{"id":29846,"date":"2016-05-19T12:12:31","date_gmt":"2016-05-19T12:12:31","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=29846"},"modified":"2016-05-19T12:24:47","modified_gmt":"2016-05-19T12:24:47","slug":"literatura-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-brasileira","title":{"rendered":"Literatura Brasileira"},"content":{"rendered":"\n<p> A <strong>Literatura do Brasil <\/strong>\u00e9, em geral, escrito na l\u00edngua nacional      oficial do pa\u00eds, Portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Isto \u00e9 devido ao fato de que os portugueses tinha ocupado e colonizado o      Brasil desde o s\u00e9culo 16, infundindo a cultura nativa local com seus pr\u00f3prios      ideais europeus, costumes, cren\u00e7as e linguagem.<\/p>\n<p>Ao longo do tempo, a cultura do Brasil tornou-se conhecido pela sua natureza      diversa devido \u00e0 fus\u00e3o das culturas europeias dentro de uma sociedade semi-n\u00f4made      de outra forma primitiva. <\/p>\n<p>A <strong>literatura<\/strong> \u00e9 uma das partes de uma cultura que reflete      a sua natureza multi-dimensional. <\/p>\n<p>Escritores usam seu meio para se comunicar com os outros, a hist\u00f3ria do registro,      transmitir ideias e retratam uma identidade.<\/p>\n<p>Portanto, a <strong>literatura<\/strong> \u00e9 uma parte integrante da cultura      complexa de um pa\u00eds. <\/p>\n<p>A <strong>Literatura Brasileira<\/strong> \u00e9, em consequ\u00eancia, tamb\u00e9m multifacetado,      tornando-se um registro fascinante de pessoas, lugares e tempos.<\/p>\n<h4>Literatura Brasileira &#8211; O que \u00e9<\/h4>\n<p>A <b>literatura brasileira<\/b> propriamente dita tem in\u00edcio somente no per\u00edodo      do Romantismo. Isto porque, quando o Brasil foi descoberto, a Europa se encontrava      em pleno Renascimento, s\u00e9culos XV e XVI.<\/p>\n<p>Com a chegada dos portugueses e a coloniza\u00e7\u00e3o, a influ\u00eancia cultural que      o Brasil recebia vinha toda de Portugal, e n\u00e3o havia no pa\u00eds condi\u00e7\u00f5es para      uma produ\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma em termos de uma literatura brasileira. Os autores desta      \u00e9poca eram aventureiros, mission\u00e1rios e viajantes que, na verdade, faziam      uma \u0093literatura informativa sobre o Brasil\u0094, em que descreviam a      nova terra rec\u00e9m-descoberta , os nativos, a vegeta\u00e7\u00e3o, os animais&#8230; <\/p>\n<p><strong>Em Viagens da Literatura Brasileira, o escritor e cr\u00edtico liter\u00e1rio      Gra\u00e7a Aranha escreveu: <\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O esp\u00edrito dominante na literatura brasileira foi o do classicismo.      Toda a nossa cultura foi sempre Inspirada pela disciplina cl\u00e1ssica. Os que      escaparam a essa disciplina, foram os extravagantes, os absurdos, os b\u00e1rbaros.    <\/p>\n<p><strong>E sempre coexistiram na nossa produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria duas correntes bem      distintas<\/strong>: a dos inspirados pelo gosto e pela cultura e mesmo pela      ret\u00f3rica cl\u00e1ssica, e os indisciplinados, transbordantes e possessos. Aqueles,      escritores ou oradores casti\u00e7os, artificiais e estranhos ao movimento sentimental      do seu tempo; estes outros, informes, ca\u00f3ticos e Incultos. Pode-se dizer que      nos primeiros se via a persist\u00eancia do esp\u00edrito portugu\u00eas em contrariar a      nossa natureza, e nos segundos o esp\u00edrito de revolta da ra\u00e7a em plena forma\u00e7\u00e3o,      nessas explos\u00f5es que exprimem a alucina\u00e7\u00e3o do terror e deslumbramento e a      fascina\u00e7\u00e3o da miragem. <\/p>\n<p>H\u00e1 uma grande lentid\u00e3o da influ\u00eancia europ\u00e9ia nas manifesta\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias      portuguesas e brasileiras. 0 romantismo velo aparecer em Portugal mais de      vinte anos depois do seu apogeu em Fran\u00e7a; o realismo tamb\u00e9m levou quase o      mesmo espa\u00e7o de tempo para se tornar portugu\u00eas. &#8220;Madame Bovary&#8221;      \u00e9 de 1859, o &#8220;Crime do Padre Amaro&#8221; de 1878, e o &#8220;Mulato&#8221;      de 1880. <\/p>\n<p>Houve um momento em que a nossa literatura teve a apar\u00eancia do modelado cl\u00e1ssico.      E essa extravag\u00e2ncia ocorreu ainda na aurora da forma\u00e7\u00e3o nacional do Brasil.      Essa &#8220;performa\u00e7\u00e3o&#8221; liter\u00e1ria foi uma simples transposi\u00e7\u00e3o de Portugal      ao Brasil colonial. <\/p>\n<p>Do artificialismo apenas se salvou a inspira\u00e7\u00e3o l\u00edrica de Gonzaga e de Bas\u00edlio      da Gama. 0 nosso esp\u00edrito ainda est\u00e1 muito pr\u00f3ximo da natureza para chegar      \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o. S\u00f3 atingiremos a esta depois de termos desbravado a nossa mata.      At\u00e9 l\u00e1, a literatura deve viver da nossa pr\u00f3pria seiva tropical e o modelado      nesse instante \u00e9 um artif\u00edcio, que Importa em tradi\u00e7\u00e3o ao momento espiritual      do pa\u00eds. <\/p>\n<p>Preconisar-se o classicismo como o c\u00e2non do estilo \u00e9 um absurdo. Cada \u00e9poca      tem o seu estilo e neste se devem vasar as emo\u00e7\u00f5es humanas que se estilizam.    <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m cada p\u00e1tria tem o seu estilo. A simplicidade do car\u00e1ter portugu\u00eas      e brasileiro deve ser vertida na literatura. Evitemos o enf\u00e1tico. 0 alexandrino      \u00e9 enf\u00e1tico. <\/p>\n<p>Assim o Grego, abundante de poesia, era extremamente harmonioso e simples.      0 Romano \u00e9 seco, e essa secura o leva \u00e0 \u00eanfase porque ele quer dar pelas palavras      e pelas Imagens a express\u00e3o que n\u00e3o lhe vem naturalmente, a sensa\u00e7\u00e3o de naturalidade      que lhe falta. No Brasil, o estilo enf\u00e1tico, \u00e9 uma prova de sequid\u00e3o e de      vazio; \u00e9 ret\u00f3rica em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 poesia. Os Brasileiros n\u00e3o deviam ser enf\u00e1ticos,      porque s\u00e3o poetas e l\u00edricos.<b> (Est\u00e9tica da Vida, Viagens da Literatura Brasileira,      Gra\u00e7a Aranha). <\/b><\/p>\n<p>A <strong>hist\u00f3ria da Literatura Brasileira<\/strong> inicia-se em 1500, com      a Carta, de Pero Vaz de Caminha. E entre 1500 e 1601, quando Bento Teixeira      publica seu poemeto \u00e9pico, Prosopop\u00e9ia, transcorre a \u00e9poca de forma\u00e7\u00e3o e origens.      Ao longo dessa cent\u00faria, observa-se a perman\u00eancia de padr\u00f5es liter\u00e1rios medievais,      de mistura com os valores renascentistas que enformavam os colonizadores da      terra rec\u00e9m-descoberta. <\/p>\n<p><strong>No conjunto, a atividade liter\u00e1ria de nosso Quinhentismo serve nos      fins da Companhia de Jesus, e por isso ignora, salvo incidentalmente, prop\u00f3sitos      de arte desinteressada: <\/strong>prevalece, regra geral, a inten\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria      ou pedag\u00f3gica sobre a est\u00e9tica propriamente dita. <\/p>\n<h4><strong>Escolas Liter\u00e1rias<\/strong><\/h4>\n<p><strong>A leitura que privilegia o modo de escritura a est\u00e9tica <\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise de uma obra de arte pressup\u00f5e a leitura e a contextualiza\u00e7\u00e3o. Ou      seja, deve-se compreender uma obra sem desprezar a Hist\u00f3ria, sem desprezar      o contexto. Isso, por\u00e9m, n\u00e3o pode ser visto como camisa de for\u00e7a que impe\u00e7a      a leitura intr\u00ednseca da obra, a leitura que privilegia o modo de escritura      a est\u00e9tica.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 caracter\u00edstico da boa obra: <\/strong>se ela permitir, a despeito      do tempo, uma leitura esteticamente agrad\u00e1vel, independente do contexto, pode      ser considerada boa obra. No entanto, se a compreens\u00e3o necessitar de que o      leitor conhe\u00e7a o contexto, haver\u00e1 uma n\u00edtida perda da fun\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, po\u00e9tica      de uma obra. Em outros termos, podemos buscar o sentido exato da obra relacionando-a      ao contexto, ou podemos buscar outros sentidos, igualmente poss\u00edveis, na leitura      atualizada dessa mesma obra, favorecida pela est\u00e9tica. As chamadas escolas      liter\u00e1rias, entre outras fun\u00e7\u00f5es, ajudam o leitor a contextualizar a obra.      Por este motivo, \u00e9 importante que o estudante conhe\u00e7a os principais aspectos      de cada per\u00edodo da literatura.<\/p>\n<p><strong>Quinhentismo (s\u00e9culo XVI)<\/strong><\/p>\n<p>Representa a fase inicial da literatura brasileira, pois ocorreu no come\u00e7o      da coloniza\u00e7\u00e3o. Representante da Literatura Jesu\u00edta ou de Catequese, destaca-se      Padre Jos\u00e9 de Anchieta com seus poemas, autos, serm\u00f5es cartas e hinos. O objetivo      principal deste padre jesu\u00edta, com sua produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, era catequizar      os \u00edndios brasileiros. Nesta \u00e9poca, destaca-se ainda Pero Vaz de Caminha,      o escriv\u00e3o da frota de Pedro \u00c1lvares Cabral. Atrav\u00e9s de suas cartas e seu      di\u00e1rio, elaborou uma literatura de Informa\u00e7\u00e3o (de viagem) sobre o Brasil.      O objetivo de Caminha era informar o rei de Portugal sobre as caracter\u00edsticas      geogr\u00e1ficas, vegetais e sociais da nova terra. <\/p>\n<p><strong>Barroco ( s\u00e9culo XVII )<\/strong><\/p>\n<p>Essa \u00e9poca foi marcada pelas oposi\u00e7\u00f5es e pelos conflitos espirituais. Esse      contexto hist\u00f3rico acabou influenciando na produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, gerando o fen\u00f4meno      do barroco. As obras s\u00e3o marcadas pela ang\u00fastia e pela oposi\u00e7\u00e3o entre o mundo      material e o espiritual. Met\u00e1foras, ant\u00edteses e hip\u00e9rboles s\u00e3o as figuras      de linguagem mais usadas neste per\u00edodo. <\/p>\n<p><strong>Podemos citar como principais representantes desta \u00e9poca<\/strong>:      Bento Teixeira, autor de Prosopop\u00e9ia; Greg\u00f3rio de Matos Guerra ( Boca do Inferno      ), autor de v\u00e1rias poesias cr\u00edticas e sat\u00edricas; e padre Ant\u00f4nio Vieira, autor      de Serm\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio ou dos Peixes. <\/p>\n<p><strong>Neoclassicismo ou Arcadismo ( s\u00e9culo XVIII )<\/strong><\/p>\n<p>O s\u00e9culo XVIII \u00e9 marcado pela ascens\u00e3o da burguesia e de seus valores. Esse      fato influenciou na produ\u00e7\u00e3o da obras desta \u00e9poca. Enquanto as preocupa\u00e7\u00f5es      e conflitos do barroco s\u00e3o deixados de lado, entra em cena o objetivismo e      a raz\u00e3o. A linguagem complexa \u00e9 trocada por uma linguagem mais f\u00e1cil. Os ideais      de vida no campo s\u00e3o retomados ( fugere urbem = fuga das cidades ) e a vida      buc\u00f3lica passa a ser valorizada, assim como a idealiza\u00e7\u00e3o da natureza e da      mulher amada. <\/p>\n<p><strong>As principais obras desta \u00e9poca s\u00e3o: <\/strong>Obra Po\u00e9tica de Cl\u00e1udio      Manoel da Costa, O Uraguai de Bas\u00edlio da Gama, Cartas Chilenas e Mar\u00edlia de      Dirceu de Tom\u00e1s Antonio Gonzaga, Caramuru de Frei Jos\u00e9 de Santa Rita Dur\u00e3o.    <\/p>\n<p><strong>Romantismo ( s\u00e9culo XIX )<\/strong><\/p>\n<p>A moderniza\u00e7\u00e3o ocorrida no Brasil, com a chegada da fam\u00edlia real portuguesa      em 1808, e a Independ\u00eancia do Brasil em 1822 s\u00e3o dois fatos hist\u00f3ricos que      influenciaram na literatura do per\u00edodo. <\/p>\n<p><strong>Como caracter\u00edsticas principais do romantismo, podemos citar:<\/strong>      individualismo, nacionalismo, retomada dos fatos hist\u00f3ricos importantes, idealiza\u00e7\u00e3o      da mulher, esp\u00edrito criativo e sonhador, valoriza\u00e7\u00e3o da liberdade e o uso      de met\u00e1foras. <\/p>\n<p><strong>As principais obras rom\u00e2nticas que podemos citar:<\/strong> O Guarani      de Jos\u00e9 de Alencar, Suspiros Po\u00e9ticos e Saudades de Gon\u00e7alves de Magalh\u00e3es,      Espumas Flutuantes de Castro Alves, Primeiros Cantos de Gon\u00e7alves Dias. <\/p>\n<p><strong>Outros importantes escritores e poetas do per\u00edodo<\/strong>: Casimiro      de Abreu, \u00c1lvares de Azevedo, Junqueira Freire e Teixeira e Souza. <\/p>\n<p><strong>Realismo &#8211; Naturalismo ( segunda metade do s\u00e9culo XIX )<\/strong><\/p>\n<p>Na segunda metade do s\u00e9culo XIX, a literatura rom\u00e2ntica entrou em decl\u00ednio,      juntos com seus ideais. Os escritores e poetas realistas come\u00e7am a falar da      realidade social e dos principais problemas e conflitos do ser humano. <\/p>\n<p><strong>Como caracter\u00edsticas desta fase, podemos citar<\/strong>: objetivismo,      linguagem popular, trama psicol\u00f3gica, valoriza\u00e7\u00e3o de personagens inspirados      na realidade, uso de cenas cotidianas, cr\u00edtica social, vis\u00e3o ir\u00f4nica da realidade.    <\/p>\n<p><strong>O principal representante desta fase foi Machado de Assis com as      obras<\/strong>: Mem\u00f3rias P\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro      e O Alienista. Podemos citar ainda como escritores realistas Aluisio de Azedo      autor de O Mulato e O Corti\u00e7o e Raul Pomp\u00e9ia autor de O Ateneu. <\/p>\n<p><strong>Parnasianismo ( final do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX )<\/strong><\/p>\n<p>O parnasianismo buscou os temas cl\u00e1ssicos, valorizando o rigor formal e a      poesia descritiva. Os autores parnasianos usavam uma linguagem rebuscada,      vocabul\u00e1rio culto, temas mitol\u00f3gicos e descri\u00e7\u00f5es detalhadas. Diziam que faziam      a arte pela arte. Gra\u00e7as a esta postura foram chamados de criadores de uma      literatura alienada, pois n\u00e3o retratavam os problemas sociais que ocorriam      naquela \u00e9poca. <\/p>\n<p><strong>Os principais autores parnasianos s\u00e3o:<\/strong> Olavo Bilac, Raimundo      Correa, Alberto de Oliveira e Vicente de Carvalho. <\/p>\n<p><strong>Simbolismo ( fins do s\u00e9culo XIX )<\/strong><\/p>\n<p>Esta fase liter\u00e1ria inicia-se com a publica\u00e7\u00e3o de Missal e Broqu\u00e9is de Jo\u00e3o      da Cruz e Souza. Os poetas simbolistas usavam uma linguagem abstrata e sugestiva,      enchendo suas obras de misticismo e religiosidade. Valorizavam muito os mist\u00e9rios      da morte e dos sonhos, carregando os textos de subjetivismo. <\/p>\n<p><strong>Os principais representantes do simbolismo foram<\/strong>: Cruz e      Souza e Alphonsus de Guimaraens. <\/p>\n<p><strong>Pr\u00e9-Modernismo ( 1902 at\u00e9 1922 )<\/strong><\/p>\n<p>Este per\u00edodo \u00e9 marcado pela transi\u00e7\u00e3o, pois o modernismo s\u00f3 come\u00e7ou em 1922      com a Semana de Arte Moderna. Est\u00e1 \u00e9poca \u00e9 marcada pelo regionalismo, positivismo,      busca dos valores tradicionais, linguagem coloquial e valoriza\u00e7\u00e3o dos problemas      sociais. <\/p>\n<p><strong>Os principais autores deste per\u00edodo s\u00e3o<\/strong>: Euclides da Cunha      (autor de Os Sert\u00f5es), Monteiro Lobato, Lima Barreto, autor de Triste Fim      de Policarpo Quaresma e Augusto dos Anjos. <\/p>\n<p><strong>Modernismo ( 1922 a 1930 )<\/strong><\/p>\n<p>Este per\u00edodo come\u00e7a com a Semana de Arte Moderna de 1922. <\/p>\n<p><strong>As principais caracter\u00edsticas da literatura modernista s\u00e3o <\/strong>:      nacionalismo, temas do cotidiano (urbanos) , linguagem com humor, liberdade      no uso de palavras e textos diretos. <\/p>\n<p><strong>Principais escritores modernistas <\/strong>: Mario de Andrade, Oswald      de Andrade, Cassiano Ricardo, Alc\u00e2ntara Machado e Manuel Bandeira. <\/p>\n<p><strong>Neo-Realismo ( 1930 a 1945 )<\/strong><\/p>\n<p>Fase da literatura brasileira na qual os escritores retomam as cr\u00edticas e      as den\u00fancias aos grandes problemas sociais do Brasil. Os assuntos m\u00edsticos,      religiosos e urbanos tamb\u00e9m s\u00e3o retomados. <\/p>\n<p><strong>Destacam-se as seguintes obras:<\/strong> Vidas Secas de Graciliano      Ramos, Fogo Morto de Jos\u00e9 Lins do Rego, O Quinze de Raquel de Queir\u00f3z e O      Pa\u00eds do Carnaval de Jorge Amado. <\/p>\n<p><strong>Os principais poetas desta \u00e9poca s\u00e3o<\/strong>: Vin\u00edcius de Moraes,      Carlos Drummond de Andrade e Cecilia Meireles. <\/p>\n<h4>As Origens da Literatura Brasileira<\/h4>\n<p><strong>O estudo sobre as origens da literatura brasileira deve ser feito      levando-se em conta duas vertentes<\/strong>: a hist\u00f3rica e a est\u00e9tica. O ponto      de vista hist\u00f3rico orienta no sentido de que a literatura brasileira \u00e9 uma      express\u00e3o de cultura gerada no seio da literatura portuguesa. Como at\u00e9 bem      pouco tempo eram muito pequenas as diferen\u00e7as entre a literatura dos dois      pa\u00edses, os historiadores acabaram enaltecendo o processo da forma\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria      brasileira, a partir de uma multiplicidade de coincid\u00eancias formais e tem\u00e1ticas.<\/p>\n<p>A outra vertente (aquela que salienta a est\u00e9tica como pressuposto para a      an\u00e1lise liter\u00e1ria brasileira) ressalta as diverg\u00eancias que desde o primeiro      instante se acumularam no comportamento (como nativo e colonizado) do homem      americano, influindo na composi\u00e7\u00e3o da obra liter\u00e1ria. Em outras palavras,      considerando que a situa\u00e7\u00e3o do colono tinha de resultar numa nova concep\u00e7\u00e3o      da vida e das rela\u00e7\u00f5es humanas, com uma vis\u00e3o pr\u00f3pria da realidade, a corrente      est\u00e9tica valoriza o esfor\u00e7o pelo desenvolvimento das formas liter\u00e1rias no      Brasil, em busca de uma express\u00e3o pr\u00f3pria, tanto quanto poss\u00edvel original.<\/p>\n<p><strong>Em resumo: <\/strong>estabelecer a autonomia liter\u00e1ria \u00e9 descobrir      os momentos em que as formas e artif\u00edcios liter\u00e1rios se prestam a fixar a      nova vis\u00e3o est\u00e9tica da nova realidade. Assim, a literatura, ao inv\u00e9s de per\u00edodos      cronol\u00f3gicos, dever\u00e1 ser dividida, desde o seu nascedouro, de acordo com os      estilos correspondentes \u00e0s suas diversas fases, do Quinhentismo ao Modernismo,      at\u00e9 a fase da contemporaneidade.<\/p>\n<p><strong>Duas eras <\/strong><\/p>\n<p><strong>A literatura brasileira tem sua hist\u00f3ria dividida em duas grandes      eras, que acompanham a evolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica do pa\u00eds: <\/strong>a Era      Colonial e a Era Nacional, separadas por um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, que corresponde      \u00e0 emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Brasil. As eras apresentam subdivis\u00f5es chamadas      escolas liter\u00e1rias ou estilos de \u00e9poca.<\/p>\n<p>A Era Colonial abrange o Quinhentismo (de 1500, ano do descobrimento, a 1601),      o Seiscentismo ou Barroco (de 1601 a 1768), o Setecentismo (de 1768 a 1808)      e o per\u00edodo de Transi\u00e7\u00e3o (de 1808 a 1836). <\/p>\n<p>A Era Nacional, por sua vez, envolve o Romantismo (de 1836 a 1881), o Realismo      (de 1881 a 1893), o Simbolismo (de 1893 a 1922) e o Modernismo (de 1922 a      1945). A partir da\u00ed, o que est\u00e1 em estudo \u00e9 a contemporaneidade da literatura      brasileira.<\/p>\n<p>O<strong> Quinhentismo<\/strong><\/p>\n<p>Esta express\u00e3o \u00e9 a denomina\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de todas as manifesta\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias      ocorridas no Brasil durante o s\u00e9culo XVI, correspondendo \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o da cultura      europ\u00e9ia em terras brasileiras. N\u00e3o se pode falar em uma literatura \u0093do\u0094      Brasil, como caracter\u00edstica do pa\u00eds naquele per\u00edodo, mas sim em literatura      \u0093no\u0094 Brasil \u0096 uma literatura ligada ao Brasil, mas que denota      as ambi\u00e7\u00f5es e as inten\u00e7\u00f5es do homem europeu.<\/p>\n<p>No <strong>Quinhentismo<\/strong>, o que se demonstrava era o momento hist\u00f3rico      vivido pela Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, que abrangia uma literatura informativa e uma      literatura dos jesu\u00edtas, como principais manifesta\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias no s\u00e9culo      XVI. Quem produzia literatura naquele per\u00edodo estava com os olhos voltados      para as riquezas materiais (ouro, prata, ferro, madeira, etc.), enquanto a      literatura dos jesu\u00edtas se preocupava com o trabalho de catequese.<\/p>\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o da carta de Pero Vaz de Caminha, considerada o primeiro documento      da literatura no Brasil, as principais cr\u00f4nicas da literatura informativa      datam da segunda metade do s\u00e9culo XVI, fato compreens\u00edvel, j\u00e1 que a coloniza\u00e7\u00e3o      s\u00f3 pode ser contada a partir de 1530. A literatura jesu\u00edtica, por seu lado,      tamb\u00e9m caracteriza o final do Quinhentismo, tendo esses religiosos pisado      o solo brasileiro somente em 1549.<\/p>\n<p>A literatura informativa, tamb\u00e9m chamada de literatura dos viajantes ou dos      cronistas, reflexo das grandes navega\u00e7\u00f5es, empenha-se em fazer um levantamento      da terra nova, de sua flora, fauna, de sua gente. \u00c9, portanto, uma literatura      meramente descritiva e, como tal, sem grande valor liter\u00e1rio.<\/p>\n<p>A principal caracter\u00edstica dessa manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 a exalta\u00e7\u00e3o da terra, resultante      do assombro do europeu que vinha de um mundo temperado e se defrontava com      o exotismo e a exuber\u00e2ncia de um mundo tropical. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 linguagem,      o louvor \u00e0 terra aparece no uso exagerado de adjetivos, quase sempre empregados      no superlativo (belo \u00e9 bel\u00edssimo, lindo \u00e9 lind\u00edssimo etc.)<\/p>\n<p>O melhor exemplo da escola quinhentista brasileira \u00e9 Pero Vaz de Caminha.      