{"id":34612,"date":"2016-05-23T17:22:59","date_gmt":"2016-05-23T17:22:59","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=34612"},"modified":"2016-05-23T17:30:28","modified_gmt":"2016-05-23T17:30:28","slug":"soro-e-vacina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/saude-e-bem-estar\/saude\/soro-e-vacina","title":{"rendered":"Soro e Vacina"},"content":{"rendered":"<p>No final do s\u00e9culo XIX, a descoberta dos agentes causadores de doen\u00e7as infecciosas      representou um passo fundamental no avan\u00e7o da medicina experimental, atrav\u00e9s      do desenvolvimento de m\u00e9todos de diagn\u00f3stico e tratamento de doen\u00e7as como      a difteria, t\u00e9tano e c\u00f3lera. <\/p>\n<p>Um dos principais aspectos desse avan\u00e7o foi o desenvolvimento da <strong>soroterapia<\/strong>,      que consiste na aplica\u00e7\u00e3o no paciente de um soro contendo um concentrado de      anticorpos. <\/p>\n<p>A <strong>soroterapia<\/strong> tem a finalidade de combater uma doen\u00e7a espec\u00edfica      (no caso de mol\u00e9stias infecciosas), ou um agente t\u00f3xico espec\u00edfico (venenos      ou toxinas).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/soro-e1.jpg\" alt=\"Soro e Vacina\" width=\"346\" height=\"216\" title=\"Soro e Vacina\" \/><br \/>\n<strong>Cada veneno of\u00eddico necessita de um soro espec\u00edfico, elaborado com      uma serpente do mesmo g\u00eanero da causadora do acidente<\/strong> <\/p>\n<p>O Dr. Vital Brazil Mineiro da Campanha, m\u00e9dico sanitarista, residindo em      Botucatu, consciente do grande n\u00famero de acidentes com serpentes pe\u00e7onhentas      no Estado, passou a realizar experimentos com os venenos of\u00eddicos. Baseando-se      nos primeiros trabalhos com soroterapia realizados pelo franc\u00eas Albert Calmette,      desenvolveu estudos sobre soros contra o veneno de serpentes, descobrindo      a sua especificidade, ou seja, cada tipo de veneno of\u00eddico requer um soro      espec\u00edfico, preparado com o veneno do mesmo g\u00eanero de serpente que causou      o acidente.<\/p>\n<p>J\u00e1 em S\u00e3o Paulo, Vital Brazil identificou um surto de peste bub\u00f4nica na cidade      de Santos em 1898.<\/p>\n<p>Iniciou, ent\u00e3o, em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, o preparo de soro contra essa doen\u00e7a      em instala\u00e7\u00f5es da Fazenda Butantan. Essa produ\u00e7\u00e3o iniciou-se oficialmente      em 1901, dando origem ao Instituto Serumther\u00e1phico de Butantan, nome original      do Instituto Butantan. Controlada a peste, o Dr. Vital Brazil deu prosseguimento      \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o de soros antiof\u00eddicos nesse Instituto, para atender ao grande      n\u00famero de acidentes com serpentes pe\u00e7onhentas, j\u00e1 que o Brasil era um pa\u00eds      com grande popula\u00e7\u00e3o rural, na \u00e9poca, tendo, ainda, Vital Brazil iniciado      a produ\u00e7\u00e3o de vacinas e outros produtos para a Sa\u00fade P\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>Soros e vacinas<\/strong> s\u00e3o produtos de origem biol\u00f3gica (chamados      imunobiol\u00f3gicos) usados na preven\u00e7\u00e3o e tratamento de doen\u00e7as. A diferen\u00e7a      entre esses dois produtos est\u00e1 no fato dos soros j\u00e1 conterem os anticorpos      necess\u00e1rios para combater uma determinada doen\u00e7a ou intoxica\u00e7\u00e3o, enquanto      que as vacinas cont\u00eam agentes infecciosos incapazes de provocar a doen\u00e7a (a      vacina \u00e9 in\u00f3cua), mas que induzem o sistema imunol\u00f3gico da pessoa a produzir      anticorpos, evitando a contra\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Portanto, o soro \u00e9 curativo, enquanto a vacina \u00e9, essencialmente, preventiva.<\/p>\n<h4>O Butantan e a produ\u00e7\u00e3o nacional de soros<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/soro-e2.jpg\" alt=\"Soro e Vacina\" width=\"294\" height=\"208\" title=\"Soro e Vacina\" \/><br \/>\n<strong>Processamento de plasma para soros, 1923<\/strong><\/p>\n<p>Em 1984 foi lan\u00e7ado o Programa de Auto-Sufici\u00eancia Nacional em Imunobiol\u00f3gicos,      para atender \u00e0 demanda nacional por esses produtos e tentar eliminar a necessidade      de importa\u00e7\u00e3o. Para tanto, foram realizados investimentos em instala\u00e7\u00f5es e      equipamentos para os laborat\u00f3rios, contando com a colabora\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio      da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>No Instituto Butantan, al\u00e9m do investimento na produ\u00e7\u00e3o, percebeu-se a import\u00e2ncia      do investimento em pesquisas e desenvolvimento, e criou-se o Centro de Biotecnologia,      visando o desenvolvimento de novas tecnologias para a produ\u00e7\u00e3o de soros e      vacinas e de novos produtos.<\/p>\n<p>Toda a produ\u00e7\u00e3o de imunobiol\u00f3gicos (o Instituto Butantan produz cerca de      80% dos soros e vacinas utilizados hoje no Pa\u00eds) \u00e9 enviada ao Minist\u00e9rio da      Sa\u00fade, e por ele redistribu\u00edda \u00e0s secretarias de Sa\u00fade dos Estados.<\/p>\n<h4>A produ\u00e7\u00e3o de Soro<\/h4>\n<p>Os soros s\u00e3o utilizados para tratar intoxica\u00e7\u00f5es provocadas pelo veneno de      animais pe\u00e7onhentos ou por toxinas de agentes infecciosos, como os causadores      da difteria, botulismo e t\u00e9tano. A primeira etapa da produ\u00e7\u00e3o de soros antipe\u00e7onhentos      \u00e9 a extra\u00e7\u00e3o do veneno &#8211; tamb\u00e9m chamado pe\u00e7onha &#8211; de animais como serpentes,      escorpi\u00f5es, aranhas e taturanas. Ap\u00f3s a extra\u00e7\u00e3o, a pe\u00e7onha \u00e9 submetida a      um processo chamado liofilizac\u00e3o, que desidrata e cristaliza o veneno. <\/p>\n<p><strong>A produ\u00e7\u00e3o do soro obedece \u00e0s seguintes etapas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. <\/strong>O veneno liofilizado (ant\u00edgeno) \u00e9 dilu\u00eddo e injetado      no cavalo, em doses adequadas. Esse processo leva 40 dias e \u00e9 chamado hiperimunizac\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>2. <\/strong>Ap\u00f3s a hiperimunizac\u00e3o, \u00e9 realizada uma sangria explorat\u00f3ria,      retirando uma amostra de sangue para medir o teor de anticorpos produzidos      em resposta \u00e0s injec\u00f5es do ant\u00edgeno.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/soro-e3.jpg\" alt=\"Soro e Vacina\" width=\"343\" height=\"212\" title=\"Soro e Vacina\" \/><br \/>\n<strong>Tropel de cavalos para hiperimuniza\u00e7\u00e3o, 1940<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>3.<\/strong> Quando o teor de anticorpos atinge o n\u00edvel desejado,      \u00e9 realizada a sangria final, retirando-se cerca de quinze litros de sangue      de um cavalo de 500 Kg em tr\u00eas etapas, com um intervalo de 48 horas.<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> No plasma (parte l\u00edquida do sangue) s\u00e3o encontrados os      anticorpos. O soro \u00e9 obtido a partir da purifica\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o desse plasma.<\/p>\n<p><strong>5. <\/strong>As hem\u00e1cias (que formam a parte vermelha do sangue) s\u00e3o      devolvidas ao animal, atrav\u00e9s de uma t\u00e9cnica desenvolvida no Instituto Butantan,      chamada plasmaferese. Essa t\u00e9cnica de reposi\u00e7\u00e3o reduz os efeitos colaterais      provocados pela sangria do animal.