{"id":29844,"date":"2016-05-19T12:12:32","date_gmt":"2016-05-19T12:12:32","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=29844"},"modified":"2016-10-04T16:15:14","modified_gmt":"2016-10-04T16:15:14","slug":"genero-literario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/genero-literario","title":{"rendered":"G\u00eanero Liter\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<p>As duas principais categorias que separam os diferentes g\u00eaneros da literatura      s\u00e3o fic\u00e7\u00e3o e n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rios <strong>g\u00eaneros de literatura<\/strong> que se enquadram na      categoria de n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o. N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o senta-se em oposi\u00e7\u00e3o direta \u00e0 fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Exemplos de ambos os g\u00e9neros de fic\u00e7\u00e3o e n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o de literatura      s\u00e3o explicados em pormenor a seguir:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tipos de N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<p><strong>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o narrativa<\/strong> \u00e9 baseada em informa\u00e7\u00f5es fato de que      \u00e9 apresentado em um formato que conta uma hist\u00f3ria. <\/p>\n<p><strong>Ensaios<\/strong> s\u00e3o uma composi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria curta que reflete a      perspectiva do autor ou ponto. A composi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria curta sobre um tema      ou assunto espec\u00edfico, geralmente em prosa e em geral anal\u00edtico, especulativa,      ou interpretativa. <\/p>\n<p>A <strong>biografia<\/strong> \u00e9 um relato escrito da vida de outra pessoa.    <\/p>\n<p><strong>A autobiografia<\/strong> d\u00e1 a hist\u00f3ria de vida de uma pessoa, por      escrito ou dito por essa pessoa. Muitas vezes, escrito em forma narrativa      da vida de sua pessoa. <\/p>\n<p><strong>Discurso<\/strong> \u00e9 a faculdade ou poder de falar; comunica\u00e7\u00e3o oral;      capacidade de expressar seus pensamentos e emo\u00e7\u00f5es pelo discurso, sons e gestos.      Geralmente entregue na forma de um endere\u00e7o ou discurso. <\/p>\n<p>Finalmente, h\u00e1 o g\u00eanero geral de <strong>n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o.<\/strong> Este \u00e9 um texto      informativo lidando com um real, sem preju\u00edzo da vida real. Este g\u00eanero de      literatura oferece opini\u00f5es ou conjecturas sobre fatos e realidade. Isso inclui      biografias, hist\u00f3ria, ensaios, fala e n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o narrativa. <\/p>\n<p>N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o op\u00f5e fic\u00e7\u00e3o e distingue-se daqueles g\u00eaneros de fic\u00e7\u00e3o da literatura      como a poesia e drama que \u00e9 a se\u00e7\u00e3o seguinte, vamos discutir. <\/p>\n<p><strong>G\u00eaneros de fic\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<p><strong>O drama \u00e9<\/strong> o g\u00eanero de literatura que \u00e9 assunto para composi\u00e7\u00f5es      \u00e9 arte dram\u00e1tica na forma como ele \u00e9 representado. Este g\u00eanero \u00e9 hist\u00f3rias      compostas em verso ou prosa, geralmente por representa\u00e7\u00e3o teatral, onde os      conflitos e emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o expressas atrav\u00e9s do di\u00e1logo e a\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>A poesia \u00e9<\/strong> escrita r\u00edtmica e verso com imagens que evoca      uma resposta emocional do leitor. A arte da poesia \u00e9 r\u00edtmica na composi\u00e7\u00e3o,      escrita ou falada. Este g\u00eanero de literatura \u00e9 para o prazer emocionante por      belas, imaginativas, ou elevados pensamentos. <\/p>\n<p><strong>Fantasia<\/strong> \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de imagens mentais com configura\u00e7\u00f5es      ou caracteres estranhos mundanos ou outro; fic\u00e7\u00e3o que convida suspens\u00e3o da      realidade. <\/p>\n<p><strong>Humor<\/strong> \u00e9 a faculdade de perceber o que \u00e9 divertido ou c\u00f4mico.      Fic\u00e7\u00e3o cheio de divers\u00e3o, fantasia e emo\u00e7\u00e3o que significava para entreter.      Este g\u00eanero de literatura pode realmente ser visto e contido dentro de todos      os g\u00eaneros. <\/p>\n<p>A <strong>f\u00e1bula<\/strong> \u00e9 uma hist\u00f3ria sobre pessoas sobrenaturais ou extraordin\u00e1rios      geralmente sob a forma de narra\u00e7\u00e3o que demonstra uma verdade \u00fatil. Em F\u00e1bulas,      animais muitas vezes falam como seres humanos que s\u00e3o contos lend\u00e1rios e sobrenaturais.    <\/p>\n<p><strong>Contos de fadas<\/strong> ou contos da maravilha \u00e9 uma esp\u00e9cie de      conto ou f\u00e1bula. \u00c0s vezes, as hist\u00f3rias s\u00e3o sobre fadas e outras criaturas      m\u00e1gicas, geralmente para as crian\u00e7as. <\/p>\n<p><strong>A fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9<\/strong> uma hist\u00f3ria baseada no impacto do      potencial da ci\u00eancia, seja real ou imaginado. A fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 um dos      g\u00eaneros de literatura que \u00e9 definida no futuro ou em outros planetas. <\/p>\n<p><strong>A hist\u00f3ria curta<\/strong> \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o de tal brevidade que n\u00e3o \u00e9      capaz de suportar todas as subtramas. <\/p>\n<p><strong>Fic\u00e7\u00e3o realista<\/strong> \u00e9 uma hist\u00f3ria que pode realmente acontecer      e \u00e9 verdadeiro para a vida real. <\/p>\n<p><strong>Folclore<\/strong> s\u00e3o can\u00e7\u00f5es, hist\u00f3rias, mitos e prov\u00e9rbios de uma      pessoa de &#8220;popular&#8221;, que foi transmitida de boca em boca. Folclore      \u00e9 um g\u00eanero de literatura que \u00e9 amplamente difundida, mas falsa e baseada      em cren\u00e7as infundadas. <\/p>\n<p><strong>Fic\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica<\/strong> \u00e9 uma hist\u00f3ria com personagens fict\u00edcios      e eventos em um cen\u00e1rio hist\u00f3rico. <\/p>\n<p><strong>Horror<\/strong> \u00e9 um sentimento avassalador e dolorosa causada pela      literatura que \u00e9 terrivelmente chocante, aterrorizante, ou revoltante. Fic\u00e7\u00e3o      em que os eventos evocar um sentimento de temor em ambos os personagens eo      leitor. <\/p>\n<p><strong>Mentira<\/strong> \u00e9 uma hist\u00f3ria humor\u00edstica com exageros flagrantes,      her\u00f3is arrogante que fazem o imposs\u00edvel com um aqui de indiferen\u00e7a. <\/p>\n<p><strong>A lenda<\/strong>\u00e9 uma hist\u00f3ria que, por vezes, de um her\u00f3i nacional      ou popular. Legend \u00e9 baseado em fatos, mas tamb\u00e9m inclui material imaginativo.    <\/p>\n<p><strong>O mist\u00e9rio \u00e9<\/strong> um g\u00eanero da fic\u00e7\u00e3o que trata da solu\u00e7\u00e3o de      um crime ou o desenrolar dos segredos. Qualquer coisa que \u00e9 mantida em segredo      ou permanece inexplicado ou desconhecida. <\/p>\n<p><strong>Mitologia<\/strong> \u00e9 um tipo de lenda ou narrativa tradicional. Isso      \u00e9 muitas vezes baseada em parte em acontecimentos hist\u00f3ricos, que revela o      comportamento humano e os fen\u00f4menos naturais por seu simbolismo; muitas vezes      pertencentes \u00e0s a\u00e7\u00f5es dos deuses. Um corpo de mitos, como o de um determinado      povo ou a relativa a uma pessoa em particular. <\/p>\n<p><strong>Fic\u00e7\u00e3o em Verso<\/strong> \u00e9 romances completos com enredo, subtramas,      temas, com personagens maiores e menores. Fic\u00e7\u00e3o do verso \u00e9 um dos g\u00eaneros      de literatura em que a narrativa \u00e9 geralmente apresentado em forma de verso      em branco. <\/p>\n<p>O <strong>g\u00eanero<\/strong> da fic\u00e7\u00e3o pode ser definida como obras liter\u00e1rias      narrativas cujo conte\u00fado \u00e9 produzido pela imagina\u00e7\u00e3o e n\u00e3o \u00e9 necessariamente      baseada em fatos. Na fic\u00e7\u00e3o algo \u00e9 fingida, inventado, ou imaginada; uma hist\u00f3ria      inventada. <\/p>\n<h4>G\u00eanero Liter\u00e1rio &#8211; Categorias<\/h4>\n<p><strong>G\u00eanero<\/strong> \u00e9 uma categoria de composi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, como a \u00e9pica,      trag\u00e9dia, com\u00e9dia, romance e conto.<\/p>\n<p>A literatura \u00e9 a arte que se manifesta pela palavra, seja ela falada ou escrita.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 forma, o texto pode apresentar-se em prosa ou verso. <\/p>\n<p><strong>Quanto ao conte\u00fado, estrutura, e segundo os cl\u00e1ssicos, conforme a      &#8220;maneira de imita\u00e7\u00e3o&#8221;, podemos enquadrar as obras liter\u00e1rias em      tr\u00eas g\u00eaneros:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>L\u00edrico: <\/strong>quando um &#8220;eu&#8221; nos passa uma emo\u00e7\u00e3o,        um estado; centra-se no mundo interior do Poeta apresentando forte carga        subjetiva. A subjetividade surge, assim, como caracter\u00edstica marcante do        l\u00edrico. O Poeta posiciona-se em face dos &#8220;mist\u00e9rios da vida&#8221;.        A l\u00edrica j\u00e1 foi definida como a express\u00e3o da &#8220;primeira pessoa do singular        do tempo presente&#8221;.<strong><br \/>\n       Dram\u00e1tico: <\/strong>quando os &#8220;atores, num espa\u00e7o especial, apresentam,        por meio de palavras e gestos, um acontecimento&#8221;. Retrata, fundamentalmente,        os conflitos humanos.<strong><br \/>\n       \u00c9pico: <\/strong>quando temos uma narrativa de fundo hist\u00f3rico; s\u00e3o os feitos        her\u00f3icos e os grandes ideais de um povo o tema das epop\u00e9ias. <strong>O narrador        mant\u00e9m um distanciamento em rela\u00e7\u00e3o aos acontecimentos (esse distanciamento        \u00e9 refor\u00e7ado, naturalmente, pelo aspecto temporal: <\/strong>(os fatos narrados        situam-se no passado). <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Temos um Poeta-observador voltado, portanto, para o mundo exterior, tornando      a narrativa objetiva. A objetividade \u00e9 caracter\u00edstica marcante do g\u00eanero \u00e9pico.<\/p>\n<p>A \u00e9pica j\u00e1 foi definida como a poesia da &#8220;terceira pessoa do tempo passado&#8221;.<\/p>\n<p>Esta divis\u00e3o tradicional em tr\u00eas g\u00eaneros liter\u00e1rios originou-se na Gr\u00e9cia      cl\u00e1ssica, com Arist\u00f3teles, quando a poesia era a forma predominante de literatura.      Por nos parecer mais did\u00e1tica, adotamos uma divis\u00e3o em quatro g\u00eaneros liter\u00e1rios,      desmembrando do \u00e9pico o g\u00eanero narrativo (ou, como querem alguns, a fic\u00e7\u00e3o),      para enquadrar as narrativas em prosa.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos reconhecer ainda o g\u00eanero did\u00e1tico, despido de fic\u00e7\u00e3o e n\u00e3o identificado      com a arte liter\u00e1ria; segundo Wolfang Kayser, &#8220;o did\u00e1tico costuma ser      delimitado como g\u00eanero especial, que fica fora da verdadeira literatura&#8221;.<\/p>\n<p><strong>G\u00eanero L\u00edrico<\/strong><\/p>\n<p>Seu nome vem de lira, instrumento musical que acompanhava os cantos dos gregos.      Por muito tempo, at\u00e9 o final da Idade M\u00e9dia, as poesias eram cantadas; separando-se      o texto do acompanhamento musical, a poesia passou a apresentar uma estrutura      mais rica. A partir da\u00ed, a m\u00e9trica (a medida de um verso, definida pelo n\u00famero      de s\u00edlabas po\u00e9ticas), o ritmo das palavras, a divis\u00e3o em estrofes, a rima,      a combina\u00e7\u00e3o das palavras foram elementos cultivados com mais intensidade      pelos poetas.<\/p>\n<p>Mas, cuidado! O que foi dito acima n\u00e3o significa que poesia, para ser poesia,      precise, necessariamente, apresentar rima, m\u00e9trica, estrofe.<\/p>\n<p>A poesia do Modernismo, por exemplo, desprezou esses conceitos; \u00e9 uma poesia      que se caracteriza pelo verso livre (abandono da m\u00e9trica), por estrofes irregulares      e pelo verso branco, ou seja, o verso sem rima. O que, tamb\u00e9m, n\u00e3o impede      que &#8220;subitamente na esquina do poema, duas rimas se encontrem, como duas      irm\u00e3s desconhecidas&#8230;&#8221;<\/p>\n<p><strong>G\u00eanero Dram\u00e1tico<\/strong><\/p>\n<p>Drama, em grego, significa &#8220;a\u00e7\u00e3o&#8221;. Ao g\u00eanero dram\u00e1tico pertencem      os textos, em poesia ou prosa, feitos para serem representados. Isso significa      que entre autor e p\u00fablico desempenha papel fundamental o elenco (incluindo      diretor, cen\u00f3grafo e atores) que representar\u00e1 o texto.<\/p>\n<p><strong>O g\u00eanero dram\u00e1tico compreende as seguintes modalidades:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Trag\u00e9dia:<\/strong> \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o de um fato tr\u00e1gico, suscet\u00edvel        de provocar compaix\u00e3o e terror. Arist\u00f3teles afirmava que a trag\u00e9dia era        &#8220;uma representa\u00e7\u00e3o duma a\u00e7\u00e3o grave, de alguma extens\u00e3o e completa,        em linguagem figurada, com atores agindo, n\u00e3o narrando, inspirando d\u00f3 e        terror&#8221;.<strong><br \/>\n       Com\u00e9dia: <\/strong>\u00e9 a representa\u00e7\u00e3o de um fato inspirado na vida e no sentimento        comum, de riso f\u00e1cil, em geral criticando os costumes. Sua origem grega        est\u00e1 ligada \u00e0s festas populares, celebrando a fecundidade da natureza.<strong><br \/>\n       Tragicom\u00e9dia:<\/strong> modalidade em que se misturam elementos tr\u00e1gicos        e c\u00f4micos. Originalmente, significava a mistura do real com o imagin\u00e1rio.<strong><br \/>\n       Farsa:<\/strong> pequena pe\u00e7a teatral, de car\u00e1ter rid\u00edculo e caricatural,        que cr\u00edtica a sociedade e seus costumes; baseia-se no lema latino Ridendo        castigat mores (Rindo, castigam-se os costumes). <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>G\u00eanero \u00c9pico<\/strong><\/p>\n<p>A palavra &#8220;epop\u00e9ia&#8221; vem do grego \u00e9pos, \u0091verso\u0092+ poie\u00f4,      \u0091fa\u00e7o\u0092 e se refere \u00e0 narrativa em forma de versos, de um fato grandioso      e maravilhoso que interessa a um povo. \u00c9 uma poesia objetiva, impessoal, cuja      caracter\u00edstica maior \u00e9 a presen\u00e7a de um narrador falando do passado (os verbos      aparecem no pret\u00e9rito). O tema \u00e9, normalmente, um epis\u00f3dio grandioso e her\u00f3ico      da hist\u00f3ria de um povo.<\/p>\n<p><strong>Dentre as principais epop\u00e9ias (ou poemas \u00e9picos), destacamos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Il\u00edada e Odiss\u00e9ia (Homero, Gr\u00e9cia; narrativas sobre a guerra entre Gr\u00e9cia        e Tr\u00f3ia).<br \/>\n       Eneida (Virg\u00edlio, Roma; narrativa dos feitos romanos)<br \/>\n       Para\u00edso Perdido (Milton, Inglaterra)<br \/>\n       Orlando Furioso (Ludovico Ariosto, It\u00e1lia)<br \/>\n       Os Lus\u00edadas (Cam\u00f5es, Portugal)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Na literatura brasileira, as principais epop\u00e9ias foram escritas no      s\u00e9culo XVIII:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Caramuru (Santa Rita Dur\u00e3o)<br \/>\n       O Uraguai (Bas\u00edlio da Gama)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>G\u00eanero Narrativo<\/strong><\/p>\n<p>O G\u00eanero narrativo \u00e9 visto como uma variante do g\u00eanero \u00e9pico, enquadrando,      neste caso, as narrativas em prosa. Dependendo da estrutura, da forma e da      extens\u00e3o, as principais manifesta\u00e7\u00f5es narrativas s\u00e3o o romance, a novela e      o conto. <\/p>\n<p>Em qualquer das tr\u00eas modalidades acima, temos representa\u00e7\u00f5es da vida comum,      de um mundo mais individualizado e particularizado, ao contr\u00e1rio da universalidade      das grandiosas narrativas \u00e9picas, marcadas pela representa\u00e7\u00e3o de um mundo      maravilhoso, povoado de her\u00f3is e deuses.