{"id":39914,"date":"2016-06-02T13:43:23","date_gmt":"2016-06-02T13:43:23","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=39914"},"modified":"2023-11-24T15:06:06","modified_gmt":"2023-11-24T17:06:06","slug":"guine-bissau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/guine-bissau","title":{"rendered":"Guin\u00e9-Bissau"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nome oficial:<\/strong>\u00a0Rep\u00fablica da Guin\u00e9-Bissau<br \/>\n<strong>\u00c1rea:\u00a0<\/strong>36.125 km \u00b2<br \/>\n<strong>Capital:\u00a0<\/strong>Bissau<br \/>\n<strong>Principais cidades:<\/strong>\u00a0Bissau<br \/>\n<strong>L\u00edngua oficial:<\/strong>\u00a0Portugu\u00eas e crioulo da Guin\u00e9-Bissau<strong><br \/>\nPrincipais religi\u00f5es:<\/strong>\u00a0cren\u00e7as ind\u00edgenas, islamismo, cristianismo<br \/>\n<strong>Moeda:\u00a0<\/strong>Franco CFA<br \/>\n<strong>Dia Nacional:\u00a0<\/strong>24 de setembro \u2013 Dia da Independ\u00eancia<\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>A terra agora conhecida como\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0foi o reino de Gabu, que era parte do imp\u00e9rio Mali maior. Depois de 1546 Gab\u00fa tornou-se mais aut\u00f4noma, e pelo menos partes do reino existiu at\u00e9 1867.<\/p>\n<p>O primeiro europeu a encontrar\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0foi o explorador Portugu\u00eas Nuno Trist\u00e3o em 1446; colonos em ilhas de Cabo Verde obteve os direitos comerciais no territ\u00f3rio, e tornou-se um centro de com\u00e9rcio de escravos Portugu\u00eas. Em 1879, a prop\u00f3sito das ilhas foi quebrado.<\/p>\n<p>O Partido Africano para a<strong>\u00a0Independ\u00eancia da Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0e Cabo Verde (outra col\u00f4nia Portugu\u00eas) foi fundada em 1956, ea guerra de guerrilha dos nacionalistas cresceu cada vez mais eficaz.<\/p>\n<p>Em 1974 os rebeldes controlavam a maior parte do campo, onde formaram um governo que foi logo reconhecida por dezenas de pa\u00edses.<\/p>\n<p>O golpe militar em Portugal em Abril de 1974 animou as perspectivas de liberdade e, em agosto, o governo de Lisboa, assinado um acordo concedendo independ\u00eancia \u00e0 prov\u00edncia.<\/p>\n<p>A nova rep\u00fablica tomou o nome de\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau.<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau\u00a0<\/strong>foi ocupado e colonizado por Portugal em 1446 para 1974. Desde a independ\u00eancia at\u00e9 1994, \u00e9 governado por um partido \u00fanico, e Jo\u00e3o Bernardo Vieira instala o sistema multipartid\u00e1rio.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0fez parte do imp\u00e9rio de Mali quando os portugueses tiveram o primeiro contato com as costas deste pa\u00eds em 1440. Estes n\u00e3o ficariam com o controle do interior do pa\u00eds at\u00e9 1915.<\/p>\n<p>Os portugueses n\u00e3o se resignaram a deixar o poder, e os guineos tiveram que lutar a guerra de liberta\u00e7\u00e3o mais prolongada da \u00c1frica.<\/p>\n<p>Embora os rebeldes do Partido Africano para a Liberta\u00e7\u00e3o de Guin\u00e9 e Cabo Verde declararam unilateralmente a independ\u00eancia em 1973, n\u00e3o foi at\u00e9 a morte do ditador Salazar em 1974 que Portugal se resignou a abandonar o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Amilcar Cabral, l\u00edder dos independentistas, foi assassinado seis meses antes de lograr a independ\u00eancia e substituido pelo seu meio irm\u00e3o Luis Cabral, que convirteu-se no primeiro presidente do novo pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s falidos intentos de lograr a uni\u00e3o de Cabo Verde e\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>, Cabral foi destituido pelo primeiro ministro, Bernardo Vieira, que pegou o mando do pa\u00eds com determina\u00e7\u00e3o e independ\u00eancia.<\/p>\n<p>Em 1991, ap\u00f3s muitos anos de governo uni-partidista, Vieira autorizou a cria\u00e7\u00e3o de partidos de oposi\u00e7\u00e3o, e em 1994 realizaram-se elei\u00e7\u00f5es presidenciais, que foram ganhas por Vieira.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0foi em tempos o reino de Gab\u00fa (Kansal\u00e1), parte do Imp\u00e9rio do Mali. Certas partes do reino viriam a sobreviver at\u00e9 ao s\u00e9culo XVIII. Mas o primeiro imp\u00e9rio a invadir o territ\u00f3rio foi o do Gana, por volta do s\u00e9culo V. Apesar de animistas, os invasores estabeleceram rela\u00e7\u00f5es amistosas com os \u00e1rabes do Magreb e foram tolerantes com o islamismo.<\/p>\n<p>Alguns foram convertidos \u00e0 religi\u00e3o mu\u00e7ulmana e apelidados de almor\u00e1vidas. Estes, no s\u00e9culo XI, empreenderam uma \u201cguerra santa\u201d a partir do Senegal, tendo-se expandido at\u00e9 \u00e0 Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica.<\/p>\n<p>Acabaram por destruir o imp\u00e9rio do Gana e libertaram muitos povos que estavam dominados, como os Mandingas, os quais iriam invadir o atual territ\u00f3rio da Guin\u00e9 no s\u00e9culo XIII.<\/p>\n<p>Nesse mesmo s\u00e9culo XIII, chegam a esta regi\u00e3o da costa ocidental de \u00c1frica os povos Naulu e Landurna, na sequ\u00eancia do decl\u00ednio do imp\u00e9rio do Gana.<\/p>\n<p>\u00c9 j\u00e1 no s\u00e9culo XIV que esta zona passa a integrar o vasto imp\u00e9rio do Mali.<\/p>\n<p>Os portugueses chegaram \u00e0 atual Guin\u00e9 em 1446 na sua explora\u00e7\u00e3o da Costa Africana.<\/p>\n<p>O conceito de Guin\u00e9 do s\u00e9culo XV era muito amplo uma vez que abrangia grande parte da \u00c1frica Ocidental a Sul do Cabo do Bojador, que tinha sido dobrado em 1434 por Gil Eanes.<\/p>\n<p>Em 1466, a Coroa portuguesa concedeu a administra\u00e7\u00e3o da Guin\u00e9, desde o Rio Senegal at\u00e9 \u00e0 Serra Leoa, com excep\u00e7\u00e3o das ilhas de Arguim aos capit\u00e3es de Cabo Verde. Os espanh\u00f3is tentaram, em v\u00e3o, conquistar esta regi\u00e3o at\u00e9 se assinar o Tratado de Alc\u00e1\u00e7ovas em 1480.<\/p>\n<p>No segundo quartel do s\u00e9culo XVI h\u00e1 uma grande interven\u00e7\u00e3o da pirataria e traficantes franceses, a que se seguiram os ingleses. Durante a dinastia filipina em Portugal (1580-1640) aparecem tamb\u00e9m os holandeses.