{"id":32071,"date":"2016-05-20T13:31:58","date_gmt":"2016-05-20T13:31:58","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=32071"},"modified":"2022-08-17T18:10:23","modified_gmt":"2022-08-17T20:10:23","slug":"hanseniase","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/saude-e-bem-estar\/saude\/hanseniase","title":{"rendered":"Hansen\u00edase"},"content":{"rendered":"<p><strong>Hansen\u00edase \u2013 O que \u00e9<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apesar de ser uma doen\u00e7a que tem cura quando diagnosticada de forma precoce, a hansen\u00edase (lepra) \u00e9 pouco conhecida nacionalmente<\/strong>: n\u00e3o \u00e9 ensinada nas universidades e muitos m\u00e9dicos, por terem pouco conhecimento sobre o assunto, podem acabar fazendo diagn\u00f3sticos errados (consideram-na como uma micose).<\/p>\n<p>Conhecida tamb\u00e9m pelo nome de\u00a0<strong>lepra<\/strong>, morf\u00e9ia ou bacilo de Hansen (em homenagem ao m\u00e9dico noruegu\u00eas\u00a0<strong>Gerhard Armauer Hansen,<\/strong>\u00a0que a descreveu em 1874), a mol\u00e9stia \u00e9 causada por uma bact\u00e9ria em forma de bast\u00e3o, Mycobacterium leprae, similar ao bacilo respons\u00e1vel pela tuberculose, e pode ser n\u00e3o contagiosa ou contagiosa (doente sem tratamento).<\/p>\n<p><strong>Hansen\u00edase \u2013 Doen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Na primeira dose do tratamento, 99% dos bacilos s\u00e3o muito dif\u00edcil afirmar a \u00e9poca do aparecimento de uma doen\u00e7a com base em textos antigos, por dados fragmentados e suposi\u00e7\u00f5es de tradutores dos mesmos, o assunto se torna confuso e gera uma s\u00e9rie de falsas interpreta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o caso da\u00a0<strong>Hansen\u00edase<\/strong>, muito j\u00e1 se escreveu sobre sua origem e exist\u00eancia, por outro lado muitos desses escritos s\u00e3o cita\u00e7\u00f5es de fontes descrevendo a mol\u00e9stia sem os seus aspectos peculiares.<\/p>\n<p>Apesar disso, h\u00e1 refer\u00eancias bastante claras com rela\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0<strong>Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0em livros muito antigos. Ao que parece, essa doen\u00e7a j\u00e1 era conhecida na \u00cdndia em 1500 a.C., e no Regveda Samhita (um dos primeiros livros sagrados da \u00cdndia ), a Hansen\u00edase \u00e9 denominada de KUSHTA. Contudo, na China, refer\u00eancias muito antigas sobre essa doen\u00e7a, como aquela que \u00e9 feita em um dos tratados m\u00e9dicos chineses mais antigos, o Nei Ching Su Wen, d\u00e3o conta de descri\u00e7\u00f5es compat\u00edveis com pacientes portadores de Hansen\u00edase, por volta de 2600 A.C.<\/p>\n<p>A B\u00edblia \u00e9 outra fonte de confus\u00e3o quanto \u00e0 exist\u00eancia da\u00a0<strong>Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0entre os judeus na \u00e9poca do \u00eaxodo. O termo tsaraath, no hebraico, significava uma condi\u00e7\u00e3o anormal da pele dos indiv\u00edduos, das roupas, ou das casas, que necessitava de purifica\u00e7\u00e3o. Segundo o Livro Sagrado, o Tzaraat pele dos judeus seriam manchas brancas deprimidas em que os pelos tamb\u00e9m se tornavam brancos.<\/p>\n<p>Na tradu\u00e7\u00e3o grega, a palavra tsaraath foi traduzida como lepra e \u201clepros\u201d em grego, significa algo que descama. A palavra lepra tamb\u00e9m foi usada pelos gregos para designar doen\u00e7as escamosas do tipo da Psor\u00edase.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0mesmo, eles chamavam de Elefant\u00edase.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Hansen\u00edase<\/strong>, entretanto, n\u00e3o era conhecida na Europa na \u00e9poca de Hip\u00f3crates (467 AC. ). Nos trabalhos do PAI DA MEDICINA, n\u00e3o h\u00e1 refer\u00eancia a qualquer condi\u00e7\u00e3o que se assemelhasse \u00e0quela doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Admite-se que foram as tropas de Alexandre, o Grande, quando voltaram \u00e0 Europa, depois da conquista do mundo ent\u00e3o conhecido, que trouxeram soldados contaminados com a doen\u00e7a nas campanhas realizadas na \u00cdndia ( 300 AC. ). Tempos depois as conquistas romanas se encarregaram de disseminar a doen\u00e7a para outras regi\u00f5es europeias.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0continuou sua dissemina\u00e7\u00e3o pela Europa depois da queda do Imp\u00e9rio Romano e no in\u00edcio da Idade M\u00e9dia. Ela atingiu o seu m\u00e1ximo, naquele continente, entre os anos 1000 DC e 1300 DC que coincide com o per\u00edodo das Cruzadas que com certeza concorreram para o aumento do n\u00famero de doentes.<\/p>\n<p>Acontece, por\u00e9m, que a Hansen\u00edase era designada como lepra, como tamb\u00e9m eram denominadas todas as doen\u00e7as que se supunham ser id\u00eanticas ou ter alguma rela\u00e7\u00e3o com ela.<\/p>\n<p>Outra condi\u00e7\u00f5es como a mis\u00e9ria tinham a mesma conota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por esta \u00e9poca ( Idade M\u00e9dia ), o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a era feito de uma maneira impr\u00f3pria.<\/p>\n<p>No fim do s\u00e9culo XV a lei de Strasbourg, exigia que quatro pessoas (um m\u00e9dico, um cirurgi\u00e3o e dois barbeiros) fizessem o teste para a confirma\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da doen\u00e7a ( testes da urina e do sangue).<\/p>\n<p>Para o teste do sangue, por exemplo, uma amostra, retirada do indiv\u00edduo suspeito de ser portador da doen\u00e7a, era depositada em um recipiente que continha sal. Se o sangue se descompusesse, o paciente era sadio, se n\u00e3o, era considerado leproso.<\/p>\n<p>Depois disso, \u00e1gua fresca era derramada em um vaso e misturada com sangue. Se a mistura dos dois l\u00edquidos era imposs\u00edvel, era porque se tratava de sangue de um leproso.<\/p>\n<p>Quando se juntava gotas de sangue ao vinagre, se n\u00e3o houvesse forma\u00e7\u00e3o de bolhas tratava-se de sangue de leproso.<\/p>\n<p>Os conceitos imprecisos a respeito da doen\u00e7a e a impropriedade dos m\u00e9todos diagn\u00f3sticos fazem com que a no\u00e7\u00e3o que se tem a respeito do n\u00famero de doentes na Europa na Idade M\u00e9dia seja falsa.<\/p>\n<p>Seja qual for o n\u00famero de doentes que havia na Europa naqueles tempos, o certo \u00e9 que esse n\u00famero diminuiu a partir do s\u00e9culo XVI. Uma das causas poderia ter sido a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida, e outra que n\u00e3o pode ser descartada \u00e9 que o \u201ccomplexo\u201d lepra foi se esvaziando porque as doen\u00e7as cut\u00e2neas foram sendo melhor estudadas e foram recebendo os seus nomes definitivos.<\/p>\n<p>Hoje, na Europa, ainda persistem focos de\u00a0<strong>Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0em Portugal, Espanha, R\u00fassia e Turquia.