{"id":39412,"date":"2016-06-01T17:26:30","date_gmt":"2016-06-01T17:26:30","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=39412"},"modified":"2023-11-16T13:28:18","modified_gmt":"2023-11-16T15:28:18","slug":"mauricia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/mauricia","title":{"rendered":"Maur\u00edcia"},"content":{"rendered":"<p><strong>Maur\u00edcia &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Se alguma coisa pode definir a hist\u00f3ria de\u00a0<strong>Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0\u00e9 o fato de ter sido considerada durante muitos anos um lugar de provisionamento de navegantes holandeses franceses e ingleses, nas rotas pelo oceano \u00cdndico.<\/p>\n<p>Descoberta pelos \u00e1rabes no s\u00e9culo XV, foi batizada como o nome de Dina Robin, ali\u00e1s, no ano de 1510, foi redescoberta por uma expedi\u00e7\u00e3o da coroa portuguesa dirigida por Domingo Fern\u00e1ndez, rebatizando-a com o nome de Ilna de Cirne.<\/p>\n<p>Introduziram animais de outras terras, como macacos africanos, queixadas, algumas qualidades de tartarugas e gatos, estes de alguma forma s\u00e3o os respons\u00e1veis pela extin\u00e7\u00e3o de algumas esp\u00e9cies nativas.<\/p>\n<p>Durante os seguintes 18 anos,\u00a0<strong>Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0foi posse do imp\u00e9rio espanhol, enquanto este se manteve unido \u00e0 coroa lusa, mas Portugal e Espanha n\u00e3o se ocuparam de colonizar a bela ilha, utilizando-a somente como ponto de abastecimento em suas cont\u00ednuas viagens pelos mares do sul.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia\u00a0<\/strong>oficialmente a\u00a0<strong>Rep\u00fablica das Maur\u00edcias<\/strong>\u00a0\u00e9 uma ilha na costa sudeste do Continente Africano, no sudoeste do Oceano \u00cdndico, a cerca de 870 quil\u00f4metros a leste de Madagascar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da<strong>\u00a0ilha de Maur\u00edcia<\/strong>, A Rep\u00fablica inclui as ilhas de Carajos Cargados, Rodrigues e as ilhas Agalega.<\/p>\n<p><strong>Ilha Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0\u00e9 parte das Ilhas Mascarenhas, com a ilha francesa de R\u00e9union 170 quil\u00f4metros a sudoeste e da ilha de Rodrigues km 570 a leste.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>\u00e1rea de Maur\u00edcia\u00a0<\/strong>\u00e9 2040 km 2; sua capital \u00e9 Port Louis.<\/p>\n<p>O Reino Unido assumiu o controle das ilhas, em 1810, a partir da Fran\u00e7a durante as Guerras Napole\u00f4nicas, e a\u00a0<strong>Maur\u00edcia\u00a0<\/strong>se tornou independente do Reino Unido em 1968.<\/p>\n<p>\u00c9 uma rep\u00fablica parlamentar e e faz parte da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, Sul Africano de Desenvolvimento Comunit\u00e1rio, o Mercado Comum da \u00c1frica Oriental e Austral, a Uni\u00e3o Africano, Francofonia e da comunidade das na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>As principais l\u00ednguas faladas nas Ilhas Maur\u00edcias s\u00e3o:<\/strong>\u00a0Mauritian crioulo, Bhojpuri, Franc\u00eas e Ingl\u00eas.<\/p>\n<p>Ingl\u00eas \u00e9 a \u00fanica l\u00edngua oficial, mas a l\u00edngua franca \u00e9 a mauriciano crioulo e os jornais e programas de televis\u00e3o s\u00e3o geralmente em franc\u00eas.<\/p>\n<p>L\u00ednguas asi\u00e1ticas tamb\u00e9m fazem parte do mosaico lingu\u00edstico.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds \u00e9 composta de diversas etnias, incluindo \u00cdndia, Africano, chin\u00eas e franc\u00eas.<\/p>\n<p>Os primeiros exploradores europeus n\u00e3o encontraram povos ind\u00edgenas que viviamna ilha.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>ilha de Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0foi a \u00fanica casa do dodo (Raphus cucullatus). Esta ave foi presa f\u00e1cil para os colonos por causa de seu peso e incapacidade de voar, e extinguiram-se menos de 80 anos ap\u00f3s a coloniza\u00e7\u00e3o europeia inicial.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-172438 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/mauricia-1.jpg\" alt=\"Maur\u00edcia\" width=\"354\" height=\"235\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/mauricia-1.jpg 354w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/mauricia-1-300x199.jpg 300w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/mauricia-1-310x205.jpg 310w\" sizes=\"(max-width: 354px) 100vw, 354px\" \/>Ilha Maur\u00edcia<\/strong><\/p>\n<p>Sendo dependente de produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar desde a sua independ\u00eancia,\u00a0<strong>Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0desde ent\u00e3o tem se desenvolvido para uma economia diversificada, com importantes pilares em servi\u00e7os financeiros, processo de neg\u00f3cio de terceiriza\u00e7\u00e3o, turismo e tecnologia da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia\u00a0<\/strong>\u00e9 classificado como uma economia de renda m\u00e9dia-alta pelo Banco Mundial.