arrendado e passou a assistir a um grande processo      de degrada\u00e7\u00e3o. Ainda na d\u00e9cada de 40, foi tombado pelo Instituto do Patrim\u00f4nio      Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional, sendo posteriormente adquirido e restaurado      pelo Governo do Estado da Bahia, atrav\u00e9s do trabalho da arquiteta Lina Bo      Bardi.<\/p>\n<p>      Desde 1969, sedia o Museu de Arte Moderna e suas oito salas de exposi\u00e7\u00e3o,      teatro-audit\u00f3rio, sala de v\u00eddeo, biblioteca especializada e banco de dados.      O representativo acervo de arte contempor\u00e2nea \u00e9 formado por pinturas, gravuras,      fotografias, desenhos, serigrafia, tape\u00e7arias e esculturas de nomes como Tarsila      do Amaral, C\u00e2ndido Portinari, Fl\u00e1vio de Carvalho, Di Cavalcanti, Rubem Valentim,      Pancetti, Caryb\u00e9, M\u00e1rio Cravo e Sante Scaldaferri, totalizando cerca de mil      obras dos mais destacados artistas pl\u00e1sticos brasileiros. Numa \u00e1rea que tamb\u00e9m      faz parte do complexo do Solar do Unh\u00e3o est\u00e1 localizado o Parque das Esculturas,      um museu a c\u00e9u aberto em uma encosta abrupta, sob os arcos da Avenida do Contorno,      que tem a vegeta\u00e7\u00e3o como manto de recobrimento do solo. No parque, encontram-se      obras de nomes como Bel Borba, Caryb\u00e9, Chico Liberato, Emanoel Ara\u00fajo, Fernando      Coelho, Juarez Para\u00edso, M\u00e1rio Cravo J\u00fanior, Mestre Didi, Sante Scaldaferri,      Siron Franco, Tati Moreno e Vauluizo Bezerra.<\/p>\n<p>      O espa\u00e7o \u00e9 cercado por um gradil &#8211; \u00faltima obra executada por Caryb\u00e9 em vida      &#8211; feito especialmente para o local. O artista pl\u00e1stico tamb\u00e9m assina o projeto      de um painel de concreto, localizado na parte final do jardim e do portal      de entrada, todo em ferro e com desenhos de animais e frutas, representando      o sol e s\u00edmbolos do acaraj\u00e9. O parque ainda conta com um sal\u00e3o de exposi\u00e7\u00f5es      fechado de 200m2, com sistema especial de ilumina\u00e7\u00e3o e climatiza\u00e7\u00e3o e com      um acervo do falecido artista pl\u00e1stico Rubem Valentim.<\/p>\n<p>      <strong>Solar Ferr\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>      Situada nas proximidades do Largo do Pelourinho, a constru\u00e7\u00e3o de 5 mil metros      quadrados guarda caracter\u00edsticas da segunda metade do s\u00e9culo XVII. Em 1756,      os Jesu\u00edtas instalaram um Semin\u00e1rio no pr\u00e9dio, que no mesmo s\u00e9culo tornou-se      propriedade da fam\u00edlia Ferr\u00e3o. Da\u00ed em diante funcionou como resid\u00eancia de      fam\u00edlias nobres, teatro e sede do Centro Oper\u00e1rio. Em 1977, foi adquirido      pela Funda\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Art\u00edstico e Cultural (atual IPAC), que depois      da reforma instalou a\u00ed a sua sede administrativa.<\/p>\n<p>      <strong>Solar Marback<\/strong><\/p>\n<p>      Situado no p\u00e9 da Colina do Bonfim, esta casa de meados do s\u00e9culo XIX, destaca-se      pela eleg\u00e2ncia de suas linhas e apuro nos ornamentos. Possui varandas com      janelas envidra\u00e7adas, uso peculiar da Bahia. Pertence a uma tradicional fam\u00edlia      baiana.<\/p>\n<h2>      Carnaval<\/h2>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-089.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"195\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      \u0093Ah! Imagina s\u00f3, que loucura essa mistura. Alegria, alegria \u00e9 o estado, que      chamamos Bahia. De todos os santos, encantos e ax\u00e9. Sagrado e profano, o baiano      \u00e9: carnaval&#8230;\u0094. Hino maior do carnaval da Bahia, a m\u00fasica \u0093Chame gente\u0094,      de Morais Moreira, resume com perfei\u00e7\u00e3o; n\u00e3o apenas o esp\u00edrito democr\u00e1tico,      as belezas e a alegria incompar\u00e1vel da cidade de Salvador, mas principalmente,      o frenesi sentido aqui em todos meses de fevereiro, durante a maior festa      popular a c\u00e9u aberto do planeta.<\/p>\n<p>      Da singela \u0093fubica\u0094 de Dod\u00f4 e Osmar, at\u00e9 os trios el\u00e9tricos colossais de hoje,      o carnaval ganhou status, infra-estrutura, novos artistas, e acabou por conquistar      definitivamente, os milh\u00f5es de cora\u00e7\u00f5es que aqui j\u00e1 brincaram. Dentro dos      blocos de trio, na \u0093pipoca\u0094 em meio \u00e0 multid\u00e3o, ou sobre os rec\u00e9m criados      e super-luxuosos camarotes, o foli\u00e3o aqui viver\u00e1 experi\u00eancias transcendentais,      que elevar\u00e3o a sua adrenalina e contentamento a um limite nunca antes atingido.      Nos seis dias de uma festa praticamente ininterrupta, os grandes nomes de      nossa musica estar\u00e3o todos reunidos nos 26km de ruas e avenidas da cidade,      \u00e0 bordo de seus trios e envolvidos por seus blocos, acionando as engrenagens,      desta imensa fabrica de sonhos.<\/p>\n<p>      No interior do estado, est\u00e3o as op\u00e7\u00f5es mais tranq\u00fcilas, e n\u00e3o menos interessantes,      como o \u0093Carnaoeste\u0094 , que acontece na cidade de Barreiras; o carnaval da paradis\u00edaca      Canavieiras, no sul do estado e a \u0093folia roots\u0094, em Palmeiras, no cora\u00e7\u00e3o      da Chapada Diamantina. Por fim, o destaque fica por conta da festan\u00e7a de Porto      Seguro, que come\u00e7a uma semana ap\u00f3s o calend\u00e1rio oficial, para fazer renascer      a euforia, silenciada pela ressaca da capital.