{"id":43912,"date":"2016-06-10T14:33:32","date_gmt":"2016-06-10T14:33:32","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=43912"},"modified":"2024-06-20T18:10:12","modified_gmt":"2024-06-20T20:10:12","slug":"chapada-diamantina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/chapada-diamantina","title":{"rendered":"Chapada Diamantina"},"content":{"rendered":"<p><b>Chapada Diamantina &#8211; Hist\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>Os primeiros habitantes dessas montanhas foram os ind\u00edgenas brasileiros. N\u00e3o houve assentamentos europeus permanentes nesta regi\u00e3o at\u00e9 o in\u00edcio de 1700. A coroa portuguesa tinha conhecimento da exist\u00eancia de ouro na zona norte da\u00a0<b>Chapada Diamantina<\/b>. Em 1720, o governo \u201clegalizou\u201d a minera\u00e7\u00e3o de ouro, e esta era durou quase 200 anos.<\/p>\n<p>Em 1732, os portugueses sabiam que existiam diamantes, mas a sua extrac\u00e7\u00e3o foi proibida porque temiam a interven\u00e7\u00e3o espanhola. Em 1844 foi descoberto um rico cascalho de diamantes pr\u00f3ximo \u00e0 cidade de Mucug\u00ea.<\/p>\n<p>Os diamantes atra\u00edram muitos aventureiros, cowboys e criminosos. Len\u00e7\u00f3is, Mucug\u00ea e Andara\u00ed foram as cidades diamant\u00edferas mais importantes e em franca expans\u00e3o. At\u00e9 foi constru\u00eddo um consulado franc\u00eas em Len\u00e7\u00f3is. Mas no final de 1800, o boom dos diamantes tinha perdido a maior parte do seu dinamismo. Como resultado, a maioria dessas cidades entrou em decad\u00eancia.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980, a \u00e1rea foi invadida por uma nova onda de operadores mineiros que usaram grandes bombas diesel para dragar canais de rios no sop\u00e9 das colinas. Felizmente, funcion\u00e1rios de diversas ag\u00eancias ambientais federais e estaduais fecharam estas minas em 1996.<\/p>\n<p>Em 1985 o parque nacional foi fundado com a ajuda de Roy Funch, bi\u00f3logo americano, que chegou \u00e0 regi\u00e3o em 1978 e ainda mora aqui. Naquela \u00e9poca Len\u00e7\u00f3is era uma pequena vila sonolenta e degradada e a \u00faltima grande mina (com 300 trabalhadores) havia sido fechada. A maior parte dos jovens da cidade migrou para grandes cidades como Rio de Janeiro, Salvador ou S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Hoje em dia ainda existe um pequeno n\u00famero de mineiros individuais que tentam a sorte na prospec\u00e7\u00e3o de diamantes da forma tradicional.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1990, Len\u00e7\u00f3is ganhou popularidade a cada ano entre turistas nacionais e internacionais que ficaram maravilhados com suas belezas naturais. Alguns estrangeiros ficaram e passaram a fazer parte da pequena comunidade da cidade de Len\u00e7\u00f3is. O vizinho Vale Do Cap\u00e3o tornou-se o local ideal para os \u201chippies\u201d e pessoas que optam por um estilo de vida alternativo.<\/p>\n<p>Hoje a cidade possui \u00f3tima infraestrutura com hot\u00e9is luxuosos e pousadas confort\u00e1veis \u200b\u200be mais econ\u00f4micas, al\u00e9m de dezenas de restaurantes e lojas.<\/p>\n<p><b>Chapada Diamantina &#8211; Localiza\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>A\u00a0<b>Chapada Diamantina<\/b>\u00a0\u00e9 uma regi\u00e3o do estado da Bahia, no Nordeste do Brasil. Essa serra \u00e9 conhecida como \u201cSerra do Espinha\u00e7o\u201d, em Minas Gerais, sul da Bahia.<\/p>\n<p>A\u00a0<b>Chapada Diamantina<\/b>\u00a0fica no centro do estado da Bahia e forma a parte norte da Serra do Espinha\u00e7o, maior que a B\u00e9lgica e no cora\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o tem aproximadamente 38.000 km2 de \u00e1rea e abrange 58 munic\u00edpios. Tecnicamente, esta regi\u00e3o \u00e9 considerada parte do bioma caatinga e cont\u00e9m algumas de suas eleva\u00e7\u00f5es mais altas, a maioria acima de 500 metros. A vegeta\u00e7\u00e3o; produto das condi\u00e7\u00f5es fisiogr\u00e1ficas, \u00e9 conhecido como cerrado e \u00e9 composto por plan\u00edcies rochosas, florestas secas e vegeta\u00e7\u00e3o des\u00e9rtica de caatinga, que abrigam grande biodiversidade e endemismos \u00fanicos. A regi\u00e3o \u00e9 considerada de clima mesot\u00e9rmico, do tipo Cwb, segundo classifica\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas de K\u00f6ppen. Normalmente \u00e9 bastante mais fresco do que as \u00e1reas circundantes, com uma temperatura m\u00e9dia anual inferior a 22 \u00b0C.<\/p>\n<p>O\u00a0<b>territ\u00f3rio da Chapada Diamantina<\/b>\u00a0estende-se aproximadamente entre as cidades de Mucug\u00ea (13\u00b000\u2032S 41\u00b022\u2032W) ao sul, Andara\u00ed (12\u00b048\u2032S 41\u00b020\u2032W) ao sudeste, Len\u00e7\u00f3is (12\u00b0 33\u2032S 41\u00b023\u2032W) no nordeste, e Palmeiras (12\u00b031\u2032S 41\u00b035\u2032W) no noroeste. Esta regi\u00e3o \u00e9 denominada Serra do Sincor\u00e1. Contudo, a cidade de Ibicoara, pr\u00f3xima ao limite sul da\u00a0<b>Chapada Diamantina<\/b>, tamb\u00e9m ganha import\u00e2ncia. A Serra do Sincor\u00e1 tem orienta\u00e7\u00e3o Norte-Sul e tem 160 km de comprimento e 20 a 30 km de largura.<\/p>\n<p>Possui enormes c\u00e2nions com rios de \u00e1guas acastanhadas e diversas cachoeiras. Os campos de altitude s\u00e3o conhecidos localmente como Gerais. As trilhas j\u00e1 foram usadas por mineiros em busca de diamantes.<\/p>\n<p>Em Len\u00e7\u00f3is, uma das cidades mais importantes da regi\u00e3o, encontram-se diversas ag\u00eancias de ecoturismo e tamb\u00e9m guias independentes. Entre os principais atrativos est\u00e3o o Morro do Pai In\u00e1cio, a Cachoeira da Fuma\u00e7a, a Cachoeira da Mixila, a Cachoeira do Sossego e o Vale do Pati que \u00e9 considerado o melhor destino de trekking do pa\u00eds. A escalada \u00e9 uma atividade relativamente nova, mas est\u00e1 se desenvolvendo rapidamente \u00e0 medida que alguns escaladores locais e externos abrem cada vez mais rotas, principalmente na cidade de Len\u00e7\u00f3is e no Vale do Cap\u00e3o, distrito de Palmeiras e em Igatu, distrito de Andara\u00ed. Len\u00e7\u00f3is, uma das principais cidades, fica a 428 quil\u00f4metros de Salvador e pode ser alcan\u00e7ada de carro, \u00f4nibus ou avi\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra cidade importante \u00e9 Iraquara. Possui muitas cavernas, onde podem ser encontradas arte rupestre pr\u00e9-hist\u00f3rica e outras evid\u00eancias de habita\u00e7\u00f5es humanas antigas. Por isso, Iraquara recebeu o apelido de \u201cCidade das Cavernas\u201d.