{"id":133581,"date":"2018-04-26T11:31:40","date_gmt":"2018-04-26T13:31:40","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=133581"},"modified":"2023-05-31T09:20:43","modified_gmt":"2023-05-31T11:20:43","slug":"necromancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/curiosidades\/necromancia","title":{"rendered":"Necromancia"},"content":{"rendered":"<p><strong>Necromancia &#8211; Defini\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Necromancia\u00a0<\/strong>\u00e9 o ato de se comunicar com os mortos para descobrir o que vai acontecer no futuro, ou magia negra (= m\u00e1gica usada para maus prop\u00f3sitos).<\/p>\n<p>Adivinha\u00e7\u00e3o por meio dos esp\u00edritos dos mortos, dos gregos nekrosh (mortos) e manteia (adivinha\u00e7\u00e3o). \u00c9 atrav\u00e9s de sua forma nigromancia italiana que passou a ser conhecida como a \u201carte negra\u201d. Com os gregos, originalmente significava a descida ao Hades para consultar os mortos, em vez de convocar os mortos para a esfera mortal novamente.<\/p>\n<p><strong>Necromancia \u2013 O que \u00e9<\/strong><\/p>\n<p><strong>Necromancia<\/strong>, comunica\u00e7\u00e3o com os mortos, geralmente para obter insights sobre o futuro ou realizar alguma tarefa imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Tal atividade era atual nos tempos antigos entre os ass\u00edrios, babil\u00f4nios, eg\u00edpcios, gregos, romanos e etruscos. Na Europa medieval, ela passou a ser associada \u00e0 magia negra (ou seja, nociva ou antissocial) e foi condenada pela igreja.<\/p>\n<p>Seus praticantes eram magos habilidosos que usavam um c\u00edrculo consagrado em algum lugar desolado, muitas vezes um cemit\u00e9rio, para se proteger da ira dos esp\u00edritos dos mortos.<\/p>\n<p>No caso de uma morte prematura ou violenta, pensava-se que o cad\u00e1ver retivesse alguma quantidade de vitalidade n\u00e3o usada, e assim o uso de partes de cad\u00e1veres como ingredientes de amuletos tornou-se uma importante t\u00e9cnica de feiti\u00e7aria. A\u00a0<strong>necromancia<\/strong>\u00a0era especialmente popular na Idade M\u00e9dia e na Renascen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Necromancia<\/strong>, a arte ou pr\u00e1tica de conjurar magicamente as almas dos mortos, \u00e9 principalmente uma forma de adivinha\u00e7\u00e3o. O principal objetivo de buscar tal comunica\u00e7\u00e3o com os mortos \u00e9 obter informa\u00e7\u00f5es deles, geralmente sobre a revela\u00e7\u00e3o de causas desconhecidas ou o curso futuro dos eventos. A causa da morte do falecido que \u00e9 questionado pode estar entre os fatos procurados.<\/p>\n<p>De modo mais geral, a\u00a0<strong>necromancia\u00a0<\/strong>\u00e9 muitas vezes considerada sin\u00f4nimo de magia negra, feiti\u00e7aria ou bruxaria, talvez porque a convoca\u00e7\u00e3o dos mortos pode ocorrer para outros fins que n\u00e3o a busca de informa\u00e7\u00f5es, ou porque a separa\u00e7\u00e3o da adivinha\u00e7\u00e3o de suas consequ\u00eancias nem sempre \u00e9 clara.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 tamb\u00e9m uma base lingu\u00edstica para o uso expandido da palavra:\u00a0<\/strong>o termo arte negra para magia parece ser baseado em uma corrup\u00e7\u00e3o de necromancia (do grego necros, &#8220;morto&#8221;) para nigromancia (do latim niger, &#8220;negro&#8221;).<\/p>\n<p>Limitada \u00e0 pr\u00e1tica da conjura\u00e7\u00e3o m\u00e1gica dos mortos, a\u00a0<strong>necromancia<\/strong>\u00a0n\u00e3o inclui a comunica\u00e7\u00e3o por meio de m\u00e9diuns, como no espiritismo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o inclui encontros com as almas dos que partiram durante as jornadas espirituais dos xam\u00e3s, apari\u00e7\u00f5es de fantasmas ou comunica\u00e7\u00f5es em sonhos, com a poss\u00edvel exce\u00e7\u00e3o daqueles em sonhos resultantes da incuba\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>adivinha\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0\u00e9, sem d\u00favida, um fen\u00f4meno universal encontrado em todas as culturas. Na forma de<strong>\u00a0necromancia<\/strong>, no entanto, \u00e9 relativamente infrequente, embora difundida.<\/p>\n<p>Apenas descri\u00e7\u00f5es limitadas e documenta\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno est\u00e3o dispon\u00edveis, e apenas para determinados per\u00edodos e regi\u00f5es.