{"id":128853,"date":"2017-11-27T07:56:45","date_gmt":"2017-11-27T09:56:45","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=128853"},"modified":"2025-04-21T10:09:59","modified_gmt":"2025-04-21T12:09:59","slug":"apologia-de-socrates","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-humanas\/filosofia\/apologia-de-socrates","title":{"rendered":"Apologia de S\u00f3crates"},"content":{"rendered":"<p>A\u00a0<strong>Apologia de S\u00f3crates<\/strong><em>\u00a0<\/em>\u00e9 uma obra de Plat\u00e3o (428-348 a.C.) em que o fil\u00f3sofo grego relata o julgamento que terminou na morte de seu mestre S\u00f3crates por ingest\u00e3o de cicuta (veneno). Nessa obra, tem-se a apresenta\u00e7\u00e3o do discurso de S\u00f3crates perante o j\u00fari ateniense que pretendia condenar o fil\u00f3sofo por impiedade.<\/p>\n<p>Dentre as acusa\u00e7\u00f5es, mote do julgamento, cumpre citar: o desrespeito \u00e0s leis da cidade, aos deuses tradicionais e a suposta corrup\u00e7\u00e3o da juventude ateniense. \u00c9 claro o vi\u00e9s pol\u00edtico premeditado dessas acusa\u00e7\u00f5es dirigidas ao fil\u00f3sofo afinal de contas S\u00f3crates incomodou gente muito importante com a aplica\u00e7\u00e3o social de seu m\u00e9todo conhecido como m\u00e9todo socr\u00e1tico.<\/p>\n<p>Na apologia (defesa), S\u00f3crates se recusa a apresentar uma defesa tradicional, isto \u00e9, apelativa, emotiva, fortemente enviesada por ret\u00f3rica para simplesmente ser inocentado diante do j\u00fari ateniense sob a alega\u00e7\u00e3o de n\u00e3o perder a dignidade que lhe resta. E neste ponto, \u00e9 importante frisar o momento da apologia quando S\u00f3crates mostra que ele foi condenado n\u00e3o por faltar-lhe palavras para conseguir a absolvi\u00e7\u00e3o, mas por faltar-lhe \u201ccinismo e descaramento\u201d que, somada \u00e0 \u201cfalta de vontade de dizer-lhes as coisas que voc\u00eas mais gostariam de ouvir\u201d resultaram na sua condena\u00e7\u00e3o e morte.<\/p>\n<p>Neste sentido, mesmo consciente da dificuldade em convenc\u00ea-los, o fil\u00f3sofo defende com ast\u00facia a liberdade de consci\u00eancia e de pensamento e o car\u00e1ter cr\u00edtico pr\u00f3prio do processo do filosofar que, relacionado \u00e0 vida, d\u00e1-lhe a justifica\u00e7\u00e3o. Da\u00ed a famosa frase: \u201ca vida sem reflex\u00e3o n\u00e3o vale a pena ser vivida\u201d intimamente ligada n\u00e3o s\u00f3 ao seu percurso filos\u00f3fico, mas tamb\u00e9m \u00e0s suas posi\u00e7\u00f5es inclusive diante da condena\u00e7\u00e3o quando prefere a morte a renegar \u00e0 sua liberdade de pensamento e express\u00e3o.<\/p>\n<p>E \u00e9 nesse sentido que temos, na obra, a morte retratada como um ganho positivo a ponto de o fil\u00f3sofo afirmar: \u201c\u00c9 chegado, por\u00e9m, o momento de partir. Vou morrer e voc\u00eas viver\u00e3o, mas s\u00f3 Deus sabe a quem cabe o melhor quinh\u00e3o\u201d. O que, noutras palavras, nos imp\u00f5e o questionamento sobre quem efetivamente teve destino melhor: o fil\u00f3sofo que partiu para uma outra dimens\u00e3o e assim garantiu a integridade da sua dignidade intelectual e moral ou os seus disc\u00edpulos que permaneceram, mas sob controle ideol\u00f3gico da sociedade ateniense. A resposta a essa simples pergunta \u00e9, sem d\u00favida, complexa de ser dada e envolve v\u00e1rios fatores internos e externos ao indiv\u00edduo, da\u00ed a atualidade sempre presente dessa da\u00a0<b>Apologia de S\u00f3crates.<\/b><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-128854\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/apologia-de-socrates.jpg\" alt=\"Apologia de S\u00f3crates\" width=\"450\" height=\"362\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/apologia-de-socrates.jpg 450w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/apologia-de-socrates-300x241.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>O leitor mais familiarizado com as obras plat\u00f4nicas, diante da leitura da\u00a0<em>Apologia de S\u00f3crates<\/em>, tende a se questionar se o relato que lemos na obra \u00e9, de fato, express\u00e3o fiel do julgamento e condena\u00e7\u00e3o ou uma simples interpreta\u00e7\u00e3o, dada por Plat\u00e3o ao fato, repleta de insatisfa\u00e7\u00f5es que contrariavam a sua predile\u00e7\u00e3o por seu mestre. Embora insol\u00favel a quest\u00e3o quanto \u00e0 obra ter ou n\u00e3o impress\u00f5es subjetivas de Plat\u00e3o, que excedam o fato do julgamento, um dado \u00e9 ineg\u00e1vel: a obra permanece atual e tem muito a nos ensinar ainda hoje no s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>A tela que ilustra este texto \u00e9 do pintor franc\u00eas Jacques-Louis David que representa o momento que antecede ao auto sacrif\u00edcio de S\u00f3crates pela ingest\u00e3o da cicuta logo ap\u00f3s ser condenado pelo j\u00fari ateniense por impiedade. A obra pode ser contemplada presencialmente no Metropolitan Museum of Art em Nova York.<\/p>\n<p><b>Plat\u00e3o &#8211; Apologia de S\u00f3crates &#8211; (Livro)<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-175794 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/tema.h2.jpg\" alt=\"Apologia de S\u00f3crates\" width=\"433\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/tema.h2.jpg 433w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/tema.h2-300x201.jpg 300w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/tema.h2-110x75.jpg 110w\" sizes=\"(max-width: 433px) 100vw, 433px\" \/><b>Plat\u00e3o &#8211; Apologia de S\u00f3crates<\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b>Aviso sobre a vida de Plat\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Plat\u00e3o nasceu em Atenas em 428-427 a.C. AC no dom\u00ednio de Collytos. Segundo Di\u00f3genes La\u00e9rcio, seu O padre Ariston era descendente de Codros. Sua m\u00e3e Periction\u00e8, irm\u00e3 de C\u00e1rmides e prima de Cr\u00edtias, a tirano, descendente de Dropides, que Di\u00f3genes La\u00e9rcio d\u00e1 como irm\u00e3o de S\u00f3lon. Plat\u00e3o tinha dois irm\u00e3os mais velhos, Adimanto e Glauco, e uma irm\u00e3, Potone, que era a m\u00e3e de Espeusipo. Seu pai Ariston teve que morrer cedo; porque sua m\u00e3e se casou novamente seu tio Pirilampo, com quem teve um filho, Ant\u00edfon.<\/p>\n<p align=\"left\">Quando Plat\u00e3o morreu, n\u00e3o havia mais nenhum membro da fam\u00edlia que uma crian\u00e7a, Adimanto, que provavelmente era neto do seu irm\u00e3o. Plat\u00e3o o nomeou seu herdeiro, e n\u00f3s vamos encontrar um membro da Academia sob Xen\u00f3crates; l\u00e1 A fam\u00edlia de Plat\u00e3o provavelmente morreu com ele; porque n\u00e3o ouvimos mais falar sobre isso. Era costume que uma crian\u00e7a fosse chamada seu av\u00f4, e Plat\u00e3o deveria ter sido chamado como ele Arist\u00f3cles. Por que lhe foi dado o nome de Plat\u00e3o, al\u00e9m disso era comum naquela \u00e9poca? Di\u00f3genes La\u00e9rcio relata que o presente foi dado a ele por seu professor de gin\u00e1stica por causa de sua altura; mas outros explicar isso por outros motivos. A fam\u00edlia possu\u00eda uma propriedade perto de Kephisia, no Cephise, onde a crian\u00e7a sem d\u00favida aprendeu a amar a calma dos campos, mas ele teve que passar a maior parte de sua inf\u00e2ncia em a cidade para as necessidades de sua educa\u00e7\u00e3o. Ela era muito arrumado, como conv\u00e9m a uma crian\u00e7a de alta anivers\u00e1rio. Ele primeiro aprendeu a honrar os deuses e a observar os ritos da religi\u00e3o, como se fazia em todas as boas casas de Atenas, mas sem misticismo, nem supersti\u00e7\u00e3o de qualquer tipo. Ele vai manter ao longo de sua vida esse respeito pela religi\u00e3o e ir\u00e1 imp\u00f4-lo em suas Leis. Al\u00e9m da gin\u00e1stica e da m\u00fasica, que eram a base da educa\u00e7\u00e3o ateniense, afirma-se que ele tamb\u00e9m estudou desenho e pintura. Ele foi iniciado no filosofia por um disc\u00edpulo de Her\u00e1clito, Cr\u00e1tilo, de quem ele deu o nome a um de seus tratados. Ele teve um \u00f3timo disposi\u00e7\u00f5es para poesia. Testemunha de sucessos de Eur\u00edpides e Agat\u00e3o, ele tamb\u00e9m comp\u00f4s trag\u00e9dias, poemas l\u00edricos e ditirambos.<\/p>\n<p>Por volta dos vinte anos, ele conheceu S\u00f3crates. Ele queimou, diz-se, suas trag\u00e9dias e, a partir da\u00ed, se apegou ao filosofia. S\u00f3crates dedicou-se a ensinar a virtude aos seus concidad\u00e3os: \u00e9 atrav\u00e9s da reforma dos indiv\u00edduos que ele queria trazer felicidade para a cidade. Tamb\u00e9m foi a meta que Plat\u00e3o estabeleceu para si mesmo, porque, seguindo o exemplo de seu primo Cr\u00edtias e seu tio C\u00e1rmides, ele pensou em lan\u00e7ar-se na carreira pol\u00edtica; mas os excessos de Trinta o horrorizava. Quando Tras\u00edbulo restaurou a constitui\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, ele sentiu novamente, embora mais suavemente, com pressa de se envolver em assuntos do Estado. A condena\u00e7\u00e3o de S\u00f3crates o enojou. Ele esperou em v\u00e3o por uma melhoria na moral pol\u00edtica.<\/p>\n<p align=\"left\">Por fim, vendo que a doen\u00e7a era incur\u00e1vel, ele renunciou participar de neg\u00f3cios; mas a melhoria de a cidade, no entanto, permaneceu sua grande preocupa\u00e7\u00e3o, e ele trabalhou mais duro do que nunca para se preparar atrav\u00e9s de suas obras um estado de coisas onde fil\u00f3sofos, tornaram-se tutores e governadores de a humanidade, poria fim aos males que ela sofre sobrecarregado.<\/p>\n<p align=\"left\">Ele estava doente quando S\u00f3crates bebeu a cicuta e n\u00e3o o fez.p\u00f4de testemunhar seus \u00faltimos momentos. Ap\u00f3s a morte de seu mestre, ele se retirou para Megara, perto de Euclides e Terpsi\u00e3o, como ele, disc\u00edpulos de S\u00f3crates. Ele ent\u00e3o teve que retornar a Atenas e servir, como seus irm\u00e3os, na cavalaria. Diz-se que ele participou das campanhas de 395 e a partir de 394, na chamada Guerra de Corinto. Ele nunca teve falou sobre seus servi\u00e7os militares, mas ele sempre defendeu exerc\u00edcios militares para desenvolver vigor.<\/p>\n<p align=\"left\">O desejo de aprender o levou a viajar. Em dire\u00e7\u00e3o a\u00a0 390, ele foi ao Egito, levando um carregamento de \u00f3leo para pagar sua viagem. L\u00e1 ele viu artes e costumes que n\u00e3o mudaram por milhares de anos de anos. Talvez seja no espet\u00e1culo disto civiliza\u00e7\u00e3o fiel \u00e0s antigas tradi\u00e7\u00f5es que lhe chegaram pensar que os homens podem ser felizes em permanecendo ligado a uma forma de vida imut\u00e1vel, que m\u00fasica e poesia n\u00e3o precisam de cria\u00e7\u00f5es<br \/>\nnot\u00edcias, que voc\u00ea s\u00f3 precisa encontrar a melhor constitui\u00e7\u00e3o e que as pessoas podem ser for\u00e7adas a aderir a ela.<\/p>\n<p align=\"left\">Do Egito ele foi para Cirene, onde estudou do matem\u00e1tico Teodoro, de quem ele faria um dos interlocutores do Teeteto. De Cirene ele foi para a It\u00e1lia, onde se tornou amigo dos pitag\u00f3ricos Filolau, Arquitas e Timeu.<\/p>\n<p align=\"left\">N\u00e3o \u00e9 certo que seja deles que ele levou sua cren\u00e7a na migra\u00e7\u00e3o das almas; mas ele lhes deve a ideia da eternidade da alma, que era tornar-se a pedra angular de sua filosofia; porque ela fornece-lhe a solu\u00e7\u00e3o para o problema do conhecimento.<\/p>\n<p align=\"left\">Ele tamb\u00e9m aprofundou seus conhecimentos entre eles em aritm\u00e9tica, astronomia e m\u00fasica.<\/p>\n<p align=\"left\">Da It\u00e1lia ele foi para a Sic\u00edlia. Ele viu Cat\u00e2nia e Etna.<\/p>\n<p align=\"left\">Em Siracusa, ele assistiu \u00e0s farsas populares e comprou o livro de Sophron, autor de farsas em prosa. Ele foi recebido em a corte de Dion\u00edsio como um estrangeiro de distin\u00e7\u00e3o e ele conquistou para a filosofia Dion, cunhado do tirano. Mas Ele n\u00e3o concordou por muito tempo com Dion\u00edsio, que o enviou de volta em um navio com destino a Egina, ent\u00e3o inimigo de Atenas. Se, como \u00e9 relatado, ele o entregou para o lacedem\u00f4nio Pollis, era para entreg\u00e1-lo ao inimigo.<\/p>\n<p align=\"left\">Felizmente, havia ent\u00e3o em Egina um cireneu, Annikeris, que reconheceu Plat\u00e3o e o comprou por vinte minas. Plat\u00e3o retornou a Atenas, provavelmente em 388. Ele tinha quarenta anos.<\/p>\n<p align=\"left\">A guerra ainda estava acontecendo; mas isso ia acabar no ano seguinte pela Paz de Ant\u00e1clidas. Neste Naquela \u00e9poca, Eur\u00edpides estava morto e n\u00e3o tinha digno sucessor dele. Arist\u00f3fanes tinha acabado de fazer interpretar seu \u00faltimo drama, retrabalhado, Ploutos, e o o teatro c\u00f4mico s\u00f3 recuperaria seu brilho com Menandro. Mas se faltavam os grandes poetas, faltavam os a prosa ent\u00e3o lan\u00e7ou um brilho brilhante com L\u00edsias, que escreveu apelos e at\u00e9 compus um para S\u00f3crates e Is\u00f3crates, que fundaram uma escola de ret\u00f3rica. Dois disc\u00edpulos de S\u00f3crates, \u00c9squines e Ant\u00edstenes, que defendeu o mestre, manteve escolas e publicou escritos que foram apreciados pelo p\u00fablico.<\/p>\n<p align=\"left\">Plat\u00e3o tamb\u00e9m come\u00e7ou a ensinar; mas em vez disso fazer enquanto fala, como seu mestre, em todos os lugares e com todos, fundou uma esp\u00e9cie de escola \u00e0 imagem Sociedades pitag\u00f3ricas. Ele comprou um pequeno peda\u00e7o de terra nas proximidades do gin\u00e1sio Acad\u00e9mos, perto Colone, cidade natal de S\u00f3focles. Da\u00ed o nome Academia que foi dada \u00e0 escola de Plat\u00e3o. Seus disc\u00edpulos formaram um grupo de amigos, cujos presidente foi escolhido pelos jovens e cujos membros provavelmente pagou uma contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"left\">N\u00e3o sabemos nada sobre os vinte anos de sua vida.