{"id":44653,"date":"2016-06-13T14:18:26","date_gmt":"2016-06-13T14:18:26","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=44653"},"modified":"2024-06-25T18:12:09","modified_gmt":"2024-06-25T20:12:09","slug":"ilheus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/ilheus","title":{"rendered":"Ilh\u00e9us"},"content":{"rendered":"<p><b>Ilh\u00e9us &#8211;\u00a0 Hist\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>A regi\u00e3o era primitivamente habitada pelo \u00edndios tupiniquins. O munic\u00edpio originou-se da capitania doada em 1534, por Dom Jo\u00e3o III, Rei de Portugal, a Jorge de Figueiredo Correia que, residindo em Lisboa, mandou seu lugar-tenente, o espanhol Francisco Romero, tomar posse e administrar a referida capitania.<\/p>\n<p>Em 1535, Romero aportou na atual ilha de Tinhar\u00e9, junto ao morro por ele denominado S\u00e3o Paulo e lan\u00e7ou os fundamentos de uma vila.<\/p>\n<p>Em busca de melhores condi\u00e7\u00e3o, velejou rumo ao sul aportando na foz do rio, atualmente designado Cachoeira. No cimo do monte, mais tarde chamado Morro de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, fundou a vila de S\u00e3o Jorge. Constru\u00edram-se pali\u00e7adas para defesa contra os navios e, no centro da vila, edificou-se a capela de S\u00e3o Jorge. Estabelecia-se a sede da Capitania de\u00a0<strong>Ilh\u00e9us<\/strong>.<\/p>\n<p>Superados os obst\u00e1culos iniciais, sobretudo os criados pela rea\u00e7\u00e3o dos selvagens, constru\u00edram-se engenhos de a\u00e7\u00facar e fixaram-se fam\u00edlias procedente da coroa e de outras capitanias.<\/p>\n<p>Em 1556, foi criada a freguesia de<b>\u00a0&#8220;S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us&#8221;<\/b>, pelo Bispo Primaz do Brasil, Dom Pero Fernandes Sardinha.<\/p>\n<p>Nas lutas pela independ\u00eancia Nacional,\u00a0<b>Ilh\u00e9us<\/b>\u00a0tornou-se ponto de suprimento de g\u00eaneros aliment\u00edcios e muni\u00e7\u00f5es destinados aos campos de batalhas.<\/p>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o da cultura do cacau na sua economia, por volta de 1825, impulsionou o desenvolvimento do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>O top\u00f4nimo \u00e9 devido \u00e0 exist\u00eancia de Ilhotas no litoral, pr\u00f3ximas \u00e0 costa.<\/p>\n<p><b>Ilh\u00e9us &#8211;\u00a0<\/b><strong>Forma\u00e7\u00e3o Administrativa<\/strong><\/p>\n<p>Elevada \u00e0 categoria de vila com a denomina\u00e7\u00e3o de\u00a0<b>Ilh\u00e9us<\/b>, em 1535.<\/p>\n<p>Distrito criado com a denomina\u00e7\u00e3o de\u00a0<b>Ilh\u00e9us<\/b>, em 1556 e por lei estadual n\u00ba 905, de 06-11-1912.<\/p>\n<p>Elevada \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de cidade e sede do munic\u00edpio com a denomina\u00e7\u00e3o de\u00a0<b>Ilh\u00e9us<\/b>, pela lei provincial n\u00ba 2187 de 28-06-1881. Instalada em 14-08-1881.<\/p>\n<p>Em divis\u00e3o administrativa referente ao ano de 1911, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo do distrito sede.<\/p>\n<p><strong>Nos quadros de apura\u00e7\u00e3o do Recenseamento Geral I-IX-1920, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo de 2 distritos:\u00a0<\/strong>Ilh\u00e9us e Banco do Pedro.<\/p>\n<p><strong>Pelo decreto estadual n\u00ba 8678, de 13-10-1933, foram criados os seguintes distritos:<\/strong>\u00a0\u00c1gua Preta, Aritagu\u00e1, Banco Central, Cachoeira de Itabuna, Castelo Novo, Limoeiro, Itacar\u00e9, Itapitanga, Jap\u00fa, Oliven\u00e7a, Pimenteira, Pirangi, Pontal, Rio do Bra\u00e7o e Uni\u00e3o Queimada. Todos anexados ao munic\u00edpio de Ilh\u00e9us.<\/p>\n<p><strong>Em divis\u00e3o administrativa referente ao ano de 1933, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo de 16 distritos:<\/strong>\u00a0Ilh\u00e9us, \u00c1gua Preta, Aritagu\u00e1, Banco Central, Cachoeira de Itabuna, Castelo Novo, Itacar\u00e9, Itapitanga, Japu, Limoeiro, Oliven\u00e7a, Pimenteira, Pirangi, Pontal, Rio do Bra\u00e7o e Uni\u00e3o Queimada.\u00a0<strong>N\u00e3o figurando o distrito de Banco do Pedro<\/strong>.<\/p>\n<p>Assim permanecendo em divis\u00f5es territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo decreto-lei estadual n\u00ba 11089, de 30-11-1938, o distrito de Cachoeira de Itabuna passou a denominar-se Primavera, Limoeiro a chamar-se Morro Redondo e Itacar\u00e9 tomou o nome de Guarac\u00ed.<\/p>\n<p><strong>No quadro fixado para vigorar no per\u00edodo de 1939-1943, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo de 16 distritos:<\/strong>\u00a0Ilh\u00e9us, \u00c1gua Preta, Aritagu\u00e1, Banco Central, Castelo Novo, Guaraci (ex-Itacar\u00e9), Itapitanga, Japu, Morro Redondo (ex-Limoeiro), Oliven\u00e7a, Pimenteira, Pirangi, Pontal, Primavera (ex-Cachoeira de Itabuna), Rio do Bra\u00e7o e Uni\u00e3o Queimada.<\/p>\n<p><strong>Pelo decreto-lei estadual n\u00ba 141, de 31-12-1943, confirmado pelo decreto-lei estadual n\u00ba 12978, de 01-06-1944, alguns distritos acima sofreram as seguintes modifica\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0\u00c1gua Preta passou a denominar-se Uru\u00e7uca; Primavera mudou para Banco da Vit\u00f3ria; Morro Redondo tomou o nome de Barro Preto; Pirangi passou a chamar-se Itaju\u00edpe; Pontal foi modificado para Pontal dos Ilh\u00e9us e Guarac\u00ed a passou a ter o nome de Coaraci.<\/p>\n<p><strong>Em divis\u00e3o territorial datada de 1-VII-1950, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo de 16 distritos:\u00a0<\/strong>Ilh\u00e9us, Aritagu\u00e1, Banco Central, Banco da Vit\u00f3ria ex-Primavera, Barro Preto (ex-Morro Redondo), Castelo Novo, Coaraci (ex-Guaraci), Itaju\u00edpe (ex-Pirangi), Itapitanga, Japu, Oliven\u00e7a, Pimenteira, Pontal de Ilh\u00e9us (ex-Pontal), Rio do Bra\u00e7o, Uni\u00e3o Queimada e Urucu\u00e7a (ex-\u00c1gua Preta).<\/p>\n<p>Pela lei estadual n\u00ba 516, de 12-12-1952, desmembra do\u00a0<b>munic\u00edpio de Ilh\u00e9us<\/b>\u00a0o distrito de Uru\u00e7uca. Elevado \u00e0 categoria de munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Pela lei estadual n\u00ba 628, de 30-12-1953, \u00e9 criado o distrito de Coutos (ex-povoado) com terras desmembradas do distrito de Pontal e anexado ao\u00a0<b>munic\u00edpio de Ilh\u00e9us<\/b>. Sob a mesma lei \u00e9 criado o distrito de Inema (ex-povoado), com terras desmembradas do distrito de Pimenteiras e anexado ao\u00a0<b>munic\u00edpio de Ilh\u00e9us<\/b>, sendo extinto o distrito de Pontal dos Ilh\u00e9us e seu territ\u00f3rio anexado ao distrito sede do\u00a0<b>munic\u00edpio de Ilh\u00e9us<\/b>\u00a0e ainda o distrito de Bandeira do Almada (ex-Uni\u00e3o Queimada) foi transferido do\u00a0<b>munic\u00edpio de Ilh\u00e9us<\/b>\u00a0para o de Itaju\u00edpe.<\/p>\n<p><strong>Em divis\u00e3o territorial datada de I-VII-1960, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo de 12 distritos:<\/strong>\u00a0Ilh\u00e9us, Aritagu\u00e1, Banco Central, Banco da Vit\u00f3ria, Castelo Novo, Coutos, Inema, Itapitanga, Japu, Oliven\u00e7a, Pimenteira e Rio do Bra\u00e7o.<\/p>\n<p>Pela lei estadual n\u00ba 1359, de 21-12-1960, desmembra do\u00a0<b>munic\u00edpio de Ilh\u00e9us<\/b>\u00a0o distrito de Itapitanga. Elevado \u00e0 categoria de munic\u00edpio.<\/p>\n<p><strong>Em divis\u00e3o territorial datada de 31-XII-1963, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo de 11 distritos:<\/strong>\u00a0Ilh\u00e9us, Aritagu\u00e1, Banco Central, Banco da Vit\u00f3ria, Castelo Novo, Coutos, Inema, Japu, Oliven\u00e7a, Pimenteira e Rio do Bra\u00e7o.<\/p>\n<p>Assim permanecendo em divis\u00e3o territorial datada de 1-I-1979.<\/p>\n<p>Pela lei estadual n\u00ba 4050, de 14-05-1982, \u00e9 criado o distrito de Sambaituba (ex-povoado) e anexado ao\u00a0<b>munic\u00edpio de Ilh\u00e9us<\/b>.<\/p>\n<p><strong>Em divis\u00e3o territorial datada de 1-VII-1983, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo de 12 distritos:<\/strong>\u00a0Ilh\u00e9us, Aritagu\u00e1, Banco Central, Banco da Vit\u00f3ria, Castelo Novo, Coutos, Inema, Japu, Oliven\u00e7a, Pimenteira, Rio do Bra\u00e7o e Sambaituba.