{"id":33061,"date":"2016-05-20T17:31:24","date_gmt":"2016-05-20T17:31:24","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=33061"},"modified":"2017-05-05T12:00:21","modified_gmt":"2017-05-05T14:00:21","slug":"hemorroidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/saude-e-bem-estar\/saude\/hemorroidas","title":{"rendered":"Hemorr\u00f3idas"},"content":{"rendered":"<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Hemorr\u00f3idas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/hemorr11.jpg\" alt=\"Hemorr\u00f3idas\" \/><strong><br \/>\nHemorr\u00f3idas<\/strong><\/p>\n<h4><strong>O que s\u00e3o hemorr\u00f3idas?<\/strong><\/h4>\n<p>As <strong>hemorr\u00f3idas<\/strong> s\u00e3o vasos sangu\u00edneos (vasos hemorroid\u00e1rios) dilatados e salientes no canal retal , em redor do orificio retal (hemorr\u00f3idas externas) ou dentro do orificio retal e na por\u00e7\u00e3o mais baixa do reto (hemorr\u00f3idas internas).<\/p>\n<p>Os dois tipos de hemorr\u00f3idas, externas e internas, podem coexistir.<\/p>\n<p><strong>As hemorr\u00f3idas internas s\u00e3o classificadas em quatro graus (I a IV), em fun\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de prolapso (ou seja, da exterioriza\u00e7\u00e3o) atrav\u00e9s do orificio retal :<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Hemorr\u00f3idas de grau I:<\/strong> n\u00e3o prolapsam atrav\u00e9s do orificio retal<\/p>\n<p><strong>Hemorr\u00f3idas de grau II:<\/strong> prolapsam atrav\u00e9s do orificio retal e a sua redu\u00e7\u00e3o (ou seja, o retorno \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o original) \u00e9 espont\u00e2nea<\/p>\n<p><strong>Hemorr\u00f3idas de grau III:<\/strong> prolapsam atrav\u00e9s do orificio retal e a sua redu\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 conseguida manualmente<\/p>\n<p><strong>Hemorr\u00f3idas de grau IV:<\/strong> est\u00e3o prolapsadas atrav\u00e9s do orificio retal e a sua redu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel<\/p><\/blockquote>\n<p>As <strong>hemorr\u00f3idas<\/strong> s\u00e3o muito frequentes; a sua preval\u00eancia \u00e9 semelhante nos homens e nas mulheres e \u00e9 mais elevada entre os 45 e os 65 anos.<\/p>\n<h4><strong>Causas<\/strong><\/h4>\n<p>As causas de hemorr\u00f3idas s\u00e3o diversas.<\/p>\n<p><strong>Entre as v\u00e1rias causas conhecidas para as hemorr\u00f3idas incluem-se: <\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A obstipa\u00e7\u00e3o, associada ao esfor\u00e7o durante a defeca\u00e7\u00e3o<br \/>\nA diarreia com expuls\u00e3o cont\u00ednua de fezes moles<br \/>\nA perman\u00eancia em p\u00e9 ou sentado durante per\u00edodos de tempo prolongados<br \/>\nA obesidade<br \/>\nA gesta\u00e7\u00e3o e o parto<br \/>\nPredisposi\u00e7\u00e3o heredit\u00e1ria<\/p><\/blockquote>\n<p>Independentemente da causa, os tecidos da parede do reto e do canal retal sofrem um estiramento importante que interfere com a sua fun\u00e7\u00e3o de suporte, favorece a dilata\u00e7\u00e3o dos vasos sangu\u00edneos cujas paredes se tornam mais finas e altera a sua posi\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Em consequ\u00eancia, observa-se um aumento da press\u00e3o nos vasos hemorroid\u00e1rios localizados na parede do reto e canal retal . Assim, os vasos debilitados e dilatados tornam-se salientes no reto e canal retal . Nestes vasos dilatados e salientes a circula\u00e7\u00e3o de retorno est\u00e1 comprometida, o que favorece ainda mais a sua dilata\u00e7\u00e3o, a estase venosa e a forma\u00e7\u00e3o de co\u00e1gulos.<\/p>\n<h4><strong>Sintomas<\/strong><\/h4>\n<p>A presen\u00e7a de hemorr\u00f3idas pode estar ou n\u00e3o associada \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o de sintomas. Quando presentes, os sintomas de hemorr\u00f3idas podem diferir conforme se trate de hemorr\u00f3idas externas ou internas.<\/p>\n<p>As hemorr\u00f3idas externas s\u00e3o vis\u00edveis e percept\u00edveis como regi\u00f5es duras e\/ou escuras salientes em redor do orificio retal . A pele que as cobre \u00e9 muito sens\u00edvel, pelo que normalmente s\u00e3o dolorosas; quando se formam co\u00e1gulos obstrutivos (trombose hemorroid\u00e1ria) a dor pode mesmo ser muito intensa. As les\u00f5es da pele que cobre as hemorr\u00f3idas podem tamb\u00e9m resultar em hemorragia, com a presen\u00e7a consequente de sangue, de colora\u00e7\u00e3o vermelho vivo, normalmente a cobrir as fezes e\/ou no papel higi\u00e9nico.<\/p>\n<p>As hemorr\u00f3idas internas n\u00e3o s\u00e3o vis\u00edveis, excepto quando est\u00e3o prolapsadas atrav\u00e9s do orificio retal . Normalmente n\u00e3o s\u00e3o dolorosas, excepto quando prolapsadas e quando coexiste trombose hemorroid\u00e1ria. O esfor\u00e7o associado \u00e0 defeca\u00e7\u00e3o e a sa\u00edda das fezes podem tamb\u00e9m provocar les\u00f5es da superf\u00edcie das hemorr\u00f3idas internas, com uma hemorragia consequente. As hemorr\u00f3idas internas de grau III e IV podem tamb\u00e9m estar associadas a incontin\u00eancia fecal e \u00e0 presen\u00e7a de um corrimento mucoso que provoca irrita\u00e7\u00e3o e prurido retal .<\/p>\n<p>Devem ser procurados cuidados m\u00e9dicos sempre que estejam presentes dor e hemorragia, mesmo quando se sabe (ou pensa saber!) que tais sintomas s\u00e3o devidos a hemorr\u00f3idas. Com efeito, a presen\u00e7a de sangue nas fezes \u00e9 um sintoma comum a diversas doen\u00e7as digestivas, como por exemplo o cancro colo-retal, pelo que se torna muito importante que seja investigada por um coloproctologista ou por um cirurgi\u00e3o colo-retal para que seja poss\u00edvel realizar um diagn\u00f3stico correto e instituir um tratamento eficaz. Nesta mat\u00e9ria deve sempre ser evitada qualquer auto-avalia\u00e7\u00e3o e\/ou auto-medica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>Diagn\u00f3stico<\/strong><\/h4>\n<p>Al\u00e9m da hist\u00f3ria do paciente e do exame f\u00edsico, os restantes procedimentos necess\u00e1rios para o diagn\u00f3stico de hemorr\u00f3idas variam tamb\u00e9m conforme se trate de hemorr\u00f3idas externas ou internas.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico de hemorr\u00f3idas externas pode ser realizado pela simples observa\u00e7\u00e3o. O diagn\u00f3stico de hemorr\u00f3idas internas, quando estas n\u00e3o est\u00e3o prolapsadas, implica um toque retal, mas mesmo este pode n\u00e3o ser conclusivo. Nesse caso, poder\u00e1 ser necess\u00e1rio realizar uma anuscopia, uma retoscopia, uma sigmoidoscopia ou mesmo uma colonoscopia. Alguns destes exames permitir\u00e3o tamb\u00e9m eliminar a possibilidade de outras causas para os sintomas presentes, por exemplo para a presen\u00e7a de sangue nas fezes.<\/p>\n<h4><strong>Tratamento <\/strong><\/h4>\n<p>As crises agudas, com dor intensa e presen\u00e7a de sali\u00eancias anais m\u00faltiplas e grandes, s\u00e3o em regra epis\u00f3dicas, independentemente da gravidade das hemorr\u00f3idas e devem-se a trombose hemorroid\u00e1ria. Neste caso, os banhos de assento (ficar sentado em \u00e1gua morna durante 10 minutos), 2 ou 3 vezes por dia podem trazer algum al\u00edvio imediato. Contudo, mais frequentemente, o m\u00e9dico poder\u00e1 optar por remover a hemorr\u00f3ida que cont\u00e9m o co\u00e1gulo atrav\u00e9s de uma pequena incis\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta pequena interven\u00e7\u00e3o realiza-se sob anestesia local, em ambulat\u00f3rio, e resolve o epis\u00f3dio definitivamente.<\/p>\n<p>Fora das crises agudas, o tratamento de hemorr\u00f3idas externas de pequena dimens\u00e3o, associadas a sintomas ligeiros, tem como objetivo reduzir o esfor\u00e7o durante a defeca\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o de fezes menos duras e mais moldadas. Simultaneamente o traumatismo do revestimento do canal retal passar\u00e1 a ser menos importante, o que reduz a probabilidade de hemorragia. O tratamento inclui assim, principalmente, altera\u00e7\u00f5es da dieta, com o aumento da propor\u00e7\u00e3o de alimentos fibrosos (frutas, legumes e cereais integrais) e de l\u00edquidos n\u00e3o alco\u00f3licos. Os sintomas de irrita\u00e7\u00e3o e prurido podem tamb\u00e9m ser aliviados com banhos de assento e medicamentos de aplica\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>As hemorr\u00f3idas sintom\u00e1ticas, que n\u00e3o cedem com a implementa\u00e7\u00e3o das medidas atr\u00e1s referidas, bem como as hemorr\u00f3idas internas, de maior dimens\u00e3o, com prolapso frequente ou mesmo permanente, exigem um tratamento especial, instrumental ou cir\u00fargico. O tratamento instrumental, e muitas vezes tamb\u00e9m o tratamento cir\u00fargico, podem ser realizados em regime de ambulat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O <strong>tratamento instrumental<\/strong> das hemorr\u00f3idas inclui a laquea\u00e7\u00e3o el\u00e1stica, a esclerose e ainda outros m\u00e9todos, menos praticados e menos eficazes, nomeadamente a coagula\u00e7\u00e3o por infravermelhos ou laser e a crioterapia.<\/p>\n<p>A <strong>laquea\u00e7\u00e3o el\u00e1stica<\/strong> \u00e9 um tratamento com bons resultados para as hemorr\u00f3idas internas de grau I a III. \u00c9 aplicada uma pequena banda el\u00e1stica de borracha na base da hemorr\u00f3ida que interrompe o aporte de sangue e provoca a sua necrose. Ao fim de alguns dias a hemorr\u00f3ida destaca-se, junto com o el\u00e1stico; a ferida cicatriza no prazo de uma a duas semanas. \u00c9 uma t\u00e9cnica eficaz (associada a uma taxa de cura em 80% dos casos), pouco dispendiosa, que n\u00e3o requer anestesia e em que as complica\u00e7\u00f5es s\u00e3o raras (estimam-se em cerca de 8%). Quando associada a altera\u00e7\u00f5es da dieta (aumento da ingest\u00e3o de fibra) a resolu\u00e7\u00e3o do problema a longo prazo aumenta.<\/p>\n<p>No tratamento por <strong>esclerose<\/strong> \u00e9 injetado localmente nos vasos hemorroid\u00e1rios um produto esclerosante que interfere com a vasculariza\u00e7\u00e3o da hemorr\u00f3ida e provoca a sua necrose. Usa-se principalmente em hemorr\u00f3idas internas de grau I e II, em alternativa \u00e0 laquea\u00e7\u00e3o el\u00e1stica, mas a sua efic\u00e1cia \u00e9 inferior.<\/p>\n<p>Normalmente, o <strong>tratamento cir\u00fargico<\/strong> \u00e9 reservado para os pacientes em que os procedimentos instrumentais n\u00e3o permitiram resolver o problema (ou seja, aliviar a dor, prurido, hemorragia, forma\u00e7\u00e3o de co\u00e1gulos ou infec\u00e7\u00f5es associadas), para pacientes em que coexiste uma doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria externa e interna grave ou em que a anatomia ano-retal est\u00e1 gravemente alterada, ou como tratamento inicial de elei\u00e7\u00e3o para as hemorr\u00f3idas de grau IV e para pacientes com hemorr\u00f3idas internas estranguladas. Os procedimentos cir\u00fargicos mais usados no tratamento das hemorr\u00f3idas s\u00e3o a hemorroidectomia e a mucosectomia circular anoretal.