<\/p>\n<p><strong>6. No final do processo, o soro obtido \u00e9 submetido a testes de controle      de qualidade:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>6.1.<\/strong> <strong>atividade biol\u00f3gica &#8211;<\/strong> para verifica\u00e7\u00e3o        da quantidade de anticorpos produzidos<strong><br \/>\n       6.2. esterilidade &#8211;<\/strong> para a detec\u00e7\u00e3o de eventuais contamina\u00e7\u00f5es        durante a produ\u00e7\u00e3o<strong><br \/>\n       6.3.<\/strong> <strong>inocuidade &#8211;<\/strong> teste de seguran\u00e7a para o uso        humano<strong><br \/>\n       6.4. pirog\u00eanio &#8211;<\/strong> para detectar a presen\u00e7a dessa subst\u00e2ncia, que        provoca altera\u00e7\u00f5es de temperatura nos pacientes; e<strong><br \/>\n       6.5<\/strong>. testes f\u00edsico-qu\u00edmicos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A hiperimuniza\u00e7\u00e3o para a obten\u00e7\u00e3o do soro \u00e9 realizada em cavalos desde o      come\u00e7o do s\u00e9culo porque s\u00e3o animais de grande porte. Assim, produzem uma volumosa      quantidade de plasma com anticorpos para o processamento industrial de soro      para atender \u00e0 demanda nacional, sem que os animais sejam prejudicados no      processo. H\u00e1 um acompanhamento m\u00e9dico-veterin\u00e1rio destes cavalos, al\u00e9m de      receberem uma alimenta\u00e7\u00e3o ricamente balanceada.<\/p>\n<p>O processamento do plasma para obten\u00e7\u00e3o do soro \u00e9 realizado em um sistema      fechado, inteiramente desenvolvido pelo Instituto Butantan, instalado para      atingir a produ\u00e7\u00e3o de 600 mil ampolas de soro por ano, atendendo \u00e0s exig\u00eanicas      de controle de qualidade e biosseguran\u00e7a da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Os soros produzidos pelo instituto Butantan s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Antibotr\u00f3pico:<\/strong> para acidentes com jararaca, jararacu\u00e7u,        urutu, cai\u00e7aca, cotiara.<strong><br \/>\n       Anticrot\u00e1lico: <\/strong>para acidentes com cascavel.<strong><br \/>\n       Antilaqu\u00e9tico:<\/strong> para acidentes com surucucu.<strong><br \/>\n       Antielap\u00eddico:<\/strong> para acidentes com coral.<strong><br \/>\n       Antibotr\u00f3pico-laqu\u00e9tico:<\/strong> para acidentes com jararaca, jararacu\u00e7u,        urutu, cai\u00e7aca, cotiara ou surucucu.<strong><br \/>\n       Antiaracn\u00eddico:<\/strong> para acidentes com aranhas do g\u00e9nero Phoneutria        (armadeira), Loxosceles (aranha marrom) e escorpi\u00f5es brasileiros do g\u00e9nero        Tityus.<strong><br \/>\n       Antiescorpi\u00f4nico: <\/strong>para acidentes com escorpi\u00f5es brasileiros do        g\u00e9neroTityus.<strong><br \/>\n       Antilonomia:<\/strong> para acidentes com taturanas do g\u00e9nero Lonomia.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Al\u00e9m dos soros anti-pe\u00e7onhentos, o Instituto Butantan tamb\u00e9m produz soros      para o tratamento de infec\u00e7\u00f5es e preven\u00e7\u00e3o de rejei\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os. A maior      parte desses soros \u00e9 obtida pelo mesmo processo dos soros antipe\u00e7onhentos.      A \u00fanica diferen\u00e7a est\u00e1 no tipo de subst\u00e2ncia injetada no animal para induzir      a forma\u00e7\u00e3o de anticorpos. No caso dos soros contra difteria, botulismo e t\u00e9tano,      \u00e9 usado o tox\u00f3ide preparado com materiais das pr\u00f3prias bact\u00e9rias. Para a produ\u00e7\u00e3o      do anti-r\u00e1bico, \u00e9 usado o v\u00edrus r\u00e1bico inativado.<\/p>\n<h4>OUTROS SOROS<\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Anti-tet\u00e2nico:<\/strong> para o tratamento do t\u00e9tano.<strong><br \/>\n       Anti-r\u00e1bico:<\/strong> para o tratamento da raiva.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/soro-e4.jpg\" alt=\"Soro e Vacina\" width=\"289\" height=\"215\" title=\"Soro e Vacina\" \/><br \/>\n<strong>Concentra\u00e7\u00e3o de soros, 1940<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Antidift\u00e9rico:<\/strong> para tratamento da difteria.<strong><br \/>\n       Anti-botul\u00ednico &#8211; &#8220;A&#8221;: <\/strong>para tratamento do botulismo do        tipo A.<strong><br \/>\n       Anti-botul\u00ednico &#8211; &#8220;B&#8221;:<\/strong> para tratamento do botulismo do        tipo B.<strong><br \/>\n       Anti-botul\u00ednico &#8211; &#8220;ABE&#8221;:<\/strong> para tratamento de botulismo        dos tipos A, B e E.<strong><br \/>\n       Anti-timocit\u00e1rio: <\/strong>o soro antitimocit\u00e1rio \u00e9 usado para reduzir as        possibilidades de rejei\u00e7\u00e3o de certos \u00f3rg\u00e3os transplantados.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O Instituto Butantan produz dois tipos desse soro:<\/strong> o de      origem eq\u00fcina e o monoclonal. O primeiro tipo \u00e9 obtido atrav\u00e9s da hiperimunizac\u00e3o      de cavalos com c\u00e9lulas obtidas do timo humano (gl\u00e2ndula localizada no pesco\u00e7o)      e, em seguida, s\u00e3o purificados. O segundo tipo \u00e9 produzido a partir de c\u00e9lulas      obtidas em equipamentos especiais chamados bioreatores.<\/p>\n<p>Como resultado de estudos na \u00e1rea, est\u00e3o sendo desenvolvidas novas formas      de utiliza\u00e7\u00e3o dos soros, aumentando o seu potencial de utiliza\u00e7\u00e3o, seja atrav\u00e9s      da obten\u00e7\u00e3o de graus mais elevados de purifica\u00e7\u00e3o, da redu\u00e7\u00e3o de custos ou      do aumento do prazo de armazenamento, como os produtos liofilizados. Soros      Antipe\u00e7onhentos Liof\u00edlizados estar\u00e3o sendo disponibilizados brevemente.<\/p>\n<p>Uma pequena parcela de indiv\u00edduos tratados com os soros de origem eq\u00fcina      torna-se hipersens\u00edvel a certos componentes desses soros. Para esses casos,      o Butantan vem estudando a possibilidade de produ\u00e7\u00e3o de alguns soros a partir      de sangue humano, como o anti-r\u00e1bico e o anti-tet\u00e2nico, que tamb\u00e9m pode ser      obtido a partir de m\u00e3es que foram vacinadas contra o t\u00e9tano (visando o controle      profil\u00e1tico dessa doen\u00e7a em rec\u00e9m-nascidos) j\u00e1 que elas concentram os anticorpos      na pr\u00f3pria placenta.<\/p>\n<h4>VACINAS<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/soro-e5.jpg\" alt=\"Soro e Vacina\" width=\"292\" height=\"186\" title=\"Soro e Vacina\" \/><br \/>\n<strong>Laborat\u00f3rio de produ\u00e7\u00e3o de vacina tr\u00edplice<\/strong><\/p>\n<p>As vacinas cont\u00eam agentes infecciosos inativados ou seus produtos, que induzem      a produ\u00e7\u00e3o de anticorpos pelo pr\u00f3prio organismo da pessoa vacinada, evitando      a contra\u00e7\u00e3o de uma doen\u00e7a. Isso se d\u00e1 atrav\u00e9s de um mecanismo org\u00e2nico chamado      &#8220;mem\u00f3ria<br \/>\n     celular&#8221;. <\/p>\n<p><strong>As vacinas diferem dos soros tamb\u00e9m no processo de produ\u00e7\u00e3o, sendo      feitas a partir de microrganismos inativados ou de suas toxinas, em um processo      que, de maneira geral, envolve:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Fermenta\u00e7\u00e3o<br \/>\n       Detoxifica\u00e7\u00e3o<br \/>\n       Cromatografia<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Entre as vacinas produzidas pelo Instituto, est\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Tox\u00f3ide tet\u00e2nico:<\/strong> para preven\u00e7\u00e3o do t\u00e9tano. A produ\u00e7\u00e3o        de tox\u00f3ide tet\u00e2nico pelo Instituto Butantan chega a 150 milh\u00f5es de doses        por ano, atendendo a demanda nacional. O tox\u00f3ide tamb\u00e9m serve para produzir        as vacinas dupla (dTe DT] e tr\u00edplice [DTP].