Sua \u0093Carta ao Eu Rei Dom Manuel sobre o acuamento do Brasil\u0094, al\u00e9m      do inestim\u00e1vel valor hist\u00f3rico, \u00e9 um trabalho de bom n\u00edvel liter\u00e1rio. O texto      da carta mostra claramente o duplo objetivo que, segundo Caminha, impulsionava      os portugueses para as aventuras mar\u00edtimas, isto \u00e9, a conquista dos bens materiais      e a dilata\u00e7\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<p><strong>Literatura jesu\u00edta \u0096 <\/strong>Conseq\u00fc\u00eancia da contra-reforma,      a principal preocupa\u00e7\u00e3o dos jesu\u00edtas era o trabalho de catequese, objetivo      que determinou toda a sua produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, tanto na poesia quanto no teatro.      Mesmo assim, do ponto de vista est\u00e9tico, foi a melhor produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria do      Quinhentismo brasileiro. Al\u00e9m da poesia de devo\u00e7\u00e3o, os jesu\u00edtas cultivaram      o teatro de car\u00e1ter pedag\u00f3gico, baseado em trechos b\u00edblicos, e as cartas que      informavam aos superiores na Europa sobre o andamento dos trabalhos na col\u00f4nia.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode comentar, no entanto, a literatura dos jesu\u00edtas sem refer\u00eancias      ao que o padre Jos\u00e9 de Anchieta representa para o Quinhentismo brasileiro.      Chamado pelos \u00edndios de \u0093Grande Peai\u0094 (supremo paj\u00e9 branco), Anchieta      veio para o Brasil em 1553 e, no ano seguinte, fundou um col\u00e9gio no planalto      paulista, a partir do qual surgiu a cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>Ao realizar um exaustivo trabalho de catequese, Jos\u00e9 de Anchieta      deixou uma fabulosa heran\u00e7a liter\u00e1ria<\/strong>: a primeira gram\u00e1tica do tupi-guarani,      insuper\u00e1vel cartilha para o ensino da l\u00edngua dos nativos; v\u00e1rias poesias no      estilo do verso medieval; e diversos autos, segundo o modelo deixado pelo      poeta portugu\u00eas Gil Vicente, que agrega \u00e0 moral religiosa cat\u00f3lica os costumes      dos ind\u00edgenas, sempre com a preocupa\u00e7\u00e3o de caracterizar os extremos, como      o bem e o mal, o anjo e o diabo.<\/p>\n<p><strong>O Barroco<\/strong><\/p>\n<p>O <strong>Barroco no Brasil<\/strong> tem seu marco inicial em 1601, com a      publica\u00e7\u00e3o do poema \u00e9pico \u0093Prosopop\u00e9ia\u0094, de Bento Teixeira, que      introduz definitivamente o modelo da poesia camoniana em nossa literatura.      Estende-se por todo o s\u00e9culo XVII e in\u00edcio do XVIII.<\/p>\n<p>Embora o Barroco brasileiro seja datado de 1768, com a funda\u00e7\u00e3o da Arc\u00e1dia      Ultramarina e a publica\u00e7\u00e3o do livro \u0093Obras\u0094, de Cl\u00e1udio Manuel da      Costa, o movimento academicista ganha corpo a partir de 1724, com a funda\u00e7\u00e3o      da Academia Bras\u00edlica dos Esquecidos. Este fato assinala a decad\u00eancia dos      valores defendidos pelo Barroco e a ascens\u00e3o do movimento \u00e1rcade. O termo      barroco denomina genericamente todas as manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas dos anos      de 1600 e in\u00edcio dos anos de 1700. Al\u00e9m da literatura, estende-se \u00e0 m\u00fasica,      pintura, escultura e arquitetura da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Antes do texto de Bento Teixeira, os sinais mais evidentes da influ\u00eancia      da poesia barroca no Brasil surgiram a partir de 1580 e come\u00e7aram a crescer      nos anos seguintes ao dom\u00ednio espanhol na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, j\u00e1 que \u00e9 a Espanha      a respons\u00e1vel pela unifica\u00e7\u00e3o dos reinos da regi\u00e3o, o principal foco irradiador      do novo estilo po\u00e9tico.<\/p>\n<p>O quadro brasileiro se completa no s\u00e9culo XVII, com a presen\u00e7a cada vez mais      forte dos comerciantes, com as transforma\u00e7\u00f5es ocorridas no Nordeste em conseq\u00fc\u00eancia      das invas\u00f5es holandesas e, finalmente, com o apogeu e a decad\u00eancia da cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Uma das principais refer\u00eancias do barroco brasileiro \u00e9 Greg\u00f3rio de Matos      Guerra, poeta baiano que cultivou com a mesma beleza tanto o estilo contesta      quanto o concertista (o cultismo \u00e9 marcado pela linguagem rebuscada, extravagante,      enquanto o concretismo caracteriza-se pelo jogo de id\u00e9ias, de conceitos. O      primeiro valoriza o pormenor, enquanto o segundo segue um racioc\u00ednio l\u00f3gico,      racionalista).<\/p>\n<p>Na poesia l\u00edrica e religiosa, Greg\u00f3rio de Matos deixa claro certo idealismo      renascentista, colocado ao lado do conflito (como de h\u00e1bito na \u00e9poca) entre      o pecado e o perd\u00e3o, buscando a pureza da f\u00e9, mas tendo ao mesmo tempo necessidade      de viver a vida mundana. Contradi\u00e7\u00e3o que o situava com perfei\u00e7\u00e3o na escola      barroca do Brasil.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f4nio Vieira \u0096 <\/strong>Se por um lado, Greg\u00f3rio de Matos      mexeu com as estruturas morais e a toler\u00e2ncia de muita gente \u0096 como o      administrador portugu\u00eas, o pr\u00f3prio rei, o clero e os costumes da pr\u00f3pria sociedade      baiana do s\u00e9culo XVII \u0096 por outro, ningu\u00e9m angariou tantas cr\u00edticas e      inimizades quanto o \u0093impiedoso\u0094 Padre Ant\u00f4nio Vieira, detentor de      um invej\u00e1vel volume de obras liter\u00e1rias, inquietantes para os padr\u00f5es da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Politicamente, Vieira tinha contra si a pequena burguesia crist\u00e3 (por defender      o capitalismo judaico e os crist\u00e3os-novos); os pequenos comerciantes (por      defender o monop\u00f3lio comercial); e os administradores e colonos (por defender      os \u00edndios). Essas posi\u00e7\u00f5es, principalmente a defesa dos crist\u00e3os-novos, custaram      a Vieira uma condena\u00e7\u00e3o da Inquisi\u00e7\u00e3o, ficando preso de 1665 a 1667.<\/p>\n<p><strong>A obra do Padre Ant\u00f4nio Vieira pode ser dividida em tr\u00eas tipos de      trabalhos<\/strong>: Profecias, Cartas e Serm\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>As Profecias constam de tr\u00eas obras<\/strong>: \u0093Hist\u00f3ria do futuro\u0094,      \u0093Esperan\u00e7as de Portugal\u0094 e \u0093Caves Prophetarum\u0094. Nelas      se notam o sebastianismo e as esperan\u00e7as de que Portugal se tornaria o \u0093quinto      imp\u00e9rio do Mundo\u0094. Segundo ele, tal fato estaria escrito na B\u00edblia. Aqui      ele demonstra bem seu estilo aleg\u00f3rico de interpreta\u00e7\u00e3o b\u00edblica (uma caracter\u00edstica      quase que constante de religiosos brasileiros \u00edntimos da literatura barroca).      Al\u00e9m, \u00e9 claro, de revelar um nacionalismo megaloman\u00edaco e servid\u00e3o incomum.<\/p>\n<p>O grosso da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria do Padre Ant\u00f4nio Vieira est\u00e1 nas cerca de      500 cartas. Elas versam sobre o relacionamento entre Portugal e Holanda, sobre      a Inquisi\u00e7\u00e3o e os crist\u00e3os novos e sobre a situa\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia, transformando-se      em importantes documentos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>O melhor de sua obra, no entanto, est\u00e1 nos 200 serm\u00f5es. De estilo barroco      concertista, totalmente oposto ao Gongorismo, o pregador portugu\u00eas joga com      as id\u00e9ias e os conceitos, segundo os ensinamentos de ret\u00f3rica dos jesu\u00edtas.      Um dos seus principais trabalhos \u00e9 o \u0093Serm\u00e3o da Sexag\u00e9sima\u0093, pregado      na capela Real de Lisboa, em 1655. A obra tamb\u00e9m ficou conhecida como \u0093A      palavra de Deus\u0094. Pol\u00eamico, este serm\u00e3o resume a arte de pregar. Com      ele, Vieira procurou atingir seus advers\u00e1rios cat\u00f3licos, os gong\u00f3ricos dominicanos,      analisando no serm\u00e3o \u0093Por que n\u00e3o frutificava a Palavra de Deus na terra\u0094,      atribuindo-lhes culpa.<\/p>\n<p><strong>O Arcadismo<\/strong><\/p>\n<p><strong>O Arcadismo no Brasil come\u00e7a no ano de 1768, com dois fatos marcantes<\/strong>:      a funda\u00e7\u00e3o da Arc\u00e1dia Ultramarina e a publica\u00e7\u00e3o de \u0093Obras\u0094, de      Cl\u00e1udio Manuel da Costa. A escola setecentista, por sinal, desenvolve-se at\u00e9      1808, com a chegada da Fam\u00edlia Real ao Rio de Janeiro, que, com suas medidas      pol\u00edtico-administrativas, permite a introdu\u00e7\u00e3o do pensamento pr\u00e9-rom\u00e2ntico      no Brasil.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII d\u00e1-se a decad\u00eancia do pensamento barroco, para      a qual v\u00e1rios fatores colaboraram, entre eles o cansa\u00e7o do p\u00fablico com o exagero      da express\u00e3o barroca e da chamada arte cortes\u00e3, que se desenvolvera desde      a Renascen\u00e7a e atinge em meados do s\u00e9culo um est\u00e1gio estacion\u00e1rio (e at\u00e9 decadente),      perdendo terreno para o subjetivismo burgu\u00eas; o problema da ascens\u00e3o burguesa      superou o problema religioso; surgem as primeiras arcadas, que procuram a      pureza e a simplicidade das formas cl\u00e1ssicas; os burgueses, como forma de      combate ao poder mon\u00e1rquico, come\u00e7am a cultuar o \u0093bom selvagem\u0094,      em oposi\u00e7\u00e3o ao homem corrompido pela sociedade.<\/p>\n<p><strong>Gosto burgu\u00eas \u0096<\/strong> Assim, a burguesia atinge uma posi\u00e7\u00e3o      de dom\u00ednio no campo econ\u00f4mico e passa a lutar pelo poder pol\u00edtico, ent\u00e3o em      m\u00e3os da monarquia. <\/p>\n<p><strong>Isso se reflete claramente no campo social e das artes: <\/strong>a      antiga arte cerimonial das cortes cede lugar ao poder do gosto burgu\u00eas.<\/p>\n<p>Pode-se dizer que a falta de substitutos para o Padre Ant\u00f4nio Vieira e Greg\u00f3rio      de Matos, mortos nos \u00faltimos cinco anos do s\u00e9culo XVII, foi tamb\u00e9m um aspecto      motivador do surgimento do Arcadismo no Brasil. <\/p>\n<p><strong>De qualquer forma, suas caracter\u00edsticas no pa\u00eds seguem a linha europ\u00e9ia<\/strong>:      a volta aos padr\u00f5es cl\u00e1ssicos da Antig\u00fcidade e do Renascimento; a simplicidade;      a poesia buc\u00f3lica, pastoril; o fingimento po\u00e9tico e o uso de pseud\u00f4nimos.      Quanto ao aspecto formal, a escola \u00e9 marcada pelo soneto, os versos decass\u00edlabos,      a rima optativa e a tradi\u00e7\u00e3o da poesia \u00e9pica. <\/p>\n<p><strong>O Arcadismo tem como principais nomes<\/strong>: Cl\u00e1udio Manuel da      Costa, Tom\u00e1s Ant\u00f4nio Gonzaga, Jos\u00e9 de Santa Rita Dur\u00e3o e Bas\u00edlio da Gama.<\/p>\n<p><strong>O Romantismo<\/strong><\/p>\n<p>O Romantismo se inicia no Brasil em 1836, quando Gon\u00e7alves de Magalh\u00e3es publica      na Fran\u00e7a a \u0093Niter\u00f3i \u0096 Revista Brasiliense\u0094, e, no mesmo ano,      lan\u00e7a um livro de poesias rom\u00e2nticas intitulado \u0093Suspiros po\u00e9ticos e      saudades\u0094.