<\/p>\n<p>Nas Am\u00e9ricas, a Hansen\u00edase deve ter chegado com os coloniza- dores entre os s\u00e9culos XVI e XVII. Hoje, todos os pa\u00edses sul-americanos t\u00eam Hansen\u00edase com exce\u00e7\u00e3o do Chile, o Brasil \u00e9 o que apresenta a preval\u00eancia mais alta, sendo o segundo pa\u00eds do mundo no n\u00famero de casos.<\/p>\n<p>No Brasil, os primeiros documentos que atestam a exist\u00eancia da hansen\u00edase em nosso territ\u00f3rio datam do fim do s\u00e9culo XVII, tanto que, em 1696, o governador Arthur de S\u00e1 e Menezes procurava dar assist\u00eancia no Rio de Janeiro, aos \u201cm\u00edseros leprosos\u201d, j\u00e1 ent\u00e3o em n\u00famero apreci\u00e1vel.<\/p>\n<p>O Brasil e em especial o estado de S\u00e3o Paulo, adotaram o modelo isolacionista, isto \u00e9, a interna\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria de todos os pacientes de Hansen\u00edase no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1930.<\/p>\n<p>Esse modelo estava sendo utilizado tamb\u00e9m em outros pa\u00edses end\u00eamicos.<\/p>\n<p>Essa pol\u00edtica pretendia eliminar a Hansen\u00edase para a qual n\u00e3o havia ainda tratamento, afastando os doentes da comunidade, internando-os em Asilos-Col\u00f4nias.<\/p>\n<p>No VII Congresso Internacional de Leprologia realizado no Rio de Janeiro em 1963, foram apresentados muitos trabalhos atestando os resultados ineficazes da pol\u00edtica isolacionista e os bons resultados do tratamento ambulatorial dos pacientes.<\/p>\n<p>Hoje, com o aux\u00edlio de medidas terap\u00eauticas eficazes, est\u00e1 se realizando um trabalho coordenado e intenso para controlar a Hansen\u00edase em nosso pa\u00eds, fazendo com que o Brasil irmanado \u00e0 outras na\u00e7\u00f5es e sob a \u00e9gide da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Saude consiga atingir a meta de eliminar a doen\u00e7a como um problema de sa\u00fade p\u00fablica logo no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p><strong>Hansen\u00edase \u2013 Mol\u00e9stia Infecciosa Cr\u00f4nica<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-163636 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Hansen3-300x223.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"223\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Hansen3-300x223.jpg 300w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Hansen3.jpg 338w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Hansen\u00edase<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Hansen\u00edase\u00a0<\/strong>\u00e9 uma mol\u00e9stia infecciosa cr\u00f4nica, cujo agente etiol\u00f3gico \u00e9 o Mycobacterium leprae. No mundo todo h\u00e1 cerca de 1.000.000 de pacientes em registro ativo, mas estima-se que realmente haja 1.260.000 pacientes que se distribuem em pa\u00edses de pobre situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica. Essas estimativas est\u00e3o aqu\u00e9m da realidade, pois s\u00f3 no Brasil, estima-se cerca de 500.000 casos.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0n\u00e3o teria a import\u00e2ncia que tem se fosse apenas uma doen\u00e7a de pele contagiosa. Mas \u00e9 a sua predile\u00e7\u00e3o pelos nervos perif\u00e9ricos que causa as incapacidades e deformidades, que s\u00e3o respons\u00e1veis pelo medo, pelo preconceito e pelos tabus que envolvem a doen\u00e7a. \u00c9, portanto uma doen\u00e7a contagiosa e que deforma.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora o agente causador da Hansen\u00edase, o M. leprae ainda n\u00e3o \u00e9 cultiv\u00e1vel. O que se sabe sobre o bacilo, foi determinado atrav\u00e9s de experimentos com patas de camundongos e tatus, pela inocula\u00e7\u00e3o desses animais.<\/p>\n<p>Continua-se admitindo que a fonte de cont\u00e1gio \u00e9 o homem com as formas bacil\u00edferas da mol\u00e9stia, virchowiana e dimorfa. As vias de elimina\u00e7\u00e3o dos germes s\u00e3o as vias a\u00e9reas superiores, pelo grande n\u00famero de les\u00f5es que existem na mucosa nasal, na boca e na laringe. As les\u00f5es cut\u00e2neas ulceradas podem constituir tamb\u00e9m uma via de elimina\u00e7\u00e3o importante.<\/p>\n<p>Hoje se considera que a Hansen\u00edase seja como a tuberculose e a poliomielite, isto \u00e9, muitas pessoas se infectam mas poucas adoecem.<\/p>\n<p>Fatores que teriam influ\u00eancia no aparecimento da mol\u00e9stia seriam as defici\u00eancias prote\u00edno-cal\u00f3ricas, com as consequentes implica\u00e7\u00f5es na forma\u00e7\u00e3o de fatores imunit\u00e1rios, e mais a promiscuidade, a falta de higiene e a mis\u00e9ria geral.<\/p>\n<p>Responsabilizou-se o clima como tendo um papel consider\u00e1vel na dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, porque os pa\u00edses onde a\u00a0<strong>Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0\u00e9 end\u00eamica se localizam nas \u00e1reas onde o clima \u00e9 tropical ou subtropical.<\/p>\n<p>Mas essa distribui\u00e7\u00e3o est\u00e1 mais ligada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-econ\u00f4micas do que clim\u00e1ticas, haja visto que na Noruega, que \u00e9 um pa\u00eds frio, a Hansen\u00edase atingiu altas preval\u00eancias na \u00faltima metade do s\u00e9culo XVIII e a doen\u00e7a s\u00f3 terminou com a melhora das condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias da popula\u00e7\u00e3o e do seu n\u00edvel de vida.<\/p>\n<p><strong>Hansen\u00edase \u2013 Manifesta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"Hansen9.jpg\" width=\"378\" height=\"205\" \/><br \/>\nHansen\u00edase<\/strong><\/p>\n<p>A<strong>\u00a0Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0apresenta uma variedade de manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, que est\u00e3o relacionadas com as condi\u00e7\u00f5es imunol\u00f3gicas do paciente.<\/p>\n<p>A primeira manifesta\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a se constituir\u00e1 de manchas hipocr\u00f4micas ou erit\u00eamato-hipocr\u00f4micas ou simplesmente \u00e1reas circunscritas de pele aparentemente normal que apresentam dist\u00farbios de sensibilidade.<\/p>\n<p>A esse n\u00edvel h\u00e1 uma anidrose ou hipohidrose, queda de pelos e aus\u00eancia da horripila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As les\u00f5es podem ser \u00fanicas ou m\u00faltiplas, com localiza\u00e7\u00e3o e tamanho vari\u00e1veis. Nestes casos n\u00e3o h\u00e1 comprometimento de troncos nervosos, portanto os doentes n\u00e3o apresentam incapacidades e n\u00e3o s\u00e3o contagiantes.<\/p>\n<p><strong>Nesta fase classificam-se os pacientes como:<\/strong>\u00a0HANSEN\u00cdASE INDETERMINADA.<\/p>\n<p><strong>No tipo:<\/strong>\u00a0HANSEN\u00cdASE TUBERCUL\u00d3IDE, as les\u00f5es cut\u00e2neas s\u00e3o constitu\u00eddas por p\u00e1pulas ou placas delimitadas, cheias ou com eleva\u00e7\u00e3o apenas nas bordas.