{"id":44661,"date":"2016-06-13T14:17:23","date_gmt":"2016-06-13T14:17:23","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=44661"},"modified":"2016-06-13T14:36:41","modified_gmt":"2016-06-13T14:36:41","slug":"lencois-maranhenses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/lencois-maranhenses","title":{"rendered":"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses"},"content":{"rendered":"<h4>P\u00f3los      Tur\u00edsticos<\/h4>\n<p>O\u00a0<strong>P\u00f3lo      Parque dos Len\u00e7\u00f3is<\/strong>, situado no litoral oriental do Maranh\u00e3o, envolve      os munic\u00edpios de Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro e Barreirinhas.      Seu maior atrativo \u00e9 o Parque Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses, belo e intrigante      fen\u00f4meno da natureza, que tem Barreirinhas como principal port\u00e3o de entrada.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Parque      Nacional dos Len\u00e7\u00f3is<\/strong>\u00a0\u00e9      um Para\u00edso ecol\u00f3gico com 155 mil hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais.<\/p>\n<p>Raro      fen\u00f4meno geol\u00f3gico, foi formado ao longo de milhares de anos atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o      da natureza.<\/p>\n<p><strong>Suas      paisagens s\u00e3o deslumbrantes:<\/strong>\u00a0imensid\u00f5es      de areias que fazem o lugar assemelhar-se a um deserto.<\/p>\n<p>Mas      com caracter\u00edsticas bem diferenciadas. Na verdade chove na regi\u00e3o, que \u00e9 banhada      por rios.<\/p>\n<p>E      s\u00e3o as chuvas, ali\u00e1s, que garantem aos Len\u00e7\u00f3is algumas das suas paisagens      mais belas. As \u00e1guas pluviais formam lagoas que se espalham em praticamente      toda a \u00e1rea do parque formando uma paisagem inigual\u00e1vel. Algumas delas, como      a Lagoa Azul e Lagoa Bonita j\u00e1 s\u00e3o famosas pela beleza e condi\u00e7\u00f5es de banho.      Os povoados de Cabur\u00e9, Atins e Mandacaru s\u00e3o pontos de visita obrigat\u00f3rios.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi1.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"392\" height=\"253\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><br \/>\n     Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/strong><\/p>\n<p><strong>Atrativos<\/strong><\/p>\n<p>Parque      Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses 155 mil hectares de pura natureza e muitas      surpresas para o viajante, num roteiro que inclui visuais sedutores e por      de sol inesquec\u00edvel, flora e fauna abundantes. Grandes vastid\u00f5es de dunas,      lagoas, banhos de mar esperam pelo turista neste verdadeiro santu\u00e1rio da natureza.<\/p>\n<p><strong>Praias      &#8211;\u00a0<\/strong>Ponta do Mangue,      Moitas, Vassouras, Morro do Boi, e Barra do Tatu s\u00e3o algumas das belas praias      que esperam pelo turista em Barreirinhas. Chega-se de barco a todas elas,      partindo-se da sede do munic\u00edpio.<\/p>\n<p><strong>Mandacaru      &#8211;<\/strong>\u00a0Vila      de pescadores onde a maior atra\u00e7\u00e3o \u00e9 um farol de 54 metros de altura, de onde      se tem um belo visual do parque.<\/p>\n<p><strong>Cabur\u00e9      &#8211;\u00a0<\/strong>Um delicioso ref\u00fagio      onde o visitante pode tomar banho de mar e tirar o sal do corpo em \u00e1gua doce.      Boa op\u00e7\u00e3o de pernoite. Existem chal\u00e9s e boa comida.<\/p>\n<p><strong>Como      Chegar<\/strong><\/p>\n<p>A      partir de S\u00e3o Lu\u00eds, pela MA 402, a Translitor\u00e2nea, chega-se a Barreirinhas      (principal port\u00e3o de entrada do parque) em 3 horas de viagem. \u00d4nibus partem      diariamente do Terminal Rodovi\u00e1rio de S\u00e3o Lu\u00eds. De avi\u00e3o bimotor e monomotor,      a partir de S\u00e3o Lu\u00eds, chega-se a Barreirinhas em 50 minutos, em m\u00e9dia. A vantagem      desse meio de transporte \u00e9 poder apreciar as bel\u00edssimas paisagens a\u00e9reas dos      Len\u00e7\u00f3is.<\/p>\n<p>A      Cooperativa de Servi\u00e7os Tur\u00edsticos de Santo Amaro do Maranh\u00e3o atrav\u00e9s de seus      cooperados, oferece Servi\u00e7os de Transporte, Hospedagem, Alimenta\u00e7\u00e3o, Entretenimento,      Venda de Produtos Artesanais, Passeios e Guias locais.<\/p>\n<p><strong>Na      Localidade as sa\u00eddas para Santo Amaro s\u00e3o di\u00e1rias: pela manh\u00e3 \u00e0s 08 horas      e a tarde \u00e0s 17 horas.<\/strong><\/p>\n<p>Para      quem possui ve\u00edculos 4&#215;4, partindo de S\u00e3o Lu\u00eds pelas Rodovias BR 135 at\u00e9 a      Bacabeira e de l\u00e1 passando por Ros\u00e1rio pela Rodovia MA 110 at\u00e9 Morros.<\/p>\n<p>De      Morros siga pela BR 402 (Translitor\u00e2nea) at\u00e9 o Km 101 na localidade Sangue.      A partir desse ponto s\u00e3o 40 quil\u00f4metros de aventura e adrenalina at\u00e9 Santo      Amaro do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Dicas      o que levar<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Parque      Nacional dos Len\u00e7\u00f3is<\/strong>\u00a0\u00e9      um lugar de puro contato com a natureza. Por isso, nem pensar em levar roupas      pesadas. Apenas shorts, camisetas, sand\u00e1lias tipo papete, capa de chuva, chap\u00e9u      e trajes de banho. Roupas mais aconchegantes s\u00e3o aconselhadas apenas para      a noite. Repelentes, \u00f3culos escuros e protetor solar devem estar inclu\u00eddos      na bagagem.<\/p>\n<p>Fonte: www.turismo.ma.gov.br<\/p>\n<h6>Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>Imagine conhecer o mais puro, intacto e impressionante peda\u00e7o do litoral      brasileiro &#8211; partindo de S\u00e3o Lu\u00edz do Maranh\u00e3o e chegando a Parna\u00edba, sua divisa      com o Piau\u00ed. Imagine agora conhec\u00ea-lo ainda em sua forma original, como um      pioneiro, percorrendo seus caminhos em ve\u00edculos 4X4, navegando seus rios,      banhando-se em suas lagoas, subindo por suas dunas, passeando por seus espa\u00e7os      abertos. <\/p>\n<p>N\u00e3o existe nada compar\u00e1vel aos fascinantes Len\u00e7\u00f3is Maranhenses. Eles formam      uma grande regi\u00e3o entre os munic\u00edpios de Primeira Cruz, Santo Amaro e Barreirinhas,      \u00e0s margens do Rio Pregui\u00e7as, no Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00e3o 155.000 ha. cheios de altas dunas com at\u00e9 40 metros de altura e lagoas      de \u00e1gua doce (durante boa parte do ano). A Barra do Rio Pregui\u00e7as marca tamb\u00e9m      o in\u00edcio de uma \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental que se estende at\u00e9 o Delta das      Am\u00e9ricas. <\/p>\n<p>Dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses chega-se ao Rio Parna\u00edba, rio que separa o Maranh\u00e3o      do Piau\u00ed. O Parna\u00edba \u00e9 o \u00fanico rio do mundo que tem sua foz em mar aberto.      Ele chega ao Atl\u00e2ntico atrav\u00e9s de cinco barras, formando um emaranhado de      igarap\u00e9s, lagoas, ilhas de todos os tamanhos, algumas cobertas por florestas,      outras, dunas com at\u00e9 40 metros, manguezais e praias desertas.<\/p>\n<p>Durante      boa parte do ano as dunas douradas do Maranh\u00e3o ficam entremeadas por milhares      de lagoas de \u00e1guas cristalinas. De l\u00e1 atravessamos ao Cear\u00e1 para culminar      na afamada Jeri, o mais badalado e ex\u00f3tico destino de praia do Cear\u00e1.<\/p>\n<p><strong>O      que \u00e9?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Len\u00e7\u00f3is      Maranhenses\u00a0<\/strong>\u00e9 um      deserto de dunas de areia junto ao mar, com aproximadamente 900Km\u00b2 (ou 180.000      campos de futebol) de dunas de areia e lagoas interdunares de \u00e1gua doce formadas      pela chuva. A faixa de dunas avan\u00e7a, a partir do mar, de 5 a 25 km em dire\u00e7\u00e3o      ao interior.<\/p>\n<p>O      nome len\u00e7\u00f3is vem do formato das suas dunas que, quanto vistas do alto, que      parece um imenso len\u00e7ol branco com suas dobras e reentr\u00e2ncias.<\/p>\n<p>A      beleza das lagoas de \u00e1gua doce formadas pelas chuvas \u00e9 indescrit\u00edvel, estas      se formam no per\u00edodo das chuvas que vai de dezembro a junho, criando milhares      de lagoas nas reentr\u00e2ncias das imensas dunas de areia. Lagoas de todos os      tamanhos, formas e cores (verde, verde esmeralda, azul, azul claro, marrom,      negras).<\/p>\n<p><strong>Qual      a melhor \u00e9poca para visitar?<\/strong><\/p>\n<p>Todas      as lagos dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses s\u00e3o de \u00e1gua doce, formados pela \u00e1gua da chuva.      A falta de chuvas, em determinadas \u00e9pocas do ano seca grande parte dos lagos.      A \u00e9poca de chuvas ocorre de dezembro a junho. Assim, o melhor per\u00edodo de visita\u00e7\u00e3o      \u00e9 entre maio e julho, no final do per\u00edodo de chuvas, quando as lagoas est\u00e3o      cheias e com \u00e1gua bem limpa e renovada.<\/p>\n<p><strong>Como      chegar?<\/strong><\/p>\n<p>Para      se conhecer os Len\u00e7\u00f3is Maranhenses deve-se seguir at\u00e9 S\u00e3o Luiz, capital do      Maranh\u00e3o e de l\u00e1 para as cidades de Barreirinhas ou Santo Amaro, as cidades      mais pr\u00f3ximas dos Len\u00e7\u00f3is. O aeroporto de S\u00e3o Luis \u00e9 regional e n\u00e3o recebe      v\u00f4os internacionais. Geralmente os v\u00f4os internacionais fazem escala no Rio,      S\u00e3o Paulo ou outra cidade do Nordeste.<\/p>\n<p><strong>Barreirinhas\u00a0<\/strong>fica a 324Km de S\u00e3o Luiz, \u00e9 uma      cidade pequena mas com boa estrutura tur\u00edstica. Tem muitas pousadas, hot\u00e9is,      restaurantes, servi\u00e7os de internet e transportes, etc. O acesso pode ser feito      por carro alugado, \u00f4nibus (empresa Cisne Branco) ou por servi\u00e7os de transfer      contratados pelas pousadas e hot\u00e9is de Barreirinhas. <\/p>\n<p>S\u00e3o cerca de 4 horas de viagem de carro e 5 horas de \u00f4nibus. Barreirinhas      tem um aeroporto para aeronaves de pequeno porte que podem ser contratadas      para fazer o transporte de S\u00e3o Luiz ou de outras cidades do Nordeste. N\u00e3o      existem v\u00f4os regulares para Barreirinhas. O ponto fraco da cidade \u00e9 ela fica      um pouco distante do Parque dos Len\u00e7\u00f3is (cerca de 30km) e os deslocamentos      s\u00e3o maiores.<\/p>\n<p><strong>Santo Amaro<\/strong>\u00a0\u00e9 uma vila de pescadores bem simples      e que fica praticamente dentro dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses. A vila dista 280Km      de S\u00e3o Luiz, sendo que 30Km deste trajeto \u00e9 feito em estrada de areia com      muitas \u00e1reas alagadas. <\/p>\n<p>Estas estradas de areia n\u00e3o t\u00eam sinaliza\u00e7\u00e3o. Assim, se voc\u00ea vier de carro      \u00e9 recomend\u00e1vel que esta viagem seja feita em ve\u00edculos offroad, com tra\u00e7\u00e3o      4&#215;4 e acompanhado por guias ou pessoas que conhe\u00e7am a regi\u00e3o. <\/p>\n<p>Para chegar em Santo Amaro o ideal \u00e9 pegar os transportes de van que partem      de S\u00e3o Luiz pela manh\u00e3 e \u00e0 tarde (as pousada e hot\u00e9is de Santo Amaro tem as      informa\u00e7\u00f5es precisas sobre os hor\u00e1rios). As vans param numa localidade conhecida      como \u0093Sangue\u0094, onde os passageiros embarcam em Toyotas Bandeirantes      adaptadas para transportar passageiros e que fazem o trajeto pela estrada      de areia. <\/p>\n<p>Em Santo Amaro a estrutura tur\u00edstica ainda \u00e9 bastante prec\u00e1ria mas as pessoas      s\u00e3o muito am\u00e1veis e cordiais. Existem algumas pousadas e restaurantes simples,      tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel ficar hospedado em quartos alugados por moradores. <\/p>\n<p>N\u00e3o existem caixas eletr\u00f4nicos e h\u00e1 uma ag\u00eancia apenas do Banco do Brasil.      O ponto positivo \u00e9 Santo Amaro \u00e9 que a cidade est\u00e1 praticamente dentro do      Parque Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses e, al\u00e9m disso, as lagoas e dunas de      Santo Amaro s\u00e3o maiores e mais bonitas do que as de Barreirinhas.<\/p>\n<p>Fonte: www.scorpiustur.com.br<\/p>\n<h6>Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/h6>\n<p>Situado      no litoral do Maranh\u00e3o,\u00a0<strong>Len\u00e7\u00f3is      Maranhenses<\/strong>\u00a0foi      eleita uma das mais belas maravilhas naturais do mundo.<\/p>\n<p>O      Parque Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses \u00e9 composto por as imensas dunas de      areia, lagoas e mar.<\/p>\n<p>A      paisagem \u00e9 deslumbrante com as praias do Mangue, Morro do Boi e Barra do Tatu,      al\u00e9m da vila dos pescadores Mandacaru com seu imenso farol de 54 metros e      os chal\u00e9s da comunidade de Cabur\u00e9.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi4.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"303\" height=\"267\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi5.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"333\" height=\"231\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi6.