{"id":32051,"date":"2016-05-20T13:05:18","date_gmt":"2016-05-20T13:05:18","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=32051"},"modified":"2016-05-20T13:07:16","modified_gmt":"2016-05-20T13:07:16","slug":"aditivos-quimicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/quimica\/aditivos-quimicos","title":{"rendered":"Aditivos Qu\u00edmicos"},"content":{"rendered":"<h4>Aditivos Alimentares &#8211; O que s\u00e3o<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Aditivos Qu\u00edmicos\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/aditivos-quimicos-016.jpg\" alt=\"Aditivos Qu\u00edmicos\" \/><strong><br \/>\nAditivos Alimentares<\/strong><\/p>\n<p><strong>Aditivos<\/strong> s\u00e3o ingredientes utilizados na prepara\u00e7\u00e3o de alimentos processados.<\/p>\n<p>Alguns destes s\u00e3o extra\u00eddos a partir de materiais que ocorrem naturalmente, os outros s\u00e3o fabricadas pela ind\u00fastria qu\u00edmica.<\/p>\n<p>Mas, como todos os outros componentes de alimentos, todos os aditivos s\u00e3o subst\u00e2ncias qu\u00edmicas.<\/p>\n<p>Conservantes, corantes e sabores s\u00e3o os aditivos mais conhecidos, mas antioxidantes, emulsionantes, estabilizantes, agentes gelificantes, espessantes e ado\u00e7antes s\u00e3o tamb\u00e9m vulgarmente utilizados.<\/p>\n<p>Os aditivos mais importantes s\u00e3o conservantes, sem que o alimento rapidamente v\u00e3o mal.<\/p>\n<p>Muitos agentes que s\u00e3o essenciais para a prepara\u00e7\u00e3o de alimentos comercial e de armazenamento t\u00eam seus an\u00e1logos na cozinha.<\/p>\n<h4><strong>Aditivos e seus Efeitos no Organismo<\/strong><\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Aditivos Qu\u00edmicos\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/aditivos-quimicos-015.jpg\" alt=\"Aditivos Qu\u00edmicos\" \/><strong><br \/>\nAditivos Alimentares <\/strong><\/p>\n<p>Considera-se como <strong>aditivo alimentar<\/strong> toda subst\u00e2ncia ou composto incorporado a um produto aliment\u00edcio, podendo ser considerado como Intencional ou N\u00e3o-Intencional.<\/p>\n<p>No primeiro caso o aditivo \u00e9 usado segundo um objetivo pr\u00e9vio, qual seja, o de impedir deteriora\u00e7\u00f5es (conservantes), manter o aspecto e a cor, intensificar o aroma, etc.<\/p>\n<p>No segundo caso, o produto qu\u00edmico existe em decorr\u00eancia de um processo de fabrica\u00e7\u00e3o, da manipula\u00e7\u00e3o, da embalagem e estocagem, existindo geralmente de forma residual. S\u00e3o considerados pelos t\u00e9cnicos da FAO como agentes contaminantes, pois resultam do uso de herbicidas seletivos ou gerais, pesticidas, adubos qu\u00edmicos, antibi\u00f3ticos, fungicidas, toxinas industriais, contaminantes met\u00e1licos, etc.<\/p>\n<p><strong>Os Principais Aditivos Alimentares<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Aromatizantes:<\/strong> Ou flavorizantes representam os aditivos constitu\u00eddos por subst\u00e2ncias ou compostos usados com o objetivo de intensificar o paladar e o aroma dos alimentos, ou conferir-lhes um sabor que n\u00e3o possuem.. <strong><br \/>\nCorantes: <\/strong>S\u00e3o aditivos usados para dar cor ou real\u00e7ar o pigmento. S\u00e3o usados principalmente para atrair a aten\u00e7\u00e3o, criando-se uma cor-imita\u00e7\u00e3o ou real\u00e7ando uma cor natural, sem que possuam qualquer princ\u00edpio nutritivo.. <strong><br \/>\nConservantes:<\/strong> S\u00e3o usados para manter os alimentos \u00edntegros, manter-lhes o sabor e o aspecto. <strong><br \/>\nEdulcorantes ou ado\u00e7antes: <\/strong>A este grupo de produtos qu\u00edmicos pertencem as subst\u00e2ncias de sabor doce mas que n\u00e3o sejam glic\u00eddicas. Sendo assim, n\u00e3o determinam modifica\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas e fermenta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas produzidas pelos ado\u00e7antes a\u00e7ucarados ou que contenham glicose, frutose, dextrose, etc.<\/p><\/blockquote>\n<p>Os Edulcorantes mais usados s\u00e3o quase todos sint\u00e9ticos, sendo os mais usados a sacarina e o Ciclamato de s\u00f3dio.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Antioxidantes:<\/strong> S\u00e3o aditivos usados pela ind\u00fastria de alimentos para evitar as altera\u00e7\u00f5es provocadas pela oxida\u00e7\u00e3o, tais como a rancifica\u00e7\u00e3o das gorduras (\u00f3leos vegetais, gorduras animais e carnes animais que contenham gordura) o escurecimento das frutas, a descolora\u00e7\u00e3o das carnes, e deterioriza\u00e7\u00e3o por oxida\u00e7\u00e3o dos sucos de frutas c\u00edtricas, a modifica\u00e7\u00e3o da cor de frituras em saquinhos pl\u00e1sticos. <strong><br \/>\nEstabilizantes e espessantes:<\/strong> S\u00e3o aditivos capazes de manter a densidade ou aumentar a viscosidade do alimento.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Aditivos e seus Efeitos no Organismo:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Antioxidantes<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Acido fosf\u00f3rico (H.III) &#8211;<\/strong> Aumento da ocorr\u00eancia de c\u00e1lculos renais. <strong><br \/>\nAcido nordihidroguair\u00e9tico (A. IV) &#8211;<\/strong> Interfer\u00eancia nas enzimas do metabolismo das gorduras. <strong><br \/>\nButil-hidroxianisol &#8211; BHA &#8211; (A.V.); Butil-hidroxitolueno BHT-(A. VI) &#8211;<\/strong> A\u00e7\u00e3o t\u00f3xica sobre o f\u00edgado, interfere na reprodu\u00e7\u00e3o de cobaias de laborat\u00f3rio. <strong><br \/>\nFosfolip\u00eddios &#8211; (A.VIII) &#8211; <\/strong>Acr\u00e9cimo do colesterol sangu\u00edneo. <strong><br \/>\nGelato de propila ou de octila (A.IX) &#8211;<\/strong> Rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas, interfere na reprodu\u00e7\u00e3o de animais de laborat\u00f3rio. <strong><br \/>\nEtilenodiaminote tetracetato de c\u00e1lcio e diss\u00f3dico &#8211; EDTA &#8211; (A.XII) &#8211;<\/strong> Descalcifica\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o da absor\u00e7\u00e3o de ferro.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Antiumectantes<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Ferrocianeto de s\u00f3dio, c\u00e1lcio ou pot\u00e1ssio (AU. VI) &#8211;<\/strong> Intoxica\u00e7\u00e3o nos rins.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Acidulantes<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Acido ac\u00e9tico em geral &#8211; <\/strong>Cirrose hep\u00e1tica, descalcifica\u00e7\u00e3o dos dentes e dos ossos.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Corantes<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Todos &#8211; (CI) (CII) &#8211;<\/strong> <strong>Rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas:<\/strong> alguns possuem a\u00e7\u00f5es t\u00f3xicas sobre o feto ou s\u00e3o terstog\u00eanicos, ou seja, podem fazer nascer crian\u00e7as-monstro; anemia hemol\u00edtica; o caramelo, quando preparado de modo inadequado, pode conter subst\u00e2ncias capazes de causar convuls\u00f5es.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Conservadores<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Acido benz\u00f3ico (PI) &#8211;<\/strong> Alergia, dist\u00farbios gastrintestinais. <strong><br \/>\nEsteres do \u00e1cido hidroxibenz\u00f3ico (P III) &#8211; <\/strong>Dermatite; redu\u00e7\u00e3o de atividade motora. <strong><br \/>\nDi\u00f3xido de enxofre e derivados (PV) &#8211; <\/strong>Redu\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de vitaminas B\u00b9 nos alimentos; aumenta a freq\u00fc\u00eancia de muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas em animais de laborat\u00f3rio. <strong><br \/>\nAntibi\u00f3ticos (oxitetraciclina, cloretetraciclina e outros) (PVI) &#8211;<\/strong> Desenvolvimento de ra\u00e7as de bact\u00e9rias resistentes aos antibi\u00f3ticos; rea\u00e7\u00e3o de hipersensibilidade. <strong><br \/>\nNitratos, Nitritos (P VII) (P VIII) &#8211; <\/strong>Ao combinarem-se com as aminas de v\u00e1rias fontes alimentares, originam as nitrosaminas, que podem causar c\u00e2ncer g\u00e1strico e do es\u00f4fago. <strong><br \/>\n\u00c9ster dietilpirocarb\u00f4nico (PX) &#8211;<\/strong> Forma\u00e7\u00e3o de uretanos (carbonato de etilo, sol\u00favel em \u00e1gua), que s\u00e3o cancer\u00edgenos.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Edulcorantes<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Sacarina (DI) &#8211; <\/strong>Causa c\u00e2ncer na bexiga de animais de laborat\u00f3rio.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Espessantes<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Em geral: <\/strong>Irrita\u00e7\u00e3o da mucosa intestinal; a\u00e7\u00e3o laxante.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Estabilizantes<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Polifosfatos (ET XV ET XI XVIII) &#8211;<\/strong> Eleva\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia de c\u00e1lculos renais; dist\u00farbios gastrintestinais.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Aromatizantes<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Em geral \u0096<\/strong> Alergia; retardam o crescimento e produzem c\u00e2ncer em animais de laborat\u00f3rio.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Umectantes<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Dioctil sulfossuccinato de s\u00f3dio (U III) \u0096 <\/strong>Dist\u00farbios gastrointestinais circula\u00e7\u00e3o pulmonar.<\/p><\/blockquote>\n<h4>Aditivos nos Alimentos<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Aditivos Qu\u00edmicos\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/aditivos-quimicos-017.jpg\" alt=\"Aditivos Qu\u00edmicos\" \/><strong><br \/>\nAditivos Alimentares &#8211; Corantes Naturais<\/strong><\/p>\n<p>Os <strong>aditivos<\/strong> s\u00e3o subst\u00e2ncias ou mistura dotada ou n\u00e3o de valor nutritivo intencionalmente adicionadas aos alimentos com a finalidade de impedir altera\u00e7\u00f5es, manter, conferir ou intensificar seu aroma, cor e sabor, modificar ou manter seu estado f\u00edsico.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com FDA (Food and Drug Administration) e da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, aditivos qu\u00edmicos foram classificados como subst\u00e2ncias n\u00e3o nutritivas incorporadas ao alimentos geralmente em pequenas quantidades. Subst\u00e2ncias adicionadas com o objetivo principal de elevar o valor nutritivo, tais como vitaminas, sais minerais e outros, n\u00e3o foram inclu\u00eddas na categoria de aditivos qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>Desta forma, pode-se dizer que aditivos alimentares correspondem a qualquer subst\u00e2ncia presente por adi\u00e7\u00e3o intencional, ou n\u00e3o, em alimentos tecnologicamente processados.<\/p>\n<p>Os alimentos tem sido aditivados por s\u00e9culos; os antigos usavam sal para conservar carnes e peixes, adicionavam ervas e temperos para melhorar o sabor dos alimentos; preservam frutas com a\u00e7ucares e conservavam pepinos e outros vegetais com vinagre.<\/p>\n<p>No Brasil a legisla\u00e7\u00e3o (n\u00ba 55871), define aditivos para alimentos, a subst\u00e2ncia intencionalmente adicionada ao mesmo, com a finalidade de conservar, intensificar ou modificar a suas propriedades, desde que n\u00e3o prejudique seu valor nutritivo.<\/p>\n<p>Com o crescimento r\u00e1pido da popula\u00e7\u00e3o mundial, e a grande demanda de alimentos, mais aditivos tem sido empregado. A exist\u00eancia de um grande n\u00famero de produtos moderno tais como os de baixo valor cal\u00f3rico (light), Fast-Food, salgadinhos embalados, n\u00e3o seria poss\u00edvel sem os aditivos. O conceito de aditivo nos alimentos \u00e9 bastante vari\u00e1vel de pa\u00eds para pa\u00eds. Uma determinada subst\u00e2ncia poder\u00e1 ser utilizada como aditivo por um pa\u00eds e ser proibida no pa\u00eds vizinho, acarretando problemas com rela\u00e7\u00e3o a exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Existe um grande n\u00famero de aditivos atualmente empregado, mas todos eles sofrem uma regulamenta\u00e7\u00e3o federal no seu uso.<\/p>\n<p><b>Utiliza\u00e7\u00e3o de Aditivos nos Alimentos<\/b><\/p>\n<p>Dois fatores geralmente s\u00e3o levados em considera\u00e7\u00e3o na elabora\u00e7\u00e3o de uma lista de aditivos legalmente permitidos. O primeiro diz respeito \u00e0 necessidade de sua utiliza\u00e7\u00e3o e o segundo se refere a sua inoc\u00fcidade em rela\u00e7\u00e3o a sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>De um modo geral, os aditivos devem ser utilizados preferivelmente como um meio suplementar nos processos industriais de alimentos e n\u00e3o com o objetivo de substitui-los.<\/p>\n<h4><b>Principais usos de Aditivos Qu\u00edmicos<\/b><\/h4>\n<p>Os aditivos qu\u00edmicos s\u00e3o utilizados em alimentos com as mais diversas finalidades e s\u00e3o constitu\u00eddos pelas subst\u00e2ncias que n\u00e3o s\u00e3o naturalmente encontrada nos alimentos.<\/p>\n<p><strong>De uma forma geral, os aditivos encontrados em alimentos poder\u00e3o ser classificados em quatro grupos principais:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>1 &#8211; <\/strong>subst\u00e2ncias que tem por objetivo estender o tempo de vida \u00faitil ou reduzir a deteriora\u00e7\u00e3o de um determinado alimento.<strong><br \/>\n2 &#8211;<\/strong> produtos que alteram as caracter\u00edsticas de um alimento, melhorando o seu sabor, a sua c\u00f4r, e a sua textura.<strong><br \/>\n3 &#8211;<\/strong> produtos que s\u00e3o adicionados com a finalidade de variar o valor nutritivo do mesmo.<strong><br \/>\n4 &#8211; <\/strong>subst\u00e2ncias que ocorrem em alimentos, devido a contamina\u00e7\u00f5es acidentais.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Os aditivos alimentares quanto a suas fun\u00e7\u00f5es e classifica\u00e7\u00e3o ou siglas, s\u00e3o reunidos em diferentes grupos conforme segue:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><b>1 &#8211; ACIDULANTES (H)<\/b> Comunicam ou intensificam o gosto ou sabor \u00e1cido aos alimentos processados.<b><br \/>\n2 &#8211; ANTIOXIDANTES (A)<\/b> S\u00e3o subst\u00e2ncias que retardam o aparecimento de altera\u00e7\u00f5es oxidativas nos alimentos, impedindo a intera\u00e7\u00e3o com o oxig\u00eanio.<b><br \/>\n3 &#8211; AROMATIZANTES E FLAVORIZANTES (F)<\/b> S\u00e3o subst\u00e2ncias ou mistura de subst\u00e2ncias possuidoras de propriedades odor\u00cdferas ou s\u00e1pidas capazes de conferir o intensificar o aroma e ou sabor dos alimentos.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>S\u00e3o classificadas ainda em: <\/strong>aromas naturais; aromas natural refor\u00e7ado; aromas reconstitu\u00eddo, aromas imita\u00e7\u00e3o e aromas artificiais.