{"id":32798,"date":"2016-05-20T16:56:22","date_gmt":"2016-05-20T16:56:22","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=32798"},"modified":"2016-05-20T17:02:38","modified_gmt":"2016-05-20T17:02:38","slug":"cancer-de-colo-do-utero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/saude-e-bem-estar\/saude\/cancer-de-colo-do-utero","title":{"rendered":"C\u00e2ncer de Colo do \u00datero"},"content":{"rendered":"<p>No Brasil, estima-se que o <strong>c\u00e2ncer do colo do \u00fatero<\/strong> seja      o segundo mais comum na popula\u00e7\u00e3o feminina, s\u00f3 sendo superado pelo de mama.      Este tipo de c\u00e2ncer representa 15% de todos os tumores malignos em mulheres.<\/p>\n<p>\u00c9 uma doen\u00e7a que pode ser prevenida, estando diretamente vinculada ao grau      de subdesenvolvimento do pa\u00eds. <\/p>\n<p>De acordo com as Estimativas sobre Incid\u00eancia e Mortalidade por C\u00e3ncer do      Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA), o c\u00e2ncer de colo do \u00fatero foi respons\u00e1vel      pela morte de 6.900 mulheres no Brasil em 1999. Para 2000, estima-se 3.625      novos \u00f3bitos. <\/p>\n<p>As estimativas apontam, nesse ano, para o diagn\u00f3stico de 17.251 novos casos.      Isto representa um coeficiente de 20,48 novos casos de c\u00e2ncer do colo do \u00fatero      para cada 100.000 habitantes do sexo feminino. <\/p>\n<h4>Fatores de Risco <\/h4>\n<p>V\u00e1rios s\u00e3o os fatores de risco identificados para o c\u00e2ncer do colo do \u00fatero.      Os fatores sociais, ambientais e os h\u00e1bitos de vida, tais como baixas condi\u00e7\u00f5es      s\u00f3cio-econ\u00f4micas, atividade sexual antes dos 18 anos de idade, pluralidade      de parceiros sexuais, v\u00edcio de fumar (diretamente relacionado \u00e0 quantidade      de cigarros fumados), parcos h\u00e1bitos de higiene e o uso prolongado de contraceptivos      orais s\u00e3o os principais. <\/p>\n<p>Estudos recentes mostram ainda que o v\u00edrus do papiloma humano (HPV) e o Herpesv\u00edrus      Tipo II (HSV) t\u00eam papel importante no desenvolvimento da displasia das c\u00e9lulas      cervicais e na sua transforma\u00e7\u00e3o em c\u00e9lulas cancerosas. O v\u00edrus do papiloma      humano (HPV) est\u00e1 presente em 94% dos casos de c\u00e2ncer do colo do \u00fatero. <\/p>\n<h4>Preven\u00e7\u00e3o <\/h4>\n<p>Apesar do conhecimento cada vez maior nesta \u00e1rea, a abordagem mais efetiva      para o controle do c\u00e2ncer do colo do \u00fatero continua sendo o rastreamento atrav\u00e9s      do exame preventivo. <\/p>\n<p>\u00c9 fundamental que os servi\u00e7os de sa\u00fade orientem sobre o que \u00e9 e qual a import\u00e2ncia      do exame preventivo, pois a sua realiza\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica permite reduzir em 70%      a mortalidade por c\u00e2ncer do colo do \u00fatero na popula\u00e7\u00e3o de risco. <\/p>\n<p>O Instituto Nacional de C\u00e2ncer, por interm\u00e9dio do Pro-Onco (Coordenadoria      de Programas de Controle de C\u00e2ncer) tem realizado diversas campanhas educativas      para incentivar o exame preventivo tanto voltadas para a popula\u00e7\u00e3o quanto      para os profissionais da sa\u00fade. <\/p>\n<h4>Exame Preventivo <\/h4>\n<p>O exame preventivo do c\u00e2ncer do colo do \u00fatero &#8211; conhecido popularmente como      exame de Papanicolaou &#8211; \u00e9 indolor, barato e eficaz, podendo ser realizado      por qualquer profissional da sa\u00fade treinado adequadamente, em qualquer local      do pa\u00eds, sem a necessidade de uma infra-estrutura sofisticada. <\/p>\n<p>Ele consiste na coleta de material para exame, que \u00e9 tr\u00edplice, ou seja, da      parte externa do colo (ectoc\u00e9rvice), da parte interna do colo (endoc\u00e9rvice)      e do fundo do saco posterior do \u00f3rg\u00e3o genital feminino. <\/p>\n<p>O material coletado \u00e9 afixado em l\u00e2mina de vidro, corado pelo m\u00e9todo de Papanicolau      e, ent\u00e3o, examinado ao microsc\u00f3pio. <\/p>\n<p>Para a coleta do material introduz-se um esp\u00e9culo vaginal e procede-se \u00e0      escama\u00e7\u00e3o ou esfolia\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie do colo e da \u00f3rg\u00e3o genital feminino      com uma esp\u00e1tula de madeira. Em mulheres gr\u00e1vidas, deve-se evitar a coleta      endocervical. <\/p>\n<p>A fim de garantir a efic\u00e1cia dos resultados, a mulher deve evitar rela\u00e7\u00f5es      sexuais um dia antes do exame, n\u00e3o usar duchas, medicamentos vaginais ou anticoncepcionais      locais nos tr\u00eas dias anteriores ao exame e n\u00e3o submeter-se ao exame durante      o per\u00edodo menstrual. <\/p>\n<h4>Quando Fazer o Preventivo? <\/h4>\n<p>Toda mulher com vida sexual ativa deve submeter-se a exame preventivo peri\u00f3dico,      dos 20 aos 60 anos de idade. Inicialmente o exame deve ser feito a cada ano.      Se dois exames anuais seguidos apresentarem resultado negativo para displasia      ou neoplasia, o exame pode passar a ser feito ent\u00e3o a cada tr\u00eas anos. <\/p>\n<p><strong>O exame tamb\u00e9m deve ser feito nas seguintes eventualidades:<\/strong>      per\u00edodo menstrual prolongado, al\u00e9m do habitual, sangramentos vaginais entre      dois per\u00edodos menstruais, ou ap\u00f3s rela\u00e7\u00f5es sexuais ou lavagens vaginais. <\/p>\n<p>O exame deve ser feito dez ou vinte dias ap\u00f3s a menstrua\u00e7\u00e3o, pois a presen\u00e7a      de sangue pode alterar o resultado. Mulheres gr\u00e1vidas tamb\u00e9m podem realizar      o exame.<\/p>\n<p>Neste caso, s\u00e3o coletadas amostras do fundo-de-saco \u00f3rg\u00e3o genital feminino      posterior e da ectoc\u00e9rvice, mas n\u00e3o da endoc\u00e9rvice, para n\u00e3o estimular contra\u00e7\u00f5es      uterinas. <\/p>\n<h4>Sintomas <\/h4>\n<p>Quando n\u00e3o se faz preven\u00e7\u00e3o e o c\u00e2ncer do c\u00f3lo do \u00fatero n\u00e3o \u00e9 diagnosticado      em fase inicial, ele progredir\u00e1, ocasionando sintomas. Os principais sintomas      do c\u00e2ncer do colo do \u00fatero j\u00e1 localmente invasivo s\u00e3o o sangramento no in\u00edcio      ou no fim da rela\u00e7\u00e3o sexual e a ocorr\u00eancia de dor durante a rela\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Fonte:  www.infocancer.hpg.ig.com.br<\/p>\n<h6>C\u00e2ncer de Colo do \u00datero<\/h6>\n<p>O <strong>c\u00e2ncer de colo uterino<\/strong>, atualmente, \u00e9 diagnosticado em      75% dos casos em sua fase precoce. Mesmo assim, segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade,      17600 novos casos de cancer de colo uterino invasivo s\u00e3o estimados para o      ano de 2002. <\/p>\n<p>A regi\u00e3o brasileira que mais contribuiu para o da doen\u00e7a no Brasil \u00e9 a Sudeste,      devido a maior densidade demografica.<\/p>\n<p>Essa regi\u00e3o, \u00e9 responsavel por 47,10% dos novos casos de cancer do colo uterino      no Brasil. Em seguida, vem a regi\u00e3o Nordeste, com 21,76%. As regi\u00f5es Sul,      Centro-oeste e Norte responsaveis por 14,54%, 10,23% e 6,37% de novos casos.    <\/p>\n<p>A multiplicidade de parceiros, monogamia com parceiros n\u00e3o monog\u00e2micos, fumo,      dieta, uso prolongado de anticoncepcional oral, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis      em particular o HPV (Papiloma V\u00edrus Humano), uso de drogas imunossupressoras      e doen\u00e7as que levam a diminui\u00e7\u00e3o da imunidade, s\u00e3o fatores que agem direta      ou indiretamente sobre o epit\u00e9lio do colo uterino levando a pequenas altera\u00e7\u00f5es      que, com o passar do tempo, se n\u00e3o tratadas, podem levar ao c\u00e2ncer do colo      do \u00fatero. Nestas altera\u00e7\u00f5es iniciais a mulher n\u00e3o apresenta qualquer sintoma.<\/p>\n<p>O inicio da preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer ginecol\u00f3gico deve ser realizada quando a      mulher come\u00e7ar a ter vida sexual ativa. <\/p>\n<p>De acordo com o m\u00e9dico ginecologista Paulo Cunha Giraldes, membro do corpo      clinico do Hospital Israelita Albert Einstein, \u00e9 preciso orientar e educar      a mulher para a vida sexual, pois a multiplicidade de parceiros assim com      aquelas mulheres monog\u00e2micas com parceiros n\u00e3o monog\u00e2micos est\u00e3o mais suscept\u00edveis      de contrair doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, principalmente o HPV. <\/p>\n<p>A transmiss\u00e3o do HPV \u00e9 essencialmente sexual, sendo transmitido mesmo com      uso de preservativo. O HPV n\u00e3o tem sintomas e \u00e9 mais incidente em mulheres      entre 20 e 23 anos de idade. <\/p>\n<p>Apresentam a capacidade de regress\u00e3o espont\u00e2nea em 60% dos casos e 14% persistem      podendo evoluir com altera\u00e7\u00f5es celulares. Est\u00e3o presente em 40% das mulheres      com idade abaixo dos 35 anos, sendo que em mulheres acima de 35 anos somente      de 5 a 10% apresentam infec\u00e7\u00e3o persistente por v\u00edrus de alto risco oncog\u00eanico.