{"id":36810,"date":"2016-05-25T18:01:33","date_gmt":"2016-05-25T18:01:33","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=36810"},"modified":"2019-01-14T09:34:21","modified_gmt":"2019-01-14T11:34:21","slug":"fila-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/biologia\/animais\/fila-brasileiro","title":{"rendered":"Fila Brasileiro"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fila Brasileiro &#8211; O que \u00e9<\/strong><\/p>\n<p>O Fila \u00e9 um c\u00e3o robusto, forte e maci\u00e7o, possui tamb\u00e9m um faro excelente.<\/p>\n<p>Adapt\u00e1vel a qualquer clima.<\/p>\n<p>\u00c9 um c\u00e3o de temperamento forte e marcante pelo que precisa de um dono que seja simultaneamente firme e, principalmente, respons\u00e1vel e consciente.<\/p>\n<p>O Fila Brasileiro tem um andar longo e el\u00e1stico lembrando o andar dos grandes felinos.<\/p>\n<p>A sua caracter\u00edstica principal \u00e9 a passada (semelhante \u00e0 dos camelos), movendo as duas patas de um lado primeiro, seguidas das outras duas do lado oposto; isto causa um movimento lateral rolante do t\u00f3rax acentuado quando a cauda est\u00e1 levantada. Durante o andar mant\u00e9m o cabe\u00e7a abaixo da linha das costas. Demonstra um trote leve, e longo com uma passada larga vigorosa.<\/p>\n<p>O seu galope pode ser muito r\u00e1pido, o que se revela inesperado num c\u00e3o de t\u00e3o grande porte. O seu andar \u00e9 extremamente influenciado pelas articula\u00e7\u00f5es t\u00edpicas do C\u00e3o de Fila que lhe permitem mudar subitamente de dire\u00e7\u00e3o. A sua express\u00e3o em repouso \u00e9 calma, nobre e auto-confiante, sem nunca apresentar uma express\u00e3o aborrecida ou de abstra\u00e7\u00e3o. Quando alerta, a express\u00e3o demonstra determina\u00e7\u00e3o e alerta com um olhar firme e profundo.<\/p>\n<p>A Cabe\u00e7a \u00e9 pesada e maci\u00e7a, proporcional ao corpo. Vista de cima, parece uma pera. Vista de lado, focinho e cr\u00e2nio devem ter uma propor\u00e7\u00e3o de aproximadamente um para um, ou com o primeiro ligeiramente menor que o segundo.<\/p>\n<p>O cr\u00e2nio de perfil demonstra uma ligeira curva desde o stop at\u00e9 \u00e0 nuca, mais evidente nos cachorros. Visto de frente o cr\u00e2nio \u00e9 largo, com a linha de cima ligeiramente curvada. As linhas laterais seguem ligeiramente curvadas, mas quase em linha vertical, que estreita at\u00e9 ao focinho.<\/p>\n<p>O Stop ou chanfro quando visto de frente \u00e9 praticamente inexistente. Visto de lado \u00e9 baixo, e virtualmente formado pela linha em que se unem as duas sobrancelhas.<\/p>\n<p>O focinho \u00e9 forte, largo e profundo, em harmonia com o cr\u00e2nio. Visto de cima curva ligeiramente relativamente ao centro do focinho e novamente quando se aproxima da curvatura frontal. Visto de lado o osso do nariz \u00e9 direito, nunca em linha ascendente.<\/p>\n<p>Os l\u00e1bios superiores grossos e pendentes sobre os l\u00e1bios inferiores d\u00e3o uma linha curva perfeita \u00e0 parte de baixo do focinho, quase paralela \u00e0 linha superior.<\/p>\n<p>O nariz \u00e9 bem desenvolvido com narinas largas que contudo n\u00e3o ocupam a totalidade da largura do maxilar. A cor \u00e9 preto.<\/p>\n<p>Os olhos s\u00e3o amendoados, de tamanho m\u00e9dio a grande, separados.<\/p>\n<p>As cores v\u00e3o do avel\u00e3 escuro ao amarelo, condizente com a cor do pelo. Devido \u00e0 exuber\u00e2ncia das pregas de pele, muitos exemplares t\u00eam p\u00e1lpebras pendentes que n\u00e3o s\u00e3o consideradas faltas uma vez que tal pormenor acentua anda mais a express\u00e3o melanc\u00f3lica pela qual se reconhece a ra\u00e7a.