<\/p>\n<blockquote><p><b>4 &#8211; CONSERVADOR (P)<\/b> S\u00e3o subst\u00e2ncias que possibilitam ou retardam a deteriora\u00e7\u00e3o microorg\u00e2nica ou enzim\u00e1tica nos alimentos, ou sejam, evitam processo de fermenta\u00e7\u00e3o, acidifica\u00e7\u00e3o e evid\u00eancia de putrefa\u00e7\u00e3o nos alimentos.<b><br \/>\n5 &#8211; CORANTES (C)<\/b> S\u00e3o aquelas que conferem ou intensificam a cor dos alimentos.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>S\u00e3o ainda classificados em:<\/strong> corantes org\u00e2nico natural e corantes org\u00e2nico sint\u00e9tico artificial.<\/p>\n<blockquote><p><b>6 &#8211; EDULCORANTES (D)<\/b> S\u00e3o subst\u00e2ncias org\u00e2nicas artificiais n\u00e3o glicidicas capazes de conferir sabor doce aos alimentos, sendo tamb\u00e9m utilizados em produtos diet\u00e9ticos.<b><br \/>\n7 &#8211; ESTABILIZANTES (ET)<\/b> Subst\u00e2ncias que favorecem e mant\u00e9m as caracter\u00edsticas f\u00edsicas das emuls\u00f5es e suspens\u00f5es. Promovem uma intera\u00e7\u00e3o homog\u00eanea de ingredientes como \u00f3leo e \u00e1gua, aumentam a viscosidade dos ingredientes e evitam a forma\u00e7\u00e3o de cristais.<b><br \/>\n8 &#8211; ESPESSANTES (EP)<\/b> S\u00e3o subst\u00e2ncias capazes de aumentar a viscosidade de solu\u00e7\u00f5es, emuls\u00f5es e suspens\u00f5es, melhorando a textura e a consist\u00eancia dos alimentos processados.<b><br \/>\n9 &#8211; UMECTANTES (U)<\/b> Subst\u00e2ncias capazes de evitar a perda de \u00e1gua ou umidade nos alimentos pois, possuem propriedades hidrosc\u00f3picas.<b><br \/>\n10 &#8211; ANTIUMECTANTES (AU)<\/b> Subst\u00e2ncias capazes de reduzir as capacidades hidrosc\u00f3picas dos alimentos. Impedem que as part\u00edculas se agrupem quanto em contato com a \u00e1gua.<b><br \/>\n11 &#8211; ESPUM\u00cdFEROS<\/b> S\u00e3o subst\u00e2ncias que influem na tens\u00e3o superficial dos alimentos interferindo na produ\u00e7\u00e3o de espumas com o prop\u00f3sito de gerar espuma est\u00e1vel.<b><br \/>\n12 &#8211; ANTIESPUM\u00cdFEROS<\/b> S\u00e3o subst\u00e2ncias que modificam a tens\u00e3o superficial dos alimentos. Evitam a forma\u00e7\u00e3o de espuma em alimentos durante o seu processamento.<b><br \/>\n13 &#8211; CLARIFICANTES<\/b> S\u00e3o subst\u00e2ncias que retiram a turbidez dos alimentos.<\/p><\/blockquote>\n<p>Os aditivos 11, 12 e 13, s\u00e3o considerados coadjuvantes de tecnologia de fabrica\u00e7\u00e3o. Serve como auxiliares na elabora\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima ou de alimentos, durante o processo de fabrica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>CONHE\u00c7A UM POUCO DOS ADITIVOS ALIMENTARES<\/b><\/p>\n<p><strong>Basta uma r\u00e1pida refei\u00e7\u00e3o e centenas de aditivos qu\u00edmicos s\u00e3o ingerido:<\/strong> subst\u00e2ncias capazes de conservar e melhorar as qualidades dos alimentos. T\u00e3o velhos quanto os humanos, os aditivos sempre estiveram presentes em nossa dieta.<\/p>\n<p>Os aditivos alimentares t\u00eam sido usados por s\u00e9culos; nossos ancestrais usaram sal para preservar carnes e peixes; adicionaram ervas e temperos para melhorar o sabor dos alimentos; preservaram frutas com a\u00e7\u00facares e conservaram pepinos e outros vegetais com vinagre. Entretanto, com o advento da vida moderna, mais aditivos t\u00eam sido empregados, a cada ano. Os aditivos s\u00e3o usados para preservar os alimentos, melhorar o seu aspecto visual, seu sabor e dor, e estabilizar sua composi\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, s\u00e3o empregados para aumentar o valor nutritivo e evitar a sua decomposi\u00e7\u00e3o ou oxida\u00e7\u00e3o com o passar do tempo isto \u00e9, prolongar o tempo de vida dos alimentos processados.<\/p>\n<p><strong>As principais raz\u00f5es para o uso de aditivos nos alimentos s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para manter a consist\u00eancia do produto:<\/strong> o que mant\u00e9m o sal soltinho e livre? O que faz com que emuls\u00f5es, como molhos e saladas, fiquem est\u00e1veis e n\u00e3o se separem? Certos ingredientes, tais como emulsificantes, estabilizantes, expessantes e agentes anti-aglutinantes ajudam a manter a textura e caracter\u00edsticas do alimento. Exemplos incluem alginatos, lecitina, glicer\u00eddeos, metil-celulose, pectin, gomas ar\u00e1bica, xantana, e outros.<\/p>\n<p><strong>Para manter ou melhor o valor nutricional:<\/strong> v\u00e1rios nutrientes dos alimentos podem ser perdidos durante o processo de manufatura\u00e7\u00e3o. Por isso as ind\u00fastrias adicionam vitaminas A, D, K, ferro, \u00e1cido asc\u00f3rbico, c\u00e1lcio, zinco, niacina, \u00e1cido f\u00f3lico, etc, a v\u00e1rios alimentos, tais como a margarina ou o leite.<\/p>\n<p><strong>Para manter a palatabilidade:<\/strong> os alimentos perdem, naturalmente, o sabor e a frescura devido ao envelhecimento e \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o a agentes como umidade, oxig\u00eanio, bact\u00e9rias e fungos. Para evitar isso, as ind\u00fastrias adicionam \u00e1cido asc\u00f3rbico, BHT, BHA e nitrito de s\u00f3dio, numa tentativa de evitar a oxida\u00e7\u00e3o e a perda de sabor dos alimentos processados.<\/p>\n<p><strong>Para aumentar a maciez ou controlar o pH:<\/strong> qualquer dona de casa sabe que, sem fermento, o bolo n\u00e3o cresce. O fermento pode ser um p\u00f3 qu\u00edmico; bicarbonato de s\u00f3dio. Algumas vezes, deseja-se modificar o pH de certas comidas para melhorar o sabor ou a apar\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Para melhorar sabor ou cor: <\/strong>v\u00e1rios temperos naturais e aromatizantes artificiais s\u00e3o empregados para melhorar o sabor dos alimentos. As cores, tamb\u00e9m, podem ser alteradas com o uso de aditivos, numa tentativa as expectativas do consumidor.<\/p>\n<p>Os aditivos alimentares e seus metab\u00f3litos s\u00e3o sujeitos a an\u00e1lises toxicol\u00f3gicas rigorosas antes da aprova\u00e7\u00e3o do seu uso na ind\u00fastria aliment\u00edcia. Os estudos s\u00e3o conduzidos com esp\u00e9cies animais, objetivando se determinar os efeitos t\u00f3xicos a curto e longo prazo. Estes testes monitoram o comportamento dos animais, seu crescimento, taxa de mortalidade, reprodu\u00e7\u00e3o, qu\u00edmica do sangue e desenvolvimento de tumores, durante um per\u00edodo de 90 dias.<\/p>\n<p><strong>Alguns aditivos mais utilizados pela ind\u00fastria de processamento de alimentos s\u00e3o os seguintes:<\/strong> <b>Os Aditivos Nutricionais<\/b> A incrementa\u00e7\u00e3o nutricional dos alimentos teve inicio em 1924, quando, nos EUA, o iodo foi adicionado ao sal de cozinha, para prevenir o aparecimento do b\u00f3cio nas pessoas. Vitaminas s\u00e3o comumente adicionadas a muitos alimentos; as vitaminas D s\u00e3o adicionadas a cereais, farinhas, macarr\u00e3o; a vitamina C \u00e9 adicionada a bebidas, n\u00e9ctares de frutas, derivados de leites, sucos de frutas naturais. Al\u00e9m destes, aditivos como \u00f3leos essenciais, minerais e fibras s\u00e3o tamb\u00e9m empregadas.<\/p>\n<p><b>Agentes Processantes<\/b><\/p>\n<p>Muitos aditivos s\u00e3o adicionados aos alimentos durante o seu processamento de fabrica\u00e7\u00e3o. Entre eles est\u00e3o os emulsificantes, que s\u00e3o utilizados para manter uma dispers\u00e3o uniforme de um l\u00edquido em outro, tal como \u00f3leo e \u00e1gua. S\u00e3o aditivos utilizados em produtos como a maionese, para facilitar a dispers\u00e3o de aromatizantes hidrof\u00f3bicos; em produtos congelados (sorvetes) para prevenir a forma\u00e7\u00e3o de cristais de gelo. O estabilizantes e expessantes tem muitas fun\u00e7\u00f5es nos alimentos. A grande maioria \u00e9 formada por polissacar\u00eddeos, como amido, ou ainda por prote\u00ednas, tais como gelatina. A principal fun\u00e7\u00e3o \u00e9 aumentar a viscosidade do produto final, bem como estabilizar emuls\u00f5es. A forma\u00e7\u00e3o e estabiliza\u00e7\u00e3o de espuma em v\u00e1rios produtos tamb\u00e9m \u00e9 um efeito destes aditivos.<\/p>\n<p><b>EDTA<\/b><\/p>\n<p>Os agentes quelantes protegem os produtos de muitas rea\u00e7\u00f5es enzim\u00e1ticas que podem promover a deteriora\u00e7\u00e3o durante o processamento e estocagem. Estas subst\u00e2ncias se ligam a muitos dos minerais presentes nos alimentos que est\u00e1 relacionada diretamente coma atividade enzim\u00e1tica de certas prote\u00ednas. O produto EDTA (\u00e1cido etilenodiaminotetrac\u00e9tico), \u00e9 um dos mais utilizados para estabilizar os alimentos processados que apresentam as caracter\u00edsticas acima. Al\u00e9m destes agentes processantes, existem os humectantes, que mant\u00e9m o alimento \u00famido e macio. No coco ralado, por exemplo, \u00e9 adicionado glicerina para manter o mesmo macio e \u00famido.<\/p>\n<p><b>Agentes Preservativos<\/b><\/p>\n<p>Para prolongar o tempo de vida dos alimentos processados, as industrias aliment\u00edcias, utilizam subst\u00e2ncias que preservam as qualidades naturais dos alimentos.<\/p>\n<p>Existem dois grupos de aditivos preservativos; os antioxidantes e os antimicrobianos. Os antioxidantes s\u00e3o compostos que previnem a deteriora\u00e7\u00e3o dos alimentos por mecanismos oxidativos. A oxida\u00e7\u00e3o envolvem principalmente o oxig\u00eanio presente no ar atmosf\u00e9rico. As subst\u00e2ncias antimicrobianas, agem principalmente inibindo a prolifera\u00e7\u00e3o de microorganismo, prevenindo os alimentos de se deteriorarem. O cloreto de s\u00f3dio (sal de cozinha), \u00e9 provavelmente o mais antigo destes agentes; \u00e1cidos org\u00e2nicos, tais como o ac\u00e9tico, benz\u00f3ico, propan\u00f3ico e o \u00e1cido s\u00f3rbico, s\u00e3o usados como aditivos antimicrobianos. Nitratos e nitritos s\u00e3o usados para inibir o crescimento da bact\u00e9ria Clostridium botulinum em alimentos que cont\u00e9m carne crua, tais como lingu\u00ed\u00e7a, o presunto, o bacom e o salame. Di\u00f3xido de enxofre e sulfitos s\u00e3o usados para controlar o crescimento de microorganimos em frutas secas, sucos e vinhos.<\/p>\n<p><b>Agentes Corantes<\/b><\/p>\n<p>Uma das principais caracter\u00edsticas que chama a aten\u00e7\u00e3o para um alimento \u00e9 a sua cor. As ind\u00fastrias de alimentos, utilizam corantes naturais ou sint\u00e9ticos para real\u00e7ar a cor dos alimentos. Os corantes s\u00e3o derivados de plantas e animais; a grande maioria \u00e9 derivado de extratos de plantas. Com o objetivo de melhorar a apar\u00eancia visual dos alimentos, os corantes s\u00e3o adicionais para real\u00e7ar a cor de um suco de laranja por exemplo; produtos de flans e pudins.<\/p>\n<p><b>Refor\u00e7ador de Sabor<\/b><\/p>\n<p>As subst\u00e2ncias com esta finalidade, \u00e9 um agente flavorizante, cuja sua principal fun\u00e7\u00e3o \u00e9 a de refor\u00e7ar o sabor os alimentos e dos ingredientes do mesmo. O primeiro flavorizante a ser vendido comercialmente foi o glutamato nonoss\u00f3dico (amino-\u00e1cido L-glut\u00e2mico). Esta subst\u00e2ncia \u00e9 capaz de proporcionar um sabor rico e caracter\u00edstico dos alimentos. Outros compostos que s\u00e3o utilizados como flavorizantes s\u00e3o as lactonas, \u00e9steres, malte e prote\u00ednas vegetais hidrolizadas.<\/p>\n<p><b>POR QUE USAR ADITIVOS NOS ALIMENTOS<\/b><\/p>\n<p>Sem os aditivos, a variedade de alimentos dispon\u00edveis e seu tempo de vida em manter-se em condi\u00e7\u00f5es de consumo, seria muito reduzidas. Contudo, o uso de aditivos \u00e9 um tema controverso, com alega\u00e7\u00f5es de que els podem desencadear alergias e s\u00e3o t\u00f5xicos. Algumas pessoas s\u00e3o sens\u00edveis a certos aditivos, especialmente corantes, e devem verificar os r\u00f3tulos cuidadosamente para saber quais aditivos o alimente cont\u00e9m.<\/p>\n<p>Todos os aditivos permitidos s\u00e3o considerados seguros e s\u00e3o controlados por Lei pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, atrav\u00e9s da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Os aditivos para uso nos alimentos devem ser aprovados atnes de poderem ser utilizados na produ\u00e7\u00e3o dos mesmos. Muitos dos aditivos s\u00e3o subst\u00e2ncias naturais como por exemplo, o \u00c1cido Asc\u00f3rbico (Vitamina C), que \u00e9 usado como um real\u00e7ador de sabor para acelerar a produ\u00e7\u00e3o de p\u00e3o. Os aditivos naturais tamb\u00e9m devem passar por testes antes de serem usados na produ\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n<p>Os aditivos mais comulmente encontrados nos alimentos industrializados podem ser identificados na lista de ingredientes nos r\u00f3tulos dos produtos. Alguns fabricantes utilizam no seu produto o pr\u00f3prio nome do aditivo outros utilizam o c\u00f3digo num\u00e9rio INS (International Numbering System), Sistema Internacional de Numera\u00e7\u00e3o de Aditivos Alimentares que \u00e9 permitido por lei. Este Sistema Internacional de Numera\u00e7\u00e3o, foi elaborado pelo Comit\u00ea do Codex Alimentarius sobre aditivos alimentares e contaminantes de alimentos, para estabelecer um sistema num\u00e9rico internacional de identifica\u00e7\u00e3o dos aditivos utilizados nos alimentos nas listas de ingredientes como alternativa \u00e0 declara\u00e7\u00e3o do nome espec\u00edfico do aditivo.