{"id":41866,"date":"2016-06-08T13:58:28","date_gmt":"2016-06-08T13:58:28","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=41866"},"modified":"2023-10-24T09:24:24","modified_gmt":"2023-10-24T11:24:24","slug":"continente-africano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/continente-africano","title":{"rendered":"Continente Africano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Continente Africano &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<strong>\u00c1frica<\/strong>\u00a0\u00e9 um continente enorme de variedade infinita. \u00c9 o segundo-maior continente do mundo. Apenas a \u00c1sia \u00e9 maior\u00a0em \u00e1rea. A \u00c1frica \u00e9 t\u00e3o grande que as massas dos Estados Unidos, Europa, \u00cdndia e Jap\u00e3o poderiam caber nela e ainda haveria uma abund\u00e2ncia de espa\u00e7o vazio deixado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela tem cerca de 8.050 km de comprimento\u00a0de norte a sul, e, em seus pontos mais largos, mais de 7.400 km de leste a oeste. Para essa grande \u00e1rea \u2013\u00a020% de toda a superf\u00edcie terrena\u00a0da Terra \u2013\u00a0seus habitantes s\u00e3o relativamente poucos. Menos de 15% da popula\u00e7\u00e3o mundial vive em todo o continente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>UM CONTINENTE \u00daNICO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contr\u00e1rio dos continentes como \u00c1sia, Europa e Am\u00e9rica do Norte, a \u00c1frica tem relativamente poucas regi\u00f5es densamente povoadas. O f\u00e9rtil vale do rio Nilo suporta uma grande popula\u00e7\u00e3o, e a \u00c1frica tem um n\u00famero de grandes cidades. Mas no geral, vastas \u00e1reas do continente s\u00e3o desabitadas, principalmente por causa do solo pobre inadequado para o cultivo ou por causa de pragas de insetos que transmitem doen\u00e7as para as pessoas e o gado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<strong>\u00c1frica<\/strong>\u00a0cont\u00e9m muita riqueza mineral. Diamantes, ouro, e ur\u00e2nio s\u00e3o minados na \u00c1frica do Sul; ouro e diamantes em Gana e na Tanz\u00e2nia; e dep\u00f3sitos enormes de cobre na Z\u00e2mbia e na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo. H\u00e1 grandes reservas de petr\u00f3leo no oeste e no norte, e grandes dep\u00f3sitos de ferro e carv\u00e3o em v\u00e1rias regi\u00f5es. No entanto, muitos dos recursos do continente t\u00eam sido pouco desenvolvidos, e parece quase certo que mais riquezas jazem ainda sob a terra, esperando para serem descobertas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00c1frica tamb\u00e9m produz muitos produtos agr\u00edcolas, tais como o ch\u00e1, algod\u00e3o, caf\u00e9, cacau, seringueira, cravo e tabaco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de existirem algumas pessoas ricas na \u00c1frica, muito poucos africanos\u00a0adquiriram riquezas da riqueza de seu continente, e a maioria dos africanos s\u00e3o extremamente pobres. No entanto, \u00e9 dif\u00edcil calcular os padr\u00f5es de vida em termos de dinheiro, porque muitos africanos cultivam seu pr\u00f3prio alimento e constroem suas pr\u00f3prias casas, quase n\u00e3o usando o dinheiro em tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade est\u00e3o fora do alcance de muitos dos povos do continente. Grande n\u00famero de africanos s\u00e3o analfabetos, e muitos nunca sequer foram \u00e0 escola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma multid\u00e3o de doen\u00e7as tropicais trazem o\u00a0desespero e a morte. Um grande n\u00famero de crian\u00e7as morrem antes dos cinco anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Primeira Casa dos\u00a0Humanos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 pessoas que ainda pensam da \u00c1frica como um continente s\u00f3 recentemente descoberto. Mas a \u00c1frica foi, provavelmente, um dos ber\u00e7os da humanidade, talvez o primeiro ber\u00e7o. Em 1967, um fragmento da mand\u00edbula de um ancestral humano foi descoberto no Qu\u00eania por uma equipe de antrop\u00f3logos da Universidade de Harvard que\u00a0datou este artefato de\u00a0osso\u00a0por volta de\u00a05 milh\u00f5es de\u00a0anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Olduvai Gorge no norte da Tanz\u00e2nia, as escava\u00e7\u00f5es puseram a descoberto os ossos fossilizados de criaturas (incluindo o esqueleto de\u00a0\u201cLucy\u201d encontrado em 1974), provavelmente ancestrais dos seres humanos primitivos, que viveram mais de 3 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Estas s\u00e3o as primeiras esp\u00e9cies conhecidas de terem feito suas pr\u00f3prias ferramentas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pegadas human\u00f3ides de cerca de 3,6 milh\u00f5es de anos feitas por uma forma de vida\u00a0com cerca de 1,2 metros de altura foram descobertas em Laetolil, na Tanz\u00e2nia, em 1978.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A descoberta no nordeste da Eti\u00f3pia do primeiro cr\u00e2nio razoavelmente completo dessa criatura (Australopithecus afarensis) foi anunciada em 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais recentes f\u00f3sseis encontrados indicam que uma \u00fanica esp\u00e9cie pode n\u00e3o ter servido como a raiz comum da \u00e1rvore geneal\u00f3gica humana, como tinha sido a teoria entre os membros da comunidade cient\u00edfica. Intensa controv\u00e9rsia continua a cercar as rela\u00e7\u00f5es entre os seres humanos, chimpanz\u00e9s e gorilas. Mas a maioria dos especialistas acreditam que os humanos modernos (Homo sapiens sapiens) evolu\u00edram na \u00c1frica tropical entre 200.000 e 100.000 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somente nos tempos modernos os estudiosos t\u00eam reunido a hist\u00f3ria antiga da \u00c1frica. Com algumas exce\u00e7\u00f5es \u2013\u00a0tais como os Eg\u00edpcios que usavam hier\u00f3glifos e mais tarde os povos que usavam o \u00c1rabe \u2013 a maioria das comunidades Africanas\u00a0n\u00e3o desenvolveram linguagens escritas at\u00e9 h\u00e1 relativamente pouco tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Continente Negro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 um mito de que a \u00c1frica \u00e9 um \u201ccontinente negro\u201d que foi descoberto e explorado pelos europeus. No entanto, os Africanos estavam\u00a0negociando atrav\u00e9s do Oceano \u00cdndico com os \u00c1rabes, Indianos, e at\u00e9 mesmo alguns\u00a0Chineses t\u00e3o longe como o primeiro s\u00e9culo dC. Ouro e couro atravessaram o Saara\u00a0para serem vendidos na Europa. Mas muito poucos dos compradores sabiam de onde estes produtos vieram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final da Idade M\u00e9dia, Tombouctou (Timbuktu) era uma cidade de grande aprendizado. Ela foi um dos muitos centros de estudos isl\u00e2micos. No entanto, os europeus sabiam pouco ou nada sobre esta cidade do oeste da \u00c1frica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Primeiras sociedades<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pessoas freq\u00fcentemente se deslocavam\u00a0pela \u00c1frica. Apenas algumas \u00e1reas\u00a0eram f\u00e9rteis, e a busca de terras produtivas levou comunidades inteiras, ou \u00e0s vezes os membros mais intr\u00e9pidos delas, para buscar novas oportunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria dos africanos sempre foram agricultores, cultivando para alimentar suas fam\u00edlias. Ao longo dos s\u00e9culos, os africanos t\u00eam trabalhado como comunidades para executar muitas tarefas sociais, como fazer caminhos e construir estradas e pontes. As pessoas colaboravam com seus vizinhos ou membros de suas fam\u00edlias para construir suas casas,\u00a0recolher suas colheitas,\u00a0cuidar de\u00a0seu gado, e realizar outras tarefas. Historicamente, a comunidade como um todo participava de entretenimento, fazer m\u00fasica ou dan\u00e7ar, e ritos religiosos. Mesmo agora, em muitas \u00e1reas, isso ainda \u00e9 verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada comunidade tinha sua pr\u00f3pria forma de tomada de decis\u00e3o, quer centrada em um chefe, em um grupo de anci\u00e3os ou algum tipo de conselho, ou em um m\u00e9todo de obten\u00e7\u00e3o de um acordo geral entre todos os membros. Muito poucas sociedades Africanas foram autorit\u00e1rias. Mesmo onde havia um chefe, os seus poderes eram quase sempre limitados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A participa\u00e7\u00e3o de todos os homens adultos na tomada de decis\u00e3o era uma tradi\u00e7\u00e3o generalizada Africana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada sociedade evoluiu seus pr\u00f3prios costumes de acordo com as necessidades de seus membros \u2013\u00a0por exemplo, a necessidade de prote\u00e7\u00e3o contra a agress\u00e3o ou para a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos especiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando a coes\u00e3o da comunidade precisava de refor\u00e7o, mais poder\u00a0era concentrado no centro. Se a vida\u00a0era pac\u00edfica e sem perturba\u00e7\u00f5es, as pessoas\u00a0eram capazes de tomar decis\u00f5es mais dentro das unidades familiares menores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00c1frica, como em toda parte, as sociedades fundiam-se umas com as outras, fragmentavam-se e juntavam-se com\u00a0outras, e depois afastavam-se para formar novos grupos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses processos trouxeram novos costumes. As rela\u00e7\u00f5es com o governo, a lei, l\u00edngua, religi\u00e3o e fam\u00edlia foram todos constantemente afetados desta forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As comunidades africanas sempre foram afetadas pelo car\u00e1ter da regi\u00e3o onde se situavam. \u00c9 dif\u00edcil tentar desenhar fronteiras definidas entre as diversas regi\u00f5es da \u00c1frica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pa\u00edses do litoral norte\u00a0sempre tiveram contato com as terras do Mediterr\u00e2neo. As pessoas destes pa\u00edses s\u00e3o de maioria mu\u00e7ulmana e \u00e1rabe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os habitantes da costa leste do continente Africano tiveram muitos s\u00e9culos de experi\u00eancia no com\u00e9rcio com a Ar\u00e1bia, \u00cdndia e as \u00cdndias Orientais. A costa ocidental africana teve o maior contato direto com a Europa, e foi o cen\u00e1rio da maior parte do com\u00e9rcio de escravos. O sul foi colonizado pelos europeus a partir do s\u00e9culo 17.