{"id":13849,"date":"2015-12-17T16:17:15","date_gmt":"2015-12-17T16:17:15","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=13849"},"modified":"2022-01-04T12:49:10","modified_gmt":"2022-01-04T14:49:10","slug":"brasil-imperio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/historia\/historia-do-brasil\/brasil-imperio","title":{"rendered":"Brasil Imp\u00e9rio"},"content":{"rendered":"<p><strong>Brasil Imp\u00e9rio &#8211; Cronologia<\/strong><\/p>\n<p><strong>1822<\/strong><\/p>\n<p>Os portugueses anulam a convoca\u00e7\u00e3o da Assembleia Constituinte\u00a0<strong>brasileira\u00a0<\/strong>e exigem, com amea\u00e7a do envio de tropas, o retorno imediato de dom Pedro. Ele n\u00e3o acata as exig\u00eancias das Cortes e, no dia 7 de setembro, proclama a\u00a0<strong>independ\u00eancia do Brasil<\/strong>\u00a0com declara\u00e7\u00e3o oficial de separa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica entre a col\u00f4nia e a metr\u00f3pole portuguesa. Dom Pedro \u00e9 aclamado imperador em outubro e, dois meses depois, coroado pelo bispo do Rio de Janeiro, com o t\u00edtulo de dom Pedro I.<\/p>\n<p><strong>INDEPEND\u00caNCIA OU MORTE<\/strong><\/p>\n<p>Voltando a S\u00e3o Paulo, ap\u00f3s viagem a Santos, dom Pedro recebe not\u00edcias vindas de Portugal quando se aproximava da cidade, junto ao riacho do Ipiranga, e elas s\u00e3o desanimadoras.<\/p>\n<p>Convencido da necessidade de separa\u00e7\u00e3o entre col\u00f4nia e metr\u00f3pole, ele arranca do chap\u00e9u as cores de Portugal e, aclamado pelo s\u00e9quito, grita Independ\u00eancia ou morte.<\/p>\n<p>\u00c9 assim que tradicionalmente \u00e9 contada a independ\u00eancia do\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, com base em relatos de pessoas que acompanhavam a comitiva.<\/p>\n<p>As origens desse processo est\u00e3o ligadas ao agravamento da crise do sistema colonial, sobretudo em determinados setores econ\u00f4micos e em algumas regi\u00f5es, sinalizada pelas revoltas do final do s\u00e9culo XVIII e come\u00e7o do XIX, como a Inconfid\u00eancia Mineira, a Conjura\u00e7\u00e3o Baiana e a Revolta Pernambucana de 1817.<\/p>\n<p>As ideias liberais s\u00e3o refor\u00e7adas pela independ\u00eancia dos Estados Unidos, declarada em 1776, e pela Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, de 1789 a 1799.<\/p>\n<p>Crescia a condena\u00e7\u00e3o ao absolutismo mon\u00e1rquico e aumentavam as press\u00f5es contra o monop\u00f3lio comercial portugu\u00eas e o excesso de impostos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m concorre para a independ\u00eancia a instala\u00e7\u00e3o da Corte portuguesa no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, em 1808, que toma medidas como a abertura dos portos e a cria\u00e7\u00e3o do Reino Unido do\u00a0<strong>Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica come\u00e7am a ser cortados os v\u00ednculos coloniais.<\/p>\n<p><strong>1823<\/strong><\/p>\n<p>Realizam-se as elei\u00e7\u00f5es para a Assembleia Constituinte da primeira Carta do imp\u00e9rio\u00a0<strong>brasileiro<\/strong>, instalada e dissolvida pelo imperador no mesmo ano no Rio de Janeiro, como resultado de diverg\u00eancias com deputados\u00a0<strong>brasileiros<\/strong>. Dom Pedro I exigia a preserva\u00e7\u00e3o de seu poder pessoal, acima do poder do Legislativo e do Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>1824<\/strong><\/p>\n<p>Elaborada pelo Conselho de Estado, a primeira Constitui\u00e7\u00e3o\u00a0<strong>brasileira\u00a0<\/strong>\u00e9 outorgada por dom Pedro I no dia 25 de mar\u00e7o. Conclui-se o processo de separa\u00e7\u00e3o entre col\u00f4nia e metr\u00f3pole.<\/p>\n<p><strong>CONSTITUI\u00c7\u00c3O DE 1824<\/strong><\/p>\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o de 1824 mant\u00e9m os princ\u00edpios do liberalismo moderado e fortalece o poder pessoal do imperador, com a cria\u00e7\u00e3o do Poder Moderador acima dos poderes Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ela estabelece que as prov\u00edncias passem a ser governadas por presidentes nomeados pelo imperador e divide o Legislativo em Senado vital\u00edcio, na pr\u00e1tica escolhido pelo imperador, e C\u00e2mara dos Deputados, eleita por voto indireto e censit\u00e1rio. Os eleitores votam em suas prov\u00edncias num col\u00e9gio eleitoral que escolhe os deputados. Apenas os homens livres que cumprem algumas condi\u00e7\u00f5es, inclusive de renda, participam das elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esses requisitos s\u00e3o apurados nos censos.<\/p>\n<p><strong>1824<\/strong><\/p>\n<p>No final de 1823 chega a Pernambuco a not\u00edcia da dissolu\u00e7\u00e3o da Assembleia Constituinte por dom Pedro I, no Rio de Janeiro. Os l\u00edderes provinciais reagem imediatamente \u00e0 decis\u00e3o autorit\u00e1ria do imperador.<\/p>\n<p>O movimento cresce quando dom Pedro outorga a Constitui\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio, em mar\u00e7o de 1824, sem convocar elei\u00e7\u00f5es para a nova Constituinte.