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o os seguintes os aditivos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1- Corantes Sint\u00e9ticos e Naturais<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"502\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>TIPO DE CORANTE<\/b><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>N\u00daMERO DO INS<\/b><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>ALIMENTOS UTILIZADOS<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Amarelo<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 101 i<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Queijos processados<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Verde<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 140 i<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Gorduras, \u00f3leos, vegetais enlatados<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Preto<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 153<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Gel\u00e9ias, Gelatinas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Amarelo laranja<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 160 ii<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Margarinas, Bolos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Amarelo<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 102<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Bebidas n\u00e3o-alcoolicas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Amarelo<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 110<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Bebidas de Laranja(liquida ou p\u00f3)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Vermelho<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 123<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Produtos de Groselha, Bebidas de Morango, Uva<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Vermelho<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 127<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Cerejas em Caldas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Azul<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 132<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Gelatinas, Molho, Refrescos de Uva<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Verde<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 143<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Ervilhas enlatadas, Flan, Gel\u00e9ias e Gelatinas<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>2- Conservantes<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"486\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"133\"><b>CONSERVANTE<\/b><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"96\"><b>N\u00daMERO DO INS<\/b><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"234\"><b>ALIMENTOS UTILIZADOS<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">\u00c1cido Asc\u00f3rbico<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 300<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Queijo. Iogurte, Bebidas n\u00e3o alcoolicas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">\u00c1cido Ac\u00e9tico<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 260<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Picles, Molhos, Legumes em conservas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">\u00c1cido L\u00e1tico<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 270<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Fermento em P\u00f3, Maionses, Margarinas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">\u00c1cido Propi\u00f3nico<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 280<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Margarinas, Doces, Farinhas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Benzoato de S\u00f3dio<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 210<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3es, Farinhas, Doces, Condimentos Preparado<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Di\u00f3ixido de Enxofre<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 220<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Bebidas n\u00e3o alcoolicas, picles, Derivados de Frutas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Nitritos<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 249 e 250<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Carnes Curadas e Cozidas e produtos de Carnes<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Nitrato de S\u00f3dio<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 251<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Bacon, Presunto, Queijos(n\u00e3o cheddar)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Nitrato de Pot\u00e1ssio<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 249<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Bacon, Presunto<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Sorbato de Pot\u00e1ssio<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 202<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Molhos Cremosos, Condimentos e Pastas Aliment\u00edcias<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>3- Antioxidantes<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"528\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>ANTIOXIDANTES<\/b><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>N\u00daMERO DO INS<\/b><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>ALIMENTOS UTILIZADOS<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">\u00c1cido Asc\u00f3rbico(Vit.C)<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 300<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Bebidas n\u00e3o alcoolicas, Leite em P\u00f3, Sucos de Frutas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Tocoferol (Vit. E)<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 307<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">\u00d3leos Vegetais em geral<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Galatos<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 310,311 e 312<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Margarinas, Gorduras Vegetais, \u00d3leos Vegetais<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">BHA<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 320<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Margarinas, Bolos, Tortas e P\u00e3es<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">BHT<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 321<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Torradas, Margarinas, \u00d3leos Vegetais e Gorduras<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>4- Emulsificantes e Estabilizantes<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"567\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"181\"><b>EMULSIFICANTES ESTABILIZANTES<\/b><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"199\"><b>N\u00daMERO DO INS<\/b><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"491\"><b>ALIMENTOS UTILIZADOS<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Leticinas<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 322<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Chocolates, Margarinas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">\u00c1cido C\u00edtrico<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 330<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Picles, Latic\u00ednios, Bolos, Refrigerantes, Xaropes de Frutas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">\u00c1cido Tart\u00e1rico<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 334<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Fermento em P\u00f3<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">\u00c1cido Alg\u00ednico<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 400<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Sorvetes, Sobremesas instant\u00e2neas, Flans<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Gomas<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 414 e 415<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Sorvetes, Sopas, Doces, Gel\u00e9ias<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Fosfatos<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 341 iii<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Creme de Leite, P\u00f3s para mistura cremosa, Refrescos em P\u00f3, Massas Aliment\u00edcias, Biscoitos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">\u00c1gar<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 406<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Presunto Enlatado, Sorvetes<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Nitrato de S\u00f3dio<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 251<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Bacon, Presunto, Queijos(n\u00e3o cheddar)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Pectina<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">INS 440<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Sorvetes, Sopas, Doces, Molhos Cremosos<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>5- Ado\u00e7antes e Educorantes<\/strong><\/p>\n<p>Tem sido propostas v\u00e1rias classifica\u00e7\u00f5es para educorantes e ado\u00e7antes, baseadas em sua origem e valor cal\u00f3rico.<\/p>\n<p><strong>O Codex Alimentarius classificaram os mesmos em dois grupos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><b>A)<\/b>Educorantes intensos ou n\u00e3o nutritivos &#8211; que fornecem somente do\u00e7ura acentuada, n\u00e3o desempenham nenhuma outra fun\u00e7\u00e3o no produto final, s\u00e3o poucos cal\u00f3ricos ou efetivamente n\u00e3o cal\u00f3ricos e s\u00e3o sutilizados em quantidades muito pequena.<b><br \/>\nB)<\/b>Ado\u00e7antes de corpo &#8211; que fornecem energia e textura aos alimentos, geralmente cont\u00e9m o mesmo valor cal\u00f3rico dos a\u00e7\u00facar, e s\u00e3o utilizados em quantidades maiores no produto final.<\/p><\/blockquote>\n<p>Os ado\u00e7antes cal\u00f3ricos acrescentam energia \u00e0 dieta e incluem o manitol, o sorbitol, o xilitol e xarope de glicose hidrogenada. Os ado\u00e7antes n\u00e3o-cal\u00f3ricos s\u00e3o ado\u00e7antes sint\u00e9ticos e incluem o acessulfame de pot\u00e1ssio, o aspartame, a sacarina, o ciclamato de s\u00f3dio e a taumatina. Sucrose, glicose, frutose e lactose s\u00e3o todos classificados como alimentos e n\u00e3o como ado\u00e7antes ou aditivos.<\/p>\n<p><strong>As caracter\u00edsticas dos educorantes mais utilizados s\u00e3o as seguintes:<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"484\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>EDUCORANTES<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>PODER ADO\u00c7ANTE EM RELA\u00c7\u00c3O AO A\u00c7\u00daCAR<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Sacarina<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">500 vezes mais do\u00e7e<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Ciclamato de S\u00f3dio<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">30 vezes mais do\u00e7e<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Aspartame<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">200 vezes mais do\u00e7e<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Acessulfame k (de pot\u00e1ssio)<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">200 vezes mais do\u00e7e<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Stevios\u00eddeo<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">300 vezes mais do\u00e7e<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Sucralose<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">600 vezes mais do\u00e7e<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>6- Outros Aditivos Utilizados<\/strong><\/p>\n<p>Os agentes de brilho s\u00e3o utilizados para dar aos alimentos uma apar\u00eancia brilhante atraente e incluem alimentos \u00e0 base de ovos e Condimentos pastosos (mostarda, Catchup,). Refinadores de farinha s\u00e3o utilizados para produzir p\u00e3o de textura mais leve e adiar o envelhecimento.<\/p>\n<p><strong>Outros aditivos incluem: r<\/strong>eal\u00e7adores de sabor, como o glutamento monoss\u00f3dico (que intensifica o sabor do alimento); agentes antiespuma (que previnem o aparecimento de espuma durante o processamento), e gases propelentes (que s\u00e3o utilizados, por exemplo, nos cremes de embalagem aerossol).<\/p>\n<p>Polifosfatos permitem que os produtos retenham \u00e1gua, aumentando, portanto, o seu peso, e s\u00e3o utilizados em alimentos como o frango congelado e carnes curadas.<\/p>\n<h4><strong>Aditivo Alimentar &#8211; O que \u00e9<\/strong><\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Aditivos Qu\u00edmicos\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/aditivos-quimicos-018.jpg\" alt=\"Aditivos Qu\u00edmicos\" \/><br \/>\nAditivo Alimentar<\/strong><\/p>\n<p><strong>Aditivo alimentar<\/strong> \u00e9 todo e qualquer ingrediente adicionado intencionalmente aos alimentos, sem prop\u00f3sito de nutrir, com o objetivo de modificar as caracter\u00edsticas f\u00edsicas, qu\u00edmicas, biol\u00f3gicas ou sensoriais, durante a fabrica\u00e7\u00e3o, processamento, prepara\u00e7\u00e3o, tratamento, embalagem, acondicionamento, armazenagem, transporte ou manipula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta defini\u00e7\u00e3o n\u00e3o se refere aos contaminantes e n\u00e3o inclui subst\u00e2ncias nutritivas que sejam incorporadas ao alimento para manter ou melhorar suas propriedades nutricionais.<\/p>\n<p>A adi\u00e7\u00e3o intencional destas subst\u00e2ncias destina-se sempre a alterar caracter\u00edsticas de um determinado alimento. Esta manipula\u00e7\u00e3o pode ser feita durante a fabrica\u00e7\u00e3o, processamento, prepara\u00e7\u00e3o, tratamento, embalagem, acondicionamento, armazenagem, transporte ou manipula\u00e7\u00e3o de um alimento e tem o objetivo de modificar as caracter\u00edsticas f\u00edsicas, qu\u00edmicas, biol\u00f3gicas ou sensoriais, para que se torne mais palat\u00e1vel ao consumidor.<\/p>\n<p>As principais vantagens da utiliza\u00e7\u00e3o de aditivos intencionais s\u00e3o aumento do tempo de conserva\u00e7\u00e3o dos alimentos, melhoria das propriedades dos alimentos, tais como cor e consist\u00eancia, perdidas ou diminu\u00eddas em raz\u00e3o do processamento a que foram submetidos, diminui\u00e7\u00e3o dos custos de produ\u00e7\u00e3o dos alimentos industrializados, amplia\u00e7\u00e3o da diversidade de produtos oferecidos pelas ind\u00fastrias aliment\u00edcias e efeitos adicionais como, por exemplo, subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que impedem o desenvolvimento de microrganismos patog\u00eanicos.