{"id":16066,"date":"2015-12-28T15:18:35","date_gmt":"2015-12-28T15:18:35","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=16066"},"modified":"2022-02-01T15:47:45","modified_gmt":"2022-02-01T17:47:45","slug":"arte-no-brasil-colonial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/historia\/historia-do-brasil\/arte-no-brasil-colonial","title":{"rendered":"Arte no Brasil Colonial"},"content":{"rendered":"<p>Artes\u00e3os como o tirol\u00eas Johann Traer, influenciado pelo barroco europeu, fazem objetos e m\u00f3veis sacros, em Bel\u00e9m (PA).<\/p>\n<p><strong>A pintura jesu\u00edtica se inicia em 1587, com a chegada do frei Belchior Paulo, seguido depois por pintores jesu\u00edtas ou beneditinos encarregados de adornar as igrejas: <\/strong>Domingos da Concei\u00e7\u00e3o, Agostinho da Piedade e Agostinho de Jesus.<\/p>\n<p><strong>Holandeses <\/strong><\/p>\n<p>Com a invas\u00e3o holandesa em 1637, chegam ao Recife pintores como Frans Post e Albert Eckhout, que influenciam artistas brasileiros como Jo\u00e3o dos Santos Sim\u00f5es. Com a inten\u00e7\u00e3o de documentar a fauna e a flora e as paisagens brasileiras, Eckhout e sobretudo Post realizam um trabalho de alta qualidade art\u00edstica. Post, em suas paisagens, mostra senso de composi\u00e7\u00e3o aprimorado ao captar a horizontalidade do relevo litor\u00e2neo brasileiro.<\/p>\n<p>Frans Post (1612?-1680?), pintor holand\u00eas.<\/p>\n<p>Vem ao Brasil durante a domina\u00e7\u00e3o de Mauricio de Nassau, em Pernambuco.<\/p>\n<p>Permanece de 1637 a 1644, documentando paisagens e esp\u00e9cimes naturais do pa\u00eds. Esse per\u00edodo \u00e9 a melhor fase de sua carreira. Influencia diversas gera\u00e7\u00f5es de paisagistas brasileiros.<\/p>\n<p><strong>Barroco <\/strong><\/p>\n<p>O barroco brasileiro se desenvolve principalmente em Minas Gerais, devido ao ciclo do ouro no s\u00e9culo XVIII. O pintor Manuel da Costa Ata\u00edde (A \u00faltima ceia) e o escultor e arquiteto Ant\u00f4nio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, s\u00e3o os principais nomes. Usando materiais tipicamente brasileiros (madeira, pedra-sab\u00e3o), fundam uma arte nacional. No Rio de Janeiro destaca-se o pintor Caetano da Costa e o entalhador Mestre Valentim, que cria o conceito de planejamento paisag\u00edstico em locais como o Passeio P\u00fablico; na Bahia, Joaquim Jos\u00e9 da Rocha e, em S\u00e3o Paulo, padre Jesu\u00edno do Monte Carmelo s\u00e3o grandes artistas do per\u00edodo.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814) nasce em Vila Rica (atual Ouro Preto), filho de um entalhador portugu\u00eas e de uma escrava. Inicia seu trabalho como escultor e entalhador ainda crian\u00e7a, seguindo os passos do pai. Aos 40 anos, contrai uma doen\u00e7a que progressivamente lhe retira os movimentos das pernas e m\u00e3os. Entre 1796 e 1799 realiza o conjunto do santu\u00e1rio de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas do Campo, com 66 imagens esculpidas em madeira e os 12 majestosos profetas em pedra-sab\u00e3o.<\/p>\n<h4>Brasil colonial<\/h4>\n<p>No <strong>Brasil colonial<\/strong> a arte em geral girava em torno da Igreja Cat\u00f3lica e dos cultos religiosos.<\/p>\n<p>\u00c9 bem conhecida a presen\u00e7a, no Brasil, de religiosos europeus, como os jesu\u00edtas, franciscanos e beneditinos, os quais vieram ao pa\u00eds para catequizar seus habitantes.<\/p>\n<p>Alguns deles tinham experi\u00eancia em pintura, escultura e arquitetura, adquirida no velho continente.<\/p>\n<p>Foram eles os primeiros a realizar obras art\u00edsticas no pa\u00eds e a recrutar artes\u00e3os e art\u00edfices para a decora\u00e7\u00e3o de suas constru\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os artistas do per\u00edodo costumavam ser auto-didatas ou ent\u00e3o eram orientados por esses religiosos, nos moldes da tradi\u00e7\u00e3o ib\u00e9rica.