<\/p>\n<p>\u0093Alguns tipos do HPV parece ter capacidade carcinog\u00eanica sendo um dos      precursores do c\u00e2ncer cervical e est\u00e3o presentes em aproximadamente 90% das      les\u00f5es pr\u00e9-invasivas. <\/p>\n<p>Atualmente, se compararmos o c\u00e2ncer do colo uterino com o de pulm\u00e3o verificaremos      que a rela\u00e7\u00e3o HPV\/C\u00e2ncer cervical \u00e9 maior que a rela\u00e7\u00e3o Fumo\/C\u00e2ncer de pulm\u00e3o\u0094,      afirma Giraldes. <\/p>\n<p>A mulher precisa realizar anualmente o exame preventivo, conhecido como Exame      de Papanicolaou. A t\u00e9cnica de colheita \u00e9 simples e indolor.<\/p>\n<p>Quando o exame de Papanicolaou apresenta-se normal a mulher \u00e9 orientada a      repetir o exame em um ano. Nos casos em que o resultado do exame apresenta-se      alterado deve-se complementar a pesquisa com o exame de colposcopia e quando      se observa uma les\u00e3o suspeita, a biopsia torna-se necess\u00e1ria. <\/p>\n<p>O tratamento destas les\u00f5es est\u00e1 relacionado ao resultado da biopsia, sendo      na maioria das vezes tratamentos curativos e pouco invasivos, principalmente      nas mulheres que fazem os exames de preven\u00e7\u00e3o do colo uterino periodicamente.<\/p>\n<p>Quando o c\u00e2ncer de colo uterino j\u00e1 est\u00e1 instalado, \u00e9 preciso realizar o estadiamento      e tratamento da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Fonte:  www.lincx.com.br<\/p>\n<h6>C\u00e2ncer de Colo do \u00datero<\/h6>\n<h4><strong>O que \u00e9<\/strong>\u00a0<\/h4>\n<p><strong>O colo do \u00fatero \u00e9 a parte mais baixa e estreita do \u00fatero, \u00f3rg\u00e3o do      aparelho reprodutor feminino que tem duas partes:<\/strong> o corpo do \u00fatero      (onde o beb\u00ea se desenvolve) e o colo, que liga o \u00fatero ao \u00f3rg\u00e3o genital feminino.\u00a0<\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de colo de \u00fatero, tamb\u00e9m chamado de c\u00e2ncer cervical, tem in\u00edcio      no tecido que reveste esta regi\u00e3o; e se desenvolve lentamente. Primeiramente,      algumas c\u00e9lulas normais se transformam em c\u00e9lulas pr\u00e9-cancerosas e, mais tarde,      em cancerosas.<\/p>\n<p>Esse processo pode levar anos, embora em alguns raros casos seja acelerado.      Tais altera\u00e7\u00f5es recebem v\u00e1rios nomes, entre eles displasia. Em algumas mulheres,      elas desaparecem sem necessidade de tratamento, mas geralmente exigem tratamento      para que n\u00e3o se transformem em c\u00e2ncer.<\/p>\n<h4><strong>Tipos de c\u00e2ncer<\/strong><\/h4>\n<p><strong>H\u00e1 dois tipos principais de c\u00e2ncer de colo do \u00fatero: <\/strong>os      carcinomas de c\u00e9lulas escamosas &#8211; que representam entre 80% e 90% dos casos      &#8211; e os adenocarcinomas, de 10% a 20% do total.<\/p>\n<p>A incid\u00eancia de <strong>c\u00e2ncer de colo de \u00fatero<\/strong> \u00e9 muito alta nos      pa\u00edses pobres e em desenvolvimento e vem caindo nos pa\u00edses desenvolvidos.      A principal raz\u00e3o \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o regular de exames preventivos, sobretudo      o Papanicolaou, que detecta a doen\u00e7a em seus est\u00e1gios iniciais, aumentando      assim as chances de sucesso do tratamento. Nos pa\u00edses pobres e em desenvolvimento,      por\u00e9m, o acesso ao exame ainda \u00e9 problem\u00e1tico, o que explica a alta incid\u00eancia      da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 um dos recordistas mundiais em incid\u00eancia de c\u00e2ncer de colo de      \u00fatero e apenas este ano estima-se a ocorr\u00eancia de 20 mil novos casos, o que      significa o terceiro c\u00e2ncer mais comum entre as brasileiras, atr\u00e1s apenas      do de pele e de mama. Nos EUA, as estat\u00edsticas d\u00e3o conta de cerca de 9.700      casos da forma invasiva e mais grave da doen\u00e7a.<\/p>\n<h4>Diagn\u00f3stico<\/h4>\n<p>Les\u00f5es pr\u00e9-cancerosas (ou mesmo o c\u00e2ncer de colo de \u00fatero em seus est\u00e1gios      iniciais) geralmente n\u00e3o apresentam sintomas. Estes s\u00f3 aparecem nos casos      mais avan\u00e7ados. <\/p>\n<p><strong>E o aparecimento de qualquer dos sintomas a seguir deve ser comunicado      ao m\u00e9dico:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Aparecimento de secre\u00e7\u00e3o, corrimento ou sangramento \u00f3rg\u00e3o genital femininol        incomum<br \/>\n       Sangramento leve, fora do per\u00edodo menstrual<br \/>\n       Sangramento ou dor ap\u00f3s a rela\u00e7\u00e3o sexual, ducha \u00edntima ou exame ginecol\u00f3gico<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Esses sintomas n\u00e3o significam que a mulher tem c\u00e2ncer; podem indicar v\u00e1rios      outros problemas. Mas revelam que \u00e9 preciso consultar um m\u00e9dico. <\/p>\n<p><strong>Se ele suspeitar de les\u00e3o pr\u00e9-cancerosa ou de c\u00e2ncer, poder\u00e1 pedir      novos exames, entre eles:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Colposcopia:<\/strong> esse exame permite examinar o colo do \u00fatero        atrav\u00e9s de um aparelho chamado colposc\u00f3pio, que se assemelha a um par de        bin\u00f3culos. Ele produz uma imagem ampliada entre 10 a 40 vezes, permitindo        que o m\u00e9dico identifique les\u00f5es impercept\u00edveis a olho nu e que podem, ent\u00e3o,        ser cauterizadas.<strong><br \/>\n       Bi\u00f3psia:<\/strong> remo\u00e7\u00e3o de uma amostra de tecido, que ser\u00e1 analisada ao        microsc\u00f3pio para ver se h\u00e1 c\u00e9lulas cancerosas.<strong><br \/>\n       Cistoscopia:<\/strong> esse exame \u00e9 feito para verificar se o c\u00e2ncer atingiu        a bexiga. O cistosc\u00f3pio, um instrumento pequeno, \u00e9 introduzido na uretra        para que o m\u00e9dico observe o interior da bexiga. Se ele suspeitar de alguma        les\u00e3o, pode remover uma amostra de tecido e enviar para bi\u00f3psia.<strong><br \/>\n       Retossigmoidoscopia flex\u00edvel:<\/strong> \u00e9 o exame que permite verificar se        o c\u00e2ncer atingiu o reto. Nesse procedimento, um tubo flex\u00edvel \u00e9 introduzido        pelo orif\u00edcio retal, para observar o reto e parte do c\u00f3lon.<strong><br \/>\n       Raio-X de t\u00f3rax:<\/strong> este exame \u00e9 realizado para ver se o c\u00e2ncer atingiu        os pulm\u00f5es.<strong><br \/>\n       Exames por imagem:<\/strong> tomografia computadorizada, tomografia por emiss\u00e3o        de p\u00f3sitrons (PET-CT) ou resson\u00e2ncia magn\u00e9tica s\u00e3o exames que podem ser        utilizados para verificar se o c\u00e2ncer se espalhou para outros \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Fatores de Risco e Preven\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Fator de risco \u00e9 qualquer coisa que aumente as chances de uma pessoa desenvolver      determinada doen\u00e7a. <\/p>\n<p><strong>Alguns, como o cigarro, por exemplo, podem ser evitados, outros,      como a idade, n\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Infec\u00e7\u00e3o por HPV<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o mais importante fator de risco. O HPV (papilomav\u00edrus humano) \u00e9 uma fam\u00edlia      de mais de 100 tipos de v\u00edrus, que causam verrugas. Alguns HPVs causam verrugas      genitais (condiloma), e outros, c\u00e2ncer de colo de \u00fatero, os chamados HPVs      de alto risco. Os HPVs s\u00e3o transmitidos sexualmente e o risco de infec\u00e7\u00e3o      \u00e9 maior em quem tem in\u00edcio precoce da vida sexual e mant\u00e9m rela\u00e7\u00f5es sexuais      sem prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O risco \u00e9 maior tamb\u00e9m entre as mulheres que t\u00eam m\u00faltiplos parceiros ou que      mant\u00eam rela\u00e7\u00f5es com homens que t\u00eam v\u00e1rias parceiras. Atualmente, n\u00e3o existe      cura ou tratamento para o HPV que causa altera\u00e7\u00f5es nas c\u00e9lulas do colo do      \u00fatero, mas, geralmente, a infec\u00e7\u00e3o desaparece sem tratamento. Ela \u00e9 mais comum      em mulheres jovens, com menos de 30 anos, mas n\u00e3o se sabe por qu\u00ea. <\/p>\n<p>O teste de Papanicolaou detecta altera\u00e7\u00f5es nas c\u00e9lulas provocadas pelo HPV      e, embora n\u00e3o haja tratamento para a infec\u00e7\u00e3o, o crescimento celular anormal      que ele provoca pode e deve ser tratado. Embora seja o mais importante fator      de risco para o c\u00e2ncer de colo de \u00fatero, a maioria das mulheres infectadas      n\u00e3o vai desenvolver a doen\u00e7a. Acredita-se que outros fatores tamb\u00e9m desempenhem      papel importante para o aparecimento da doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Fumo<\/strong><\/p>\n<p>Mulheres fumantes t\u00eam duas vezes mais chance de ter c\u00e2ncer de colo de \u00fatero      em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s que n\u00e3o fumam. A fuma\u00e7a do cigarro produz compostos qu\u00edmicos      que podem danificar o DNA das c\u00e9lulas do colo do \u00fatero e aumentar o risco      de o c\u00e2ncer se desenvolver.