{"id":30244,"date":"2016-05-19T13:54:36","date_gmt":"2016-05-19T13:54:36","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=30244"},"modified":"2016-05-19T14:14:59","modified_gmt":"2016-05-19T14:14:59","slug":"dioxina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/quimica\/dioxina","title":{"rendered":"Dioxina"},"content":{"rendered":"<h4>Dioxina &#8211; O que \u00e9<\/h4>\n<p><strong>Dioxina <\/strong>\u00e9 um nome gen\u00e9rico para um grande grupo de compostos      qu\u00edmicos com estrutura semelhante. <\/p>\n<p>Estes compostos s\u00e3o constitu\u00eddos por \u00e1tomos de carbono, oxig\u00e9nio, hidrog\u00e9nio      e cloro.<\/p>\n<p>O n\u00famero dos \u00e1tomos de cloro e as suas posi\u00e7\u00f5es na mol\u00e9cula de dioxina s\u00e3o      o que determina a toxicidade das dioxinas diferentes.<\/p>\n<p>A <strong>dioxina<\/strong> mais t\u00f3xica tem quatro \u00e1tomos de cloro nas posi\u00e7\u00f5es      2, 3, 7 e 8. <\/p>\n<p>Esta dioxina (2, 3, 7, 8-tetraclorodibenzeno-p-dioxina) \u00e9 muitas vezes referida      como TCDD ou &#8220;dioxina&#8221;. TCDD \u00e9 o mais estudado e mais t\u00f3xica das      dioxinas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/dioxina-024.jpg\" alt=\"Dioxina\" width=\"435\" height=\"124\" title=\"Dioxina\" \/><strong><br \/>\n     TCDD, 2, 3, 7, 8-tetraclorodibenzo-p-dioxina<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as principais fontes de dioxinas?<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto pequenas quantidades de dioxina s\u00e3o produzidos naturalmente por      inc\u00eandios florestais, as principais fontes de dioxinas no ambiente s\u00e3o feitas      pelo homem. No passado, estes inclu\u00edram fundi\u00e7\u00e3o de metal, e de branqueamento      de pasta e papel, e a utiliza\u00e7\u00e3o de certos herbicidas que foram contaminadas      com dioxina durante o seu fabrico. Gra\u00e7as a regulamentos governamentais, mudan\u00e7as      volunt\u00e1rias em pr\u00e1ticas industriais, e melhorias na fabrica\u00e7\u00e3o de produtos      qu\u00edmicos, estes j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o as principais fontes de dioxinas nos Estados Unidos.      Hoje, a queima de res\u00edduos urbanos e \/ ou hospital, queima quintal e emiss\u00f5es      de autom\u00f3veis continuar a contribuir para a liberta\u00e7\u00e3o dos baixos n\u00edveis de      toxinas no meio ambiente.<\/p>\n<p><strong>Mas, como, normalmente, aparece a dioxina? <\/strong><\/p>\n<p>Basicamente, na queima de produtos que cont\u00e9m cloro. O PVC, por exemplo,      nosso velho conhecido, \u00e9 inofensivo em si; todavia, a sua queima ir\u00e1 gerar      dioxina, al\u00e9m do que, para esse produto, haver\u00e1 a libera\u00e7\u00e3o de \u00e1cido cian\u00eddrico,      poderoso t\u00f3xico.<\/p>\n<p>Muitos pa\u00edses da Europa (Jap\u00e3o tamb\u00e9m) julgavam que a queima de seus lixos      era a solu\u00e7\u00e3o tecnicamente perfeita para se desfazerem das montanhas de lixo      dom\u00e9stico existentes e constantemente geradas. Julgava-se que dioxinas e furanos      pudessem ser destru\u00eddos a 800oC e pretendia-se, s\u00f3 na Alemanha, construir-se      200 mega incineradores para dar conta de 800 toneladas de lixo por dia, em      cada incinerador. Todavia, descobriu-se que no resfriamento dos gases de combust\u00e3o,      em determinada faixa de temperatura, l\u00e1 estavam, de novo, dioxinas e furanos.<\/p>\n<p>As <strong>dioxinas<\/strong> e furanos t\u00eam grande afinidade pelas gorduras      ou pelos alimentos que cont\u00e9m gorduras (ling\u00fci\u00e7as, queijos, leites, manteigas,      carnes&#8230;). Caindo nas pastagens, ela passa \u00e0s gorduras dos animais e da\u00ed      para o alimento que o homem ir\u00e1 ingerir.<\/p>\n<p>Devido a fortes press\u00f5es das comunidades esclarecidas, as grandes usinas      incineradoras de lixo dom\u00e9stico existentes no Primeiro Mundo tendem a ser      desativadas,.a menos de rigoroso controle do que ser\u00e1 incinerado e de car\u00edssimos      tratamentos dos gases evolu\u00eddos. S\u00f3 esperamos que elas n\u00e3o sejam vendidas      para n\u00f3s, com a mesma finalidade.<\/p>\n<p>Um outro grande gerador de<strong> dioxina<\/strong> \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o do papel      branco. O cloro \u00e9 largamente utilizado para o branqueamento da celulose, mat\u00e9ria      prima para a produ\u00e7\u00e3o do papel.<\/p>\n<h4><strong>Dioxina &#8211; <\/strong>Compostos Qu\u00edmicos<\/h4>\n<p><strong>Dioxina <\/strong>\u00e9 o nome de uma fam\u00edlia de compostos qu\u00edmicos que      s\u00e3o subprodutos n\u00e3o intencionais de certos processos industriais, n\u00e3o-naturais      e industriais, normalmente envolvendo a combust\u00e3o.<\/p>\n<p>Compostos de <strong>dioxinas<\/strong> diferentes t\u00eam diferentes toxicidades.      Por vezes o termo dioxina \u00e9 tamb\u00e9m usado para se referir a TCDD, a forma mais      bem estudado e mais t\u00f3xica de dioxina. Os muitos tipos diferentes de dioxina,      na verdade, variam grandemente em toxicidade &#8211; algumas delas 10.000 vezes      menos t\u00f3xico do que a TCDD. <\/p>\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica e cloro isolados entre si, pode acarretar      um malef\u00edcio muito menor do que algumas de suas combina\u00e7\u00f5es &#8211; dentre estas,      se destacam setenta tipos distintos, denominados de dioxinas, bastante semelhantes      em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua composi\u00e7\u00e3o (f\u00f3rmula), embora tenham um potencial de toxicidade      muito variado. <\/p>\n<p>Um desses compostos \u00e9 considerado a subst\u00e2ncia mais t\u00f3xica que existe, a      qual \u00e9 uma dioxina que pode ser produzida em determinadas etapas de industrializa\u00e7\u00e3o,      como, por exemplo, no processo de branqueamento do papel, realizado por f\u00e1bricas      de celulose ou de papel, que utilizam CLORO para tornar o seu produto mais      &#8220;est\u00e9tico&#8221; (branco). <\/p>\n<p>Essa subst\u00e2ncia, mesmo em quantidades infinitesimais pode causar s\u00e9rios estragos      &#8211; o que, \u00e0s vezes se d\u00e1 de modo impercept\u00edvel.