{"id":33980,"date":"2016-05-20T19:10:22","date_gmt":"2016-05-20T19:10:22","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=33980"},"modified":"2016-05-20T19:17:07","modified_gmt":"2016-05-20T19:17:07","slug":"uveite","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/saude-e-bem-estar\/saude\/uveite","title":{"rendered":"Uve\u00edte"},"content":{"rendered":"<p><strong>Uve\u00edte<\/strong> \u00e9 um termo gen\u00e9rico que define n\u00e3o somente inflama\u00e7\u00e3o      da t\u00fanica m\u00e9dia do olho (\u00favea, que compreende \u00edris, corpo ciliar e cor\u00f3ide)      como tamb\u00e9m de estruturas vizinhas, como a retina, nervo \u00f3ptico e corpo v\u00edtreo      (Figura 1).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/uveite3.jpg\" alt=\"Uve\u00edte\" title=\"Uve\u00edte\" \/><br \/>\n     Figura 1. Esquema do bulbo ocular<\/strong><\/p>\n<p>Pelas caracter\u00edsticas anat\u00f4micas do tecido uveal (vasos n\u00e3o-fenestrados de      circula\u00e7\u00e3o terminal) e imunol\u00f3gicas (capacidade de gerar respostas imunes      humorais e celulares), esse tecido \u00e9 afetado em muitas doen\u00e7as sist\u00eamicas,      sendo, portanto, de interesse para o cl\u00ednico. Por outro lado, a uve\u00edte pode      acometer indiv\u00edduos sem doen\u00e7a detect\u00e1vel. Neste artigo, vamos nos limitar      \u00e0s uve\u00edtes que acompanham doen\u00e7as gerais.<\/p>\n<p><strong>As uve\u00edtes podem ser classificadas em:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Anteriores (iridociclites), quando a inflama\u00e7\u00e3o acomete principalmente        a \u00edris e o corpo ciliar.<br \/>\n       Posteriores (retinocoroidites, vasculites retinianas), quando a inflama\u00e7\u00e3o        acomete principalmente a cor\u00f3ide e\/ou retina.<br \/>\n       Difusas (pan-uve\u00edtes), quando a inflama\u00e7\u00e3o compromete de maneira importante        tanto o segmento anterior quanto posterior do bulbo ocular. <\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Sinais e sintomas das uve\u00edtes<\/h4>\n<p><strong>Anteriores:<\/strong><\/p>\n<p>Com a irrita\u00e7\u00e3o da \u00edris e do corpo ciliar pelo processo inflamat\u00f3rio, ocorre      espasmo do m\u00fasculo ciliar (em forma de esf\u00edncter, atr\u00e1s da \u00edris) que provocar\u00e1      dor ocular, hiperemia, principalmente ao redor da c\u00f3rnea, pela localiza\u00e7\u00e3o      do m\u00fasculo ciliar, e miose. A acuidade visual \u00e9 em geral pouco afetada.<\/p>\n<p>Ao exame com l\u00e2mpada de fenda, podese observar c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias &#8220;nadando&#8221;      no humor aquoso. Esse que normalmente \u00e9 acelular e se apresenta como um espa\u00e7o      negro, apresentar\u00e1 pontos brilhantes em movimento que correspondem \u00e0s c\u00e9lulas.      As c\u00e9lulas tendem a se depositar na por\u00e7\u00e3o mais interna da c\u00f3rnea, formando      os precipitados cer\u00e1ticos. Conforme a natureza dos precipitados cer\u00e1ticos,      as uve\u00edtes podem ser divididas em granulomatosas (precipitados grandes, com      aspecto de &#8220;gordura de carneiro&#8221;) e n\u00e3ogranulomatosas (precipitados      pequenos). <\/p>\n<p>As c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias, se em grande n\u00famero, poder\u00e3o bloquear a malha trabecular      do seio camerular, por onde o humor aquoso \u00e9 drenado, e provocar glaucoma      secund\u00e1rio \u00e0 uve\u00edte. Com a inflama\u00e7\u00e3o do tecido iriano, existe uma tend\u00eancia      \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de ader\u00eancias entre a borda pupilar da \u00edris e o cristalino, que      se encontra logo atr\u00e1s, formando as sin\u00e9quias posteriores.<\/p>\n<p>Se as sin\u00e9quias posteriores chegarem a tomar toda a borda pupilar (360o),      o humor aquoso n\u00e3o ter\u00e1 passagem da c\u00e2mara posterior (entre o cristalino e      a face posterior da \u00edris), onde \u00e9 formado pelo corpo ciliar, para a c\u00e2mara      anterior, tamb\u00e9m provocando glaucoma secund\u00e1rio. Se a iridicilite persistir,      o cristalino, que \u00e9 avascular e se nutre principalmente de subst\u00e2ncias dissolvidas      no humor aquoso, sofrer\u00e1 altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas provocando catarata secund\u00e1ria      \u00e0 uve\u00edte.<\/p>\n<p><strong>Posteriores:<\/strong> <\/p>\n<p>Quando a uve\u00edte afeta o segmento posterior do bulbo ocular, n\u00e3o haver\u00e1 sintoma      de dor ou sinal de hiperemia ocular. <\/p>\n<p>Com a exsuda\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias da retina e\/ou cor\u00f3ide para o v\u00edtreo,      os sintomas ser\u00e3o de &#8220;moscas volantes&#8221; ou manchas que se movem na      frente do olhar. <\/p>\n<p>Dependendo da localiza\u00e7\u00e3o das les\u00f5es, haver\u00e1 baixa da acuidade visual, mais      ou menos intensa. Se as les\u00f5es estiverem localizadas na m\u00e1cula, papila ou      feixe papilomacular, que s\u00e3o as regi\u00f5es da retina que &#8220;enxergam mais&#8221;,      porque a\u00ed est\u00e3o localizados fotorreceptores diferenciados para a acuidade      visual (cones) ou a condu\u00e7\u00e3o de est\u00edmulos nervosos desses receptores, a acuidade      visual ficar\u00e1 muito reduzida. <\/p>\n<p>Mesmo com o tratamento, a cicatriza\u00e7\u00e3o das les\u00f5es costuma provocar substitui\u00e7\u00e3o      dos fotorreceptores retinianos por tecido fibr\u00f3tico, o que implicar\u00e1 em perda      definitiva da fun\u00e7\u00e3o dos fotorreceptores naqueles locais. As complica\u00e7\u00f5es      incluem opacidade v\u00edtrea permanente e descolamento da retina.<\/p>\n<p><strong>Difusas: <\/strong><\/p>\n<p>Algumas uve\u00edtes comprometem de maneira importante tanto o segmento anterior      quanto posterior do olho, apresentando uma associa\u00e7\u00e3o de sinais e sintomas      das uve\u00edtes anteriores e posteriores.<\/p>\n<p><strong>As principais uve\u00edtes relacionadas a doen\u00e7as sist\u00eamicas s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<h4>Toxoplasmose ocular<\/h4>\n<p>A toxoplasmose \u00e9 respons\u00e1vel por aproximadamente metade dos casos de uve\u00edtes      em nosso meio.1 Em estudos populacionais brasileiros (ES, SP, RS), estima-      se que aproximadamente 10% da popula\u00e7\u00e3o apresentam les\u00f5es cicatriciais causadas      pela toxoplasmose. Pode apresentar-se na forma cong\u00eanita precoce, cong\u00eanita      de aparecimento tardio e adquirida.<\/p>\n<p>Na forma adquirida, acompanha as manifesta\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas da doen\u00e7a, mas      a uve\u00edte pode ocorrer meses ou anos depois.<\/p>\n<p>Na forma cong\u00eanita precoce, integra a t\u00e9trade de Sabin, por\u00e9m, essa forma      \u00e9 considerada rara, pois mais freq\u00fcentemente encontramos rec\u00e9mnascidos sadios      do ponto de vista cl\u00ednico, com ou sem les\u00f5es oculares, e que, posteriormente,      geralmente na idade de adulto jovem, v\u00e3o desenvolver as les\u00f5es oculares ativas      t\u00edpicas. <\/p>\n<p>Essa forma (cong\u00eanita de aparecimento tardio) \u00e9 considerada a forma mais      comum, sendo que nesse caso a sorologia para toxoplasmose \u00e9 positiva apenas      como &#8220;cicatriz sorol\u00f3gica&#8221;, pois a primo-infec\u00e7\u00e3o se deu no \u00fatero      materno. <\/p>\n<p>O risco de transmiss\u00e3o fetal da m\u00e3e para a crian\u00e7a existe somente na primoinfec\u00e7\u00e3o      materna durante a gesta\u00e7\u00e3o. M\u00e3es com les\u00f5es oculares ativas (portanto, com      prov\u00e1vel toxoplasmose de longa data), em geral, n\u00e3o s\u00e3o consideradas de risco      para transmiss\u00e3o fetal da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>No olho, a doen\u00e7a se caracteriza por uve\u00edte posterior com les\u00f5es retinicoroidianas      que provocam substitui\u00e7\u00e3o do tecido retiniano por fibrose nos locais acometidos.      Estima-se que 10% dos portadores de les\u00f5es oculares por toxoplasmose tenham      a regi\u00e3o macular afetada, trazendo baixa importante da acuidade visual (inferior      a 20\/200, o que \u00e9 considerado cegueira legal pela OMS). <\/p>\n<p>A caracter\u00edstica principal da retinocoroidite \u00e9 o seu car\u00e1ter recidivante,      com novas les\u00f5es surgindo ao lado de les\u00f5es cicatrizadas (les\u00f5es sat\u00e9lites      &#8211; Figura 2). <\/p>\n<p>Acredita-se que na borda de les\u00f5es cicatrizadas permanecem cistos de toxoplasma      dormentes que, ap\u00f3s um per\u00edodo vari\u00e1vel de meses ou anos, se rompem e provocam      novas les\u00f5es vizinhas \u00e0s cicatrizes antigas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/uveite4.jpg\" alt=\"Uve\u00edte\" title=\"Uve\u00edte\" \/><strong><br \/>\n     Figura 2. Duas les\u00f5es retinocoroidianas por toxoplasmose. A les\u00e3o superior      est\u00e1 cicatrizada e a inferior ativa. <br \/>\n     Os detalhes da foto n\u00e3o s\u00e3o n\u00edtidos pela opacidade do corpo v\u00edtreo<\/strong><\/p>\n<p>O tratamento constitui-se de terapia antiparasit\u00e1ria espec\u00edfica associada      aos cortic\u00f3ides sist\u00eamicos, em casos mais graves.