{"id":31393,"date":"2016-05-19T18:07:50","date_gmt":"2016-05-19T18:07:50","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=31393"},"modified":"2016-05-19T18:09:35","modified_gmt":"2016-05-19T18:09:35","slug":"historia-da-quimica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/quimica\/historia-da-quimica","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Qu\u00edmica"},"content":{"rendered":"<h4>Hist\u00f3ria da Qu\u00edmica &#8211; Qu\u00edmicos Famosos<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/historia-da-quimica-062.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Qu\u00edmica\" width=\"416\" height=\"320\" title=\"Hist\u00f3ria da Qu\u00edmica\" \/><strong><br \/>\n     Hist\u00f3ria da Qu\u00edmica<\/strong><\/p>\n<p>De muitas maneiras, a hist\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a hist\u00f3ria da qu\u00edmica &#8211; o      estudo da mat\u00e9ria e suas propriedades. Os seres humanos sempre procuraram      identificar, usar e alterar os materiais em nosso ambiente. ceramistas primeiros      encontrados esmaltes bonitos para decorar e preservar os seus produtos.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIII, Jabir ibn Hayyan, um astr\u00f4nomo mu\u00e7ulmano, fil\u00f3sofo e cientista,      se tornou um dos primeiros a usar m\u00e9todos cient\u00edficos para estudar materiais.    <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m conhecido pelo seu nome latinizado, Geber, ele \u00e9 conhecido como o      &#8220;pai da qu\u00edmica.&#8221; Ele \u00e9 considerado o autor de 22 pergaminhos m\u00e9todos      de destila\u00e7\u00e3o, cristaliza\u00e7\u00e3o, sublima\u00e7\u00e3o e evapora\u00e7\u00e3o descrevendo. Ele inventou      o alambique, um dispositivo usado para destilar e estudar \u00e1cidos. Ele tamb\u00e9m      desenvolveu um sistema de classifica\u00e7\u00e3o qu\u00edmica in\u00edcio usando as propriedades      dos materiais que estudou.<\/p>\n<p><strong>Suas categorias foram:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>&#8220;Esp\u00edritos&#8221; &#8211;<\/strong> materiais que vaporizam quando        aquecidos.<br \/>\n<strong>&#8220;Metals&#8221; &#8211;<\/strong> incluindo ferro, estanho, cobre e        chumbo.<br \/>\n<strong>Subst\u00e2ncias n\u00e3o male\u00e1vel &#8211;<\/strong> materiais que poderiam ser feitas        em p\u00f3, tal como a pedra.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Hoje podemos chamar de materiais semelhantes &#8220;produtos qu\u00edmicos vol\u00e1teis,      metais e n\u00e3o-metais.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Qu\u00edmica cl\u00e1ssica<\/strong><\/p>\n<p>Na Europa, o estudo da qu\u00edmica foi conduzida por alquimistas com os objetivos      de transforma\u00e7\u00e3o de metais comuns em ouro ou prata, e inventar um elixir qu\u00edmico      que iria prolongar a vida. Embora estes objetivos n\u00e3o foram alcan\u00e7ados, houve      algumas descobertas importantes feitas na tentativa.<\/p>\n<p>Robert Boyle (1627-1691) estudou o comportamento dos gases e descobriu a      rela\u00e7\u00e3o inversa entre volume e press\u00e3o de um g\u00e1s. Ele tamb\u00e9m afirmou que &#8220;toda      a realidade e mudan\u00e7a pode ser descrita em termos de part\u00edculas elementares      e seu movimento,&#8221; uma compreens\u00e3o inicial da teoria at\u00f4mica. Em 1661,      ele escreveu o primeiro livro de qu\u00edmica, &#8220;O Chymist c\u00e9ptico&#8221;, que      mudou-se o estudo de subst\u00e2ncias longe de associa\u00e7\u00f5es m\u00edsticas com alquimia      e para a investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Por volta de 1700, a Era do Iluminismo tinha criado ra\u00edzes em toda a Europa.    <\/p>\n<p>Joseph Priestley (1733-1804) refutaram a ideia de que o ar era um elemento      indivis\u00edvel. Ele mostrou que era, em vez disso, uma combina\u00e7\u00e3o de gases, quando      ele isoladas oxig\u00eanio e passou a descobrir outros sete gases discretos. <\/p>\n<p>Jacques Charles continuou o trabalho de Boyle e \u00e9 conhecido por dizer a rela\u00e7\u00e3o      direta entre a temperatura ea press\u00e3o de gases. <\/p>\n<p>Em 1794, Joseph Proust estudou compostos qu\u00edmicos puros e declarou a Lei      de Proust &#8211; um composto qu\u00edmico sempre ter\u00e1 a sua pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica      dos componentes elementares. A \u00e1gua, por exemplo, sempre tem uma rela\u00e7\u00e3o de      dois para um de hidrog\u00eanio para o oxig\u00eanio.<\/p>\n<p>Antoine Lavoisier (1743-1794) foi um qu\u00edmico franc\u00eas que fez importantes      contribui\u00e7\u00f5es para a ci\u00eancia. Enquanto trabalhava como cobrador de impostos,      Lavoisier ajudou a desenvolver o sistema m\u00e9trico, a fim de garantir a pesos      e medidas uniformes. Ele foi admitido na Academia Francesa de Ci\u00eancias, em      1768. <\/p>\n<p>Dois anos mais tarde, aos 28 anos, casou-se com a 13-year-old filha de um      colega. Marie-Anne Lavoisier \u00e9 conhecido por ter ajudado o marido em seus      estudos cient\u00edficos, traduzindo jornais ingleses e fazendo numerosos desenhos      para ilustrar suas experi\u00eancias.<\/p>\n<p>A insist\u00eancia de Lavoisier na medi\u00e7\u00e3o meticulosa levou \u00e0 sua descoberta da      Lei da Conserva\u00e7\u00e3o da Massa. <\/p>\n<p>Em 1787, Lavoisier publicou &#8220;M\u00e9todos de Qu\u00edmica e Nomenclatura&#8221;,      que inclu\u00edam as regras para a nomea\u00e7\u00e3o de compostos qu\u00edmicos que ainda est\u00e3o      em uso hoje. <\/p>\n<p>Seu &#8220;Tratado elementar de qu\u00edmica&#8221; (1789) foi o primeiro livro      de qu\u00edmica moderna. <\/p>\n<p>\u00c9 claramente definida de um elemento qu\u00edmico, tal como uma subst\u00e2ncia que      n\u00e3o pode ser reduzida em peso por uma rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e listados oxig\u00eanio,      ferro, carbono, enxofre e outros cerca de 30 elementos, em seguida, conhecida      a existir. O livro tinha alguns erros embora; -lo listado luz e calor como      elementos.<\/p>\n<p>Amedeo Avogadro (1776-1856) era um advogado italiano que come\u00e7ou a estudar      ci\u00eancias e matem\u00e1tica em 1800. <\/p>\n<p>Expandindo o trabalho de Boyle e Charles, esclareceu a diferen\u00e7a entre \u00e1tomos      e mol\u00e9culas. Ele passou a afirmar que os volumes iguais de g\u00e1s \u00e0 mesma temperatura      e press\u00e3o t\u00eam o mesmo n\u00famero de mol\u00e9culas. O n\u00famero de mol\u00e9culas em uma amostra      de 1 grama de peso molecular (1 mole) de uma subst\u00e2ncia pura \u00e9 chamado constante      de Avogadro em sua honra. Foi experimentalmente determinado como sendo 6,023      x 1023 mol\u00e9culas e \u00e9 um importante fator de convers\u00e3o utilizado para determinar      a massa dos reagentes e produtos em rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas.<\/p>\n<p>Em 1803, um meteorologista ingl\u00eas come\u00e7ou a especular sobre o fen\u00f3meno do      vapor de \u00e1gua. John Dalton (1766-1844) estava ciente de que o vapor de \u00e1gua      faz parte da atmosfera, mas as experi\u00eancias mostraram que o vapor de \u00e1gua      n\u00e3o formam em certos outros gases. Ele especulou que isso tinha algo a ver      com o n\u00famero de part\u00edculas presentes nos gases. Talvez n\u00e3o havia espa\u00e7o nos      gases de part\u00edculas de vapor de \u00e1gua para penetrar. Havia tanto mais part\u00edculas      nos gases &#8220;pesados&#8221; ou essas part\u00edculas eram maiores. Usando seus      pr\u00f3prios dados ea Lei de Proust, ele determinou as massas relativas das part\u00edculas      para seis dos elementos conhecidos: hidrog\u00eanio (o mais leve e atribu\u00edda uma      massa de 1), oxig\u00eanio, nitrog\u00eanio, carbono, enxofre e f\u00f3sforo. Dalton explicou      seus achados, afirmando os princ\u00edpios da primeira teoria at\u00f4mica da mat\u00e9ria.