{"id":34615,"date":"2016-05-23T17:23:05","date_gmt":"2016-05-23T17:23:05","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=34615"},"modified":"2019-08-26T12:53:12","modified_gmt":"2019-08-26T14:53:12","slug":"manual-de-vacinacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/saude-e-bem-estar\/saude\/manual-de-vacinacao","title":{"rendered":"Manual de Vacina\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O planejamento \u00e9 b\u00e1sico para o desenvolvimento de qualquer a\u00e7\u00e3o ou servi\u00e7o, permitindo a sistematiza\u00e7\u00e3o e a coordena\u00e7\u00e3o do processo de trabalho, a racionaliza\u00e7\u00e3o dos recursos dispon\u00edveis, a defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias e a avalia\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, com a conseq\u00fcente tomada de decis\u00f5es e redefini\u00e7\u00e3o de rumos, caso necess\u00e1rio. Quando realizado a partir da inst\u00e2ncia mais pr\u00f3xima da popula\u00e7\u00e3o a inst\u00e2ncia municipal o planejamento re\u00fane condi\u00e7\u00f5es para resolver efetivamente os problemas enfrentados pelos executores das a\u00e7\u00f5es. A partir da\u00ed, as demais inst\u00e2ncias ? regional, estadual e nacional ? se organizam e se preparam para apoiar t\u00e9cnica, operacional e financeiramente a esfera executora do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), o que deve estar explicitado nos respectivos planos. O Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (PNI), na \u00e1rea da sa\u00fade, \u00e9 uma prioridade nacional, com responsabilidades dos governos federal, estadual e municipal. O alcance dos objetivos e a ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias com um m\u00ednimo de unidade exigem a articula\u00e7\u00e3o dessas inst\u00e2ncias, de forma a compatibilizar atividades, necessidades e realidades, num esfor\u00e7o conjunto. Hoje, com o estabelecimento de condi\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o para o munic\u00edpio e para o estado, pela Norma Operacional B\u00e1sica do SUS (NOB\/SUS-96), a habilita\u00e7\u00e3o a essas condi\u00e7\u00f5es significa a declara\u00e7\u00e3o p\u00fablica de compromissos assumidos pelo gestor perante a popula\u00e7\u00e3o sob sua responsabilidade, traduzidos em requisitos e prerrogativas.<\/p>\n<p>A principal prerrogativa para o munic\u00edpio habilitado \u00e9 a transfer\u00eancia regular e autom\u00e1tica de recursos federais para o Fundo Municipal de Sa\u00fade. Entre os requisitos vinculados mais diretamente ao trabalho de vacina\u00e7\u00e3o, tem-se a elabora\u00e7\u00e3o do Plano Municipal de Sa\u00fade e a comprova\u00e7\u00e3o da ?capacidade para o desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica?. O munic\u00edpio, por menor que seja, a partir do momento em que se habilita a receber os recursos da Uni\u00e3o, come\u00e7a a ser exigido e cobrado no sentido de programar e ofertar em seu territ\u00f3rio, pelo menos, os servi\u00e7os b\u00e1sicos, inclusive domiciliares e comunit\u00e1rios, de responsabilidade tipicamente municipal. A vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 um servi\u00e7o b\u00e1sico, passando, obrigatoriamente, a ser planejada no conjunto das a\u00e7\u00f5es oferecidas pela rede de servi\u00e7os de sa\u00fade. De outro lado, com o surgimento de estrat\u00e9gias espec\u00edficas voltadas \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o do modelo de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, como o Programa de Sa\u00fade da Fam\u00edlia e o Programa de agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade, a popula\u00e7\u00e3o passa a ser vista, cada vez mais, no seu todo e as a\u00e7\u00f5es passam a ser dirigidas \u00e0s pessoas, individual e coletivamente. Com isso, n\u00e3o se justifica um plano de vacina\u00e7\u00e3o isolado; o trabalho casa a casa ou a mobiliza\u00e7\u00e3o ou a montagem de opera\u00e7\u00f5es de campo somente para vacinar. As oportunidades s\u00e3o potencializadas, oferecendo-se outros servi\u00e7os identificados pela equipe local de sa\u00fade como necess\u00e1rios para aquela popula\u00e7\u00e3o determinada.<\/p>\n<p>A inst\u00e2ncia nacional, no tocante \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o, continua a exercer as fun\u00e7\u00f5es de normaliza\u00e7\u00e3o e de coordena\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de promover as condi\u00e7\u00f5es e incentivar o gestor estadual no sentido de que esta a\u00e7\u00e3o se integre, de forma definitiva, s demais a\u00e7\u00f5es ofertadas pelo sistema de sa\u00fade de cada munic\u00edpio. Mesmo na estrutura nacional, o PNI se integra definitivamente \u00e0 epidemiologia e a projetos mais abrangentes, no \u00e2mbito da promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e da aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade de crian\u00e7as, adolescentes, gestantes, idosos e outros grupos. Continua, tamb\u00e9m, como fun\u00e7\u00e3o da inst\u00e2ncia nacional o apoio e a coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica para implementar a\u00e7\u00f5es destinadas ao controle de agravos que possam constituir risco de dissemina\u00e7\u00e3o nacional ou no caso da ado\u00e7\u00e3o de instrumento ou mecanismo de controle que exige uma utiliza\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e abrangente, como \u00e9 o caso das campanhas nacionais de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>2. O Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (PNI)<\/strong><\/p>\n<p>O PNI foi institu\u00eddo em 1973 como uma forma de coordenar a\u00e7\u00f5es que se caracterizavam, at\u00e9 ent\u00e3o, pela descontinuidade, pelo car\u00e1ter epis\u00f3dico e pela reduzida \u00e1rea de cobertura. Estas a\u00e7\u00f5es conduzidas dentro de programas especiais (erradica\u00e7\u00e3o da var\u00edola, controle da tuberculose) e como atividades desenvolvidas por iniciativa de governos estaduais, necessitavam de uma coordena\u00e7\u00e3o central que lhes proporcionasse sincronia e racionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A Lei n\u00ba 6.259, de 30\/10\/1975, regulamentada pelo Decreto n\u00ba 78.231, de 12\/08\/1976, institucionaliza o PNI e define compet\u00eancias que podem ser consideradas v\u00e1lidas at\u00e9 o momento:<\/strong><\/p>\n<p>Implantar e implementar as a\u00e7\u00f5es do Programa, relacionadas com as vacina\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter obrigat\u00f3rio;<br \/>\nEstabelecer crit\u00e9rios e prestar apoio t\u00e9cnico e financeiro \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o, implanta\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o do programa de vacina\u00e7\u00e3o (\u2026);<\/p>\n<blockquote><p>Estabelecer normas b\u00e1sicas para a execu\u00e7\u00e3o das vacina\u00e7\u00f5es;<br \/>\nSupervisionar (\u2026) e avaliar a execu\u00e7\u00e3o das vacina\u00e7\u00f5es no territ\u00f3rio nacional(\u2026);<br \/>\n(\u2026) analisar e divulgar informa\u00e7\u00f5es referentes ao PNI.?<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2.1. Objetivos do PNI<\/strong><\/p>\n<p><strong>O PNI, no momento atual, tem como objetivos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Contribuir para a manuten\u00e7\u00e3o do estado de erradica\u00e7\u00e3o da poliomielite<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Contribuir para o controle ou erradica\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Do sarampo;<br \/>\nDa difteria;<br \/>\nDo t\u00e9tano neonatal e acidental;<br \/>\nDa coqueluche;<br \/>\nDas formas graves da tuberculose;<br \/>\nDa rub\u00e9ola ? em particular a cong\u00eanita;<br \/>\nDa caxumba;<br \/>\nDa hepatite B;<br \/>\nDa febre amarela;<br \/>\nDa raiva;<br \/>\nDas doen\u00e7as invasivas causadas por Haemophilus influenzae tipo b; e<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Contribuir para o controle de outros agravos, coordenando o suprimento e a administra\u00e7\u00e3o de imunobiol\u00f3gicos indicados para situa\u00e7\u00f5es ou grupos populacionais espec\u00edficos, tais como:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Vacina contra a meningite meningoc\u00f3cica tipo C;<br \/>\nVacina contra a febre tif\u00f3ide;<br \/>\nVacina contra a hepatite A;<br \/>\nVacina acelular contra a difteria, o t\u00e9tano e a coqueluche;<br \/>\nVacina contra a infec\u00e7\u00e3o pelo pneumococo;<br \/>\nVacina contra influenza;<br \/>\nVacina de v\u00edrus inativado contra a poliomielite;<br \/>\nVacina contra a raiva humana ? c\u00e9lula dipl\u00f3ide;<br \/>\nImunoglobulina anti-hepatite B;<br \/>\nSoro e imunoglobulina anti-r\u00e1bica;<br \/>\nSoro e imunoglobulina antitet\u00e2nica<br \/>\nVacina e imunoglobulina antivaricela z\u00f3ster; e<br \/>\nSoros antipe\u00e7onhentos para acidentes provocados por serpentes, aranhas e escorpi\u00f5es.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2.2. Estrutura do PNI<\/strong><\/p>\n<p>Na inst\u00e2ncia nacional o Programa de Imuniza\u00e7\u00f5es \u00e9 responsabilidade da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade (FUNASA), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, sendo integrante da estrutura do Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi), estruturando-se em tr\u00eas coordena\u00e7\u00f5es cujas compet\u00eancias est\u00e3o estabelecidas na Portaria n\u00ba 410, de 10 de agosto de 2000 (publicada no DOU, de 18\/08\/2000), a saber:<\/p>\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o-Geral do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (CGPNI):<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Coordenar, propor normas e supervisionar a utiliza\u00e7\u00e3o de imunobiol\u00f3gicos;<br \/>\nCoordenar e propor normas relativas ao sistema de informa\u00e7\u00f5es para as imuniza\u00e7\u00f5es;<br \/>\nElaborar indicadores das a\u00e7\u00f5es de imuniza\u00e7\u00f5es para an\u00e1lise e monitoramento;<br \/>\nPropor o esquema b\u00e1sico de vacinas de car\u00e1ter obrigat\u00f3rio;<br \/>\nCoordenar a investiga\u00e7\u00e3o de eventos adversos temporalmente associados \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o;<br \/>\nElaborar programa\u00e7\u00e3o de necessidades para a execu\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de imuniza\u00e7\u00f5es;<br \/>\nPropor a\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 qualidade e \u00e0 seguran\u00e7a dos imunobiol\u00f3gicos;<br \/>\nParticipar da elabora\u00e7\u00e3o e acompanhar a execu\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es na Programa\u00e7\u00e3o Pactuada e Integrada de Epidemiologia e Controle de Doen\u00e7as (PPI-ECD);<br \/>\nExecutar as a\u00e7\u00f5es de imuniza\u00e7\u00f5es de forma complementar ou suplementar em car\u00e1ter excepcional, quando for superada a capacidade de execu\u00e7\u00e3o dos estados ou houver riscos de dissemina\u00e7\u00e3o em inst\u00e2ncia nacional.?<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o de Imunobiol\u00f3gicos (COIMU):<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Elaborar as normas t\u00e9cnicas de acondicionamento e conserva\u00e7\u00e3o para distribui\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos;<br \/>\nPrestar suporte t\u00e9cnico \u00e0s centrais nacional, estaduais, regionais e municipais da rede de frio;<br \/>\nElaborar a programa\u00e7\u00e3o das necessidades de imunobiol\u00f3gicos a serem utilizados pelo Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es, bem como acompanhar o processo de aquisi\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o nacional e controle de qualidade.?<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o de Normatiza\u00e7\u00e3o do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (Conpi):<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>?Coordenar e elaborar normas de vigil\u00e2ncia dos eventos temporalmente associados \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o;<br \/>\nCoordenar, definir fluxos de informa\u00e7\u00e3o e supervisionar as a\u00e7\u00f5es de desenvolvimento, aperfei\u00e7oamento e<br \/>\nmanuten\u00e7\u00e3o das bases de dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es em Imuniza\u00e7\u00f5es;<br \/>\nConsolidar e analisar as informa\u00e7\u00f5es produzidas e elaborar indicadores visando subsidiar as a\u00e7\u00f5es desenvolvidas e o seu monitoramento;<br \/>\nElaborar normas relativas \u00e0s imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2.3. Estabelecimento de normas t\u00e9cnicas<\/strong><\/p>\n<p>O desenvolvimento do Programa \u00e9 orientado por normas t\u00e9cnicas estabelecidas nacionalmente. Essas normas referem-se \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o, ao transporte e \u00e0 administra\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos, assim como aos aspectos de programa\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para assegurar a aceita\u00e7\u00e3o e uniformidade de uso em todo o pa\u00eds, as normas s\u00e3o estabelecidas com a participa\u00e7\u00e3o dos estados e munic\u00edpios, por meio dos rg\u00e3os respons\u00e1veis pela operacionaliza\u00e7\u00e3o do Programa, al\u00e9m de outras institui\u00e7\u00f5es representadas, principalmente, no Comit\u00ea T\u00e9cnico Assessor em Imuniza\u00e7\u00f5es, criado pela Portaria n\u00ba 389, de 06\/05\/1991. O Comit\u00ea \u00e9 integrado por representa\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), por pediatras e infectologistas das cinco macrorregi\u00f5es do pa\u00eds, bem como por t\u00e9cnicos das demais \u00e1reas do Cenepi e da pr\u00f3pria CGPNI.<\/p>\n<p>As normas e orienta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, gerenciais e operacionais s\u00e3o sistematizadas e divulgadas por meio de documentos t\u00e9cnicos, normativos e operacionais, disseminados por toda a rede de servi\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>2.4. Imunobiol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n<p>O suprimento dos imunobiol\u00f3gicos necess\u00e1rios, sem \u00f4nus para os \u00f3rg\u00e3os executores, \u00e9 responsabilidade da inst\u00e2ncia federal, que adquire os produtos, coordena a importa\u00e7\u00e3o e incentiva a produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>Os produtos nacionais ou importados s\u00e3o adquiridos e distribu\u00eddos pelo gestor federal \u00e0s secretarias estaduais de sa\u00fade, a partir da Cenadi, implantada em 1982, que tem como compet\u00eancia receber, armazenar, acondicionar e distribuir os imunobiol\u00f3gicos, enviar amostras para aferi\u00e7\u00e3o da qualidade, al\u00e9m de participar de supervis\u00f5es e treinamentos em rede de frio.<\/p>\n<p>A qualidade dos produtos distribu\u00eddos \u00e9 garantida mediante atua\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Sa\u00fade (INCQS), da estrutura da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), criado em 1981.<\/p>\n<p>Amostras de todos os lotes dos imunobiol\u00f3gicos, nacionais ou importados, s\u00e3o analisadas pelo INCQS antes da distribui\u00e7\u00e3o para consumo. O Instituto \u00e9 refer\u00eancia t\u00e9cnica para os laborat\u00f3rios produtores.<\/p>\n<p><strong>2.5. Estrat\u00e9gias e grupos-alvo<\/strong><\/p>\n<p>A capacita\u00e7\u00e3o de recursos humanos \u00e9 uma estrat\u00e9gia importante para o aperfei\u00e7oamento do Programa, assim como a coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, a supervis\u00e3o, o monitoramento e a avalia\u00e7\u00e3o das atividades, em \u00e2mbito federal, estadual e municipal. \u00c9 sens\u00edvel, hoje, a melhora nas coberturas vacinais da popula\u00e7\u00e3o menor de cinco anos, com as vacinas contra a poliomielite, a tr\u00edplice bacteriana, a BCG e contra o sarampo, principalmente a partir de estrat\u00e9gias espec\u00edficas, como a realiza\u00e7\u00e3o da multivacina\u00e7\u00e3o nos dias nacionais de campanha. Esses dias, realizados a partir de 1980, permitiram a n\u00e3o ocorr\u00eancia de casos de poliomielite desde abril de 1989. As a\u00e7\u00f5es voltadas aos menores de cinco anos s\u00e3o implementadas na rotina, nos dias regionais e nacionais de multivacina\u00e7\u00e3o e por interm\u00e9dio de a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de intensifica\u00e7\u00e3o, cobrindo a totalidade dos nascidos em cada ano e completando o esquema daqueles que, por diferentes motivos, n\u00e3o foram vacinados no primeiro ano de vida.<\/p>\n<p>A oferta de imunobiol\u00f3gicos para os menores de cinco anos tem sido ampliada, sempre de acordo com crit\u00e9rios epidemiol\u00f3gicos, a exemplo das vacinas contra a hepatite B e contra a febre amarela incorporadas ao calend\u00e1rio b\u00e1sico, respectivamente em 1997 e 1998. A partir de 1999, foi introduzida a vacina contra o Haemophilus influenzae tipo b, para crian\u00e7as menores de um ano de idade, com vistas ao controle das doen\u00e7as invasivas causadas por esta bact\u00e9ria, como a meningite, a otite, a epiglotite, a pneumonia, a celulite, a osteoartrite, a cardite e a septicemia.<\/p>\n<p>Outro grupo que merece aten\u00e7\u00e3o especial \u00e9 o das gestantes e mulheres em idade f\u00e9rtil, cuja vacina\u00e7\u00e3o est\u00e1 voltada ao controle do t\u00e9tano neonatal. Para mulheres no puerp\u00e9rio (no p\u00f3s-aborto ou no p\u00f3s-parto) \u00e9 ofertada, desde 1997, a vacina contra a rub\u00e9ola. Para o controle do t\u00e9tano acidental o foco \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o de escolares, ampliando-se, quando necess\u00e1rio, para outros grupos de risco, como idosos, trabalhadores rurais e bra\u00e7ais, de ind\u00fastrias, etc.<\/p>\n<p>O controle da raiva humana, ou seja, a vacina\u00e7\u00e3o para o tratamento preventivo da raiva humana, \u00e9 implementada na rotina da rede b\u00e1sica, bem como a vacina\u00e7\u00e3o destinada ao controle das meningites. Recentemente, para o controle das doen\u00e7as respirat\u00f3rias nos idosos foram introduzidas as vacinas contra o v\u00edrus da influenza e contra pneumococos.<\/p>\n<p>A partir de 1993, iniciou-se a implanta\u00e7\u00e3o dos Centros de Refer\u00eancia para Imunobiol\u00f3gicos Especiais (CRIEs) com a finalidade de atender pessoas em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas que n\u00e3o podem receber os produtos utilizados na rotina, prioritariamente os imunodeprimidos.<\/p>\n<p><strong>3. O processo de planejamento<\/strong><\/p>\n<p><strong>O planejamento contempla uma s\u00e9rie de etapas ordenadas ao longo do tempo e desenvolvidas mediante processos espec\u00edficos com tempos e movimentos diferentes:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Planejamento (propriamente dito);<br \/>\nExecu\u00e7\u00e3o;<br \/>\nAcompanhamento;<br \/>\nAvalia\u00e7\u00e3o; e<br \/>\nR eplanejamento.<\/p><\/blockquote>\n<p>O planejamento propriamente dito consiste, fundamentalmente, em avaliar o passado, pesquisar e indagar sobre o futuro, tomar decis\u00f5es e prometer fazer. Ao concluir este trabalho tem-se um documento que expressa, basicamente, a inten\u00e7\u00e3o de quem planeja. No caso do munic\u00edpio, expressa a inten\u00e7\u00e3o do gestor municipal, dando visibilidade \u00e0s suas responsabilidades. O planejamento, que tem como produto o plano ou a programa\u00e7\u00e3o, deve ocorrer dentro de um processo din\u00e2mico capaz de permitir revis\u00f5es peri\u00f3dicas de objetivos, prioridades e estrat\u00e9gias, seja em fun\u00e7\u00e3o dos avan\u00e7os registrados, seja em decorr\u00eancia dos obst\u00e1culos que eventualmente v\u00e3o sendo defrontados. Na imuniza\u00e7\u00e3o, por exemplo, a revis\u00e3o de prioridades e estrat\u00e9gias \u00e9 muito comum: na d\u00e9cada de 1980 a prioridade era quase que exclusiva para o grupo dos menores de cinco anos, hoje, com o surgimento de outras vacinas ou de outros grupos de suscet\u00edveis, amplia-se a oferta de produtos e a faixa et\u00e1ria de atendimento, exigindo um reposicionamento em termos de metas e estrat\u00e9gias. A disponibilidade de dados e informa\u00e7\u00f5es permanentemente atualizadas \u00e9 outro aspecto importante na formula\u00e7\u00e3o do plano ou da programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os sistemas de informa\u00e7\u00f5es existentes na inst\u00e2ncia local devem orientar e facilitar a tomada de decis\u00f5es, evitando-se que formul\u00e1rios e planilhas sejam preenchidos t\u00e3o-somente para cumprir uma obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>3.1. Aspectos conceituais<\/strong><\/p>\n<p><strong>O planejamento do conjunto das atividades de sa\u00fade a ser ofertado a uma popula\u00e7\u00e3o deve incluir:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A organiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os<br \/>\nA gest\u00e3o dos servi\u00e7os;<br \/>\nos diferentes recursos estrat\u00e9gicos, como recursos humanos e informa\u00e7\u00e3o; e<br \/>\nA aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade propriamente dita<\/p><\/blockquote>\n<p>O plano decorrente do planejamento cont\u00e9m, portanto, propostas (objetivos, metas, estrat\u00e9gias) relativas, por exemplo, \u00e0 estrutura\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de epidemiologia, ao relacionamento com o gestor estadual, ao encaminhamento de pacientes para o CRIE, etc. Al\u00e9m disso, explicita os recursos or\u00e7ament\u00e1rios e financeiros em termos, por exemplo, do percentual do or\u00e7amento municipal e dos recursos oriundos da esfera federal e estadual. O plano especifica, tamb\u00e9m, as a\u00e7\u00f5es e os servi\u00e7os a serem ofertados, al\u00e9m daquilo que se pretende com rela\u00e7\u00e3o aos recursos humanos, ao sistema de informa\u00e7\u00e3o, \u00e0 assist\u00eancia farmac\u00eautica, entre outros.<\/p>\n<p>A explicita\u00e7\u00e3o de cada um dos aspectos referidos na an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade (diagn\u00f3stico) serve de base para definir objetivos, prioridades e estrat\u00e9gias, metas, a\u00e7\u00f5es e recursos.<\/p>\n<p>Os objetivos explicitam as inten\u00e7\u00f5es de quem planeja com rela\u00e7\u00e3o a uma determinada a\u00e7\u00e3o ou servi\u00e7o, constituindo os marcos referenciais do plano ou programa\u00e7\u00e3o, a partir dos quais s\u00e3o definidas as prioridades.<\/p>\n<p>As prioridades representam, em um universo de necessidades, aquilo que se considera como mais urgente (magnitude e transcend\u00eancia) e pass\u00edvel de resolu\u00e7\u00e3o (vulnerabilidade), levando em conta, especialmente, recursos t\u00e9cnicos e financeiros dispon\u00edveis. A partir da defini\u00e7\u00e3o das prioridades s\u00e3o estabelecidos os objetivos, em fun\u00e7\u00e3o dos quais s\u00e3o definidas as estrat\u00e9gias a serem adotadas.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia \u00e9 o como fazer. \u00c9 o caminho a ser seguido para alcan\u00e7ar o objetivo pretendido. Em fun\u00e7\u00e3o das prioridades, dos objetivos e das estrat\u00e9gias s\u00e3o definidas as metas e as a\u00e7\u00f5es. As metas s\u00e3o quantificadas e aprazadas, correspondendo a cada uma um grupo de a\u00e7\u00f5es e os recursos necess\u00e1rios por fontes de financiamento. O plano ou a programa\u00e7\u00e3o inclui todos os servi\u00e7os prestados no territ\u00f3rio de um munic\u00edpio, por \u00f3rg\u00e3os federais, estaduais e municipais, bem como por prestadores conveniados e contratados. Inclui, da mesma forma tudo o que se relacionar com a refer\u00eancia para o atendimento da popula\u00e7\u00e3o fora do territ\u00f3rio, como, por exemplo, a utiliza\u00e7\u00e3o do CRIE de refer\u00eancia regional, localizado em outro munic\u00edpio. Merece aten\u00e7\u00e3o especial no planejamento \u00e1reas de dif\u00edcil acesso, comunidades ind\u00edgenas e popula\u00e7\u00f5es carentes, principalmente crian\u00e7as desnutridas que moram em favelas e bairros perif\u00e9ricos das cidades, onde \u00e9 alta a densidade populacional e insalubre as condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n<p><strong>4. An\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>O planejamento deve ter por base a an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade (diagn\u00f3stico) clara, precisa e abrangente, a fim de facilitar a defini\u00e7\u00e3o e redefini\u00e7\u00e3o de objetivos, metas, estrat\u00e9gias, bem como a identifica\u00e7\u00e3o das necessidades de recursos humanos, materiais e financeiros. Essa an\u00e1lise deve abranger o contexto em que se insere a a\u00e7\u00e3o objeto do planejamento. Por exemplo, se a tarefa \u00e9 elaborar o plano de sa\u00fade do munic\u00edpio a an\u00e1lise enfoca a realidade de sa\u00fade municipal, seus determinantes e condicionantes, al\u00e9m dos aspectos demogr\u00e1ficos, em termos de evolu\u00e7\u00e3o populacional nos \u00faltimos dez anos e sua distribui\u00e7\u00e3o na \u00e1rea urbana e rural, por faixa et\u00e1ria e por sexo. Abrange, tamb\u00e9m, os aspectos econ\u00f4micos e sociais, como escolaridade, atividade econ\u00f4mica na \u00e1rea, fontes de recursos financeiros e arrecada\u00e7\u00e3o, saneamento, habita\u00e7\u00e3o, entre outros.<\/p>\n<p><strong>4.1. An\u00e1lise do modelo de gest\u00e3o vigente<\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise correspondente ao modelo de gest\u00e3o vigente leva em conta a organiza\u00e7\u00e3o e o funcionamento do sistema de sa\u00fade, municipal ou estadual, envolvendo a atua\u00e7\u00e3o do Conselho de Sa\u00fade, a operacionaliza\u00e7\u00e3o do Fundo de Sa\u00fade, a estrutura\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o gestor (Secretaria Municipal ou Estadual), a sua capacidade para planejar e acompanhar as atividades executadas (setor p\u00fablico ou privado), bem assim para desenvolver a\u00e7\u00f5es de controle, avalia\u00e7\u00e3o e auditoria. Contempla, da mesma forma, as formas de articula\u00e7\u00e3o com outros munic\u00edpios: a participa\u00e7\u00e3o em cons\u00f3rcio e na Programa\u00e7\u00e3o Pactuada e Integrada (PPI), assim como a articula\u00e7\u00e3o com outras esferas, principalmente no que se refere a a\u00e7\u00f5es ainda executadas pelo estado e pela Uni\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>4.2. An\u00e1lise relativa ao financiamento<\/strong><\/p>\n<p><strong>No tocante ao financiamento, a an\u00e1lise considera a situa\u00e7\u00e3o dos recursos or\u00e7ament\u00e1rios e financeiros em termos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Da composi\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento e do gasto em sa\u00fade com a discrimina\u00e7\u00e3o da origem (tesouro municipal, recursos estadual e federal) e destina\u00e7\u00e3o dos recursos;<br \/>\nDo percentual do total de recursos pr\u00f3prios do tesouro municipal dentro do total de recursos efetivamente aplicado em sa\u00fade;<br \/>\nDo percentual dos recursos advindos de outras esferas gestoras (estadual e federal) dentro do total de recursos aplicados em sa\u00fade;<br \/>\nDos recursos aplicados diretamente no munic\u00edpio pelas esferas federal e estadual;<br \/>\nDos recursos pagos ao prestador diretamente pela esfera federal;<br \/>\nDos recursos advindos por for\u00e7a de conv\u00eanio e doa\u00e7\u00f5es.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>4.3. An\u00e1lise do modelo de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>Em termos do modelo de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, a an\u00e1lise (diagn\u00f3stico) da situa\u00e7\u00e3o deve considerar a estrutura\u00e7\u00e3o da rede, a capacidade instalada, a produ\u00e7\u00e3o por tipo de prestador e a avalia\u00e7\u00e3o da cobertura da rede de servi\u00e7os: b\u00e1sica, hospitalar e especializada. Deve explicitar, da mesma forma, a situa\u00e7\u00e3o do sistema de apoio diagn\u00f3stico e terap\u00eautico, da urg\u00eancia e emerg\u00eancia, al\u00e9m da refer\u00eancia e contra-refer\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Ao enfocar o modelo de aten\u00e7\u00e3o adotado o diagn\u00f3stico deve abordar:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A forma como os servi\u00e7os se estruturam<br \/>\nOs servi\u00e7os de refer\u00eancia<br \/>\nO funcionamento dos servi\u00e7os (hor\u00e1rios, poder de decis\u00e3o, iniciativa, autonomia de gastos e de solu\u00e7\u00f5es de problemas locais)<br \/>\nMecanismos adotados de acompanhamento e supervis\u00e3o<br \/>\nIndicadores, crit\u00e9rios e instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o<br \/>\nUtiliza\u00e7\u00e3o efetiva dos servi\u00e7os pela popula\u00e7\u00e3o e grau de satisfa\u00e7\u00e3o e de credibilidade.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ainda nessa an\u00e1lise tamb\u00e9m \u00e9 vista a situa\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria e de epidemiologia e controle de doen\u00e7as, em termos de estrutura\u00e7\u00e3o, capacidade, produ\u00e7\u00e3o e cobertura. Inclui, ainda, o perfil epidemiol\u00f3gico local e regional: doen\u00e7as, principais agravos e fatores de risco existentes na regi\u00e3o, taxas de mortalidade e morbidade.<\/p>\n<p><strong>A an\u00e1lise, ou seja o diagn\u00f3stico, destaca, da mesma forma, a identifica\u00e7\u00e3o de:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u00c1reas com baixa cobertura vacinal<br \/>\n\u00c1reas com bols\u00f5es de suscet\u00edveis<br \/>\n\u00c1reas urbanas com grandes contingentes populacionais<br \/>\n\u00c1reas de dif\u00edcil acesso ou que n\u00e3o disp\u00f5em de servi\u00e7os de sa\u00fade<br \/>\n\u00c1reas silenciosas de notifica\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as preven\u00edveis por vacina\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u00c1reas com casos suspeitos ou confirmados de doen\u00e7as preven\u00edveis por vacina\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>4.4. An\u00e1lise dos recursos estrat\u00e9gicos e da participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>No que se refere aos recursos espec\u00edficos ou estrat\u00e9gicos \u00e9 importante considerar a situa\u00e7\u00e3o dos recursos humanos, dos sistemas de informa\u00e7\u00e3o de base de dados nacional e outros; a aquisi\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de medicamentos e outros insumos; a manuten\u00e7\u00e3o e o suprimento de equipamentos e desenvolvimento de tecnologia em sa\u00fade.<\/p>\n<p>O desenvolvimento de atividades junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e com suas representa\u00e7\u00f5es seja para a vacina\u00e7\u00e3o, seja para outras a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, \u00e9 inclu\u00edda no diagn\u00f3stico e no planejamento, vez que s\u00e3o realizadas nas diferentes inst\u00e2ncias e avaliadas junto com as demais atividades.<\/p>\n<p><strong>Na an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o (diagn\u00f3stico) s\u00e3o identificadas e analisadas as raz\u00f5es para as baixas coberturas. Algumas quest\u00f5es podem funcionar como ponto de partida, por exemplo:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Ser\u00e1 que a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 suficientemente esclarecida sobre a exist\u00eancia de doen\u00e7as que podem ser evitadas?<br \/>\nSer\u00e1 que os respons\u00e1veis pelas crian\u00e7as conhecem os tipos de vacinas e o n\u00famero de doses necess\u00e1rio para a completa imuniza\u00e7\u00e3o?<br \/>\nSer\u00e1 que o servi\u00e7o est\u00e1 divulgando os locais e hor\u00e1rios de funcionamento da vacina\u00e7\u00e3o e que as vacinas s\u00e3o gratuitas?<br \/>\nSer\u00e1 que os pais n\u00e3o levam suas crian\u00e7as para serem vacinadas porque acham que diarr\u00e9ia, resfriado ou febre impedem a vacina\u00e7\u00e3o?<br \/>\nSer\u00e1 que os pais n\u00e3o voltam para as demais doses com receio das rea\u00e7\u00f5es?<br \/>\nSer\u00e1 que as fam\u00edlias est\u00e3o encontrando problemas para chegar at\u00e9 o servi\u00e7o?<br \/>\nQuais s\u00e3o esses problemas?<br \/>\nSer\u00e1 que os hor\u00e1rios de vacina\u00e7\u00e3o s\u00e3o os mais adequados aos modos de vida e de produ\u00e7\u00e3o da maioria dos pais?<br \/>\nSer\u00e1 que a comunidade acredita no servi\u00e7o e em seus profissionais?<\/p><\/blockquote>\n<p>A an\u00e1lise das respostas a essas e outras quest\u00f5es vai permitir prever as atividades que dever\u00e3o ser desenvolvidas para trabalhar com a comunidade.<\/p>\n<p><strong>4.5. A vacina\u00e7\u00e3o na an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade que sirva realmente de base ao planejamento de a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os, conforme descrito at\u00e9 aqui, abrange as caracter\u00edsticas da popula\u00e7\u00e3o, o modelo de gest\u00e3o, o financiamento, o modelo de aten\u00e7\u00e3o e os recursos estrat\u00e9gicos. Em qualquer destes aspectos objeto da an\u00e1lise, a atividade de vacina\u00e7\u00e3o deve estar explicitada. As mudan\u00e7as observadas no sistema de sa\u00fade exigem que o planejamento das a\u00e7\u00f5es de vacina\u00e7\u00e3o leve em conta o contexto mais abrangente que envolve a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. O diagn\u00f3stico necess\u00e1rio a esse planejamento n\u00e3o \u00e9 diferente ou isolado daquele usado, por exemplo, para planejar a atua\u00e7\u00e3o de equipes de sa\u00fade da fam\u00edlia ou para definir o trabalho de vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 preciso, no entanto, que esse diagn\u00f3stico explicite aspectos de interesse espec\u00edfico para a defini\u00e7\u00e3o dos objetivos, metas, estrat\u00e9gias e atividades relativas \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o, quais sejam:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Estimativas populacionais<br \/>\nAn\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as preven\u00edveis pela vacina\u00e7\u00e3o: perfil epidemiol\u00f3gico local e regional<br \/>\nDelimita\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o<br \/>\nOs recursos dispon\u00edveis<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>4.5.1. Estimativas de popula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A estimativa populacional \u00e9 um dado indispens\u00e1vel para o c\u00e1lculo da popula\u00e7\u00e3o-alvo da vacina\u00e7\u00e3o. A informa\u00e7\u00e3o pode ser obtida a partir de dados do recenseamento realizado, de dez em dez anos, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Mesmo assim, \u00e9 preciso estar atento, pois, muitas vezes, os dados podem estar defasados quando o censo foi feito h\u00e1 muito tempo ou quando a \u00e1rea passa por processo de imigra\u00e7\u00e3o ou emigra\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante conhecer o fluxo migrat\u00f3rio, a origem e a tend\u00eancia, em termos do aumento ou redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o geral ou de grupos espec\u00edficos que, por exemplo, dependem da atividade produtora da \u00e1rea ou regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A taxa de migra\u00e7\u00e3o influi diretamente na previs\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o a ser vacinada. As informa\u00e7\u00f5es obtidas sobre o tamanho da popula\u00e7\u00e3o podem estar apresentadas de forma global ou divididas em faixas de idade.<\/p>\n<p>Os dados sobre a composi\u00e7\u00e3o et\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o obtidos a partir de propor\u00e7\u00f5es calculadas pelo IBGE. A Secretaria Estadual de Sa\u00fade, geralmente, disp\u00f5e das popula\u00e7\u00f5es municipais calculadas com fatores de corre\u00e7\u00e3o, de acordo com esse Instituto. Como as estimativas s\u00e3o feitas por meio de proje\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas podem ocorrer distor\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o tanto maiores quanto menor a popula\u00e7\u00e3o da \u00e1rea em quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Para microrregi\u00f5es e para grupos populacionais espec\u00edficos (ind\u00edgenas, gestantes, escolares, mulheres em idade f\u00e9rtil, idosos, etc.) existem formula\u00e7\u00f5es que auxiliam o c\u00e1lculo da popula\u00e7\u00e3o-alvo, e que leva em conta as diversas fontes de dados existentes na \u00e1rea, tais como: registro de nascimentos e \u00f3bitos do cart\u00f3rio local; n\u00famero de crian\u00e7as matriculadas nas escolas locais; n\u00famero de consultas de gestantes nos servi\u00e7os de sa\u00fade e outros servi\u00e7os m\u00e9dicos; cadastro de fam\u00edlias realizado pelos agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade, quando estes profissionais cobrem 100% da \u00e1rea.