<\/p>\n<p><strong>Em 1822, Dom Pedro I concretiza um movimento que se fazia sentir,      de forma mais imediata, desde 1808<\/strong>: a independ\u00eancia do Brasil. A      partir desse momento, o novo pa\u00eds necessita inserir-se no modelo moderno,      acompanhando as na\u00e7\u00f5es independentes da Europa e Am\u00e9rica. A imagem do portugu\u00eas      conquistador deveria ser varrida. H\u00e1 a necessidade de auto-afirma\u00e7\u00e3o da p\u00e1tria      que se formava. O ciclo da minera\u00e7\u00e3o havia dado condi\u00e7\u00f5es para que as fam\u00edlias      mais abastadas mandassem seus filhos \u00e0 Europa, em particular Fran\u00e7a e Inglaterra,      onde buscam solu\u00e7\u00f5es para os problemas brasileiros. O Brasil de ent\u00e3o nem      chegava perto da forma\u00e7\u00e3o social dos pa\u00edses industrializados da Europa (burguesia\/proletariado).      A estrutura social do passado pr\u00f3ximo (aristocracia\/escravo) ainda prevalecia.    <\/p>\n<p>Nesse Brasil, segundo o historiador Jos\u00e9 de Nicola, \u0093o ser burgu\u00eas ainda      n\u00e3o era uma posi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social, mas mero estado de esp\u00edrito, norma      de comportamento\u0094.<\/p>\n<p><strong>Marco final \u0096<\/strong> Nesse per\u00edodo, Gon\u00e7alves de Magalh\u00e3es      viajava pela Europa. Em 1836, ele funda a revista Niter\u00f3i, da qual circularam      apenas dois n\u00fameros, em Paris. Nela, ele publica o \u0093Ensaio sobre a hist\u00f3ria      da literatura brasileira\u0094, considerado o nosso primeiro manifesto rom\u00e2ntico.      Essa escola liter\u00e1ria s\u00f3 teve seu marco final no ano de 1881, quando foram      lan\u00e7ados os primeiros romances de tend\u00eancia naturalista e realista, como \u0093O      mulato\u0094, de Alu\u00edzio Azevedo, e \u0093Mem\u00f3rias p\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas\u0094,      de Machado de Assis. Manifesta\u00e7\u00f5es do movimento realista, ali\u00e1s, j\u00e1 vinham      ocorrendo bem antes do in\u00edcio da decad\u00eancia do Romantismo, como, por exemplo,      o liderado por Tobias Barreto desde 1870, na Escola de Recife.<\/p>\n<p>O <strong>Romantismo<\/strong>, como se sabe, define-se como modismo nas letras      universais a partir dos \u00faltimos 25 anos do s\u00e9culo XVIII. A segunda metade      daquele s\u00e9culo, com a industrializa\u00e7\u00e3o modificando as antigas rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas,      leva a Europa a uma nova composi\u00e7\u00e3o do quadro pol\u00edtico e social, que tanto      influenciaria os tempos modernos. Da\u00ed a import\u00e2ncia que os modernistas deram      \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, t\u00e3o exaltada por Gon\u00e7alves de Magalh\u00e3es.<strong> Em      seu \u0093Discurso sobre a hist\u00f3ria da literatura do Brasil\u0094, ele diz<\/strong>:      \u0093\u0085Eis aqui como o Brasil deixou de ser col\u00f4nia e foi depois elevado      \u00e0 categoria de Reino Unido. Sem a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, que tanto esclareceu      os povos, esse passo t\u00e3o cedo se n\u00e3o daria\u0085\u0094.<\/p>\n<p><strong>A classe social delineia-se em duas classes distintas e antag\u00f4nicas,      embora atochassem paralelas durante a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa<\/strong>: a classe      dominante, agora representada pela burguesia capitalista industrial, e a classe      dominada, representada pelo proletariado. O Romantismo foi uma escola burguesa      de car\u00e1ter ideol\u00f3gico, a favor da classe dominante. Da\u00ed porque o nacionalismo,      o sentimentalismo, o subjetivismo e o irracionalismo \u0096 caracter\u00edsticas      marcantes do Romantismo inicial \u0096 n\u00e3o podem ser analisados isoladamente,      sem se fazer men\u00e7\u00e3o \u00e0 sua carga ideol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>Novas influ\u00eancias \u0096<\/strong> No Brasil, o momento hist\u00f3rico      em que ocorre o Romantismo tem que ser visto a partir das \u00faltimas produ\u00e7\u00f5es      \u00e1rcades, caracterizadas pela s\u00e1tira pol\u00edtica de Gonzaga e Silva Alvarenga.      Com a chegada da Corte, o Rio de Janeiro passa por um processo de urbaniza\u00e7\u00e3o,      tornando-se um campo prop\u00edcio \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o das novas influ\u00eancias europ\u00e9ias.      A col\u00f4nia caminhava no rumo da independ\u00eancia.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 1822, cresce no Brasil independente o sentimento de nacionalismo, busca-se      o passado hist\u00f3rico, exalta-se a natureza p\u00e1tria. Na realidade, caracter\u00edsticas      j\u00e1 cultivadas na Europa, e que se encaixaram perfeitamente \u00e0 necessidade brasileira      de ofuscar profundas crises sociais, financeiras e econ\u00f4micas.<\/p>\n<p><strong>De 1823 a 1831, o Brasil viveu um per\u00edodo conturbado, como reflexo      do autoritarismo de D. Pedro I<\/strong>: a dissolu\u00e7\u00e3o da Assembl\u00e9ia Constituinte;      a Constitui\u00e7\u00e3o outorgada; a Confedera\u00e7\u00e3o do Equador; a luta pelo trono portugu\u00eas      contra seu irm\u00e3o D. Miguel; a acusa\u00e7\u00e3o de ter mandado assassinar L\u00edbero Badar\u00f3      e, finalmente, a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura. Segue-se o per\u00edodo regencial e a      maioridade prematura de Pedro II. \u00c9 neste ambiente confuso e inseguro que      surge o <strong>Romantismo brasileiro<\/strong>, carregado de lusofobia e,      principalmente, de nacionalismo.<\/p>\n<p>No final do Romantismo brasileiro, a partir de 1860, as transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas,      pol\u00edticas e sociais levam a uma literatura mais pr\u00f3xima da realidade; a poesia      reflete as grandes agita\u00e7\u00f5es, como a luta abolicionista, a Guerra do Paraguai,      o ideal de Rep\u00fablica. \u00c9 a decad\u00eancia do regime mon\u00e1rquico e o aparecimento      da poesia social de Castro Alves. No fundo, uma transi\u00e7\u00e3o para o Realismo.<\/p>\n<p><strong>O Romantismo apresenta uma caracter\u00edstica inusitada<\/strong>: revela      nitidamente uma evolu\u00e7\u00e3o no comportamento dos autores rom\u00e2nticos. A compara\u00e7\u00e3o      entre os primeiros e os \u00faltimos representantes dessa escola mostra tra\u00e7os      peculiares a cada fase, mas discrepantes entre si. No caso brasileiro, por      exemplo, h\u00e1 uma dist\u00e2ncia consider\u00e1vel entre a poesia de Gon\u00e7alves Dias e      a de Castro Alves. Da\u00ed a necessidade de se dividir o Romantismo em fases ou      gera\u00e7\u00f5es. <strong>No romantismo brasileiro podemos reconhecer tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es<\/strong>:      gera\u00e7\u00e3o nacionalista ou indianista; gera\u00e7\u00e3o do \u0093mal do s\u00e9culo\u0094 e      a \u0093gera\u00e7\u00e3o condoreira\u0094.<\/p>\n<p>A primeira (nacionalista ou indianista) \u00e9 marcada pela exalta\u00e7\u00e3o da natureza,      volta ao passado hist\u00f3rico, medievalismo, cria\u00e7\u00e3o do her\u00f3i nacional na figura      do \u00edndio, de onde surgiu a denomina\u00e7\u00e3o \u0093gera\u00e7\u00e3o indianista\u0094. O sentimentalismo      e a religiosidade s\u00e3o outras caracter\u00edsticas presentes. Entre os principais      autores, destacam-se Gon\u00e7alves de Magalh\u00e3es, Gon\u00e7alves Dias e Ara\u00fajo Porto.<\/p>\n<p><strong>Egocentrismo \u0096 <\/strong>A segunda (do \u0093mal do s\u00e9culo\u0094,      tamb\u00e9m chamada de gera\u00e7\u00e3o byroniana, de Lorde Byron) \u00e9 impregnada de egocentrismo,      negativismo bo\u00eamio, pessimismo, d\u00favida, desilus\u00e3o adolescente e t\u00e9dio constante.      Seu tema preferido \u00e9 a fuga da realidade, que se manifesta na idealiza\u00e7\u00e3o      da inf\u00e2ncia, nas virgens sonhadas e na exalta\u00e7\u00e3o da morte. Os principais poetas      dessa gera\u00e7\u00e3o foram \u00c1lvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Junqueira Freire      e Fagundes Varela.<\/p>\n<p>A gera\u00e7\u00e3o condoreira, caracterizada pela poesia social e libert\u00e1ria, reflete      as lutas internas da segunda metade do reinado de D. Pedro II. Essa gera\u00e7\u00e3o      sofreu intensamente a influ\u00eancia de Victor Hugo e de sua poesia pol\u00edtico-social,      da\u00ed ser conhecida como gera\u00e7\u00e3o iguana. <\/p>\n<p><strong>O termo condoreirismo \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia do s\u00edmbolo de liberdade adotado      pelos jovens rom\u00e2nticos<\/strong>: o condor, \u00e1guia que habita o alto da cordilheira      dos Andes. Seu principal representante foi Castro Alves, seguido por Tobias      Barreto e Sous\u00e2ndrade.<\/p>\n<p><strong>Duas outras varia\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias do Romantismo merecem destaque<\/strong>:      a prosa e o teatro rom\u00e2ntico.<strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 de Nicola demonstrou quais as explica\u00e7\u00f5es para o aparecimento      e desenvolvimento do romance no Brasil<\/strong>: \u0093A importa\u00e7\u00e3o ou simples      tradu\u00e7\u00e3o de romances europeus; a urbaniza\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro, transformado,      ent\u00e3o, em Corte, criando uma sociedade consumidora representada pela aristocracia      rural, profissionais liberais, jovens estudantes, todos em busca de entretenimento;      o esp\u00edrito nacionalista em conseq\u00fc\u00eancia da independ\u00eancia pol\u00edtica a exigir      uma \u0093cor local\u0094 para os enredos; o jornalismo vivendo o seu primeiro      grande impulso e a divulga\u00e7\u00e3o em massa de folhetins; o avan\u00e7o do teatro nacional\u0094.<\/p>\n<p>Os romances respondiam \u00e0s exig\u00eancias daquele p\u00fablico leitor; giravam em Torino      da descri\u00e7\u00e3o dos costumes urbanos, ou de amenidades das zonas rurais, ou de      imponentes selvagens, apresentando personagens idealizados pela imagina\u00e7\u00e3o      e ideologia rom\u00e2nticas com os quais o leitor se identificava, vivendo uma      realidade que lhe convenha. Algumas poucas obras, por\u00e9m, fugiram desse esquema,      como \u0093Mem\u00f3rias de um Sargento de Mil\u00edcias\u0094, de Manuel Ant\u00f4nio de      Almeida, e at\u00e9 \u0093Inoc\u00eancia\u0094, do Visconde de Taunay.<\/p>\n<p>Ao se considerar a mera cronologia, o primeiro romance brasileiro foi \u0093O      filho do pescador\u0094, publicado em 1843, de autoria de Teixeira de Souza      (1812-1881). <\/p>\n<p>Mas se tratava de um romance sentimental\u00f3ide, de trama confusa e que n\u00e3o      serve para definir as linhas que o romance rom\u00e2ntico seguiria na literatura      brasileira.<\/p>\n<p>Por esta raz\u00e3o, sobretudo pela aceita\u00e7\u00e3o obtida junto ao p\u00fablico leitor,      justamente por ter moldado o gosto deste p\u00fablico ou correspondido \u00e0s suas      expectativas, convencionou-se adotar o romance \u0093A Moreninha\u0094, de      Joaquim Manuel de Macedo, publicado em 1844, como o primeiro romance brasileiro.