<\/p>\n<p>Em 1985, foi criado o\u00a0<b>Parque Nacional da Chapada Diamantina<\/b>\u00a0com sede em Palmeiras.<\/p>\n<p><b>Chapada Diamantina &#8211; Parque Nacional<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-175053 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/chapada-diamantina-1.jpg\" alt=\"Chapada Diamantina\" width=\"497\" height=\"322\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/chapada-diamantina-1.jpg 497w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/chapada-diamantina-1-300x194.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 497px) 100vw, 497px\" \/><b>Chapada Diamantina<\/b><\/p>\n<p>Terra primitiva, esp\u00e9cie de mundo perdido pela civiliza\u00e7\u00e3o,\u00a0 assim \u00e9 a\u00a0<strong>Chapada Diamantina<\/strong>, 84.360 km verdadeiro o\u00e1sis \u00famido em plena regi\u00e3o seca. Ali est\u00e3o algumas das mais belas serras e montanhas do pa\u00eds, milhares de quil\u00f4metros de rios \u00e1guas claras, vales de vegeta\u00e7\u00e3o exuberante, cascatas, cachoeiras, gutas, matas ainda virgens, al\u00e9m de diversos esp\u00e9cimes vegetais e animais raros.<\/p>\n<p>Parte desse santu\u00e1rio natural, gra\u00e7as ao Decreto 91.655 assinado pelo presidente Jos\u00e9 Sarney em 17 de setembro, est\u00e1 agora livre da a\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria do homem iniciada no s\u00e9culo XVIII com as descobertas de minas de ouro, refor\u00e7ada no s\u00e9culo seguinte com as de diamante e intensificada nas duas ultimas d\u00e9cadas com a instala\u00e7\u00e3o indiscriminada dos garimpos mecanizados e de atividades agropecu\u00e1rias.<\/p>\n<p>Por esse decreto, foi criado o Parque Nacional da\u00a0<b>Chapada Diamantina<\/b>, com 152 mil hectares, situado na serra do Sincor\u00e1, flanco leste da Chapada, englobando \u00e1reas dos munic\u00edpios de Len\u00e7\u00f3is, Andara\u00ed, Mucug\u00ea, Palmeiras e Ibicoara.<\/p>\n<p>A gruta do Lap\u00e3o, no munic\u00edpio de Len\u00e7\u00f3is, \u00e9 um belo e singular comprovante da antiguidade das terras da Chapada per\u00edodo pr\u00e9-cambriano. A gruta \u00e9 formada por uma exuberante composi\u00e7\u00e3o de rochas calc\u00e1rias e l\u00e1 dentro nasce um rio. Filodendros, musgos liquens, brom\u00e9lias, trepadeiras, samambaias e arbustos variados crescem nas laterais externas da gruta e no solo.<\/p>\n<p>A beleza do novo parque \u00e9 completada pelas diversas trilhas pavimentadas com pedras, abertas no passado pelos garimpeiros para o transporte do diamante.<\/p>\n<p>Alguns desses caminhos pelos quais se pode atingir qualquer ponto da Chapada -, mesmo com centenas de anos de uso, conservam-se em bom estado e poder\u00e3o agora ser utilizados pelos visitantes do Parque.<\/p>\n<p><b>Devasta\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 grande<\/b><\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do Parque Nacional possibilitar\u00e1 a preserva\u00e7\u00e3o de fauna e flora singulares, inexistentes em outras regi\u00f5es do pa\u00eds, outrora abundantes e agora dizimadas por queimadas e desmatamentos indiscriminados, pela ca\u00e7a ilegal e pela coleta em larga escala de plantas.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a cont\u00ednua e intensiva do garimpo &#8221; primeiro artesanal e mais recentemente mecanizado&#8221; vem causando a devasta\u00e7\u00e3o das matas ciliares e o assoreamento dos rios, perturbando a din\u00e2mica fluvial e contribuindo para a dizima\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cimes de plantas raras.<\/p>\n<p>Utilizando-se do devastador recurso da queimada, essa atividade econ\u00f4mica tem contribu\u00eddo decisivamente para a redu\u00e7\u00e3o de grande parte das florestas da Chapada.<\/p>\n<p>No entanto, a popula\u00e7\u00e3o local tamb\u00e9m contribui para o processo de devasta\u00e7\u00e3o. Provoca inc\u00eandios, pratica a ca\u00e7a ou arranca plantas locais.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o da fauna n\u00e3o \u00e9 menos preocupante. \u00c0 exce\u00e7\u00e3o de uma ou outra ave ou calango e excluindo os insetos, todos os demais representantes de uma outrora abundante fauna est\u00e3o amea\u00e7ados de desaparecer. A triste situa\u00e7\u00e3o \u00e9 causada pela ca\u00e7a desenvolvida nos \u00faltimos 150 anos, &#8220;os garimpeiros, por exemplo, t\u00eam especial prefer\u00eancia pela carne de anta&#8221; ritmo que supre a demanda dos restaurantes t\u00edpicos.<\/p>\n<p><b>A civiliza\u00e7\u00e3o do ouro e diamante<\/b><\/p>\n<p>O ouro e o diamante deram nome \u00e0 ent\u00e3o desconhecida regi\u00e3o central da Bahia &#8211;\u00a0<b>Chapada Diamantina<\/b>\u00a0-, propiciando sua coloniza\u00e7\u00e3o . Desde a descoberta das aur\u00edferas (s\u00e9culo XVIII) na bacia do rio de Contas e do diamante (s\u00e9culo XX) nas nascentes do Paragua\u00e7u, na serra do Sincor\u00e1, a regi\u00e3o passou a receber fluxos migrat\u00f3rios de v\u00e1rias partes do pa\u00eds.<\/p>\n<p>As civiliza\u00e7\u00f5es do ouro e do diamante criaram vilas e povoados, transformando Rio de Contas e depois Len\u00e7\u00f3is em capitais regionais, abriram ferrovia, ativaram a navega\u00e7\u00e3o fluvial , constru\u00edram uma era de fausto e gloria e deixaram um rico patrim\u00f4nio representado pelos bel\u00edssimos conjuntos arquitet\u00f4nicos coloniais das cidades hist\u00f3ricas de Len\u00e7\u00f3is, Andara\u00ed, Mucug\u00ea e Rio de Contas.