<\/p>\n<p>As orelhas s\u00e3o pendentes, largas, em forma de V, largas na base e afuniladas nas pontas que s\u00e3o redondas. Est\u00e3o inseridas na parte posterior do cr\u00e2nio em linha com o n\u00edvel m\u00e9dio dos olhos quando em repouso. Quando erectas, as orelhas v\u00e3o acima da sua posi\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n<p>Os dentes s\u00e3o mais largos que compridos; s\u00e3o fortes e brancos. Os incisivos superiores s\u00e3o largos na raiz e afiados nas pontas. Os caninos s\u00e3o bastante fortes e bem constitu\u00eddos.<\/p>\n<p>O pesco\u00e7o \u00e9 extraordinariamente forte e musculado dando a impress\u00e3o que \u00e9 um pesco\u00e7o curto. \u00c9 ligeiramente curvado no topo e bem separado do cr\u00e2nio. A garganta est\u00e1 guarnecida com uma barbela.<\/p>\n<p>Na linha superior, a cernelha, situada numa linha inclinada, passando-se posteriormente para a zona da garupa onde h\u00e1 uma ligeira eleva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A garupa \u00e9 larga e longa, com uma angula\u00e7\u00e3o de aproximadamente 30 graus na linha horizontal, descrevendo uma ligeira curvatura. Fica ligeiramente mais alta que a cernelha. Vista de tr\u00e1s deve ser ampla e a sua largura deve ser aproximadamente igual \u00e0 do t\u00f3rax, sendo que nas f\u00eameas pode ser ainda mais larga que o pr\u00f3prio t\u00f3rax.<\/p>\n<p>O corpo \u00e9 forte, largo, coberto por uma pele grossa e solta. O t\u00f3rax \u00e9 mais longo que o abd\u00f4men. O comprimento do corpo \u00e9 id\u00eantico \u00e0 largura da cernelha mais 10%, quando medida do ponto do ombro at\u00e9 \u00e1s n\u00e1degas.<\/p>\n<p>No t\u00f3rax as costelas est\u00e3o bem constitu\u00eddas, denotando-se a separa\u00e7\u00e3o das duas partes. O peito \u00e9 fundo, largo, descendente ao n\u00edvel dos ombros.<\/p>\n<p>O ventre \u00e9 mais curto e menos profundo que o t\u00f3rax, denotando-se a separa\u00e7\u00e3o das suas duas partes. A parte mais baixa do ventre \u00e9 mais desenvolvida nas f\u00eameas. Visto de cima, \u00e9 mais pequeno que o t\u00f3rax e a garupa, mas n\u00e3o deve formar uma linha de cintura.<\/p>\n<p>Na linha inferior, o peito \u00e9 longo e paralelo ao ch\u00e3o em toda a sua extens\u00e3o.<\/p>\n<p>Os p\u00e9s s\u00e3o formados por dedos bem constitu\u00eddos que n\u00e3o est\u00e3o demasiado pr\u00f3ximos. A posi\u00e7\u00e3o correta dos p\u00e9s \u00e9 a apontar para a frente. As unhas s\u00e3o fortes e escuras, mas poder\u00e3o ser brancas se esta for a cor do respectivo dedo.<\/p>\n<p>A cauda \u00e9 muito larga na raiz, tamanho m\u00e9dio, atingindo o n\u00edvel do jarrete. Quando o c\u00e3o est\u00e1 alerta, a cauda \u00e9 levantada bem alto, e a curva que possui na extremidade fica mais acentuada. A cauda n\u00e3o deve cair sobre o corpo ou enrolar para cima.<\/p>\n<p><strong>Origem<\/strong><\/p>\n<p>As pessoas acreditam que esta ra\u00e7a &#8211; em vez de ter sido \u201ccriada\u201d pela humanidade cruzando diferentes c\u00e3es &#8211; evoluiu ao longo do tempo de acordo com as necessidades dos colonizadores brasileiros.<\/p>\n<p>Apesar disso, muitas pessoas pensam que \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de tr\u00eas ra\u00e7as: bulldogs, mastiffs e bloodhounds. A verdade \u00e9 que os primeiros mastins registrados datam de 1671. Isso significa que essa ra\u00e7a n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o velha quando comparada a outras. No entanto, \u00e9 dif\u00edcil saber exatamente quando eles apareceram.