<\/p>\n<h2>      Entidades Carnavalescas<\/h2>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-090.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"240\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>\n     A multiplicidade da Bahia pode ser expessa pelas diferentes caracter\u00edsticas      de suas entidades carnavalescas. A tradi\u00e7\u00e3o dos blocos afros, as brincadeiras      dos travestidos, a folia da garotada e a vibra\u00e7\u00e3o dos blocos de trio s\u00e3o os      ingredientes secretos usados no cadeir\u00e3o em que se transforma Salvador, no      Carnaval.<\/p>\n<p>      <strong>Bloco dos travestidos<\/strong><\/p>\n<p>      S\u00e3o muitas as explica\u00e7\u00f5es sobre o porqu\u00ea dos homens gostarem de se trajar      como mulheres no Carnaval. As raz\u00f5es, por\u00e9m, n\u00e3o importam. Os blocos de travestidos      j\u00e1 se tornaram uma atra\u00e7\u00e3o \u00e0 parte no carnaval baiano, abrilhantando a grande      festa, com uma irrever\u00eancia fora do comum. Geralmente, os blocos se apresentam      com um n\u00famero reduzido de componentes, ligados entre si, por la\u00e7os comunit\u00e1rios      ou de amizade. A folia deles \u00e9 garantida por bandinhas e pequenos carros de      som, que percorrem o circuito oficial do carnaval, como um outro bloco qualquer.<\/p>\n<p>      Dentro deste segmento, o bloco As Muquiranas alcan\u00e7aram grande fama, e todos      os carnavais, marca forte presen\u00e7a na avenida, com mais de tr\u00eas mil componentes.      As fantasias variam tematicamente ano \u00e0 ano, sempre apresentando com muita      gra\u00e7a e purpurina, a alegria e a liberdade de express\u00e3o do carnaval. Se voc\u00ea,      no entanto, se deparar com algumas muquiranas mais exaltadas, n\u00e3o se assuste.      \u00c9 muito prov\u00e1vel que por baixo de todo aquele glamour e maquiagem, exista      um comportado \u0093mach\u00e3o\u0094 de carteirinha.<\/p>\n<p>      <strong>Blocos de trios<\/strong><\/p>\n<p>      No passado, embora muito animado, o carnaval da Bahia tinha como marca maior      as bandinhas de fanfarra, que tocavam as tradicionais marchinhas, embalando      o foli\u00e3o nos clubes e em alguns largos da cidade. A hist\u00f3ria come\u00e7ou a mudar,      quando os pioneiros Dod\u00f4 e Osmar inventaram a \u0093fubica\u0094, uma esp\u00e9cie de carro      amplificado, que j\u00e1 na \u00e9poca, provocava grande rebuli\u00e7o por onde passava.<\/p>\n<p>      A evolu\u00e7\u00e3o dos tempos, no entanto, fez com que aquele \u0093carro estranho\u0094 fosse      passo a passo remodelado, ganhando cada vez mais potencia, culminando nos      \u0093monstros sonoros\u0094 que temos hoje, os trios. Os blocos que eram pequenos,      em fun\u00e7\u00e3o do baixo alcance do som, se tornaram grandes aglomerados de alegria,      reunindo em alguns casos, mais de quatro mil foli\u00f5es. S\u00e3o eles os maiores      respons\u00e1veis pela fama internacional do carnaval baiano, que com esse ganho      de milhares de decib\u00e9is, se fez escutar em todos os cantos do mundo.<\/p>\n<p>      Sobre os trios el\u00e9tricos e puxando seus blocos, os grandes expoentes da \u0093ax\u00e9      music\u0094 conseguem com seus hits, tocados em alto e bom som, movimentar as engrenagens      desta grande fabrica de sonhos, chamada Carnaval.<\/p>\n<p>      <strong>Blocos infantis<\/strong><\/p>\n<p>      A intensa agita\u00e7\u00e3o dos blocos de adultos, e os hor\u00e1rios em que acontecem seus      desfiles, inviabilizavam a participa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as no carnaval. Como os      pequeninos, \u00e0 todo custo, n\u00e3o queriam ficar de fora da folia, estimulou-se,      ent\u00e3o, a cria\u00e7\u00e3o dos blocos infantis. A partir da\u00ed, algumas entidades surgiram,      e a garotada passou a desfilar durante o dia, no Circuito Dod\u00f4 (trajeto Barra      \u0096 Ondina), arejado pela brisa do mar, num espa\u00e7o mais amplo e protegido. Ap\u00f3s      sucesso nos primeiros anos, o segmento se consolidou e, hoje, os pais ficam      tranq\u00fcilos com o carnaval de seus filhos, encontrando grande prazer em acompanh\u00e1-los      na farra mirim.<\/p>\n<p>      <strong>\u00cdndios nos blocos<\/strong><\/p>\n<p>      A figura do \u00edndio &#8211; o \u0093caboclo\u0094, como \u00e9 chamado &#8211; \u00e9 marcante na cultura baiana,      principalmente por sua participa\u00e7\u00e3o na luta pela Independ\u00eancia da Bahia, que      aconteceu um ano depois do fat\u00eddico 7 de setembro. Essa afinidade refletiu-se      no surgimento de entidades carnavalescas que trajavam seus associados como      \u00edndios, ainda que sem uma preocupa\u00e7\u00e3o com autenticidade nacional. Surgiram,      ent\u00e3o, os enormes \u0093blocos de \u00edndios\u0094, com nomes que se tornaram famosos, como      Os Apaches do T\u00f3ror\u00f3, Comanches e outros. Desde a d\u00e9cada de 90, por\u00e9m, estas      agremia\u00e7\u00f5es v\u00eam se mantendo com muita dificuldade, diante do comercial e moderno      carnaval de hoje.<\/p>\n<h2>\u00a0    <\/h2>\n<h2> Circuitos de Carnaval<\/h2>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-091.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"260\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      Maior festa popular do planeta, o Carnaval de Salvador cresceu tanto, que      hoje se distribui simultaneamente em tr\u00eas circuitos da cidade. Para aqueles      que preferem mais tranquilidade e para os mais saudosos, o circuito Batatinha,      no Pelourinho, \u00e9 a melhor pedida. J\u00e1 o Carnaval no trecho Barra-Ondina (circuito      Dod\u00f4) e no centro(Osmar) apresenta emo\u00e7\u00f5es diferentes e muito agito, com as      apresenta\u00e7\u00f5es dos grandes nomes da ax\u00e9 music, al\u00e9m do desfile de blocos afros      e afox\u00e9s.