<\/p>\n<p>As narrativas em prosa, que conheceram um not\u00e1vel desenvolvimento desde o      final do s\u00e9culo XVIII, s\u00e3o tamb\u00e9m comumente chamadas de narrativas de fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Romance: <\/strong>narra\u00e7\u00e3o de um fato imagin\u00e1rio, mas veross\u00edmil,        que representa quaisquer aspectos da vida familiar e social do homem. Comparado        \u00e0 novela, o romance apresenta um corte mais amplo da vida, com personagens        e situa\u00e7\u00f5es mais densas e complexas, com passagem mais lenta do tempo. Dependendo        da import\u00e2ncia dada ao personagem ou \u00e0 a\u00e7\u00e3o ou, ainda, ao espa\u00e7o, podemos        ter romance de costumes, romance psicol\u00f3gico, romance policial, romance        regionalista, romance de cavalaria, romance hist\u00f3rico, etc.<strong><br \/>\n       Novela:<\/strong> <strong>na literatura em l\u00edngua portuguesa, a principal        distin\u00e7\u00e3o entre novela e romance \u00e9 quantitativa<\/strong>: vale a extens\u00e3o        ou o n\u00famero de p\u00e1ginas. <strong>Entretanto, podemos perceber caracter\u00edsticas        qualitativas<\/strong>: na novela, temos a valoriza\u00e7\u00e3o de um evento, um corte        mais limitado da vida, a passagem do tempo \u00e9 mais r\u00e1pida, e o que \u00e9 mais        importante, na novela o narrador assume uma maior import\u00e2ncia como contador        de um fato passado.<strong><br \/>\n       Conto:<\/strong> \u00e9 a mais breve e simples narrativa centrada em um epis\u00f3dio        da vida. O cr\u00edtico Alfredo Bosi, em seu livro O conto brasileiro contempor\u00e2neo,        afirma que o car\u00e1ter m\u00faltiplo do conto &#8220;j\u00e1 desnorteou mais de um te\u00f3rico        da literatura ansioso por encaixar a forma conto no interior de um quadro        fixo de g\u00eaneros. Na verdade, se comparada \u00e0 novela e ao romance, a narrativa        curta condensa e potencia no seu espa\u00e7o todas as possibilidades da fic\u00e7\u00e3o&#8221;.<strong><br \/>\n       F\u00e1bula: <\/strong>narrativa inveross\u00edmil, com fundo did\u00e1tico, que tem como        objetivo transmitir uma li\u00e7\u00e3o moral. Normalmente a f\u00e1bula trabalha com animais        como personagens. Quando os personagens s\u00e3o seres inanimados, objetos, a        f\u00e1bula recebe a denomina\u00e7\u00e3o de ap\u00f3logo. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A f\u00e1bula \u00e9 das mais antigas narrativas, coincidindo seu aparecimento, segundo      alguns estudiosos, com o da pr\u00f3pria linguagem. No mundo ocidental, o primeiro      grande nome da f\u00e1bula foi Esopo, um escravo grego que teria vivido no s\u00e9culo      VI a.C. Modernamente, muitas das f\u00e1bulas de Esopo foram retomadas por La Fontaine,      poeta franc\u00eas que viveu de 1621 a 1695. O grande m\u00e9rito de La Fontaine reside      no apurado trabalho realizado com a linguagem, ao recriar os temas tradicionais      da f\u00e1bula. No Brasil, Monteiro Lobato realizou tarefa semelhante, acrescentando,      \u00e0s f\u00e1bulas tradicionais, curiosos e certeiros coment\u00e1rios dos personagens      que viviam no S\u00edtio do Picapau Amarelo. <\/p>\n<h4>G\u00eaneros Liter\u00e1rios do Poema<\/h4>\n<p>Os estudos dos G\u00eaneros Liter\u00e1rios aparecem pela primeira vez na obra \u0093A      Rep\u00fablica\u0094, de Plat\u00e3o como um tipo de classifica\u00e7\u00e3o da obra liter\u00e1ria      tendo em vista principalmente o seu conte\u00fado, sua tem\u00e1tica. <\/p>\n<p><strong>O disc\u00edpulo mais famoso de Plat\u00e3o, Arist\u00f3teles, retoma o estudo dos      g\u00eaneros e suas modalidades em sua obra-prima \u0093A Po\u00e9tica\u0094, sob o      ponto de vista dos t\u00f3picos mais importantes da obra:<\/strong> a M\u00cdMESE e a      VEROSSIMILHAN\u00c7A. <\/p>\n<p><strong>Devemos lembrar que, para os Antigos, Poesia \u00e9 texto em versos, com      rima, m\u00e9trica e ritmo definidos, ou seja, \u00e9 o Poema belo e perfeito; em suma:<\/strong>      \u00e9 o poema que obedece \u00e0s normas da Versifica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Para Arist\u00f3teles, a POESIA \u00e9 M\u00edmese, ou seja, \u00e9 uma das v\u00e1rias formas de      IMITA\u00c7\u00c3O (= DE REPRESENTA\u00c7\u00c3O) da realidade criadas pelo homem. <\/p>\n<p><strong>J\u00e1 no in\u00edcio da sua obra, Arist\u00f3teles discrimina como imita\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas:      <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>1)<\/strong> <strong>as imita\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas:<\/strong> trag\u00e9dia        e com\u00e9dia; <strong><br \/>\n       2)<\/strong> <strong>a epop\u00e9ia:<\/strong> imita\u00e7\u00e3o narrativa; <strong><br \/>\n       3)<\/strong> o ditirambo (poemas em homenagem a Baco), a citar\u00edstica (poemas        acompanhados por instrumentos de corda) e a aul\u00e9tica (poemas acompanhados        pela flauta), exemplos de imita\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas que hoje correspondem ao g\u00eanero        l\u00edrico. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Assim, a obra de Arist\u00f3teles j\u00e1 apresenta os tr\u00eas tipos de G\u00eanero      a que um poema (texto em versos) pode pertencer:<\/strong> o L\u00edrico, e \u00c9pico      e o Dram\u00e1tico. <\/p>\n<p><strong>1. G\u00eanero L\u00edrico<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pertence ao G\u00eanero L\u00edrico o poema que consiste numa forma de express\u00e3o      dos sentimentos, das emo\u00e7\u00f5es, dos desejos, dos conhecimentos, enfim, da vis\u00e3o      de mundo de algu\u00e9m:<\/strong> do EU que fala no poema. <strong>Emissor e personagem      \u00fanica desse tipo de mensagem, o \u0093EU-L\u00cdRICO\u0094 \u00e9 o tema nela tratado      (mensagem centrada no emissor)<\/strong>: normalmente, portanto, o poema l\u00edrico      \u00e9 elaborado com uma linguagem emotiva &#8211; SUBJETIVA &#8211; em que predominam as palavras      e pontua\u00e7\u00f5es de 1a. pessoa. <\/p>\n<p><strong>Os tipos de poemas l\u00edricos mais comuns s\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Ode ou Hino:<\/strong> \u00e9 o poema l\u00edrico em que o emissor faz uma        homenagem \u00e0 P\u00e1tria (e aos seus s\u00edmbolos), \u00e0s divindades, \u00e0 mulher amada,        ou a algu\u00e9m ou algo importante para ele. O Hino \u00e9 uma Ode com acompanhamento        musical; <strong><br \/>\n       Elegia:<\/strong> \u00e9 o poema l\u00edrico em que o emissor expressa tristeza, saudade,        ci\u00fame, decep\u00e7\u00e3o, desejo de morte. \u00c9 todo poema melanc\u00f3lico; <strong><br \/>\n       Id\u00edlio ou \u00c9cloga:<\/strong> \u00e9 o poema l\u00edrico em que o emissor expressa uma        homenagem \u00e0 Natureza, \u00e0s belezas e \u00e0s riquezas que ela d\u00e1 ao homem. \u00c9 o        poema buc\u00f3lico, ou seja, que expressa o desejo de desfrutar de tais belezas        e riquezas ao lado da amada (=pastora), que enriquece ainda mais a paisagem,        espa\u00e7o ideal para a paix\u00e3o. A \u00e9cloga \u00e9 um id\u00edlio com di\u00e1logos (muito rara);        <strong><br \/>\n       Epital\u00e2mio:<\/strong> \u00e9 o poema l\u00edrico feito em homenagem \u00e0s n\u00fapcias de algu\u00e9m;        <strong><br \/>\n       S\u00e1tira:<\/strong> \u00e9 o poema l\u00edrico em que o emissor faz uma cr\u00edtica a algu\u00e9m        ou a algo, em tom s\u00e9rio ou ir\u00f4nico (\u0093elogio \u00e0s avessas\u0094). <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Alguns autores consideram modalidades l\u00edricas: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>ACALANTO: <\/strong>ou can\u00e7\u00e3o de ninar; <strong><br \/>\n       ACR\u00d3STICO:<\/strong> (akros = extremidade; stikos = linha), composi\u00e7\u00e3o l\u00edrica        na qual as letras iniciais de cada verso formam uma palavra ou frase; <strong><br \/>\n       BALADA:<\/strong> uma das mais primitivas manifesta\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas, s\u00e3o cantigas        de amigo (elegias) com ritmo caracter\u00edstico e refr\u00e3o vocal que se destinam        \u00e0 dan\u00e7a; <strong><br \/>\n       BARCAROLA: <\/strong>\u00e9 o canto dos gondoleiros italianos; consiste num lamento        com o mar, acusando sempre refer\u00eancia a caminhos por \u00e1gua (= cantigas de        amigo = elegia); <strong><br \/>\n       CAN\u00c7\u00c3O:<\/strong> poema oral com acompanhamento musical (= CANTIGA); <strong><br \/>\n       CANTATA:<\/strong> pequena \u00f3pera, gira sempre em torno de uma a\u00e7\u00e3o solene        ou galante (sensual); <strong><br \/>\n       CANTO REAL:<\/strong> tipo de balada de forma fixa, composta por 5 estrofes        com 11 versos e uma estrofe com cinco versos. Comum no Parnasianismo; <strong><br \/>\n       DITIRAMBO:<\/strong> canto em louvor a Baco que deu origem \u00e0 trag\u00e9dia; <strong><br \/>\n       GAZAL ou GAZEL<\/strong>: poesia amorosa dos persas e \u00e1rabes; odes do Oriente        M\u00e9dio; <strong><br \/>\n       GLOZA:<\/strong> ver VILANCETE; <strong><br \/>\n       HAICAI:<\/strong> express\u00e3o japonesa que significa \u0093versos c\u00f4micos\u0094        (=s\u00e1tira).<strong> \u00c9 o poema japon\u00eas formado de tr\u00eas versos que somam 17        s\u00edlabas assim distribu\u00eddas: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>1. verso =<\/strong> 5 s\u00edlabas;<strong><br \/>\n         2. verso =<\/strong> 7 s\u00edlabas; <strong><br \/>\n         3. verso = <\/strong>5 s\u00edlabas; <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>LIRA= <\/strong>id\u00edlio; <strong><br \/>\n       MADRIGAL:<\/strong> id\u00edlio amoroso que consiste num galanteio que o eu-l\u00edrico        faz a uma pastora(sua amante); <strong><br \/>\n       NOTURNO: <\/strong>elegia, poema melanc\u00f3lico em que o s\u00edmbolo da tristeza        \u00e9 a noite; <strong><br \/>\n       PARLENDA:<\/strong> composi\u00e7\u00e3o ritmada destinada a certos jogos infantis        (cad\u00ea o gato? Foi atr\u00e1s do rato\/ Cad\u00ea o rato ? Foi atr\u00e1s da aranha&#8230;) <strong><br \/>\n       ROND\u00d3: <\/strong>\u00e9 o poema l\u00edrico que tem o mesmo estribilho se repetindo        por todo o texto; <strong><br \/>\n       TROVA:<\/strong> \u00e9 o mesmo que cantiga ou can\u00e7\u00e3o; <strong><br \/>\n       VILANCETE:<\/strong> s\u00e3o as cantigas de autoria dos poetas vil\u00f5es (cantigas        de esc\u00e1rnio e de maldizer); sat\u00edricas, portanto. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Como se pode observar, essas outras modalidades l\u00edricas nada mais s\u00e3o do      que varia\u00e7\u00f5es dos cinco tipos principais. <\/p>\n<p><strong>2. G\u00eanero \u00c9pico ou Narrativo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pertence ao g\u00eanero \u00e9pico, o poema que conta uma hist\u00f3ria, um epis\u00f3dio:<\/strong>      por isso, ele \u00e9 tamb\u00e9m chamado de NARRATIVO. <\/p>\n<p><strong>H\u00e1 tr\u00eas tipos de poemas narrativos: <\/strong><\/p>\n<p><strong>2.1 Epop\u00e9ia: <\/strong>\u00e9 o poema \u00e9pico que narra um grande feito hist\u00f3rico      de um povo, de um pa\u00eds, destacando os seus her\u00f3is. Al\u00e9m dos textos hist\u00f3ricos,      encaixam-se nessa classifica\u00e7\u00e3o os textos b\u00edblicos. <\/p>\n<p><strong>A epop\u00e9ia cl\u00e1ssica, das quais s\u00e3o exemplos a \u0093Il\u00edada\u0094 e      a \u0093Odiss\u00e9ia\u0094, ambas de Homero; \u0093Os Lus\u00edadas\u0094, de Cam\u00f5es;      \u0093A Divina Com\u00e9dia\u0094, de Dante, etc, tem as seguintes partes: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>1a. Proposi\u00e7\u00e3o:<\/strong> apresenta\u00e7\u00e3o do tema e do her\u00f3i; <strong><br \/>\n       2a. Invoca\u00e7\u00e3o\u0094:<\/strong> evoca\u00e7\u00e3o das musas inspiradoras para que o        epis\u00f3dio proposto seja contado com engenho e arte; <strong><br \/>\n       3a. Dedicat\u00f3ria:<\/strong> a epop\u00e9ia \u00e9 dedicada a algu\u00e9m importante; <strong><br \/>\n       4a. Narra\u00e7\u00e3o:<\/strong> o tema proposto \u00e9 contado; <strong><br \/>\n       5a. Ep\u00edlogo: <\/strong>\u00e9 a conclus\u00e3o da narrativa e as considera\u00e7\u00f5es finais.      <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A epop\u00e9ia moderna n\u00e3o tem uma divis\u00e3o pr\u00e9-estipulada. <\/p>\n<p><strong>S\u00e3o exemplos de epop\u00e9ias brasileiras:<\/strong> \u0093 Caramuru\u0094      , de Santa Rita Dur\u00e3o; \u0093 Uraguai\u0094 , de Bas\u00edlio da Gama; \u0093 Vila      Rica\u0094 , de Cl\u00e1udio Manuel da Costa , dentre outras. <\/p>\n<p><strong>2.2 Romance ou X\u00e1cara:<\/strong> \u00e9 o poema narrativo que conta as      fa\u00e7anhas de um her\u00f3i, mas principalmente uma hist\u00f3ria de amor vivida por ele      e uma mulher \u0093proibida\u0094. Apesar dos obst\u00e1culos que o separa, o casal      vive sua paix\u00e3o proibida, f\u00edsica, ad\u00faltera, pecaminosa e, por isso \u00e9 punido      no final. \u00c9 o tipo de narrativa mais comum na Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p><strong>Exemplo: <\/strong>\u0093Trist\u00e3o e Isolda\u0094. <\/p>\n<p><strong>2.3 F\u00e1bula: <\/strong>\u00e9 o poema narrativo em que as personagens s\u00e3o      seres n\u00e3o humanos personificados. Com o objetivo de criticar os homens, esse      poema sempre encerra uma li\u00e7\u00e3o de moral. <\/p>\n<p><strong>H\u00e1, ainda: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Lai:<\/strong> poema narrativo curto formado por 12 estrofes com        versos octoss\u00edlabos, referentes \u00e0s lendas medievais, mais precisamente \u00e0quelas        do ciclo arturiano; <strong><br \/>\n       Can\u00e7\u00e3o de Gesta:<\/strong> narrativa acompanhada de m\u00fasica, conta a vida        de um her\u00f3i ou de um santo; elas deram origem \u00e0s novelas de cavalaria medievais;        <strong><br \/>\n       Poema Her\u00f3i-C\u00f4mico: <\/strong>poema narrativo em estilo solene que encerra        um assunto banal e rid\u00edculo. <strong>Ex:<\/strong> \u0093A Estante do Coro\u0094,        onde os 6 cantos do poema giram em torno da d\u00favida de dois homens a respeito        de onde deveria ser colocada uma estante de um coro; <strong><br \/>\n       Poema Burlesco: <\/strong>\u00e9 um poema narrativo que, ao contr\u00e1rio do poema        her\u00f3i-c\u00f4mico, trata de um assunto s\u00e9rio usando um estilo jocoso. <strong>Ex:        <\/strong>\u0093Orlando Furioso\u0094 <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>3. G\u00eanero Dram\u00e1tico<\/strong><\/p>\n<p>Pertence ao g\u00eanero dram\u00e1tico toda e qualquer pe\u00e7a teatral em versos. O texto      dram\u00e1tico \u00e9 o \u00fanico elaborado com o fito de ser representado num palco e,      por isso, \u00e9 o \u00fanico que cont\u00e9m INSTRU\u00c7\u00d5ES PARA O MOMENTO DA REPRESENTA\u00c7\u00c3O.      