<\/p>\n<p>A primeira povoa\u00e7\u00e3o a ser criada foi Cacheu, em 1588, que se tornou mais tarde na sede das primeiras autoridades coloniais de nomea\u00e7\u00e3o r\u00e9gia \u2013 os capit\u00e3es-mor. Cacheu, depois da Cidade Velha na ilha de Santiago em Cabo-Verde, tem uma das mais antigas igrejas cat\u00f3licas do Continente africano.<\/p>\n<p>Em 1630 foi criada a Capitania-Geral da Guin\u00e9 Portuguesa para a administra\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio. A vila de Bissau foi fundada em 1697, como fortifica\u00e7\u00e3o militar e entreposto de tr\u00e1fico negreiro.<\/p>\n<p>Em meados do s\u00e9culo XVII, a ocupa\u00e7\u00e3o portuguesa estende-se pelos rios Casamansa, Cacheu, Geba e Buba. Sucede-se at\u00e9 ao s\u00e9culo XIX um per\u00edodo de conflitos entre Portugal, a Inglaterra e a Fran\u00e7a pela posse destes e de outros territ\u00f3rios da Costa Ocidental de \u00c1frica.<\/p>\n<p>Pela Conven\u00e7\u00e3o de 1836, Portugal cede \u00e0 Fran\u00e7a territ\u00f3rios que vir\u00e3o a constituir a \u00c1frica Ocidental Francesa. O fim da escravatura, o principal neg\u00f3cio da regi\u00e3o, levou a que fosse desenvolvida a agricultura e silvicultura, onde operaram grandes companhias que exploravam o amendoim, \u00f3leo de palma, algod\u00e3o e a borracha.<\/p>\n<p>Em 1800 a Inglaterra come\u00e7a a fazer sentir a sua influ\u00eancia na Guin\u00e9, iniciando a sua reivindica\u00e7\u00e3o pela tutela da ilha de Bolama, arquip\u00e9lago dos Bijag\u00f3s, Buba e todo o litoral em frente.<\/p>\n<p>Em 1870, por arbitragem do presidente dos EUA, Ulysses Grant, a Inglaterra desiste das suas pretens\u00f5es sobre Bolama e zonas adjacentes.<\/p>\n<p>Em 1879 a Guin\u00e9 passa a ter um governo pr\u00f3prio. At\u00e9 a\u00ed estava sob jurisdi\u00e7\u00e3o de Cabo-Verde (Os Rios Grandes da Guin\u00e9 de Cabo-Verde).<\/p>\n<p>Embora os rios e as costas desta \u00e1rea estivessem entre os primeiros locais colonizados pelos portugueses que a\u00ed iniciaram o tr\u00e1fico de escravos com a instala\u00e7\u00e3o de feitorias no s\u00e9culo XVII, o interior n\u00e3o foi explorado pelos colonizadores at\u00e9 ao s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Bolama fica localizada na ilha hom\u00f4nima, sucedendo ao antigo concelho criado em 1871 pelos portugueses. Bolama foi elevada \u00e0 categoria de cidade em 1913 e foi a capital da antiga Guin\u00e9 Portuguesa at\u00e9 1941. Em 1942 a capital muda de Bolama para Bissau, que j\u00e1 ent\u00e3o era, de fato, a \u201ccapital econ\u00f4mica\u201d da Guin\u00e9.<\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau &#8211; Hist\u00f3ria Pr\u00e9-colonial<\/strong><\/p>\n<p>O s\u00e9culo XI ao s\u00e9culo XVI, a\u00a0<strong>regi\u00e3o da Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0\u00e9 agora parcialmente sob o controle de um vasto Estado, o Imp\u00e9rio do Mali, com a qual o poder deve, ent\u00e3o, contar com Marrocos e Egito.<\/p>\n<p>A partir do s\u00e9culo XIII, o reino mandinga de Gabou uma forte influ\u00eancia sobre a regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau &#8211; Domina\u00e7\u00e3o Portuguesa<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro contato europeu com a costa do que viria a ser a\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0criado em 1446 pelo navegador Portugu\u00eas Nuno Trist\u00e3o, matou posi\u00e7\u00e3o l\u00e1. A Portugal estabeleceu alguns assentamentos na costa, chamados por marinheiros Rios da Guin\u00e9 de Cabo Verde.<\/p>\n<p>Em 1630, um general da Capitania de Portugu\u00eas da Guin\u00e9 foi criada para administrar o territ\u00f3rio. Com a coopera\u00e7\u00e3o das tribos locais, Portugal participa no com\u00e9rcio triangular e exporta muitos escravos para as Am\u00e9ricas, atrav\u00e9s de Cabo Verde.<\/p>\n<p>Cacheu tornou-se um importante centro de com\u00e9rcio de escravos. Decl\u00ednios tr\u00e1fico de do s\u00e9culo XIX, e Bissau, constru\u00eddo em 1765 para ser um forte militar e um centro de escravo torna-se um lugar de com\u00e9rcio.<\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau &#8211; S\u00e9culos XIX e XX<\/strong><\/p>\n<p>Portugal faz pouco interessado no interior at\u00e9 a segunda metade do s\u00e9culo XIX. Ele perdeu parte da Guin\u00e9 em favor da Fran\u00e7a, incluindo o Casamance, que j\u00e1 foi o centro dos interesses portugueses comerciais na regi\u00e3o. Conflito com a Gr\u00e3-Bretanha sobre as Ilhas de Bolama foi arbitrada em favor de Portugal, com a participa\u00e7\u00e3o do presidente dos Estados Unidos Ulysses S. Grant.<\/p>\n<p>Antes da Primeira Guerra Mundial, as for\u00e7as portuguesas subjugou as tribos animistas, com o apoio de uma parte da popula\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana, e fixou as fronteiras do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O interior do Portugu\u00eas Guin\u00e9 foi controlado depois de 30 anos de luta que terminou com a rendi\u00e7\u00e3o de Bijag\u00f3s em 1936. A capital administrativa passou Bolama Bissau em 1941. Em 1952, uma emenda constitucional alterou o status da col\u00f4nia de Portugu\u00eas da Guin\u00e9, que se tornou uma prov\u00edncia ultramarina de Portugal.<\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau &#8211; Luta pela Independ\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Em 1956, Am\u00edlcar Cabral e Rafael Barbosa fundou o clandestino Partido Africano para a Independ\u00eancia da Guin\u00e9 e Cabo Verde (PAIGC). O PAIGC mudou sua sede para Conakry na Guin\u00e9 Francesa em 1960 e come\u00e7ou uma rebeli\u00e3o armada contra Portugal no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Ele rapidamente ganhou vit\u00f3ria e controlava grande parte do pa\u00eds em 1968. Ele estabeleceu um poder civil e as elei\u00e7\u00f5es organizadas nas \u00e1reas passado sob seu controle, enquanto as for\u00e7as portuguesas e civis foram confinados em suas guarni\u00e7\u00f5es e cidades.<\/p>\n<p>Am\u00edlcar Cabral foi assassinado em Conacri em 1973 ea lideran\u00e7a veio a Aristides Pereira, que mais tarde tornou-se o primeiro Presidente de Cabo Verde.<\/p>\n<p>O PAIGC Assembleia Nacional reuniu-se em Boe e declarou a<strong>\u00a0independ\u00eancia da Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0em 24 de setembro 1973.