{"id":44665,"date":"2016-06-13T14:17:10","date_gmt":"2016-06-13T14:17:10","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=44665"},"modified":"2016-06-13T16:41:25","modified_gmt":"2016-06-13T16:41:25","slug":"olinda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/olinda","title":{"rendered":"Olinda"},"content":{"rendered":"<h4>Olinda &#8211; PE<\/h4>\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>Fundada por Duarte Coelho Pereira, donat\u00e1rio da Capitania de Pernambuco,\u00a0<strong>Olinda<\/strong>\u00a0foi      oficialmente reconhecida como vila por Alvar\u00e1 R\u00e9gio de 12 de mar\u00e7o de 1537.<\/p>\n<p>O      donat\u00e1rio tudo fez pelo desenvolvimento da terra. Fundou o primeiro engenho      de a\u00e7\u00facar, desenvolveu a agricultura, estabeleceu um livro de Tombo e em 1537      ordenou a constru\u00e7\u00e3o de um edif\u00edcio destinado ao funcionamento do Senado da      C\u00e2mara de Olinda, pr\u00e9dio \u00easte doado, em 1676, ao primeiro bispo de Olinda,      Dom Estevam Brioso de Oliveira, que o converteu em pal\u00e1cio episcopal, t\u00edtulo      que ainda hoje conserva. Elevada \u00e0 categoria de cidade, em 16 de novembro      de 1676, quando tamb\u00e9m a igreja da S\u00e9 foi elevada a catedral.<\/p>\n<p>Em      1630, Olinda foi tomada pelos holandeses que a incendiaram no ano seguinte;      em 1654, novamente sob dom\u00ednio portugu\u00eas, voltou a ser a sede oficial do gov\u00earno,      muito embora os Governadores residissem no Recife. Por volta de 1800, com      a funda\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio Diocesano e, em 1828, do Curso Jur\u00eddico, transformou-se      num burgo de estudantes. Deixou de ser a Capital da Prov\u00edncia em 1827.<\/p>\n<p>Sob      certos aspectos Olinda rivalizava com a metr\u00f3pole portugu\u00easa.<\/p>\n<p>Seus      velhos sobrados tinham dobradi\u00e7as de bronze, enquanto as igrejas, principalmente      a S\u00e9, ostentavam em suas portas principais dobradi\u00e7as de prata e chaves fundidas      em ouro. Foi no Senado da C\u00e2mara de Olinda que, a 10 de novembro de 1710,      o sargento-mor Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito em prol da independ\u00eancia      nacional.<\/p>\n<p>Os      primeiros Cursos Jur\u00eddicos do Brasil, criados pelo Decreto Imperial de 11      de ag\u00f4sto de 1827, foram inaugurados solenemente no Mosteiro de S\u00e3o Bento,      a 15 de maio de 1828. Antes de sua transfer\u00eancia para o Recife, os Cursos      Jur\u00eddicos funcionaram no pr\u00e9dio em que atualmente se encontra a Prefeitura.<\/p>\n<h4><strong>Forma\u00e7\u00e3o Administrativa<\/strong><\/h4>\n<p>Distrito      criado com a denomina\u00e7\u00e3o de Olinda, pelo alvar\u00e1 de 29-01-1787.<\/p>\n<p>Elevado      \u00e0 categoria de vila com a denomina\u00e7\u00e3o de Olinda (ex-Aldeia Marim), em 1537.<\/p>\n<p>Elevado      \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de cidade e sede com a denomina\u00e7\u00e3o de Olinda, em 16-11-1637. Foi      capital do Estado at\u00e9 o ano de 1827.<\/p>\n<p>Pela      lei provincial n\u00ba 238, de 11-06-1850, \u00e9 criado o distrito de Nazar\u00e9 e anexado      ao munic\u00edpio de Olinda. Por ato do conselho do governo de 20-05-1833, desmembra      do munic\u00edpio de Olinda o distrito de Nazar\u00e9. Elevado \u00e0 categoria de vila.<\/p>\n<p>Pela      lei municipal n\u00ba 219 de 28-12-1907, \u00e9 criado o distrito de Paulista e anexado      ao munic\u00edpio de Olinda.<\/p>\n<p>Pela      lei municipal n\u00ba 231, de 02-06-1908, \u00e9 criado o distrito de Beberibe e anexado      ao munic\u00edpio de Olinda.<\/p>\n<p><strong>Em      divis\u00e3o administrativa referente ao ano de 1911, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo      de 3 distritos:<\/strong>\u00a0Olinda,      Paulista e Beberibe.<\/p>\n<p>Pela      lei municipal n\u00ba 486, de 14-11-1922, foram criados os distritos de Caboatam,      Canoas, Jardim, Nobre, Praia da Concei\u00e7\u00e3o e anexados ao munic\u00edpio de Olinda.<\/p>\n<p>Pela      lei estadual n\u00ba 1931, de 11-09-1928, o distrito de Beberibe foi transferido      do munic\u00edpio de Olinda para Recife.<\/p>\n<p>Sob      a mesma lei acima citada, desmembra do munic\u00edpio de Olinda o distrito de Paulista      elevando-o \u00e0 categoria de munic\u00edpio.<\/p>\n<p><strong>Em      divis\u00e3o administrativa referente ao ano de 1933, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo      de 6 distritos:<\/strong>\u00a0Olinda,      Caboatam, Canoas, Jardim, Nobre, Praia da Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pelos      decretos n\u00bas 268, de 25-11-1930, e 56 de 23-01-1931, o munic\u00edpio de Paulista      perdeu acategoria de munic\u00edpio, sendo seu territ\u00f3rio anexado munic\u00edpio de      Olinda, como simples distrito.<\/p>\n<p>Pela      lei estadual n\u00ba 11, de 04-11-1935, desmembra do munic\u00edpio de Olinda o distrito      de Paulista. Elevado novamente \u00e0 categoria de munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Em      divis\u00f5es territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o munic\u00edpio \u00e9      constitu\u00eddo dodistrito sede. Todos os distritos que figuravam na divis\u00e3o de      1933, foram extintos, sendo seus territ\u00f3rios anexado ao distrito sede do munic\u00edpio      de Olinda.<\/p>\n<p>No      quadro fixado para vigorar no per\u00edodo de 1944-1948, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo      do distrito sede.<\/p>\n<p>Em      divis\u00e3o territorial datada de 1-VII-1960, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo do distrito      sede.<\/p>\n<p>Assim      permanecendo em divis\u00e3o territorial datada de 2007.<\/p>\n<p>Fonte: biblioteca.ibge.gov.br<\/p>\n<h6>Olinda<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>Com      o t\u00edtulo em 1982, de Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Cultural da Humanidade e ber\u00e7o      da cultura brasileira,\u00a0<strong>Olinda<\/strong>\u00a0foi      eleita a 1\u00aa. Capital Cultural do Brasil em 2005.<\/p>\n<p>Tudo isso deve-se \u00e0 sua tamanha beleza natural, al\u00e9m de ser uma das cidades      mais preservadas desde a \u00e9poca colonial do Brasil. Nas ruas de seus s\u00edtios      hist\u00f3ricos, percebe-se a &#8220;arte&#8221; por todos os lados, por isso que      muitos artistas pl\u00e1sticos escolhem a cidade para montar seus ateli\u00eas, galerias      e museus, pois afirmam que Olinda traz inspira\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Tem o seu tra\u00e7ado acompanhando os altos e baixos da regi\u00e3o, nos seus 40,83      km\u00b2, \u00e9 banhada pelos rios Beberibe e Paratibe, sendo que este tem sua nascente      no munic\u00edpio. Sua popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 na casa dos 400 mil habitantes, sendo que      nas \u00e9pocas de festas, carnaval, etc. aumenta sobremaneira esse n\u00famero. Considerada      a 3\u00aa maior cidade do estado, com renda per-capta entre dois a quatro sal\u00e1rios      m\u00ednimos. Fica a 6 km. de Pernambuco, com clima quente e \u00famido.<\/p>\n<p>N\u00e3o tem a data de sua funda\u00e7\u00e3o bem definida, sabendo-se que tudo come\u00e7ou      em 1534 com a institui\u00e7\u00e3o do regime de capitanias pela Coroa portuguesa. O      local foi escolhido por Duarte Coelho que julgou de defesa segura, que eram      os padr\u00f5es da \u00e9poca, devido a invas\u00f5es. <\/p>\n<p>Pouco depois ele seguiu para o sul buscando um lugar para a sua instala\u00e7\u00e3o,      encontrando um ideal, no alto das colinas, onde existia apenas uma pequena      aldeia chamada Marim, instalando al\u00ed, o povoado que deu origem a Olinda. O      seu nome talvez tenha sido aproveitado por um dizer do seu posseiro &#8220;\u00d3      linda situa\u00e7\u00e3o para se construir uma vila&#8221;. <\/p>\n<p>Mas de fato, o nome da cidade surgiu atrav\u00e9s de uma personagem feminina do      romance de cavalaria Amadis de Gaula. O seu progresso foi grande, devido ao      extrativismo do pau-brasil e a cultura da cana-de-a\u00e7\u00facar, que a tornou um      dos principais centros comerciais da col\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>Entre      1580 e 1586, com a chegada de ordens religiosas:\u00a0<\/strong>as      carmelitas; jesu\u00edtas; beneditinos e franciscanos, ocorreu a catequiza\u00e7\u00e3o dos      \u00edndios o que ajudou no aproveitamento das terras.<\/p>\n<p>Em      fevereiro de 1653, Pernambuco foi invadida pelos holandezes e isso trouxe      muitas conseq\u00fc\u00eancias para Olinda, que foi incendiada ap\u00f3s a pilhagemn de materiais      nobres das edifica\u00e7\u00f5es. No ano seguinte ocorreu a expuls\u00e3o dos holandezes,      por\u00e9m Olinda n\u00e3o mais recuperou seu prest\u00edgio que foi canalizado por Recife.      Posteriormente experimentou uma grande procura de suas praias e foi se ampliando      pelas cercanias.<\/p>\n<p>Enfeitada      por igrejas, semin\u00e1rios e casarios, a cidade atrai turistas de todas as partes      do mundo.<\/p>\n<p><strong>Os      seus guias mirins s\u00e3o \u00f3timas companhias para apresent\u00e1-la e levar para alguns      dos principais pontos tur\u00edsticos como:<\/strong>\u00a0O      pr\u00e9dio da Caixa d&#8217;\u00e1gua, de 1934, e fica no Alto da S\u00e9, que foi a primeira      constru\u00e7\u00e3o modernista realizada no Brasil; o Sobrado Mourisco I e II; Faculdade      de Direito; Biblioteca p\u00fablica; Centro de Educa\u00e7\u00e3o Musical de Olinda; O Coreto;      Ru\u00ednas do Senado: Farol de Olinda; e Forte S\u00e3o Francisco, dentre outros.<\/p>\n<p><strong>V\u00e1rias      praias:\u00a0<\/strong>do Farol;      Bairro Novo; dos Milagres; Ponta D&#8217;el Chifre; do Carmo; Casa Caiada e de Rio      Doce.<\/p>\n<p><strong>L\u00e1 encontramos tamb\u00e9m Mirantes:\u00a0<\/strong>Mirante da Igreja      de Nossa Senhora da Gra\u00e7a e Semin\u00e1rio de Olinda; Mirante da Ribeira; Mirante      do Alto da S\u00e9 e o do Largo da Miseric\u00f3rdia. A par destes, encontramos muitas      Igrejas, Museus e Mercados p\u00fablicos, entre outras constru\u00e7\u00f5es que levam o      visitante a fazer uma viagem ao passado. <\/p>\n<p>As dezenas de igrejas de Olinda merecem um grande destaque, existem in\u00fameras      e dedicadas aos mais diversos santos, a cidade \u00e9 altamente religiosa. Al\u00e9m      das igrejas seculares, em seu s\u00edtio arqueol\u00f3gico podem ser encontrados diversos      monumentos que mostram a hist\u00f3ria do Brasil como tamb\u00e9m obras do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Dona      de um dos maiores carnavais do mundo, as famosas ladeiras de Olinda ficam      lotadas de fantasias e muitas cores durante esta grande festa. Acompanhar      os clubes de frevo, maracatu, afox\u00e9, bonecos gigantes, se torna a principal      divers\u00e3o para os foli\u00f5es. O carnaval da cidade \u00e9 caracterizado por esta mistura      de dan\u00e7as portuguesas e africanas.<\/p>\n<p>O seu litoral com apenas 11 Km, distribu\u00eddo em sete praias, atrai muitos      visitantes para quem deseja buscar lazer contemplativo, al\u00e9m de ter a comodidade      de se hospedar em Olinda e ainda visitar e curtir as belas praias do litoral      pernambucano. <\/p>\n<p>As belezas da cidade s\u00e3o incontest\u00e1veis, o turismo est\u00e1 sempre em alta e      os seus visitantes saem com uma grande bagagem cultural que ser\u00e1 levada e      guardada para sempre. A cultura, a natureza, a alegria, se misturam com o      ar de Olinda que respira hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Fonte: cidades.com.br<\/p>\n<h6>Olinda<\/h6>\n<h4>Atrativos      Naturais<\/h4>\n<p><strong>Bica      de S\u00e3o Pedro<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      a que possui maior vaz\u00e3o de \u00e1gua. Ainda serve \u00e0 popula\u00e7\u00e3o olindense. Sua \u00e1gua      \u00e9 tipicamente calc\u00e1ria, incolor, inodora. Tem temperatura ambiental em torno      de 30\u00ba.<\/p>\n<p><strong>Bica      do Ros\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Imponente      pe\u00e7a colonial. Sua base ostenta o secular bras\u00e3o de Olinda e o front\u00e3o \u00e9 adornado      por pared\u00f5es com jarros de pedra. Tem escadaria toda lajeada em pedras.<\/p>\n<p><strong>Bica      dos Quatro Cantos<\/strong><\/p>\n<p>Tem      registro documental encontrado em uma escritura do ano de 1602 com a denomina\u00e7\u00e3o      de Fonte de Tabatinga.<\/p>\n<p><strong>Bicas      de Olinda<\/strong><\/p>\n<p>Localizadas nas ruas Henrique Dias, no Varadouro (S\u00e3o Pedro) e dos Quatro      Cantos, no Amparo (Quatro Cantos) e no Largo do Ros\u00e1rio, no Bonsucesso (Ros\u00e1rio),      as tradicionais bicas da cidade foram constru\u00eddas na primeira metade do s\u00e9culo      XIV em pedra e alvenaria. <\/p>\n<p>A finalidade era a de suprir a falta de \u00e1gua da Vila de Olinda. No s\u00e9culo      XIX \u00e9 fundada a Companhia Santa Teresa encarregada dos servi\u00e7os de \u00e1gua e      luz. Os problemas de abastecimento, no entanto, n\u00e3o diminu\u00edram, pois a Companhia      tomou medidas para proibir o consumo gratuito nas bicas e cacimbas p\u00fablicas.    <\/p>\n<p>A Bica do Ros\u00e1rio foi fechada, a dos Quatro Cantos destru\u00edda. As bicas do      Ros\u00e1rio, Quatro Cantos e S\u00e3o Pedro foram posteriormente recuperadas.Resistiram      \u00e0 a\u00e7\u00e3o do tempo e hoje completam os monumentos hist\u00f3ricos da cidade.<\/p>\n<p><strong>Horto      Del Rey<\/strong><\/p>\n<p>A data de sua funda\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 devidamente comprovada. Uma Carta R\u00e9gia de      19 de novembro de 1798 determinava o estabelecimento de um Jardim Bot\u00e2nico      em Pernambuco semelhante ao que se havia criado no Par\u00e1. Pereira da Costa,      nos Anais Pernambucanos, registrada o ano de 1811 como o da funda\u00e7\u00e3o do Jardim      Bot\u00e2nico de Olinda. <\/p>\n<p>O local onde foi instalado encontra-se nas proximidades do Convento da Concei\u00e7\u00e3o,      no Bonsucesso. Teve seu tempo \u00e1ureo entre os anos de 1826 e 1830, quando chegou      a possuir mais de mil esp\u00e9cies. A \u00e1rea foi vendida em 1854 e hoje pertence      a particulares.<\/p>\n<p><strong>Mata      do Passarinho<\/strong><\/p>\n<p>\u00c1rea de preserva\u00e7\u00e3o ambiental, considerada de utilidade p\u00fablica desapropriada      pelo Decreto Municipal n\u00b0 057, de 12 de maio de 1998. A Mata de Passarinho      \u00e9 o \u00faltimo resqu\u00edcio de Mata Atl\u00e2ntica do munic\u00edpio de Olinda. Constantemente      pressionada pela popula\u00e7\u00e3o do seu entorno, a mata \u00e9 bastante utilizada pela      popula\u00e7\u00e3o como \u00e1rea de lazer e de recursos naturais dispon\u00edveis. <\/p>\n<p>S\u00e3o 13,36 hectares que abrigam esp\u00e9cies vegetais como caj\u00e1, dend\u00ea, favinha,      imba\u00faba, ing\u00e1, jacarand\u00e1, louro, pau-sangue, murici, oiti, sucupira e visgueiro.      Est\u00e1 situada no bairro de Passarinho, pr\u00f3ximo aos bairros de Alto da Bondade,      \u00c1guas Compridas, C\u00f3rregos dos Carneiros.<\/p>\n<p>Como leg\u00edtima representante da arquitetura colonial portuguesa, Olinda possui      in\u00fameras igrejas, todas no mais puro estilo barroco. Visite a Igreja da S\u00e9,      constru\u00edda em 1537, e aproveite para comer uma tapioca quentinha de uma das      barracas do Alto da S\u00e9, em frente \u00e0 Igreja, apreciando a vista panor\u00e2mica      de Recife. <\/p>\n<p>Vale tamb\u00e9m a pena visitar a Igreja de Nossa Senhora da Miseric\u00f3rdia, de      1540, o Mosteiro de S\u00e3o Bento, constru\u00eddo em 1582, e o Museu de Arte Sacra,      no antigo Pal\u00e1cio Episcopal, que data de 1676.<\/p>\n<h4>Atrativos      Culturais<\/h4>\n<p><strong>Bas\u00edlica      e Mosteiro de S\u00e3o Bento<\/strong><\/p>\n<p>O Mosteiro de S\u00e3o Bento \u00e9 o segundo constru\u00eddo em terras brasileiras. Sua      constru\u00e7\u00e3o data do s\u00e9culo XVI e possui uma caracter\u00edstica peculiar que \u00e9 a      de ser S\u00e3o Bento, ao mesmo tempo, padroeiro da Abadia e do Mosteiro. O Mosteiro      de S\u00e3o Bento n\u00e3o passou despercebido dos invasores holandeses e foi destru\u00eddo      pelos mesmos em 1631. <\/p>\n<p>Por esse e por outros motivos o Mosteiro n\u00e3o possui um estilo arquitet\u00f4nico      definitivo. A fachada da igreja \u00e9 composta por um bras\u00e3o e uma torre sineira      do s\u00e9culo XVIII. Destaca-se tamb\u00e9m o requintado altar-mor com arquivoltas      do barroco brasileiro. Toda em madeira revestida em ouro, no trono principal      do altar, encontra-se a imagem do patriarca S\u00e3o Bento. <\/p>\n<p>A sacristia conventual \u00e9 a mais rica das igrejas de Olinda com elaboradas      talhas douradas, espelhos de cristais e pain\u00e9is, mostrando a vida penitente      de S\u00e3o Bento. Suas portas s\u00e3o almofadadas em alto-relevo e emolduradas em      pedra.<\/p>\n<p><strong>Biblioteca      P\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p>A      casa \u00e9 exemplo da arquitetura rural do s\u00e9culo XVII. A primeira biblioteca      \u00e9 de 1830 e foi instalada no Convento de S\u00e3o Francisco. A chamada Casa 100      do Carmo foi inaugurada como Biblioteca P\u00fablica em 1996.<\/p>\n<p><strong>Capela      de Santa Ana do Engenho Fragoso<\/strong><\/p>\n<p>Localizada na Base Rural de Olinda, na estrada que vai at\u00e9 Paulista, a capela      \u00e9 posterior \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do engenho. A propriedade foi, provavelmente, um      presente de Jer\u00f4nimo de Albuquerque (cunhado do 1 o . donat\u00e1rio de Pernambuco),      \u00e0 sua filha Joana de Albuquerque, na ocasi\u00e3o de seu casamento com \u00c1lvaro Fragoso,      fidalgo de Portugal. <\/p>\n<p>Somente por volta do s\u00e9culo XIX, a Igreja de Santa Ana \u00e9 mencionada. No frontisp\u00edcio      das atuais ru\u00ednas na igreja, est\u00e1 gravada a data de 1845, que sugere uma reforma      naquele ano. No s\u00e9culo XX, a propriedade perdeu totalmente seu car\u00e1ter produtivo      e a capela foi abandonada. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s reformas empreendidas no s\u00e9culo XX, a igreja possu\u00eda portada de estilo      neocl\u00e1ssico e front\u00e3o ecl\u00e9tico. A capela manteve-se funcionando, mesmo de      forma prec\u00e1ria, at\u00e9 a venda do Engenho, em 1951.<\/p>\n<p><strong>No      local, foi constru\u00eddo um n\u00facleo de casas populares:<\/strong>\u00a0a      Vila Cidade Tabajara. Os \u00faltimos resqu\u00edcios do antigo engenho s\u00e3o as ru\u00ednas      do antigo forno de cal e o que restou da capela, que conserva ainda os tra\u00e7os      singelos, que marcam uma \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>Capela      de S\u00e3o Pedro Adv\u00edncula<\/strong><\/p>\n<p>Constru\u00e7\u00e3o iniciada por volta de 1764 com parte integrante do Aljube (cadeia      eclesi\u00e1stica), hoje Museu de Arte Contempor\u00e2nea. Os presos dela se serviam      para assistirem \u00e0s missas. A capela possui duas divis\u00f5es, uma para celebra\u00e7\u00e3o      e fi\u00e9is; outra posterior, servindo de sacristia. <\/p>\n<p>O estilo \u00e9 colonial. No seu interior, um altar com talhas Dom Jo\u00e3o V e um      belo quadro de S\u00e3o Pedro. O quadro de S\u00e3o Pedro representa &#8220;Ele na pris\u00e3o      e um anjo tira-lhe as algemas, libertando-o&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Casa      de Jo\u00e3o Fernandes Vieira<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0      direita da Rua de S\u00e3o Bento, ergue-se o sobrado onde habitou e faleceu Jo\u00e3o      Fernandes Vieira, restaurador de Pernambuco, rico senhor de engenho, que teve      destaque na luta contra o invasor holand\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Rua      de S\u00e3o Bento &#8211; Varadouro<\/p>\n<p><strong>Centro      de Educa\u00e7\u00e3o Musical de Olinda<\/strong><\/p>\n<p>O      casar\u00e3o integrava o antigo S\u00edtio Ramos, propriedade onde havia viveiros de      peixes e \u00e1rvores frut\u00edferas, adquirido em 1915 pelo coronel Arthur Lundgren.      Abandonado durante v\u00e1rios anos, foi restaurado e atualmente abriga o Centro      de Educa\u00e7\u00e3o Musical de Olinda.<\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Complexo      Rodovi\u00e1rio de Salgadinho &#8211; Santa Tereza<\/p>\n<p><strong>Coreto      da Pra\u00e7a da Pregui\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Constru\u00e7\u00e3o      do fim do s\u00e9culo XIX, o coreto tem constru\u00e7\u00e3o de ferro fundido, de proced\u00eancia      inglesa, com base de pedra arredondada. Sua varanda em ferro \u00e9 adornada por      arabescos e encimada por uma esp\u00e9cie de coroa. Antigamente, o coreto abrigava      a Banda de M\u00fasica, que animava as festas de Olinda.<\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Avenida      Liberdade, s\/n\u00b0 &#8211; Carmo<\/p>\n<p><strong>Farol      de Olinda<\/strong><\/p>\n<p>O      farol original foi montado sobre o Fortim Montenegro, vis\u00edvel a 12 milhas.      Aceso pela primeira vez em 1872. O farol atual foi constru\u00eddo no alto do morro      denominado Morro de Serapi\u00e3o, localizado no bairro do Amaro Branco e inaugurado      em 7 de setembro de 1941.<\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Bairro      do Amaro Branco<\/p>\n<p><strong>Forte      de S\u00e3o Francisco (Fortim do Queijo)<\/strong><\/p>\n<p>A localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica da Vila de Olinda tornava relativamente f\u00e1cil a      entrada dos invasores. A vulnerabilidade da regi\u00e3o criou a necessidade de      defesa e por conta disso, a partir do s\u00e9culo XVII, intensificaram-se as constru\u00e7\u00f5es      das fortalezas. <\/p>\n<p>De acordo com o historiador Vanildo Bezerra, &#8220;o Fortim do Queijo era      um baluarte de certa envergadura, mas com o passar do tempo tomou o formato      de um queijo, vindo da\u00ed o seu nome&#8221;. Historiadores afirmam que o Fortim      do Queijo \u00e9 o mais antigo da cidade e teria sido constru\u00eddo por Crist\u00f3v\u00e3o      \u00c1lvares, por volta da d\u00e9cada de 20, do s\u00e9culo XVII. <\/p>\n<p>O forte passou por uma fase de pr\u00e9-ru\u00edna e durante a administra\u00e7\u00e3o do prefeito      Aredo Sodr\u00e9 da Mota (1973-1977) passou por uma restaura\u00e7\u00e3o que lhe confere      as atuais fei\u00e7\u00f5es. Atualmente encontra-se sob a responsabilidade do Minist\u00e9rio      do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Rua      do Sol &#8211; Carmo<\/p>\n<p><strong>Igreja      da Miseric\u00f3rdia<\/strong><\/p>\n<p>A      Igreja Nossa Senhora da Luz e a Santa Casa da Miseric\u00f3rdia foram constru\u00eddas      em 1540. Em 1630, a Igreja foi saqueada pelos holandeses e incendiada, mas      foi restaurada em 1654. Cont\u00edgua \u00e0 Igreja est\u00e1 a Academia Santa Gertrudes,      um col\u00e9gio fundado em 1912, pela Associa\u00e7\u00e3o de Instrutoras Mission\u00e1rias. No      interior da Igreja, h\u00e1 preciosidades em talha, como o p\u00falpito e o forro.<\/p>\n<p><strong>Igreja      da Santa Cruz dos Milagres<\/strong><\/p>\n<p>Conta-se, que durante as miss\u00f5es realizadas na S\u00e9 de Olinda, em ano de dura      seca, um pastor de gado recebeu uma mensagem divina revelando a localiza\u00e7\u00e3o      de uma fonte de \u00e1gua doce. Em a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, foi constru\u00edda, por cima do      olho d\u00b4\u00e1gua, uma capelinha. <\/p>\n<p>Outra vers\u00e3o relata que, durante a estiagem, um boi pastando encontrou \u00e1gua      pot\u00e1vel para saciar-lhe a sede. O povo considerou um milagre todo aquele manancial      e construiu uma cacimba, para abastecer a cidade. As Miss\u00f5es foram transferindo-se      para a cacimba do Milagre, onde uma cruz foi colocada. O local virou ponto      de romaria.<\/p>\n<p>No entanto, as refer\u00eancias consistentes s\u00e3o muito escassas. Sabe-se, que      em 1950, realmente foi edificado um cruzeiro em agradecimento ao surgimento      da fonte de \u00e1gua pot\u00e1vel. Uma capelinha foi constru\u00edda no local, at\u00e9 que,      em 1862, come\u00e7ou a ser erguida uma capela de porte regular, ao lado da cruz.<\/p>\n<p><strong>Da\u00ed      o nome do povoado que surgiu na regi\u00e3o:<\/strong>\u00a0Santa      Cruz dos Milagres.<\/p>\n<p>Hoje      a Igreja mostra um frontisp\u00edcio simples, uma torre sineira e portal central.      No altar-mor, encontram-se uma imagem de Nossa Senhora das Dores e um busto      do Salvador do Mundo, ladeados por S\u00e3o Jos\u00e9 e Nosso Senhor. Existem, ainda,      dois altares laterais, com as imagens de Nossa Senhora dos Milagres e de v\u00e1rios      outros santos. A cacimba continua vertendo \u00e1gua, mas est\u00e1 abandonada.