{"id":23695,"date":"2016-01-19T17:25:59","date_gmt":"2016-01-19T17:25:59","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=23695"},"modified":"2016-01-19T17:39:23","modified_gmt":"2016-01-19T17:39:23","slug":"culinaria-peruana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/alimentacao\/culinaria\/culinaria-peruana","title":{"rendered":"Culin\u00e1ria Peruana"},"content":{"rendered":"\n<p>Cada      vez mais objeto de interesse mundial, a gastronomia do Peru inclui, ao lado      de\u00a0<strong>pratos tradicionais<\/strong>\u00a0,      cria\u00e7\u00f5es de uma nova cozinha andina<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/peruan14.jpg\" alt=\"Culin\u00e1ria Peruana\" width=\"305\" height=\"251\" title=\"Culin\u00e1ria Peruana\" \/><\/p>\n<p>Nunca      o Brasil esteve t\u00e3o antenado \u00e0s mudan\u00e7as e novidades do mundo gastron\u00f4mico.      O f\u00e1cil acesso a not\u00edcias e livros, al\u00e9m da presen\u00e7a de chefs internacionais      em solo brasileiro nos d\u00e3o uma amostra do que acontece l\u00e1 fora.<\/p>\n<p>Uma      culin\u00e1ria que tem recebido destaque, mas ainda pouco conhecida por aqui, \u00e9      a\u00a0<strong>peruana<\/strong>\u00a0.<\/p>\n<p>A      revista espanhola \u0093Vino + Gastronomia\u0094 de agosto dedica 8 p\u00e1ginas      da publica\u00e7\u00e3o de agosto ao ceviche, um dos maiores s\u00edmbolos da culin\u00e1ria do      Peru. \u0093Nos \u00faltimos 20 anos a cozinha\u00a0<strong>peruana<\/strong>\u00a0,      at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida, protagonizou uma silenciosa revolu\u00e7\u00e3o, que a colocou      entre os primeiros lugares da cozinha mundial\u0094.<\/p>\n<p>Um      dos representantes desta \u0093revolu\u00e7\u00e3o\u0094, o chef Gaston Ac\u00fario, do restaurante      Astrid y Gast\u00f3n (em Lima e em Santiago), levou sua cozinha \u00e0 \u00faltima edi\u00e7\u00e3o      do importante evento espanhol Madrid Fusi\u00f3n, do qual participaram chefs internacionais      de primeiro time.<\/p>\n<p>Mas      por que os aromas peruanos ainda n\u00e3o entraram no circuito nacional? A parca      quantidade de imigrantes no Brasil (s\u00e3o cerca de 35 mil) e a falta de ingredientes      do pa\u00eds podem explicar a aus\u00eancia de\u00a0<strong>pratos<\/strong>\u00a0desta      culin\u00e1ria em nosso roteiro gastron\u00f4mico. S\u00e3o poucos os restaurantes que a      representam, e chefs entusiastas, como Carlos Siffert, se esfor\u00e7am para dar      autenticidade aos\u00a0<strong>pratos<\/strong>\u00a0.<\/p>\n<p>\u0093Comecei      a plantar 3 tipos de pimenta\u00a0<strong>peruana<\/strong>\u00a0,      vamos ver se vai dar certo\u0094, torce ele.<\/p>\n<p>Enquanto      os \u0093frutos\u0094 n\u00e3o s\u00e3o colhidos, os f\u00e3s paulistanos t\u00eam de se contentar      com o festival anual que o Consulado Peruano realiza na capital paulistana      com a presen\u00e7a de chefs representantes \u0096 em agosto \u00faltimo, Eduardo Casta\u00f1on,      do La Rosa Nautica, e Tereza Isquierdo, do El Rinc\u00f3n que No Conoces, comandaram      as ca\u00e7arolas do restaurante Tarsila, do Hotel InterContinental. Se ati\u00e7amos      sua curiosidade, aproveite para conhecer um pouco da cozinha que vem conquistando      seu espa\u00e7o na gastronomia mundial.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/peruan15.jpg\" alt=\"Culin\u00e1ria Peruana\" width=\"293\" height=\"262\" title=\"Culin\u00e1ria Peruana\" \/><br \/>\n     \u00a0<strong>Ceviche<\/strong>\u00a0<\/p>\n<h2>Clima      e regi\u00f5es<\/h2>\n<p>A      riqueza em ingredientes deve-se \u00e0 diversidade clim\u00e1tica. O pa\u00eds re\u00fane 84 dos      104 ecossistemas existentes no mundo. Essas zonas s\u00e3o agrupadas em 3 grandes      regi\u00f5es: costa, serra (Andes) e selva (Amaz\u00f4nia). A primeira disponibiliza      mais de mil esp\u00e9cies comest\u00edveis entre peixes e frutos do mar, como corvina,      lagosta e linguado.<\/p>\n<p>A      prepara\u00e7\u00e3o mais comum \u00e9 o ceviche (veja este e outros\u00a0<strong>pratos      t\u00edpicos<\/strong>\u00a0ao final      da reportagem). Da segunda chegam a batata, milho, al\u00e9m de carnes de cuy (parecido      com porquinho-da-\u00edndia) e aj\u00ed (tipo de pimenta). J\u00e1 a \u00faltima \u00e9 regida por      carnes de ca\u00e7a que normalmente s\u00e3o acompanhadas de banana e mandioca, al\u00e9m      de peixes de rio.<\/p>\n<h2>Harmonia      entre tradi\u00e7\u00e3o e o novo<\/h2>\n<p>A      civiliza\u00e7\u00e3o inca deixou muitos tra\u00e7os culturais na culin\u00e1ria\u00a0<strong>peruana<\/strong>\u00a0.<\/p>\n<p>Eles      foram respons\u00e1veis pelo cultivo de batatas e milhos, 2 dos mais importantes      ingredientes locais (confira ao final da reportagem). O consumo de carne de      alpaca (animal parecido com a lhama) e de cuy tamb\u00e9m era costume dos incas,      al\u00e9m do uso de pimentas: s\u00e3o mais de 40 tipos, entre eles o aj\u00ed, usado no      ceviche.<\/p>\n<p>Um      dos\u00a0<strong>pratos<\/strong>\u00a0criados      na \u00e9poca que permanecem intactos \u00e9 o pachamanca.<\/p>\n<p>Com      a chegada dos espanh\u00f3is, que, por sua vez, sofreram influ\u00eancia \u00e1rabe, novos      ingredientes foram incorporados \u00e0 culin\u00e1ria\u00a0<strong>peruana<\/strong>\u00a0,      como trigo, uvas, arroz, latic\u00ednios, cebolas e azeitonas.<\/p>\n<p>Um      dos\u00a0<strong>pratos<\/strong>\u00a0resultantes      dessa mistura \u00e9 batatas \u00e0 la huanca\u00edna, cobertas com molho \u00e0 base de queijo.      J\u00e1 os escravos africanos transmitiram o h\u00e1bito de consumir sobras e tripas.      O tacu tacu \u00e9 um exemplo: leva arroz, feij\u00e3o, banha de porco e pimenta.<\/p>\n<p>Por      volta de 1850 foi a vez dos chineses se instalarem em solo peruano e trazerem      novas t\u00e9cnicas, como a da fritura, adotada no lomo salteado.<\/p>\n<p>A      \u00faltima imigra\u00e7\u00e3o, dos japoneses em 1970, valorizou o consumo dos pescados      e originou a cozinha nikkei, que combina\u00a0<strong>pratos      japoneses<\/strong>\u00a0com ingredientes peruanos. Um chef que carrega esta bandeira      \u00e9 Nobu Matsuhisa, do famoso restaurante que leva seu nome. Nascido no Jap\u00e3o,      Matsuhisa incorporou novos sabores \u00e0 sua cozinha quando morou no Peru, difundindo-a      em seus estabelecimentos dos Estados Unidos, Jap\u00e3o, It\u00e1lia e Inglaterra.<\/p>\n<p>A      cozinha do momento, por\u00e9m, \u00e9 a nueva cocina andina, que combina aromas e sabores      da terra e t\u00e9cnicas estrangeiras. Jovens chefs passaram a estudar em pa\u00edses      como Fran\u00e7a e It\u00e1lia e retornaram ao Peru com nova bagagem, aplicada aos ingredientes      locais, dando uma nova fei\u00e7\u00e3o \u00e0 cozinha tradicional. \u0093\u00c9 uma trajet\u00f3ria      parecida com a do Brasil, j\u00e1 que nossos chefs est\u00e3o se voltando para nossos      ingredientes de raiz\u0094, compara Siffert. Algumas cria\u00e7\u00f5es nessa nova linha      incluem espuma de quinua e guan\u00e1bana (fruta parecida com chirimoya), antojos      (petiscos) de queijo em molho de maracuj\u00e1, salada fresca de escargot com quinua,      flan de queijo e flocos de cevada.