<\/p>\n<p>Com esse esfor\u00e7o, a pintura come\u00e7a a aparecer nas constru\u00e7\u00f5es nordestinas, principalmente em Salvador, cidade que era na \u00e9poca a sede do Governo.<\/p>\n<p><strong>Separando a arte da religi\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 no S\u00e9culo 17, surgem os primeiros sinais de desvincula\u00e7\u00e3o da arte \u00e0 religi\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, por exemplo, o teto da Igreja de Santa Casa da Miseric\u00f3rdia, ainda em Salvador, que apresenta figuras como santos e anjos com roupas como se usavam na \u00e9poca que o artista fez a obra.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m os rostos s\u00e3o pintados com mais liberdade, lembrando o biotipo dos habitantes daquela cidade baiana.<\/p>\n<p>Destaca-se ainda como pintor religioso do s\u00e9culo XVII o Frei Ricardo do Pilar, que pintou o mosteiro de S\u00e3o Bento no Rio de Janeiro e obras como &#8220;O Senhor Crucificado&#8221;, de 1688 ou &#8220;O Senhor dos Mart\u00edrios&#8221;, de 1690.<\/p>\n<p><strong>Os pintores do pr\u00edncipe<\/strong><\/p>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o holandesa em Pernambuco, no s\u00e9culo XVII traz artistas como pintores e naturalistas ao pa\u00eds que iriam, pela primeira vez, registrar a natureza brasileira.<\/p>\n<p>O conde de Nassau, que aqui permaneceu entre 1637 e 1644 foi o respons\u00e1vel por grandes projetos de urbaniza\u00e7\u00e3o na cidade de Recife e trouxe com ele artistas holandeses como Franz Post e Eckhout.<\/p>\n<p>Entretanto, apesar de a ocupa\u00e7\u00e3o holandesa e da estada desses pintores no Brasil ser considerada como de grande import\u00e2ncia no S\u00e9culo 17, seu papel foi apenas de registro de paisagens e costumes.<\/p>\n<p>Com efeito, tratou-se de um acontecimento isolado e os pintores que por aqui passaram n\u00e3o deixaram aprendizes ou come\u00e7aram alguma tradi\u00e7\u00e3o que pudesse dar continuidade aos seus trabalhos.<\/p>\n<p>Em resumo, n\u00e3o moveram uma palha em favor da arte local e sequer podem ser considerados como pintores do Brasil, pois sua passagem por aqui deu-se t\u00e3o somente como agentes de um pa\u00eds invasor, e retornando \u00e0 sua terra antes mesmo que cessasse tal invas\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode deixar de destacar, contudo, que foram possivelmente as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es de pintura efetivamente fora do dom\u00ednio religioso.<\/p>\n<p><strong>A arte regionalizada<\/strong><\/p>\n<p>No S\u00e9culo 18, a pintura tem maior desenvolvimento, principalmente devido \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o de artistas em centros que ent\u00e3o se desenvolviam, como Rio de Janeiro, Salvador e Vila Rica (atual Ouro Preto).<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o pode-se falar em escolas distintas no pa\u00eds, como a fluminense, com pintores como Jos\u00e9 de Oliveira Rosa, Leandro Joaquim, com seus retratos e representa\u00e7\u00f5es da cidade do Rio de Janeiro e Manuel da Cunha, com suas pinturas religiosas e retratos.<\/p>\n<p>Ainda no Rio de Janeiro, em 1732, Caetano da Costa Coelho come\u00e7a a realizar na Capela-Mor da Igreja da Ordem 3\u00aa de S\u00e3o Francisco da Penit\u00eancia aquela que seria a primeira pintura perspectivista do Brasil.<\/p>\n<p>Em Salvador, na ent\u00e3o escola baiana do S\u00e9culo 18, vivia-se a transi\u00e7\u00e3o do barroco ao rococ\u00f3 e nela eram t\u00edpicas principalmente pinturas de perspectiva ilusionista.