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Os elementos s\u00e3o compostos de part\u00edculas extremamente pequenas chamadas        \u00e1tomos.<br \/>\n       \u00c1tomos do mesmo elemento s\u00e3o id\u00eanticos em tamanho, massa e outras propriedades.        \u00c1tomos de diferentes elementos t\u00eam propriedades diferentes.<br \/>\n       \u00c1tomos n\u00e3o pode ser criado, subdividido ou destru\u00edda.<br \/>\n       \u00c1tomos de diferentes elementos se combinam em propor\u00e7\u00f5es n\u00famero inteiro        simples para formar compostos qu\u00edmicos.<br \/>\n       Em rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas \u00e1tomos s\u00e3o combinadas, separadas ou rearranjado para        formar novos compostos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Dmitri Mendeleev (1834-1907) foi um qu\u00edmico russo conhecido por desenvolver      a primeira Tabela Peri\u00f3dica dos Elementos.<\/p>\n<p>Ele listou os 63 elementos conhecidos e suas propriedades em cart\u00f5es. Quando      ele ordenou os elementos em ordem crescente de massa at\u00f4mica, ele poderia      agrupar elementos com propriedades semelhantes. <\/p>\n<p>Com poucas exce\u00e7\u00f5es, cada s\u00e9timo elemento tinha propriedades semelhantes      (O grupo qu\u00edmico oitavo &#8211; a Gases Nobres &#8211; ainda n\u00e3o tinha sido descoberto).    <\/p>\n<p>Mendeleev percebeu que, se ele deixou espa\u00e7os para os lugares onde nenhum      elemento conhecido encaixam no padr\u00e3o que foi ainda mais exato. Usando os      espa\u00e7os em branco em sua mesa, ele foi capaz de prever as propriedades dos      elementos que tinha ainda a ser descoberto. tabela original de Mendeleiev      foi atualizado para incluir os 92 elementos que ocorrem naturalmente e 26      elementos sintetizados.<\/p>\n<p><strong>Descrevendo o \u00e1tomo<\/strong><\/p>\n<p>Em 1896, Henri Becquerel descobriu a radia\u00e7\u00e3o. Junto com Pierre e Marie Curie,      ele mostrou que certos elementos emitem energia a taxas fixas. <\/p>\n<p>Em 1903, Becquerel dividiram o Pr\u00eamio Nobel com o Curie de para a descoberta      da radioatividade. <\/p>\n<p>Em 1900, Max Planck descobriu que a energia deve ser emitida em unidades      discretas que chamou de &#8220;quanta&#8221; (uma vez que os f\u00f3tons nomeados)      n\u00e3o em ondas cont\u00ednuas. Depreende-se que os \u00e1tomos eram feitos de part\u00edculas      ainda menores, alguns dos quais poderia se afastam.<\/p>\n<p>Em 1911, Ernest Rutherford demonstrou que os \u00e1tomos consistem de uma pequena      regi\u00e3o de carga positiva densa rodeada por \u00e1reas relativamente grandes de      espa\u00e7o vazio no qual, part\u00edculas ainda mais pequenas carregadas negativamente      (el\u00e9trons) movimento. <\/p>\n<p>Rutherford assumiu que os el\u00e9trons orbitam o n\u00facleo em \u00f3rbitas puras separadas,      assim como os planetas orbitam o sol. No entanto, porque o n\u00facleo \u00e9 maior      e mais denso do que os el\u00e9trons, ele n\u00e3o poderia explicar por que os el\u00e9trons      n\u00e3o eram simplesmente puxado para dentro do n\u00facleo destruindo assim o \u00e1tomo.<\/p>\n<p>Niels Bohr (1885-1962) modelo at\u00f4mico resolveu este problema utilizando as      informa\u00e7\u00f5es de Planck. Os f\u00f3tons s\u00e3o emitidos a partir de um \u00e1tomo de eletroestimulado      apenas em determinadas freq\u00fc\u00eancias. Ele a hip\u00f3tese de que os el\u00e9trons habitam      os n\u00edveis de energia distintas e luz s\u00f3 \u00e9 emitido quando um el\u00e9tron eletricamente      &#8220;excitado&#8221; \u00e9 for\u00e7ado a alterar os n\u00edveis de energia.<\/p>\n<p>El\u00e9trons no primeiro n\u00edvel de energia, mais pr\u00f3ximo do n\u00facleo, est\u00e3o fortemente      ligados ao n\u00facleo e t\u00eam relativamente baixa energia. Em n\u00edveis mais distantes      do n\u00facleo os el\u00e9trons t\u00eam cada vez mais energia. <\/p>\n<p>El\u00e9trons no n\u00edvel de energia mais distante do n\u00facleo n\u00e3o est\u00e3o vinculados      t\u00e3o firmemente e s\u00e3o os el\u00e9trons envolvidos quando os \u00e1tomos se unem para      formar compostos. A natureza peri\u00f3dica das propriedades elementares \u00e9 um resultado      de o n\u00famero de electr\u00f5es no n\u00edvel de energia exterior que podem estar envolvidos      em liga\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas. <\/p>\n<p>Embora os modelos de Bohr foram substitu\u00eddos por modelos at\u00f4micos mais precisos,      os princ\u00edpios subjacentes s\u00e3o s\u00f3lidos e modelos Bohr ainda s\u00e3o usados como      diagramas simplificados para mostrar liga\u00e7\u00e3o qu\u00edmica.<\/p>\n<p>Nossa compreens\u00e3o do \u00e1tomo continuou a ser refinado. Em 1935, James Chadwick      recebeu o Pr\u00eamio Nobel por sua descoberta de que h\u00e1 um n\u00famero igual de part\u00edculas      eletricamente neutras no n\u00facleo de um \u00e1tomo. Como os n\u00eautrons s\u00e3o eletricamente      neutros, eles n\u00e3o s\u00e3o desviados por qualquer el\u00e9trons ou pr\u00f3tons. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os n\u00eautrons t\u00eam mais massa do que pr\u00f3tons. Estes fatos se combinam      para torn\u00e1-lo poss\u00edvel para n\u00eautrons para penetrar \u00e1tomos e quebrar o n\u00facleo,      liberando grandes quantidades de energia. Nos \u00faltimos anos, \u00e9 cada vez mais      \u00f3bvio que os pr\u00f3tons, n\u00eautrons e el\u00e9trons da qu\u00edmica cl\u00e1ssica s\u00e3o compostos      de part\u00edculas subat\u00f4micas ainda menores. As ci\u00eancias da qu\u00edmica e da f\u00edsica      est\u00e3o se tornando cada vez mais interligadas e teorias sobreposi\u00e7\u00e3o e de conflito,      enquanto continuamos a investigar os materiais fora de que o nosso universo      \u00e9 feito.<\/p>\n<h4>Magia negra &#8211; Dos tempos pr\u00e9 hist\u00f3ricos ao in\u00edcio da Era Crist\u00e3<\/h4>\n<p>Esta era uma era na qual as culturas Sum\u00e9rias, Babil\u00f4nica, Eg\u00edpcias e Gregas      estavam florescendo. Durante a maior parte deste per\u00edodo, o misticismo e a      supersti\u00e7\u00e3o prevalesceram sobre o pensamento cient\u00edfico. Nessa era, muitas      pessoas acreditavam que os processos naturais eram controlados por esp\u00edritos,      e que eles poderiam se utilizar de magia para persuadi-los a agir em seu favor.      Muito pouco conhecimento qu\u00edmico foi conseguido, mas alguns elementos tais      como o Ferro, Ouro e Cobre foram reconhecidos. Durante este tempo, os fil\u00f3sofos      gregos Tales e Arist\u00f3teles especularam sobre a composi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria. Eles      acreditavam que a Terra, Ar, Fogo e \u00c1gua (alguns acreditavam em uma quinta      subst\u00e2ncia conhecida como &#8220;quintess\u00eancia&#8221;, ou &#8220;\u00e9ter&#8221;)      eram os elementos b\u00e1sicos que compunham toda a mat\u00e9ria. Pelo fim desta era,      as pessoas aprenderam que o Ferro poderia ser conseguido a partir de uma rocha      marrom escura, e o bronze poderia ser obtido combinando-se cobre e lat\u00e3o.      Isso os levou a imaginar que se uma subst\u00e2ncia amarela pudesse ser combinada      com uma mais dura, Ouro poderia resultar. A cren\u00e7a que o ouro poderia ser      obtido a partir de outras subst\u00e2ncias iniciou uma nova era conhecida como      Alquimia.