<\/p>\n<p><strong>Em s\u00edntese, \u00e9 importante para a atividade de vacina\u00e7\u00e3o a disponibilidade de dados da popula\u00e7\u00e3o por faixa de idade, assim detalhado:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Menores de um ano<br \/>\nMenores de cinco anos<br \/>\nGestantes<br \/>\nMulheres em idade f\u00e9rtil<br \/>\nMenores de 15 anos<br \/>\nMaiores de 60 anos<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>4.5.2. Delimita\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A delimita\u00e7\u00e3o da \u00e1rea geogr\u00e1fica de atua\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o de sa\u00fade \u00e9 tarefa complexa. No entanto, j\u00e1 est\u00e3o dispon\u00edveis metodologias que possibilitam estudar a proced\u00eancia da demanda de cada servi\u00e7o, mape\u00e1-la e obter uma prov\u00e1vel popula\u00e7\u00e3o da \u00e1rea sobre a qual ser\u00e1 feito o planejamento dos servi\u00e7os a serem oferecidos. Com isso, evita-se a superposi\u00e7\u00e3o, ou que a popula\u00e7\u00e3o seja contada duas vezes ou que, ao contr\u00e1rio, fique desassistida. O reconhecimento geogr\u00e1fico \u00e9 um outro mecanismo, mais adequado para pequenas localidades e para a \u00e1rea rural. No reconhecimento geogr\u00e1fico identificam-se, por exemplo: o n\u00famero de casas, os equipamentos sociais (igrejas, hospitais, escolas, creches, asilos, etc.), as vias de acesso e a rela\u00e7\u00e3o entre as localidades.<\/p>\n<p>Em munic\u00edpios onde j\u00e1 est\u00e3o implantados o PSF ou o PACS a \u00e1rea de abrang\u00eancia pode ser definida a partir do n\u00famero de fam\u00edlias trabalhadas pelas equipes.<\/p>\n<p>A delimita\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de abrang\u00eancia \u00e9 importante pelo fato de cada situa\u00e7\u00e3o requerer um planejamento das diferentes estrat\u00e9gias capazes de fazer o servi\u00e7o acess\u00edvel a quem dele precisa, incluindo-se a\u00ed a vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A oferta de servi\u00e7os em uma regi\u00e3o industrial, com popula\u00e7\u00e3o aglomerada em torno de f\u00e1bricas, \u00e9 diferente de uma cidade-dormit\u00f3rio ou de uma \u00e1rea rural, com popula\u00e7\u00e3o desenvolvendo atividades fixas ou com predomin\u00e2ncia de b\u00f3ias-frias. Considerar, ainda, outros fatores que influenciam na utiliza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, tais como: vias de acesso, meios de locomo\u00e7\u00e3o, acidentes naturais (rios, morros, etc.) ou artificiais (a\u00e7udes, barragens, etc.). Outra alternativa \u00e9 dividir a \u00e1rea em zonas, bairros, distritos ou subdistritos. Para a popula\u00e7\u00e3o rural, mais dispersa e de mais dif\u00edcil acesso, levar em conta a dist\u00e2ncia entre as casas, a dispers\u00e3o ou aglomera\u00e7\u00e3o em pequenos povoados, vilas, s\u00edtios ou fazendas. Para facilitar o trabalho, elaborar mapas e croquis que devem ser checados periodicamente para atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os mapas e croquis devem mostrar os limites da \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o, indicar a localiza\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es dispersas, de povoados, de ruas, al\u00e9m de escolas, igrejas, hospitais e outros pontos de refer\u00eancia, como vias de acesso, dist\u00e2ncias entre as localidades, rios, ilhas, morros, etc.<\/p>\n<p><strong>4.5.3. Oferta dos servi\u00e7os de vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A caracteriza\u00e7\u00e3o da rede de servi\u00e7os \u00e9 essencial para o planejamento das necessidades em termos de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o do modelo de aten\u00e7\u00e3o deve especificar:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A quantidade e a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica da rede de servi\u00e7os<br \/>\nA natureza institucional (p\u00fablica, privada e contratada) e tipo de servi\u00e7o (posto, ambulat\u00f3rio, hospital)<br \/>\nA\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de vacina\u00e7\u00e3o ofertados<br \/>\nCapacidade resolutiva, atendimento \u00e0 demanda, ociosidade, atividades extramuros; acessibilidade ao CRIE, etc.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 de interesse espec\u00edfico da vacina\u00e7\u00e3o que a an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o contenha a s\u00e9rie hist\u00f3rica dos \u00edndices de cobertura nos \u00faltimos cinco ou 10 anos, dos \u00edndices de morbidade e mortalidade por doen\u00e7as evit\u00e1veis pela vacina\u00e7\u00e3o, identificando a localiza\u00e7\u00e3o dessas ocorr\u00eancias e relacionando-as com a capacidade resolutiva da rede de servi\u00e7os nessas \u00e1reas. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante analisar se o suprimento de vacinas tem atendido \u00e0 demanda e se as estrat\u00e9gias utilizadas para vacinar a popula\u00e7\u00e3o-alvo t\u00eam sido as mais adequadas.<\/p>\n<p><strong>4.5.4. Recursos humanos<\/strong><\/p>\n<p>A caracteriza\u00e7\u00e3o dos recursos humanos existentes e dispon\u00edveis tem rela\u00e7\u00e3o direta com o planejamento dos servi\u00e7os a serem ofertados, vez que implica em decis\u00e3o sobre admiss\u00e3o, redistribui\u00e7\u00e3o, capacita\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o continuada. A an\u00e1lise deve abordar quest\u00f5es como a sufici\u00eancia de pessoal e as necessidades e possibilidades de recomposi\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, levando em conta, tamb\u00e9m, o investimento feito e as necessidades em termos de capacita\u00e7\u00e3o, atualiza\u00e7\u00e3o e aperfei\u00e7oamento. No interesse da vacina\u00e7\u00e3o fazer refer\u00eancia aos processos de capacita\u00e7\u00e3o de pessoal de sala de vacina\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do treinamento em vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e de outros instrumentais e estrat\u00e9gias dispon\u00edveis em imuniza\u00e7\u00f5es e vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, tanto do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, como das secretarias estaduais e municipais.<\/p>\n<p>O quantitativo de profissionais \u00e9 especificado segundo a forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, fun\u00e7\u00f5es, atividades que desenvolvem, faixa salarial, v\u00ednculo empregat\u00edcio, carga hor\u00e1ria, qualifica\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n<p>No interesse da vacina\u00e7\u00e3o essa identifica\u00e7\u00e3o poder\u00e1 incluir recursos humanos de outras institui\u00e7\u00f5es e da comunidade.<\/p>\n<p><strong>4.5.5. Instala\u00e7\u00f5es, equipamentos, material de consumo e transporte<\/strong><\/p>\n<p>Para o planejamento das necessidades de instala\u00e7\u00f5es, equipamentos, materiais de consumo e transporte, a an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o baseia-se em invent\u00e1rio sobre a disponibilidade e condi\u00e7\u00f5es de uso.<\/p>\n<p><strong>Para a vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 importante incluir entre outras necessidades:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Congeladores<br \/>\nRefrigeradores<br \/>\nTerm\u00f4metros<br \/>\nEstufas<br \/>\nAutoclaves<br \/>\nAgulhas e seringas descart\u00e1veis<br \/>\nAlgod\u00e3o<br \/>\n\u00c1lcool a 70% para situa\u00e7\u00f5es excepcionais<br \/>\nCaixas t\u00e9rmicas grandes e pequenas<br \/>\nGelo recicl\u00e1vel<br \/>\nSacos pl\u00e1sticos<br \/>\nImpressos (material de divulga\u00e7\u00e3o, formul\u00e1rios, folhas de registro, Cart\u00e3o da Crian\u00e7a, Cart\u00e3o do Adulto, Cart\u00e3o da Gestante e Cart\u00e3o de Controle, etc.)<br \/>\nRecipiente r\u00edgido para descarte de materiais perfurocortantes<\/p><\/blockquote>\n<p>Considerar, al\u00e9m disso, a necessidade de manuten\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o dos equipamentos e instala\u00e7\u00f5es ou a previs\u00e3o de local e de condi\u00e7\u00f5es para estocagem e destino final do lixo da sala de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de uma an\u00e1lise do processo de aquisi\u00e7\u00e3o e suprimento de materiais, insumos e equipamentos, bem como o registro e controle. No tocante ao transporte, levar em conta ve\u00edculos dispon\u00edveis (condi\u00e7\u00f5es de uso e conserva\u00e7\u00e3o, formas de utiliza\u00e7\u00e3o e gastos com combust\u00edvel), a disponibilidade de motoristas, de servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, identificando, tamb\u00e9m, outras formas de locomo\u00e7\u00e3o da equipe e de transporte dos imunobiol\u00f3gicos e de outros materiais, tais como coletivos e ve\u00edculos de outras institui\u00e7\u00f5es ou organiza\u00e7\u00f5es da comunidade, analisando a viabilidade e o resultado dessa utiliza\u00e7\u00e3o. A an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o, ou seja o diagn\u00f3stico, tem uma parte anal\u00edtica, descritiva e avaliativa, podendo ser complementada com quadros demonstrativos que consolidam os dados e informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>5. Defini\u00e7\u00e3o e quantifica\u00e7\u00e3o das metas<\/strong><\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de metas, ou seja, a quantifica\u00e7\u00e3o dos objetivos e prioridades concretiza as inten\u00e7\u00f5es explicitadas no plano ou programa\u00e7\u00e3o, facilitando o processo de acompanhamento e avalia\u00e7\u00e3o. Controlar ou erradicar doen\u00e7as e agravos tem rela\u00e7\u00e3o direta com a necessidade de trabalhar determinados contingentes da popula\u00e7\u00e3o-alvo, em um per\u00edodo de tempo definido. O impacto epidemiol\u00f3gico satisfat\u00f3rio exige que, para al\u00e9m da ado\u00e7\u00e3o de medidas de controle espec\u00edficas, relativas a cada doen\u00e7a ou agravo, seja vacinado um percentual da popula\u00e7\u00e3o capaz de interromper a cadeia de transmiss\u00e3o. Esse percentual est\u00e1 relacionado ao grau de efic\u00e1cia do imunobiol\u00f3gico e \u00e0s caracter\u00edsticas epidemiol\u00f3gicas de cada doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Os percentuais de cobertura precisam ser alcan\u00e7ados e mantidos de forma homog\u00eanea dentro de cada unidade geogr\u00e1fica: os bairros dentro do munic\u00edpio, os munic\u00edpios dentro do estado e os estados dentro do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Para a quebra da cadeia epidemiol\u00f3gica, considerando a popula\u00e7\u00e3o-alvo a ser vacinada, conforme orientado nesta parte do Manual (t\u00f3pico 2, item 2.5 e t\u00f3pico 4, item 4.5.1), os \u00edndices recomendados s\u00e3o os seguintes:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Para a vacina tr\u00edplice bacteriana DTP:\u00a0<\/strong>Vacina\u00e7\u00e3o de 90% dos suscet\u00edveis (n\u00e3o vacinados)<strong><br \/>\nPara a vacina BCG:\u00a0<\/strong>Vacina\u00e7\u00e3o de 90% dos suscet\u00edveis<strong><br \/>\nPara a vacina contra o sarampo:\u00a0<\/strong>Vacina\u00e7\u00e3o de 95% dos suscet\u00edveis<strong><br \/>\nPara vacina tr\u00edplice viral:\u00a0<\/strong>Vacina\u00e7\u00e3o de 95% dos suscet\u00edveis<strong><br \/>\nPara a vacina contra a poliomielite:\u00a0<\/strong>Vacina\u00e7\u00e3o de 95% dos suscet\u00edveis<strong><br \/>\nPara a dupla adulto objetivando o controle do t\u00e9tano neonatal:\u00a0<\/strong>Vacina\u00e7\u00e3o de 100% das mulheres em idade f\u00e9rtil, nos munic\u00edpios de risco<strong><br \/>\nPara a febre amarela:\u00a0<\/strong>Vacina\u00e7\u00e3o de 100% dos suscet\u00edveis<strong><br \/>\nPara a vacina contra hepatite B:\u00a0<\/strong>Vacina\u00e7\u00e3o de 95% dos suscet\u00edveis<strong><br \/>\nPara a vacina contra Haemophilus influenzae tipo b:\u00a0<\/strong>Vacina\u00e7\u00e3o de 95% dos suscet\u00edveis.<\/p><\/blockquote>\n<p>O c\u00e1lculo das metas \u00e9 facilitado dividindo-se a popula\u00e7\u00e3o em alguns estratos mais importantes. A meta anual, ou seja, a popula\u00e7\u00e3o a vacinar durante um ano \u00e9 desdobrada em metas mensais, o que permite avalia\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas capazes de orientar o ajuste das estrat\u00e9gias.<\/p>\n<p><strong>5.1. Metas nacionais de vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Para alguns imunobiol\u00f3gicos, conforme j\u00e1 referido, \u00e9 necess\u00e1rio manter uma unidade de cobertura em \u00e2mbito nacional ou macrorregional, a fim de que a vacina\u00e7\u00e3o resulte em impacto sobre a situa\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a ou agravo objeto de controle.<\/p>\n<p><strong>Por isso, o planejamento das atividades nas diferentes inst\u00e2ncias considera algumas metas nacionais, a saber:<\/strong><\/p>\n<p>Administrar as vacinas contra a poliomielite, contra a hepatite B, contra o sarampo, contra a febre amarela, contra o Haemophilus influenzae tipo b, a tr\u00edplice bacteriana (DTP) e a BCG-ID em todas as crian\u00e7as com menos de um ano de idade; e a vacina tr\u00edplice viral (contra o sarampo, a caxumba e a rub\u00e9ola) nas crian\u00e7as com um ano de idade<\/p>\n<p>Administrar essas mesmas vacinas nas crian\u00e7as com menos de cinco anos de idade, que n\u00e3o foram vacinadas ou que n\u00e3o completaram o esquema b\u00e1sico no primeiro ano de vida<\/p>\n<p>Administrar a vacina dupla adulto (dT) nas mulheres gr\u00e1vidas, principalmente aquelas que residem nos munic\u00edpios considerados de risco e alto risco para o t\u00e9tano neonatal<\/p>\n<p>Administrar a vacina tr\u00edplice viral nas crian\u00e7as at\u00e9 11 anos de idade, n\u00e3o vacinadas anteriormente.<\/p>\n<p><strong>A alta incid\u00eancia de outras doen\u00e7as preven\u00edveis pela vacina\u00e7\u00e3o ou a exist\u00eancia de outros grupos de risco (mulheres em idade f\u00e9rtil, escolares, agricultores, profissionais de sa\u00fade) exigem, tamb\u00e9m, a defini\u00e7\u00e3o de metas nacionais para, por exemplo:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Administrar as vacinas contra a meningite, contra a hepatite B e contra a febre amarela em grupos espec\u00edficos<br \/>\nAdministrar a dupla tipo adulto (dT) nas mulheres de 12 a 49 anos, nos escolares, nos trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil, nos idosos, etc.<br \/>\nAdministrar a vacina contra a rub\u00e9ola nas mulheres, por ocasi\u00e3o do p\u00f3s-parto ou do p\u00f3s-aborto imediato;<br \/>\nAdministrar imunobiol\u00f3gicos especiais, prioritariamente nos imunodeprimidos;<br \/>\nAdministrar os soros antitet\u00e2nico, antidift\u00e9rico e anti-r\u00e1bico nas situa\u00e7\u00f5es indicadas;<br \/>\nAdministrar os soros espec\u00edficos nos acidentes provocados por animais pe\u00e7onhentos.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>5.2. Menores de um ano: meta operacional b\u00e1sica<\/strong><\/p>\n<p>A meta operacional b\u00e1sica \u00e9 vacinar 100% dos menores de um ano com todas as vacinas indicadas para o primeiro ano de vida. No caso da vacina DTP, por exemplo, considera-se a meta alcan\u00e7ada quando todas as crian\u00e7as menores de um ano receberem as tr\u00eas doses b\u00e1sicas. Este crit\u00e9rio \u00e9 aplicado a todas as vacinas que t\u00eam esquema b\u00e1sico com mais de uma dose.<\/p>\n<p>Quando as coberturas obtidas nos menores de um ano n\u00e3o s\u00e3o plenamente satisfat\u00f3rias, as crian\u00e7as n\u00e3o vacinadas (suscet\u00edveis) v\u00e3o se acumulando no grupo de um a quatro anos.<\/p>\n<p>Este res\u00edduo de crian\u00e7as a vacinar no grupo de um a quatro anos pode ser calculado com maior precis\u00e3o quando o registro da vacina administrada \u00e9 feito por ano de vida.<\/p>\n<p><strong>5.3. Meta para gestantes<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o existe f\u00f3rmula espec\u00edfica para o c\u00e1lculo do n\u00famero de gestantes a vacinar em cada \u00e1rea, ou para calcular o n\u00famero de doses necess\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Estes dados podem ser estimados a partir de alguns par\u00e2metros, como:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>As gestantes vacinadas, com tr\u00eas ou mais doses da tr\u00edplice ou dupla (DT, dT) ou TT, h\u00e1 menos de cinco anos, n\u00e3o necessitam de nenhuma dose<br \/>\nAs gestantes vacinadas com tr\u00eas ou mais doses da tr\u00edplice ou dupla (DT, dT) ou TT, h\u00e1 mais de cinco anos, necessitam de uma dose<br \/>\nAs gestantes nunca vacinadas, necessitam de tr\u00eas doses<br \/>\nA demanda de gestantes ao servi\u00e7o e capacidade do mesmo em vacinar as que n\u00e3o comparecem.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>5.4. Meta para mulheres em idade f\u00e9rtil<\/strong><\/p>\n<p>Mulheres em idade f\u00e9rtil s\u00e3o aquelas que est\u00e3o na faixa de 12 a 49 anos. A vacina\u00e7\u00e3o desse grupo pode assegurar a elimina\u00e7\u00e3o do t\u00e9tano neonatal e o controle da s\u00edndrome da rub\u00e9ola cong\u00eanita, uma vez que essas mulheres ao engravidarem estar\u00e3o adequadamente protegidas. O grupo de mulheres em idade f\u00e9rtil tem import\u00e2ncia pelo fato de a vacina\u00e7\u00e3o da gestante apresentar poucos resultados, especialmente por ser dif\u00edcil identificar as mulheres que ir\u00e3o engravidar ano a ano, bem como aquelas que j\u00e1 tomaram alguma dose da vacina contra o t\u00e9tano, em gesta\u00e7\u00e3o anterior ou nos \u00faltimos cinco anos. Soma-se a isso a baixa cobertura do pr\u00e9-natal na rede de servi\u00e7os.<\/p>\n<p>A assist\u00eancia \u00e0 gestante \u00e9 prec\u00e1ria e, quando ocorre, n\u00e3o orienta adequadamente para a vacina\u00e7\u00e3o. A popula\u00e7\u00e3o de mulheres em idade f\u00e9rtil tem por base estimativas do IBGE, que estabelece um percentual da popula\u00e7\u00e3o geral correspondente a esse grupo. Para estimar a necessidade de vacinas, considerar as gestantes e mulheres em idade f\u00e9rtil j\u00e1 vacinadas com dT ou TT e com a tr\u00edplice viral ou com a vacina contra a rub\u00e9ola.<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o de inqu\u00e9rito de cobertura nesse grupo populacional certamente vai orientar melhor a inst\u00e2ncia municipal no planejamento dessas atividades.<\/p>\n<p><strong>5.5. Defini\u00e7\u00e3o e quantifica\u00e7\u00e3o de metas para outros grupos<\/strong><\/p>\n<p><strong>O c\u00e1lculo de outros grupos a vacinar, conforme exemplos apresentados na seq\u00fc\u00eancia, considera o comportamento epidemiol\u00f3gico da doen\u00e7a que determina situa\u00e7\u00f5es e per\u00edodos mais indicados para a vacina\u00e7\u00e3o, bem como as estrat\u00e9gias a serem adotadas:<\/strong><\/p>\n<p>Para a vacina\u00e7\u00e3o contra a hepatite B na \u00e1rea end\u00eamica considerar prioridade os menores de 15 anos, especialmente os menores de um ano, logo ao nascer, conforme o esquema b\u00e1sico preconizado pelo PNI<\/p>\n<p>Para a vacina\u00e7\u00e3o contra a hepatite B em grupos de risco incluir profissionais de sa\u00fade, pacientes submetidos \u00e0 hemodi\u00e1lise, renais cr\u00f4nicos, portadores de hemofilia, talassemia, anemia falciforme, portadores do HIV e imunodeprimidos; para outros segmentos (popula\u00e7\u00e3o confinada, militares, etc.) fazer uma estimativa, de acordo com informa\u00e7\u00f5es fornecidas por associa\u00e7\u00f5es profissionais e hemocentros ou a partir da demanda de per\u00edodos anteriores<\/p>\n<p>Para a vacina\u00e7\u00e3o contra a febre amarela na \u00e1rea end\u00eamica considerar o grupo maior de seis meses de idade e fazer uma estimativa da popula\u00e7\u00e3o que falta vacinar, baseada na m\u00e9dia dos dez anos anteriores;<\/p>\n<p>Para a vacina\u00e7\u00e3o contra a febre amarela na \u00e1rea n\u00e3o end\u00eamica considerar o grupo menor de um ano de idade, al\u00e9m da popula\u00e7\u00e3o acima dessa idade que se desloca para \u00e1reas end\u00eamicas;<\/p>\n<p>Para a vacina\u00e7\u00e3o contra a meningite, quando indicada, em situa\u00e7\u00f5es de surto provocado por sorogrupo espec\u00edfico para o qual existe vacina, deve-se verificar e calcular a popula\u00e7\u00e3o do grupo et\u00e1rio a ser vacinado com prioridade, mediante decis\u00e3o conjuntas com o Cenepi<\/p>\n<p>Para a vacina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o idosa, contra a influenza e contra o pneumococo, considerar o grupo maior de 60 anos de idade, que \u00e9 o de maior risco em termos de complica\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos por infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Outros grupos suscet\u00edveis priorit\u00e1rios s\u00e3o identificados ao longo do desenvolvimento das atividades, quando os dados v\u00e3o sendo conhecidos com maior precis\u00e3o, al\u00e9m disso tem-se a pr\u00f3pria din\u00e2mica do processo sa\u00fade-doen\u00e7a que provoca mudan\u00e7as na situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica e, tamb\u00e9m, o surgimento e a disponibilidade de novos imunobiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p><strong>5.6. Outras metas essenciais ao trabalho de vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m das metas referentes \u00e0 administra\u00e7\u00e3o das vacinas, \u00e9 preciso definir aquelas voltadas ao gerenciamento e operacionaliza\u00e7\u00e3o das atividades de vacina\u00e7\u00e3o, tais como:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A constru\u00e7\u00e3o, aquisi\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de locais e equipamentos adequados para estocar, conservar e administrar corretamente os imunobiol\u00f3gicos<br \/>\nO suprimento de vacina e outros insumos<br \/>\nA troca de informa\u00e7\u00f5es<br \/>\nA assessoria na execu\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p>Da mesma forma, \u00e9 importante estabelecer metas relacionadas \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o cont\u00ednuas, bem como as relativas ao trabalho de educa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, destinado a motivar e informar a popula\u00e7\u00e3o, para que esta participe, em todos os momentos, no planejamento, no controle e na fiscaliza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es desenvolvidas. Nesse sentido, a atua\u00e7\u00e3o junto aos Conselhos de Sa\u00fade \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p><strong>6. Estabelecimento de estrat\u00e9gias<\/strong><\/p>\n<p>No processo de planejamento, ap\u00f3s o estabelecimento das metas a serem alcan\u00e7adas, \u00e9 necess\u00e1rio definir as estrat\u00e9gias que permitir\u00e3o a consecu\u00e7\u00e3o das mesmas.<\/p>\n<p>Estrat\u00e9gia pode ser definida como o caminho escolhido para atingir determinada meta. \u00c9 o ?como fazer?. Para a vacina\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe uma estrat\u00e9gia exclusiva, a melhor \u00e9 aquela que assegura a obten\u00e7\u00e3o e a manuten\u00e7\u00e3o de altas coberturas, ou seja, aquela que permite oferecer o imunobiol\u00f3gico a maior quantidade poss\u00edvel de pessoas que dele necessita, no menor prazo, dentro das metas propostas. As estrat\u00e9gias podem ser utilizadas de forma isolada ou combinadas, j\u00e1 que n\u00e3o existe uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica.<\/p>\n<p>A escolha de uma ou outra forma de trabalhar leva em conta as caracter\u00edsticas do territ\u00f3rio e da popula\u00e7\u00e3o, assim como a capacidade instalada e os \u00edndices de cobertura que v\u00eam sendo alcan\u00e7ados.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o estrat\u00e9gias b\u00e1sicas de vacina\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A vacina\u00e7\u00e3o na rotina dos servi\u00e7os de sa\u00fade<br \/>\nA campanha de vacina\u00e7\u00e3o<br \/>\nA vacina\u00e7\u00e3o de bloqueio.<\/p><\/blockquote>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias a serem adotadas \u00e9 feita no momento do planejamento, pois na depend\u00eancia do que for estabelecido s\u00e3o delineadas as formas de gerenciamento dos recursos necess\u00e1rios: materiais, financeiros e humanos. \u00c9 importante incluir no planejamento os recursos para a realiza\u00e7\u00e3o de bloqueio (vacina\u00e7\u00e3o quando da ocorr\u00eancia de caso ou surto de doen\u00e7as que s\u00e3o objeto de programas de controle ou erradica\u00e7\u00e3o) mesmo considerando que \u00e9 uma estrat\u00e9gia adotada em situa\u00e7\u00f5es inesperadas. Ao propor a realiza\u00e7\u00e3o de qualquer uma das estrat\u00e9gias \u00e9 fundamental considerar a necessidade de capacita\u00e7\u00e3o dos recursos humanos (treinamento, atualiza\u00e7\u00e3o) e de a\u00e7\u00f5es para mobiliza\u00e7\u00e3o e envolvimento dos diversos segmentos da comunidade, seja para divulgar informa\u00e7\u00f5es, seja para participar da vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>6.1. Vacina\u00e7\u00e3o de rotina<\/strong><\/p>\n<p>A vacina\u00e7\u00e3o de rotina consiste no atendimento da popula\u00e7\u00e3o no dia-a-dia do servi\u00e7o de sa\u00fade. O trabalho rotineiro proporciona o acompanhamento cont\u00ednuo e programado das metas previstas, facilitando o monitoramento sistem\u00e1tico (mensal ou trimestral), de forma a identificar em tempo h\u00e1bil se as metas est\u00e3o sendo alcan\u00e7adas. Quando s\u00e3o detectadas coberturas vacinais abaixo dos percentuais estabelecidos, conforme explicitado no item 5 desta Parte do Manual, \u00e9 necess\u00e1rio identificar mecanismos para supera\u00e7\u00e3o dos problemas. Um desses mecanismos \u00e9 a chamada ?intensifica\u00e7\u00e3o da rotina? que consiste em trabalhar o dia-a-dia de forma mais din\u00e2mica, tornando a vacina\u00e7\u00e3o mais acess\u00edvel \u00e0 popula\u00e7\u00e3o suscet\u00edvel, o que inclui, certamente, a vacina\u00e7\u00e3o extramuros.<\/p>\n<p>A intensifica\u00e7\u00e3o da rotina \u00e9 bastante v\u00e1lida, principalmente quando \u00e9 preciso cobrir bols\u00f5es de suscet\u00edveis. \u00c9 v\u00e1lida, da mesma forma, em regi\u00f5es de dif\u00edcil acesso e com dificuldade de deslocamento, como, por exemplo, conglomerados em zona rural, aldeias ind\u00edgenas, popula\u00e7\u00f5es \u00e0s margens de rios, nos garimpos, em ilhas, em assentamentos, etc. A vacina\u00e7\u00e3o extramuros, quando bem programada, em termos de recursos humanos e materiais, e realizada de forma sistem\u00e1tica, apresenta resultados proveitosos para a cobertura dessas popula\u00e7\u00f5es. A intensifica\u00e7\u00e3o da rotina implica, portanto, no desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es fora do servi\u00e7o de sa\u00fade, com a equipe em busca dos n\u00e3o vacinados, exigindo a organiza\u00e7\u00e3o de equipes extrasfixas, m\u00f3veis ou para a vacina\u00e7\u00e3o casa a casa.<\/p>\n<p>Neste tipo de trabalho \u00e9 fundamental o papel da supervis\u00e3o para garantir a qualidade e os resultados esperados. Esta organiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deve ser adotada tanto nas campanhas como na vacina\u00e7\u00e3o de bloqueio.<\/p>\n<p><strong>6.1.1. Equipes extrafixas<\/strong><\/p>\n<p>Na montagem de postos fixos, para funcionar por tempo limitado, selecionar locais que j\u00e1 funcionem como refer\u00eancia para a popula\u00e7\u00e3o, tais como escolas, clubes, creches e outros.<\/p>\n<p>As equipes s\u00e3o distribu\u00eddas de forma a dar uma aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0quelas \u00e1reas mais densamente povoadas. Um par\u00e2metro \u00e9 considerar que cada equipe extra deve ter vacinadores suficientes para atender a um m\u00e1ximo de 400 crian\u00e7as por dia. A realidade, por\u00e9m, determina a necessidade de montar mais de um posto fixo com grande proximidade, ou mais de uma equipe em um mesmo posto.<\/p>\n<p>Ao planejar a intensifica\u00e7\u00e3o com atividades fora do servi\u00e7o de sa\u00fade, \u00e9 importante prever o equipamento para conserva\u00e7\u00e3o das vacinas (geladeira ou caixa t\u00e9rmica), pessoal treinado, sistema de registro e formas de acesso para garantir o suprimento de vacinas e de gelo recicl\u00e1vel, se for o caso, conforme orientado na Parte II deste Manual.<\/p>\n<p><strong>6.1.2. Equipes m\u00f3veis<\/strong><\/p>\n<p>As equipes m\u00f3veis atuam com base em um roteiro previamente estabelecido, sendo uma alternativa v\u00e1lida para as pequenas comunidades rurais e para \u00e1reas de popula\u00e7\u00e3o dispersa ou de dif\u00edcil acesso. \u00c9 uma forma de trabalhar que exige gastos com alimenta\u00e7\u00e3o, com di\u00e1rias e com pessoal extra, mas que possibilita alcan\u00e7ar popula\u00e7\u00f5es que, de outra maneira, certamente nunca seriam vacinadas. Cada local, em dia ou hor\u00e1rio determinado, recebe uma equipe de vacina\u00e7\u00e3o. A popula\u00e7\u00e3o, a partir da intensa divulga\u00e7\u00e3o, deve estar reunida nos locais determinados para ser vacinada.<\/p>\n<p>Finalizado o trabalho a equipe desloca-se para outra \u00e1rea, segundo um roteiro preestabelecido.<\/p>\n<p><strong>A op\u00e7\u00e3o pela organiza\u00e7\u00e3o de equipes m\u00f3veis obedece a alguns crit\u00e9rios ou exig\u00eancias, quais sejam:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Vacinadores preparados para administrar todas as vacinas do esquema b\u00e1sico<br \/>\nQuantidade de vacinas e insumos suficiente para atender \u00e0 estimativa de crian\u00e7as, gestantes e outros grupos de risco<br \/>\nTempo de perman\u00eancia suficiente para vacinar toda popula\u00e7\u00e3o-alvo<br \/>\nEscolha das datas e hor\u00e1rios que levem em conta a maneira de viver da popula\u00e7\u00e3o, dias da semana mais adequados (dias de feira, de missa, etc.) e \u00e9pocas do ano (esta\u00e7\u00e3o mais seca para evitar dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o)<br \/>\nCronograma de viagens que inclua o retorno \u00e0 \u00e1rea para completar esquemas, considerando o intervalo entre as doses<br \/>\nTransporte e conserva\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos feitos em condi\u00e7\u00f5es adequadas;<br \/>\nDisponibilidade de mapas ou croquis da \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o de cada equipe m\u00f3vel;<br \/>\nRegistro das vacinas administradas segundo tipo de vacina, dose e idade, nos formul\u00e1rios de rotina;<br \/>\nPreenchimento do comprovante de vacina\u00e7\u00e3o (cart\u00e3o da crian\u00e7a ou do adulto ou outro documento) para todas as pessoas vacinadas.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>6.1.3. Vacina\u00e7\u00e3o casa a casa<\/strong><\/p>\n<p>Conhecida tamb\u00e9m como opera\u00e7\u00e3o limpeza, a vacina\u00e7\u00e3o casa a casa \u00e9 adotada, geralmente, em situa\u00e7\u00f5es especiais, como, por exemplo, em surtos localizados. Esta estrat\u00e9gia, da mesma forma que as equipes m\u00f3veis, garante o alcance de toda a popula\u00e7\u00e3o-alvo, com a obten\u00e7\u00e3o de altas coberturas, mas requer tamb\u00e9m grande mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos humanos e materiais. A vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 feita na casa das pessoas, visitando-se todos os domic\u00edlios de cada rua, quarteir\u00e3o ou bairro.<\/p>\n<p>Cada equipe tem um croqui da sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o. O trabalho \u00e9 avaliado diariamente a partir do registro das intercorr\u00eancias, como por exemplo: casas fechadas, crian\u00e7as doentes, crian\u00e7as sozinhas, aus\u00eancia de crian\u00e7as no momento da passagem da equipe, etc. Os vacinadores devem ter um posto fixo de refer\u00eancia para apoio, suprimento, guarda de vacinas e outros insumos.<\/p>\n<p><strong>6.2. Campanha de vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A campanha \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o que tem um fim determinado e espec\u00edfico. \u00c9 uma estrat\u00e9gia com abrang\u00eancia limitada no tempo, que visa, sobretudo, a vacina\u00e7\u00e3o em massa de uma determinada popula\u00e7\u00e3o, com uma ou mais vacinas.<\/p>\n<p>A intensa mobiliza\u00e7\u00e3o da comunidade, principalmente por meio dos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o de massa, e, tamb\u00e9m, a amplia\u00e7\u00e3o do n\u00famero de postos, faz com que a popula\u00e7\u00e3o fique mais pr\u00f3xima da vacina, possibilitando o alcance de maiores contingentes e a obten\u00e7\u00e3o de altos \u00edndices de cobertura. Considerando o alto custo financeiro e a grande mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos (humanos, institucionais) e da comunidade, a oportunidade da campanha deve ser aproveitada para administrar todas as vacinas em crian\u00e7as ou em outros grupos de risco, iniciando ou completando o esquema de vacina\u00e7\u00e3o estabelecido.<\/p>\n<p><strong>6.3. Vacina\u00e7\u00e3o de bloqueio<\/strong><\/p>\n<p>A vacina\u00e7\u00e3o de bloqueio \u00e9 uma atividade prevista pelo sistema de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, sendo executada quando da ocorr\u00eancia de um ou mais casos de doen\u00e7a preven\u00edvel pela vacina\u00e7\u00e3o, quando este fato provoca uma altera\u00e7\u00e3o n\u00e3o esperada no comportamento epidemiol\u00f3gico da doen\u00e7a. Com o bloqueio a cadeia de transmiss\u00e3o de doen\u00e7a \u00e9 interrompida, mediante a elimina\u00e7\u00e3o dos suscet\u00edveis, em curto espa\u00e7o de tempo. A \u00e1rea onde a vacina\u00e7\u00e3o ser\u00e1 realizada \u00e9 definida em fun\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica da doen\u00e7a, da sua transmissibilidade (taxa de ataque secund\u00e1rio) e do modo como ocorre o caso ou casos.<\/p>\n<p>O trabalho pode ser limitado \u00e0 moradia do doente, ao seu local de trabalho ou de estudo; pode, da mesma maneira, abranger as resid\u00eancias vizinhas, ou estender-se a um ou mais quarteir\u00f5es ou mesmo a todo um bairro, vila ou munic\u00edpio. Para maiores informa\u00e7\u00f5es sobre as situa\u00e7\u00f5es em que est\u00e1 indicado o uso do bloqueio consultar o Guia de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica, editado pelo Cenepi\/FUNASA.<\/p>\n<p><strong>6.4. Aproveitamento de todas as oportunidades de vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Uma das causas das baixas coberturas de vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 a perda de oportunidades para vacinar crian\u00e7as.<\/p>\n<p>O trabalho das equipes de sa\u00fade com a popula\u00e7\u00e3o e as organiza\u00e7\u00f5es da comunidade permite um melhor aproveitamento das oportunidades. Para superar as perdas, uma tarefa essencial \u00e9 procurar sensibilizar todos os profissionais da equipe de sa\u00fade para que se envolvam na atividade de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 importante capacit\u00e1-los no sentido de vacinar oportunamente todas as crian\u00e7as menores de um ano e aquelas com menos de cinco anos, que n\u00e3o foram vacinadas na idade correta e com as doses indicadas, bem como as gestantes e outros grupos de risco. Os profissionais devem, tamb\u00e9m, estar atentos e utilizar todos os contatos para perguntarem aos pais se os seus filhos est\u00e3o vacinados ou se lhes falta alguma dose, o mesmo fazendo em rela\u00e7\u00e3o aos adultos e \u00e0s gestantes. Nesses contatos \u00e9 importante destacar o valor do Cart\u00e3o da Crian\u00e7a ou de outro documento que comprove a vacina\u00e7\u00e3o, bem como a necessidade de traz\u00ea-lo sempre que vier ao servi\u00e7o de sa\u00fade. Caso a pessoa n\u00e3o disponha do comprovante, naquele momento, esgotar todas as possibilidades para averiguar o estado vacinal da mesma, revisando, inclusive, arquivos do servi\u00e7o de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Se for preciso, abrir novo comprovante. \u00c9 necess\u00e1rio, ainda, que todos os profissionais estejam informados e participem das atividades extramuros (campanhas, intensifica\u00e7\u00f5es, bloqueios, busca de faltosos, busca de n\u00e3o vacinados, etc.), ou seja, de todas as atividades realizadas com a finalidade de aumentar a cobertura ou diminuir a perda de oportunidades, buscando, principalmente, completar o esquema de cada crian\u00e7a, antes do primeiro ano de vida ou at\u00e9 os cinco anos de idade<\/p>\n<p><strong>7. Defini\u00e7\u00e3o de recursos<\/strong><\/p>\n<p><strong>7.1. Recursos humanos<\/strong><\/p>\n<p><strong>7.1.1. Pessoal necess\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>A falta de pessoal compromete a continuidade de qualquer servi\u00e7o. Por isso, o planejamento dos recursos humanos necess\u00e1rios ao trabalho de vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 feito considerando o diagn\u00f3stico da situa\u00e7\u00e3o quanto a este recurso estrat\u00e9gico, conforme orientado no t\u00f3pico 4 desta Parte e na Parte II deste Manual.