<\/p>\n<p>Dentro das caracter\u00edsticas b\u00e1sicas da prosa rom\u00e2ntica, destacam-se, al\u00e9m      de Joaquim Manuel de Macedo, Manuel Ant\u00f4nio de Almeida e Jos\u00e9 de Alencar.    <\/p>\n<p>Almeida, por sinal, com as \u0093Mem\u00f3rias de um Sargento de Mil\u00edcias\u0094      realizou uma obra totalmente inovadora para sua \u00e9poca, exatamente quando Macedo      dominava o ambiente liter\u00e1rio. As perip\u00e9cias de um sargento descritas por      ele podem ser consideradas como o verdadeiro romance de costumes do Romantismo      brasileiro, pois abandona a vis\u00e3o da burguesia urbana, para retratar o povo      com toda a sua simplicidade.<\/p>\n<p><strong>\u0093Casamento\u0094 \u0096 <\/strong>Jos\u00e9 de Alencar, por sua vez,      aparece na literatura brasileira como o consolidado do romance, um ficcionista      que cai no gosto popular. Sua obra \u00e9 um retrato fiel de suas posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas      e sociais. <\/p>\n<p><strong>Ele defendia o \u0093casamento\u0094 entre o nativo e o europeu colonizador,      numa troca de favores<\/strong>: uns ofereciam a natureza virgem, um solo espl\u00eandido;      outros a cultura. Da soma desses fatores resultaria um Brasil independente.      \u0093O guarani\u0094 \u00e9 o melhor exemplo, ao se observar a rela\u00e7\u00e3o do principal      personagem da obra, o \u00edndio Fere, com a fam\u00edlia de D. Ant\u00f4nio de Maces.<\/p>\n<p>Este jogo de interesses entre o \u00edndio e o europeu, proposto por Alencar,      aparece tamb\u00e9m em \u0093Iracema\u0094 (um anagrama da palavra Am\u00e9rica), na      rela\u00e7\u00e3o da \u00edndia com o portugu\u00eas Martim. Moacir, filho de Iracema e Martim,      \u00e9 o primeiro brasileiro fruto desse casamento.<\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 de Alencar diversificou tanto sua obra que tornou poss\u00edvel uma      classifica\u00e7\u00e3o por modalidades<\/strong>: romances urbanos ou de costumes (retratando      a sociedade carioca de sua \u00e9poca \u0096 o Rio do II Reinado); romances hist\u00f3ricos      (dois, na verdade, volta-los para o per\u00edodo colonial brasileiro \u0096 \u0093As      minas de prata\u0094 e \u0093A guerra dos mascastes\u0094); romances regionais      (\u0093O sertanejo\u0094 e \u0093O ga\u00facho\u0094 s\u00e3o as duas obras regionais      de Alencar); romances rurais ( como \u0093Til\u0094 e \u0093O tronco do ip\u00ea\u0094;      e romances indianistas, que trouxeram maior popularidade para o escritor,      como \u0093O Guarani\u0094, \u0093Iracema\u0094 e \u0093Ubirajara\u0094.<\/p>\n<p><strong>Realismo e Naturalismo<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u0093O Realismo \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o contra o Romantismo:<\/strong> o Romantismo      era a apoteose do sentimento \u0096 o Realismo \u00e9 a anatomia do car\u00e1ter. \u00c9      a cr\u00edtica do homem. <\/p>\n<p>\u00c9 a arte que nos pinta a nossos pr\u00f3prios olhos \u0096 para condenar o que      houve de mau na nossa sociedade.\u0094 Ao cunhar este conceito, E\u00e7a de Queiroz      sintetizou a vis\u00e3o de vida que os autores da escola realista tinham do homem      durante e logo ap\u00f3s o decl\u00ednio do Romantismo.<\/p>\n<p><strong>Este estilo de \u00e9poca teve uma pr\u00e9via: <\/strong>os rom\u00e2nticos Castro      Alves, Sous\u00e2ndrade e Tobias Barreto, embora fizessem uma poesia rom\u00e2ntica      na forma e na express\u00e3o, utilizavam temas voltados para a realidade pol\u00edtico-social      da \u00e9poca (final da d\u00e9cada de 1860). Da mesma forma, algumas produ\u00e7\u00f5es do romance      rom\u00e2ntico j\u00e1 apontavam para um novo estilo na literatura brasileira, como      algumas obras de Manuel Ant\u00f4nio de Almeida, Franklin T\u00e1vora e Visconde de      Taunay. <\/p>\n<p>Come\u00e7ava-se o abandono do Romantismo enquanto surgiam os primeiros sinais      do Realismo.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 70 surge a chamada Escola de Recife, com Tobias Barreto, Silvio      Romero e outros, aproximando-se das id\u00e9ias europ\u00e9ias ligadas ao positivismo,      ao evolucionismo e, principalmente, \u00e0 filosofia. S\u00e3o os ideais do Realismo      que encontravam resson\u00e2ncia no conturbado momento hist\u00f3rico vivido pelo Brasil,      sob o signo do abolicionismo, do ideal republicano e da crise da Monarquia.<\/p>\n<p>No Brasil, considera-se 1881 como o ano inaugural do Realismo. <\/p>\n<p><strong>De fato, esse foi um ano f\u00e9rtil para a literatura brasileira, com      a publica\u00e7\u00e3o de dois romances fundamentais, que modificaram o curso de nossas      letras<\/strong>: Alu\u00edzio Azevedo publica \u0093O mulato\u0094, considerado      o primeiro romance naturalista do Brasil; Machado de Assis publica \u0093Mem\u00f3rias      P\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas\u0094, o primeiro romance realista de nossa literatura.<\/p>\n<p>Na divis\u00e3o tradicional da hist\u00f3ria da literatura brasileira, o ano considerado      data final do Realismo \u00e9 1893, com a publica\u00e7\u00e3o de \u0093Missal\u0094 e \u0093Broqueis\u0094,      ambos de Cruz e Sousa, obras inaugurais do Simbolismo, mas n\u00e3o o t\u00e9rmino do      Realismo e suas manifesta\u00e7\u00f5es na prosa \u0096 com os romances realistas e      naturalistas \u0096 e na poesia, com o Parnasianismo.<\/p>\n<p><strong>\u0093Pr\u00edncipe dos poetas\u0094 \u0096 <\/strong>Da mesma forma, o      in\u00edcio do Simbolismo, em 1893, n\u00e3o representou o fim do Realismo, porque obras      realistas foram publicadas posteriormente a essa data, como \u0093Dom Casmurro\u0094,      de Machado de Assis, em 1900, e \u0093Esa\u00fa e Jac\u00f3\u0094, do mesmo autor, em      1904. Olavo Bilac, chamado \u0093pr\u00edncipe dos poetas\u0094, obteve esta distin\u00e7\u00e3o      em 1907. <\/p>\n<p><strong>A Academia Brasileira de Letras, templo do Realismo, tamb\u00e9m foi inaugurada      posteriormente \u00e0 data-marco do fim do Realismo<\/strong>: 1897.<strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Na realidade, nos \u00faltimos vinte anos do s\u00e9culo XIX e nos primeiros      do s\u00e9culo XX, tr\u00eas est\u00e9ticas se desenvolvem paralelamente<\/strong>: o Realismo      e suas manifesta\u00e7\u00f5es, o Simbolismo e o Pr\u00e9-Modernismo, que s\u00f3 conhecem o golpe      fatal em 1922, com a Semana de Arte Moderna.<\/p>\n<p>O Realismo reflete as profundas transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, pol\u00edticas, sociais      e culturais da segunda metade do s\u00e9culo XIX. A Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, iniciada      no s\u00e9culo XVIII, entra numa nova fase, caracterizada pela utiliza\u00e7\u00e3o do a\u00e7o,      do petr\u00f3leo e da eletricidade; ao mesmo tempo, o avan\u00e7o cient\u00edfico leva a      novas descobertas nos campos da f\u00edsica e da qu\u00edmica. O capitalismo se estrutura      em moldes modernos, com o surgimento de grandes complexos industriais, aumentando      a massa oper\u00e1ria urbana, e formando uma popula\u00e7\u00e3o marginalizada, que n\u00e3o partilha      dos benef\u00edcios do progresso industrial, mas, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 explorada e      sujeita a condi\u00e7\u00f5es subumanas de trabalho.<\/p>\n<p>O Brasil tamb\u00e9m passa por mudan\u00e7as radicais tanto no campo econ\u00f4mico quanto      no pol\u00edtico-social, no per\u00edodo compreendido entre 1850 e 1900, embora com      profundas diferen\u00e7as materiais, se comparadas \u00e0s da Europa. A campanha abolicionista      intensifica-se a partir de 1850; a Guerra do Paraguai (1864\/1870) tem como      conseq\u00fc\u00eancia o pensamento republicano (o Partido Republicano foi fundado no      ano em que essa guerra terminou); a Monarquia vive uma vertiginosa decad\u00eancia.    <\/p>\n<p><strong>A Lei \u00c1urea, de 1888, n\u00e3o resolveu o problema dos negros, mas criou      uma nova realidade<\/strong>: o fim da m\u00e3o-de-obra escrava e sua substitui\u00e7\u00e3o      pela m\u00e3o-de-obra assalariada, ent\u00e3o representada pelas levas de imigrantes      europeus que vinham trabalhar na lavoura cafeeira, o que originou uma nova      economia voltada para o mercado externo, mas agora sem a estrutura colonialista.<\/p>\n<p>Raul Pomp\u00e9ia, Machado de Assis e Alu\u00edzio Azevedo transformaram-se nos principais      representantes da escola realista no Brasil. Ideologicamente, os autores desce      per\u00edodo s\u00e3o antimon\u00e1rquicos, assumindo uma defesa clara do ideal republicano,      como nos romances \u0093O mulato\u0094, \u0093O corti\u00e7o\u0094 e \u0093O Ateneu\u0093.      Eles negam a burguesia a partir da fam\u00edlia. <\/p>\n<p><strong>A express\u00e3o Realismo \u00e9 uma denomina\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica da escola liter\u00e1ria,      que abriga tr\u00eas tend\u00eancias distintas<\/strong>: \u0093romance realista\u0094,      \u0093romance naturalista\u0094 e \u0093poesia parnasiana\u0094.<\/p>\n<p>O romance realista foi exaustivamente cultivado no Brasil por Machado de      Asses. Trata-se de uma narrativa mais preocupada com a an\u00e1lise psicol\u00f3gica,      fazendo a cr\u00edtica \u00e0 sociedade a partir do comportamento de determinados personagens.      Para se ter uma id\u00e9ia, os cinco romances da fase realista de Machado de Assis      apresentam nomes pr\u00f3prios em seus t\u00edtulos (\u0093Br\u00e1s Cubas\u0094; \u0093Quincas      Borba\u0094; \u0093Dom Casmurro\u0094, \u0093Esa\u00fa e Jac\u00f3\u0094; e \u0093Aires\u0094).      Isto revela uma clara preocupa\u00e7\u00e3o com o indiv\u00edduo. O romance realista analisa      a sociedade por cima.<\/p>\n<p><strong>Em outras palavras:<\/strong> seus personagens s\u00e3o capitalistas, pertencem      \u00e0 classe dominante. O romance realista \u00e9 documental, retrato de uma \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>Naturalismo<\/strong><\/p>\n<p>O romance naturalista, por sua vez, foi cultivado no Brasil por Alu\u00edsio Azevedo      e J\u00falio Ribeiro. Aqui, Raul Pomp\u00e9ia tamb\u00e9m pode ser inclu\u00eddo, mas seu caso      \u00e9 muito particular, pois seu romance \u0093O Ateneu\u0094 ora apresenta caracter\u00edsticas      naturalistas, ora realistas, ora impressionistas. A narrativa naturalista      \u00e9 marcada pela forte an\u00e1lise social, a partir de grupos humanos marginalizados,      valorizando o coletivo.<\/p>\n<p><strong>Os t\u00edtulos das obras naturalistas apresentam quase sempre a mesma      preocupa\u00e7\u00e3o<\/strong>: \u0093O mulato\u0094, \u0093O corti\u00e7o\u0094, \u0093Casa      de pens\u00e3o\u0094, \u0093O Ateneu\u0094.<\/p>\n<p>O <strong>Naturalismo<\/strong> apresenta romances experimentais. A influ\u00eancia      de Charles Darwin se faz sentir na m\u00e1xima segundo a qual o homem \u00e9 um animal;      portanto antes de usar a raz\u00e3o deixa-se levar pelos instintos naturais, n\u00e3o      podendo ser reprimido em suas manifesta\u00e7\u00f5es instintivas, como o sexo, pela      moral da classe dominante. A constante repress\u00e3o leva \u00e0s taras patol\u00f3gicas,      t\u00e3o ao gosto do Naturalismo. Em conseq\u00fc\u00eancia, esses romances s\u00e3o mais ousados      e erroneamente tachados por alguns de pornogr\u00e1ficos, apresentando descri\u00e7\u00f5es      minuciosas de atos sexuais, tocando, inclusive, em temas ent\u00e3o proibidos como      o homossexualismo \u0096 tanto o masculino (\u0093O Ateneu\u0094), quanto      o feminino (\u0093O corti\u00e7o\u0094).