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/peruan16.jpg\" alt=\"Culin\u00e1ria Peruana\" width=\"237\" height=\"210\" title=\"Culin\u00e1ria Peruana\" \/><br \/>\n     \u00a0<strong>Milhos<\/strong>\u00a0<\/p>\n<h2>Batata      e milho<\/h2>\n<p>Tanto      a batata quanto o milho t\u00eam variedades de deixar qualquer estrangeiro boquiaberto.      S\u00e3o mais de 4 mil tipos de batatas catalogadas, plantadas pelos incas ao longo      de terra\u00e7os na Cordilheira dos Andes. As amarelas s\u00e3o as preferidas dos peruanos;      ainda h\u00e1 as brancas, negras e doces \u0096 esta \u00faltima, companheira de muitos\u00a0<strong>pratos      locais<\/strong>\u00a0.<\/p>\n<p>O      Peru \u00e9 o pa\u00eds com a maior diversidade de tipos de milho \u0096 s\u00e3o 35 variedades.      Suas cores v\u00e3o desde o branco e amarelo at\u00e9 o morado (negro) e avermelhado,      e a utiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 bem variada: fervido, tostado, como bebida (chicha) e doce.      Entre os\u00a0<strong>pratos<\/strong>\u00a0que      levam milho est\u00e3o o pepi\u00e1n (guisado de peru com milho ralado, cebola, alho      e aj\u00ed, t\u00edpico do Norte do pa\u00eds), o soltero (favas, milho, cebola e queijo      fresco, encontrado em Arequipa, Sul do pa\u00eds) e o tamale doce, que lembra a      nossa pamonha.<\/p>\n<h2>Ceviche      e pisco<\/h2>\n<p>S\u00e3o      os produtos mais emblem\u00e1ticos do pa\u00eds. Origin\u00e1rio do Norte do Peru, o ceviche      \u00e9 feito a partir do peixe marinado num \u00e1cido e aromatizado com aj\u00ed.\u00a0<strong>Prato      t\u00edpico de pescadores<\/strong>\u00a0, originalmente era marinado com maracuj\u00e1 e,      com a chegada dos espanh\u00f3is, introduziu-se o lim\u00e3o.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>prato<\/strong>\u00a0chegou      a Lima no s\u00e9culo 19 e foi inicialmente adotado pelas camadas pobres. Somente      no s\u00e9culo seguinte entrou no card\u00e1pio de restaurantes. No Norte do pa\u00eds, \u00e9      comum encontrar ceviche de conchas; em Lima, de linguado e corvina; e no Sul,      de frutos do mar.<\/p>\n<p>O      pisco \u00e9 o aguardente de suco de uvas criado na cidade que lhe deu nome, a      350 km de Lima. O nome vem de piscco (\u0093pequena ave\u0094, no dialeto      regional) e come\u00e7ou a ser produzido depois da chegada dos espanh\u00f3is, que trouxeram      as videiras. Entre as uvas usadas est\u00e3o a Quebranta, Preta, Mollar, It\u00e1lia,      Torontel, Albilla, Moscato e Uvina, e seu grau alco\u00f3lico pode chegar a 46%.      O pisco sour \u00e9 o drinque mais representativo da bebida. Conhe\u00e7a alguns tipos      de pisco, declarado Denomina\u00e7\u00e3o de Origem e Patrim\u00f4nio Nacional desde 1995:<\/p>\n<p>Puro:      feito de variedades de videira n\u00e3o-arom\u00e1ticas como a Quebranta ou Mollar.      \u00c9 um pisco suave.<br \/>\n     Arom\u00e1tico: com uvas arom\u00e1ticas, como Moscato, It\u00e1lia ou Albilla.<br \/>\n     Aromatizado: quando na destila\u00e7\u00e3o s\u00e3o adicionadas frutas como lim\u00e3o, manga      e figo.<br \/>\n     Acholado: a partir da mistura de mostos de variedades distintas de uva.<br \/>\n     Mosto verde: obtido da destila\u00e7\u00e3o do mosto de fermenta\u00e7\u00e3o incompleta.<\/p>\n<h2>Pratos      t\u00edpicos<\/h2>\n<h2>Ceviche      de pescado (Lima)<\/h2>\n<p>Pescado      fresco misturado com cebola roxa, suco de lim\u00e3o, sal e um toque de aj\u00ed.<\/p>\n<p>Lomo      saltado (Lima): peda\u00e7os de fil\u00e9 mignon, dourados e temperados com cebola roxa,      tomate e pimenta amarela. Leva tamb\u00e9m coentro, vinagre e molho de soja. Para      acompanhar, batatas fritas amarelas e arroz branco.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/peruan17.jpg\" alt=\"Culin\u00e1ria Peruana\" width=\"238\" height=\"270\" title=\"Culin\u00e1ria Peruana\" \/><br \/>\n     \u00a0<strong>Chupe de camarones<\/strong>\u00a0<\/p>\n<h2>Chupe      de camarones (Arequipa)<\/h2>\n<p>Caldo      concentrado \u00e0 base de coral de camar\u00f5es, pimenta panca tostada, ovo escalfado      (poch\u00ea), batata amarela, arroz, queijo e leite.<\/p>\n<h2>Pachamanca      (Cusco)<\/h2>\n<p>Carnes,      milhos, batatas, favas e ervas arom\u00e1ticas, colocadas num buraco cavado na      terra e revestido com pedras aquecidas. Fica pronto depois de algumas horas      de cozimento.<\/p>\n<h2>Juanes      de galinha (Amaz\u00f4nia peruana)<\/h2>\n<p>Arroz      temperado com variedade de especiarias (pimenta urucum, cominho, coentro,      or\u00e9gano e louro). A mistura \u00e9 envolvida em folhas de bananeira com peda\u00e7os      de frango, ovo cozido e azeitona e fervida por alguns minutos.<\/p>\n<h2>Suspiro      a la lime\u00f1a (Lima)<\/h2>\n<p>Pudim      feito com gemas, calda de a\u00e7\u00facar com vinho do Porto, coberto com merengue      e com um toque de canela em p\u00f3.<\/p>\n<h2>Pisco      Sour (Lima e Ica)<\/h2>\n<p>Drinque      elaborado com pisco, clara de ovo, suco de lim\u00e3o, a\u00e7\u00facar, gelo picado e angostura.<\/p>\n<p>Fonte: \u00a0basilico.uol.com.br<\/p>\n<h6>Culin\u00e1ria Peruana<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>A      riqueza do litoral peruano, favorecido pela corrente fria de Humboldt, reflete-se      na pesca milagrosa de mais de 700 esp\u00e9cies comest\u00edveis, entre peixes e frutos      do mar. As culturas ind\u00edgenas pr\u00e9-colombianas j\u00e1 faziam uso desta riqueza      na alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante      o per\u00edodo da coloniza\u00e7\u00e3o espanhola, come\u00e7ou a surgir um sincretismo entre      a\u00a0<strong>culin\u00e1ria<\/strong>\u00a0dos      conquistadores e a das culturas andinas, que j\u00e1 cultivavam em larga escala      a batata, o milho e a qu\u00ednua.<\/p>\n<p>Mais      tarde, na \u00e9poca da rep\u00fablica, com a imigra\u00e7\u00e3o de chineses, italianos e japoneses,      al\u00e9m da contribui\u00e7\u00e3o indiscut\u00edvel da cultura africana, a cozinha peruana adquiriu      as caracter\u00edsticas que possui atualmente. Na comida peruana encontramos ingredientes      nativos tradicionais, aliados aos requintes da cozinha europ\u00e9ia.<\/p>\n<p>Um      dos\u00a0<strong>pratos<\/strong>\u00a0mais      conhecidos desta mistura de origens \u00e9 o Ceviche.<\/p>\n<p>A      hist\u00f3ria da cozinha peruana come\u00e7a muito antes da chegada de Francisco Pizarro      ao Peru, como mostram as cer\u00e2micas pr\u00e9-incaicas dos museus de todo o pa\u00eds.<\/p>\n<h4>Os      Incas \u0096 a cozinha qu\u00e9chua<\/h4>\n<p>No      s\u00e9culo XV, o Imp\u00e9rio Inca, formado a partir de culturas anteriores, j\u00e1 tinha      um sistema de agricultura engenhoso que utilizava \u0093andenes\u0094 e irriga\u00e7\u00f5es      para o cultivo das planta\u00e7\u00f5es nas inclina\u00e7\u00f5es andinas e nos vales dos rios      do litoral.