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos esses fatores diferentes inevitavelmente afetaram o modo como os diferentes pa\u00edses ou comunidades se\u00a0desenvolveram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O per\u00edodo do dom\u00ednio colonial Europeu na \u00c1frica \u00e9 apenas\u00a0um pequeno fragmento da hist\u00f3ria e experi\u00eancia do continente. Foi s\u00f3 durante os \u00faltimos 25-anos\u00a0do s\u00e9culo 19 que os Europeus particionaram a\u00a0\u00c1frica entre si. At\u00e9 ent\u00e3o, quase todos os povos da \u00c1frica tinham se governado. E pela maioria das contas, eles o fizeram muito competentemente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a maior parte do continente, as sociedades Africanas fizeram suas pr\u00f3prias leis de acordo com os\u00a0costumes e a tradi\u00e7\u00e3o. Com poucas exce\u00e7\u00f5es, os Europeus normalmente mantiveram-se pelos assentamentos costeiros, onde os bens \u2013\u00a0particularmente os escravos \u2013\u00a0eram trazidos para eles a partir do interior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 o final do s\u00e9culo 19, os pa\u00edses Europeus n\u00e3o tinham desejo de colonizar as\u00a0terras Africanas, e assim se tornaram respons\u00e1veis pelo governo do povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para muitos Africanos, o per\u00edodo ap\u00f3s o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, aparece menos como uma \u00e9poca de independ\u00eancia do que de\u00a0recupera\u00e7\u00e3o do\u00a0auto-governo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em v\u00e1rios momentos da hist\u00f3ria da \u00c1frica, os reinos foram estabelecidos. Os Africanos olham para tr\u00e1s para estes reinos perdidos como seu rico patrim\u00f4nio. Quando a Costa do Ouro tornou-se independente em 1957, por exemplo, ela tomou o nome de Ghana, um antigo reino do Oeste Africano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez independentes, os Africanos focaram na cria\u00e7\u00e3o de novas na\u00e7\u00f5es combinando o melhor da velha\u00a0tradi\u00e7\u00e3o Africana com o melhor do Novo Mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma de suas principais tarefas\u00a0foi criar um sentimento de nacionalidade entre as popula\u00e7\u00f5es que\u00a0eram freq\u00fcentemente \u00e9tnica e culturalmente diversificadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As fronteiras desenhadas pelas pot\u00eancias coloniais eram consideradas sagradas, mesmo que muitas vezes atravessassem as fronteiras tribais. N\u00e3o at\u00e9 que a Eritreia votou-se independente da Eti\u00f3pia em 1993\u00a0que um pa\u00eds se separou com sucesso de uma moderna\u00a0na\u00e7\u00e3o independente Africana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O POVO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A suposi\u00e7\u00e3o comum de que os povos da \u00c1frica foram divididos pelo Sahara \u00e9 sem fundamento. Embora o Saara\u00a0tenha cortado os africanos ao sul do contato direto com a Europa e a Ar\u00e1bia ocidental, ele sempre serviu como uma rodovia importante do com\u00e9rcio e das comunica\u00e7\u00f5es.\u00a0O contato cultural \u2013\u00a0como evidenciado no in\u00edcio entre o Egito e o reino da N\u00fabia \u2013\u00a0atrav\u00e9s do Baixo Vale do Nilo e em todo o Sahara, sempre existiu entre os povos \u00c1rabes Caucas\u00f3ides do Norte da \u00c1frica e os povos de pele mais escura que residem ao sul do deserto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Duas das exporta\u00e7\u00f5es culturais mais importantes do norte para o sul foram as t\u00e9cnicas do cultivo de alimentos e a cria\u00e7\u00e3o do gado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A descoberta dessas t\u00e9cnicas foi feita provavelmente na \u00c1sia Ocidental e se espalhou para o Norte de \u00c1frica e depois para cima (em dire\u00e7\u00e3o ao sul) atrav\u00e9s do Vale do Nilo. Com o conhecimento da agricultura, as grandes\u00a0popula\u00e7\u00f5es poderiam ser sustentadas. As pessoas come\u00e7aram a expandir suas comunidades e se movimentar em busca de melhores terras para a explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns grupos especializaram-se na cria\u00e7\u00e3o de gado. Hoje,\u00a0os Masai no Qu\u00eania e na Tanz\u00e2nia s\u00e3o exemplos de povos que ainda mant\u00eam esta tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a maioria das sociedades combinavam a agricultura com a pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro fator que incentivou a difus\u00e3o das comunidades Africanas foi a introdu\u00e7\u00e3o dos alimentos b\u00e1sicos de outros continentes. Somente o milheto e o sorgo\u00a0s\u00e3o nativos da \u00c1frica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu cultivo\u00a0forneceu a oportunidade para o estabelecimento de grandes comunidades no pa\u00eds das savanas do noroeste, sul e leste. Foi a importa\u00e7\u00e3o de arroz, inhame e banana da \u00c1sia, provavelmente por comerciantes para a costa leste, que permitiu que as \u00e1reas da floresta fossem abertas. Alguns dos primeiros grandes estados Africanos foram estabelecidos na \u00c1frica Ocidental \u2013\u00a0Ghana, Mali, Songhai, e Kanem-Bornu. Enquanto isso, no 1\u00ba s\u00e9culo dC, as grandes migra\u00e7\u00f5es dos povos Bantu tinham come\u00e7ado. Eles se espalharam a partir\u00a0tanto do\u00a0oeste ou do centro, ou ambos, pelo leste, centro e sul da \u00c1frica, misturando-se com o povo de l\u00e1 que falava l\u00ednguas Khoisanicas ou Cushiticas. Mais tarde,\u00a0na era dos escravos \u2013\u00a0as plantas da Am\u00e9rica \u2013 como o milho, a batata-doce e a mandioca \u2013 foram trazidas para a \u00c1frica Ocidental para alimentar os escravos \u00e0 espera de embarque, e foram adotadas pelos agricultores Africanos, novamente fornecendo o sustento para as comunidades maiores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como resultado desses movimentos generalizados dos povos e comunidades, a \u00c1frica de hoje tem centenas de grupos \u00e9tnicos e cerca de 1.000 l\u00ednguas diferentes. \u00c1rabe no norte, Sua\u00edli, no leste e Hausa no oeste\u00a0s\u00e3o as l\u00ednguas Africanas usadas pelo maior n\u00famero de pessoas. Desde o advento do colonialismo Europeu, o Ingl\u00eas, o Franc\u00eas, e, em menor grau, o Portugu\u00eas t\u00eam se tornado mais amplamente utilizados do que qualquer l\u00edngua \u00fanica Africana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A complexidade de variedades \u00e9tnicas e formas de linguagem mostra como \u00e9 dif\u00edcil fazer um estudo detalhado de cada comunidade Africana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As descri\u00e7\u00f5es dadas neste artigo devem ser tratadas meramente como\u00a0generaliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A TERRA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As caracter\u00edsticas f\u00edsicas de qualquer territ\u00f3rio influenciam fortemente a vida de seus habitantes. Isto \u00e9 especialmente o caso da \u00c1frica, pois a maioria do continente permanece intocado pela tecnologia moderna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em muitas \u00e1reas da \u00c1frica, as estradas s\u00e3o escassas, e h\u00e1 poucas ferrovias. S\u00f3 recentemente um come\u00e7o foi feito no uso de fertilizantes, tratores, irriga\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de animais. Assim, muitos Africanos ainda t\u00eam de contar com as qualidades naturais da terra inalterada por dispositivos mec\u00e2nicos. Eles devem, por seus pr\u00f3prios esfor\u00e7os sem ajuda, conhecer os perigos de seu ambiente local \u2013\u00a0desertos, rios caudalosos, secas, tempestades tropicais, montanhas ou florestas. Al\u00e9m disso, a medicina tem muito a percorrer antes que possa efetivamente combater as doen\u00e7as generalizadas entre as pessoas e o gado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Topografia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em relevo, a \u00c1frica se assemelha a um prato de sopa virado ao contr\u00e1rio. Grande parte do continente \u00e9 composto por um planalto cujos lados caem acentuadamente para um estreito e baixo\u00a0cintur\u00e3o costeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O planalto varia na eleva\u00e7\u00e3o\u00a0em cerca de cerca de 300 a 2.400 metros. Mas ele n\u00e3o \u00e9 em geral montanhoso. As principais exce\u00e7\u00f5es s\u00e3o os Montes Kilimanjaro, Meru, Qu\u00eania e Elgon, no leste; a Faixa de Ruwenzori entre a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e Uganda; a Faixa de Drakensberg\u00a0na \u00c1frica do Sul; e as Montanhas Atlas, no norte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os recursos naturais da \u00c1frica t\u00eam grande influ\u00eancia sobre sua hist\u00f3ria, bem como o seu desenvolvimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em geral, as \u00e1reas sul e leste do planalto continental formam uma regi\u00e3o de terra mais elevada do que no oeste e norte. Esta diferen\u00e7a na eleva\u00e7\u00e3o teve um efeito importante no estabelecimento. Grande parte da Eti\u00f3pia, por exemplo, est\u00e1 acima de 2.438 metros, enquanto as terras altas do Qu\u00eania tamb\u00e9m formam uma extensa \u00e1rea acima daquela\u00a0mesma eleva\u00e7\u00e3o. Joanesburgo, o centro financeiro e\u00a0da minera\u00e7\u00e3o de ouro da \u00c1frica do Sul, tem uma altitude de quase 1.829 metros. A maioria dos Europeus estabeleceram-se nas \u00e1reas de altas altitudes, onde as temperaturas eram moderadas e as pestes portadoras de doen\u00e7as, como mosquitos, eram raras. De fato, um partido pol\u00edtico Africano na \u00c1frica Ocidental usava um emblema retratando o mosquito como um s\u00edmbolo do fator que os tinham salvo dos problemas trazidos pelos colonos brancos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As caracter\u00edsticas mais distintivas da topografia da \u00c1frica s\u00e3o os vales, a leste. Estes foram formados por atividade vulc\u00e2nica e falha na Terra. H\u00e1 dois deles \u2013 o ocidental e o oriental \u2013 unidos um pouco como\u00a0o \u2018joguinho\u2019\u00a0de uma galinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estas fendas podem ser rastreadas desde o Lago Malawi:<\/strong>\u00a0a do\u00a0leste se estende para o norte at\u00e9 e incluindo o Mar Vermelho;\u00a0a do\u00a0oeste se estende atrav\u00e9s dos Lagos Tanganica, Kivu, Edward e Albert.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria destes lagos t\u00eam superf\u00edcies bem acima do n\u00edvel do mar. Mas seus pisos est\u00e3o muito abaixo do n\u00edvel do mar. O Lago Tanganyika \u00e9 um dos mais profundos lagos do mundo, com uma profundidade de 1.435 metros. O Lago Victoria, o terceiro maior lago do mundo, situa-se entre os dois vales e, em contraste com seus vizinhos, \u00e9 muito superficial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das conseq\u00fc\u00eancias deste fen\u00f4meno f\u00edsico para os habitantes da zona, \u00e9 que algumas das montanhas vulc\u00e2nicas que revestem as bordas dos vales fornecem solo f\u00e9rtil que pode suportar popula\u00e7\u00f5es relativamente grandes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra \u00e9 que os lagos formados nestes vales fornecem grandes quantidades de peixe, a fonte mais abundante de prote\u00ednas da \u00c1frica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria das praias da \u00c1frica s\u00e3o ou guardadas por surf ou apoiadas por rasas lagoas\u00a0de manguezais. H\u00e1 poucas ba\u00edas oferecendo ref\u00fagio aos navios de visita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos dos rios da \u00c1frica desembocam em cascata sobre cataratas perto da costa. Um grande n\u00famero de rios\u00a0fluem atrav\u00e9s dos p\u00e2ntanos do interior, finalmente, para chegar ao mar, onde formam deltas perigosas ou bancos de areia obstruindo. Assim, os m\u00e9todos usuais de penetrar uma terra desconhecida n\u00e3o eram poss\u00edveis na \u00c1frica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os exploradores Europeus tamb\u00e9m foram parados pelo Sahara. N\u00e3o foi at\u00e9 meados do s\u00e9culo 19 que o contato s\u00e9rio foi feito do lado de fora com os povos do interior do continente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma\u00a0\u00e1gua estagnada?