<\/p>\n<p>Foi classificada como o melhor pa\u00eds governado em toda \u00c1frica, cinco anos seguidos, terminando no topo do \u00cdndice Ibrahim de Governa\u00e7\u00e3o Africano.<\/p>\n<p>De acordo com o \u00cdndice de Democracia, Maur\u00edcia \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds Africano com democracia \u201cplena\u201d.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0adotou o sistema brit\u00e2nico constitucional e administrativo com uma c\u00e2mara eleitos para membros do parlamento e um presidente (que \u00e9 o Chefe de Estado) eleitos pelo Parlamento e n\u00e3o por sufr\u00e1gio universal.<\/p>\n<p>A fonte principal de direito continua sendo a lei comum brit\u00e2nica, com elementos do C\u00f3digo Napole\u00f4nico da Fran\u00e7a e est\u00e1 sendo usado, como legado desde 1810 da coloniza\u00e7\u00e3o francesa.<\/p>\n<p><strong>ILHA MAUR\u00cdCIA, O SORRISO DO \u00cdNDICO<\/strong><\/p>\n<p>Nascida de uma poderosa for\u00e7a, que percebe-se na imperiosa atividade vulc\u00e2nica do passado,\u00a0<strong>Ilha Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0constitui a mais lograda tentativa da natureza por criar um para\u00edso.<\/p>\n<p>Pois Maur\u00edcio \u00e9 um formoso \u00e9dem formado por belas praias de areia fina, um arrecife a rodear \u00e0 ilha protegendo a \u201cj\u00f3ia do oceano \u00cdndico\u201d, por t\u00edmidas montanhas, verdes vales, pequenas ilhas, suaves cascatas e densos bosques tropicais.<\/p>\n<p><strong>Ali\u00e1s, quando repara-se nas fotografias dos numerosos folhetos anunciando e promovendo a Ilha Maur\u00edcia, ressalta uma caracter\u00edstica que define todas elas<\/strong>: o sorriso nas pessoas.<\/p>\n<p>\u00c9 o melhor marco que define aos mauricianos, gente vinda de todos os pontos cardinais do planeta, esse sorriso perene nos rostos, fruto de uma rica mesti\u00e7agem.<\/p>\n<p>S\u00e3o estes elementos, o nascimento pela mais bela for\u00e7a criativa da natureza, o sorriso dos habitantes e as sutilezas impercept\u00edveis a converter-se em lenda, o que fazem da\u00a0<strong>Ilha Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0o ensaio de para\u00edso mais logrado.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que no pa\u00eds as coisas, feitos e a mesma for\u00e7a vital que rege ao mundo, levam a outra dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aqui o passado, o presente e o futuro conjugam-se de tal forma, criando dimens\u00f5es nunca imaginadas. Talvez o melhor exemplo desta afirma\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja o cheiro do tamarindo e da canela que inundam o ambiente, embriagando a raz\u00e3o e os sentidos, mas o do m\u00edstico p\u00e1ssaro dod\u00f3, que suspeitando que n\u00e3o iria sobreviver \u00e0 depreda\u00e7\u00e3o colonial, optou pela extin\u00e7\u00e3o, para converter-se em mito e em lenda.<\/p>\n<p>Os habitantes, sabedores e possuidores de um passado esplendoroso de ricos encontros, mostram seu melhor sorriso, a mais bela porta de entrada ao para\u00edso terreno, o Sorriso do \u00cdndico.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia &#8211; Os Primeiros Colonizadores<\/strong><\/p>\n<p>Foram os holandeses, no ano de 1598, os primeiros que estabeleceram na ilha e batizaram-na como Mauritius, em homenagem ao Pr\u00edncipe de Orange, Maur\u00edcio de Nassau.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de constituir-se como escala importante na rota Holanda-Java (em clara concorr\u00eancia \u00e0 Companhia das \u00cdndias), os colonos holandeses se extenderam rapidamente, iniciando a explora\u00e7\u00e3o dos bosques e introduzindo o cultivo da cana de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>O primeiro assentamento de colonos teve lugar na Cidade do Cabo. Por\u00e9m, a princ\u00edpios do s. XVIII, no ano de 1710, a pr\u00f3spera situa\u00e7\u00e3o viu-se truncada pelo aparecimento da peste amarela, obrigando os habitantes a abandonar e inclusive a tocar fogo na ilha para evitar a propaga\u00e7\u00e3o da epidemia.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia &#8211; De m\u00e3os francesas \u00e0 m\u00e3os inglesas<\/strong><\/p>\n<p>A rica exuber\u00e2ncia da ilha, a pesar dos primeiros acontecimentos, atraia os interesses de alguns imp\u00e9rios europeus. Fran\u00e7a foi a primeira a n\u00e3o perder tempo e cinco anos depois do abandono de Maur\u00edcio, a ilha foi ocupada por agentes da Companhia Francesa das \u00cdndias Orientais, iniciando sua explora\u00e7\u00e3o mediante a importa\u00e7\u00e3o de escravos.