<\/p>\n<p>A<strong>\u00a0necromancia<\/strong>\u00a0pressup\u00f5e a cren\u00e7a tanto em uma forma de vida ap\u00f3s a morte quanto no interesse cont\u00ednuo dos mortos pelos assuntos dos vivos. Como tal, pode muito bem estar associado a complexos costumes funer\u00e1rios e p\u00f3s-funer\u00e1rios e ao culto dos ancestrais.<\/p>\n<p><strong>Necromancia &#8211; Adivinha\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-169640\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/necromancia-1.jpg\" alt=\"Necromancia\" width=\"430\" height=\"251\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/necromancia-1.jpg 430w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/necromancia-1-300x175.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 430px) 100vw, 430px\" \/><br \/>\nNecromancia<\/strong><\/p>\n<p>Adivinha\u00e7\u00e3o por meio dos esp\u00edritos dos mortos, do grego nekrosh (morto) e manteia (adivinha\u00e7\u00e3o). \u00c9 por meio de sua forma italiana nigromancia que ela passou a ser conhecida como a &#8220;arte negra&#8221;. Para os gregos, originalmente significava a descida ao Hades para consultar os mortos, em vez de convocar os mortos \u00e0 esfera mortal novamente.<\/p>\n<p>A arte \u00e9 de uso quase universal. Existe consider\u00e1vel diferen\u00e7a de opini\u00e3o entre os adeptos modernos quanto aos m\u00e9todos exatos a serem seguidos adequadamente na arte necrom\u00e2ntica, e deve-se ter em mente que a\u00a0<strong>necromancia<\/strong>, que na Idade M\u00e9dia foi inclu\u00edda na pr\u00e1tica da feiti\u00e7aria (magia mal\u00e9vola, geralmente tradicionalmente realizado atrav\u00e9s da assist\u00eancia de um esp\u00edrito demon\u00edaco), se transforma em contato espiritual moderno no Espiritismo. A\u00a0<strong>necromancia<\/strong>\u00a0h\u00e1 muito \u00e9 considerada a pedra de toque do ocultismo, pois se, ap\u00f3s uma prepara\u00e7\u00e3o cuidadosa, o adepto puder erguer com sucesso uma alma do outro mundo, ele provou o sucesso de sua arte. Os s\u00e1bios ocultos do passado deixaram detalhes completos de como o processo deve ser tentado.<\/p>\n<p>No caso de um pacto existente entre o feiticeiro e o diabo, \u00e9 claro, nenhuma cerim\u00f4nia \u00e9 necess\u00e1ria, pois o familiar est\u00e1 sempre por perto para cumprir as ordens de seus mestres. Isso, por\u00e9m, nunca \u00e9 o caso do verdadeiro feiticeiro, que preserva sua independ\u00eancia e confia em seu profundo conhecimento da arte e em seus poderes de comando. Seu objetivo, portanto, \u00e9 &#8220;constranger&#8221; algum esp\u00edrito a aparecer diante dele e proteger-se do perigo de provocar tais seres.<\/p>\n<p>O m\u00e1gico normalmente tem um assistente, e cada artigo e procedimento deve estar de acordo com as regras bem conhecidas na arte negra. Em primeiro lugar, o mago e seu assistente devem localizar um local adequado para seus procedimentos, que pode ser uma ab\u00f3bada subterr\u00e2nea, forrada de preto e iluminada por uma tocha m\u00e1gica, ou ent\u00e3o o centro de alguma floresta densa ou deserto, ou algum extensa plan\u00edcie pouco frequentada onde v\u00e1rias estradas se encontram, ou entre as ru\u00ednas de antigos castelos, abadias e mosteiros, ou entre as rochas \u00e0 beira-mar, ou algum cemit\u00e9rio privado isolado, ou qualquer outro lugar solene e melanc\u00f3lico entre as horas de doze e uma da manh\u00e3. noite, seja quando a lua brilha forte, ou ent\u00e3o quando os elementos s\u00e3o perturbados com tempestades de trov\u00f5es, rel\u00e2mpagos, vento e chuva, pois nesses lugares, tempos e esta\u00e7\u00f5es, afirma-se que os esp\u00edritos podem se manifestar aos olhos mortais com menos dificuldade e continuam a ser vis\u00edveis com menos dor neste mundo externo elementar.<\/p>\n<p>Quando a hora e o local apropriados s\u00e3o fixados, um c\u00edrculo m\u00e1gico deve ser formado, dentro do qual o mestre e seu associado devem se retirar cuidadosamente.<\/p>\n<p><strong>As dimens\u00f5es do c\u00edrculo s\u00e3o as seguintes:<\/strong>\u00a0um peda\u00e7o de ch\u00e3o \u00e9 geralmente escolhido, nove p\u00e9s quadrados, em toda a extens\u00e3o do qual linhas paralelas s\u00e3o tra\u00e7adas uma dentro da outra, tendo diversas cruzes e tri\u00e2ngulos descritos entre eles, pr\u00f3ximos aos quais s\u00e3o formados. o primeiro ou c\u00edrculo externo, ent\u00e3o, cerca de meio p\u00e9 dentro do mesmo, um segundo c\u00edrculo \u00e9 descrito, e dentro desse outro quadrado correspondente ao primeiro, o centro do qual \u00e9 onde o mestre e o associado devem ser colocados.