{"id":39557,"date":"2016-06-02T11:59:18","date_gmt":"2016-06-02T11:59:18","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=39557"},"modified":"2016-06-02T12:03:21","modified_gmt":"2016-06-02T12:03:21","slug":"nampula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/nampula","title":{"rendered":"Nampula"},"content":{"rendered":"<h4>DO MAR DESTA TERRA VEIO O NOME DO PA\u00cdS<\/h4>\n<p>Donde      vem o nome de um Pa\u00eds, como se argamassa esse t\u00edtulo chamamento de uma na\u00e7\u00e3o      no ch\u00e3o hist\u00f3rico da terra onde nascemos e nos tornamos homens &#8211; cidad\u00e3os?<\/p>\n<p>A      Prov\u00edncia de Nampula &#8211; uma pepita de cultura e hist\u00f3ria, de riqueza e beleza      natural tem no seu litoral o segredo do nome e a clareza das respostas.<\/p>\n<p>De      fato, foi numa pequena ilha de coral, situada a escassos quil\u00f3metros do costa      nampulense, que as linhas da hist\u00f3ria se cruzaram tecendo um nome que se tornaria      de todo o Pa\u00eds: Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p>Ponto      de passagem e com\u00e9rcio durante centenas de anos para \u00e1rabes, persas, indianos      e chineses, mas economicamente monopolizada pelos \u00e1rabes &#8211; donos efetivos      do com\u00e9rcio em quase todo a costa oriental de \u00c1frica desde o Mar Vermelho      a Sofala esta pequena ilha de coral viu-se visitada em 1498 pela primeira      frota mar\u00edtima vinda da Europa, mais especificamente, da maior pot\u00eancia mar\u00edtima      da \u00e9poca: Portugal.<\/p>\n<p>Em      poucos anos, os Portugueses, em luta renhida com os \u00e1rabes, come\u00e7aram a dominar      o com\u00e9rcio da zona e a pequena ilha de coral passou a ser um dos v\u00e1rios pontos      estrat\u00e9gicos de defesa desse novo monop\u00f3lio luso, sendo ali constru\u00eddo uma      grande fortaleza militar e uma feitoria para regular\u00e3o e armazenagem desses      produtos comerciais indo-afro-lusos.<\/p>\n<p>Do      seu nome natural, que muitos dos seus atuais habitantes dizem ser Muipiti,      a Ilha passou desde o sec. XVI a chamar-se Mo\u00e7ambique, palavra derivada de      &#8220;Mussa-Ben-Bique&#8221;, segundo a opini\u00e3o de alguns historiadores, mas      fato ainda n\u00e3o totalmente comprovado.<\/p>\n<p>Mas      o litoral de Nampula desdobra-se ainda noutros pontos tamb\u00e9m importantes da      hist\u00f3ria deste pa\u00eds como \u00e9 o caso da regi\u00e3o de Angoche, cuja cidade do mesmo      nome ostenta ainda hoje vestigios do antigo suitanato \u00e1rabe e swahili e que      fez grande resist\u00eancia \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o portuguesa.<\/p>\n<p>Para      al\u00e9m destes singulares aspectos hist\u00f3ricos a prov\u00edncia de Nampula \u00e9 tamb\u00e9m      uma terra riqu\u00edssima do ponto de vista agr\u00edcola e mineral.<\/p>\n<p>Caju,      sisal, algod\u00e3o, tabaco, copra, milho, amendoim, arroz s\u00e3o os suas principais      culturas, mas no seu solo s\u00e3o poss\u00edveis todas as outras culturas tropicais      e mesmo de regi\u00f5es temperadas favorecidos por um clima mais fresco do planalto      interior,<\/p>\n<p>Montanhosa,      e parecendo que os pr\u00f3prios montes se elevam da terra como gigantes de cabe\u00e7as      raias, todo o vasto territ\u00f3rio da prov\u00edncia de Nampula esconde jazigos minerais,      destacando-se o ouro, o ferro, o quartzo, alguns tipos de pedras semi-preciosas      e preciosas, havendo, inclusive, alguns estudos que falam da exist\u00eancia de      ur\u00e2nio.<\/p>\n<p>Sendo a <strong>Prov\u00edncia<\/strong> que mais cidades possui &#8211; quatro ao todo      &#8211; como \u00e9 o caso da cidade da Ilha de Mo\u00e7ambique, de Nampula, de Nacala e Angoche,      ela \u00e9 atravessada em toda a sua extens\u00e3o por uma longa linha de Caminhos de      Ferro que ultrapassa as fronteiras nacionais e que come\u00e7ando ou terminando      em Nacala &#8211; o maior porto natural de \u00c1frica serve o interland vizinho, como      por exemplo, o Malawi, a Z\u00e2mbia e o pr\u00f3prio Zaire, se o desejar.<\/p>\n<p>Se      o litoral \u00e9 demograficamente uma mesclo s\u00f3cio-cultural que s\u00e9culos de interc\u00e2mbio      comercial cimentaram, bem patente na fisionomia humana residente e nas igrejas      cat\u00f3licas, mesquitas isl\u00e2micas e templos hindus erguendo-se lado a lado, o      interior \u00e9 mais genuinamente bantu, de etnia Makwa, e mais islamizado que      crist\u00e3o.<\/p>\n<p>O      secular trabalho de arte e artesanato em pau-preto (\u00e9bano) \u00e9 um aut\u00eantico      s\u00edmbolo art\u00edstico da prov\u00edncia de Nampula, onde tamb\u00e9m se destaca o artesanato      utilit\u00e1rio em palha e sobretudo mobili\u00e1rio em madeira trabalhada, rendilhada,      a fazer recordar influ\u00eancias \u00e1rabes, portuguesas, hindus e mesmo chinesas.<\/p>\n<p>Batida      pelos ventos h\u00famidos e peri\u00f3dicos das mon\u00e7\u00f5es, \u00e0s vezes violentos, Nampula,      cujo nome deriva de um chefe tradicional (N&#8217;wampuhla), que vivia na regi\u00e3o      onde hoje se localizada a cidade do mesmo nome, \u00e9 uma terra luminosa e cheia      de promessas de bem estar.