<\/p>\n<p>Acontece que os primeiros habitantes do Brasil precisavam de um c\u00e3o fiel e vers\u00e1til que pudesse fazer o trabalho de um pastor, um c\u00e3o de ca\u00e7a e um c\u00e3o de guarda.<\/p>\n<p>Como os escravos trabalhavam nas planta\u00e7\u00f5es de cana-de-a\u00e7\u00facar, o Fila Brasileiro estava encarregado de vigi\u00e1-los. Isso porque havia cerca de 200 escravos por planta\u00e7\u00e3o e era f\u00e1cil escapar sem que ningu\u00e9m percebesse. Mesmo depois que a escravid\u00e3o foi abolida, os Mastins Brasileiros continuaram a fazer outros trabalhos.<\/p>\n<p>Note que em torno do ano de 1954, alguns esp\u00e9cimes foram exportados para a Alemanha, que \u00e9 como esta ra\u00e7a come\u00e7ou a se espalhar por todo o mundo.<\/p>\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tipo de\u00a0<\/strong><b>Pelo<\/b><\/p>\n<p>Uma das caracter\u00edsticas mais importante desta ra\u00e7a \u00e9 a pele solta e grossa sobre todo o corpo e principalmente no pesco\u00e7o onde forma uma barbela; em alguns exemplares as pregas chegam mesmo ao peito e abd\u00f4men.<\/p>\n<p>Alguns c\u00e3es t\u00eam pregas nos lados da cabe\u00e7a e tamb\u00e9m na cernelha, descendo at\u00e9 aos ombros. Esta estranha combina\u00e7\u00e3o de pregas faz com se estiver em repouso, n\u00e3o tenha qualquer prega. Quando alerta, e de modo a levantar as orelhas, a contra\u00e7\u00e3o da pele faz surgir pequenas pregas que desenham uma linha longitudinal relativamente ao cr\u00e2nio.<\/p>\n<p>O pelo \u00e9 curto, denso e macio.<\/p>\n<p>A ra\u00e7a apresenta grande variedade de cores e marca\u00e7\u00f5es, podendo ser s\u00f3lido ou \u201ctigrado\u201d e havendo restri\u00e7\u00f5es apenas no que concerne \u00e0s cores que originem desqualifica\u00e7\u00f5es em termos de competi\u00e7\u00e3o (branco, cinzento, \u00e0s manchas, sarapintado ou preto e castanho amarelado).<\/p>\n<p>Podem ter uma m\u00e1scara preta.<\/p>\n<p>Em todas as cores permitidas, as marcas brancas devem restringir-se aos p\u00e9s, peito, e \u00e0 ponta da cauda. Assim, as manchas em qualquer outra parte do corpo s\u00e3o indesejadas. No caso do Fila malhado, a proibi\u00e7\u00e3o deve-se ao facto de que o cruzamento de c\u00e3es malhados poder mais facilmente gerar exemplares brancos, igualmente indesejados.<\/p>\n<p><strong>Personalidade do Fila Brasileiro<\/strong><\/p>\n<p>Embora o Fila Brasileiro seja fiel \u00e0 sua fam\u00edlia, ele \u00e9 t\u00e3o intenso quando mostra seu desgosto em rela\u00e7\u00e3o a estranhos. Ent\u00e3o, voc\u00ea poderia dizer que esta ra\u00e7a tem uma dupla personalidade. De fato, os criadores consideram o temperamento da ra\u00e7a muito mais do que a apar\u00eancia, quando escolhem quais se reproduzir.<\/p>\n<p>Este c\u00e3o \u00e9 corajoso, d\u00f3cil, obediente e muito tolerante com as crian\u00e7as. Da mesma forma, \u00e9 calmo, muito confiante e se adapta facilmente a novos ambientes.<\/p>\n<p><strong>Temperamento<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 obediente e d\u00f3cil com os donos mas desconfiado com estranhos pelo que constitui um guarda magn\u00edfico. Esta desconfian\u00e7a com estranhos surge designada por \u201cOjeriza\u201d. Tem um comportamento sereno revelando seguran\u00e7a e autoconfian\u00e7a, coragem impressionante, determinado, valente.