<\/p>\n<p><strong>De acordo com uma autoridade:<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;As lacunas formadas pelas v\u00e1rias linhas e \u00e2ngulos da figura s\u00e3o preenchidas com os santos nomes de Deus, tendo cruzes e tri\u00e2ngulos descritos entre eles. A raz\u00e3o atribu\u00edda por m\u00e1gicos e outros para a institui\u00e7\u00e3o e uso de c\u00edrculos, \u00e9 que assim muito terreno sendo aben\u00e7oado e consagrado por tais palavras e cerim\u00f4nias sagradas que eles usam para form\u00e1-lo, tem uma for\u00e7a secreta para expulsar todos os esp\u00edritos malignos de seus limites e, sendo aspergido com \u00e1gua pura e santificada, o solo \u00e9 purificado de todos os impureza; al\u00e9m disso, os santos nomes de Deus sendo escritos sobre cada parte dela, sua for\u00e7a se torna t\u00e3o poderosa que nenhum esp\u00edrito maligno tem capacidade de romp\u00ea-la ou atingir o m\u00e1gico ou seu companheiro, por causa da antipatia na natureza eles carregam esses nomes sagrados. E a raz\u00e3o dada para os tri\u00e2ngulos \u00e9 que, se o esp\u00edrito n\u00e3o for facilmente levado a falar a verdade, eles podem ser conjurados pelo exorcista a entrar no mesmo, onde, em virtude dos nomes dos ess\u00eancia e divindade de Deus, eles n\u00e3o podem falar nada al\u00e9m do que \u00e9 verdadeiro e correto. O c\u00edrculo, portanto, de acordo com este relato, \u00e9 o principal forte e escudo do mago, do qual ele n\u00e3o deve, sob risco de vida, sair, at\u00e9 que tenha dispensado completamente o esp\u00edrito, particularmente se ele for de natureza \u00edgnea ou infernal. Inst\u00e2ncias s\u00e3o registradas de muitos que pereceram por esse meio; particularmente &#8216;Chiancungi&#8217;, o famoso adivinho eg\u00edpcio, t\u00e3o famoso na Inglaterra no s\u00e9culo XVII. Ele empreendeu uma aposta, para levantar o esp\u00edrito &#8216;Bokim,&#8217; e tendo descrito o c\u00edrculo, ele sentou sua irm\u00e3 Napula ao seu lado como sua associada. Depois de repetir frequentemente as formas de exorcismo e chamar o esp\u00edrito para aparecer, e nada ainda responder \u00e0 sua demanda, eles ficaram impacientes com o neg\u00f3cio e abandonaram o c\u00edrculo, mas isso lhes custou a vida; pois foram instantaneamente agarrados e esmagados at\u00e9 a morte por aquele esp\u00edrito infernal, que n\u00e3o foi suficientemente constrangido at\u00e9 aquele momento para se manifestar aos olhos humanos.<\/p>\n<p>O c\u00edrculo m\u00e1gico \u00e9 consagrado por rituais especiais. O traje apropriado, ou &#8220;pontificalibus&#8221;, de um m\u00e1gico \u00e9 um \u00e9fode feito de linho branco fino, sobre ele um manto sacerdotal de bombazina preta que chega at\u00e9 o ch\u00e3o, com os dois selos da Terra desenhados corretamente em pergaminho virgem e afixados em o peito de sua vestimenta exterior. Ao redor de sua cintura est\u00e1 amarrado um largo cinto consagrado, com os nomes &#8220;Ya, Ya,\u2014Aie, Aaie,\u2014Elibra,\u2014Elchim,\u2014Sadai,\u2014Pah Adonai,\u2014tuo robore,\u2014Cinctus sum.&#8221; Sobre os sapatos do m\u00e1gico deve estar escrito &#8220;Tetragrammaton&#8221;, com cruzes ao redor; na cabe\u00e7a um gorro alto de seda negra e na m\u00e3o uma B\u00edblia Sagrada, impressa ou escrita em hebraico puro.<\/p>\n<p>Assim vestido, e de p\u00e9 dentro do c\u00edrculo encantado, o m\u00e1gico repete a terr\u00edvel forma de exorcismo, e logo os esp\u00edritos infernais fazem barulhos estranhos e assustadores, uivos, tremores, flashes e os mais terr\u00edveis gritos e berros antes de se tornarem vis\u00edveis. Sua primeira apari\u00e7\u00e3o \u00e9 geralmente na forma de ferozes e terr\u00edveis le\u00f5es ou tigres, vomitando fogo e rugindo horrivelmente ao redor do c\u00edrculo, durante o qual o exorcista n\u00e3o deve sofrer nenhum tremor de des\u00e2nimo, pois, no caso de os esp\u00edritos ganharem a ascend\u00eancia, as consequ\u00eancias podem colocar sua vida em risco. Ao contr\u00e1rio, ele deve reunir firme resolu\u00e7\u00e3o e continuar repetindo todas as formas de constri\u00e7\u00e3o e confinamento at\u00e9 que os esp\u00edritos sejam atra\u00eddos para mais perto da influ\u00eancia do tri\u00e2ngulo, quando suas formas mudar\u00e3o para apar\u00eancias menos ferozes e assustadoras, e se tornar\u00e3o mais submissas e trat\u00e1vel.