<\/p>\n<p><strong>O Parnasianismo<\/strong><\/p>\n<p>A poesia parnasiana preocupa-se com a forma e a objetividade, com seus sonetos      alexandrinos perfeitos. Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira      formam a trindade parnasiana O Parnasianismo \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o po\u00e9tica do Realismo,      dizem alguns estudiosos da literatura brasileira, embora ideologicamente n\u00e3o      mantenha todos os pontos de contato com os romancistas realistas e naturalistas.      Seus poetas estavam \u00e0 margem das grandes transforma\u00e7\u00f5es do final do s\u00e9culo      XIX e in\u00edcio do circulo XX.<\/p>\n<p><strong>Culto \u00e0 forma \u0096<\/strong> A nova est\u00e9tica se manifesta a partir      do final da d\u00e9cada de 1870, prolongando-se at\u00e9 a Semana de Arte Moderna. Em      alguns casos chegou a ultrapassar o ano de 1922 (n\u00e3o considerando, \u00e9 claro,      o neoparnasianismo). <\/p>\n<p><strong>Objetividade tem\u00e1tica e culto da forma<\/strong>: eis a receita. A      forma fixa representada pelos sonetos; a m\u00e9trica dos versos alexandrinos perfeitos;      a rima rica, rara e perfeita. Isto tudo como nega\u00e7\u00e3o da poesia rom\u00e2ntica dos      versos livres e brancos. <\/p>\n<p>Em suma, \u00e9 o endeusamento da forma.<\/p>\n<p><strong>O Simbolismo<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 comum, entre cr\u00edticos e historiadores, afirmar-se que o Brasil n\u00e3o teve      momento t\u00edpico para o Simbolismo, sendo essa escola liter\u00e1ria a mais europ\u00e9ia,      dentre as que contaram com seguidores nacionais, no confronto com as demais.      Por isso, foi chamada de \u0093produto de importa\u00e7\u00e3o\u0094. <\/p>\n<p><strong>O Simbolismo no Brasil come\u00e7a em 1893 com a publica\u00e7\u00e3o de dois livros<\/strong>:      \u0093Missal\u0094 (prosa) e \u0093Broqueis\u0094 (poesia), ambos do poeta      catarinense Cruz e Sousa, e estende-se at\u00e9 1922, quando se realizou a Semana      de Arte Moderna.<\/p>\n<p><strong>O in\u00edcio do Simbolismo n\u00e3o pode ser entendido como o fim da escola      anterior, o Realismo, pois no final do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX tem-se      tr\u00eas tend\u00eancias que caminham paralelas<\/strong>: Realismo, Simbolismo e pr\u00e9-Modernismo,      com o aparecimento de alguns autores preocupados em denunciar a realidade      brasileira, entre eles Euclides da Cunha, Lima Barreto e Monteiro Lobato.      Foi a Semana de Arte Moderna que p\u00f4s fim a todas as est\u00e9ticas anteriores e      tra\u00e7ou, de forma definitiva, novos rumos para a literatura do Brasil.<\/p>\n<p><strong>Transi\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>O Simbolismo, em termos gen\u00e9ricos, reflete      um momento hist\u00f3rico extremamente complexo, que marcaria a transi\u00e7\u00e3o para      o s\u00e9culo XX e a defini\u00e7\u00e3o de um novo mundo, consolidado a partir da segunda      d\u00e9cada deste s\u00e9culo. As \u00faltimas manifesta\u00e7\u00f5es simbolistas e as primeiras produ\u00e7\u00f5es      modernistas s\u00e3o contempor\u00e2neas da primeira Guerra Mundial e da Revolu\u00e7\u00e3o Russa.<\/p>\n<p>Neste contexto de conflitos e insatisfa\u00e7\u00f5es mundiais (que motivou o surgimento      do Simbolismo), era natural que se imaginasse a falta de motivos para o Brasil      desenvolver uma escola de \u00e9poca como essa. <\/p>\n<p><strong>Mas \u00e9 interessante notar que as origens do Simbolismo brasileiro      se deram em uma regi\u00e3o marginalizada pela elite cultural e pol\u00edtica<\/strong>:      o Sul \u0096 a que mais sofreu com a oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 rec\u00e9m-nascida Rep\u00fablica, ainda      impregnada de conceitos, teorias e pr\u00e1ticas militares. A Rep\u00fablica de ent\u00e3o      n\u00e3o era a que se desejava. E o Rio Grande do Sul, onde a insatisfa\u00e7\u00e3o foi      mais intensa, transformou-se em palco de lutas sangrentas iniciadas em 1893,      o mesmo ano do in\u00edcio do Simbolismo.<\/p>\n<p>Esse ambiente provavelmente representou a origem do Simbolismo, marcado por      filtra\u00e7\u00f5es, ang\u00fastias, falta de perspectivas, rejeitando o fato e privilegiando      o sujeito. E isto \u00e9 relevante pois a principal caracter\u00edstica desse estilo      de \u00e9poca foi justamente a nega\u00e7\u00e3o do Realismo e suas manifesta\u00e7\u00f5es. A nova      est\u00e9tica nega o cientificismo, o materialismo e o racionalismo. E valoriza      as manifesta\u00e7\u00f5es metaf\u00edsicas e espirituais, ou seja, o extremo oposto do Naturalismo      e do Parnasianismo.<\/p>\n<p><strong>\u0093Dante Negro\u0094 \u0096 Imposs\u00edvel referir-se ao Simbolismo      sem reverenciar seus dois grandes expoentes<\/strong>: Cruz e Sousa e Alphonsus      de Guimar\u00e3es. Ali\u00e1s, n\u00e3o seria exagero afirmar que ambos foram o pr\u00f3prio Simbolismo.      Especialmente o primeiro, chamado, ent\u00e3o, de \u0093cisne negro\u0094 ou \u0093Dante      negro\u0094. Figura mais importante do Simbolismo brasileiro, sem ele, dizem      os especialistas, n\u00e3o haveria essa est\u00e9tica no Brasil. <\/p>\n<p><strong>Como poenta, teve apenas um volume publicado em vida: <\/strong>\u0093Broqueis\u0094      (os dois outros volumes de poesia s\u00e3o p\u00f3stumos). Teve uma carreira muito r\u00e1pida,      apesar de ser considerado um dos maiores nomes do Simbolismo universal. <\/p>\n<p><strong>Sua obra apresenta uma evolu\u00e7\u00e3o importante<\/strong>: na medida em      que abandona o subjetivismo e a ang\u00fastia iniciais, avan\u00e7a para posi\u00e7\u00f5es mais      universalizastes \u0096 sua produ\u00e7\u00e3o inicial fala da dor e do sofrimento do      homem negro (observa\u00e7\u00f5es pessoais, pois era filho de escravos), mas evolui      para o sofrimento e a ang\u00fastia do ser humano.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 Alphonsus de Guimar\u00e3es preferiu manter-se fiel a um \u0093tri\u00e2ngulo\u0094      que caracterizou toda a sua obra<\/strong>: misticismo, amor e morte. A cr\u00edtica      o considera o mais m\u00edstico poeta de nossa literatura. O amor pela noiva, morta      \u00e0s v\u00e9speras do casamento, e sua profunda religiosidade e devo\u00e7\u00e3o por Nossa      Senhora geraram, e n\u00e3o poderia ser deferente, um misticismo que beirava o      exagero. Um exemplo \u00e9 o \u0093Centen\u00e1rio das dores de Nossa Senhora\u0094,      em que ele atesta sua devo\u00e7\u00e3o pela Virgem. A morte aparece em sua obra como      um \u00fanico meio de atingir a sublima\u00e7\u00e3o e se aproximar de Constan\u00e7a \u0096 a      noiva morta \u0096 e da Virgem. <\/p>\n<p>Da\u00ed o amor aparecer sempre espiritualizado. A pr\u00f3pria decis\u00e3o de se isolar      na cidade mineira de Mariana, que ele pr\u00f3prio considerou sua \u0093torre de      marfim\u0094, \u00e9 uma postura simbolista.<\/p>\n<p><strong>O Pr\u00e9-Modernismo<\/strong><\/p>\n<p>O que se convencionou chamar de <strong>pr\u00e9-Modernismo no Brasil <\/strong>n\u00e3o      constitui uma escola liter\u00e1ria. Pr\u00e9-Modernismo \u00e9, na verdade, um termo gen\u00e9rico      que designa toda uma vasta produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, que caracteriza os primeiros      vinte anos deste s\u00e9culo. Nele \u00e9 que se encontram as mais variadas tend\u00eancias      e estilos liter\u00e1rios \u0096 desde os poetas parnasianos e simbolistas, que      continuavam a produzir, at\u00e9 os escritores que come\u00e7avam a desenvolver um novo      regionalismo, alguns preocupados com uma literatura pol\u00edtica, e outros com      propostas realmente inovadoras. <\/p>\n<p><strong>\u00c9 grande a lista dos auditores que pertenceram ao pr\u00e9-Modernismo,      mas, indiscutivelmente, merecem destaque<\/strong>: Euclides da Cunha, Lima      Barreto, Gra\u00e7a Aranha, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos.<\/p>\n<p><strong>Assim, pode-se dizer que essa escola come\u00e7ou em 1902, com a publica\u00e7\u00e3o      de dois livros<\/strong>: \u0093Os sert\u00f5es\u0094, de Euclides da Cunha, e \u0093Cana\u00e3\u0094,      de Gra\u00e7a Aranha, e se estende at\u00e9 o ano de 1922, com a realiza\u00e7\u00e3o da Semana      de Arte Moderna.<\/p>\n<p><strong>Apesar de o pr\u00e9-Modernismo n\u00e3o constituir uma escola liter\u00e1ria, apresentando      individualidades muito fortes, com estilos \u00e0s vezes antag\u00f4nicos \u0096 como      \u00e9 o caso, por exemplo, de Euclides da Cunha e Lima Barreto \u0096 percebe-se      alguns pontos comuns entre as principais obras pr\u00e9-modernistas<\/strong>: <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>a)<\/strong> eram obras inovadoras, que apresentavam ruptura com        o passado, com o academicismo; <strong><br \/>\n       b)<\/strong> primavam pela den\u00fancia da realidade brasileira, negando o Brasil        liter\u00e1rio, herdado do Romantismo e do Parnasianismo. O grande tema do pr\u00e9-Modernismo        \u00e9 o Brasil n\u00e3o-oficial do sert\u00e3o nordestino, dos caboclos interioranos,        dos sub\u00farbios; <br \/>\n<strong>c)<\/strong> acentuavam o regionalismo, com o qual os autores acabam        montando um vasto painel brasileiro: o Norte e o Nordeste nas obras de Euclides        da Cunha, o Vale do Rio Para\u00edba e o interior paulista nos textos de Monteiro        Lobato, o Esp\u00edrito Santo, retratado por Gra\u00e7a Aranha, ou o sub\u00farbio carioca,        tem\u00e1tica quase que invari\u00e1vel na obra de Lima Barreto; <br \/>\n<strong>d)<\/strong>difundiram os tipos humanos marginalizados, que tiveram        ampliado o seu perfil, at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido, ou desprezado, quando conhecido        \u0096 o sertanejo nordestino, o caipira, os funcion\u00e1rios p\u00fablicos, o mulato;        <br \/>\n<strong>e) <\/strong>tra\u00e7aram uma liga\u00e7\u00e3o entre os fatos pol\u00edticos, econ\u00f4micos        e sociais contempor\u00e2neos, aproximando a fic\u00e7\u00e3o da realidade.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Esses escritores acabaram produzindo uma redescoberta do Brasil, mais pr\u00f3xima      da realidade, e pavimentaram o caminho para o per\u00edodo liter\u00e1rio seguinte,      o Modernismo, iniciado em 1922, que acentuou de vez a ruptura com o que at\u00e9      ent\u00e3o se conhecia como literatura brasileira.<\/p>\n<p><strong>A Semana de Arte Moderna<\/strong><\/p>\n<p>O Modernismo, como tend\u00eancia liter\u00e1ria, ou estilo de \u00e9poca, teve seu prenuncio      com a realiza\u00e7\u00e3o da Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal de S\u00e3o Paulo,      nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922. Idealizada por um grupo de artistas,      a Semana pretendia colocar a cultura brasileira a par das correntes de vanguarda      do pensamento europeu, ao mesmo tempo que pregava a tomada de consci\u00eancia      da realidade brasileira.