<\/p>\n<p><strong>Alquimia &#8211; Do in\u00edcio da Era Crist\u00e3 \u00e0 metade do s\u00e9culo XVII<\/strong><\/p>\n<p>Durante esta longa era, muitos alquimistas acreditaram que metais poderiam      ser convertidos em ouro com a ajuda de uma &#8220;coisa&#8221; chamada &#8220;a      pedra filosofal&#8221;. <\/p>\n<p>Esta &#8220;Pedra filosofal&#8221; nucna foi encontrada, at\u00e9 onde se sabe,      mas muitas descobertas de novos elementos e compostos foram feitas durante      este per\u00edodo. No in\u00edsio co s\u00e9dulo XIII, alquimistas como Roger Bacon, Albertus      Magnus e Raymond Lully come\u00e7aram a imaginar que a procura pela pedra filosofal      era f\u00fatil. Eles acreditaram que os alquimistas poderiam servir o mundo de      uma melhor maneira descobrindo novos produtos e m\u00e9todos para melhorar a vida      cotidiana. Isso iniciou uma corrente na qual os alquimistas pararam de buscar      pela pedra filosofal. Um importante l\u00edder neste movimento foi Theophrastus      Bombastus. Bombastus sentiu que o objetivo da alquimia deveria ser a cura      dos doentes.<\/p>\n<p>Ele acreditava que sal, enxofre e merc\u00fario poderiam dar sa\u00fade se combinados      nas propor\u00e7\u00f5es certas. Este foi o primeiro per\u00edodo da Iatroqu\u00edmica. O \u00faltimo      qu\u00edmico influente nesta era foi Robert Boyle. Em seu livro: &#8220;O Qu\u00edmico      C\u00e9tico&#8221;, Boyle rejeitou as teorias cient\u00edficas vigentes e iniciou uma      listagem de elementos que ainda hoje \u00e9 reconhecida. Ele tamb\u00e9m formulou uma      Lei relacionando o volume e press\u00e3o gos gases (A Lei de Boyle). Em 1661, ele      fundou uma sociedade cient;ifica que mais tarde tornaria-se conhecida como      a Sociedade Real da Inglaterra (Royal Society of England).<\/p>\n<p><strong>Qu\u00edmica Tradicional &#8211; Da metade do s\u00e9culo XVII ao meio do s\u00e9culo      XIX<\/strong><\/p>\n<p>A esta altura, os cientistas estavam usando &#8220;m\u00e9todos modernos&#8221;      de descobertas testando teorias com experimentos. Uma das grandes controv\u00e9rsias      durante este per\u00edodo foi o mist\u00e9rio da combust\u00e3o. Dois qu\u00edmicos: Johann Joachim      Becher e Georg Ernst Stahl propuseram a teoria do flogisto. Esta teoria dizia      que uma &#8220;ess\u00eancia&#8221; (como dureza ou a cor amarela) deveria escapar      durante o processo da combust\u00e3o. Ningu\u00e9m conseguiu provar a teoria do flogisto.      O primeiro qu\u00edmico que provou que o \u00f3xig\u00eanio \u00e9 essencial \u00e0 combust\u00e3o foi Joseph      Priestly. Ambos o oxig\u00eanio e o hidrog\u00eanio foram descobertos durante este per\u00edodo.      Foi o qu\u00edmico franc\u00eas Antoine Laurent Lavoisier quem formulou a teoria atualmente      aceita sobre a combust\u00e3o. Esta era marcou um per\u00edodo aonde os cientistas usaram      o &#8220;m\u00e9todo moderno&#8221; de testar teorias com experimentos. Isso originou      uma nova era, conhecida como Qu\u00edmica Moderna, \u00e0 qual muitos se referem como      Qu\u00edmica at\u00f4mica.<\/p>\n<p><strong>Qu\u00edmica Moderna &#8211; Da metade do s\u00e9culo XIX at\u00e9 hoje<\/strong><\/p>\n<p>Esta foi a era na qual a Qu\u00edmica floresceu. As teses de Lavoisier deram aos      qu\u00edmicos a primeira compreens\u00e3o s\u00f3lida sobre a natureza das rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas.      O trabalho de Lavoisier levou um professor ingl\u00eas chamado John Dalton a formular      a teoria at\u00f4nica. Pela mesma \u00e9poca, um qu\u00edmico italiano chamado Amedeo Avogadro      formulou sua pr\u00f3pria teoria (A Lei de Avogadro), concernente a mol\u00e9culas e      suas rela\u00e7\u00f5es com temperatura e press\u00e3o. Pela metade do s\u00e9culo XIX, haviam      aproximadamente 60 elementos conhecidos. John A. R. Newlands, Stanislao Cannizzaro      e A. E. B. de Chancourtois notaram pela primeira vez que todos estes elementos      eram similares em estrutura. Seu trabalho levou Dmitri Mendeleev a publicar      sua primeira tabela peri\u00f3dica. O trabalho de Mandeleev estabeleceu a funda\u00e7\u00e3o      da qu\u00edmica te\u00f3rica. Em 1896, Henri Becquerel e os Curies descobriram o fen\u00f4meno      chamado de radioatividade, o que estabeleceu as funda\u00e7\u00f5es para a qu\u00edmica nuclear.      Em 1919, Ernest Rutherford descobriu que os elementos podem ser transmutados.      O trabalho de Rutherford estipulou as bases para a interpreta\u00e7\u00e3o da estrutura      at\u00f4mica. Pouco depois, outro qu\u00edmico, Niels Bohr, finalizou a teoria at\u00f4mica.      Estes e outroa avan\u00e7os criaram muitos ramos distintos na qu\u00edmica, que incluem,      mas n\u00e3o somente: bioqu\u00edmica, qu\u00edmica nuclear, engenharia qu\u00edmica e qu\u00edmica      org\u00e2nica.<\/p>\n<h4>Hist\u00f3ria da Qu\u00edmica &#8211; Conceito <\/h4>\n<p>O desenvolvimento da qu\u00edmica, mais talvez do que o das outras ci\u00eancias, teve      car\u00e1ter profundamente experimental: durante centenas de anos acumularam-se      conhecimentos emp\u00edricos sobre o comportamento das subst\u00e2ncias, tentando-se      organizar todas essas informa\u00e7\u00f5es num corpo doutrin\u00e1rio. Todavia, s\u00f3 a partir      do s\u00e9c. XIX quando a soma de conhecimentos se tornou ampla e abrangente, foi      poss\u00edvel estabelecer um v\u00ednculo te\u00f3rico para a interpreta\u00e7\u00e3o dos fatos e criar      uma verdadeira teoria qu\u00edmica. 2.2 &#8211; Hist\u00f3ria O desenvolvimento material da      civiliza\u00e7\u00e3o, tanto no oriente, como no ocidente, foi acompanhado do desenvolvimento      de procedimentos de natureza qu\u00edmica para obten\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias ou para      sua purifica\u00e7\u00e3o. Processo de destila\u00e7\u00e3o, de fermenta\u00e7\u00e3o, de redu\u00e7\u00e3o e de extra\u00e7\u00e3o      s\u00e3o conhecidos da civiliza\u00e7\u00e3o do norte da \u00c1frica, do Oriente m\u00e9dio, da China      e da \u00cdndia. O fato qu\u00edmico, por\u00e9m, talvez devido \u00e0 pr\u00f3pria complexidade, n\u00e3o      era objeto de investiga\u00e7\u00e3o, tal como ocorreu com o fato f\u00edsico, o que n\u00e3o      impediu, todavia, a forma\u00e7\u00e3o de respeit\u00e1vel corpo de conhecimentos pr\u00e1ticos.      A metalurgia do cobre (e do estanho, do ouro, da prata) era bem conhecida,      como tamb\u00e9m a do ferro. A t\u00e9cnica de fabrica\u00e7\u00e3o do vidro e de sua colora\u00e7\u00e3o      era razoavelmente dominada. Sabia-se falsificar a apar\u00eancia de um metal para      faz\u00ea-lo passar por nobre; utilizavam-se solu\u00e7\u00f5es de polissulfetos, obtidas      a partir de enxofre e carbonato. Esses conhecimentos passam aos \u00e1rabes e retornam      \u00e0 Europa, por volta do s\u00e9c.XIV. <\/p>\n<p>O s\u00e9culo XVI encontra, ent\u00e3o, s\u00f3lido terreno para desenvolver uma qu\u00edmica      t\u00e9cnica apurada, com procedimentos e m\u00e9todos bastante semelhantes aos atuais.