{"id":14616,"date":"2015-12-21T15:59:22","date_gmt":"2015-12-21T15:59:22","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=14616"},"modified":"2022-01-31T11:19:49","modified_gmt":"2022-01-31T13:19:49","slug":"historia-da-industria-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/historia\/historia-do-brasil\/historia-da-industria-brasileira","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira"},"content":{"rendered":"<p><strong>Primeiras Ind\u00fastrias<\/strong><\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio as atividades industriais come\u00e7aram a surgir, traduzidas em diversas pequenas empresas produtoras de materiais de constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Essas primeiras ind\u00fastrias apresentavam tr\u00eas caracter\u00edsticas principais:<\/strong>\u00a0sua produ\u00e7\u00e3o era voltada para o mercado local; utilizavam mat\u00e9rias primas provenientes do setor prim\u00e1rio, e, possu\u00edam um baixo grau de mecaniza\u00e7\u00e3o, estando portanto mais pr\u00f3ximas da manufatura do que propriamente da ind\u00fastria que conhecemos hoje.<\/p>\n<p>Assim, surgiram grandes estabelecimentos que fabricavam uma ampla gama de produtos, que iam da cer\u00e2mica \u00e0s bebidas e cart\u00f5es postais, do processamento de fumos \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de balas e bombons.<\/p>\n<p>T\u00edpicas representantes dessa fase foram as empresas Lunardi &amp; Machado, o Estabelecimento Industrial Mineiro, de Paulo Simoni, e o Emp\u00f3rio Industrial, de Ant\u00f4nio Teixeira Rodrigues, Conde de Santa Marinha.<\/p>\n<p>Para atender \u00e0 demanda da popula\u00e7\u00e3o que chegava, atra\u00edda pelo gigantesco empreendimento e pelas possibilidades econ\u00f4micas da nova Capital, proliferaram os pequenos empreendimentos industriais voltados para o consumo popular.<\/p>\n<p>Eram pequenas f\u00e1bricas de carro\u00e7as, artigos de vestu\u00e1rio, padarias, cer\u00e2micas, f\u00e1bricas de arreios, curtumes, tipografias, caldeirarias, funilarias, cervejarias, enfim, tudo que suprisse as necessidades da crescente popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/hhistor111.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"357\" height=\"397\" \/><br \/>\n<strong>Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira<\/strong><\/p>\n<p><strong>O mercado consumidor era promissor:<\/strong>\u00a0as centenas de funcion\u00e1rios p\u00fablicos e suas fam\u00edlias, com n\u00edvel salarial relativamente alto, garantidos pelo er\u00e1rio p\u00fablico.<\/p>\n<p>Na medida que a cidade se estruturava e os meios de transporte e comunica\u00e7\u00f5es tornavam poss\u00edvel o interc\u00e2mbio entre Belo Horizonte e as demais regi\u00f5es do Estado e do Pa\u00eds, o setor industrial foi se desenvolvendo, baseado principalmente no pequeno capital duramente amealhado pelos imigrantes \u2013 italianos, portugueses, espanh\u00f3is e de outras nacionalidades (em menor escala ) \u2013 e nos incentivos oferecidos pela Prefeitura.<\/p>\n<p>Os Prefeitos Municipais cuidaram de incentivar o estabelecimento de ind\u00fastrias para fortalecer a economia da cidade e concretizar o objetivo do governo mineiro de transformar a nova Capital no centro din\u00e2mico da economia estadual.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/hhistor110.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"320\" height=\"188\" \/><br \/>\n<strong>Emp\u00f3rio Industrial, de Ant\u00f4nio Teixeira Rodrigues,<br \/>\nConde de Santa Marinha (1895)<br \/>\nCol. Prof. Martin Francisco<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/hhistor2.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"355\" height=\"227\" \/><br \/>\n<strong>Cart\u00e3o Postal da F\u00e1brica de Ladrlhos Lunardi, \u00e0 rua dos Caet\u00e9s, 137<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 em 1902, o Prefeito Bernardo Monteiro baixou o Decreto n.\u00ba 1.516, \u201cregulando a concess\u00e3o de terrenos a ind\u00fastrias, associa\u00e7\u00f5es e a venda a particulares\u201d.<\/p>\n<p><strong>Na apresenta\u00e7\u00e3o do Decreto ao Conselho Consultivo, o Prefeito, numa inspira\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica, augura um pr\u00f3spero futuro industrial para Belo Horizonte:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u201cA necessidade de desenvolver ind\u00fastrias incipientes e de criar novas, imp\u00f5e-se ao esp\u00edrito dos que desejam o engrandecimento da Capital, e assim obedecem ao pensamento do legislador, que decretou a sua edifica\u00e7\u00e3o, desejoso de abrir um novo centro de trabalho, onde o com\u00e9rcio e a ind\u00fastria encontrassem campo vasto para se auxiliarem numa reciprocidade de favores, que oferecesse garantias eficazes de futuro certo e seguro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do concurso permanente que nela mora \u2013 o funcionalismo p\u00fablico \u2013 para o seu aformoseamento e valoriza\u00e7\u00e3o, entendi de meu dever atrair o capital estrangeiro, para isso fazendo concess\u00f5es, que surtindo o desejado efeito, me permitem anunciar o pr\u00f3ximo estabelecimento de uma importante f\u00e1brica, o in\u00edcio portanto de um novo per\u00edodo de esfor\u00e7os e engrandecimento da cidade, que com verdadeiro prazer, verifico todos os dias.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o seja a Capital um n\u00facleo bastante populoso, a sua situa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a diversas zonas do Estado, j\u00e1 consider\u00e1veis mercados de consumo, legitima a possibilidade de ser ela um centro industrial.