{"id":39562,"date":"2016-06-02T11:59:18","date_gmt":"2016-06-02T11:59:18","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=39562"},"modified":"2016-06-02T12:05:05","modified_gmt":"2016-06-02T12:05:05","slug":"zambezia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/zambezia","title":{"rendered":"Zamb\u00e9zia"},"content":{"rendered":"<h4>OS BONS SINAIS DA KULIMA<\/h4>\n<p>Como aut\u00eanticos bra\u00e7os de enigma e m\u00e3os do sagrado, as      palmeiras parecem aben\u00e7oar, do litoral, toda a terra zambeziana. E,      risonho quando bonan\u00e7oso, o mar azul-esmeralda prolonga-se no verde      desses coqueirais intermin\u00e1veis bordejando o colorido trap\u00e9zio      das machambas culimadas. <\/p>\n<p>Da foz do Ligonha ao delta do Zambeze, esta portentosa e pouco elevada zona      costeira da Prov\u00edncia da Zamb\u00e9zia entremeia-se entre a riqueza      da fauna mar\u00edtimo &#8211; plena de peixe e crust\u00e1ceos &#8211; e a terra      f\u00e9rtil para o, arroz, milho, mandioca e cana-de-ac\u00facar. Os cajueiros      amarelo &#8211; avermelham tamb\u00e9m esta costa com sinais de fartura. <\/p>\n<p>Na Zamb\u00e9zia, tal como em Nampula e Cabo Delgado sobe-se do litoral      para interior numa caminhada pulmonar dos respirados h\u00famidos ares mar\u00edtimos,      ao sopro mais seco dos ventos montanhosos. E aqui, bem centrado no verdejante      distrito do Guru\u00e8, ergue-se altaneira, a pitoresca serra do Nam\u00fali      nos seus 2419 metros, acima do mar, constituindo o segundo ponto mais alto      do pa\u00eds. <\/p>\n<p>E neste percurso do litoral para o interior, a riqueza do seu solo e subsolo      n\u00e3o diminuem, bem pelo contr\u00e1rio, aumentam! <\/p>\n<p>Dos imensos algodoais a exigir enorme parque industrial-t\u00eaxtil em Mocuba,      aos jardins-suspensos das planta\u00e7\u00f5es de ch\u00e1 do Guru\u00e8,      passando pelos ananaseiros &#8211; ali\u00e1s, abacaxis gigantes famosos em todo      o pa\u00eds &#8211; e pomares de tangerineiras, \u00e0s machambas experimentais      e bem sucedidas de caf\u00e9 e soja, a Zamb\u00e9zia, riscada de rios,      abre o seu solo ao magnetismo dos min\u00e9rios pegmat\u00edticos desde      a &#8211; tantalite, columbite e microlite, a lipidolite e berilo industrial e ao      fasc\u00ednio das pedras preciosas e semipreciosas e que v\u00e3o das      \u00e1gatas, turmalinas e \u00e1guas-marinhas \u00e0s granadas vermelho-rom\u00e3s      e esmeraldas verde-mar. <\/p>\n<p>Com uma fauna bravia de inumer\u00e1veis esp\u00e9cies e uma flora que      varia do tropical ao temperado, efectivamente, no Zamb\u00e9zia os bons      sinais se multiplicam em trabalho j\u00e1 iniciado e potencialidades por      desbravar. <\/p>\n<p>Tendo como cidade principal a sua capital, Quelimane, na embocadura do rio      dos Bons Sinais, assim designado por Vasco da Gama quando aqui aportou em      1498 em demanda do caminho mar\u00edtimo para a \u00cdndia, a Zamb\u00e9zia      foi um ponto antigo de trocas comerciais e interc\u00e2mbios culturais entre      as suas popula\u00e7\u00f5es Chuwabo e Makhwa-Lomwe e, depois, com \u00e1rabes      e persas, seguindo-se os portugueses e indianos.<\/p>\n<p>Foi tamb\u00e9m pelo rio Zambeze e pela Zamb\u00e9zia que os portugueses      j\u00e1 nos S\u00e9cs. XVI e XVII mais profundamente penetraram no territ\u00f3rio,      que s\u00e9culos mais tarde se configuraria no nosso pa\u00eds, no sua      procura de mercadorias para comerciar e minas para explorar, pragmatizando      para tanto alian\u00e7as pol\u00edtico-militares economicamente vantajosas      com os potentados do interior. <\/p>\n<p>Por isso, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 surpresa saber-se que foi na      Zamb\u00e9zia e no vale do Zambeze que os portugueses fizeram a sua primeiro      tentativa real de fixa\u00e7\u00e3o no interior do territ\u00f3rio mo\u00e7ambicano      atrav\u00e9s da pol\u00edtica dos Prazos, muito embora se saiba que os      Prazos e Prazeiros surgiram ainda antes da coroa portuguesa os tentar impor      e controlar, isto j\u00e1 em pleno s\u00e9c. XVIII. <\/p>\n<p> Da\u00ed ser a