{"id":34385,"date":"2016-05-23T14:20:04","date_gmt":"2016-05-23T14:20:04","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=34385"},"modified":"2016-05-23T14:27:58","modified_gmt":"2016-05-23T14:27:58","slug":"antibioticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/saude-e-bem-estar\/saude\/antibioticos","title":{"rendered":"Antibi\u00f3ticos"},"content":{"rendered":"<p><strong>O que s\u00e3o antibi\u00f3ticos?<\/strong><\/p>\n<p>Os antibi\u00f3ticos s\u00e3o importantes medicamentos utilizados para tratar infec\u00e7\u00f5es      causadas por bact\u00e9rias.<\/p>\n<p>As bact\u00e9rias podem se adaptar e encontrar formas de sobreviver aos efeitos      de um antibi\u00f3tico. Tornam-se &#8220;resistente aos antibi\u00f3ticos&#8221;, o que      significa que o antibi\u00f3tico n\u00e3o funciona mais. O mais frequentemente utiliza-se      um antibi\u00f3tico, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que as bact\u00e9rias se tornam resistentes a      ela.<\/p>\n<p><strong>O que s\u00e3o antibi\u00f3ticos? Como funcionam?<\/strong><\/p>\n<p>Antibi\u00f3ticos, tamb\u00e9m conhecidos como agentes antibacterianos, s\u00e3o os tipos      de medicamentos que destroem ou retardar o crescimento de bact\u00e9rias. A palavra      grega anti significa &#8220;contra&#8221;, ea palavra grega bios significa &#8220;vida&#8221;      (bact\u00e9rias s\u00e3o as formas de vida). <\/p>\n<p>Os antibi\u00f3ticos s\u00e3o usados para tratar infec\u00e7\u00f5es causadas por bact\u00e9rias.      As bact\u00e9rias s\u00e3o organismos microsc\u00f3picos, alguns dos quais podem causar a      doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Tais doen\u00e7as, como s\u00edfilis , tuberculose , salmonela, e algumas formas de      meningite s\u00e3o causadas por bact\u00e9rias. Algumas bact\u00e9rias s\u00e3o inofensivas, enquanto      outros s\u00e3o bons para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Antes de bact\u00e9rias podem multiplicar e causar sintomas, o sistema imunit\u00e1rio      do corpo pode destru\u00ed-los normalmente. Temos gl\u00f3bulos brancos especiais que      atacam as bact\u00e9rias nocivas. Mesmo se os sintomas ocorrem, o nosso sistema      imunol\u00f3gico normalmente pode lidar e combater a infec\u00e7\u00e3o. H\u00e1 ocasi\u00f5es, por\u00e9m,      quando tudo \u00e9 demais e \u00e9 preciso ter ajuda &#8230;.. de antibi\u00f3ticos.<\/p>\n<p>O primeiro antibi\u00f3tico penicilina era. Tais antibi\u00f3ticos penicilina-relacionados      como ampicilina, amoxicilina e benzylpenicilllin s\u00e3o amplamente utilizados      hoje para tratar uma variedade de infec\u00e7\u00f5es &#8211; estes antibi\u00f3ticos foram em      torno de um longo tempo. Existem v\u00e1rios tipos diferentes de antibi\u00f3ticos modernos      e eles s\u00f3 est\u00e3o dispon\u00edveis com prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Uso excessivo de antibi\u00f3ticos \u00e9 um dos fatores que contribui para o crescente      n\u00famero de infec\u00e7\u00f5es bacterianas que est\u00e3o se tornando resistentes aos medicamentos      anti-bacterianos.<\/p>\n<p><strong>Como funcionam os antibi\u00f3ticos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Embora haja um n\u00famero de diferentes tipos de antibi\u00f3tico todos eles      funcionam de uma de duas maneiras:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Um antibi\u00f3tico bactericida mata as bact\u00e9rias. A penicilina \u00e9 um agente        bactericida. Um bactericida geralmente ou interfere com a forma\u00e7\u00e3o da parede        celular da bact\u00e9ria ou dos seus conte\u00fados celulares.<\/p>\n<p>A bacteriost\u00e1tico p\u00e1ra bact\u00e9rias de se multiplicar. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte:  www.medicalnewstoday.com<\/p>\n<h6>Antibi\u00f3ticos<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>Os <strong>antibi\u00f3ticos<\/strong> s\u00e3o subst\u00e2ncias naturais que podem ser usados      para combater infec\u00e7\u00f5es bacterianas.<\/p>\n<p>Os antibi\u00f3ticos s\u00e3o produzidos e segregados naturalmente por bact\u00e9rias e      fungos. Biotecnologia \u00e9 tamb\u00e9m usado para produzir antibi\u00f3ticos em formas      e as quantidades que permitem uma administra\u00e7\u00e3o segura para as pessoas que      sofrem de infec\u00e7\u00f5es bacterianas.<\/p>\n<p>O primeiro antibi\u00f3tico descoberto foi a penicilina. Penicilina foi descoberta      em 1928 pelo cientista escoc\u00eas Alexander Fleming e foi amplamente usado em      grande n\u00famero de pacientes na Segunda Guerra Mundial (1939-45).<\/p>\n<p>Howard Florey (da Austr\u00e1lia) e Ernst Chain (originalmente da Alemanha), descobriu      mais tarde como coletar e purificar a penicilina a partir do fungo que produz.<\/p>\n<p><strong>Antibi\u00f3ticos comumente utilizados para combater infec\u00e7\u00f5es incluem:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Eritromicina &#8211; <\/strong>obtido a partir de Streptomyces erythreus<\/p>\n<p><strong>Ampicilina &#8211;<\/strong> uma penicilina semi-sint\u00e9tica que age contra        as bact\u00e9rias mais do que a penicilina. \u00c9 utilizado para o tratamento de        gonorreia e infec\u00e7\u00f5es do trato intestinal, urin\u00e1rio, e respirat\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Novobiocina &#8211;<\/strong> produzido por Streptomyces Nivens.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/antibi36.jpg\" alt=\"Antibi\u00f3ticos\" width=\"381\" height=\"240\" title=\"Antibi\u00f3ticos\" \/><strong><br \/>\n     Antibi\u00f3ticos<\/strong><\/p>\n<h4>O Pr\u00eamio Nobel de Fisiologia ou Medicina 1945<\/h4>\n<p>O Pr\u00eamio Nobel de Fisiologia ou Medicina 1945 foi atribu\u00eddo conjuntamente      a Sir Alexander Fleming, Ernst Boris Chain e Howard Walter Florey Sir &#8220;pela      descoberta da penicilina e seu efeito curativo para v\u00e1rias doen\u00e7as infecciosas&#8221;.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/antibi37.jpg\" alt=\"Antibi\u00f3ticos\" width=\"168\" height=\"241\" title=\"Antibi\u00f3ticos\" \/><strong><br \/>\n     Alexander Fleming<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/antibi38.jpg\" alt=\"Antibi\u00f3ticos\" width=\"175\" height=\"243\" title=\"Antibi\u00f3ticos\" \/><strong><br \/>\n     Ernst Boris Chain<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/antibi39.jpg\" alt=\"Antibi\u00f3ticos\" width=\"167\" height=\"245\" title=\"Antibi\u00f3ticos\" \/><strong><br \/>\n     Howard Walter Florey<\/strong><\/p>\n<p>Fonte:  education.technyou.edu.au<\/p>\n<h6>Antibi\u00f3ticos<\/h6>\n<p><strong>O que s\u00e3o antibi\u00f3ticos? <\/strong><\/p>\n<p>Os antibi\u00f3ticos s\u00e3o medicamentos que inibem ou anulam o crescimento das bact\u00e9rias.      N\u00e3o s\u00e3o ativos contra os v\u00edrus que causam doen\u00e7as como a gripe, constipa\u00e7\u00e3o      e a bronquite aguda. Estas infec\u00e7\u00f5es virais geralmente s\u00e3o de resolu\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea      e n\u00e3o exigem o tratamento com antibi\u00f3ticos.<\/p>\n<p>O primeiro antibi\u00f3tico, a penicilina foi descoberto por Alexander Fleming      em 1928.<\/p>\n<p><strong>Existem dois tipos de antibi\u00f3ticos:<\/strong> <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Antibi\u00f3ticos com estreito espectro de a\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Estes s\u00e3o antibi\u00f3ticos ativos contra bact\u00e9rias espec\u00edficas. S\u00e3o prescritos        quando a bact\u00e9ria que causa a infec\u00e7\u00e3o \u00e9 conhecida. O fato de estes antibi\u00f3ticos        serem menos ativos contra as bact\u00e9rias comensais e sapr\u00f3fitas do organismo        humano que s\u00e3o protetoras ou inofensivas constitui uma vantagem relativamente        aos antibi\u00f3ticos de largo espectro<\/p>\n<p><strong>Antibi\u00f3ticos com largo espectro de a\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Estes antibi\u00f3ticos s\u00e3o ativos contra um maior n\u00famero de bact\u00e9rias. S\u00e3o        usados quando n\u00e3o se conhece qual a bact\u00e9ria que est\u00e1 a causar a infec\u00e7\u00e3o        ou quando esta \u00e9 causada por diversas bact\u00e9rias. Infelizmente, tamb\u00e9m eliminar\u00e3o        mais bact\u00e9rias protetoras ou inofensivas do que os antibi\u00f3ticos de estreito        espectro<\/p>\n<p>Ambos os tipos de antibi\u00f3ticos podem causar efeitos secund\u00e1rios, como rea\u00e7\u00f5es        al\u00e9rgicas, diarreia, ou dor de est\u00f4mago.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte:  app.esac.ua.ac.be<\/p>\n<h6>Antibi\u00f3ticos<\/h6>\n<h4>Penicilina, o grande legado de Alexander Fleming<\/h4>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/antibi40.jpg\" alt=\"Antibi\u00f3ticos\" width=\"170\" height=\"168\" title=\"Antibi\u00f3ticos\" \/><strong><br \/>\n     Col\u00f4nia do fungo do g\u00eanero Penicillium: organismos que produzem a penicilina<\/strong><\/p>\n<p><strong>DESCOBERTA DA PENIICILINA<\/strong><\/p>\n<p>Em 22 de setembro de 1928, o m\u00e9dico e bacteriologista escoc\u00eas Alexander Fleming      descobre a penicilina, a base dos antibi\u00f3ticos, produto revolucion\u00e1rio da      medicina do s\u00e9culo XX. Fleming observava ao microsc\u00f3pio o crescimento de uma      col\u00f4nia de bact\u00e9rias Staphylococcus aureus, que causam graves infec\u00e7\u00f5es no      organismo humano. <\/p>\n<p>Para sua frustra\u00e7\u00e3o, constatou que um fungo havia contaminado a placa de      vidro em que as bact\u00e9rias se desenvolviam e come\u00e7ara a crescer. Provavelmente,      um esporo &#8211; o corp\u00fasculo reprodutivo dos fungos &#8211; havia entrado pela janela,      que fora deixara aberta na noite anterior. <\/p>\n<p>Por algum motivo, no lugar de considerar o trabalho perdido como faria normalmente,      Alexander Fleming decidiu acompanhar o crescimento daquele fungo, o Penicillium      notatum. <\/p>\n<p><strong>Sua curiosidade foi recompensada:<\/strong> o Penicillium produzia      subst\u00e2ncias que destru\u00edam os estafilococos \u00e0 sua volta! E ele pesquisava justamente      um medicamento que pudesse eliminar bact\u00e9rias causadoras de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>O passo seguinte foi identificar e isolar aquela poderosa subst\u00e2ncia que      matava bact\u00e9rias. Fleming deu a ela o nome de penicilina. Nos anos seguintes,      tais fungos passaram a ser cultivados em laborat\u00f3rios iniciando-se a produ\u00e7\u00e3o      em escala industrial de antibi\u00f3ticos que atacavam microorganismos que n\u00e3o      eram eliminados pelo sistema imunol\u00f3gico humano. Gra\u00e7as a esses medicamentos,      doen\u00e7as infecciosas como pneumonia, escarlatina, s\u00edfilis, gonorr\u00e9ia, febre      reum\u00e1tica, septicemia e tuberculose, deixaram de ser fatais. Durante a Segunda      Guerra Mundial, a penicilina salvou a vida de milh\u00f5es de soldados feridos      nos campos de batalha. <\/p>\n<p>Fleming n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico her\u00f3i desta hist\u00f3ria. Foram dois pesquisadores da Universidade      de Oxford, Howard Florey e Ernst Chain, que conseguiram em 1937 purificar      a penicilina, uma etapa importante para seu uso mais seguro em seres humanos.      