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise referida considera como pontos importantes o pessoal dispon\u00edvel e a necessidade de novas contrata\u00e7\u00f5es ou de remanejamentos, bem como as estrat\u00e9gias de capacita\u00e7\u00e3o e de educa\u00e7\u00e3o continuada.<\/p>\n<p><strong>No que se refere aos recursos humanos, a manuten\u00e7\u00e3o das atividades de vacina\u00e7\u00e3o leva em conta o seguinte:<\/strong><\/p>\n<p>Em cada local de vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 importante garantir, pelo menos, um profissional para triagem e o registro e outro para a administra\u00e7\u00e3o das vacinas; estas atividades podem ser feitas por uma \u00fanica pessoa, mas num ritmo mais lento;<\/p>\n<p>\u00c9 importante garantir pessoal capacitado para substituir os profissionais da sala de vacina\u00e7\u00e3o no caso de f\u00e9rias, licen\u00e7a \u00e9dica, dispensa ou transfer\u00eancia, a fim de evitar a paralisa\u00e7\u00e3o das atividades<\/p>\n<p>\u00c9 importante garantir a presen\u00e7a, sistem\u00e1tica e cont\u00ednua, de um supervisor t\u00e9cnico (enfermeiro, m\u00e9dico ou outro profissional capacitado) para acompanhar e avaliar o desenvolvimento do trabalho.<\/p>\n<p>Para a realiza\u00e7\u00e3o de atividades extramuros \u00e9 preciso evitar a interrup\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es da rotina, prevendo-se pessoal extra para compor as equipes fixas ou m\u00f3veis, ou para fazer a vacina\u00e7\u00e3o casa a casa.<\/p>\n<p>Uma alternativa \u00e9 engajar nestas atividades todos os profissionais atuantes no munic\u00edpio, inclusive servidores administrativos, serventes e motoristas.<\/p>\n<p>O n\u00famero de pessoas envolvido na vacina\u00e7\u00e3o depende da extens\u00e3o da atividade programada e da quantidade de postos ou de equipes. \u00c9 preciso tamb\u00e9m contar com supervisores para a prepara\u00e7\u00e3o, a execu\u00e7\u00e3o, o monitoramento e a avalia\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es. As equipes, em geral, s\u00e3o compostas de, no m\u00ednimo, um motorista e um vacinador, sendo aconselh\u00e1vel a inclus\u00e3o de mais uma pessoa para a triagem e o registro.<\/p>\n<p>Um par\u00e2metro utilizado para definir a composi\u00e7\u00e3o das equipes de vacina\u00e7\u00e3o na \u00e1rea urbana \u00e9 a previs\u00e3o de um vacinador para cada 30 doses administradas por hora, utilizando seringa e agulha. Com isso, em um dia de oito horas de trabalho, com demanda cont\u00ednua, um vacinador pode administrar 240 doses de vacinas. Considerar, al\u00e9m disso, que na sala de vacina\u00e7\u00e3o outros profissionais podem auxiliar nas atividades complementares, como registro e organiza\u00e7\u00e3o. Para as equipes m\u00f3veis, considerar que uma equipe percorre, aproximadamente, 20 casas por dia na \u00e1rea rural. Se a equipe vacinar uma m\u00e9dia de tr\u00eas crian\u00e7as por casa, s\u00e3o 60 crian\u00e7as por dia.<\/p>\n<p>Assim, como exemplo, se a popula\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea for igual a 600 crian\u00e7as s\u00e3o necess\u00e1rios 10 dias ou maior n\u00famero de equipes de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos munic\u00edpios onde atuam as equipes dos programas de sa\u00fade da fam\u00edlia e de agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade, deve ser feito um trabalho articulado para a mobiliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, para o encaminhamento da clientela e para o agendamento e execu\u00e7\u00e3o da vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>7.1.2. Capacita\u00e7\u00e3o de pessoal<\/strong><\/p>\n<p>A equipe de sa\u00fade, composta por profissionais de v\u00e1rias categorias, executa a atividade de vacina\u00e7\u00e3o, bem como o acompanhamento e a supervis\u00e3o, mediante treinamento espec\u00edfico e atualiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A qualidade do trabalho e a consecu\u00e7\u00e3o das metas propostas n\u00e3o dependem somente do quantitativo de profissionais, mas da realiza\u00e7\u00e3o de capacita\u00e7\u00f5es que favore\u00e7am a aquisi\u00e7\u00e3o de habilidades t\u00e9cnicas e o desenvolvimento de atitudes.<\/p>\n<p>O ideal \u00e9 realizar os treinamentos no pr\u00f3prio local de trabalho, no entanto, a participa\u00e7\u00e3o de profissionais de outros munic\u00edpios, da inst\u00e2ncia regional ou estadual, possibilita o interc\u00e2mbio e a atualiza\u00e7\u00e3o de conhecimentos.<\/p>\n<p>A metodologia utilizada deve enfocar a pr\u00e1tica e a experi\u00eancia dos treinandos, evitando formas tradicionais, baseadas na simples transfer\u00eancia de conhecimentos, habilidades e destrezas.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade disp\u00f5e de alguns instrumentos de capacita\u00e7\u00e3o para os profissionais envolvidos diretamente com atividades de vacina\u00e7\u00e3o, tais como o treinamento em sala de vacina, de gerenciamento em rede de frio, em sistema de informa\u00e7\u00e3o e vigil\u00e2ncia de eventos adversos. O processo de capacita\u00e7\u00e3o \u00e9 continuado por meio da supervis\u00e3o t\u00e9cnica sistem\u00e1tica, que permite, tamb\u00e9m, a avalia\u00e7\u00e3o da equipe e a identifica\u00e7\u00e3o de problemas e solu\u00e7\u00f5es mais pr\u00e1ticas e eficazes. \u00c9 importante, al\u00e9m disso, prever a capacita\u00e7\u00e3o do pessoal n\u00e3o envolvido diretamente com a atividade de vacina\u00e7\u00e3o, bem como de pessoas de institui\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es da comunidade. No planejamento devem ser garantidos os meios para a concretiza\u00e7\u00e3o dos processos de capacita\u00e7\u00e3o e de supervis\u00e3o, com previs\u00e3o de recursos para di\u00e1rias, deslocamentos, manuten\u00e7\u00e3o de eventos, reprodu\u00e7\u00e3o de materiais instrucionais, pagamento de bolsas, ajuda de custo, horas\/aula, aluguel de salas, etc.<\/p>\n<p><strong>7.2. Amplia\u00e7\u00e3o do n\u00famero de postos de vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Para evitar o desperd\u00edcio de recursos, a implanta\u00e7\u00e3o de novos servi\u00e7os de vacina\u00e7\u00e3o considera a capacidade instalada, feita na an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, item 4 desta Parte do Manual, segundo os crit\u00e9rios de delimita\u00e7\u00e3o da \u00e1rea e a densidade populacional. Considerar, al\u00e9m disso, todas as necessidades requeridas por novos servi\u00e7os, tais como a aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos e insumos, o treinamento de pessoal, a manuten\u00e7\u00e3o de equipes, etc. Al\u00e9m dos custos com o fornecimento de \u00e1gua e de energia el\u00e9trica, bem como a manuten\u00e7\u00e3o hidr\u00e1ulica e el\u00e9trica.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de qualquer unidade de sa\u00fade deve estar sempre fundamentada pelas necessidades reais da popula\u00e7\u00e3o e pelas possibilidades de sua manuten\u00e7\u00e3o, de forma a operar com qualidade. Como crit\u00e9rio de ordem geral, pode-se prever para cada 3.000 habitantes uma unidade b\u00e1sica de sa\u00fade, com pelo menos um m\u00e9dico (generalista). A abertura de novos postos de vacina\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser planejada como uma quest\u00e3o isolada, mas dentro de um prop\u00f3sito maior de amplia\u00e7\u00e3o do atendimento por toda a rede. A constru\u00e7\u00e3o, por outro lado, deve estar baseada em estudo cuidadoso das necessidades e facilidades de acesso, e levar em conta, ainda, a densidade ou distribui\u00e7\u00e3o espacial da popula\u00e7\u00e3o e, como em qualquer outro caso, a exist\u00eancia de recursos humanos dispon\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>7.3. Recursos materiais<\/strong><\/p>\n<p><strong>7.3.1. Imunobiol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) Quantitativos<\/strong><\/p>\n<p>A quantidade de imunobiol\u00f3gicos deve atender \u00e0 popula\u00e7\u00e3o-alvo sem desperd\u00edcios.<\/p>\n<p><strong>Uma vez estabelecidas as metas, \u00e9 calculado o quantitativo levando em conta o esquema b\u00e1sico, o atendimento de grupos populacionais espec\u00edficos e os destinados ao atendimento de situa\u00e7\u00f5es especiais, conforme orientado na Parte III deste Manual, a saber<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Vacina contra hepatite B:\u00a0<\/strong>tr\u00eas doses<br \/>\n<strong>Vacina contra a poliomielite:<\/strong>\u00a0tr\u00eas doses e mais um refor\u00e7o<br \/>\n<strong>Vacina tr\u00edplice (DTP):\u00a0<\/strong>tr\u00eas doses e mais um refor\u00e7o<br \/>\n<strong>Vacina contra o sarampo:<\/strong>\u00a0uma dose para os menores de um ano<br \/>\n<strong>Vacina tr\u00edplice viral:<\/strong>\u00a0uma dose<br \/>\n<strong>Vacina BCG:\u00a0<\/strong>uma dose e um refor\u00e7o<br \/>\n<strong>Vacina contra o Haemophilus influenzae tipo b:<\/strong>\u00a0tr\u00eas doses<br \/>\n<strong>Vacina contra a febre amarela:\u00a0<\/strong>uma dose;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Vacina dupla adulto (dT), com vistas \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o de gestantes, considerar:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Que as gestantes completamente vacinadas h\u00e1 menos de cinco anos n\u00e3o precisam tomar a vacina;<br \/>\nQue as gestantes vacinadas h\u00e1 mais de cinco anos precisam tomar uma dose;<br \/>\nQue as gestantes nunca vacinadas precisam de tr\u00eas doses;<br \/>\nVacina contra a rub\u00e9ola ou dupla viral com vistas \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o de mulheres (no p\u00f3s-parto ou no p\u00f3s-aborto imediato), considerar o n\u00famero de gestantes existentes.<\/p><\/blockquote>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o a outros grupos de risco levar em conta situa\u00e7\u00f5es epidemiol\u00f3gicas espec\u00edficas ou a demanda de anos anteriores. Para os imunobiol\u00f3gicos especiais seguir orienta\u00e7\u00f5es do manual de normas do Centro de Refer\u00eancia para Imunobiol\u00f3gicos Especiais (CRIE).<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m do n\u00famero de doses, para prever o quantitativo de imunobiol\u00f3gicos \u00e9 importante considerar:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>As estrat\u00e9gias definidas<br \/>\nO cronograma de utiliza\u00e7\u00e3o<br \/>\nA enfrascagem da vacina<br \/>\nO prazo de validade<br \/>\nO tempo de validade ap\u00f3s aberto o frasco<\/p><\/blockquote>\n<p>Na previs\u00e3o de quantitativos para redistribui\u00e7\u00e3o \u00e0s unidades locais, considerar postos com pequena e com grande demanda, tendo o cuidado para que as vacinas n\u00e3o fiquem estocadas na inst\u00e2ncia local por mais de tr\u00eas meses.<\/p>\n<p><strong>b) Percentual de reserva:\u00a0<\/strong>Ao quantitativo deve ser acrescentado um percentual de reserva para cobrir eventuais perdas, ocasionadas, principalmente, pela quebra de frascos ou falhas na rede de frio.<\/p>\n<p><strong>Os percentuais de reserva para cada produto s\u00e3o os seguintes:\u00a0<\/strong>Para a vacina contra a poliomielite: 20% de reserva na rotina e 40% em campanhas;<\/p>\n<p><strong>Para a vacina BCG:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Frascos de 10 e de 20 doses: 40% de reserva;<br \/>\nFrascos com 50 doses: 60% de reserva;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Para as vacinas contra o sarampo, contra a rub\u00e9ola, a dupla viral e a tr\u00edplice viral:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Frascos de uma dose: nenhuma reserva;<br \/>\nFrascos de cinco doses: 10% de reserva;<br \/>\nFrascos de 10 ou 20 doses: 20% de reserva;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Para as vacinas tr\u00edplice bacteriana (DTP), dupla adulto (dT), hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Frascos de uma dose: nenhuma reserva;<br \/>\nFrascos de multidoses: 10% de reserva;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Para a vacina contra a febre amarela:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Frascos de 5 doses \u2013 20% de reserva;<br \/>\nFrascos de 10 doses \u2013 40% de reserva;<br \/>\nFrascos de 50 doses \u2013 60% de reserva.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>c) Exemplo de c\u00e1lculo do quantitativo de imunobiol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tomando como exemplo uma popula\u00e7\u00e3o menor de um ano de 2.500 crian\u00e7as, o quantitativo de vacinas para um ano de trabalho considera o n\u00famero de doses e o percentual de reserva para cada tipo de enfrascagem:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Para a vacina DTP, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b s\u00e3o 8.250 doses de cada (2.500 x 3 + 10%);<br \/>\nPara a vacina contra a poliomielite s\u00e3o 9.000 doses (2.500 x 3 + 20%);<br \/>\nPara a vacina contra o sarampo s\u00e3o 2.500 ou 2.750 ou 3.500 doses, respectivamente, para apresenta\u00e7\u00f5es de uma, cinco, 10 ou 20 doses;<br \/>\nPara a vacina BCG s\u00e3o 3.500 doses para apresenta\u00e7\u00e3o em 10 ou 20 doses ou 4.000 doses para enfrascagem de 50 doses.<\/p><\/blockquote>\n<p>Os quantitativos anuais s\u00e3o divididos de acordo com o cronograma de distribui\u00e7\u00e3o estabelecido. O controle dos estoques \u00e9 feito, principalmente, a partir do registro minucioso de entrada e sa\u00edda dos produtos.<\/p>\n<p>O registro cont\u00e9m o total de doses recebidas, distribu\u00eddas, utilizadas, desperdi\u00e7adas, remanejadas e o saldo existente, segundo o tipo de vacina, o n\u00famero do lote e a data do vencimento. Com isso, evita-se a falta ou a perda por expira\u00e7\u00e3o do prazo de validade, pois o controle permite redistribuir e usar aqueles produtos cuja data de validade esteja mais pr\u00f3xima.<\/p>\n<p><strong>7.3.2. Outros materiais e equipamentos<\/strong><\/p>\n<p>O planejamento (previs\u00e3o) dos diferentes materiais utilizados no trabalho de vacina\u00e7\u00e3o leva em conta as metas, as estrat\u00e9gias, a an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o feita no diagn\u00f3stico (conforme orientado anteriormente nesta Parte), bem como as especifica\u00e7\u00f5es apresentadas no t\u00f3pico 2, da Parte II deste Manual, com rela\u00e7\u00e3o aos equipamentos, material de consumo, impressos e outros materiais b\u00e1sicos.<\/p>\n<p>O controle administrativo de todos os materiais e equipamentos utilizados pelo servi\u00e7o de sa\u00fade contribui para evitar falta, desperd\u00edcio ou extravio, podendo-se adotar uma lista-padr\u00e3o com os mais utilizados.<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel pela vacina\u00e7\u00e3o pode confeccionar esta lista ou sugerir um calend\u00e1rio de compras. Uma provid\u00eancia importante \u00e9 fornecer dados que possibilitem a defini\u00e7\u00e3o do estoque m\u00e1ximo (com previs\u00e3o para v\u00e1rios meses) e do estoque m\u00ednimo (quantidade m\u00ednima) para n\u00e3o paralisar as atividades enquanto aguarda uma nova remessa.<\/p>\n<p><strong>Conforme orientado tamb\u00e9m na Parte II deste Manual, deve ser prevista a necessidade de seringas e agulhas que apresentam gradua\u00e7\u00e3o e calibre espec\u00edficos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Para as vacinas tr\u00edplice bacteriana (DTP), dupla, contra o pneumococo, contra a influenza e contra a raiva<br \/>\nSeringa agulhada (ou sem agulha) de 2 ou 3 ml, com agulha de 25\u00d77<br \/>\nPara as vacinas contra hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b: seringa agulhada (ou sem agulha) de 2 ou 3 ml, com agulha de 20\u00d75,5; 20\u00d76 ou 25\u00d77<br \/>\nPara a vacina contra o sarampo, a tr\u00edplice viral, contra a rub\u00e9ola e contra a febre amarela: seringa agulhada (ou sem agulha) de 2 ou 3 ml, com agulha de 13\u00d73,8 ou 13\u00d74,0 ou 13\u00d74,5;<br \/>\nPara a vacina BCG-ID: seringa de 1ml, tipo tubercul\u00ednica, graduada em cent\u00e9simos de mililitros, acoplada com agulha 10\u00d75,0 ou 13\u00d74,0 ou 13\u00d74,5.<\/p><\/blockquote>\n<p>A previs\u00e3o ou planejamento inclui, tamb\u00e9m, a aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos para informatiza\u00e7\u00e3o dos registros de vacina\u00e7\u00e3o (computadores, impressoras) e equipamentos audiovisuais (projetor de slides, retroprojetor, v\u00eddeo, televis\u00e3o, m\u00e1quina fotogr\u00e1fica, etc.) utilizados nos treinamentos, no trabalho com a popula\u00e7\u00e3o e no registro das atividades do servi\u00e7o de sa\u00fade. Ao fazer a previs\u00e3o incluir a necessidade de local para instala\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o dos equipamentos (sala, tela, mesa, cadeiras, etc.), de liga\u00e7\u00e3o \u00e0 rede el\u00e9trica, prevendo-se tamb\u00e9m recursos financeiros para manuten\u00e7\u00e3o, para aquisi\u00e7\u00e3o ou produ\u00e7\u00e3o dos insumos utilizados, tais como: disquetes, cartuchos de tinta e outros materiais de computa\u00e7\u00e3o, slides, transpar\u00eancias, filmetes, fitas de v\u00eddeo, filmes para fotografia, etc.<\/p>\n<p><strong>7.4. Recursos financeiros<\/strong><\/p>\n<p>O desenvolvimento das atividades de vacina\u00e7\u00e3o, como foi visto at\u00e9 aqui, obedece a um planejamento que fixa metas e determina recursos t\u00e9cnicos, materiais e humanos, em cada gest\u00e3o de acordo com as responsabilidades espec\u00edficas.<\/p>\n<p>Os recursos s\u00f3 estar\u00e3o dispon\u00edveis, no entanto, se houver previs\u00e3o do financiamento, o que se traduz na inclus\u00e3o obrigat\u00f3ria dessas necessidades no or\u00e7amento respectivo: municipal, estadual e federal.<\/p>\n<p>O or\u00e7amento inclui recursos financeiros (receitas) que se destinam a financiar os gastos previstos. Dada a import\u00e2ncia do or\u00e7amento na administra\u00e7\u00e3o, todo pessoal respons\u00e1vel pelas diversas \u00e1reas, inclusive pela vacina\u00e7\u00e3o, devem participar ativamente da elabora\u00e7\u00e3o da proposta do or\u00e7amento da sa\u00fade, especialmente nos planos municipais. Para auxiliar na elabora\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento, s\u00e3o muito \u00fateis o resultado do diagn\u00f3stico e o levantamento das necessidades de recursos e servi\u00e7os, conforme descrito anteriormente, de forma a garantir que as atividades sejam executadas ao longo do ano. Muitas vezes, \u00e9 necess\u00e1rio realizar atividades n\u00e3o previstas, decididas, em geral, de uma hora para outra, como obras, campanhas nacionais, bloqueios, intensifica\u00e7\u00f5es municipais e estaduais e outras.<\/p>\n<p>Para viabilizar este tipo de demanda \u00e9 importante destinar recursos para o atendimento de emerg\u00eancias. A etapa de acompanhamento da execu\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento \u00e9, tamb\u00e9m, importante, pois possibilita a obten\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es sobre a posi\u00e7\u00e3o dos recursos dispon\u00edveis (dota\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias) para as atividades de vacina\u00e7\u00e3o, bem como sobre o cumprimento de metas, de objetivos e de prazos.<\/p>\n<p><strong>8. Educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade e mobiliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Um melhor desempenho dos servi\u00e7os de sa\u00fade \u00e9, certamente, resultado de um bom planejamento e de uma adequada infra-estrutura de servi\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>Em vacina\u00e7\u00e3o, particularmente, isso se traduz, por exemplo:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Numa rede de frio sem problema de manuten\u00e7\u00e3o<br \/>\nEm pessoal treinado<br \/>\nEm boa organiza\u00e7\u00e3o do trabalho<br \/>\nEm registros confi\u00e1veis<br \/>\nEm disponibilidade de vacinas e insumos.<\/p><\/blockquote>\n<p>A pr\u00e1tica tem demonstrado, no entanto, que embora as equipes de sa\u00fade sejam capazes de desenvolver suas tarefas, o trabalho como um todo, inclusive a vacina\u00e7\u00e3o, pode correr riscos, se n\u00e3o forem desenvolvidas a\u00e7\u00f5es concomitantes de mobiliza\u00e7\u00e3o e envolvimento das comunidades.<\/p>\n<p>A vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o preventiva oferecida \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e sua utiliza\u00e7\u00e3o por essa mesma popula\u00e7\u00e3o depende, necessariamente, de decis\u00e3o pessoal em ir se vacinar, ou de decis\u00e3o dos pais ou respons\u00e1veis em levar suas crian\u00e7as.<\/p>\n<p>O servi\u00e7o de sa\u00fade n\u00e3o pode pretender, sozinho, interferir ou influenciar no poder de decis\u00e3o, que \u00e9 pessoal e intransfer\u00edvel. As equipes de sa\u00fade precisam contar com o apoio e a participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, mas precisam tamb\u00e9m contribuir para que a popula\u00e7\u00e3o se conscientize de que sa\u00fade \u00e9 um direito; um direito que inclui a vacina\u00e7\u00e3o. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio que a equipe de sa\u00fade adote uma atitude mais ativa em busca da participa\u00e7\u00e3o da comunidade, em todos os momentos da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os: desde o diagn\u00f3stico, no planejamento, at\u00e9 a execu\u00e7\u00e3o e a avalia\u00e7\u00e3o, levando-se em conta a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade de forma global, pois no trabalho com a popula\u00e7\u00e3o fica dif\u00edcil tratar apenas de uma quest\u00e3o, quando ter sa\u00fade \u00e9 bem mais complexo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disto \u00e9 importante considerar que a vacina\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m outros servi\u00e7os de sa\u00fade n\u00e3o s\u00e3o encarados pela popula\u00e7\u00e3o como um direito de cidad\u00e3o. Organizar-se para trabalhar a vacina\u00e7\u00e3o, junto com a popula\u00e7\u00e3o ou suas representa\u00e7\u00f5es, pode ser um primeiro passo, um ponto de partida para uma a\u00e7\u00e3o mais abrangente em termos de solu\u00e7\u00e3o dos problemas de sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u00c9 ilus\u00f3rio acreditar que uma comunidade usu\u00e1ria de um servi\u00e7o ineficiente, que n\u00e3o atende \u00e0s suas necessidades b\u00e1sicas, passe a acredit\u00e1-lo por conta somente da vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>8.1. Articula\u00e7\u00e3o com as organiza\u00e7\u00f5es da comunidade<\/strong><\/p>\n<p>A articula\u00e7\u00e3o com as organiza\u00e7\u00f5es da comunidade, governamentais ou n\u00e3o governamentais, tem por objetivo o engajamento de seus representantes na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade, desde o diagn\u00f3stico da situa\u00e7\u00e3o at\u00e9 a execu\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es. A intera\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 mais efetiva quando se atua por meio dessas organiza\u00e7\u00f5es, consideradas, na maioria dos casos, como formas leg\u00edtimas de representa\u00e7\u00e3o e canais de express\u00e3o. Essa articula\u00e7\u00e3o pode ser viabilizada dentro de comiss\u00f5es de sa\u00fade, ou seja, dentro de \u00f3rg\u00e3os colegiados, em que representantes da comunidade da \u00e1rea de abrang\u00eancia do servi\u00e7o, junto com a equipe de sa\u00fade, discutem e decidem sobre: os principais problemas de sa\u00fade existentes; as medidas para a solu\u00e7\u00e3o desses problemas e prioridades de atendimento, como, por exemplo, as formas de colabora\u00e7\u00e3o da comunidade em apoio \u00e0s a\u00e7\u00f5es de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A tarefa de acompanhar e fiscalizar as a\u00e7\u00f5es que s\u00e3o desenvolvidas e de participar da avalia\u00e7\u00e3o da qualidade dos servi\u00e7os, ou seja, as fun\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle social, s\u00e3o desempenhadas principalmente pelos conselhos de sa\u00fade que exercem esses pap\u00e9is junto aos gestores da sa\u00fade, nas inst\u00e2ncias nacional, estadual e municipal.<\/p>\n<p><strong>8.2. Capacita\u00e7\u00e3o de pessoas da comunidade<\/strong><\/p>\n<p>Por interm\u00e9dio da capacita\u00e7\u00e3o de pessoas da comunidade, especialmente aquelas vinculadas \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es e representa\u00e7\u00f5es, viabiliza-se a participa\u00e7\u00e3o efetiva no diagn\u00f3stico, na programa\u00e7\u00e3o, na execu\u00e7\u00e3o, no controle e na avalia\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es. N\u00e3o h\u00e1 como participar sem compreender os pontos b\u00e1sicos do tema ou da \u00e1rea a ser trabalhada.<\/p>\n<p>A equipe de sa\u00fade disp\u00f5e de informa\u00e7\u00f5es e conhecimentos necess\u00e1rios para que as institui\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es sejam capazes de identificar problemas e propor mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>A metodologia da oficina de trabalho \u00e9 bastante apropriada para esse tipo de tarefa, por ser um espa\u00e7o de express\u00e3o e exerc\u00edcio para a tomada de decis\u00e3o. A oficina encara a educa\u00e7\u00e3o dentro de novas abordagens, aproximando as pessoas e transformando rela\u00e7\u00f5es verticais em trabalho de parceria. Al\u00e9m disso, permite a socializa\u00e7\u00e3o do conhecimento com criatividade e sensibilidade, a partir da viv\u00eancia do cotidiano.<\/p>\n<p>A oficina e outras formas de treinamento podem ser realizados para que, por exemplo, pessoas de escolas, de igrejas e de associa\u00e7\u00f5es de bairros aprendam a identificar sinais e sintomas de doen\u00e7as evit\u00e1veis pela vacina\u00e7\u00e3o, comuniquem essas ocorr\u00eancias ao servi\u00e7o de sa\u00fade, exijam a ado\u00e7\u00e3o das medidas pertinentes e ap\u00f3iem as equipes na investiga\u00e7\u00e3o dos casos e na execu\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de controle da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra forma de capacita\u00e7\u00e3o consiste na inser\u00e7\u00e3o de temas de sa\u00fade em eventos da pr\u00f3pria comunidade ou a promo\u00e7\u00e3o, pela equipe, de semin\u00e1rios, reuni\u00f5es, encontros, feiras de sa\u00fade e outros. Pode-se, ainda, inserir conte\u00fados de sa\u00fade, de interesse local, nos curr\u00edculos de primeiro e segundo graus, envolvendo professores, alunos e pais.<\/p>\n<p>\u00c9 importante refor\u00e7ar que todas essas alternativas de capacita\u00e7\u00e3o devem estar inclu\u00eddas no planejamento com o detalhamento sugerido no item 7.1.2 deste t\u00f3pico.<\/p>\n<p><strong>8.3. Capacita\u00e7\u00e3o das equipes de sa\u00fade para o trabalho com a popula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Grande parte dos profissionais de sa\u00fade n\u00e3o est\u00e1 preparada ou motivada para trabalhar junto com a popula\u00e7\u00e3o, seja por falhas em sua forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, seja pela sobrecarga de trabalho, ou porque n\u00e3o disp\u00f5e das condi\u00e7\u00f5es operacionais ou por ser este tipo de atua\u00e7\u00e3o considerado de pouco significado, de pouca import\u00e2ncia. Essa capacita\u00e7\u00e3o deve privilegiar as pr\u00e1ticas de solidariedade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade, o que implica em treinar a capacidade de conhecer criticamente as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, as condi\u00e7\u00f5es da realidade social, econ\u00f4mica, pol\u00edtica e cultural, para buscar junto com a popula\u00e7\u00e3o as solu\u00e7\u00f5es mais apropriadas. A metodologia adotada deve questionar a simples transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es ou o adestramento para tarefas, bem como a desconsidera\u00e7\u00e3o pelos conhecimentos e experi\u00eancias de trabalho e de vida das pessoas. Alem de criar oportunidades espec\u00edficas para esse tipo de capacita\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante garantir que essa prepara\u00e7\u00e3o seja parte integrante de cursos, treinamentos e outros eventos, e que o trabalho conjunto com a popula\u00e7\u00e3o seja parte da rotina dos servi\u00e7os, inclu\u00eddos no planejamento, supervis\u00e3o, acompanhamento e avalia\u00e7\u00e3o. Os recursos necess\u00e1rios \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade, para atuarem junto a pessoas, grupos e organiza\u00e7\u00f5es da comunidade, devem estar previstos no planejamento.<\/p>\n<p><strong>8.4. Divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><strong>No planejamento s\u00e3o previstos os mecanismos e os instrumentos para divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre as atividades do servi\u00e7o de sa\u00fade, incluindo a vacina\u00e7\u00e3o, mais especificamente com o objetivo de:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Contribuir para que a popula\u00e7\u00e3o veja o servi\u00e7o de sa\u00fade, inclusive a vacina\u00e7\u00e3o como um direito de cidadania;<br \/>\nDespertar o interesse da popula\u00e7\u00e3o para o esfor\u00e7o da equipe de sa\u00fade no sentido de aumentar e manter coberturas ideais de vacina\u00e7\u00e3o;<br \/>\nIncentivar a procura do servi\u00e7o de vacina\u00e7\u00e3o e o cumprimento do esquema b\u00e1sico;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Ampliar o grau de conhecimento sobre:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O direito do cidad\u00e3o \u00e0 sa\u00fade<br \/>\nA real situa\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as evit\u00e1veis por vacinas na localidade, no munic\u00edpio, no estado e no pa\u00eds<br \/>\nAs a\u00e7\u00f5es oferecidas pelo servi\u00e7o de sa\u00fade para a preven\u00e7\u00e3o e controle dessas doen\u00e7as<br \/>\nAs formas de apoio e colabora\u00e7\u00e3o a essas a\u00e7\u00f5es<br \/>\nO andamento das atividades, seus resultados, falhas e dificuldades.<\/p><\/blockquote>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o pode ser uma atividade desvinculada do todo, mas considerada como um refor\u00e7o ao trabalho conjunto das equipes de sa\u00fade com as organiza\u00e7\u00f5es da comunidade, estando inserida num contexto em que as pessoas possam influenciar, interferir, opinar, participar. \u00c9 importante ressaltar que a informa\u00e7\u00e3o por si s\u00f3 n\u00e3o modifica o modo de vida das pessoas, vez que os problemas de sa\u00fade s\u00e3o decorrentes de diferentes fatores com solu\u00e7\u00f5es bastante complexas, independendo muitas vezes da simples ?mudan\u00e7a de h\u00e1bitos e comportamentos?.<\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es acontece no contato interpessoal e por interm\u00e9dio dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, tendo como instrumentos de grande import\u00e2ncia os materiais educativos e instrucionais.<\/p>\n<p>Considera-se como contato interpessoal todas as oportunidades de encontro entre o profissional de sa\u00fade e a popula\u00e7\u00e3o, dentro e fora do servi\u00e7o de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Algumas situa\u00e7\u00f5es, exemplificadas a seguir, s\u00e3o tradicionalmente utilizadas para a divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e para refor\u00e7ar um trabalho conjunto de participa\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es da comunidade.<\/p>\n<p><strong>8.4.1. Sala de espera<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho na ?sala de espera? acontece enquanto as pessoas aguardam o atendimento. Nesta ocasi\u00e3o um integrante da equipe prop\u00f5e conversa informal sobre conhecimentos b\u00e1sicos de promo\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, abordando, inclusive, o tema vacina\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante motivar as pessoas a perguntarem, a dividirem experi\u00eancias sobre o assunto em discuss\u00e3o e a manifestarem suas d\u00favidas.<\/p>\n<p>O profissional ap\u00f3s estimular e receber dos presentes opini\u00f5es sobre o assunto tem a oportunidade de fazer esclarecimentos e orienta\u00e7\u00f5es mais pertinentes, afastando, inclusive, eventuais conceitos err\u00f4neos ou ultrapassados pr\u00f3prios daquele grupo.<\/p>\n<p>As iniciativas programadas para a sala de espera n\u00e3o substituem as informa\u00e7\u00f5es que devem ser repassadas pelos profissionais, nos contatos que ocorrem nos diversos setores do servi\u00e7o de sa\u00fade (recep\u00e7\u00e3o, triagem, ambulat\u00f3rio, etc.), constituindo um esfor\u00e7o adicional. A defini\u00e7\u00e3o da programa\u00e7\u00e3o de atividades na sala de espera \u00e9 precedida de discuss\u00e3o entre os profissionais, identificando e verificando qual a melhor forma de abordagem dos temas de interesse da equipe e da comunidade.<\/p>\n<p><strong>8.4.2. Visita domiciliar<\/strong><\/p>\n<p>A visita domiciliar \u00e9 um recurso que torna mais ativa e rica a rela\u00e7\u00e3o entre o servi\u00e7o de sa\u00fade e a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O di\u00e1logo com a fam\u00edlia na moradia tamb\u00e9m ajuda os profissionais a terem uma vis\u00e3o mais objetiva da realidade de vida e sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. A visita domiciliar \u00e9 a principal base do Agente Comunit\u00e1rio de Sa\u00fade.<\/p>\n<p>De maneira geral, a visita \u00e9 aproveitada para uma avalia\u00e7\u00e3o geral da sa\u00fade e condi\u00e7\u00f5es de vida da fam\u00edlia, evitando-se aquela destinada a atender a apenas um motivo espec\u00edfico.<\/p>\n<p><strong>A ida aos domic\u00edlios constitui pr\u00e1tica permanente , atendendo a v\u00e1rios objetivos importantes, tais como:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Identificar situa\u00e7\u00f5es de risco \u00e0 sa\u00fade<br \/>\nOrientar sobre as formas de preven\u00e7\u00e3o<br \/>\nInformar sobre quando e como a fam\u00edlia deve dirigir-se ao servi\u00e7o de sa\u00fade, sobre a sua localiza\u00e7\u00e3o ou, at\u00e9 mesmo, conduzir a fam\u00edlia, sob cuidados, ao pr\u00f3prio servi\u00e7o no caso de situa\u00e7\u00f5es de alto risco.<\/p><\/blockquote>\n<p>Eventualmente, no interesse da vacina\u00e7\u00e3o, a visita domiciliar pode ser organizada para, por exemplo, avaliar o estado vacinal, identificar crian\u00e7as em faixa et\u00e1ria pr\u00f3pria \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o, fazer busca ativa de faltosos que foram identificados pelo servi\u00e7o, ou fazer a investiga\u00e7\u00e3o de casos de doen\u00e7as e agravos.<\/p>\n<p>Nas \u00e1reas onde funcionam o PSF e o PACS as finalidades da visita domiciliar que interessam diretamente \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o podem ser atendidas por essas equipes, que j\u00e1 t\u00eam esta atividade como rotina de trabalho.<\/p>\n<p><strong>8.4.3 Atividades na comunidade<\/strong><\/p>\n<p>Motivar a popula\u00e7\u00e3o em geral para a vacina\u00e7\u00e3o, especialmente pais e adultos respons\u00e1veis por crian\u00e7as, exige dos profissionais de sa\u00fade uma articula\u00e7\u00e3o efetiva com a comunidade.