<\/p>\n<p>A sua lealdade deu origem a um prov\u00e9rbio brasileiro que diz \u201cFiel como um Fila\u201d. N\u00e3o se incomoda com sons ou ambientes novos. Inigual\u00e1vel enquanto guarda de uma propriedade, tamb\u00e9m serve para ca\u00e7a grossa e para guardar rebanhos. N\u00e3o \u00e9 aconselhado como companheiro para crian\u00e7as (apesar de puder mostrar alguma toler\u00e2ncia) nem para viver em zonas urbanas.<\/p>\n<p>Uma das duas ra\u00e7as nativas do Brasil, surge como resultado do cruzamento de v\u00e1rias ra\u00e7as como s\u00e3o os Bloodhounds. Destes herdou as caracter\u00edsticas pregas de pele (que se estendem normalmente da cabe\u00e7a at\u00e9 ao pesco\u00e7o), o olfacto apurado e o nariz comprido.<\/p>\n<p>Foi usado como condutor de gado, guarda e seguidor de rastos dos ent\u00e3o escravos que tentavam evadir-se. Quando encontra a sua presa n\u00e3o a ataca, encurrala-a, at\u00e9 que chegue o ca\u00e7ador. Esta capacidade invulgar f\u00ea-lo ganhar muita popularidade na \u00e9poca da escravatura, conseguindo trazer de volta os escravos fugitivos, sem lhes infligir um \u00fanico arranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Inicialmente, o pr\u00f3prio padr\u00e3o da ra\u00e7a fomentava uma agressividade \u201cextrema\u201d, fazendo com que a imagem do Fila fosse frequentemente associada \u00e0 de um c\u00e3o \u201cperigoso\u201d, o que teve como consequ\u00eancia direta a redu\u00e7\u00e3o da procura pela ra\u00e7a. Nas pr\u00f3prias exposi\u00e7\u00f5es, os ju\u00edzes n\u00e3o gostavam de julgar o Fila j\u00e1 que tinham receio do potencial \u201cperigo\u201d que corriam. No entanto, a partir de meados da d\u00e9cada de 1970, a CBKC (entidade brasileira de cinofilia) come\u00e7ou a introduzir mudan\u00e7as no padr\u00e3o do Fila, tentando diminuir a sua agressividade. Muitos foram ent\u00e3o os criadores que passaram a selecionar aqueles que apresentavam um car\u00e1cter menos violento a par da promo\u00e7\u00e3o de uma maior socializa\u00e7\u00e3o dos c\u00e3es.<\/p>\n<p>Um dos elementos chave no processo de desmistifica\u00e7\u00e3o da imagem do Fila aconteceu em Agosto de 1997, quando, o Fila Brasileiro foi um dos personagens centrais de um dos mais conceituados programas da televis\u00e3o, o J\u00f4 Soares Onze e Meia, quando o criador Walter Vertuan, do Canil Tibait\u00e1 \u2013 Brenda Lee, de S\u00e3o Paulo, levou a este programa quatro Fila Brasileiros, soltos, e eles mantiveram-se tranquilos permitindo at\u00e9 que as pessoas da assist\u00eancia os acariciassem.<\/p>\n<p>Mas nem todos os criadores concordaram com as mudan\u00e7as, e dai a cria\u00e7\u00e3o de uma nova associa\u00e7\u00e3o \u2013 Clube de Aprimoramento do Fila Brasileiro \u2013 Cafib \u2013 que regista anualmente cerca de 200 filhotes e que manteve as caracter\u00edsticas mais \u201cviolentas\u201d do antigo padr\u00e3o, especialmente no que concerne \u00e0 \u201cforte avers\u00e3o aos estranhos\u201d.<\/p>\n<p>As capacidades para seguir rastos e a pr\u00f3pria presen\u00e7a intimidante levaram-no at\u00e9 \u00e0 Am\u00e9rica do Norte e Europa, contudo foi banido de alguns pa\u00edses devido ao seu potencial agressivo.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria desta ra\u00e7a est\u00e1 t\u00e3o intimamente ligada \u00e0 hist\u00f3ria do pr\u00f3prio pa\u00eds que, para uma perspectiva mais abrangente, dever-se-\u00e1 ent\u00e3o aflorar os v\u00e1rios per\u00edodos em que o Fila desempenhou um papel de destaque.