<\/p>\n<p>Quando as formas de conjura\u00e7\u00e3o foram suficientemente repetidas, os esp\u00edritos abandonam suas formas bestiais e assumem a forma humana, aparecendo como homens nus de semblante e comportamento gentis, mas o mago deve permanecer cautelosamente em guarda para que eles n\u00e3o enganem. ele por gestos t\u00e3o suaves, pois eles s\u00e3o extremamente fraudulentos e enganosos em seus neg\u00f3cios com aqueles que os obrigam a aparecer sem pacto, tendo nada em vista sen\u00e3o realizar sua destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O esp\u00edrito deve ser descarregado com muito cuidado depois que a cerim\u00f4nia terminar e ele tiver respondido a todas as exig\u00eancias feitas a ele.<\/p>\n<p>O mago deve esperar pacientemente at\u00e9 que tenha passado por todas as formas terr\u00edveis que anunciaram sua chegada, e somente quando o \u00faltimo grito se extinguir e todos os vest\u00edgios de fogo e enxofre desaparecerem, ele pode deixar o c\u00edrculo e partir em seguran\u00e7a para casa.<\/p>\n<p>Se o fantasma de uma pessoa falecida for ressuscitado, deve-se recorrer \u00e0 sepultura \u00e0 meia-noite e \u00e9 necess\u00e1ria uma forma diferente de conjura\u00e7\u00e3o. Ainda outro \u00e9 o sacramento infernal para &#8220;qualquer cad\u00e1ver que tenha sido enforcado, afogado ou destru\u00eddo de outra forma&#8221;, e com isso finalmente se levantar\u00e1 e, ficando de p\u00e9, responder\u00e1 com uma voz fraca e oca \u00e0s perguntas que lhe forem feitas.<\/p>\n<p><strong>Necromancia \u2013 Pr\u00e1tica Oculta<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>necromancia<\/strong>\u00a0\u00e9 a pr\u00e1tica m\u00e1gica da comunica\u00e7\u00e3o com os mortos. Foi usado como uma forma de adivinha\u00e7\u00e3o. Tem la\u00e7os muito pr\u00f3ximos com o vodu e a magia negra.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 comunicar trazendo o morto de volta como um fantasma ou apari\u00e7\u00e3o. Enquanto a\u00a0<strong>Necromancia<\/strong>\u00a0est\u00e1 relacionada de alguma forma ao xamanismo, ela \u00e9 muito respeitada como o xamanismo tem sido.<\/p>\n<p>Isto \u00e9 principalmente porque enquanto o xamanismo tenta invocar os esp\u00edritos dos ancestrais e a\u00a0<strong>necromancia<\/strong>\u00a0\u00e9 feita pelo vodu e aqueles que praticam ou praticam as artes negras. (Magia Negra).<\/p>\n<p>Pessoas que praticam a\u00a0<strong>necromancia<\/strong>\u00a0s\u00e3o chamadas de necromantes. Isso \u00e9 muito controverso para dizer o m\u00ednimo.<\/p>\n<p>Algumas pessoas acreditam que n\u00e3o h\u00e1 nada de errado em se comunicar com os mortos para obter informa\u00e7\u00f5es \u00fateis. \u00c9 realmente uma daquelas coisas que precisam ser decididas pela pessoa, quer elas queiram ou n\u00e3o incluir a pr\u00e1tica no caminho.<\/p>\n<p><strong>Necromancia \u2013 Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>necromancia<\/strong>\u00a0\u00e9 um modo especial de adivinha\u00e7\u00e3o pela evoca\u00e7\u00e3o dos mortos.<\/p>\n<p>Entendido como\u00a0<strong>nigromancia<\/strong>\u00a0(niger, preto), que \u00e9 a forma italiana, espanhola e francesa antiga, o termo sugere magia \u201cnegra\u201d ou arte \u201cnegra\u201d, em que resultados maravilhosos s\u00e3o devidos \u00e0 a\u00e7\u00e3o de esp\u00edritos malignos.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica da\u00a0<strong>necromancia<\/strong>\u00a0sup\u00f5e a cren\u00e7a na sobreviv\u00eancia da alma ap\u00f3s a morte, a posse de um conhecimento superior pelo esp\u00edrito desencarnado e a possibilidade de comunica\u00e7\u00e3o entre os vivos e os mortos.<\/p>\n<p>As circunst\u00e2ncias e condi\u00e7\u00f5es desta comunica\u00e7\u00e3o \u2013 tais como tempo, lugar e ritos a serem seguidos \u2013 dependem das v\u00e1rias concep\u00e7\u00f5es que foram consideradas a respeito da natureza da alma que partiu, sua morada, suas rela\u00e7\u00f5es com a terra e com o corpo no qual anteriormente residia.<\/p>\n<p>Como as divindades freq\u00fcentemente eram apenas her\u00f3is humanos elevados \u00e0 categoria de deuses, a\u00a0<strong>necromancia<\/strong>, a mitologia e a demonologia est\u00e3o intimamente relacionadas, e os or\u00e1culos dos mortos nem sempre s\u00e3o facilmente distinguidos dos or\u00e1culos dos deuses.