<\/p>\n<p>Participar das reuni\u00f5es promovidas pelas organiza\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es, informando, educando e partilhando dos problemas e inquieta\u00e7\u00f5es, demonstra o interesse do servi\u00e7o de sa\u00fade pelo bem-estar de todos. A iniciativa pode partir, tamb\u00e9m, do pr\u00f3prio servi\u00e7o de sa\u00fade, mediante a convoca\u00e7\u00e3o de assembl\u00e9ias abertas ou reuni\u00f5es em lugares p\u00fablicos. \u00c9 importante contatar, com anteced\u00eancia, l\u00edderes locais ou pessoas com influ\u00eancia na comunidade (professor, padre, pastor, etc.) para colaborarem na organiza\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o da reuni\u00e3o e na sensibiliza\u00e7\u00e3o da comunidade para participar. A utiliza\u00e7\u00e3o de meios audiovisuais (cartazes, transpar\u00eancias, v\u00eddeos, quadro de giz, folhetos, cartilhas, etc.) ajuda bastante na condu\u00e7\u00e3o dos trabalhos. Da mesma forma, pode-se dividir os participantes em grupos para uma discuss\u00e3o mais rica e produtiva. Os eventos culturais, previstos no calend\u00e1rio de festividades do munic\u00edpio ou do estado, podem representar uma oportunidade para trabalhar com a popula\u00e7\u00e3o acerca de medidas de promo\u00e7\u00e3o e de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u00c9 imenso o campo para o exerc\u00edcio da criatividade: circo, teatro de bonecos e dramatiza\u00e7\u00f5es possuem linguagem simples e eficiente para estimular o interesse da popula\u00e7\u00e3o sobre v\u00e1rios temas, como a vacina\u00e7\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n<p>Gincanas e outras competi\u00e7\u00f5es esportivas, de forma geral muito bem aceitas pela popula\u00e7\u00e3o, s\u00e3o iniciativas para as quais pode-se, tamb\u00e9m, canalizar comunica\u00e7\u00f5es ou mensagens sobre a sa\u00fade. A realiza\u00e7\u00e3o de ?Feiras de Sa\u00fade? ou ?Semanas de Sa\u00fade?, envolvendo toda a comunidade ou grupos espec\u00edficos como escolares, \u00e9 importante estrat\u00e9gia de mobiliza\u00e7\u00e3o e envolvimento da comunidade.<\/p>\n<p><strong>8.4.4. Remessa peri\u00f3dica de informa\u00e7\u00f5es \u00e0s autoridades municipais e estaduais<\/strong><\/p>\n<p>Na condi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as formais constitu\u00eddas, as autoridades municipais e estaduais devem ser informadas sistematicamente sobre o desenvolvimento dos servi\u00e7os oferecidos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, seus resultados, dificuldades e avan\u00e7os, como, por exemplo, a evolu\u00e7\u00e3o das coberturas de vacina\u00e7\u00e3o e a ocorr\u00eancia de casos ou mortes por doen\u00e7as que poderiam ser evitadas pela vacina\u00e7\u00e3o. Esse procedimento, inclusive, deve ser adotado em rela\u00e7\u00e3o aos conselhos de sa\u00fade no estado e no munic\u00edpio, bem como em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Comiss\u00e3o Intergestores Bipartite (CIB) regional ou estadual. Essas autoridades, devidamente informadas, constituem fator de sustenta\u00e7\u00e3o das atividades, comprometendo-se com os problemas e as condi\u00e7\u00f5es gerais de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, garantindo condi\u00e7\u00f5es e recursos para o desenvolvimento do trabalho. \u00c9 importante, tamb\u00e9m, identificar outras representa\u00e7\u00f5es e lideran\u00e7as da comunidade que devem receber informa\u00e7\u00f5es e apoiar as atividades.<\/p>\n<p><strong>8.4.5. Contato com entidades de classe, m\u00e9dicos e outros profissionais<\/strong><\/p>\n<p>Os m\u00e9dicos (especialmente os pediatras, obstetras e cl\u00ednicos gerais), os enfermeiros e outros profissionais, inclusive dos servi\u00e7os privados, desempenham um importante papel na motiva\u00e7\u00e3o para a vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esses profissionais devem ser envolvidos por meio de suas organiza\u00e7\u00f5es ou associa\u00e7\u00f5es, buscando-se a participa\u00e7\u00e3o na orienta\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e indica\u00e7\u00e3o de medidas de prote\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o programada das entidades de classe \u00e9 da maior import\u00e2ncia, integrando os seus associados na divulga\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a da vacina\u00e7\u00e3o. Deve-se envolver, da mesma forma, os agentes de sa\u00fade da comunidade, as parteiras, as rezadeiras e os balconistas da farm\u00e1cia. Essas pessoas s\u00e3o muito procuradas pela popula\u00e7\u00e3o, quando esta necessita solucionar problemas de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>8.4.6. Utiliza\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa<\/strong><\/p>\n<p>A experi\u00eancia tem demonstrado que n\u00e3o se pode prescindir do apoio dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, quando se pretende disseminar uma informa\u00e7\u00e3o da forma mais ampla poss\u00edvel. Al\u00e9m dos ve\u00edculos como TV e r\u00e1dio, que atuam em cadeia nacional, regional ou estadual, \u00e9 importante identificar aqueles existentes na inst\u00e2ncia local e adotar outros recursos como boletins informativos de associa\u00e7\u00f5es de moradores e outras organiza\u00e7\u00f5es da comunidade, alto-falantes volantes e fixos (como de feiras, quermesses, etc.), programas de r\u00e1dio locais, teatro de bonecos (fantoches), etc. \u00c9 importante atuar junto aos comunicadores (formadores de opini\u00e3o) sensibilizando-os e tornando-os parceiros do programa de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>8.4.7. Produ\u00e7\u00e3o de materiais informativos e instrucionais<\/strong><\/p>\n<p>Cartilhas, folhetos, cartazes e informes simplificados podem ser utilizados tanto pelas equipes de sa\u00fade, como pelas organiza\u00e7\u00f5es da comunidade ou pelos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao elaborar esses materiais \u00e9 importante definir claramente o p\u00fablico-alvo e as informa\u00e7\u00f5es a serem repassadas. Essas informa\u00e7\u00f5es dever\u00e3o ser claras, simples, objetivas, evitando-se sonegar dados, enganar a popula\u00e7\u00e3o ou apelar para o medo e a chantagem. Ap\u00f3s a decis\u00e3o sobre as mensagens, o p\u00fablico-alvo e os custos de produ\u00e7\u00e3o do material, \u00e9 preciso organizar sua distribui\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o, bem como avaliar o impacto junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e em que medida foi motivador de uma mudan\u00e7a ou transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Aspectos T\u00e9cnicos e Administrativos da Atividade de Vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o da morbidade e da mortalidade por doen\u00e7as preven\u00edveis por imuniza\u00e7\u00e3o \u00e9 a finalidade principal da vacina\u00e7\u00e3o. No entanto, para que um imunobiol\u00f3gico possa agir no organismo e criar defesas ou anticorpos, como no caso da administra\u00e7\u00e3o de vacinas, ou para que possa combater microorganismos j\u00e1 instalados, como no caso da administra\u00e7\u00e3o de soros e imunoglobulinas, \u00e9 preciso que a atividade de vacina\u00e7\u00e3o seja cercada de cuidados, adotando-se procedimentos adequados antes, durante e ap\u00f3s a administra\u00e7\u00e3o desses produtos na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Nesta Parte II deste Manual s\u00e3o enfocados os procedimentos relativos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u00c1 organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento da sala de vacina\u00e7\u00e3o;<br \/>\n\u00c1 limpeza da sala de vacina\u00e7\u00e3o;<br \/>\n\u00c1 conserva\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos;<br \/>\n\u00c0s atividades que antecedem \u00e0 administra\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos; e<br \/>\nAo registro das atividades e arquivos da sala de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2. Organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento da sala de vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>No servi\u00e7o de sa\u00fade, em fun\u00e7\u00e3o da sua finalidade e das atividades ali desenvolvidas, encontram-se os hospedeiros mais suscet\u00edveis (crian\u00e7as, idosos, pacientes imunodeprimidos e outros), bem como os microorganismos mais resistentes (bact\u00e9rias, v\u00edrus, fungos e outros). Esses agentes contaminam todo o ambiente, materiais e artigos usados no atendimento, podendo provocar infec\u00e7\u00f5es, \u00e0s vezes graves, o que exige condi\u00e7\u00f5es e procedimentos que reduzam o risco de contamina\u00e7\u00e3o. Na sala de vacina\u00e7\u00e3o, local destinado \u00e0 administra\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos, \u00e9 importante que todos os procedimentos desenvolvidos garantam a m\u00e1xima seguran\u00e7a, prevenindo infec\u00e7\u00f5es nas crian\u00e7as e adultos atendidos.<\/p>\n<p><strong>Para isso, as instala\u00e7\u00f5es devem levar em conta um m\u00ednimo de condi\u00e7\u00f5es, quais sejam:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>As paredes e o piso devem ser lav\u00e1veis;<br \/>\nDeve ter pia com torneira;<br \/>\nDeve ter interruptor exclusivo para cada equipamento el\u00e9trico;<br \/>\nDeve ter arejamento e ilumina\u00e7\u00e3o adequados, evitando a incid\u00eancia de luz solar direta; e<br \/>\nDeve ter entrada e sa\u00edda independentes, se poss\u00edvel.<\/p><\/blockquote>\n<p>Al\u00e9m disso, a sala de vacina\u00e7\u00e3o deve ser mantida em condi\u00e7\u00f5es de higiene e limpeza e ser exclusiva para a administra\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Nos locais onde h\u00e1 grande demanda, utilizar duas salas com comunica\u00e7\u00e3o direta,uma para a triagem e a orienta\u00e7\u00e3o da clientela e outra para a administra\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p><strong>2.1. Equipamentos e materiais b\u00e1sicos<\/strong><\/p>\n<p><strong>2.1.1. Equipamentos<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Bancada ou mesa para preparo dos imunobiol\u00f3gicos<br \/>\nRefrigerador para conserva\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>O refrigerador, de compartimento \u00fanico, deve ter capacidade m\u00ednima para 280 litros, aproximadamente.<\/p>\n<p>Quando necess\u00e1rio, utilizar dois refrigeradores: um para os imunobiol\u00f3gicos em estoque e outro para os produtos que ser\u00e3o usados no dia de trabalho.<\/p>\n<p>Os dois equipamentos podem ser substitu\u00eddos por um refrigerador fabricado especialmente para conservar os imunobiol\u00f3gicos na temperatura adequada, tanto os que est\u00e3o em estoque como os de uso no dia de trabalho.<\/p>\n<p>De modo geral, utiliza-se a caixa t\u00e9rmica para conservar os imunobiol\u00f3gicos que ser\u00e3o usados no dia de trabalho.<\/p>\n<blockquote><p>Fich\u00e1rio ou arquivo;<br \/>\nMesa tipo escrivaninha com gavetas;<br \/>\nCadeira (tr\u00eas no m\u00ednimo);<br \/>\nSuporte para papel toalha;<br \/>\nArm\u00e1rio com porta para guarda de material;<br \/>\nBandeja de a\u00e7o inoxid\u00e1vel (grande, m\u00e9dia e pequena);<br \/>\nTesoura reta com ponta romba;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os m\u00f3veis e as portas da sala de vacina\u00e7\u00e3o s\u00e3o pintados, de prefer\u00eancia, com tinta a \u00f3leo.<\/p>\n<p><strong>2.1.2. Material de consumo<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Term\u00f4metro de m\u00e1xima e m\u00ednima;<br \/>\nTerm\u00f4metro de cabo extensor;<br \/>\nTerm\u00f4metro cl\u00ednico;<br \/>\nBandeja pl\u00e1stica perfurada;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Quando a bandeja pl\u00e1stica perfurada n\u00e3o estiver dispon\u00edvel adaptar porta-talher de pl\u00e1stico.<br \/>\nGelo recicl\u00e1vel.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Quando o gelo recicl\u00e1vel n\u00e3o estiver dispon\u00edvel adaptar usando gelo em sacos pl\u00e1sticos<br \/>\nGarrafa pl\u00e1stica com \u00e1gua<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Caixa t\u00e9rmica para a conserva\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos nas seguintes situa\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>No dia-a-dia da sala de vacina\u00e7\u00e3o;<br \/>\nNo caso de falhas na corrente el\u00e9trica;<br \/>\nPara a vacina\u00e7\u00e3o extramuros (intensifica\u00e7\u00e3o, campanha e bloqueio); e<br \/>\nPara o transporte de vacinas.<br \/>\n\u00c1lcool a 70% para situa\u00e7\u00f5es excepcionais (vacina\u00e7\u00e3o em zona rural e em ambiente hospitalar);<br \/>\nAlgod\u00e3o hidr\u00f3filo;<br \/>\nRecipiente para algod\u00e3o;<br \/>\nSerrinha.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Seringa descart\u00e1vel, nas seguintes especifica\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>De 1 ml, tipo tuberculina graduada em cent\u00e9simos de mililitros, acoplada com agulhas 13\u00d73,8 ou 13\u00d74,0 ou 13\u00d74,5 dec\/mm (comprimento em mil\u00edmetros \u2013 mm x di\u00e2metro em decamil\u00edmetros ? dec\/mm)<br \/>\nDe 2 ou 3 ml, com gradua\u00e7\u00e3o de 0,1 ml e numera\u00e7\u00e3o a cada 0,5 ml<br \/>\nDe 5 ml, com gradua\u00e7\u00e3o de 0,2 ml e numera\u00e7\u00e3o a cada 1 ml (dilui\u00e7\u00e3o);<br \/>\nDe 10 ml, com gradua\u00e7\u00e3o de 0,2 ml e numera\u00e7\u00e3o a cada 2 ml (dilui\u00e7\u00e3o);<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Agulha descart\u00e1vel para:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Uso intrad\u00e9rmico:\u00a0<\/strong>13\u00d73,8; 13\u00d74,0; 13\u00d74,5;<br \/>\n<strong>Uso subcut\u00e2neo:\u00a0<\/strong>13 x 3,8; 13x 4,0; 13 x 4,5; 20 x 5,5 e 20\u00d76,0;<br \/>\n<strong>Uso intramuscular:<\/strong>\u00a020\u00d75,5; 20 x 6,0; 25\u00d76,0; 25\u00d77,0 e 30\u00d77,0;<br \/>\n<strong>Uso endovenoso:\u00a0<\/strong>25\u00d77,0; 25\u00d78,0; 30\u00d77,0 e 30\u00d78,0; e<br \/>\n<strong>Dilui\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>25\u00d78,0 e 30\u00d78,0.<br \/>\nCampo pl\u00e1stico (50\u00d750 cm), de prefer\u00eancia oleado, para forrar o local de preparo do material quando da vacina\u00e7\u00e3o extramuros<br \/>\nCopo descart\u00e1vel para proteger as vacinas<br \/>\nRecipiente com paredes r\u00edgidas para desprezar seringas e agulhas descart\u00e1veis (caixa especial para coleta de material perfurocortante)<br \/>\nPapel toalha<br \/>\nDep\u00f3sito para lixo comum, com tampa<br \/>\nSaco pl\u00e1stico para lixo, descart\u00e1vel<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O saco pl\u00e1stico \u00e9 de cor branca para o lixo hospitalar e de outra cor para outros tipos de lixo.<br \/>\nMaterial para o registro das atividades: l\u00e1pis, caneta, borracha, carimbo, almofada e outros<br \/>\nSab\u00e3o em barra, neutro ou de coco.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2.1.3. Impressos e manuais t\u00e9cnicos e operacionais<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Cart\u00e3o da Crian\u00e7a<br \/>\nModelos para registro da vacina\u00e7\u00e3o em outros grupos da popula\u00e7\u00e3o (por exemplo o Cart\u00e3o do Adulto)<br \/>\nCart\u00e3o de Controle ou Ficha de Registro<br \/>\nMapa Di\u00e1rio de Vacina\u00e7\u00e3o (registro imediato)<br \/>\nBoletim Mensal de Vacina\u00e7\u00e3o<br \/>\nBoletim de Campanha de Doses Aplicadas de Vacina;<br \/>\nMapa para Controle Di\u00e1rio da Temperatura do Refrigerador<br \/>\nFicha de Investiga\u00e7\u00e3o dos Eventos Adversos P\u00f3s-Vacina\u00e7\u00e3o<br \/>\nFicha de Fluxo Imediato de Eventos Adversos P\u00f3s-Vacina\u00e7\u00e3o<br \/>\nOutros impressos, como o aerograma para faltosos, formul\u00e1rio para inutiliza\u00e7\u00e3o de imunobiol\u00f3gicos, gr\u00e1fico para acompanhamento da cobertura vacinal, etc.<br \/>\nManual de Normas de Vacina\u00e7\u00e3o<br \/>\nManual de Procedimentos para Vacina\u00e7\u00e3o<br \/>\nManual de Eventos Adversos P\u00f3s-Vacina\u00e7\u00e3o<br \/>\nManual de Gerenciamento em Rede de Frio<br \/>\nOutros manuais t\u00e9cnicos e operacionais<br \/>\nQuadro com o esquema b\u00e1sico de vacina\u00e7\u00e3o<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2.2. O funcionamento da sala de vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m da equipe e suas fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, o funcionamento da sala de vacina\u00e7\u00e3o envolve as seguintes atividades:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O in\u00edcio do trabalho di\u00e1rio;<br \/>\nA triagem;<br \/>\nA orienta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica;<br \/>\nA administra\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos; e<br \/>\nO encerramento do trabalho di\u00e1rio e do trabalho mensal.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2.2.1. Equipe e fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas<\/strong><\/p>\n<p>As atividades da sala de vacina\u00e7\u00e3o s\u00e3o desenvolvidas por equipe de enfermagem, com treinamento espec\u00edfico no manuseio, conserva\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos. A equipe \u00e9 composta, preferencialmente, por dois t\u00e9cnicos ou auxiliares de enfermagem, para cada turno de trabalho. A supervis\u00e3o e o treinamento em servi\u00e7o s\u00e3o realizados por um enfermeiro. A equipe pode ser ampliada, dependendo da demanda ao servi\u00e7o de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o fun\u00e7\u00f5es da equipe que trabalha na sala de vacina\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Manter a ordem e a limpeza da sala, conforme orientado nesta Parte do Manual, no t\u00f3pico 3, item 3.1.2<br \/>\nProver, periodicamente, as necessidades de material e de imunobiol\u00f3gicos, conforme orientado na Parte I deste Manual e nesta Parte, no t\u00f3pico 2.1<br \/>\nManter as condi\u00e7\u00f5es ideais de conserva\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos, conforme orientado nesta Parte, no t\u00f3pico 4<br \/>\nManter os equipamentos em boas condi\u00e7\u00f5es de funcionamento;<br \/>\nEncaminhar e dar destino adequado aos imunobiol\u00f3gicos inutilizados e ao lixo da sala de vacina\u00e7\u00e3o, conforme orientado nesta Parte, no t\u00f3pico 3, item 3.2<br \/>\nOrientar e prestar assist\u00eancia \u00e0 clientela, com seguran\u00e7a, responsabilidade e respeito<br \/>\nRegistrar a assist\u00eancia prestada nos impressos adequados, conforme orientado nesta Parte, no t\u00f3pico 6<br \/>\nManter o arquivo em ordem, conforme orientado nesta Parte, no t\u00f3pico 6<br \/>\nAvaliar, sistematicamente, as atividades desenvolvidas, conforme orientado na Parte V, deste Manual de Procedimentos.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2.2.2. In\u00edcio do trabalho di\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p><strong>Antes de dar in\u00edcio \u00e0s atividades di\u00e1rias, a equipe executa os seguintes procedimentos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Verifica se a sala est\u00e1 limpa e em ordem<br \/>\nVerifica e anota a temperatura do refrigerador ou refrigeradores, no mapa de controle di\u00e1rio de temperatura<br \/>\nVerifica o prazo de validade dos imunobiol\u00f3gicos, usando com prioridade aqueles que estiverem com prazo mais pr\u00f3ximo do vencimento<br \/>\nRetira do refrigerador de estoque a quantidade de vacinas e diluentes necess\u00e1ria ao consumo na jornada de trabalho<br \/>\nColoca as vacinas e os diluentes da jornada de trabalho na caixa t\u00e9rmica (com gelo recicl\u00e1vel ou gelo em sacos pl\u00e1sticos e com o term\u00f4metro), ou, quando dispon\u00edvel, no refrigerador para imunobiol\u00f3gicos que ser\u00e3o utilizados no dia de trabalho.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2.2.2. In\u00edcio do trabalho di\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p><strong>Antes de dar in\u00edcio \u00e0s atividades di\u00e1rias, a equipe executa os seguintes procedimentos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Verifica se a sala est\u00e1 limpa e em ordem<br \/>\nVerifica e anota a temperatura do refrigerador ou refrigeradores, no mapa de controle di\u00e1rio de temperatura<br \/>\nVerifica o prazo de validade dos imunobiol\u00f3gicos, usando com prioridade aqueles que estiverem com prazo mais pr\u00f3ximo do vencimento<br \/>\nRetira do refrigerador de estoque a quantidade de vacinas e diluentes necess\u00e1ria ao consumo na jornada de trabalho<br \/>\nColoca as vacinas e os diluentes da jornada de trabalho na caixa t\u00e9rmica (com gelo recicl\u00e1vel ou gelo em sacos pl\u00e1sticos e com o term\u00f4metro), ou, quando dispon\u00edvel, no refrigerador para imunobiol\u00f3gicos que ser\u00e3o utilizados no dia de trabalho.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2.2.3. Triagem<\/strong><\/p>\n<p><strong>A triagem engloba as seguintes condutas:<\/strong><\/p>\n<p>Verificar se a pessoa est\u00e1 comparecendo \u00e0 sala de vacina\u00e7\u00e3o pela primeira vez ou se \u00e9 retorno<\/p>\n<p>Obter informa\u00e7\u00f5es sobre o estado de sa\u00fade da pessoa a ser vacinada, a fim de observar as indica\u00e7\u00f5es e poss\u00edveis contra-indica\u00e7\u00f5es \u00e0 administra\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos, evitando as falsas contra-indica\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Orientar sobre a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o e do esquema b\u00e1sico de vacina\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Fazer o registro da vacina ou do soro a ser administrado, no espa\u00e7o reservado dos documentos de registro:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O Cart\u00e3o da Crian\u00e7a ou outro documento de vacina\u00e7\u00e3o, como, por exemplo, o Cart\u00e3o do Adulto, carimbando e datando<br \/>\nA ficha de registro ou o Cart\u00e3o de Controle (datando)<br \/>\nO Mapa Di\u00e1rio de Vacina\u00e7\u00e3o (registro imediato)<br \/>\nFazer o aprazamento, ou seja, verificar a data de retorno do cliente para receber nova dose de vacina, quando necess\u00e1rio<br \/>\nRefor\u00e7ar a orienta\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o e dos pr\u00f3ximos retornos, se for o caso<br \/>\nEncaminhar a pessoa para receber o imunobiol\u00f3gico indicado;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Nos casos em que for indicada a administra\u00e7\u00e3o de imunobiol\u00f3gicos especiais, encaminhar a pessoa para o Centro de Refer\u00eancia de Imunobiol\u00f3gicos Especiais (CRIE).<\/p>\n<p><strong>2.2.4. Administra\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na administra\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos adotar os seguintes procedimentos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Verificar qual o imunobiol\u00f3gico a ser administrado, conforme indicado no Cart\u00e3o da Crian\u00e7a ou em outro documento para registro, ou conforme a indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica<br \/>\nLavar as m\u00e3os com \u00e1gua e sab\u00e3o<br \/>\nExaminar o produto, observando a apar\u00eancia da solu\u00e7\u00e3o, o estado da embalagem, o prazo de validade, a via de administra\u00e7\u00e3o, o n\u00famero do lote e a dosagem<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O exame do imunobiol\u00f3gico pode ser feito logo no in\u00edcio da manh\u00e3 ao separar os produtos para o dia de trabalho.<br \/>\nEsse exame n\u00e3o exclui a observa\u00e7\u00e3o antes do preparo de cada administra\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPreparar e administrar o imunobiol\u00f3gico segundo a t\u00e9cnica espec\u00edfica<br \/>\nObservar rea\u00e7\u00f5es imediatas<br \/>\nRubricar no documento de registro, no espa\u00e7o reservado para tal, e conferir o aprazamento, se for o caso<br \/>\nRefor\u00e7ar as orienta\u00e7\u00f5es, especialmente a data aprazada para o retorno<br \/>\nDesprezar o material descart\u00e1vel em recipiente adequado;<br \/>\nLavar as m\u00e3os.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><strong>As orienta\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de considerar as especificidades de cada um dos imunobiol\u00f3gicos, incluem:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A indica\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos e, quando for o caso, a necessidade do retorno na data agendada para receber as demais doses, ou para receber outros imunobiol\u00f3gicos<br \/>\nOs cuidados a serem observados ap\u00f3s a administra\u00e7\u00e3o do imunobiol\u00f3gico<br \/>\nA poss\u00edvel ocorr\u00eancia de eventos adversos associados \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o<br \/>\nOs cuidados com a guarda do Cart\u00e3o da Crian\u00e7a ou de outro documento, bem como a sua import\u00e2ncia como registro do imunobiol\u00f3gico recebido.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2.2.5. Encerramento do trabalho di\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ao final das atividades do dia, adotar os seguintes procedimentos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Separar os cart\u00f5es de controle ou as fichas de registro dos faltosos do dia, com a finalidade de organizar a busca de faltosos (ver t\u00f3pico 6.5)<br \/>\nArquivar os cart\u00f5es de controle ou fichas de registro, conforme orientado nesta Parte, no t\u00f3pico 6, item 6.3<br \/>\nDesprezar as sobras de vacinas que ultrapassaram o prazo estabelecido ap\u00f3s abertura do frasco, conforme orientado nesta Parte, no t\u00f3pico 3, item 3.2<br \/>\nDesprezar os frascos de vacina que estejam com o r\u00f3tulo danificado<br \/>\nRetirar da caixa t\u00e9rmica, ou do refrigerador para imunobiol\u00f3gicos de uso di\u00e1rio, as demais vacinas que podem ser utilizadas no dia seguinte, recolocando-as no refrigerador de estoque<br \/>\nVerificar e anotar a temperatura do refrigerador, ou refrigeradores, no respectivo Mapa de Controle Di\u00e1rio de Temperatura<br \/>\nGuardar todo material, em local limpo e seco, de prefer\u00eancia em arm\u00e1rio fechado;<br \/>\nDeixar a sala limpa e em ordem.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2.2.6. Encerramento do trabalho mensal<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ao final das atividades do m\u00eas, a equipe de vacina\u00e7\u00e3o deve adotar os seguintes procedimentos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Somar as doses administradas, registradas no Mapa Di\u00e1rio de Vacina\u00e7\u00e3o, transferindo para o consolidado do Boletim Mensal de Doses Aplicadas<br \/>\nFazer a revis\u00e3o no arquivo de cart\u00f5es de controle para convoca\u00e7\u00e3o e busca de faltosos<br \/>\nAvaliar e calcular o percentual de utiliza\u00e7\u00e3o e perda de imunobiol\u00f3gicos<br \/>\nAvaliar as coberturas vacinais da \u00e1rea de abrang\u00eancia do servi\u00e7o de sa\u00fade.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>3. Procedimentos de limpeza na sala de vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A limpeza da sala de vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 feita diariamente, no final do turno de trabalho, e sempre que necess\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>A limpeza e sua manuten\u00e7\u00e3o t\u00eam como objetivos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Prevenir infec\u00e7\u00f5es cruzadas<br \/>\nProporcionar conforto e seguran\u00e7a \u00e0 clientela e \u00e0 equipe de trabalho<br \/>\nManter um ambiente limpo e agrad\u00e1vel.<\/p><\/blockquote>\n<p>Uma vez por semana o ch\u00e3o \u00e9 lavado com \u00e1gua e sab\u00e3o, e desinfetado com solu\u00e7\u00e3o desinfetante. O trabalho mais pesado \u00e9 feito quinzenalmente, quando, ent\u00e3o, s\u00e3o limpos o teto, as paredes, as janelas, as lumin\u00e1rias, as l\u00e2mpadas e as portas.<\/p>\n<p><strong>3.1. Limpeza sistem\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p><strong>3.1.1. Material necess\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Balde (2 a 10 litros);<br \/>\nCal\u00e7ado fechado;<br \/>\nDesinfetante (hipoclorito de s\u00f3dio a 1%, \u00e1gua sanit\u00e1ria);<br \/>\nEscova de m\u00e3o;<br \/>\nEsponja;<br \/>\nLuva para limpeza;<br \/>\nPano de ch\u00e3o (limpos);<br \/>\nPano de limpeza;<br \/>\nP\u00e1 para lixo;<br \/>\nRodo;<br \/>\nRoupa apropriada para limpeza;<br \/>\nSab\u00e3o;<br \/>\nSaco descart\u00e1vel para lixo;<br \/>\nSap\u00f3leo;<br \/>\nVassoura de p\u00ealo.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>3.1.2. Procedimentos de limpeza<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para executar a limpeza da sala de vacina\u00e7\u00e3o, o funcion\u00e1rio deve:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Usar roupa apropriada e cal\u00e7ado fechado<br \/>\nLavar as m\u00e3os;<br \/>\nCal\u00e7ar as luvas para iniciar a limpeza;<br \/>\nOrganizar os materiais necess\u00e1rios;<br \/>\nPreparar a solu\u00e7\u00e3o desinfetante para a limpeza, colocando para cada litro de \u00e1gua 10ml de desinfetante;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Quando usar sab\u00e3o em p\u00f3, colocar para cada cinco litros de \u00e1gua uma colher de sopa do sab\u00e3o.<br \/>\nRecolher o lixo do ch\u00e3o com a p\u00e1, utilizando vassoura de p\u00ealo envolvida em pano \u00famido<br \/>\nRecolher o lixo do cesto, fechando o saco corretamente<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O saco de lixo \u00e9 descart\u00e1vel e nunca deve ser reutilizado.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>3.2. Cuidados com o lixo da sala de vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O lixo da sala de vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 caracterizado como lixo perigoso e lixo comum.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>\u00c9 considerado lixo perigoso:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O material biol\u00f3gico: sobras di\u00e1rias de imunobiol\u00f3gicos ou produtos que sofreram altera\u00e7\u00e3o de temperatura, ou com prazo de validade vencido<br \/>\nOs res\u00edduos perfurantes: agulhas, ampolas de vacinas ou vidros que se quebram facilmente;<br \/>\nOs outros res\u00edduos infectantes: seringas descart\u00e1veis, algod\u00e3o e papel absorvente.<br \/>\nOs demais res\u00edduos da sala de vacina\u00e7\u00e3o s\u00e3o considerados lixo comum.<br \/>\nO lixo perigoso, por conta de sua composi\u00e7\u00e3o, recebe cuidados especiais na separa\u00e7\u00e3o, no acondicionamento, na coleta, no tratamento e no destino final.<\/p><\/blockquote>\n<p>O respons\u00e1vel pela limpeza da sala de vacina\u00e7\u00e3o faz, tamb\u00e9m, a identifica\u00e7\u00e3o e a separa\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos, bem como o tratamento (realizado na pr\u00f3pria sala) das sobras di\u00e1rias de imunobiol\u00f3gicos ou daqueles que sofreram altera\u00e7\u00e3o de temperatura, ou que est\u00e3o com prazo de validade vencido, al\u00e9m do tratamento dos outros res\u00edduos perfurantes e infectantes.<\/p>\n<p><strong>3.2.1. Separa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>A separa\u00e7\u00e3o entre o lixo perigoso e o lixo comum, feita no local de origem, ou seja, na pr\u00f3pria sala de vacina\u00e7\u00e3o, apresenta as seguintes vantagens:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Permite o tratamento espec\u00edfico e de acordo com as necessidades de cada categoria<br \/>\nImpede a contamina\u00e7\u00e3o do lixo como um todo;<br \/>\nPermite que as medidas de seguran\u00e7a sejam adotadas ainda na sala de vacina\u00e7\u00e3o<br \/>\nFacilita a a\u00e7\u00e3o em caso de acidentes ou de emerg\u00eancia.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>3.2.2. Acondicionamento e armazenamento do lixo<\/strong><\/p>\n<p><strong>O acondicionamento, espec\u00edfico para cada tipo de lixo, \u00e9 realizado da seguinte forma:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Acondicionar em recipiente de material resistente os res\u00edduos especiais, ou lixo perigoso, como seringas e agulhas descart\u00e1veis<br \/>\nUsar o recipiente de material resistente at\u00e9 completar dois ter\u00e7os de sua capacidade, independente do n\u00famero de dias<br \/>\nAcondicionar os frascos contendo restos de vacina, ap\u00f3s tratamento adequado, no mesmo recipiente de material resistente usado para as seringas e agulhas;<br \/>\nAcondicionar em saco pl\u00e1stico, cor branco-leitosa, o recipiente r\u00edgido onde foram colocadas as seringas e agulhas, os vidros das sobras di\u00e1rias de imunobiol\u00f3gicos ou daqueles que sofreram altera\u00e7\u00e3o de temperatura, ou que est\u00e3o com prazo de validade vencido, bem como as ampolas quebradas;<br \/>\nAcondicionar em sacos pl\u00e1sticos, na cor azul ou verde, os res\u00edduos s\u00f3lidos ou semi-s\u00f3lidos e os res\u00edduos comuns.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Todo res\u00edduo infectante a ser transportado \u00e9 acondicionado em saco pl\u00e1stico branco e imperme\u00e1vel.<br \/>\nPara garantir a seguran\u00e7a n\u00e3o misturar os v\u00e1rios tipos de lixo.<br \/>\nFechar e vedar completamente os sacos pl\u00e1sticos antes de encaminh\u00e1-los para o transporte.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>3.2.3. Tratamento de imunobiol\u00f3gicos considerados infectantes<\/strong><\/p>\n<p>Tratamento adequado do lixo \u00e9 qualquer processo capaz de modificar as caracter\u00edsticas f\u00edsicas, qu\u00edmicas e biol\u00f3gicas dos res\u00edduos dos servi\u00e7os de sa\u00fade. Esses processos, executados dentro de condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a e com efici\u00eancia comprovada, deixam o lixo de acordo com os padr\u00f5es indicados para uma determinada forma de disposi\u00e7\u00e3o final. Os imunobiol\u00f3gicos, que t\u00eam na sua composi\u00e7\u00e3o produtos de bact\u00e9rias mortas, ou v\u00edrus inativados, ou os produzidos por engenharia gen\u00e9tica n\u00e3o precisam receber tratamento especial antes de serem inutilizados.<\/p>\n<p>Os produtos compostos por microorganismos vivos atenuados (sobras di\u00e1rias de imunobiol\u00f3gicos ou produtos que sofreram altera\u00e7\u00e3o de temperatura, ou que est\u00e3o com prazo de validade vencido) constituem material biol\u00f3gico infectante e, por isso, recebem tratamento pr\u00e9vio antes de serem desprezados.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o exemplos de imunobiol\u00f3gicos infectantes e que recebem tratamento antes de serem inutilizados:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Vacina oral contra a poliomielite<br \/>\nVacina contra o sarampo<br \/>\nVacina contra a febre amarela<br \/>\nVacina contra o sarampo, a caxumba e a rub\u00e9ola (tr\u00edplice viral)<br \/>\nVacina contra a rub\u00e9ola<\/p><\/blockquote>\n<p>Para proceder ao tratamento dos imunobiol\u00f3gicos considerados infectantes colocar os frascos fechados na autoclave, durante 15 minutos, a uma temperatura entre 121\u00baC e 127\u00baC.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Na falta da autoclave, colocar os frascos em estufa, por duas horas, a 170\u00baC<\/p>\n<p><strong>3.2.4. Acondicionamento<\/strong><\/p>\n<p>Nos locais com coleta de lixo hospitalar sistem\u00e1tica, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio fazer o tratamento dos frascos de imunobiol\u00f3gicos inutilizados (sobras di\u00e1rias ou produtos que sofreram altera\u00e7\u00e3o de temperatura, ou que est\u00e3o com prazo de validade vencido). Antes de desprezar, acondicionar os frascos em sacos pl\u00e1sticos brancos, identificados como ?material contaminado?.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A coleta do lixo hospitalar especial n\u00e3o \u00e9 uma atividade comum na rede de servi\u00e7os, da\u00ed a import\u00e2ncia em adotar os procedimentos indicados no t\u00f3pico 3.2.3, antes de acondicionar os produtos que ser\u00e3o desprezados.<\/p>\n<p>Assim, ap\u00f3s o tratamento em autoclave ou estufa, acondicionar os frascos em recipientes de material resistente e desprezar o lixo comum, conforme autoriza\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 5, de 05\/08\/1993, artigo 11o, par\u00e1grafo 2o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o tratamento e o acondicionamento, o lixo \u00e9 armazenado em \u00e1rea do servi\u00e7o de sa\u00fade, em local apropriado e exclusivo para essa finalidade. No dia e hor\u00e1rio programados para a coleta, o lixo \u00e9 transportado para ser armazenado externamente, no local denominado ?casa do lixo?.