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/hhistor4.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"284\" height=\"169\" \/><br \/>\n<strong>A Industrial de Garcia de Paiva e Pinto<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/hhistor5.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"263\" height=\"162\" \/><br \/>\n<strong>Serraria Souza Pinto<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/hhistor6.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"256\" height=\"156\" \/><br \/>\n<strong>Companhia Industrial Belo Horizonte<\/strong><\/p>\n<p>Com a mudan\u00e7a da Corte portuguesa para o Brasil em 1808, quando a minera\u00e7\u00e3o estava em franca decad\u00eancia, foram tomadas v\u00e1rias medidas com o objetivo de aumentar a riqueza nacional, inclusive incentivos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o industrial. A abertura dos portos \u00e0s na\u00e7\u00f5es amigas, a concess\u00e3o de privil\u00e9gios industriais a quem criasse inventos e maquinismos, o estabelecimento de um C\u00f3digo de Minas e at\u00e9 mesmo investimentos diretos da Coroa foram feitos.<\/p>\n<p>Todas as atividades econ\u00f4micas continuavam a ser feitas pelos escravos africanos e seus descendentes, enquanto o tr\u00e1fico se ampliava.<\/p>\n<p><strong>A necessidade de instrumentos para a minera\u00e7\u00e3o e a lavoura, e o min\u00e9rio de ferro abundante levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de tr\u00eas f\u00e1bricas de ferro<\/strong>: Morro Pilar, no Distrito Diamantino, F\u00e1brica de Ferro de S. Jo\u00e3o de Ipanema, perto de Sorocaba e a F\u00e1brica Patri\u00f3tica, em Congonhas, MG. Seus criadores \u2013 Manoel Ferreira da C\u00e2mara, o Intendente dos Diamantes, o Bar\u00e3o Willelm von Eschwege, e Francisco Adolfo de Varnhagen \u2013 lan\u00e7aram as sementes da ind\u00fastria sider\u00fargica no Brasil.<\/p>\n<p><strong>O Problema Energ\u00e9tico<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m dos fatores mercado e capital, tamb\u00e9m a oferta de energia el\u00e9trica era fundamental para que se cumprisse a profecia de Bernardo Monteiro.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/hhistor7.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"319\" height=\"197\" \/><br \/>\n<strong>Edif\u00edcio da Distribuidora de Eletricidade &#8211; Belo Horizonte<\/strong><\/p>\n<p>A primeira iniciativa partiu da Comiss\u00e3o Construtora, j\u00e1 ent\u00e3o sob a lideran\u00e7a do Eng.\u00ba Francisco Bicalho, que em fins de 1896 deu in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica de Freitas, aproveitando uma queda d`\u00e1gua do Ribeir\u00e3o Arrudas.<\/p>\n<p>O Governo contratou a Cia. Mineira de Eletricidade, de Bernardo Mascarenhas, pioneiro na eletrifica\u00e7\u00e3o urbana em Minas Gerais, iniciando-se as obras em mar\u00e7o de 1897.<\/p>\n<p>Essa primeira Usina aproveitava uma queda d\u00b4\u00e1gua muito reduzida, o que condicionava sua pequena produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 1905, com a publica\u00e7\u00e3o do Decreto n.\u00ba 1.833, teve in\u00edcio a constru\u00e7\u00e3o de uma nova Usina, a do Rio das Pedras, localizada no munic\u00edpio de Itabirito, \u00e0s margens do Rio das Velhas.<\/p>\n<p>Essas duas unidades supriram Belo Horizonte de energia el\u00e9trica p\u00fablica, residencial e industrial at\u00e9 1911.<\/p>\n<p>De 1912 a 1928 os servi\u00e7os de eletricidade estiveram arrendados \u00e0 Empresa de Eletricidade e Via\u00e7\u00e3o Urbana de Minas Gerais, quando passaram para a esfera do Departamento de Eletricidade.<\/p>\n<p><strong>A Prefeitura forneceu energia gratuita a diversas ind\u00fastrias durante um longo per\u00edodo:<\/strong>\u00a0de 1902 a 1916.<\/p>\n<p><strong>Os contratos de doa\u00e7\u00e3o de terrenos, isen\u00e7\u00e3o de impostos e taxas e fornecimento gratuito de energia el\u00e9trica foram firmados com as mais importantes ind\u00fastrias da cidade, como:<\/strong>\u00a0F\u00e1brica de Punhos e Colarinhos, de Jo\u00e3o Idelfonso da Silva 1, Cia. Industrial Belo Horizonte, Tavares &amp; Cia, Carlos Fornaciari &amp; Filhos, Cia. Minas Fabril, Jayme Salse, Estabelecimento Industrial Mineiro, Lunardi &amp; Machado, Domingos Mucelli, e in\u00fameros outros.<\/p>\n<p>Os contratos, com dura\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de 10 anos, chegaram a representar 20% da arrecada\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Em 1916 o Prefeito Corn\u00e9lio Vaz de Melo decide encerrar essa era de benesses aos empres\u00e1rios industriais, denunciando contratos e n\u00e3o mais renovando-os.<\/p>\n<p>\u201cOs favores concedidos \u00e0s ind\u00fastrias n\u00e3o correspondem, segundo penso, aos sacrif\u00edcios que com eles faz a Prefeitura. (\u2026) Com a energia el\u00e9trica \u00e0s ind\u00fastrias, despende a Prefeitura quantia superior \u00e0 or\u00e7ada.\u201d (\u2026)<\/p>\n<p>\u201cA for\u00e7a motriz para ind\u00fastrias continua a ser em n\u00famero de 106 liga\u00e7\u00f5es, sendo 26 por concess\u00e3o da Prefeitura e 80 liga\u00e7\u00f5es particulares.\u201d<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/hhistor81.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"249\" height=\"156\" \/><br \/>\n<strong>F\u00e1brica de Punhos e Colarinhos<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/hhistor91.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"318\" height=\"153\" \/><br \/>\n<strong>F\u00e1brica de Malhas Tavares e Cia.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/hhistor101.