{"id":44285,"date":"2016-06-10T17:48:03","date_gmt":"2016-06-10T17:48:03","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=44285"},"modified":"2024-06-24T21:59:38","modified_gmt":"2024-06-24T23:59:38","slug":"diamantina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/diamantina","title":{"rendered":"Diamantina"},"content":{"rendered":"<p><b>Diamantina &#8211; Hist\u00f3ria<br \/>\n<\/b><strong>Funda\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a06 de mar\u00e7o de 1831<strong><br \/>\nDensidade geogr\u00e1fica:\u00a0<\/strong>11,86 hab.\/km\u00b2<strong><br \/>\n\u00c1rea da unidade territorial (Km\u00b2):\u00a0<\/strong>3.892<strong><br \/>\nClima:\u00a0<\/strong>Ameno<br \/>\n<strong>Dist\u00e2ncia at\u00e9 a capital:<\/strong>\u00a0297 km<\/p>\n<p><b>Diamantina &#8211; Hist\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p><strong>Diamantina\u00a0<\/strong>mineira, nasceu Arroio do Tijuco e foi uma das cidades mais ricas do Brasil no s\u00e9culo 18, gra\u00e7as aos diamantes, que brotavam aos borbot\u00f5es e eram colhidos \u00e0 flor do ch\u00e3o, entre os cascalhos dos seus riachos.<\/p>\n<p>Entre 1714, quando algu\u00e9m achou acidentalmente uma bonita pedra transparente, e 1870, quando a riqueza come\u00e7ou a rarear, estima-se que quase 2 milh\u00f5es de quilates da mais preciosa das pedras sa\u00edram de l\u00e1, quase todo s para financiar os luxos da corte portuguesa, que, felizmente, por\u00e9m, tamb\u00e9m deixaram marcas na encantadora arquitetura colonial da pr\u00f3pria cidade, raz\u00e3o pela qual ela acabou transformada em Patrim\u00f4nio da Humanidade.<\/p>\n<p>Hoje, ainda existem diamantes na regi\u00e3o. Dizem at\u00e9 que a rocha-fonte, de onde se originariam todas as pedras, nunca teria sido encontrada, embora isso esteja mais para lenda do que para fato.<\/p>\n<p><strong>Mas h\u00e1 muito tempo que Diamantina deixou de viver de suas pedras preciosas para tentar a sorte com outra valiosa fonte de renda:<\/strong>\u00a0o turismo. S\u00f3 que este ainda n\u00e3o chegou por l\u00e1, embora a cidade esteja prontinha para receb\u00ea-lo, o que, por sinal, s\u00f3 aumenta o prazer de quem for agora.<\/p>\n<p>Sobrados e casar\u00f5es, quase todos dos s\u00e9culos 18 e 19 e com simp\u00e1ticos balc\u00f5es de madeira e janelas coloridas, est\u00e3o pintados como se fossem novos, n\u00e3o h\u00e1 postes \u00e0 vista, porque toda a fia\u00e7\u00e3o foi transferida para debaixo do solo a fim de n\u00e3o comprometer a paisagem, e suas ruas conservam o mesmo cal\u00e7amento de pedra-sab\u00e3o do passado, com curiosas faixas de blocos longitudinais, por onde avan\u00e7avam as carro\u00e7as e passeavam, sem trope\u00e7os nem escorreg\u00f5es, as damas da sociedade da \u00e9poca.\u00a0<b>Diamantina<\/b>\u00a0parece um cen\u00e1rio de miniss\u00e9rie da Globo, \u00e0 espera de espectadores para contar boas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p><strong>A Terra de Xica Xavier e JK<\/strong><\/p>\n<p>Uma delas j\u00e1 passou na pr\u00f3pria televis\u00e3o e fala de uma negra de dentes alvos, curvas salientes e porte de rainha, que reinou debochadamente na cidade em plena \u00e9poca da escravid\u00e3o, fazendo de gato e sapato seu amo e amante, o portugu\u00eas Jo\u00e3o Fernandes de Oliveira, ent\u00e3o um dos manda-chuvas locais.<\/p>\n<p><strong>Seu nome:\u00a0<\/strong>Xica da Silva.<\/p>\n<p><strong>O poder de Xica era t\u00e3o grande que gerou a \u00fanica igreja com torre nos fundos do pa\u00eds, dizem que por duas raz\u00f5es:\u00a0<\/strong>para ela poder freq\u00fcent\u00e1-la livremente (uma lei da Igreja impedia que os negros fossem al\u00e9m das torres, como forma de impedir seu acesso aos altares) e para que o badalar dos sinos n\u00e3o perturbasse seu sono, j\u00e1 que sua casa ficava &#8211; e est\u00e1 l\u00e1 at\u00e9 hoje! Exatamente em frente \u00e0 tal igreja. Uma das 18 de\u00a0<b>Diamantina<\/b>, por sinal.<\/p>\n<p>A outra\u00a0<b>hist\u00f3ria que Diamantina<\/b>\u00a0n\u00e3o se cansa de contar \u00e9 a do seu filho mais ilustre, o ex-presidente da rep\u00fablica Juscelino Kubitschek, o JK, ou, para eles que s\u00e3o \u00edntimos, apenas o &#8220;Seu Non\u00f4&#8221;. O construtor de Bras\u00edlia nasceu, cresceu e jamais se esqueceu de\u00a0<b>Diamantina<\/b>. A tal ponto que convenceu o amigo Niemeyer a construir um hotel e uma escola na cidade com o mesmo estilo arquitet\u00f4nico da Capital Federal, voc\u00ea os ver\u00e1 e imediatamente reconhecer\u00e1. Em contrapartida, foram os humildes arcos de madeira do antigo mercado central da cidade que inspiraram o artista nas formas no Pal\u00e1cio do Planalto. Bras\u00edlia, quem diria? Imitou\u00a0<b>Diamantina<\/b>.<\/p>\n<p><strong>Foi JK, tamb\u00e9m, o respons\u00e1vel pelo surgimento de outro h\u00e1bito que se tornaria marca registrada da cidade:<\/strong>\u00a0a musicalidade. Como ele gostava de serestas, todos passaram a toc\u00e1-las. E as melodias n\u00e3o pararam mais. Hoje, h\u00e1 mais de 90 grupos musicais na cidade, e \u00e9 rara a fam\u00edlia que n\u00e3o possui pelo menos um instrumento em casa.<\/p>\n<p>A coisa evoluiu de tal forma que, recentemente, surgiram as vesperatas, ou espet\u00e1culos \u00fanicos no pa\u00eds, onde bandas sinf\u00f4nicas espalham-se pelas sacadas das casas, enquanto um maestro fica regendo tudo de baixo, em plena rua, ao lado do povo.<\/p>\n<p><strong>Curiosos Vilarejos<\/strong><\/p>\n<p><b>Diamantina<\/b>\u00a0ainda vive com um p\u00e9 no passado e cercada por vilarejos de nomes curiosos, que pararam ainda mais no tempo. Como a simpl\u00f3ria Milho Verde, com cavalos na frente das vendinhas e casas de pau-a-pique.<\/p>\n<p>Ou a graciosa S\u00e3o Gon\u00e7alo do Rio das Pedras, ainda com ruas cal\u00e7adas pelos escravos e que \u00e9 grande s\u00f3 no nome.<\/p>\n<p>Ambas fazem parte de um delicioso passeio pela regi\u00e3o que tem o seu ponto alto em Biribiri (l\u00e1 os nomes s\u00e3o mesmo assim!), uma antiga f\u00e1brica t\u00eaxtil que parou de funcionar h\u00e1 d\u00e9cadas e virou uma minicidade habitada por apenas duas fam\u00edlias e oito moradores, embora possua igreja, escola e uma d\u00fazia de casas, todas vazias.<\/p>\n<p>Se\u00a0<b>Diamantina<\/b>\u00a0lembra um cen\u00e1rio, Biribiri \u00e9 como uma cidade cenogr\u00e1fica. Ali, muito provavelmente, voc\u00ea ser\u00e1 o \u00fanico (\u00fanico mesmo!) visitante. \u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o, no m\u00ednimo, curiosa. E bem diferente daquela que qualquer turista experimentaria nas demais cidades hist\u00f3ricas das Minas Gerais hoje em dia. Deve ter a ver com o nome daquela regi\u00e3o. Porque diamantes s\u00e3o realmente raros.<\/p>\n<p>As vesperatas acontecem num \u00fanico fim de semana por m\u00eas e s\u00e3o respons\u00e1veis pelo principal movimento tur\u00edstico da cidade. Se quiser ver\u00a0<b>Diamantina<\/b>\u00a0cheia, \u00e9 s\u00f3 perguntar quando ser\u00e1 a pr\u00f3xima vesperata. Caso contr\u00e1rio, qualquer dia serve. Porque a cidade ainda leva a mesma vidinha pacata e tranq\u00fcila de sempre.