<\/p>\n<p>Depois de quase dois s\u00e9culos de explora\u00e7\u00e3o intensiva, as serras hoje possuem muito pouco min\u00e9rio e o garimpeiro aut\u00f4nomo e solit\u00e1rio desaparece progressivamente, dando lugar ao garimpo mecanizado, atividade que ainda consegue sobreviver na regi\u00e3o e \u00e9 muito mais prejudicial ao meio ambiente, devido ao uso de dragas.<\/p>\n<p><b>O\u00e1sis dentro do sert\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Com altitudes que variam de 1000 a 1400 m, a\u00a0<b>Chapada Diamantina<\/b>\u00a0eleva-se como importante muralha que separa o Vale do S\u00e3o Francisco. O relevo montanhoso que domina grande parte da \u00e1rea da Chapada, associado \u00e0s caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas e orogr\u00e1ficas e ao clima, faz da regi\u00e3o um verdadeiro o\u00e1sis \u00famido e verdejante em pleno sert\u00e3o baiano.<\/p>\n<p>Parte do o\u00e1sis do sert\u00e3o baiano foi transformada em parque nacional. O parque dar\u00e1 ainda especial impulso \u00e0 nascente e pr\u00f3spera atividade tur\u00edstica que se vem desenvolvendo nos \u00faltimos anos na regi\u00e3o fazendo crescer mais rapidamente o j\u00e1 significado n\u00famero de pousadas, pens\u00f5es e restaurantes t\u00edpicos e o fluxo de visitantes.<\/p>\n<p>Outros importantes monumentos naturais da Chapada devem ser preservados por meio da cria\u00e7\u00e3o de pequenos parques estaduais ou municipais, entre eles o morro do Pai In\u00e1cio &#8211; castelo de granito de 250 m de altura, considerado o s\u00edmbolo da Chapada, no munic\u00edpio de Palmeiras -, o pico das Almas, com 1.875 m de altitude, em Rio de Contas, considerado o ponto mais alto da Bahia, e a gruta da Lapa Doce, em Iraquara, com impressionante forma\u00e7\u00e3o de estalactites e estalagmites.<\/p>\n<p><b>Chapada Diamantina \u2013 Bahia<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-175054 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/chapada-diamantina-2.jpg\" alt=\"Chapada Diamantina\" width=\"322\" height=\"321\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/chapada-diamantina-2.jpg 322w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/chapada-diamantina-2-150x150.jpg 150w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/chapada-diamantina-2-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 322px) 100vw, 322px\" \/><b>Chapada Diamantina<\/b><\/p>\n<p>A primeira vez que estive na\u00a0<b>Chapada Diamantina<\/b>\u00a0foi de deixar de queixo caido. Aquelas forma\u00e7\u00f5es rochosas eram paisagem de outro mundo, e a cidade de Len\u00e7ois \u00e9 simplesmente contagiante com seus casar\u00f5es e seus interessantes habitantes.<\/p>\n<p>Para quem chega a primeira impress\u00e3o \u00e9 de que se trata de uma cidade comum. Mas aos poucos se vai descobrindo a magia do local. A\u00ed quando voc\u00ea se da conta, j\u00e1 est\u00e1 enfeiti\u00e7ado.<\/p>\n<p><b>Cachoeira da Fuma\u00e7a por dentro do canyon<\/b><\/p>\n<p>Eramos em oito pessoas. Come\u00e7amos a caminhar tarde, atravessamos o escorrega e pegamos a trilha que segue do outro lado do rio. O sol estava quente e a subida era em local de nenhuma sombra. Fazia quase um ano que n\u00e3o chovia na regi\u00e3o e nos disseram que possivelmente a Cachoeira da Fumaca estaria seca.<\/p>\n<p>Mas, mesmo seca, \u00e9 um espetaculo e tanto. Caminhamos por 4 horas e resolvemos parar ao lado de um corrego. A vista da boca do canyon era linda. No outro dia, como estavamos em ritmo de Bahia, andamos um pouco mais at\u00e9 a Cachoeira do Palmital e passamos o dia nadando. De noite choveu muito. O rio come\u00e7ou a subir muito r\u00e1pido e o barulho da cachoeira aumentou consideravelmente.<\/p>\n<p><strong>Pela manh\u00e3 corremos para ver como estava e que espet\u00e1culo:<\/strong>\u00a0o volume de \u00e1gua aumentou umas 10 vezes. Ficamos imaginando como estaria a Cachoeira da Fuma\u00e7a.<\/p>\n<p><b>Morro do Cam\u00ealo<\/b><\/p>\n<p>Localizado ao norte da Chapada, ao lado do Morro do Pai In\u00e1cio. S\u00e3o 4 km de dist\u00e2ncia, com acesso atrav\u00e9s de carro e trilha. Sua altura \u00e9 de aproximadamente 170 m e altitude, 1.090 m.<\/p>\n<p>Possui vegeta\u00e7\u00e3o semelhante ao Morro do Pai In\u00e1cio.<\/p>\n<p><strong>Existem duas interpreta\u00e7\u00f5es do morro para os observadores:<\/strong>\u00a0visto da BR-242, em dire\u00e7\u00e3o a Seabra, ele lembra a imagem de um camelo; do topo do Pai In\u00e1cio, a eleva\u00e7\u00e3o parece a face e o busto de uma mulher deitada olhando para o lado oposto de quem a observa.<\/p>\n<p><b>Po\u00e7o Para\u00edso<\/b><\/p>\n<p>Vale a pena uma descida ao po\u00e7o Halley ou po\u00e7o Para\u00edso (nome original), formado pelo rio Len\u00e7\u00f3is e situado em um canyon. O rio desce por sobre o leito pedregoso e se espalha para o largo, formando o po\u00e7o com cerca de 3 m de largura por 10 m de comprimento e profundidade m\u00e1xima de 2 m.<\/p>\n<p>O local \u00e9 excelente para banho e mergulho, inclusive para crian\u00e7as. A \u00e1gua \u00e9 gelada e de cor acobreada \u2013 como a maioria dos rios da chapada \u2013 por causa da grande quantidade de ess\u00eancia de material org\u00e2nico que a correnteza traz das nascentes.<\/p>\n<p><b>Cachoeira do Diabo<\/b><\/p>\n<p>O leito de pedras desalinhadas forma diversas cachoeiras e saltos, o maior \u2013 a cachoeira ou Po\u00e7o do Diabo, com um trampolim de 22 m de altura e, em seguida, um bel\u00edssimo canyon. Algumas tocas no leito do rio foram transformadas em bares.<\/p>\n<p>No final da tarde, de volta a Len\u00e7\u00f3is, uma deliciosa op\u00e7\u00e3o \u00e9 almo\u00e7ar uma galinha caipira ao molho pardo, especialidade de alguns restaurantes locais. \u00c9 preciso encomendar com anteced\u00eancia o almo\u00e7o.<\/p>\n<p><b>Cachoeira da Fuma\u00e7a:\u00a0<\/b>Uma das cachoeiras mais impressionantes do Brasil, com quase 400m de queda livre. Nos per\u00edodos mais secos, a \u00e1gua nem chega ao po\u00e7o, dispersando-se no ar como fuma\u00e7a. Para ver a Fuma\u00e7a por cima, h\u00e1 uma trilha de 7 km a partir da cidade de Cap\u00e3o. Para v\u00ea-la por baixo, s\u00f3 mesmo fazendo um trekking de 3 dias com um visual maravilhoso.