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"321\" height=\"183\" \/><br \/>\n<strong>Grande F\u00e1brica de Cerveja Polar, hoje, Antartica Mineira<\/strong><\/p>\n<p><strong>IND\u00daSTRIA:<\/strong>\u00a0A FOR\u00c7A DO BRASIL<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Revolu\u00e7\u00e3o de 1930\u00a0<\/strong>foi um divisor de \u00e1guas no processo brasileiro de industrializa\u00e7\u00e3o. Com Get\u00falio Vargas na Presid\u00eancia da Rep\u00fablica tem in\u00edcio o reconhecimento de uma realidade industrial, traduzida na cria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Trabalho, das leis sociais e de sindicaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Presidente Get\u00falio Vargas prestigiava as lideran\u00e7as do setor industrial, como Euvaldo Lodi, Roberto Simonsen e Am\u00e9rico Ren\u00ea Giannetti, que colaboraram com o governo na elabora\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o reguladora do trabalho, na montagem da estrutura sindical e na defini\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o em \u00f3rg\u00e3os como o Conselho Federal de Com\u00e9rcio Exterior (1934) e o Conselho Nacional de Pol\u00edtica Industrial e Comercial (1944), essas lideran\u00e7as participaram do planejamento econ\u00f4mico do pa\u00eds e, pela primeira vez, o desenvolvimento industrial passou a ser considerado essencial \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o da soberania nacional.<\/p>\n<p>Em 1933, pela primeira vez na hist\u00f3ria do Brasil, o valor da produ\u00e7\u00e3o industrial superou o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Embora esse resultado fosse influenciado pela Grande Depress\u00e3o norte americana, o maior dinamismo do setor industrial nunca mais foi suplantado pelo agr\u00edcola. A d\u00e9cada de 1930 foi o in\u00edcio da transforma\u00e7\u00e3o do Brasil, de pa\u00eds essencialmente agr\u00edcola numa na\u00e7\u00e3o industrializada.<\/p>\n<p>Durante o Estado Novo foram freq\u00fcentes as manifesta\u00e7\u00f5es trabalhistas em apoio ao governo e sua pol\u00edtica sindical. O regime autorit\u00e1rio controlava as entidades sindicais de trabalhadores, que realizavam grandes manifesta\u00e7\u00f5es nos principais centros urbanos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Com a entrada do Brasil na II Guerra Mundial, o governo Vargas incentivou o empres\u00e1rio mineiro Am\u00e9rico Ren\u00ea Giannetti, dono da ELQUISA, a produzir alum\u00ednio, cujo consumo no Brasil era totalmente importado.<\/p>\n<p>Lutando com enormes dificuldades, Giannetti conseguiu superar os in\u00fameros obst\u00e1culos, agravados pala guerra, fazendo a primeira corrida do metal em Saramenha, no dia 25 de mar\u00e7o de 1945. Em 1950 a empresa foi comprada pelo grupo canadense ALCAN, que atua no setor, no Brasil, h\u00e1 50 anos.<\/p>\n<p>Com o final da Guerra e a vit\u00f3ria dos Aliados, a ditadura do Estado Novo termina. Empres\u00e1rios da ind\u00fastria, com\u00e9rcio, bancos e servi\u00e7os se re\u00fanem em Teres\u00f3polis, RJ, e prop\u00f5em uma nova ordem econ\u00f4mica e social, menos centralizadora, e expurgada do excessivo intervencionismo estatal.<\/p>\n<p>No segundo governo Vargas (1950-1954) a industrializa\u00e7\u00e3o se consolidou, fortalecida por uma pol\u00edtica nacionalista. A campanha \u201cO Petr\u00f3leo \u00e9 Nosso\u201d garantiu o monop\u00f3lio estatal e a cria\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s (1953).<\/p>\n<p>Em Minas foi inaugurada a Cia. Sider\u00fargica Mannesmann (agosto de 1954), com a presen\u00e7a do Presidente Get\u00falio Vargas, a \u00faltima solenidade a que compareceu antes de morrer.<\/p>\n<p>A vit\u00f3ria do Governador de Minas, Juscelino Kubitschek nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais, levou ao plano federal um estilo din\u00e2mico e moderno de fazer pol\u00edtica, amplamente aprovado em seu Estado de origem.<\/p>\n<p>JK governou o pa\u00eds com grande habilidade pol\u00edtica durante cinco anos, realizando um plano de desenvolvimento econ\u00f4mico conhecido como Programa de Metas, cujo slogan era \u201c50 anos em 5\u201d.<\/p>\n<p>A maior parte dos investimentos foi direcionada para os setores de transportes e gera\u00e7\u00e3o de energia, conferindo ao pa\u00eds a infra-estrutura necess\u00e1ria \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aproveitou a conjuntura internacional favor\u00e1vel para atrair investimentos estrangeiros diretos na produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo dur\u00e1veis, implantando a ind\u00fastria automobil\u00edstica.<\/p>\n<p>Em 1958 o Presidente da CNI, o mineiro L\u00eddio Lunardi, promoveu em Belo Horizonte a Confer\u00eancia Internacional de Investimentos, com a participa\u00e7\u00e3o de diversos empres\u00e1rios europeus, norte americanos e japoneses, com o objetivo de divulgar as potencialidades do pa\u00eds e atrair novos investimentos. O Brasil crescia e se industrializava e parecia que \u00edamos \u201cchegar l\u00e1\u201d, deixando para tr\u00e1s o subdesenvolvimento.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores foi impulsionada na d\u00e9cada de 1950, com a instala\u00e7\u00e3o de diversas montadoras, produzindo autom\u00f3veis, \u00f4nibus, caminh\u00f5es e tratores. \u00c0 medida que a ind\u00fastria crescia, a urbaniza\u00e7\u00e3o se acelerava e novas transforma\u00e7\u00f5es sociais mudavam a \u201ccara\u201d do Brasil.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de uma grande sider\u00fargica, a carv\u00e3o vegetal, em Minas, onde se localizavam as principais jazidas de min\u00e9rio de ferro, era h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas um grande sonho dos mineiros.