<\/p>\n<p>Destacam-se nesse per\u00edodo, Jos\u00e9 Joaquim da Rocha, como teto da Igreja de N. Senhora da Concei\u00e7\u00e3o da Praia, considerada uma das obras-primas da pintura barroca brasileira (1773).<\/p>\n<p><strong>As artes nas Minas Gerais<\/strong><\/p>\n<p>A mais famosa dessas &#8220;escolas&#8221;, entretanto, \u00e9 a escola mineira, extremamente valorizada pela sua originalidade.<\/p>\n<p>O ciclo da minera\u00e7\u00e3o possibilitou a concentra\u00e7\u00e3o de riquezas em Minas Gerais e a transforma\u00e7\u00e3o de algumas cidades mineiras em verdadeiros centros urbanos da col\u00f4nia.<\/p>\n<p>A primeira pintura de teto em Minas Gerais \u00e9 realizada por Ant\u00f4nio Rodrigues Belo, em 1755, na capela-mor da matriz de Nossa Senhora de Nazar\u00e9, em Cachoeira do Campo. A partir de ent\u00e3o Minas avan\u00e7a como ativo centro art\u00edstico nacional.<\/p>\n<p>O estilo dos artistas mineiros de ent\u00e3o era o barroco com forte presen\u00e7a do rococ\u00f3, sem contudo deixar de lado as formas brasileira.<\/p>\n<p>O escultor Aleijadinho, um dos principais nomes de nossa arte, talvez seja o nome mais conhecido dessa escola.<\/p>\n<p>Na pintura destaca-se principalmente Manuel da Costa Ata\u00edde. Outros pintores mineiros do per\u00edodo foram Manuel Rebelo e Souza e Bernardo Pires, Jo\u00e3o Nepomuceno Correia e Castro, entre outros.<\/p>\n<p>Ainda no s\u00e9culo XVIII, fora desses centros, destaca-se Jo\u00e3o de Deus Sep\u00falveda com sua pintura &#8220;S\u00e3o Pedro Aben\u00e7oando o Mundo Cat\u00f3lico&#8221;, em Recife, na Igreja de S\u00e3o Pedro dos Cl\u00e9rigos.<\/p>\n<p>Em 1800 h\u00e1 a primeira iniciativa de ensino de arte no pa\u00eds com a Aula P\u00fablica de Desenho e Figura, no Rio de Janeiro e seu regente, Manuel de Oliveira.<\/p>\n<p><strong>O Neo-clacissismo no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Em 1808, a Fam\u00edlia Real e a Corte Portuguesa transferiam-se para o Brasil e a partir da\u00ed ter\u00edamos uma enorme mudan\u00e7a nos rumos que a arte brasileira seguia at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Enfrentando problemas pol\u00edticos ap\u00f3s a queda de Napole\u00e3o, um grupo de artistas franceses freta um navio e se dirige ao Brasil.<\/p>\n<p>Em 1816 chega a ent\u00e3o denominada Miss\u00e3o Art\u00edstica Francesa, um grupo de artistas e art\u00edfices franceses de forma\u00e7\u00e3o neocl\u00e1ssica que iriam exercer uma profunda influ\u00eancia na pintura brasileira da metade do S\u00e9culo 19, at\u00e9 praticamente a Semana da Arte Moderna de 1922.<\/p>\n<p>Na Miss\u00e3o Art\u00edstica Francesa encontravam-se artistas como Nicolas-Antoine Taunay e Jean Baptiste Debret. Este \u00faltimo, em 1826, instalava a Academia Imperial de Belas-Artes no Rio de Janeiro e tr\u00eas anos depois eram abertas as primeiras exposi\u00e7\u00f5es oficiais de arte brasileira.<\/p>\n<p><strong>Pela primeira vez, chegava ao pa\u00eds um estilo art\u00edstico sem defasagem com o que estava acontecendo na Europa:<\/strong> o neoclassicismo. Seu prest\u00edgio, tanto pela &#8220;modernidade&#8221; quanto por ter car\u00e1ter de arte oficial foi enorme.<\/p>\n<p><strong>Na falta de par\u00e2metros, nossa arte perdeu a identidade<\/strong><\/p>\n<p>Em poucos anos ocorreu uma brusca ruptura, embora dirigida, com o barroco-rococ\u00f3, que era comum nas nossas pinturas para um estilo mais frio, racional e acad\u00eamico, sem muitas afinidades com a cultura brasileira de ent\u00e3o. Nossa pintura ganhava na t\u00e9cnica, mas perdia em espontaneidade.<\/p>\n<p>A falta de ra\u00edzes pode ser aquilatada pelo fato de um pintor da \u00e9poca haver sugerido a importa\u00e7\u00e3o de modelos europeus para garantir a pose em padr\u00f5es est\u00e9ticos acad\u00eamicos.