<\/p>\n<p>A ONU reconheceu a independ\u00eancia em novembro do mesmo ano pelo voto 93-7 da Assembleia Geral.<\/p>\n<p>Um in\u00e9dito voto denunciou a agress\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o ilegal por Portugal e interveio antes da retirada e do reconhecimento da independ\u00eancia por este \u00faltimo.<\/p>\n<p>Nos anos 1950, no quadro da longa hist\u00f3ria de resist\u00eancia \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o colonial, as ideias independentistas come\u00e7am a ganhar apoios nalgumas camadas urbanas, traduzidos, em 1956, na cria\u00e7\u00e3o do Partido Africano da Independ\u00eancia da Guin\u00e9 e Cabo Verde (PAIGC), fundado por Am\u00edlcar Cabral.<\/p>\n<p>De entre os movimentos reivindicativos da d\u00e9cada de 50, a greve dos marinheiros e estivadores do porto de Bissau, foi violentamente reprimida a 3 de Agosto de 1959, no que ficou para hist\u00f3ria como o \u201cmassacre de Pindjiguiti\u201d e ao qual o PAIGC atribuiu o papel de detonador da reviravolta estrat\u00e9gica que passou a tomar a luta armada como \u00fanico meio poss\u00edvel para obter a independ\u00eancia da Guin\u00e9 e Cabo Verde.<\/p>\n<p>A guerra de liberta\u00e7\u00e3o inicia-se em 1963, tendo a guerrilha do PAIGC rapidamente alargado as frentes de combate e ocupado e administrado, em 1968, cerca de 2\/3 do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Pol\u00edtica e militarmente bem organizado, o PAIGC conquistou um capital de simpatia importante nos f\u00f3runs internacionais e em pa\u00edses como a Su\u00e9cia, URSS, China, Marrocos e Guin\u00e9-Conakry, nos meios intelectuais e junto de diversas for\u00e7as sociais e pol\u00edticas e da juventude dos pa\u00edses da Europa Ocidental e dos Estados Unidos, o que permitiu obter apoios materiais e log\u00edsticos decisivos e importantes vit\u00f3rias diplom\u00e1ticas como as interven\u00e7\u00f5es de Am\u00edlcar Cabral na Comiss\u00e3o de Descoloniza\u00e7\u00e3o da ONU e a audi\u00eancia conjunta concedida pelo Papa Paulo VI, no Vaticano, aos l\u00edderes da FRELIMO, do MPLA e do PAIGC.<\/p>\n<p>A 20 de Janeiro de 1973 \u00e9 assassinado, em Conakry, Am\u00edlcar Cabral. Tr\u00eas meses ap\u00f3s o seu assass\u00ednio, \u00e9 desencadeada a \u201cOpera\u00e7\u00e3o Am\u00edlcar Cabral\u201d, cujo objetivo era o de ocupar o quartel de Guiledje, o mais bem fortificado da frente Sul, na certeza de que a sua queda iria acelerar o fim da presen\u00e7a colonial na Guin\u00e9.<\/p>\n<p>A 22 de Maio de 1973 o quartel \u00e9 conquistado. Quatro meses depois, a 24 de Setembro de 1973, reunia-se em Madina do Bo\u00e9 a primeira Assembleia Nacional Popular que declarava a exist\u00eancia de um Estado Soberano, a\u00a0<strong>Rep\u00fablica da Guin\u00e9-Bissau<\/strong>, rapidamente reconhecida por 63 pa\u00edses da comunidade internacional.<\/p>\n<p>A independ\u00eancia chegou com a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos portuguesa de 1974. A 10 de Setembro de 1974,\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0foi a primeira col\u00f4nia portuguesa de \u00c1frica a ter reconhecida a sua independ\u00eancia.<\/p>\n<p>Lu\u00eds Cabral \u00e9 ent\u00e3o eleito primeiro Presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau &#8211; Independ\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Portugal oficialmente concedida a\u00a0<strong>independ\u00eancia \u00e0 Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0em 10 de setembro 1974, ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos e da queda da ditadura de Antonio Salazar, em abril do mesmo ano. Lu\u00eds Cabral, meio-irm\u00e3o de Am\u00edlcar Cabral tornou-se presidente da Guin\u00e9-Bissau. Ele ser\u00e1 derrubado em 1980 por um golpe militar liderado pelo primeiro-ministro e ex-comandante das for\u00e7as armadas, Jo\u00e3o Bernardo Vieira.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a independ\u00eancia, o novo governo do PAIGC experimentado muitos problemas. O Portugu\u00eas tinha de fato visto em um s\u00f3t\u00e3o Guin\u00e9 amendoim e \u00f3leo de palma. Ao contr\u00e1rio das col\u00f4nias francesas e Ingl\u00eas, sem infra-estrutura real nunca foi constru\u00eddo.<\/p>\n<p>O que restou dos 500 anos de coloniza\u00e7\u00e3o? Pretende fornecer uma f\u00e1brica de cerveja para as tropas portuguesas, algumas plantas para o arroz e descascar o amendoim, 14 graduados universit\u00e1rios, e n\u00e3o um m\u00e9dico \u00fanico! O analfabetismo afeta 95% da popula\u00e7\u00e3o, a expectativa de vida de 35 anos e 45% das crian\u00e7as morreu antes da idade de cinco anos.<\/p>\n<p>Os primeiros anos de independ\u00eancia foram marcadas por um governo liderado por um \u201cpartido-Estado\u201d, como na maioria dos novos rep\u00fablicas comunistas.<\/p>\n<p>Estruturas administrativas permanecem, no entanto, inspirado no colonial. O PAIGC onipresente no aparelho de Estado pode, ent\u00e3o, impor um dirigismo impec\u00e1vel e um sistema autorit\u00e1rio.<\/p>\n<p>14 de novembro de 1980, o presidente Lu\u00eds Cabral querer unificar Cabo Verde e\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0\u00e9 derrubado por um golpe de Estado. Essa iniciativa, patrocinada pelo Primeiro-Ministro, nos termos Vieira, rompe a unidade Verde Guin\u00e9e-Bissau\/Cap que liderou as duas entidades para a independ\u00eancia. Um per\u00edodo de purga come\u00e7a. Dissidentes e opositores vai pagar o pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Durante anos, a\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0tem seguido o caminho do marxismo-leninismo Africano, ou seja, \u201cnada para o povo e todo governo\u201d. Um poder familiar \u00e9 estabelecida e que o pa\u00eds est\u00e1 fechado para o mundo.<\/p>\n<p>S\u00e3o poucos estrangeiros que sabiam\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>, antes dos anos 90.<\/p>\n<p>As poucas empresas eram naturalmente dirigido pelo Estado. Condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas eram t\u00e3o ruins que encontrar comida era quase uma atividade clandestina, a fam\u00edlia pode passar quatro ou cinco horas por dia em busca de comida novamente.<\/p>\n<p>O processo de \u201cajuste estrutural\u201d impostas pelo Banco Mundial e pelo infort\u00fanio que em muitos pa\u00edses pobres \u00e9 introduzido na\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>, em 1985, para levar a cabo numerosas reformas econ\u00f4micas e em particular a liberaliza\u00e7\u00e3o do setor.