{"id":31693,"date":"2016-05-19T18:49:15","date_gmt":"2016-05-19T18:49:15","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=31693"},"modified":"2016-05-19T19:04:21","modified_gmt":"2016-05-19T19:04:21","slug":"teoria-atomico-molecular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/quimica\/teoria-atomico-molecular","title":{"rendered":"Teoria At\u00f4mico Molecular"},"content":{"rendered":"<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/teoria-atomico-molecular-05.jpg\" alt=\"Teoria At\u00f4mico Molecular\" width=\"350\" height=\"342\" title=\"Teoria At\u00f4mico Molecular\" \/><strong><br \/>\n     Teoria At\u00f4mico Molecular<\/strong><\/p>\n<h4>Teoria At\u00f4mico Molecular &#8211; O que \u00e9<\/h4>\n<p>A <strong>Teoria At\u00f4mica<\/strong> \u00e9 uma teoria cient\u00edfica da natureza que      afirma que a mat\u00e9ria \u00e9 composta de unidades discretas denominadas \u00e1tomos,      em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 concep\u00e7\u00e3o obsoleta que o assunto pode ser arbitrariamente dividido      em qualquer pequena quantidade.<\/p>\n<p>Embora f\u00edsicos descobriram que o chamado &#8220;\u00e1tomo indivis\u00edvel&#8221; era      na verdade um conglomerado de v\u00e1rias part\u00edculas subat\u00f4micas, o conceito de      \u00e1tomos ainda \u00e9 importante porque elas s\u00e3o blocos de constru\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria      e forma a base da qu\u00edmica.<\/p>\n<h4>Teoria At\u00f4mico Molecular &#8211; &#8211; Qu\u00edmica e F\u00edsica<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/teoria-atomico-molecular-06.jpg\" alt=\"Teoria At\u00f4mico Molecular\" width=\"350\" height=\"321\" title=\"Teoria At\u00f4mico Molecular\" \/><strong><br \/>\n     Teoria At\u00f4mico Molecular<\/strong><\/p>\n<p>Em qu\u00edmica e f\u00edsica,<strong> teoria at\u00f4mica<\/strong> \u00e9 uma teoria cient\u00edfica      da natureza da mat\u00e9ria, que afirma que a mat\u00e9ria \u00e9 composta de unidades discretas      chamadas \u00e1tomos. <\/p>\n<p>Ela come\u00e7ou como um conceito filos\u00f3fico na Gr\u00e9cia antiga e entrou no mainstream      cient\u00edfico no in\u00edcio do s\u00e9culo 19, quando descobertas no campo da qu\u00edmica      mostrou que a mat\u00e9ria de fato se comportam como se fosse feito de \u00e1tomos.<\/p>\n<p>A palavra \u00e1tomo vem dos atomos adjetivo grego antigo, que significa &#8220;uncuttable&#8221;.    <\/p>\n<p>Qu\u00edmicos do s\u00e9culo 19 come\u00e7aram a usar o termo em conex\u00e3o com o crescente      n\u00famero de elementos qu\u00edmicos irredut\u00edveis. <\/p>\n<p>Embora aparentemente a prop\u00f3sito, por volta da virada do s\u00e9culo 20, atrav\u00e9s      de v\u00e1rios experimentos com o eletromagnetismo e \u00e0 radioatividade, os f\u00edsicos      descobriram que o chamado \u00e1tomo era na verdade um conglomerado de v\u00e1rias part\u00edculas      subat\u00f4micas (principalmente, el\u00e9trons, pr\u00f3tons e n\u00eautrons), que pode existir      separadamente um do outro. <\/p>\n<p>Na verdade, em certos ambientes extremos, como estrelas de n\u00eautrons, temperaturas      extremas e press\u00e3o impede \u00e1tomos de existir em tudo. <\/p>\n<p>Como os \u00e1tomos foram encontrados para ser divis\u00edvel, os f\u00edsicos mais tarde      inventou o termo &#8220;part\u00edculas elementares&#8221;, embora n\u00e3o indestrut\u00edvel,      partes de um \u00e1tomo. O campo da ci\u00eancia que estuda part\u00edculas subat\u00f4micas \u00e9      a f\u00edsica de part\u00edculas, e \u00e9 neste campo que os f\u00edsicos esperam descobrir a      verdadeira natureza fundamental da mat\u00e9ria.