<\/p>\n<h4>Espondilite anquilosante\/ S\u00edndrome de Reiter<\/h4>\n<p>Essas doen\u00e7as reum\u00e1ticas provocam uve\u00edtes anteriores muito semelhantes, caraterizadas      por crises recidivantes de iridociclite aguda n\u00e3o-granulomatosa, com muita      dor e hiperemia ocular, ora em um olho ora no outro. Durante os surtos agudos      \u00e9 relativamente comum encontrarmos hip\u00f3pio (cole\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas polimorfonucleares      depositadas na c\u00e2mara anterior, formando n\u00edvel &#8211; Figura 3). O segmento posterior      n\u00e3o est\u00e1 comprometido, exceto ap\u00f3s anos de crise, quando se pode desenvolver      edema cist\u00f3ide de m\u00e1cula com forma\u00e7\u00e3o de buraco macular e diminui\u00e7\u00e3o acentuada      da acuidade visual. Nessas uve\u00edtes as complica\u00e7\u00f5es como glaucoma e catarata      s\u00e3o comuns, principalmente quando o n\u00famero de crises \u00e9 muito grande. O tratamento      inclui a dilata\u00e7\u00e3o da pupila com col\u00edrios para evitar a forma\u00e7\u00e3o de sin\u00e9quias      posteriores, associado a col\u00edrios de cortic\u00f3ides. Em crises mais intensas      est\u00e1 indicado o uso de inje\u00e7\u00f5es perioculares de cortic\u00f3ides.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/uveite5.jpg\" alt=\"Uve\u00edte\" title=\"Uve\u00edte\" \/><strong><br \/>\n     Figura 3. Forma\u00e7\u00e3o de hip\u00f3pio em iridocicilite aguda por espondilite anquilosante<\/strong><\/p>\n<h4>Artrite reumat\u00f3ide juvenil<\/h4>\n<p>A <strong>uve\u00edte<\/strong> \u00e9 mais comum na forma pauciarticular da doen\u00e7a,      em meninas jovens, principalmente com fator antinuclear positivo. <\/p>\n<p><strong>Ao contr\u00e1rio das outras uve\u00edtes reum\u00e1ticas referidas, essa uve\u00edte,      tamb\u00e9m anterior e n\u00e3o-granulomatosa, \u00e9 cr\u00f4nica, indolor, com olho &#8220;calmo&#8221;      (Figura 4), sendo freq\u00fcente essas crian\u00e7as serem levadas ao oftalmologista      pelas complica\u00e7\u00f5es:<\/strong> pupila branca (catarata) ou estrabismo (provocado      pela vis\u00e3o baixa). <\/p>\n<p>A uve\u00edte pode ser unilateral, mas geralmente acomete os dois olhos. Como      n\u00e3o se pode esperar que a crian\u00e7a se queixe de dor e n\u00e3o h\u00e1 hiperemia ocular,      os pediatras e reumatologistas devem estar avisados da necessidade de exame      oftalmol\u00f3gico dessas crian\u00e7as \u00e0 l\u00e2mpada de fenda para detectar precocemente      a uve\u00edte. As complica\u00e7\u00f5es incluem catarata, ceratopatia em faixa (deposi\u00e7\u00e3o      de c\u00e1lcio na c\u00f3rnea) e glaucoma secund\u00e1rio.<\/p>\n<p>O tratamento inclui acompanhamento, dilata\u00e7\u00e3o da pupila \u00e0 noite, evitando      os col\u00edrios de cortic\u00f3ides, pois n\u00e3o s\u00e3o muito eficientes nesses casos para      controlar a inflama\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de iatrog\u00eanicos (podem provocar catarata e glaucoma),      controle da press\u00e3o ocular e tratamento do glaucoma secund\u00e1rio \u00e0 uve\u00edte. Em      geral, esses olhos respondem mal \u00e0 cirurgia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/uveite6.jpg\" alt=\"Uve\u00edte\" title=\"Uve\u00edte\" \/><strong><br \/>\n     Figura 4. Iridociclite cr\u00f4nica na artrite reumat\u00f3ide juvenil. Nota-se olho      sem hiperemia, catarata (pupila branca), <br \/>\n     sin\u00e9quias posteriores (pupila irregular) e ceratopatia em faixa (opacidades      fora da \u00e1rea pupilar)<\/strong><\/p>\n<h4>Artrite reumat\u00f3ide do adulto<\/h4>\n<p>Nessa entidade a uve\u00edte \u00e9 rara, sendo mais comum o aparecimento de olho seco      e esclerite.<\/p>\n<p>A esclerite se carateriza por hiperemia, geralmente confinada a um setor      da esclera, mas podendo ser difusa, com dilata\u00e7\u00e3o de vasos esclerais que s\u00e3o      enovelados como uma rede. A dor \u00e9 intensa e costuma acordar o paciente durante      a noite, piora com a movimenta\u00e7\u00e3o ocular (pois os m\u00fasculos extr\u00ednsecos oculares      que fazem a movimenta\u00e7\u00e3o do olho se inserem na esclera) e geralmente melhora      de manh\u00e3, talvez pelo pico de ester\u00f3ide do ciclo circadiano. <\/p>\n<p>A esclerite pode apresentar \u00e1reas de necrose caracterizadas por aus\u00eancia      de vasos, que podem levar \u00e0 perfura\u00e7\u00e3o do bulbo ocular. A esclerite \u00e9 considerada      um n\u00f3dulo reumat\u00f3ide no olho. Na artrite reumat\u00f3ide do adulto \u00e9 descrita como      t\u00edpica a escleromal\u00e1cia perfurante (Figura 5), que corresponde a uma esclerite      com pouca dor e sinais inflamat\u00f3rios, por\u00e9m, com um componente de afinamento      escleral progressivo.<\/p>\n<p>O tratamento da esclerite se faz com antiinflamat\u00f3rios n\u00e3o-hormonais, por\u00e9m,      na esclerite da artrite reumat\u00f3ide, geralmente a corticoterapia sist\u00eamica      e os imunossupressores s\u00e3o necess\u00e1rios. <\/p>\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o de cortic\u00f3ides perioculares est\u00e1 contraindicada pelo efeito colagenol\u00edtico      dos ester\u00f3ides.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/uveite7.jpg\" alt=\"Uve\u00edte\" title=\"Uve\u00edte\" \/><strong><br \/>\n     Figura 5. Escleromalacia perfurante em artrite reumat\u00f3ide do adulto. Observa-se      afinamento da esclera superiormente, <br \/>\n     que se apresenta escura, pela presen\u00e7a da cor\u00f3ide subjacente que \u00e9 pigmentada<\/strong><\/p>\n<h4>S\u00edndrome de Beh\u00e7et<\/h4>\n<p>Uma das manifesta\u00e7\u00f5es mais caracter\u00edsticas e graves dessa s\u00edndrome, a uve\u00edte      provoca cegueira em grande n\u00famero de casos. A uve\u00edte \u00e9 do tipo difusa, bilateral      e recidivante, apresentando crises de iridociclite aguda n\u00e3o-granulomatosa      com dor, hiperemia e hip\u00f3pio nas crises mais severas, acompanhada de baixa      da vis\u00e3o por vasculite retiniana e edema (Figura 6). A cegueira ocorre com      freq\u00fc\u00eancia, \u00e0s vezes, mesmo com tratamento adequado, por atrofia dos vasos      retinianos e da papila ap\u00f3s v\u00e1rios surtos de vasculite.2<\/p>\n<p>Embora o diagn\u00f3stico da s\u00edndrome de Beh\u00e7et seja feito por meio de sinais      cl\u00ednicos relativamente inespec\u00edficos (aftas orais e genitais, eritema nodoso,      foliculite etc.), as manifesta\u00e7\u00f5es oculares s\u00e3o bastante caracter\u00edsticas e      o diagn\u00f3stico ocular relativamente simples.<\/p>\n<p>O tratamento \u00e9 feito com ciclosporina ou imunossupressores citost\u00e1ticos,      uma vez que os cortic\u00f3ides devem ser usados com parcim\u00f4nia pelo seu efeito      de facilitar a atrofia dos vasos retinianos. A colchicina tem pouco efeito      nas crises de uve\u00edtes, sendo mais utilizada nos per\u00edodos intercrises.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/uveite8.jpg\" alt=\"Uve\u00edte\" title=\"Uve\u00edte\" \/><strong><br \/>\n     Figura 6. Vasculite retiniana na s\u00edndrome de Beh\u00e7et. Notam-se exsudatos no      trajeto das veias retinianas<\/strong><\/p>\n<h4>S\u00edfilis e tuberculose<\/h4>\n<p>Embora causas n\u00e3o muito freq\u00fcentes de uve\u00edtes podem provocar uve\u00edtes de todos      os tipos, devendo quase sempre ser exclu\u00eddas frente a um paciente com uve\u00edte.<\/p>\n<p>A s\u00edfilis pode comprometer o olho em todas as suas formas. J\u00e1 foi descrita      les\u00e3o conjuntival acompanhando a les\u00e3o genital na s\u00edfilis prim\u00e1ria. Na forma      secund\u00e1ria, a manifesta\u00e7\u00e3o mais descrita \u00e9 a iridociclite n\u00e3o-granulomatosa.      Nas formas terci\u00e1ria e latente, ocorrem geralmente uve\u00edte difusa com comprometimento      retiniano, muitas vezes associado a neuross\u00edfilis (Figura 7). Na forma cong\u00eanita      precoce a altera\u00e7\u00e3o ocular t\u00edpica \u00e9 a retinite em &#8220;sal e pimenta&#8221;,      com les\u00f5es puntiformes hiper e hipopigmentadas, acompanhadas de atrofia de      vasos e papila. Na forma cong\u00eanita de aparecimento tardio, a ceratite intersticial      (comprometimento do estroma corneano), acompanhada de iridociclite, \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o      mais descrita.<\/p>\n<p>Considera-se que n\u00e3o h\u00e1 necessidade da concomit\u00e2ncia de les\u00f5es pulmonares      ativas causadas por tuberculose para a ocorr\u00eancia de tuberculose ocular. No      olho, pode comprometer a esclera (esclerite), a c\u00f3rnea (ceratite estromal)      e a \u00favea, levando \u00e0 uve\u00edte anterior granulomatosa, posterior ou difusa.