{"id":38506,"date":"2016-05-30T18:56:32","date_gmt":"2016-05-30T18:56:32","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=38506"},"modified":"2019-04-09T13:44:32","modified_gmt":"2019-04-09T15:44:32","slug":"cobras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/biologia\/animais\/cobras","title":{"rendered":"Cobras"},"content":{"rendered":"<p><strong>O que \u00e9 uma cobra?<\/strong><\/p>\n<p>A <strong>cobra<\/strong> \u00e9 amplamente conhecida como uma das <strong>serpentes<\/strong> mais venenosas da Terra.<\/p>\n<p>Embora o t\u00edmido r\u00e9ptil raramente atinja humanos, uma \u00fanica mordida da serpente \u00e9 muitas vezes letal.<\/p>\n<p>A maioria das cobras pode ser encontrada em regi\u00f5es secas do sudeste da \u00c1sia, Europa, Austr\u00e1lia e \u00cdndia.<\/p>\n<p>As cobras venenosas tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidas como as \u00fanicas cobras do mundo que constroem ninhos para seus ovos.<\/p>\n<p>As cobras Serpentes s\u00e3o membros da fam\u00edlia elapidae.<\/p>\n<p>Mais de 100 tipos desta cobra existem.<\/p>\n<p>O tipo mais agressivo, a cobra-real, cont\u00e9m veneno suficiente em uma \u00fanica mordida para matar um elefante, ou 20 pessoas.<\/p>\n<p>Cobras podem crescer at\u00e9 4 metros de comprimento e podem pesar at\u00e9 9 kg.<\/p>\n<p>As cobras da fam\u00edlia cobra distinguem-se por seus capuzes ou extens\u00f5es de costela, que se estendem por tr\u00e1s de seus olhos. Esses capuzes se apagam quando a cobra sibila e fica irritada.<\/p>\n<p>As marca\u00e7\u00f5es e colora\u00e7\u00e3o da cobra variam por esp\u00e9cie. Alguns, como a cobra de \u00f3culos, apresentam padr\u00f5es em forma de \u00f3culos, enquanto outros, como a cobra-real, t\u00eam listras.<\/p>\n<p>A maioria das cobras s\u00e3o castanha, verde-oliva ou amarela e pode apresentar manchas pretas ou brancas.<\/p>\n<p>Os membros desta fam\u00edlia das cobras podem viver at\u00e9 20 anos na natureza. Uma vez cultivadas, as \u00fanicas esp\u00e9cies que amea\u00e7am a cobra s\u00e3o os humanos e o mangusto.<\/p>\n<p>Quase qualquer animal pequeno pode ser comido por esses tipos de cobras.<\/p>\n<p>A maioria das cobras prefere comer pequenos roedores e p\u00e1ssaros.<\/p>\n<p>Ovos, peixes e lagartos tamb\u00e9m podem fazer parte de sua dieta.<\/p>\n<p>As cobras-rei, em particular, gostam de comer outras cobras.<\/p>\n<p>As cobras-reais s\u00e3o conhecidas por proteger ferozmente seus ovos durante a incuba\u00e7\u00e3o, que geralmente dura dois meses e meio. Embora ambos os pais protejam o ninho, as cobras-m\u00e3es, em particular, muitas vezes se recusam a deixar o pr\u00f3ximo desprotegido at\u00e9 que as cobras jovens escorram. Um ninho t\u00edpico cont\u00e9m 20 a 40 ovos. Filhotes s\u00e3o tipicamente 50 cent\u00edmetros de comprimento, e nascem com veneno de for\u00e7a total.<\/p>\n<p>Embora muitas pessoas temam esses tipos de cobras, os predadores podem realmente ser \u00fateis para os seres humanos.<\/p>\n<p>Como muitas outras cobras, as cobras comem pragas, como roedores e outras cobras, que normalmente incomodam os humanos.<\/p>\n<p>O veneno da cobra tamb\u00e9m \u00e9 usado em alguns medicamentos, como analg\u00e9sicos.<\/p>\n<p>Embora as cobras-reais sejam conhecidas por seu uso pelos encantadores de serpentes do sul da \u00c1sia, as cobras n\u00e3o conseguem ouvir a m\u00fasica em si. Em vez disso, as cobras respondem ao movimento e \u00e0s vibra\u00e7\u00f5es da flauta.