<\/p>\n<p>      <strong>Circuito Batatinha<\/strong><\/p>\n<p>      Tendo como palcos principais, as pra\u00e7as, Municipal e da S\u00e9, al\u00e9m do famoso      Pelourinho, o carnaval do centro hist\u00f3rico, \u00e0 cada ano, apresenta-se mais      bonito, alegre e estruturado. A iniciativa de revitalizar a folia neste ponto      da cidade surgiu com o Projeto Pelourinho Dia e Noite, que em parceria com      a Secretaria de Cultura e Turismo do Estado, \u00e9 tamb\u00e9m o respons\u00e1vel pela maioria      dos eventos realizados no local, durante todo o ano. No carnaval, em meio      a casar\u00f5es coloniais, ruas bem pitorescas e um astral todo especial, bandinhas      e charangas percorrem os caminhos do \u0093Pel\u00f4\u0094, tocando antigas e saudosas marchinhas,      que arrastam uma multid\u00e3o super euf\u00f3rica. Por apresentar uma programa\u00e7\u00e3o mais      tranq\u00fcila, o Circuito Batatinha \u00e9 muito procurado por fam\u00edlias, que querem      curtir um carnaval mais calmo, longe da badala\u00e7\u00e3o do eixo tradicional. Na      pra\u00e7a Municipal, o palco armado em frente \u00e0 sede da Prefeitura j\u00e1 se tornou      famoso pelos desfiles e concursos de fantasia.<\/p>\n<p>      <strong>Circuito Dod\u00f4<\/strong><\/p>\n<p>      Para a maioria dos amantes do carnaval baiano, o surgimento do Circuito Dod\u00f4      representou para a festa, uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o em termos de infra-estrutura      e conforto. A folia adquiriu, com o passar dos anos, o status de maior festa      popular do planeta, fazendo com que o circuito tradicional (Campo Grande),      se tornasse pequeno para um n\u00famero cada vez maior de turistas e foli\u00f5es. Este      \u0093novo\u0094 trajeto liga as belas praias da Barra e Ondina, num percurso de aproximadamente      4 km, marcado em quase toda a sua extens\u00e3o, por uma vista estonteante da Ba\u00eda      de Todos os Santos. Blocos uniformizados, cada um com sua atra\u00e7\u00e3o, iniciam      no Farol da Barra uma jornada m\u00e1gica de alegria, que somente depois de 6 horas,      termina na Praia de Ondina. Os \u00faltimos anos marcaram o surgimento de camarotes      superbadalados, alguns, inclusive, assinados por personalidades baianas e      artistas famosos. Suas instala\u00e7\u00f5es incluem buffet de alto n\u00edvel, acesso privativo      \u00e0 praia, pista de dan\u00e7a e shows entre a passagem dos trios. Na avenida, e      fora dos blocos, a maioria do foli\u00f5es, conhecida como pipoca, promove grande      agita\u00e7\u00e3o e alegria. Para essa galera, o \u0093point\u0094 de aguardados ou inesperados      encontros \u00e9 sempre o \u0093beco\u0094 de Ondina, onde os trios d\u00e3o aquela tradicional      \u0093paradinha\u0094.<\/p>\n<p>      <strong>Circuito Osmar<\/strong><\/p>\n<p>      Foi neste circuito que a Bahia presenciou os epis\u00f3dios mais marcantes da hist\u00f3ria      de seu carnaval. Seu trajeto de 6 km traz o charme dos casar\u00f5es do centro      e a aura de muitos e inesquec\u00edveis carnavais, numa hist\u00f3ria que come\u00e7ou com      a fubica de Dod\u00f4 e Osmar, passou pelo deboche de Luiz Caldas, e ainda hoje,      sacode com os hits incompar\u00e1veis do Chiclete, Asa de \u00c1guia e Timbalada. O      percurso come\u00e7a no corredor da Vit\u00f3ria, corta a pra\u00e7a do Campo Grande, local      de camarotes bem badalados, e desce a longa Avenida Sete de Setembro. At\u00e9      o seu final desta rota, o f\u00f4lego e a alegria do foli\u00e3o ser\u00e3o rigorosamente      testados, j\u00e1 que somente ap\u00f3s cerca de 7 horas e meia, o trio retorna ao Campo      Grande marcando o final da jornada. Hoje, dividindo as aten\u00e7\u00f5es com badalado      Circuito Dod\u00f4, o carnaval no centro da cidade tem seus momentos \u00e1ureos, justamente      nos tr\u00eas \u00faltimos dias da festa, quando os principais nomes da \u0093ax\u00e9 music\u0094,      ainda priorizam sua tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>      Micaretas<\/h2>\n<p>\n     Como a Bahia \u00e9 bem grande, e a energia de seu povo custa a terminar, outras      cidades do interior resolveram promover, em diferentes \u00e9pocas, suas pr\u00f3prias      festas.<\/p>\n<p>      A grande notoriedade que a Bahia conquistou em todo o mundo se deve, principalmente,      \u00e0 singularidade do seu Carnaval. Nessa \u00e9poca, embora apresente roteiros alternativos      para o turista, o estado concentra todas as suas aten\u00e7\u00f5es na folia que acontece      em Salvador. Como a Bahia \u00e9 bem grande, e a energia de seu povo custa a terminar,      outras cidades do interior resolveram promover, em diferentes \u00e9pocas, suas      pr\u00f3prias festas, apresentando anima\u00e7\u00e3o e alto astral, em doses bem parecidas      as da folia da capital. Surgiu, ent\u00e3o, a micareta. A origem da palavra micareta      vem do franc\u00eas Mi-car\u00eame, que significa meia quaresma. Ela foi usada pela      primeira vez no s\u00e9culo XV, na Fran\u00e7a, para designar o Carnaval fora de \u00e9poca,      ou seja, durante a Quaresma.<\/p>\n<p>      <strong>Miconquista e      Micareta de Feira<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-092.