<\/p>\n<p>Nem mesmo o ambicioso projeto da Estrada Real, um caminho ainda n\u00e3o sinalizado que pretende reconstituir a rota usada para escoar as riquezas das cidades hist\u00f3ricas de Minas at\u00e9 os portos do Rio de Janeiro e que come\u00e7ava justamente em\u00a0<b>Diamantina<\/b>, conseguiu, por enquanto, alterar este quadro.<\/p>\n<p><b>Diamantina &#8211; Cidade<\/b><\/p>\n<p>O SURTO aur\u00edfero verificado na regi\u00e3o do Ivituruy, em fins do s\u00e9culo XVII, motivou uma expedi\u00e7\u00e3o com o fito de explorar as minas do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Fracassada a minera\u00e7\u00e3o nas terras do vale do Jequitinhonha, o grupo rumou para oeste orientado pelo pico de Itamb\u00e9 at\u00e9 a conflu\u00eancia de dois rios:<\/strong>\u00a0Pururuca (em tupi-guarani, &#8216;cascalho grosso&#8217;) e o rio Grande acampando (1691) nas margens de um riacho a que denominaram Tijuco e do qual originou o arraial do mesmo nome, mais tarde\u00a0<b>cidade de Diamantina<\/b>.<\/p>\n<p>N\u00e3o existia, naquele s\u00edtio, abund\u00e2ncia de ouro, como a princ\u00edpio se sup\u00f4s. Este fracasso inicial amea\u00e7ava o desenvolvimento da povoa\u00e7\u00e3o, quando a descoberta de diamantes por Bernardo da Fonseca Lobo fez convergir (1729), para as \u00e1reas do Tijuco, a cobi\u00e7a de habitantes das terras vizinhas, transformando o arraial em lugar de esplendor e grande luxo. O progresso local durante esta \u00e9poca esteve conjugado com o com\u00e9rcio diamant\u00edfero.<\/p>\n<p>Chegando a not\u00edcia da descoberta \u00e0 Corte Portuguesa, D. Jo\u00e3o V come\u00e7ou por proibir as minera\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s da ordem R\u00e9gia de 16 de mar\u00e7o de 1731, ao Governador das Minas D. Louren\u00e7o de Almeida. Em 1732, no entanto, ante reiteradas peti\u00e7\u00f5es ao governador, foram restabelecidas com a condi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o serem praticadas por escravos ou fora do arraial; dois anos depois, foi criada a Real Intend\u00eancia, com o objetivo de evitar que os garimpeiros se subtra\u00edssem \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o da Coroa, o que desencadeou uma a\u00e7\u00e3o terrorista contra eles. Em vista disso, a Real Coroa, em 1738, resolveu implantar o regime de contratos para a extra\u00e7\u00e3o de diamante.<\/p>\n<p>Nomeado contratador, pouco tempo depois, Jo\u00e3o Fernandes de Oliveira estimulou constru\u00e7\u00f5es, o com\u00e9rcio floresceu, surgiram as primeiras igrejas, ensejando a que o arraial conhecesse tempos de grande prosperidade.<\/p>\n<p>Os garimpeiros, todavia, viveram dias de grande opress\u00e3o durante o regime dos contratos; o poderio dos contratadores era t\u00e3o atuante que os transformava em verdadeiros carrascos na execu\u00e7\u00e3o dos atos impostos pela Real Coroa.<\/p>\n<p>\u00c9 desta \u00e9poca o c\u00e9lebre Livro da Capa Verde, c\u00f3digo que controlava os atos da popula\u00e7\u00e3o sob seus v\u00e1rios aspectos. Os intendentes cumpriam fielmente os artigos desp\u00f3ticos do livro. Depois de luta incans\u00e1vel, os tijucanos conseguiram, em 1821, a reforma do c\u00f3digo, fazendo diminuir o poderio dos intendentes.<\/p>\n<p><strong>Por esta \u00e9poca, o arraial do Tijuco foi visitado por diversas figuras de nomeada internacional:<\/strong>\u00a0Spix, Von Martius, Saint-Hilaire, Eschwege, John Mawe, dentre outros, l\u00e1 estiveram.<\/p>\n<p>A partir de 1828, a povoa\u00e7\u00e3o, ultrapassado o per\u00edodo inicial de seu crescimento, livre da simples ambi\u00e7\u00e3o de riqueza, teve amplo desenvolvimento; a sociedade se organiza, definem-se as classes sociais e surge o interesse pela cultura Em conseq\u00fc\u00eacia\u00a0<b>Diamantina<\/b>\u00a0se tornou um dos centros mais florescentes da \u00e9poca.<\/p>\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o do arraial do Tijuco \u00e1 categoria de vila, com o nome de\u00a0<b>Diamantina<\/b>, ocorrido em 1831, a cria\u00e7\u00e3o da cidade do mesmo nome, passados sete anos, foram, dentre outros, fatos que contribu\u00edram decisivamente para o progresso daquela regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A\u00a0<b>cidade de Diamantina<\/b>\u00a0possui diversas lendas do tempo da minera\u00e7\u00e3o e dos escravos. Como algumas hist\u00f3rias de t\u00faneis secretos feito por escravos que leva \u00e0 tesouros e de assombra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><b>Diamantina &#8211; Forma\u00e7\u00e3o Administrativa<\/b><\/p>\n<p>O Distrito foi criado por Alvar\u00e1 de 17 de outubro de 1819, \u00e9 o Munic\u00edpio, por Decreto de 13 de outubro de 1831, com territ\u00f3rio desmembrado do termo da vila do Serro e sede no povoado de Tijuco. Instalado a 4 de junho de 1832, teve a sede municipal elevada \u00e0 categoria de cidade, em face da Lei provincial n.\u00b0 93, de 6 de mar\u00e7o de 1838.<\/p>\n<p><strong>A Lei estadual n.\u00b0 2, de 14 de setembro de 1891, confirmou a cria\u00e7\u00e3o do distrito-sede de Diamantina que, segundo a divis\u00e3o administrativa de 1911, era constitu\u00edda de 17 distritos:<\/strong>\u00a0Diamantina, Curralinho, Mendanha, Rio Manso, Chapada, Datas, Gouv\u00eaa, Inha\u00ed, Rio Preto Pouso Alto, Merc\u00eas de Ara\u00e7ua\u00ed Curimata\u00ed, Gl\u00f3ria, Campinas de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, Guinda, Varas e T\u00e1bua.<\/p>\n<p>No Censo de 1920, os distritos continuam os mesmos, apresentando-se, por\u00e9m, alguns com outras designa\u00e7\u00f5es. Assim, o de Chapada transformou-se em S\u00e3o Jo\u00e3o da Chapada; Varas, em Conselheiro Mata, e T\u00e1bua, em Joaquim Fel\u00edcio.<\/p>\n<p>Pelo disposto na Lei estadual n.\u00b0 843, de 7 de setembro de 1923,\u00a0<b>Diamantina<\/b>\u00a0perdeu o distrito de Gl\u00f3ria, desligado para fazer parte do novo Munic\u00edpio de Corinto e teve suprimido o de Mendanha, cujo territ\u00f3rio foi anexado aos de Diamantina, Inha\u00ed, Campinas (ex-Campinas de S\u00e3o Sebasti\u00e3o), Rio Manso e Extra\u00e7\u00e3o (ex-Curralinho). Ainda em face da mesma lei, foi criado o distrito de Buen\u00f3polis, desmembrado do de Joaquim Fel\u00edcio, o distrito de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Rio Preto (ex-Rio Preto) tomou o nome de Felisberto Caldeira; e o de Pouso Alto, o de Tijucal.<\/p>\n<p>Segundo a divis\u00e3o administrativa de 1933, o distrito de Calabar (ex-Merc\u00eas de Ara\u00e7ua\u00ed) teve seu top\u00f4nimo alterado para Merc\u00eas de Diamantina.<\/p>\n<p>De acordo com o texto do Decreto-lei n.\u00b0 148, de 17 de dezembro de 1938, perdeu\u00a0<b>Diamantina<\/b>\u00a0os distritos de Buen\u00f3polis, Curimata\u00ed e Joaquim Fel\u00edcio para o novo Munic\u00edpio de Buen\u00f3polis e voltou a abranger o de Mendanha, j\u00e1 agora institu\u00eddo com terras desmembradas apenas do de Couto de Magalh\u00e3es (ex-Rio Manso).