<\/p>\n<p>A      batata era o alimento mais produzido do Imp\u00e9rio Incaico, era o elemento b\u00e1sico      para o preparo de sopas e da Pachamanca (pacha = terra, manca = m\u00e3e), uma      mistura de carnes e verduras cozidas com pedras quentes em uma fossa coberta      de terra. As batatas que sobravam da Pachamanca se secavam e depois, quando      se re-hidratavam, eram cozidas em um ensopado chamado Carapulcra (kala = pedra      quente, purka = buraco na terra), servido at\u00e9 os dias de hoje nas mesas peruanas.<\/p>\n<p>Os      conquistadores trouxeram novas esp\u00e9cies de animais e plantas, que se integraram      \u00e0 vida dos ind\u00edgenas e fizeram surgir uma nova cultura, \u0093a comida criolla\u0094.      As carnes de frangos, cabritos, vacas e carneiros trazidos pelos espanh\u00f3is      se juntaram a da llama, da alpaca, do cuy (coelho da \u00edndia), de lebres e de      v\u00e1rios tipos de aves. O arroz, o trigo e a cevada foram introduzidos na Am\u00e9rica      Latina junto com azeitonas, \u00f3leos, vinagres, condimentos e uma grande variedade      de verduras e frutas, principalmente a uva. Tamb\u00e9m trouxeram o forno e diferentes      t\u00e9cnicas de cozinhar, curtir e fritar.<\/p>\n<p>Esta      nova cozinha, resultado do sincretismo dos ingredientes e t\u00e9cnicas dos dois      continentes evoluiu atrav\u00e9s dos anos at\u00e9 o presente, formando a atual comida      peruana. Por exemplo \u0093La Ocopa\u0094, que \u00e9 uma maionese da cidade de      Arequipa , \u00e9 uma mistura do amendoim e da pimenta pr\u00e9-colombianos com adi\u00e7\u00e3o      de produtos l\u00e1cteos (queijo fresco) trazido pelos espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>Um      animal que \u00e9 parente da galinha que conhecemos hoje existia no Peru na \u00e9poca      pr\u00e9-colombiana. Era conhecido com o nome de \u0093hualpa\u0094 e cozinhado      com aji (pimenta). O hualpa era muito importante na\u00a0<strong>culin\u00e1ria<\/strong>\u00a0e      na vida incaica, tanto que o \u00faltimo inca, executado pelos espanh\u00f3is, levava      o seu nome, Atahualpa. \u0093El aji de galinha\u0094 \u00e9 o exemplo perfeito      da fus\u00e3o dos ingredientes espanh\u00f3is e qu\u00e9chuas. O p\u00e3o, as nozes e o queijo,      somado ao frango e a pimenta deram a este\u00a0<strong>prato<\/strong>\u00a0uma      dimens\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>Segundo      o Centro Internacional da Batata, em Lima, os Incas cultivaram mais de mil      variedades do tub\u00e9rculo. Muitas delas j\u00e1 desapareceram, por\u00e9m, ainda existem,      na serra peruana, numerosos tipos de batatas silvestres que s\u00e3o cultivadas      em \u00e1reas rurais. Pizarro e os conquistadores espanh\u00f3is foram respons\u00e1veis      por levar este alimento para o resto do mundo.<\/p>\n<p>O      mais importante dos cultivos incaicos foi o milho, ingrediente b\u00e1sico da cerveja      andina a \u0093Chicha\u0094, feita por mulheres sob a vigil\u00e2ncia da deusa      do milho Mamasara. Atualmente, ainda se pode ver algumas chicheras, que seguem      a tradi\u00e7\u00e3o antiga de macerar o milho, fervendo com \u00e1gua, agregando peda\u00e7os      de carv\u00e3o para espantar os esp\u00edritos malvados e fermentando a chicha em jarros      de barro, de fundo redondo, colocados em cestos de totora.<\/p>\n<p>Entre      as heran\u00e7as mais significativas dos Incas na comida contempor\u00e2nea peruana      s\u00e3o os diferentes tipos de pimentas, como Aji e Rocoto, e de ervas, como o      \u0093Huacatay\u0094.<\/p>\n<h4>Os      mouros, os espanh\u00f3is e os africanos.<\/h4>\n<p>Durante      os primeiros 150 anos da presen\u00e7a espanhola na Am\u00e9rica do Sul, Lima transformou-se      em um dos centros de maior import\u00e2ncia pol\u00edtico-social. Os espanh\u00f3is trouxeram      os refinamentos da corte espanhola ao Peru. Com as riquezas existentes e o      grande n\u00famero de nativos e escravos que eram usados como m\u00e3o-de-obra, a classe      dominante dos espanh\u00f3is dedicava-se ao \u00f3cio e ao repouso constante, podendo      desfrutar das riquezas que a nova terra lhes apresentava.<\/p>\n<p>A      maioria dos primeiros conquistadores espanh\u00f3is era formada por nativos da      Andaluzia regi\u00e3o ao sul do pa\u00eds, ocupada durante setecentos anos pelos mouros.      Por influ\u00eancia destes povos \u00e1rabes foram levados para o Peru o cominho, o      coentro, a canela e outros condimentos usados pela\u00a0<strong>culin\u00e1ria      criolla<\/strong>\u00a0.<\/p>\n<p>A      chegada da cana-de-a\u00e7\u00facar foi uma surpresa deliciosa para os peruanos e um      complemento perfeito para suas ervas e especiarias, raz\u00e3o pela qual o consumo      de a\u00e7\u00facar foi muito grande. Os conventos foram os grandes especialistas na      elabora\u00e7\u00e3o de doces e sobremesas, cada um deles tinha a sua especialidade.      Ainda hoje os doces peruanos s\u00e3o europeus com um toque africano.<\/p>\n<p>As      caracter\u00edsticas principais destes doces eram as suas cores vibrantes e os      formatos trazidos pelos escravos africanos, que eram os cozinheiros das fam\u00edlias      do vice-reinado. Os peruanos adotaram os ritmos da m\u00fasica e das dan\u00e7as africanas,      as especiarias e os condimentos arom\u00e1ticos, que junto com o milho de origem      incaica resultou em uma perfeita combina\u00e7\u00e3o, como \u0093El manjar blanco\u0094      e \u0093la Natilla\u0094.      Os escravos tamb\u00e9m criaram os \u0093anticuchos\u0094<\/p>\n<h4>Os      franceses<\/h4>\n<p>No      dia 28 de julho de 1821, foi declarada a independ\u00eancia peruana, e em 1824,      o \u00faltimo soldado espanhol deixou as terras peruanas, ap\u00f3s in\u00fameras batalhas.      Neste per\u00edodo, por causa da revolu\u00e7\u00e3o francesa, os peruanos passaram a olhar      com admira\u00e7\u00e3o para este pa\u00eds europeu.<\/p>\n<p>Depois      de declarada a independ\u00eancia, o general San Mart\u00edn emitiu um decreto permitindo      a entrada de estrangeiros no Peru. Em 1857, existiam 20 mil europeus que n\u00e3o      eram espanh\u00f3is morando em Lima, incluindo franceses, escoceses, ingleses,      alem\u00e3es e italianos. Com a chegada dos franceses, a comida e os h\u00e1bitos gastron\u00f4micos      do Peru mudaram para sempre.<\/p>\n<h4>A      m\u00edstica \u00c1sia representada pela China<\/h4>\n<p>A      chegada, em 1849, dos primeiros chineses contratados para trabalhar nas estradas      de ferro, nas fazendas de cana-de-a\u00e7\u00facar e algod\u00e3o e na ind\u00fastria do \u0093guano\u0094      (esterco das aves marinhas, utilizado como fertilizante natural na agricultura)      produziu um grande impacto na comida peruana durante os s\u00e9culos XIX e XX.<\/p>\n<p>Os      imigrantes chineses, que vinham principalmente de Macau, viviam em condi\u00e7\u00f5es      p\u00e9ssimas. Os contratos de trabalho obrigavam o contratante a fornecer uma      certa quantidade de alimentos e uma quantidade fixa de aproximadamente um      quilo de arroz como parte do sal\u00e1rio. Os chineses mantinham suas tradi\u00e7\u00f5es\u00a0<strong>culin\u00e1rias<\/strong>\u00a0em      suas vivendas.