<\/p>\n<p align=\"left\">Plat\u00e3o que decorreu entre o seu regresso a Atenas e seu retorno \u00e0 Sic\u00edlia. N\u00f3s nem nos encontramos em seu n\u00e3o funciona nenhuma alus\u00e3o a eventos contempor\u00e2neos, \u00e0 reconstitui\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio mar\u00edtimo de Atenas, \u00e0 sucesso de Tebas com Epaminondas, at\u00e9 a decad\u00eancia de Esparta. Dion\u00edsio, o Velho, tendo morrido em 368, Dion, que pretendia governar a mente do seu sucessor, Dion\u00edsio, o Jovem, Plat\u00e3o pediu ajuda. Ele sonhava em transformar tirania em realeza constitucional, onde a lei e a liberdade reinaria em conjunto. Seu chamado surpreendeu Plat\u00e3o em pleno funcionamento; mas o desejo de desempenhar um papel pol\u00edtico e treinou-o para aplicar seu sistema. Ele partiu em 366, deixando Eudoxo encarregado de sua escola. Ele ganhou a amizade de Arquitas, um matem\u00e1tico fil\u00f3sofo que governou Tarento. Mas quando ele chegou Em Siracusa, a situa\u00e7\u00e3o havia mudado. Ele foi brilhantemente recebido por Denys, mas desaprovado pelos apoiadores do tirania e em particular de Filistos, que havia retornado para Siracusa ap\u00f3s a morte de Dion\u00edsio, o Velho. Al\u00e9m disso, Dion\u00edsio tendo notado que Dion queria mant\u00ea-lo em tutela, baniu-o de Siracusa. Enquanto Dion est\u00e1 ia viver em Atenas, Dion\u00edsio manteve Plat\u00e3o, sob pretexto para receber suas li\u00e7\u00f5es, durante todo o inverno.<\/p>\n<p>Finalmente, quando o mar se tornou naveg\u00e1vel novamente, na primavera de No ano 365, ele o autorizou a partir sob a promessa de volte com Dion. Eles se separaram amigavelmente, tanto melhor desde que Plat\u00e3o poupou Dion\u00edsio a alian\u00e7a de Arquitas de Tarento.<\/p>\n<p align=\"left\">Ao retornar a Atenas, Plat\u00e3o encontrou l\u00e1 Dion, que levava uma vida luxuosa. Ele retomou seu ensino.<\/p>\n<p align=\"left\">No entanto, Dion\u00edsio havia adquirido gosto pela filosofia. Ele chamou \u00e0 sua corte dois disc\u00edpulos de S\u00f3crates, \u00c9squines e Aristipo de Cirene, e ele queria ver novamente Plat\u00e3o. Na primavera de 361, um navio de guerra chegou no Pireu. Foi comandado por um enviado do tirano, portador de cartas de Arquitas e Dion\u00edsio, onde Arquitas garantiu sua seguran\u00e7a pessoal, e Denys o fez prev\u00ea a convoca\u00e7\u00e3o de Dion para o ano seguinte.<\/p>\n<p align=\"left\">Plat\u00e3o cedeu \u00e0s suas fervorosas ora\u00e7\u00f5es e partiu com seu sobrinho Speusippus. Novos contratempos estavam esperando por ele: ele n\u00e3o conseguiu convencer Denys do precisa mudar de vida. Dion\u00edsio colocou o embargo em Propriedade de Dion. Plat\u00e3o queria ir embora; o tirano retido, e foi necess\u00e1ria a interven\u00e7\u00e3o de Arquitas para que ele poderia deixar Siracusa na primavera de 360. Ele encontrou-se com Dion no Olympia.<\/p>\n<p align=\"left\">N\u00f3s sabemos como isso aqui, sabendo que Dion\u00edsio havia levado sua esposa, para o dar a outro, marchou contra ele em 357, apreendeu de Siracusa e foi morto em 353. Plat\u00e3o sobreviveu a ele cinco anos. Dizem que ele morreu em 347-346, no meio de uma festa de casamento. Seu sobrinho Speusippus o sucedeu. Entre Os disc\u00edpulos mais ilustres de Plat\u00e3o partiram a escola. Arist\u00f3teles e Xen\u00f3crates foram at\u00e9 H\u00e9rmias de Atarneu, Her\u00e1clides primeiro ficou em Atenas, depois foi para fundar uma escola em sua terra natal, Heracleia. Depois da morte de Speusipo, Xen\u00f3crates assumiu a lideran\u00e7a de a Academia, que existiria at\u00e9 529 d.C. era, o ano em que Justiniano o fechou.<\/p>\n<p align=\"left\"><b>Aviso sobre a Apologia de S\u00f3crates<\/b><\/p>\n<p>S\u00f3crates atingiu a idade de setenta anos quando foi acusado por M\u00e9leto, \u00c2nito e L\u00edcone de n\u00e3o n\u00e3o reconhecer os deuses do estado, introduzir novas divindades e corromper a juventude. L\u00e1 A pena exigida contra ele era a morte.<\/p>\n<p align=\"left\">O principal acusador, Meleto, era um mau poeta que, instigado por \u00c2nito, tomou para si a tarefa de depositar o queixa ao registro do arconte-rei. Anytos e Lycon, o contra-assinado. \u00c2nito, um curtidor rico, que tinha sido estrategista em 409 e que lutou contra os Trinta com Tras\u00edbulo foi um orador influente e um dos l\u00edderes da festa popular. Se acreditarmos em Xenofonte (Apologia, 29), ele estava zangado com S\u00f3crates, porque este \u00faltimo o culpou por criar seu filho para ser curtidor.<\/p>\n<p align=\"left\">Ele provavelmente tinha outros motivos mais s\u00e9rios, motivos pol\u00edticos: ele deve ter se sentido magoado com o Cr\u00edticas de S\u00f3crates aos l\u00edderes do partido democr\u00e1tico. N\u00e3o sabemos muito sobre Lycon-coisa. O poeta c\u00f4mico Eupolis o repreende por ser de origem estrangeira e Cratinos faz alus\u00e3o \u00e0 sua pobreza e sua moral efeminada. De qualquer forma, ele parece ter sido um personagem de pouca import\u00e2ncia.<\/p>\n<p align=\"left\">Neste concerto de acusadores, Meleto representou o poetas, Anytos, artes\u00e3os e pol\u00edticos, Lycon os oradores, todas as pessoas incluindo S\u00f3crates, colocando seus conhecimentos postos \u00e0 prova, chocaram a autoestima e S\u00f3crates, alvo de todo esse \u00f3dio, n\u00e3o despertou rancores ilus\u00e3o. Mas, embora esperasse ser condenado, ele continuou a conversar com seus disc\u00edpulos como de costume de todos os tipos de assuntos n\u00e3o relacionados ao seu julgamento.<\/p>\n<p align=\"left\">Como seu amigo Herm\u00f3genes ficou surpreso (Apologia de S\u00f3crates, por Xenofonte, 3 e 4) que ele n\u00e3o pensou em seu defesa: &#8220;N\u00e3o lhe parece&#8221;, respondeu ele, &#8220;que eu tenho lidado com isso a minha vida toda? \u2013 E como? &#8211; Em vivendo sem cometer nenhuma injusti\u00e7a. &#8220;E como Herm\u00f3genes objetou-lhe que os tribunais de Atenas muitas vezes causou a morte de pessoas inocentes, ele respondeu que tentou duas vezes redigir um pedido de desculpas, mas que seu sinal divino o havia desviado dela. De acordo com Di\u00f3genes La\u00e9rcio, L\u00edsias teria oferecido a ele um apelo o que sem d\u00favida teria resultado numa absolvi\u00e7\u00e3o. Ele faz isso recusou, dizendo: &#8220;Seu discurso \u00e9 muito bonito, mas n\u00e3o n\u00e3o combina comigo. &#8220;Este discurso foi, sem d\u00favida, composta de acordo com as regras da ret\u00f3rica e destinada a para despertar a piedade dos ju\u00edzes. \u00c9 isso que S\u00f3crates n\u00e3o faz n\u00e3o queria. Ele se defendeu em um discurso que ele n\u00e3o escreveu, mas que deve ter escrito medite com anteced\u00eancia. Ele demonstrou um orgulho pela linguagem que impressionou tanto seus amigos quanto seus ju\u00edzes. &#8220;Outros&#8221;, disse Xenofonte escreveu sobre seu julgamento, e todos est\u00e3o bem restaurou o orgulho na sua l\u00edngua, o que prova que \u00e9 bem como ele falou. \u201cCondenado a sessenta votos de maioria de quinhentos ou quinhentos e um eleitores, e solicitado a fixar a sua pena, ele recusou-se a faz\u00ea-lo, para n\u00e3o admitir a culpa, diz Xenofonte. Ele perguntou at\u00e9 mesmo, segundo Plat\u00e3o, para ser alimentado no Pritaneu. Esse o pedido pareceu ser uma bravata para o j\u00fari, que condenado \u00e0 morte por uma maioria mais forte. Conduzido em pris\u00e3o, ele teve que esperar um m\u00eas para que a teoria retornasse enviado para Delos; porque n\u00e3o era permitido colocar algu\u00e9m morreu entre a sa\u00edda e o retorno dos deputados que iam sacrificar todos os anos na ilha sagrada. Ele poderia ter escapado de sua pris\u00e3o. Ele se recusou a faz\u00ea-lo. Ele continuou a conversar com seus disc\u00edpulos admitidos em seu pris\u00e3o at\u00e9 o retorno da galera sagrada. Ele ent\u00e3o bebeu o cicuta e morreu com uma serenidade que coroou dignamente uma longa carreira dedicada \u00e0 ci\u00eancia e \u00e0 virtude.<\/p>\n<p align=\"left\">A condena\u00e7\u00e3o de S\u00f3crates n\u00e3o poderia falhar a ser discutido. Se ele tivesse preconceituoso ju\u00edzes contra ele por muito tempo contra os sofistas com quem n\u00f3s confuso, e democratas que n\u00e3o o perdoaram n\u00e3o suas cr\u00edticas ao regime do feij\u00e3o, ele tinha para ele todos aqueles que o conheceram bem e em especialmente disc\u00edpulos fervorosos como Ant\u00edstenes, \u00c9squines, Xenofonte e Plat\u00e3o. Eles n\u00e3o demoraram a chegar para defender seu mestre, e \u00e9 para fazer isso sabia como Plat\u00e3o escreveu sua Apologia.<\/p>\n<p align=\"left\">\u00c9 bastante certo que as diverg\u00eancias entre o pedido de desculpas de Plat\u00e3o e a que mais tarde foi composta por Xenofonte, o mostram claramente \u2013 que Plat\u00e3o, n\u00e3o mais que Xenofonte, n\u00e3o reproduz as pr\u00f3prias palavras de S\u00f3crates perante seus ju\u00edzes. Ele teve que, no entanto reproduzir o essencial e refutar mais ou menos como ele as queixas dos acusadores; caso contr\u00e1rio, os muitos o p\u00fablico que ouviu S\u00f3crates poderia t\u00ea-lo acusado de mentir e assim arruinar o efeito de sua obra.<\/p>\n<p align=\"left\">Al\u00e9m disso, Plat\u00e3o n\u00e3o poderia ter feito melhor para defender seu mestre do que apresentar aos seus leitores uma imagem dele t\u00e3o preciso quanto poss\u00edvel. Sabemos por pastiches que ele feito por L\u00edsias, Prot\u00e1goras, Pr\u00f3dico e outros, qu\u00e3o habilidoso ele era em falsificar a maioria variado. Ent\u00e3o podemos acreditar que ao nos aplicarmos a fazer para reviver a figura do seu venerado mestre, ele a reproduziu as caracter\u00edsticas com grande fidelidade.<\/p>\n<p align=\"left\">O Pedido de Desculpas \u00e9 dividido em tr\u00eas partes distintas.<\/p>\n<p align=\"left\">No primeiro, de longe o mais importante, S\u00f3crates discute a acusa\u00e7\u00e3o de seus acusadores; Em o segundo, ele define sua senten\u00e7a; no terceiro, ele mostra aos ju\u00edzes que o condenaram o mal que fizeram a si mesmos e ele fala com aqueles que o absolveram da morte e al\u00e9m.<\/p>\n<p><b>PARTE UM. \u2013\u00a0<\/b>Do ex\u00f3rdio do primeiro No final, reconhecemos S\u00f3crates por sua fingida mod\u00e9stia. Ele \u00e9, ele disse, completamente desconhecendo a linguagem dos tribunais.<\/p>\n<p align=\"left\">Ent\u00e3o ele se limitar\u00e1 a simplesmente dizer a verdade. Ele ent\u00e3o indica as duas principais divis\u00f5es de sua apelo: ele responder\u00e1 primeiro \u00e0 cal\u00fania propagado por muito tempo contra ele; ele vai discutir ent\u00e3o as queixas de seus acusadores recentes.<\/p>\n<p align=\"left\">Durante anos ele foi acusado de tentar para penetrar nos segredos da natureza, para fazer um bom causar o mal e ensinar os outros a fazerem o mesmo Tamb\u00e9m. \u00c9 assim que um poeta c\u00f4mico (Arist\u00f3fanes, Nuvens) o representava no palco, \u201candando em os ares e falando todo tipo de bobagem.&#8221; Ele protesta que ele n\u00e3o entende nada sobre ci\u00eancias naturais, que ele tem nunca teve disc\u00edpulos, \u00e0 maneira dos sofistas, que<br \/>\ncobram muito pelas aulas, enquanto ele nunca n\u00e3o cobra ningu\u00e9m pelo direito de comparecer \u00e0s suas entrevistas.<\/p>\n<p align=\"left\">Ent\u00e3o de onde v\u00eam esses falsos rumores sobre ele? conta ? \u00c9 que um dia, tendo sido proclamado o mais s\u00e1bio dos homens pelo or\u00e1culo de Delfos, ele queria para ter certeza de que o or\u00e1culo estava dizendo a verdade.<\/p>\n<p align=\"left\">Ele questionou o homens mais s\u00e1bios, estadistas, ent\u00e3o poetas e depois artes\u00e3os. Ele encontrou e mostrou a eles que, acreditando-se s\u00e1bios, n\u00e3o o eram. Ele tem assim reconheceu que tinha pelo menos essa\u00a0 superioridade sobre eles, \u00e9 que, n\u00e3o sendo s\u00e1bio, ele tamb\u00e9m n\u00e3o acreditava que ele era. Os jovens que o frequentavam tinham imitado, e todas essas pessoas condenadas por ignor\u00e2ncia, seja por<br \/>\nele, seja pelos jovens, em vez de atac\u00e1-lo eles pr\u00f3prios o acusam de corromper a juventude.<\/p>\n<p>S\u00e3o estas cal\u00fanias inveteradas que encorajaram Meleto, \u00c2nito e L\u00edcone para apresentar a queixa de que eles t\u00eam movido contra ele. Ele tentar\u00e1 refut\u00e1-los no primeira parte do seu discurso. Ele primeiro se compromete<br \/>\npara ridicularizar Meleto e mostrar aos ju\u00edzes que isso O grande vingador nunca se importou com educa\u00e7\u00e3o da juventude. Ele prossegue como em suas investiga\u00e7\u00f5es diariamente e, por meio de uma s\u00e9rie de perguntas habilmente formuladas conduz, ele reduz seu oponente a declarar que todos os o mundo \u00e9 capaz de melhorar a juventude e que Somente S\u00f3crates a corrompe. Mas como eu poderia PEND\u00caNCIA ? ele pergunta. N\u00e3o sei eu que ao semear o mal s\u00f3 colhemos o mal? Como qualquer homem sensato, eu pode, portanto, apenas corromp\u00ea-lo involuntariamente; a partir da\u00ed s\u00f3 mere\u00e7o reprimendas, e n\u00e3o uma puni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"left\">Meleto n\u00e3o \u00e9 mais consistente consigo mesmo, quando ele acusa S\u00f3crates de negar a exist\u00eancia dos deuses.<\/p>\n<p align=\"left\">Por um lado, ele afirma que S\u00f3crates n\u00e3o acredita em deuses, e por outro lado ele afirma que acredita em coisas demon\u00edaco e, portanto, aos dem\u00f4nios, que s\u00e3o filhos do deuses. \u00c9 como se dissesse: S\u00f3crates acredita nos deuses e S\u00f3crates n\u00e3o acredita em deuses.<\/p>\n<p>Mas por que S\u00f3crates se envolve em ocupa\u00e7\u00f5es que o colocou em perigo de perecer? \u00c9 que, quando n\u00f3s escolheram uma posi\u00e7\u00e3o eles pr\u00f3prios ou foram colocados l\u00e1 por um l\u00edder, n\u00e3o se deve abandon\u00e1-lo, mesmo que seja necess\u00e1rio deixar o vida. Agora ele se entregou, por ordem do deus de Delfos, o miss\u00e3o de melhorar os seus concidad\u00e3os e, enquanto tiver um sopro de vida, ele se agarrar\u00e1 como uma mosca Atenienses para estimul\u00e1-los e excit\u00e1-los \u00e0 virtude. Qualquer, algu\u00e9m dir\u00e1; mas como ele quer servir aos verdadeiros interesses dos seus concidad\u00e3os, por que raz\u00e3o n\u00e3o Ele n\u00e3o sobe ao p\u00f3dio para dar conselhos aos rep\u00fablica? \u00c9 apenas uma voz divina, que \u00e9 para ele familiar, sempre o afastou dela, e com raz\u00e3o; porque com sua franqueza e seu apego \u00e0s leis, ele n\u00e3o teria n\u00e3o viveu muito. Ele percebeu isso bem quando, sozinho entre todos, ele ousou enfrentar a assembleia em del\u00edrio no julgamento dos generais Arginusae e quando ele se recusou a obedecer aos Trinta tiranos que tinham deu ordem para ir prender Le\u00e3o de Salamina, um inocentes que eles queriam matar. Ou em sua vida Seja em p\u00fablico ou na vida privada, S\u00f3crates nunca fez uma concess\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 justi\u00e7a, nem mesmo para aqueles que as pessoas comuns chamam de seus disc\u00edpulos. Se ele os tivesse corrompidos, eles pr\u00f3prios ou seus pais se levantariam para acus\u00e1-lo; mas ningu\u00e9m o acusa.