<\/p>\n<p>Em \u00c1frica, os instrumentos de percuss\u00e3o est\u00e3o entre aqueles que mais homog\u00e9nea      e regularmente se espalham por todo o continente. O in\u00edcio do fabrico deste      sonoro artefato perde-se na noite dos tempos. Contudo, sabe-se que os tambores      africanos foram, antes de qualquer outra coisa, um extraordin\u00e1rio meio de      comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia. <\/p>\n<p>Os diversos sons representavam distintas mensagens de um para outro grupo      humano. A sua gradual mudan\u00e7a para instrumento musical, em que hoje est\u00e1 praticamente      transformado, salvo as respectivas excep\u00e7\u00f5es no interior africano, ter-se-\u00e0      acentuado com o desenvolvimento de outras formas de comunica\u00e7\u00e3o neste continente.    <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m os modelos foram variando em tamanho e material de fabrico. Na Ilha      de Mo\u00e7ambique e litoral nampulense, estendendo-se hoje por zonas do interior,      o tipo de tambores denota uma n\u00edtida influ\u00eancia \u00e1rabe e, por outro lado, contrariando      uma ancestral tradi\u00e7\u00e3o bantu, j\u00e1 s\u00e3o tamb\u00e9m percutidos por m\u00e3os femininas.    <\/p>\n<p>Os v\u00e1rios ritmos d\u00e3o outrossim, testemunho desse sincretismo bantu-\u00e1rabe.      \u00c9 a magia do ser humano em comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>Dizem      que as cidades nascem do campo. De pequenas aldeias passam a vilas que, por      raz\u00f5es s\u00f3cio-econ\u00f3micas diversas, podem crescer e transformar-se em belas      cidades.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/nampul1.jpg\" alt=\"Nampula\" width=\"237\" height=\"160\" title=\"Nampula\" \/><\/p>\n<p>Esta cidade de Nampula tem uma hist\u00f3ria interessante. Ao contr\u00e1rio de outras      cong\u00e9neres do interior, semelhantes em tamanho e desenvolvimento, como \u00e9 o      caso de Chimoio e Tete, frutos de um crescimento econ\u00f4mico espec\u00edfico, Nampula      parece ter o seu desenvolvimento ligado a raz\u00f5es de ordem estrat\u00e9gico-militar      e de ocupa\u00e7\u00e3o administrativa do vasto interior mo\u00e7ambicano pelas autoridades      coloniais. <\/p>\n<p>Foi assim que nasceu e cresceu a cidade de Nampula, que nos anos 60\/ 70,      transformada em quartel general das for\u00e7as operacionais portuguesas que lutavam      contra a guerrilha nacionalista mo\u00e7ambicana, teve um crescimento not\u00e1vel,      favorecido tamb\u00e9m e em parte por nela passar a linha f\u00e9rrea ligando o porto      de Nacala ao Malawi, no altura em franco progresso. <\/p>\n<p>De linhas arquitet\u00f4nicas modernas, Nampula est\u00e1 no centro de uma vasta regi\u00e3o      agr\u00edcola e tem agora largas possibilidades de crescimento fora dos motivos      que a fizeram erguer.<\/p>\n<p>Aos domingos a bela capital daquela prov\u00edncia realiza uma feira de artesanato      que \u00e9 hoje conhecida em quase todo o pa\u00eds. Com predom\u00ednio de pe\u00e7as em pau-preto,      a feira de artesanato de Nampula \u00e9, efetivamente, um local de grande interesse      turistico-cultural. <\/p>\n<p>O \u00e9bano, o pau-rosa, o marfim &#8211; mais embutido em pe\u00e7as do que trabalhado      na sua inteira dimens\u00e3o &#8211; a cestaria requintada e os suas famosas pe\u00e7as de      mobili\u00e1rio em madeira bordada a recordar heran\u00e7as decorativas de v\u00e1rios quadrantes      do mundo, s\u00e3o o espelho da alma deste povo Makwa que aqui habita.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/nampul2.jpg\" alt=\"Nampula\" width=\"238\" height=\"148\" title=\"Nampula\" \/><\/p>\n<p>O inebriente fumo dos homens amadurece na pequena constru\u00e7\u00e3o \u00e0 beira do caminho.      Entre Rib\u00e1u\u00e8 e a regi\u00e3o oeste, limite da prov\u00edncia de Nampula com o Niassa,      ao longo dos dois lados da linha dos Caminhos de Ferro, h\u00e1 uma antiga tradi\u00e7\u00e3o      de cultura do tabaco. <\/p>\n<p>Nos anos 70 um aut\u00eantico &#8220;boom&#8221; tabaqueiro aconteceu naquela regi\u00e3o.      Pelos vales maravilhosos separados por blocos maci\u00e7os de montanhas pedregosas      estendiam-se grandes machambas de tabaco e, por toda a parte, eram vis\u00edveis      desde grandes armaz\u00e9ns e estufas para o sequeiro a humildes constru\u00e7\u00f5es para      a curti\u00e7\u00e3o das folhas. <\/p>\n<p>Efetivamente, esta planta deu cor de trabalho a todo aquele vasto mundo agr\u00edcola.      Hoje, devido \u00e0 guerra que por ali tamb\u00e9m passou, aquela regi\u00e3o deixou de ser      a grande produtora que j\u00e1 foi, contudo, a tradi\u00e7\u00e3o tabaqueira permanece e      o relan\u00e7amento em larga escala desta cultura est\u00e1 para breve.<\/p>\n<p>O      tabaco de Nampula tem mesmo tradi\u00e7\u00e3o, d\u00e1 dinheiro e \u00e9 muito gostoso de se      fumar, dizem os entendidos.<\/p>\n<p>Nos      mercados locais, onde a cavaqueira animada abre o sorriso para o neg\u00f3cio andar,      o bom tabaco de Nampula, curtido e enrolado ao gosto dos fumadores, \u00e9 presen\u00e7a      obrigat\u00f3ria e cheirosa.<\/p>\n<p>N\u00e3o      basta cultivar e curtir o tabaco. \u00c9 preciso saber vend\u00ea-lo ao ritmo da tradi\u00e7\u00e3o,      da sempre interessante disputa do pre\u00e7o. Compradores e vendedores chegam a      sentar-se lado a lado para acordarem o pre\u00e7o ideal. De uma boa conversa nasce      um bom neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>H\u00e1      uma luz no meu gesto de expor o que quero vender. Seja o doce sabor do caju      ou o t\u00edpico paladar dos bolos de mandioca e coco, ponho na minha humilde banca      de carinho uma mistura de ang\u00fastia e ansiedade para o meu sustento.<\/p>\n<p>\u00c0s      vezes tenho uma can\u00e7\u00e3o triste nos meus l\u00e1bios, mas n\u00e3o \u00e9 para amargar o a\u00e7\u00facar      dos coisas que vendo; \u00e9 apenas a dor de vencer no recorda\u00e7\u00e3o da vida pulsando      primeiro em minha barriga e depois no quente descanso das minhas costas.