<\/p>\n<p>Os      imigrantes chineses importavam sementes, desde o \u0093jolantau\u0094 (alverjas      chinesas) at\u00e9 o \u0093chion\u0094 (gengibre) e o \u0093sillao\u0094. Depois      de cumprirem seus contratos, se assentavam nas cidades do litoral, abrindo      pequenos estabelecimentos de comida. Assim, outra vez a comida peruana teve      a influ\u00eancia de novos sabores.<\/p>\n<p>Logo      os peruanos aprenderam a gostar da nova comida, simples e saborosa e que era      vendida nas ruas pr\u00f3ximas ao mercado central, onde atualmente \u00e9 o bairro Chin\u00eas.      Um dos\u00a0<strong>pratos<\/strong>\u00a0que      misturou influ\u00eancias da China e do Peru \u00e9 o \u0093lomo saltado\u0094. As t\u00e9cnicas      de fritar movendo chegaram ao Peru na segunda metade do s\u00e9culo XIX e colocaram      na mesma panela o \u0093aj\u00ed\u0094 peruano junto com o \u0093chion\u0094 e      o \u0093sillao\u0094.<\/p>\n<p>Uma      prova da import\u00e2ncia da\u00a0<strong>culin\u00e1ria      chinesa no Peru<\/strong>\u00a0\u00e9      o fato de que, depois de 50 anos da chegada dos imigrantes, praticamente todas      as fam\u00edlias ricas e elegantes de Lima tinham um cozinheiro chin\u00eas.<\/p>\n<h4>A      culin\u00e1ria da Terra do Sol Nascente<\/h4>\n<p>Em      1899, chega ao Peru o navio \u0093Sakura Maru\u0094, trazendo 790 imigrantes      japoneses. Estes imigrantes deixaram marcas definitivas na gastronomia peruana.      Da mesma forma que os chineses, os japoneses chegaram sozinhos para trabalhar      nas fazendas do litoral e tamb\u00e9m tiveram que trabalhar arduamente no campo.      Por\u00e9m, na d\u00e9cada de 20, trouxeram suas fam\u00edlias e permaneceram no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Foi      nesta \u00e9poca que surgiram os primeiros restaurantes japoneses e a cozinha peruana      incorporou o shoyo e o miss\u00f4. As fam\u00edlias japonesas comiam peixe, carne que      os peruanos n\u00e3o costumavam comer nos anos 20 e 30. No final da d\u00e9cada de 50,      j\u00e1 existiam em Lima alguns restaurantes japoneses que serviam\u00a0<strong>pratos<\/strong>\u00a0de      peixe e mariscos frescos.<\/p>\n<p>Os      Incas comiam ceviche marinado em \u0093chicha\u0094 (bebida proveniente da      fermenta\u00e7\u00e3o do milho) e v\u00e1rios sucos \u00e1cidos de frutas. Foi com a introdu\u00e7\u00e3o      do lim\u00e3o e da cebola pelos espanh\u00f3is e do peixe pelos japoneses que surgiu      o tradicional ceviche peruano que conhecemos at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Fonte: \u00a0      milpovos.prefeitura.sp.gov.br<\/p>\n<h6>Culin\u00e1ria Peruana<\/h6>\n<p>A\u00a0<strong>culin\u00e1ria      peruana<\/strong>\u00a0\u00e9 de longe      uma das melhores do mundo. Melhor at\u00e9 do que a brasileira, devo admitir. N\u00e3o      \u00e9 sem raz\u00e3o que Lima virou a meca das escolas de culin\u00e1ria e a tradicional      Cordon Bleu, de Paris, tem aqui uma de suas filiais mais concorridas. Outro      exemplo \u00e9 o fato de que os restaurantes mais badalados do momento tanto em      Santiago, no Chile, como em Bogot\u00e1, na Col\u00f4mbia, serem filiais de Astrid &amp;      Gast\u00f3n, possivelmente o melhor restaurante peruano.<\/p>\n<p>Uma      das explica\u00e7\u00f5es para a qualidade da cozinha peruana \u00e9 a variedade de insumos      e tradi\u00e7\u00f5es. O pa\u00eds tem um litoral cujas \u00e1guas frias s\u00e3o pr\u00f3digas em frutos      do mar e variedades de peixes, tem uma regi\u00e3o andina com uma variedade extraordin\u00e1ria      de legumes (s\u00f3 de batatas s\u00e3o mais de 800 diferentes tipos) e a selva amaz\u00f4nica      com a sua reconhecida prodigalidade de esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Da\u00ed      juntam-se as tradi\u00e7\u00f5es\u00a0<strong>culin\u00e1rias<\/strong>\u00a0dos      incas e outros grupos que dominavam o pa\u00eds antes dos espanh\u00f3is com a pr\u00f3pria      influencia dos colonizadores e de outros grupos \u00e9tnicos, como os ind\u00edgenas      amaz\u00f4nicos, e at\u00e9 mesmo chineses e japoneses e se pode imaginar o caldeir\u00e3o      cultural que gerou a melhor cozinha da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Posso      garantir que comer um ceviche de pescado, uma cauza rellena, aji de Gallina,      seco de cordero, arroz com pato, tallarin verde, sopa a la minuta s\u00e3o experi\u00eancias\u00a0<strong>culin\u00e1rias      inigual\u00e1veis<\/strong>\u00a0.<\/p>\n<p>Se      forem servidos em um restaurante como o Astrid &amp; Gast\u00f3n, principias divulgadores      do que se chama \u0093nova cozinha andina\u0094, ent\u00e3o, chega a ser covardia.      Tudo acompanhado pela bebida t\u00edpica peruana, o pisco (feito a partir de uva)      ou a sua varia\u00e7\u00e3o, o pisco sour (mal comparando seriam a cacha\u00e7a e a caipirinha      daqui).<\/p>\n<p>Mas      como todos os pa\u00edses, ainda mais com toda sua variedade cultural, tamb\u00e9m existem      aqueles\u00a0<strong>pratos<\/strong>\u00a0que      ainda n\u00e3o tive coragem de experimentar. Um deles \u00e9 o pepi\u00e1n de cuy. Dif\u00edcil      de resistir ao trocadilho, por isso \u00e9 melhor explicar: \u0093cuy\u0094 \u00e9 o      nome em espanhol do nosso porquinho da \u00edndia. Pois \u00e9, o nosso popular bichinho      de estima\u00e7\u00e3o \u00e9 no Peru um prato muito t\u00edpico, que vem desde a \u00e9poca do imp\u00e9rio      inca.<\/p>\n<p>Realmente      \u00e9 meio estranho ver aquele animalzinho assado, com o corpo aberto ao meio,      as patas esticadas e a cabe\u00e7a com a boca aberta e normalmente decorada com      uma batata &#8211; e comer numa boa. Obviamente \u00e9 um tema puramente cultural, principalmente      para quem, como eu, j\u00e1 comeu bunda de tanajura assada com farinha quando era      crian\u00e7a. Mas definitivamente h\u00e1 cuys e cuys\u0085 N\u00e3o consegui resistir ao      trocadilho infame.<\/p>\n<p>O      interessante \u00e9 que uma not\u00edcia publicada no principal jornal de Lima hoje      d\u00e1 conta de que os produtores de cuy est\u00e3o entusiasmados com o aumento da      demanda pela carne do animas desde os Estados Unidos e \u00c1sia. Segundo a nota      cada cuy vivo (!) na regi\u00e3o andina vale uns R$ 8,00. Processados e industrializados      chegam a ser vendidos por sete d\u00f3lares nos Estados Unidos. E apesar do nome      pelo qual \u00e9 conhecido no Brasil (porquinha da \u00edndia), o cuy (!!)\u00e9 oriundo      da regi\u00e3o andina e n\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o que sua carne e t\u00e3o apreciada desde a \u00e9poca      dos incas. Calcula-se que no Peru existam cerca de 22 milh\u00f5es de cuys (!!!),      prontos para invadirem o mundo na esteira do sucesso da\u00a0<strong>culin\u00e1ria      peruana.