<\/p>\n<p>Em 1735 a coroa francesa assumiu o controle direto da ilha, nomeando como primeiro governador o Conde Bertrand Francois Mah\u00e9 de Labourdonnais, quem introduziu uma administra\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, organizou a constru\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias, dominou as revoltas dos pretos e outorgou um grande impulso \u00e0 regi\u00e3o, especialmente pela extens\u00e3o do cultivo de cana de a\u00e7\u00facar. Os franceses rebatizaram a ilha como a \u201cIle de France\u201d (Ilha da Fran\u00e7a).<\/p>\n<p>Nos princ\u00edpios do s\u00e9culo XIX, as guerras napole\u00f4nicas tiveram importantes repercuss\u00f5es, pois os ingleses capturaram a ilha no ano de 1810. A nova soberania foi confirmada pelo Tratado de Paris (1814) e voltou o antigo nome holand\u00eas de Maur\u00edcio. Em 1825 se estabeleceu um Conselho de governo e pouco mais tarde, em 1835 aboliu-se a escravatura.<\/p>\n<p><strong>A col\u00f4nia conheceu nesta \u00e9poca uma prosperidade crescente baseada cada vez mais na maior demanda do principal produto agr\u00edcola:\u00a0<\/strong>a cana de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>O s\u00e9culo XIX transcorreu brilhantemente para este para\u00edso natural. Venceram doen\u00e7as end\u00eamicas, instalaram hospitais e desenvolveram as comunica\u00e7\u00f5es da ilha.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito cultural a constru\u00e7\u00e3o de escolas e o surgimneto dos primeiros jornais em Maur\u00edcio fez retroceder poderosamente o analfabetismo, n\u00e3o sem antes salvar confrontos com as anscestrais tradi\u00e7\u00f5es das culturas ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Depois do ano 1860 a ilha sofre um retrocesso causado pela constru\u00e7\u00e3o do Canal de Suez em 1869, o que sup\u00f5e um isolamento das novas conex\u00f5es mar\u00edtimas, e mais tarde, nos finais do s\u00e9culo, pela presen\u00e7a de ciclones, epidemias e por um forte excesso de popula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o deve-se esquecer que os ingleses importaram numerosa m\u00e3o de obra barata, maioritariamente indianos, chineses e malgaches.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia &#8211; A Independ\u00eancia e o S\u00e9culo XX<\/strong><\/p>\n<p>A Primeira Guerra Mundial n\u00e3o significou nenhuma mudan\u00e7a substancial na situa\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>Maur\u00edcia<\/strong>, pelo contr\u00e1rio, durante a Segunda Guerra Mundial os ingleses utilizaram a ilha como base naval e a\u00e9rea, ap\u00f3s a queda de Singapur. Durante o intervalo entre estas duas guerras, a descida mundial dos pre\u00e7os do a\u00e7\u00facar, provocada pela depress\u00e3o de 1929, produziu uma grave crise na ilha, e a introdu\u00e7\u00e3o de novos cultivos, como o milho, a mandioca e a batata.<\/p>\n<p>Em 1957, restabelecida j\u00e1 a economia, iniciaram manifestos em rela\u00e7\u00e3o as profundas diferen\u00e7as entre as comunidades de origem hindu e francesa, representadas respectivamente, pelo partido laboralista e o partido social-democrata de Maur\u00edcio.<\/p>\n<p>Nas elei\u00e7\u00f5es de 1963 triunfaram os laboristas, com o apoio massivo dos oper\u00e1rios n\u00e3o qualificados e dos pe\u00f5es das planta\u00e7\u00f5es de cana. Foi nomeado Primeiro Ministro Seewoosagur Ramgoolam, quem iniciaria uma forte campanha a favor da independ\u00eancia da col\u00f4nia.<\/p>\n<p>Estas medidas desembocaram em fortes dist\u00farbios no ano de 1967, provocados em parte, pelos conflitos laborais e pela popula\u00e7\u00e3o crioula e de origem francesa, oposta \u00e0 independ\u00eancia.<\/p>\n<p>O partido a representar-lhes triunfou nas elei\u00e7\u00f5es de 1967 e nesse mesmo ano, de acordo com o combinado na Confer\u00eancia Constitucional de Londres de 1965, se anuncia a independ\u00eancia do pa\u00eds para o ano de 1968.<\/p>\n<p>Esse mesmo ano esteve cheio de incidentes e dist\u00farbios, propriciando a interven\u00e7\u00e3o de tropas brit\u00e2nicas via a\u00e9rea.<\/p>\n<p>A independ\u00eancia foi proclamada no dia 12 de mar\u00e7o de 1968, com a forte oposi\u00e7\u00e3o dos setores econ\u00f4micos dominantes (plantadores de a\u00e7\u00facar), e dos mesti\u00e7os que viam em perigo sua hegemonia, caso desaparecesse a prote\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica. Apesar de haver obtido sua independ\u00eancia, Maur\u00edcio continuou sendo membro da Commonwealth at\u00e9 o dia 12 de mar\u00e7o de 1992, dia em que proclamou-se a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica independente.