<\/p>\n<p><b>Cachoeira do Sossego:\u00a0<\/b>Concordando com o nome, a Cachoeira do Sossego \u00e9 um lugar de imensa paz. A trilha de 7km, partindo de Len\u00e7\u00f3is, passa pelo leito do Rio Ribeir\u00e3o e por um grande c\u00e2nion. Quando chove n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel chegar at\u00e9 l\u00e1.<\/p>\n<p><b>Morro do Pai In\u00e1cio<\/b><\/p>\n<p>Depois de tantas descidas ao subsolo, no final do dia chega-se pertinho do c\u00e9u, escalando os 400 m de trilha que liga o fim do asfalto ao topo do morro do Pai In\u00e1cio. Do seu pico, que fica a 1.150 m acima do n\u00edvel do mar, avista-se a Serra do Sincor\u00e1, a Serra da Bacia e a Serra da Chapadinha. Ele est\u00e1 localizado cerca de 30 km a partir do centro de Len\u00e7\u00f3is. S\u00e3o 5 h de caminhada.<\/p>\n<p>Do alto deste mirante natural, tem-se uma vis\u00e3o de 360 graus da paisagem, que torna-se ainda mais encantadora ao sol poente. O perfil das serras verde-azuladas se confunde com nuvens douradas, o vento \u00e9 muito frio e completa a sensa\u00e7\u00e3o de estar no topo do mundo.<\/p>\n<p>O nome do morro deve-se a uma lenda existente na regi\u00e3o. Segundo ela, um escravo, In\u00e1cio, apaixonou-se pela esposa de um poderoso coronel. Quando um dia ele descobriu o romance, mandou pistoleiros no seu encal\u00e7o. In\u00e1cio foi encurralado no alto dessa montanha, e n\u00e3o tendo como escapar, saltou com a sombrinha da amada. Conta-se que muitos conseguiram ver Pai In\u00e1cio correndo entre os vales para nunca mais voltar.<\/p>\n<p><b>Serrano<\/b><\/p>\n<p>A descida \u00e9 agora em busca do leito do rio Len\u00e7\u00f3is para um banho reconfortante, desta vez no Serrano. O local, de antigo garimpo, \u00e9 um belvedere natural, de onde se descortina a cidade e o vale do rio S\u00e3o Jos\u00e9 que, mais adiante, se junta ao primeiro para desaguar no Paragua\u00e7u. O nome Serrano originou-se dos primeiros garimpeiros da \u00e1rea, vindos da regi\u00e3o serrana de Minas Gerais.<\/p>\n<p>A queda d\u00b4\u00e1gua tem aproximadamente 15 m de altura, dividida em v\u00e1rias quedas pequenas; a principal \u00e9 conhecida como &#8220;sonrisal&#8221; porque cura qualquer ressaca. As rochas s\u00e3o de tonalidade r\u00f3sea e incrustadas de seixos, lembrando pain\u00e9is em mosaico. O Serrano fica a menos de um quil\u00f4metro de dist\u00e2ncia da cidade.<\/p>\n<p><b>Po\u00e7o do Diabo<\/b><\/p>\n<p>A cachoeira a do rio Mucugezinho, localizada na margem direita de quem desce a BR-242, a 18 km de Len\u00e7\u00f3is. S\u00e3o 15 min de carro e 10 min de caminhada.<\/p>\n<p>O leito de pedras desalinhadas forma diversas cachoeiras e saltos, o maior \u2013 o Po\u00e7o do Diabo, com um trampolim de 22 m de altura e, em seguida, um bel\u00edssimo canyon. Algumas tocas no leito do rio foram transformadas em bares.<\/p>\n<p>No final da tarde, de volta a Len\u00e7\u00f3is, uma deliciosa op\u00e7\u00e3o \u00e9 almo\u00e7ar uma galinha caipira ao molho pardo, especialidade de alguns restaurantes locais. \u00c9 preciso encomendar com anteced\u00eancia o almo\u00e7o.<\/p>\n<p><b>Gruta do Lap\u00e3o:\u00a0<\/b>Maior gruta em pedra quartiz\u00edtica do Brasil, fica a 4,5 km de Len\u00e7\u00f3is por trilha. A travessia de 1 km por dentro da gruta deve ser feita com guia e demora cerca de 2h. O visual na sa\u00edda \u00e9 muito bonito.<\/p>\n<p><b>Gruta da Lapa Doce:\u00a0<\/b>S\u00e3o mais ou menos 24 km de extens\u00e3o j\u00e1 mapeados repletos de estalactites e estalagmites, com forma\u00e7\u00f5es curios\u00edssimas. Antigamente a gruta era passagem de um rio, por isso o nome Lapa Doce. Fica a 70 km de Len\u00e7\u00f3is, na regi\u00e3o de Iraquara.<\/p>\n<p><b>Gruta Azul:\u00a0<\/b>Bem pr\u00f3xima \u00e0 Gruta da Pratinha est\u00e1 a pequena gruta com \u00e1guas azuis, onde n\u00e3o \u00e9 permitido tomar banho.<\/p>\n<p><b>Po\u00e7o Azul:\u00a0<\/b>Semelhante ao Po\u00e7o Encantado, por\u00e9m menos exuberante. A vantagem \u00e9 que aqui voc\u00ea pode tomar banho nas \u00e1guas cristalinas. Foi encontrada dentro do Po\u00e7o uma ossada de pregui\u00e7a gigante, que est\u00e1 na Universidade Federal da Bahia. Fica a 110 km de Len\u00e7\u00f3is.<\/p>\n<p><b>Po\u00e7o do Diabo:\u00a0<\/b>\u00d3timo para tomar banho e curtir o visual do c\u00e2nion e da cachoeira. Quem quiser se arriscar, pode pular de v\u00e1rias alturas, inclusive de mais de vinte metros. Fica no rio Mucugezinho, a 20 km de Len\u00e7\u00f3is.<\/p>\n<p><b>Ribeir\u00e3o do Meio:\u00a0<\/b>Corredeira que forma um tobog\u00e3 natural, \u00f3timo para escorregar. Descendo o rio, h\u00e1 o Ribeir\u00e3o de Baixo, onde se encontra um caminho de garimpos. Fica a 4 km de Len\u00e7\u00f3is.<\/p>\n<p><b>Xique-Xique de Igatu:\u00a0<\/b>Da movimentada vila da \u00e9poca do garimpo restam apenas 400 moradores. O interessante s\u00e3o as ru\u00ednas de casas constru\u00eddas de pedras. Fica a 114km de Len\u00e7\u00f3is.<\/p>\n<p><b>Caminhadas eTrilhas:\u00a0<\/b>Nada melhor do que fazer uma caminhada rodeado de belas paisagens. Na\u00a0<b>Chapada Diamantina<\/b>\u00a0isso \u00e9 mais do que comum. Para os iniciantes, h\u00e1 trilhas feitas em um dia como as de Len\u00e7\u00f3is-Cap\u00e3o, com 23 km de serras e campos de orqu\u00eddeas do vale do Rio Ribeir\u00e3o, e Pai In\u00e1cio \u2013 Cap\u00e3o, com 18 km de campos gerais, serras e o Morr\u00e3o. Quem curte mais agita\u00e7\u00e3o, a dica \u00e9 o Trekking da Fuma\u00e7a.<\/p>\n<p><b>Trilha do Vale do Pati:\u00a0<\/b>Outra trilha muito conhecida na regi\u00e3o \u00e9 a Trilha do Vale do Pati, considerada a principal aventura da\u00a0<b>Chapada Diamantina<\/b>. \u00c9 um caminho, ligando Len\u00e7\u00f3is \u00e0 cidade de Andara\u00ed, passando por Cap\u00e3o. S\u00e3o cerca de 70 km, atravessando rios, c\u00e2nions, vales, cachoeiras, serras e gerais, sugerindo um resumo de todas as atra\u00e7\u00f5es da Chapada Diamantina. Se voc\u00ea preferir fazer a trilha de bike ou em um ve\u00edculo 4\u00d74 a melhor pedida \u00e9 a trilha Len\u00e7\u00f3is-Andara\u00ed. S\u00e3o 37 km de Off-Road, passando pela antiga estrada de terra do garimpo.