<\/p>\n<h4><strong>Lei da Conserva\u00e7\u00e3o da Massa<\/strong><\/h4>\n<p>Existem mais de 18 milh\u00f5es de subst\u00e2ncias conhecidas em nosso mundo. Vamos      partir do pressuposto que todos os materiais s\u00e3o feitos de elementos, materiais      que n\u00e3o podem ser decompostos em subst\u00e2ncias mais simples. Vamos assumir que      n\u00f3s identificamos todos estes elementos, e que existe um pequeno n\u00famero delas.    <\/p>\n<p>Todas as outras subst\u00e2ncias puras, que chamamos de compostos, s\u00e3o feitos      a partir desses elementos e pode ser decomposto em estes elementos. <\/p>\n<p>Por exemplo, o ferro met\u00e1lico e oxig\u00e9nio gasoso s\u00e3o ambos os elementos e      n\u00e3o pode ser reduzida em subst\u00e2ncias mais simples, mas oxida\u00e7\u00e3o do ferro,      ou \u00f3xido de ferro, \u00e9 um composto que pode ser reduzido a ferro elementar e      oxig\u00e9nio. <\/p>\n<p><strong>Os elementos n\u00e3o s\u00e3o transmut\u00e1veis:<\/strong> um elemento n\u00e3o pode      ser convertido num outro. <\/p>\n<p>Finalmente, vamos supor que temos demonstrado a <strong>Lei da Conserva\u00e7\u00e3o      da Massa<\/strong>.<\/p>\n<p>A massa total de todos os produtos de uma rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica \u00e9 igual \u00e0 massa      total de todos os reagentes de rea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estas declara\u00e7\u00f5es s\u00e3o resumos de muitas observa\u00e7\u00f5es, o que exigiu uma quantidade      enorme de experimenta\u00e7\u00e3o para atingir e at\u00e9 mesmo pensamento mais criativo      para sistematizar como escrevemos aqui. Ao fazer estas premissas, podemos      proceder diretamente com as experi\u00eancias que levaram ao desenvolvimento da      teoria at\u00f4mico-molecular.<\/p>\n<p><strong>Rela\u00e7\u00f5es de massa durante as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas<\/strong><\/p>\n<p>A <strong>Lei da Conserva\u00e7\u00e3o da Massa<\/strong>, por si s\u00f3, n\u00e3o requer uma      vis\u00e3o at\u00f4mica dos elementos. <\/p>\n<p>Massa pode ser conservada mesmo que a mat\u00e9ria n\u00e3o foram at\u00f4mica. <\/p>\n<p>A import\u00e2ncia da Lei da Conserva\u00e7\u00e3o da Massa \u00e9 que ele revela que pode ser      \u00fatil para medir as massas dos elementos que est\u00e3o contidos em uma massa fixa      de um composto. <\/p>\n<p>Como um exemplo, pode decompor-se carbonato de cobre nos seus elementos constitutivos,      de cobre, de oxig\u00e9nio e de carbono, pesando cada um e tendo as propor\u00e7\u00f5es      destas massas. <\/p>\n<p>O resultado \u00e9 que todas as amostras de carbonato de cobre \u00e9 de 51,5% de cobre,      38,8% de oxig\u00e9nio e 9,7% de carbono. <\/p>\n<p>Dito de outra forma, as massas de cobre, de oxig\u00e9nio e de carbono est\u00e3o na      raz\u00e3o de 5,3: 4: 1, para cada medi\u00e7\u00e3o de todas as amostras de carbonato de      cobre. <\/p>\n<p>Da mesma forma, sulfeto de chumbo \u00e9 86,7% de chumbo e 13,3% de enxofre, de      modo que a rela\u00e7\u00e3o de massa para marcar o enxofre em sulfureto de chumbo \u00e9      sempre 6,5: 1. Todas as amostras de carbonato de cobre e de cada amostra de      sulfeto de chumbo ir\u00e1 produzir essas propor\u00e7\u00f5es elementares, independentemente      a quantidade de material que se decomp\u00f5em ou onde o material veio. Estes resultados      s\u00e3o exemplos de um princ\u00edpio geral conhecida como a Lei de Proust.