Nos Estados Unidos, pesquisadores multiplicaram a produ\u00e7\u00e3o &#8211; at\u00e9 ent\u00e3o era      feita em pequenas garrafas &#8211; para uma escala industrial em grandes tanques      especiais. A partir de 1940, o medicamento passou a ser aplicado com inje\u00e7\u00f5es.      Logo a penicilina estava ao alcance de todos e a pre\u00e7os cada vez menores.      Uma revolu\u00e7\u00e3o na Medicina que salvou milh\u00f5es de vidas.<\/p>\n<p>Fonte:  Nova Escola On-Line<\/p>\n<h6>Antibi\u00f3ticos<\/h6>\n<h4><strong>1945: ALEXANDER FLEMING, ERNST BORIS CHAIN e HOWARD FLOREY<\/strong><\/h4>\n<p><strong>O presente artigo tem como objetivo relatar as importantes conquistas      e descobertas dos pesquisadores Alexander Fleming, Ernst Boris Chain e Howard      Walter Florey na \u00e1rea da medicina curativa de doen\u00e7as infecciosas, atrav\u00e9s      do desenvolvimento de uma subst\u00e2ncia com alto poder bactericida e sua aplicabilidade      \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral<\/strong>: a penicilina. <\/p>\n<p>Os tr\u00eas pesquisadores mencionados foram reconhecidos e premiados em 1945      com o Pr\u00eamio Nobel de Medicina. Todos os anos desde 1901 o Pr\u00eamio Nobel tem      sido atribu\u00eddo por descobertas em F\u00edsica, Qu\u00edmica, Medicina, Literatura e      pela Paz. O Pr\u00eamio Nobel \u00e9 uma premia\u00e7\u00e3o internacional administrada pela Funda\u00e7\u00e3o      Nobel em Estocolmo, Su\u00e9cia, em homenagem ao seu criador, Alfred Nobel. O Pr\u00eamio      consiste em uma medalha, um diploma pessoal e um valor em dinheiro. O artigo      a seguir contempla um resumo das biografias dos pesquisadores e uma pequena      explica\u00e7\u00e3o a respeito de sua maior descoberta, a qual marcou a hist\u00f3ria da      medicina e a cada dia se reafirma como indispens\u00e1vel na recupera\u00e7\u00e3o da sa\u00fade      de milhares de vidas humanas.<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 o final da Segunda Guerra Mundial, milhares de pessoas morriam anualmente      devido a in\u00fameras enfermidades causadas por infec\u00e7\u00f5es bacterianas contra as      quais n\u00e3o existiam medicamentos realmente eficazes. A hist\u00f3ria da medicina,      entretanto, foi fortemente alterada a partir do momento em que a subst\u00e2ncia      descoberta por Fleming em 1928, batizada como penicilina \u0096 e isolada      por Florey e Chain uma d\u00e9cada mais tarde-, come\u00e7ou a ser comercializada e      amplamente aplicada, atingindo quase 150 mil toneladas fabricadas em 1950.      Tais avan\u00e7os na \u00e1rea da ci\u00eancia m\u00e9dica confirmam e comprovam a genialidade      dos tr\u00eas pesquisadores, que acabaram por fornecer \u00e0 humanidade um f\u00e1rmaco      com propriedades capazes de curar doen\u00e7as potencialmente fatais h\u00e1 50 anos,      como pneumonia, s\u00edfilis, difteria, abcessos pulmonares, endocardite, meningite      ou mesmo bronquite. O Pr\u00eamio Nobel foi uma maneira de reconhecer o estudo      e a dedica\u00e7\u00e3o dos cientistas e agradec\u00ea-los por sua brilhante atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Alexander Fleming (1981 \u0096 1955)<\/strong><\/p>\n<p>Alexander Fleming \u00e9 um cientista escoc\u00eas, nascido do dia 06\/08\/1881, em Lochfield,      Ayrshire, na Esc\u00f3cia.<\/p>\n<p>N\u00e3o inventei a penicilina, disse Alexander Fleming sobre o medicamento que      lhe rendeu o Pr\u00eamio Nobel e revolucionou a medicina. A natureza \u00e9 que a fez.      Eu s\u00f3 a descobri por acaso. Alec, como todos o chamavam, era o s\u00e9timo de oito      filhos e ficou \u00f3rf\u00e3o de pai aos sete anos. Ele viveu numa fazenda at\u00e9 os 16      anos.<\/p>\n<p>Em 1895, seu irm\u00e3o Tom, oculista, levou para Londres os irm\u00e3os John, que      aprendeu a fazer lentes, e os mais novos Robert e Alec, para estudar na Escola      Polit\u00e9cnica. Na capital inglesa, Alec tamb\u00e9m trabalhou numa ag\u00eancia de navega\u00e7\u00e3o      at\u00e9 ingressar, em outubro de 1901, na Escola M\u00e9dica do Hospital de Saint Mary.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a formatura, Fleming entrou na equipe de Almroth Wright, um dos pioneiros      da vacina\u00e7\u00e3o. Ele gostaria de ter sido cirurgi\u00e3o, mas apaixonou-se pela pesquisa      da equipe de Wright. Seu primeiro grande feito foi simplificar o teste da      s\u00edfilis, que era uma das grandes epidemias da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Com a Primeira Guerra, num hospital na Fran\u00e7a, desenvolveu t\u00e9cnicas que melhoraram      o tratamento de feridas infectadas. Numa das suas curtas licen\u00e7as, em 1915,      casou-se em Londres com Sally McElroy. Ap\u00f3s a guerra, seu irm\u00e3o John casou-se      com a g\u00eamea de Sally, Elisabeth.<\/p>\n<p>Em 1921, Fleming descobriu as lisozimas, parte importante do sistema imunol\u00f3gico,      que foram seu principal objeto de estudo at\u00e9 uma manh\u00e3 de setembro de 1928,      quando viu uma cultura de estafilococos sendo destru\u00edda por um fungo que aparecera      por acaso. Isolou a subst\u00e2ncia que dissolvia as bact\u00e9rias sem atacar o organismo      humano e desenvolveu a penicilina, o primeiro antibi\u00f3tico. <\/p>\n<p>Tornou-se um colecionador fan\u00e1tico de fungos, revirando casas dos amigos      e cozinhas atr\u00e1s de outro bolor com efeito antibi\u00f3tico. Apesar do empenho,      a penicilina era \u00fanica. Paralelamente, uma equipe de Oxford, chefiada por      Howard Florey e Ernst Chain, desenvolveu o medicamento que causou furor ao      ser usado em pacientes a partir de 1942. <\/p>\n<p>Fleming se tornou um her\u00f3i popular e recebeu diversos pr\u00eamios. Por\u00e9m, a felicidade      desses anos terminou com a morte de sua mulher em 28 de Outubro de 1949. Alec      fechou-se no laborat\u00f3rio e apenas o trabalho o distra\u00eda. At\u00e9 que uma jovem      cientista grega, Amalia Voureka, passou a ser a sua companheira predileta      de trabalho. Eles se casaram em 1953. O cientista continuou a trabalhar e      viajar at\u00e9 sua morte, por infarto, em 11\/03\/1955, em Londres, na Inglaterra.<\/p>\n<p><strong>Howard Walter Florey (1898 &#8211; 1968)<\/strong><\/p>\n<p>Patologista australiano nascido em Adelaide, Oceania, onde se graduou em      Medicina, pesquisador da penicilina e um dos agraciados com o Pr\u00eamio Nobel      (1945), dividido igualmente com Sir Ernst Boris Chain (1906-1979), colega      de universidade, por isolar e purificar a penicilina, descoberta por Sir Alexander      Fleming (1881-1955), ent\u00e3o, tamb\u00e9m premiado. Filho de Joseph e Bertha Mary      Florey, foi educado na St. Peters Collegiate School, Adelaide, seguindo para      a Adelaide University onde graduou-se M.B. e B.S. (1921). Ganhou um Rhodes      Scholarship para o Magdalen College, Oxford, onde obteve o B.Sc. e M.A. <\/p>\n<p>(1924). Foi para Cambridge como um John Lucas Walker Student, e estagiou      nos United States (1925) como um Rockefeller Travelling Fellowship por um      ano, retornando (1926) como um Fellowship no Gonville and Caius College, Cambridge,      onde recebeu seu Ph.D. (1927), per\u00edodo em que tamb\u00e9m serviu como Freedom Research      Fellowship, no London Hospital. Foi nomeado (1927) Huddersfield Lecturer em      patologia, em Cambridge, e assumiu (1931-1935) a Joseph Hunter Chair of Pathology,      na University of Sheffield. Naturalizado brit\u00e2nico foi professor de patologia      e um Fellow do Lincoln College, Oxford (1935-1962). <\/p>\n<p>Passou a chefiar um grupo de pesquisadores ingleses e estadunidenses dedicados      inteiramente ao estudo da penicilina (1939). Durante a II Guerra Mundial foi      indicado Honorary Consultant em patologias para o ex\u00e9rcito e tornou-se Nuffield      Visiting Professor para a Australia e a New Zealand (1944). Tornou-se Honorary      Fellow of Gonville and Caius College, Cambridge (1946), Honorary Fellow of      Magdalen College, Oxford (1952) e Provost do The Queens College, Oxford (1962).      Al\u00e9m do Nobel, recebeu in\u00fameras honrarias e, casado com Mary Ethel Hayter      Reed (1926), ambos tiveram duas crian\u00e7as, a saber Paquita Mary Joanna e Charles      du V\u00e9, morreu em Oxford, Eng.<\/p>\n<p><strong>Ernst Boris Chain (1906 &#8211; 1979)<\/strong><\/p>\n<p>Bioqu\u00edmico alem\u00e3o nascido em Berlim e naturalizado brit\u00e2nico, conhecido por      conseguir pioneiramente isolar e purificar a penicilina. Estudou na Universidade      de Berlim. Lecturer da Oxford University (1935-1950), fez pesquisas sobre      enzimas nas universidades de Cambridge e Oxford, onde colaborou com o patologista      ingl\u00eas Sir Howard Walter Florey na investiga\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias antibi\u00f3ticas.      Professor do Instituto Superiore di Sanita (1948-1961), passou a trabalhar      no Instituto de Sa\u00fade, em Roma (1950) e foi professor na University of London      (1961-1979). Dividiu igualmente o Pr\u00eamio Nobel de Fisiologia ou Medicina (1945),      com Sir Alexander Fleming, da London University, e Lord Howard Walter Florey,      da Oxford University, por isolar e purificar a penicilina, descoberta (1928)      pelo escoc\u00eas Alexander Fleming. Fleming havia descoberto um bolor, uma esp\u00e9cie      do fungo Penicillium, que segregava uma subst\u00e2ncia que destru\u00eda as bact\u00e9rias.    <\/p>\n<p>Por\u00e9m ele n\u00e3o conseguiu isolar a subst\u00e2ncia que ele chamou de penicilina.      Isto s\u00f3 foi feito dez anos depois pelo alem\u00e3o-brit\u00e2nico e o ingl\u00eas Howard      Florey, na Inglaterra. Com a Segunda Guerra Mundial houve uma necessidade      de anti-s\u00e9pticos para combater as infec\u00e7\u00f5es das tropas feridas. Integrando      a equipe do Dr. Howard Walter Florey, professor de patologia em Oxford, o      cientista germ\u00e2nico conseguiu extrair da solu\u00e7\u00e3o com apenas cerca de 5% de      penicilina na sua forma qu\u00edmica pura, que testada em 80 diferentes micr\u00f3bios;      descobriram que os fluidos do sangue n\u00e3o eram hostis \u00e0 subst\u00e2ncia e que os      gl\u00f3bulos brancos n\u00e3o eram danificados nem se tornavam inativos, mas era fatal      para Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes e outras bact\u00e9rias. Essas      descobertas formaram a base para o tratamento com penicilina desde ent\u00e3o.      A penicilina foi utilizada no primeiro paciente humano, na Inglaterra (1940).      Casou-se (1948) com a Dra. Anne Beloff, com quem teve dois filhos, Benjamin      e Daniel, e uma filha, Judith, e morreu na Irlanda.<\/p>\n<p><strong>O ACASO E A OBSERVA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Tem-se dito que muitas descobertas cient\u00edficas s\u00e3o feitas ao acaso. O acaso,      j\u00e1 dizia Pasteur, s\u00f3 favorece aos esp\u00edritos preparados e n\u00e3o prescinde da      observa\u00e7\u00e3o. A descoberta da penicilina constitui um exemplo t\u00edpico. <\/p>\n<p>Alexander Fleming, bacteriologista do St. Marys Hospital, de Londres, vinha      j\u00e1 h\u00e1 algum tempo pesquisando subst\u00e2ncias capazes de matar ou impedir o crescimento      de bact\u00e9rias nas feridas infectadas. Essa preocupa\u00e7\u00e3o se justificava pela      experi\u00eancia adquirida na Primeira Grande Guerra (1914-1918), na qual muitos      combatentes morreram em conseq\u00fc\u00eancia da infec\u00e7\u00e3o em ferimentos profundos.    <\/p>\n<p>Em 1922, Fleming descobrira uma subst\u00e2ncia antibacteriana na l\u00e1grima e na      saliva, a qual dera o nome de lisozima. <\/p>\n<p>Em 1928, Fleming desenvolvia pesquisas sobre estafilococos, quando descobriu      a penicilina. A descoberta da penicilina deu-se em condi\u00e7\u00f5es muito peculiares,      gra\u00e7as a uma seq\u00fc\u00eancia de acontecimentos imprevistos e surpreendentes. <\/p>\n<p>No m\u00eas de agosto daquele ano Fleming tirou f\u00e9rias e, por esquecimento, deixou      algumas placas com culturas de estafilococos sobre a mesa, em lugar de guard\u00e1-las      na geladeira ou inutiliz\u00e1-las, como seria natural. <\/p>\n<p>Quando retornou ao trabalho, em setembro, observou que algumas das placas      estavam contaminadas com mofo, fato que \u00e9 relativamente freq\u00fcente. Colocou-as      ent\u00e3o, em uma bandeja para limpeza e esteriliza\u00e7\u00e3o com lisol. Neste exato      momento entrou no laborat\u00f3rio um seu colega, Dr. Pryce, e lhe perguntou como      iam suas pesquisas. Fleming apanhou novamente as placas para explicar alguns      detalhes ao seu colega sobre as culturas de estafilococos que estava realizando,      quando notou que havia, em uma das placas, um halo transparente em torno do      mofo contaminante, o que parecia indicar que aquele fungo produzia uma subst\u00e2ncia      bactericida. O assunto foi discutido entre ambos e Fleming decidiu fazer algumas      culturas do fungo para estudo posterior.<\/p>\n<p>O fungo foi identificado como pertencente ao g\u00eanero Penicilium, donde deriva      o nome de penicilina dado \u00e0 subst\u00e2ncia por ele produzida. Fleming passou a      empreg\u00e1-la em seu laborat\u00f3rio para selecionar determinadas bact\u00e9rias, eliminando      das culturas as esp\u00e9cies sens\u00edveis \u00e0 sua a\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>A descoberta de Fleming n\u00e3o despertou inicialmente maior interesse e n\u00e3o      houve a preocupa\u00e7\u00e3o em utiliz\u00e1-la para fins terap\u00eauticos em casos de infec\u00e7\u00e3o      humana at\u00e9 a eclos\u00e3o da Segunda Guerra Mundial, em 1939. <\/p>\n<p>Em 1940, Sir Howard Florey e Ernst Chain, de Oxford, retomaram as pesquisas      de Fleming e conseguiram produzir penicilina com fins terap\u00eauticos em escala      industrial, inaugurando uma nova era para a medicina &#8211; a era dos antibi\u00f3ticos.    <\/p>\n<p>Alguns anos mais tarde, Ronald Hare, colega de trabalho de Fleming, tentou,      sem \u00eaxito, redescobrir a penicilina em condi\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0s que envolveram      a descoberta de Fleming. <\/p>\n<p><strong>Ap\u00f3s um grande n\u00famero de experi\u00eancias verificou que a descoberta      da penicilina s\u00f3 se tornou poss\u00edvel gra\u00e7as a uma s\u00e9rie inacredit\u00e1vel de coincid\u00eancias,      quais sejam: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O fungo que contaminou a placa, como se demonstrou posteriormente, \u00e9 um        dos tr\u00eas melhores produtores de penicilina dentre todas as esp\u00e9cies do g\u00eanero        Penicilium<\/p>\n<p>O fungo contaminante teria vindo pela escada do andar inferior, onde se        realizavam pesquisas sobre fungos<\/p>\n<p>O crescimento do fungo e dos estafilococos se fez lentamente, condi\u00e7\u00e3o        necess\u00e1ria para se evidenciar a lise bacteriana<\/p>\n<p>No m\u00eas de agosto daquele ano, em pleno ver\u00e3o, sobreveio uma inesperada        onda de frio em Londres, que proporcionou a temperatura ideal ao crescimento        lento da cultura<\/p>\n<p>A providencial entrada do Dr. Pryce no Laborat\u00f3rio permitiu que Fleming        reexaminasse as placas contaminadas e observasse o halo transparente em        torno do fungo, antes de sua inutiliza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Apesar de todas essas felizes coincid\u00eancias, se Fleming n\u00e3o tivesse a mente      preparada n\u00e3o teria valorizado o halo transparente em torno do fungo e descoberto      a penicilina. <\/p>\n<p><strong>A Penicilina &#8211; Um antibi\u00f3tico betalact\u00e2mico <\/strong><\/p>\n<p>Os antibi\u00f3ticos beta lact\u00e2micos s\u00e3o agentes microbianos \u00fateis e freq\u00fcentemente      prescritos, que t\u00eam em comum uma estrutura e um mecanismo de a\u00e7\u00e3o \u0096 a      inibi\u00e7\u00e3o da s\u00edntese da parede celular bacteriana de peptidoglicano. <\/p>\n<p>As penicilinas constituem um dos grupos mais importantes entre os antibi\u00f3ticos.      Apesar da produ\u00e7\u00e3o de numerosos outros agentes antimicrobianos desde a introdu\u00e7\u00e3o      da primeira penicilina, as penicilinas continuam sendo antibi\u00f3ticos importantes      e amplamente utilizados, e ainda est\u00e3o sendo produzidos novos derivados do      n\u00facleo b\u00e1sico da penicilina. Muitos desses f\u00e1rmacos apresentam vantagens peculiares,      de modo que os membros desse grupo de antibi\u00f3ticos constituem, hoje, os f\u00e1rmacos      de escolha para o tratamento de um grande numero de doen\u00e7as infecciosas.<\/p>\n<p><strong>Mecanismo de a\u00e7\u00e3o das penicilinas<\/strong><\/p>\n<p>A parede celular das bact\u00e9rias \u00e9 essencial para o seu crescimento e seu desenvolvimento      normais. O peptidoglicano \u00e9 um componente heteropolim\u00e9rico da parede celular      que proporciona uma estabilidade mec\u00e2nica r\u00edgida em virtude da sua estrutura      reticulada com elevado n\u00famero de liga\u00e7\u00f5es cruzadas. Nos microorganismos Gram-positivos,      a parede celular tem uma espessura constitu\u00edda por 50 a 100 mol\u00e9culas, enquanto      a das Gram-negativas tem uma espessura constitu\u00edda por apenas 1 ou 2 mol\u00e9culas.    <\/p>\n<p>A bioss\u00edntese do peptidoglicano envolve cerca de 30 enzimas bacterianas e      pode ser dividida em tr\u00eas est\u00e1gios. \u00c9 na ultima etapa dessa s\u00edntese que os      antibi\u00f3ticos como as penicilinas atuam, inibindo uma enzima crucial para o      processo, uma transpeptidase e, evitando, por conseq\u00fc\u00eancia, que as bact\u00e9rias      tenham seu desenvolvimento normal. <\/p>\n<p>Embora a inibi\u00e7\u00e3o da transpeptidase seja comprovadamente importante, as a\u00e7\u00f5es      das penicilinas t\u00eam outros alvos relacionados, que, em conjunto, s\u00e3o denominados      de prote\u00ednas de liga\u00e7\u00e3o da penicilina (PBP). Todas as bact\u00e9rias t\u00eam varias      entidades desse tipo. As PBP variam nas suas afinidades pelos diferentes tipos      de antibi\u00f3ticos beta lact\u00e2micos. As PBP de maior peso molecular de E. coli,      por exemplo, incluem as transpeptidases respons\u00e1veis pela s\u00edntese do peptidoglicano.      Outras PBP de E. coli incluem aquelas necess\u00e1rias para a manuten\u00e7\u00e3o da forma      em bastonete da bact\u00e9ria para a forma\u00e7\u00e3o do septo durante a divis\u00e3o da bact\u00e9ria.      A a\u00e7\u00e3o letal da penicilina sobre as bact\u00e9rias parece envolver mecanismos tanto      l\u00edticos quanto n\u00e3o-l\u00edticos. A ruptura do equil\u00edbrio entre a montagem do peptidoglicano      mediada pela PBP a atividade da mure\u00edna hidrolase pela penicilina resulta      em aut\u00f3lise. A destrui\u00e7\u00e3o n\u00e3o-l\u00edtica das bact\u00e9rias pela penicilina pode envolver      a participa\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas semelhantes \u00e0 holina na membrana bacteriana, que      aniquilam o potencial de membrana. <\/p>\n<p><strong>Mecanismos de resist\u00eancia bacteriana \u00e0s penicilinas<\/strong><\/p>\n<p>Embora todas as bact\u00e9rias que t\u00eam parede celular possuam PBP, os antibi\u00f3ticos      beta lact\u00e2micos s\u00e3o incapazes de matar ou at\u00e9 mesmo de inibir todas as bact\u00e9rias,      devido \u00e0 exist\u00eancia de v\u00e1rios mecanismos por meio dos quais as bact\u00e9rias podem      resistir a esses agentes. O microorganismo pode ser intrinsecamente resistente      devido a diferen\u00e7as estruturais nas PBP que constituem os alvos desses f\u00e1rmacos.      Al\u00e9m disso, uma cepa sens\u00edvel pode adquirir esse tipo de resist\u00eancia atrav\u00e9s      do desenvolvimento de PBP de alto peso molecular com afinidade diminu\u00edda pelo      antibi\u00f3tico. Outros casos de resist\u00eancia bacteriana aos antibi\u00f3ticos beta      lact\u00e2micos decorrem da incapacidade do agente de penetrar no local de a\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n<p>Nas bact\u00e9rias Gram-positivas, o pol\u00edmero do peptidoglicano localiza-se muito      pr\u00f3ximo \u00e0 superf\u00edcie celular. Algumas bact\u00e9rias Gram-positivas possuem c\u00e1psulas      de polissacar\u00eddeos que s\u00e3o externas \u00e0 parede celular; entretanto, essas estruturas      n\u00e3o representam uma barreira \u00e0 difus\u00e3o dos beta lact\u00e2micos; as pequenas mol\u00e9culas      de antibi\u00f3ticos beta lact\u00e2micos podem penetrar facilmente na camada externa      da membrana citoplasm\u00e1tica e PBP, onde ocorrem os est\u00e1gios finas de s\u00edntese      do peptidoglicano. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente com as bact\u00e9rias Gram-negativas.      A estrutura de sua superf\u00edcie \u00e9 mais complexa, e a membrana interna, que \u00e9      an\u00e1loga \u00e0 membrana citoplasm\u00e1tica das bact\u00e9rias Gram-positivas, \u00e9 recoberta      pela membrana externa, por lipopolissacar\u00eddeos e pela c\u00e1psula. A membrana      externa atua como uma barreira impenetr\u00e1vel para alguns antibi\u00f3ticos. Entretanto,      alguns antibi\u00f3ticos hidrof\u00edlicos pequenos sofrem difus\u00e3o por meio dos canais      aquosos presentes na membrana externa, que s\u00e3o constitu\u00eddos por prote\u00ednas      denominadas porinas. Penicilinas de espectro mais amplo, tais como ampicilina      e amoxicilina difundem-se pelos poros da membrana externa de bact\u00e9rias com      rapidez significativamente maior do que a penicilina G. <\/p>\n<p>As bombas de efluxo ativo atuam como outro mecanismo de resist\u00eancia, removendo      o antibi\u00f3tico do seu local de a\u00e7\u00e3o antes que possa atuar. As bact\u00e9rias tamb\u00e9m      s\u00e3o capazes de destruir enzimaticamente os antibi\u00f3ticos beta lact\u00e2micos. As      beta lactamases t\u00eam a capacidade de inativar alguns desses antibi\u00f3ticos e      podem ocorrer em grandes quantidades. <\/p>\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o das penicilinas<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>1. Penicilina G:<\/strong> altamente ativa contra cepas sens\u00edveis        de bact\u00e9rias Gram-positivas, mas s\u00e3o facilmente hidrolisadas pelas penicilases.        