<\/p>\n<p><strong>A casa do lixo tem as seguintes caracter\u00edsticas:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Fica em \u00e1rea externa e de f\u00e1cil acesso;<br \/>\n\u00c9 telada para permitir a circula\u00e7\u00e3o do ar e a ilumina\u00e7\u00e3o;<br \/>\nTem paredes lav\u00e1veis;<br \/>\nDisp\u00f5e de ponto de \u00e1gua com mangueira;<br \/>\nTem piso apropriado para possibilitar a drenagem da \u00e1gua;<br \/>\n\u00c9 mantida fechada (a chave fica com o vigilante do servi\u00e7o de sa\u00fade).<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Na falta de uma ?casa do lixo? pode ser utilizado um container para o armazenamento externo.<\/p>\n<p><strong>3.2.5. Coleta e destino final<\/strong><\/p>\n<p>Coleta \u00e9 o transporte do lixo, desde a sua origem at\u00e9 o local do tratamento ou disposi\u00e7\u00e3o final.<\/p>\n<p><strong>Para que a coleta atenda aos requisitos de seguran\u00e7a \u00e9 necess\u00e1rio que:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Os res\u00edduos estejam devidamente acondicionados e identificados<br \/>\nO recolhimento di\u00e1rio seja feito em hor\u00e1rio determinado, para diminuir o tempo de perman\u00eancia dos res\u00edduos no servi\u00e7o<br \/>\nO carro da coleta seja fechado e de material lav\u00e1vel<br \/>\nO pessoal respons\u00e1vel seja treinado para a tarefa que desempenha.<\/p><\/blockquote>\n<p>A disposi\u00e7\u00e3o final dos res\u00edduos dos servi\u00e7os de sa\u00fade est\u00e1 associada a um tratamento pr\u00e9vio, como forma de impedir a dissemina\u00e7\u00e3o de agentes patog\u00eanicos ou de qualquer outra forma de contamina\u00e7\u00e3o acima dos limites aceit\u00e1veis.<\/p>\n<p>A partir do momento em que o res\u00edduo do servi\u00e7o de sa\u00fade \u00e9 removido da casa do lixo ou do container, a responsabilidade pelo destino do mesmo \u00e9 exclusiva do \u00f3rg\u00e3o municipal de limpeza urbana.<\/p>\n<p>A prefer\u00eancia \u00e9 o aterro sanit\u00e1rio de compacta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sendo recomendada a reciclagem para evitar a contamina\u00e7\u00e3o ambiental. Na falta de um sistema de disposi\u00e7\u00e3o final, ou seja, na falta do aterro sanit\u00e1rio, o produtor dos res\u00edduos (o pr\u00f3prio servi\u00e7o de sa\u00fade) \u00e9 respons\u00e1vel pelo destino final, bem como pelo eventual tratamento pr\u00e9vio, como no caso do lixo composto por res\u00edduos infectantes e o lixo especial.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A responsabilidade do produtor do lixo pelo tratamento est\u00e1 determinada na Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 5 do CONAMA, artigo 4o.<\/p>\n<p>Qualquer sistema de reprocessamento e disposi\u00e7\u00e3o final de res\u00edduos s\u00f3lidos deve garantir o m\u00ednimo de risco para a sa\u00fade p\u00fablica e para a qualidade do meio ambiente. Como o sistema de disposi\u00e7\u00e3o final recomendado (o aterro sanit\u00e1rio) de maneira geral n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel, o correto \u00e9 realizar o tratamento pr\u00e9vio do lixo da sala de vacina\u00e7\u00e3o, conforme orientado no t\u00f3pico 3.2.3, desta Parte do Manual.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o tratamento enterrar o lixo em solo n\u00e3o f\u00e9rtil ou submet\u00ea-lo combust\u00e3o ou incinera\u00e7\u00e3o em local distante da \u00e1rea urbana, distante de len\u00e7ol fre\u00e1tico ou de \u00e1reas onde h\u00e1 constante movimenta\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Para o aterramento em \u00e1rea do pr\u00f3prio servi\u00e7o de sa\u00fade fazer o seguinte:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Abrir uma trincheira ou cova de profundidade adequada, conforme o volume de res\u00edduos a depositar<br \/>\nDepositar o lixo na trincheira ou cova, recobrindo-o, em seguida, com material inerte (terra)<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>No local do aterramento o solo deve ter baixa permeabilidade e o len\u00e7ol fre\u00e1tico deve estar a mais de tr\u00eas metros de profundidade.<br \/>\nUma mesma cova ou trincheira pode ser utilizada para a disposi\u00e7\u00e3o final dos res\u00edduos durante v\u00e1rios dias, repetindo-se ao final de cada dia a opera\u00e7\u00e3o de recobrimento do lixo.<br \/>\nNa cova ou trincheira devem ser mantidas as condi\u00e7\u00f5es de drenagem e prote\u00e7\u00e3o, de forma a impedir a a\u00e7\u00e3o das chuvas sobre a massa de lixo aterrada.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>4. Conserva\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n<p>Os imunobiol\u00f3gicos s\u00e3o sens\u00edveis a agentes f\u00edsicos como a luz e o calor, especialmente por conterem na sua formula\u00e7\u00e3o ant\u00edgenos e adjuvantes. O calor \u00e9 bastante prejudicial, pois acelera a inativa\u00e7\u00e3o das subst\u00e2ncias que entram na composi\u00e7\u00e3o dos produtos.<\/p>\n<p><strong>As vacinas que cont\u00eam adjuvantes n\u00e3o podem ser submetidas a congelamento, ou seja, s\u00e3o conservadas entre +2\u00baC e +8\u00baC, da mesma forma os produtos derivados do plasma heter\u00f3logo e do plasma hom\u00f3logo, de que s\u00e3o exemplos, respectivamente:<\/strong><\/p>\n<p>Os soros antitet\u00e2nico, antidift\u00e9rico, anti-r\u00e1bico humano, antibotr\u00f3pico, anticrot\u00e1lico, antilaqu\u00e9tico, antibotr\u00f3pico\/crot\u00e1lico, antibotr\u00f3pico\/ laqu\u00e9tico, antielap\u00eddico, antiaracn\u00eddico, antiescorpi\u00f4nico;<\/p>\n<p>As imunoglobulinas anti-hepatite B, antivaricela z\u00f3ster, antitet\u00e2nica e anti-r\u00e1bica humana.<\/p>\n<p><strong>4.1. Rede de Frio<\/strong><\/p>\n<p>Rede de frio \u00e9 o sistema de conserva\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos, onde se inclui o armazenamento, o transporte e a manipula\u00e7\u00e3o destes produtos em condi\u00e7\u00f5es adequadas de refrigera\u00e7\u00e3o, desde o laborat\u00f3rio produtor at\u00e9 o momento em que os mesmos s\u00e3o administrados. O manuseio inadequado, um equipamento com defeito, ou a falta de energia el\u00e9trica, interrompem o processo de refrigera\u00e7\u00e3o, comprometendo a pot\u00eancia dos imunobiol\u00f3gicos. Na rede de frio identificam-se, basicamente, cinco inst\u00e2ncias: a nacional, a central-estadual, a regional, a municipal e a local.<\/p>\n<p>Em cada uma das inst\u00e2ncias deve existir instala\u00e7\u00f5es e equipamentos adequados para o armazenamento dos produtos, bem como para o transporte de uma esfera \u00e0 outra.<\/p>\n<p><strong>4.1.1. Inst\u00e2ncia nacional e central estadual<\/strong><\/p>\n<p>Na inst\u00e2ncia nacional e central-estadual s\u00e3o instaladas c\u00e2maras frias com compartimentos separados para conservar os imunobiol\u00f3gicos a -20\u00baC e entre +2\u00baC e +8\u00baC.<\/p>\n<p>No compartimento a -20\u00baC ficam as vacinas que podem ser submetidas a congelamento. No compartimento com temperatura entre +2\u00baC e +8\u00baC ficam os imunobiol\u00f3gicos que n\u00e3o podem ser submetidos a congelamento.<\/p>\n<p>Na inst\u00e2ncia central-estadual, al\u00e9m das c\u00e2maras frias, usam-se, tamb\u00e9m, freezers para as vacinas que devem ser congeladas (-20\u00baC) e geladeiras tipo comercial (modelo de 4, 6 ou 8 portas) para os produtos que s\u00e3o conservados entre +2\u00baC e +8\u00baC.<\/p>\n<p><strong>4.1.2. Inst\u00e2ncia regional e municipal<\/strong><\/p>\n<p>Nas inst\u00e2ncias regional e municipal, os imunobiol\u00f3gicos s\u00e3o conservados em c\u00e2maras frias ou em freezers (- 20\u00baC) e em refrigeradores (+2\u00baC a +8\u00baC), conforme a temperatura indicada para cada produto. Nessas inst\u00e2ncias, a instala\u00e7\u00e3o da c\u00e2mara fria e a quantidade de freezers e refrigeradores comerciais e dom\u00e9sticos, dependem do volume a ser estocado, do tempo de armazenamento e da rotatividade dos produtos.<\/p>\n<p><strong>4.1.3. Inst\u00e2ncia local<\/strong><\/p>\n<p>Na inst\u00e2ncia local, ou seja, nos centros e postos de sa\u00fade, nos hospitais e nos ambulat\u00f3rios, todos os produtos s\u00e3o conservados entre +2\u00baC e +8\u00baC, em refrigeradores do tipo dom\u00e9stico ou em caixas t\u00e9rmicas.<\/p>\n<p><strong>4.2. Procedimentos b\u00e1sicos na utiliza\u00e7\u00e3o de term\u00f4metros<\/strong><\/p>\n<p>Em todas as inst\u00e2ncias da rede de frio, o controle da temperatura \u00e9 feito mediante a verifica\u00e7\u00e3o de term\u00f4metros. Na sala de vacina\u00e7\u00e3o, nos postos de vacina\u00e7\u00e3o fixos e volantes, por ocasi\u00e3o de campanhas, intensifica\u00e7\u00f5es e bloqueios, bem como no transporte, os imunobiol\u00f3gicos devem ficar entre +2\u00baC e +8\u00baC, que \u00e9 a temperatura a ser mantida no interior do refrigerador e de caixas t\u00e9rmicas.<\/p>\n<p><strong>Para verificar e controlar a temperatura utilizam-se os seguintes term\u00f4metros:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>De m\u00e1xima e m\u00ednima<br \/>\nLinear<br \/>\nDe cabo extensor<\/p><\/blockquote>\n<p>A temperatura dos equipamentos \u00e9 verificada, pelo menos, duas vezes: no in\u00edcio e no final do dia de trabalho. Em cada verifica\u00e7\u00e3o, a temperatura lida no term\u00f4metro \u00e9 registrada no formul\u00e1rio de Controle de Temperatura ou em outro impresso espec\u00edfico.<\/p>\n<p><strong>4.2.1. Term\u00f4metro de m\u00e1xima e m\u00ednima<\/strong><\/p>\n<p><strong>O term\u00f4metro de m\u00e1xima e m\u00ednima permite verificar as varia\u00e7\u00f5es de temperatura, num per\u00edodo de tempo preestabelecido, oferecendo tr\u00eas tipos de informa\u00e7\u00e3o: a temperatura m\u00ednima (mais fria), a temperatura m\u00e1xima (mais quente) e a temperatura do momento:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A temperatura m\u00ednima est\u00e1 indicada no n\u00edvel inferior do filete azul na coluna da esquerda<br \/>\nA temperatura m\u00e1xima est\u00e1 indicada no n\u00edvel inferior do filete azul na coluna da direita<br \/>\nA temperatura do momento est\u00e1 indicada pela extremidade superior das colunas de merc\u00fario (colunas prateadas), em ambos os lados.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Para verificar a temperatura no term\u00f4metro de m\u00e1xima e m\u00ednima proceder da seguinte forma:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Verificar a extremidade superior das duas colunas de merc\u00fario, fazendo a leitura da temperatura indicada, ou seja, a temperatura do momento;<br \/>\nRegistrar as temperaturas verificadas nos espa\u00e7os correspondentes (dia e per\u00edodo) do Formul\u00e1rio de Controle de Temperatura, afixado na porta do refrigeradorVerificar a extremidade inferior do filete azul da coluna da direita, fazendo a leitura da temperatura m\u00e1xima atingida desde a \u00faltima verifica\u00e7\u00e3o<br \/>\nRegistrar a temperatura verificada no espa\u00e7o correspondente (dia e per\u00edodo) do Formul\u00e1rio de Controle de Temperatura, afixado na porta do refrigerador<br \/>\nVerificar a extremidade inferior do filete azul da coluna da esquerda, fazendo a leitura da temperatura m\u00ednima atingida desde a \u00faltima verifica\u00e7\u00e3o<br \/>\nRegistrar a temperatura verificada no espa\u00e7o<br \/>\nRegistrar as temperaturas verificadas nos espa\u00e7os correspondentes (dia e per\u00edodo) do Formul\u00e1rio de Controle de Temperatura, afixado na porta do refrigeradorVerificar a extremidade inferior do filete azul da coluna da direita, fazendo a leitura da temperatura m\u00e1xima atingida desde a \u00faltima verifica\u00e7\u00e3o;<br \/>\nRegistrar a temperatura verificada no espa\u00e7o correspondente (dia e per\u00edodo) do Formul\u00e1rio de Controle de Temperatura, afixado na porta do refrigerador<br \/>\nVerificar a extremidade inferior do filete azul da coluna da esquerda, fazendo a leitura da temperatura m\u00ednima atingida desde a \u00faltima verifica\u00e7\u00e3o<br \/>\nRegistrar a temperatura verificada no espa\u00e7o correspondente (dia e per\u00edodo) do Mapa de Controle Di\u00e1rio de Temperatura, afixado na porta do refrigerador.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Ao verificar qualquer altera\u00e7\u00e3o, como, por exemplo, temperatura m\u00e1xima acima do limite ou temperatura m\u00ednima abaixo da recomendada, registrar no formul\u00e1rio para Controle de Temperatura, no espa\u00e7o ?falha?, a hora da ocorr\u00eancia, a temperatura atingida e os dias que o equipamento ficou parado. No espa\u00e7o ?observa\u00e7\u00f5es? registrar outras informa\u00e7\u00f5es sobre o fato.<\/p>\n<p>Comunicar o fato, o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, \u00e0 inst\u00e2ncia imediatamente superior da rede de frio, e proceder conforme orientado a seguir, no item 4.5.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a leitura e registro das temperaturas, preparar o term\u00f4metro para reiniciar o processo de medi\u00e7\u00e3o no pr\u00f3ximo per\u00edodo. Para isso, pressionar o bot\u00e3o central, ou passar o \u00edm\u00e3, a fim de anular as temperaturas m\u00e1xima e m\u00ednima.<\/p>\n<p>Os dois filetes azuis devem ficar encostados nas colunas de merc\u00fario. Muitas vezes, durante o transporte, ou devido ao uso inadequado ou for\u00e7ado, a coluna de merc\u00fario pode ficar interrompida, sendo necess\u00e1rio, em primeiro lugar, afastar os filetes azuis de merc\u00fario para restabelecer a continuidade da coluna. Em seguida, ?sacudir? o term\u00f4metro da mesma forma como se faz com o term\u00f4metro cl\u00ednico.<\/p>\n<p><strong>O term\u00f4metro de m\u00e1xima e m\u00ednima \u00e9 mantido sempre na posi\u00e7\u00e3o vertical:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>No transporte, quando ainda na embalagem original, envolvido em palha ou papel picado<br \/>\nNo estoque, quando ainda na embalagem<br \/>\nDentro do refrigerador, pendurado na prateleira central, afixado com barbante, arame ou outro material.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Quando o term\u00f4metro de m\u00e1xima e m\u00ednima fica na posi\u00e7\u00e3o horizontal, a coluna de merc\u00fario pode se partir facilmente, muitas vezes por causa de simples batida ou impacto que ocasiona vibra\u00e7\u00e3o no capilar de vidro.<\/p>\n<p><strong>4.2.2. Term\u00f4metro linear<\/strong><\/p>\n<p>O term\u00f4metro linear \u00e9 utilizado, principalmente, para verificar a temperatura da caixa t\u00e9rmica que acondiciona os imunobiol\u00f3gicos previstos para o dia de trabalho. Eventualmente, pode ser utilizado na caixa t\u00e9rmica para o transporte de vacinas e soros ou na caixa que guarda os produtos quando da limpeza do refrigerador. Dentro da caixa, o term\u00f4metro \u00e9 introduzido entre as vacinas.<\/p>\n<p>A leitura da temperatura \u00e9 feita observando a coluna de merc\u00fario, de forma semelhante \u00e0 leitura feita no term\u00f4metro cl\u00ednico. A coluna de merc\u00fario indica a varia\u00e7\u00e3o em graus cent\u00edgrados.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O term\u00f4metro linear n\u00e3o deve ser usado no refrigerador pois registra somente a temperatura do momento, o que impede a detec\u00e7\u00e3o de varia\u00e7\u00f5es na conserva\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p><strong>4.2.3. Term\u00f4metro de cabo extensor<\/strong><\/p>\n<p><strong>O term\u00f4metro de cabo extensor \u00e9 utilizado para verificar a temperatura da caixa t\u00e9rmica:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Usada na conserva\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos previstos para o dia de trabalho na sala de vacina\u00e7\u00e3o<br \/>\nUtilizada para conservar vacinas e soros por ocasi\u00e3o da limpeza do refrigerador<br \/>\nUtilizada para a conserva\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos durante o transporte<\/p><\/blockquote>\n<p>O term\u00f4metro de cabo extensor \u00e9 formado por um term\u00f4metro tipo linear ligado a um fio met\u00e1lico, em cuja extremidade encontra-se um cilindro, tamb\u00e9m de metal, chamado sensor.<\/p>\n<p>O sensor \u00e9 introduzido entre as vacinas e a outra parte, com o visor do term\u00f4metro, \u00e9 afixada sobre a tampa da caixa. Para verificar a temperatura, observar a coluna de merc\u00fario, de forma semelhante \u00e0 leitura feita no term\u00f4metro cl\u00ednico. No visor do term\u00f4metro a coluna de merc\u00fario indica a varia\u00e7\u00e3o da temperatura em graus cent\u00edgrados.<\/p>\n<p><strong>4.3. Procedimentos b\u00e1sicos na utiliza\u00e7\u00e3o do refrigerador<\/strong><\/p>\n<p>O refrigerador \u00e9 equipamento vital para a conserva\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos na inst\u00e2ncia local, ou seja, na sala de vacina\u00e7\u00e3o em unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade, nos centros e postos de sa\u00fade, e nos hospitais e ambulat\u00f3rios. O refrigerador, de compartimento \u00fanico, deve ter capacidade para 280 litros, aproximadamente.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o utilizar refrigerador ?duplex?, pois este tipo de equipamento n\u00e3o mant\u00e9m a temperatura exigida, uma vez que os dois compartimentos est\u00e3o separados e a c\u00e2mara de estoque de imunobiol\u00f3gicos n\u00e3o possui evaporador.<\/p>\n<p>O estoque de imunobiol\u00f3gicos no servi\u00e7o de sa\u00fade n\u00e3o deve ser maior do que a quantidade prevista para o consumo de dois meses, a fim de reduzir os riscos de exposi\u00e7\u00e3o de vacinas e soros a situa\u00e7\u00f5es que possam comprometer a qualidade dos produtos.<\/p>\n<p><strong>4.3.1. Cuidados gerais<\/strong><\/p>\n<p><strong>No que se refere aos cuidados gerais com o refrigerador, adotar os seguintes procedimentos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Colocar o equipamento distante de fonte de calor, como estufa e autoclave, e fora do alcance dos raios solares<br \/>\nDeixar o refrigerador perfeitamente nivelado<br \/>\nAfastar o refrigerador da parede, pelo menos 20cm, de modo a permitir a livre circula\u00e7\u00e3o do ar no condensador<br \/>\nUsar tomada ou conex\u00e3o com a fonte de energia el\u00e9trica exclusiva para o refrigerador, evitando lig\u00e1-lo junto com outros equipamentos na mesma tomada, usando ?T? ou benjamim<br \/>\nRegular o refrigerador de forma que a temperatura interna permane\u00e7a entre +2\u00baC e +8\u00baC<br \/>\nAjustar o termostato de modo a encontrar o ponto ideal que vai permitir a manuten\u00e7\u00e3o da temperatura do refrigerador entre +2\u00baC e +8\u00baC;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Verificar a temperatura, pelo menos, duas vezes ao dia, registrando-a no formul\u00e1rio de Controle de Temperatura, afixado na porta do refrigerador<br \/>\nUsar o refrigerador \u00fanica e exclusivamente para conservar imunobiol\u00f3gicos, n\u00e3o permitindo a guarda de outros produtos, como medicamentos, material de laborat\u00f3rio, material odontol\u00f3gico, alimentos e bebidas;<br \/>\nO termostato depois de ajustado n\u00e3o deve ser manipulado, nem mesmo durante a limpeza.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A guarda de outros produtos e materiais no refrigerador aumenta a possibilidade de contamina\u00e7\u00e3o e de altera\u00e7\u00e3o da temperatura interna do equipamento, podendo causar a perda de pot\u00eancia dos imunobiol\u00f3gicos.<br \/>\nA altera\u00e7\u00e3o pode ser causada pelo calor inicial desses produtos e pelo maior n\u00famero de vezes que a porta ser\u00e1 aberta.<br \/>\nEvitar abrir o refrigerador de estoque toda vez que for administrar uma vacina; abri-lo somente duas vezes: no in\u00edcio e no final de cada dia de trabalho;<br \/>\nFazer uma previs\u00e3o do n\u00famero de pessoas que ir\u00e1 procurar o servi\u00e7o de sa\u00fade naquele dia e retirar as vacinas (quando for o caso acompanhadas dos diluentes), acondicion\u00e1-las no refrigerador de uso di\u00e1rio ou em caixa t\u00e9rmica com gelo e term\u00f4metro.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>4.3.2. Organiza\u00e7\u00e3o do refrigerador<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para que as condi\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o das vacinas e soros sejam adequadas, organizar e utilizar o refrigerador de acordo com o seguinte:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Colocar na prateleira central (de modo geral na segunda prateleira) o term\u00f4metro de m\u00e1xima e m\u00ednima, de p\u00e9, para evitar quebra na coluna de merc\u00fario;<br \/>\nArrumar os imunobiol\u00f3gicos em bandejas pl\u00e1sticas perfuradas ou em porta-talher de pl\u00e1stico adaptado;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Colocar as bandejas com imunobiol\u00f3gicos nas prateleiras, da seguinte maneira:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Na primeira prateleira as vacinas virais que podem ser congeladas<br \/>\nNa segunda prateleira as vacinas bacterianas, os soros e as vacinas virais que n\u00e3o podem ser congeladas<br \/>\nNa terceira prateleira os diluentes<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o colocar imunobiol\u00f3gicos na porta e na parte de baixo do refrigerador, pois quando a porta \u00e9 aberta estas \u00e1reas s\u00e3o as primeiras a sofrerem o impacto da temperatura ambiente.<\/p>\n<p>N\u00e3o colocar garrafas com \u00e1gua e outros produtos na porta do refrigerador, uma vez que o peso pode prejudicar a regulagem e a veda\u00e7\u00e3o da porta.<\/p>\n<p>O estoque de diluentes pode ser deixado em temperatura ambiente.<\/p>\n<p>No momento da administra\u00e7\u00e3o o diluente deve estar na temperatura da vacina (+2\u00baC e +8\u00baC); para isto coloc\u00e1-lo no refrigerador, no dia anterior ou, pelo menos, seis horas antes do uso.<\/p>\n<p>Colocar tamb\u00e9m nas prateleiras os produtos que permanecem na embalagem original, distribuindo-os conforme indicado no t\u00f3pico anterior;<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Os produtos que permanecem na embalagem original s\u00e3o arrumados de forma a manter uma dist\u00e2ncia entre as caixas de dois dedos, aproximadamente, ficando \u00e0 id\u00eantica dist\u00e2ncia das paredes do refrigerador.<\/p>\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia entre as caixas permite a livre circula\u00e7\u00e3o do ar frio no interior do equipamento.<\/p>\n<p>Retirar a gaveta pl\u00e1stica, caso exista e, em seu lugar, colocar garrafas com \u00e1gua;<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>As garrafas com \u00e1gua contribuem para estabilizar a temperatura interna do refrigerador.<\/p>\n<p>A \u00e1gua colocada nas garrafas deve conter um corante (azul de metileno, anil, violeta genciana) para evitar que seja bebida.<\/p>\n<p><strong>(*)\u00a0<\/strong>O gelo recicl\u00e1vel e as garrafas com \u00e1gua servem para manter a temperatura baixa em caso de defeito ou falta de energia.<\/p>\n<p><strong>(**)\u00a0<\/strong>Organizar os imunobiol\u00f3gicos em bandejas perfuradas.<\/p>\n<p><strong>(***)\u00a0<\/strong>O term\u00f4metro deve ficar em p\u00e9, afixado com barbante ou arame.<\/p>\n<p>Conservar no congelador gelo recicl\u00e1vel ou gelo em saco pl\u00e1stico ou em recipiente pl\u00e1stico tampado, para manter por mais tempo a temperatura interna do refrigerador;<\/p>\n<p>Manter as prateleiras limpas e organizadas, retirando os vidros e as caixas vazias<\/p>\n<p>Colocar na frente os produtos com prazo de validade mais pr\u00f3ximo do vencimento, para que sejam utilizados primeiro.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O gelo fabricado no congelador pode ser utilizado tamb\u00e9m pelas equipes m\u00f3veis de vacina\u00e7\u00e3o e em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>4.3.3. Limpeza do refrigerador<\/strong><\/p>\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es ideais de conserva\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos exige que a limpeza do refrigerador seja feita a cada 15 dias, ou quando a camada de gelo atingir 0,5cm.<\/p>\n<p><strong>Antes de proceder \u00e0 limpeza do refrigerador:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Transferir os imunobiol\u00f3gicos para outro refrigerador, se houver, ou para uma caixa t\u00e9rmica, com gelo recicl\u00e1vel ou com gelo em sacos pl\u00e1sticos, mantendo a temperatura recomendada (+2\u00baC a +8\u00baC)<br \/>\nDesligar a tomada e abrir as portas do refrigerador e do congelador, at\u00e9 que todo o gelo aderido se desprenda.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>N\u00e3o usar faca ou outro objeto pontiagudo para a remo\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida do gelo, a fim de n\u00e3o danificar os tubos de refrigera\u00e7\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o mexer no termostato.<br \/>\nLimpar o refrigerador com um pano umedecido em solu\u00e7\u00e3o de \u00e1gua com sab\u00e3o neutro ou sab\u00e3o de coco, por exemplo, e enxug\u00e1-lo com um pano limpo e seco.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>N\u00e3o jogar \u00e1gua no interior do refrigerador durante a limpeza.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Ap\u00f3s a limpeza:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Ligar o refrigerador<br \/>\nRecolocar o term\u00f4metro, as garrafas e o gelo recicl\u00e1vel ou em sacos pl\u00e1sticos<br \/>\nManter as portas fechadas por uma hora<br \/>\nVerificar se ap\u00f3s esse tempo a temperatura est\u00e1 entre +2\u00baC e +8\u00baC<br \/>\nRecolocar as vacinas e soros nos seus devidos lugares.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>4.4. Procedimentos b\u00e1sicos na utiliza\u00e7\u00e3o de caixas t\u00e9rmicas<\/strong><\/p>\n<p><strong>A caixa t\u00e9rmica \u00e9 utilizada para conserva\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos em diversas atividades:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Na sala de vacina\u00e7\u00e3o para conservar os imunobiol\u00f3gicos previstos para o dia de trabalho<br \/>\nEm situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia, quando o corte de energia el\u00e9trica ultrapassa o prazo de quatro a seis horas<br \/>\nNo transporte de imunobiol\u00f3gicos de uma inst\u00e2ncia da rede de frio para outro, ou para remanejamento entre um servi\u00e7o e outro<br \/>\nNa vacina\u00e7\u00e3o extramuros em campanhas, intensifica\u00e7\u00f5es e bloqueios.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Na caixa t\u00e9rmica n\u00e3o usar gelo em barra ou gelo em escama fora do saco pl\u00e1stico.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Ao utilizar a caixa t\u00e9rmica \u00e9 importante:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Escolher o tamanho adequado de acordo com a finalidade para a qual ser\u00e1 utilizada<br \/>\nDispor de gelo recicl\u00e1vel ou gelo em sacos pl\u00e1sticos em quantidade suficiente<br \/>\nAcondicionar em caixas t\u00e9rmicas independentes os imunobiol\u00f3gicos que podem ser congelados e os que n\u00e3o podem.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>4.4.1. Organiza\u00e7\u00e3o da caixa t\u00e9rmica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na organiza\u00e7\u00e3o da caixa t\u00e9rmica, proceder da seguinte forma:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Estabelecer uma propor\u00e7\u00e3o adequada entre a quantidade de imunobiol\u00f3gicos e a quantidade de gelo recicl\u00e1vel ou de gelo em sacos pl\u00e1sticos;<br \/>\nArrumar os imunobiol\u00f3gicos na caixa, deixando-os circundados (ilhados) pelo gelo recicl\u00e1vel ou pelo gelo em sacos pl\u00e1sticos.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Sempre que necess\u00e1rio, as bobinas de gelo recicl\u00e1vel ou o saco pl\u00e1stico com gelo devem ser trocados. Ap\u00f3s utilizar a caixa t\u00e9rmica lav\u00e1-la, enxug\u00e1-la e guard\u00e1-la em local ventilado e protegido.<\/p>\n<p>Ao organizar a caixa t\u00e9rmica para acondicionar vacinas bacterianas e soros, deixar o gelo recicl\u00e1vel sobre a pia ou balc\u00e3o para eliminar a ?neve? que normalmente aparece na superf\u00edcie externa, uma vez que a temperatura est\u00e1 inferior a 0\u00ba C.<\/p>\n<p><strong>4.4.2. Organiza\u00e7\u00e3o da caixa t\u00e9rmica para o dia de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Quando o servi\u00e7o de sa\u00fade disp\u00f5e de somente um refrigerador, a conserva\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos previstos para o dia de trabalho \u00e9 feita em caixa t\u00e9rmica, do tipo retangular (de sete a 12 litros) e com tampa ajustada.<\/p>\n<p><strong>Na organiza\u00e7\u00e3o da caixa t\u00e9rmica para a conserva\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos previstos para o dia de trabalho, seguir os procedimentos b\u00e1sicos descritos anteriormente no t\u00f3pico 4.4.1. e, al\u00e9m disso, adotar os seguintes cuidados:<\/strong><\/p>\n<p>Controlar a temperatura da caixa t\u00e9rmica com o term\u00f4metro de cabo extensor (de prefer\u00eancia) ou com o term\u00f4metro linear, mantendo a temperatura interna entre +2\u00baC e +8\u00baC<\/p>\n<p>Verificar, constantemente, a temperatura do interior da caixa t\u00e9rmica<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Sempre que necess\u00e1rio, as bobinas de gelo recicl\u00e1vel ou o gelo em saco pl\u00e1stico devem ser trocados.<br \/>\nAntes de iniciar a jornada da tarde (ou antes, se necess\u00e1rio) trocar as bobinas de gelo recicl\u00e1vel ou o saco com gelo.<br \/>\nPara facilitar o acesso \u00e0 vacina, no momento da administra\u00e7\u00e3o, colocar os frascos ou ampolas em copinhos descart\u00e1veis, separando-os por tipo.<br \/>\nManter a caixa t\u00e9rmica fora do alcance da luz solar direta;<br \/>\nManter a caixa distante de fontes de calor, como estufa, aquecedor, etc.<\/p><\/blockquote>\n<p>Na vacina\u00e7\u00e3o extramuros, al\u00e9m das recomenda\u00e7\u00f5es anteriores, \u00e9 necess\u00e1rio fazer uma previs\u00e3o da quantidade de imunobiol\u00f3gicos a ser utilizada de forma que n\u00e3o falte ou sobre no final das atividades.<\/p>\n<p>Em caso de jornada de trabalho prolongada, providenciar caixa t\u00e9rmica extra com gelo recicl\u00e1vel ou gelo em sacos pl\u00e1sticos para reposi\u00e7\u00e3o. Os produtos que podem ser utilizados depois de abertos s\u00e3o mantidos entre +2\u00baC e +8\u00baC at\u00e9 a volta ao servi\u00e7o de sa\u00fade. Caso n\u00e3o haja certeza absoluta das condi\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o, como, por exemplo, no caso de intensifica\u00e7\u00f5es e bloqueios, quando h\u00e1 grande manipula\u00e7\u00e3o e exposi\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos, inutilizar as sobras, conforme orientado nesta Parte, no t\u00f3pico 3.2, e fazer constar em relat\u00f3rio de trabalho.<\/p>\n<p><strong>4.4.3. Utiliza\u00e7\u00e3o da caixa t\u00e9rmica para o transporte de imunobiol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n<p>Cada realidade indica a forma mais adequada de transporte dos imunobiol\u00f3gicos, seja em carro frigor\u00edfico, em ve\u00edculo oficial, ou por meio de transporte coletivo (\u00f4nibus, trens, etc.).<\/p>\n<p>O importante \u00e9 que o transporte ofere\u00e7a a maior seguran\u00e7a poss\u00edvel, de forma a preservar, ao m\u00e1ximo, as condi\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o exigidas.<\/p>\n<p>Os motoristas ou respons\u00e1veis, seja qual for o ve\u00edculo escolhido, devem estar preparados para manter a temperatura de conserva\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos, bem como para, em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia ou de risco, adotar as provid\u00eancias necess\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>No transporte dos imunobiol\u00f3gicos, ap\u00f3s a organiza\u00e7\u00e3o da caixa, conforme orientado anteriormente no t\u00f3pico 4.4.1, proceder da seguinte forma:<\/strong><\/p>\n<p>Verificar a temperatura do interior da caixa t\u00e9rmica colocando o term\u00f4metro entre os imunobiol\u00f3gicos, por 30 minutos;<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Para verificar a temperatura no interior da caixa, utilizar o term\u00f4metro de cabo extensor ou, na sua falta, o term\u00f4metro linear.<br \/>\nVerificar a temperatura ap\u00f3s esse per\u00edodo e registrar no impresso de expedi\u00e7\u00e3o e recebimento de imunobiol\u00f3gico, anotando a data e a hora da sa\u00edda;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O impresso de expedi\u00e7\u00e3o e recebimento \u00e9 acondicionado em saco pl\u00e1stico e colocado dentro da caixa t\u00e9rmica.<br \/>\nVedar a tampa da caixa t\u00e9rmica com fita adesiva gomada, de mais ou menos 5 cm de largura, n\u00e3o deixando frestas ou folgas<br \/>\nIdentificar a caixa externamente, indicando o conte\u00fado (tipo e quantidade do imunobiol\u00f3gico) e o destinat\u00e1rio;<br \/>\nManter a caixa t\u00e9rmica, durante o percurso, \u00e0 sombra e longe do motor do ve\u00edculo, manipulando-a com cuidado para evitar a quebra dos produtos<br \/>\nVerificar, quando do recebimento dos imunobiol\u00f3gicos, a temperatura do interior da caixa, procedendo como orientado anteriormente e registrando a temperatura verificada no impresso pr\u00f3prio.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Ao fazer a remessa de imunobiol\u00f3gicos de uma inst\u00e2ncia da rede de frio para outra, ou no caso de remanejamento, comunicar, previamente, ao \u00f3rg\u00e3o recebedor, o hor\u00e1rio de sa\u00edda dos produtos e o prov\u00e1vel hor\u00e1rio de chegada.<\/p>\n<p>Fazer as remessas de forma que os produtos sejam recebidos no destino em hor\u00e1rio normal de expediente, evitando chegadas \u00e0 noite ou no fim de semana e feriado.<\/p>\n<p><strong>4.5. Procedimentos b\u00e1sicos em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>O refrigerador pode deixar de funcionar por motivo de corte de energia el\u00e9trica ou por defeito. Um corte de energia por um per\u00edodo prolongado, em um dia de calor, pode inutilizar totalmente os imunobiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Nessas situa\u00e7\u00f5es manter o equipamento fechado at\u00e9 que a corrente seja reativada ou at\u00e9 que se verifique o tipo de problema, comunicando de imediato ao respons\u00e1vel pelo servi\u00e7o de sa\u00fade, para melhor orienta\u00e7\u00e3o sobre as provid\u00eancias a serem adotadas.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Identificar, na caixa de for\u00e7a el\u00e9trica do servi\u00e7o de sa\u00fade, a chave ou disjuntor respons\u00e1vel pela condu\u00e7\u00e3o de energia para a sala de vacina\u00e7\u00e3o.<br \/>\nColocar na chave ou disjuntor o seguinte aviso: ?Antes de desligar esta chave consultar o respons\u00e1vel pelo servi\u00e7o de sa\u00fade?.<br \/>\nManter comunica\u00e7\u00e3o constante com a empresa local de energia el\u00e9trica, a fim de ter informa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via sobre eventuais cortes de energia.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>4.5.1. Cuidados imediatos<\/strong><\/p>\n<p>Em caso de defeito, a primeira provid\u00eancia \u00e9 chamar um t\u00e9cnico. Outras provid\u00eancias mais espec\u00edficas s\u00e3o adotadas quando o problema perdurar por um per\u00edodo de mais de quatro horas (ou dependendo das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas locais mais de seis horas) ou quando n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel determinar a sua dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O prazo de quatro a seis horas s\u00f3 deve ser tolerado quando o refrigerador:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Est\u00e1 funcionando em perfeitas condi\u00e7\u00f5es<br \/>\nTem veda\u00e7\u00e3o perfeita da borracha da porta<br \/>\nTem controle di\u00e1rio de temperatura<br \/>\nCont\u00e9m gelo recicl\u00e1vel, sacos pl\u00e1sticos ou recipientes com gelo no evaporador<br \/>\nCont\u00e9m garrafas de \u00e1gua na \u00faltima prateleira.