<\/p>\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As cobras, encontradas com muita freq\u00fc\u00eancia no Pantanal e de diversas esp\u00e9cies, n\u00e3o chegam a ser uma amea\u00e7a ao homem ou para o gado.<\/p>\n<p>Existem as n\u00e3o-venenosas como a cobra-d\u00e1gua (Liophis militaris), e a cobra-de-duas-cabe\u00e7as, que s\u00e3o 24 esp\u00e9cies diferentes.<\/p>\n<p>Tem ainda a cobra-cega e a cobra-cip\u00f3 (Rholubrideas), al\u00e9m da venenosa coral (Micrurus elaps) e da falsa coral (Elapomorphus) esta \u00faltima sem veneno.<\/p>\n<p><strong>Existem ainda, cobras muito venenosas como:<\/strong> a jararaca (Bothrops jararaca) e a jararaca-do-banhado, tamb\u00e9m chamada de cobra-nova; a cobra-tapete, que \u00e9 jararacu\u00e7u, e a cascavel (Crotalus terrificus), que os \u00edndios chamam de boicininga, que em tupi quer dizer cobra com ru\u00eddo.<\/p>\n<p>A cobra-preta ou mu\u00e7urana \u00e9 a devoradora de cobras, e a jib\u00f3ia \u00e9 a cobra constritora, que pode atingir de 3 a 5 metros, todas, com o corpo coberto de escamas, formando desenhos variados.<\/p>\n<p>Vivem em campos e matas, muitas vezes no ch\u00e3o, onde se confundem com a folhagem devido \u00e0s suas cores e aos desenhos de sua pele, mas podem ser encontradas tamb\u00e9m nas \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Preferem lugares secos e geralmente dormem durante o dia. N\u00e3o s\u00e3o agressivas, freq\u00fcentemente fugindo quando pressentem a presen\u00e7a do homem.<\/p>\n<p>Ca\u00e7am a noite, v\u00e1rios tipos de animais, entre os quais aves, lagartos e, principalmente roedores. S\u00e3o ov\u00edparas e a ninhada varia de 20 a 50 filhotes que nascem com cerca de 50cm.<\/p>\n<p>As jib\u00f3ias podem ser observadas nas encostas das serras que limitam o Pantanal, longe das \u00e1reas inund\u00e1veis. E algumas podem ser criadas domesticamente, atacando os ratos e n\u00e3o passando de dois metros de comprimento.<\/p>\n<p>A Sucuri (Eunectes murinus) est\u00e3o entre as maiores serpentes do Brasil, n\u00e3o atingindo por\u00e9m o mesmo tamanho das sucuris da Amaz\u00f4nia. Com colora\u00e7\u00e3o pardo-acinzentado e com ventre amarelada. Vivem sempre a beira d\u00e1gua, nadam bem e passam a maior parte do tempo dentro de lagoas, rios e banhados, onde apanham suas presas. A sucuri pode chegar a 8 metros de comprimento e 75 cm de largura \u2013 e cresce bem mais do que isso na imagina\u00e7\u00e3o do povo que vive nas matas. Encontradas com freq\u00fc\u00eancia em matas ciliares ou, em repouso, dormindo enrodilhadas em touceiras de capim ou outro tipo de vegeta\u00e7\u00e3o, mas sempre perto de \u00e1gua. T\u00eam h\u00e1bitos noturnos. Alimentam-se de peixes, aves aqu\u00e1ticas e mam\u00edferos de pequeno e m\u00e9dio porte, que matam por constri\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s a refei\u00e7\u00e3o passam v\u00e1rios dias digerindo o alimento, ocasi\u00e3o que se tornam lentas e podem ser facilmente apanhadas. Quando em cativeiro, ficam at\u00e9 mais de um ano sem se alimentar.<\/p>\n<p>N\u00e3o picam suas v\u00edtimas, mas, utilizando-se de sua incr\u00edvel for\u00e7a muscular, mata qualquer presa em que consiga se enroscar; arrochando os la\u00e7os e voltas com que enleia o corpo da v\u00edtima, quebra-lhes os ossos. Assim, ao mesmo tempo, mata e prepara para a degluti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00e3o ov\u00edparas, com ninhadas de 15 a 30 filhotes, que nascem com at\u00e9 1m de comprimento e se alimentam de r\u00e3s e peixinhos.