{"id":43909,"date":"2016-06-10T14:33:52","date_gmt":"2016-06-10T14:33:52","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=43909"},"modified":"2024-06-20T17:56:50","modified_gmt":"2024-06-20T19:56:50","slug":"caravelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/caravelas","title":{"rendered":"Caravelas"},"content":{"rendered":"<p><b>Caravelas &#8211; Hist\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>A<strong>\u00a0hist\u00f3ria de Caravelas<\/strong>\u00a0come\u00e7a com pr\u00f3pria Hist\u00f3ria do Brasil a qual, em linhas gerais, acampam at\u00e9 o ano de 1574.<\/p>\n<p>Descoberto o Brasil, Portugal enviou expedi\u00e7\u00f5es exploradoras.<\/p>\n<p>A segunda dessas expedi\u00e7\u00f5es sa\u00edda do Tejo em 1503, descobriu o arquipelago de Fernando de Noronha, naufragou o navio capit\u00e2nea da esquadra comandada por Gon\u00e7alo Coelho da qual tamb\u00e9m fazia parte o c\u00e9lebere Am\u00e9rico Vespucci, o \u201cpil\u00f4to e marinheiro mais instru\u00eddo do seu tempo\u201d.<\/p>\n<p>Dali a frota de explora\u00e7\u00f5es, como Am\u00e9rico Vespucci e gon\u00e7alo Coelho, rumou para o sul, costeou a terra at\u00e9 a latitude de 18 graus, e entrou justamente, no\u00a0<b>p\u00f4rto de Caravelas<\/b>, onde fundou uma feitoria, que deixou fortificada com 12 pe\u00e7as de artilharia e 24 homens, retornou em seguida para Lisboa. Caravelas foi, assim, descoberta em 1503 por Am\u00e9rico Vespucci ou Gon\u00e7alo Coelho.<\/p>\n<p>Durante o tempo em que o Brasil est\u00eave dividido em capitanias heredit\u00e1rias, o atual\u00a0<b>munic\u00edpio de Caravelas<\/b>\u00a0pertence ao P\u00f4rto Seguro, doado a Pero de Campos Tourinho, por Carta r\u00e9gia de 27 de maio de 1534.<\/p>\n<p>Segundo ocorreu com v\u00e1rias outras, a captania do P\u00f4rto fracassou, dado o pouco inter\u00easse do seu donat\u00e1rio e sucessores, e pelos incessantes ataques dos \u00b4\u00b4indios tupiniquins, que infestavam a regi\u00e3o, desde o rio Camamu at\u00e9 o rio Cricar\u00e9, \u2013 provavelmente o que hoje se denomina Mucuri. Vendia a Dom Jo\u00e3o Lencastre, Duque de Aveiro, em 10 de ag\u00f4sto de 1559, a capitania de P\u00f4rto Seguro reverteu \u00e0 coroa, no reinado de D.Jos\u00e9 I.<\/p>\n<p>Data daquela \u00e9poca a omiss\u00e3o da Hist\u00f3ria ac\u00earca da feitoria por Vespucci, ou Gon\u00e7alo Coelho, em\u00a0<b>Caravelas<\/b>, presumindo-se tenha desaparecido em conseq\u00fc\u00eancia de ataques dos \u00edndios. Sob o Gov\u00earno-Geral do Brasil nova fase de coloniza\u00e7\u00e3o se inicia no Litoral, importantes penetra\u00e7\u00f5es s\u00e3o promovidas em busca de metais e pedras preciosas. A primeira expedi\u00e7\u00e3o que se embrenha pelo sert\u00e3o, parte do P\u00f4rto Seguro, em 1553.<\/p>\n<p>Comp\u00f5em-na portugu\u00eases, mamelucos, \u201cmazambos\u201d e \u00edndios tupiniquins, sob a chefia do espanhol Francisco Bruzza Espinoza.<\/p>\n<p>A bandeira Espinoza percorreu o Litoral, desde o Jequitinhonha at\u00e9 S\u00e3o Mateus, no Esp\u00edrito Santo. Foi este o primeiro bandeirante que chegou a\u00a0<b>Caravelas<\/b>. Depois d\u00eale, em 1572, Sebasti\u00e3o Fernandes Tourinho subiu o rio Doce e retrocedeu ao Litoral pelo vale das\u00a0<b>Caravelas<\/b>.<\/p>\n<p>Todavia, coube a Ant\u00f5nio Dias Ad\u00f4rno, em 1574, \u2013 chefe de uma expedi\u00e7\u00e3o de 150 portugu\u00eases e 400 \u00edndios que se internou pelo sert\u00e3o \u00e0 procura de ouro e da j\u00e1 famosa serra das Esmeraldas \u2013 , a primazia de reencontrar\u00a0<b>Caravelas<\/b>, embora n\u00e3o se negue a Espinoza contato anterior, quando iniciou sua entrada aos sert\u00f5es brasileiros, pelo\u00a0<b>rio das Caravelas<\/b>, secundado por Sebasti\u00e3o Fernandes Tourinho.<\/p>\n<p>Os bandeirantes que chegaram ao\u00a0<b>rio Caravelas<\/b>\u00a0n\u00e3o fundar\u00e3o povoa\u00e7\u00e3o. Somente em 1581, diz-se haver um padre franc\u00eas, \u2013 provavelmente um dos mission\u00e1rio vindos com Manuel da N\u00f3brega -, fundado a\u00a0<b>aldeia de Caravelas<\/b>, onde erigiu pequena igreja, sob a invoca\u00e7\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio do Campo dos Coqueiros.<\/p>\n<p>A aldeia foi depois abandonada; mas seus habitantes, por ordem de D. Diogo de Menezes, 9.\u00ba Governador-Geral do Brasil, tiveram que regressar \u00e0s suas resid\u00eancias em 1610, e, assim,\u00a0<b>Caravelas<\/b>\u00a0foi novamente povoada, e definitivamente.<\/p>\n<p>Data da\u00ed o progresso acentuado que se manifestou, a ponto de ser visada por um ataque hol\u00e2ndes em 1636.<\/p>\n<p>Todavia, a partir de 1694, sob a administra\u00e7\u00e3o do 32.