Zamb\u00e9zia um territ\u00f3rio de miscigena\u00e7\u00e3o      cultural e onde poderia ter surgido uma s\u00f3cio-cultura creoula. As c\u00e9lebres      Donas zambezianas com o seu aparato pol\u00edtico e s\u00f3cio-cultural,      a conhecida culin\u00e1ria saborosamente misturada nos seus ingredientes      e condimentos banto-indo-lusos, a pr\u00f3pria penetra\u00e7\u00e3o      da l\u00edngua portuguesa aqui mais vis\u00edvel do que no interior de      outras prov\u00edncias do pa\u00eds, aliada \u00e0 maneira de ser alegre      e extrovertida da sua popula\u00e7\u00e3o, fazem da Zamb\u00e9zia uma      prov\u00edncia muito particular. <\/p>\n<p>No cora\u00e7\u00e3o desta numerosa popula\u00e7\u00e3o zambeziana      vibram sempre os bons sinais da culima, at\u00e9 mesmo quando a chuva escasseia      e um Sol de Dezembro tenta murchar a natureza. <\/p>\n<p>Aqui, apesar da Hist\u00f3ria ou pela sua hist\u00f3ria, os Homens se      abra\u00e7am fazendo a natureza chover grossas gotas de esperan\u00e7a.    <\/p>\n<p>Com um cais que permite a acostagem de navios de um razo\u00e1vel calado,      a cidade tem estoutro cais mais pequeno para o vaiv\u00e9m constante de      pessoas e embarca\u00e7\u00f5es, num cen\u00e1rio quotidiano de dinamismo      e cor. <\/p>\n<p>Quem visita esta cidade sente de imediato o calor humano que a circunda,      onde prevalecem tra\u00e7os de uma hospitalidade que chega a comover, enraizando      rapidamente amizades e desencadeando sentidas saudades para quem parte. <\/p>\n<p>Quelimane \u00e9, de facto, uma cidade bonita de bra\u00e7os abertos      \u00e0 vida!<\/p>\n<p> Emoldurada de um verde tropical, Quelimane encerra no seu tra\u00e7ado      urbano e arquitect\u00f3nico o novo e o antigo, o moderno e o hist\u00f3rico,      num tra\u00e7ado rectil\u00edneo e quadricular que vai da margem dos Bons      Sinais at\u00e9 ao palmar que a circunda e que come\u00e7a logo ali onde      morrem as avenidas largas de cidade e come\u00e7am os bairros suburbanos      de casas de madeira-e-zinco e colmo. <\/p>\n<p>\u00c9 a capital da Zamb\u00e9zia, n\u00facleo urbano de grande import\u00e2ncia      social, econ\u00f3mica e cultural, e que vai crescendo, agora menos em altura      do que em comprimento, na certeza de uma expans\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o      a que n\u00e3o se pode furtar.<\/p>\n<p> Bons s\u00e3o os sinais que v\u00eam do rio, cuja foz se abre para o      \u00cdndico e para o Com\u00e9rcio do mundo, Dos &#8220;Bons Sinais&#8221;      foi o nome que os Portugueses deram a este rio na sua demanda do caminho mar\u00edtimo      para a cobi\u00e7ada \u00cdndia. <\/p>\n<p>Contam as velhas hist\u00f3rias que, quando os homens da armada de Vasco      da Gama desembarcaram nas margens deste curso de \u00e1gua, ao descobrirem      um grupo de camponeses cultivando a terra sob a direc\u00e7\u00e3o de      algu\u00e9m que trajava \u00e0 maneira \u00e1rabe, vendo aqui um bom      sinal, logo perguntaram: \u201cComo se chama esta terra?\u201d. <\/p>\n<p>O homem vestido \u00e0 \u00e1rabe, n\u00e3o compreendendo a pergunta,      e querendo continuar o trabalho, voltou-se para os camponeses ordenou-lhes:      &#8220;Kulimane! Kulimane! (Cultivem! Cultivem!)&#8221;. E, assim, deste equ\u00edvoco      nasceu tamb\u00e9m o nome da cidade de Quelimane.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/mocambique-59.jpg\" alt=\"Zamb\u00e9zia\" title=\"Zamb\u00e9zia\" width=\"281\" height=\"212\" border=\"0\" \/><\/p>\n<h4>Hist\u00f3rias da Hist\u00f3ria!<\/h4>\n<p>Deste lado \u00e9 Inhassunge. Separa-nos de Quelimane este rio que vamos      atravessar &#8211; pensam &#8211; esperando estes homens e mulheres da Zamb\u00e9zia,      que trazem das suas machambas o arroz e o milho, o feij\u00e3o e o abacaxi      para comerciar. De Quelimane, que se ergue comercialmente apetitosa \u00e0      frente destes camponeses, certamente trar\u00e3o o que lhes faz falta no      campo, seja sab\u00e3o ou petr\u00f3leo, seja a\u00e7\u00facar ou      vestu\u00e1rio. <\/p>\n<p>Inhassunge, defronte da capital da Zamb\u00e9zia, mais do que uma esp\u00e9cie      de ilha-de-rios, \u00e9 uma terra de esperan\u00e7a, de manjar diferente      para a boca dos citadinos. <\/p>\n<p>Quelimane \u00e9, efectivamente, uma cidade onde mais visivelmente se faz      sentir a proximidade do campo, o cheiro da copra e do arroz mesmo ali \u00e0      m\u00e3o-de-estar-e-semear.