<\/p>\n<p>N\u00e3o possuem veneno, mata suas v\u00edtimas por estrangulamento, quebrando-lhe os ossos para degluti-la e em seguida digeri-la numa longa hiberna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O tamanho da sucuri leva muitas lendas sobre seus h\u00e1bitos alimentares. Diz-se por exemplo, que ela \u00e9 capaz de engolir um boi, mas o cr\u00e2nio e os chifres do animal ficam atravessados na sua boca.<\/p>\n<p>E como o est\u00f4mago n\u00e3o consegue digerir, ficam estendidas no ch\u00e3o, como se estivessem mortas, n\u00e3o podendo se mover, at\u00e9 que o ventre apodre\u00e7a juntamente com o alimento; ent\u00e3o as aves de rapina lhes dilaceram o ventre e devoram, ao mesmo tempo que o seu repasto; depois, informe e semi-devorada, a sucuri come\u00e7a a se reformar, crescem-lhe a pele, volta \u00e0 sua antiga forma.<\/p>\n<p>As cobras constituem o Grupo dos of\u00eddios, ou serpentes.<\/p>\n<p><strong>No Brasil, encontramos quatro fam\u00edlias de cobras:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Bo\u00eddeos<\/strong><\/p>\n<p>Serpentes grandes, n\u00e3o venenosas, muito fortes, que matam por constri\u00e7\u00e3o, enrolando-se em suas v\u00edtimas e apertando-as at\u00e9 que elas sufoquem.<\/p>\n<p><strong>Crotal\u00eddeos, ou Viper\u00eddeos<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o cobras pe\u00e7onhentas (venenosas), que injetam seu veneno atrav\u00e9s de dentes ocos situados na parte anterior da cabe\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Elap\u00eddeos<\/strong><\/p>\n<p>Serpentes pe\u00e7onhentas, que injetam o veneno atrav\u00e9s de dentes sulcados, na regi\u00e3o anterior da boca.<\/p>\n<p><strong>Colubr\u00eddeos<\/strong><\/p>\n<p>Apresenta diversas esp\u00e9cies de cobras n\u00e3o venenosas, algumas bastante \u00fateis ao homem.<\/p>\n<p>Dentro da zoologia SERPENTES ou OPHIDAE \u00e9 a terminologia dada a Ordem \u00e0 qual as serpentes pertencem. Cobra \u00e9 o termo dado por alguns pa\u00edses de l\u00edngua inglesa a um tipo de serpente que n\u00e3o ocorre no Brasil, a Naja.<\/p>\n<p>Nos pa\u00edses de l\u00edngua espanhola \u2018culebra\u2019, (cobra) refere-se a serpente n\u00e3o-pe\u00e7onhenta e \u2018serpiente\u2019, \u00e0 serpente pe\u00e7onhenta. Na Europa denomina-se \u2018v\u00edboras\u2019, as serpentes pe\u00e7onhentas.<\/p>\n<p>Mas qualquer que seja a designa\u00e7\u00e3o popular, estes animais, dentro da ci\u00eancia, pertencem \u00e0 Classe dos R\u00c9PTEIS. Origin\u00e1rio do latim, Reptum significa rastejar, uma alus\u00e3o ao tipo de locomo\u00e7\u00e3o caracter\u00edstico dessa classe de animais.<\/p>\n<p><strong>Mas o que agrupa um conjunto de indiv\u00edduos dentro dessa Classe Reptilia n\u00e3o \u00e9 o fato de como se locomovem e sim por possu\u00edrem basicamente:<\/strong><\/p>\n<p>Esqueleto completamente ossificado e com v\u00e9rtebras caracter\u00edsticas (Vertebrados); Corpo revestido por escamas ou placas; Quatro, dois ou aus\u00eancia de membros locomotores; Cora\u00e7\u00e3o perfeitamente dividido em 4 c\u00e2maras por\u00e9m os ventr\u00edculos s\u00e3o parcialmente unidos (\u00e0 exce\u00e7\u00e3o dos crocodilianos\u2026); Respira\u00e7\u00e3o sempre pulmonar; Temperatura do corpo vari\u00e1vel com a do meio \u2013 ambiente (ectotermia ou pecilotermia) e Fecunda\u00e7\u00e3o interna, geralmente com \u00f3rg\u00e3os copuladores abrigados na cauda do macho.