<\/p>\n<p><strong>Infec\u00e7\u00e3o por HIV<\/strong><\/p>\n<p>O v\u00edrus da Aids tamb\u00e9m pode ser um fator de risco, na medida em que enfraquece      as defesas do organismo e reduz sua capacidade de combater o v\u00edrus e o c\u00e2ncer      em seus est\u00e1gios iniciais.<\/p>\n<p><strong>Infec\u00e7\u00e3o por clam\u00eddia<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma infec\u00e7\u00e3o, sexualmente transmitida, bastante comum e que a maioria das      mulheres s\u00f3 descobre no exame de Papanicolaou. Alguns estudos indicam que      mulheres que t\u00eam ou tiveram clam\u00eddia correm maior risco de ter c\u00e2ncer de colo      de \u00fatero.<\/p>\n<p><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Uma dieta rica em frutas, verduras e legumes diminui o risco de c\u00e2ncer de      colo de \u00fatero e de outros c\u00e2nceres. Mulheres com excesso de peso tamb\u00e9m apresentam      risco aumentado.<\/p>\n<p><strong>Dietilstilbestrol (DES)<\/strong><\/p>\n<p>Esse horm\u00f4nio foi usado entre 1940 e 1970 em mulheres com risco de aborto      espont\u00e2neo, mas suas filhas apresentam risco maior de ter c\u00e2ncer do \u00f3rg\u00e3o      genital feminino e colo de \u00fatero.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico familiar<\/strong><\/p>\n<p>Estudos recentes mostram que mulheres cujas m\u00e3es ou irm\u00e3s tiveram c\u00e2ncer      de colo de \u00fatero correm maior risco de desenvolver a doen\u00e7a, talvez porque      seus sistemas imunol\u00f3gicos tenham capacidade menor de combater o HPV.<\/p>\n<p><strong>Fatores de risco<\/strong><\/p>\n<p>As adolescentes podem reduzir o risco da doen\u00e7a retardando o in\u00edcio da sua      vida sexual. J\u00e1 as mulheres de todas as idades tendo um n\u00famero menor de parceiros      e\/ou evitando aqueles de vida sexual prom\u00edscua. Nem sempre o HPV provoca o      aparecimento de condilomas vis\u00edveis, portanto, nem sempre \u00e9 poss\u00edvel saber      se o parceiro \u00e9 portador de HPV ou n\u00e3o.<\/p>\n<h4>Preven\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>A maioria dos tumores de colo de \u00fatero pode ser evitada atrav\u00e9s da preven\u00e7\u00e3o      e controle dos fatores de risco e tamb\u00e9m do tratamento de les\u00f5es pr\u00e9-cancerosas.      A partir de agora, com aprova\u00e7\u00e3o da vacina contra o HPV (que deve ser administrada      \u00e0s adolescentes antes que iniciem sua vida sexual) a preven\u00e7\u00e3o de at\u00e9 80%      dos casos pode ser assegurada.<\/p>\n<p><strong>Exame de Papanicolaou<\/strong><\/p>\n<p>Ele pode detectar as les\u00f5es pr\u00e9-cancerosas causadas pelo HPV que, tratadas,      det\u00eam o problema antes que ela assuma a forma invasiva. Geralmente este exame      \u00e9 feito durante o exame ginecol\u00f3gico e consiste na an\u00e1lise microsc\u00f3pica de      c\u00e9lulas do colo de \u00fatero obtidas atrav\u00e9s de uma leve raspagem.<\/p>\n<p>Todas as mulheres devem fazer o Papanicolaou anual a partir dos 21 anos ou      a partir do terceiro ano ap\u00f3s o in\u00edcio de sua vida sexual.<\/p>\n<p>A partir dos 30 anos, mulheres que tiveram tr\u00eas Papanicolaous normais seguidos      podem fazer o teste a cada 2 ou 3 anos.<\/p>\n<p>Ou fazer o Papanicolaou a cada 3 anos junto com o teste de DNA de HPV.<\/p>\n<p>Mulheres expostas a certos fatores de risco (portadoras do HIV ou com problemas      de sistema imunol\u00f3gico) devem fazer o exame anualmente.<\/p>\n<p>Mulheres com 70 anos ou mais que tiveram 3 ou mais testes normais em seq\u00fc\u00eancia      (e nenhum resultado anormal em 10 anos) podem parar de fazer exames.<\/p>\n<p>Mas mulheres que tiveram c\u00e2ncer de colo de \u00fatero ou fator de risco podem      continuar a se submeter ao Papanicolaou.<\/p>\n<p>Mulheres submetidas a histerectomia total (retirada do \u00fatero e colo do \u00fatero)      por motivo outro que n\u00e3o o c\u00e2ncer ou les\u00e3o pr\u00e9-cancerosa tamb\u00e9m podem parar      de fazer o exame.<\/p>\n<p>As submetidas \u00e0 histerectomia parcial devem continuar com os exames de rotina.<\/p>\n<p><strong>Captura h\u00edbrida<\/strong><\/p>\n<p>Esse exame permite que o m\u00e9dico identifique o tipo de HPV e verifique se      trata-se ou n\u00e3o de um dos que est\u00e3o associados ao aparecimento de c\u00e2ncer,      ou seja, se \u00e9 um v\u00edrus de alto ou de baixo risco. Ele \u00e9 usado em mulheres      acima dos 30 anos e naquelas cujo Papanicolaou \u00e9 levemente anormal, para ver      se novos testes ou tratamentos s\u00e3o necess\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Vacina<\/strong><\/p>\n<p>Ela n\u00e3o serve para quem j\u00e1 tem HPV, mas deve ser aplicada em adolescentes      antes do in\u00edcio da vida sexual. <\/p>\n<p>Recentemente aprovada nos Estados Unidos e prestes a chegar ao Brasil, a      vacina \u00e9 eficaz contra as vers\u00f5es 16 e 18 do v\u00edrus, que respondem por at\u00e9      70% dos casos de c\u00e2ncer de \u00fatero, e as variedades 6 e 11, respons\u00e1veis por      90% dos casos de condiloma (verrugas genitais). <\/p>\n<h4>Tratamento<\/h4>\n<p>As op\u00e7\u00f5es de tratamento para o c\u00e2ncer de colo de \u00fatero dependem do est\u00e1gio      da doen\u00e7a. Basicamente, existem tr\u00eas op\u00e7\u00f5es (cirurgia, quimioterapia e radioterapia)      e muitas vezes duas dessas abordagens s\u00e3o usadas.<\/p>\n<h4>Cirurgia <\/h4>\n<p>Existem v\u00e1rios tipos de cirurgia, algumas envolvendo apenas a les\u00e3o e outras      compreendendo a remo\u00e7\u00e3o do \u00fatero (histerectomia). <\/p>\n<p><strong>Entre as mais usadas est\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Cirurgia a laser<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Aqui o laser \u00e9 usado para queimar as c\u00e9lulas ou remover uma pequena amostra        de tecido para an\u00e1lise. O procedimento \u00e9 usado apenas nos casos de c\u00e2ncer        pr\u00e9-invasivo, ou seja, superficial.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Coniza\u00e7\u00e3o ou bi\u00f3psia em cone<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u00c9 a retirada de uma por\u00e7\u00e3o do colo de \u00fatero em forma de cone. Muitas vezes        \u00e9 usada como o \u00fanico tratamento nos casos de Neoplasia Intra-epitelial (NIC)        do colo do \u00fatero, ou seja, quando n\u00e3o h\u00e1 invas\u00e3o dos tecidos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Histerectomia \u00f3rg\u00e3o genital femininol simples<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u00c9 a retirada do colo de \u00fatero e do \u00fatero atrav\u00e9s do \u00f3rg\u00e3o genital feminino.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Histerectomia abdominal<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u00c9 a remo\u00e7\u00e3o do \u00fatero e colo do \u00fatero por meio de incis\u00e3o abdominal. A salpingooforectomia        bilateral envolve a remo\u00e7\u00e3o dos ov\u00e1rios e trompas de Fal\u00f3pio e \u00e9 realizada        ao mesmo tempo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Histerectomia radical (histerectomia total ampliada ou opera\u00e7\u00e3o de      Wertheim-Meigs)<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Consiste na retirada do \u00fatero com os seus ligamentos (param\u00e9trios) e da        parte superior do \u00f3rg\u00e3o genital feminino. Geralmente, \u00e9 associada \u00e0 remo\u00e7\u00e3o        dos g\u00e2nglios linf\u00e1ticos (linfonodos) retroperitoneais p\u00e9lvicos e at\u00e9 para-a\u00f3rticos        (linfadenectomia retroperitoneal).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Exentera\u00e7\u00e3o p\u00e9lvica<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Al\u00e9m da retirada de colo do \u00fatero, \u00fatero e g\u00e2nglios linf\u00e1ticos, neste procedimento        outros \u00f3rg\u00e3os podem ser removidos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Radioterapia<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Tratamento que utiliza raios de alta energia para matar c\u00e9lulas cancerosas        ou encolher tumores. Pode vir de fonte externa ou interna (braquiterapia).        Nesta \u00faltima, o material radiativo \u00e9 colocado diretamente no colo do \u00fatero        atrav\u00e9s de tubos ou agulhas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Quimioterapia<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u00c9 o uso de medicamentos, injetados ou administrados por via oral, que caem        na corrente sang\u00fc\u00ednea e atingem todo o organismo. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A quimio n\u00e3o mata apenas as c\u00e9lulas cancerosas, mas afeta tamb\u00e9m      as normais, provocando efeitos colaterais, entre eles:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Perda de apetite<br \/>\n       Perda tempor\u00e1ria dos cabelos<br \/>\n       Aparecimento de les\u00f5es na boca<br \/>\n       Diarr\u00e9ia<br \/>\n       Maior suscetibilidade a infec\u00e7\u00f5es, por causa da redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de gl\u00f3bulos        brancos<br \/>\n       Aparecimento de hematomas ap\u00f3s pancadas leves ou de sangramentos em cortes        pequenos por causa da queda na quantidade de plaquetas no sangue<br \/>\n       Cansa\u00e7o ou falta de f\u00f4lego, causado pela diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de gl\u00f3bulos        vermelhos maioria dos efeitos colaterais desaparece com a interrup\u00e7\u00e3o do        tratamento e pode ser combatida com medicamentos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Estadiamento <\/strong><\/p>\n<p>Estadiamento \u00e9 um sistema que os especialistas utilizam para estabelecer      a extens\u00e3o da dissemina\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer. O c\u00e2ncer de colo de \u00fatero usa o sistema      de estadiamento da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Ginecologia e Obstetr\u00edcia (FIGO),      que classifica a doen\u00e7a em est\u00e1gios de 0 a IV (zero a 4).<\/p>\n<p><strong>Est\u00e1gio 0<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O tumor \u00e9 um carcinoma &#8220;in situ&#8221;, superficial, encontrado apenas        nas c\u00e9lulas de revestimento do colo do \u00fatero e ainda n\u00e3o invadiu os tecidos        mais profundos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Est\u00e1gio I<\/strong><\/p>\n<p><strong>O tumor invadiu o colo do \u00fatero, mas n\u00e3o se espalhou para outros      \u00f3rg\u00e3os:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Est\u00e1gio IA<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a forma mais inicial do est\u00e1gio I, caracterizada por uma quantidade muito      pequena de c\u00e9lulas cancerosas que s\u00f3 podem ser vistas ao microsc\u00f3pio.<\/p>\n<p><strong>Est\u00e1gio IA1<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A \u00e1rea invadida pelo c\u00e2ncer tem menos de 3mm de profundidade e menos de        7 mm de largura<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Est\u00e1gio IA2<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A \u00e1rea invadida pelo c\u00e2ncer tem entre 3 mm e 5 mm de profundidade e menos        de 7 mm de largura<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Est\u00e1gio IB<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Neste est\u00e1gio geralmente o c\u00e2ncer pode ser visto sem a ajuda de um microsc\u00f3pio.        Ele inclui tamb\u00e9m o c\u00e2ncer que j\u00e1 avan\u00e7ou mais de 5mm no tecido conectivo        do colo do \u00fatero ou tem mais de 7mm de largura, mas s\u00f3 pode ser visto ao        microsc\u00f3pio<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Est\u00e1gio IB1<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O c\u00e2ncer \u00e9 vis\u00edvel, mas n\u00e3o tem mais de 4 cm<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Est\u00e1gio IB2<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O c\u00e2ncer \u00e9 vis\u00edvel e tem mais de 4 cm<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Est\u00e1gio II: o c\u00e2ncer n\u00e3o est\u00e1 mais restrito ao colo do \u00fatero, mas      ainda se limita \u00e0 regi\u00e3o p\u00e9lvica:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Est\u00e1gio IIA<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O c\u00e2ncer atingiu a parte superior do \u00f3rg\u00e3o genital feminino, mas n\u00e3o o        ter\u00e7o inferior<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Est\u00e1gio IIB<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O c\u00e2ncer atingiu o tecido vizinho ao colo do \u00fatero, o chamado tecido parametrial<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Est\u00e1gio III<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O c\u00e2ncer se espalhou para a parte inferior da \u00f3rg\u00e3o genital feminino ou        para a parede p\u00e9lvica e pode bloquear os ureteres, canais que levam a urina        dos rins para a bexiga.<\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p><strong>Est\u00e1gio IIIA<\/strong>: o c\u00e2ncer atingiu o ter\u00e7o inferior da \u00f3rg\u00e3o        genital feminino, mas n\u00e3o a parede p\u00e9lvica<\/p>\n<p><strong>Est\u00e1gio IIIB: <\/strong>O c\u00e2ncer atingiu a parede p\u00e9lvica e\/ou bloqueia        o fluxo de urina para a bexiga. (Num sistema alternativo de estadiamento,        o est\u00e1gio IIIB \u00e9 caracterizado pelo fato de o c\u00e2ncer ter atingido os g\u00e2nglios        linf\u00e1ticos da pelve)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Est\u00e1gio IV<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o mais avan\u00e7ado, em que o c\u00e2ncer atinge \u00f3rg\u00e3os pr\u00f3ximos ou de outras partes      do corpo.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Est\u00e1gio IVA: <\/strong>O c\u00e2ncer se espalhou para a bexiga ou reto,        que ficam perto do colo do \u00fatero<strong><br \/>\n       Est\u00e1gio IVB<\/strong>: O c\u00e2ncer se espalhou para \u00f3rg\u00e3os distantes, como os        pulm\u00f5es<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Taxa de sobrevida ap\u00f3s 5 anos<\/strong> <\/p>\n<p>Os dados abaixo indicam as chances de sobrevida de 5 anos ap\u00f3s o diagn\u00f3stico      de mulheres submetidas a tratamento de c\u00e2ncer de colo de \u00fatero de acordo com      o est\u00e1gio da doen\u00e7a. S\u00e3o \u00edndices norte-americanos de pacientes tratadas h\u00e1      10 anos.<\/p>\n<p><strong>Est\u00e1dio Sobrevida ap\u00f3s 5 anos<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>IA<\/strong> Acima de 95% <br \/>\n<strong>IB1<\/strong> Cerca de 90% <br \/>\n<strong>IB2<\/strong> Cerca de 80% a 85% <br \/>\n<strong>IIA\/B<\/strong> Cerca de 75% a 78% <br \/>\n<strong>IIIA\/B<\/strong> Cerca de 47% a 50% <br \/>\n<strong>IV<\/strong> Cerca de 20% a 30% \n<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte: www.hcanc.org.br<\/p>\n<h6>C\u00e2ncer de Colo do \u00datero<\/h6>\n<h4>O que \u00e9 c\u00e2ncer de colo uterino?<\/h4>\n<p>\u00c9 o segundo maligno mais freq\u00fcente na popula\u00e7\u00e3o feminina,sendo superado apenas      pelo c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n<h4>\u00c9 poss\u00edvel preveni-lo?<\/h4>\n<p>Sim, esse \u00e9 um tumor que pode ser prevenido, uma vez que sua progress\u00e3o \u00e9      relativamente lenta e o exame preventivo permite detectar de forma eficiente      as les\u00f5es precursoras. <\/p>\n<p>Esse exame consiste na coleta tr\u00edplice de material do colo do \u00fatero (regi\u00e3o      interna e externa) e de aparelho sexual feminino (fundo de saco). \u00c9 um exame      de baixo custo e indolor. Sua realiza\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica permite reduzir 70% da      mortalidade por c\u00e2ncer de colo de \u00fatero.<\/p>\n<h4>Quando realizar o exame preventivo?<\/h4>\n<p>Toda mulher com vida sexual ativa deve se submeter anualmente ao exame preventivo      peri\u00f3dico. O exame tamb\u00e9m deve ser realizado em mulheres que apresentem altera\u00e7\u00f5es      no ciclo menstrual ou sangramentos sistema reprodutor feminino entre dois      per\u00edodos menstruais.<\/p>\n<h4>O c\u00e2ncer de colo de \u00fatero apresenta sintomas?<\/h4>\n<p>O <strong>c\u00e2ncer de colo de \u00fatero<\/strong> n\u00e3o apresenta sintomas na sua      fase inicial. O principal sintoma do c\u00e2ncer j\u00e1 localmente invasivo \u00e9 o sangramento.<\/p>\n<p>Existem fatores de risco para o c\u00e2ncer de colo de \u00fatero? Sim. <\/p>\n<p><strong>V\u00e1rios s\u00e3o os fatores de risco identificados para o c\u00e2ncer de colo      de \u00fatero, como:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>In\u00edcio precoce da atividade sexual<br \/>\n       Pluralidade de parceiros<br \/>\n       Falta de h\u00e1bitos de higiene <br \/>\n       Fumo <br \/>\n       Uso prolongado de contraceptivos orais <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Estudos mostram ainda a associa\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de colo de \u00fatero com o papilomav\u00edrus      humano (HPV).<\/p>\n<h4>\u00c9 poss\u00edvel diagnosticar o HPV?<\/h4>\n<p>Sim. Atualmente, t\u00e9cnicas de biologia molecular permitem diagnosticar o HPV      e distinguir seus diferentes subtipos. A identifica\u00e7\u00e3o dos diferentes tipos      de HPV \u00e9 fundamental, uma vez que estudos indicam que alguns subtipos de HPV,      definidos como de alto risco, est\u00e3o significativamente associados ao desenvolvimento      de c\u00e2ncer de colo de \u00fatero.