\u00ba Governo-Geral do Brasil, D. Jo\u00e3o Lencastre, encontrou rumo certo do progresso. Em 1700, estando em franco<\/p>\n<p>desenvolvimento, mereceu ser levada \u00e0 categoria de vila, com o nome de Santo Ant\u00f4nio do Rio das Caravelas, por Ato do governados Lencastre, confirmado em Alvar\u00e1 real no ano seguinte. De 1702 a 1729, a coloniza\u00e7\u00e3o estendeu-se pelos vales dos rios S\u00e3o Mateus, Mucuri, Doce e Peru\u00edpe.<\/p>\n<p>Por alvar\u00e1 de 18 de janeiro de 1755, a vila de Santo Ant\u00f4nio do\u00a0<b>Rio das Caravelas<\/b>, com jurisdi\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio imenso que abrangia os dos atuais munic\u00edpios de Mucuri e Concei\u00e7\u00e3o da Barra, \u00easte no Estado do Esp\u00edrito Santo, elevou-se \u00e0 categoria de freguesia eclesi\u00e1stica.<\/p>\n<p>Decorridos 154 anos de sua eleva\u00e7\u00e3o \u00e0 categoria de vila,\u00a0<b>Caravelas<\/b>\u00a0alcan\u00e7ou o t\u00edtulo de Constitucional Cidade de Caravelas, pela Lei n.\u00ba 521, de 23 de abril de 1855, assinada por Jo\u00e3o Maur\u00edcio Wanderley, 1.\u00ba Ministro do Imp\u00e9rio e, mais tarde, Bar\u00e3o de Cotegipe.<\/p>\n<p>O\u00a0<b>munic\u00edpio de Caravelas<\/b>, a princ\u00edpio, era constitu\u00eddo de \u00fanico distrito, que permaneceu nas divis\u00f5es administrativas do Brasil referentes a 1911 e 1933 e nas divis\u00f5es territorias de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, como, tamb\u00e9m, no quadro anexo do Decreto-Lei estadual n.\u00ba 10 724, de 30 de mar\u00e7o de 1938.<\/p>\n<p><strong>Por for\u00e7a do decreto estadual n.\u00ba 11 089, de 30 de novenbro de 1938, o distrito \u00fanico ficou dividido em dois:<\/strong>\u00a0o distrito-sede, ou de Caravelas, e o novo distrito de Juerana, que assim permaneceu no quadro de 1943, a que se relaciona o Decreto estadual n.\u00ba 12 978, de 1.\u00ba de junho de 1944. Id\u00eantica composi\u00e7\u00e3o \u00e9 mantida na divis\u00e3o administrativa para 1949-1953.<\/p>\n<p><strong>Todavia, na divis\u00e3o territorial de 1954-1958, baixada pela Lei n.\u00ba 628, de 30 de dezembro de 1953, foram criados mais quatro distritos, resultando ficar o munic\u00edpio de Caravelas com seis:<\/strong>\u00a0Caravelas, Ibirapu\u00e3, Juerana, Lajed\u00e3o, Ponta de Areia e Santo Ant\u00f4nio de Barcelona.<\/p>\n<p><b>Caravelas &#8211; Forma\u00e7\u00e3o Administrativa<\/b><\/p>\n<p>Elevado \u00e0 categoria de vila com a denomina\u00e7\u00e3o de\u00a0<b>Caravelas<\/b>, em 1701.<\/p>\n<p>Distrito criado com a denomina\u00e7\u00e3o de\u00a0<b>Caravelas<\/b>, por alvar\u00e1 de 18-01-1755.<\/p>\n<p>Elevado a condi\u00e7\u00e3o de cidade e sede municipal, com a denomina\u00e7\u00e3o de\u00a0<b>Caravelas<\/b>, pela lei provincial n\u00ba 521, de 23-04-1855.<\/p>\n<p>Em divis\u00e3o administrativa referente ao ano de 1911, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo do distrito sede.<\/p>\n<p>Assim permanecendo em divis\u00f5es territoriais datada de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.<\/p>\n<p>Pelo decreto estadual n\u00ba 11089, de 30-11-1938, \u00e9 criado o distrito de Juerana e anexado ao\u00a0<b>munic\u00edpio de Caravelas<\/b>.<\/p>\n<p><strong>No quadro fixado para vigorar no per\u00edodo de 1939-1943, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo 2 distritos:<\/strong>\u00a0Caravelas e Juerana.<\/p>\n<p>Assim permanecendo em divis\u00e3o territorial datada de 1-VII-1950.<\/p>\n<p>Pela lei estadual n\u00ba 628, de 30-12-1953, s\u00e3o criados os distritos de Ibirapu\u00e3, Lajed\u00e3o, Ponta da Areia e Santo Ant\u00f4nio de Barcelona e anexados ao\u00a0<b>munic\u00edpio de Caravelas<\/b>.<\/p>\n<p><strong>Em divis\u00e3o territorial datada de 1-VII-1955, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo de 6 distritos:<\/strong>\u00a0Caravelas, Ibirapu\u00e3, Juerana, Lajed\u00e3o, Ponto da Areia e Santo Ant\u00f4nio de Barcelona.<\/p>\n<p>Assim permanecendo em divis\u00e3o territorial datada de 1-VII-1960.<\/p>\n<p>Pela lei estadual n\u00ba 1723, de 16-07-1962, desmembra de\u00a0<b>munic\u00edpio de Caravelas<\/b>, o distrito de Laged\u00e3o. Elevado a categoria de munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Pela lei estadual n\u00ba 1738, de 20-07-1962, desmembra de\u00a0<b>munic\u00edpio de Caravelas<\/b>, o distrito de Ibirapu\u00e3. Elevado a categoria de munic\u00edpio.<\/p>\n<p><strong>Em divis\u00e3o territorial datada de 31-XII-1963, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo de 4 distritos:<\/strong>\u00a0Caravelas, Juerana, Ponto da Areia e Santo Ant\u00f4nio de Barcelona.<\/p>\n<p>Assim permanecendo em divis\u00e3o territorial datada de 2007.