<\/p>\n<p>Os r\u00edgidos padr\u00f5es adotados pela Escola Nacional de Belas-Artes foi, de fato, uma das principais raz\u00f5es por que o modernismo tardou tanto em entrar no Brasil, s\u00f3 logrando \u00eaxito ap\u00f3s 1922.<\/p>\n<p>Entretanto, apesar de distante do pa\u00eds, o estilo acad\u00eamico passa a ser o dominante no S\u00e9culo 19.<\/p>\n<p>Destacam-se, entre os artistas brasileiros do per\u00edodo,Vitor Meireles, Pedro Am\u00e9rico, Rodolfo Amoedo e Henrique Bernardelli, al\u00e9m do escultor Rodolfo Bernardelli, que foi o diretor da Escola por quinze anos.<\/p>\n<p><strong>Romantismo e realismo chegam tardiamente<\/strong><\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX, tend\u00eancias realistas e rom\u00e2nticas surgiam entre nossos artistas como uma das poucas manifesta\u00e7\u00f5es de rebeldia ao estilo acad\u00eamico.<\/p>\n<p>Entretanto, essas tend\u00eancias manifestavam-se efetivamente mais na escolha tem\u00e1tica, como Moema, de Vitor Meirelles, do que na forma, que continuava acad\u00eamica e presa ao Neoclassicismo.<\/p>\n<p>A Belle \u00c9poque brasileira parece ter se estendido de 1889 a 1922.<\/p>\n<p><strong>Nessa \u00e9poca, apesar da influ\u00eancia da academia ser ainda a principal, come\u00e7am a ser notadas mais manifesta\u00e7\u00f5es de estilos europeus<\/strong>: al\u00e9m do Romantismo e do Realismo, o Impressionismo, o Simbolismo e Art Nouveau, estilo decorativo, com uso de formas sinuosas e elementos vegetais.<\/p>\n<p><strong>Nacionalizando a pintura<\/strong><\/p>\n<p>Almeida J\u00fanior parece ter sido um dos primeiros a libertar-se das influ\u00eancias acad\u00eamicas, realizando quadros como tipos e cenas brasileiras, sem idealiza\u00e7\u00f5es neocl\u00e1ssicas.<\/p>\n<p>No come\u00e7o do S\u00e9culo 20, Eliseu Visconti, com suas propostas Neo-Impressionistas adquiridas em estudos em Paris \u00e9 um dos pioneiros na moderniza\u00e7\u00e3o da arte brasileira.<\/p>\n<p>Entretanto, a primeira mostra de arte que romperia com o academicismo brasileiro foi feita por um estrangeiro, Lasar Segall em 1913.<\/p>\n<p>Quatro anos mais tarde Anita Malfatti realizaria uma exposi\u00e7\u00e3o que abalaria os padr\u00f5es art\u00edsticos vigentes e reuniria jovens ansiosos por mudan\u00e7as nas artes brasileiras e que acabariam por realizar a Semana de Arte Moderna, em 1922, na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Come\u00e7ava ent\u00e3o o Modernismo brasileiro que procurava atualizar a arte brasileira e quebrar com o academicismo que a orientava, realizando trabalhos que nada devessem \u00e0 arte europ\u00e9ia de vanguarda, ao mesmo tempo que preservasse e valorizasse a cultura nacional.<\/p>\n<p><strong>Acompanhando as evolu\u00e7\u00f5es da arte mundial<\/strong><\/p>\n<p>Com o fim da II Guerra, os museus modernos s\u00e3o abertos e as Bienais facilitam a penetra\u00e7\u00e3o da arte internacional no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Por volta de 1960, vemos as \u00faltimas manifesta\u00e7\u00f5es que podem ser consideradas pertencentes ao Modernismo, com os abstracionistas e Neo-Concretos.<\/p>\n<p>As d\u00e9cadas de 60 e 70 assistem a variadas tend\u00eancias e estilos, em que podem ser destacadas a influ\u00eancia da pop art e uma grande busca de liberdade de express\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 80 assistiu um particular &#8220;boom&#8221; na pintura, principalmente em seus primeiros anos, com grande n\u00fameros de novos pintores e produ\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter h\u00edbrido.