<\/p>\n<p>A Lei n.\u00b0 1.058, de 31 de dezembro de 1943 alterou a denomina\u00e7\u00e3o de Campinas para Senador Mour\u00e3o, e pela de n.\u00b0 336, de 27 de dezembro de 1948, o distrito de Gouv\u00eaa passou a Munic\u00edpio e foi criado o distrito de Monjolos, com territ\u00f3rio desmembrado do de Conselheiro Maia.<\/p>\n<p>Na divis\u00e3o estabelecida pela Lei n. 1.039, de 12 de dezembro de 1953,\u00a0<b>Diamantina<\/b>\u00a0contou com mais um distrito, o de Fel\u00edcio dos Santos, criado com parte dos de Felisberto Caldeira e Merc\u00eas de Diamantina. Assim permaneceu na Divis\u00e3o Territorial de 1.\u00b0 de julho de 1960.<\/p>\n<p>Em 30 de dezembro de 1962, segundo a Lei n.\u00b0 2.764, perdeu os distritos de Couto de Magalh\u00e3es Datas, Fel\u00edcio dos Santos, Felisberto Caldeira, Monjolos, os quais, com os mesmos nomes, foram elevados \u00e0 categoria de Munic\u00edpio, e os de Tijucal e Merc\u00eas de Diamantina que passaram a constituir os munic\u00edpios de Presidente Kubitschek e Senador Modestino Gon\u00e7alves, respectivamente.<\/p>\n<p>Criados na mesma data, os distritos de Desembargador Otoni, Planalto de Minas e Sopa.<\/p>\n<p><strong>Constitui\u00e7\u00e3o atual:<\/strong>\u00a0Diamantina (sede), Conselheiro Mata, Desembargador Otoni, Extra\u00e7\u00e3o Guinda, Inha\u00ed, Mendanha, Planalto de Minas, S\u00e3o Jo\u00e3o da Chapada, Senador Mour\u00e3o e Sopa, a mesma existente no Censo Demogr\u00e1fico de 1970.<\/p>\n<p><b>Diamantina<\/b>\u00a0\u00e9 sede de Comarca de 3.\u00aa entr\u00e2ncia e tem jurisdi\u00e7\u00e3o sobre os munic\u00edpios de Couto de Magalh\u00e3es de Minas, Fel\u00edcio dos Santos, Felisberto Caldeira, Gouv\u00eaa, Monjolos, Presidente Kubitschek e Senador Modestino Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p><b>Diamantina &#8211; Cultura<\/b><\/p>\n<p>Quem gosta de cultura, hist\u00f3ria e aventura tem um prato cheio em\u00a0<strong>Diamantina<\/strong>\u00a0(290 km ao norte de Belo Horizonte), onde os casar\u00f5es do s\u00e9culo 18 &#8216;tocam&#8217; m\u00fasica e a natureza oferece muitas trilhas, cachoeiras e caminhadas.<\/p>\n<p>Incrustada no Vale do Jequitinhonha, na regi\u00e3o onde no s\u00e9culo 18 foram descobertas as primeiras minas de diamante do Brasil,\u00a0<b>Diamantina<\/b>\u00a0ainda encanta por sua hist\u00f3ria, suas ladeiras de pedra e seus casar\u00f5es, t\u00e3o bem cuidados que deram \u00e0 cidade -antigo Arraial do Tijuco-, o t\u00edtulo de Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade.<\/p>\n<p>Apesar de pequena, a cidade \u00e9 bem preservada -tanto em suas ruas quanto em seu centro hist\u00f3rico- e oferece uma tranquilidade que o turista n\u00e3o encontra mais em Ouro Preto, outra cidade hist\u00f3rica de Minas.<\/p>\n<p><strong>Diamantina perde, no entanto, no quesito compras:<\/strong>\u00a0n\u00e3o v\u00e1 esperando uma profus\u00e3o de artesanato local.<\/p>\n<p>Aproveite as atividades culturais e os passeios de aventura que a regi\u00e3o oferece.<\/p>\n<p>Vem dos casar\u00f5es do centro hist\u00f3rico um dos eventos culturais mais caracter\u00edsticos e charmosos de\u00a0<b>Diamantina<\/b>, a Vesperata.<\/p>\n<p>A ladeira da rua da Quitanda fica tomada por mesinhas onde o p\u00fablico pode beber vinho e comer petiscos t\u00edpicos da regi\u00e3o. De repente, no meio da rua de pedra, levanta-se um maestro; das janelas dos casar\u00f5es centen\u00e1rios que circundam o largo saem meninos e meninas de uma fanfarra; os casar\u00f5es da cidade &#8216;executam&#8217; ent\u00e3o as tradicionais serenatas e serestas. Um espet\u00e1culo imperd\u00edvel pela originalidade e beleza com que \u00e9 feito.<\/p>\n<p><strong>As serestas, ali\u00e1s, t\u00eam papel fundamental na hist\u00f3ria da cidade e influenciaram at\u00e9 um de seus filhos mais ilustres:<\/strong>\u00a0o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.<\/p>\n<p>Um dos pol\u00edticos mais populares da hist\u00f3ria brasileira, o presidente &#8216;bossa nova&#8217;, idealizador e construtor de Bras\u00edlia, \u00e9 o grande orgulho de\u00a0<b>Diamantina<\/b>, sendo homenageado em est\u00e1tua e num museu montado na casa onde ele foi criado, que conta com v\u00e1rios objetos de sua inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Outro personagem da hist\u00f3ria do Brasil que teve Diamantina como casa foi a &#8220;rainha negra&#8221; Xica da Silva. Imortalizada na m\u00fasica de Jorge Benjor e no filme hom\u00f4nimo, a hist\u00f3ria da escrava que ascendeu \u00e0 elite da sociedade diamantinense e se tornou uma das mulheres mais poderosas das Minas no s\u00e9culo 18 \u00e9 contada no museu da Casa de Xica da Silva e nas hist\u00f3rias dos moradores. Para quem quer mergulhar no passado minerador de Diamantina, o Caminho dos Escravos \u00e9 outra boa pedida.<\/p>\n<p>Mas a aventura tamb\u00e9m tem lugar em\u00a0<b>Diamantina<\/b>. Porta de entrada das chapadas da regi\u00e3o central do Brasil, a cidade \u00e9 circundada por cachoeiras de at\u00e9 70 m de queda e tem vegeta\u00e7\u00e3o densa e preservada. Os picos favorecem as escaladas e o rapel, e os vales s\u00e3o prop\u00edcios \u00e0s caminhadas.<\/p>\n<p><b>Diamantina &#8211;\u00a0<\/b><strong>Geografia<\/strong><\/p>\n<p>O munic\u00edpio localiza-se na Mesorregi\u00e3o do Jequitinhonha, estando a sede a 285\u00a0km de dist\u00e2ncia por rodovia da capital Belo Horizonte. A cidade est\u00e1 situada a uma altitude de 1.280 m, emoldurada pela Serra dos Cristais, na regi\u00e3o do Alto Rio Jequitinhonha<\/p>\n<p><b>Diamantina &#8211;\u00a0<\/b><strong>Pontos tur\u00edsticos<\/strong><\/p>\n<p>A cidade possui v\u00e1rias igrejas e pr\u00e9dios em estilo colonial. dentre eles as igrejas, citam-se as mais antigas, constru\u00eddas principalmente no s\u00e9c. XVIII, as de N.S. do Bonfim dos Militares, N.S. do Carmo, N.S. do Ros\u00e1rio dos Pretos e S\u00e3o Francisco de Assis.<\/p>\n<p>Em\u00a0<b>Diamantina<\/b>, de seu casario colonial, de certa forma bem preservado, destacam-se o Mercado dos Tropeiros(atual Mercado Municipal), a Biblioteca P\u00fablica , o Museu do Diamante e a Prefeitura Municipal (antiga casa da Intend\u00eancia). Nesta cidade, o turista ainda poder\u00e1 conhecer v\u00e1rios outros lugares hist\u00f3ricos situados nas proximidades da cidade, como algumas cachoeiras e Biribiri (antiga f\u00e1brica de tecido).<\/p>\n<p><strong>Asilo do P\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio<\/strong><\/p>\n<p>Constru\u00e7\u00e3o simples, constitu\u00edda por um pouco mais de 10 pavilh\u00f5es e uma capela ao centro. Em 1902, preocupados em abrigar os idosos pobres, Jos\u00e9 Augusto Neves, com o apoio de Willian G. Mayer, iniciaram as obras. Dentro do asilo, est\u00e1 o Museu da Mem\u00f3ria do P\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio \u2013 um museu da imprensa, onde est\u00e3o expostos antigos equipamentos gr\u00e1ficos utilizados para a impress\u00e3o do jornal da cidade, entre outros objetos.