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o haviam muitas atra\u00e7\u00f5es aparentes\u00a0\u00e0 induzir as pessoas do mundo exterior para tentar superar esses perigos naturais. At\u00e9 o final do s\u00e9culo 19, o continente foi considerado pelas na\u00e7\u00f5es l\u00edderes europ\u00e9ias como \u00e1gua estagnada. N\u00e3o havia evid\u00eancia das quantidades de ouro, prata e j\u00f3ias preciosas que haviam atra\u00eddo os Espanh\u00f3is\u00a0\u00e0 Am\u00e9rica do Sul e Central, nem da terra f\u00e9rtil, especiarias e hordas de gemas que atra\u00edram os Europeus para a \u00c1sia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os escravos que formaram o principal\u00a0produto de exporta\u00e7\u00e3o de interesse para os europeus\u00a0eram comprados na costa do continente, capturados e vendidos pelos pr\u00f3prios Africanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora o ouro foi extra\u00eddo em partes da \u00c1frica desde os tempos antigos, os forasteiros poucos sabiam da sua origem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele era geralmente transitado por\u00a0extensas rotas comerciais e depois trocado por mercadorias da Europa ou da \u00cdndia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Novos Recursos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A troca desses materiais valiosos ocorreu principalmente nas costas da \u00c1frica. N\u00e3o foi at\u00e9 que os diamantes e o ouro, em seguida, foram descobertos na \u00c1frica do Sul em 1867 e 1884, respectivamente, que o continente atraiu hordas de buscadores da riqueza. Na mesma \u00e9poca, a comercializa\u00e7\u00e3o da borracha come\u00e7ou no que hoje \u00e9 a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O marfim tinha sido procurado no leste da \u00c1frica ao longo do s\u00e9culo. Mas este era um com\u00e9rcio de luxo. O \u00f3leo de palma tamb\u00e9m foi exportado da \u00c1frica Ocidental.\u00a0O cacau da Costa d\u2019Ouro, o cravo de Zanzibar, e o cobre a partir de Katanga, no antigo Congo Belga e do cintur\u00e3o de cobre nas proximidades da Rod\u00e9sia do Norte (agora Z\u00e2mbia) tamb\u00e9m ganharam alguma import\u00e2ncia. Mas, com exce\u00e7\u00e3o dos minerais, estes produtos nunca foram de grande import\u00e2ncia para as na\u00e7\u00f5es que estavam se tornando industrializadas. As commodities levaram um n\u00famero crescente de europeus a se aventurar no interior do continente Africano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas para o mundo exterior, foi o ouro e os diamantes da \u00c1frica do Sul e o cobre da atual Z\u00e2mbia e da\u00a0Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo que foram realmente importantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, grande parte da \u00c1frica ainda \u00e9 inexplorada geologicamente, e muitos n\u00e3o descobertos materiais valiosos podem estar abaixo do solo. O petr\u00f3leo foi descoberto em diversas \u00e1reas\u00a0\u2013 L\u00edbia, Arg\u00e9lia, Nig\u00e9ria e Guin\u00e9 Equatorial, especialmente, e tornou-se uma exporta\u00e7\u00e3o lucrativa destes pa\u00edses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cultivo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a maioria da popula\u00e7\u00e3o Africana, \u00e9 a fertilidade do solo que determina onde eles possam viver. Com poucas exce\u00e7\u00f5es, o solo do continente \u00e9 pobre. Uma vez se pensava que, porque grande parte da \u00c1frica tropical tem densa vegeta\u00e7\u00e3o, a terra f\u00e9rtil seria revelada uma vez que a floresta fosse removida. Esta teoria foi refutada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os solos tropicais s\u00e3o de qualidade inferior e s\u00e3o mais facilmente destru\u00eddos do que os das zonas temperadas. Uma vez que a terra \u00e9 desmatada de sua vegeta\u00e7\u00e3o selvagem, o solo rapidamente degenera.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O saldo que resulta da auto-fertiliza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da decomposi\u00e7\u00e3o de folhas e ramos e da a\u00e7\u00e3o dos insetos \u00e9 destru\u00eddo. As fortes chuvas lavam a fina camada de solo superficial e a eros\u00e3o se desenvolve rapidamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, muitos solos tropicais s\u00e3o inf\u00e9rteis porque cont\u00eam uma grande quantidade de laterita, uma forma de rocha que faz as cores vermelhas do solo. A laterita \u00e9 \u00fatil para fazer estradas e alguns edif\u00edcios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas ela faz o solo in\u00fatil para a agricultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo de sua hist\u00f3ria, a maioria das comunidades Africanas foram acostumadas a praticar o que \u00e9 conhecido como agricultura itinerante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Elas podem cultivar alimentos ou pastar o seu gado em uma \u00e1rea espec\u00edfica por apenas um n\u00famero limitado de anos. Quando a terra se exaure, elas se movem para outro distrito, deixando o original para repousar at\u00e9 que ele recupere sua fertilidade. Esta pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum hoje como no passado. Os governos coloniais efetivamente a desencorajaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esfor\u00e7os tamb\u00e9m t\u00eam sido feitos pelos governos independentes Africanos para convencer as comunidades a se estabelecerem em uma \u00e1rea, e fertilizantes modernos s\u00e3o fornecidos para capacit\u00e1-las a faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas mesmo as mais modernas t\u00e9cnicas ainda n\u00e3o t\u00eam superado a pobreza do solo Africano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em alguns casos, essas t\u00e9cnicas fizeram coisas muito\u00a0piores com o impacto destrutivo das m\u00e1quinas sobre o solo fr\u00e1gil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A escassez de \u00e1gua<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem outros fatores ligados com a terra que limitam os Africanos na escolha da habita\u00e7\u00e3o e reduzem sua capacidade de aumentar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estima-se que mais de\u00a075% da \u00e1rea ao sul do Saara \u00e9\u00a0escassa de \u00e1gua. Os pa\u00edses mais afetados de forma consistente nos \u00faltimos anos t\u00eam sido as na\u00e7\u00f5es do Sahel da Eti\u00f3pia, Maurit\u00e2nia, Senegal, Mali, Burkina Faso, N\u00edger e Chade, que sofreram com estiagens prolongadas. Em grande parte do continente, as secas peri\u00f3dicas levaram \u00e0 fome generalizada,\u00a0\u00e0 destrui\u00e7\u00e3o do gado e das\u00a0terras agr\u00edcolas, e\u00a0\u00e0 migra\u00e7\u00e3o dos povos de suas terras natais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Doen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A grande preval\u00eancia da doen\u00e7a tem sido um problema Africano de s\u00e9culos. Inevitavelmente, os efeitos da doen\u00e7a produzem um ciclo vicioso. A doen\u00e7a e a morte precoce reduzem a produtividade da popula\u00e7\u00e3o; a baixa produ\u00e7\u00e3o\u00a0cria a\u00a0pobreza; e a\u00a0pobreza leva\u00a0ao aumento da\u00a0doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00c1frica tropical sofre de doen\u00e7a da mal\u00e1ria, do sono, febre amarela e esquistossomose, embora as mortes por mal\u00e1ria ca\u00edram significativamente nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das mais graves destas doen\u00e7as \u00e9 a doen\u00e7a do sono, ou tripanossom\u00edase, uma doen\u00e7a protozo\u00e1ria parasit\u00e1ria\u00a0carregada pela mosca ts\u00e9-ts\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 mais de um cintur\u00e3o enorme da \u00c1frica equatorial onde as moscas ts\u00e9-ts\u00e9 s\u00e3o comuns, grandes \u00e1reas s\u00e3o praticamente impr\u00f3prias para a habita\u00e7\u00e3o por seres humanos ou animais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais recentemente, a AIDS tem dizimado as popula\u00e7\u00f5es de alguns pa\u00edses Africanos. Em 2003, a \u00c1frica subsaariana respondia por mais de 70% dos 40 milh\u00f5es de casos de infec\u00e7\u00e3o pelo HIV do mundo, o v\u00edrus que causa a AIDS. Bem mais\u00a0que 15 milh\u00f5es de Africanos j\u00e1 morreram de AIDS. O n\u00famero de Africanos infectados com o HIV que recebem medicamentos anti-retrovirais aumentou de 50.000 em 2002 para quase 500.000 em 2007.\u00a0Por 2010, a taxa de novas infec\u00e7\u00f5es na \u00c1frica estava em decl\u00ednio mais r\u00e1pidamente do que no resto do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vida Comunit\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00c1frica, a terra tem sido quase sempre cultivada com a \u00fanica finalidade de fornecer alimentos para a comunidade cultivar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Este m\u00e9todo \u00e9 chamado de agricultura de subsist\u00eancia:<\/strong>\u00a0o povo come o que cresce.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante s\u00e9culos, as comunidades agr\u00edcolas Africanas foram pequenas. Elas t\u00eam sido capazes de se mover com freq\u00fc\u00eancia a fim de explorar\u00a0quaisquer \u00e1reas f\u00e9rteis que poderiam encontrar. Quase\u00a075% da terra cultivada na \u00c1frica tropical \u00e9 cultivada desta forma. Assim, a maioria dos Africanos vivem em uma comunidade auto-suficiente, vendendo praticamente nada do que eles produzem e, portanto, acumulando pouca\u00a0riqueza excedente. Assim, eles s\u00e3o incapazes de\u00a0poupar ou desfrutar da utiliza\u00e7\u00e3o dos bens adquiridos atrav\u00e9s do com\u00e9rcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Africanos consideram a terra de forma diferente da maneira como o Europeu ou o\u00a0Americano fazem. No mundo ocidental, a terra \u00e9 de propriedade privada ou\u00a0de empresas ou autoridades p\u00fablicas; \u00e9\u00a0um im\u00f3vel\u00a0que \u00e9 comercializ\u00e1vel e definido por limites. Uma cidade, aldeia, par\u00f3quia, ou herdade \u00e9 constitu\u00edda por uma comunidade de pessoas que vivem em uma \u00e1rea claramente designada de terra delimitada por algum tipo de fronteira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os direitos de um Africano\u00a0\u00e0 terra s\u00e3o derivados, n\u00e3o de compra ou heran\u00e7a, mas da participa\u00e7\u00e3o na comunidade. A terra est\u00e1 al\u00ed, como\u00a0est\u00e1 o ar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a comunidade decide limpar o mato ou floresta em um lugar particular, o trabalho pesado ser\u00e1 realizada pelo povo. As parcelas ser\u00e3o atribu\u00eddas a membros da comunidade, geralmente em unidades familiares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fam\u00edlia\u00a0ir\u00e1 cuidar da\u00a0fazenda, cooperando com outras fam\u00edlias nas tarefas maiores, at\u00e9 que a comunidade decida mudar para outro lugar e deixar a \u00e1rea original para recuperar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O direito de utilizar essas terras deriva da participa\u00e7\u00e3o na comunidade.