<\/p>\n<p>O tratamento dessas doen\u00e7as se faz com drogas antimicrobianas espec\u00edficas,      quase sempre acompanhadas de corticoterapia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/uveite9.jpg\" alt=\"Uve\u00edte\" title=\"Uve\u00edte\" \/><strong><br \/>\n     Figura 7. Les\u00e3o retininana difusa por s\u00edfilis na fase terci\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<h4>Sarcoidose<\/h4>\n<p>A sarcoidose \u00e9 uma doen\u00e7a considerada rara em nosso meio, e ainda existem      controv\u00e9rsias sobre a possibilidade da ocorr\u00eancia exclusivamente ocular. A      manifesta\u00e7\u00e3o ocular mais comum \u00e9 a iridociclite granulomatosa cr\u00f4nica (Figura      8), algumas vezes com n\u00f3dulos na \u00edris e que, freq\u00fcentemente, leva a complica\u00e7\u00f5es      como o glaucoma e a catarata secund\u00e1rios. <\/p>\n<p>Pode se manifestar como uma vitre\u00edte apenas, acompanhada de vasculite discreta,      ou ainda les\u00f5es do tipo coriorretinite. O diagn\u00f3stico inclui a pesquisa de      sarcoidose sist\u00eamica, mas a biopsia de um n\u00f3dulo conjuntival, se existente,      pode fazer o diagn\u00f3stico.3 O tratamento \u00e9 feito \u00e0 base de cortic\u00f3ides.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/uveite10.jpg\" alt=\"Uve\u00edte\" title=\"Uve\u00edte\" \/><strong><br \/>\n     Figura 8. Les\u00f5es provocadas por sarcoidose. Nota-se iridocilite granulomatosa      no canto superior direito, com precipitados <br \/>\n     em forma de &#8220;gordura de carneiro&#8221; e um n\u00f3dulo iriano \u00e0s 8 horas.      Nas outras tomadas, observam-se les\u00f5es no p\u00f3lo posterior<\/strong><\/p>\n<h4>Toxocar\u00edase ocular<\/h4>\n<p>A toxocar\u00edase \u00e9 uma doen\u00e7a larv\u00e1ria, que surge anos ap\u00f3s as manifesta\u00e7\u00f5es      cl\u00ednicas da larva migrans visceral. \u00c9 mais comum em crian\u00e7as que costumam      brincar com cachorros jovens. A manifesta\u00e7\u00e3o ocular \u00e9 de uve\u00edte posterior      unilateral que pode ser associada \u00e0 iridocilite, com presen\u00e7a da larva vis\u00edvel      ao exame de fundo de olho (Figura 9). O diagn\u00f3stico diferencial principal      \u00e9 com retinoblastoma, que \u00e9 o tumor maligno mais freq\u00fcente na inf\u00e2ncia. O      tratamento \u00e9 feito com cortic\u00f3ides.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/uveite11.jpg\" alt=\"Uve\u00edte\" title=\"Uve\u00edte\" \/><strong><br \/>\n     Figura 9. Granuloma na retina perif\u00e9rica por toxocar\u00edase, vis\u00edvel atrav\u00e9s      da pupila<\/strong><\/p>\n<h4>AIDS<\/h4>\n<p>As <strong>uve\u00edte<\/strong>s compreendem infec\u00e7\u00f5es oculares por germes oportunistas,      sendo que o mais comum \u00e9 a retinite por citomegalov\u00edrus. Nessa, o v\u00edtreo \u00e9      claro, e pode-se observar extensas \u00e1reas de necrose retiniana entremeadas      de hemorragias (aspecto de &#8220;queijo com catchup&#8221;), geralmente acompanhando      as arcadas vasculares da retina.<\/p>\n<p>Outros quadros incluem coroidite por Pneumocistis carinii ou tuberculose      (les\u00f5es profundas, arredondadas, do tamanho aproximado de um disco \u00f3ptico),      retinocoroidite por toxoplasmose, necrose retiniana por Herpes Zoster (extensas      \u00e1reas de necrose retiniana comprometendo todo o equador da retina e critococose      ocular (\u00e1reas extensas de hemorragias com comprometimento do nervo \u00f3ptico).<\/p>\n<p><strong>Marisa Toledo de Abreu<\/strong><\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>1. Abreu MT. Toxoplasmose ocular. Em: Or\u00e9fice F, Belfort Jr. R. Uve\u00edtes.      S\u00e3o Paulo: Livraria Roca; 1987:211-30.<br \/>\n     2. Nussenblatt RB, Pallestine AG. Uveitis. Fundamental and Clinic Practice.Year      Book Publishers, Inc. Chicago, London, Boca Raton, Litleton, Mass.; 1989.<br \/>\n     3. Or\u00e9fice F, Boratto L. Caderno de Uve\u00edtes. Alcon Laborat\u00f3rios do Brasil      Ltda.; 1994.<\/p>\n<p>Fonte:  www.apm.org.br<\/p>\n<h6>Uve\u00edte<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>O que \u00e9 a Uveite?<\/h4>\n<p>O olho tem uma forma muito parecida com uma bola de t\u00e9nis, oco por dentro      e com tr\u00eas camadas de tecido \u00e0 volta da cavidade central.<\/p>\n<p>A camada externa \u00e9 a esclera (a parte branca do olho), e a mais profunda      \u00e9 a retina ( um tecido que d\u00e1 origem a imagens na parte de tr\u00e1s do olho tal      como um filme numa m\u00e1quina fotogr\u00e1fica). <\/p>\n<p>A camada do meio, entre a esclera e a retina \u00e9 chamada a uvea, da palavra      Grega &#8220;uvea&#8221; que quer dizer uva, pois parece-se muito como uma uva      descascada. <\/p>\n<p>Quando a uvea fica inflamada, a condi\u00e7\u00e3o \u00e9 chamada Uveite. <\/p>\n<h4>Qual \u00e9 a import\u00e2ncia da uvea?<\/h4>\n<p>A <strong>uvea<\/strong> cont\u00eam muitos vasos sangu\u00edneos que alimentam o olho.      Uma inflama\u00e7\u00e3o da uvea pode afetar a c\u00f3rnea, a retina, a esclera e outras      partes vitais do olho. <\/p>\n<p>Porque a <strong>uvea<\/strong> est\u00e1 relacionada com partes importantes do      olho, uma inflama\u00e7\u00e3o desta camada pode p\u00f4r em perigo a vis\u00e3o e ser mais grave      do que a maioria das inflama\u00e7\u00f5es das camadas externas do olho.<\/p>\n<h4>Quais os sintomas de uma Uveite?<\/h4>\n<p>Os sintomas de uma Uveite incluem uma fotofobia (maior sensibilidade \u00e0 luz),      uma vis\u00e3o enevoada, dor e olho vermelho. <\/p>\n<p>A <strong>Uveite<\/strong> pode aparecer de um dia para o outro, acompanhada      de dor e do olho vermelho, ou pode ter um come\u00e7o mais lento com pouca dor      e vermelhid\u00e3o , mas com um enevoamente progressivo da vis\u00e3o.<\/p>\n<h4>H\u00e1 tipos diferentes de Uveites?<\/h4>\n<p>Sim, quando a uvea est\u00e1 inflamada na parte da frente do olho na iris, chama-se      irite. Se a uvea est\u00e1 inflamada no meio do olho envolvendo o corpo ciliar,      \u00e9 chamado ciclite. <\/p>\n<p>Se a inflama\u00e7\u00e3o \u00e9 na parte de tr\u00e1s do olho afetando a coroide, \u00e9 chamada      coroidite.<\/p>\n<h4>O que causa uma Uveite?<\/h4>\n<p>Uma <strong>Uveite<\/strong> pode ter muitas causas diferentes. Pode resultar      dum v\u00edrus tal como herpes zoster, um fungos (tal como histoplasmoses), ou      um parasita (tal como toxoplasmose). Na maior parte das vezes, n\u00e3o se consegue      detectar a causa. <\/p>\n<p>A <strong>Uveite<\/strong> tamb\u00e9m pode estar relacionada com doen\u00e7as em outras      partes do corpo (tal como Artrite), ou pode surgir em consequ\u00eancia de um traumatismo      do olho.<\/p>\n<p>Uma <strong>Uveite<\/strong> num olho pode resultar devido a um ferimento      grave no outro olho (oftalmia simp\u00e1tica). <\/p>\n<h4>Como \u00e9 que \u00e9 feito o diagn\u00f3stico da Uveite?<\/h4>\n<p>Um exame cuidadoso pelo Oftalmologista \u00e9 extremamente importante logo que      os sintomas surgem. Uma inflama\u00e7\u00e3o no olho pode afetar a vis\u00e3o permanentemente      e por vezes causar cegueira. <\/p>\n<p>O Oftalmologista utiliza aparelhos para examinar o interior do olho e pode      assim fazer um diagn\u00f3stico seguro. <\/p>\n<p>Em algumas circunst\u00e2ncias, an\u00e1lises de sangue, de pele, Raios-X, e \u00e1s vezes      bi\u00f3psias podem ser necess\u00e1rias ao diagn\u00f3stico. Porque a Uveite pode ser associada      com doen\u00e7as gerais, um exame total do doente \u00e9 importante. Isto pode envolver      uma consulta com outros m\u00e9dicos especialistas.<\/p>\n<h4>Como \u00e9 que uma Uveite \u00e9 tratada?<\/h4>\n<p>Um tratamento precoce \u00e9 necess\u00e1rio para diminuir a perda de vis\u00e3o. Gotas      para os olhos, ester\u00f3ides e dilatadores da pupila s\u00e3o medicamentos utilizados      para reduzir a inflama\u00e7\u00e3o e dor. <\/p>\n<p>Para uma inflama\u00e7\u00e3o mais grave, pode ser necess\u00e1rio medica\u00e7\u00e3o oral ou mesmo      inje\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>Complica\u00e7\u00f5es, tal como glaucoma (press\u00e3o alta no olho), cataratas (a opacifica\u00e7\u00e3o      do cristalino), ou a forma\u00e7\u00e3o de novos vasos sang\u00faineos (neovasculariza\u00e7\u00e3o),      tamb\u00e9m podem requerer tratamento. Se as complica\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito graves, a cirurgia      convencional ou cirurgia Laser pode ser necess\u00e1ria. <\/p>\n<p>O tratamento tanto pode ser simples, como a situa\u00e7\u00e3o se arrastar por semanas.    <\/p>\n<p>Algumas Uveites t\u00eam tend\u00eancia para a repeti\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<h4>Quem pode tratar uma Uveite?<\/h4>\n<p>S\u00f3 um Oftalmologista \u00e9 que tem as qualifica\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias para o tratar, visto      a Uveite ser uma inflama\u00e7\u00e3o no interior do olho e p\u00f4r em risco a vis\u00e3o. <\/p>\n<p>O tratamento imediato e um diagn\u00f3stico correto s\u00e3o essenciais. Um caso simples      de &#8220;olho vermelho&#8221; pode ser uma situa\u00e7\u00e3o grave de Uveite. <\/p>\n<p>Um &#8220;olho vermelho&#8221; que n\u00e3o se resolva rapidamente deve ser examinado      e tratado pelo Oftalmologista.