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, a explora\u00e7\u00e3o da Ilha, tanto no \u00e2mbito agr\u00e1rio como tur\u00edstico, tem dependido diretamente das autoridades de Maur\u00edcio. \u00c9 um pa\u00eds fundamentalmente dedicado \u00e0 agricultura (especialmente ao cultivo da cana de a\u00e7\u00facar), representando 60% do produto Interior Bruto. Perto de 50% da superf\u00edcie da ilha est\u00e1 dedicado \u00e0 agricultura.<\/p>\n<p>Outra fonte de beneficios \u00e9 a exporta\u00e7\u00e3o de ch\u00e1 aos pa\u00edses da \u00c1frica do Sul, sem esquecer o cultivo do tabaco e das flores ornamentais.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, grande parte dos recursos s\u00e3o destinados \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de outros produtos dos que carece a ilha, tais como o arroz ou a batata.<\/p>\n<p>A segunda ind\u00fastria em import\u00e2ncia \u00e9 a ind\u00fastria t\u00eaxtil e gra\u00e7as \u00e0 ter-se convertido na primeira zona franca do oceano \u00cdndico, Maur\u00edcio destaca-se pela importa\u00e7\u00e3o, tratamento e exporta\u00e7\u00e3o de produtos manufaturados.<\/p>\n<p>O turismo \u00e9 outra das ind\u00fastrias principais do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>bandeira da<\/strong>\u00a0<strong>Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0resume de alguma forma sua inquietante hist\u00f3ria, onde a cor vermelha representa a luta pela independ\u00eancia, o azul o s\u00edmbolo do oceano \u00cdndico, o amarelo como lembran\u00e7a da vit\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o e o verde pela cor de sua vegeta\u00e7\u00e3o. T\u00e3o variadas influ\u00eancias t\u00eam feito da\u00a0<strong>Ilha Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0um conglomerado de culturas tingido com matices ex\u00f3ticas que s\u00f3 os aut\u00eanticos para\u00edsos naturais podem oferecer.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia &#8211; Clima<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ilha Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0\u00e9 um destino para visitar durante qualquer \u00e9poca do ano.<\/p>\n<p>A temporada mais quente vai dos meses de novembro a abril, com temperaturas pr\u00f3ximas aos 30 graus cent\u00edgrados e com um m\u00ednimo de risco de ciclones, de finais de dezembro a finais de fevereiro.<\/p>\n<p>A temporada mais fresca vai dos meses de maio a outubro. A temperatura da \u00e1gua nunca desce abaixo de 22 graus cent\u00edgrados.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia &#8211; Idioma<\/strong><\/p>\n<p>A l\u00edngua oficial \u00e9 o ingl\u00eas.<\/p>\n<p>O franc\u00eas \u00e9 o idioma mais estendido pois os mauricianos consideram uma l\u00edngua cultural. O crioulo tem origem na l\u00edngua dos escravos, produto do encontro entre a l\u00edngua francesa e a falada em seus pa\u00edses de origem, maioritariamente de estrutura bant\u00fa.<\/p>\n<p>Em\u00a0<strong>Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0chegam falar perto de 30 l\u00ednguas diferentes, com preponder\u00e2ncia do hindu, entre as l\u00ednguas orientais.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia &#8211; Religi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os habitantes de\u00a0<strong>Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0s\u00e3o muito religiosos.<\/p>\n<p>No pa\u00eds contam mais de 87 religi\u00f5es, destacando o hinduismo (46%), a cat\u00f3lica (32%) e a mu\u00e7ulmana (17%).<\/p>\n<p>O resto formado por pequenos grupos de budistas, animistas, anglicanos, protestantes e tao\u00edstas.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia &#8211; Localiza\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Ilha Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0est\u00e1 situada ao sudoeste do oceano \u00cdndico, a 900 quil\u00f4metros de Madagascar. Junto \u00e0s ilhas Reuni\u00e3o e Rodrigues conforma o arquip\u00e9lago das Mascarenhas.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>capital de<\/strong>\u00a0<strong>Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0\u00e9 Port Luis e suas principais povoa\u00e7\u00f5es s\u00e3o Beau Bassin, Curepipe, Quatre Bornes e Vacoas-Phoenix.<\/p>\n<p>A ilha, de origem vulc\u00e2nica tem uma extens\u00e3o de 1.865 quil\u00f4metros quadrados, 65 km. de comprimento e 48 km. de largura. Apesar do reduzido tamanho, sua orografia \u00e9 \u00edngreme, com amplo e importante planalto no centro rodeado de curtas cadeias montanhosas e de crateras vulc\u00e2nicas. O cume mais alto \u00e9 o da Riviere Noire, com 828 metros de altitude.