<\/p>\n<p>O tom da les\u00e3o \u00e9 erit\u00eamato-acastanhado, o tamanho varia e sua forma pode ser oval, circular, anular ou figurada. Podem ser \u00fanicas ou m\u00faltiplas. A esse n\u00edvel h\u00e1 dist\u00farbios da sensibilidade e da sudorese.<\/p>\n<p>Nesses casos h\u00e1 com frequ\u00eancia comprometimento de troncos nervosos, bastante intenso, com as consequentes altera\u00e7\u00f5es sensitivas e motoras. Aqui como no caso anterior ainda se trata de uma forma n\u00e3o contagiante.<\/p>\n<p>No polo an\u00e9rgico (imunidade celular deprimida ) da mol\u00e9stia est\u00e1 a HANSEN\u00cdASE VIRCHOWIANA. Nesta forma h\u00e1 um polimorfismo de les\u00f5es com p\u00e1pulas, tub\u00e9rculos, n\u00f3dulos, placas, ulcera\u00e7\u00f5es e infiltra\u00e7\u00e3o difusa da pele. As les\u00f5es t\u00eam limites imprecisos e uma tonalidade ferruginosa t\u00edpica. Quando h\u00e1 uma infiltra\u00e7\u00e3o acentuada na face, com acentua\u00e7\u00e3o dos sulcos naturais e conserva\u00e7\u00e3o dos cabelos, configura-se o cl\u00e1ssico facies leonina da Hansen\u00edase. Aqui os doentes est\u00e3o com cargas altas de bacilos pelo corpo, configurando, portanto, forma contagiante, cont\u00e1gio este que cessa com o tratamento espec\u00edfico institu\u00eddo.<\/p>\n<p><strong>Entre os dois p\u00f3los, o de resist\u00eancia, tubercul\u00f3ide; e o an\u00e9rgico, virchowiano, est\u00e3o os casos intermedi\u00e1rios, \u201cborderline\u201d, classificados como:<\/strong>\u00a0HANSEN\u00cdASE DIMORFA.<\/p>\n<p>As les\u00f5es cut\u00e2neas nesses casos s\u00e3o em geral numerosas e lembram muitas vezes \u00e0quelas observadas nos tubercul\u00f3ides, ou \u00e0quelas encontradas nos virchowianos, com tonalidade ferruginosa e imprecis\u00e3o de seus limites. Os casos t\u00edpicos dimorfos, apresentam placas com uma \u00e1rea central circular de pele hipocr\u00f4mica ou de apar\u00eancia normal, bem delimitada, e que se difunde na periferia, perdendo os seus limites gradual e imprecisamente na pele que a circunda(les\u00f5es esburacadas, em favos de mel, ou em queijo su\u00ed\u00e7o).<\/p>\n<p>Os nervos perif\u00e9ricos s\u00e3o comprometidos com frequ\u00eancia e esse comprometimento \u00e9 intenso e extenso. Aqui a carga bacilar tende a ser alta, portanto, uma forma contagiosa at\u00e9 o in\u00edcio da quimioterapia espec\u00edfica.<\/p>\n<p><strong>Hansen\u00edase \u2013 Rea\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0\u00e9 uma mol\u00e9stia de evolu\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, mas por vezes o seu curso \u00e9 interrompido por epis\u00f3dios agudos, denominados \u201cRea\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>As rea\u00e7\u00f5es que ocorrem nos tubercul\u00f3ides e dimorfos s\u00e3o mediadas por c\u00e9lulas e se mostram por eritema e edema das les\u00f5es pr\u00e9-existentes e aparecimento de les\u00f5es novas agudas, poucas ou muitas.<\/p>\n<p>Nos virchowianos a imunidade celular est\u00e1 ausente ou deprimida, e os surtos agudos que apresentam s\u00e3o mediados por anticorpos. Estes surtos constituem o eritema nodoso hans\u00eanico, que se mostra com o aparecimento agudo de p\u00e1pulase n\u00f3dulose \u00e0s vezes placas, que podem se ulcerar ou pustulizar nos locais onde h\u00e1 les\u00f5es e infiltrados pr\u00e9vios. No eritema nodoso hans\u00eanico de m\u00e9dia intensidade, o indiv\u00edduo apresenta febre, mal-estar e, al\u00e9m de les\u00f5es cut\u00e2neas, aumento doloroso dos linfonodos, dores articulares, neurites, hepato e esplenomegalia, irites, iridiciclites, orquites, orquiepididimites.<\/p>\n<p><strong>Hansen\u00edase \u2013 Diagn\u00f3stico<\/strong><\/p>\n<p>Do ponto de vista pr\u00e1tico, o diagn\u00f3stico da\u00a0<strong>Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0baseia-se na pesquisa de sensibilidade e no encontro de bacilos \u00e1lcool-\u00e1cido resistentes.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 outra doen\u00e7a que apresente les\u00f5es com dist\u00farbios de sensibilidade, e por isso, nos casos em que os bacilos s\u00e3o dif\u00edceis de encontrar, o diagn\u00f3stico \u00e9 eminentemente cl\u00ednico, mostrando-se pelas altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas ao n\u00edvel das les\u00f5es cut\u00e2neas. A pesquisa de sensibilidade pode ser feita com o aux\u00edlio de um tubo de \u00e1gua quente e outro com \u00e1gua fria (sensibilidade t\u00e9rmica), ou de uma agulha (sensibilidade dolorosa ), ou de um chuma\u00e7o de algod\u00e3o (t\u00e1ctil).<\/p>\n<p>Os sintomas, como as erup\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas caracter\u00edsticas que n\u00e3o desaparecem, a perda da sensibilidade ao tato e as deformidades particulares que s\u00e3o resultantes da fraqueza muscular, fornecem fortes ind\u00edcios para o diagn\u00f3stico de hansen\u00edase. O exame microsc\u00f3pico do tecido cut\u00e2neo infectado confirma o diagn\u00f3stico. Do ponto de vista diagn\u00f3stico, nem os exames de sangue nem as culturas s\u00e3o \u00fateis.<\/p>\n<p><strong>Hansen\u00edase \u2013 Terap\u00eautica<\/strong><\/p>\n<p>As principais drogas em uso na hansen\u00edase s\u00e3o a dapsone, a clofazimina e a rifampicina.<\/p>\n<p>Com o uso indiscriminado da dapsone e da rifampicina por anos a fio, em monoterapia, tornou-se evidente o aparecimento de casos de resist\u00eancia secund\u00e1ria e prim\u00e1ria \u00e0 esses medicamentos.<\/p>\n<p>A OMS recomendou ent\u00e3o, que o tratamento dos pacientes virchowianos e dimorfos fosse feito com as tr\u00eas drogas principais, no m\u00ednimo durante 02 anos. Os paucibacilares, indeterminados e tubercul\u00f3ides, seriam tratados durante 06 meses utilizando-se a dapsone e rifampicina.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>tratamento da Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0\u00e9 um assunto muito complexo, e n\u00e3o se trata somente de se contar com medicamentos que destroem os bacilos. A doen\u00e7a ataca os nervos perif\u00e9ricos, provocando deformidades e incapacidades, que s\u00e3o respons\u00e1veis pela marginaliza\u00e7\u00e3o psico-social do indiv\u00edduo. A presen\u00e7a da incapacidade, a sua corre\u00e7\u00e3o cir\u00fargica quando j\u00e1 instalada, e a educa\u00e7\u00e3o do doente e da comunidade em que vive fazem parte da terap\u00eautica e n\u00e3o podem ser esquecidas.<\/p>\n<p><strong>Hansen\u00edase \u2013 Transmiss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O modo de transmiss\u00e3o da\u00a0<strong>hansen\u00edase<\/strong>\u00a0\u00e9 desconhecido. Quando um indiv\u00edduo gravemente doente e n\u00e3o tratado espirra, as bact\u00e9rias Mycobacterium leprae s\u00e3o dispersas no ar. Aproximadamente 50% dos indiv\u00edduos com hansen\u00edase provavelmente a contraiu atrav\u00e9s de um contato \u00edntimo com uma pessoa infectada.