<\/p>\n<p>\u00c9      s\u00f3 isso. Ao fim do dia tenho alguns trocados do que vendi, voo para a comida      dos filhos, para o meu ninho de palha e madeira, eu mulher-ave-protetora,      mulher-for\u00e7a deste continente de promessas, mulher-esperan\u00e7a-renovado a teimar      sobreviv\u00eancias.<\/p>\n<p>Falo      macua e visto-me assim. Meu modelo \u00e9 do interior de Nampula, s\u00f3 diferente      nos dias de festa quando fico na capulana mais bonita, mais garrida e arranjo      outro estilo para o meu len\u00e7o. De resto, sonho sempre com dias melhores, acreditem!<\/p>\n<p>Em      Nampula os montes s\u00e3o maci\u00e7os, rochosos e lavados pelas chuvas milenares.<\/p>\n<p>A      poucos quil\u00f3metros da cidade de Nampula fica esta barragem, com um lago artificial      suficiente para a sede de milhares e milhares de residentes da capital Prov\u00edncial.      E, olhando-a, fixamos dois tempos:<\/p>\n<p>Um,      retido na constru\u00e7\u00e3o do mundo, nas primeiras gotas de lava brotando e erguendo-se      para os contornos altivos das paisagens, onde mais tarde a \u00e1gua brotar\u00e1 dessas      fontes de pedra como fonte de vida. Outro, parado no artefato humano, manufatura      inteligente do Homem aproveitando e moldando a natureza, nem sempre pr\u00f3diga      em caminhos de \u00e1gua.<\/p>\n<p>A      c\u00e2mara fixou dois tempos de um mesmo mundo de potencialidades que n\u00e3o t\u00eam      necessariamente de antagonizar-se.<\/p>\n<p>Angoche:      \u00c0 frente a ilha de Quiloa. Entre a terra e a ilha um pequeno-grande bra\u00e7o      de mar aconchega esperan\u00e7as. E este sinal de esperan\u00e7a n\u00e3o estar\u00e1 tamb\u00e9m na      frota pesqueira que flutua nas \u00e1guas ricas de camar\u00e3o e peixe de Angoche?<\/p>\n<p>Com      uma tradi\u00e7\u00e3o mar\u00edtima anterior \u00e0 chegada dos portugueses no s\u00e9c. XVI, Angoche      era porto de abrigo e com\u00e9rcio de navios mercantes \u00e1rabes, sendo ainda hoje      bem vis\u00edvel no gesto e palavra dos seus habitantes uma antiga cultura swahili      de reminisc\u00eancias \u00e1rabes.<\/p>\n<p>Um      bom investimento est\u00e1 aqui sempre ao abrigo dos ventos. Tamb\u00e9m em terra, o      caju, a copra, o algod\u00e3o e os frutos tropicais sucedem-se entre ricas machambas      de mandioca, ancorando uma certeza de bons tempos para a faina da vida.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/nampul3.jpg\" alt=\"Nampula\" width=\"241\" height=\"155\" title=\"Nampula\" \/><\/p>\n<p><strong>Nacala:<\/strong>\u00a0um      porto portentoso e um moderno cais acost\u00e1vel bordejando uma bela cidade do      litoral nampulense. Sem assoreamento, porque nenhum rio nele desagua, com      uma quota que a 30 metros da margem desce a 50 metros de profundidade e a      mais de 150 no meio da ba\u00eda bem abrigada, o porto de Nacala permite a entrada      dos maiores navios de carga do mundo.<\/p>\n<p>O seu cais, onde termina uma extensa linha de Caminhos de Ferro inter-Prov\u00edncial      e internacional, serve n\u00e3o s\u00f3 tr\u00eas prov\u00edncias vizinhas de Nampula, como o      interland, com destaque para o Malawi. <\/p>\n<p>O Zaire e a Z\u00e2mbia podem tamb\u00e9m servir-se deste porto se o desejarem. Um      portento, este porto da Prov\u00edncia de Nampula!<\/p>\n<p>Fortaleza      de S. Sebasti\u00e3o da Ilha de Mo\u00e7ambique. Mandada construir em 1532, durante      o reinado de D. Jo\u00e3o III de Portugal, para a defesa contra um poss\u00edvel golpe      de m\u00e3o de \u00e1rabes e turcos da Ilha e tamb\u00e9m para prevenir qualquer invas\u00e3o      por parte de uma pot\u00eancia mar\u00edtima rival da monarquia portuguesa, esta obra      grandiosa s\u00f3 teve o seu verdadeiro in\u00edcio em 1558.<\/p>\n<p>Antes,      havia apenas um baluarte portugu\u00eas com artilharia para a defesa da entrada      do porto e que tinha ao lado outra constru\u00e7\u00e3o denominado precisamente Nossa      Senhora de Baluarte.<\/p>\n<p>Beijada      pelas \u00e1guas do Indico, os ventos da hist\u00f3ria foram soprando sobre estas pedras,      sobre estas armas. L\u00e1grimas o sorrisos perpassaram por estas muralhas de espanto      e dor, de for\u00e7a e medo, mas hoje apenas conservam bem vivos o cheiro das algas      e o marulhar das \u00e1guas nos seus alicerces. Ondas de Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Estes      velhos canh\u00f5es da fortaleza da Ilha, alguns ainda do s\u00e9c. XVI, resistem h\u00e1      cinco centenas de anos \u00e0 oxida\u00e7\u00e3o pelos \u00edndicos ventos de mon\u00e7\u00e3o. Resistiram      aos homens que os construiram, \u00e0s gera\u00e7\u00f5es que os sucederam, e, s\u00e3o agora,      no seu sil\u00eancio b\u00e9lico, simples pe\u00e7as de museu para qualquer turista contemplar.<\/p>\n<p>&#8220;Malhas      que o imp\u00e9rio tece&#8221;, disse uma vez um grande poeta portugu\u00eas contempor\u00e2neo.      De fato, do seu esplendor inicial, da grande fortaleza que defendiam, ficou      apenas este ferro da lembran\u00e7a, mem\u00f3ria amarga para uns e dourada para outros.<\/p>\n<p>Porta      de armas. Esta entrada n\u00e3o \u00e9 a original porta de armas da Fortaleza de S.      Sebasti\u00e3o. A primeira ficava a meia altura da muralha e dava para o ent\u00e3o      designado Campo de S. Gabriel. Entrava-se por ela atrav\u00e9s de uma ponte movedi\u00e7a      sobre um fosso com \u00e1gua bem \u00e0 maneira dos castelos medievais.