<\/p>\n<p>O contraste muitas vezes nos constrange ou anima, nos entristece ou faz rir.      Neste caso singular, mais do que acab\u00e1mos de afirmar, \u00e9 o belo      que ressalta deste contraste. A secular canoa do rio, cruzando quase em contra-luz      os \u00e1guas dos \u201cBons Sinais\u201d, parece at\u00e9 querer pontuar      que mais duradouro \u00e9 o fr\u00e1gil do que o tecnologicamente moderno,      mais operacional \u00e9 o pequeno, do que o grande e pesad\u00e3o \u201ccomboio      do mar\u201d. <\/p>\n<p>De qualquer modo, do tradicional ao moderno, sulcam as \u00e1guas deste      rio-porto os cascos necess\u00e1rios ao progresso social e econ\u00f3mico      da Zamb\u00e9zia.<\/p>\n<p> Carregado de sacos com copra, este cami\u00e3o tem como destino o porto      de Quelimane. \u00c9 conhecida a riqueza agr\u00edcola da Zamb\u00e9zia      que tem, efectivamente, na copra uma das mat\u00e9rias-primas que mais produz      e exporta. <\/p>\n<p>H\u00e1 muitos anos, e antes de essa honra ter sido conquistada por alguns      pa\u00edses do extremo oriente, a regi\u00e3o litoral da Zamb\u00e9zia      era considerada aquela que possu\u00eda o maior palmar do mundo, a maior      planta\u00e7\u00e3o organizada para produ\u00e7\u00e3o de copra com      vista ao consumo interno e exporta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>A imagem deste cami\u00e3o carregado de copra \u00e9 um sinal de que      a Zamb\u00e9zia quer reconquistar seu prest\u00edgio agr\u00edcola no      pa\u00eds e no mundo.<\/p>\n<p> Mo\u00e7ambique, ao Norte do rio Zambeze e agora tamb\u00e9m j\u00e1      com bastante evid\u00eancia no Sul, \u00e9 um pa\u00eds multireligioso,      mas, fundamentalmente, com duas religi\u00f5es preponderantes: a isl\u00e2mica      e a crist\u00e3. Quando os portugueses chegaram a esta zona da Zamb\u00e9zia,      j\u00e1 os \u00e1rabes aqui tinham aportado nas suas viagens de neg\u00f3cios,      acabando tamb\u00e9m por islamizar a popula\u00e7\u00e3o que contactava.    <\/p>\n<p>Esta bela mesquita da capital da Zamb\u00e9zia, \u00e9 um templo relativamente      moderno em contraste com a antiguidade isl\u00e2mica de muitos residentes,      da\u00ed as suas linhas arquitect\u00f3nicas diferirem um pouco de outras      conhecidos mesquitas do pa\u00eds. <\/p>\n<p>Bem situada no centro da cidade de Quelimane, ela enriquece tamb\u00e9m      o patrim\u00f3nio urban\u00edstico da cidade.<\/p>\n<p>E o Patrim\u00f3nio arquitect\u00f3nico n\u00e3o est\u00e1 enriquecido      apenas com templos isl\u00e2micos, mas tamb\u00e9m com edif\u00edcios      religiosos crist\u00e3os, alguns antigos de mais de um s\u00e9culo, a      testemunhar a presen\u00e7a do catolicismo nestas terras quelimanenses e      zambezianas desde os tempos remotos da coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa      da regi\u00e3o. <\/p>\n<p>Atualmente enquadrada por modernos edif\u00edcios, esta velha catedral      de Quelimane \u00e9 um edif\u00edcio majestoso, ali\u00e1s, bem vis\u00edvel      na imagem inserida na p\u00e1gina ao lado, quando \u00e0 sua volta s\u00f3      havia casas t\u00e9rreas viradas para o sopro suave da brisa do rio.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/mocambique-60.jpg\" alt=\"Zamb\u00e9zia\" title=\"Zamb\u00e9zia\" width=\"280\" height=\"208\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p> Antiga catedral da cidade de Quelimane. Constru\u00edda \u00e0 beirario,      este templo cat\u00f3lico vai resistindo ao tempo no murmurar fervoroso      das ora\u00e7\u00f5es, que gera\u00e7\u00f5es sedentos de amor e justi\u00e7a      aqui vieram e v\u00eam dizer. <\/p>\n<p>Para os construtores deste templo, desde os arquitectos aos humildes oper\u00e1rios      zambezianos, os \u201cBons Sinais\u201d n\u00e3o viriam apenas do nome      do rio, mas, sobretudo, do cora\u00e7\u00e3o dos homens, que n\u00e3o      perderam a esperan\u00e7a de um mundo melhor. <\/p>\n<p>Em paz, os Homens poder\u00e3o construir os seus templos, mais templos,      que sejam fonte de harmonia, hinos de Amor impossibilitando todos os conflitos.    <\/p>\n<p> Arredores de Quelimane. Vista do ar, esta parcela lim\u00edtrofe da cidade      de Quelimane faz recordar o que j\u00e1 dissemos sobre a capital da Zamb\u00e9zia      em que o campo se interliga com a urbe. <\/p>\n<p>S\u00e3o campos de arroz e milho, em trap\u00e9zio colorido, embelezando      a plena paisagem quelimanense; s\u00e3o zonas verdes da popula\u00e7\u00e3o      chuabo, ganhando o arroz-nosso-de-todos-os-dias e alimentando por sua vez      a cidade, mormente, em tempo de chuvas regulares e sementes garantidas. <\/p>\n<p>Se deste lado s\u00e3o os arrozais, as mangueiras e cajueiros que pintam      de verde-amarelo os arredores de Quelimane, do outro s\u00e3o os palmares      sem fim que decoram de sonho o ch\u00e3o baixo e h\u00famido da periferia      do principal centro urbano zambeziano. D\u00e1 vontade de ficar-vivendo      na do\u00e7ura deste ch\u00e3o de fartura.<\/p>\n<p> \u201cDeixa dormir minha alma\/onde apodrecem os barcos\u201d, escreveu      um dia um poeta, grande poeta, crescido em terras zambezianas: Sebasti\u00e3o      Alba, de seu pseud\u00f3nimo. <\/p>\n<p>E o Chinde, que tamb\u00e9m algu\u00e9m j\u00e1 apelidou como a vila      mais velha da Zamb\u00e9zia, dorme um sono antigo, mas que j\u00e1 deu      muitos sonhos realizados, quando as f\u00e1bricas a\u00e7ucareiras fumegavam      na planura do seu solo humoso. <\/p>\n<p>\u00c0 beira do portentoso Zambeze, na foz-delta deste colosso de \u00e1guas-doces,      a vila do Chinde, capital da cana-do-a\u00e7\u00facar, tinha como \u201cex-libris\u201d      da vila estes barcos tipo \u201cMissipipi\u201d rodando as enormes p\u00e1s      \u00e0 retaguarda, fazendo o percurso de Chinde-Marromeu e, em tempos mais      recuados, viagens de muitos dias at\u00e9 Tete.<\/p>\n<p>Cabana de pescador \u00e0 beira-rio. As grandes folhas-p\u00e1s-de-moinho      das palmeiras t\u00eam m\u00faltiplas utilidades. Desde fornecer fibras      para a cestaria, e entran\u00e7ados para as camas tradicionais, at\u00e9      \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de vassouras para limpeza di\u00e1ria, elas      tamb\u00e9m permitem improvisar com rapidez e efici\u00eancia uma barraca      para o resguardo dos pescadores, dos lenhadores ou de quem quer que seja que      trabalhe no mato. <\/p>\n<p>Primeiramente verdes, as folhas protectoras dos coqueiros v\u00e3o amarelecendo,      mas nem por isso deixam de proteger do sol inclemente ou das chuvas tropicais.      Esta pequena barraca mostra-nos bem o lado pr\u00e1tico da vida, e cujos      problemas a natureza nos ajuda a resolver na emerg\u00eancia das situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 aqui onde um dos principais bra\u00e7os do delta do grande Zambeze      se junta \u00e0s \u00e1guas do \u00cdndico. E foi aqui tamb\u00e9m      que os portugueses ergueram a secular vila do Chinde, antes quase uma aldeia      palafita, com casas suspensas em estacas de madeira para se defenderem das      cheias fluviais e que mais tarde &#8211; por for\u00e7a do incremento da produ\u00e7\u00e3o      a\u00e7ucareira, que com a de Marromeu, do outro lado do Zambeze, chegou      a atingir mais de 300 mil toneladas anuais &#8211; se modernizou e cresceu em casas      de alvenaria, com clubes e piscinas, com escolas e hospitais. <\/p>\n<p>Depois da independ\u00eancia e por causa do conflito armado que o pa\u00eds      atravessou, o Chinde voltou quase \u00e0 estaca zero, com o abandono maci\u00e7o      da sua popula\u00e7\u00e3o e paralisa\u00e7\u00e3o completa da produ\u00e7\u00e3o      a\u00e7ucareira. <\/p>\n<p>Com a paz e com a pr\u00f3pria regulariza\u00e7\u00e3o das cheias do      Zambeze, conseguidos com a constru\u00e7\u00e3o da barragem de Cahora      Bossa, o Chinde tem novamente condi\u00e7\u00f5es de voltar a brilhar      como um farol de desenvolvimento ali bem ao Sul da Prov\u00edncia da Zamb\u00e9zia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/mocambique-61.jpg\" alt=\"Zamb\u00e9zia\" title=\"Zamb\u00e9zia\" width=\"283\" height=\"206\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p>Estamos a caminho do Guru\u00e8. L\u00e1 ao fundo, as montanhas convidam-nos      para uma escalada de sonho. Mas, neste vale tranquilo, mais do que a casa      solit\u00e1ria de uma herdade local, \u00e9 a \u00e1rvore, recortada      de beleza singular, que centraliza toda a emo\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio.    <\/p>\n<p>No Guru\u00e8, regi\u00e3o que possui o segundo ponto mais alto do pa\u00eds      &#8211; o pico do monte Nam\u00fali, com 2419 metros de altura &#8211; as paisagens      sucedem-se como quadros emoldurados de lindeza e majestade. <\/p>\n<p>\u00c9 um convite ecol\u00f3gico de amor \u00e0 natureza que nos fica      deste aut\u00eantico postal do interior zambeziano; \u00e9 um convite \u00e0      medita\u00e7\u00e3o sobre n\u00f3s mesmos, sobre a terra que escolhemos      para viver, sobre a possibilidade de desenvolvimento sem destrui\u00e7\u00e3o      do belo e do que o esp\u00edrito da Terra fez brotar ao longo de mil\u00e9nios.<\/p>\n<p>\n     D\u00e1 prazer ver este solo atapetado de cores com sabor a comida. Daqui      destas machambas familiares da Zamb\u00e9zia vai crescer comida para a boca      das crian\u00e7as, para o socorro dos velhos, para a robustez dos adultos.<\/p>\n<p>\u00c9 um tablado agr\u00edcola desenhado por m\u00e3os suadas de carinho,      cultivado nas primeiras horas do dia, quando o sol inclemente, ainda n\u00e3o      devorador, permite um trabalho mais produtivo e cont\u00ednuo.<\/p>\n<p>A prov\u00edncia da Zamb\u00e9zia pode ser o celeiro do pa\u00eds,      desde que vontade n\u00e3o falte e a coragem para o desenvolvimento n\u00e3o      esmore\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/mocambique-62.jpg\" alt=\"Zamb\u00e9zia\" title=\"Zamb\u00e9zia\" width=\"285\" height=\"212\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p>E n\u00e3o s\u00f3 de copra, arroz e a\u00e7\u00facar \u00e9 rica      a Zamb\u00e9zia. O ch\u00e1 \u00e9 tamb\u00e9m um dos produtos de      maior produ\u00e7\u00e3o para consumo interno e exporta\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n<p>Sendo um ch\u00e1 do tipo \u201cCeil\u00e3o\u201d, muito apreciado      no mundo, o ch\u00e1 zambeziano da regi\u00e3o do Guru\u00e8 permitiu      o aparecimento no interior da Prov\u00edncia de uma agro-ind\u00fastria      que orgulha o pa\u00eds. <\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o mecanizado, a colheita do ch\u00e1 faz-se \u00e0 m\u00e3o,      seleccionando, dizem, melhor do que a m\u00e1quina, os folhas mais tenras      para um paladar mais genu\u00edno e requintado.<\/p>\n<p> S\u00e3o verdes as minhas m\u00e3os no carinho da colheita. Alimento      a minha fam\u00edlia na dureza deste afago de folhas no broto da manh\u00e3      montanhosa, \u00e0s vezes bem fria de neblina e cacimba. <\/p>\n<p> Quando saborearem um gostoso ch\u00e1 mo\u00e7ambicano, pensem um pouco      em n\u00f3s, que vos damos com gosto este alimento de prazer, subindo estes      montes, aut\u00eanticos jardins-suspensos pintados de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Estou praticamente nu. E n\u00e3o pensem que \u00e9 apenas por causa      do calor, que na Zamb\u00e9zia se mistura \u00e0 humidade e que faz os      corpos luzirem ao toque de qualquer trabalho. \u00c9 tamb\u00e9m da vida,      da rela\u00e7\u00e3o vida-trabalho. E \u00e9 deste trabalho duro que      vos queremos falar. <\/p>\n<p> Depois de arrancarmos o coco em cachos bem no alto dos coqueiros e deix\u00e1-lo      por uns tempos a secar, \u00e9 a vez de tirar-lhe o inv\u00f3lucro fibroso      para que apare\u00e7a o castanho da noz, que em seguida partimos. <\/p>\n<p>Agarrado \u00e0 noz, branca e apetitosa, l\u00e1 est\u00e1 a parte      gostosa do coco e que, depois de seco na estufa, se transforma em copra. E      da copra se produz o \u00f3leo, que por sua vez produz a margarina, o sab\u00e3o,      os \u00f3leos para protec\u00e7\u00e3o da pele. <\/p>\n<p> E com o fruto do coco fazemos tamb\u00e9m as nossas comidas, os nossos      doces e sobremesas, damos gosto aos nossos bolos. <\/p>\n<p> Desta fibra que agora descasco, suado e nu, e que alguns insistem em chamar      r\u00e1fia, fabrico chinelos para os meus p\u00e9s, tapetes para embelezar      todas as casas. Com a \u00e1gua que chocalha doce dentro do coco, e que      escorre pelos minhas m\u00e3os quando parto a noz, sacio a minha sede e      condimento outros manjares zambezianos.