<\/p>\n<p>O Oftalmologista \u00e9 o m\u00e9dico que se treinou e estudou 13 anos para tratar      dos seus olhos. S\u00f3 um Oftalmologista \u00e9 que pode assegurar um adequado tratamento      \u00e1s doen\u00e7as oculares. <\/p>\n<p>Fonte:  www.vistaclinique.pt<\/p>\n<h6>Uve\u00edte<\/h6>\n<p>Dentro do olho existe um conjunto de estruturas que s\u00e3o a \u00edris (parte colorida      dos olhos), corpo ciliar (produz o humor aquoso, l\u00edquido que preenche a parte      anterior do olho) e a cor\u00f3ide (parte vascular situada adjacente \u00e0 retina).<\/p>\n<p>Estas 3 estruturas comp\u00f5em o trato uveal ou a \u00favea.<\/p>\n<p>As <strong>uve\u00edtes<\/strong> s\u00e3o basicamente, a inflama\u00e7\u00e3o de uma ou mais      destas estruturas. O nervo \u00f3ptico e a retina tamb\u00e9m podem ser afetados. <\/p>\n<h4>A uve\u00edte \u00e9 igual a uma conjuntivite? <\/h4>\n<p>Os sinais e sintomas das uve\u00edtes \u00e0s vezes se assemelham aos da conjuntivite,      como olhos vermelhos e dor ocular, por\u00e9m geralmente a uve\u00edte \u00e9 bem mais grave      do que a conjuntivite, pois trata-se de uma inflama\u00e7\u00e3o mais profundamente      localizada. <\/p>\n<h4>Como uma pessoa pode saber se tem apenas uma conjuntivite ou se tem uma      uve\u00edte? <\/h4>\n<p>O exame oftalmol\u00f3gico especializado com equipamento capaz de examinar com      detalhes as estruturas intra-oculares (l\u00e2mpada de fenda) \u00e9 fundamental para      o diagn\u00f3stico diferencial destas duas doen\u00e7as. Sempre que aparecer hiperemia      ocular (olhos vermelhos) associado \u00e0 dor e fotofobia, especialmente quando      ocorrer emba\u00e7amento visual e presen\u00e7a de pontos pretos flutuantes (moscas      volantes), o exame deve ser realizado. <\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de contato com algu\u00e9m com os mesmos sintomas e a presen\u00e7a de secre\u00e7\u00e3o      ocular abundante \u00e9 mais sugestiva de conjuntivite. <\/p>\n<h4>Quais s\u00e3o os principais sintomas das uve\u00edtes? <\/h4>\n<blockquote>\n<p>Sensibilidade \u00e0 luz (fotofobia)<br \/>\n       Vis\u00e3o emba\u00e7ada<br \/>\n       Dor<br \/>\n       Moscas volantes<br \/>\n       Olho vermelho<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/uveite12.jpg\" alt=\"Uve\u00edte\" title=\"Uve\u00edte\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>Hiperemia ocular em paciente com uve\u00edte<\/strong><\/p>\n<h4>Por que a vis\u00e3o fica emba\u00e7ada? <\/h4>\n<p>Porque a uve\u00edte \u00e9 uma inflama\u00e7\u00e3o intra-ocular que pode atingir, por contig\u00fcidade,      estruturas nobres do olho como a retina, o nervo \u00f3ptico e o v\u00edtreo (gel que      preenche e d\u00e1 forma ao globo ocular e que fica turvo com a inflama\u00e7\u00e3o). <\/p>\n<h4>Quanto tempo dura as uve\u00edtes? <\/h4>\n<p>As uve\u00edtes cuja inflama\u00e7\u00e3o duram semanas ou poucos meses, e que terminada      a crise desaparecem, s\u00e3o chamadas de uve\u00edtes agudas. Nas uve\u00edtes cr\u00f4nicas      a inflama\u00e7\u00e3o dura meses ou anos, sem seu desaparecimento completo entre os      per\u00edodos de exacerba\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Podem aparecer repentinamente, com vermelhid\u00e3o e dor, ou pode ter in\u00edcio      mais lento, com poucos sintomas e perda gradual de foco. <\/p>\n<h4>O que causa as uve\u00edtes? <\/h4>\n<p>Na maioria dos casos, a causa da uve\u00edte \u00e9 desconhecida (uve\u00edte idiop\u00e1tica).      Processos imunol\u00f3gicos como os fen\u00f4menos de auto-imunidade (subst\u00e2ncias produzidas      pelo pr\u00f3prio corpo que agridem o olho e outros \u00f3rg\u00e3os) ou uma baixa da imunidade      do indiv\u00edduo podem estar associados \u00e0 doen\u00e7a ocular; \u00e9 possivel que o \u0093stress\u0094      f\u00edsico e emocional, com altera\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria da imunidade, possa ser um fator      desencadeante de crise de uve\u00edte em alguns casos. <\/p>\n<p>As uve\u00edtes podem tamb\u00e9m ter causa infecciosa (v\u00edrus, bact\u00e9rias, fungos e      parasitas), ser secund\u00e1ria a traumas oculares e a algumas neoplasias (leucemias,      linfomas e met\u00e1stases). A manifesta\u00e7\u00e3o ocular pode ser o primeiro sintoma      em alguns pacientes. Doen\u00e7as sist\u00eamicas como a toxoplasmose, toxocar\u00edase,      tuberculose, s\u00edfilis, herpes e citomegalov\u00edrus s\u00e3o exemplos de algumas causas      infecciosas para as uve\u00edtes. Indiv\u00edduos com baixa da imunidade secund\u00e1ria      a neoplasias, uso prolongado de cortic\u00f3ides, transplantados e AIDS podem tamb\u00e9m      apresentar uve\u00edte, geralmente causada por agentes oportunistas. <\/p>\n<p>As doen\u00e7as reumatol\u00f3gicas, como a artrite reumat\u00f3ide juvenil e do adulto,      a doen\u00e7a de Beh\u00e7et, o l\u00fapus eritematoso sist\u00eamico, a espondilite anquilosante,      dentre outras, tamb\u00e9m est\u00e3o inclu\u00eddas nas causas de uve\u00edte. <\/p>\n<h4>As crian\u00e7as tamb\u00e9m podem ter uve\u00edte? <\/h4>\n<p>Sim, podendo inclusive j\u00e1 nascer com comprometimento visual, como na toxoplasmose      cong\u00eanita. Outra causa importante de uve\u00edte na inf\u00e2ncia \u00e9 a artrite reumat\u00f3ide      juvenil. Muitas vezes, o diagn\u00f3stico nas crian\u00e7as \u00e9 feito tardiamente, visto      que as queixas visuais nem sempre s\u00e3o referidas pelas mesmas. Isso refor\u00e7a      a necessidade de exames peri\u00f3dicos nesse grupo et\u00e1rio. <\/p>\n<h4>A uve\u00edte pode comprometer a vis\u00e3o? <\/h4>\n<p>Quando n\u00e3o tratada de forma adequada ou quando o diagn\u00f3stico \u00e9 muito tardio,      a uve\u00edte pode causar danos visuais irrevers\u00edveis. Ela pode causar ainda glaucoma,      descolamento de retina, catarata, al\u00e9m das cicatrizes na retina que causam      redu\u00e7\u00e3o na vis\u00e3o. <\/p>\n<h4>Como tratar? <\/h4>\n<p>As uve\u00edtes podem representar um quadro ocular grave e necessitam ser tratadas      o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. Em muitos pacientes h\u00e1 necessidade n\u00e3o s\u00f3 do uso de      col\u00edrios, mas tamb\u00e9m de medicamentos espec\u00edficos para a causa da doen\u00e7a (antibi\u00f3ticos,      antif\u00fangicos, antivirais). Em se tratando de uma doen\u00e7a reumatol\u00f3gica, auto-imune      ou de causa desconhecida, o principal medicamento utilizado s\u00e3o os cortic\u00f3ides      ou os imunomoduladores. A participa\u00e7\u00e3o de mecanismos imunol\u00f3gicos variados      contribui para agravar o car\u00e1ter de cronicidade do caso e por isso, esses      medicamentos, em geral, s\u00e3o utilizados por tempo prolongado. <\/p>\n<p>Por isso, a integra\u00e7\u00e3o entre as v\u00e1rias especialidades m\u00e9dicas \u00e9 muito importante      no seguimento dos pacientes com uve\u00edte. <\/p>\n<h4>Qual seria a principal recomenda\u00e7\u00e3o diante da suspeita de uve\u00edte? <\/h4>\n<p>Seu oftalmologista dever\u00e1 sempre ser informado sobre sua sa\u00fade geral. Olho      vermelho e baixa acuidade visual podem ser ind\u00edcios de uve\u00edtes e a avalia\u00e7\u00e3o      de um oftalmologista \u00e9 indispens\u00e1vel nesses casos. A detec\u00e7\u00e3o precoce com      tratamento bem direcionado \u00e9 muito importante para o controle de grande parte      das uve\u00edtes. O acompanhamento peri\u00f3dico e uma boa rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico- paciente      s\u00e3o fundamentais, visto que as uve\u00edtes podem surgir em surtos e estar associadas      a outras doen\u00e7as, o que exige um controle rigoroso e individualizado. <\/p>\n<p><strong>Luciana Peixoto<\/strong><\/p>\n<p>Fonte:  www.moacir-cunha.com.br<\/p>\n<h6>Uve\u00edte<\/h6>\n<p><strong>Uve\u00edte<\/strong> \u00e9 uma inflama\u00e7\u00e3o dentro do olho, nos tecidos da \u00favea,      que incluem a \u00edris (a parte colorida do olho), o corpo ciliar (atr\u00e1s da \u00edris,      produz o fluido dentro do olho) e a cor\u00f3ide (o tecido vascular embaixo da      retina). A uve\u00edte pode ocorrer como resultado direto de trauma ocular e pode      estar associada a alguma doen\u00e7a sist\u00eamica existente. A uve\u00edte pode ser tanto      aguda quanto cr\u00f4nica.<\/p>\n<h4>Sinais e Sintomas<\/h4>\n<p>A <strong>uve\u00edte<\/strong> anterior t\u00edpica envolve dor, fotofobia (sensibilidade      \u00e0 luz- pode-se necessitar usar \u00f3culos escuros) e lacrimejamento excessivo.      Os pacientes relatam uma dor profunda e vaga nos olhos e ao redor da \u00f3rbita.<\/p>\n<p>Pode haver algum turvamento da vis\u00e3o, embora a acuidade visual geralmente      n\u00e3o seja afetada negativamente em ampla escala.<\/p>\n<h4>Como se trata a uve\u00edte?<\/h4>\n<p>Consulte o oftalmologista. N\u00e3o use medicamentos sem orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<p>O tratamento sempre inclui col\u00edrios antiinflamat\u00f3rios. A uve\u00edte anterior      \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o s\u00e9ria, que necessita da aten\u00e7\u00e3o de seu oftalmologista.