\u00a0Essa ades\u00e3o tamb\u00e9m implica deveres. Estradas e caminhos devem ser constru\u00eddos, pontes constru\u00eddas, e mercados estabelecidos e mantidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9 um trabalho feito por todos, e assim a responsabilidade de participar nas decis\u00f5es deve ser aceita por todos. Estes deveres e muitos outros costumes formam elementos essenciais dos membros da comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a ades\u00e3o falta por parte do membro partindo, talvez para trabalhar em uma cidade, ou se um membro \u00e9 expulso, esse membro perde o seu direito de cultivar a terra da comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi este conceito totalmente diferente de terra que muitas vezes levou a mal-entendidos graves durante o s\u00e9culo 19 e in\u00edcio do s\u00e9culo\u00a020, quando garimpeiros Europeus pensavam que tinham \u201ccomprado\u201d terra de chefes Africanos. Para os Africanos, era inconceb\u00edvel que a terra pudesse ser \u201cvendida\u201d. O m\u00e1ximo que poderia ser feito era alugar o seu uso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grande ressentimento sentido por muitas comunidades Africanas como resultado de mal-entendidos muitas vezes levou a conflitos pol\u00edticos e armados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 evidente que a comunidade \u00e9 muito importante para a vida Africana. Isto aplica-se aos moradores da cidade, bem como aos moradores rurais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora os la\u00e7os comunit\u00e1rios sejam mais f\u00e1ceis de manter em aldeamentos\u00a0rurais\u00a0do que nas cidades, os costumes e tradi\u00e7\u00f5es que os meninos e meninas Africanos\u00a0aprendem no in\u00edcio da vida ainda persistem mesmo quando eles v\u00e3o para as cidades. Assim, sempre se encontra o cl\u00e3 e grupos de fam\u00edlas\u00a0organizadas em cidades Africanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses grupos fazem o seu melhor para fornecer o tipo de seguran\u00e7a social que tais comunidades fornecem aos seus membros nas \u00e1reas rurais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A\u00a0Fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 dif\u00edcil transmitir a profundidade do apego que muitos Africanos sentem em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade \u2013 ele\u00a0difere fundamentalmente de qualquer conceito ocidental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em primeiro lugar, a fam\u00edlia Africana tende a ser muito maior do que\u00a0a do\u00a0Europeu ou\u00a0a do Americano. Em muitas sociedades rurais Africanas, os homens se casam com duas ou mais esposas. H\u00e1, portanto, mais filhos relacionados uns aos outros, e um n\u00famero maior de adultos dentro da unidade de uma mesma fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o familiar se estende para al\u00e9m de\u00a0irm\u00e3os, irm\u00e3s, meio-irm\u00e3os e meio-irm\u00e3s para co-esposas, primos, tias e tios. Na maioria das comunidades, a mulher se junta ao grupo da fam\u00edlia\u00a0de seu marido no casamento, voltando para a sua pr\u00f3pria somente se o casamento se desfaz. Muitas vezes, se ela \u00e9 vi\u00fava, ela mant\u00e9m o seu lugar no grupo do seu marido, \u00e0s vezes casando com um de seus irm\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada mulher tem normalmente\u00a0seu pr\u00f3prio ambiente, e seus filhos vivem com ela no mesmo. As crian\u00e7as s\u00e3o cuidadas por outros familiares, se seu pai ou m\u00e3e ou ambos morrem.\u00a0Os idosos, os enfermos, e os aleijados s\u00e3o igualmente tratados pelo grupo estendido da fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os membros da fam\u00edlia participam do trabalho de cultivo de alimentos e cuidando do gado. Grande parte do trabalho agr\u00edcola \u00e9 tradicionalmente a responsabilidade das mulheres, enquanto os homens cuidam do gado. Mas esse costume est\u00e1 mudando,\u00a0quando o cultivo torna-se mais complicado. Desde cedo, as crian\u00e7as participam neste trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As crian\u00e7as tamb\u00e9m s\u00e3o educadas para entender os mist\u00e9rios, as tradi\u00e7\u00f5es, e a etiqueta de seu cl\u00e3 e do grupo. \u00c9 tarefa dos mais velhos \u2013\u00a0em primeiro lugar a m\u00e3e, ent\u00e3o os homens e as mulheres do cl\u00e3 \u2013\u00a0para ensinar as crian\u00e7as como se comportar\u00a0com cada membro de sua comunidade, como se comportar quando comer, falar ou tocar. \u00c9 na fam\u00edlia, tamb\u00e9m, que as crian\u00e7as aprendem as habilidades necess\u00e1rias para seu trabalho. Mais tarde, no in\u00edcio da adolesc\u00eancia, elas participam com outros membros da sua faixa et\u00e1ria em aprender os ritos, costumes e responsabilidades dos membros de sua comunidade. Assim, \u00e0s rela\u00e7\u00f5es sociais \u00e9 dado um valor fundamental na sociedade Africana, e a aprendizagem social \u00e9 o aspecto mais importante da educa\u00e7\u00e3o de uma crian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fam\u00edlia \u00e9 apenas o n\u00facleo interno de uma s\u00e9rie de grupos dos quais o Africano \u00e9 um membro. O parentesco desempenha v\u00e1rios pap\u00e9is em diferentes sociedades Africanas, por vezes, atrav\u00e9s do pai, outras vezes atrav\u00e9s da m\u00e3e e, em alguns casos atrav\u00e9s de outros parentes. Mas em cada caso, as fam\u00edlias est\u00e3o ligadas a comunidades maiores, cl\u00e3s e grupos \u00e9tnicos. Assim, cada Africano \u00e9 associado para a vida com outros de sua esp\u00e9cie. Atrav\u00e9s desta natureza coesiva da vida Africana, a maior parte da atividade econ\u00f4mica \u00e9 organizada, os governos locais s\u00e3o determinados, a vida pessoal e comunit\u00e1ria \u00e9 organizada, e os sentimentos art\u00edsticos\u00a0s\u00e3o expressos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As Vilas e\u00a0Cidades<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora a vida rural tradicional \u2013\u00a0agora mudando lentamente atrav\u00e9s do impacto de novos m\u00e9todos produtivos, continua a ser generalizada por toda a \u00c1frica, um n\u00famero crescente de Africanos a est\u00e3o deixando e indo\u00a0trabalhar e viver em vilas e cidades. As popula\u00e7\u00f5es dos centros urbanos t\u00eam crescido constantemente nos \u00faltimos 100 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas\u00a0nos tempos\u00a0mais recentes o aumento tem sido enorme. Dois exemplos ilustram o grau em que os Africanos t\u00eam-se reunido em \u00e1reas urbanas. Desde 1940, a popula\u00e7\u00e3o do Cairo, a capital do Egito e a maior cidade da \u00c1frica, aumentou em mais de cinco vezes. A popula\u00e7\u00e3o de Joanesburgo, na outra extremidade do continente na \u00c1frica do Sul, mais do que dobrou desde 1940.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante notar que houve comunidades Africanas de bom tamanho\u00a0muitos s\u00e9culos antes da chegada dos Europeus. Cerca de 450 aC, Her\u00f3doto, o historiador Grego, escreveu sobre uma \u201cgrande cidade chamada Meroe, que dizem ser a capital dos Et\u00edopes\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ibn Battuta, o viajante mu\u00e7ulmano do s\u00e9culo 14, escreveu sobre uma cidade portu\u00e1ria na costa leste:<\/strong>\u00a0\u201cKilwa \u00e9 uma das cidades mais bonitas e bem constru\u00eddas no mundo. Toda ela \u00e9 constru\u00edda de forma elegante\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leo Africanus, um Mouro Espanhol, descreveu Tombouctou (Timbuktu) no in\u00edcio do s\u00e9culo 16 com estas palavras:<\/strong>\u00a0\u201cAqui em Timbuktu, h\u00e1 grandes lojas de m\u00e9dicos, ju\u00edzes, padres e outros homens\u00a0eruditos \u2026 E c\u00e1 s\u00e3o trazidos mergulhadores manuscritos ou livros escritos fora de Barbary, que s\u00e3o vendidos por mais dinheiro do que qualquer outra mercadoria\u201d. \u00c1rabes, Indianos, Indon\u00e9sios, e, mais tarde, Portugu\u00eases, Holand\u00eases, Franceses, Belgas, Alem\u00e3es, Italianos, Brit\u00e2nicos todos fizeram um impacto na vida das cidades Africanas em v\u00e1rias partes do continente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando os Europeus se estabeleceram no sul, leste e centro\u00a0da \u00c1frica, eles geralmente impuseram alguma forma de segrega\u00e7\u00e3o. Na \u00c1frica do Sul (at\u00e9 1991) e Nam\u00edbia (at\u00e9 1990), a segrega\u00e7\u00e3o foi legalmente codificada em um sistema conhecido como apartheid (Afrikaans para \u201cdistanciamento\u201d). Sob o apartheid, as cidades\u00a0eram consideradas como pertencentes\u00a0\u00e0s pessoas de ascend\u00eancia Europ\u00e9ia. Os negros, uma vez tiveram que justificar a sua presen\u00e7a nas cidades, mostrando passes, e \u00e1reas separadas foram postas de lado para diferentes grupos raciais. Em outros lugares, os Europeus geralmente viviam separados em grandes casas constru\u00eddas\u00a0nas \u00e1reas mais agrad\u00e1veis e saud\u00e1veis.\u00a0Quando alguns Africanos come\u00e7aram a tornar-se profissionalmente treinados como m\u00e9dicos, advogados, professores ou funcion\u00e1rios p\u00fablicos, eles, tamb\u00e9m, constru\u00edram grandes casas em bairros seletivos. Em certas regi\u00f5es, particularmente na \u00c1frica Oriental, os comerciantes Asi\u00e1ticos tamb\u00e9m viviam em suas pr\u00f3prias \u00e1reas. O resto do povo, os trabalhadores Africanos, viviam em v\u00e1rias formas de favelas em abrigos primitivos constru\u00eddos com o que estava \u00e0 m\u00e3o\u00a0\u2013 madeira, palha, latas, ou tijolos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio da \u00e9poca da independ\u00eancia no final dos anos 1950s, os Africanos mais ricos e mais proeminentes come\u00e7aram a se mover para as antigas\u00a0\u00e1reas Europ\u00e9ias. Como muitos Europeus permaneceram, estas \u00e1reas s\u00e3o agora habitadas por popula\u00e7\u00f5es mistas de brancos e negros. Muitos projetos habitacionais foram constru\u00eddos desde a independ\u00eancia. Mas em um grande n\u00famero de comunidades, os barracos permanecem ou t\u00eam realmente aumentado com a popula\u00e7\u00e3o urbana que\u00a0cresceu rapidamente. Hoje na maioria das cidades e vilarejos\u00a0Africanos, v\u00ea-se homens e mulheres que est\u00e3o vestindo roupas velhas improvisadas, outros em belos ternos e vestidos, e ainda outros vestindo roupas\u00a0locais como togas\u00a0ou vestes longas, fluindo dos mu\u00e7ulmanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cena em cada cidade Africana \u00e9 cheia de cor, agita\u00e7\u00e3o, e ru\u00eddo. Os mercados de rua s\u00e3o abundantes,\u00a0 vendendo uma infinita variedade de mercadorias \u2013 jornais, esculturas em madeira, frutas, legumes, caf\u00e9 quente, e amendoim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na maioria das cidades e aldeias em toda a \u00c1frica, as organiza\u00e7\u00f5es rurais comunais persistem entre os habitantes. Assim, as associa\u00e7\u00f5es de idosos, a fam\u00edlia, o cl\u00e3, e os maiores grupos \u00e9tnicos continuam a influenciar a vida social. Isto \u00e9 assim mesmo entre aqueles que deixaram suas casas da fam\u00edlia. Como nas \u00e1reas rurais, esse modo de vida oferece alguma forma de seguran\u00e7a social. Abrigo e comida est\u00e3o sempre dispon\u00edveis para os membros de uma comunidade carente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso tamb\u00e9m significa que uma vez que um Africano obteve um bom sal\u00e1rio ou acumulou alguma riqueza, seus dependentes aumentam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois \u00e9 esperado que ele ou ela ir\u00e3o compartilhar a boa sorte com os membros menos afortunados de seu grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AS REGI\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por raz\u00f5es de clareza, a \u00c1frica pode ser dividida em cinco regi\u00f5es \u2013 Norte, Ocidental, Central, Oriental e Austral. \u00c9 claro, esta \u00e9 uma divis\u00e3o arbitr\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00e1rios pa\u00edses poderiam muito bem ser alocados para outras regi\u00f5es, e existem sobreposi\u00e7\u00f5es inevit\u00e1veis em suas caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Regi\u00e3o Norte<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00e1rea do norte da \u00c1frica inclui a Arg\u00e9lia, Marrocos, Tun\u00edsia, L\u00edbia, Egipto, Sud\u00e3o e Saara Ocidental, uma ex-col\u00f4nia Espanhola, que \u00e9 reivindicada pelo Marrocos. Em todos esses lugares, a religi\u00e3o Mu\u00e7ulmana \u00e9 dominante, ou pelo menos aceita por um grande n\u00famero de habitantes. A maioria das popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o \u00c1rabes. O \u00c1rabe e o Franc\u00eas s\u00e3o as l\u00ednguas mais faladas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os