<strong><br \/>\n       Vacina dupla (dT):<\/strong> para preven\u00e7\u00e3o da difteria e t\u00e9tano em indiv\u00edduos        acima dos 11 anos.<strong><br \/>\n       Vacina tr\u00edplice (DTP):<\/strong> para preven\u00e7\u00e3o da difteria, t\u00e9tano e coqueluche.        Esta vacina \u00e9 obtida a partir de uma bact\u00e9ria morta, o que constitui uma        dificuldade em sua produ\u00e7\u00e3o, pois a bact\u00e9ria deve estar em um determinado        est\u00e1gio de crescimento, que garanta \u00e0 vacina, ao mesmo tempo, pot\u00eancia e        baixa toxicidade.<strong><br \/>\n       BCG \u00edntrad\u00e9rmico:<\/strong> para preven\u00e7\u00e3o da tuberculose. O Instituto Butantan        produz cerca de 500 mil doses de BCG por ano. Com novas t\u00e9cnicas de envase        e liofilizac\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o deve ser aumentada em 50%.<strong><br \/>\n       Contra a raiva (uso humano): <\/strong>para preven\u00e7\u00e3o da raiva. Produzida        em cultura celular, que nos possibilita ter uma vacina menos reatog\u00eanica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>NOVAS VACINAS<\/h4>\n<p>Em sua tradi\u00e7\u00e3o pioneira voltada \u00e0 Sa\u00fade P\u00fablica, o Instituto Butantan segue      realizando pesquisas para a produ\u00e7\u00e3o de novas vacinas. Est\u00e1 em desenvolvimento      uma vacina contra meningite A, B e C, e uma nova vacina contra coqueluche.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e3o sendo realizadas pesquisas com a utiliza\u00e7\u00e3o de engenharia gen\u00e9tica,      assim como foi feito com a vacina contra hepatite, desta vez para o desenvolvimento      de vacinas contra a dengue e esquistossomose (em conjunto com a FIOCRUZ- Funda\u00e7\u00e3o      Instituto Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro.) <\/p>\n<p>O Instituto Butantan desenvolveu a primeira vacina recombinante no Brasil      (utilizando t\u00e9cnicas de engenharia gen\u00e9tica) contra a Hepatite B, com capacidade      de produ\u00e7\u00e3o de 50 milh\u00f5es de doses por ano. H\u00e1 uma previs\u00e3o de aumento dessa      produ\u00e7\u00e3o para suprir a demanda nacional, bem como a perspectiva de combin\u00e1-la      com a vacina tr\u00edplice e a hemophilus, obtendo desta maneira a vacina pentavalente.<\/p>\n<p>Vacina contra a gripe (influenza) \u0096 Acordo firmado com Laborat\u00f3rio Aventis      Pasteur\/Fran\u00e7a, possibilita ao Instituto receber mat\u00e9ria prima e se responsailizar      pelo controle de qualidade e envasametno de doses (17 milh\u00f5es). Essa transfer\u00eancia      de tecnologia vem ocorrendo desde 2000 e, a partir de 2007, o Butantan estar\u00e1      atendendo a demanda nacional.<\/p>\n<h4><strong>Novos produtos<\/strong><\/h4>\n<p>Al\u00e9m dos soros e vacinas, o Instituto Butantan continua investindo em novos      produtos para a Sa\u00fade P\u00fablica. Entre estes produtos est\u00e3o os biof\u00e1rmacos que      s\u00e3o medicamentos biol\u00f3gicos para uso humano. Como a maioria da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o      tem condi\u00e7\u00f5es de pagar o valor extremamente alto destes medicamentos importados,      o Instituto Butantan, inicia tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o de biof\u00e1rmacos para que o Minist\u00e9rio      da Sa\u00fade possa distribuir \u00e0s unidades de sa\u00fade em todo o Brasil para uso gratuito.    <\/p>\n<p><strong>Dois exemplos de grande fun\u00e7\u00e3o social s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Eritropoetina &#8211; <\/strong>medicamente necess\u00e1rio para pacientes        renais que permanecem na fila de espera aguardando o transplante de rim<strong><br \/>\n       Surfactante &#8211;<\/strong> medicamento para beb\u00eas prematuros que nascem com        pulm\u00f5es ainda n\u00e3o totalmente desenvolvidos por falta desta subst\u00e2ncia. Na        maioria dos casos em que os pais n\u00e3o t\u00eam recursos para pagar o produto importado,        estes beb\u00eas acabam falecendo. Hoje, isto representa cerca de 25.000 casos.        A produ\u00e7\u00e3o do surfactante pulmonar para beb\u00eas prematuros foi viabilizada        por meio de uma parceria do Instituto Butantan com a FAPESP &#8211; Funda\u00e7\u00e3o de        Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; e a empresa Sadia<strong><br \/>\n       Toxina Botul\u00ednica<\/strong>, para tratamento de doen\u00e7as oculares, ortop\u00e9dicas        e para uso est\u00e9tico<strong><br \/>\n       Hemoderivados<\/strong>, iniciar\u00e1 em 2004 a implanta\u00e7\u00e3o de planta que atrav\u00e9s        do processamento de plasma produzir\u00e1 fatores anti-hemof\u00edlico, imuno globulina        e albumina. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Com alto controle de qualidade aprovado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade,      observando os princ\u00edpios de bioseguranca e bio\u00e9tica, o Instituto Butantan      vem cumprindo sua fun\u00e7\u00e3o social na tr\u00edplice atividade de pesquisa cient\u00edfica,      desenvolvimento e produ\u00e7\u00e3o de imunobiol\u00f3gicos e educa\u00e7\u00e3o aplicados \u00e0 Sa\u00fade      P\u00fablica. <\/p>\n<p>Assim, valoriza seu passado e caminha em direc\u00e3o ao futuro.<\/p>\n<p><strong>Henrique Mois\u00e9s Canter<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Ab\u00edlio Perez Junior<\/strong><\/p>\n<p><strong>Hisako G. Higashi<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rosalvo R. Guidolin<\/strong><\/p>\n<p>Fonte:  www.butantan.gov.br<\/p>\n<h6>Soro e Vacina<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>Os dois agem como imunizadores, mas s\u00e3o usados em diferentes situa\u00e7\u00f5es. Conhe\u00e7a      um pouco mais sobre a produ\u00e7\u00e3o de <strong>soros<\/strong>.<\/p>\n<p>Entre os tipos de imuniza\u00e7\u00f5es, a vacina \u00e9 a mais lembrada. Mas, n\u00e3o se pode      esquecer da import\u00e2ncia da soroterapia. Diferente das vacinas na fun\u00e7\u00e3o e      na composi\u00e7\u00e3o, o soro \u00e9 usado como tratamento depois que a doen\u00e7a j\u00e1 se instalou      ou ap\u00f3s a contamina\u00e7\u00e3o com agente t\u00f3xico espec\u00edfico, como venenos ou toxinas.      