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"240\" title=\"Bahia\" \/><\/strong><\/p>\n<p>      Feira de Santana, de longe, foi a cidade pioneira neste tipo evento. No distante      1937, feirenses inconformados com a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o do Carnaval naquele ano,      cancelado em virtude de fortes chuvas, ganharam as ruas da cidade e iniciaram      essa pol\u00eamica e animada tradi\u00e7\u00e3o. Com o surgimento da fubica, inventada mais      tarde por Dod\u00f4 e Osmar, a micareta de Feira manteve-se no encal\u00e7o do Carnaval      tradicional, com um formato parecido, sendo realizada sempre entre os meses      de abril e maio.<\/p>\n<p>      A Avenida Presidente Dutra, porta de entrada da cidade, \u00e9 o palco da passagem      dos muitos blocos locais, que trazem nomes consagrados da ax\u00e9 music, como      Chiclete com Banana, Timbalada, Asa de \u00c1guia, Babado Novo e Ivete Sangalo.      O evento, al\u00e9m de movimentar milh\u00f5es de reais e gerar centenas de empregos      tempor\u00e1rios, representa uma \u00f3tima alternativa para quem n\u00e3o aguenta esperar      o Carnaval do ano seguinte. A outra grande micareta do estado ocorre em Vit\u00f3ria      da Conquista, importante cidade do sudoeste baiano, que realiza uma festa      apote\u00f3tica, sempre marcada por muitos agitos e uma excelente organiza\u00e7\u00e3o.      A Miconquista , como \u00e9 popularmente conhecida, acontece sempre no final do      ano, funcionando como um aquecimento para a festa de fevereiro, na capital.<\/p>\n<p>      Outras cidades tamb\u00e9m realizam suas micaretas durante todo o ano e, mesmo      sem chamar grande aten\u00e7\u00e3o, realizam festas fant\u00e1sticas. Em todos os cantos      do nosso territ\u00f3rio existe algo a se fazer, algo a comemorar. O turista que      aqui chega descobre imediatamente que os trios el\u00e9tricos n\u00e3o adormecem na      Quarta-Feira de Cinzas, e que alma festeira do baiano tem o poder de transformar      a Bahia num verdadeiro estado de esp\u00edrito.<\/p>\n<h2>      Festas Populares<\/h2>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-093.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"195\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      A Bahia \u00e9 uma festa o ano todo. Os festejos populares se sucedem, concentrados      no Ver\u00e3o, mas se estendendo por todo o ano, incluindo as festas juninas. As      manifesta\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas, de diversas origens se proliferam com exibi\u00e7\u00f5es      ao ar livre de capoeira, maculel\u00ea e samba-de-roda. Milhares de pessoas v\u00e3o      \u00e0s ruas celebrar os santos padroeiros. Al\u00e9m de popular, essas festas se caracterizam      pelo sincretismo religioso e pela mistura de elementos sagrados e profanos.<\/p>\n<p>      Toda a f\u00e9 do baiano se manifesta no ciclo de festas populares, desde as comemora\u00e7\u00f5es      dos orix\u00e1s do candombl\u00e9, quando todos os terreiros da cidade batem seus tambores      para seus filhos-de-santo dan\u00e7arem, at\u00e9 as festas da religi\u00e3o cat\u00f3lica, que      ganham um cunho profano com muito samba-de-roda e barracas padronizadas que      servem bebidas e comidas variadas.<\/p>\n<p>      Esse clima de festa impregna toda a cidade, desde a manh\u00e3 at\u00e9 a noite, mas      no in\u00edcio de dezembro, a programa\u00e7\u00e3o se intensifica. O ciclo tem in\u00edcio no      dia 4 de dezembro, com a Festa de Santa B\u00e1rbara, e tem seu \u00e1pice da Lavagem      do Bonfim, na Festa de Iemanj\u00e1 e no Carnaval. Atualmente, as mais tradicionais      s\u00e3o: Bom Jesus dos Navegantes, Lavagem do Bonfim e Iemanj\u00e1. Veja a seguir      o calend\u00e1rio festivo:<\/p>\n<p>      <strong> <br \/>\n     Calend\u00e1rio de Festas<\/strong><\/p>\n<p>      <strong>Bom Jesus dos      Navegantes<\/strong><\/p>\n<p>      1\u00ba de Janeiro<\/p>\n<p>      <strong>Lavagem do Bonfim<\/strong><\/p>\n<p>      2\u00aa quinta-feira de janeiro (m\u00f3vel)<\/p>\n<p>      <strong>Ribeira<\/strong><\/p>\n<p>      segunda-feira ap\u00f3s a Lavagem do Bonfim (m\u00f3vel)<\/p>\n<p>      <strong>Festa de Iemanj\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>      2 de fevereiro<\/p>\n<p>      <strong>Lavagem de Itapu\u00e3<\/strong><\/p>\n<p>      uma semana antes do Carnaval (m\u00f3vel)<\/p>\n<p>      <strong>Santa B\u00e1rbara<\/strong><\/p>\n<p>      4 de dezembro<\/p>\n<p>      <strong>N. S. da Concei\u00e7\u00e3o      da Praia<\/strong><\/p>\n<p>      8 de dezembro<\/p>\n<h2>      Festa do Senhor dos Navegantes<\/h2>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-094.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"269\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      Tradicional celebra\u00e7\u00e3o popular, a Festa inclui duas prociss\u00f5es mar\u00edtimas que      conduzem a imagem de Nosso Senhor dos Navegantes pelas \u00e1guas da Ba\u00eda de Todos-os-Santos.<\/p>\n<p>      <strong>Data:\u00a0<\/strong>31      dez a 01 jan<\/p>\n<p>      <strong>Acontece em:<\/strong>\u00a0Salvador<\/p>\n<p>      Tradicional celebra\u00e7\u00e3o popular, a Festa tem origem portuguesa, datando de      1750. O evento inclui duas prociss\u00f5es mar\u00edtimas: a primeira, no dia 31 de      dezembro, faz o percurso Largo da Boa Viagem\/Bas\u00edlica da Concei\u00e7\u00e3o da Praia;      a segunda, no dia 1\u00ba de janeiro &#8211; uma das mais populares da cidade &#8211; conta      com centenas de embarca\u00e7\u00f5es acompanhando a Galeota Gratid\u00e3o do Povo, que conduz      a imagem de Nosso Senhor dos Navegantes pelas \u00e1guas da Ba\u00eda de Todos-os-Santos,      desde o cais do Segundo Distrito Naval at\u00e9 a praia da Boa Viagem. O evento      \u00e9 precedido por tr\u00edduo, missa solene e festa de largo, que se transforma em      um verdadeiro R\u00e9veillon popular na noite de 31 de dezembro e 1\u00ba de janeiro.