<\/p>\n<p><strong>Passadi\u00e7o da Rua da Gl\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Na Rua da Gl\u00f3ria, v\u00ea-se dois sobrados ligados por um passadi\u00e7o, que nas palavras do C\u00f4nego Severiano de Campos Rocha, o primeiro tem frente para o sudoeste, \u00e9 um edif\u00edcio antiqu\u00edssimo e hist\u00f3rico. A sua constru\u00e7\u00e3o \u00e9 da \u00e9poca do Brasil col\u00f4nia.<\/p>\n<p>Era um edif\u00edcio com amenos jardins, chafarizes, tanques, bosques artificiais e labirintos de roseiras entrela\u00e7adas. Serviu de resid\u00eancia a v\u00e1rios Intendentes. Em 1865 o primeiro Bispo de Diamantina, D. Jo\u00e3o Ant\u00f4nio dos Santos comprou este pr\u00e9dio para destin\u00e1-lo a Col\u00e9gio e Orfanato de Nossa Senhora das D\u00f4res. Foi por pouco tempo, sua morada.<\/p>\n<p>O segundo pr\u00e9dio, situado de frente ao primeiro, \u00e9 de estilo arquitet\u00f4nico menos pesado e mais no est\u00edlo do s\u00e9culo XIX. Foi constru\u00eddo \u00e0s expensas do Ten. Cel. da Guarda Nacional, Rodrigo de Souza Reis. Na constru\u00e7\u00e3o foram usadas madeiras da ch\u00e1cara de Chica da Silva. Ap\u00f3s a morte do Ten. Cel. Rodrigo, o Bispo D. Jo\u00e3o adquire a sua propriedade, para amplia\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es do Col\u00e9gio Nossa Senhora das D\u00f4res.<\/p>\n<p><strong>Mercado Municipal<\/strong><\/p>\n<p>O Mercado como n\u00f3s o conhecemos, data de 1835, tendo sido um ponto de encontro das tropas e tropeiros que vinham do Serro Frio ou do sert\u00e3o das Minas Novas. Hoje, aos s\u00e1bados, funciona a Feira de Produtores Rurais e Artesanatos, tendo o turista a sensa\u00e7\u00e3o de estar ouvindo as mulas chegando das estradas das montanhas. Todo s\u00e1bado, na parte da manh\u00e3, o velho Mercado \u00e9 pura emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Casa de Chica da Silva<\/strong><\/p>\n<p>O belo casar\u00e3o da escrava que virou senhora possui caracter\u00edsticas t\u00edpicas das grandes constru\u00e7\u00f5es coloniais. Abriga hoje a sede do Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan).<\/p>\n<p>Constru\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XVIII, antiga resid\u00eancia do sexto e \u00faltimo Contratador de diamantes, Desembargador Jo\u00e3o Fernandes de Oliveira. O sobrado tem sacadas \u00e0 frente e uma bela varanda colonial de r\u00f3tulas, a qual olha para o nascente.<\/p>\n<p>Os seus assoalhos s\u00e3o de t\u00e1boas largas, estilo t\u00edpico colonial. Pouco acima da casa havia uma capela particular, que era conhecida como Capela da Chica da Silva. Dizem que o Contratador Jo\u00e3o Fernandes mandou edific\u00e1-la, porque sua companheira, pela cor e condi\u00e7\u00e3o especial, inicialmente n\u00e3o podia frequentar a Igreja do Carmo, aonde iam ouvir missas as pessoas brancas e de posses.<\/p>\n<p>A julgar pela bela porta de entrada, no mesmo estilo das Igrejas, sup\u00f5e-se que era rica e magnificante. Era pequena mas comportava umas cem pessoas. No final do s\u00e9culo XIX, o Vig\u00e1rio Geral, Monsenhor Augusto J\u00falio de Almeida, tomou a seus cuidados a Capelinha, onde celebrava missa nos domingos. Novas pesquisas sobre Chica da Silva, est\u00e3o sendo desenvolvidas, e a hist\u00f3ria de sua vida ainda est\u00e1 em aberto.<\/p>\n<p><strong>Casa do Padre Jos\u00e9 da Silva Rolim<\/strong><\/p>\n<p>Sobrado do s\u00e9culo XVIII, foi confiscado pela Real Fazenda do primeiro propriet\u00e1rio, Padre Jos\u00e9 da Silva Rolim. Hoje, abriga o Museu do Diamante. Entre os diversos objetos do acervo, o visitante tem acesso \u00e0 arte sacra, indument\u00e1rias, pedras preciosas e semipreciosas, balan\u00e7as de pesagem de ouro e diamante, al\u00e9m dos orat\u00f3rios t\u00edpicos da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje \u00e9 de propriedade do Governo Federal, por for\u00e7a do Decreto de Desapropria\u00e7\u00e3o n. 5.764 de 1943, funcionando como o Museu do Diamante. O sobrado \u00e9 do s\u00e9culo XVIII, que a Real Fazenda confiscou do Inconfidente Padre Jos\u00e9 da Silva e Oliveira Rollim. A Real Fazenda, posteriormente vende o im\u00f3vel para o Dr. Joz\u00e9 Soares Pereyra da Sylva, que em 1809, j\u00e1 no s\u00e9culo XIX, revende o im\u00f3vel a Ana Clara Freyre.<\/p>\n<p><strong>Casa de Juscelino Kubitschek<\/strong><\/p>\n<p>Juscelino n\u00e3o nasceu na casa da Rua do S\u00e3o Francisco, nasceu na casa do av\u00f4 Augusto Elias Kubitschek, num sobrado da Rua Direita, em 12 de setembro de 1902. Quando tinha menos de 03 anos, morreu seu pai, o caixeiro viajante, Jo\u00e3o Cesar de Oliveira. D. J\u00falia Kubitschek, m\u00e3e de Juscelino, j\u00e1 morava com seus filhos na casa que alugara na Rua do S\u00e3o Francisco, e como professora, continuou a dar suas aulas na Palha e a cuidar de seus filhos.<\/p>\n<p>Maria da Concei\u00e7\u00e3o e Juscelino ficavam sob a guarda de Augusta da Generosa, filha de antigos escravos, mas nascida depois da Lei do Ventre Livre. Juscelino entra para os estudos no Semin\u00e1rio em 1914, e antes de completar quinze anos, havia terminado o aprendizado com os padres lazaristas. Se quisesse continuar os estudos, teria que prestar exames preparat\u00f3rios para curso superior nas cidades grandes.<\/p>\n<p>Dos quinze anos at\u00e9 os dezoito anos, estudou sozinho com orienta\u00e7\u00f5es de parentes e amigos. Juscelino se transferiu de Diamantina para Belo Horizonte em fins de 1920, come\u00e7o de 1921. A casa da Rua do S\u00e3o Francisco de n. 241, onde morou Juscelino Kubitschek de Oliveira, foi declarada de utilidade p\u00fablica pelo Decreto 23.002, de 01 de setembro de 1983.<\/p>\n<p><strong>Casa de Muxarabi\u00e9<\/strong><\/p>\n<p>A chamada Casa de Muxarabi\u00e9, tem tra\u00e7os caracter\u00edsticos lembrando a arquitetura \u00e1rabe, com a varanda de treli\u00e7as e os arcos t\u00edpicos da arte moss\u00e1rabe da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. Foi no s\u00e9culo XIX, em 1890, sede do Corpo de Pol\u00edcia Militar da Prov\u00edncia de Minas Gerais, sob o comando do Major Francisco de Paula Xavier Abreu.<\/p>\n<p>Em 1941, D. Virg\u00ednia Neto Aguiar, requereu o usucapi\u00e3o do im\u00f3vel, e no ano seguinte, doou \u00e0 Uni\u00e3o Federal dos Estados Unidos do Brasil, destinando-o ao Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional. Hoje \u00e9 a Casa da Biblioteca P\u00fablica Ant\u00f4nio Torres, e n\u00e3o h\u00e1 quem n\u00e3o queira tirar um retrato diante dela.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00e9dio da Intend\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Constru\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XVIII, tendo funcionado como a Casa da Intend\u00eancia a partir de 01 de janeiro de 1772 pela Real Extra\u00e7\u00e3o. Neste pr\u00e9dio, encontra-se um fosso, que era usado para eliminar os vendedores de diamantes, antes de receberem o pagamento.