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m do grupo das serpentes (Ordem Squamata\/SubOrdem Serpentes), outros r\u00e9pteis mais conhecidos s\u00e3o: <\/strong>os lagartos (Ordem Squamata\/SubOrdem Lacertilia), os c\u00e1gados, jabutis e tartarugas (Ordem Chelonia) e os jacar\u00e9s, crocodilos e aligatores (Ordem Crocodilia).<\/p>\n<p><strong>Cada Ordem possui suas particularidades e a SubOrdem Serpentes \u00e9 caracterizada pela: <\/strong>aus\u00eancia de membros locomotores ou vest\u00edgios de cintura p\u00e9lvica (em Bo\u00eddeos) aus\u00eancia de ouvido externo, m\u00e9dio e t\u00edmpano aus\u00eancia do osso esterno aus\u00eancia de diafragma a p\u00e1lpebra \u00e9 fixa, semelhante a uma lente de contato mand\u00edbulas inferiores n\u00e3o soldadas, unidas por um ligamento frouxo normalmente apenas um pulm\u00e3o, dois apenas nas fam\u00edlias primitivas<\/p>\n<p><strong>TROCA DE PELE<\/strong><\/p>\n<p>As serpentes possuem o corpo revestido por escamas queratinizadas. A queratina \u00e9 uma subst\u00e2ncia presente em outros animais em diferentes formas. As escamas dos peixes, as penas das aves, os pelos, unhas e cabelos dos mam\u00edferos s\u00e3o constitu\u00eddos por queratina \u00e0 qual possui, entre outras fun\u00e7\u00f5es, evitar a perda d\u2019\u00e1gua pela transpira\u00e7\u00e3o e diminuir o desgaste causado pelo atrito do solo com o corpo (no caso dos R\u00e9pteis).<\/p>\n<p>Essa camada de queratina que recobre toda a pele reveste at\u00e9 o olho, de maneira que n\u00e3o h\u00e1 p\u00e1lpebra m\u00f3vel, ou seja, elas n\u00e3o piscam pois a p\u00e1lpebra fica aderida ao olho como uma lente de contato, dando prote\u00e7\u00e3o e evitando o dessecamento.<\/p>\n<p>A camada externa das escamas, devido a queratina, \u00e9 r\u00edgida. Quando o animal cresce necessita troc\u00e1-la, pois o aumento das dimens\u00f5es do corpo n\u00e3o \u00e9 acompanhado por essa fina pel\u00edcula. Dessa forma, por debaixo da pele antiga, uma nova camada e ligeiramente maior forma-se. Quando a nova estiver pronta, um l\u00edquido se forma entre as duas para facilitar remo\u00e7\u00e3o da antiga.<\/p>\n<p>Este processo chama-se de muda e a pele velha come\u00e7a a se desprender no focinho e, conforme o animal se locomove pelo ch\u00e3o, saindo invertida como se estiv\u00e9ssemos retirando uma \u2018meia\u2019 apertada de nosso p\u00e9.<\/p>\n<p><strong>A vis\u00e3o das serpentes<\/strong><\/p>\n<p>A vis\u00e3o n\u00e3o constitui um \u00f3rg\u00e3o de orienta\u00e7\u00e3o com muita precis\u00e3o. As serpentes de h\u00e1bitos noturnos enxergam pouco, afinal, no escuro os olhos n\u00e3o teriam muita efici\u00eancia.<\/p>\n<p>Aqueles com atividade diurna possuem uma vis\u00e3o mais apurada, por\u00e9m, sem grandes detalhes.<\/p>\n<p>Podemos dizer, salvo rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es, que sua vis\u00e3o \u00e9 m\u00edope. Essa defici\u00eancia, em obter uma imagem focada \u00e9 causada pelo cristalino, uma esp\u00e9cie de lente gelatinosa presente nos olhos de todos os vertebrados.