<\/p>\n<h2>      Festa da Lapinha (Festa de Reis)<\/h2>\n<p>      <strong>Data:\u00a0<\/strong>03      a 06 jan<\/p>\n<p>      <strong>Acontece em:\u00a0<\/strong>Salvador<\/p>\n<p>      Festa tradicional de origem portuguesa, simboliza a visita dos Reis Magos      ao Menino Jesus. A programa\u00e7\u00e3o \u00e9 composta de celebra\u00e7\u00e3o de missas, no dia      06 de janeiro, visita\u00e7\u00e3o ao pres\u00e9pio no interior da Igreja da Lapinha, festa      de Largo e apresenta\u00e7\u00e3o de \u0093Ternos de Reis\u0094. Al\u00e9m do pres\u00e9pio vivo, abordando      temas sociais diversos, s\u00e3o armadas barracas para a comercializa\u00e7\u00e3o de bebidas      e comidas t\u00edpicas.<\/p>\n<h2>      Santa B\u00e1rbara<\/h2>\n<p>      Santa B\u00e1rbara \u00e9 uma das divindades mais cultuadas na Bahia.Todo dia 4 de dezembro      milhares de baianos assistem a missas e fazem carurus em casa para reverenci\u00e1-la.<\/p>\n<p>      <strong>Data:<\/strong>\u00a004      dez<\/p>\n<p>      <strong>Acontece em:\u00a0<\/strong>Salvador<\/p>\n<p>      Por volta de 1641, os comerciantes e trabalhadores do Mercado de Santa B\u00e1rbara,      no Com\u00e9rcio, decidiram homenagear a santa. De l\u00e1 pra c\u00e1, os festejos viraram      tradi\u00e7\u00e3o. Todo dia 4 de dezembro milhares de baianos assistem a missas e fazem      carurus em casa para reverenci\u00e1-la. Santa B\u00e1rbara \u00e9 uma das divindades mais      cultuadas na Bahia. Ela \u00e9 a madrinha do Corpo de Bombeiros e padroeira dos      mercados. No candombl\u00e9, \u00e9 representada pela divindade Ians\u00e3 &#8211; santa guerreira,      senhora dos raios, dos ventos e trov\u00f5es.<\/p>\n<p>      Atualmente, as homenagens \u00e0 santa duram tr\u00eas dias e iniciam-se com uma missa      na Igreja de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio dos Pretos, no Pelourinho, onde fica      exposta a sua imagem. Em seguida, uma prociss\u00e3o percorre as ruas do Centro      Hist\u00f3rico, passando em frente ao quartel do Corpo de Bombeiros. Durante o      encerramento da festa religiosa, ocorre a distribui\u00e7\u00e3o do tradicional caruru,      preparado por volunt\u00e1rios e servido de gra\u00e7a, sempre acompanhado de muito      samba de roda e capoeira.<\/p>\n<h2>      Penitentes<\/h2>\n<p>      No per\u00edodo da Quaresma, alguns fi\u00e9is realizam o ato da penit\u00eancia. Eles se      vestem com len\u00e7\u00f3is brancos e percorrem v\u00e1rias igrejas, cruzeiros e o cemit\u00e9rio      da cidade, rezando pelas almas dos mortos.<\/p>\n<p>      <strong>Data:\u00a0<\/strong>25      fev a 10 abr<\/p>\n<p>      <strong>Acontece em:\u00a0<\/strong>Juazeiro<\/p>\n<p>      Todos os anos, no per\u00edodo da Quaresma, entre a Quarta-feira de Cinzas e a      Sexta-feira da Paix\u00e3o, alguns fi\u00e9is realizam o ato da penit\u00eancia. Esse grupo,      chamado de Penitentes, veste-se com len\u00e7\u00f3is brancos e percorre v\u00e1rias igrejas,      cruzeiros e o cemit\u00e9rio da cidade, rezando pelas almas dos mortos. Os Penitentes      s\u00e3o divididos em dois grupos: os Alimentadores de Alma, que fazem ora\u00e7\u00f5es      pelas almas e chacoalham um instrumento chamado de matraca; e os Disciplinadores,      que durante o ato de penit\u00eancia se martirizam com chicotes providos de l\u00e2minas      na ponta, causando cortes por todo o corpo, derramando sangue, com o objetivo      de reduzir os pecados.<\/p>\n<p>      <strong>Festa de Iemanj\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>      Pescadores e fi\u00e9is festejam em cortejo mar\u00edtimo, que sai ao mar partir das      16h, em in\u00fameros barcos, conduzindo flores e outros presentes para a Rainha      das \u00c1guas. Esta \u00e9 uma das maiores manifesta\u00e7\u00f5es religiosas p\u00fablicas do candombl\u00e9.      As ruas do bairro do Rio Vermelho ficam tomadas de pessoas que se aglomeram      para assistir \u00e0 sa\u00edda das embarca\u00e7\u00f5es com as oferendas. Evento que se realiza      desde 1974, organizado pelos pescadores da col\u00f4nia de pesca do bairro.<\/p>\n<p>      <strong>Lavagem do Bonfim<\/strong><\/p>\n<p>      As baianas despejam seus vasos com \u00e1gua de cheiro no adro da igreja e sobre      as cabe\u00e7as dos fi\u00e9is, num ritual de f\u00e9 e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>      <strong>Data m\u00f3vel:\u00a0<\/strong>2\u00b0      quinta-feira de janeiro<\/p>\n<p>      <strong>Acontece em:<\/strong>\u00a0Salvador<\/p>\n<p>      Na sequ\u00eancia de festejos, destaca-se a Lavagem do Bonfim, uma quilom\u00e9trica      prociss\u00e3o, com todos vestidos de branco, entre a igreja da Concei\u00e7\u00e3o da Praia      e a do Bonfim, no alto da Colina Sagrada. Todos os anos, cerca de 800 mil      pessoas participam da prociss\u00e3o. As baianas, que abrem o cortejo, despejam      seus vasos com \u00e1gua de cheiro no adro da igreja e sobre as cabe\u00e7as dos fi\u00e9is,      num ritual de f\u00e9 e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>      <strong>Dia do Samba<\/strong><\/p>\n<p>      <strong>Data:\u00a0<\/strong>01      a 02 dez<\/p>\n<p>      <strong>Acontece em:<\/strong>\u00a0Salvador<\/p>\n<p>      No dia 02 de dezembro comemora-se o Dia Nacional do Samba. Institu\u00eddo pela      C\u00e2mara de Vereadores de Salvador, em 1940, foi parte das homenagens ao compositor      Ary Barroso, que um ano antes lan\u00e7ara Aquarela do Brasil, a m\u00fasica mais conhecida,      executada e regravada fora do Brasil. Todos os anos h\u00e1 show comemorativo do      Dia do Samba, em pra\u00e7a p\u00fablica, no Terreiro de Jesus, localizado no Pelourinho.