Tanto as vacinas como os soros s\u00e3o fabricados a partir de organismos vivos,      por isso s\u00e3o chamados de imunobiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Soros &amp; vacinas s\u00e3o produtos de origem biol\u00f3gica (chamados imunobiol\u00f3gicos)      usados na preven\u00e7\u00e3o e tratamento de doen\u00e7as. A diferen\u00e7a entre esses dois      produtos est\u00e1 no fato dos soros j\u00e1 conterem os anticorpos necess\u00e1rios para      combater uma determinada doen\u00e7a ou intoxica\u00e7\u00e3o, enquanto que as vacinas cont\u00eam      agentes infecciosos incapazes de provocar a doen\u00e7a (a vacina \u00e9 in\u00f3cua), mas      que induzem o sistema imunol\u00f3gico da pessoa a produzir anticorpos, evitando      a contra\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Portanto, o soro \u00e9 curativo, enquanto a vacina \u00e9, essencialmente, preventiva<\/p>\n<h4>Vacina<\/h4>\n<p>As vacinas cont\u00eam agentes infecciosos inativados ou seus produtos, que induzem      a produ\u00e7\u00e3o de anticorpos pelo pr\u00f3prio organismo da pessoa vacinada, evitando      a contra\u00e7\u00e3o de uma doen\u00e7a. Isso se d\u00e1 atrav\u00e9s de um mecanismo org\u00e2nico chamado      &#8220;mem\u00f3ria celular&#8221;.<\/p>\n<p><strong>As vacinas diferem dos soros tamb\u00e9m no processo de produ\u00e7\u00e3o, sendo      feitas a partir de microrganismos inativados ou de suas toxinas, em um processo      que, de maneira geral, envolve<\/strong>: <\/p>\n<blockquote>\n<p>Fermenta\u00e7\u00e3o<br \/>\n       Detoxifica\u00e7\u00e3o<br \/>\n       Cromatografia. <\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Diferen\u00e7as entre a vacina e o soro<\/h4>\n<table width=\"500\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td align=\"center\" width=\"244\"><strong>Vacina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"246\"><strong>Soro <\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<p align=\"center\">Cont\u00e9m agentes              infecciosos inativados ou produtos deles que induzem a produ\u00e7\u00e3o de              anticorpos pelo pr\u00f3prio organismo da pessoa vacinada.<\/p>\n<p align=\"center\">Tem poder preventivo.<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Cont\u00e9m os anticorpos necess\u00e1rios            para combater determinada doen\u00e7a ou intoxica\u00e7\u00e3o.  <\/p>\n<p align=\"center\">Tem              poder curativo.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<h4>Tipos e descri\u00e7\u00f5es de vacinas<\/h4>\n<p><strong>Vacina BCG<\/strong><\/p>\n<p>Preparada com bacilos vivos provenientes de cepas atenuadas de Mycobacterium      bovis. Deve ser administrada com seringas e agulhas apropriadas, em regi\u00e3o      intrad\u00e9rmica, na por\u00e7\u00e3o da inser\u00e7\u00e3o inferior do m\u00fasculo delt\u00f3ide, preferencialmente,      no bra\u00e7o direito, o mais precocemente poss\u00edvel, a partir do nascimento, embora      pessoas de qualquer idade possam ser vacinadas. Contra-indicada para indiv\u00edduos      portadores de imunodefici\u00eancias cong\u00eanitas e adquiridas, incluindo-se pacientes      em terapia imunosupressora.<\/p>\n<p>Gr\u00e1vidas tamb\u00e9m s\u00e3o devem ser vacinadas, bem como crian\u00e7as com peso inferior      a 2.000g. Pacientes doentes com Sida n\u00e3o devem receber esta vacina, por\u00e9m,      crian\u00e7as portadoras do v\u00edrus da imunodefici\u00eancia adquirida, com contagem de      CD4 superior a 500, sem sinais de infec\u00e7\u00e3o ativa, podem recebe-la. Portadores      de doen\u00e7as graves, neoplasias malignas, com infec\u00e7\u00f5es ou queimaduras extensas      em pele, bem como convalescentes de sarampo tamb\u00e9m comp\u00f5em o grupo de pessoas      que n\u00e3o podem ser imunizadas com o BCG. N\u00e3o recomendamos a revacina\u00e7\u00e3o rotineira      dos indiv\u00edduos, entre os 6 e 10 anos, embora tal esquema seja o recomendado      pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Vacina contra hepatite B<\/strong><\/p>\n<p>Vacina produzida por engenharia gen\u00e9tica com t\u00e9cnica de DNA recombinante,      contendo ant\u00edgeno de superf\u00edcie do v\u00edrus da hepatite C (HbsAg).<\/p>\n<p>Deve ser administrada o mais precocemente poss\u00edvel, a partir do nascimento,      por via intramuscular profunda, seguida por outras duas doses, um e seis meses      ap\u00f3s a primeira. Os adultos devem tamb\u00e9m receber tr\u00eas doses, respeitando-se      os mesmos intervalos, embora, nestes casos, vimos indicando a vacina conjugada,      contra as hepatites A e B, seguindo o mesmo esquema j\u00e1 proposto. Discute-se      a necessidade de refor\u00e7os a cada 5 &#8211; 10 anos e a confirma\u00e7\u00e3o da resposta imunit\u00e1ria      pode ser feita atrav\u00e9s de dosagem de anti- HBs que se positiva ap\u00f3s a adequada      imuniza\u00e7\u00e3o. Esta vacina n\u00e3o deve ser administrada na regi\u00e3o gl\u00fatea, devendo      ser utilizado o casto lateral da coxa em crian\u00e7as menores de dois anos em      nos demais indiv\u00edduos, o delt\u00f3ide.<\/p>\n<p>Nos rec\u00e9m-nascidos de m\u00e3es HbsAg positivas, al\u00e9m da administra\u00e7\u00e3o da vacina,      deve ser realizada a imuniza\u00e7\u00e3o passiva, nas primeiras 12 horas de vida, com      imunoglubulina humana espec\u00edfica (0,5ml).<\/p>\n<p>Devido \u00e0 sua comprovada efic\u00e1cia, m\u00ednimos efeitos colaterais e aus\u00eancia de      contra-indica\u00e7\u00f5es (s\u00f3 n\u00e3o deve ser administrada a indiv\u00edduos sabidamente al\u00e9rgicos      a um dos componentes da vacina) tem, em nosso entendimento, indica\u00e7\u00e3o universal.<\/p>\n<p><strong>Vacina contra o sarampo, caxumba e rub\u00e9ola<\/strong><\/p>\n<p>Vacina combinada de v\u00edrus atenuados contra as tr\u00eas mol\u00e9stias. Pode ser utilizada      a partir de 12 meses de idade, em dose \u00fanica, embora, indiquemos uma segunda      dose, a partir da adolesc\u00eancia. A aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 subcut\u00e2nea, tendo as mesmas      contra-indica\u00e7\u00f5es da vacina contra o sarampo, ressaltando-se que mulheres      em idade f\u00e9rtil vacinadas com esta vacina (ou com a monovalente contra o sarampo)      devem evitar a gravidez durante os 30-90 dias seguintes \u00e0 imuniza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Rea\u00e7\u00f5es como dores articulares, artrites e adenomegalias podem ocorrer, principalmente      em adultos, entre a segunda e oitava semana p\u00f3s-vacinal, em resposta ao componente      anti-rub\u00e9ola. Parotidite p\u00f3s-vacinal, raramente, pode ocorrer.<\/p>\n<p><strong>Vacina contra a febre amarela<\/strong><\/p>\n<p>Produzida com v\u00edrus vivos atenuados. Pode ser administrada (subcut\u00e2nea) a      partir dos seis meses de idade em habitantes de \u00e1reas end\u00eamicas da doen\u00e7a,      ou tamb\u00e9m, aos viajantes que se dirigirem a essas regi\u00f5es (imunidade adquirida      ap\u00f3s o d\u00e9cimo dia do ato vacinal). Outro assim, em casos de epidemias, devemos      considerar a possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o do composto vacinal em crian\u00e7as menores      de seis meses. Refor\u00e7os devem ser realizados a cada 10 anos. Tem como contra-indica\u00e7\u00e3o,      al\u00e9m das contra-indica\u00e7\u00f5es gerais \u00e0s vacinas de v\u00edrus vivos, dentre as quais      a gravidez, antecedentes de rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica grave a ovo.