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"341\" height=\"153\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><\/strong><\/p>\n<p>Fonte: www.gambira.com<\/p>\n<h6>Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi7.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"365\" height=\"236\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><br \/>\n     Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/strong><\/p>\n<p>Um      extenso deserto de areia, vento e sol. Os\u00a0<strong>Len\u00e7\u00f3is      Maranhenses<\/strong>\u00a0realmente      impressionam, n\u00e3o s\u00f3 pelo tamanho, equivalente \u00e0 \u00e1rea da cidade de S\u00e3o Paulo,      mas pela beleza \u00fanica e poderosa.\u00a0<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Parque      Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/strong>, repleto de dunas e lagoas, \u00e9 considerado      o maior deserto do Brasil, que nasceu da combina\u00e7\u00e3o do leito arenoso do Rio      Pregui\u00e7as, com os ventos que, naquele trecho do litoral do Maranh\u00e3o, sopram      na dire\u00e7\u00e3o do continente, jogando as areias de volta para o interior.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Tudo      come\u00e7a em Barreirinhas\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>As      dunas dos Len\u00e7\u00f3is avan\u00e7am 50 km continente adentro e cercam uma praia deserta      com 70 km de extens\u00e3o, que recebe nomes variados:<\/strong>\u00a0Capivara,      Guajiru, Bon\u00adzinho, Rio Negro e Travosa. Algumas dunas chegam at\u00e9 aos 40 metros      de altura, ainda que estejam em constante muta\u00e7\u00e3o gra\u00e7as ao vento forte.\u00a0<\/p>\n<p>O      ponto de partida para uma viagem aos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses \u00e9 a capital, S\u00e3o      Lu\u00eds, que est\u00e1 a 250 km, ou cerca de tr\u00eas horas de carro, de Barreirinhas,      cidade \u00e0s portas do parque nacional. \u00a0Barreirinhas conta com um pequeno      aeroporto, o qual ainda n\u00e3o est\u00e1 autorizado pela Anac a receber v\u00f4os.<\/p>\n<p>A      cidade est\u00e1 \u00e0s margens do Rio Pregui\u00e7as, onde traineiras de pesca navegam      entre lanchas que levam os turistas para passeios. \u00a0N\u00e3o fossem os muitos      quadriciclos e jip\u00f5es que circulam pelas ruas, muitas delas sem cal\u00e7amento,      nem se notaria a voca\u00e7\u00e3o tur\u00edstica de Barreirinhas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi8.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"414\" height=\"220\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><br \/>\n     Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/strong><\/p>\n<h4>Rumo      aos Len\u00e7\u00f3is\u00a0<\/h4>\n<p>Os      passeios que saem de Barreirinhas rumo aos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses s\u00e3o feitos      em jipes do tipo pau-de-arara, com bancos na carroceria. Esses, ap\u00f3s atravessarem      de balsa o Rio Pregui\u00e7as, seguem por estradinhas de areia sem sinaliza\u00e7\u00e3o      at\u00e9 o in\u00edcio do trecho de dunas. Para fazer o passeio \u00e9 preciso contratar      as ag\u00eancias locais.\u00a0<\/p>\n<p>Os      jipes partem todos os dias em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s duas lagoas mais pr\u00f3ximas, a Azul      e a Bonita. O parque nacional n\u00e3o conta com nenhuma infraestrutura para receber      os visitantes, para comprar bebidas e descansar na sombra s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel ao      lado do estacionamento onde os jipes param, antes do in\u00edcio da caminhada pelas      dunas.\u00a0<\/p>\n<p>Na      chegada \u00e0 Lagoa Bonita, depois que o jipe para ao p\u00e9 da duna, basta escalar      o morro de areia para dar de cara com o espet\u00e1culo de sucessivas dunas, que      fazem lembrar o Deserto do Saara, com a diferen\u00e7a de que h\u00e1 espelhos d\u0092\u00e1gua      azulados entre cada uma delas.\u00a0<\/p>\n<p>Uma      caminhada de poucos minutos termina ao lado da lagoa, onde n\u00e3o se perde tempo      para cair na \u00e1gua morna e cristalina, que rende um banho relaxante. Na Lagoa      Azul, a paisagem \u00e9 praticamente id\u00eantica, tanto em um roteiro quanto no outro,      prefira ir \u00e0 tarde para poder assistir ao magn\u00edfico p\u00f4r do sol.\u00a0<\/p>\n<h4>De      barco pelo Rio Pregui\u00e7as\u00a0<\/h4>\n<p>Outra      forma de explorar a regi\u00e3o dos Len\u00e7\u00f3is \u00e9 embarcar em uma das lanchas voadeiras      que descem o Rio Pregui\u00e7as quase at\u00e9 a foz e fazem parada em tr\u00eas comunidades      ribeirinhas, com muitos manguezais e buritis \u00e0s margens do caminho.\u00a0<\/p>\n<p>Pr\u00f3ximo      \u00e0 foz do rio \u00e9 feito um\u00a0<em>pit      stop\u00a0<\/em>para almo\u00e7o no restaurante      da Pousada Porto Buriti, em Cabur\u00e9. \u00c9 a oportunidade para provar um prato      t\u00edpico, o arroz de cux\u00e1, preparado com camar\u00e3o seco, gergelim e vinagreira,      uma folha de sabor levemente azedo.\u00a0<\/p>\n<p>Do      restaurante, s\u00e3o apenas poucos passos at\u00e9 pisar na Praia de Cabur\u00e9, uma faixa      de areia larga e deserta, que segue assim por 25 km at\u00e9 o Delta do Parna\u00edba,      maravilha que o Maranh\u00e3o divide com o Piau\u00ed. Melhor do que caminhar na praia      \u00e9 alugar um quadriciclo (R$ 50 por meia hora) e ir at\u00e9 a desembocadura do      Rio Pregui\u00e7as.<\/p>\n<p>Para      ter um panorama completo e emocionante dos passeios aos Len\u00e7\u00f3is, dos v\u00f4os      panor\u00e2micos em avi\u00f5es monomotores \u00e9 poss\u00edvel ter uma id\u00e9ia clara da dimens\u00e3o      grandiosa da mais impressionante das paisagens brasileiras. \u00a0<\/p>\n<h4>O      \u0093lado B\u0094 dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/h4>\n<p class=\"OLHO\"><strong>Os      ecoturistas mais aventureiros podem explorar a parte menos conhecida dos Len\u00e7\u00f3is      Maranhenses se optarem pela hospedagem em dois locais:<\/strong>\u00a0na      Vila de Atins, que fica ao lado da foz do Rio Pregui\u00e7as, e na cidade de Santo      Amaro do Maranh\u00e3o, do lado oeste do parque nacional. Os dois vilarejos servem      como pontos de partida para visitar paisagens muito pouco conhecidas.<\/p>\n<p class=\"OLHO\">Para      chegar a Atins, \u00e9 preciso ir de barco desde Barreirinhas e l\u00e1 contratar guias      para fazer caminhadas com dura\u00e7\u00e3o de uma a tr\u00eas horas at\u00e9 a Lagoa Tropical.<\/p>\n<p class=\"OLHO\">No      caminho, h\u00e1 uma parada para comer o \u0093churrasco de camar\u00e3o\u0094 no restaurante      de dona Luzia.<\/p>\n<p class=\"OLHO\"><strong>J\u00e1      para ir a Santo Amaro do Maranh\u00e3o, que est\u00e1 a 96 km de Barreirinhas, h\u00e1 duas      op\u00e7\u00f5es:\u00a0<\/strong>contratar      um jipe. Ou ent\u00e3o, no melhor estilo mochileiro, pegar o \u00f4nibus regular Barreirinhas      \u0096 S\u00e3o Lu\u00eds, que faz uma parada no munic\u00edpio de Sangue, e de l\u00e1 seguir      nos jipes de moradores para Santo Amaro. Os passeios em Santo Amaro levam      \u00e0s lagoas Emendadas e Gaivotas, que os nativos garantem ser a mais bela do      parque.\u00a0<\/p>\n<p>Fonte: www.viaje.com.br<\/p>\n<h6>Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/h6>\n<p>Dizem      que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds \u0093aben\u00e7oado por Deus e bonito por natureza\u0094.      No entanto, olhando os\u00a0<strong>Len\u00e7\u00f3is      Maranhenses<\/strong>\u00a0conclui-se      que aqui a natureza resolveu se exibir. O lugar recebeu esse nome, porque      vendo esse mundo de areia branca cheia de dobras feitas pelos fortes ventos      que sopram o tempo todo, tem-se a impress\u00e3o de se est\u00e1 diante de uma cama      coberta com len\u00e7\u00f3is brancos, desarrumados.<\/p>\n<p>Costumam chamar os Len\u00e7\u00f3is Maranhenses de Saara Brasileiro, como batizaram      Recife de Veneza Brasileira, entretanto isso faz lembrar as artimanhas do      turismo que tem o h\u00e1bito de criar verdadeiros simulacros \u0096 os n\u00e3o-lugares\u00b9.    <\/p>\n<p>Esse pecado n\u00e3o deve ser cometido com um lugar \u00fanico, m\u00e1gico, que n\u00e3o deve      ser comparado com nenhum outro lugar do mundo, como \u00e9 o Parque Nacional dos      Len\u00e7\u00f3is Maranhenses, daqui em diante chamado de PNLM. Mas, como surgiu esse      magn\u00edfico cen\u00e1rio?<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;No        litoral irregular do Maranh\u00e3o, as correntes mar\u00edtimas favorecem o ac\u00famulo        da areia ali despejada pelos rios Pregui\u00e7as e Parna\u00edba. Com o recuo da mar\u00e9,        larga faixa de praia fica exposta ao sol, que seca a fin\u00edssima areia de        quartzo e facilita o seu transporte por ventos de at\u00e9 70 quil\u00f4metros por        hora que sopram do oceano. Assim se teriam formado as dunas, em 10 milh\u00f5es        de anos, ao longo de um trecho de 70 quil\u00f4metros de costa. Elas avan\u00e7am        50 quil\u00f4metros sobre o continente e atingem mais de 20 metros de altura.        Conforme os ventos, chegam a se deslocar at\u00e9 20 metros em um ano. Como nesse        deserto brasileiro chove 1600 mil\u00edmetros anuais, (mais de 300 vezes do que        no Saara), de dezembro a julho, h\u00e1 uma propor\u00e7\u00e3o de uma lagoa para cada        duna. Muitas delas secam, mas n\u00e3o totalmente. O fundo poroso e barrento        permanece \u00famido, acolhendo e conservando os ovos de peixe ali depositados.        Assim o ciclo reprodutivo n\u00e3o \u00e9 interrompido. Os peixes alimentam \u00e1rvores        migrat\u00f3rias como a marreca, o trinta-r\u00e9is-boreal e o ma\u00e7arico-rasteirinho,        procedente do \u00e1rtico. Tartarugas de diferentes esp\u00e9cies s\u00e3o vistas junto        ao mar, na \u00e9poca da desova. Pacas e veados-mateiros destacam-se entre os        mam\u00edferos. In\u00fameros peixes, crust\u00e1ceos e moluscos habitam a regi\u00e3o de manguezais        na ponta noroeste do PNLM, criado em 1981, ainda hoje um dos mais agrestes        do pa\u00eds. (Revista Terra, setembro, 2002)&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>As      imagens que s\u00e3o passadas pela m\u00eddia por meio de revistas, jornais ou pela      televis\u00e3o, transformam o PNLM num sonho de consumo, tanto do ponto de vista      dos turistas, que seguindo uma tend\u00eancia do mercado tur\u00edstico, onde o turismo      ecol\u00f3gico ganha cada vez mais adeptos, como tamb\u00e9m dos investidores, que vislumbram      a oportunidade de criar um empreendimento no local, como uma pousada, um restaurante      ou uma ag\u00eancia de turismo.<\/p>\n<p>Tudo      isso faz com que as pessoas que habitam o local se sintam amea\u00e7adas pelos      impactos que as atividades tur\u00edsticas podem causar, especialmente ao meio      ambiente, conforme j\u00e1 se verificou em outras destina\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas onde a      natureza \u00e9 o principal produto tur\u00edstico, como \u00e9 o caso dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses.<\/p>\n<p><strong>Como      chegar aos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses?<\/strong><\/p>\n<p>Saindo de S\u00e3o Lu\u00eds, capital do Maranh\u00e3o, para Barreirinhas, cidade considerada      portal de entrada para os Len\u00e7\u00f3is Maranhenses, a viagem pode ser feita em      40 minutos, de avi\u00e3o (aeronave de pequeno porte), ou em tr\u00eas horas, de \u00f4nibus,      e menos de tr\u00eas horas de carro pr\u00f3prio ou alugado nas ag\u00eancias de turismo      em S\u00e3o Lu\u00eds. <\/p>\n<p>S\u00e3o 260 quil\u00f4metros de estrada bem conservada, saindo pela BR 135 at\u00e9 Bacabeira      (50 quil\u00f4metros), mais 10 quil\u00f4metros para a pequena cidade de Ros\u00e1rio e seguindo      pela MA-402, s\u00e3o 200 quil\u00f4metros de estrada asfaltada, passando por Morros,      trevo de Humberto de Campos, com lindas paisagens, at\u00e9 chegar em Barreirinhas.      Nas proximidades j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel perceber a aproxima\u00e7\u00e3o com uma \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o      ambiental, pelas v\u00e1rias placas espalhadas no percurso.<\/p>\n<p>Com      o asfaltamento dessa estrada o turismo iniciou uma nova fase no Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Os      Len\u00e7\u00f3is Maranhenses passaram a fazer parte do roteiro tur\u00edstico dos maranhenses,      piauienses, cearenses e demais brasileiros de v\u00e1rios estados que antes n\u00e3o      tinham coragem de enfrentar 200 quil\u00f4metros de estrada de ch\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Barreirinhas<\/strong><\/p>\n<p>Conhecida      como portal dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses, Barreirinhas \u00e9 descrita por quem a visita      como &#8220;uma cidadezinha agrad\u00e1vel, de gente muito educada&#8221; e j\u00e1 consolidada      como um dos principais p\u00f3los tur\u00edsticos do Maranh\u00e3o e do Brasil.