<\/p>\n<p>A <strong>hemorroidectomia<\/strong> consiste na remo\u00e7\u00e3o cir\u00fargica das hemorr\u00f3idas; continua a ser o tratamento mais eficaz para conseguir uma cura a longo prazo. Na hemorroidectomia \u00e9 removido o excesso de tecido que causa a hemorragia e o prolapso. A interven\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada sob anestesia geral ou loco-regional (epidural ou raquianestesia). Pode ser necess\u00e1rio, conforme as circunst\u00e2ncias, um curto per\u00edodo de internamento, que normalmente n\u00e3o ultrapassa as 24 horas. Obriga, tamb\u00e9m, a um per\u00edodo vari\u00e1vel de inatividade. A hemorroidectomia a laser n\u00e3o oferece qualquer vantagem relativamente \u00e0s t\u00e9cnicas cir\u00fargicas padr\u00e3o; nomeadamente, ao contr\u00e1rio da convic\u00e7\u00e3o geral, n\u00e3o \u00e9 menos dolorosa.<\/p>\n<p>Na <strong>mucosectomia circular ano-retal <\/strong>(opera\u00e7\u00e3o de Longo) \u00e9 realizada uma interrup\u00e7\u00e3o do aporte sangu\u00edneo ao tecido hemorroid\u00e1rio hipertr\u00f3fico e, simultaneamente, este \u00e9 reposicionado dentro do canal retal, reduzindo o seu prolapso. Esta t\u00e9cnica, que em casos seleccionados proporciona uma taxa de cura elevada, tem como principais vantagens permitir uma redu\u00e7\u00e3o importante da dor no p\u00f3s-operat\u00f3rio e diminuir apreciavelmente o per\u00edodo de convalescen\u00e7a, com um retorno mais r\u00e1pido \u00e0 atividade normal.<\/p>\n<h4><strong>Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>A preven\u00e7\u00e3o das hemorr\u00f3idas passa por evitar situa\u00e7\u00f5es que aumentam a press\u00e3o ao n\u00edvel dos vasos e tecidos anais. Entre as medidas mais importantes inclui-se evitar o esfor\u00e7o durante a defeca\u00e7\u00e3o. Neste caso ser\u00e1 particularmente \u00fatil aumentar a inclus\u00e3o de alimentos fibrosos na dieta e de l\u00edquidos n\u00e3o alco\u00f3licos.<\/p>\n<p>Desta forma, ser\u00e1 poss\u00edvel amolecer as fezes, aumentar o seu volume, mold\u00e1-las e facilitar a defeca\u00e7\u00e3o. Nos casos em que o aumento da ingest\u00e3o de alimentos fibrosos e de l\u00edquidos n\u00e3o permita conseguir este efeito, poder\u00e1 ser considerada a utiliza\u00e7\u00e3o de suplementos espec\u00edficos. Nas mulheres gr\u00e1vidas os cuidados para evitar a obstipa\u00e7\u00e3o e o esfor\u00e7o durante a defeca\u00e7\u00e3o s\u00e3o especialmente importantes<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m importante que a vontade de defecar n\u00e3o seja contrariada, ou seja, sempre que poss\u00edvel as fezes devem ser eliminadas logo que a vontade de o fazer \u00e9 percept\u00edvel. A pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica pode tamb\u00e9m ajudar, nomeadamente por contrariar per\u00edodos de tempo prolongados em p\u00e9 ou sentado.<\/p>\n<p>Fonte: www.hospitaldaluz.pt<\/p>\n<h6>Hemorr\u00f3idas<\/h6>\n<p>As <strong>Hemorr\u00f3idas<\/strong> consistem em vasos sangu\u00edneos dilatados e\/ou inflamados na regi\u00e3o pr\u00f3xima ao orificio retal ou ao reto. Essas podem ser resultantes do esfor\u00e7o repetido para evacuar que dificultou o processo de drenagem do sangue.<\/p>\n<h4>Tipos de hemorr\u00f3idas<\/h4>\n<p><strong>Podem ser de dois tipos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Hemorr\u00f3idas Internas: <\/strong>Localizam-se dentro do orificio retal e causam sangramento quando h\u00e1 evacua\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o sintoma mais agudo desse tipo de doen\u00e7a.<strong><br \/>\nHemorr\u00f3idas Externas:<\/strong> Localizam-se abaixo da pele ao redor do orificio retal , assemelham-se visualmente \u00e0s varizes e causam dor intensa.<\/p><\/blockquote>\n<h4>Fatores que contribuem para o surgimento das hemorr\u00f3idas<\/h4>\n<blockquote><p><strong>Gravidez &#8211;<\/strong> virtude da press\u00e3o que o feto exerce sobre as veias da parte inferior do abd\u00f4men<strong><br \/>\nPris\u00e3o de Ventre &#8211;<\/strong> provoca esfor\u00e7o repetido na hora de evacuar<br \/>\nHereditariedade<br \/>\nDiarr\u00e9ia<strong><br \/>\nSexo Retal:<\/strong> pode produzir fissuras numa regi\u00e3o muito vascularizada<br \/>\nAlimenta\u00e7\u00e3o pobre em fibras e pouca ingest\u00e3o de l\u00edquido<\/p><\/blockquote>\n<h4>Sintomas das hemorr\u00f3idas<\/h4>\n<blockquote><p>Coceira provocada por incha\u00e7o das veias<br \/>\nSangramento resultante do rompimento das veias anais<br \/>\nDor ou ardor durante ou ap\u00f3s a evacua\u00e7\u00e3o<br \/>\nSali\u00eancia palp\u00e1vel no orificio retal.<\/p><\/blockquote>\n<h4>Tratamento para hemorr\u00f3idas<\/h4>\n<p>O tratamento, frequentemente, consiste no aumento da ingest\u00e3o de \u00e1gua e fibras, uso de pomadas e suposit\u00f3rios, ou at\u00e9 interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica e ligadura el\u00e1stica (estrangulamento da veia afetada).<\/p>\n<p>Sendo que em cada caso, o m\u00e9dico indica o melhor tratamento para o paciente.<\/p>\n<p>Fonte: www.hospitalanaliafranco.com.br<\/p>\n<h6>Hemorr\u00f3idas<\/h6>\n<h4>Hemorr\u00f3idas: sintomas, tratamento e preven\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>As <strong>hemorr\u00f3idas<\/strong> s\u00e3o dilata\u00e7\u00f5es nas veias do orificio retal , que geralmente n\u00e3o doem e tem um tratamento simples. Mas pelo fato de sua localiza\u00e7\u00e3o, passa a ser um transtorno, o que leva muita gente a sentir vergonha ao admitir que sofre deste problema.<\/p>\n<p>Geralmente, os pacientes afetados s\u00e3o adultos e do sexo feminino. As mulheres s\u00e3o as mais afetadas devido ao dist\u00farbio estar associado \u00e0 gravidez e tamb\u00e9m \u00e0 pris\u00e3o de ventre, um problema predominantemente feminino, que tamb\u00e9m podem estar ligado a oscila\u00e7\u00f5es hormonais.<\/p>\n<p>Os especialistas acreditam tamb\u00e9m que as crises de hemorr\u00f3idas s\u00e3o provocadas por fatores heredit\u00e1rios combinados com a press\u00e3o do abd\u00f4men ou com qualquer coisa que dificulte a circula\u00e7\u00e3o sang\u00fc\u00ednea no local, como no caso da gravidez ou da pris\u00e3o de ventre, ou qualquer altera\u00e7\u00e3o no ritmo intestinal.<\/p>\n<p>Outros fatores tamb\u00e9m s\u00e3o a obesidade excessiva, as dietas pobres em fibras, j\u00e1 que estas facilitam no trabalho dos intestinos, e at\u00e9 mesmo a tosse cr\u00f4nica.<\/p>\n<p>Fazer exerc\u00edcios com a utiliza\u00e7\u00e3o excessiva de for\u00e7a sem modera\u00e7\u00e3o e feitos de forma errada, como na muscula\u00e7\u00e3o e aer\u00f3bica, s\u00e3o tamb\u00e9m fatores de risco.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m quem leva uma vida sedent\u00e1ria ou que passa o tempo todo sentado, como em profiss\u00f5es de digitadores e secret\u00e1rias, tem tamb\u00e9m tend\u00eancia a desenvolver a doen\u00e7a, porque cria uma press\u00e3o sobre os quadris, n\u00e3o movimenta a musculatura da regi\u00e3o e n\u00e3o melhora a circula\u00e7\u00e3o sang\u00fc\u00ednea.<\/p>\n<h4>Sintomas<\/h4>\n<p>Os <strong>sintomas das hemorr\u00f3idas<\/strong> variam de pequenos sangramentos a pequenas irrita\u00e7\u00f5es no local, coceira e dor intensa, dependendo do tipo e da localiza\u00e7\u00e3o. O sangramento ocorre, geralmente, ap\u00f3s a evacua\u00e7\u00e3o, e raramente leva a anemia ou a hemorragia aguda. Os sintomas menos comuns s\u00e3o a perda de muco e a sensa\u00e7\u00e3o de evacua\u00e7\u00e3o incompleta.<\/p>\n<p><strong>As hemorr\u00f3idas podem ser: <\/strong>internas, externas e mistas.<\/p>\n<p>As <strong>internas<\/strong> s\u00e3o localizadas na parte profunda do orificio retal , e s\u00e3o classificadas em graus diferentes e se agravam com o tempo. As de primeiro grau s\u00e3o aquelas que apenas sangram, verificado nas fezes ou no papel higi\u00eanico. As de segundo grau sangram e saem pelo orificio retal se forem pressionadas, mas voltam normalmente ao lugar de origem. As de terceiro grau tamb\u00e9m sangram e saem pelo orificio retal , mas s\u00f3 retornam com ajuda. AS de quarto grau, sangram e n\u00e3o voltam mais ao lugar. Com exce\u00e7\u00e3o das de primeiro grau, todas causam dor e podem incomodar.<\/p>\n<p>As<strong> externas<\/strong> s\u00e3o visualizadas mesmo sem ajuda de aparelhos, e classificam-se em n\u00e3o complicadas e complicadas. As n\u00e3o complicadas apresentam uma pequena sali\u00eancia chamada plicoma. As complicadas s\u00e3o mais doloridas, e definem-se pela presen\u00e7a de um hematoma ou uma trombose (uma esp\u00e9cie de n\u00f3dulo roxo).<\/p>\n<h4>Tratamento<\/h4>\n<p>O tratamento depende de cada tipo de <strong>hemorr\u00f3ida<\/strong> apresentada pelo paciente, que deve consultar seu m\u00e9dico de sua confian\u00e7a para receber a melhor orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As dilata\u00e7\u00f5es de primeiro e segundo, geralmente, s\u00e3o tratadas com dietas sem condimento nem \u00e1lcool e ricas em fibras e l\u00edquidos. Com isso, facilita o trabalho dos intestinos, e as fezes tornam-se pastosas, n\u00e3o irritando as hemorr\u00f3idas. Exerc\u00edcios e massagens no abd\u00f4men tamb\u00e9m s\u00e3o indicados, porque estimulam os intestinos.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 limpeza do orificio retal , recomenda-se substituir o papel higi\u00eanico por jatos de \u00e1gua ou papel umedecido para n\u00e3o irritar a regi\u00e3o. E quando for enxugar o local, fa\u00e7a apenas uma leve press\u00e3o com uma toalha felpuda.<\/p>\n<p>Quando h\u00e1 dor ou incomodo, o m\u00e9dico poder\u00e1 receitar alguma pomada ou suposit\u00f3rio.<\/p>\n<p>Outro tratamento, quando a situa\u00e7\u00e3o se prolonga, \u00e9 a ligadura el\u00e1stica, onde coloca-se um el\u00e1stico na hemorr\u00f3ida interna, em uma \u00e1rea insens\u00edvel \u00e0 dor, levando a necrose e seu desprendimento. Pode-se tamb\u00e9m utilizar-se o raio infravermelho, como o mesmo objetivo da t\u00e9cnica anterior.<\/p>\n<p>Os casos mais graves s\u00e3o eliminados atrav\u00e9s de cirurgia, a hemorroidectomia. Neste caso, necessita-se de anestesia peridural, e seu objetivo \u00e9 retirar as veias dilatadas. A recupera\u00e7\u00e3o dura entre quinze a trinta dias, e s\u00e3o necess\u00e1rios alguns cuidados, como o uso de absorventes para reter as secre\u00e7\u00f5es da ferida, limpeza com \u00e1gua morna, uso de laxantes para facilitar a evacua\u00e7\u00e3o e de analg\u00e9sicos.<\/p>\n<h4>Preven\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Para prevenir o aparecimento das <strong>hemorr\u00f3idas<\/strong>, ou evitar que elas se agravem, \u00e9 necess\u00e1rio alguns cuidados especiais. Primeiramente, deve-se garantir o bom funcionamento dos intestinos com uma dieta adequada e exerc\u00edcios di\u00e1rios.<\/p>\n<p>Outro meio de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 educar os intestinos a evacuar logo ap\u00f3s as refei\u00e7\u00f5es. Esse \u00e9 o efeito reflexo, assim que os alimentos chegam ao est\u00f4mago, e as estruturas intestinais come\u00e7am a se movimentar para filtrar e eliminar res\u00edduos.<\/p>\n<p>Recomenda-se tamb\u00e9m manter o peso, evitar alimentos muito fortes ou picantes, e exerc\u00edcios que forcem a regi\u00e3o do abd\u00f4men.