<\/p>\n<p><b>Trekking\/Rappel<\/b><\/p>\n<p>Voc\u00ea quer aventura? A Chapada Diamantina \u00e9 o lugar certo! Como a regi\u00e3o \u00e9 serrana, de topografia diversificada, facilita a pr\u00e1tica do esporte.<\/p>\n<p><strong>O que n\u00e3o falta \u00e9 op\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Morro do Camelo, do Pai In\u00e1cio, entre tantas outras.<\/p>\n<p><b>Cavalgada:\u00a0<\/b>Para quem gosta de andar a cavalo, nada melhor do que optar por cavalgar nas trilhas da Chapada. Nesse caminho o visitante divide espa\u00e7o com belezas cinematogr\u00e1ficas, cachoeiras, flores e como a atividade \u00e9 \u00e1gil, o turista ganha tempo para aproveitar cada cantinho da regi\u00e3o. As trilhas s\u00e3o as mesmas para as caminhadas.<\/p>\n<p><b>Biking:\u00a0<\/b>\u00c9 fato, n\u00e3o h\u00e1 um visitante que chegue a Chapada Diamantina e n\u00e3o fique na d\u00favida. S\u00e3o tantas atividades, atrativos, que o turista n\u00e3o sabe qual escolher. Caso a pessoa queira sentir adrenalina em suas veias, uma das op\u00e7\u00f5es \u00e9 o biking. H\u00e1muitas trilhas que cortam toda a regi\u00e3o e permitem que o visitante curta belos cen\u00e1rios desse grande templo da natureza.<\/p>\n<p><b>Rio de Contas<\/b><\/p>\n<p>Rio de Contas \u00e9 a cidade mais antiga da regi\u00e3o (270 anos), sendo tombada pelo Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico. Suas ruas s\u00e3o largas e floridas e d\u00e3o espa\u00e7o a antigos casar\u00f5es coloniais.<\/p>\n<p><strong>As constru\u00e7\u00f5es centen\u00e1rias que encantam os turistas s\u00e3o:<\/strong>\u00a0os pr\u00e9dios do Pa\u00e7o Municipal, a antiga Casa de C\u00e2mara e Cadeia \u2013 onde funciona atualmente o F\u00f3rum -, a antiga Casa de Fundi\u00e7\u00e3o, as igrejas matriz do Sant\u00edssimo Sacramento e de Santana (ambas do s\u00e9culo XVIII), as capelas de Bom Jesus da Lapa e de S\u00e3o Sebasti\u00e3o (ambas do s\u00e9culo XIX), e o \u00fanico teatro constru\u00eddo na Chapada, o Teatro S\u00e3o Carlos.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 em Rio da Contas que os montanhistas se divertem, pois os 3 pontos mais altos da Chapada est\u00e3o l\u00e1:<\/strong>\u00a0Pico das Almas, o do Itobira e o do Barbados. Rio de Contas est\u00e1 a 1.050m de altitude e possui um excelente clima, o que agrada bastante os visitantes.<\/p>\n<p><b>Jacobina<\/b><\/p>\n<p><strong>Diz a lenda que a cidade levou esse nome por ter sido palco do romance de dois \u00edndios:\u00a0<\/strong>Jacob e Bina. Assim como todas as cidades da Chapada, Jacobina apresenta in\u00fameros atrativos, tanto hist\u00f3ricos quanto naturais. Conhecida tamb\u00e9m como Cidade do Ouro, devido a explora\u00e7\u00e3o das minas na \u00e9poca dos bandeirantes paulistas, Jacobina \u00e9 o para\u00edso dos esportes radicais.<\/p>\n<p><strong>Tem para todos os gostos:\u00a0<\/strong>rapel, treking, biking, entre outros. Depois de muita aventura durante o dia, nada melhor do que curtir um som e um bom agito nos bares , boates e restaurantes de Jacobina.<\/p>\n<p><b>Cidade de Len\u00e7ois<\/b><\/p>\n<p>Do Palmital a triha \u00e9 dif\u00edcil de achar se voc\u00ea n\u00e3o conhece. Desce o rio pelo lado direito da margem ate embaixo. Depois vai por dentro do rio at\u00e9 a fuma\u00e7a. No caminho tem v\u00e1rios po\u00e7\u00f5es para se nadar. Acampamos no bra\u00e7o do rio que segue para baixo da Fuma\u00e7a. Existe ali uma toca que \u00e9 habitada por um milh\u00e3o de pernilongos. A melhor op\u00e7\u00e3o \u00e9 a barraca.<\/p>\n<p>Acordamos cedo. Depois do caf\u00e9 da manh\u00e3 fomos conhecer a Cachoeira. Que espet\u00e1culo da natureza! Ela tem 400 metros de altura e o vento faz com que suas \u00e1guas dancem at\u00e9 chegarem ao ch\u00e3o.<\/p>\n<p>No outro dia comecamos a subida da trilha. \u00c9 super ingrime, mas a vista vale a pena. Chegamos a tardinha e acampamos perto do rio da Cachoeira. Este \u00e9 um lugar em que vale a pena ficar pelo menos um dia inteiro.<\/p>\n<p>Tem um local do qual se tem a melhor vista, mas deixa muita gente com medo. Batizamos de \u201cmela cueca\u201d. N\u00e3o oferece perigo se voc\u00ea for engatinhando at\u00e9 a borda, mas mesmo assim a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 estranha. Parece que a borda inteira vai cair canyon abaixo.<\/p>\n<p>Dali seguimos para o Cap\u00e3o, uma vila encravada dentro de um canyon, povoada por agricultores, comunidades esot\u00e9ricas, hippies, mucho loucas e alienigenas. Um lugar super interessante onde vale a pena uma estadia.<\/p>\n<p>Existem algumas pousadas para diferentes gostos. Pode-se acampar nas comunidades tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Se voc\u00ea gosta de caminhar, existem muitas trilhas interesantes para se fazer em Len\u00e7ois:<\/strong>\u00a0trilhas de horas, de um dia, de 4 dias, 8dias \u2026.<\/p>\n<p>A mais interesante em minha opini\u00e3o \u00e9 a da Cachoeira da Fuma\u00e7aa por baixo, depois subir e pernoitar em cima, descer para Cap\u00e3o e seguir para os Gerais e Andara\u00ed. S\u00e3o 8 dias ou mais. Depende de quanto se quer andar por dia.<\/p>\n<p>Trilhas curtas e divertidas s\u00e3o as que levam para o Escorrega, Cachoeira do Sossego, Cahoeira da Primavera. O Escorrega \u00e9 o passeio mais popular. \u00c9 super divertido. Consiste em uma pedra lisa onde se escorrega at\u00e9 uma piscina natural.<\/p>\n<p><b>Alto do Pai In\u00e1cio:\u00a0<\/b>O frio nos pegou de surpresa. Improvisamos agasalhos com toalhas.<\/p>\n<p><strong>Nos arredores de Len\u00e7ois tem v\u00e1rios outros passeios interressantes:<\/strong>\u00a0Po\u00e7o do Diabo, uma cachoeira onde tem um bar dentro de uma caverna e de onde se pode dar mergulhos de at\u00e9 30 m de altura. Pai In\u00e1cio, uma formacao da chapada com 400 m de altura. Diz a lenda que o Pai In\u00e1cio, escravo fuj\u00e3o, pulou de guarda chuva de l\u00e1 de cima para fugir da pol\u00edcia que o encurralava e n\u00e3o morreu. Pode-se subir quase at\u00e9 o topo de carro e depois continuar por uma trilha morro acima. A vista no por do sol \u00e9 inesquec\u00edvel.