<\/p>\n<p><strong>Clima<\/strong>: Tropical<br \/>\n<strong>Temperatura M\u00e9dia:\u00a0<\/strong>30\u00ba C<br \/>\n<strong>Localiza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Sul Baiano<\/p>\n<p><b>Caravelas &#8211; Princesa de Abrolhos<\/b><\/p>\n<p>O discreto charme da cidade e a simpatia de seus moradores fazem jus ao t\u00edtulo de &#8220;<strong>Princesa dos Abrolhos&#8221;<\/strong>, que\u00a0<strong>Caravelas<\/strong>\u00a0ganhou ao longo dos anos.<\/p>\n<p>O vasto acervo natural abriga as belas praias do Kitongo, Grau\u00e7\u00e1 e Iemanj\u00e1, as Ilhas da Cassumba e do Pontal do Sul, e o extenso manguezal.<\/p>\n<p>A cidade \u00e9 bastante conhecida e visitada pela proximidade com o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, distante 32 milhas n\u00e1uticas.<\/p>\n<p>As belas\u00a0<strong>praias do Kitongo, Grau\u00e7\u00e1, Iemanj\u00e1\u00a0<\/strong>e as\u00a0<strong>Ilhas da Cassumba, do Pontal do Sul<\/strong>\u00a0e o manguezal fazem parte do\u00a0<strong>acervo natural de Caravelas<\/strong>.<\/p>\n<p>Entre os atrativos culturais destacam-se a\u00a0<strong>Matriz de Santo Ant\u00f4nio<\/strong>, o padroeiro da cidade e a\u00a0<strong>Igreja de Santa Efig\u00eania<\/strong>, com raras imagens dos s\u00e9culos XVII e XVIII, al\u00e9m do casario em estilo colonial com fachadas em azulejos portugueses e de Macau.<\/p>\n<p>As casas, constru\u00e7\u00f5es coloniais neocl\u00e1ssicas, com fachadas em azulejos de Macau \u2013 datam do s\u00e9culo XIX, per\u00edodo pleno na economia da cidade por conta do plantio de caf\u00e9 e do intenso com\u00e9rcio no porto.<\/p>\n<p>Dentre os endere\u00e7os famosos, destaque para a Casa da Rua Bar\u00e3o do Rio Branco, da Pra\u00e7a Santo Ant\u00f4nio e da Pra\u00e7a Dr. Imba\u00e7ai, al\u00e9m dos chal\u00e9s na Praia de Grau\u00e7\u00e1.<\/p>\n<p><b>Caravelas &#8211; Pontos Tur\u00edsticos<\/b><\/p>\n<p><strong>Ilha da Cassumba<\/strong><\/p>\n<p>Localizada pr\u00f3ximo \u00e0 Caravelas, esta \u00e9 a melhor op\u00e7\u00e3o para quem quer relaxar de verdade.<\/p>\n<p><strong>Passe um dia em meio \u00e0 natureza:<\/strong>\u00a0trilhas em mata, passeio de barco pelo mangue, almo\u00e7o vegetariano, massagens e um atendimento diferenciado.<\/p>\n<p><strong>Pontal do Sul<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m conhecida como Coroa da Barra, a Ilha de Pontal do Sul forma uma praia deserta, de \u00e1guas l\u00edmpidas, ideal para relaxar e desfrutar de todo o sossego da localidade. A paisagem \u00e9 de um marz\u00e3o transparente, cercado de areias brancas e emoldurado por um extenso coqueiral.<\/p>\n<p>Situada \u00e0s margens do Rio Caravelas, em frente a Barra de Caravelas, o ilha conta, ainda, com uma pequena restinga e um acervo hist\u00f3rico da \u00e9poca de Pesca da Baleia na regi\u00e3o, que teve o seu fim no in\u00edcio do s\u00e9c. XIX.<\/p>\n<p><b>Parque Nacional Marinho dos Abrolhos<\/b><\/p>\n<p>O principal port\u00e3o de entrada para o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, atrativo maior da Costa das Baleias, \u00e9 o munic\u00edpio de<strong>\u00a0Caravelas<\/strong>, distante do arquip\u00e9lago 36 milhas n\u00e1uticas, cerca de 66 km, e que re\u00fane as melhores condi\u00e7\u00f5es de navega\u00e7\u00e3o em mar aberto, protegida pelos recifes de corais.<\/p>\n<p>Avistar baleias, mergulhar e fazer trekking nas dezenas de quil\u00f4metros de praias s\u00e3o as principais atividades praticadas por quem procura a regi\u00e3o. Em Caravelas, 65% dos turistas embarcados para Abrolhos s\u00e3o mergulhadores profissionais ou amadores em busca de aventuras submarinas.<\/p>\n<p>A cidade disp\u00f5e de infra-estrutura tur\u00edstica contando, com empresas de turismo receptivo e a Associa\u00e7\u00e3o dos Propriet\u00e1rios de Embarca\u00e7\u00f5es de Turismo para Abrolhos, que disp\u00f5e, atualmente, de 17 embarca\u00e7\u00f5es equipadas com tecnologia de ponta e licenciadas pela Marinha Brasileira e IBAMA para realizarem passeios n\u00e1uticos, inclusive ao Parque, a partir de Caravelas, Nova Vi\u00e7osa e Alcoba\u00e7a.<\/p>\n<p>Caravelas foi constru\u00edda em uma restinga estabilizadora do mangue, local privilegiado do ponto de vista c\u00eanico e geogr\u00e1fico, no encontro dos rios Caravelas, do Macaco e Caribe, o que possibilita in\u00fameras op\u00e7\u00f5es de roteiros ecotur\u00edsticos.<\/p>\n<p>O discreto charme da cidade, na margem esquerda do rio Caravelas, e a simpatia de seus moradores fazem com que os turistas permane\u00e7am na cidade al\u00e9m do tempo previsto.<\/p>\n<p>Em 1503 uma portuguesa da expedi\u00e7\u00e3o exploradora de Gon\u00e7alo Coelho, comandada por Am\u00e9rico Vesp\u00facio, aportou na foz do rio, que mais tarde seria batizado de rio das Caravelas. As primeiras not\u00edcias sobre a aldeia de Caravelas, ent\u00e3o denominada, foram registradas em cartas jesu\u00edticas de 1581.