<\/p>\n<p>&#8220;Nada vem do nada&#8221; \u00e9 uma ideia importante na filosofia grega antiga      que argumenta que o que existe agora sempre existiu, uma vez que n\u00e3o importa      o novo pode vir a existir onde n\u00e3o havia antes. <\/p>\n<p>Antoine Lavoisier (1743-1794) reafirmou este princ\u00edpio para a qu\u00edmica com      a lei da conserva\u00e7\u00e3o de massa, o que &#8220;significa que os \u00e1tomos de um objeto      n\u00e3o pode ser criada ou destru\u00edda, mas pode ser movido ao redor e ser transformada      em part\u00edculas diferentes.&#8221; <\/p>\n<p>Esta lei diz que, quando de uma rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica rearranja em \u00e1tomos de um      novo produto, a massa dos reagentes (produtos qu\u00edmicos antes da rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica)      \u00e9 a mesma que a massa dos produtos (os novos produtos qu\u00edmicos feitos).<\/p>\n<p><strong>Lei de propor\u00e7\u00f5es definidas <\/strong><\/p>\n<p>Quando dois ou mais elementos se combinam para formar um composto, suas massas      em que o composto est\u00e1 numa rela\u00e7\u00e3o fixa e definitiva.<\/p>\n<p>A id\u00e9ia de uma concep\u00e7\u00e3o atom\u00edstica da mat\u00e9ria remonta \u00e0s especula\u00e7\u00f5es dos      fil\u00f3sofos gregos da Antig\u00fcidade, mas sua formula\u00e7\u00e3o em bases cient\u00edficas \u00e9      atribu\u00edda ao qu\u00edmico e f\u00edsico ingl\u00eas John Dalton.<\/p>\n<p>Durante a Idade M\u00e9dia e o Renascimento, a verdade correntemente aceita era      a de Arist\u00f3teles e dos fil\u00f3sofos est\u00f3icos, que sustentavam ser a mat\u00e9ria cont\u00ednua.<\/p>\n<p>Com o desenvolvimento da qu\u00edmica, na Segunda metade do s\u00e9c. XVIII, acumularam-se      fatos que, para serem explicados, necessitavam de uma teoria sobre a constitui\u00e7\u00e3o      da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p><strong>Por volta de 1785, Antoine Laurent de Lavoisier demonstrou que n\u00e3o      h\u00e1 varia\u00e7\u00e3o da massa numa rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica: <\/strong>A massa dos produtos \u00e9      igual \u00e0 soma das massas das subst\u00e2ncias reagentes.<\/p>\n<p>Lavoisier foi tamb\u00e9m quem introduziu a no\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncia elementar, &#8220;o      \u00faltimo ponto que a an\u00e1lise qu\u00edmica atinge&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Em 1799, Joseph Louis Proust descobre a lei das propor\u00e7\u00f5es definidas,      a qual afirma que: <\/strong>Uma dada subst\u00e2ncia cont\u00e9m seus elementos constituintes      na mesma propor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por exemplo, em qualquer amostra de \u00e1gua, o hidrog\u00eanio e o oxig\u00eanio est\u00e3o      presentes na mesma propor\u00e7\u00e3o, em massa, de 1 para 8: 1 g de hidrog\u00eanio e 8      g de oxig\u00eanio combinam-se para formar 9 g de \u00e1gua. <\/p>\n<p><strong>A presen\u00e7a em excesso de um dos elementos n\u00e3o altera a quantidade      de composto formado<\/strong>: 2 g de hidrog\u00eanio e 8 g de oxig\u00eanio formar\u00e3o      9 g de \u00e1gua, restando 1 g de hidrog\u00eanio sem reagir.<\/p>\n<p>A lei das propor\u00e7\u00f5es definidas indica que as subst\u00e2ncias que participam de      uma rea\u00e7\u00e3o o fazem em quantidades precisas ou corpusculares.<\/p>\n<p><strong>A TEORIA DE DALTON<\/strong><\/p>\n<p><strong>A teoria de Dalton baseava-se nos seguintes postulados:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Os elementos qu\u00edmicos consistem em part\u00edculas de mat\u00e9ria, ou \u00e1tomos, que        n\u00e3o se subdividem e que preservam sua individualidade nas transforma\u00e7\u00f5es        qu\u00edmicas; <\/p>\n<p>Todos os \u00e1tomos de um mesmo elemento s\u00e3o id\u00eanticos e, em particular, t\u00eam        a mesma massa, caracterizando-se cada elemento pela massa de seu \u00e1tomo;      <\/p>\n<p>Os compostos qu\u00edmicos s\u00e3o formados pela uni\u00e3o de \u00e1tomos de diferentes elementos        em propor\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas simples e determinadas, por exemplo, 1:1, 1:2, 2:3.      <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Desse modo Dalton procurou explicar as leis de Lavoisier e de Proust:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Como os \u00e1tomos n\u00e3o sofrem mudan\u00e7as durante uma rea\u00e7\u00e3o, a massa de um composto        \u00e9 a soma das massas, de seus elementos; <br \/>\n       Um composto \u00e9 formado pela uni\u00e3o de \u00e1tomos em propor\u00e7\u00f5es determinadas; <br \/>\n       Consequentemente, a propor\u00e7\u00e3o, em peso, dos dois elementos \u00e9 sempre a mesma        em qualquer amostra do composto.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>LEI DE DALTON<\/strong><\/p>\n<p>De sua hip\u00f3tese <strong>Dalton<\/strong> concluiu que, se dois elementos,      A e B, podem formar mais de um composto, ent\u00e3o as massas de B que combinam      com a mesma massa de A nos diferentes compostos est\u00e3o entre si na mesma propor\u00e7\u00e3o      que pequenos n\u00fameros inteiros.<\/p>\n<p><strong>Por exemplo, oxig\u00eanio e carbono podem formar dois compostos:<\/strong>      em um deles, mon\u00f3xido de carbono, a propor\u00e7\u00e3o dos dois elementos \u00e9 de 4:3      (massa), respectivamente, e no outro, di\u00f3xido de carbono, \u00e9 de 8:3. As massas      de oxig\u00eanio que reagem com a mesma massa de carbono nos dois compostos est\u00e3o      entre si como 4:8 ou 1:2. Essa lei, conhecida como lei das propor\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas,      ou lei de Dalton, foi derivada da teoria e posteriormente confirmada pela      experi\u00eancia, constituindo a primeira predi\u00e7\u00e3o e o primeiro triunfo da teoria      at\u00f4mica da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Apesar do seu sucesso para explicar e predizer as leis da combina\u00e7\u00e3o qu\u00edmica,      a teoria de Dalton era incompleta, pois n\u00e3o podia determinar os pesos relativos      dos \u00e1tomos.<\/p>\n<p><strong>Dalton fez ent\u00e3o, arbitrariamente, a suposi\u00e7\u00e3o mais simples: <\/strong>quando      apenas um composto de dois elementos fosse conhecido, estipulava-se AB para      sua f\u00f3rmula estrutural. A \u00e1gua era considerada como formada por um \u00e1tomo de      hidrog\u00eanio e um de oxig\u00eanio. Embora simples, a hip\u00f3tese era incorreta e gerou      algumas incongru\u00eancias e dificuldades.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o estudo das propriedades da combina\u00e7\u00e3o de elementos gasosos levantou      problemas que desafiaram a teoria at\u00f4mica. Joseph Louis Gay-Lussac descobriu      em 1805 que, numa rea\u00e7\u00e3o de elementos no estado gasoso, os volumes dos reagentes      e dos produtos, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es de press\u00e3o e temperatura, est\u00e3o entre      si como pequenos n\u00fameros inteiros.<\/p>\n<p>Por exemplo, um volume de oxig\u00eanio combina-se com dois volumes de hidrog\u00eanio      dando dois volumes de vapor de \u00e1gua, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es de press\u00e3o e temperatura;      um volume de nitrog\u00eanio reage com tr\u00eas volumes de hidrog\u00eanio para dar dois      volumes de am\u00f4nia.