<\/p>\n<p>As elites pernambucanas contestam a legitimidade dessa Carta e, com a ades\u00e3o da Para\u00edba, do Rio Grande do Norte e do Cear\u00e1, anunciam a forma\u00e7\u00e3o de uma Rep\u00fablica, a Confedera\u00e7\u00e3o do Equador.<\/p>\n<p>A revolta \u00e9 violentamente reprimida pelas tropas imperiais.<\/p>\n<p>Em setembro, os rebeldes s\u00e3o derrotados na capital e fogem para o interior, onde muitos acabam aprisionados ou mortos. Em 1825, frei Caneca, um dos principais ide\u00f3logos da revolta, \u00e9 executado.<\/p>\n<p><strong>1825 \u2013 1828<\/strong><\/p>\n<p>Tropas uruguaias lideradas por Antonio Lavalleja e Fructuoso Rivera e apoiadas pela Argentina cercam Montevid\u00e9u em 1825 e declaram a independ\u00eancia do Uruguai. \u00c9 o in\u00edcio da Guerra da Cisplatina.<\/p>\n<p>O territ\u00f3rio havia sido anexado pelo\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0em 1821 com o nome de Prov\u00edncia Cisplatina. A regi\u00e3o tem import\u00e2ncia estrat\u00e9gica na navega\u00e7\u00e3o e no com\u00e9rcio de todo o rio da Prata.<\/p>\n<p>Dom Pedro I envia tropas para a Cisplatina, mas elas s\u00e3o derrotadas em 1827 na Batalha de Passo do Ros\u00e1rio. Em 1828, depois de negocia\u00e7\u00f5es intermediadas pela Inglaterra,\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0e Argentina reconhecem a independ\u00eancia do Uruguai.<\/p>\n<p><strong>1826<\/strong><\/p>\n<p>Dom Pedro I renuncia ao trono de Portugal em favor da filha Maria da Gl\u00f3ria. Ap\u00f3s a morte de dom Jo\u00e3o VI, dom Pedro I envolvera-se cada vez mais com a sucess\u00e3o em Portugal. Para os portugueses, ele continuava herdeiro da Coroa, mas, para os\u00a0<strong>brasileiros<\/strong>, o imperador n\u00e3o tinha mais v\u00ednculo com a metr\u00f3pole.<\/p>\n<p><strong>1830<\/strong><\/p>\n<p>O apoio que dom Pedro I busca entre os portugueses instalados na burocracia civil-militar e no com\u00e9rcio desagrada \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o liberal\u00a0<strong>brasileira<\/strong>. Incidentes pol\u00edticos graves, como morte do jornalista oposicionista L\u00edbero Badar\u00f3, em S\u00e3o Paulo, a mando de autoridades ligadas ao governo imperial, refor\u00e7am o afastamento dos liberais\u00a0<strong>brasileiros<\/strong>.<\/p>\n<p>Dom Pedro \u00e9 responsabilizado pelo assassinato.<\/p>\n<p><strong>1831<\/strong><\/p>\n<p>A abdica\u00e7\u00e3o de dom Pedro I do trono\u00a0<strong>brasileiro\u00a0<\/strong>ocorre no dia 7 de abril. A queda de sua popularidade fica exposta quando \u00e9 recebido com frieza em Minas Gerais, numa visita que era sua \u00faltima tentativa de recuperar prest\u00edgio pol\u00edtico. O apoio p\u00fablico dos portugueses que viviam no Rio de Janeiro desencadeara a retalia\u00e7\u00e3o dos setores antilusitanistas.<\/p>\n<p>O imperador tenta reagir aos tumultos, mas termina por desistir ao ver que n\u00e3o tem mais sustenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>Reg\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>1831-1840 \u2013 Ap\u00f3s a abdica\u00e7\u00e3o de dom Pedro I, pol\u00edticos governam o\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0em nome do imperador, j\u00e1 que o herdeiro do trono, seu filho dom Pedro II, tem apenas 5 anos.<\/p>\n<p><strong>Essa fase, de grande agita\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica, vai de abril de 1831 a julho de 1840 e divide-se em quatro reg\u00eancias consecutivas:<\/strong>\u00a0a Reg\u00eancia Trina Provis\u00f3ria (1831), a Reg\u00eancia Trina Permanente (1831 a 1835), a 1\u00aa Reg\u00eancia Una (1835 a 1838) e a 2\u00aa Reg\u00eancia Una (1838 a 1840).<\/p>\n<p><strong>Regentes<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Reg\u00eancia Trina Provis\u00f3ria (1831):\u00a0<\/strong>senadores Joaquim Carneiro de Campos, marqu\u00eas de Caravelas, e Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, e brigadeiro Francisco de Lima e Silva.<strong><br \/>\nReg\u00eancia Trina Permanente (1831-1835):\u00a0<\/strong>deputados Jos\u00e9 da Costa Carvalho e Jo\u00e3o Br\u00e1ulio Muniz e brigadeiro Francisco de Lima e Silva.<strong><br \/>\n1\u00aa Reg\u00eancia Una (1835-1838):<\/strong>\u00a0senador padre Diogo Ant\u00f4nio Feij\u00f3 e senador Pedro de Ara\u00fajo Lima.<strong><br \/>\n2\u00aa Reg\u00eancia Una (1838-1840):\u00a0<\/strong>senador Pedro de Ara\u00fajo Lima.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>1831<\/strong><\/p>\n<p>A Reg\u00eancia Trina Provis\u00f3ria \u00e9 composta de um senador restaurador, um moderador e um membro da oficialidade conservadora (tr\u00eas regentes, por isso trina). Ela dura pouco mais de dois meses.<\/p>\n<p>Nas duas primeiras reg\u00eancias s\u00e3o assinaladas diverg\u00eancias entre as principais correntes pol\u00edticas.<\/p>\n<p><strong>QUEM \u00c9 QUEM NA REG\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n<p>A abdica\u00e7\u00e3o de dom Pedro I aprofunda as divis\u00f5es entre os grupos que se opunham a seu governo. Os liberais moderados, tamb\u00e9m chamados de chimangos, atingem o poder e tentam pacificar o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os liberais exaltados, farroupilhas, permanecem fora do governo regencial e mant\u00eam a reivindica\u00e7\u00e3o de maior autonomia para as prov\u00edncias. \u00c0 medida que as diverg\u00eancias pol\u00edticas se acentuam no\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>, surge outro grupo pol\u00edtico de oposi\u00e7\u00e3o, os restauradores, ou caramurus, que pedem a volta de dom Pedro I ao trono.