<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 relacionado com a hist\u00f3ria, mas ainda com o modo de vida e com os problemas quotidianos dos primeiros colonos Brasileiros que se fixaram na regi\u00e3o do tri\u00e2ngulo mineiro para desenvolver atividades ligadas \u00e0 minera\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de gado.<\/p>\n<p>A maioria das ra\u00e7as atuais foi feita pelo homem mas o Fila Brasileiro \u00e9 uma das raras excep\u00e7\u00f5es. Surge como o resultado de uma necessidade dos primeiros colonos a desembarcar no Brasil e que precisavam de uma ra\u00e7a de c\u00e3o trabalhadora, forte e vigorosa, que fosse simultaneamente, um condutor de rebanhos, um ca\u00e7ador de jaguares, um guarda e um companheiro leal. \u00c9 assim o Fila Brasileiro.<\/p>\n<p>Existem algumas ra\u00e7as que contribu\u00edram para o desenvolvimento do Fila Brasileiro. E apesar da maioria dos cin\u00f3filos concordarem com tr\u00eas ra\u00e7as (o Bloodhound, o Mastim e o Bulldogue), alguns factos levam-nos a outra teoria que assenta unicamente em documentos hist\u00f3ricos. Ap\u00f3s a descoberta do Brasil em 1500, os colonos Portugueses vieram para o Brasil com tudo o que possu\u00edam, inclusive com os seus c\u00e3es. Assim, da ilha dos A\u00e7ores chega o Fila Terceirense, que nada tinha em comum com o Fila Brasileiro \u00e0 excep\u00e7\u00e3o \u00f3bvia do nome.<\/p>\n<p>De qualquer modo, a eventualidade de um relacionamento n\u00e3o pode ser ignorada uma vez que n\u00e3o existem provas da exist\u00eancia de outros c\u00e3es que n\u00e3o os dos colonos a par dos c\u00e3es selvagens Brasileiros.<\/p>\n<p>Conta-se mesmo que foram tantos os c\u00e3es que sa\u00edram da Ilha Terceira que eles ficaram quase extintos.<\/p>\n<p>Alguns creem ent\u00e3o que o nome \u201cFila\u201d descende do nome do c\u00e3o Portugu\u00eas ent\u00e3o levado para o Brasil, mas tamb\u00e9m se deve ter em conta que \u201cFila\u201d significava no Portugu\u00eas antigo \u201cAgarrar\u201d e esta era a fun\u00e7\u00e3o principal da ra\u00e7a: \u201cFilar = Agarrar\u201d escravos fugitivos.<\/p>\n<p>Dos antigos c\u00e3es de luta herdaram o temperamento agressivo, as cores, as pernas traseiras mais altas; a garupa mais alta que a cernelha, e a persist\u00eancia.<\/p>\n<p>Dos Mastins herdaram a cabe\u00e7a grande e pesada, maxilares fortes, pesco\u00e7o curto, a m\u00e1scara preta, a garupa ligeiramente curvada, a coragem e as cores base da ra\u00e7a.<\/p>\n<p>Dos Bloodhounds herdou as pregas de pele, os l\u00e1bios grossos e pendentes, a barbela, o faro apurado e o modo de ladrar em crescendo.<\/p>\n<p>O Fila da Ilha Terceira poder\u00e1 ter contribu\u00eddo com a cauda curvada e a habilidade em conduzir o gado, mas tal n\u00e3o \u00e9 definitivo uma vez que sempre se tornou dif\u00edcil determinar a influ\u00eancia que esta ra\u00e7a portuguesa teve.<\/p>\n<p>A origem do Fila Brasileiro \u00e9 pois muito dif\u00edcil de definir objetivamente. De qualquer modo h\u00e1 uma cren\u00e7a generalizada de que esta ra\u00e7a surge do cruzamento de Bloodhounds, com Mastins Ingleses e os antigos Buldogues (designados por Doggen Engelsen).<\/p>\n<p>Continua at\u00e9 hoje entre as 10 mais registradas no pa\u00eds. A import\u00e2ncia e a popularidade da ra\u00e7a pode ser medida tamb\u00e9m pelo lan\u00e7amento, em 1974, do primeiro selo da Am\u00e9rica Latina com a imagem de um c\u00e3o e o escolhido foi o Fila Brasileiro; simultaneamente foi lan\u00e7ado um postal.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m conhecido como C\u00e3o de fila, c\u00e3o onceiro, cabe\u00e7udo boiadeiro, Fila Brasileiro ou c\u00e3o de guarda brasileiro s\u00e3o alguns dos muitos dos nomes pelos quais foi conhecido o Fila Brasileiro, a primeira ra\u00e7a brasileira a ser reconhecida internacionalmente pela FCI a partir de 1968.