<\/p>\n<p>Entre as curiosidades hist\u00f3ricas ligadas a Caravelas, esta a passagem do jesuita Jos\u00e9 de Anchieta que, teria naufragado em Abrolhos, sendo levado pela correnteza em um pequeno barco, chegando a aldeia de Caravelas.<\/p>\n<p>Porta para os sert\u00f5es, o Porto de Caravelas era ponto de partida para todas as \u201cEntradas\u201d (expedi\u00e7\u00f5esorganizadas para o interior em busca de riquezas) que subiam e desciam o rio Caravelas, al\u00e9m de exportar produtos para a Europa.<\/p>\n<p>Durante todo o inverno milhares de baleias jubarte se deslocam da Ant\u00e1rtida em busca das \u00e1guas mornas do sul da Bahiae entre os meses de julho a outubro \u00e9 poss\u00edvel apreci\u00e1-las nos Abrolhos. Dentre as 79 esp\u00e9cies de cet\u00e1ceos existentes, as jubartes s\u00e3o as \u00fanicas que cantam.<\/p>\n<p>H\u00e1 estudos que mostram que todas as baleias de um mesmo grupo cantam a mesma m\u00fasica durante a temporada de reprodu\u00e7\u00e3o. Nesse per\u00edodo, os pesquisadores aproveitam para analisar o comportamento dessa esp\u00e9cie. Os filhotes tomam at\u00e9 100 litros de leita por dia, para que possam atingir o aumento do peso esperado, de at\u00e9 35 quilos por semana.<\/p>\n<p>Existem alguns \u00f3rg\u00e3os e institui\u00e7\u00f5es que trabalham nessa regi\u00e3o no intuito de preservar e acompanhar a flora e a fauna local.<\/p>\n<p><strong>Centro hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p>Entre os atrativos culturais destacam-se a Igreja Matriz de Santo Ant\u00f4nio e a Igreja de Santa Efig\u00eancia com imagens sacras em estilo barroco portugu\u00eas e espanhol dos s\u00e9culos XVII e XVIII. Os casar\u00f5es da cidade principalmente da rua Bar\u00e3o do Rio Branco casas t\u00e9rreas em estilo neocl\u00e1ssico \u2013 art nouveau \u2013 s\u00e3o de meados do s\u00e9culo XIX com fachadas em azulejos de Macau.<\/p>\n<p>O luxo do casario deve-se ao desenvolvimento da regi\u00e3o na segunda metade do s\u00e9culo XIX quando Caravelas atingiu sua fase \u00e1urea na economia em consequ\u00eancia do plantio do caf\u00e9 e dos neg\u00f3cios no porto de Caravelas que movimentava o extremo sul da Bahia e o norte de Minas Gerais ligadas por ferrovia.<\/p>\n<p><strong>Quem visita a Matriz de Santo Ant\u00f4nio padroeiro da cidade fica sabendo de um fato curioso:<\/strong>\u00a0ao escolher o local da constru\u00e7\u00e3o do templo em 1725 o padre Ant\u00f4nio do Esp\u00edrito Santo baseou-se em uma lenda muito antiga de que a primitiva imagem de Santo Ant\u00f4nio feita em terracota foi encontrada em um tronco oco de siriba (vegeta\u00e7\u00e3o t\u00edpica do manguezal). Restava saber a posi\u00e7\u00e3o da igreja de frente para o estu\u00e1rio do rio Caravelas.<\/p>\n<p>No dia seguinte a imagem estava ca\u00edda. Foi ent\u00e3o colocada de frente para o norte foi encontrada como no dia anterior ca\u00edda. Finalmente colocada de frente para o sul ela foi encontrada no outro dia de p\u00e9. Da\u00ed a ligeira inclina\u00e7\u00e3o da igreja formando quase uma diagonal na pra\u00e7a quadrangular. Foi conclu\u00edda 25 anos depois.<\/p>\n<p><strong>Rio Caravelas<\/strong><\/p>\n<p>O complexo h\u00eddrico do rio Caravelas e seus afluentes tiveram grande import\u00e2ncia no desenvolvimento do munic\u00edpio desde a funda\u00e7\u00e3o quando serviu \u00e0s entradas como porta de penetra\u00e7\u00e3o para o sert\u00e3o \u00e0 procura da famosa Serra das Esmeraldas at\u00e9 o s\u00e9culo passado quando o porto comercial de Santa Maria de Caravelas era um dos mais movimentados da Bahia.<\/p>\n<p>Hoje a bacia hidrogr\u00e1fica do rio Caravelas al\u00e9m de assegurar a manuten\u00e7\u00e3o de uma das maiores \u00e1reas de manguezal da Bahia com 19 5 mil hectares de \u00e1rea \u00e9 potencial para o desenvolvimento de diversos roteiros ecotur\u00edsticos. Nada menos que sete rios \u2013 do Macaco Massangano Jaburuna Cupido Po\u00e7o Largo e Caribe \u2013 funcionam como grandes afluentes do Caravelas al\u00e9m dos pequenos rios das Perobas do Saco Tranqueras Pindoba e Marob\u00e1 formando um complexo emaranhado de caminhos aqu\u00e1ticos naveg\u00e1veis margeados por manguezal restinga e Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Pr\u00f3ximo \u00e0 foz o rio Caravelas sofre influ\u00eancia do mar e apresenta uma colora\u00e7\u00e3o azulada. Os bancos de areia em frente \u00e0 Praia do Grau\u00e7a e \u00e0 Ilha do Cassumba com grande extens\u00e3o de manguezal e uma faixa de Mata Atl\u00e2ntica s\u00e3o convites aos passeios. A tranquilidade das \u00e1guas favorece a pr\u00e1tica de esportes n\u00e1uticos.