<\/p>\n<p><strong>O nome vem de um dos jornais do grupo:<\/strong>\u00a0O Caramuru.<\/p>\n<p><strong>1831<\/strong><\/p>\n<p>Cumprindo acordos firmados com a Inglaterra, o governo regencial declara suspenso o tr\u00e1fico de escravos ilegal no territ\u00f3rio\u00a0<strong>brasileiro<\/strong>. A entrada de escravos africanos, no entanto, permanece em grande escala.<\/p>\n<p>Muitos liberais\u00a0<strong>brasileiros\u00a0<\/strong>do\u00a0<strong>imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0se declaram contr\u00e1rios ao tr\u00e1fico e \u00e0 escravid\u00e3o, mas de modo geral o regime escravista \u00e9 visto como necess\u00e1rio ao funcionamento da economia.<\/p>\n<p>Durante a reg\u00eancia come\u00e7a a expans\u00e3o da cultura cafeeira, aumentando a necessidade de m\u00e3o-de-obra. E \u00e9 o trabalho escravo que garante a produ\u00e7\u00e3o e bons pre\u00e7os no mercado externo.<\/p>\n<p><strong>1831-1835<\/strong><\/p>\n<p>A Reg\u00eancia Trina Permanente \u00e9 eleita pela Assembleia Geral do\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0em 17 de junho de 1831. Ela reflete os interesses regionais da oligarquia agr\u00e1ria e das fac\u00e7\u00f5es pol\u00edticas urbanas. Nesse per\u00edodo, de lutas entre diferentes grupos pol\u00edticos, se consolida a base liberal da oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o dos v\u00ednculos com Portugal.<\/p>\n<p>A agita\u00e7\u00e3o nas ruas de v\u00e1rias cidades e em in\u00fameras prov\u00edncias provoca a interven\u00e7\u00e3o en\u00e9rgica do ministro da Justi\u00e7a, padre Diogo Ant\u00f4nio Feij\u00f3. Ele forma a Guarda Nacional, composta de tropas dos grandes fazendeiros, que recebem a patente de coronel.<\/p>\n<p><strong>1834<\/strong><\/p>\n<p>Um ato adicional \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o de 1824 institui a Reg\u00eancia Una, eleita pelo voto censit\u00e1rio, cria assembleias legislativas provinciais para atender \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es federalistas e extingue o Conselho de Estado, \u00f3rg\u00e3o do Poder Moderador.<\/p>\n<p><strong>1835-1838<\/strong><\/p>\n<p>O padre Diogo Ant\u00f4nio Feij\u00f3, ministro da Justi\u00e7a e chefe liberal paulista, \u00e9 eleito regente com o apoio dos chimangos (liberais moderados). Tem in\u00edcio a I Reg\u00eancia Una. Logo a seguir come\u00e7am as insurrei\u00e7\u00f5es pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>1835 \u2013 1845<\/strong><\/p>\n<p>A rebeli\u00e3o mais significativa ocorrida no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0durante a Reg\u00eancia, a Revolta dos Farrapos, estende-se do Rio Grande do Sul at\u00e9 Santa Catarina.<\/p>\n<p><strong>Os farrapos \u2013<\/strong>\u00a0liberais exaltados e muitos deles partid\u00e1rios do regime federativo e republicano \u2013 insurgem-se contra o governo central e defendem maior autonomia para as prov\u00edncias.<\/p>\n<p>A revolta tem in\u00edcio quando o deputado federalista e coronel das mil\u00edcias Bento Gon\u00e7alves da Silva destitui, em 1835, o presidente da prov\u00edncia e, com a ajuda popular, neutraliza as rea\u00e7\u00f5es legalistas.<\/p>\n<p>Porto Alegre \u00e9, em seguida, retomada pelas for\u00e7as imperiais, e os revoltosos avan\u00e7am para o interior do Rio Grande do Sul e para Santa Catarina, onde contam com o apoio de Giuseppe Garibaldi. Em 1842, Lu\u00eds Alves de Lima e Silva (futuro duque de Caxias) reorganiza as tropas legalistas e come\u00e7a a negociar com os insurretos, que, depois de sucessivas derrotas e desentendimentos entre suas lideran\u00e7as, aceitam a paz em fevereiro de 1845.<\/p>\n<p><strong>1835-1840<\/strong><\/p>\n<p>A Cabanagem. Nos primeiros dez anos, o regime mon\u00e1rquico estabiliza-se. A derrota das insurrei\u00e7\u00f5es nascidas durante a Reg\u00eancia pacifica as prov\u00edncias, e o governo central passa a contar de novo com o Poder Moderador, que d\u00e1 ao monarca a palavra final, e com o Conselho de Estado. No ano seguinte, dom Pedro II \u00e9 coroado imperador do\u00a0<strong>Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>1844<\/strong><\/p>\n<p>O governo estabelece novas al\u00edquotas de impostos de importa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o renova o acordo comercial que favorece os produtos ingleses.<\/p>\n<p>As novas regras aumentam a arrecada\u00e7\u00e3o e estimulam a implanta\u00e7\u00e3o de pequenas ind\u00fastrias.<\/p>\n<p><strong>1845<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o fim do acordo que concedia privil\u00e9gios aos produtos ingleses que entravam no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, o Parlamento brit\u00e2nico aprova a Bill Aberdeen, lei que d\u00e1 \u00e0 Marinha de Guerra inglesa o direito de perseguir e aprisionar os navios negreiros, chamados de tumbeiros, em qualquer ponto do Atl\u00e2ntico. A partir da\u00ed, o tr\u00e1fico para o\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0torna-se muito arriscado e pouco lucrativo.