<\/p>\n<p>A      porta de armas que agora vemos, foi constru\u00edda a partir de um postigo lateral      e data de 1712, segundo informa um texto sobre a Ilha de Mo\u00e7ambique e pesquisado      pelos historiadores mo\u00e7ambicanos Lu\u00eds Filipe Pereira e Ant\u00f3nio Sopa. \u00c9 um      simples mas belo exemplar militar-arquitet\u00f4nico de uma \u00e9poca.<\/p>\n<p>Homens      e barcos, terra e mar. Com estes pontos se unem as linhas do trap\u00e9zio com      que se desenha a Ilha de Mo\u00e7ambique. Sem ch\u00e3o para o plantio dos verduras      necess\u00e1rias, que t\u00eam de vir do continente ali defronte, \u00e9 no mar que os ilh\u00e9us      buscam um pouco do seu sustento.<\/p>\n<p>Pesca,      transporte de mercadorias e passageiros, baldea\u00e7\u00e3o de mercadorias de barcos      fundeados na barra, tudo isto \u00e9 trabalho para as velhas embarca\u00e7\u00f5es que acostam      \u00e0s pequenas enseadas de coral, muito embora haja um sempre colorido cais acost\u00e1vel.      Antigos h\u00e1bitos, velhos costumes: redund\u00e2ncia necess\u00e1ria de significados.<\/p>\n<p>A ilha de Mo\u00e7ambique \u00e9 hoje considerada um patrim\u00f3nio da humanidade. Nela      se cruzaram e se fixaram culturas de muitos povos; na sua arquitetura e no      rosto dos seus habitantes l\u00ea-se a geografia do mundo desde a Ar\u00e1bia \u00e0 P\u00e9rsia,      da \u00edndia \u00e0 China. <\/p>\n<p>Claro que a Europa est\u00e1 tamb\u00e9m bem patente, atrav\u00e9s da presen\u00e7a portuguesa      de cinco s\u00e9culos, aqui, realmente, de 500 anos efetivos. <\/p>\n<p>Por isso, nada tem de estranho vermos numa rua &#8211; por sinal nem a mais faustosa,      nem a mais rica &#8211; olhando as ondas do Indico por ele t\u00e3o conhecidas e excelsamente      cantadas, o vulto do maior vate de l\u00edngua portuguesa: Lu\u00eds de Cam\u00f5es.<\/p>\n<p>Ele      viveu dois anos na Ilha vindo da \u00cdndia de regresso a Portugal. Dizem os historiadores      que aqui retrabalhou muitos versos da sua epopeia &#8220;Os Lus\u00edadas&#8221;.      De fato, na ilha, Cam\u00f5es n\u00e3o destoa, est\u00e1 \u00e0 vontade numa das suas ruas. Os      mo\u00e7ambicanos conhecem-no h\u00e1 s\u00e9culos!<\/p>\n<p>Ilha      de Mo\u00e7ambique. Um canto diferente desta concha de coral multicultural e uma      imagem que foge um pouco dos habituais ex-libris da cidade.<\/p>\n<p>Contudo, l\u00e1 est\u00e1 a marca da presen\u00e7a \u00e1rabe com a mesquita e o respectivo      minarete sobressaindo das velhas constru\u00e7\u00f5es portuguesas. <\/p>\n<p>De constru\u00e7\u00e3o mais recente, este principal templo isl\u00e2mico da cidade, acrescenta      ao patrim\u00f3nio da Ilha mais arquitetura religiosa j\u00e1 contemplada com outras      mesquitas e templos cat\u00f3licos e hindus.<\/p>\n<p>Entre      os residentes que esperam pela faina mar\u00edtima, por transporte para o continente      ou outras ilhas vizinhas h\u00e1 um cruzar de cren\u00e7as num mundo de harmonia que      persiste at\u00e9 hoje e a que a muitos espanta.<\/p>\n<p>Coreto da Pra\u00e7a Municipal da cidade de Mo\u00e7ambique. O largo onde se situa      este coreto \u00e9 fruto de um arranjo urban\u00edstico datado de 1830. Do lado esquerdo      v\u00ea-se o Pal\u00e1cio de S.Paulo. <\/p>\n<p>Contam as cr\u00f3nicas da Ilha, sobretudo a partir do s\u00e9culo passado, que nesta      velha capital da col\u00f3nia de Mo\u00e7ambique organizavam-se nos seus casar\u00f5es ou      mesmo nas pra\u00e7as p\u00fablicas sess\u00f5es culturais mercantes e concorridas. <\/p>\n<p>Este coreto \u00e9 um signo desses tempos em que tamb\u00e9m a banda musical municipal      enchia os fins-de-semana com acordes musicais agrad\u00e1veis. Nesta mesma pra\u00e7a      tamb\u00e9m em certas ocasi\u00f5es festivas eram convidados outros grupos de canto      e dan\u00e7a tradicionais da ilha, cuja forte presen\u00e7a art\u00edstica era sempre bastante      aplaudida. <\/p>\n<p>Atualmente, revitaliza-se a vida art\u00edstica da cidade de Mo\u00e7ambique de modo      a preencher com mais vida esta pra\u00e7a constru\u00edda por este mesmo povo que mais      do que ningu\u00e9m conhece as v\u00e1rias linhas com que se cosem as culturas do mundo.<\/p>\n<p>Uma      t\u00edpica rua da Ilha. Casas de pedra e cal estreitam h\u00e1 s\u00e9culos este curto caminho      dos Homens. Por detr\u00e1s das grossas paredes argamassadas de hist\u00f3ria e sonhos,      que del\u00edrios, que sofrimentos, que alegrias poder\u00edamos descrever?<\/p>\n<p>P\u00e9s      de escravos e almirantes, sult\u00f5es e poetas percorreram em diversos sentidos      as veredas coralinas da Ilha.<\/p>\n<p>Que      segredos guardam estas paredes e estas ruas de tanta gente que cimentou a      hist\u00f3ria pluricultural deste lugar?<\/p>\n<p>As      primeiras casas, dizem os pesquisadores, eram feitas de bambu, depois maticadas      e cobertas de colmo. Mais tarde, com a presen\u00e7a de \u00e1rabes e depois portugueses      surgiram habita\u00e7\u00f5es feitas de pedra e cal, mas ainda cobertas de colmo. Edif\u00edcios      mais modernos, arquitetonicamente falando, come\u00e7aram a surgir no s\u00e9c. XVI,      crescendo em tamanho e diversidade nos s\u00e9culos seguintes, refletindo os progressos      e os convuls\u00f5es politico-econ\u00f3micas do pr\u00f3prio imp\u00e9rio portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Entre      os referidos edif\u00edcios e que por sinal se foi moldando e se transformando      estruturalmente ao sabor do tempo, est\u00e1 o da capitania, que ostenta esta bonita      entrada.