pa\u00edses est\u00e3o envolvidos na hist\u00f3ria do Mediterr\u00e2neo, embora a conex\u00e3o do Sud\u00e3o foi apenas atrav\u00e9s do Egito, e s\u00f3 o Sud\u00e3o e o Saara Ocidental n\u00e3o t\u00eam costa Mediterr\u00e2nica. Os Persas, Gregos e Romanos\u00a0conheciam bem\u00a0estas praias, negociando e, por vezes, lutando com as sociedades que se estabeleceram l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em 5000 anos atr\u00e1s, haviam civiliza\u00e7\u00f5es altamente desenvolvidas ao longo da costa do Norte Africano. O Egito foi uma das primeiras comunidades que se\u00a0estabeleceram no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seus habitantes desenvolveram um alto padr\u00e3o de vida. Eles tinham edif\u00edcios de pedra, est\u00e1tuas esculpidas, navios mar\u00edtimos, um calend\u00e1rio solar, e uma forma de escrita. Eles usavam a irriga\u00e7\u00e3o, cresciam grandes quantidades de alimentos, e eram metal\u00fargicos, ceramistas, engenheiros e marceneiros. Uma de suas mais not\u00e1veis edifica\u00e7\u00f5es sobreviventes, o t\u00famulo real, ou pir\u00e2mide, em Giz\u00e9, perto do Cairo,\u00a0tem 146 metros de altura. Esta magn\u00edfica estrutura levou 100.000 trabalhadores\u00a0por 20 anos para construir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem foi a influ\u00eancia do Egito confinada ao Norte da \u00c1frica e do Mediterr\u00e2neo. O Nilo\u00a0foi um dos primeiros canais de interc\u00e2mbio cultural humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As conex\u00f5es com o Egito influenciaram a forma\u00e7\u00e3o dos estados Africanos para o sul. Um dos mais conhecidos desses estados foi Cuche (ou Kush), \u00e0s vezes chamado Meroe,\u00a0por sua cidade capital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este estado estava situado em uma regi\u00e3o do que \u00e9 hoje o moderno\u00a0Sud\u00e3o. No litoral, na Tun\u00edsia, ficava\u00a0a agora\u00a0hist\u00f3rica cidade de\u00a0Cartago, vividamente descrita por Her\u00f3doto 2.500 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No s\u00e9culo 7, a f\u00e9 Mu\u00e7ulmana, que se originou na Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica, expandiu-se ao longo de toda costa Norte Africana, de onde ela penetrou no sul da Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde essa altura, o Isl\u00e3 continua a ser o fator cultural\u00a0mais importante em todo o Norte de \u00c1frica. A partir desta base,\u00a0ele se estendeu amplamente na regi\u00e3o ocidental do continente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As\u00a0Na\u00e7\u00f5es da \u00c1frica do Norte<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<strong>Arg\u00e9lia<\/strong>\u00a0foi capturada pelos Franceses em 1830 e mais tarde foi feita uma parte integrante da Fran\u00e7a. Uma rebeli\u00e3o nacionalista come\u00e7ou l\u00e1 em 1954; ela\u00a0foi\u00a0oposta pelos\u00a0Franceses e outros colonizadores Europeus, juntamente com grande parte do Ex\u00e9rcito Franc\u00eas que simpatizava com os colonos. A luta continuou at\u00e9 1962, quando o Presidente Franc\u00eas Charles de Gaulle iniciou as negocia\u00e7\u00f5es que terminaram na independ\u00eancia da Arg\u00e9lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O\u00a0<strong>Marrocos<\/strong>\u00a0e a\u00a0<strong>Tun\u00edsia<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m tiveram de lutar pela independ\u00eancia da Fran\u00e7a. A Tun\u00edsia tornou-se um protetorado Franc\u00eas em 1883; o\u00a0Marrocos, em 1912.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de lutas separadas,\u00a0ambos ganharam\u00a0a independ\u00eancia no mesmo ano de 1956. Em 1976, a Espanha cedeu o\u00a0Saara Espanhol \u2013 agora Sahara Ocidental, ao Marrocos e \u00e0 Maurit\u00e2nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Maurit\u00e2nia renunciou sua pretens\u00e3o em 1979. Mas o Marrocos, em seguida, reivindicou todo o territ\u00f3rio, cujo futuro continua por resolver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a maioria do s\u00e9culo 19, a\u00a0<strong>L\u00edbia<\/strong>\u00a0foi governada sob a autoridade Turca. Em 1912, no entanto, ela\u00a0foi anexada pela It\u00e1lia. Ap\u00f3s sua derrota na Segunda Guerra Mundial, a It\u00e1lia renunciou todas as reivindica\u00e7\u00f5es para o territ\u00f3rio. A L\u00edbia tornou-se independente em 1951. Desde aquela \u00e9poca, ela tentou sem sucesso se fundir com o Egito, S\u00edria, Sud\u00e3o, Tun\u00edsia, Chade, Marrocos e Arg\u00e9lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devido \u00e0 sua localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica no cruzamento da Europa, \u00c1sia e \u00c1frica, o\u00a0<strong>Egito<\/strong>\u00a0sempre foi cobi\u00e7ado pelos imperialistas, incluindo os\u00a0Romanos, Turcos, Franceses e Brit\u00e2nicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele tornou-se ainda mais atraente com a abertura do Canal de Suez em 1869. A Gr\u00e3-Bretanha primeiro\u00a0o ocupou em 1882. Embora ao Egito foi concedida a independ\u00eancia condicional em 1922, as tropas Brit\u00e2nicas permaneceram l\u00e1 (com um intervalo entre 1936 e 1939) at\u00e9 1956. Em 1952, o Rei Farouk foi deposto. O Egito se tornou uma rep\u00fablica em 1953, e mais tarde formou uma breve (1958-1961) uni\u00e3o com a S\u00edria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O\u00a0<strong>Sud\u00e3o<\/strong>\u00a0est\u00e1 inclu\u00eddo no norte da \u00c1frica por causa de sua estreita associa\u00e7\u00e3o com o Egito.\u00a0Ele \u00e9\u00a0predominantemente \u00c1rabe e Mu\u00e7ulmano, embora tenha uma minoria Africana negra significativa no sul que adere ao Cristianismo ou \u00e0 religi\u00f5es tradicionais Africanas. De 1899 a 1951, o Sud\u00e3o foi administrado conjuntamente pela Gr\u00e3-Bretanha e o Egito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele ganhou a independ\u00eancia em 1956.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m consideradas parte da regi\u00e3o s\u00e3o as\u00a0<strong>Ilhas Can\u00e1rias<\/strong>, localizadas na costa do Marrocos. As Ilhas Can\u00e1rias s\u00e3o uma regi\u00e3o autonoma no exterior da Espanha, e seu povo, ao contr\u00e1rio da maioria no norte da \u00c1frica, falam o Espanhol como idioma principal. O Catolicismo Romano \u00e9 a religi\u00e3o mais comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Regi\u00e3o Oeste<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A regi\u00e3o oeste da \u00c1frica \u00e9 composta de Mali, Burkina Faso, N\u00edger, Costa do Marfim, Guin\u00e9, Senegal, Maurit\u00e2nia, Benin, Togo, Camar\u00f5es, Guin\u00e9-Bissau, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, Cabo Verde, Guin\u00e9 Equatorial, Lib\u00e9ria, Serra Leoa, G\u00e2mbia, Ghana e Nig\u00e9ria. Toda esta \u00e1rea pode ser dividida de v\u00e1rias maneiras. Primeiro, fisicamente, ela consiste em uma faixa de floresta tropical ao longo da costa.\u00a0No interior est\u00e1\u00a0uma regi\u00e3o de savana das terras altas, que \u00e0s vezes se eleva a um patamar superior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00e1rea da floresta est\u00e1 cheia de manguezais e coqueiros e palmeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda divis\u00e3o da regi\u00e3o oeste \u00e9 de acordo com a coloniza\u00e7\u00e3o. Todos os pa\u00edses do Oeste Africano, exceto a Lib\u00e9ria faziam parte de algum imp\u00e9rio Europeu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Alem\u00e3es estiveram l\u00e1 at\u00e9 depois da\u00a0Primeira Guerra Mundial, quando suas col\u00f4nias foram tomadas e impostas sob mandato\u00a0pela Liga das Na\u00e7\u00f5es para a Inglaterra ou a Fran\u00e7a. Depois disso, Portugal, Inglaterra e Fran\u00e7a foram os colonizadores dominantes; a Espanha\u00a0manteve a\u00a0Guin\u00e9 Equatorial. A maioria da \u00c1frica Ocidental tamb\u00e9m pode ser dividida entre os estados de l\u00edngua Inglesa\u00a0e de l\u00edngua Francesa, embora em todos eles as l\u00ednguas locais sejam faladas tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A regi\u00e3o oeste foi a primeira parte da \u00c1frica visitada pelos Europeus. Os Portugu\u00eases lideraram o caminho na explora\u00e7\u00e3o durante os 1400s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles descobriram reinos e comunidades que tinham estabelecido rela\u00e7\u00f5es comerciais com os pa\u00edses Mediterr\u00e2nicos. Esses links foram criados por mercadores \u00c1rabes. Durante tr\u00eas s\u00e9culos, os Europeus conduziram seu\u00a0com\u00e9rcio de escravos principalmente da costa oeste. Milh\u00f5es de Africanos foram transportados nas condi\u00e7\u00f5es mais brutais em todo o Atl\u00e2ntico para as Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comerciantes enviavam seus navios para a costa Oeste Africana para carregar com os escravos, carreg\u00e1-los atrav\u00e9s do Atl\u00e2ntico, e vend\u00ea-los nas Am\u00e9ricas. Os navios ent\u00e3o retornavam com rum, a\u00e7\u00facar, algod\u00e3o, j\u00f3ias, metais preciosos e outros bens. No litoral Africano, os Europeus tinham que comprar os escravos dos comerciantes Africanos. A maioria dos escravos eram prisioneiros de guerra, criminosos, ou advers\u00e1rios dos regimes Africanos. Este com\u00e9rcio\u00a0sequestrou um grande n\u00famero de homens e mulheres jovens de sua terra natal e deslocou\u00a0a sociedade\u00a0por toda a \u00c1frica Ocidental; suas repercuss\u00f5es ainda se fazem sentir hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pa\u00edses da Antiga \u00c1frica Ocidental Francesa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oito na\u00e7\u00f5es modernas foram uma vez parte da \u00c1frica Ocidental Francesa, uma federa\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias Francesas formada em 1904. Estas na\u00e7\u00f5es s\u00e3o Mali, Burkina Faso, N\u00edger, Costa do Marfim, Guin\u00e9, Senegal, Maurit\u00e2nia e Benin. A \u00c1frica Ocidental Francesa abrangia\u00a017% do continente Africano, uma \u00e1rea de quase\u00a070% do tamanho continental dos Estados Unidos e oito vezes a da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sua popula\u00e7\u00e3o era etnicamente diversa e pequena em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua \u00e1rea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, as col\u00f4nias da \u00c1frica Ocidental Francesa foram feitas territ\u00f3rios ultramarinos da Fran\u00e7a, e seu povo eram cidad\u00e3os Franceses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1958, as col\u00f4nias votaram se deveriam ou n\u00e3o permanecer associadas com a Fran\u00e7a em uma comunidade Francesa. Apenas a Guin\u00e9 votou pela independ\u00eancia imediata. Os Franceses, em seguida, sa\u00edram da Guin\u00e9 imediata e completamente, levando todos os equipamentos industriais e agr\u00edcolas do pa\u00eds com eles. Os outros sete pa\u00edses ganharam a independ\u00eancia total em 1960 e mantiveram\u00a0la\u00e7os estreitos com a Fran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das principais diferen\u00e7as entre o dom\u00ednio colonial Franc\u00eas e o Ingl\u00eas\u00a0foi a de que os Africanos foram encorajados a participar na pol\u00edtica Francesa e, depois de 1945, puderam votar nas elei\u00e7\u00f5es Francesas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conseq\u00fcentemente, a\u00a0\u00c1frica Franc\u00f3fona em geral permaneceu mais econ\u00f4mica e politicamente pr\u00f3xima\u00a0para com\u00a0a Fran\u00e7a desde a independ\u00eancia do que t\u00eam os pa\u00edses de l\u00edngua Ingl\u00easa com\u00a0a Gr\u00e3-Bretanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mali, Burkina