<\/p>\n<p align=\"left\">S\u00f3crates disse o que tinha a dizer em sua defesa. Ele vai parar por a\u00ed: ele n\u00e3o vai recorrer, como os outros acusado, a s\u00faplicas que s\u00e3o indignas dele e indignos de ju\u00edzes, que n\u00e3o devem ceder \u00e0 pena, mas ou\u00e7a somente a justi\u00e7a. Ent\u00e3o ele supera isso Cabe aos ju\u00edzes e a Deus decidir o que \u00e9 melhor para eles e para ele.<\/p>\n<p align=\"left\"><b>PARTE DOIS. \u2013<\/b>\u00a0Ap\u00f3s esta alega\u00e7\u00e3o, os ju\u00edzes foi \u00e0 vota\u00e7\u00e3o e S\u00f3crates foi declarado culpado por uma maioria de sessenta votos. Em ensaios como esta, onde a lei n\u00e3o fixou a pena, o acusador em prop\u00f4s um, e o acusado, se considerado culpado, em prop\u00f4s outro, e o j\u00fari escolheu um ou o outro, sem poder mudar nada. Os oponentes de S\u00f3crates exigiu a morte. Solicitado a fixar a sua pena, ele considerou que em vez de uma senten\u00e7a, seus servi\u00e7os merecia uma recompensa e pediu para ser alimentado no Pritaneu. E n\u00e3o foi por bravata, como um grande n\u00famero de ju\u00edzes sem d\u00favida interpretou isso, que ele fez esta proposta inesperada; mas, n\u00e3o tendo nunca machucou ningu\u00e9m, nem quis fazer isso, ele disse, para fazer isso consigo mesmo. Ele n\u00e3o queria nem ex\u00edlio nem de uma multa que ele n\u00e3o podia pagar. No entanto, ele ofereceu uma mina, ent\u00e3o, pressionado pelos seus amigos presentes, trinta minas.<\/p>\n<p align=\"left\"><b>PARTE TR\u00caS. \u2013<\/b>\u00a0Em seguida, ele foi condenado a morte por uma maioria mais forte que a primeira. Ent\u00e3o, enquanto as formalidades necess\u00e1rias estavam sendo realizadas para lev\u00e1-lo para a pris\u00e3o, ele gentilmente repreendeu os ju\u00edzes que n\u00e3o teve paci\u00eancia para esperar a morte de um homem de setenta anos. Ele primeiro se dirigiu aqueles que o condenaram e assim assumiram a responsabilidade de um crime in\u00fatil, pois n\u00e3o escapariam da censuras de um jovem menos contido que ele. Ele ent\u00e3o se dirigiu \u00e0queles que o haviam absolvido e ao tranquilizado sobre seu destino. A morte, disse-lhes ele, n\u00e3o pode ser uma coisa ruim para ele. A voz prof\u00e9tica n\u00e3o tinha preso durante o julgamento: ent\u00e3o ela aprovou o que iria acontecer. E por que ele teria medo? morte? Se \u00e9 sono, \u00e9 felicidade. Se for uma passagem para outro lugar, onde \u00e9 preciso encontrar os her\u00f3is dos tempos passados, que prazer ser\u00e1 conversar com eles! Ent\u00e3o ele n\u00e3o tem ressentimento contra aqueles que o condenaram. Finalmente, antes de se despedir deles, ele recomenda Os atenienses tratavam os seus filhos como ele pr\u00f3prio tratava at\u00e9 mesmo seus concidad\u00e3os e repreend\u00ea-los se eles prefira riquezas \u00e0 virtude. &#8220;E agora, aqui est\u00e1 hora, ele disse, para n\u00f3s irmos, eu morrer, voc\u00ea para viver. Ningu\u00e9m sabe quem entre n\u00f3s tem a melhor parte. sabe, exceto Deus. \u00bb<\/p>\n<p align=\"left\">Como, depois de ter se explicado com tanta sinceridade, tanta nobreza e grandeza de alma, S\u00f3crates Ele poderia ter sido t\u00e3o incompreendido e condenado? N\u00e3o \u00e9 que ele refutou insuficientemente a acusa\u00e7\u00e3o de seu<br \/>\nacusadores e que ele, como foi dito, iludiu os acusa\u00e7\u00f5es de que Meleto zombava dele, por evite explicar em profundidade sobre os deuses e sua maneira para educar os jovens. Sem d\u00favida ele fez deuses para si mesmo<br \/>\numa ideia mais elevada que o vulgar; ele rejeitou, como Plat\u00e3o far\u00e1 isso na Rep\u00fablica, nas lutas, nas adult\u00e9rios, crimes e v\u00edcios que as lendas sagrado os emprestou. Mas isso n\u00e3o o impediu de para honr\u00e1-los e sacrificar-lhes publicamente; porque ele tinha uma alma religiosa, at\u00e9 m\u00edstica, e seria uma erro ver nele o que chamar\u00edamos de livre pensador. Ele praticava a religi\u00e3o comum como a far\u00e1 seus disc\u00edpulos Xenofonte e Plat\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"left\">Ent\u00e3o n\u00e3o foi n\u00e3o conden\u00e1vel neste aspecto. Nem foi necess\u00e1rio introduzir novas divindades. O que foi pretendido aqui a acusa\u00e7\u00e3o \u00e9 o sinal divino que alertou S\u00f3crates quando ele ia fazer algo errado. Mas este sinal<br \/>\ndivino n\u00e3o era algo extraordin\u00e1rio no A religi\u00e3o grega, uma vez que era aceite que os deuses avisavam quem quisessem por meio de or\u00e1culos, reuni\u00f5es, press\u00e1gios ou de qualquer outra forma que eles gostaram. No m\u00e1ximo, seus ju\u00edzes poderiam ficar chocado que ele alegasse ser t\u00e3o especialmente favorecido pelos deuses. Quanto \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o da juventude, a Essa acusa\u00e7\u00e3o dificilmente poderia parecer mais bem fundamentada. \u00c9 verdade que alguns pais poderiam ter reclamado que S\u00f3crates deveria interpor-se entre eles e seus filhos; mas n\u00e3o \u00e9 este o caso de todos os pedagogos e tutores a quem os pais confiam seus filhos?<\/p>\n<p align=\"left\">Somente aqueles que tiveram contato com S\u00f3crates, ou seus pais, poderiam ter reclamado sobre esse chamado corrup\u00e7\u00e3o. Mas ningu\u00e9m se levantou para acus\u00e1-lo.<\/p>\n<p align=\"left\">No entanto, ele foi condenado. Ent\u00e3o, quais foram os raz\u00f5es reais para sua condena\u00e7\u00e3o? S\u00f3crates, quem est\u00e1 a\u00ed estava esperando, ele mesmo nos disse. Esses eram os \u00f3dios que ele atraiu ao desmascarar a ignor\u00e2ncia dos grandes personagens na presen\u00e7a de jovens, que estavam tomando grande prazer v\u00ea-los confusos. Mas havia outros raz\u00f5es. Mesmo antes dos ataques de Arist\u00f3fanes, como n\u00f3s o vimos discutindo como os sofistas e disputando com eles, o povo ignorante o tomou por um sofista. Agora os sofistas, destruidores do velho tradi\u00e7\u00f5es, eram considerados \u00edmpios, ateus e professores de imoralidade. \u00c9 tamb\u00e9m a ideia de que muitas foram feitas de S\u00f3crates e, como ele mesmo diz mesmo, n\u00e3o \u00e9 no curto espa\u00e7o de tempo que ele mediu a ampulheta para poder desengan\u00e1-los. Ele \u00e9 certo tamb\u00e9m, embora n\u00e3o seja mencionado em a Apologia, que a estas raz\u00f5es morais foram tamb\u00e9m acrescentadas motivos pol\u00edticos. Suas rela\u00e7\u00f5es com os jovens pessoas ricas, as \u00fanicas que tinham tempo para segui-lo, deixou os l\u00edderes do partido popular desconfiados. Ele n\u00e3o n\u00e3o escondeu o desd\u00e9m que o regime de bajula\u00e7\u00e3o e incompet\u00eancia que era o Democracia ateniense. Por fim, embora n\u00e3o seja feito men\u00e7\u00e3o na Apologia de Cr\u00edtias e Alcib\u00edades, n\u00f3s pode acreditar que os relatos que ele teve com estes dois homens fatais refor\u00e7ados nas mentes de julga a condena\u00e7\u00e3o de que ele corrompeu os jovens. Isso \u00e9 o que me parece resultar da passagem 33 a e b, onde afirma que nunca fez qualquer concess\u00e3o contr\u00e1ria<br \/>\n\u00e0 justi\u00e7a, mesmo para com aqueles a quem seus caluniadores chamou seus disc\u00edpulos, e onde ele ent\u00e3o acrescenta que, se algu\u00e9m que ouviu isso acaba bem ou mal, ele n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por isso. Pol\u00edcrates insistir\u00e1 nisso<br \/>\nponto em sua acusa\u00e7\u00e3o contra S\u00f3crates; mas ele est\u00e1 em presumir que os jurados a quem foi dito n\u00e3o sabiam que Cr\u00edtias e Alcib\u00edades tinham seguido o li\u00e7\u00f5es de S\u00f3crates. Apesar destes \u00f3dios e destes preconceitos, \u00e9 quase certo, dada a pequena maioria que o declarou culpado, que, se ele tivesse desejado rebaixar-se \u00e0s s\u00faplicas e se ele tivesse trazido seus filhos para comovesse os jurados, ele teria sido absolvido, e um posso dizer que, se n\u00e3o foi, \u00e9 porque se deixou levar condenar voluntariamente. \u00c9 sua \u03bc\u03b5\u03b3\u03b1\u03bb\u03b7\u03b3\u03bf\u03c1\u03af\u03b1, isto \u00e9, o orgulho da sua l\u00edngua, que o perdeu em as mentes dos seus ju\u00edzes. Seu pedido para ser alimentado em prytaneum, apesar do que ele possa ter dito, foi tomado por uma bravata e trazida por uma s\u00e9rie de pessoas que o havia absolvido primeiro no acampamento de seu oponentes.<\/p>\n<p align=\"left\">O orgulho com que S\u00f3crates se defendeu tinha atingiu todos os que compareceram ao seu julgamento. Isso \u00e9 que Xenofonte, que n\u00e3o estava presente, testemunha, mas que o segurou de Herm\u00f3genes, um amigo fiel de<br \/>\nS\u00f3crates, que acompanhou os debates. Est\u00e1 de acordo com o hist\u00f3rias de Herm\u00f3genes que Xenofonte tamb\u00e9m comp\u00f4s uma Apologia de S\u00f3crates, que ele publicou h\u00e1 alguns anos, aparentemente, depois de Plat\u00e3o. Os dois autores concordar com os pontos essenciais, nas tr\u00eas fases do julgamento: refuta\u00e7\u00e3o da acusa\u00e7\u00e3o, fixa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, discurso final aos ju\u00edzes e sobre o m\u00e9rito da O argumento de S\u00f3crates para se exonerar dos tr\u00eas<br \/>\nqueixas alegadas contra ele. Mas h\u00e1 diverg\u00eancias em pontos de detalhe. Em Plat\u00e3o, a voz divina det\u00e9m S\u00f3crates, mas nunca o impele a agir; na casa de Xenofonte, ela n\u00e3o apenas o impede, ela tamb\u00e9m indica o que ele deve fazer. Em Xenofonte, n\u00f3s ouvimos o j\u00fari murmurando, quando S\u00f3crates fala de sua avisos divinos, e clamar ainda mais alto, quando ele relata o or\u00e1culo coletado por Khairephon.<\/p>\n<p align=\"left\">Outra diferen\u00e7a: S\u00f3crates, em Xenofonte, recusa absolutamente propor uma puni\u00e7\u00e3o contra si mesmo, porque isso significaria declarar-se culpado; mas ele n\u00e3o n\u00e3o pede para ser alimentado no pritaneu. \u00c9 isso que ele feito em Plat\u00e3o, antes de condescender em propor primeiro uma mina, depois, por insist\u00eancia dos amigos, trinta minas. Por fim, no discurso final, Xenofonte n\u00e3o fala das ideias que S\u00f3crates expressa, em Plat\u00e3o, sobre a morte e a esperan\u00e7a que tem de se manter no Hades com Palamedes e os outros her\u00f3is antigos: limita-se a dizer que S\u00f3crates se consola por sua morte comparando-a \u00e0 morte injusta de Palamedes. Sobre todos esses pontos, \u00e9 Plat\u00e3o em quem devemos acreditar; porque ele foi testemunha ocular do julgamento e escreveu o discurso de S\u00f3crates apenas tr\u00eas anos depois da morte de seu mestre. Se ele tivesse inventado coisas que S\u00f3crates n\u00e3o teria dito, especialmente o pedido de ser criado no Pritaneu, ele teria sido negado e odiado pelos ju\u00edzes e assistentes, que mantiveram os debates um mem\u00f3ria tanto mais exata quanto era relativamente recente.<\/p>\n<p align=\"left\"><b>Al\u00e9m disso, a Apologia de Xenofonte \u00e9 muito curta:\u00a0<\/b>\u00c9 um resumo das hist\u00f3rias que Herm\u00f3genes lhe contou, e a imagem que ele nos apresenta de S\u00f3crates n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1 sempre preciso. Quando, para explicar o orgulho de linguagem de S\u00f3crates, ele nos conta que se tornou indiferente \u00e0 vida, porque temia os problemas da velhice, esquece-se de que S\u00f3crates, com sua admir\u00e1vel constitui\u00e7\u00e3o, poderia prometer a si mesma mais dez anos de vida para continuar a sua miss\u00e3o, \u00e0 qual foi invencivelmente apegado. Ouvir S\u00f3crates gabar-se de sua temperan\u00e7a, seu desinteresse, sua justi\u00e7a, como ele em Xenofonte n\u00e3o se reconhece a mod\u00e9stia, nem a boa \u00edndole nem a ironia do encantador que atraiu o jovens ao seu redor. Essas qualidades s\u00e3o encontradas em contr\u00e1rio nos discursos que Plat\u00e3o atribui a seus mestre. Ele o faz falar como provavelmente falou com ele na \u00e1gora ou nos gin\u00e1sios, com uma simplicidade familiar, mas ainda decente, sem pretens\u00e3o ou pesquisa de qualquer natureza, mas, quando o assunto se presta a isso, com ironia mordaz ou eleva\u00e7\u00e3o singular.<\/p>\n<p align=\"left\">Reconhecemos na sua linguagem o esp\u00edrito original, a moralidade superior, o entusiasmo m\u00edstico deste pregador que selou com a sua morte os exemplos e as li\u00e7\u00f5es que ele tinha dado durante sua vida.<\/p>\n<p align=\"left\"><b>Apologia de S\u00f3crates<\/p>\n<p>Parte Um<\/b><\/p>\n<p><b>I. \u2013<\/b>\u00a0Que impress\u00e3o meus acusadores causaram em mim?<\/p>\n<p align=\"left\">Voc\u00eas, atenienses, eu n\u00e3o sei. Para mim, ouvi-los, Eu quase esqueci quem eu era, seus discursos eram t\u00e3o persuasivo. E, no entanto, posso assegurar-vos que n\u00e3o o fizeram. disse uma \u00fanica palavra verdadeira. Mas o que mais me surpreendeu entre tantas mentiras, foi quando disseram que voc\u00ea tinha que ter cuidado para n\u00e3o ser enganado por eu, porque sou bom em falar. Que eles n\u00e3o t\u00eam n\u00e3o corou ao pensar na nega\u00e7\u00e3o formal de que eu iria o momento de dar-lhes, pareceu-me da parte deles o o c\u00famulo da insol\u00eancia, a menos que chamem h\u00e1bil em falar aquele que fala a verdade. Se \u00e9 isso que eles quer dizer, admito que sou um orador, mas n\u00e3o para do jeito deles. De qualquer forma, digo-vos novamente que eles n\u00e3o disse nada ou quase nada que fosse verdade. Carne Pelo contr\u00e1rio, s\u00f3 lhe direi a verdade exata.<\/p>\n<p align=\"left\">S\u00f3 que, por Zeus, atenienses, estes n\u00e3o s\u00e3o discursos adornados com frases e termos escolhidos e habilmente ordenado que voc\u00ea ouvir\u00e1, mas discursos sem arte, feitos com as primeiras palavras que surgem. EU Tenho certeza de que n\u00e3o estou dizendo nada al\u00e9m da coisa certa; Que nenhum de voc\u00eas espere outra coisa de mim.