<\/p>\n<p><strong>Em divis\u00e3o territorial datada de 1-VI-1995, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo de 10 distritos:<\/strong>\u00a0Ilh\u00e9us, Aritagu\u00e1, Banco Central, Castelo Novo, Coutos, Inema, Japu, Oliven\u00e7a, Pimenteira e Rio do Bra\u00e7o.<\/p>\n<p>Assim permanecendo em divis\u00e3o territorial datada de 2007.<\/p>\n<p><b>Ilh\u00e9us &#8211; Cidade<\/b><\/p>\n<p><b>Ilh\u00e9us<\/b>\u00a0\u00e9 uma cidade da Bahia que fica aproximadamente 450 km ao sul da capital do estado, Salvador. Esta cidade de 180 mil habitantes \u00e9 a cidade natal de Jorge Amado, talvez o mais conhecido escritor brasileiro moderno.<\/p>\n<p>A Cidade foi fundada em 1534 e seu nome completo era ent\u00e3o Vila de S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us. Foi um dos mais importantes produtores de cacau mas hoje depende sobretudo do turismo e da ind\u00fastria.<\/p>\n<p><strong>Ilh\u00e9us<\/strong>, a maior cidade do litoral sul da Bahia, teve o seu melhor momento no in\u00edcio do s\u00e9culo XX com a produ\u00e7\u00e3o de cacau. Desta \u00e9poca, pode-se ver muitas casas e lugares diversos constru\u00eddos pelos coron\u00e9is do cacau.<\/p>\n<p>Hoje,\u00a0<b>Ilh\u00e9us<\/b>\u00a0vive exclusivamente do turismo sendo o terceiro maior polo tur\u00edstico da Bahia (atr\u00e1s de Salvador e Porto Seguro).<\/p>\n<p><strong>Aos visitantes, a cidade oferece o seu litoral (que n\u00e3o foge \u00e0 regra das praias nordestinas, sempre maravilhosas) e a sua cultura, visto que Ilh\u00e9us foi ber\u00e7o de um dos maiores escritores da literatura mundial:<\/strong>\u00a0Jorge Amado. Parte viva da obra de Jorge Amado, a cidade tem pontos tur\u00edsticos que ficaram famosos nos livros e adapta\u00e7\u00f5es para TV (como o Bar Ves\u00favio).<\/p>\n<p>Ainda existem algumas fazendas de cacau que, inclusive, podem ser visitadas, assim como a f\u00e1brica de chocolates (que tamb\u00e9m vende chocolates caseiros). Tudo isso torna\u00a0<b>Ilh\u00e9us<\/b>\u00a0uma cidade com op\u00e7\u00f5es para todos os tipos de turista.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-175157 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ilheus-1.jpg\" alt=\"Ilh\u00e9us\" width=\"374\" height=\"222\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ilheus-1.jpg 374w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ilheus-1-300x178.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 374px) 100vw, 374px\" \/><b>Ilh\u00e9us<\/b><\/p>\n<p>Tranquila, segura e pr\u00f3spera. Assim \u00e9\u00a0<strong>S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us<\/strong>\u00a0ou somente\u00a0<strong>Ilh\u00e9us<\/strong>, munic\u00edpio baiano, imortalizado em algumas obras do grande escritor brasileiro Jorge Amado. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que tal expoente da literatura brasileira escolheu este peda\u00e7o privilegiado pela natureza para ser cen\u00e1rio de seus romances.\u00a0<b>Ilh\u00e9us<\/b>\u00a0\u00e9 o maior litoral da Bahia, com cerca de 100 quil\u00f4metros de belas praias cercadas pela vegeta\u00e7\u00e3o t\u00edpica da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Sua hist\u00f3ria come\u00e7ou quando o Brasil ainda era uma col\u00f4nia portuguesa (na \u00e9poca o munic\u00edpio pertencia a uma das 15 Capit\u00e2nias Heredit\u00e1rias \u2013 forma de coloniza\u00e7\u00e3o repassada a particulares). O primeiro donat\u00e1rio, Jorge de Figueiredo Corr\u00eaa, n\u00e3o quis abrir m\u00e3o de seu cargo em Portugal e enviou Francisco Romero ao novo pa\u00eds. A capitania ganhou o nome de\u00a0<b>Vila S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us<\/b>\u00a0e apresentava grande desenvolvimento, por n\u00e3o ter problemas financeiros, e nem com os colonos e \u00edndios.<\/p>\n<p>Mas a morte de Jorge de Figueiredo, respons\u00e1vel pelas doa\u00e7\u00f5es constantes a regi\u00e3o, prejudicou o crescimento de\u00a0<b>Ilh\u00e9us<\/b>. O filho mais novo do donat\u00e1rio conseguiu uma licen\u00e7a para desfazer-se da Capitania, que passou a ser vendida constantemente. O local s\u00f3 voltou a crescer com o cultivo do cacau, iniciado em 1822. At\u00e9 hoje, o fruto \u00e9 plantado em grande escala, sendo um dos s\u00edmbolos do munic\u00edpio. Al\u00e9m do plantio de cacau,\u00a0<b>Ilh\u00e9us<\/b>\u00a0tem no turismo uma das mais importantes fontes de renda, pois suas belezas atraem milhares de pessoas ao local durante o ano.<\/p>\n<p>Depois que o Brasil foi descoberto, Portugal se descuidou da sua ocupa\u00e7\u00e3o, porque o com\u00e9rcio com as \u00cdndias era muito mais lucrativo e de retorno mais r\u00e1pido. N\u00e3o houve, por parte dos portugueses interesse imediato nas terras do Novo Mundo.<\/p>\n<p>Quando os franceses firmaram o com\u00e9rcio do pau-brasil com os ind\u00edgenas, a coroa portuguesa se viu obrigada a tomar provid\u00eancias imediatas a fim de preservar o que j\u00e1 considerava patrim\u00f4nio lusitano. Depois da expedi\u00e7\u00e3o de Martim Afonso de Souza, o governo verificou a impossibilidade de arcar sozinho com a responsabilidade de povoar o litoral brasileiro e resolveu seguir os conselhos de Diogo de Gouveia para dividir o Brasil em quinze lotes, as Capitanias Heredit\u00e1rias, sistema que j\u00e1 dera certo em determinadas ilhas do Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>Apesar de algumas capitanias n\u00e3o terem dado certo, o sistema pode ser considerado um sucesso, pois o objetivo da coroa portuguesa era povoar o Brasil e livr\u00e1-lo dos ataques de outros povos e este foi conseguido. Portugal \u00e9 um pa\u00eds muito pequeno para conseguir povoar uma \u00e1rea t\u00e3o grande como a do nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>A carta de doa\u00e7\u00e3o da Capitania dos Ilh\u00e9us a Jorge de Figueiredo Corr\u00eaa foi assinada em \u00c9vora a 26 de junho de 1534. Ela possu\u00eda cinq\u00fcenta l\u00e9guas de costa contadas a partir da Ilha de Itaparica, que tamb\u00e9m foi capitania.<\/p>\n<p>O donat\u00e1rio, Jorge de Figueiredo Corr\u00eaa possu\u00eda muito prest\u00edgio na corte e n\u00e3o se disp\u00f4s a abandonar seu cargo para aventurar-se no novo pa\u00eds. Enviou no seu lugar um castelhano autorit\u00e1rio, homem de guerra, chamado Francisco Romero.<\/p>\n<p>N\u00e3o houve dificuldade para Jorge de Figueiredo conseguir dinheiro para organizar a armada e Francisco Romero partiu do Tejo em 1535. Foram primeiro para a ilha de Tinhar\u00e9, onde est\u00e1 localizado o Morro de S\u00e3o Paulo, e foi a primeira ocupa\u00e7\u00e3o da capitania. Mas os top\u00f3grafos da armada descobriram um local que acharam melhor e abandonaram a vila j\u00e1 formada, estabelecendo-se no novo local.<\/p>\n<p>Deram \u00e0 sede da Capitania o nome de\u00a0<b>Vila de S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us<\/b>, em homenagem ao donat\u00e1rio e por causa das pequenas ilhas existentes ao longo da costa.<\/p>\n<p>Sua localiza\u00e7\u00e3o era no cume do atual outeiro de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. Seu desenvolvimento foi r\u00e1pido e, a vila j\u00e1 possu\u00eda, em 1556, relativa produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Jorge de Figueiredo se esfor\u00e7ava para desenvolver sua capitania, tanto assim que com este intuito, come\u00e7ou a doar sesmarias a destacadas figuras do reino. Em 1537 doou a sesmaria do Engenho de Santana a Mem de S\u00e1, que seria mais tarde o terceiro governador geral do Brasil, onde foi constru\u00eddo um engenho de a\u00e7\u00facar. At\u00e9 hoje restam vest\u00edgios, \u00e0s margens do rio Santana, na localidade de Rio do Engenho. Doou tamb\u00e9m a Mem de S\u00e1, uma sesmaria onde est\u00e1 localizada hoje a cidade de Camamu, que foi repassada para os jesu\u00edtas.<\/p>\n<p><b>Ilh\u00e9us<\/b>\u00a0tinha tudo para se desenvolver, porque n\u00e3o tinha problemas de dinheiro, nem de colonos, e nem mesmo com os \u00edndios, que chegaram at\u00e9 a auxiliar os colonos nos servi\u00e7os das ro\u00e7as e tornaram-se importantes elementos da defesa da Col\u00f4nia. O donat\u00e1rio incentivava o com\u00e9rcio de abastados senhores da corte com a Capitania.