Usada para tratar pneumonia pneumoc\u00f3cica, meningite pneumoc\u00f3cica, infec\u00e7\u00f5es        estreptoc\u00f3cicas (pneumonia, artrite, meningite e endocardite), s\u00edfilis,        difteria&#8230;<\/p>\n<p><strong>2. Penicilinas resistentes \u00e0 penicilase:<\/strong> t\u00eam atividade        antimicrobiana menos potente contra os organismos sens\u00edveis \u00e0 penicilina        G.<\/p>\n<p><strong>3. Ampicilina, amoxicilina:<\/strong> suas atividades antimicrobianas        s\u00e3o ampliadas para incluir determinados microorganismos Gram-negativos.        Todos s\u00e3o destru\u00eddos pelas beta lactamases. Usadas para tratar infec\u00e7\u00f5es        das vias respirat\u00f3rias, infec\u00e7\u00f5es do trato urin\u00e1rio, meningite, infec\u00e7\u00f5es        por Salmonella. <\/p>\n<p><strong>4. <\/strong>Carbenicilina.<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> Mazlocina, azlocilina e piperacilina.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ap\u00f3s a absor\u00e7\u00e3o das penicilinas administradas por via oral, esses agentes      distribuem-se amplamente por todo o corpo e s\u00e3o rapidamente eliminados, sobretudo      por filtra\u00e7\u00e3o glomerular e secre\u00e7\u00e3o tubular renal, de modo que as meias-vidas      desses f\u00e1rmacos no corpo s\u00e3o curtas, sendo os valores t\u00edpicos de 30 a 60 minutos.    <\/p>\n<p>Por conseguinte, as concentra\u00e7\u00f5es na urina s\u00e3o elevadas. <\/p>\n<p><strong>Usos profil\u00e1ticos das penicilinas<\/strong><\/p>\n<p>A comprova\u00e7\u00e3o da efici\u00eancia da penicilina na erradica\u00e7\u00e3o de microorganismos      foi rapidamente seguida, de modo muito natural, de tentativas de comprovar      tamb\u00e9m a sua efic\u00e1cia na preven\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es em hospedeiros sens\u00edveis.      Em conseq\u00fc\u00eancia, o antibi\u00f3tico passou a ser administrado em quase todas as      situa\u00e7\u00f5es em que havia risco de infec\u00e7\u00e3o bacteriana. Como a profilaxia tem      sido investigada em condi\u00e7\u00f5es controladas, tornou-se evidente que a penicilina      \u00e9 altamente efetiva em algumas situa\u00e7\u00f5es e potencialmente perigosa em outras      e de valor question\u00e1vel em outras ainda. <\/p>\n<p><strong>Rea\u00e7\u00f5es adversas \u00e0s penicilinas<\/strong><\/p>\n<p>As rea\u00e7\u00f5es de hipersensibilidade s\u00e3o, sem d\u00favida, os efeitos adversos mais      comuns observados com as penicilinas. As rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas complicam 0,7 a      4% de todos os tratamentos. As manifesta\u00e7\u00f5es de alergia a penicilinas incluem      exantema maculopapular, erup\u00e7\u00e3o urticariforme, febre, broncoespasmo, vasculite,      doen\u00e7a do soro, dermatite esfoliativa e anafilaxia. <\/p>\n<p>Podem ocorrer rea\u00e7\u00f5es de hipersensibilidade a qualquer forma posol\u00f3gica de      penicilina. A alergia determinada \u00e0 penicilina exp\u00f5e o paciente a um maior      risco de rea\u00e7\u00e3o em caso de administra\u00e7\u00e3o de outra penicilina. Por outro lado,      a ocorr\u00eancia de um efeito adverso n\u00e3o implica necessariamente a sua repeti\u00e7\u00e3o      em exposi\u00e7\u00f5es subseq\u00fcentes. Rea\u00e7\u00f5es de hipersensibilidade podem surgir na      aus\u00eancia de exposi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via conhecida ao f\u00e1rmaco. Isso pode ser causado por      uma exposi\u00e7\u00e3o anterior n\u00e3o-reconhecida a penicilina (ex.: em alimentos de      origem animal ou em fungos produtores de penicilina). Embora a elimina\u00e7\u00e3o      do antibi\u00f3tico geralmente resulte em r\u00e1pido desaparecimento das manifesta\u00e7\u00f5es      al\u00e9rgicas, elas podem persistir por 1 ou 2 semanas ou mais ap\u00f3s a interrup\u00e7\u00e3o      da terapia.<\/p>\n<p>As rea\u00e7\u00f5es mais graves provocadas por penicilinas consistem em angioedema      e anafilaxia. O angioedema, com acentuado volume dos l\u00e1bios, da l\u00edngua, da      face e dos tecidos periorbit\u00e1rios, que \u00e9 freq\u00fcentemente acompanhado de respira\u00e7\u00e3o      asm\u00e1tica, tem sido observado ap\u00f3s administra\u00e7\u00e3o t\u00f3pica, oral ou sist\u00eamica      de v\u00e1rios tipos de penicilina. <\/p>\n<p>Os pacientes que possuem uma hist\u00f3ria de alergia a penicilina devem ser tratados,      em sua maioria, com num tipo diferente de antibi\u00f3tico. Infelizmente, n\u00e3o existe      um m\u00e9todo totalmente confi\u00e1vel para confirmar uma hist\u00f3ria de alergia \u00e0 penicilina.      Em certas ocasi\u00f5es, recomenda-se a dessensibiliza\u00e7\u00e3o para pacientes al\u00e9rgicos      a penicilinas e que precisam ser tratados com o f\u00e1rmaco. Esse procedimento,      que consiste na administra\u00e7\u00e3o de doses gradualmente crescentes de penicilina      na esperan\u00e7a de evitar uma rea\u00e7\u00e3o grave, s\u00f3 deve ser efetuado em local que      disponha de terapia intensiva. <\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Conseguimos compreender atrav\u00e9s desse estudo como foi a descoberta cient\u00edfica      da penicilina. Apesar de ter sido descoberta ao acaso, a penicilina foi o      primeiro antibi\u00f3tico usado com sucesso no tratamento de infec\u00e7\u00f5es causadas      por bact\u00e9rias, sendo eficaz contra esp\u00e9cies Gram-positivas ou de Streptococcus,      Clostridium, Neisseria e anaer\u00f3bios excluindo Bacter\u00f3ides. Em virtude dessa      importante descoberta, milhares de vidas foram poupadas, pois iniciava-se      a nova era da medicina \u0096 a era dos antibi\u00f3ticos. Alexander Fleming obteve      reconhecimento por seu trabalho de pesquisa ao receber o Pr\u00eamio Nobel de Fisiologia      e Medicina, junto com seus colegas Chain e Florey, consagrando, dessa forma,      suas brilhantes carreiras em vida.<\/p>\n<p>Fonte:  www.salton.med.br<\/p>\n<h6>Antibi\u00f3ticos<\/h6>\n<h4><strong>Hist\u00f3ria <\/strong><\/h4>\n<p>Parece uma tarefa dif\u00edcil falar sobre a origem e a evolu\u00e7\u00e3o dos <strong>antibi\u00f3ticos<\/strong>&#8230;      e realmente \u00e9. <\/p>\n<p>Durante toda a evolu\u00e7\u00e3o da humanidade temos os relatos de v\u00e1rias tentativas      do uso de subst\u00e2ncias e materiais com a inten\u00e7\u00e3o de secar les\u00f5es supurativas,      curar febres, melhorar as dores etc. A medicina era observacional. A cl\u00ednica      foi o recurso diagn\u00f3stico mais importante que existiu e ainda existe, por\u00e9m      naquela \u00e9poca era o \u00fanico.<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o do termo antibi\u00f3tico tamb\u00e9m tem hist\u00f3ria. O termo inicial proposto      por Vuillemin em 1889 era &#8220;antibiose&#8221; e que definia o antagonismo      dos seres vivos em geral. <\/p>\n<p>O nome <strong>antibi\u00f3tico<\/strong> foi primeiramente usado por Waksman em      1942, meio s\u00e9culo ap\u00f3s Vuillemin, e deu uma redefini\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria como subst\u00e2ncia      produzida por microorganismos (bact\u00e9rias, fungos, actinomicetos), antagonista      ao desenvolvimento ou \u00e0 vida de outros microorganismo em altas dilui\u00e7\u00f5es no      meio bioqu\u00edmico do nosso corpo (\u00e9 necess\u00e1rio que isto seja dito para excluirmos      subst\u00e2ncias que quando puras tem uma potente a\u00e7\u00e3o antimicrobiana como certos      produtos metab\u00f3licos como os \u00e1cidos org\u00e2nicos, per\u00f3xido de hidrog\u00eanio e o      \u00e1lcool). Entretanto, o uso di\u00e1rio do termo, incluiu os agentes antibacterianos      sint\u00e9ticos, como as sulfonamidas e as quinolonas, que n\u00e3o s\u00e3o produzidos por      microorganismos. Waksman e outros microbiologistas notaram que algumas bact\u00e9rias      tinham a capacidade destruir ou inibir outras estudando amostras de fezes,      cuja flora bacteriana \u00e9 complexa e que depende dessa capacidade para sua manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Alguns autores dividem toda essa hist\u00f3ria em 3 grandes eras. A primeira,      conhecida tamb\u00e9m como a era dos alcal\u00f3ides, data de 1619 de onde prov\u00e9m os      primeiros registros do sucesso do tratamento da mal\u00e1ria com extrato de cinchona      e do tratamento da disenteria amebiana com raiz de ipecacuanha. Durante muito      tempo esses extratos e seus derivados (alcal\u00f3ides, quinino e a emetina) formaram      um grupo \u00fanico de recursos terap\u00eauticos conhecidos. <\/p>\n<p>Em meados de 1860, Joseph Lister foi o primeiro cientista a estudar o efeito      inibit\u00f3rio de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas sobre as bact\u00e9rias e aplicar seus conhecimentos      diretamente na medicina. Lister usou fenol para esterilizar instrumentos cir\u00fargicos      com importante diminui\u00e7\u00e3o nas taxas de morbidade e mortalidade associadas      \u00e0 cirurgia. Alguns autores dizem que esse evento marcou o surgimento da era      antimicrobiana. Estudando tais efeitos, Pasteur e Joubert foram os primeiros      a reconhecerem o potencial cl\u00ednico dos produtos microbianos como agentes terap\u00eauticos      em 1877. Eles observaram que o bacilo anthrax crescia rapidamente quando inoculado      em urina est\u00e9ril mas parava de se multiplicar e morria se qualquer simples      bact\u00e9ria da ar fosse inoculada junto com o bacilo ou ap\u00f3s ele na mesma urina.    <\/p>\n<p>Czech, Honl e Bukovsky em 1889 fizeram uso local de extrato de Pseudomonas      aeruginosas que era um excelente produto conhecido como &#8220;piocianase&#8221;      comercializado por muitos anos. Outros pesquisadores usaram extratos de Penicillium      e Aspergillus, os quais continham, provavelmente, pequenas quantidades de      antibi\u00f3ticos que produziam efeitos locais e transit\u00f3rios.<\/p>\n<p>A segunda era, conhecida como a dos compostos sint\u00e9ticos, foi marcada pela      descoberta do salvarsan por Paul Ehrlich (Alemanha) em 1909 para o tratamento      de tripanossomas e outros protozo\u00e1rios. Em 1910 Ehrlich testou o 606\u00ba composto      ars\u00eanico e viu que ele era ativo contra o treponema causador da s\u00edfilis. Esse      composto foi usado como tratamento de escolha da s\u00edfilis at\u00e9 1940 quando foi      substitu\u00eddo pela penicilina. <\/p>\n<p><strong>Na \u00e9poca imperava um pensamento:<\/strong> os protozo\u00e1rios eram suscept\u00edveis      \u00e0s drogas e as bact\u00e9rias n\u00e3o. Os treponemas n\u00e3o eram considerados bact\u00e9rias,      mas uma classe a parte. <\/p>\n<p>A id\u00e9ia apresentada \u00e0 pouco foi abandonada com a descoberta e o uso do Prontosil.      