<\/p>\n<p><strong>Necromancia em pa\u00edses pag\u00e3os<\/strong><\/p>\n<p>Juntamente com outras formas de adivinha\u00e7\u00e3o e magia, a\u00a0<strong>necromancia<\/strong>\u00a0\u00e9 encontrada em todas as na\u00e7\u00f5es da antiguidade, e \u00e9 uma pr\u00e1tica comum ao paganismo em todos os tempos e em todos os pa\u00edses, mas nada de certo pode ser dito quanto ao lugar de sua origem.<\/p>\n<p>Strabo (Geogr., XVI, ii, 39) diz que era a forma caracter\u00edstica de adivinha\u00e7\u00e3o entre os persas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi encontrado na Cald\u00e9ia, Babil\u00f4nia e Etr\u00faria (Clemens Alex., \u201cProtrepticum\u201d, II, em Migne, PG, VIII, 69; Teodoreto, \u201cGr\u00e6carum affectionum curatlo\u201d, X, em PG, LXXXIII, 1076).<\/p>\n<p>Isaias (19: 3) refere-se \u00e0 sua pr\u00e1tica no Egito, e Mois\u00e9s (Deuteron\u00f4mio 18: 9-12) adverte os israelitas contra imitar as abomina\u00e7\u00f5es chanaanitas, entre as quais se menciona a verdade dos mortos.<\/p>\n<p>Na Gr\u00e9cia e em Roma, a evoca\u00e7\u00e3o dos mortos ocorreu especialmente em cavernas, ou em regi\u00f5es vulc\u00e2nicas, ou perto de rios e lagos, onde a comunica\u00e7\u00e3o com as moradas dos mortos era considerada mais f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Entre estes,\u00a0<strong>necromancia,<\/strong>\u00a0psychomanteia, ou psychopompeia, o mais c\u00e9lebre foi o or\u00e1culo em Thesprotia perto do rio Acheron, que deveria ser um dos rios do inferno, outro em Laconia perto do promont\u00f3rio de T\u00e6narus, em uma grande e profunda caverna de onde sa\u00eda um vapor negro e doentio, e que era considerado como uma das entradas do inferno, outros em Aornos no \u00c9piro e Her\u00e1clea no Propontis.<\/p>\n<p>Na It\u00e1lia, o or\u00e1culo de Cum\u00e6, em uma caverna perto do lago Avernus, na Camp\u00e2nia, era um dos mais famosos.<\/p>\n<p>A mais antiga men\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>necromancia<\/strong>\u00a0\u00e9 a narrativa da viagem de Ulysses ao Hades (Odiss\u00e9ia, XI) e de sua evoca\u00e7\u00e3o de almas por meio dos v\u00e1rios ritos indicados por Circe. \u00c9 digno de nota que, neste caso, embora o prop\u00f3sito de Ulysses fosse consultar a sombra de Tiresias, ele parece incapaz de evoc\u00e1-lo sozinho; v\u00e1rios outros tamb\u00e9m aparecem, juntos ou sucessivamente.<\/p>\n<p>Como paralelo a essa passagem de Homero, pode-se mencionar o sexto livro do \u00caneid de Virg\u00edlio, que relaciona a descida de En\u00e9ias \u00e0s regi\u00f5es infernais. Mas aqui n\u00e3o h\u00e1 verdadeira evoca\u00e7\u00e3o, e o pr\u00f3prio her\u00f3i atravessa as moradas das almas. Al\u00e9m dessas narrativas po\u00e9ticas e mitol\u00f3gicas, v\u00e1rios exemplos de pr\u00e1ticas necrom\u00e2nticas s\u00e3o registrados pelos historiadores.<\/p>\n<p>No Cabo T\u00e6narus Callondas evocou a alma de Arqu\u00edloco, a quem ele havia matado (Plutarco, \u201cDe sera numinis vindicta\u201d, xvii).<\/p>\n<p>Periandro tirano de Corinto, e um dos sete s\u00e1bios da Gr\u00e9cia, enviou mensageiros para o or\u00e1culo no rio Aqueronte para pedir sua esposa morta, Melissa, em que lugar ela tinha colocado dep\u00f3sito de um estranho.<\/p>\n<p>Seu fantasma apareceu duas vezes e, na segunda apari\u00e7\u00e3o, deu a informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria (Her\u00f3doto, V, xci). Paus\u00e2nias, rei de Esparta, havia matado Cleonice, a quem ele confundiu com um inimigo durante a noite, e em conseq\u00fc\u00eancia ele n\u00e3o encontrou descanso nem paz, mas sua mente estava cheia de medos estranhos. Depois de tentar muitas purifica\u00e7\u00f5es e expia\u00e7\u00f5es, ele foi ao psychopompeion de Phigalia, ou Heraclea, evocou sua alma e recebeu a garantia de que seus sonhos e medos cessariam assim que ele voltasse a Esparta. Ap\u00f3s a sua chegada l\u00e1, ele morreu (Pausanias III, xvii, 8, 9; Plutarco, \u201cDe sera num. Vind.\u201d, X; \u201cVita Cimonis\u201d, vi). Ap\u00f3s a sua morte, os espartanos enviaram a It\u00e1lia para psicagogos para evocar e apaziguar seus manes (Plutarco, \u201cDesera num. Vind.\u201d, Xvii).<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>necromancia<\/strong>\u00a0\u00e9 misturada com oneiromancia no caso de Elysius de Terina na It\u00e1lia, que desejava saber se a morte s\u00fabita de seu filho se devia a envenenamento. Ele foi ao or\u00e1culo dos mortos e, enquanto dormia no templo, teve uma vis\u00e3o tanto de seu pai quanto de seu filho, que lhe deu a informa\u00e7\u00e3o desejada (Plutarco, \u201cConsolatio ad Apollonium\u201d, xiv).