<\/p>\n<p>Nos mam\u00edferos, por exemplo, essa lente \u00e9 alongada e flex\u00edvel, focando a imagem com aux\u00edlio de m\u00fasculos especiais. No caso das serpentes, o cristalino \u00e9 esf\u00e9rico e r\u00edgido sendo, simplesmente, deslocado para frente e para tr\u00e1s, n\u00e3o havendo acomoda\u00e7\u00e3o dessa \u2018lente\u2019 para definir com precis\u00e3o o contorno das imagens.<\/p>\n<p><strong>A audi\u00e7\u00e3o das serpentes<\/strong><\/p>\n<p>Se a vis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 boa, a audi\u00e7\u00e3o pouco ajuda.<\/p>\n<p>As serpentes n\u00e3o possuem ouvido externo, m\u00e9dio e nem t\u00edmpano. S\u00e3o praticamente surdas. N\u00e3o s\u00e3o capazes de ouvir sons mas sim vibra\u00e7\u00f5es f\u00edsicas (mec\u00e2nicas) fortes, como passos, queda de objetos, etc\u2026, que chegam ao c\u00e9rebro do animal por um \u2018longo caminho\u2019. A mand\u00edbula da serpente est\u00e1 constantemente em contato com o solo ou sobre seu pr\u00f3prio corpo.<\/p>\n<p>Para a serpente captar um \u2018som\u2019, a vibra\u00e7\u00e3o precisa atingir a mand\u00edbula para que esta vibre e estimule um pequeno osso (chamado columela) que une a base da mand\u00edbula \u00e0 caixa craniana. Se a columela vibrar, a serpente percebe o som sem, contudo, precisar corretamente a dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Parece ser surpreendente como estes animais, n\u00e3o possuindo patas, tendo vis\u00e3o deficiente e aparentemente surdos consigam orientar-se na escurid\u00e3o e capturarem seu alimento, como um morcego em pleno v\u00f4o, com ex\u00edmia precis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O olfato das serpentes<\/strong><\/p>\n<p>O principal \u00f3rg\u00e3o de orienta\u00e7\u00e3o, capaz de suprir as defici\u00eancias visuais e auditivas \u00e9 o olfato. As serpentes n\u00e3o sentem o cheiro propriamente pela narina.Todo o sistema de capta\u00e7\u00e3o de part\u00edculas dispersas no ar, que constituem o odor, \u00e9 realizado pela l\u00edngua.<\/p>\n<p>Quando em movimento, as serpentes agitam constantemente a sua l\u00edngua b\u00edfida (com duas pontas). Cada vez que a l\u00edngua \u00e9 projetada para fora da boca, uma secre\u00e7\u00e3o grudenta faz com que as part\u00edculas dispersas no ar fiquem aderidas \u00e0s duas pontas, raz\u00e3o pela qual ela vibra rapidamente para que a maior quantidade poss\u00edvel de elementos fiquem aderidos \u00e0s extremidades.<\/p>\n<p>Quando a l\u00edngua \u00e9 retra\u00edda, antes de ser limpa e banhada novamente com a secre\u00e7\u00e3o, cada ponta, com a secre\u00e7\u00e3o contendo as part\u00edculas coletadas no ar, \u00e9 introduzida em um orif\u00edcio localizado no \u2018c\u00e9u da boca\u2019 onde as part\u00edculas s\u00e3o depositadas e analisadas. A ponta que estava mais pr\u00f3xima da fonte de odor ter\u00e1 mais part\u00edculas e isto \u00e9 o suficiente para fornecer com precis\u00e3o a dire\u00e7\u00e3o. Para cada ponta existe um orif\u00edcio correspondente.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise r\u00e1pida desses odores permitem, mesmo em completa escurid\u00e3o, reconhecer o ambiente, procurar alimento e se proteger de agressores.<\/p>\n<p><strong>Um sensor infravermelho<\/strong><\/p>\n<p>Para serpentes de h\u00e1bitos diurnos a pouca vis\u00e3o e o olfato eficiente s\u00e3o totalmente satisfat\u00f3rios para a atividade de ca\u00e7a. Mas as serpentes noturnas n\u00e3o contam com a vis\u00e3o pois a aus\u00eancia de luminosidade a torna ineficiente.