<\/p>\n<p>Teoricamente, apenas uns trezentos gramas seriam suficientes para eliminar      toda a popula\u00e7\u00e3o de uma cidade como Nova Iorque, desde que cada habitante      ingerisse a sua parcela correspondente. Na pr\u00e1tica, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que      uma parcela relevante da popula\u00e7\u00e3o humana, tenha absorvido quantidades variadas      de dioxinas, sem perceber qualquer sinal disso. Isso porque a subst\u00e2ncia adere      ao tecido adiposo e pode se acumular a\u00ed, durante anos sem dar nenhum sinal      de sua presen\u00e7a. <\/p>\n<p>Durante um eventual per\u00edodo de convalesc\u00eancia da pessoa intoxicada, devido      a uma ocorr\u00eancia qualquer (um acidente automobil\u00edstico, por exemplo) \u00e9 poss\u00edvel      que o organismo tente se abastecer com as suas &#8220;reservas&#8221;, acumuladas      nos tecidos, e ative a dioxina a\u00ed depositada. Quem sabe quantos casos de manifesta\u00e7\u00e3o      de sintomas, de interna\u00e7\u00f5es, e at\u00e9 de \u00f3bitos, j\u00e1 ocorreram, sem que a verdadeira      causa tenha sido diagnosticada, por ser creditada aos problemas provocados,      ap\u00f3s o per\u00edodo de convalesc\u00eancia de algum acidente, por exemplo. <\/p>\n<p>Um fato curioso \u00e9 que os efeitos e sintomas de uma contamina\u00e7\u00e3o com essas      subst\u00e2ncias, s\u00e3o muito semelhantes aos da SIDA (ou AIDS &#8211; s\u00edndrome de imunodefici\u00eancia      adquirida); tamb\u00e9m os primeiros registros de casos de intoxica\u00e7\u00e3o de algumas      das piores dioxinas s\u00e3o contempor\u00e2neos dessa doen\u00e7a, creditada unicamente      \u00e0 a\u00e7\u00e3o de v\u00edrus. Contudo, poucos estudos foram conclu\u00eddos (ou tornados p\u00fablicos)      a respeito de seus efeitos no meio ambiente.<\/p>\n<p>Talvez num futuro pr\u00f3ximo, quando o meio j\u00e1 estiver irremediavelmente sobrecarregado      de dioxinas &#8211; &#8220;surjam&#8221; descobertas, e sejam tornadas p\u00fablicas determinadas      informa\u00e7\u00f5es &#8211; atualmente &#8220;inconvenientes&#8221; &#8211; sobre os diversos males      provenientes da cconcentra\u00e7\u00e3o dessas subst\u00e2ncias. <\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/dioxina-025.jpg\" alt=\"Dioxina\" width=\"397\" height=\"192\" title=\"Dioxina\" \/><br \/>\n<strong>Dioxina<\/strong><\/p>\n<h4>Dioxina Carcinog\u00eanica<\/h4>\n<p><strong>A f\u00f3rmula molecular da dioxina \u00e9: <\/strong>C4H4O2.<\/p>\n<p><strong>Por que a Coca-Cola est\u00e1 voltando com as garrafas de vidro?<\/strong><\/p>\n<p>Dioxina Carcinog\u00eanica causa especialmente c\u00e2ncer da mama. <\/p>\n<p>N\u00e3o congele a sua \u00e1gua em garrafas ou utens\u00edlios de pl\u00e1stico, pois isso provoca      a libera\u00e7\u00e3o de dioxina do pl\u00e1stico. <\/p>\n<p>Edward Fujimoto, m\u00e9dico do Castle hospital, foi entrevistado por um programa      de TV explicando este alerta de sa\u00fade. (Ele \u00e9 o gerente do Programa de Bem      Estar\/Programa de Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade do hospital) <\/p>\n<p>Ele falou sobre a <strong>Dioxina<\/strong> e seu risco de sa\u00fade para n\u00f3s.      Ele mencionou que n\u00e3o devemos esquentar alimentos em vasilhames de pl\u00e1stico      no forno de microondas. <\/p>\n<p>Isto \u00e9 aplic\u00e1vel para alimentos que cont\u00e9m gordura. Ele mencionou que a combina\u00e7\u00e3o      de gordura, alta temperatura e pl\u00e1stico, libera a dioxina no alimento e por      fim, vai parar nas c\u00e9lulas do nosso corpo. <\/p>\n<p>Dioxinas s\u00e3o carcin\u00f3genos altamente t\u00f3xicos. Ele recomenda o uso de refrat\u00e1rio      de vidro, pirex ou porcelana para aquecer alimentos. Voc\u00ea tem o mesmo resultado&#8230;      sem as dioxinas. <\/p>\n<p>Sopas Lamen que adiciona \u00e1gua quente no inv\u00f3lucro de isopor ou qualquer tipo      de comida semi-pronta\/ congelada com inv\u00f3lucro de pl\u00e1stico, pr\u00f3prio para ir      ao forno ou microondas, deveriam ser retiradas para outro tipo de vasilhame      mencionado e aquecidas. <\/p>\n<p>Inv\u00f3lucro de papel n\u00e3o \u00e9 ruim, mas n\u00e3o sabemos o que o papel pode conter,      entao, seria mais seguro utilizar refrat\u00e1rio de vidro, pirex ou porcelana.    <\/p>\n<p>Voc\u00eas devem se lembrar quando alguns restaurantes fast-food (MacDonalds)      trocaram o inv\u00f3lucro de isopor pelo de papel. O problema da dioxina seria      um dos motivos. <\/p>\n<p>Para acrescentar, filme-pl\u00e1stico (saran wrap) utilizado para proteger e cobrir      alimentos, quando aquecidos podem na verdade respingar toxina venenosa (contida      no pl\u00e1stico) no alimento a ser esquentado junto com o vapor condensado. Use      papel toalha, \u00e9 mais seguro. <\/p>\n<h4>Dioxina &#8211; O que s\u00e3o<\/h4>\n<p>As <strong>dioxinas<\/strong> e furanos s\u00e3o uma classe de compostos qu\u00edmicos      amplamente reconhecidos como algumas das subst\u00e2ncias qu\u00edmicas mais t\u00f3xicas      j\u00e1 produzidas pelo homem. Freq\u00fcentemente referidos apenas como dioxinas, as      dioxinas e furanos n\u00e3o t\u00eam utilidade pr\u00f3pria e s\u00e3o produzidos como produtos      secund\u00e1rios indesejados de processos industriais como a fabrica\u00e7\u00e3o de PVC,      a produ\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos, a incinera\u00e7\u00e3o, o branqueamento de papel e da polpa      da celulose com cloro e a fus\u00e3o e reciclagem de metais. <\/p>\n<p>Uma vez lan\u00e7adas no meio ambiente, as dioxinas podem alastrar-se por grandes      dist\u00e2ncias, carregadas por correntes a\u00e9reas e marinhas. Por possu\u00edrem essa      capacidade de dissemina\u00e7\u00e3o, as dioxinas representam um tipo de contaminante      onipresente, que pode ser encontrado nos tecidos, no sangue e no leite materno      das popula\u00e7\u00f5es de quase todos os pa\u00edses do mundo. <\/p>\n<p>Em 1997, a Ag\u00eancia Internacional para Pesquisa do C\u00e2ncer (IARC-International      Agency for Research on Cancer) classificou as dioxinas mais t\u00f3xicas como carcin\u00f3genos      humanos.<\/p>\n<p><strong>Elas est\u00e3o associadas com in\u00fameros outros impactos na sa\u00fade, como:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Altera\u00e7\u00f5es no desenvolvimento sexual<br \/>\n       Problemas reprodutivos masculinos e femininos<br \/>\n       Supress\u00e3o do sistema imune<br \/>\n       Diabetes<br \/>\n       Toxicidade org\u00e2nica<br \/>\n       Efeitos em uma grande variedade de horm\u00f4nios<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Um dos aspectos mais alarmantes da toxicidade das dioxinas \u00e9 o efeito que      podem ter no desenvolvimento do feto, aparentemente bem mais suscet\u00edvel que      os adultos.<\/p>\n<p>Os seres humanos est\u00e3o expostos \u00e0s dioxinas quase que exclusivamente atrav\u00e9s      dos alimentos que ingerem, especialmente carnes, peixes e latic\u00ednios. Os n\u00edveis      de dioxinas s\u00e3o geralmente maiores em pessoas que vivem em pa\u00edses industrializados,      como os Estados Unidos, a Europa e o Jap\u00e3o, onde sua concentra\u00e7\u00e3o j\u00e1 atingiu      o limite &#8211; ou est\u00e1 muito pr\u00f3xima dele &#8211; em que os efeitos na sa\u00fade come\u00e7am      a ser sentidos. Entretanto, estudos j\u00e1 mostraram que comunidades com uma dieta      rica em peixes ou em mam\u00edferos marinhos, como os ind\u00edgenas do \u00c1rtico, tamb\u00e9m      est\u00e3o amea\u00e7adas pelos efeitos das dioxinas.<\/p>\n<p><strong>DIOXINAS: <\/strong>ELAS EST\u00c3O POR TODA A PARTE<\/p>\n<p>Na medida em que se alastram pelo ambiente global, as dioxinas se acumulam      e pode levar d\u00e9cadas para serem degradadas. <\/p>\n<p>As dioxinas n\u00e3o se dissolvem prontamente na \u00e1gua, mas s\u00e3o facilmente sol\u00faveis      nos tecidos gordurosos animais ou humanos, sendo capazes de se fixar nestes      tecidos vivos. Desta forma, os animais com altas taxas de gordura, como os      humanos, as baleias, os ursos polares ou os golfinhos, est\u00e3o particularmente      mais suscet\u00edveis \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o das dioxinas. <\/p>\n<p>\u00c0 medida em que se espalham pela cadeia alimentar (quando um animal com dioxinas      no tecido corporal \u00e9 ingerido por outro animal) as dioxinas se biomagnificam      ou multiplicam a sua concentra\u00e7\u00e3o. Assim, os animais no topo da cadeia alimentar      (humanos, ursos polares, baleias beluga) ir\u00e3o acumular os n\u00edveis mais altos      de dioxinas.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 sua natureza insidiosa e propagadora, as dioxinas representam um      problema global que requer uma solu\u00e7\u00e3o global.<\/p>\n<p><strong>A LISTA NEGRA<\/strong><\/p>\n<p>As <strong>dioxinas<\/strong> s\u00e3o um grupo de subst\u00e2ncias dentre os doze Poluentes      Org\u00e2nicos Persistentes (POPs) altamente virulentos que a comunidade internacional,      atrav\u00e9s do Programa Ambiental das Na\u00e7\u00f5es Unidas (PNUMA), decidiu que devemos      eliminar do nosso ambiente.<\/p>\n<p>Todos os poluentes da lista, conhecida popularmente como &#8220;A Lista dos      Doze&#8221; ou &#8220;Os Doze Sujos&#8221;, s\u00e3o organoclorados, como as dioxinas.    <\/p>\n<p>Devido \u00e0 tend\u00eancia atual de transfer\u00eancia de tecnologia de pa\u00edses industrializados      a pa\u00edses rec\u00e9m-industrializados, \u00e9 fundamental que um tratado global de POPs      inclua medidas que desencorajem os pa\u00edses ricos de promover e exportar tecnologias      geradoras de dioxinas como os incineradores. Deve-se, tamb\u00e9m, incluir medidas      para encorajar os pa\u00edses ricos e os programas de aux\u00edlio financeiro a ajudar      os pa\u00edses rec\u00e9m-industrializados a desenvolver e implementar programas que      apoiem o desenvolvimento de uma tecnologia livre de dioxinas. O \u00fanico caminho      \u00e9 prevenir as subst\u00e2ncias contendo dioxinas de serem geradas e de alcan\u00e7arem      o ambiente.<\/p>\n<p>Um programa de redu\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de dioxinas poderia se tornar invi\u00e1vel      para alguns pa\u00edses, uma vez que as infra-estruturas regulat\u00f3rias e cient\u00edficas      necess\u00e1rias para monitorar e impor um programa nacional desse porte s\u00e3o caras      e complexas. Um exemplo disso \u00e9 que o n\u00famero de laborat\u00f3rios no mundo credenciados      pela OMS para a an\u00e1lise de dioxinas em tecidos humanos n\u00e3o chega a 50, e o      custo de tal an\u00e1lise varia de 1.000 a 3.000 d\u00f3lares por amostra. O custo de      montar um laborat\u00f3rio desse tipo \u00e9 estimado em 1,5 a 2 milh\u00f5es de d\u00f3lares.      