<\/p>\n<p>Entre os romanos, Hor\u00e1cio alude v\u00e1rias vezes \u00e0 evoca\u00e7\u00e3o dos mortos. C\u00edcero testifica que seu amigo Appius praticava a\u00a0<strong>necromancia<\/strong>\u00a0(Tuscul. Qua., I, xvi), e que Vatinius invocava almas do outro mundo (em Vatin., Vi). O mesmo \u00e9 afirmado dos imperadores Drusus (T\u00e1cito, \u201cAnnal.\u201d, II, xxviii), Nero (Suet\u00f4nio, \u201cNero\u201d, xxxiv; Pl\u00ednio, \u201cHist. Nat.\u201d, XXX, v), e Caracalla (Dio Cassius). LXXVII, xv).<\/p>\n<p>O gram\u00e1tico Apion fingiu ter conjurado a alma de Homero, cujo pa\u00eds e pais ele queria averiguar (Pl\u00ednio, \u201cHist. Nat.\u201d, XXX, vi) e Sexto Pompeu consultou o famoso mago tess\u00e1lia Erichto para aprender com os mortos quest\u00e3o da luta entre seu pai e C\u00e9sar (Lucan, \u201cPharsalia\u201d, VI).<\/p>\n<p>Nada certo pode ser dito sobre os ritos ou encantamentos que foram usados; eles parecem ter sido muito complexos e ter variado em quase todos os casos.<\/p>\n<p>Na Odiss\u00e9ia, Ulysses escava uma trincheira, despeja liba\u00e7\u00f5es em torno dela e sacrifica ovelhas negras cujo sangue as sombras bebem antes de falar com ele.<\/p>\n<p>Lucan (Pharsalia, VI) descreve longamente muitos encantamentos, e fala de sangue quente derramado nas veias de um cad\u00e1ver como se para restaur\u00e1-lo \u00e0 vida.<\/p>\n<p>C\u00edcero (em Vatin., VI) relata que Vatinius, em conex\u00e3o com a evoca\u00e7\u00e3o dos mortos, ofereceu aos manes as entranhas das crian\u00e7as, e S\u00e3o Greg\u00f3rio Nazianzen menciona que meninos e virgens foram sacrificados e dissecados por invocar os mortos e adivinha\u00e7\u00e3o (Orat. I contra Julianum, xci, em PG, XXV 624).<\/p>\n<p><strong>Necromancia na B\u00edblia<\/strong><\/p>\n<p>Na B\u00edblia, a<strong>\u00a0necromancia<\/strong>\u00a0\u00e9 mencionada principalmente para proibi-la ou reprovar aqueles que dela recorrem.<\/p>\n<p>O termo hebraico \u2018\u00f4b\u00f4th (sing., \u2018 \u00d4bh) denota principalmente os esp\u00edritos dos mortos, ou \u201cpythons\u201d, como a Vulgata os chama (Deuteron\u00f4mio 18:11; Isa 19:3), que foram consultados a fim de aprender o futuro (Deuteron\u00f4mio 18:10, 11; 1 Samuel 28: 8), e deu suas respostas atrav\u00e9s de certas pessoas em quem residiam (Lev\u00edtico 20:27; 1 Samuel 28:7), mas tamb\u00e9m \u00e9 aplicado \u00e0s pr\u00f3prias pessoas que estavam supostamente prediz eventos sob a orienta\u00e7\u00e3o destes esp\u00edritos \u201cadivinhadores\u201d ou \u201cp\u00edtonicos\u201d (Lev\u00edtico 20: 6; 1 Samuel 28:3, 9; Isa 19:3).<\/p>\n<p>O termo yidde \u2018onim (de yada, \u201d saber \u201c), que tamb\u00e9m \u00e9 usado, mas sempre em conjun\u00e7\u00e3o com \u2018 ob\u00f4th \u2018, refere-se tanto aos esp\u00edritos conhecidos e \u00e0s pessoas atrav\u00e9s das quais eles falaram, quanto aos esp\u00edritos que eram conhecidos e familiares ao assistentes<\/p>\n<p>O termo \u201cobh significa tanto\u201d um adivinho \u201ccomo\u201d um saco de couro para segurar \u00e1gua \u201c(Job \u2013 xxxii, 19 \u2013 usa-o no \u00faltimo sentido), mas os estudiosos n\u00e3o concordam se temos duas palavras diferentes, ou se \u00e9 a mesma palavra com dois significados relacionados. Muitos sustentam que \u00e9 o mesmo em ambos os casos, pois o adivinho deveria ser o recipiente e o recipiente do esp\u00edrito. A Septuaginta traduz ob\u00f4th, como adivinhos, por ventr\u00edloquos, porque os tradutores achavam que a alegada comunica\u00e7\u00e3o do adivinho com o esp\u00edrito n\u00e3o passava de um engano, ou melhor, por causa da cren\u00e7a comum na antiguidade de que o ventriloquismo n\u00e3o era uma atividade natural. faculdade, mas devido \u00e0 presen\u00e7a de um esp\u00edrito.