<\/p>\n<p class=\"justi\">A infec\u00e7\u00e3o pelo Mycobacterium leprae tamb\u00e9m pode ser origin\u00e1ria do solo, de contato com tatus e inclusive o contato com percevejos e mosquitos.<\/p>\n<p class=\"justi\">Aproximadamente 95% dos indiv\u00edduos expostos ao Mycobacterium leprae n\u00e3o apresentam hantuberculina sen\u00edase, pois o seu sistema imunol\u00f3gico combate e elimina a infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Naqueles que desenvolvem a doen\u00e7a, a infec\u00e7\u00e3o pode variar de leve (<b>hansen\u00edase tubercul\u00f3ide<\/b>) a grave (<b>hansen\u00edase lepromatosa<\/b>). A forma tubercul\u00f3ide n\u00e3o \u00e9 contagiosa. Mais de 5 milh\u00f5es de indiv\u00edduos em todo o mundo est\u00e3o infectadas pelo Mycobacterium leprae.<\/p>\n<p class=\"justi\">A\u00a0<strong>hansen\u00edase<\/strong>\u00a0\u00e9 mais comum na \u00c1sia, na \u00c1frica, na Am\u00e9rica Latina e em ilhas do Pac\u00edfico. Aproximadamente 5.000 deles nos Estados Unidos est\u00e3o infectadas. A maioria deles habita a Calif\u00f3rnia, o Hava\u00ed e o Texas.<\/p>\n<p class=\"justi\">Quase todos os casos de hansen\u00edase dos Estados Unidos envolvem indiv\u00edduos que emigraram de pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p class=\"justi\">A infec\u00e7\u00e3o pode iniciar em qualquer idade, mas \u00e9 mais comum em indiv\u00edduos com 20 a 40 anos de idade. A forma grave da hansen\u00edase, a lepromatosa, \u00e9 duas vezes mais comum em homens que em mulheres, enquanto que a forma leve, a tubercul\u00f3ide, afeta igualmente ambos os sexos.<\/p>\n<p>Contato \u00edntimo e prolongado com pacientes que eliminam bacilos<\/p>\n<p><strong>Ap\u00f3s a inala\u00e7\u00e3o do bacilo, os macr\u00f3fagos alveolares podem agir de tr\u00eas formas:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Destrui\u00e7\u00e3o dos bacilos por pessoas bastantes resistentes<br \/>\nDefesa imunol\u00f3gica para isolamento do bacilo e permitindo dissemina\u00e7\u00e3o para linfonodos regionais e depois para partes mais frias.<br \/>\nO paciente sem tratamento elimina bacilos n\u00e3o s\u00f3 pela pele mas tamb\u00e9m pelas secre\u00e7\u00f5es nasais etc. (superf\u00edcie)<\/p><\/blockquote>\n<h4>Solu\u00e7\u00e3o de continuidade<\/h4>\n<blockquote><p>Pessoa com les\u00e3o entra em contato com a superf\u00edcie rica em bacilos<br \/>\nIncuba\u00e7\u00e3o dura de 2 a 7 anos.<br \/>\nElimina\u00e7\u00e3o de bacilos se d\u00e1 pela pele e secre\u00e7\u00f5es nasais.<\/p><\/blockquote>\n<p>As 3 formas do destino do Mycobacterium depende da resist\u00eancia imunol\u00f3gica do indiv\u00edduo<\/p>\n<p>O bacilo tem maior tropismo por nervos, principalmente por bainha de schwan, ou seja, ele destr\u00f3i nervos essencialmente perif\u00e9ricos caracter\u00edstica tal que ajuda no diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>Isto leva \u00e0 altera\u00e7\u00e3o de sensibilidade (1\u00ba- t\u00e9rmica, 2\u00ba- dolorosa e 3\u00ba- t\u00e1til). Quando as les\u00f5es s\u00e3o cut\u00e2neas, pequenos nervos s\u00e3o destru\u00eddos e h\u00e1 perda de anexos.<\/p>\n<p>Uma hiperssensibilidade, do tipo formigamento, ocorre antes da perda da sensibilidade.<\/p>\n<p>A les\u00e3o dos nervos n\u00e3o d\u00e1 s\u00f3 anestesia, mas com a evolu\u00e7\u00e3o possui repercuss\u00f5es cl\u00ednicas divididas em formas cl\u00ednicas (na dissemina\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p class=\"sub_titulo\"><strong>Hansen\u00edase \u2013 Sintomas<\/strong><\/p>\n<p class=\"justi\">Como a bact\u00e9ria que causa a hansen\u00edase multiplica \u2013 se muito lentamente, os sintomas comumente manifestam-se pelo menos um ano ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o, se bem que o habitual \u00e9 que eles se manifestem 5 a 7 anos ap\u00f3s e, frequentemente, muitos anos mais tarde. Os sinais e os sintomas da hansen\u00edase dependem da resposta imune do indiv\u00edduo. O tipo de hansen\u00edase determina o progn\u00f3stico a longo prazo, as prov\u00e1veis complica\u00e7\u00f5es e a necessidade de uma antibioticoterapia. Na hansen\u00edase tubercul\u00f3ide, aparece uma erup\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea formada por uma ou v\u00e1rias \u00e1reas esbranqui\u00e7adas e planas.<\/p>\n<p class=\"justi\">Essas \u00e1reas s\u00e3o insens\u00edveis ao tato devido \u00e0 les\u00e3o nervosa causada pelas micobact\u00e9rias. Na hansen\u00edase lepromatosa, aparecem pequenos n\u00f3dulos ou erup\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas elevadas com tamanho e forma variados.<\/p>\n<p class=\"justi\">O indiv\u00edduo apresenta perda de pelos corp\u00f3reos, incluindo as sobrancelhas e os c\u00edlios.<\/p>\n<p class=\"justi\">A\u00a0<b>hansen\u00edase lim\u00edtrofe<\/b>\u00a0(borderline) \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o inst\u00e1vel que apresenta caracter\u00edsticas de ambas as formas de hansen\u00edase. Para os indiv\u00edduos com hansen\u00edase lim\u00edtrofe, a sua condi\u00e7\u00e3o pode melhorar (tornando-se semelhante \u00e0 forma tubercul\u00f3ide) ou piorar (tornando-se semelhante \u00e0 forma lepromatosa).<\/p>\n<p class=\"justi\">Durante a evolu\u00e7\u00e3o da hansen\u00edase, tratada ou n\u00e3o, podem ocorrer certas rea\u00e7\u00f5es imunol\u00f3gicas, que algumas vezes produzem febre e inflama\u00e7\u00e3o da pele, de nervos perif\u00e9ricos e, mais raramente, de linfonodos, de articula\u00e7\u00f5es, dos test\u00edculos, dos rins, do f\u00edgado e dos olhos. De acordo com o tipo de rea\u00e7\u00e3o e sua gravidade, o tratamento com corticoster\u00f3ides ou com a talidomida pode ser eficaz.<\/p>\n<p class=\"justi\">O Mycobacterium leprae \u00e9 a \u00fanica bact\u00e9ria que invade os nervos perif\u00e9ricos e quase todas as suas complica\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma conseq\u00fc\u00eancia direta dessa invas\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"justi\">O c\u00e9rebro e a medula espinhal n\u00e3o s\u00e3o afetados. Como a capacidade de detectar o toque, a dor, o calor e o frio diminui, os indiv\u00edduos com les\u00e3o de nervos perif\u00e9ricos podem queimar-se, cortar-se ou ferir-se sem perceber. A les\u00e3o de nervos perif\u00e9ricos tamb\u00e9m pode causar fraqueza muscular, produzindo algumas vezes dedos em garra e uma deformidade conhecida como \u201cp\u00e9 ca\u00eddo\u201d. Por essa raz\u00e3o, os indiv\u00edduos com hansen\u00edase podem tornar-se desfigurados.<\/p>\n<p class=\"justi\">Os indiv\u00edduos com hansen\u00edase tamb\u00e9m podem apresentar les\u00f5es na planta dos p\u00e9s. A les\u00e3o das vias nasais pode acarretar obstru\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica do nariz. A les\u00e3o dos olhos pode causar cegueira.