<\/p>\n<p>O Po\u00e7o Encantado \u00e9 tamb\u00e9m um passeio imperd\u00edvel. Pode-se ir de carro ou pagar um tour. \u00c9 mais ou menos longe e de dif\u00edcil localiza\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 um dos passeios memor\u00e1veis da Chapada. Uma gruta com um lago interno de \u00e1guas super transparentes. D\u00e1 pr\u00e1enxergar o fundo a 50m de profundidade. Para completar a lagoa \u00e9 de um azul m\u00e1gico.<\/p>\n<p>Um bom conselho para quem vai se aventurar pelas trilhas \u00e9 nunca acampar pr\u00f3ximo demais dos rios. Com qualquer chuva o n\u00edvel da \u00e1gua sobe rapidamente devido a pouca infiltra\u00e7\u00e3o no solo rochoso da Chapada.<\/p>\n<p>Outro conselho \u00e9 ter sempre um mapa da regi\u00e3o, que pode se adquirido no IBGE ou em Institutos Cartogr\u00e1ficos.<\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Len\u00e7ois est\u00e1 localizado a 350 km de Salvador em pleno sert\u00e3o. Pr\u00f3ximo ao Parque Nacional da Chapada Ciamantina.<\/p>\n<p><b>Um pouco de hist\u00f3ria de Len\u00e7ois<\/b><\/p>\n<p>A\u00a0<b>cidade de len\u00e7ois<\/b>\u00a0surgiu com a febre dos diamantes em 1822. Dirigiram-se para a regi\u00e3o grande quantidade de garimperos com suas tendas que pareciam len\u00e7ois espalhadas por toda parte, da\u00ed o nome da cidade.<\/p>\n<p>Dos acampamentos surgiram as cidades. Com o esgotamento das jazidas muitas cidades nos arredores de Len\u00e7ois foram abandonadas. Uma bem interessante de se visitar \u00e9 Xique Xique do Igatu, cidade toda de pedra que tem o apelido de Machu Pichu do Brasil.<\/p>\n<p>Hoje a cidade vive de uma pequena agricultura e do turismo. Falam at\u00e9 na constru\u00e7\u00e3o de um aeroporto internacional. N\u00e3o existe festa de carnaval, mas uma semana antes tem uma festa muito tradicional, a do Nosso Senhor dos Passos, o padroeiro da cidade. Toda a populacao participa dan\u00e7ando a noite inteira. Esta festa \u00e9 realizada para impedir que uma enorme serpente devore a cidade. Diz a lenda que ela vive embaixo da ponte dos arcos romanos.<\/p>\n<p><b>Parque Nacional da Chapada Diamantina<\/b><\/p>\n<p>Existem diversas op\u00e7\u00f5es de transporte para chegar ao Parque Nacional da Chapada Diamantina. A maioria dos viajantes inicia sua viagem em Salvador, que fica a aproximadamente 420 quil\u00f4metros do parque. De l\u00e1, os visitantes precisam se transferir para uma das cidades de entrada, como Len\u00e7\u00f3is,<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode visitar o Parque Nacional da Chapada Diamantina no Brasil em qualquer \u00e9poca do ano. No entanto, \u00e9 importante notar que a regi\u00e3o tem duas esta\u00e7\u00f5es distintas, moldadas pelos seus climas sazonais. Durante a esta\u00e7\u00e3o seca, de maio a outubro, os visitantes podem desfrutar de c\u00e9u azul, clima fresco e trilhas est\u00e1veis \u200b\u200bdevido \u00e0s poucas chuvas, sendo junho e julho os meses mais frios. Este per\u00edodo pode apresentar menos \u00e1gua nas cachoeiras, mas proporciona condi\u00e7\u00f5es confort\u00e1veis \u200b\u200bpara caminhadas. Por outro lado, a esta\u00e7\u00e3o chuvosa de novembro a abril, com precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 50 mm a 130 mm por m\u00eas, traz vegeta\u00e7\u00e3o mais vibrante e cachoeiras volumosas. Embora as chuvas ocorram normalmente no in\u00edcio da manh\u00e3 e \u00e0 noite, deixando as tardes claras para descobertas. As temperaturas durante este per\u00edodo ficam em torno de 26\u00b0C a 28\u00b0C.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a alta temporada, incluindo julho, agosto e feriados nacionais, aumenta a atividade no parque devido aos veranistas. Apesar do potencial atrativo de visitar durante uma esta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, \u00e9 importante considerar o microclima local, que pode apresentar condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas inesperadas, como chuva durante a esta\u00e7\u00e3o seca ou sol nos meses chuvosos. Embora o Brasil seja conhecido por seu clima quente, a\u00a0<b>Chapada Diamantina<\/b>\u00a0pode ficar bastante fria. As temperaturas variam entre 8\u00b0C e 30\u00b0C e, dependendo da cidade onde voc\u00ea se hospeda e da esta\u00e7\u00e3o do ano, as temperaturas podem cair rapidamente. Prepare-se para muitos climas diferentes.<\/p>\n<p>O Parque Nacional da Chapada Diamantina oferece uma variedade de atra\u00e7\u00f5es que atendem tanto aos aventureiros quanto aos entusiastas da natureza. Aqui est\u00e1 um resumo das principais atividades e atra\u00e7\u00f5es dentro do parque:<\/p>\n<p><b>Caminhadas e Trekking<\/b><\/p>\n<p>As trilhas do parque, principalmente as do Vale do Pati, s\u00e3o conhecidas pela beleza e pelos percursos desafiadores. O trekking do Vale do Pati oferece uma experi\u00eancia \u00fanica atrav\u00e9s de um dos mais belos roteiros de trekking do Brasil.<\/p>\n<p>Esta \u00e1rea \u00e9 conhecida por seus vastos planaltos e vales \u00edngremes, proporcionando vistas espetaculares e uma experi\u00eancia verdadeiramente imersiva na natureza, al\u00e9m das caminhadas do Morro do Pai In\u00e1cio, Mixilas, Cachoeira da Fuma\u00e7a e outras belas caminhadas de um dia que voc\u00ea tamb\u00e9m pode fazer.<\/p>\n<p><b>Mergulho em Cachoeiras<\/b><\/p>\n<p>As cachoeiras s\u00e3o outro destaque da Chapada Diamantina, existem literalmente dezenas delas por onde voc\u00ea passa, sendo a Fuma\u00e7a uma das cachoeiras mais altas do Brasil, caindo de uma altura de quase 340 metros.<\/p>\n<p>Outras cachoeiras not\u00e1veis \u200b\u200bs\u00e3o a Fumacinha, cercada por pared\u00f5es de 280 metros, o Burac\u00e3o, a Mixila, o Sossego e o Po\u00e7o do Diabo, onde aguarda outro banho de cachoeira. Cada um deles oferece vistas incr\u00edveis e atividades refrescantes para voc\u00ea aproveitar ao m\u00e1ximo.