<\/p>\n<p>Com alguns cuidados b\u00e1sicos, como estes, que s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es simples, evita-se uma poss\u00edvel cirurgia, e demonstra que as hemorr\u00f3idas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o complicadas assim.<\/p>\n<p>Fonte: psfmonteverde<\/p>\n<h6>Hemorr\u00f3idas<\/h6>\n<h4>SANGRAMENTO RETAL<\/h4>\n<p><strong>Sangramento pelo orif\u00edcio retal<\/strong> ap\u00f3s uma evacua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito comum. Em uma pesquisa que envolveu 1.620 ingleses, 10% responderam que haviam observado esse sinal nos \u00faltimos meses. Entretanto, essa cifra est\u00e1 subestimada.<\/p>\n<p>Quando as pessoas com s\u00edndrome do c\u00f3lon irrit\u00e1vel, que s\u00e3o mais observadoras de suas fezes do que as outras pessoas, mas n\u00e3o t\u00eam nenhuma raz\u00e3o para sangrar mais pelo orif\u00edcio retal, foram questionadas com a mesma pergunta, 35% responderam que tinham detectado sangue.<\/p>\n<h4>De onde ele vem?<\/h4>\n<p>Na maioria das pessoas, o sangue vem do cretal retal e h\u00e1 duas causas comuns. Se h\u00e1 dor baixa durante ou imediatamente ap\u00f3s a passagem das fezes, ent\u00e3o o sangue provavelmente vem de uma pequena rachadura ou esgar\u00e7amento da parede interna do cretal retal. Isto tende a acontecer quando as fezes s\u00e3o muito grandes ou duras. Se n\u00e3o houver dor, ent\u00e3o o sangue deve vir mais provavelmente de uma hemorr\u00f3ida.<\/p>\n<p>Uma hemorr\u00f3ida \u00e9 o colch\u00e3o retal que foi empurrado para baixo no cretal retal. \u00c9 uma protuber\u00e2ncia macia e fr\u00e1gil, facilmente lesada quando fezes passam por ela. Freq\u00fcentemente as pessoas com hemorr\u00f3idas n\u00e3o sabem de sua exist\u00eancia, mas outras podem sentir um caro\u00e7o dentro ou fora do orif\u00edcio retal. Embora isso seja desconfort\u00e1vel, n\u00e3o \u00e9, necessariamente, doloroso. \u00c9 tamb\u00e9m uma chatea\u00e7\u00e3o, pois pode sujar as roupas \u00edntimas e provocar uma coceira ao redor do orif\u00edcio retal.<\/p>\n<p>O sangramento de uma hemorr\u00f3ida interna pode ser alarmante, mas nunca traz conseq\u00fc\u00eancias s\u00e9rias. O sangue pode espirrar ou pingar no vaso sanit\u00e1rio ou simplesmente ser visto como um filete vermelho nas fezes ou no papel higi\u00eanico.<\/p>\n<p>A hemorr\u00f3ida \u00e9 causada pelo esfor\u00e7o na defeca\u00e7\u00e3o, assim, \u00e9 mais comum em pessoas constipadas ou que mant\u00eam esfor\u00e7os prolongados devido a um reto irrit\u00e1vel, que manda sinais falsos de que ainda h\u00e1 fezes dentro.<\/p>\n<p>As hemorr\u00f3idas pequenas curam-se espontaneamente quando a constipa\u00e7\u00e3o \u00e9 resolvida ou o esfor\u00e7o cessa. As maiores requerem tratamento cir\u00fargico. Pode ser por uma simples inje\u00e7\u00e3o, por uma compress\u00e3o ou por remo\u00e7\u00e3o; neste \u00faltimo caso sob anestesia geral.<\/p>\n<h4>Quando o sangramento \u00e9 s\u00e9rio<\/h4>\n<p>Em uma pequena minoria, o sangramento \u00e9 causado por uma doen\u00e7a do c\u00f3lon em um ponto mais alto do que o orif\u00edcio retal. O caso mais s\u00e9rio \u00e9 o de c\u00e2ncer ro reto ou do c\u00f3lon inferior, mas o sangue tamb\u00e9m pode vir de pequenos tumores (chamados p\u00f3lipos), de inflama\u00e7\u00e3o do reto (proctite) ou inflama\u00e7\u00e3o do c\u00f3lon, imediatamente acima do reto (colite distal). Todas essas condi\u00e7\u00f5es podem ser tratadas e a cura \u00e9 mais prov\u00e1vel se o tratamento come\u00e7a cedo.<\/p>\n<p>O sangramento por essas causas \u00e9 menos freq\u00fcente do que o sangramento do orif\u00edcio retal, e vai ser visto somente se as fezes forem examinadas com aten\u00e7\u00e3o. Entretanto, o importante \u00e9 saber se o sangramento tem causa s\u00e9ria ou n\u00e3o, assim, o mais seguro \u00e9 marcar uma consulta com o m\u00e9dico sem demora.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 uma exce\u00e7\u00e3o \u00e0 esta regra; se o sangramento \u00e9 um evento raro, que acontece apenas quando voc\u00ea tem uma evacua\u00e7\u00e3o particularmente dolorosa, com fezes grandes e duras, ent\u00e3o n\u00e3o se preocupe, deve ser apenas um ferimento agudo do cretal retal. Para as pessoas com mais de 50 anos \u00e9 sensata a precau\u00e7\u00e3o de examinar as fezes ocasionalmente, uma vez por m\u00eas, pelo menos, para verificar se h\u00e1 sinais de sangue. Mas n\u00e3o v\u00e1 se confundir com um peda\u00e7o de casca de tomate, cuja apar\u00eancia \u00e9 a mesma do sangue!<\/p>\n<h4>O que o m\u00e9dico vai fazer?<\/h4>\n<p>Algumas pessoas com queixa intestinal v\u00e3o adiando as suas consultas m\u00e9dicas por medo. Na realidade n\u00e3o vai ser t\u00e3o ruim como elas imaginam. Pode ser humilhante, mas n\u00e3o deve doer. O exame f\u00edsico constar\u00e1 de uma palpa\u00e7\u00e3o cuidadosa do abd\u00f4men, com voc\u00ea deitado de barriga para cima; o m\u00e9dico vai sentindo cada parte da barriga com os dedos, primeiro gentilmente, depois mais profundamente, \u00e0 procura de pontos salientes ou doloridos. O m\u00e9dico pedir\u00e1 para que voc\u00ea se deite sobre o lado esquerdo, com suas coxas fletidas junto \u00e0 barriga, para o exame do orif\u00edcio retal.<\/p>\n<p>A parte externa do orif\u00edcio retal \u00e9 examinada primeiro, depois, com uma luva lubrificada com um gel, ele introduz gentilmente o dedo indicador direito no cretal retal, para examinar o seu interior. A esta altura, se voc\u00ea conseguir relaxar bem o seu orif\u00edcio retal, o exame ser\u00e1 mais confort\u00e1vel para voc\u00ea e mais f\u00e1cil para o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Vai ajudar tamb\u00e9m uma respira\u00e7\u00e3o lenta e profunda, com a boca aberta. Tendo terminado o exame do cretal retal, o m\u00e9dico retira o dedo e o examina \u00e0 procura de sinais de sangue. Se houver fezes na luva, o m\u00e9dico pode fazer um borr\u00e3o em um peda\u00e7o de papel e adicionar algumas gotas de uma substancia que revela sangue oculto nas fezes (a rea\u00e7\u00e3o da uma colora\u00e7\u00e3o azul). Se voc\u00ea vem tendo sangramento, o pr\u00f3ximo exame m\u00e9dico provavelmente ser\u00e1 uma proctoscopia.<\/p>\n<p>Esta consiste em uma inspe\u00e7\u00e3o visual do cretal retal (e do reto inferior) que na verdade deveria chamar-se anoscopia.<\/p>\n<p>\u00c9 realizada com o auxilio de um tubo de uns dez cent\u00edmetros de comprimento e do di\u00e2metro de um dedo de homem. Mais uma vez, se voc\u00ea relaxar o seu orif\u00edcio retal, o tubo vai deslizar para dentro t\u00e3o facilmente como o dedo, porque estar\u00e1 bem lubrificado e a sua extremidade de trabalho \u00e9 arredondada por uma tampa remov\u00edvel chamada obturador. Quando esta \u00e9 puxada, uma luz clara permite que o m\u00e9dico veja se h\u00e1 hemorr\u00f3idas ou algum outro problema no cretal retal, o que \u00e9 melhor evidenciado \u00e0 medida que o instrumento \u00e9 puxado para fora de voc\u00ea.<\/p>\n<p>O tubo pode parecer frio e estranho, mas, eu repito, n\u00e3o deve machucar. Se isso acontecer, diga-o imediatamente e o m\u00e9dico interrompe o procedimento. Se mais exames forem necess\u00e1rios, eles poder\u00e3o ser realizados com anestesia. Na mesma seq\u00fc\u00eancia, o pr\u00f3ximo exame de rotina \u00e9 a sigmoidoscopia, que pode ser realizada por alguns cl\u00ednicos gerais. \u00c9 mais comum ser feita por um especialista em um hospital. Em princ\u00edpio \u00e9 a mesma coisa que a proctoscopia, mas o tubo \u00e9 maior. Freq\u00fcentemente mede 25 cent\u00edmetros de modo que o m\u00e9dico possa ver todo o reto.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes ele pode ver al\u00e9m, no c\u00f3lon sigm\u00f3ide (da\u00ed a sigmoidoscopia), mas, na maioria das vezes isso n\u00e3o e poss\u00edvel porque h\u00e1 uma curvatura acentuada onde o reto se liga ao sigm\u00f3ide. A sigmoidoscopia e um procedimento r\u00e1pido (de dois a tr\u00eas minutos), mas de grande valor para o m\u00e9dico. Durante o exame, uma certa quantidade de ar \u00e9 bombeada para dentro do intestino. Muitos t\u00eam a sensa\u00e7\u00e3o da necessidade de soltar gases durante essa manobra. Se a sensa\u00e7\u00e3o for mais desconfort\u00e1vel do que isso, pode ser um sinal de que se trata de um intestino irrit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Como isso pode ser a chave para o seu diagn\u00f3stico, se acontecer com voc\u00ea n\u00e3o deixe de mencionar ao m\u00e9dico. Aproveitando a sigmoidoscopia, o m\u00e9dico pode decidir em tirar uma pequena amostra de tecido da parede do reto &#8211; uma bi\u00f3psia retal &#8211; para exame sob microsc\u00f3pio. Isto \u00e9 feito por meio de longas pin\u00e7as que s\u00e3o passadas ao longo do tubo. Embora a maioria das pessoas n\u00e3o sinta nada, aqueles com reto sens\u00edvel podem sentir um belisc\u00e3o.<\/p>\n<p>A endoscopia por fibras \u00f3pticas (colonoscopia) \u00e9 realizada em hospitais, por especialistas que usam longos instrumentos flex\u00edveis chamados de sigmoidosc\u00f3pios ou colonosc\u00f3pios flex\u00edveis. Eles permitem que o m\u00e9dico examine os \u00faltimos 30% e 100% do c\u00f3lon, respectivamente. Se voc\u00ea precisar de um exame desses, receber\u00e1 instru\u00e7\u00f5es completas antes de ser submetido. Entre elas provavelmente estar\u00e1 a de tomar um laxativo para limpar o c\u00f3lon. Para o exame, voc\u00ea tomar\u00e1 um sedativo para se livrar de qualquer desconforto. Um outro exame e o raio-x com enema de b\u00e1rio. Este tamb\u00e9m envolve uma ida ao hospital e um laxativo pr\u00e9vio para limpeza.<\/p>\n<p>V\u00e3o pedir que voc\u00ea se deite de lado na mesa do raio-x e um tubo lubrificado ser\u00e1 introduzido atrav\u00e9s do seu orif\u00edcio retal, o qual servir\u00e1 para a administra\u00e7\u00e3o de uma suspens\u00e3o l\u00edquida de sulfato de b\u00e1rio que aparece no raio-x. Uma certa quantidade de ar tamb\u00e9m ser\u00e1 insuflada e pedir\u00e3o que voc\u00ea mude de posi\u00e7\u00e3o v\u00e1rias vezes a fim de facilitar que o b\u00e1rio atinja todo o c\u00f3lon.<\/p>\n<p>Depois que as chapas de raio-x forem tiradas, o excesso de ar e de suspens\u00e3o de b\u00e1rio ser\u00e3o drenados para fora. Em seguida v\u00e3o pedir para que voc\u00ea v\u00e1 ao toalete eliminar o b\u00e1rio que restou. Finalmente, se os seus intestinos est\u00e3o lhe causando alguma preocupa\u00e7\u00e3o, \u00e9 sempre melhor ir logo ao m\u00e9dico de que protelar.<\/p>\n<p>N\u00e3o se sinta acanhado &#8211; certamente n\u00e3o ser\u00e1 a primeira vez que o m\u00e9dico vai ouvir esse tipo de queixa.<\/p>\n<h4>Pontos centrais<\/h4>\n<blockquote><p>Sangramento pelo orif\u00edcio retal \u00e9 comum, mas s\u00f3 raramente indica um problema s\u00e9rio. As causas mais comuns s\u00e3o ferimentos no cretal retal e hemorr\u00f3idas.<br \/>\nPara estar seguro, a n\u00e3o ser que o sangramento tenha sido um evento \u00fanico, consulte um m\u00e9dico o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.<br \/>\nExamine suas fezes regularmente para verificar a presen\u00e7a de sangue.