<\/p>\n<h4>Brasil Col\u00f4nia<\/h4>\n<p>Ap\u00f3s a chegada de Cabral, Portugal tomou posse do territ\u00f3rio e transformou o Brasil em sua col\u00f4nia.<\/p>\n<p>Primeiramente, foram constru\u00eddas as feitorias, que eram constru\u00e7\u00f5es muito simples com cerca de pau-a-pique ao redor porque os portugueses temiam ser atacados pelo \u00edndios.<\/p>\n<p>Preocupado com que outros povos ocupassem terras brasileiras, o rei de Portugal enviou, em 1530, uma expedi\u00e7\u00e3o comandada por Martim Afonso de Sousa para dar in\u00edcio \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Martim Afonso fundou a vila de s\u00e3o Vicente (1532) e instalou o primeiro engenho de a\u00e7\u00facar, iniciando-se o plantio de cana-de-a\u00e7\u00facar, que se tornaria a principal fonte de riqueza produzida no Brasil.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a divis\u00e3o em capitanias heredit\u00e1rias, houve grande necessidade de construir moradias para os colonizadores que aqui chegaram e engenhos para a fabrica\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p><strong>ARQUITETURA<\/strong><\/p>\n<p>A arquitetura era bastante simples, sempre com estruturas retangulares e cobertura de palha sustentada por estruturas de madeira roli\u00e7a inclinada. Essas constru\u00e7\u00f5es eram conhecidas por tejupares, palavra que vem do tupi-guarani (tejy=gente e upad=lugar). Com o tempo os tejupares melhoram e passam os colonizadores a construir casas de taipa.<\/p>\n<p>Com essa evolu\u00e7\u00e3o come\u00e7am a aparecer as capelas, os centros das vilas, dirigidas por mission\u00e1rios jesu\u00edtas. Nas capelas h\u00e1 crucifixo, a imagem de Nossa Senhora e a de algum santo, trazidos de Portugal.<\/p>\n<p>A arquitetura religiosa foi introduzida no Brasil pelo irm\u00e3o jesu\u00edta Francisco Dias, que trabalhou em Portugal com o arquiteto italiano Filipe Terzi, projetista da igreja de S\u00e3o Roque de Lisboa.<\/p>\n<p><strong>Esquema de arquitetura primitiva: <\/strong>Dois eram os modelos de arquitetura primitiva. A igreja de Jesus de Roma (autor: Vignola) e a igreja de S\u00e3o Roque de Lisboa, ambas de padres jesu\u00edtas.<\/p>\n<p>Floreciam as igrejas em todos os lugares onde chegavam os colonizadores, especialmente no litoral.<\/p>\n<p><strong>Os principais arquitetos do per\u00edodo colonial foram:<\/strong> Francisco Dias, Francisco Frias de Mesquita, Greg\u00f3rio de Magalh\u00e3es e Fernandes Pinto Alpoim.<\/p>\n<p>A liberdade de estilo dada ao arquiteto modifica o esquema simples, mas talvez pela falta de tempo ou por defici\u00eancia t\u00e9cnica n\u00e3o se deu um acabamento mais aprimorado.<\/p>\n<p><strong>Algumas das principais constru\u00e7\u00f5es de taipas: <\/strong>Muralha ao redor de Salvador, constru\u00edda por Tom\u00e9 de Sousa; Igreja Matriz de Canan\u00e9ia; Vila inteira de S\u00e3o Vicente, destru\u00edda por um maremoto e reconstru\u00edda entre 1542 e 1545; Engenhos de cana-de-a\u00e7\u00facar; e Casa da Companhia de Jesus, que deu origem \u00e0 cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>TAIPA<\/strong><\/p>\n<p>Constru\u00e7\u00e3o feita de varas, galhos, cip\u00f3s entrela\u00e7ados e cobertos com barro. Para que o barro tivesse maior consist\u00eancia a melhor resist\u00eancia \u00e0 chuva, ele era misturado com sangue de boi e \u00f3leo de peixe.