<\/p>\n<p><strong>1847<\/strong><\/p>\n<p>Num per\u00edodo de pouca contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 Monarquia \u00e9 institu\u00eddo o parlamentarismo, e o governo passa a ser exercido pelo minist\u00e9rio com base na maioria parlamentar.<\/p>\n<p>\u00c9 criado o cargo de presidente do Conselho de Ministros, que, indicado por dom Pedro II, organiza o minist\u00e9rio e torna-se respons\u00e1vel pelo Poder Executivo.<\/p>\n<p>O minist\u00e9rio \u00e9 substitu\u00eddo se o partido perder a maioria das cadeiras na C\u00e2mara dos Deputados. Na pr\u00e1tica, a decis\u00e3o \u00e9 do imperador, que a qualquer momento pode dissolver a C\u00e2mara e convocar novas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>1848 \u2013 1850<\/strong><\/p>\n<p>A Revolta Praieira tem in\u00edcio quando setores radicais do Partido Liberal pernambucano, reunidos em torno do jornal Di\u00e1rio Novo, na rua da Praia, no Recife, e conhecidos como praieiros, condenam a destitui\u00e7\u00e3o do governador da prov\u00edncia, Ant\u00f4nio Chimorro da Gama. Ele \u00e9 opositor dos guabirus, o mais poderoso grupo da aristocracia e da burguesia mercantil ligado ao Partido Conservador.<\/p>\n<p>Com inspira\u00e7\u00e3o liberal e federalista e liderados por militares e pol\u00edticos, os praieiros come\u00e7am em Olinda uma rebeli\u00e3o contra o novo governo provincial.<\/p>\n<p>O movimento espalha-se rapidamente por toda a Zona da Mata pernambucana.<\/p>\n<p>Em 1849 lan\u00e7am o Manifesto ao Mundo e defendem o voto livre e universal, a liberdade de imprensa, a independ\u00eancia dos poderes constitu\u00eddos, a extin\u00e7\u00e3o do Poder Moderador, o federalismo e a nacionaliza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio de varejo.<\/p>\n<p>Chegam a receber a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o urbana pobre e atacam o Recife com quase 2,5 mil combatentes, mas s\u00e3o recha\u00e7ados. A rebeli\u00e3o \u00e9 derrotada no come\u00e7o de 1850.<\/p>\n<p><strong>1850<\/strong><\/p>\n<p>O governo de dom Pedro II extingue definitivamente o tr\u00e1fico de escravos com a Lei Eus\u00e9bio de Queir\u00f3s, ministro da Justi\u00e7a e seu autor. Esse ato fortalece o\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0e faz diminuir as press\u00f5es internas. Aos poucos, os imigrantes europeus assalariados passam a substituir os escravos no mercado de trabalho, principalmente nas fazendas de caf\u00e9 em expans\u00e3o.<\/p>\n<p>As primeiras mudas de caf\u00e9 chegam ao\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0contrabandeadas da Guiana Francesa por Francisco de Melo Palheta em 1727. As planta\u00e7\u00f5es multiplicam-se e, em meados do s\u00e9culo XIX, o produto ocupa parte das terras de antigas lavouras de cana-de-a\u00e7\u00facar e de algod\u00e3o e grande por\u00e7\u00e3o do chamado Oeste Paulista.<\/p>\n<p>Essa vigorosa expans\u00e3o da cafeicultura \u00e9 resultado do crescimento do consumo nos Estados Unidos e na Europa e da crise que atinge importantes regi\u00f5es produtoras, como Haiti, Ceil\u00e3o (atual Sri Lanka) e Java, na Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>Com o pre\u00e7o em alta nos mercados consumidores, o produto torna-se muito atraente e h\u00e1, no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, terras e escravos subutilizados em outras lavouras, al\u00e9m de solos novos e f\u00e9rteis, como a terra roxa do interior paulista.<\/p>\n<p><strong>Com a interrup\u00e7\u00e3o definitiva do tr\u00e1fico de escravos africanos, em 1850, surge o primeiro grande problema:<\/strong>\u00a0escassez de m\u00e3o-de-obra. A solu\u00e7\u00e3o encontrada \u00e9 promover a vinda de imigrantes estrangeiros.<\/p>\n<p><strong>1865 \u2013 1870<\/strong><\/p>\n<p>Irrompe a Guerra do Paraguai entre a alian\u00e7a formada por\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, Argentina e Uruguai e o Paraguai. Os conflitos na regi\u00e3o ocorrem por causa da disputa pela estrat\u00e9gica regi\u00e3o do rio do Prata.<\/p>\n<p>O presidente paraguaio Francisco Solano L\u00f3pez ordena a invas\u00e3o da prov\u00edncia de Mato Grosso em dezembro de 1864.<\/p>\n<p>O primeiro ano da guerra \u00e9 de ofensiva paraguaia, que abre v\u00e1rias frentes na fronteira com o\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, de Mato Grosso ao Rio Grande do Sul. Contando com a neutralidade da Argentina, Solano L\u00f3pez avan\u00e7a em dire\u00e7\u00e3o ao Uruguai. Mas, em 1865,\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, Argentina e Uruguai firmam o Tratado da Tr\u00edplice Alian\u00e7a.<\/p>\n<p>Da\u00ed em diante, o\u00a0<strong>imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0<strong>brasileiro\u00a0<\/strong>e seus aliados contra-atacam. Solano L\u00f3pez recua, e o Paraguai \u00e9 invadido em 1866 sob o comando do general argentino Bartolomeu Mitre.