<\/p>\n<p>      <strong>Nossa Senhora      da Concei\u00e7\u00e3o da Praia<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-095.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"240\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      Tradicional festa de Largo, nas imedia\u00e7\u00f5es do Mercado Modelo, com barracas      de comidas t\u00edpicas e bebidas, unindo a profana alegria do baiano \u00e0 sagrada      devo\u00e7\u00e3o religiosa.<\/p>\n<p>      <strong>Data:\u00a0<\/strong>8      dezembro<\/p>\n<p>      <strong>Acontece em:<\/strong>\u00a0Salvador<\/p>\n<p>      As tr\u00eas mais antigas refer\u00eancias hist\u00f3ricas \u00e0 festa da Concei\u00e7\u00e3o da Praia      t\u00eam pelo menos 800 anos.<\/p>\n<p>      A primeira delas aconteceu em 1147, com o in\u00edcio da devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Santa, em Portugal.      De acordo com alguns relatos, os portugueses tornaram-se devotos de Nossa      Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, assim que conseguiram retomar Lisboa do poder dos mouros.      Outra vers\u00e3o marca o ano de 1549. Segundo historiadores, a tradi\u00e7\u00e3o come\u00e7ou      neste pa\u00eds, logo que a cidade de Salvador foi fundada pelo governador-geral      do Brasil, Tom\u00e9 de Sousa, devoto da Santa.<\/p>\n<p>      Uma terceira teoria remonta \u00e0 d\u00e9cada de 30, quando o Monsenhor Aquino Barbosa,      vig\u00e1rio da Concei\u00e7\u00e3o da Praia, sugeriu a uma baiana do acaraj\u00e9 que instalasse      uma barraca maior para vender comida. A partir da\u00ed, come\u00e7ou o lado festivo      que, at\u00e9 hoje, atrai milhares de pessoas. Os festejos come\u00e7am ainda no final      de novembro, com a novena que acontece todas as noites na Igreja de Nossa      Senhora da Concei\u00e7\u00e3o da Praia, no Com\u00e9rcio. A celebra\u00e7\u00e3o envolve uma missa      campal e prociss\u00e3o. Paralelamente, ocorre a tradicional festa de Largo, nas      imedia\u00e7\u00f5es do Mercado Modelo, com barracas de comidas t\u00edpicas e bebidas, unindo      a profana alegria do baiano \u00e0 sagrada devo\u00e7\u00e3o religiosa.<\/p>\n<p>      <strong>Prociss\u00e3o de Ramos<\/strong><\/p>\n<p>      <strong>Data:<\/strong>\u00a005      abr<\/p>\n<p>      Assim como a manifesta\u00e7\u00e3o realizada no dia 08 de dezembro, a Prociss\u00e3o de      Ramos tamb\u00e9m homenageia Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o da Praia. Os ramos empunhados      pelos devotos s\u00e3o, no entanto, o grande diferencial dessa manisfesta\u00e7\u00e3o de      f\u00e9, que assinala, de forma marcante, o in\u00edcio da Semana Santa, reproduzindo      a chegada de Jesus a Jerusal\u00e9m. O p\u00fablico supera a marca dos 10.000 fi\u00e9is,      causando um grande movimento no percurso que vai do Campo Grande at\u00e9 a Pra\u00e7a      Municipal, no Centro Hist\u00f3rico de Salvador.<\/p>\n<h2>      Gastronomia<\/h2>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-096.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"195\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      <strong>Tempero \u00e0 moda      baiana<\/strong><\/p>\n<p>      O dend\u00ea vindo da \u00c1frica empresta seu sabor peculiar ao azeite que d\u00e1 gosto      \u00e0s moquecas, mariscadas, caruru, acaraj\u00e9 e abar\u00e1. Acompanhados da tradicional      caipirinha ou da refrescante \u00e1gua de coco, os pratos presenteiam os olhos,      seduzem o olfato e se desmancham ao paladar. \u00c9 de dar \u0093\u00e1gua na boca\u0094.<\/p>\n<p>      O sert\u00e3o reserva novas misturas, agu\u00e7a novos sabores e endossa o tempero da      culin\u00e1ria baiana. Carne seca, pir\u00e3o, mingau, cuscuz, bolos e doces variados      de todas as frutas d\u00e3o o tom da mesa farta do sertanejo.<\/p>\n<p>      A Bahia \u00e9 uma festa de cores e sabores. \u00c0s receitas milenares de tribos ind\u00edgenas      e \u00e0 rusticidade improvisada nas senzalas dos escravos africanos, somou-se      a fineza e o requinte da cozinha real portuguesa. \u00c9 satisfa\u00e7\u00e3o para todos      os gostos. E bom apetite!<\/p>\n<p>      <strong>Bebidas<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-097.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"240\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      A cacha\u00e7a \u00e9 a base dos drinques baianos. Misturada com frutas diversas nas      tradicionais caipirinhas \u0096 a mais popular \u00e9 a de lim\u00e3o -, acrescida de leite      condensado nas batidas ou mesmo pura com mel e suco de lim\u00e3o, a bebida acompanha      almo\u00e7os e jantares ou, simplesmente, anima as festas e baladas noite adentro.<\/p>\n<p>      Servidos na praia, em bares, casas noturnas e restaurantes, os drinques e      coquet\u00e9is elaborados com toques regionais e ingredientes curiosos s\u00e3o as principais      atra\u00e7\u00f5es das barracas armadas em frente a clubes e boates. Algumas levam nomes      inusitados, bem ao estilo despojado e criativo do baiano -\u0093sacanagem\u0094, \u0093pau      nas coxas\u0094 e muitos outros. Os jovens n\u00e3o dispensam uma boa dose da bebida      para abrir a noite.