Quem melhor caracteriza esse g\u00eanero \u00e9 Arist\u00f3teles, que em sua \u0093Po\u00e9tica\u0094      estuda a trag\u00e9dia em dezessete cap\u00edtulos (cap. VI ao XXII) como sendo o prot\u00f3tipo      do drama e a arte mim\u00e9tica por excel\u00eancia. <\/p>\n<p><strong>Na Antig\u00fcidade, dois eram os tipos de poemas dram\u00e1ticos existentes:<\/strong>      a trag\u00e9dia e a com\u00e9dia, artes mim\u00e9ticas, pois a primeira \u00e9 a imita\u00e7\u00e3o ( a      representa\u00e7\u00e3o) de homens melhores e a segunda, de homens piores do que os      que existem na realidade (objetos da imita\u00e7\u00e3o). No modo dram\u00e1tico de imita\u00e7\u00e3o,      as pr\u00f3prias pessoas imitadas (personagens) s\u00e3o autoras da representa\u00e7\u00e3o e      desconhecem seu destino; \u00e9 por isso que o conjunto das a\u00e7\u00f5es feitas por essas      personagens no decorrer da pe\u00e7a teatral recebe o nome de DRAMA. Para Arist\u00f3teles,      o fato da trag\u00e9dia imitar homens superiores (melhores do que os que existem      na realidade) e provocar no espectador rea\u00e7\u00f5es de dor e viol\u00eancia (para que      o espectador tamb\u00e9m fique \u0093mais nobre\u0094, \u0093melhor\u0094) que      o levam a ter medo e piedade ( a docilidade, a passividade, a conformidade)      necess\u00e1rios \u00e0 vida disciplinada em sociedade, \u00e9 que faz da trag\u00e9dia a mais      perfeita esp\u00e9cie po\u00e9tica de imita\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>A com\u00e9dia, ao contr\u00e1rio, \u00e9 tida como a pior das esp\u00e9cies j\u00e1 que provoca      no espectador o riso, e, com ele, o destemor, a aventura, a rebeldia:<\/strong>      afinal, nelas s\u00e3o representados seres humanos piores do que aqueles que existem      na realidade. A com\u00e9dia surgiu na Sic\u00edlia (It\u00e1lia) com as obras de Epicarmo      e F\u00f3rmis. <\/p>\n<p>Embora tenha surgido na Gr\u00e9cia atrav\u00e9s da obra de \u00c9squilo, Arist\u00f3teles atribui      o m\u00e9rito de ser precursor da trag\u00e9dia ao poeta Homero, autor das epop\u00e9ias      \u0093Il\u00edada\u0094 e \u0093Odiss\u00e9ia\u0094, j\u00e1 que em sua obra narrativa a      personagem protagonista \u00e9 sempre um her\u00f3i, ou seja, \u00e9 sempre um homem superior,      quando o normal na epop\u00e9ia seria imitar homens comuns, homens iguais aos que      existem na realidade. Homero tamb\u00e9m \u00e9 elogiado por Arist\u00f3teles como um POETA      MAIOR, pela forma perfeita e pela linguagem esmerada (ornada, musical) que      imprimiu \u00e0s suas epop\u00e9ias (8.816 versos decass\u00edlabos), fontes de inspira\u00e7\u00e3o      \u00e0s epop\u00e9ias de Virg\u00edlio, Cam\u00f5es, etc. <\/p>\n<p><strong>Arist\u00f3teles salienta, ainda, que trag\u00e9dia e epop\u00e9ia se diferenciam      pelo modo (na trag\u00e9dia as personagens agem por si, n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m narrando,      o espectador entende a est\u00f3ria a partir do drama; na epop\u00e9ia algu\u00e9m conta      a hist\u00f3ria, sabe tudo o que vai acontecer com as personagens:<\/strong> o narrador;      em suma: modo dram\u00e1tico e modo narrativo), pela extens\u00e3o (epop\u00e9ia=poema longo\/trag\u00e9dia=poema      curto) e pelo objeto (trag\u00e9dia=homens melhores\/epop\u00e9ia=homens iguais aos que      existem na realidade) da imita\u00e7\u00e3o. Atualmente, com\u00e9dia e trag\u00e9dia s\u00e3o modalidades      dram\u00e1ticas elaboradas em prosa. <\/p>\n<p>Surgida na Idade M\u00e9dia e criada por Gil Vicente, outra modalidade dram\u00e1tica      em versos heptass\u00edlabos (ou redondilhas maiores) \u00e9 o AUTO, cujo conte\u00fado consiste      numa cr\u00edtica aos poderosos, principalmente aos cl\u00e9rigos(do padre ao Papa).      A vers\u00e3o c\u00f4mica do Auto \u00e9 a FARSA. Essa modalidade ainda existe; em nossa      Literatura atual, temos \u0093Morte e Vida Severina\u0094 ou \u0093Auto de      Natal Pernambucano\u0094 , de Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, e as pe\u00e7as de Ariano      Suassuna, dentre elas o \u0093Auto da Compadecida\u0094. <\/p>\n<h4>A compara\u00e7\u00e3o entre drama antigo e moderno<\/h4>\n<p><strong>Resumo<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro a tomar consci\u00eancia dos g\u00eaneros liter\u00e1rios foi Plat\u00e3o, mas cabe      a Arist\u00f3teles o lan\u00e7amento de suas bases fundamentais na Po\u00e9tica, que se inicia      com a inten\u00e7\u00e3o de abordar a produ\u00e7\u00e3o po\u00e9tica e os seus diversos g\u00eaneros, classificando      as obras segundo elementos formais e contedu\u00edsticos.A palavra Drama oferece      certa ambig\u00fcidade. Al\u00e9m de se referir ao ramo gen\u00e9rico, \u00e9 empregada muitas      vezes como sin\u00f4nimo de pe\u00e7a teatral, outras vezes, como resultante do hibridismo      composicional da trag\u00e9dia e da com\u00e9dia e tamb\u00e9m epop\u00e9ia, cada uma dessas partes      com caracter\u00edsticas espec\u00edficas, que s\u00e3o objeto de estudo at\u00e9 os dias atuais.<\/p>\n<p><strong>1. Introdu\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>A problem\u00e1tica dos g\u00eaneros, a mais antiga da teoria liter\u00e1ria, tamb\u00e9m das      mais complexas e controvertida, empenha ainda hoje o interesse de estudiosos,      que perseveram na busca de uma conceitua\u00e7\u00e3o.Entre oscila\u00e7\u00f5es, o assunto atravessa      toda a hist\u00f3ria da literatura e da critica, ora assumindo acomoda\u00e7\u00f5es de fidelidade      a preceitos est\u00e1ticos, ora desencadeando inova\u00e7\u00f5es, com investidas aguerridas      e alvoro\u00e7adas. O fato \u00e9 que a quest\u00e3o permanece aberta, a agu\u00e7ar nossa curiosidade      num desafio milenar.O primeiro a tomar consci\u00eancia dos g\u00eaneros liter\u00e1rios      foi Plat\u00e3o, mas cabe a Arist\u00f3teles o lan\u00e7amento de suas bases fundamentais      na Po\u00e9tica, que se inicia com a inten\u00e7\u00e3o de abordar a produ\u00e7\u00e3o po\u00e9tica e os      seus diversos g\u00eaneros, classificando as obras segundo elementos formais e      contedu\u00edsticos. Assim, o g\u00eanero liter\u00e1rio pressup\u00f5e uma classifica\u00e7\u00e3o de obras      consignadas por caracter\u00edsticas afim. <\/p>\n<p>Embora a Po\u00e9tica de Arist\u00f3teles continue sendo o texto b\u00e1sico para enfoque      dos g\u00eaneros, durante s\u00e9culos vem suscitando interpreta\u00e7\u00f5es que variam ao sabor      do aparecimento de novos modelos liter\u00e1rios e segundo a evolu\u00e7\u00e3o do conceito      de literatura.Na Idade M\u00e9dia n\u00e3o houve sistematiza\u00e7\u00e3o rigorosa sobre os problemas      liter\u00e1rios, a n\u00e3o ser tratados de po\u00e9tica trovadoresca, todavia sem vincula\u00e7\u00f5es      com a doutrina dos antigos. No renascimento, gra\u00e7as \u00e0 sedu\u00e7\u00e3o exercida pela      arte greco-latina, a po\u00e9tica de Arist\u00f3teles e a Ep\u00edstola aos Pis\u00f5es de Hor\u00e1cio      promoveram in\u00fameras discuss\u00f5es do maior interesse para o novo esp\u00edrito cr\u00edtico      que despontava. A quest\u00e3o dos g\u00eaneros narrativos, ent\u00e3o, tornou-se o ponto      central da interpreta\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno liter\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Arist\u00f3teles considera dois modos b\u00e1sicos de produ\u00e7\u00e3o po\u00e9tica:<\/strong>      o narrativo e o dram\u00e1tico, n\u00e3o considerando a poesia l\u00edrica como um g\u00eanero      liter\u00e1rio. Os cr\u00edticos liter\u00e1rios renascentistas e cl\u00e1ssicos, entretanto,      com base nos postulados horacianos, inclu\u00edram o l\u00edrico entre os g\u00eaneros e      deram in\u00edcio \u00e0 carreira da divis\u00e3o tripartida da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria (l\u00edrica,      \u00e9pica e dram\u00e1tica) que apesar das dissens\u00f5es, prevalece para grande parte      dos teorizadores, at\u00e9 nossos dias.<\/p>\n<p>A ess\u00eancia dram\u00e1tica se apresenta por meio de fen\u00f4menos estil\u00edsticos determinados      que situam a obra no ramo do drama se esses tra\u00e7os preponderam sobre os demais.<\/p>\n<p>A palavra Drama oferece certa ambig\u00fcidade. Al\u00e9m de se referir ao ramo gen\u00e9rico,      \u00e9 empregada muitas vezes como sin\u00f4nimo de pe\u00e7a teatral, outras vezes, como      resultante do hibridismo composicional da trag\u00e9dia e da com\u00e9dia. A fim de      estabelecer a distin\u00e7\u00e3o, o ramo gen\u00e9rico pode tamb\u00e9m se denominar dram\u00e1tica.<\/p>\n<p>No g\u00eanero \u00e9pico o narrador apresenta a a\u00e7\u00e3o progressivamente, atrav\u00e9s de      descri\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises, com maior ou menor detalhe, estendendo-se longamente.      Tal procedimento n\u00e3o \u00e9 adequado \u00e0 obra dram\u00e1tica, pressionada a uma economia      de meios, devido ao fator tempo, j\u00e1 que a pe\u00e7a se limita a algumas poucas      horas. <\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o \u00e9pica ou romanesca se expande no espa\u00e7o e no tempo, deslocando-se      \u00e0 vontade de um lugar para o outro, do passado para o futuro. A dram\u00e1tica      acontece no palco, no momento da apresenta\u00e7\u00e3o, coagida a uma sele\u00e7\u00e3o de lances      num ritmo c\u00eanico acelerado. Para Arist\u00f3teles, o objeto da m\u00edmesis recai sempre      sobre as a\u00e7\u00f5es das personagens, mas quanto \u00e0 maneira de sua realiza\u00e7\u00e3o, destacam-se      duasfundamentais, a narrativa e a dram\u00e1tica. A a\u00e7\u00e3o se desenrola atrav\u00e9s de      acontecimentos que revelam as personagens, situadas num determinado lugar      e numa certa \u00e9poca. Lembrando que drama em grego significa a\u00e7\u00e3o, compreendemos      que este \u00e9 o elemento nuclear da uma pe\u00e7a teatral. <\/p>\n<p><strong>1.1 Esp\u00e9cies de G\u00eaneros Dram\u00e1ticos<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.1.1 A trag\u00e9dia<\/strong><\/p>\n<p>Para Arist\u00f3teles, a trag\u00e9dia \u00e9 a m\u00edmesis de uma a\u00e7\u00e3o importante e completa,      num estilo agrad\u00e1vel, executada por personagens que representam os homens      melhores do que s\u00e3o a fim de suscitar piedade e terror e obter a catarse dessas      emo\u00e7\u00f5es. A personagem tr\u00e1gica, quando n\u00e3o se suicida, termina louca prostrada      sob os escombros de seu mundo. O sentimento tr\u00e1gico se estriba num fracasso      que derruba o ideal de um ser, quando se destr\u00f3i a raz\u00e3o de uma exist\u00eancia      humana, quando uma causa final e \u00fanica deixa de existir, nasce o tr\u00e1gico.    <\/p>\n<p><strong>1.1.2 Com\u00e9dia<\/strong><\/p>\n<p>Assim como o tr\u00e1gico n\u00e3o se encontra s\u00f3 na trag\u00e9dia, mas em qualquer outra      obra que mostre o naufr\u00e1gio de um homem, o c\u00f4mico tamb\u00e9m est\u00e1 presente em      toda a literatura, desde a epop\u00e9ia de Homero aos romances de Cervantes, Balzac      ou Machado de Assis. O tr\u00e1gico e o c\u00f4mico correspondem a necessidades vitais      do ser humano, os dois p\u00f3los onde o homem oscila, quando se eleva acima de      si mesmo ou quando rasteja nas pr\u00f3prias limita\u00e7\u00f5es. Apesar do c\u00f4mico invadir      muitas \u00e1reas liter\u00e1rias, se apresenta em sua maior pureza na com\u00e9dia, concebida      especificamente para real\u00e7ar seus tra\u00e7os. Arist\u00f3teles conclui que a trag\u00e9dia      mostra os homens melhores do que s\u00e3o e a com\u00e9dia os representa piores, inferiores,      fixando o rid\u00edculo que se encontra num defeito. Compreende-se que ainda no      s\u00e9culo XVII, \u00e9poca em que a aristocracia goza de prest\u00edgios, as personagens      principais da trag\u00e9dia pertenciam \u00e0s classes mais altas e as com\u00e9dias venham      da burguesia e do povo. As virtudes her\u00f3icas, que na trag\u00e9dia provoca admira\u00e7\u00e3o,      se transformam na com\u00e9dia em imperfei\u00e7\u00f5es, cacoetes, alvos de zombaria. <\/p>\n<p><strong>2. A percep\u00e7\u00e3o de Vitor Hugo e Roman Jacobson sobre g\u00eaneros liter\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Vitor Hugo, a sociedade humana come\u00e7a a cantar o que sonha (l\u00edrico),      depois canta o que faz (\u00e9pico) e por fim pinta o que pensa ( dram\u00e1tico). Devemos      em tudo na vida passar por essas tr\u00eas fases, sem exclusividade de nenhuma      delas.<\/p>\n<p><strong>Numa outra perspectiva, mas dentro da concep\u00e7\u00e3o unificadora, Jacobson      determina correspond\u00eancia entre estruturas ling\u00fc\u00edsticas e os g\u00eaneros liter\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>L\u00edrica &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211;<\/strong> <strong>Primeira pessoa (fun\u00e7\u00e3o        emotiva):<\/strong> o eu fala.<strong><br \/>\n       \u00c9pica &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; Terceira pessoa (fun\u00e7\u00e3o referencial):<\/strong>        fala-se de algo.<strong><br \/>\n       Dram\u00e1tica- &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; Segunda pessoa (fun\u00e7\u00e3o conativa):<\/strong> fala-se        a algu\u00e9m.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>3. O Drama para Hegel<\/strong><\/p>\n<p>Para Hegel, a a\u00e7\u00e3o concentra-se num conflito de interesses dos personagens.      O drama apresenta uma a\u00e7\u00e3o que tem como base uma pessoa moral. Os acontecimentos      parecem nascer da vontade interior de cada personagem. Portanto, a vontade      humana que interessa, no caso, \u00e9 a que tem consci\u00eancia dos seus objetivos.      A a\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica \u00e9 a a\u00e7\u00e3o de quem, no drama, vai em busca dos seus objetivos      consciente do quer. A teoria hegeliana tenta nos chamar aten\u00e7\u00e3o para a s\u00edntese      entre l\u00edrica e \u00e9pica e da profus\u00e3o nasce o g\u00eanero dram\u00e1tico. <\/p>\n<p><strong>Hegel diz que:<\/strong> &#8220;O modo de concep\u00e7\u00e3o po\u00e9tica deste novo      g\u00eanero comporta, como acabou de dizer, uma uni\u00e3o mediatizada do princ\u00edpio      \u00e9pico e o princ\u00edpio l\u00edrico&#8221;. Em outra cita\u00e7\u00e3o. Assim dizendo, parece-me,      queria Hegel significar que o Drama deve reunir em si a a\u00e7\u00e3o, o externar-se,      o objetivar-se, o mostrar os fatos, da epop\u00e9ia; mas por outro lado, carregar      um peso de subjetividade, de raz\u00f5es morai, de sentimentos, de psicol\u00f3gico,      de paix\u00f5es, de hesita\u00e7\u00f5es, de alma, em suma.<\/p>\n<p><strong>4.Organograma comparativo do g\u00eanero dram\u00e1tico<\/strong><\/p>\n<table width=\"574\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<p align=\"center\"><strong>Trag\u00e9dia antiga<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<p align=\"center\"><strong>Trag\u00e9dia moderna<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"23%\" bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<p align=\"center\"><strong>Com\u00e9dia antiga<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<p align=\"center\"><strong>Com\u00e9dia moderna<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Ex:<\/strong>              Orestia de \u00c9squilo.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Ex:<\/strong>              Senhora dos afogados. Nelson Rodrigues.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"23%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Ex<\/strong>:              A Aulul\u00e1ria de Plauto<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Ex:<\/strong>              O Avarento de Moli\u00e9re<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Origem:<\/strong>              Grega.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Origem:<\/strong>              Nasce com o romantismo.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"23%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Origem: <\/strong>latina<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Origem: <\/strong>francesa<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Linguagem ornamentada.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Linguagem simples.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"23%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Linguagem<\/strong>:              ornamentada<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Linguagem<\/strong>:              ornamentada<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Her\u00f3i. H\u00e1 la\u00e7os semelhantes              entre eles, \u00e9 perfeito.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Surge o anti-her\u00f3i              <\/p>\n<p>Imperfeito.<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"23%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Personagens manipulados              segundo a vontade dos deuses em que reside o rid\u00edculo.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Personagens controladores              de seus destinos, mas com a interfer\u00eancia dos deuses<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Deus, semi-deuses mitos.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Um \u00fanico Deus.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"23%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">deuses<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Um \u00fanico deus.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Destino<\/strong>:              n\u00e3o h\u00e1 livre arb\u00edtrio.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Livre arb\u00edtrio.