At\u00e9 mesmo nos pa\u00edses mais ricos, esses custos t\u00eam sido um obst\u00e1culo para o      monitoramento adequado das emiss\u00f5es industriais e do compromisso ambiental.<\/p>\n<p><strong>As principais fontes de dioxinas que requerem uma a\u00e7\u00e3o imediata incluem:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Incinera\u00e7\u00e3o (lixo municipal, lixo perigoso e lixo m\u00e9dico)<br \/>\n       Produ\u00e7\u00e3o de polpa e papel<br \/>\n       Produ\u00e7\u00e3o, uso e disposi\u00e7\u00e3o de PVC<br \/>\n       Uso e produ\u00e7\u00e3o de compostos arom\u00e1ticos clorados<br \/>\n       Fus\u00e3o e reciclagem prim\u00e1rias e secund\u00e1rias de a\u00e7o que esteja contaminado        com compostos clorados<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>EFEITOS DA DIOXINA<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisas recentes sobre os efeitos das dioxinas na sa\u00fade mostram alguns      efeitos que j\u00e1 podem estar ocorrendo na popula\u00e7\u00e3o geral de pa\u00edses industrializados.    <\/p>\n<p><strong>Alguns deles s\u00e3o os seguintes:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Em peixes, p\u00e1ssaros, mam\u00edferos e humanos, o feto\/embri\u00e3o que est\u00e1 se desenvolvendo        \u00e9 muito sens\u00edvel aos efeitos t\u00f3xicos das dioxinas.<br \/>\n<strong>Efeitos no desenvolvimento humano percebidos ap\u00f3s exposi\u00e7\u00e3o acidental\/ocupacional        a dioxinas incluem<\/strong>: mortalidade pr\u00e9-natal, queda no crescimento,        disfun\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e efeitos nos sistemas reprodutivos feminino e masculino.<br \/>\n       Pessoas com um \u00edndice de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s dioxinas maior do que a m\u00e9dia, por        exemplo, atrav\u00e9s de uma dieta rica em peixes ou mam\u00edferos marinhos, t\u00eam        um maior risco de sofrerem efeitos das dioxinas, tais como diminui\u00e7\u00e3o da        quantidade de esperma, enfraquecimento do sistema imunol\u00f3gico e endometriose        na mulher.<br \/>\n       Experimentos com animais mostram que a exposi\u00e7\u00e3o a pequenas doses de dioxina        durante um per\u00edodo extremamente curto e cr\u00edtico na gesta\u00e7\u00e3o \u00e9 suficiente        para causar danos \u00e0 sa\u00fade do feto.<br \/>\n       Em pa\u00edses industrializados, os n\u00edveis de dioxinas no leite materno freq\u00fcentemente        fazem com que a crian\u00e7a amamentada receba quantidades de dioxinas muito        al\u00e9m da dose di\u00e1ria aceit\u00e1vel (DDA) proposta pela OMS.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>DIOXINAS NO MEIO AMBIENTE<\/strong><\/p>\n<p>Devido ao fato de as dioxinas serem extremamente est\u00e1veis quimicamente e      serem dif\u00edceis de degradar no ambiente natural, elas s\u00e3o freq\u00fcentemente encontradas      em altas concentra\u00e7\u00f5es em sedimentos, borras e poeira. Visto que a maioria      das dioxinas acumulamse nos tecidos gordurosos de animais, elas s\u00e3o particularmente      evidentes em organismos aqu\u00e1ticos, que habitam o fundo dos oceanos e que est\u00e3o      em permanente contato com sedimentos, al\u00e9m dos animais que ingerem mat\u00e9ria      particulada suspensa na \u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>Alguns casos de contamina\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Junho de 1999: <\/strong>galinhas na B\u00e9lgica foram expostas a alimentos        contaminados com dioxinas, levando a uma proibi\u00e7\u00e3o da comercializa\u00e7\u00e3o de        ovos e de produtos av\u00edcolas provenientes da B\u00e9lgica na Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, medida        esta que mais tarde foi adotada na Am\u00e9rica do Norte e na \u00c1sia. Os custos        para a B\u00e9lgica e para a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia (UE) decorrentes das restri\u00e7\u00f5es nas        importa\u00e7\u00f5es globais foram estimados em 3 bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<br \/>\n<strong>Mar\u00e7o de 1998: <\/strong>a descoberta de contamina\u00e7\u00e3o do leite por        dioxinas na Alemanha levou \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o da importa\u00e7\u00e3o de polpa c\u00edtrica brasileira        pela Uni\u00e3o Europ\u00e9ia. A Gr\u00e3-Bretanha e outros pa\u00edses da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia tinham        estoques consider\u00e1veis de farelos de polpa c\u00edtrica, usados para a alimenta\u00e7\u00e3o        do gado, que tiveram que ser destru\u00eddos. Em 1999 o Greenpeace conseguiu        mostrar que as dioxinas eram provenientes da f\u00e1brica de PVC Solvay em Santo        Andr\u00e9, Estado de S\u00e3o Paulo.<br \/>\n<strong>Setembro de 1997: <\/strong>estat\u00edsticas confidenciais que vazaram        do Minist\u00e9rio da Agricultura da Fran\u00e7a mostraram n\u00edveis alarmantes de dioxinas        nos queijos Brie e Camembert e na manteiga proveniente do norte da Fran\u00e7a.<br \/>\n<strong>Junho de 1997: <\/strong>o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pesca e Alimenta\u00e7\u00e3o        do Reino Unido acusou &#8220;concentra\u00e7\u00f5es relativamente altas&#8221; de dioxinas        e de PCBs (bifenilas policloradas) semelhantes a dioxinas em suplementos        alimentares feitos de \u00f3leo de peixe, como o \u00f3leo de f\u00edgado de bacalhau.<br \/>\n<strong>Novembro de 1996:<\/strong> Um grande inc\u00eandio na ala de produ\u00e7\u00e3o        de uma f\u00e1brica de processamento de metais, em Lingen, no noroeste da Alemanha,        levou \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o de animais e vegetais a uma dist\u00e2ncia de 2,5 quil\u00f4metros.