<\/p>\n<p>      <strong>Culin\u00e1ria Afro-Brasileira<\/strong><\/p>\n<p>      As grandes matrizes da diversa e variada cozinha brasileira est\u00e1 em Portugal,      com a \u00c1frica, com o Oriente e com as culturas ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>      Na \u00e9poca das grandes navega\u00e7\u00f5es, Portugal vivia de forma pioneira o fen\u00f4meno      da globaliza\u00e7\u00e3o, lan\u00e7ando-se ao mar, ao encontro da amplia\u00e7\u00e3o comercial, da      conquista de novas rotas em busca de alimentos e especiarias. Sem d\u00favida,      as grandes matrizes da diversa e variada cozinha brasileira est\u00e1 em um Portugal      ampliado com a \u00c1frica, com o Oriente e com as centenas de culturas ind\u00edgenas.      Pode-se caracterizar a cozinha de heran\u00e7a africana no Brasil como adaptativa,      criativa e legitimadora de muitos produtos africanos e n\u00e3o africanos que foram      inclu\u00eddos regionalmente e em outros de presen\u00e7a nacional.<\/p>\n<h2>      Comidas T\u00edpicas<\/h2>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-098.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"240\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      Do apimentado tempero da cozinha t\u00edpica, \u00e0 fartura de cores e sabores, tudo      isso faz da Bahia uma terra de culin\u00e1ria rica, ex\u00f3tica e deliciosa.<\/p>\n<p>      A fartura de cores e sabores est\u00e1 em todos os cantos da Bahia. Do apimentado      tempero da cozinha t\u00edpica \u00e0 diversidade da culin\u00e1ria do Sert\u00e3o, passando pelos      doces de frutas tropicais e os mais variados bolos, fazem da Bahia uma terra      de culin\u00e1ria rica, ex\u00f3tica e deliciosa.<\/p>\n<p>      <strong>Culin\u00e1ria da Chapada      Diamantina<\/strong><\/p>\n<p>      Um dos pratos mais tradicionais da regi\u00e3o \u00e9 a galinha ao molho pardo, feita      com o sangue da pr\u00f3pria ave, o que lhe confere um sabor peculiar.<\/p>\n<p>      <strong>Culin\u00e1ria da Ilha      de Itaparica<\/strong><\/p>\n<p>      A culin\u00e1ria t\u00edpica \u00e9 baseada em frutos do mar, com destaque para as moquecas      e ensopados de ostra, chumbinho, aratu, siri, caranguejo, sarnambi, polvo,      lula, camar\u00e3o e lagosta.<\/p>\n<p>      <strong>Culin\u00e1ria de Belmonte<\/strong><\/p>\n<p>      Camar\u00f5es imensos grelhados, deliciosas moquecas de pitu (uma cruza de camar\u00e3o      com lagosta), sashimi de robalo, lagosta, e muito peixe fresco. Azeite de      dend\u00ea e leite de coco d\u00e3o o toque final que confere o sabor t\u00edpico da culin\u00e1ria      baiana.<\/p>\n<p>      <strong>Culin\u00e1ria de Canavieiras<\/strong><\/p>\n<p>      Conhecida como a \u0093cidade do caranguejo\u0094, Canavieiras oferece um menu completo      tendo o crust\u00e1ceo como atra\u00e7\u00e3o principal. A fartura \u00e9 tanta que, no m\u00eas de      setembro, a cidade promove o Festival Nacional do Caranguejo, o que atrai      visitantes \u00e1vidos pelo seu sabor peculiar e carne tenra. No card\u00e1pio, al\u00e9m      do convencional caranguejo cozido em \u00e1gua e sal com temperos e servido inteiro,      o crust\u00e1ceo \u00e9 combinado com diversos ingredientes em uma infinidade de pratos      que agradam os mais apurados paladares.<\/p>\n<p>      <strong>Culin\u00e1ria de Jacobina<\/strong><\/p>\n<p>      Em Jacobina, a culin\u00e1ria \u00e9 t\u00edpica do sert\u00e3o baiano. Carne de sol com pir\u00e3o      de leite, bode assado, buchada, feij\u00e3o de corda, rabada e andu (um tipo de      leguminosa caracter\u00edstica da caatinga) fazem a fartura da mesa e a alegria      do paladar. A sobremesa est\u00e1 garantida. A cidade \u00e9 tamb\u00e9m famosa pela fabrica\u00e7\u00e3o      de doces t\u00edpicos &#8211; os mais conhecidos s\u00e3o o de marmelo, o de goiaba e o de      banana.<\/p>\n<p>      <strong>Culin\u00e1ria de S\u00e3o      Francisco do Conde<\/strong><\/p>\n<p>      A culin\u00e1ria t\u00edpica de S\u00e3o Francisco do Conde reserva del\u00edcias ex\u00f3ticas como      o arremate de sururu e a moqueca na folha de bananeira, feita com xang\u00f3 sem      a espinha dorsal &#8211; a embalagem na folha de bananeira ajuda a conservar a temperatura      e d\u00e1 sabor especial ao quitute. O tempero, caprichado no dend\u00ea e no leite      de coco, revela moquecas variadas de peixes e mariscos ou, se preferir, os      ensopados condimentados no tomate, piment\u00e3o, cebola e cheiro verde. Para acompanhar,      o feij\u00e3o fradinho \u00e9 sempre uma boa pedida. Feij\u00e3o doce tamb\u00e9m \u00e9 prato certo      na mesa, em S\u00e3o Francisco do Conde. Para ado\u00e7ar o paladar, balas variadas      feitas com frutas t\u00edpicas, como as de jenipapo, coco e goiaba com coco. Saiba      mais sobre S\u00e3o Francisco do Conde.<\/p>\n<p>      <strong>Culin\u00e1ria do Jorro<\/strong><\/p>\n<p>      A culin\u00e1ria t\u00edpica do sert\u00e3o \u00e9 um dos destaques \u00e0 beira do Rio Itapicuru (Jorrinho).      O tradicional bode assado \u00e9 pedida certa. De sobremesa, doces de frutas da      \u00e9poca, como umbu e banana, al\u00e9m dos famosos doces de batata e de leite.