<\/p>\n<p>Fonte:  www.alcon.com\/br<\/p>\n<h6>Uve\u00edte<\/h6>\n<h4 class=\"r\"><strong>O que \u00e9 Uve<\/strong><strong>\u00ed<\/strong>te?<\/h4>\n<p>Dentro do olho existe um conjunto de estruturas formado pela \u00edris (parte      colorida dos olhos), corpo ciliar (produz o humor aquoso, l\u00edquido que preenche      a parte anterior do olho) e a cor\u00f3ide (parte vascular situada adjacente a      retina). Estas 3 estruturas comp\u00f5em o trato uveal ou a uvea. A <strong>uve\u00edite<\/strong>      e, basicamente, a inflama\u00e7\u00e3o de uma ou mais destas estruturas. O nervo \u00f3ptico      e a retina tamb\u00e9m podem ser afetados.<\/p>\n<h4><strong>A uve\u00edte \u00e9 igual a uma conjuntivite?<\/strong><\/h4>\n<p>Os sinais e sintomas das uve\u00edtes as vezes se assemelham aos da conjuntivite,      como olhos vermelhos e dor ocular, por\u00e9m, geralmente a uve\u00edte \u00e9 mais grave      que a conjuntivite, pois trata-se de uma inflama\u00e7\u00e3o localizada no interior      do olho.<\/p>\n<h4><strong>Quais s\u00e3o os principais sintomas das uve\u00edtes?<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p>Olho vermelho<br \/>\n       Sensibilidade a luz (fotofobia)<br \/>\n       Vis\u00e3o emba\u00e7ada <br \/>\n       Dor<br \/>\n       Moscas Volantes<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4><strong>Por que a vis\u00e3o fica emba\u00e7ada?<\/strong><\/h4>\n<p>Porque a uve\u00edite e uma inflama\u00e7\u00e3o intra-ocular que pode atingir, por contig\u00fcidade,      estruturas nobres do olho como a retina, o nervo \u00f3ptico e o v\u00edtreo gel que      preenche e da forma ao globo ocular e que fica turvo com a inflama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>Como uma pessoa pode saber se tem apenas conjuntivite ou se tem      uve\u00edte?<\/strong><\/h4>\n<p>O exame oftalmol\u00f3gico especializado, com equipamento capaz de examinar com      detalhes as estruturas intra-oculares (l\u00e2mpada de fenda) \u00e9 fundamental para      o diagn\u00f3stico diferencial destas duas doen\u00e7as. Sempre que aparecer hiperemia      ocular (olhos vermelhos) associado a dor e fotofobia, especialmente quando      ocorrer emba\u00e7amento visual e presen\u00e7a de pontos pretos flutuantes (moscas      volantes) o exame dever\u00e1 ser realizado. A hist\u00f3ria de contato com algu\u00e9m com      os mesmos sintomas e a presen\u00e7a de secre\u00e7\u00e3o ocular abundante e mais sugestiva      de conjuntivite.<\/p>\n<h4><strong>Quanto tempo duram as uve\u00edtes?<\/strong><\/h4>\n<p>A uve\u00edite cuja inflama\u00e7\u00e3o dura semanas ou poucos meses, e que terminada a      crise desaparece, \u00e9 chamada de uve\u00edite aguda. Na uve\u00edte cr\u00f4nica a inflama\u00e7\u00e3o      dura meses ou anos, sem seu desaparecimento completo entre os per\u00edodos de      exacerba\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>O que causa a uve\u00edite?<\/strong><\/h4>\n<p>Na maioria dos casos, a causa da uve\u00edite \u00e9 desconhecida (uve\u00edte idiop\u00e1tica).      Processos imunol\u00f3gicos como os fen\u00f4menos de auto-imunidade (subst\u00e2ncias produzidas      pelo pr\u00f3prio corpo que agridem o olho e outros \u00f3rg\u00e3os) ou uma baixa da imunidade      do indiv\u00edduo podem estar associados \u00e0 doen\u00e7a ocular. \u00c9 poss\u00edvel que o stress      f\u00edsico e emocional, com altera\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria da imunidade, possa ser um fator      desencadeante de crise de uveite em alguns casos.<\/p>\n<p>Fonte:  www.cloevisao.com.br<\/p>\n<h6>Uve\u00edte<\/h6>\n<h4 class=\"r\">O que \u00e9 Uve\u00edtes<\/h4>\n<p>O olho \u00e9 formado por tr\u00eas camadas que envolvem a sua cavidade central. A      camada mais externa \u00e9 chamada esclera (a parte branca do olho). A camada mais      interna \u00e9 a retina (que \u00e9 sens\u00edvel \u00e0 luz e transmite as imagens ao nervo \u00f3tico).      A camada do meio \u00e9 chamada \u00faveo, do grego, uva. Tem esse nome, por assemelhar-se      a uma uva descascada.<\/p>\n<p>A <strong>\u00favea<\/strong> possui muitos vasos sangu\u00edneos e \u00e9 respons\u00e1vel pela      nutri\u00e7\u00e3o do olho. Quando a \u00favea sofre uma inflama\u00e7\u00e3o, diz-se que h\u00e1 uma uve\u00edte.      Uma vez que a \u00favea est\u00e1 em contato com muitas partes importantes do olho,      sua inflama\u00e7\u00e3o pode provocar problemas de c\u00f3rnea, na retina ou na esclera.      \u00c9, portanto, um grande risco para sua vis\u00e3o.<\/p>\n<p>A <strong>uve\u00edte<\/strong> \u00e9 o processo inflamat\u00f3rio que acomete o trato uveal,      que engloba a \u00edris, o corpo ciliar e a cor\u00f3ide. Estes s\u00e3o alguns dos segmentos      que comp\u00f5em o globo ocular no seu interior. <\/p>\n<p>Esta rea\u00e7\u00e3o inflamat\u00f3ria traz como principais sintomas dor, fotofobia, lacrimejamento      e turva\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o e pode deixar algumas seq\u00fcelas importantes que trar\u00e3o      grande preju\u00edzo para a vis\u00e3o. Portanto, o tratamento deve ser instaurado o      quanto antes. <\/p>\n<p>Os pacientes portadores de tuberculose t\u00eam grande possibilidade de desenvolver      este quadro pela invas\u00e3o microbiana ativa dos tecidos intra-oculares pelo      bacilo de Koch e n\u00e3o pelo tratamento da doen\u00e7a, que, nestes casos, \u00e9 de extrema      import\u00e2ncia.<\/p>\n<h4>Causas<\/h4>\n<p>As <strong>uve\u00edtes<\/strong> podem ser de causa infecciosa (bact\u00e9rias, fungos,      v\u00edrus e protozo\u00e1rios), autoimune ou idiop\u00e1tica (causa desconhecida).<\/p>\n<p>A principal causa de uve\u00edte \u00e9 a toxoplasmose, que \u00e9 adquirida pela ingest\u00e3o      de carne crua ou mal cozida, verdura mal lavada ou leite sem ferver. Existe      tamb\u00e9m a toxoplasmose cong\u00eanita, quando a m\u00e3e transmite a infec\u00e7\u00e3o para a      crian\u00e7a durante a gravidez. Outras causas parar uve\u00edte s\u00e3o reumatismo, s\u00edfilis      e diversas viroses. Em pacientes com AIDS, que possuem baixa imunidade, ou      nos casos n\u00e3o tratados, estas infec\u00e7\u00f5es podem levar \u00e0 perda da vis\u00e3o. <\/p>\n<h4>Sintomas<\/h4>\n<p>Os sintomas s\u00e3o olho vermelho e emba\u00e7amento visual, podendo ser confundida      com uma conjuntivite, por isso quem dever\u00e1 fazer o diagn\u00f3stico \u00e9 o m\u00e9dico      oftalmologista. <\/p>\n<h4>Tratamento<\/h4>\n<p>O tratamento das uve\u00edtes se faz, na maioria dos casos, atrav\u00e9s de medica\u00e7\u00e3o      (oral e col\u00edrios). \u00c9 comum o uso de cortic\u00f3ide, antibi\u00f3tico e, em determinados      casos, imunossupressores.<\/p>\n<p>O tratamento \u00e9 sempre cl\u00ednico, contrapondo-se \u00e0 tend\u00eancia da via cir\u00fargica      da maioria das doen\u00e7as dos olhos. O diagn\u00f3stico de uve\u00edte \u00e9 confirmado atrav\u00e9s      de um exame biomicrosc\u00f3pico, feito com L\u00e2mpada de Fenda. O paciente \u00e9 submetido      tamb\u00e9m a um exame completo de fundo de olho, com o Oftalmosc\u00f3pio Binocular      Indireto. <\/p>\n<p>A \u00e1rea Uve\u00edte registrou um crescimento da incid\u00eancia de casos com novas caracter\u00edsticas      ap\u00f3s o avan\u00e7o da AIDS, entre elas a presen\u00e7a do citomegalov\u00edrus em pacientes      contaminados v\u00edrus HIV.<\/p>\n<p>Fonte:  www.cataratajb.med.br<\/p>\n<h6>Uve\u00edte<\/h6>\n<h4 class=\"r\">Inflama\u00e7\u00e3o do globo ocular \u0096 Uve\u00edte<\/h4>\n<p class=\"r\">Enquanto a conjuntivite e a blefarite inflamam apenas a por\u00e7\u00e3o      externa dos olhos (conjuntiva e p\u00e1lpebras), a uve\u00edte \u00e9 uma inflama\u00e7\u00e3o do globo      ocular. <\/p>\n<p class=\"r\">Dificilmente a uve\u00edte acomete os dois olhos ao mesmo tempo. Essa      inflama\u00e7\u00e3o pode at\u00e9 passar despercebida em casos menos agressivos, mas na      maioria, ela causa dor leve a intensa, olho vermelho e vis\u00e3o borrada ou turva.<\/p>\n<p align=\"center\" class=\"r\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/uveite13.jpg\" alt=\"Uve\u00edte\" title=\"Uve\u00edte\" \/><strong><br \/>\n     Uve\u00edte<\/strong><\/p>\n<p class=\"r\">O aparecimento da<strong> uve\u00edte<\/strong> est\u00e1 associado \u00e0 toxoplasmose      (foto acima), s\u00edfilis, sarcoidose, uve\u00edte intermedi\u00e1ria, herp\u00e9tica, por c\u00e2ndida,      entre outras doen\u00e7as.<\/p>\n<p class=\"r\">Exceto na toxoplasmose, na rub\u00e9ola e na s\u00edfilis, que podem ter      o processo agudo da inflama\u00e7\u00e3o na ocasi\u00e3o do nascimento (uve\u00edte cong\u00eanita),      o primeiro ataque acontece geralmente ap\u00f3s a primeira d\u00e9cada de vida ou numa      \u00e9poca em que a crian\u00e7a j\u00e1 tem capacidade de informar ou perceber uma queda      visual.<\/p>\n<p class=\"r\">Infelizmente a vis\u00e3o permanece prejudicada ap\u00f3s o tratamento mesmo      com todo o procedimento sendo bem realizado pelo paciente, pois permanecem      cicatrizes, principalmente na retina (\u00e9 o caso da toxoplasmose). Portanto,      quanto mais cedo a uve\u00edte for diagnosticada, melhor o progn\u00f3stico.