<\/p>\n<p>A liberaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que se seguiu, seis anos depois, em 1991, a liberaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com o fim da festa PAIGC.<\/p>\n<p>Final dos anos 90 foi marcado pela abertura gradual do pa\u00eds. A situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica nunca foi t\u00e3o ruim quanto esse per\u00edodo, toda infra-estrutura decadente incluindo Bissau \u00e1gua corrente dispon\u00edvel duas horas por dia, ao mesmo tempo, como eletricidade e \u00e0 fal\u00eancia.<\/p>\n<p>Pesos infla\u00e7\u00e3o permanente\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0fazendo compras pre\u00e7os aventureiros aumentando a cada dia e o maior corte, 10.000 pesos, n\u00e3o faz nada para comprar assim que os bilhetes ser\u00e3o grampeados em ma\u00e7os de 10 \u2026<\/p>\n<p>Para remediar esta situa\u00e7\u00e3o,\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>, em 1998, escolheu para passar a moeda franco CFA compartilhada pela maioria dos pa\u00edses franc\u00f3fonos da \u00c1frica e \u00e9 protegida pelo Banque de France.<\/p>\n<p><strong>Esta transi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 um monet\u00e1ria provoca um turbulento per\u00edodo que dura muito:<\/strong>\u00a0ao passar o CFA, Bissau-guineenses foram convidados para mudar todos os seus pesos contra a nova moeda.<\/p>\n<p>Se essa mudan\u00e7a parou a infla\u00e7\u00e3o causou um aumento dos pre\u00e7os bruscas e significativas que privou a comida urbana mais necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>A raiva da popula\u00e7\u00e3o obteve o ex\u00e9rcito, liderado por um her\u00f3i da Guerra de Independ\u00eancia, Mane Geral, um motivo e uma oportunidade de levantar todos com um grande apoio popular.<\/p>\n<p>Dispensado do ex\u00e9rcito por Presidente Vieira alguns dias antes o pretexto de apoiar a rebeli\u00e3o em Casaman\u00e7a (Senegal), Mane despertou uma revolta, formando uma junta militar.<\/p>\n<p>Vieira foi derrubado pela junta militar de 7 de Maio de 1999.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o in\u00edcio de um per\u00edodo de instabilidade ainda existe em 2012, durante o qual os golpes e governos de transi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 bem sucedida.<\/p>\n<p>Em fevereiro de 2000, Kumba Ial\u00e1, l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o, foi eleito depois de duas rodadas de elei\u00e7\u00f5es presidenciais transparentes por observadores qualificados.<\/p>\n<p>Ele estabeleceu um governo provis\u00f3rio, mas o retorno \u00e0 democracia foi complicada por uma economia devastada pela guerra civil e da propens\u00e3o dos militares para interferir nos assuntos do governo.<\/p>\n<p>Em setembro de 2003, um golpe de Estado liderado pelo general Ver\u00edssimo Correia Seabra colocou Ial\u00e1. Adiada v\u00e1rias vezes, as elei\u00e7\u00f5es legislativas foram finalmente realizada em abril de 2004.<\/p>\n<p>Seabra foi morto em outubro do mesmo ano por fac\u00e7\u00f5es rebeldes.<\/p>\n<p>De acordo com o primeiro-ministro, Carlos Gomes, os amotinados eram soldados a servi\u00e7o da ONU voltou da Lib\u00e9ria e insatisfeitos por n\u00e3o terem sido pagos. Vieira voltou do ex\u00edlio em Portugal, foi eleito presidente em 24 de julho de 2005.<\/p>\n<p>Esse retorno ser\u00e1 curto desde 2 de mar\u00e7o de 2009, o bom e velho Nino \u201cCocaine\u201d Vieira \u00e9 finalmente assassinado provavelmente os assuntos relacionados com os bar\u00f5es da droga colombianos que protegiam o gosto de seus desejos.<\/p>\n<p>Desde 2 de mar\u00e7o de 2009, o pa\u00eds teve tr\u00eas chefes de Estado, incluindo dois atua\u00e7\u00e3o (este \u00e9 o caso hoje em dia 24 de mar\u00e7o, 2012) e um Presidente eleito, Malam Bacai Sanh\u00e1, morreu de Aids em Paris 09 de janeiro de 2012.<\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau &#8211; Governo de partido \u00fanico do PAIGC<\/strong><\/p>\n<p>O irm\u00e3o de Am\u00edlcar Cabral, Lu\u00eds de Almeida Cabral, foi empossado como o primeiro presidente da\u00a0<strong>Rep\u00fablica da Guin\u00e9-Bissau.<\/strong><\/p>\n<p>Instituiu-se um governo de partido \u00fanico de orienta\u00e7\u00e3o marxista controlado pelo PAIGC e favor\u00e1vel \u00e0 fus\u00e3o com Cabo Verde.<\/p>\n<p>O governo de Lu\u00eds Cabral enfrentou s\u00e9rias dificuldades que chegaram a provocar a escassez de alimentos no pa\u00eds. Lu\u00eds Cabral foi deposto em 1980 por um golpe militar liderado pelo general Jo\u00e3o Bernardo Vieira, quadro superior do PAIGC.<\/p>\n<p>Com o golpe, a ala cabo-verdiana do PAIGC separa-se da ala guineense do partido, o que faz malograr o plano de fus\u00e3o pol\u00edtica entre\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau e Cabo Verde<\/strong>. Ambos os pa\u00edses romperam rela\u00e7\u00f5es, que somente seriam reatadas em 1982.<\/p>\n<p>O pa\u00eds foi controlado por um conselho revolucion\u00e1rio at\u00e9 1984, ano em que a\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0aprovou a sua atual Constitui\u00e7\u00e3o. A transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica iniciou-se em 1990. Em Maio de 1991, o PAIGC deixou de ser o partido \u00fanico com a adop\u00e7\u00e3o do pluripartidarismo.<\/p>\n<p>As primeiras elei\u00e7\u00f5es multipartid\u00e1rias tiveram lugar em 1994 tendo o PAIGC obtido a maioria na Assembleia Nacional Popular sendo Jo\u00e3o Bernardo Vieira eleito Presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Nesse ano o pa\u00eds faria a transi\u00e7\u00e3o para um sistema de economia de mercado atrav\u00e9s do Ministro Manuel dos Santos<\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau &#8211; Guerra civil e instabilidade pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p>Uma insurrei\u00e7\u00e3o militar, em Junho de 1998, liderada pelo general Ansumane Man\u00e9, levou \u00e0 deposi\u00e7\u00e3o do presidente Vieira e a uma sangrenta guerra civil. Mais de 3 mil pessoas fogem do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O conflito somente se encerrou em Maio de 1999, quando Ansumane Man\u00e9 entregou a presid\u00eancia provis\u00f3ria do pa\u00eds ao l\u00edder do PAICG, Malam Bacai Sanh\u00e1, que convocou elei\u00e7\u00f5es gerais.