<\/p>\n<p>Seria indecoroso, atenienses, creio eu, que um homem de minha idade para vir antes de voc\u00ea para formar frases como fazem os nossos jovens. Tamb\u00e9m, atenienses, Tenho um pedido urgente para voc\u00ea? fazer \u00e9 isso, se voc\u00ea me ouvir apresentar meu defesa nos mesmos termos que uso para voc\u00ea falar, seja na \u00e1gora ou perto das mesas dos banqueiros, onde muitos de voc\u00eas j\u00e1 me ouviram, seja em outras lugares, voc\u00ea n\u00e3o ficaria surpreso e voc\u00ea gritar. Porque, saiba disso, hoje \u00e9 o primeiro vezes que apare\u00e7o no tribunal, e tenho mais setenta anos de idade; ent\u00e3o eu sou realmente um estrangeiro para a l\u00edngua que falamos aqui. Se eu n\u00e3o fosse ateniense,<br \/>\nVoc\u00ea provavelmente me desculparia por falar em dialeto onde eu teria sido criado e no estilo do meu pa\u00eds. Ei Bem, eu pergunto a voc\u00ea hoje, e acredito em meu s\u00f3 pergunte, n\u00e3o ligue para o meu jeito de ser falar, o que pode ser mais ou menos bom, e n\u00e3o considere apenas uma coisa e d\u00ea tudo de si aten\u00e7\u00e3o, o que importa \u00e9 se minhas alega\u00e7\u00f5es est\u00e3o corretas ou n\u00e3o; pois \u00e9 nisso que consiste o m\u00e9rito pr\u00f3prio do juiz; o dever do orador \u00e9 dizer a verdade.<\/p>\n<p align=\"left\"><b>II. \u2013<\/b>\u00a0E agora, atenienses, \u00e9 justo que eu come\u00e7a respondendo \u00e0 velha cal\u00fania espalhada contra mim e meus primeiros acusadores; EU responder\u00e1 ent\u00e3o \u00e0s acusa\u00e7\u00f5es e acusadores\u00a0 mais recente. Pois fui acusado perto de voc\u00ea, e desde ent\u00e3o j\u00e1 h\u00e1 muitos anos, por muitas pessoas que n\u00e3o n\u00e3o disseram nada de verdade, e eu os temo mais que Anytos e seus associados, que ainda assim devem ser temidos, eles tamb\u00e9m. Sim, atenienses, os primeiros s\u00e3o os mais formid\u00e1vel, porque, levando a maioria de voc\u00eas Desde a inf\u00e2ncia me fizeram acusa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o condiziam s\u00e3o todas mentiras e fizeram voc\u00ea acreditar que elas existem um certo S\u00f3crates, um homem culto, que especula sobre o fen\u00f4menos celestes, pesquise o que acontece sob o terra e que por uma causa m\u00e1 a torna boa.<\/p>\n<p align=\"left\">O povo que espalha esses rumores, eis que os atenienses, os acusadores que tenho que temer. Porque aqueles que os ouvintes est\u00e3o convencidos de que as pessoas que se envolvem nessas a pesquisa n\u00e3o honra os deuses. Acrescento que estes H\u00e1 muitos acusadores e eles me acusam por muito tempo; al\u00e9m disso eles se dirigiram a voc\u00ea a idade em que voc\u00ea era mais cr\u00e9dulo, quando alguns de voc\u00eas ainda eram crian\u00e7as ou adolescentes, e eles estavam tendo um verdadeiro julgamento por omiss\u00e3o, j\u00e1 que n\u00e3o havia ningu\u00e9m l\u00e1 para me defender. E o que h\u00e1 de mais desconcertante \u00e9 que nem sequer \u00e9 poss\u00edvel conhec\u00ea-los e nome\u00e1-los, exceto talvez certos poeta c\u00f4mico. Mas aqueles que, por desejo ou por difama\u00e7\u00e3o, procurou persuadi-lo, e aqueles que, convenceram a si mesmos, persuadiram os outros, aqueles s\u00e3o os mais embara\u00e7osos; porque nem \u00e9 poss\u00edvel trazer qualquer um deles aqui ou para refutar, e eu realmente tenho que, como dizem, lutar contra as sombras, e, para me defender, confundir oponentes, sem que ningu\u00e9m me respondesse. Colocar\u00a0 voc\u00ea, portanto, no esp\u00edrito de que, como eu lhe digo, eu tenho lidando com dois tipos de acusadores, por um lado aqueles que recentemente me levaram ao tribunal e, por outro lado, o antigos, dos quais acabei de falar.<\/p>\n<p align=\"left\">Conven\u00e7a-se de que \u00c9 a estes \u00faltimos que devo responder primeiro; porque isso eles s\u00e3o os primeiros que voc\u00ea ouviu acusa\u00e7\u00f5es, e muito mais do que as dos outros, mais recente.<\/p>\n<p>Dito isto, atenienses, voc\u00eas devem agora me defender e tente tirar a m\u00e1 impress\u00e3o que voc\u00ea tem se alimentou por tanto tempo e voc\u00ea tira isso de voc\u00ea em pouco tempo muito curto. Eu gostaria de conseguir isso, se voc\u00ea e eu preciso tirar alguma vantagem disso e n\u00e3o perder meu dificuldade em fazer meu pedido de desculpas; mas me parece dif\u00edcil e n\u00e3o tenho ilus\u00f5es sobre isso. Que as coisas acontecem como Deus quer; No entanto, devo obedecer \u00e0 lei e defender meu caso.<\/p>\n<p><b>III. \u2013<\/b>\u00a0Ent\u00e3o vamos voltar ao come\u00e7o e ver o que repousa a acusa\u00e7\u00e3o que me fez t\u00e3o criticado e que tem encorajou Meleto a formular esta acusa\u00e7\u00e3o contra mim.<\/p>\n<p>Vamos ver, o que exatamente foram aqueles que me disseram? caluniado? Vamos supor que eles nos tragam antes voc\u00ea e deixe-nos ler sua acusa\u00e7\u00e3o: \u201cS\u00f3crates \u00e9 culpado: ele procura indiscretamente o que est\u00e1 acontecendo debaixo da terra e no c\u00e9u, ele faz o mal ser bom causa e ele ensina outros a fazerem como ele. &#8221; Em Este \u00e9 o conte\u00fado: isto \u00e9 o que voc\u00ea viu do seu pr\u00f3prios olhos na com\u00e9dia de Arist\u00f3fanes, ou seja diz um certo S\u00f3crates que \u00e9 carregado pelo palco, que declara que anda no ar e que fala uma centena de outras extravag\u00e2ncias sobre assuntos que n\u00e3o entendo absolutamente nada. E o que eu digo sobre isso n\u00e3o \u00e9 para depreciar esta ci\u00eancia, se houver algu\u00e9m que esteja ouvidos nestas quest\u00f5es, e para evitar uma nova julgamento por Meleto; mas \u00e9 isso mesmo N\u00e3o me importo com isso de forma alguma. Eu pego um pouco testemunham a maioria de voc\u00eas, e pe\u00e7o que voc\u00eas informar uns aos outros e relatar o que voc\u00eas sabem, todos voc\u00eas que me ouviram falar Muitos de voc\u00eas est\u00e3o nessa situa\u00e7\u00e3o. Diga a si mesmo ent\u00e3o um para o outro se algum de voc\u00eas me tiver ouvi discursos mais ou menos sobre esses assuntos, e voc\u00ea voc\u00ea reconhecer\u00e1 por isso que todos os ru\u00eddos que a multid\u00e3o faz correndo na minha conta s\u00e3o do mesmo tipo.<\/p>\n<p><b>IV. \u2013<\/b>\u00a0Na verdade n\u00e3o h\u00e1 nada de real nisso barulhos, e se algu\u00e9m lhe dissesse novamente que eu interfiro para ensinar e me fazer pagar por isso, isso tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 verdade. N\u00e3o \u00e9 que eu n\u00e3o ache lindo poder instruir os homens, como G\u00f3rgias, o Leontino, como Pr\u00f3dico de Ceos, como H\u00edpias de Elis. Cada um desses mestres, atenienses, em qualquer cidade que visite, ele tem o dom de atrair os jovens pessoas, e quando estas pudessem se prender sem bolsa liberar a qualquer um dos seus concidad\u00e3os que eles quiserem, eles persuadi-los a deixar a companhia de seus concidad\u00e3os para se apegarem a eles, e os jovens pagar por isso e ainda manter seus<br \/>\nobrigado. Disseram-me que h\u00e1 aqui ainda outro estudioso homem, um cidad\u00e3o de Paros, que est\u00e1 hospedado entre n\u00f3s.<\/p>\n<p>Aconteceu de eu ir \u00e0 casa de um homem que deu para o sofistas mais dinheiro do que todos os outros juntos;\u00a0 Este \u00e9 Callias, filho de Hipponicos. Eu fiz uma pergunta a ele pergunta sobre seus dois filhos: &#8220;C\u00e1lias&#8221;, eu disse a ele, se em vez de dois filhos voc\u00ea tivesse dois potros ou dois bezerros, saber\u00edamos escolher um instrutor para eles que, por uma taxa, os tornaria t\u00e3o bons e bonitos que sua natureza dita, e este instrutor seria um<br \/>\nescudeiro habilidoso ou lavrador especialista. Mas, como isso s\u00e3o homens, quem voc\u00ea pretende tomar por eles governar? Quem poder\u00e1 ensinar-lhes a virtude pr\u00f3pria de homem e cidad\u00e3o? N\u00e3o tenho d\u00favidas de que voc\u00ea tem pense, j\u00e1 que voc\u00ea tem filhos. Voc\u00ea tem algu\u00e9m, ele Eu perguntei, sim ou n\u00e3o? \u2013 Sim, ele respondeu. &#8211; Quem \u00e9 isso, perguntei, de que pa\u00eds ele \u00e9 e quanto ele custa pagar pelas aulas dele? \u201c\u00c9 Evenus, S\u00f3crates\u201d, ele respondeu; Ele \u00e9 de Paros e pega cinco minas. &#8220;E eu encontrei que este Evenus era um homem muito feliz, se \u00e9 que ele \u00e9 \u00c9 verdade que ele possui essa arte e que a ensina por um pre\u00e7o t\u00e3o alto moderado. Em qualquer caso, eu ficaria muito orgulhoso de mim mesmo e muito glorioso, se eu soubesse fazer tanto; mas, Francamente, atenienses, n\u00e3o sei.<\/p>\n<p><b>V. \u2013<\/b>\u00a0Dito isto, algu\u00e9m entre voc\u00eas pode dizer: &#8220;Mas ent\u00e3o, S\u00f3crates, que neg\u00f3cio \u00e9 esse que seu? De onde vieram essas cal\u00fanias generalizadas? contra voc\u00ea? Voc\u00ea finge que n\u00e3o est\u00e1 fazendo mais nada extraordin\u00e1rio que os outros; mas voc\u00ea n\u00e3o seria certamente n\u00e3o \u00e9 assunto de tanto barulho e fofoca, se voc\u00ea n\u00e3o estava fazendo nada al\u00e9m dos outros. Conte-nos para que n\u00e3o vos julguemos pela luz. \u201cEsta obje\u00e7\u00e3o parece-me justa e eu vou tente explicar de onde isso veio notoriedade e essas cal\u00fanias. Ent\u00e3o ou\u00e7a. Talvez Alguns de voc\u00eas imaginar\u00e3o que eu prazeroso; No entanto, tenha certeza de que s\u00f3 lhe contarei a verdade. A reputa\u00e7\u00e3o que me foi dada n\u00e3o vem de de algo diferente de uma certa sabedoria que est\u00e1 em mim.<\/p>\n<p>O que \u00e9 essa sabedoria? Talvez seja sabedoria puramente humano. Esta sabedoria, eu posso na verdade possui, enquanto aqueles sobre os quais eu estava falando agora tenho um que \u00e9 sem d\u00favida mais do que humano; caso contr\u00e1rio, n\u00e3o sei o que dizer sobre isso; porque eu n\u00e3o n\u00e3o a conhe\u00e7o e quem disser o contr\u00e1rio \u00e9 mentiroso e disse para me denegrir.<\/p>\n<p>Agora, atenienses, nem murmureis se voc\u00ea acha que eu falo muito sobre mim vantajosamente. Porque o ponto que vou repetir n\u00e3o \u00e9 n\u00e3o de mim; mas aquele a quem deve ser relatado merece sua confian\u00e7a. Para testemunhar a minha sabedoria, apresentarei o deus de Delfos, que lhe dir\u00e1 se tenho alguma e o que \u00e9. Voc\u00ea provavelmente sabe Khairephon. Ele era meu amigo de inf\u00e2ncia e um amigo do povo, que partilhou o seu recente ex\u00edlio e regressou com voc\u00ea. Voc\u00ea tamb\u00e9m sabe que tipo de homem ele era.<\/p>\n<p>Khairephon e qu\u00e3o ardente ele era em tudo o que fazia empreendeu. Um dia, quando ele foi para Delfos, ele ousou pergunte ao or\u00e1culo a seguinte quest\u00e3o \u2013 eu imploro Mais uma vez, ju\u00edzes, n\u00e3o gritem \u2013 ele perguntei, eu disse, se havia um homem no mundo mais mais s\u00e1bio que eu. Mas a P\u00edtia respondeu-lhe que n\u00e3o havia nenhuma n\u00e3o tinha nenhum. E esta resposta, seu irm\u00e3o, que est\u00e1 aqui, testemunhar\u00e1 diante de voc\u00eas, pois Khairephon est\u00e1 morto.<\/p>\n<p><b>VI. \u2013\u00a0<\/b>Agora considere por que estou lhe dizendo falar. \u00c9 isso que eu tenho para explicar a voc\u00eas a origem do cal\u00fania da qual sou v\u00edtima. Quando eu aprendi esta resposta do or\u00e1culo, comecei a refletir dentro de mim mesmo-mesmo: &#8220;O que significa Deus e que significado tem a sua palavras ? Pois estou ciente de que n\u00e3o sou nem mais nem menos s\u00e1bio. Ent\u00e3o o que ele quer dizer quando diz que eu eu sou o mais s\u00e1bio? pois ele certamente n\u00e3o mente; que n\u00e3o lhe \u00e9 permitido. &#8220;Por muito tempo eu perguntou qual era sua ideia; finalmente eu decidi, embora com grande dificuldade, para esclarecer o caminho seguinte: Fui \u00e0 casa de um desses que passam por ser s\u00e1bio, pensando que n\u00e3o poderia, melhor do que l\u00e1, controlar o or\u00e1culo e declarar-lhe: \u201cEste homem \u00e9 mais s\u00e1bio do que eu, e voc\u00ea me proclamou o mais s\u00e1bio s\u00e1bio. &#8220;Ent\u00e3o examinei esse homem minuciosamente; n\u00e3o tenho preciso dizer o nome dele, mas ele era um dos nossos homens de Estado, que, quando testado, causou em mim a impress\u00e3o que sempre terei para falar com voc\u00ea. Pareceu-me, de fato, enquanto conversava com ele, que este homem parecia s\u00e1bio para muitos outros e especialmente para si mesmo, mas que ele n\u00e3o era. tentei ent\u00e3o para mostrar a ele que ele n\u00e3o tinha a sabedoria que ele acreditava que sim. Com isso fiz inimigos dele e de v\u00e1rios dos assistentes. Ao sair, eu disse a mim mesmo: &#8220;Eu sou mais s\u00e1bio do que isso cara ali. Pode ser que nenhum de n\u00f3s saiba nada bonito ou bom; mas ele acha que sabe de\u00a0 alguma coisa coisa, enquanto ele n\u00e3o sabe nada, enquanto eu, se eu n\u00e3o N\u00e3o sei, acho que tamb\u00e9m n\u00e3o sei. Parece para mim para que eu seja um pouco mais s\u00e1bio do que ele de fato mesmo que eu n\u00e3o saiba, eu acho que n\u00e3o n\u00e3o sei mais disso. &#8220;Depois disso, fui procurar um outro, um daqueles que foram considerados ainda mais s\u00e1bios que o primeiro, e minha impress\u00e3o foi a mesma, e aqui novamente fiz inimigos dele e de muitos outros.<\/p>\n<p><b>VII \u2013<\/b>\u00a0Continuei, no entanto, a minha investiga\u00e7\u00e3o. EU senti, \u00e9 verdade, que estava fazendo inimigos, e Eu me senti entediado e apreensivo com isso, mas eu Senti-me obrigado a colocar o servi\u00e7o ao deus acima de tudo sobretudo. Por isso tive que perguntar sobre o significado do or\u00e1culo, v\u00e1 encontrar todos aqueles que passaram por aqui possuir algum conhecimento. Agora, pelo dog, Atenienses, pois devo-vos a verdade, \u00e9 mais ou menos isso que isso aconteceu comigo. Aqueles que eram mais conhecidos por suas a sabedoria parecia-me ser, com algumas exce\u00e7\u00f5es, aqueles que mais careciam dela, examinando-os segundo o pensamento do deus, enquanto outros, que passaram por para os inferiores, me pareceu ser mais homens sensato. Preciso te contar sobre minhas compras, tantos trabalhos que realizei para para me assegurar de que o or\u00e1culo era irrefut\u00e1vel.