<\/p><\/blockquote>\n<p>Seu m\u00e9dico vai examin\u00e1-lo por fora e por dentro. O exame interno n\u00e3o \u00e9 doloroso, mesmo que o m\u00e9dico tenha de usar um instrumento (proctosc\u00f3pio) para ver melhor. Os especialistas nos hospitais poder\u00e3o examin\u00e1-lo com instrumentos mais longos (sigmoidosc\u00f3pios e colonosc\u00f3pios) Esses procedimentos tamb\u00e9m n\u00e3o devem causar dor. \u00c0s vezes vai ser preciso fazer um enema contrastado com b\u00e1rio.<\/p>\n<p>Fonte: www.hcpa.ufrgs.br<\/p>\n<h6>Hemorr\u00f3idas<\/h6>\n<h4>SANGRAMENTO RETAL<\/h4>\n<h4>\u00c9 normal?<\/h4>\n<p>N\u00e3o \u00e9 normal que o indiv\u00edduo elimine sangue, pouco ou muito, pelo orif\u00edcio retal, seja durante a evacua\u00e7\u00e3o ou fora dela.<\/p>\n<p><strong>Fuga e sentimento de vergonha <\/strong><\/p>\n<p>O que se sabe e se comprova, no trato com pacientes, \u00e9 que estes relutam por algum tempo em procurar o m\u00e9dico para esclarecer a causa deste sangramento e realizar o tratamento necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Uma das causas mais prov\u00e1veis desta fuga \u00e9 o pudor que a maioria das pessoas t\u00eam de expor ao m\u00e9dico determinadas \u00e1reas do corpo. Associa-se, ainda, o receio do tratamento das hemorr\u00f3idas.<\/p>\n<h4>Como \u00e9 o tratamento?<\/h4>\n<p>Os m\u00e9todos de tratamento, cir\u00fargico ou n\u00e3o, foram aperfei\u00e7oados de tal modo que j\u00e1 se pode afirmar, com seguran\u00e7a, que n\u00e3o existe o desconforto de anos anteriores. Um alto percentual de portadores de sangramento retal deixa de ir em busca de diagn\u00f3stico pelo receio de um tratamento que a tradi\u00e7\u00e3o gravou como doloroso ou demorado, o que no presente j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 verdadeiro.<\/p>\n<p>No caso da doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria, o tratamento tem se desenvolvido a tal ponto que a terap\u00eautica cir\u00fargica \u00e9 reservada, em geral, para os quadros mais avan\u00e7ados da doen\u00e7a.<\/p>\n<h4>Qual a causa da doen\u00e7a?<\/h4>\n<p>O sangramento retal \u00e9 causado por hemorr\u00f3idas ou pela ocorr\u00eancia de outras doen\u00e7as menos ou mais graves, entre as quais as patologias do orif\u00edcio retal; patologias do reto; patologias do intestino grosso. Todas elas podem ser de origem benigna ou maligna.<\/p>\n<h4>Sangramento retal \u00e9 sin\u00f4nimo de hemorr\u00f3idas?<\/h4>\n<p>N\u00e3o. \u00c9 importante saber que o sangramento n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de hemorr\u00f3idas e de que nem todas as hemorr\u00f3idas necessitam de tratamento cir\u00fargico ou apresentam sangramento.<\/p>\n<h4>Outras doen\u00e7as podem causar sangramento?<\/h4>\n<p><strong>Existem outras afec\u00e7\u00f5es que provocam sangramento retal:<\/strong> e<strong>xiste na configura\u00e7\u00e3o do orif\u00edcio retal uma regi\u00e3o chamada de zona denteada (linha pect\u00ednea), onde s\u00e3o encontradas algumas forma\u00e7\u00f5es diferenciadas:<\/strong> as criptas e as papilas anais. Processos patol\u00f3gicos, como infec\u00e7\u00f5es, podem se instalar nessas estruturas, causando dor e provocando pequenos sangramentos.<\/p>\n<p>Estas infec\u00e7\u00f5es podem evoluir, localizando-se em gl\u00e2ndulas que existem nesta \u00e1rea e determinando a forma\u00e7\u00e3o de um abcesso retal, com dor intensa. Sua drenagem espont\u00e2nea provoca elimina\u00e7\u00e3o de secre\u00e7\u00e3o purulenta que muitas vezes \u00e9 acompanhada de sangramento.<\/p>\n<p>O reto \u00e9 a \u00faltima por\u00e7\u00e3o do intestino grosso antes de chegar ao orif\u00edcio retal. Existem patologias do reto, tais como processos inflamat\u00f3rios ou pequenas massas (p\u00f3lipos), que podem determinar sangramento retal.<\/p>\n<p>Estas duas doen\u00e7as s\u00e3o bons exemplos de patologias que necessitam de exames especializados, a serem realizados, geralmente, em ambulat\u00f3rio; para chegar a estes diagn\u00f3sticos, \u00e9 necess\u00e1rio utilizar instrumental adequado que permita visualizar tais afec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h4>\u00c9 necess\u00e1rio fazer exames especiais?<\/h4>\n<p>Para as patologias inflamat\u00f3rias do reto, assim como para os p\u00f3lipos, uma vez confirmada a sua exist\u00eancia, o paciente precisa submeter-se a uma investiga\u00e7\u00e3o mais detalhada. Nessas duas situa\u00e7\u00f5es, \u00e9 necess\u00e1rio realizar-se um exame endosc\u00f3pico chamado colonoscopia.<\/p>\n<h4>Como tratar?<\/h4>\n<p>As doen\u00e7as inflamat\u00f3rias, inicialmente, s\u00e3o de tratamento cl\u00ednico. Este tratamento depende do tipo de inflama\u00e7\u00e3o, extens\u00e3o do comprometimento do intestino grosso e eventuais complica\u00e7\u00f5es, como por exemplo um estreitamento do intestino. Em qualquer caso, \u00e9 necess\u00e1rio o exame laboratorial de material a ser colhido na colonoscopia.<\/p>\n<p>A outra patologia citada, o p\u00f3lipo, pode ser \u00fanico ou m\u00faltiplo. Quando se apresentar apenas um ou em pequeno n\u00famero, eles s\u00e3o retirados durante o exame endosc\u00f3pico. Neste caso, a endoscopia serve n\u00e3o somente para fim diagn\u00f3stico como tamb\u00e9m terap\u00eautico, resolvendo-se o problema at\u00e9 se conhecer o resultado do exame laboratorial.<\/p>\n<h4>Pode se tornar mais grave?<\/h4>\n<p>\u00c9 importante saber que estas duas patologias citadas s\u00e3o inicialmente benignas mas podem, em uma fase mais adiantada, se tornarem malignas. Esta \u00e9 uma das raz\u00f5es pela qual o diagn\u00f3stico deve ser procurado sempre que houver os primeiros sinais de sangramento retal.<\/p>\n<p>Como todas outras doen\u00e7as, estas tamb\u00e9m s\u00e3o tratadas de forma bem mais eficaz se o diagn\u00f3stico for precoce.<\/p>\n<h4>C\u00e2ncer do intestino grosso<\/h4>\n<p>O c\u00e2ncer do intestino grosso tamb\u00e9m pode, em algumas situa\u00e7\u00f5es, mostrar sinais de exist\u00eancia atrav\u00e9s da elimina\u00e7\u00e3o de sangue pelo orif\u00edcio retal, durante a evacua\u00e7\u00e3o ou fora dela. \u00c9 uma doen\u00e7a bastante freq\u00fcente e, se tratada precocemente, tem um alto \u00edndice de cura.<\/p>\n<p><strong>Procure um m\u00e9dico <\/strong><\/p>\n<p>Ao surgir um quadro como o sangramento retal, o paciente dever\u00e1 procurar esclarecer logo sua causa (s\u00f3 ser\u00e1 urgente se o sangramento for abundante). O diagn\u00f3stico na fase inicial, via de regra, levar\u00e1 a um tratamento cl\u00ednico ou cir\u00fargico com melhores resultados. O indiv\u00edduo que tenha um sangramento retal n\u00e3o dever\u00e1 comparar seu caso com o que aconteceu com conhecidos, amigos ou familiares. Cada situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente, com causas espec\u00edficas que somente poder\u00e3o ser determinadas pelo exame realizado pelo m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, nem toda a igualdade de patologia determina a mesma evolu\u00e7\u00e3o terap\u00eautica e menos ainda o mesmo progn\u00f3stico. Os resultados s\u00e3o sempre individuais e n\u00e3o coletivos.<\/p>\n<p>Fonte: www.medicinal.com.br<\/p>\n<h6>Hemorr\u00f3idas<\/h6>\n<p>A <strong>doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria<\/strong> \u00e9 uma das queixas mais comuns da nossa civiliza\u00e7\u00e3o ocidental. Acredita-se que perto de 50% dos indiv\u00edduos acima de 50 anos j\u00e1 experimentaram algum tipo de queixa relacionada com a doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria. O problema pode ocorrer em qualquer idade e afetar ambos os sexos.<\/p>\n<h4>O que s\u00e3o Hemorr\u00f3idas?<\/h4>\n<p>Hemorr\u00f3idas s\u00e3o dilata\u00e7\u00f5es de vasos sang\u00fc\u00edneos que se situam na por\u00e7\u00e3o mais inferior do reto e no canal retal , chamadas de veias hemorroid\u00e1rias.<\/p>\n<p>Dependendo de sua localiza\u00e7\u00e3o, elas pode causar v\u00e1rios sintomas com intensidade vari\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Existem dois tipos de hemorr\u00f3idas:<\/strong> <strong>internas<\/strong> (loca- lizadas &#8220;dentro do canal retal &#8221; ) e <strong>externas<\/strong> ( &#8220;em volta do orif\u00edcio retal &#8220;).<\/p>\n<p>As i<strong>nternas<\/strong> ainda se classificam em graus; de acordo com a sua caracter\u00edstica em &#8220;sair atrav\u00e9s do orif\u00edcio retal &#8220;(prolapso) ou n\u00e3o e dificuldade em retorna-la ao seu local de origem(redu\u00e7\u00e3o). Assim sendo podem ser classificadas em 1\u00ba (sem prolapso), 2\u00ba (redu\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea), 3\u00ba (redu\u00e7\u00e3o manual) e 4\u00ba (sem redu\u00e7\u00e3o). Os sintomas ir\u00e3o depender da sua localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Quais os sintomas das hemorr\u00f3idas?<\/h4>\n<p>Os sintomas das hemorr\u00f3idas ir\u00e3o depender de sua localiza\u00e7\u00e3o. Se forem externas ocasionar\u00e3o sintomas como dor, ardor, prurido(coceira) e &#8220;caro\u00e7os&#8221; no orif\u00edcio retal . As internas causam sintomas de sangramento e prolapso \u00e0s evacua\u00e7\u00f5es e dificilmente doem.<\/p>\n<h4>Quais s\u00e3o as causas das hemorr\u00f3idas?<\/h4>\n<p>As causas da doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria s\u00e3o v\u00e1rias. Fatores alimentares, heredit\u00e1rios, higi\u00eanicos, gravidez e relacionado ao h\u00e1bito intestinal do indiv\u00edduo, principalmente desvios para o lado da constipa\u00e7\u00e3o intestinal (dificuldade para defecar com fezes ressecadas).<\/p>\n<h4>Todas as Hemorr\u00f3idas necessitam de cirurgia?<\/h4>\n<p>N\u00e3o. Apenas as hemorr\u00f3idas em graus avan\u00e7ados e com sintomas intensos e freq\u00fcentes necessitar\u00e3o de cirurgia. Se tratadas logo no in\u00edcio dos sintomas, a maioria n\u00e3o necessitar\u00e1 de cirurgia. Nestes casos tratamentos ambulatoriais como esclerose, ligadura el\u00e1stica ou infravermelho ou a simples regulariza\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito intestinal e a higieniza\u00e7\u00e3o adequada da regi\u00e3o retal ap\u00f3s a evacua\u00e7\u00e3o (lavar com \u00e1gua, sab\u00e3o neutro e secar) evitando-se o uso do &#8220;papel higi\u00eanico&#8221;, poder\u00e3o ser suficientes para controlar a doen\u00e7a. A cirurgia, em geral, s\u00f3 ser\u00e1 necess\u00e1ria para 10 \u00e0 20% dos casos.<\/p>\n<h4>Todo sangramento pelo orif\u00edcio retal \u00e9 devido \u00e0 hemorr\u00f3idas?<\/h4>\n<p>N\u00e3o. Praticamente todas as doen\u00e7as do reto e orif\u00edcio retal podem sangrar em algum momento. Fissuras anais, f\u00edstulas, p\u00f3lipos retais, inflama\u00e7\u00e3o no intestino, e principalmente, o c\u00e2ncer do reto, sangram da mesma maneira que as hemorr\u00f3idas, e o diagn\u00f3stico diferencial, s\u00f3 poder\u00e1 ser feito ap\u00f3s um exame proctol\u00f3gico completo.<\/p>\n<h4>As Hemorr\u00f3idas podem se transformar em c\u00e2ncer?<\/h4>\n<p>N\u00e3o. Mas os sintomas das hemorr\u00f3idas, principalmente a presen\u00e7a de sangramento, podem ser muito parecidos aos apresentados por pacientes com c\u00e2ncer do orif\u00edcio retal ou do reto.<\/p>\n<h4>Como \u00e9 a cirurgia para hemorr\u00f3idas?