O Prontosil \u00e9 uma sulfonamida que foi sintetizada por Klarer e Meitzsch em      1932. Seus efeitos e resultados foram descritos por Gerhard Domagk., o que      lhe valeu o Pr\u00eamio Nobel de Medicina em 1938. <\/p>\n<p>A penicilina j\u00e1 havia sido sintetizada por Alexander Fleming em 1929, mas      seu potencial n\u00e3o havia sido explorado devido \u00e0 sua labilidade. O livro de      Hare intitulado &#8220;O Nascimento da Penicilina&#8221; (&#8220;The Birth of      Penicilin&#8221;) descreve muito bem como Fleming descobriu a penicilina em      1928.Os escritos originais de Fleming atribuem o uso da penicilina em meios      de cultura para suprimir os crescimento da flora oral e facilitar o isolamento      do Haemophilus influenzae. A corrida para as sulfonamidas havia come\u00e7ado,      sediada na Alemanha e anunciada em 1935.Quando o efeito curativo da sulfonamida      foi demonstrado em ratos, iniciou-se estudos em pacientes com erisipela e      outras infec\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>Em 1935 Domagk publicou as informa\u00e7\u00f5es sobre seus estudos ao mesmo tempo      em que eram publicados estudos semelhantes por H\u00f6rlein sobre os achados feitos      em Londres. Esses estudos foram posteriormente continuados em outros pa\u00edses.      Um dos mais not\u00e1veis estudos da \u00e9poca foi o de Kolebrook e Kenny (Inglaterra)      em 1936 que demonstrou a imensa efic\u00e1cia da droga na febre puerperal com quedas      assustadoras no n\u00famero de mortes entre os nascidos vivos de m\u00e3es com febre      puerperal. A posterior introdu\u00e7\u00e3o da penicilina tenha sido, talvez, o maior      impacto sobre a febre puerperal. O aumento dessa incid\u00eancia em meados de 1950      foi devido \u00e0 redefini\u00e7\u00e3o da febre puerperal como qualquer aumento de temperatura      acima de 38\u00b0C, o que antes era definido quando essa temperatura era mantida      por mais de 24 horas ou era recorrente.<\/p>\n<p>Observou-se que o Prontosil n\u00e3o tinha atividade antibacteriana in vitro e      alguns trabalhos sugeriram que sua atividade era pela libera\u00e7\u00e3o no corpo de      p-aminobenzeno sulfonamida (sulfonilamida). Isso foi provado por Fuller em      1937. A sulfonilamida demonstrou a\u00e7\u00e3o inibit\u00f3ria para estreptococos in vitro.      Isto foi fortemente contestado por Domagk. A sulfonilamida tomou for\u00e7a e em      pouco tempo era fabricada por v\u00e1rias drogarias com mais de 70 nomes conhecidos.    <\/p>\n<p>Muitos qu\u00edmicos da \u00e9poca ficaram entretidos tentando modificar a mol\u00e9cula      para melhor\u00e1-la. Com isso surgiu a sulfapiridina em 1938, a primeira droga      a ser efetiva no tratamento das pneumonias pneumoc\u00f3cicas e com maior espectro      antimicrobiano para a \u00e9poca. Depois vieram a sulfatiazolina e a sulfadiazina      que melhoraram a cianose e os v\u00f4mitos causados pelas sulfas mais antigas.<\/p>\n<p>A terceira era, conhecida como a era moderna dos antibi\u00f3ticos, foi marcada      pelo controle das infec\u00e7\u00f5es por estreptococos e pneumococos com o uso que      j\u00e1 vinha sendo feito das sulfonamidas. Alguns autores marcam a entrada dessa      era com o in\u00edcio do uso cl\u00ednico das sulfonilamidas em 1936. No final da d\u00e9cada      de 1940 apareceram as resist\u00eancias de estreptococos hemol\u00edticos, gonococos      e pneumococos \u00e0 sulfonamida. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s uns 20 anos, os meningococos tamb\u00e9m tornaram-se resistentes \u00e0 sulfonamida.      Essa era \u00e9 a que perdura at\u00e9 hoje e a mais ampla e dif\u00edcil de ser relatada.<\/p>\n<p>Com o aparecimento da resist\u00eancia bacteriana houve um empenho pela busca      de novas subst\u00e2ncias e assim, em 1939, Ren\u00e9 Dubos (Nova Iorque) descobriu      a tirotricina (gramicidina + tirocidina) formada pelo Bacillus brevis que      embora muito t\u00f3xica para o homem, tinha um efeito curativo sist\u00eamico em ratos.      Esse fatos foram importantes pois influenciaram Howard Florey e seus colegas      na descoberta de novas subst\u00e2ncias no final da d\u00e9cada de 1940 sendo a penicilina      a pr\u00f3xima droga a ser estudada por eles.<\/p>\n<p>Alguns autores mencionam como o in\u00edcio da terceira era sendo em 1940 com      os primeiros relatos sobre as propriedades do extrato de Penicillium notatum      (hoje conhecida como penicilina) feitos em Oxford por Chain e seus colaboradores      que haviam mostrado grande interesse pela descoberta feita por Fleming em      1929. Ap\u00f3s sua s\u00edntese e estudos, come\u00e7ou a ser produzida pela &#8220;School      of Patology at Oxford&#8221;, por\u00e9m quando administradas em seres humanos com      infec\u00e7\u00f5es, era rapidamente excretada, necessitando de novas administra\u00e7\u00f5es.      A produ\u00e7\u00e3o de Oxford era insuficiente. Sendo assim, uma maneira para manter      o suprimento da subst\u00e2ncia era reaproveit\u00e1-la na urina dos pacientes, isolando-a      e administrando-a novamente a esses ou a outros doentes. Mostraram que a penicilina      curava infec\u00e7\u00f5es estreptoc\u00f3cicas e estafiloc\u00f3cicas em ratos e o sucesso com      o uso em humanos foi verificado rapidamente. Alguns anos mais tarde haveria      a completa purifica\u00e7\u00e3o da penicilina. <\/p>\n<p>Muitos dos estudos com a penicilina feitos durante a Segunda Guerra Mundial      perderam-se, pois circulavam de forma secreta e obscura.<\/p>\n<p><strong>Dessa forma, a penicilina descoberta em 1929 e com seu uso cl\u00ednico      definido em 1940 deu origem \u00e0 mais variada e mais utilizada classe de antibi\u00f3ticos:<\/strong>      os b -lact\u00e2micos.<\/p>\n<p>Na tabela abaixo h\u00e1 algumas datas de descobertas dos antibi\u00f3ticos e as bact\u00e9rias      das quais foram extra\u00eddas a subst\u00e2ncia.<\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td width=\"169\"><strong>Nome<\/strong><\/td>\n<td width=\"163\"><strong>Data da descoberta<\/strong><\/td>\n<td width=\"204\"><strong>Microorganismo<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Penicilina<\/td>\n<td>1929-40<\/td>\n<td>Penicillium notatum<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Tirotricina<\/td>\n<td>1939<\/td>\n<td>Bacillus brevis<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Griseofulvina<\/td>\n<td>1939 <\/p>\n<p>1945<\/p>\n<\/td>\n<td>Penicilium griseofulvum <\/p>\n<p>Dierckx<\/p>\n<p>Penicilliujanczewski<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Estreptomicina<\/td>\n<td>1944<\/td>\n<td>Streptomyces griseus<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Bacitracina<\/td>\n<td>1945<\/td>\n<td>Bacillus lincheniformis<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Cloranfenicol<\/td>\n<td>1947<\/td>\n<td>Streptomyces venezuelae<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Polimixina<\/td>\n<td>1947<\/td>\n<td>Bacillus polymyxa<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Framicetina<\/td>\n<td>1947-53<\/td>\n<td>Streptomyces lavendulae<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Clortetraciclina<\/td>\n<td>1948<\/td>\n<td>Streptomyces aureofaciens<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Cefalosporina C, N e P<\/td>\n<td>1948<\/td>\n<td>Cephalosporium sp<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Neomicina<\/td>\n<td>1949<\/td>\n<td>Streptomyces fradiae<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Oxitetraciclina<\/td>\n<td>1950<\/td>\n<td>Streptomyces rimosus<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Nistatina<\/td>\n<td>1950<\/td>\n<td>Streptomyces noursei<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Eritromicina<\/td>\n<td>1952<\/td>\n<td>Streptomyces erithreus<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Espiramicina<\/td>\n<td>1954<\/td>\n<td>Streptomyces ambofaciens<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Vancomicina<\/td>\n<td>1956<\/td>\n<td>Streptomyces orientalis<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Kanamicina<\/td>\n<td>1957<\/td>\n<td>Streptomyces kanamyceticus<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>\u00c1cido fus\u00eddico<\/td>\n<td>1960<\/td>\n<td>Fusidium coccineum<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Lincomicina<\/td>\n<td>1962<\/td>\n<td>Streptomyces lincolnensis<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Gentamicina<\/td>\n<td>1963<\/td>\n<td>Micromonospora purpurea<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Tobramicina<\/td>\n<td>1968<\/td>\n<td>Streptomyces tenebraeus<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>Em 1944, Selman Waksman a procura de antibi\u00f3ticos com efeitos menos t\u00f3xicos,      junto com seu aluno Albert Schatz, isolou a estreptomicina de uma cepa de      Streptomyces, a primeira droga efetiva contra a tuberculose e por isso recebeu      o Pr\u00eamio Nobel da Medicina em 1952. Waksman isolou tamb\u00e9m a neomicina em 1948,      al\u00e9m de outros 16 antibi\u00f3ticos durante sua vida (grande parte deles sem uso      cl\u00ednico pela alta toxicidade). O m\u00e9todo de procura por novos antibi\u00f3ticos      utilizado por Waksman na descoberta da estreptomicina dominou a ind\u00fastria      dos antibi\u00f3ticos por d\u00e9cadas. <\/p>\n<p>Dois eventos importantes ocorreram em meados de 1950 levando ao desenvolvimento      de penicilinas semi-sint\u00e9ticas. Primeiro, foi conseguida a total s\u00edntese do      \u00e1cido 6-aminopenicil\u00e2nico (6APA). Segundo, Rolinson e seus colaboradores mostraram      que muitas bact\u00e9rias produziam acilases capazes de quebrar 6APA da benzilpenicilina.    <\/p>\n<p><strong>Em 1945 Edward Abraham e seus colegas da Universidade de Oxford estudaram      o fungo de Brotzu Cephalosporium acremonium isolando desta cepa o terceiro      antibi\u00f3tico conhecido:<\/strong> cefalosporina C. A cefalosporina C era est\u00e1vel      na presen\u00e7a da penicilinase produzida pelos estafilococos.<\/p>\n<p>Sabemos hoje que todos os agentes terap\u00eauticos que tiveram sucesso tinham      certamente propriedades em comum. Eles devem exercer uma atividade microbiana      letal ou inibit\u00f3ria e em altas dilui\u00e7\u00f5es no complexo meio bioqu\u00edmico do corpo      humano. Estando em contato com os v\u00e1rios tecidos do corpo, devem n\u00e3o influenciar      a fun\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o ou tecido e n\u00e3o ter efeitos danosos. Devem ter bom gosto,      ser est\u00e1veis, solubilidade livre, baixa taxa de excre\u00e7\u00e3o e ter \u00f3tima difus\u00e3o.      Isso tudo levou aos estudos sobre o modo de a\u00e7\u00e3o dos antibi\u00f3ticos. <\/p>\n<p>Woods e Fields estudaram o modo de a\u00e7\u00e3o das sulfonilamidas iniciando os estudos      sobre a estrutura das bact\u00e9rias e o desenvolvimento de novas subst\u00e2ncias de      acordo com cada microorganismo. Foram feitos avan\u00e7os importante no conhecimento      da anatomia, composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e metabolismo da bact\u00e9ria. Isso ajudou a indicar      qual droga seria a mais adequada para ser usada em determinada bact\u00e9ria, mas      n\u00e3o ajudou na descoberta de novas drogas. A resist\u00eancia bacteriana era o principal      problema. Os novos antibi\u00f3ticos produzidos eram derivados dos que j\u00e1 existiam,      com propriedades semelhantes \u00e0s conhecidas anteriormente. Vemos, apesar disso,      que mesmo ap\u00f3s quase um s\u00e9culo de estudos e controle quase que total das infec\u00e7\u00f5es      bacterianas, a resist\u00eancia bacteriana ainda \u00e9 o principal desafio.