{"id":44651,"date":"2016-06-13T14:18:09","date_gmt":"2016-06-13T14:18:09","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=44651"},"modified":"2024-06-25T18:02:59","modified_gmt":"2024-06-25T20:02:59","slug":"ilha-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/ilha-grande","title":{"rendered":"Ilha Grande"},"content":{"rendered":"<p><b>Ilha Grande &#8211; Hist\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>A\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>\u00a0foi descoberta em 1502 e era ent\u00e3o habitada por \u00edndios \u201cTupinamba\u201d. Os Tupinamb\u00e1 chamaram a ilha de Ipau Guass, que significa ilha grande. Outra tribo, Goianaz, chamava a ilha de Poro ou Ipau Pora, que significa ilha linda e maravilhosa. Os \u00edndios usavam a ilha como lar para os idosos porque sentiam que n\u00e3o havia animais perigosos na ilha. Por muito tempo depois do descobrimento da\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>\u00a0abrigou aqui piratas franceses, ingleses e holandeses. A ilha tamb\u00e9m foi usada como ilha para o com\u00e9rcio de escravos e mais tarde como col\u00f4nia de trabalho para prisioneiros. Nos anos 1700 iniciou uma longa guerra entre portugueses, franceses e indianos que atrasou a coloniza\u00e7\u00e3o em cerca de 150 anos. Em 1800 come\u00e7aram os primeiros colonos, camponeses e escravos que chegaram \u00e0 ilha. Depois vieram os pescadores que constru\u00edram as primeiras aldeias.<\/p>\n<p>Aqui funcionou como pres\u00eddio at\u00e9 1994 e \u00e9 justamente por isso que\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>\u00a0\u00e9 conhecida. Gra\u00e7as \u00e0 pris\u00e3o, existia esta aldeia onde as pessoas viviam e trabalhavam. O fechamento do pres\u00eddio mudou a vida de\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>, antes as pessoas n\u00e3o queriam visitar a ilha por medo dos presos fugitivos. Paradoxalmente, foi precisamente a exist\u00eancia da pris\u00e3o que conseguiu preservar t\u00e3o bem a ilha. Agora a aldeia s\u00f3 tem algumas pessoas a viver aqui. H\u00e1 uma pequena loja que vende alimentos b\u00e1sicos e poucos produtos nacionais. N\u00e3o h\u00e1 hot\u00e9is e \u00e9 proibido acampar.<\/p>\n<p>Os \u00edndios Tamoios foram os primeiros habitantes da I<strong>lha Grande<\/strong>. Eram grandes flecheiros, destros ca\u00e7adores, pescadores de linha e mergulhadores. Viviam de modo diferente dos outros ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Suas aldeias eram fortificadas com estacas a que chamavam \u201ccai\u00e7aras\u201d e compunham-se de cinco ou seis ocas, abrigando cerca de 150 a duzentas pessoas no seu total. Sua l\u00edngua era diferente das que eram faladas pelos \u00edndios dos arredores.<\/p>\n<p>Denominavam a Ilha de Ipaum Gua\u00e7u (Ipaum significando Ilha, Gua\u00e7u, grande).<\/p>\n<p><strong>Algumas outras express\u00f5es ind\u00edgenas tamb\u00e9m acabaram se tornando a denomina\u00e7\u00e3o atual de locais na Ilha:\u00a0<\/strong>Ara\u00e7atiba, Provet\u00e1, Acai\u00e1, etc. Sendo a maior ilha do litoral Fluminense, fora doada por Martim Afonso de Souza em 1559 ao Dr. Vicente da Fonseca.<\/p>\n<p>Este, de posse das terras, chamou ao Brasil diversos a\u00e7orianos, doando aos mesmos grandes lotes da Ilha, que por sua vez, convidaram seus parentes do Arquip\u00e9lago A\u00e7oriano, dando in\u00edcio \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o do lugar.<\/p>\n<p>A\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>\u00a0sofreu tamb\u00e9m in\u00fameros ataques feitos por piratas. Eram tantos os ataques e abusos acontecendo no trecho de Cabo Frio a Santa Catarina, que Felipe II da Espanha resolveu manter uma guarda costeira para a regi\u00e3o, nomeando Martim de S\u00e1 seu comandante em 1617. Uma de suas resolu\u00e7\u00f5es foi a de proibir a coloniza\u00e7\u00e3o na ilha, o que persistiu at\u00e9 pouco antes do final do Sec. XVIII.<\/p>\n<p>Com a descoberta do ouro e da prata no Peru, no fim do s\u00e9culo XVI, a bacia do Prata tornou-se o local de onde as riquezas vindas do Peru eram carregadas pela frota espanhola. Entre a Europa e a bacia do Prata os locais mais convenientes (ao sul) para o reabastecimento de \u00e1gua e lenha eram as ilhas de Santa Catarina, S\u00e3o Sebasti\u00e3o e\u00a0<b>Ilha Grande.<\/b><\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, ocorreu o fim da &#8220;Invenc\u00edvel Armada&#8221;, quando Portugal ficou sob o dom\u00ednio espanhol que incorporou a maior parte da armada lusitana. Portugal, desfalcado de sua Marinha, ficou a costa brasileira despoliciada.<\/p>\n<p>Desse fato resultou a intensifica\u00e7\u00e3o do contrabando do Pau-brasil e depois, de muitos outros tipos de contrabando. Piratas e aventureiros de v\u00e1rias nacionalidades navegavam pela costa brasileira e assaltavam as naus espanholas carregadas de riquezas. Diversos pontos da costa brasileira serviam de ref\u00fagio, abrigo e porto de abastecimento.<\/p>\n<p>A I<b>lha Grande<\/b>, ao sul, destaca-se. Nela os contrabandistas e Piratas encontravam o abrigo mais seguro, al\u00e9m da tranq\u00fcilidade para obter o repouso necess\u00e1rio. Havia fartura de \u00e1gua pot\u00e1vel e madeira e dificilmente eram molestados pelos portugueses. Os holandeses tamb\u00e9m marcaram presen\u00e7a na\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>, no in\u00edcio do s\u00e9culo XVII.<\/p>\n<p>Registraram-se alguns conflitos entre holandeses e mesti\u00e7os \u00edndios-portugueses que habitavam a Ilha. Os holandeses deixaram heran\u00e7a gen\u00e9tica na ilha, o que pode ser observada pela presen\u00e7a de nativos com alguns tra\u00e7os \u00edndios, olhos azuis e cabelos loiros. Com a invas\u00e3o holandesa no norte do Brasil, a freq\u00fc\u00eancia daqueles navios tornou-se rara na ba\u00eda da\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>.<\/p>\n<p>Depois dos holandeses que tiveram passagem curta pela\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>, vieram os franceses, no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII e por 17 anos (1701-1718). Um dos pontos de interesse dos cors\u00e1rios franceses pela\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>, residia no fato da ilha ser vizinha \u00e0 Paraty, porto mar\u00edtimo de escoamento do ouro extra\u00eddo das minas gerais; a inexist\u00eancia de fortifica\u00e7\u00f5es e de tropas; abund\u00e2ncia de lenha e \u00e1gua, al\u00e9m do que, preferiam a\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>\u00a0para se refrescarem, pois a geografia dela apresentava, ante qualquer surpresa,uma melhor possibilidade de fuga.<\/p>\n<p>Existem registros de que v\u00e1rios navios carregados de mercadoria de origem francesa, principalmente de tecidos, descarregaram na\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>, precisamente nas Enseadas das Palmas, Abra\u00e3o e S\u00edtio Forte.<\/p>\n<p>A coloniza\u00e7\u00e3o da Ilha se deu somente entre 1725 e 1764, prosperando o cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar durante o s\u00e9culo XVIII, que perdurou at\u00e9 a primeira metade do s\u00e9culo XIX. Somente em 1726 a\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>\u00a0deixa de ser paulista para ser agregada ao Rio de Janeiro, pela insist\u00eancia de Luiz Vahia Monteiro, que alegava n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es de exterminar o contrabando e pirataria enquanto a\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>\u00a0n\u00e3o estivesse sob sua jurisdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Ilha foi elevada \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de Par\u00f3quia em 1803, com a constru\u00e7\u00e3o de capela na Fazenda de Sant\u2019ana, propriedade de Major Bento Jos\u00e9 da Costa. A constru\u00e7\u00e3o atual foi terminada em 1843, depois da demoli\u00e7\u00e3o da primeira igrejinha.<\/p>\n<p>A cultura do caf\u00e9 que foi introduzida um pouco mais tarde que a do a\u00e7\u00facar, perdurou de 1772 \u00e0 1890 chegando inclusive a ser exportado para a Europa. Para se ter uma id\u00e9ia da dimens\u00e3o dessas atividades na Ilha, apenas uma fazenda, a de Sant\u2019ana tinha mais de 5.000 escravos nessas duas culturas.<\/p>\n<p>Os portos de Sant\u2019Ana, da\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>, de Abra\u00e3o e do S\u00edtio do Forte ofuscavam o de Angra dos Reis. Tamb\u00e9m a Ilha tornou-se centro de desembarque e tr\u00e1fico de escravos negros trazidos da \u00c1frica (s\u00e9culo XVIII at\u00e9 meados do s\u00e9culo XIX).<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIX com a expans\u00e3o da cafeicultura na regi\u00e3o do Vale do Para\u00edba e tamb\u00e9m com o t\u00e9rmino do tr\u00e1fico de escravos, a<b>\u00a0Ilha Grande<\/b>\u00a0entrou em grande decad\u00eancia sendo os cafezais abandonados.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIX, Dom Pedro II visitou a\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>\u00a0e encantado com a beleza e a tranq\u00fcilidade da ilha, resolveu adquirir, em 1884, as Fazendas do Holand\u00eas (hoje Abra\u00e3o) e a de Dois Rios onde depois foi instalado o Instituto Penal C\u00e2ndido Mendes.<\/p>\n<p>Na fazenda do Holand\u00eas foi constru\u00eddo o Lazareto, que serviu como centro de triagem e quarentena para passageiros enfermos que desembarcavam no Brasil, notadamente contra o c\u00f3lera, chegando a atender mais de quatro mil embarca\u00e7\u00f5es durante os 28 anos de funcionamento.<\/p>\n<p>Em 1903 foi constru\u00edda a Col\u00f4nia Corregional de Dois Rios. O Lazareto foi desativado e funcionou como pres\u00eddio pol\u00edtico. No final da Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista de 1932, seus internos passaram para a Col\u00f4nia Corregional de Dois Rios. Posteriormente o Lazareto chegou a ser demolido, e hoje em dia no local encontram-se apenas suas ru\u00ednas.<\/p>\n<p>Em 1940 foi constru\u00eddo em Dois Rios o Instituto Penal C\u00e2ndido Mendes, com capacidade para mil presos de alta periculosidade. Este pres\u00eddio funcionou at\u00e9 1993 quando foi enfim desativado e seu pr\u00e9dio implodido. Com a decad\u00eancia da agricultura, iniciou-se nas \u00e1reas abandonadas a regenera\u00e7\u00e3o da floresta.<\/p>\n<p>Com o objetivo de conservar os importantes ecossistemas da regi\u00e3o, foram criados, em 1971, o Parque Estadual da Ilha Grande, com uma \u00e1rea de 5.600 hectares , que \u00e9 administrado pelo IEF, Instituto Estadual de Florestas, em 1990, a Reserva Biol\u00f3gica da Praia do Sul com uma \u00e1rea de 3.600 hectares , e o Parque Estadual Marinho de Aventureiro, abrangendo 5 milhas n\u00e1uticas.<\/p>\n<p>Este parque, que corresponde \u00e0 parte mar\u00edtima adjacente \u00e0 Reserva Biol\u00f3gica da Praia do Sul, \u00e9 formado pela regi\u00e3o litor\u00e2nea, zona de mar\u00e9s, desembocadura de rios, canal e zona ner\u00edtica (parte da plataforma onde a luz penetra at\u00e9 o fundo).