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da CSN em Volta Redonda foi uma grande decep\u00e7\u00e3o para suas principais lideran\u00e7as pol\u00edticas e empresariais.<\/p>\n<p>Em meados da d\u00e9cada de 1950 essas lideran\u00e7as, sob o comando da FIEMG iniciaram uma campanha bem sucedida que resultou na cria\u00e7\u00e3o da USIMINAS, reunindo capitais nacionais estatais, privados e japoneses.<\/p>\n<p>A USIMINAS foi inaugurada em 1962, em Ipatinga, durante o governo de Jo\u00e3o Goulart.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o per\u00edodo de crescimento acelerado do governo JK o pa\u00eds entrou numa grande crise pol\u00edtica, com crescentes mobiliza\u00e7\u00f5es da esquerda e da direita, que desaguaram no golpe militar de 1964. Iniciava-se um regime autorit\u00e1rio que se prolongaria por duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Durante o regime militar foram feitos grandes investimentos no setor industrial. A economia brasileira viveu um per\u00edodo de grandes entradas de capital estrangeiro, que possibilitou o chamado \u201cMilagre econ\u00f4mico\u201d, quando o Produto Interno Bruto crescia a taxas superiores a 10% ao ano, no per\u00edodo 1968-1973.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1970 o Brasil entra na era nuclear com a constru\u00e7\u00e3o da Usina de Angra dos Reis, RJ, e desenvolve uma ind\u00fastria de inform\u00e1tica, protegida pela reserva de mercado.<\/p>\n<p>A economia brasileira, at\u00e9 a d\u00e9cada de 1980 caracterizou-se pelo relativo equil\u00edbrio entre os setores estatal, nacional privado e estrangeiro. Com o mercado interno fechado \u00e0 concorr\u00eancia externa, a ind\u00fastria brasileira ressentia-se de baixa produtividade e altos custos de produ\u00e7\u00e3o, principalmente devido ao excesso de taxas e impostos onerando a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O processo de globaliza\u00e7\u00e3o precisava ser encarado com determina\u00e7\u00e3o e amplas mudan\u00e7as institucionais.<\/p>\n<p><strong>A D\u00e9cada de 1920:\u00a0<\/strong>crescimento e progresso<\/p>\n<p>Terminado o conflito mundial a cidade voltou a crescer, atingindo na d\u00e9cada de 1920 um dos per\u00edodos \u00e1ureos da industrializa\u00e7\u00e3o municipal.<\/p>\n<p>O crescimento econ\u00f4mico nessa etapa decorre principalmente da expans\u00e3o do setor sider\u00fargico, capitaneado pela Cia. Sider\u00fargica Belgo Mineira, e fortalecido por algumas empresas localizadas na regi\u00e3o metal\u00fargica, especialmente nos munic\u00edpios de Caet\u00e9, Rio Acima e Belo Horizonte.<\/p>\n<p>Em 1925 inaugura-se a duplica\u00e7\u00e3o da Usina do Rio das Pedras, com a montagem de um novo gerador de 2.200 kwatts, batizada de Usina Mello Vianna, dobrando a capacidade daquela planta.<\/p>\n<p>Rio das Pedras seria ainda ampliada em 1929, e, continua at\u00e9 hoje a gerar energia el\u00e9trica, sob a dire\u00e7\u00e3o da CEMIG.<\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 1920, apesar das crises pol\u00edticas \u2013 movimento dos tenentes e Coluna Prestes, que culminaram com a Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro de 1930 -, foi um per\u00edodo de pujante crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>O aumento da produ\u00e7\u00e3o sider\u00fargica refletiu-se sobre a economia regional, contribuindo para o fortalecimento da ind\u00fastria em Belo Horizonte.<\/p>\n<p>A economia da cidade passou a contar com v\u00e1rios empreendimentos sider\u00fargicos nas redondezas, representando n\u00e3o s\u00f3 muitos empregos, como tamb\u00e9m a dinamiza\u00e7\u00e3o do mercado local.<\/p>\n<p>No final dos anos 20 tem in\u00edcio a constru\u00e7\u00e3o de estradas de rodagem ligando Belo Horizonte a S\u00e3o Paulo e ao Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Os servi\u00e7os de energia el\u00e9trica da Capital mineira passaram ao controle de uma empresa estrangeira, a Bond &amp; Share.<\/p>\n<p><strong>O Presidente do Estado assim se manifestou sobre o assunto:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u201cPor contrato de 5 de outubro de 1929, os servi\u00e7os de energia el\u00e9trica desta Capital passaram \u00e0 Companhia de For\u00e7a e Luz de Minas Gerais, filiada \u00e0 Empresa El\u00e9trica Brasileira S.A., do Rio de Janeiro, e esta, por sua vez, incorporada \u00e0 Bond &amp; Share. Vale dizer, foram entregues a uma empresa de indiscut\u00edvel idoneidade t\u00e9cnica e financeira.\u201d (Mensagem apresentada pelo Presidente do Estado de Minas Gerais ao Congresso Mineiro e lida na Abertura da 4\u00aa Se\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria da 10\u00aa Legislatura. Belo Horizonte, Imprensa Oficial de Minas, 1930.)<\/p><\/blockquote>\n<p>Apesar da crise econ\u00f4mica mundial, com a quebra da bolsa de Nova York, em 1929, a produ\u00e7\u00e3o industrial do Estado j\u00e1 se aproximava da agr\u00edcola, em valores de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>REVOLU\u00c7\u00c3O DE 1964 E O CAPITAL ESTRANGEIRO<\/strong><\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 1960 traz grandes transforma\u00e7\u00f5es no panorama industrial de Belo Horizonte, com a entrada do grande capital internacional, que provoca o fechamento de in\u00fameras pequenas e m\u00e9dias empresas industriais de bens de consumo, voltadas para o mercado interno.<\/p>\n<p>A partir do t\u00e9rmino da II Guerra Mundial, e mais intensamente com o Governo Kubitschek (1955 \u2013 1960), come\u00e7a a se instalar no Brasil o capitalismo monopolista, caracterizado pela busca de novos mercados para as economias centrais.