<\/p>\n<p>A      capitania foi reedificada a partir do antigo edif\u00edcio do Arsenal datado do      s\u00e9c. XVI. No s\u00e9c. XIX era dali que se administrava a divis\u00e3o naval portuguesa      do \u00cdndico e ainda hoje, depois da Independ\u00eancia, continua acolhendo os funcion\u00e1rios      navais da dire\u00e7\u00e3o mar\u00edtima da prov\u00edncia de Nampula, pelo menos uma parte dela.<\/p>\n<p>Pormenor      das escadarias do Pal\u00e1cio de S. Paulo que d\u00e1 acesso ao p\u00e1tio interior. Como      guias para todas as idades, estas est\u00e1tuas-candeeiros iluminaram o vai-vem      de funcion\u00e1rios e visitantes desta antiga sede do governo colonial.<\/p>\n<p>Mais      do que c\u00e2ndidos far\u00f3is para percursos interiores estas esculturas-suportes-de-luz      s\u00e3o como sentinelas dum tempo retido em gesto iluminadamente mudo.<\/p>\n<p>Preservar      estas pe\u00e7as de arte de que a Ilha de Mo\u00e7ambique \u00e9 um aut\u00eantico tesouro, torna-se      mais do que necess\u00e1rio, pois ter\u00e1 de fazer parte da pr\u00f3pria cultura dos mo\u00e7ambicanos.<\/p>\n<p>Como      j\u00f3ias de um tempo (perverso?) que passou, elas brilham na sua solid\u00e3o mostrando      aos coet\u00e2neos os v\u00e1rios lados de que se reveste a hist\u00f3ria do mundo.<\/p>\n<p>Pal\u00e1cio de S. Paulo. Ele tamb\u00e9m tem, tal como muitos outros grandes edif\u00edcios      de origem portuguesa constru\u00eddos no Ilha de Mo\u00e7ambique, uma hist\u00f3ria arquitet\u00f4nica.    <\/p>\n<p>Efetivamente, este majestoso pal\u00e1cio, que guardava no seu interior pe\u00e7as      v\u00e1rias de valor inestim\u00e1vel, muitas das quais, infelizmente, desapareceram      durante o conturbado per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o para a independ\u00eancia, foi v\u00e1rias      outras coisas e passou por v\u00e1rios fases antes de ser o que a imagem documenta.<\/p>\n<p>O      Pal\u00e1cio de S. Paulo surgiu de uma profunda transforma\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o do col\u00e9gio      de S. Francisco Xavier, da antiga Ordem dos Jesu\u00edtas. Foi constru\u00eddo cerca      de 1618-1620 nas ru\u00ednas da torre velha. A torre foi ainda aproveitada como      se pode ver, assim como a capela que fica ao lado.<\/p>\n<p>Gravuras      antigas mostram que a capela e o pal\u00e1cio eram edif\u00edcios diferentes, mas hoje      fazem corpo \u00fanico e significativo. Pedras da hist\u00f3ria a conservar.<\/p>\n<p>Uma      religi\u00e3o, duas imagens em dois pontos distintos da prov\u00edncia de Nampula.<\/p>\n<p>A primeiro \u00e9 a igreja, amea\u00e7ando ruir, da antiga miss\u00e3o cat\u00f3lica do Mossuril,      no litoral Nampulense e n\u00e3o muito distante da Ilha de Mo\u00e7ambique. <\/p>\n<p>A par do islamismo, j\u00e1 implantado nas costas de Nampula mesmo antes da chegada      das primeiras caravelas lusas, os portugueses foram tamb\u00e9m expandindo a sua      f\u00e9 \u00e0 medida da dilata\u00e7\u00e3o do seu imp\u00e9rio.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/nampul4.jpg\" alt=\"Nampula\" width=\"160\" height=\"223\" title=\"Nampula\" \/><\/p>\n<p>Nas velhas e desgostadas paredes desta igreja crist\u00e3, devem ainda ressoar      muitas ora\u00e7\u00f5es de gera\u00e7\u00f5es de crentes do antigo Mossuril. <\/p>\n<p>A segunda imagem oferece-nos um pormenor do interior de uma capela da Ilha      de Mo\u00e7ambique, patenteando no ornamento da est\u00e1tua do santo um pouco de estilo      manuelino e j\u00e1 com alguns tra\u00e7os prenunciadores do barroco.<\/p>\n<p>J\u00e1      aqui se escreveu sobre a natureza, a configura\u00e7\u00e3o dos montes e montanhas da      prov\u00edncia de Nampula. De fato, eles brotam do ch\u00e3o antigo da cria\u00e7\u00e3o do mundo      como cabe\u00e7as de gigantes carecas \u00e0 procura da cabeleira verde da paisagem.<\/p>\n<p>Lavados      por mil\u00e9nios de chuva, eles multiplicam a sua austeridade por uma paisagem      de vales arborizados, savanas coloridas, desenhada a sonhos.<\/p>\n<p>Aliciantes      mundos de pedra para escaladas ousadas, os montes de Nampula escondem, na      sua ra\u00edz, imensas reservas minerais, que come\u00e7am a pouco e pouco a ser desvendadas.<\/p>\n<p>Recanto      agrad\u00e1vel na periferia da cidade de Nampula. Nesta prov\u00edncia, os palmares      acontecem mesmo muito distantes da orla mar\u00edtima. Na capital, situada quase      no centro do territ\u00f3rio Prov\u00edncial, os coqueiros crescem em profus\u00e3o dando      \u00e0 paisagem inteira um delicioso cheiro a mar.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m      aqui se nota o tra\u00e7o \u00e1rabe a desenhar a paisagem arquitet\u00f4nica. Casas de alvenaria      ou maticadas com o barro da terra s\u00e3o pintadas com o cal branco da frescura,      afugentando o calor e tamb\u00e9m a tra\u00e7a daninha.<\/p>\n<p>Nampula      \u00e9, efetivamente, uma prov\u00edncia bem distinta humana e geograficamente no seio      do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Bate      o meu cora\u00e7\u00e3o no tambor do tempo, neste canto da prov\u00edncia de Nampula. Envio      com carinho esta mensagem de amor com o canto da minha alma em m\u00fasica. Sou      mulher e sou bela.<\/p>\n<p>Sou      mulher makwa ornamentada de sonhos e risos sinceros. Gosto de ser como<\/p>\n<p>sou:      Um b\u00fazio de carne posto no ouvido do mundo para o vento-m\u00fasica-do-mar. Sou      daqui e perten\u00e7o a todo o universo da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O      menear das minhas ancas faz parar quem me v\u00ea e o meu andar-de-dan\u00e7a requebra      vibrante entre montes e ondas&#8230; Sou eu, mais eu, depois de juntar no meu      ritmo os v\u00e1rios gestos do mundo.