<\/p>\n<p><strong>Os aditivos intencionais utilizados no processamento de alimentos podem ser classificados em:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<blockquote><p><strong>Agente de massa:<\/strong> subst\u00e2ncia que proporciona o aumento de volume e\/ou da massa dos\u00a0 alimentos, sem contribuir significamente para o valor energ\u00e9tico do alimento;<strong><br \/>\nAntiespumante:<\/strong> subst\u00e2ncia que previne ou reduz a forma\u00e7\u00e3o de espuma;<strong><br \/>\nAntiumectante<\/strong>: subst\u00e2ncia capaz de reduzir as caracter\u00edsticas higrosc\u00f3picas dos alimentos e diminuir a tend\u00eancia de ades\u00e3o, umas \u00e0s outras, das part\u00edculas individuais;<strong><br \/>\nAntioxidante:<\/strong> subst\u00e2ncia que retarda o aparecimento de altera\u00e7\u00e3o oxidativa nos alimentos;<strong><br \/>\nCorante:<\/strong> subst\u00e2ncia que confere, intensifica ou restaura a cor dos alimentos;<strong><br \/>\nConservador:<\/strong> subst\u00e2ncia que impede ou retarda a altera\u00e7\u00e3o dos alimentos provocada por microrganismos ou enzimas;<strong><br \/>\nEdulcorante:<\/strong> subst\u00e2ncia diferente dos a\u00e7\u00facares, que confere sabor doce aos alimentos;<strong><br \/>\nEspessantes:<\/strong> subst\u00e2ncia que aumenta a viscosidade dos alimentos;<strong><br \/>\nGeleificante:<\/strong> subst\u00e2ncia que confere textura aos alimentos, por meio da forma\u00e7\u00e3o de um gel;<strong><br \/>\nEstabilizante:<\/strong> subst\u00e2ncia que torna poss\u00edvel a manuten\u00e7\u00e3o de uma dispers\u00e3o uniforme de duas ou mais subst\u00e2ncias imisc\u00edveis em alimentos;<strong><br \/>\nAromatizante:<\/strong> subst\u00e2ncia ou mistura de subst\u00e2ncias com propriedades arom\u00e1ticas e\/ou s\u00e1pidas, capaz de conferir ou refor\u00e7ar o aroma e\/ou o sabor dos alimentos;<strong><br \/>\nUmectante: <\/strong>subst\u00e2ncia que protege os alimentos da perda de umidade em ambiente de baixa umidade relativa ou que facilita a dissolu\u00e7\u00e3o de uma subst\u00e2ncia seca em meio aquoso;<strong><br \/>\nRegulador de acidez:<\/strong> subst\u00e2ncia que altera ou controla a acidez ou a alcalinidade dos alimentos;<strong><br \/>\nAcidulante: <\/strong>subst\u00e2ncia que aumenta a acidez ou confere um sabor \u00e1cido aos alimentos;<strong><br \/>\nEmulsionante\/emulsificante:<\/strong> subst\u00e2ncia que torna poss\u00edvel a forma\u00e7\u00e3o ou a manuten\u00e7\u00e3o de uma mistura uniforme de duas ou mais fases imisc\u00edveis nos alimentos;<strong><br \/>\nMelhorador de farinha: <\/strong>subst\u00e2ncia que, agregada \u00e0 farinha, melhora sua qualidade tecnol\u00f3gica para os fins aos quais se destina;<strong><br \/>\nReal\u00e7ador de sabor: <\/strong>subst\u00e2ncia que ressalta ou real\u00e7a o sabor\/ aroma dos alimentos;<strong><br \/>\nFermento qu\u00edmico:<\/strong> subst\u00e2ncia\u00a0 ou mistura de subst\u00e2ncias que libera g\u00e1s e, desta maneira, aumenta o volume da massa;<strong><br \/>\nGlaceante: <\/strong>subst\u00e2ncia que, quando aplicada na superf\u00edcie externa dos alimentos, confere uma apar\u00eancia brilhante ou um revestimento protetor; \u00a0<strong><br \/>\nAgente de firmeza: <\/strong>subst\u00e2ncia que torna ou mant\u00e9m os tecidos de frutas ou hortali\u00e7as firmes ou crocantes, ou interage com agentes geleificantes para produzir ou fortalecer um gel;<strong><br \/>\nSeq\u00fcestrante: <\/strong>subst\u00e2ncia que forma complexos qu\u00edmicos com \u00edons met\u00e1licos;<strong><br \/>\nEstabilizante de cor:<\/strong> subst\u00e2ncia que estabiliza, mant\u00e9m ou intensifica a cor de um alimento;<strong><br \/>\nEspumante:<\/strong> subst\u00e2ncia que possibilita a forma\u00e7\u00e3o ou a manuten\u00e7\u00e3o de uma dispers\u00e3o uniforme de uma fase gasosa em alimentos l\u00edquidos ou s\u00f3lidos.<\/p><\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<p>Deve-se lembrar que a seguran\u00e7a dos aditivos \u00e9 primordial. Isto sup\u00f5e que, antes de ser autorizado o uso de um aditivo em alimentos, este deve ser submetido a uma adequada avalia\u00e7\u00e3o toxicol\u00f3gica, em que se deve levar em conta, entre outros aspectos, qualquer efeito acumulativo, sin\u00e9rgico e de prote\u00e7\u00e3o, decorrente do seu uso.<\/p>\n<p>Os aditivos alimentares devem ser mantidos em observa\u00e7\u00e3o e reavaliados quando necess\u00e1rio, caso modifiquem as condi\u00e7\u00f5es de uso. Sua utiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 limitada a alimentos espec\u00edficos, em condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e ao menor n\u00edvel para alcan\u00e7ar o efeito desejado para que a ingest\u00e3o do aditivo n\u00e3o supere os valores de Ingest\u00e3o Di\u00e1ria Aceit\u00e1vel (IDA).<\/p>\n<p>\u00c9 terminantemente proibido o uso de aditivo em alimentos quando houver evid\u00eancias ou suspeita de que o mesmo n\u00e3o \u00e9 seguro para consumo pelo homem, quando interfere sens\u00edvel e desfavoravelmente no valor nutritivo do alimento, quando encobre falhas no processamento e\/ou nas t\u00e9cnicas de manipula\u00e7\u00e3o ou ainda adultera a mat\u00e9ria-prima ou o produto j\u00e1 elaborado, quando induz o consumidor ao erro, engano ou confus\u00e3o e, principalmente, quando n\u00e3o estiver autorizado por legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n<p><strong>Fortifica\u00e7\u00e3o alimentar<\/strong><\/p>\n<p>A fortifica\u00e7\u00e3o alimentar \u00e9 uma alternativa utilizada pelos pa\u00edses industrializados h\u00e1 mais de 50 anos. Dentro do contexto de solu\u00e7\u00f5es para o problema das defici\u00eancias de micronutrientes no Brasil e no mundo, \u00e9 apontada pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) como a mais sustent\u00e1vel e de melhor rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio. Embora o papel prim\u00e1rio da fortifica\u00e7\u00e3o seja a preven\u00e7\u00e3o da defici\u00eancia, pode levar tamb\u00e9m \u00e0 redu\u00e7\u00e3o e ao controle de car\u00eancias e, portanto, de suas conseq\u00fc\u00eancias, atingindo v\u00e1rios extratos populacionais sem exigir coopera\u00e7\u00e3o do benefici\u00e1rio, al\u00e9m de ser de baixo custo e efetiva em curto, m\u00e9dio e longo prazo.<\/p>\n<p><strong>Atualmente a OMS reconhece quatro categorias de fortifica\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Fortifica\u00e7\u00e3o universal ou em massa:<\/strong> geralmente ocorre de forma obrigat\u00f3ria e se refere \u00e0 adi\u00e7\u00e3o de micronutrientes a alimentos de consumo pela maioria da popula\u00e7\u00e3o;<strong><br \/>\nFortifica\u00e7\u00e3o em mercado aberto:<\/strong> denota iniciativas de fabricantes com o objetivo de agregar maior valor nutricional aos alimentos;<strong><br \/>\nFortifica\u00e7\u00e3o focalizada ou direcionada: <\/strong>visa o consumo dos alimentos enriquecidos por grupos populacionais de elevado risco de defici\u00eancia e esta pode ser obrigat\u00f3ria ou volunt\u00e1ria, de acordo com a signific\u00e2ncia em termos de sa\u00fade p\u00fablica;<strong><br \/>\nFortifica\u00e7\u00e3o domiciliar comunit\u00e1ria:<\/strong> mais recentemente, tem sido considerada e explorada em pa\u00edses em desenvolvimento. Podem ter sua composi\u00e7\u00e3o programada e s\u00e3o de f\u00e1cil aceita\u00e7\u00e3o pelo p\u00fablico-alvo, por\u00e9m, apresentam ainda custo elevado e, diferente das outras formas, requerem que a popula\u00e7\u00e3o seja orientada. Neste tipo de fortifica\u00e7\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddos principalmente os sprinkles e os spreads.<\/p><\/blockquote>\n<p>Quanto \u00e0 biofortifica\u00e7\u00e3o, ou seja, a modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de plantas como arroz e feij\u00e3o, encontra-se em fase de estudos e \u00e9 encarada como outra possibilidade de levar alimentos mais ricos em micronutrientes \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sabemos que as necessidades nutricionais das crian\u00e7as s\u00e3o influenciadas por idade, peso, velocidade de crescimento, metabolismo, atividade f\u00edsica e processos infecciosos agudos.<\/p>\n<p>O esquema alimentar recomendado, de acordo com as faixas et\u00e1rias, permite o suprimento de todos os nutrientes necess\u00e1rios ao crescimento e ao desenvolvimento da crian\u00e7a. Entretanto, v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es podem impedir que esse objetivo seja alcan\u00e7ado, como os erros alimentares, o mau aproveitamento dos nutrientes, a hiperatividade, o metabolismo individual e a deple\u00e7\u00e3o de reservas. Devemos considerar que a alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para a preven\u00e7\u00e3o das defici\u00eancias nutricionais, mas quando estas se fazem presentes \u00e9 necess\u00e1ria a utiliza\u00e7\u00e3o de suplementos nutricionais, por meio dos pr\u00f3prios alimentos fortificados ou por meio de medicamentos.<\/p>\n<p>A defici\u00eancia de ferro constitui um flagelo alimentar em praticamente todos os pa\u00edses, principalmente da Am\u00e9rica Latina, alcan\u00e7ando n\u00fameros bem significativos e est\u00e1 entre os maiores desafios para os pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>A magnitude mundial exata da anemia carencial ferropriva necessita de levantamentos mais extensos. S\u00e3o escassos os dados de estudos com amostras representativas das diversas regi\u00f5es e grupos populacionais de cada pa\u00eds, al\u00e9m de apresentarem limita\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 faixa et\u00e1ria das popula\u00e7\u00f5es avaliadas. S\u00e3o mais freq\u00fcentes nesses estudos os dados de preval\u00eancia em crian\u00e7as abaixo de cinco anos de idade e em mulheres em idade f\u00e9rtil, nas quais a anemia \u00e9 considerada grave problema de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina e no Caribe, tamb\u00e9m na faixa pedi\u00e1trica, segundo um relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), de 2004, as maiores preval\u00eancias encontravam-se no Peru (50%) e alcan\u00e7avam valores pr\u00f3ximos a 70% no Haiti e na Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>Estudo multic\u00eantrico de abrang\u00eancia nacional em 2004, realizado com crian\u00e7as menores de 12\u00a0 meses, nas cinco regi\u00f5es brasileiras, documentou que a m\u00e9dia de preval\u00eancia de anemia emlactentes de seis a 12 meses foi de 65,4%, sendo que a regi\u00e3o Norte apresentou as maiores propor\u00e7\u00f5es. Nos menores de seis meses os n\u00edveis m\u00e9dios de hemoglobina eram maiores nas crian\u00e7as que recebiam leite materno.<\/p>\n<p>Anemia \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da taxa de hemoglobina circulante atribu\u00edda a condi\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas, dentre as quais a defici\u00eancia de ferro \u00e9 a mais comum. Ou ainda, a anemia \u00e9 definida como a condi\u00e7\u00e3o na qual os n\u00edveis de hemoglobina (Hb) encontram-se abaixo do segundo desvio-padr\u00e3o da refe- r\u00eancia para idade, sexo e altitude, como resultado da car\u00eancia de um ou mais nutrientes essenciais, seja qual for a causa dessa defici\u00eancia. A defici\u00eancia de ferro n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica causa da anemia, por\u00e9m, nos locais onde esta \u00e9 prevalente, a anemia ferropriva \u00e9 a mais comum, sendo respons\u00e1vel por at\u00e9 95% das anemias de origem nutricional.<\/p>\n<p>A car\u00eancia ocorre quando existe um desequil\u00edbrio entre a absor\u00e7\u00e3o e as necessidades org\u00e2nicas do mineral. Esse desequil\u00edbrio pode ser devido \u00e0 baixa ingest\u00e3o de alimentos fontes de ferro, iniciada com o abandono precoce do aleitamento materno e dieta de transi\u00e7\u00e3o inadequada, \u00e0 sua biodisponibilidade reduzida na dieta, \u00e0s necessidades aumentadas em grupos espec\u00edficos, \u00e0s perdas cr\u00f4nicas de sangue e \u00e0 m\u00e1 absor\u00e7\u00e3o, que acarretam uma diminui\u00e7\u00e3o da taxa de hemoglobina, caracterizando a anemia.<\/p>\n<p>As manifesta\u00e7\u00f5es da car\u00eancia de ferro repercutem em v\u00e1rios sistemas org\u00e2nicos, trazendo conseq\u00fc\u00eancias fisiol\u00f3gicas e sociais para todas as faixas et\u00e1rias. Nos adultos ocasiona diminui\u00e7\u00e3o na capacidade de trabalho e menor resist\u00eancia f\u00edsica, com queda na produtividade. Na gestante associa-se a partos prematuros, rec\u00e9m-nascidos com baixo peso de nascimento e aumento na mortalidade perinatal.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico cl\u00ednico baseado na observa\u00e7\u00e3o de palidez cut\u00e2neo-mucosa, bem como sopros card\u00edacos, taquicardia, menor resist\u00eancia ao frio, irritabilidade ou apatia, anorexia, cefal\u00e9ia, altera\u00e7\u00f5es gastrintestinais, diminui\u00e7\u00e3o de algumas fun\u00e7\u00f5es imunes, atraso do crescimento, entre outros, \u00e9 realizado apenas quando a crian\u00e7a j\u00e1 est\u00e1 em etapa avan\u00e7ada da defici\u00eancia do mineral. Entretanto, dentre as conseq\u00fc\u00eancias em longo prazo, as altera\u00e7\u00f5es no desenvolvimento cognitivo e comportamental e na coordena\u00e7\u00e3o motora v\u00eam despertando maior aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas pelo menor \u00edndice de suspeita como tamb\u00e9m pela dificuldade diagn\u00f3stica, gravidade e apresenta\u00e7\u00e3o tardia.\u00a0 Al\u00e9m disso, o per\u00edodo de maior crescimento cerebral e forma\u00e7\u00e3o de novas conex\u00f5es neuronais coincide com o per\u00edodo de maior preval\u00eancia da anemia ferropriva.<\/p>\n<p>Associa\u00e7\u00f5es entre a anemia ferropriva nos primeiros anos de vida e atraso no desenvolvimento mental e na linguagem, diminui\u00e7\u00e3o da capacidade intelectual e no rendimento escolar foram documentadas. Tamb\u00e9m foram constatadas altera\u00e7\u00f5es em atividades l\u00fadicas, demonstrando pouco interesse pelas brincadeiras. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 afetividade as crian\u00e7as an\u00eamicas apresentaram medo e baixa intera\u00e7\u00e3o com adultos. De acordo com os autores, este \u0093isolamento funcional\u0094 pode contribuir para o atraso no desenvolvimento dessas crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Crescentes evid\u00eancias v\u00eam apontando que quando a anemia ocorre no per\u00edodo cr\u00edtico de crescimento e de forma\u00e7\u00e3o de novas conex\u00f5es neuronais, cujo pico m\u00e1ximo se observa nas crian\u00e7as menores de dois anos, as seq\u00fcelas podem ser irrevers\u00edveis, mesmo que a defici\u00eancia tenha sido corrigida.<\/p>\n<p>Os fatores que predisp\u00f5em \u00e0 maior vulnerabilidade \u00e0 anemia ferropriva s\u00e3o a prematuridade, o baixo peso ao nascer, a interrup\u00e7\u00e3o precoce do aleitamento materno nos lactentes (quando o aleitamento \u00e9 artificial, com uso de leite de vaca in natura, o risco da defici\u00eancia \u00e9 maior, j\u00e1 que neste a quantidade de ferro tamb\u00e9m \u00e9 baixa e a biodisponibilidade \u00e9 ruim, al\u00e9m do que o leite de vaca pode provocar micro-hemorragias no trato digestivo, comprometendo o estado nutricional de ferro da crian\u00e7a), os fatores socioecon\u00f4micos, que levam a uma baixa ingest\u00e3o de alimentos com boa disponibilidade de ferro entre a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda, o consumo alimentar insuficiente em ferro em crian\u00e7as menores de seis anos de idade, tanto qualitativa como quantitativamente, o aumento do requerimento de ferro, devido \u00e0s necessidades do crescimento acelerado no primeiro ano de vida, o per\u00edodo da adolesc\u00eancia, os per\u00edodos de gesta\u00e7\u00e3o e lacta\u00e7\u00e3o e o per\u00edodo da senilidade.<\/p>\n<p>A OMS prop\u00f5e a gradua\u00e7\u00e3o da anemia com rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de signific\u00e2ncia em sa\u00fade publica para os diversos pa\u00edses em leve, quando a preval\u00eancia situa-se entre 5 e 19,9%, moderada, com preval\u00eancia entre 20 e 39,9%, e severa, quando a preval\u00eancia for igual ou maior que 40%.<\/p>\n<p>Uma das prioridades estabelecidas na C\u00fapula Mundial pela Crian\u00e7a, ocorrida em Nova Iorque, nos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA), no ano de 2002, foi a redu\u00e7\u00e3o de 1\/3 da preval\u00eancia de anemia at\u00e9 o ano de 2010. Para atingir as metas estabelecidas foram programadas diversas estrat\u00e9gias, destacando-se o estimulo \u00e0 diversifica\u00e7\u00e3o alimentar, o enriquecimento de alimentos e a utiliza\u00e7\u00e3o de suplementos.