<\/p>\n<p>Depois dos estadistas, fui procurar os poetas, autores de trag\u00e9dias, autores de ditirambos e outros, contando que desta vez eu seria pego em flagrante a inferioridade da minha sabedoria em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 deles. eu peguei<br \/>\nassim comigo aquelas de suas obras que eles parecia ter funcionado mais e eu perguntei a eles o que eles queriam dizer, para me instruir ao mesmo tempo tempo com eles. Agora tenho vergonha de voc\u00eas, atenienses, diga a verdade. Mas \u00e9 necess\u00e1rio. Bem, todos aqueles que se estivessem presentes, ou quase, teriam sido melhores falavam de seus poemas que eles mesmos que os tinham fatos. Rapidamente reconheci que os poetas tamb\u00e9m n\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o guiados em suas cria\u00e7\u00f5es pela ci\u00eancia, mas por uma esp\u00e9cie de instinto e por inspira\u00e7\u00e3o divino, assim como os adivinhos e os profetas, que, Eles tamb\u00e9m dizem muitas coisas boas, mas sem perceba o que eles est\u00e3o dizendo. Os poetas eu parecia estar aproximadamente na mesma situa\u00e7\u00e3o. E eu notaram ao mesmo tempo que devido ao seu talento po\u00e9ticos, eles acreditavam ser os mais s\u00e1bios em tudo o mais homens, o que eles n\u00e3o eram de forma alguma. eu eles ent\u00e3o eu fui embora, pensando que eu tinha o mesmo tipo neles superioridade sobre os estadistas.<\/p>\n<p><b>VIII. \u2013<\/b>\u00a0No final, fui at\u00e9 os artes\u00e3os; porque, se eu soubesse que mal sabia nada, eu tinha certeza de encontrar neles pelo menos pessoas que conhe\u00e7o muitas coisas bonitas. Nisso n\u00e3o fiquei decepcionado: eles sabiam coisas que eu n\u00e3o sabia n\u00e3o e, nisso, eles eram mais instru\u00eddos do que eu.<\/p>\n<p>Somente, atenienses, esses bons artes\u00e3os me apareceram t\u00eam o mesmo defeito que os poetas. Porque eles estavam fazendo bem o seu trabalho, cada um deles achava que era muito ouvido at\u00e9 nas coisas mais importantes, e essa ilus\u00e3o eclipsou seu conhecimento profissional; t\u00e3o bom que, para justificar o or\u00e1culo, eu me perguntava se eu n\u00e3o preferiria n\u00e3o ser como eu era, sem compartilhar suas ci\u00eancia nem sua ignor\u00e2ncia, em vez de ter uma e o outro gosta deles. Ent\u00e3o eu respondi a mim mesmo e o or\u00e1culo de que eu tinha uma vantagem em ser como eu era.<\/p>\n<p><b>IX. \u2013<\/b>\u00a0S\u00e3o essas investiga\u00e7\u00f5es, atenienses, que t\u00eam levantou contra mim tanto \u00f3dio t\u00e3o amargo e t\u00e3o formid\u00e1vel, e \u00e9 desses \u00f3dios que tantos surgiram de cal\u00fania e dessa reputa\u00e7\u00e3o de sabedoria que me foi dada feito ; porque quem me ouve sempre imagina que eu sei as coisas que exponho a ignor\u00e2ncia dos outros. Mas as chances s\u00e3o de que, ju\u00edzes, que o deus \u00e9 verdadeiramente s\u00e1bio e que por isso or\u00e1culo ele quer dizer que a sabedoria humana n\u00e3o \u00e9 muito ou mesmo que n\u00e3o seja nada. E se ele tiver chamado S\u00f3crates, parece que ele n\u00e3o usou meu nome s\u00f3 para me dar como exemplo. Isso \u00e9 como se dissesse: \u201cO mais s\u00e1bio entre v\u00f3s, homens, \u00e9 aquele que reconheceu, como S\u00f3crates, que sua sabedoria n\u00e3o \u00e9 nada. &#8220;\u00c9 por isso que hoje ainda vou a todos os lugares, investigando e questionando todos aqueles cidad\u00e3os e estrangeiros que me aparecem<br \/>\nser s\u00e1bio; e, quando descubro que n\u00e3o s\u00e3o, Eu me fa\u00e7o o campe\u00e3o de Deus, mostrando-lhes que eles n\u00e3o s\u00e3o s\u00e1bios. T\u00e3o ocupado, nunca tive o tempo livre para se interessar seriamente pelos assuntos do cidade nem a minha, e eu vivo na pobreza extremo, porque estou a servi\u00e7o do deus.<\/p>\n<p><b>X. \u2013<\/b>\u00a0Al\u00e9m disso, os jovens que est\u00e3o ligados a mim espontaneamente, tendo muito lazer, porque isso s\u00e3o filhos das fam\u00edlias mais ricas, aproveitem ouvir-me examinar as pessoas e muitas vezes elas me imitam eles mesmos e tentam examinar os outros, e isso \u00e9 certo que eles encontram um bom n\u00famero de pessoas que acham que sabem alguma coisa e n\u00e3o sabem nada ou coisinha. Como resultado, aqueles que eles examinam tire isso de mim, em vez de tirar isso deles mesmos, e dizem que h\u00e1 um certo S\u00f3crates, um vil\u00e3o, que corrompe a juventude. Eles perguntam o que ele faz e ensina a corromp\u00ea-lo, eles n\u00e3o conseguem faz\u00ea-lo dizem: eles ignoram isso; mas n\u00e3o deixar que eles vergonha, eles te respondem com essas banalidades que um se op\u00f5e a todos aqueles que lidam com filosofia, que ele busca o que acontece no c\u00e9u e sob o terra, que ele n\u00e3o acredita em deuses e que ele faz um bom trabalho por causa de uma ruim. Quanto a dizer o que \u00e9 a verdade, que os conven\u00e7amos a fingir que sabem, quando eles n\u00e3o sabem de nada, \u00e9 isso que eu acho que eles n\u00e3o saberiam para resolver.<\/p>\n<p>Ou como eles provavelmente querem ser honrados, que s\u00e3o violentos e numerosos, que fazem corpo e sabem fazer crer quando falam de mim, Eles te encheram por muito tempo e continuam ainda hoje para encher seus ouvidos com seus cal\u00fania implac\u00e1vel. S\u00e3o essas cal\u00fanias que t\u00eam encorajaram M\u00e9letus, Anytus e Lycon a me atacar, Meletos expressando o rancor dos poetas, Anytos, que artes\u00e3os e pol\u00edticos, e Lycon, que alto-falantes. Al\u00e9m disso, como eu disse a voc\u00ea em come\u00e7ando, ficaria muito surpreso se conseguisse chegar l\u00e1 em t\u00e3o pouco tempo pouco tempo para tirar de vossas mentes esta cal\u00fania que criou ra\u00edzes t\u00e3o fortes.<\/p>\n<p>Eu vos disse a verdade, atenienses, sem esconder nem esconder nada para esconder qualquer coisa, importante ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, tenho certeza de que estou atraindo \u00f3dio pelas mesmas raz\u00f5es de antes, que \u00e9 mais uma prova de que estou dizendo a verdade, de que isso \u00e9 realmente o caso cal\u00fania que me persegue e que esta \u00e9 a sua fonte.<\/p>\n<p>Quer voc\u00ea esteja investigando este assunto agora ou mais tarde Mais tarde, \u00e9 isso que voc\u00ea encontrar\u00e1.<\/p>\n<p><b>XI. \u2013<\/b>\u00a0Sobre as acusa\u00e7\u00f5es que me s\u00e3o feitas pelo meu primeiros acusadores, creio que j\u00e1 vos disse o suficiente para me justificar. Agora \u00e9 em Meleto, isto homem honesto t\u00e3o devotado \u00e0 cidade, ao que ele assegura, e aos meus acusadores recentes que tentarei responder. Vamos fingir que estamos lidando com novas acusa\u00e7\u00f5es e vamos dar o texto como para os primeiros. Aqui est\u00e1 aproximadamente: \u201cS\u00f3crates, disse a acusa\u00e7\u00e3o, \u00e9 culpado por corromper o juventude, que ele n\u00e3o honra os deuses da cidade e seus substitui novas divindades. &#8220;Assim \u00e9 a acusa\u00e7\u00e3o; Vamos examinar todas as cabe\u00e7as, uma ap\u00f3s a outra, o outro.<\/p>\n<p>O acusador me considera culpado de corromper o juventude. E eu, atenienses, digo que \u00e9 Meleto quem \u00e9 culpado de brincar com as coisas s\u00e9rio, quando ele leva as pessoas ao tribunal levianamente e finge se dedicar e se interessar pelas coisas coisas com as quais ele nunca se importou. Seja ele a\u00ed est\u00e1 a verdade exata, \u00e9 isso que vou tentar te dizer para mostrar.<\/p>\n<p><b>XII. \u2013\u00a0<\/b>Venha aqui, Meleto, e responda: Voc\u00ea n\u00e3o d\u00e1 grande import\u00e2ncia aos meios para tornar os jovens t\u00e3o virtuosos quanto poss\u00edvel?<\/p>\n<p>&#8211; Sim. \u2013 Pois bem, vamos l\u00e1, digam a estes ju\u00edzes quem \u00e9 que os torna melhores. Voc\u00ea certamente sabe disso, j\u00e1 que voc\u00ea se importa com isso. J\u00e1 que voc\u00ea, voc\u00ea diz, descobriu o homem que os corrompe e \u00e9 por isso que voc\u00ea est\u00e1 me dizendo processe-me e incrimine-me perante este tribunal, vamos l\u00e1, tamb\u00e9m nomeie aquele que os torna melhores e fa\u00e7a-o conhe\u00e7o esses ju\u00edzes. Veja, Meleto, voc\u00ea mant\u00e9m o sil\u00eancio e voc\u00ea n\u00e3o sabe o que dizer. N\u00e3o te parece vergonhoso e isso n\u00e3o \u00e9 prova suficiente do que Estou dizendo que voc\u00ea nunca se importou com isso? Vamos, fale, meu bom homem, quem os torna melhores?<\/p>\n<p>\u2013 As leis.<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o \u00e9 isso que estou lhe perguntando, excelente rapaz, homem, mas que homem os torna melhores, sendo entendido que acima de tudo ele conhece essas leis das quais voc\u00ea falar. \u2013 Estes s\u00e3o os homens que voc\u00ea tem diante de voc\u00ea, S\u00f3crates, os ju\u00edzes. \u2013 Como voc\u00ea diz, Meleto? Esses homens s\u00e3o capazes de instruir os jovens e para torn\u00e1-los melhores? &#8211; Certamente. \u2013 Eles s\u00e3o? todos eles, ou h\u00e1 alguns que s\u00e3o e outros que n\u00e3o s\u00e3o<br \/>\nn\u00e3o ? \u2013 Todos eles s\u00e3o. \u2013 Por Hera, voc\u00ea fala de ouro e n\u00e3o nos faltar\u00e3o bons tutores. Mas diga &#8211; eu tamb\u00e9m, essas pessoas que nos escutam fazem isso os jovens s\u00e3o melhores ou n\u00e3o? \u2013 Eles tamb\u00e9m os fazem melhor.<\/p>\n<p>\u2013 E os nossos senadores? \u2013 Nossos senadores tamb\u00e9m. \u2013 Mas ent\u00e3o, Meleto, n\u00e3o seriam os cidad\u00e3os reunidos na assembleia, os eclesi\u00e1sticos, que corrompem o jovens? ou eles tamb\u00e9m, sem exce\u00e7\u00e3o, o elas os tornam melhores? \u2013 Sim, eles tamb\u00e9m. \u2013 Ent\u00e3o todos os Os atenienses, ao que parece, os tornam belos e bons, exceto eu, e eu sou o \u00fanico que os corrompe. Isso \u00e9 \u00c9 isso que voc\u00ea diz? \u2013 \u00c9 exatamente isso. \u2013 Eu n\u00e3o tenho<br \/>\nmuita m\u00e1 sorte, se voc\u00ea estiver falando a verdade. Mas responda &#8211; Meu. Voc\u00ea acha que \u00e9 o mesmo se for uma quest\u00e3o de cavalos, e que todos podem mont\u00e1-los treinar e ter um homem que as mima? ou \u00e9 tudo o contr\u00e1rio, e existe apenas um, ou um muito pequeno n\u00famero, os escudeiros, que s\u00e3o capazes de trein\u00e1-los, enquanto a maioria das pessoas, se eles os montam e se livram deles servir, apenas estrag\u00e1-los? N\u00e3o \u00e9 assim,<br \/>\nMeleto, e cavalos e todos os outros animais?<\/p>\n<p>Sim, certamente, quer Anytos e voc\u00ea concordem ou n\u00e3o, n\u00e3o concordou. Isso seria realmente \u00f3timo felicidade para os jovens, se fosse verdade que s\u00f3 um os corrompe e outros os aperfei\u00e7oam. Mas a realidade \u00e9 bem diferente, Meleto, e voc\u00ea mostra isso claramente voc\u00ea nunca se preocupou com os jovens at\u00e9 agora, e sua indiferen\u00e7a \u00e9 claramente evidente no fato de que voc\u00ea n\u00e3o voc\u00ea nunca se importou com as coisas que voc\u00ea me contou sobre continuar.<\/p>\n<p><b>XIII. \u2013<\/b>\u00a0Mas, em nome de Zeus, Meleto, diga-me qual \u00e9 melhor para viver com cidad\u00e3os honesto ou com bandidos. Vamos, meu amigo, responder ; N\u00e3o estou lhe pedindo nada dif\u00edcil. N\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que os maus sempre prejudicam aqueles que aproxime-se deles de perto, e pessoas honestas de bem?<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 verdade. &#8211; Agora existe um homem que quer ser prejudicado em vez de ajudado por aqueles com quem ele se associa?<\/p>\n<p>Responda, meu bravo homem; porque a lei exige que respondamos. E Existe algum homem que queira ser injusti\u00e7ado? &#8211; N\u00e3o, certamente. \u2013 Agora, vamos ver: seguindo-me at\u00e9 aqui, sob o pretexto de que corrompo os jovens e que os leva ao mal, voc\u00ea ouve que eu fa\u00e7o isso volunt\u00e1ria ou involuntariamente? \u2013 Voluntariamente. &#8211; O que! Meleto, jovem como voc\u00ea Voc\u00ea est\u00e1 t\u00e3o al\u00e9m de mim em sabedoria, eu que sou um velho? O que ! voc\u00ea reconheceu, voc\u00ea, que o Pessoas m\u00e1s sempre machucam aqueles que as machucam aproximar-se de perto, e pessoas honestas de bem; E Cheguei a tal ponto de ignor\u00e2ncia que n\u00e3o sei Eu nem sei se eu fa\u00e7o algu\u00e9m maldoso aqueles que vivem comigo, eu me exponho a receber alguns errado ! e \u00e9 voluntariamente, voc\u00ea diz, que eu me comprometo que erro! Voc\u00ea n\u00e3o far\u00e1 isso comigo, Meleto, acredite e tenho certeza que ningu\u00e9m no mundo vai acreditar.<\/p>\n<p>O que \u00e9 verdade \u00e9 que eu n\u00e3o corrompo ningu\u00e9m ou, se Eu corrompo algu\u00e9m, mas n\u00e3o intencionalmente, ent\u00e3o, em ambos os casos, voc\u00ea est\u00e1 mentindo. Mas, se Eu corrompo sem querer, aqui n\u00e3o \u00e9 o lugar para fazer isso, de acordo com a lei, para perseguir essas faltas involunt\u00e1rias: devemos tomar o autor em particular e instru\u00ed-lo e avis\u00e1-lo; porque \u00e9 \u00f3bvio que uma vez instru\u00eddo, eu n\u00e3o farei mais do que fa\u00e7o sem querer. Mas voc\u00ea, voc\u00ea tem sempre evitou falar comigo e me ensinar; voc\u00ea voc\u00ea nunca conseguiria fazer isso, e \u00e9 aqui que voc\u00ea me cita, aqui onde a lei exige que aqueles que merecem ser levados aos tribunais castigados, mas n\u00e3o aqueles que precisam de repreens\u00e3o.<\/p>\n<p><b>XIV. \u2013<\/b>\u00a0Agora, atenienses, voc\u00eas se rendem leve em conta claramente o que eu estava dizendo antes, que Meleto nunca se importou com nada, nem um pouco nem um pouco.<\/p>\n<p>Contudo, explica-nos, Meleto, o que maneira como voc\u00ea afirma que eu corrompo os jovens.<\/p>\n<p>N\u00e3o ficou claro na reclama\u00e7\u00e3o que voc\u00ea escreveu, que \u00e9 ensinando a n\u00e3o honrar os deuses que a cidade os reverencia e substitui-los por outras divindades?<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9, segundo voc\u00ea, ao ensinar-lhes isso que eu os corruptos? \u2013 Sim, e afirmo-o enfaticamente. \u2013 Ent\u00e3o, Meleto, em nome desses mesmos deuses dos quais ele \u00e9 pergunta, explique-nos ainda mais claramente a sua<br \/>\npensei nesses ju\u00edzes e em mim; porque tem uma coisa que eu n\u00e3o consigo entender. Voc\u00ea quer dizer que eu ensino em acredito que existem certos deuses \u2013 neste caso, eu mesmo acredito em deuses, n\u00e3o sou ateu nem<br \/>\nculpado desta acusa\u00e7\u00e3o \u2013 mas n\u00e3o s\u00e3o os deuses do Estado, que s\u00e3o deuses diferentes, e que \u00e9 precisamente aquilo que voc\u00ea me censura, ou voc\u00ea quer dizer que n\u00e3o acredito em deuses e que Eu ensino essa doutrina aos outros? &#8211; \u00c9 isso que eu apoio, que voc\u00ea n\u00e3o reconhece nenhum deus. &#8211; Oh Maravilhoso Meletus, por que voc\u00ea o apoia?