<\/p>\n<p>A cada dia que passa essa \u00fanica entrada para o centro da cidade fica mais      apertada. At\u00e9 parece que a natureza aqui resolveu recepcionar os visitantes      por meio dessa imensa duna no \u0093Morro da Ladeira\u0094 \u0096 (dizem que      no futuro essa passagem deixar\u00e1 de existir). <\/p>\n<p>O movimento dessa duna j\u00e1 obrigou as autoridades a planejarem uma outra porta      de entrada da cidade e os moradores j\u00e1 se preparam para mudar de casa num      futuro n\u00e3o muito distante. \u00c9 para que se entenda que nesse lugar a m\u00e3e natureza      deve ser respeitada.<\/p>\n<p>Barreirinhas foi uma dessas cidades que ficam isoladas do mundo por muitos      anos at\u00e9 que um fato marcante as tire do anonimato. Criada em 1930, somente      em 1970 come\u00e7a a aparecer, quando a Petrobr\u00e1s ensaiou a prospec\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo      na regi\u00e3o. <\/p>\n<p>Por ser a cidade mais desenvolvida da regi\u00e3o, composta por in\u00fameras cidades      de pequeno porte, como Humberto de Campos, Primeira Cruz, Urbano Santos, Paulino      Neves e dezenas de povoados que vivem da pesca e da agricultura e vendem seus      produtos na cidade e ao mesmo tempo compram os itens que necessitam para a      sua subsist\u00eancia. <\/p>\n<p>Por essas raz\u00f5es Barreirinhas foi beneficiada, e cada dia que passa \u00e9 vis\u00edvel      a sua lideran\u00e7a regional, principalmente com o advento do turismo.<\/p>\n<p>At\u00e9      pouco tempo, ir de S\u00e3o Lu\u00eds a Barreirinhas era uma aventura, levava-se de      8 a 10 horas em estrada de poeira no ver\u00e3o e lama no inverno. O asfaltamento      da estrada foi comemorado como o grande sonho realizado pela sua popula\u00e7\u00e3o.      O tr\u00e1fego continua complicado entre a cidade e as demais localidades.<\/p>\n<p><strong>As      vias est\u00e3o sujeitas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es sazonais:\u00a0<\/strong>no      alto inverno, ficam alagadas, no alto ver\u00e3o, a areia seca, torna-se muita      fofa, s\u00f3 permitindo o tr\u00e1fego por meio de ve\u00edculos com tra\u00e7\u00e3o nas quatro rodas.      Entretanto, de Ros\u00e1rio a Barreirinhas a estrada \u00e9 \u00f3tima, reduzindo o tempo      da viagem para tr\u00eas horas.<\/p>\n<p>A cidade recebeu o nome de Barreirinhas em virtude de haver muitas ladeiras      e barreiras na regi\u00e3o, quando n\u00e3o passava de um pequeno povoado. De acordo      com os dados hist\u00f3ricos de Barreirinhas, a sua emancipa\u00e7\u00e3o foi em 29 de mar\u00e7o      de 1938, data comemorativa do anivers\u00e1rio da cidade.<\/p>\n<p> O munic\u00edpio tem uma \u00e1rea de 2.477 k\u00b2 e uma popula\u00e7\u00e3o de 39.360 habitantes,      sendo 14.000 habitantes na \u00e1rea urbana e 25.360 distribu\u00eddos nos povoados      da zona rural, muitos deles considerados pontos tur\u00edsticos da regi\u00e3o dos Len\u00e7\u00f3is      Maranhenses, como Vassouras, Mandacaru, Atins, Cabur\u00e9, Espadarte e Queimada      dos Britos.<\/p>\n<p>Barreirinhas      tem algo que a difere de outras cidades. Quando o turista passa por essa duna      gigante do Morro da Ladeira, ele sente que nessa cidade tudo tem um significado.      \u0093As cidades possuem signos, s\u00edmbolos, representa\u00e7\u00f5es que variam no tempo.      Seus espa\u00e7os n\u00e3o s\u00e3o meramente geogr\u00e1ficos, por meio deles \u00e9 poss\u00edvel pensar,      criar, construir expectativas sobre as pr\u00e1ticas sociais\u0094 (Salete Machado,      &#8211; O Estrangeiro na cidade).<\/p>\n<p>O      munic\u00edpio \u00e9 considerado pela EMRATUR como um dos principais p\u00f3los tur\u00edsticos      do Maranh\u00e3o, pois conta com atrativos tur\u00edsticos que v\u00e3o dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses      ao Delta do Parna\u00edba ou Delta das Am\u00e9ricas. Limita-se ao norte com o Oceano      Atl\u00e2ntico, ao sul com Santa Quit\u00e9ria e Santana do Maranh\u00e3o, a leste com Paulino      Neves e a oeste com Santo Amaro do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m      das paisagens m\u00e1gicas dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses, o lugar tem o c\u00e9u mais bonito      do Brasil, sempre azul e um sol que brilha o dia todo, tornando esse deserto      maranhense repleto de o\u00e1sis, com dunas gigantes, lagoas de uma beleza extraordin\u00e1ria,      de v\u00e1rias tonalidades, um lugar realmente m\u00e1gico, onde ao amanhecer a natureza      promove um verdadeiro espet\u00e1culo, &#8211; o primeiro do dia, pois no final da tarde,      o por do sol se transforma num cen\u00e1rio que inspira poesia e quando chega a      noite, se for de lua cheia, a\u00ed natureza desatina de vez.<\/p>\n<p>Somando-se \u00e0s belezas de suas dunas e lagoas em forma de enguias, que ao      longo dos tempos v\u00e3o tomando novas formas, a regi\u00e3o oferece outros atrativos      como belas praias em Vassouras, Atins e Cabur\u00e9. Na foz do rio Pregui\u00e7as em      Atins, a natureza outra vez demonstra toda a sua magia, &#8211; o encontro do rio      com o mar, os manguezais, os p\u00e1ssaros, uma praia que n\u00e3o tem tamanho, um mar      calmo e transparente, dunas, um pescador na sua pequena embarca\u00e7\u00e3o retirando      das \u00e1guas o sustento de sua fam\u00edlia. <\/p>\n<p>Tudo isso transforma o olhar do estrangeiro, que ao chegar nos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses      influenciado pela m\u00eddia que veicula as mais estonteantes imagens como produto      tur\u00edstico, com fins comerciais, acaba internalizando o sentimento de perten\u00e7a.      Ele sente que esse cen\u00e1rio tamb\u00e9m \u00e9 seu e que precisa ser preservado.<\/p>\n<p>De      acordo com D\u0092antona, \u0093os Len\u00e7\u00f3is Maranhenses n\u00e3o s\u00e3o apenas um cart\u00e3o      postal, mas um tecido de pr\u00e1ticas humanas, repleto de significados atribu\u00eddos      por aqueles que ali vivem e manejam seus recursos, e por aqueles que para      ali dirigem seus esfor\u00e7os e sentimentos\u0094.<\/p>\n<p><strong>O      Rio Pregui\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi9.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"388\" height=\"151\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><\/strong><\/p>\n<p>Se      algu\u00e9m perguntar ao nativo da regi\u00e3o dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses, qual a import\u00e2ncia      do rio Pregui\u00e7as para o local, ele responder\u00e1 com firmeza \u0096 \u0093o Pregui\u00e7as      \u00e9 a nossa maior riqueza\u0094.<\/p>\n<p>O rio Pregui\u00e7as \u00e9 t\u00e3o significativo para Barreirinhas, que embora seja desconhecida      a data de penetra\u00e7\u00e3o do homem no territ\u00f3rio, admite-se que tal fato ocorreu      pelo rio Pregui\u00e7as e por seus afluentes, que permitem o tr\u00e1fego de pequenas      embarca\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>Conforme depoimentos de antigos moradores, a fixa\u00e7\u00e3o do homem na regi\u00e3o tamb\u00e9m      recebeu influ\u00eancia do rio Pregui\u00e7as e seus afluentes, pela fertilidade do      solo, pelas pastagens e campos apropriados para a cria\u00e7\u00e3o de gado e principalmente      pela quantidade abundante de peixes, al\u00e9m do clima favorecido pelas \u00e1guas      do rio.<\/p>\n<p>Outro fato importante que marcou o povoamento de Barreirinhas, nas margens      do rio Pregui\u00e7as, foi a constru\u00e7\u00e3o de uma ponte, em 1849, sobre o rio Mocambo,      permitindo a passagem de quem vinha por uma estrada que ligava Campo Maior      no Piau\u00ed a Icatu no Maranh\u00e3o, passando pela cidade de Brejo no territ\u00f3rio      maranhense.<\/p>\n<p> (Prefeitura Municipal de Barreirinhas \u0096 Secretaria de Turismo e Meio      Ambiente). Ainda, segundo dados da Prefeitura de Barreirinhas, h\u00e1 vest\u00edgios      de povos antigos que povoaram a regi\u00e3o, onde existia um engenho de cana-de-a\u00e7\u00facar      movido \u00e0 roda d\u0092\u00e1gua, localizado \u00e0 margem do rio Achu\u00ed. (in\u00edcio do s\u00e9culo      XVIII).<\/p>\n<p>O      rio recebeu o nome Pregui\u00e7as pela grande quantidade de pregui\u00e7as que existiam      nas suas margens, al\u00e9m da semelhan\u00e7a que as \u00e1guas do rio tem com o bicho pregui\u00e7a,      por correrem pregui\u00e7osamente, tanto na enchente quanto na vazante, dando a      impress\u00e3o, muitas vezes, de estarem quase paradas. \u00c8 um rio genuinamente maranhense,      que tem a nascente no munic\u00edpio de Anapurus e percorre 160 quil\u00f4metros, dando      uma esp\u00e9cie de abra\u00e7o em Barreirinhas, para desaguar no mar entre Atins e      Cabur\u00e9.<\/p>\n<p>O      movimento do rio Pregui\u00e7as muda de dire\u00e7\u00e3o de seis em seis horas \u0096 o      mar determina o sentido da sua correnteza. Por este motivo \u00e9 considerado muito      perigoso, pois a mansid\u00e3o das suas \u00e1guas na superf\u00edcie, se transforma em armadilha      para os banhistas mais afoitos, que quando mergulham, s\u00e3o arrastados pelas      fortes correntezas invis\u00edveis, que j\u00e1 causaram muitas mortes.<\/p>\n<p>Existem muitas lendas envolvendo o rio Pregui\u00e7as, contadas pelos guias, que      s\u00e3o ao mesmo tempo, condutores das embarca\u00e7\u00f5es, &#8211; lanchas voadeiras, com capacidade      para 6 ou 8 pessoas. Enquanto levam os turistas para o passeio pelo rio, com      destino ao PNLM, passando por Vassouras, Atins e Cabur\u00e9, v\u00e3o contando suas      lendas.<\/p>\n<p> Nesse Passeio, onde tudo \u00e9 acertado no in\u00edcio da viagem, o turista paga,      em m\u00e9dia, R$ 40,00 pela passagem. Caso queira fazer a viagem fluvial em embarca\u00e7\u00f5es      de linha, &#8211; lanchas com maior capacidade de passageiros, paga mais barato,      mas perde muito tempo, pois esse tipo de embarca\u00e7\u00e3o leva em m\u00e9dia 3 horas      de viagem entre Barreirinhas e Cabur\u00e9.<\/p>\n<p>A      aventura tur\u00edstica nos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses iniciada pelo rio Pregui\u00e7as deixa      o turista em estado de gra\u00e7a logo na sa\u00edda de Barreirinhas, quando o condutor      da voadeira deixa o leito principal do rio, para ganhar tempo, toma um atalho,      colocando o turista ainda mais em contato com a paisagem, composta de uma      rica fauna e flora, manguezais e imensos buritizais.<\/p>\n<p>Nas      proximidades de Vassouras o rio Pregui\u00e7as se multiplica, formando um verdadeiro      trevo fluvial. E agora? Pergunta o turista ao condutor do barco, encantado      com a paisagem, o manguezal enfeitado de guar\u00e1s brancos e vermelhos, e confuso      com a falta de sinaliza\u00e7\u00e3o, como se fosse poss\u00edvel haver placas no meio do      rio indicando o caminho a seguir.<\/p>\n<p><strong>\u00c9      a\u00ed que as lendas come\u00e7am a serem contadas pelo guia:<\/strong>\u00a0\u0093Olhem,      se tomarmos essa dire\u00e7\u00e3o (apontando para um dos bra\u00e7os do rio) vamos de encontro      a um dos grandes mist\u00e9rios do rio Pregui\u00e7as. \u00c8 comum, ao entardecer, ouvir-se      tambores tocando sem parar e n\u00e3o adianta seguir em frente, pois nunca vamos      alcan\u00e7ar as pessoas que tocam esses tambores, dizem que s\u00e3o mulheres \u0096      m\u00e3e-d\u0092\u00e1gua\u0094 \u0096 diz emocionado o condutor da voadeira.<\/p>\n<p><strong>Vassouras<\/strong><\/p>\n<p>Seguindo      pelo rio, quando j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel notar as \u00e1guas do Pregui\u00e7as se misturando com      o mar, pela sua agita\u00e7\u00e3o, eis que surge de repente um clar\u00e3o no manguezal,      &#8211; \u00e9 Vassouras, primeira parada, para os primeiros contatos dos turistas com      os nativos do lugar, chamado \u0093Pequenos Len\u00e7\u00f3is\u0094 e com as maravilhosas      dunas e lagoas dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses.<\/p>\n<p><strong>O      guia vai logo informando:<\/strong>\u00a0\u0093Aqui,      at\u00e9 o final de julho, in\u00edcio de agosto, era poss\u00edvel encontrar lagoas bel\u00edssimas,      de \u00e1guas cristalinas, mas agora (final de agosto) a parada aqui \u00e9 s\u00f3 para      contemplar as dunas e tomar uma \u00e1gua de coco\u0094.<\/p>\n<p>Vassouras,      regi\u00e3o conhecida como Pequenos Len\u00e7\u00f3is \u00e9 a primeira amostra da grandeza dos      Len\u00e7\u00f3is Maranhenses. No local, observa-se, com espanto, a imensid\u00e3o das dunas      que chegam a 40 metros de altura. L\u00e1 embaixo v\u00ea-se uma casa de pescadores,      de uma fam\u00edlia que construiu uma cabana ao lado de outras do mesmo n\u00edvel,      logo na entrada, formando um pequeno n\u00facleo comercial para recepcionar os      turistas que visitam o lugar, dispondo de pe\u00e7as diversas de artesanato, bebidas,      refrigerantes, salgadinhos, coco da praia.<\/p>\n<p><strong>A      dona da barraca diz:<\/strong>\u00a0\u0093aqui      passamos o dia trabalhando, ganhando o sustento da fam\u00edlia e quando anoitece      vamos para casa. Aqui s\u00e3o filhos e sobrinhos, &#8211; apontando para quase uma dezena      de meninos e meninas, na faixa et\u00e1ria dos cinco aos quinze anos\u0094.