<\/h4>\n<p>A cirurgia para hemorr\u00f3idas, como j\u00e1 dito anteriormente, s\u00f3 est\u00e1 reservada para os casos mais avan\u00e7ados e consiste na retirada dos vasos hemorroid\u00e1rios doentes. Geralmente e na grande maioria das vezes n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio anestesia geral e com interna\u00e7\u00e3o hospitalar n\u00e3o superior \u00e0 24 horas. A dor p\u00f3s-operat\u00f3ria \u00e9 bem controlada com analg\u00e9sicos potentes. O repouso nos primeiros dias \u00e9 importante e a alimenta\u00e7\u00e3o normal \u00e9 iniciada cerca de 6 horas ap\u00f3s a cirurgia. O tempo de cicatriza\u00e7\u00e3o e de volta \u00e0s atividades usuais \u00e9 obtido ap\u00f3s 2 \u00e0 3 semanas de p\u00f3s-operat\u00f3rio.<\/p>\n<h4>As hemorr\u00f3idas podem voltar ap\u00f3s uma cirurgia?<\/h4>\n<p>O retorno de sintomas devidos \u00e0 hemorr\u00f3idas ap\u00f3s a sua remo\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 comum. Algumas vezes o doente apresenta outras doen\u00e7as ano-retais com sintomas semelhantes \u00e0 hemorr\u00f3idas e acredita que sua doen\u00e7a retornou. Nestes casos, s\u00f3 um especialista poder\u00e1 esclarecer ao doente, ap\u00f3s um exame apropriado.<\/p>\n<h4>Como saber se tenho hemorr\u00f3idas?<\/h4>\n<p>Se voc\u00ea apresentar quaisquer destes ou outros sintomas j\u00e1 mencionados, o \u00fanico modo de saber com certeza ser\u00e1 consultando um especialista e fazendo um exame proctol\u00f3gico completo. Jamais procure opini\u00f5es de pessoas n\u00e3o habilitadas como farmac\u00eauticos, vizinhos ou parentes. A demora em procurar um m\u00e9dico poder\u00e1 retardar o seu tratamento ou mesmo o diagn\u00f3stico de uma outra doen\u00e7a mais grave.<\/p>\n<h4>Quem \u00e9 o proctologista (Colo-proctologista)?<\/h4>\n<p>\u00c9 um cirurgi\u00e3o que se especializou no diagn\u00f3stico e tratamento das doen\u00e7as do c\u00f3lon, reto e orif\u00edcio retal .<\/p>\n<p>Fonte: www.hub.unb.br<\/p>\n<h6>Hemorr\u00f3idas<\/h6>\n<p>Doen\u00e7a relativamente comum que afeta mais da metade da popula\u00e7\u00e3o acima dos 30 anos de idade, cuja express\u00e3o mais ordin\u00e1ria \u00e9 o sangramento ou o prolapso.<\/p>\n<p>As <strong>HEMORR\u00d3IDAS<\/strong> s\u00e3o dilata\u00e7\u00f5es varicosas das veias anais e retais que\u00a0 comp\u00f5em os plexos veno-arteriolar chamados de plexos hemorroid\u00e1rios. O alargamento dos vasos desses plexos e a frouxid\u00e3o,\u00a0 conseq\u00fcente,do tecido que o sustenta forma os tufos ou mamilos hemorroid\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 dois tipos de hemorr\u00f3idas: <\/strong>internas e externas.<\/p>\n<p>Essa classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 feita de acordo com a localiza\u00e7\u00e3o das hemorr\u00f3idas.<\/p>\n<p>As\u00a0 <strong>HEMORR\u00d3IDAS EXTERNAS<\/strong> s\u00e3o as\u00a0 que se desenvolvem para fora do orif\u00edcio retal , ao redor dele, e \u00e9 recoberta pelo epit\u00e9lio de transi\u00e7\u00e3o entre a pele perianal e o revestimento do canal retal . O que caracteriza o epit\u00e9lio nessa regi\u00e3o \u00e9 sua inerva\u00e7\u00e3o sensitiva. Ou seja, a pele nesse local \u00e9 muito sens\u00edvel.<\/p>\n<p>Em geral, as hemorr\u00f3idas externas se expressam por\u00a0\u00a0 uma complica\u00e7\u00e3o\u00a0 muito peculiar que a \u00e9\u00a0 trombose (forma\u00e7\u00e3o de co\u00e1gulo sang\u00fc\u00edneo dentro dos vasos\u00a0 hemorroid\u00e1rios.<\/p>\n<p>Esse\u00a0 fen\u00f4meno \u00e9\u00a0 acompanhado de edema, raz\u00e3o pela qual\u00a0 a altera\u00e7\u00e3o \u00e9 sentida como um &#8220;caro\u00e7o&#8221; endurecido e muito doloroso, imediatamente para fora do orif\u00edcio retal . Via de regra, a hemorr\u00f3ida\u00a0 externa\u00a0 n\u00e3o sangra, a\u00a0 menos que\u00a0 haja\u00a0 ruptura da pele.<\/p>\n<p>AS\u00a0 <strong>HEMORR\u00d3IDAS INTERNAS<\/strong> se\u00a0 localizam para dentro do canal retal , na parte terminal do reto. Sangramento indolor e prolapso s\u00e3o as manifesta\u00e7\u00f5es mais comuns das hemorr\u00f3idas internas.<\/p>\n<p>No entanto, dor muito forte pode surgir quando elas saem para fora do orif\u00edcio retal e, estranguladas, n\u00e3o podem voltar para dentro do reto. Nessa situa\u00e7\u00e3o a dor \u00e9 intensa,\u00a0 seja devido a trombose ou ao edema.<\/p>\n<p><strong>AS HEMORR\u00d3IDAS N\u00c3O T\u00caM CAUSA CONHECIDA.<\/strong><\/p>\n<p>Admiti-se que a postura ereta do homem tenha contribu\u00eddo para o aparecimento de hemorr\u00f3idas na esp\u00e9cie.<\/p>\n<p><strong>Outros fatores associados, e que tamb\u00e9m s\u00e3o contribuintes, s\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<ul>\n<li>idade,<\/li>\n<li>constipa\u00e7\u00e3o intestinal ou diarr\u00e9ia cr\u00f4nica,<\/li>\n<li>gravidez, hereditariedade,<\/li>\n<li>uso excessivo de laxativos ou lavagens intestinais,<\/li>\n<li>esfor\u00e7o durante o momento da evacua\u00e7\u00e3o e tempo excessivo na privada.<\/li>\n<\/ul>\n<\/blockquote>\n<p>Qualquer que seja a causa, h\u00e1 perda de elasticidade com frouxid\u00e3o dos tecidos que sustentam os plexos hemorroid\u00e1rios provocando dilata\u00e7\u00e3o das veias, adelga\u00e7amento de suas paredes com f\u00e1cil rompimento e hemorragia. A\u00a0 evolu\u00e7\u00e3o desse processo facilita a protus\u00e3o dos mamilos, caracterizando os prolapsos das hemorr\u00f3idas.<\/p>\n<p><strong>A procid\u00eancia ou prolapso*, maior ou menor dos mamilos hemorroid\u00e1rios enseja a classifica\u00e7\u00e3o das hemorr\u00f3idas em graus: <\/strong><\/p>\n<p><strong>Grau I &#8211;<\/strong> quando os mamilos, durante o esfor\u00e7o defecat\u00f3rio n\u00e3o saem pelo canal retal<\/p>\n<p><strong>Grau II &#8211;<\/strong> quando os mamilos aparecem fora do canal retal e retornam espontaneamente, cessado o esfor\u00e7o<\/p>\n<p><strong>Grau III &#8211;<\/strong> quando ao mamilos saem e permanecem para fora, cessado o esfor\u00e7o. Nesses casos s\u00e3o necess\u00e1rias as manobras digitais para que os mamilos sejam recolocados para dentro do reto<\/p>\n<p><strong>Grau IV &#8211;<\/strong> e quando os mamilos descem espontaneamente independente de esfor\u00e7o ou n\u00e3o para evacu\u00e1-los.<\/p>\n<p><strong>OS SINAIS E SINTOMAS mais comum da doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria s\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<ul>\n<li>sangramento durante as evacua\u00e7\u00f5es,<\/li>\n<li>prolapso* &#8211; graus I. II. III, IV<\/li>\n<li>prurido na regi\u00e3o perianal,<\/li>\n<li>dor,<\/li>\n<li>sensa\u00e7\u00e3o de inc\u00f4modo no canal retal .<\/li>\n<\/ul>\n<\/blockquote>\n<h4>HEMORR\u00d3IDAS E C\u00c2NCER<\/h4>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nenhuma rela\u00e7\u00e3o entre HEMORR\u00d3IDAS e C\u00c2NCER.<\/p>\n<p>No entanto, os sinais e sintomas de hemorr\u00f3idas s\u00e3o muitos semelhantes ao do C\u00c2NCER do reto, particularmente o sangramento.<\/p>\n<p>Por isso, jamais se deve imputar \u00e0s hemorr\u00f3idas qualquer tipo de sangramento retal . O paciente com sangramento retal , antes de\u00a0 se automedicar ou aceitar orienta\u00e7\u00e3o, sem ser examinado, deve procurar um m\u00e9dico especialmente treinado no diagn\u00f3stico e tratamento das doen\u00e7as do reto e dos c\u00f3lons. Nesses\u00a0 casos, ver um proctologista \u00e9 a conduta mais correta.<\/p>\n<h4>TRATAMENTO<\/h4>\n<p>O TRATAMENTO das hemorr\u00f3idas depende exclusivamente dos sintomas. Se s\u00e3o leves, eles podem ser aliviados com mu dan\u00e7a do h\u00e1bito intestinal,principalmente dirigidos no sentido de melhorar as evacua\u00e7\u00f5es. Isso pode ser conseguido aumentando a ingest\u00e3o de fibras e l\u00edquidos na dieta para proporcionar evacua\u00e7\u00f5es mais suaves, de fezes menos consistentes, com\u00a0 me nos esfor\u00e7o, o\u00a0 que diminui\u00a0 a press\u00e3o sobre as\u00a0 hemorr\u00f3idas.<\/p>\n<p>Banhos\u00a0 de assento com \u00e1gua quente tamb\u00e9m\u00a0 s\u00e3o aliviadores.<\/p>\n<p><strong>Nos casos em\u00a0 que essas medidas falham, o melhor \u00e9 procurar o cirurgi\u00e3o especialista na \u00e1rea. Hemorr\u00f3idas maiores ou mais sintom\u00e1ticas, exigem tratamento mais agressivo, que podem ser feitos com: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<ul>\n<li><strong>Ligadura el\u00e1stica<\/strong>: esse procedimento funciona bem para certos graus do desenvolvimento hemorroid\u00e1rio. Mamilos bem individualizados e n\u00e3o muito grandes podem ser tratados com esse procedimento.<\/li>\n<li><strong>Inje\u00e7\u00e3o esclerosante<\/strong>: pequenos mamilos internos, que n\u00e3o prolapsam, mas\u00a0 que sangram com\u00a0 muita facilidade, podem ser esclerosados. O m\u00e9todo pode ser feito no consult\u00f3rio e \u00e9 praticamente indolor.<\/li>\n<li><strong>Hemorroidectomia:<\/strong> &#8211; opera\u00e7\u00e3o para remover as hemorr\u00f3idas &#8211; constitui-se no melhor tipo de tratamento das hemorr\u00f3idas porque remove permanentemente a doen\u00e7a.<\/li>\n<\/ul>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Esta indicado: <\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Quando h\u00e1 trombose hemorroid\u00e1ria freq\u00fcente bullet<br \/>\nQuando a ligadura falhou no tratamento bullet<br \/>\nQuando a procid\u00eancia \u00e9 mantida (n\u00e3o redut\u00edvel) bullet<br \/>\nQuando h\u00e1 hemorragia persistente, ou muito freq\u00fcente.<\/p><\/blockquote>\n<p>Esse procedimento deve ser feito com o paciente internado (a interna\u00e7\u00e3o pode ser m\u00ednima, como nas chamadas cirurgias am bulatoriais &#8211; o paciente interna na hora da cirurgia e sai, no mesmo dia, assim que se recupera do efeito da anestesia, em\u00a0\u00a0 geral 4 a 6 horas depois de sua aplica\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Outro tipo de excis\u00e3o cir\u00fargica \u00e9 com o LASER.<\/p>\n<p>Esse m\u00e9todo se\u00a0 difundiu, popularmente,\u00a0 mas\u00a0n\u00e3o oferece nenhuma vantagem ao paciente quando comparado com os m\u00e9todos cir\u00fargicos convencionais. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 muito\u00a0 caro e n\u00e3o \u00e9, como se pensa,\u00a0 menos doloroso.<\/p>\n<p>Existem outros m\u00e9todos que incluem o grampeamento circular, a crioterapia e a coagula\u00e7\u00e3o com infravermelho. Nenhum desses procedimentos, exceto o grampeamento circular, tem ganho aceita\u00e7\u00e3o plena por n\u00e3o ter trazido vantagens para o paciente.<\/p>\n<p>Fonte: www.inst-medicina.com.br<\/p>\n<h6>Hemorr\u00f3idas<\/h6>\n<p>Correspondem as veias canal retal e reto.<\/p>\n<p>Existem em maior ou menor grau em todas as pessoas, sendo a maioria assintom\u00e1tica.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia atual, em Coloproctologia, \u00e9 a de considerar como portadores da Doen\u00e7a Hemorroid\u00e1ria as pessoas em que a dilata\u00e7\u00e3o varicosa destas veias \u00e9 o suficiente para provocar algum sintoma.<\/p>\n<h4>Etiopatogenia<\/h4>\n<p>As <strong>hemorr\u00f3idas<\/strong> se formam com a congest\u00e3o e a hipertrofia progressivas das veias hemrroid\u00e1rias. O esfor\u00e7o evacuat\u00f3rio promove a congest\u00e3o das veias hemorroid\u00e1rias, que rapidamente se esvaziam ap\u00f3s a passagem das fezes.