<\/p>\n<p>Se volumes de todos os elementos gasosos, bem como seus \u00e1tomos, se combinam      em propor\u00e7\u00f5es de pequenos n\u00fameros inteiros, deve haver uma rela\u00e7\u00e3o simples      entre o n\u00famero de \u00e1tomos em volumes iguais de todos os gases. Dalton admitiu      que volumes iguais de todos os gases, submetidos \u00e0 mesma press\u00e3o e temperatura,      cont\u00eam o mesmo n\u00famero de \u00e1tomos. Mas ent\u00e3o, quando um volume de oxig\u00eanio reage      com dois volumes de hidrog\u00eanio para formar dois volumes de vapor de \u00e1gua,      cada \u00e1tomo de oxig\u00eanio deveria dividir-se, o que contraria o postulado da      indivisibilidade do \u00e1tomo em processos qu\u00edmicos.<\/p>\n<p><strong>A HIP\u00d3TESE DE AVOGADRO<\/strong><\/p>\n<p>O f\u00edsico italiano Amedeo Avogadro mostrou, em 1811, que a dificuldade poderia      ser superada distinguindo-se os \u00e1tomos das menores part\u00edculas de um g\u00e1s, sendo      estas \u00faltimas agregados de \u00e1tomos que ele chamou mol\u00e9culas. Avogadro postulou      ent\u00e3o que iguais volumes de todos os gases, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas,      cont\u00eam o mesmo n\u00famero de mol\u00e9culas. Nesse caso, 2 mol\u00e9culas de hidrog\u00eanio      reagir\u00e3o com 1 mol\u00e9cula de oxig\u00eanio, dando 2 mol\u00e9culas de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Admitindo que tanto a mol\u00e9cula de hidrog\u00eanio quanto a de oxig\u00eanio consistia      em dois \u00e1tomos, Avogadro solucionou, \u00e0 luz da teoria at\u00f4mica, o conflito colocado      pelas experi\u00eancias de Gay-Lussac, obteve a composi\u00e7\u00e3o correta da \u00e1gua, H2O,      e de v\u00e1rias outras subst\u00e2ncias, permitindo o c\u00e1lculo dos pesos at\u00f4micos. A      an\u00e1lise detalhada de muitas rea\u00e7\u00f5es revelou que as mol\u00e9culas dos elementos      gasosos hidrog\u00eanio, oxig\u00eanio, cloro e nitrog\u00eanio cont\u00eam dois \u00e1tomos, ao passo      que nos gases inertes (h\u00e9lio, ne\u00f4nio, arg\u00f4nio, cript\u00f4nio xen\u00f4nio e rad\u00f4nio)      a mol\u00e9cula \u00e9 monoat\u00f4mica.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese de Avogadro n\u00e3o foi aceita de imediato pois seus contempor\u00e2neos,      que n\u00e3o podiam conceber a combina\u00e7\u00e3o de \u00e1tomos de um mesmo tipo. Quase cinq\u00fcenta      anos mais tarde, com o trabalho de outro qu\u00edmico italiano, Stanislao Cannizzaro,      ficou demonstrado que ela fornecia uma base racional para a determina\u00e7\u00e3o de      pesos at\u00f4micos relativos. Na confer\u00eancia internacional sobre pesos at\u00f4micos,      realizada em Karlsruhe em 1860, as id\u00e9ias de Avogadro e Cannizzaro foram reconhecidas.      Essa data simboliza o estabelecimento definitivo da teoria at\u00f4mica da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>A segunda grande contribui\u00e7\u00e3o da qu\u00edmica \u00e0 teoria at\u00f4mica foi a constru\u00e7\u00e3o      de uma tabela de elementos dispostos em ordem de periodicidade de propriedades,      enunciada por Dmitri Ivanovitch Mendeleev em 1869. Dispondo os elementos conhecidos      em ordem crescente de peso at\u00f4mico, Mendeleev verificou que elementos quimicamente      semelhantes ocorriam em intervalos regulares. Ele foi capaz de prever a exist\u00eancia      de seis novos elementos, desconhecidos ent\u00e3o, correspondentes a lugares n\u00e3o      ocupados em sua tabela. Tal fato \u00e9 uma importante indica\u00e7\u00e3o da regularidade      da estrutura intra-at\u00f4mica e s\u00f3 foi completamente explicado com o advento      da teoria qu\u00e2ntica. A estrutura do \u00e1tomo e seus constituintes b\u00e1sicos n\u00e3o      poderia ser revelada pela qu\u00edmica convencional e teve de esperar por novas      descobertas e novos m\u00e9todos, que ocorreram no campo da f\u00edsica em fins do s\u00e9c.      