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0tem perto de 165 quil\u00f4metros de costas e est\u00e1 rodeada quase por completo por um arrecife coral\u00edfero, a exce\u00e7\u00e3o da zona compreendida entre Sovillac e Pont Naturel, ao sul da ilha.<\/p>\n<p>Este importante arrecife \u00e9 o que permite e possibilita a beleza de suas praias, onde prevalecem as transparentes \u00e1guas.<\/p>\n<p>A Costa Noroeste delimitada ao sul pelo Port Louis e Pereb\u00e9re ao norte, caracteriza-se pelas quentes temperaturas. Na zona destacam Cap Malhereux e Grand Gaube, pitorescas vilas de pescadores desde onde pode-se divisar as ilhas Plate, Ronde e Coim de Mire, Grand Baie, conhecido internacionalmente como \u201cA Costa Azul de\u00a0<strong>Ilha<\/strong>\u00a0<strong>Maur\u00edcia<\/strong>\u201d, Mo e Pointe aux Piments, formada por belos coqueiros.<\/p>\n<p>A Costa Oeste, extende-se de Port Luis at\u00e9 Morne Brabant ao sul, distingue-se pelas paisagens formadas por montanhas, praias de fina areia e pequenos povoados.<\/p>\n<p>Nesta zona encontram-se as praias mais extensas como Flic em Flac, Tamarim e Riviere Noire, famosa pela pesca de altitude.<\/p>\n<p>A Costa Sul, que extende-se desde Morne Brabant at\u00e9 Mah\u00e9bourg, distingue-se pelas espetaculares praias, pela rica fauna marinha e impressionantes rochedos. Destacam Point Sude Ouest, Surinam, Souillac, Benares, Savannah, Blue Bay e Mah\u00e9bourg.<\/p>\n<p>A Costa Leste, delimitada por Mah\u00e9bourg ao sul e Grand Gaube ao norte, caracteriza-se pelo relevo mutante desde as costas rochosas \u00e0s finas e extensas praias. Na zona sobressaem Ile aux Cerfs (Ilha dos Cervos), uma das mais belas, Trou d\u00b4Eau Douce, Belle Mare, Pointe de Flacq e Pointe Lascars.<\/p>\n<p>A Plan\u00edcie Central formada como conseq\u00fc\u00eancia da a\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica, reconhece-se pelas crateras apagadas como o Trou aux Cerfs, Grand Bassin ou Kanaka Cr\u00e1ter, assim como por montanhas encantadoras como Pieter Both. Na zona existem, tamb\u00e9m bosques primitivos e numerosos rios que convertem a paisagem em um para\u00edso.<\/p>\n<p>Por outro lado,<strong>\u00a0Ilha<\/strong>\u00a0<strong>Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0conta com diversas ilhas e ilhotas, algumas consideradas reservas naturais. Sobressaem Ile aux Cerfs, Coim de Mire, as ilhas Plate, a ilhota Gabriel, Ilha Ronde, Ilha D\u00b4Ambrie e Ilha dos B\u00e9nitiers. Ilha Rodrigues, a 650 quil\u00f4metros de\u00a0<strong>Maur\u00edcia<\/strong>, \u00e9 a menor ilha das Mascarenhas. Trata-se de um \u00e9dem quase intacto onde predominam as colinas, vales, povoados pitorescos e bosques tropicais. A popula\u00e7\u00e3o principal \u00e9 Port Mathurin.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia &#8211; Flora<\/strong><\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0\u00e9 uma ilha de temperatura suave, gra\u00e7as a sua privilegiada situa\u00e7\u00e3o e a particular evolu\u00e7\u00e3o do ecossistema.<\/p>\n<p>Sem lugar \u00e0 d\u00favidas a melhor maneira para conhecer a flora do pa\u00eds \u00e9 aproximar-se do Jardim Bot\u00e2nico de Plamplemousses, onde pode-se apreciar a rica variedade de flores como boganviles vermelhas e alaranjadas, alamandas, loireiros, rosas, cam\u00e9lias, azal\u00e9ias, hort\u00eancias e numerosas variedades de orqu\u00eddeas, sem esquecer a famosa flor \u201cAnthurium\u201d, a qual gra\u00e7as a sua ex\u00f3tica forma, cor e caracter\u00edsticas, tem-se convertido na lembran\u00e7a t\u00edpica de\u00a0<strong>Ilha<\/strong>\u00a0<strong>Maur\u00edcia<\/strong>, pois pode conservar-se intacta durante um prolongado per\u00edodo.<\/p>\n<p>No pa\u00eds pode-se ver tamb\u00e9m \u00e9banos (em algumas ilhas como em Ronde), assim como ibiscos e palmeiras de diversas qualidades como a latania ou a chamada princesa.<\/p>\n<p>Como muitas outras ilhas tropicais os frutos abundam encontrando uma variada gama de banana, manga, mam\u00e3o, jamaica, abacate, abacaxi, coco, litchis, etc.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia &#8211; Fauna<\/strong><\/p>\n<p>Quanto \u00e0 fauna das 50 esp\u00e9cies end\u00eamicas apenas sobrevivem perto de nove, o resto foi introduzido pela m\u00e3o do homem. Na terra onde habitaram o m\u00edstico Dodu e o Solit\u00e1rio, extintos no final do s. XVII, dos quais conservam-se restos \u00f3sseos apenas, hoje pode-se ver pombas rosadas, falc\u00f5es, gaivotas, \u201ccond\u00e9s\u201d (ave origin\u00e1ria da Indon\u00e9sia), gorri\u00f5es, cardenais e paille-en-queue o emblema de Air Mauritius).<\/p>\n<p>Das 15 esp\u00e9cies de r\u00e9pteis sobressaem duas esp\u00e9cies pequenas, uma delas conhecida como cobra preta e \u00e9 origin\u00e1ria exclusivamente da Ilha Ronde, assim como camale\u00f5es chifrudos.