<\/p>\n<p>Aparece a preocupa\u00e7\u00e3o quantitativa, e os praticantes ( farmac\u00eauticos, metalurgista      e mineralogistas ) come\u00e7am a ponderar as subst\u00e2ncias reagentes. A balan\u00e7a      instala-se na qu\u00edmica, para se tornar instrumento decisivo de investiga\u00e7\u00e3o      aprofundada de rela\u00e7\u00f5es. A an\u00e1lise de uma obra capital na hist\u00f3ria da qu\u00edmica      da id\u00e9ia de sua pr\u00e1tica no s\u00e9culo XVI. Em 1556 surge, aparentemente depois      de mais de vinte anos de prepara\u00e7\u00e3o, o livro de Georg Bauer (1494-1555), conhecido      pelo nome latinizado de Georgis Agricola &#8211; De Re Metallica &#8211; manual pr\u00e1tico      de metal\u00fargica e qu\u00edmica, cuja popularidade n\u00e3o arrefeceu durante mais de      um s\u00e9culo. \u00c9 surpreendente a soma de informa\u00e7\u00f5es nele contidas. Ao lado d      indica\u00e7\u00f5es sobre a t\u00e9cnica de explora\u00e7\u00e3o de minas ( levantamento das jazidas,      cortes no terreno, escava\u00e7\u00e3o de galerias, esgotamento de \u00e1gua, sustenta\u00e7\u00e3o      do terreno, transporte do min\u00e9rio), Agricola d\u00e1 informa\u00e7\u00f5es e receitas, detalhadas      e precisas, sobre os processos de obten\u00e7\u00e3o de metais. Descreve a metal\u00fargica      do chumbo, do bismuto, do ferro, do cobalto, do cobre, do ouro, da prata,      do estanho, do merc\u00fario, do antim\u00f4nio. A obten\u00e7\u00e3o do enxofre, do \u00f3xido de      ars\u00eanio. A obten\u00e7\u00e3o e\/ou do uso de grande n\u00famero de compostos e ligas: al\u00famen,      \u00e1lgamas, \u00e1cido n\u00edtrico, bronze, lat\u00e3o, \u00f3xidos de chumbo, \u00e1cido sulf\u00farico,      cloreto de s\u00f3dio, cloreto de am\u00f4nio, vinagre e etc. O extraordin\u00e1rio no livro      &#8211; a refletir certamente evolu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica cultural &#8211; s\u00e3o as objetidade e a      precis\u00e3o das descri\u00e7\u00f5es, feitas com o intuito de serem \u00fateis e funcionais      aos funcion\u00e1rios aos usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>N\u00e3o se discutem, e \u00e9 isso outro tra\u00e7o caracter\u00edstico da obra, nem teorias      e hip\u00f3teses da constitui\u00e7\u00f5es das subst\u00e2ncias. Sobre essa s\u00f3lida base, continua      a evolu\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico das subst\u00e2ncias, no s\u00e9culo XVII. \u00c9 especialmente      not\u00e1vel o aumento das informa\u00e7\u00f5es sobre as propriedades terap\u00eauticas das subst\u00e2ncias,      desenvolvido (a meio de especula\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas nebulosas) pelos iatroqu\u00edmicos.      S\u00e3o, \u00e0 \u00e9poca, os farmac\u00eauticos os ativos pesquisadores da qu\u00edmica, secundados      pelos m\u00e9dicos; n\u00e3o a ainda a profiss\u00e3o de qu\u00edmico. Dessa \u00e9poca data o conhecimento      preciso do \u00e1cido sulf\u00farico e do acido clor\u00eddrico. <\/p>\n<p>O alem\u00e3o Johann Rudolf Glauber (1603 ou 1604 &#8211; 1668 ou 1670) faz do sulfato      de s\u00f3dio quase de uma pan\u00e9cia (at\u00e9 hoje \u00e9 ele conhecido como sal de Glauber).    <\/p>\n<p>O.s\u00e9c. XVIII \u00e9 \u00e9poca de vigoroso desenvolvimento do conhecimento emp\u00edrico.      O n\u00famero de metais conhecidos com seguran\u00e7a amplia a listagem agr\u00edcola: platina,      n\u00edquel, mangan\u00eas, moblid\u00eanio, tel\u00fario, ,tungst\u00eanio, cromo. S\u00e3o identificados      os \u00f3xidos de zirc\u00f4nio, de estr\u00f4ncio, de tit\u00e2nio, de \u00edtrio, mas n\u00e3o se isolam      os metais. A descoberta da t\u00e9cnica de manipula\u00e7\u00e3o de gases permite identificar      o di\u00f3xido de carbono, o nidrog\u00eanio (ar mef\u00edtico) e o hidrog\u00eanio (ar inflam\u00e1vel).      Joseph Priestlay (1733-1804)aumenta os conjuntos dos gases conhecidos, numa      sequ\u00eancia de experi\u00eancias memor\u00e1veis; indentifica o \u00f3xido de n\u00edtrico, o di\u00f3xido      de enxofre, o g\u00e1s clor\u00eddrico, o amon\u00edaco e finalmente o oxig\u00eanio ( ar desflogisticado,      ar \u00edgneo, de Sheele). N\u00e3o \u00e9 demais real\u00e7ar o extraordin\u00e1rio feito t\u00e9cnico      da identifica\u00e7\u00e3o de um g\u00e1s.<\/p>\n<p>Ao lado das limita\u00e7\u00f5es naturais dos equipamentos dispon\u00edveis, concorria para      tornar mais dif\u00edcil a quest\u00e3o o fato de n\u00e3o dispor de teoria coerente para      a interpreta\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos qu\u00edmicos. Po isso mesmo, no final do s\u00e9culo.      XVIII, tornou-se indispens\u00e1vel formula\u00e7\u00e3o desse tipo, que viria coroar a evolu\u00e7\u00e3o      do pensamento te\u00f3rico que acompanhar\u00e1 o amealhar do conhecimento experimental.      As formula\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas da qu\u00edmica at\u00e9 o s\u00e9c. XVIII. A diversidade das modifica\u00e7\u00f5es      das subst\u00e2ncias &#8211; aparente na variedade ampla de propriedades, formas e comportamentos      &#8211; constituiu sempre um motivo b\u00e1sico para a procura de uma teoria unificadora,      capaz de interpret\u00e1-la coerentemente. OP pensamento te\u00f3rico qu\u00edmico (mesmo      quando n\u00e3o explicitado como tal) teve sempre essa preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, naturalmente, a interpreta\u00e7\u00e3o s\u00f3 poderia ser feita por via racional,      consoante o desenvolvimento hist\u00f3rico do pensamento humano. Foi o que fez,      por exemplo, Arist\u00f3teles, no s\u00e9c. IV a.C., com os seus quatro elementos (      agu\u00e1, fogo, terra, e ar) em que estavam asa qualidades elementares &#8211; frio,      quente, seco e \u00famido &#8211; combinadas aos pares. As propriedades das subst\u00e2ncias      decorriam de varia\u00e7\u00f5es do grau dessas elementares, da modifica\u00e7\u00f5es das suas      propor\u00e7\u00f5es. A unifica\u00e7\u00e3o te\u00f3rica era completa e as id\u00e9ias de Arist\u00f3teles,      sob uma forma ou outra, mantiveram sua integridade essencial at\u00e9 o s\u00e9c. XVIII.      Da\u00ed surgiu a alquimia, n\u00e3o apenas como cura especula\u00e7\u00e3o intelectual, mas como      conseq\u00fc\u00eancia de uma forma racional do pensamento, embora n\u00e3o fatual. Para      o qu\u00edmico moderno \u00e9 a alquimia obscura, nebulosa e veross\u00edmio. Talvez o seja,      nos seus aspectos esot\u00e9ricos; mas como forma de pensar em qu\u00edmica, como tentativa      de elabora\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, \u00e9 coerente com uma filosofia e, portanto, n\u00e3o lhe falta      substenta\u00e7\u00e3o intelectiva. O alquimista vem do artes\u00e3o, que tentava purificar,      transformar, alterar subst\u00e2ncias e se guiava pela exist\u00eancia das qualidades      elementares. Ent\u00e3o, para conseguir modifica\u00e7\u00f5es essenciais ( hoje se diriam      estruturais ) era necess\u00e1rio levar a subst\u00e2ncia \u00e0 forma primeira, mas indiferenciado,      para depois imprimir-lhe, mediante adi\u00e7\u00f5es apropriadas, as qualidades desejadas.      Da\u00ed as receitas com prolongadas calcina\u00e7\u00f2es, com destila\u00e7\u00f5es repetidas dezenas      de vezes, com extra\u00e7\u00f5es sucessivas, com o que se visava a obter, sob forma      pura, isenta de imperfei\u00e7\u00f5es, a ess\u00eancia das subst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Assim se desenvolveram escolas de alquimia em Alexandria, em Biz\u00e2ncio, no      mundo \u00e1rabe. A sistematiza\u00e7\u00e3o da alquimia no Isl\u00e3 &#8211; Ao lado do seu envolvimento      no pensamento m\u00edstico &#8211; foi importante por sua ocasi\u00e3o de sua transmiss\u00e3o      aos pa\u00edses europeus. Organizaram-se as teorias da constitui\u00e7\u00e3o das subst\u00e2ncias,      partindo da teoria de Arist\u00f3teles, segundo a qual as qualidades podiam ser      exteriores ou interiores. Seria poss\u00edvel modificar uma subst\u00e2ncia se as suas      qualidades interiores fossem exteriorizadas, o que se conseguia mediante um      elixir. As qualidades elementares eram materiais que podiam ser manipulados,      desde que houvesse um ve\u00edculo apropriado. As subst\u00e2ncias eram classificadas      segundo as suas propriedades: esp\u00edritos (vol\u00e1teis), metais (fus\u00edveis), corpos      (pulveriz\u00e1veis).