XIX e princ\u00edpio do s\u00e9c. XX.<\/p>\n<p><strong>A TEORIA ATOM\u00cdSTICA<\/strong><\/p>\n<p>Dem\u00f3crito (c. 460 \u0096 370 a. C.) era natural da cidade portu\u00e1ria de Abdera,      na costa norte do mar Egeu.<\/p>\n<p><strong>Considerado o \u00faltimo grande fil\u00f3sofo da natureza, Dem\u00f3crito concordava      com seus antecessores num ponto:<\/strong> as transforma\u00e7\u00f5es que se podiam      observar na natureza n\u00e3o significavam que algo realmente se transformava.      Ele presumiu, ent\u00e3o, que todas as coisas eram constitu\u00eddas por uma infinidade      de part\u00edculas min\u00fasculas, invis\u00edveis, cada uma delas sendo eterna e imut\u00e1vel.      A estas unidades m\u00ednimas Dem\u00f3crito deu o nome de \u00e1tomos.<\/p>\n<p><strong>A palavra \u00e1tomo significa indivis\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p>Para Dem\u00f3crito era muito importante estabelecer que as unidades constituintes      de todas as coisas n\u00e3o podiam ser divididas em unidades ainda menores. Isto      porque se os \u00e1tomos tamb\u00e9m fossem pass\u00edveis de desintegra\u00e7\u00e3o e pudessem ser      divididos em unidades ainda menores, a natureza acabaria por se diluir totalmente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as part\u00edculas constituintes da natureza tinham que ser eternas,      pois nada pode surgir do nada. Neste ponto, Dem\u00f3crito concordava com Parm\u00eanides      e com os eleatas. Para ele, os \u00e1tomos eram unidades firmes e s\u00f3lidas. S\u00f3 n\u00e3o      podiam ser iguais, pois se todos os \u00e1tomos fossem iguais n\u00e3o haveria explica\u00e7\u00e3o      para o fato de eles se combinarem para formar por exemplo rochas ou mesmo      seres.<\/p>\n<p><strong>Dem\u00f3crito achava que existia na natureza uma infinidade de \u00e1tomos      diferentes:<\/strong> alguns arredondados e lisos, outros irregulares e retorcidos.      E precisamente porque suas formas eram t\u00e3o irregulares \u00e9 que eles podiam ser      combinados para dar origem a corpos os mais diversos. Independentemente, por\u00e9m,      do n\u00famero de \u00e1tomos e de sua diversidade, todos eles seriam eternos, imut\u00e1veis      e indivis\u00edveis.<\/p>\n<p>Se um corpo \u0096 por exemplo, de uma \u00e1rvore ou de um animal \u0096 morre      e se decomp\u00f5e, seus \u00e1tomos se espalham e podem ser reaproveitados para dar      origem a outros corpos. Pois se \u00e9 verdade que os \u00e1tomos se movimentam no espa\u00e7o,      tamb\u00e9m \u00e9 verdade que eles possuem diferentes engates e podem ser novamente      reaproveitados na composi\u00e7\u00e3o de outras coisas que vemos ao nosso redor.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que tamb\u00e9m podemos construir objetos de barro. Mas o barro nem sempre      pode ser reaproveitado, pois se desfaz em partes cada vez menores, at\u00e9 se      reduzir a p\u00f3. E estas min\u00fasculas part\u00edculas de argila podem ser reunidas para      formar novos objetos.<\/p>\n<p>Hoje em dia podemos dizer que a teoria at\u00f4mica de Dem\u00f3crito estava quase      perfeita. De fato, a natureza \u00e9 composta de diferentes \u00e1tomos, que se ligam      a outros para depois se separarem novamente. Um \u00e1tomo de hidrog\u00eanio presente      numa mol\u00e9cula de \u00e1gua pode ter pertencido um dia \u00e0 uma mol\u00e9cula de metano.      