<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>H\u00e1      noticias de que Gast\u00f3n Acurio, dono do Astrid &amp; Gast\u00f3n, vai abrir uma      filial do seu badalado restaurante em S\u00e3o Paulo. Com isso pode ser que os      brasileiros passem a conhecer melhor a cozinha peruana. S\u00f3 acho dif\u00edcil que\u00a0<strong>pratos<\/strong>\u00a0a      base de cuy tenham muito sucesso. O bom \u00e9 que h\u00e1 muitas outras op\u00e7\u00f5es deliciosas,      de maneira que os porquinhos da \u00edndia, pelo menos no Brasil, poder\u00e3o continuar      sendo simplesmente mascotes (ou cobaias).<\/p>\n<p>Fonte: \u00a0tordesilhas.net<\/p>\n<h6>Culin\u00e1ria Peruana<\/h6>\n<h4>Biodiversidade      e boa mesa<\/h4>\n<p>O      territ\u00f3rio peruando divide-se em tr\u00eas grandes regi\u00f5es: o litoral, a serra      andina e a floresta amaz\u00f4nica. Nestas regi\u00f5es encontram-se 84 dos 104 ecossistemas      conhecidos do planeta com uma incr\u00edvel amplitude de esp\u00e9cies animais e vegetais.      Esta biodiversidade natural foi muito bem aproveitada pelos agricultores andinos,      que a aliaram a sofisticadas t\u00e9cnicas de irriga\u00e7\u00e3o, passando a cultivar nos      mais variados pisos geol\u00f3gicos, desde o deserto ao n\u00edvel do mar, passando      pelas encostas andinas, at\u00e9 chegar no clima tropical da floresta.<\/p>\n<h4>A      dispensa pr\u00e9-colombiana<\/h4>\n<p>Al\u00e9m      de utilizar a irriga\u00e7\u00e3o, os antigos peruanos trabalharam no aprimoramento      gen\u00e9tico de batatas (mais de 3000 variedades conhecidas) , do milho, de outros      cereais (como a quinua), do amendoim, de frutas e muitas hortali\u00e7as. No litoral      consumia-se mariscos, peixes, carac\u00f3is (escargots) e algas; nas regi\u00f5es altas,      patos selvagens, galin\u00e1ceos, cam\u00e9lidos domesticados, como a lhama, a alpaca,      a vicunha e o guanaco e roedores andinos como o cuy. A bebida mais apreciada      era a chicha feita \u00e0 base de milho, (inclusive a chicha morada considerada      sagrada pelos incas) podendo ser fermentada ou n\u00e3o. \u00c0 chegada dos espanh\u00f3is,      os 12 milh\u00f5es de habitantes do Imp\u00e9rio Inca constitu\u00edam um povo saud\u00e1vel e      bem alimentado. Mais do que isso, j\u00e1 eram apreciadores da boa comida, pois      h\u00e1 registro arqueol\u00f3gico com mais de 8000 anos do cultivo do aj\u00ed (tipo de      pimenta suave) que tem a caracter\u00edstica de real\u00e7ar o sabor dos alimentos.<\/p>\n<h4>Alhos,      cebolas e lim\u00e3o<\/h4>\n<p>A      contribui\u00e7\u00e3o espanhola trouxe uma s\u00e9rie de outros temperos como o alho, a      cebola, o cominho, o coentro, a hortel\u00e3, o louro e o a\u00e7afr\u00e3o, al\u00e9m de frutas      c\u00edtricas, como o lim\u00e3o. Os espanh\u00f3is trouxeram tamb\u00e9m o gosto pelos ensopadinhos      e refogados com azeite de oliva. Quase de imediato, foram introduzidos na      mesa colonial o porco, o cabrito e o boi, os queijos e coalhadas de vaca e      de cabra, al\u00e9m de sobremesas de n\u00edtida inspira\u00e7\u00e3o \u00e1rabe, com cravo e canela,      nascendo assim o que se chamaria de \u0093comida criolla\u0094.<\/p>\n<h4>O      pisco surge<\/h4>\n<p>Nascido      nos vales de Ica esse aguardente de uvas fermentadas alcan\u00e7ou reconhecimento      de qualidade desde o s\u00e9culo XVI. Conta-se que um barman de Lima, no inicio      do s\u00e9culo passado, juntou ao pisco um pouco de lim\u00e3o, xarope de goma, clara      de ovo, angostura, e gelo criando o famoso cocktail pisco sour que hoje pode      ser considerada a bebida nacional peruana.<\/p>\n<h4>O      toque africano<\/h4>\n<p>A      popula\u00e7\u00e3o negra, chegada da \u00c1frica na condi\u00e7\u00e3o de escrava, tamb\u00e9m contribui      com diversas sementes oleaginosas e sua especial predile\u00e7\u00e3o por bananas, mel,      mi\u00fados e a mistura de feij\u00f5es com arroz, al\u00e9m do magistral contraste entre      doces e salgados. Os afro-peruanos livres, com seus ancestrais saberes, entraram      na hist\u00f3ria para amplificar &#8211; como dizem os especialistas &#8211; \u0093o sabor,      a cor e o ritmo\u0094 da\u00a0<strong>culin\u00e1ria      peruana<\/strong>\u00a0.<\/p>\n<h4>O      extremo oriente \u00e9 aqui<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/peruan18.jpg\" alt=\"Culin\u00e1ria Peruana\" width=\"242\" height=\"354\" title=\"Culin\u00e1ria Peruana\" \/><br \/>\n     \u00a0<strong>Jovens japonesas no navio rumo ao Peru, aprox 1890.<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>A      primeira migra\u00e7\u00e3o chinesa chegou ao Peru em de 1849, para trabalhar nas ilhas      \u0093guaneras\u0094, extraindo fertilizante, e na constru\u00e7\u00e3o de ferrovias      que seriam inauguradas na d\u00e9cada de 1850. Em lugar de reproduzir a alimenta\u00e7\u00e3o      cantonesa original, acrescentaram \u00e1 nossa\u00a0<strong>culin\u00e1ria<\/strong>\u00a0o      tamarindo, a soja e os agridoces e introduziram v\u00e1rios tipos de massa.<\/p>\n<p>No      final do s\u00e9culo XIX, foi a vez dos japoneses aportarem com as comidas cozidas      ao vapor, frituras, temperos e a adapta\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>pratos<\/strong>\u00a0de      mariscos, peixes e o abacate.<\/p>\n<p>Fonte: \u00a0      www.intihuasi.art.br<\/p>\n<h6>Culin\u00e1ria Peruana<\/h6>\n<p>O      Peru \u00e9 riqu\u00edssimo em variedade de esp\u00e9cies de peixes e utiliza os pescados      em sua\u00a0<strong>culin\u00e1ria<\/strong>\u00a0desde      os tempos dos \u00edndios pr\u00e9-colombianos. Al\u00e9m da batata e do milho os conquistadores      espanh\u00f3is trouxeram novos ingredientes que se somaram aos j\u00e1 utilizados.<\/p>\n<p>Outras      culturas como a italiana e principalmente a oriental &#8211; representada por chineses      e japoneses, deram origem \u00e0\u00a0<strong>culin\u00e1ria      peruana<\/strong>\u00a0, conhecida hoje e muito apreciada em toda a europa e que      est\u00e1 sendo bem representada em S\u00e3o Paulo por uma variedade de restaurantes      especializados.<\/p>\n<p>Os      imigrantes chineses importavam sementes, desde o \u0093jolantau\u0094 (alverjas      chinesas) at\u00e9 o \u0093chion\u0094 (gengibre) e o \u0093sillao\u0094. Depois      de cumprirem seus contratos de trabalho, se assentavam nas cidades do litoral,      abrindo pequenos estabelecimentos de comida.<\/p>\n<p>Logo      os peruanos aprenderam a gostar da nova comida, simples e saborosa e que era      vendida nas ruas pr\u00f3ximas ao mercado central, onde atualmente \u00e9 o Bairro Chin\u00eas.      Um dos\u00a0<strong>pratos<\/strong>\u00a0que      misturou influ\u00eancias da China e do Peru \u00e9 o \u0093lomo saltado\u0094. As t\u00e9cnicas      de fritar movendo chegaram ao Peru na segunda metade do s\u00e9culo XIX e colocaram      na mesma panela o \u0093aj\u00ed\u0094 peruano junto com o \u0093chion\u0094 e      o \u0093sillao\u0094. Uma prova da import\u00e2ncia da\u00a0<strong>culin\u00e1ria      chinesa no Peru<\/strong>\u00a0\u00e9      o fato de que, depois de 50 anos da chegada dos imigrantes, praticamente todas      as fam\u00edlias ricas e elegantes de Lima tinham um cozinheiro chin\u00eas.