Faso,<\/strong>\u00a0e<strong>\u00a0N\u00edger<\/strong>\u00a0compartilham o problema comum de\u00a0n\u00e3o terem\u00a0litoral. O Mali e o\u00a0N\u00edger s\u00e3o os pa\u00edses grandes. Mas eles t\u00eam popula\u00e7\u00f5es relativamente pequenas para seu tamanho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os tr\u00eas s\u00e3o pobres, e todos t\u00eam sofrido nos \u00faltimos anos de s\u00eaca. Burkina Faso, que era conhecida como Alto Volta de 1960-1984, tem uma das expectativas de vida mais baixas do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez o mais importante pa\u00eds de l\u00edngua francesa na \u00c1frica Ocidental\u00a0seja a\u00a0<strong>Costa do Marfim<\/strong>\u00a0(C\u00f4te d\u2019Ivoire), que foi um im\u00e3 para os migrantes de seus vizinhos pobres buscando uma maneira melhor de vida at\u00e9 2002, quando a guerra civil levou \u00e0 sua divis\u00e3o em um norte de maioria\u00a0Mu\u00e7ulmana e um sul de maioria Crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Costa do Marfim h\u00e1 muito tempo tem uma das economias mais ricas e diversificadas da \u00c1frica, que foi baseada em suas diversas exporta\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A<strong>\u00a0Guin\u00e9<\/strong>, o pa\u00eds mais ocidental da \u00c1frica, \u00e9 rica em minerais como bauxita, min\u00e9rio de ferro, e diamantes industriais. Ela tem um setor industrial modesto. Mas a agricultura \u00e9 a principal atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O\u00a0<strong>Senegal<\/strong>, a primeira col\u00f4nia Africana da Fran\u00e7a, tamb\u00e9m tem uma economia predominantemente agr\u00edcola. Sua capital, Dakar, \u00e9 um porto l\u00edder Africano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<strong>Maurit\u00e2nia<\/strong>\u00a0\u00e9 um pa\u00eds grande e pouco povoado, que serve como uma ponte entre o Norte da \u00c1frica \u00e1rabe\u00a0e o negro-Africano sul. A maioria de seus habitantes s\u00e3o Mouros Mu\u00e7ulmanos (descendentes de Berberes e \u00c1rabes).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 1975, o Benin foi conhecido como Dahomey. Este nome veio do reino que controlou a regi\u00e3o do s\u00e9culo\u00a017 ao in\u00edcio do s\u00e9culo 19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outras na\u00e7\u00f5es da \u00c1frica Ocidental<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial, a Fran\u00e7a tamb\u00e9m administrou dois ex-territ\u00f3rios Alem\u00e3es na \u00c1frica Ocidental \u2013\u00a0<strong>Togo<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Camar\u00f5es \u2013<\/strong>\u00a0primeiro sob um mandato da Liga das Na\u00e7\u00f5es e depois como territ\u00f3rios de confian\u00e7a\u00a0das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Em ambos os casos, os pa\u00edses foram divididos entre a Gr\u00e3-Bretanha e a\u00a0Fran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brit\u00e2nico-administrado Togo, chamado British Togoland, votou em 1956 para se tornar parte da Costa do Ouro, que em 1957 conquistou a sua independ\u00eancia sob o nome de Ghana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Togoland Franc\u00eas se tornou o pa\u00eds independente do Togo em 1960. Nos Camar\u00f5es, a parte sul dos Camar\u00f5es Brit\u00e2nicos decidiram em 1961 para juntar-se com o territ\u00f3rio Franc\u00eas (que ganhou a independ\u00eancia como os Camar\u00f5es, em 1960) para formar uma rep\u00fablica independente. Os Camar\u00f5es Britanicos do\u00a0Norte\u00a0votaram a favor da fus\u00e3o com a Nig\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Guin\u00e9-Bissau, Cabo Verde<\/strong>\u00a0e<strong>\u00a0S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe<\/strong>, tr\u00eas dos menores\u00a0pa\u00edses Africanos, foram todos uma vez territ\u00f3rios\u00a0Portugu\u00eases. A Guin\u00e9-Bissau conquistou a independ\u00eancia em 1974, e Cabo Verde e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe em 1975. A Guin\u00e9-Bissau \u00e9 composta de uma \u00e1rea continental e de pequenas ilhas, enquanto S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e Cabo Verde s\u00e3o dois pa\u00edses-ilhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mesmo partido pol\u00edtico liderou as\u00a0lutas pela independ\u00eancia de Cabo Verde e da Guin\u00e9-Bissau. Mas os planos para uma eventual unifica\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses foram mais tarde abandonados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<strong>Guin\u00e9 Equatorial<\/strong>, uma vez territ\u00f3rio Espanhol, tornou-se independente em 1968. Ela inclui a \u00e1rea continental do Rio Muni, a ilha de Bioko (antiga Fernando P\u00f3), e v\u00e1rias ilhas menores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora o pa\u00eds tenha importantes dep\u00f3sitos de petr\u00f3leo offshore, a maioria das pessoas continuam muito pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque foi fundada como uma solu\u00e7\u00e3o para os escravos Americanos libertados\u00a0em 1821, a\u00a0<strong>Lib\u00e9ria<\/strong>\u00a0\u00e9 um pa\u00eds Africano que particularmente interessa aos\u00a0Americanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os descendentes dos escravos libertos formaram uma\u00a0sociedade relativamente afluente costeira separada da dos Africanos ind\u00edgenas do interior, e controlaram a economia e o governo por d\u00e9cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A elite Am\u00e9rico-Liberiana foi despojada do poder em 1980, e a Lib\u00e9ria mais tarde se tornou uma fonte de instabilidade na regi\u00e3o da floresta tropical da \u00c1frica Ocidental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 algumas semelhan\u00e7as entre a Lib\u00e9ria e\u00a0<strong>Serra Leoa<\/strong>. Os oponentes Brit\u00e2nicos da escravid\u00e3o fundaram\u00a0a \u00faltima em 1787 como um ref\u00fagio para os escravos libertados. Novamente, os descendentes dos escravos, conhecidos como Crioulos, mantiveram-se uma comunidade separada. A maioria deles vivia perto da capital, Freetown, e o seu contato com os povos do interior era t\u00eanue e muitas vezes hostil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Serra Leoa\u00a0ganhou a independ\u00eancia total em 1961.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais setentrional dos antigos territ\u00f3rios Brit\u00e2nicos \u00e9\u00a0<strong>Gambia<\/strong>, que ganhou sua independ\u00eancia em 1965. Este pequeno pa\u00eds, constitu\u00eddo por uma estreita e baixa faixa\u00a0de terra em ambos os lados do Rio G\u00e2mbia, foi a primeira col\u00f4nia Brit\u00e2nica em toda a \u00c1frica. Exceto para o Oceano Atl\u00e2ntico a oeste, G\u00e2mbia \u00e9 cercada pelo Senegal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois principais estados falantes do Ingl\u00eas\u00a0da \u00c1frica Ocidental s\u00e3o, sem d\u00favida,\u00a0<strong>Ghana<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Nig\u00e9ria<\/strong>. Em 1957, Ghana foi a primeira col\u00f4nia Brit\u00e2nica Africana para conquistar a independ\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Nig\u00e9ria \u00e9 o pa\u00eds mais populoso da \u00c1frica. N\u00e3o s\u00f3 \u00e9 um grande pa\u00eds, mas seu povo tamb\u00e9m forma bastantes diferentes comunidades \u00e9tnicas. Muitas delas foram\u00a0inimigas no passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi apenas por conveni\u00eancia administrativa que a Gr\u00e3-Bretanha as reuniu em 1914 e criou uma Nig\u00e9ria que nunca havia existido. Os principais grupos s\u00e3o os Hausa e os Fulani do norte, quase todos\u00a0 Mu\u00e7ulmanos; os Yoruba do sudoeste, com religi\u00f5es mistas, e os Ibo do leste, muitos dos quais s\u00e3o Crist\u00e3os. A economia da Nig\u00e9ria \u00e9\u00a0a maior da \u00c1frica negra.\u00a070% da for\u00e7a de trabalho est\u00e1 envolvida na agricultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas as exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo, que come\u00e7aram poucos anos depois da Nig\u00e9ria conquistar a independ\u00eancia em 1960,\u00a0prov\u00eaem quase todas\u00a0as divisas do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Regi\u00e3o Central<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi no centro do continente que os v\u00e1rios imp\u00e9rios europeus da \u00c1frica reuniram-se mutuamente. A regi\u00e3o j\u00e1 foi constitu\u00edda de territ\u00f3rios belgas, franceses e brit\u00e2nicos. Hoje, a \u00c1frica Central consiste na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (antigo Congo Belga, chamado Zaire 1971-1997); os ex-territ\u00f3rios equatoriais franceses\u00a0do Gab\u00e3o, Rep\u00fablica do Congo, a Rep\u00fablica Central Africana, e o Chade; e os ex- territ\u00f3rios britanicos\u00a0da Z\u00e2mbia e do Malawi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Grande parte desta \u00e1rea central \u00e9 parte do principal\u00a0plat\u00f4 Africano. As exce\u00e7\u00f5es s\u00e3o a bacia do grande Rio Congo, as costas do Gab\u00e3o e da Rep\u00fablica do Congo, e as montanhas do Malawi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda esta \u00e1rea \u00e9 uma das nitidamente contrastantes em riqueza e pobreza. Os grandes e diversificados\u00a0dep\u00f3sitos minerais da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, o cobre e outros min\u00e9rios na Z\u00e2mbia, os diamantes na Rep\u00fablica Centro Africana, e o petr\u00f3leo no Gab\u00e3o, na Rep\u00fablica do Congo, e no\u00a0Chade proporcionam a estes pa\u00edses grande potencial de riqueza. At\u00e9 o momento, no entanto, os lucros destes recursos t\u00eam, em geral beneficiado poucos, e a maioria dos habitantes da regi\u00e3o ganham a vida como agricultores de subsist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Grande parte do norte do Malawi e do Chad est\u00e3o na zona subsaariana, onde n\u00e3o h\u00e1 praticamente nenhuma terra f\u00e9rtil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As Na\u00e7\u00f5es da \u00c1frica Central<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<strong>Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo<\/strong>\u00a0\u00e9 \u00e0s vezes chamada Congo (Kinshasa) para distingui-la da vizinha Rep\u00fablica do Congo, ou Congo (Brazzaville). Cerca de 25%\u00a0do tamanho dos Estados Unidos, \u00e9 o terceiro maior pa\u00eds (depois do Sud\u00e3o e Arg\u00e9lia)\u00a0na \u00c1frica. \u00c9 atravessada pelo Equador no centro da \u00c1frica, encontrando-se tanto no Hemisf\u00e9rio Norte como no\u00a0Hemisf\u00e9rio Sul e na fronteira com nove na\u00e7\u00f5es diferentes.\u00a0Esteve uma vez sob o comando pessoal do Rei Leopoldo II da B\u00e9lgica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas as revela\u00e7\u00f5es das brutalidades usadas para for\u00e7ar os Africanos a produzirem borracha para a empresa de Leopold chocaram o mundo, e levaram o governo Belga\u00a0a assumir o controle do pa\u00eds em 1908.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (antigo Zaire) ganhou a independ\u00eancia em 1960.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quatro pa\u00edses localizados na \u00c1frica Central j\u00e1 foram col\u00f4nias Francesas, constituindo o que costumava ser chamada a\u00a0\u00c1frica Equatorial Francesa. Todos os quatro \u2013\u00a0<strong>Gab\u00e3o, Rep\u00fablica do Congo,<\/strong>\u00a0a<strong>\u00a0Rep\u00fablica Central Africana,<\/strong>\u00a0e o<strong>\u00a0Chad<\/strong>\u00a0\u2013 ganharam\u00a0a independ\u00eancia total da Fran\u00e7a em 1960.