<\/p>\n<p>Entre as inumer\u00e1veis esp\u00e9cies de insetos destacam as borboletas, provavelmente as mais bela do planeta.<\/p>\n<p>Entre os mam\u00edferos destacam os cervos, araraunas \u00edndias, morcegos e mangustas. Para conhecer de perto a fauna atual, deve dirigir-se ao Jardim dos P\u00e1ssaros de Casela, onde encontram-se todas as variedades.<\/p>\n<p>Para quem gosta da ca\u00e7a,\u00a0<strong>Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0conta com mais de novecento e cinquenta hectares em Le Domaine du Chasseur ou Coto do Ca\u00e7ador, com 1.500 cervos de Java e 500 queixadas.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia &#8211; Arte e Cultura<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ilha Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0tem sofrido numerosas coloniza\u00e7\u00f5es e domina\u00e7\u00f5es absorvendo, com delicadeza, tudo aquilo que uns e outros deixaram \u00e0 seu passo.<\/p>\n<p>Apesar da cultura ter sido enriquecida por influ\u00eancias europ\u00e9ias e asi\u00e1ticas e sua ess\u00eancia ser basicamente africana, suas manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e culturais possuem uma forte influ\u00eancia da cultura \u201ccreole\u201d ou crioula.<\/p>\n<p>As\u00a0<strong>Maur\u00edcias<\/strong>\u00a0certamente t\u00eam uma hist\u00f3ria confusa. Embora h\u00e1 muito desabitada, a ilha \u00e9 conhecida por ter sido usada j\u00e1 no s\u00e9culo X por marinheiros \u00e1rabes. No entanto, foi apenas no s\u00e9culo XVI que foi explorado de forma mais oficial pelos portugueses, embora estes tamb\u00e9m n\u00e3o se tenham estabelecido ali.<\/p>\n<p>Foi pouco antes da virada do s\u00e9culo XVI que os holandeses ocuparam adequadamente a ilha, dando ao pa\u00eds o seu nome, em homenagem ao pr\u00edncipe Maurice van Nassau, o stadtholder (ou governador) da Holanda.<\/p>\n<p>Em 1710, no entanto, uma s\u00e9rie de tentativas de estabelecer pequenas col\u00f4nias bem-sucedidas falharam e os holandeses posteriormente abandonaram a ilha. Eles deixaram isso, sugerem os relat\u00f3rios, para os piratas, mas n\u00e3o antes de introduzirem a cana-de-a\u00e7\u00facar (e os cervos de Java) na paisagem. Cerca de cinco anos depois, os franceses tentaram a sorte, ocupando a ilha e rebatizando-a de \u201cIsle de France\u201d.<\/p>\n<p>O governador franc\u00eas visitante tamb\u00e9m estabeleceu a agora capital, Port Louis, como base naval. Inicialmente administrado pela Companhia Francesa das \u00cdndias Orientais, era uma base importante para supervisionar o com\u00e9rcio do Oceano \u00cdndico. No final do s\u00e9culo, a ilha foi reivindicada pela coroa francesa, cuja autoridade administrativa viu aumentar a quantidade de escravos africanos comprados e a cana-de-a\u00e7\u00facar se estabelecer como uma ind\u00fastria pr\u00f3spera. Durante as Guerras Napole\u00f4nicas, no entanto, os ataques conduzidos a partir da ilha tornaram-se cada vez mais amea\u00e7adores para os brit\u00e2nicos, que posteriormente invadiram e estabeleceram um dom\u00ednio est\u00e1vel em 1814. Apesar de restaurar o nome para &#8216;<strong>Maur\u00edcia<\/strong>&#8216;, os brit\u00e2nicos permitiram incomumente que os costumes, as leis e a l\u00edngua permanecessem francesas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o, o trabalho contratado da \u00cdndia substituiu a escravatura, embora durante o s\u00e9culo e meio seguinte os acontecimentos tenham continuado a afetar negativamente a economia. Em mar\u00e7o de 1968 o pa\u00eds tornou-se independente dentro da comunidade e, em 1992, tornou-se uma rep\u00fablica. Ao longo deste per\u00edodo e continuando at\u00e9 hoje, o pa\u00eds continua a enfrentar dificuldades econ\u00f3micas, mas as tentativas do governo para diversificar a economia est\u00e3o lentamente a tornar-se bem sucedidas e a depend\u00eancia da ilha das exporta\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00facar tem diminu\u00eddo. Na verdade, a ilha \u00e9 a mais rica do continente africano. O pa\u00eds tamb\u00e9m continua a ser uma rep\u00fablica presidencialista est\u00e1vel, dominada em grande parte por tr\u00eas partidos.<\/p>\n<p>A incompatibilidade de culturas e povos que comp\u00f5em a\u00a0<strong>hist\u00f3ria das Maur\u00edcias<\/strong>\u00a0reflete-se noutras dimens\u00f5es da ilha, como a l\u00edngua, a cultura e a alimenta\u00e7\u00e3o. Embora a l\u00edngua oficial seja o ingl\u00eas, grande parte da popula\u00e7\u00e3o local fala em crioulo-franc\u00eas, mas em uma mistura de v\u00e1rios idiomas. As pessoas tamb\u00e9m s\u00e3o uma combina\u00e7\u00e3o de etnias, sendo a maioria indo-paquistanesa, na sua maioria descendentes de trabalhadores contratados. Cerca de um quarto s\u00e3o crioulos (uma mistura de franc\u00eas e africano) e h\u00e1 tamb\u00e9m uma pequena percentagem de descendentes chineses e franco-mauricianos.