<\/p>\n<p>Ana      Cl\u00e9a de dez anos diz que \u00e9 \u0093guia de turista\u0094, &#8211; \u0093ganho de dez      a cinco reais de cada turista e entrego o dinheiro para minha m\u00e3e comprar      caf\u00e9, farinha e meus cadernos\u0094.<\/p>\n<p><strong>Segue      falando:\u00a0<\/strong>\u0093eu      mostro as dunas e digo para os turistas que daqui a gente j\u00e1 v\u00ea o mar\u0094.<\/p>\n<p>Observa-se      que na regi\u00e3o dos Len\u00e7\u00f3is, a exemplo do que acontece nas grandes cidades,      as crian\u00e7as participam ativamente da constru\u00e7\u00e3o da renda familiar, quer seja,      trabalhando na lavoura, no artesanato, ou mesmo como \u0093guia de turismo\u0094      em Vassouras ou Mandacaru, como \u00e9 o caso de Ana Cl\u00e9a.<\/p>\n<p><strong>Farol      de Mandacaru<\/strong><\/p>\n<p>Mandacaru      \u00e9 a segunda atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica seguindo pelo rio Pregui\u00e7as. Observa-se a mesma      situa\u00e7\u00e3o ocorrida em Vassouras na chegada em Mandacaru. Muitas crian\u00e7as se      aproximam do barco e um vai logo mostrando suas qualidades de guia de turismo.      \u0093Aqui \u00e9 o Farol de Mandacaru, o farol tem 35 metros, essa casa aqui do      lado foi onde a Ana Maria Braga e Louro Jos\u00e9 falaram naquele alto-falante\u0094.      Se n\u00e3o fosse interrompido continuaria falando por muito tempo, tudo decorado,      como acontece nas demais destina\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas do Brasil. Quando algu\u00e9m interrompe      o discurso, o garotinho come\u00e7a tudo de novo.<\/p>\n<p>Mandacaru      \u00e9 uma pequena vila de pescadores que tem o Farol Pregui\u00e7as, mais conhecido      como \u0093Farol de Mandacaru\u0094 como atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica. O farol foi constru\u00eddo      em 1940, mas s\u00f3 foi inaugurado em 1944 pelo Almirante Moraes Rego. O farol,      com 45 metros de altura, 160 degraus foi constru\u00eddo com o objetivo de guiar      os navegadores, livr\u00e1-los dos perigos da regi\u00e3o, onde o mar apresenta pouca      profundidade, gerando muitos acidentes.<\/p>\n<p>Do      farol tem-se uma vista panor\u00e2mica que combina com a magia dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses,      onde \u00e9 poss\u00edvel ver os povoados de Mandacaru e Atins\u00b9, outra vila de pescadores      que fica de frente para o foz do rio Pregui\u00e7as.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi10.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"170\" height=\"304\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><br \/>\n     Farol de Mandacaru<\/strong><\/p>\n<p><strong>Cabur\u00e9<\/strong><\/p>\n<p>A exemplo do rio Pregui\u00e7as, Cabur\u00e9 recebeu essa denomina\u00e7\u00e3o em virtude da      quantidade de aves com esse nome que existiam na ilha. O lugar \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o      da beleza, o Pregui\u00e7as na frente e o Atl\u00e2ntico nos fundos. Cabur\u00e9 fica bem      pr\u00f3ximo da foz do rio Pregui\u00e7as. <\/p>\n<p>Tem uma popula\u00e7\u00e3o n\u00f4made, por conta dos fortes ventos que sobram do mar,      transformando constantemente o lugar e obrigando os moradores a abandonar      suas casas no fim do inverno. O retorno acontece s\u00f3 no ano seguinte, considerando      que existem somente duas esta\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o \u0096 inverno e ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim      como outros povoados da regi\u00e3o como Vassouras, Moitas e Morro do Boi, o lugar      tem uma semelhan\u00e7a com certas tribos ind\u00edgenas, com suas cabanas feitas de      madeira e palha de buriti. Os habitantes geralmente s\u00e3o de Barreirinhas ou      de outras localidades, especialmente de Tapuio e Laranjeiras.<\/p>\n<p>O      lugar funciona como ponto final do passeio pelo rio Pregui\u00e7as, especialmente,      para o almo\u00e7o. No final de agosto o lugar parece abandonado, as cabanas s\u00e3o      invadidas pelas dunas de areias brancas como a\u00e7\u00facar, empurradas pelos fortes      ventos que vem do mar, restando pouca coisa funcionando. Entretanto, a Cabana      do Paulo est\u00e1 pronta para um atendimento de primeira qualidade \u0096 um card\u00e1pio      onde h\u00e1 peixe para todos os gostos.<\/p>\n<p>Depois,      vale a pena deitar numa rede, sentir por alguns momentos o que significa \u0093qualidade      de vida\u0094, n\u00e3o esquecendo de conversar com o Paulo e saber como e quando      ele chegou em Cabur\u00e9.<\/p>\n<p>Entre      Cabur\u00e9 e Atins localiza-se a foz do Rio Pregui\u00e7as. O cen\u00e1rio \u00e9 composto pelo      rio, o mar, uma imensa praia virgem, a vila de Atins, onde se inicia o Parque      dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses e o manguezal.<\/p>\n<p><strong>O      guia descreve o lugar da seguinte forma:\u00a0<\/strong>&#8211;      &#8220;Este lugar \u00e9 o mais bonito da regi\u00e3o dos Len\u00e7\u00f3is, n\u00e3o h\u00e1 turista que      n\u00e3o fique enfeiti\u00e7ado quando chega aqui&#8221;.<\/p>\n<p>Em      seguida, \u00e9 s\u00f3 tomar um banho no Atl\u00e2ntico, entrar na voadeira e retornar \u00e0      Barreirinhas, tendo conclu\u00eddo um dos passeios imperd\u00edveis nos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses,      que, normalmente, dura um dia, via rio Pregui\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>As      Lagoas dos Grandes Len\u00e7\u00f3is<\/strong><\/p>\n<p>O      segundo passeio, agora por via terrestre, tem a mesma dura\u00e7\u00e3o do primeiro,      via rio Pregui\u00e7as. Sa\u00edda \u00e0s 9 horas e retorno no final da tarde. A finalidade      \u00e9 conhecer as maravilhosas lagoas dos Grandes Len\u00e7\u00f3is.<\/p>\n<p><strong>Para      esse passeio o turista precisa tomar certas provid\u00eancias, tais como:<\/strong>\u00a0comprar      \u00e1gua, refrigerante ou suco, biscoito ou qualquer outro tipo de lanche. \u00c9 necess\u00e1rio      levar tamb\u00e9m protetor solar. Nas dunas e lagoas dos Grandes Len\u00e7\u00f3is n\u00e3o h\u00e1      infra-estrutura alguma, n\u00e3o existem pousadas nem restaurantes, \u00e9 s\u00f3 dunas,      sol e lindas lagoas.<\/p>\n<p>O      transporte \u00e9 uma toyota 4&#215;4, que leva geralmente de seis a sete pessoas, sendo      uma na cabine e seis na carroceria com banco de madeira, bastante desconfort\u00e1vel.      Logo na sa\u00edda de Barreirinhas \u00e9 precisa atravessar o rio Pregui\u00e7as, &#8211; numa      ponte m\u00f3vel que recebe o nome de pont\u00e3o.<\/p>\n<p>A      estrada \u00e9 um verdadeiro banco de areia, com uma bitola que somente um piloto      experiente \u00e9 capaz de conduzir o ve\u00edculo. Tem trechos do percurso que \u00e9 preciso      acelera\u00e7\u00e3o m\u00e1xima e tem-se a impress\u00e3o que o carro vai sair da bitola e chocar-se      com as cercas de madeira, das pequenas propriedades com planta\u00e7\u00f5es de mandioca      e muitos cajueiros, &#8211; uma das riquezas do lugar. Durante a viagem ouve-se      com freq\u00fc\u00eancia os gritos dos turistas \u0096 \u0093segura pe\u00e3o\u0094, como      se estivessem montados em touros ou cavalos bravos.<\/p>\n<p>Existem      tamb\u00e9m alguns riachos, dif\u00edcil de acreditar que o carro vai passar, isso,      em pleno m\u00eas de agosto, per\u00edodo que j\u00e1 n\u00e3o chove na regi\u00e3o. As chuvas acontecem      geralmente no per\u00edodo de dezembro a junho. A melhor \u00e9poca para conhecer as      lagoas \u00e9entre o in\u00edcio de junho e final de agosto, per\u00edodo em que as lagoas      est\u00e3o cheias e o tempo \u00e9 muito bom.<\/p>\n<p>Depois      de uma hora de viagem, surgem as dunas. Encontra-se numa \u00e1rvore retorcida,      vegeta\u00e7\u00e3o de cerrado, uma placa sinalizando que no p\u00e9 daquela montanha de      areia branca inicia-se uma viagem por um lugar m\u00e1gico chamado \u0093Parque      Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\u0094. \u00c9 a \u00e1rea chamada de \u0093Grandes      Len\u00e7\u00f3is\u0094.<\/p>\n<p>Nesse      ponto ficam as toyotas e seus motoristas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi11.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"428\" height=\"237\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><br \/>\n     Morrarias &#8211; Grandes Len\u00e7\u00f3is<\/strong><\/p>\n<p>No      final da imensa duna j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel contemplar toda a magia dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses.<\/p>\n<p><strong>O      sol \u00e9 intenso, o vento faz um barulho que parece anunciar uma tempestade,      os grupos de turistas v\u00e3o surgindo e aos gritos, deslumbrados, v\u00e3o falando      coisas como:<\/strong>\u00a0&#8220;nunca      imaginei que fosse t\u00e3o bonito assim, &#8220;fant\u00e1stico, isso \u00e9 um para\u00edso&#8221;      e correm para as lagoas coloridas do PNLM .<\/p>\n<p><strong>Lagoa      Azul<\/strong><\/p>\n<p>A      primeira lagoa dos Grandes Len\u00e7\u00f3is \u00e9 a mais bonita de todas \u0096 tem o nome      de Lagoa Azul. O cen\u00e1rio \u00e9 indescrit\u00edvel, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, especialmente para      quem n\u00e3o tem a poesia nas veias, encontrar palavras para dar significados      a tanta mistura de azul do c\u00e9u com o branco das areias, dando cores \u00e0s \u00e1guas      da lagoa que mudam de tonalidade, ora verde, ora azul, \u00e9 a natureza brincando      com a imagina\u00e7\u00e3o dos turistas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi12.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"371\" height=\"194\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><\/strong><\/p>\n<p>Esse      cen\u00e1rio \u00e9 mut\u00e1vel. O vento forte que bate nessas enormes paredes com o passar      do tempo vai transformando o formato da lagoa, \u00e0s vezes, essa grande piscina      vai se confundindo com uma enorme enguia, as extremidades tamb\u00e9m podem ser      transformadas em duas ou tr\u00eas outras lagoas.<\/p>\n<p>Depois      de um banho demorado, \u00e9 preciso o guia avisar que j\u00e1 \u00e9 hora de seguir adiante,      para conhecer outras lagoas, escalar novas dunas.<\/p>\n<p>Ao retomar o passeio, o guia orienta os turistas sobre os melhores caminhos      para se chegar a outras lagoas, o que \u00e9 imposs\u00edvel para um grupo de pessoas      que n\u00e3o conhece o local e facilmente, sem o guia, se perde pelo imenso deserto.    <\/p>\n<p>V\u00e3o surgindo morrarias e mais morrarias, dunas gigantes de areias brancas      e t\u00e3o finas que facilita o trabalho do vento forte que sopra sem parar e que      tem a incumb\u00eancia de transport\u00e1-las para outros lugares, dando vida e movimento      a um lugar que parece parado, na imensid\u00e3o de um deserto silencioso, mas que      por um capricho da natureza se transforma, revelando novos cen\u00e1rios, como      se houvesse aqui, onde se ouve apenas o barulho do vento, um ex\u00e9rcito de profissionais,      artistas, escultores, sempre renovando a paisagem.<\/p>\n<p><strong>Lagoa      da lua<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi13.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"391\" height=\"209\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>Diante      dessa lagoa a turista enquanto era filmada por seu esposo e preparava o seu      document\u00e1rio fez o seu seguinte pronunciamento:\u00a0<\/strong>&#8211;      &#8220;Deus delegou muitas coisas importantes ao homem, tais como: construir      a\u00e7udes, represas, lagos artificiais e at\u00e9 mesmo mudar o curso de um rio, mas      essa obra Ele n\u00e3o permitiu que ningu\u00e9m tocasse, Ele mesmo a construiu&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m      dessa lagoa existem muitas outras, o guia avisa que a mais distante \u00e9 a Lagoa      da Esperan\u00e7a que fica na extremidade do PNLM, a 40 quil\u00f4metros de Barreirinhas.      Uma lagoa que n\u00e3o pode deixar de ser visitada, segundo informa\u00e7\u00f5es do guia      \u00e9 a Lagoa do Peixe que juntamente com a Lagoa Azul e a Lagoa Bonita s\u00e3o as      preferidas dos turistas e dos nativos.<\/p>\n<p><strong>Lagoa      do Peixe<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi14.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"315\" height=\"223\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><\/strong><\/p>\n<p>O      passeio pelas dunas e lagoas dos Grandes Len\u00e7\u00f3is termina na Lagoa do Peixe.      \u00c9 hora de retornar a Barreirinhas e procurar um restaurante para matar a fone,      pois nessas cinco ou seis horas de puro \u00eaxtase, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ingerir mais      do que \u00e1gua, suco e um pequeno lanche.<\/p>\n<p>Na      sa\u00edda, o guia informa que para percorrer todo o parque a p\u00e9 e chegar at\u00e9 ao      mar, leva em torno de 8 a 10 horas e deve-se est\u00e1 acompanhado por um guia      que conhe\u00e7a bem o Parque Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses.<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas      do Parque Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/strong><\/p>\n<p>Em      02 de junho de 1981 pelo decreto n\u00ba 86.060, foi criado o Parque Nacional dos      Len\u00e7\u00f3is Maranhenses \u0096 PNLM, com o objetivo de preserva\u00e7\u00e3o de ecossistemas,      educa\u00e7\u00e3o ambiental e visita\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>Conforme      dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis      \u0096 IBAMA, t\u00e9cnicos do Projeto RADAMBRASIL, observaram a regi\u00e3o e considerando      ser o \u00fanico deserto brasileiro cheio de \u00e1gua por metade do ano, sentiram a      necessidade de preserva\u00e7\u00e3o do local.<\/p>\n<p>O      PNLM possui uma \u00e1rea de 155.000 ha e 70 quil\u00f4metros de praia. O Parque dos      Len\u00e7\u00f3is est\u00e1 localizado no Maranh\u00e3o, abrangendo os munic\u00edpios de Barreirinhas,      Humberto de Campos e Primeira Cruz.<\/p>\n<p>Conforme j\u00e1 vimos o acesso ao PNLM \u00e9 feito tanto por terra como tamb\u00e9m pelo      rio Pregui\u00e7as a partir de Barreirinhas. A transforma\u00e7\u00e3o do local em \u00e1rea de      preserva\u00e7\u00e3o ambiental foi fundamental, pois a preserva\u00e7\u00e3o de um ecossistema      \u00fanico composto de dunas, mangues e restinga, \u00e9 muito importante, apesar da      fr\u00e1gil estrutura do IBAMA, com capacidade m\u00ednima para fiscalizar tamanha \u00e1rea.    <\/p>\n<p>No momento o \u00f3rg\u00e3o possui 6 funcion\u00e1rios que atuam dentro do Parque dos Len\u00e7\u00f3is,      orientando os turistas para n\u00e3o jogarem lixo nas proximidades das lagoas e      conscientizando os condutores dos ve\u00edculos que transportam os turistas a n\u00e3o      transgredirem a lei que pro\u00edbe subir as dunas de carro, pela fragilidade do      ecossistema. O IBAMA para realizar suas tarefas na regi\u00e3o conta ainda com      4 fiscais, um barco para pesquisa e fiscaliza\u00e7\u00e3o, tr\u00eas lanchas, (uma voadeira)      e um jeep.<\/p>\n<p><strong>O      Parque dos Len\u00e7\u00f3is possui um relevo com as seguintes caracter\u00edstica:<\/strong>\u00a0<strong>a      Oeste predominam as \u0093rias\u0094 (vales de rios afogados), com forma\u00e7\u00e3o      de praias, manguezais, dunas, restingas e pequenas fal\u00e9sias:<\/strong>\u00a0\u00e0      leste do rio Piri\u00e1 predominam as forma\u00e7\u00f5es arenosas. As dunas formam os chamados      \u0093Len\u00e7\u00f3is\u0094.<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o, na maior parte do Parque ela inexiste. Os manguezais      representam uma \u00e1rea muito pequena ligada aos solos de v\u00e1rzeas, acompanhando      principalmente o curso e bra\u00e7os de rios. \u0093Nas restingas, ocorrem esp\u00e9cies      importantes na fixa\u00e7\u00e3o de dunas\u0094. <\/p>\n<p>A fauna \u00e9 muito rica, na parte litor\u00e2nea do Parque, aves migrat\u00f3rias como      ma\u00e7aricos (Calidris fuscillis), trinca-reis-boreal (Sterna hirundo) e a marreca-de-asa-azul      (Anas discors). Nos manguezais destacam-se a jacareting\u00e1 (Caiman c. crocodilus),      o veado mateiro (Mazma americana) e a paca (Agout paca).<\/p>\n<p>Ao      analisar o ecossistema PNLM, verifica-se o quanto \u00e9 fr\u00e1gil e o quanto \u00e9 importante      planejar as atividades tur\u00edsticas para o local de acordo com os princ\u00edpios      da sustentabilidade.<\/p>\n<p>Sabe-se      o quanto cresce no Brasil e no mundo o interesse pelo ecoturismo e como esse      assunto vem sendo discutido desde os anos 80. Embora haja boa vontade por      parte do governo federal e o surgimento de institui\u00e7\u00f5es privadas tratando      do tema \u0093turismo sustent\u00e1vel\u0094, \u0093ecoturismo\u0094, a pr\u00e1tica      ainda est\u00e1 muito distante do discurso. O ecoturisno no Brasil \u00e9 impulsionado,      quase que exclusivamente, pela oportunidade mercadol\u00f3gica, n\u00e3o gerando os      benef\u00edcios s\u00f3cio-econ\u00f4micos e ambientais esperados.<\/p>\n<p>Para      que o turismo nos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses seja um benef\u00edcio para a economia local,      para o meio ambiente e para as gera\u00e7\u00f5es futuras \u00e9 necess\u00e1rio que seja desencadeado      um programa de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental extensivo a todos os atores envolvidos no      processo.<\/p>\n<p><strong>GERSON      CARVALHO<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: bdm.bce.unb.br<\/p>\n<h6>Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/h6>\n<p>As      sinuosas cadeias de dunas intercaladas por lagoas tempor\u00e1rias do\u00a0<strong>Parque      Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/strong>\u00a0deslumbram      turistas e intrigam pesquisadores.<\/p>\n<p>Afinal,      como a areia, o vento e a \u00e1gua das chuvas v\u00eam moldando continuamente essa      paisagem ao longo dos \u00faltimos 10 mil anos?<\/p>\n<p>Todos      esperariam uma resposta complicada para um problema t\u00e3o complexo. Foi ent\u00e3o      com surpresa que, ao realizar a primeira tentativa bem-sucedida de simular      em computador a din\u00e2mica de um campo de dunas litor\u00e2neas sob o efeito da \u00e1gua      das chuvas, um grupo de f\u00edsicos descobriu que os Len\u00e7\u00f3is Maranhenses parecem      existir por conta de uma simples coincid\u00eancia entre o ritmo anual de subida      e descida do n\u00edvel de seu len\u00e7ol fre\u00e1tico e a intensidade com que o vento      vindo do mar faz as dunas crescerem e se movimentarem.<\/p>\n<p>\u0093Entendemos quais s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es especiais que d\u00e3o origem \u00e0 morfologia      dos Len\u00e7\u00f3is\u0094, afirma Eric Parteli, f\u00edsico pernambucano especialista em      dunas, atualmente realizando p\u00f3s-doutorado na Universidade Friedrich-Alexander,      em Er-langen, Alemanha. <\/p>\n<p>Ele \u00e9 um dos autores do estudo, publicado em julho de 2012 na revista Geomorphology,      junto com o f\u00edsico cubano-alem\u00e3o Hans Herrmann, do Instituto Federal de Tecnologia      de Zurique, Su\u00ed\u00e7a, e da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC), que desenvolve      desde 2001 um modelo capaz de simular em computador a din\u00e2mica do vento e      da areia que cria e movimenta os mais variados tipos de dunas.<\/p>\n<p>Para o primeiro autor do artigo, o f\u00edsico Marco Luna, rec\u00e9m&#8211;doutorado pela      UFC sob a orienta\u00e7\u00e3o de Herrmann, o ponto forte das simula\u00e7\u00f5es \u00e9 a capacidade      de assistir rapidamente ao movimento de milhares de anos da areia soprada      pelo vento e moldada pelas \u00e1guas. <\/p>\n<p>Al\u00e9m de permitir testar hip\u00f3teses sobre a forma\u00e7\u00e3o das dunas litor\u00e2neas,      o modelo pode ainda ajudar no gerenciamento de regi\u00f5es costeiras. \u0093Um      exemplo seria a avalia\u00e7\u00e3o de impactos ambientais causados pela instala\u00e7\u00e3o      de parques de gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica\u0094, diz Luna.<\/p>\n<p>Os      Len\u00e7\u00f3is Maranhenses s\u00e3o o maior campo de dunas da Am\u00e9rica do Sul, com uma      \u00e1rea de 1.500 quil\u00f4metros quadrados, quase a mesma da cidade de S\u00e3o Paulo.      Ali h\u00e1 alguns rios, dunas fixadas pela vegeta\u00e7\u00e3o da restinga, manguezais e      lagoas permanentes. Mas dois ter\u00e7os do parque s\u00e3o mesmo cobertos por dunas      de areia livre, que num dia de vento forte podem se deslocar at\u00e9 10 cent\u00edmetros.<\/p>\n<p>Ao      longo dos 50 quil\u00f4metros de linha costeira do parque h\u00e1 uma praia plana com      largura entre 600 metros e 2 quil\u00f4metros, al\u00e9m da qual aparecem dunas com      10 metros a 20 metros de altura, ligadas umas \u00e0s outras, formando longas cadeias      sinuosas com at\u00e9 75 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, que adentram mais de 20 quil\u00f4metros      em dire\u00e7\u00e3o ao interior.<\/p>\n<p>A      apar\u00eancia de len\u00e7\u00f3is amarrotados dessas cadeias deu origem ao nome do parque.<\/p>\n<p><strong>Diferentemente de outros desertos, os Len\u00e7\u00f3is recebem relativamente      muita \u00e1gua:<\/strong>\u00a0at\u00e9 2 mil mil\u00edmetros de precipita\u00e7\u00e3o anual.      Mais de 90% dessa chuva, por\u00e9m, cai concentrada entre janeiro e julho, quando      \u00e9 absorvida rapidamente pela areia, elevando o len\u00e7ol fre\u00e1tico acima do ch\u00e3o      e enchendo as lagoas tempor\u00e1rias entre as cadeias de dunas, que quase n\u00e3o      se mexem nessa \u00e9poca do ano devido \u00e0 umidade e \u00e0 falta de vento. <\/p>\n<p>Chegando a mais ou menos um metro de profundidade na esta\u00e7\u00e3o chuvosa, as      lagoas secam ao longo do segundo semestre, quando os ventos predominam, soprando      sempre do leste, alcan\u00e7ando a velocidade de 70 quil\u00f4metros por hora. \u0093\u00c9      quando as dunas se movem mais\u0094, explica Parteli.<\/p>\n<p><strong>DUNAS      &#8220;BEB\u00caS&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Foi      em setembro de 2003 que Parteli, Herrmann e outros pesquisadores passaram      seis dias nos Len\u00e7\u00f3is, realizando medi\u00e7\u00f5es para compararem com suas simula\u00e7\u00f5es      computacionais. Eles registraram o quanto de areia o vento \u00e9 capaz de transportar      e as dimens\u00f5es das menores dunas poss\u00edveis, com 50 cent\u00edmetros de altura,      rec\u00e9m-nascidas na praia. \u0093H\u00e1 poucos lugares onde a hist\u00f3ria geol\u00f3gica      pode ser vivenciada dessa maneira\u0094, diz Parteli. \u0093Por ser um campo      muito grande, podemos ver nos Len\u00e7\u00f3is todos os passos da evolu\u00e7\u00e3o de uma duna      costeira, do nascimento \u00e0 maturidade.\u0094<\/p>\n<p>As dunas se movem gra\u00e7as a um fen\u00f4meno chamado de salta\u00e7\u00e3o. Tudo come\u00e7a quando      o vento sopra com for\u00e7a suficiente para levantar do ch\u00e3o alguns gr\u00e3os de areia.      Ao ca\u00edrem de volta, esses gr\u00e3os colidem com outros, que respingam para cima.    <\/p>\n<p>O n\u00famero de gr\u00e3os saltando aumenta cada vez mais, at\u00e9 formar uma nuvem de      areia rente ao ch\u00e3o, com at\u00e9 15 cent\u00edmetros de altura. Se o vento sopra sempre      numa mesma dire\u00e7\u00e3o, as dunas assumem uma forma de meia-lua conhecida como      barcana, um monte com dois bra\u00e7os orientados na dire\u00e7\u00e3o do vento. <\/p>\n<p>A salta\u00e7\u00e3o acumula areia sobre as costas das barcanas e faz os gr\u00e3os subirem      at\u00e9 seu topo, antes de deslizarem sobre avalanches para o outro lado. Assim      as barcanas crescem e se movimentam empurradas pelo vento.<\/p>\n<p>A partir de 2010, o modelo de Herrmann e seus colegas atingiu a sofistica\u00e7\u00e3o      necess\u00e1ria para recriar o nascimento de barcanas a partir de um vento soprando      em montinhos de areia sobre uma praia. A primeira coisa que descobriram com      as simula\u00e7\u00f5es foi que o campo de dunas nasce apenas se o vento soprando na      praia carregar o m\u00e1ximo de areia que sua for\u00e7a permite. <\/p>\n<p>\u0093Isso \u00e9 fundamental para gerar as dunas\u0094, explica Parteli. \u0093A      presen\u00e7a de uma placa continental fornecendo sempre mais areia [arrastada      para a praia pela \u00e1gua do mar] \u00e9 tamb\u00e9m uma condi\u00e7\u00e3o fundamental para os Len\u00e7\u00f3is      existirem.\u0094<\/p>\n<p>Nas      simula\u00e7\u00f5es v\u00e1rias barcanas \u0093beb\u00eas\u0094 nascem na praia, uma do lado      da outra, e depois se juntam formando dunas longas e estreitas, chamadas de      transversais, que s\u00e3o como uma s\u00e9rie de ondula\u00e7\u00f5es na areia, perpendiculares      \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do vento.<\/p>\n<p>\u00c0      medida que as dunas transversais acumulam areia e avan\u00e7am interior adentro,      instabilidades nas avalanches fazem com que suas ondula\u00e7\u00f5es se quebrem em      peda\u00e7os, que acabam se desprendendo e assumindo a forma de barcanas maiores.<\/p>\n<p>A      aproximadamente um quil\u00f4metro da linha da costa, as barcanas \u0093adolescentes\u0094      j\u00e1 alcan\u00e7aram uns cinco metros de altura. A areia abundante dos Len\u00e7\u00f3is forma      tantas barcanas que elas acabam colando seus bra\u00e7os umas nas outras, formando      cadeias onduladas chamadas de barcanoides, a partir das quais se formam os      Len\u00e7\u00f3is do parque nacional.<\/p>\n<p>As      barcanoides criadas em computador, por\u00e9m, ainda n\u00e3o tinham a mesma forma que      as dos Len\u00e7\u00f3is.<\/p>\n<p><strong>Ainda      faltava introduzir no modelo dois elementos que os pesquisadores suspeitavam      ter grande influ\u00eancia sobre as dunas maranhenses:\u00a0<\/strong>a      vegeta\u00e7\u00e3o e a \u00e1gua das chuvas.<\/p>\n<p><strong>\u00c1GUAS      DO DESERTO<\/strong><\/p>\n<p>Em 2011, os pesquisadores realizaram simula\u00e7\u00f5es de dunas costeiras com base      no modelo desenvolvido na tese de doutorado do f\u00edsico cubano Orencio Dur\u00e1n,      atualmente na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, Estados Unidos.    <\/p>\n<p>Duran determinou as equa\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas que descrevem a luta entre a intensidade      do vento carregado de areia e a velocidade de crescimento da restinga. Ele      descobriu que, se a vegeta\u00e7\u00e3o crescer r\u00e1pido o suficiente, ela pode prender      os bra\u00e7os das barcanas. Assim, s\u00f3 o corpo da duna continua se movendo e a      duna acaba ficando com a forma chamada de parab\u00f3lica, com sua curvatura interna      virada em oposi\u00e7\u00e3o ao vento.<\/p>\n<p>Embora      haja algumas dunas parab\u00f3licas no Parque Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses,      as simula\u00e7\u00f5es deixaram claro que a vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinha quase nenhuma influ\u00eancia      sobre as dunas livres.<\/p>\n<p>Algo realmente parecido com os Len\u00e7\u00f3is apareceu no computador somente quando      os pesquisadores inclu\u00edram na simula\u00e7\u00e3o os ciclos anuais do len\u00e7ol fre\u00e1tico      e do vento. Eles descobriram que, na esta\u00e7\u00e3o chuvosa, as lagoas tempor\u00e1rias      entre as cadeias de dunas s\u00e3o as respons\u00e1veis por suavizar e alongar as curvas      das barcanoides, criando a forma encontrada nos Len\u00e7\u00f3is. <\/p>\n<p>A \u00e1gua tamb\u00e9m limita o crescimento das barcanas a uma altura de 20 metros.      Sem as lagoas, as dunas tenderiam a crescer indefinidamente \u00e0 medida que avan\u00e7am      para o interior. As lagoas das simula\u00e7\u00f5es se assemelham \u00e0s verdadeiras, com      a mesma profundidade m\u00e1xima (em m\u00e9dia um metro), cobrindo uma \u00e1rea pr\u00f3xima      \u00e0 que as lagoas, com variadas formas e tamanhos, ocupam nos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses.<\/p>\n<p>Fonte: revistapesquisa.fapesp.br<\/p>\n<h6>Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/h6>\n<p>Desertos      em geral s\u00e3o fartos em miragens, mas em nenhum elas s\u00e3o t\u00e3o reais quanto nos\u00a0<strong>Len\u00e7\u00f3is      Maranhenses<\/strong>.<\/p>\n<p>Durante uma boa parte do ano, h\u00e1 \u00e1gua de fato por tr\u00e1s de cada duna deste      extenso areal a leste de S\u00e3o Lu\u00eds. \u00c1gua fresca, transl\u00facida, de cores improv\u00e1veis      como azul-turquesa ou verde-esmeralda, t\u00e3o perfeita que a mente ainda custa      a crer que n\u00e3o se trata de um efeito \u00f3ptico \u0096 d\u00favida que, obviamente,      logo se dissipa no primeiro mergulho. <\/p>\n<p>H\u00e1 que se lembrar que estamos no Brasil, e qualquer lugar em territ\u00f3rio nacional      que porventura algu\u00e9m resolva cham\u00e1-lo de deserto (palavra que nos soa t\u00e3o      estrangeira) jamais poderia s\u00ea-lo por inteiro.<\/p>\n<p><strong>Pois      bem:\u00a0<\/strong>se deserto \u00e9,      por defini\u00e7\u00e3o, um lugar com baixa incid\u00eancia de chuvas, \u00e9 assim que devemos      classificar os Len\u00e7\u00f3is Maranhenses durante a metade do ano. Nos outros meses,      quando as nuvens equatoriais descarregam o aguaceiro pr\u00f3prio destas latitudes,      este peda\u00e7o do Maranh\u00e3o torna-se qualquer outra coisa, sabe-se l\u00e1 o qu\u00ea, jamais      um deserto. Ou, no m\u00ednimo, um deserto onde as miragens s\u00e3o reais. A\u00ed, j\u00e1 nomes      nem importam.<\/p>\n<p>Apenas      a contempla\u00e7\u00e3o grata e reverente.<\/p>\n<p>Len\u00e7\u00f3is \u00e9 uma denomina\u00e7\u00e3o recente, dada na d\u00e9cada de 1970 por t\u00e9cnicos da      Petrobras que, ao sobrevoar a regi\u00e3o, encontraram certa semelhan\u00e7a com panos      brancos quando estendidos para secar ao sol. Para os moradores, essas sempre      foram as \u0093morrarias\u0094, o que de certo modo traduz com mais certid\u00e3o      este lugar composto de vales e serras que, quando vistas ao r\u00e9s do ch\u00e3o, d\u00e3o      a vaga impress\u00e3o de se estar no meio de uma cordilheira de areia. <\/p>\n<p>Quem visita a regi\u00e3o nos \u00faltimos meses do ano deve achar que se trata de      fato de um deserto, pois, salvo a exist\u00eancia de algumas poucas lagoas perenes,      o que se v\u00ea \u00e9 um areal infinito que parece eliminar todo e qualquer rastro      de humanidade.<\/p>\n<p>Nesse ponto, os Len\u00e7\u00f3is Maranhenses seguem a l\u00f3gica de outros desertos costeiros      do planeta, cuja forma\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado de um acordo entre os rios, os ventos      e o mar. Aqui, tudo come\u00e7a algumas centenas de quil\u00f4metros a leste, onde o      Rio Parna\u00edba, conjurado com outros cursos d\u0092\u00e1gua menores como o Pregui\u00e7as,      despeja no Atl\u00e2ntico a areia que carrega do sert\u00e3o. <\/p>\n<p>Quando os sedimentos encontram o oceano, no Delta do Parna\u00edba e em outros      pontos da costa, logo pegam carona na corrente Sul Equatorial, que se encarrega      de lev\u00e1-los de volta para o litoral, distribuindo-os ao longo de uma faixa      costeira que se estende por mais de 100 quil\u00f4metros. <\/p>\n<p>Os ventos al\u00edsios, soprando do Nordeste, terminam o servi\u00e7o espalhando as      areias continente adentro e desenhando dunas que em certas \u00e1reas alcan\u00e7am      40 metros de altura. Esse ciclo vem se repetindo h\u00e1 pelo menos 12 mil anos.    <\/p>\n<p>Durante esse tempo, as areias, brancas e finas como talco, j\u00e1 avan\u00e7aram em      torno de 50 quil\u00f4metros em dire\u00e7\u00e3o ao interior. Em seu caminho, engoliram      algumas centenas de casas, o aeroporto da cidade de Tutoia e uma vila inteira      dos \u00edndios caet\u00e9s.<\/p>\n<p>Seria      um deserto perfeito se, a partir de janeiro, a chuva n\u00e3o resolvesse desabar      sobre o litoral do Maranh\u00e3o, disposta a transformar a paisagem em algo substancialmente      diferente.<\/p>\n<p>No primeiro semestre do ano, durante os seis meses que os locais chamam de      \u0093inverno\u0094, a precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia \u00e9 da ordem de 1.200 mil\u00edmetros \u0096      quando em outros desertos do mundo n\u00e3o passa de 250 mil\u00edmetros anuais. \u00c9 tanta      chuva que, depois de certo tempo, o len\u00e7ol fre\u00e1tico oculto sob o areal come\u00e7a      a transbordar. <\/p>\n<p>A \u00e1gua aflora e se espalha pelos baixios entre as dunas, formando lagoas      que podem chegar a at\u00e9 90 metros de comprimento e 3 metros de profundidade.      Em julho, os Len\u00e7\u00f3is Maranhenses alcan\u00e7am o pico de sua beleza, quando cada      concavidade entre as dunas, por menor que seja, est\u00e1 carregada de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Ainda      mais ins\u00f3lito \u00e9 o fato de que muitas dessas lagoas, al\u00e9m de tudo, s\u00e3o capazes      de suportar um ecossistema inteiro, com direito a cardumes de peixes prateados      proliferando nas \u00e1guas turquesa. Mais do que uma miragem, isso parece um milagre,      mas n\u00e3o \u00e9 nada que a ci\u00eancia n\u00e3o possa explicar. Nos meses de estiagem, vacas      e cabras deixam suas fezes no fundo dos vales secos, que, com a chegada das      chuvas, servir\u00e3o de alimento \u00e0s larvas depositadas pelos insetos.<\/p>\n<p>Essas      larvas, por sua vez, atraem os peixes que v\u00eam nadando desde o leito dos rios.      Durante as chuvas, a \u00e1gua \u00e9 tanta que as lagoas, por um tempo determinado,      chegam a se comunicar com os rios, permitindo a passagem dos peixes.<\/p>\n<p>S\u00f3      quando as dunas avan\u00e7am e isolam as lagoas \u00e9 que eles permanecem aprisionados,      servindo de refei\u00e7\u00e3o para uma infinidade de aves marinhas.<\/p>\n<p>Nem todas as lagoas secam durante a estiagem, sobretudo as maiores, o que      permite certo montante de beleza nos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses o ano todo. E existe      ainda o Pregui\u00e7as, o mais importante rio da regi\u00e3o, curso de \u00e1guas escuras      e perenes que, ap\u00f3s banhar a cidade de Barreirinhas, segue sinuoso em dire\u00e7\u00e3o      ao mar, cavando um vale verde povoado por manguezais e palmeiras como o buriti,      a carna\u00faba e o baba\u00e7u. <\/p>\n<p>\u00c9 o Rio Pregui\u00e7as quem tamb\u00e9m divide em duas as morrarias da regi\u00e3o. A oeste      ficam os chamados Grandes Len\u00e7\u00f3is, uma vastid\u00e3o de areia de 1.500 quil\u00f4metros      quadrados transformada em 1981 no Parque Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses.<\/p>\n<p>A      leste, os Pequenos Len\u00e7\u00f3is, de extens\u00e3o dez vezes menor, est\u00e3o protegidos      dentro de uma \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental.<\/p>\n<p>O Rio Pregui\u00e7as, al\u00e9m de principal via de acesso, virou tamb\u00e9m endere\u00e7o fixo      para a maior parte da popula\u00e7\u00e3o local, que em suas margens ergueu vilas e      cidades como Barreirinhas, a maior de todas, pouso e porta de entrada para      viajantes do mundo inteiro. <\/p>\n<p>Rio abaixo, j\u00e1 perto da desembocadura, povoados como Mandacaru, Atins e Cabur\u00e9      ainda aprendem a manejar novidades recentes, como a chegada da luz el\u00e9trica      e o afluxo cada vez maior de visitantes. Quem n\u00e3o vive do turismo depende      dos recursos naturais, at\u00e9 que abundantes para uma zona de deserto. Aqui os      moradores pescam, cultivam o caju, extraem a cera da carna\u00faba e fazem da palha      do buriti lindas pe\u00e7as de artesanato.<\/p>\n<p>Outros      tantos, metidos no meio das morrarias, nem sequer a luz el\u00e9trica conhecem.<\/p>\n<p>Moram      em casebres feitos com palha de buriti, cercados de dunas por todo lado e      distantes de tudo, sem acesso por rio ou estrada. Para chegar \u00e0 cidade mais      pr\u00f3xima, precisam caminhar, em alguns casos, durante oito horas. Na maior      parte do ano, pastoreiam rebanhos de cabras pelo areal, aproveitam-se dos      cajueiros, dos buritis e das carna\u00fabas que crescem nos o\u00e1sis e do ch\u00e3o fazem      brotar, n\u00e3o sem certo esfor\u00e7o, lavouras de mandioca, milho e feij\u00e3o. Com as      chuvas, mudam-se para o litoral, onde instalam cabanas de palha e passam a      temporada dedicando-se \u00e0 pesca e \u00e0 salga de peixes como o camarupim.<\/p>\n<p>Calcula-se que existam em torno de 50 povoamentos dentro da \u00e1rea do parque      nacional, totalizando pouco mais de 3.500 pessoas agrupadas em n\u00facleos que      variam de um punhado de fam\u00edlias a uma vila inteira. <\/p>\n<p>Dif\u00edcil precisar o n\u00famero exato de aldeias e habitantes, ou mesmo seu lugar      de pouso, pois essa gente vive em permanente movimento \u0096 seja pela busca      dos recursos naturais, seja porque as dunas simplesmente avan\u00e7am sobre as      casas, obrigando seus moradores a mudarem de endere\u00e7o. <\/p>\n<p>O maior desses lugarejos \u00e9 a Queimada dos Britos, um o\u00e1sis bem no centro      do parque onde moram 90 pessoas e alguns milhares de cabras. Quase todos t\u00eam      o mesmo sobrenome e algum parentesco com Manoel Brito, uma esp\u00e9cie de patriarca      local que, quando vivo, diziam ser dono de mais de 500 cabras.<\/p>\n<p><strong>Aqui,      riqueza se mede assim:<\/strong>\u00a0em      n\u00famero de cabras.<\/p>\n<p>Fonte: brasilnatural.net<\/p>\n<h6>Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/h6>\n<p>No      Maranh\u00e3o, um para\u00edso ecol\u00f3gico\u00a0que o tempo\u00a0esqueceu&#8230;<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Parque      Nacional dos Len\u00e7ois Maranhenses<\/strong>\u00a0possui      uma beleza \u00edmpar que vale a pena conhecer e caminhar por suas areias brancas      interagindo com a natureza.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi15.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"334\" height=\"199\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><br \/>\n     Len\u00e7ois Maranhenses<\/strong><\/p>\n<p>Criado      em 02 de Junho de 1981, com \u00e1rea de 155 mil hectares, o parque atrai turistas      do mundo inteiro. Localiza-se no nordeste do estado do Maranh\u00e3o ocupando uma      \u00e1rea de270 Kms de dunas que se formam conforme a combina\u00e7\u00e3o dos ventos.<\/p>\n<p>A      cidade mais pr\u00f3xima \u00e9 Barreirinhas e os povoados s\u00e3o o de Vassouras, Atins,      Mandacaru e Cabur\u00e9, onde \u00e9 poss\u00edvel ver o bailado de grupos de mergulh\u00f5es      cinzentos de bico avermelhados e de grupos de gar\u00e7as, al\u00e9m das modestas cabanas      de palha de buriti pelas areias, verdadeiras pousadas de emerg\u00eancia quando      o sol est\u00e1 muito forte, al\u00e9m de oferecerem ensopados deliciosos de peixes      t\u00edpicos da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os      ventos circulam com velocidade de at\u00e9 70 Km\/h, principalmente nos meses de      Setembro e Outubro, e com as chuvas formam-se in\u00fameras piscinas de \u00e1guas cristalinas,      armazenadas com as chuvas do inverno.O \u00edndice pluviom\u00e9trico \u00e9 entre 1500 a      1750 mm, a temperatura oscila entre 38\u00ba C (m\u00e1xima) e 16\u00ba C (m\u00ednima).