<\/p>\n<p>A pesca \u00e9 uma atividade econ\u00f4mica que ocupa grande parte da popula\u00e7\u00e3o da Ilha.<\/p>\n<p><strong>Os principais n\u00facleos s\u00e3o:<\/strong>\u00a0Provet\u00e1, Ara\u00e7atiba, praia Vermelha, Matariz, Longa e palmeira Aventureiro. Exceto o Abra\u00e3o e algumas praias &#8220;particulares&#8221;, a maioria das comunidades \u00e9 de pescadores.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 30, iniciou-se o processo de salga de peixe realizado por imigrantes japoneses, embora a introdu\u00e7\u00e3o do processo tenha sido feita por imigrantes gregos.<\/p>\n<p>At\u00e9 a d\u00e9cada de 70 existiam na ilha cerca de 10 f\u00e1bricas de salga de peixe, sardinhas prensadas e em lata. Foi quando iniciou-se o decl\u00ednio e v\u00e1rias antigas f\u00e1bricas est\u00e3o hoje transformadas em pousadas. Em d\u00e9cadas anteriores, essas ind\u00fastrias eram em n\u00famero bem maior.<\/p>\n<p>Atualmente, a pesca v\u00eam passando por um per\u00edodo de queda na sua produ\u00e7\u00e3o, problema ocasionado pela presen\u00e7a da pesca predat\u00f3ria realizada por barcos arrast\u00f5es que nada deixam escapar das redes, al\u00e9m de dificuldades na comercializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Ilha Grande \u2013\u00a0<\/b>\u201co para\u00edso desconhecido\u201d<\/p>\n<p align=\"center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-175151 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ilha-grande-1.jpg\" alt=\"Ilha Grande\" width=\"459\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ilha-grande-1.jpg 459w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ilha-grande-1-300x195.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 459px) 100vw, 459px\" \/><b>Ilha Grande<\/b><\/p>\n<p align=\"left\">\n<b>Ilha Grande<\/b>\u00a0tem uma hist\u00f3ria colorida de escravos e piratas e lendas de tesouros piratas esquecidos. Hoje, esta ilha paradis\u00edaca pode oferecer muito do que poder\u00edamos desejar para n\u00f3s, turistas. Clima agrad\u00e1vel o ano todo, \u00f3timo para mergulho e snorkel, gente simp\u00e1tica, passeios na selva, boa comida e mais de cem praias para visitar! Voc\u00ea se sente como Robinson Cruse quando deixa Angra dos Reis para tr\u00e1s e os altos picos da\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>\u00a0aparecem no horizonte.<\/p>\n<p><b>Ilha Grande<\/b>\u00a0pertence ao munic\u00edpio de Angra dos Reis, que fica no continente do estado do Rio de Janeiro. A ilha est\u00e1 separada do continente sul-americano por um canal de dois quil\u00f4metros de extens\u00e3o e 7,5 metros de profundidade.<\/p>\n<p><b>Ilha Grande<\/b>\u00a0tem cerca de 190 km\u00b2 de altitude e o ponto mais alto \u00e9 o Pico da Pedra D\u2019\u00c1gua (1.035 m) e o Pico do Papagaio (986 m). Al\u00e9m das comunica\u00e7\u00f5es militares e municipais, n\u00e3o s\u00e3o permitidos ve\u00edculos. O clima aqui \u00e9 tropical, quente e \u00famido, com per\u00edodos regulares de chuvas. A temperatura no ver\u00e3o \u00e9 de 30 \u2013 40 \u00b0 C e no inverno cerca de 18 \u2013 24 \u00b0 C.<\/p>\n<p>O transporte mais comum na ilha \u00e9 o barco e voc\u00ea pode acompanh\u00e1-los para chegar a qualquer uma das cem praias. Se procura mais divers\u00e3o pode visitar uma das praias pr\u00f3ximas ao Abra\u00e3o onde pode fazer curso de mergulho, praticar canoagem, pescar, etc.<\/p>\n<p><b>Ilha Grande &#8211; Localiza\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Situada na Costa Verde do Rio de Janeiro, a\u00a0<b>Ilha Grande<\/b>\u00a0\u00e9 a maior ilha do estado e uma das mais belas paisagens naturais do Brasil, com mais de cem praias, enseadas de \u00e1guas calmas e uma grande extens\u00e3o de Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Conhecido desde o s\u00e9c. XVI, este lugar foi palco privilegiado da hist\u00f3ria brasileira. \u00cdndios, portugueses colonizadores, piratas, escravos, prisioneiros famosos e at\u00e9 D. Pedro II, todos j\u00e1 passaram pela ilha.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Ilha Grande<\/strong>\u00a0est\u00e1 localizada no 3\u00b0 Distrito do Munic\u00edpio de Angra dos Reis, \u00e9 dotada de um clima tropical \u00famido e quente, s\u00e3o 193 Km\u00b2 com mais de 100 praias de \u00e1guas claras misturadas com pedras, coberta de Mata Atl\u00e2ntica com um relevo montanhoso, pequenos rios e cachoeiras.<\/p>\n<p>Foi tombada pelo INEPAC (Instituto Estadual do Patrim\u00f4nio Cultural) em 09 de novembro de 1987.<\/p>\n<p><b>Ilha Grande &#8211; Praias<\/b><\/p>\n<p>A nordeste da Ilha Grande, entre a Ponta de Aripeba e a Ponta Grossa do S\u00edtio Forte, onde o Morro do Pil\u00e3o (391 m), desce em suave declive. As partes mais elevadas de suas costas possuem densa vegeta\u00e7\u00e3o. Funciona como bom ancoradouro, com profundidade entre 6 e 10 m . Possui diversas praias bastante visitadas.<\/p>\n<p>Suas \u00e1guas s\u00e3o verdes, calmas e l\u00edmpidas, prop\u00edcias a banhos e \u00e0 pr\u00e1tica de esportes n\u00e1uticos. Encontra-se abrigada de quase todos os ventos, e em seu interior est\u00e3o as Ilhas do Morcego e do Macedo. As \u00e1reas extremas da Enseada s\u00e3o excelentes para a pesca de mergulho.<\/p>\n<p>Nela est\u00e1 a Vila do Abra\u00e3o, a maior das vilas, simp\u00e1tico povoado que oferece uma\u00a0 infra-estrutura local adequada para quem procura descontra\u00e7\u00e3o e harmonia junto \u00e0 natureza. Principal porta de entrada do turismo, \u00e9 tamb\u00e9m a capital econ\u00f4mica da Ilha Grande.<\/p>\n<p>Principal local de atracamento e fundeamento de embarca\u00e7\u00f5es. A praia possui aproximadamente 1 km de extens\u00e3o e \u00e1guas rasas. Conta com in\u00fameras pousadas, hot\u00e9is, albergues, bares e restaurantes. Acesso feito a partir de Angra dos Reis ou Mangaratiba.<\/p>\n<p><strong>Praia do Lazareto<\/strong><\/p>\n<p>Na parte noroeste da Enseada do Abra\u00e3o, apresenta seu entorno totalmente tomado por vegeta\u00e7\u00e3o tropical densa, destacando-se a ala de palmeiras imperiais do Antigo Lazareto. Tamb\u00e9m conhecida como Praia Preta.<\/p>\n<p>Com presen\u00e7a de rochas, possui 300 m de extens\u00e3o, com \u00e1guas verdes, transparentes e mornas e areias monaz\u00edticas, de colora\u00e7\u00e3o escura. Na parte central da praia, bem junto \u00e0s ru\u00ednas, est\u00e1 a foz de um riacho, que vem formar uma pequena barra.<\/p>\n<p>Como elemento marcante do atrativo, est\u00e3o as ru\u00ednas do muro de arrimo, que, outrora, servia de base para o pr\u00e9dio do Lazareto. Acesso atrav\u00e9s de um caminho de terra, que liga a Vila do Abra\u00e3o a esta praia.<\/p>\n<p><strong>Praia do Abra\u00e3ozinho<\/strong><\/p>\n<p>Na parte sudoeste da enseada, cercada por coqueiros. Seu entorno \u00e9 formado pelas encostas da Serra do Abra\u00e3o, com densa vegeta\u00e7\u00e3o. \u00c1guas verdes, tranquilas e transparentes. Areias finas e claras. Em frente, destaca-se a presen\u00e7a da Ilha do Morcego. Bem abrigada dos ventos. \u00c9 uma das praias mais freq\u00fcentadas do Abra\u00e3o.<\/p>\n<p>Pode ser alcan\u00e7ada a p\u00e9 por trilha de 1 km aproximadamente, seguindo em frente na bifurca\u00e7\u00e3o para praia das Palmas, no in\u00edcio da Praia da J\u00falia. Caminhada leve que pode ser feita em poucos minutos partindo da Vila do Abra\u00e3o. Uma boa op\u00e7\u00e3o para chegar na praia do Abra\u00e3ozinho \u00e9 pegar um &#8220;t\u00e1xi-boat&#8221; na praia em frente \u00e0 Igreja da Vila do Abra\u00e3o. Os barquinhos que fazem o trajeto s\u00e3o r\u00e1pidos, velozes e divertidos.<\/p>\n<p><strong>Praia Comprida<\/strong><\/p>\n<p>Na parte sudoeste da Enseada do Abra\u00e3o, tem seu entorno composto pelas encostas da Serra do Abra\u00e3o, recobertas por vegeta\u00e7\u00e3o tropical densa. Prop\u00edcia a banhos, possui estreita faixa de areia e 70 m de extens\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c1guas verdes, transparentes e mornas, com areias finas e claras. Boa para banhos. Acesso a p\u00e9, por de trilha estreita de 500 m, percurso de 1 Km a partir da Praia do Abra\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Enseada das Palmas<\/strong><\/p>\n<p>Na pen\u00ednsula oriental da Ilha Grande, entre as Pontas da Cafua e a da Praia Grande. A vegeta\u00e7\u00e3o das encostas em torno \u00e9 exuberante. Suas \u00e1guas s\u00e3o verdes, transparentes e mornas, com profundidade m\u00e9dia de 10 m e fundo de areia e cascalho.<\/p>\n<p>Em seu interior est\u00e1 a Praia dos Mangues e a Praia Grande das Palmas, esta \u00faltima, toda circundada de palmeiras. Na sua entrada est\u00e1 a Ilha das Palmas, famosa pela floresta de palmeiras \u00a0em \u00a0seus \u00a0cost\u00f5es.<\/p>\n<p>Aqui\u00a0 existiram fazendas que utilizavam m\u00e3o-de-obra escrava no cultivo da cana de a\u00e7\u00facar e do caf\u00e9. Batalhas navais tamb\u00e9m foram travadas. Os sinais daquela \u00e9poca s\u00e3o percept\u00edveis neste local que foi, no s\u00e9culo XIX, um dos mais habitados da Ilha Grande.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 com\u00e9rcio desenvolvido e nenhum servi\u00e7o p\u00fablico. Palmas \u00e9 um dos \u201cpoints\u201d do ver\u00e3o na Ilha. Movimento durante o dia e muito sossego \u00e0 noite. O acesso \u00e9 mar\u00edtimo a partir da Vila do Abra\u00e3o, Mangaratiba ou Angra. Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 vir caminhando a partir do Abra\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Praia Grande de Palmas<\/strong><\/p>\n<p>Mais conhecida como Palmas, est\u00e1 localizada na parte oeste da Enseada de Palmas, circundada por palmeiras, quaresmeiras e amendoeiras. Sua extens\u00e3o \u00e9 de 600 m, e suas \u00e1guas s\u00e3o verdes, transparentes e mornas com areias grossas e claras.<\/p>\n<p>Local com um antigo n\u00facleo de pescadores, com constru\u00e7\u00f5es do final do s\u00e9culo XIX. No local existem campings. Em uma das extremidade o mar bate um pouco mais forte e a praia fica mais funda. No outro extremo \u00e9 bem calmo com areia mais fina. Sua popula\u00e7\u00e3o residente \u00e9 formada por pescadores. A praia de Palmas \u00e9 muito procurada no ver\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rios pequenos estabelecimentos que vendem bebidas, lanches, doces, salgados e refei\u00e7\u00f5es. Beleza rara, possui riachos nos extremos e boa sombra. \u00d3tima para banho de mar. Ligada por trilhas, com o Saco das Palmas e a Praia Lopes Mendes, \u00e0 direita, e com a Vila do Abra\u00e3o, \u00e0 esquerda. \u00c9 passagem obrigat\u00f3ria para quem vem do Abra\u00e3o e segue para Lopes Mendes ou mesmo para o Farol dos Castelhanos.<\/p>\n<p>Em alguns pontos da praia das Palmas \u00e9 poss\u00edvel encontrar resqu\u00edcio de um passado economicamente ativo, atrav\u00e9s de ru\u00ednas que se escondem nas matas ou por palmeiras imperiais, mais exibidas que denunciam a import\u00e2ncia destas terras no per\u00edodo colonial brasileiro.