<\/p>\n<p>O c\u00e2ncer do colo uterino \u00e9 um tumor maligno de progress\u00e3o relativamente lenta      e que n\u00e3o manifesta sintomas na sua fase inicial. O diagn\u00f3stico precoce do      c\u00e2ncer de colo de \u00fatero permite reduzir a mortalidade em at\u00e9 70%. <\/p>\n<p>O exame preventivo consiste na coleta de material do colo uterino. Esse exame      deve ser realizado periodicamente em todas as mulheres com vida sexual ativa      e naquelas que apresentam altera\u00e7\u00f5es no ciclo menstrual. <\/p>\n<p>V\u00e1rios fatores de risco j\u00e1 foram identificados para o desenvolvimento de      c\u00e2ncer de colo uterino, entre eles o HPV (papilomavrus humano). Existem t\u00e9cnicas      capazes de diagnosticar o HPV e distinguir seus diferentes subtipos, auxiliando      na preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Fonte:  www.hospitalsantamarina.com.br<\/p>\n<h6>C\u00e2ncer de Colo do \u00datero<\/h6>\n<p>O <strong>c\u00e2ncer de colo de \u00fatero<\/strong> se inicia no colo uterino da mulher,      que \u00e9 a parte do \u00fatero que fica no fundo da aparelho sexual feminino. O \u00fatero      \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o que envolve o beb\u00ea durante a gravidez e ao nascer de parto vaginal,      o beb\u00ea passa pelo cretal central do colo uterino. <\/p>\n<p>Este tipo de c\u00e2ncer costuma apresentar crescimento lento. Durante v\u00e1rios      anos, c\u00e9lulas da superf\u00edcie do colo do \u00fatero se tornam anormais. No in\u00edcio,      estas anormalidades ainda n\u00e3o se caracterizam como um c\u00e2ncer e s\u00e3o denominadas      displasias. <\/p>\n<p>Por\u00e9m algumas dessas altera\u00e7\u00f5es ou displasias podem dar in\u00edcio a uma s\u00e9rie      de altera\u00e7\u00f5es que podem levar ao aparecimento do c\u00e2ncer de colo de \u00fatero.    <\/p>\n<p>Algumas displasias se curam espontaneamente, sem tratamento, mas sendo algumas      pr\u00e9-cancerosas, todas necessitam de aten\u00e7\u00e3o para evitar o aparecimento do      c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Geralmente o tecido displ\u00e1sico pode ser retirado ou destru\u00eddo sem atingir      tecidos saud\u00e1veis, mas em alguns casos, a histerectomia (retirada total do      \u00fatero) pode ser necess\u00e1ria. <\/p>\n<p><strong>A decis\u00e3o do tratamento da displasia depende de alguns pontos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Tamanho da les\u00e3o e quais tipos de altera\u00e7\u00f5es ocorreram nas c\u00e9lulas <br \/>\n       Se a mulher planeja ter filhos no futuro. <br \/>\n       A idade da mulher <br \/>\n       A sa\u00fade geral da mulher <br \/>\n       A prefer\u00eancia pessoal da mulher e do seu m\u00e9dico <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Se c\u00e9lulas pr\u00e9-cancerosas se transformam em c\u00e9lulas verdadeiramente tumorais      e se espalham mais profundamente no colo uterino ou outros \u00f3rg\u00e3os e tecidos,      a doen\u00e7a \u00e9 chamada de c\u00e2ncer de colo uterino ou cervical (vindo da palavra      c\u00e9rvix, outro sin\u00f4nimo para colo de \u00fatero). <\/p>\n<p><strong>O c\u00e2ncer cervical est\u00e1 dividido em dois tipos principais, baseados      no tipo de c\u00e9lula do qual o c\u00e2ncer se originou: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Carcinoma de c\u00e9lulas escamosas &#8211;<\/strong> representa de 85% a 90%        de todos os casos <br \/>\n<strong>Adenocarcinomas &#8211;<\/strong> cerca de 10%<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Incid\u00eancia<\/h4>\n<p>No ano de 2003 aproximadamente 12200 mulheres ser\u00e3o diagnosticadas com c\u00e2ncer      de colo de \u00fatero e estima-se que 4100 morrer\u00e3o da doen\u00e7a nos EUA. <\/p>\n<p>Entre 1955 e 1992 a incid\u00eancia deste c\u00e2ncer caiu em 74% devido ao aumento      do exame Papanicolau. <\/p>\n<p>Desde 1982 o n\u00famero de mortes por c\u00e2ncer de colo est\u00e1 em cont\u00ednua queda para      uma m\u00e9dia de 1,6% ao ano. Por\u00e9m a incid\u00eancia deste c\u00e2ncer permanece alta no      Brasil. Estimam-se 20.000 casos novos por ano no pa\u00eds, ocupando o terceiro      lugar entre os c\u00e2nceres mais incidentes no sexo feminino.<\/p>\n<h4>Mortalidade<\/h4>\n<p>Ainda \u00e9 a terceira causa de morte por c\u00e2ncer em mulheres no Brasil, com 3.300      \u00f3bitos estimados anualmente. Em S\u00e3o Paulo, perfaz 5,9% dos \u00f3bitos femininos      por c\u00e2ncer; se forem somadas as mortes atribu\u00eddas a todos os c\u00e2nceres do \u00fatero,      chega-se a 1.233 \u00f3bitos (10,2% do total).<\/p>\n<h4>Fatores de risco<\/h4>\n<p>Os fatores de riscos aumentam as chances do aparecimento do c\u00e2ncer do colo      de \u00fatero nas mulheres. Alguns destes fatores est\u00e3o relacionados ao estilo      de vida.<\/p>\n<p>O fator de risco mais importante \u00e9 a infec\u00e7\u00e3o pelo papilomav\u00edrus humano,      o HPV. O HPV \u00e9 transmitido de uma pessoa a outra atrav\u00e9s de rela\u00e7\u00e3o sexual.    <\/p>\n<p><strong>O risco de adquirir HPV est\u00e1 aumentada quando: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Se inicia atividade sexual muito jovem <br \/>\n       A mulher tem muitos parceiros (ou tem rela\u00e7\u00f5es com um homem que teve muitas        parceiras) <br \/>\n       A mulher que tem rela\u00e7\u00f5es sexuais com homem que apresente verrugas no sistema        reprodutor masculino ou outra doen\u00e7a sexualmente transmiss\u00edvel tamb\u00e9m apresenta        maiores chances de desenvolver c\u00e2ncer de colo uterino.<br \/>\n       A Infec\u00e7\u00e3o por HIV (o v\u00edrus da AIDS) tamb\u00e9m constitui um fator de risco.        Uma mulher HIV positiva possui um sistema imunol\u00f3gico menos capaz de lutar        para eliminar c\u00e2nceres iniciais.<br \/>\n       Mulheres fumantes t\u00eam duas vezes mais chance de c\u00e2ncer de colo do que as        n\u00e3o-fumantes.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Outros fatores de risco est\u00e3o relacionados \u00e1 circunst\u00e2ncias fora      do controle da mulher: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Mulheres com sistema imunol\u00f3gico suprimidos devido ao uso de cortic\u00f3ides        sist\u00eamicos, transplantes ou terapias para outros tumores ou AIDS. <br \/>\n       Mulheres de baixo n\u00edvel s\u00f3cio-econ\u00f4mico t\u00eam maiores riscos, provavelmente        por n\u00e3o fazerem exames preventivos regulares. <br \/>\n       Meninas menores que 15 anos tem baixo risco deste tipo de tumor. O risco        aumenta dos 20 aos 35 anos. Acima de 40 anos as mulheres ainda t\u00eam riscos        e devem continuar fazendo Papanicolau regularmente.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Sinais de alerta<\/h4>\n<p>A maioria das mulheres n\u00e3o apresenta qualquer sinal ou sintoma na fase de      displasia ou no c\u00e2ncer de colo inicial. Os sintomas aparecem quando o c\u00e2ncer      invade outros tecidos ou \u00f3rg\u00e3os. <\/p>\n<p><strong>Abaixo est\u00e3o listados alguns sinais e sintomas poss\u00edveis de displasia      ou c\u00e2ncer cervical: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Pequenos sangramentos fora do per\u00edodo menstrual <br \/>\n       Menstrua\u00e7\u00e3o mais longa e volumosa que o usual. <br \/>\n       Sangramento ap\u00f3s rela\u00e7\u00e3o sexual ou ducha vaginal ou exame vaginal. <br \/>\n       Dor durante a rela\u00e7\u00e3o <br \/>\n       Sangramento ap\u00f3s a menopausa <br \/>\n       Aumento de secre\u00e7\u00e3o vaginal <br \/>\n       Quando apresentam alguns destes sintomas muitas mulheres tendem a ignor\u00e1-las        por parecer que est\u00e3o relacionados com condi\u00e7\u00f5es pouco s\u00e9rias.<br \/>\n       Quanto mais tempo de leva para diagnosticar o c\u00e2ncer de colo e mais tempo        se demora em iniciar o tratamento, piores s\u00e3o as chances de cura. Qualquer        destes sintomas deve ser relatado ao m\u00e9dico.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Diagn\u00f3stico precoce<\/h4>\n<p>O exame ginecol\u00f3gico regular \u00e9 o melhor m\u00e9todo para o diagn\u00f3stico precoce.      Toda mulher sexualmente ativa deve realizar os exames preventivos de acordo      com o calend\u00e1rio estabelecido pelo seu m\u00e9dico (a cada 1 a 3 anos).<\/p>\n<p>Se o medico percebe altera\u00e7\u00f5es no colo de \u00fatero durante o exame ginecol\u00f3gico      e no Papanicolaou, ele pode tratar como infec\u00e7\u00e3o e depois repetir mais uma      vez o exame ap\u00f3s o tratamento. <\/p>\n<p>Se o exame continuar alterado, uma colposcopia ser\u00e1 feita para checar o colo      uterino, procurando \u00e1reas suspeitas. O colposc\u00f3pio \u00e9 o instrumento que \u00e9 inserido      no sistema reprodutor feminino para o exame. <\/p>\n<p>Este exame n\u00e3o \u00e9 doloroso e n\u00e3o apresenta qualquer efeito colateral. O colposc\u00f3pio      d\u00e1 uma vis\u00e3o aumentada e iluminada dos tecidos da aparelho sexual feminino      e colo de \u00fatero.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo pode ser a realiza\u00e7\u00e3o de uma bi\u00f3psia. A bi\u00f3psia \u00e9 um pequeno      fragmento retirado de \u00e1reas suspeitas para exame microsc\u00f3pico. Se a les\u00e3o      for pequena, o medico poder\u00e1 tentar retir\u00e1-la totalmente durante a bi\u00f3psia.    <\/p>\n<p><strong>Para a bi\u00f3psia o m\u00e9dico pode utilizar alguns m\u00e9todos: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Usar um instrumento para extrair um fragmento do colo de \u00fatero. <br \/>\n       Dentro co cretal do colo o medico poder\u00e1 recolher material com uma pequena        curetagem, raspando material do cretal cervical. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A bi\u00f3psia em cone ou coniza\u00e7\u00e3o remove uma parte do colo de \u00fatero em forma      de cone. Esta t\u00e9cnica \u00e9 bastante usada para tratamento de les\u00f5es pr\u00e9-cancer\u00edgenas      ou tumores iniciais. <\/p>\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o da coniza\u00e7\u00e3o, estes procedimentos geralmente s\u00e3o realizados no      consult\u00f3rio medico usando anestesia local. Podem causar sangramento e desconforto      semelhante \u00e1 c\u00f3licas menstruais. A coniza\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com anestesia geral ou      parcial (peridural, raquianestesia), necessitando hospitaliza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Se a bi\u00f3psia confirma c\u00e2ncer de colo uterino, o paciente pode ser encaminhado      para um especialista para tratamento. O especialista poder\u00e1 pedir e fazer      exames adicionais para avaliar se o c\u00e2ncer est\u00e1 al\u00e9m do colo de \u00fatero.<\/p>\n<h4>Estadiamento<\/h4>\n<p>Ap\u00f3s o diagn\u00f3sticos exames adicionais com radiografias podem ser realizadas      para avaliar se o tumor se espalhou para outras \u00e1reas do corpo. O c\u00e2ncer \u00e9      estadiado conforme a sua extens\u00e3o de acometimento. Sabendo do est\u00e1gio, o medico      pode decidir sobre o melhor tratamento e avaliar progn\u00f3sticos.<\/p>\n<p>No Estadiamento uma ferramenta chamada de sistema TNM \u00e9 freq\u00fcentemente empregada.      \u00c9 uma maneira de descrever o tumor prim\u00e1rio e o acometimento de outras \u00e1rea      do corpo. <\/p>\n<p><strong>TNM \u00e9 a abrevia\u00e7\u00e3o de tumor (T), linfonodo (node, em ingl\u00eas) (N),      e met\u00e1stases (M). Baseado no TNM, o c\u00e2ncer \u00e9 classificado nos est\u00e1gios: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Est\u00e1gio 0: <\/strong>O tumor \u00e9 denominado carcinoma in situ. Em        outras palavras, o c\u00e2ncer est\u00e1 superficial no colo do \u00fatero, n\u00e3o atingindo        camadas mais profundas de tecidos. <strong><br \/>\n       Est\u00e1gio I: <\/strong>O tumor atinge tecidos mais profundos, mas se limita        ao \u00fatero. <strong><br \/>\n       Est\u00e1gio II: <\/strong>O tumor invade \u00e1reas vizinhas ao colo uterino como        a aparelho sexual feminino, mas ainda est\u00e1 dentro da \u00e1rea p\u00e9lvica. <strong><br \/>\n       Est\u00e1gio III: <\/strong>O tumor se espalhou para a parte inferior da aparelho        sexual feminino ou da parede p\u00e9lvica. O tumor pode estar bloqueando os ureteres        (tubos que levam a urina dos rins at\u00e9 a bexiga). <strong><br \/>\n       Est\u00e1gio IV: <\/strong>O tumor atinge a bexiga ou o reto ou j\u00e1 atinge \u00f3rg\u00e3os        distantes, com os pulm\u00f5es. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Os termos recorr\u00eancia ou reca\u00edda significam a volta da doen\u00e7a ap\u00f3s j\u00e1 ter      sido tratada. Ela pode voltar tanto no colo de \u00fatero quanto em outra parte      do corpo.<\/p>\n<h4>Como se espalha<\/h4>\n<p>Uma vez que o c\u00e2ncer de colo do \u00fatero tornou-se invasivo, ele pode envolver      localmente a parte superior do aparelho sexual feminino, parede p\u00e9lvica, podendo      atingir at\u00e9 a bexiga, e ureteres (a liga\u00e7\u00e3o dos rins com a bexiga), causando      obstru\u00e7\u00e3o e insufici\u00eancia renal.<\/p>\n<p>O tumor pode tamb\u00e9m invadir o sistema linf\u00e1tico, atingindo linfonodos na      parede p\u00e9lvica. Met\u00e1stases atrav\u00e9s do sangue, atingindo outros \u00f3rg\u00e3os, s\u00e3o      muito raras.<\/p>\n<h4>Tratamento<\/h4>\n<p>Dentre os tratamentos mais comuns para o c\u00e2ncer de colo de \u00fatero est\u00e3o a      cirurgia e a radioterapia, mas a quimioterapia e a terapia biol\u00f3gica tamb\u00e9m      s\u00e3o usadas em alguns casos. <\/p>\n<p>O tipo de tratamento que o doente receber\u00e1 depende do estadio da doen\u00e7a,      tamanho do tumor e fatores pessoais como idade de desejo de filhos no futuro.<\/p>\n<h4>Cirurgia <\/h4>\n<p>A cirurgia remove o tecido tumoral. <\/p>\n<p><strong>Para o c\u00e2ncer cervical que estejam restritos ao colo, os seguintes      procedimentos podem ser usados: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A criocirurgia destr\u00f3i as c\u00e9lulas tumorais por congelamento. <br \/>\n       A cirurgia a laser destr\u00f3i o tumor usando um feixe de luz intensa. <br \/>\n       A coniza\u00e7\u00e3o retira um peda\u00e7o do colo em forma de cone para remover o tecido        tumoral. <br \/>\n       A histerectomia remove o \u00fatero e colo. A salpingo-ooforectomia bilateral        retira as duas trompas e os dois ovarios e \u00e9 realizada no mesmo tempo cir\u00fargico        com a histerectomia. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Para tumores que atingem estruturas al\u00e9m do colo, outras op\u00e7\u00f5es de      cirurgia s\u00e3o usadas: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A histerectomia radical remove o colo do \u00fatero, \u00fatero, parte do org\u00e3o sexual        feminino, e linfonodos regionais. <br \/>\n       A exantera\u00e7\u00e3o p\u00e9lvica, que remove \u00fatero, org\u00e3o sexual feminino, colon baixo,        reto ou bexiga, geralmente feita ap\u00f3s radioterapia.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Radioterapia <\/h4>\n<p>A radioterapia utilize-se de radioatividade para matar as c\u00e9lulas tumorais      e impeder o seu crescimento. Na radioterapia externa a radia\u00e7\u00e3o vem de um      grande aparelho posicionado para direcionar feixes radioativos em determinada      dire\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>A radioterapia interna ou braquiterapia usa materiais radioativos que s\u00e3o      colocados diretamente no colo de \u00fatero atrav\u00e9s de tubos ou agulhas.<\/p>\n<h4>Quimioterapia<\/h4>\n<p>A quimioterapia usa drogas ou medicamentos para matar as c\u00e9lulas tumorais.      Ela pode ser indicada como tratamento \u00fanico em doen\u00e7as mais avan\u00e7adas. <\/p>\n<p>Uma droga ou combina\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias drogas podem ser usadas, dependendo de      cada caso. A efic\u00e1cia da quimioterapia, no entanto, para o tratamento da doen\u00e7a      metast\u00e1tica \u00e9 baixa.<\/p>\n<p>A quimioterapia, ultimamente, tem sido utilizada na potencializa\u00e7\u00e3o do tratamento      radioter\u00e1pico, aumentando a efic\u00e1cia e as taxas de cura de pacientes com doen\u00e7a      em est\u00e1gios intermedi\u00e1rios.<\/p>\n<h4>Sobreviv\u00eancia<\/h4>\n<p>A taxa m\u00e9dia de sobrevida de um ano das pacientes com tumor de colo uterino      \u00e9 de 89%. A taxa de sobrevida em 5 anos \u00e9 de 71% (dados americanos).<\/p>\n<p>A chance de sobrevida em 5 anos, em casos iniciais \u00e9 de praticamente 100%.      Para tumores localizados, essa taxa chega a 90%. Para o tumor j\u00e1 invasivo,      vai de 10 at\u00e9 50%, dependendo do grau de infiltra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte:  andre.sasse.com<\/p>\n<h6>C\u00e2ncer de Colo do \u00datero<\/h6>\n<h4>O que \u00e9 C\u00e2ncer do Colo do \u00datero<\/h4>\n<p>O <strong>c\u00e2ncer de colo de \u00fatero<\/strong> \u00e9 o tipo de c\u00e2ncer mais comum      entre as mulheres no Brasil, correspondendo a 24% de todos os c\u00e2nceres, em      m\u00e9dia. O c\u00e2ncer de colo de \u00fatero se inicia no colo uterino da mulher, que      \u00e9 a parte do \u00fatero que fica no fundo do \u00f3rg\u00e3o genital feminino. O \u00fatero \u00e9      o \u00f3rg\u00e3o que envolve o beb\u00ea durante a gesta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Se c\u00e9lulas pr\u00e9-cancerosas se transformam em tumores malignos e se espalham      mais profundamente no colo uterino, este c\u00e2ncer \u00e9 chamado de c\u00e2ncer de colo      uterino ou c\u00e2ncer cervical.\u00a0 <\/p>\n<p><strong>O c\u00e2ncer de colo do \u00fatero pode ser de dois tipos b\u00e1sicos, tipo de      c\u00e9lula do qual o c\u00e2ncer se originou:<\/strong> c\u00e2ncer epiderm\u00f3ide ou carcinoma      de c\u00e9lulas escamosas, o mais comum, ou do tipo adenocarcinoma, que \u00e9 menos      freq\u00fcente. O carcinoma de c\u00e9lulas escamosas pode ser diagnosticado precocemente,      mesmo sendo geralmente assintom\u00e1tico.<\/p>\n<p>Isso porque \u00e9 um c\u00e2ncer facilmente detect\u00e1vel ao exame ginecol\u00f3gico peri\u00f3dico.      O c\u00e2ncer de colo de \u00fatero desse tipo costuma apresentar crescimento mais lento.      