<\/p>\n<p class=\"r\">As m\u00e3es contaminadas durante a gravidez devem afastar a suspeita      de uve\u00edte nos filhos realizando um exame oftalmol\u00f3gico completo e mantendo      uma rotina para surpreender um novo ataque da doen\u00e7a (toxoplasmose).<\/p>\n<p class=\"r\">Hoje, a tend\u00eancia \u00e9 que os casos cr\u00f4nicos sejam identificados mais      rapidamente, em vista das campanhas que esclarecem pais e professores sobre      a import\u00e2ncia de se fazer exames oculares. <\/p>\n<p class=\"r\">Lembramos que somente o m\u00e9dico oftalmologista tem o conhecimento      necess\u00e1rio para identificar com precis\u00e3o a causa da uve\u00edte e orientar o paciente      quanto ao tratamento correto.<\/p>\n<p class=\"r\"><strong>L\u00edgia Beatriz Bonotto <\/strong><\/p>\n<p>Fonte:  www.oftalmopediatria.com.br<\/p>\n<h6>Uve\u00edte<\/h6>\n<p><strong>Uve\u00edte<\/strong> \u00e9 o nome do grupo de doen\u00e7as que causa inflama\u00e7\u00e3o      dentro do olho. Existem diferentes tipos de \u00fave\u00edtes, algumas s\u00e3o localizadas      na parte mais anterior do olho (acometendo a c\u00f3rnea, c\u00e2mara anterior e iris.    <\/p>\n<p>S\u00e3o chamadas de uve\u00edte anterior, irite ou iridociclite), algumas na parte      intermedi\u00e1ria do olho (uve\u00edte intermedi\u00e1ria), algumas na parte mais porterior      (v\u00edtreo, retina e nervo \u00f3ptico. S\u00e3o chamdas de uve\u00edte posterior). Algumas      inflama\u00e7\u00f5es afetam todo o olho e s\u00e3o chamadas de panuve\u00edtes. <\/p>\n<p>Muitas doen\u00e7as podem causar uve\u00edtes, desde infec\u00e7\u00f5es at\u00e9 altera\u00e7\u00f5es da imunidade.      Dependendo da parte do olho inflamada, do tipo de inflama\u00e7\u00e3o e de informa\u00e7\u00f5es      sobre o paciente pode-se suspeitar do agente causador da inflama\u00e7\u00e3o, que \u00e9      confirmada por exames de laborat\u00f3rio. <\/p>\n<p>Alguns exemplos das causas de uve\u00edtes infecciosas s\u00e3o toxoplasmose, tuberculose,      toxocara cannis, s\u00edfilis, HIV\/AIDS, herpes, citomegalov\u00edrus (CMV) e histoplasmose.    <\/p>\n<p>As doen\u00e7as auto-imunes tamb\u00e9m podem causar inflama\u00e7\u00e3o intra-ocular e entre      estas doen\u00e7as est\u00e3o a sarcoidose, artrite reumat\u00f3ide, LUPUS, s\u00edndrome de Beh\u00e7et,      Vogt-Koyanagi-Harada, uve\u00edtes relacionadas ao HLA B27 e s\u00edndrome de Reiter.      Em alguns casos estas doen\u00e7as oferecem risco de vida para o paciente e outros      tipos de tratamento devem ser utilizados. <\/p>\n<h4><strong>O que o paciente sente?<\/strong> <\/h4>\n<p>A<strong> uve\u00edte<\/strong> pode causar olho vermelho, dor, fotofobia (aumento      da sensibilidade \u00e0 luz) e\/ou baixa de vis\u00e3o. Nestes casos o oftalmologista      consegue identificar a inflama\u00e7\u00e3o durante o exame e, dependendo de suas caracter\u00edsticas,      determinar a causa da doen\u00e7a. <\/p>\n<p>Muitas vezes \u00e9 necess\u00e1rio pedir exames especiais para ajudar a identificar      a causa da doen\u00e7a, como exames de sangue, raio x, tomografia ou ressonancia      magn\u00e9tica, PPD, etc. <\/p>\n<p>No Brasil, a causa mais comum de uve\u00edte anterior \u00e9 a relacionada a doen\u00e7as      auto-imunes e da uve\u00edte posterior \u00e9 toxoplasmose. <\/p>\n<p>O tratamento \u00e9 realizado combatendo a causa da doen\u00e7a prim\u00e1ria e utilizando      rem\u00e9dios para diminuir a inflama\u00e7\u00e3o. Dependendo do tipo e da gravidade da      uve\u00edte s\u00e3o utilizados col\u00edrios, rem\u00e9dio por boca, rem\u00e9dios intra-oculares,      imunossupressupressores, etc. <\/p>\n<p>Fonte:  www.clinicabelfort.com.br<\/p>\n<h6>Uve\u00edte<\/h6>\n<h4>O que \u00e9 uve\u00edte?<\/h4>\n<p><strong>Uve\u00edte<\/strong> \u00e9 a inflama\u00e7\u00e3o do trato uveal que \u00e9 a parte do olho      composta pela \u00edris, corpo ciliar e cor\u00f3ide. Pode ser causada por trauma (externo      ou cir\u00fargico), por uma infec\u00e7\u00e3o ou ainda por doen\u00e7as auto-imunes. <\/p>\n<h4>Quais os sintomas?<\/h4>\n<p><strong>Os sintomas mais freq\u00fcentes da uve\u00edte s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Dor<br \/>\n       Fotofobia<br \/>\n       Olho vermelho e sem secre\u00e7\u00e3o<br \/>\n       Diminui\u00e7\u00e3o do di\u00e2metro da pupila (miose)<br \/>\n       Borramento visual;<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Como diagnosticar?<\/h4>\n<p>O exame mostrar\u00e1 um olho vermelho. \u00c0 Biomicroscopia nota-se a presen\u00e7a de      precipitados cer\u00e1ticos (&#8220;PK&#8221;) na c\u00e2mara anterior. A miose tamb\u00e9m      \u00e9 vista no exame de Biomicroscopia. <\/p>\n<h4>Como tratar? <\/h4>\n<p>\u00c9 importante o diagn\u00f3stico precoce para dar in\u00edcio ao tratamento o mais r\u00e1pido      poss\u00edvel, a fim de se evitar seq\u00fcelas como as sin\u00e9quias posteriores, que impedem      a abertura da pupila e a circula\u00e7\u00e3o do humor aquoso, gerando glaucoma. <\/p>\n<p>Para isso, o uso de col\u00edrios dilatadores da pupila como Atropina ou Ciclopentolato      \u00e9 fundamental. Em caso de dor, analg\u00e9sicos sist\u00eamicos devem ser prescritos.<\/p>\n<p>Para o processo inflamat\u00f3rio devem ser usados col\u00edrios ester\u00f3ides ou at\u00e9      mesmo corticoster\u00f3ides sist\u00eamicos. <\/p>\n<p>O curso da uve\u00edte pode ser r\u00e1pido ou levar meses para sua resolu\u00e7\u00e3o, exigindo      v\u00e1rias visitas ao m\u00e9dico oftalmologista. Seq\u00fcelas como glaucoma ou catarata      podem ocorrer e exigir tratamento posterior. <\/p>\n<p>Fonte:  www.oftalmojanot.com.br<\/p>\n<h6>Uve\u00edte<\/h6>\n<h4>\u00davea<\/h4>\n<p><strong>A \u00favea, tamb\u00e9m denominada trato uveal, \u00e9 constitu\u00edda por tr\u00eas estruturas:<\/strong>      a \u00edris, o corpo ciliar e a cor\u00f3ide. <\/p>\n<p>A \u00edris, o anel colorido que circunda a pupila, abre-se e fecha-se como a      abertura da lente de uma m\u00e1quina fotogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>O corpo ciliar \u00e9 o conjunto de m\u00fasculos que tornam o cristalino mais espesso      para que o olho possa enfocar os objetos pr\u00f3ximos e que o tornam mais fino      para que o olho consiga enfocar os objetos distantes. A cor\u00f3ide \u00e9 o revestimento      interno do olho, que se estende desde a margem dos m\u00fasculos ciliares at\u00e9 o      nervo \u00f3ptico, localizado na parte posterior do olho. <\/p>\n<h4>Uve\u00edte <\/h4>\n<p>A <strong>uve\u00edte<\/strong> \u00e9 a inflama\u00e7\u00e3o de qualquer parte da \u00favea. <\/p>\n<p>A \u00favea pode inflamar parcial ou totalmente. <\/p>\n<p>A inflama\u00e7\u00e3o restrita a uma parte da \u00favea pode receber o nome da zona envolvida      como, por exemplo, irite (inflama\u00e7\u00e3o da \u00edris) ou coroidite (inflama\u00e7\u00e3o da      cor\u00f3ide). A uve\u00edte tem muitas causas poss\u00edveis, algumas limitadas ao olho      e outras que afetam todo o corpo. Aproximadamente 40% dos indiv\u00edduos com uve\u00edte      apresentam uma doen\u00e7a que tamb\u00e9m afeta \u00f3rg\u00e3os de outras partes do corpo. <\/p>\n<p>Independentemente de sua causa, a uve\u00edte pode lesar rapidamente o olho e      produzir complica\u00e7\u00f5es prolongadas (p.ex., glaucoma, catarata e descolamento      da retina). <\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/uveite14.jpg\" alt=\"Uve\u00edte\" title=\"Uve\u00edte\" \/><strong><br \/>\n     Vis\u00e3o da \u00davea<\/strong><\/p>\n<h4>Causas Comuns de Uve\u00edte <\/h4>\n<p>Espondilite ancilosante S\u00edndrome de Reiter Artrite reumat\u00f3ide juvenil Uve\u00edte      granulomatosa da pars plana Toxoplasmose Infec\u00e7\u00e3o por citomegalov\u00edrus Necrose      retiniana aguda Toxocar\u00edase Coroidopatia de Birdshot Histoplasmose Tuberculose      S\u00edfilis S\u00edndrome de Beh\u00e7et Oftalmia simp\u00e1tica S\u00edndrome de Vogt-Koyanagi-Harada      Sarcoidose Sarcoma ou linfoma<\/p>\n<h4>Sintomas e Diagn\u00f3stico<\/h4>\n<p>Os primeiros sintomas de uve\u00edte podem ser sutis. A vis\u00e3o pode tornar-se borrada      ou o indiv\u00edduo pode enxergar pontos pretos flutuantes. A dor intensa, a hiperemia      da esclera (branco do olho) e a sensibilidade \u00e0 luz s\u00e3o particularmente comuns      na irite. O m\u00e9dico pode ser capaz de observar vasos sang\u00fc\u00edneos proeminentes      na borda da \u00edris, altera\u00e7\u00f5es sutis da c\u00f3rnea e opacifica\u00e7\u00e3o do l\u00edquido que      preenche o olho (humor v\u00edtreo). O m\u00e9dico estabelece o diagn\u00f3stico baseando-se      nos sintomas e nos achados do exame f\u00edsico. <\/p>\n<h4>Tratamento <\/h4>\n<p>O tratamento deve ser iniciado o mais breve poss\u00edvel para se evitar les\u00f5es      permanentes e quase sempre inclui o uso de corticoster\u00f3ides e de medicamentos      que dilatam as pupilas. Outros medicamentos podem ser utilizados para tratar      causas espec\u00edficas (p.ex., medicamentos antiinfecciosos para eliminar bact\u00e9rias      ou parasitas).