<\/p>\n<p>O Movimento n\u00e3o deve ser visto apenas do ponto de vista art\u00edstico, como recomendam      os historiadores e cr\u00edticos especializados em hist\u00f3ria da literatura brasileira,      mas tamb\u00e9m como um movimento pol\u00edtico e social. O pa\u00eds estava dividido entre      o rural e o urbano. Mas o bloco urbano n\u00e3o era homog\u00eaneo. As principais cidades      brasileiras, em particular S\u00e3o Paulo, conheciam uma r\u00e1pida transforma\u00e7\u00e3o como      conseq\u00fc\u00eancia do processo industrial. A primeira Guerra Mundial foi a respons\u00e1vel      pelo primeiro surto de industrializa\u00e7\u00e3o e conseq\u00fcente urbaniza\u00e7\u00e3o. O Brasil      contava com 3.358 ind\u00fastrias em 1907. Em 1920, esse n\u00famero pulou para 13.336.      Isso significou o surgimento de uma burguesia industrial cada dia mais forte,      mas marginalizada pela pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo federal, voltada para      a produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o do caf\u00e9.<\/p>\n<p><strong>Imigrantes \u0096 <\/strong>Ao lado disso, o n\u00famero de imigrantes      europeus crescia consideravelmente, especialmente os italianos, distribuindo-se      entre as zonas produtoras de caf\u00e9 e as zonas urbanas, onde estavam as ind\u00fastrias.      De 1903 a 1914, o Brasil recebeu nada menos que 1,5 milh\u00e3o de imigrantes.      Nos centros urbanos criou-se uma faixa consider\u00e1vel de popula\u00e7\u00e3o espremida      pelos bar\u00f5es do caf\u00e9 e pela alta burguesia, de um lado, e pelo operariado,      de outro. Surge a pequena burguesia, formada por funcion\u00e1rios p\u00fablicos, comerciantes,      profissionais liberais e militares, entre outros, criando uma massa politicamente      \u0093barulhenta\u0094 e reivindicat\u00f3ria.<\/p>\n<p>A falta de homogeneidade no bloco urbano tem origem em alguns aspectos do      comportamento do operariado. Os imigrantes de origem europ\u00e9ia trazem suas      experi\u00eancias de luta de classes. Em geral esses trabalhadores eram anarquistas      e suas a\u00e7\u00f5es resultavam, quase sempre, em greves e tens\u00f5es sociais de toda      sorte, entre 1905 e 1917. Um ano depois, quando ocorreu a Revolu\u00e7\u00e3o Russa,      os artigos na imprensa a esse respeito tornaram-se cada vez mais comuns. O      Partido Comunista seria fundado em 1922. Desde ent\u00e3o, ocorreria o decl\u00ednio      da influ\u00eancia anarquista no movimento oper\u00e1rio.<\/p>\n<p>Desta forma, circulavam pela cidade de S\u00e3o Paulo, numa mesma cal\u00e7ada, um      bar\u00e3o do caf\u00e9, um oper\u00e1rio anarquista, um padre, um burgu\u00eas, um nordestino,      um professor, um negro, um comerciante, um advogado, um militar, etc., formando,      de fato, uma \u0093paulic\u00e9ia desvairada\u0094 (t\u00edtulo de c\u00e9lebre obra de M\u00e1rio      de Andrade). Esse desfile inusitado e variado de tipos humanos serviu de palco      ideal para a realiza\u00e7\u00e3o de um evento que mostrasse uma arte inovadora a romper      com as velhas estruturas liter\u00e1rias vigentes no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>O Modernismo \u0096 (primeira fase)<\/strong><\/p>\n<p>O per\u00edodo de 1922 a 1930 \u00e9 o mais radical do movimento modernista, justamente      em conseq\u00fc\u00eancia da necessidade de defini\u00e7\u00f5es e do rompimento de todas as estruturas      do passado. Da\u00ed o car\u00e1ter an\u00e1rquico desta primeira fase modernista e seu forte      sentido destruidor.<\/p>\n<p><strong>Ao mesmo tempo em que se procura o moderno, o original e o pol\u00eamico,      o nacionalismo se manifesta em suas m\u00faltiplas facetas<\/strong>: uma volta      \u00e0s origens, \u00e0 pesquisa das fontes quinhentistas, \u00e0 procura de uma l\u00edngua brasileira      (a l\u00edngua falada pelo povo nas ruas), \u00e0s par\u00f3dias, numa tentativa de repensar      a hist\u00f3ria e a literatura brasileiras, e \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o do \u00edndio verdadeiramente      brasileiro. \u00c9 o tempo dos manifestos nacionalistas do \u0093Pau-Brasil\u0094      (o Manifesto do Pau-Brasil, escrito por Oswald de Andrade em 1924, prop\u00f5e      uma literatura extremamente vinculada \u00e0 realidade brasileira) e da \u0093Antropofagia\u0094(01)      dentro da linha comandada por Oswald de Andrade. Mas havia tamb\u00e9m os manifestos      do Verde-Amarelismo e o do Grupo da Anta, que trazem a semente do nacionalismo      fascista comandado por Pl\u00ednio Salgado.<\/p>\n<p><strong>No final da d\u00e9cada de 20, a postura nacionalista apresenta duas vertentes      distintas<\/strong>: de um lado, um nacionalismo cr\u00edtico, consciente, de den\u00fancia      da realidade brasileira e identificado politicamente com as esquerdas; de      outro, o nacionalismo ufanista, ut\u00f3pico, exagerado, identificado com as correntes      pol\u00edticas de extrema direita.<\/p>\n<p>Entre os principais nomes dessa primeira fase do Modernismo, que continuariam      a produzir nas d\u00e9cadas seguintes, destacam-se M\u00e1rio de Andrade, Oswald de      Andrade, Manuel Bandeira, Ant\u00f4nio de Alc\u00e2ntara Machado, al\u00e9m de Menotti Del      Chia, Cassiano Ricardo, Guilherme de Almeida e Pl\u00ednio Salgado.<\/p>\n<p><strong>O Modernismo \u0096 (segunda fase)<\/strong><\/p>\n<p>O per\u00edodo de 1930 a 1945 registrou a estr\u00e9ia de alguns dos nomes mais significativos      do romance brasileiro. Refletindo o mesmo momento hist\u00f3rico(02) e apresentando      as mesmas preocupa\u00e7\u00f5es dos poetas da d\u00e9cada de 30 (Murilo Mendes, Jorge de      Lima, Carlos Drummond de Andrade, Cec\u00edlia Meireles e Vin\u00edcius de Moraes),      a segunda fase do Modernismo apresenta autores como Jos\u00e9 Lins do Rego, Graciliano      Ramos, Rachel de Queiroz, Jorge Amado e \u00c9rico Ver\u00edssimo, que produzem uma      literatura de car\u00e1ter mais construtivo, de maturidade, aproveitando as conquistas      da gera\u00e7\u00e3o de 1922 e sua prosa inovadora.<\/p>\n<p><strong>Efeitos da crise \u0096<\/strong> Na d\u00e9cada de 30, o pa\u00eds passava      por grandes transforma\u00e7\u00f5es, fortemente marcadas pela revolu\u00e7\u00e3o de 30 e pelo      questionamento das oligarquias tradicionais. N\u00e3o havia como n\u00e3o sentir os      efeitos da crise econ\u00f4mica mundial, os choques ideol\u00f3gicos que levavam a posi\u00e7\u00f5es      mais definidas e engajadas. Tudo isso, formou um campo prop\u00edcio ao desenvolvimento      de um romance caracterizado pela den\u00fancia social, verdadeiro documento da      realidade brasileira, atingindo um elevado grau de tens\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es do      indiv\u00edduo com o mundo.<\/p>\n<p>Nessa busca do homem brasileiro \u0093espalhado nos mais distantes recantos      de nossa terra\u0094, no dizer de Jos\u00e9 Lins do Rego, o regionalismo ganha      uma import\u00e2ncia at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o alcan\u00e7ada na literatura brasileira, levando      ao extremo as rela\u00e7\u00f5es do personagem com o meio natural e social. Destaque      especial merecem os escritores nordestinos que vivenciam a passagem de um      Nordeste medieval para uma nova realidade capitalista e imperialista. E nesse      aspecto, o baiano Jorge Amado \u00e9 um dos melhores representantes do romance      brasileiro, quando retrata o drama da economia cacaueira, desde a conquista      e uso da terra at\u00e9 a passagem de seus produtos para as m\u00e3os dos exportadores.      Mas tamb\u00e9m n\u00e3o se pode esquecer de Jos\u00e9 Lins do Rego, com as suas regi\u00f5es      de cana, os bang\u00fc\u00eas e os engenhos sendo devorados pelas modernas usinas.<\/p>\n<p>O primeiro romance representativo do regionalismo nordestino, que teve seu      ponto de partida no Manifesto Regionalista de 1926 (este manifesto, elaborado      pelo Centro Regionalista do Nordeste, procura desenvolver o sentimento de      unidade do Nordeste dentro dos novos valores modernistas. Prop\u00f5e trabalhar      em prol dos interesses da regi\u00e3o nos seus aspectos diversos \u0096 sociais,      econ\u00f4micos e Culturais) foi \u0093A bagaceira\u0094, de Jos\u00e9 Am\u00e9rico de Almeida,      publicado em 1928. <\/p>\n<p>Verdadeiro marco na est\u00f3ria liter\u00e1ria do Brasil, sua import\u00e2ncia deve-se      mais \u00e0 tem\u00e1tica (a seca, os retirantes, o engenho), e ao car\u00e1ter social do      romance, do que aos valores est\u00e9ticos.<\/p>\n<p><strong>P\u00f3s-Modernismo<\/strong><\/p>\n<p>O <strong>P\u00f3s-Modernismo<\/strong> se insere no contexto dos extraordin\u00e1rios      fen\u00f4menos sociais e pol\u00edticos de 1945. Foi o ano que assistiu o fim da Segunda      Guerra Mundial e o in\u00edcio da Era At\u00f4mica com as explos\u00f5es de Hiroshima e Nagasaki.      O mundo passa a acreditar numa paz duradoura. Cria-se a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es      Unidas (ONU) e, em seguida, publica-se a Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos do Homem.      Mas, logo depois, inicia-se a Guerra Fria.<\/p>\n<p>Paralelamente a tudo isso, o Brasil vive o fim da ditadura de Get\u00falio Vargas.      O pa\u00eds inicia um processo de redemocratiza\u00e7\u00e3o. Convoca-se uma elei\u00e7\u00e3o geral      e os partidos s\u00e3o legalizados. Apesar disso, abre-se um novo tempo de persegui\u00e7\u00f5es      pol\u00edticas, ilegalidades e ex\u00edlios.<\/p>\n<p>A literatura brasileira tamb\u00e9m passa por profundas altera\u00e7\u00f5es, com algumas      manifesta\u00e7\u00f5es representando muitos passos adiante; outras, um retrocesso.      O jornal \u0093O Tempo\u0094, excelente cr\u00edtico liter\u00e1rio, encarrega-se de      fazer a sele\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Intimismo \u0096 <\/strong>A prosa, tanto nos romances como nos contos,      aprofunda a tend\u00eancia j\u00e1 trilhada por alguns autores da d\u00e9cada de 30 em busca      de uma literatura intimista, de sondagem psicol\u00f3gica, introspectiva, com destaque      para Clarice Lispector.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o regionalismo adquire uma nova dimens\u00e3o com a produ\u00e7\u00e3o fant\u00e1stica      de Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa e sua recria\u00e7\u00e3o dos costumes e da fala sertaneja, penetrando      fundo na psicologia do jagun\u00e7o do Brasil Central.<\/p>\n<p>Na poesia, ganha corpo, a partir de 1945, uma gera\u00e7\u00e3o de poetas que se op\u00f5e      \u00e0s conquistas e inova\u00e7\u00f5es dos modernistas de 1922. A nova proposta foi defendida,      inicialmente, pela revista \u0093Orfeu\u0094, cujo primeiro n\u00famero \u00e9 lan\u00e7ado      na \u0093Primavera de 1947? e que afirma, entre outras coisas, que \u0093uma      gera\u00e7\u00e3o s\u00f3 come\u00e7a a existir no dia em que n\u00e3o acredita nos que a precederam,      e s\u00f3 existe realmente no dia em que deixam de acreditar nela.