<\/p>\n<p>Para o ano de 2015, os pa\u00edses membros da ONU comprometeram-se a cumprir v\u00e1rios objetivos estabelecidos durante a C\u00fapula do Mil\u00eanio, realizada na sede da ONU, em Nova Iorque, EUA, em setembro de 2000. O primeiro macro objetivo, a erradica\u00e7\u00e3o da extrema pobreza e da fome, inclui a defici\u00eancia de micronutrientes.<\/p>\n<p>No Brasil, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, por meio da Secretaria de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria, baixou a Portaria n\u00ba 31, de 13 de janeiro de 1998, com o objetivo de fixa\u00e7\u00e3o da identidade e das caracter\u00edsticas m\u00ednimas de qualidade dos alimentos adicionados de nutrientes essenciais, dentre as a\u00e7\u00f5es voltadas para a preven\u00e7\u00e3o e o controle da anemia ferropriva.<\/p>\n<p>O processo de fortifica\u00e7\u00e3o\/enriquecimento ou simplesmente de adi\u00e7\u00e3o \u00e9 aquele no qual se acresce ao alimento, de acordo com par\u00e2metros legais, um ou mais nutrientes, contidos ou n\u00e3o naturalmente no mesmo, com o objetivo de refor\u00e7ar seu valor nutritivo, inclusive aquele eventualmente perdido no processamento industrial, e prevenir ou corrigir alguma defici\u00eancia em um ou mais nutrientes na alimenta\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em geral ou de seus grupos de risco.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s este processo, o alimento \u00e9 dito fortificado\/enriquecido, ou simplesmente adicionado de nutrientes, conforme o teor de nutrientes acrescido. Logo, deve ficar claro que alimento fortificado\/ enriquecido \u00e9 diferente de alimento adicionado.<\/p>\n<p><strong>De acordo com a Portaria n\u00ba 31, de 13 de janeiro de 1998, a Secretaria de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o alimento pronto para consumo em 100ml ou 100g deve fornecer em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 IDR de refer\u00eancia, m\u00ednimo de 15% para alimentos l\u00edquidos e 30% no caso de alimentos s\u00f3lidos para serem considerados fortificados\/enriquecidos e podem declarar no r\u00f3tulo o dizer:<\/strong> \u0093alto teor\u0094 ou \u0093rico\u0094 (conforme o Regulamento T\u00e9cnico de Informa\u00e7\u00e3o Nutricional Complementar).<\/p>\n<p>Em maio de 1999 o governo brasileiro, sociedades civis e cient\u00edficas, organismos internacionais, ind\u00fastrias de alimenta\u00e7\u00e3o e o setor produtivo firmaram o Compromisso Social para a redu\u00e7\u00e3o da anemia por car\u00eancia de ferro no Brasil, propondo a adi\u00e7\u00e3o de ferro \u00e0s farinhas de trigo e milho, por serem dois produtos de amplo consumo popular, de baixo custo no Brasil e consumidos por crian\u00e7as a partir do desmame. No ano 2000 o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade solidificou essa proposta por meio da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 15, de 21 de fevereiro.<\/p>\n<p>Apenas em 18\/12\/2002 foi aprovado o Regulamento T\u00e9cnico que tornou obrigat\u00f3ria a fortifica\u00e7\u00e3o das farinhas de trigo e milho com ferro e \u00e1cido f\u00f3lico. Essa medida compuls\u00f3ria, desde junho de 2004, estabelece que cada 100g do produto deve fornecer, no m\u00ednimo, 4,2mg de ferro, que representa 30% da IDR de adulto, e 150mcg de \u00e1cido f\u00f3lico, o que corresponde a 37% da IDR de adulto.<\/p>\n<p>O desenvolvimento de estrat\u00e9gias eficientes para preven\u00e7\u00e3o e controle da anemia ferropriva representa um grande desafio em v\u00e1rias regi\u00f5es do mundo, por\u00e9m h\u00e1 poucos estudos publicados que tenham avaliado medidas preventivas para a redu\u00e7\u00e3o da preval\u00eancia dessa doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A fortifica\u00e7\u00e3o de alimentos com ferro \u00e9 a estrat\u00e9gia indicada pelas institui\u00e7\u00f5es que atuam na \u00e1rea da sa\u00fade como a mais eficiente para o combate \u00e0 anemia por defici\u00eancia de ferro. O tema vem sendo muito pesquisado e j\u00e1 se conhecem as potencialidades de diversos sais de ferro como agentes de ferro biodispon\u00edveis na fortifica\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n<p><strong>Para que um programa de fortifica\u00e7\u00e3o de alimentos obtenha sucesso se deve:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Selecionar adequadamente o alimento que ser\u00e1 ve\u00edculo do micronutriente, preferindo-se aquele que j\u00e1 fa\u00e7a parte do h\u00e1bito alimentar da popula\u00e7\u00e3o e seja consumido por grande parte da mesma;<br \/>\nPropiciar que o consumo do alimento seja regular, mas sem que haja risco de excessos, para evitar eventuais efeitos t\u00f3xicos;<br \/>\nManter as caracter\u00edsticas e a aceitabilidade do alimento ap\u00f3s a fortifica\u00e7\u00e3o, para evitar sua rejei\u00e7\u00e3o;<br \/>\nPropiciar que o alimento fortificado tenha baixo custo, para evitar que n\u00e3o possa ser adquirido.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Apenas um pequeno n\u00famero de estudos sobre a efic\u00e1cia da fortifica\u00e7\u00e3o de alimentos foi publicado no Brasil nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas, sendo que algumas delas utilizaram os seguintes alimentos:<\/strong> queijo petit-suisse, leite em p\u00f3 integral, f\u00f3rmula l\u00e1ctea, leite flu\u00eddo in natura, leite pasteurizado, bebida l\u00e1ctea fermentada, biscoitos, p\u00e3es, farinha de mandioca, bolos, mingau de cereais, salgadinho de pulm\u00e3o bovino, feij\u00e3o pr\u00e9-cozido, arroz, a\u00e7\u00facar e suco.<\/p>\n<h4>Aditivos Qu\u00edmicos usados em alimentos industrializados<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Aditivos Qu\u00edmicos\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/aditivos-quimicos-019.jpg\" alt=\"Aditivos Qu\u00edmicos\" \/><strong><br \/>\nAditivos Qu\u00edmicos &#8211; Alimentos industrializados<\/strong><\/p>\n<h4>Acesulfame-K<\/h4>\n<p><b>O que \u00e9?<\/b><\/p>\n<p>Foi aprovado pelo FDA em 1988 para ser usado em gomas de mascar, bebidas reconstitu\u00eddas, caf\u00e9 e ch\u00e1 instant\u00e2neo, gelatina, flans e cremes, e para ser vendido separadamente em pacotes. Em 1988, sua utiliza\u00e7\u00e3o foi permitida em uma ampla gama de produtos aliment\u00edcios, como refrigerantes, por exemplo. Esse ado\u00e7ante artificial resulta da combina\u00e7\u00e3o qu\u00edmica de carbono, nitrog\u00eanio, oxig\u00eanio, enxofre e pot\u00e1ssio.<\/p>\n<p><b>Para que serve?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 duzentas vezes mais doce que o a\u00e7\u00facar. Nos portadores de diabetes severa e entre os que tremem diante de uma colher de ch\u00e1 de a\u00e7ucar, preenche um importante nicho comercial. Al\u00e9m disso, ao contr\u00e1rio do aspartame, mant\u00e9m a do\u00e7ura quando aquecido. Por isso \u00e9 encontrado em tantos produtos de confeitaria.<\/p>\n<p><b>Qual o efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>O Center for Science in the Public Interest observou que os testes de seguran\u00e7a do acesulfame-K realizados na d\u00e9cada de 1970 foram muito mal elaborados. Na verdade, estudos posteriores sugerem que essa subst\u00e2ncia qu\u00edmica produz c\u00e2ncer. O acesulfame-K \u00e9 desmembrado em outra subst\u00e2ncia qu\u00edmica, chamada acetoacetamida, e solu\u00e7\u00f5es com 1 a 5% dessa subst\u00e2ncia acrescentadas \u00e0 dieta durante 3 meses, \u00e9 o suficiente para causar tumores de tire\u00f3ides em animais usados em experimentos de laborat\u00f3rio. Com base nesses e em outros dados, o FDA vem sendo repetidamente solicitado a reconsiderar sua margem de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Lembre-se, o a\u00e7\u00facar vem das plantas. A n\u00e3o ser que voc\u00ea seja diab\u00e9tico, n\u00e3o troque a\u00e7ucar de verdade por essa subst\u00e2ncia. Certamente \u00e9 melhor consumir a\u00e7\u00facar do que uma dose de acetoacetamida e correr o risco de desenvolver c\u00e2ncer de tire\u00f3ide.<\/p>\n<h4>\u00c1cido Fosf\u00f3rico<\/h4>\n<p><b>O que \u00e9?<\/b><\/p>\n<p><strong>O \u00e1cido fosf\u00f3rico pode ser produzido de 2 maneiras:<\/strong> a partir do processo \u00famido ou do processo t\u00e9rmico (forno). No processo \u00famido, o min\u00e9rio de fosfato minado \u00e9 tratado com \u00e1cido sulf\u00farico e detergentes.<\/p>\n<p><strong>No outro m\u00e9todo, o f\u00f3sforo \u00e9 reaquecido at\u00e9 se liquefazer e queimar, quando, finalmente,adquire nova forma:<\/strong> o pent\u00f3xido de f\u00f3sforo (P2O5).<\/p>\n<p>\u00c9 misturado ao \u00e1cido fosf\u00f3rico em baixas concentra\u00e7\u00f5es e, depois de um processo de purifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 armazenado para processamento futuro. O \u00e1cido fosf\u00f3rico \u00e9 corrosivo para o concreto, para a maioria dos metais e para os tecidos.<\/p>\n<p><b>Para que serve?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 usado para acidificar o sabor dos refrigerantes, dos latic\u00edneos congelados, dos produtos de padaria, das balas e dos produtos de queijo. \u00c9 usado tamb\u00e9m como sequestrante em t\u00f4nicos capilares, esmaltes e subst\u00e2ncias para refrescar a pele. Por mais estranho que seja, foi acrescentado recentemente \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel em Winnipeg \u0096 n\u00e3o porque a \u00e1gua pot\u00e1vel necessitasse de um pouco mais de travo, mas cmo forma de contornar o problema do ac\u00famulo de chumbo nos canos dos esgotos. Aparentemente, com o tempo, o chumbo se acumula nos canos e o \u00e1cido fosf\u00f3rico retarda sua rea\u00e7\u00e3o e libera\u00e7\u00e3o na \u00e1gua.<\/p>\n<p><b>Qual seu efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>Pode retirar o c\u00e1lcio, excretando-o do organismo. Quando o organismo perde c\u00e1lcio, retira o que precisa dos ossos. Ocorre a \u0093S\u00edndrome dos ossos quebradi\u00e7os\u0094 em mulheres, associada ao consumo de refrigerantes \u0096 essa doen\u00e7a \u00e9 considerada resultado da perda de c\u00e1lcio devido ao \u00e1cido fosf\u00f3rico encontrado nos refrigerantes.<\/p>\n<p>Os fosfatos s\u00e3o assenciais para a sa\u00fade, sobretudo o f\u00f3sforo. Na verdadde, as vitaminas do complexo B, niacina e riboflavina, nem s\u00e3o digeridas na aus\u00eancia do f\u00f3sforo. Ele tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio para a forma\u00e7\u00e3o de ossos, dentes e m\u00fasculos saud\u00e1veis e faz parte do DNA e RNA. O f\u00f3sforo regula o metabolismo da energia, ajuda o organismo a absorver glicose e controla o equil\u00edbrio do pH no organismo.<\/p>\n<p>Mas voc\u00ea n\u00e3o precisa obter os fosfatos por meio dos aditivos encontrados no refrigerante! Basta ingerir alimentos de verdade, como peixes, ovos, aves, feij\u00e3o e nozes. N\u00e3o \u00e9 preciso nada especial, ser vegetariano, vegan ou fazer suas compras em lojas de produtos naturais. Os adultos precisam de 700mg por dia; portanto se voc\u00ea comer 3 panquecas pela manh\u00e3 (cerca de 400mg) e feij\u00e3o no almo\u00e7o (cerca de 400mg), ter\u00e1 ingerido a quantidade necess\u00e1ria.<\/p>\n<h4>\u00c1cido L\u00e1tico<\/h4>\n<p><b>O que \u00e9?<\/b><\/p>\n<p>As bact\u00e9rias que vivem em nossos intestinos produzem esse \u00e1cido durante a fermenta\u00e7\u00e3o natural do a\u00e7\u00facar. \u00c9 vital para a digest\u00e3o. Nossos m\u00fasculos tamb\u00e9m produzem \u00e1cido l\u00e1tico, mas n\u00e3o como resultado da atividade bacteriana. Trata-se de um produto residual produzido quando ocorre contra\u00e7\u00e3o muscular excessiva, e acaba causando c\u00e3ibras.<\/p>\n<p><b>Para que serve?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 adicionado aos alimentos como conservante e estabilizante para produtos aliment\u00edcios com pouca gordura (os chamados produtos light), em queijos processados, sobremesas congeladas e bebidas gaseificadas. \u00c9 acrescentado tamb\u00e9m para aumentar a acidez. Em produtos fermentados comuns, como chucrute, iogurte e p\u00e3o, o \u00e1cido l\u00e1tico natural \u00e9 produzido pelas bact\u00e9rias em cultura para evitar o crescimento de microorganismos indesej\u00e1veis e (no caso do p\u00e3o) para lhe dar acidez.<\/p>\n<p><b>Qual seu efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>As bact\u00e9rias que produzem o \u00e1cido l\u00e1tico foram consideradas potentes agentes anticancer\u00edgenos, especialmente para o c\u00f3lon. Al\u00e9m disso, as culturas encontradas no iogurte estimulam os sistemas imunol\u00f3gico e intestinal. Ainda melhor, o p\u00e3o feito com bact\u00e9rias naturais se revelaram capazes de aumentar a toler\u00e2ncia \u00e0 glicose.<\/p>\n<p>As bact\u00e9rias do \u00e1cido l\u00e1tico em alimentos como o iogurte auxiliam em muito a digest\u00e3o. Mas isso n\u00e3o significa que acrescentar o \u00e1cido l\u00e1tico (produzidos quimicamente) aos produtos aliment\u00edcios tenha o mesmo efeito em sua produ\u00e7\u00e3o pelos microorganismos. O contexto em que a mol\u00e9cula \u00e9 entregue \u00e9 importante. Em outras palavras, o \u00e1cido l\u00e1tico do refrigerante n\u00e3o ter\u00e1 o mesmo efeito ben\u00e9fico da ingest\u00e3o de alimentos fermentados naturalmente.<\/p>\n<h4>Aspartame<\/h4>\n<p><b>O que \u00e9?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica inventada acidentalmente no final da d\u00e9cada de 1960. \u00c9 de 180 a 200 vezes mais doce que o a\u00e7\u00facar. O aspartame \u00e9 sintetizado a partir da 1-fenilalanina e do L-\u00e1cido asp\u00e1rtico.<\/p>\n<p><b>Para que serve?<\/b><\/p>\n<p>Boa pergunta. Foi aprovado pelo FDA, mas retirado do mercado quando se descobriu que a Searle, seu fabricante, ocultara ind\u00edcios de danos gerados pelo produto. Sua reden\u00e7\u00e3o veio alguns anos depois, por meio de liga\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do CEO da empresa, Donald Rumsfeld. Hoje \u00e9 usado como alternativa para o a\u00e7\u00facar sob a forma de p\u00f3 e como um dos ado\u00e7antes mais comuns das bebidas.<\/p>\n<p><b>O que faz em meu corpo?<\/b><\/p>\n<p>Quando aquecido a 30 graus Celcius o aspartame se degrada, transformando-se em \u00e1cido f\u00f3rmico, metanos e formalde\u00eddo. Os efeitos qu\u00edmicos relatados do aspartame foram tonteira, alucina\u00e7\u00f5es, urtic\u00e1ria e dores de cabe\u00e7a. Os fenilceton\u00faricos, bem como gestantes e lactantes devem evit\u00e1-lo. Pessoas sens\u00edveis ao glutamato monoss\u00f3dico tamb\u00e9m podem ser sens\u00edveis ao aspartame.<\/p>\n<p>John Olney observou recentemente no Journal of Neuropathology and Experimental Neurology que \u0093o ado\u00e7ante artificial aspartame \u00e9 um candidato promissor para explicar o recente aumento na incid\u00eancia e no grau de malignidade dos tumores cerebrais. Entre os ind\u00edcios dos males do aspartame, est\u00e3o a alt\u00edssima incid\u00eancia de tumores cerebrais em camundongos aos quais se administrou aspartame, comparados \u00e0 inexist\u00eancia de tumores no grupo de controle e a recente descoberta de que a mol\u00e9cula do aspartame tem potencial mutag\u00eanico\u0094.