<\/p>\n<p>O Intendente, Desembargador Manuel Ferreira da C\u00e2mara Bittencourt Aguiar e S\u00e1 (Intendente C\u00e2mara), foi o que a usou mais humanamente, at\u00e9 o dia em que deixou o Distrito Diamantino, em 1822. A Casa da Intend\u00eancia funcionou at\u00e9 a extin\u00e7\u00e3o da Real Extra\u00e7\u00e3o em 1841. Na casa da Intend\u00eancia \u00e9 que ficava o Regimento Diamantino, conhecido como o Livro da Capa Verde.<\/p>\n<p>Tempos depois funcionou neste pr\u00e9dio a Escola Normal e depois passou a ser de propriedade da C\u00e2mara Municipal. No princ\u00edpio do s\u00e9culo XX, em 1908, a C\u00e2mara Municipal doou o im\u00f3vel para o Estado de Minas Gerais, sendo depois revertido \u00e0 Prefeitura Municipal, que a ocupa at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p><strong>Casa do Contrato<\/strong><\/p>\n<p>Constru\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XVIII, hoje Pal\u00e1cio da Arquidiocese de Diamantina, reformado em 1915, ainda lembra muito o velho casar\u00e3o, a antiga Casa dos Contratos. Quando foi resid\u00eancia do Terceiro Contratador dos Diamantes, Felisberto Caldeira Brant, o pr\u00e9dio foi confiscado por Freire de Andrade em 1755, depois de haver confiscado milhares de oitavas de diamantes, que estavam no cofre, e grande quantidade de ouro.<\/p>\n<p>Depois de confiscada, foi o pr\u00e9dio lacrado e o Contratador Felisberto Caldeira Brant enviado preso para Lisb\u00f4a. O pr\u00e9dio foi usado pelo sistema dos Contratos, at\u00e9 31 de dezembro de 1771, sendo o \u00faltimo Contratador, o Desembargador Jo\u00e3o Fernandes de Oliveira.<\/p>\n<p>Em meados do s\u00e9culo XIX, o pr\u00e9dio foi convertido em Col\u00e9gio de S\u00e3o Vicente de Paulo ou Atenieu de S\u00e3o Vicente. Pensou-se em transformar o pr\u00e9dio em Quartel do Batalh\u00e3o da For\u00e7a P\u00fablica de Minas, mas, sabendo o Secret\u00e1rio do Interior do Estado que al\u00ed residia o Bispo de Diamantina, desistiu da compra que propuzera \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00e9dio do F\u00f3rum<\/strong><\/p>\n<p>Sobrado do s\u00e9culo XVIII. No s\u00e9culo XIX este im\u00f3vel foi de propriedade de Vicente Ferreira Fr\u00f3es, que em 22 de abril de 1837 vendeu o im\u00f3vel para o Cel. Duarte Henrique da Fonseca, que por sua vez vendeu a Modesto Ant\u00f4nio de Almeida e Silva.<\/p>\n<p>O Governo Provincial adquiriu o sobrado, por desapropria\u00e7\u00e3o amig\u00e1vel, ocorrida na cidade de Ouro Preto em 20 de outubro de 1876, pelo valor de 20:000$000, sendo destinado para cadeia central do Norte, Casa da C\u00e2mara, Juri e Audi\u00eancias. Atualmente, funciona somente como F\u00f3rum da Comarca de Diamantina.<\/p>\n<p><strong>Sobradinho do Laport<\/strong><\/p>\n<p>Sobradinho do s\u00e9culo XIX, e ficou assim conhecido, devido ao Laport ( Jos\u00e9 da Cunha Valle Laport) seu propriet\u00e1rio, promover sempre, em noites de luar, espl\u00eandidas serenatas. Era pintor, m\u00fasico e tocador de flauta.<\/p>\n<p>A sua filha, Maria Salvina Laport da Concei\u00e7\u00e3o, adquiriu o im\u00f3vel pelo falecimento de seu pai, e nele viveu, deixando-o aos seus filhos. O im\u00f3vel foi vendido em 1932 a Jair Moreira da Silva, que o doou \u00e0 Fazenda Nacional, atual propriet\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Casa do Intendente C\u00e2mara<\/strong><\/p>\n<p>Uma pesquisa mais apurada, mostra que este sobrado data do in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, localizado na Rua Direita, constru\u00eddo pelo Intendente C\u00e2mara(Desembargador Manuel Ferreira da C\u00e2mara Bittencourt Aguiar e S\u00e1), para ser a morada da sua filha, que casara com o Fiscal Dr. Luiz Jos\u00e9 Fernandes de Oliveira, que servia de Intendente nas suas aus\u00eancias.<\/p>\n<p>O povo do antigo Tijuco amava C\u00e2mara, mas odiava seu genro, por seu ar arrogante. Como Fiscal, morando perto da Casa da Intend\u00eancia, tinha como substituir facilmente o Intendente e observar sempre os servi\u00e7os, das janelas ou sacadas de sua casa. C\u00e2mara eleito Deputado \u00e0 Assembl\u00e9ia Geral Constituinte e Legislativa em 1822, deixa o Arraial do Tijuco e o cargo de Intendente.<\/p>\n<p><strong>O seu genro, o Fiscal Dr. Luiz \u00e9 nomeado Intendente Interino, continuando a morar na casa da Rua Direita at\u00e9 a posse do novo Intendente:\u00a0<\/strong>Manuel Caetano de Almeida Albuquerque (+- 1824).<\/p>\n<p><strong>Moraram depois, nesta mesma casa, os Fiscais:<\/strong>\u00a0Caetano Ferraz Pinto e Jo\u00e3o Pires Cardoso, at\u00e9 a extin\u00e7\u00e3o da Real Extra\u00e7\u00e3o em 1841.O sobrado tem o teto da sala de visitas ornamentado com pintura que representa quadro de motivo buc\u00f3lico, no qual salienta uma figura de pastor. Hoje pertence \u00e0 Mitra Arquidiocesana.<\/p>\n<p><strong>Chafariz do C\u00e2mara ou da C\u00e2mara<\/strong><\/p>\n<p>Data do princ\u00edpio do s\u00e9culo XIX a constru\u00e7\u00e3o, sendo possivelmente feito pelo Intendente C\u00e2mara (Desembargador Manuel Ferreira da C\u00e2mara Bittencourt Aguiar e S\u00e1). Foi o terceiro chafariz que a cidade teve e o \u00fanico em que corre \u00e1gua limpa at\u00e9 os dias de hoje. Est\u00e1 situado na parte central da cidade, pr\u00f3ximo \u00e0 Catedral de Santo Ant\u00f4nio.<\/p>\n<p>Em 1861 a C\u00e2mara Municipal mandou construir de pedras, um frontisp\u00edcio, ao lado do Chafariz. Em 1899 a C\u00e2mara Municipal manda acrescentar uma a\u00e7oteia de cimento sobre o referido frontisp\u00edcio de pedras. A \u00e1gua vem da Grupiara, passando pelo quintal da Casa que foi do Padre Rolim, confiscada na \u00e9poca da inconfid\u00eancia pela Real Fazenda.<\/p>\n<p><strong>Chafariz do Ros\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Data de 1787 a constru\u00e7\u00e3o do primeiro chafariz p\u00fablico, ainda arraial do Tijuco, na gest\u00e3o do Governador Luiz da Cunha Menezes. Foi consertado em 1900, sendo depois por ordem da municipalidade, criminosamente cortadas a picaretas, as suas carrancas, de cujas bocas desciam dois an\u00e9is d`\u00e1gua pot\u00e1vel, que vinham de uma mina atr\u00e1s da Igreja das Merc\u00eas, em bicas de pau de coqueiro e outras madeiras. As carrancas foram restauradas, por\u00e9m a \u00e1gua do rego p\u00fablico n\u00e3o corre mais neste chafariz.<\/p>\n<p><strong>Recolhimento dos Pobres do P\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio<\/strong><\/p>\n<p>Singelas constru\u00e7\u00f5es de pouco mais de 10 pavilh\u00f5es, com uma capela ao centro, comunicando-se por extenso alpendre. A hist\u00f3ria de sua funda\u00e7\u00e3o \u00e9 que corria o ano de 1902, em que os diamantinenses estavam preocupados seriamente com um local para o abrigo e recolhimento dos pobres. Foi ent\u00e3o, fundada a Pia Uni\u00e3o do P\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio, em 14 de julho de 1901, com a iniciativa de Jos\u00e9 Augusto Neves, que cogitando obter recursos para edificar o abrigo destinado aos pobres velhos abandonados, lan\u00e7ou m\u00e3o de uma loteria, mediante de $1000 o bilhete.