<\/p>\n<p>Assim sendo, mesmo com um olfato apurado, reconhecer o ambiente e perceber a presen\u00e7a de alimento \u00e9 apenas parte do problema. \u00c9 preciso saber em que dire\u00e7\u00e3o e dist\u00e2ncia exata a presa se encontra e ainda como apanh\u00e1-la, se estiver se movimentando. Algumas dessas serpentes de h\u00e1bitos noturnos, desenvolveram um mecanismo de localiza\u00e7\u00e3o de alimento extremamente eficiente e preciso.<\/p>\n<p>As serpentes s\u00e3o carn\u00edvoras e ca\u00e7adoras por natureza. S\u00f3 comem prote\u00edna animal e rec\u00e9m-capturada.<\/p>\n<p>Todos os animais de \u2018sangue quente\u2019 (aves e mam\u00edferos), corretamente denominados de homeot\u00e9rmicos, emitem raios de calor do tipo infravermelho, formando uma esp\u00e9cie de \u2018\u00e1urea\u2019 invis\u00edvel\u2026 As serpentes noturnas, que alimentam-se de animais homeot\u00e9rmicos, possuem, de cada lado da cabe\u00e7a, um orif\u00edcio entre o olho e a narina, chamado de Fosseta Loreal. Estas aberturas, direcionadas para o focinho do animal, possuem uma membrana ricamente enervada com termina\u00e7\u00f5es nervosas capazes de perceber varia\u00e7\u00f5es de calor de at\u00e9 0,5 graus Celsius num raio de 5 metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>As emiss\u00f5es de calor, emanadas pelo animal homeot\u00e9rmico, atingem a membrana e, por meio das enerva\u00e7\u00f5es ligadas ao c\u00e9rebro, criam uma \u2018imagem t\u00e9rmica\u2019 altamente precisa, fornecendo o tamanho do animal (atrav\u00e9s das concentra\u00e7\u00f5es dos raios infravermelhos ), a dist\u00e2ncia (atrav\u00e9s da varia\u00e7\u00e3o de temperatura) e os movimentos (pelo deslocamento da \u2018imagem t\u00e9rmica\u2019).<\/p>\n<p><strong>Pe\u00e7onhenta ou venenosa?<\/strong><\/p>\n<p>Toda a subst\u00e2ncia capaz de causar dano ou matar um organismo \u00e9 chamada de toxina ou veneno. Os seres vivos que secretam subst\u00e2ncias t\u00f3xicas s\u00e3o denominados de venenosos.<\/p>\n<p>Os venenos s\u00e3o secretados por gl\u00e2ndulas especiais que podem estar associadas a estruturas espec\u00edficas para inocul\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Os animais que produzem veneno e possuem um aparato especializado para injet\u00e1-lo s\u00e3o conhecidos como Pe\u00e7onhentos.<\/p>\n<p>Os sapos, por exemplo, possuem gl\u00e2ndulas (par\u00f3tidas) de veneno localizadas na superf\u00edcie externa da pele, pr\u00f3ximo \u00e0 cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Essas gl\u00e2ndulas n\u00e3o possuem a capacidade de expelir o veneno a menos que sejam pressionadas por agentes alheios a vontade do sapo. Dessa forma ele \u00e9 um animal venenoso por\u00e9m N\u00e3o-Pe\u00e7onhento, pois, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 capaz de envenenar outro animal.<\/p>\n<p>Todas as serpentes s\u00e3o venenosas mas poucas s\u00e3o pe\u00e7onhentas. Nas serpentes o veneno \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o enzim\u00e1tica com finalidades, principalmente, digestivas.<\/p>\n<p>Nas pe\u00e7onhentas a capacidade digestiva est\u00e1 associada \u00e0 a\u00e7\u00f5es t\u00f3xicas que neutralizam e matam os animais, que fazem parte de sua dieta, durante a captura.<\/p>\n<p>Assim podemos perceber que as serpentes pe\u00e7onhentas possuem veneno muito mais potente e perigoso para o Homem do que as n\u00e3o-pe\u00e7onhentas.