<\/p>\n<p>Como conseq\u00fc\u00eancia da constipa\u00e7\u00e3o intestinal, o esfor\u00e7o prolongado para a defeca\u00e7\u00e3o mant\u00e9m estas veias para fora do orif\u00edcio retal , agravando e acelerando o desenvolvimento das hemorr\u00f3idas; tamb\u00e9m ocorre durante a gravidez e nos halterofilistas pelo aumento da press\u00e3o intra-abdominal.<\/p>\n<p>A hereditariedade \u00e9 um fator importante na g\u00eanese das hemorr\u00f3idas, sendo comum observar o relato de v\u00e1rios casos em uma mesma fam\u00edlia.<\/p>\n<h4>Classifica\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p><strong>Internas &#8211;<\/strong> est\u00e3o localizadas dentro do canal retal e s\u00e3o revestidas por mucosa.<\/p>\n<p><strong>Externas <\/strong>&#8211; est\u00e3o localizadas fora do canal retal e s\u00e3o revestidas pela pele.<\/p>\n<p><strong>Mistas<\/strong> &#8211; associa\u00e7\u00e3o das internas e externas.<\/p>\n<p><strong>As hemorr\u00f3idas internas s\u00e3o classificadas em: <\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba grau &#8211;<\/strong> hemorr\u00f3idas internas que ao evacuar e aos esfor\u00e7os f\u00edsicos sangram sem exteriorizar-se pelo orif\u00edcio retal .<\/p>\n<p><strong>2\u00ba grau &#8211;<\/strong> hemorr\u00f3idas internas que ao evacuar e aos esfor\u00e7os f\u00edsicos sangram e exteriorizam-se pelo orif\u00edcio retal e retornam espontaneamente para o interior do orif\u00edcio retal cessando os esfor\u00e7os.<\/p>\n<p>3<strong>\u00ba grau &#8211;<\/strong> hemorr\u00f3idas internas que ao evacuar e aos esfor\u00e7os f\u00edsicos sangram e exteriorizam-se pelo orif\u00edcio retal , necessitando da redu\u00e7\u00e3o digital para o interior do orif\u00edcio retal .<\/p>\n<p><strong>4\u00ba grau &#8211;<\/strong> hemorr\u00f3idas internas que est\u00e3o permanentemente exteriorizadas sem a possibilidade de ser recolocados para o interior do orif\u00edcio retal .<\/p>\n<h4>Quadro cl\u00ednico<\/h4>\n<p><strong>Externas<\/strong><\/p>\n<p>Trombose hemorroid\u00e1ria externa &#8211; normalmente \u00e9 o sinal que leva o paciente ao m\u00e9dico &#8211; \u00e9 o aparecimento s\u00fabito de um n\u00f3dulo, de tamanho vari\u00e1vel, em torno do orif\u00edcio retal provocando uma dor de forte intensidade que melhora progressivamente at\u00e9 o 3\u00ba ou 4\u00ba dia, a partir dos quais o paciente s\u00f3 se sente incomodado e ocasionalmente, ocorre necrose da pele que o recobre redundando em sangramento perianal, que invariavelmente \u00e9 acompanhado de diminui\u00e7\u00e3o da dor local.<\/p>\n<p>Normalmente, a crise hemorroid\u00e1ria externa surge, em indiv\u00edduos predispostos, ap\u00f3s grande esfor\u00e7o f\u00edsico ou evacuat\u00f3rio (fezes ressecadas ou diarreicas).<\/p>\n<p><strong>Internas<\/strong><\/p>\n<p>Seu principal sintoma \u00e9 o sangramento que caracteristicamente ocorre durante e ap\u00f3s a defeca\u00e7\u00e3o, em geral de fezes s\u00f3lidas ou ressecadas.<\/p>\n<p>O sangue pode recobrir as fezes ou gotejar continuamente ap\u00f3s sua sa\u00edda e quando repetitivo pode ser causa de anemia. A exterioriza\u00e7\u00e3o pelo orif\u00edcio retal pode ou n\u00e3o ocorrer, ver a classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em geral, n\u00e3o se acompanha de dor, mas ocasionalmente, podem, ap\u00f3s apresentarem prolapso, ser aprisionadas pelo orif\u00edcio retal e evolu\u00edrem para o pseudo-estrangulamento hemorroid\u00e1rio (ou prolapso com trombose hemorroid\u00e1ria interna), afec\u00e7\u00e3o extremamente dolorosa e incapacitante.<\/p>\n<p>Com o prolapso costuma ocorrer o ac\u00famulo de secre\u00e7\u00e3o mucosa com res\u00edduos fecais que suja o orif\u00edcio retal e pode manchar as roupas \u00edntimas ou ser causa de coceira retal .<\/p>\n<p><strong>Mistas<\/strong><\/p>\n<p>Apresentam os sintomas das internas e externas.<\/p>\n<h4>Tratamento<\/h4>\n<p>Quando sintom\u00e1ticas indica-se algum tratamento al\u00e9m do cl\u00ednico, pela tend\u00eancia \u00e0 piora progressiva.<\/p>\n<p><strong>Cl\u00ednico<\/strong><\/p>\n<p>Basicamente trata-se a constipa\u00e7\u00e3o intestinal ou diarr\u00e9ia. Os preparados de uso t\u00f3pico parecem conferir algum al\u00edvio sintom\u00e1tico permitindo a programa\u00e7\u00e3o do tratamento proposto.<\/p>\n<h4>A trombose hemorroid\u00e1ria externa<\/h4>\n<p>Responde bem ao emprego de antiinflamat\u00f3rios n\u00e3o hormonais associadas a banhos de assento em \u00e1gua morna e pomadas que auxiliam \u00e0 absor\u00e7\u00e3o do trombo.<\/p>\n<p>Trombectomia (ex\u00e9rese cir\u00fargica do trombo) \u00e9 uma \u00f3tima op\u00e7\u00e3o pela simplicidade e r\u00e1pida resolu\u00e7\u00e3o do processo.<\/p>\n<p><strong>Ligadura de hemorr\u00f3idas com anel el\u00e1stico<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 tr\u00eas mamilos hemorroid\u00e1rios podem ser tratados numa \u00fanica consulta, com muito pouco desconforto. Um anel el\u00e1stico de borracha \u00e9 disparado sobre a base da hemorr\u00f3ida, de forma a estrangul\u00e1-lo e assim evoluir\u00e1 para a necrose e se destacar\u00e1, sendo eliminado, juntamente com o anel el\u00e1stico dentro de 7 a 10 dias.<\/p>\n<p>\u00c9 o tratamento atual de elei\u00e7\u00e3o para hemorr\u00f3idas de 1\u00b0 e 2\u00ba grau, que, com o seu advento, s\u00f3 s\u00e3o operadas em 20% dos casos.<\/p>\n<p><strong>Tratamento esclerosante<\/strong><\/p>\n<p>Consiste na inje\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es esclerosantes nas hemorr\u00f3idas o que provoca, ao cabo de alguns dias, a esclerose e a fixa\u00e7\u00e3o do tecido residual. Atualmente o tratamento esclerosante \u00e9 indicado para hemorr\u00f3idas de 1\u00ba grau que sangram.<\/p>\n<p><strong>Cir\u00fargico<\/strong><\/p>\n<p>A hemorroidectomia \u00e9 o tratamento mais eficaz no que diz respeito ao desaparecimento dos sintomas hemorroid\u00e1rios. N\u00e3o fossem o desconforto p\u00f3s-operat\u00f3rio (dor, produ\u00e7\u00e3o de secre\u00e7\u00f5es anais f\u00e9tidas, reten\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria) e as complica\u00e7\u00f5es que envolvem a ado\u00e7\u00e3o desta forma de terapia ela seria seguramente mais empregada do que \u00e9 atualmente.<\/p>\n<p><strong>Na t\u00e9cnica aberta <\/strong><\/p>\n<p>A mais consagrada e atualmente utilizada, as feridas resultantes da ex\u00e9rese das hemorr\u00f3idas s\u00e3o deixadas abertas para cicatrizar por segunda inten\u00e7\u00e3o o ocorre geralmente em 30 a 45 dias.<\/p>\n<p>Na t\u00e9cnica fechada, as hemorr\u00f3idas s\u00e3o retiradas e a pele e a mucosa do canal retal s\u00e3o reaproximadas com um chuleio cont\u00edneo de fio absorv\u00edvel sint\u00e9tico pouco reativo e quando n\u00e3o ocorre deisc\u00eancia cicatrizam por completo em 7 dias.<\/p>\n<p>Em qualquer t\u00e9cnica retira-se no m\u00e1ximo os tr\u00eas mamilos hemorroid\u00e1rios principais, tendo-se o cuidado de se deixar pontes cutaneo-mucosas interpostas entre as feridas, com no m\u00ednimo 1 cm de largura, para evitar a estenose retal p\u00f3s-operat\u00f3ria.<\/p>\n<h4>CUIDADOS P\u00d3S-OPERAT\u00d3RIOS<\/h4>\n<p><strong>Pseudoestrangulamento Hemorroid\u00e1rio:<\/strong> O prolapso hemorroid\u00e1rio interno com trombose \u00e9 uma afec\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica tanto no sentido visual, quanto no sentido sintom\u00e1tico, para o paciente por ele acometido, que repentinamente \u00e9 acometido de intensa dor retal e sa\u00edda profusa de secre\u00e7\u00e3o serossang\u00fc\u00ednea oriunda dos mamilos prolapsados e trombosados.<\/p>\n<p>Se o paciente puder contar com o concurso de um coloproctologista experiente, dever\u00e1 ser encaminhado para uma hemorroidectomia aberta de emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>Caso contr\u00e1rio, \u00e9 melhor que o processo seja &#8220;esfriado&#8221; (antiinflamat\u00f3rio oral, calor \u00famido local, repouso, amolecimento das fezes e eventualmente antibi\u00f3ticos em pessoas imunodeprimidas) com a melhora o paciente poder\u00e1 ser operado em 72 a 96 h ou programado para mais tarde.<\/p>\n<h4>Progn\u00f3stico<\/h4>\n<p>Hemorr\u00f3idas excisadas adequadamente por uma das t\u00e9cnicas de hemorroidectomia convencional n\u00e3o retornam. Outras hemorr\u00f3idas, no entanto, podem vir a se formar com o passar dos anos, \u00e0 semelhan\u00e7a das originais.<\/p>\n<p>\u00c9 bom que isto seja explicado ao paciente, pois o mesmo deve ser orientado a instituir os h\u00e1bitos que diminuem a tend\u00eancia \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de hemorr\u00f3idas e que foram citados acima.<\/p>\n<p>\u00c9 bem verdade, que n\u00e3o poderemos retirar a tend\u00eancia inata do paciente ao desenvolvimento da doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria ou desaconselhar uma gravidez numa paciente em idade f\u00e9rtil, mas devem ser aconselhados a evitar a constipa\u00e7\u00e3o, a controlar a diarr\u00e9ia, a instituir um h\u00e1bito intestinal saud\u00e1vel e a evitar atividades e atitudes que sabidamente s\u00e3o formadoras de hemorr\u00f3idas (halterofilismo, ficar na posi\u00e7\u00e3o de c\u00f3coras por per\u00edodos prolongados de tempo, etc).<\/p>\n<p>Fonte: derival.santos.vilabol.uol.com.br<\/p>\n<h6>Hemorr\u00f3idas<\/h6>\n<p><strong>Hemorr\u00f3ida<\/strong> \u00e9 uma das mais freq\u00fcentes e desconfort\u00e1veis desordens. S\u00e3o raramente s\u00e9rias, mas podem esconder um s\u00e9rio problema como o c\u00e2ncer de reto.<\/p>\n<p>Portanto a <strong>hemorr\u00f3ida<\/strong> requer um diagn\u00f3stico e tratamento apropriado. Hemorr\u00f3idas s\u00e3o veias dilatadas que ocorrem dentro e em volta do orif\u00edcio retal e reto.<\/p>\n<p>Elas podem ser externas (fora do orif\u00edcio retal) ou internas podendo exteriorizar-se para fora do orif\u00edcio retal. Em ambos os casos as hemorr\u00f3idas podem ser sentidas e vistas como uma pequena bexiga. As hemorr\u00f3idas internas tamb\u00e9m podem permanecer dentro do reto e n\u00e3o serem sentidas ou percebidas.<\/p>\n<h4>QUAIS S\u00c3O AS CAUSAS DA HEMORR\u00d3IDA?<\/h4>\n<p>O fator comum das hemorr\u00f3idas depende da posi\u00e7\u00e3o do corpo, em que todo o sangue acima do reto exerce uma press\u00e3o na \u00e1rea retal ou retal.<\/p>\n<p><strong>Outras condi\u00e7\u00f5es que contribuem s\u00e3o:<\/strong> intestino preso, diarr\u00e9ia, gravidez, obesidade, e especialmente esfor\u00e7o freq\u00fcente no momento da evacua\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m alguns pacientes n\u00e3o t\u00eam nenhuma das condi\u00e7\u00f5es acima e n\u00e3o desenvolvem a hemorr\u00f3ida.<\/p>\n<h4>QUAIS S\u00c3O AS COMPLICA\u00c7\u00d5ES?<\/h4>\n<p><strong>As hemorr\u00f3idas podem produzir muito desconforto, mas nenhum problema s\u00e9rio. &#8211; trombose e dor:<\/strong> um co\u00e1gulo de sangue dentro da hemorr\u00f3ida pode causar dor severa necessitando de aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica imediata.