<\/p>\n<p>Mesmo com boa vendagem dos bilhetes, viu-se que n\u00e3o seria atingido o seu objetivo. Da\u00ed, William G. Mayer, comprador de lavras diamant\u00edferas e tamb\u00e9m diamantes, resolveu doar a quantia de 4:000$000 (quatro contos de reis), que deram condi\u00e7\u00f5es para a realiza\u00e7\u00e3o do sonho.<\/p>\n<p><strong>Capela da Santa Casa de Caridade<\/strong><\/p>\n<p>A nossa Santa Casa de Caridade ou Hospital de Santa Izabel, foi fundada pelo Ermit\u00e3o Manoel de Jesus F\u00f3rtes, tendo a colabora\u00e7\u00e3o imediata do Padre Carlos da Silva e Oliveira Rolim, irm\u00e3o do incofidente Padre Rolim e do Capit\u00e3o Manoel Roiz Carvalho.<\/p>\n<p><strong>A Santa Casa foi instalada em duas casas que foram compradas do Capit\u00e3o Manoel Lopis de Souza, sendo a primeira diretoria instalada em 23 de maio de 1790, como Presidente:<\/strong>\u00a0Rafael da Rocha Neves Quintella.<\/p>\n<p>\u00c9 a \u00fanica Santa Casa de Caridade que se conhece, pois as demais s\u00e3o todas denominadas de Santa Casa de Miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p><strong>Arquitetura de Osacar Niemeyer<\/strong><\/p>\n<p>Desde quando Juscelino Kubitschek era prefeito de Belo Horizonte, j\u00e1 gostava de incluir a arte de Niemeyer e de C\u00e2ndido Portinari, nas obras que realizava. O esp\u00edrito pol\u00edtico desenvolvimentista, possibilitou que a arte e a arquitetura, pudessem realizar o que representaria o moderno. Quando Juscelino foi Governador de Minas Gerais, n\u00e3o deixou de realizar obras na sua cidade natal, com a assinatura de Niemeyer. Foi a introdu\u00e7\u00e3o do novo na arquitetura barroca e simbolizava o moderno contrastando com o velho.<\/p>\n<p><strong>Duas constru\u00e7\u00f5es chamam a aten\u00e7\u00e3o dos visitantes:<\/strong>\u00a0o pr\u00e9dio do Hotel Tijuco, na \u00e1rea central e o pr\u00e9dio da Escola Estadual Professora J\u00falia Kubitschek, na Rua Jogo da Bola, pr\u00f3ximo ao centro hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Hoje,\u00a0<b>Diamantina<\/b>\u00a0possui a arquitetura barroca, o ecl\u00e9tico e a introdu\u00e7\u00e3o do moderno, representando quase todas as fases do desenvolvimento do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O pr\u00e9dio do Hotel Tijuco foi constru\u00eddo em terrenos que o Estado adquirira aos herdeiros do Cel. Cosme Alves do Couto. Depois de constru\u00eddo, foi transferido \u00e0 Hidrominas &#8216; \u00c1guas Minerais de Minas Gerais S\/A, hoje privatizado e pertencente a particulares. O pr\u00e9dio da Escola Estadual Prof. J\u00falia Kubitschek ficou pronto em 1954, mas na \u00e9poca, foi cedido para que a Faculdade Federal de Odontologia pudesse iniciar seus trabalhos.<\/p>\n<p>A Escola come\u00e7a a funcionar em seu pr\u00e9dio pr\u00f3prio somente em julho de 1955, ganhando em sua inaugura\u00e7\u00e3o, um painel de Di Cavalcanti, oferecido ao amigo Juscelino. O hino foi escrito pelo Padre Celso de Carvalho e a m\u00fasica \u00e9 de autoria de D. Maria Concei\u00e7\u00e3o Reis Costa. A bandeira, foi idealizada pela D. Helena Lopes, sua primeira diretora.<\/p>\n<p><strong>Pra\u00e7a da Unesco<\/strong><\/p>\n<p>Esta pra\u00e7a \u00e9 um reconhecimento do povo diamantinense \u00e0 Unesco, que no dia 06 de dezembro de 1999, em Marrakech, incluiu Diamantina no seleto grupo de cidades Patrim\u00f4nio da Humanidade. A nova pra\u00e7a est\u00e1 localizada na Rua do S\u00e3o Francisco, pr\u00f3xima \u00e0 Casa de Juscelino Kubitschek. O painel de azulejo \u00e9 da artista pl\u00e1stica Yara Tupinamb\u00e1, homenageando Chica da Silva. O azulejo \u00e9 fosco, queimado a 900 graus, com tintas dissolvidas em \u00f3leo e terebintina e mede 2,20m x 2,10 m.<\/p>\n<p><strong>Caminho dos Escravos<\/strong><\/p>\n<p>No s\u00e9culo XVIII foi aberto trilha entre o velho Tijuco e o Mendanha, para o tr\u00e2nsito de animais e tropeiros. Era tamb\u00e9m a rota dos diamantes extra\u00eddos nos servi\u00e7os do Rio Jequitinhonha. No princ\u00edpio do s\u00e9culo XIX, o Intendente C\u00e2mara (Desembargador Manuel Ferreira da C\u00e2mara Bitencourt Aguiar e S\u00e1), manda os escravos cal\u00e7ar este caminho at\u00e9 o Mendanha.<\/p>\n<p>O naturalista Auguste De Saint-Hilaire, nele passando, admirou muito a beleza e a conserva\u00e7\u00e3o do caminho de pedras, que escreveu Esse caminho \u00e9 fruto dos cuidados do Sr. Da C\u00e2mara e honra a sua intelig\u00eancia. Hoje, as caminhadas ecol\u00f3gicas feitas de Diamantina ao distrito de Mendanha, encantam a todos os turistas.<\/p>\n<p><strong>Cruzeiro do Centen\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Aos 05 de mar\u00e7o de 1938, no alto da Serra do Rio Grande, foi inaugurado e aben\u00e7oado um novo Cruzeiro (terceiro) para a cidade de Diamantina, antecedendo \u00e0s comemora\u00e7\u00f5es do Centen\u00e1rio da cidade, que aconteceria no dia seguinte, 06 de mar\u00e7o de 1938, com imponente passeata c\u00edvica pelas principais ruas da cidade.<\/p>\n<p>O novo Cruzeiro tem 5 metros de altura por 1,50 de bra\u00e7o, feito de cimento armado e o primeiro a ser todo iluminado. A ben\u00e7\u00e3o do novo Cruzeiro, foi realizada durante missa campal, celebrada pelo Bispo D. Serafim Gomes Jardim, com a presen\u00e7a do Prefeito Municipal Dr. Joubert Guerra, Dr. Juscelino Kubitschek, dentre outros. Ap\u00f3s executada a retreta pela Banda do Terceiro Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia Militar, foi inaugurado o novo Cruzeiro, sob vibrantes palmas, de onde se descortina quase todos os pontos da cidade.<\/p>\n<p><strong>Cruzeiro do Cula<\/strong><\/p>\n<p>Para os crist\u00e3os, a mais vener\u00e1vel de todas as imagens \u00e9 a Cruz do Salvador. As nossas igrejas, os nossos altares e os nossos cemit\u00e9rios est\u00e3o todos ornados com cruzes. As missas nunca s\u00e3o celebradas sem a presen\u00e7a da Cruz. A Cruz do Cula \u00e9 a segunda que a cidade possuiu, como s\u00edmbolo confortante da Igreja Cat\u00f3lica e de prote\u00e7\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O idealizador deste segundo Cruzeiro foi Herculano Carlos de Magalh\u00e3es e Castro, conhecido como Seu Cula, derivando da\u00ed, o nome de Cruzeiro do Cula. Seu Cula foi homem importante no final do s\u00e9culo XIX, tendo sido eleito Conselheiro para representar os neg\u00f3cios da Diamantina, em reuni\u00f5es na capital Ouro Preto. Quando da coloca\u00e7\u00e3o da Cruz, no alto da Serra, em pequena cerim\u00f4nia, foi o mesmo, aben\u00e7oado pelo primeiro Bispo de Diamantina, D. Jo\u00e3o Ant\u00f4nio dos Santos.