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Nas regi\u00f5es onde o ambiente atinge altas temperaturas, considerar tamb\u00e9m este fator ao decidir tolerar ou n\u00e3o o prazo estabelecido de quatro a seis horas.<\/p>\n<p>Quando o defeito identificado n\u00e3o \u00e9 solucionado em at\u00e9 seis horas, providenciar para que os imunobiol\u00f3gicos sejam colocados em caixas t\u00e9rmicas, mantendo a temperatura entre +2\u00baC e +8\u00baC, conforme orientado anteriormente no t\u00f3pico 4.4, at\u00e9 que sejam transferidos para outro equipamento em um servi\u00e7o mais pr\u00f3ximo, seja no pr\u00f3prio munic\u00edpio ou na inst\u00e2ncial regional<\/p>\n<p><strong>4.5.2. Cuidados com o imunobiol\u00f3gico sob suspeita<\/strong><\/p>\n<p>Nas situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia, a int\u00e2ncia imediatamente superior da rede de frio (central-estadual \u2013 Secretaria Estadual de Sa\u00fade ou Regional ? diretorias ou coordena\u00e7\u00f5es regionais) \u00e9 informado sobre os detalhes dessas ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p>A Secretaria Estadual de Sa\u00fade informa \u00e0 coordena\u00e7\u00e3o nacional, ou seja, ao Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (PNI).<\/p>\n<p><strong>Ao colocar um imunobiol\u00f3gico sob suspeita s\u00e3o adotadas as seguintes provid\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p>Suspender, de imediato, a utiliza\u00e7\u00e3o do produto mantendo-o sob refrigera\u00e7\u00e3o adequada<\/p>\n<p><strong>Registrar no formul\u00e1rio para solicita\u00e7\u00e3o de reteste de imunobiol\u00f3gicos as seguintes informa\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>N\u00famero do lote, quantidade, data de validade do lote, apresenta\u00e7\u00e3o, laborat\u00f3rio produtor, local e condi\u00e7\u00f5es de armazenamento;<br \/>\nDescri\u00e7\u00e3o do problema identificado<br \/>\nA altera\u00e7\u00e3o de temperatura verificada, a ocorr\u00eancia de altera\u00e7\u00f5es anteriores e outras informa\u00e7\u00f5es sobre o momento da detec\u00e7\u00e3o do problema<br \/>\nContatar a inst\u00e2ncia da rede de frio imediatamente superior (local para a regional, regional para a estadual e esta para a nacional)<br \/>\nDiscutir com essas inst\u00e2ncias o destino a ser dado ao imunobiol\u00f3gico, aguardando, se for o caso, os resultados da rean\u00e1lise e a orienta\u00e7\u00e3o para utilizar ou n\u00e3o o produto<br \/>\nProceder conforme orientado anteriormente no item 3, t\u00f3pico 3.2, quando a conduta indicada for o descarte do imunobiol\u00f3gico.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O descarte de um imunobiol\u00f3gico sob suspeita, ou mesmo a sua reutiliza\u00e7\u00e3o ou o envio para reteste s\u00e3o decis\u00f5es que s\u00f3 podem ser adotadas em conjunto, nunca isoladamente.<br \/>\nA inst\u00e2ncia local, onde houve a ocorr\u00eancia, informa o fato ao distrito ou \u00e0 regional de sa\u00fade, que discutir\u00e1 e definir\u00e1 com a inst\u00e2ncia estadual e este com o PNI a conduta a ser adotada.<br \/>\nIndependente de qualquer decis\u00e3o, todos os dados sobre a ocorr\u00eancia s\u00e3o registrados no impresso para solicita\u00e7\u00e3o de reteste de imunobiol\u00f3gicos sob suspeita.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>5. Procedimentos preliminares \u00e0 administra\u00e7\u00e3o de vacinas e soros<\/strong><\/p>\n<p>Ao utilizar vacinas e soros o vacinador deve levar em conta aspectos espec\u00edficos relacionados \u00e0 composi\u00e7\u00e3o, \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 via e ao local de administra\u00e7\u00e3o, n\u00famero de doses, intervalo entre as doses, idade recomendada, conserva\u00e7\u00e3o e validade. Quando os cuidados e procedimentos que envolvem cada um desses aspectos n\u00e3o s\u00e3o adotados, pode haver comprometimento do processo de imuniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Neste t\u00f3pico est\u00e3o apresentados os principais procedimentos preliminares administra\u00e7\u00e3o de qualquer imunobiol\u00f3gico, quais sejam:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A higiene das m\u00e3os<br \/>\nOs procedimentos b\u00e1sicos na utiliza\u00e7\u00e3o do material descart\u00e1vel<br \/>\nOs procedimentos b\u00e1sicos segundo as vias de administra\u00e7\u00e3o<br \/>\nOs procedimentos b\u00e1sicos para remo\u00e7\u00e3o e reconstitui\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>5.1. Higiene das m\u00e3os<\/strong><\/p>\n<p>Um dos mais importantes procedimentos que antecedem \u00e0 administra\u00e7\u00e3o de vacinas e soros \u00e9 a higiene das m\u00e3os. O ato de lavar as m\u00e3os, quando praticado por todo o pessoal dos servi\u00e7os de sa\u00fade, \u00e9 essencial para a preven\u00e7\u00e3o e controle de infec\u00e7\u00f5es. Na sala de vacina\u00e7\u00e3o, quando este procedimento \u00e9 rigorosamente obedecido, evita a contamina\u00e7\u00e3o tanto no preparo como na administra\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p><strong>A higiene das m\u00e3os \u00e9 realizada:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Antes e depois da administra\u00e7\u00e3o de cada vacina ou soro<br \/>\nAntes e depois do manuseio dos materiais, das vacinas e dos soros<br \/>\nAntes e depois de qualquer atividade executada na sala de vacina\u00e7\u00e3o<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Para a realiza\u00e7\u00e3o da higiene das m\u00e3os proceder da seguinte forma:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Molhar as m\u00e3os em \u00e1gua corrente;<br \/>\nEnsabo\u00e1-las com sab\u00e3o em barra;<br \/>\nFriccionar toda a superf\u00edcie das m\u00e3os, inclusive entre os dedos;<br \/>\nRemover os detritos depositados sob as unhas;<br \/>\nEnxaguar com \u00e1gua corrente; e<br \/>\nEnxugar com papel toalha ou, na sua falta, com toalha de tecido.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A toalha de tecido (quando adotada) deve estar sempre limpa e seca. Para isso, troc\u00e1-la, no m\u00ednimo, em cada jornada de trabalho, ou quando necess\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>5.2. Procedimentos b\u00e1sicos na utiliza\u00e7\u00e3o de materiais descart\u00e1veis<\/strong><\/p>\n<p>As seringas e agulhas descart\u00e1veis trouxeram grandes benef\u00edcios ao trabalho de vacina\u00e7\u00e3o, tanto em termos da seguran\u00e7a quanto \u00e0 esteriliza\u00e7\u00e3o, como em termos da redu\u00e7\u00e3o do risco de contamina\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se pode negar, de outro lado, a praticidade trazida \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os com a utiliza\u00e7\u00e3o desses insumos, dispensando atividades como o preparo e esteriliza\u00e7\u00e3o de material, liberando os profissionais para outras atividades.<\/p>\n<p><strong>No manuseio de seringas e agulhas descart\u00e1veis \u00e9 necess\u00e1rio manter os seguintes cuidados:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Guardar o material, ainda na embalagem original, em local limpo e seco, de prefer\u00eancia em arm\u00e1rio fechado<br \/>\nLavar as m\u00e3os com \u00e1gua e sab\u00e3o antes do manuseio<br \/>\nManusear o material em campo limpo<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Verificar, antes de abrir:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Se a embalagem est\u00e1 \u00edntegra e dentro do prazo de validade<br \/>\nSe o material \u00e9 apropriado ao procedimento, a fim de evitar desperd\u00edcio<br \/>\nAbrir cuidadosamente a embalagem, na dire\u00e7\u00e3o do \u00eambolo para a agulha, evitando a contamina\u00e7\u00e3o<br \/>\nDescartar adequadamente as seringas e agulhas ap\u00f3s o uso.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>As seringas e agulhas s\u00e3o descartadas em recipientes apropriados, resistentes e de paredes r\u00edgidas, conforme orientado anteriormente no t\u00f3pico 3, item 3.2.<br \/>\nAs agulhas, ap\u00f3s o uso, n\u00e3o devem ser entortadas ou reinseridas nos protetores para evitar a ocorr\u00eancia de acidentes.<br \/>\nQuando n\u00e3o existir o recipiente apropriado, adaptar latas vazias de mantimentos com tampas, caixas de papel\u00e3o duplamente refor\u00e7adas e outros similares.<br \/>\nO descarte de seringas e agulhas em recipiente apropriado evita o risco de pun\u00e7\u00e3o acidental do dedo ou da m\u00e3o.<br \/>\nQuando o recipiente estiver com dois ter\u00e7os da sua capacidade ocupada envi\u00e1-lo para a coleta do lixo hospitalar, de prefer\u00eancia.<br \/>\nQuando n\u00e3o houver coleta de lixo hospitalar, queimar e enterrar, conforme orientado nesta Parte, t\u00f3pico 3, item 3.2.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>5.3. Procedimentos b\u00e1sicos para remo\u00e7\u00e3o e reconstitui\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><strong>5.3.1. Remo\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es acondicionadas em ampola de vidro<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Lavar as m\u00e3os<br \/>\nEscolher a seringa e a agulha apropriadas<br \/>\nMontar a seringa, colocando o corpo na m\u00e3o esquerda, encaixar ou ajustar o \u00eambolo e adaptar a agulha, mantendo-a protegida<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Ao usar seringa com agulha acoplada o procedimento de montagem \u00e9 desnecess\u00e1rio.<br \/>\nSerrar o gargalo da ampola sem quebrar<br \/>\nEnvolver a ampola em gaze ou algod\u00e3o seco<br \/>\nQuebrar a ampola, colocando-a entre os dedos indicador e m\u00e9dio<br \/>\nIntroduzir a agulha no l\u00edquido<br \/>\nAspirar a dose correspondente.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ao usar seringa com agulha acoplada o procedimento de montagem \u00e9 desnecess\u00e1rio.<\/p>\n<blockquote><p>Serrar o gargalo da ampola sem quebrar<br \/>\nEnvolver a ampola em gaze ou algod\u00e3o seco<br \/>\nQuebrar a ampola, colocando-a entre os dedos indicador e m\u00e9dio<br \/>\nIntroduzir a agulha no l\u00edquido;<br \/>\nAspirar a dose correspondente.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>5.3.2. Remo\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es acondicionadas em frasco-ampola com tampa de borracha<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Lavar as m\u00e3os<br \/>\nEscolher a seringa e a agulha apropriadas<br \/>\nMontar a seringa, colocando o corpo na m\u00e3o esquerda, encaixar ou ajustar o \u00eambolo e adaptar a agulha, mantendo-a protegida<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Ao usar seringa com agulha acoplada o procedimento de montagem \u00e9 desnecess\u00e1rio.<br \/>\nRemover a prote\u00e7\u00e3o met\u00e1lica do frasco-ampola que cont\u00e9m a solu\u00e7\u00e3o a ser usada.<br \/>\nLimpar a tampa de borracha com algod\u00e3o seco<br \/>\nIntroduzir a agulha no frasco-ampola<br \/>\nAspirar o l\u00edquido correspondente \u00e0 dose a ser administrada<br \/>\nColocar a seringa em posi\u00e7\u00e3o vertical, ao n\u00edvel dos olhos; ajustar a dose com a agulha ainda conectada ao frasco-ampola e expulsar o ar<br \/>\nProteger a agulha com a ampola ou com tubo est\u00e9ril, at\u00e9 o momento da administra\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>5.3.3. Reconstitui\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es apresentadas sob a forma liofilizada<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Lavar as m\u00e3os<br \/>\nEscolher a seringa e a agulha apropriadas<br \/>\nMontar a seringa e adaptar a agulha<br \/>\nRetirar a tampa met\u00e1lica do frasco-ampola contendo o li\u00f3filo (p\u00f3), utilizando uma pin\u00e7a<br \/>\nLimpar a tampa de borracha com algod\u00e3o seco<br \/>\nSerrar o gargalo da ampola que cont\u00e9m o diluente<br \/>\nEnvolver a ampola do diluente em gaze ou algod\u00e3o seco e quebr\u00e1-la<br \/>\nColocar a ampola quebrada entre os dedos indicador e m\u00e9dio<br \/>\nAspirar o diluente da ampola e injet\u00e1-lo no frasco-ampola contendo o li\u00f3filo (p\u00f3)<br \/>\nFazer um movimento rotativo com o frasco, sem produzir espuma, para tornar o conte\u00fado homog\u00eaneo<br \/>\nAspirar a quantidade de l\u00edquido correspondente \u00e0 dose a ser administrada<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>5.4. Procedimentos b\u00e1sicos segundo as vias de administra\u00e7\u00e3o dos imunobiol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n<p>A via oral \u00e9 utilizada para a administra\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias que s\u00e3o absorvidas no trato gastrintestinal com mais facilidade. O volume e a dose dessas subst\u00e2ncias s\u00e3o introduzidos pela boca e apresentados, geralmente, em gotas, dr\u00e1geas, c\u00e1psulas e comprimidos. As vacinas administradas por essa via s\u00e3o: a vacina oral contra a poliomielite e a vacina oral contra a febre tif\u00f3ide.<\/p>\n<p><strong>5.4.2. Via intrad\u00e9rmica (ID)<\/strong><\/p>\n<p>Na utiliza\u00e7\u00e3o da via intrad\u00e9rmica a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 introduzida na camada superficial da pele, chamada derme.<\/p>\n<p><strong>A via intrad\u00e9rmica \u00e9 uma via de absor\u00e7\u00e3o muito lenta, utilizada:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Para a administra\u00e7\u00e3o da vacina BCG-ID<br \/>\nPara a realiza\u00e7\u00e3o de prova de hipersensibilidade, como o PPD.<\/p><\/blockquote>\n<p>O local mais utilizado para inje\u00e7\u00f5es intrad\u00e9rmicas \u00e9 a face anterior do antebra\u00e7o. O volume m\u00e1ximo indicado a ser introduzido por essa via \u00e9 de 0,5 ml, sendo que para a vacina BCG o volume a ser administrado corresponde a 0,1 ml.<\/p>\n<p><strong>a) Materiais indicados<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A seringa mais apropriada para a inje\u00e7\u00e3o intrad\u00e9rmica \u00e9 a de 1 ml, que possui escalas de fra\u00e7\u00f5es em mililitros (0,1 ml)<br \/>\nA agulha deve ser pequena (entre 10 e 13 mm de comprimento), fina (entre 3,8 e 4,5 dec\/mm de calibre) e com bisel curto.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>b) Procedimentos para administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Lavar as m\u00e3os;<br \/>\nEscolher o local da administra\u00e7\u00e3o;<br \/>\nFazer a limpeza da pele, caso necess\u00e1rio;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A limpeza da pele deve ser feita com \u00e1gua e sab\u00e3o.<br \/>\nO \u00e1lcool comum n\u00e3o deve ser utilizado pela sua baixa volatilidade (demora a secar) e pelo baixo poder anti-s\u00e9ptico.<br \/>\nEm situa\u00e7\u00f5es excepcionais (vacina\u00e7\u00e3o na zona rural e em ambiente hospitalar) utilizar o \u00e1lcool a 70%.<br \/>\nNa inje\u00e7\u00e3o intrad\u00e9rmica, especialmente, o uso do \u00e1lcool n\u00e3o \u00e9 indicado para evitar uma poss\u00edvel intera\u00e7\u00e3o com o l\u00edquido injet\u00e1vel, em face da presen\u00e7a dos poros e pelo fato de o l\u00edquido ser depositado muito pr\u00f3ximo da epiderme.<br \/>\nRetirar o polegar da extremidade do \u00eambolo e a agulha da pele<br \/>\nLavar as m\u00e3os.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Imediatamente ap\u00f3s a inje\u00e7\u00e3o da solu\u00e7\u00e3o aparece no local uma p\u00e1pula de aspecto esbranqui\u00e7ado e poroso (tipo casca de laranja), com bordas bem n\u00edtidas e delimitadas .<\/p>\n<p>A p\u00e1pula formada desaparece posteriormente.<\/p>\n<p><strong>5.4.3. Via subcut\u00e2nea (SC)<\/strong><\/p>\n<p>Na utiliza\u00e7\u00e3o da via subcut\u00e2nea a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 introduzida na hipoderme, ou seja, na camada subcut\u00e2nea da pele<\/p>\n<p>A via subcut\u00e2nea \u00e9 apropriada para a administra\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es n\u00e3o irritantes, num volume m\u00e1ximo de 1,5 ml, que necessitam ser absorvidas lentamente, assegurando uma a\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, como \u00e9 o caso das vacinas contra o sarampo, a tr\u00edplice viral, contra a febre amarela e contra a rub\u00e9ola.<\/p>\n<p><strong>Os locais mais utilizados para inje\u00e7\u00f5es subcut\u00e2neas s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A regi\u00e3o do delt\u00f3ide no ter\u00e7o proximal<br \/>\nA face superior externa do bra\u00e7o<br \/>\nA face anterior da coxa<br \/>\nA face anterior do antebra\u00e7o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>a) Materiais indicados<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>As seringas mais apropriadas para a inje\u00e7\u00e3o subcut\u00e2nea s\u00e3o as de 1, 2, 2, 5 ou 3 ml<br \/>\nA agulha deve ser pequena (entre 13 e 20 mm de comprimento), fina (entre 4 e 6 dec\/mm de calibre) e com bisel curto.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>b) Procedimentos para administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Lavar as m\u00e3os<br \/>\nEscolher o local da administra\u00e7\u00e3o<br \/>\nFazer a limpeza da pele, caso necess\u00e1rio;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A limpeza da pele deve ser feita com \u00e1gua e sab\u00e3o<br \/>\nO \u00e1lcool comum n\u00e3o deve ser utilizado por sua baixa volatilidade (demora a secar) e pelo baixo poder anti-s\u00e9ptico.<br \/>\nEm situa\u00e7\u00f5es excepcionais (vacina\u00e7\u00e3o na zona rural e em ambiente hospitalar) utilizar o \u00e1lcool a 70%.<br \/>\nPin\u00e7ar o tecido do local da administra\u00e7\u00e3o com o dedo indicador e o polegar, mantendo a regi\u00e3o firme;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Introduzir a agulha com bisel para cima, com rapidez e firmeza, utilizando, com maior freq\u00fc\u00eancia, \u00e2ngulo:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>de 30\u00ba para indiv\u00edduos magros;<br \/>\nde 45\u00ba para indiv\u00edduos normais;<br \/>\nde 60\u00ba para indiv\u00edduos obesos;<br \/>\nAspirar, observando se a agulha atingiu algum vaso sang\u00fc\u00edneo;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Caso algum vaso seja atingido, retirar a agulha do local, desprezar todo material e reiniciar o procedimento com o preparo de nova dose.<br \/>\nInjetar o l\u00edquido lentamente;<br \/>\nRetirar a seringa com a agulha, em movimento \u00fanico e firme.;<br \/>\nFazer leve compress\u00e3o no local com algod\u00e3o seco;<br \/>\nLavar as m\u00e3os.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>5.4.4. Via intramuscular (IM)<\/strong><\/p>\n<p>Na utiliza\u00e7\u00e3o da via intramuscular a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 introduzida dentro do tecido muscular. \u00c9 uma via apropriada para a administra\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es irritantes (aquosas ou oleosas) em volumes superiores a 1,5 ml at\u00e9, no m\u00e1ximo, 5 ml. A escolha da inje\u00e7\u00e3o intramuscular tamb\u00e9m \u00e9 feita quando h\u00e1 necessidade de o produto ser absorvido rapidamente, ou quando \u00e9 preciso obter efeitos mais imediatos. S\u00e3o exemplos de vacinas administradas por via intramuscular a tr\u00edplice bacteriana (DTP), a dupla infantil e adulto (DT e dT), a vacina contra a infec\u00e7\u00e3o pelo Haemophilus influenzae tipo b, a vacina contra a hepatite B, contra a raiva de uso humano, contra a raiva de v\u00edrus inativados, contra a poliomielite de v\u00edrus inativados, entre outras .<\/p>\n<p><strong>Os locais selecionados devem estar distantes dos grandes nervos e vasos sang\u00fc\u00edneos, sendo os mais utilizados:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O m\u00fasculo vastolateral da coxa, no ter\u00e7o m\u00e9dio da coxa, medido entre o joelho e o trocanter maior<br \/>\nO dorso gl\u00fateo ou o m\u00fasculo grande gl\u00fateo, no quadrante superior externo<br \/>\nO m\u00fasculo delt\u00f3ide.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>a) Materiais indicados<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A seringa para a inje\u00e7\u00e3o intramuscular varia conforme o volume a ser injetado (entre 1,0 e 20 ml)<br \/>\nO comprimento e o calibre da agulha variam de acordo com a massa muscular e a solubilidade do l\u00edquido a ser injetado (entre 20 e 40 mm de comprimento e 5,5 a 9 dec\/mm de calibre);<br \/>\nO bisel da agulha deve ser longo, para facilitar a introdu\u00e7\u00e3o<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>b) Procedimentos gerais para administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Lavar as m\u00e3os<br \/>\nEscolher o local da administra\u00e7\u00e3o<br \/>\nFazer a limpeza da pele, caso necess\u00e1rio<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A limpeza da pele deve ser feita com \u00e1gua e sab\u00e3o.<br \/>\nO \u00e1lcool comum n\u00e3o deve ser utilizado por sua baixa volatilidade (demora a secar) e pelo baixo poder anti-s\u00e9ptico.<br \/>\nEm situa\u00e7\u00f5es excepcionais (vacina\u00e7\u00e3o na zona rural e em ambiente hospitalar) utilizar o \u00e1lcool a 70%.<br \/>\nFirmar o m\u00fasculo, utilizando o dedo indicador e o polegar;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Em crian\u00e7as com pouca massa muscular utilizar angula\u00e7\u00e3o de 60\u00ba, em sentido pod\u00e1lico.<br \/>\nAspirar observando se atingiu algum vaso sang\u00fc\u00edneo;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Caso algum vaso seja atingido, retirar a agulha do local, desprezar todo material e reiniciar o procedimento com o preparo de nova dose.<br \/>\nInjetar o l\u00edquido lentamente<br \/>\nRetirar a seringa com a agulha, em movimento \u00fanico e firme<br \/>\nFazer leve compress\u00e3o no local com algod\u00e3o seco<br \/>\nLavar as m\u00e3os.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>c) Procedimentos para administra\u00e7\u00e3o no dorso gl\u00fateo ou m\u00fasculo grande gl\u00fateo<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Colocar a pessoa em dec\u00fabito ventral ou em dec\u00fabito lateral, com os p\u00e9s voltados para dentro, para um bom relaxamento;<br \/>\nLocalizar o m\u00fasculo grande gl\u00fateo e tra\u00e7ar uma cruz imagin\u00e1ria<br \/>\nAdministrar a inje\u00e7\u00e3o intramuscular no quadrante superior externo da cruz imagin\u00e1ria, conforme procedimentos<br \/>\ngerais descritos neste item, na letra b.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>d) Procedimentos para administra\u00e7\u00e3o no vastolateral da coxa<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Colocar a pessoa em dec\u00fabito dorsal, dec\u00fabito lateral ou sentada;<br \/>\nLocalizar o ter\u00e7o m\u00e9dio da face externa da coxa;<br \/>\nAdministrar a inje\u00e7\u00e3o intramuscular, conforme procedimentos gerais descritos neste item, na letra b<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>e) Procedimentos para administra\u00e7\u00e3o no delt\u00f3ide<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Colocar a pessoa na posi\u00e7\u00e3o sentada ou em dec\u00fabito lateral, para maior conforto<br \/>\nLocalizar o m\u00fasculo delt\u00f3ide e tra\u00e7ar um tri\u00e2ngulo imagin\u00e1rio com a base voltada para cima<br \/>\nAdministrar a inje\u00e7\u00e3o intramuscular no centro do tri\u00e2ngulo imagin\u00e1rio, conforme procedimentos gerais descritos neste item, na letra b.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>5.4.5. Via endovenosa (EV)<\/strong><\/p>\n<p>Na utiliza\u00e7\u00e3o da via endovenosa a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 introduzida diretamente na corrente sang\u00fc\u00ednea. A via endovenosa \u00e9 apropriada para a administra\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es que necessitam ser absorvidas mais rapidamente, assegurando uma a\u00e7\u00e3o imediata. Essa via permite, al\u00e9m disso, a administra\u00e7\u00e3o de grandes volumes de l\u00edquidos e, tamb\u00e9m, a administra\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es que, por serem irritantes ou por sofrerem a a\u00e7\u00e3o dos sucos digestivos, s\u00e3o contra-indicadas pelas demais vias parenterais e pela via oral, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>Os locais mais utilizados para a administra\u00e7\u00e3o de inje\u00e7\u00f5es endovenosas s\u00e3o as veias das extremidades ou perif\u00e9ricas. A escolha \u00e9 feita observando os seguintes aspectos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Acessibilidade<br \/>\nMobilidade reduzida<br \/>\nLocaliza\u00e7\u00e3o sobre base mais ou menos dura; e<br \/>\nAus\u00eancia de nervos importantes.<\/p><\/blockquote>\n<p>Algumas veias, por sua localiza\u00e7\u00e3o, prestam-se mais a esse tipo de inje\u00e7\u00e3o, selecionando-se, em geral, as veias superficiais, na dobra interna do bra\u00e7o (fossa antecubital), as veias do dorso da m\u00e3o e do antebra\u00e7o, as da perna e, eventualmente, as veias do p\u00e9.<\/p>\n<p><strong>a) Materiais indicados<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>As seringas mais apropriadas para a inje\u00e7\u00e3o endovenosa s\u00e3o as de 5, 10 e 20 ml<br \/>\nAs agulhas devem ser longas (entre 25 a 30 mm de comprimento), finas (entre 7 e 8 dec\/mm) e com bisel longo<br \/>\nGarrote (tira el\u00e1stica)<br \/>\nBra\u00e7adeira<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>b) Procedimentos para administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Lavar as m\u00e3os<br \/>\nEscolher o local da administra\u00e7\u00e3o<br \/>\nFazer a limpeza da pele, caso necess\u00e1rio<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A limpeza da pele deve ser feita com \u00e1gua e sab\u00e3o<br \/>\nO \u00e1lcool comum n\u00e3o deve ser utilizado por sua baixa volatilidade (demora a secar) e pelo baixo poder anti-s\u00e9ptico.<br \/>\nEm situa\u00e7\u00f5es excepcionais (vacina\u00e7\u00e3o na zona rural e em ambiente hospitalar) utilizar o \u00e1lcool a 70%.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Quando o local da administra\u00e7\u00e3o for os membros superiores ou inferiores estend\u00ea-los.Colocar o cliente na posi\u00e7\u00e3o indicada (sempre deitado ou sentado, e jamais de p\u00e9);<br \/>\nPassar a tira el\u00e1stica (garrote) acima do local escolhido, a fim de produzir uma estase venosa;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Quando for o caso, orientar o cliente para abrir e fechar a m\u00e3o v\u00e1rias vezes, mantendo-a fechada, at\u00e9 que seja solicitada a abertura da mesma.<br \/>\nPalpar, com o dedo indicador e o m\u00e9dio, a veia onde ser\u00e1 administrada a solu\u00e7\u00e3o;<br \/>\nEsticar a pele, mantendo a veia fixa com o polegar e o indicador de uma das m\u00e3os.<br \/>\nManter a agulha com o bisel para cima, aproximadamente 1 cm abaixo do local onde a veia ser\u00e1 alcan\u00e7ada, segurando a seringa paralela \u00e0 veia<br \/>\nIntroduzir a agulha na veia de forma delicada e firme.<br \/>\nAspirar e verificar o fluxo venoso<br \/>\nRetirar o garrote<br \/>\nInjetar o l\u00edquido lentamente<br \/>\nRetirar a seringa com a agulha, com movimento \u00fanico e firme<br \/>\nFazer leve compress\u00e3o no local com algod\u00e3o seco<br \/>\nLavar as m\u00e3os.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>6. Registro das atividades e arquivos da sala de vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O conjunto de a\u00e7\u00f5es que envolve a administra\u00e7\u00e3o dos imunibiol\u00f3gicos \u00e9 controlado e avaliado nas diversas inst\u00e2ncias (local, municipal, estadual e federal), com o objetivo principal de acompanhar e analisar o trabalho desenvolvido, bem como seus resultados e impactos. Um dos mecanismos utilizados para subsidiar esse controle e avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 o registro das atividades, com o conseq\u00fcente arquivamento sistem\u00e1tico das informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O registro das atividades de vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 feito em impressos espec\u00edficos, padronizados pela inst\u00e2ncia nacional ou estadual. Na inst\u00e2ncia local podem ser adotados outros registros, de acordo com a necessidade, como, por exemplo, um documento para o registro de soros e imunoglobulinas.<\/p>\n<p><strong>6.1. Impressos padronizados em inst\u00e2ncia nacional<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) Cart\u00e3o da crian\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>O Cart\u00e3o da Crian\u00e7a \u00e9 o documento oficial utilizado para acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da crian\u00e7a. Cont\u00e9m espa\u00e7o destinado ao registro das vacinas recebidas e \u00e9 v\u00e1lido em todo o territ\u00f3rio nacional, conforme Portaria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade n\u00ba 346, de 25 de abril de 1991.<\/p>\n<p><strong>b) Cart\u00e3o de controle<\/strong><\/p>\n<p>O Cart\u00e3o de Controle ou ficha de registro \u00e9 um impresso de uso interno do servi\u00e7o de sa\u00fade no qual s\u00e3o registradas informa\u00e7\u00f5es sobre vacina\u00e7\u00e3o contidas no Cart\u00e3o da Crian\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00fatil para o acompanhamento e controle da vacina\u00e7\u00e3o da clientela, pois serve como refer\u00eancia na busca de faltosos e, tamb\u00e9m, para organizar o arquivo permanente de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>c) Cart\u00e3o do adulto<\/strong><\/p>\n<p>O Cart\u00e3o do Adulto \u00e9 tamb\u00e9m o documento oficial utilizado para o registro das vacinas administradas nos maiores de cinco anos, jovens e adultos.<\/p>\n<p><strong>d) Cart\u00e3o da gestante<\/strong><\/p>\n<p>O Cart\u00e3o da Gestante \u00e9 o documento oficial de acompanhamento da gestante, no qual est\u00e1 inclu\u00eddo o registro da vacina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica deste grupo com a vacina dupla adulto, servindo, tamb\u00e9m, para o registro da vacina contra a rub\u00e9ola aplicada ap\u00f3s o parto.<\/p>\n<p><strong>e) Boletim di\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O boletim di\u00e1rio \u00e9 um formul\u00e1rio utilizado pelo vacinador para o registro imediato da vacina administrada. Cada dose da vacina corresponde a um ?X?, assinalado no espa\u00e7o correspondente \u00e0 idade e \u00e0 dose.<\/p>\n<p>No final do dia os dados s\u00e3o somados e o total \u00e9 registrado em cada linha correspondente dos boletins di\u00e1rios de vacinas da rotina e de vacinas especiais<\/p>\n<p><strong>f) Boletim mensal de doses aplicadas de vacinas<\/strong><\/p>\n<p>O boletim mensal \u00e9 um formul\u00e1rio utilizado para registrar a soma (consolidado) das vacinas administradas em cada dia do m\u00eas, segundo o tipo de vacina, a idade e a dose. No final do m\u00eas, os consolidados resultantes do mapa di\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o s\u00e3o somados e o total \u00e9 registrado em cada linha correspondente dos boletins mensais de vacinas da rotina e de vacinas especiais<\/p>\n<p><strong>O boletim mensal \u00e9 enviado a partir da inst\u00e2ncia local para a inst\u00e2ncia imediatamente superior, de acordo com o seguinte fluxo:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Do servi\u00e7o de sa\u00fade (centro, unidade e posto) para o distrito sanit\u00e1rio da secretaria municipal de sa\u00fade, onde os1 dados s\u00e3o consolidados, correspondendo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio<br \/>\nDa secretaria municipal de sa\u00fade para a regional, onde os dados s\u00e3o consolidados, correspondendo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da regional;<br \/>\nDa inst\u00e2ncia regional para a inst\u00e2ncia central do estado, onde os dados s\u00e3o novamente consolidados, correspondendo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o estadual; e<br \/>\nDa inst\u00e2ncia central estadual para a inst\u00e2ncia nacional (PNI) para a consolida\u00e7\u00e3o final.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 medida em que os recursos da inform\u00e1tica s\u00e3o adotados por estados e munic\u00edpios, e os sistemas de informa\u00e7\u00e3o estejam organizados desde a inst\u00e2ncia local at\u00e9 a nacional, os dados constantes do boletim mensal ser\u00e3o encaminhados de uma inst\u00e2ncia a outra por meio eletr\u00f4nico.<\/p>\n<p><strong>g) Inutiliza\u00e7\u00e3o de imunobiol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n<p>O formul\u00e1rio para inutiliza\u00e7\u00e3o de imunobiol\u00f3gicos \u00e9 utilizado pelas diversas inst\u00e2ncias (centralestadual, regional e local) para registrar, mensalmente, o tipo e as quantidades de doses de vacinas e soros inutilizados e as causas da inutiliza\u00e7\u00e3o. O registro desses dados permite avaliar tipos de perdas, custos e identificar os problemas mais freq\u00fcentes e os poss\u00edveis mecanismos de corre\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>h) Movimento mensal de imunobiol\u00f3gicos e insumos<\/strong><\/p>\n<p>O impresso denominado Movimento Mensal de Imunobiol\u00f3gicos \u00e9 utilizado pelas diversas inst\u00e2ncias (central-estadual, regional e local) para registrar, mensalmente, os imunobiol\u00f3gicos e as seringas e agulhas recebidos, distribu\u00eddos, utilizados, remanejados e o saldo existente. As vacinas e soros t\u00eam registro segundo tipo e quantidade, por dose e por lote. O acompanhamento e a an\u00e1lise desses dados permitem corrigir falhas, evitar desperd\u00edcios e perdas de produtos com datas de validade pr\u00f3ximas do vencimento. Permitem, al\u00e9m disso, localizar determinado lote de imunobiol\u00f3gico o que \u00e9 \u00fatil para a vigil\u00e2ncia e o controle de eventos adversos \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>i) Mapa para controle di\u00e1rio de temperatura<\/strong><\/p>\n<p>No Mapa para Controle de Temperatura \u00e9 feito o registro das temperaturas dos equipamentos que s\u00e3o utilizados na conserva\u00e7\u00e3o de vacinas e soros.<\/p>\n<p>O acompanhamento e a an\u00e1lise desses registros s\u00e3o fundamentais para verificar as temperaturas a que est\u00e3o submetidos os imunobiol\u00f3gicos, detectando falhas na rede de frio.<\/p>\n<p><strong>j) Ficha de investiga\u00e7\u00e3o dos Eventos Adversos P\u00f3s-Vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os dados relativos \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o s\u00e3o registrados na Ficha de Investiga\u00e7\u00e3o dos Eventos Adversos P\u00f3s-Vacina\u00e7\u00e3o. A ficha \u00e9 o instrumento b\u00e1sico do Sistema Nacional de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica dos Eventos Adversos P\u00f3s-Vacina\u00e7\u00e3o. \u00c9 preenchida para cada caso de manifesta\u00e7\u00e3o relacionada, temporariamente, \u00e0 administra\u00e7\u00e3o de um imunobiol\u00f3gico, com exce\u00e7\u00e3o dos eventos leves e comuns, como febre baixa, dor ou rubor local. A ficha \u00e9 preenchida pelo profissional do servi\u00e7o de sa\u00fade onde a pessoa que apresenta as manifesta\u00e7\u00f5es recebeu o imunobiol\u00f3gico. Ap\u00f3s o preenchimento a ficha \u00e9 encaminhada \u00e0s demais inst\u00e2ncias do sistema, desde a inst\u00e2ncia local at\u00e9 a nacional, conforme orientado em manual de normas espec\u00edfico.<\/p>\n<p><strong>III \u2013 Procedimentos para Administra\u00e7\u00e3o de Vacinas<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 responsabilidade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade definir as vacinas de car\u00e1ter obrigat\u00f3rio em todo o territ\u00f3rio nacional ou em determinadas regi\u00f5es do pa\u00eds, de acordo com o comportamento epidemiol\u00f3gico das doen\u00e7as preven\u00edveis por vacina\u00e7\u00e3o (artigo 26, do Decreto n0 78.231, de 12\/08\/1976).