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Hemorragia:<\/strong> a hemorr\u00f3ida interna quando sangra apresenta sangramento no momento da evacua\u00e7\u00e3o vermelho vivo e indolor. <strong><br \/>\nCoceira e irrita\u00e7\u00e3o: <\/strong>a hemorr\u00f3ida externa pode provocar coceira, especialmente se a \u00e1rea est\u00e1 \u00famida e irritada.<\/p><\/blockquote>\n<h4>HEMORROIDA CAUSA C\u00c2NCER?<\/h4>\n<p>Hemorr\u00f3ida n\u00e3o desenvolve c\u00e2ncer. Entretanto a hemorr\u00f3ida e o c\u00e2ncer ambos podem causar hemorragia retal. Na verdade muitas desordens podem causar hemorragia retal. Quando a hemorragia retal ocorre acima dos 30 anos, e especialmente naqueles com mais de 50 anos, deve ser considerado um problema s\u00e9rio e um diagn\u00f3stico correto deve ser feito.<\/p>\n<h4>TRATAMENTO<\/h4>\n<p><strong>Na hemorr\u00f3ida interna o tratamento depende do grau da intensidade:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Grau I:<\/strong> N\u00e3o h\u00e1 exterioriza\u00e7\u00e3o da hemorr\u00f3ida com ou sem sangramento. <strong><br \/>\nGrau II: <\/strong>A hemorr\u00f3ida exterioriza-se no momento da evacua\u00e7\u00e3o, mas retorna para dentro do reto espontaneamente. <strong><br \/>\nGrau III:<\/strong> H\u00e1 exterioriza\u00e7\u00e3o da hemorr\u00f3ida e h\u00e1 necessidade de empurrar com a m\u00e3o para dentro do reto. <strong><br \/>\nGrau IV:<\/strong> Permanece constantemente exteriorizada.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>No 1\u00ba e 2\u00ba graus<\/strong>, utiliza-se a fotocoagula\u00e7\u00e3o infravermelho n\u00e3o necessitando de anestesia ou interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>No 3\u00ba grau<\/strong> &#8211; ligadura el\u00e1stica &#8211; \u00e9 um m\u00e9todo simples que \u00e9 usado um pequeno anel de borracha estrangulando a base da veia dilatada. A circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea \u00e9 interrompida e a hemorr\u00f3ida cai de 5 a 7 dias. Tamb\u00e9m \u00e9 realizada sem anestesia e sem interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>No 4\u00ba grau<\/strong> a indica\u00e7\u00e3o \u00e9 cir\u00fargica. Podendo ser realizada com anestesia local ou regional (raque ou peridural).<\/p>\n<h4>TRATAMENTO CONSERVADOR<\/h4>\n<blockquote><p><strong>1- <\/strong>Manter a regi\u00e3o retal limpa, usando sabonete e enxugando suavemente ap\u00f3s cada evacua\u00e7\u00e3o. <strong><br \/>\n2-<\/strong> Manter o orif\u00edcio retal e a hemorr\u00f3ida o mais seca poss\u00edvel, usando talco e um tecido macio para absorver a umidade.<strong><br \/>\n3- <\/strong>Comer alimentos ricos em fibras e cereais. Ambos ret\u00eam \u00e1gua no bolo fecal produzindo fezes de consist\u00eancia suave sendo mais f\u00e1ceis de passar e reduz a tend\u00eancia para desenvolver hemorr\u00f3idas. <strong><br \/>\n4-<\/strong> Evite esfor\u00e7o no momento da evacua\u00e7\u00e3o. <strong><br \/>\n5-<\/strong> Quando estiver com trombose e dor, fazer banho de assento com \u00e1gua quente por 10 a 20 min, 2 a 4 vezes diariamente para desinflamar a \u00e1rea e aliviar a dor.<\/p><\/blockquote>\n<h4>TRATAMENTO DE HEMORR\u00d3IDAS<\/h4>\n<p><strong>Existe dois tipos de hemorr\u00f3idas: <\/strong>internas e externas.<\/p>\n<blockquote><p>As <strong>externas<\/strong> s\u00e3o aquelas localizadas sob a pele da regi\u00e3o retal, ou seja, s\u00e3o vis\u00edveis a simples inspe\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As <strong>internas<\/strong> est\u00e3o dentro do cretal retal, portanto vis\u00edveis apenas com exame interno do reto, com um aparelho chamado p\u00e1ssaroc\u00f3pio.<\/p><\/blockquote>\n<p>Como as<strong> hemorr\u00f3idas<\/strong> externas est\u00e3o sob a pele, qualquer anormalidade a pessoa sente dor, coceira ou queima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As internas localizam-se acima do encontro do intestino com a pele da regi\u00e3o retal. Neste local n\u00e3o h\u00e1 praticamente termina\u00e7\u00e3o nervosa para dor.<\/p>\n<p>Portanto a hemorr\u00f3ida n\u00e3o d\u00f3i quando n\u00e3o h\u00e1 complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A hemorr\u00f3ida externa o tratamento costumeiramente \u00e9 feito com anestesia local, sem necessidade de interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A hemorr\u00f3ida interna depende do seu grau de intensidade:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Primeiro grau:<\/strong> eventualmente ou constantemente sangra no momento da evacua\u00e7\u00e3o. <strong><br \/>\nSegundo grau:<\/strong> primeiro grau+sa\u00edda da hemorr\u00f3ida (&#8220;bexiguinha&#8221;) que regride espontaneamente <strong><br \/>\nTerceiro grau: <\/strong>segundo grau+a hemorr\u00f3ida s\u00f3 volta para dentro com ajuda dos dedos.<strong><br \/>\nQuarto grau: <\/strong>a hemorr\u00f3ida n\u00e3o volta mesmo tentando empurrar para dentro do reto.<\/p><\/blockquote>\n<p>No primeiro e segundo grau, o tratamento \u00e9 feito com aparelho emissor de raio-infravermelho. Este raio provoca a coagula\u00e7\u00e3o e posterior cicatriza\u00e7\u00e3o e diminui\u00e7\u00e3o das hemorr\u00f3idas.<\/p>\n<p>O tratamento \u00e9 sem anestesia e realizado no consult\u00f3rio. A hemorr\u00f3ida no terceiro grau a terap\u00eautica consiste na ligadura el\u00e1stica. A ligadura el\u00e1stica \u00e9 a coloca\u00e7\u00e3o de um el\u00e1stico para estrangular a hemorr\u00f3ida. Tamb\u00e9m \u00e9 realizada sem anestesia. Costuma incomodar mais que a foto-coagula\u00e7\u00e3o. No quarto grau apenas a cirurgia \u00e9 o tratamento adequado.<\/p>\n<p><strong>Nota importante:<\/strong> n\u00e3o se iluda que todo sangramento retal \u00e9 hemorr\u00f3ida! Procure seu m\u00e9dico para melhor orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>PREVEN\u00c7\u00c3O<\/h4>\n<blockquote><p>Comer fibra, cereais ou usar medicamentos aumentando o volume do conte\u00fado fecal. &#8211; Quando tiver vontade de evacuar, procure n\u00e3o demorar para fazer.<br \/>\nExerc\u00edcios f\u00edsicos podem ajudar o funcionamento do intestino.<br \/>\nTomar bastante l\u00edquidos e comer regularmente nos hor\u00e1rios programados.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p>Hemorr\u00f3idas s\u00e3o uma desordem comum freq\u00fcentemente resolvidas pela pr\u00f3pria pessoa ou com tratamento m\u00ednimo.<\/p>\n<p>Tipicamente o tratamento \u00e9 simples e efetivo, embora ocasionalmente a cirurgia \u00e9 necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>A <strong>hemorr\u00f3ida<\/strong> pode esconder um problema s\u00e9rio como o c\u00e2ncer de reto e intestino e portanto deve ser avaliado e diagnosticado adequadamente.<\/p>\n<p>Fonte: www.gastroweb.com.br<\/p>\n<h6>Hemorr\u00f3idas<\/h6>\n<p>S\u00e3o tecidos edemaciados que cont\u00eam veias e que est\u00e3o localizados nas paredes do reto e do orif\u00edcio retal.<\/p>\n<p>As <strong>hemorr\u00f3idas<\/strong> podem inflamar, desenvolver um co\u00e1gulo sang\u00fc\u00edneo (trombo), sangrar ou podem tornar-se dilatadas e protuberantes.<\/p>\n<p>As <strong>hemorr\u00f3idas<\/strong> que permanecem no orif\u00edcio retal s\u00e3o denominadas hemorr\u00f3idas internas e aquelas que se projetam para fora do orif\u00edcio retal s\u00e3o denominadas hemorr\u00f3idas externas. Elas podem ser decorrentes do esfor\u00e7o repetido para evacuar e a constipa\u00e7\u00e3o pode fazer com que o esfor\u00e7o seja maior.<\/p>\n<p>As hepatopatias (doen\u00e7as do f\u00edgado) aumentam a press\u00e3o sang\u00fc\u00ednea na veia porta e, algumas vezes, acarretam a forma\u00e7\u00e3o de hemorr\u00f3idas.<\/p>\n<h4>Sintomas e Diagn\u00f3stico<\/h4>\n<p>Pode ocorrer sangramento, comumente ap\u00f3s uma evacua\u00e7\u00e3o, produzindo fezes com estrias de sangue ou manchando o papel higi\u00eanico.<\/p>\n<p>O sangue pode tornar a \u00e1gua do vaso sanit\u00e1rio vermelha. Entretanto, a quantidade de sangue normalmente \u00e9 pequena e as hemorr\u00f3idas raramente acarretam uma perda sang\u00fc\u00ednea importante ou anemia.<\/p>\n<p>Quando elas protruem do orif\u00edcio retal podem ter que ser reduzidas (colocadas no lugar) delicadamente com um dedo ou elas podem reduzir espontaneamente.<\/p>\n<p>Uma <strong>hemorr\u00f3ida<\/strong> pode aumentar de volume e ficar dolorida quando a sua superf\u00edcie \u00e9 friccionada com vigor ou quando ocorre a forma\u00e7\u00e3o de um co\u00e1gulo sang\u00fc\u00edneo em seu interior. Menos comumente, as hemorr\u00f3idas podem secretar muco e produzem uma sensa\u00e7\u00e3o de que o reto n\u00e3o foi totalmente esvaziado.<\/p>\n<p>O prurido (coceira) retal n\u00e3o \u00e9 um sintoma de hemorr\u00f3idas, mas ele pode ocorrer devido \u00e0 dificuldade de limpeza da regi\u00e3o. O m\u00e9dico pode diagnosticar imediatamente as hemorr\u00f3idas dolorosas e aumentadas de volume atrav\u00e9s do exame retal e retal. A anoscopia e a sigmoidoscopia auxiliam o m\u00e9dico a definir se o indiv\u00edduo apresenta uma condi\u00e7\u00e3o mais grave como, por exemplo, um tumor.<\/p>\n<h4>Tratamento<\/h4>\n<p>Normalmente, as hemorr\u00f3idas n\u00e3o exigem tratamento, exceto quando produzem sintomas.<\/p>\n<p>O uso de emolientes fecais ou de ps\u00edlio pode aliviar a constipa\u00e7\u00e3o e o esfor\u00e7o para evacuar que a acompanha.<\/p>\n<p>As hemorr\u00f3idas sangrantes s\u00e3o tratadas com uma inje\u00e7\u00e3o de uma subst\u00e2ncia que produz obstru\u00e7\u00e3o das veias com tecido cicatricial. Este procedimento \u00e9 denominado escleroterapia. As hemorr\u00f3idas internas de grande volume e as que n\u00e3o respondem \u00e0 escleroterapia s\u00e3o ligadas com faixas el\u00e1sticas.<\/p>\n<p>O procedimento, chamado ligadura el\u00e1stica, acarreta a atrofia da hemorr\u00f3ida e seu desprendimento sem dor.<\/p>\n<p>O tratamento \u00e9 aplicado a apenas uma hemorr\u00f3ida por vez, com intervalos de duas ou mais semanas. Podem ser necess\u00e1rios tr\u00eas a seis tratamentos.<\/p>\n<p>As hemorr\u00f3idas tamb\u00e9m podem ser destru\u00eddas com a utiliza\u00e7\u00e3o de um laser (destrui\u00e7\u00e3o a laser), de raios infravermelhos (fotocoagula\u00e7\u00e3o por infravermelho) ou de corrente el\u00e9trica (eletrocoagula\u00e7\u00e3o). Se outros tratamentos falharem, pode ser realizada uma cirurgia.<\/p>\n<p>Quando uma hemorr\u00f3ida com um co\u00e1gulo sang\u00fc\u00edneo causa dor, ela \u00e9 tratada com banhos de assento quentes (banhos no qual o indiv\u00edduo senta na \u00e1gua aquecida), pomadas anest\u00e9sicas de uso local ou compressas de hamam\u00e9lis. A dor e o edema normalmente diminuem ap\u00f3s um breve per\u00edodo e os co\u00e1gulos desaparecem em quatro a seis semanas.<\/p>\n<p>Alternativamente, o m\u00e9dico pode seccionar a veia e remover o co\u00e1gulo, em uma tentativa de aliviar rapidamente a dor.<\/p>\n<p>Fonte: www.msd-brazil.com<\/p>\n<h6>Hemorr\u00f3idas<\/h6>\n<p>A <strong>doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria<\/strong> \u00e9 a dilata\u00e7\u00e3o anormal das veias do canal retal. Esta dilata\u00e7\u00e3o ocorre, provavelmente, por um aumento do fluxo sang\u00fc\u00edneo da regi\u00e3o, e pela perda da fixa\u00e7\u00e3o destas veias \u00e0 parede do canal retal.