<\/p>\n<p>Nos dois anos seguintes a contra-ofensiva cresce, liderada pelos\u00a0<strong>brasileiros\u00a0<\/strong>Manuel Lu\u00eds Os\u00f3rio e Lu\u00eds Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias.<\/p>\n<p>Em 1869, os soldados da alian\u00e7a entram em Assun\u00e7\u00e3o, capital do Paraguai. Solano L\u00f3pez \u00e9 morto em mar\u00e7o do ano seguinte em Cerro Cor\u00e1, no norte paraguaio.<\/p>\n<p>Quase dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o do Paraguai s\u00e3o dizimados nessa que foi a maior guerra da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p><strong>VOLUNT\u00c1RIOS DA P\u00c1TRIA<\/strong><\/p>\n<p>Homens pobres, mulatos e negros formam os batalh\u00f5es de volunt\u00e1rios da p\u00e1tria, convocados para combater como soldados na Guerra do Paraguai. Participam tamb\u00e9m os escravos da na\u00e7\u00e3o \u2013 africanos trazidos ilegalmente para o pa\u00eds ap\u00f3s a lei de extin\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico, que estavam sob a guarda do\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0e recebem alforria para ser transformados em soldados. Esse esfor\u00e7o de mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, j\u00e1 que o Paraguai tem, a princ\u00edpio, efetivos maiores que as for\u00e7as\u00a0<strong>brasileiras\u00a0<\/strong>e aliadas. Terminada a guerra com o triunfo da alian\u00e7a, os negros\u00a0<strong>brasileiros\u00a0<\/strong>vitoriosos recusam-se a permanecer na condi\u00e7\u00e3o de escravos.<\/p>\n<p>Isso d\u00e1 grande impulso ao movimento abolicionista. E muitos militares, descontentes com a monarquia, aderem ao movimento republicano.<\/p>\n<p><strong>1870<\/strong><\/p>\n<p>Fazendeiros, pol\u00edticos, jornalistas e intelectuais lan\u00e7am no Rio de Janeiro o Manifesto Republicano, defendendo um regime presidencialista, representativo e federativo. Apesar da vit\u00f3ria na Guerra do Paraguai, o \u00f4nus econ\u00f4mico, social e pol\u00edtico fortalece as rea\u00e7\u00f5es ao regime. A monarquia entra em decl\u00ednio, e as ideias republicanas disseminam-se, mesmo com o pouco sucesso eleitoral de seus candidatos.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0incompatibiliza-se com a aristocracia escravista ao aprovar as leis abolicionistas, mas os partid\u00e1rios da extin\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o, que consideram as medidas muito t\u00edmidas, se unem aos republicanos.<\/p>\n<p><strong>1870 \u2013 1875<\/strong><\/p>\n<p>Um choque entre a hierarquia cat\u00f3lica e a ma\u00e7onaria, conhecido como Quest\u00e3o Religiosa, provoca conflito entre o governo\u00a0<strong>brasileiro\u00a0<\/strong>e a Igreja Cat\u00f3lica. No\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>, a ma\u00e7onaria, sociedade secreta ligada a ideias liberais na Inglaterra e na Fran\u00e7a, mant\u00e9m forte presen\u00e7a na estrutura do poder. Participa de decis\u00f5es administrativas e exerce forte influ\u00eancia nos partidos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Esse poder, n\u00e3o s\u00f3 no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0como em muitos outros pa\u00edses, contraria a Igreja Cat\u00f3lica, e o Vaticano passa a impor regras mais restritivas \u00e0s sociedades secretas. Os bispos\u00a0<strong>brasileiros<\/strong>, acatando as novas diretrizes, expulsam os ma\u00e7ons das irmandades cat\u00f3licas.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0defende a ma\u00e7onaria, a cujos quadros pertence parte da elite do pa\u00eds. Dois bispos s\u00e3o presos e condenados. A crise termina depois de negocia\u00e7\u00f5es entre 1874 e 1875 que levam \u00e0 anistia dos bispos e \u00e0 suspens\u00e3o das puni\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas aplicadas aos ma\u00e7ons.<\/p>\n<p><strong>1871<\/strong><\/p>\n<p>O Partido Liberal, de oposi\u00e7\u00e3o, compromete-se publicamente com o fim da escravid\u00e3o, mas \u00e9 o gabinete do visconde do Rio Branco, do Partido Conservador, que promulga a primeira lei abolicionista, a Lei do Ventre Livre. Ela d\u00e1 liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir da data da assinatura, em 28 de setembro, mas os mant\u00e9m sob a tutela de seus senhores at\u00e9 os 21 anos. Em defesa da lei, o visconde do Rio Branco apresenta a escravid\u00e3o como institui\u00e7\u00e3o injuriosa, que prejudica a imagem externa do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>A sociedade e a escravid\u00e3o \u2013\u00a0<\/strong>N\u00e3o precisar trabalhar. Esse era o s\u00edmbolo maior de status social no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0col\u00f4nia. O homem livre, de posses, podia viver apenas do trabalho do escravo. Nas fazendas, o plantio, a colheita, a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar e caf\u00e9 eram feitos por escravos. Nas casas-grandes eles executavam todo o servi\u00e7o dom\u00e9stico. Nas cidades, quem possu\u00eda ao menos um escravo podia ficar livre dessa e de outras tarefas.