<\/p>\n<p>Em contraposi\u00e7\u00e3o ao nacionalismo que caracterizou o segundo Governo Vargas (1950-1954), o capital estrangeiro passa a ser visto como um aliado no processo de supera\u00e7\u00e3o do subdesenvolvimento, e n\u00e3o como um recrudescimento da depend\u00eancia. Regionalmente, empresas tradicionais fabricantes de bens dur\u00e1veis perdem a competitividade e saem do mercado, substitu\u00eddas pelas suas concorrentes localizadas principalmente no eixo Rio-S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Intensifica-se o movimento centr\u00edpeto de transfer\u00eancia de ind\u00fastrias da Zona Urbana de Belo Horizonte, para os munic\u00edpios vizinhos, que viriam a se constituir na Regi\u00e3o Metropolitana.<\/p>\n<p><strong>D\u00c9CADA DE 1970:\u00a0<\/strong>MILAGRE ECON\u00d4MICO<\/p>\n<p>Uma nova transforma\u00e7\u00e3o ocorre nos anos 70 1, com a chegada de grandes empresas multinacionais de bens de capital, e com a migra\u00e7\u00e3o de in\u00fameras ind\u00fastrias para a regi\u00e3o receptora de incentivos na \u00e1rea mineira da SUDENE.<\/p>\n<p>O marco principal dos anos 70 foi a instala\u00e7\u00e3o da FIAT Autom\u00f3veis, de capital italiano, a primeira montadora a ser implantar fora do eixo Rio \u2013 S\u00e3o Paulo. O vulto do empreendimento, localizado nas proximidades de Belo Horizonte, e seu sucesso empresarial h\u00e1 mais de 20 anos, representou o maior ganho da d\u00e9cada para a economia do Estado.<\/p>\n<p><strong>Final de S\u00e9culo<\/strong><\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 1990 foi marcada por profundas mudan\u00e7as na economia brasileira. Ocorreu uma brusca abertura do mercado interno, grande parte do setor estatal foi privatizado, e as ind\u00fastrias passaram por um grande processo de desnacionaliza\u00e7\u00e3o, aumento da automa\u00e7\u00e3o e da produtividade industrial, buscando a inser\u00e7\u00e3o no mercado globalizado.<\/p>\n<p>Esse processo vem sendo dif\u00edcil para os brasileiros, especialmente em fun\u00e7\u00e3o do crescimento do desemprego industrial.<\/p>\n<p>A abertura do mercado interno brasileiro \u00e0 concorr\u00eancia internacional trouxe profundas transforma\u00e7\u00f5es ao setor industrial do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A consolida\u00e7\u00e3o do processo democr\u00e1tico no Brasil e o processo de globaliza\u00e7\u00e3o mostraram a import\u00e2ncia da responsabilidade social das empresas, n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o a seus empregados, mas tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s comunidades onde atuam. Investimentos nas \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o, cultura cidadania e preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente passaram a ser priorit\u00e1rios, demonstrando o compromisso empresarial com o desenvolvimento do pa\u00eds e de seu povo.<\/p>\n<p>Empresas como a USIMINAS e o Grupo Belgo-Mineira v\u00eam desenvolvendo projetos relevantes, com recursos pr\u00f3prios e trazendo reais benef\u00edcios para as comunidades.<\/p>\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica da Mercedes-Benz em Juiz de Fora, Minas Gerais, representou um marco no processo mineiro de industrializa\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada de noventa. Inaugurada em 1998, a f\u00e1brica de Juiz de Fora \u00e9 a mais moderna da Am\u00e9rica Latina, reunindo os melhores processos produtivos existentes na Europa, nos Estados Unidos e no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Ela possui um Parque de Fornecedores dentro de sua \u00e1rea e utiliza o processo de pintura hidrossol\u00favel \u00fanico no Brasil. Atrav\u00e9s desse processo a f\u00e1brica alcan\u00e7a uma redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 75% do n\u00edvel de poluentes jogados na atmosfera. Todos esses avan\u00e7os no entanto, apenas estimulam a Mercedes-Benz a buscar novas tecnologias, que permitam baixar ainda mais os n\u00edveis de emiss\u00e3o de gases nocivos na atmosfera.<\/p>\n<p>O processo de globaliza\u00e7\u00e3o e a abertura do mercado brasileiro impulsionaram a ind\u00fastria a se modernizar tecnologicamente, buscando maior produtividade e qualidade dos produtos para enfrentar a concorr\u00eancia no pa\u00eds e no exterior.<\/p>\n<p>O Projeto Cresce Minas, concebido e coordenado pela FIEMG tem por objetivo fomentar o crescimento de Minas Gerais, captando investimentos e reunindo os talentos capazes de colocar o Estado num eixo de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Refor\u00e7ar a din\u00e2mica do desenvolvimento auto-sustentado de setores e regi\u00f5es geogr\u00e1ficas de Minas Gerais, reduzindo as disparidades e viabilizando o crescimento das ind\u00fastrias existentes.<\/p>\n<p>Incentivar a competitividade inter-regional, a atra\u00e7\u00e3o de investimentos complementares, o implemento de atividades de suporte t\u00e9cnico e de produtos de padr\u00e3o internacional. Estes s\u00e3o os grandes desafios do Projeto.<\/p>\n<p>O Cresce Minas implica decis\u00f5es estrat\u00e9gicas, j\u00e1 que trata do desenvolvimento do Estado. A FIEMG assume o desafio, certa de que \u00e0 iniciativa privada cabe um novo papel na constru\u00e7\u00e3o dos destinos de uma na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por isso, partiu para o planejamento de uma pol\u00edtica de crescimento regional, que vem acumulando sucessos em todo o mundo com a organiza\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o de clusters.