<\/p>\n<p>Fonte:  www.msd-brazil.com<\/p>\n<h6>Uve\u00edte<\/h6>\n<p>A <strong>Uve\u00edte<\/strong> \u00e9 uma inflama\u00e7\u00e3o do trato uveal do olho, o qual      \u00e9 composto pela \u00edris (irite), corpo ciliar (ciclite) e cor\u00f3ide (coroidite).      Pode associar-se \u00e0 inflama\u00e7\u00e3o\u00a0 de outras estruturas oculares, como retina,      nervo \u00f3ptico, corpo v\u00edtreo, c\u00f3rneas e esclera.\u00a0 <\/p>\n<p>A <strong>Uve\u00edte<\/strong> \u00e9 uma afec\u00e7\u00e3o freq\u00fcentemente\u00a0 severa, sendo      uma das principais causas de cegueira no mundo.\u00a0 Est\u00e1 relacionada com      v\u00e1rias doen\u00e7as sist\u00eamicas, principalmente\u00a0 as de car\u00e1ter\u00a0 auto-imune      como as doen\u00e7as reum\u00e1ticas. Pode ser a apresenta\u00e7\u00e3o inicial de uma doen\u00e7a      sist\u00eamica ou um problema tardio de um paciente j\u00e1 com diagn\u00f3stico de doen\u00e7a      reum\u00e1tica.<\/p>\n<h4><strong>Incid\u00eancia<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p>Estima-se que pelo menos 8% da popula\u00e7\u00e3o brasileira tenha, teve ou ter\u00e1        a doen\u00e7a.<br \/>\n       Em 10% dos casos, a vis\u00e3o \u00e9 prejudicada e, em 1%, a consequ\u00eancia \u00e9 a cegueira.<br \/>\n       40% dos casos de Uve\u00edte podem ocorrer em doen\u00e7as reum\u00e1ticas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Classifica\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p><strong>A Uve\u00edte pode ser classificada de v\u00e1rias maneiras:<\/strong> <\/p>\n<p><strong>Origem:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Ex\u00f3gena:<\/strong> quando \u00e9 causada diretamente por um agente infeccioso.<strong><br \/>\n       End\u00f3gena:<\/strong> quando \u00e9 secund\u00e1ria a alguma altera\u00e7\u00e3o sist\u00eamica ou rea\u00e7\u00e3o        imune ocular.\u00a0 <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O sistema de classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 baseado na localiza\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica da      inflama\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Uve\u00edte anterior.<br \/>\n       Uve\u00edte intermedi\u00e1ria.<br \/>\n       Uve\u00edte posterior.<br \/>\n       Pan-uve\u00edte.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Outro crit\u00e9rio adotado para a classifica\u00e7\u00e3o das uve\u00edtes \u00e9 o curso cl\u00ednico      e a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a estabelecendo como uve\u00edtes agudas aquelas de curta      dura\u00e7\u00e3o (at\u00e9 tr\u00eas meses) e como uve\u00edtes cr\u00f4nicas as que apresentam evolu\u00e7\u00e3o      de mais de tr\u00eas meses.<\/p>\n<h4>Doen\u00e7as que podem atingir o olho<\/h4>\n<blockquote>\n<p>Toxoplasmose, Rub\u00e9ola, Aids, Tuberculose, Herpes simples, S\u00edfilis e outras        doen\u00e7as infecciosas atacam mais a retina e a cor\u00f3ide.<br \/>\n       Reumatismo, Esclerose m\u00faltipla e outras doen\u00e7as auto-imunes prejudicam mais        a \u00edris.<br \/>\n       Diabetes, Hipertens\u00e3o e anemia atingem mais os vasos da retina<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Uve\u00edte e Doen\u00e7as reum\u00e1ticas<\/h4>\n<p>As doen\u00e7as reum\u00e1ticas podem ser identificadas em mais de 40% dos casos de      Uve\u00edte. A compara\u00e7\u00e3o entre as estat\u00edsticas de frequ\u00eancia de Uve\u00edte em doen\u00e7as      reum\u00e1ticas \u00e9 muito vari\u00e1vel, pois a distribui\u00e7\u00e3o da afec\u00e7\u00e3o varia muito, em      fun\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas individuais\u00a0 e geogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p><strong>As doen\u00e7as reum\u00e1ticas mais frequentemente associadas com\u00a0 a      Uve\u00edte s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Sarcoidose.<br \/>\n       Espondiloartropatias.<br \/>\n       S\u00edndrome de Beh\u00e7et.<br \/>\n       Artrite reumat\u00f3ide juvenil.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Outras afec\u00e7\u00f5es reum\u00e1ticas que podem cursar com Uve\u00edte, mas em frequ\u00eancia      menor, s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Artrite reumat\u00f3ide.<br \/>\n       L\u00fapus Eritematoso Sist\u00eamico (LES).<br \/>\n       Polidermatomiosite.<br \/>\n       Doen\u00e7a de Lyme.<br \/>\n       Granulomatose de Wegener (vasculite).<br \/>\n       Poliarterite nodosa (vasculite)<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Sinais e sintomas<\/h4>\n<p><strong>O quadro cl\u00ednico depende\u00a0 da doen\u00e7a de base que originou a uve\u00edte,      do tipo, o curso cl\u00ednico e a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Uve\u00edte anterior:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Lacrimejamento.<br \/>\n       Fotofobia.<br \/>\n       Dor ocular vari\u00e1vel.<br \/>\n       Algum grau de redu\u00e7\u00e3o visual.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A dor pode se localizar no bulbo ocular ou se propagar para as \u00e1reas periorbit\u00e1rias      e frontal.<\/p>\n<p><strong>Uve\u00edte intermedi\u00e1ria:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Borramento visual.<br \/>\n       Manchas pretas flutuantes.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A uve\u00edte intermedi\u00e1ria envolve predominantemente a retina perif\u00e9rica e a      base v\u00edtrea.<\/p>\n<p><strong>Uve\u00edte posterior:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<blockquote>\n<p>Escurecimento e borramento visual com manchas flutuantes.<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<p>Na m\u00e1cula, o achado mais comum \u00e9 o edema macular cist\u00f3ide. A perda de vis\u00e3o      central ocorre quando a m\u00e1cula est\u00e1 acometida.<\/p>\n<h4>Diagn\u00f3stico<\/h4>\n<blockquote>\n<p>Anamnese. <br \/>\n       Exame cl\u00ednico. <br \/>\n       Exame f\u00edsico. <br \/>\n       Exame oftalmol\u00f3gico. <br \/>\n       Exames laboratoriais. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A anamnese e o exame f\u00edsico fornecem muitas informa\u00e7\u00f5es sobre a presen\u00e7a      de doen\u00e7as reum\u00e1ticas e a associa\u00e7\u00e3o com outras afec\u00e7\u00f5es, como\u00a0 gastrintestinais,      ven\u00e9reas e dermatol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Os exames laboratoriais devem ser solicitados apenas depois dos achados cl\u00ednicos      e f\u00edsicos direcionados para os diagn\u00f3sticos diferenciais poss\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>Aten\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0 Qualquer doen\u00e7a ocular s\u00f3 deve ser diagnosticada      por um profissional especializado.\u00a0 Aos primeiros sinais de qualquer      problema visual, procure o oftalmologista. Quanto mais cedo for tratado, maior      a chance de cura.<\/p>\n<h4>Tratamento<\/h4>\n<p>O tratamento correto ser\u00e1 indicado pelo oftalmologista, que \u00e9 o m\u00e9dico especializado\u00a0      para tratar dos dist\u00farbios e doen\u00e7as do olho.<\/p>\n<p>O tratamento de Uve\u00edtes relacionadas com doen\u00e7as reum\u00e1ticas requer colabora\u00e7\u00e3o      entre o reumatologista e o oftlmologista. \u00c9 necess\u00e1rio considerar o local      de envolvimento da inflama\u00e7\u00e3o. O reconhecimento dos diferentes aspectos das      inflama\u00e7\u00f5es uveais relacionadas \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas leva a um diagn\u00f3stico      precoce e a um tratamento eficaz. O controle oftalmol\u00f3gico \u00e9 fundamental para      que se evitem complica\u00e7\u00f5es, como a perda precoce da vis\u00e3o.<\/p>\n<h4>Sequelas<\/h4>\n<blockquote>\n<p>Cegueira.<br \/>\n       Catarata.<br \/>\n       Glaucoma secund\u00e1rio.<br \/>\n       Atrofia do nervo \u00f3ptico.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte:  www.mccorreia.com<\/p>\n<h6>Uve\u00edte<\/h6>\n<p>A inflama\u00e7\u00e3o do trato uveal (que \u00e9 a camada vascular m\u00e9dia do olho)      ou uve\u00edte \u00e9 devida a muitas causas. <\/p>\n<p>As <strong>uve\u00edtes <\/strong>ainda podem ser classificadas de acordo      com o tempo de evolu\u00e7\u00e3o em agudas e cr\u00f4nicas. Os casos agudos t\u00eam in\u00edcio r\u00e1pido      (em alguns dias) e podem durar de 2 a 6 semanas. As formas cr\u00f4nicas tem in\u00edcio      insidioso e tipicamente duram mais que 6 semanas, podendo evoluir por muitos      meses.<\/p>\n<p>Quando dizemos que a pupila est\u00e1 mi\u00f3tica significa que ela est\u00e1 contra\u00edda      e quando dizemos que a pupila est\u00e1 midri\u00e1tica significa que ela est\u00e1 dilatada.      No caso das uve\u00edtes anteriores, a pupila pode ficar mi\u00f3tica devido ao processo      inflamat\u00f3rio e congestivo que envolve a \u00edris. <\/p>\n<p>Nestes casos, a miose pode dificultar a avalia\u00e7\u00e3o dos reflexos pupilares      \u00e0 luz, a visualiza\u00e7\u00e3o do fundo de olho,al\u00e9m de facilitar a forma\u00e7\u00e3o de sin\u00e9quias      posteriores(ader\u00eancias entre a \u00edris e o cristalino).