Durante v\u00e1rios anos, algumas c\u00e9lulas da superf\u00edcie do colo do \u00fatero se tornam      anormais. <\/p>\n<p>No in\u00edcio, estas anormalidades ainda n\u00e3o se caracterizam como um c\u00e2ncer e      s\u00e3o denominadas displasias. Entretanto, algumas dessas displasias de colo      uterino podem originar uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es que podem levar ao surgimento      do c\u00e2ncer de colo de \u00fatero. <\/p>\n<p>Algumas displasias se curam espontaneamente, sem tratamento. No entanto,      as displasias pr\u00e9-cancerosas precisam de cuidado e de aten\u00e7\u00e3o para evitar      o surgimento do c\u00e2ncer. <\/p>\n<p>O tecido que apresenta anormalidades pode ser retirado ou destru\u00eddo sem atingir      tecidos saud\u00e1veis, na maioria dos casos. Em outros casos, entretanto, a histerectomia,      isto \u00e9, a retirada total do \u00fatero pode ser necess\u00e1ria. A decis\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o      ao tratamento da displasia de colo de \u00fatero depende de alguns pontos. <\/p>\n<p><strong>S\u00e3o eles: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A idade da mulher<br \/>\n       Os planos futuros de engravidar <br \/>\n       O tamanho da les\u00e3o <br \/>\n       Quais s\u00e3o os tipos de altera\u00e7\u00f5es que ocorreram nas c\u00e9lulas <br \/>\n       O estado f\u00edsico geral e a sa\u00fade da mulher <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A escolha pessoal da mulher em conjunto com seu m\u00e9dico. Portanto, falar abertamente      com o ginecologista \u00e9 importante para que as decis\u00f5es sejam tomadas mais sensatamente.    <\/p>\n<h4>Fatores de Risco<\/h4>\n<p>Existem v\u00e1rios fatores que oferecem riscos para a incid\u00eancia de c\u00e2ncer de      colo de \u00fatero. <\/p>\n<p><strong>S\u00e3o eles: <\/strong><\/p>\n<h4>1. Doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis (DST) <\/h4>\n<p>As doen\u00e7as que s\u00e3o transmitidas por meio de rela\u00e7\u00f5es sexuais, com ou sem      penetra\u00e7\u00e3o, agridem o organismo da mulher e provocam altera\u00e7\u00f5es nas c\u00e9lulas      do colo do \u00fatero. <\/p>\n<p><strong>As doen\u00e7as mais comuns, causadas por v\u00edrus, s\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<p><strong>Papilomav\u00edrus (HPV)<\/strong> <\/p>\n<p>O HPV pode ser transmitido por meio do contato sexual direto, inclusive sem      penetra\u00e7\u00e3o, com a pele ou com as mucosas infetadas de um parceiro a outro.      Raramente a transmiss\u00e3o \u00e9 feita pelo contato com \u00e1reas n\u00e3o-sexuais afetadas.      Durante o parto normal, uma m\u00e3e que est\u00e1 infectada com o HPV pode transmiti-lo      ao seu beb\u00ea. <\/p>\n<p>O sintoma mais evidente \u00e9 a presen\u00e7a de verrugas na pele e nas regi\u00f5es oral,      orificio retal e genital. Ocorrem tamb\u00e9m corrimentos e pequenos ferimentos      na regi\u00e3o ano-genital. <\/p>\n<p>Conv\u00e9m ressaltar que nem todas as pessoas que foram expostas ao v\u00edrus HPV      desenvolvem verrugas genitais. Contudo, quando um indiv\u00edduo apresenta verrugas      genitais, a chance de que seu parceiro sexual tamb\u00e9m esteja infetado com o      v\u00edrus \u00e9 maior. As les\u00f5es provocadas pelo HPV t\u00eam crescimento limitado e regress\u00e3o      espont\u00e2nea. <\/p>\n<p>Os tumores iniciais s\u00e3o visualizados somente com o aux\u00edlio de exames mais      minuciosos, como a colposcopia. Nas les\u00f5es moderadas, normalmente aparecem      verrugas ou papilomas de pele. J\u00e1 as les\u00f5es mais avan\u00e7adas evoluem para c\u00e2ncer      de colo de \u00fatero. <\/p>\n<p><strong>O HPV genital subdivide-se em: oncog\u00eanico, isto \u00e9, o que oferece      alto risco de desenvolvimento de c\u00e2ncer e n\u00e3o oncog\u00eanico:<\/strong> baixo risco      de surgimento de c\u00e2ncer. <\/p>\n<p><strong>Herpesv\u00edrus (HSV)<\/strong> <\/p>\n<p>O herpes genital \u00e9 transmitido pelas escoria\u00e7\u00f5es na pele ou pelas rela\u00e7\u00f5es      sexuais sem o uso de preservativo (&#8220;camisinha&#8221;). Outra forma de      transmiss\u00e3o \u00e9 a de m\u00e3e para feto. <\/p>\n<p>Se o v\u00edrus est\u00e1 presente no momento do parto, o contato do feto com as secre\u00e7\u00f5es      maternas permite a transmiss\u00e3o do HSV. <\/p>\n<p>O herpes come\u00e7a geralmente com uma coceira, seguida de ardor nos \u00f3rg\u00e3os genitais      e dor de cabe\u00e7a e febre. Em seguida, aparecem bolhas pequenas, que se transformam      em feridas que doem. <\/p>\n<p>Estas feridas demoram aproximadamente 15 dias para desaparecer. Uma caracter\u00edstica      importante do HSV \u00e9 a capacidade de manter-se em estado latente, isto \u00e9, o      v\u00edrus aparentemente est\u00e1 inativo e, assim que surge uma oportunidade ele \u00e9      reativado. <\/p>\n<p>Por isso s\u00e3o conhecidos como v\u00edrus oportunistas. Quando a pessoa, que j\u00e1      foi infectada pelo v\u00edrus, passa por um desgaste seja ele emocional ou f\u00edsico,      os sintomas reaparecem. N\u00e3o existe, atualmente, um medicamento capaz de curar      definitivamente\u00a0 o herpes. <\/p>\n<p>A Infec\u00e7\u00e3o por HIV (o v\u00edrus da AIDS) tamb\u00e9m constitui um fator de risco.      Uma mulher HIV positiva apresenta um sistema imunol\u00f3gico menos capaz de combater      um c\u00e2ncer. <\/p>\n<h4>2. Fatores sociais <\/h4>\n<p>As mulheres mais pobres est\u00e3o mais expostas ao risco do c\u00e2ncer de colo de      \u00fatero, pela falta de informa\u00e7\u00e3o sobre os cuidados com a sua sa\u00fade e a higiene;      por terem uma alimenta\u00e7\u00e3o pobre em vitamina A e ainda por procurarem o m\u00e9dico      quando j\u00e1 est\u00e3o doentes. <\/p>\n<h4>3. Estilo de vida <\/h4>\n<p>Quanto mais jovens as mulheres come\u00e7am a ter rela\u00e7\u00f5es sexuais, mais expostas      \u00e0s infec\u00e7\u00f5es genitais elas ficam. <\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m disso, outros fatores influenciam como: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>M\u00faltiplos parceiros sexuais <br \/>\n       Quanto maior o n\u00famero de parceiros sexuais, maior ser\u00e1 o risco de contrair        doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis.<br \/>\n       Uso prolongado de anticoncepcionais orais <br \/>\n       Falta de higiene <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Fumo<\/strong><\/p>\n<p>O cigarro cont\u00e9m subst\u00e2ncias que, em longo prazo, podem provocar c\u00e2ncer em      v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os, inclusive no \u00fatero. Mulheres fumantes t\u00eam duas vezes mais chance      de c\u00e2ncer de colo do que as n\u00e3o-fumantes. <\/p>\n<h4>Diagn\u00f3stico e Tratamento do C\u00e2ncer do Colo do \u00datero<\/h4>\n<p>O diagn\u00f3stico precoce do c\u00e2ncer de colo do \u00fatero, assim como de v\u00e1rios outros      tipos de c\u00e2ncer \u00e9 muito importante. Se o c\u00e2ncer de colo uterino for descoberto      na fase inicial, a maioria das mulheres pode ser curada. A melhor maneira      de descobrir o tumor no in\u00edcio \u00e9 fazer o exame ginecol\u00f3gico, o Papanicolaou      e\u00a0 a colposcopia regularmente.Seu m\u00e9dico ir\u00e1 orient\u00e1-la em rela\u00e7\u00e3o \u00e0      freq\u00fc\u00eancia com que estes exames devem ser realizados. <\/p>\n<p>Esta orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 baseada na sua idade, em seu hist\u00f3rico m\u00e9dico e nos fatores      de risco que voc\u00ea tem para esse tipo de c\u00e2ncer. Tamb\u00e9m esclare\u00e7a junto ao      seu m\u00e9dico sobre os testes para diagnosticar doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis,      principalmente se voc\u00ea ou seu parceiro tiveram v\u00e1rios parceiros sexuais. <\/p>\n<p>O Papanicolau \u00e9 o teste inicial do diagn\u00f3stico precoce do c\u00e2ncer de colo      do \u00fatero. Durante esse exame, o m\u00e9dico coleta as c\u00e9lulas da abertura do colo      do \u00fatero e da superf\u00edcie ao redor. <\/p>\n<p>O material coletado \u00e9 ent\u00e3o examinado para verificar se as c\u00e9lulas est\u00e3o      normais e se existe inflama\u00e7\u00e3o, infec\u00e7\u00e3o ou c\u00e2ncer. <\/p>\n<p>Al\u00e9m do Papanicolau, o m\u00e9dico poder\u00e1 fazer uma colposcopia que \u00e9 um exame      que permite a ele ver se existem c\u00e9lulas anormais na superf\u00edcie do colo do      \u00fatero. <\/p>\n<p>Se o seu m\u00e9dico suspeitar de alguma \u00e1rea do colo do \u00fatero durante esse procedimento,      ele poder\u00e1 fazer uma bi\u00f3psia na regi\u00e3o. A bi\u00f3psia permite um diagn\u00f3stico mais      preciso do c\u00e2ncer de colo de \u00fatero. <\/p>\n<p>A escolha do tratamento depende da exatid\u00e3o do diagn\u00f3stico. As formas pr\u00e9-cancerosas      do c\u00e2ncer de colo do \u00fatero s\u00e3o chamadas de displasias. A displasia pode ser      tratada com laser, coniza\u00e7\u00e3o (retirada de uma pequena por\u00e7\u00e3o do colo do \u00fatero)      ou crioterapia (congelamento). <\/p>\n<p>Cirurgia ou radioterapia ou ainda os dois juntos s\u00e3o tratamentos usados em      est\u00e1gios mais avan\u00e7ados do c\u00e2ncer de colo uterino. A quimioterapia \u00e9 usada      nos est\u00e1gios mais tardios ainda. <\/p>\n<p>Algumas vezes, \u00e9 necess\u00e1rio mais de um tipo de tratamento. Se o c\u00e2ncer n\u00e3o      tiver se espalhado e a mulher quiser engravidar no futuro, dependendo do caso,      pode ser feita uma coniza\u00e7\u00e3o. Se a mulher n\u00e3o pretender engravidar no futuro,      pode-se optar pela retirada de todo \u00fatero, isto \u00e9, por uma histerectomia.    <\/p>\n<p><strong>Para facilitar o diagn\u00f3stico precoce do c\u00e2ncer de colo de \u00fatero,      procure seguir as dicas abaixo: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Fa\u00e7a o Papanicolaou e o controle ginecol\u00f3gico regularmente, segundo as        orienta\u00e7\u00f5es dadas pelo seu m\u00e9dico. <br \/>\n       N\u00e3o fume <br \/>\n       Adote medidas para prevenir a infec\u00e7\u00e3o por v\u00edrus como o HPV e outras DST        (doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis). <br \/>\n       Evite ducha \u00edntima. Se voc\u00ea costuma faz\u00ea-la, n\u00e3o o fa\u00e7a mais do que uma        vez por m\u00eas. <br \/>\n       Se voc\u00ea e seu parceiro tiverem outro parceiro sexual, use camisinha em todas        as rela\u00e7\u00f5es sexuais.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Preven\u00e7\u00e3o e Sintomas do c\u00e2ncer do colo do \u00fatero<\/h4>\n<p>A preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de colo do \u00fatero \u00e9 feita por meio de exames como colposcopia      e Papanicolaou. A colposcopia \u00e9 um exame realizado por meio de um aparelho      de aumento que permite identificar com precis\u00e3o o local e a extens\u00e3o da les\u00e3o      uterina. <\/p>\n<p>Mostra o local mais adequado para que seja feita a bi\u00f3psia e orienta o tratamento,      isto \u00e9, se uma cirurgia deve ou n\u00e3o ser realizada. O Papanicolaou \u00e9 um outro      exame tamb\u00e9m chamado pelos m\u00e9dicos de esfrega\u00e7o c\u00e9rvico-vaginal. <\/p>\n<p>No Papanicolaou, uma esp\u00e1tula \u00e9 usada para raspar o colo do \u00fatero e o material      coletado \u00e9 colocado em uma l\u00e2mina de vidro e ser\u00e1 analisado por um m\u00e9dico      citologista. Estes dois exames s\u00e3o complementares e devem ser considerados      exames preventivos de rotina e realizados uma vez ao ano, a partir do in\u00edcio      da atividade sexual. <\/p>\n<p>A seguran\u00e7a de detectar c\u00e2ncer de colo de \u00fatero \u00e9 de praticamente 100% quando      os dois exames s\u00e3o realizados em conjunto. <\/p>\n<p>Um dos principais objetivos do exame de colposcopia \u00e9 da detec\u00e7\u00e3o inicial      da infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus HPV para que a paciente seja tratada, a fim de impedir      o desenvolvimento, do c\u00e2ncer de colo de \u00fatero. <\/p>\n<p>A melhor forma de preven\u00e7\u00e3o contra a infec\u00e7\u00e3o por HPV \u00e9 o uso do preservativo      durante a rela\u00e7\u00e3o sexual. Outras medidas que fortalecem a imunidade, como      n\u00e3o fumar e boa alimenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o importantes. <\/p>\n<p>O quadro cl\u00ednico de pacientes com c\u00e2ncer de colo de \u00fatero pode n\u00e3o apresentar      nenhum sintoma.\u00a0 Nesses casos chamados assintom\u00e1ticos, o tumor \u00e9 detectado      no exame ginecol\u00f3gico peri\u00f3dico. <\/p>\n<p>Algumas pacientes apresentam quadros de sangramento vaginal intermitente,      secre\u00e7\u00e3o vaginal de odor f\u00e9tido e dor abdominal associada com queixas urin\u00e1rias      ou intestinais nos casos mais avan\u00e7ados da doen\u00e7a. <\/p>\n<p>Um sintoma comum \u00e9 sangramento fora do per\u00edodo menstrual, principalmente      depois da rela\u00e7\u00e3o sexual, por\u00e9m esse sintoma aparece em fase mais adiantada      do tumor. <\/p>\n<p>A preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de \u00fatero \u00e9 feita com o conhecimento dos sinais de alerta      pela mulher, com exames ginecol\u00f3gicos anuais e com o tratamento das doen\u00e7as      que possibilitam o desenvolvimento do c\u00e2ncer. <\/p>\n<p class=\"titulolilas\"><strong>Procure seu m\u00e9dico e exponha suas d\u00favidas sempre      que sentir necessidade<\/strong>. <\/p>\n<p>Fonte:  www.oncoguia.com.br<\/p>\n<h6>C\u00e2ncer de Colo do \u00datero<\/h6>\n<h4><strong>O que \u00e9 colo do \u00fatero? <\/strong><\/h4>\n<p>\u00c9 a parte do \u00fatero localizada no final do \u00f3rg\u00e3o genital feminino. Por localizar-se      entre os \u00f3rg\u00e3os externos e internos, fica mais exposto ao risco de contrais      doen\u00e7as. <\/p>\n<h4><strong>O que \u00e9 c\u00e2ncer do colo do \u00fatero? <\/strong><\/h4>\n<p>\u00c9 um tipo de c\u00e2ncer que demora muitos anos para se desenvolver. As altera\u00e7\u00f5es      das c\u00e9lulas que d\u00e3o origem ao c\u00e2ncer do colo do \u00fatero s\u00e3o facilmente descobertas      no exame preventivo. Conforme a doen\u00e7a avan\u00e7a, os principais sintomas s\u00e3o      sangramento \u00f3rg\u00e3o genital femininol, corrimento e dor. <\/p>\n<h4><strong>O que pode levar ao c\u00e2ncer do colo do \u00fatero? <\/strong><\/h4>\n<p>A principal causa \u00e9 a infec\u00e7\u00e3o por alguns tipos de v\u00edrus chamados de HPV      &#8211; Papiloma V\u00edrus Humano. Fatores como o in\u00edcio precoce da atividade sexual,      a diversidade de parceiros, o fumo e a m\u00e1 higiene \u00edntima podem facilitar a      infec\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<h4><strong>Como evitar? <\/strong><\/h4>\n<p>Fazendo o exame preventivo (Papanicolaou). As les\u00f5es que precedem o c\u00e2ncer      do colo do \u00fatero n\u00e3o t\u00eam sintomas, mas podem ser descobertas por meio do Papanicolaou.      Quando diagnosticado na fase inicial, as chances de cura s\u00e3o de 100%. <\/p>\n<h4><strong>O que \u00e9 o exame preventivo? <\/strong><\/h4>\n<p>\u00c9 a coleta da secre\u00e7\u00e3o do colo do \u00fatero, utilizando esp\u00e1tula e escovinha.      O material \u00e9 colocado em uma l\u00e2mina de vidro para ser examinado posteriormente      num microsc\u00f3pio. <\/p>\n<h4><strong>Quem deve se submeter ao exame? <\/strong><\/h4>\n<p>Todas as mulheres que t\u00eam ou j\u00e1 tiveram atividade sexual, principalmente      aquelas com idade de 25 a 59 anos. As mulheres gr\u00e1vidas tamb\u00e9m podem fazer      o preventivo. <\/p>\n<h4><strong>Quais os cuidados para a realiza\u00e7\u00e3o do exame preventivo? <\/strong><\/h4>\n<p>N\u00e3o ter rela\u00e7\u00e3o sexual, nem mesmo com camisinha, dois dias antes do exame;      n\u00e3o usar duchas ou medicamentos \u00f3rg\u00e3o genital femininois nos dois dias anteriores      ao exame e n\u00e3o estar menstruada (regulada). Em caso de sangramento fora do      per\u00edodo menstrual, a mulher deve procurar o servi\u00e7o de ginecologia. <\/p>\n<h4><strong>O exame d\u00f3i? <\/strong><\/h4>\n<p>O exame \u00e9 simples e r\u00e1pido. Pode, no m\u00e1ximo, provocar um pequeno inc\u00f4modo.      No entanto, esse desconforto diminui se a mulher conseguir relaxar e se o      exame for feito com delicadeza e boa t\u00e9cnica. <\/p>\n<h4><strong>O que fazer ap\u00f3s o exame? <\/strong><\/h4>\n<p>A mulher deve retornar ao local onde foi realizado o exame &#8211; ambulat\u00f3rio,      posto de sa\u00fade ou centro de sa\u00fade mais pr\u00f3ximo &#8211; na data marcada para saber      do resultado e receber instru\u00e7\u00f5es. T\u00e3o importante quanto realizar o exame      \u00e9 buscar o resultado. <\/p>\n<h5><strong>E se o resultado der alguma altera\u00e7\u00e3o? <\/strong><\/h5>\n<p>O m\u00e9dico dever\u00e1 encaminhar a mulher para a realiza\u00e7\u00e3o de outro exame mais      detalhado. Caso seja necess\u00e1rio, ser\u00e1 feito um tratamento. <\/p>\n<p>Com que freq\u00fc\u00eancia deve ser feito o preventivo? <\/p>\n<p>Caso o exame n\u00e3o tenha apresentado qualquer altera\u00e7\u00e3o, a mulher deve fazer      o preventivo no ano seguinte. Se novamente n\u00e3o houver altera\u00e7\u00e3o, o exame poder\u00e1      ser realizado de tr\u00eas em tr\u00eas anos. <\/p>\n<p><strong>Converse com seu m\u00e9dico e informe-se sobre o exame Papanicolaou.<\/strong>    <\/p>\n<p>Fonte:  bvsms.saude.gov.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>C\u00e2ncer de Colo do \u00datero, Tratamento, Causas, Sintoma, Preven\u00e7\u00e3o, Diagn\u00f3stico, Cirurgia, Risco, Exame, O que \u00e9, C\u00e2ncer de Colo do \u00datero<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[],"class_list":["post-32798","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-saude"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>C\u00e2ncer de Colo do 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