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos de seus povos s\u00e3o agricultores de subsist\u00eancia que vivem em pequenas aldeias em clareiras da floresta ao longo da costa ou nas margens de um dos muitos rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O gado pasta na savana sul alastrando-se do Chade. Mas grande parte da \u00e1rea est\u00e1 infestada de moscas ts\u00e9-ts\u00e9 e, portanto, tem poucas cabe\u00e7as de gado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas pessoas ainda se apegam ao seu modo de vida tradicional nas montanhas densamente florestadas do interior, que oferecem um contraste gritante com o \u00e1rido e praticamente inabitado norte do Chade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m na \u00c1frica Central\u00a0est\u00e3o os antigos territ\u00f3rios brit\u00e2nicos da Z\u00e2mbia e Malawi.\u00a0<strong>Z\u00e2mbia<\/strong>, de longe o maior dos dois, \u00e9 quase 6,5 vezes o tamanho do Malawi. Este pa\u00eds sem litoral, uma vez conhecido como Rod\u00e9sia do Norte, ganhou sua independ\u00eancia em 1964. A gigantesca\u00a0Barragem Kariba e as Cataratas\u00a0Victoria (maior cachoeira do mundo) est\u00e3o localizadas no Rio Zambezi, na fronteira Z\u00e2mbia-Zimb\u00e1bue. A popula\u00e7\u00e3o etnicamente diversificada do pa\u00eds \u00e9 principalmente de origem Bantu. A maioria das pessoas s\u00e3o Crist\u00e3s ou praticam as tradicionais religi\u00f5es\u00a0Africanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A na\u00e7\u00e3o possui uma das maiores taxas de crescimento populacional do mundo. O\u00a0<strong>Malawi<\/strong>, anteriormente conhecido como Niassal\u00e2ndia, tamb\u00e9m ganhou a sua independ\u00eancia em 1964. Um pa\u00eds pequeno e montanhoso, sem recursos minerais importantes, tem uma economia baseada na agricultura e tradicionalmente fornece trabalhadores\u00a0para as minas da \u00c1frica do Sul e Z\u00e2mbia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Regi\u00e3o Leste<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta regi\u00e3o inclui a Eti\u00f3pia, Eritreia, Som\u00e1lia, Djibouti, Ruanda, Burundi, Uganda, Qu\u00eania e Tanz\u00e2nia. \u00c9 uma \u00e1rea de litoral estreito subindo para altos planaltos, quebrados por numerosos lagos e montanhas elevadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria de seu povo v\u00eam do estiramento de\u00a0l\u00edngua Bantu, especialmente nas \u00e1reas do sul. Mas no norte\u00a0est\u00e1 um grande bloco de povos de l\u00edngua Cushitica, especialmente os Oromos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os povos de lingua Cushitica e Nilotica\u00a0 tamb\u00e9m s\u00e3o intercalados entre os Bantu dominantes mais ao sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem tamb\u00e9m algumas comunidades pequenas cujos membros continuam a viver como os primeiros seres humanos, da ca\u00e7a e da coleta de frutos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem centenas de diferentes comunidades \u00e9tnicas na \u00c1frica Oriental, cada uma falando sua pr\u00f3pria l\u00edngua, embora o\u00a0Sua\u00edli esteja se tornando uma linguagem comum na parte sul da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A faixa costeira teve uma hist\u00f3ria muito distinta da do interior. A costa\u00a0foi parte da \u00e1rea de com\u00e9rcio\u00a0do Oceano \u00cdndico durante muitos s\u00e9culos, embora ela\u00a0recebesse muitos dos seus bens comerciais dos povos do interior. Este interesse na negocia\u00e7\u00e3o seduziu \u00c1rabes, comerciantes Asi\u00e1ticos, e Portugu\u00eases para visitar a costa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos \u00c1rabes e povos do subcontinente Indiano se\u00a0estabeleceram na \u00c1frica Oriental. Desde o in\u00edcio do s\u00e9culo 20, eles foram juntados pelos Europeus, que encontraram terreno f\u00e9rtil, especialmente no Qu\u00eania.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a era colonial, os limites atuais da maioria dos modernos pa\u00edses Africanos foram desenhados de acordo com os interesses Europeus, cortando do outro lado dos\u00a0grupos \u00e9tnicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As Na\u00e7\u00f5es da \u00c1frica Oriental<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<strong>Eti\u00f3pia<\/strong>\u00a0tem desempenhado um papel especial na hist\u00f3ria Africana. \u00c9 o mais antigo estado independente continuamente no continente, e assim passou a simbolizar a p\u00e1tria Africana para muitos negros em outras partes do mundo, especialmente nos Estados Unidos e no Caribe. A maioria dos\u00a0Et\u00edopes falam Am\u00e1rico ou Oromo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos deles praticam a forma Copta do Cristianismo, embora existam tamb\u00e9m muitos Mu\u00e7ulmanos. Addis Abeba, a capital e principal cidade da Eti\u00f3pia, serve como sede para muitas organiza\u00e7\u00f5es inter-Africanas, como a Uni\u00e3o Africana, que substituiu a Organiza\u00e7\u00e3o da Unidade Africana (OUA) em 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<strong>Eritreia<\/strong>\u00a0votou sua pr\u00f3pria\u00a0independ\u00eancia da Eti\u00f3pia em 1993, ap\u00f3s 30 anos de guerra civil. Localizada ao longo da costa do Mar Vermelho, a Eritr\u00e9ia foi uma col\u00f4nia Italiana de 1890-1941.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi ent\u00e3o administrada pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas pela Gr\u00e3-Bretanha at\u00e9 1952, quando a ONU concordou em feder\u00e1-la com a Eti\u00f3pia. A Eti\u00f3pia formalmente anexou a Etritreia\u00a0em 1962, e uma longa luta armada pela independ\u00eancia come\u00e7ou. A popula\u00e7\u00e3o predominantemente do Tigre \u00e9 igualmente dividida entre Mu\u00e7ulmanos e Crist\u00e3os Ortodoxos Et\u00edopes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os montanheses predominantemente Crist\u00e3os s\u00e3o na sua maioria agricultores, enquanto que muitos dos habitantes da plan\u00edcie de maioria Mu\u00e7ulmana s\u00e3o pastores n\u00f4mades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A independente\u00a0<strong>Som\u00e1lia<\/strong>\u00a0foi criada em 1960. Ela reuniu os \u00cdtalo-administrados Territ\u00f3rio de Confian\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas da Som\u00e1lia e o Protetorado Brit\u00e2nico da Somalil\u00e2ndia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos Somalis s\u00e3o pastores n\u00f4mades que t\u00eam la\u00e7os muito fortes com outros Somalis que vivem nos pa\u00edses vizinhos da Eti\u00f3pia, Qu\u00eania e Djibouti.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O\u00a0<strong>Djibouti<\/strong>\u00a0(anteriormente o Territ\u00f3rio Franc\u00eas dos Afars e dos Issas; antes disso, conhecido como a\u00a0Somalilandia Franc\u00easa) ganhou a sua independ\u00eancia em 1977, apesar das conflitantes reivindica\u00e7\u00f5es Et\u00edopes e Somalis. Um pequeno pa\u00eds do tamanho de New Hampshire (EUA), o\u00a0Djibouti est\u00e1 localizado na costa leste do continente, ao norte do Chifre da\u00a0\u00c1frica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A popula\u00e7\u00e3o \u00e9 composta de dois grupos \u2013 os Afars do norte e os Issas\u00a0do sul que falam o Somali \u2013\u00a0a maioria\u00a0dos quais s\u00e3o Mu\u00e7ulmanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ruanda<\/strong>\u00a0e<strong>\u00a0Burundi<\/strong>\u00a0faziam parte da \u00c1frica Oriental Alem\u00e3 at\u00e9 depois da Primeira Guerra Mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles foram ent\u00e3o colocados sob um mandato da Liga das Na\u00e7\u00f5es como o territ\u00f3rio Belga-administrado de Ruanda-Urundi.\u00a0As pr\u00e1ticas coloniais Belgas\u00a0alimentaram as tens\u00f5es entre a minoria Tutsi e a maioria Hutu, que j\u00e1 haviam coexistido relativamente pacificamente em um sistema feudal baseado na propriedade do gado. Em 1962, Ruanda e Burundi tornaram-se dois estados separados, com uma uni\u00e3o aduaneira entre eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta uni\u00e3o foi finalizada em 1964, e cada pa\u00eds tem desde ent\u00e3o\u00a0seguido\u00a0o seu pr\u00f3prio caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qu\u00eania<\/strong>\u00a0e<strong>\u00a0Uganda<\/strong>\u00a0foram unidos sob o controle do governo brit\u00e2nico como o Protetorado da \u00c1frica Oriental em 1895. Uganda j\u00e1 foi governada por quatro diferentes e poderosos reinos Africanos, que mantiveram alguma autonomia quando Uganda ganhou a independ\u00eancia em 1962. Sob o\u00a0dom\u00ednio Brit\u00e2nico\u00a0\u2013 os Altiplanos Brancos \u2013\u00a0uma \u00e1rea de terra f\u00e9rtil do alto patamar do Qu\u00eania \u2013 foi reservada para o uso dos colonos brancos. Enquanto isso, os colonos Asi\u00e1ticos (trazidos l\u00e1 da \u00cdndia pelos Brit\u00e2nicos para construir uma ferrovia da cidade costeira de Mombasa para o Lago\u00a0Victoria) passaram a controlar grande parte do com\u00e9rcio em toda a regi\u00e3o. Jomo Kenyatta, primeiro presidente do Qu\u00eania, desafiou o\u00a0privil\u00e9gio branco e levou a na\u00e7\u00e3o \u00e0 independ\u00eancia em 1963.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<strong>Tanz\u00e2nia<\/strong>\u00a0\u00e9 um estado federal, formada pela uni\u00e3o da Tanganica e da ilha de Zanzibar, em 1964. A Tanganica (hoje Tanz\u00e2nia continental) foi uma colonia Alem\u00e3 at\u00e9 o final da Primeira Guerra Mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tornou-se um mandato da Liga das Na\u00e7\u00f5es e em seguida, um territ\u00f3rio sob tutela da ONU,\u00a0ambos sob a administra\u00e7\u00e3o Brit\u00e2nica e tornou-se independente em 1961. A ilha de Zanzibar,\u00a0sob seu sultanato \u00c1rabe, dominou a costa Leste Africana durante o s\u00e9culo 19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela eventualmente\u00a0se tornou um protetorado Brit\u00e2nico que ganhou a independ\u00eancia em 1963. Em 1964, sua popula\u00e7\u00e3o Africana se revoltou contra o dom\u00ednio \u00c1rabe e expulsou o sult\u00e3o. A Tanganica ofereceu uma uni\u00e3o, que foi aceita, apesar de a ilha ainda manter a sua cultura Mu\u00e7ulmana e muita autonomia local. A Tanz\u00e2nia continental \u00e9 o lar de mais de 100 grupos \u00e9tnicos distintos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu povo s\u00e3o na sua maioria agricultores de subsist\u00eancia, cultivando o pr\u00f3prio alimento, fazendo suas pr\u00f3prias roupas e abrigos, e raramente negociando uns com os outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Regi\u00e3o Sul<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pa\u00edses inclu\u00eddos na regi\u00e3o sul s\u00e3o \u00c1frica do Sul, Nam\u00edbia (antigo Sudoeste Africano), Lesoto, Suazil\u00e2ndia, Botswana, Zimbabwe (antiga Rod\u00e9sia), Mo\u00e7ambique, Angola, e as na\u00e7\u00f5es-ilha de Madag\u00e1scar, Maur\u00edcias, Seychelles, e Comores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muitas dessas na\u00e7\u00f5es tinham, at\u00e9 recentemente, uma caracter\u00edstica em comum:\u00a0<\/strong>elas foram dominadas pela popula\u00e7\u00e3o da \u00c1frica\u00a0do Sul de\u00a0minoria branca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses pa\u00edses formavam a fortaleza do sul de controle branco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira rachadura nesse reduto veio quando Mo\u00e7ambique e Angola conquistaram sua independ\u00eancia de Portugal em 1975.