<\/p>\n<p><strong>E, muitas vezes, os cativos realizavam servi\u00e7os extras cujos rendimentos eram entregues ao senhor:<\/strong>\u00a0os chamados escravos de ganho podiam ser ca\u00e7adores, sapateiros, cozinheiras, costureiras ou mesmo, no caso das mulheres, prostitutas. Romper com essa mentalidade foi um dos grandes desafios dos abolicionistas.<\/p>\n<p><strong>1880<\/strong><\/p>\n<p>Pol\u00edticos e intelectuais importantes, como Joaquim Nabuco e Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, criam no Rio de Janeiro a Sociedade\u00a0<strong>Brasileira\u00a0<\/strong>contra a Escravid\u00e3o, que estimula a forma\u00e7\u00e3o de dezenas de agremia\u00e7\u00f5es similares pelo pa\u00eds. O jornal O Abolicionista, de Nabuco, e a Revista Ilustrada, de \u00c2ngelo Agostini, servem de modelo para outras publica\u00e7\u00f5es que defendem a mesma causa. Advogados, artistas, intelectuais, jornalistas e parlamentares entram no movimento e arrecadam fundos para o pagamento de cartas de alforria, documento que concedia liberdade aos escravos. O pa\u00eds \u00e9 tomado pela causa abolicionista.<\/p>\n<p><strong>1883<\/strong><\/p>\n<p>Ocorre o primeiro de uma sucess\u00e3o de conflitos entre o governo imperial e a oficialidade militar que se tornam conhecidos como Quest\u00e3o Militar.<\/p>\n<p>O governo anuncia a eleva\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es dos militares para o Montepio Militar (esp\u00e9cie de fundo de pens\u00e3o e aposentadoria do Ex\u00e9rcito). Oficiais, professores e alunos da Escola Militar do Rio de Janeiro, liderados pelo tenente-coronel Sena Madureira, reagem com cr\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>O governo abandona a proposta, mas pro\u00edbe as manifesta\u00e7\u00f5es de oficiais sobre quest\u00f5es internas do Ex\u00e9rcito na imprensa. O segundo conflito acontece em 1884, quando Sena Madureira perde o comando da Escola de Tiro do Campo Grande e \u00e9 transferido para Rio Pardo, no interior do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>O ato \u00e9 uma puni\u00e7\u00e3o por ele ter recebido festivamente o jangadeiro e l\u00edder abolicionista cearense Francisco do Nascimento, o Drag\u00e3o do Mar.<\/p>\n<p>Uma inspe\u00e7\u00e3o de rotina a unidades do Ex\u00e9rcito no Piau\u00ed, em 1885, leva ao terceiro confronto. O coronel Cunha Matos apura desvio de material militar e acusa o comandante local, capit\u00e3o Pedro Jos\u00e9 de Lima.<\/p>\n<p>Censurado da tribuna da C\u00e2mara dos Deputados por amigos do comandante denunciado, Matos reage publicamente e \u00e9 preso e processado por indisciplina.<\/p>\n<p><strong>INSATISFA\u00c7\u00c3O NA CASERNA<\/strong><\/p>\n<p>Os sucessivos conflitos envolvendo o Ex\u00e9rcito e o\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0crescem com o fim da Guerra do Paraguai. Apesar de sair vitorioso e fortalecido do embate, o Ex\u00e9rcito n\u00e3o encontra espa\u00e7o pol\u00edtico no governo.<\/p>\n<p>Sem autonomia nem reconhecimento, \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o quase marginalizada na Monarquia. Sob influ\u00eancia das ideias positivistas, a oficialidade come\u00e7a a aderir ao abolicionismo e ao republicanismo.<\/p>\n<p>Em 1887, o Clube Militar \u00e9 fundado para ser a entidade de representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Ex\u00e9rcito. Seu primeiro presidente \u00e9 o marechal Deodoro da Fonseca, e uma de suas primeiras reivindica\u00e7\u00f5es atendidas \u00e9 o afastamento do Ex\u00e9rcito das opera\u00e7\u00f5es de persegui\u00e7\u00e3o e captura de escravos fugitivos.<\/p>\n<p><strong>1885<\/strong><\/p>\n<p>O governo cede mais um pouco \u00e0 press\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica, aumentada pela decis\u00e3o do Cear\u00e1 de decretar o fim da escravid\u00e3o em seu territ\u00f3rio, em 1884, e promulga a Lei Saraiva-Cotegipe.<\/p>\n<p>Conhecida como Lei dos Sexagen\u00e1rios, ela liberta os escravos com mais de 60 anos mediante compensa\u00e7\u00f5es aos seus propriet\u00e1rios. A lei tem pouca aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, j\u00e1 que raros escravos atingem essa idade.<\/p>\n<p>Do exterior, principalmente da Europa, chegam apelos e manifestos favor\u00e1veis ao fim da escravid\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1888<\/strong><\/p>\n<p>A princesa Isabel, filha de dom Pedro II, assina a lei que extingue definitivamente a escravid\u00e3o no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0em 13 de maio de 1888. Chamada de Lei \u00c1urea, ela encerra um movimento social e pol\u00edtico que se fortaleceu a partir de 1870. Embora a escravid\u00e3o tenha come\u00e7ado a declinar em 1850, com o fim do tr\u00e1fico de escravos, \u00e9 a partir da Guerra do Paraguai (1865-1870) que o movimento abolicionista ganha impulso, com o retorno de milhares de ex-escravos vitoriosos, muitos at\u00e9 condecorados, que se recusam a voltar \u00e0 condi\u00e7\u00e3o anterior e reagem \u00e0s press\u00f5es de seus antigos donos.<\/p>\n<p>O problema social transforma-se em quest\u00e3o pol\u00edtica para a elite dirigente do Segundo Reinado. A aboli\u00e7\u00e3o desagrada aos fazendeiros, que exigem indeniza\u00e7\u00f5es pela perda do que consideram ser sua propriedade.