<\/p>\n<p>      <strong>Culin\u00e1ria do Oeste<\/strong><\/p>\n<p>      No cora\u00e7\u00e3o do Oeste Baiano, em Barreiras, a comida t\u00edpica t\u00edpica re\u00fane diversas      influ\u00eancias, com especial destaque para as cozinhas ga\u00facha e cearense. O tradicional      churrasco divide o paladar com pratos inusitados, tipicamente nordestinos,      como o pir\u00e3o de cabe\u00e7a de surubim e a galinha caipira com pir\u00e3o de mulher      parida. As peixadas e o feij\u00e3o tropeiro endossam a diversidade de sabores      da cidade. Para ado\u00e7ar o paladar, a sobremesa fica por conta dos doces feitos      da fruta, com destaque para o de maracuj\u00e1 nativo e o de buriti. A feira local      re\u00fane todos os tipos. Biscoitos peta, ginete e queijada s\u00e3o os mais cl\u00e1ssicos.<\/p>\n<p>      <strong>Culin\u00e1ria no Arraial<\/strong><\/p>\n<p>      Comida mineira, massas caseiras, cantinas italianas, especialidades espanholas,      austr\u00edacas, francesas, tacos mexicanos, grelhados, frutos do mar, pizzas.      A variedade e qualidade da culin\u00e1ria, em Arraial D\u0092Ajuda, s\u00e3o tais que os      restaurantes organizam um Roteiro de Gastronomia &#8211; Arraial da Gula &#8211; na \u00faltima      semana de julho, com card\u00e1pios e pre\u00e7os especiais; sempre aliados a atra\u00e7\u00f5es      s\u00f3cio-culturais. Os pratos mais cotados, como n\u00e3o podia deixar de ser, trazem      o melhor da culin\u00e1ria t\u00edpica da Bahia, regados a muita pimenta malagueta,      azeite de dend\u00ea e leite de coco, al\u00e9m da mandioca e do milho \u0096 mat\u00e9rias-primas      de bolos variados, doces, mingaus, farofas e pir\u00e3o. Saiba mais sobre Arraial      D\u0092Ajuda.<\/p>\n<p>      <strong>Culin\u00e1ria Sertaneja<\/strong><\/p>\n<p>      Para al\u00e9m da cozinha afro-baiana, a culin\u00e1ria caracter\u00edstica do sert\u00e3o baiano      inova em receitas \u00e0 base de pir\u00e3o, farofa e carne seca. Carne de sol, de bode,      cabrito e charque; maxixe, mandioca, milho e a manteiga de garrafa s\u00e3o ingredientes      fundamentais na panela \u0096 ou tacho \u0096 do sertanejo. De certo que a culin\u00e1ria      da Bahia n\u00e3o estaria completa sem a heran\u00e7a da caatinga. Na cidade de Salvador      e Rec\u00f4ncavo, nos munic\u00edpios da Ilha de Itaparica e ao longo de todo o litoral      o predom\u00ednio \u00e9 das del\u00edcias tipicamente afro-baianas. A regi\u00e3o semi-\u00e1rida,      margeada pelo imponente S\u00e3o Francisco, completa a miscel\u00e2nea de gostos e temperos      da cozinha baiana com toques sertanejos. Saiba mais sobre Canudos, Cip\u00f3, Monte      Santo,Euclides da Cunha e Jorro, locais de tradi\u00e7\u00e3o em culin\u00e1ria sertaneja.<\/p>\n<p>      <strong>Culin\u00e1ria Sertaneja<\/strong><\/p>\n<p>      Para al\u00e9m da cozinha afro-baiana, a culin\u00e1ria caracter\u00edstica do sert\u00e3o baiano      inova em receitas \u00e0 base de pir\u00e3o, farofa e carne seca. Carne de sol, de bode,      cabrito e charque; maxixe, mandioca, milho e a manteiga de garrafa s\u00e3o ingredientes      fundamentais na panela \u0096 ou tacho \u0096 do sertanejo. De certo que a culin\u00e1ria      da Bahia n\u00e3o estaria completa sem a heran\u00e7a da caatinga. Na cidade de Salvador      e Rec\u00f4ncavo, nos munic\u00edpios da Ilha de Itaparica e ao longo de todo o litoral      o predom\u00ednio \u00e9 das del\u00edcias tipicamente afro-baianas. A regi\u00e3o semi-\u00e1rida,      margeada pelo imponente S\u00e3o Francisco, completa a miscel\u00e2nea de gostos e temperos      da cozinha baiana com toques sertanejos. Saiba mais sobre Canudos, Cip\u00f3, Monte      Santo,Euclides da Cunha e Jorro, locais de tradi\u00e7\u00e3o em culin\u00e1ria sertaneja.<\/p>\n<p>      <strong>Doces da Ilha      Para\u00edso<\/strong><\/p>\n<p>      O local ganhou fama como o para\u00edso dos doces. S\u00e3o nada menos que 60 tipos      de doces caseiros, t\u00edpicos da regi\u00e3o. Al\u00e9m de saborear as guloseimas, o visitante      tamb\u00e9m pode levar para casa doces j\u00e1 embalados para viagem, como lembran\u00e7a      do lugar.<\/p>\n<h2>      Religiosidade<\/h2>\n<p class=\"imagem\">      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/bahia-099.jpg\" alt=\"Bahia\" width=\"400\" height=\"195\" title=\"Bahia\" \/><\/p>\n<p>      As mais de 365 igrejas cat\u00f3licas em Salvador \u0096 uma para cada dia do ano e      ainda sobra \u0096 e os muitos terreiros de famosos pais e m\u00e3es-de-santo convivem      em plena harmonia de cren\u00e7as e ritos.<\/p>\n<p>      Cultuados nas missas e feriados crist\u00e3os &#8211; cada qual com sua entidade correspondente      na religi\u00e3o de ordem africana &#8211; e festejados nas ruas e largos em celebra\u00e7\u00f5es      que misturam o sagrado e o profano, os santos s\u00e3o motivos de f\u00e9 e adora\u00e7\u00e3o,      e sempre festejados ao tempero da Bahia, na capital e no interior, onde cada      pra\u00e7a reserva, ao menos, uma igreja.<\/p>\n<p>      A arquitetura portuguesa nas bas\u00edlicas, do barroco ao neocl\u00e1ssico, e as coreografias      marcadas nos terreiros de candombl\u00e9 s\u00e3o atra\u00e7\u00f5es \u00e0 parte, que d\u00e3o o tom da      inabal\u00e1vel f\u00e9 do baiano neste verdadeiro caldeir\u00e3o religioso.<\/p>\n<p>            Fonte:\u00a0www.bahia.com.br<\/p>\n<h2>\u00a0<\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bahia, Hist\u00f3ria, Col\u00f4nia, Descoberta, Salvador, Geografia, Praias, elezas, Naturais, Cultura, Carnaval, Gastronomia, Religiosidade, Destinos, Roteiros, 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