<\/p>\n<p class=\"justi\">Os homens com hansen\u00edase lepromatosa podem apresentar impot\u00eancia e esterilidade, pois a infec\u00e7\u00e3o pode reduzir tanto a quantidade de testosterona quanto a quantidade de espermatoz\u00f3ides produzidos pelos test\u00edculos.<\/p>\n<p class=\"sub_titulo\"><strong>Hansen\u00edase \u2013 Preven\u00e7\u00e3o e Tratamento<\/strong><\/p>\n<p class=\"justi\">No passado, as deformidades causadas pela hansen\u00edase levavam ao ostracismo e os indiv\u00edduos com a doen\u00e7a eram isolados em institui\u00e7\u00f5es ou col\u00f4nias. Em alguns pa\u00edses, esta pr\u00e1tica \u00e9 ainda comum.<\/p>\n<p class=\"justi\">Embora o tratamento precoce possa impedir ou corrigir a maioria das principais deformidades, os indiv\u00edduos com hansen\u00edase podem apresentar problemas psicol\u00f3gicos e sociais.<\/p>\n<p class=\"justi\">No entanto, o isolamento n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio. Somente a forma lepromatosa n\u00e3o tratada da hansen\u00edase \u00e9 contagiosa e mesmo assim ela n\u00e3o \u00e9 facilmente transmitida.<\/p>\n<p class=\"justi\">Al\u00e9m disso, a maioria dos indiv\u00edduos apresentam uma imunidade natural contra a hansen\u00edase e somente aqueles que convivem durante um longo tempo com um indiv\u00edduo infectado apresentam risco de desenvolver a infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"justi\">Aparentemente, os m\u00e9dicos e os enfermeiros que tratam indiv\u00edduos com hansen\u00edase n\u00e3o apresentam um maior risco.<\/p>\n<p class=\"justi\">Os antibi\u00f3ticos podem interromper a evolu\u00e7\u00e3o da hansen\u00edase ou inclusive cur\u00e1-la. Como algumas das micobact\u00e9rias podem ser resistentes a certos antibi\u00f3ticos, o m\u00e9dico pode prescrever mais de uma droga, sobretudo para os pacientes com hansen\u00edase lepromatosa. A dapsona, o antibi\u00f3tico mais comumente utilizado no tratamento da hansen\u00edase, \u00e9 relativamente barata e, geralmente, a sua utiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 segura.<\/p>\n<p class=\"justi\">Ela apenas causa ocasionalmente erup\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas e anemia.<\/p>\n<p class=\"justi\">A rifampina, mais cara, \u00e9 ainda mais potente que a dapsona. Os seus efeitos colaterais mais graves s\u00e3o a les\u00e3o hep\u00e1tica e sintomas semelhantes aos do resfriado.<\/p>\n<p class=\"justi\">Outros antibi\u00f3ticos que podem ser administrados a pessoas com hansen\u00edase incluem a clofazimina, a etionamida, a minociclina, a claritromicina e a ofloxacina.<\/p>\n<p class=\"justi\">A antibioticoterapia deve ser mantida durante um longo tempo, pois a erradica\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria \u00e9 dif\u00edcil. Dependendo da gravidade da infec\u00e7\u00e3o e da avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, o tratamento pode ser mantido por 6 meses a v\u00e1rios anos. Muitos indiv\u00edudos com hansen\u00edase lepromatosa tomam dapsona durante a vida toda.<\/p>\n<p><strong>Hansen\u00edase (doen\u00e7a de Hansen)<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>hansen\u00edase<\/strong>, tamb\u00e9m conhecida como hansen\u00edase, \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f4nica (de longa dura\u00e7\u00e3o) causada pela infec\u00e7\u00e3o pelo bacilo Mycobacterium leprae (M. leprae).<\/p>\n<p>A doen\u00e7a foi muito temida por muitos s\u00e9culos por causa da extrema desfigura\u00e7\u00e3o que pode causar; \u00e9 amplamente conhecido hoje a partir de refer\u00eancias a Tzaraath na B\u00edblia hebraica, traduzida como \u201clepra\u201d, embora a tradu\u00e7\u00e3o provavelmente inclua uma ampla gama de doen\u00e7as de pele.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>hansen\u00edase<\/strong>\u00a0\u00e9 trat\u00e1vel por terapia combinada de medicamentos, e campanhas de erradica\u00e7\u00e3o est\u00e3o em andamento na \u00c1frica, \u00cdndia, Brasil e outros lugares onde a doen\u00e7a permanece comum.<\/p>\n<p><strong>A hansen\u00edase, como comumente se sup\u00f5e, n\u00e3o causa a queda dos dedos das m\u00e3os, p\u00e9s e nariz:<\/strong>\u00a0esse \u00e9 um efeito colateral do ataque da doen\u00e7a aos nervos perif\u00e9ricos.<\/p>\n<p>A perda de sensibilidade torna os pacientes incapazes de responder a pequenas les\u00f5es e infec\u00e7\u00f5es nos dedos das m\u00e3os e dos p\u00e9s e em outros lugares, e s\u00e3o essas causas secund\u00e1rias que levam \u00e0 perda caracter\u00edstica de partes do corpo. No entanto, a hansen\u00edase tamb\u00e9m pode causar les\u00f5es inchadas e deformantes na face e em outros lugares, al\u00e9m de v\u00e1rios outros sintomas.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/www.patologiaonline.hpg.ig.com.br\/www.encyclopedia.com\/ghafreire.sites.uol.com.br\/dtr2001.saude.gov.br<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-163636 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Hansen3-300x223.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"223\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Hansen3-300x223.jpg 300w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Hansen3.jpg 338w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><strong>Hansen\u00edase<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Hansen\u00edase\u00a0<\/strong>\u00e9 uma mol\u00e9stia infecciosa cr\u00f4nica, cujo agente etiol\u00f3gico \u00e9 o Mycobacterium leprae. No mundo todo h\u00e1 cerca de 1.000.000 de pacientes em registro ativo, mas estima-se que realmente haja 1.260.000 pacientes que se distribuem em pa\u00edses de pobre situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica. Essas estimativas est\u00e3o aqu\u00e9m da realidade, pois s\u00f3 no Brasil, estima-se cerca de 500.000 casos.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0n\u00e3o teria a import\u00e2ncia que tem se fosse apenas uma doen\u00e7a de pele contagiosa. Mas \u00e9 a sua predile\u00e7\u00e3o pelos nervos perif\u00e9ricos que causa as incapacidades e deformidades, que s\u00e3o respons\u00e1veis pelo medo, pelo preconceito e pelos tabus que envolvem a doen\u00e7a. \u00c9, portanto uma doen\u00e7a contagiosa e que deforma.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora o agente causador da Hansen\u00edase, o M. leprae ainda n\u00e3o \u00e9 cultiv\u00e1vel. O que se sabe sobre o bacilo, foi determinado atrav\u00e9s de experimentos com patas de camundongos e tatus, pela inocula\u00e7\u00e3o desses animais.<\/p>\n<p>Continua-se admitindo que a fonte de cont\u00e1gio \u00e9 o homem com as formas bacil\u00edferas da mol\u00e9stia, virchowiana e dimorfa. As vias de elimina\u00e7\u00e3o dos germes s\u00e3o as vias a\u00e9reas superiores, pelo grande n\u00famero de les\u00f5es que existem na mucosa nasal, na boca e na laringe. As les\u00f5es cut\u00e2neas ulceradas podem constituir tamb\u00e9m uma via de elimina\u00e7\u00e3o importante.