<\/p>\n<p><strong>Igreja      de Nossa Senhora da Boa Hora<\/strong><\/p>\n<p>E dificada em 1806, segundo escritura p\u00fablica de doa\u00e7\u00e3o de uma casa lavrada      na cidade de Olinda por Bernardo Ferreira Viegas e sua mulher D. Elena Maria      da Concei\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m incorporava o referido im\u00f3vel ao patrim\u00f4nio da capela      de Nossa Senhora da Boa Hora. <\/p>\n<p>A data de 1807, registrada na fachada foi colocada em um dos sucessivos acr\u00e9scimos      que deram origem \u00e0 atual igreja. No local onde est\u00e1 situada a capela existia      um nicho dedicado \u00e0 mesma padroeira, levantado em meados do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p><strong>Igreja      de Nossa Senhora das Neves, Capela de S\u00e3o Roque e Convento de S\u00e3o Francisco<\/strong><\/p>\n<p>O      conjunto do Convento de S\u00e3o Francisco \u00e9 formado pela Igreja de Nossa Senhora      das Neves, a Capela de S\u00e3o Roque e o claustro de azulejos e sua magn\u00edfica      sacristia. Come\u00e7ou a ser constru\u00eddo em 1585. \u00c9 convento franciscano mais antigo      do Brasil. A igreja foi incendiada pelos invasores holandeses no ano de 1631      e reconstru\u00edda ainda no s\u00e9culo XVII. Em frente ao convento existe um cruzeiro      trabalhado em pedra arenito retirada de nossos arrecifes. O forro da igreja      tem com pinturas do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p><strong>Igreja      de Nossa Senhora de Guadalupe<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma das poucas igrejas da Am\u00e9rica do Sul sob invoca\u00e7\u00e3o da padroeira do      M\u00e9xico. Foi constru\u00edda pela devo\u00e7\u00e3o dos homens pardos libertos ou escravos      da Vila de Olinda entre os aos de 1626 a 1629. Na \u00e9poca de sua constru\u00e7\u00e3o,      Portugal fazia parte do governo espanhol e talvez por isso a predile\u00e7\u00e3o pela      santa da devo\u00e7\u00e3o espanhola.<\/p>\n<p> A igreja abriga at\u00e9 os dias de hoje, a irmandade de Nossa Senhora de Guadalupe,      tendo servido tamb\u00e9m de sede \u00e0 irmandade de Nossa Senhora do Bom Parto at\u00e9      1854, quando foi transferida para a Igreja de S\u00e3o Sebasti\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Igreja      de Nossa Senhora do Amparo<\/strong><\/p>\n<p>A      primitiva Igreja de Nossa Senhora do Amparo foi fundada por rapazes solteiros      e m\u00fasicos , entre os anos de 1550 e 1560. Foi parcialmente destru\u00edda pelos      holandeses em 1631. A data da fachada, 1644, marca sua reconstru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Dois      pain\u00e9is de madeira comp\u00f5em os altares laterais:\u00a0<\/strong>\u00e0      esquerda, o Cristo; \u00e0 direita, a padroeira dos m\u00fasicos, Santa Cec\u00edlia. Sua      \u00faltima restaura\u00e7\u00e3o, 1992, fez aflorar o colorido barroco de seus altares,      acima do arco-cruzeiro, painel de azulejos franceses.<\/p>\n<p><strong>Igreja      de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pescadores<\/strong><\/p>\n<p>Conta-se      que a imagem de S\u00e3o Jos\u00e9 foi encontrada por pescadores do lugar, onde foi      levantada uma ermida. Em 1901, data da fachada, tornou-se Capela e, em 1936,      foi novamente ampliada. No front\u00e3o, uma estrela do mar.<\/p>\n<p><strong>Igreja      de S\u00e3o Pedro Ap\u00f3stolo<\/strong><\/p>\n<p>A Igreja de S\u00e3o Pedro Ap\u00f3stolo tem sua constru\u00e7\u00e3o posterior \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o      pernambucana, provavelmente, nos fins da metade do s\u00e9culo XVII. Contudo, a      instala\u00e7\u00e3o de sua irmandade na cidade de Olinda \u00e9 anterior \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de      sua igreja, datando de 1711. <\/p>\n<p>Sabe-se, que inicialmente a irmandade de S\u00e3o Pedro Ap\u00f3stolo se instalou na      matriz de S\u00e3o Pedro M\u00e1rtir, passando depois para a igreja de S\u00e3o Pedro Ap\u00f3stolo.      Hoje a irmandade inexiste, apesar de ter funcionado durante muito tempo na      cidade.<\/p>\n<p><strong>Igreja      de S\u00e3o Salvador do Mundo<\/strong><\/p>\n<p>A Igreja de Nosso Senhor Salvador do Mundo foi a primeira constru\u00edda no Brasil.      Fundada em 1540, tinha sua estrutura inicial em madeira e taipa. A partir      de 1584, come\u00e7ou a constru\u00e7\u00e3o da nova igreja matriz com muitas capelas ao      redor. <\/p>\n<p>Durante a invas\u00e3o holandesa, serviu como templo protestante e teve sua estrutura      danificada com o inc\u00eandio ateado pelo invasor. Depois da Restaura\u00e7\u00e3o Pernambucana,      come\u00e7aram os trabalhos de reconstru\u00e7\u00e3o, passando os atos religiosos a serem      realizados na Igreja de S\u00e3o Jo\u00e3o. <\/p>\n<p>Ainda no per\u00edodo de reconstru\u00e7\u00e3o, em 1676, foi elevada \u00e0 categoria de bispado      de Olinda sendo inaugurada somente em 1714. A mudan\u00e7a da sede do governo do      bispado para o Pal\u00e1cio da Soledade provocou um movimento no sentido de transferir      a catedral para o Recife.<\/p>\n<p><strong>Igreja      de S\u00e3o Sebasti\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Fundada em 1686, na subida da Ladeira do Varadouro, a igreja foi constru\u00edda      com recursos do Senado e donativos populares. No final do s\u00e9culo XVII, a igreja      foi oferecida para sede da irmandade dos soldados, mas foi rejeitada, continuando      a C\u00e2mara com o encargo de sua manuten\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>J\u00e1 em 1819 foi realizado um grande servi\u00e7o de restaura\u00e7\u00e3o e colocadas na      fachada principal do templo as armas do Senado da C\u00e2mara, que s\u00e3o o globo      e a cruz de S\u00e3o Salvador, o padroeiro da cidade. Em 1854 foi cedida \u00e0 irmandade      de Nossa Senhora do Bom Parto. Com o in\u00edcio da Rep\u00fablica, a igreja foi entregue,      em definitivo, \u00e0 Irmandade do Bom Parto.<\/p>\n<p><strong>Igreja      do Bom Jesus do Bonfim<\/strong><\/p>\n<p>A      sua constru\u00e7\u00e3o data de 1758, quando um morador da localidade, Pinheiro da      Fontoura, pede permiss\u00e3o para fundar uma igreja dedicada ao Senhor do Bonfim.      Merece aten\u00e7\u00e3o o altar-mor e as imagens da igreja.<\/p>\n<p><strong>Igreja      do Ros\u00e1rio dos Homens Pretos de Olinda<\/strong><\/p>\n<p>Constru\u00edda na segunda metade do s\u00e9culo XVII \u00e9 a primeira igreja em Pernambuco      a possuir irmandade formada por negros. O objetivo dos escravos e de alguns      libertos era criar um referencial comum ao branco, adaptando-o \u00e0s suas cren\u00e7as      originais e l\u00edngua, pois, ao negro, n\u00e3o eram permitidos o acesso \u00e0s igrejas      dos brancos e a participa\u00e7\u00e3o em associa\u00e7\u00f5es, irmandades e confrarias. <\/p>\n<p>Em volta da igreja, os negros promoviam folgan\u00e7as denominadas Congos, uma      tentativa de resgatar as festas religiosas da \u00c1frica. Em 1702, foi instalado      um hosp\u00edcio na igreja idealizado pelo bispo Francisco de Lima. <\/p>\n<p>A finalidade era hospedar os mission\u00e1rios respons\u00e1veis pela catequese dos      \u00edndios. Recentemente, em 1998, ao passar por restaura\u00e7\u00f5es, foram descobertas      pinturas que imitam pedras preciosas e o marmorizado dos altares de madeira      das igrejas mais ricas da cidade.<\/p>\n<p><strong>Igreja      e Convento de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O convento \u00e9 um dos mais antigos do Brasil colonial. Foi abandonado no per\u00edodo      da invas\u00e3o holandesa e reconstru\u00eddo por iniciativa do mestre-de-campo Jo\u00e3o      Fernandes Vieira, passando a funcionar como casa religiosa de recolhimento      para mulheres abandonadas.<\/p>\n<p> A Igreja de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o tem como principal atra\u00e7\u00e3o a hist\u00f3rica      imagem barroca de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o. A imagem possui uma riqu\u00edssima      pintura em ouro e policromia com um pedestal formado por um bloco de anjos      com a representa\u00e7\u00e3o da Lua. O toque final da imagem \u00e9 uma coroa de prata.<\/p>\n<p><strong>Igreja      e Convento de Santa Tereza<\/strong><\/p>\n<p>A Igreja e o Convento de Santa Tereza foram erguidos em meados de 1660, sob      a invoca\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora do Desterro e ocupados pelas Carmelitas Descal\u00e7as,      expulsas em 1831. O estilo \u00e9 barroco. Os altares da igreja ostentam requintadas      talhas, com preciosas imagens dos s\u00e9culos XVII e XVIII de santeiros pernambucanos.    <\/p>\n<p>O frontisp\u00edcio \u00e9 colonial, com uma torre simples e um nicho rebuscado acima      da porta principal, abrigando a Santa Madre Tereza de Jesus. Acima do seu      nicho, est\u00e1 colocado um bras\u00e3o da ordem das Carmelitas Descal\u00e7as. Hoje, o      convento abriga um orfanato e o Col\u00e9gio Santa Tereza.<\/p>\n<p><strong>Igreja      e Mosteiro de Nossa Senhora do Monte<\/strong><\/p>\n<p>A      Igreja de Nossa Senhora do Monte \u00e9 uma das mais antigas de Olinda. Constru\u00edda      em meados do s\u00e9culo XVI, seu interior \u00e9 r\u00fastico, n\u00e3o possuindo nada de barroco.      \u00c9 composto apenas de um altar-mor simples e um orat\u00f3rio que ostenta a imagem      da padroeira Nossa Senhora do Monte. Na \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo XVI, a igreja      foi doada aos monges beneditinos.<\/p>\n<p><strong>Igreja      Santo Ant\u00f4nio do Carmo<\/strong><\/p>\n<p>Primeira      igreja da Ordem dos Carmelitas a ser constru\u00edda em terras brasileiras, provavelmente,      no per\u00edodo de 1580 \u00e0 1620. No s\u00e9culo XVIII passou por restaura\u00e7\u00f5es. A fachada      da Igreja do Carmo \u00e9 em estilo colonial renascentista, com colunas, portas      e janelas trabalhadas.<\/p>\n<p><strong>O      seu altar-mor cont\u00e9m tr\u00eas nichos:<\/strong>\u00a0o      central com a imagem barroca do seu padroeiro e os laterais, dedicados aos      santos fundadores da Ordem dos Carmelitas, Santo Elias e Santo Eliseu. Nos      corredores laterais do templo encontram-se v\u00e1rios altares com grandes quadros      a \u00f3leo sobre madeira com imponentes molduras.<\/p>\n<p><strong>Igreja      S\u00e3o Jo\u00e3o Batista dos Militares<\/strong><\/p>\n<p>A      Igreja de S\u00e3o Jo\u00e3o batista de Olinda foi constru\u00edda na segunda metade do s\u00e9culo      XVI. O interior \u00e9 simples, conservando a capela e o altar-mor, onde se encontra      o padroeiro S\u00e3o Jo\u00e3o Batista. O frontisp\u00edcio \u00e9 muito s\u00f3brio, com uma s\u00f3 torre      e um interessante bras\u00e3o acima da porta central.<\/p>\n<p><strong>Maxambomba<\/strong><\/p>\n<p>Em      1866 foi iniciada a utiliza\u00e7\u00e3o dos trens a vapor, a chamada maxambomba, que      ligavam o centro do Recife aos sub\u00farbios de Olinda. A primeira linha que interligava      as duas cidades tinha seu tra\u00e7ado que sa\u00eda de Campo Grande, passando por Salgadinho      e seguia at\u00e9 o Carmo, onde em 1871 foi constru\u00edda uma garagem ou oficina da      Companhia de Trilhos Urbanos do Recife, Olinda e Beberibe.<\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Pra\u00e7a      do Carmo, s\/n\u00b0 &#8211; Carmo<\/p>\n<p><strong>Mercado      da Ribeira<\/strong><\/p>\n<p>O      Mercado da Ribeira foi constru\u00eddo no final do s\u00e9culo XVII e in\u00edcio do s\u00e9culo      XVIII.<\/p>\n<p><strong>A      edifica\u00e7\u00e3o \u00e9 caracter\u00edstica do Brasil colonial:<\/strong>\u00a0piso      em tijolaria, dois alpendres com pilastras e um batente em pedra portuguesa.O      mercado foi restaurado no estilo original e nele funcionam v\u00e1rias galerias      de artesanatos, oficinas de entalhadores, gravuras e pinturas.<\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Rua      Bernardo Vieira de Melo, s\/n\u00b0 &#8211; Ribeira<\/p>\n<p><strong>Mercado      Eufr\u00e1sio Barbosa<\/strong><\/p>\n<p>Funciona      no pr\u00e9dio da antiga f\u00e1brica de doces Amorim Costa, fundada em 1865. Em 1979,      o im\u00f3vel foi desapropriado pela Prefeitura de Olinda e reformado para abrigar      o Mercado e o Teatro Fernando Santa Cruz.<\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Pra\u00e7a      do Varadouro, s\/n\u00b0 &#8211; Varadouro<\/p>\n<p><strong>Mirante      da Igreja de Nossa Senhora da Gra\u00e7a e Semin\u00e1rio de Olinda<\/strong><\/p>\n<p>O      mirante est\u00e1 localizado no p\u00e1tio do Semin\u00e1rio de Olinda, tendo sua ambi\u00eancia      marcada, em primeiro plano, por torres de igrejas seculares e, em segundo      plano, pelo Oceano Atl\u00e2ntico. Ao sul, ao fundo da paisagem, observa-se o Porto,      a cidade do Recife e a Praia de Ponta D&#8217;el Chifre e um trecho do Rio Beberibe.      A vegeta\u00e7\u00e3o que lhe entorna \u00e9 composta por fruteiras e palm\u00e1ceas que se espalham      pelos quintais da Cidade Alta.<\/p>\n<p><strong>Mirante      da Ribeira<\/strong><\/p>\n<p>Do      mirante, pode-se avistar, ao sul, a Praia de Ponta D&#8217;el Chifre e trecho do      Rio Beberibe. Em segundo plano, v\u00ea-se a cidade e o Porto do Recife e, ao fundo,      a concentra\u00e7\u00e3o urbana do bairro de Boa Viagem. A vegeta\u00e7\u00e3o que lhe entorna      \u00e9 formada por fruteiras, principalmente coqueiros, espalhados na Cidade Alta.<\/p>\n<p><strong>Mirante      do Alto da S\u00e9<\/strong><\/p>\n<p>Localizado no Largo da Igreja da S\u00e9. A paisagem mais representativa do mirante      est\u00e1 ao Sul, onde se observa os telhado do antigo casario e as Igrejas da      Cidade Alta. Em segundo plano, se o Porto, a cidade do Recife e a Praia de      Ponta D&#8217;el Chifre e um trecho do Rio Capibaribe. Ao fundo da paisagem aparece      a concentra\u00e7\u00e3o urbana do bairro de Boa Viagem.<\/p>\n<p> Ao Leste a Sudeste est\u00e1 o Oceano Atl\u00e2ntico. A vegeta\u00e7\u00e3o que lhe entorna      \u00e9 composta por fruteiras e palm\u00e1ceas que se distribuem pelos quintais de Olinda.      Encontra-se em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o e limpeza. H\u00e1, ainda, uma feirinha,      onde se comercializam bebidas e comidas t\u00edpicas e artesanato local.<\/p>\n<p><strong>Mirante      do Largo da Miseric\u00f3rdia<\/strong><\/p>\n<p>Localiza-se      no Largo da Igreja da Miseric\u00f3rdia, avistando-se, ao sul, em primeiro plano,      os Quatro Cantos de Olinda e seu casario. Em segundo plano, a Praia de Ponta      D&#8217;el Chifre, trecho do Rio Beberibe, Complexo de Salgadinho, o Porto e a cidade      do Recife. Ao leste, o Oceano Atl\u00e2ntico e parte da Cidade Alta. A vegeta\u00e7\u00e3o      que lhe entorna \u00e9 composta por fruteiras e palm\u00e1ceas.<\/p>\n<p><strong>Museu      de Arte Contempor\u00e2nea<\/strong><\/p>\n<p>O      pr\u00e9dio do s\u00e9culo XVIII, que abriga hoje o Museu de Arte Contempor\u00e2nea, foi      projetado para abrigar o c\u00e1rcere da Diocese. L\u00e1 ficavam recolhidos homens      e mulheres acusados de delitos contra a religi\u00e3o cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>Edifica\u00e7\u00e3o      de car\u00e1ter religioso, obedece, por\u00e9m, aos padr\u00f5es da arquitetura oficial no      Brasil, com origem no Reino de Portugal. Constru\u00e7\u00e3o pesada, com janelas de      grades de ferro e molduras em pedra. Ao meio das janelas est\u00e1 o Bras\u00e3o de      Armas do Bispo de Pernambuco. Uma escada externa com pedra de cantaria, proveniente      dos arrecifes do litoral pernambucano, leva ao segundo pavimento.<\/p>\n<p>Desde      1966, \u00e9 monumento tombado, que abriga o Museu de Arte Contempor\u00e2nea com um      grande acervo permanente, do qual fazem parte cole\u00e7\u00f5es completas de Assis      Chateaubriand, Sal\u00e3o dos Novos, Obras Isoladas, Sal\u00e3o Moderno, Abelardo Rodrigues,      Dorian Gray, Helenos, Hilton de Gravuras, Jos\u00e9 Telles Jr, Vicente do Rego      Monteiro, Portinari, entre outros. O museu promove, ainda, uma programa\u00e7\u00e3o      cultural intensa com apresenta\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas constantes, cursos, palestras      e mostras tempor\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>Museu      de Arte Sacra (MASP)<\/strong><\/p>\n<p>Outrora      Casa da C\u00e2mara do Senado de Olinda, depois Pal\u00e1cio Arquiepiscopal, o pr\u00e9dio      hoje abriga a rica arte religiosa de Pernambuco. Constru\u00eddo antes da chegada      do primeiro bispo, em 1676, tendo sido reconstru\u00eddo no s\u00e9culo XIX. O Pal\u00e1cio      possui ainda dois torr\u00f5es primitivos, as doze janelas do pavimento superior,      constru\u00eddo depois, com balc\u00f5es de madeira, ao estilo do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>O      acervo fixo do MASP partiu de pe\u00e7as cedidas pela Arquidiocese de Olinda e      Recife, sendo, posteriormente, enriquecido. Hoje, re\u00fane pe\u00e7as religiosas do      s\u00e9culo XVI ao atual, incluindo importantes exemplares de arte popular contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>O      museu desenvolve, atualmente, uma programa\u00e7\u00e3o movimentada, com cursos, palestras      e mostras que acompanham o ciclo lit\u00fargico e o calend\u00e1rio religioso. No t\u00e9rreo,      est\u00e3o expostos pain\u00e9is fotogr\u00e1ficos que documentam a hist\u00f3ria, evolu\u00e7\u00e3o e      paisagem de Olinda.<\/p>\n<p><strong>Museu      do Mamulengo<\/strong><\/p>\n<p>Fundado      em 1995, o Museu do Mamulengo &#8211; Espa\u00e7o Tirid\u00e1 \u00e9 um local art\u00edstico e l\u00fadico      que oferece ao p\u00fablico um mundo habitado pelos mais diferentes bonecos. O      museu funciona, na rua de S\u00e3o Bento, 344, no S\u00edtio Hist\u00f3rico de Olinda. A      casa possui um acervo de mais de 1.500 bonecos, sendo alguns do s\u00e9xulo XVIII.<\/p>\n<p>O      espa\u00e7o tamb\u00e9m tem sete salas para exposi\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de audit\u00f3rio para 50 pessoas,      sala de aula, biblioteca, \u00e1rea para oficina e jardim. O Museu do Mamulengo      &#8211; Espa\u00e7o Tirid\u00e1 funciona realizando exposi\u00e7\u00f5es sazonais e tem\u00e1ticas, gra\u00e7as      ao vasto n\u00famero de bonecos que fazem parte do acervo. As exposi\u00e7\u00f5es s\u00e3o organizadas      em conformidade com a \u00e9poca do ano e at\u00e9 pelos visitantes que agendem idas      pr\u00e9vias ao local.<\/p>\n<p><strong>Museu      Regional de Olinda<\/strong><\/p>\n<p>Organizado,      em 1935, em comemora\u00e7\u00e3o \u00e0 chegada de Duarte Coelho a Pernambuco, \u00e9 um museu      mantido numa parceria do munic\u00edpio com o Estado.Re\u00fane m\u00f3veis, imagens, pain\u00e9is,      pe\u00e7as de grande valor hist\u00f3rico, como o bras\u00e3o do Senado da C\u00e2mara de Olinda      e pe\u00e7as de Arte Sacra, incluindo um altar que pertenceu \u00e0 antiga S\u00e9 de Olinda,      antes de sua reforma em 1711. O museu est\u00e1 instalado num bonito sobrado que      remete, junto com seu entorno, \u00e0 Olinda de 1700.<\/p>\n<p><strong>Museu      Severina Para\u00edso da Silva (M\u00e3e Biu)<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      o primeiro museu de candombl\u00e9 de Pernambuco. Reflete a trajet\u00f3ria hist\u00f3rica      do terreiro Santa B\u00e1rbara Na\u00e7\u00e3o Xamb\u00e1. Seu acervo \u00e9 composto por m\u00e1scaras,      textos, lou\u00e7as, objetos pessoais, instrumentos musicais e fotografias retratando      fatos not\u00e1veis e personagens marcantes da hist\u00f3ria da Na\u00e7\u00e3o Xamb\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Pal\u00e1cio      dos Governadores<\/strong><\/p>\n<p>Constru\u00eddo      no s\u00e9culo XVII, foi o antigo Pa\u00e7o da Assembl\u00e9ia Constituinte e Legislativa      da Confedera\u00e7\u00e3o do Equador. Abrigou os Cursos Jur\u00eddicos, em 1854, al\u00e9m do      Teatro Melp\u00f4neme, o F\u00f3rum e o Col\u00e9gio Arquidiocesano de Olinda. Atualmente,      funciona como sede do Poder executivo de Olinda Imponente edif\u00edcio de arquitetura      simples e palaciana, iluminado por lampi\u00f5es imperiais, o Pal\u00e1cio dos Governadores      conserva o piso e as escadarias da nobreza.<\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Rua      de S\u00e3o Bento, 123 &#8211; Varadouro<\/p>\n<p><strong>Semin\u00e1rio      de Olinda e Igreja de Nossa Senhora da Gra\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Conjunto arquitet\u00f4nico, formado pela Igreja de Nossa Senhora da Gra\u00e7a e pelo      antigo Semin\u00e1rio, est\u00e1 no ponto mais alto de Olinda. Foi preservada at\u00e9 hoje      a modula\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica da Igreja de Nossa Senhora da Gra\u00e7a, que a transforma      no maior e melhor testemunho da arquitetura jesu\u00edtica do s\u00e9culo XVI no Brasil.    <\/p>\n<p>Em 1535, Duarte Coelho fundou a ermida de N. Sra. da Gra\u00e7a para oferecer      aos religiosos de Santo Agostinho. Esses, no entanto, n\u00e3o chegaram ao Brasil.      Em seu lugar, vieram os jesu\u00edtas. A capela foi, ent\u00e3o, doada ao padre Ant\u00f4nio      Pires, que desembarcou em Olinda em 1551. A constru\u00e7\u00e3o, inspirada na Igreja      de S\u00e3o Roque, em Lisboa, \u00e9 uma importante refer\u00eancia da arquitetura quinhentista.    <\/p>\n<p>Castigado pelo inc\u00eandio da cidade, o col\u00e9gio foi posteriormente reconstru\u00eddo      e reocupado pelos jesu\u00edtas. No arco da capela-mor, h\u00e1 uma inscri\u00e7\u00e3o com a      data de 1661, provavelmente, a \u00e9poca da conclus\u00e3o dos reparos. <\/p>\n<p>Com o banimento dos jesu\u00edtas, em 1760, o col\u00e9gio foi abandonado e, posteriormente,      doado \u00e0 Mitra. Sob os cuidados do bispo D. Azeredo Coutinho foi transformado      em semin\u00e1rio no princ\u00edpio do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p><strong>Sobrado      mourisco I<\/strong><\/p>\n<p>O      Sobrado mourisco I foi constru\u00eddo no s\u00e9culo XVIII e possui arquitetura com      influ\u00eancia \u00e1rabe.<\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Rua      do Amparo, 28 &#8211; Cidade Antiga<\/p>\n<p><strong>Sobrado      mourisco II<\/strong><\/p>\n<p>O      Sobrado Mourisco II foi constru\u00eddo no s\u00e9culo XVII. Possui tr\u00eas portas almofadas      e no andar superior existe um balc\u00e3o mourisco de madeira com losangos e treli\u00e7as      com seu muxurabi. Nesse velho solar hospedaram-se, em 1859, autoridades como      o Imperador Pedro II e a Imperatriz Tereza Cristina.<\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Pra\u00e7a      Conselheiro Jo\u00e3o Alfredo, 07 &#8211; Carmo<\/p>\n<p>Fonte: www.citybrazil.com.br<\/p>\n<h6>Olinda<\/h6>\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>O      povoado de Olinda foi fundado em 1535 por Duarte Coelho Pereira, sendo elevado      a vila em 12 de mar\u00e7o de 1537. Olinda era sede da capitania de Pernambuco,      mas foi incendiada pelos holandeses que transferiram a sede para o Recife.<\/p>\n<p>Em      1637 foi elevada \u00e0 categoria de cidade, voltando a ser capital de Pernambuco      em 1654 quando os portugueses retomaram o poder e expulsaram os holandeses.      Em 1837, perde de vez o t\u00edtulo de capital para o Recife.<\/p>\n<p>Al\u00e9m      de sua beleza natural, Olinda \u00e9 tamb\u00e9m um dos mais importantes centros culturais      do pa\u00eds. Declarada, em 1982, Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Cultural da Humanidade      pela UNESCO, Olinda revive o esplendor do passado todos os anos durante o      Carnaval, ao som do frevo, do maracatu e outros ritmos irresist\u00edveis.<\/p>\n<h4>Economia<\/h4>\n<p>Olinda      abriga um p\u00f3lo de eventos bastante conceituado. O Centro de Conven\u00e7\u00f5es de      Pernambuco \u00e9 considerado o terceiro maior p\u00f3lo de eventos do pa\u00eds e um dos      mais modernos da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda1.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"268\" height=\"171\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Olinda, Pernambuco<\/strong><\/p>\n<p>Com      uma estrutura que suporta grandes atra\u00e7\u00f5es, o Centro de Conven\u00e7\u00f5es disponibiliza      equipamentos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o e proporciona a Olinda uma mistura de lazer      e neg\u00f3cio. Outra estrutura montada para eventos de grande porte \u00e9 a do Classic      Hall, considerada a maior casa de shows da Am\u00e9rica Latina. O Classic Hall      refor\u00e7ou o turismo e o desenvolvimento econ\u00f4mico da regi\u00e3o, trazendo atra\u00e7\u00f5es      musicais de destaque nacional e internacional.<\/p>\n<p>Vizinha      ao Recife, Olinda tem o turismo como um forte atrativo econ\u00f4mico. Al\u00e9m disso,      a cidade possui o segundo maior p\u00f3lo m\u00e9dico de Pernambuco com cl\u00ednicas, pronto-socorro,      maternidades e hospitais reconhecidos no Estado.