<\/p>\n<p>Fonte:  www.medstudents.com.br<\/p>\n<h6>Antibi\u00f3ticos<\/h6>\n<p><strong>1- INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>Imagine uma descoberta que possibilitasse a cura de v\u00e1rias doen\u00e7as      fatais e que permitisse salvar a vida de milh\u00f5es de pessoas de uma s\u00f3 vez.      Pensou? <\/strong><\/p>\n<p>Pois essa descoberta j\u00e1 aconteceu! A penicilina \u00e9 um rem\u00e9dio t\u00e3o fant\u00e1stico      que seus efeitos chegaram a ser comparados a um milagre.<\/p>\n<p>A penicilina foi o primeiro antibi\u00f3tico usado com sucesso no tratamento de      infec\u00e7\u00f5es causadas por bact\u00e9rias. A palavra antibi\u00f3tico vem do grego e significa      contra a vida \u0096 n\u00e3o contra a nossa vida, mas contra a vida das bact\u00e9rias,      \u00e9 claro.<\/p>\n<p>Antes do desenvolvimento da penicilina, muitas pessoas morriam de doen\u00e7as      que, hoje, n\u00e3o s\u00e3o mais consideradas perigosas. S\u00f3 para voc\u00ea ter uma id\u00e9ia,      apenas machucar-se num prego, por exemplo, poderia, eventualmente, levar \u00e0      morte.<\/p>\n<p>Durante a Segunda Guerra Mundial, a penicilina salvou a vida de milh\u00f5es de      soldados feridos nos campos de batalha. Gra\u00e7as aos antibi\u00f3ticos, doen\u00e7as como      pneumonia, s\u00edfilis, gonorr\u00e9ia, febre reum\u00e1tica e tuberculose deixaram de ser      fatais. <\/p>\n<p>Hoje, sabe-se que a penicilina que j\u00e1 salvou tantas vidas tamb\u00e9m pode provocar      rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas s\u00e9rias em algumas pessoas e, inclusive, levar \u00e0 morte. Apesar      disso, a penicilina ainda \u00e9 o antibi\u00f3tico mais usado em todo o mundo.<\/p>\n<p>Os antibi\u00f3ticos s\u00e3o produtos de enorme import\u00e2ncia n\u00e3o apenas na \u00e1rea de      sa\u00fade, como tamb\u00e9m na economia, visto que apenas nos Estados Unidos, cerca      de 100.000 toneladas s\u00e3o produzidas anualmente. Embora aproximadamente 8000      subst\u00e2ncias com atividade antimicrobiana sejam conhecidas e, a cada ano, centenas      de novas subst\u00e2ncias sejam descobertas, pouqu\u00edssimas s\u00e3o efetivamente aproveitadas      e utilizadas como agentes antimicrobianos, visto que muitas destas n\u00e3o atendem      aos requisitos m\u00ednimos para seu emprego terap\u00eautico. Paralelamente, n\u00e3o podemos      deixar de mencionar o crescente problema em rela\u00e7\u00e3o ao surgimento de esp\u00e9cies      bacterianas resistentes aos diferentes antibi\u00f3ticos. Este talvez corresponda      ao principal desafio dos pesquisadores, visto que a multirresist\u00eancia vem      se tornando diariamente mais disseminada nas popula\u00e7\u00f5es microbianas, sejam      patog\u00eanicas ou n\u00e3o. Mais recentemente, outro aspecto que vem sendo cada vez      mais levado em considera\u00e7\u00e3o refere-se \u00e0 ocorr\u00eancia dos biofilmes e sua import\u00e2ncia      na terap\u00eautica antimicrobiana, pois o conhecimento sobre a ocorr\u00eancia de biofilmes      microbianos em nosso organismo levou a uma quebra do paradigma de tratamento      das doen\u00e7as infecciosas. Certamente, para que os antibi\u00f3ticos possam ser empregados      de forma mais eficaz, ser\u00e1 necess\u00e1rio um maior conhecimento acerca dos biofilmes      formados naturalmente em nosso organismo. Pois, somente a partir da elucida\u00e7\u00e3o      da ecologia dos biofilmes naturais do homem, teremos maiores chances de tratar      de forma adequada as v\u00e1rias doen\u00e7as infecciosas.<\/p>\n<p>Dos antibi\u00f3ticos de origem microbiana, somente 123 s\u00e3o produzidos por fermenta\u00e7\u00e3o,      o resto \u00e9 produzido de forma sint\u00e9tica ou semi-sint\u00e9tica. As bact\u00e9rias produzem      um n\u00famero de 950 antibi\u00f3ticos, j\u00e1 os actinomicetos pruduzem 4600 antibi\u00f3ticos,      e os fungos 1600 (LIMA et al., 2001).<\/p>\n<p><strong>2- HIST\u00d3RIA<\/strong><\/p>\n<p>Alexander Fleming foi o cientista que descobriu a penicilina. A descoberta      aconteceu, enquanto o pesquisador trabalhava num hospital de Londres, na Inglaterra,      em busca de uma subst\u00e2ncia que pudesse ser usada no combate a infec\u00e7\u00f5es bacterianas      (causadas por bact\u00e9rias). Fleming havia trabalhado como m\u00e9dico em hospitais      militares durante a Primeira Guerra Mundial e, por isso, sabia o quanto era      urgente produzir esse medicamento. <\/p>\n<p>Em suas pesquisas, Fleming fazia o que os cientistas chamam de cultura, ou      seja, colocava bact\u00e9rias numa placa cheia de nutrientes, em condi\u00e7\u00f5es ideais      para elas crescerem e se multiplicarem, a fim de poder observ\u00e1-las. <\/p>\n<p><strong>Um dia, o pesquisador saiu de f\u00e9rias e esqueceu, em cima da mesa      no laborat\u00f3rio, placas de cultura de uma bact\u00e9ria respons\u00e1vel, na \u00e9poca, por      graves infec\u00e7\u00f5es no corpo humano:<\/strong> a Staphylococcus aureus. Ao retornar,      semanas depois, percebeu que algumas dessas placas estavam contaminadas com      mofo, algo bastante comum. <\/p>\n<p>Fleming estava prestes a lavar as placas, quando Merlin Pryce, seu antigo      assistente, entrou no laborat\u00f3rio e lhe perguntou como iam suas pesquisas.      Fleming apanhou novamente as placas para explicar alguns detalhes e ent\u00e3o      percebeu que, em uma das placas, havia uma \u00e1rea transparente ao redor do mofo,      indicando que n\u00e3o havia bact\u00e9rias naquela regi\u00e3o. Aparentemente, o fungo que      tinha causado o mofo estava secretando uma subst\u00e2ncia que matava as bact\u00e9rias.    <\/p>\n<p>Fleming identificou esse fungo como Penicillium notatum e, por isso, chamou      a subst\u00e2ncia produzida por ele de penicilina. <\/p>\n<p><strong>Posteriormente, descobriu-se que a penicilina matava tamb\u00e9m outros      tipos de bact\u00e9rias, e o melhor:<\/strong> ela n\u00e3o era t\u00f3xica para o corpo humano,      o que significava que poderia ser usada como medicamento.<\/p>\n<p>Devido \u00e0s dificuldades de se produzir penicilina em quantidade suficiente      para ser usada no tratamento de pacientes, inicialmente, a descoberta de Fleming      n\u00e3o despertou maior interesse na comunidade cient\u00edfica. Foi somente com a      eclos\u00e3o da Segunda Guerra Mundial, em 1939, que dois cientistas, Howard Florey      e Ernst Chain, retomaram as pesquisas e conseguiram produzir penicilina com      fins terap\u00eauticos em escala industrial. Assim, estava inaugurada uma nova      era para a medicina &#8211; a era dos antibi\u00f3ticos. Por suas pesquisas, Fleming,      Florey e Chain receberam, em 1945, o Pr\u00eamio Nobel de Medicina.<\/p>\n<p>Durante algum tempo, acreditou-se que os antibi\u00f3ticos decretariam o fim das      mortes humanas provocadas por infec\u00e7\u00f5es bacterianas. Entretanto, atualmente,      sabe-se que, de tempos em tempos, surgem novas bact\u00e9rias resistentes aos antibi\u00f3ticos      e, assim, esses medicamentos perdem o efeito. <\/p>\n<p>O uso indiscriminado de antibi\u00f3ticos, tanto por m\u00e9dicos quanto por pacientes,      contribuiu, em muito, para o aparecimento de bact\u00e9rias super-resistentes.      Os erros mais comuns que as pessoas cometem s\u00e3o tomar antibi\u00f3ticos para doen\u00e7as      n\u00e3o bacterianas, como a maior parte das infec\u00e7\u00f5es de garganta, gripes ou diarreias,      e interromper o tratamento antes do prazo recomendado pelo m\u00e9dico. <\/p>\n<p><strong>3- MECANISMO DE A\u00c7\u00c3O PENICILINA<\/strong><\/p>\n<p>Todos os antibi\u00f3ticos beta lact\u00e2micos (penicilinas e cefalosporinas) interferem      na s\u00edntese de parede celular bacteriana, atrav\u00e9s de sua liga\u00e7\u00e3o com a prote\u00edna      PBP. <\/p>\n<p>A penicilina acopla num receptor presente na membrana interna bacteriana      (PBP) e interfere com a transpeptida\u00e7\u00e3o que ancora o peptidoglicano estrutural      de forma r\u00edgida em volta da bact\u00e9ria. Como o interior desta \u00e9 hiperosm\u00f3tico,      sem uma parede r\u00edgida h\u00e1 afluxo de \u00e1gua do exterior e a bact\u00e9ria lisa (explode).<\/p>\n<p>O principal mecanismo de resist\u00eancia de bact\u00e9rias \u00e0 penicilina baseia-se      na produ\u00e7\u00e3o por elas de enzimas, as penicilinases, que degradam a penicilina      antes de poder ter efeito.<\/p>\n<p>Outro mecanismo de a\u00e7\u00e3o da Penicilina \u00e9 a inativa\u00e7\u00e3o de enzimas autol\u00edticas      na parede celular, isto da como resultado a lise celular.<\/p>\n<p><strong>4- RESIST\u00caNCIA AOS ANTIBI\u00d3TICOS \u0096 PORQUE NOS DEVEMOS PREOCUPAR?<\/strong><\/p>\n<p>Uma das formas das bact\u00e9rias desenvolverem resist\u00eancia aos antibi\u00f3ticos,      \u00e9 atrav\u00e9s de altera\u00e7\u00f5es nos seus genes que modificam o alvo espec\u00edfico onde      o antibi\u00f3tico se liga. Estas altera\u00e7\u00f5es levam a que estas bact\u00e9rias deixem      de ser reconhecidas por esse antibi\u00f3tico espec\u00edfico. <\/p>\n<p>Outra forma de desenvolver resist\u00eancia, \u00e9 a capacidade que as bact\u00e9rias v\u00e3o      adquirindo de bombear o antibi\u00f3tico para fora da c\u00e9lula bacteriana (dela pr\u00f3pria).    <\/p>\n<p>Os especialistas em doen\u00e7as infecciosas dizem que as taxas de resist\u00eancia      podem ser utilizadas a n\u00edvel local para ajudar os m\u00e9dicos a decidir que antibi\u00f3ticos      devem ser receitados. Por exemplo, se residir numa \u00e1rea de baixa resist\u00eancia      a um determinado antibi\u00f3tico, o seu m\u00e9dico provavelmente ir\u00e1 decidir que \u00e9      seguro receitar esse antibi\u00f3tico. <\/p>\n<p>Se residir numa \u00e1rea com uma taxa de resist\u00eancia elevada a um determinado      antibi\u00f3tico, ent\u00e3o o seu m\u00e9dico ir\u00e1 provavelmente escolher um antibi\u00f3tico      diferente, de modo queastaxas da resist\u00eancia n\u00e3o aumentem ainda mais. <\/p>\n<p>Mas o seu m\u00e9dico precisa da sua ajuda. Lembre-se de seguir com cuidado as      instru\u00e7\u00f5es quando tomar antibi\u00f3ticos porque voc\u00ea pode exercer um papel importante      ajudando a reduzir a resist\u00eancia aos antibi\u00f3ticos.<\/p>\n<p><strong>5- RESIST\u00caNCIA MICROBIANA<\/strong><\/p>\n<p>Este tema tornou-se um motivo de preocupa\u00e7\u00e3o crescente entre os profissionais      da \u00e1rea de sa\u00fade, pois a cada ano observamos o aumento de linhagens resistentes      aos mais diversos agentes antimicrobianos.<\/p>\n<p><strong>A resist\u00eancia microbiana aos antimicrobianos pode ser de dois tipos:      <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Natural: <\/strong>aus\u00eancia da estrutura, ou via metab\u00f3lica alvo.<\/p>\n<p><strong>Adquirida:<\/strong> atrav\u00e9s de muta\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas e sele\u00e7\u00e3o,        ou por recombina\u00e7\u00e3o ap\u00f3s transfer\u00eancia de genes.