<\/p>\n<p>O que significa criar e ampliar os neg\u00f3cios regionais, atrair novas empresas e incentivar a integra\u00e7\u00e3o nas cadeias de valores, onde as pequenas e m\u00e9dias empresas possam Ter destaque, dentro de uma pol\u00edtica respaldada pelo governo federal para a promo\u00e7\u00e3o e financiamento de seus projetos.<\/p>\n<p><strong>PERFIL ATUAL:\u00a0<\/strong>MEIO AMBIENTE E TECNOLOGIA<\/p>\n<p>As d\u00e9cadas de 1980 e 1990, marcadas por um longo per\u00edodo de recess\u00e3o e estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, foram paradoxalmente caracterizadas pela redemocratiza\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds e pelo processo da revigoramento da cidadania.<\/p>\n<p>Amplia-se a participa\u00e7\u00e3o popular e a discuss\u00e3o sobre o perfil da ind\u00fastria localizada na \u00e1rea urbana.<\/p>\n<p>Empresas que foram recebidas com entusiasmo nos anos 30, s\u00e3o obrigadas a se transferir para \u00e1reas industriais.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o passa a exigir maior qualidade de vida nas cidades e medidas de prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente. Essa tend\u00eancia vai sinalizar um perfil industrial novo, moderno, baseado nas ind\u00fastrias n\u00e3o-poluentes e de alta tecnologia.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que a centen\u00e1ria Belo Horizonte passa a se constituir, hoje, num dos mais importantes p\u00f3los industriais do Pa\u00eds, com empresas de ponta nas \u00e1reas de confec\u00e7\u00e3o, cal\u00e7ados, inform\u00e1tica, alimenta\u00e7\u00e3o, aparelhos el\u00e9tricos e eletr\u00f4nicos, perfumaria e turismo de neg\u00f3cios, detentoras de marcas de renome nacional, com estruturas produtivas leves, ampla terceiriza\u00e7\u00e3o de atividades e grandes investimentos em marketing e publicidade.<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas da Industrializa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ao analisar o processo de industrializa\u00e7\u00e3o brasileira, observamos um processo caracterizado como tardio, concentrado espacialmente.<\/p>\n<p><strong>Motivos para o atraso Industrial Brasileiro:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Hist\u00f3rico de col\u00f4nia:<\/strong>\u00a0Pacto colonial e Impossibilidade de moderniza\u00e7\u00e3o<strong><br \/>\nEconomia agro exportadora: Economia baseada em produtos agr\u00edcolas:<\/strong>\u00a0Cana, borracha, drogas do sert\u00e3o, charque e caf\u00e9<strong><br \/>\nElite agr\u00edcola:<\/strong>\u00a0Pol\u00edtica para manuten\u00e7\u00e3o da hegemonia<strong><br \/>\nM\u00e3o de obra escrava:\u00a0<\/strong>Aus\u00eancia de um mercado consumidor e M\u00e3o de obra qualificada para o trabalho industrial.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Em s\u00edntese:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O passado de coloniza\u00e7\u00e3o brasileira, submetido as pol\u00edticas do pacto colonial imposto pela metr\u00f3pole gerou uma impossibilidade de moderniza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSomado a esse fator, uma economia que sempre foi baseada em g\u00eaneros agr\u00edcolas constituindo assim uma elite econ\u00f4mica e pol\u00edtica que n\u00e3o almejavam a industrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<br \/>\nUma prova disso foi a manuten\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra escrava at\u00e9 1888, que tamb\u00e9m gerava um empecilho a moderniza\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que limitava o mercado consumidor brasileiro.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O CAF\u00c9:\u00a0<\/strong>A BASE PARA INDUSTRIALIZA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA<\/p>\n<p><strong>Vantagens do caf\u00e9<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Produto altamente valorizado no mercado internacional.<br \/>\nExcelente condi\u00e7\u00f5es naturais na regi\u00e3o sudeste para o plantio.<br \/>\nManuten\u00e7\u00e3o da ordem social vigente<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Organiza\u00e7\u00e3o das propriedades semelhantes \u00e0s de cana:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Grandes propriedades;<br \/>\nMonocultura;<br \/>\nInicialmente m\u00e3o de obra escrava;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>CURIOSIDADE<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel relacionar a expans\u00e3o da atividade cafeeira na paisagem brasileira como conseq\u00fc\u00eancia da revolu\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n<p>A partir do momento que o trabalho nas f\u00e1bricas passou a exigir cada vez mais o uso de estimulantes, tornando o produto do caf\u00e9 economicamente atraente.<\/p>\n<p><strong>O CAF\u00c9:\u00a0<\/strong>A BASE PARA INDUSTRIALIZA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA<\/p>\n<p><strong>1\u00ba Ciclo<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Vale do Para\u00edba (RJ)<br \/>\nCultivado em \u00e1reas de encostas (Gerando in\u00fameros impactos ambientais)<br \/>\nM\u00e3o de obra escrava<br \/>\nEscoamento realizado por meios de transportes prec\u00e1rios<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2\u00ba Ciclo<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Cultivado em \u00e1reas planas (Manuten\u00e7\u00e3o dos problemas ambientais, como a redu\u00e7\u00e3o da biodiversidade)<br \/>\nM\u00e3o de obra imigrante (iniciando a forma\u00e7\u00e3o de um mercado consumidor);<br \/>\nEscoamento realizado por meio de transporte ferrovi\u00e1rio;<br \/>\nClima muito favor\u00e1vel (tropical);<br \/>\nCrescimento urbano pr\u00f3ximo das regi\u00f5es cafeicultoras;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O CAF\u00c9:<\/strong>\u00a0A BASE PARA INDUSTRIALIZA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA<\/p>\n<p><strong>A atividade cafeicultora cria bases para o processo industrial no Brasil:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>M\u00e3o de obra assalariada potencialmente qualificada<br \/>\nCria\u00e7\u00e3o de um mercado consumidor<br \/>\nEstimulou o crescimento urbano e a forma\u00e7\u00e3o de uma classe m\u00e9dia urbana<br \/>\nAc\u00famulo de capitais<br \/>\nExcelente infra estrutura de transporte<br \/>\nFatores concentrados na regi\u00e3o sudeste<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>A CRISE DE 29<\/strong><\/p>\n<p>A crise econ\u00f4mica que abalou a economia capitalista em 1929 abalou o com\u00e9rcio mundial e atingiu em cheio a economia agr\u00edcola brasileira.