<\/p>\n<p>Por isso, e por tudo isto, vos posso garantir: este coco um dia vai-me vestir      e cal\u00e7ar, dar casa e comida suficientes e, qui\u00e7\u00e1, uma      m\u00e1quina fabricado ou manejada pelos filhos desta terra para facilitar      este trabalho que agora penosamente me sustenta.<\/p>\n<p> O arroz est\u00e1 enraizado no cultura produtiva da popula\u00e7\u00e3o      do litoral da Zamb\u00e9zia. Cultivado em terreno alagadi\u00e7o ou em      sequeiro, as espigas amadurecem no ch\u00e3o morno das machambas culimadas      com amor. E na Zamb\u00e9zia o arroz faz-se de mil e uma maneiras, pois      ali tamb\u00e9m se miscigenaram outras culturas de arroz e molhos, sejam      \u00e1rabes ou indianas, sejam mauricianas ou portuguesas.<\/p>\n<p>Mas, sendo imensamente criativo, o zambeziano foi ainda mais longe no aproveitamento      alimentar do arroz. Com ele fez farinha, \u00e0 farinha juntou leite de      coco e criou um saboros\u00edssimo bolo tradicional. <\/p>\n<p>Ou, ent\u00e3o, em vez de leite de coco, juntou, \u00e0 farinha do arroz      misturada com outras farinhas, a \u201csura\u201d das palmeiras &#8211; um fermento      natural &#8211; fazendo um p\u00e3o com o paladar da terra. <\/p>\n<p>Praia de Zalala, a poucos quil\u00f3metros da cidade de Quelimane: \u00e9      a est\u00e2ncia balnear da capital zambeziana, o local onde os citadinos      descansam das canseiras da urbe, e para onde tamb\u00e9m fogem do calor      sufocante nos quase irrespir\u00e1veis dias de ver\u00e3o quelimanense.    <\/p>\n<p>Na mar\u00e9 baixa o areal estende-se largu\u00edssimo a perder de vista,      havendo at\u00e9 abusos de motoristas querendo transformar aquele local      em pista de autom\u00f3veis. Mas, nestas areias beijadas pelo sai-de-espuma-salgada,      crian\u00e7as e adultos retemperam o esp\u00edrito para a alegria de viver.    <\/p>\n<h4> Para turismo est\u00e1 aqui investimento certo!<\/h4>\n<p>Do Chinde vem este rosto aliando beleza e serenidade, ou talvez jogando beleza      e conten\u00e7\u00e3o. \u00c9 profundo e perscrutador este olhar de      mulher rompendo espa\u00e7os, acariciando sonhos, ou, talvez, escondendo      desilus\u00f5es. <\/p>\n<p>Enigm\u00e1tico, pod\u00edamos insistir, questionador, diriam outros.      \u00c9, antes de qualquer outro ju\u00edzo, um rosto, uma face de mulher      mo\u00e7ambicana do Chinde, enchendo todo o \u201cslide\u201d em que,      com mestria e arte, o fot\u00f3grafo fez esfumar a paisagem por detr\u00e1s      destes olhos. Enfim, um mundo a descobrir!<\/p>\n<p> Esta m\u00e3e chuabo, dos arredores de Quelimane, parece querer dizer-nos:      aqui onde estou, tenho o mundo inteiro nas minhas m\u00e3os. Por ele me      vou bater at\u00e9 aos limites do meu ser. <\/p>\n<p>E este olhar que vos indaga ainda t\u00e3o pequeno, \u00e9 o meu farol      nas noites interrogados de desespero, quando a d\u00favida do p\u00e3o      persiste. Mas sou forte, ergo este mundo com os meus pr\u00f3prios bra\u00e7os,      milagre s\u00f3 poss\u00edvel pela for\u00e7a do Amor. <\/p>\n<p>Deste mundo que quero fazer crescer com carinho, nada desejo em troca, nenhum      pagamento, nenhuma recompensa, apenas que ele ganhe o sentido profundo das      coisas, a paz dos sentimentos harmoniosos, a destreza para recriar com beleza      outros mundos melhores do que o meu.