<\/p>\n<p>O aspartame provoca a ira dos cientistas que defendem veementemente seu car\u00e1ter letal; no entanto, um grupo tamb\u00e9m numeroso insiste que a subst\u00e2ncia \u00e9 absolutamente benigna.<\/p>\n<p><strong>De qualquer forma, de uma coisa estou certo: <\/strong>o aspartame n\u00e3o \u00e9 comida.<\/p>\n<h4>BHA e BHT<\/h4>\n<p><b>O que s\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p>Butil-hidroxianisol (BHA) e butil-hidroxitolueno (BHT) s\u00e3o compostos fen\u00f3licos que existem como cera s\u00f3lida e s\u00e3o sintetizados pela rea\u00e7\u00e3o do p-cresol com o isobuteno.<\/p>\n<p><b>Para que servem?<\/b><\/p>\n<p>Essas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas s\u00e3o adicionadas aos alimentos como conservantes, a fim de impedir a rancifica\u00e7\u00e3o da gordura. S\u00e3o usadas para o mesmo prop\u00f3sito em cosm\u00e9ticos, produtos de borracha, produtos derivados do petr\u00f3leo, termopl\u00e1sticos e materiais de embalagem. Nos r\u00f3tulos dos alimentos, diz-se que s\u00e3o usados para \u0093manter o produto fresco\u0094. Seu uso por\u00e9m \u00e9 totalmente desnecess\u00e1rio. Essas subst\u00e2ncias podem ser substitu\u00eddas por antioxidantes mais seguros, como a vitamina E, ou simplesmente n\u00e3o serem usadas.<\/p>\n<p><b>Qual o seu efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>Por ser lipossol\u00favel, o BHT \u00e9 armazenado nos tecidos por um longo per\u00edodo de tempo. Essas duas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas tamb\u00e9m interferem na coagula\u00e7\u00e3o sang\u00fc\u00ednea e a International Agency for Research on Cancer as considera carcinog\u00eanicas. Alguns dados cient\u00edficos mostraram que causam c\u00e2ncer em alguns casos, mas n\u00e3o em outros. Por\u00e9m o Dr. Saito e alguns colegas relataram muito claramente no peri\u00f3dico Anticancer Research que BHA e BHT produzem grande \u0093citotoxidade (gera c\u00e2ncer) e indu\u00e7\u00e3o de apoptose (causa morte celular)\u0094.<\/p>\n<h4>Bromato de Pot\u00e1ssio<\/h4>\n<p><b>O que \u00e9?<\/b><\/p>\n<p>A f\u00f3rmula qu\u00edmica do bromato de pot\u00e1ssio \u00e9 KBrO3.<\/p>\n<p><b>Para que serve?<\/b><\/p>\n<p>O bromato de pot\u00e1ssio \u00e9 usado para aumentar o volume de p\u00e3es e melhorar sua textura. \u00c9 usado tamb\u00e9m na produ\u00e7\u00e3o de pasta de peixe e bebidas fermentadas.<\/p>\n<p>O bromato de pot\u00e1ssio foi banido na maioria dos pa\u00edses. Apenas os Estados Unidos e Jap\u00e3o ainda permitem a presen\u00e7a desta subst\u00e2ncia qu\u00edmica em seus alimentos.<\/p>\n<p><b>Qual o efeito em seu organismo?<\/b><\/p>\n<p><strong>Vou lhe mostrar apenas o que est\u00e1 escrito, em letras mai\u00fasculas, no relat\u00f3rio de seguran\u00e7a dos dados desta subst\u00e2ncia qu\u00edmica:<\/strong> \u0093Perigo! Pode ser fatal se ingerido. Prejudicial se for inalado ou absorvido pela pele. Causa irrita\u00e7\u00e3o na pele, nos olhos e no trato respirat\u00f3rio. Pode causar danos hep\u00e1ticos.\u0094 Tal advert\u00eancia se refere, na verdade, \u00e0 forma em p\u00f3, que ainda n\u00e3o foi adicionada aos alimentos, mas, ainda assim, cabe aqui a advert\u00eancia, sobretudo quando se l\u00ea que o bromato de pot\u00e1ssio \u00e9 o m\u00e9todo de escolha para se induzir c\u00e2ncer renal em cobaias.<\/p>\n<p>As ind\u00fastrias aliment\u00edcias que ainda usam o bromato de pot\u00e1ssio dizem que ele \u00e9 transformado em bromido, inofensivo ao organismo, mas isso ainda n\u00e3o ficou demonstrado nas pesquisas, que encontram, de forma consistente, res\u00edduos do bromato em p\u00e3es.<\/p>\n<h4>Corante Vermelho N\u00b0 40<\/h4>\n<p><b>O que \u00e9?<\/b><\/p>\n<p>Vermelho no. 40 \u00e9 um \u00f3timo nome. Voc\u00ea pode imaginar como a lista de ingredientes seria extensa se eles tivessem que escrever o nome verdadeiro em todos os produtos que cont\u00e9m a subst\u00e2ncia?<\/p>\n<p style=\"margin: 6 20 6 20;\" align=\"center\"><strong>\u00c1CIDO 2-NAFITALENESULF\u00d4NICO. 6-HIDROXI-(2-METOXI-5-METIL-METIL-4-SULFOFENIL)AZO), SAL DISS\u00d3DICO<\/strong>.<\/p>\n<p>Puxa!!! A Academia Nacional de Ci\u00eancias relatou que corante vermelho no. 40 \u00e9 o corante mais usado, com a ingest\u00e3o di\u00e1ria total m\u00e9dia de 100mg. O amarelo no. 5 ficou em 2\u00ba lugar, com 43mg. O vermelho no. 40 \u00e9 derivado do coltar (alcatr\u00e3o de hulha).<\/p>\n<p><b>Para que serve?<\/b><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que se usam corantes nos alimentos. Por\u00e9m, antes de meados da d\u00e9cada de 1850, todos os corantes tinham origens naturais. O vermelho no. 40, introduzido na d\u00e9cada de 1960 e aprovado em meados de 1970, \u00e9 hoje um dos nove corantes aprovados pelo FDA. Colore gelatinas, flans, produtos aliment\u00edcios, balas, refrigerantes e uma variedade bizarra de cores de ketchup.<\/p>\n<p><b>Qual o seu efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>O FDA, \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela aprova\u00e7\u00e3o de alimentos e medicamentos nos EUA, aprovou o vermelho no. 40 para esse enorme consumo di\u00e1rio, mas alguns m\u00e9dicos sugeriram que seu uso n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o seguro quanto se imaginava. Um estudo publicado no peri\u00f3dico Toxicology relatou que o vermelho no. 40 reduziu o \u00eaxito da reprodu\u00e7\u00e3o, provocando um grau de desgaste no peso cerebral das crias, uma redu\u00e7\u00e3o geral na sobreviv\u00eancia, bem como uma redu\u00e7\u00e3o no desenvolvimento vaginal normal. O corante tamb\u00e9m reduz n\u00edveis gerais de atividades descritas como \u0093toxicidade f\u00edsica e comportamental\u0094 em animais em desenvolvimento. outro estudo publicado na Toxicological Science revelou a genotoxicidade (isto \u00e9, perigo para os genes) de v\u00e1rios pigmentos de alcatr\u00e3o vermelho como o vermelho no. 40.<\/p>\n<p>O resultado? N\u00e3o \u00e9 bom! Danos ao DNA, em especial no c\u00f3lon. Isso, sabemos hoje, pode levar ao c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o? \u00c9 prov\u00e1vel que nunca consigamos descobrir definitivamente se o vermelho no. 40 da cereja ao marrasquino contribui para o c\u00e2ncer, mas os resultados das pesquisas sugerem que esta possibilidade existe.<\/p>\n<h4>Di\u00f3xito de Sil\u00edcio<\/h4>\n<p><b>O que \u00e9?<\/b><\/p>\n<p>Areia. Isso mesmo! O di\u00f3xido de sil\u00edcio \u0096 e isso saiu diretamente do dicion\u00e1rio \u0096 \u0093ocorre abundantemente sob a forma de quartzo, areia, pederneira, \u00e1gata, e \u00e9 usado para a produ\u00e7\u00e3o de uma ampla variedade de materiais, principalmente vidro e concreto\u0094.<\/p>\n<p><b>Para que serve?<\/b><\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m de ser adicionado aos alimentos, \u00e9 usado em forma de talco com o mesmo prop\u00f3sito:<\/strong> evitar a forma\u00e7\u00e3o de grumos. Permite que produtos como misturas para bolo saiam da embalagem com facilidade depois de um bom tempo na prateleira do supermercado. Sem o di\u00f3xido de sil\u00edcio, a mistura acabaria formando grumos e se transformaria em um \u0093tijolo\u0094. Se voc\u00ea n\u00e3o quiser guardar um \u0093tijolo\u0094 na prateleira, n\u00e3o compre produtos que ocntenham esta subst\u00e2ncia.<\/p>\n<p><b>Qual o seu efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de 30 anos, o Expert Committee on Food Additives, da Organiza\u00e7\u00e3o Mondial de Sa\u00fade (OMS), se reuniu e concluiu que areia n\u00e3o faz mal \u00e0 sa\u00fade. A subst\u00e2ncia n\u00e3o parece acumular-se nos tecidos e n\u00e3o \u00e9 excretada pelos rins. Essa opini\u00e3o parece ter-se sustentado ao longo do tempo, pois n\u00e3o foram realizados outros trabalhos significativos sobre a subst\u00e2ncia nos alimentos.<\/p>\n<h4>EDTA<\/h4>\n<p><b>O que \u00e9?<\/b><\/p>\n<p>O \u00e1cido tetra-ac\u00e9tico etilenediamina \u00e9 um amino\u00e1cido sint\u00e9tico conhecido tamb\u00e9m como diss\u00f3dio c\u00e1lcio EDTA, tetrass\u00f3dio EDTA e diss\u00f3dio diidrog\u00eanio EDTA.<\/p>\n<p><b>Para que serve?<\/b><\/p>\n<p>EDTA \u00e9 adicionado aos alimentos para sequestrar minerais, como ferro e cobre, e usado como conservante em alguns enlatados, a fim de manter a cor, impedir a perda do g\u00e1s em bebidas gasosas e a oxida\u00e7\u00e3o das carnes. \u00c9 colocado em alimentos como forma de eliminar os minerais-tra\u00e7o que possam ter ficado para tr\u00e1s em produtos sintetizados por equipamentos met\u00e1licos.<\/p>\n<p>Muitos adeptos da \u0093medicina alternativa\u0094 recomendam a \u0093terapia de quela\u00e7\u00e3o oral\u0094, com suplementos de EDTA. No entanto, diversas pesquisas realizadas n\u00e3o sustentam tais alega\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><b>Qual \u00e9 o seu efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>O EDTA se liga aos \u00edons de metal do corpo. Isso pode ser bom ou ruim, pois metais pesados como mangan\u00eas e merc\u00fario presentes no peixe, por exemplo, devem ser eliminados. No entanto, n\u00edveis normais de cobre, zinco e n\u00edquel s\u00e3o vitais para a sa\u00fade, n\u00e3o devendo ser eliminados por m\u00e9todo algum, muito menos pela ingest\u00e3o de EDTA.<\/p>\n<p>Eis um exemplo de um caso em que consumir uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica (EDTA) para resolver um problema (metais induzidos pelo processamento nos alimentos) gera mais problemas, ao eliminar os n\u00edveis naturais de metais que deveriam estar em circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Galato de Propila<\/h4>\n<p><b>O que \u00e9?<\/b><\/p>\n<p>Conhecido como \u00e1cido g\u00e1lico, \u00e9ster de propila e n-galato de propila, o galato de propila \u00e9 sintetizado pela esterifica\u00e7\u00e3o do \u00e1cido g\u00e1lico. Sua instabilidade em temperaturas elevadas \u00e9 um inconveniente para o setero aliment\u00edcio.<\/p>\n<p><b>Para que serve?<\/b><\/p>\n<p>Muitas vezes, \u00e9 usado em conjunto com o BHA e o BHT para preservar quimicamente gorduras e \u00f3leos. O galato de propila costuma ser encontrado na margarina, no bacon, nos cereais, em salgadinhos e nos molhos prontos para salada.<\/p>\n<p><b>Qual o seu efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>O galato de propila pode causar irrita\u00e7\u00e3o g\u00e1strica e seu consumo n\u00e3o \u00e9 liberado para crian\u00e7as, devido \u00e0 sua associa\u00e7\u00e3o com uma doen\u00e7a do sangue conhecida por metemoglobinemia.<\/p>\n<p>Em um estudo de 2004 publicado no peri\u00f3dico Mutation Research, um grupo de pesquisa japon\u00eas declarou, categoricamente, que o \u0093galato de propila, amplamente usado como antioxidante em alimentos, \u00e9 cancer\u00edgeno para camundongos e ratos\u0094. Os resultados de outros estudos foram inconclusivos, mas, no m\u00ednimo, o potencial carcinog\u00eanico dessa subst\u00e2ncia qu\u00edmica est\u00e1 claro.<\/p>\n<h4>Glucamato Monoss\u00f3dico e seus derivados<\/h4>\n<p><b>O que \u00e9?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 o sal s\u00f3dico do L-glutamato, um amino\u00e1cido.<\/p>\n<p><b>Para que serve?<\/b><\/p>\n<p>O glutamato monoss\u00f3dico \u00e9 usado para acentuar o sabor. O Center for Science in the Public Interest indica que seu uso permite que a ind\u00fastria aliment\u00edcia reduza a quantidade de ingredientes verdadeiros (como o frango) que incluem em seus alimentos processados (como sopa de galinha).<\/p>\n<p><b>Qual seu efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>Os cientistas usam o glutamato monoss\u00f3dico como forma de induzir obesidade em cobaias. Associado a uma dieta rica em calorias, o glutamato monoss\u00f3dico tamb\u00e9m demonstrou causar estresse oxidativo no f\u00edgado. Nas pessoas, as rea\u00e7\u00f5es f\u00edsicas ao glutamato monoss\u00f3dico podem ser dor de cabe\u00e7a, formigamento, fraqueza, dor de est\u00f4mago, enxaqueca, n\u00e1useas, v\u00f4mito, diarr\u00e9ia, sensa\u00e7\u00e3o de aperto no peito, rash cut\u00e2neo ou sensibilidade \u00e0 luz, barulho ou aromas. Apesar desses problemas, o FDA e um painel cient\u00edfico independente (FASEB) liberaram o glutamato monoss\u00f3dico para o consumo p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>No entanto, tome cuidado, pois o glutamato monoss\u00f3dico muitas vezes \u00e9 encontrado em produtos aliment\u00edcios, mas rotulado de outras maneiras:<\/strong> \u00e1cido glut\u00e2mico, prote\u00edna vegetal hidrolisada, prote\u00edna hidrolisada, extrato de prote\u00edna vegetal, caseinato de s\u00f3dio, caseinato de c\u00e1lcio, extrato de levedura, prote\u00edna texturizada, farinha de aveia hidrolisada oou \u00f3leo de milho. Se voc\u00ea encontrar esses ingredientes no r\u00f3tulo dos alimentos, \u00e9 sinal de que o glutamato monoss\u00f3dico tamb\u00e9m est\u00e1 presente no produto.<\/p>\n<h4>Gomas<\/h4>\n<p><b>O que s\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p>Alginatos, carragena, goma-guar, xantana, tamarindo, karaya, goma-ar\u00e1bica e outras gomas s\u00e3o pol\u00edmeros de carboidrato derivado de produtos naturais.<\/p>\n<p><b>Para que servem?<\/b><\/p>\n<p>As gomas s\u00e3o adicionadas para estabilizar a extura de alimentos como doces, pudins, iogurtes, molhos e misturas para bebidas reconstitu\u00eddas. S\u00e3o usadas em bolos para microondas, a fim de assegurar maciez e umidade e mant\u00ea-los macios por mais tempo.<\/p>\n<p><b>Qual o seu efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>As gomas n\u00e3o costumam ser absorvidas pelo organismo; por isso, podem impedir a absor\u00e7\u00e3o de algumas vitaminas. As pesquisas mais recentes n\u00e3o indicam rela\u00e7\u00e3o com o c\u00e2ncer, embora a pesquisadora do University of Iowa College of Medicine, Dra. Joanne Tobacman, tenha proposto recentemente que a carragena pode penetrar nas c\u00e9lulas e lev\u00e1-las \u00e0 morte. As gomas tamb\u00e9m foram consideradas al\u00e9rgenos em algumas pessoas. O importante a lembrar n\u00e3o \u00e9 se essas gomas s\u00e3o derivadas de produtos naturais, mas se as mol\u00e9culas dela retiradas s\u00e3o seguras a longo prazo.<\/p>\n<h4>Inosinato Diss\u00f3dico (diss\u00f3dio inosina 5-monofosfato)<\/h4>\n<p><b>O que \u00e9?<\/b><\/p>\n<p>Inosinato de s\u00f3dio \u00e9 primo em segundo grau do glutamato monoss\u00f3dico, outro membro da fam\u00edlia dos nucleocl\u00eddeos. Pode ser sintetizado a partir de fontes animais, como por exemplo, peixes.<\/p>\n<p><b>Para que serve?