<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o do conhecimento levou \u00e0 formula\u00e7\u00e3o da teoria dualista da constitui\u00e7\u00e3o      das subst\u00e2ncias ( enxofre-merc\u00fario) e \u00e0 possibilidade te\u00f3rica da transmuta\u00e7\u00e3o      das subst\u00e2ncias, que se traduziu em vigoroso esfor\u00e7o experimental. Quando      a alquimia retorna \u00e0 Eoropa, vem envolta na especula\u00e7\u00e3o paramaterial que lhe      \u00e9 caracter\u00edstica, mas traz tamb\u00e9m grande soma de conhecimentos que iriam florescer      no esfor\u00e7o experimental e te\u00f3rico dos s\u00e9culos XVI e XVII. \u00c9 importante n\u00e3o      esquecer a elabora\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, que ficou mais ou menos renegada ao segundo      plano at\u00e9 o s\u00e9culo XVIII, das id\u00e9ias atomicistas de Leucipo e Dem\u00f3crito, dos      epicuristas e de Lucr\u00e9cio. \u00c9 interessante especular tamb\u00e9m se outras tivessemj      sido as condi\u00e7\u00f5es do desenvolvimento do mundo Romano, se a id\u00e9ia at\u00f4mica poderia      ou n\u00e3o Ter ganho mais cedo a aceita\u00e7\u00e3o do mundo ilustrado. \u00c9 poss\u00edvel que      se tivesse mais cedo chegado \u00e0s concep\u00e7\u00f5es modernas da qu\u00edmica. <\/p>\n<p>Hist\u00f3ricamente, o pensamento atomicista n\u00e3o exerceu influ\u00eancia no pensamento      cient\u00edfico, at\u00e9 quase o limiar da ci\u00eancia moderna.<\/p>\n<p>A teoria da alquimia prevalece absoluta como formula\u00e7\u00e3o te\u00f3rica no s\u00e9culo      XVI. Os iatroqu\u00edmicos, procurando sistematicamente aplicar subst\u00e2ncias qu\u00edmicas      \u00e0 cura de doen\u00e7as, pensavam em termos de princ\u00edpio. Para Celso enuncia a teoria      dos Tria Prima, enxofre, merc\u00fario e sal, que \u00e9 um refinamento de alquimia      \u00e1rabe. <\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o te\u00f3ricva \u00e9 de explicar como uma subst\u00e2ncia passa a outra, pela      modifica\u00e7\u00e3o dos seus princ\u00edpios. Mas, ao mesmo tempo, por parte especialmente      dos apotec\u00e1rios, o pensamento qu\u00edmico se torna mais pr\u00e1tico, mais objetiva,      mais quantitativa: os germes da qu\u00edmica medida, mensurada, come\u00e7aram a surgir      no s\u00e9culo XVII. \u00c9 disso testemunha a obra de Glauber. O m\u00e9dico e qu\u00edmico belga      Johannes Baptista van Helmont ( 1579 &#8211; 1644 ), embora se tenha mantido fiel      as concep\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas da alquimia, elabora uma teoria que aumentava de tr\u00eas      para cinco, os princ\u00edpios fundamentais: Enxofre, merc\u00fario, sal, fleugma e      terra. <\/p>\n<p>Aparecem, tamb\u00e9m, no s\u00e9culo XVII, as primeiras formula\u00e7\u00f5es da descontinuidade      da mat\u00e9ria. O fil\u00f3sofo e matem\u00e1tico franc\u00eas Pierre Garsend ( 1582 &#8211; 1655)      retoma a id\u00e9ia dos \u00e1tomos, atribuindo-lhes pequeninos ganchos para constitu\u00edrem      os corpos.<\/p>\n<p>Essa id\u00e9ia, oposta \u00e0 dos princ\u00edpios de Arist\u00f3teles, ou aos Arcanos, elixires      e essenciais dos alquimistas, aparecem mais claramente expressa pelo qu\u00edmico      ingl\u00eas Robert Boyle (1627-1691), The Sceptical chymist (1661; o qu\u00edmico c\u00e9ptico).      Para Boyle, a mat\u00e9ria em movimento seriam os conceitos fundamentais, para      o entendimento das propriedades qu\u00edmicas. A mat\u00e9ria seria constitu\u00eddas por      pequeninos blocos indivis\u00edveis com forma pr\u00f3prias que se justaporiam agregando-se      nos compostos. O calor seria tamb\u00e9m uma esp\u00e9cie de subst\u00e2ncia, com part\u00edculas      em r\u00e1pida movimenta\u00e7\u00e3o. Ao cassinar uma subst\u00e2ncia, a part\u00edcula do calor a      ela se incorporariam. \u00c9 controvertido se Boyle concebia as subst\u00e2ncias elementares      como imut\u00e1veis, ou se admitia a possibilidade de transmuta\u00e7\u00e3o. De qualquer      forma, sua obra influ\u00eanciou decididamente o pensamento qu\u00edmico, ajudando-o      a purificar-se dos princ\u00edpios primeiros dos princ\u00edpios abstratos e n\u00e3o fatual.<\/p>\n<p>Por outro lado, os \u00eaxitos do pensamento mec\u00e2nico, expostos de uma forma superior      e magistral dos princ\u00edpios de Newton (1687), mostraram aos qu\u00edmicos umn caminho      novo para unificar teoricamente a massa de fatos. Ao terminar o s\u00e9culo XVII,      as id\u00e9ias de \u00e1tomo, de movimento, de intera\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, j\u00e1 eram subjacentes      ao pensamento qu\u00edmico, embora ainda n\u00e3o formulara-se com clareza.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XVIII, A investiga\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno da combust\u00e3o leva \u00e0 formula\u00e7\u00e3o      da teoria do flog\u00edstico por Georg Ernst Stahl (1660-1774) e Ermman Boerhaave      (1668- 1738). Em linguagem moderna, o flog\u00edstico era o negativo do oxig\u00eanio,      na combust\u00e3o exalava-se flog\u00edstico, em lugar de haver combina\u00e7\u00e3o com o oxig\u00eanio.      Foi este o primeiro princ\u00edpio te\u00f3rico da qu\u00edmica, explicando satisfat\u00f3riamente      uma multid\u00e3o de fatos experimentas, mais deixando de lado outros que n\u00e3o se      enquadravam na desflogistifica\u00e7\u00e3o. A grande vantagem da teoria era de oferecer      explica\u00e7v\u00e3o mec\u00e2nica e simples de fen\u00f4menos diversos. Por isso mesmo, p\u00f4de      acompanhar, vicissitudes, o r\u00e1pido avan\u00e7o da qu\u00edmica emp\u00edrica registrada no      s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>Ao t\u00e9rmino deste per\u00edodo, estavam maduras asa condi\u00e7\u00f5es para uma formula\u00e7\u00e3o      unificadora dos fen\u00f4menos da qu\u00edmica. Essa tarefa coube ao fundador da qu\u00edmica      moderna o franc\u00eas Antoine Laurent de Lavoisier (1743-1794).<\/p>\n<p><strong>Qu\u00edmica inorg\u00e2nica<\/strong><\/p>\n<p>A qu\u00edmica inorg\u00e2nica no s\u00e9culo XIX. O pensamento de Lavoisier coloca-o conceitualmente      na corrente do pensamento t\u00edpico do s\u00e9culo XIX, embora tempor\u00e1riamente perten\u00e7a      ao s\u00e9culo XVIII. N\u00e3o h\u00e1 rigidez na distin\u00e7\u00e3o. O m\u00e9rito de Lavoisier foi de      Ter elucitado o fen\u00f4meno da combust\u00e3o, sepultando a teoria do flog\u00edstico;      Ter colocado a qu\u00edmica numa firme base experimental; Ter reconhecido a natureza      das subst\u00e2ncias elementares; Ter formulado explicitamente a lei da conserva\u00e7\u00e3o      da massa; Ter suportado estimulado o sistema de nomeclatura que, em ess\u00eancia,      \u00e9 o que se utiliza atualmente na qu\u00edmica inorg\u00e2nica. Seu livro Trait\u00e9 \u00e9l\u00e9mentaire      de chimie (1789; tratado elementar de qu\u00edmica) teve import\u00e2ncia compar\u00e1vel      ao de Newton pela influ\u00eancia que exerceu sobre os qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>Dispunha-se depois dele de arma te\u00f3rica para o entendimento das rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas.      Come\u00e7a a \u00e9poca da formula\u00e7\u00e3o de leis gerais da combina\u00e7\u00e3o. J. B. Richter (1824-1898)      e, com mais clareza J. L. Proust (1762-1807), formulam as leis das propor\u00e7\u00f5es      constantes, que d\u00e1 origem a formidanda controv\u00e9rsia. Com C. L. Berthollet      (1748-1822 ): Hoje sabe-se que h\u00e1 ambos sobravam raz\u00f5es. A lei da const\u00e2ncia      da composi\u00e7\u00e3o, no entanto, teve aceita\u00e7\u00e3o universal. Abriu caminho para o      trabalho de John Dalton (1786-1844), que deu uma formula\u00e7\u00e3o precisa e clara      sobre o \u00e1tomo ( part\u00edcula indivis\u00b4vel de uma part\u00edcula simples); que admitiu      a combina\u00e7\u00e3o dos \u00e1tomos para formar compostos (Dalton achava que s\u00f3 dois \u00e1tomos      se reuniam, raramente tr\u00eas), que estabeleceu a base te\u00f3rica da lei das propor\u00e7\u00f5es      constantes; que organizou uma t\u00e1bua de pesos relativos ( equivalentes ).