<\/p>\n<p><strong>O Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (PNI), que organiza e disciplina as a\u00e7\u00f5es de vacina\u00e7\u00e3o, executadas em todo o territ\u00f3rio nacional, estabelece como priorit\u00e1ria a administra\u00e7\u00e3o, no primeiro ano de vida, dos seguintes imunobiol\u00f3gicos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Vacina oral contra a poliomielite<br \/>\nVacina tr\u00edplice bacteriana (DTP) ? contra a difteria, o t\u00e9tano e a coqueluche<br \/>\nVacina contra o sarampo<br \/>\nVacina contra a tuberculose (BCG-ID)<br \/>\nVacina contra a hepatite B<br \/>\nVacina contra o haemophilus influenzae tipo b<br \/>\nVacina contra a febre amarela<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>\u00c9 tamb\u00e9m prioridade do Programa:<\/strong><\/p>\n<p>A administra\u00e7\u00e3o da vacina tr\u00edplice viral (contra rub\u00e9ola, caxumba e sarampo) em crian\u00e7as a partir dos 12 meses de idade, preferencialmente aos 15 meses;<\/p>\n<p>A administra\u00e7\u00e3o da vacina contra a rub\u00e9ola imediatamente ap\u00f3s o parto e ap\u00f3s o aborto, bem como em todas as mulheres em idade f\u00e9rtil, ou seja, mulheres que t\u00eam idade entre 12 e 49 anos.<\/p>\n<p>\u00c9 preconizado, al\u00e9m disso, para as gestantes e mulheres em idade f\u00e9rtil, a administra\u00e7\u00e3o da vacina dupla tipo adulto (dT), com a finalidade principal de controlar o t\u00e9tano neonatal. Esta vacina est\u00e1 indicada, tamb\u00e9m, para outros grupos de risco (escolares, trabalhadores rurais, da constru\u00e7\u00e3o civil, agricultores, aposentados e outros), objetivando o controle do t\u00e9tano acidental e da difteria.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica de outras doen\u00e7as preven\u00edveis pela vacina\u00e7\u00e3o, ou a exist\u00eancia de regi\u00f5es geogr\u00e1ficas e de grupos populacionais de risco, exigem a defini\u00e7\u00e3o de normas e procedimentos relacionados a imunobiol\u00f3gicos espec\u00edficos para essas situa\u00e7\u00f5es, como \u00e9 o caso das vacinas contra os meningococos A\/C e B\/C, bem como da vacina dupla infantil (DT).<\/p>\n<p>Da mesma forma, a disponibilidade de outros imunobiol\u00f3gicos requer a defini\u00e7\u00e3o de procedimentos para o uso, por exemplo, da vacina contra a febre tif\u00f3ide e dos produtos utilizados em situa\u00e7\u00f5es especiais e em grupos de risco.<\/p>\n<p>Este manual de procedimentos, nesta terceira parte, descreve aspectos espec\u00edficos relacionados \u00e0s vacinas preconizadas pelo PNI, para uso rotineiro nos servi\u00e7os de sa\u00fade, al\u00e9m dos produtos utilizados em situa\u00e7\u00f5es especiais.<\/p>\n<p><strong>A descri\u00e7\u00e3o de cada imunobiol\u00f3gico enfoca:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A indica\u00e7\u00e3o<br \/>\nA composi\u00e7\u00e3o<br \/>\nA apresenta\u00e7\u00e3o<br \/>\nA conserva\u00e7\u00e3o<br \/>\nA dose e o volume a ser administrado<br \/>\nA via e t\u00e9cnica de administra\u00e7\u00e3o<\/p><\/blockquote>\n<p>Os quadros III-1 e III-1\/A apresentam uma s\u00edntese das principais caracter\u00edsticas dos imunobiol\u00f3gicos utilizados de forma rotineira. J\u00e1 o quadro III-2 refere-se s vacinas utilizadas em situa\u00e7\u00f5es especiais. Informa\u00e7\u00f5es adicionais sobre aspectos t\u00e9cnicos relativos \u00e0 imuniza\u00e7\u00e3o podem ser obtidas mediante consulta ao Manual de Normas, tamb\u00e9m editado pelo PNI. Os produtos utilizados a partir de estrita indica\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso das vacinas administradas em situa\u00e7\u00f5es especiais e para grupos de risco, v\u00eam sendo utilizados desde 1993, com a implanta\u00e7\u00e3o de Centros de Refer\u00eancia para a administra\u00e7\u00e3o de Imunobiol\u00f3gicos Especiais (CRIEs).<\/p>\n<p>A vacina contra a c\u00f3lera n\u00e3o faz parte deste manual pelo fato de n\u00e3o constituir, atualmente, recurso de valor significativo para o controle da doen\u00e7a. Al\u00e9m disso, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade n\u00e3o considera a vacina\u00e7\u00e3o contra a c\u00f3lera como requisito para a entrada em nenhum pa\u00eds de pessoas procedentes de \u00e1reas infectadas. N\u00e3o inclui, da mesma forma, a vacina contra a var\u00edola, que n\u00e3o \u00e9 mais obrigat\u00f3ria, em raz\u00e3o da erradica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a no mundo. No Brasil a vacina contra a var\u00edola n\u00e3o \u00e9 administrada desde 1980.<\/p>\n<p><strong>1.1. Contra-indica\u00e7\u00f5es gerais \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Fatores de ordem geral podem ser considerados como poss\u00edveis contra-indica\u00e7\u00f5es comuns \u00e0 administra\u00e7\u00e3o de todos os imunobiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>As situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas relacionadas a cada produto em particular v\u00e3o estar citadas na descri\u00e7\u00e3o de cada vacina. Uma contra-indica\u00e7\u00e3o geral para todos os imunobiol\u00f3gicos \u00e9 a ocorr\u00eancia de hipersensibilidade (rea\u00e7\u00e3o anafil\u00e1tica) ap\u00f3s o recebimento de qualquer dose. Tamb\u00e9m \u00e9 considerada contra-indica\u00e7\u00e3o hist\u00f3ria de hipersensibilidade aos componentes de qualquer dos produtos.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A ocorr\u00eancia de febre ap\u00f3s a administra\u00e7\u00e3o de uma vacina n\u00e3o constitui contra-indica\u00e7\u00e3o \u00e0 dose subseq\u00fcente.<br \/>\nQuando ocorrer febre administrar o antit\u00e9rmico comumente utilizado.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Para as vacinas de bact\u00e9ria atenuada ou de v\u00edrus vivo atenuado considerar como contra-indica\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<p>A presen\u00e7a de imunodefici\u00eancia cong\u00eanita ou adquirida;<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A crian\u00e7a infectada pelo v\u00edrus da imunodefici\u00eancia humana HIV pode receber todas as vacinas previstas no esquema b\u00e1sico de vacina\u00e7\u00e3o<br \/>\nA presen\u00e7a de neoplasia maligna<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>A vig\u00eancia:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>De tratamento com cortic\u00f3ides em dose imunossupressora (equivalente \u00e0 predinisona na dose de 2 mg\/kg\/dia, para crian\u00e7a, ou de 20 mg\/dia, para adulto, por mais de uma semana)<br \/>\nDe outras terap\u00eauticas imunodepressoras (quimioterapia antineopl\u00e1sica, radioterapia, etc.)<br \/>\nA presen\u00e7a de gravidez, exceto quando a gestante estiver sob alto risco de exposi\u00e7\u00e3o a algumas doen\u00e7as virais imunopreven\u00edveis, como, por exemplo, a febre amarela e a poliomielite.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>1.2. Situa\u00e7\u00f5es que indicam o adiamento da vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O adiamento da vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 recomendado em situa\u00e7\u00f5es muito espec\u00edficas, como, por exemplo, quando do tratamento com imunodepressores ou com cortic\u00f3ides em dose imunossupressora.<\/p>\n<p>Neste caso agendar a vacina\u00e7\u00e3o para tr\u00eas meses depois do final do tratamento.<\/p>\n<p><strong>Essa recomenda\u00e7\u00e3o tem como justificativa:<\/strong><\/p>\n<p>Para as vacinas de v\u00edrus vivos h\u00e1 um poss\u00edvel risco de dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus vacinal<\/p>\n<p>Para as vacinas de componentes mortos ou inativados h\u00e1 a possibilidade de n\u00e3o ocorrer resposta imunog\u00eanica; nesse caso quando, de qualquer forma, a vacina for administrada agendar a revacina\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A administra\u00e7\u00e3o de vacinas deve ser evitada, ainda, durante a evolu\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as agudas febris graves, principalmente para que seus sinais e sintomas n\u00e3o sejam atribu\u00eddos ou confundidos com poss\u00edveis efeitos adversos relacionados vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>2. Vacina contra a tuberculose? BCG intrad\u00e9rmica (BCG-ID)<\/strong><\/p>\n<p><strong>2.1. Indica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina BCG (bacilo de Calmette e Guerin) \u00e9 administrada com a finalidade principal de prevenir as formas graves da tuberculose (miliar e men\u00edngea), em crian\u00e7as menores de cinco anos, mais freq\u00fcentemente nos menores de um ano. As crian\u00e7as portadoras do HIV, positivas assintom\u00e1ticas, e as crian\u00e7as cujas m\u00e3es s\u00e3o HIV-positivas recebem tamb\u00e9m a vacina BCG-ID, o mais precocemente poss\u00edvel.<\/p>\n<p>A vacina \u00e9 tamb\u00e9m administrada nos contatos intradomiciliares de pacientes de hansen\u00edase, com a finalidade de aumentar a prote\u00e7\u00e3o desse grupo.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A administra\u00e7\u00e3o da vacina BCG-ID deve ser adiada quando a crian\u00e7a apresentar peso inferior a dois quilos, devido \u00e0 escassez do tecido cut\u00e2neo.<\/p>\n<p><strong>2.2. Contra-indica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina BCG-ID \u00e9 contra-indicada nas situa\u00e7\u00f5es gerais referidas na introdu\u00e7\u00e3o desta Parte III, bem como para os portadores do HIV, positivos sintom\u00e1ticos.<\/p>\n<p><strong>2.3. Composi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina BCG-ID \u00e9 preparada com bacilos vivos, a partir de cepas atenuadas do Mycobacterium bovis com glutamato de s\u00f3dio. A subcepa utilizada no Brasil \u00e9 a Moureau-Rio de Janeiro, mantida sob o sistema de lote semente no Status Serum Institut de Copenhagen, na Dinamarca.<\/p>\n<p><strong>2.4. Apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina BCG-ID \u00e9 apresentada sob a forma liofilizada em ampola multidoses, acompanhada da ampola do diluente espec\u00edfico para a vacina.<\/p>\n<p><strong>2.5. Conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina BCG-ID \u00e9 conservada entre +2\u00baC e +8\u00baC, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 4.<\/p>\n<p><strong>2.6. Dose e volume<\/strong><\/p>\n<p>O esquema de administra\u00e7\u00e3o da vacina BCG corresponde a uma dose, a partir do nascimento.<\/p>\n<p>Uma dose de refor\u00e7o \u00e9 administrada na idade escolar (dos seis aos dez anos), considerando o aumento da incid\u00eancia de meningoencefalite em maiores de cinco anos, como tamb\u00e9m o aumento das formas disseminadas da tuberculose, devidas \u00e0 epidemia de aids.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Na aus\u00eancia da cicatriz \u00e9 indicada a revacina\u00e7\u00e3o seis meses ap\u00f3s a primeira dose.<br \/>\nA realiza\u00e7\u00e3o do teste tubercul\u00ednico \u00e9 dispens\u00e1vel, antes ou depois da administra\u00e7\u00e3o da vacina BCG-ID.<br \/>\nO volume correspondente a cada dose \u00e9 de 0,1 ml, rigorosamente, para evitar complica\u00e7\u00f5es.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2.7. Via de administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina BCG-ID \u00e9 administrada por via intrad\u00e9rmica, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.4.2. A inje\u00e7\u00e3o \u00e9 feita na regi\u00e3o do m\u00fasculo delt\u00f3ide, no n\u00edvel da inser\u00e7\u00e3o inferior deste m\u00fasculo, na face externa superior do bra\u00e7o direito.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O uso do bra\u00e7o direito tem por finalidade facilitar a identifica\u00e7\u00e3o da cicatriz em avalia\u00e7\u00f5es da atividade de vacina\u00e7\u00e3o.<br \/>\nQuando essa recomenda\u00e7\u00e3o n\u00e3o puder ser seguida, em situa\u00e7\u00f5es especiais, registrar o local da administra\u00e7\u00e3o no Cart\u00e3o da Crian\u00e7a.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2.8. Reconstitui\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>O vacinador, antes de administrar a vacina BCG-ID, deve:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Lavar as m\u00e3os e organizar todo o material: seringa, agulha e outros, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3picos 2 e 5<br \/>\nRetirar a vacina e o diluente do refrigerador ou da caixa t\u00e9rmica, verificando o nome dos mesmos, bem como o prazo de validade<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O diluente, no momento da reconstitui\u00e7\u00e3o, deve estar na mesma temperatura da vacina, ou seja, entre +2\u00baC e +8\u00baC.<br \/>\nPara esfriar o diluente coloc\u00e1-lo no refrigerador, pelo menos, seis horas antes da reconstitui\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Preparar a vacina, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.3, da seguinte forma:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Serrar o gargalo da ampola do diluente, envolv\u00ea-la com algod\u00e3o e quebrar;<br \/>\nAspirar todo o diluente com a seringa, deixando-a de reserva protegida com a ampola<br \/>\nBater levemente com o dedo na ampola que cont\u00e9m o li\u00f3filo (p\u00f3), de modo a assegurar que o mesmo se deposite no fundo<br \/>\nSerrar o gargalo da ampola, sem abri-la.<br \/>\nLimpar o gargalo da ampola com algod\u00e3o seco<br \/>\nVerificar se o gargalo da ampola est\u00e1 seco e envolv\u00ea-la com o saco pl\u00e1stico da embalagem.<br \/>\nQuebrar a ampola no ponto em que foi serrada;<br \/>\nRetirar o pl\u00e1stico lentamente, para que o ar penetre na ampola de forma gradual;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Como a vacina BCG-ID \u00e9 fechada a v\u00e1cuo, quando o ar entra de forma brusca no interior da ampola, o p\u00f3 vacinal pode ser expulso sob a forma de aerossol.<br \/>\nInjetar, lentamente, parte do diluente (0,5 a 1,0 ml), pelas paredes da ampola que cont\u00e9m o p\u00f3 vacinal, umedecendo-o;<br \/>\nFazer um movimento rotativo com a ampola at\u00e9 obter uma suspens\u00e3o homog\u00eanea;<br \/>\nInjetar o restante do diluente e voltar a fazer o movimento rotativo com a ampola para que a suspens\u00e3o fique homog\u00eanea;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><strong>O frasco multidoses da vacina BCG-ID, uma vez aberto, desde que mantido sob temperatura adequada (+2\u00baC a +8\u00baC) e adotados os cuidados que evitem sua contamina\u00e7\u00e3o, pode ser usado por seis horas:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Para verificar o prazo, registrar no frasco a data e a hora da abertura do mesmo;<br \/>\nVencido o prazo, desprezar o resto da vacina, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 3, item 3.2.<br \/>\nApoiar em um recipiente (copo pl\u00e1stico, por exemplo) a ampola com a vacina reconstitu\u00edda;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O recipiente que sustenta a ampola deve estar resfriado; para isto, coloc\u00e1-lo, com anteced\u00eancia, no refrigerador ou na caixa t\u00e9rmica.<br \/>\nAo apoiar a vacina no recipiente, proteg\u00ea-la contra poeira e gotas d?\u00e1gua, utilizando o saco pl\u00e1stico da embalagem.<br \/>\nAspirar o volume a ser administrado, verificando na gradua\u00e7\u00e3o da seringa se a dosagem est\u00e1 correta<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Antes de aspirar o volume correspondente \u00e0 dose, fazer um movimento rotativo com a ampola da vacina para que ocorra a homogeneiza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nRecolocar a vacina no recipiente, dentro da caixa t\u00e9rmica ou no refrigerador, at\u00e9 a aspira\u00e7\u00e3o de nova dose;<br \/>\nPreparar o cliente, colocando-o em posi\u00e7\u00e3o segura e confort\u00e1vel, fazendo a limpeza do local da administra\u00e7\u00e3o, se necess\u00e1rio.<br \/>\nO vacinador, para administrar a vacina, deve introduzir a agulha nas camadas superficiais da pele, na inser\u00e7\u00e3o inferior do delt\u00f3ide, na face externa do bra\u00e7o direito, at\u00e9 que o bisel desapare\u00e7a.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A t\u00e9cnica a ser utilizada, para administrar a vacina BCG-ID, \u00e9 a da inje\u00e7\u00e3o intrad\u00e9rmica, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.4.2.<\/p>\n<p>O bra\u00e7o direito da pessoa (principalmente crian\u00e7a) deve estar imobilizado. Para isso, colocar uma das m\u00e3os por baixo do bra\u00e7o e distender a pele da regi\u00e3o do delt\u00f3ide, com os dedos polegar e indicador.<\/p>\n<p><strong>Para prevenir complica\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Introduzir a agulha formando um \u00e2ngulo de 15\u00ba;<br \/>\nInjetar a dose exata, ou seja, 0,1 ml.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O vacinador, ap\u00f3s administrar a vacina, deve:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Desprezar a seringa e a agulha, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 3, item 3.2;<br \/>\nEstar atento \u00e0s rea\u00e7\u00f5es imediatas;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os eventos adversos decorrentes da vacina\u00e7\u00e3o com a BCG-ID s\u00e3o, em geral, locais e pouco freq\u00fcentes, e s\u00e3o, na maioria dos casos, decorrentes de falhas na administra\u00e7\u00e3o da vacina, devidas \u00e0:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Aplica\u00e7\u00e3o profunda (subcut\u00e2nea);<br \/>\nDose com maior volume; ou<br \/>\nContamina\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p>Orientar a pessoa vacinada ou seu acompanhante sobre a evolu\u00e7\u00e3o e os cuidados com a les\u00e3o que surge no local da administra\u00e7\u00e3o da vacina;<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Alguns dias depois da vacina\u00e7\u00e3o, surge, no local, um n\u00f3dulo que evolui para p\u00fastula e em seguida para crosta e \u00falcera.<br \/>\nEsta les\u00e3o regride, espontaneamente, em m\u00e9dia entre a quinta e a 12\u00aa semana, podendo se prolongar at\u00e9 a 24\u00aa, deixando pequena cicatriz.<br \/>\nA les\u00e3o em pessoas previamente infectadas tem, geralmente, evolu\u00e7\u00e3o mais acelerada, podendo ser maior e cicatrizar mais rapidamente.<br \/>\nA evolu\u00e7\u00e3o normal \u00e9 o enfartamento ganglionar n\u00e3o supurado axilar, supra ou infraclavicular.<br \/>\nO enfartamento aparece, geralmente, de tr\u00eas a seis semanas ap\u00f3s a vacina\u00e7\u00e3o, podendo permanecer estacion\u00e1rio de um a tr\u00eas meses, desaparecendo espontaneamente, sem tratamento.<br \/>\nA \u00falcera, que resulta da evolu\u00e7\u00e3o normal da les\u00e3o, n\u00e3o deve ser coberta.<br \/>\nO local deve estar sempre limpo, n\u00e3o sendo necess\u00e1rio colocar qualquer medicamento ou adotar qualquer cuidado especial, nem realizar curativo.<br \/>\nLavar as m\u00e3os, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.1<br \/>\nRegistrar o n\u00famero do lote e a validade da vacina administrada, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 6<br \/>\nOrientar a pessoa vacinada ou seu acompanhante sobre o retorno, quando for o caso, para complementa\u00e7\u00e3o do esquema b\u00e1sico de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2.9. Vacina\u00e7\u00e3o de contatos intradomiciliares de pacientes de hansen\u00edase (todas as formas)<\/strong><\/p>\n<p>A vacina BCG-ID \u00e9 administrada nos contatos intradomiciliares dos pacientes de hansen\u00edase, com a finalidade de aumentar a prote\u00e7\u00e3o deste grupo de risco, de acordo com os seguintes procedimentos:<\/p>\n<p><strong>A vacina BCG-ID \u00e9 administrada, conforme orientado anteriormente nos itens 2.6, 2.7 e 2.8, ressaltando-se:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria a prova tubercul\u00ednica pr\u00e9via;<br \/>\nQue a dose \u00e9 de 0,1 ml;<br \/>\nQue deve ser utilizada a via intrad\u00e9rmica;<br \/>\nQue deve ser administrada no bra\u00e7o direito, na altura da inser\u00e7\u00e3o inferior do m\u00fasculo delt\u00f3ide;<br \/>\nO esquema b\u00e1sico para a administra\u00e7\u00e3o da vacina BCG-ID nesse grupo \u00e9 de duas doses, com intervalo entre as doses de seis meses, no m\u00ednimo, a um ano.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A vacina\u00e7\u00e3o nos contatos intradomiciliares de pacientes de hansen\u00edase \u00e9 realizada na mesma sala do servi\u00e7o de sa\u00fade e no mesmo dia em que outros grupos s\u00e3o vacinados com a BCG-ID.<br \/>\nComo a vacina BCG-ID apenas aumenta a prote\u00e7\u00e3o contra as formas multibacilares da hansen\u00edase, o contato intradomiciliar deve<br \/>\ncomparecer ao servi\u00e7o de sa\u00fade, anualmente (durante dois anos), para o exame dermatoneurol\u00f3gico.<br \/>\nA presen\u00e7a da cicatriz vacinal \u00e9 considerada como primeira dose para efeito de registro, independente do tempo transcorrido desde a vacina\u00e7\u00e3o que provocou o aparecimento da cicatriz.<br \/>\nA vacina\u00e7\u00e3o com a BCG-ID na gestante, contato de paciente de hansen\u00edase, deve ser transferida para depois do parto.<br \/>\nO registro da dose administrada \u00e9 feito no Cart\u00e3o da Crian\u00e7a, no Cart\u00e3o do Adulto e no prontu\u00e1rio do caso \u00edndice de hansen\u00edase.<\/p><\/blockquote>\n<p>Estudos t\u00eam demonstrado que nas administra\u00e7\u00f5es subseq\u00fcentes da vacina BCG-ID (pessoas j\u00e1 reatoras \u00e0 prova tubercul\u00ednica) a evolu\u00e7\u00e3o vacinal \u00e9 mais acelerada e a cicatriza\u00e7\u00e3o precoce.<\/p>\n<p><strong>3. Vacina oral contra poliomielite<\/strong><\/p>\n<p><strong>3.1. Indica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina \u00e9 indicada para prevenir a poliomielite, sendo recomendada a partir dos dois meses de idade. Situa\u00e7\u00f5es epidemiol\u00f3gicas especiais podem indicar a vacina\u00e7\u00e3o a partir do nascimento.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Nas campanhas maci\u00e7as, realizadas no Brasil desde 1980, a vacina contra a poliomielite tem sido administrada no grupo de zero a quatro anos, independente do estado vacinal pr\u00e9vio.<br \/>\nAs campanhas visam, sobretudo, estabelecer prote\u00e7\u00e3o coletiva nas comunidades, mediante a substitui\u00e7\u00e3o do v\u00edrus selvagem circulante pelo v\u00edrus vacinal.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>3.2. Contra-indica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina contra a poliomielite \u00e9 contra-indicada apenas nas situa\u00e7\u00f5es gerais referidas na introdu\u00e7\u00e3o desta Parte do Manual.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 recomend\u00e1vel adiar a administra\u00e7\u00e3o da vacina no caso da pessoa estar com diarr\u00e9ia severa ou v\u00f4mitos intensos. Em outra oportunidade, com condi\u00e7\u00e3o cl\u00ednica satisfat\u00f3ria, a dose ser\u00e1 melhor aproveitada pelo organismo.<\/p>\n<p>Essa e outras contra-indica\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem ser consideradas nas campanhas ou em bloqueios.<\/p>\n<p><strong>3.3. Composi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina \u00e9 constitu\u00edda por tr\u00eas tipos de poliov\u00edrus atenuados, cultivados em c\u00e9lulas de rim de macaco.<\/p>\n<p><strong>A vacina usada no Brasil tem, atualmente, a seguinte concentra\u00e7\u00e3o de part\u00edculas virais:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Poliov\u00edrus tipo I ? 1.000.000 DICT 50 (DICT \u2013 dose infectante em cultura de tecido);<br \/>\nPoliov\u00edrus tipo II \u2013 100.000 DICT 50;<br \/>\nPoliov\u00edrus tipo III \u2013 600.000 DICT 50.<\/p><\/blockquote>\n<p>Outras subst\u00e2ncias tamb\u00e9m est\u00e3o presentes na vacina, como o cloreto de magn\u00e9sio, a sacarose, a neomicina, a estreptomicina ou a eritromicina (estabilizantes) e o vermelho de amarante ou roxo de fenol (corante-indicador de pH).<\/p>\n<p><strong>3.4. Apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina contra a poliomielite \u00e9 apresentada sob a forma l\u00edquida, em frasco multidoses. A enfrascagem depende do laborat\u00f3rio produtor, sendo apresentada, geralmente, em bisnaga de pl\u00e1stico.<\/p>\n<p><strong>3.5. Conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina contra a poliomielite, na inst\u00e2ncia local, \u00e9 conservada entre +2\u00baC e +8\u00baC, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 4.<\/p>\n<p><strong>3.6. Dose e volume<\/strong><\/p>\n<p>O esquema b\u00e1sico da vacina contra a poliomielite corresponde a tr\u00eas doses, com intervalo de 60 dias entre as mesmas. O intervalo m\u00ednimo \u00e9 de 30 dias. Um refor\u00e7o \u00e9 administrado um ano ap\u00f3s a terceira dose.<\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es especiais o intervalo para o refor\u00e7o pode ser reduzido para at\u00e9 seis meses.<\/p>\n<p>Cada dose, em geral, corresponde a duas gotas, podendo variar conforme especifica\u00e7\u00f5es do laborat\u00f3rio produtor.<\/p>\n<p><strong>3.7. Via de administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina contra a poliomielite \u00e9 administrada por via oral.<\/p>\n<p><strong>3.8. Administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>O vacinador, antes de administrar a vacina, deve:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Lavar as m\u00e3os e organizar todo o material, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3picos 2 e 5;<br \/>\nRetirar a vacina do refrigerador ou da caixa t\u00e9rmica, verificando o nome da mesma, bem como o prazo de validade;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Tanto na rotina como nas atividades extramuros (campanha, intensifica\u00e7\u00e3o e bloqueio), a bisnaga da vacina contra a poliomielite, uma vez aberta, pode ser usada durante cinco dias \u00fateis, desde que mantida sob temperatura adequada (+2\u00baC a +8\u00baC) e adotados os cuidados que evitem a contamina\u00e7\u00e3o da bisnaga:<br \/>\nPara verificar o prazo, registrar a data e a hora da abertura da bisnaga;<br \/>\nVencido o prazo, desprezar o resto da vacina, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 3, item 3.2.<br \/>\nNos postos de grande demanda ou durante as campanhas, evitar o contato prolongado da bisnaga com o calor da m\u00e3o, utilizando duas bisnagas da vacina, alternando a cada cinco pessoas vacinadas.<br \/>\nPreparar a pessoa, colocando-a em posi\u00e7\u00e3o segura e confort\u00e1vel; quando for crian\u00e7a, pedir para o respons\u00e1vel deit\u00e1-la no colo.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O vacinador, para administrar a vacina, deve:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Inclinar a cabe\u00e7a da pessoa ligeiramente para tr\u00e1s e fazer press\u00e3o nas bochechas;<br \/>\nAbrir a bisnaga e manter a tampa da mesma na m\u00e3o, adotando cuidados para n\u00e3o contamin\u00e1-la;<br \/>\nPingar as gotas da vacina sobre a l\u00edngua da pessoa a ser vacinada.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Evitar encostar o bico do frasco na boca da pessoa para n\u00e3o contamin\u00e1-lo.<br \/>\nCaso isso aconte\u00e7a desprezar o restante das doses, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 3, item 3.2.<br \/>\nEsperar a pessoa engolir a vacina; se a mesma cuspir, regurgitar ou vomitar (at\u00e9 uma hora depois da administra\u00e7\u00e3o) repetir a dose.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio fazer intervalo entre a alimenta\u00e7\u00e3o (inclusive leite materno) e a administra\u00e7\u00e3o da vacina.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O vacinador, ap\u00f3s administrar a vacina oral contra a poliomielite, deve:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Lavar as m\u00e3os, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.1;<br \/>\nRegistrar o n\u00famero do lote e a validade da vacina administrada, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 6;<br \/>\nOrientar a pessoa vacinada ou seu acompanhante sobre o retorno, quando for o caso, para a complementa\u00e7\u00e3o do esquema b\u00e1sico de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>4. Vacina contra a difteria, o t\u00e9tano e a coqueluche: tr\u00edplice bacteriana (DTP)<\/strong><\/p>\n<p><strong>4.1. Indica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A vacina tr\u00edplice bacteriana (DTP) \u00e9 indicada para prevenir a difteria, o t\u00e9tano e a coqueluche (ou pertussis).<br \/>\nA vacina \u00e9 administrada a partir dos dois meses de idade at\u00e9 os seis anos, 11 meses e 29 dias.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ao indicar a vacina\u00e7\u00e3o com a tr\u00edplice bacteriana (DTP), considerar as doses administradas anteriormente e n\u00e3o reiniciar o esquema.<\/p>\n<p><strong>4.2. Contra-indica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A vacina DTP est\u00e1 contra-indicada nas situa\u00e7\u00f5es gerais referidas na introdu\u00e7\u00e3o desta Parte do Manual.<br \/>\nNo que se refere \u00e0s contra-indica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, a vacina tr\u00edplice bacteriana n\u00e3o deve ser administrada em crian\u00e7as com quadro neurol\u00f3gico em atividade e naquelas que tenham apresentado, ap\u00f3s dose anterior, qualquer das seguintes manifesta\u00e7\u00f5es:<br \/>\nConvuls\u00f5es at\u00e9 72 horas ap\u00f3s a administra\u00e7\u00e3o da vacina;<br \/>\nColapso circulat\u00f3rio, com estado tipo choque ou com epis\u00f3dio hipot\u00f4nico-hiporresponsivo (EHH), at\u00e9 48 horas ap\u00f3s a administra\u00e7\u00e3o da vacina;<br \/>\nEncefalopatia nos primeiros sete dias ap\u00f3s a administra\u00e7\u00e3o da vacina.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<p>Quando a vacina tr\u00edplice bacteriana \u00e9 contra-indicada, devido \u00e0 ocorr\u00eancia de convuls\u00f5es ou colapso circulat\u00f3rio (ver observa\u00e7\u00e3o no item 4.8 a seguir), administrar a vacina tr\u00edplice bacteriana acelular (DTP acelular) ou, quando n\u00e3o dispon\u00edvel, a dupla tipo infantil (DT), conforme orientado no t\u00f3pico 5 a seguir.<\/p>\n<p>Para os casos de encefalopatia est\u00e1 contra-indicada qualquer dose subseq\u00fcente, seja com a tr\u00edplice bacteriana ou acelular.<\/p>\n<p><strong>4.3. Composi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina DTP \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o dos tox\u00f3ides dift\u00e9rico e tet\u00e2nico com a Bordetella pertussis inativada, tendo o hidr\u00f3xido ou o fosfato de alum\u00ednio como adjuvante e o timerosal como preservativo.<\/p>\n<p><strong>4.4. Apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina DTP \u00e9 apresentada sob a forma l\u00edquida, em ampola ou frasco de dose \u00fanica, contendo 1,0 ml ou 0,5 ml, ou em frasco multidoses.<\/p>\n<p><strong>4.5. Conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina DTP \u00e9 conservada numa temperatura entre +2\u00baC e +8\u00baC, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 4.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A vacina DTP n\u00e3o pode ser congelada; caso atinja uma temperatura de 0\u00baC proceder conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 4, item 4.5.<\/p>\n<p>O congelamento provoca a desnatura\u00e7\u00e3o prot\u00e9ica e a desagrega\u00e7\u00e3o do adjuvante (com forma\u00e7\u00e3o de grumos), com conseq\u00fcente perda de pot\u00eancia e aumento dos eventos adversos locais (dor, rubor e calor).<\/p>\n<p><strong>4.6. Dose e volume<\/strong><\/p>\n<p>O esquema b\u00e1sico da DTP corresponde a tr\u00eas doses no primeiro ano de vida, com intervalo de 60 dias entre as 12.<\/p>\n<p>O intervalo m\u00ednimo \u00e9 de 30 dias. O refor\u00e7o \u00e9 administrado 6 a 12 meses depois da terceira dose, de prefer\u00eancia aos 15 meses de idade, simultaneamente com a vacina tr\u00edplice viral (contra o sarampo, a rub\u00e9ola e a caxumba) e com a vacina contra a poliomielite.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Quando a crian\u00e7a estiver com o esquema vacinal incompleto, faltando uma ou duas doses, dar continuidade ao mesmo considerando as doses administradas anteriormente.<\/p>\n<p>Atualmente, o volume correspondente a uma dose \u00e9 de 0,5 ml, podendo variar de acordo com o laborat\u00f3rio produtor.<\/p>\n<p><strong>4.7. Via de administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina tr\u00edplice bacteriana (DTP) deve ser administrada por via intramuscular profunda, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.4.4.<\/p>\n<p>Nas crian\u00e7as menores de dois anos a inje\u00e7\u00e3o \u00e9 feita no vastolateral da coxa e nos maiores pode ser utilizada a regi\u00e3o do delt\u00f3ide, na face externa superior do bra\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>4.8. Administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>O vacinador, antes de administrar a vacina, deve:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Lavar as m\u00e3os e organizar todo o material: seringa, agulha e outros, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3picos 2 e 5<br \/>\nRetirar a vacina do refrigerador ou da caixa t\u00e9rmica, verificando o nome da mesma, bem como o prazo de validade;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O frasco multidoses da vacina DTP, uma vez aberto, pode ser usado at\u00e9 o vencimento do prazo de validade, desde que mantido sob temperatura adequada (+2\u00baC a +8\u00baC) e adotados os cuidados que evitem sua contamina\u00e7\u00e3o.<br \/>\nVencido o prazo, desprezar o resto da vacina, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 3, item 3.2.<br \/>\nPreparar a vacina, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.3;<br \/>\n? aspirar o volume a ser administrado, verificando na gradua\u00e7\u00e3o da seringa se a dosagem est\u00e1 correta;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Quando utilizar o frasco multidoses, ao aspirar cada dose, perfurar a borracha em locais diferentes, evitando a parte central da tampa.<br \/>\nAntes de aspirar cada dose, limpar a tampa de borracha com algod\u00e3o seco.<br \/>\nAntes de aspirar cada dose, fazer um movimento rotativo com o frasco da vacina para homogeneiza\u00e7\u00e3o, evitando, assim, rea\u00e7\u00f5es locais mais intensas.<br \/>\nUtilizar na administra\u00e7\u00e3o da vacina a mesma agulha que aspira a dose.<br \/>\nRecolocar o frasco na caixa t\u00e9rmica ou no refrigerador at\u00e9 a aspira\u00e7\u00e3o de outra dose.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Aten\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>N\u00e3o \u00e9 mais orientada a manuten\u00e7\u00e3o de uma agulha no frasco; a borracha utilizada atualmente apresenta melhor resist\u00eancia \u00e0s m\u00faltiplas perfura\u00e7\u00f5es, em conseq\u00fc\u00eancia do constante aperfei\u00e7oamento dos materiais.<br \/>\nPreparar a pessoa, colocando-a em posi\u00e7\u00e3o segura e confort\u00e1vel, fazendo a limpeza do local da administra\u00e7\u00e3o, se necess\u00e1rio.<br \/>\nO vacinador, para administrar a vacina, deve injetar o l\u00edquido lentamente.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A t\u00e9cnica utilizada para administrar a vacina DTP \u00e9 a da inje\u00e7\u00e3o intramuscular, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.4.4.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O vacinador, ap\u00f3s administrar a vacina, deve:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Estar atento \u00e0s rea\u00e7\u00f5es imediatas<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<p>Os eventos adversos \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da vacina DTP apresentam-se, em geral, sob a forma de dor local com vermelhid\u00e3o, edema e endura\u00e7\u00e3o, febr\u00edcula e sensa\u00e7\u00e3o de mal-estar com intensidade vari\u00e1vel e dura\u00e7\u00e3o passageira.<\/p>\n<p>Na ocorr\u00eancia de febre a partir de 38,5\u00ba, ap\u00f3s a administra\u00e7\u00e3o de dose anterior, \u00e9 recomendado o uso de antit\u00e9rmico profil\u00e1tico.<\/p>\n<p>As manifesta\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas graves s\u00e3o raras, podendo apresentar-se como: convuls\u00e3o (at\u00e9 72 horas), epis\u00f3dio hipot\u00f4nico hiporresponsivo ? EHH (at\u00e9 48 horas) e encefalopatia (dentro de sete dias), ap\u00f3s o recebimento de qualquer uma das doses da DTP, devido ao componente pertussis.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m pode ocorrer rea\u00e7\u00e3o imediata de natureza anafil\u00e1tica em raz\u00e3o de qualquer dos componentes da vacina DTP.<\/p>\n<p>Quando isso ocorrer deve ser fornecido um comprovante do m\u00e9dico ou outro profissional de sa\u00fade que atendeu ao caso, a fim de que a crian\u00e7a, no futuro, por ocasi\u00e3o da outra dose, receba a vacina indicada.