<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que se usam agentes midri\u00e1ticos em associa\u00e7\u00e3o com corticoster\u00f3ides      no tratamento das uve\u00edtes, para reduzir o processo inflamat\u00f3rio e manter a      \u00edris dilatada e, consequentemente, mais afastada do cristalino,evitando a      forma\u00e7\u00e3o dessas sin\u00e9quias. \u00c9 por isso tamb\u00e9m que importante o diagn\u00f3stico      precose das uve\u00edtes, para que a medica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica seja introduzida o mais      precocemente poss\u00edvel,evitendo-se assim a ocorr\u00eancia destas complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos casos agudos, os sintomas da uve\u00edte anterior, tem in\u00edcio r\u00e1pido      com dor ocular, fotofobia, olho vermelho,lacrimejamento e amba\u00e7amento visual.<\/p>\n<p>A vermelhid\u00e3o se concentra em geral ao redor da c\u00f3rnea, recebendo a      denomina\u00e7\u00e3o de inje\u00e7\u00e3o ou hiperemia pericer\u00e1tica. Para entedermos melhor como      visualizamos a rea\u00e7\u00e3o inflamat\u00f3rias na c\u00e2mara anterior,podemos imaginar o      que ocorre num cinema, onde a visualiza\u00e7\u00e3o do facho de proje\u00e7\u00e3o da luz em      dire\u00e7\u00e3o \u00e0 tela cinematogr\u00e1fica representaria o que chamamos de &#8220;flare&#8221;      e as part\u00edculas de poeira que percebemos no meio deste facho luminoso representariam      as c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias.<\/p>\n<p>A pupila pode estar mi\u00f3tica e sin\u00e9quias posteriores podem se formar.As      ader\u00eancias podem ocasionalmente se desenvolver em poucos dias nos pacientes      com inflama\u00e7\u00e3o severa,mas, em geral, a presen\u00e7a de sin\u00e9quias indica que a      inflama\u00e7\u00e3o tem sido cr\u00f4nica ou recorrente.\u00a0<\/p>\n<p>Ader\u00eancias entre a \u00edris e a c\u00f3rnea pr\u00f3ximas ao \u00e2ngulo da c\u00e2mara anterior      temb\u00e9m podem ocorrer e s\u00e3o chamadas de sin\u00e9quias anteriores.<\/p>\n<p><strong>Todas estas ader\u00eancias podem ser respons\u00e1veis pelo desenvolvimento      do glaucoma:<\/strong> as primeiras por poderem provocar um bloqueio pupilar      (dessa forma impedindo o fluxo de humor aquoso da c\u00e2mara posterior para a      anterior, fazendo com que se eleve a press\u00e3o intra-ocular) e as \u00faltimas por      obstru\u00edrem diretamente o fluxo de sa\u00edda do humor aquoso no \u00e2ngulo da c\u00e2mara      anterior. <\/p>\n<p>As c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias podem se acumular na parte inferior da c\u00e2mara      anterior, originando um n\u00edvel l\u00edquido de cor esbranqui\u00e7ada denominado hip\u00f3pio.      O hip\u00f3pio pode estar associado a muitos tipos de uve\u00edte, mas classicamente      acompanha a chamada doen\u00e7a de Beh\u00e7et.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de sin\u00e9quias e a atrofia iriana,que podem ocorrer nos casos      cr\u00f4nicos, tamb\u00e9m podem dificultar muito a valia\u00e7\u00e3o da \u00edris,pupila e fundo      de olho. Em paciente com quadros cr\u00f4nicos pode haver a deposi\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio      nas camadas superficiais da c\u00f3rnea,originando a ceratopatia em faixa calcificada      (faixa de cor branca que se forma na parte central da c\u00f3rnea, na \u00e1rea da fissura      interpalpebral e atrav\u00e9s e contribui para a redu\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o). \u00c9 removida      cirurgicamente atrav\u00e9s do uso t\u00f3pico de \u00e1cido etilenodiaminotetrac\u00e9tico (EDTA).<\/p>\n<p>As uve\u00edtes anteriores cr\u00f4nicas geralmente t\u00eam in\u00edcio insidioso e curso      prolongado,podendo persistir por meses ou anos. Os sintomas podem ser m\u00ednimos,      mesmo na presen\u00e7a de inflama\u00e7\u00e3o severa.\u00c9 o caso das uve\u00edtes anteriores associados      \u00e0 artrite reumat\u00f3ide juvenil que ocorre nas crian\u00e7as, onde, mesmo na vig\u00eancia      de processo inflamat\u00f3rio importante, o olho pode estar branco, calmo, e a      sintomatologia pode n\u00e3o ser muito exuberante. Dentre as uve\u00edtes anteriores,      podemos citar a uveite anterior idiop\u00e1tica (que \u00e9 a mais comun), a iridociclite      heterocr\u00f4mica de Fuchs e as uve\u00edtes anteriores associadas a doen\u00e7as reumatol\u00f3gicas,comoartrite      reumat\u00f3ide juvenil, espondilite anquilosante e s\u00edndrome de Reiter, entre outras.      Dentre as uve\u00edtes posteriores, podemos citar a toxoplasmose (no Brasil, esta      e a causa mais frequente de uve\u00edte posterior infecciosa), a tuberculose e      a sarcoidose. Algumas uve\u00edtes podem afetar ambos seguimentos, anteriores e      posteriores.<\/p>\n<p>O uso de col\u00edrios midri\u00e1ticos tem a fun\u00e7\u00e3o de aliviar o espasmo ciliar      e reduz a dor, bem como manter a pupila dilatada, evitando assim a forma\u00e7\u00e3o      de sin\u00e9quias posteriores.De acordo com a etiologia da uve\u00edte, como por exemplo      nos processos de causa infecciosa, outras medica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas s\u00e3o utilizadas      e o tempo de tratamento variam de acordo com a etiologia, evolu\u00e7\u00e3o e gravidade      de cada caso.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil se dizer auias os exames obrigat\u00f3rios para os pacientes com      uve\u00edte, poi, a decis\u00e3o deve-se basear invariavelmente na suspeita cl\u00ednica.      Uma abordagem n\u00e3o sleteiva onde s\u00e3o pedidos in\u00fameros testes laboratoriais      \u00e9 frequentemente dispendiosa e pode n\u00e3o fornecer informa\u00e7\u00f5es relevantes.Podem      ser pedidos exames de sangue, urina, fezes e outros que ajudam a detectar      prov\u00e1veis doen\u00e7as auto-imunes (doen\u00e7as reumatol\u00f3gicas). <\/p>\n<p>Os testes sangu\u00edneos utilizados para diagn\u00f3stico em uve\u00edtes s\u00e3o muito      numerosos.Entre os principais exames pedidos encontram-se hemograma (contagem      de hem\u00e1cias e leoc\u00f3citos) que, conforme o resultado, ajuda o direcionamento      da hip\u00f3tese diagn\u00f3stica; testes para detec\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as reumatol\u00f3gicas, como      os chamados fotor antin\u00facleo e fator reumat\u00f3ide.O testecut\u00e2neo para identifica\u00e7\u00e3o      da tuberculose, tamb\u00e9m est\u00e1 entre os mais importantes.<\/p>\n<p>Exames oftalmol\u00f3gicos espec\u00edficos, como a angiofluoresceinografia,      tamb\u00e9m s\u00e3o importantes no diagn\u00f3stico e acompanhamento de alguns pacientes      com uve\u00edte. <\/p>\n<p>Outros exames radiol\u00f3gicos, como a ultra-sonografia ocular,tomografia      computadorizada e mesmo a resson\u00e2ncia nuclear magn\u00e9tica,tamb\u00e9m podem ser solicitados,      conforme o caso.<\/p>\n<p>Por vezes o diagn\u00f3stico definitivo em alguns casos de uve\u00edte pode requerer      uma confirma\u00e7\u00e3o histol\u00f3gica (isto significa que deve ser feita uma retirada      de um fragmento do tecido acometido para an\u00e1lise, ou seja, uma bi\u00f3psia), principalmente      nos casos de tumores oculares. <\/p>\n<p>Em casos leves, os retornos podem ser mais esoa\u00e7ados e com amelhora      dos sinais inflamat\u00f3rios podemos gradativamente reduzir a medica\u00e7\u00e3o. Casos      severos requerem retornos frequentes, eventualmente at\u00e9 retornos di\u00e1rios se      houver complica\u00e7\u00f5es de maior gravidade. Os paciente devem ser bem esclarecidos      qunto a poss\u00edveis sinais de piora ou recidiva da uve\u00edte (dor ocular, fotofobia,      redu\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o, moscas volantes, olho vermelho) e orientados a procurar      imediatamente o oftalmologista na presen\u00e7a destes sintomas.<\/p>\n<p>As uve\u00edtes podem ter recidivas, elas v\u00e3o depender do n\u00edvel de atividade      da doen\u00e7a de base, sej aela primariamente ocular ou n\u00e3o, e que por sua vez      pode sofrer influ\u00eancia de diversos fatores como estado imunol\u00f3gico do paciente,      fatores end\u00f3crinos, fatores sociais e geogr\u00e1ficos como ra\u00e7a, sexo e idade.<\/p>\n<p>Podem ocorrer tamb\u00e9m uve\u00edtes em ambos os olhos ao mesmo tempo. Nestes      casos, o in\u00edcio pode ser simult\u00e2neo ou n\u00e3o, um dos olhos pode cursar com um      quadro mais severo do que o outro.<\/p>\n<p>Fonte:  drpaulolarocca.com.br<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uve\u00edte, Sintoma, Causa, Tipo, Tratamento, O que \u00e9, Olho, Vis\u00e3o, \u00davea, Inflama\u00e7\u00e3o, Ocular, Sinais, Caracter\u00edstica, Diagn\u00f3stico, Uve\u00edte<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[],"class_list":["post-33980","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-saude"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Uve\u00edte, Sintoma, Causa, Tipo, Tratamento, O que \u00e9 Uve\u00edte<\/title>\n<meta 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