<\/p>\n<p>O      clima \u00e9 quente por\u00e9m semi-\u00famido com quatro a cinco meses seco.<\/p>\n<p>As      dunas n\u00e3o s\u00e3o muito altas e se movimentam todo o tempo com o vento, d\u00e1 impress\u00e3o      de estar estendendo um len\u00e7ol gigante!As lagoas que ficam \u00e0 beira do O\u00e1sis      possuem \u00e1guas claras e quentes, d\u00e1 vontade de passar o dia todo nelas e \u00e0      tardinha deitar numa gostosa rede!<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi16.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"337\" height=\"217\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><br \/>\n     Len\u00e7ois Maranhenses<\/strong><\/p>\n<p>A      popula\u00e7\u00e3o dos len\u00e7\u00f3is \u00e9 constitu\u00edda de pescadores tanto de resid\u00eancia fixa      como pescadores chamados de &#8220;pescadores de \u00e9poca&#8221; ou, chamados ainda      que erroneamente, de &#8220;n\u00f4mades&#8221;.<\/p>\n<p>Eles,      nos meses chuvosos, \u00e9pocas da cheia do rio, se abrigam em cabanas cobertas      de palha de buriti do teto ao ch\u00e3o e vivem basicamente da pesca. Quando chega      o ver\u00e3o, (\u00e9poca da seca) os peixes ficam escassos e as condi\u00e7\u00f5es naturais      n\u00e3o permitem a perman\u00eancia, ent\u00e3o eles se retiram em busca de outros meios      de sobreviv\u00eancia, principalmente a agricultura.<\/p>\n<p><strong>A      fauna do parque \u00e9 constitu\u00edda de aves marinhas, de p\u00e1ssaros como:<\/strong>\u00a0tet\u00e9u,      gar\u00e7a, marrecas-de-asa-azul, paturi, gaivota etc.<\/p>\n<p>A      vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m influenciada pela a\u00e7\u00e3o dos ventos e das correntes marinhas.      Por isso dentre as esp\u00e9cies vegetais ali encontradas est\u00e3o os mangues que      ainda s\u00e3o bem preservados, o carrapicho de roseta, buritizeiros, ju\u00e7arais,      entre outros que dependem das vazantes dos pequenos lagos para se proliferarem.\u00a0<\/p>\n<p>O      Parque Nacional dos Len\u00e7ois Maranhenses\u00a0constitue o principal atrativo      tur\u00edstico da regi\u00e3o, o percurso Barreirinhas-Len\u00e7\u00f3is \u00e9 feito pelo rio Pregui\u00e7as      e dura aproximadamente quatro horas.<\/p>\n<p>O      espet\u00e1culo da &#8220;Morraria&#8221;, como antes se chamava, se extende de perto      da cidade at\u00e9 quil\u00f4metros acima da comunidade de Atins, num roteiro de mais      de dez praias e dois pequenos lugarejos. Algumas praias com dunas de cinco      metros de altura ocultando atraentes piscinas de \u00e1gua doce. Segundo a SEMA      (Secretaria do Meio Ambiente) a forte a\u00e7\u00e3o dos ventos faz com que as dunas      se movimentem cerca de 20 metros por ano amea\u00e7ando as comunidades vizinhas      de soterramento.<\/p>\n<p><strong>Como      Chegar?<\/strong><\/p>\n<p>A      entrada do Parque \u00e9 feita por Barreirinhas, que tem seu acesso atrav\u00e9s da      BR 135 at\u00e9 Entroncamento (km 94). Segue pela BR 222 at\u00e9 o povoado de Fazendinha,      onde acessa a MA 026, estrada de terra (s\u00e3o 151 km) e o estado de conserva\u00e7\u00e3o      \u00e9 prec\u00e1rio e no per\u00edodo de chuvas piora bastante.<\/p>\n<p>De      \u00f4nibus o percurso \u00e9 feito em 9 horas. Barreirinhas fica a 370 km de S\u00e3o Lu\u00eds.      Existem linhas regulares de \u00f4nibus, saindo diariamente do terminal rodovi\u00e1rio      de S\u00e3o Lu\u00eds \u00e0s 7h. As companhias de t\u00e1xi a\u00e9reo de S\u00e3o Lu\u00eds fretam v\u00f4os, com      dura\u00e7\u00e3o de 45 minutos, sobrevoando o Parque Nacional.<\/p>\n<p>A      melhor \u00e9poca para conhecer \u00e9 de Julho \u00e0 Dezembro quando faz muito sol e as      lagoas est\u00e3o cheias formando aquela paisangem paradis\u00edaca que caracteriza      este parque.Vale a pena ficar mais alguins dias e alugar um jipe ( com guia      local) para desbravar o lugar.<\/p>\n<p><strong>Compras<\/strong><\/p>\n<p>Redes,      tapetes, toalhas, bolsas, cestos e chap\u00e9us produzidos com folhas de buriti      por ates\u00e3os locais. S\u00e3o pe\u00e7as de artesanato brasileiro maravilhosas, n\u00e3o volte      sem um suvenir.<\/p>\n<p>Fonte: www.revistaturismo.com.br<\/p>\n<h6>Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/h6>\n<h4>Por      que ir<\/h4>\n<p>Considerado      um dos destinos mais bonitos do pa\u00eds, os\u00a0<strong>Len\u00e7\u00f3is      Maranhenses<\/strong>\u00a0combinam      quil\u00f4metros e quil\u00f4metros de dunas branquinhas pontilhadas por lagoas de \u00e1gua\u00a0doce,      ora azuis, ora verdes. A porta de entrada para o para\u00edso, protegido pelo status      de Parque Nacional, \u00e9 o munic\u00edpio de Barreirinhas. De l\u00e1, \u00e9 dada a largada      para a explora\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio, que fica ainda mais exuberante entre os meses      de junho e setembro, quando as lagoas est\u00e3o completamente cheias.<\/p>\n<p>&#8220;Para      chegar \u00e0 Lagoa Bonita \u00e9 preciso escalar\u00a0duna de 40 metros. O sacrif\u00edcio      compensa&#8221;<\/p>\n<p>Para conhecer os principais cart\u00f5es-postais dos Len\u00e7\u00f3is e outros recantos      pouco conhecidos , \u00e9 fundamental o apoio das ag\u00eancias de turismo. Para entrar      na reserva, por exemplo, \u00e9 necess\u00e1rio acompanhamento de um guia credenciado.      J\u00e1 para circular pela regi\u00e3o, repleta de trilhas de areia e rios, somente      em ve\u00edculos com tra\u00e7\u00e3o nas quatro rodas ou de barco. <\/p>\n<p>Estas s\u00e3o as \u00fanicas maneiras de se chegar \u00e0s lagoas Azul, uma imensa piscina      que faz jus ao nome; e Bonita, que exige a escalada de uma duna de 40 metros      de altura. Todos os sacrif\u00edcios, por\u00e9m, s\u00e3o recompensados pelos banhos refrescantes,      pelas paisagens \u00fanicas\u00a0e pelo p\u00f4r-do-sol\u00a0em meios aos montes de      areia.\u00a0<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi17.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"335\" height=\"211\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><br \/>\n     Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m      s\u00e3o os jipes e barcos\u00a0que levam aos povoados vizinhos, com atra\u00e7\u00f5es menos      exploradas. Em\u00a0Santo Amaro do Maranh\u00e3o fica a\u00a0maior lagoa da regi\u00e3o,      a da Gaivota. J\u00e1\u00a0Atins \u00e9 o\u00a0acesso mais f\u00e1cil para a praia de Len\u00e7\u00f3is,      com 70 quil\u00f4metros de extens\u00e3o e completamente deserta.<\/p>\n<p><strong>O      que ver e fazer em Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/strong><\/p>\n<p>A      paisagem formada por\u00a0lagoas de \u00e1gua doce\u00a0cortando\u00a0a imensid\u00e3o      de areias brancas \u00e9 a marca registrada dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses. Independente      do passeio de barco, de jipe ou de monomotor o objetivo \u00e9 contemplar, de diversos      \u00e2ngulos, a obra de arte esculpida pela natureza e que a cada esta\u00e7\u00e3o tem suas      formas alteradas.<\/p>\n<p>O      cen\u00e1rio paradis\u00edaco do parque espalha-se por uma \u00e1rea de 155 mil hectares,\u00a0abrigando      dunas que chegam a 40 metros de altura, lagoas de \u00e1guas\u00a0transparentes      com nuances que v\u00e3o do azul turquesa ao verde escuro, praia desertas e aves      migrat\u00f3rias.<\/p>\n<p>A      principal porta de acesso para a reserva \u00e9 Barreirinhas, de onde partem os      passeios de jipe e as caminhadas que levam \u00e0s atra\u00e7\u00f5es, como as lagoas Bonita      e\u00a0Azul. Dentro do parque, as estradas e as trilhas s\u00e3o de areia e sem      sinaliza\u00e7\u00e3o, sendo obrigat\u00f3rio o tr\u00e1fego em ve\u00edculos 4&#215;4 e a contrata\u00e7\u00e3o de      guias credenciados.<\/p>\n<p><strong>Ir      de jipe at\u00e9 as lagoas Bonitas e Azuis<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de estarem relativamente na mesma dire\u00e7\u00e3o, cada lagoa exige um dia      exclusivo de passeio e\u00a0muita disposi\u00e7\u00e3o para caminhar em meio \u00e0s dunas.      Para chegar \u00e0 lagoa Bonita, \u00e9 preciso subir um monte de areia de 40 metros      h\u00e1 cordas de aux\u00edlio ao longo do percurso para ningu\u00e9m desanimar. <\/p>\n<p>J\u00e1 a lagoa Azul, que faz jus ao nome e \u00e9 uma das mais concorridas da regi\u00e3o,      tem acesso menos complicado. Por ali, vale a pena esperar o cair da tarde      para assistir o p\u00f4r-do-sol de camarote. Entre os meses de abril e junho surgem      diversas outras lagoas no entorno de Bonita e Azul, incrementando o visual.<\/p>\n<p><strong>Passear      de barco pelo Rio Pregui\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>O      passeio dura o dia inteiro e segue margeando mangues, buritizais e igarap\u00e9s.      O roteiro inclui paradas nas dunas e lagoas dos Pequenos Len\u00e7\u00f3is; no farol      de Mandacaru com vista panor\u00e2mica ; e em Cabur\u00e9, para almo\u00e7o. A viagem prossegue      at\u00e9 Atins, foz do rio Pregui\u00e7as. O tour se encerra com o p\u00f4r-do-sol visto      da embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Praia      de Len\u00e7\u00f3is<\/strong><\/p>\n<p>Com      quase 70 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, a praia de Len\u00e7\u00f3is \u00e9 praticamente deserta.      A melhor maneira de chegar at\u00e9 l\u00e1\u00a0\u00e9 a partir da vila de Atins, a uma      hora de barco de Barreirinhas.<\/p>\n<p><strong>Santo      Amaro<\/strong><\/p>\n<p>A      melhor maneira de visualizar toda a imensid\u00e3o dos Len\u00e7\u00f3is \u00e9 atrav\u00e9s de um      v\u00f4o panor\u00e2mico. Os passeios duram meia hora e sobrevoam o parque at\u00e9 o litoral,      retornando sobre o rio Pregui\u00e7as.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi18.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"266\" height=\"187\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><br \/>\n     Lagoa em Santo Amaro<\/strong><\/p>\n<p>Entrada alternativa para os Len\u00e7\u00f3is Maranhenses, a vila encravada nas dunas      abriga a lagoa da Gaivota, uma das maiores da regi\u00e3o, de \u00e1gua azul-turquesa      e cercada por montes de areia fininha. A profundidade chega a 2,5 metros e      o convite ao banho \u00e9 irresist\u00edvel. <\/p>\n<p>Santo Amaro fica a quase 100 quil\u00f4metros de Barreirinhas, sendo que metade      do caminho \u00e9 de\u00a0trilhas\u00a0arenosas. Para chegar l\u00e1, somente em ve\u00edculos      4&#215;4. Ag\u00eancias da cidade oferecem passeios de um dia.<\/p>\n<p><strong>Farol      Pregui\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>Vale      a pena encarar os 160 degraus que levam ao topo do farol, a 35 metros de altura.      L\u00e1 em cima, a vista panor\u00e2mica descortina o rio, o mar e os Len\u00e7\u00f3is. Erguido      em 1940 no povoado de Mandacaru, o farol fica a uma hora de viagem pelo rio      Pregui\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o      Lu\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>A      capital do Maranh\u00e3o, a 260 quil\u00f4metros de Barreirinhas, guarda bel\u00edssimas      heran\u00e7as deixadas pelos portugueses. S\u00e3o mais de tr\u00eas mil casar\u00f5es e sobrados      dos s\u00e9culos XVIII e XIX que se espalham pelas ruas e pra\u00e7as do Centro Hist\u00f3rico      e que hoje abrigam espa\u00e7os culturais, museus, lojas e restaurantes.<\/p>\n<p>Nas      fachadas, permanecem as tradi\u00e7\u00f5es dos coloridos azulejos lusitanos. S\u00e3o Lu\u00eds      preserva ainda diversas manifesta\u00e7\u00f5es culturais, com destaque para o Bumba-Meu-Boi,      uma festa folcl\u00f3rica que toma as ruas nos meses de junho e julho &#8211; \u00fanico per\u00edodo      do ano quando.<\/p>\n<p><strong>Culin\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Os      frutos do mar imperam nos card\u00e1pios dos restaurantes ao redor dos Len\u00e7\u00f3is      Maranhenses. Os camar\u00f5es, sempre fresqu\u00edssimos e que ganham a companhia de      molhos de frutas t\u00edpicas, s\u00e3o os destaques &#8211; entretanto, muitas vezes t\u00eam      a aten\u00e7\u00e3o dividida com a paisagem que emoldura os estabelecimentos, formada      por dunas, mar aberto, lagoas.<\/p>\n<p><strong>Artesanato<\/strong><\/p>\n<p>O      artesanato produzido na regi\u00e3o tem como mat\u00e9ria-prima a palha de buriti. A      partir dela, s\u00e3o confeccionados chap\u00e9us, toalhas de mesa, sacolas, bolsas      e mochilas. Os trabalhos s\u00e3o encontrados nas lojinhas espalhadas pelo centrinho      de Barreirinhas, nas barracas na beira da lagoa Bonita e nas balsas que fazem      a travessia do rio Pregui\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Tempo      e Quando ir a Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/strong><\/p>\n<p>A      melhor \u00e9poca para visitar os Len\u00e7\u00f3is Maranhenses \u00e9 entre os meses de junho      e setembro, quando as lagoas est\u00e3o cheias e a paisagem fica deslumbrante.      No per\u00edodo de estiagem, que vai de outubro a mar\u00e7o, algumas lagoas chegam      a secar completamente.