<\/p>\n<p>A mar\u00e9 de diversos exploradores que agraciaram as costas no passado tamb\u00e9m \u00e9 evidente na comida; Especialidades asi\u00e1ticas, indianas e europeias podem ser encontradas na culin\u00e1ria local \u2013 \u201cmenos um caldeir\u00e3o do que uma panela maravilhosamente arom\u00e1tica\u201d. A cultura da ilha talvez seja melhor descrita na tradi\u00e7\u00e3o do table d\u2019h\u00f4te, onde uma mesa familiar \u00e9 coberta com pratos de autor e aberta a todos para partilha.<\/p>\n<p><strong>A condizer com a cor e o esplendor da comida, e algo a n\u00e3o perder, est\u00e1 a animada dan\u00e7a folcl\u00f3rica popular, pela qual os mauricianos s\u00e3o famosos:<\/strong>\u00a0a s\u00e9ga.<\/p>\n<p>A ilha \u00e9 igualmente famosa por poetas e romancistas talentosos, bem como por um cen\u00e1rio art\u00edstico florescente, onde a representa\u00e7\u00e3o e a pintura abstrata s\u00e3o particularmente populares.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea procura aventuras e atividades ao ar livre, esta pequena ilha tem muito a oferecer. A regi\u00e3o norte, de Turtle Bay a Cap Malheureux, \u00e9 muito popular para esportes aqu\u00e1ticos motorizados e passeios pelas ilhas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no Norte est\u00e1 o Jardim Bot\u00e2nico Seewoosagur Ramgoolam, em homenagem ao primeiro primeiro-ministro das\u00a0<strong>Ilhas<\/strong>\u00a0<strong>Maur\u00edcia<\/strong>\u00a0independentes, e exibindo uma eleg\u00e2ncia natural sobrenatural.<\/p>\n<p>Os jardins s\u00e3o mais famosos pelos gigantescos nen\u00fafares Victoria amazonica, que podem atingir 2 m de largura e s\u00e3o melhor vistos durante os meses de ver\u00e3o. Inicialmente come\u00e7ou como uma horta, mas tamb\u00e9m possui palmeiras imponentes e uma variedade de p\u00e1ssaros coloridos e pequenos animais selvagens.<\/p>\n<p>A costa oeste \u00e9 ideal para atividades aqu\u00e1ticas como surf, snorkeling e kitesurf, entre outras coisas, especificamente ao longo das belas praias de Flic en Flac, Tamarin e Le Morne.<\/p>\n<p><strong>Mais para o interior encontrar\u00e1 o Valle\u00e9 de Ferney, na parte central da ilha, que alberga uma das aves de rapina mais amea\u00e7adas do mundo<\/strong>: o peneireiro-das-Maur\u00edcias.<\/p>\n<p>Possui tamb\u00e9m uma bela e antiga f\u00e1brica de cana-de-a\u00e7\u00facar, uma floresta de 400 anos e algumas trilhas impec\u00e1veis (com o b\u00f4nus de um ador\u00e1vel restaurante local pr\u00f3ximo!). No sudoeste, encontrado em Chamarel, h\u00e1 uma fascinante exibi\u00e7\u00e3o de diferentes cores de areia chamada As Sete Terras Coloridas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das paisagens do \u00c9den e das atividades ao ar livre, as\u00a0<strong>Maur\u00edcias<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m permitem aos visitantes a oportunidade de voltar no tempo de uma forma magn\u00edfica. A Maison Eureka \u00e9 um exemplo maravilhoso disso.<\/p>\n<p>Localizada no noroeste, a apenas 10 minutos de carro de Port Louis, \u00e9 uma mans\u00e3o crioula perfeitamente preservada, constru\u00edda na d\u00e9cada de 1830 e adornada com m\u00f3veis antigos e jardins bem cuidados.<\/p>\n<p>Em Port Louis tamb\u00e9m fica o famoso Blue Penny Museum e o ensolarado Museu de Hist\u00f3ria Natural. O primeiro dos dois \u00e9 dedicado aos mundialmente famosos selos mauricianos de um e dois centavos de 1847.<\/p>\n<p>Na verdade, no centro do museu est\u00e1 uma cole\u00e7\u00e3o que mostra dois dos selos mais raros do mundo. Embora tamb\u00e9m possua outros artefatos interessantes, como mapas e arte antigos, e tamb\u00e9m documente a hist\u00f3ria da explora\u00e7\u00e3o e dos per\u00edodos coloniais da ilha. Este \u00faltimo tamb\u00e9m cont\u00e9m alguns mapas fascinantes da ilha e pinturas da<strong>\u00a0fauna original das Maur\u00edcias<\/strong>\u00a0\u2013 incluindo, claro, o Dodo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, guarda tesouros incr\u00edveis de antigos naufr\u00e1gios espanh\u00f3is e brit\u00e2nicos. Aapravasi Ghat, as ru\u00ednas de um dep\u00f3sito de imigra\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de trabalhadores contratados sob o dom\u00ednio brit\u00e2nico, bem como a Paisagem Cultural de Le Morne, um ref\u00fagio para escravos fugitivos nos s\u00e9culos XVIII e XIX, foram ambos designados Patrim\u00f4nios Mundiais da UNESCO. Eles tamb\u00e9m merecem uma visita.