<\/p>\n<p>Em um passado ainda recente Palmas foi um importante posto de pesca e agricultura, que abastecia outros povoados da Ilha com seus produtos. Uma pequena mostra destes \u00e1ureos tempos pode ser vista ainda em algumas constru\u00e7\u00f5es particulares e na pequena igreja do local.<\/p>\n<p>A pesca, apesar de quase sucumbida pelo turismo, ainda resiste e \u00e9 praticada na praia das Palmas de forma bem primitiva. Um tipo muito antigo de pescaria ainda \u00e9 feito l\u00e1, que consiste em deixar no fundo do mar um cercado feito de lascas de bambu, chamado de &#8220;covo&#8221;, onde no seu interior s\u00e3o colocadas iscas, para atrair os peixes e pedras para fixar todo o engenho de baixo d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p>O peixe ent\u00e3o entra por uma abertura no cercado e por causa de seu desenho n\u00e3o consegue sair e fica assim aprisionado at\u00e9 o momento em que o pecador recolhe o covo com sua canoa.<\/p>\n<p><strong>Mangues<\/strong><\/p>\n<p>Na Enseada das Palmas, cercada por belos cost\u00f5es com densa vegeta\u00e7\u00e3o. Ao longe avista-se a Ilha de Marambaia e, pr\u00f3ximo, a Ilha das Palmas. Tem extens\u00e3o de 500 m , \u00e1guas verdes, transparentes e mornas, com areias finas e claras. Nos extremos da praia desembocam riachos que formam pequenos mangues.<\/p>\n<p>Pr\u00f3ximo \u00e0 praia existe uma ducha represada, muito usada pelos banhistas. O local possui alguns bares e \u00e9 utilizado como ponto de parada de escunas. Tamb\u00e9m existem muitas amendoeiras e coqueiros. Prop\u00edcia \u00e0 pr\u00e1tica de esportes n\u00e1uticos. Durante a baixa temporada \u00e9 poss\u00edvel passar horas na praia sem ver ningu\u00e9m transitando por ela.<\/p>\n<p>Quase um para\u00edso, n\u00e3o fosse pela movimenta\u00e7\u00e3o dos barcos que chegam e partem para o Abra\u00e3o na alta temporada. O acesso se d\u00e1 por por trilha, a partir da Praia Grande de Palmas ou Vila do Abra\u00e3o ou por mar, saindo do cais Angra dos Reis ou da Vila do Abra\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Lopes Mendes<\/strong><\/p>\n<p>Ao Sudoeste da pen\u00ednsula oriental da Ilha Grande, entre as Pontas de Lopes Mendes e das Palmeiras. Oce\u00e2nica. A vegeta\u00e7\u00e3o em torno \u00e9 bastante densa, destacando-se as amendoeiras. Vegeta\u00e7\u00e3o de restinga margeia toda a praia e forma uma plan\u00edcie \u00e1rida, toda ela envolta com abric\u00f3s.<\/p>\n<p>Ao fundo, \u00e0 esquerda, fica o Morro dos Castelhanos, com 350 m de altitude e, \u00e0 direita, o Morro do Ferreira, com 760 m . Defronte \u00e0 entrada, j\u00e1 em mar aberto, encontra-se a Ilha de Jorge Grego. Suas \u00e1guas s\u00e3o verdes, transparentes e mornas, com profundidade m\u00e9dia de 18 m. Areia branca, muito fina e firme. Tem 3 km de extens\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 dividida em dois trechos:<\/strong>\u00a0um, bem longo de praia selvagem, e outro, com ranchos de pescadores locais.<\/p>\n<p>O mar sempre tem ondas incr\u00edveis, o que atrai v\u00e1rios surfistas \u00e0 regi\u00e3o por causa da excelente condi\u00e7\u00e3o para a pr\u00e1tica de surf. \u00c9 uma das praias mais bonitas de todo o litoral brasileiro e a mais famosa de toda a Ilha.<\/p>\n<p>Acessada por uma trilha de 3 km a partir da Enseada das Palmas.<\/p>\n<p><strong>Santo Ant\u00f4nio:\u00a0<\/strong>Pequena, discreta e bem agrad\u00e1vel. Possui caracter\u00edsticas semelhantes a sua grande vizinha Lopes Mendes e \u00e9 muito procurada para a pr\u00e1tica do surf. O azul resplandecente das \u00e1guas e as ondas, que se formam com o vento do mar aberto, batem na praia nos convidando para um mergulho refrescante. O cen\u00e1rio \u00e9 maravilhoso e conquista a todos que se deixam sensibilizar com a for\u00e7a da natureza selvagem desse lugar.<\/p>\n<p><strong>Caxada\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>Pequena faixa de areia com 15 m de extens\u00e3o, cercada ainda por mata virgem. \u00c1guas azuis e calmas. A praia fica localizada em uma pequena enseada cercada por pedras, ficando protegida do mar aberto. Caminhando pelas pedras \u00e9 possivel visualizar a Enseada e Praia de Lopes Mendes \u00f3timo lugar para descansar, relaxar e meditar.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de muitos, a praia de Caxada\u00e7o \u00e9 considerada a mais linda da Ilha Grande, sen\u00e3o do Brasil. Escondida na costa, entre as rochas e a mata atl\u00e2ntica, a praia guarda toda a sua incr\u00edvel beleza e exuber\u00e2ncia para quem se aventura a encontr\u00e1-la. Banhar-se nas \u00e1guas da pequena Praia de Caxada\u00e7o \u00e9 ter a sensa\u00e7\u00e3o de estar desfrutando de um lugar aben\u00e7oado pelos deuses.<\/p>\n<p>O nome Caxada\u00e7o poucos sabem de onde vem, mas \u00e9 uma corruptela da palavra cachada, que significa o lugar para queima da vegeta\u00e7\u00e3o antes do plantio. Uma das curiosidades da Praia de Cacada\u00e7o s\u00e3o as enormes pedras que avan\u00e7am sobre o mar e suportam outras menores. Olhando com a imagina\u00e7\u00e3o solta, as pedras parecem esculturas modernas.<\/p>\n<p>Caxada\u00e7o \u00e9 um exemplo de que a Ilha Grande possui muitas praias que ainda est\u00e3o extremamente preservadas de qualquer a\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria ao meio ambiente. Foi ponto de desembarque de mantimentos e escravos. Em 1945 contavam-se cerca de 15 fam\u00edlias entre pescadores e funcion\u00e1rios do pres\u00eddio na vila de Dois Rios. Hoje \u00e9 um ref\u00fagio deserto.<\/p>\n<p>Encravada na montanha oferece muita sombra e um riacho que forma um po\u00e7o a cerca de 20 min de dist\u00e2ncia \u00e0 p\u00e9, bom para banho.<\/p>\n<p>Localizada no Saco dos Dois Rios, \u00e9 acessada por trilha apartir da Vila do Abra\u00e3o. Da praia tamb\u00e9m sai uma estrada de pedra constru\u00edda por escravos, que liga Caxada\u00e7o a Dois Rios, por uns 3 km de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>Dois Rios<\/strong><\/p>\n<p>Ao lado da Praia do Caxada\u00e7o no Saco dos Dois Rios. A praia \u00e9 muito bonita e tranq\u00fcila. Com extens\u00e3o de 1 Km, de cada lado desta praia existem dois rios (por isso o nome), possibilitando a voc\u00ea poder aproveitar o mar e se refrescar depois em um banho de agu\u00e1 doce.<\/p>\n<p>Caminhando-se por tr\u00e1s das ru\u00ednas do Antigo Pres\u00eddio, chega-se \u00e0 curva de um dois rios. Por ter seu leito formado basicamente por pedras e em descida suave, o visual \u00e9 surpreendente. Nesta praia localiza-se a Vila Dois Rios, pequena e aconchegante vila de pescadores.<\/p>\n<p>Atualmente existem poucos moradores, alguns servem refei\u00e7\u00f5es aos visitantes. Uma pequena mercearia fornece g\u00eaneros de primeira necessidade. Na vila de Dois Rios funciona um campus da UERJ, e os visitantes devem se identificar na entrada.<\/p>\n<p>Areia branca e em geral fina, fundo raso, \u00e1gua predominantemente azul. Reconhecido como um dos locais mais belos da Ilha Grande, esta deslumbrante localidade foi o piv\u00f4 da recente e passada fama de \u201cIlha Pres\u00eddio\u201d.<\/p>\n<p>O Local abrigou o extinto pres\u00eddio C\u00e2ndido Mendes. Antes de abrigar o pres\u00eddio, Dois Rios foi palco de guerras entre cors\u00e1rios e fazendeiros. Toda a praia fica cercada de muito verde com \u00e1rvores frut\u00edferas por todos os lados.<\/p>\n<p>Os dois rios banham um extenso manguezal, que equilibra o ecossistema de toda a regi\u00e3o. \u00c9 neste manguezal que os peixes se procriam, nele existem ricas esp\u00e9cies da fauna e da flora. O acesso \u00e0 praia parte da Vila do Abra\u00e3o, com trilha simples, por\u00e9m longa (cerca de 2 horas de caminhada).<\/p>\n<p><strong>Parnaioca<\/strong><\/p>\n<p>Na parte leste da Enseada da Praia Sul. Circundada por morros com vegeta\u00e7\u00e3o densa e diversificada, com muitos p\u00e1ssaros. Tem 1 km de extens\u00e3o e localiza-se na enseada entre a Ponta Alta da Parnaioca e a Ponta de Tucunduba.<\/p>\n<p>A faixa de areia \u00e9 recoberta de gram\u00edneas, coqueiros e amendoeiras. Suas \u00e1guas s\u00e3o verdes, transparentes e mornas, com areias finas e claras. Prop\u00edcia a banhos. Pr\u00f3ximo est\u00e1 a Cachoeira de Parnaioca, a maior da ilha em volume d\u2019\u00e1gua, localizada em rio do mesmo nome, que desemboca nesta praia.<\/p>\n<p>Pr\u00f3ximo tamb\u00e9m as ru\u00ednas de antiga casa de fazenda, com capela e cemit\u00e9rio, vest\u00edgios do per\u00edodo \u00e1ureo da cultura do caf\u00e9 com base em m\u00e3o-de-obra escrava. \u00c9 uma das praias mais isoladas de toda a ilha. Quem a conhecer hoje jamais ser\u00e1 capaz de \u00a0imaginar\u00a0 que\u00a0 a\u00a0 cerca\u00a0 de\u00a0 30 anos j\u00e1 foi a praia mais\u00a0 povoada\u00a0da\u00a0 Ilha\u00a0 Grande, abrigando uma\u00a0 comunidade de mais de 1.000 pessoas que viviam da pesca e agricultura. A praia de frente para o Atl\u00e2ntico com sua areia amarelada e grossa tem o mar violento. \u00c9 funda e com pouca sombra em seus 1.000 m de extens\u00e3o.<\/p>\n<p>Atualmente moram poucas pessoas. O rio Parnaioca, bem mais volumoso no passado, \u00e9 uma beleza \u00e0 parte. Acesso p or mar, saindo do cais Santa Luzia em Angra dos Reis ou da Vila do Abra\u00e3o, ou pela Trilha da Parnaioca.<\/p>\n<p><strong>Praia do Leste e do Sul<\/strong><\/p>\n<p><strong>S<\/strong>eparadas pela ilhota do Leste, essas praias possuem a maior extens\u00e3o da ilha, com cerca de 5 km . Possuem cost\u00f5es ao redor, moldados pela eros\u00e3o. As praias est\u00e3o situadas na Reserva Biol\u00f3gica Estadual da Praia do Sul, e possuem caracter\u00edstica de enseada em mar aberto.<\/p>\n<p>A visita\u00e7\u00e3o depende de autoriza\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o da Reserva. As \u00e1guas s\u00e3o mornas, cristalinas e esverdeadas. Existem duas lagoas (do Sul e Leste) de \u00e1guas represadas e doces, pr\u00f3ximas \u00e0s praias, onde desovam cardumes de tainhas e sardinhas. Na \u00e1rea encontra-se tamb\u00e9m o Parque Marinho do Aventureiro \u2013 uma faixa de mar que vai da Ponta da Tucunduba (fronteira com a Parnaioca) \u00a0\u00e0\u00a0 Ponta do\u00a0 Aventureiro.<\/p>\n<p>Uma das vis\u00f5es mais esplendorosas de natureza selvagem e bela que a ilha oferece. Das serras em forma de um gigantesco anfiteatro, despencam os rios por entre vales, com in\u00fameras quedas, at\u00e9 desaguarem numa baixada de mata inundada que forma as lagoas.<\/p>\n<p>Dependendo do movimento das mar\u00e9s, que atrav\u00e9s de canais invadem todo o mangue, suas \u00e1guas costumam variar de colora\u00e7\u00e3o devido \u00e0 grande concentra\u00e7\u00e3o de material org\u00e2nico. A restinga, que acompanha toda a orla, \u00e9 totalmente coberta por gravat\u00e1s, samambaias, orqu\u00eddeas terrestres, brom\u00e9lias, plantas rasteiras e cactos.<\/p>\n<p>Segundo levantamentos arqueol\u00f3gicos, a regi\u00e3o foi habitada h\u00e1 tr\u00eas mil anos por uma comunidade de amoladores-polidores fixos que antecederam os \u00edndios tupinamb\u00e1. Entre a Praia do Leste e a Praia do Sul, existe um pequeno morro, conhecido por Ilhote do Leste.