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o s\u00e3o bem-sucedidos, aderem ao movimento republicano como forma de press\u00e3o. Ao abandonar o regime escravista e os propriet\u00e1rios de escravos, o\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0perde sua \u00faltima base de sustenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>1889<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 proclamada a Rep\u00fablica, pelo marechal alagoano Manuel Deodoro da Fonseca, no Rio de Janeiro, em 15 de novembro.<\/p>\n<p>Esse movimento pol\u00edtico-militar acaba com a Monarquia e instaura no pa\u00eds uma Rep\u00fablica federativa. A campanha pol\u00edtica que resultou na implanta\u00e7\u00e3o do novo sistema de governo durou quase 20 anos.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia imperial \u00e9 desterrada para a Europa e o marechal Deodoro assume a chefia do governo provis\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Brasil Imp\u00e9rio &#8211; Dois Reinados<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"\" title=\"Brasil Imp\u00e9rio\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/bbrasil20.jpg\" alt=\"Brasil Imp\u00e9rio\" width=\"398\" height=\"301\" \/><strong><br \/>\nBandeira do Brasil Imp\u00e9rio<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba Reinado: 12\/10\/1822 at\u00e9 07\/04\/1831<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba Imperador D. Pedro I<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pedro de Alc\u00e2ntara de Bragan\u00e7a e Bourbon, (12\/10\/1798-24\/9\/1834), filho de D. Jo\u00e3o VI, (1767-1826), da Dinastia Bragan\u00e7a, 3a Dinastia Real Portuguesa iniciada em 1640, 27o Rei de Portugal, 1o Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e de Carlota Joaquina de Bourbon, (25\/4\/1777-7\/1\/1830), filha de Carlos IV, Rei de Espanha, que \u00e9 descendente de Hugo Capeto, (940-996), Rei de Fran\u00e7a em 987, Fundador da 3a Dinastia Real Francesa (a 1a \u00e9 a Merov\u00edngea e a 2a \u00e9 a de Carlos Magno) que engloba, desde 987, em seq\u00fc\u00eancia continua:<\/strong>\u00a0os Capetos, os Valois, os Bourbons e os Orle\u00e3ns. D. Pedro I casou-se a 1a vez, a 6\/11\/1817, com de Carlota Josefa Leopoldina Von Habsburgo, (22\/1\/1797-11\/12\/1826), filha de Francisco I, Imperador da Austria-Hungria, tiveram 7 filhos entre eles D. Pedro II. D. Pedro I casa-se a 2a vez, a 2\/8\/1829, com Am\u00e9lia Napole\u00e3o Beauharnais, (31\/7\/1812-26\/1\/1873), sobrinha de Napole\u00e3o e neta de Maximiliano I Rei da Baviera. A 16\/4\/1822 lhe oferecem a Coroa da Gr\u00e9cia, rec\u00e9m liberada do\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0Turco. \u00c9 aclamado Imperador do\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0a 12\/10\/1822. D. Pedro sucede D. Jo\u00e3o VI no trono Portugu\u00eas, a 10\/3\/1826, como D. Pedro IV de Portugal, seu 28o Rei, outorga a Carta Constitucional aos portugueses a 29\/4\/1826, e abdica a 2\/5\/1826, em favor de sua filha Maria.<\/p>\n<p>A 24\/8\/1826 os liberais de Espanha lhe oferecem a tr\u00edplice Coroa do\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, Espanha e Portugal. A 7\/4\/1831 abdica da coroa Imperial\u00a0<strong>Brasileira\u00a0<\/strong>para seu filho Pedro e embarca para Portugal, com o t\u00edtulo de 22o Duque de Bragan\u00e7a para defender Dona Maria da Gl\u00f3ria do seu tio Miguel (irm\u00e3o de D. Pedro) que disputa a coroa portuguesa com o apoio dos absolutistas e do dinheiro de Dona Carlota Joaquina que, com a morte de D. Jo\u00e3o VI, herdou 50 milh\u00f5es de cruzados em dinheiro e 4 milh\u00f5es em ouro al\u00e9m de uma fortuna em brilhantes. D. Pedro proclama a Reg\u00eancia em Portugal, a 3\/3\/1832, e assume como Regente at\u00e9 as Cortes Geraes da Na\u00e7\u00e3o proclamarem a maioridade de Maria da Gl\u00f3ria, a 19\/9\/1834, que assume o trono como Dona Maria II, 29o rainha de Portugal.<\/p>\n<p><strong>Reg\u00eancia: 1831-1840<\/strong><\/p>\n<p><strong>2\u00ba Reinado: 23\/7\/1840 at\u00e9 15\/11\/1889<\/strong><\/p>\n<p><strong>2\u00ba Imperador D. Pedro II<\/strong><\/p>\n<p>Pedro de Alc\u00e2ntara de Bragan\u00e7a e Bourbon e Habsburgo, (2\/12\/1825-5\/12\/1891), filho de D. Pedro I e de Carlota Josefa Leopoldina Von Habsburg-\u00d6sterreich, (1797-1826), filha de Francisco II, (1768-1835), Imperador da Austria-Hungria e de Maria Teresa de Bourbon-Sic\u00edlias, (1772-1807). D. Pedro II assume o trono com 14 anos em 1840.<\/p>\n<p><strong>Casou-se por procura\u00e7\u00e3o, a 30\/5\/1843, com Thereza Christina de Bourbon-Sic\u00edlias, (14\/3\/1822-28\/12\/1889), filha de Francisco I, Rei das 2 Sic\u00edlias e de Maria Izabel de Bourbon, que era filha de Carlos IV, Rei de Espanha. D. Pedro II descende das 2 fam\u00edlias reais mais importantes da Europa:<\/strong>\u00a0os Bourbons, que \u00e9 a 2a fam\u00edlia real mais antiga da Europa, (a 1a \u00e9 a da Dinamarca que descende de Harald I, 940-986), e os Habsburgos, de origem bem mais recente, por\u00e9m cujas importantes alian\u00e7as de casamento criam um\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0que chega ao apogeu sob Carlos V (1500-1558) senhor de terras nos 4 cantos do mundo e onde o sol nunca se punha.