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<p>Os casos de eventos adversos devem ser notificados e investigados criteriosamente para defini\u00e7\u00e3o da conduta quanto \u00e0 continuidade do uso da vacina tr\u00edplice bacteriana, conforme orientado no Manual de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica dos Eventos Adversos p\u00f3s Vacina\u00e7\u00e3o, ou seja:<\/p>\n<p>No caso da presen\u00e7a de convuls\u00e3o nas primeiras 72 horas ou de EHH, nas primeiras 48 horas, utilizar para as doses subseq\u00fcentes, preferencialmente, a vacina DTP acelular (vacina tr\u00edplice bacteriana acelular);<\/p>\n<p>Caso a DTP acelular n\u00e3o esteja dispon\u00edvel, a vacina DTP pode ser administrada com precau\u00e7\u00f5es em ambiente hospitalar ou administrar a dupla infantil (DT);<\/p>\n<p>Para os casos de encefalopatia at\u00e9 sete dias ap\u00f3s a administra\u00e7\u00e3o da vacina, est\u00e1 contra- indicada qualquer dose subseq\u00fcente, seja com a vacina DTP ou com a DTP acelular; nestes casos administrar somente a dupla infantil (DT);<\/p>\n<p>Para os casos de rea\u00e7\u00e3o de natureza anafil\u00e1tica ap\u00f3s a administra\u00e7\u00e3o da DTP, est\u00e1 contra- indicada qualquer dose das vacinas DTP, DTP acelular, DT, dT e TT.<\/p>\n<p>Desprezar a seringa e a agulha, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 3, item 3.2;<\/p>\n<p>Orientar a pessoa vacinada ou seu acompanhante para usar compressa fria no caso de dor ou vermelhid\u00e3o no local da administra\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>N\u00e3o usar compressa quente no local em que a vacina foi administrada.<br \/>\nLlavar as m\u00e3os, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.1;<br \/>\nRegistrar o n\u00famero do lote e a validade da vacina administrada, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 6;<br \/>\nOrientar a pessoa vacinada ou seu acompanhante sobre o retorno, quando for o caso, para complementar o esquema b\u00e1sico de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>5. Vacina contra a difteria e o t\u00e9tano: dupla (dT e DT)<\/strong><\/p>\n<p><strong>5.1. Indica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Existem dois tipos de vacinas contra a difteria e o t\u00e9tano: a dupla tipo infantil (DT) e a dupla tipo adulto (dT).<\/p>\n<p>A vacina dupla tipo infantil (DT) \u00e9 indicada para crian\u00e7as at\u00e9 os seis anos e onze meses, que tenham apresentado encefalopatia nos primeiros sete dias ap\u00f3s a vacina\u00e7\u00e3o com a DTP. A dupla infantil \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, quando ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o da DTP ocorrem convuls\u00f5es nas primeiras 72 horas ou epis\u00f3dio hipot\u00f4nico hiporresponsivo (EHH) nas primeiras 48 horas, conforme Manual de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica dos Eventos Adversos P\u00f3s-Vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>No caso de contra-indica\u00e7\u00e3o formal ao componente pertussis, a vacina dupla infantil (DT) s\u00f3 deve ser administrada quando n\u00e3o estiver dispon\u00edvel a vacina DTP acelular.<\/p>\n<p>A vacina dupla tipo adulto (dT) \u00e9 indicada a partir dos sete anos de idade, para preven\u00e7\u00e3o do t\u00e9tano acidental e da difteria. \u00c9 tamb\u00e9m indicada para a vacina\u00e7\u00e3o de mulheres em idade f\u00e9rtil (12 a 49 anos) e gestantes, principalmente para a preven\u00e7\u00e3o do t\u00e9tano neonatal. A vacina dupla tipo adulto \u00e9 administrada nas pessoas que n\u00e3o tenham recebido as vacinas DTP ou DT, ou que tenham esquema incompleto dessas vacinas, ou por ocasi\u00e3o dos refor\u00e7os do esquema b\u00e1sico.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>Ao indicar a vacina\u00e7\u00e3o com as vacinas duplas infantil ou adulto (DT ou dT), considerar as doses administradas, anteriormente, da tr\u00edplice bacteriana (DTP).<\/p>\n<p><strong>5.2. Contra-indica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina dupla (DT ou dT) \u00e9 contra-indicada apenas nas situa\u00e7\u00f5es gerais referidas na introdu\u00e7\u00e3o desta Parte do Manual.<\/p>\n<p><strong>5.3. Composi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As vacinas DT e dT s\u00e3o associa\u00e7\u00f5es dos tox\u00f3ides dift\u00e9rico e tet\u00e2nico, tendo o hidr\u00f3xido ou o fosfato de alum\u00ednio como adjuvante e o timerosal como preservativo.<\/p>\n<p><strong>5.4. Apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As vacinas DT e dT s\u00e3o apresentadas sob a forma l\u00edquida e em frasco de dose \u00fanica ou de multidoses.<\/p>\n<p><strong>5.5. Conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As vacinas dupla infantil (DT) e dupla adulto (dT) s\u00e3o conservadas numa temperatura entre +2\u00baC e +8\u00baC, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 4.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>As vacinas DT e dT n\u00e3o podem ser congeladas; caso atinjam uma temperatura de 0\u00baC proceder conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 4, item 4.5.<\/p>\n<p>O congelamento provoca a desnatura\u00e7\u00e3o prot\u00e9ica e a desagrega\u00e7\u00e3o do adjuvante (com forma\u00e7\u00e3o de grumos) com conseq\u00fcente perda de pot\u00eancia e aumento dos eventos adversos locais (dor, rubor e calor).<\/p>\n<p><strong>5.6. Dose e volume<\/strong><\/p>\n<p>O esquema b\u00e1sico da vacina dupla tipo adulto (dT) corresponde a tr\u00eas doses com intervalo de 60 dias entre as doses. O intervalo m\u00ednimo \u00e9 de 30 dias. Entre a segunda e a terceira doses o intervalo ideal \u00e9 de 180 dias (seis meses).<\/p>\n<p>Ao indicar a vacina dupla tipo adulto, considerar as doses da vacina tr\u00edplice bacteriana (DTP) ou da dupla infantil (DT) recebidas anteriormente, orientando a continuidade do esquema. O refor\u00e7o da dupla adulto \u00e9 administrado de 10 em 10 anos.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>O esquema de vacina\u00e7\u00e3o para a preven\u00e7\u00e3o do t\u00e9tano neonatal deve considerar que toda mulher vacinada com, pelo menos, duas doses das vacinas DTP, dT ou DT, com intervalo m\u00ednimo de um m\u00eas entre as doses (antes ou durante a gravidez) ter\u00e1 seu rec\u00e9m-nascido protegido contra o t\u00e9tano neonatal nos dois primeiros meses de vida.<\/p>\n<p>Essa prote\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel quando a segunda dose for administrada at\u00e9 20 dias antes do parto que \u00e9 o tempo m\u00ednimo necess\u00e1rio para que haja produ\u00e7\u00e3o de anticorpos suficientes para transferir ao feto.<\/p>\n<p>Para a adequada prote\u00e7\u00e3o da gestante e para a preven\u00e7\u00e3o do t\u00e9tano neonatal em gesta\u00e7\u00f5es futuras, \u00e9 necess\u00e1rio a administra\u00e7\u00e3o da terceira dose, seis meses ap\u00f3s a segunda dose.<\/p>\n<p>Quando a mulher gr\u00e1vida completou o seu esquema (\u00faltima dose ou \u00faltimo refor\u00e7o) h\u00e1 mais de cinco anos administrar um refor\u00e7o da dT.<\/p>\n<p>O esquema b\u00e1sico da dupla infantil (DT) corresponde a tr\u00eas doses, com intervalo de 60 dias entre as doses. O intervalo m\u00ednimo \u00e9 de 30 dias. O refor\u00e7o da dupla infantil (DT) \u00e9 semelhante ao da tr\u00edplice (DTP), ou seja, uma dose seis a 12 meses depois da terceira dose, de prefer\u00eancia aos 15 meses de idade, simultaneamente com a vacina tr\u00edplice viral (contra o sarampo, rub\u00e9ola e caxumba) e com a vacina contra a poliomielite.<\/p>\n<p>Atualmente, o volume correspondente a uma dose \u00e9 de 0,5 ml, podendo variar dependendo do laborat\u00f3rio produtor.<\/p>\n<p><strong>5.7. Via de administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As vacinas DT ou dT devem ser administradas por via intramuscular profunda, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.4.4.<\/p>\n<p>Nas crian\u00e7as com menos de dois anos de idade, a inje\u00e7\u00e3o \u00e9 feita no vastolateral da coxa. A regi\u00e3o do delt\u00f3ide, face externa superior do bra\u00e7o, \u00e9 utilizada, preferencialmente, para a administra\u00e7\u00e3o da vacina nos maiores de dois anos. Em adultos pode ser utilizada tamb\u00e9m a regi\u00e3o gl\u00fatea, no quadrante superior externo.<\/p>\n<p><strong>5.8. Administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>O vacinador, antes de administrar a vacina dupla (dT ou DT), deve:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Lavar as m\u00e3os e organizar todo o material: seringa, agulha e outros, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3picos 2 e 5;<br \/>\nRetirar a vacina da caixa t\u00e9rmica ou do refrigerador, verificando o nome da mesma, bem como o prazo de validade;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O frasco multidoses das vacinas dT ou DT, uma vez aberto, pode ser usado at\u00e9 o vencimento do prazo de validade, desde que mantido sob temperatura adequada (+2\u00baC a +8\u00baC) e adotados os cuidados que evitem sua contamina\u00e7\u00e3o.<br \/>\nVencido o prazo, desprezar o resto da vacina, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 3, item 3.2.<br \/>\nPreparar a vacina, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.3;<br \/>\nAspirar o volume a ser administrado, verificando na gradua\u00e7\u00e3o da seringa se a dosagem est\u00e1 correta;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Quando utilizar o frasco multidoses, ao aspirar cada dose, perfurar a borracha em locais diferentes, evitando a parte central da tampa.<br \/>\nAntes de aspirar cada dose, limpar a tampa de borracha com algod\u00e3o seco.<br \/>\nAntes de aspirar cada dose, fazer um movimento rotativo com o frasco da vacina para homogeneiza\u00e7\u00e3o, evitando, assim, rea\u00e7\u00f5es locais mais intensas.<br \/>\nUtilizar na administra\u00e7\u00e3o da vacina a mesma agulha que aspira a dose.<br \/>\nRecolocar o frasco na caixa t\u00e9rmica ou no refrigerador at\u00e9 a aspira\u00e7\u00e3o de outra dose.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Aten\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>N\u00e3o \u00e9 mais orientada a manuten\u00e7\u00e3o de uma agulha no frasco; a borracha utilizada atualmente apresenta melhor resist\u00eancia \u00e0s m\u00faltiplas perfura\u00e7\u00f5es, em conseq\u00fc\u00eancia do constante aperfei\u00e7oamento dos materiais.<br \/>\nPreparar a pessoa, colocando-a em posi\u00e7\u00e3o segura e confort\u00e1vel, fazendo a limpeza do local da administra\u00e7\u00e3o, se necess\u00e1rio.<br \/>\nO vacinador, para administrar a vacina, deve injetar o l\u00edquido lentamente.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A t\u00e9cnica a ser utilizada para administrar as vacinas DT e dT \u00e9 a da inje\u00e7\u00e3o intramuscular, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.4.4.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O vacinador, ap\u00f3s administrar a vacina, deve:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Desprezar a seringa e a agulha, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 3, item 3.2;<br \/>\nEstar atento \u00e0s rea\u00e7\u00f5es imediatas;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Os eventos adversos \u00e0 administra\u00e7\u00e3o das vacinas duplas (dT, DT), apresentam-se, em geral, sob a forma de dor local, com vermelhid\u00e3o, edema e endura\u00e7\u00e3o, febr\u00edcula e sensa\u00e7\u00e3o de mal-estar com intensidade vari\u00e1vel e dura\u00e7\u00e3o passageira.<br \/>\nOrientar a pessoa vacinada ou seu acompanhante para usar compressa fria no caso de dor ou vermelhid\u00e3o no local da administra\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>N\u00e3o usar compressa quente no local em que a vacina foi administrada.<br \/>\nLavar as m\u00e3os, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.1;<br \/>\nRegistrar o n\u00famero do lote e a validade da vacina administrada, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 6;<br \/>\nOrientar a pessoa vacinada ou seu acompanhante sobre o retorno, quando for o caso, para complementar o esquema b\u00e1sico de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>6. Vacina contra a infec\u00e7\u00e3o por Haemophilus Influenzae Tipo b (Hib)<\/strong><\/p>\n<p><strong>6.1. Indica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina contra a infec\u00e7\u00e3o pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib) \u00e9 indicada para os menores de cinco anos, a partir de dois meses de idade.<\/p>\n<p><strong>Em outros grupos et\u00e1rios, de acordo com normas do Centro de Refer\u00eancia para Imunobiol\u00f3gicos Especiais, a vacina \u00e9 indicada para:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Crian\u00e7as e adolescentes at\u00e9 18 anos com asplenia anat\u00f4mica ou funcional<br \/>\nCrian\u00e7as e adolescentes at\u00e9 18 anos com imunodefici\u00eancia cong\u00eanita ou adquirida<br \/>\nCrian\u00e7as menores de cinco anos com doen\u00e7a pulmonar ou cardiovascular cr\u00f4nica e grave<br \/>\nTransplantados de medula \u00f3ssea de qualquer idade.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O Haemophilus influenzae apresenta-se como bact\u00e9ria encapsulada ou n\u00e3o encapsulada.<br \/>\nA partir do carboidrato capsular a bact\u00e9ria \u00e9 classificada em diferentes tipos: a, b, c, d, e, f.<br \/>\nO Haemophilus influenzae tipo b (Hib) \u00e9 o tipo mais importante por ser o agente causador de v\u00e1rias doen\u00e7as invasivas, em crian\u00e7as at\u00e9 os cinco anos de idade, tais como: meningite, septicemia, pneumonia, celulite, epiglotite, artrite s\u00e9ptica, osteomielite.<br \/>\nNa c\u00e1psula do Hib est\u00e1 presente um polissacar\u00eddeo: o polirribosil-ribitol-fosfato (PRP).<br \/>\nA imunidade contra o Haemophilus \u00e9 mediada por anticorpos dirigidos contra a c\u00e1psula bacteriana, por isso todas as vacinas contra o Hib cont\u00eam o PRP.<br \/>\nEm fun\u00e7\u00e3o disto, a imunidade induzida pelos polissacar\u00eddeos \u00e9, habitualmente fraca, havendo necessidade de conjug\u00e1-los a prote\u00ednas carregadoras ou carreadoras para elevar a sua capacidade imunog\u00eanica.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>6.2. Contra-indica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina conjugada contra a infec\u00e7\u00e3o pelo Haemophilus influenzae tipo b \u00e9 contra-indicada apenas nas situa\u00e7\u00f5es gerais referidas na introdu\u00e7\u00e3o desta Parte do Manual.<\/p>\n<p><strong>6.3. Composi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>A vacina conjugada contra a infec\u00e7\u00e3o pelo Haemophilus influenzae tipo b \u00e9 apresentada nas seguintes composi\u00e7\u00f5es, de acordo com o laborat\u00f3rio produtor:<\/strong><\/p>\n<p><strong>HbOC<\/strong><\/p>\n<p>A vacina \u00e9 constitu\u00edda por fragmentos curtos do PRP, conjugados com a prote\u00edna CRM197, mutante at\u00f3xica da toxina dift\u00e9rica, e cont\u00e9m timerosal;<\/p>\n<p><strong>PRP-OMP<\/strong><\/p>\n<p>A vacina \u00e9 constitu\u00edda pelo PRP conjugado com prote\u00ednas da membrana externa do meningococo do grupo B, e cont\u00e9m timerosal, lactose e sais de alum\u00ednio;<\/p>\n<p><strong>PRP-T<\/strong><\/p>\n<p>A vacina \u00e9 constitu\u00edda pelo PRP conjugado ao tox\u00f3ide tet\u00e2nico.<\/p>\n<p><strong>6.4. Apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina conjugada contra a infec\u00e7\u00e3o pelo Haemophilus influenzae tipo b \u00e9 apresentada sob a forma liofilizada, acompanhada do diluente, ou sob a forma l\u00edquida, em frascos de dose \u00fanica ou multidoses.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Na apresenta\u00e7\u00e3o unidose, dependendo do laborat\u00f3rio produtor, algumas vacinas na forma l\u00edquida podem vir acondicionadas em seringa acompanhada de agulha, e na forma liofilizada o diluente pode vir na seringa com agulha, acompanhada do frasco com o li\u00f3filo.<\/p>\n<p><strong>6.5. Conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina conjugada contra a infec\u00e7\u00e3o pelo Haemophilus influenzae tipo b \u00e9 conservada entre +2\u00baC e +8\u00baC, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 4.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A vacina n\u00e3o pode ser congelada; caso atinja uma temperatura de 0\u00baC proceder conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 4, item 4.5.<\/p>\n<p>O congelamento provoca a perda de pot\u00eancia da vacina.<\/p>\n<p><strong>6.6. Dose e volume<\/strong><\/p>\n<p>O esquema b\u00e1sico para a vacina\u00e7\u00e3o contra a infec\u00e7\u00e3o pelo Haemophilus influenzae tipo b corresponde a tr\u00eas doses no primeiro ano de vida, com intervalo de 60 dias entre as doses. O intervalo m\u00ednimo \u00e9 de 30 dias.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as com idade entre 12 e 59 meses, quando n\u00e3o vacinadas ou quando apresentam esquema incompleto, devem receber uma \u00fanica dose. Em situa\u00e7\u00f5es especiais, para outros grupos et\u00e1rios e nos casos referidos na indica\u00e7\u00e3o (item 6.1.), adotar o esquema sintetizado no quadro a seguir.<\/p>\n<p>O volume correspondente a uma dose \u00e9 de 0,5 ml.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"90%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Situa\u00e7\u00e3o pessoal com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Esquema recomendado<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Crian\u00e7a com idade entre 12 meses e cinco anos que apresenta doen\u00e7a pulmonar ou card\u00edaca cr\u00f4nica grave.(*)<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Se n\u00e3o completou o esquema b\u00e1scio da vacina Hib: uma dose.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Indiv\u00edduo imunocomprometido com idade entre 12 meses e 18 anos, inclusive aspl\u00eanicos, pacientes com hemoglobinopatias e com infec\u00e7\u00e3o assintom\u00e1tica pelo HIV.<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Se completou o esquema b\u00e1sico da vacina Hib no<br \/>\nprimeiro ano de vida: uma dose.Se o esquema b\u00e1sico da vacina Hib no segundo ano<br \/>\nde vida \u00e9 inexistente ou incompleto: duas doses com<br \/>\nintervalo de dois meses entre as doses.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Indiv\u00edduo menor de 18 anos que ir\u00e1 se submeter a<br \/>\nesplenectomia eletiva.(*)<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Se n\u00e3o completou o esquema b\u00e1scio da vacina Hib: uma dose, duas semanas ou mais antes da esplenectomia.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Indiv\u00edduo submetido a transplante de medula \u00f3ssea, de qualquer idade.<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Mesmo que a pessoa tenha esquema b\u00e1sico completo<br \/>\nda vacina Hib: duas doses, sendo uma 12 meses<br \/>\ne outra 24 meses ap\u00f3s o transplante.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"imagem\"><strong>Quadro III \u2013 3 \u2013 Esquema de vacina\u00e7\u00e3o contra o Hib<\/strong><\/p>\n<p><strong>6.7. Via de administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina contra a infec\u00e7\u00e3o pelo Haemophilus influenzae tipo b deve ser administrada por via intramuscular profunda, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.4.4.<\/p>\n<p>Nas crian\u00e7as com menos de dois anos de idade, a inje\u00e7\u00e3o \u00e9 feita no vastolateral da coxa. A regi\u00e3o do delt\u00f3ide, face externa superior do bra\u00e7o, \u00e9 utilizada, preferencialmente, para a administra\u00e7\u00e3o da vacina nos maiores de dois anos de idade. Em adultos pode, tamb\u00e9m, ser utilizada a regi\u00e3o gl\u00fatea, no quadrante superior externo.<\/p>\n<p><strong>6.8. Reconstitui\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>O vacinador, antes de administrar qualquer uma das vacinas contra a infec\u00e7\u00e3o pelo Haemophilus influenzae tipo b, deve:<\/strong><br \/>\nLavar as m\u00e3os e organizar todo o material: seringa, agulha e outros, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 2 e 5<br \/>\nRetirar a vacina e o diluente do refrigerador ou da caixa t\u00e9rmica, verificando o nome da mesma, bem como o prazo de validade<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Quando usar a vacina liofilizada, o diluente no momento da reconstitui\u00e7\u00e3o deve estar na mesma temperatura da vacina, ou seja, entre +2\u00baC e +8\u00baC.<br \/>\nPara esfriar o diluente coloc\u00e1-lo no refrigerador, pelo menos, seis horas antes da reconstitui\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Reconstituir a vacina, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.3.3, da seguinte forma:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Aspirar a quantidade do diluente;<br \/>\nInjetar o diluente vagarosamente pelas paredes do frasco;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Em algumas apresenta\u00e7\u00f5es da vacina quando o diluente est\u00e1 na seringa agulhada injet\u00e1-lo vagarosamente no frasco com o li\u00f3filo.<br \/>\nFazer um movimento rotativo com o frasco para uma perfeita homogeneiza\u00e7\u00e3o da vacina<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><strong>O frasco multidoses da vacina Hib liofilizada, ap\u00f3s a reconstitui\u00e7\u00e3o, \u00e9 utilizado at\u00e9, no m\u00e1ximo, cinco dias \u00fateis, desde que mantido em temperatura adequada (+2\u00baC a +8\u00baC) e adotados os cuidados que evitem a sua contamina\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Para verificar esse prazo, registrar no frasco a data e a hora da abertura do mesmo;<br \/>\nVencido esse prazo, desprezar o resto da vacina, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 3, item 3.2.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O frasco multidoses da vacina Hib l\u00edquida, uma vez aberto, pode ser usado at\u00e9 o vencimento do prazo de validade, desde que mantido sob temperatura adequada (+2\u00baC a +8\u00baC) e adotados os cuidados que evitem sua contamina\u00e7\u00e3o.<br \/>\nVencido o prazo de validade, desprezar o resto da vacina, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 3, item 3.2.<br \/>\nAspirar o volume a ser administrado, verificando na gradua\u00e7\u00e3o da seringa se a dosagem est\u00e1 correta;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Quando utilizar o frasco multidoses da vacina Hib, ao aspirar cada dose, perfurar a borracha em locais diferentes, evitando a parte central da tampa.<br \/>\nAntes de aspirar cada dose, limpar a tampa de borracha com algod\u00e3o seco.<br \/>\nAntes de aspirar cada dose, fazer um movimento rotativo com o frasco da vacina para homogeneiza\u00e7\u00e3o, evitando, assim, rea\u00e7\u00f5es locais mais intensas.<br \/>\nUtilizar na administra\u00e7\u00e3o da vacina a mesma agulha que aspira a dose.<br \/>\nRecolocar o frasco na caixa t\u00e9rmica ou no refrigerador at\u00e9 a aspira\u00e7\u00e3o de outra dose.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Aten\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>N\u00e3o \u00e9 mais orientada a manuten\u00e7\u00e3o de uma agulha no frasco; a borracha utilizada atualmente apresenta melhor resist\u00eancia \u00e0s m\u00faltiplas perfura\u00e7\u00f5es, em conseq\u00fc\u00eancia do constante aperfei\u00e7oamento dos materiais.<br \/>\nPreparar a pessoa a ser vacinada, colocando-a em posi\u00e7\u00e3o segura e confort\u00e1vel, fazendo a limpeza do local da administra\u00e7\u00e3o, se necess\u00e1rio.<br \/>\nO vacinador, para administrar a vacina Hib, deve injetar o l\u00edquido lentamente.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A t\u00e9cnica a ser utilizada para administrar a vacina \u00e9 a da inje\u00e7\u00e3o intramuscular, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.4.4.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O vacinador, ap\u00f3s administrar a vacina, deve:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Desprezar a seringa e a agulha, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 3, item 3.2;<br \/>\nEstar atento \u00e0 ocorr\u00eancia de eventos adversos imediatos;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Raramente ocorrem rea\u00e7\u00f5es \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da vacina Hib e quando acontecem s\u00e3o locais (dor, eritema e endura\u00e7\u00e3o) e febre nas primeiras 24 a 48 horas.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 relato de evento p\u00f3s-vacinal grave que possa ser atribu\u00eddo \u00e0 vacina Hib.<br \/>\nOrientar a pessoa a ser vacinada ou seu acompanhante sobre quest\u00f5es espec\u00edficas<br \/>\nLavar as m\u00e3os, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.1<br \/>\nRegistrar o n\u00famero do lote e a validade da vacina administrada, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 6;<br \/>\nOrientar a pessoa a ser vacinada ou seu acompanhante sobre o retorno, quando for o caso, para complementar o esquema b\u00e1sico de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>7. Vacina contra o sarampo<\/strong><\/p>\n<p><strong>7.1. Indica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina \u00e9 indicada para prevenir o sarampo, sendo administrada a partir dos nove meses de idade. At\u00e9 essa idade a crian\u00e7a tem no sangue anticorpos espec\u00edficos contra o sarampo, recebidos da m\u00e3e, o que interfere na efic\u00e1cia da vacina. O grupo de nove meses a cinco anos tem prioridade para efeito de programa\u00e7\u00e3o. No entanto, situa\u00e7\u00f5es epidemiol\u00f3gicas especiais podem justificar a vacina\u00e7\u00e3o a partir dos seis meses ou ap\u00f3s os cinco anos de idade.<\/p>\n<p><strong>7.2. Contra-indica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina \u00e9 contra-indicada nas situa\u00e7\u00f5es gerais referidas na introdu\u00e7\u00e3o desta Parte do Manual e, tamb\u00e9m, para pessoas com hist\u00f3ria de rea\u00e7\u00e3o anafil\u00e1tica ap\u00f3s a ingest\u00e3o de ovo.<\/p>\n<p>Para pessoas que est\u00e3o fazendo uso de imunoglobulina, sangue total ou plasma no momento da vacina\u00e7\u00e3o ou que fizeram uso nos \u00faltimos tr\u00eas meses ou, ainda, que v\u00e3o fazer uso destes produtos nos pr\u00f3ximos 15 dias a partir do recebimento da vacina, h\u00e1 uma contra-indica\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Essa recomenda\u00e7\u00e3o tem como justificativa a possibilidade de n\u00e3o ocorrer resposta imunog\u00eanica pela interfer\u00eancia de anticorpos do sarampo existentes nestes produtos.<\/p>\n<p>Quando a vacina for administrada nestas circunst\u00e2ncias agendar a revacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>7.3. Composi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina cont\u00e9m o v\u00edrus vivo do sarampo, atenuado, cultivado, geralmente, em substrato celular de fibroblasto de embri\u00e3o de galinha e, com menor freq\u00fc\u00eancia, em c\u00e9lulas dipl\u00f3ides humanas.<\/p>\n<p>O conservante utilizado \u00e9 a neomicina ou a kanamicina ou a eritromicina, tendo como corante o vermelho fenol, e como estabilizante o glutamato de s\u00f3dio.<\/p>\n<p>Esta composi\u00e7\u00e3o pode sofrer modifica\u00e7\u00f5es de acordo com o laborat\u00f3rio produtor. As cepas variam dependendo do laborat\u00f3rio produtor.<\/p>\n<p><strong>7.4. Apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina \u00e9 apresentada sob a forma liofilizada, em frasco de dose \u00fanica ou de multidoses, acompanhado do respectivo diluente.<\/p>\n<p><strong>7.5. Conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina contra o sarampo, na inst\u00e2ncia local, \u00e9 conservada numa temperatura entre +2\u00baC e +8\u00baC, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 4.<\/p>\n<p><strong>7.6. Dose e volume<\/strong><\/p>\n<p>O esquema b\u00e1sico da vacina contra o sarampo corresponde a uma dose, aos nove meses. Como nesta idade a crian\u00e7a ainda pode ter os anticorpos maternos pode haver interfer\u00eancia na efic\u00e1cia da vacina em 15% a 20% dos vacinados. Por isso, uma dose adicional da vacina \u00e9 administrada ap\u00f3s os 12 meses, com a finalidade de proteger aquele percentual de crian\u00e7as que n\u00e3o respondeu \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o aos nove meses. Aos 12 meses os anticorpos maternos n\u00e3o est\u00e3o mais presentes. Por ocasi\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o dessa dose adicional utilizar, quando dispon\u00edvel, a vacina tr\u00edplice viral (contra o sarampo, a rub\u00e9ola e a caxumba).<\/p>\n<p>Essa dose pode ser administrada aos 15 meses, quando do refor\u00e7o da vacina tr\u00edplice bacteriana (DTP) e da vacina contra a poliomielite. Atualmente, o volume correspondente a uma dose \u00e9 de 0,5 ml, podendo variar, de acordo com o laborat\u00f3rio produtor.<\/p>\n<p><strong>7.7. Via de administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vacina contra o sarampo \u00e9 administrada por via subcut\u00e2nea, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.4.3. A inje\u00e7\u00e3o \u00e9 feita, de prefer\u00eancia, na regi\u00e3o do delt\u00f3ide, na face externa da parte superior do bra\u00e7o, ou na face \u00e2ntero-lateral externa do antebra\u00e7o, podendo, tamb\u00e9m, ser administrada na regi\u00e3o do gl\u00fateo, no quadrante superior externo.<\/p>\n<p><strong>7.8. Reconstitui\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>O vacinador, antes de administrar a vacina, deve:<\/strong><\/p>\n<p>Lavar as m\u00e3os e organizar todo o material: seringa, agulha e outros, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3picos 2 e 5;<\/p>\n<p>Retirar a vacina e o diluente do refrigerador ou da caixa t\u00e9rmica, verificando o nome da vacina, bem como o prazo de validade;<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>O diluente, no momento da reconstitui\u00e7\u00e3o, deve estar na mesma temperatura da vacina, ou seja, entre +2\u00baC e +8\u00baC. ? Para esfriar o diluente coloc\u00e1-lo no refrigerador, pelo menos, seis horas antes da reconstitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Reconstituir a vacina, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.3.3, da seguinte forma:<\/strong><\/p>\n<p>Aspirar a quantidade do diluente<\/p>\n<p>Injetar o diluente vagarosamente pelas paredes do frasco;<\/p>\n<p>Fazer um movimento rotativo com o frasco para uma perfeita homogeneiza\u00e7\u00e3o da vacina;<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a reconstitui\u00e7\u00e3o a colora\u00e7\u00e3o da vacina pode variar do amarelo claro ao r\u00f3seo.<\/p>\n<p><strong>O frasco multidoses da vacina contra o sarampo, ap\u00f3s a reconstitui\u00e7\u00e3o, pode ser utilizado at\u00e9, no m\u00e1ximo, oito horas, desde que mantido em temperatura adequada (+2\u00baC a +8\u00baC) e adotados os cuidados que evitem a sua contamina\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Para verificar o prazo, registrar no frasco a data e a hora da abertura do mesmo;<br \/>\nVencido o prazo, desprezar o resto da vacina, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 3, item 3.2.<br \/>\nAspirar o volume a ser administrado, verificando na gradua\u00e7\u00e3o da seringa, se a dosagem est\u00e1 correta;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Quando utilizar o frasco multidoses, ao aspirar cada dose, perfurar a borracha em locais diferentes, evitando a parte central da tampa.<br \/>\nAntes de aspirar cada dose, limpar a tampa de borracha com algod\u00e3o seco.<br \/>\nAntes de aspirar cada dose, fazer um movimento rotativo com o frasco da vacina para homogeneiza\u00e7\u00e3o, evitando, assim, rea\u00e7\u00f5es locais mais intensas.<br \/>\nUtilizar na administra\u00e7\u00e3o da vacina a mesma agulha que aspira a dose.<br \/>\nRecolocar o frasco na caixa t\u00e9rmica ou no refrigerador at\u00e9 a aspira\u00e7\u00e3o de outra dose.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Aten\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>N\u00e3o \u00e9 mais orientada a manuten\u00e7\u00e3o de uma agulha no frasco; a borracha utilizada atualmente apresenta melhor resist\u00eancia \u00e0s m\u00faltiplas perfura\u00e7\u00f5es, em conseq\u00fc\u00eancia do constante aperfei\u00e7oamento dos materiais.<br \/>\nPreparar a pessoa a ser vacinada, colocando-a em posi\u00e7\u00e3o segura e confort\u00e1vel, fazendo a limpeza do local da administra\u00e7\u00e3o, se necess\u00e1rio.<br \/>\nO vacinador, para administrar a vacina, deve injetar o l\u00edquido lentamente.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A t\u00e9cnica a ser utilizada para administrar a vacina contra o sarampo \u00e9 a da inje\u00e7\u00e3o subcut\u00e2nea, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.2.3.<\/p>\n<p><strong>O vacinador, ap\u00f3s administrar a vacina, deve:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Desprezar a seringa e a agulha, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 3, item 3.2;<br \/>\nEstar atento \u00e0 ocorr\u00eancia de eventos adversos imediatos;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os eventos adversos ap\u00f3s a administra\u00e7\u00e3o da vacina contra o sarampo, quando ocorrem, s\u00e3o, geralmente, benignos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>5% a 15% dos vacinados apresentam hipertermia, entre o quinto e 12\u00ba dia<br \/>\n5% apresentam discreto exantema, ap\u00f3s o s\u00e9timo ou 10o dia.<br \/>\nOrientar a pessoa vacinada ou seu acompanhante sobre quest\u00f5es espec\u00edficas;<br \/>\nLavar as m\u00e3os, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 5, item 5.1;<br \/>\nRegistrar o n\u00famero do lote e a validade da vacina administrada, conforme orientado neste Manual, na Parte II, t\u00f3pico 6;<br \/>\nOrientar a pessoa vacinada ou seu acompanhante sobre o retorno, quando for o caso, para complementar o esquema b\u00e1sico de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>9. Bibliografia<\/strong><\/p>\n<p>Ara\u00fajo MFM et. al. (org.) Como trabalhar com o m\u00e9todo de oficinas. Fortaleza; 1998. (Portf \u00f3lio). Minist\u00e9rio da Previd\u00eancia e Assist\u00eancia Social. Algumas quest\u00f5es b\u00e1sicas: financiamento, planejamento, monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia social. Bras\u00edlia; 1999. S\u00e9rie Di\u00e1logo vol. 2. Minist\u00e9rio da Previd\u00eancia e Assist\u00eancia Social. Realiza\u00e7\u00e3o do Planejamento T\u00e1tico e Operacional da SEAS\/MPAS: Relat\u00f3rio de Consultoria. Bras\u00edlia; 2000. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. A\u00e7\u00e3o educativa nos servi\u00e7os b\u00e1sicos de sa\u00fade. Bras\u00edlia; 1981. S\u00e9rie Educa\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade n\u00ba 2. Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade. Capacita\u00e7\u00e3o de pessoal para a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica do sarampo: m\u00f3dulo instrucional I. Bras\u00edlia; 1992. Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade. Capacita\u00e7\u00e3o de pessoal em vacina\u00e7\u00e3o: uma proposta de treinamento em servi\u00e7o \u2013 manual do monitor. Bras\u00edlia; 1991. Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade. Capacita\u00e7\u00e3o de pessoal em vacina\u00e7\u00e3o: uma proposta de treinamento em servi\u00e7o \u2013 manual do treinando. Bras\u00edlia; 1991. Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade. Manual de normas de vacina\u00e7\u00e3o. 3a ed. Bras\u00edlia; 1994. Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade. Manual de procedimentos para vacina\u00e7\u00e3o. 3a ed. Bras\u00edlia; 1994. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Norma Operacional B\u00e1sica do Sistema \u00danico de Sa\u00fade. Bras\u00edlia; 1996. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. O Processo de planejamento do SUS. Orienta\u00e7\u00f5es para a elabora\u00e7\u00e3o de planos de sa\u00fade. Bras\u00edlia; 1993. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Plano de sa\u00fade e relat\u00f3rio de gest\u00e3o. Bras\u00edlia; 1997 (mimeo). 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