<\/p>\n<p>O Ilhote era um lugar sagrado, onde os nativos enterravam seus mortos, se alimentavam, se protegiam de ataques e ainda lhes servia de espia para o momento em que os enormes cardumes invadiam o canal.<\/p>\n<p>Tal comunidade viveu ali por v\u00e1rios s\u00e9culos sobrevivendo da pesca de tainhas que entravam canal adentro em busca das lagoas para desovar, de caranguejos, ostras e mexilh\u00f5es. O Ilhote era um templo onde esse povo enterrava seus mortos e buscava prote\u00e7\u00e3o contra os ataques inimigos.<\/p>\n<p>Como eles desapareceram, ningu\u00e9m sabe ainda. Apesar de terem vivido por toda a Ilha \u00e9 poss\u00edvel que tenham sido expulsos por tribos tupis, pois foi achada uma pe\u00e7a de cer\u00e2mica tupi nas proximidades do Ilhote, embora isso n\u00e3o esteja comprovado, j\u00e1 que n\u00e3o existem outros vest\u00edgios desse povo na regi\u00e3o..<\/p>\n<p><strong>Aventureiro<\/strong><\/p>\n<p>Praia de mar aberto, com 600 m de extens\u00e3o, dentro dos limites da Reserva Estadual da Praia do Sul, no Saco do Aventureiro. \u00c9 ornamentada por coqueiros, amendoeiras e quaresmeiras, e possui uma forma\u00e7\u00e3o rochosa chamada Ponta do Aventureiro.<\/p>\n<p>Possui \u00e1guas verdes, transparentes e mornas com areias finas e claras. No local existe uma col\u00f4nia de pescadores. Atrai grande n\u00famero de visitantes, seja por sua beleza ou pela cordialidade de seus moradores.<\/p>\n<p>\u00c9 a mais isolada da Ilha Grande. Mar constantemente agitado da parte sul da ilha. Foram aventureiros aqueles que se estabeleceram neste in\u00f3spito, mas paradis\u00edaco recanto da Ilha Grande, gente vinda de muito longe, do outro lado do oceano, gente de cabelos claros como as areias da praia, que com o passar de gera\u00e7\u00f5es, miscigenados com os nativos do lugar trazem at\u00e9 hoje o legado dos aventureiros; os cai\u00e7aras.<\/p>\n<p>O raro contato com outras culturas proporcionou ao homem cai\u00e7ara uma perfeita integra\u00e7\u00e3o com a natureza. Utilizando os recursos do seu pr\u00f3prio meio, o cai\u00e7ara criou um modo peculiar de vida onde o homem e a natureza vivem em completa harmonia.<\/p>\n<p>A praia do Aventureiro, por seu isolamento, abriga uma comunidade de pescadores que preservou at\u00e9 os nossos dias a cultura cai\u00e7ara, e \u00e9 um dos \u00faltimos lugares onde existem os remanescentes deste grupo na regi\u00e3o. Vivendo entre o mar e a montanha, os aventureiros pescam e cultivam a terra.<\/p>\n<p>Canoas sobre rolos, prestes a lan\u00e7ar ao mar em busca de peixes, remos gastos por causa do uso, abandonados pelas tintas que os cobriam com o colorido peculiar da arte cai\u00e7ara, convivem em contraste com ferramentas de lavrar a terra.<\/p>\n<p>Redes descansam abertas na praia entre uma pesca e outra, crian\u00e7as brincam com\u00a0 pequenos gravetos\u00a0 e outros objetos que o mar as presenteou em suas mar\u00e9s. Acesso por c aminhada a partir da Praia do Proveta, ou mar\u00edtimo a partir do cais Santa Luzia em Angra dos Reis ou na Vila do Abra\u00e3o, na Ilha Grande.<\/p>\n<p>A melhor op\u00e7\u00e3o \u00e9 pegar o barco Maria Isabel ou Mestre Ernani, que aportam no cais em frente ao posto BR em Angra dos Reis. Os barcos s\u00f3 seguem direto para o Aventureiro se houver um numero suficiente de passageiros.<\/p>\n<p>Como nem sempre o mar \u00e9 calmo, geralmente os barcos aportam na Praia de Provet\u00e1. Provet\u00e1 fica do lado oposto da Praia do Aventureiro, esta pode ser alcan\u00e7ada por uma trilha, cruzando a montanha que chega a beirar uns 250 m de altitude.<\/p>\n<p>A subida \u00e9 \u00edngreme e o percurso todo \u00e9 bastante cansativo, mas como chegar ao para\u00edso exige esfor\u00e7o, vale a pena se aventurar. Na Praia do Aventureiro n\u00e3o existe hotel e muito menos pousadas. Alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 problema porque \u00e9 f\u00e1cil encontrar um bom prato \u00e0 base de peixe em barraquinhas que tamb\u00e9m vendem de tudo um pouco.<\/p>\n<p>Do alto, a \u201cPonta da Esp\u00eda\u201d, aonde os pescadores fazem a vig\u00edlia a espera dos cardumes de peixe, parece feita exatamente para este fim. A transpar\u00eancia da \u00e1gua permite ver todo o fundo do mar e o contorno sinuoso da costa pr\u00f3xima \u00e0 praia.<\/p>\n<p>O &#8220;homem da espia&#8221; \u00e9 de grande import\u00e2ncia para o sucesso da pescaria, \u00e9 ele quem orienta, por sinais, o lugar e o tempo certo de lan\u00e7ar as redes para cercar o cardume. Abriga uma pequena igreja e uma escola. Faz parte da Reserva Biol\u00f3gica Estadual da Praia do Sul.<\/p>\n<p><strong>Meros<\/strong><\/p>\n<p>Isolada, pequena, \u00e1guas agitadas. \u00c9 comum a forma\u00e7\u00e3o de dunas de areia. Nota-se tamb\u00e9m vest\u00edgios de antigas civiliza\u00e7\u00f5es que habitaram a Ilha a cerca de 3000 anos atr\u00e1s. A ponta do Drago apresenta uma curiosa forma\u00e7\u00e3o rochosa, lembrando um drag\u00e3o.<\/p>\n<p>A passagem em seu contorno \u00e9 sempre uma preocupa\u00e7\u00e3o para os navegantes. Quando o mar est\u00e1 agitado, a colis\u00e3o das ondas \u00e9 de tamanha intensidade que a espuma pode ser vista da praia da Parnaioca, distante 9,5 km.<\/p>\n<p>De acesso por embarca\u00e7\u00e3o, essa praia possui \u00e1guas cristalinas com areias claras. Com cerca de 100 m de extens\u00e3o, \u00e9 boa para a pr\u00e1tica de mergulho. \u00d3tima para o banho de mar.<\/p>\n<p><strong>Provet\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Na pen\u00ednsula ocidental da ilha, tem 500 m de extens\u00e3o, \u00e1guas verdes, transparentes e mornas e areias finas e escuras. Coqueiros e amendoeiras povoam a sua orla. Nas encostas pr\u00f3ximas, a vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 densa. Existem coqueiros e amendoeiras enfeitando a orla, e vegeta\u00e7\u00e3o densa nos morros ao redor.<\/p>\n<p>Est\u00e1 localizada na enseada, entre as pontas da Piscirica e da Escada, com a Ilha dos Meros \u00e0 sua entrada. Depois da Vila do Abra\u00e3o \u00e9 o maior n\u00facleo de popula\u00e7\u00e3o da Ilha, basicamente, uma col\u00f4nia de pescadores. Sua caracter\u00edstica de maior destaque \u00e9 a forte presen\u00e7a de uma comunidade evang\u00e9lica que envolve quase toda a popula\u00e7\u00e3o. Mar ligeiramente batido.<\/p>\n<p>\u00c9 uma praia bonita, por\u00e9m sem atividade tur\u00edstica fixa. Provet\u00e1 \u00e9 uma \u201cporta\u201d de acesso terrestre para a costa sudoeste da Ilha. A comunidade tem sua economia baseada na pesca embarcada e no com\u00e9rcio local crescente. Em julho\/2001 foi inaugurada \u00a0a\u00a0 rede\u00a0 de energia el\u00e9trica vinda do continente por meio de cabo submarino.<\/p>\n<p>Antes era produzida por moto-geradores. N\u00e3o existe rede de \u00e1gua e esgoto e posto de sa\u00fade. Aqui funciona uma escola p\u00fablica de ensino de primeiro grau completo, a \u00fanica al\u00e9m da vila do Abra\u00e3o. H\u00e1 um posto telef\u00f4nico p\u00fablico e a comunica\u00e7\u00e3o com Angra dos Reis \u00e9 di\u00e1ria atrav\u00e9s dos barcos de pesca.<\/p>\n<p>Em Provet\u00e1 est\u00e3o baseados os maiores barcos de pesca do litoral sul do Rio de Janeiro. \u00c9 f\u00e1cil notar a forte presen\u00e7a da atividade pesqueira. A conex\u00e3o com Angra dos Reis tem ocorrido com freq\u00fc\u00eancia di\u00e1ria. A cesso mar\u00edtimo pelo cais Santa Luzia em Angra dos Reis ou na Vila do Abra\u00e3o em Ilha Grande, ou pela Trilha do Provet\u00e1 partindo da Vila do Abr\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Gruta do Acai\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Localizada na parte sul da Ilha, na Ponta do Acai\u00e1, em uma propriedade particular, onde \u00e9 poss\u00edvel visit\u00e1-la pagando uma pequena quantia em dinheiro. \u00c9 uma caverna na encosta do morro que se aprofunda com acesso dif\u00edcil at\u00e9 um \u201csal\u00e3o subterr\u00e2neo\u201d (cerca de 30 m de largura e uma altura m\u00e9dia de 1 m), e continua mar adentro por um t\u00fanel submarino que leva \u00e0 sa\u00edda, na superf\u00edcie da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Muito procurada por profissionais da pr\u00e1tica de mergulho. Esconde em seu interior um espet\u00e1culo de luz e cor inigual\u00e1vel. Para assistir ao show da Gruta, \u00e9 necess\u00e1rio ter disposi\u00e7\u00e3o e um pouquinho de coragem, mas vale o esfor\u00e7o porque a sensa\u00e7\u00e3o de estar dentro desta caverna \u00e9 \u00f3tima, pois a luz do sol chega atrav\u00e9s da \u00e1gua do mar que invade a gruta, formando um pequeno lago de luz.<\/p>\n<p>Este tipo de fen\u00f4meno \u00e9 causado pela luz do sol que atinge a areia do fundo do mar e ela se reflete em uma falha geol\u00f3gica, iluminando a \u00e1gua que forma o pequeno lago no interior da gruta. A gruta \u00e9 formada por duas placas de granito apoiadas em outras rochas menores, que deixa entre elas uma fenda que permite a passagem de ar e desce at\u00e9 abaixo do n\u00edvel do mar, permitindo a entrada das \u00e1guas.<\/p>\n<p>A costeira onde est\u00e1 localizada a gruta \u00e9 praticamente um cais natural, onde, com algum cuidado, devido \u00e0 correnteza constante do quadrante sul que agita um pouco o mar, qualquer embarca\u00e7\u00e3o pode se aproximar e fazer o desembarque.<\/p>\n<p>Numa primeira vis\u00e3o, a entrada da Gruta do Acai\u00e1 \u00e9 um pouco assustadora, mas n\u00e3o oferece nenhum perigo. Uma escada r\u00fastica, mas segura, conduz at\u00e9 a entrada da fenda. Logo na entrada, o estreitamento da fenda obriga agacharmos para penetrar no sal\u00e3o principal da gruta. A escurid\u00e3o \u00e9 total neste ponto da gruta e ter uma lanterna \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>Depois da passagem estreita, a gruta se abre em um grande sal\u00e3o \u00famido e frio, que refresca e ameniza o esfor\u00e7o em alcan\u00e7\u00e1-la. Todos ficam extasiados com o espet\u00e1culo de luz que atrai para o pequeno lago no fundo da gruta. As luzes, a escurid\u00e3o, a umidade e o som das \u00e1guas batendo contra as rochas s\u00e3o os astros deste espet\u00e1culo, que longe de ser pavoroso \u00e9 simplesmente maravilhoso.<\/p>\n<p>Todos que retornam da gruta se dirigem ao barzinho r\u00fastico, pr\u00f3ximo \u00e0 entrada, para trocar impress\u00f5es sobre o passeio e comentar cada detalhe da aventura da descida \u00e0 Gruta do Acai\u00e1. Para chegar \u00e0 gruta, a melhor op\u00e7\u00e3o \u00e9 ir de barco, mas por uma trilha que parte da Praia Vermelha tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel alcan\u00e7\u00e1-la.<\/p>\n<p>Se for de barco, ap\u00f3s o desembarque, basta seguir por uma trilha curta at\u00e9 encontrar um port\u00e3o de madeira, que d\u00e1 acesso a propriedade e a um pequeno rancho de sap\u00e9, onde \u00e9 poss\u00edvel obter a permiss\u00e3o para visitar a gruta.