<\/p>\n<p>Os sintomas da doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria s\u00e3o algumas das queixas mais comuns da civiliza\u00e7\u00e3o moderna, e acredita-se que pelo menos 50% dos indiv\u00edduos com idade acima dos 50 anos j\u00e1 tenha experimentado algum sintoma relacionado a hemorr\u00f3ida durante a vida.<\/p>\n<h4>Anatomia<\/h4>\n<p>O canal retal apresenta tr\u00eas mamilos hemorroid\u00e1rios, que s\u00e3o plexos venosos (conjunto de veias), respons\u00e1veis pela drenagem do sangue da regi\u00e3o retal. Estes mamilos tamb\u00e9m t\u00eam como fun\u00e7\u00e3o proteger o canal retal de algum trauma durante a evacua\u00e7\u00e3o, trabalhando como um amortecedor. Al\u00e9m disso, os mamilos s\u00e3o respons\u00e1veis por 15 a 20% da contin\u00eancia fecal, j\u00e1 que ocupam um espa\u00e7o importante no canal retal.<\/p>\n<p>A dilata\u00e7\u00e3o das veias destes mamilos \u00e9 conhecida como hemorr\u00f3ida.<\/p>\n<h4>Tipos de Hemorr\u00f3idas<\/h4>\n<p><strong>As hemorr\u00f3idas s\u00e3o classificadas de duas formas:<\/strong> quanto a sua localiza\u00e7\u00e3o (interna ou externa) e quanto ao seu grau (1\u00ba, 2\u00ba, 3\u00ba e 4\u00ba graus).<\/p>\n<p>As hemorr\u00f3idas externas s\u00e3o aquelas que surgem do plexo hemorroid\u00e1rio inferior, ou seja, est\u00e3o localizadas fora do canal retal. Estas hemorr\u00f3idas apresentam como sintoma mais comum a dor, geralmente causada por ulcera\u00e7\u00e3o ou trombose (forma\u00e7\u00e3o de um co\u00e1gulo dentro das veias).<\/p>\n<p>As hemorr\u00f3idas internas s\u00e3o aquelas que surgem do plexo hemorroid\u00e1rio superior, ou seja, ocorrem dentro do canal retal. Este tipo de hemorr\u00f3ida tem como sintomas principais o sangramento \u00e0s evacua\u00e7\u00f5es, o prolapso hemorroid\u00e1rio (sa\u00edda dos mamilos para fora do canal retal no momento da evacua\u00e7\u00e3o), ulcera\u00e7\u00e3o e trombose.<\/p>\n<p>A classifica\u00e7\u00e3o quanto ao grau da hemorr\u00f3ida \u00e9 utilizada apenas para as hemorr\u00f3idas internas, j\u00e1 que se relaciona ao prolapso hemorroid\u00e1rio. No entanto, esta classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente importante, pois \u00e9 nela que se baseia o tipo de tratamento que ser\u00e1 realizado, sendo este cl\u00ednico, ambulatorial ou cir\u00fargico.<\/p>\n<blockquote><p><strong>No Grau I,<\/strong> o paciente apresenta um aumento no n\u00famero e tamanho das veias hemorroid\u00e1rias, mas n\u00e3o h\u00e1 prolapso. <strong><br \/>\nNo Grau II,<\/strong> os mamilos hemorroid\u00e1rios se apresentam fora do canal retal no momento da evacua\u00e7\u00e3o, mas retornam espontaneamente para o dentro do canal retal.<strong><br \/>\nNo Grau III,<\/strong> tamb\u00e9m ocorre o prolapso hemorroid\u00e1rio, mas este necessita de ajuda manual para o seu retorno para o canal retal.<strong><br \/>\nO Grau IV <\/strong>apresenta um prolapso hemorroid\u00e1rio permanente e irredut\u00edvel, o que traz extremo desconforto ao paciente.<\/p><\/blockquote>\n<p>De acordo com esta classifica\u00e7\u00e3o, defino a conduta a ser tomada em meus pacientes. Para os pacientes com hemorr\u00f3ida grau I, adoto tratamento cl\u00ednico. Para os pacientes com graus II e III, utilizo procedimentos ambulatoriais, ou seja, realizados no pr\u00f3prio consult\u00f3rio no momento da consulta m\u00e9dica. Apenas no grau IV, h\u00e1 uma indica\u00e7\u00e3o formal de cirurgia. Sendo assim, tenho como rotina, sempre tentar oferecer um tratamento menos agressivo aos meus pacientes, deixando a cirurgia como a \u00faltima op\u00e7\u00e3o (com exce\u00e7\u00e3o do Grau IV, em que esta \u00e9 uma regra).<\/p>\n<h4>Exame<\/h4>\n<p><strong>O exame proctol\u00f3gico consiste de tr\u00eas passos:<\/strong> inspe\u00e7\u00e3o, toque retal e anuscopia. A inspe\u00e7\u00e3o retal \u00e9 a observa\u00e7\u00e3o externa do orif\u00edcio retal, e esta permite a visualiza\u00e7\u00e3o das hemorr\u00f3idas externas, assim como das hemorr\u00f3idas internas prolapsadas. O toque retal tem como objetivo a avalia\u00e7\u00e3o da musculatura do orif\u00edcio retal, denominada esf\u00edncter retal, al\u00e9m da avalia\u00e7\u00e3o de les\u00f5es do canal retal. A anuscopia \u00e9 um exame importante em que se introduz um aparelho (anusc\u00f3pio) no orif\u00edcio retal para a observa\u00e7\u00e3o interna do canal retal, e \u00e9 realizado em poucos segundos e sem dor quando procedido por m\u00e9dico habilitado.<\/p>\n<p>A colonoscopia (endoscopia do intestino grosso) n\u00e3o \u00e9 indicada para a avalia\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria. No entanto, em pacientes com mais de 50 anos e\/ou queixa de sangramento retal, principalmente em fam\u00edlias com hist\u00f3ria de c\u00e2ncer do intestino grosso, a colonoscopia deve ser realizada, independente do diagn\u00f3stico de hemorr\u00f3ida. A presen\u00e7a de hemorr\u00f3ida n\u00e3o exclui a possibilidade de c\u00e2ncer de intestino, e \u00e9 por isso que todas as pessoas com sangramento retal devem procurar um m\u00e9dico, j\u00e1 que este \u00e9 o profissional capaz de oferecer o diagn\u00f3stico e tratamento adequados.<\/p>\n<h4>Sintomas<\/h4>\n<p>Os sintomas mais comuns das hemorr\u00f3idas internas s\u00e3o o sangramento, o prolapso e a dor. O sangramento est\u00e1 associado \u00e0 evacua\u00e7\u00e3o, n\u00e3o misturado \u00e0s fezes e cor vermelho \u0093vivo\u0094. O prolapso hemorroid\u00e1rio, que \u00e9 a sa\u00edda dos mamilos hemorroid\u00e1rios no momento da evacua\u00e7\u00e3o, foi descrito detalhadamente na Classifica\u00e7\u00e3o. A dor \u00e9 um sintoma menos comum na hemorr\u00f3ida interna, e em geral est\u00e1 associado a trombose e a gangrena.<\/p>\n<p>As hemorr\u00f3idas externas apresentam como principais sintomas a dor e o abaulamento, principalmente, quando associados \u00e0 trombose. Este abaulamento se caracteriza por uma nodula\u00e7\u00e3o azulada ou vinhosa, e dolorosa ao toque. Dependendo do tamanho desta trombose externa, ela poder\u00e1 ser tratada clinicamente ou com excis\u00e3o (ressec\u00e7\u00e3o) local.<\/p>\n<h4>Tratamento Cl\u00ednico<\/h4>\n<p>O tratamento cl\u00ednico consiste de cuidados locais a orienta\u00e7\u00e3o com a dieta. Deve-se sempre lembrar que o tratamento dever ser prescrito por m\u00e9dico, ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o individual de cada caso. Localmente, o paciente dever\u00e1 realizar higiene retal somente com \u00e1gua, sem a utiliza\u00e7\u00e3o de papel higi\u00eanico, banhos de assento com \u00e1gua morna para que haja um efeito anti-inflamat\u00f3rio, e utilizar pomadas analg\u00e9sicas e anest\u00e9sicas. Nos casos com dor retal forte, os analg\u00e9sicos por via oral tamb\u00e9m podem ser utilizados.<\/p>\n<p>A dieta dever\u00e1 ser rica em fibras, para que as fezes se tornem mais pastosas, e desta forma, traumatizem menos a regi\u00e3o retal.<\/p>\n<h4>Tratamento Ambulatorial<\/h4>\n<p>O tratamento ambulatorial consiste na resolu\u00e7\u00e3o do quadro hemorroid\u00e1rio no consult\u00f3rio m\u00e9dico. Este tipo de tratamento traz como vantagens a comodidade de n\u00e3o necessitar de interna\u00e7\u00e3o hospitalar, a rapidez com que os procedimentos s\u00e3o realizados, os bons resultados, e a aus\u00eancia da dor p\u00f3s-operat\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Existem v\u00e1rias formas de tratamento ambulatorial para hemorr\u00f3idas internas:<\/strong> ligadura el\u00e1stica, escleroterapia (inje\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncia esclerosante), crioterapia (congelamento da hemorr\u00f3ida), coagula\u00e7\u00e3o infravermelha.<\/p>\n<p>Em meu consult\u00f3rio utilizo a ligadura el\u00e1stica como m\u00e9todo de escolha, j\u00e1 que este \u00e9 o procedimento ambulatorial mais aceito na literatura m\u00e9dica mundial para o tratamento do sangramento e do prolapso hemorroid\u00e1rios (graus I, II e III), al\u00e9m de ser mais efetivo e apresentar menor n\u00famero de complica\u00e7\u00f5es do que os outros m\u00e9todos ambulatoriais citados. A ligadura el\u00e1stica consiste na aplica\u00e7\u00e3o de um el\u00e1stico na regi\u00e3o dos mamilos hemorroid\u00e1rios, causando assim, a necrose e fixa\u00e7\u00e3o deste mamilo. Os resultados com a ligadura el\u00e1stica s\u00e3o t\u00e3o positivos, que h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o em 80% das indica\u00e7\u00f5es de cirurgia, ou seja, a cada dez pacientes, oito se beneficiar\u00e3o da ligadura el\u00e1stica.<\/p>\n<p>Segundo a literatura m\u00e9dica e a minha experi\u00eancia pessoal, o \u00edndice de satisfa\u00e7\u00e3o dos pacientes com a ligadura el\u00e1stica \u00e9 de 90%, sendo que a chance de cura em uma \u00fanica aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 de 60 a 70%. O m\u00e9todo tem esta grande aceita\u00e7\u00e3o por evitar a cirurgia, ser curativo, n\u00e3o necessitar de anestesia e ser eficiente.<\/p>\n<h4>Tratamento Cir\u00fargico<\/h4>\n<p>O tratamento cir\u00fargico \u00e9 realizado em Centro Cir\u00fargico, e o procedimento \u00e9 realizado sob anestesia. O tratamento cir\u00fargico consiste na ressec\u00e7\u00e3o do mamilos hemorroid\u00e1rios, e est\u00e1 indicado nas hemorr\u00f3idas internas Grau IV, nos casos em que as hemorr\u00f3idas internas est\u00e3o associadas \u00e0s externas, nos casos que evoluem com trombose hemorroid\u00e1ria (devido a dor intensa). Alguns casos em que os procedimentos ambulatoriais n\u00e3o se mostraram efetivos tamb\u00e9m devem ser submetidos a tratamento cir\u00fargico.<\/p>\n<p>A cirurgia pode ser realizada de duas maneiras, a t\u00e9cnica convencional ou a t\u00e9cnica com grampeador mec\u00e2nico. Na t\u00e9cnica convencional, os mamilos hemorroid\u00e1rios s\u00e3o ressecados, e os vasos que causavam o sangramento suturados (ligados). Na t\u00e9cnica com grampeador mec\u00e2nico, a hemorr\u00f3ida \u00e9 fixada no canal retal (hemorroidopexia), mas n\u00e3o h\u00e1 ressec\u00e7\u00e3o dos mamilos.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica convencional tem como vantagens poder ser aplicada em qualquer tipo de hemorr\u00f3ida, e ser o m\u00e9todo mais efetivo no tratamento da doen\u00e7a. No entanto tem como desvantagem a dor no per\u00edodo p\u00f3s-operat\u00f3rio. A t\u00e9cnica com grampeador mec\u00e2nico tem como principal vantagem causar pouca dor no per\u00edodo p\u00f3s-operat\u00f3rio, e como desvantagem ser restrita a alguns casos selecionados.<\/p>\n<p>No p\u00f3s-operat\u00f3rio o paciente realiza banhos de assento, utiliza pomadas analg\u00e9sicas\/anest\u00e9sicas, recebe analg\u00e9sicos potentes e faz dieta rica em fibras.<\/p>\n<p>Fonte: www.drfernandovalerio.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hemorr\u00f3idas, Tipo, Causa, Sintomas, O que \u00e9, Grau, Fotos, Interna, Externa, Preven\u00e7\u00e3o, Diagn\u00f3stico, Complica\u00e7\u00f5es, Cirurgia, Tratamento, 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