<\/p>\n<p>Ouvindo voc\u00ea, eu nem reconhe\u00e7o, como todo mundo mundo, o sol nem a lua para deuses? \u2013 N\u00e3o, por Zeus, ju\u00edzes, ele n\u00e3o os reconhece, pois ele afirma que o sol \u00e9 uma pedra e a lua uma terra. &#8211; Isso \u00e9 Anax\u00e1goras, a quem voc\u00ea pensa estar acusando, meu caro Meleto.<\/p>\n<p>Voc\u00ea despreza esses ju\u00edzes a tal ponto que acredita neles? t\u00e3o analfabetos que n\u00e3o sabem que estes s\u00e3o os livros de Anax\u00e1goras de Claz\u00f4menas que est\u00e3o cheios de essas teorias? E voc\u00ea quer que os jovens cuidem disso<br \/>\ninstruir comigo, quando eles podem \u00e0s vezes compre esses livros da orquestra por um dracma todos no m\u00e1ximo, e ent\u00e3o zombar de S\u00f3crates, se ele der essas ideias como sendo suas, especialmente porque s\u00e3o t\u00e3o<br \/>\nestranho. Finalmente, por Zeus, \u00e9 realmente esse o seu pensamento, que eu n\u00e3o acredita em nenhum deus? \u2013 Sim, por Zeus, voc\u00ea n\u00e3o acha absolutamente a nenhum. \u2013 Como posso acreditar em voc\u00ea, Meleto? voc\u00ea Parece-me que n\u00e3o consigo acreditar em voc\u00ea. Na minha opini\u00e3o, Atenienses, acho que Meleto \u00e9 um homem violento, e sem restri\u00e7\u00f5es, e que ele n\u00e3o fez essa acusa\u00e7\u00e3o contra mim s\u00f3 para me insultar e porque ele \u00e9 jovem e inconsiderado. Parece que ele comp\u00f4s um enigma para teste-me. \u201cVamos ver\u201d, disse ele para si mesmo, \u201cse S\u00f3crates, esse homem culto cara, vai perceber que estou brincando e que estou segurando palavras contradit\u00f3rias, ou se eu vou peg\u00e1-lo e tudo aqueles que nos ouvem. \u201cParece-me que \u00e9 de fato contrariado em sua acusa\u00e7\u00e3o. \u00c9 como se ele disse: \u201cS\u00f3crates \u00e9 culpado de n\u00e3o acreditar que existe deuses, mas acreditar que existem alguns. &#8220;Isso \u00e9 tudo s\u00f3 uma brincadeira.<\/p>\n<p><b>XV. \u2013<\/b>\u00a0Examinai comigo, atenienses, o que eu acha que est\u00e1 se contradizendo. Tu, Meleto, responde-nos, e voc\u00ea, lembre-se da ora\u00e7\u00e3o que eu fiz a voc\u00ea em come\u00e7ando e n\u00e3o proteste se eu der meu discurso na forma que \u00e9 habitual para mim.<\/p>\n<p>Existe no mundo, Meleto, um homem que acredita que existem coisas humanas e quem n\u00e3o acredita que existem homens? Que ele responda, \u00f3 ju\u00edzes, em vez para escapar pelos campos. Existe algum homem que n\u00e3o\u00a0 acredita em cavalos e que acredita no uso que lhes \u00e9 dado fazer ? que n\u00e3o acredita em flautistas, mas que acredita na arte deles? N\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1, excelente homem.<\/p>\n<p>J\u00e1 que voc\u00ea n\u00e3o quer responder, eu vou te dizer, para voc\u00ea e para esta assembleia. Mas pelo menos responda a pergunta que se segue. Existe algu\u00e9m que acredita que ele existem coisas demon\u00edacas e quem n\u00e3o acredita nelas dem\u00f4nios? &#8211; N\u00e3o. &#8211; Sou muito grato a voc\u00ea por me receber respondido, embora voc\u00ea tenha feito isso com dificuldade e constrangimento por esses ju\u00edzes. Ent\u00e3o voc\u00ea concorda que eu admito e ensina coisas demon\u00edacas, sejam elas novo ou velho, n\u00e3o importa. Ainda, pelo que voc\u00ea diz, eu acredito em coisas demon\u00edaco, e voc\u00ea at\u00e9 mesmo atestou isso por juramento em sua acusa\u00e7\u00e3o. Mas se eu acredito em coisas os demon\u00edacos s\u00e3o absolutamente necess\u00e1rios, n\u00e3o s\u00e3o? que eu tamb\u00e9m acredito em dem\u00f4nios. A consequ\u00eancia n\u00e3o \u00e9- ela n\u00e3o for\u00e7ou? Sim, \u00e9, tenho que admitir que voc\u00ea concordo, j\u00e1 que voc\u00ea n\u00e3o responde. Agora esses dem\u00f4nios, n\u00e3o n\u00e3o os vemos como deuses ou filhos? deuses? Voc\u00ea concorda ou n\u00e3o? &#8211; EU concordar. \u2013 Portanto, se eu acredito em dem\u00f4nios, como voc\u00ea reconhece, e se os dem\u00f4nios s\u00e3o deuses em qualquer capacidade, \u00e9 isso que me faz dizer isso voc\u00ea fala em enigmas e zomba dizendo que eu n\u00e3o acredito em deuses e depois que eu acredito em deuses, j\u00e1 que acredito em dem\u00f4nios. Por outro lado, se Os dem\u00f4nios s\u00e3o filhos bastardos dos deuses, nascidos de ninfas ou outras m\u00e3es, conforme relatado, que pode acreditar que existem filhos dos deuses, mas que n\u00e3o existem deuses? Seria t\u00e3o absurdo quanto acreditam que as mulas s\u00e3o filhos de \u00e9guas e jumentos, mas que n\u00e3o h\u00e1 cavalos nem burros. Sim, Meleto, ele \u00c9 certo que ao mover esta a\u00e7\u00e3o contra mim, voc\u00ea queria para me testar ou que voc\u00ea se sentiu envergonhado de encontrar contra mim uma queixa real. Mas que voc\u00ea conven\u00e7a nunca a uma pessoa nem um pouco sensata do que o mesmo o homem pode acreditar que existem coisas demon\u00edacas e coisas divinas e que por outro lado n\u00e3o h\u00e1 nem dem\u00f4nios, nem deuses, nem her\u00f3is, isso \u00e9 absolutamente imposs\u00edvel.<\/p>\n<p><b>XVI. \u2013<\/b>\u00a0Para dizer a verdade, atenienses, para vos convencer que n\u00e3o sou culpado dos crimes cometidos por Meleto me cobrar, acho que n\u00e3o devo estender meu demonstra\u00e7\u00e3o: o que eu disse \u00e9 suficiente. Mas, como eu<br \/>\nEu j\u00e1 declarei a voc\u00ea anteriormente que tenho contra mim inimizades violentas e numerosas, e nada \u00e9 mais verdade, saiba bem. E \u00e9 isso que ser\u00e1 minha ru\u00edna, se eu tiver que ser\u00e1 condenado: na verdade n\u00e3o ser\u00e1 nem Meleto, nem Anytus, mas sim a cal\u00fania e a inveja desta multid\u00e3o de pessoas, que j\u00e1 perderam muitos outros homens bons e que sem d\u00favida perder\u00e3o mais; porque n\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel que o mal pare comigo.<\/p>\n<p>Mas algu\u00e9m pode me dizer: &#8220;Ent\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o tem n\u00e3o tenho vergonha, S\u00f3crates, de ter adotado um modo de vida de onde voc\u00ea provavelmente morrer\u00e1 hoje? &#8220;Eu posso para opor a este homem esta resposta justa: &#8220;Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 na verdade, meu amigo, se voc\u00ea acredita que um homem que tem qualquer pequeno valor deve calcular as chances que ele tem viver ou morrer. Ele n\u00e3o deve, n\u00e3o importa o que fa\u00e7a, considere que uma coisa, quer ele aja com justi\u00e7a ou injustamente, se ele se comportar como um homem de cora\u00e7\u00e3o ou como um covarde. Pelo que voc\u00ea diz, dever\u00edamos ser acusados \u200b\u200bde sermos fracos de esp\u00edrito, todos os semideuses que morreram em Tr\u00f3ia, incluindo o filho de T\u00e9tis, que considerou o perigo t\u00e3o pouco em presen\u00e7a de desonra. O vidente ansioso por matar Heitor, sua m\u00e3e, que era uma deusa, falou com ele em termos aproximados estas palavras, se bem me lembro: &#8220;Meu filho, se voc\u00ea vingar a morte de P\u00e1troclo e se voc\u00ea matar Heitor, voc\u00ea voc\u00ea tamb\u00e9m morrer\u00e1; porque imediatamente ap\u00f3s Heitor, ela disse, este \u00e9 o destino que te espera. &#8220;Esta profecia<br \/>\nn\u00e3o o impediu de desprezar a morte e o perigo; ele tinha muito mais medo de viver como um covarde sem vingar sua amigos. &#8220;Deixe-me morrer, imediatamente ap\u00f3s ter punido o assassino, gritou ele, para n\u00e3o ficar ali, perto do vasos curvos, abertos ao rid\u00edculo, fardo in\u00fatil da terra! &#8220;Voc\u00eas acham que ele se importava com a morte e o perigo? Aqui, de fato, atenienses, est\u00e1 a verdadeira regra de conduta: qualquer homem que escolheu uma posi\u00e7\u00e3o porque que ele considerava o mais honrado ou que foi colocado ali por um l\u00edder, na minha opini\u00e3o, deve permanecer ali, seja qual for o perigo, e n\u00e3o considerar a morte ou qualquer outro perigo, mas acima de tudo honra.<\/p>\n<p><b>XVII. \u2013<\/b>\u00a0Ent\u00e3o seria uma coisa estranha para mim fazer contradi\u00e7\u00e3o, atenienses, se, depois de permanecerem apenas como outro arriscar a morte em todas as posi\u00e7\u00f5es onde o generais que voc\u00ea elegeu para me comandar<br \/>\nme colocou em Potidaea, em Anf\u00edpolis, em Deli\u00e3o, Eu estava indo agora, com medo da morte ou de qualquer coisa outro perigo, abandonar o posto onde me imaginei e convencido de que o deus estava me chamando, me ordenando a viver filosofando e examinando a mim mesmo e os outros. Isso seria s\u00e9rio, e \u00e9 quando realmente que eu poderia ser levado \u00e0 justi\u00e7a por n\u00e3o n\u00e3o acreditaria na exist\u00eancia de deuses, pois desobedeceria ao or\u00e1culo, temeria a morte e pensaria que eu era s\u00e1bio quando n\u00e3o era. Porque temer a morte, atenienses, n\u00e3o \u00e9 nada mais do que acreditar-se s\u00e1bio, quando n\u00e3o o \u00e9, j\u00e1 que \u00c9 acreditar que sabemos o que n\u00e3o sabemos.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m, em na verdade, n\u00e3o sabe o que \u00e9 a morte e se n\u00e3o \u00e9 precisamente para o homem o maior dos bens, e um tem\u00ea-lo, como se tivesse certeza de que \u00e9 o maior doen\u00e7as. E como isso n\u00e3o poderia ser isso ignor\u00e2ncia reprov\u00e1vel que consiste em crer que se sabe o que n\u00e3o sabemos? Agora talvez seja assim, ju\u00edzes, que ainda difiro da maioria dos homens e, se Ousei dizer que era mais s\u00e1bio do que outra pessoa em alguma coisa, \u00e9 nisso que, n\u00e3o sabendo suficientemente o que est\u00e1 acontecendo vai para o Hades, acho que tamb\u00e9m n\u00e3o sei.<\/p>\n<p>Mas quanto a fazer o mal e desobedecer a um melhor do que si mesmo, deus ou homem, eu sei que \u00e9 ruim e vergonhoso. Temo, portanto, os males que me saber por tal; mas as coisas eu n\u00e3o sei se eles n\u00e3o s\u00e3o bens, eu nunca terei medo deles nem N\u00e3o vou fugir deles.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, mesmo que voc\u00ea me absolva e n\u00e3o ou\u00e7a Anytos, quem te disse que voc\u00ea n\u00e3o deveria de jeito nenhum para me trazer diante de voc\u00ea ou que, se eu fosse trazido diante de voc\u00ea, voc\u00ea absolutamente teve que me condenar \u00e0 morte, porque que, ele disse a voc\u00ea, se eu escapasse, seus filhos praticariam os ensinamentos de S\u00f3crates e todos se corromperiam inteiramente; ainda que, tendo em conta esta afirma\u00e7\u00e3o, voc\u00ea me disse: &#8220;S\u00f3crates, n\u00e3o vamos ouvir Anytus, e n\u00f3s o absolvemos, mas com uma condi\u00e7\u00e3o, que \u00e9 que voc\u00ea n\u00e3o vai mais gastar seu tempo examinando o pessoas e filosofar; e se voc\u00ea for pego fazendo isso, voc\u00ea vai morrer; &#8220;se voc\u00ea me absolver, como eu disse, com esta condi\u00e7\u00e3o, eu lhe responderia: \u201cAtenienses, sou grato a voc\u00eas e amo voc\u00eas, mas Eu obedecerei ao deus em vez de voc\u00ea e, enquanto eu tiver um sopro de vida, enquanto eu puder, n\u00e3o conte n\u00e3o que eu cesse de filosofar, de exortar-vos e de para te dar um serm\u00e3o. Para cada um daqueles que eu v\u00e3o se encontrar, vou dizer o que costumo dizer: &#8220;Como podes tu, excelente homem, que \u00e9s ateniense e cidad\u00e3o da maior cidade do mundo e a mais renomado por sua sabedoria e poder, como ele n\u00e3o poderia voc\u00ea n\u00e3o fica envergonhado de colocar seu cuidado em acumular o m\u00e1ximo de dinheiro poss\u00edvel e buscar reputa\u00e7\u00e3o e honras, enquanto da sua raz\u00e3o, da verdade, da sua alma que deve ser constantemente aperfei\u00e7oada, voc\u00ea n\u00e3o dignar-se a n\u00e3o se importar nem se preocupar com isso? &#8220;E se algu\u00e9m de voc\u00eas contesta e afirma que ele est\u00e1 tomando isso cuidado, eu n\u00e3o vou deixar ir e n\u00e3o vou embora imediatamente, mas eu o questionarei, eu o examinarei, Eu vou peneir\u00e1-lo, e se me parecer que n\u00e3o possui n\u00e3o \u00e9 virtude, o que quer que ele diga, eu o envergonharei dar t\u00e3o pouco valor ao que tem mais e tanto valor ao que tem menos valor. \u00c9 isso que farei, n\u00e3o importa o que aconte\u00e7a quem quer que eu encontre, jovem ou velho, estrangeiro ou cidad\u00e3o; mas farei isso especialmente com o cidad\u00e3os, j\u00e1 que voc\u00eas me tocam mais de perto pelo sangue. Porque \u00e9 isso que o jogo ordena, ou\u00e7a, BOM ; e estou convencido de que ningu\u00e9m ainda prestou para sua cidade um servi\u00e7o maior do que eu na execu\u00e7\u00e3o a ordem do deus.<\/p>\n<p>Pois n\u00e3o tenho outro prop\u00f3sito em andar pelas ruas, do que persuadi-los, jovens e velhos, de que n\u00e3o deveriam d\u00ea prioridade ao corpo e \u00e0 riqueza e cuide deles com tanto ardor quanto a perfei\u00e7\u00e3o da alma.<\/p>\n<p>Repito-vos que n\u00e3o \u00e9 a riqueza que dar virtude, mas que \u00e9 virtude que de onde v\u00eam as riquezas e tudo o que \u00e9 proveitoso, seja para indiv\u00edduos ou para o Estado. Se \u00e9 dizendo que que corrompo os jovens, \u00e9 preciso admitir que isso s\u00e3o m\u00e1ximas prejudiciais. Mas se algu\u00e9m afirma Se eu disser qualquer outra coisa al\u00e9m disso, ele estar\u00e1 divagando. Dito isto, eu Eu vos direi, atenienses: \u201cOu\u00e7am \u00c2nito, ou n\u00e3o lhe d\u00ea ouvidos, absolva-me ou n\u00e3o me absolva; mas tenha certeza que eu nunca farei outra coisa coisa, quando eu deveria morrer mil vezes. \u00bb<\/p>\n<p><b>XVIII. \u2013<\/b>\u00a0N\u00e3o gritem, atenienses; aguentar voc\u00ea ao que eu pedi, n\u00e3o proteste, n\u00e3o importa o que eu diga, e me ou\u00e7a; porque voc\u00ea Acredito que voc\u00ea se beneficiar\u00e1 ao me ouvir. Eu tenho que te contar ainda algumas coisas que podem fazer voc\u00ea jogar fora os gritos altos. Por favor, cuide-se.