Um \u00e1tomo de carbono que est\u00e1 hoje no m\u00fasculo de um cora\u00e7\u00e3o provavelmente esteve      um dia na cauda de um dinossauro.<\/p>\n<p>Hoje em dia, por\u00e9m, a ci\u00eancia descobriu que os \u00e1tomos podem ser divididos      em part\u00edculas ainda menores, as part\u00edculas elementares. S\u00e3o elas os pr\u00f3tons,      n\u00eautrons e el\u00e9trons. E estas part\u00edculas tamb\u00e9m podem ser divididas em outras,      menores ainda. Mas os f\u00edsicos s\u00e3o un\u00e2nimes em achar que em alguma parte deve      haver um limite para esta divis\u00e3o. Deve haver as chamadas part\u00edculas m\u00ednimas,      a partir das quais toda a natureza se constr\u00f3i.<\/p>\n<p>Dem\u00f3crito n\u00e3o teve acesso aos aparelhos eletr\u00f4nicos de nossa \u00e9poca. Na verdade,      sua \u00fanica ferramenta foi a sua raz\u00e3o. Mas a raz\u00e3o n\u00e3o lhe deixou escolha.      Se aceitamos que nada pode se transformar, que nada surge do nada e que nada      desaparece, ent\u00e3o a natureza simplesmente tem de ser composta por part\u00edculas      min\u00fasculas, que se combinam e depois se separam.<\/p>\n<p>Dem\u00f3crito n\u00e3o acreditava numa for\u00e7a ou numa intelig\u00eancia que pudessem intervir      nos processos naturais. As \u00fanicas coisas que existem s\u00e3o os \u00e1tomos e o v\u00e1cuo,      dizia ele. E como ele s\u00f3 acreditava no material, n\u00f3s o chamamos de materialista.<\/p>\n<p>Por detr\u00e1s do movimento dos \u00e1tomos, portanto, n\u00e3o havia determinada inten\u00e7\u00e3o.      Mas isto n\u00e3o significa que tudo o que acontece \u00e9 um acaso, pois tudo \u00e9 regido      pelas inalter\u00e1veis leis da natureza. Dem\u00f3crito acreditava que tudo o que acontece      tem uma causa natural; uma causa que \u00e9 inerente \u00e0 pr\u00f3pria coisa. Conta-se      que ele teria dito que preferiria descobrir uma lei natural a se tornar rei      da P\u00e9rsia.<\/p>\n<p>Para Dem\u00f3crito, a teoria at\u00f4mica explicava tamb\u00e9m nossas percep\u00e7\u00f5es sensoriais.      Quando percebemos alguma coisa, isto se deve ao movimento dos \u00e1tomos no espa\u00e7o.      Quando vejo a Lua, isto acontece porque os \u00e1tomos da Lua tocam os meus olhos.<\/p>\n<p>Mas o que acontece com a consci\u00eancia? Est\u00e1 a\u00ed uma coisa que n\u00e3o pode ser      composta de \u00e1tomos, quer dizer, de coisas materiais, certo? Errado. Dem\u00f3crito      acreditava que a alma era composta por alguns \u00e1tomos particularmente arredondados      e lisos, os \u00e1tomos da alma. Quando uma pessoa morre, os \u00e1tomos de sua alma      espalham-se para todas as dire\u00e7\u00f5es e podem se agregar a outra alma, no mesmo      momento em que esta \u00e9 formada.<\/p>\n<p>Isto significa que o homem n\u00e3o possui uma alma imortal. E este \u00e9 um pensamento      compartilhado por muitas pessoas em nossos dias. Como Dem\u00f3crito, elas acreditam      que a alma est\u00e1 intimamente relacionada ao c\u00e9rebro e que n\u00e3o podemos possuir      qualquer forma de consci\u00eancia quando o c\u00e9rebro deixa de funcionar e degenera.<\/p>\n<p>Com sua teoria at\u00f4mica, Dem\u00f3crito coloca um ponto final, pelo menos temporariamente,      na filosofia natural grega. Ele concorda com Her\u00e1clito em que tudo flui na      natureza, pois as formas v\u00e3o e v\u00eam. Por detr\u00e1s de tudo o que flui, por\u00e9m,      h\u00e1 algo de eterno e de imut\u00e1vel, que n\u00e3o flui. A isto ele d\u00e1 o nome de \u00e1tomo.