\u0094<\/p>\n<p>Essa gera\u00e7\u00e3o de escritores negou a liberdade formal, as ironias, as s\u00e1tiras      e outras \u0093brincadeiras\u0094 modernistas. Os poetas de 45 partem para      uma poesia mais equilibrada e s\u00e9ria, distante do que eles chamavam de \u0093primarismo      desabonador\u0094 de M\u00e1rio de Andrade e Oswald de Andrade. A preocupa\u00e7\u00e3o primordial      era quanto ao restabelecimento da forma art\u00edstica e bela; os modelos voltam      a ser os mestres do Parnasianismo e do Simbolismo.<\/p>\n<p>Esse grupo, chamado de Gera\u00e7\u00e3o de 45, era formado, entre outros poetas, por      L\u00eado Ivo, P\u00e9ricles Eug\u00eanio da Silva Ramos, Geir Campos e Darcy Damasceno.    <\/p>\n<p><strong>O final dos anos 40, no entanto, revelou um dos mais importantes      poetas da nossa literatura, n\u00e3o filiado esteticamente a qualquer grupo e aprofundador      das experi\u00eancias modernistas anteriores<\/strong>: ningu\u00e9m menos que Jo\u00e3o Cabral      de Melo Neto.<\/p>\n<p><strong>A produ\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea<\/strong><\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea<\/strong> deve ser entendida como as obras      e movimentos liter\u00e1rios surgidos nas d\u00e9cadas de 60 e 70, e que refletiram      um momento hist\u00f3rico caracterizado inicialmente pelo autoritarismo, por uma      r\u00edgida censura e enraizada autocensura. Seu per\u00edodo mais cr\u00edtico ocorreu entre      os anos de 1968 e 1978, durante a vig\u00eancia do Ato Institucional n\u00ba 5 (AI-5).      Tanto que, logo ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o do Ato, verificou-se uma progressiva normaliza\u00e7\u00e3o      no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>As adversidades pol\u00edticas, no entanto, n\u00e3o mergulharam o Pa\u00eds numa calmaria      cultural. Ao contr\u00e1rio, as d\u00e9cadas de 60 e 70 assistiram a uma produ\u00e7\u00e3o cultural      bastante intensa em todos os setores.<\/p>\n<p>Na poesia, percebe-se a preocupa\u00e7\u00e3o em manter uma tem\u00e1tica social, um texto      participante, com a perman\u00eancia de nomes consagrados como Carlos Drummond      de Andrade, Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar, ao lado de outros      poetas que ainda aparavam as arestas em suas produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Visual &#8211; <\/strong>O in\u00edcio da d\u00e9cada de 60 apresentou alguns grupos      em luta contra o que chamaram &#8220;esquemas anal\u00edtico-discursivos da sintaxe      tradicional&#8221;. Ao mesmo tempo, esses grupos buscavam solu\u00e7\u00f5es no aproveitamento      visual da p\u00e1gina em branco, na sonoridade das palavras e nos recursos gr\u00e1ficos.      O sintoma mais importante desse movimento foi o surgimento da Poesia Concreta      e da Poesia Pr\u00e1xis. Paralelamente, surgia a poesia &#8220;marginal&#8221;, que      se desenvolveu fora dos grandes esquemas industriais e comerciais de produ\u00e7\u00e3o      de livros.<\/p>\n<p>No romance, ao lado da \u00faltima produ\u00e7\u00e3o de Jorge Amado e \u00c9rico Ver\u00edssimo,      e das obras &#8220;lacriminosas&#8221; de Jos\u00e9 Mauro de Vasconcelos (&#8220;Meu      p\u00e9 de Laranja-Lima&#8221;, &#8220;Barro Blanco&#8221;), de muito sucesso junto      ao grande p\u00fablico, tem se mantido o regionalismo de M\u00e1rio Palm\u00e9rio, Bernardo      \u00c9lis, Ant\u00f4nio Callado, Josu\u00e9 Montello e Jos\u00e9 C\u00e2ndido de Carvalho. Dentre os      intimistas, destacam-se Osman Lins, Autran Dourado e Lygia Fagundes Telles.<\/p>\n<p>Na prosa, as duas d\u00e9cadas citadas assistiram \u00e0 consagra\u00e7\u00e3o das narrativas      curtas (cr\u00f4nica e conto). O desenvolvimento da cr\u00f4nica est\u00e1 intimamente ligado      ao espa\u00e7o aberto a esse g\u00eanero na grande imprensa. Hoje, por exemplo, n\u00e3o      h\u00e1 um grande jornal que n\u00e3o inclua em suas p\u00e1ginas cr\u00f4nicas de Rubem Braga,      Fernando Sabino, Carlos Heitor Cony, Paulo Mendes Campos, Lu\u00eds Fernando Ver\u00edssimo      e Louren\u00e7o Diaf\u00e9ria, entre outros. Deve-se fazer uma men\u00e7\u00e3o especial a Stanislaw      Ponte Preta (S\u00e9rgio Porto), que, com suas bem humoradas e cortantes s\u00e1tiras      pol\u00edtico-sociais, escritas na d\u00e9cada de 60, tem servido de mestre a muitos      cronistas.<\/p>\n<p>O conto, por outro lado, analisado no conjunto das produ\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas,      situa-se em posi\u00e7\u00e3o privilegiada tanto em qualidade quanto em quantidade.      Entre os contistas mais significativos, destacam-se Dalton Trevisan, Moacyr      Scliar, Samuel Rawet, Rubem Fonseca, Domingos Pellegrini Jr. e Jo\u00e3o Ant\u00f4nio.<\/p>\n<p>Fonte:  www.brazil.org.za\/virtualbooks.terra.com.br\/www.portalensinando.com.br\/dc.itamaraty.gov.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Literatura Brasileira, Estilo, Movimento, Per\u00edodo, Escolas, Cultura, Leitura, Hist\u00f3ria, Origem, Obra, Caracter\u00edsticas, O que \u00e9, Literatura Brasileira<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[78],"tags":[],"class_list":["post-29846","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-literatura"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Literatura Brasileira, Estilo, Movimento, Per\u00edodo Literatura Brasileira<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Literatura Brasileira, Estilo, Movimento, Per\u00edodo, Escolas, Cultura, Leitura, Hist\u00f3ria, Origem, Obra, Caracter\u00edsticas, O que \u00e9, Literatura Brasileira\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Literatura Brasileira, Estilo, Movimento, Per\u00edodo Literatura Brasileira\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Literatura Brasileira, Estilo, Movimento, Per\u00edodo, Escolas, Cultura, Leitura, Hist\u00f3ria, Origem, Obra, Caracter\u00edsticas, O que \u00e9, Literatura Brasileira\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-brasileira\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-05-19T12:12:31+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2016-05-19T12:24:47+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"54 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-brasileira#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-brasileira\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859\"},\"headline\":\"Literatura Brasileira\",\"datePublished\":\"2016-05-19T12:12:31+00:00\",\"dateModified\":\"2016-05-19T12:24:47+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-brasileira\"},\"wordCount\":10745,\"commentCount\":0,\"articleSection\":[\"Literatura\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-brasileira#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-brasileira\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-brasileira\",\"name\":\"Literatura Brasileira, Estilo, Movimento, Per\u00edodo Literatura Brasileira\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2016-05-19T12:12:31+00:00\",\"dateModified\":\"2016-05-19T12:24:47+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859\"},\"description\":\"Literatura Brasileira, Estilo, Movimento, Per\u00edodo, Escolas, Cultura, Leitura, Hist\u00f3ria, Origem, Obra, Caracter\u00edsticas, O que \u00e9, Literatura Brasileira\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-brasileira#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-brasileira\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-brasileira#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Linguagens e C\u00f3digos\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Literatura\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":4,\"name\":\"Literatura Brasileira\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"Pesquisa Escolar Gratuita\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859\",\"name\":\"admin\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Literatura Brasileira, Estilo, Movimento, Per\u00edodo Literatura Brasileira","description":"Literatura Brasileira, Estilo, Movimento, Per\u00edodo, Escolas, Cultura, Leitura, Hist\u00f3ria, Origem, Obra, Caracter\u00edsticas, O que \u00e9, Literatura Brasileira","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Literatura Brasileira, Estilo, Movimento, Per\u00edodo Literatura Brasileira","og_description":"Literatura Brasileira, Estilo, Movimento, Per\u00edodo, Escolas, Cultura, Leitura, Hist\u00f3ria, Origem, Obra, Caracter\u00edsticas, O que \u00e9, Literatura Brasileira","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-brasileira","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/","article_published_time":"2016-05-19T12:12:31+00:00","article_modified_time":"2016-05-19T12:24:47+00:00","author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"admin","Est. tempo de leitura":"54 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-brasileira#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-brasileira"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859"},"headline":"Literatura Brasileira","datePublished":"2016-05-19T12:12:31+00:00","dateModified":"2016-05-19T12:24:47+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-brasileira"},"wordCount":10745,"commentCount":0,"articleSection":["Literatura"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-brasileira#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-brasileira","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-brasileira","name":"Literatura Brasileira, Estilo, Movimento, Per\u00edodo Literatura Brasileira","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website"},"datePublished":"2016-05-19T12:12:31+00:00","dateModified":"2016-05-19T12:24:47+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859"},"description":"Literatura Brasileira, Estilo, Movimento, Per\u00edodo, Escolas, Cultura, Leitura, Hist\u00f3ria, Origem, Obra, Caracter\u00edsticas, O que \u00e9, Literatura Brasileira","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-brasileira#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-brasileira"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-brasileira#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Linguagens e C\u00f3digos","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Literatura","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos\/literatura"},{"@type":"ListItem","position":4,"name":"Literatura Brasileira"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"Pesquisa Escolar Gratuita","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859","name":"admin"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29846","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29846"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29846\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29846"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29846"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29846"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}