<\/p>\n<p>Seguindo      a linha de desenvolvimento da Regi\u00e3o Metropolitana, em Olinda tamb\u00e9m predominam      os setores de servi\u00e7os, com\u00e9rcio e ind\u00fastrias com destaques para os bairros      de Peixinhos, Bairro Novo e Casa Caiada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m      de Olinda, a Regi\u00e3o de Desenvolvimento da RMR abriga tamb\u00e9m os munic\u00edpios      de Recife, Jaboat\u00e3o dos Guararapes, Abreu e Lima, Paulista, Igarassu, Itapissuma,      Itamarac\u00e1, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Camaragibe, S\u00e3o Louren\u00e7o da Mata,      Ara\u00e7oiaba e Moreno.<\/p>\n<p>A      \u00e1rea total da regi\u00e3o metropolitana \u00e9 de 2.766 km\u00b2, ocupando 2,82% do territ\u00f3rio      pernambucano. A Regi\u00e3o Metropolitana do Recife \u00e9 onde se encontra o maior      fluxo econ\u00f4mico do Estado.<\/p>\n<h4>Turismo<\/h4>\n<p>Dona      do maior carnaval do mundo, as ladeiras de Olinda enchem-se de fantasias e      cores durante os quatro dias de folia. A brincadeira \u00e9 acompanhar as tro\u00e7as      carnavalescas, clubes de frevo, maracatus, afox\u00e9s, bonecos gigantes e qualquer      outro batuque que por ali passar. O que vale \u00e9 participar da festa.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda2.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"269\" height=\"182\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Carnaval de Olinda, Pernambuco<\/strong><\/p>\n<p>Com      o t\u00edtulo de Patrim\u00f4nio Mundial da Humanidade e ber\u00e7o da cultura brasileira,      Olinda \u00e9 pura beleza e arte nas ruas de seu s\u00edtio hist\u00f3rico, inspira\u00e7\u00e3o para      v\u00e1rios artistas pl\u00e1sticos que escolheram a cidade para montarem ateli\u00eas, galerias      e museus. Foi a primeira capital de Pernambuco e deve ser tamb\u00e9m um dos primeiros      lugares a serem visitados quando se chega ao Estado.<\/p>\n<p>Enfeitada      por igrejas, semin\u00e1rios e casarios, a cidade atrai visitantes de todas as      partes do mundo. Quem chega a Olinda se encanta.<\/p>\n<p>Os      guias mirins s\u00e3o \u00f3timas companhias para conhecer Olinda. Explicam de forma      rimada e muito engra\u00e7ada toda a hist\u00f3ria da cidade. Com eles, poder\u00e1 se conhecer      os Mercados da Ribeira, do Varadouro, o Mirante do Alto da S\u00e9, o Semin\u00e1rio,      o Museu de Arte Sacra, entre outras constru\u00e7\u00f5es que levam o visitante ao passado.<\/p>\n<p>O      circuito das igrejas tamb\u00e9m merece um destaque especial. Existem in\u00fameras      delas, dedicadas aos mais diferentes santos, al\u00e9m dos nichos espalhados pela      cidade, que contam a trajet\u00f3ria de Jesus at\u00e9 o calv\u00e1rio.<\/p>\n<p>Fonte: viagemdeferias.com<\/p>\n<h6>Olinda<\/h6>\n<h4>Recife      e Olinda &#8211; Patrim\u00f4nio Cultural<\/h4>\n<p><strong>Influ\u00eancia      da invas\u00e3o holandesa<\/strong><\/p>\n<p>Uma      das mais antigas do pa\u00eds, Recife tornou-se a principal cidade da Capitania      de Pernambuco, conhecida em todo o mundo comercial da \u00e9poca, gra\u00e7as \u00e0 cultura      extensiva da cana-de-a\u00e7\u00facar. Isso despertou o interesse dos holandeses que,      atra\u00eddos pela riqueza da Capitania e pela posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica de Recife, invadiram      e ocuparam a cidade por 24 anos, entre 1630 e 1654.<\/p>\n<p>Se por um lado o per\u00edodo da invas\u00e3o inibiu a amplia\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio material      e art\u00edstico da regi\u00e3o, favoreceu o aparecimento de uma nova cidade, a Mauriti\u00f3polis,      implantada na ilha de Antonio Vaz, junto \u00e0 foz dos rios Capeberibe e Beberibe,      constru\u00edda com os sistemas e urbaniza\u00e7\u00e3o tradicionais dos invasores. <\/p>\n<p>Desse per\u00edodo ainda podem ser vistos os Fortes das Cinco Pontas e do Brum,      constru\u00eddos pelos holandeses para sua defesa. O Parque Hist\u00f3rico Nacional      dos Guararapes, localizado na cidade de Jaboat\u00e3o dos Guararapes, foi criado      em 1971, e mant\u00e9m a mem\u00f3ria do local onde ocorreram as duas batalhas que colocaram      fim ao dom\u00ednio holand\u00eas no Brasil.<\/p>\n<p>Recife tem 33 bens tombados pelo Instituto de Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico      Nacional (Iphan). S\u00e3o igrejas, pal\u00e1cios, fortalezas, conventos, pr\u00e9dios, conjuntos      urbanos e v\u00e1rias outras obras que testemunham as diferentes fases e aspectos      da capital pernambucana. <\/p>\n<p>Destacam-se os fortes, o conjunto paisag\u00edstico do S\u00edtio da Trindade, o conjunto      arquitet\u00f4nico, urban\u00edstico e paisag\u00edstico de Recife, as igrejas do Convento      de Santo Ant\u00f4nio, de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o dos Militares, da Ordem Terceira      de Nossa Senhora do Carmo, o Convento e Igreja de Santo Ant\u00f4nio, o Mercado      S\u00e3o Jos\u00e9, entre outros.<\/p>\n<p>N\u00e3o      \u00e9 somente a riqueza arquitet\u00f4nica da cidade que chama aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1      ainda uma rica variedade cultural que inclui o artesanato \u0096 com as figuras      de barro modeladas por mestres artes\u00e3os, tornados ainda mais populares pela      influ\u00eancia do ceramista popular Mestre Vitalino &#8211; e festas populares:<\/strong>\u00a0na      m\u00fasica e na dan\u00e7a a maior express\u00e3o \u00e9 o Frevo, declarado Patrim\u00f4nio Mundial      Imaterial pela UNESCO, em 2012, uma forma de musica, coreografia e poesia      densamente enraizada em Recife e Olinda, e que marca o carnaval dessas duas      cidades.<\/p>\n<p>A cidade de Olinda, vizinha a Recife, \u00e9 uma das mais antigas do Brasil. Fundada      em 1535, foi originalmente a Sede da Capitania de Pernambuco. Sua localiza\u00e7\u00e3o      de dif\u00edcil defesa levou \u00e0 primazia de Recife. Incendiada pelos holandeses,      ap\u00f3s a retomada dos portugueses, a cidade voltou ao status anterior, perdendo      definitivamente o t\u00edtulo de capital para Recife, em 1837. <\/p>\n<p>Olinda foi a segunda cidade brasileira a ser declarada Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico      e Cultural da Humanidade pela Unesco, em 1982, ap\u00f3s Ouro Preto. Destacam-se      na cidade excepcionais exemplos de arquitetura religiosa dos s\u00e9culos XVI e      XVII, como o Convento e Igreja de Nossa Senhora do Carmo e o Convento de Nossa      Senhora das Neves, que integra o conjunto arquitet\u00f4nico do Convento de S\u00e3o      Francisco, perfeitamente integrados ao conjunto arquitet\u00f4nico, urban\u00edstico      e paisag\u00edstico de Olinda. Uma tradi\u00e7\u00e3o do carnaval de Olinda desde os anos      de 1930 s\u00e3o os bonecos gigantes, personagens peculiares da inconfund\u00edvel festa.<\/p>\n<p>Pode-se      chegar a Recife e Olinda pelo Aeroporto Internacional, atrav\u00e9s das rodovias      BR 101 e BR 232 ou pela rodovi\u00e1ria, o Terminal Integrado de Passageiros Ant\u00f4nio      Farias, aonde chegam \u00f4nibus de v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<h4>Monumentos      selecionados<\/h4>\n<p><strong>Capela      Dourada, claustro e casa de ora\u00e7\u00e3o da Ordem Terceira de S\u00e3o Francisco de Assis<\/strong><\/p>\n<p>A Igreja datada dos s\u00e9culos XVII e XVIII possui arquitetura barroca exuberante,      sendo as paredes do claustro, bem como a c\u00fapula, ricamente ornamentadas com      azulejos e entalhes no estilo rococ\u00f3, expressando o apogeu econ\u00f4mico vivenciado      \u00e0 \u00e9poca em Pernambuco. <\/p>\n<p>\u00c9 toda revestida de talha dourada e os pain\u00e9is de autoria de Jos\u00e9 Pinh\u00e3o      de Matos, representam os santos da ordem franciscana. Seu teto \u00e9 curvo e completamente      ornamentado de talha dourada, exceto quando h\u00e1 azulejos e pinturas. A capela      \u00e9 aberta para culto religioso e se localiza na Rua da Imperatriz, 147.<\/p>\n<p><strong>Forte      de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista do Brum<\/strong><\/p>\n<p>A fortifica\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ser constru\u00edda em 1629, no istmo de Olinda. Teve      o projeto continuado pelos holandeses, em invas\u00e3o ocorrida em 1630. Ap\u00f3s a      retomada portuguesa do forte, em 1654, foi elaborada uma planta para sua reconstru\u00e7\u00e3o,      que incluiu o fosso inundado protegido pelo muro. <\/p>\n<p>Estruturada em pedra e cal, de planta quadrangular, possui dois baluartes      para o lado do rio Beberibe. O Forte Brum serviu de ref\u00fagio, durante a Revolu\u00e7\u00e3o      Pernambucana, para o Governador e Capit\u00e3o-general da Prov\u00edncia de Pernambuco,      Caetano Pinto de Miranda Montenegro, e de c\u00e1rcere para prisioneiros de guerra      na Confedera\u00e7\u00e3o do Equador e Insurrei\u00e7\u00e3o Praieira. Atualmente \u00e9 um Museu Militar.      O Forte fica na Pra\u00e7a Comunidade Luso-Brasileira, s\/n, Cais do Apolo, Recife.<\/p>\n<p><strong>Conjunto      paisag\u00edstico do S\u00edtio da Trindade<\/strong><\/p>\n<p>Situado      no bairro de Casa Amarela, no Recife, o S\u00edtio da Trindade representou um espa\u00e7o      importante no per\u00edodo da invas\u00e3o holandesa (1630 \u0096 1654) como local de      resist\u00eancia contra os invasores. Naquela \u00e1rea de terreno elevado, existiu      o Forte Arraial do Bom Jesus, tamb\u00e9m chamado de Arraial Velho.<\/p>\n<p>Posteriormente      as terras foram adquiridas pela fam\u00edlia Trindade Paretti, que deu origem ao      nome atual. Em 1952, o S\u00edtio da Trindade foi desapropriado e declarado como      um bem de utilidade p\u00fablica. Em reconhecimento \u00e0 sua import\u00e2ncia hist\u00f3rico-social,      no dia 17 de junho de 1974, o local foi classificado como um conjunto paisag\u00edstico      e tombado pelo IPHAN.<\/p>\n<p><strong>Igreja      de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o dos Militares<\/strong><\/p>\n<p>A      Igreja de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o dos Militares come\u00e7ou a ser constru\u00edda      em 1723. Uma de suas atra\u00e7\u00f5es \u00e9 o forro em talha rococ\u00f3 de excepcional qualidade.      A igreja foi criada por uma irmandade de militares e apresenta em sua entrada      uma rara e significativa pintura sobre a Primeira Batalha dos Guararapes,      ocorrida na Restaura\u00e7\u00e3o Pernambucana do dom\u00ednio holand\u00eas, quando muitas vit\u00f3rias      foram associadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o mariana aos militares. A igreja fica na Rua Nova,      no Bairro de Santo Ant\u00f4nio, \u00e1rea central de com\u00e9rcio popular, onde predomina      casario com sobrados de dois a quatro pavimentos dos s\u00e9culos XVII, XVIII e      XIX. \u00a0 \u00a0<\/p>\n<p><strong>Convento      e Igreja de Santo Ant\u00f4nio<\/strong><\/p>\n<p>A Ordem dos Carmelitas se instalou em Olinda, na ermida de Santo Ant\u00f4nio      e S\u00e3o Gon\u00e7alo, por volta de 1580 quando teve in\u00edcio a constru\u00e7\u00e3o da igreja,      a primeira da Ordem na Am\u00e9rica Latina. Quando Olinda foi destru\u00edda pelos holandeses,      em novembro 1631, a igreja e o convento sofreram s\u00e9rios danos. <\/p>\n<p>A partir de 1654, com a expuls\u00e3o dos invasores, os frades voltaram ao convento      em ru\u00ednas e deram in\u00edcio \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o. A igreja foi fechada em 1820 com      a transfer\u00eancia do padre prior para Recife, o que provocou o abandono do convento.    <\/p>\n<p>Em 1897 foram realizadas obras de restaura\u00e7\u00e3o na capela-mor e nos anos de      1966 e 1968, foram realizados restauros j\u00e1 pelo IPHAN (na \u00e9poca, SPHAN), que      devolveram \u00e0 igreja seu tra\u00e7ado primitivo<\/p>\n<p><strong>Mercado      S\u00e3o Jos\u00e9 \u0096 Recife-PE<\/strong><\/p>\n<p>Inaugurado em 1875, para comercializa\u00e7\u00e3o de frutas, verduras e peixes, \u00e9      considerado o mais antigo edif\u00edcio pr\u00e9-fabricado em ferro no Brasil, um raro      exemplar da arquitetura do ferro do s\u00e9culo XIX, no Brasil. Quando de sua inaugura\u00e7\u00e3o,      havia a expectativa de equiparar Recife \u00e0s cidades mais modernas do mundo      em termos de abastecimento e higiene. <\/p>\n<p>O Mercado S\u00e3o Jos\u00e9 por muito tempo conseguiu manter o seu prop\u00f3sito e abastecia      tamb\u00e9m hot\u00e9is, restaurantes e navios que atracavam na cidade. Para o seu reconhecimento      como patrim\u00f4nio cultural, o Iphan considerou o valor arquitet\u00f4nico do pr\u00e9dio      e o significado para os moradores da cidade de Recife. Atualmente o Mercado      mant\u00e9m sua fun\u00e7\u00e3o acrescido de uma variedade de produtos como plantas e ra\u00edzes.      O Mercado S\u00e3o Jos\u00e9 fica na Pra\u00e7a Vidal.<\/p>\n<p><strong>Fortaleza      de S\u00e3o Tiago das Cinco Pontas<\/strong><\/p>\n<p>Datado do s\u00e9culo XVII, foi constru\u00eddo durante a invas\u00e3o holandesa (1630-1654),      e reconstru\u00eddo em alvenaria de pedra e cal em 1684, ganhando um novo plano      que ficou com \u00e1rea superior \u00e0 antiga. Nessa reforma perdeu um dos baluartes      que deu a atual forma quadrangular. <\/p>\n<p>Em seu interior possu\u00eda uma capela dedicada a S\u00e3o Tiago e subterr\u00e2neos para      pris\u00e3o, demolidos em 1822. Ao longo do tempo serviu de palco para v\u00e1rios acontecimentos      pol\u00edticos e, atualmente abriga um teatro e o Museu da Cidade do Recife, que      possui em seu acervo grande n\u00famero de pe\u00e7as arqueol\u00f3gicas, mapas, plantas,      fotografias gravuras de Pernambuco.<\/p>\n<p><strong>Igreja      e Mosteiro de S\u00e3o Bento<\/strong><\/p>\n<p>O in\u00edcio das obras do mosteiro remonta a 1599. O primeiro pr\u00e9dio foi destru\u00eddo      em fun\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o holandesa, em 1631, e reerguido na segunda metade do      s\u00e9culo XVII. Nos espa\u00e7os internos do mosteiro podem ser apreciadas pe\u00e7as de      alto valor art\u00edstico, como, gradis de jacarand\u00e1, pinturas de epis\u00f3dios da      vida de S\u00e3o Bento e retratos de velhos abades e mestres da Ordem Beneditina      no pa\u00eds. <\/p>\n<p>No claustro est\u00e3o sepultados v\u00e1rios monges da abadia. Em 1860, o mosteiro      sofreu restaura\u00e7\u00e3o completa, destacando-se a ampla capela-mor e todo seu douramento.      O ret\u00e1bulo e a talha s\u00e3o inspirados no Convento de S\u00e3o Bento de Tib\u00e3es, Portugal.      O altar-mor, com as esculturas de S\u00e3o Greg\u00f3rio e Santa Escol\u00e1stica, \u00e9 de mestre      Greg\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Igreja      e Convento de Nossa Senhora das Neves e Ordem Terceira de S\u00e3o Francisco<\/strong><\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o do convento de S\u00e3o Francisco teve in\u00edcio em 1585. Com a invas\u00e3o      holandesa, em 1631, o edif\u00edcio foi seriamente danificado e abandonado. Ap\u00f3s      sua reconstru\u00e7\u00e3o, no s\u00e9culo XVIII, tornou-se um dos mais belos conjuntos do      Brasil. <\/p>\n<p>O convento \u00e9 parte de um conjunto arquitet\u00f4nico barroco de excepcional import\u00e2ncia,      que inclui a Igreja de Nossa Senhora das Neves, a Capela de S\u00e3o Roque, o claustro      e uma bel\u00edssima sacristia franciscana. A igreja, cont\u00edgua ao convento, tem      nave \u00fanica e capela lateral. O interior da nave \u00e9 composto por forro em gamela,      com pintura sobre pain\u00e9is e paredes decoradas por azulejos em azul e branco,      vindos de Portugal.<\/p>\n<p><strong>Conjunto      urbano de Olinda<\/strong><\/p>\n<p>Reconhecido      como patrim\u00f4nio mundial pela Unesco, o Centro Hist\u00f3rico de Olinda conserva,      com muita fidelidade, a trama urbana, a paisagem e o s\u00edtio da vila fundada      ainda na primeira metade do s\u00e9culo XVI, quando os portugueses iniciaram a      ocupa\u00e7\u00e3o da terra descoberta em 1500. O tra\u00e7ado urbano \u00e9 caracter\u00edstico dos      povoados portugueses de origem medieval, e tem seu encanto intensificado pela      paisagem e pela localiza\u00e7\u00e3o. O car\u00e1ter pr\u00f3prio e diferenciado de Olinda est\u00e1      nessa ambi\u00eancia paisag\u00edstica, que a identifica ao longo de sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Igreja      de Nossa Senhora da Gra\u00e7a e Semin\u00e1rio de Olinda<\/strong><\/p>\n<p>Localizada no alto do Morro do Semin\u00e1rio, a Igreja de Nossa Senhora da Gra\u00e7a      foi uma das primeiras a serem constru\u00eddas no Brasil, a partir de 1551, por      ordem de Duarte Coelho, para catequizar os ind\u00edgenas. <\/p>\n<p>Com o inc\u00eandio de Olinda em 1631 o complexo foi seriamente danificado. A      igreja e o col\u00e9gio foram reerguidos entre 1661 e 1662. Atualmente, a fachada      \u00e9 de desenho renascentista, singelo e despojado. O teto em duas \u00e1guas com      forro de caibros aparentes de madeira ainda \u00e9 do s\u00e9culo XVII.<\/p>\n<h3>Patrim\u00f4nio      Imaterial<\/h3>\n<p>M\u00fasica      e dan\u00e7a inconfund\u00edvel, isto \u00e9 o frevo que alegra as ruas de Recife e outras      cidades pernambucanas, atraindo adultos, jovens e crian\u00e7as. O p\u00fablico se mistura      aos dan\u00e7arinos que percorre a cidade.<\/p>\n<p><strong>Ao      longo do tempo, o repert\u00f3rio ecl\u00e9tico das bandas de m\u00fasica, composto por variados      estilos musicais, resultou em tr\u00eas modalidades:\u00a0<\/strong>frevo      de rua, frevo de bloco e frevo can\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Fonte: www.copa2014.gov.br<\/p>\n<h6>Olinda<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda3.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"386\" height=\"128\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Vista de Olinda, com a Igreja do Carmo \u00e0 esquerda e os arrecifes da cidade      de Recife ao fundo<\/strong><\/p>\n<p>Casas      coloridas, arte e artesanatos espalhados por toda a parte atraem a aten\u00e7\u00e3o      dos turistas que visitam a cidade. At\u00e9 que, quando se deparam com uma ladeira      absurdamente \u00edngreme, pensam em dar meia volta e continuar ali por baixo.<\/p>\n<p><strong>A      subida \u00e9 dif\u00edcil, mas o sacrif\u00edcio vale o presente que se recebe l\u00e1 em cima:<\/strong>\u00a0a      Igreja da S\u00e9, com a paisagem ao fundo composta por coqueiros, constru\u00e7\u00f5es      hist\u00f3ricas, cores cheias de vida pintadas nas paredes, o verde impressionante      do mar e Recife mais atr\u00e1s. Na pra\u00e7a ao lado da igreja, as pe\u00e7as coloridas      vendidas por artes\u00e3os parecem ter sido feitas para combinar com a vista.<\/p>\n<p>A      antiga capital de Pernambuco foi fundada em 1535 e \u00e9 considerada Patrim\u00f4nio      Cultural da Humanidade desde 1982. Em 1630, holandeses invadiram e marcaram      o local, incendiando diversos edif\u00edcios importantes, que hoje est\u00e3o restaurados      e abertos para visita\u00e7\u00e3o. Passear pelas igrejas de Olinda \u00e9 o mesmo que viajar      no tempo pelas diferentes \u00e9pocas da cidade.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda4.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"246\" height=\"171\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Bas\u00edlica de S\u00e3o Bento<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1      muitos guias nativos que oferecem seus servi\u00e7os aos turistas, o que \u00e9 valioso,      mas tamb\u00e9m pode se tornar uma chatea\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que alguns deles te seguem insistentemente      para serem &#8220;contratados&#8221;.<\/p>\n<p>Olinda      \u00e9 um lugar para ser apreciado com calma, dando o tempo necess\u00e1rio para vasculhar      as lojinhas de obras de arte, conhecer o Museu do Mamulengo, almo\u00e7ar em um      restaurante da parte alta, com vista para o mar; sentar no final da tarde      para beber cerveja e comer macaxeira; ouvir e dan\u00e7ar ao som de uma banda de      frevo tocando na pra\u00e7a e perambular pela feirinha de variedades \u00e0 noite.<\/p>\n<p>N\u00e3o      deixe para visitar a cidade no \u00faltimo dia. Al\u00e9m de ficar muito corrido para      ver tudo, voc\u00ea pode acabar se esquecendo do hor\u00e1rio no restaurante e perder      seu voo de volta, o que n\u00e3o seria nada de todo mal tamb\u00e9m!<\/p>\n<p>Fonte: viagem.uol.com.br<\/p>\n<h6>Olinda<\/h6>\n<p>Frustrados por n\u00e3o terem encontrado no Brasil os metais preciosos que os      espanh\u00f3is saquearam dos povos civilizados, na parte que lhes coube no Tratado      de Tordesilhas, aos portugueses restou a alternativa da cultura da cana e      produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar para viabilizar economicamente a coloniza\u00e7\u00e3o das rec\u00e9m      descobertas terras quase virgens. <\/p>\n<p>No per\u00edodo colonial, o maior n\u00famero de engenhos de a\u00e7\u00facar concentrou-se no      Nordeste, onde se fundou, em 1535, na capitania de Pernambuco, a Vila de\u00a0<strong>Olinda<\/strong>,      vitrine da riqueza acumulada pelos senhores dos engenhos das v\u00e1rzeas vizinhas.<\/p>\n<p>Com seu tra\u00e7ado irregular, seus edif\u00edcios monumentais erigidos nos altos      das colinas com vista para o verde mar e o seu casario serpenteando nas encostas,      Olinda \u00e9 um magn\u00edfico exemplo do urbanismo informal, t\u00edpico da coloniza\u00e7\u00e3o      portuguesa no Brasil. <\/p>\n<p>O seu pr\u00f3prio nome teria se originado da exclama\u00e7\u00e3o do donat\u00e1rio Duarte Coelho,      ao referir-se \u00e0 magn\u00edfica paisagem que se descortinava do s\u00edtio que escolhera      para a funda\u00e7\u00e3o da vila.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda5.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"266\" height=\"215\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Olinda<\/strong><\/p>\n<p>A      riqueza concentrada no Nordeste brasileiro logo despertou a cobi\u00e7a de outros      povos, com realce para os holandeses que invadiram Pernambuco em 1630 e, no      mesmo ano, tomaram a Vila de Olinda. Mas a vila conquistada n\u00e3o se prestava      a uma defesa eficaz, segundo os padr\u00f5es estrat\u00e9gicos dos holandeses, que logo      a abandonaram e incendiaram, preferindo fixar-se no vizinho e alagadi\u00e7o povoado      do Recife, que aterraram, como costumavam fazer em sua terra natal, e desenvolveram      num ritmo fascinante em menos de duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Com a expuls\u00e3o dos holandeses, em 1654, Olinda foi reconstru\u00edda aos poucos      &#8211; pois j\u00e1 sofria a crescente concorr\u00eancia do Recife, que se firmara como importante      centro comercial e logo seria promovido \u00e0 capital administrativa da capitania.    <\/p>\n<p>O que Olinda perdeu com os edif\u00edcios administrativos foi regiamente compensado      com a constru\u00e7\u00e3o dos monumentais conjuntos de edif\u00edcios conventuais das ordens      religiosas. Carmelitas, franciscanos, beneditinos e jesu\u00edtas ocuparam os altos      das suaves colinas, produziram e preservaram, principalmente no interior de      suas casas conventuais, as mais apuradas formas de arte barroca do Brasil      no per\u00edodo colonial.<\/p>\n<p>Olinda      desistiu de concorrer com Recife e, assim, preservou suas caracter\u00edsticas      originais at\u00e9 o s\u00e9culo XX, quando passou a ser considerada como cidade dormit\u00f3rio.      Em 1937, quando foi declarada oficialmente Cidade Monumento, os seus principais      atributos eram ainda a sua singular implanta\u00e7\u00e3o, seus sobrados com fachadas      estreitas e longos quintais arborizados e a alta qualidade art\u00edstica de alguns      de seus edif\u00edcios, que pontificavam nos intervalos da exuberante vegeta\u00e7\u00e3o      tropical.<\/p>\n<p>O      reconhecimento internacional do valor art\u00edstico de Olinda data de 1982, quando      foi classificada pela Unesco como Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade.<\/p>\n<p><strong>Geraldo      Gomes da Silva<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: www.tecsi.fea.usp.br<\/p>\n<h6>Olinda<\/h6>\n<h4>Olinda,      Patrim\u00f4nio da Humanidade<\/h4>\n<p>Nas      ladeiras de\u00a0<strong>Olinda<\/strong>\u00a0encontramos      \u0091casarios antigos; avistamos muitos coqueiros; igrejas centen\u00e1rias com      arquitetura barroca do per\u00edodo colonial; ao fundo uma irm\u00e3 chamada Recife      e tamb\u00e9m, o mar que encanta uma multid\u00e3o de pessoas felizes que gostam de      se divertir\u0092. Assim \u00e9 Olinda! Com uma popula\u00e7\u00e3o de 381.502 habitantes,      conforme o Censo de 2000. Ela \u00e9 uma cidade de grande import\u00e2ncia no cen\u00e1rio      nacional brasileiro.<\/p>\n<p>Declarada,      em 1982, Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, ela se      mant\u00e9m muito bem conservada e \u00e9 visitada por turistas de todas as partes do      mundo devido a sua beleza natural e por ter um clima quente e \u00famido, com temperatura      m\u00e9dia anual de 27\u00ba C.<\/p>\n<p><strong>Olinda      tem uma precipita\u00e7\u00e3o total anual de 1.000 a 2000 mm; e a umidade do ar atmosf\u00e9rico,      media anual:<\/strong>\u00a080%.      