<\/p>\n<p><strong>Vermelha e Itagua\u00e7\u00fa<\/strong><\/p>\n<p>A Praia Vermelha est\u00e1 localizada no extremo sul da Ilha Grande, \u00e9 a \u00faltima praia antes da Ponta do Acai\u00e1. Sem qualquer rela\u00e7\u00e3o aparente, a n\u00e3o ser pela cor ligeiramente avermelhada de suas areias, nada faz jus ao nome de Praia Vermelha.<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio, o verde \u00e9 uma constante por todos os lados. A geografia delicada da pequena enseada propicia um abrigo seguro para os ventos repentinos do quadrante sul, e tamb\u00e9m \u00e9 um porto pr\u00f3ximo para os melhores pontos de mergulho da ilha.<\/p>\n<p>Por conta disso, a Praia Vermelha \u00e9 o point das operadoras de mergulho, que promovem cursos de diversos n\u00edveis e tem como grande atra\u00e7\u00e3o os naufr\u00e1gios mais famosos da Ba\u00eda da Ilha Grande. Na Enseada da Praia Vermelha, esconde-se uma das mais encantadoras praias da ilha, a Praia de Itagua\u00e7\u00fa, \u00a0tamb\u00e9m \u00a0conhecida\u00a0 como \u00a0Praia do Ga\u00facho, que fica do lado esquerdo de quem chega e \u00e9 protegida por enormes pedras que represam a \u00e1gua e formam uma lagoa natural.<\/p>\n<p>Por isso, os moradores chamam carinhosamente este recanto de Lagamar. Ainda \u00e9 poss\u00edvel observar na Praia Vermelha costumes e tradi\u00e7\u00f5es dos pescadores nativos, como consertar embarca\u00e7\u00f5es em pequenos estaleiros artesanais.<\/p>\n<p>Os moradores da Praia Vermelha s\u00e3o na sua maioria nativos que mant\u00e9m um conv\u00edvio harm\u00f4nico com os rec\u00e9m chegados. S\u00e3o pessoas que vieram de outros locais, atra\u00eddas pelo enorme potencial tur\u00edstico do lugar.<\/p>\n<p>Na Praia Vermelha, encontramos uma atividade muito interessante e pouco conhecida que \u00e9 o cultivo de mexilh\u00f5es, algas e coquilhes. \u00c9 comum ver por toda a costa gal\u00f5es azuis e tubos brancos flutuando, organizados em filas nas \u00e1guas calmas da enseada, denunciando que ali crescem silenciosamente ricas fontes de alimento e sustento.<\/p>\n<p>A\u00a0 Praia Vermelha recebe anualmente um n\u00famero consider\u00e1vel de mergulhadores que dela partem em expedi\u00e7\u00f5es submarinas, especialmente pelos navios naufragados. Possui um atracadouro e um pequeno com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Sua praia apresenta cerca de 100 m de extens\u00e3o. A bela e pequenina Itagua\u00e7\u00fa quase n\u00e3o \u00e9 notada por quem passa de barco porque fica escondida atr\u00e1s das pedras. Boa para o banho\u00a0de mar, tranquila e simp\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Ara\u00e7atiba<\/strong><\/p>\n<p>Localizada na parte nordeste da Enseada de Ara\u00e7atiba, com extens\u00e3o de 500 m, tem em sua orla coqueiros, ip\u00eas amarelos e bambuzais. Suas \u00e1guas s\u00e3o verdes, transparentes e mornas, com areias finas e claras. No local destacam-se a presen\u00e7a de abrigos de embarca\u00e7\u00f5es e uma pequena capela de frente para o mar.<\/p>\n<p>Possui tamb\u00e9m uma antiga f\u00e1brica de sardinha enlatada, al\u00e9m de pequena infra-estrutura tur\u00edstica. Local prop\u00edcio \u00e0 pr\u00e1tica de esportes n\u00e1uticos. Acesso mar\u00edtimo a partir do cais Santa Luzia em Angra dos Reis ou na Vila do Abra\u00e3o em Ilha Grande.<\/p>\n<p><strong>Lagoa Verde (Ilha de Longa)<\/strong><\/p>\n<p>Recanto de \u00e1guas rasas, tranq\u00fcilas e tipicamente verdes \u00e9 um dos destaques da costa noroeste da Ilha Grande. \u00c9 um dos poucos locais do planeta onde s\u00e3o encontrados corais esverdeados. Local perfeito para nadar e mergulhar.<\/p>\n<p>Foi batizada, a poucos anos, como Lagoa Verde e ainda \u00e9 chamada de Boqueir\u00e3o pelos moradores de Ara\u00e7atiba e adjac\u00eancias. A Lagoa Verde, antes conhecida como Ilha da Longa, est\u00e1 localizada na fronteira entre a Praia da Longa e a Praia Grande de Ara\u00e7atiba, onde a Ilha da Longa quase encosta na Ilha Grande, formando uma esp\u00e9cie de piscina em forma de U.<\/p>\n<p>Sem esfor\u00e7o entendemos o porqu\u00ea de ser chamada assim. Suas \u00e1guas claras refletem a mata verde da encosta, deixando o mar tingido de verde, mas permitindo apreciarmos o fundo de areias claras e brilhantes. Um grande n\u00famero de embarca\u00e7\u00f5es aporta neste pequeno para\u00edso para descansar e aproveitar das belezas e \u00e1guas mornas do local.<\/p>\n<p>Para atender aos turistas que chegam na Lagoa Verde existe um restaurante flutuante. A fauna marinha do local tamb\u00e9m \u00e9 um espet\u00e1culo a parte, n\u00e3o s\u00f3 pela variedade de peixes multicoloridos como pela pouca profundidade de suas \u00e1guas transparentes e calmas.<\/p>\n<p><strong>S\u00edtio Forte<\/strong><\/p>\n<p>Um dos locais mais tranq\u00fcilos e agrad\u00e1veis da Ilha Grande. Teve grande import\u00e2ncia hist\u00f3rica e tamb\u00e9m na atividade econ\u00f4mica de ind\u00fastria de pescados. Hoje o turismo \u00e9 a principal atividade. Aqui existem pousadas, bares, restaurantes e cais para atraca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c1guas verdes, transparentes, mornas e tranq\u00fcilas. O acesso \u00e9 por barco ou por trilhas. Em julho\/2001 foi inaugurada a rede de energia el\u00e9trica vinda do continente por meio de cabo submarino. Antes era produzida por moto-geradores. Teve presen\u00e7a importante na \u00e9poca da escravid\u00e3o e das lavouras de cana de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Ru\u00ednas dos antigos casar\u00f5es s\u00e3o encontrados nas proximidades. Hoje suas terras s\u00e3o de propriedade particular. A Enseada do S\u00edtio Forte fica a 12 milhas n\u00e1uticas da Vila do Abra\u00e3o, seu nome se deve ao amplo pared\u00e3o rochoso existente na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos extremos da\u00a0 enseada\u00a0 desenvolve-se intensa \u00a0pr\u00e1tica\u00a0 de mergulho e existe o navio Pinguino que foi afundado em 1967 e \u00e9 um dos pontos mais visitados por mergulhadores de todo mundo. A Enseada, que fica abrigada dos ventos do quadrante Sul da Ilha Grande, est\u00e1 situada entre a Ponta de Aripeba e a Ponta Grossa do S\u00edtio Forte, onde o Morro do Pil\u00e3o desce em suave declive rodeado pela Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Com quase toda sua popula\u00e7\u00e3o economicamente dependente da atividade pesqueira e tur\u00edstica, a Enseada de S\u00edtio Forte abriga uma das mais atuantes atividades de Aq\u00fcicultura da Ilha Grande. As tr\u00eas principais esp\u00e9cies de moluscos cultivados nesta \u00e1rea s\u00e3o os Mexilh\u00f5es, as Ostras e os Coquilles de Saint Jacques (tamb\u00e9m conhecidos como vieiras).<\/p>\n<p><strong>Matariz<\/strong><\/p>\n<p>Onde at\u00e9 a alguns anos atr\u00e1s funcionou a \u00faltima f\u00e1brica de pescados enlatados da Ilha Grande.\u00a0\u00c9 habitada basicamente por pescadores que convivem em uma pequena comunidade com aproximadamente 150 pessoas.<\/p>\n<p>Tem um pequeno bar-mercearia, uma Escola Municipal e cais para atraca\u00e7\u00e3o. Esta simp\u00e1tica praia fica localizada pr\u00f3xima a Vila de Bananal. Uma atra\u00e7\u00e3o da praia de Matariz \u00e9 o helic\u00f3ptero que repousa na Lage do Matariz, a 7 metros de profundidade.<\/p>\n<p>No dia 4 de janeiro de 1998 o helic\u00f3ptero esquilo decolou da praia da Momba\u00e7a com destino ao Rio de Janeiro levando a bordo dois tripulantes e tr\u00eas passageiros, entre eles o propriet\u00e1rio do Hotel Gl\u00f3ria, Eduardo Tapaj\u00f3s.<\/p>\n<p>Voando com mau tempo, a aeronave apresentou um problema caindo violentamente. Ap\u00f3s o acidente o helic\u00f3ptero foi i\u00e7ado para an\u00e1lises t\u00e9cnicas. Para evitar a r\u00e1pida deteriora\u00e7\u00e3o foi recolocado debaixo d\u2019\u00e1gua pr\u00f3xima a lage da Matariz.<\/p>\n<p>Um ponto hist\u00f3rico que nenhum turista deve deixar de conhecer \u00e9 a Igreja de Santa\u2019Ana que fica pr\u00f3ximo ao posto de sa\u00fade. \u00c9 isso mesmo, esta simp\u00e1tica capela tem o mesmo nome da Igreja Matriz da Ilha Grande, que fica na Freguesia de Santanna. Aqui realiza-se celebra\u00e7\u00e3o todos os domingos.<\/p>\n<p><strong>Saco do Bananal<\/strong><\/p>\n<p>Importante ponto tur\u00edstico da Ilha Grande que desenvolveu-se ap\u00f3s a queda das atividades pesqueira e de \u201cexporta\u00e7\u00e3o\u201d de bananas. \u00d3timo local para descansar.<\/p>\n<p>Apresenta uma mata exuberante e mar calmo de \u00e1gua transparente. Possui 2 atracadouros, pousadas, restaurantes, operadora de mergulho e uma comunidade de pescadores. O acesso \u00e9 por trilhas ou por barco partindo de Angra dos Reis ou Vila do Abra\u00e3o. O Mirante do Bananal propicia uma vista maravilhosa e ampla.<\/p>\n<p><strong>Lagoa Azul<\/strong><\/p>\n<p>Na verdade n\u00e3o \u00e9 uma lagoa mas sim um arquip\u00e9lago prop\u00edcio para a pr\u00e1tica de mergulho. Fica no extremo norte da Ilha, na localidade conhecida por Freguesia de Santana e \u00e9 formada pelas ilhas do Macaco, Comprida, Redonda e a pr\u00f3pria Ilha Grande.<\/p>\n<p>\u00c1guas tranquilas, claras e azuis. Neste local existem diversas forma\u00e7\u00f5es de corais, onde \u00e9 possivel mergulhar apenas de snorkel. Suas \u00e1guas s\u00e3o geladas, mas n\u00e3o h\u00e1 quem n\u00e3o resista a dar um mergulho cercado por peixes.<\/p>\n<p>A ilha dos Macacos deixa de ser ilha (em rela\u00e7\u00e3o a Ilha Grande) quando a mar\u00e9 fica baixa. Com a mar\u00e9 alta \u00e9 poss\u00edvel cortar caminho pelo estreito (chamado \u201cFurado\u201d), passando com pequenas embarca\u00e7\u00f5es, por exemplo, com uma lancha de 16\u2032. \u00c9 o ponto da Ilha Grande mais pr\u00f3ximo do continente (terra firme) 2,3 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>A\u00a0 Lagoa Azul \u00e9 um dos mais belos pontos de mergulho e snorkeling da Ilha Grande. Tamb\u00e9m \u00e9 o lugar mais visitado por turistas do mundo inteiro que vem contemplar essa maravilha de paisagem e beleza cinematogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>Do Abra\u00e3o partem escunas que levam os turistas para um passeio que dura o dia todo visitando essas maravilhas. Chamava-se originalmente Praia do Sul de Fora, mas, por causa de seu visual cinematogr\u00e1fico, os moradores da regi\u00e3o passaram a cham\u00e1-la de Lagoa Azul, devido \u00e0 semelhan\u00e7a com o lindo lugar onde foi encenado o famoso filme &#8220;Lagoa Azul&#8221;. Acesso por barco que partem da Vila do Abra\u00e3o.<\/p>\n<p>Praia de Baixo \u2013 com extens\u00e3o de 200 m, possui \u00e1guas verdes, transparentes e mornas, com areias finas e amareladas. Praia de Enseada, com vegeta\u00e7\u00e3o de gram\u00edneas na faixa arenosa e cercada por morros recobertos com densa vegeta\u00e7\u00e3o. H\u00e1 uma trilha bem \u00edngreme, ligando-a \u00e0 Praia da Freguesia de Santana.<\/p>\n<p>Acesso por barcos a partir do cais de Santa Luzia em Angra dos Reis ou na Vila do Abra\u00e3o em Ilha Grande.