<\/p>\n<p><strong>Igreja de Nossa Senhora de Lourdes:\u00a0<\/strong>Na arquitetura o destaque fica por conta da Igreja de Nossa Senhora de Lourdes situada em uma grande pra\u00e7a. Fica na margem esquerda do rio Caravelas com porto para barcos de pesca. Esse trecho de rio tamb\u00e9m \u00e9 excelente para a pr\u00e1tica de esportes n\u00e1uticos.<\/p>\n<p><strong>Caminho Fluvial:\u00a0<\/strong>A partir de Caravelas o barco sobe o rio do mesmo nome cujo estu\u00e1rio \u00e9 formado por um emaranhado de caminhos aqu\u00e1ticos que o ligam ao rio Peruipe atravessando o extenso manguezal da Ilha Cassumba. A paisagem se modifica a partir dos canais de mangue pequenas vilas comunidades ribeirinhas s\u00edtios e coqueirais at\u00e9 alcan\u00e7ar o rio Peru\u00edpe e as praias de Nova Vi\u00e7osa.<\/p>\n<p><strong>Ponta da Areia: Antiva vila de pescadores que ganhou o caminho de ferrocom a constru\u00e7\u00e3o da ferrovia lingando Ponta da Areia em Caravelas \u00e0 cidade mineira de Te\u00f3filo Otoni tornou-se mais conhecida atrav\u00e9s da can\u00e7\u00e3o dos mineiros Milton Nascimento e Fernando Brandt:\u00a0<\/strong>Ponta da Areia ponto final \/ da Bahia-Minas estrada natural \/ que liga Minas ao porto ao mar\/ caminho de ferro.\/ velho maquinista com seu bon\u00e9\/ lembra o povo alegre que vinha cortejar\/ Maria-fuma\u00e7a n\u00e3o canta mais\u2026<\/p>\n<p><strong>Ilha de Cassumba<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso ter disposi\u00e7\u00e3o para andar e conhecer alguns dos para\u00edsos escondidos da Ilha de Cassumba situada entre a foz do rio Caravelas e a fos do rio Peruipe em Nova Vi\u00e7osa com a costa mar\u00edtima e a contracosta fluvial.<\/p>\n<p><strong>Em seu vasto territ\u00f3rio de 120 km quadrados aproximadamente s\u00e3o encontrados ecossistemas dos mais representativos da paisagem brasileira:<\/strong>\u00a0com predomin\u00e2ncia do manguezal al\u00e9m da restinga e Mata Atl\u00e2ntica. Na ilha j\u00e1 foram catalogados por bi\u00f3logos 265 esp\u00e9cies de \u00e1rvores e 168 aves.<\/p>\n<p>A fazenda naturista\/ vegetariana SPA da Ilha com 26 hectares de Mata Atl\u00e2ntica funciona como ponto de partida e apoio para explora\u00e7\u00e3o da ilha. Nessa \u00e1rea os visitantes podem fazer caminhadas ecol\u00f3gicas dentro da propriedade conhecendo a diversidade de seus ecossistemas. As trilhas s\u00e3o monitoradas e interpretativas com direito a jogos de indentifica\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies da flora terapia do barro banho de rio e de lama medicinal.<\/p>\n<p>As caminhadas de longa dura\u00e7\u00e3o ou trekking podem ser realizadas em todas as dire\u00e7\u00f5es e em quase toda a extens\u00e3o da ilha contanto que acompanhadas por um guia especializado em ecoturismo que pode ser contratado em uma das ag\u00eancias de turismo de Caravelas.<\/p>\n<p><strong>Barra Nova:\u00a0<\/strong>Trekking de sete quil\u00f4metros para observa\u00e7\u00e3o da fauna e flora. A trilha atravessa \u00e1reas de restinga manguezal e Mata Atl\u00e2ntica com ponto de chegada na praia de Barra Nova.<\/p>\n<p><strong>Barra Velha:\u00a0<\/strong>Trekking com as mesmas caracter\u00edsticas da Barra Nova com um percurso total de 15 quil\u00f4metros. Nesse trecho ocorre a maior concentra\u00e7\u00e3o de aves da ilha. O banho de mar garante a reposi\u00e7\u00e3o das for\u00e7as no final da caminhada.<\/p>\n<p><strong>Pontal do Catoeiro<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso atravessar na v\u00e9spera e dormim na ilha para fazer trekking que tem um percurso total de 15 quil\u00f4metros. Na caminhada \u00e9 poss\u00edvel avistar muitas aves e mam\u00edferos com sorte macacos e pregui\u00e7as. Um farol da Marinha identifica a chegada no Catoeiro.<\/p>\n<p>O destaque fica por conta de um pesqueiro natural onde dezenas de gar\u00e7as brancas sobrevoam o lago para pescar. A paisagem \u00e9 de uma beleza \u00edmpar. A vegeta\u00e7\u00e3o de restinga se mistura a esp\u00e9cies de mangue bem pr\u00f3ximo \u00e0 praia que \u00e9 completamente deserta.<\/p>\n<p><strong>Dicas:\u00a0<\/strong>Al\u00e9m da roupa de banho leve roupa longa repelente t\u00eanis \u00f3culos escuros chap\u00e9u e lanche. N\u00e3o esque\u00e7a a m\u00e1quina fotogr\u00e1fica.<\/p>\n<p><strong>Pontal do Sul<\/strong><\/p>\n<p>Fazia parte da Ilha Cassumba por\u00e9m a a\u00e7\u00e3o das correntes mar\u00edtimas e fluviais separou a ponta da ilha transformando-a em Pontal do Sul para quem a observa a partir de Barra de Caravelas. De um lado a praia fluvial banhada pelo rio Caravelas do outro \u00e9 de mar aberto.