<\/p>\n<h4>O pensamento filos\u00f3fico<\/h4>\n<p>As primeiras especula\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 origem da natureza s\u00e3o devidas ao fil\u00f3sofo      grego Tales, que viveu na cidade de Mileto, aproximadamente entre os anos      640 e 548 a.C.<\/p>\n<p><strong>Fugindo de figura\u00e7\u00f5es extra\u00eddas da imagina\u00e7\u00e3o \u0096 muitas vezes      de inspira\u00e7\u00e3o religiosa, fant\u00e1stica ou po\u00e9tica \u0096, Tales deduzia que a      natureza (ou a phisis, como era dito em grego) teria a \u00e1gua como princ\u00edpio      (ou substrato) \u00fanico, ou seja:<\/strong> todo o universo teria a \u00e1gua como      origem.<\/p>\n<p><strong>Fugindo de figura\u00e7\u00f5es extra\u00eddas da imagina\u00e7\u00e3o \u0096 muitas vezes      de inspira\u00e7\u00e3o religiosa, fant\u00e1stica ou po\u00e9tica \u0096, Tales deduzia que a      natureza (ou a phisis, como era dito em grego) teria a \u00e1gua como princ\u00edpio      (ou substrato) \u00fanico, ou seja:<\/strong> todo o universo teria a \u00e1gua como      origem.<\/p>\n<p>Deve-se reconhecer que esse pensamento carecia      de uma base te\u00f3rica ou material consistente, al\u00e9m de ser pouco esclarecedor.      Por\u00e9m, evidenciava um questionamento ou uma contesta\u00e7\u00e3o sobre o pensamento      que prevalecia at\u00e9 ent\u00e3o e, ao mesmo tempo, induzia \u00e0 reflex\u00e3o investigativa,      fundamental para o desenvolvimento do conhecimento.<\/p>\n<p>Os pr\u00f3ximos registros sobre a constitui\u00e7\u00e3o da      natureza vieram de Abdera, na \u00c1sia Menor, onde o fil\u00f3sofo Leucipo se fixou      por volta de 478 a.C. Ele acreditava que o universo era constitu\u00eddo      por elementos indivis\u00edveis e pelo vazio, e que os movimentos desses elementos,      gerando uni\u00e3o ou separa\u00e7\u00e3o, produziam ou destru\u00edam os materiais.<\/p>\n<p>Leucipo n\u00e3o deixou registros sobre suas reflex\u00f5es. Por\u00e9m, elas permaneceram      e foram melhoradas pelo seu seguidor Dem\u00f3crito, que viveu entre 460-370 a.C.      e, seguindo as id\u00e9ias do seu mestre, afirmava que a menor part\u00edcula constituinte      de qualquer tipo de mat\u00e9ria n\u00e3o poderia ser fragmentada, pois se fosse divis\u00edvel      ao infinito, confundir-se-ia com o vazio. Por essa caracter\u00edstrica, denominou      tal part\u00edcula de <strong>\u00e1tomo<\/strong>, palavra grega que significa indivis\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Como corol\u00e1rio, Dem\u00f3crito pos os espa\u00e7os      entre eles e que qual elementos<\/strong>: \u00e1gua terra, fogo e ar.<\/p>\n<p>Essas id\u00e9ias foram apoiadas por alguns fil\u00f3sofos. Por\u00e9m, outros, entre os      quais, Arist\u00f3teles, que foi um dos maiores fil\u00f3sofos de todos os tempos, consideravam      um absurdo existir algo indivis\u00edvel, estabelecendo-se, ent\u00e3o, duas correntes      de pensamento.<\/p>\n<p>Para Arist\u00f3teles, a mat\u00e9ria era cont\u00ednua (n\u00e3o      at\u00f4mica) e suas id\u00e9ias terminaram prevalecendo entre a maioria dos pensadores      at\u00e9 o s\u00e9culo XVI, quando outros estudiosos, como Pierre Gassendi (1592 \u0096      1655), rompendo com a filosofia aristot\u00e9lica, passaram a defender o atomismo      e adotar o empirismo como pr\u00e1tica para o estabelecimento da verdade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Fonte:  www.vias.org\/allchemy.iq.usp.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Teoria At\u00f4mico Molecular, Qu\u00edmica, F\u00edsica, Mat\u00e9ria, Elementos, Lei, Conserva\u00e7\u00e3o, Massa, \u00c1tomo, Dalton, Avogadro, O que \u00e9, Teoria At\u00f4mico 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