A bacia hidrogr\u00e1fica \u00e9 formada pelo Rio Beberibe, servindo de limites, em      sua maior parte, com o munic\u00edpio do Recife, tendo pequenos afluentes como      o do Passarinho, o das Mo\u00e7as, o das \u00c1guas Compridas e o do Lava-Tripa. Fora      de sua bacia, existem outros pequenos rios como o Fragoso, mais ao norte e      os riachos de \u00c1gua Fria e Ouro Preto. Estes unem suas \u00e1guas formando o Rio      Doce que desemboca no oceano Atl\u00e2ntico, no extremo norte do Munic\u00edpio.<\/p>\n<p><strong>Suas      praias:\u00a0<\/strong>Rio Doce;      Casa Caiada; Bairro Novo, Carmo, dos Milagres e a de Ponta Del Chifre, situada      nos limites de Olinda e do Recife.<\/p>\n<p>Seu      relevo apresenta-se acidentado. Em suas colinas foram constru\u00eddos semin\u00e1rios,      igrejas e outras constru\u00e7\u00f5es centen\u00e1rias. As casas conta com grandes \u00e1reas      ou quintais que preserva muita vegeta\u00e7\u00e3o e muitas \u00e1rvores.<\/p>\n<p><strong>Os      mirantes principais s\u00e3o:<\/strong>\u00a0Alto      da S\u00e9, Morro do Peludo (o que \u00e9 mais alto), Amaro Branco, do Ros\u00e1rio, Nossa      Senhora do Monte, S\u00e3o Jo\u00e3o, Colina do Carmo e Bultrins. Na \u00e1rea hist\u00f3rica,      encontra-se ainda o antigo Horto D\u0092El Rey e, a oeste, a Zona Rural, com      a Mata do Passarinho.<\/p>\n<h4><strong>Onde      visitar<\/strong><\/h4>\n<p>Alto      da S\u00e9, onde tudo come\u00e7ou. O in\u00edcio da povoa\u00e7\u00e3o de Olinda aconteceu na colina      batizada de Alto da S\u00e9, com uma excepcional vista para o oceano. Ainda hoje      o turista encontrar\u00e1 muitos atrativos para fotografar e ver do Alto da S\u00e9      o oceano com suas embarca\u00e7\u00f5es. O circuito das igrejas tamb\u00e9m merece um destaque      especial. Existem in\u00fameras delas, dedicadas aos mais diferentes santos.<\/p>\n<p><strong>A      Igreja da S\u00e9, ou como \u00e9 conhecida:\u00a0<\/strong>S\u00e9      de Olinda \u00e9 um dos monumentos mais representativos da hist\u00f3ria de Olinda.<\/p>\n<p><strong>Sua      denomina\u00e7\u00e3o atual:<\/strong>\u00a0Catedral      Metropolitana de Olinda e Recife. Do terra\u00e7o lateral existe uma vista deslumbrante.<\/p>\n<p><strong>O Castelo e Fortaleza, que se encontra em frente ao pr\u00e9dio do Observat\u00f3rio      Meteorol\u00f3gico, no Alto da S\u00e9, o visitante v\u00e3o ver o marco que indica onde      foi erguidos Castelo e Fortaleza do donat\u00e1rio, com a seguinte legenda:<\/strong>\u00a0\u0091Neste      morro levantou seu castelo Duarte Coelho Pereira, que deu in\u00edcio \u00e0 Vila de      Olinda, mem\u00f3ria da coloniza\u00e7\u00e3o de Pernambuco, em 1537\u0092. <\/p>\n<p>O Observat\u00f3rio Meteorol\u00f3gico \u00e9 outro monumento muito visitado, no Alto da      S\u00e9 de onde se projeta uma das mais belas vis\u00f5es de Olinda e Recife que est\u00e3o      interligadas pelo mar. Sua constru\u00e7\u00e3o data do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>O Farol no Forte de Montenegro, \u00e0 beira mar, foi instalado a fim de facilitar      a navega\u00e7\u00e3o. Adquirido em 1869, o farol de Olinda foi aceso pela primeira      vez na tarde de 18 de novembro de 1871. \u00c9 a cada ano visitado por uma infinidade      de turistas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos monumentos o turista poder\u00e1 ver e se desejar comprar, os artesanatos      regionais, entalhados em madeira, barro ou ferro, tecido ou renda, exposta      nas barracas existentes no Alto da S\u00e9.<\/p>\n<p>Olinda \u00e9 pura beleza e arte nas ruas de seu s\u00edtio hist\u00f3rico, inspira\u00e7\u00e3o para      v\u00e1rios artistas pl\u00e1sticos que escolheram a cidade para montarem ateli\u00eas, galerias      e museus. Em Olinda brota uma infinidade de manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas. A maior      delas o \u0091Carnaval de Olinda\u0092. <\/p>\n<p>Dona do maior carnaval do mundo, as ladeiras de Olinda enchem-se de fantasias      e cores durante os quatro dias de folia. Os maracatus, os caboclinhos, as      tro\u00e7as, bonecos gigantes e qualquer outro batuque, encontram nas ladeiras      de Olinda o seu palco.<\/p>\n<p><strong>Ao      caminhar pelas ruas estreitas, observar os casarios centen\u00e1rios e a vegeta\u00e7\u00e3o      local, e a vista para o mar, o turista ter\u00e1 muitas raz\u00f5es para retornar a      esta linda cidade que foi e continua sendo:<\/strong>\u00a0\u0091Oh!      Linda situa\u00e7\u00e3o para uma vila!\u0092<\/p>\n<p><strong>Brasil      de Cabral, 1500<\/strong><\/p>\n<p>No      ano de 1500, as frotas portuguesas cruzam o Atl\u00e2ntico Sul com o prop\u00f3sito      de encontrar novas rotas mar\u00edtimas e \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o mercantil. Portugal      passa a navegar com regularidade pela costa Africana, implantando bases no      continente e chega enfim \u00e0 \u00c1sia. O Brasil \u00e9 encontrado em 1500 como resultado      da compet\u00eancia dos navegadores portugueses.<\/p>\n<p>Aos 22 de abril de 1500, as embarca\u00e7\u00f5es comandadas pelo portugu\u00eas Pedro \u00c1lvares      Cabral chegam em Porto Seguro, e em 1\u00ba de maio, Cabral oficializa a posse      das terras. No ano de 1532, dom Jo\u00e3o III anuncia a inten\u00e7\u00e3o de dividir a col\u00f4nia      em 15 amplas faixas de terra e delega os poderes sobres estas faixas de terra      a nobres do reino, os chamados capit\u00e3es donat\u00e1rios, para que as controlem,      povoem, explorem, porem com os seus pr\u00f3prios recursos e as governem em nome      da Coroa portuguesa. <\/p>\n<p>Essas faixas de terra variavam de tamanho, de 100 a 600 quil\u00f4metros. Quando      Martim Afonso de Sousa voltou para Portugal, em 1534, o rei j\u00e1 havia decidido      dividir o Brasil em grandes lotes de terras chamados capitanias heredit\u00e1rias.      (Eram heredit\u00e1rias porque passavam de pai para filho.)<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, como o com\u00e9rcio com as \u00cdndias havia diminu\u00eddo muito, Portugal      n\u00e3o estava em condi\u00e7\u00f5es financeiras de arcar com a coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil.      O Brasil foi dividido em quinze capitanias heredit\u00e1rias, doadas a doze donat\u00e1rios.    <\/p>\n<p>Os donat\u00e1rios deveriam incentivar o desenvolvimento econ\u00f4mico das capitanias,      povo\u00e1-las e pacificar os \u00edndios. Podiam explorar as capitanias em seu proveito,      fazer justi\u00e7a e distribuir terras em sesmarias (grandes lotes entregues a      pessoas da confian\u00e7a do donat\u00e1rio). <\/p>\n<p>Embora devessem prestar contas ao rei de Portugal e pagar alguns impostos.      Por\u00e9m, este sistema n\u00e3o funcionou como o esperado. No fim do s\u00e9culo 16, somente      as capitanias de Pernambuco (de propriedade de Duarte Coelho) e de S\u00e3o Vicente      (de Martim Afonso de Souza) demonstraram alguma prosperidade.<\/p>\n<p><strong>Capitanias      heredit\u00e1rias<\/strong><\/p>\n<p>A      capitania de Pernambuco compreendia sessenta l\u00e9guas de litoral, desde o Canal      de Santa Cruz (que separa a Ilha de Itamarac\u00e1 do continente), ao norte, at\u00e9      a foz do Rio S\u00e3o Francisco, ao sul. Abrangeria terras do atual estado de alagoas,      que s\u00f3 se emancipou de Pernambuco em 1817, e grande parte do estado da Bahia,      compreendendo toda a margem esquerda do Rio S\u00e3o Francisco e as Ilhas do seu      leito. Estas terras pertencentes \u00e0 Bahia, s\u00f3 foram desmembradas de Pernambuco      em 1824.<\/p>\n<p>A origem do Estado de Pernambuco encontra-se nas terras doadas como capitania      heredit\u00e1ria pelo rei de Portugal a Duarte Coelho Pereira, que chegou a Pernambuco,      ent\u00e3o denominada Nova Luzit\u00e2nia. O nome Pernambuco tem origem ind\u00edgena. Veio      do Tupi Paran\u00e3-puka e significa \u0093mar furado\u0094. Os \u00edndios se referiam      ao Canal de Santa Cruz, que cerca toda a Ilha de Itamarac\u00e1. <\/p>\n<p>Em 9 de mar\u00e7o de 1535, desembarcava Duarte Coelho, trazendo em sua bagagem      uma Carta Foral assinada por dom Jo\u00e3o III, que lhe assegurava todos os direitos      sobre a Capitania, para instalar seu governo e tocar um projeto pol\u00edtico e      administrativo. <\/p>\n<p>Em 1537 foram fundadas as vilas de Igarassu e de Olinda, a primeira capital      do Estado e em 12 de mar\u00e7o do mesmo ano, Olinda foi elevada \u00e0 categoria de      vila. Quando veio para o Brasil, ao cruzar o Atl\u00e2ntico, Duarte Coelho tinha      a certeza de fundar nos tr\u00f3picos uma nova cidade. <\/p>\n<p>Tanto \u00e9 que se fez acompanhar de sua esposa, dona Brites de Albuquerque,      do cunhado, Jer\u00f4nimo de Albuquerque, e do padre Pedro Figueira e de muitos      homens de sua parentela, alguns fidalgos, sacerdotes e colonos. Trouxe tamb\u00e9m      muitas ferramentas, instrumentos agr\u00edcolas, armas, materiais de constru\u00e7\u00e3o,      entre outras coisas.<\/p>\n<p><strong>Carta      do rei de Portugal. (Carta Foral)<\/strong><\/p>\n<p>&#8230;      Sessenta l\u00e9guas de terra &#8230; as quais come\u00e7ar\u00e3o no rio S\u00e3o Francisco&#8230; e      acabar\u00e3o no rio que cerca em redondo toda ilha de Itamarac\u00e1, ao qual ora novamente      ponho o nome rio Santa Cruz&#8230; e ficar\u00e1 com Duarte Coelho a terra da banda      Sul, e o dito rio onde Crist\u00f3v\u00e3o Jaques fez a primeira casa de minha feitoria      e a cinq\u00fcenta passos da dita casa da feitoria pelo rio a dentro ao longo da      praia se por\u00e1 um padr\u00e3o de minhas armas, e do dito padr\u00e3o se lan\u00e7ar\u00e1 uma linha      a Oeste pela terra firme a dentro e a terra da dita linha para o Sul ser\u00e1      do dito Duarte Coelho, e do dito padr\u00e3o pelo rio abaixo para a barra e o mar,      ficar\u00e1 assim mesmo com ele Duarte Coelho e metade do dito rio de Santa Cruz      para a banda Sul e assim entrar\u00e1 na dita terra e demarca\u00e7\u00e3o dela todo o rio      S\u00e3o Francisco e a metade do rio de Santa Cruz pela demarca\u00e7\u00e3o sobredita, pelos      quais rios ele dar\u00e1 serventia aos vizinhos dele, de uma parte e da outra,      e havendo na fronteira da dita demarca\u00e7\u00e3o algumas ilhas, hei por bem que sejam      do dito Duarte Coelho, e anexar a esta sua capitania sendo as tais ilhas at\u00e9      dez l\u00e9guas ao mar na fronteira da dita demarca\u00e7\u00e3o pela linha Leste, a qual      linha se estender\u00e1 do meio da barra do dito rio de Santa Cruz, cotando de      largo ao longo da costa, e entrar\u00e3o no mesma largura pelo sert\u00e3o e terra firme      a dentro, tanto, quanto poderem entrar e for de minha conquista&#8230;<\/p>\n<p class=\"outras_obras\"><strong>10      de mar\u00e7o de 1534 \u0096 D. Jo\u00e3o III<\/strong><\/p>\n<p>Primeiro Duarte Coelho desembarcou as margens do Canal de Santa Cruz, no      local depois chamado de \u0091S\u00edtio dos Marcos\u0092. Depois avan\u00e7ou at\u00e9 a      foz do Rio Igarassu e ali fundou a povoa\u00e7\u00e3o com o mesmo nome. <\/p>\n<p>Em Igarassu, ele travou v\u00e1rias lutas com os \u00edndios. Construiu a Igreja dos      Santos Cosme e Dami\u00e3o, a primeira do Brasil, dando a administra\u00e7\u00e3o da povoa\u00e7\u00e3o      a Afonso Gon\u00e7alves e seguiu para o sul. Ao chegar \u00e0s colinas da nova terra,      iniciou a constru\u00e7\u00e3o de Olinda, tamb\u00e9m sede da par\u00f3quia do Salvador do Mundo.      Aquelas colinas eram ent\u00e3o habitadas pelos \u00edndios Tabajaras e Caet\u00e9s. A beleza      local era fascinante, alem do que, l\u00e1 do alto, teria ampla vis\u00e3o para o oceano.<\/p>\n<p><strong>Segundo      conta a tradi\u00e7\u00e3o, ele teria exclamado:<\/strong>\u00a0\u0091Oh!      Linda situa\u00e7\u00e3o para uma vila!\u0092 Estava ent\u00e3o fundada a Vila de Olinda,      aos 12 de mar\u00e7o de 1537.<\/p>\n<p>Muitas      foram \u00e0s lutas entre os \u00edndios, Duarte Coelho e os colonos. Por\u00e9m, ap\u00f3s a      uni\u00e3o de seu cunhado Jer\u00f4nimo de Albuquerque com a filha do cacique dos Tabajaras,      batizada com o nome de Maria do Esp\u00edrito Santo, os \u00edndios se aquietaram. Conseguida      paz com os \u00edndios, restou a preocupa\u00e7\u00e3o com os franceses. O que permitiu que      Duarte Coelho passasse a enviar embarca\u00e7\u00f5es ao longo da costa e deu in\u00edcio      ao desbravamento do Rio S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p><strong>Em      1554, morre Duarte Coelho<\/strong><\/p>\n<p>Duarte Coelho administrou a capitania de Pernambuco durante quase vinte anos,      morrendo em 1554. Depois de sua morte, a capitania de Pernambuco ainda enfrentou      muitas dificuldades. S\u00e9rios conflitos com os \u00edndios e foram travadas muitas      lutas. <\/p>\n<p>Os \u00edndios que n\u00e3o morreram, foram escravizados. Ap\u00f3s a morte de Duarte Coelho,      em 1554, o Brasil estava sendo administrado, desde 1549, por um governador-geral.      Os donat\u00e1rios passaram a prestar contas ao governador-geral, representante      no Brasil do rei de Portugal. Nessa \u00e9poca a sede do governo-geral era em Salvador,      na Bahia.<\/p>\n<p><strong>Os      sucessores de Duarte Coelho foram seus dois filhos:<\/strong>\u00a0Duarte      de Albuquerque Coelho e Jorge de Albuquerque Coelho. Sendo eles os respectivamente,      segundo e terceiro donat\u00e1rios da capitania de Pernambuco. E o quarto e \u00faltimo      donat\u00e1rio da capitania de Pernambuco chamado Duarte de Albuquerque, era filho      de Jorge de Albuquerque Coelho.<\/p>\n<p>Olinda      era sede administrativa da capitania. Nela se instalaram as autoridades civis      e eclesi\u00e1sticas, o col\u00e9gio dos jesu\u00edtas, os principais conventos e o pequeno      cais do Varadouro. Em fins do s\u00e9culo XVI, havia cerca de 700 fam\u00edlias morando      em Olinda, sem contar pessoas que viviam nos engenhos, que tinham cada um      de 20 a 30 moradores livres.<\/p>\n<p>A      import\u00e2ncia do porto de Olinda foi pouco significativa. Seu pequeno porto      nunca teve profundidade para receber as grandes embarca\u00e7\u00f5es que cruzavam o      Atl\u00e2ntico. Por sua vez, a povoa\u00e7\u00e3o do Recife, chamada pelo primeiro donat\u00e1rio      de \u0093Arrecife dos navios\u0094, conforme carta foral de 12 de mar\u00e7o de      1537, veio a ser o porto principal da capitania.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito que a cana-de-a\u00e7\u00facar desempenha papel de destaque na economia do      estado de Pernambuco. A desigualdade de renda entre ricos e pobres sempre      existiu. Somando \u00e0 grande concentra\u00e7\u00e3o de terras, Pernambuco sempre foi palco      de conflitos violentos. <\/p>\n<p>Conflitos surgiam entre os senhores de terra e de engenho pernambucanos de      Olinda e os comerciantes portugueses do Recife. Estes conflitos foram chamados      de forma pejorativa de mascates. <\/p>\n<p>A guerra dos mascates ocorreu entre 1710 e 1712. Os donos de engenho, em      d\u00edvida com os comerciantes devido \u00e0 queda do pre\u00e7o internacional do a\u00e7\u00facar,      n\u00e3o aceitam a emancipa\u00e7\u00e3o do Recife, o que agravaria sua situa\u00e7\u00e3o com os portugueses.      Em 1710, a cidade do Recife \u00e9 atacada por tropas de propriet\u00e1rios rurais.    <\/p>\n<p>O governador Caldas Barbosa foge. Os mascates contra-atacam e invadem Olinda      em 1711. A nomea\u00e7\u00e3o de um novo governador e a atua\u00e7\u00e3o de tropas mandadas da      Bahia p\u00f5e fim \u00e0 guerra. A burguesia mercantil recebe o apoio da metr\u00f3pole,      e o Recife mant\u00e9m sua autonomia.<\/p>\n<p><strong>Carvalho      Pinto<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: www.casadacultura.org<\/p>\n<h6>Olinda<\/h6>\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>Em 1534, a Coroa portuguesa instituiu o regime de Capitanias Heredit\u00e1rias.      A Capitania de Pernambuco foi entregue ao fidalgo portugu\u00eas Duarte Coelho,      que tomou posse de sua capitania desembarcando, em 9 de mar\u00e7o de 1535, na      feitoria fundada em 1516, entre Pernambuco e Itamarac\u00e1. <\/p>\n<p>Pouco tempo depois, ele seguiu para o sul em busca de um lugar para se instalar.      Encontrou um local estrategicamente ideal, no alto de colinas, onde existia      uma pequena aldeia chamada Marim, pelos \u00edndios, instalando a\u00ed o povoado que      deu origem a Olinda.<\/p>\n<p>Um      s\u00edtio protegido pela altura descortinando o mar, com um porto natural formado      pelos arrecifes, \u00e1gua em abund\u00e2ncia e terras f\u00e9rteis, e f\u00e1cil de defender,      segundo os padr\u00f5es militares da \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>O local era t\u00e3o apraz\u00edvel, que, conta-se, o nome Olinda foi dado      a partir de uma frase dita por Duarte Coelho:<\/strong>\u00a0\u0093\u00d3      linda situa\u00e7\u00e3o para se construir uma vila\u0094. N\u00e3o se sabe o dia da funda\u00e7\u00e3o      de Olinda; sabe-se que o povoado prosperou tanto, que em 1537, j\u00e1 estava elevado      \u00e0 categoria de vila.<\/p>\n<p> Em 12 de mar\u00e7o de 1537, Duarte Coelho enviou ao rei de Portugal, D.Jo\u00e3o      III, o Foral, carta de doa\u00e7\u00e3o que descrevia todos os lugares e benfeitorias      existentes na Vila de Olinda. Nas praias, a vila foi fortificada para a defesa      e do alto das colinas se expandiu em dire\u00e7\u00e3o ao mar, ao porto e ao interior      onde ficavam os engenhos de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Com o extrativismo do pau-brasil e o desenvolvimento da cultura da cana-de-a\u00e7\u00facar,      Olinda tornou-se um dos mais importantes centros comerciais da col\u00f4nia, enriquecendo      a tal ponto que disputava com a Corte portuguesa em luxo e ostenta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>O tra\u00e7ado urbano da vila configurou-se, ainda no s\u00e9culo XVI, com a defini\u00e7\u00e3o      dos caminhos e com a ocupa\u00e7\u00e3o dos principais promont\u00f3rios pelos religiosos.      Com a chegada das primeiras ordens religiosas \u0096 carmelitas, em 1580,      jesu\u00edtas, em 1583, franciscanos, em 1585, e beneditinos, em 1586, foi feita      tamb\u00e9m a catequiza\u00e7\u00e3o dos \u00edndios, de fundamental import\u00e2ncia para a conquista      definitiva das terras.<\/p>\n<p>Em      16 de fevereiro de 1630, a Holanda invadiu Olinda e conquistou Pernambuco.      Tomada a cidade, os holandeses se estabeleceram no povoado e ilhas junto ao      porto e abandonaram Olinda. Em 24 de novembro de 1631, os holandeses incendeiam      Olinda, ap\u00f3s retirar os materiais nobres das edifica\u00e7\u00f5es para construir suas      casas no Recife, que come\u00e7a a prosperar sob a administra\u00e7\u00e3o holandesa. Em      27 de janeiro de 1654, os holandeses foram expulsos e iniciou-se a lenta reconstru\u00e7\u00e3o      da Vila de Olinda.<\/p>\n<p><strong>AP\u00d3S      1654<\/strong>\u00a0\u0096      Depois de 1654, n\u00e3o se pode mais mudar o destino do Recife, que passa a ocupar      aquele lugar antes Olinda. Ser\u00e1 o Recife a sede, embora n\u00e3o oficial, e Olinda,      secundarizada, se reconstruir\u00e1 lentamente, n\u00e3o tendo mais a import\u00e2ncia que      teve naqueles anos anteriores a 1630. Mapa de meados do s\u00e9culo XIX revela      uma cidade, t\u00edtulo obtido em 1676, ainda com as mesmas dimens\u00f5es da antiga      vila. \u00c9 bem verdade que se reconstru\u00edram, de forma monumental, as suas casas      religiosas. O mercantilismo presente no Recife e a racionalidade daquela nova      rela\u00e7\u00e3o, \u00e0 luz do novo mundo dos s\u00e9culos XVI e XVII venceram afinal. Olinda      tem seu futuro tra\u00e7ado diante do crescimento da import\u00e2ncia do Recife. O centro      hist\u00f3rico (atual), nesses meados do s\u00e9culo XIX, ainda se encontrava envolvido      por propriedades rurais, as maiores, os engenhos, na maioria de fogo morto,      os da v\u00e1rzea do Beberibe, e as menores, os s\u00edtios, nas margens do Rio Beberibe      e do mar.<\/p>\n<p><strong>NOVO      FLORESCER<\/strong>\u00a0\u0096      Sendo Olinda lugar de moradias e onde estava instalada, desde 1827, a Academia      de Direito, ela adquire certa import\u00e2ncia com rela\u00e7\u00e3o ao lugar de trabalho,      o Recife. Mas \u00e9 o interesse pelos salutares banhos de mar, recomendados pelos      m\u00e9dicos, que lhe d\u00e1 nova vida. Nova vida que \u00e9 bem representada pelo interesse      de uma liga\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida, atrav\u00e9s de um trem urbano, com o Recife, esta      se fez desde a Encruzilhada, por antigo caminho que existia desde o s\u00e9culo      XVI.<\/p>\n<p>De princ\u00edpio, os veranistas usavam casas de terceiros, alugadas para as temporadas      de ver\u00e3o. Depois, s\u00e3o adquiridos im\u00f3veis e se torna h\u00e1bito ent\u00e3o morar na      cidade, mesmo fora da temporada de veraneio. <\/p>\n<p>\u00c9 o renascimento da cidade. Sente-se essa transforma\u00e7\u00e3o naquelas casas pr\u00f3ximas      ao mar, onde elas se revestem com roupas ecl\u00e9ticas e, com as reformas das      fachadas, s\u00e3o modernizadas. O que se restringia \u00e0s \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0s praias      vai depois caminhar para as outras ruas da cidade. <\/p>\n<p>Uma transforma\u00e7\u00e3o urbana que d\u00e1 novo alento ao velho burgo. A \u00e1gua pot\u00e1vel,      levada \u00e0s casas pela Companhia Santa Teresa, e a eletrifica\u00e7\u00e3o, denotam a      import\u00e2ncia que readquire a cidade. Logo, o trem urbano \u00e9 substitu\u00eddo pelos      bondes el\u00e9tricos, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p><strong>MENEZES,      Jos\u00e9 Luiz Mota, in Evolu\u00e7\u00e3o Urbana e Territorial de Olinda:\u00a0<\/strong>do      Descobrimento aos Tempos Atuais \u0096 A Vila de Olinda \u0096 1537-1630<\/p>\n<h4>Hino      de Olinda<\/h4>\n<p><strong>Letra:\u00a0<\/strong>Them\u00edstocles      de Andrade<\/p>\n<p><strong>M\u00fasica:\u00a0<\/strong>Jos\u00e9      Louren\u00e7o da Silva (Capit\u00e3o Zuzinha)<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>I<\/strong><br \/>\n       Olinda, cofre sublime<br \/>\n       de brilhantes tradi\u00e7\u00f5es<br \/>\n       Teu nome beleza exprime<br \/>\n       e produz inspira\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p><strong>II<\/strong><br \/>\n       Teu c\u00e9u, teu mar, teus coqueiros,<br \/>\n       ru\u00ednas, praias, luar,<br \/>\n       despertam sonhos fagueiros,<br \/>\n       deslumbrando o nosso olhar<\/p>\n<p><strong>III<\/strong><br \/>\n       Olinda t\u00e3o sedutora,<br \/>\n       quanta beleza cont\u00e9ns!<br \/>\n       sendo assim merecedora<br \/>\n       do lindo nome que tens<\/p>\n<p><strong>IV<\/strong><br \/>\n       De nossa brasilidade<br \/>\n       foste o ber\u00e7o singular!<br \/>\n       No teu solo a liberdade<br \/>\n       nunca deixou de brilhar<\/p>\n<p><strong>V<\/strong><br \/>\n       Olinda, honrando a mem\u00f3ria<br \/>\n       do artista que te fundou,<br \/>\n       com ele reparte a gl\u00f3ria<br \/>\n       que tua fama alcan\u00e7ou<\/p>\n<p><strong>VI<\/strong><br \/>\n       Que majestade suprema<br \/>\n       existe em tudo o que \u00e9 teu!<br \/>\n       Tu \u00e9s, Olinda, um poema<br \/>\n       que natureza escreveu!<\/p>\n<p><strong>Estribilho<\/strong><br \/>\n       Gl\u00f3ria a Duarte Coelho,<br \/>\n       que ouvindo o justo conselho<br \/>\n       de inspira\u00e7\u00e3o genial,<br \/>\n       deu luz, prest\u00edgio, beleza,<br \/>\n       for\u00e7a, progresso e grandeza,<br \/>\n       a ti, Olinda imortal.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Olinda      em Dados<\/h4>\n<p>Terceira      maior cidade de Pernambuco, Olinda abriga uma popula\u00e7\u00e3o de 397.268 habitantes      (dados do IBGE\/2009). A cidade det\u00e9m uma taxa de densidade demogr\u00e1fica de      9.122,11 habitantes por quil\u00f4metros quadrados, a maior do estado e a quinta      maior do Brasil.<\/p>\n<p>Dos      seus 43,55 km\u00b2 de extens\u00e3o territorial, 9,73 km\u00b2 fazem parte da ZEPEC (Zonas      Especiais de Prote\u00e7\u00e3o Cultural e Urban\u00edstica), com 1,89 km\u00b2 da ZEPEC 1 (S\u00edtio      Hist\u00f3rico) e 7,84 km\u00b2 do Entorno do S\u00edtio Hist\u00f3rico. Olinda possui uma \u00e1rea      urbanizada de 36,73 km\u00b2, correspondente a 98% do munic\u00edpio, e 6,82 km\u00b2 de      \u00e1rea rural, o que faz dela uma cidade eminentemente urbana.<\/p>\n<h4>Caracter\u00edsticas      Geogr\u00e1ficas do Munic\u00edpio<\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Latitude:<\/strong>\u00a008\u00ba01\u009248?<br \/>\n<strong>Longitude:<\/strong>\u00a034\u00ba51\u009242?