<\/p>\n<p>Passou a qu\u00edmica a navegar com b\u00fassola mais segura. \u00c9 \u00e9poca dos trabalhos      de J. J. Berzelius (1779-1848), que determina com t\u00e9cnica anal\u00edtica vasta.      Pesos at\u00f4micos e descobre elementos ( sel\u00eanio, sil\u00edcio, tit\u00e2neo ) al\u00e9m de      diversas esp\u00e9cies de minerais. Berzelius organiza uma nota\u00e7\u00e3o qu\u00edmica simples,      embora tenha sido modificada para melhor posteriormente; os s\u00edbolos dos elementos      s\u00e3o, no entanto os que at\u00e9 hoje se usam.<\/p>\n<p>As descobertas sucedem-se no terreno da qu\u00edmica inorg\u00e2nica. Obt\u00eam-se puros      o sil\u00edcio o zirc\u00f4nio, o tit\u00e2nio e o t\u00f3rio. O magn\u00e9sio e o ber\u00edlio s\u00e3o isolados.      Obt\u00eam-se o alum\u00ednio. Tudo por m\u00e9todos puramente qu\u00edmicos. Com a utiliza\u00e7\u00e3o      da espectroscopia torna-se poss\u00edvel identificar quantidades minut\u00edssimas de      subst\u00e2ncias em sistemas complexos. Assim, R. W. Bunsen (1811-1889) descobre      o c\u00e9sio e o rub\u00eddio. Os padr\u00f5es de medida aperfei\u00e7oam e construem-se extensas      t\u00e1buas de pesos equivalentes a hip\u00f3tese de A. Avogrado (1776-1856) &#8211; desprezada      por quase cinq\u00fcenta anos &#8211; ganha r\u00e1pida aceita\u00e7\u00e3o, uma vez exposta por S.      Cannizzaro (1826-1910), em 1860.<\/p>\n<p>Desfazem-se as confus\u00f5es sobre os pesos at\u00f4mico e molecular, e os valores      atribu\u00eddos a essas grandezas correspondem aos modernos. Mas uma vez o conhecimento      vast\u00edssimo das propriedades dos elementos permitia um nova s\u00edntese &#8211; a da      classifica\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica. A obra de Mendeleev (1834-1907) tem atr\u00e1s de si toda      a elabora\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e todo o trabalho experimental da qu\u00edmica dos s\u00e9culos      anteriores. \u00c9 como o coroamento de uma etapa. A obra aparece em alem\u00e3o, pela      primeira vez, em 1869.<\/p>\n<p>Faltas nos grupos de elementos foram deixadas por Medeleev para serem preenchidas      por elementos ainda n\u00e3o descobertos. Previu-lhe Mendeleev as propriedades      e isso contribuiu para aceita\u00e7\u00e3o de sua classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De fato, logo ap\u00f3s o aparecimento da obra, n\u00e3o lhe prestaram os qu\u00edmicos      de grande aceita\u00e7\u00e3o. No entanto, a descoberta do G\u00e1lio (identificado como      o eka-alum\u00ednio, previsto por Medeleev), a do esc\u00e2ndio (identificado como eka-boro),      e a do grem\u00e2nio (an\u00e1logo ao eka-sil\u00edcio) foram convincetes demonstra\u00e7\u00f5es da      genialidade da classifica\u00e7\u00e3o. Atualmente, com o conhecimento mais ou menos      detalhado da estrutura at\u00f4mica, n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel deixar de reconhecer a      extraordin\u00e1ria intui\u00e7\u00e3o do s\u00e1bio russo.<\/p>\n<p>Com a sistematiza\u00e7\u00e3o da classifica\u00e7\u00e3o das subst\u00e2ncias elementares, ficavam      de uma vez enterradas as id\u00e9ias das ess\u00eancias alqu\u00edmicas. As combina\u00e7\u00f5es inorg\u00e2nicas      aspareciam como conseq\u00fc\u00eancia de propriedades naturais dos elementos. Faltava,      por\u00e9m, explicar porqu \u00ea estes combinavam e o que havia de comum entre as combina\u00e7\u00f5es      qu\u00edmica e o resto do comportamento da mat\u00e9ria. A s\u00edntese desse pensamento      ocorreu no desenvolvimento da f\u00edsico-qu\u00edmica.<\/p>\n<p><strong>Qu\u00edmica org\u00e2nica<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o foi novidade no s\u00e9c. XIX a investiga\u00e7\u00e3o dos compostos org\u00e2nicos. J\u00e1 a      alquimia \u00e1rabe os considerava em detalhe, especialmente na sua atua\u00e7\u00e3o medicinal.      Muitos processos org\u00e2nicos eram conhecidos e praticados h\u00e1 s\u00e9culos (fermenta\u00e7\u00f5es,      por exemplo). N\u00e3o havia, por\u00e9m, clareza sobre o qu\u00ea distinguia os compostos      org\u00e2nicos dos inorg\u00e2nicos. No in\u00edcio do s\u00e9c. XIX ficou evidente os compostos      org\u00e2nicos obedeciam \u00e0 lei das combina\u00e7\u00f5es (Berzelius). Supunha-se, por\u00e9m,      que uma for\u00e7a vital os permeasse, distinguido dos org\u00e2nicos e impedindo a      sua obten\u00e7\u00e3o em laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O primeiro grande golpe contra essa teoria foi a obten\u00e7\u00e3o da ur\u00e9ia, a partir      do cianato de am\u00f4nio, por Friedrich W\u00f6hler. Pouco depois P.E.M. Berthelot      (1827-1907) anuncia a possibilidade de obten\u00e7\u00e3o de qualquer subst\u00e2ncia org\u00e2nica      a partir de carbono, hidrog\u00eanio, oxig\u00eanio e nitrog\u00eanio. Foi o golpe mortal      no vitalismo.<\/p>\n<p>O crescimento da qu\u00edmica org\u00e2nica foi ent\u00e3o r\u00e1pido. Descobrem-se os radicais      e estrutura-se toda uma teoria, em parte falsa, sobre eles. Reconhece-se o      isomerismo. E as rea\u00e7\u00f5es de substitui\u00e7\u00e3o. Ficam evidentes os grupamentos funcionais.      E, curiosamente, esquecem-se os org\u00e2nicos dos \u00e1tomos, fixando-se nas unidades      org\u00e2nicas, elas mesmas compostas.<\/p>\n<p>Em meados do s\u00e9c. XIX F. A. Kekul\u00e9 (1829-1896) mostra a tetraval\u00eancia do      carbono, contribuindo assim para a formula\u00e7\u00e3o da estrutura dos compostos org\u00e2nicos.      A dos compostos alif\u00e1ticos parece ficar completamente elucidada, quando se      representam as liga\u00e7\u00f5es entre os \u00e1tomos &#8211; repescados do olvido org\u00e2nico &#8211;      por pequenos tra\u00e7os, como ainda se faz. A estrutura dos compostos arom\u00e1ticos      recebe, de Kekul\u00e9, a chave de interpreta\u00e7\u00e3o do hex\u00e1gono do benzeno. A id\u00e9ia      de uma estrutura espacial vem com J. Le Bel (1847-1930) e tem bonita confirma\u00e7\u00e3o      experimental nos trabalhos de L. Pasteur (1822-1895) sobre os is\u00f4meros do      \u00e1cido tart\u00e1rico.<\/p>\n<p>O progresso da s\u00edntese org\u00e2nica \u00e9 rapid\u00edssimo. Obt\u00eam-se, por via sint\u00e9tica,      corantes de import\u00e2ncia industrial: a qu\u00edmica org\u00e2nica transforma-se em grande      ind\u00fastria qu\u00edmica. Apesar disso, a concep\u00e7\u00e3o da estrutura molecular ainda      \u00e9 qualitativa. As mol\u00e9culas existiam sem que se tentasse representar raz\u00f5es      mias gerais que garantissem e explicassem a sua estabilidade. O que s\u00f3 se      consegue, no s\u00e9c. XX, com a reuni\u00e3o frut\u00edfera da f\u00edsica \u00e0 qu\u00edmica.<\/p>\n<p><strong>F\u00edsico Qu\u00edmica<\/strong><\/p>\n<p>A fisico-qu\u00edmica \u00e9 a ci\u00eancia cuja fronteiras podem ser largas ou estreitas,      conforme o entendimento desse ou daquele autor. Conceitualmente, seria a investiga\u00e7\u00e3o      f\u00edsica das estruturas qu\u00edmicas, isto \u00e9, tudo o que, modernamente, se chama      f\u00edsica at\u00f4mica, f\u00edsica nuclear, mec\u00e2nica qu\u00e2ntica at\u00f4mica e molecular.<\/p>\n<p>Historicamente, formou-se como um ramo da qu\u00edmica preocupado com a investiga\u00e7\u00e3o      dos efeitos qu\u00edmicos da corrente el\u00e9trica (eletroqu\u00edmica). Esses efeitos come\u00e7aram      a ser investigados quase imediatamente depois da descoberta de A. Volta (1745-1827).      