<\/p>\n<p><strong>Vacina contra gripe<\/strong><\/p>\n<p>Produzida anualmente utilizando-se as cepas virais relacionadas \u00e0s epidemias      da doen\u00e7a do per\u00edodo imediatamente anterior \u00e0 sua fabrica\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da separa\u00e7\u00e3o      dos v\u00edrus coletados em v\u00e1rios laborat\u00f3rios dispersos no mundo, muitos aqui      no Brasil. Essas vacinas, de v\u00edrus inativados, podem ser administradas a partir      dos seis meses de idade, sendo necess\u00e1rio \u00e0s crian\u00e7as menores de seis anos,      que a recebem pela primeira vez, a administra\u00e7\u00e3o de duas doses (com aplica\u00e7\u00e3o      de metade da dose em cada uma das aplica\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p>Embora sua efic\u00e1cia se situe entre 80% e 85%, temos recomendado a sua aplica\u00e7\u00e3o      a todas as crian\u00e7as com risco de dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, \u00e0queles portadores      de infec\u00e7\u00f5es de vias a\u00e9reas de repeti\u00e7\u00e3o, de mol\u00e9stias cardiovasculares e      pulmonares cr\u00f4nicas (inclusive asma). Em rela\u00e7\u00e3o aos adultos, pela grande      experi\u00eancia adquirida com a vacina\u00e7\u00e3o empresarial, com importante redu\u00e7\u00e3o      das faltas ao trabalho, temos recomendado a vacina\u00e7\u00e3o anual e rotineira de      todos os indiv\u00edduos, considerando-se, tamb\u00e9m o benef\u00edcio social advindo da      preven\u00e7\u00e3o da mol\u00e9stia.<\/p>\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o, intramuscular, pode levar \u00e0 dor local e, mais raramente, \u00e0 febre      e discreta mialgia. Importante informar aos indiv\u00edduos vacinados qual a imunidade      adquirida p\u00f3s-vacinal se apresenta ap\u00f3s a segunda semana do ato e, caso o      paciente venha a contrair gripe nesse per\u00edodo, n\u00e3o se deve \u00e0 falha vacinal      ou \u00e0 transmiss\u00e3o da doen\u00e7a pela vacina, absurdo que alguns desinformados teimam      em espalhar. As contra-indica\u00e7\u00f5es se restringem a rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas a um dos      componentes vacinais, \u00e0s prote\u00ednas do ovo e ao timerosal. A gravidez deve      ser avaliada em cada caso, n\u00e3o se constituindo em contra-indica\u00e7\u00e3o absoluta      da administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Soro<\/h4>\n<p><strong>Aplica\u00e7\u00e3o e tipos de soros<\/strong><\/p>\n<p>Os mais conhecidos soros s\u00e3o os antiof\u00eddicos, que neutralizam os efeitos      t\u00f3xicos do veneno de animais pe\u00e7onhentos, por exemplo, cobras e aranhas.<\/p>\n<p>No entanto, h\u00e1 soros para o tratamento de doen\u00e7as, como difteria, t\u00e9tano,      botulismo e raiva, e s\u00e3o produzidos tamb\u00e9m soros que reduzem a possibilidade      de rejei\u00e7\u00e3o de certos \u00f3rg\u00e3os transplantados, chamados de Anti-timocit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Quando uma pessoa \u00e9 picada por um animal pe\u00e7onhento, o soro antiof\u00eddico \u00e9      o \u00fanico tratamento eficaz. A v\u00edtima deve ser levada ao servi\u00e7o de sa\u00fade mais      pr\u00f3ximo, onde receber\u00e1 o aux\u00edlio adequado. Para cada tipo de veneno h\u00e1 um      soro espec\u00edfico, por isso \u00e9 importante identificar o animal agressor e se      poss\u00edvel lev\u00e1-lo, mesmo morto, para facilitar o diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o do soro \u00e9 feita geralmente atrav\u00e9s da hiperimuniza\u00e7\u00e3o de cavalos.      No caso do soro antiof\u00eddico, \u00e9 extra\u00eddo o veneno do animal pe\u00e7onhento e inoculado      em um cavalo para que seu organismo produza os anticorpos espec\u00edficos para      aquela toxina. Esse animal \u00e9 o mais indicado para a atividade devido \u00e0 facilidade      de trato, por responderem bem ao est\u00edmulo da pe\u00e7onha e pelo seu grande porte,      o que favorece a fabrica\u00e7\u00e3o de um grande volume de sangue rico em anticorpos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o dos anticorpos, s\u00e3o retirados em torno de 15 litros de sangue      do animal. A parte l\u00edquida do sangue, o plasma, rico em anticorpos passa por      alguns processos de purifica\u00e7\u00e3o e testes de controle de qualidade, para da\u00ed      ent\u00e3o estar pronto para o uso em humanos. As hem\u00e1cias, que formam a parte      vermelha do sangue, s\u00e3o devolvidas ao animal atrav\u00e9s de uma t\u00e9cnica de reposi\u00e7\u00e3o      para reduzir os efeitos colaterais provocados pela sangria.<\/p>\n<p>O soro para o tratamento de doen\u00e7as infecciosas e para prevenir a rejei\u00e7\u00e3o      de \u00f3rg\u00e3os tamb\u00e9m \u00e9 obtido por processo semelhante. A \u00fanica diferen\u00e7a est\u00e1      no tipo de subst\u00e2ncia injetada no animal para induzir a produ\u00e7\u00e3o de anticorpos,      que na maioria dos casos \u00e9 alguma parte da pr\u00f3pria bact\u00e9ria ou o v\u00edrus inativado.<\/p>\n<p>O Instituto Butantan \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 80% dos soros e vacinas utilizados      hoje no Brasil. Veja abaixo alguns soros produzidos pelo Instituto e distribu\u00eddos      pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade a todo o pa\u00eds.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Antibotr\u00f3pico<\/strong> &#8211; para acidentes com jararaca, jararacu\u00e7u,        urutu, cai\u00e7aca, cotiara.<strong><br \/>\n       Anticrot\u00e1lico<\/strong> &#8211; para acidentes com cascavel.<strong><br \/>\n       Antilaqu\u00e9tico<\/strong> &#8211; para acidentes com surucucu.<strong><br \/>\n       Antielap\u00eddico<\/strong> &#8211; para acidentes com coral.<strong><br \/>\n       Antiaracnidico<\/strong> &#8211; para acidentes com aranhas do g\u00eanero Phoneutria        (armadeira), Loxosceles (aranha marrom) e escorpi\u00f5es brasileiros do g\u00eanero        Tityus.<strong><br \/>\n       Antiescorpi\u00f3nico<\/strong> &#8211; para acidentes com escorpi\u00f5es brasileiros do        g\u00eaneroTityus.<strong><br \/>\n       Anilonomia<\/strong> &#8211; para acidentes com taturanas do g\u00eanero Lonomia.<strong><br \/>\n       Anti-tet\u00e2nico<\/strong> &#8211; para o tratamento do t\u00e9tano.<strong><br \/>\n       Anfi-r\u00e1bico <\/strong>&#8211; para o tratamento da raiva.<strong><br \/>\n       Antifidift\u00e9rico<\/strong> &#8211; para tratamento da difteria.<strong><br \/>\n       Anti-botul\u00ednico &#8220;A&#8221;<\/strong> &#8211; para tratamento do botulismo do        tipo A.<strong><br \/>\n       Anti-botul\u00ednico &#8220;B&#8221; <\/strong>&#8211; para tratamento do botulismo do        tipo B.<strong><br \/>\n       Anti-botul\u00ednico &#8220;ABE&#8221;<\/strong> &#8211; para tratamento de botulismo        dos tipos A B e E.<strong><br \/>\n       Anti-timocit\u00e1rio <\/strong>&#8211; usado para reduzir as possibilidades de rejei\u00e7\u00e3o        de certos \u00f3rg\u00e3os transplantados.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4><strong>A PRODU\u00c7\u00c3O DE SORO<\/strong><\/h4>\n<p>Os soros s\u00e3o utilizados para tratar intoxica\u00e7\u00f5es provocadas pelo veneno de      animais pe\u00e7onhentos ou por toxinas de agentes infecciosos, como os causadores      da difteria, botulismo e t\u00e9tano. A primeira etapa da produ\u00e7\u00e3o de soros antipe\u00e7onhentos      \u00e9 a extra\u00e7\u00e3o do veneno &#8211; tamb\u00e9m chamado pe\u00e7onha &#8211; de animais como serpentes,      escorpi\u00f5es, aranhas e taturanas. Ap\u00f3s a extra\u00e7\u00e3o, a pe\u00e7onha \u00e9 submetida a      um processo chamado liofilizac\u00e3o, que desidrata e cristaliza o veneno.