<br \/>\n<strong>Altitude:<\/strong>\u00a016        m<br \/>\n<strong>Limites:<\/strong>\u00a0Norte        \u0096 Paulista; Sul e Oeste \u0096 Recife; Leste \u0096 Oceano Atl\u00e2ntico<br \/>\n<strong>Dist\u00e2ncia do Recife:<\/strong>\u00a06        km<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Aspectos      Populacionais<\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0397.268<br \/>\n<strong>Densidade Demogr\u00e1fica:<\/strong>\u00a09.122,11        hab\/km\u00b2<br \/>\n<strong>Territ\u00f3rio:<\/strong>\u00a043,55        km\u00b2<br \/>\n<strong>\u00c1rea Urbana:<\/strong>\u00a036,73        km\u00b2<br \/>\n<strong>\u00c1rea Rural:<\/strong>\u00a06,82        km\u00b2<br \/>\n<strong>ZEPEC (Zonas Especiais de Prote\u00e7\u00e3o Cultural e Urban\u00edstica):<\/strong>\u00a09,73        km\u00b2<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Caracter\u00edsticas      Clim\u00e1ticas<\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Quente        e \u00famido<\/strong><br \/>\n<strong>Temperatura M\u00e9dia Anual:<\/strong>\u00a027\u00ba        C<br \/>\n<strong>Amplitude T\u00e9rmica:<\/strong>\u00a05\u00ba        C<br \/>\n<strong>M\u00e9dia Pluviom\u00e9trica Anual:<\/strong>\u00a02.422,4<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Bacias      Hidrogr\u00e1ficas de Olinda<\/h4>\n<p><strong>Bacia      do Beberibe<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>\u00c1rea:<\/strong>\u00a018,32        km\u00b2<br \/>\n<strong>Territ\u00f3rio de Olinda:\u00a0<\/strong>44,87%<br \/>\n<strong>Popula\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0177.218<br \/>\n<strong>Afluentes:<\/strong>\u00a0Canal        Lava Tripa, Canal Azeitona, Canal da Mal\u00e1ria, Lagoas de Jardim Brasil (3),        Lagoa de Santa Tereza e Lagoa da Pulsa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Bacia      do Paratibe<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>\u00c1rea:<\/strong>\u00a024,51        km\u00b2<br \/>\n<strong>Territ\u00f3rio de Olinda:<\/strong>\u00a055,13%<br \/>\n<strong>Popula\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0190.684<br \/>\n<strong>Afluentes:<\/strong>\u00a0Riacho        da Mirueira, Riacho Fragoso (Piaba de Ouro), Riacho Ouro Preto, Canal dos        Bultrins, Canal Bultrins Fragoso, Canal das Tintas e Lagoa do Fragoso.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>S\u00edmbolos<\/h4>\n<p><strong>Bandeira      de Olinda<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda6.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"225\" height=\"152\" title=\"Olinda\" \/><\/strong><\/p>\n<p>Criada pela Lei n\u00b0 2388\/1963, quando era prefeito do munic\u00edpio o sr. Eufr\u00e1sio      Barbosa.<\/p>\n<p><strong>Escudo      de Olinda<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda7.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"168\" height=\"209\" title=\"Olinda\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>O      escudo de Olinda constitui-se em um globo terrestre encimado por uma Cruz      Latina, circulado por um zod\u00edaco com a seguinte legenda:<\/strong>\u00a0\u0093Deus      Salvator Noster\u0094 (Deus nosso Salvador). Este s\u00edmbolo figura no frontisp\u00edcio      da Igreja de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, localizada no Varadouro, no Museu Regional de      Olinda, do lado Sul, e na Bica do Ros\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Bras\u00e3o      de Duarte Coelho<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda8.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"215\" height=\"215\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Bras\u00e3o de Duarte Coelho<\/strong><\/p>\n<p>Primeiro      donat\u00e1rio da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho aportou em Igarassu, em      9 de mar\u00e7o de 1535, de onde, deslocando-se para o Sul, chegou a Olinda.<\/p>\n<p><strong>Civitas      de Olinda<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda9.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"309\" height=\"227\" title=\"Olinda\" \/><\/p>\n<p>Planta      da cidade produzida no per\u00edodo holand\u00eas, transcrita do livro de Barlaeus.      Nela, podem ser localizados o atual Varadouro, o Rio Beberibe e v\u00e1rios pr\u00e9dios      hist\u00f3ricos como o Semin\u00e1rio dos Jesu\u00edtas, a S\u00e9 e a Igreja de S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p><strong>O      Coqueiro<\/strong><\/p>\n<p>Por      representar a beleza da cidade, a altivez, a coragem e a bravura do povo de      Olinda, o coqueiro passou a ser considerado a \u00e1rvore-s\u00edmbolo da cidade, por      iniciativa do ent\u00e3o prefeito Germano Coelho (Decreto n\u00ba 023\/1982).<\/p>\n<p><strong>Antiga      Bandeira de Olinda<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda10.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"226\" height=\"160\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Antiga Bandeira de Olinda<\/strong><\/p>\n<p>Criada      pela Lei n\u00b0 1255\/1957 \u00e9 a primeira bandeira oficial contempor\u00e2nea da cidade.      O desenho \u00e9 de Alexandre Alves Dias, baseado na descri\u00e7\u00e3o feita na referida      lei. Era, ent\u00e3o, prefeito de Olinda o sr. Nivaldo Machado.<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulos<\/strong><\/p>\n<p>A      Olinda moderna ostenta quatro t\u00edtulos, todos a ela atribu\u00eddos em virtude de      sua exuberante beleza natural, de seu valioso patrim\u00f4nio em pedra e cal, e      da cultura de seu povo.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o      eles:<\/strong><\/p>\n<h4><strong>Patrim\u00f4nio      Cultural da Humanidade<\/strong><\/h4>\n<p>O      t\u00edtulo de Patrim\u00f4nio da Humanidade foi concedido pela Unesco em 1982, depois      de uma luta iniciada pela Prefeitura em 1978, com o apoio de personalidades      como o embaixador olindense Holanda Cavalcanti, o ent\u00e3o ministro Eduardo Portela,      al\u00e9m de Alo\u00edsio Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p>Com      esse t\u00edtulo, Olinda inscreveu-se na lista de monumentos mundiais e figura      ao lado de bens da humanidade como a Catedral de Notre-Dame, em Paris, o s\u00edtio      arqueol\u00f3gico de Nemrut Dag, na Turquia, o Parque Nacional do Serengeti, na      \u00c1frica, e a Cidade do Vaticano, entre outros 400 monumentos em todo o mundo.<\/p>\n<p><strong>1\u00aa      Capital Brasileira da Cultura<\/strong><\/p>\n<p>O      t\u00edtulo foi concedido em 2005 pela ONG Capital Brasileira da Cultura (CBC),      depois de campanha popular realizada durante dois meses. A conquista retratou      um esfor\u00e7o da Prefeitura e de toda a sociedade. Mais de 11 mil pessoas e entidades      declararam oficialmente seu apoio \u00e0 candidatura da cidade.<\/p>\n<p>Com      o t\u00edtulo, conferido pela primeira vez, a cidade foi, durante todo o ano de      2006, centro das aten\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, como principal destino      tur\u00edstico-cultural do Brasil.<\/p>\n<p><strong>Monumento      Nacional<\/strong>\u00a0\u0096      Lei federal n\u00b0 6863, de 26 de novembro de 1980 (Lei Fernando Coelho)<\/p>\n<p>O      t\u00edtulo foi atribu\u00eddo a Olinda durante o governo militar do presidente Jo\u00e3o      Figueiredo e serviu para respaldar o encaminhamento \u00e0 Unesco do processo de      concess\u00e3o do t\u00edtulo de Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade.<\/p>\n<p><strong>Cidade      Ecol\u00f3gica<\/strong>\u00a0\u0096      Decreto municipal n\u00b0 023, de 29 de junho de 1982<\/p>\n<p>O      t\u00edtulo foi conferido a Olinda pelo ent\u00e3o prefeito Germano Coelho, tendo em      vista as v\u00e1rias \u00e1reas verdes existentes na cidade, tais como o Horto d\u0092      El Rey, um dos primeiros jardins bot\u00e2nicos do pa\u00eds; o bosque de coqueiros,      situado na entrada da cidade, com mais de dez mil mudas; a Mata de Passarinho,      al\u00e9m de outros s\u00edtios de preserva\u00e7\u00e3o do verde. O dia 4 de outubro, dia de      S\u00e3o Francisco de Assis, patrono da ecologia, \u00e9 dedicado \u00e0 comemora\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo      e \u00e0 exalta\u00e7\u00e3o ao coqueiro.<\/p>\n<h4>Monumentos<\/h4>\n<p><strong>Arquivo      Municipal de Olinda<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Rua      de S\u00e3o Bento, 153 \u0096 Varadouro<\/p>\n<p>Desde      os tempos em que a C\u00e2mara Municipal acumulava as fun\u00e7\u00f5es do Poder Executivo,      no Imp\u00e9rio, Olinda possu\u00eda seu arquivo. Contudo, somente em 1975 \u00e9 que foi      criado o servi\u00e7o de Arquivo P\u00fablico Municipal \u0096 voltado para o recolhimento      e preserva\u00e7\u00e3o de documentos em fase permanente. O Patrim\u00f4nio Documental de      Olinda extrapola a fun\u00e7\u00e3o local, para ser de interesse da comunidade cientifica      e dos \u00f3rg\u00e3os nacionais e internacionais.<\/p>\n<p>Seu      acervo \u00e9 basicamente de documenta\u00e7\u00e3o acumulada e\/ou produzida pelo Poder Executivo      Municipal, com datas limites de final do s\u00e9culo XVI at\u00e9 fins da d\u00e9cada de      70, no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p><strong>A      documenta\u00e7\u00e3o encontra-se dividida em tr\u00eas grandes grupos:<\/strong>\u00a0Textual,      Cartogr\u00e1fica e Iconogr\u00e1fica. No acervo constam obras raras, do s\u00e9culo XVII      ao XX.<\/p>\n<p><strong>Biblioteca      P\u00fablica de Olinda<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Av.      Liberdade, s\/n \u0096 Carmo.<br \/>\n<strong>Visita\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0de      segunda a sexta-feira, das 8h \u00e0s 17h.<\/p>\n<p>Criada      por Decreto Imperial em 07\/12\/1830, a Biblioteca P\u00fablica de Olinda foi instalada      no Convento de S\u00e3o Francisco, sendo a 1\u00aa de Pernambuco e a 5\u00aa do Brasil. Com      a transfer\u00eancia da Faculdade de Direito de Olinda para o Recife, o espa\u00e7o      ficou sem funcionar durante v\u00e1rias d\u00e9cadas, sendo restabelecida atrav\u00e9s da      Lei n\u00b0 4329\/1983. Restaurada em 1996, a casa onde est\u00e1 instalada a Biblioteca      P\u00fablica de Olinda \u00e9 uma das constru\u00e7\u00f5es mais antigas do munic\u00edpio. Foi pintada      por Franz Post, no s\u00e9culo XVII.<\/p>\n<p><strong>Caixa      D\u0092\u00c1gua<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Rua      Bispo Coutinho, s\/n \u0096 Alto da S\u00e9.<br \/>\n<strong>Visita\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0todos      os dias, das 14h \u00e0s 17h.<\/p>\n<p>Constru\u00edda      em 1934 com projeto do arquiteto Luis Nunes, a Caixa D\u0092\u00c1gua, no Alto      da S\u00e9, \u00e9 um marco da arquitetura moderna brasileira. Neste projeto, pela primeira      vez, foi utilizado formas e modela\u00e7\u00f5es arquitet\u00f4nicas modernas, numa \u00e9poca      em que estava sendo mudado o conceito de arquitetura.<\/p>\n<p>O      uso de pilotis, a forma pura da constru\u00e7\u00e3o, a utiliza\u00e7\u00e3o de uma fachada cega      e outra totalmente vazada de luz, foram, posteriormente, utilizadas por Le      Corbusier e por Oscar Niemeyer, nos edif\u00edcios de Bras\u00edlia. Na constru\u00e7\u00e3o da      Caixa D\u0092\u00c1gua, foi usado pela primeira vez no Brasil o combog\u00f3, como elemento      decorativo de ventila\u00e7\u00e3o e decora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O      pr\u00e9dio passou recentemente por obras de requalifica\u00e7\u00e3o, inauguradas no dia      24 de outubro de 2011.<\/p>\n<p><strong>No      edif\u00edcio, de 20 metros de altura, foi instalado um elevador panor\u00e2mico e o      local foi transformado num mirante, que permite ao visitante uma vista de      360 graus para as duas cidades irm\u00e3s:<\/strong>\u00a0Olinda      e Recife. O terra\u00e7o foi recuperado e nos espa\u00e7os interiores acontecem exposi\u00e7\u00f5es      e outras atividades de apoio \u00e0 visita\u00e7\u00e3o tur\u00edstica.<\/p>\n<p><strong>Casa      de Jo\u00e3o Fernandes Vieira<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Rua      de S\u00e3o Bento, s\/n \u0096 Varadouro.<\/p>\n<p>\u00c0      direita da rua de S\u00e3o Bento, ergue-se o sobrado onde habitou e faleceu o restaurador      de Pernambuco, Jo\u00e3o Fernandes Vieira, rico senhor de engenho, que teve destaque      na luta contra os holandeses.<\/p>\n<p><strong>CEMO      (Centro de Educa\u00e7\u00e3o Musical de Olinda)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Complexo      Rodovi\u00e1rio de Salgadinho \u0096 Santa Tereza.<\/p>\n<p>Adquirido      em 1915 pelo coronel, Arthur Lundgren, o casar\u00e3o integrava o S\u00edtio Ramos,      propriedade onda havia viveiro de peixes e \u00e1rvores frut\u00edferas. Abandonado      durante v\u00e1rios anos, foi restaurado e, atualmente, abriga o Centro de Educa\u00e7\u00e3o      Musical de Olinda.<\/p>\n<p><strong>Coreto      da Pra\u00e7a da Pregui\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Avenida      Liberdade, s\/n \u0096 Carmo.<\/p>\n<p>Constru\u00e7\u00e3o      do fim do s\u00e9culo XIX, o Coreto foi feito de ferro fundido, de proced\u00eancia      inglesa, com base de pedra arredondada. Sua varanda em ferro \u00e9 adornada por      arabescos e encimada por uma esp\u00e9cie de coroa. Antigamente, o coreto abrigava      a Banda de M\u00fasica, que animava as festas de Olinda.<\/p>\n<p><strong>Farol      de Olinda<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Amaro      Branco.<\/p>\n<p>Constru\u00eddo,      originalmente, sobre o Fortim Montenegro, o Farol de Olinda foi aceso pela      primeira vez em 1872. Vis\u00edvel a 12 milhas, o Farol atual foi constru\u00eddo no      Morro Serapi\u00e3o, sendo inaugurado em sete de setembro de 1941. Por se destacar      na paisagem de Olinda, tornou-se um dos principais marcos da cidade.<\/p>\n<p><strong>Fortim      de S\u00e3o Francisco (Fortim do Queijo)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Rua      do Sol \u0096 Carmo.<\/p>\n<p>As      primeiras not\u00edcias do Forte ou Baluarte de S\u00e3o Francisco datam do s\u00e9culo XVII.      Por causa de seu tamanho reduzido, ficou conhecido, posteriormente, como \u0093Fortim      do Queijo\u0094. At\u00e9 a d\u00e9cada de 30 do s\u00e9culo XVIII, o Fortim servia para      prote\u00e7\u00e3o da costa, quando foi abandonado. Passou por um processo de restaura\u00e7\u00e3o      entre 1973 e 1977, ficando com as atuais fei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A      constru\u00e7\u00e3o assemelha-se a de outras fortalezas coloniais, com arquitetura      simples e r\u00fastica, em formato retangular. O acesso \u00e9 feito atrav\u00e9s de uma      rampa de 10 m feita de cimento, tendo ainda cal\u00e7amento original, e uma pedra      \u0091\u0092cabe\u00e7a de negro\u0092\u0092 na parte central do caminho. O Fortim      de S\u00e3o Francisco ainda possui dois canh\u00f5es sobre a base de granito e, ao lado      da rampa de acesso, a casa da guarda, em tribeiral.<\/p>\n<p><strong>Maxambomba<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Pra\u00e7a      do Carmo, s\/n \u0096 Carmo.<\/p>\n<p>Em      1866 foi iniciada a utiliza\u00e7\u00e3o dos trens a vapor, conhecida como maxambomba,      que ligava o centro do Recife aos sub\u00farbios de Olinda. A primeira linha que      interligava as duas cidades tinha seu itiner\u00e1rio que sa\u00eda de Campo Grande,      passava por Passarinho e seguia at\u00e9 o Carmo, onde em 1871 foi constru\u00edda uma      garagem ou oficina da Compainha de Trilhos Urbanos do Recife, Olinda e Beberibe.<\/p>\n<p><strong>Mercado      Eufr\u00e1sio Barbosa<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Av.      Joaquim Nabuco, s\/n \u0096 Varadouro<\/p>\n<p>Constru\u00e7\u00e3o      datada dos s\u00e9culos XVII e XVIII, onde existia a primeira Casa da Alf\u00e2ndega      de Pernambuco, o local foi, entre 1894 e 1960, a F\u00e1brica de Doces Amorim Ltda.      Possui uma planta retangular, em plano \u00fanico, em alvenaria de tijolos. As      fachadas s\u00e3o todas rebocadas, sendo a principal com aberturas em arcos plenos      e platibanda retangular. Apesar de o pr\u00e9dio original ter sofrido acr\u00e9scimos,      o Mercado da Ribeira n\u00e3o descaracterizou. Disp\u00f5e de teatro e \u00e1rea para exposi\u00e7\u00f5es      e apresenta\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas.<\/p>\n<p><strong>Mercado      da Ribeira<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Rua      Bernardo Vieira de Melo, s\/n \u0096 Ribeira<\/p>\n<p>Constru\u00eddo      no final do s\u00e9culo XVII e in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, o Mercado da Ribeira \u00e9 uma      edifica\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica do Brasil colonial. Possui piso em tijolaria, dois      alpendres com pilastras e um batente em pedra portuguesa. Restaurado no estilo      original, no Mercado da Ribeira funcionam v\u00e1rias galerias de artesanatos,      oficinas de entalhadores, gravuras e pinturas. Nas suas proximidades encontra-se      as ru\u00ednas do Senado.<\/p>\n<p><strong>Observat\u00f3rio      Astron\u00f4mico<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Rua      Bispo Coutinho, s\/n \u0096 Alto da S\u00e9.<br \/>\n<strong>Visita\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0de      ter\u00e7a-feira a domingo, das 16h \u00e0s 20h.<\/p>\n<p>Constru\u00eddo      no s\u00e9culo XIX, serviu por v\u00e1rias d\u00e9cadas para observa\u00e7\u00f5es e estudos de Astronomia.      Diz a lenda, que sua edifica\u00e7\u00e3o relaciona-se com a descoberta de um cometa,      em 1860, por Emanuel Liais, de quem o astro recebeu o nome. Erguido em alvenaria,      tem formato de um cilindro e possui \u00e1rea de, aproximadamente, 6000 m2.<\/p>\n<p><strong>Pal\u00e1cio      dos Governadores<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Rua      de S\u00e3o Bento, 123 \u0096 Varadouro.<\/p>\n<p>Constru\u00eddo      no s\u00e9culo XVII, foi o antigo Pa\u00e7o dos Governadores Gerais do Brasil, de onde      o Pa\u00eds foi tr\u00eas vezes governado. Em 1824, nele se instalou a Assembl\u00e9ia Constituinte      e Legislativa da Confedera\u00e7\u00e3o do Equador. Ao longo dos anos, o pr\u00e9dio passou      por v\u00e1rias restaura\u00e7\u00f5es. Mant\u00e9m, atualmente, o estilo neocl\u00e1ssico de sua fachada.      Apresenta assoalho em ip\u00ea, escadaria original em cedro e o piso em mosaico.      Atualmente, \u00e9 sede da Prefeitura Municipal de Olinda.<\/p>\n<p><strong>Ru\u00ednas      do Senado<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Rua      Bernardo Vieira de Melo, s\/n \u0096 Ribeira.<\/p>\n<p>Constru\u00e7\u00e3o      anterior a 1693, as Ru\u00ednas do Senado foi o local do imponente Pr\u00e9dio do Senado      da C\u00e2mara de Olinda. Em 1710, Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito      em favor da Rep\u00fablica no Brasil. As ru\u00ednas resumem-se a um peda\u00e7o de parede      externa da fachada do antigo Pr\u00e9dio do Senado, mostrando a incomum espessura      da parede onde est\u00e1 afixada uma placa relatando o fato ocorrido.<\/p>\n<h4>Museus<\/h4>\n<p><strong>MAC      (Museu de Arte Contempor\u00e2nea)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Rua      13 de Maio, s\/n.<\/p>\n<p>O      pr\u00e9dio do MAC \u00e9 datado de 1765 e foi projetado para ser o Aljube da Diocese.      Palavra de origem \u00e1rabe, aljube significa c\u00e1rcere, masmorra, tendo aqui outra      significa\u00e7\u00e3o restrita de \u0093c\u00e1rcere de foro eclesi\u00e1stico\u0094, utilizado      para o recolhimento de homens e mulheres acusados de delitos contra a religi\u00e3o      Cat\u00f3lica Romana, sob jurisdi\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica. O conjunto Aljube e Capela,      foi restaurado e tombado no ano de 1966 pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico      e Art\u00edstico Nacional (IPHAN).<\/p>\n<p>O      museu conta com um acervo de mais de 4 mil obras das mais variadas t\u00e9cnicas,      \u00e9pocas e estilos, indo desde o academicismo franc\u00eas at\u00e9 a contemporaneidade,      e re\u00fane obras de grandes nomes como Portinari, C\u00edcero Dias, Eliseu Visconti,      Djanira, Telles Junior, Wellington Virgolino, Di Cavalcanti, Jo\u00e3o C\u00e2mara,      Guinard, Adolph Gottielib, Burle Max, Francisco Brennand, entre outros.<\/p>\n<p><strong>MASPE      (Museu de Arte Sacra de Pernambuco)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Rua      Bispo Coutinho, 726 \u0096 Alto da S\u00e9.<\/p>\n<p>Inaugurado      no dia 11 de abril de 1977, o Museu de Arte Sacra de Pernambuco (MASPE) est\u00e1      instalado no antigo Pal\u00e1cio dos Bispos de Olinda. No s\u00e9culo XIX, o casar\u00e3o      sofreu novas modifica\u00e7\u00f5es, servindo como resist\u00eancia coletiva de religiosos,      col\u00e9gio e quartel do ex\u00e9rcito durante a 2\u00aa Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Na      sua fachada, \u00e9 poss\u00edvel ver o antigo bras\u00e3o episcopal e uma placa da Unesco,      que declara Olinda, Monumento Hist\u00f3rico da Humanidade. O acervo fixo do MASPE      come\u00e7ou a ser constru\u00eddo a partir de uma centena de pe\u00e7as cedidas pela Arquidiocese      de Olinda e Recife. Hoje, \u00e9 composto por imagens eruditas antigas, policromadas      e douradas, do s\u00e9culo XVI, al\u00e9m de pinturas e arte sacra popular e objetos      do culto nas igrejas.<\/p>\n<p><strong>Visita\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0ter\u00e7a      a sexta-feira, das 10h \u00e0s 16h \/ s\u00e1bado e domingo, das 10h \u00e0s 14h.<\/p>\n<p><strong>Museu      do Mamelungo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Rua      de S\u00e3o Bento, 344.<\/p>\n<p>Fundado      em 14\/12\/1994, o Museu do Mamulengo possui um acervo com mais de 1200 pe\u00e7as      feitas pelos mestres mamulengueiros, sendo alguns bonecos do s\u00e9culo XVIII,      representando figuras populares em situa\u00e7\u00f5es cotidianas rurais ou urbanas.      \u00c9 o primeiro museu dedicado a bonecos populares no Brasil e na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p><strong>Museu      Regional de Olinda<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Rua      do Amparo, 128.<\/p>\n<p>O      Museu Regional de Olinda foi fundado em 1935, em comemora\u00e7\u00e3o aos 400 anos      de chegada de Duarte Coelho a Pernambuco, pelo ent\u00e3o diretor da Biblioteca      e do Museu do Estado, Jos\u00e9 Maria Albuquerque Melo.<\/p>\n<p>Constam      no seu acervo, pe\u00e7as como m\u00f3veis, imagens, pain\u00e9is, pe\u00e7as de grande valor      hist\u00f3rico, como o bras\u00e3o do Senado da C\u00e2mara de Olinda e pe\u00e7as de arte sacra,      inclusive um altar que pertenceu a antiga S\u00e9 de Olinda, antes de sua reforma      em 1711. Ao todo, s\u00e3o 217 pe\u00e7as expostas por toda a extens\u00e3o dos sal\u00f5es do      pr\u00e9dio onde funciona.<\/p>\n<p><strong>Visita\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0ter\u00e7a      a sexta-feira, das 9h \u00e0s 17h. \/ s\u00e1bado e domingo, das 13h \u00e0s 17h.<\/p>\n<h4>Mouriscos<\/h4>\n<p><strong>Primeiro      Sobrado Mourisco<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Rua      do Amparo, 28.<\/p>\n<p>A      constru\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das mais t\u00edpicas obras do s\u00e9culo XVIII existentes em Pernambuco.      Sobreviveu a onda de descaracteriza\u00e7\u00e3o, provocada pela vinda da Fam\u00edlia Real      portuguesa para o Brasil. A arquitetura do pr\u00e9dio possui v\u00e1rios elementos      caracter\u00edsticos da influ\u00eancia \u00e1rabe.<\/p>\n<p>Durante      os trabalhos de recupera\u00e7\u00e3o, foram encontrados tijolos pesando 24 kg, de dimens\u00f5es      originais. Toda a originalidade da obra foi preservada. No andar t\u00e9rreo, v\u00eaem-se      duas portas de vergas e ombreiras retas, ambas de pedra. No andar superior,      portais iguais aos do t\u00e9rreo. O balc\u00e3o \u00e9 em muxarabi, apoiado sobre cachorros      de pedra.<\/p>\n<p><strong>Segundo      Sobrado Mourisco<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Pra\u00e7a      Conselheiro Jo\u00e3o Alfredo, 7.<\/p>\n<p>Com      bonitos balc\u00f5es de madeira em losango e treli\u00e7a, al\u00e9m de seu muxarabi, este      sobrado mourisco \u00e9 um raro exemplar da arquitetura \u00e1rabe no Brasil. Em 1859,      hospedou o imperador D. Pedro II e a imperatriz Tereza Cristina, em viagem      ao Nordeste.<\/p>\n<p><strong>Bicas<\/strong><\/p>\n<p>Moduladas      com pedra e alvenaria, as Bicas foram constru\u00eddas com a finalidade de suprir      a falta de \u00e1gua da Vila de Olinda.<\/p>\n<p><strong>Bica      de S\u00e3o Pedro<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Rua      Henrique Dias, Varadouro.<\/p>\n<p>Constru\u00edda      no s\u00e9culo XVI, a Bica de S\u00e3o Pedro \u00e9 a que possui maior vaz\u00e3o de \u00e1gua. Segundo      uma lenda popular, suas \u00e1guas surgiam de uma vertente que ficava por baixo      do altar-mor da Igreja Matriz de S\u00e3o Pedro M\u00e1rtir. Conhecida inicialmente      como Fontainha, suas \u00e1guas ainda servem a popula\u00e7\u00e3o olindense.