<\/p>\n<p>Tenha certeza de que se voc\u00ea me matar, sem respeito ao homem que afirmo ser, n\u00e3o depende de mim O maior mal que voc\u00eas causar\u00e3o ser\u00e1 a voc\u00eas mesmos. Porque para mim, nem M\u00e9leto nem \u00c2nito podem me fazer mal, por menor que seja. Como eles poderiam, se ele \u00e9, como eu acredito, \u00e9 imposs\u00edvel para os perversos causarem dano o bom homem? Eles podem me fazer um favor condenar \u00e0 morte ou ao ex\u00edlio ou \u00e0 perda da minha direitos civis, e estes s\u00e3o, sem d\u00favida, grandes infort\u00fanios aos olhos dos meus acusadores e alguns outros talvez; mas eu n\u00e3o penso assim: eu considera um mal muito mais terr\u00edvel fazem o que fazem, quando se comprometem a fazer matar uma pessoa inocente. Al\u00e9m disso, atenienses, n\u00e3o \u00e9, como se pode acreditar, pelo amor de mim que Estou me defendendo agora, longe disso; Isso \u00e9 pelo amor de voc\u00ea; porque temo que em mim condenando voc\u00ea n\u00e3o ofende a deus no presente que ele fez com voc\u00ea. Se de fato voc\u00ea me matar, voc\u00ea n\u00e3o encontrar\u00e1 facilmente outro homem que, como eu, era literalmente t\u00e3o rid\u00edculo que a palavra pode aparecer, anexado \u00e0 cidade pelo deus, como um mosca para um cavalo grande e generoso, mas que seu a grandeza em si pesa e precisa ser provocado. Foi assim que, eu acredito, o deus me amarrou para a cidade: Eu sou o moscardo que, o dia todo, n\u00e3o para nunca te acordar, te aconselhar, repreender cada um de voc\u00eas e que voc\u00eas encontram em todos os lugares, colocado perto de voc\u00ea. Um homem como eu, julga, voc\u00ea n\u00e3o vai encontrar facilmente e, se voc\u00ea me disser acredite em mim, voc\u00ea vai me poupar. Mas talvez, impaciente como pessoas sonolentas sendo acordadas, voc\u00ea vai me dar voc\u00ea um tapinha, e, d\u00f3cil \u00e0s excita\u00e7\u00f5es de Anytos, eu<br \/>\nvoc\u00ea vai se matar sem pensar mais; depois do qual voc\u00ea voc\u00ea pode passar o resto da vida dormindo, a menos que que Deus, cuidando de voc\u00ea, n\u00e3o te envia algu\u00e9m para me substituir. Em todo caso, que eu sou exatamente o que um homem dedicado \u00e0 cidade deveria ser pelo deus, voc\u00ea pode reconhec\u00ea-lo por isso, \u00e9 que h\u00e1 algo mais do que humano no fato que negligenciei todos os meus neg\u00f3cios e que os deixei sofrendo por tantos anos para me ocupar sem cessai de v\u00f3s, aproximando-vos de cada um de v\u00f3s em em particular, como um pai ou um irm\u00e3o mais velho, e o pressionando para aplicar-se \u00e0 virtude. Se eu tirasse alguns algum lucro, se eu recebesse um sal\u00e1rio pelo meu exorta\u00e7\u00f5es, minha conduta seria explicada. Mas voc\u00ea vejam por voc\u00eas mesmos que meus acusadores, que acumule todas as queixas contra mim com tanta de insol\u00eancia, n\u00e3o conseguiu levar a aud\u00e1cia ao ponto de apresentar uma testemunha que ateste que alguma vez exigi ou pediu algum sal\u00e1rio. \u00c9 que, para atestar que eu diga a verdade, eu apresento, eu mesmo, uma testemunha de que sei ineg\u00e1vel, minha pobreza.<\/p>\n<p><b>XIX. \u2013<\/b>\u00a0Mas talvez pare\u00e7a estranho que eu v\u00e1 pelas ruas, dando conselhos em particular e intrometer-me nos assuntos dos outros e que em p\u00fablico n\u00e3o ouso n\u00e3o comparecer em suas assembleias e dar conselhos para a rep\u00fablica. \u00c9 porque voc\u00ea me disse frequentemente e em toda parte ouvimos que um sinal divino e demon\u00edaco se manifesta para mim, o que Meleto fez ironicamente um de seus pupilos. Isso tem come\u00e7ou na minha inf\u00e2ncia; \u00e9 um tipo de voz que, quando ouvida, sempre me afasta do que proponho fazer, mas n\u00e3o me pressiona a faz\u00ea-lo Nunca. Ela \u00e9 quem se op\u00f5e a mim cuidando de pol\u00edtica, e acho que ele tem muita sorte para mim<br \/>\nque ela me afasta disso. Pois saibam disso, atenienses, se desde a minha juventude eu tivesse me metido em assuntos p\u00fablico, eu teria morrido na minha juventude, e n\u00e3o teria n\u00e3o prestei nenhum servi\u00e7o a voc\u00ea ou a mim.<\/p>\n<p>E n\u00e3o N\u00e3o fique bravo comigo se eu lhe disser a verdade: \u00e9 n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m que possa salvar sua vida, se ele se opuser bravamente a voc\u00ea ou a qualquer outra assembleia popular, e se ele quer evitar que muitas injusti\u00e7as e ilegalidades sejam cometidas no Estado. \u00c9 necess\u00e1rio com certeza, quando voc\u00ea realmente quer lutar por justi\u00e7a e se algu\u00e9m quiser viver por algum tempo, limitar-se \u00e0 vida privada e n\u00e3o abordar a vida p\u00fablico.<\/p>\n<p><b>XX. \u2013<\/b>\u00a0E eu lhe darei uma prova forte disso, n\u00e3o por palavras, mas pelo que tem peso perto de voc\u00ea, por fatos. Ent\u00e3o ou\u00e7a o que tenho a dizer chegado. Voc\u00ea saber\u00e1 por isso que o medo da morte \u00e9 impotente para me fazer ceder a qualquer um contr\u00e1rio \u00e0 justi\u00e7a e que ao n\u00e3o ceder eu me exporia \u00e0 morte certa. Eu vou falar com voc\u00ea vantajosamente para mim como litigante, mas em toda sinceridade. Eu, atenienses, nunca exercitei nada al\u00e9m de servi\u00e7o p\u00fablico: fui senador. Mas ele se viu que a tribo de Antioquia, a nossa, estava em posse de o prytany na \u00e9poca em que voc\u00ea queria julgar junto os dez generais que n\u00e3o ressuscitaram os mortos ap\u00f3s a batalha naval. Era contra a lei, pois todos voc\u00eas reconheceram isso mais tarde. Eu era ent\u00e3o o \u00fanico entre os prytanes que se opuseram a mim a qualquer viola\u00e7\u00e3o do lei e quem votou contra voc\u00ea. Os palestrantes estavam prontos para denuncie-me e leve-me ao tribunal e voc\u00ea vai animado pelos seus gritos; Eu n\u00e3o pensei menos que ele Era meu dever enfrentar o perigo at\u00e9 o fim com a lei e a justi\u00e7a em vez de me colocar na sua lado e ceder \u00e0s suas resolu\u00e7\u00f5es injustas, por medo de pris\u00e3o ou morte.<\/p>\n<p>E isso acontecia quando a cidade ainda estava em democracia. Mas quando chegou a oligarquia, os Trinta, a vez deles, tendo me convocado, quinto, para o tholos, me deu a ordem de trazer Leo o Salaminiano para ser morto; porque eles deram frequentemente para muitas outras ordens deste tipo envolver o maior n\u00famero poss\u00edvel de cidad\u00e3os na sua responsabilidade poss\u00edvel. Nessa circunst\u00e2ncia, mostrei novamente, n\u00e3o por palavras, mas por a\u00e7\u00f5es, que, se eu puder para dizer sem te chocar, eu me importo com a morte como de nada e minha \u00fanica preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o fazer nada de injusto ou \u00edmpio. Tamb\u00e9m esse poder, por mais forte que fosse, n\u00e3o me impressionou o suficiente para me fazer comprometer uma injusti\u00e7a. Quando sa\u00edmos do tholos, o outros quatro partiram para Salamina e trouxeram de volta Leon e eu fomos para casa. E eu poderia ter paguei isso com a minha vida, se esse governo n\u00e3o tivesse existido derrubado logo depois. Esses fatos ser\u00e3o atestados a voc\u00ea por um grande n\u00famero de testemunhas.<\/p>\n<p><b>XXI. &#8211;<\/b>\u00a0Voc\u00ea acredita agora que eu teria vivido tantos anos se eu tivesse interferido nos assuntos p\u00fablicos, e se, tratando-os como um homem honesto, eu tivesse tomado a defesa da justi\u00e7a, colocando-a, como deve ser,<br \/>\nsobretudo? Longe disso, atenienses, e ningu\u00e9m mais, assim como eu, teria conseguido. Para Eu, ao longo da minha vida, serei reconhecido como Eu me mostrei t\u00e3o bem nos empregos p\u00fablicos que consegui preencher, e tal tamb\u00e9m nas minhas rela\u00e7\u00f5es privadas, n\u00e3o tendo nunca concedeu nada a ningu\u00e9m ao contr\u00e1rio do justi\u00e7a, nem mesmo a nenhum daqueles a quem meu caluniadores dizem que s\u00e3o meus disc\u00edpulos. Eu nunca, na verdade, n\u00e3o era mestre de ningu\u00e9m. Mas se algu\u00e9m quer me ouvir quando falo e cumprir minha miss\u00e3o, jovem ou velho, nunca recusei esse direito pessoa. Eu n\u00e3o sou um homem para falar por mim dinheiro e ficar quieto se n\u00e3o me derem nenhum. EU disponibiliza tanto aos pobres como aos rico, para que me questionem, ou, se preferirem, para que eu possa question\u00e1-los e eles possam ouvir o que eu tenho dizer. Se um ou outro deles se tornar honesto onde homem desonesto, n\u00e3o \u00e9 justo comigo ceder respons\u00e1vel, pois nunca prometi ou dei sem li\u00e7\u00f5es para ningu\u00e9m. E se algu\u00e9m afirma ter nunca aprendi ou ouvi nada de mim em particular algo que nem todo mundo tem tamb\u00e9m ouvi, saiba bem que ele n\u00e3o est\u00e1 dizendo a verdade.<\/p>\n<p><b>XXII. \u2013<\/b>\u00a0Mas por que alguns ouvintes Eles gostam de ficar na minha casa por longas horas? empresa ? Eu expliquei isso a voc\u00eas, atenienses, e vou Eu disse toda a verdade: eles gostam ou\u00e7a-me examinar aqueles que se imaginam s\u00e1bios e que n\u00e3o s\u00e3o, e, na verdade, isso n\u00e3o \u00e9 sem aprova\u00e7\u00e3o. E \u00e9, repito-vos, o deus que me tem prescrita esta tarefa por or\u00e1culos, por sonhos e por todos os meios que qualquer deus pode usar atribuir a um homem uma miss\u00e3o a cumprir. Esse O que digo aqui, atenienses, \u00e9 verdade e f\u00e1cil de verificar. Porque Se eu realmente corrompo os jovens e j\u00e1 corrompi alguns antes, n\u00e3o \u00e9 verdade que alguns deles, tendo reconhecido \u00e0 medida que envelheciam que eu tinha receberam conselhos perniciosos na juventude,\u00a0 para me punir, e se eles n\u00e3o quisessem fazer isso eles mesmos &#8211; o mesmo, que alguns membros da sua fam\u00edlia, pais, irm\u00e3os ou outros parentes, se eu tivesse prejudicado seus entes queridos, devem se lembrar disso agora e aprender com isso vingan\u00e7a. De qualquer forma, muitos deles est\u00e3o aqui: Eu os vejo. Primeiro, aqui est\u00e1 Crito, que tem a mesma idade e do mesmo demo que eu, pai de Critobulus aqui aqui ; ent\u00e3o Lis\u00e2nias de Espeto, pai de \u00c9squines, tamb\u00e9m presente. Aqui est\u00e1 novamente a Ant\u00edfona de Cef\u00edsia, pai de Epigenes; e outros como estes, cujos<br \/>\nirm\u00e3os moravam na minha companhia, Nicostratos, filho de Teoz\u00f3tides e irm\u00e3o de Te\u00f3doto; ou Te\u00f3doto est\u00e1 morto, ent\u00e3o ele n\u00e3o poderia influenci\u00e1-lo com suas ora\u00e7\u00f5es; ent\u00e3o Paralus, a quem voc\u00ea v\u00ea, filho de Dem\u00f3doco, cujo o irm\u00e3o era Teages, depois Adeimantus, filho de Ariston, cujo irm\u00e3o \u00e9 Plat\u00e3o, e Aiantodoro, cujo Este \u00e9 o irm\u00e3o Apollodorus. E eu poderia te contar sobre isso nomeie muitos outros, dos quais Meleto deveria ter citado pelo menos um como testemunha em sua acusa\u00e7\u00e3o. Se ele n\u00e3o pensei nisso, deixe-o citar agora, eu o autorizo, e, se ele puder produzir tal testemunho, que o fa\u00e7a dizer. Mas, pelo contr\u00e1rio, atenienses, voc\u00eas voc\u00ea encontrar\u00e1 todos prontos para me ajudar, quem corrompe seus entes queridos, eu que os machuco, de acordo com Meleto e \u00c2nito. \u00c9 verdade que aqueles que s\u00e3o pessoas corruptas podem ter alguma raz\u00e3o para defender; mas seus pais, a quem n\u00e3o seduzi, que j\u00e1 est\u00e3o avan\u00e7ados em anos, que raz\u00e3o t\u00eam para me ajudem, se n\u00e3o a lealdade e a justi\u00e7a, porque eles t\u00eam consci\u00eancia de que Meleto est\u00e1 mentindo e que eu estou dizendo a verdade ?<\/p>\n<p><b>XXIII. \u2013<\/b>\u00a0Basta, senhores ju\u00edzes: os argumentos que eu ent\u00e3o dar para minha defesa se resume a aproximadamente aqueles, ou talvez alguns outros do mesmo tipo.<\/p>\n<p>Mas talvez haja algu\u00e9m entre voc\u00eas que ficar\u00e1 indignado, lembrando-se de que ele pr\u00f3prio, tendo que apoiar um julgamento de menor consequ\u00eancia do que o meu, orou e implorou aos ju\u00edzes com muitas l\u00e1grimas, que ele<br \/>\nlevou os seus netos a tribunal, a fim de amolecer o m\u00e1ximo poss\u00edvel, e com seus filhos, muito de pais e amigos, enquanto eu n\u00e3o quero naturalmente n\u00e3o fa\u00e7o nada de tudo isso, embora eu ent\u00e3o acredito que estou enfrentando um perigo supremo. Pode ser que pensando nisso, ele iria me criticar e que, irritado com isso, meu m\u00e9todo, ele vota com raiva. Se algu\u00e9m de voc\u00eas est\u00e1 com esses sentimentos, o que eu n\u00e3o sinto Eu n\u00e3o acho, mas se ele os tem, eu acho que Eu lhe darei uma resposta razo\u00e1vel dizendo: &#8220;Eu tamb\u00e9m, excelente homem, tenho parentes; porque, como disse Homero, eu n\u00e3o nasci de um carvalho ou de uma rocha, mas de seres humanos. Ent\u00e3o eu tenho pais e filhos, atenienses, em n\u00famero de tr\u00eas, um dos quais \u00e9 j\u00e1 na adolesc\u00eancia, e os outros dois muito jovens. \u00bb<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o os trouxe aqui para interagir com voc\u00ea.<\/p>\n<p>para me absolver. Por que n\u00e3o quero fazer nada a respeito?<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por bravata, atenienses, nem por desprezo para voc\u00ea. Se eu contemplo a morte com seguran\u00e7a ou N\u00e3o, essa \u00e9 outra quest\u00e3o. Mas pela minha honra, para o seu e o de toda a cidade, n\u00e3o me importa n\u00e3o parece apropriado recorrer a nenhuma destas significa, na minha idade e com a minha reputa\u00e7\u00e3o, verdadeiro ou falso. Em qualquer caso, \u00e9 uma opini\u00e3o aceite que S\u00f3crates difere de alguma forma da maioria homens. Ent\u00e3o, se aqueles de voc\u00eas que passam por ser superior em sabedoria, coragem ou qualquer outra coisa tipo de m\u00e9rito seria se comportar assim, estaria l\u00e1 uma pena. E ainda assim eu tenho visto muitas vezes pessoas assim esp\u00e9cie, que eram considerados homens de valor, para fazer perante os ju\u00edzes de surpreendente baixeza, como se eles considerassem isso uma terr\u00edvel desgra\u00e7a que voc\u00ea condenou-os \u00e0 morte, e como se fossem<br \/>\nimortal caso voc\u00ea n\u00e3o os mate. Ouro, Acredito que eles desonram a cidade: eles fariam acreditam em estrangeiros do que os atenienses que distinguidos pelo seu m\u00e9rito e que os cidad\u00e3os escolhem-se preferencialmente para cri\u00e1-los para magistraturas e outras honrarias, n\u00e3o tem mais de coragem do que as mulheres. Estes s\u00e3o, atenienses, coisas que n\u00f3s, que somos considerados como tendo algum m\u00e9rito, n\u00e3o devemos fazer, e que voc\u00ea, se n\u00f3s n\u00f3s fazemos, voc\u00ea n\u00e3o deve permitir. Voc\u00ea deve em pelo contr\u00e1rio, mostre que voc\u00ea est\u00e1 disposto a condenar aqueles que encenam essas cenas lament\u00e1veis \u200b\u200bdiante de voc\u00ea e cobrir a cidade com o rid\u00edculo em vez daqueles que est\u00e3o esperando silenciosamente sua parada.