<\/p>\n<p><strong>Vila de Biribiry<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro Bispo de Diamantina, D. Jo\u00e3o Ant\u00f4nio dos Santos, fundou quase no final do s\u00e9culo XIX, a F\u00e1brica de Tecidos Biribiry, distante uns 12 kil\u00f4metros da cidade, empregando principalmente mulheres pobres.<\/p>\n<p>Neste local formou-se um n\u00facleo de casas de oper\u00e1rios, igreja, galp\u00f5es, etc. Hoje pertence \u00e0 Estamparia S\/A e os seus terrenos j\u00e1 constituem uma \u00e1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental.<\/p>\n<p>O Biribiry provoca ao visitante, ao mesmo tempo que encantamento e nostalgia, uma viagem no tempo. A igreja \u00e9 rica em detalhes e \u00e9 l\u00e1 que est\u00e1 enterrado o irm\u00e3o do Bispo D. Jo\u00e3o, Dr. Joaquim Fel\u00edcio dos Santos, advogado, jornalista, escritor e deputado estadual, falecido em 1895.<\/p>\n<p>Seus artigos sobre o Distrito Diamantino, foram posteriormente, enfeixados em livro e publicados em primeira edi\u00e7\u00e3o sob o t\u00edtulo Mem\u00f3rias do Distrito Diamantino da Comarca do Serro Frio, pela Tipografia Americana, do Rio de Janeiro, em 1868, hoje publicado pela Editora Itatiaia Ltda. Considerado por muitos, como o cl\u00e1ssico da hist\u00f3ria diamantinense.<\/p>\n<p><strong>Distrito de Extra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O distrito de Extra\u00e7\u00e3o, antigo Curralinho, \u00e9 caracter\u00edstico de povoa\u00e7\u00f5es mineiras. Est\u00e1 situado em vastos e desertos campos, com belas serras, pr\u00f3ximo ao encontro do Jequitinhonha preto ou do Campo, que vem do Serro e o Jequitinhonha branco, que vem do munic\u00edpio de Diamantina.<\/p>\n<p>O velho nome \u00e9 Gectinhonha, e a explica\u00e7\u00e3o trivial \u00e9 que jequi tem nhonha. Jequi \u00e9 uma palavra Tupi, para designar uma armadilha de apanhar peixe. O C\u00f3rrego Curralinho, originou a primeira denomina\u00e7\u00e3o do distrito e o atual nome de Extra\u00e7\u00e3o, se deve \u00e0 companhia de minera\u00e7\u00e3o da Coroa Portuguesa, a Real Extra\u00e7\u00e3o. Ao centro da povoa\u00e7\u00e3o est\u00e1 a Capela de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio.<\/p>\n<p>Foi nos campos do ent\u00e3o Curralinho que a Real Extra\u00e7\u00e3o definhou, lavando o c\u00f3rrego e margens adjacentes. No ano de 1841, a pequena tropa da Real Extra\u00e7\u00e3o, compunha-se de apenas um feitor e dez escravos alugados. Era o seu \u00faltimo sopro de vida. Os garimpeiros, vendo que a Coroa Portuguesa n\u00e3o tinha mais meios de defender as terras ainda por garimpar, invadiram os campos, que ainda estavam virgens por serem de gorgulho.<\/p>\n<p>Os garimpeiros, come\u00e7aram a extrair diamantes em abund\u00e2ncia e come\u00e7aram a formar uma povoa\u00e7\u00e3o que se engrandecia e prosperava, formando um distrito t\u00edpico como Mendanha, S\u00e3o Jo\u00e3o da Chapada e Datas.<\/p>\n<p><strong>Gruta do Salitre<\/strong><\/p>\n<p>O Distrito Diamantino, al\u00e9m de outras riquezas minerais, possu\u00eda o salitre, que era encontrado em uma ou outra lapa. A extra\u00e7\u00e3o era f\u00e1cil, bastava apanhar o salitre puro e cristalizado, que se firmava na superf\u00edcie das nitreiras, sendo usado somente para uso da farm\u00e1cia ou para o fabrico clandestino da p\u00f3lvora em quantidades insignificantes.<\/p>\n<p>Antes do Intendente C\u00e2mara ( Desembargador Manuel Ferreira da C\u00e2mara Bittencourt Aguiar e S\u00e1), o salitre n\u00e3o tinha sido convenientemente sido explorado. Foi o Intendente C\u00e2mara que animou e fez prosperar esta ind\u00fastria, permitindo ao Distrito Diamantino a fabrica\u00e7\u00e3o da p\u00f3lvora comum, acabando com a importa\u00e7\u00e3o de fora.<\/p>\n<p>Depois, em 1808, estabeleceu-se no Rio de Janeiro uma f\u00e1brica de p\u00f3lvora por conta da Fazenda Real, e estabelecendo-se no Distrito Diamantino um Comiss\u00e1rio encarregado da compra do salitre que se extra\u00edsse. O Intendente C\u00e2mara contr\u00e1rio \u00e0 determina\u00e7\u00e3o da Coroa Portuguesa, animou este g\u00eanero de ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Passou-se a fabricar novamente a p\u00f3lvora, que era mais usada pela Real Extra\u00e7\u00e3o, na quebra de pedras, para desviar os rios. C\u00e2mara tamb\u00e9m n\u00e3o proibiu aos outros a fabrica\u00e7\u00e3o da p\u00f3lvora, fazendo com que o Distrito Diamantino n\u00e3o mais importasse a p\u00f3lvora comum. O lugar conhecido como Gruta do Salitre, foi um dos principais locais de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Pico do Itamb\u00e9<\/strong><\/p>\n<p>Ita-mb\u00e9, a grande pedra ou rochedo. De v\u00e1rios pontos da cidade avista-se o Pico do Itamb\u00e9, cotado a uma altura de 2.002 metros, situado no munic\u00edpio de Santo Ant\u00f4nio do Itamb\u00e9, que outrora foi o orientador e o protetor de todos aqueles que vinham de Ouro Preto, no sentido Serro a Diamantina, seja pela Estrada Real ou pelos caminhos que os tropeiros enfrentavam para a comercializa\u00e7\u00e3o de suas cargas.<\/p>\n<p><strong>Cachoeiras<\/strong><\/p>\n<p>Em meio \u00e0s passagens entre campos, morros e serras, nos antigos caminhos dos garimpeiros e dos tropeiros, os riachos formam cachoeiras e praias naturais, rodeadas de pedras e com o fundo coberto de fina areia branca, descida das serras. S\u00e3o ideais para um contato direto com a natureza, sempre alegrado com flores dos campos, orqu\u00eddeas, etc.<\/p>\n<p><strong>Catedral de Santo Ant\u00f4nio<\/strong><\/p>\n<p>Reza a lenda que j\u00e1 os primeiros bandeirantes que se fixaram no Tijuco ergueram uma tosca e pobre capela em honra de Santo Ant\u00f4nio, o querido santo dos portugueses. Posteriormente, em sua honra foi constru\u00edda, em parte mais alta do Arraial, uma verdadeira igreja, bem maior e de muita solidez.<\/p>\n<p>Essa igreja, com a eleva\u00e7\u00e3o de Diamantina a diocese, \u00e9 que foi promovida \u00e0 dignidade de Catedral ou Igreja da S\u00e9, como era conhecida por todos. Nos dias de D. Joaquim Silv\u00e9rio de Souza, foi for\u00e7oso destru\u00ed-la e o sucessor dele, D. Serafim Gomes Jardim, enfrentando n\u00e3o pequenas dificuldades, construiu, na d\u00e9cada de 30, a atual Catedral, igreja na qual se encontra a C\u00e1tedra oficial de onde o Pastor fala a todo o povo da sua Diocese.<\/p>\n<p>Aos 19 dias do m\u00eas de mar\u00e7o de 1932 o Arcebispo de Diamantina D. Joaquim Silverio de Souza, benzeu solenemente a primeira pedra da nova Catedral Metropolitana da Arquidiocese de Diamantina, substituindo \u00e0 antiga Catedral de Santo Ant\u00f4nio, que tinha sua frente para a Rua Direita.<\/p>\n<p><strong>Os construtores desta nova Catedral foram:<\/strong>\u00a0Celso Tavares Werneck Machado e Anastacio Frattesi.<\/p>\n<p><strong>Teatro Santa Izabel:\u00a0<\/strong>A antiga cadeia funcionava onde hoje est\u00e1 localizado o Centro Cultural. Recentemente reformado, possui sala de exibi\u00e7\u00e3o, galeria e moderna infra-estrutura.