<\/p>\n<p><strong>Bica      do Ros\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Largo      do Ros\u00e1rio, Bonsucesso.<\/p>\n<p>Citada      no foral de Olinda em 1537, a Bica do Ros\u00e1rio \u00e9, talvez, a \u00fanica remanescente      do Vale de Fontes, um riacho existente no s\u00e9culo XVI. Manancial fecundo, com      seu belo frontisp\u00edcio adornado por paredes com jarros de pedra, a Bica ostenta      em sua base o secular bras\u00e3o da cidade. Importante pe\u00e7a colonial, apresenta      uma escadaria toda lajeada em pedras.<\/p>\n<p><strong>Bica      dos Quatro Cantos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Rua      dos Quatro Cantos, Amparo.<\/p>\n<p>De      acordo com registro hist\u00f3rico, a Bica dos Quatro Cantos foi constru\u00edda em      1602. Chamada tamb\u00e9m de Fonte da Tabatinga, chegou a ser destru\u00edda e, posteriormente,      recuperada.<\/p>\n<p>Fonte: olinda.pe.gov.br<\/p>\n<h6>Olinda<\/h6>\n<p><strong>MEM\u00d3RIA      E CIDADE: SURGE UMA NOVA OLINDA<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u0093Olinda:      Bem na lapela do Atl\u00e2ntico Olinda est\u00e1 incrustada Como estrela-da-manh\u00e3 Na      beira-mar encravada Nascendo para ser vivida Vivendo para ser amada.\u0094      Fernando Gondim<\/strong><\/p>\n<p>Vamos,      inicialmente, acompanhar os depoentes em seus relatos sobre como guardaram      na mem\u00f3ria as mudan\u00e7as que Olinda vivenciou, entre as d\u00e9cadas de 1950 e 1970,      notadamente em seu crescimento populacional, e o que isso implicou para a      cidade.<\/p>\n<p><strong>Assim,      as lembran\u00e7as de Carlos Ivan de Melo permitem-lhe rememorar esse per\u00edodo em      Olinda:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Olinda        se expandiu. Quem \u00e9 da nossa gera\u00e7\u00e3o, que via Olinda antiga s\u00f3 o S\u00edtio Hist\u00f3rico,        hoje em dia a gente vai \u00e0 Tabajara, Ouro Preto, \u00e9 tudo novo! Eu acho que        Olinda ainda precisa muito para deixar de ser uma cidade dormit\u00f3rio, porque        tem um com\u00e9rcio no Bairro Novo, se voc\u00ea quer comprar uma coisa voc\u00ea vai        ter que andar um peda\u00e7o enorme! No Varadouro, o com\u00e9rcio piorou, diminuiu.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Podemos      observar, pelas rememora\u00e7\u00f5es de D. Maria Jos\u00e9 [Zeinha], as mudan\u00e7as que percebeu      e traz atrav\u00e9s de sua mem\u00f3ria:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A partir        de 1950 o bairro do Bonsucesso ficou muito diferente. Apareceram mais supermercados        que n\u00e3o tinha antes, granjas de venda de aves. Os \u00f4nibus antes n\u00e3o passavam        em Bonsucesso, agora passam. As casas se remodelaram. Surgiram ruas novas;        a minha casa e a de junto antes n\u00e3o existiam. O bairro cresceu. J\u00e1 nos Quatro        Cantos, [S\u00edtio Hist\u00f3rico] n\u00e3o mudou nada.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Mar\u00edlia      Didier Oliveira Reis traz sua vis\u00e3o da cidade, de seu crescimento e dos problemas      econ\u00f4micos enfrentados com essas transforma\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o        de Olinda aumentou e a de Boa Viagem tamb\u00e9m. Mas foi diferente de Olinda,        que cresceu de uma forma muito mais desordenada. Por ex: o com\u00e9rcio em Olinda        \u00e9 quase inexistente. Olinda tem dois supermercados s\u00f3. Se voc\u00ea for comparar,        Olinda cresceu, mas o com\u00e9rcio n\u00e3o cresceu e a ind\u00fastria zerou. N\u00e3o tem        um grande hotel. No S\u00edtio Hist\u00f3rico tem as pousadas. A popula\u00e7\u00e3o cresceu,        mas a infra-estrutura n\u00e3o acompanhou. Eu acho que essa popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1        crescendo \u00e9 uma popula\u00e7\u00e3o de baixa renda e encontra casa mais barata, ent\u00e3o        vai para Olinda. Trabalha em Recife e vai pra Olinda e fica na periferia<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>J\u00e1      Dione Nascimento Silva, recorda-se do crescimento de Olinda e de suas mudan\u00e7as:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Olinda        n\u00e3o tinha supermercado, era feira em Bonsucesso e a dos Milagres. O meu        pai mesmo fazia a feira e mam\u00e3e ficava em casa. Hoje j\u00e1 tem o hipermercado        e temos o Shopping Tacaruna, que \u00e9 um sucesso! Os bairros tiveram um bom        crescimento. Nos col\u00e9gios hoje tem computador; meus bisnetos j\u00e1 com sete        anos, sabem mexer em tudo. Isso tem evolu\u00eddo muito nas escolas. Em compensa\u00e7\u00e3o        o com\u00e9rcio de Olinda n\u00e3o mudou muito. Eu sou do tempo do bonde, era bom;        agora o transporte na cidade melhorou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda11.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"365\" height=\"226\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Praia de Casa Caiada em Olinda<\/strong><\/p>\n<p>Importante destacar as mem\u00f3rias dos olindenses, cuja marca que mais aparece      como simb\u00f3lica desse crescimento \u00e9 a presen\u00e7a de grandes supermercados, que      d\u00e3o aos moradores a id\u00e9ia de estarem vivendo numa cidade mais moderna. <\/p>\n<p>Destacamos que foi lembrada tamb\u00e9m a presen\u00e7a de um shopping center, o Tacaruna,      existente na estrada que liga Olinda a Recife, e que tamb\u00e9m \u00e9 um marco dessa      evolu\u00e7\u00e3o que a cidade experimentou. Ambos s\u00e3o s\u00edmbolos das cidades grandes      e metr\u00f3poles, no tocante a ofertas de servi\u00e7os a seus moradores e representam      uma sofistica\u00e7\u00e3o que as cidades menores n\u00e3o costumam dispor.<\/p>\n<p>Percebemos que, ao lado disso, a cidade foi tamb\u00e9m perdendo as caracter\u00edsticas      t\u00edpicas das cidades pequenas, nas quais o abastecimento dos mantimentos costumava      acontecer nas feiras locais ou mercearias, onde a popula\u00e7\u00e3o se conhecia.<\/p>\n<p> Era o local de encontro entre conhecidos e vizinhos que se reuniam para      colocar as not\u00edcias em dia. Podemos perceber, nos relatos dos mais idosos,      os aspectos de ganhos para a cidade, mas tamb\u00e9m de perdas relativas a este      tipo de sociabilidade, muito comum em cidades pequenas, onde h\u00e1 mais proximidade      e trocas entre as pessoas, mais participa\u00e7\u00e3o da comunidade em atividades comuns      \u0097 a ida \u00e0s feiras, \u00e0s missas, por exemplo \u0097 enfim, todas as formas      de sociabilidade s\u00e3o facilitadas.<\/p>\n<p>Passaremos      agora a enfatizar a hist\u00f3ria recente da cidade de Olinda, notadamente em seus      aspectos de crescimento da popula\u00e7\u00e3o, do surgimento dos novos bairros motivado      pela expans\u00e3o urbana apontada nos depoimentos citados, e as mudan\u00e7as que isso      implicou.<\/p>\n<p>Nas d\u00e9cadas de 50 a 70 do s\u00e9culo passado,Olinda experimentou uma nova onda      de desenvolvimento e um grande crescimento populacional, uma \u0093subida\u0094,      como descreveu Alexandre Alves Dias em seu depoimento inicial. <\/p>\n<p>Foi criada uma nova Faculdade de Direito em seu S\u00edtio Hist\u00f3rico, uma das      primeiras de uma s\u00e9rie de institui\u00e7\u00f5es de n\u00edvel superior que vieram a ser      instaladas em Olinda. Hoje ela j\u00e1 disp\u00f5e de oito unidades de ensino superior,      o que foi muito festejado por sua popula\u00e7\u00e3o. Afinal, os cursos jur\u00eddicos retornaram      \u00e0 cidade, pois, desde 1854 foram transferidos para Recife.<\/p>\n<p>Em 1917, os cursos de gradua\u00e7\u00e3o em Agronomia e Medicina Veterin\u00e1ria, que      funcionavam no Mosteiro de S\u00e3o Bento em Olinda, tamb\u00e9m foram transferidos.      Toda a popula\u00e7\u00e3o tinha que estudar fora de Olinda, porque n\u00e3o havia curso      universit\u00e1rio na cidade. <\/p>\n<p>O retorno das institui\u00e7\u00f5es de n\u00edvel superior possibilitou que um novo desenvolvimento      educacional e cultural fosse experimentado por sua popula\u00e7\u00e3o. Olinda hoje      conta com v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es universit\u00e1rias, mas todas particulares. <\/p>\n<p>Ao lado do plano educacional, o munic\u00edpio registrou um grande crescimento      habitacional, com a implanta\u00e7\u00e3o dos projetos imobili\u00e1rios pelo governo federal,      durante o regime militar, ap\u00f3s 1964, com financiamentos do Banco Nacional      de Habita\u00e7\u00e3o (BNH), fruto do chamado \u0093milagre brasileiro\u0094.<\/p>\n<p>Novas      pol\u00edticas econ\u00f4micas do governo federal e os subs\u00eddios e cr\u00e9ditos do BNH permitiram      o acesso da classe m\u00e9dia ao financiamento da casa pr\u00f3pria e isso possibilitou      ao pa\u00eds experimentar um crescimento significativo. \u0093A COHAB em Pernambuco      teve em Olinda sua principal \u00e1rea da atua\u00e7\u00e3o.\u0094 Ela implantou uma experi\u00eancia      pioneira de constru\u00e7\u00e3o de resid\u00eancias para a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda que      morava em mocambos: o Projeto \u0093Casa Embri\u00e3o\u0094, em Jatob\u00e1, Rio Doce      e Peixinhos, bairros de popula\u00e7\u00e3o extremamente pobre, visava a erradica\u00e7\u00e3o      dos mocambos e sua substitui\u00e7\u00e3o por moradias constru\u00eddas em alvenaria e financiadas      pelo governo.<\/p>\n<p><strong>Fernando      Novaes registra alguns problemas a respeito:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Nos primeiros        anos de funcionamento do BNH houve um a\u00e7odamento de empres\u00e1rios, em construir        grandes conjuntos, sem que as obras de infra-estrutura estivessem prontas        ou ent\u00e3o em lugares onde fosse inexistente essa infra-estrutura. Em virtude        desses abusos o BNH houve por bem determinar, em 1972, que as COHABS, INOCOOPS        e tamb\u00e9m empresas particulares, atacassem primeiro as obras de infra-estrutura        dos conjuntos habitacionais, antes de erguer casas, passando a fazer o financiamento        dessas obras diretamente, o que antes era feito por diversos \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O autor avalia que isto foi um ponto fundamental de dificuldade para o \u00eaxito      dessas pol\u00edticas sociais, porque a prefeitura de Olinda, por exemplo, n\u00e3o      poderia, sozinha, dar conta da implanta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os que um grande conjunto      habitacional demanda, principalmente em regi\u00f5es onde n\u00e3o existia a m\u00ednima      estrutura para receber o imenso contingente populacional que ocuparia esses      grandes conjuntos.<\/p>\n<p> O governo federal, por meio do BNH, criou linhas de financiamento aos munic\u00edpios      para os servi\u00e7os b\u00e1sicos de infra-estrutura a esses n\u00facleos habitacionais,      tais como: distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, redes pluviais e de saneamento, rede el\u00e9trica,      arruamento, cal\u00e7amento e as estradas de acesso.<\/p>\n<p>Como Olinda est\u00e1 muito pr\u00f3xima do Recife e faz parte de sua regi\u00e3o metropolitana,      tamb\u00e9m se beneficiou com estes financiamentos, que originaram bairros como:      Vila Popular, Jardim Atl\u00e2ntico, Ouro Preto, Jatob\u00e1, Jardim Brasil, Tabajara,      entre outros. <\/p>\n<p>Esses bairros, perif\u00e9ricos ao S\u00edtio Hist\u00f3rico da cidade, foram se estabelecendo,      principalmente nas \u00e1reas desocupadas ou ocupadas por antigas ch\u00e1caras, na      zona rural de Olinda ou ao longo de sua orla mar\u00edtima. Importante ainda destacar      que nesses bairros, os acessos pelas novas avenidas possibilitaram aos moradores      chegar a Recife em poucos minutos, sem sequer precisar passar pelo secular      centro da cidade \u0097 o S\u00edtio Hist\u00f3rico de Olinda. Tudo isso implicou em      mudan\u00e7as e novidades para a velha Olinda.<\/p>\n<p>As      plantas a seguir v\u00e3o revelar o crescimento urbano e a ocupa\u00e7\u00e3o territorial      de Olinda, a partir das primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, e ilustram o vertiginoso      crescimento ocupacional da cidade, notadamente a partir dos anos 1950-1970,      quando surgiram seus primeiros conjuntos habitacionais.<\/p>\n<p><strong>\u00c9      poss\u00edvel observar a dire\u00e7\u00e3o que tomou o crescimento da cidade e como foram      sendo ocupados seus espa\u00e7os, tanto na zona rural como no sentido norte, em      dire\u00e7\u00e3o a sua orla mar\u00edtima:<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda12.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"466\" height=\"332\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Olinda de 1915<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda13.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"308\" height=\"377\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Cidade de Olinda, em 1940<\/strong><\/p>\n<p>O      crescimento de Olinda se d\u00e1 num momento em que o pa\u00eds v\u00ea surgir esta onda      de mudan\u00e7as e moderniza\u00e7\u00e3o, com a cria\u00e7\u00e3o de importantes institui\u00e7\u00f5es que      v\u00e3o marcar seu desenvolvimento. Foi criada a Superintend\u00eancia de Desenvolvimento      do Nordeste (SUDENE), no final da d\u00e9cada de 1950, importante autarquia federal,      que tinha como finalidade diminuir as dist\u00e2ncias econ\u00f4mico-regionais do pa\u00eds,      no que diz respeito \u00e0 diferen\u00e7a de crescimento e de renda entre as regi\u00f5es      Sul e Nordeste e a presen\u00e7a dos bols\u00f5es de mis\u00e9ria da popula\u00e7\u00e3o nordestina.<\/p>\n<p><strong>Pedro      Vasconcelos assim se refere a esse per\u00edodo:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Os anos        50 foram importantes para a economia nordestina, com o in\u00edcio da explora\u00e7\u00e3o        do petr\u00f3leo no Rec\u00f4ncavo baiano, com as atividades da Petrobr\u00e1s (1953) e        com a abertura da refinaria de Mataripe, dando in\u00edcio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o        Metropolitana de Salvador, enquanto que o desenvolvimento de Recife foi        ainda mais acentuado ap\u00f3s 1959, com a funda\u00e7\u00e3o da Sudene e a implanta\u00e7\u00e3o        de distritos industriais apoiados nos novos incentivos fiscais.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Foram criados os Centros Industriais nas regi\u00f5es metropolitanas das capitais,      resultantes dos incentivos fiscais concedidos \u00e0s ind\u00fastrias da regi\u00e3o Sudeste      que optassem por implantar filial na regi\u00e3o Nordestina, no chamado \u0093Pol\u00edgono      das Secas\u0094. <\/p>\n<p>Os estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Para\u00edba, Rio Grande do      Norte, Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Piau\u00ed, norte de Minas Gerais e o Territ\u00f3rio de Fernando      de Noronha, faziam parte desta regi\u00e3o submetida aos ciclos peri\u00f3dicos de seca,      cuja economia n\u00e3o acompanhava o crescimento do centro sul do pa\u00eds. <\/p>\n<p>Era uma tentativa de estimular o crescimento industrial pela gera\u00e7\u00e3o de emprego      e renda e, conseq\u00fcentemente, promover o crescimento econ\u00f4mico da regi\u00e3o nordestina,      diminuindo o fosso existente entre as regi\u00f5es do Brasil, no tocante ao desenvolvimento.<\/p>\n<p>Com a cria\u00e7\u00e3o das zonas industriais nas regi\u00f5es metropolitanas, novas vias      de acesso foram constru\u00eddas, juntamente com novas estradas interligando as      capitais dos Estados aos Munic\u00edpios onde essas zonas foram instaladas.<\/p>\n<p> V\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os foram criados e s\u00e3o reveladores de uma nova \u00e9poca, a exemplo      da Comiss\u00e3o do Vale de S\u00e3o Francisco (CVSF) e da Companhia Hidroel\u00e9trica do      S\u00e3o Francisco (CHESF), criadas na d\u00e9cada de 1940, a posterior cria\u00e7\u00e3o da Superintend\u00eancia      do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) e da Superintend\u00eancia do Desenvolvimento      da Amaz\u00f4nia (SUDAM) e os planos de desenvolvimento para o Nordeste e Norte.<\/p>\n<p>Nas      d\u00e9cadas de 1950 e 1960, surgiram no pa\u00eds os cursos de n\u00edvel superior em Administra\u00e7\u00e3o      P\u00fablica e Economia, que propiciaram a forma\u00e7\u00e3o de profissionais especializados,      com uma nova vis\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o e da gest\u00e3o p\u00fablica, o que promoveu a      melhoria nos quadros t\u00e9cnicos do governo, com conseq\u00fc\u00eancia para o desenvolvimento      do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Destacamos nesse per\u00edodo o crescimento demogr\u00e1fico de Olinda, com a implanta\u00e7\u00e3o      desses novos conjuntos habitacionais. Em 1950, a cidade contava com 62.435      habitantes e em 1970, passou para 196.152, segundo o censo do IBGE, como vimos      no cap\u00edtulo anterior. <\/p>\n<p>Sua popula\u00e7\u00e3o triplicou em apenas tr\u00eas d\u00e9cadas, experimentando um crescimento      intenso, algo completamente novo em sua secular hist\u00f3ria. Olinda passou a      contar com novos bairros e, conseq\u00fcentemente, nova popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1      o crescimento do Recife, nesse mesmo per\u00edodo, se fez de forma muito mais r\u00e1pida,      pois em 1950 tinha 788.336 habitantes e em 1970 passou para 1.203.229.<\/p>\n<p>Olinda, entretanto, mesmo crescendo com a implanta\u00e7\u00e3o dos conjuntos habitacionais      e seus novos bairros, n\u00e3o mais alcan\u00e7ou o desenvolvimento populacional, nem      econ\u00f4mico experimentado pelo Recife, que se transformou em uma grande metr\u00f3pole      regional. <\/p>\n<p>A partir do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, Recife, al\u00e9m de sede do governo do Estado,      transformou-se na mais importante metr\u00f3pole comercial e industrial da regi\u00e3o      Nordestina. Seu porto teve um importante papel em seu crescimento econ\u00f4mico,      como centro exportador e importador de produtos da toda a regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>OLINDA:      CRESCIMENTO E MODERNIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Como      era Olinda antes desses novos bairros? Vamos destacar como estava a cidade,      nos anos de 1950, antes, portanto, da constru\u00e7\u00e3o dos grandes conjuntos habitacionais,      que deram origem ao crescimento descrito pelos depoentes.<\/p>\n<p><strong>A      seguir, informamos os dados sobre Olinda fornecidos pelo IBGE,12 relativos      \u00e0 d\u00e9cada citada, para que possamos ter um perfil da cidade na \u00e9poca, quando      das mudan\u00e7as mais estruturais:<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c1rea      urbana:<\/strong>\u00a058      km\u00b2<\/p>\n<p><strong>Polula\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a062.435      habitantes (censo de 1950)<\/p>\n<p><strong>Atividades      econ\u00f4micas: Principais ind\u00fastrias:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Fosforita        Olinda S\/Aag\u00eancia<br \/>\n       F\u00e1brica Amorim Costa Ltda<br \/>\n       Dois estabelecimentos atacadistas e nove varejistas; uma banc\u00e1ria<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Aspectos Urbanos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>258 logradouros,        149 pavimentados<br \/>\n       459 autom\u00f3veis<br \/>\n       Dois cinemas (801 e 820 lugares)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Assist\u00eancia M\u00e9dico-Sanit\u00e1ria:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Hospital        Regional Hermano Lundgren (31 leitos)<br \/>\n       Hospital Tricenten\u00e1rio (36leitos)<br \/>\n       Centro de Sa\u00fade<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o e Ensino:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>35 unidades        de ensino prim\u00e1rio\u00a0<br \/>\n       20 unidades de ensino supletivo<br \/>\n       Tr\u00eas unidades de ensino secund\u00e1rio\u00a0<br \/>\n       Um estabelecimento de ensino superior<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Aspectos Culturais:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Seman\u00e1rio,        jornal A Voz de Olinda\u00a0<br \/>\n       Revista (anual) Anu\u00e1rio de Olinda\u00a0<br \/>\n<strong>R\u00e1dio Emissora:\u00a0<\/strong>R\u00e1dio        de Olinda<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Como      ficou para os olindenses que viveram esta realidade do crescimento de sua      cidade? Como eles perceberam estas mudan\u00e7as? Afinal, era a mesma e velha Olinda      ou tratava-se de uma outra cidade? Como seria a viv\u00eancia em Olinda desta nova      popula\u00e7\u00e3o que chegava? Como era nascer, crescer, viver nos bairros novos e      perif\u00e9ricos? Haveria tamb\u00e9m neles as viv\u00eancias de \u0093orgulho\u0094, \u0093amor\u0094      e \u0093apaixonamento\u0094 pela cidade, como nos falaram os olindenses no      Cap\u00edtulo 2? Como seria a identidade desta nova popula\u00e7\u00e3o que chegou a Olinda      a partir da d\u00e9cada de 1950, cujos filhos nasceram e cresceram nessa nova realidade?<\/p>\n<p>Passamos      a expor as representa\u00e7\u00f5es sociais constru\u00eddas pela mem\u00f3ria e narradas pelos      depoentes sobre esta nova realidade da cidade, motivada pelo crescimento imobili\u00e1rio.      A narrativa de Ilmar Belo dos Santos, em suas rememora\u00e7\u00f5es, assim descreve      o que observou do crescimento da cidade.<\/p>\n<p><strong>A      depoente relata como se expandiu Olinda e como percebeu as muitas melhorias      que a cidade experimentou:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O com\u00e9rcio        foi muito ampliado a partir das gest\u00f5es de Germano Coelho (1976 e 1992).        Ele conseguiu incrementar o com\u00e9rcio em Olinda, que j\u00e1 existia nas cidades        mais pr\u00f3ximas. O com\u00e9rcio atualmente \u00e9 muito bom, com v\u00e1rias lojas muito        boas e com supermercados. E a linha de \u00f4nibus melhorou, era muito restrito,        s\u00f3 de Olinda para Recife. Este prefeito conseguiu botar linha entre os bairros        da cidade, porque tem bairros longe um dos outros. Ficou muito bom. Os bairros        cresceram, por exemplo, Peixinhos, era um bairro que s\u00f3 tinha um Matadouro,        hoje em dia tem um com\u00e9rcio pr\u00f3prio e com linhas de \u00f4nibus. Em Bairro Novo,        Jardim Atl\u00e2ntico e Casa Caiada, esses novos bairros foram surgindo, porque        a popula\u00e7\u00e3o ia aumentando, e iam construindo novas casas e apartamentos.        Rio Doce era um bairro que n\u00e3o tinha nada, s\u00f3 caju, manga e veraneio. Era        uma casa bem distante da outra. Tamb\u00e9m foram criadas as faculdades e isso        melhorou muito Olinda.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Segundo      a narrativa de Adilson de Almeida Vasconcelos, os primeiros conjuntos habitacionais      foram os localizados entre Varadouro e Peixinhos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Construiu-se        primeiro a Vila Popular, entre o Varadouro e Peixinhos, que foi o primeiro        conjunto habitacional que surgiu em Olinda, destinado a abrigar pessoas        de baixa renda. N\u00e3o sei se foi por influ\u00eancia do Servi\u00e7o Social Contra o        Mocambo (parece-me que criado por Agamenon Magalh\u00e3es), mas a Vila Popular        foi uma verdadeira precursora dos &#8220;conjuntos habitacionais&#8221; p\u00f3s        64, embora \u00e0 \u00e9poca n\u00e3o tivesse essa denomina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Isto foi veiculado em mat\u00e9riapublicada na imprensa que divulgava a implanta\u00e7\u00e3o      desses primeiros conjuntos habitacionais em Olinda. Trata-se do Projeto MINTER      \/ BIRD \/ Regi\u00e3o Metropolitana do Recife, para a constru\u00e7\u00e3o de 1.000 unidades      residenciais no bairro popular de Peixinhos, em Olinda.<\/p>\n<p>O depoimento anterior j\u00e1 aponta para o crescimento vertiginoso que Olinda      experimentou a partir dos anos 1950-1970, o que \u00e9 ilustrado por Adic\u00e9lia Cristina      Nascimento, tamb\u00e9m depoente da pesquisa, que nos fala do novo bairro, conhecido      como COHAB &#8211; 7\u00baRO [Ouro Preto]. Neste bairro viveram seus pais, uma das primeiras      fam\u00edlias moradoras da localidade e onde ela reside at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p><strong>Trata-se      de um dos conjuntos implantado em Olinda e que ocupou \u00e1reas antes despovoadas      do munic\u00edpio e pr\u00f3ximas ao quartel da 7\u00ba Regi\u00e3o de Obuses, onde antes s\u00f3 havia      a estrada PE-15,que fazia a liga\u00e7\u00e3o de Olinda com o munic\u00edpio de Paulista:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Sempre        morei no bairro COHAB &#8211; 7\u00ba RO [Ouro Preto], desde solteira, com a minha        m\u00e3e. Ela reside aqui mesmo, na Rua F 1, e meu pai, praticamente inaugurou        a COHAB; foi um dos seus primeiros moradores. Hoje j\u00e1 \u00e9 falecido. Quando        casei, vim morar aqui. Antigamente a rua era s\u00f3 barro, massap\u00ea, ruim para        andar. Col\u00e9gio s\u00f3 tinha o Mascarenhas de Moraes. Hoje j\u00e1 t\u00eam outros, isso        tem melhorado muito. Tem posto de sa\u00fade com atendimento \u00e0 fam\u00edlia, que precisa        ainda melhorar mais. N\u00e3o existia praticamente com\u00e9rcio aqui, melhorou muito.        