<\/p>\n<p><strong>Brasil Imp\u00e9rio &#8211; Per\u00edodo Imperial<\/strong><\/p>\n<p>Dom Pedro I (1798-1834) proclamou a independ\u00eancia do Brasil de Portugal em 7 de setembro de 1822. Em contraste com os acontecimentos na Am\u00e9rica espanhola, a independ\u00eancia n\u00e3o levou o Brasil a se fragmentar em v\u00e1rios pa\u00edses com formas republicanas de governo. O Brasil permaneceu territorialmente unido sob uma monarquia, com nada mais do que pequenos confrontos entre os que apoiavam Portugal e os leais a Dom Pedro I. Em dezembro de 1824, apesar de sua prefer\u00eancia pelo governo republicano, os Estados Unidos foram o primeiro pa\u00eds a reconhecer o Brasil. independ\u00eancia. No mesmo ano, Jos\u00e9 Silvestre Rabello (1807-1891) tornou-se o primeiro enviado do Brasil a Washington.<\/p>\n<p>Quando D. Pedro I abdicou do trono e regressou a Portugal em 1831, seu filho Pedro de Alc\u00e2ntara (1825-1891) foi proclamado imperador D. Pedro II. Como Pedro mal tinha cinco anos, houve um per\u00edodo em que regentes governaram o Brasil. A reg\u00eancia foi o sistema pol\u00edtico adotado para governar o Brasil antes de Dom Pedro atingir a maioridade. A Reg\u00eancia Trina durou de 1831 at\u00e9 1834, e foi seguida pela Reg\u00eancia Una (Reg\u00eancia \u00danica) que durou at\u00e9 1841. O sistema seria encerrado quando D. Pedro II fizesse dezoito anos, mas a inquieta\u00e7\u00e3o nas prov\u00edncias o levou a assumir plenos poderes antes, em 1840, a fim de fortalecer o governo central.<\/p>\n<p>O per\u00edodo de sua monarquia, conhecido como Segundo Reinado, estendeu-se de 1840 a 1889 e foi marcado pela expans\u00e3o do territ\u00f3rio nacional, cont\u00ednua extens\u00e3o da fronteira nacional para o oeste e relativa estabilidade e progresso. Outros acontecimentos importantes inclu\u00edram o crescimento das ind\u00fastrias do caf\u00e9 e da borracha e uma guerra na qual Argentina, Brasil e Uruguai derrotaram o Paraguai.<\/p>\n<p>Embora houvesse muitos aspectos positivos no reinado de Dom Pedro II, um grande e antigo problema girava em torno da quest\u00e3o da escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>Os escravos desempenhavam um papel importante na economia do Brasil. Eles n\u00e3o apenas forneciam m\u00e3o-de-obra nas planta\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00facar, mas eram a espinha dorsal de quase todos os empreendimentos econ\u00f4micos e sociais, desde o trabalho nas planta\u00e7\u00f5es e nas minas de ouro at\u00e9 o desempenho de tarefas rotineiras e di\u00e1rias em casas e cidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-159020 \" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Brasil16.jpg\" alt=\"\" width=\"648\" height=\"276\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Brasil16.jpg 700w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Brasil16-300x128.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 648px) 100vw, 648px\" \/><strong>Imperador Dom Pedro II (centro) com sua fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>Um governante esclarecido e um grande admirador de Abraham Lincoln (1809-1865), Dom Pedro II reconheceu que os escravos n\u00e3o podiam continuar a ser o esteio da for\u00e7a de trabalho da na\u00e7\u00e3o emergente, mas temia mergulhar o pa\u00eds na guerra civil. Abordando o problema de forma gradativa, ele passou a estimular os imigrantes da Europa a trabalhar nas fazendas, principalmente no sudeste, e deu in\u00edcio a a\u00e7\u00f5es para a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o, a partir da Lei Queir\u00f3z de 1850 que proibia o com\u00e9rcio de escravos. Seu segundo grande passo para a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o foi a proclama\u00e7\u00e3o, em 1871, da Lei do Ventre Livre, que declarava que da\u00ed em diante todos os filhos de escravos seriam livres. A Lei Saraiva-Cotegipe de 1885 libertou todos os escravos aos sessenta anos.<\/p>\n<p>Enquanto o imperador estava na Europa por motivos de sa\u00fade, sua filha, a Princesa Regente Isabel (1846-1921), assinou a Lei \u00c1urea, a Lei \u00c1urea, que aboliu a escravid\u00e3o em 13 de maio de 1888.<\/p>\n<p>Com o fim da escravid\u00e3o, os dias do imp\u00e9rio estavam contados. N\u00e3o houve guerra civil, mas as prov\u00edncias que dependiam da escravid\u00e3o para seu sustento econ\u00f4mico retiraram o apoio do imperador.<\/p>\n<p>A rep\u00fablica foi proclamada em 15 de novembro de 1889, e Dom Pedro II e sua fam\u00edlia partiram para a Fran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0geocities.yahoo.com.br\/www.jbcultura.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil Imp\u00e9rio, Reinado, Per\u00edodo, Hist\u00f3ria, Portugal, Reg\u00eancia, Primeiro, Segundo, Brasileira, Ex\u00e9rcito, Estrutura, Governo, Brasil Imp\u00e9rio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[],"class_list":["post-13849","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast 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