\u00a0A seguinte veio quando a Rod\u00e9sia, em 1980, tornou-se a na\u00e7\u00e3o independente do Zimbabwe sob o governo de maioria negra. Em Abril de 1994, a\u00a0\u00c1frica do Sul realizou memor\u00e1veis\u00a0elei\u00e7\u00f5es nacionais multirraciais, pondo fim a s\u00e9culos de domina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica branca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00c1frica do Sul continua a ser a pot\u00eancia economica dominante do sul da \u00c1frica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quase todas as importa\u00e7\u00f5es e exporta\u00e7\u00f5es de Botswana, Lesoto, e Suazil\u00e2ndia passam pela \u00c1frica do Sul, que \u00e9 o principal parceiro de uma uni\u00e3o aduaneira que inclui estes tr\u00eas pa\u00edses e a\u00a0Nam\u00edbia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00c1frica do Sul tamb\u00e9m lida com mais da metade do com\u00e9rcio exterior da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, Z\u00e2mbia, Malawi e Zimbabwe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A s\u00eaca e a\u00a0AIDS t\u00eam tido um impacto devastador sobre a economia regional nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As Na\u00e7\u00f5es da \u00c1frica Austral<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<strong>\u00c1frica do Sul<\/strong>\u00a0foi o primeiro territ\u00f3rio do continente a ser colonizado\u00a0pelos Europeus. Quando os Holandeses, em 1652, estabeleceram a sua esta\u00e7\u00e3o\u00a0terminal no Cabo da Boa Esperan\u00e7a para\u00a0os veleiros navegando\u00a0para a \u00c1sia, eles encontraram apenas uns poucos\u00a0Khoikhoi (anteriormente chamados Hotentotes) e San (anteriormente chamados Bosqu\u00edmanos) na pen\u00ednsula. As comunidades Africanas j\u00e1 tinham feito suas casas em outras partes da \u00c1frica. Mas estas estavam longe de ser o Cabo da Boa Esperan\u00e7a. Por quase 300 anos, a colonia Holandesa cresceu, e muitos Franceses, Alem\u00e3es e Brit\u00e2nicos tamb\u00e9m se estabeleceram l\u00e1. Os la\u00e7os com a Holanda foram finalmente quebrados, e os Europeus desenvolveram sua pr\u00f3pria l\u00edngua, o Afrikaans, e sua pr\u00f3pria cultura. A partir do s\u00e9culo 18 em diante, v\u00e1rias formas de contato, muitas vezes violento, ocorreram entre Africanos e Europeus na \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Afrikaners tradicionalmente abrigavam uma sensa\u00e7\u00e3o de exclusividade racial que solidificou-se em uma pol\u00edtica oficial conhecida como apartheid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pa\u00eds que eles controlavam se tornou rico e poderoso em termos Africanos. Sua riqueza foi originalmente baseada na descoberta de diamantes em 1867 e do ouro em 1884.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos outros minerais j\u00e1 foram encontrados, e o pa\u00eds tem muita terra rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o fator principal respons\u00e1vel por transformar a \u00c1frica do Sul a partir de um vilarejo rural atrasado em uma pot\u00eancia industrial foi o uso da riqueza adquirida com minerais para o desenvolvimento industrial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<strong>Nam\u00edbia<\/strong>, anteriormente chamada de Sudoeste Africano, \u00e9 um pa\u00eds\u00a0s\u00eaco que produz quantidades importantes de diamantes e tem muitos outros recursos minerais. Aproximadamente 88% dos seus habitantes s\u00e3o negros Africanos, que viviam sob condi\u00e7\u00f5es opressivas semelhantes aos dos negros Sul-africanos. Em 1920,\u00a0a ex-Alem\u00e3 \u00c1frica\u00a0do Sudoeste\u00a0tornou-se um mandato da Liga das Na\u00e7\u00f5es administrado pela \u00c1frica do Sul. Apesar da press\u00e3o constante da ONU, os governos Sul-Africanos recusaram-se a submeter \u00e0 autoridade da ONU. Em 1968, a ONU mudou o nome do pa\u00eds para a Nam\u00edbia e reclamou-a como um territ\u00f3rio tutelado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a \u00c1frica do Sul se recusou a reconhecer a a\u00e7\u00e3o. Um movimento de liberta\u00e7\u00e3o ent\u00e3o\u00a0come\u00e7ou no territ\u00f3rio. A \u00c1frica do Sul finalmente concordou, em princ\u00edpio, para deixar a Nam\u00edbia se tornar independente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas as negocia\u00e7\u00f5es arrastaram-se at\u00e9 que um acordo foi alcan\u00e7ado no final de 1988. A independ\u00eancia total\u00a0veio em 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O<strong>\u00a0Lesotho<\/strong>\u00a0sem litoral,<strong>\u00a0Suazil\u00e2ndia,<\/strong>\u00a0e<strong>\u00a0Botswana<\/strong>\u00a0foram chamados Territ\u00f3rios do\u00a0Alto Comissariado Britanico\u00a0at\u00e9 que se tornaram independentes \u2013 a\u00a0Suazil\u00e2ndia em 1968, os outros em 1966.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Lesotho \u00e9 um pa\u00eds pequeno e\u00a0montanhoso que tem tido pouco desenvolvimento econ\u00f4mico. Praticamente todas as pessoas s\u00e3o Basuto, um povo de l\u00edngua Bantu. A Suazil\u00e2ndia tem valioso\u00a0amianto, ferro e outros dep\u00f3sitos minerais. A maioria das pessoas s\u00e3o Swazi, um povo de l\u00edngua Bantu. Botswana (anteriormente Bechuanaland) \u00e9 uma das na\u00e7\u00f5es mais escassamente povoadas do mundo. Cerca de\u00a070% do pa\u00eds fazem parte do Deserto do Kalahari. O povo Tswana\u00a0predominantemente de l\u00edngua Bantu est\u00e1 envolvido principalmente na agricultura de subsist\u00eancia e na pecu\u00e1ria. A falta de \u00e1gua \u00e9 um handicap.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a minera\u00e7\u00e3o tem ajudado a transformar a economia p\u00f3s-independ\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Maur\u00edcios<\/strong>\u00a0e<strong>\u00a0Seychelles<\/strong>, ambas pequenas na\u00e7\u00f5es-ilhas, eram possess\u00f5es\u00a0Francesas e depois\u00a0Brit\u00e2nicas. Maur\u00edcio foi definitivamente\u00a0colonizado pelos Franceses em 1721. Sob\u00a0os Brit\u00e2nicos, os trabalhadores da \u00cdndia substitu\u00edram os\u00a0escravos libertos do Leste Africano nas planta\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00facar da ilha. Seychelles tamb\u00e9m tem uma popula\u00e7\u00e3o mista descendente\u00a0de Europeus, Africanos, e\u00a0Asi\u00e1ticos que \u00e9 dependente do turismo e dos produtos do c\u00f4co para a sobreviv\u00eancia economica. Maur\u00edcio se tornou independente em 1968, Seychelles, em 1976.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As quatro ilhas e muitas\u00a0ilhotas das\u00a0<strong>Comores<\/strong>\u00a0est\u00e3o localizadas no Oceano \u00cdndico, entre o continente Africano e Madagascar. As ilhas declararam unilateralmente sua independ\u00eancia da Fran\u00e7a em 1975, embora os habitantes de uma das ilhas, Mayotte, votaram em 1976 para continuar a fazer parte da Fran\u00e7a. As ilhas\u00a0escarpadas e severamente desgastadas t\u00eam poucos recursos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma grande porcentagem da popula\u00e7\u00e3o predominantemente Mu\u00e7ulmana, que \u00e9 de ascend\u00eancia Africana, Malgaxe, e \u00c1rabe misturados, vive no exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Angola<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Mo\u00e7ambique<\/strong>\u00a0eram prov\u00edncias ultramarinas de Portugal. Os Portugu\u00eases estabeleceram-se em Angola no in\u00edcio do s\u00e9culo 15, e em Mo\u00e7ambique no s\u00e9culo 16. Angola\u00a0foi o centro do com\u00e9rcio de escravos Portugu\u00eas por 300 anos. Em ambos os pa\u00edses, anos de guerra civil precederam a\u00a0independ\u00eancia, que foi ganha em 1975 ap\u00f3s uma reviravolta pol\u00edtica em Portugal que abriu o caminho para a independ\u00eancia. Os conflitos armados continuaram em ambos os pa\u00edses ap\u00f3s a independ\u00eancia, danificando seriamente suas respectivas economias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois pa\u00edses s\u00e3o predominantemente agr\u00edcolas, embora Angola tenha tamb\u00e9m grande riqueza mineral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Zimbabwe<\/strong>, o local das ru\u00ednas mais impressionantes da Idade do Ferro\u00a0na \u00c1frica, era anteriormente chamado Rod\u00e9sia do Sul, ent\u00e3o Rod\u00e9sia (1963-1978), e depois brevemente Zimbabwe Rod\u00e9sia. Ficou sob o controle da\u00a0British South Africa Company de Cecil Rhodes\u00a0ap\u00f3s o sucesso\u00a0das guerras\u00a0 com as duas principais comunidades Africanas, os Ndbele e os\u00a0Shona. A carta da empresa expirou em 1932, e o governo Brit\u00e2nico ofereceu aos colonos Europeus as alternativas de incorpora\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0\u00c1frica do Sul ou o dom\u00ednio Brit\u00e2nico. Eles aceitaram o \u00faltimo, e a\u00a0Rod\u00e9sia do Sul se tornou uma col\u00f4nia Brit\u00e2nica com um grau incomum de controle local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora nunca tivesse havido uma barragem de cor absoluta na pol\u00edtica,\u00a0poucos Africanos eram\u00a0capazes de se qualificar para a vota\u00e7\u00e3o, e o poder estava nas m\u00e3os da pequena minoria de Europeus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando a Gr\u00e3-Bretanha insistiu que a independ\u00eancia da Rod\u00e9sia aguardava a vinda de um sistema mais democr\u00e1tico, o governo Rhodesiano declarou unilateralmente o pa\u00eds independente em 1965.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1979, a comunidade internacional, grupos guerrilheiros nacionalistas negros com sede em pa\u00edses vizinhos, e v\u00e1rios governos come\u00e7aram a pressionar a\u00a0Rod\u00e9sia para conceder\u00a0um governo\u00a0de maioria Africana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como resultado, a lideran\u00e7a branca e os\u00a0l\u00edderes nacionalistas negros sem v\u00ednculos com a guerrilha com sede no estrangeiro redigiram uma nova Constitui\u00e7\u00e3o permitindo o governo de maioria negra com garantias para a minoria branca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A guerrilha continuou, e a Inglaterra ajudou a organizar um cessar-fogo no final de 1979 em que o Zimbabwe \/ Rod\u00e9sia reverteriam para o estado de uma col\u00f4nia Brit\u00e2nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s novas elei\u00e7\u00f5es em que todos os grupos participaram, a Rod\u00e9sia reconquistou a independ\u00eancia em 1980 como a nova na\u00e7\u00e3o negro-governada do Zimbabwe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pa\u00eds de\u00a0<strong>Madagascar<\/strong>\u00a0\u00e9 composto da ilha de Madagascar (a quarta maior ilha do mundo) e uma s\u00e9rie de ilhas menores nas proximidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Localizado no Oceano \u00cdndico ao largo da costa sudeste da \u00c1frica,\u00a0ele ganhou a independ\u00eancia da Fran\u00e7a em 1960. As pessoas s\u00e3o de ascend\u00eancia mista\u00a0Malaio-Polin\u00e9sia,\u00a0negro Africana, e \u00c1rabe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por causa do isolamento geogr\u00e1fico de Madag\u00e1scar, ela tem uma enorme variedade de plantas e animais que n\u00e3o s\u00e3o encontrados em nenhum outro lugar do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ilha de\u00a0<strong>Reuni\u00e3o<\/strong>, na costa de Madagascar, tamb\u00e9m \u00e9 considerada parte da \u00c1frica Austral. \u00c9 um departamento ultramarino da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0finca.org\/sph.unc.edu\/www.uwo.ca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Continente Africano &#8211; Hist\u00f3ria A\u00a0\u00c1frica\u00a0\u00e9 um continente enorme de variedade infinita. \u00c9 o segundo-maior continente do mundo. Apenas a \u00c1sia \u00e9 maior\u00a0em \u00e1rea. A \u00c1frica \u00e9 t\u00e3o grande que as massas dos Estados Unidos, Europa, \u00cdndia e Jap\u00e3o poderiam caber nela e ainda haveria uma abund\u00e2ncia de espa\u00e7o vazio deixado. 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