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 adicionado aos produtos aliment\u00edcios como forma de acentuar o sabor, como os \u00e1cidos glut\u00e2micos do glutamato monoss\u00f3dico. Na verdade, o uso desse aditivo seria car\u00edssimo se n\u00e3o fosse empregado em combina\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio glutamato monoss\u00f3dico. Como enfatizou um relat\u00f3rio, se voc\u00ea encontrar inosinato diss\u00f3dico no alimento, encontrar\u00e1 algum glutamato monoss\u00f3dico com certeza.<\/p>\n<p><b>Qual seu efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>Parente pr\u00f3ximo do glutamato monoss\u00f3dico, tem basicamente a mesma bagagem. E um n\u00famero crescente de grupos de consumidores vem fazendo advertencias contra seu uso. Especificamente, alega-se que o produto causa gota, e n\u00e3o \u00e9 permitido em alimentos infantis.<\/p>\n<h4>Nitratos e Nitritos<\/h4>\n<p><b>O que s\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p>A f\u00f3rmula qu\u00edmica do nitrito \u00e9 NO2 e a do nitrato NO3. Ambos s\u00e3o formas de nitrog\u00eanio comumente produzidas quando a am\u00f4nia \u00e9 quimicamente modificada por determinadas <b>bact\u00e9rias.<\/b><\/p>\n<p><strong>Para que servem?<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o usados nas carnes processadas para preserv\u00e1-las (os nitratos s\u00e3o muito t\u00f3xicos para as bact\u00e9rias). Tamb\u00e9m ajudam as empresas aliment\u00edcias a evitar que a carne vermelha adquira colora\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima ao marrom \u0096 menos atraente ao consumidor.<\/p>\n<p><b>Qual seu efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>Depois de ingeridos, os nitratos iniciam uma cascata de rea\u00e7\u00f5es no organismo. Primeiro s\u00e3o convertidos em nitritos, que ent\u00e3o s\u00e3o convertidos em N-nitrosaminas, que causam c\u00e2ncer de c\u00f3lon e de reto em cobaias. Os nitritos tamb\u00e9m modificam o ferro da hemoglobina, transformando-o em metemoglobina, que n\u00e3o transporta bem o oxig\u00eanio e pode causar asfixia dos tecidos. \u00c9 uma das maiores amea\u00e7as para beb\u00eas \u0096 associada \u00e0 \u0093doen\u00e7a do beb\u00ea azul\u0094.<\/p>\n<p>Embora as hortali\u00e7as tamb\u00e9m contenham nitritos, n\u00e3o apresentam risco de c\u00e2ncer porque costumam ser co-localizadas com altas concentra\u00e7\u00f5es de vitamina C, que evita a forma\u00e7\u00e3o das N-nitrosaminas. Na verdade, algumas empresas come\u00e7aram a acrescentar \u00e1cido asc\u00f3rbico ou \u00e1cido erit\u00f3rbico ao bacon comercial para tentar inibir a forma\u00e7\u00e3o de nitrosaminas.<\/p>\n<p>Tudo isso \u00e9 motivo para as recomenda\u00e7\u00f5es de limitar os nitritos nos alimentos \u0096 sobretudo em carnes processadas.<\/p>\n<h4>\u00d3leos Hidrogenados<\/h4>\n<p><b>O que \u00e9?<\/b><\/p>\n<p>A hidrogena\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo de endurecimento qu\u00edmico. Os \u00f3leos s\u00e3o cozidos em calor intenso (mais de 205 graus Celcius) e alta press\u00e3o na presen\u00e7a de um catalisador reativo de metal, como n\u00edquel, zinco ou cobre. Para desarranjar suficientemente a conforma\u00e7\u00e3o normal das mol\u00e9culas do \u00f3leo, os qu\u00edmicos fervem o g\u00e1s hidrog\u00eanio por meio da mistura, \u00e0 medida que ela se funde ao metal durante oito horas.<\/p>\n<p>Compare esse processo com, digamos, a produ\u00e7\u00e3o o azeite de oliva extra-virgem. Para conseguir o azeite de oliva, espremem-se as azeitonas e extrai-se o \u00f3leo \u0096 sem cozimento sob press\u00e3o ou com rea\u00e7\u00f5es de hidrog\u00eanio em fervura usando catalizadores de metais.<\/p>\n<p><b>Para que serve?<\/b><\/p>\n<p>Os \u00f3leos hidrogenados n\u00e3o foram inventados para melhorar a sa\u00fade ou o peso. Nem foram criados para acentuar o sabor dos alimentos. A ind\u00fastria aliment\u00edcia modifica os \u00f3leos comuns para aumentar o prazo de validade dos produtos. Com isso, economiza dinheiro. Os \u00f3leos tamb\u00e9m ficam mais parecidos com as gorduras saturadas. Em minha opini\u00e3o, o processo sint\u00e9tico confere ao alimento textura, sabor e prazo de validade semelhantes ao do pl\u00e1stico. (coment\u00e1rio do autos, com o qual concordo plenamente!!)<\/p>\n<p><b>Qual se efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>Margarina, gorduras vegetais, alimentos processados, frituras de restaurantes e muitos produtos light dependem dos \u00f3leos hidrogenados, que cont\u00e9m os \u00e1cidos graxos do tipo trans, fortemente associados com as doen\u00e7as card\u00edacas. Por isso, recentemente, o FDA exigiu que a ind\u00fastria aliment\u00edcia enumerasse a quantidade de \u00e1cidos graxos do tipo trans presente em cada produto.<\/p>\n<p>A Harvard School of Public Health mostrou, h\u00e1 pouco tempo, que a elimina\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos graxos do tipo trans da alimenta\u00e7\u00e3o pode salvar sua vida. Os estudos sobre metabolismo mostram que as gorduras do tipo trans aumentam o colesterol LDL, o colesterol ruim, e diminuem o colesterol HDL, o \u0093bom colesterol\u0094 \u0096 uma combina\u00e7\u00e3o letal para o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outras not\u00edcias ruins. Estudos epidemiol\u00f3gicos mostram que a ingest\u00e3o de alimentos com gorduras trans est\u00e1 associada a um risco maior de doen\u00e7as coronarianas.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 por isso que, em um artigo entitulado \u0093Trans Fatty Acids and Coronary Heart Disease:<\/strong> Background and Scientific Review\u0094, para a School of Public Health, o pessoal de Harvard afirma que os riscos desses \u00f3leos s\u00e3o ainda maiores que os das gorduras saturadas comuns. \u0093Em nossa estimativa mais conservadora, a substitui\u00e7\u00e3o da gorduraparcialmente hidrogenada na alimenta\u00e7\u00e3o por \u00f3leos vegetais naturais n\u00e3o hidrogenados evitaria cerca de 30 mil mortes prematuras ao ano, e os ind\u00edcios epidemiol\u00f3gicos sugerem que esse n\u00famero se aproxima de 100 mil mortes prematuras ao ano. Essas redu\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais elevadas doque seria poss\u00edvel alcan\u00e7ar com redu\u00e7\u00f5es realistas na ingest\u00e3o de gorduras saturadas.\u0094<\/p>\n<p>Portanto, coloque um pouco de manteiga no p\u00e3o, mas deixe de lado a batata frita da lanchonete e qualquer produto aliment\u00edcio processado que contenha gordura hidrogenada.<\/p>\n<h4>St\u00e9via<\/h4>\n<p><b>O que \u00e9?<\/b><\/p>\n<p>Stevios\u00eddeo. Um derivado de um arbusto natural da Am\u00e9rica do Sul. \u00c9 formado de stevisol, glicose e \u00e1lcool carbox\u00edlico dipert\u00eanico.<\/p>\n<p><b>Para que serve?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 cerca de 150 vezes mais doce que o a\u00e7\u00facar, embora seu sabor residual lembre o do alca\u00e7uz. Na verdade, n\u00e3o foi acrescentada aos alimentos, pois ainda n\u00e3o obteve a aprova\u00e7\u00e3o para tal. O FDA, a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia e os canadenses a rejeitaram.<\/p>\n<p><b>Qual o seu efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>Os metab\u00f3litos da st\u00e9via (steviol) podem reduzir a fertilidade em f\u00eameas e provocar baixo peso em rec\u00e9m-nascidos. Por falar nisso, os povos nativos do Paraguai utilizam a planta em si como anticoncepcional oral.<\/p>\n<p>Demonstrou-se que a st\u00e9via reduz a contagem de esperma nos homens e tem a capacidade deinduzir muta\u00e7\u00f5es no DNA (Pezzuto 1985). Esse composto pode tamb\u00e9m interferir no metabolismo dos alimentos. Por esses e outros motivos, o Expert Committee on Food Additives, que re\u00fane a FAO (Food and Agriculture Organization) e a OMS, solicitou que outras pesquisas sobre os stevios\u00eddeos sejam apresentadas at\u00e9 2007, a fim de determinar sua seguran\u00e7a.<\/p>\n<h4>Sulfitos (di\u00f3xido de enxofre e bissulfito de s\u00f3dio)<\/h4>\n<p><b>O que s\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p>O di\u00f3xido de enxofre (SO2) \u00e9 produzido pela rea\u00e7\u00e3o do enxofre com oxig\u00eanio, por meio da queima do enxofre no ar (como tal, \u00e9 um perigoso poluente). O bissulfito de s\u00f3dio (NaHSO4) \u00e9 produzido dissolvendo-se o di\u00f3xido de enxofre em uma solu\u00e7\u00e3o alcalina.<\/p>\n<p><b>Para que serve?<\/b><\/p>\n<p>O bissulfito de s\u00f3dio \u00e9 usado como conservante em praticamente todos os vinhos comerciais, exceto nos vinhos org\u00e2nicos. Os sulfitos s\u00e3o encontrados tamb\u00e9m como conservantes no camar\u00e3o, batata congelada, biscoitos, massa para torta, suco de lim\u00e3o em garrafas e frutas desidratadas. Em 1986 o FDA proibiu o uso de sulfitos em frutas e hortali\u00e7as consumidas cruas, como alface ou ma\u00e7\u00e3, bem ocmo em produtos de carnes e aves frescos. S\u00e3o usados tamb\u00e9m para manter a apar\u00eancia dos alimentos.<\/p>\n<p><b>Qual o seu efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>Os sulfitos podem destruir a tiamina (ou seja, vitamina B1), essencial \u00e0 fun\u00e7\u00e3o do sistema nervoso, ao aprendizado normal e \u00e0 digest\u00e3o. O FDA calcula que 1% das pessoas s\u00e3o sens\u00edveis a esses compostos, embora voc\u00ea possa desenvolver uma hipersensibilidade aos sulfitos em qualquer momento da vida \u0096 e os resultados podem variar de brandos a causadores de risco de vida.<\/p>\n<p>Por falar nisso, n\u00e3o s\u00e3o os sulfitos os respons\u00e1veis pelas dores de cabe\u00e7a ap\u00f3s a ingest\u00e3o de vinho tinto. Algumas pessoas s\u00e3o al\u00e9rgicas aos sulfitos, mas isso provoca sintomas semelhantes ao da gripe, n\u00e3o dor de cabe\u00e7a. As dores de cabe\u00e7a provocadas pelo vinho tinto assemelham-se a enxaquecas e podem ser causadas pelas histaminas presentes nos vinhos.<\/p>\n<h4>TBHQ<\/h4>\n<p><b>O que \u00e9?<\/b><\/p>\n<p>Terc-butil hidroquinona (TBHQ) \u00e9 o acr\u00f4nimo (em ingl\u00eas) para 2-butil terci\u00e1rio 1, 4 di-hidroxi-benzeno.<\/p>\n<p><b>Para que serve?<\/b><\/p>\n<p>O TBHQ \u00e9 adicionado aos alimentos por ser um estabilizador de baixo custo para diversos \u00f3leos e gorduras comest\u00edveis. Como tantos outros aditivos qu\u00edmicos, sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 aumentar o tempo de validade do produto.<\/p>\n<p><b>Qual o seu efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>Pesquisadores da St. John\u0092s University em Nova York, demonstraram o caminho bioqu\u00edmico que essa mol\u00e9cula pode tomar para produzir c\u00e2ncer. Aparentemente, a mol\u00e9cula pode interagir com o cobre presente no organismo, causando altera\u00e7\u00f5es no DNA.<\/p>\n<p><strong>O seguinte trecho foi extra\u00eddo diretamente do relat\u00f3rio:<\/strong> \u0093Analisados em conjunto, os resultados acima demonstram conclusivamente que a ativa\u00e7\u00e3o do TBHQ pelo [cobre]\u0085 pode participar de danos oxidantes ao DNA, tanto no DNA isolado quanto em c\u00e9lulas intactas. Essas rea\u00e7\u00f5es podem contribuir para carciogenicidade, bem como outras atividades bioqu\u00edmicas observadas com o BHA em animais.\u0094<\/p>\n<p>Embora estudos anteriores n\u00e3o tenham encontrado associa\u00e7\u00f5es entre c\u00e2ncer e TBHQ, os novos resultados mostram que o TBHQ podereagir sinergicamente, causando c\u00e2ncer. Por exemplo, um grupo de pesquisa japon\u00eas revelou, recentemente, no peri\u00f3dico Cancer Letters a exist\u00eancia de uma intera\u00e7\u00e3o entre o TBHQ e outros conservantes, o que causou a prolifera\u00e7\u00e3o de tumores de est\u00f4mago.<\/p>\n<h4>Xarope de milho invertido<\/h4>\n<p><b>O que \u00e9?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 um ado\u00e7ante concentrado produzido a partir de uma rea\u00e7\u00e3o em tr\u00eas est\u00e1gios com alfa-amilase, glico-amilase e glicose-isomerase.<\/p>\n<p><b>Para que serve?<\/b><\/p>\n<p>Os fabricantes de alimentos gostam dele porque \u00e9 mais doce do que o a\u00e7\u00facar, os novos m\u00e9todos de processamento desubst\u00e2ncias qu\u00edmicas o tornam mais barato do que o a\u00e7\u00facar, al\u00e9m de se misturar mais facilmente aos refrigerantes (principais usu\u00e1rios doxarope invertido). O xarope de milho invertido ajuda a aumentar o prazo de validade dos alimentos, evita que pratos congelados queimem no freezer e mant\u00e9m os p\u00e3es (como aqueles para cachorro quente) macios. Tamb\u00e9m est\u00e1 presente na maioria dos alimentos de baixas calorias. Do ponto de vista dos fabricantes de alimentos, tem uma boa rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio.<\/p>\n<p><b>Qual o seu efeito no organismo?<\/b><\/p>\n<p>O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos relatou que o consumo de xarope de milho invertido aumentou de zero em 1966 para mais de 28kg por pessoa por ano em 2001.<\/p>\n<p>Embora seja comercializado como simplesmente outro tipo de a\u00e7\u00facar, o organismo n\u00e3o o reconhece como tal e n\u00e3o o elimina da corrente sangu\u00ednea, como se faz com o a\u00e7\u00facar comum. Por esse motivo, o f\u00edgado tem que process\u00e1-lo como qualquer outra toxina, e o faz elevando os triglic\u00e9rides. O consumo desse xarope tamb\u00e9m est\u00e1 associado a um f\u00edgado gorduroso, obesidade e diabetes.<\/p>\n<h4>Aditivos Qu\u00edmicos &#8211; Subst\u00e2ncias<\/h4>\n<p>S\u00e3o subst\u00e2ncias que preservam o alimento, ou seja, n\u00e3o permitem que se estrague.<\/p>\n<p>A maioria dos alimentos processados (manufaturados ou industrializados), cont\u00e9m aditivo alimentar. Existem cerca de 3.500 aditivos usados universalmente pelas ind\u00fastrias. N\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para cham\u00e1-los de &#8220;produtos qu\u00edmicos&#8221;, pois tudo, do ar \u00e0 \u00e1gua, \u00e9 constitu\u00eddo de muitos milhares de &#8220;produtos qu\u00edmicos&#8221;.<\/p>\n<p>Alguns aditivos s\u00e3o encontrados na natureza.<\/p>\n<p>Muitos deles s\u00e3o extra\u00eddos de plantas. Os Tocofer\u00f3is, Vitamina E, por exemplo, s\u00e3o extra\u00eddos do \u00f3leo de soja, sendo usados para evitar o ran\u00e7o nas gorduras.<\/p>\n<p>A Lecitina \u00e9 obtida da soja e \u00e9 usada para evitar a separa\u00e7\u00e3o de gorduras e a conseq\u00fcente quebra de emuls\u00f5es.<\/p>\n<p>Outros aditivos s\u00e3o produzidos por s\u00edntese, mas s\u00e3o id\u00eanticos aos encontrados na natureza.<\/p>\n<p>A Vit\u00e1mina C \u00e9 um dos mais antigos antioxidantes conhecidos. O mesmo produto hoje \u00e9 industrialmente utilizado para evitar oxida\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n<p>Alguns s\u00e3o fabricados por cientistas de alimentos e n\u00e3o s\u00e3o baseados em subst\u00e2ncias que ocorrem naturalmente. Um exemplo \u00e9 a Goma Xantana, um estabilizante de alimentos que ajuda a manter emuls\u00f5es est\u00e1veis, sem separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>CONTROLE PELA LEGISLA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o pro\u00edbe colocar nos alimentos qualquer coisa que possa prejudicar a sa\u00fade. Os departamentos do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade decidem o que pode ser adicionado aos alimentos, com seguran\u00e7a para a sa\u00fade do consumidor.