<\/p>\n<p>Precisa de treino e tratamento firme para controlar a sua agressividade.<\/p>\n<p>Deve ser escovado regularmente com uma luva de sabujo.<\/p>\n<p><strong>Fila Brasileiro &#8211; Ra\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma ra\u00e7a brasileira de trabalho que j\u00e1 conquistou numerosos adeptos em muitos pa\u00edses.<\/p>\n<p>O c\u00e3o de fila, ou o Fila Brasileiro, tem uma origem obscura, como a de tantas outras ra\u00e7as. \u00c9 poss\u00edvel identificar no Fila tra\u00e7os de algumas ra\u00e7as trazidas ao Brasil pelos colonizadores espanh\u00f3is e portugueses, como o Bloodhound, o mastiff e o bulldog ingl\u00eas, o que nos leva a supor sua descend\u00eancia. Usado durante muito tempo para a captura de escravos, pelo \u00f3timo olfato, resist\u00eancia, temperamento impetuoso e implac\u00e1vel, o Fila capturava, e imobilizava a v\u00edtima, at\u00e9 a chegada do dono.<\/p>\n<p>Hoje em dia o Fila \u00e9 um excelente guarda e \u00f3timo no trabalho com animais, mantendo sozinho a forma\u00e7\u00e3o de rebanhos, chamando \u00e0 ordem qualquer animal discolo. \u00c9 um c\u00e3o de grande porte, acostumado \u00e0 grandes espa\u00e7os, e ideal para s\u00edtios e fazendas. Um t\u00edpico molosso, o Fila \u00e9 desconfiado na presen\u00e7a de estranhos e n\u00e3o admite a menor familiaridade.<\/p>\n<p>Os olhos s\u00e3o de tamanho m\u00e9dio, de forma ligeiramente amendoada, distantes entre si, e de cor escura. As p\u00e1lpebras ca\u00eddas n\u00e3o podem ser consideradas defeito, pois s\u00e3o assim por causa da pele fl\u00e1cida, e contribuem para aumentar a apar\u00eancia \u201cpensativa\u201ddo olhar do Fila, caracter\u00edstica t\u00edpica da ra\u00e7a. Sua pelagem \u00e9 curta, suave, espessa e lisa. A pele \u00e9 grossa e el\u00e1stica, fl\u00e1cida sobretudo no pesco\u00e7o e no tronco.<\/p>\n<p>A altura do Fila Brasileiro \u00e9 de 65 cm. \u00e0 75 cm. na altura da cernalha, para os machos e de 60 cm. \u00e0 70 cm., para as f\u00eameas.<\/p>\n<p>O peso m\u00ednimo para a ra\u00e7a \u00e9 de 40 kg., para as f\u00eameas, e de 50 kg., para os machos.<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/p>\n<p><strong>Peso do macho:<\/strong> m\u00ednimo de 50 kg<br \/>\n<strong>Peso da f\u00eamea:<\/strong> m\u00ednimo de 40 kg.<br \/>\n<strong>Altura do macho: <\/strong>65-75 cm na cernelha<br \/>\n<strong>Altura da f\u00eamea:<\/strong> 60-70 cm cm na cernelha<br \/>\n<strong>Pelo:<\/strong> curto<br \/>\n<strong>Cor:<\/strong> Tigrado, baio, amarelo e preto.<\/p>\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nome cient\u00edfico:<\/strong> Canis lupus familiaris<strong><br \/>\nNome original: <\/strong>Fila brasileiro<b><br \/>\nPa\u00eds de origem:\u00a0<\/b>Brasil<br \/>\n<b>Nome no pa\u00eds de origem:\u00a0<\/b>Fila Brasileiro<strong><br \/>\nOutros nomes:<\/strong> Mastiff brasileiro<strong><br \/>\nClassifica\u00e7\u00e3o:<\/strong> GR. 2 Sec\u00e7\u00e3o 2.1 (Moloss\u00f3ide tipo Dogue)<\/p>\n<p><strong>Fila Brasileiro &#8211; Fotos<\/strong><\/p>\n<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-36810 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Fila-B51.jpg'><img decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Fila-B51-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a 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