<\/p>\n<p>Hoje se considera que a Hansen\u00edase seja como a tuberculose e a poliomielite, isto \u00e9, muitas pessoas se infectam mas poucas adoecem.<\/p>\n<p>Fatores que teriam influ\u00eancia no aparecimento da mol\u00e9stia seriam as defici\u00eancias prote\u00edno-cal\u00f3ricas, com as consequentes implica\u00e7\u00f5es na forma\u00e7\u00e3o de fatores imunit\u00e1rios, e mais a promiscuidade, a falta de higiene e a mis\u00e9ria geral.<\/p>\n<p>Responsabilizou-se o clima como tendo um papel consider\u00e1vel na dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, porque os pa\u00edses onde a\u00a0<strong>Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0\u00e9 end\u00eamica se localizam nas \u00e1reas onde o clima \u00e9 tropical ou subtropical.<\/p>\n<p>Mas essa distribui\u00e7\u00e3o est\u00e1 mais ligada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-econ\u00f4micas do que clim\u00e1ticas, haja visto que na Noruega, que \u00e9 um pa\u00eds frio, a Hansen\u00edase atingiu altas preval\u00eancias na \u00faltima metade do s\u00e9culo XVIII e a doen\u00e7a s\u00f3 terminou com a melhora das condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias da popula\u00e7\u00e3o e do seu n\u00edvel de vida.<\/p>\n<p><strong>Hansen\u00edase &#8211; Manifesta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-163637 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Hansen4-300x160.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"160\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Hansen4-300x160.jpg 300w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Hansen4-310x165.jpg 310w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Hansen4.jpg 630w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><strong>Hansen\u00edase<\/strong><\/p>\n<p>A<strong>\u00a0Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0apresenta uma variedade de manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, que est\u00e3o relacionadas com as condi\u00e7\u00f5es imunol\u00f3gicas do paciente.<\/p>\n<p>A primeira manifesta\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a se constituir\u00e1 de manchas hipocr\u00f4micas ou erit\u00eamato-hipocr\u00f4micas ou simplesmente \u00e1reas circunscritas de pele aparentemente normal que apresentam dist\u00farbios de sensibilidade.<\/p>\n<p>A esse n\u00edvel h\u00e1 uma anidrose ou hipohidrose, queda de pelos e aus\u00eancia da horripila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As les\u00f5es podem ser \u00fanicas ou m\u00faltiplas, com localiza\u00e7\u00e3o e tamanho vari\u00e1veis. Nestes casos n\u00e3o h\u00e1 comprometimento de troncos nervosos, portanto os doentes n\u00e3o apresentam incapacidades e n\u00e3o s\u00e3o contagiantes.<\/p>\n<p><strong>Nesta fase classificam-se os pacientes como:<\/strong>\u00a0HANSEN\u00cdASE INDETERMINADA.<\/p>\n<p><strong>No tipo:<\/strong>\u00a0HANSEN\u00cdASE TUBERCUL\u00d3IDE, as les\u00f5es cut\u00e2neas s\u00e3o constitu\u00eddas por p\u00e1pulas ou placas delimitadas, cheias ou com eleva\u00e7\u00e3o apenas nas bordas.<\/p>\n<p>O tom da les\u00e3o \u00e9 erit\u00eamato-acastanhado, o tamanho varia e sua forma pode ser oval, circular, anular ou figurada. Podem ser \u00fanicas ou m\u00faltiplas. A esse n\u00edvel h\u00e1 dist\u00farbios da sensibilidade e da sudorese.<\/p>\n<p>Nesses casos h\u00e1 com frequ\u00eancia comprometimento de troncos nervosos, bastante intenso, com as consequentes altera\u00e7\u00f5es sensitivas e motoras. Aqui como no caso anterior ainda se trata de uma forma n\u00e3o contagiante.<\/p>\n<p>No polo an\u00e9rgico (imunidade celular deprimida ) da mol\u00e9stia est\u00e1 a HANSEN\u00cdASE VIRCHOWIANA. Nesta forma h\u00e1 um polimorfismo de les\u00f5es com p\u00e1pulas, tub\u00e9rculos, n\u00f3dulos, placas, ulcera\u00e7\u00f5es e infiltra\u00e7\u00e3o difusa da pele. As les\u00f5es t\u00eam limites imprecisos e uma tonalidade ferruginosa t\u00edpica. Quando h\u00e1 uma infiltra\u00e7\u00e3o acentuada na face, com acentua\u00e7\u00e3o dos sulcos naturais e conserva\u00e7\u00e3o dos cabelos, configura-se o cl\u00e1ssico facies leonina da Hansen\u00edase. Aqui os doentes est\u00e3o com cargas altas de bacilos pelo corpo, configurando, portanto, forma contagiante, cont\u00e1gio este que cessa com o tratamento espec\u00edfico institu\u00eddo.<\/p>\n<p><strong>Entre os dois p\u00f3los, o de resist\u00eancia, tubercul\u00f3ide; e o an\u00e9rgico, virchowiano, est\u00e3o os casos intermedi\u00e1rios, &#8220;borderline&#8221;, classificados como:<\/strong>\u00a0HANSEN\u00cdASE DIMORFA.<\/p>\n<p>As les\u00f5es cut\u00e2neas nesses casos s\u00e3o em geral numerosas e lembram muitas vezes \u00e0quelas observadas nos tubercul\u00f3ides, ou \u00e0quelas encontradas nos virchowianos, com tonalidade ferruginosa e imprecis\u00e3o de seus limites. Os casos t\u00edpicos dimorfos, apresentam placas com uma \u00e1rea central circular de pele hipocr\u00f4mica ou de apar\u00eancia normal, bem delimitada, e que se difunde na periferia, perdendo os seus limites gradual e imprecisamente na pele que a circunda(les\u00f5es esburacadas, em favos de mel, ou em queijo su\u00ed\u00e7o).<\/p>\n<p>Os nervos perif\u00e9ricos s\u00e3o comprometidos com frequ\u00eancia e esse comprometimento \u00e9 intenso e extenso. Aqui a carga bacilar tende a ser alta, portanto, uma forma contagiosa at\u00e9 o in\u00edcio da quimioterapia espec\u00edfica.<\/p>\n<p><strong>Hansen\u00edase &#8211; Rea\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0\u00e9 uma mol\u00e9stia de evolu\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, mas por vezes o seu curso \u00e9 interrompido por epis\u00f3dios agudos, denominados &#8220;Rea\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>As rea\u00e7\u00f5es que ocorrem nos tubercul\u00f3ides e dimorfos s\u00e3o mediadas por c\u00e9lulas e se mostram por eritema e edema das les\u00f5es pr\u00e9-existentes e aparecimento de les\u00f5es novas agudas, poucas ou muitas.<\/p>\n<p>Nos virchowianos a imunidade celular est\u00e1 ausente ou deprimida, e os surtos agudos que apresentam s\u00e3o mediados por anticorpos. Estes surtos constituem o eritema nodoso hans\u00eanico, que se mostra com o aparecimento agudo de p\u00e1pulase n\u00f3dulose \u00e0s vezes placas, que podem se ulcerar ou pustulizar nos locais onde h\u00e1 les\u00f5es e infiltrados pr\u00e9vios. No eritema nodoso hans\u00eanico de m\u00e9dia intensidade, o indiv\u00edduo apresenta febre, mal-estar e, al\u00e9m de les\u00f5es cut\u00e2neas, aumento doloroso dos linfonodos, dores articulares, neurites, hepato e esplenomegalia, irites, iridiciclites, orquites, orquiepididimites.