<\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau &#8211; Geografia<\/strong><\/p>\n<p>Um vizinho do Senegal e da Guin\u00e9, na \u00c1frica Ocidental, na costa do Atl\u00e2ntico,\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0\u00e9 de cerca de metade do tamanho da Carolina do Sul.<\/p>\n<p>O pa\u00eds \u00e9 uma regi\u00e3o de baixa altitude costeira de p\u00e2ntanos, florestas tropicais e mangues cobertos de zonas h\u00famidas, com cerca de 25 ilhas ao largo da costa. O arquip\u00e9lago dos Bijag\u00f3s estende 48 km para o mar.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Rep\u00fablica da Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0est\u00e1 situada no hemisf\u00e9rio norte, entre a Rep\u00fablica do Senegal ao norte, a\u00a0<strong>Rep\u00fablica da Guin\u00e9<\/strong>\u00a0ao leste e ao sul e o Oceano Atl\u00e2ntico ao oeste.<\/p>\n<p>O seu territ\u00f3rio est\u00e1 compreendido entre os paralelos 10\u00b0 59&#8242; e 12\u00b0 20&#8242; de latitude norte e entre os meridianos 13\u00b0 40&#8242; e 16\u00b0 43&#8242; de longitude ocidental, numa zona de transi\u00e7\u00e3o biogeogr\u00e1fica guineense-congolesa e sudanesa.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0cobre uma superf\u00edcie de 36.125 km\u00b2, com uma placa continental de 53.000 km\u00b2 sobre a qual se encontra tamb\u00e9m o arquip\u00e9lago dos Bijag\u00f3s (englobando 40 ilhas das quais apenas 20 s\u00e3o habit\u00e1veis).<\/p>\n<p>Este arquip\u00e9lago cobre uma superf\u00edcie de 10.000 km\u00b2 (1000 km\u00b2 de ilhas sedimentares e 9000 km\u00b2 de mar). A costa do territ\u00f3rio continental tem um comprimento de 180 km.<\/p>\n<p>O Pa\u00eds partilha com o Senegal uma zona comum da Zona Econ\u00f4mica Exclusiva situada entre os azimutes 268\u00b0 e 220\u00b0, tra\u00e7ados a partir do Cabo Roxo na fronteira terrestre entre os dois Estados.<\/p>\n<p>A zona \u00e9 administrada por um organismo parit\u00e1rio, a Ag\u00eancia de Gest\u00e3o e de Coopera\u00e7\u00e3o, para a explora\u00e7\u00e3o comum do conjunto dos recursos.<\/p>\n<p>Os valores naturais da\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0est\u00e3o entre os mais importantes da \u00c1frica ocidental.<\/p>\n<p>Esta regi\u00e3o \u00e9 caracterizada por uma vasta inter-penetra\u00e7\u00e3o dos meios terrestres e marinhos e pela presen\u00e7a de numerosos e vastos estu\u00e1rios, um enorme arquip\u00e9lago que emerge de \u00e1guas marinhas pouco profundas, vastas extens\u00f5es de mangais que servem de locais de reprodu\u00e7\u00e3o e crescimento de v\u00e1rias esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas, bancos de areia, bem como florestas sub-h\u00famidas.<\/p>\n<p>Estes habitats s\u00e3o essenciais para a sobreviv\u00eancia tanto das esp\u00e9cies de interesse econ\u00f4mico como das esp\u00e9cies classificadas a n\u00edvel mundial como raras ou amea\u00e7adas.<\/p>\n<p>Destas \u00faltimas, podem observar-se na zona costeira da\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0quatro esp\u00e9cies de tartarugas marinhas (em especial na ilha de Poil\u00e3o, o maior local de nidifica\u00e7\u00e3o da tartaruga verde Chelonia mydas da \u00c1frica ocidental), o manatim africano (Trichechus senegalensis), o chimpanz\u00e9 (Pano troglodytes) e o hipop\u00f3tamo (Hippopotamus amphibius).<\/p>\n<p>Esta regi\u00e3o \u00e9 igualmente reconhecida como uma das mais ricas de \u00c1frica em termos de aves migrat\u00f3rias provenientes do norte da Europa e da \u00c1sia, entre as quais cerca de 1 milh\u00e3o de patos lim\u00edcoles que passam o inverno nos estu\u00e1rios do litoral e no arquip\u00e9lago dos Bijag\u00f3s.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0possui atualmente seis \u00e1reas protegidas, das quais dois parques naturais (Tarrafes de Cacheu, Lagoa de Cufada), dois parques nacionais (Ilhas de Orango, Ilhas Jo\u00e3o Vieira e Poil\u00e3o), uma reserva florestal (Floresta de Cantanhez, futuro parque) e uma \u00e1rea de gest\u00e3o comunit\u00e1ria (Ilhas de Formosa, Nago e Chedia \u2013 Urok). Al\u00e9m disso, o Arquip\u00e9lago Bolama-Bijag\u00f3s foi classificado pela UNESCO, em 1996, como Reserva de Biosfera. A superf\u00edcie destas \u00e1reas protegidas corresponde a 15% do territ\u00f3rio, mas n\u00e3o inclui todos os bi\u00f3topos presentes no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Uma parte da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 instalada nestas \u00e1reas protegidas e depende quase exclusivamente da explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais. Consequentemente, a filosofia de gest\u00e3o destas \u00e1reas \u00e9 proteger o ambiente ajudando a popula\u00e7\u00e3o a resolver os seus problemas imediatos e valorizando os conhecimentos tradicionais (\u201cparque com e para a popula\u00e7\u00e3o\u201d).<\/p>\n<p>Cada parque natural, bem como a reserva de biosfera, \u00e9 gerido por um Comit\u00e9 de Gest\u00e3o (composto a 50% pelas comunidades locais), uma equipa de dire\u00e7\u00e3o e guardas.<\/p>\n<p>Existe um plano de gest\u00e3o e um regulamento interno para cada parque.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o rural da\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0pratica atividades como a agricultura, a pecu\u00e1ria, a pesca e a colheita florestal. A agricultura gera mais de metade do PIB e 85% dos empregos.<\/p>\n<p>H\u00e1 disponibilidade de terras e os sistemas tradicionais de acesso \u00e0 terra (geridos pelo chefe de aldeia ou pelo r\u00e9gulo) s\u00e3o respeitados enquanto direito consuetudin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Os chamados \u201cponteiros\u201d \u2013 propriet\u00e1rios agr\u00edcolas modernos -disp\u00f5em de concess\u00f5es fundi\u00e1rias atribu\u00eddas pelo Estado, as quais cobrem cerca de 300.000 ha (27% da superf\u00edcie total ar\u00e1vel) das melhores terras agr\u00edcolas do pa\u00eds e s\u00e3o consagradas essencialmente \u00e0s produ\u00e7\u00f5es frut\u00edferas.