<\/p>\n<p><strong>Freguesia de Santana<\/strong><\/p>\n<p>No s\u00e9culo passado foi o centro de desenvolvimento econ\u00f4mico da Ilha Grande. Hoje \u00e9 um destacado ponto tur\u00edstico, n\u00e3o s\u00f3 para a ilha, mas tamb\u00e9m para a cidade de Angra dos Reis. A praia de Freguesia sul\u00a0\u00e9 deserta, com boa sombra e \u00f3tima para o banho de mar.<\/p>\n<p>A igreja de Santana \u2013 1796 \u00e9 o mais importante patrim\u00f4nio hist\u00f3rico da Ilha Grande e, que resiste bravamente aos tempos. Aqui acontece todo fim de julho a festa de Santana. Possui muitos coqueiros e amendoeiras ao redor, predominando a presen\u00e7a de rochedos. Com \u00e1guas mornas, claras e esverdeadas. Possui trilha (500 m) para a Praia de Baixo.<\/p>\n<p><strong>Japariz e Funil<\/strong><\/p>\n<p>Habitada por pescadores, no ver\u00e3o tem grande movimento de turistas nos seus restaurantes. A praia do Funil \u00e9 vizinha pr\u00f3xima ao Japariz, tem cerca de 10 m de extens\u00e3o, \u00e9 desabitada e praticamente impercept\u00edvel para quem passa de barco, pois fica escondida no fundo de um corredor natural formado pelas encostas cobertas de vegeta\u00e7\u00e3o .<\/p>\n<p>Japariz abrigou durante muitos anos uma pequena comunidade de pescadores, que pescava n\u00e3o muito distante da praia, camar\u00f5es e peixes de pequeno porte que eram levados para Angra dos Reis e ali comercializados.<\/p>\n<p>A rotina da pesca mudou com o crescimento do turismo na Ilha Grande hoje, o pescado n\u00e3o chega mais ao mercado de peixes de Angra, mas abastece os pequenos restaurantes ali instalados pelos pr\u00f3prios moradores.<\/p>\n<p>Por este motivo Japariz, tornou-se parada obrigat\u00f3ria de quase todos os saveiros que fazem passeios para este lado da Ilha. Por sua proximidade com o continente, foi ali instalado o terminal que recebe o cabo que traz energia el\u00e9trica para ser distribu\u00edda em toda a ilha.<\/p>\n<p><strong>Saco do C\u00e9u<\/strong><\/p>\n<p>Ao fundo da Enseada da Estrela, de margens alagadi\u00e7as, com vegeta\u00e7\u00e3o t\u00edpica de manguezais, sobressaem-se as altas encostas de seu entorno, recobertas por densa vegeta\u00e7\u00e3o. Suas \u00e1guas s\u00e3o verdes, transparentes, mornas e tranq\u00fcilas, com profundidade m\u00e9dia de 6 m .<\/p>\n<p>Do seu interior avista-se o Pico da Pedra d\u2019\u00e1gua, com 1.037 m de altitude, ponto culminante da Ilha. Na sua entrada existem duas pequenas praias particulares. Ao fundo est\u00e1 o Porto do N\u00f3brega, com uma ponte de atraca\u00e7\u00e3o, a Igreja S\u00e3o Cosme e Dami\u00e3o e uma col\u00f4nia de pescadores.<\/p>\n<p>\u00c9 fundeadouro recomendado para embarca\u00e7\u00f5es de pequeno calado e muito usado para pernoitar. \u00c9 um santu\u00e1rio ecol\u00f3gico. O mar \u00e9 t\u00e3o calmo como um lago e nas noites de c\u00e9u estrelado \u00e9 poss\u00edvel ver as estrelas refletidas na superf\u00edcie da \u00e1gua \u2013 por isso o nome. Mais da metade da costeira \u00e9 formada por manguezais. No ver\u00e3o, \u00e9 grande o tr\u00e1fego\u00a0 de embarca\u00e7\u00f5es, \u00a0pois\u00a0 al\u00e9m \u00a0da\u00a0 magn\u00edfica\u00a0 beleza natural, o local \u00e9 ideal para pr\u00e1tica de ski aqu\u00e1tico e jet-ski.<\/p>\n<p>Na hist\u00f3ria destacaram-se as casas de farinha-moinhos. Quem passa ao largo, pouco se apercebe da espetacular paisagem que h\u00e1 por tr\u00e1s dos morros. A Enseada das Estrelas tem esse nome por causa da quantidade de estrelas do mar que habitam o fundo raso de \u00e1guas claras.<\/p>\n<p>Logo na entrada do saco do c\u00e9u, com suas \u00e1guas calmas e palmeiras que se inclinam em dire\u00e7\u00e3o ao mar, encontra-se um certo ar tropical havaiano, que s\u00f3 desaparece quando surge uma ou outra canoa ou barco de pesca com seu colorido peculiar transportando moradores ou trazendo o resultado da pesca do dia. Um trapiche de madeira permite a atraca\u00e7\u00e3o de barcos pequenos e \u00e9 o ponto de partida para conhecer por terra um pouco da pequena vila.<\/p>\n<p><strong>Enseada das Estrelas<\/strong><\/p>\n<p>As estrelas do mar habitam em grande n\u00famero o fundo desta enseada, dando origem ao nome. O mar \u00e9 calmo e suas praias s\u00e3o boas para o banho de mar.<\/p>\n<p>Atualmente moram v\u00e1rias fam\u00edlias que vivem da pesca e do cultivo de subsist\u00eancia. Na enseada se encontram as praias da Feiticeira, Igua\u00e7\u00fa, Camiranga, Grande e de Fora. Praia Grande e praia de Fora possuem 500 m de extens\u00e3o, s\u00e3o estreitas e com pouca sombra. Na praia de Fora des\u00e1gua o rio Perequ\u00ea, o maior em volume de \u00e1gua de toda a ilha.<\/p>\n<p>Quem navega ao largo da Enseada das Estrelas n\u00e3o percebe que o contorno sinuoso das montanhas que formam a enseada \u00e9 interrompido em uma de suas partes para tornar-se entrada do Saco do C\u00e9u, uma enorme e calma enseada abrigada. Por conta deste acidente geogr\u00e1fico, piratas usaram a enseada para esconder seus navios e partir para ataques surpresa a esquadras portuguesas carregadas do ouro das Minas Gerais, cuja rota passava invariavelmente pela ba\u00eda da Ilha Grande.<\/p>\n<p><strong>Feiticeira<\/strong><\/p>\n<p>Entre a Ponta do Igua\u00e7u e do Morundu fica essa praia de beleza indefin\u00edvel. Possuem cerca de 500 m de extens\u00e3o, com \u00e1guas cristalinas, mornas, e areias limpas.<\/p>\n<p>Com coqueiros e outras \u00e1rvores ao redor. Abrigam ainda boulders, ondem fica a Cachoeirinha, praia particular, e a cachoeira da Feiticeira, que desemboca no mar. Pode-se conhecer esta encantadora praia atrav\u00e9s de passeio de barco.<\/p>\n<p>Mas a melhor op\u00e7\u00e3o para conhec\u00ea-la \u00e9 caminhando por uma hora da Vila do Abra\u00e3o. No seu caminho temos diversas atra\u00e7\u00f5es como o Po\u00e7\u00e3o dos Escravos e o Aqueduto do Lazareto que \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o da \u00e9poca do Imp\u00e9rio e tamb\u00e9m a cachoeira mais famosa da ilha que leva o mesmo nome da praia.<\/p>\n<p>Deve-se salientar que, no meio da semana, a praia \u00e9 quase deserta, por isso todos que a visitarem devem levar \u00e1gua e alimentos, pois n\u00e3o h\u00e1 com\u00e9rcio nesta praia. Outra recomenda\u00e7\u00e3o importante para quem pretende conhecer \u00a0a\u00a0 praia\u00a0 atrav\u00e9s\u00a0 de caminhada \u00e9 estar sempre acompanhada por um guia, pois \u00e9 um trecho que cont\u00e9m algumas bifurca\u00e7\u00f5es, alem de ser pouco sinalizado.<\/p>\n<p>A praia da Feiticeira \u00e9 cercada de encantos e magia. Chegando na praia observam-se algumas rochas que formam labirintos para se nadar, \u00e1gua de colora\u00e7\u00e3o verde devido a presen\u00e7a de vegeta\u00e7\u00e3o costeira. \u00c9 uma das praias mais sedutoras, com uma faixa estreita de areia clara e muitas amendoeiras.<\/p>\n<p>A Cachoeira da Feiticeira pode ser alcan\u00e7ada com uma f\u00e1cil caminhada de 30 minutos, muito procurada por quem faz rapel, com aproximadamente 15 m de queda que forma um enigm\u00e1tico v\u00e9u de \u00e1gua cercado pelo verde da Mata Atl\u00e2ntica. Evite subir no topo da cachoeira sem pr\u00e1tica. \u00c9 uma praia calma, com uns 100 m de extens\u00e3o, onde se encontra tamb\u00e9m areia monaz\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>Praia Camiranga<\/strong><\/p>\n<p>Localizada entre cost\u00f5es, na parte Sudoeste \u00a0da\u00a0 Enseada\u00a0 da \u00a0Estrela, na foz do Riacho Camiranga, tem a faixa arenosa circundada por densa vegeta\u00e7\u00e3o. Com extens\u00e3o de 400 m , possui \u00e1guas verdes, transparentes e mornas. Suas areias s\u00e3o claras e finas. Muito visitada na alta esta\u00e7\u00e3o por turistas que fundeiam os seus barcos e lanchas nas proximidades. Existem ainda tr\u00eas rochedos em suas finas areias.<\/p>\n<p><b>Ilha Grande &#8211; Ilhas<\/b><\/p>\n<p><strong>Ilha do Meio<\/strong><\/p>\n<p>Forma\u00e7\u00e3o rochosa que aflora no meio da enseada do Abra\u00e3o, mant\u00e9m em seu topo uma pequena vegeta\u00e7\u00e3o que garante o charme desta ilhota que \u00e9 constantemente visitada pelos p\u00e1ssaros. Os mergulhadores tamb\u00e9m s\u00e3o visita constante na encosta submersa, onde podem apreciar as belezas e encantos do fundo do mar.<\/p>\n<p>Apesar de sua localiza\u00e7\u00e3o, a ilha n\u00e3o oferece perigo \u00e0 navega\u00e7\u00e3o, podendo ser apreciada por todos quando da viagem entre Mangaratiba e a Vila do Abra\u00e3o. Um fato curioso foi ter o Imperador D. Pedro II ilustrado com esmero, em seu bloco de desenho, um perfil da Ilha do Meio, quando fez sua primeira viagem \u00e0 Angra dos Reis.<\/p>\n<p><strong>Ilha de Pau a Pino<\/strong><\/p>\n<p>Pequena forma\u00e7\u00e3o rochosa, que em alguns pontos cresce vegeta\u00e7\u00e3o de acordo com as suas eleva\u00e7\u00f5es. A ilha se localiza no canal que separa a Ilha Grande e o continente, e \u00e9 facilmente avistada quando se faz o percurso de Mangaratiba para a Vila do Abra\u00e3o.<\/p>\n<p>Navegar pelas \u00e1guas que margeiam a ilha transmite a sensa\u00e7\u00e3o de estar desfrutando de um lugar aben\u00e7oado pelos deuses. Mares de azul penetrante e ventos tranq\u00fcilos convidam para um passeio bel\u00edssimo. Al\u00e9m dos p\u00e1ssaros pescadores, a ilha tamb\u00e9m atrai barqueiros, pescadores de linha e praticantes de ca\u00e7a submarina.<\/p>\n<p>Ao entardecer, \u00e9 comum encontrar alguns barquinhos em torno do local. O belo cen\u00e1rio desta ilha surpreende pela sua natureza selvagem e totalmente inexplorada. As ondas batem nas pedras e o cheiro profundo do mar se exala ao seu redor, p\u00e1ssaros \u00a0voam\u00a0 e\u00a0 pescam \u00a0em\u00a0 suas\u00a0 \u00e1guas, indiferentes \u00e0 import\u00e2ncia do farol constru\u00eddo na sua parte mais alta, que serve tanto para trazer seguran\u00e7a para navega\u00e7\u00e3o \u00e0 noite, sinalizando com sincronizadas piscadelas de luz, como tamb\u00e9m serve de abrigo e moradia das gaivotas que rodeiam as pedras.<\/p>\n<p><strong>Ilha das Palmas:\u00a0<\/strong>Pequena e simp\u00e1tica ilha que fica na dire\u00e7\u00e3o do Farol dos Castelhanos, onde os ventos do quadrante leste varrem a regi\u00e3o constantemente. A beleza da ilha n\u00e3o se resume em revelar a vasta exuber\u00e2ncia tropical, vista do alto, com seus contornos e sinuosidades, a ilha parece um grande bumerangue verde voando nas l\u00edmpidas \u00e1guas que refletem o c\u00e9u. Bom local para pesca, tanto de linha como submarina.<\/p>\n<p><strong>Ilha do Guriri:\u00a0<\/strong>A pequena ilha localiza-se pr\u00f3ximo ao famoso Farol dos Castelhanos, onde fica o Cost\u00e3o de Lopes Mendes, que delimita a Ilha Grande no lado leste. A beleza de suas rochas, constantemente cobertas pelas \u00e1guas do mar, e a vegeta\u00e7\u00e3o a\u00e7oitada pelo vento leste exibem a natureza selvagem e indomada da Ilha Grande.<\/p>\n<p><strong>Ilha de Jorge Grego<\/strong><\/p>\n<p>Ilha com cerca de 1 km2, possui um dos mais espetaculares ecossistemas marinhos. L\u00e1 vivem os atob\u00e1s, os imensos lagartos, col\u00f4nias de corais, cardumes de variadas esp\u00e9cies de peixes, sem falar que \u00e9 o para\u00edso dos golfinhos e mergulhadores do mundo inteiro.