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>PRODU\u00c7\u00c3O DE PVC<\/strong><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico cloreto de polivinila (PVC ou, simplesmente, vinil)      \u00e9 uma das maiores fontes mundiais de dioxinas. Elas s\u00e3o geradas quando durante      a produ\u00e7\u00e3o ou queima do PVC por incinera\u00e7\u00e3o ou em acidentes, como inc\u00eandios      em casas. O cloro, a parte &#8220;clor&#8221; do cloreto de polivinila, combina-se      com petroqu\u00edmicos para formar o PVC. O cloro \u00e9 um precursor da forma\u00e7\u00e3o das      dioxinas. Assim, quando o PVC \u00e9 queimado, formam-se dioxinas. O PVC \u00e9 um dos      produtos clorados mais comuns, junto com o solvente de lavagem a seco, o percloretileno.      Visto que todos os usos do cloro ou de compostos org\u00e2nicos clorados s\u00e3o suspeitos      de serem formadores de dioxinas (em um ou mais momentos de seu ciclo de vida),      a elimina\u00e7\u00e3o das dioxinas exigir\u00e1 a elimina\u00e7\u00e3o, substitui\u00e7\u00e3o e restri\u00e7\u00e3o de      produtos contendo cloro, como o PVC.<\/p>\n<p><strong>ALCAN\u00c7ANDO UM N\u00cdVEL ZERO DE DIOXINAS<\/strong><\/p>\n<p>Devido aos altos \u00edndices de dioxinas j\u00e1 presentes no ambiente global que      ir\u00e3o persistir por muitos anos, medidas extremas precisam ser tomadas para      conter a exposi\u00e7\u00e3o humana \u00e0 estas subst\u00e2ncias t\u00f3xicas. Em alguns setores,      \u00e9 necess\u00e1rio um investimento significativo. <\/p>\n<p><strong>No entanto, a maioria dos produtos e m\u00e9todos de gerenciamento de      lixo alternativos possibilitar\u00e3o benef\u00edcios econ\u00f4micos em termos de:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Aumento nos \u00edndices de emprego<br \/>\n       Aumento na efici\u00eancia<br \/>\n       Diminui\u00e7\u00e3o dos custos para a obten\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, disposi\u00e7\u00e3o        do lixo, passivos ambientais e remedia\u00e7\u00e3o<br \/>\n       Elimina\u00e7\u00e3o dos custos sociais associados aos danos \u00e0 sa\u00fade e ao ambiente        natural<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>ELIMINA\u00c7\u00c3O DAS DIOXINAS<\/strong><\/p>\n<p>O Greenpeace defende a elimina\u00e7\u00e3o gradativa das dioxinas do meio ambiente.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Elimina\u00e7\u00e3o, ao inv\u00e9s da redu\u00e7\u00e3o:<\/strong> as emiss\u00f5es de dioxinas        das ind\u00fastrias e de outras fontes devem ser eliminadas, n\u00e3o apenas reduzidas.        Devido \u00e0 natureza persistente dessas subst\u00e2ncias, e \u00e0 sua reciclagem cont\u00ednua        no meio natural, a acumula\u00e7\u00e3o atual das dioxinas globalmente levar\u00e1 anos        para diminuir<br \/>\n<strong>Preven\u00e7\u00e3o, ao inv\u00e9s do controle:<\/strong> o uso de dispositivos        de controle de polui\u00e7\u00e3o (filtros, sistemas de tratamento e m\u00e9todos de disposi\u00e7\u00e3o        do lixo como queimar ou enterrar), apenas transferem as subst\u00e2ncias de um        meio para o outro, ou atrasam a sua libera\u00e7\u00e3o. Para alcan\u00e7ar um n\u00edvel zero        de dioxinas, os processos industriais devem ser modificados para prevenir        a produ\u00e7\u00e3o e a emiss\u00e3o de dioxinas.<br \/>\n<strong>Conhecimento sobre o inimigo:<\/strong> todas as fontes industriais        de dioxinas conhecidas devem ser abordadas, e as pesquisas devem estender-se        para a tentativa de identificar fontes de dioxinas desconhecidas e suspeitas.<br \/>\n<strong>Priorizar:<\/strong> cronogramas de elimina\u00e7\u00e3o devem ser elaborados,        priorizando os setores que produzem mais dioxinas e as fontes para as quais        j\u00e1 existem alternativas para substitui\u00e7\u00e3o. N\u00e3o devem ser dadas novas autoriza\u00e7\u00f5es        para a produ\u00e7\u00e3o de dioxinas, e as j\u00e1 existentes devem incluir cronogramas        de redu\u00e7\u00e3o e elimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>DE ONDE VEM A DIOXINA? <\/strong><\/p>\n<p>As<strong> Dioxinas<\/strong> s\u00e3o primariamente um subproduto do mundo industrial      moderno. A prova disto \u00e9 o aumento significativo de dioxina no meio ambiente      desde a virada deste s\u00e9culo. <\/p>\n<p><strong>A ag\u00eancia &#8220;Environment Canada&#8221; concluiu que: <\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;O registro monitorado indica de forma clara e consistente que      embora fontes naturais possam contribuir com um aumento de PCDDs e PCDFs,      estes n\u00e3o podem ser respons\u00e1veis:<\/strong> <\/p>\n<p><strong>Pelo grande aumento das concentra\u00e7\u00f5es medidas em v\u00e1rios meios ambientais      desde o in\u00edcio desse s\u00e9culo e nem:<\/strong> Pelas concentra\u00e7\u00f5es mais elevadas      medidas nos diversos meios industrializados, em contraponto \u00e0s \u00e1reas n\u00e3o industrializadas.    <\/p>\n<p>Com base na revis\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es conclui-se que as principais fontes contempor\u00e2neas      de PCDDs e PCDFs s\u00e3o antropog\u00eanicas. Portanto, a concentra\u00e7\u00e3o destas subst\u00e2ncias      medidas no ambiente resulta predominantemente de atividades humanas&#8221;<\/p>\n<p>Uma s\u00e9rie de condi\u00e7\u00f5es pode contribuir para forma\u00e7\u00e3o de Dioxinas e da\u00ed uma      variedade de processos industriais. <\/p>\n<p><strong>As seguintes condi\u00e7\u00f5es foram identificadas como facilitadoras na      forma\u00e7\u00e3o de dioxinas\/furanos em processos t\u00e9rmicos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Presen\u00e7a de organoclorados ou outros compostos contendo Cloro; <\/p>\n<p>Temperaturas no processo entre 200 &#8211; 400\u00b0C; e <\/p>\n<p>Equipamento de controle de polui\u00e7\u00e3o operando entre 200 &#8211; 400 \u00b0C. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A condi\u00e7\u00f5es citadas s\u00e3o \u00f3timas para forma\u00e7\u00e3o de Dioxinas. Al\u00e9m dessas, temperaturas      entre 800 &#8211; 1200\u00b0C podem conduzir igualmente \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de Dioxinas. <\/p>\n<p><strong>A Ag\u00eancia de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental dos Estados Unidos (USEPA) menciona      tr\u00eas possibilidades para explicar a presen\u00e7a de Dioxinas em processos de combust\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>As Dioxinas j\u00e1 estariam presentes no material alimentado e seriam destru\u00eddas        de modo incompleto, no processo de combust\u00e3o; <br \/>\n       Compostos clorados precursores estariam presentes na fonte (i.e. subst\u00e2ncias        qu\u00edmicas que se assemelham \u00e0 Dioxina, tais como Hidrocarbonetos Arom\u00e1ticos        Clorados, por exemplo Fen\u00f3is Clorados e Cloro Benzeno) que sofrem reestrutura\u00e7\u00e3o        qu\u00edmica para formar Dioxinas; e <br \/>\n       As Dioxinas seriam formadas em processo de s\u00edntese de novo &#8211; isto \u00e9, envolvendo        combina\u00e7\u00f5es de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas totalmente n\u00e3o relacionadas entre si,        que se combinam para formar Dioxina. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>FORMA\u00c7\u00c3O DE DIOXINA E QU\u00cdMICA DO CLORO <\/strong><\/p>\n<p>O s\u00fabito aumento na emiss\u00e3o de Dioxina, durante os \u00faltimos cinq\u00fcenta anos,      parece n\u00e3o estar relacionado a &#8220;fontes naturais&#8221;. O aumento de Dioxinas,      no meio ambiente, coincide com o aumento de produ\u00e7\u00e3o industrial de subst\u00e2ncias      com base em Cloro, ou Cloreto, desde os anos quarenta (1940).<\/p>\n<p>De fato, a qu\u00edmica do Cloro n\u00e3o existia, em escala comercial, at\u00e9 in\u00edcio      do s\u00e9culo XX. Entretanto, a produ\u00e7\u00e3o do Cloro deu-se de forma limitada, at\u00e9      a Primeira Guerra Mundial, quando o Cloro e subst\u00e2ncias qu\u00edmicas relacionadas      foram usadas como armamento. Depois da Segunda Guerra Mundial, a ind\u00fastria      qu\u00edmica buscou novos mercados para produtos baseados no Cloro. A produ\u00e7\u00e3o      de Cloro expandiu-se rapidamente, dobrando a cada d\u00e9cada. Atualmente, a produ\u00e7\u00e3o      da ind\u00fastria qu\u00edmica de Cloro \u00e9 de, aproximadamente, 40 milh\u00f5es de toneladas      por ano. <\/p>\n<p>O campo da qu\u00edmica de Cloro industrial engloba uma cadeia de oportunidades      para s\u00edntese de Dioxina, na qual \u00e9 poss\u00edvel apontar a presen\u00e7a dos tr\u00eas fatores      para forma\u00e7\u00e3o de Dioxina. <\/p>\n<blockquote>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o da Dioxina come\u00e7a com a produ\u00e7\u00e3o do Cloro Gasoso, em uma planta        de Cloro &#8211; \u00c1lcali, onde uma grande quantidades de eletricidade \u00e9 utilizada        para transformar uma solu\u00e7\u00e3o de salmoura (cloreto de s\u00f3dio) em Cloro Gasoso,        Hidr\u00f3xido de S\u00f3dio, e Hidrog\u00eanio elementar. <br \/>\n       Oportunidades para s\u00edntese da Dioxina t\u00eam continuidade atrav\u00e9s do uso de        Cloro nos processos Industriais ou Municipais, onde o g\u00e1s de Cloro, por        si, cria o ambiente reativo. <br \/>\n       Forma\u00e7\u00e3o adicional de Dioxina ocorre quando organoclorados s\u00e3o usados em        ambientes reativos, reciclados por combust\u00e3o, ou eliminados por incinera\u00e7\u00e3o.        Uma vez lan\u00e7adas no ambiente natural ou humano, subst\u00e2ncias qu\u00edmicas org\u00e2nicas        cloradas est\u00e3o sujeitas a processos de transforma\u00e7\u00e3o adicionais que podem        produzir Dioxinas, incluindo fot\u00f3lise, inc\u00eandios em florestas, e inc\u00eandios        em edif\u00edcios. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Assim sendo, a Dioxina parece ser formada em algum ponto do ciclo vital de      quase todos produtos e processos Cloro-Alcalinos (ver Tabela 2).<\/p>\n<p>Em \u00faltima inst\u00e2ncia, o fator causal previs\u00edvel na forma\u00e7\u00e3o de Dioxina \u00e9 a      presen\u00e7a do Cloro, como mat\u00e9ria prima na subsequente incorpora\u00e7\u00e3o \u00e0 Dioxina.<\/p>\n<p><strong>Todas as diferentes rotas propostas para a gera\u00e7\u00e3o da Dioxina requerem:<\/strong>      uma fonte de Cloro, uma fonte de mat\u00e9ria org\u00e2nica e um ambiente t\u00e9rmico ou      quimicamente reativo em que os materiais citados possam se combinar. <\/p>\n<p>A presen\u00e7a de \u0093doadores de Cloro\u0094 \u00e9 o fator que converte o processo      industrial, sob condi\u00e7\u00f5es reativas, em fonte de Dioxina. Portanto, os materiais      clorados constituem o foco apropriado para os esfor\u00e7os preventivos. <\/p>\n<blockquote>\n<p>Evid\u00eancias esmagadoras indicam que as fontes de Dioxinas s\u00e3o provenientes        dos detritos ou dos produtos da Qu\u00edmica do Cloro industrial. <br \/>\n       A produ\u00e7\u00e3o de Cloro sint\u00e9tico \u00e9 o \u00fanico fator previs\u00edvel na gera\u00e7\u00e3o da Dioxina,        dada a ubiq\u00fcidade dos produtos org\u00e2nicos e comum ocorr\u00eancia de ambientes        reativos, como inc\u00eandios e processos industriais. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o da Dioxina parece ser t\u00e3o onipresente, uma vez que a qu\u00edmica do      Cloro e de seus produtos tornaram-se t\u00e3o difundidos. <\/p>\n<p><strong>Tabela 1: RESUMO DAS FONTES DE DIOXINA E SEUS EMISSORES DE CLORO.<\/strong><\/p>\n<table width=\"537\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<th>Processos Formadores de Dioxinas<\/th>\n<th>Emissor prim\u00e1rio de Cloro<\/th>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Incinera\u00e7\u00e3o do lixo hospitalar<\/td>\n<td>PVC<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Fus\u00e3o dos Metais ferrosos<\/td>\n<td>PVC, queima de \u00f3leos com base em Cloro,<br \/>\n             Solventes clorados<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Incinera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos perigosos<\/td>\n<td>Solventes gastos, detritos da ind\u00fastria qu\u00edmica,<br \/>\n             pesticidas<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Fundi\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria do cobre<\/td>\n<td>Cabos cobertos com PVC, PVC em telefones e<br \/>\n             equipamento eletr\u00f4nico, solventes clorados\/<br \/>\n \u00f3leos queimados<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Fundi\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria de Chumbo<\/td>\n<td>PVC<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Produ\u00e7\u00e3o qu\u00edmica<\/td>\n<td>Uso de Cloro ou organoclorados como reagente<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Moinho de tritura\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Alvejantes com base em Cloro<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Inc\u00eandios residenciais e edif\u00edcios<\/td>\n<td>PVC, Pentaclorofenol, PCBs, solventes clorados<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Inc\u00eandios em ve\u00edculos<\/td>\n<td>PVC , \u00d3leos clorados queimados<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Queima de combust\u00edvel de ve\u00edculos<\/td>\n<td>Aditivos clorados<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Incinera\u00e7\u00e3o do lixo municipal<\/td>\n<td>PVC, papel alvejado, lixo dom\u00e9stico danoso<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Inc\u00eandios em Florestas<\/td>\n<td>Pesticidas, deposi\u00e7\u00e3o de organoclorados<br \/>\n             aer\u00f3genos<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Incinera\u00e7\u00e3o de lodo de esgoto<\/td>\n<td>Subprodutos da Clora\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Queima de madeira (indl. Residl.)<\/td>\n<td>PVC, Pentaclorofenol, ou qu\u00edmicos<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p><strong>FORMA\u00c7\u00c3O DA DIOXINA NA PRODU\u00c7\u00c3O DE PVC<\/strong><\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o da Dioxina na ind\u00fastria de PVC est\u00e1 fundamentada por extensa evid\u00eancia      cient\u00edfica. A produ\u00e7\u00e3o de Dioxina foi identificada em v\u00e1rios processos da      produ\u00e7\u00e3o do PVC na f\u00e1brica da ICI em Runcorn, Gr\u00e3-Bretanha, em investiga\u00e7\u00e3o      conduzida pela Ag\u00eancia Ambiental do Reino Unido. <\/p>\n<p><strong>Os processos incluem:<\/strong><\/p>\n<table width=\"600\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<th>Processo<\/th>\n<th>Fluxo dos Detritos de Dioxina<\/th>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Eletr\u00f3lise de baterias de Merc\u00fario<\/td>\n<td>Efluentes l\u00edquidos<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Oxiclora\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Lavadores de gases<br \/>\n             Catalisadores usados<br \/>\n             EDC cru<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Purifica\u00e7\u00e3o de EDC<\/td>\n<td>Fra\u00e7\u00e3o pesada<br \/>\n             Fra\u00e7\u00e3o leve<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o entre os altos n\u00edveis de contamina\u00e7\u00e3o por Dioxina e a eletr\u00f3lise      nas c\u00e9lulas de merc\u00fario foi claramente demonstrada por pesquisa realizada      na Su\u00e9cia Dep\u00f3sitos de Grafite nas baterias de eletr\u00f3lise de merc\u00fario, achados      abandonados em um aterro, foram analisados e encontrada a concentra\u00e7\u00e3o de      650 000 pg\/g de PCDFs. Os autores tamb\u00e9m relataram a contamina\u00e7\u00e3o por Dioxina      decorrente de Cloreto de Ferro comercial, sugerindo que produ\u00e7\u00e3o de Cloreto      F\u00e9rrico tamb\u00e9m possa ser uma fonte de contamina\u00e7\u00e3o por Dioxina.<\/p>\n<p>Outros processos industriais, associados com fabrica\u00e7\u00e3o de PVC, podem gerar      Dioxinas. A incinera\u00e7\u00e3o de qualquer res\u00edduo organoclorado levar\u00e1 inevitavelmente      \u00e0 gera\u00e7\u00e3o da Dioxina, atrav\u00e9s de gases exalados, \u00e1gua para lavagem e res\u00edduos      s\u00f3lidos. <\/p>\n<p>De modo semelhante, a Ag\u00eancia Ambiental do Reino Unido cita a produ\u00e7\u00e3o de      Carbonato de C\u00e1lcio e o uso de recuperadores de merc\u00fario para remover Merc\u00fario      de filtros de carbono, como fonte potencial adicional de Dioxina na produ\u00e7\u00e3o      de PVC.<\/p>\n<p><strong>A DIOXINA E O MITO DOS TRA\u00c7OS QU\u00cdMICOS NA TEORIA DA COMBUST\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel interrogar se a Dioxina possa ser formada na queima de uma regi\u00e3o      com pouca vegeta\u00e7\u00e3o (tipo serrado\/ semi-\u00e1rida) ou em queimadas. No fim das      contas, parece, \u00e0 primeira vista, que o necess\u00e1rio para a forma\u00e7\u00e3o da Dioxina      no ambiente \u00e9 uma fonte de Cloro e Carbono e as condi\u00e7\u00f5es adequadas de temperatura.