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>USOS TERAP\u00caUTICOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>H\u00e1 dois tipos principais de penicilina:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A Penicilina G ou benzilpenicilina, foi a primeiramente descoberta \u00e9 geralmente        injetavel (intra-venosa ou intra-muscular) ainda que existam formas bucais        para tratamento dental. Ela \u00e9 mal absorvida a partir do intestino por isso        a via oral n\u00e3o \u00e9 utilizada. <\/p>\n<p>A Penicilina V ou fenoximetilpenicilina \u00e9 geralmente administrada por via        oral e \u00e9 absorvida para o sangue no nivel intestinal. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>As penicilinas s\u00e3o eliminadas por secre\u00e7\u00e3o tubular nos rins.<\/p>\n<p>\u00c9 a primeira escolha para infec\u00e7\u00f5es bact\u00e9rianas causadas por organismos Gram      -positivos e outros que n\u00e3o sejam suspeitos de resist\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 geralmente eficaz contra esp\u00e9cies Gram+ ou de Streptococcus, Clostridium,      Neisseria, e ana\u00e9robios excluindo Bacteroides. Usa-se em casos de meningite      bacteriana, bacter\u00e9mia, endocardite, infec\u00e7\u00f5es do trato respirat\u00f3rio (pneumonia),      faringite, escarlatina, s\u00edfilis, gonorreia, otite m\u00e9dia e infec\u00e7\u00f5es da pele      causadas pelos organismos referidos.<\/p>\n<p>A Penicilina j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 a primeira escolha em infec\u00e7\u00f5es por Staphylococcus      devido a resist\u00eancia disseminada nesse g\u00e9nero.<\/p>\n<p><strong>7- EFEITOS INDESEJADOS DA PENICILINA<\/strong><\/p>\n<p>A penicilina n\u00e3o tem efeitos secund\u00e1rios significativos, mas pode raramente      causar rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas e at\u00e9 choque anafil\u00e1tico nos indiv\u00edduos suscept\u00edveis.<\/p>\n<p>Sintomas iniciais nesses casos podem incluir eritemas cut\u00e2neos disseminados,      febre e edema da laringe, com risco de asfixia. A sua introdu\u00e7\u00e3o por inje\u00e7\u00e3o      no organismo tamb\u00e9m \u00e9 conhecida por ser dolorosa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso uso prolongado ou em altas doses pode causar deplec\u00e7\u00e3o da flora      normal no intestino e suprainfec\u00e7\u00e3o com esp\u00e9cie patog\u00e9nica.<\/p>\n<p><strong>8- PROCESSO DE PRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial de penicilina \u00e9 um processo fermentativo. Trata-se      de um processo aer\u00f3bico em que o microrganismo Penicillium chrysogenum cresce      num meio org\u00e2nico complexo contendo a\u00e7\u00facares e em regime de adi\u00e7\u00e3o de substrato      (para manter o microrganismo a crescer durante mais tempo). A penicilina,      como a maior parte dos antibi\u00f3ticos, \u00e9 um produto do metabolismo secund\u00e1rio.      Na fase inicial da fermenta\u00e7\u00e3o assegura-se o crescimento r\u00e1pido do microrganismo      e em seguida, numa segunda fase, optimiza-se a produ\u00e7\u00e3o de penicilina.<\/p>\n<p>Durante a fase de produ\u00e7\u00e3o fornece-se continuamente glucose sendo necess\u00e1rio      regular a sua concentra\u00e7\u00e3o a um certo n\u00edvel para evitar efeitos de repress\u00e3o      catab\u00f3lica originados a concentra\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00facar maiores.<\/p>\n<p>\u00c9 pois necess\u00e1rio desenvolver m\u00e9todos que permitam controlar &#8220;autom\u00e1ticamente&#8221;      esta adi\u00e7\u00e3o de forma a manter os n\u00edveis de glucose \u00f3ptimos.<\/p>\n<p>Para a produ\u00e7\u00e3o de penicilina, podem ser utilizados res\u00edduos industriais      como mela\u00e7o. <\/p>\n<p><strong>As etapas de produ\u00e7\u00e3o consistem basicamente em: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>1. <\/strong>Prepara\u00e7\u00e3o do in\u00f3culo. <\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Prepara\u00e7\u00e3o e esteriliza\u00e7\u00e3o do meio. <\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> Inocula\u00e7\u00e3o do meio no fermentador. <\/p>\n<p><strong>4. <\/strong>Aera\u00e7\u00e3o for\u00e7ada com ar est\u00e9ril durante a incuba\u00e7\u00e3o.      <\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> Ap\u00f3s a fermenta\u00e7\u00e3o h\u00e1 a remo\u00e7\u00e3o do mic\u00e9lio formado.      <\/p>\n<p><strong>6. <\/strong>Extra\u00e7\u00e3o e purifica\u00e7\u00e3o da penicilina. <\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/antibi41.jpg\" alt=\"Antibi\u00f3ticos\" width=\"432\" height=\"226\" title=\"Antibi\u00f3ticos\" \/><strong><br \/>\n       PROCESSO FERMENTATIVO<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>9- MONITORIZA\u00c7\u00c3O E CONTROLO DE BIOREATORES<\/strong><\/p>\n<p>Na ind\u00fastria o controle autom\u00e1tico de biorreatores encontra-se geralmente      limitado \u00e0 regula\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de pH e temperatura.No entanto, o controlo      autom\u00e1tico por computador de vari\u00e1veis bioqu\u00edmicas de estado, poder\u00e1 facilitar      a condu\u00e7\u00e3o e aumentar a produtividade do processo. \u00c9 necess\u00e1rio, para tal,      dispor de sensores utiliz\u00e1veis em tempo real, fi\u00e1veis e econ\u00f3micos, que permitam      medir as concentra\u00e7\u00f5es dos substratos e produtos de fermenta\u00e7\u00e3o.Para utiliza\u00e7\u00e3o      nos modelos desenvolvidos de controlo \u00e9 necess\u00e1rio utilizar sistemas de amostragem      integrados com sistemas de an\u00e1lise em tempo real.<\/p>\n<p>No Laborat\u00f3rio de Fermenta\u00e7\u00e3o Piloto do INETI-IBQTA-DB, utilizamos um sistema      integrado de amostragem e an\u00e1lise de glucose (substrato) e penicilina (produto)      em tempo real que usa biosensores calorim\u00e9tricos. A partir da informa\u00e7\u00e3o obtida      em tempo real um algoritmo de controlo comanda a adi\u00e7\u00e3o de glucose ao meio      de fermenta\u00e7\u00e3o onde se est\u00e1 a produzir a penicilina (ver figura). Se esta      estrat\u00e9gia conduzir a bons resultados prev\u00ea-se a sua integra\u00e7\u00e3o em sistemas      de produ\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/antibi42.jpg\" alt=\"Antibi\u00f3ticos\" width=\"376\" height=\"306\" title=\"Antibi\u00f3ticos\" \/><\/p>\n<p><strong>10- F\u00c1RMACOS DERIVADOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Existem muitos antibi\u00f3ticos derivados por m\u00e9todos qu\u00edmicos industriais      da penicilina, constituindo as penicilinas semi-sint\u00e9ticas:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Amoxicilina, Ampicilina e Pivampicilina t\u00eam maior espectro de a\u00e7\u00e3o, e s\u00e3o        eficazes contra mais tipos de organismos.<\/p>\n<p>Flucloxacilina <\/p>\n<p>Carbenacilina, Aziocilina, Ticarcilina s\u00e3o eficazes contra esp\u00e9cies de        Pseudomonas, especialmente a P.aeruginosa, que s\u00e3o importantes patog\u00eanios        do meio hospitalar<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>ADRIANA DUARTE ALVES<\/strong><\/p>\n<p><strong>ANDERSON DOS SANTOS GODINHO<\/strong><\/p>\n<p><strong>CAROLINA DE BARROS GOMES<\/strong><\/p>\n<p><strong>DANILO CELESTINO<\/strong><\/p>\n<p><strong>M\u00c9RILIS SUSAN RICCI<\/strong><\/p>\n<p><strong>11- BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n<p>http:\/\/vsites.unb.br\/ib\/cel\/microbiologia\/antibioticos\/antibioticos.html#mecanismos      <br \/>\n     http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ficheiro:Penicillin-core.png <br \/>\n     http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Antibiotico<br \/>\n     http:\/\/www.dq.fct.unl.pt\/qoa\/qpn1\/2002\/penicilina\/produ\u00e7\u00e3o1.htm<br \/>\n     http:\/\/www.infoescola.com\/farmacologia\/penicilina\/<br \/>\n     Shreve,R.N; Brink,J.A; Ind\u00fastria de Processos Qu\u00edmicos, 4 ed, Guanabara Koogan,1997     <\/p>\n<p>Fonte:  UniABC &#8211; Universidade do Grande ABC<\/p>\n<h6>Antibi\u00f3ticos<\/h6>\n<p><strong>1. O que s\u00e3o antibi\u00f3ticos<\/strong><\/p>\n<p>Os antibi\u00f3ticos s\u00e3o subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, naturais ou sint\u00e9ticas, com capacidade      de impedir a multiplica\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias ou de as destruir, n\u00e3o tendo contudo      efic\u00e1cia contra os v\u00edrus. Por vezes s\u00e3o usados para prevenir infec\u00e7\u00f5es bacterianas,      como por exemplo, antes das interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/antibi43.jpg\" alt=\"Antibi\u00f3ticos\" width=\"345\" height=\"253\" title=\"Antibi\u00f3ticos\" \/><strong><br \/>\n     Antibi\u00f3ticos<\/strong><\/p>\n<p><strong>2. Que antibi\u00f3ticos existem<\/strong><\/p>\n<p>Existe um elevado n\u00famero de antibi\u00f3ticos, havendo por isso a necessidade      de os classificar de acordo com a sua estrutura qu\u00edmica de base.<\/p>\n<p><strong>Os principais grupos de antibi\u00f3ticos s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Penicilinas<\/p>\n<p>Cefalosporinas<\/p>\n<p>Monobact\u00e2micos<\/p>\n<p>Cloranfenicol e tetraciclinas<\/p>\n<p>Aminoglicosideos<\/p>\n<p>Macr\u00f3lidos<\/p>\n<p>Sulfonamidas e suas associa\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Quinolonas<\/p>\n<p>Outros<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>3.\u00a0Como atuam os antibi\u00f3ticos<\/strong><\/p>\n<p>Os antibi\u00f3ticos podem ter a\u00e7\u00e3o bactericida (provocando a morte das bact\u00e9rias)      ou a\u00e7\u00e3o bacteriost\u00e1tica (inibindo o crescimento microbiano e evitando o aumento      do n\u00famero de microrganismos). No caso de doentes com o sistema imunit\u00e1rio      debilitado e incapaz de destruir os agentes bacterianos, s\u00e3o usados preferencialmente      os antibi\u00f3ticos de a\u00e7\u00e3o bactericida, enquanto que os antibi\u00f3ticos de a\u00e7\u00e3o      bacteriost\u00e1tica s\u00e3o para os casos em que o hospedeiro infectado consegue ativar      a resposta imunit\u00e1ria e eliminar as bact\u00e9rias do seu organismo.<\/p>\n<p>Em ambos os casos, os antibi\u00f3ticos atuam atacando determinados constituintes      das bact\u00e9rias necess\u00e1rios para a sobreviv\u00eancia e reprodu\u00e7\u00e3o destes microrganismos.<\/p>\n<p><strong>4. Escolha de um antibi\u00f3tico<\/strong><\/p>\n<p>Um antibi\u00f3tico deve ser escolhido com base no espectro de a\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o      ao microrganismo que causa a infec\u00e7\u00e3o, na seguran\u00e7a do medicamento incluindo      rea\u00e7\u00f5es adversas e intera\u00e7\u00f5es medicamentosas, na experi\u00eancia cl\u00ednica previa,      no custo, no risco de superinfec\u00e7\u00e3o e em fatores relativos ao paciente. A      import\u00e2ncia destes fatores \u00e9 influenciada pela gravidade da doen\u00e7a e pelo      objetivo da utiliza\u00e7\u00e3o do antibi\u00f3tico (intuito profil\u00e1ctico, terap\u00eautica emp\u00edrica      ou terap\u00eautica dirigida).<\/p>\n<p>Um historial de hipersensibilidade ou outra resposta adversa ao antibi\u00f3tico      deve ser tido em conta.<\/p>\n<p>O conhecimento de rea\u00e7\u00f5es adversas pr\u00e9vias pode prevenir a administra\u00e7\u00e3o      inadvertida de um antibi\u00f3tico ao qual o paciente possa ser al\u00e9rgico. A falha      em obter um historial cl\u00ednico adequado pode levar a consequ\u00eancias s\u00e9rias ou      mesmo fatais.