<\/p>\n<p>Fonte: www.feriasbrasil.com.br<\/p>\n<h6>Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/h6>\n<p>Um      verdadeiro o\u00e1sis. Essa \u00e9 a melhor defini\u00e7\u00e3o paia os\u00a0<strong>Len\u00e7\u00f3is      Maranhenses<\/strong>, formados por lagoas de \u00e1gua doce e colorida que se estendem      por 70 quil\u00f4metros e avan\u00e7am outros 50 adentro do continente.<\/p>\n<p>Mas      para contempla\u00e7\u00e3o de turistas e nativos, a paisagem \u00e9 real, resultado de um      raro fen\u00f4meno geol\u00f3gico, formada ao longo de milhares de anos atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o      da natureza.<\/p>\n<p>Hoje,      o Parque Nacional dos Len\u00e7\u00f3is \u00e9 um para\u00edso ecol\u00f3gico com 155 mil hectares.      Lendo como port\u00e3o de entrada o munic\u00edpio de Barreirinhas, situado a 272 quil\u00f4metros      de S\u00e3o Lu\u00eds. Na cidade, as pe\u00e7as de artesanato local, feitos da palha da palmeira      de buriti, podem ser adquiridas como recorda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na      visita ao parque, duas aldeias rodeadas por grandes mangues est\u00e3o entre as      op\u00e7\u00f5es para os turistas, a Queimada dos Britos e a Baixa Grande. J\u00e1 nas praias      da regi\u00e3o s\u00e3o freq\u00fcentes as companhias de caranguejos e tartarugas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi19.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"374\" height=\"198\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><br \/>\n     Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/strong><\/p>\n<p>Um      deserto com infinitas dunas brancas intercaladas por sinuosas lagoas de \u00e1gua      doce e cristalina. Um milagre da natureza, 155.000ha, \u00e1rea do tamanho da cidade      S\u00e3o Paulo, o Parque Nacional dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses foi esculpido ao longo      dos s\u00e9culos, pela a\u00e7\u00e3o do vento que sopra do mar e pelas chuvas que caem de      dezembro a julho. O resultado \u00e9 uma paisagem inimagin\u00e1vel pra quem n\u00e3o a conhece.      Duna ap\u00f3s duna, h\u00e1 lagoas verdes e azuis , grandes e pequenas, em geral rasas      onde se pode nadar a vontade.<\/p>\n<p>Para      chegar a esse para\u00edso ecol\u00f3gico \u00e9 preciso sair de s\u00e3o Lu\u00eds numa viagem de      carro de mais ou menos 3 horas at\u00e9 Barreirinhas, o modesto vilarejo que \u00e9      a porta de entrada desse lugar m\u00e1gico. Dali voc\u00ea pode ir de lancha pelo Rio      Pregui\u00e7a ou em jipes 4 X 4 que te levam a dunas de at\u00e9 40 m de altura e a      lagoas bel\u00edssimas.<\/p>\n<p>Fonte: viajem.net<\/p>\n<h6>Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/h6>\n<p>S\u00e3o      Lu\u00eds do Maranh\u00e3o diz-se a capital mais portuguesa do Brasil e uma cidade orgulhosa      do seu passado e do seu presente. As marcas coloniais s\u00e3o not\u00f3rias em todo      o centro hist\u00f3rico da cidade, nos seus casarios e azulejos. \u00c9 prov\u00e1vel que      por l\u00e1 passe a caminho do extraordin\u00e1rio Parque Natural dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses.      Dunas, lagoas, areia e \u00e1gua formam um lugar \u00fanico no planeta, onde a generosidade      da M\u00e3e Natureza foi ilimitada.<\/p>\n<p><strong>SOBRE      O PARQUE NATURAL DOS LEN\u00c7\u00d3IS MARANHENSES<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o      muitos os lugares do planeta que, quando pela primeira vez vislumbrados, cortam      a respira\u00e7\u00e3o ao viajante. O Parque Natural dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses \u00e9 uma dessas      paisagens singulares que a M\u00e3e Natureza pintou com infinita inspira\u00e7\u00e3o, e      onde uma imensid\u00e3o de areia imaculada se deixa periodicamente engravidar pelas      \u00e1guas das chuvas que caiem dos c\u00e9us.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi20.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" width=\"302\" height=\"218\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><br \/>\n     Dunas e lagoas &#8211; a magn\u00edfica paisagem do Parque Natural dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses,      Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Gra\u00e7as a um raro fen\u00f3meno geol\u00f3gico, formaram-se, ao longo de milhares de      anos, dunas de areia branca e fina, a perder de vista e a brincar com o horizonte      algumas podem atingir os 40 metros de altura, salpicadas de espelhos de \u00e1gua,      grandes e pequenos, que a chuva se encarregou se tomar de assalto, aquarelando      a incr\u00edvel paisagem com as cores t\u00e9pidas do azul cristalino, do verde turquesa,      de todas as cores que a transpar\u00eancia da \u00e1gua pode tomar. <\/p>\n<p>S\u00e3o setenta quil\u00f3metros de costa Atl\u00e2ntica que avan\u00e7am terra dentro, 155.000      hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais, uma paisagem enorme e sublime.      Apetece dizer que foi no Maranh\u00e3o que a M\u00e3e Natureza estendeu a sua cama e      esticou os seus mais elegantes len\u00e7\u00f3is.<\/p>\n<p>N\u00e3o      h\u00e1, por enquanto, estradas a atravessar o Parque Natural. Felizmente. Para      conhecer devidamente os Len\u00e7\u00f3is Maranhenses \u00e9 necess\u00e1rio enfrentar as dunas      e a temperatura elevada.<\/p>\n<p>A      principal porta de entrada no parque \u00e9 a pitoresca povoa\u00e7\u00e3o de Barreirinhas.      Uma cidade curiosa, ela pr\u00f3pria com uma duna classificada como patrim\u00f3nio      nacional espetada no centro do lugarejo. Barreirinhas cresceu nas margens      do Rio Pregui\u00e7as, a auto-estrada fluvial da regi\u00e3o, e por isso se vai desenvolvendo      a olhos vistos. N\u00e3o faltar\u00e1 muito para que hot\u00e9is e resorts dominem boa parte      das ruas da povoa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mais      a norte, encostado ao mar, a vila piscat\u00f3ria de Atins e o lugarejo de Cabur\u00e9      funcionam como a outra porta de entrada no parque. Com apenas uma m\u00e3o cheia      de pousadas e pouco mais de meia d\u00fazia de casas de pescadores, Cabur\u00e9 estende-se      por uma pequena l\u00edngua de areia. \u00c9 um local curioso, Cabur\u00e9.<\/p>\n<p>De      um lado, o Rio Pregui\u00e7as; do outro, o Oceano Atl\u00e2ntico; pelo meio, poucas      centenas de metros de areia.<\/p>\n<p><strong>Repouso      garantido, j\u00e1 que os \u00fanicos apelos s\u00e3o os da contempla\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0da      brisa, das ondas, das voadeiras e dos pescadores no rio; das estrelas e da      lua.<\/p>\n<p>Principalmente      a partir das dez da noite, altura em que os geradores el\u00e9ctricos s\u00e3o desligados      e a escurid\u00e3o no trapiche \u00e9 apenas incomodada pelo luar.<\/p>\n<p><strong>VISITAR      OS LEN\u00c7\u00d3IS (GRANDES E PEQUENOS)<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      a partir de Barreirinhas que se multiplicam as ofertas para visitar os Len\u00e7\u00f3is      Maranhenses. A\u00ed, existem in\u00fameras ag\u00eancias de viagem com formas de transporte      para conduzir o viajante \u00e0s principais atrac\u00e7\u00f5es do parque, dividido entre      os Grandes e os Pequenos Len\u00e7\u00f3is.<\/p>\n<p>Nos      Grandes Len\u00e7\u00f3is, as estrelas do passeio s\u00e3o a Lagoa Azul e a Lagoa Bonita,      cujos nomes muito dizem sobre as suas caracter\u00edsticas, mas pouco transmitem      sobre fasc\u00ednio que \u00e9 mergulhar nas suas \u00e1guas cristalinas. Por raz\u00f5es ecol\u00f3gicas,      os passeios nas dunas devem ser feitos a p\u00e9, caminhando pela imensid\u00e3o da      areia, circundando lagoas, desfrutando, calmamente.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/llencoi21.jpg\" alt=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" title=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses\" \/><br \/>\n     Turista brasileira numa lagoa dos Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/strong><\/p>\n<p>O      percurso at\u00e9 \u00e0s lagoas, feito de autom\u00f3vel, n\u00e3o significa menos emo\u00e7\u00e3o. O      caminho \u00e9 normalmente percorrido em jardineiras , possantes Land Cruiser cuja      traseira foi adaptada para receber bancos ao ar livre e transportar turistas.      S\u00f3 com a trac\u00e7\u00e3o total desses ve\u00edculos todo-o-terreno \u00e9 poss\u00edvel atravessar      os pequenos rios e os grandes charcos de \u00e1gua que aparecem no caminho, especialmente      se a \u00e9poca for a das chuvas.<\/p>\n<p>\u00c0s      vezes \u00e9 quase imposs\u00edvel ver os trilhos mas os condutores s\u00e3o experientes      e, como dizem os brasileiros para enfrentar de sorriso na face os imprevistos,      tem que haver um atolan\u00e7o para ter emo\u00e7\u00e3o .<\/p>\n<p>Os      Pequenos Len\u00e7\u00f3is, esses, podem ser visitados a partir do Rio Pregui\u00e7a, em      voadeiras ou lanchas. No trajecto entre Barreirinhas e Cabur\u00e9, se feito pelo      rio, \u00e9 obrigat\u00f3rio efectuar umas quantas paragens para apreciar lugares belos      e rec\u00f4nditos, de cada vez que os manguezais fazem intervalos nas margens e      d\u00e3o lugar a mais dunas. \u00c9 o que acontece quando, ap\u00f3s uma curva no rio, se      avista Vassouras ou Rabo-de-Boi. S\u00e3o os Pequenos Len\u00e7\u00f3is.<\/p>\n<p><strong>S\u00c3O      LU\u00cdS DO MARANH\u00c3O, A CAPITAL MAIS PORTUGUESA DO BRASIL<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o      Lu\u00eds \u00e9 avessa a defini\u00e7\u00f5es mas pr\u00f3diga em influ\u00eancias. \u00c9 uma cidade de contrastes      e de culturas diversas, com influ\u00eancias portuguesas, holandesas e francesas,      que se acresceram ao substrato nativo dos \u00edndios Tupinamb\u00e1s e \u00e0s suas variantes      mesti\u00e7as.<\/p>\n<p>Tem      ainda fortes tra\u00e7os oriundos de \u00c1frica, pois foi relevante dep\u00f3sito de escravos      noutros tempos (confirme-o numa visita \u00e0 cafua das Merc\u00eas, hoje Museu do Negro).      S\u00e3o Lu\u00eds \u00e9, na verdade, uma das mais negras cidades do Brasil, depois de Salvador      da Bahia e do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>E      condensa numa s\u00f3 ilha muito do que de mais genu\u00edno o Brasil tem para oferecer.      F\u00e1-lo num clima de festa o ano inteiro, sem depender da meteorologia, pois      encontra-se estrategicamente implantada dois graus abaixo da linha do Equador.<\/p>\n<p><strong>Diz-se      ainda uma cidade orgulhosa:<\/strong>\u00a0Orgulho      de quem sabe receber sem ser invadida e conquistar seus conquistadores .<\/p>\n<p>Talvez      por tudo isto quem visita S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o se renda, invariavelmente,      aos seus encantos. J\u00e1 foi rebaptizada vezes sem conta, apelidada com os mais      diversos ep\u00edtetos.<\/p>\n<p>Ilha      do Amor , para quem n\u00e3o esquece o belo peda\u00e7o de terra rodeado de \u00e1gua e habitada      por cora\u00e7\u00f5es quentes. Atenas brasileira , pela sua intensa actividade intelectual      na \u00e1rea das letras. Jamaica brasileira , pela din\u00e2mica cultura reggae que      em S\u00e3o Lu\u00eds floresce.<\/p>\n<p>Ou      ainda Cidade dos Azulejos , pelos extraordin\u00e1rios mosaicos, trabalhados e      coloridos, que cobrem as fachadas dos casar\u00f5es da cidade &#8211; os azulejos s\u00e3o,      ali\u00e1s, o s\u00edmbolo principal de S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00e3o,      precisamente, esses grandes sobrados de arquitectura tipicamente portuguesa      que ficam alojados na retina do viajante. Belos casar\u00f5es de r\u00e9s-do-ch\u00e3o, primeiro      e segundo andar, revestidos a azulejo &#8211; por vezes em alto-relevo -, grandes      janelas e sacadas (varandas) com bel\u00edssimos gradeamentos.<\/p>\n<p>Foram      eles que muito contribu\u00edram para a aplaudida inscri\u00e7\u00e3o do centro hist\u00f3rico      de S\u00e3o Lu\u00eds na lista de Patrim\u00f3nio da Humanidade da UNESCO. Est\u00e3o classificados      3500 edif\u00edcios, que o Governo do Estado vai recuperando, aos poucos, atrav\u00e9s      de um projecto denominado Reviver .<\/p>\n<p>Pretende-se      restaurar o casario colonial do centro da cidade e instalar ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica      a preceito. Um trabalho demorado, mas louv\u00e1vel.<\/p>\n<p>Fonte: www.almadeviajante.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Len\u00e7\u00f3is Maranhenses, Parque, Nacional, Maranh\u00e3o, Hist\u00f3ria, Brasil, Foto, Dunas, Turismo, Lagoa, O que \u00e9, Localiza\u00e7\u00e3o, Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-44661","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-turismo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Len\u00e7\u00f3is Maranhenses, Parque, Nacional, Maranh\u00e3o, Hist\u00f3ria Len\u00e7\u00f3is Maranhenses<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Len\u00e7\u00f3is Maranhenses, Parque, 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