<\/p>\n<p>A quebra da bolsa de New York significou a crise da atividade cafeicultora, lan\u00e7ando a economia brasileira em uma profunda crise.<\/p>\n<p>A crise do caf\u00e9 vai significar a busca por uma nova atividade que venha fortalecer a economia nacional.<\/p>\n<p><strong>Governo Vargas e as implanta\u00e7\u00f5es das bases<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro momento que de fato caracterizou a implanta\u00e7\u00e3o de uma ind\u00fastria de base nacional, se deu com a revolu\u00e7\u00e3o de 30. Esse processo teve como base o discurso nacionalista do estado, ent\u00e3o chefiado pela figura de Get\u00falio Vargas, que priorizava a implanta\u00e7\u00e3o de uma ind\u00fastria de base no pa\u00eds, para que posteriormente pudesse se consolidar uma ind\u00fastria de bens de consumo.<\/p>\n<p><strong>Tipos de ind\u00fastrias<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>1) As ind\u00fastrias de base:<\/strong>\u00a0S\u00e3o respons\u00e1veis pela transforma\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas brutas em mat\u00e9rias-primas elaborada.\u00a0<strong>Ex.:<\/strong>\u00a0Petrol\u00edfera, Metal\u00fargica e sider\u00fargica<br \/>\n<strong>2) As ind\u00fastrias de bens intermedi\u00e1rios<\/strong>: S\u00e3o respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos que ser\u00e3o utilizados nos diversos segmentos das ind\u00fastrias de bens de consumo.\u00a0<strong>Ex.<\/strong>: Mec\u00e2nica (m\u00e1quinas industriais, motores automotivos, etc)<br \/>\n<strong>3)\u00a0<\/strong>As ind\u00fastrias de bens de consumo t\u00eam sua produ\u00e7\u00e3o direcionada diretamente para o mercado consumidor, ou seja, para a popula\u00e7\u00e3o em geral. S\u00e3o divididas em ind\u00fastrias de bens dur\u00e1veis e de bens n\u00e3o dur\u00e1veis.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Consolida\u00e7\u00e3o da Base<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s negocia\u00e7\u00f5es, em 1941, Vargas conseguiu tecnologia e financiamento dos estados unidos para a constru\u00e7\u00e3o da Companhia Sider\u00fargica Nacional (CSN), em Volta Redonda, Rio de Janeiro, que foi um marco importante para a industrializa\u00e7\u00e3o do Brasil. A cria\u00e7\u00e3o, em 1942, da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), para explorar e exportar min\u00e9rio de ferro de Minas Gerais.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1950, a escassez de energia el\u00e9trica, baixa produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e a rede de transporte e comunica\u00e7\u00f5es deficientes representavam s\u00e9rios obst\u00e1culos ao desenvolvimento industrial no Brasil.<\/p>\n<p>Para enfrentar, pelo menos parcialmente, esses problemas, o novo governo Vargas inaugurou, em 1951, a Companhia Hidrel\u00e9trica do S\u00e3o Francisco (Usina de Paulo Afonso) e, em 1953, a Petr\u00f3leo Brasileiro S.A. (Petrobras).<\/p>\n<p><strong>Substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, ap\u00f3s a Crise de 1929, a pol\u00edtica de substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es foi implementada com o objetivo de desenvolver o setor manufatureiro e resolver os problemas de depend\u00eancia de capitais externos.<\/p>\n<p>O pa\u00eds passou a dinamizar sua economia industrial produzindo produtos que antes eram importados.<\/p>\n<p><strong>Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Em 1\u00ba de maio de 1943, o presidente getulio Vargas decretou a consolida\u00e7\u00e3o das leis do trabalho, uma vasta legissla\u00e7\u00e3o trabalhista que conferiu ao presidente um grande prest\u00edgio popular, fortalecendo sua imagem de protetor da classe trabalhadora.<\/p>\n<blockquote><p>Contrato de trabalho presente na carteira de trabalho;<br \/>\nCarga hor\u00e1ria m\u00e1xima;<br \/>\nF\u00e9rias;<br \/>\n13\u00ba sal\u00e1rio;<br \/>\nDescanso remunerado;<br \/>\nF\u00e9rias;<br \/>\nAposentadoria;<br \/>\nMelhoria nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho ;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>IMPACTOS DA INDUSTRIALIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Concentra\u00e7\u00e3o do processo industrial na regi\u00e3o sudeste;<br \/>\nIndustrializa\u00e7\u00e3o nas cidades brasileira, principalmente nas cidades de RJ e SP;<br \/>\nGrande fluxo populacional para essas cidades;<br \/>\nMaior distin\u00e7\u00e3o entre classes sociais;<br \/>\nMaior distin\u00e7\u00e3o de bairros (Bairros industriais, residenciais de classe alta, m\u00e9dia e baixa) ;<br \/>\nAmplia\u00e7\u00e3o dos problemas ambientais ;<br \/>\nAmplia\u00e7\u00e3o dos problemas urbanos;<\/p><\/blockquote>\n<p>O Brasil tem o terceiro setor industrial mais avan\u00e7ado da Am\u00e9rica, sendo a regi\u00e3o sul e sudeste do pa\u00eds respons\u00e1veis por essa marca.