Os trabalhos de H. Davy e de M. Faraday, sobre eletr\u00f3lise, datam do in\u00edcio      do s\u00e9c. XIX. A investiga\u00e7\u00e3o eletroqu\u00edmica toma, por\u00e9m, sua fei\u00e7\u00e3o mais moderna      no estudo da dissocia\u00e7\u00e3o eletrol\u00edtica (Grotthuss, Willianson, Clausius, Arrhenius)      e da condu\u00e7\u00e3o de carga pelos \u00edons (Hittorf, Kohlrausch, Debye), que chegam      at\u00e9 o s\u00e9c. XX. A investiga\u00e7\u00e3o das pilhas eletroqu\u00edmicas (Nernst) tem oportunidade      de utilizar, na qu\u00edmica, as armas oferecidas por uma ci\u00eancia puramente f\u00edsica      \u0096 a termodin\u00e2ncia, a termoqu\u00edmica, foi objeto de investiga\u00e7\u00e3o por parte      dos qu\u00edmicos). Come\u00e7ava uma s\u00edntese intercient\u00edfica que iria culminar no in\u00edcio      do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>O estudo das velocidades de rea\u00e7\u00e3o foi outro rebento da qu\u00edmica do s\u00e9culo      XIX, \u00e9 estudada a hidr\u00f3lise da sacarose (Wilhelmi), a esterifica\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos      e de \u00e1lcoois. Define-se a ordem de uma rea\u00e7\u00e3o (Van\u0092t Hoff) e procura-se      entender o mecanismo da rea\u00e7\u00e3o (energia de ativa\u00e7\u00e3o, Arrehenius). Investiga-se      a cat\u00e1lise e define-se a fun\u00e7\u00e3o do catalisador (Ostwald).<\/p>\n<p>Ao terminar o s\u00e9culo XIX, as descobertas qu\u00edmicas ofereciam um panorama satisfat\u00f3rio.      Sem Ter conseguido as s\u00ednteses magistrais da f\u00edsica (termodin\u00e2mica, eletromagnetismo,      teoria cin\u00e9tica dos gases, mec\u00e2nica e etc&#8230;) tinha obtido a necess\u00e1ria uniformidade      e a possibilidade de grande expans\u00e3o. Algun pontos eram desconfort\u00e1veis: n\u00e3o      havia explica\u00e7\u00f5es para a afinidade qu\u00edmica, nem para as estruturas das mol\u00e9culas.<\/p>\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o desses problemas, ou pelo menos o avan\u00e7o na sua resolu\u00e7\u00e3o, veio      da f\u00edsica, com a descoberta da radioatividade e a do el\u00e9tron; a medida da      carga espec\u00edfica e a da carga do el\u00e9torn;a sua utiliza\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca; a descoberta      do efeito fotel\u00e9trico; a aplica\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios da quantifica\u00e7\u00e3o de Planck      ao efeito ftel\u00e9trico, por Einstein; o modelo at\u00f4mico imposto por Rutherford      e modificado por Bohr; a mec\u00e2nica ondulat\u00f3ria de Schrodinger; a quantifica\u00e7\u00e3o      do \u00e1tomo; a radioatividade artificial; a descoberta do n\u00eautron; a descoberta      de uma multid\u00e3o de part\u00edculas elementares; a fiss\u00e3o nuclear. Todas essa descobertas      e teorias viera de f\u00edsicos e sacudiram espetacularmente a qu\u00edmica, dando conte\u00fado      novo e inesperados as suas teorias, unificando seus conceitos, criando uma      qu\u00edmica f\u00edsica, onde n\u00e3o h\u00e1 limite n\u00edtido entre o fato qu\u00edmico e o fato f\u00edsico.<\/p>\n<p><strong>Qu\u00edmica anal\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p>A qu\u00edmica anal\u00edtica remonta ao antigo Egito, onde j\u00e1 foram conhecidas entre      outras, as t\u00e9cnicas de copela\u00e7\u00e3o do couro e da prata, em que o metal impuro      era aquecido numa copela (cadinho poroso feito de cinza de osso); essa pr\u00e1tica      pode, de certo modo, como um m\u00e9todo da qu\u00edmica anal\u00edtica. A qu\u00edmica de ent\u00e3o      n\u00e3o podia ser considerada como ci\u00eancia, isto \u00e9, sistemas de conhecimentos      ordenados de acordo com certas leis e princ\u00edpios, mas apenas como conjuntos      de conhecimentos emp\u00edricos esparsos sem nenhuma interliga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Transmitidas dos eg\u00edpcios aos gregos e destes aos \u00e1rabes, essas t\u00e9cnicas      emp\u00edricas foram desenvolvidas durante toda a Idade M\u00e9dia, constituindo o alicerce      da alquimia. Visando a descoberta da panac\u00e9ia universal e de todos os processos      para a obten\u00e7\u00e3o do ouro e da prata atrav\u00e9s da transmuta\u00e7\u00e3o dos outros metais,      os alquimistas contribu\u00edram decisivamente para o progresso dos conhecimentos      qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>Mas s\u00f3 no s\u00e9culo XVII, com Robert Boyle (1627-1691), a qu\u00edmica come\u00e7a a Ter      aspecto de verdadeira ci\u00eancia. Para estabelecer o conceito de que elementos      s\u00e3o os corpos mais simples do que os quais os corpos complexos s\u00e3o formados,      Boyle usou pela primeira vez um novo m\u00e9todo de qu\u00edmica, baseado nos princ\u00edpios      de que os conhecimentos vem de uma generaliza\u00e7\u00e3o de dados experimentais e      leis observadas na natureza.<\/p>\n<p>Esse conceito de elemento qu\u00edmico determinou grande desenvolvimento da qu\u00edmica      anal\u00edtica. O pr\u00f3prio Boyle sistematizou as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas at\u00e9 ent\u00e3o conhecidas      ent\u00e3o prop\u00f4s um n\u00famero de novos testes, originando a qu\u00edmica anal\u00edtica por      via \u00famida. Foi o primeiro a usar o litmo ou tornassol como indicador para      subst\u00e2ncias \u00e1cidas e b\u00e1sicas.<\/p>\n<p>A qu\u00edmica anal\u00edtica teve importante avan\u00e7o com os trabalhadores de Lavoisier      (1743-1794) \u0096 desenvovimento de t\u00e9cnicas de an\u00e1lises de gases \u0096      e do qu\u00edmico sueco Torbern Olof Bergman (1735-1784), que separou os metais      (cat\u00edons) em grupos, dando origem a an\u00e1lise sistem\u00e1tica. O fundador da qu\u00edmica      anal\u00edtica quantitativa com base cient\u00edfica foi, por\u00e9m, o qu\u00edmico russo Mikhail      Vasilievich lomonosov (1711-),o primeiro a usar a balan\u00e7a para pesar gentes      e produtos numa rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, e que, em 1756, confirmou experimentalmente      a lei da conserva\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria, geralmente atribu\u00edda a Laoisier, que a verificou      em 1774.<\/p>\n<p>As observa\u00e7\u00f5es feitas na qu\u00edmica anal\u00edtica quantitativa constitu\u00edram preciosos      elementos para a qu\u00edmica te\u00f3rica, levando \u00e0s descobertas das leis ponderais,      cuja confirma\u00e7\u00e3o experimental permitiu a John Dalton (1766-1844) formular      a teoria at\u00f4mica. Isso, por sua vez estimulou muito a qu\u00edmica anal\u00edtica quantitativa,      j\u00e1 que se tornou necess\u00e1ria a determina\u00e7\u00e3o das massas at\u00f4micas dos elementos      de maior rigor, campo ao qual Bezerlius (1779-1848) deu importante contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s ou durante esse per\u00edodo, Liebig (1803-1873) Gay-Lussac (1778-1850),      Bunsen (1811-1899), Kirchhof (1824-1887), Nikolai Aleksandrovitch Menchtchunkin      (1842-1907) e outros contribu\u00edram de modo not\u00e1vel para o desenvolvimento da      qu\u00edmica anal\u00edtica, qualitativa ou quantitativa, com grandes n\u00fameros de estudos      e de descobertas. A qu\u00edmica anal\u00edtica quantitativa nop final do s\u00e9culo XIX      foi grandemente influenciada pelos excepcionais progressos da qu\u00edmica org\u00e2nica      e da inorg\u00e2nica, devendo-se destacar principalmente a classifica\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica      dos elementos, de Mendeleev (1834-1907). A aplica\u00e7\u00e3o da dimetiglioxima como      reagente para a determina\u00e7\u00e3o qualitativa e quantitativa do n\u00edquel, pelo qu\u00edmico      russo L. A. Chugaev (1873-1922), significou a introdu\u00e7\u00e3o do uso intensivo      dos reagentes org\u00e2nicos nas an\u00e1lises qu\u00edmicas, desde 1905, ano em que aquele      qu\u00edmico apresentou seus estudos. Aualmente, conhece-se grande n\u00famero de reagentes      org\u00e2nicos que se combinam com os compostos inorg\u00e2nicos, formando compostos      poucos sol\u00faveis e na maior parte das vezes, coloridos, no qual o metal n\u00e3o      se encontra no estado i\u00f4nico, mas sim formando compostos de coordena\u00e7\u00e3o. Esses      compostos geralmente t\u00eam elevada massa molecular, de modo que pequena fra\u00e7\u00e3o      do \u00edon fornece quantidade relativamente grande de precipitado. O precipitante      org?