<\/p>\n<p>O progresso da Vila era enorme e isto atra\u00eda toda esp\u00e9cie de aventureiro. Eles queriam encontrar o caminho que levasse ao sert\u00e3o para a busca de ouro e prata.<\/p>\n<p><strong>No in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil, a vila de S\u00e3o Jorge chegou a ser a mais pr\u00f3spera e rica, a ponto de Tom\u00e9 de Souza assim escrever para D. Jo\u00e3o III:<\/strong>\u00a0&#8220;\u00e9 a melhor coisa desta costa para fazendas e que mais rende agora para si Alteza&#8221;. No governo de Tom\u00e9 de Souza, Ilh\u00e9us era o maior centro econ\u00f4mico do Brasil.<\/p>\n<p>Com a morte de Jorge Figueiredo em 1551 a Capitania passou para seu filho mais novo, que conseguiu licen\u00e7a para vend\u00ea-la, e a partir da\u00ed ela foi mudando de dono com o passar do tempo, tendo tido muitos donat\u00e1rios, o que dificultou a retomada do seu desenvolvimento.<\/p>\n<p>No ano de 1563 explodiu na vila um surto de var\u00edola que matou uma quantidade enorme de pessoas. Nesse mesmo ano teve in\u00edcio a constru\u00e7\u00e3o da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Ilh\u00e9us, com sua igreja, que foi demolida em 1690.<\/p>\n<p>Com a nomea\u00e7\u00e3o do Marqu\u00eas de Pombal como primeiro ministro da Corte, ele acabou com as Capitanias Heredit\u00e1rias e em 9 de junho de 1754\u00a0<b>Ilh\u00e9us<\/b>\u00a0passou a pertencer \u00e0 Coroa Portuguesa. A Capitania que pertencia a D. Antonio Jos\u00e9 de Castro, foi trocada por um t\u00edtulo de conde. Naquela \u00e9poca para os portugueses valia mais um t\u00edtulo de nobreza que cinq\u00fcenta l\u00e9guas de costa por toda extens\u00e3o sert\u00e3o a dentro.<\/p>\n<p>Em 1777 o governador geral criou um correio terrestre. Os estafetas sa\u00edam de Salvador, passando por Cair\u00fa, Santar\u00e9m, Camamu, Barcelos, Marau, Barra do Rio de Contas e\u00a0<b>Ilh\u00e9us<\/b>. Este servi\u00e7o n\u00e3o durou muito tempo, pois v\u00e1rios estafetas foram flechados pelos \u00edndios das matas pr\u00f3ximas \u00e0s estradas.<\/p>\n<p>Depois do apogeu do in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o, a vila entrou em decad\u00eancia, atrasando-se no tempo em rela\u00e7\u00e3o ao resto do pa\u00eds que se desenvolvia normalmente. Os s\u00e9culos XVII e XVIII passaram sem grandes acontecimentos.<\/p>\n<p>A independ\u00eancia do Brasil e a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura passaram despercebidas pela popula\u00e7\u00e3o, segundo Silva Campos.<\/p>\n<p>No dia 28 de junho de 1881, atrav\u00e9s da lei provincial n\u00ba 2.187, que foi referendada pelo Marqu\u00eas de Paranagu\u00e1,\u00a0<b>Ilh\u00e9us<\/b>\u00a0foi elevada \u00e0 categoria de cidade. Em 1913 a cidade foi transformada em bispado, tendo sido o seu primeiro bispo D. Manoel Antonio de Paiva. Depois foi substitu\u00eddo por D. Eduardo Jos\u00e9 Herberold, que a cidade venera como santo e cujos restos mortais encontram-se na Catedral de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, obra t\u00e3o sonhada por ele.<\/p>\n<p><b>Ilh\u00e9us &#8211; Cultura<\/b><\/p>\n<p><b>Ilh\u00e9us\u00a0<\/b>\u00e9 riqu\u00edssimo em cultura, sendo reconhecido por sua diversidade de cren\u00e7as e religi\u00f5es. No munic\u00edpio, destacam-se alguns rituais como o Banho da Paix\u00e3o, um rito baseado na f\u00e9 cat\u00f3lica e outros mitos sacros.<\/p>\n<p>Durante a Sexta-Feira Santa, milhares de homens e mulheres se revezam em mergulhos nas praias de Oliven\u00e7a e Milagres. Apoiados no poder sagrado das \u00e1guas, acreditam que o ritual os livra do mal durante o ano todo.<\/p>\n<p><b>Ilh\u00e9us &#8211; Localiza\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Localizada na regi\u00e3o sul do estado da Bahia,<strong>\u00a0Ilh\u00e9us<\/strong>\u00a0j\u00e1 foi um grande produtor de cacau, e hoje \u00e9 um importante destino de f\u00e9rias e um dos principais centros de turismo no nordeste do Brasil.<\/p>\n<p><strong>Quando voc\u00ea tiver visto as praias de Ilh\u00e9us, vai entender por que:<\/strong>\u00a0suas praias est\u00e3o entre as mais belas e famosas do mundo, muitas delas com coqueiros como nos cart\u00f5es postais.<\/p>\n<p><b>Ilh\u00e9us &#8211;\u00a0<\/b><strong>Clima<\/strong><\/p>\n<p>A regi\u00e3o apresenta, sem d\u00favida, um clima de para\u00edso. Est\u00e1 inclu\u00edda no tipo intertropical \u00famido, sendo a temperatura m\u00e9dia anual de 24\u00baC e a m\u00e9dia das m\u00ednimas de 19\u00baC; \u00e9 o clima quente e \u00famido de floresta, ideal para o cultivo do cacaueiro, \u00e1rvore bastante exigente. Na regi\u00e3o chove muito, mas s\u00e3o chuvas r\u00e1pidas de ver\u00e3o, voltando o sol a brilhar logo a seguir.<\/p>\n<p>O litoral do\u00a0<b>munic\u00edpio de Ilh\u00e9us<\/b>\u00a0est\u00e1 situado no dom\u00ednio do vento al\u00edsio de N.E. As brisas influem muito no clima de toda a regi\u00e3o litor\u00e2nea; seja a mar\u00edtima que sopra durante o dia, ou a continental que sopra durante a noite, nunca faz calor na beira da praia.<\/p>\n<p><b>Ilh\u00e9us &#8211; Festas Populares<\/b><\/p>\n<p><strong>FESTA DE S\u00c3O SEBASTI\u00c3O:\u00a0<\/strong>\u00c9 realizada de 11 a 20 de janeiro, em homenagem ao santo, um dos padroeiros da cidade. N\u00e3o sei por qual motivo s\u00e3o tr\u00eas os padroeiros de Ilh\u00e9us. S\u00e3o Sebasti\u00e3o \u00e9 considerado o padroeiro dos estivadores.<\/p>\n<p>S\u00e3o armadas barracas na avenida Dois de Julho, em frente ao Sindicato dos Estivadores. \u00c9 feito um noven\u00e1rio, e no dia 20 as comemora\u00e7\u00f5es come\u00e7am cedo, com alvorada e com prociss\u00e3o. A noite apresentam-se grupos afros e v\u00e1rias atra\u00e7\u00f5es regionais. As festas religiosas s\u00e3o sempre mescladas com manifesta\u00e7\u00f5es populares.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a festa, realizada no dia 20 de janeiro, o estivador Barreto, oferecia a quem chegasse uma bacalhoada. Este h\u00e1bito fez tradi\u00e7\u00e3o, e com a morte de Barreto, o Sindicato dos Estivadores tomou para si esta incumb\u00eancia, mantendo este costume em sua sede, tendo como um dos organizadores o filho do pr\u00f3prio Barreto.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m conhecida como festa do bacalhau.<\/p>\n<p><strong>LAVAGEM DA CATEDRAL:\u00a0<\/strong>\u00c9 um dos pontos altos da festa consagrada a S\u00e3o Sebasti\u00e3o, e \u00e9 uma c\u00f3pia da festa de Senhor do Bonfim em Salvador.<\/p>\n<p>Da sede do Sindicato dos Estivadores sai um cortejo com animais puxando carro\u00e7as ornamentadas com palhas de coqueiro, baianas de candombl\u00e9s, blocos afros e grande n\u00famero de pessoas, indo at\u00e9 a Catedral. L\u00e1, as baianas com jarras contendo \u201c\u00e1gua de cheiro\u201d, fazem a lavagem da escadaria, enquanto o trio el\u00e9trico toca, as pessoas dan\u00e7am e a Pra\u00e7a D. Eduardo fica completamente tomada pelas pessoas. Esta festa acontece no dia 18 de janeiro.<\/p>\n<p><strong>CARURU DE COSME E DAMI\u00c3O:\u00a0<\/strong>O dia consagrado aos santos meninos \u00e9 27 de setembro. Todas as fam\u00edlias que t\u00eam g\u00eameos em casa, e que fazem anivers\u00e1rio nesta \u00e9poca, se habituaram a comemorar o anivers\u00e1rio oferecendo o caruru de Cosme e Dami\u00e3o, onde s\u00e3o servidos, caruru, vatap\u00e1, frigideirada, pipoca, acaraj\u00e9 e balas para homenagear e festejar os santos meninos. As portas s\u00e3o abertas e todos s\u00e3o bem vindos, mas antes que seja servido aos convidados em geral, \u00e9 servido num ritual a sete meninos, de prefer\u00eancia carentes, como um servi\u00e7o prestado. Conforme o maior ou menor grau de devo\u00e7\u00e3o, a festa sofre modifica\u00e7\u00f5es, mas \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o e as pessoas nesta \u00e9poca n\u00e3o podem passar sem um caruru.