<\/p>\n<p>Em      1899, chega ao Peru o navio \u0093Sakura Maru\u0094, trazendo 790 imigrantes      japoneses. Estes imigrantes deixaram marcas definitivas na gastronomia peruana.      Da mesma forma que os chineses, os japoneses chegaram sozinhos para trabalhar      nas fazendas do litoral e tamb\u00e9m tiveram de trabalhar arduamente no campo.      Por\u00e9m, na d\u00e9cada de 20, trouxeram suas fam\u00edlias e permaneceram no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Foi      nesta \u00e9poca que surgiram os primeiros restaurantes japoneses e a cozinha peruana      incorporou o shoyo e o miss\u00f4. As fam\u00edlias japonesas comiam peixe, alimento      que os peruanos n\u00e3o costumavam comer nos anos 20 e 30. No final da d\u00e9cada      de 50, j\u00e1 existiam em Lima alguns restaurantes japoneses que serviam\u00a0<strong>pratos<\/strong>\u00a0de      peixe e mariscos frescos.<\/p>\n<p>Os      Incas comiam ceviche marinado em \u0093chicha\u0094 (bebida proveniente da      fermenta\u00e7\u00e3o do milho) e v\u00e1rios sucos \u00e1cidos de frutas. Foi com a introdu\u00e7\u00e3o      do lim\u00e3o e da cebola pelos espanh\u00f3is e do peixe pelos japoneses que surgiu      o tradicional ceviche, prato mais ilustre da cozinha peruana (veja receita      abaixo)<\/p>\n<p>\u00a0<strong>O      Pisco<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>A      bebida tradicional do Peru \u00e9 uma aguardente derivada da destila\u00e7\u00e3o do \u0093ler      mosto\u0094, fermento da uva, e do seu \u0093burusso\u0094, res\u00edduo da uva      depois de espremida. O pisco \u00e9 produzido em vales do Peru e faz parte de uma      tradi\u00e7\u00e3o que vem desde os tempos coloniais.<\/p>\n<p>A      destila\u00e7\u00e3o j\u00e1 era conhecida pela cultura incaica, provavelmente desde antes      do s\u00e9culo IX. No entanto, a destila\u00e7\u00e3o do pisco s\u00f3 come\u00e7ou a ser preparada      depois da chegada dos espanh\u00f3is, que trouxeram da Europa a uva moscatel.<\/p>\n<p>O      nome pisco est\u00e1 estreitamente ligada ao porto de Pisco, local por onde a bebida      era exportada para outros pa\u00edses. A embalagem de transporte era feita em vasilhas      cil\u00edndricas, de boca estreita, gargalo curto e com pequenas asas de barro      cozido, que depois eram fechadas e lacradas com cera de abelha. Este tipo      de embalagem fazia parte da tradi\u00e7\u00e3o da cultura pr\u00e9-Inca Paracas, desenvolvida      nesta regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A      palavra &#8220;pisco&#8221; ou &#8220;pisko&#8221; significa ave ou p\u00e1ssaro no      dialeto peruano qu\u00e9chua. O Porto de Pisco foi batizado com este nome por causa      da grande quantidade de p\u00e1ssaros que vivem nas ilhas Ballestas no litoral      peruano, onde est\u00e1 localizado o porto.<\/p>\n<p>Fonte: \u00a0www.latinoamericano.jor.br<\/p>\n<h6>Culin\u00e1ria Peruana<\/h6>\n<p>Quando      Manuel deixou a cidade de Arequipa no Peru, h\u00e1 40 anos, para estudar engenharia      no Brasil, encontrou um clima de muito sol e pouco frio, semelhante ao da      sua terra. Mesmo assim, se deparou com um obst\u00e1culo que o deixava em p\u00e2nico:      a comida. &#8220;Eu n\u00e3o comia nada. Preferia morrer de fome a comer aqueles      pratos brasileiros&#8221;. As receitas que provocavam avers\u00e3o eram a farofa      &#8211; &#8220;parecia p\u00f3 de serragem&#8221; &#8211; e o feij\u00e3o &#8211; &#8220;lembrava a comida      que se dava aos porcos&#8221; &#8211; muito comuns na regi\u00e3o mineira em que morava.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/peruan19.jpg\" alt=\"Culin\u00e1ria Peruana\" width=\"283\" height=\"189\" title=\"Culin\u00e1ria Peruana\" \/><br \/>\n     \u00a0<strong>Petiscos t\u00edpicos servidos durante a sexta edi\u00e7\u00e3o do Festival Gastron\u00f4mico      e Cultural do Peru no ano passado<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Com      o tempo, o peruano foi obrigado a se acostumar com a nossa\u00a0<strong>culin\u00e1ria<\/strong>\u00a0.<\/p>\n<p>&#8220;Depois,      descobri que tudo era uma del\u00edcia&#8221;. Hoje, Manuel Julio Vera Del Carpio      \u00e9 presidente da Casa de Cultura Peruana no Brasil e um dos respons\u00e1veis por      organizar o Festival Gastr\u00f4mico que traz a t\u00e3o falada cozinha de seu pa\u00eds      a S\u00e3o Paulo todos os anos.<\/p>\n<p>O      evento \u00e9 uma das poucas chances que os brasileiros t\u00eam para provar a comida      que h\u00e1 algum tempo se tornou famosa nos Estados Unidos e na Europa. Para se      ter uma id\u00e9ia, a gastronomia peruana conquistou tantos adeptos que a renomada      escola francesa Cordon Bleu tem uma de suas filiais em Lima.<\/p>\n<p class=\"imagem\">\u00a0<strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/peruan20.jpg\" alt=\"Culin\u00e1ria Peruana\" width=\"312\" height=\"201\" title=\"Culin\u00e1ria Peruana\" \/><br \/>\n     Ceviche do Sabor Peruano: a comida oficial do Peru<\/strong>\u00a0<\/p>\n<h5>Terra      aben\u00e7oada<\/h5>\n<p>Cercado      pelo oceano pac\u00edfico, o Peru da \u00e9poca dos Incas tinha como base alimentar      os frutos do mar e alguns vegetais, como o milho e a batata. Esta, ali\u00e1s,      \u00e9 origin\u00e1ria do pa\u00eds e hoje \u00e9 encontrada em mais de tr\u00eas mil tipos. &#8220;Tem      batata para ser cozida, outra para ser frita, outra apenas para sopas&#8221;,      explica o chef Ivan Martin Taboada Ramirez do restaurante do Sabor Peruano      em S\u00e3o Paulo &#8211; um dos poucos especializados na comida no Brasil.<\/p>\n<p>Depois      da &#8220;inven\u00e7\u00e3o&#8221; da batata e de seu uso na comida, os incas incorporaram      as pimentas e as verduras \u00e0s refei\u00e7\u00f5es. O aji, tradicional tempero peruano,      e a quinua, cereal que hoje \u00e9 usado at\u00e9 em experimentos da Nasa, foram produzidos      antes mesmo da chegada dos colonizadores espanh\u00f3is. Com a vinda destes, o      azeite, as frituras e o vinho tamb\u00e9m se integraram \u00e0\u00a0<strong>culin\u00e1ria<\/strong>\u00a0&#8211;      assim como os produtos que desembarcaram com os imigrantes italianos, japoneses      e chineses no in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Essa      fus\u00e3o de ingredientes e de tradi\u00e7\u00f5es de diversas partes do mundo \u00e9 a principal      caracter\u00edstica da chamada nova cozinha peruana. &#8220;A comida \u00e9 variada porque      temos mar, serra e at\u00e9 um peda\u00e7o da Amaz\u00f4nia&#8221;, conclui o chef Ivan. Mesmo      usando folha de bananeira, palmito e pupunha, ela ainda passa despercebida      por aqui. &#8220;Acho o Brasil fechado para seus vizinhos. \u00c9 s\u00f3 ver a quantidade      de restaurantes franceses e a de latinos&#8221;, contesta.<\/p>\n<h5>Algu\u00e9m      se habilita?