<\/p>\n<p>Os aditivos t\u00eam de passar por longos e minuciosos exames antes de serem liberados para uso geral. Vamos falar desse processo mais detalhadamente noutra parte deste manual.<\/p>\n<p>Sob o ponto de vista m\u00e9dico, os aditivos s\u00e3o seguros e n\u00e3o causam nenhum mal \u00e0 sa\u00fade, para a maioria dos consumidores. Pouqu\u00edssimas pessoas apresentam rea\u00e7\u00e3o a aditivos, da mesma forma como existem pouqu\u00edssimas pessoas al\u00e9rgicas a determinados alimentos, como morangos, crust\u00e1ceos (camar\u00f5es, lagostas, caranguejos, etc.). Na verdade, existem mais pessoas al\u00e9rgicas a subst\u00e2ncias naturais do que a aditivos fabricados.<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o a pergunta seria: os aditivos s\u00e3o seguros para quem?<\/strong><\/p>\n<p><strong>A resposta \u00e9:<\/strong> os aditivos s\u00e3o seguros para quase todos, exceto para aquelas pessoas que reagem (entre 3 e 15 pessoas para cada 10.000).<\/p>\n<p>Alguns consumidores julgam que pode haver um &#8220;efeito coquetel&#8221; pela ingest\u00e3o de muitos aditivos diferentes ao mesmo tempo. No entanto, isto tamb\u00e9m poderia ocorrer comendo-se produtos naturais.<\/p>\n<p>Mas, s\u00e3o os aditivos necess\u00e1rios? O t\u00f3pico seguinte deste manual mostra o trabalho que os aditivos fazem e o benef\u00edcio que eles trazem.<\/p>\n<p><strong>O que os aditivos fazem?<\/strong><\/p>\n<p>Eles chegam at\u00e9 a melhorar alguns produtos industrializados.<\/p>\n<p><strong>As primeiras perguntas que uma ind\u00fastria de alimentos deve responder quando pede permiss\u00e3o para usar um aditivo novo s\u00e3o:<\/strong> Este novo aditivo \u00e9 necess\u00e1rio? Ele faz um trabalho que nenhum outro aditivo existente pode fazer? Ele o faz melhor? Com mais economia? Ele \u00e9 ben\u00e9fico para o consumidor? De acordo com o Codex Alimentarius, uma Comiss\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, o Governo brasileiro, atrav\u00e9s do seu Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, classifica os aditivos permitidos em 11 categorias, de acordo com suas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o elas:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Acidulantes.<br \/>\nAntiespum\u00edferos.<br \/>\nAntioxidantes.<br \/>\nAntiumectantes.<br \/>\nAromatizantes.<br \/>\nConservadores.<br \/>\nCorantes.<br \/>\nEdulcorantes.<br \/>\nEspessantes.<br \/>\nEstabilizantes.<br \/>\nUmectantes.<\/p><\/blockquote>\n<h4>FUN\u00c7\u00c3O DE CADA ADITIVO<\/h4>\n<p><strong>Acidulantes<\/strong><\/p>\n<p>Os acidulantes mais usuais s\u00e3o os \u00e1cidos org\u00e2nicos id\u00eanticos aos encontrados nas frutas. Como exemplos podemos citar o \u00c1cido M\u00e1lico, que existe na ma\u00e7\u00e3, o \u00c1cido Tart\u00e1rico, na uva, e o \u00c1cido C\u00edtrico, na laranja e no lim\u00e2o. Esses acidulantes s\u00e3o usados para aproximar o sabor dos produtos da acidez da fruta que d\u00e1 nome ao produto.<\/p>\n<p>Assim, para se acidular um refrigerante sabor laranja, usa-se o \u00c1cido C\u00edtrico, que \u00e9 o \u00e1cido encontrado nas laranjas.<\/p>\n<p><strong>Antiespum\u00edferos<\/strong><\/p>\n<p>Estes s\u00e3o subst\u00e2ncias que evitam a forma\u00e7\u00e3o de espumas em alimentos l\u00edquidos, durante seu processo de fabrica\u00e7\u00e3o, ou produto final.<\/p>\n<p><strong>Antioxidantes<\/strong><\/p>\n<p>Qualquer alimento preparado com \u00f3leos ou gorduras, desde margarinas a maioneses, deve conter um antioxidante.<\/p>\n<p>O antioxidante evita que \u00f3leos e gorduras se combinem com o oxig\u00eanio, tornando-se ran\u00e7osos.<\/p>\n<p>Dois dos mais comuns antioxidantes s\u00e3o o BHA (Butil-Hidroxianizol) e o BHT (Butilhidroxitolueno). Eles s\u00e3o exemplos que ilustram as dificuldades de se definir o que \u00e9 seguro. Em doses extremamente elevadas, o BHA e o BHT podem causar c\u00e2ncer em ratos, mas em baixas doses, tais como as permitidas para alimentos, os estudos demonstram que eles protegem contra o c\u00e2ncer, reduzindo a tend\u00eancia a desenvolv\u00ea-lo. Outro antioxidante muito utilizado \u00e9 o \u00c1cido Asc\u00f3rbico, ou Vitamina C.<\/p>\n<p>Os antioxidantes s\u00e3o usados, algumas vezes, em conjunto com &#8220;seq\u00fcestrantes&#8221;, subst\u00e2ncias que impedem o processo de oxida\u00e7\u00e3o ou rancifica\u00e7\u00e3o dos alimentos.<\/p>\n<p><strong>Antiumectantes<\/strong><\/p>\n<p>Os antiumectantes s\u00e3o subst\u00e2ncias que atuam exatamente ao contr\u00e1rio dos umectantes. Evitam que os alimentos secos umede\u00e7am. Quando observamos um r\u00f3tulo de fermento qu\u00edmico, podemos deparar com a presen\u00e7a de aditivos desta classe. Como exemplos podemos citar o Alum\u00ednio Silicato de S\u00f3dio e o Carbonato de C\u00e1lcio.<\/p>\n<p>Se o fermento qu\u00edmico umedecer, seus componentes podem reagir produzindo o g\u00e1s carb\u00f4nico e, no momento de sua utiliza\u00e7\u00e3o, j\u00e1 teria perdido grande parte de seu efeito; como conseq\u00fc\u00eancia, o bolo n\u00e3o cresceria de acordo com o desej\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Aromatizantes ou Flavorizantes<\/strong><\/p>\n<p><strong>Esta classe de aditivos permite o uso de quatro tipos de aromatizantes, segundo a Legisla\u00e7\u00e3o Brasileira:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>a) Aroma Natural ou Natural Refor\u00e7ado &#8211; <\/strong>sabor natural de&#8230;<strong><br \/>\nb) Aroma reconstitu\u00eddo &#8211;<\/strong> sabor reconstitu\u00eddo de&#8230;<strong><br \/>\nc) Aroma imita\u00e7\u00e3o &#8211; <\/strong>sabor imita\u00e7\u00e3o de&#8230;<strong><br \/>\nd) Aroma artificial &#8211;<\/strong> sabor artificial de&#8230;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O tipo de aroma utilizado deve aparecer no r\u00f3tulo por extenso, como por exemplo<\/strong>: Aroma Natural de Caf\u00e9, Aroma Artificial de Morango, Aroma Natural Refor\u00e7ado de Queijo Tipo Parmez\u00e3o, etc.<\/p>\n<p><strong>Quando forem utilizados v\u00e1rios componentes que refor\u00e7am o aroma natural de um determinado produto, a sua identifica\u00e7\u00e3o no r\u00f3tulo dever\u00e1 ser:<\/strong> Aroma Natural Refor\u00e7ado Composto.<\/p>\n<p>Aromatizantes t\u00eam a maior variedade. Nesta classe de aditivos \u00e9 onde existe o maior n\u00famero de subst\u00e2ncias, uma vez que os aromas s\u00e3o muito complexos.<\/p>\n<p>Alguns produtos podem apresentar naturalmente mais de mil subst\u00e2ncias que, em conjunto, conferem um aroma caracter\u00edstico. Como exemplo podemos citar o Aroma Natural de Caf\u00e9. O caf\u00e9 torrado apresenta um aroma t\u00e3o complexo que j\u00e1 se identificaram mais de mil componentes na sua constitui\u00e7\u00e3o. Est\u00e3o catalogadas mais de 3.000 subst\u00e2ncias simples vol\u00e1teis que podem ser utilizadas para compor os mais variados aromas que existem na natureza. O mel apresenta um aroma composto de mais de 200 aromas individuais; a ma\u00e7\u00e3 apresenta em seu aroma mais de 130 componentes individuais, vol\u00e1teis.<\/p>\n<p>As maiorias dos aromas s\u00e3o subst\u00e2ncias g\u00eameas das naturais, que conferem aos produtos seus sutis sabores.<\/p>\n<p>Quase na totalidade, os aromas s\u00e3o usados em quantidades diminutas, se comparadas \u00e0s dos outros aditivos &#8211; cerca da mil\u00e9sima parte das quantidades utilizadas com os conservadores. Apesar do grande n\u00famero de diferentes aromas, at\u00e9 agora eles n\u00e3o mereceram maior prioridade de controle porque suas quantidades utilizadas s\u00e3o muito pequenas.<\/p>\n<p>Estes aditivos ajudam o alimento a ter maior durabilidade. Obviamente, isto beneficia os supermercados e ind\u00fastrias de alimentos, bem como os consumidores, porque o alimento dura mais nas prateleiras e nos lares.<\/p>\n<p>O Governo aprova os aditivos conservadores tamb\u00e9m por outras raz\u00f5es.<\/p>\n<p>Eles significam uma variedade maior de dietas. Maior Vida de Prateleira significa que pequenas lojas podem apresentar maior diversifica\u00e7\u00e3o de produtos.<\/p>\n<p>Os alimentos ficam dispon\u00edveis fora de suas safras; mais alimentos podem ser importados com seguran\u00e7a. E tudo isso permite que os consumidores mantenham suas cozinhas estocadas com menos visitas aos supermercados.<\/p>\n<p><strong>Outra raz\u00e3o importante:<\/strong> os conservadores ajudam a proteger os consumidores de contamina\u00e7\u00f5es por microorganismos produtores de subst\u00e2ncias nocivas \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Corantes<\/strong><\/p>\n<p>Existem 58 corantes permitidos. O mais comum \u00e9 o caramelo, produzido pela queima do a\u00e7\u00facar ou modifica\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do a\u00e7\u00facar. Outro exemplo \u00e9 o urucum, corante natural do colorau. O Beta Caroteno \u00e9 outro corante natural, extra\u00eddo da cenoura, e relacionado com a Vitamina A.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m os corantes artificiais permitidos. A Tartrazina, de colora\u00e7\u00e3o amarela, \u00e9 um deles, e pode ser encontrado em produtos com sabor lim\u00e3o.<\/p>\n<p>Por acordo com as ind\u00fastrias de alimentos, os chamados &#8220;Baby Foods&#8221;, Alimentos para Crian\u00e7as, n\u00e3o cont\u00eam corantes.<\/p>\n<p><strong>Edulcorantes<\/strong><\/p>\n<p>Os Edulcorantes ado\u00e7am os produtos e n\u00e3o s\u00e3o a\u00e7\u00facares. Em pequenas quantidades, fornecem a do\u00e7ura que necessitaria de grande quantidade de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>A substitui\u00e7\u00e3o dos a\u00e7\u00facares pelos edulcorantes permite produzir alimentos de baixa caloria, com do\u00e7ura normal.<\/p>\n<p><strong>Entre os Edulcorantes podemos citar:<\/strong> Sacarina, Aspartame, Cicl\u00e1mato, Acesulfame, Estevios\u00eddeo.<\/p>\n<p>Os Edulcorantes s\u00e3o utilizados geralmente nos produtos destinados a dietas especiais, para pessoas que querem emagrecer ou n\u00e3o engordar, al\u00e9m de produtos para diab\u00e9ticos, que n\u00e3o podem ingerir a\u00e7\u00facares.<\/p>\n<p><strong>Espessantes<\/strong><\/p>\n<p>Os Espessantes s\u00e3o subst\u00e2ncias cuja finalidade \u00e9 aumentar a viscosidade de alimentos, geralmente na forma l\u00edquida. Esta classe de aditivos \u00e9 formada principalmente por gomas naturais extra\u00eddas de plantas, algas, sementes, etc. Os monos e diglicer\u00eddios, que tamb\u00e9m pertencem a essa classe funcional, s\u00e2o produzidos a partir de \u00f3leos em gorduras vegetais.<\/p>\n<p><strong>Estabilizantes<\/strong><\/p>\n<p>Os Estabilizantes promovem uma integra\u00e7\u00e3o homog\u00eanea de ingredientes como \u00f3leo e \u00e1gua, por exemplo, que normalmente se separariam. Os Estabilizantes evitam tamb\u00e9m que os ingredientes se separem com o tempo.<\/p>\n<p><strong>Umectantes<\/strong><\/p>\n<p>Os Umectantes s\u00e3o produtos que absorvem \u00e1gua, e quando adicionados a alimentos mant\u00eam os mesmos \u00famidos por mais tempo, evitando que ressequem.<\/p>\n<p>Alguns Umectantes tamb\u00e9m apresentam caracter\u00edsticas de do\u00e7ura, como \u00e9 o caso do Sorbitol e do Glicerol, que \u00e0s vezes substituem parte dos a\u00e7\u00facares nas formula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Controle dos aditivos<\/strong><\/p>\n<p>Um aditivo s\u00f3 pode ser utilizado ap\u00f3s passar p\u00f4r um complicado processo de aprova\u00e7\u00e3o pelas autoridades do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Antes disso, os fabricantes do aditivo devem pesquis\u00e1-lo. Depois, eles devem comprovar ao Governo que todos os aditivos propostos s\u00e3o \u00fateis e seguros para a sa\u00fade dos consumidores. Como estas pesquisas s\u00e3o caras, nenhum fabricante de aditivos as far\u00e1 de maneira simples e r\u00e1pida.<\/p>\n<p>As Na\u00e7\u00f5es Unidas t\u00eam um Comit\u00ea de Especialistas em Aditivos que assessora a Comiss\u00e3o do Codex Alimentarius da FAO-OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade). Esse comit\u00ea \u00e9 conhecido por JECFA (Comit\u00ea Executivo Conjunto de Especialistas em Aditivos). \u00c9 constitu\u00eddo por especialistas de todo o mundo que analisam, para cada aditivo proposto, a literatura mundial relativa a eles, al\u00e9m de encomendar \u00e0s Universidades mais estudos se acharem necess\u00e1rio. Somente os aditivos aprovados pelo JECFA s\u00e3o considerados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade do Brasil.<\/p>\n<h4>FUN\u00c7\u00c3O E UTILIDADE DOS ADITIVOS<\/h4>\n<p><strong>O JECFA considera seis tipos de necessidades que os aditivos devem preencher:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>1.<\/strong> Tornar o alimento mais atrativo.<strong><br \/>\n2.<\/strong> Manter o alimento seguro at\u00e9 o momento do consumo.<strong><br \/>\n3.<\/strong> Possibilitar a diversifica\u00e7\u00e3o de dietas.<strong><br \/>\n4. Ajudar na conveni\u00eancia da compra, sob os aspectos de<\/strong>: embalagem, estocagem, prepara\u00e7\u00e3o e uso do alimento.<strong><br \/>\n5. Vantagens econ\u00f4micas, como: <\/strong>maior vida \u00fatil ou menor pre\u00e7o.<strong><br \/>\n6.<\/strong> Vantagens como complementa\u00e7\u00e3o nutricional.<\/p><\/blockquote>\n<h4><strong>Uso de aditivos tem seguran\u00e7a m\u00e1xima<\/strong><\/h4>\n<p>Um fabricante de aditivos pode gastar at\u00e9 dois milh\u00f5es de d\u00f3lares na pesquisa exigida pelo JECFA. Esse comit\u00ea pode estudar exaustivamente um aditivo e chegar \u00e0 conclus\u00e3o de que o mesmo n\u00e3o \u00e9 seguro para o consumidor.<\/p>\n<p>Por isso, os fabricantes s\u00e3o cautelosos ao fazer um pedido de aprova\u00e7\u00e3o ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Geralmente, no Brasil, os fabricantes s\u00f3 entram com processo de aprova\u00e7\u00e3o para aditivo quando este j\u00e1 foi aprovado e est\u00e1 sendo usado normalmente nos pa\u00edses mais avan\u00e7ados do mundo.<\/p>\n<p>Assim que o Departamento de Alimentos do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade do Brasil aprova um aditivo, este recebe um c\u00f3digo e uma lista de alimentos onde pode ser utilizado, e o limite m\u00e1ximo permitido. <strong>OCT\u00c1VIO ANT\u00d4NIO VALSECHI<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: www.drmarciobontempo.com.br\/www.asrotulos.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aditivos Qu\u00edmicos, Alimentar, Tipos, Utiliza\u00e7\u00e3o, Alimento, Uso, Efeito, Agentes, 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