<\/p>\n<p><strong>FESTA DE IEMANJ\u00c1:\u00a0<\/strong>\u00c9 realizada no dia 2 de fevereiro, \u00e9 considerada uma festa profana, e \u00e9 uma homenagem \u00e0 Rainha das \u00c1guas. \u00c9 realizada uma prociss\u00e3o de barcos na ba\u00eda do Pontal, onde o barco principal leva a imagem de Santa B\u00e1rbara. Tamb\u00e9m acontece festa de largo, barracas e trios el\u00e9tricos.<\/p>\n<p><strong>CARNAVAL:\u00a0<\/strong>Com o crescimento do carnaval de Salvador em n\u00edvel n\u00e3o s\u00f3 nacional, mas internacional, as cidades menores n\u00e3o podem fazer grandes festas neste per\u00edodo. Algumas cidades criaram a micareta, um carnaval realizado durante o ano, sem data marcada, outras criaram o carnaval antecipado, feito antes da \u00e9poca pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos a Prefeitura Municipal est\u00e1 promovendo o &#8220;Carnaval Cultural&#8221;, uma tentativa de retorno aos carnavais antigos, sem o famoso trio el\u00e9trico, como alternativa para as pessoas que preferem um carnaval mais tranq\u00fcilo. Tem dado certo.<\/p>\n<p><strong>FESTA DE S\u00c3O JORGE:\u00a0<\/strong>Acontece no dia 23 de abril, com noven\u00e1rio, prociss\u00e3o, pois o santo guerreiro \u00e9 o segundo padroeiro de S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us.<\/p>\n<p><strong>DIA DA CIDADE \u2013\u00a0<\/strong>\u00c9 comemorado no dia 28 de junho. S\u00e3o realizadas festividades c\u00edvicas, com desfile militar e a presen\u00e7a de autoridades. Os jornais amanhecem com edi\u00e7\u00f5es especiais, s\u00e3o realizados eventos no Teatro Municipal, enfim \u00e9 um dia de comemora\u00e7\u00f5es. Normalmente s\u00e3o apresentadas atra\u00e7\u00f5es vindas de fora.<\/p>\n<p><strong>FESTA DE N.SRA. DAS VIT\u00d3RIAS:\u00a0<\/strong>Ela \u00e9 a outra padroeira da cidade, merecendo pois todas as honrarias. \u00c9 realizada festa de largo, noven\u00e1rio e prociss\u00e3o. Dia 15 de agosto.<\/p>\n<p>Nos distritos s\u00e3o comemorados tamb\u00e9m festas de alguns santos, como de Nossa Senhora da Escada em Oliven\u00e7a e Nossa Senhora de Santana em Rio do Engenho, entre outras.<\/p>\n<p><b>Ilh\u00e9us &#8211; Atra\u00e7\u00f5es Tur\u00edsticas<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-175158 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ilheus-2.jpg\" alt=\"Ilh\u00e9us\" width=\"499\" height=\"321\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ilheus-2.jpg 499w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ilheus-2-300x193.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 499px) 100vw, 499px\" \/><b>Ilh\u00e9us<\/b><\/p>\n<p>Considero Ilh\u00e9us uma cidade exuberante e agrad\u00e1vel. Tanto assim que sa\u00ed do Rio para passar apenas dois anos e j\u00e1 estou aqui h\u00e1 mais 20 anos. Alguma coisa esta cidade h\u00e1 de ter para prender os que aqui chegam, sejam estrangeiros ou brasileiros vindos de toda parte, seja do norte, seja do sul.<\/p>\n<p>Recentemente foi descoberta pelos mineiros e goianos que saem de suas casas para curtir o ver\u00e3o e pegar uma praia. A cidade \u00e9 linda e a chegada por avi\u00e3o \u00e9 alguma coisa emocionante. Por mais que eu viaje, por mais que o tempo passe, \u00e9 sempre uma novidade, e \u00e9 sempre uma emo\u00e7\u00e3o chegar por cima da Pedra de Ilh\u00e9us, do Porto do Malhado, da resid\u00eancia do bispo e da foz do rio Cachoeira.<\/p>\n<p>Uma vez em terra \u00e9 s\u00f3 procurar os caminhos que muito h\u00e1 para se ver e para alegrar os olhos.<\/p>\n<p><strong>PARA O SUL<\/strong><\/p>\n<p><strong>PRAIAS DO SUL:\u00a0<\/strong>S\u00e3o 16 km de estrada beirando a praia num trajeto em que se tem vontade de parar a cada instante, s\u00f3 para olhar o mar, ou mesmo para aliviar o calor nas \u00e1guas mornas do Oceano Atl\u00e2ntico. S\u00e3o as famosas praias do sul com barracas, bares e pousadas em todo o trajeto. Nas barracas come-se de tudo, e em geral \u00e9 o pr\u00f3prio dono com a fam\u00edlia que nela trabalham.<\/p>\n<p>Entre as praias mais conhecidas encontramos a dos Milion\u00e1rios, onde a estrada fica ao lado da praia e onde est\u00e1 a maior concentra\u00e7\u00e3o das barracas. Tem este nome porque os itabunenses que possu\u00edam carro (milion\u00e1rios), foram os primeiros a freq\u00fcenta-la. Encontramos no km 8, na foz do rio Cururupe, uma praia com o mesmo nome, cujo s\u00edtio \u00e9 hist\u00f3rico. Em 1559 Mem de S\u00e1 e seus soldados travaram a batalha dos nadadores e triunfaram contra os \u00edndios Tupiniquins, transformando o epis\u00f3dio no maior massacre cometido aos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p><strong>OLIVEN\u00c7A<\/strong><\/p>\n<p>No fim dos 16 km chega-se \u00e0 Est\u00e2ncia Hidromineral de Oliven\u00e7a, distrito de Ilh\u00e9us. Atualmente ela \u00e9 o &#8220;para\u00edso dos mineiros&#8221; no ver\u00e3o. O valor das suas \u00e1guas foi descoberto pelo padre Torran, que a considerou com valor medicinal igual \u00e0 de Vichy na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>L\u00e1 encontramos pousadas, bares, o balne\u00e1rio da Tororomba com piscina p\u00fablica para adultos e crian\u00e7as com \u00e1gua corrente sem tratamento e o &#8220;v\u00e9u de noiva&#8221;, uma cortina artificial de \u00e1gua que \u00e9 excelente para tirar o sal depois da praia e para amaciar os cabelos.<\/p>\n<p>As suas \u00e1guas s\u00e3o radioativas contendo cloro, ferro e iodo magn\u00e9tico, sendo indicada para as doen\u00e7as da pele e aparelho digestivo.<\/p>\n<p>O local possui um ar buc\u00f3lico com sua ladeira cal\u00e7ada com pedras, com a Igreja de Nossa Senhora da Escada situada na parte superior da pra\u00e7a. Esta igreja foi constru\u00edda pelos jesu\u00edtas no ano de 1700, em aldeamento ind\u00edgena, com desenho em estilo colonial. Encontramos a\u00ed a imagem de Nossa Senhora da Escada que possui tra\u00e7os barrocos.<\/p>\n<p>Em novembro, do dia 1\u00ba at\u00e9 o dia 21, \u00e9 comemorada a festa de Nossa Senhora da Escada, padroeira de Oliven\u00e7a, com alvorada de fogos, missa solene, prociss\u00e3o e festa de largo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em Oliven\u00e7a, no m\u00eas de julho, \u00e9 comemorada a festa do Divino Esp\u00edrito Santo. \u00c9 uma festa m\u00f3vel, realizada sempre num domingo, tendo noven\u00e1rio, missa solene e prociss\u00e3o acompanhado por banda de m\u00fasica e a bandeira do divino.<\/p>\n<p>A localidade tem um aspecto calmo durante todo o ano, mas no ver\u00e3o o local toma um aspecto agitado pela grande quantidade de turistas que ali aportam. Os restaurantes colocam som ao vivo, \u00e9 realizado festival de surf e no come\u00e7o do m\u00eas de janeiro, a festa da &#8220;Puxada do Mastro&#8221;.<\/p>\n<p><strong>FESTA DA PUXADA DO MASTRO<\/strong><\/p>\n<p>A Puxada do Mastro de S\u00e3o Sebasti\u00e3o \u00e9 uma festa tradicional no munic\u00edpio de Ilh\u00e9us. A festa \u00e9 realizada todos os anos na primeira semana de janeiro, em homenagem a S\u00e3o Sebasti\u00e3o, no distrito de Oliven\u00e7a.<\/p>\n<p>A antiga vila de Oliven\u00e7a \u2013 distrito de Ilh\u00e9us desde 1911- foi organizada atrav\u00e9s de uma miss\u00e3o jesu\u00edtica no per\u00edodo colonial. Tudo indica que a festa \u00e9 o resultado da cristianiza\u00e7\u00e3o de um ritual ind\u00edgena. Assim os jesu\u00edtas atra\u00edam os &#8220;selvagens&#8221; para a f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<p>Os \u00edndios, \u00e1geis serradores de madeira, dirigiam-se a uma floresta, escolhiam, cortavam e descascavam uma \u00e1rvore com a qual preparavam um grande mastro.<\/p>\n<p>Este mastro, amarrado por uma corda comprida e resistente, era arrastado at\u00e9 a vila, e colocado em p\u00e9, em frente \u00e0 Igreja de Nossa Senhora da Escada. A corda era solenemente depositada no altar, aos p\u00e9s da Santa.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em Oliven\u00e7a \u00e9 realizada na v\u00e9spera da Festa da Puxada do Mastro, a do Bumba meu Boi. S\u00e3o figuras humanas envolvidas em panos, papel fino, espelhos e folhas, em formato de boi que fazem o espet\u00e1culo desfilando pelas ruas da cidade. Acompanhadas por populares e pelas figuras do \u201cVaqueiro\u201d e da \u201cLoba\u201d todos dan\u00e7am e cantam m\u00fasicas t\u00edpicas deste tipo de folclore.