<\/p>\n<p>As \u201ctabancas\u201d \u2013 comunidades rurais \u2013 realizam 80% do total da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola (e 90% da produ\u00e7\u00e3o para auto-consumo), praticam agricultura itinerante e utilizam m\u00e9todos tradicionais nas terras de aluvi\u00e3o (\u201cbolanhas\u201d), nos mangais e nas florestas.<\/p>\n<p>H\u00e1 um d\u00e9fice de 50% no que diz respeito ao arroz e 60% dos outros cereais, e o pousio \u00e9 cada vez mais substitu\u00eddo por planta\u00e7\u00f5es de cajueiros, uma cultura de rendimento incentivada pelo Estado.<\/p>\n<p>A pecu\u00e1ria \u00e9 essencialmente praticada de maneira tradicional e extensiva. Observa-se uma utiliza\u00e7\u00e3o ineficaz dos pastos, uma taxa de mortalidade elevada do gado juvenil, uma falta de cuidados veterin\u00e1rios e, na esta\u00e7\u00e3o seca, uma transum\u00e2ncia imposta pela falta de \u00e1gua e os fogos de mata. A press\u00e3o da ca\u00e7a \u00e9 igualmente importante nas zonas leste e sul do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A grande produtividade da Zona Econ\u00f4mica Exclusiva atrai pescadores estrangeiros, tanto a n\u00edvel industrial como artesanal. O setor da pesca (industrial, semi-industrial e artesanal) contribui para 4% do PIB e para 40% do or\u00e7amento geral do Estado.<\/p>\n<p>Contam se cerca de 3.700 pescadores artesanais e um n\u00famero consider\u00e1vel de pescadores estrangeiros, respons\u00e1veis por capturas anuais estimadas em 25.000 toneladas, das quais 10.000 toneladas s\u00e3o desembarcadas diretamente nos pa\u00edses vizinhos.<\/p>\n<p>A maior parte dos pescadores artesanais guineenses praticam uma pesca de subsist\u00eancia e det\u00eam apenas 20% dos barcos motorizados.<\/p>\n<p><strong>De forma geral, as principais press\u00f5es do setor da pesca s\u00e3o:<\/strong>\u00a0a pesca excessiva, a captura de peixes juvenis e a utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de pesca proibidas.<\/p>\n<p>Os pescadores artesanais utilizam tamb\u00e9m grandes quantidades de madeira dos mangais para fumar o peixe. A fiscaliza\u00e7\u00e3o mar\u00edtima, embora em franca evolu\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos, ainda \u00e9 insuficiente.<\/p>\n<p>Aquando do \u00faltimo invent\u00e1rio das superf\u00edcies florestais, realizado em 1985, estas representavam cerca de 2.034 milh\u00f5es de ha, ou seja 56% do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>Contudo, desde h\u00e1 v\u00e1rios anos, assiste-se a um processo acelerado de desfloresta\u00e7\u00e3o, cujas causas se podem encontrar em pr\u00e1ticas desordenadas no \u00e2mbito da agricultura, pecu\u00e1ria e pesca, mas tamb\u00e9m na carboniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com efeito, dado o pre\u00e7o muito elevado do g\u00e1s butano, 90% dos agregados familiares utilizam, para a cozinha, a energia proveniente dos combust\u00edveis lenhosos (carv\u00e3o de madeira e madeira para combust\u00e3o).<\/p>\n<p>A pesquisa do petr\u00f3leo na\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0come\u00e7ou em 1958 e mais recentemente foi poss\u00edvel estabelecer a presen\u00e7a de petr\u00f3leo no subsolo terrestre e no mar.<\/p>\n<p>Contudo, at\u00e9 ao momento, os jazigos identificados n\u00e3o apresentam um grande potencial econ\u00f4mico, porque os custos de explora\u00e7\u00e3o s\u00e3o elevados.<\/p>\n<p><strong>Quanto aos minerais, os invent\u00e1rios discriminam 85, entre os quais 12 t\u00eam um interesse econ\u00f4mico:<\/strong>\u00a0areia, cascalho, argila, caulinite, laterite, rocha calc\u00e1ria, quartzo, granito, dolorite, bauxite, ilmenite e fosfato.<\/p>\n<p>Com excep\u00e7\u00e3o da bauxite (mat\u00e9ria da qual se extrai o alum\u00ednio), cuja reserva est\u00e1 estimada em 80 milh\u00f5es de toneladas, os estudos indicam uma baixa presen\u00e7a de metais e de diamantes.<\/p>\n<p>Foram realizados v\u00e1rios estudos de viabilidade para a explora\u00e7\u00e3o de minerais mas at\u00e9 \u00e0 data a explora\u00e7\u00e3o mineira continua a ser baixa.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0possui recursos h\u00eddricos estimados em mais de 130 km3\/ano em \u00e1gua de superf\u00edcie e em 45 km3\/ano em \u00e1guas subterr\u00e2neas.<\/p>\n<p><strong>Contudo, estes recursos n\u00e3o s\u00e3o utilizados de maneira eficaz:<\/strong>\u00a0o pa\u00eds n\u00e3o possui esquemas de ordenamento das \u00e1guas de superf\u00edcie; na sequ\u00eancia da diminui\u00e7\u00e3o das chuvas e da redu\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito dos rios, estes sofrem de sedimenta\u00e7\u00e3o; as \u00e1guas subterr\u00e2neas do interior do pa\u00eds apresentam teores elevados de ferro e, na zona costeira, estas \u00e1guas est\u00e3o sujeitas \u00e0 intrus\u00e3o marinha; a rede das esta\u00e7\u00f5es hidrom\u00e9tricas est\u00e1 inativa. Menos de 40% da popula\u00e7\u00e3o tem acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel e menos de 20% ao saneamento.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica, trata-se de um problema que parece ainda n\u00e3o afetar o pa\u00eds. Cada cidad\u00e3o emitiu, no ano de refer\u00eancia de 1994, cerca de 2762,51 kg E-CO2 (equivalente di\u00f3xido de carbono).<\/p>\n<p>O balan\u00e7o emiss\u00e3o\/sequestro de CO2 \u00e9 muito positivo para a\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau &#8211; Localiza\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0tem uma extens\u00e3o de 36.125 quilometros quadrados, e limita-se ao norte com Senegal, ao leste com Guin\u00e9, e ao sul e ao oeste com o oceano Atl\u00e2ntico. Todo o territ\u00f3rio \u00e9 baixo, exceto no nordeste, onde algumas extens\u00f5es da plan\u00edcie de Fout Djallon chegam a uma altitude de 100 \u00e0 200 metros.<\/p>\n<p>Ao longo da costa abundam os estu\u00e1rios barrentos e os bra\u00e7os de rios. Fazem parte do pa\u00eds o arquip\u00e9lago das Bissagos e outras ilhas frente \u00e0 costa.<\/p>\n<p>No interior o terreno eleva-se gradualmente entre o rio Geba e a fronteira senegalesa.<\/p>\n<p>Os principais rios (Cacheu, Mansoa, Geba, Corubal, R\u00edo Grande de Buba e Cacine) s\u00e3o naveg\u00e1veis por embarca\u00e7\u00f5es menores.<\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau &#8211; Flora E Fauna<\/strong><\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0cont\u00e9m em seu territ\u00f3rio v\u00e1rios ecossistemas e, consequentemente, uma grande variedade de esp\u00e9cies vegetais e animais.