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"23%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Destino<\/strong>:              segundo a vontade dos deuses<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Livre arb\u00edtrio<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Tempo<\/strong>:              um dia<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Tempo<\/strong>:              dois ou tr\u00eas              <\/p>\n<p>dias<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"23%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Tempo:<\/strong>              curto<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Tempo:<\/strong>              curto<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Espa\u00e7o: <\/strong>um              \u00fanico lugar. <\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Espa\u00e7o:<\/strong>              v\u00e1rios lugares ao mesmo tempo.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"23%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Espa\u00e7o: <\/strong>um              \u00fanico cen\u00e1rio<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Um \u00fanico espa\u00e7o<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"25%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>A\u00e7\u00e3o:<\/strong>              \u00e9 representada pelos              <\/p>\n<p>personagens.<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">A\u00e7\u00e3o \u00e9 representada pelos              personagens.<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"23%\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>A\u00e7\u00e3o:<\/strong>              \u00e9 representada pelos personagens<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"26%\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Representada pelos Personagens.<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p><strong>5. Epop\u00e9ia versus trag\u00e9dia<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil confundirmos trag\u00e9dia e epop\u00e9ia, mas conv\u00e9m lembrar que, (embora      n\u00e3o seja nosso objeto de estudo at\u00e9 aqui) a palavra epop\u00e9ia deriva de Epos      que, em grego significa recita\u00e7\u00e3o. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9pica primitiva era de algu\u00e9m      que narrava um fato a um grupo de ouvintes, distanciando-se, portanto, o narrador      em rela\u00e7\u00e3o ao acontecimento passado, numa posi\u00e7\u00e3o de confronto. J\u00e1 a a\u00e7\u00e3o      dram\u00e1tica da trag\u00e9dia rigorosa \u00e9 como um mecanismo que se move sozinho; deve      caminhar para frente, n\u00e3o pode voltar no tempo ( o flashback \u00e9 \u00e9pico). A epop\u00e9ia      e a trag\u00e9dia concordam somente em serem ambas imita\u00e7\u00f5es de homens superiores,      em verso; mas diferem epop\u00e9ia e trag\u00e9dia, pelo seu metro \u00fanico e a forma de      narrativa. E tamb\u00e9m na extens\u00e3o, pois a trag\u00e9dia procura limitar a a\u00e7\u00e3o em      um limite de tempo, j\u00e1 a epop\u00e9ia n\u00e3o tem limite de tempo. <\/p>\n<p><strong>6. Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Tanto o tr\u00e1gico como o c\u00f4mico modifica-ram-se ao longo da hist\u00f3ria humana.      O c\u00f4mico manteve-se equilibrado sobre o rid\u00edculo, fazendo dele a condi\u00e7\u00e3o      b\u00e1sica de sua exist\u00eancia, utilizando-se muitas vezes uso de situa\u00e7\u00f5es de extrema      viol\u00eancia e deprecia\u00e7\u00e3o ir\u00f4nica do car\u00e1ter humano para produzir o riso. A      trag\u00e9dia, de certo modo manteve tamb\u00e9m seu intento primitivo de produzir a      catarse, atrav\u00e9s do sofrimento e morte violenta de seus personagens. Os deuses      desapareceram e tamb\u00e9m o destino controlador da vida do her\u00f3i tr\u00e1gico.\u00a0    <\/p>\n<p>Contemporaneamente, o que promove as desgra\u00e7as de sua exist\u00eancia s\u00e3o os condicionantes      hereditariedade e meio. O her\u00f3i tr\u00e1gico moderno est\u00e1 sujeito \u00e0 viol\u00eancia cotidiana      e aos dist\u00farbios psicol\u00f3gicos favorecidos pela sociedade.<\/p>\n<h4>G\u00eanero Liter\u00e1rio &#8211; Tipos<\/h4>\n<p><strong>G\u00eanero liter\u00e1rio (mais amplamente conhecido como g\u00eaneros liter\u00e1rios)      \u00e9 geralmente dividido, desde a Antig\u00fcidade, em tr\u00eas grupos:<\/strong> narrativo      ou \u00e9pico, l\u00edrico e dram\u00e1tico. Essa divis\u00e3o partiu dos fil\u00f3sofos da Gr\u00e9cia      antiga, Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles, quando iniciaram estudos para o questionamento      daquilo que representaria o liter\u00e1rio e como essa representa\u00e7\u00e3o seria produzida.<\/p>\n<p>Essas tr\u00eas classifica\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas fixadas pela tradi\u00e7\u00e3o englobam in\u00fameras      categorias menores, comumente denominadas subg\u00eaneros. O g\u00eanero l\u00edrico se faz,      na maioria das vezes, em versos e explora a musicalidade das palavras. Entretanto,      os outros dois g\u00eaneros o narrativo e o dram\u00e1tico \u00b2 tamb\u00e9m podem ser escritos      nessa forma, embora modernamente prefira-se a prosa.<\/p>\n<p>Todas as modalidades liter\u00e1rias s\u00e3o influenciadas pelas personagens, pelo      espa\u00e7o e pelo tempo. Todos os g\u00eaneros podem ser n\u00e3oficcionais ou ficcionais.      Os n\u00e3o-ficcionais baseiam-se na realidade, e os ficcionais inventam um mundo,      onde os acontecimentos ocorrem coerentemente com o que se passa no enredo      da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>G\u00eanero \u00c9pico<\/strong><\/p>\n<p>O seu papel \u00e9 relatar um enredo, sendo ele imagin\u00e1rio ou n\u00e3o, situado em      tempo e lugar determinados, envolvendo uma ou mais personagens, e assim o      faz de diversas formas. <\/p>\n<p><strong>As narrativas utilizam-se de diferentes linguagens:<\/strong> a verbal      (oral ou escrita), a visual (por meio da imagem), a gestual (por meio de gestos),      al\u00e9m de outras.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 estrutura, ao conte\u00fado e \u00e0 extens\u00e3o, pode-se classificar as obras      narrativas em romances, contos, novelas, poemas \u00e9picos, cr\u00f4nicas, f\u00e1bulas      e ensaios.<\/p>\n<p>Todo texto que traz foco narrativo, enredo, personagens, tempo e espa\u00e7o,      conflito, cl\u00edmax e desfecho \u00e9 classificado como narrativo.<\/p>\n<p><strong>Textos narrativo<\/strong><\/p>\n<p>Seguem, abaixo, modalidades textuais pertencentes ao g\u00eanero narrativo.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Romance:<\/strong> \u00e9 um texto completo, com tempo, espa\u00e7o e personagens        bem definidos de car\u00e1cter veross\u00edmil.<br \/>\n<strong>F\u00e1bula:<\/strong> \u00e9 um texto de car\u00e1cter fant\u00e1stico que busca ser        inveross\u00edmil (n\u00e3o tem nenhuma semelhan\u00e7a com a realidade). As personagens        principais s\u00e3o animais ou objetos, e a finalidade \u00e9 transmitir alguma li\u00e7\u00e3o        de moral.<br \/>\n<strong>Epop\u00e9ia ou \u00c9pico:<\/strong> \u00e9 uma narrativa feita em versos, num        longo poema que ressalta os feitos de um her\u00f3i ou as aventuras de um povo.        Tr\u00eas belos exemplos s\u00e3o Os Lus\u00edadas, de Lu\u00eds de Cam\u00f5es, Il\u00edada e Odiss\u00e9ia,        de Homero.<br \/>\n<strong>Novela: <\/strong>\u00e9 um texto caracterizado por ser intermedi\u00e1rio        entre a longevidade do romance e a brevidade do conto. O personagem se caracteriza        existencialmente em poucas situa\u00e7\u00f5es. Como exemplos de novelas, podem ser        citadas as obras O Alienista, de Machado de Assis, e A Metamorfose, de Kafka.<br \/>\n<strong>Conto:<\/strong> \u00e9 um texto narrativo breve, e de fic\u00e7\u00e3o, geralmente        em prosa, que conta situa\u00e7\u00f5es rotineiras, anedotas e at\u00e9 folclores (conto        popular). Caracteriza-se por personagens previamente retratados. Inicialmente,        fazia parte da literatura oral e Boccaccio foi o primeiro a reproduzi-lo        de forma escrita com a publica\u00e7\u00e3o de Decamer\u00e3o.<br \/>\n<strong>Cr\u00f4nica:<\/strong> \u00e9 uma narrativa informal, ligada \u00e0 vida cotidiana,        com linguagem coloquial, breve, com um toque de humor e cr\u00edtica.<br \/>\n<strong>Ensaio:<\/strong> \u00e9 um texto liter\u00e1rio breve, situado entre o po\u00e9tico        e o did\u00e1tico, expondo ideias, cr\u00edticas e reflex\u00f5es morais e filos\u00f3ficas        a respeito de certo tema. \u00c9 menos formal e mais flex\u00edvel que o tratado.        Consiste tamb\u00e9m na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre        um tema (human\u00edstico, filos\u00f3fico, pol\u00edtico, social, cultural, moral, comportamental,        liter\u00e1rio, etc.), sem que se paute em formalidades como documentos ou provas        emp\u00edricas ou dedutivas de car\u00e1ter cient\u00edfico.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><b>G\u00eanero l\u00edrico<\/b><\/p>\n<p>Na maioria das vezes expresso pela poesia. Entretanto \u00e9 de grande import\u00e2ncia      real\u00e7ar que nem toda poesia pertence ao g\u00eanero l\u00edrico. Esse g\u00eanero preocupa-se      principalmente com o mundo interior de quem escreve o poema, o eu-l\u00edrico,      que pode <b>ser<\/b> tamb\u00e9m chamado de sujeito l\u00edrico, voz l\u00edrica <b>ou<\/b>      voz po\u00e9tica. Os acontecimentos exteriores funcionam como est\u00edmulo para o poeta      escrever. O que \u00e9 fundamental em um poema \u00e9 o trabalho com as palavras, que      d\u00e1 margem \u00e0 compreens\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o, dos pensamentos, sentimentos do eu-l\u00edrico      e, muitas vezes, levam \u00e0 reflex\u00e3o, portanto, sendo geralmente escrito na primeira      pessoa do singular.<\/p>\n<p>Na poesia moderna encontram-se muitas manifesta\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas que criticam      a <b>realidade<\/b> social em que ela est\u00e1 inserida e onde est\u00e1 circulando.      Um dos pap\u00e9is mais importantes do poema \u00e9 manter viva a experi\u00eancia hist\u00f3rica      da humanidade e registrar os preceitos das \u00e9pocas que v\u00e3o se transformando.<\/p>\n<p>No entanto, mesmo quando na poesia o escritor fala da sua experi\u00eancia e\/<b>ou<\/b>      do seu <b>tempo<\/b>, ele o faz de uma forma diferenciada daquela que geralmente      se encontra nos registros dos outros <b>g\u00eaneros<\/b> textuais; nesse caso,      o poeta faz uso da mem\u00f3ria da linguagem de um passado presente, que se alimenta,      entre outras coisas, do inconsciente. A import\u00e2ncia da palavra no poema \u00e9      t\u00e3o relevante que \u00e9 poss\u00edvel aproveitar toda a riqueza fon\u00e9tica, morfol\u00f3gica      e sint\u00e1tica da l\u00edngua e, atrav\u00e9s dela, constroem-se v\u00e1rias maneiras de provocar      sensa\u00e7\u00f5es no \u00edntimo do leitor. Devido a essa intensidade de express\u00e3o, as      obras l\u00edricas tendem a <b>ser<\/b> breves e a acentuar o ritmo e a musicalidade      da linguagem.<\/p>\n<p><strong>Textos l\u00edricos Seguem, abaixo, modalidades textuais pertencentes      ao g\u00eanero l\u00edrico:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><b>Ode<\/b>: \u00e9 um texto de cunho entusi\u00e1stico e mel\u00f3dico, em geral, uma        m\u00fasica.<b><br \/>\n       Hino<\/b>: \u00e9 um texto de cunho glorificador <b>ou<\/b> at\u00e9 santificador. Os        hinos de pa\u00edses e as m\u00fasicas religiosas <b>s\u00e3o<\/b> exemplos de hinos.<b><br \/>\n       Soneto<\/b>: \u00e9 um texto em poesia com 14 versos, dividido em dois quartetos        e dois tercetos, com rima geralmente em A-BA-B A-B-B-A C-D-C D-C-D.<b><br \/>\n       Haicai<\/b> <b>ou<\/b> <b>haiku<\/b>: \u00e9 uma forma de poesia japonesa, sem rima,        constitu\u00eddos normalmente por tr\u00eas versos na ordem de 5-75 s\u00edlabas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><b>G\u00eanero Dram\u00e1tico<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 composto de textos que foram escritos para serem encenados em forma de      pe\u00e7a de teatro. Para o texto dram\u00e1tico se tornar uma pe\u00e7a, ele deve primeiro      <b>ser<\/b> transformado em um roteiro, para depois poder <b>ser<\/b> transformado      ent\u00e3o do g\u00eanero espeta. \u00c9 muito dif\u00edcil ter defini\u00e7\u00e3o de texto dram\u00e1tico que      o diferencie dos demais <b>g\u00eaneros<\/b> textuais, j\u00e1 que existe uma tend\u00eancia      atual muito grande em teatralizar qualquer tipo de texto. No entanto, a principal      caracter\u00edstica do texto dram\u00e1tico \u00e9 a presen\u00e7a do chamado texto principal,      composto pela parte do texto que deve <b>ser<\/b> dito pelos atores na pe\u00e7a      e que, muitas vezes, \u00e9 induzido <b>pelas<\/b> indica\u00e7\u00f5es c\u00eanicas, rubricas      <b>ou<\/b> didasc\u00e1lias, texto tamb\u00e9m chamado de secund\u00e1rio, que informa os      atores e o leitor sobre a din\u00e2mica do texto principal. <\/p>\n<p><strong>Por exemplo, antes da fala de um personagem \u00e9 colocada a express\u00e3o:      <\/strong>\u00ab<i>co<\/i>m v<i>oz<\/i> <i>b<\/i>aixa\u00bb, indicando como o texto deve      <b>ser<\/b> falado. J\u00e1 que n\u00e3o existe narrador nesse tipo de texto, o drama      \u00e9 dividido entre as duas <b>personagens<\/b> locutoras, que entram em cena      pela cita\u00e7\u00e3o de seus nomes. &#8220;Classifica-se de drama toda pe\u00e7a teatral      caracterizada por seriedade, <b>ou<\/b> solenidade, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 com\u00e9dia propriamente      dita&#8221;. <\/p>\n<p><strong>Apresenta qualquer tema, estrutura-se em dois tipos de textos:<\/strong>      rubrica e o discurso direto. H\u00e1 aus\u00eancia de narrador e \u00e9 formado por atos,      quadros e cenas.<\/p>\n<h4><b>O G\u00eanero Narrativo e a Linguagem Cotidiana<\/b><\/h4>\n<p>Na atualidade passou-se a chamar g\u00eanero narrativo ao conjunto de obras em      que h\u00e1 narrador, <b>personagens<\/b> e uma seq\u00fc\u00eancia de fatos. \u00c9 uma variante      do g\u00eanero \u00e9pico. <\/p>\n<p><strong>Abrange v\u00e1rias modalidades de texto em que aparecem os seguintes      elementos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Foco narrativo:<\/strong> presen\u00e7a de um elemento que relata a hist\u00f3ria        como participante (1\u00ba pessoa)<b>ou<\/b> como observador (3\u00ba pessoa ). E,        tamb\u00e9m h\u00e1 o narrador onisciente.<strong><br \/>\n       Enredo:<\/strong> \u00e9 a seq\u00fc\u00eancia de fatos, podendo seguir a ordem cronol\u00f3gica        em que eles ocorrem (sucess\u00e3o temporal dos fatos), <b>ou<\/b> a ordem psicol\u00f3gica        (sucess\u00e3o dos fatos, seguindo as lembran\u00e7as <b>ou<\/b> evoca\u00e7\u00f5es das <b>personagens<\/b>,        apresentando, muitas vezes flashbacks <b>ou<\/b> voltas ao passado.<strong><br \/>\n       Personagem:<\/strong> seres criados <b>pelo<\/b> autor com caracter\u00edsticas        f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas determinadas.<strong><br \/>\n       Campo e espa\u00e7o:<\/strong> o momento e o local em que os fatores <b>s\u00e3o<\/b>        narrados e onde se desenrolam.<strong><br \/>\n       Conflito:<\/strong> situa\u00e7\u00e3o de tens\u00e3o entre os elementos da narrativa.<strong><br \/>\n       Cl\u00edmax: <\/strong>a situa\u00e7\u00e3o criada <b>pelo<\/b> narrador vai progressivamente        aumentando sua dramaticidade at\u00e9 que chega ao cl\u00edmax, ao ponto m\u00e1ximo.<strong><br \/>\n       Desfecho:<\/strong> momento que recebe o cl\u00edmax, no qual se finaliza a hist\u00f3ria        e cada personagem se encaminha para seu &#8220;destino&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Desde a antig\u00fcidade, os <b>g\u00eaneros<\/b> liter\u00e1rios <b>s\u00e3o<\/b> conhecidos e      geralmente <b>s\u00e3o<\/b> divididos, segundo Arist\u00f3teles, em narrativo, l\u00edrico      e dram\u00e1tico.<\/p>\n<p><b>Todos<\/b> as <b>modalidades<\/b> <b>liter\u00e1rias<\/b> <b>s\u00e3o<\/b> <b>influenciadas<\/b>      <b>pelas<\/b> <b>personagens<\/b>, <b>pelo<\/b> <b>espa\u00e7o<\/b> e <b>pelo<\/b> <b>tempo<\/b>.      <b>Todos<\/b> os <b>g\u00eaneros<\/b> <b>podem<\/b> <b>ser<\/b> <b>n\u00e3o-ficcionais<\/b>      <b>ou<\/b> <b>ficcionais<\/b>. Os <b>n\u00e3o-ficcionais<\/b> <b>representam<\/b> <b>fielmente<\/b>      a <b>realidade<\/b>, e os <b>ficcionais<\/b> inventam um mundo onde os acontecimentos      ocorrem coerentemente com o que se passa no enredo da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>G\u00eanero narrativo <\/strong><\/p>\n<p>O g\u00eanero narrativo (tamb\u00e9m conhecido como g\u00e9nero \u00e9pico ) nada mais faz, a      n\u00e3o <b>ser<\/b> narrar uma hist\u00f3ria, e assim o faz de diversas formas. <\/p>\n<p><strong>As narrativas utilizam-se de diferentes linguagens: <\/strong>a verbal      (oral <b>ou<\/b> escrita), a visual (por meio da imagem), a gestual (por meio      de gestos) etc.<\/p>\n<p>\u00c9 classificado, assim, todo texto em que traz foco narrativo, enredo, <b>personagens<\/b>,      <b>tempo<\/b> e <b>espa\u00e7o<\/b>, conflito, cl\u00edmax e desfecho.<\/p>\n<p>Romance + \u00e9 um texto completo, com <b>tempo<\/b>, <b>espa\u00e7o<\/b> e <b>personagens<\/b>      bem definidos de car\u00e1cter veross\u00edmil.<\/p>\n<p>F\u00e1bula + \u00e9 um texto de car\u00e1cter fant\u00e1stico que busca <b>ser<\/b> inveross\u00edmil      (n\u00e3o tem nenhuma semelhan\u00e7acom a <b>realidade<\/b>). Os <b>personagens<\/b>      principais <b>s\u00e3o<\/b> animais, e a finalidade \u00e9 transmitir alguma li\u00e7\u00e3o de      moral.<\/p>\n<p>Epop\u00e9ia <b>ou<\/b> \u00c9pico + \u00e9 uma narrativa feito em versos, num longo poema      que ressalta os feitos de um her\u00f3i <b>ou<\/b> as aventuras de um povo. Um bom      exemplo \u00e9 Os Lus\u00edadas, de Lu\u00eds de Cam\u00f5es, Il\u00edada e Odiss\u00e9ia, de Homero. Novela      + \u00e9 um texto caracterizado por <b>ser<\/b> intermedi\u00e1rio entre a longevidade      do romance e a brevialidade do conto. O personagem se caracteriza existencialmente      em poucas situa\u00e7\u00f5es. Exemplos denovela <b>s\u00e3o<\/b> O alienista, de Machado      de Assis, e A metamorfose, de Kafka. Conto + \u00e9 um texto narrativo breve, e      de fic\u00e7\u00e3o, geralmente em prosa que conta situa\u00e7\u00f5es rotineiras, anedotas e      at\u00e9 folclores (conto popular).<\/p>\n<p>Caracteriza-se por <b>personagens<\/b> breviamente retratados. Inicialmente      fazia parte da literatura oral, Boccaccio foi o primeiro a transform\u00e1-lo em      escrita publicando Decamer\u00e3o. Cr\u00f4nica + \u00e9 uma narrativa informal, ligada \u00e0      vida cotidiana, com linguagem coloquial, breve e com toque de humor e cr\u00edtica.      Ensaio + \u00e9 um texto liter\u00e1rio breve, situado entre o po\u00e9tico e o did\u00e1tico,      expondo id\u00e9ias, cr\u00edticas e reflex\u00f5es morais e filos\u00f3ficas a respeito de certo      tema. \u00c9 menos formal e mais flex\u00edvel que o tratado. Consiste tamb\u00e9m na defesa      de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (human\u00edstico, filos\u00f3fico,      pol\u00edtico, social, cultural, moral, comportamental, liter\u00e1rio, etc.), sem que      se paute em formalidades como documentos <b>ou<\/b> provas emp\u00edricas <b>ou<\/b>      dedutivas de car\u00e1ter cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Isso tudo \u00e9 uma caracter\u00edstica dos tipos de <b>g\u00eaneros<\/b> narrativos.<\/p>\n<p><strong>G\u00eanero l\u00edrico <\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 na maioria das vezes expressa pela poesia. Entretanto \u00e9 de grande import\u00e2ncia      real\u00e7ar que nem toda poesia pertence ao g\u00e9nero l\u00edrico.<\/p>\n<p>Esse g\u00eanero se preocupa principalmente com o mundo interior dequem escreve      o poema, o eu-l\u00edrico. Os acontecimentos exteriores funcionam como est\u00edmulo      para o poeta escrever. O que \u00e9 fundamental em um poema \u00e9 o trabalho com as      palavras, que d\u00e1 margem \u00e0 compreens\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o, dos pensamentos, sentimentos      do eu-l\u00edrico e, muitas vezes, levam \u00e0 reflex\u00e3o, portanto, sendo geralmente      escrito na primeira pessoa do singular.<\/p>\n<p>Na poesia moderna encontram-se muitas manifesta\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas que criticam      a <b>realidade<\/b> social em que ela est\u00e1 inserida e onde est\u00e1 circulando.      Um dos pap\u00e9is mais importantes do poema \u00e9 manter viva a experi\u00eancia hist\u00f3rica      da humanidade e registrar os preceitos das \u00e9pocas que v\u00e3o se transformando.<\/p>\n<p>No entanto, mesmo quando na poesia o escritor fala da sua experi\u00eancia e\/<b>ou<\/b>      do seu <b>tempo<\/b>, ele o faz de uma forma diferenciada daquela que geralmente      se encontra nos registros dos outros <b>g\u00eaneros<\/b> textuais; nesse caso,      o poeta faz uso da mem\u00f3ria da linguagem de um passado presente, que se alimenta,      entre outras coisas, do inconsciente. A import\u00e2ncia da palavra no poema \u00e9      t\u00e3o relevante que \u00e9 poss\u00edvel aproveitar toda a riqueza fon\u00e9tica, morfol\u00f3gica      e sint\u00e1tica da l\u00edngua e, atrav\u00e9s dela, constroem-se v\u00e1rias maneiras de provocar      sensa\u00e7\u00f5es no \u00edntimo do leitor.<\/p>\n<p>Ode + \u00e9 um texto de cunho entusi\u00e1stico e mel\u00f3dico, em geral uma m\u00fasica. Hino      + \u00e9 um texto de cunho glorificador <b>ou<\/b> at\u00e9 santificador. Os hinos de      pa\u00edses e as m\u00fasicas religiosas <b>s\u00e3o<\/b> exemplos de hino.<\/p>\n<p>Soneto + \u00e9 um texto em poesia com 14 versos, caracterizado em dois quartetos      e dois tercetos, com rima geralmente em A-B-A-B A-B-B-A C-D-C D-C-D. <\/p>\n<p>Haicai <b>ou<\/b> Haiku + \u00e9 uma forma de poesia japonesa, sem rima constituidos      normalmente por tr\u00eas versos na ordem de 5-7-5 s\u00edlabas.<\/p>\n<p><strong>G\u00eanero dram\u00e1tico<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 composto de textos que foram escritos para serem encenados em forma de      pe\u00e7a de teatro. Para o texto dram\u00e1tico se tornar uma pe\u00e7a, ele deve primeiro      <b>ser<\/b> transformado em um roteiro, para depois poder <b>ser<\/b> transformado      em um texto do g\u00eanero espetacular.<\/p>\n<p>\u00c9 muito dif\u00edcil ter defini\u00e7\u00e3o de texto dram\u00e1tico que o diferencie dos demais      <b>g\u00eaneros<\/b> textuais, j\u00e1 que existe uma tend\u00eancia atual muito grande em      teatralizar qualquer tipo de texto. No entanto, a principal caracter\u00edstica      do texto dram\u00e1tico \u00e9 a presen\u00e7a do chamado texto principal, composto pela      parte do texto que deve <b>ser<\/b> dito pelos autores na pe\u00e7a e que, muitas      vezes, \u00e9 induzido <b>pelas<\/b> indica\u00e7\u00f5es c\u00eanicas, <b>ou<\/b> didasc\u00e1lias,      texto tamb\u00e9m chamado de secund\u00e1rio, que informa os atores e o leitor sobre      a din\u00e2mica do texto principal. <\/p>\n<p><strong>Por exemplo, antes da fala de um personagem \u00e9 colocada a express\u00e3o:      <\/strong>\u00abcom voz baixa\u00bb, indicando como o texto deve <b>ser<\/b> falado.<\/p>\n<p>J\u00e1 que n\u00e3o existe narrador nesse tipo de texto, o drama \u00e9 dividido entre      as duas <b>personagens<\/b> locutoras, que entram em cena pela cita\u00e7\u00e3o de seus      nomes.<\/p>\n<p>Drama atualmente &#8220;classifica-se de drama toda pe\u00e7a teatral caracterizada      por seriedade, <b>ou<\/b> solenidade, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 com\u00e9dia propriamente dita&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Subclassifica\u00e7\u00f5es dos g\u00eaneros <\/strong><\/p>\n<p>Elegia + \u00e9 um texto de exalta\u00e7\u00e3o \u00e0 morte de algu\u00e9m, sendo que a morte \u00e9 elevada      como o ponto m\u00e1ximo do texto.Um bom exemplo \u00e9 a grande pe\u00e7a Romeu e Julieta,      de William Shakespeare.<\/p>\n<p>Epital\u00e2mia + \u00e9 um texto relativo \u00e0s noites nupciais l\u00edricas, <b>ou<\/b> seja,      noites rom\u00e2nticas com poemas e cantigas. Um bom exemplo de epital\u00e2mia \u00e9 a      pe\u00e7a Romeu e Julieta nas noites nupciais.<\/p>\n<p>S\u00e1tira + \u00e9 um texto de car\u00e1ter ridicularizador, podendo <b>ser<\/b> tamb\u00e9m      uma cr\u00edtica indireta a algum fato <b>ou<\/b> a algu\u00e9m. Uma piada \u00e9 um bom exemplo      de s\u00e1tira.<\/p>\n<p>Farsa + \u00e9 um texto onde os <b>personagens<\/b> principais <b>podem<\/b> <b>ser<\/b>      duas <b>ou<\/b> mais pessoas diferentes e n\u00e3o serem reconhecidos pelos feitos      dessa pessoa.<\/p>\n<p><strong>G\u00eanero \u00c9pico <\/strong><\/p>\n<p>Feito em versos, num longo poema que ressalta as qualidades de um her\u00f3i,      o qual \u00e9 antagonista de fatos irreais <b>ou<\/b> tr\u00e1gicos. Atrav\u00e9s deles, <b>s\u00e3o<\/b>      contados os feitos her\u00f3icos de um povo. <\/p>\n<p><strong>Exemplo:<\/strong> &#8220;Os Lus\u00edadas&#8221;,<strong> her\u00f3i: <\/strong>Vasco      da Gama, <strong>povo ressaltado:<\/strong> Portugueses,<strong> feito her\u00f3ico:<\/strong>      Grandes Navega\u00e7\u00f5es -&gt; contornar a \u00c1frica. <\/p>\n<p><strong>G\u00eanero L\u00edrico <\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a conhecida poesia. <\/p>\n<p><strong>Esse g\u00eanero se preocupa principalmente com o mundo interior de quem      escreve o poema:<\/strong> o eu-l\u00edrico. Os acontecimentos exteriores funcionam      como est\u00edmulo para o poeta escrever. O que \u00e9 fundamental em um poema \u00e9 o trabalho      com as palavras, que d\u00e1 margem \u00e0 compreens\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o, dos pensamentos, sentimentos      do eu-l\u00edrico e, muitas vezes, levam \u00e0 reflex\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O g\u00eanero dram\u00e1tico compreende as seguintes modalidades:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Trag\u00e9dia: <\/strong>\u00e9 a representa\u00e7\u00e3o de um fato tr\u00e1gico, suscet\u00edvel        de provocar compaix\u00e3o e terror. Arist\u00f3teles afirmava que a trag\u00e9dia era        &#8220;uma representa\u00e7\u00e3o duma a\u00e7\u00e3o grave, de alguma extens\u00e3o e completa,        em linguagem figurada, com atores agindo, n\u00e3o narrando, inspirando d\u00f3 e        terror&#8221;.<strong><br \/>\n       Com\u00e9dia: <\/strong>\u00e9 a representa\u00e7\u00e3o de um fato inspirado na vida e no sentimento        comum, de riso f\u00e1cil, em geral criticando os costumes. Sua origem grega        est\u00e1 ligada \u00e0s festas populares, celebrando a fecundidade da natureza.<strong><br \/>\n       Tragicom\u00e9dia: <\/strong>modalidade em que se misturam elementos tr\u00e1gicos        e c\u00f4micos. Originalmente, significava a mistura do real com o imagin\u00e1rio.<strong><br \/>\n       Farsa: <\/strong>pequena pe\u00e7a teatral, de car\u00e1ter rid\u00edculo e caricatural,        que cr\u00edtica a sociedade e seus costumes; baseia-se no lema latino Ridendo        castigat mores (Rindo, castigam-se os costumes).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>G\u00eaneros Liter\u00e1rios:<\/strong> Poesia X Prosa<\/p>\n<p>A prosa tem um tema que reflete a realidade exterior, que mostra o mundo      de fora, o que o autor observa. Ela \u00e9 mais objetiva, mais concreta que a poesia,      e por essa raz\u00e3o se utilizam linhas continuas.<\/p>\n<p><strong>Poesia \u0096 <\/strong>apresenta linguagem conotativa, escrita em      versos. Ela \u00e9 extremamente subjetiva, apresentando os sentimentos, a realidade      interior. A poesia \u00e9 abstrata e utiliza diversas figuras de linguagem.<\/p>\n<p><strong>A poesia pode ser dividida em l\u00edrica e \u00e9pica:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>A poesia l\u00edrica <\/strong>lida com um eu \u0096 l\u00edrico, ela reflete        a realidade interior de UM homem. Por exemplo um autor.<strong><br \/>\n       A poesia \u00e9pica l<\/strong>ida com um eu l\u00edrico (n\u00f3s l\u00edrico) que representa        VARIOS homens. Como no caso de os Lus\u00edadas, em que o eu l\u00edrico representa        o povo portugu\u00eas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Antigamente nas poesias \u00e9picas era obrigat\u00f3rio haver fato hist\u00f3ricos, mas      hoje a defini\u00e7\u00e3o foi alterada para a representa\u00e7\u00e3o do eu l\u00edrico.<\/p>\n<p><strong>A Prosa pode ser dividida em:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Contos \u0096 <\/strong>apenas uma c\u00e9lula dram\u00e1tica, um conflito,        e tudo gira em torno desse conflito.<strong><br \/>\n       Novelas \u0096<\/strong> v\u00e1rios conflitos, que apesar de estarem ligados,        s\u00e3o independentes, ou seja, n\u00e3o s\u00e3o necessariamente ligados uns aos outros.<strong><br \/>\n       Romances \u0096<\/strong> possuem varias c\u00e9lulas dram\u00e1ticas ou conflitos,        sendo um deles o principal, e todos os outros giram em torno dele. Nos romances        os conflitos est\u00e3o diretamente relacionados, e personagens est\u00e3o interligados.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Hist\u00f3ria da Literatura \u0096 Escolas Liter\u00e1rias<\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Trovadorismo \u0096 <\/strong>1189 ou 1198<br \/>\n<strong>Humanismo \u0096<\/strong> 1434<br \/>\n<strong>Classicismo \u0096 <\/strong>1527 Quinhentismo no Brasil \u0096 1500<br \/>\n<strong>Barroco \u0096<\/strong> 1580 Brasil \u0096 1601<br \/>\n<strong>Arcadismo \u0096 <\/strong>1756 Brasil \u0096 1768<br \/>\n<strong>Romantismo \u0096 <\/strong>1825 Brasil \u0096 1836<br \/>\n<strong>Realismo \u0096<\/strong> 1865 Brasil \u0096 1881<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Escola Liter\u00e1ria \u0096 <\/strong>um conjunto de caracter\u00edsticas ou      semelhan\u00e7as predominantes durante certo per\u00edodo de tempo <\/p>\n<p><strong>Estilo de \u00e9poca \u0096 <\/strong>s\u00e3o as caracter\u00edsticas semelhantes      entre um conjunto de artistas de certa \u00e9poca<\/p>\n<p><strong>Arcadismo ou Neoclassicismo \u0096 <\/strong>a volta da racionalidade      e antropocentrismo cl\u00e1ssica, dos descobrimentos e busca pelo poder e o equil\u00edbrio.      \u00c9 objetiva, como a racionalidade da \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>S\u00e9culo XVIII<\/strong><\/p>\n<p><strong>Surgiu em meio a:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Iluminismo burgu\u00eas \u0096 <\/strong>necessidade de mudar da crise      e da escurid\u00e3o, para uma \u00e9poca de luz e clareza. Eles querem um caminho de      objetividade, de ci\u00eancia. Eles n\u00e3o querem mais o caminho espiritual. Isso      se deve ao fato de a burguesia ter enriquecido durante o tempo. Ela tinha      o poder econ\u00f4mico e queria o poder pol\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>Escola liter\u00e1ria <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Arc\u00e1dia lusitana (Portugal)<br \/>\n       Arc\u00e1dia ultramarina (Brasil)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O termo Arc\u00e1dia vem do grego da \u00e9poca cl\u00e1ssica, e quer dizer:<\/strong>      um lugar em que as pessoas vivem uma vida simples, em contato com a natureza,      tocando musicas, e vendo pastores e ninfas.<\/p>\n<p>A Inconfid\u00eancia mineira no Brasil. Os brasileiros que estudavam na Europa      trouxeram os ideais de liberdade para o Brasil.<\/p>\n<p><strong>Na \u00e9poca foram utilizadas frases do latim:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Inutilia truncat \u0096 <\/strong>acabar com as inutilidades da        vida, que nesse caso eram os exageros barrocos, como por exemplo, a arte.        O homem do arcadismo queria a simplicidade.<strong><br \/>\n       Carpe diem \u0096<\/strong> vamos aproveitar enquanto h\u00e1 tempo, pois a vida        \u00e9 curta<br \/>\n<strong>Fugere urbem- <\/strong>a fuga da cidade para o campo.<strong><br \/>\n       \u00c1urea mediocritas \u0096 <\/strong>a verdadeira felicidade n\u00e3o esta nas riquezas        e sim no que \u00e9 simples.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Essas frases como o ambiente BUC\u00d3LICO (arvores, rios, lagos, animais, montanhas)      representam muito bem os ideais do Arcadismo.