<\/p>\n<p>O veneno \u00e9 produzido em gl\u00e2ndulas especiais que nada mais s\u00e3o do que gl\u00e2ndulas salivares modificadas, cuja \u2018saliva\u2019 \u00e9 a toxina.<\/p>\n<p>Essas gl\u00e2ndulas raramente ficam vazias pois s\u00e3o capacitadas a ter uma \u2018reserva\u2019 para v\u00e1rios botes seguidos. O veneno \u00e9 constantemente secretado sendo que, uma vez totalmente extra\u00eddo, em cerca de duas semanas a gl\u00e2ndula estar\u00e1 novamente cheia. O aparelho utilizado, pelas serpentes pe\u00e7onhentas, para injetar seu veneno s\u00e3o dentes diferenciados, conhecidos como presas de veneno.<\/p>\n<p>A grande maioria das serpentes apresentam na parte superior da boca duas fileiras de dentes e outras duas na regi\u00e3o inferior (maxilares inferiores). Estes dentes s\u00e3o maci\u00e7os, n\u00e3o sendo ligados a nenhuma gl\u00e2ndula.<\/p>\n<p>Existem, em menos de 10 % das esp\u00e9cies brasileiras, algumas esp\u00e9cies que apresentam dentes diferenciados dos demais, ocos e com uma abertura diagonal na extremidade, como uma agulha hipod\u00e9rmica. Estes dentes (presas) s\u00e3o ligados diretamente \u00e0s gl\u00e2ndulas de veneno e a parte oca, com uma estrutura perfurante na ponta, constitui o mecanismo de inocula\u00e7\u00e3o deste veneno em um outro animal. A abertura diagonal, em fenda, impede o entupimento durante a perfura\u00e7\u00e3o, garantindo a inocula\u00e7\u00e3o do veneno no momento do bote, mesmo que este, por exemplo, atinja um osso.<\/p>\n<p>A diferencia\u00e7\u00e3o precisa e correta entre serpentes pe\u00e7onhentas e n\u00e3o-pe\u00e7onhentas \u00e9 realizada pela presen\u00e7a ou n\u00e3o destas presas e veneno.<\/p>\n<p>Durante os s\u00e9culos de coloniza\u00e7\u00e3o v\u00e1rios \u2018m\u00e9todos\u2019 de identifica\u00e7\u00e3o entre serpentes \u2018venenosas e n\u00e3o venenosas\u2019 (o termo correto \u00e9 pe\u00e7onhenta e n\u00e3o-pe\u00e7onhenta) foram introduzidos e disseminados no Brasil, trazidos pelos europeus. Estes par\u00e2metros de identifica\u00e7\u00e3o de serpentes, como pupila vertical, cabe\u00e7a triangular e cauda grossa, s\u00e3o erroneamente ainda divulgados (quase 500 anos ap\u00f3s o descobrimento\u2026 ), pois tratam-se de caracter\u00edsticas de serpentes europ\u00e9ias e africanas.<\/p>\n<p>Na natureza n\u00e3o existem regras exatas.<\/p>\n<p>No Brasil (e Am\u00e9rica do Sul) a identifica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, indicada para a diferencia\u00e7\u00e3o entre serpentes pe\u00e7onhentas e n\u00e3o-pe\u00e7onhentas \u00e9 atrav\u00e9s da Fosseta Loreal.<\/p>\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nome cient\u00edfico:<\/strong> Serpentes<strong><br \/>\nReino:<\/strong> Animalia<br \/>\n<strong>Filo:<\/strong> Chordata<br \/>\n<strong>Classe:<\/strong> Reptilia<br \/>\n<strong>Ordem:<\/strong> Squamata<br \/>\n<strong>Subordem:<\/strong> Serpentes<\/p>\n<p><strong>Cobras &#8211; Fotos<\/strong><\/p>\n<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-38506 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Cobras17-1.jpg'><img decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Cobras17-1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Cobras15.jpg'><img decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Cobras15-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure 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