<\/p>\n<p>Especialmente interessante \u00e9 a fauna pr\u00f3pria das zonas pantanosas que se criam nos estu\u00e1rios dos rios.<\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau &#8211; Clima<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0\u00e9 atravessada pela zona inter-tropical de converg\u00eancia e sofre por conseguinte a influ\u00eancia da mon\u00e7\u00e3o (ar quente e h\u00famido do Oceano Atl\u00e2ntico) durante a esta\u00e7\u00e3o h\u00famida e do harmattan (ar quente e seco que prov\u00e9m do Sara) durante a esta\u00e7\u00e3o seca.<\/p>\n<p><strong>Podem distinguir-se tr\u00eas zonas de precipita\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>a zona do Sul (Tombali, Quinara e Bolama-Bijag\u00f3s) caracterizada por uma m\u00e9dia anual superior a 2.000 mm; a zona Noroeste (Bissau, Biombo, Cacheu e Oio) caracterizada por uma m\u00e9dia anual entre 1.400 e 1.800 mm; a zona Leste (Bafat\u00e1 e Gab\u00fa) onde a precipita\u00e7\u00e3o anual m\u00e9dia \u00e9 inferior a 1.400 mm.<\/p>\n<p>O m\u00e1ximo das precipita\u00e7\u00f5es \u00e9 atingido em Agosto, sendo a m\u00e9dia mensal superior a 400 mm. O m\u00ednimo, pr\u00f3ximo de 0, ocorre durante os meses de Dezembro a Abril.<\/p>\n<p>As temperaturas oscilam entre 22\u00b0C e 38\u00b0C (m\u00e9dia mensal: 30\u00b0C) em Abril e Maio, imediatamente antes do per\u00edodo das chuvas, entre 22\u00b0C e 30\u00b0C (m\u00e9dia mensal: 26\u00b0C) em Agosto e Setembro e entre 16\u00b0C e 32\u00b0C (m\u00e9dia mensal: 24\u00baC) em Dezembro.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>clima da Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0\u00e9 h\u00famido no litoral centro e sul do territ\u00f3rio (humidade relativa compreendida entre 75 e 90%) e mais seco no resto do territ\u00f3rio (humidade relativa compreendida entre 55 e 75%).<\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau &#8211; Cultura e Artes<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de 27 etnias coexistem na\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>, o que d\u00e1 lugar a uma cultura muito rica e diversificada.<\/p>\n<p>Os povos da\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0continental compartilham muitos aspectos culturais com grupos similares dos pa\u00edses vizinhos tais como o Senegal e a Rep\u00fablica da Guin\u00e9, enquanto a cultura Bijag\u00f3s \u00e9 bem distinta.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 m\u00fasica, o ritmo local \u2013 gumb\u00e9 \u2013 \u00e9 por vezes misturado de forma moderna com o zouk, o techno, o reggae e o rap. Os instrumentos tradicionais s\u00e3o o cora, o siko e o balafon (xilofone).<\/p>\n<p>A dan\u00e7a est\u00e1 presente em qualquer cerim\u00f4nia e cada etnia tem os seus gestuais particulares. O Bailado Nacional, criado em 1975, e os bailados de Bafat\u00e1 reproduzem e coreografam as dan\u00e7as das cerim\u00f4nias tradicionais.<\/p>\n<p>A escultura \u00e9 dominada pelas m\u00e1scaras em madeira que representam frequentemente animais (touros, hipop\u00f3tamos, peixe-serra).<\/p>\n<p>Durante o desfile de Carnaval, festa anual de grande popularidade, s\u00e3o exibidas muitas dessas m\u00e1scaras, dando lugar \u00e0 express\u00e3o cultural das diferentes etnias.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m os jovens manifestam a sua criatividade, atrav\u00e9s de m\u00e1scaras realizadas em papier m\u00e2ch\u00e9 e pintadas a cores vivas.<\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau &#8211; Economia<\/strong><\/p>\n<p>De 1974 para 1986, a<strong>\u00a0Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0aplicou uma pol\u00edtica econ\u00f4mica estatal centralizada em linha com o antigo modelo sovi\u00e9tico. As primeiras iniciativas de mudan\u00e7a tomadas em 1983 foram confirmadas em 1986 pela convers\u00e3o \u00e0 economia de mercado. Da \u00e9poca sovi\u00e9tica a \u00fanica marca ainda vis\u00edvel \u00e9 o fato de o Estado ser propriet\u00e1rio de todos os terrenos.<\/p>\n<p>Em Maio de 1997, o Pa\u00eds aderiu \u00e0 Uni\u00e3o Econ\u00f4mica e Monet\u00e1ria Ocidental Africana (UEMOA).<\/p>\n<p>Esta decis\u00e3o contribuiu para p\u00f4r termo \u00e0 instabilidade das pol\u00edticas monet\u00e1rias e para eliminar a defici\u00eancia da n\u00e3o convertibilidade do Peso, a antiga moeda.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>\u00a0\u00e9 igualmente membro da Comunidade Econ\u00f4mica de Estados da \u00c1frica Ocidental (CEDEAO) desde 1979.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica monet\u00e1ria restritiva aplicada desde ent\u00e3o permitiu uma redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica da taxa de infla\u00e7\u00e3o superior \u00e0 50% em 1995 \u00e0 10,8% em Junho de 1998 no in\u00edcio da guerra civil. A infla\u00e7\u00e3o em 2006 foi inferior a 3%, que \u00e9 um dos crit\u00e9rios de converg\u00eancia da UEMOA.<\/p>\n<p>Em Dezembro de 2000, a aprova\u00e7\u00e3o de um quadro estrat\u00e9gico tempor\u00e1rio de combate \u00e0 pobreza permitiu ao Pa\u00eds beneficiar do tratamento da sua d\u00edvida. Em Janeiro de 2001, a passagem para o Clube de Paris permitiu um reescalonamento dos pagamentos e a anula\u00e7\u00e3o parcial da d\u00edvida. No entanto, o per\u00edodo 200\/2003 viria a revelar-se economicamente muito desfavor\u00e1vel ao pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em 2004, a situa\u00e7\u00e3o das finan\u00e7as p\u00fablicas era marcada por uma deteriora\u00e7\u00e3o dos saldos or\u00e7amentais, resultante de uma progress\u00e3o mais importante das despesas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s receitas, o que viria a dar origem a um golpe de Estado.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do FMI de Dezembro de 2004, mostra que o governo de transi\u00e7\u00e3o conseguiu uma gest\u00e3o das finan\u00e7as p\u00fablicas com melhorias significativas e o Minist\u00e9rio da Economia e Finan\u00e7as fez esfor\u00e7os para melhorar a cobran\u00e7a de receitas e assegurar o controlo das despesas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Foi criado um Comit\u00e9 de Tesouraria para assegurar que as despesas est\u00e3o harmonia com as receitas dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>Esta melhoria continuou durante a primeira metade de 2005, sobretudo devido a um bom ano agr\u00edcola que proporcionou um boa campanha do caju.