<\/p>\n<p>Atualmente a Barra do Tomba canal de mar que separa as duas ilhas \u00e9 o principal acesso das embarca\u00e7\u00f5es de Caravelas para o mar. A praia na ilha \u00e9 deserta e isolada; uma imensa faixa de areia alv\u00edssima \u00e9 banhada por \u00e1guas cristalinas.<\/p>\n<p>Duas tamareiras comp\u00f5em a paisagem e chamam a aten\u00e7\u00e3o para o exotismo da esp\u00e9cie pr\u00f3pria do oriente. N\u00e3o h\u00e1 qualquer infra-estrutura.<\/p>\n<p><strong>Dicas:\u00a0<\/strong>Observe os bandos de p\u00e1ssaros que frequentam o bando de areia na extremidade norte da ilha. Se quiser permanecer no local por mais tempo leve lanche e \u00e1gua pot\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Artesanato<\/strong><\/p>\n<p>Bijuterias de conhas e madeira com motivos marinhos camisetas bon\u00e9s. Objetos de arte e de decora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m com motivos marinhos especialmente baleia jubarte.<\/p>\n<p>Licores cestarias e chap\u00e9us de palha mosaicos e objetos para decora\u00e7\u00f5es feitos com conchas esculturas em madeira e bordados.<\/p>\n<p>Nesse trecho as fal\u00e9sias alcan\u00e7am mais de 15 metros de altura e emprestam um colorido dourado \u00e0 paisagem que faz jus ao nome. As planta\u00e7\u00f5es de eucalipto e as fazendas de gado dividem o espa\u00e7o que um dia foi ocupado pela Mata Atl\u00e2ntica. As praias que formam a Costa Dourada ficam al\u00e9m do &#8220;cintur\u00e3o verde&#8221; recortadas por riachos e pared\u00f5es e protegidas pelo dif\u00edcil acesso entre os eucaliptos.<\/p>\n<p>Algumas praias ainda apresentam vegeta\u00e7\u00e3o nativa com frutas silvestres e ex\u00f3ticas como cambuc\u00e1 pitanga caju e manga acrescentando \u00e0 paisagem ingredientes como aroma e sabor tropical. Toda essa regi\u00e3o faz parte da APA Municipal Costa Dourada.<\/p>\n<p><strong>Estu\u00e1rio do Rio Mucuri<\/strong><\/p>\n<p>Um passeio de barco ao p\u00f4r-do-sol entre a foz do rio Mucuri e os canais do mangue al\u00e9m de extremamente agrad\u00e1vel pode revelar a exata import\u00e2ncia do ecossistema manguezal para a qualidade de vida regional e manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade. As imagens do mar e do rio se misturam tendo sempre a exuberante manguezal como pano de fundo.<\/p>\n<p>Quando a mar\u00e9 est\u00e1 baixa surgem as praias de rio de \u00e1guas calmas e muito piscosas. Observar a fauna e a flora \u00e9 uma boa pedida para quem faz esse passeio especialmente no final da tarde quando as gar\u00e7as sobrevoam a \u00e1rea em busca dos seus ninhos; \u00e9 tamb\u00e9m interessante conhecer o habitat dos caranguejos aratus siris ostras entre outros mariscos e crust\u00e1ceos e as \u00e1rvores do tipo mangue vermelho e mangue branco esp\u00e9cies que alcan\u00e7am grande porte de ra\u00edzes a\u00e9reas que deixam \u00e0 mostra verdadeiras esculturas naturais.<\/p>\n<p>Principal rio do munic\u00edpio o Mucuri nasce na serra do Chifre em Minas Gerais e des\u00e1gua no Oceano Atl\u00e2ntico margeando a cidade que lhe tomou o nome. \u00c9 naveg\u00e1vel em todo o territ\u00f3rio baiano entre a cachoeira de Santa Clara na divisa da Bahia com Minas Gerais at\u00e9 a foz por uma extens\u00e3o de 158 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p><strong>Praia de Quitongo<\/strong><\/p>\n<p>Praia fluvial com influ\u00eancia do mar \u00e9 protegida pela Ilha Cassumba situada logo \u00e0 frente sendo prop\u00edcia \u00e0 pr\u00e1tica de esportes n\u00e1uticos especialmente a vela na mar\u00e9 cheia. A\u00ed esta localizada a sede regional do Ibama e um hotel com pier de atraca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 a praia mais pr\u00f3xima da cidade e da Barra do rio Caravelas fica no Km 1 da estrada que liga a sede do mnic\u00edpio aos distritos de Ponjta da Areia e Barra. \u00c9 margeada pelos exuberantes manguezais e vegeta\u00e7\u00e3o t\u00edpica das restingas incluindo dezenas de pitangueiras e cajueiros.<\/p>\n<p><strong>Praia da Barra de Caravelas:\u00a0<\/strong>Em frente ao povoado do mesmo nome habitado por pescadores nativos. \u00c9 ponto de atraca\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es pesqueiras. O mar \u00e9 de \u00e1guas tranquilas e impr\u00f3prias para banho. N\u00e3o disp\u00f5e de infra-estrutura tur\u00edstica.<\/p>\n<p><strong>Praia de Grau\u00e7\u00e1:\u00a0<\/strong>As amendoeiras seguem a praia por uma grande faixa cont\u00ednua. De mar calmo protegida pela ilha Pontal do Sul que comp\u00f5e a paisagem bem em frente de Barra de Caravelas a praia de Grau\u00e7a \u00e9 muito frequentada por jovens e ecotur\u00edstas. Disp\u00f5e de infra-estrutura tur\u00edstica com uma concentra\u00e7\u00e3o de bares pousadas e restaurantes que movimentam o local. O Museu da Baleia re\u00fane a c\u00e9u aberto o equeleto completo de um animal al\u00e9m de pe\u00e7as que o mar depositou na praia.