<\/p>\n<p><strong>OUTRAS PRAIAS<\/strong><\/p>\n<p>Seguindo depois de Oliven\u00e7a pela BA 001 em dire\u00e7\u00e3o a Canavieiras, encontramos muitos quil\u00f4metros de praia e alguns hot\u00e9is importantes, como o Hotel Tororomba Resort, o Canabrava Resort. Mais a frente, o Loteamento de \u00c1guas de Oliven\u00e7a com casas particulares, a praia do Acu\u00edpe e o Hotel Village Indai\u00e1.<\/p>\n<p>No km 62, a cidade de Una, que n\u00e3o apresenta atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas e nem fica na praia. Mas 6 km ap\u00f3s esta cidade encontramos o Hotel Transam\u00e9rica na Ilha de Comandatuba. Um Resort de 5 estrelas numa ilha paradis\u00edaca, com todos os atrativos que um para\u00edso pode apresentar.<\/p>\n<p><strong>ILHA DE COMANDATUBA<\/strong><\/p>\n<p>A ilha foi ocupada juntamente com as outras localidades da costa, no in\u00edcio das Capitanias Heredit\u00e1rias. Era habitada por \u00edndios, e em 1861 residiam l\u00e1 mais de 60 pessoas emigradas da vila do Conde e de lugares vizinhos do norte da Prov\u00edncia. Dedicavam-se \u00e0 agricultura. Tal era o progresso da localidade, que em 1867, foram demarcados lotes, ruas e pra\u00e7as tendo sido inaugurada a col\u00f4nia. Mas n\u00e3o se tem registro por qual motivo esta durou muito pouco tendo sido completamente dispersada.<\/p>\n<p>N\u00e3o se sabe ao certo a origem do nome \u2013 Comandatuba \u2013 mas sabe-se que, na linguagem ind\u00edgena \u201ccomand\u00e1\u201d \u00e9 toda leguminosa, tipo de vegeta\u00e7\u00e3o muito comum na regi\u00e3o. S\u00e3o esp\u00e9cies de \u201ccomand\u00e1\u201d desde a soja e o feij\u00e3o (comand\u00e1-mirim), como o feij\u00e3o guandu (arbusto) e o jacarand\u00e1 (\u00e1rvore grande e majestosa \u2013 comanda-tuba). &#8220;Tuba&#8221; em tupi significa grande, o maior, importante.<\/p>\n<p>A ilha de Comandatuba fica no munic\u00edpio de Una.<\/p>\n<p><strong>RIO DO ENGENHO<\/strong><\/p>\n<p>Pode-se chegar \u00e0 localidade de Rio do Engenho de duas formas. Pela estrada Pontal-Buerarema, no km 20. \u00c9 uma estrada de barro, estreita, municipal, mas sem problemas. Ou ent\u00e3o pode-se ir pelo rio Santana em barcos de pequeno porte. O local \u00e9 muito bonito, buc\u00f3lico mesmo, ao lado da cachoeira que interrompe a possibilidade de navega\u00e7\u00e3o rio acima, e onde recentemente foi constru\u00edda uma barragem, cujo reservat\u00f3rio distribui \u00e1gua para zona sul da cidade.<\/p>\n<p>Em 1537, Jorge de Figueiredo Correa doou uma \u00e1rea de terra (sesmaria) \u00e0s margens do rio Santana a Mem de S\u00e1. L\u00e1 foi constru\u00eddo um engenho de a\u00e7\u00facar do qual ainda restam vest\u00edgios. Naquele engenho de a\u00e7\u00facar aconteceu uma importante revolta de escravos.<\/p>\n<p>A maior atra\u00e7\u00e3o do local \u00e9 uma capela constru\u00edda pelos jesu\u00edtas. Tem como pe\u00e7as importantes o batist\u00e9rio e a imagem de Senhora Santana. Est\u00e1 tombada pelo Servi\u00e7o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Nacional (SPHAN) e \u00e9 considerada a terceira igreja mais antiga do Brasil.<\/p>\n<p>No \u00faltimo domingo do m\u00eas de julho \u00e9 realizada a festa em homenagem a Nossa Senhora de Santana. Al\u00e9m das comemora\u00e7\u00f5es religiosas s\u00e3o feitas as comemora\u00e7\u00f5es profanas com comidas, bebidas e manifesta\u00e7\u00f5es populares.<\/p>\n<p><strong>PARA O NORTE<\/strong><\/p>\n<p>As Praias do Norte diferem basicamente das do Sul, pois a estrada asfaltada foi inaugurada no final da d\u00e9cada de 1990. S\u00e3o 46 quil\u00f4metros at\u00e9 Serra Grande, onde terminam as praias extensas, mudando a topografia. A estrada vai at\u00e9 a cidade de Itacar\u00e9, que foi muito valorizada depois que a estrada ficou pronta.<\/p>\n<p>No litoral norte encontramos diversas praias, cujas \u00e1guas ainda permanecem limpas. A primeira delas, que fica na ponta do bairro de S\u00e3o Miguel. Este \u00e9 um bairro cidade situado numa faixa de terra espremido entre a barra do rio Almada e o mar. Est\u00e1 cada vez mais espremido, pois o espig\u00e3o de pedra do Porto do Malhado, faz com que o mar se torne violento nas suas praias, tendo as mar\u00e9s mais altas invadido a praia causando danos irrepar\u00e1veis. A prefeitura construiu um cais de pedra para segurar a for\u00e7a do mar, que amenizou o problema.<\/p>\n<p>No dia 29 de setembro acontece a festa de S. Miguel, festa organizada inicialmente pelos pescadores da praia do Norte, mas que hoje atrai toda a popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma festa de largo com prociss\u00e3o mar\u00edtima promovida pelos pescadores, que entra pela noite, com trio el\u00e9trico, muita comida e bebida. Tamb\u00e9m s\u00e3o realizadas corridas de canoa e eventos esportivos.<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rios loteamentos que se transformaram em vilas.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o eles:<\/strong>\u00a0J\u00f3ia do Atl\u00e2ntico, Juerana, Barramares, Barra Nova, Ponta da Tulha, Mamoan e Ponta do Ramo.<\/p>\n<p><strong>OUTRAS ATRA\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p><strong>DISTRITO INDUSTRIAL:\u00a0<\/strong>No lado norte da cidade, no in\u00edcio da rodovia que vai para Uru\u00e7uca, encontramos uma \u00e1rea que foi destinada \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de algumas ind\u00fastrias. Existem f\u00e1bricas de beneficiamento de cacau, de m\u00f3veis, de torrefa\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 e de suco de frutas. Est\u00e1 instalado um P\u00f3lo de Confec\u00e7\u00f5es, com v\u00e1rias pequenas ind\u00fastrias de vestu\u00e1rio e afins, o P\u00f3lo de Inform\u00e1tica, um dos mais importantes do pa\u00eds e a F\u00e1brica de Chocolate Caseiro de Ilh\u00e9us, com a miniatura de uma fazenda de cacau, com tudo que nela existe.<\/p>\n<p><strong>LAGOA ENCANTADA:\u00a0<\/strong>S\u00e3o muitos os caminhos que levam \u00e0 esta bel\u00edssima lagoa. \u00c9 passeio para um dia inteiro. L\u00e1 visita-se o povoado de Laranjeiras, onde se pode comer uma deliciosa moqueca de peixe ou de camar\u00e3o pescado ali mesmo na lagoa.<\/p>\n<p>Quem vai de barco pode chegar at\u00e9 o ribeir\u00e3o das Caldeiras e saltar para tomar banho no rio, que tem este nome, por causa de imensos caldeir\u00f5es formados pela eros\u00e3o nas pedras, que fica em frente \u00e0 cachoeira do Apepique.<\/p>\n<p>Tomando-se a rodovia BA 261 em dire\u00e7\u00e3o a Uru\u00e7uca, no km 25 do lado direito encontramos a entrada para Castelo Novo, um distrito que fica \u00e0s margens do rio Almada. Percorridos 5 km, do lado esquerdo, entramos para a Fazenda Lagoa Pequena, cognominada de Fazenda Renascer, por terem sido feitas l\u00e1 as filmagens da novela \u201cRenascer\u201d da TV Globo.<\/p>\n<p><strong>Outra via de acesso:<\/strong>\u00a0pela Ponta da Tulha, pela estrada das praias do Norte.<\/p>\n<p><strong>RIO DO BRA\u00c7O:\u00a0<\/strong>local onde foram gravadas cenas da novela \u201cRenascer\u201d da TV Globo. \u00c9 distrito de Ilh\u00e9us e fica a 6 km da rodovia Ilh\u00e9us-Uru\u00e7uca (km 19). Tem como atra\u00e7\u00e3o o cen\u00e1rio onde foram gravadas muitas cenas da novela Renascer.<\/p>\n<p><strong>IGREJA MATRIZ DE S\u00c3O JORGE:\u00a0<\/strong>\u00c9 uma constru\u00e7\u00e3o do final do s\u00e9culo XVII, segundo o IPAC, e constitui-se no mais importante pr\u00e9dio localizado na sede. Sofreu diversas reformas ao longo dos s\u00e9culos, conservando, por\u00e9m seu estilo primitivo. Ao lado da Igreja funciona o MUSEU DE ARTE SACRA que guarda uma imagem secular de S\u00e3o Jorge, documentos sacros, valiosas pe\u00e7as sacras dos s\u00e9culos XVI, XVII E XVIII e um painel da hist\u00f3ria de Ilh\u00e9us. Foi salva como monumento juntamente com a Igreja de N.S. das Vit\u00f3rias pelo trabalho dedicado das senhoras Catitinha Lavigne e Cremilda Maltez Bastos, e pelo desprendimento de Jer\u00f4nimo Ferreira, um fazendeiro que contribuiu com vultosas quantias para que fosse feita a recupera\u00e7\u00e3o da igreja. O museu \u00e9 mantido pela C\u00faria Metropolitana.