<\/p>\n<p>Fonte:  resista.net<\/p>\n<h6>Antibi\u00f3ticos<\/h6>\n<h4>Hist\u00f3ria <\/h4>\n<p>Cientistas da segunda metade do s\u00e9culo XIX (Tyndal, Lister, Huxley, Duchesne      e Vuillemin) j\u00e1 observavam o fen\u00f4meno denominado por &#8220;antibiose&#8221;,      o qual era resultado dos agentes antimicrobianos.<\/p>\n<p>Em 1860 Joseph Lister estudou o efeito inibit\u00f3rio de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas      sobre as bact\u00e9rias.<\/p>\n<h4>Fenol<\/h4>\n<blockquote>\n<p>Esteriliza instrumentos cir\u00fargicos<\/p>\n<p>Taxas de mortalidade associadas \u00e0 cirurgias<\/p>\n<p>Pasteur e Joubert em 1877 reconheceram o potencial cl\u00ednicos dos produtos        microbianos como agentes terap\u00eauticos<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Bacillus antracis<\/h4>\n<blockquote>\n<p>Crescia em urina est\u00e9ril<\/p>\n<p>Morte com a adi\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias junto com ele na mesma urina (Greenwood,        1997)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>1928 Alexander Fleming descobriu a penicilina Saint Mary\u00b4s Hospital de Londres<\/p>\n<p>Col\u00f4nias de Staphylococcus vizinhas do fungo Penicillium apresentavam-se      transl\u00facidas (lise celular).<\/p>\n<blockquote>\n<p>Agente antibacteriano<\/p>\n<p>penicilina<\/p>\n<p>Penicillium chrysogenum <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Cresceu Penicillium em meio l\u00edquido e verificou que uma subst\u00e2ncia antimicrobiana      era secretada no meio.<\/p>\n<p>Contaminante inibia o crescimento de Staphylococcus mesmo dilu\u00eddo 800 vezes.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/antibi44.jpg\" alt=\"Antibi\u00f3ticos\" width=\"212\" height=\"194\" title=\"Antibi\u00f3ticos\" \/><strong><br \/>\n     Alexander Fleming | 1881 &#8211; 1955 | Nobel Medicina 1945 <\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/antibi45.jpg\" alt=\"Antibi\u00f3ticos\" width=\"148\" height=\"255\" title=\"Antibi\u00f3ticos\" \/><strong><br \/>\n     Bentley, 2005<\/strong><\/p>\n<p>No final da d\u00e9cada de 1930, no auge da segunda guerra mundial, o elevado      n\u00famero de pacientes infectados exigia a descoberta de subst\u00e2ncias efetivas      para o tratamento de infec\u00e7\u00f5es bacterianas.<\/p>\n<p>Chain &amp; Florey em 1940 analisaram o efeito antibacteriano da penicilina.<\/p>\n<h4>Penicilina <\/h4>\n<p>Primeiro antibi\u00f3tico usado para o tratamento de infec\u00e7\u00f5es em humanos.<\/p>\n<blockquote>\n<p>1941 in\u00edcio do uso cl\u00ednico da penicilina (estreptococos e pneumococo).<\/p>\n<p>13 anos da descoberta ao uso pr\u00e1tico.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Em 1889 o nome antibi\u00f3tico foi criado por Vuillemim e, posteriormente, em      1942 foi redefinido por Waksman.<\/p>\n<h4>Antibi\u00f3tico<\/h4>\n<p>\u00c9 um composto qu\u00edmico derivado de microrganismos (bact\u00e9rias, fungos) que      t\u00eam a capacidade de inibir o crescimento, inclusive chegando a destruir outros      microrganismos em solu\u00e7\u00f5es dilu\u00eddas &#8211; antibacteriano, antif\u00fangico e antitumoral.<\/p>\n<h4><strong>1944 <\/strong><\/h4>\n<p>Selman Abraham Waksman e colaboradores isolaram a estreptomicina de uma cepa      Streptomyces, a primeira droga efetiva contra o bacilo da tuberculose.<\/p>\n<h4>Microrganismos<\/h4>\n<p><strong>Microrganismos apresentam dois tipos de metabolismo:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Prim\u00e1rio: <\/strong>Ativo durante todo o ciclo de vida<\/p>\n<p><strong>Secund\u00e1rio: <\/strong>Rotas biossint\u00e9ticas longas e complexas derivadas        do metabolismo prim\u00e1rio<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Produ\u00e7\u00e3o dos Antibi\u00f3ticos<\/h4>\n<p>Os produtos naturais isolados de actinomicetos e fungos t\u00eam sido a principal      fonte da maioria dos antibi\u00f3ticos comercializados.<\/p>\n<h4>Microrganismos produtores<\/h4>\n<blockquote>\n<p>Mais de 8000 antibi\u00f3ticos foram identificados<\/p>\n<p>200 novos antibi\u00f3ticos a cada ano<\/p>\n<p>Atualmente existem 90 antibi\u00f3ticos utilizados na pr\u00e1tica cl\u00ednica.<\/p>\n<p><strong>Antibi\u00f3ticos s\u00e3o produzidos principalmente por bact\u00e9rias ou fungos:<\/strong><\/p>\n<p>Antibi\u00f3ticos produzidos por fungos (principalmente pelos g\u00eaneros Penicillium        e Cephalosporium) <strong>Ex.:<\/strong> penicilina, cefalosporina, griseofulvina.<\/p>\n<p>G\u00eanero Streptomyces &#8211; produz 70% dos antibi\u00f3ticos do mercado<\/p>\n<\/blockquote>\n<table width=\"90%\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td align=\"center\"><strong>Nome<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\"><strong>Data da descoberta<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\"><strong>Microrganismo<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Penicilina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1929 \u0096 40<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Penicillium notatum<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Tirotricina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1939<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Bacillus brevis<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Griseofulvina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1939 \/ 1945<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Penicilium griseofulvum<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Estreptomicina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1944<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Streptomyces griseus<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Bacitracina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1945<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Bacillus lincheniformis<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Cloranfenicol<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1947<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Streptomyces venezuelae<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Polimixina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1947<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Bacillus polymyxa<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Framicetina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1947 \u0096 53<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Streptomyces lavendulae<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Clortetraciclina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1948<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Streptomyces aureofaciens<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Cefalosporina              C, N e P<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1948<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Cephalosporium sp<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Neomicina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1949<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Streptomyces fradiae<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Oxitetraciclina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1950<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Streptomyces rimosus<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Nistatina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1950<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Streptomyces noursei<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Eritromicina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1952<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Streptomyces erithreus<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Espiramicina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1954<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Streptomyces ambofaciens<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Vancomicina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1956<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Streptomyces orientalis<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Kanamicina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1957<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Streptomyces kanamyceticus<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Lincomicina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1962<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Streptomyces lincolnensis<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Gentamicina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1963<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Micromonospora purpurea<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Tobramicina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1968<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Streptomyces tenebraeus<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p><strong>Esquema b\u00e1sico de um processo fermentativo para produ\u00e7\u00e3o comercial      de um antibi\u00f3tico:<\/strong> <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>1.<\/strong> Prepara\u00e7\u00e3o do in\u00f3culo<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Inocula\u00e7\u00e3o em meio de fermenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> Incuba\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de fermenta\u00e7\u00e3o controladas e        aera\u00e7\u00e3o for\u00e7ada com ar esterilizado<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> Remo\u00e7\u00e3o do mic\u00e9lio por centrifuga\u00e7\u00e3o e\/ou filtra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> Extra\u00e7\u00e3o e purifica\u00e7\u00e3o do antibi\u00f3tico<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A cada ano s\u00e3o produzidos 100000 toneladas de antibi\u00f3ticos, o que      corresponde a US$ 5 bilh\u00f5es em vendas destinadas \u00e0:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Medicina<\/p>\n<p>Agricultura<\/p>\n<p>Terap\u00eautica animal<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Mecanismo de a\u00e7\u00e3o dos antibi\u00f3ticos<\/h4>\n<p><strong>Inibidores da s\u00edntese da parede celular microbiana<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Ex.:<\/strong> Penicilina,<\/p>\n<p>Cefalosporina,<\/p>\n<p>Vancomicina<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Inibi\u00e7\u00e3o da s\u00edntese de prote\u00ednas<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Ex.:<\/strong> Eritromicina<\/p>\n<p>Rifampicina<\/p>\n<p>Estreptomicina<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Interferem na s\u00edntese de nucleot\u00eddeos<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Ex.: <\/strong>Sulfonamidas<\/p>\n<p>Trimetropina<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Interferem com a membrana celular bacteriana<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Ex.:<\/strong> Polimixina B<\/p>\n<p>Colistina<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte:  www.usp.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antibi\u00f3ticos, Tipo, Import\u00e2ncia, Uso, Medicamento, Hist\u00f3ria, Fun\u00e7\u00e3o, Descoberta, Origem, Produ\u00e7\u00e3o, Infec\u00e7\u00f5es, Mecanismo, O que \u00e9, 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