<\/p>\n<p>Contudo, seu desenvolvimento industrial s\u00f3 pode ser considerado efetivo a partir da d\u00e9cada de 30 e 40.<\/p>\n<p>Enquanto o Brasil era col\u00f4nia de Portugal, de 1500 a 1822, n\u00e3o houve nenhum incentivo para que a ind\u00fastria brasileira se desenvolvesse.<\/p>\n<p>O Reino proibiu o estabelecimento de f\u00e1bricas no territ\u00f3rio, para que os brasileiros consumissem os produtos manufaturados pelos portugueses. Mesmo com a chegada da fam\u00edlia real em 1808 e a abertura dos portos \u00e0s na\u00e7\u00f5es amigas, o Brasil continuou dependente do exterior, comprando produtos ingleses.<\/p>\n<p class=\"western\">Apenas no final do s\u00e9culo XIX surgiram os primeiros ind\u00edcios de atividades industrias no pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"western\">Muitos cafeicultores passaram a investir parte dos lucros obtidos com a exporta\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 na instala\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias principalmente em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p class=\"western\">As f\u00e1bricas eram voltadas para a produ\u00e7\u00e3o de tecidos, cal\u00e7ados e outros produtos mais simples, e sua m\u00e3o de obra era de imigrantes italianos.<\/p>\n<p>No primeiro governo de Get\u00falio Vargas, de 1930 a 1945, que o movimento industrial foi impulsionado, pois o ent\u00e3o presidente brasileiro tinha como objetivo principal privilegiar as ind\u00fastrias nacionais para n\u00e3o deixar o Brasil cair na depend\u00eancia externa.<\/p>\n<p>Com leis voltadas para a regulamenta\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, medidas protecionistas e investimentos em infraestrutura, a ind\u00fastria nacional cresceu significativamente durante seu governo. Contudo, o crescimento do setor continuou restrito aos grandes centros urbanos da regi\u00e3o sudeste.<\/p>\n<p class=\"western\">Em momentos cr\u00edticos da hist\u00f3ria mundial, a Crise Econ\u00f4mica Mundial de 1929, a Quebra da Bolsa de Nova Iorque e a 2\u00aa Guerra Mundial, a exporta\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 foi prejudicada e surgiu no pa\u00eds dificuldade em importar bens industrializados, estimulando dessa forma os investimentos e a produ\u00e7\u00e3o interna, com a ind\u00fastria de bens de consumo.<\/p>\n<p class=\"western\">A Revolu\u00e7\u00e3o de 1930 foi outro marco para o processo de desenvolvimento brasileiro, pois nessa \u00e9poca aconteceu a extin\u00e7\u00e3o do federalismo da Rep\u00fablica Velha e a implanta\u00e7\u00e3o de um Estado fortemente centralizado, o que acarretou na institui\u00e7\u00e3o da ditadura de Vargas. Nesse novo contexto, formou-se um mercado verdadeiramente nacional para a ind\u00fastria, devido a quebra de barreiras entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, que facilitou a livre circula\u00e7\u00e3o de mercadorias, e \u00e0 fus\u00e3o dos mercados isolados e locais.<\/p>\n<p class=\"western\">A constru\u00e7\u00e3o de portos, ferrovias e rodovias tamb\u00e9m facilitou essa integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\">Get\u00falio Vargas afastou as oligarquias tradicionais que representavam os interesses agr\u00e1rios-comerciais e substituiu a m\u00e3o-de-obra imigrante pela nacional. Os trabalhadores foram provenientes do \u00eaxodo rural, em virtude da decad\u00eancia cafeeira, e dos movimentos migrat\u00f3rios nordestinos.<\/p>\n<p class=\"western\">Na d\u00e9cada de 50, a cria\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s trouxe ao pa\u00eds um grande desenvolvimento das ind\u00fastrias ligadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de derivados do petr\u00f3leo, como a borracha sint\u00e9tica, tintas, pl\u00e1sticos e fertilizantes.<\/p>\n<p class=\"western\">No governo de Juscelino Kubitschek, de 1956 a 1960, o crescimento industrial brasileiro trilhou novos caminhos, pois o presidente abriu a economia para o capital internacional, atraindo empresas multinacionais, como as de montadoras de ve\u00edculos.<\/p>\n<p class=\"western\">Ap\u00f3s 1960, entretanto, o ritmo da expans\u00e3o diminuiu, tendo em vista o fato de que a infra-estrutura econ\u00f4mica existente n\u00e3o mais sustentava a mesma alta taxa de crescimento.<\/p>\n<p class=\"western\">No intuito de superar esses obst\u00e1culos as autoridades federais adotaram um programa abrangente que proporcionasse uma situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica voltada \u00e0 renova\u00e7\u00e3o do setor industrial, p\u00fablico e privado.<\/p>\n<p class=\"western\">A industrializa\u00e7\u00e3o do Brasil continuou a crescer, embora, tenha passado por momentos de crise, e atualmente, possui uma grande base industrial, produzindo em diversos mercados. Nos \u00faltimos anos, o pa\u00eds estabeleceu ind\u00fastrias tecnologicamente sofisticadas, especialmente no campo das telecomunica\u00e7\u00f5es, processamento eletr\u00f4nico de dados, biotecnologia e novos materiais.<\/p>\n<p class=\"western\">Entretanto o crescimento de setores como o do a\u00e7o, o automotivo, o petroqu\u00edmico e o de servi\u00e7os p\u00fablicos, teve um papel decisivo n\u00e3o s\u00f3 no desenvolvimento do setor industrial, mas tamb\u00e9m na expans\u00e3o da economia como um todo.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0\u00a0www2.fiemg.com.br\/www.geocities.com\/Governo Federal do Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira, Brasil, Industrializa\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edsticas, Progresso, Crise, Crescimento, Revolu\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria 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