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia &#8211; Arquitetura<\/strong><\/p>\n<p>Quanto \u00e0 arquitetura, o estilo crioulo \u00e9 o mais sobressaliente. Distingue-se pela particular beleza de linhas e formas, que encaixam perfeitamente no meio ambiente. independentemente do tamanho das casas, sejam grandes, pequenas, de v\u00e1rios andares ou apenas de um \u00fanico, o estilo crioullo tem respeitado a paisagem, das casas construidas no centro de jardins ou entre planta\u00e7\u00f5es tropicais.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, a arquitetura crioula possui um forte car\u00e1cter refletido em seus desenhos. O material mais utilizado \u00e9 a madeira, tanto no exterior quanto no interior.<\/p>\n<p>O cora\u00e7\u00e3o da casa s\u00e3o as grandes e amplas galerias de frente para espa\u00e7os verdes, enquanto os quartos, a sala de jantar o os banheiros situam-se na parte posterior da casa.<\/p>\n<p>O que diferencia uma casa de estilo crioulo \u00e9 seu desenho, a decora\u00e7\u00e3o original, que vai dos simples \u00e2ngulos \u00e0 variedades geom\u00e9tricas (sobre tudo nas janelas), em seus trabalhos de ferro forjado e no rico colorido das fachadas.<\/p>\n<p>Entre os numerosos lugares onde pode apreciar-se a arquitetura da\u00a0<strong>Ilha<\/strong>\u00a0<strong>Maur\u00edcia<\/strong>, destaca Port Luis com a Pra\u00e7a de Armas, formoso conjunto da \u00e9poca colonial, onde pode-se ver est\u00e1tuas de destacados personagens hist\u00f3ricos, a Prefeitura, a Biblioteca P\u00fablica, o Col\u00e9gio Real e a Bas\u00edlica de Santa Elena. Sobressaem, tamb\u00e9m, as edifica\u00e7\u00f5es em madeira da popula\u00e7\u00e3o de Curepide. Por\u00e9m, \u00e9 a casa de Eureka (construida em 1830) o melhor exemplo da arquitetura crioula.<\/p>\n<p>Quanto \u00e1 castelos, de influ\u00eancia europ\u00e9ia, distingue-se o Castelo de Reduit, utilizado pelos franceses para esconder mulheres e crian\u00e7as no caso de ataques brit\u00e2nicos. Originariamente construida em madeira para reconstruir em pedra.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia &#8211; M\u00fasica<\/strong><\/p>\n<p>Dizem por ai que a m\u00fasica e o canto \u00e9 o destino e a sina da\u00a0<strong>Maur\u00edcia<\/strong>. \u00c9 que a m\u00fasica \u00e9 uma das m\u00e1ximas express\u00f5es da ilha. O r\u00edtmo do sega d\u00e1 vida aos sons das \u201cravanes\u201d (esp\u00e9cie de tambor) e atrav\u00e9s deles conta-se hist\u00f3rias de amores e dores, assim como epis\u00f3dios do passado do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 mantida desde os tempos da escravatura, quando ao finalizar a jornada os escravos se reuniam para cantar e bailar em volta de grandes fogueiras. O r\u00edtmo do sega \u00e9 de origem mo\u00e7ambiquenha, mas gra\u00e7as \u00e0 aporta\u00e7\u00e3o dos diferentes grupos \u00e9tnicos, tem-se visto profusamente enriquecido, provando que as dan\u00e7as possuem uma forte carga er\u00f3tica.<\/p>\n<p>Entre os diferentes instrumentos destacam, al\u00e9m do \u201cravane\u201d, o \u201cbobre\u201d, um tipo de arco, o tri\u00e2ngulo e a serpe, esp\u00e9cie de guadanha onde se bate com uma ponta de metal.<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcia &#8211; Literatura<\/strong><\/p>\n<p>A l\u00edngua criole possui uma literatura pr\u00f3pria, mas bastante escassa e dispersa. \u00c9 por isso que guarda-se como um tesouro o primeiro livro documentado com textos em creole, entitulado \u201cEssais d\u00b4um bobre africain\u201d, publicado pelo autor Francois Cresteim no ano de 1822.<\/p>\n<p>A obra cont\u00e9m 17 poesias na l\u00edngua nativa e um n\u00famero menor em franc\u00eas. Tendo que esperar trinta e dois anos para que o poeta Lolliot escrevesse um livro inteiramente em creole (1855). Mais tarde, este movimento nativo se extenderia ao teatro e \u00e0 narrativa.<\/p>\n<p>Dentro das numerosas obras mauricianas destaca o romance de Bernardino de Saint-Pierre entitulado \u201cPablo e Virginia\u201d, onde se conta a hist\u00f3ria de amor entre dos jovens mauricianos destinados a separar-se.<\/p>\n<p>Virg\u00ednia tenta regressar \u00e0 ilha, mas seu barco naufraga nos arrecifes da Ilha d\u00b4Amare. Pablo ve como morre sua amada e mais tarde ele pr\u00f3prio morre de dor e tristeza.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.colegiosaofrancisco.com.br\/www.workingabroad.com\/www.rumbo.com.br\/www.checkmessenger2.net<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maur\u00edcia &#8211; Hist\u00f3ria Se alguma coisa pode definir a hist\u00f3ria de\u00a0Maur\u00edcia\u00a0\u00e9 o fato de ter sido considerada durante muitos anos um lugar de provisionamento de navegantes holandeses franceses e ingleses, nas rotas pelo oceano \u00cdndico. 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