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca a literatura era muito longe da realidade, pois os escritores      que falavam de uma vida simples eram na verdade burgueses ricos, que viviam      muito bem na cidade. Eles falavam que tinham que acabar com a busca pelas      riquezas, porque na \u00e9poca as riquezas estavam relacionadas a nobreza. Os burgueses      queriam que as riquezas passassem a pertencer a eles.<\/p>\n<p>Sempre que havia a volta dos ideais cl\u00e1ssicos, havia o retorno da estrutura      fixa, com os sonetos e octetos, os versos decass\u00edlabos&#8230;<\/p>\n<p><strong>Arcadismo \u0096 <\/strong>a poesia \u00e9pica Brasileira<\/p>\n<p><strong>Caramuru da Santa Rita Dur\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Caramuru fala de Diogo Alves Corr\u00eaa, um europeu que naufraga e chega no Brasil.      Ele \u00e9 capturado por uma tribo canibal. Quando ele estava prestes as ser comido,      ele usa uma arma de fogo, que assusta os \u00edndios. Esse ent\u00e3o acreditam que      Diogo era Caramuru, o deus do trov\u00e3o. Eles o tornam seu chefe, e ele se casa      com suas mulheres, Paragua\u00e7u e Moema. Certo dia um navio europeu chega e Diogo      v\u00ea sua chance de ir embora. Mas, ele sabia que n\u00e3o poderia levar uma mulher      de volta para casa, ent\u00e3o ele escolhe Paragua\u00e7u e Moema fica inconformada.<\/p>\n<p>Quando os dois v\u00e3o embora, Moema pula no mar e sai nadando atr\u00e1s do barco.      Ao fim ela morre.<\/p>\n<p>Esse lado emocional do poema pode-se perceber que foge dos ideais \u00e1rcades.      Caramuru s\u00f3 se localiza do Arcadismo cronologicamente.<\/p>\n<p><strong>O Uruguai de Bas\u00edlio da Gama<\/strong><\/p>\n<p>O Uruguai fala sobre a destrui\u00e7\u00e3o das 7 miss\u00f5es brasileiras que na \u00e9poca      viviam os jesu\u00edtas e os \u00edndios guaranis.<\/p>\n<p>No entanto no poema, o autor, faz com que os jesu\u00edtas pare\u00e7am mal, porque      eles passaram muito tempo com os \u00edndios.<\/p>\n<p>Esse poema fala de uma \u00edndia muito bonita chamada Lind\u00f3ia, que amava um \u00edndio      chamado Cacamo. S\u00f3 que havia um jesu\u00edta chamado Baldo, que tinha um filho      chamado Baldeta. Baldo queria que seu filho casasse com Lind\u00f3ia. Ela, que      n\u00e3o amava Baldeta, acaba fugindo para floresta, e deita-se ao lado de uma      serpente. <\/p>\n<p>J\u00e1 que ela n\u00e3o poderia viver com Cacamo, ela preferia a morte, e assim ela      se deixa morrer.<\/p>\n<p>O Uruguai apesar de seguir caracter\u00edsticas do Arcadismo como o poema \u00e9pico,      os fatos hist\u00f3ricos, e o ambiente de natureza; ele j\u00e1 come\u00e7ava a apresentar      uma estrutura diferente, que n\u00e3o possu\u00eda estrofes, nem as rimas e nem os versos      decass\u00edlabos. O Uruguai j\u00e1 apresenta uma ruptura do esquema camoniano, e come\u00e7a      a ser prosa.<\/p>\n<p>Ambos esses apresentam o indianismo\/nativismo, em que os \u00edndios s\u00e3o vistos      como her\u00f3is, sua beleza e cultura s\u00e3o apreciadas. Esses epis\u00f3dios possuem      mais a emo\u00e7\u00e3o do que a raz\u00e3o, e fazem parte da transi\u00e7\u00e3o do arcadismo para      o romantismo.<\/p>\n<p><strong>Romantismo \u0096 s\u00e9culo XVIII<\/strong><\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca veio o iluminismo burgu\u00eas, e na Europa ocorreram a Revolu\u00e7\u00e3o      Francesa e a Industrial. No Brasil ocorreu a independ\u00eancia, ap\u00f3s a corte ter      vindo, e ser necess\u00e1rio a constru\u00e7\u00e3o de bibliotecas e faculdades.<\/p>\n<p>Com a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial vieram os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, a ci\u00eancia, a modernidade      e a tipografia, e assim a literatura se tornou acess\u00edvel para um publico maio.      Ela se tornou o maior meio de entretenimento da \u00e9poca para os burgueses que      tinham tempo e dinheiro.<\/p>\n<p><strong>Com a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa vieram os ideais, as novas expectativas:<\/strong>      Igualdade, Fraternidade e Liberdade.<\/p>\n<p>Em meio a essa euforia surgiu o Romantismo.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m naquela \u00e9poca surgiram os problemas, com a classe oper\u00e1ria escrava      que trabalhava durante horas, recebendo pouco e muitas vezes se machucando.      A classe dos proletariados.<\/p>\n<p><strong>Alguns cr\u00edticos dizem que o Romantismo \u00e9:<\/strong> Da burguesia,      pela burguesia, para a burguesia.<\/p>\n<p>Os burgueses buscavam na literatura, algo que falasse sobre como eles queriam      que o mundo fosse idealizado e perfeito.<\/p>\n<p><strong>Idealiza\u00e7\u00e3o da realidade<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>amor vence tudo<br \/>\n       mulheres maravilhosas, delicadas, que lutavam pelo seu amor<br \/>\n       homens fortes, bonitos, fi\u00e9is<br \/>\n       sociedade perfeita<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Os rom\u00e2nticos, vivendo em seu pr\u00f3prio mundo, perderam a no\u00e7\u00e3o do social,      da coletividade. Eles criaram um mundo pr\u00f3prio, extremamente pessoal, que      valorizava o eu interior.<\/p>\n<p>No entanto a realidade em meio a revolu\u00e7\u00e3o industrial n\u00e3o era bonita, era      suja, polu\u00edda, com sofrimento. Os rom\u00e2nticos preferiam fugir daquela realidade      para uma idealizada.<\/p>\n<p>Essa literatura era egoc\u00eantrica (egocentrismo) em que apenas se pensava em      si pr\u00f3prio, eles eram ego\u00edstas.<\/p>\n<p><strong>No Romantismo tamb\u00e9m h\u00e1 o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Nacionalismo \u0096<\/strong> que veio com a independ\u00eancia e a revolu\u00e7\u00e3o.        Eles queria, exaltar a p\u00e1tria, e para isso eles queria,m lembrar dos momentos        gloriosos. Assim eles foram buscar no passado, nas suas origens, a Idade        M\u00e9dia.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Assim surge o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Medievalismo \u0096<\/strong> e com esse o retorno do teoc\u00eantrismo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para encontrar fatos gloriosos precisa-se ter um her\u00f3i nacional, que no caso      dos europeus foram trazidos do passado os cavaleiros medievais.<\/p>\n<p>No Brasil as caracter\u00edsticas dos romantismo s\u00e3o muito semelhantes a dos europeus.      H\u00e1 a valoriza\u00e7\u00e3o da p\u00e1tria nacional, s\u00f3 que em vez de buscar na Idade M\u00e9dia      (que n\u00e3o existia) ele v\u00e3o buscar nas suas origens, o descobrimento. Assim      o her\u00f3i nacional brasileiro \u00e9 o \u00edndio.<\/p>\n<p>Claro que esses her\u00f3is eram tamb\u00e9m idealizados, perfeitos, tanto os \u00edndios      quanto os cavaleiros.<\/p>\n<p>Lembrando que n\u00e3o era a realidade verdadeira porque os \u00edndios da \u00e9poca j\u00e1      estavam em sua grande maioria mortos.<\/p>\n<p>Os rom\u00e2nticos se separaram da realidade, mas cedo ou tarde a realidade idealizada      entre em choque com o mundo real. Isso acabou acontecendo no auge do romantismo,      e os rom\u00e2nticos acabaram descobrindo que seus ideais perfeitos, que foram      prometidos durante a revolu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o estavam acontecendo. Assim, eles se desesperaram,      eles queriam mais do que nunca fugir de todo aquele horror. Em seu auge, o      romantismo entra em uma \u00e9poca de decad\u00eancia, marcada pela prefer\u00eancia em se      esconder na noite, n\u00e3o enxergando a situa\u00e7\u00e3o em que viviam.<\/p>\n<p>A Obra que d\u00e1 origem ao romantismo na Europa \u00e9 \u0093Os sofrimentos do jovem      Werther\u0094 de Goethe. Essa fala sobre a vida de Werther, um jovem que se      separou da vida social, mas acaba conhecendo uma mulher pela qual se apaixona.      Ela j\u00e1 estava noiva e o jovem sofre tanto com isso que acaba se matando.<\/p>\n<p>Essas caracter\u00edsticas, a morte pelo amor n\u00e3o correspondido, a separa\u00e7\u00e3o social,      tudo isso \u00e9 t\u00edpico do romantismo.<\/p>\n<p>J\u00e1 a obra que deu origem ao Romantismo em Portugal foi Cam\u00f5es de Almeida      Garret. Ela fala sobre a excitante vida de Cam\u00f5es, cheia de amores e aventuras,      uma vida que os rom\u00e2nticos sonhavam em ter. Essa vida cheia de emo\u00e7\u00f5es \u00e9 outra      caracter\u00edstica da escola.<\/p>\n<p>Outra obra famosa \u00e9 Viagens na minha terra, em que a grande presen\u00e7a do nacionalismo.<\/p>\n<p><strong>Mas os mais importantes s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>Alexandre Herculano, Eurico, o presb\u00edtero, romance hist\u00f3rico que mostra o      resgate \u00e0s origens.<\/p>\n<p><strong>Camilo Castelo Branco \u0096 <\/strong>o autor mais popular e o mais      lido no s\u00e9culo dele. Escreveu novelas passionais (que envolvem fortes emo\u00e7\u00f5es)      Amor de Perdi\u00e7\u00e3o e Amor de Salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ele teve uma vida t\u00edpica de um romance, ficou \u00f3rf\u00e3o cedo, teve educa\u00e7\u00e3o pobre,      casou-se cedo e se separou, teve um caso com uma mulher casada e os dois acabaram      presos, casaram-se ap\u00f3s a morte do marido dela, teve um filho com problemas      mentais, quase ficou cego, se suicida.<\/p>\n<p><strong>Romantismo no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Foi muito influenciado pela independ\u00eancia (1822). Em 1836, houve o inicio      do Romantismo no Brasil, com a publica\u00e7\u00e3o de \u0093Suspiros po\u00e9ticos e saudades\u0094      de Gon\u00e7alves de Magalh\u00e3es. Claro que como toda obra que inicia um per\u00edodo,      ela apresenta tra\u00e7os do anterior. Um pouco antes o rei de Portugal veio para      c\u00e1, e isso fez com que bibliotecas, escolas, tipografias, e o desenvolvimento      da prosa ocorressem.<\/p>\n<p><strong>Fases da Poesia Rom\u00e2ntica<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Primeira Gera\u00e7\u00e3o \u0096<\/strong> nacionalista ou indianista<br \/>\n<strong>Segunda Gera\u00e7\u00e3o \u0096<\/strong> mal \u0096 do \u0096 s\u00e9culo ou byroniana        (Lord Byron)<br \/>\n<strong>Terceira Gera\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>condoreira ou hugoana (Victor Hugo)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Romantismo \u0096<\/strong> tipos de prosa<\/p>\n<blockquote>\n<p>Romance indianista<br \/>\n       Romance urbano<br \/>\n       Romance regional<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Poesia \u0096 Primeira gera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Nacionalista (sentimento natural de um pa\u00eds que conquistou sua independ\u00eancia)      e Indianista (procuraram os her\u00f3is no s\u00e9culo XV, nas ra\u00edzes \u0096 o \u00edndio)      Avers\u00e3o a Portugal \u0096 n\u00e3o queriam saber de Portugal Seus maiores representantes      foram Gon\u00e7alves de Magalh\u00e3es<\/p>\n<p>Gon\u00e7alves Dias \u0096 que foi realmente consolidou a poesia indianista no      Brasil.<\/p>\n<p>Gon\u00e7alves Dias era um t\u00edpico brasileiro com sangue negro, branco e ind\u00edgena.      Ele fez v\u00e1rias viagens pelo pa\u00eds, o que ajudou-o a escrever sobre o Brasil      que via. <\/p>\n<p>Foi ele que implantou e solidificou a poesia rom\u00e2ntica em nossa literatura.      Sua obra pode ser considerada a realiza\u00e7\u00e3o de um verdadeiro projeto de constru\u00e7\u00e3o      brasileira. Ele, buscando captar a sensibilidade e os sentimentos do nosso      povo, criou uma poesia para o \u00edndio e para a natureza brasileira, expressa      numa linguagem simples e acess\u00edvel. Seus versos exploram m\u00e9tricas e ritmos      variados e cultivou tamb\u00e9m poemas religiosos. Em sua poesia \u00e9pica, canta os      feitos her\u00f3icos de \u00edndios valorosos, substitutos da figura do her\u00f3i medieval      europeu. Na l\u00edrica tem como temas mais comuns a p\u00e1tria, a natureza, Deus,      \u00edndio e o amor n\u00e3o correspondido.<\/p>\n<p><strong>Can\u00e7\u00e3o do Ex\u00edlio<\/strong><\/p>\n<p>Ele foi para a Europa estudar, mas sentia tantas saudades de sua p\u00e1tria,      que parecia estar exilado. O texto \u00e9 o mais nacionalista que o Brasil possui,      tanto que faz parte do hino nacional. Os versos idealizados s\u00e3o t\u00edpicos do      romantismo. Nesse texto o l\u00e1 \u00e9 o Brasil, e o c\u00e1 e a Europa. Existem in\u00fameras      parodias dessa can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O Canto do Piaga<\/strong><\/p>\n<p>O texto \u00e9 indianista, h\u00e1 a presen\u00e7a da natureza e das matas.<\/p>\n<p>O Piaga \u00e9 o l\u00edder espiritual da tribo, ele se dirige aos guerreiros a fala      que eles precisam ouvir porque os deuses estavam falando por ele.<\/p>\n<p>Um espectro com um cr\u00e2nio e uma cobra aparece, e assusta o piaga.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o fala que o marac\u00e1 (cajado) estava vibrando mas que o piaga n\u00e3o ouvia,      prev\u00ea algo ruim.<\/p>\n<p>Ele fala que fen\u00f4menos naturais estranhos estavam acontecendo e que o piaga      n\u00e3o percebia.<\/p>\n<p>Fala que os anhangas (esp\u00edritos ruins) n\u00e3o estavam deixando o piaga sonhar,      e que os m\u00e2nitos (esp\u00edritos bons) j\u00e1 tinham fugido.<\/p>\n<p>O espectro utiliza elementos da mata para poder identificar o que estava      para vir pois ele n\u00e3o conhecia.<\/p>\n<p>Fala que monstros iriam chegar, matariam os guerreiros, trariam a crueldade      e desrespeitariam o que os \u00edndios tem de sagrado.<\/p>\n<p>Os \u00edndios teriam que fugir, e poucos \u00edndios restaria.<\/p>\n<p>Gon\u00e7alves pode fazer essas premoni\u00e7\u00f5es porque ele j\u00e1 sabia o que tinha acontecido.<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lusofobia \u0096<\/strong> avers\u00e3o a tudo que vem de Portugal, os      colonizadores aparecem como monstros<\/p>\n<blockquote>\n<p>liberdade formal do texto<br \/>\n       rimas e ritmo todo verso tem altern\u00e2ncia de s\u00edlabas t\u00f4nicas (fortes) e \u00e1tonas        (fracas). Isso um ritmo de tambor. O autor conseguia auxiliar o tema e a        estrutura com a tem\u00e1tica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>I \u0096 Juca \u0096<\/strong> Pirama<\/p>\n<p>Considerado o mais perfeito poema \u00e9pico indianista de nossa literatura, Narra      a hist\u00f3ria de um \u00edndio guerreiro que \u00e9 capturado, e prefere passar a vergonha      de ser um covarde e n\u00e3o morrer para poder salvar seu pai. Seu pai o amaldi\u00e7oa      e o manda de volta para lutar e morrer como um guerreiro que luta pela sua      p\u00e1tria e seus descendentes.<\/p>\n<h4>G\u00eanero Liter\u00e1rio &#8211; Narrativa<\/h4>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O G\u00eanero Narrativo, resultante da evolu\u00e7\u00e3o do g\u00eanero \u00e9pico, \u00e9 um dos mais      importantes de todos os tempos. Hoje, ocorre sobre tudo no romance, no conto,      na novela e na cr\u00f4nica.<\/p>\n<p><strong>Sua caracter\u00edstica \u00e9 apresentar uma hist\u00f3ria, uma sequ\u00eancia de fatos      com os seguintes elementos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>personagem<br \/>\n       ambiente<br \/>\n       enredo<br \/>\n       tempo<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A personagem<\/strong><\/p>\n<p>A personagem n\u00e3o corresponde a realidade. \u00c9 uma fic\u00e7\u00e3o, produto da imagina\u00e7\u00e3o      do autor, embora, por isso mesmo, possa assemelhar-se a uma pessoa real.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 frequente, que a personagem tome outros aspectos, como:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Uma animal, um vegetal ou mesmo um ser inanimado<br \/>\n       Um conjunto de pessoas, de animais, de seres inanimados, quando se chama        personagem coletiva.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Dois tra\u00e7os b\u00e1sicos marcam as personagens:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Os f\u00edsicos &#8211;<\/strong> que s\u00e3o mais evidentes, pois referem-se \u00e0        altura, ao peso, \u00e0 cor da pele etc.<\/p>\n<p><strong>Os psicol\u00f3gicos &#8211;<\/strong> cuja compreens\u00e3o requer mais aten\u00e7\u00e3o        por parte do leitor, pois dizem respeito a id\u00e9ias, sentimentos, emo\u00e7\u00f5es,        lembran\u00e7as etc.