<\/p>\n<p><strong>Igreja da Luz:\u00a0<\/strong>Constru\u00edda nos primeiros anos do s\u00e9culo XIX por iniciativa de Dona Tereza de Jesus Perp\u00e9tuo, da corte real, em cumprimento de promessa feita por ter se salvado do terremoto de 1775 em Lisboa. Possui belas imagens que datam provavelmente de princ\u00edpios do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p><strong>Igreja de S\u00e3o Francisco<\/strong><\/p>\n<p>Constru\u00edda a partir de 1776 e conclu\u00edda em 1782. S\u00e3o sobretudo not\u00e1veis, nesta igreja de estilo barroco, as pinturas do forro da capela-mor, de autoria de Jos\u00e9 Soares de Ara\u00fajo, e da sacristia, de Silvestre de Almeida Lopes, principal pintor da regi\u00e3o no per\u00edodo rococ\u00f3. Nos altares encontram-se belas imagens barrocas.<\/p>\n<p>\u00c9 a \u00fanica igreja em Diamantina com um rel\u00f3gio em sua torre.<\/p>\n<p><strong>Igreja do Ros\u00e1rio:\u00a0<\/strong>Constru\u00edda em 1731 pelos negros escravos. \u00c9 a igreja mais antiga da cidade. A pintura da capela-mor \u00e9 de autoria de Jos\u00e9 Soares de Ara\u00fajo; as imagens, em sua maioria, s\u00e3o de santos negros. Existe uma gameleira em frente \u00e0 igreja que brotou de dentro de um cruzeiro que ali existia, envolvendo-o e elevando-o entre os seus troncos e galhos. A cruz est\u00e1 suspensa e envolvida pela \u00e1rvore.<\/p>\n<p><strong>Igreja Nossa Senhora do Carmo:\u00a0<\/strong>Constru\u00edda entre 1760 e 1766 a mando do contratador de diamantes Jo\u00e3o Fernandes de Oliveira, amante de Chica da Silva. A igreja tem a curiosidade de possuir a sua torre nos fundos da edifica\u00e7\u00e3o; segundo a cren\u00e7a popular, uma exig\u00eancia feita por Chica da Silva para que as badaladas dos sinos n\u00e3o a incomodassem em sua casa, que ficava pr\u00f3xima \u00e0 igreja.<\/p>\n<p><b>Diamantina &#8211;\u00a0<\/b><strong>Atrativos principais<\/strong><\/p>\n<p><strong>Diamantina\u00a0<\/strong>\u00e9 bem diferente das outras cidades hist\u00f3ricas das Minas Gerais. No m\u00ednimo, ela \u00e9 bem menos contaminada pelo v\u00edrus do turismo, apesar da relativa fama, o que n\u00e3o deixa de ser ainda mais surpreendente. A raz\u00e3o \u00e9 que l\u00e1 o turismo de massa ainda n\u00e3o chegou. E ganha com isso quem for agora, antes que ele chegue pra valer.<\/p>\n<p>As constru\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas do s\u00e9culo XVIII enchem de charme o centro de Diamantina. S\u00e3o belas igrejas, sobrados e casar\u00f5es suntuosos que remetem ao per\u00edodo colonial, quando a vida no arraial girava em torno da extra\u00e7\u00e3o de pedras preciosas.<\/p>\n<p>Voc\u00ea come\u00e7ar\u00e1 a desconfiar de que o mundo ainda n\u00e3o descobriu Diamantina quando procurar por \u00f4nibus de excurs\u00f5es nas ruas da cidade e s\u00f3 encontrar um ou outro casal passeando tranq\u00fcilamente de m\u00e3os dadas.<\/p>\n<p>E ter\u00e1 certeza disso quando parar para conversar com os moradores da cidade (com exce\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es de queijo, n\u00e3o h\u00e1 nada mais gostoso em Diamantina\u2026) e descobrir que nem ag\u00eancia de turismo existe por l\u00e1.<\/p>\n<p><b>Diamantina<\/b>\u00a0ainda n\u00e3o despertou do passado. E olha que estamos falando de uma das \u00fanicas seis cidades brasileiras que fazem parte da seleta lista dos Patrim\u00f4nios Mundiais da Humanidade!<\/p>\n<p><strong>A raz\u00e3o disso est\u00e1 na combina\u00e7\u00e3o de dois pecados:<\/strong>\u00a0<strong>a pregui\u00e7a e a ignor\u00e2ncia &#8216; um terceiro poderia ser inclu\u00eddo:<\/strong>\u00a0n\u00e3o ter tido a curiosidade de conhecer Diamantina at\u00e9 hoje. A pregui\u00e7a \u00e9 a de encarar os 300 quil\u00f4metros (ou mais de quatro horas de viagem) que separam Diamantina de Belo Horizonte. E a ignor\u00e2ncia em confundi-la sistematicamente com outra Diamantina, a da Chapada, l\u00e1 na Bahia. N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 o mesmo lugar, embora tenham sido os mesmos diamantes que fizeram a fama das duas no passado.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Casa da Gl\u00f3ria:<\/strong>\u00a0Um dos cart\u00f5es-postais de Diamantina, a constru\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XVIII traz dois sobrados interligados por um passadi\u00e7o sobre a rua. Sede do Centro de Geologia da UFMG, o espa\u00e7o \u00e9 aberto \u00e0 visita\u00e7\u00e3o e apresenta mapas geol\u00f3gicos, fotografias, quartzos e diamantes.<br \/>\n<strong>Casa de Juscelino Kubitschek:<\/strong>\u00a0A casa simples onde o ex-presidente do Brasil passou a inf\u00e2ncia foi transformada em museu. Os c\u00f4modos abrigam biblioteca, objetos pessoais, fotos e os viol\u00f5es usados pelo pol\u00edtico para participar das serestas.<br \/>\n<strong>Mercado Velho:<\/strong>\u00a0Constru\u00eddo em 1835, era ponto de venda de mercadorias trazidas pelos tropeiros. Atualmente abriga o Centro Cultural David Ribeiro e a tradicional feira de artesanato, comidas, bebidas e hortifrutigranjeiros realizada aos s\u00e1bados.<br \/>\n<strong>Vesperata:<\/strong>\u00a0S\u00e3o exibi\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de bandas de m\u00fasica, na mais pura tradi\u00e7\u00e3o mineira. \u00c9 um evento grandioso, uma vez que os m\u00fasicos se espalham pelo cen\u00e1rio colonial de Diamantina, utilizando inclusive as sacadas dos casar\u00f5es. Acontece de mar\u00e7o a outubro, pelo menos duas vezes a cada m\u00eas deste per\u00edodo.<\/p><\/blockquote>\n<p>Visite toda a arte barroca de<strong>\u00a0Diamantina\u00a0<\/strong>e descubra um pouco da hist\u00f3ria brasileira atrav\u00e9s das Igrejas da cidade em sua regi\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Para amantes da natureza, explore a Gruta do Monte Cristo, a Cachoeira do Bar\u00e3o, S\u00edtio Arqueol\u00f3gico de Batatal e a Cachoeira das Fadas. V\u00e1 a Casa da Gl\u00f3ria e conhe\u00e7a de perto o antigo conjunto interligado por um passadi\u00e7o que corta o alto da rua. Durante o carnaval, caia na folia em Diamantina com o Bartucada.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.viaje.com.br\/www.minasgeraistur.com.br\/www.mundi.com.br\/www.coloniadiamantina.org.br\/veredasdoespinhaco.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diamantina &#8211; Hist\u00f3ria Funda\u00e7\u00e3o:\u00a06 de mar\u00e7o de 1831 Densidade geogr\u00e1fica:\u00a011,86 hab.\/km\u00b2 \u00c1rea da unidade territorial (Km\u00b2):\u00a03.892 Clima:\u00a0Ameno Dist\u00e2ncia at\u00e9 a capital:\u00a0297 km Diamantina &#8211; Hist\u00f3ria Diamantina\u00a0mineira, nasceu Arroio do Tijuco e foi uma das cidades mais ricas do Brasil no s\u00e9culo 18, gra\u00e7as aos diamantes, que brotavam aos borbot\u00f5es e eram colhidos \u00e0 flor do 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