<\/p>\n<p><b>Explorar cavernas:<\/b><br \/>\nPara os aventureiros, as cavernas da Chapada Diamantina oferecem uma experi\u00eancia subterr\u00e2nea \u00fanica. A Gruta da Lapa Doce \u00e9 uma gruta not\u00e1vel, onde o visitante pode explorar um caminho de 850 metros ladeado por impressionantes forma\u00e7\u00f5es calc\u00e1rias e mergulhar no passado geol\u00f3gico da regi\u00e3o. Perto dali fica a Gruta da Fuma\u00e7a onde no seu hall o teto \u00e9 repleto de estalactites t\u00e3o finas que lembram um c\u00e9u de agulhas.<\/p>\n<p><b>Nadar em Piscinas Naturais:<\/b><br \/>\nAs piscinas naturais da Chapada Diamantina s\u00e3o preciosidades imperd\u00edveis. O Po\u00e7o Encantado oferece um ref\u00fagio com suas \u00e1guas cristalinas provenientes de um aqu\u00edfero n\u00e3o renov\u00e1vel, proporcionando um local para reflex\u00e3o tranquila ao inv\u00e9s de banho. Perto dali, o Po\u00e7o Azul convida os visitantes a nadar, apreciando a visibilidade subaqu\u00e1tica e as belezas naturais. Um local perfeito para relaxar e apreciar a natureza.<\/p>\n<p><b>Quantos dias devo precisar na Chapada Diamantina?<\/b><\/p>\n<p>Para conhecer as belezas naturais e as oportunidades de aventura que o Parque Nacional da Chapada Diamantina oferece, recomendamos uma estadia m\u00ednima de 3 dias. No entanto, dado o vasto territ\u00f3rio do parque e as in\u00fameras atra\u00e7\u00f5es, uma visita mais longa permite uma explora\u00e7\u00e3o mais profunda. Para quem tem mais tempo e deseja alguns dias exclusivamente para descanso ou maiores explora\u00e7\u00f5es, sugerimos ficar entre 5 e 7 dias (ou at\u00e9 mais!) na Chapada Diamantina.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea tiver pouco tempo, mas estiver em boas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, considere a caminhada de 3 dias pelo Vale do Pati. Se voc\u00ea prefere um lugar mais descontra\u00eddo, um passeio de 3 dias visitando os pontos ic\u00f4nicos da Chapada Diamantina \u00e9 o ideal. Para quem tem um pouco mais de tempo, uma caminhada completa de 5 dias no Vale do Pati ou uma viagem de 7 dias visitando os principais atrativos do parque \u00e9 perfeita.<\/p>\n<p>Lembre-se de que viajar entre os pontos tur\u00edsticos da Chapada Diamantina requer um tempo consider\u00e1vel na estrada devido \u00e0s dist\u00e2ncias envolvidas. Por ser um parque nacional de propor\u00e7\u00f5es \u00e9picas, mesmo um m\u00eas na\u00a0<b>Chapada Diamantina<\/b>\u00a0pode n\u00e3o ser suficiente para ver tudo, por isso sempre h\u00e1 um motivo para voltar.<\/p>\n<p><b>Onde ficar em Chapada Diamantina?<\/b><\/p>\n<p>A\u00a0<b>Chapada Diamantina<\/b>\u00a0\u00e9 uma \u00e1rea extensa repleta de diversas cidades, cada uma oferecendo op\u00e7\u00f5es de acomoda\u00e7\u00e3o exclusivas para atender a v\u00e1rios gostos e prefer\u00eancias. De pousadas charmosas e casas de fam\u00edlia aut\u00eanticas a hot\u00e9is tradicionais, voc\u00ea encontrar\u00e1 muitas maneiras de mergulhar nos arredores deslumbrantes. Aqui est\u00e3o algumas das principais cidades a serem consideradas para a sua estadia:<\/p>\n<p><b>Len\u00e7\u00f3is<\/b>\u00a0\u00e9 um ponto de partida preferido para muitos devido \u00e0 sua f\u00e1cil acessibilidade e comodidades abrangentes. Esta cidade hist\u00f3rica est\u00e1 repleta de atividades, oferecendo in\u00fameros passeios que exploram os destaques naturais e culturais da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Mucug\u00ea<\/b>\u00a0oferece uma atmosfera mais tranquila e reflexiva, com arquitetura colonial lindamente preservada e cemit\u00e9rios tranquilos, proporcionando um retiro sereno ap\u00f3s um dia de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Palmeiras<\/b>\u00a0\u00e9 a porta de entrada para o deslumbrante Vale do Cap\u00e3o, conhecido por suas paisagens exuberantes e extensas trilhas para caminhadas, ideal para quem busca uma imers\u00e3o profunda na natureza.<\/p>\n<p>Para quem prefere ambientes menores e mais intimistas, Igatu e Vale do Cap\u00e3o s\u00e3o escolhas perfeitas. Igatu, conhecida como a \u201cvila de pedra\u201d, encanta com suas ru\u00ednas pitorescas e ambiente tranquilo, situada em meio a forma\u00e7\u00f5es rochosas dram\u00e1ticas, oferecendo um retiro tranquilo.<\/p>\n<p><b>Ibicoara<\/b>\u00a0\u00e9 um para\u00edso para caminhantes \u00e1vidos e amantes da natureza. Esta cidade menos visitada \u00e9 uma excelente base para explorar algumas das mais magn\u00edficas cachoeiras do parque, incluindo as deslumbrantes Cataratas da Fumacinha, escondidas em um desfiladeiro profundo e cercadas por imponentes fal\u00e9sias e a majestosa Cachoeira do Burac\u00e3o, conhecida por seu impressionante mergulho em \u00e1guas profundas. , piscina transparente cercada por vegeta\u00e7\u00e3o exuberante.<\/p>\n<p><b>Andara\u00ed<\/b>, outra op\u00e7\u00e3o charmosa, oferece uma alternativa mais tranquila \u00e0s cidades mais frequentadas. Localizado \u00e0s margens do Rio Paragua\u00e7u, Andara\u00ed \u00e9 repleto de belezas naturais e oferece f\u00e1cil acesso a diversas trilhas, cachoeiras e locais hist\u00f3ricos, o que o torna uma op\u00e7\u00e3o vers\u00e1til de hospedagem.<\/p>\n<p>Para os aventureiros que buscam uma experi\u00eancia verdadeiramente envolvente, a caminhada no Vale do Pati \u00e9 incompar\u00e1vel. Ficar com fam\u00edlias locais neste vale remoto permite uma liga\u00e7\u00e3o profunda com a cultura local e uma aprecia\u00e7\u00e3o de perto das deslumbrantes paisagens montanhosas.<\/p>\n<p>A escolha de alojamentos que apoiem viagens sustent\u00e1veis \u200b\u200be comunidades locais n\u00e3o s\u00f3 melhora a sua experi\u00eancia, mas tamb\u00e9m contribui positivamente para a conserva\u00e7\u00e3o desta magn\u00edfica regi\u00e3o. Cada\u00a0<b>cidade e vila da Chapada Diamantina<\/b>\u00a0traz seu charme e perspectiva \u00fanicos, tornando sua aventura verdadeiramente inesquec\u00edvel.