<\/p>\n<p>O mist\u00e9rio e a beleza que cercam esta maravilha da Ilha Grande fazem de Jorge Grego um lugar fascinante. Segundo alguns historiadores, a ilha deve ter sido doada por Martim Afonso de Souza a algum amigo com esse nome. Mas como \u00e9 imposs\u00edvel viver na ilha e muito menos se abrigar do mar em f\u00faria quando sopra o sudoeste, a ilha certamente nunca foi habitada.<\/p>\n<p>At\u00e9 porque, l\u00e1 n\u00e3o tem \u00e1gua (doce) em abund\u00e2ncia que possa garantir a sobreviv\u00eancia. Acredita-se que a ilha deve seu\u00a0 nome\u00a0 ao pirata ingl\u00eas Jorge Grego que teria naufragado em suas proximidades. O pirata Jorge Grego navegava em dire\u00e7\u00e3o ao Estreito de Magalh\u00e3es, quando se viu perseguido por naus da Armada Inglesa.<\/p>\n<p>Atacado, sem meios de alcan\u00e7ar a Ilha Grande e j\u00e1 com o navio em peda\u00e7os, fundeou junto a terra mais pr\u00f3xima, conseguindo salvar suas duas filhas e um companheiro. Com o tempo as filhas foram crescendo, a pirataria esquecida e uma rica agricultura floresceu em toda a ilha. Mas certo dia Jorge percebeu a paix\u00e3o de seu amigo por uma de suas filhas.<\/p>\n<p>Em desespero, o pirata assassinou seu companheiro e tornou-se amante de suas pr\u00f3prias filhas, at\u00e9 que a maldi\u00e7\u00e3o ca\u00edsse sobre a ilha, e ventos nunca vistos antes, varreram de repente as casas, desapareceram as lavouras, os campos secaram, e Jorge Grego, sozinho e louco, vagou pela ilha at\u00e9 a morte, enterrando antes, o tesouro que acumulara. Jorge Grego localiza-se atr\u00e1s da Ilha Grande em frente \u00e0 Praia de Lopes Mendes, estando a 23 milhas de Angra dos Reis.<\/p>\n<p>Por estar voltada para o alto mar, Jorge Grego possui uma fauna marinha excelente, com grandes peixes de fundo e de passagem. Normalmente a visibilidade m\u00ednima gira em torno dos 10m podendo chegar aos 25 m.<\/p>\n<p>A profundidade local varia entre os 10 a 35 m, com muitos rochedos e tocas. Garoupas, badejos, arraias, olhos-de-boi s\u00e3o vistos com freq\u00fc\u00eancia. Apesar de ser um excelente ponto de mergulho, \u00e9 aconselh\u00e1vel aos megulhadores com experi\u00eancia avan\u00e7ada, devido \u00e0 posi\u00e7\u00e3o da ilha estar em mar aberto e sujeito a uma virada de mar repentina.<\/p>\n<p>Deve-se tomar cuidado com alguma corrente em sua face externa. Aos amantes de foto-sub, \u00e9 um excelente ponto de mergulho devido ao visual acima e dentro d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p><b>Ilha Grande &#8211; Cultura<\/b><\/p>\n<p><strong>Igreja da Freguesia de Santana<\/strong><\/p>\n<p>Situada em uma pequena pen\u00ednsula da Ilha Grande, o Saco da Freguesia, foi constru\u00edda em um outeiro, sobre adro retangular, sustentado por muros de arrimo, com a fachada frontal voltada para a Praia da Freguesia de Santana.<\/p>\n<p>Erguida em 1796 para atender os habitantes da regi\u00e3o, possui fachadas de linhas simples, sem ornamentos expressivos. Bem conservada exteriormente, constitui-se no mais importante monumento religioso da Ilha Grande.<\/p>\n<p>O lugar foi o primeiro vilarejo da Ilha Grande, onde se formou o primeiro n\u00facleo de povoamento. Hoje em dia, Freguesia de Sant\u2019Ana \u00e9 um lugar pacato, regi\u00e3o que prima pela mansid\u00e3o e simplicidade. Nos jardins da igreja, foram esculpidas em m\u00e1rmore algumas est\u00e1tuas de anjinhos para proteger e aben\u00e7oar o local.<\/p>\n<p>Os moradores da ilha contam que anjos celestes habitam nas redondezas \u00a0da\u00a0 igrejinha.\u00a0\u00a0 Todo\u00a0 dia\u00a0 26\u00a0 de\u00a0 julho,\u00a0 dia de de Sant\u2019Ana, os ilh\u00e9us realizam uma festa em homenagem a padroeira do vilarejo. Muitos barcos e canoas chegam para a celebra\u00e7\u00e3o na igreja, fi\u00e9is vindos de todas as partes participam da homenagem e partem em prociss\u00e3o pela trilha que leva at\u00e9 a Praia de Fora.<\/p>\n<p>A prociss\u00e3o segue pela trilha com a imagem de Sant\u2019Ana, atravessa o pequeno monte, onde fica a igreja, e caminha em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Praia de Fora, depois retorna pelo mesmo caminho. O andor, com a pequena imagem, \u00e9 acompanhado pelos fi\u00e9is e por uma bandinha, tornando a prociss\u00e3o animada e formando um desfile de cores e m\u00fasica.<\/p>\n<p><strong>Farol dos Castelhanos<\/strong><\/p>\n<p>Localizado na Ponta dos Castelhanos, extremo leste da Ilha Grande, suas paredes de 1 m de espessura foram erguidas em 1900, mas s\u00f3 em 1923 passou a funcionar com um sistema de ilumina\u00e7\u00e3o importado da Fran\u00e7a o qual utilizava o acetileno como combust\u00edvel.<\/p>\n<p>Hoje, ainda usando a mesma tecnologia francesa, a fonte de alimenta\u00e7\u00e3o de sua chama \u00e9 o g\u00e1s butano. Da torre, de 14 m de altura, descortina-se um dos mais belos panoramas do Oceano Atl\u00e2ntico. L\u00e1 de cima, avista-se a Ilha de Guriri, o Cost\u00e3o de Lopes Mendes e mais ao longe a Ilha de Jorge Grego.<\/p>\n<p>\u00c9 um dos mais antigos far\u00f3is da costa brasileira. Conserva seu projeto original de t\u00e9cnica francesa, com mecanismos puramente mec\u00e2nicos e lentes de cristal. O local \u00e9 de extrema beleza natural. O acesso \u00e9 de barco ou por trilha (pouco usada). Ao chegar ao farol, apresente-se ao faroleiro \u2013 membro da Marinha de Guerra Brasileira.<\/p>\n<p>Para perman\u00eancia\u00a0 longa \u00a0(pernoite) \u00a0ser\u00e1 necess\u00e1ria uma autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, escrita, expedida pela Marinha. Para aproveitar bem o local o ideal \u00e9 ir com tempo para poder conhecer em detalhes o funcionamento e a vida em um farol.<\/p>\n<p><strong>O termo farol tem origem da palavra grega faros, uma ilha pr\u00f3xima \u00e0 cidade de Alexandria, onde no ano de 280 a .C, foi constru\u00edda uma das sete maravilhas do mundo antigo:<\/strong>\u00a0O Farol de Alexandria que fica situado na ilha de Faros (origem do termo farol), pr\u00f3xima ao porto de Alexandria no Egito.<\/p>\n<p>O farol pode ser alcan\u00e7ado por meio da trilha que se inicia na Praia de Pouso. Nas cerca de seis horas de caminhada pesada, \u00e9 dif\u00edcil encontrar com algu\u00e9m pelo caminho. Poucos se atrevem a fazer o percurso, um dos mais \u00e1rduos da Ilha Grande.<\/p>\n<p><strong>Aqueduto<\/strong><\/p>\n<p>Quando D. Pedro II visitou a Ilha Grande pela primeira vez, em 5 dezembro de 1863, ficou encantado pela sua beleza e tranq\u00fcilidade. Em seu famoso Di\u00e1rio, que se encontra no Museu Imperial de Petr\u00f3polis, regi\u00e3o serrana do Rio, eternizou com desenhos e textos a sua passagem pela Ilha.<\/p>\n<p>Devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas, que n\u00e3o eram favor\u00e1veis a navega\u00e7\u00e3o, o Imperador pernoitou na Fazenda do Holand\u00eas, que anos depois (1884) seria adquirida pela Fazenda Imperial para abrigar o Lazareto do Rio de Janeiro, terras hoje compreendidas pela Vila do Abra\u00e3o e Vila de Dois Rios.<\/p>\n<p>As obras do Lazareto terminaram no in\u00edcio de 1886, e em dezembro do mesmo ano, j\u00e1 recebia os passageiros do vapor Valpara\u00edso para inspe\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria. Serviu, por muitos anos, de centro de triagem e quarentena para os passageiros enfermos que chegavam ao Brasil vindos de outros pa\u00edses. Logo em seguida, foi erguido o imponente Aqueduto para abastecer, com \u00e1gua vinda do c\u00f3rrego do Abra\u00e3o, o Lazareto.<\/p>\n<p>Imponentes e belos, os aquedutos tiveram papel importante no desenvolvimento das civiliza\u00e7\u00f5es. Os romanos foram os grandes precursores dessa engenharia que consistia em levar \u00e1gua de um ponto a outro sobre arcos constru\u00eddos de pedra e que apresentavam uma ligeira inclina\u00e7\u00e3o para que a \u00e1gua pudesse correr sobre a cantaria.<\/p>\n<p>T\u00e3o importante quanto os Arcos da Lapa, o Aqueduto na Vila do Abra\u00e3o faz parte da hist\u00f3ria do Brasil e \u00e9 rel\u00edquia da Ilha Grande. Sua constru\u00e7\u00e3o data de 1893 e possui 125 metros de extens\u00e3o. Dessa forma, \u00fanico e magn\u00edfico, o Aqueduto, \u00e9 um dos monumentos de maior import\u00e2ncia hist\u00f3rica da Ilha Grande.<\/p>\n<p>Junto \u00e0 cabeceira do aqueduto, existe uma pedra em forma de sof\u00e1, onde Dom Pedro II costumava sentar para ler sobre bot\u00e2nica, escrever seus poemas e desenhar a bela paisagem a que assistia ou os jardins que pretendia construir.<\/p>\n<p>Dois dias ap\u00f3s a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica (17 de novembro de 1889), Dom Pedro II e toda a Fam\u00edlia Imperial fizeram sua \u00faltima visita \u00e0 Ilha Grande, e de todas foi a mais dram\u00e1tica. Banido do Brasil, foram na Praia Preta seus \u00faltimos passos em terras brasileiras. Triste, olhou pela \u00faltima vez para seu jardim onde tinha at\u00e9 um aqueduto e escreveu um poema.<\/p>\n<p><strong>Ru\u00ednas do Lazareto<\/strong><\/p>\n<p>Pr\u00f3ximas \u00e0 Vila do Abra\u00e3o, encontram-se totalmente tomadas pela vegeta\u00e7\u00e3o, com exce\u00e7\u00e3o da ala de palmeiras do acesso principal. O Lazareto foi constru\u00eddo com a finalidade de ser um hospital de isolamento para abrigar viajantes portadores de doen\u00e7as contagiosas, que vinham do exterior, antes de aportarem no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Funcionou desde 1884, na antiga Fazenda do Holand\u00eas. D. Pedro II visitou-o duas vezes, em 1886 e em 1889, quando fez alguns desenhos da Ilha, at\u00e9 hoje conservados no Museu Imperial de Petr\u00f3polis. O pr\u00e9dio serviu como hospital at\u00e9 1910, quando abrigou tripulantes e passageiros do navio holand\u00eas Araguaia, atacados do \u201cc\u00f3lera morbus\u201d.<\/p>\n<p>Foi depois transformado em Col\u00f4nia Penal e, em 1932, l\u00e1 ficaram presos os l\u00edderes do movimento constitucionalista de S\u00e3o Paulo. Neste per\u00edodo passaram por l\u00e1 alguns imortais como o escritor Or\u00edgenes Lessa.<\/p>\n<p>Em 1940\u00a0 voltou \u00a0a\u00a0 funcionar\u00a0 como pres\u00eddio comum, at\u00e9 1963, quando os presos foram transferidos para a Col\u00f4nia Penal de Dois Rios, do outro lado da Ilha Grande. Nesta \u00e9poca o pr\u00e9dio foi demolido por tiros de canh\u00e3o por ordem do Governador do Estado, Carlos Lacerda, num ataque de f\u00faria.<\/p>\n<p>As ru\u00ednas est\u00e3o dentro do Parque Estadual da Ilha Grande. Restam hoje apenas as ru\u00ednas de algumas colunas envoltas por ra\u00edzes de \u00e1rvores, a\u00a0base do edif\u00edcio, com extenso muro de pedras de m\u00e3o, as ru\u00ednas da antiga ponte transformadas em celas de pres\u00eddio.