<\/p>\n<p>A &#8220;Dow Chemical Company&#8221; sustentou, em 1980, a posi\u00e7\u00e3o de que a      Dioxina ocorre naturalmente no meio ambiente e sempre esteve conosco &#8220;desde      o advento do fogo&#8221;.<\/p>\n<p>Com esta teoria, chamada de &#8220;Tra\u00e7os Qu\u00edmicos da Combust\u00e3o&#8221;, a Dow      alegou que a Dioxina \u00e9 formada em qualquer processo de combust\u00e3o, inclusive      fogos em floresta, vulc\u00f5es, e fog\u00f5es dom\u00e9sticos, devido \u00e0 presen\u00e7a de sais      naturais de cloreto, tais como o sal de cozinha e o do mar. A import\u00e2ncia      da &#8220;Dioxina natural&#8221; ainda \u00e9 reivindicada pelos representantes da      ind\u00fastria qu\u00edmica, que consideram ineficazes as pol\u00edticas que enfocam as fontes      industriais de Dioxinas.<\/p>\n<p>Entretanto, a Teoria dos Tra\u00e7os Qu\u00edmicos foi demonstrada como sendo falsa.      Uma revis\u00e3o recente estabelece que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia experimental      para apoiar a produ\u00e7\u00e3o natural abundante de PCDD\/F&#8221;. Identicamente, as      ag\u00eancias ambientais do Canad\u00e1 e dos Estados Unidos conclu\u00edram que as Dioxinas      s\u00e3o de natureza predominantemente antropog\u00eanica.<\/p>\n<p>V\u00e1rias evid\u00eancias indicam que a contamina\u00e7\u00e3o por Dioxinas \u00e9 devida \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o      e dispers\u00e3o de subst\u00e2ncias org\u00e2nicas cloradas e n\u00e3o devida \u00e0 presen\u00e7a natural      de sais de Cloro.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Se qualquer Dioxina for produzida naturalmente, as quantidades s\u00e3o desprez\u00edveis.        A USEPA demonstra que mais de 99% de toda a Dioxina nos EUA vem de fontes        industriais e que o invent\u00e1rio global indica que, no m\u00e1ximo, 3% da deposi\u00e7\u00e3o        de Dioxina \u00e9 proveniente da queima da &#8220;biomassa&#8221;, incluindo a        combust\u00e3o de madeira contaminada por pesticidas e outros materiais clorados,        e a deposi\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica destes produtos. <br \/>\n       Os n\u00edveis de Dioxina achados em tecidos preservados de seres humanos primitivos        indicam que a Dioxina n\u00e3o era um poluente significativo antes do advento        da qu\u00edmica do Cloro. Os estudos estabeleceram que os n\u00edveis de Dioxina,        nos tecidos de primitivos humanos &#8211; incluindo aqueles que cozinhavam em        ambientes fechados, n\u00e3o ultrapassa a dois por cento da quantidade total        achada num homem moderno. De acordo com a USEPA, &#8221; A teoria de que        a maior parte da carga (burden) corporal na atualidade poderia ser proveniente        das fontes naturais, tais como inc\u00eandios em florestas, deve ser descontada,        pelos testes em tecidos de homens primitivos que revelam n\u00edveis muito menores        do que os encontrados atualmente&#8221;.<br \/>\n       Estudos em sedimentos encontrados nos Grandes Lagos e em outro lugares demostram        que a Dioxina n\u00e3o existia, virtualmente, at\u00e9 o s\u00e9culo XX e que s\u00f3 depois        da Segunda Guerra Mundial os n\u00edveis come\u00e7aram a escalada em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s concentra\u00e7\u00f5es        atuais depois da Segunda Guerra Mundial. Um estudo foi conduzido em um dos        Lagos, cujas margens sofreram um grande inc\u00eandio em 1937, mas mesmo neste        caso os n\u00edveis de Dioxina n\u00e3o apresentaram resposta a este evento. A tend\u00eancia        geral da Dioxina, particularmente nos Grandes Lagos, se relaciona ao desenvolvimento        e \u00e0 expans\u00e3o da ind\u00fastria do Cloro, mas n\u00e3o possui nenhuma rela\u00e7\u00e3o com o        aumento da combust\u00e3o do carv\u00e3o.<br \/>\n       De modo similar, a an\u00e1lise do solo e folhagens na Amaz\u00f4nia resultou em n\u00edveis        extremamente baixos na selva, apesar da alta taxa de queimadas que l\u00e1 ocorrem.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As <strong>Dioxinas<\/strong> contaminam o nosso ambiente extensivamente.      Os dados dispon\u00edveis sugerem que a extens\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o est\u00e1 diretamente      relacionada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o em larga escala de Cloro, desde a Segunda Guerra Mundial.    <\/p>\n<p>H\u00e1 pouca evid\u00eancia para sugerir que as Dioxinas sejam produzidas naturalmente.      A produ\u00e7\u00e3o de PVC \u00e9 a principal utilizadora de Cloro no mundo. O Cloro \u00e9 o      v\u00ednculo comum em toda a produ\u00e7\u00e3o de Dioxina, sendo que o PVC \u00e9 implicado como      a fonte prim\u00e1ria, na maioria dos casos. Assim, produtores de PVC, como Solvay,      s\u00e3o diretamente respons\u00e1veis pela cont\u00ednua gera\u00e7\u00e3o e libera\u00e7\u00e3o de Dioxinas      para o meio ambiente.<\/p>\n<p>Fonte:  unsolvedmysteries.oregonstate.edu\/www.gpca.com.br\/br.geocities.com\/www.acpo.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dioxina, Compostos, Qu\u00edmicos, O que \u00e9, Subst\u00e2ncias, Efeitos, Fontes, F\u00f3rmula, T\u00f3xicos, Sintomas, Sa\u00fade, Processos, Dioxina<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-30244","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-quimica"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Dioxina, Compostos, 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