<\/h5>\n<p>Apesar      das semelhan\u00e7as, existem alguns costumes que diferem bastante de nossa cultura      gastron\u00f4mica. Em casa, em vez de colocar as travessas ou panelas sobre a mesa,      por exemplo, o cozinheiro serve o prato de cada pessoa j\u00e1 feito, como em um      restaurante. Em outras regi\u00f5es, a mulher permanece em p\u00e9 at\u00e9 que o marido      termine sua refei\u00e7\u00e3o para, s\u00f3 ent\u00e3o, se alimentar das sobras.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/peruan21.jpg\" alt=\"Culin\u00e1ria Peruana\" width=\"290\" height=\"278\" title=\"Culin\u00e1ria Peruana\" \/><br \/>\n     \u00a0<strong>Cuy<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>cuy<\/strong>\u00a0,      conhecido no Brasil como porquinho da \u00edndia, tamb\u00e9m faz parte de um h\u00e1bito      de consumo diferente para n\u00f3s. Servido aberto, frito e com batatas (foto)      a iguaria nem de longe atrairia quem tem o bichinho como animal de estima\u00e7\u00e3o      por aqui. O peruano Manuel, aquele que preferia morrer de fome a comer os      pratos nacionais, garante que \u00e9 uma del\u00edcia. &#8220;Desde a \u00e9poca dos incas,      existe esse costume de prepar\u00e1-lo para comer. E tem gosto de carne de coelho&#8221;.<\/p>\n<p>Para      quem quer se iniciar na cozinha peruana, talvez seja melhor se aventurar com      comidas mais leves como o ceviche, feito com fil\u00e9 de linguado ou frutos do      mar marinados em lim\u00e3o. &#8220;Todas as comidas s\u00e3o servidas quentes e levam      pimenta, mas s\u00e3o equilibradas. A pimenta \u00e9 para perfumar os pratos: ela tem      que provocar sensa\u00e7\u00f5es e n\u00e3o esconder o sabor&#8221;, explica o chef.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/peruan22.jpg\" alt=\"Culin\u00e1ria Peruana\" width=\"169\" height=\"236\" title=\"Culin\u00e1ria Peruana\" \/><br \/>\n     \u00a0<strong>Pisco<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Outra      op\u00e7\u00e3o leve que pode ser consumida \u00e0 vontade \u00e9 o pisco, a bebida oficial do      Peru. A aguardente de uva acompanha os pratos, juntamente com a Inca Cola,      o refrigerante \u00e0 base de erva cidreira muito consumido no pa\u00eds. Preparado      com lim\u00e3o, claras em neve, angostura e canela em p\u00f3, o pisco sour (foto) \u00e9      uma \u00f3tima sugest\u00e3o para provar a diversificada e saborosa comida peruana.<\/p>\n<p>Fonte: \u00a0www.guiadasemana.com.br<\/p>\n<h6>Culin\u00e1ria Peruana<\/h6>\n<h2>Ceviche      Tradicional ( para quatro pessoas)<\/h2>\n<p>\u00a0<strong>Ingredientes<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>1      quilo de linguado<br \/>\n     300 gramas de cebola roxa cortada bem picadinha<br \/>\n     18 lim\u00f5es<br \/>\n     aj\u00ed (pimenta) a gosto<br \/>\n     Sal a gosto<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Modo      de fazer<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Coloque      o peixe fresco cortado em peda\u00e7os em uma travessa, depois acrescente a cebola      e coloque um punhado de sal e o aji. Esprema os lim\u00f5es e misture um pouco.      Sirva acompanhado de alface, milho cozido e batata doce cozida.<\/p>\n<h2>Pisco      Sour tradicional<\/h2>\n<p>\u00a0<strong>Ingredientes<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>02      doses de pisco puro<br \/>\n     02 doses de suco de lim\u00e3o<br \/>\n     01 dose de xarope<br \/>\n     01 clara de ovo<br \/>\n     Gelo<br \/>\n     Angostura<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Modo      de Fazer<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Prepara-se      o Pisco Sour colocando as claras de ovo no liquidificador e batendo bastante.      Quando as claras j\u00e1 estiverem bem batidas, adicione o gelo at\u00e9 cobrir a metade      do copo do liquidificador. Depois bata novamente para remover um pouco e adicione      o resto dos ingredientes, exceto a angostura, batendo at\u00e9 que o gelo se desmanche.      Se for necess\u00e1rio, adicione um pouco de \u00e1gua ou corrija a quantidade de pisco,      de acordo com o seu gosto.<\/p>\n<p>Na      hora de servir, coloque por cima de cada copo tr\u00eas gotas de angostura.<\/p>\n<h2>Aj\u00ed      de gallina &#8211; Refogado de galinha com piment\u00e3o<\/h2>\n<p>\u00a0<strong>Ingredientes<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>1colher      (sopa) de p\u00e1prica em p\u00f3<br \/>\n     \u00bd x\u00edcara de queijo parmes\u00e3o ralado<br \/>\n     2 x\u00edcaras de leite<br \/>\n     1 piment\u00e3o vermelho sem pele e sem sementes cortado em tiras<br \/>\n     1 quilo de batatas cozidas com a casca e descascadas<br \/>\n     3 ovos cozidos, cortados em quatro<br \/>\n     2 quilos de galinha ou frango<br \/>\n     8 fatias de p\u00e3o sem casca<br \/>\n     1 cebola picada<br \/>\n     \u00d3leo<br \/>\n     Sal<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Modo      de Preparar<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Cortar      a galinha, ou frango, em peda\u00e7os e cozinhar em \u00e1gua Fervente e sal, at\u00e9 ficar      macia. Escorrer e tirar a pele e os ossos.<\/p>\n<p>Cortar      a carne em tiras de 2 cm de lado. Molhe o p\u00e3o no leite. \u00c0 parte, dourar a      cebola no \u00f3leo. Juntar o p\u00e3o, espremido, e desmanche bem com o aux\u00edlio de      uma colher de pau.<\/p>\n<p>Acrescentar      a p\u00e1prica e o leite, no qual o p\u00e3o ficou de molho,e mexer sempre at\u00e9 obter      um molho uniforme e cremoso. Juntar os peda\u00e7os de galinha e o queijo, continuando      a mexer at\u00e9 que este fique bem derretido.<\/p>\n<p>Colocar      as batatas, em rodelas, numa f\u00f4rma com os ovos e cobrir com o refogado de      galinha.<\/p>\n<p>Decorar      com as tiras de piment\u00e3o.<\/p>\n<h2>Arroz      com pato<\/h2>\n<p>\u00a0<strong>Ingredientes<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>2      colheres (sopa) de coentro fresco picado (ou uma de salsa e uma de \u00f3regano)<br \/>\n     2 colheres (sopa) de \u00f3leo<br \/>\n     1 x\u00edcara de ervilhas frescas cozidas (ou de lata)<br \/>\n     2 x\u00edcara de arroz<br \/>\n     1 e \u00bd a 2 quilos de pato cortado em peda\u00e7os<br \/>\n     Cominho sal e pimenta-do-reino a gosto<br \/>\n     1 copo de cerveja clara<br \/>\n     Suco de 2 lim\u00f5es<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Modo      de Preparar<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Misturar      num recipiente o suco de lim\u00e3o com o cominho, sal e pimenta. Esfregar bem      o pato com a mistura. Cobrir com papel-alum\u00ednio e deixar tomar gosto, cerca      de 3 horas, \u00e0 temperatura ambiente. Aquecer o \u00f3leo numa panela, e doure bem      o pato.<\/p>\n<p>Tirar      o excesso de gordura e juntar a com a cerveja. Cozinhar at\u00e9 que a carne fique      macia. Retirar os peda\u00e7os de pato e conservar quente.<\/p>\n<p>Cozinhar      o arroz no l\u00edquido de coc\u00e7\u00e3o do pato. Se for necess\u00e1rio, acrescentar um ouco      mais de \u00e1gua. Juntar as ervilhas, o coentro e provar o sal e a pimenta. Para      servir, colocar o arroz no centro de uma travessa redonda e colocar os peda\u00e7os      de pato em volta.