<\/p>\n<p>Fonte: www.geocities.com<\/p>\n<h6>Nampula<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>Localizada      no norte do Pa\u00eds, tem como limites a Norte as Prov\u00edncias de Cabo Delgado e      Niassa, a Sul e a Oeste a Zamb\u00e9zia e a Leste o Oceano Indico.<\/p>\n<p>A      Ilha de Mo\u00e7ambique, situada a 175 Km da Capital da Prov\u00edncia, Nampula, \u00e9 hoje      considerada patrim\u00f3nio mundial, pode considerar-se o ber\u00e7o da unidade territorial      que constitui atualmente a na\u00e7\u00e3o mo\u00e7ambicana.<\/p>\n<p>A      esta pequena ilha de coral, junto \u00e0 costa, cujo nome \u00e9 atribu\u00eddo, por uns,      \u00e0 designa\u00e7\u00e3o original de Muipiti, enquanto outros assumem que a identifica\u00e7\u00e3o      de Mo\u00e7ambique, que passou a ser utilizada a partir do s\u00e9c. XVI, teve origem      no nome Mussa-Bin-Biki, filho do sult\u00e3o, senhor da ilha, Bin Biki, aflu\u00edram      desde tempos remotos povos de diferentes origens, com predomin\u00e2ncia dos \u00e1rabes      que a utilizavam como entreposto para o com\u00e9rcio com o interior e ao longo      de toda a costa mo\u00e7ambicana.<\/p>\n<p>Foi      a\u00ed tamb\u00e9m que, em 1498, aportaram os navegadores portugueses que expulsaram      os interesses instalados e tornaram a Ilha num ponto estrat\u00e9gico a partir      do qual iniciaram a expans\u00e3o para outras regi\u00f5es do Pa\u00eds. Para o efeito constru\u00edram      a fortaleza de S\u00e3o Sebasti\u00e3o e uma feitoria.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/nampul5.jpg\" alt=\"Nampula\" width=\"300\" height=\"111\" title=\"Nampula\" \/><\/p>\n<p>Na      Ilha, tamb\u00e9m as mulheres aplicam no rosto e no corpo uma pomada que elas mesmo      preparam, tornando a pele macia, suave e que fica pintada de branco, uma imagem      espec\u00edfica da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Nampula      \u00e9 uma Prov\u00edncia rica em paisagens, passado hist\u00f3rico e posicionamento estrat\u00e9gico,      refletidos nas cidades de Nampula, Ilha de Mo\u00e7ambique, Angoche e Nacala, um      dos melhores portos naturais de \u00c1frica.<\/p>\n<p>A      etnia predominante \u00e9 Macua.<\/p>\n<p>Fonte: www.turismomocambique.co.mz<\/p>\n<h6>Nampula<\/h6>\n<h4>Prov\u00edncia de Nampula<\/h4>\n<p>Est\u00e1      situada a Nordeste do pa\u00eds, \u00e9 donde veio o nome do pa\u00eds como se argamassou      o chamamento desta na\u00e7\u00e3o no ch\u00e3o hist\u00f3rico da terra onde nascemos e nos tornamos      homens cidad\u00e3os, esta prov\u00edncia apresenta uma surpreendente paisagem de florestas      de moinho que alternam enormes cumes rochosos.<\/p>\n<p><strong>Densidade populacional:\u00a0<\/strong>3065 mil de habitantes.<br \/>\n<strong>Etnias Representativas:\u00a0<\/strong>Macua.<br \/>\n<strong>Superf\u00edcie:\u00a0<\/strong>81.606 km\u00b2<br \/>\n<strong>Principais produ\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0caju, sisal, algod\u00e3o, tabaco,      copra, milho, amendoim, arroz e minerais como: ouro, ferro, o quatzo, e alguns      tipos de pedras preciosas e semi-preciosas.<br \/>\n<strong>Limites:<\/strong>\u00a0A Norte ficam as prov\u00edncias de Cabo      Delgado e Niassa.<br \/>\n     A Sul fica a prov\u00edncia da Zamb\u00e9zia.<br \/>\n     A Leste fica o Oceano Indico.<\/p>\n<p><strong>Clima      e Vegeta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A      vegeta\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada com clima de qualquer regi\u00e3o, e nesta prov\u00edncia      predomina um clima tropical h\u00famido com temperaturas m\u00e9dias anuais entre 24      a 26 graus com uma floresta aberta de miombo.<\/p>\n<p><strong>Fauna      e Flora<\/strong><\/p>\n<p><strong>Encontra distribu\u00edda em toda prov\u00edncia de Nampula uma quantidade      de florestas no interior e mangais ao longo do litoral especialmente nos distrito      de Angoche e Mogincual e fauna que se adequa a esta distribui\u00e7\u00e3o, encontrando      animais de grande porte nas florestas como:<\/strong> cabritos do mato, b\u00fafalos,      elefantes,porco-bravo, leopardo, macaco -c\u00e3o, pala-pala, facoceiro, cudo,      impala, chango, rinocerontes e Hienas e no litoral animais de pequena esp\u00e9cie      como: crocodilos, os peixes e algumas esp\u00e9cies end\u00e9micas.<\/p>\n<p><strong>Turismo<\/strong><\/p>\n<p>As      grandes potencialidade do turismo se encontram em todo litoral, isto \u00e9, a      costa nampulense, desde onde nasceu o nome deste pa\u00eds, Mo\u00e7ambique, ali onde      os primeiros comerciantes \u00e1rabes, persas, indianos e os portugueses, na ilha      de Mo\u00e7ambique, que constitui agora para al\u00e9m de patrim\u00f3nio cultural e hist\u00f3rico      de Mo\u00e7ambique, um ponto de grande interesse tur\u00edstico.<\/p>\n<p><strong>Cultura<\/strong><\/p>\n<p>A      prov\u00edncia de Nampula \u00e9 uma pepita de cultura e hist\u00f3ria de riqueza e beleza      natural que tem no seu litoral, o segredo do seu nome \u00e9 o segredo da resposta.