<\/p>\n<p> Como m\u00e3os de dedos espalmados, a palmeiras s\u00e3o, simultaneamente,      s\u00edmbolo sonho, beleza e alimento. De facto, na Zamb\u00e9zia, os      coqueiros s\u00e3o a marca inconfund\u00edvel da terra, o encanto dos      namorados nas noites de luar ou o embalo de sombra e brisa nos dias de can\u00edcula;      s\u00e3o fruto e condimento para muitos comeres. <\/p>\n<p>O coqueiro nas terras zambezianas \u00e9 considerado uma \u00e1rvore      milagrosa. Folhas tronco, fruto, seiva, tudo nela se aproveita. <\/p>\n<p>Das folhas faz-se o cesto e a esteira, a cerca e o tecto da casa; do tronco      a estaca e a jangada, o carv\u00e3o e a mob\u00edlia; do coco, tanto a      palha como o fruto, se multiplicam em utilidades, ali\u00e1s, j\u00e1      mencionadas noutras legendas deste mesmo livro. Verdadeiramente, esta \u00e1rvore      n\u00e3o tem pre\u00e7o.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/mocambique-63.jpg\" alt=\"Zamb\u00e9zia\" title=\"Zamb\u00e9zia\" width=\"282\" height=\"210\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p> B\u00fafalos de \u00e1gua. Embora n\u00e3o origin\u00e1rios da Zamb\u00e9zia      &#8211; pois os que aqui existem s\u00e3o perten\u00e7a da genu\u00edna fauna      bravia &#8211; eles foram introduzidos nesta regi\u00e3o nos anos 70. <\/p>\n<p>Excelentes animais para trabalho do campo e trac\u00e7\u00e3o, quando,      como \u00e9 o caso, s\u00e3o domesticados, eles podem tamb\u00e9m fornecer      carne e leite. Produtores especializados dizem que embora cada f\u00eamea      n\u00e3o produza mais de 14 litros de leite por dia, acontece que esse leite      \u00e9 muito gorduroso, possibilitando uma maior produ\u00e7\u00e3o      de manteiga e outros derivados lactic\u00ednios, o que o torna concorrencial      a esse n\u00edvel com o leite de vaca. B\u00fafalos de \u00e1gua uma      riqueza para a Zamb\u00e9zia! <\/p>\n<p>Fonte: www.geocities.com<\/p>\n<h6>Zamb\u00e9zia<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>Prov\u00edncia de Zamb\u00e9zia<\/h4>\n<p>A Prov\u00edncia da Zamb\u00e9zia, est\u00e1 situada a Nordeste de      Mo\u00e7ambique, \u00e9 como aut\u00eanticos bra\u00e7os de enigma      e m\u00e3os do sagrado, as palmeiras parecem aben\u00e7oar do litoral      e jardins-suspensos das planta\u00e7\u00f5es de ch\u00e1 do Guru\u00e8,      passando pelos ananaseiros, os gigantes famosos abacaxis em toda terra zambeziana.    <\/p>\n<p> O mar azul-esmeralda prolonga-se no verde desses coqueirais intermin\u00e1veis      bordejando o colorido das machambas culimadas. <\/p>\n<p>\u00c9 a prov\u00edncia mais habitada do pa\u00eds com popula\u00e7\u00f5es      distribu\u00eddas desde o litoral ao interior na sua maioria mulheres, com      caracter\u00edsticas hospital muito maravilhosa. Tendo como capital da prov\u00edncia      do rio de Bons Sinais , assim designado por Vasco da Gama quando chegou em      1498 \u00e0 caminho para \u00edndia, a Zamb\u00e9zia foi um ponto antigo      de trocas comerciais e interc\u00e2mbios culturais entre as suas popula\u00e7\u00f5es      Chwabo e Makwas-Lomw\u00e8 com \u00e1rabes e Persas, seguindo-se os portugueses      e indianos , e foi atrav\u00e9s deste rio que os portugueses penetraram      para o interior para explorarem as minas de ouro e o marfim.<\/p>\n<p><strong>Densidade Populacional: <\/strong>3.202mil de habitantes.<\/p>\n<p><strong>Etnias Representativas:<\/strong> Chuabo e Macua<\/p>\n<p><strong>Superf\u00edcie: <\/strong>103.127 Km\u00b2<\/p>\n<p><strong>Principais produ\u00e7\u00f5es:<\/strong> coco, ch\u00e1, arroz,      milho, mandioca, e cana-de-a\u00e7\u00facar e os minerais tantalite, columbite      e microlite, a lipidolite, berito industrial e pedras preciosas e semi-preciosas.<\/p>\n<p> <strong>Limites:<\/strong> A norte as prov\u00edncias de Nampula e Niassa.<\/p>\n<p> A Sul prov\u00edncia de Sofala<\/p>\n<p> A Oeste a prov\u00edncia de Tete e o Malawi<\/p>\n<p> A Este \u00e9 banhado pelo oceano Indico<\/p>\n<p><strong>Principais cidades<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o consideradas as cidades principais, Quelimane e Guru\u00e8.<\/p>\n<p><strong>Relevo e Topografia<\/strong><\/p>\n<p>Na Zamb\u00e9zia sobe-se do litoral para o interior com sobros mais seco      dos ventos montanhoso, \u00e9 aqui onde ergue-se a altaneira, a pitoresca      serra de Namuli nos seus 2419 metros, acima do mar, o segundo ponto mais alto      do Pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Clima<\/strong><\/p>\n<p>O clima deste prov\u00edncia caracteriza-se por ser tropical h\u00famido      e possui uma vegeta\u00e7\u00e3o esverdeada desde o litoral ao interior.