<\/p>\n<p><strong>A produ\u00e7\u00e3o do soro obedece \u00e0s seguintes etapas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> O veneno liofilizado (ant\u00edgeno) \u00e9 dilu\u00eddo e injetado      no cavalo, em doses adequadas. Esse processo leva 40 dias e \u00e9 chamado hiperimunizac\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Ap\u00f3s a hiperimunizac\u00e3o, \u00e9 realizada uma sangria explorat\u00f3ria,      retirando uma amostra de sangue para medir o teor de anticorpos produzidos      em resposta \u00e0s injec\u00f5es do ant\u00edgeno.<\/p>\n<p><strong>3. <\/strong>Quando o teor de anticorpos atinge o n\u00edvel desejado,      \u00e9 realizada a sangria final, retirando-se cerca de quinze litros de sangue      de um cavalo de 500 Kg em tr\u00eas etapas, com um intervalo de 48 horas.<\/p>\n<p><strong>4. <\/strong>No plasma (parte l\u00edquida do sangue) s\u00e3o encontrados os      anticorpos. O soro \u00e9 obtido a partir da purifica\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o desse plasma.<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> As hem\u00e1cias (que formam a parte vermelha do sangue) s\u00e3o      devolvidas ao animal, atrav\u00e9s de uma t\u00e9cnica desenvolvida no Instituto Butantan,      chamada plasmaferese. Essa t\u00e9cnica de reposi\u00e7\u00e3o reduz os efeitos colaterais      provocados pela sangria do animal.<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> <strong>No final do processo, o soro obtido \u00e9 submetido      a testes de controle de qualidade:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>6.1. <\/strong>Atividade biol\u00f3gica &#8211; para verifica\u00e7\u00e3o da quantidade        de anticorpos produzidos.<strong><br \/>\n       6.2. <\/strong>Esterilidade &#8211; para a detec\u00e7\u00e3o de eventuais contamina\u00e7\u00f5es        durante a produ\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\n       6.3.<\/strong> Inocuidade &#8211; teste de seguran\u00e7a para o uso humano; pirog\u00eanio        &#8211; para detectar a presen\u00e7a dessa subst\u00e2ncia, que provoca altera\u00e7\u00f5es de temperatura        nos pacientes; e testes f\u00edsico-qu\u00edmicos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte:  www.foz.unioeste.br<\/p>\n<h6>Soro e Vacina<\/h6>\n<p>Os dois agem como imunizadores, mas s\u00e3o usados em diferentes situa\u00e7\u00f5es. Conhe\u00e7a      um pouco mais sobre a produ\u00e7\u00e3o de soros.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/soro-e7.jpg\" alt=\"Soro e Vacina\" width=\"340\" height=\"298\" title=\"Soro e Vacina\" \/><\/p>\n<p>Entre os tipos de imuniza\u00e7\u00f5es, a vacina \u00e9 a mais lembrada. Mas, n\u00e3o se pode      esquecer da import\u00e2ncia da soroterapia. <\/p>\n<p>Diferente das vacinas na fun\u00e7\u00e3o e na composi\u00e7\u00e3o, o soro \u00e9 usado como tratamento      depois que a doen\u00e7a j\u00e1 se instalou ou ap\u00f3s a contamina\u00e7\u00e3o com agente t\u00f3xico      espec\u00edfico, como venenos ou toxinas. <\/p>\n<p>Tanto as vacinas como os soros s\u00e3o fabricados a partir de organismos vivos,      por isso s\u00e3o chamados de imunobiol\u00f3gicos. <\/p>\n<h4>Aplica\u00e7\u00e3o e tipos de soros<\/h4>\n<p>Os mais conhecidos soros s\u00e3o os antiof\u00eddicos, que neutralizam os efeitos      t\u00f3xicos do veneno de animais pe\u00e7onhentos, por exemplo, cobras e aranhas. No      entanto, h\u00e1 soros para o tratamento de doen\u00e7as, como difteria, t\u00e9tano, botulismo      e raiva, e s\u00e3o produzidos tamb\u00e9m soros que reduzem a possibilidade de rejei\u00e7\u00e3o      de certos \u00f3rg\u00e3os transplantados, chamados de Anti-timocit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Quando uma pessoa \u00e9 picada por um animal pe\u00e7onhento, o soro antiof\u00eddico \u00e9      o \u00fanico tratamento eficaz. A v\u00edtima deve ser levada ao servi\u00e7o de sa\u00fade mais      pr\u00f3ximo, onde receber\u00e1 o aux\u00edlio adequado. Para cada tipo de veneno h\u00e1 um      soro espec\u00edfico, por isso \u00e9 importante identificar o animal agressor e se      poss\u00edvel lev\u00e1-lo, mesmo morto, para facilitar o diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o do soro \u00e9 feita geralmente atrav\u00e9s da hiperimuniza\u00e7\u00e3o de cavalos.      No caso do soro antiof\u00eddico, \u00e9 extra\u00eddo o veneno do animal pe\u00e7onhento e inoculado      em um cavalo para que seu organismo produza os anticorpos espec\u00edficos para      aquela toxina. Esse animal \u00e9 o mais indicado para a atividade devido \u00e0 facilidade      de trato, por responderem bem ao est\u00edmulo da pe\u00e7onha e pelo seu grande porte,      o que favorece a fabrica\u00e7\u00e3o de um grande volume de sangue rico em anticorpos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o dos anticorpos, s\u00e3o retirados em torno de 15 litros de sangue      do animal. A parte l\u00edquida do sangue, o plasma, rico em anticorpos passa por      alguns processos de purifica\u00e7\u00e3o e testes de controle de qualidade, para da\u00ed      ent\u00e3o estar pronto para o uso em humanos. As hem\u00e1cias, que formam a parte      vermelha do sangue, s\u00e3o devolvidas ao animal atrav\u00e9s de uma t\u00e9cnica de reposi\u00e7\u00e3o      para reduzir os efeitos colaterais provocados pela sangria.<\/p>\n<p>O soro para o tratamento de doen\u00e7as infecciosas e para prevenir a rejei\u00e7\u00e3o      de \u00f3rg\u00e3os tamb\u00e9m \u00e9 obtido por processo semelhante. A \u00fanica diferen\u00e7a est\u00e1      no tipo de subst\u00e2ncia injetada no animal para induzir a produ\u00e7\u00e3o de anticorpos,      que na maioria dos casos \u00e9 alguma parte da pr\u00f3pria bact\u00e9ria ou o v\u00edrus inativado.<\/p>\n<p>O Instituto Butantan \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 80% dos soros e vacinas utilizados      hoje no Brasil. Veja abaixo alguns soros produzidos pelo Instituto e distribu\u00eddos      pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade a todo o pa\u00eds.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Antibotr\u00f3pico &#8211;<\/strong> para acidentes com jararaca, jararacu\u00e7u,        urutu, cai\u00e7aca, cotiara.<br \/>\n<strong>Anticrot\u00e1lico &#8211; <\/strong>para acidentes com cascavel.<br \/>\n<strong>Antilaqu\u00e9tico &#8211;<\/strong> para acidentes com surucucu.<br \/>\n<strong>Antielap\u00eddico &#8211;<\/strong> para acidentes com coral.<br \/>\n<strong>Antibotr\u00f3pico &#8211; lagu\u00e9tico &#8211; <\/strong>para acidentes com jararaca,        jararacu\u00e7u, urutu, cai\u00e7aca, cotiara ou surucucu.<br \/>\n<strong>Antiaracnidico &#8211;<\/strong> para acidentes com aranhas do g\u00eanero Phoneutria        (armadeira), Loxosceles (aranha marrom) e escorpi\u00f5es brasileiros do g\u00eanero        Tityus.<br \/>\n<strong>Antiescorpi\u00f3nico &#8211;<\/strong> para acidentes com escorpi\u00f5es brasileiros        do g\u00eaneroTityus.<br \/>\n<strong>Anilonomia &#8211;<\/strong> para acidentes com taturanas do g\u00eanero Lonomia.<br \/>\n<strong>Anti-tet\u00e2nico &#8211;<\/strong> para o tratamento do t\u00e9tano.<br \/>\n<strong>Anfi-r\u00e1bico &#8211; <\/strong>para o tratamento da raiva.<br \/>\n<strong>Antifidift\u00e9rico &#8211;<\/strong> para tratamento da difteria.<br \/>\n<strong>Anti-botul\u00ednico &#8220;A&#8221; &#8211; <\/strong>para tratamento do botulismo        do tipo A.