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Personagens:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Individuais:<\/strong> Tem\u00edstocles, o prefeito etc<br \/>\n<strong>Coletivos:<\/strong> os dois times, as duas cidades etc<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Nem todos te a mesma import\u00e2ncia. Por isso, alguns n\u00e3o chegam a ter nome,      enquanto outros s\u00e3o melhor caracterizados.<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas f\u00edsicas:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Tem\u00edstocles:<\/strong> chutava com as duas pernas, era forte como        um touro etc.<strong><br \/>\n       Colossal:<\/strong> era crioulo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas psicol\u00f3gicas:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Tem\u00edstocles:<\/strong> corajoso, profissionalmente inst\u00e1vel, sedutor        etc.<strong><br \/>\n       Betinho:<\/strong> inexperiente.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O Ambiente<\/strong><\/p>\n<p>O ambiente consiste no espa\u00e7o onde ocorrem as a\u00e7\u00f5es narradas. <\/p>\n<p><strong>Dois aspectos assumem relevo:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>O f\u00edsico &#8211;<\/strong> <strong>\u00e9 integrado pelos lugares onde ocorrem        as a\u00e7\u00f5es narradas:<\/strong> campo ou cidade; cidade do interior ou metr\u00f3pole        etc; lugares p\u00fablicos ou privados: a rua, o campo de futebol, o bar, a pra\u00e7a        etc.<strong><br \/>\n       O cultural &#8211;<\/strong> estabelecido pelas institui\u00e7\u00f5es sociais em jogo, seja        nas personagens, seja atrav\u00e9s do enredo, como as maneiras de atuar e reagir,        individuais ou grupais, os costumes, os h\u00e1bitos, os instrumentos de trabalho        ou de lazer etc.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>No texto lido, por exemplo, h\u00e1:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dois n\u00edveis do espa\u00e7o f\u00edsico:<\/strong> em primeiro lugar, uma cidade        do interior brasileiro; em segundo, um local da prefeitura.<strong><br \/>\n       Quanto a tra\u00e7os do espa\u00e7o cultural:<\/strong> gosto pelo futebol, rivalidade        entre as cidades, suborno de jogadores, idealiza\u00e7\u00e3o dos jogadores de futebol,        com cria\u00e7\u00e3o de lendas e p aix\u00f5es despertadas por Tem\u00edstocles etc.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O Enredo<\/strong><\/p>\n<p>Pode se entender o enredo como conjunto dos acontecimentos de que participam      as personagens, no ambiente dado, durante determinado tempo.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o constituintes essenciais do enredo, na ordem em que se apresentam:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A disputa entre duas cidades, por causa do futebol;<br \/>\n       O suborno do centroavante de umas dessas cidades;<br \/>\n       A nessecidade e a procura de um substituto;<br \/>\n       A sa\u00edda de um emiss\u00e1rio para contato com o substituto;<br \/>\n       A expectativa da cidade e as lendas sobre o substituto;<br \/>\n       O retorno do emiss\u00e1rio.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O Tempo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em toda narrativa existe um limite de tempo para as a\u00e7\u00f5es das personagens,      ou, dizendo de outra maneira:<\/strong> o enredo tem um limite inicial e um      limite final de tempo. H\u00e1 hist\u00f3rias que duram por alguns momentos; outras,      um ou v\u00e1rios dias. H\u00e1 romances que abrangem meses ou anos.<\/p>\n<p><strong>O tempo pode ser cronol\u00f3gico ou psicol\u00f3gico:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>O tempo \u00e9 cronol\u00f3gico<\/strong> quando os acontecimentos se ordenam        naturalmente na sequencia temporal do mundo f\u00edsico como o que se d\u00e1 na hist\u00f3ria        de Tem\u00edstocles.<strong><br \/>\n       O tempo \u00e9 psicol\u00f3gico <\/strong>na hist\u00f3ria cujos fatos n\u00e3o se organizam        pelo rel\u00f3gio ou pelo calend\u00e1rio, mas pela vida interior da personagem, para        dizer o que ocorre em seu \u00edntimo, como pensamentos, emo\u00e7\u00f5es, sentimentos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>As origens e formas das narrativas<\/strong><\/p>\n<p>Originalmente, as narratiivas eram elaboradas em verso. \u00c9 o caso da epop\u00e9ia      e do poema narrativo.<\/p>\n<p>\u00c0 epop\u00e9ia cabia exaltar os her\u00f3is nacionais e seus grandes feitos. <\/p>\n<p>Elaborada em versos solenes, revelava, mediante a narra\u00e7\u00e3o de atos her\u00f3icos,      o nacionalismo, o heroismo e o maravilhoso. <\/p>\n<p><strong>S\u00e3o obras \u00e9picas importantes na cultura ocidental:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Na Gr\u00e9cia: <\/strong>a Il\u00edada e a Odiss\u00e9ia, de Homero;<br \/>\n<strong>Em Roma:<\/strong> a Eneida, de Virg\u00edlio;<br \/>\n<strong>Em Portugal: <\/strong>os Lus\u00edadas, de Cam\u00f5es.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O poema narrativo era uma composi\u00e7\u00e3o em verso que continha personagens e      apresentava uma sequencia cronol\u00f3gica de fatos, com extens\u00e3o bem menor que      a epop\u00e9ia e sem sua grandiosidade.<\/p>\n<p>A altera\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es culturais entre os s\u00e9culos XVI e XVIII provocou a      evolu\u00e7\u00e3o dos g\u00eaneros. A epop\u00e9ia cede lugar de import\u00e2ncia ao romance.<\/p>\n<p><strong>O Lirismo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A palavra lirismo deriva de lira, porque, nas origens, refria-se a can\u00e7\u00f5es      que eram acompanhadas pela melodia desse instrumento musical. Depois do texto      passou a ser lido, em vez de cantado e musicado.<\/p>\n<p><strong>O texto l\u00edrico, tal como o narrativo, \u00e9 uma express\u00e3o do indiv\u00edduo:<\/strong>      ambos resultam da rela\u00e7\u00e3o entre o homem e a realidade que o circunda. No caso      do indiv\u00edduo, em que a rela\u00e7\u00e3o se d\u00e1 entre o eu e a realidade, um dos dois      sempre assumem maior import\u00e2ncia e peso. <\/p>\n<p><strong>Nos textos liter\u00e1rios, que expressam tal rela\u00e7\u00e3o, o desequil\u00edbrio      entre os elementos leva a duas situa\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>objetividade:<\/strong> quando a express\u00e3o d\u00e1 maior peso a realidade        e, em consequencia, menor valor ao eu. Neste caso, os seres s\u00e3o figurados        id\u00eanticos a si mesmos, predominando a linguagem denotativa, os aspectos        descritivos do mundo exterior;<br \/>\n<strong>subjetividade-<\/strong> quando a express\u00e3o atribui mais import\u00e2ncia        ao eu que \u00e0 realidade.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Aqui, o que predomina \u00e9 a vida interior do eu: <\/strong>suas emo\u00e7\u00f5es,      seus sentimentos, seus desejos, suas lembran\u00e7as do passado.<\/p>\n<p><strong>Comparando-se o lirismo com a narrativa, temos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Lirismo:<\/strong> maior subjetividade;<br \/>\n<strong>Narrativa: <\/strong>maior objetividade.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O G\u00eanero l\u00edrico \u00e9 aut\u00eantica fala do cora\u00e7\u00e3o, do eu, que se denomina eu-lirico.<\/p>\n<p>Por isso, a composi\u00e7\u00e3o l\u00edrica \u00e9 geralmente curta e se utiliza do verso, apelando      quase sempre a melodia envolvendo os recursos de linguagem po\u00e9tica.<\/p>\n<p>Embora, em literatura, a palavra <strong>poesia<\/strong> praticamente seja      sin\u00f4nimo de l\u00edrico, por relacionar-se a sentimentos e emo\u00e7\u00f5es pessoais, ela      \u00e9 praticamente imposs\u00edvel de definir, podendo ocorrer sem verso e at\u00e9 fora      da linguagem liter\u00e1ria, como num filme, numa cena dom\u00e9stica ou em outras situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>As origens e as formas do lirismo<\/strong><\/p>\n<p>No passado remoto, em suas origens gregas, as formas l\u00edricas eram in\u00fameras,      classificando-se conforme cantassem sentimentos guerreiros, pol\u00edticos, morais,      amorosos, ou conforme se destinassem ao tanto individual ou por um coro.<\/p>\n<p>Modernamente, as classifica\u00e7\u00f5es tenderam a desaparecer, designando-se de      maneira geral, como poemas as composi\u00e7\u00f5es l\u00edricas.<\/p>\n<p><strong>Entre algumas que permaneceram por mais tempo ou tiveram mais import\u00e2ncia,      est\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>O soneto \u0096 <\/strong>forma po\u00e9tica com 14 versos que se apresentam        em dois quartetos e dois tercetos. \u00c9 uma das formas de mais dif\u00edcil elabora\u00e7\u00e3o,        exatamente por Ter um m\u00e9todo exato e por envolver grandes necessidades de        s\u00edntese, com um esquema de rimas bastante rigoroso;<br \/>\n<strong>A ode \u0096<\/strong> geralmente bem mais longa que o soneto, comportava        v\u00e1rios tipos de sentimentos, inclusive a an\u00e1lise de conceitos, pensamentos        e reflex\u00f5es;<br \/>\n<strong>A balada \u0096<\/strong> can\u00e7\u00e3o para ser dan\u00e7ada, que envolvia tanto        aspectos narrativos como l\u00edricos;<br \/>\n<strong>A elegia \u0096<\/strong> destinada, de maneira geral a assuntos        mais ligados a tristeza e a melancolia;<br \/>\n<strong>A cantiga \u0096 <\/strong>era de car\u00e1ter popular e desenvolve-se        na idade m\u00e9dia.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O Teatro<\/strong><\/p>\n<p>O g\u00eanero gram\u00e1tico, hoje simplesmente teatro, cont\u00e9m elementos liter\u00e1rios      e n\u00e3o liter\u00e1rios.<\/p>\n<p>O teatro dispensa o narrador, uma vez que cada personagem fala por si mesma,      por ter vida pr\u00f3pria , o que n\u00e3o sucede na narrativa, em que o narrador de      certa forma comanda as personagens. Embora em ambos os g\u00eaneros haja acontecimentos,      enquanto a narrativa os apresenta, de forma indireta \u0096 pela leitura-,      \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o do leitor, o teatro os representa, isto \u00e9, torna os presentes,      no palco ou em espa\u00e7o equivalente, diante dos olhos do espectador.<\/p>\n<p>O elemento liter\u00e1rio \u00e9 o texto.<\/p>\n<p><strong>Os n\u00e3o liter\u00e1rios s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>O cen\u00e1rio &#8211;<\/strong> espa\u00e7o f\u00edsico decorado conforme os objetivos        do texto;<br \/>\n<strong>As personagens &#8211;<\/strong> figuras concretas que se mivimentam, que        atuam, tornando presentes, representando, as a\u00e7\u00f5es que o texto envolve;<br \/>\n       a comunica\u00e7\u00e3o direta, auditiva e visual, com os espectadores.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O conjunto desses elementos \u00e9 hoje designado como espet\u00e1culo , embora nem      todo espet\u00e1culo seja teatro. Este exije texto-base liter\u00e1rio, ou seja, de      fic\u00e7\u00e3o pela palavra.<\/p>\n<p><strong>As origens e formas dram\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os textos do g\u00eanero dram\u00e1tico, e suas origens greco-latinas, eram:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>A trag\u00e9dia \u0096<\/strong> era, para os gregos, o nome de representa\u00e7\u00f5es        em honra do Deus Baco, ou Dion\u00edsio. Como explica um estudioso, \u0093a trag\u00e9dia        \u00e9 uma desgra\u00e7a final e impressionante, motivada pelo um erro imprevisto        ou involunt\u00e1rio, envolvendo pessoas que merecem respeito e simpatia. Geralmente        implica uma ir\u00f4nica mudan\u00e7a da sorte e comunica uma forte impress\u00e3o de vazio.        As mais das vezes, esta se faz acompanhar de infelicidades e sofrimentos        emocionais\u0094.<strong><br \/>\n       A com\u00e9dia \u0096<\/strong> ao contr\u00e1rio da trag\u00e9dia, n\u00e3o pressupunha tema        s\u00e9rio. Tamb\u00e9m origin\u00e1ria dos cultos a Baco, envolvia assuntos leves, divertidos        e at\u00e9 grosseiros.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O drama \u00e9 modalidade recente e liga-se \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o social que deu grande \u00eanfase      aos temas hist\u00f3ricos e burgueses. Re\u00fane elementos que antes eram pr\u00f3prios      tanto das trag\u00e9dias, quanto da com\u00e9dia. Cont\u00e9m, por isso, assuntos s\u00e9rios      e c\u00f4micos, pr\u00f3prios da vida social, como os h\u00e1bitos e costumes, as cren\u00e7as,      os preconceitos. N\u00e3o raro, toma formas cr\u00edticas, acentuando os v\u00edcios sociais      e pol\u00edticos.<\/p>\n<p><strong>O Trovadorismo<\/strong><\/p>\n<p>Trovadorismo \u00e9 a escola liter\u00e1ria que floresceu em Proven\u00e7a, sul da Fran\u00e7a,      no fim do s\u00e9c. XI, dominando a poesia europ\u00e9ia at\u00e9 o s\u00e9culo XIV.<\/p>\n<p><strong>Panorama Hist\u00f3rico-liter\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Com o fim do Imp\u00e9rio Romano do Ocidente (476 a. D.) e as invas\u00f5es b\u00e1rbaras      que assolaram a Europa, iniciou-se a idade m\u00e9dia. As cidades se despovoaram      e a popula\u00e7\u00e3o refugiou-se no campo, passando a viver no dom\u00ednio de grandes      propriedades rurais, chamadas feudos, e permitiram a instala\u00e7\u00e3o do povo humilde      em suas terras, como servos, na condi\u00e7\u00e3o de prestarem servi\u00e7os, pagarem tributos      e obedeceram aos senhores. Estes, em troca, ofereciam-lhes prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Prote\u00e7\u00e3o.<\/strong> Num mundo violento, esse era um bom desejado por      todos. Os pr\u00f3prios senhores feudais organizavam-se visando refor\u00e7ar a capacidade      de enfrentar ataques. A forma que encontraram para isso foi chamada rela\u00e7\u00e3o      de vassalagem, tipo de alian\u00e7a em que um grande senhor feudal concedia parte      de suas terras a outro nobre, para que este formasse um novo feudo. Em retribui\u00e7\u00e3o      ao Dom, o beneficiado jurava lealdade ao benfeitor, prometendo tamb\u00e9m se juntar      a ele nos combates. O senhor que concedia o feudo era chamado suserano, que      recebia, vassalo.<\/p>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o social da aristocracia era de car\u00e1ter militar. A educa\u00e7\u00e3o dos jovens      da nobreza voltava-se principalmente para a forma\u00e7\u00e3o de cavaleiros, isto \u00e9,      guerreiros a cavalos. Armar-se cavaleiro, ingressando na Ordem da Cavalaria,      era um privil\u00e9gio a que todo nobre aspirava, sobretudo os pobres, isto \u00e9,      os que n\u00e3o tinham terras. Na educa\u00e7\u00e3o do cavaleiro, incutia-se o ideal her\u00f3ico,      constitu\u00eddo de honra, coragem e lealdade. Simultaneamente, dava-se o adestramento      nas armas. Mas, como tudo na Idade M\u00e9dia, n\u00e3o se concebia o ideal de nobreza      independente da religi\u00e3o. O cavaleiro devia fazer da piedade e da virtude      a pr\u00f3pria ess\u00eancia de seu comportamento.<\/p>\n<p>A Igrja Romana foi a for\u00e7a cultural mais influente da Idade M\u00e9dia. A ela      coube a tarefa de explicar e justificar o mundo, e ela o fez atrav\u00e9s do teocentrismo.    <\/p>\n<p>Segundo essa ideologia, h\u00e1 uma ordem perfeita e imut\u00e1vel no universo e na      sociedade, e essa ordem perfeita e imut\u00e1vel no universo e na sociedade, e      essa ordem prov\u00e9m de Deus, que \u00e9 o centro de tudo. Portanto, tudo deve voltar-se      a Ele, o que justifica de se posicionar os bens espirituais acima dos materiais,      cultivando-se os valores crist\u00e3os.<\/p>\n<p><strong>O ideal cavalheiresco<\/strong><\/p>\n<p>A literatura medieval expressa vivamente o esp\u00edrito cavalheiresco, mescla      de valores aristocr\u00e1ticos e religiosos, como se pode notar nas novelas de      cavalaria e na poesia trovadolesca.<\/p>\n<p>As novelas de cavalaria deram raz\u00e3o, principalmente, ao esp\u00edrito \u00e9pico cavalheiresco.      Trata-se de composi\u00e7\u00f5es narrativas em prosaque celebram feitos de armas de      her\u00f3is exemplares, como os cavaleiros da T\u00e1vola Redonda do Rei Arthur, enaltecendo      virtudes guerreiras e morais, de acordo com o ideal asc\u00e9tico do cristianismo.