<\/p>\n<p><b>Chapada Diamantina \u2013\u00a0<\/b><strong>Atra\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Dif\u00edcil mesmo \u00e9 arrumar tempo para conhecer todas as atra\u00e7\u00f5es do parque. Cachoeiras de todos os tipos est\u00e3o dentro de seus limites, inclusive a impressionante Cachoeira da Fuma\u00e7a, que despenca de um pared\u00e3o de 400m de altura. Para chegar at\u00e9 seu po\u00e7o e depois subi-l\u00e1, h\u00e1 um trekking de 3 dias. Aqui tamb\u00e9m est\u00e1 uma das caminhadas mais bonitas do pa\u00eds, o trekking do Vale do Pati.<\/p>\n<p>Algumas atra\u00e7\u00f5es ficam fora dos limites do parque, mas s\u00e3o imperd\u00edveis. O cart\u00e3o postal da regi\u00e3o \u00e9 o Po\u00e7o Encantado, uma gruta com um lago azul. Po\u00e7o Azul, Gruta da Pratinha, Gruta Azul s\u00e3o similares. Gruta do Lap\u00e3o e Gruta da Lapa Doce apresentam forma\u00e7\u00f5es interessantes.<\/p>\n<p>Para apreciar a paisagem fant\u00e1stica da Chapada, o melhor ponto \u00e9 o Morro do Pai In\u00e1cio, com 1120m. A diversidade \u00e9 tanta, que h\u00e1 at\u00e9 um pantanal, o Marimbus, com locais para banho e pesca.<\/p>\n<p><b>Algumas regi\u00f5es da Chapada Diamantina<\/b><\/p>\n<p><strong>Andara\u00ed e Igatu<\/strong><\/p>\n<p>Cidades que surgiram em decorr\u00eancia da explora\u00e7\u00e3o dos diamantes, despontam como destino de turismo ecol\u00f3gico, possibilitando aventuras pelas trilhas dos garimpeiros, grutas, serras e cachoeiras, organizadas no Circuito do Diamante.<\/p>\n<p>Estas op\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas aliadas a inquestin\u00e1veis belezas naturais como a Gruta da Paix\u00e3o e o Po\u00e7o Encantado, garantem amplas perspectivas de crescimento dessas cidades como tur\u00edsmo. Andara\u00ed est\u00e1 situada a 70 km do aeroporto de Len\u00e7\u00f3is.<\/p>\n<p><strong>Vale do Cap\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Local onde se pratica, turismo ecol\u00f3gico: trilhas, caminhadas e outros; surge a op\u00e7\u00e3o de turismo esot\u00e9rico:\u00a0<\/strong>medicina alternativa, alimenta\u00e7\u00e3o natural, medita\u00e7\u00e3o e outros. Tamb\u00e9m faz parte do Circuito dos Diamantes, situando-se a 60 km do aeroporto de Len\u00e7\u00f3is.<\/p>\n<p><strong>Chapada Norte<\/strong><\/p>\n<p>Regi\u00e3o situada ao norte da Chapada Diamantina, torna-se cada vez mais conhecida e comp\u00f5e o Circuito do Ouro, denomina\u00e7\u00e3o decorrente de v\u00e1rias expedi\u00e7\u00f5es de \u201centradas\u201d dos desbravadores de Francisco Dias D\u2019\u00c1vila, em busca das jazidas do precioso metal.<\/p>\n<p>Especialmente os munic\u00edpios de Jacobina e Morro do Chap\u00e9u s\u00e3o ricos em grutas com inscri\u00e7\u00f5es rupestres, rios, serras e cachoeiras. Nesta regi\u00e3o est\u00e1 localizado o Parque das Cachoeiras, com mais de 45 quedas d\u00b4\u00e1gua e diversas trilhas ecol\u00f3gicas. Em Jacobina existe um aeroporto para avi\u00f5es de pequeno porte.<\/p>\n<p>As atra\u00e7\u00f5es naturais s\u00e3o tantas que \u00e9 poss\u00edvel escolher entre roteiros subterr\u00e2neos das grutas, das cachoeiras, caminhar por antigas trilhas de garimpeiros ou cavalgar entre vales como o do Pati em meio a comunidades esot\u00e9ricas e alternativas. Com muita sorte \u00e9 poss\u00edvel at\u00e9, da serra do Capa Bode, em Mucug\u00ea, avistar no c\u00e9u naves de extraterrestres, como j\u00e1 viram muitos habitantes da cidade.<\/p>\n<p>O patrim\u00f4nio hist\u00f3rico conta a saga do garimpo em cada beco e nos casar\u00f5es seculares das cidades de Len\u00e7\u00f3is, Rio de Contas, Andara\u00ed, Mucug\u00ea e no min\u00fasculo distrito serrano de Xique-xique do Igatu, &#8220;a cidade de pedras&#8221;.<\/p>\n<p>Estas cidades nasceram e floresceram com o Ciclo do Min\u00e9rio, a partir do s\u00e9culo XVII, quando aconteceu a febre do ouro, dos diamantes e o sonho do enriquecimento r\u00e1pido. Os distritos e povoados que comp\u00f5em os munic\u00edpios da Chapada Diamantina t\u00eam qualquer coisa envolvendo o fant\u00e1stico.<\/p>\n<p>Os moradores, a maioria velhos e crian\u00e7as, contam hist\u00f3rias de coron\u00e9is perversos, tesouros escondidos, escravos sacrificados que no final viram fantasmas, assombra\u00e7\u00f5es ou coisa parecida. Entre as mais fant\u00e1sticas est\u00e1 a &#8220;lenda do Pai In\u00e1cio&#8221;, transformada em roteiro para cinema.<\/p>\n<p>As belezas c\u00eanicas da Chapada Diamantina encantam os visitantes a tal ponto que muitos acabam ficando. Foi o caso do bi\u00f3logo americano Roy Funch, que se naturalizou brasileiro e mora em Len\u00e7\u00f3is h\u00e1 mais de 20 anos.<\/p>\n<p>A paix\u00e3o de Funch pela Chapada foi tamanha que em 1982 chegou a escrever um trabalho &#8220;Chapada Diamantina, uma reserva natural&#8221; em defesa da cria\u00e7\u00e3o de um parque nacional, o que veio a acontecer tr\u00eas anos depois.<\/p>\n<p>O Parque Nacional da Chapada Diamantina foi criado em 1985, por decreto federal, abrangendo uma \u00e1rea de 152 mil hectares da serra do Sincor\u00e1 e arredores, entre os munic\u00edpios de Len\u00e7\u00f3is, Palmeiras, Andara\u00ed, incluindo o distrito de Igatu, e Mucug\u00ea.<\/p>\n<p>Para fazer\u00a0<b>turismo na Chapada Diamantina<\/b>\u00a0\u00e9 necess\u00e1rio observar alguns pr\u00e9-requisitos indispens\u00e1veis como ter resist\u00eancia f\u00edsica, consci\u00eancia ecol\u00f3gica no sentido de respeitar a natureza contribuindo para a preserva\u00e7\u00e3o da fauna e da flora (nunca adquirir plantas ou animais silvestres nas estradas para desestimular a captura), contratar os servi\u00e7os de um bom guia para os passeios ecol\u00f3gicos e, especialmente, n\u00e3o ter pressa, pois os caminhos da Chapada escondem atra\u00e7\u00f5es surpreendentes s\u00f3 reveladas a quem tem calma e disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0diamantinamountains.com\/planetaexo.com\/www.mindat.org\/www.bidvb.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chapada Diamantina &#8211; Hist\u00f3ria Os primeiros habitantes dessas montanhas foram os ind\u00edgenas brasileiros. 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