<br \/>\n<strong>Anti-botul\u00ednico &#8220;B&#8221; &#8211;<\/strong> para tratamento do botulismo        do tipo B.<br \/>\n<strong>Anti-botul\u00ednico &#8220;ABE&#8221; &#8211;<\/strong> para tratamento de botulismo        dos tipos A B e E.<br \/>\n<strong>Anti-timocit\u00e1rio &#8211; <\/strong>usado para reduzir as possibilidades        de rejei\u00e7\u00e3o de certos \u00f3rg\u00e3os transplantados<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte:  www.unimed.com.br<\/p>\n<h6>Soro e Vacina<\/h6>\n<p>O Instituto Butantan produz soros contra venenos de serpentes e outros animais      pe\u00e7onhentos e vacinas variadas para combater agentes infecciosos. Entre as      vacinas produzidas pelo Butantan est\u00e3o a de preven\u00e7\u00e3o do t\u00e9tano, difteria      e hepatite B.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/soro-e6.jpg\" alt=\"Soro e Vacina\" width=\"299\" height=\"172\" title=\"Soro e Vacina\" \/><br \/>\n<strong>Ampolas de soro antiof\u00eddico produzido no Instituto Serumther\u00e1pico,      antigo nome do Instituto Butantan<\/strong><\/p>\n<h4>Preven\u00e7\u00e3o e tratamento<\/h4>\n<p><strong>Soros e vacinas<\/strong> s\u00e3o produtos de origem biol\u00f3gica usados      na preven\u00e7\u00e3o e tratamento de doen\u00e7as. A diferen\u00e7a entre esses dois produtos      est\u00e1 no fato de os soros j\u00e1 conterem os anticorpos necess\u00e1rios para combater      determinada doen\u00e7a ou intoxica\u00e7\u00e3o, enquanto as vacinas cont\u00eam agentes infecciosos      (micr\u00f3bios mortos ou de virul\u00eancia abrandada) incapazes de provocar a doen\u00e7a      e que induzem a produ\u00e7\u00e3o de anticorpos pelo organismo da pessoa vacinada.      Toda a produ\u00e7\u00e3o de soros e vacinas do Instituto Butantan \u00e9 enviada ao Minist\u00e9rio      da Sa\u00fade, que faz a distribui\u00e7\u00e3o dos produtos \u00e0s secretarias de sa\u00fade dos      estados. <\/p>\n<h4>Ant\u00eddotos<\/h4>\n<p>Vital Brasil descobriu que cada tipo de veneno of\u00eddico requer um ant\u00eddoto      espec\u00edfico, preparado com o veneno do mesmo tipo de serpente que causou o      acidente. O desenvolvimento da soroterapia, que come\u00e7ou com os experimentos      de Vital Brasil em 1920, consiste na aplica\u00e7\u00e3o no paciente de um soro formado      por um concentrado de anticorpos. No caso de envenenamento por cobra, o soro      \u00e9 utilizado para combater a toxina do seu veneno. <\/p>\n<h4>Produ\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>A primeira etapa de produ\u00e7\u00e3o de soros antipe\u00e7onhentos \u00e9 a extra\u00e7\u00e3o do veneno.      Ap\u00f3s a extra\u00e7\u00e3o, a pe\u00e7onha \u00e9 submetida a um processo chamado liofiliza\u00e7\u00e3o,      que desidrata e cristaliza o l\u00edquido. O veneno cristalizado \u00e9 dilu\u00eddo e injetado      em um cavalo em doses e concentra\u00e7\u00f5es crescentes durante 40 dias. Esse processo      \u00e9 chamado de hiperimuniza\u00e7\u00e3o. Depois desse per\u00edodo, o cavalo \u00e9 submetido a      uma sangria, em que uma amostra do sangue \u00e9 retirada para medir o n\u00edvel de      anticorpos produzidos em resposta \u00e0 inje\u00e7\u00e3o do veneno. Quando o teor de anticorpos      atinge o n\u00edvel desejado, \u00e9 realizada a sangria final, retirando-se 15 litros      de sangue de um cavalo de 500 quilos. No plasma, parte l\u00edquida do sangue,      s\u00e3o encontrados os anticorpos. O soro \u00e9 obtido a partir da purifica\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o      desse plasma. As hem\u00e1cias, que formam a parte vermelha do sangue, s\u00e3o devolvidas      ao animal. Essa t\u00e9cnica de reposi\u00e7\u00e3o reduz os efeitos colaterais provocados      pela sangria.<\/p>\n<h4>Fique ligado!<\/h4>\n<p>O veneno para a produ\u00e7\u00e3o de soro \u00e9 retirado da cobra viva sem machuc\u00e1-la      por t\u00e9cnicos habilitados e treinados para identificar e manusear serpentes.      De acordo com as especifica\u00e7\u00f5es do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e      dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), as serpentes recebem instala\u00e7\u00f5es      climatizadas de acordo com as necessidades de cada esp\u00e9cie.<\/p>\n<h4>Voc\u00ea sabia?<\/h4>\n<p>O Instituto Butantan sempre investiu na pesquisa de medicamentos biol\u00f3gicos      para uso humano. Existem pesquisas e produ\u00e7\u00f5es de diversos rem\u00e9dios, como      um utilizado em beb\u00eas prematuros. Os beb\u00eas que nascem antes do tempo n\u00e3o t\u00eam      seus pulm\u00f5es totalmente desenvolvidos e, por falta de uma subst\u00e2ncia lubrificante      que facilita o ato de inspirar e expirar, o surfactante pulmonar, podem acabar      morrendo. A produ\u00e7\u00e3o do surfactante pelo Instituto pode evitar a morte de      15 mil prematuros todos os anos.<\/p>\n<p>Fonte:  www.klickeducacao.com.br<\/p>\n<h6>Soro e Vacina<\/h6>\n<h4>Entenda a diferen\u00e7a entre vacina e soro<\/h4>\n<p>Conhecer conceitos b\u00e1sicos de sa\u00fade p\u00fablica, como endemia, epidemia e pandemia,      al\u00e9m das diferen\u00e7as entre vacina e soro, pode ajudar muito na hora do vestibular.<\/p>\n<p>Endemias, epidemias e pandemias dizem respeito a um tipo de doen\u00e7a infecciosa      ou est\u00e3o ligadas\u00a0tamb\u00e9m a fatores de morbidade, como obesidade e sedentarismo.<\/p>\n<p>\u0093Endemias\u00a0ocorrem quando esses fatores existem de forma cont\u00ednua      e constante dentro de uma determinada regi\u00e3o\u0094, explica Durval Barbosa,      professor de biologia da unidade Para\u00edso do cursinho COC, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>\u0093As epidemias acontecem quando alguma dessas condi\u00e7\u00f5es ou doen\u00e7as      surge de repente numa determinada localidade. Ent\u00e3o, \u00e9 registrado um grande      n\u00famero de casos a mais do que o normal num curto per\u00edodo de tempo.\u0094<\/strong><\/p>\n<p>O professor explica ainda que uma epidemia pode evoluir para uma pandemia,      como tem acontecido com a nova gripe, que \u00e9 quando passa a ocupar uma grande      regi\u00e3o geogr\u00e1fica, pa\u00eds ou continente.\u00a0<\/p>\n<h4 class=\"materia-intertitulo\"><strong>Vacina e soro<\/strong><\/h4>\n<p>Outro assunto importante para o vestibular \u00e9 entender as diferen\u00e7as entre      vacina e soro.<\/p>\n<p>As vacinas s\u00e3o subst\u00e2ncias qu\u00edmicas inoculadas nas pessoas para prevenir      doen\u00e7as. <\/p>\n<p>Elas s\u00e3o compostas por microorganismos, como bact\u00e9rias ou v\u00edrus enfraquecidos      de alguma forma. <\/p>\n<p>Quando aplicadas, produzem uma resposta imunol\u00f3gica prim\u00e1ria que consiste      na produ\u00e7\u00e3o de anticorpos e numa mem\u00f3ria imunol\u00f3gica desses ant\u00edgenos.<\/p>\n<p>\u0093Numa segunda vez em que esses ant\u00edgenos penetrarem no corpo, haver\u00e1      uma resposta imunol\u00f3gica secund\u00e1ria mais ampla, com uma quantidade maior de      anticorpos num per\u00edodo de tempo mais curto.<\/p>\n<p>Por isso, muitas vezes a pessoa n\u00e3o chega nem a apresentar os sintomas da      doen\u00e7a\u0094, explica o professor.<\/p>\n<p>Os soros, por sua vez, s\u00e3o anticorpos prontos, produzidos num laborat\u00f3rio,      que s\u00e3o inoculados na pessoa como uma defesa exterior para eliminar ant\u00edgenos      que j\u00e1 est\u00e3o no seu corpo.