<\/p>\n<p><strong>Praia de Iemanj\u00e1: A praia \u00e9 de mar aberto pr\u00f3pria para windsurf e kitesurf e em terra uma \u00fanica barraca que funciona como bar e restaurante serve de infra-estrutura para os frequentadores<\/strong>: possui extenso coqueiral.<\/p>\n<p><strong>Praia da Ponta<\/strong><\/p>\n<p>A pesca \u00e9 o principal esporte praticado nessa praia. Animais silvestres como gavi\u00f5es e corujas frequentam essa praia que \u00e9 completamente deserta e desabitada. Na paisagem predomina a vegeta\u00e7\u00e3o de restinga e a Mata Atl\u00e2ntica d\u00e1 um toque selvagem ao ambiente. Sem acesso para autom\u00f3veis a Ponta das Baleias esta protegida na forma de \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental e o melhor meio de alcan\u00e7a-la \u00e9 caminhando pela reaia ou pela restinga a partir da praia de Iemanj\u00e1 em um percurso de dois quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Uma coroa de areia que avan\u00e7a para o mar serve de marco da Ponta que tamb\u00e9m \u00e9 iluminada por um farol da Marinha. A\u00ed \u00e9 interessante observar na mar\u00e9 cheia o choque das \u00e1guas que v\u00eam do sul com as \u00e1guas do nordeste. No local antigos pescadores costumavam desossar baleias da\u00ed a origem do nome.<\/p>\n<p>Ponta da Baleia tamb\u00e9m \u00e9 ponto de partida para um trekking at\u00e9 a praia do Zeloris distante oito quil\u00f4metros na dire\u00e7\u00e3o norte passando pela praia de lans\u00e3 onde \u00e9 poss\u00edvel praticar camping salvagem. O passio consiste em caminhar pela praia na ida e voltar por dentro passando por trechos de manguezal restinga e Mata Atl\u00e2ntica para observa\u00e7\u00e3o de p\u00e1ssaros e macacos. A praia \u00e9 de mar aberto e completamente deserta.<\/p>\n<p><strong>Rio do Macaco:\u00a0<\/strong>Fica a 5 km da sede. O rio \u00e9 prop\u00edcio a embarca\u00e7\u00f5es pequenas. Sua margem \u00e9 coberta de mangue. Suas \u00e1guas s\u00e3o barrentas e possui muitos coqueirais ao seu redor. A pesca mais freq\u00fcente \u00e9 do robalo, bagre, caranguejo, siri, camar\u00e3o. Possui 11 km de extens\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Rio Ma\u00e7angano:\u00a0<\/strong>Prop\u00edcio para embarca\u00e7\u00f5es pequenas, cercado por vegeta\u00e7\u00e3o de mangue, fal\u00e9sias, \u00e1rvores frut\u00edferas. Possui 10 km de extens\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Cassumba:\u00a0<\/strong>Situada entre o Rio Caravelas e o mar \u00e9 formada por uma vegeta\u00e7\u00e3o exuberante com presen\u00e7a de v\u00e1rias esp\u00e9cies de Mata Atl\u00e2ntica. Possui um dos maiores manguezais do pa\u00eds, servindo de ber\u00e7\u00e1rio para diversas esp\u00e9cies de peixes e crust\u00e1ceos, oferecendo sustento familiar para v\u00e1rias fam\u00edlias de moradores da ilha.<\/p>\n<p><strong>Passarela Ecol\u00f3gica Gigica<\/strong><\/p>\n<p>Um antigo acesso dos pescadores at\u00e9 o mar para transporte de pescado e gelo tornou-se um atrativo ecotur\u00edstico dos mais significativos de Mucuri. Quem atravessa a Passarela Ecol\u00f3gica Gigica participa de uma aula pr\u00e1tica de educa\u00e7\u00e3o ambiental observando os ecossistemas costeiros desde o maguezal at\u00e9 o mar.<\/p>\n<p>A passarela de madeira r\u00fastica e segura tem uma extens\u00e3o aproximada de 300 metros e foi constru\u00edda sobre o manguezal. O destaque fica por conta de 16 placas em forma de hist\u00f3ria em quadrinhos colocadas a cada 20 metros contando a hist\u00f3ria de &#8220;Aucides Carango&#8221; o &#8220;rei do mangue&#8221; o caranguejo. O nome Gigica foi colocado em homenagem a um antigo pescador que sobreviveu ap\u00f3s quatro dias desparecidos no mar.<\/p>\n<p>No final da passarela pode ser feita uma caminhada leve por uma trilha entre a restinga seguindo at\u00e9 a praia e passando por uma grande amendoeira com banquinhos \u00e0 sombra. Pr\u00f3xima \u00e0 praia uma lagoa formada pelo encontro da mar\u00e9 alta com a \u00e1gua do rio d\u00e1 origem a um pequeno manguezal.<\/p>\n<p>O circuito continua contornando a margem esquerda do rio Mucuri; primeiro a praia de mar aberto depois a de &#8220;boca da barra&#8221; a mais perigosa por causa das correntes e finalmente a praia de rio antes de voltar ao manguezal sempre margeando o rio at\u00e9 encontrar novamente a passarela ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>Parque Ecol\u00f3gico do Rio Mucurizinho<\/strong><\/p>\n<p>O rio \u00e9 mais conhecido como Coca-cola por causa da cor da \u00e1gua. O parque fica abaixo do ponto de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua para o estabelecimento da cidade e \u00e9 muito freq\u00fcentado durante o ver\u00e3o por grupos de jovens que gostam de saltar da ponte de madeira em meio \u00e0 sombra de grandes \u00e1rvores. Um banho de \u00e1gua doce \u00e9 sempre irresist\u00edvel depois do banho de mar.