<\/p>\n<p><strong>Hansen\u00edase &#8211; Diagn\u00f3stico<\/strong><\/p>\n<p>Do ponto de vista pr\u00e1tico, o diagn\u00f3stico da\u00a0<strong>Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0baseia-se na pesquisa de sensibilidade e no encontro de bacilos \u00e1lcool-\u00e1cido resistentes.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 outra doen\u00e7a que apresente les\u00f5es com dist\u00farbios de sensibilidade, e por isso, nos casos em que os bacilos s\u00e3o dif\u00edceis de encontrar, o diagn\u00f3stico \u00e9 eminentemente cl\u00ednico, mostrando-se pelas altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas ao n\u00edvel das les\u00f5es cut\u00e2neas. A pesquisa de sensibilidade pode ser feita com o aux\u00edlio de um tubo de \u00e1gua quente e outro com \u00e1gua fria (sensibilidade t\u00e9rmica), ou de uma agulha (sensibilidade dolorosa ), ou de um chuma\u00e7o de algod\u00e3o (t\u00e1ctil).<\/p>\n<p>Os sintomas, como as erup\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas caracter\u00edsticas que n\u00e3o desaparecem, a perda da sensibilidade ao tato e as deformidades particulares que s\u00e3o resultantes da fraqueza muscular, fornecem fortes ind\u00edcios para o diagn\u00f3stico de hansen\u00edase. O exame microsc\u00f3pico do tecido cut\u00e2neo infectado confirma o diagn\u00f3stico. Do ponto de vista diagn\u00f3stico, nem os exames de sangue nem as culturas s\u00e3o \u00fateis.<\/p>\n<p><strong>Hansen\u00edase &#8211; Terap\u00eautica<\/strong><\/p>\n<p>As principais drogas em uso na hansen\u00edase s\u00e3o a dapsone, a clofazimina e a rifampicina.<\/p>\n<p>Com o uso indiscriminado da dapsone e da rifampicina por anos a fio, em monoterapia, tornou-se evidente o aparecimento de casos de resist\u00eancia secund\u00e1ria e prim\u00e1ria \u00e0 esses medicamentos.<\/p>\n<p>A OMS recomendou ent\u00e3o, que o tratamento dos pacientes virchowianos e dimorfos fosse feito com as tr\u00eas drogas principais, no m\u00ednimo durante 02 anos. Os paucibacilares, indeterminados e tubercul\u00f3ides, seriam tratados durante 06 meses utilizando-se a dapsone e rifampicina.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>tratamento da Hansen\u00edase<\/strong>\u00a0\u00e9 um assunto muito complexo, e n\u00e3o se trata somente de se contar com medicamentos que destroem os bacilos. A doen\u00e7a ataca os nervos perif\u00e9ricos, provocando deformidades e incapacidades, que s\u00e3o respons\u00e1veis pela marginaliza\u00e7\u00e3o psico-social do indiv\u00edduo. A presen\u00e7a da incapacidade, a sua corre\u00e7\u00e3o cir\u00fargica quando j\u00e1 instalada, e a educa\u00e7\u00e3o do doente e da comunidade em que vive fazem parte da terap\u00eautica e n\u00e3o podem ser esquecidas.<\/p>\n<p><strong>Hansen\u00edase &#8211; Transmiss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O modo de transmiss\u00e3o da\u00a0<strong>hansen\u00edase<\/strong>\u00a0\u00e9 desconhecido. Quando um indiv\u00edduo gravemente doente e n\u00e3o tratado espirra, as bact\u00e9rias Mycobacterium leprae s\u00e3o dispersas no ar. Aproximadamente 50% dos indiv\u00edduos com hansen\u00edase provavelmente a contraiu atrav\u00e9s de um contato \u00edntimo com uma pessoa infectada.<\/p>\n<p class=\"justi\">A infec\u00e7\u00e3o pelo Mycobacterium leprae tamb\u00e9m pode ser origin\u00e1ria do solo, de contato com tatus e inclusive o contato com percevejos e mosquitos.<\/p>\n<p class=\"justi\">Aproximadamente 95% dos indiv\u00edduos expostos ao Mycobacterium leprae n\u00e3o apresentam hantuberculina sen\u00edase, pois o seu sistema imunol\u00f3gico combate e elimina a infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Naqueles que desenvolvem a doen\u00e7a, a infec\u00e7\u00e3o pode variar de leve (<b>hansen\u00edase tubercul\u00f3ide<\/b>) a grave (<b>hansen\u00edase lepromatosa<\/b>). A forma tubercul\u00f3ide n\u00e3o \u00e9 contagiosa. Mais de 5 milh\u00f5es de indiv\u00edduos em todo o mundo est\u00e3o infectadas pelo Mycobacterium leprae.<\/p>\n<p class=\"justi\">A\u00a0<strong>hansen\u00edase<\/strong>\u00a0\u00e9 mais comum na \u00c1sia, na \u00c1frica, na Am\u00e9rica Latina e em ilhas do Pac\u00edfico. Aproximadamente 5.000 deles nos Estados Unidos est\u00e3o infectadas. A maioria deles habita a Calif\u00f3rnia, o Hava\u00ed e o Texas.<\/p>\n<p class=\"justi\">Quase todos os casos de hansen\u00edase dos Estados Unidos envolvem indiv\u00edduos que emigraram de pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p class=\"justi\">A infec\u00e7\u00e3o pode iniciar em qualquer idade, mas \u00e9 mais comum em indiv\u00edduos com 20 a 40 anos de idade. A forma grave da hansen\u00edase, a lepromatosa, \u00e9 duas vezes mais comum em homens que em mulheres, enquanto que a forma leve, a tubercul\u00f3ide, afeta igualmente ambos os sexos.<\/p>\n<p>Contato \u00edntimo e prolongado com pacientes que eliminam bacilos<\/p>\n<p><strong>Ap\u00f3s a inala\u00e7\u00e3o do bacilo, os macr\u00f3fagos alveolares podem agir de tr\u00eas formas:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Destrui\u00e7\u00e3o dos bacilos por pessoas bastantes resistentes<br \/>\nDefesa imunol\u00f3gica para isolamento do bacilo e permitindo dissemina\u00e7\u00e3o para linfonodos regionais e depois para partes mais frias.<br \/>\nO paciente sem tratamento elimina bacilos n\u00e3o s\u00f3 pela pele mas tamb\u00e9m pelas secre\u00e7\u00f5es nasais etc. (superf\u00edcie)<\/p><\/blockquote>\n<h4>Solu\u00e7\u00e3o de continuidade<\/h4>\n<blockquote><p>Pessoa com les\u00e3o entra em contato com a superf\u00edcie rica em bacilos<br \/>\nIncuba\u00e7\u00e3o dura de 2 a 7 anos.<br \/>\nElimina\u00e7\u00e3o de bacilos se d\u00e1 pela pele e secre\u00e7\u00f5es nasais.<\/p><\/blockquote>\n<p>As 3 formas do destino do Mycobacterium depende da resist\u00eancia imunol\u00f3gica do indiv\u00edduo<\/p>\n<p>O bacilo tem maior tropismo por nervos, principalmente por bainha de schwan, ou seja, ele destr\u00f3i nervos essencialmente perif\u00e9ricos caracter\u00edstica tal que ajuda no diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>Isto leva \u00e0 altera\u00e7\u00e3o de sensibilidade (1\u00ba- t\u00e9rmica, 2\u00ba- dolorosa e 3\u00ba- t\u00e1til). Quando as les\u00f5es s\u00e3o cut\u00e2neas, pequenos nervos s\u00e3o destru\u00eddos e h\u00e1 perda de anexos.<\/p>\n<p>Uma hiperssensibilidade, do tipo formigamento, ocorre antes da perda da sensibilidade.