<\/p>\n<p>Da ambienta\u00e7\u00e3o original restou a ala de palmeiras imperiais e a ponte sobre o pequeno c\u00f3rrego, que passa ao lado das ru\u00ednas. Apesar de o nome lazareto soar mal aos ouvidos, eles eram constru\u00e7\u00f5es bem estruturadas e que em alguns casos, at\u00e9 pareciam hot\u00e9is. O Lazareto da Praia Preta era um verdadeiro colosso com pavimentos de 1\u00aa, 2\u00aa e 3\u00aa classe, enfermarias, laborat\u00f3rios, praia de areia monaz\u00edtica, imensos jardins ladeados com palmeiras imperiais, rio e \u00e1gua pura da fonte que chegava aos reservat\u00f3rios atrav\u00e9s do aqueduto a uma vaz\u00e3o de 1000 litros por hora.<\/p>\n<p>Acreditava-se que o isolamento das pessoas doentes podia evitar as epidemias que assolavam o mundo naquele final de S\u00e9culo XIX. Por\u00e9m, um congresso de sanitaristas, dentre os quais participou o Doutor Oswaldo Cruz, sugeriu a desativa\u00e7\u00e3o dos lazaretos, j\u00e1 que estes n\u00e3o impediam a dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>O engenheiro do Imp\u00e9rio Francisco de Paula Freitas e seu auxiliar engenheiro Henrique Alvares da Fonseca, foram os respons\u00e1veis pela constru\u00e7\u00e3o do Lazareto da Ilha Grande. \u00c9 acessado \u00e0 p\u00e9, atrav\u00e9s de um caminho de terra que sai da Vila do Abra\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Mans\u00e3o do Morcego<\/strong><\/p>\n<p>Localizada na entrada da Enseada do Abra\u00e3o, junto \u00e0 Praia do Morcego, \u00e9 circundada por densa mata tropical. Constru\u00e7\u00e3o retangular, com curvatura selada e telhado em 4 \u00e1guas, que se aproximam nos quatro cantos dos beirais, como ornamento de tenda \u00e1rabe.<\/p>\n<p>Guarda um rico acervo, que inclui pe\u00e7as de mobili\u00e1rio, lou\u00e7as, est\u00e1tuas e objetos de arte religiosa, reunidos por\u00a0<strong>M\u00e1rio Peixoto<\/strong>, seu antigo propriet\u00e1rio. A lenda atribui a Juan Lorenzo, pirata espanhol, a constru\u00e7\u00e3o da casa no inicio do s\u00e9culo XVII, utilizando-se de madeira da regi\u00e3o. Em 1942 foi tombada como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico. Trata-se de propriedade particular.<\/p>\n<p><strong>Pres\u00eddio<\/strong><\/p>\n<p>A Vila de Dois Rios \u00e9 um dos lugares mais visitados e fascinantes da Ilha. Os dois rios cristalinos que desaguam em suas areias claras deram nome \u00e0 praia que, durante anos, abrigou o pres\u00eddio Col\u00f4nia Penal C\u00e2ndido Mendes (instalado oficialmente em 1903) por cerca de 90 anos, desativado em 1994. Uma praia encantadora.<\/p>\n<p>Por\u00e9m o romantismo e a calma do lugar s\u00e3o verdadeiros antagonismos ao que ele j\u00e1 foi h\u00e1 anos, quando havia o pres\u00eddio. Hoje s\u00f3 existem escombros. As casas ao redor da pra\u00e7a eram moradias dos guardas do pres\u00eddio e atualmente s\u00e3o ocupadas por ilh\u00e9us, pesquisadores, ci\u00eantistas e t\u00e9cnicos da UERJ.<\/p>\n<p>O com\u00e9rcio \u00e9 escasso, mas alguns moradores servem refei\u00e7\u00f5es para os turistas que passam o dia por l\u00e1. A hist\u00f3ria da UERJ na Ilha Grande se inicia em 1994, quando o Governo do Estado do Rio de Janeiro concedeu \u00e0 Universidade, por cess\u00e3o de uso. A inaugura\u00e7\u00e3o das atuais instala\u00e7\u00f5es do Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (Ceads), em 1998, foi um acontecimento importante para as atividades de pesquisa, ensino e extens\u00e3o na UERJ e, desde ent\u00e3o, o monitoramento ambiental tem sido a t\u00f4nica do trabalho do Ceads.<\/p>\n<p>Apenas um ex-presidi\u00e1rio continua na ilha Grande, J\u00falio de Almeida, que aportou em Dois Rios em 1958 e at\u00e9 hoje cumpre pena, mas agora em regime de condicional e diz que dali n\u00e3o sai. Hoje restam as ru\u00ednas, mas a beleza da praia e a simplicidade do antigo vilarejo atraem turistas de toda parte do mundo.<\/p>\n<p>O Arquivo P\u00fablico do Estado do Rio de Janeiro (Aperj), com o apoio da FAPERJ, est\u00e1 recuperando a documenta\u00e7\u00e3o do Instituto Penal C\u00e2ndido Mendes (IPCM). \u00a0Os documentos \u00a0foram descobertos sob os escombros do pres\u00eddio, em 2002.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do pres\u00eddio nos conta in\u00fameras reformas, que foram lentamente transformando o terreiro com galp\u00e3o em uma pris\u00e3o de altos muros, de onde era muito dif\u00edcil sair. O pres\u00eddio tinha capacidade para 1000 presos. As institui\u00e7\u00f5es carcer\u00e1rias instaladas na Ilha Grande sempre haviam recebido presos pol\u00edticos ou detentos com penas leves.<\/p>\n<p>O IPCM, por\u00e9m, \u00e9 criado para ser um pres\u00eddio de seguran\u00e7a m\u00e1xima, e com o passar dos anos, passou a receber condenados considerados perigosos. Com o Decreto-Lei n. 898, que modifica artigos j\u00e1 existentes na Lei de Seguran\u00e7a Nacional (LSN), qualquer pessoa que pratique delitos como assalto, seq\u00fcestro ou roubo, ser\u00e1 punida por essa nova vers\u00e3o da LSN, independente de seu crime ter ou n\u00e3o inten\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Assim, o governo aproximava a imagem do guerrilheiro \u00e0 do bandido e negava a exist\u00eancia de presos pol\u00edticos no Brasil. Foi gra\u00e7as \u00e0 aproxima\u00e7\u00e3o de presos pol\u00edticos com prisioneiros comuns, durante a ditadura militar, que nasceu uma das primeiras e maiores organiza\u00e7\u00f5es criminosas do pa\u00eds. De dentro do Caldeir\u00e3o do Diabo, como era conhecido, o CV (Comando Vermelho) proliferou-se para outras penitenci\u00e1rias e favelas do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Foram in\u00fameros os presos &#8220;famosos&#8221; da Ilha Grande.<\/p>\n<p><strong>Entre eles, destacamos os que escreveram sobre sua estada:<\/strong>\u00a0Graciliano Ramos, Or\u00edgenes Lessa, Agildo Barata e Andr\u00e9 Torres.<\/p>\n<p>Mas, tamb\u00e9m passaram por l\u00e1 o famoso Madame Sat\u00e3 (que passou a morar no Abra\u00e3o ap\u00f3s ser libertado), o atualmente deputado Fernando Gabeira, os revolucion\u00e1rios Flores da Cunha e Luiz Carlos Prestes, o escritor Nelson Rodrigues, al\u00e9m do pr\u00f3prio Escadinha e de Lucio Fl\u00e1vio.<\/p>\n<p>Em 1985, o traficante Jos\u00e9 Carlos dos Reis Encina, o Escadinha, ficou famoso depois de protagonizar uma fuga espetacular do pres\u00eddio da Ilha Grande, ent\u00e3o considerado de seguran\u00e7a m\u00e1xima. No \u00faltimo dia de 1985, um helic\u00f3ptero pousou na Praia de Dois Rios e embarcou o bandido mais temido da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Foram usados 200 quilos de dinamite para a implos\u00e3o do \u201cCaldeir\u00e3o do Diabo&#8217;\u201d em 1994, mas mesmo depois da implos\u00e3o do complexo penitenci\u00e1rio, a mem\u00f3ria do pres\u00eddio continua viva entre muros e escombros em Dois Rios. Acessado pela estrada que sai do Abra\u00e3o, caminhando-se cerca de 2 horas pela trilha.<\/p>\n<p><b>Ilha Grande &#8211;\u00a0 Serra<\/b><\/p>\n<p><strong>Pico do Papagaio<\/strong><\/p>\n<p>Na parte Leste do Parque Estadual da Ilha Grande, trata-se de uma eleva\u00e7\u00e3o de 980 m de altitude, com a parte superior em rocha viva, onde fauna e flora est\u00e3o preservadas. Pra se ter uma id\u00e9ia da grandiosidade desta maravilha da Ilha Grande, o Morro do Corcovado na Cidade do Rio de Janeiro tem 710 metros de altitude.<\/p>\n<p>\u00c9 o segundo ponto mais alto da ilha Grande, atr\u00e1s apenas do Pico da Pedra D\u2019\u00c1gua, com 1035 metros . Destaca-se do restante do Maci\u00e7o da Ilha Grande, pela forma que lhe deu o nome, sendo facilmente avistado de toda a Ba\u00eda da Ilha Grande. \u00c9 prop\u00edcio para escaladas e para a pr\u00e1tica de montanhismo.<\/p>\n<p>Mirante natural com vis\u00e3o panor\u00e2mica de toda a Ilha Grande e da Restinga da Marambaia. Sem falar que \u00e9 poss\u00edvel avistar, como um gigante adormecido, a Pedra da G\u00e1vea no Rio de Janeiro, o Dedo de Deus em Teres\u00f3polis, a colossal Serra do Cairu\u00e7u em Paraty e, sem muitos c\u00e1lculos, perceber que a Terra \u00e9 mesmo redonda.<\/p>\n<p>O visual l\u00e1 de cima \u00e9 incr\u00edvel. Ao norte, voc\u00ea pode ver o mar abrigado pela costa, onde est\u00e1 a Enseada das Estrelas. Ao sul, o mar aberto, onde est\u00e3o Dois Rios, local do temeroso antigo pres\u00eddio da Ilha Grande e a bel\u00edssima Ilha Jorge Grego. A oeste, fica Ara\u00e7atiba e voc\u00ea pode ver tamb\u00e9m o Pico da Pedra d\u00b4\u00c1gua. J\u00e1 ao leste, encontra-se a Vila do Abra\u00e3o, Ponta Grossa, Ilha das Palmas e toda a Restinga de Marambaia ao longe.<\/p>\n<p>Acessado \u00e0 p\u00e9, por trilha \u00edngreme em meio \u00e0 densa floresta tropical a partir da Vila do Abra\u00e3o. Para conquist\u00e1-lo, \u00e9 preciso ter voca\u00e7\u00e3o para campe\u00e3o ol\u00edmpico, pois para o deleite de t\u00e3o soberba paisagem, voc\u00ea ser\u00e1 testado no limite das suas resist\u00eancias.<\/p>\n<p>N\u00e3o existe lugar para acampar durante o percurso, ent\u00e3o, procure sair cedo para aproveitar a caminhada e voltar antes do escurecer, assim voc\u00ea n\u00e3o precisa virar a noite no topo do pico. No decorrer da \u00e1rdua caminhada (que leva em m\u00e9dia 6 horas), voc\u00ea ir\u00e1 passar ao lado de abismos cobertos de mata, pedras gigantescas, \u00e1rvores imensas onde voc\u00ea \u00e9 um simples cogumelo entre suas ra\u00edzes, nascentes de \u00e1gua pura, animais ex\u00f3ticos e at\u00e9 assustadores e mirantes que s\u00e3o como janelas que se abrem.<\/p>\n<p>Para percorrer a trilha sem maiores problemas, a ajuda de um guia que conhe\u00e7a bem a regi\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria. Pode-se dizer que o Pico do Papagaio \u00e9 um monumento que a natureza da Ilha Grande esculpiu.<\/p>\n<p><b>Ilha Grande &#8211;\u00a0 Cachoeiras<\/b><\/p>\n<p><strong>Cachoeira da Feiticeira<\/strong><\/p>\n<p>Bel\u00edssima cachoeira que possui uma queda de aproximadamente 15 m, formando uma pequena piscina natural. Suas \u00e1guas geladas, s\u00e3o um pr\u00eamio para os vencedores. Em sua volta encontra-se uma densa vegeta\u00e7\u00e3o de mata virgem, seu acesso \u00e9 conhecido como Trilha da Feiticeira, partindo-se da Vila do Abr\u00e3o e seguindo pela trilha que d\u00e1 acesso ao Aqueduto do Lazareto.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o Aqueduto andar aproximadamente 1h 30 min. \u00c9 imprescind\u00edvel a presen\u00e7a de um guia. A cachoeira fica bem encravada na montanha. No seu topo possui um trecho de \u201cescorregador\u201d natural na rocha que p\u00e1ra antes da queda d\u2019\u00e1gua. \u00c9 um dos melhores passeios de toda a Ilha Grande. Parada obrigat\u00f3ria dos aventureiros que fazem rapel.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0famanet.br\/www.vivaterra.org.br\/ilhagrandehotel.com\/portoabraao.com.br\/www.caicarailhagrande.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ilha Grande &#8211; Hist\u00f3ria A\u00a0Ilha Grande\u00a0foi descoberta em 1502 e era ent\u00e3o habitada por \u00edndios \u201cTupinamba\u201d. Os Tupinamb\u00e1 chamaram a ilha de Ipau Guass, que significa ilha grande. Outra tribo, Goianaz, chamava a ilha de Poro ou Ipau Pora, que significa ilha linda e maravilhosa. 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