<\/p>\n<p><strong>PALACETE MISAEL TAVARES:\u00a0<\/strong>Foi inaugurado em 1922 com grande banquete ao qual compareceram as mais destacadas personalidades da \u00e9poca. Vivia-se os tempos gloriosos do cacau. \u00c9 um imponente pr\u00e9dio em estilo neocl\u00e1ssico. O Cel. Misael Tavares foi um grande empreendedor, construiu in\u00fameros pr\u00e9dios na cidade e, antes que a cidade possu\u00edsse banco, ele criou uma casa banc\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>CATEDRAL DE S\u00c3O SEBASTIAO:\u00a0<\/strong>No local onde est\u00e1 localizada esta catedral, existia anteriormente uma igrejinha secular em honra a S\u00e3o Sebasti\u00e3o. Foi demolida para que fosse constru\u00edda a catedral que \u00e9 um ponto de refer\u00eancia do turismo local.<\/p>\n<p>\u00c9 um templo em estilo neocl\u00e1ssico, com vitrais art\u00edsticos, colunas gregas e ab\u00f3badas romanas. Foi o sonho do bispo D. Eduardo Herbenhold, que tem l\u00e1 sua tumba para ora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is. Foi constru\u00edda com dinheiro vindo do exterior e com campanhas feitas pelos fi\u00e9is. Sua constru\u00e7\u00e3o foi iniciada em 1931 e conclu\u00edda em 1967. Apesar de ecl\u00e9tico, pode ser considerado um belo templo, e \u00e9 o s\u00edmbolo da cidade.<\/p>\n<p><strong>BAR VES\u00daVIO:\u00a0<\/strong>\u00c9 muito famoso, tendo alcan\u00e7ado esta fama em decorr\u00eancia de ser ponto importante na romance Gabriela, de Jorge Amado. J\u00e1 teve diversos donos, mas conserva sua voca\u00e7\u00e3o de bar bastante freq\u00fcentado desde a sua inaugura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 famoso pelas suas comidas \u00e1rabes, principalmente da \u00e9poca que pertenceu ao Sr. Em\u00edlio Maron, quando se chamava Bar Maron, e quando a cozinha era chefiada pelas m\u00e3os de fadas de D. Lourdes. A parte de cima j\u00e1 funcionou por algum tempo como boate, mas o que lhe deu fama realmente, foram os quitutes do restaurante da parte de baixo.<\/p>\n<p>Desde a sua cria\u00e7\u00e3o, no final da d\u00e9cada de 1920, o Ves\u00favio tem sido um dos pontos mais freq\u00fcentados da cidade, quando os fazendeiros, na \u00e9poca do coronelismo gostavam de freq\u00fcent\u00e1-lo para contarem suas est\u00f3rias, suas lutas e conquistas. \u00c9 grande o n\u00famero de turistas que costuma freq\u00fcent\u00e1-lo em busca do famoso quibe do Nacib.<\/p>\n<p><strong>TEATRO MUNICIPAL DE ILH\u00c9US:\u00a0<\/strong>Foi um magn\u00edfico pr\u00e9dio inaugurado em 1932 como Cine Theatro Ilh\u00e9os, onde se apresentaram artistas famosos do Brasil e do exterior. Durante muito tempo esteve abandonado, foi doado pela fam\u00edlia Rehem da Silva para a Prefeitura e reconstru\u00eddo pelo prefeito Jabes Ribeiro. Foi reinaugurado em 1986, e \u00e9 considerado um dos melhores teatros do norte e nordeste. O que acontece de importante em arte, no pa\u00eds, tem passado pelo seu palco.<\/p>\n<p><strong>CASA DE JORGE AMADO:\u00a0<\/strong>O terreno foi comprado pelo coronel Jo\u00e3o Amado, pai do famoso escritor, onde construiu o belo casar\u00e3o, com grandes sal\u00f5es, ornamentados em jacarand\u00e1 e m\u00e1rmore de Carrara. Foi constru\u00edda no in\u00edcio da d\u00e9cada de 20, tendo sido inaugurada em 1926.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia da casa \u00e9 que o c\u00e9lebre escritor passou ali parte da sua vida, e foi onde escreveu seu primeiro romance &#8220;O Pa\u00eds do Carnaval&#8221;. A casa foi vendida para outras fam\u00edlias, a de Jorge mudou-se para o Rio de Janeiro. Ali funcionaram o Clube dos Banc\u00e1rios e a Faculdade de Direito de Ilh\u00e9us.<\/p>\n<p>Hoje funciona a Funda\u00e7\u00e3o Cultural de Ilh\u00e9us e a Casa de Jorge Amado, uma casa de cultura que fala sobre o escritor e tem como objetivo principal fomentar a cultura.<\/p>\n<p><strong>CASA DOS ARTISTAS:\u00a0<\/strong>Foi constru\u00edda no final do s\u00e9culo passado para resid\u00eancia do coronel Adami de S\u00e1. J\u00e1 abrigou o Col\u00e9gio Afonso de Carvalho. Foi adquirida pelo coronel Antonio Ol\u00edmpio da Silva, onde residiu com sua fam\u00edlia. Depois da morte de D. Helo\u00edna Rehem da Silva, os herdeiros venderam-na para um su\u00ed\u00e7o, grande apreciador e incentivador das artes. O interior da casa foi reformado para atender \u00e0s necessidades da nova fun\u00e7\u00e3o, mas foi mantida a fachada original.<\/p>\n<p>Nela existem exposi\u00e7\u00f5es permanentes, onde est\u00e3o expostos quadros de artistas locais ou mesmo de fora, s\u00e3o realizados vernisages, saraus liter\u00e1rios, lan\u00e7amentos de livros, pe\u00e7as de teatro e qualquer outra atividade ligada ao meio art\u00edstico. A casa dos artistas est\u00e1 composta de um sal\u00e3o para espet\u00e1culos, salas de exposi\u00e7\u00e3o e um mezzanino. A Casa tamb\u00e9m promove cursos de m\u00fasica, teatro, maquiagem teatral e etc.<\/p>\n<p><strong>PAL\u00c1CIO PARANAGU\u00c1 \u2013 PREFEITURA MUNICIPAL:\u00a0<\/strong>Antes da vila de S. Jorge ter sido fundada, existia naquele local um assentamento ind\u00edgena tipicamente Tupi. Mais tarde os jesu\u00edtas constru\u00edram ali o seu Col\u00e9gio \u2013 &#8220;Casa Nossa Senhora do Socorro&#8221;.<\/p>\n<p>Quando os jesu\u00edtas foram expulsos do pa\u00eds, o antigo col\u00e9gio servia de C\u00e2mara Municipal. Ap\u00f3s a demoli\u00e7\u00e3o das ru\u00ednas do antigo col\u00e9gio, no dia 22 de janeiro de 1898, o coronel Domingos Adami de S\u00e1 iniciou a constru\u00e7\u00e3o do atual Pa\u00e7o Municipal.<\/p>\n<p>Em 22 de dezembro de 1907 foi inaugurado o pomposo edif\u00edcio que serve de abrigo \u00e0 Prefeitura Municipal. Com o passar do tempo o edif\u00edcio sofreu algumas reformas, mas conserva sua forma original.<\/p>\n<p>No seu interior est\u00e3o expostos e protegidos m\u00f3veis, quadros e esculturas, pertencentes ao patrim\u00f4nio municipal. Todos tombados no Invent\u00e1rio dos Bens de Interesse Cultural.<\/p>\n<p><strong>ASSOCIA\u00c7\u00c3O COMERCIAL:\u00a0<\/strong>Este importante pr\u00e9dio apresenta aposentos refinados que lembram a &#8220;Belle \u00c9poque&#8221;. Foi constru\u00eddo em 1932 e durante muitas d\u00e9cadas, representou o fausto das classes produtoras de cacau. No livro S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us, ele representa cen\u00e1rio para o amor proibido entre a esposa de Carlos Zude, o exportador de cacau, e o poeta S\u00e9rgio Moura.<\/p>\n<p>O historiador e professor Dr. Antonio Fernando Guerreiro de Freitas, contou-nos em uma aula, que na ocasi\u00e3o em que foi constru\u00eddo este pr\u00e9dio, foi mandado buscar na It\u00e1lia o arquiteto que o construiria. A obra deveria obedecer ao estilo Luis XIV. Uma vez pronta n\u00e3o agradou, n\u00e3o era aquilo que os homens imaginavam que fosse o estilo pedido. Mandaram derrubar e construir a que est\u00e1 l\u00e1 e que havia sido sonhado pelos poderosos da \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>MUSEU REGIONAL DO CACAU:\u00a0<\/strong>Foi fundado em 1982 para guardar, preservar e divulgar tudo que est\u00e1 ligado \u00e0 cultura do cacau. Tem como acervo documentos, fotografias, objetos de uso pessoal e obras de artistas pl\u00e1sticos da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O museu permite uma vis\u00e3o detalhada da cultura do cacau, desde que surgiu at\u00e9 o seu completo desenvolvimento. Est\u00e1 funcionando nas depend\u00eancias do extinto Instituto de Cacau da Bahia.<\/p>\n<p><strong>BATACL\u00c3:\u00a0<\/strong>Ficou famoso por causa do livro \u201cGabriela, Cravo e Canela\u201d de Jorge Amado. O Batacl\u00e3 representou na d\u00e9cada de 20 o fausto da cultura do cacau. Foi, durante muito tempo, o local preferido dos abastados senhores do cacau, quando a cidade permitia que houvesse vida noturna intensa.