<\/p>\n<p><strong>Fauna e Flora.<\/strong><\/p>\n<p>Possui uma fauna bravia de inumer\u00e1veis esp\u00e9cies e uma flora      que varia do tropical ao temperado, efectivamente, na Zamb\u00e9zia os bons      sinais se multiplicam em trabalho j\u00e1 iniciado e potencialidade por      desbravar.<\/p>\n<p><strong>Turismo<\/strong><\/p>\n<p>Sendo uma prov\u00edncia costeira possui um potencial tur\u00edstico,      desde ao de habita\u00e7\u00e3o as praias.<\/p>\n<p><strong>Culturas e Tradi\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A Zamb\u00e9zia \u00e9 um territ\u00f3rio de miscigena\u00e7\u00e3o      e onde poderia ter surgido uma s\u00f3cio-cultura creoula e a maneira extravertida      da sua popula\u00e7\u00e3o, fazem da Zamb\u00e9zia uma prov\u00edncia      muito particular. Considerada de pequeno Brasil, nas suas grandes festa de      Fevereiro, o carnaval e como tradi\u00e7\u00e3o a famosa cozinha de galinha      \u00e0 zambeziana, sendo caracter\u00edstica da comida desta regi\u00e3o,      confeccionada com \u00f3leo de palma, conhecidas em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Religi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Zamb\u00e9zia como outras prov\u00edncias que ocupam o litoral e interior,      as religi\u00f5es representativas s\u00e3o as mu\u00e7ulmanas e cat\u00f3licas      respectivamente.<\/p>\n<p><strong>Cidade de Quelimane<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a capital da prov\u00edncia, situa-se a 485km norte da cidade      da Beira,324km da fronteira com Malawi, e 600km de Nampula, possui um importante      porto de cabotagem situado no Rio dos bons Sinais. O seu mais precioso patrim\u00f3nio      \u00e9 a facilidade e simpatia dos seus habitantes<\/p>\n<p><strong>Como ir<\/strong><\/p>\n<p>Para visitar esta cidade, o melhor, \u00e9 ir nas carreiras regulares da      L.A.M., partindo de Maputo ou mesmo da Beira. Pode ir tamb\u00e9m por estrada      a partir da Beira (Dondo-Caia-Nicoadala) ou de Nampula.<\/p>\n<p>Fonte: majaliwa.tripod.com<\/p>\n<h6>Zamb\u00e9zia<\/h6>\n<p><strong>Zamb\u00e9zia<\/strong>, com a reserva do mesmo nome, abundam variedades      de mam\u00edferos selvagens.<\/p>\n<p> Desta prov\u00edncia n\u00e3o se pode descurar as suas belas praias,      com destaque para a de Zaiala, tranquila, beneficiando do assobio das casuarinas      que a ladeiam. <\/p>\n<h4>Caracteriza\u00e7\u00e3o Geral<\/h4>\n<p> <strong>Superf\u00edcie:<\/strong> 103.127 Km\u00b2 <\/p>\n<h4>Limites<\/h4>\n<blockquote>\n<p> <strong>Norte: <\/strong>Nampula e Niassa<br \/>\n<strong>Sul: <\/strong>Sofala<br \/>\n<strong>Oeste: <\/strong>Malawi e Tete<br \/>\n<strong>Leste:<\/strong> Oceano \u00cdndico<\/p>\n<\/blockquote>\n<p> Densidade Populacional 29 habs\/ Km\u00b2<\/p>\n<p> Etnias Representativas Chuabo e Macua. <\/p>\n<h4>Principais produ\u00e7\u00f5es<\/h4>\n<blockquote>\n<p>Copra<br \/>\n     Ch\u00e1 <br \/>\n     Camar\u00e3o<br \/>\n     Pedras preciosas <\/p>\n<\/blockquote>\n<p> As suas nascentes de \u00e1guas termais, conhecidas por &#8220;fontes quentes&#8221;      (onde os visitantes podem cozer ovos) correm a superf\u00edcie das cidades      de Morrumbala, Lugela e Gil\u00e9. <\/p>\n<p>A Zamb\u00e9zia \u00e9 famosa pela sua cozinha tradicional, bastante      condimentada.<\/p>\n<p> A galinha \u00e0 zambeziana, confeccionada com \u00f3leo palma, \u00e9      conhecida em todo o pa\u00eds, mas s\u00e3o poucas as pessoas que a conseguem      preparar mantendo o sabor e o paladar t\u00edpico da regi\u00e3o. <\/p>\n<p>\u00c9 um produto tur\u00edstico t\u00edpico. <\/p>\n<p>Fonte: www.visitmozambique.net<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Zamb\u00e9zia, Hist\u00f3ria, Mo\u00e7ambique, Continente \u00c1fricano, Povo, Agricultura, Economia, Turismo, Gastronomia, Cultura, Roteiros Turisticos, Popula\u00e7\u00e3o, Localiza\u00e7\u00e3o 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