\u00e2nico ideal deve ser espec\u00edfico em car\u00e1ter, isto \u00e9, s\u00f3 deve dar precipitado      com um \u00edon determinado. Isso, por\u00e9m, \u00e9 bastante dif\u00edcil, sendo mais comum      que o regente org\u00e2nico reaja com um grupo de \u00edons; por controle das condi\u00e7\u00f5es      experimentais, \u00e9 poss\u00edvel precipitar-se apenas um dos \u00edons do grupo.<\/p>\n<p>Os qu\u00edmicos analistas j\u00e1 a muito tempo ensaiavam com apenas uma gota de solu\u00e7\u00e3o.      Exemplo familiar \u00e9 o uso do papel indicador para detectar rapidamente um excesso      de \u00edons hidrog\u00eanio ou hidroxila. Esse tipo de rea\u00e7\u00e3o despertou os interesse      do qu\u00edmico Fritz Feigl (1891-1959) tamb\u00e9m desenvolveu estudos nesse campo      de atividades cient\u00edficas.<\/p>\n<p>Em conseq\u00fc\u00eancia dos estudos e pesquisas de Feigl, surgiu nova especialidade      na qu\u00edmica anal\u00edtica, a an\u00e1lise de toque (ver microan\u00e1lise), que tem aplica\u00e7\u00f5es      em min\u00e9rios e minerais, metais, ligas, produtos farmac\u00eauticos, solos, \u00e1guas,      produtos industriais etc. Os f\u00edsico-qu\u00edmicos Arrhenius (1859-1927) &#8211; com a      teoria da dissocia\u00e7\u00e3o eletrol\u00edtica -, W Ostwald (1853-1932) &#8211; com a lei da      dilui\u00e7\u00e3o &#8211; W. H. Ernst (1864-1941) &#8211; com o princ\u00edpio de produto de solubilidade      -, L. Pizarzhevsky &#8211; , reconhecendo as rea\u00e7\u00f5es de oxirredu\u00e7\u00e3o com um processo      envolvendo transferencia de el\u00e9trons &#8211; e outros deram \u00e0 qu\u00edmica anal\u00edtica      uma s\u00f3lida base cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Historicamente, o desenvolvimento dos m\u00e9todos anal\u00edticos foi acompanhado      pela introdu\u00e7\u00e3o de novos instrumentos de medida, como a balan\u00e7a para an\u00e1lises      gravim\u00e9tricas a aparelhagem de vidro para an\u00e1lises volum\u00e9tricas e gasom\u00e9tricas.<\/p>\n<p>Quase toda propriedade f\u00edsica caracter\u00edstica de um elemento ou subst\u00e2ncia      pode ser a base de um m\u00e9todo para sua an\u00e1lise. Surgiram, ent\u00e3o, com o desenvolvimento      da f\u00edsico-qu\u00edmica, novos m\u00e9todos de an\u00e1lise baseado em princ\u00edpios diversos      da qu\u00edmica anal\u00edtica cl\u00e1ssica, originado-se an\u00e1lise instrumental, pela qual      os constituintes s\u00e3o determinados pela medida de uma propriedade f\u00edsica. Dentre      os principais m\u00e9todos est\u00e3o os que usam as propriedades envolvendo intera\u00e7\u00e3o      com a energia radiante &#8211; raio X, absors\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o, fluoresc\u00eancia, resson\u00e2ncia      magn\u00e9tica nuclear -, e os que utilizam propriedades nucleares, como, por exemplo,      a radioatividade.<\/p>\n<p>Esses m\u00e9todos em muitos casos apresentam grandes vantagens em rela\u00e7\u00e3o aos      m\u00e9todos cl\u00e1ssicos da qu\u00edmica anal\u00edtica: a rapidez das an\u00e1lises, a possibilidade      do uso de m\u00e9todo n\u00e3o destrutivo e a utiliza\u00e7\u00e3o de uns poucos miligramas ou,      no caso de solu\u00e7\u00f5es, de fra\u00e7\u00f5es de mililitro, sem preju\u00edzo da exatid\u00e3o da      an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Em 1954, o qu\u00edmico su\u00ed\u00e7o Gerold Karl Schwarzenbach (1904-) publicou trabalhos      que tinham sido iniciados dez anos antes sobre a aplica\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos poliaminocarbox\u00edlicos      em qu\u00edmica anal\u00edtica quantitativa, principalmente em an\u00e1lise volum\u00e9trica,      considerando que os complexos formados com os metais s\u00e3o de alta estabilidade.      A introdu\u00e7\u00e3o desse tipo de reagente resultou numa amplia\u00e7\u00e3o extraodin\u00e1ria      dos m\u00e9todos complexom\u00e9tricos, sendo que o \u00e1cido etilenodiaminotetrac\u00e9tico      (EDTA) \u00e9 o mais importante composto desse grupo. Em uns poucos casos, o \u00e1cido      nitrilotriac\u00e9tico (NITA) \u00e9 mais adequado. O estudo desse tipo de copostos      continua em desenvolvimento, e a cada dia novas aplica\u00e7\u00f5es. Como a qu\u00edmica      anal\u00edtica se fundamenta nos princ\u00edpios e leis gerais da qu\u00edmica inorg\u00e2nica      e da f\u00edsico-qu\u00edmica, pode-se esperar que o seu progresso acompanhe o dessas      especialidades.<\/p>\n<p><strong>Qu\u00edmica Qu\u00e2ntica<\/strong><\/p>\n<p>A qu\u00edmica qu\u00e2ntica prop\u00f5e-se a utilizar as teorias da mec\u00e2nica sobre estrutura      at\u00f4mica e, a partir das propriedades dos \u00e1tomos, estudar as propriedades das      mol\u00e9culas, isto \u00e9, dos elementos e compostos qu\u00edmicos. Para isso, desenvolveu      uma teoria da liga\u00e7\u00e3o qu\u00edmicas e m\u00e9todos convenientes de c\u00e1lculo das propriedades      moleculares , dist\u00e2ncias e \u00e2ngulos de liga\u00e7\u00e3o, momentos dipolares e par\u00e2metros      de reatividade em diferentes tipos de rea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Assim como se pode dizer que a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica nasceu a 14 de dezembro      de 1900, quando o f\u00edsico alem\u00e3o Max Palnck (1858-1947) apresentou \u00e0 Sociedade      Alem\u00e3 de F\u00edsica o trabalho em que introduzia o quantum de a\u00e7\u00e3o, a constante      universal h (constante de Plank, de valor 6,55 x 10-27 ergs. s) e a equa\u00e7\u00e3o      E=hv, pode-se dizer que a qu\u00edmica qu\u00e2ntica nasceu no dia 27 de janeiro de      1926, quando a revista Annalen der Physik recebeu a primeira de quatro comunica\u00e7\u00f5es      do f\u00edsico austr\u00edaco Erwin Schr\u00f6dinger (1887- 1961) com o t\u00edtulo geral \u0093A      Quatiza\u00e7\u00e3o como um problema de valores pr\u00f3prios\u0094 da qual constava a sua      equa\u00e7\u00e3o independente do tempo.<\/p>\n<p>A quarta comunica\u00e7\u00e3o, recebida a 21 de junho de 1926, com a sua equa\u00e7\u00e3o dependente      do tempo, completava o trabalho de Schr\u00f6dinger, que iria ter a maior influ\u00eancia      na f\u00edsica te\u00f3rica e servir de base para v\u00e1rias disciplinas hoje florescentes,      aprofundando a compreens\u00e3o dos fen\u00f4menos f\u00edsicos e qu\u00edmicos e levando ao desenvolvimento      de uma nova teoria da val\u00eancia e da liga\u00e7\u00e3o qu\u00edmica.<\/p>\n<p>Para o el\u00e9tron, como para outras part\u00edculas subat\u00f4micas, ao contr\u00e1rios dos      corpos em movimentos da mec\u00e2nica cl\u00e1ssica, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber exatamente      posi\u00e7\u00e3o e momento nem calcular trajet\u00f3rias: \u00e9 o princ\u00edpio da incerteza, de      Heisenberg, formulado em 1927 pelo f\u00edsico alem\u00e3o Werner Karl Heisenberg (1904-1976).<\/p>\n<p>Fonte:  www.livescience.com\/www.exatas.com\/chemistry.about.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria da Qu\u00edmica, Import\u00e2ncia, Origem, Org\u00e2nica, Inorg\u00e2nica, Alquimia, Tradicional, Cientistas, Moderna, Qu\u00edmicos, Conceito, Hist\u00f3ria da Qu\u00edmica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-31393","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-quimica"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Hist\u00f3ria da Qu\u00edmica, Import\u00e2ncia, Origem Hist\u00f3ria da Qu\u00edmica<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Hist\u00f3ria da 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