<\/p>\n<p><strong>Principais Cidades<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      uma prov\u00edncia com mais cidades do pa\u00eds, com quatro no total nomeadamente:      Ilha de Mo\u00e7ambique, Nampula, Nacala e Angoche. <\/p>\n<p>   <strong>Religi\u00e3o<\/strong>    <\/p>\n<p>Se      o litoral \u00e9 democraticamente uma mesclo s\u00f3cio-cultural que s\u00e9culos de interc\u00e2mbio      comercial cimentaram, bem patente na fisionomia humana residente e nas igrejas      cat\u00f3licas, mesquitas isl\u00e2micas e templos hindus, sendo no interior mais genuinamente      bantu, de entia Makwa, e mais islamizado que crist\u00e3.<\/p>\n<p><strong>Como      ir<\/strong><\/p>\n<p>Pode-se      ir para por via a\u00e9rea ,nas carreiras reguilares da LAM, a partir de Maputo,      ou de carro do Malawi,cuja a fronteira Chipode\/Mandimba, fica a 503 km.Tamb\u00e9m      pode ir da Beira por estrada fazendo atravessia do Zamb\u00e9zia em caia.<\/p>\n<p><strong>Transportes<\/strong><\/p>\n<p>Pode      -se alugar carros para ir a diversos ponto da prov\u00edncia e os ditos &#8220;chapas&#8221;,      para mais informa\u00e7\u00f5es contate a sua ag\u00eancia de viagens.<\/p>\n<p><strong>Cidade de Nampula<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 a capital da provincia, com 305 mil habitantes. \u00c9 batida de ventos      h\u00famidos e peri\u00f3dicos das mon\u00e7\u00f5es, as vezes violentos, Nampula de um chefe      tradicional (N\u0092wampuhla), que vivia nessa zona capital provincial, sua      popula\u00e7\u00e3o intricicamente agricultor e de etnia macua.Telecomunica\u00e7\u00f5es, pode      ligar a n\u00fameros que lhe interessa bastando discar pelo indicativo (06).<\/p>\n<p><strong>Como      ir .<\/strong><\/p>\n<p>Pode      ir a cidade Nampula por via a\u00e9rea, nas carreiras regulares da L.A.M., a partir      de Maputo ou de carro via Malawi atravessando a fronteira em chipode\/Mandimba      e\/ou ainda da Beira por estrada via Caia.<\/p>\n<p><strong>Distra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Catedral      de Nampula, \u00e9 um edif\u00edcio com duas torres e uma c\u00fapula maci\u00e7a.<\/p>\n<p>Museu      de Nampula, exp\u00f5e diversas obras de arte ilustrativas da cultura mo\u00e7ambicana.<br \/>\n     o Mercado central,sita rua Paulo Samuel Kankomba.<\/p>\n<p>Cooperativa      Makonde situada atr\u00e1s do museu, pode comprar diversos artigos art\u00edsticos.<\/p>\n<p><strong>Artesenato<\/strong><\/p>\n<p>O      secular trabalho de arte e artesanato em pau-preto( \u00e9bano) \u00e9 um aut\u00eantico      s\u00edmbolo art\u00edstico da prov\u00edncia de Nampula, onde se destaca o artesenato utilit\u00e1rio      de palha e sobretudo mobili\u00e1rio em madeira trabalhada, rendilhada a fazer      recordar influ\u00eancias \u00e1rabes, portuguesa hindus e mesmo chinesa e trabalhos      de oliversaria em redor da cidade, aos Domingos poder\u00e1 apreciar e poder comprar      em frente da catedral de Nampula.<\/p>\n<p><strong>Distrito      de Angoche.<\/strong><\/p>\n<p>Situa-se no litoral, a 70km a leste da cidade capital. \u00c9 um distrito com      cerca de 228mil habitantes com tradi\u00e7\u00f5es e cultura bastante impressionante.    <\/p>\n<p>\u00c9 um dos pontos importantes da hist\u00f3ria de Mo\u00e7ambique, na cidade de Angoche      ostenta ainda hoje vest\u00edgios do sultanato \u00e1rabe e swahili e, que fez grande      resist\u00eancia a ocupa\u00e7\u00e3o portuguesa.<\/p>\n<p><strong>Como      ir.<\/strong><\/p>\n<p>Pode      ir a distrito de Angoche de carro a partir da cidade de Nampula ,em cerca      de 45 minuto ou de avi\u00e3o partindo tamb\u00e9m da capital provincial cerca de 20      minutos.<\/p>\n<p><strong>Lugares      interessantes:<\/strong><\/p>\n<p>A      praia nova de Angoche, que necessita de Infra-estruturas para acampamento      e dormida, agora possui boas condi\u00e7\u00f5es o banho e mergulho.Para mais informa\u00e7\u00f5es      contate a sua ag\u00eancia de Viagens.<\/p>\n<p><strong>Distrito      de Mossuril<\/strong><\/p>\n<p>Situado      a Este da cidade de Nampula, com cerca de 83 mil habitantes, pode-se ir a      este distrito de carro partindo de Nampula em de 2.30horas, \u00e9 aconselh\u00e1vel      devido ao mau estado da via de acesso.<\/p>\n<p><strong>Onde      dormir e Comer<\/strong><\/p>\n<p>O      complexo Tur\u00edstico chocas Mar disp\u00f5e 6 bungalows para acolher os h\u00f3spedes,      dos quais 2 s\u00e3o pequenos e 4 grandes, e os seus pre\u00e7os depende destes tamanhos.      Pode deliciar pratos t\u00edpicos da regi\u00e3o, o Tocossado.<\/p>\n<p><strong>Praias      e Distra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Para      a sua distra\u00e7\u00e3o, as praias de Chocas Mar, com as suas \u00e1guas azuis com as areias      brancas d\u00e3o o prazer de tomar um banho.<\/p>\n<p>Pode-se      visitar a Pequena Cabaceira, onde se encontram as primeiras infra-estruturas      utilizadas pelos portugueses e \u00e1rabes e outros comerciantes, e da\u00ed pode-se      chegar a Ilha de Mo\u00e7ambique atrav\u00e9s das embarca\u00e7\u00f5es do complexo Chocas por      apenas 50 $ USD.<\/p>\n<p>A      Grande Cabaceira, pode-se visitar este local hist\u00f3rico e turisticamente maravilhoso.<\/p>\n<p><strong>Pode-se ver:<\/strong> A par\u00f3quia de Nossa Senhora de F\u00e1tima, a Creche,      miss\u00e3o de Santa Barbara e a Mesquita.<\/p>\n<p><strong>Distrito      de Ilha de Mo\u00e7ambique<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      uma pequena Ilha situada a escassos quil\u00f3metros da costa Nampulese, com uma      densidade populacional de 42 mil habitantes, onde as linhas de hist\u00f3ria se      cruzaram tecendo um nome que se tornaria de todo o pa\u00eds: Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p>Ilha      de Mo\u00e7ambique, com 13 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>A      parte antiga da ilha, cerca de dois ter\u00e7os da sua \u00e1rea, com edif\u00edcios de coral      e cal bastante degradados pelo tempo, foi considerada, em 1992 patrim\u00f3nio      mundial pela UNESCO.