<\/p>\n<p><strong>A agricultura \u00e9 a principal atividade na Guin\u00e9-Bissau:<\/strong>\u00a0o arroz, o milho, o feij\u00e3o, a mandioca e o algod\u00e3o s\u00e3o cultivados para as necessidades dom\u00e9sticas, embora hoje em dia a Guin\u00e9 tenha de importar quantidades significativas de arroz (12 M? em 2005). No passadio chegou a exportar arroz e amendoim. Hoje em dia, a castanha de caju \u00e9 o principal produto de exporta\u00e7\u00e3o (cerca de 99% das exporta\u00e7\u00f5es em 2005), muito acima dos produtos do Mar (peixe e camar\u00e3o).<\/p>\n<p>Existem minas de bauxite e recursos petrol\u00edferos n\u00e3o explorados junto \u00e0 fronteira do Senegal. A atividade industrial \u00e9 muito limitada com uma pequena ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>O potencial do turismo (sobretudo o Arquip\u00e9lago dos Bijag\u00f3s) tamb\u00e9m continua sub explorado sobretudo por falta de investimento estrangeiro que permita reabilitar ou construir infra-estrutura de base.<\/p>\n<p>A atividade econ\u00f4mica cresceu 3,5% em 2005 como consequ\u00eancia do bom ano agr\u00edcola e da estabilidade politica restaurada em 2004 e confirmada pelas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2005. Em 2006, face a uma m\u00e1 campanha de comercializa\u00e7\u00e3o do caju as receitas fiscais baixaram. O pa\u00eds gozou, no entanto, de um maior apoio em ajuda or\u00e7amental externa, nomeadamente da UE e das organiza\u00e7\u00f5es regionais (CEDEAO e UEMOA).<\/p>\n<p>Os problemas cr\u00f4nicos da energia e dos transportes continuam a dificultar a progress\u00e3o econ\u00f4mica da\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>. Para al\u00e9m disso, o reduzido n\u00famero de quadros nacionais com forma\u00e7\u00e3o superior tamb\u00e9m constitui um s\u00e9rio problema.<\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau &#8211; Religi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Na\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>, cerca de 45% das pessoas, principalmente os Fulas e os Mandingas, s\u00e3o mu\u00e7ulmanos e est\u00e3o mais concentrados no interior do Pa\u00eds do que na zona costeira. Os crist\u00e3os representam 5 a 8% e o resto da popula\u00e7\u00e3o, 47 a 50%, s\u00e3o adeptos das religi\u00f5es tradicionais.<\/p>\n<p>Antes da chegada do Isl\u00e3o e do Cristianismo, as religi\u00f5es tradicionais prevaleciam na \u00c1frica Ocidental, incluindo na\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>. Hoje, pode-se falar de coexist\u00eancia e \u00e9 dif\u00edcil tra\u00e7ar linhas claras entre os valores de cada uma.<\/p>\n<p>Quase todas as religi\u00f5es tradicionais s\u00e3o animistas e s\u00e3o baseadas na atribui\u00e7\u00e3o da vida ou da consci\u00eancia a objetos ou fen\u00f4menos naturais. Embora algumas aceitem a exist\u00eancia de uma criatura suprema ou um criador, estes \u00faltimos s\u00e3o no\u00e7\u00f5es demasiado importantes para serem associadas a seres humanos.<\/p>\n<p>Os aspectos mais importantes situam-se certamente no culto dos antepassados, totems, feiti\u00e7os e magia. \u00c9 interessante reter que, de acordo com a f\u00e9 dos adeptos das religi\u00f5es tradicionais, a terra pertence aos antepassados e, por conseguinte, \u00e9 a \u00fanica a n\u00e3o ser posta \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos descendentes, e n\u00e3o pode, por conseguinte, ser vendida.<\/p>\n<p>Estes princ\u00edpios e cren\u00e7as podem chocar hoje com os novos paradigmas da globaliza\u00e7\u00e3o e do neoliberalismo.<\/p>\n<p>O Isl\u00e3o, atingindo o Sahel em 900 AC, foi trazido na \u00e9poca por comerciantes que vinham daquilo que constitui hoje Marrocos e a Arg\u00e9lia. Na \u00c1frica Ocidental, tornou-se a religi\u00e3o da classe mais alta mas as pessoas comuns preferiam as suas cren\u00e7as tradicionais.<\/p>\n<p>Ao longo dos s\u00e9culos (at\u00e9 ao s\u00e9c. XVIII), os governantes tentavam combinar o Isl\u00e3o com as tradi\u00e7\u00f5es locais at\u00e9 ao ponto de lan\u00e7ar guerras santas (jihad) contra os n\u00e3o crentes.<\/p>\n<p>Da\u00ed a grande import\u00e2ncia conseguida pelo Isl\u00e3o, inclusive sob as suas outras formas mais m\u00edsticas e mais espirituais que se tornaram muito populares.<\/p>\n<p>A influ\u00eancia europeia, incluindo o Cristianismo, cresceu durante a segunda metade do s\u00e9culo XIX. As \u201cguerras santas\u201d come\u00e7aram a orientar-se sobretudo contra os europeus, mais contra os franceses que penetravam cada vez mais no interior do continente, do que contra os africanos \u201cinfi\u00e9is\u201d. Estas guerras sucederam-se at\u00e9 1880.<\/p>\n<p>Hoje o Cristianismo est\u00e1 representado na\u00a0<strong>Guin\u00e9-Bissau\u00a0<\/strong>com igrejas e templos de v\u00e1rias confiss\u00f5es. O Isl\u00e3o continua a ser preponderante.<\/p>\n<p><strong>Guin\u00e9-Bissau &#8211; Festividades<\/strong><\/p>\n<p><strong>As festas oficiais s\u00e3o:<\/strong>\u00a01 de janeiro, 20 de janeiro (morte de Amilcar Cabral), 8 de mar\u00e7o (Dia Internacional da Mulher), 1 de maio, 3 de agosto, 24 de setembro (Dia da Independ\u00eancia), 14 de novembro, 25 de dezembro e algumas festas mu\u00e7ulmanas que variam dependendo do calend\u00e1rio lunar.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.colegiosaofrancisco.com.br\/www.fr.wikipedia.org\/www.rumbo.com.br\/ news.bbc.co.uk\/ec.europa.eu\/www.guinee-bissau.net<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nome oficial:\u00a0Rep\u00fablica da Guin\u00e9-Bissau \u00c1rea:\u00a036.125 km \u00b2 Capital:\u00a0Bissau Principais cidades:\u00a0Bissau L\u00edngua oficial:\u00a0Portugu\u00eas e crioulo da Guin\u00e9-Bissau Principais religi\u00f5es:\u00a0cren\u00e7as ind\u00edgenas, islamismo, cristianismo Moeda:\u00a0Franco CFA Dia Nacional:\u00a024 de setembro \u2013 Dia da Independ\u00eancia Guin\u00e9-Bissau &#8211; Hist\u00f3ria A terra agora conhecida como\u00a0Guin\u00e9-Bissau\u00a0foi o reino de Gabu, que era parte do imp\u00e9rio Mali maior. 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