<\/p>\n<p><strong>Elas podem ser feitas com t\u00e9cnicas diferentes:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A taipa de pil\u00e3o, de origem \u00e1rabe, consiste em comprimir a terra em formas de madeira, formando um caix\u00e3o, onde o material a ser socado ia disposto em camadas de 15 cm aproximadamente. Essas camadas reduziam-se a metade ap\u00f3s o piloamento. Quando a terra pilada atingia mais ou menos 2\/3 da altura do taipal, eram nela introduzidas transversalmente, pequenos paus roli\u00e7os envolvidos em folhas, geralmente de bananeiras, produzindo orif\u00edcios cil\u00edndricos denominados cabod\u00e1s que permitiam o ancoramento do taipal em nova posi\u00e7\u00e3o. Essa t\u00e9cnica \u00e9 usada para formar as paredes externas e nas internas estruturais, sobrecarregadas com pavimento superior ou com madeiramento do telhado.<\/p>\n<p>A taipa de m\u00e3o ou pau-a-pique que caracterizam-se por uma trama de paus verticais e horizontais, eq\u00fcidistantes, e alternadamente dispostos. Essa trama era fixada verticalmente na estrutura do edif\u00edcio e tinha seus v\u00e3os preenchidos com barro, atirado por duas pessoas simultaneamente uma de cada lado. A taipa de m\u00e3o geralmente \u00e9 utilizada nas paredes internas da constru\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>ESCULTURA<\/strong><\/p>\n<p>Os jesu\u00edtas ensinaram aos \u00edndios e negros o alfabeto, a religi\u00e3o e a trabalhar o barro, a madeira e a pedra.<\/p>\n<p>O \u00edndio \u00e9 muito h\u00e1bil na imita\u00e7\u00e3o, mas, tamb\u00e9m muito prim\u00e1rio e r\u00fastico na execu\u00e7\u00e3o. O negro adapta-se mais facilmente e \u00e9 exuberante no desenho, na arte, no talhe e nas lavras.<\/p>\n<p>Sob dire\u00e7\u00e3o dos religiosos e de mestres, vindos al\u00e9m-mar, o \u00edndio e o negro esculpiram muitos trabalhos, que s\u00e3o a base ao enxerto da arte Barroca, em auge na Europa.<\/p>\n<p><strong>FORTE S\u00c3O JO\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>No ano de 1531, ap\u00f3s viagem atrav\u00e9s do Atl\u00e2ntico Sul, as naus de Martim Afonso de Souza avistaram terras tupi-guaranis.O lugar, chamado&#8221;Buriquioca&#8221;(morada dos macacos) pelos nativos, encantou os portugueses por suas belezas naturais e ex\u00f3ticas.<\/p>\n<p>Apesar da bela paisagem, por motivo de seguran\u00e7a seguiram viagem, indo aportar em S\u00e3o Vicente, no dia 22 de janeiro de 1532.<\/p>\n<p>Neste mesmo ano, Martim Afonso enviou Jo\u00e3o Ramalho \u00e0 Bertioga afim de verificar a possibilidade de construir uma fortifica\u00e7\u00e3o para proteger a nova vila dos ataques Tamoios.<\/p>\n<p>Em 1540, Hans Staden, famoso artilheiro alem\u00e3o, naufragou na costa brasileira e foi levado \u00e0 S\u00e3o Vicente.L\u00e1, foi nomeado para comandar a fortifica\u00e7\u00e3o em Bertioga.<\/p>\n<p>Em 1547, a primitiva pali\u00e7ada de madeira foi substitu\u00edda por alvenaria de pedra e cal e \u00f3leo de baleia, o que originou o verdadeiro Forte.Primeiramente foi chamado Forte Sant&#8217;Iago (ou S\u00e3o Tiago), recebeu a denomina\u00e7\u00e3o de Forte S\u00e3o Jo\u00e3o em 1765, devido \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o de sua capela, erguida em louvor a S\u00e3o Jo\u00e3o Batista.<\/p>\n<p>Em 1940, a fortaleza, considerada a mais antiga do Brasil, foi tombada pelo Iphan (Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional) . Aproveitando a comemora\u00e7\u00e3o dos 500 anos do Brasil, a Prefeitura de Bertioga e o Iphan entregam para visita\u00e7\u00e3o o forte totalmente restaurado.<\/p>\n<p>Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br\/Enciclop\u00e9dia Brit\u00e2nica<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arte no Brasil Colonial, Col\u00f4nia, Pintura, Escultura, Arquitetura, Artistas, Obras, Brasileira, Religiosa, Jesu\u00edtas, Arte no Brasil Colonial<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[],"class_list":["post-16066","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Arte no Brasil Colonial, Col\u00f4nia Arte no Brasil 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