Antes n\u00e3o tinha padaria, hoje j\u00e1 tem at\u00e9 sorveteria. A COHAB come\u00e7ou aqui        h\u00e1 33 anos. Olinda \u00e9 uma cidade que oferece muitas coisas boas; onde eu        moro existem coisas pr\u00f3ximas. Em 20 minutos pego um \u00f4nibus e chego ao centro        da cidade de Recife. Quando preciso de alguma coisa que n\u00e3o tem aqui, a        gente tem que sair do bairro. Por exemplo, compro roupas no shopping. Abastecimento,        a gente tem aqui no mercadinho, que \u00e9 um pre\u00e7o bem melhor; no bairro mesmo        fa\u00e7o as minhas compras. Falta um posto de pol\u00edcia, mas Olinda \u00e9 maravilhosa,        sua cultura, as praias, suas igrejas. Eu estou feliz por morar em Olinda.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Importante o depoimento de Adic\u00e9lia, que mostra a facilidade do acesso ao      centro do Recife, aonde ela vai em busca de suas compras, quando n\u00e3o encontra      em seu bairro. Isso implica que ela tem uma liga\u00e7\u00e3o direta por estradas que      chegam ao Recife e a seu com\u00e9rcio, sem passar por Olinda antiga.<\/p>\n<p> Isso n\u00e3o \u00e9 motivo para que sua rela\u00e7\u00e3o com a cidade de Olinda seja diferente,      pois ela revela seu amor a esta cidade, usando as express\u00f5es \u0093maravilhosa\u0094      e \u0093feliz\u0094, que vimos ser usadas pelos depoentes no segundo cap\u00edtulo,      e que revelam os tra\u00e7os identit\u00e1rios dos olindenses e sua liga\u00e7\u00e3o e amor \u00e0      cidade.<\/p>\n<p>Como      acompanharam os irm\u00e3os e depoentes, Aldo e Jos\u00e9 Cisneiro Bezerra Cavalcanti,      a evolu\u00e7\u00e3o e a administra\u00e7\u00e3o da cidade? Por serem idosos e terem sempre vivido      em Olinda, revelam essas modifica\u00e7\u00f5es que a cidade experimentou, principalmente      o crescimento, e tamb\u00e9m descrevem o fen\u00f4meno das \u0093invas\u00f5es\u0094.<\/p>\n<p><strong>A      seguir, o relato de Aldo Bezerra Cavalcanti, sobre esse per\u00edodo de Olinda,      descrevendo-a como uma \u0093cidade dormit\u00f3rio\u0094, pois sua popula\u00e7\u00e3o trabalhava      em Recife e n\u00e3o havia mis\u00e9ria nem viol\u00eancia:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Quanto        ao aspecto pol\u00edtico da cidade, as administra\u00e7\u00f5es que foram mais importantes        para Olinda, tomando o Varadouro como refer\u00eancia, foi a de Barreto Guimar\u00e3es        [deputado e depois prefeito de Olinda em 1960], que fez a estrada para chegar        a Recife, conhecida como o Complexo de Salgadinho. O Com\u00e9rcio daqui do Varadouro        desapareceu. Surgiu novo com\u00e9rcio nos bairros, principalmente no Bairro        Novo, na Avenida Get\u00falio Vargas, que era s\u00f3 residencial e se transformou        em comercial. O com\u00e9rcio cresceu a partir do surgimento desses novos bairros:        Bairro Novo, Casa Caiada, Ouro Preto. Antes em Peixinhos, era tudo mangue.        N\u00e3o tinha estrada, a gente ia para Beberibe a p\u00e9. N\u00e3o tinha transporte,        era um areal branco. No Varadouro, tinha muito comerciante pequeno, a maioria        era empregada por aqui. Eu trabalhei em t\u00e1xi por 12 anos e nunca fui assaltado.        Naquele tempo, parte da popula\u00e7\u00e3o de Olinda trabalhava em Recife, aqui era        um dormit\u00f3rio. O bairro do Varadouro est\u00e1 melhorando, mas antes n\u00e3o havia        a mis\u00e9ria de hoje, era s\u00f3 pobreza, porque as pessoas tinham televisor, geladeira,        eram trabalhadores. Houve a invas\u00e3o, as pessoas chegavam colocavam umas        cordas e diziam: isso aqui \u00e9 meu, fizeram at\u00e9 casas boas a\u00ed, tudo invas\u00e3o        [Refere-se \u00e0s favelas V-8, V-9, V-10, no Varadouro]. Depois foi melhorando,        chegou luz, \u00e1gua, cada vereador foi melhorando, ajudando, eram fam\u00edlias        de fora e de Olinda que invadiam, na \u00e9poca do prefeito Jos\u00e9 Arnaldo (1983).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O      depoimento de seu irm\u00e3o, Jos\u00e9 Cisneiro Cavalcanti, traz toda uma mem\u00f3ria de      sua vida no Bairro do Varadouro, no S\u00edtio Hist\u00f3rico, seus costumes e tradi\u00e7\u00f5es,      descreve o dia-a-dia e revela a proximidade entre os antigos moradores, seus      vizinhos, suas ocupa\u00e7\u00f5es e trabalho, antes do crescimento de Olinda. O depoente      viu esse bairro se modificar, crescer, mas tamb\u00e9m viu o surgimento das invas\u00f5es      que se transformaram hoje nas favelas do S\u00edtio Hist\u00f3rico e de seu entorno.<\/p>\n<p><strong>Assim      ele relembra esse tempo:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Eu trabalhei        como motorista em t\u00e1xi e caminh\u00e3o, mais de 20 anos. Era diferente. S\u00f3 podia        ter t\u00e1xi a cidade que tivesse 500.000 habitantes. Ali\u00e1s, antes era carro        de aluguel e depois passou a t\u00e1xi. Recife passou de 500 mil, 800 mil, um        milh\u00e3o de habitantes. Em 1966 em diante, na d\u00e9cada de 70, nesta \u00e9poca, no        bairro do Varadouro, n\u00e3o tinha favela nem invas\u00e3o, era \u0093quadro\u0094,        que era onde moravam as lavadeiras, as dom\u00e9sticas, os carregadores de feira.        N\u00e3o tinha posto de gasolina. As lojas eram as mesmas de hoje, s\u00f3 com novos        propriet\u00e1rios. A gente vivia pescando caranguejo, tudinho era mangue. Tamb\u00e9m        tinha gente que sobrevivia disso. As fam\u00edlias vizinhas trabalhavam em pequeno        com\u00e9rcio, como oficina de bicicletas, farm\u00e1cia, barbearia. Eu lembro do        Sr. Nestor; ele tinha uma garagem de bicicleta, era o dono. O Sr. Augustinho        era o gerente da banca do jogo do Bicho: \u0093O Piv\u00f4 da Sorte\u0094. Tinha        a Farm\u00e1cia de Alfredo Cunha, embaixo do sobrado onde a gente morava. Tinha        o Sr. Rosendo, que era um marceneiro. Tudo era vizinho da gente. Tinha uma        barbearia, o Antonio, o Z\u00e9 e Euclides eram barbeiros. Tinha Martim, que        tinha um restaurantezinho ao lado do cinema, um restaurante muito bom. Lauro        Alcoforado, que tinha um barzinho de petiscos, o filho dele botou uma sorveteria        junto, tamb\u00e9m n\u00e3o tem mais, tinha ainda a \u0093A Toca do Caranguejo\u0094,        de 50 para c\u00e1.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as        estudavam no Grupo Escolar Duarte Coelho, no Sigismundo Gon\u00e7alves ou em        D. Glorinha, que tinha uma escolinha particular. As fam\u00edlias faziam o abastecimento        nas vendas de Corn\u00e9lio Souza e em Silva Barbosa, aqui mesmo. Hoje tudo \u00e9        em supermercado. As feiras livres eram l\u00e1 nos Milagres. O meio de transporte        da popula\u00e7\u00e3o daqui era o \u00f4nibus e depois, a \u0091sopa\u0092 [micro \u00f4nibus]        e a lota\u00e7\u00e3o. O bonde terminou na d\u00e9cada de 50 ou 60. No Varadouro tudo era        mangue. Essas ruas n\u00e3o existiam. O mangue sumiu, foi tudo aterrado. Faziam        um peda\u00e7o, foi o DNOS, \u00e9 obra de saneamento. Foi o que fez o Canal da Mal\u00e1ria,        aterraram tudo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O      depoente nos mostra o que foi se modificando em seu bairro, mas chama aten\u00e7\u00e3o      para a mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 moradia da popula\u00e7\u00e3o pobre e a aus\u00eancia de mis\u00e9ria      e viol\u00eancia na regi\u00e3o, na \u00e9poca. O Varadouro apresentava um com\u00e9rcio pequeno,      mas os empreendimentos eram a fonte de renda dos pr\u00f3prios moradores, como      ele descreve. Fala de uma vida calma, em que a popula\u00e7\u00e3o se conhecia e havia      muita proximidade entre os vizinhos, que se conheciam pelos nomes, o que \u00e9      t\u00edpico de cidades de pequeno porte, como j\u00e1 vimos.<\/p>\n<p>Dayse      Maria da Silva Correia, que nasceu em Recife, mas foi para Olinda com um ano      e tr\u00eas meses, se considera olindense. \u00c9 moradora do bairro de Ouro Preto h\u00e1      27 anos. Bairro do entorno do S\u00edtio Hist\u00f3rico, tamb\u00e9m foi se formando com      os novos conjuntos habitacionais, que foram sendo implantados nessa \u00e9poca      na cidade.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Viver em        Olinda \u00e9 muito bom. Eu gosto muito, principalmente pelo lado cultural que        a cidade apresenta. Pra mim a cidade de Olinda \u00e9 a minha casa, onde eu me        identifiquei desde pequena, estudei e pra mim morar \u00e9 l\u00e1, \u00e9 muito gratificante.        Estudei l\u00e1 e tenho o 2\u00ba grau completo e fiz Pedagogia na FUNESO, em Olinda,        mas n\u00e3o conclu\u00ed. Acho que houve um grande avan\u00e7o onde eu moro, em rela\u00e7\u00e3o        \u00e0s pavimenta\u00e7\u00f5es de ruas. Quando eu cheguei aqui era tudo de barro e hoje        em dia \u00e9 de asfalto. Hoje j\u00e1 tem um pequeno com\u00e9rcio, antigamente n\u00e3o tinha        nada. Tem mais escolas do que quando eu era pequena. L\u00e1 a gente se diverte        indo para o S\u00edtio Hist\u00f3rico em Olinda, o Alto da S\u00e9, Quatro Cantos, Largo        do Amparo, isso se diversifica, ou ent\u00e3o l\u00e1 no Recife Antigo. Os eventos        culturais tamb\u00e9m acontecem no Centro de Conven\u00e7\u00f5es. Quando tem shows, a        gente vai. Gosto de assistir \u00e0s apresenta\u00e7\u00f5es de canto gregoriano no Mosteiro        de S\u00e3o Bento em Olinda.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Jos\u00e9      Ata\u00edde de Melo assim descreve a hist\u00f3ria da cidade que viu crescer e se modificar.      Aprecia a moradia em seus novos bairros, pois \u00e9 tamb\u00e9m morador do bairro de      Ouro Preto e se sente totalmente integrado a Olinda.<\/p>\n<p><strong>Elogia      e defende como o melhor bairro da cidade para se morar, por ter excelente      clima e vias de acesso muito boas e pr\u00f3ximas ao S\u00edtio Hist\u00f3rico, onde desenvolve      suas atividades:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Anos 50,        Olinda era cidade dormit\u00f3rio. Em agosto de 1940, 400 casas em Olinda foram        destru\u00eddas. Em 1948 Olinda ainda sofre as ressacas que destru\u00edram ruas inteiras        e intervieram nas praias e o veraneio acabou! Surge o Loteamento do Bairro        Novo. Antes o bonde s\u00f3 chegava at\u00e9 a Pra\u00e7a 12 de Mar\u00e7o. A elite antes morava        na Cidade Alta e vai se transferindo para os novos bairros. Olinda era antes        a cidade alta, abastecimento na Ribeira, com\u00e9rcio no Varadouro e Quatro        Cantos. Na parte antiga foi ficando a popula\u00e7\u00e3o pobre, que n\u00e3o tinha rendas        para manter as casas. Foi a decad\u00eancia de Olinda com as ressacas e o empobrecimento        da popula\u00e7\u00e3o da cidade alta. A expans\u00e3o se deu com o BNH e o surgimento        de grandes conjuntos habitacionais. Isso n\u00e3o significou em melhorias, porque        a cidade tem que dar a infra-estrutura, os servi\u00e7os, mas \u00e9 pouca a receita.        Para a moradia em Olinda, se diz que o melhor bairro \u00e9 o de Casa Caiada.        N\u00e3o concordo, a melhor moradia \u00e9 Ouro Preto, \u00f3timo clima e muito pr\u00f3ximo.        J\u00e1 o Rio Doce \u00e9 violento.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Interessante      destacar o que o depoente acima nos apresenta, a partir do bairro de Ouro      Preto em que mora, revelando que \u00e9 o melhor bairro de Olinda. J\u00e1 Dayse Maria      da Silva Correia acima fala de sua conviv\u00eancia com as duas cidades, Olinda      e Recife, principalmente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 facilidade de usufruir, em termos culturais      e de lazer, do que elas t\u00eam a oferecer. Mostra-se explicitamente integrada      a seu bairro e \u00e0 cidade de Olinda, uma vez que se apresenta como olindense,      identificada a esta cidade \u0093gratificante\u0094. A chama de \u0093minha      casa\u0094, como se Olinda fosse parte de si mesma.<\/p>\n<p>Lembramos      que a casa \u00e9 uma proje\u00e7\u00e3o e representa simbolicamente o pr\u00f3prio corpo do sujeito,      e \u00e9 assim, com essa particularidade, que ela fala de sua cidade, tamanha a      sua intimidade com a mesma, como sua propriedade e posse, sendo ela sua dona,      como \u00e9 de sua casa. Tra\u00e7os fortes de sua identifica\u00e7\u00e3o a sua cidade. Olinda      \u00e9 como uma continua\u00e7\u00e3o de seu pr\u00f3prio corpo, portanto, imagin\u00e1ria e amorosamente,      faz parte do pr\u00f3prio sujeito.<\/p>\n<p>A      rela\u00e7\u00e3o de Rosa Maria Assis dos Santos com Olinda \u00e9 significativa, pois \u00e9      moradora de Tabajara, um dos novos bairros que cresceu com os grandes loteamentos.<\/p>\n<p><strong>A depoente nos traz sua vis\u00e3o da cidade e seus tra\u00e7os identificat\u00f3rios      com a urbe:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Moro em        Tabajara h\u00e1 18 anos. \u00c9 um bairro no sentido norte. Olinda \u00e9 maravilhosa,        pois, realmente, tem tudo o que eu quero. \u00c9 uma cidade que me faz ter v\u00e1rias        id\u00e9ias, ela \u00e9 bem m\u00e1gica. Ela ter sido colonizada pelos portugueses, e eu        amar essa terra&#8230; ela tem praias, tem rios que, infelizmente, hoje n\u00e3o        s\u00e3o bons para banho, tem montanhas, um verde maravilhoso. Ela tem a mata        de passarinhos, que \u00e9 realmente fant\u00e1stica! Tudo isso favorece para cada        vez mais eu gostar dela. A Mata de Passarinho hoje j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grande,        mas ainda \u00e9 muito vasta, s\u00f3 podemos andar nela com um guia. Tem uma floresta        bastante rica. Os estudantes olindenses visitam em excurs\u00f5es. Eu me sinto        orgulhosa de morar em Olinda, pois passei toda a minha inf\u00e2ncia aqui. Ent\u00e3o        as recorda\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito boas. Ainda tem esse ar puro. Olinda representa        muita coisa boa.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Seu      depoimento revela os mesmos tra\u00e7os mostrados pelos olindenses no Cap\u00edtulo      2, no qual aparecem os mesmos significantes \u0097 \u0093orgulho\u0094, \u0093maravilhosa\u0094      \u0097 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade e acrescenta o significante \u0093m\u00e1gica\u0094,      pois a cidade, em seu imagin\u00e1rio, chega a estimular suas id\u00e9ias e criatividade.      Portanto, o fato de ser moradora desses novos bairros n\u00e3o modificou sua identifica\u00e7\u00e3o      e o amor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Olinda. Ela, no entanto, aponta os aspectos negativos      e as perdas que a cidade vem vivenciando em rela\u00e7\u00e3o aos aspectos ecol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Olinda      cresceu e junto a seu crescimento imobili\u00e1rio, com a chegada de muitos moradores      para seus novos bairros, transformou-se em uma nova cidade. Esta transforma\u00e7\u00e3o,      entretanto, exigiu planejamento, para que pudesse ser mais bem administrada.<\/p>\n<p>Em      mar\u00e7o de 1973, Olinda ganhou seu Plano Diretor, chamado Plano Desenvolvimento      Local Integrado de Olinda (PDLI), foi o primeiro a ser elaborado no munic\u00edpio      e este fato foi anunciado pela imprensa de Recife. O Plano analisava a situa\u00e7\u00e3o      da cidade e a tend\u00eancia do desenvolvimento urbano de Olinda. Foi umtrabalho      feito em conjunto com a assessoria da Sociedade Civil de Planejamento Ltda.      (SOCIPLAN) e o Servi\u00e7o Federal de Habita\u00e7\u00e3o e Urbanismo (SERFHAU), \u00f3rg\u00e3o do      governo federal ligado ao ent\u00e3o Minist\u00e9rio do Interior, voltado \u00e0 pol\u00edtica      de desenvolvimento urbano do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Come\u00e7ava      a se tra\u00e7ar uma pol\u00edtica de desenvolvimento e de planejamento urbano para      a cidade de Olinda.<\/p>\n<p><strong>No      Plano constava:\u00a0<\/strong>an\u00e1lise      da situa\u00e7\u00e3o e tend\u00eancias do desenvolvimento, diagn\u00f3stico e progn\u00f3stico, diretrizes      para o desenvolvimento da cidade, programas setoriais, plano de a\u00e7\u00e3o do governo      municipal, or\u00e7amentos plurianuais de investimentos, legisla\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas e      urban\u00edsticas. Numa segunda etapa, houve sua implanta\u00e7\u00e3o pela administra\u00e7\u00e3o      da cidade, com reformas administrativa e financeira. Foi um amplo estudo de      base e de planejamento, que serviu como matriz para todos os outros Planos      Diretores que a cidade veio a ter, at\u00e9 o presente momento.<\/p>\n<p>O      Plano de Desenvolvimento foi elaborado de forma sist\u00eamica, permitindo o controle      de sua execu\u00e7\u00e3o e sua adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s eventuais modifica\u00e7\u00f5es futuras. Nele constava      o levantamento dos recursos financeiros, como tamb\u00e9m indica\u00e7\u00f5es do uso e da      natureza do solo, o zoneamento do s\u00edtio hist\u00f3rico e dos bairros, os estudos      dos mangues, morros e rios. Contemplava ainda a sistematiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os      p\u00fablicos prestados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o pela prefeitura, bem como informa\u00e7\u00f5es sobre      as redes de com\u00e9rcio e ind\u00fastrias do munic\u00edpio. Foi o primeiro estudo amplo      e abrangente sobre a cidade, visando n\u00e3o s\u00f3 a necessidade de sua preserva\u00e7\u00e3o,      mas tamb\u00e9m estudos de sua infra-estrutura como o tr\u00e1fego, as constru\u00e7\u00f5es e      abairramentos da cidade.<\/p>\n<p>Com      a inten\u00e7\u00e3o de planejar obras p\u00fablicas no \u00e2mbito municipal e coordenar as a\u00e7\u00f5es      dos \u00f3rg\u00e3os nelas envolvidos, foi criada em Olinda, pela Lei Municipal n\u00ba.      4.062, de 1978, a Empresa de Urbaniza\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Integrado de Olinda      (URB), sendo sua atua\u00e7\u00e3o muito importante para a cidade na \u00e1rea de urbaniza\u00e7\u00e3o      e preserva\u00e7\u00e3o do S\u00edtio Hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Passamos      \u00e0s mem\u00f3rias dessa \u00e9poca, com o depoimento do ex-prefeito de Olinda, cidade      onde iniciou sua vida pol\u00edtica e esteve \u00e0 frente da Prefeitura por duas gest\u00f5es,      que se iniciaram nos anos de 1959 e 1972, respectivamente.<\/p>\n<p>Foi      respons\u00e1vel pela implanta\u00e7\u00e3o do primeiro Plano Diretor da Cidade \u0097 o      Plano de Desenvolvimento Local Integrado de Olinda (PDLI) \u0097 trabalho      iniciado por seu antecessor, prefeito Eudes Costa, interventor da cidade na      \u00e9poca da ditadura militar, que iniciou sua gest\u00e3o em 1969.<\/p>\n<p><strong>Segundo Ubiratan de Castro e Silva:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Olinda        nunca tinha tido nada de planejamento, nunca tinha tido nada de estudos,        isto foi um trabalho que eu j\u00e1 encontrei do Interventor Eudes Costa. Ele        tinha come\u00e7ado este trabalho, atrav\u00e9s de uma equipe que tinha contratado,        e estava com este plano em elabora\u00e7\u00e3o e come\u00e7ando a trabalhar nele. Quando        eu cheguei, fui procurado pelos t\u00e9cnicos. Nesta \u00e9poca j\u00e1 havia a Superintend\u00eancia        do Desenvolvi mento do Nordeste \u0096 SUDENE, que n\u00e3o ajudou em nada, mas        o Plano de Desenvolvimento Local Integrado foi criado atrav\u00e9s da CIPLAN,        empresa que executou o trabalho. Eu peguei este PDLI, juntei tudo e o executei,        transformei toda a Prefeitura, sua organiza\u00e7\u00e3o, principalmente a parte administrativa.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Importante      acompanhar a gest\u00e3o do prefeito Ubiratan de Castro, por que foi justamente      quando teve in\u00edcio em Olinda o crescimento imobili\u00e1rio e foram implantados      os Planos Diretores que deram \u00e0s administra\u00e7\u00f5es da cidade um car\u00e1ter mais      t\u00e9cnico, planejado e moderno nas gest\u00f5es administrativas que lhe seguiram      at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p><strong>Assim o ex-prefeito descreve sua gest\u00e3o frente \u00e0 cidade:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Fiz uma        reforma administrativa geral. A Secretaria de Administra\u00e7\u00e3o, a de Finan\u00e7as,        todas com uma nova estrutura. Criou-se uma nova prefeitura moderna. Foi        o primeiro trabalho feito no Norte e Nordeste, n\u00e3o sei se da Bahia pra cima        foi feito. Aqui foi o primeiro trabalho existente. Implantei, cada uma com        suas diretrizes de trabalho. Eu fui mudando, sa\u00ed e deixei a prefeitura pronta.        O prefeito que me seguiu, o Ar\u00eado Sodr\u00e9 da Mota, engavetou o Plano e ele        ficou guardado. Depois o prefeito Germano Coelho encomendou um plano, e        foi o mesmo plano de Ubiratan de Castro, n\u00e3o mudaram nada, s\u00f3 mudaram a        nomenclatura. Germano come\u00e7a a trabalhar com o plano, eu era um assessor        dele na C\u00e2mara, e era vereador na \u00e9poca. Eu ia, orientava. Minha vida se        resume assim como administrador. A cidade neste per\u00edodo melhorou, a cidade        vai melhorando cada vez mais. Os bairros, os Bultrins eles j\u00e1 existiam,        eles foram crescendo e se desenvolvendo. J\u00e1 existia o BNH, que emprestava        dinheiro, financiava projetos das prefeituras.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A      despeito da afirma\u00e7\u00e3o de Ubiratan de Castro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 execu\u00e7\u00e3o do PDLI,      o jornal Di\u00e1rio de Pernambuco informou que o Plano teve continuidade dada      pelo prefeito Ar\u00eado Sodr\u00e9 Motta, o que revela que foi tamb\u00e9m seq\u00fcenciado em      outra gest\u00e3o. Ubiratan de Castro relata ainda que, durante sua administra\u00e7\u00e3o,      o crescimento imobili\u00e1rio em Olinda foi muito grande; praticamente surgiu      outra Olinda dentro da velha cidade, em torno do S\u00edtio Hist\u00f3rico.<\/p>\n<p><strong>Eis seu depoimento a respeito:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Eu fui        prefeito e fiz 4.500 casas s\u00f3 em Ouro Preto, em Olinda. Dr. Eraldo Gueiros,        ex-governador de Pernambuco, chegou, botou a m\u00e3o em meu ombro e disse: \u0093veja,        prefeito: Olinda com uma cidade nova dentro de casa\u0094 eu disse: \u0093Governador,        est\u00e1 tudo bom agora mas quem vai manter os servi\u00e7os? Infra-estrutura, limpeza,        urbanismo, tudo. Olinda n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de sustentar\u0094. Estas expans\u00f5es        urbanas de Olinda, notadamente por conta dos conjuntos habitacionais novos,        muitas casas, levar ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, saneamento, levar transporte, levar        servi\u00e7o de sa\u00fade, de repente chegam 4.500 casas e a infra-estrutura? A prefeitura        tinha aperto financeiro para fazer com recursos pr\u00f3prios. Ela n\u00e3o tinha        esse potencial, eu pedi ajuda ao governo federal, ao governo estadual e        recebi e assim fui levando. Em Olinda neste per\u00edodo houve grandes mudan\u00e7as        que aconteceram na cidade, porque antes tinha 50.000 habitantes. Eu acompanhei,        melhorou a qualidade de vida, a cidade vai melhorando cada vez mais. Eu        n\u00e3o tenho d\u00favidas, a cidade melhorou. Os bairros que j\u00e1 existiam, foram        crescendo, se desenvolvendo. Dirigir uma cidade na \u00e9poca com 50 mil habitantes,        e demonstrar ao meu pai e \u00e0 minha m\u00e3e, que a vida p\u00fablica \u00e9 tamb\u00e9m um sacerd\u00f3cio        para qualquer pessoa. Se eu dediquei a minha vida p\u00fablica em defesa dos        olindenses, \u00e9 uma prova eloq\u00fcente de que eu tinha muita vontade de fazer        algo em benef\u00edcio do povo de Olinda\u0094.