<\/p>\n<p><strong>Artesanato:<\/strong>\u00a0Licores cestarias e chap\u00e9us de palha mosaicos e objetos para decora\u00e7\u00f5es feitos com conchas esculturas em madeira e bordados.<\/p>\n<p><b>Caravelas &#8211; Praias<\/b><\/p>\n<p>Os rios que desembocam na regi\u00e3o deixam a orla de Caravelas com \u00e1guas turvas. A praia de Grau\u00e7\u00e1, situada a 10 km do centro, \u00e9 bem frequentada, devido \u00e0 grande quantidade de pousadas e bares ali instalados. A sombra das amendoeiras \u00e9 uma atra\u00e7\u00e3o \u00e0 parte.<\/p>\n<p>Um pouco mais distante est\u00e1 a praia de Iemanj\u00e1, a mais movimentada. Com 4 km de extens\u00e3o de areia fofa e dourada, o local tem boa infra-estrutura para atender ao turista. Quem quiser conhecer uma r\u00e9plica da baleia jubarte, pode visitar a sede do Centro de Visitantes do Ibama, na praia do Quintongo.<\/p>\n<p>O litoral mais bonito fica um pouco afastado da cidade, mas vale a pena seguir o trajeto em passeios de barco pelos rios, passando por pequenas ilhas e manguezais. O visual \u00e9 maravilhoso. Ao chegar em Pontal do Sul, o cen\u00e1rio muda. A praia \u00e9 deserta, com areia clara e \u00e1guas esverdeadas, contornada por coqueirais.<\/p>\n<p><b>APA Ponta das Baleias e Parque Nacional Marinho de Abro<\/b><\/p>\n<p>Localizada na faixa costeira dos munic\u00edpios de Caravelas e Alcoba\u00e7a, em uma \u00e1rea de 346 km\u00b2, a APA Ponta das Baleias \u00e9 rota certa das\u00a0<b>enormes baleias jubartes<\/b>\u00a0que, entre julho e novembro, visitam o arquip\u00e9lago de \u00e1guas mornas para se acasalarem, parir e amamentarem os filhotes, e encantam o visitante com seu\u00a0<b>bal\u00e9 aqu\u00e1tico.<\/b>\u00a0A APA \u00e9 abrigo natural de outras esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, a exemplo das\u00a0<b>tartarugas marinhas e aves migrat\u00f3rias.<\/b><\/p>\n<p>Os raros ecossistemas de recifes e bancos coral\u00edneos acolhem vasta fauna e flora marinhas, rodeadas de restinga costeira e\u00a0<b>ricos manguezais\u00a0<\/b>nos estu\u00e1rios dos rios.<\/p>\n<p>Em uma \u00e1rea aproximada de 910 km\u00b2, dentro de um conjunto de recifes de corais, ilhas vulc\u00e2nicas, manguezais e canais de mar\u00e9, o Parque Nacional Marinho de Abrolhos possui o maior banco de corais do Atl\u00e2ntico sul; s\u00e3o mais de dezoito esp\u00e9cies, sete das quais s\u00f3 existem no Brasil.<\/p>\n<p>Verdadeiro reduto natural, o Parque abriga todos os peixes que habitam o Atl\u00e2ntico sul. Suas \u00e1guas claras, de temperatura amena, reservam uma das mais ricas e diversificadas fauna e flora marinhas da costa brasileira. O arquip\u00e9lago \u00e9 o\u00a0<b>para\u00edso para a pr\u00e1tica do mergulho<\/b>, e n\u00e3o faltam naufr\u00e1gios para ilustrar ainda mais o passeio submarino.<\/p>\n<p><b>Composto por cinco ilhas<\/b>\u00a0\u2013 todas de origem vulc\u00e2nica e com grande quantidade de rochas sedimentares -que desenham um grande c\u00edrculo no meio do Oceano Atl\u00e2ntico conhecido como de Recife dos Timbebas, Abrolhos abrange uma vasta quantidade de recifes de corais, praias, rochas, pared\u00f5es, plataformas, vegeta\u00e7\u00e3o de pequeno porte e coqueiros em um cen\u00e1rio de beleza estonteante, al\u00e9m da import\u00e2ncia ecol\u00f3gica e do seu valor hist\u00f3rico, cultural e social.<\/p>\n<p>A ilha de Santa B\u00e1rbara \u00e9 a maior, mas n\u00e3o faz parte dos dom\u00ednios do Parque. Apenas as ilhas Redonda, Sueste, Guarita e Siriba; esta \u00faltima aberta \u00e0 visita\u00e7\u00e3o monitorada. As demais podem ser contempladas e admiradas nos passeios de barco pela espl\u00eandida Costa.<\/p>\n<p><strong>Kitongo<\/strong><\/p>\n<p>Praia a 8 km da sede; o acesso \u00e9 asfaltado. Praia de \u00e1guas calmas e barrentas, areia grossa de cor amarronzada. Vegeta\u00e7\u00e3o rala com vasto pitangal.<\/p>\n<p><strong>OBS:<\/strong>\u00a0Local onde se encontra o Centro de Visitantes do Parque Nacional Marinhos dos Abrolhos e a sede administrativa do IBAMA \/ PARNAM Abrolhos.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0ecoviagem.uol.com.br\/www.ferias.tur.br\/www.bahia.com.br\/www.ibge.gov.br\/www.costadasbaleiasabrolhos.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caravelas &#8211; Hist\u00f3ria A\u00a0hist\u00f3ria de Caravelas\u00a0come\u00e7a com pr\u00f3pria Hist\u00f3ria do Brasil a qual, em linhas gerais, acampam at\u00e9 o ano de 1574. 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