<\/p>\n<p><strong>Talvez, tamb\u00e9m, os dois significados possam estar ligados por conta da peculiaridade da voz do ventr\u00edloquo, que era fraca e indistinta, como se viesse de uma cavidade. Isaias (8:19) diz que os necromantes \u201cresmungam\u201d e faz a seguinte predi\u00e7\u00e3o a respeito de Jerusal\u00e9m:\u00a0<\/strong>\u201cFalas da terra, e tua fala ser\u00e1 ouvida da terra, e tua voz ser\u00e1 da terra como aquela do python e fora do ch\u00e3o teu discurso deve murmurar \u201c(xxix, 4). Autores profanos tamb\u00e9m atribuem um som distinto \u00e0 voz dos esp\u00edritos ou sombras, embora n\u00e3o concordem em caracteriz\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Homero (Il\u00edada, XXIII, 101; Od., XXIV, 5, 9) usa o verbo trizein e Statius (Thebais, VII, 770) stridere, ambos significam \u201cproferir um grito estridente\u201d; Hor\u00e1cio qualifica sua voz como triste et acutum (Sat., I, viii, 40); Virg\u00edlio fala de sua vox exigua (\u00c6neid, VI, 492) e do gemitus lacrymabilis que \u00e9 ouvido da sepultura (op. Cit., III, 39); e de um modo semelhante, Shakespeare diz que \u201cos mortos cobertos faziam barulho e tagarelavam nas ruas romanas\u201d (Hamlet, I, i).<\/p>\n<p>A Lei mosaica pro\u00edbe a\u00a0<strong>necromancia<\/strong>\u00a0(Lev\u00edtico 19:31; 20: 6), declara que buscar a verdade dentre os mortos \u00e9 abominado por Deus (Deuteron\u00f4mio 18:11, 12), e at\u00e9 mesmo torn\u00e1-la pun\u00edvel com a morte (Lev\u00edtico 20:27); cf. 1 Samuel 28: 9).<\/p>\n<p>No entanto, devido especialmente ao contato dos hebreus com as na\u00e7\u00f5es pag\u00e3s, achamos que foi praticado no tempo de Saul (1 Samuel 28: 7, 9), de Isa\u00edas, que repreende fortemente os hebreus nesta terra (8:19; 19: 3; 29: 4, etc) e de Manass\u00e9s (2 Reis 21: 6; 2 Cr\u00f4nicas 33: 6).<\/p>\n<p>O caso mais conhecido de\u00a0<strong>necromancia na B\u00edblia<\/strong>\u00a0\u00e9 a evoca\u00e7\u00e3o da alma de Samuel em Endor (1 Samuel 28). O rei Saul estava em guerra com os filisteus, cujo ex\u00e9rcito havia se juntado ao de Israel. Ele \u201cficou com medo e seu cora\u00e7\u00e3o ficou muito desanimado. E consultou o Senhor, e ele n\u00e3o lhe respondeu, nem por sonhos, nem por sacerdotes, nem por profetas \u201d (5,6). Ent\u00e3o ele foi para Endor, para uma mulher que tinha \u201cum esp\u00edrito divino\u201d, e convenceu-a a chamar a alma de Samuel. Somente a mulher viu o profeta, e Saul o reconheceu da descri\u00e7\u00e3o que fez dele.<\/p>\n<p>Mas o pr\u00f3prio Saul falou e ouviu a previs\u00e3o de que, como o Senhor o abandonara por causa de sua desobedi\u00eancia, ele seria derrotado e morto. Esta narrativa deu origem a v\u00e1rias interpreta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Alguns negam a realidade da apari\u00e7\u00e3o e afirmam que a bruxa enganou Saul; assim S\u00e3o Jer\u00f4nimo (em Is., iii, vii, 11, em PL, XXIV, 108; em Ezequiel, xiii, 17, em PL, XXV, 119) e Teodoreto, que, no entanto, acrescenta que a profecia veio de Deus (em I Reg., Xxviii, QQ. LXIII, LXIV, em PG, LXXX, 589).<\/p>\n<p>Outros atribuem isso ao diabo, que assumiu a apar\u00eancia de Samuel; assim S\u00e3o Bas\u00edlio (em Is., VIII, 218, em PG, XXX, 497), S\u00e3o Greg\u00f3rio de Nissa (\u201cDe pythonissa, ad Theodos, episc. epist.\u201d, em PG, XLV, 107-14), e Tertuliano (De anima, LVII, em PL, II, 794). Outros, finalmente, olham para a apari\u00e7\u00e3o de Samuel como real; assim Josephus (Antiq. Jud., VI, xiv, 2), S\u00e3o Justino (Dialogus cum Tryf\u00e6j\u00e6o, 105, em PG, VI, 721), Or\u00edgenes (I Reg., xxviii, \u201cDe Engastrimytho\u201d, em PG, XII, 1011-1028), Santo Ambr\u00f3sio (em Luc., I, 33, em PL, XV, 1547), e Santo Agostinho, que finalmente adotou essa vis\u00e3o depois de ter mantido os outros (De diversis qu\u00e6st. Ad Simplicianum, III, em PL, XL, 142-44, De octo Dulcitii quaut., VI, em PL, XL, 162-65, De cura pro mortuis, xv, em PL, XL, 606, Christian Doutrina II.23).<\/p>\n<p>S\u00e3o Tom\u00e1s (Summa, II-II, Q. clxxiv, a. 5, ad 4 um) n\u00e3o se pronuncia.<\/p>\n<p><strong>A \u00faltima interpreta\u00e7\u00e3o da realidade da apari\u00e7\u00e3o de Samuel \u00e9 favorecida tanto pelos detalhes da narrativa quanto por outro texto b\u00edblico que convenceu Santo Agostinho:\u00a0<\/strong>\u201cDepois disso, ele [Samuel] dormiu, e deu a conhecer ao rei e mostrou-lhe o fim de sua vida, e ele levantou sua voz da terra em profecia para apagar a maldade da na\u00e7\u00e3o \u201c(Ecclus., xlvi, 23).<\/p>\n<p><strong>Necromancia na era crist\u00e3<\/strong><\/p>\n<p>Nos primeiros s\u00e9culos da era crist\u00e3, a pr\u00e1tica da\u00a0<strong>necromancia\u00a0<\/strong>era comum entre os pag\u00e3os, como os Padres frequentemente testificam (por exemplo, Tertuliano, \u201cApol.\u201d, Xxiii, PL, I, 470; \u201cDe anima\u201d, LVI, LVII, em PL, II, 790 sqq; Lactantius, \u201cDivin\u00e6 institui\u00e7\u00f5es\u201d, IV, xxvii, em PL, VI, 531).