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Outros      projetos foram realizados e divulgados pela imprensa local. Mat\u00e9ria do Jornal      do Com\u00e9rcio destacou a implanta\u00e7\u00e3o do Projeto Federal de Complementa\u00e7\u00e3o de      Recupera\u00e7\u00e3o Acelerada (CURA),em conv\u00eanio com o BNH. A \u00e1rea do projeto abrangia      754 hectares e englobava o istmo, Salgadinho, S\u00edtio Hist\u00f3rico, Bairro Novo,      Casa Caiada e o Jardim Atl\u00e2ntico. O Projeto visava o desenvolvimento econ\u00f4mico      e social da regi\u00e3o, a implementa\u00e7\u00e3o da infra-estrutura e dos equipamentos      urbanos e a revitaliza\u00e7\u00e3o dos monumentos da cidade, com verbas da prefeitura      e do BNH. O projeto CURA foi aprovado por unanimidade no Senado. A imprensa      noticiou ainda: \u0093C\u00e2mara aprovaprojeto CURA que visa tornar Olinda economicamente      vi\u00e1vel\u0094 e tem aprova\u00e7\u00e3o un\u00e2nime do Senado. A Funda\u00e7\u00e3o Centro de Preserva\u00e7\u00e3o      dos S\u00edtios Hist\u00f3ricos de Olinda, criada pelo Decreto 018\/1980, tamb\u00e9m recuperou      o antigo S\u00edtio, com recursos do Projeto CURA.<\/p>\n<p>Sem      sombra de d\u00favidas, era uma \u00e9poca em que os governos federal, estadual e municipal      iniciaram um processo de preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio com uma preocupa\u00e7\u00e3o mais      t\u00e9cnica com o planejamento e a gest\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>Na      seq\u00fc\u00eancia, damos a conhecer o que a mem\u00f3ria de Alexandre Alves Dias registrou      sobre o crescimento de Olinda nesta \u00e9poca, j\u00e1 que viveu na cidade no per\u00edodo      de sua evolu\u00e7\u00e3o urbana e moderniza\u00e7\u00e3o, com o aparecimento de novos bairros      e a amplia\u00e7\u00e3o do sistema vi\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Uma parte        dessa nova cidade eu vi surgir; foi assim que Casa Caiada come\u00e7ou a crescer.        Eu me lembro do antigo terminal do \u00f4nibus e enorme terreno s\u00f3 de coqueiros.        Entre 1974-78. Nessa \u00e1rea foram constru\u00eddos muitos pr\u00e9dios no Jardim Atl\u00e2ntico.        Papai comprou um terreno l\u00e1 e tudo tinha sido desmatado. Tamb\u00e9m fizeram        nos Bultrins, no Jardim Fragoso, tudo sumiu. Arrancavam as matas de caju,        e iam demarcando os novos lotes. Isso nos anos 70. N\u00e3o vai se saber mais        o que \u00e9 Jaboat\u00e3o dos Guararapes, nem o que \u00e9 Itamarac\u00e1. Os urbanistas chamam        de conurba\u00e7\u00e3o. Com o fen\u00f4meno do surgimento dos espig\u00f5es, [pr\u00e9dios altos]        come\u00e7a a cidade a se verticalizar, em ruas estreitas que n\u00e3o suportam esse        tr\u00e1fego. No Recife, no Espinheiro, onde antes havia um bel\u00edssimo casar\u00e3o,        hoje tem um pr\u00e9dio de 10-20-30 andares. Estes problemas do crescimento desenfreado        \u00e9 um impulso descontrolado e mal planejado e est\u00e1 acontecendo tamb\u00e9m em        Olinda. L\u00e1 de cima, nas colinas da S\u00e9, d\u00e1 para se ver um pr\u00e9dio enorme que        foi constru\u00eddo no Bairro Novo ou em Casa Caiada. Antigamente n\u00e3o havia esta        id\u00e9ia de preserva\u00e7\u00e3o e constru\u00edram a caixa d \u00b4\u00e1gua no alto da S\u00e9, que \u00e9        hoje um marco da arquitetura moderna, pela utiliza\u00e7\u00e3o do combog\u00f3, e j\u00e1 est\u00e1        integrada \u00e0 paisagem. A id\u00e9ia da cidade que voc\u00ea quer conservar, que ganhou        o t\u00edtulo de Patrim\u00f4nio da Humanidade pela UNESCO, est\u00e1 cada vez mais \u0093capengando\u0094,        o que tenho visto cada vez mais s\u00e3o coisas negativas e mais destrui\u00e7\u00e3o e        mais perdas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>S\u00e3o      mudan\u00e7as muito grandes, em relativamente pouco tempo, as que o depoente aponta.      \u00c9 interessante observar as not\u00edcias que a imprensa publicava a respeito. A      mat\u00e9ria trazia a maquete do novo conjunto residencial em Olinda e mostrava      as transforma\u00e7\u00f5es na cidade, revelando, assim, a id\u00e9ia de modernidade. Tratava-se      de um novo tempo, em que surgiram em Olinda, principalmente na orla mar\u00edtima,      pr\u00e9dios de apartamentos a beira-mar, como os da Fotografia 63, no in\u00edcio deste      cap\u00edtulo, de arquitetura contempor\u00e2nea, completamente diferentes dos velhos      casarios da parte alta e antiga da cidade. Era a verticaliza\u00e7\u00e3o em sua orla      mar\u00edtima, de que nos fala Alexandre Alves Dias, em seu depoimento.<\/p>\n<p>A      cidade se transformou, cresceu. Em sua nova estrutura possui bairros que se      integram aos munic\u00edpios vizinhos de Paulista e Recife e sua popula\u00e7\u00e3o pode      se deslocar para essa cidade sem passar pelo S\u00edtio Hist\u00f3rico de Olinda. Esse      crescimento trouxe uma particularidade: \u00e9, ao mesmo tempo, a velha e hist\u00f3rica      Olinda, com seu casario colonial, e uma Olinda nova, com constru\u00e7\u00f5es modernas      e contempor\u00e2neas, semelhantes aos outros bairros do Recife e com um consider\u00e1vel      aumento populacional.<\/p>\n<p><strong>Por      ter vivido este crescimento, Olinda hoje disp\u00f5e de casas de estilos os mais      variados poss\u00edveis, desde os velhos casar\u00f5es coloniais at\u00e9 constru\u00e7\u00f5es modernas      e contempor\u00e2neas. Sobre esta quest\u00e3o Andr\u00e9 Pina comenta:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O S\u00edtio        Hist\u00f3rico de Olinda possui casas de todos os estilos e \u00e9pocas, tamb\u00e9m encontramos        as casas contempor\u00e2neas, constru\u00eddas a partir dos anos 1940, principalmente        no trecho do Carmo ao Varadouro [&#8230;] As casas tradicionais de Olinda s\u00e3o        as casas t\u00e9rreas e os sobrados de dois pavimentos. Normalmente s\u00e3o conjugados        e quando tem quintal, no lado possui um terra\u00e7o coberto em toda extens\u00e3o        da fachada lateral [&#8230;] Quanto aos estilos tradicionais existentes na cidade,        al\u00e9m do colonial encontramos as casas neocl\u00e1ssicas, as ecl\u00e9ticas e os chal\u00e9s.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para      dar conta dos efeitos desse crescimento, Olinda recebeu um novo Plano Diretor,      em 1997, j\u00e1 na gest\u00e3o da prefeita Jacilda Urquisa, organizado com o apoio      de diversos \u00f3rg\u00e3os, incluindo a Universidade Federal de Pernambuco, por seu      Mestrado de Desenvolvimento Urbano, o Centro de Pesquisa Josu\u00e9 de Castro e      demais \u00f3rg\u00e3os do Estado: Companhia Energ\u00e9tica de Pernambuco (CELPE); Telecomunica\u00e7\u00f5es      de Pernambuco (TELPE); Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA), Ag\u00eancia      Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (CONDEPE\/FIDEM), Companhia      Habitacional de Pernambuco (COHAB\/PE), Correios e Servi\u00e7o de Apoio \u00e0s Micro      e Pequenas Empresas (SEBRAE\/Olinda).<\/p>\n<p>A      este plano sucederam-se os estudos coordenados pelo Grupo de Trabalho do Plano      Diretor da Prefeitura Municipal de Olinda, sob a coordena\u00e7\u00e3o da atual prefeita      Luciana Santos, cuja administra\u00e7\u00e3o foi iniciada em 2001. Em sua apresenta\u00e7\u00e3o,      destacou-se sua linha b\u00e1sica: \u0093Construindo um querer coletivo: O processo      de Elabora\u00e7\u00e3o do Plano Diretor\u0094. Como o anterior, este novo Plano Diretor      trouxe o hist\u00f3rico da evolu\u00e7\u00e3o urbana, descreveu as caracter\u00edsticas f\u00edsicas      da cidade e fez o diagn\u00f3stico do munic\u00edpio, apresentando posteriormente as      propostas preliminares de um esquema de diretrizes e um plano de governabilidade.      Em seq\u00fc\u00eancia, Olinda viu uma s\u00e9rie de Projetos e estudos que geraram o atual      Plano Diretor, criado pela Lei Complementar n\u00ba. 26\/2004, de 10 de janeiro      de 2004, em vigor.<\/p>\n<p><strong>Consta em seu texto:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O desenvolvimento        urbano de Olinda vai ganhar um instrumento de planejamento capaz de direcionar        o crescimento da cidade e ordenar as novas constru\u00e7\u00f5es a partir de um enfoque        mais social. Esse instrumento \u00e9 o novo Plano Diretor, que estabelece algumas        normas para a constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios e cria mecanismos de est\u00edmulo \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o        de \u00e1reas hoje ainda pouco exploradas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Nesta      passagem, podemos perceber a inten\u00e7\u00e3o de ordenar as edifica\u00e7\u00f5es na cidade.      A despeito de defender a exist\u00eancia de \u00e1reas ainda desocupadas, o texto mostra      como a ocupa\u00e7\u00e3o de grandes \u00e1reas de Olinda foram acontecendo em pouco espa\u00e7o      de tempo e como a cidade sofreu com as quest\u00f5es relacionadas \u00e0 falta de oferta      da infra-estrutura. Neste sentido, ratifica o que foi revelado pelos depoentes      e pela imprensa.<\/p>\n<p><strong>OLINDA E A NOVA ORGANIZA\u00c7\u00c3O TERRITORIAL<\/strong><\/p>\n<p>Olinda      se expandiu muito nas \u00e1reas fora do per\u00edmetro do S\u00edtio Hist\u00f3rico. Vejamos      como foram enfrentadas as quest\u00f5es do sistema vi\u00e1rio da cidade. Em 1956 foi      publicada mat\u00e9ria de Barreto Guimar\u00e3es, sobre a amplia\u00e7\u00e3o do sistema vi\u00e1rioda      cidade.27 Tratava-se da avenida cujo trecho partia da F\u00e1brica da Tacaruna      e daria acesso aos centros industriais de Paulista e Goiana. A mat\u00e9ria anunciava      ainda que foram desapropriados terrenos entre a estrada de Paulista e o Quartel      da 7\u00ba R.O. para este fim.<\/p>\n<p>Em      1974 foi criado o chamado \u0093Complexo Vi\u00e1rio de Salgadinho\u0094, com interliga\u00e7\u00e3o      entre a Av. Agamenon Magalh\u00e3es, a Av. Cruz Cabug\u00e1 em Recife e a Av. Kennedy      em Olinda. Esta obra resultou de planejamento conjunto do governo de Pernambuco,      por seu Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da Prefeitura de Olinda.      A nova expans\u00e3o da cidade se deu acompanhando o desenho de sua orla litor\u00e2nea      ao norte, ainda desocupada, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s praias do Bairro Novo, Casa Caiada,      Rio Doce, e para o interior, quando se expandiu no sentido das margens do      Rio Beberibe, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s estradas de Goiana e de S\u00e3o Benedito, seguindo      do Varadouro at\u00e9 Peixinhos.<\/p>\n<p><strong>Segundo      registro de Duarte:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Complexo        de Salgadinho: instala\u00e7\u00e3o e funcionamento. Ele foi constru\u00eddo em duas etapas,        a primeira que liga a Av. Cruz Cabug\u00e1 em Recife ao Varadouro, interligada        \u00e0 Avenida Agamenon Magalh\u00e3es, importante via de acesso entre as duas. A        segunda etapa, a Constru\u00e7\u00e3o da Avenida Kennedy \u0096 7\u00ba R.O, que articula        a Avenida Joaquim Nabuco em frente \u00e0 Vila COHAB, ao bairro de S\u00e3o Benedito.        Para a concretiza\u00e7\u00e3o muito contribuiu a a\u00e7\u00e3o do ent\u00e3o Vice-Governador do        Estado de Pernambuco, Barreto Guimar\u00e3es, morador e admirador de Olinda,        da qual foi prefeito de 1959-1963, se constituindo na mais positiva realiza\u00e7\u00e3o        do Governo Eraldo Gueiros Leite.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Foi      constru\u00edda tamb\u00e9m uma via paralela \u00e0 orla, para fazer a liga\u00e7\u00e3o do Bairro      do Carmo ao Bairro Novo, pois a estreita Rua do Sol n\u00e3o era suficiente para      dar conta do escoamento do intenso tr\u00e1fego da regi\u00e3o.Olinda apresentou grande      crescimento populacional, e a cidade se expandiu para al\u00e9m de seu centro hist\u00f3rico,      mas tem suas especificidades como cidade: \u0093Guarda caracter\u00edsticas peculiares      como a dualidade \u00edntima do antigo e do moderno, representadas pela Cidade      Alta dos sobrados e igrejas e as praias com modernos blocos de apartamentos,      e as casas individuais desde as populares at\u00e9 as mais sofisticadas edifica\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p>Com      a constru\u00e7\u00e3o do Eixo de Integra\u00e7\u00e3o vi\u00e1rio estadual, a estrada que sai de Beberibe,      cortando a Estrada Estadual PE-15, entre Olinda e Paulista, facilitou o acesso      ao litoral de Olinda e aproximou mais as duas cidades. A constru\u00e7\u00e3o da Avenida      Presidente Kennedy tamb\u00e9m deu um grande impulso ao crescimento de Olinda.      Esta e a Avenida Carlos de Lima Cavalcanti, paralela \u00e0 orla mar\u00edtima, em muito      melhoraram o tr\u00e1fego da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra      obra vi\u00e1ria importante, que atendeu a uma velha reivindica\u00e7\u00e3o dos moradores,      foi a cria\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0s praias do litoral norte, com a Avenida Beira Mar,      que inicia na Pra\u00e7a do Carmo e chega at\u00e9 o Bairro Novo. Foi concretizada na      administra\u00e7\u00e3o do Prefeito Germano Coelho (1976-1992).<\/p>\n<p>Destacamos      agora outros registros de como foram vividos pelos olindenses estas grandes      transforma\u00e7\u00f5es porque passou a cidade de Olinda, o surgimento de novos bairros,      das novas avenidas, e o que ficou disso na mem\u00f3ria de seus moradores, quais      as lembran\u00e7as e representa\u00e7\u00f5es sociais que constru\u00edram a respeito.<\/p>\n<p><strong>Sandra      Maria Maia Silva viu a cidade crescer e aponta suas especificidades e suas      car\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Eu vou        falar de algumas coisas que s\u00e3o todas recentes. A cidade se expandiu e eu        acho que a chegada das novas faculdades valorizou mais Olinda. A cidade        precisa se expandir mais ainda, mesmo porque s\u00f3 temos faculdade aqui particular        e a nossa popula\u00e7\u00e3o \u00e9 carente, tanto \u00e9 que existe na periferia aquela popula\u00e7\u00e3o        toda. Olinda ainda \u00e9 muito carente. Mas isso contribuiu, como aconteceu        agora, com o com\u00e9rcio que est\u00e1 crescendo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Andr\u00e9      Renato Pina Moreira chama aten\u00e7\u00e3o para a evolu\u00e7\u00e3o da cidade e o surgimento      do Bairro Novo, o primeiro de uma s\u00e9rie de novas moradias para a classe m\u00e9dia      olindense:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Eu nasci        no Recife, porque naquela \u00e9poca n\u00e3o existiam maternidades aqui, mas vim        da maternidade para Olinda. Moro numa localidade chamada Umuarama e estudei        aqui na cidade [Olinda]. Vivenciei Olinda, nestes momentos, desde a decad\u00eancia        e o ostracismo que ela tinha nas d\u00e9cadas de 50 e 60 at\u00e9 esta nova vida que        ela passou a er com esse novo interesse, dentro do S\u00edtio Hist\u00f3rico da cidade.        E vi tamb\u00e9m crescer a nova cidade. Eu vi o Bairro Novo ser constru\u00eddo e        a evolu\u00e7\u00e3o da cidade. Ela s\u00f3 tinha praticamente o centro hist\u00f3rico e algumas        coisas espalhadas, e de repente a cidade come\u00e7ou a crescer. A ocupa\u00e7\u00e3o da        \u00e1rea norte da cidade, as ch\u00e1caras, e nos anos quarenta e cinq\u00fcenta, com        os novos loteamentos, a cidade cresceu para o interior. Surge o que \u00e9 hoje        a Av. Kennedy.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O      in\u00edcio da expans\u00e3o urbana de Olinda foi se dando inicialmente na parte alta,      com os principais logradouros em torno desta regi\u00e3o. O Mapa 4 permite a visualiza\u00e7\u00e3o      da ocupa\u00e7\u00e3o da faixa litor\u00e2nea, em que a regi\u00e3o das praias j\u00e1 come\u00e7ava a ser      ocupada, inicialmente com a implanta\u00e7\u00e3o do Bairro Novo. A regi\u00e3o rural, entretanto,      permanecia ainda desabitada. Os tra\u00e7ados das ruas onde foi se dando a ocupa\u00e7\u00e3o      territorial, com a chegada dos conjuntos habitacionais, deram outra fisionomia      \u00e0 cidade. O Bairro Novo foi um marco dessa amplia\u00e7\u00e3o, representou uma novidade      e para l\u00e1 se mudaram os moradores da antiga Olinda, porque representava uma      melhoria de status para a classe m\u00e9dia. Era uma zona residencial \u0093nobre\u0094,      com casas de padr\u00e3o arquitet\u00f4nico moderno, diferentes das antigas casas coloniais      conjugadas do S\u00edtio Hist\u00f3rico, que foram sendo ocupadas pela popula\u00e7\u00e3o de      poder aquisitivo mais baixo e com mais dificuldades de manter as antigas casas.<\/p>\n<p>O      Bairro Novo foi o primeiro de uma s\u00e9rie de bairros na orla mar\u00edtima de Olinda,      que tornou a regi\u00e3o norte da cidade mais valorizada, seguida pelos bairros      de Jardim Atl\u00e2ntico e Casa Caiada. \u00c9 importante observar a \u00e1rea ocupada pelo      antigo S\u00edtio Hist\u00f3rico, que permaneceu como era antes, desde o per\u00edodo colonial,      e as novas \u00e1reas ocupadas pelos novos bairros, em todo o seu entorno. Nos      mapas acima, podemos ver a ocupa\u00e7\u00e3o de Olinda e as novas vias de acesso que      foram sendo constru\u00eddas e que unem as duas cidades e seus bairros novos. N\u00e3o      obstante mais reduzida, a cidade ainda permanece com sua zona rural. Nela      est\u00e3o estabelecidas atividades agr\u00edcolas de subsist\u00eancia, como granjas, ch\u00e1caras,      s\u00edtios e pequenas propriedades com cria\u00e7\u00e3o de animais em pequena escala.<\/p>\n<p>Fonte: repositorio.ufba.br<\/p>\n<h6>Olinda<\/h6>\n<h4>Olinda      das ladeiras e casarios<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda14.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"285\" height=\"184\" title=\"Olinda\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>Olinda<\/strong>\u00a0das      ladeiras, dos casarios e suas fachadas ao melhor estilo da arquitetura colonial      portuguesa. Olinda das igrejas e mosteiros seculares, onde o barroco se faz      presente em cada detalhe. Na antiga Marim dos Caet\u00e9s, primeira capitania de      Duarte Coelho em Pernambuco, tudo \u00e9 um sopro de hist\u00f3ria, cultura e arte.      Por\u00e9m, caminhar pelas ladeiras do s\u00edtio hist\u00f3rico, declarado, em 1982, como      Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, pode ser bem mais      que um resgate \u00e0 hist\u00f3ria de Pernambuco, \u00e9 pura divers\u00e3o!<\/p>\n<p>Com      uma identidade preservada at\u00e9 os dias atuais, a Olinda de Alceu Valen\u00e7a, que      nos dias de Momo canta o seu amor \u00e0 cidade na sacada da sua casa situada na      Rua de S\u00e3o Bento, respira arte por todos os lados. A 6 km do Recife, no ber\u00e7o      da hist\u00f3ria pernambucana, \u00e9 poss\u00edvel se deparar nas ruas ou em um dos 100      ateli\u00eas espalhados pela cidade alta com diversas manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edstico-culturais,      o que torna o destino um irresist\u00edvel convite para um mergulho na cultura      e arte de Pernambuco.<\/p>\n<p>Na      cidade que ficou famosa por suas belezas naturais, contexto hist\u00f3rico e por      seus tradicionais bonecos gigantes, criados atrav\u00e9s de isopor, papel, madeira,      fibra de vidro e tecido pelo artista-pl\u00e1stico S\u00edlvio Botelho, que durante      o carnaval desfilam com seus sorrisos largos e enormes bra\u00e7os balan\u00e7ando ao      som do frevo, a voca\u00e7\u00e3o para a arte n\u00e3o \u00e9 para menos. A veia art\u00edstica se      mostra presente nas m\u00e3os de artes\u00f5es que utilizam dos ateli\u00eas \u00e0s cal\u00e7adas      do s\u00edtio hist\u00f3rico para esculpir pe\u00e7as em madeira trabalhadas em alto-relevo      que retratam paisagens locais, sobrados antigos e personagens do folclore      local. Para se ter uma ideia, a arte est\u00e1 t\u00e3o enraizada no sangue do olindense,      que, hoje, Olinda conta com mais de 300 artistas trabalhando ativamente na      cidade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m      de arte e cultura, a cidade abriga diversas igrejas, que encantam os que passam      por l\u00e1. Igreja de Nossa Senhora da Miseric\u00f3rdia, de 1540, o Mosteiro de S\u00e3o      Bento, constru\u00eddo em 1582, e o Museu de Arte Sacra, no antigo Pal\u00e1cio Episcopal,      que data de 1676, s\u00e3o algumas das op\u00e7\u00f5es que devem ser visitadas. Ao conhecer      a Igreja da S\u00e9, constru\u00edda em 1537, localizada no Alto da S\u00e9, aproveite para      comer uma tapioca e apreciar a vista panor\u00e2mica de Olinda e do Recife.<\/p>\n<p>A      cena gastron\u00f4mica tamb\u00e9m \u00e9 muito concorrida no s\u00edtio-hist\u00f3rico. Nomes consagrados      como o do chef C\u00e9sar Santos, que comanda o conceituado Oficina do Sabor, divide      espa\u00e7o com excelentes chefs como Jeff Colas, do Maison do Bomfim, e Alcindo      Queiroz, que est\u00e1 \u00e0 frente do maravilhoso Patu\u00e1 Del\u00edcias do Mar.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m      n\u00e3o deixe de conhecer a Creperia de Olinda, a Licoteria e a Bodega do Velho,      pontos tradicionais de artistas e descolados.<\/p>\n<p>A      cidade tamb\u00e9m \u00e9 ber\u00e7o de um dos maiores e mais animados carnavais de Pernambuco.<\/p>\n<p><strong>Subindo      e descendo suas ladeiras estreitas, pulando e cantando, foli\u00f5es se misturam      embalados ao som do frevo, com um \u00fanico objetivo:<\/strong>\u00a0se      divertir.<\/p>\n<p><strong>O      carnaval de Olinda n\u00e3o \u00e9 somente democr\u00e1tico, como d\u00e1 outra dimens\u00e3o \u00e0 palavra:<\/strong>\u00a0l\u00e1      n\u00e3o se paga para pular, n\u00e3o h\u00e1 cord\u00f5es de isolamento, n\u00e3o h\u00e1 superbandas nem      megaempreendimentos: a anima\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado da alegria dos moradores, e da      sua vontade de festejar o carnaval.<\/p>\n<p><strong>Elefante,      Pitombeiras, Bloco da Saudade, Eu Acho \u00c9 Pouco, Segura a Coisa, Bacalhau do      Batata, n\u00e3o importa atr\u00e1s de qual bloco voc\u00ea sair\u00e1 pulando:<\/strong>\u00a0ali\u00e1s,      procure sair atr\u00e1s de todos. E os bonecos?<\/p>\n<p><strong>H\u00e1      op\u00e7\u00f5es para todas as horas:\u00a0<\/strong>O      Homem da Meia Noite, A Mulher da Tarde, O Menino do Dia, al\u00e9m daqueles que      se criam todos os anos, din\u00e2mico que \u00e9 o carnaval de Olinda. Para aumentar      a anima\u00e7\u00e3o, sempre se pode apelar para um Retetel ou um Pau do \u00cdndio, poderosos      &#8220;drinks&#8221; locais. Mas como n\u00e3o s\u00f3 de \u00e1lcool vive o homem, experimente      tamb\u00e9m um caldo de cana e uma \u00e1gua de c\u00f4co para hidratar, pois tenha certeza,      o carnaval vai ferver!<\/p>\n<p><strong>Fonte:      <\/strong>www.destinopernambuco.com.br<\/p>\n<h6>Olinda<\/h6>\n<h4>FOTOS<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda15.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"258\" height=\"364\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Igreja da Miseric\u00f3rdia Olinda-PE<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda16.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"389\" height=\"249\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Igreja S\u00e3o Pedro Olinda-PE<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda17.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"259\" height=\"377\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Igreja Nossa Senhora do Carmo Olinda-PE<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda18.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"385\" height=\"250\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Igreja da S\u00e9 Olinda-PE<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda19.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"370\" height=\"252\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Igreja Nossa Senhora das Gra\u00e7as-Semin\u00e1rio Olinda-PE<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda20.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"391\" height=\"246\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Mosteiro Bas\u00edlica de S\u00e3o Bento Olinda-PE<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda21.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"390\" height=\"251\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Interior Mosteiro Bas\u00edlica de S\u00e3o Bento Olinda-PE<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda22.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"393\" height=\"237\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Vista Geral Olinda-PE<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda23.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"385\" height=\"250\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Olinda-PE<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oolinda24.jpg\" alt=\"Olinda\" width=\"387\" height=\"251\" title=\"Olinda\" \/><br \/>\n     Recife ao fundo Olinda-PE<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olinda, Pernambuco, Recife, Brasil, Turismo, Hist\u00f3ria, Atra\u00e7\u00f5es, Pontos, Tur\u00edsticos, Foto, Carnaval, Bonecos, Praia, Localiza\u00e7\u00e3o, 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