<\/p>\n<h2>Ceviche      &#8211; Corvina<\/h2>\n<p>\u00a0<strong>Ingredientes<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>1      colher (sopa) de p\u00e1prica<br \/>\n     2 x\u00edcaras de suco de lim\u00e3o<br \/>\n     1 quilo de corvina cortada em cubinhos de 2cm de lado<br \/>\n     Sal, pimenta-do-reino (em gr\u00e3os, de prefer\u00eancia)<br \/>\n     2 cebolas em fatias<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Modo      de Preparar<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Misturar      num recipiente o suco de lim\u00e3o, a p\u00e1prica, o sal, a pimenta e a cebola. Colocar      a mistura numa tigela de vidro, e acrescentar o peixe. Cobrir com papel alum\u00ednio      e deixar tomar gosto, em lugar fresco, por 3 horas, no m\u00ednimo. O peixe dever\u00e1      ficar branco e opaco. Servir sobre folhas de alface e acompanhado de batatas      cozidas e espigas de milho verde.<\/p>\n<h2>Ceviche<\/h2>\n<p>\u00a0<strong>Ingredientes<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>\u00bc      x\u00edcara de laranja azeda<br \/>\n     1 x\u00edcara de suco de lim\u00e3o<br \/>\n     \u00bd quilo de peixe fresco (badejo, cherne, etc) sem pele e sem espinhas, cortado      em cubinhos<br \/>\n     1 pimenta verde picante, sem sementes, cortada em rodelas finas<br \/>\n     \u00bc quilo de camar\u00f5es limpos e cortados em peda\u00e7os<br \/>\n     2 cebolas m\u00e9dias cortadas e tirinhas<br \/>\n     Sal a gosto<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Modo      de Preparar<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Em      um recipiente de lou\u00e7a, colocar o peixe, o camar\u00e3o, as cebolas e a pimenta      verde. Temperar com sal e cobrir com os sucos de lim\u00e3o e laranja. Misturar      levemente e levar \u00e0 geladeira por pelo menos 6 horas. Servir sobre folhas      de alface e rodelas de batata-doce.<\/p>\n<h2>Mazamorra      peruana<\/h2>\n<p>\u00a0<strong>Ingredientes<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>4      colheres (sopa) de amido de milho<br \/>\n     4 colheres (sopa) de vinho do Porto<br \/>\n     8 colheres (sopa) de a\u00e7\u00facar<br \/>\n     1 litro de leite<br \/>\n     Canela em p\u00f3<br \/>\n     6 gemas<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Modo      de Preparar<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Ferver      o leite com o a\u00e7\u00facar. Misturar o amido de milho, dissolvido em um pouco de      leite frio, depois as gemas, batidas, e finalmente o vinho do Porto. Colocar      1 pitada de canela e colocar numa assadeira, para cozinhar em banho-maria.<\/p>\n<h2>Papas      a la huancaina &#8211; Batatas \u00e0 peruana<\/h2>\n<p>\u00a0<strong>Ingredientes<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>1      colher (sopa) de p\u00e1prica doce<br \/>\n     \u00bc x\u00edcara de suco de lim\u00e3o<br \/>\n     \u00bd x\u00edcara de leite<br \/>\n     1 x\u00edcara de \u00f3leo<br \/>\n     200 gramas de queijo cremoso<br \/>\n     200 gramas de queijo fresco<br \/>\n     2 gemas de ovos cozidos<br \/>\n     Sal, pimenta a gosto<br \/>\n     8 batatas m\u00e9dias<br \/>\n     Suco de 1 laranja<br \/>\n     Folhas de alface<br \/>\n     4 ovos cozidos<br \/>\n     Azeitonas pretas<br \/>\n     Rabanetes<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Modo      de Preparar<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Cozinhar      as batatas, com a casca, em \u00e1gua e sal. Descascar e reservar. Bater no liquidificador      os queijos, a p\u00e1prica, o \u00f3leo, o leite, os sucos de lim\u00e3o e de laranja, as      gemas cozidas, o sal e a pimenta. Levar o molho ao fogo, numa panellinha,      e aque\u00e7a. Servir as batatas cobertas com o molho e decoradas com as folhas      de alface, os rabanetes, os ovos cozidos, cortados ao meio, e as azeitonas.      Este prato tamb\u00e9m pode ser servido frio.<\/p>\n<h2>Picante      de chancho &#8211; Pernil de porco picante<\/h2>\n<p>\u00a0<strong>Ingredientes<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>2      piment\u00f5es (pequenos), sem pele e sem sementes picadinhos<br \/>\n     1 quilo de pernil de porco em cubos de 2 a 3 cm de lado<br \/>\n     Sal, pimenta e p\u00e1prica picante a gosto<br \/>\n     100 gramas de amendoim torrado<br \/>\n     Suco de \u00bd laranja e de \u00bd lim\u00e3o<br \/>\n     1 dente de alho amassado<br \/>\n     1 cebola picada<br \/>\n     Caldo de carne<br \/>\n     4 batatas<br \/>\n     \u00d3leo<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Modo      de Preparar<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Refogar      a cebola, o alho e os piment\u00f5es no \u00f3leo. Juntar a carne e fritar at\u00e9 dourar.      Acrescentar 2 conchas de caldo de carne, tampe a panela e cozinhar at\u00e9 a carne      ficar macia. Juntar o amendoim, descascado e mo\u00eddo, os sucos de laranja e      de lim\u00e3o, e as batatas, previamente assadas no forno, descascadas e cortadas      em rodelas grossas. Temperar com sal, pimenta e p\u00e1prica. Cozinhar mais um      pouco, mexeiido algumas vezes. Servir com arroz branco.<\/p>\n<h2>Picarones      &#8211; Cal\u00e7a virada<\/h2>\n<p>\u00a0<strong>Ingredientes<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>2      colheres (sopa) de ab\u00f3bora cozida<br \/>\n     1 colher (ch\u00e1) de fermento de p\u00e3o<br \/>\n     1 colher (sopa) de amido de milho<br \/>\n     1 colher (sopa) de a\u00e7\u00facar<br \/>\n     \u00bc x\u00edcara (ch\u00e1) de \u00e1gua morna<br \/>\n     2 x\u00edcaras de farinha de trigo<br \/>\n     Manteiga para fritura<br \/>\n     \u00d3leo para fritura<br \/>\n     Mel<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Modo      de Preparar<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Dissolver      o fermento de p\u00e3o na \u00e1gua morna, com o a\u00e7\u00facar, e deixar descansar. Misturar      o leite com a ab\u00f3bora, a farinha e o amido de milho. Juntar o fermento dissolvido,      misturar beme deixar descansar em lugar morno, coberto com um pano. Aquecer      \u00f3leo misturado com manteiga, meia a meio, e fritar a massa, \u00e0s colheres. Servir      cobertos com mel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Culin\u00e1ria Peruana, Cozinha, Comidas, Receitas, Pratos, Gastronomia, Peru, Lima, Ceviche, Carne, Pachamanca, Diversidade, Ingredientes, Culin\u00e1ria Peruana<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[68],"tags":[],"class_list":["post-23695","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-culinaria"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Culin\u00e1ria Peruana, Cozinha, Comidas, Receitas, Pratos Culin\u00e1ria Peruana<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Culin\u00e1ria Peruana, Cozinha, Comidas, Receitas, Pratos, Gastronomia, Peru, Lima, Ceviche, Carne, Pachamanca, Diversidade, Ingredientes, 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