<\/p>\n<p>Historicamente      esta, foi o ponto de passagem e com\u00e9rcio durante centena de anos para \u00e1rabes,      persas, indianos e chineses, mas economicamente monopolizada pelos \u00e1rabes      -donos efetivos do com\u00e9rcio em quase toda a costa oriental de \u00c1frica desde      o mar vermelho a Sofala, esta pequena ilha de coral viu-se visitada em 1848      pela primeira frota mar\u00edtima vinda da Europa, mais especificamente, da maior      pot\u00eancia mar\u00edtima da \u00e9poca, Portugal comandada por Vasco da gama.<\/p>\n<p>Em      poucos anos, os portugueses, em luta renhida com os \u00e1rabes, come\u00e7aram a dominar      o com\u00e9rcio da zona e a pequena ilha de coral passou a ser um v\u00e1rios pontos      de defesa desse novo monop\u00f3lio luso, sendo al\u00ed constru\u00eddo uma grande fortaleza      militar e uma feitoria para a regula\u00e7\u00e3o e armazenagem desses produtos comerciais      indi-afro-lusos.<\/p>\n<p>Do      seu nome natural, que muitos dos seus habitantes dizem ser Muipiti, a ilha      passou desde o s\u00e9culo XVI a chamar-se Mo\u00e7ambique, palavra derivada de &#8220;Mussa      -Ben-Bique&#8221; segundo a opini\u00e3o dos historiadores, mas fato ainda n\u00e3o totalmente      comprovado.<\/p>\n<p><strong>Como      ir<\/strong><\/p>\n<p>De      Nampula, pode-se alugar avioneta cerca de 30 minutos por 50$USD at\u00e9 Lumbo      e da\u00ed, de carro at\u00e9 na ilha.<\/p>\n<p><strong>Onde      Dormir e Comer<\/strong><\/p>\n<p>A      Pousada (atualmente em reabilita\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>Nos      arredores, pode-se alugar quartos por 20 a 25$USD Pode saborear os pratos      caracter\u00edsticos dos habitantes da Ilha nos restaurantes Rel\u00edquias, Indico(      discoteca \u00e0s noites do fim de semanas)<\/p>\n<p><strong>Arte<\/strong><\/p>\n<p>Nos      arredores ou longos das ruas ,pode apreciar os bel\u00edssimos trabalhos de ouriversaria,      colares de feitas de conchas e o artesenato utilit\u00e1rio em palha.<\/p>\n<p><strong>Distra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na localidade de Lumbo pode visitar:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Antiga Esta\u00e7\u00e3o dos CFM, o cais, a igreja, o cemit\u00e9rio dos trabalhadores da ponte.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Na      Ilha de Mo\u00e7ambique pode visitar:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A fortaleza de S\u00e3o Sebasti\u00e3o<br \/>\n       Pal\u00e1cio de S\u00e3o Paulo<br \/>\n       Forte de S\u00e3o Loure\u00e7o<br \/>\n       A Fortinha de S\u00e3o Sebasti\u00e3o<br \/>\n       O Museu da marinha (na antiga resid\u00eancia do governador de Mo\u00e7ambique)<br \/>\n       A Capitania.<br \/>\n       Capela da Nossa Senhora do Baluarte<br \/>\n       Igreja de Nossa senhora de Concei\u00e7\u00e3o<br \/>\n       Igreja de Nossa senhora de Sa\u00fades<br \/>\n       O cemit\u00e9rios dos Ilheu<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Distrito      de Nacala<\/strong><\/p>\n<p>Situa-se      a Norte-Este da cidade de Nampula, com cerca de 233 milh\u00f5es de habitantes,      \u00e9 dividido em Nacala Velha e Nacala -porto onde se encontra a maior parte      da popula\u00e7\u00e3o deste distrito e onde se encontra o grande porto natural que      \u00e9 utilizado tamb\u00e9m os pa\u00edses vizinhos.<\/p>\n<p><strong>Como      ir<\/strong><\/p>\n<p>Pode      a esta cidade partindo da cidade Nampula cerca de uma hora,180km de carro      ou de avioneta cerca de 30 minutos.<\/p>\n<p><strong>Distra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Pode      visitar o gigantesco porto natural na cidade baixa e antiga esta\u00e7\u00e3o dos caminhos      de ferro<\/p>\n<p><strong>Distrito      de Namapa<\/strong><\/p>\n<p>Situado      no interior a norte da prov\u00edncia de Nampula, e faz fronteira com a prov\u00edncia      de Cabo Delgado, com uma densidade populacional de 207 milh\u00f5es de habitantes      com tradi\u00e7\u00f5es e culturas macuas caracter\u00edsticas bantu.<\/p>\n<p><strong>Como      ir<\/strong><\/p>\n<p>A      partir da cidade de Nampula ,estrada Nacional n\u00ba1,a 320km ,cerca de uma hora      e meia ou memo da cidade de Pemba a 102km, uma hora aproximadamente.<\/p>\n<p><strong>Onde      Dormir e comer<\/strong><\/p>\n<p>Existe      uma Pens\u00e3o na sede do Distrito e beira da estrada um quiosque, mas n\u00e3o permite      dormidas.<\/p>\n<p><strong>Distra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Pode-se      ver as pinturas rupestres na grande monte Erati situda a 10km da via, aconselh\u00e1vel      ir de um com tra\u00e7\u00e3o com quatro rodas e no monte Namuli onde pode-se ver as      estrelas em pleno dia.<br \/>\n     A este da via ,no leito do rio L\u00fario pode-se visitar a ilha rec\u00e9m descoberta.<\/p>\n<p>Fonte: majaliwa.tripod.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nampula, Cidade, Capital, Prov\u00edncia, Hist\u00f3ria, Turismo, Como ir, Arte, Ilha, Mo\u00e7ambique, Passeios, Gastronomia, Geografia, Popula\u00e7\u00e3o, Nampula<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-39557","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-turismo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ 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