<\/p>\n<p>\u0093Ele n\u00e3o cria mem\u00f3ria imunol\u00f3gica no corpo.\u0094\u00a0<\/p>\n<p>Fonte:  g1.globo.com<\/p>\n<h6>Soro e Vacina<\/h6>\n<p>Em \u00e9poca de h6N1, vacina \u00e9 assunto quente para o vestibular. Mas fique atento      \u00e0s diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as entre ela e o soro, que pode causar confus\u00e3o e      tirar pontos preciosos da sua prova.<\/p>\n<p>O<strong> Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/strong> come\u00e7ou, a campanha de <strong>vacina\u00e7\u00e3o      contra a<\/strong> <strong>gripe h6N1<\/strong>, vulgarmente chamada de gripe      su\u00edna. Com o desenvolvimento da vacina, neste ano, o assunto pode aparecer      em diversos vestibulares, inclusive nas provas espec\u00edficas, o que torna o      conte\u00fado obrigat\u00f3rio para quem n\u00e3o quer perder pontos.<\/p>\n<p><strong>O professor de Biologia do curso Dom Bosco Heliomar Rodrigues Pereira      alerta:<\/strong> \u00e9 comum os vestibulares abordarem n\u00e3o s\u00f3 a vacina, mas tamb\u00e9m      \u0096 e principalmente \u0096 <strong>as diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as entre ela      e o soro.<\/strong> Enquanto as vacinas s\u00e3o utilizadas para prevenir determinadas      doen\u00e7as, os soros s\u00e3o esp\u00e9cies de ant\u00eddotos. Apesar de usos diferentes, ambos      t\u00eam semelhantes m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No caso do soro,<strong> ele nada mais \u00e9 que anticorpos prontos<\/strong>      para combater um determinado agente, como o veneno de cobra, ap\u00f3s ele entrar      no organismo. <\/p>\n<p>\u0093Vale lembrar que soro n\u00e3o previne, mas sim combate um mal existente.      N\u00e3o adianta, por exemplo, a pessoa tomar o soro antiof\u00eddico antes de ir para      um local em que poder\u00e1 ser picado por uma cobra. O soro \u00e9 rapidamente eliminado      do organismo\u0094, explica o professor.<\/p>\n<p><strong>As vacinas, por outro lado, servem para prevenir doen\u00e7as<\/strong>,      como o caso das gripes. Ela \u00e9 uma dose dos pr\u00f3prios ant\u00edgenos, ou seja, de      \u0093corpos estranhos\u0094, s\u00f3 que atenuados. Com a entradas destes agentes      na corrente sangu\u00ednea, o organismo passa a produzir anticorpos, que j\u00e1 estar\u00e3o      prontos para defender o organismo caso o v\u00edrus venha a atacar um dia. <\/p>\n<h4><strong>Chave-fechadura<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Cada ant\u00edgeno tem um anticorpo espec\u00edfico, <\/strong>assim com cada      chave serve exatamente para uma fechadura. Isso explica por que cada soro      \u00e9 usado especificamente para um agente. \u0093No caso do veneno de cobra,      existe um soro para cada esp\u00e9cie do animal\u0094, diz Pereira. <\/p>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o \u0093chave-fechadura\u0094 tamb\u00e9m explica por que as vacinas      de gripe existentes no mercado n\u00e3o eram eficazes contra a gripe su\u00edna e por      que foi preciso isolar o v\u00edrus h6N1 para desenvolver a vacina. <\/p>\n<p>Acontece, por\u00e9m, que os v\u00edrus da gripe sofrem muta\u00e7\u00f5es a cada ano. Por isso,      deve-se tomar uma vacina diferente, espec\u00edfica para aquele que est\u00e1 em circula\u00e7\u00e3o.      Mesmo assim, explica o professor Heliomar, <strong>a efic\u00e1cia n\u00e3o \u00e9 100% garantida.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os soros s\u00e3o 100% eficientes<\/strong>, pois s\u00e3o fabricados para um      ant\u00edgeno espec\u00edfico. J\u00e1 as vacinas nem sempre. Sua efic\u00e1cia depende da capacidade      de muta\u00e7\u00e3o do microorganismo. <strong>Elas podem imunizar um indiv\u00edduo para      sempre<\/strong> \u0096 caso da vacina contra poliomielite \u0096 ou apenas      durante algum tempo.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>Antiaracn\u00eddico, antiescorpi\u00f4nico, antitet\u00e2nico, antirr\u00e1bico, antibotul\u00ednico      s\u00e3o exemplos de soros. Entra as vacinas est\u00e3o as contra hepatite C, rub\u00e9ola,      sarampo, caxumba, gripe e febre amarela.<\/p>\n<p><strong>Veja como o assunto pode cair na sua prova:<\/strong><\/p>\n<p><strong>(UFRN) Duas crian\u00e7as foram levadas a um posto de sa\u00fade: uma delas,      para se prevenir contra poliomielite; a outra, para atendimento, em virtude      de uma picada de serpente pe\u00e7onhenta.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Indique o que deve ser aplicado em cada crian\u00e7a, respectivamente.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>a)<\/strong> Vacina (porque cont\u00e9m ant\u00edgenos) e soro (porque cont\u00e9m        anticorpos).<strong><br \/>\n       b)<\/strong> Soro (porque cont\u00e9m ant\u00edgenos) e vacina (porque cont\u00e9m anticorpos).<strong><br \/>\n       c)<\/strong> Vacina (porque cont\u00e9m anticorpos) e soro (porque cont\u00e9m ant\u00edgenos).<strong><br \/>\n       d)<\/strong> Soro (porque cont\u00e9m anticorpos) e vacina (porque cont\u00e9m ant\u00edgenos).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Resposta: <\/strong>a.<\/p>\n<p><strong>No final do s\u00e9culo XIX, a descoberta dos agentes causadores de doen\u00e7a      infecciosas representou um passo fundamental no avan\u00e7o da medicina. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Um dos principais aspectos desse avan\u00e7o foi o desenvolvimento de      soros e vacinas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Responda o que se pede: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>a) Qual a origem desses produtos? <br \/>\n       b) Diferencie soro de vacina. <\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Sugest\u00f5es de respostas:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>a) <\/strong>Os dois produtos s\u00e3o de origem biol\u00f3gica (chamados        tamb\u00e9m de imunobiol\u00f3gicos) e s\u00e3o usados na preven\u00e7\u00e3o e tratamento de doen\u00e7as.        <strong><br \/>\n       b)<\/strong> A diferen\u00e7a b\u00e1sica entre soro e vacina reside no fato dos soros        j\u00e1 conterem os anticorpos necess\u00e1rios para combater uma determinada doen\u00e7a        ou intoxica\u00e7\u00e3o, enquanto que as vacinas cont\u00eam agentes infecciosos atenuados,        incapazes de provocar a doen\u00e7a (a vacina \u00e9 in\u00f3cua), mas que induzem o sistema        imunol\u00f3gico da pessoa a produzir anticorpos, evitando a contra\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.        Portanto, a vacina \u00e9 essencialmente preventiva e o soro \u00e9 curativo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte:  www.gazetadopovo.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Soro e Vacina, Produ\u00e7\u00e3o, Tipos, Aplica\u00e7\u00e3o, Ant\u00eddotos, Fun\u00e7\u00e3o, Composi\u00e7\u00e3o, Produtos, Resumo, O que \u00e9, Soro e Vacina<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[],"class_list":["post-34612","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-saude"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Soro e Vacina, Produ\u00e7\u00e3o, Tipos Soro e Vacina<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Soro e Vacina, Produ\u00e7\u00e3o, Tipos, Aplica\u00e7\u00e3o, 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