<\/p>\n<p>Ali funcionava um sal\u00e3o para dan\u00e7a, shows e um cassino. Constantemente se apresentavam companhias de dan\u00e7a com mulheres bonitas vindas do sul do pa\u00eds e at\u00e9 do exterior. Sempre estavam muito bem vestidas e arrumadas, para atender ao gosto dos freq\u00fcentadores da casa.<\/p>\n<p>Com a proibi\u00e7\u00e3o do jogo no pa\u00eds, o Batacl\u00e3 entrou em decad\u00eancia e o propriet\u00e1rio teve que fech\u00e1-la, pois foi imposs\u00edvel continuar a manter o seu luxo s\u00f3 com bar e dan\u00e7a. A parte frontal foi restaurada, o interior est\u00e1 reconstru\u00e7\u00e3o para funcionar como espa\u00e7o cultural.<\/p>\n<p><strong>SOCIEDADE UNI\u00c3O PROTETORA DOS OPER\u00c1RIOS E ARTISTAS:\u00a0<\/strong>Uma bela constru\u00e7\u00e3o do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, localizada na Av. Dois de Julho.<\/p>\n<p><strong>ILH\u00c9US HOTEL:\u00a0<\/strong>Foi constru\u00eddo ap\u00f3s ser promulgada pelo Intendente M\u00e1rio Pessoa, uma lei que isentava de impostos quem constru\u00edsse pr\u00e9dios com mais de tr\u00eas andares. Foi o primeiro pr\u00e9dio a ser constru\u00eddo em cidades do interior do Norte e Nordeste, e o primeiro a possuir elevador, que ainda funciona.<\/p>\n<p><strong>CAPELA DE N.S. DAS VIT\u00d3RIAS:\u00a0<\/strong>Esta capela representa um importante patrim\u00f4nio cultural da cidade, um patrim\u00f4nio intang\u00edvel, a f\u00e9 na m\u00e3e de Jesus, que sempre esteve presente ajudando a popula\u00e7\u00e3o a se defender do ataque dos inimigos. A primeira capela foi edificada no final do s\u00e9culo XVI, sofreu mais de um inc\u00eandio, sendo um deles em 1887, quando foi parcialmente destru\u00edda. Em 1905 foi reedificada, tendo sido completamente modificado seu desenho original. Em 1970 sofreu nova restaura\u00e7\u00e3o que procurou obedecer \u00e0s linhas da primeira planta.<\/p>\n<p><strong>CONVENTO E IGREJA DE N. S. DA PIEDADE:\u00a0<\/strong>O convento da Piedade foi constru\u00eddo pelas freiras ursulinas em 1916. \u00c9 um bel\u00edssimo monumento em estilo neog\u00f3tico e est\u00e1 situado numa das eleva\u00e7\u00f5es da cidade com uma vista privilegiada da principal avenida da cidade, a Soares Lopes.<\/p>\n<p>Desde a sua inaugura\u00e7\u00e3o funciona um col\u00e9gio sob a dire\u00e7\u00e3o das freiras. Inicialmente era s\u00f3 feminino, h\u00e1 alguns anos foi aberto para os rapazes. Ao longo deste tempo tem formado gera\u00e7\u00f5es e os filhos das melhores fam\u00edlias da terra t\u00eam passado pelas suas salas. Tamb\u00e9m as pessoas mais simples t\u00eam oportunidade de l\u00e1 estudar atrav\u00e9s de bolsas de estudo.<\/p>\n<p>Sua constru\u00e7\u00e3o foi conclu\u00edda em 1928, como tamb\u00e9m a capela. O interior da igreja \u00e9 muito bonito e muito m\u00edstico. \u00c9 um belo conjunto.<\/p>\n<p><strong>MUSEU NOSSA SENHORA DA PIEDADE:\u00a0<\/strong>Funciona em duas salas do antigo Pal\u00e1cio Episcopal, que foi doado \u00e0s Irm\u00e3s Ursulinas. O acervo do museu \u00e9 composto de mobili\u00e1rio antigo, lou\u00e7as, casti\u00e7ais, crucifixos, diversos paramentos romanos usados por padres na celebra\u00e7\u00e3o das missas, quadros e objetos diversos e de uso pessoal de Madre Tha\u00eds, a fundadora do Instituto. Alto do Teres\u00f3polis.<\/p>\n<p><strong>CAPELA DE N.S. DE LOURDES:\u00a0<\/strong>\u00c9 uma capela pequena, simples, mas para quem tem f\u00e9, muito aconchegante. \u00c9 daqueles lugares onde se sente mais pr\u00f3xima a presen\u00e7a de Deus. Fica no Outeiro de S. Sebasti\u00e3o, tendo \u00e0 sua frente um mirante de onde se v\u00ea da entrada da barra, no Pontal at\u00e9 o Porto do Malhado. \u00c9 um lugar de muita paz e beleza. Tem acesso pela rua Leite Mendes.<\/p>\n<p><strong>GRUPO ESCOLAR GENERAL OS\u00d3RIO:\u00a0<\/strong>Foi projetado para servir de n\u00facleo estudantil numa \u00e9poca em que Ilh\u00e9us era o maior p\u00f3lo de desenvolvimento do sul da Bahia, com o apogeu da cultura cacaueira. Foi inaugurado em 1915, e em 2002 o pr\u00e9dio foi transformado em Biblioteca e Arquivo P\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>PALACETE DOS BERBERT \u2013 (SOLAR DOS PIMENTAIS):\u00a0<\/strong>\u00c9 uma r\u00e9plica do Pal\u00e1cio do Catete, no Rio de Janeiro e foi constru\u00eddo no in\u00edcio do s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Seu estado de conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 muito ruim, o que \u00e9 uma pena, pois \u00e9 um belo edif\u00edcio. Possui uma bel\u00edssima escada em caracol de madeira, mas que est\u00e1 prestes a cair. L\u00e1 funciona uma escola e est\u00e1 localizado pr\u00f3ximo ao terminal de \u00f4nibus urbano, na rua Ramiro de Castro.<\/p>\n<p><strong>MARAMATA:\u00a0<\/strong>Situada no bairro da Nova Bras\u00edlia, a Universidade Livre do Mar e da Mata tem como objetivo principal a prote\u00e7\u00e3o ambiental e pesquisas cient\u00edficas voltadas para a natureza. \u00c9 uma iniciativa pioneira do Prof. Soane Nazar\u00e9 de Andrade, homem de grande vis\u00e3o, um dos fundadores da Faculdade de Direito de Ilh\u00e9us e da Fespi, Federa\u00e7\u00e3o das Escolas Superiores de Ilh\u00e9us e Itabuna, hoje, Universidade Estadual de Santa Cruz. Existem poucas universidades destas no mundo, tem sido visitada por in\u00fameras pessoas de outras localidades que desejam copi\u00e1-la e, al\u00e9m de tudo isso faz um bel\u00edssimo trabalho com a comunidade local.<\/p>\n<p><strong>MONUMENTOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>EST\u00c1TUA DE SAPHO:\u00a0<\/strong>Sapho foi uma poetisa grega, a primeira mulher que se tem not\u00edcia, que lutava por direitos iguais entre o homem e a mulher. Viveu entre os s\u00e9culos VII e VI a.C. A est\u00e1tua foi arrematada em leil\u00e3o pelo Prefeito M\u00e1rio Pessoa, pois era a mais bonita que havia no navio, foi entalhada em m\u00e1rmore de Carrara, em estilo neocl\u00e1ssico, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Est\u00e1 localizada em frente \u00e0 Prefeitura na pra\u00e7a J.J. Seabra.<\/p>\n<p><strong>MARCO DA FUNDA\u00c7\u00c3O:\u00a0<\/strong>O marco que existe no alto do outeiro de S. Sebasti\u00e3o, foi colocado no local para comemorar os 450 anos da chegada do colonizador. Existe ao seu lado um velho canh\u00e3o, lembrando os tempos em que os habitantes se refugiavam nos morros para melhor se defender dos ataques dos inimigos.<\/p>\n<p>Foi no morro de S. Sebasti\u00e3o que a equipe de Francisco Romero se estabeleceu quando deixou a Ilha de Tinhar\u00e9 em busca de um ponto melhor.<\/p>\n<p><strong>CRISTO REDENTOR:\u00a0<\/strong>Foi inaugurada pelo governo de M\u00e1rio Pessoa. \u00c9 uma est\u00e1tua com 7,5 m de altura e est\u00e1 situada na entrada da barra, aben\u00e7oando o navegante que aqui chega. Est\u00e1 situada na Avenida Dois de Julho, no local chamado praia do Cristo.<\/p>\n<p><strong>MIRANTES \u2013 VISTAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>MIRANTE DA PIEDADE:\u00a0<\/strong>Fica localizado ao lado do col\u00e9gio na continua\u00e7\u00e3o da rua Madre Tha\u00eds, de onde se pode ter uma vista total da parte leste da cidade. Pode-se ver o Porto Internacional do Cacau, os ilh\u00e9us que deram nome \u00e0 cidade, a avenida Soares Lopes, a catedral de S. Sebasti\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>OUTEIRO DE S. SEBASTI\u00c3O:\u00a0<\/strong>A vista de cima \u00e9 sempre mais bonita. Tanto assim, que em toda cidade americana, onde n\u00e3o havendo nada para ver, existe um edif\u00edcio bem alto, onde o turista sobe unicamente, para ver a cidade de cima. E como aquela subida rende!\u2026 em d\u00f3lar.<\/p>\n<p>Em Ilh\u00e9us, em cada morro que subimos, temos em \u00e2ngulos diferentes, toda a beleza que esta cidade recebeu das m\u00e3os de Deus. E inteiramente gr\u00e1tis.<\/p>\n<p><strong>ALTO DO TERES\u00d3POLIS:\u00a0<\/strong>Da pra\u00e7a Cairu, no centro, sobe-se a ladeira do Teres\u00f3polis. Da\u00ed podemos ver o centro da cidade, a ba\u00eda do Pontal, o lado sul.