<\/p>\n<p>A les\u00e3o dos nervos n\u00e3o d\u00e1 s\u00f3 anestesia, mas com a evolu\u00e7\u00e3o possui repercuss\u00f5es cl\u00ednicas divididas em formas cl\u00ednicas (na dissemina\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p class=\"sub_titulo\"><strong>Hansen\u00edase &#8211; Sintomas<\/strong><\/p>\n<p class=\"justi\">Como a bact\u00e9ria que causa a hansen\u00edase multiplica &#8211; se muito lentamente, os sintomas comumente manifestam-se pelo menos um ano ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o, se bem que o habitual \u00e9 que eles se manifestem 5 a 7 anos ap\u00f3s e, frequentemente, muitos anos mais tarde. Os sinais e os sintomas da hansen\u00edase dependem da resposta imune do indiv\u00edduo. O tipo de hansen\u00edase determina o progn\u00f3stico a longo prazo, as prov\u00e1veis complica\u00e7\u00f5es e a necessidade de uma antibioticoterapia. Na hansen\u00edase tubercul\u00f3ide, aparece uma erup\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea formada por uma ou v\u00e1rias \u00e1reas esbranqui\u00e7adas e planas.<\/p>\n<p class=\"justi\">Essas \u00e1reas s\u00e3o insens\u00edveis ao tato devido \u00e0 les\u00e3o nervosa causada pelas micobact\u00e9rias. Na hansen\u00edase lepromatosa, aparecem pequenos n\u00f3dulos ou erup\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas elevadas com tamanho e forma variados.<\/p>\n<p class=\"justi\">O indiv\u00edduo apresenta perda de pelos corp\u00f3reos, incluindo as sobrancelhas e os c\u00edlios.<\/p>\n<p class=\"justi\">A\u00a0<b>hansen\u00edase lim\u00edtrofe<\/b>\u00a0(borderline) \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o inst\u00e1vel que apresenta caracter\u00edsticas de ambas as formas de hansen\u00edase. Para os indiv\u00edduos com hansen\u00edase lim\u00edtrofe, a sua condi\u00e7\u00e3o pode melhorar (tornando-se semelhante \u00e0 forma tubercul\u00f3ide) ou piorar (tornando-se semelhante \u00e0 forma lepromatosa).<\/p>\n<p class=\"justi\">Durante a evolu\u00e7\u00e3o da hansen\u00edase, tratada ou n\u00e3o, podem ocorrer certas rea\u00e7\u00f5es imunol\u00f3gicas, que algumas vezes produzem febre e inflama\u00e7\u00e3o da pele, de nervos perif\u00e9ricos e, mais raramente, de linfonodos, de articula\u00e7\u00f5es, dos test\u00edculos, dos rins, do f\u00edgado e dos olhos. De acordo com o tipo de rea\u00e7\u00e3o e sua gravidade, o tratamento com corticoster\u00f3ides ou com a talidomida pode ser eficaz.<\/p>\n<p class=\"justi\">O Mycobacterium leprae \u00e9 a \u00fanica bact\u00e9ria que invade os nervos perif\u00e9ricos e quase todas as suas complica\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma conseq\u00fc\u00eancia direta dessa invas\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"justi\">O c\u00e9rebro e a medula espinhal n\u00e3o s\u00e3o afetados. Como a capacidade de detectar o toque, a dor, o calor e o frio diminui, os indiv\u00edduos com les\u00e3o de nervos perif\u00e9ricos podem queimar-se, cortar-se ou ferir-se sem perceber. A les\u00e3o de nervos perif\u00e9ricos tamb\u00e9m pode causar fraqueza muscular, produzindo algumas vezes dedos em garra e uma deformidade conhecida como &#8220;p\u00e9 ca\u00eddo&#8221;. Por essa raz\u00e3o, os indiv\u00edduos com hansen\u00edase podem tornar-se desfigurados.<\/p>\n<p class=\"justi\">Os indiv\u00edduos com hansen\u00edase tamb\u00e9m podem apresentar les\u00f5es na planta dos p\u00e9s. A les\u00e3o das vias nasais pode acarretar obstru\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica do nariz. A les\u00e3o dos olhos pode causar cegueira.<\/p>\n<p class=\"justi\">Os homens com hansen\u00edase lepromatosa podem apresentar impot\u00eancia e esterilidade, pois a infec\u00e7\u00e3o pode reduzir tanto a quantidade de testosterona quanto a quantidade de espermatoz\u00f3ides produzidos pelos test\u00edculos.<\/p>\n<p class=\"sub_titulo\"><strong>Hansen\u00edase &#8211; Preven\u00e7\u00e3o e Tratamento<\/strong><\/p>\n<p class=\"justi\">No passado, as deformidades causadas pela hansen\u00edase levavam ao ostracismo e os indiv\u00edduos com a doen\u00e7a eram isolados em institui\u00e7\u00f5es ou col\u00f4nias. Em alguns pa\u00edses, esta pr\u00e1tica \u00e9 ainda comum.<\/p>\n<p class=\"justi\">Embora o tratamento precoce possa impedir ou corrigir a maioria das principais deformidades, os indiv\u00edduos com hansen\u00edase podem apresentar problemas psicol\u00f3gicos e sociais.<\/p>\n<p class=\"justi\">No entanto, o isolamento n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio. Somente a forma lepromatosa n\u00e3o tratada da hansen\u00edase \u00e9 contagiosa e mesmo assim ela n\u00e3o \u00e9 facilmente transmitida.<\/p>\n<p class=\"justi\">Al\u00e9m disso, a maioria dos indiv\u00edduos apresentam uma imunidade natural contra a hansen\u00edase e somente aqueles que convivem durante um longo tempo com um indiv\u00edduo infectado apresentam risco de desenvolver a infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"justi\">Aparentemente, os m\u00e9dicos e os enfermeiros que tratam indiv\u00edduos com hansen\u00edase n\u00e3o apresentam um maior risco.<\/p>\n<p class=\"justi\">Os antibi\u00f3ticos podem interromper a evolu\u00e7\u00e3o da hansen\u00edase ou inclusive cur\u00e1-la. Como algumas das micobact\u00e9rias podem ser resistentes a certos antibi\u00f3ticos, o m\u00e9dico pode prescrever mais de uma droga, sobretudo para os pacientes com hansen\u00edase lepromatosa. A dapsona, o antibi\u00f3tico mais comumente utilizado no tratamento da hansen\u00edase, \u00e9 relativamente barata e, geralmente, a sua utiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 segura.<\/p>\n<p class=\"justi\">Ela apenas causa ocasionalmente erup\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas e anemia.<\/p>\n<p class=\"justi\">A rifampina, mais cara, \u00e9 ainda mais potente que a dapsona. Os seus efeitos colaterais mais graves s\u00e3o a les\u00e3o hep\u00e1tica e sintomas semelhantes aos do resfriado.<\/p>\n<p class=\"justi\">Outros antibi\u00f3ticos que podem ser administrados a pessoas com hansen\u00edase incluem a clofazimina, a etionamida, a minociclina, a claritromicina e a ofloxacina.<\/p>\n<p class=\"justi\">A antibioticoterapia deve ser mantida durante um longo tempo, pois a erradica\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria \u00e9 dif\u00edcil. Dependendo da gravidade da infec\u00e7\u00e3o e da avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, o tratamento pode ser mantido por 6 meses a v\u00e1rios anos. Muitos indiv\u00edudos com hansen\u00edase lepromatosa tomam dapsona durante a vida toda.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/www.patologiaonline.hpg.ig.com.br\/ghafreire.sites.uol.com.br\/dtr2001.saude.gov.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hansen\u00edase, Lepra, Doen\u00e7a, Tipo, Brasil, Causa, O que \u00e9, Sintomas, Transmiss\u00e3o, Tratamento, Preven\u00e7\u00e3o, Cura, Controle, Sinais, Diagn\u00f3stico, Hansen\u00edase<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[],"class_list":["post-32071","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-saude"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Hansen\u00edase, Lepra, Doen\u00e7a, 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