<\/p>\n<p>A poesia trovadoresca proven\u00e7al, por sua vez, foi a express\u00e3o mais alta do      lirismo europeu medievo, anterior a Dante e Petrarca.<\/p>\n<p><strong>O amor cort\u00eas<\/strong><\/p>\n<p>Nas cortes feudais de Proven\u00e7a, desnevolveu-se uma cultura sofisticada, de      sensibilidade mundana, atenta \u00e0 natureza e voltada para a valoriza\u00e7\u00e3o sensual      do amor e da mulher.<\/p>\n<p>Nunca o amor fora tratado como o centro da vida, tal como se deu na poesia      dos trovadores e jograis. Nessa poesia, o jogo amoroso obedece a um intrincado      conjunto de regras, que reflete o comportamento da corte feudal. Por isso,      fala-se em amor cort\u00eas para caracteriz\u00e1-lo. Entre essas regras, destaca-se      a da mesura (pondera\u00e7\u00e3o, senso de medida), que n\u00e3o permitia mencionar o nome      da amada uma vez que a mulher era casada. Esse amor adulterino destoa da moral      teoc\u00eantrica. Com o tempo, o culto \u00e0 mulher foi adquirindo contornos mais espiritualistas,      a ponto de o sentimento inspirado por ela ser sublimado na forma de amor plat\u00f4nico.      O trovsdor apaixonado presta vassalagem \u00e0 senhora amada, inating\u00edvel. A vassalagem      amorosa metaforiza a rela\u00e7\u00e3o de vassalagem, que defina os v\u00ednculos hier\u00e1rquicos      da nobreza feudal.<\/p>\n<p><strong>O Barroco<\/strong><\/p>\n<p>O barroco da Hist\u00f3ria da Arte, \u00e9 o estilo que marca presen\u00e7a desde o fim      do s\u00e9c.XVI at\u00e9 meados do s\u00e9c. XVIII; no entanto, seu per\u00edodo mais caracter\u00edstico      \u00e9 o mesmo o s\u00e9c. XVII.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese mais difundida para justificar a denomina\u00e7\u00e3o dada per\u00edodo da arte      \u00e9 a de que o termo \u0093barroco\u0094 deriva de Broatki, prov\u00edncia da \u00cdndia      descoberta por colonizadores portugueses em 1510. Esses comrciantes passaram      a chamar a regi\u00e3o de Bar\u00f3quia, porque l\u00e1 se colhia, em abundancia, um tipo      muito especial de p\u00e9rolas; de superf\u00edcie \u00e1spera, bastante irregular e com      uma colora\u00e7\u00e3o que mesclava tons brancos e escuros. O aspecto estranho e bizarro      dessas p\u00e9rolas fez com que elas se tornassem muito solicitadas na Europa.<\/p>\n<p>O termo foi incorporado \u00e0 arte porque o Barroco privilegia a riqueza de detalhes      e de ornatos. Na pintura, caracteriza-se como a arte do chiaroscuro (claro-escuro).      A predomin\u00e2ncia de linhas curvas, com forte sugest\u00e3o de movimento, explorando      novos efeitos de perspectiva e de apar\u00eancia irreais, com muitas filigramas      na ornamenta\u00e7\u00e3o (folhagens, volutas, arabescos) s\u00e3o elementos que se aglutinam      para refor\u00e7ar a propriedade de tal identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Panorama Hist\u00f3rico-liter\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Complexo e multiforme, o Barroco diferencia-se do Classicismo anterior pela      exuber\u00e2ncia de imagina\u00e7\u00e3o e pela efervesc\u00eancia de imagens sinuosas e assim\u00e9tricas.<\/p>\n<p>Transgredindo o princ\u00edpio da harmonia universal buscando pelos cl\u00e1ssicos,      o Barroco se caracteriza pela contor\u00e7\u00e3o das formas e pela instabilidade.<\/p>\n<p>O dinamismo e o desequil\u00edbrio , marcas caracter\u00edsticas do Barroco, de certa      maneira espelham as rea\u00e7\u00f5es da Igreja e das monarquias absolutitas ao processo      revolucion\u00e1rio instaurado pelo Renascimento e pela Reforma. O epicentro desse      reacionarismo ultraconservador foi a Espanha de Felipe II, manifestando-se      intensamente nos sessenta anos em que esse pa\u00eds dominou Portugal (1580-1640).<\/p>\n<p>A contra ofensiva da Igreja teve in\u00edcio com a realiza\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio de Trento      (1545-63), que restabeleceu normas doutrinas e morais r\u00edgidas, reativando      a Inquisi\u00e7\u00e3o, com suas pr\u00e1ticas de persegui\u00e7\u00e3o, tortua e outras hostilidades      aos considerados \u0093herges\u0094.<\/p>\n<p>Empenhada em restaurar seu prest\u00edgio e seu poder, a Igreja instituiu tamb\u00e9m      o Index Libri Improbi (1571), em que listava as obras de leitura proibida      aos cat\u00f3licos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das que divulgavam o pensamento reformista de Martinho Lutero e Jo\u00e3o      Calvino, inclu\u00edam-se nessa rela\u00e7\u00e3o as obras de Niccol\u00f2 Maquiavel, Nicolau      Cop\u00e9rnico, Galileu Galilei, Isaac Newton, Giordano Bruno e muitos outros.      Assim, uma \u00e9poca de fascinante abertura, sucedia-se um per\u00edodo de obscurantismo      e repress\u00e3o, armado pela Igrja e apoiado pelas monarquias absolutas.<\/p>\n<p>A comphania de Jesus, fundada em 1540 para servir de ponta-de-lan\u00e7a \u00e0 Contra      Reforma, assumiu o controle das principais escolas e universidades, impondo-lhes      a filosofia da escol\u00e1tica medieval em sua corrente tomista, de linha mais      tradicional e intransigentemente dogm\u00e1tica.<\/p>\n<p>Esse autoritarismo mandonista da Igreja refletiu-se em praticamente todas      as formas de arte barroca. Como a religi\u00e3o transformara-se de novo em elemento      primordial da vida individual e coletiva, o Barroco tornou-se, nos pa\u00edses      cat\u00f3licos, a arte da Contra-Reforma.<\/p>\n<p><strong>O Dualismo Existencial<\/strong><\/p>\n<p>O homem barroco, pelas cincurst\u00e2ncias j\u00e1 referidas, teve uma vida tensa,      tornando-se um ser dividido e angustiado.<\/p>\n<p><strong>Essa sensa\u00e7\u00e3o sufocante prov\u00e9m das press\u00f5es antag\u00f4nicas a que foi      submetido: <\/strong>de um lado, encurralado pela Contra-Reforma; do outro,      querendo preservara perspectiva libert\u00e1ria que lhe fora revelada pelo Renascimento.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Acuado, o que fez para sair desse impasse? Assumiu diante da vida atitudes        duplas e contradit\u00f3rias: procurou conciliar o antropocentrismo renascentista        com o teocentrismo medieval\/contra-reformista. A essa busca de s\u00edntese existencial        corresponde o fusionismo ou hibridismo, tra\u00e7o fundamental da arte barroca.        Tornou-se assim um ser \u0093anf\u00edbio\u0094: procurou desfrutar os prazeres        materiais da ef\u00eamera vida terrena (tem\u00e1tica do carpe diem horaciano, \u0093aproveita        intensamente o dia\u0094), ao mesmo tempo em que se reaproximou da Igreja        para assegurar a felicidade eterna. <\/p>\n<p>Para alcan\u00e7\u00e1-la, sentiu necessidade de dialogar com Deus, pois \u0093o        santo s\u00f3 pode surgir atrav\u00e9s do homem\u0094, como considerava Pe. Ant\u00f4nio        Vieira, o escritor mais representativo do Barroco na l\u00edgua portuguesa.<\/p>\n<p><strong>Esse dilema, essa permanente sensa\u00e7\u00e3o de d\u00favida, inseguran\u00e7a e        hesita\u00e7\u00e3o vem demonstrada, por exemplo, do soneto seguinte:<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>\u0093Del\u00edrios da Natureza\u0094<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">Em um ponto muito me alegro, e me entriste\u00e7o,<br \/>\n       Choro,e rio, ouso, e temo, vivo, e morro,<br \/>\n       Caio, e grito, contemplo, e n\u00e3o discorro,<br \/>\n       Parto, e fico, n\u00e3o vou e me dispe\u00e7o.<\/p>\n<p align=\"center\">Lembrando-me de mim, de mim me esque\u00e7o<br \/>\n       Ora fujo, ora torno, paro e corro,<br \/>\n       J\u00e1 atado, j\u00e1 solto, preso, e forro,<br \/>\n       Lince, e cego,me ignoro, e me conhe\u00e7o.<\/p>\n<p align=\"center\">Eu mesmo me acredito, e me desminto<br \/>\n       Eu mesmo agravo o mal, e pe\u00e7o a cura<br \/>\n       Eu mesmo me consolo e me ressinto.<\/p>\n<p align=\"center\">Saiba, pois, toda a humana criatura,<br \/>\n       Que, para escapar deste labirinto,<br \/>\n       H\u00e1 de fugir \u00e0s m\u00e3os da formosura.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"left\"><strong>O Romantismo<\/strong><\/p>\n<p>O Romantismo \u00e9 a arte do sonho e da fantasia. Valoriza as for\u00e7as criativas      do indiv\u00edduo e da imagina\u00e7\u00e3o popular. <\/p>\n<p><strong>Op\u00f5e-se \u00e0 arte equilibrada dos cl\u00e1ssicos e baseia-se na inspira\u00e7\u00e3o      fugaz dos momentos fortes da vida subjetiva:<\/strong> na f\u00e9, no sonho, na      paix\u00e3o, na intui\u00e7\u00e3o, na saudade, no sentimento da natureza e na for\u00e7a das      lendas nacionais.<\/p>\n<p><strong>Panorama Hist\u00f3rico-liter\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>A arte rom\u00e2ntica domina a primeira metade do s\u00e9c. XIX, tendo se originado      no final do s\u00e9c. XVIII, na Alemanha e Inglaterra. Seu ponto de propaga\u00e7\u00e3o      mundial foi a Fran\u00e7a, no come\u00e7o do s\u00e9c XIX.<\/p>\n<p>O movimento rom\u00e2ntico surgiu como oposi\u00e7\u00e3o ao esp\u00edrito racional dos cl\u00e1ssicos      (equil\u00edbrio, perfei\u00e7\u00e3o, clareza, harmonia, disciplina) e como meio de express\u00e3o      da burguesia, que define o seu poder com o sucesso pol\u00edtico da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa(1789)      e com o prest\u00edgio econ\u00f4mico da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial (1760). <\/p>\n<p>Expressando o anseio de liberdade dessa nova classe, ent\u00e3o euf\u00f3rica com a      recente vit\u00f3ria sobre a nobreza decadente, a literatura rom\u00e2ntica baseia-se      na imagina\u00e7\u00e3o e no sentimentalismo, que desrespeitam as normas e os modelos      da literatura cl\u00e1ssica, vinculada ao Antigo Regime. Resulta da\u00ed uma literatura      impetuosa, apoiando-se num tipo de frase envolvente e calorosa, bem pr\u00f3xima      das expectativas populares.<\/p>\n<p><strong>Sintetizado a rebeldia rom\u00e2ntica, Victor Hugo dir\u00e1, em 1827, no pref\u00e1cio      de sua c\u00e9lebre pe\u00e7a Cromwel:<\/strong> \u0093Metamos o martelo nas teorias,      nas po\u00e9ticas e nos sistemas(&#8230;)<\/p>\n<p>Nada de regras nem de modelos\u0094. A partir de ent\u00e3o, a literatura deixou      de ser produzida para os sal\u00f5es aristocr\u00e1ticos da nobreza em livros de grande      tiragem, jornais e revistas.<\/p>\n<p>O p\u00fablico leitor de ent\u00e3o passa a ser o banqueiro, o negociante, o industrial,      o m\u00e9dico, o professor, o advogado, o estudante etc.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>A sensibilidade Rom\u00e2ntica<\/strong><\/p>\n<p>O romantismo \u00e9 rebelde e revolucion\u00e1rio. Sua revolu\u00e7\u00e3o representa na literatura      o que a queda do Antigo Regime representou na evolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da humanidade.      O gosto liter\u00e1rio do Antigo Regime corresponde ao Classicismo, em sentido      amplo (Renascimento, Barroco, Arcadismo), assim como o Romantismo d\u00e1 in\u00edcio      \u00e0 sensibilidade contempor\u00e2nea, que envolve o Realismo, Naturalismo, Impressionismo,      Parnasianismo, Simbolismo e as v\u00e1rias fases do Modernismo. <\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m da rebeldia e do esp\u0092ririto revolucion\u00e1rio, as principai      caracter\u00edsticas da literatura rom\u00e2ntica s\u00e3o: <\/strong>individualismo, nacionalismo      e liberdade.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Individualismo<\/strong><\/p>\n<p>Individualismo \u00e9 sin\u00f4nimode subjetivismo, egotismo e personalismo. Todos      esses vocabulos apontam para o culto do eu. <\/p>\n<p><strong>Isso quer dizer que o rom\u00e2ntico expressa de maneira livre e quase      direta as experi\u00eancias pessoais e \u00edntimas:<\/strong> amores, d\u00favidas, \u00e2nsias,      del\u00edrios, desejos, medos e paix\u00f5es. Assim, a arte rom\u00e2ntica poder\u00e1 ser tanto      euf\u00f3rica, com explos\u00f5es de entusiasmoe otimismo, quanto melanc\u00f3lica, com crise      de depress\u00e3o e pessimismo.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Nacionalismo<\/strong><\/p>\n<p>O artista Rom\u00e2ntico valoriza as tradi\u00e7\u00f5es populares, o folclore e a hist\u00f3ria      de sua p\u00e1tria. Ama o pitorseco, o ex\u00f3tico e a cor local da terra natal ou      regi\u00e3o em que se criou.<\/p>\n<p><strong>Decorre da\u00ed, no Brasil, o culto da natureza (naturismo):<\/strong>      \u00edndios her\u00f3icos, mata virgem, rios, mitos e guerras tribais. Na Europa, a      aten\u00e7\u00e3o dos artistas voltou-se mais para as lendas medievais (medievalismo),      que envolviam a vida nos castelos e as guerras entre crist\u00e3os e \u00e1rabes. Al\u00e9m      de representarem aspectos e o medievalismo podem temb\u00e9m ser entendidos como      consequencia da \u00e2nsia de evas\u00e3o ou escapismo, isto \u00e9, desejo de fuga da realidade      imediata.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Liberdade<\/strong><\/p>\n<p>A liberdade rom\u00e2ntica possui conseq\u00fc\u00eancias t\u00e9cnicas e tem\u00e1ticas. <\/p>\n<p><strong>Do ponto de vista t\u00e9cnico, a liberdade manifesta-se na ruptura com      as normas r\u00edgidas da composi\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica:<\/strong> criam-se novos ritmos,      novas combina\u00e7\u00f5es m\u00e9tricas, novos g\u00eaneros e novas formas po\u00e9ticas. No teatro,      cria-se o drama, que \u00e9 uma deforma\u00e7\u00e3o da trag\u00e9dia cl\u00e1ssica. No lugar do soneto      cl\u00e1ssico, prefere-se uma forma aberta e livre de poesia chamada poema, que      tanto pode ser l\u00edrico quanto \u00e9pico. Na narrativa, consolida-se o romance,      que \u00e9 uma longa est\u00f3ria de aventura ou amor que envolve situa\u00e7\u00f5es ou valores      burgueses. Entram em moda tamb\u00e9m a novela (narrativa menor que romance) e      o Conto (narrativa menor que a novela). D o ponto de vista tem\u00e1tico, a liberdade      rom\u00e2ntica intensifica o uso da imagina\u00e7\u00e3o, dos sonho, do ideal e da fantasia.      Surgem, assim, os cen\u00e1rios macabros, com cemit\u00e9rios, espectros e aves noturnas.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>O Estilo Rom\u00e2ntico<\/strong><\/p>\n<p>Os artistas rom\u00e2nticos incorporam ao estilo liter\u00e1rio o sentimento da natureza,      isto \u00e9, passam a ver na paisagem significados e sentimentos que na verdade      pertemcem a eles pr\u00f3prios. Essa proje\u00e7\u00e3o do sujeito sobre a natureza infuencia      o estilo da literatura rom\u00e2ntica, que imita as cores, os sons, os ritmos,      os cheiros, e as linhas da paisagem. No Brasil, em especial, os escritores      se deixam influenciar tamb\u00e9m pela l\u00edngua natural da terra, o tupi-guarani      . <\/p>\n<p>Al\u00e9m das sugest\u00f5es da fauna, da flora e dos primitivos habitantes de nossa      matas, a linguagem dos centros urbanos e das diversas regi\u00f5es do pa\u00eds infuenciou      substancialmente o estilo liter\u00e1rio do romantismo brasileiro. A essa press\u00e3o      da linguagem falada sobre a escrita da-se o nome de brasileirismo linguistico.      Ele acabou criando um sistema proprio de coloca\u00e7\u00e3o pronominal, diferente do      de Portugal, e imprimiu um r\u00edtmo tamb\u00e9, pr\u00f3prio \u00e0 sintaxe brasileira, muito      mais pr\u00f3xima de nossa sensibilidade.<\/p>\n<p>De modo geral, numa frase rom\u00e2nica h\u00e1 mais sentimento do que organiza\u00e7\u00e3o      est\u00e9tica, isto \u00e9, observa-se nela o predominio da fun\u00e7\u00e3o emotiva da linguagem.      Quer dizer, a primeira pessoa gramatical sobrepuja as demais, havendo recorr\u00eancia      intensiva de interjei\u00e7\u00f5es, exclama\u00e7\u00f5es e retic\u00eancias.<\/p>\n<p>Fonte:  genresofliterature.com\/www.geocities.com\/campus.fortunecity.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>G\u00eanero Liter\u00e1rio, Tipos, Classifica\u00e7\u00e3o, Literatura, Caracter\u00edsticas, Categorias, Fase, Import\u00e2ncia, Modalidades, Hist\u00f3ria, O que \u00e9, G\u00eanero Liter\u00e1rio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":87793,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[78],"tags":[],"class_list":["post-29844","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-literatura"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - 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