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 uma vista muito bonita.<\/p>\n<p><strong>PLANO INCLINADO:\u00a0<\/strong>Na minha opini\u00e3o a mais bela vista da cidade. Como no anterior, podemos ver o antigo porto, o centro, a ba\u00eda, mas o \u00e2ngulo \u00e9 mais forte e a vista mais bonita. \u00c9 daqueles lugares, que por mais que sejam vistos nunca cansam os nossos olhos. Cada vez que passo por ali, \u00e9 como se fosse a primeira vez. N\u00e3o d\u00e1 para descrever, tem que ser vista.<\/p>\n<p><strong>PRAIAS DO CENTRO<\/strong><\/p>\n<p><strong>AVENIDA:\u00a0<\/strong>A praia que fica ao longo da avenida Soares Lopes. Antes da constru\u00e7\u00e3o da ponte Ilh\u00e9us-Pontal, era a mais freq\u00fcentada da cidade. Com a mudan\u00e7a do porto para o bairro do Malhado e a constru\u00e7\u00e3o do cais de pedra, as correntes mar\u00edtimas, t\u00eam depositado areia em toda a sua extens\u00e3o. Com este processo, ela ficou muito distante da rua. A moda, depois da constru\u00e7\u00e3o da ponte, \u00e9 freq\u00fcentar as praias mais distantes da cidade.<\/p>\n<p>Quando o restaurante &#8220;Os Velhos Marinheiros&#8221; foi constru\u00eddo, o mar batia embaixo, nas pedras que ali existem. Tinha-se a impress\u00e3o de estar em um navio.<\/p>\n<p><strong>CRISTO REDENTOR:\u00a0<\/strong>\u00c9 a continua\u00e7\u00e3o da praia da avenida, e \u00e9 muito boa para quem n\u00e3o gosta de onda e prefere uma piscina natural. \u00c9 muito comum quando a mar\u00e9 est\u00e1 enchendo, vermos golfinhos entrarem na barra do rio perseguindo as pobres tainhas que pulam desesperadas, querendo escapar-lhes.<\/p>\n<p><strong>PONTAL:\u00a0<\/strong>Fica do outro lado do Cristo. Nela aconteceu o processo inverso ao da avenida, ocasionado pelas correntes mar\u00edtimas. Era uma boa praia com bastante areia. Hoje o mar tomou-lhe tudo que roubaram dele. Dizem que ningu\u00e9m rouba nada do mar, ele vem buscar. E o que roubaram na Avenida, ele veio cobrar do Pontal. Hoje o que existe \u00e9 um cais de pedra, de onde \u00e9 poss\u00edvel pescar, tomar sol e at\u00e9 descer para a \u00e1gua para um banho gostoso, mas areia, o mar levou. S\u00f3 no finalzinho do Pontal, ao lado do bairro Nova Bras\u00edlia, existe um peda\u00e7o de areia, perto da col\u00f4nia dos pescadores.<\/p>\n<p><strong>CONCHA:\u00a0<\/strong>Fica no morro de Pernambuco e \u00e9 de onde se tem uma das mais belas vistas da cidade. De l\u00e1 pode-se ver toda a Avenida, o porto, a catedral, tudo como se estiv\u00e9ssemos ao largo, no mar. O mar \u00e9 bravio, pois ela j\u00e1 se encontra fora da barra.<\/p>\n<p><strong>MALHADO:\u00a0<\/strong>Juntamente com a praia do Marciano, formam o in\u00edcio do lado norte. J\u00e1 foram praias muito boas e freq\u00fcentadas, mas tamb\u00e9m sofreram influ\u00eancia do porto e com certeza foram prejudicadas. \u00c0s vezes o pre\u00e7o que o progresso cobra \u00e9 muito alto.<\/p>\n<p><strong>MARCIANO:\u00a0<\/strong>J\u00e1 foi muito bem freq\u00fcentada, tendo sido em certa \u00e9poca o \u201cpoint\u201d da rapaziada. Hoje est\u00e1 restrita \u00e0 freq\u00fc\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p><strong>PARA O OESTE<\/strong><\/p>\n<p><strong>UESC:\u00a0<\/strong>Inicialmente foi criada a Federa\u00e7\u00e3o das Escolas Superiores de Ilh\u00e9us e Itabuna (FESPI), com a uni\u00e3o de algumas escolas j\u00e1 existentes nas respectivas cidades, como a Faculdade de Direito de Ilh\u00e9us e Faculdade de Filosofia de Itabuna. Foi constru\u00edda com muita luta e determina\u00e7\u00e3o com a finalidade de dotar a regi\u00e3o de uma universidade.<\/p>\n<p>A parte f\u00edsica foi constru\u00edda com recursos da CEPLAC, em terreno doado pelo cacauicultor Manoel Nabuco, em \u00e1rea desmembrada da sua fazenda. Foi escolhido o local no meio da estrada para que n\u00e3o houvesse ci\u00fame por parte das duas cidades.<\/p>\n<p>A Fespi foi crescendo, aumentando os cursos oferecidos, e os alunos brigando pela estadualiza\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o, o que foi conseguido na d\u00e9cada de 1990. Hoje o que existe \u00e9 a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), que oferece cursos de gradua\u00e7\u00e3o, de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e de extens\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>FAZENDA PRIMAVERA:\u00a0<\/strong>Est\u00e1 localizada no km 20 da mesma rodovia, que agora se chama rodovia Jorge Amado e, diga-se de passagem, uma bela rodovia; sempre muito bem cuidada, com ac\u00e1cias cor-de-rosa em todo o percurso, transformando-se em uma festa para os olhos quando a Primavera as deixa completamente floridas.<\/p>\n<p>A fazenda Primavera foi uma sesmaria doada pelo rei de Portugal. Na verdade s\u00e3o duas sesmarias. Uma pertencente a uma fam\u00edlia alem\u00e3, de Henrique Berbert, j\u00e1 citado neste trabalho, e a outra a uma fam\u00edlia portuguesa de Jo\u00e3o Navarro de Amorim. Virgilio Amorim casou-se com Teodolinda Berbert, unindo as duas fam\u00edlias e juntando as duas sesmarias. A visita a esta fazenda \u00e9 um passeio muito interessante porque se entra em contato com a hist\u00f3ria viva. \u00c9 a hist\u00f3ria de uma fazenda que est\u00e1 nas m\u00e3os da mesma fam\u00edlia cultivando a mesma cultura, h\u00e1 seis gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A sesmaria \u00e9 um peda\u00e7o de terra que tem 6 km de largura e a extens\u00e3o &#8220;\u00e9 a que a vista alcan\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>Encontra-se em exposi\u00e7\u00e3o acervo da hist\u00f3ria das fam\u00edlias. O mais importante \u00e9 o documento de doa\u00e7\u00e3o da sesmaria, bastante danificado, mas ainda leg\u00edvel, com o selo do rei de Portugal bastante vis\u00edvel. Existem tamb\u00e9m outros documentos importantes, j\u00e1 do per\u00edodo republicano, inclusive as cartas patentes que deram origem ao t\u00edtulo de coronel ao fazendeiro de cacau e a x\u00e9rox do tombamento da casa do coronel Virgilio Amorim pelo Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Nacional.<\/p>\n<p>As pe\u00e7as mais importantes s\u00e3o uma cama alem\u00e3, com 150 anos de exist\u00eancia, em perfeito estado, com uma colcha feita por uma escrava h\u00e1 mais de 100 anos, toda aplicada. Existe tamb\u00e9m a mob\u00edlia completa da fam\u00edlia portuguesa. A cama, a Rede Globo, fotografou e fez uma r\u00e9plica exatamente igual, para ser a cama do Coronel Jos\u00e9 Inoc\u00eancio na novela Renascer. Existem tamb\u00e9m objetos antigos de uso pessoal, uma mala antiga tipo arca. \u00c9 muito interessante a visita, porque se tem um contato muito vivo de como aconteceu o in\u00edcio da civiliza\u00e7\u00e3o nas terras do cacau do sul da Bahia.<\/p>\n<p>Entre os objetos de uso pessoal existe uma pequena espada que pertenceu ao Coronel Virgilio Amorim. Esta espada foi utilizada pelo coronel Inoc\u00eancio para enterrar na raiz do velho jequitib\u00e1. Algumas cenas da novela foram gravadas nesta fazenda.<\/p>\n<p>Outro objeto interessante \u00e9 um meteorito que caiu na fazenda h\u00e1 muitos anos, ficando por l\u00e1 esquecido. Ultimamente uma pessoa m\u00edstica visitando a fazenda atribuiu enorme valor \u00e0 pedra, por ser uma pedra que veio do espa\u00e7o, ou seja, um meteorito e por ter a forma piramidal. Atribuiu \u00e0 pedra for\u00e7as com energia positiva. Isto muito atrai as pessoas, que cada vez mais se tornam atra\u00eddas pelo misticismo.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.cvc.com.br\/www.ilheusvirtual.com.br\/biblioteca.ibge.gov.br\/acaoilheus.org\/www.bahia.ws<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ilh\u00e9us &#8211;\u00a0 Hist\u00f3ria A regi\u00e3o era primitivamente habitada pelo \u00edndios tupiniquins. O munic\u00edpio originou-se da capitania doada em 1534, por Dom Jo\u00e3o III, Rei de Portugal, a Jorge de Figueiredo Correia que, residindo em Lisboa, mandou seu lugar-tenente, o espanhol Francisco Romero, tomar posse e administrar a referida capitania. 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