<\/p>\n<p>Foi associado com outras artes m\u00e1gicas e outras formas de pr\u00e1ticas demon\u00edacas, e os crist\u00e3os foram advertidos contra tais observ\u00e2ncias \u201cem que os dem\u00f4nios se representam como as almas dos mortos\u201d (Tertuliano, De anima, LVII, em PL, II, 793).<\/p>\n<p>No entanto, mesmo os crist\u00e3os convertidos do paganismo \u00e0s vezes se entregavam a eles.<\/p>\n<p>Os esfor\u00e7os das autoridades da Igreja, papas e conc\u00edlios, e as severas leis dos imperadores crist\u00e3os, especialmente Constantino, Const\u00e2ncio, Valentiniano, Valente, Teod\u00f3sio, n\u00e3o foram dirigidas especificamente contra a\u00a0<strong>necromancia<\/strong>, mas em geral contra a magia pag\u00e3, adivinha\u00e7\u00e3o e supersti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De fato, pouco a pouco o termo\u00a0<strong>necromancia<\/strong>\u00a0perdeu seu significado estrito e foi aplicado a todas as formas de arte negra, tornando-se intimamente associado \u00e0 alquimia, feiti\u00e7aria e magia.<\/p>\n<p>Apesar de todos os esfor\u00e7os, sobreviveu de uma forma ou de outra durante a Idade M\u00e9dia, mas recebeu um novo \u00edmpeto na \u00e9poca do Renascimento pelo renascimento da doutrina neoplat\u00f4nica de dem\u00f4nios.<\/p>\n<p>Em suas mem\u00f3rias (traduzido por Roscoe, Nova York, 1851, cap. Xiii) Benvenuto Cellini mostra qu\u00e3o vago o\u00a0<strong>significado de necromancia<\/strong>\u00a0se tornou quando ele relata que ele ajudou em evoca\u00e7\u00f5es \u201cnecrom\u00e2nticas\u201d em que multid\u00f5es de \u201cdem\u00f4nios\u201d apareceram e responderam a sua quest\u00f5es. Cornelius Agrippa (\u201cDe occulta philosophia\u201d, Col\u00f4nia, 1510, tr. Por JF, Londres, 1651) indica os rituais m\u00e1gicos pelos quais as almas s\u00e3o evocadas. Nos \u00faltimos tempos, a\u00a0<strong>necromancia, como cren\u00e7a e pr\u00e1tica\u00a0<\/strong>distintas, reaparece sob o nome de espiritismo ou espiritualismo<\/p>\n<p>A Igreja n\u00e3o nega que, com uma permiss\u00e3o especial de Deus, as almas dos defuntos possam aparecer aos vivos e at\u00e9 mesmo manifestar coisas desconhecidas para os \u00faltimos. Mas, entendida como a arte ou a ci\u00eancia de evocar os mortos, a<strong>\u00a0necromancia<\/strong>\u00a0\u00e9 considerada pelos te\u00f3logos como devida \u00e0 a\u00e7\u00e3o de esp\u00edritos malignos, pois os meios tomados s\u00e3o inadequados para produzir os resultados esperados.<\/p>\n<p>Em pretensas evoca\u00e7\u00f5es dos mortos, pode haver muitas coisas explic\u00e1veis naturalmente ou devido a fraudes. Quanto \u00e9 real, e quanto deve ser atribu\u00eddo \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o e ao engano, n\u00e3o pode ser determinado, mas fatos reais de\u00a0<strong>necromancia<\/strong>, com o uso de encantamentos e rituais m\u00e1gicos, s\u00e3o encarados pelos te\u00f3logos, depois de S\u00e3o Tom\u00e1s, II-II, Q. xcv, aa. iii, iv, como modos especiais de adivinha\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 interven\u00e7\u00e3o demon\u00edaca, e a pr\u00f3pria adivinha\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de supersti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.oxfordreference.com\/dictionary.cambridge.org\/www.gale.com\/www.newadvent.org\/www.encyclopedia.com\/www.britannica.com\/justwicca.com\/library.osu.edu\/www.learnreligions.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Necromancia &#8211; Defini\u00e7\u00e3o Necromancia\u00a0\u00e9 o ato de se comunicar com os mortos para descobrir o que vai acontecer no futuro, ou magia negra (= m\u00e1gica usada para maus prop\u00f3sitos). Adivinha\u00e7\u00e3o por meio dos esp\u00edritos dos mortos, dos gregos nekrosh (mortos) e manteia (adivinha\u00e7\u00e3o). \u00c9 atrav\u00e9s de sua forma nigromancia italiana que passou a ser conhecida [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[342],"tags":[],"class_list":["post-133581","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-curiosidades"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Necromancia, Nigromancia, Mortos, Hist\u00f3ria Necromancia<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Necromancia, Nigromancia, Mortos, Hist\u00f3ria, Pr\u00e1tica, Oculta, B\u00edblia, Crist\u00e3, Adivinha\u00e7\u00e3o, M\u00e1gica, Defini\u00e7\u00e3o Necromancia\" \/>\n<meta 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