<\/p>\n<p><b>XXIV. \u2013<\/b>\u00a0Independentemente da honra, atenienses, nem me parece que seja correto rezar a ele julgar e ser absolvido por suas s\u00faplicas; ele devemos esclarec\u00ea-lo e convenc\u00ea-lo. Porque o juiz n\u00e3o se senta para fazer um favor \u00e0 justi\u00e7a, mas para decidir o que o que est\u00e1 certo. Ele jurou n\u00e3o favorecer ningu\u00e9m de quem gostasse parece, mas julgar de acordo com as leis. N\u00e3o devemos ent\u00e3o n\u00e3o se acostume mais com o perj\u00fario do que voc\u00ea voc\u00eas devem se acostumar com isso, porque n\u00f3s ofenderiam os deuses uns dos outros. N\u00e3o espere portanto, n\u00e3o \u00e9 de mim, atenienses, que recorro a v\u00f3s a pr\u00e1ticas que n\u00e3o considero honestas, justas ou piedoso, especialmente, por Zeus, quando sou acusado de impiedade por Meleto aqui presente. Porque \u00e9 claro que, se Eu te influenciei e te forcei com minhas ora\u00e7\u00f5es a quebre seu juramento, eu te ensinaria a acreditar que n\u00e3o h\u00e1 deuses, e ao me defender assim, eu simplesmente me acusaria de n\u00e3o acreditam na sua exist\u00eancia. Mas est\u00e1 longe disso que assim seja. Eu acredito nisso, atenienses, tanto quanto do que um dos meus acusadores, e deixo isso para voc\u00ea e para Deus decidir o que deve ser melhor e para voc\u00ea e para mim.<\/p>\n<p><b>Parte dois<\/p>\n<p>XXV. \u2013<\/b>\u00a0Sim, atenienses, n\u00e3o estou indignado com isso. senten\u00e7a que acaba de proferir contra mim, \u00e9 porque tenho v\u00e1rias raz\u00f5es e porque n\u00e3o estava sem esperar o que aconteceria comigo. O que me surpreende al\u00e9m disso, \u00e9 o n\u00famero de votos a favor e contra. Eu n\u00e3o n\u00e3o pensei que a diferen\u00e7a seria t\u00e3o pequena; Eu esperava ser condenado por uma maioria muito maior consider\u00e1vel; porque um deslocamento de trinta votos, se eu bem, teria sido o suficiente para me absolver. Nestes condi\u00e7\u00f5es, acho que posso dizer que escapei Meleto, e n\u00e3o s\u00f3 eu escapei dele, mas ele \u00c9 \u00f3bvio que, se Anytos e Lycon n\u00e3o fossem subiu no bar para me acusar, ele deveria ter pagar mil dracmas, porque n\u00e3o teria obtido um quinto dos votos.<\/p>\n<p><b>XXVI. &#8211;<\/b>\u00a0De qualquer forma, esse homem est\u00e1 pedindo minha morto. Qualquer. Mas, da minha parte, o que vou lhe dizer? propor? Obviamente o que eu mere\u00e7o. Quem \u00e9? ENT\u00c3O ? Que puni\u00e7\u00e3o ou multa eu mere\u00e7o porque que em vez de levar uma vida tranquila, negligenciei isso que a maioria dos homens tem no cora\u00e7\u00e3o, fortuna, interesses empregados dom\u00e9sticos, comandos do ex\u00e9rcito, carreiras pol\u00edticas, posi\u00e7\u00f5es de todos os tipos, conex\u00f5es e fac\u00e7\u00f5es pol\u00edticos, acreditando que sou honesto demais para salvar minha vida se eu entrasse neste caminho; porque eu n\u00e3o fiz envolvido em qualquer profiss\u00e3o onde eu n\u00e3o estaria de nenhuma utilidade para voc\u00ea ou para mim, e porque Eu n\u00e3o queria outra ocupa\u00e7\u00e3o sen\u00e3o retribuir a todos de voc\u00eas em particular o que eu declaro ser o mais \u00f3timo atendimento, tentando persuadi-lo a n\u00e3o fazer n\u00e3o se preocupe com a sua vida antes de cuidar de si mesmo de si mesmo e de seu aperfei\u00e7oamento moral e intelectual, n\u00e3o se preocupar com os assuntos da cidade antes de cuidar da cidade e seguir o mesmo princ\u00edpios em tudo o mais? O que eu mere\u00e7o ent\u00e3o? por se comportar assim? Uma recompensa, Atenienses, se eu realmente devo ser taxado de acordo com o que eu m\u00e9rito e uma recompensa que me conv\u00e9m. Ouro o que pode ser adequado para um pobre benfeitor que precisa de tempo para exort\u00e1-lo? N\u00e3o h\u00e1 nada, Atenienses, quem \u00e9 mais adequado para tal homem do que para ser alimentado no pritaneu. Ele merece muito mais do que isso, de voc\u00eas que foi vitorioso em Olympia com um cavalo ou uma equipe de dois ou quatro. Este n\u00e3o te faz feliz que na apar\u00eancia, eu, verdadeiramente. Ele n\u00e3o precisa ser alimentado; Eu preciso disso. Ent\u00e3o, se eu tiver que me tributar sobre isso que eu mere\u00e7o com toda justi\u00e7a, \u00e9 isso que eu sou imposto: ser alimentado no pritaneu.<\/p>\n<p><b>XXVII. \u2013<\/b>\u00a0Talvez voc\u00ea imagine que em voc\u00ea mantendo aqui quase a mesma linguagem que sobre o piedade e s\u00faplicas, pretendo desafi\u00e1-lo.<\/p>\n<p>N\u00e3o, atenienses, n\u00e3o tenho essa inten\u00e7\u00e3o; Veja o que \u00e9. Estou convencido de que n\u00e3o n\u00e3o fa\u00e7a mal a ningu\u00e9m de prop\u00f3sito, mas voc\u00ea se recusam a acreditar em mim. T\u00ednhamos muito pouco tempo para nos explicar. Acredito de fato que, se fosse regra, com voc\u00ea, como com os outros, n\u00e3o para julgar um caso capital em um \u00fanico dia, mas faz\u00ea-lo dedicar v\u00e1rios, eu teria convencido voc\u00ea; mas ele N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil dissipar em t\u00e3o pouco tempo cal\u00fania grosseira. Certo, portanto, de que n\u00e3o fa\u00e7o mal a ningu\u00e9m, ningu\u00e9m, estou longe de querer me preocupar com isso eu mesmo, para declarar, para meu desagrado, que mere\u00e7o uma puni\u00e7\u00e3o e propor uma senten\u00e7a contra mim..<\/p>\n<p>O que devo temer? \u00c9 sofrer o que Meleto prop\u00f5e contra mim, quando digo que n\u00e3o sei seja bom ou ruim? Devo ir em vez disso? escolher coisas que eu sei que s\u00e3o m\u00e1s e condenar a um deles? Eu escolheria a reclus\u00e3o?<\/p>\n<p>Mas por que eu deveria viver na pris\u00e3o, um escravo do carcereiros sucessivamente designados para minha guarda, Onze ? Eu me condenarei a uma multa e pris\u00e3o? at\u00e9 eu terminar de pagar? Ele voltaria precisamente ao confinamento de que acabo de falar; porque n\u00e3o tenho dinheiro para pagar. Vai me condenar &#8211; Por isso fui para o ex\u00edlio; talvez seja a penalidade que voc\u00ea proporia. Mas eu realmente preciso ficar bem apegado \u00e0 vida para empurrar a cegueira ao ponto de n\u00e3o para poder perceber que se voc\u00ea, que \u00e9 meu concidad\u00e3os, voc\u00eas n\u00e3o suportariam minhas conversas e meus palavras, e as achei t\u00e3o insuport\u00e1veis \u200b\u200be t\u00e3o odiosas que voc\u00ea busca hoje se libertar dela, eu n\u00e3o ent\u00e3o espere que estranhos os apoiem facilmente. Longe disso, atenienses. Nestes condi\u00e7\u00f5es, seria uma vida linda para mim deixar meu pa\u00eds, velho como sou, para mudar de cidade em cidade<br \/>\ncidade e sendo perseguido de todos os lugares! Porque tenho certeza de que, onde quer que eu v\u00e1, os jovens vir\u00e3o me ouvir como aqui. Se eu os afasto, eles s\u00e3o os \u00fanicos que ca\u00e7ar\u00e3o, envolvendo seus concidad\u00e3os mais velhos, e se eu n\u00e3o os rejeitar, ser\u00e3o seus pais e seus parentes que me banir\u00e3o por causa deles.<\/p>\n<p><b>XXVIII. \u2013<\/b>\u00a0Poderiam me perguntar: \u201cO qu\u00ea! S\u00f3crates, Se voc\u00ea ficar em sil\u00eancio e ficar quieto, voc\u00ea n\u00e3o ser\u00e1 capaz de viver no ex\u00edlio? &#8220;\u00c9 exatamente isso que h\u00e1 mais dif\u00edcil para alguns de voc\u00eas entenderem. Porque se Eu vos digo que seria desobedecer a Deus e que, por Por isso \u00e9 imposs\u00edvel para mim manter a calma, voc\u00ea n\u00e3o vai acreditar em mim, vai pensar que estou falando ironicamente e, se eu disser por outro lado que \u00e9 precisamente o maior dos bens para um homem que falar todos os dias sobre a virtude e os outros assuntos sobre os quais voc\u00ea me ouve discursar, em examinando a mim mesmo e aos outros, e se eu acrescentar que uma vida n\u00e3o examinada n\u00e3o vale a pena ser vivida experiente, voc\u00ea acreditar\u00e1 em mim ainda menos. No entanto, \u00e9 como eu vos digo, atenienses; mas ele n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de convencer voc\u00ea.<\/p>\n<p>Adicione a estas raz\u00f5es que n\u00e3o estou acostumado a julgue-me merecedor de qualquer puni\u00e7\u00e3o. Se eu tivesse alguma coisa o dinheiro, eu teria fixado o valor que teria que pagar; porque n\u00e3o teria sido uma vergonha para mim. Mas eu n\u00e3o tenho nenhum, a menos que voc\u00ea queira me taxar quantia que eu poderia pagar. Talvez eu pudesse pagar-lhe uma mina de prata: \u00e9 portanto neste valor que eu mesmo taxo. Mas Plat\u00e3o aqui, Atenienses, assim como Cr\u00edton, Crit\u00f3bulo e Apolodoro est\u00e3o com pressa em lhe oferecer trinta minas, das quais eles garantia. Ent\u00e3o eu me taxo nesse valor. Para o garantimos que voc\u00ea pode contar com eles.<\/p>\n<p><b>Parte Tr\u00eas<\/p>\n<p>XXIX. \u2013<\/b>\u00a0Por falta de um pouco de paci\u00eancia, veja, Atenienses, o que ser\u00e1 dito de voc\u00eas: aqueles que aqueles que procuram denegrir a nossa cidade v\u00e3o culpar voc\u00ea de ter matado S\u00f3crates, um homem s\u00e1bio; pois eles dir\u00e3o, pois para envergonh\u00e1-lo, que eu era um homem s\u00e1bio, embora eu n\u00e3o fosse n\u00e3o seja. Se voc\u00ea tivesse esperado algum tempo, a coisa teria vindo por si s\u00f3; porque voc\u00ea v\u00ea minha idade: eu J\u00e1 estou avan\u00e7ado na vida e perto da morte. O que eu Isto n\u00e3o \u00e9 dirigido a todos voc\u00eas, mas sim \u00e0queles que me condenou \u00e0 morte..<\/p>\n<p>Para estes tenho algo mais a dizer. Talvez Achais, atenienses, que fui condenado por falta de discursos, quero dizer aqueles discursos pelos quais eu te digo teria persuadido, se eu tivesse acreditado que tinha que fazer tudo e tudo dizer para escapar da condena\u00e7\u00e3o. N\u00e3o, tanto faz deve. N\u00e3o \u00e9 por falta de palavras que tenho estado condenado, mas por falta de aud\u00e1cia e descaramento e porque que eu n\u00e3o queria fazer voc\u00ea ouvir o que voc\u00ea teria sido o mais agrad\u00e1vel, S\u00f3crates lamentando, gemendo, fazendo e dizendo uma s\u00e9rie de coisas que Considero abaixo de mim as coisas \u00e0s quais voc\u00ea est\u00e1 acostumado para ouvir outros acusados. Mas, nem agora eu Eu n\u00e3o acreditava que deveria fazer nada que fosse indigno de um homem livre, nem agora me arrependo por ter me defendido dessa maneira. Eu preferiria morrer depois de me defender como fiz do que viver<br \/>\ngra\u00e7as a essas baixezas. Porque nem nos tribunais nem nas guerra, ningu\u00e9m, nem eu nem ningu\u00e9m, tem o direito de para tentar escapar da morte por todos os meios.<\/p>\n<p>Muitas vezes nas lutas vemos que poder\u00edamos escapar da morte largando as armas e perguntando bairro para aqueles que est\u00e3o perseguindo voc\u00ea. Da mesma forma, em todos os tipos de perigos, encontramos mil outros<br \/>\nexpedientes para escapar da morte, se algu\u00e9m estiver determinado a fa\u00e7a tudo e diga tudo. S\u00f3 que talvez n\u00e3o seja o que \u00e9 dif\u00edcil, atenienses, evitar a morte: \u00e9 muito mais para evitar o mal; porque ele corre mais r\u00e1pido que<br \/>\nmorte. Neste caso sou eu que sou lento e velho, que foi alcan\u00e7ado pelo mais lento dos dois, enquanto que meus acusadores, que s\u00e3o fortes e \u00e1geis, foram pelo mais r\u00e1pido, o mal. E agora eu vou sair daqui condenado \u00e0 morte por voc\u00ea e eles condenado pela verdade como perverso e criminoso, e eu me apego \u00e0 minha dor, e eles \u00e0 deles. Pode &#8211; tinha que ser assim e eu acredito que as coisas s\u00e3o o que deveriam ser.<\/p>\n<p><b>XXX. \u2013<\/b>\u00a0Depois disso, quero fazer um para voc\u00ea predi\u00e7\u00e3o, a ti que me condenou; porque eu estou em presente na \u00e9poca em que os homens liam melhor em o futuro, no momento de deixar a vida. Eu prevejo voc\u00ea Portanto, a v\u00f3s, ju\u00edzes, que me matais, que ter\u00e1 que sofrer, imediatamente ap\u00f3s minha morte, uma puni\u00e7\u00e3o muito mais doloroso, por Zeus, do que aquele que voc\u00ea infligir em mim matando-me. Voc\u00ea acabou de me condenar na esperan\u00e7a de que voc\u00ea esteja livre para relatar da sua vida; mas \u00e9 exatamente o oposto que voc\u00ea vai acontecer, eu lhe asseguro. Voc\u00ea ver\u00e1 o crescimento do v\u00e1rios desses investigadores, que contratei at\u00e9<br \/>\npresente, sem que voc\u00ea perceba. Porque se voc\u00ea acredite que matando pessoas voc\u00ea vai prevenir culpo voc\u00ea por viver mal, voc\u00ea est\u00e1 errado.<\/p>\n<p>Esta forma de se livrar dos censores n\u00e3o \u00e9 muito nem eficaz nem honrado; o mais bonito e o mais f\u00e1cil, \u00e9, em vez de calar a boca dos outros, trabalhe para se tornar o mais perfeito poss\u00edvel. Ent\u00e3o as previs\u00f5es que eu queria fazer para voc\u00ea, para voc\u00ea que me condenaram, por isso me despe\u00e7o de voc\u00eas.<\/p>\n<p><b>XXXI. \u2013<\/b>\u00a0Mas para voc\u00ea que me absolveu, Gostaria de falar com voc\u00ea sobre o que aconteceu, enquanto os magistrados est\u00e3o ocupados e eu ainda n\u00e3o fui levado para onde devo morrer. Espere Ent\u00e3o, meus amigos, at\u00e9 este momento; porque n\u00e3o h\u00e1 nada para n\u00f3s nos impede de conversar, enquanto for poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Gostaria de mostrar a voc\u00eas, amigos, como Eu interpreto o que aconteceu comigo hoje. E de fato, ju\u00edzes, porque voc\u00eas merecem esse t\u00edtulo de ju\u00edzes, \u00e9 para mim algo extraordin\u00e1rio aconteceu. Ao longo do Durante a minha vida, a voz divina que me \u00e9 familiar n\u00e3o nunca deixou de se fazer ouvir, mesmo sobre de atos de pouca import\u00e2ncia, para me impedir, se eu fosse fazer algo errado. Mas hoje \u00e9 para mim aconteceu, como voc\u00eas podem ver por si mesmos, algo que algu\u00e9m poderia olhar e que de fato olha como o \u00faltimo dos males. Mas nem esta manh\u00e3, quando eu Sa\u00ed de casa, o sinal de Deus n\u00e3o me deteve, nem quando eu vim aqui para o tribunal, nem para qualquer lugar do meu discurso, o que eu quisesse dizer. E no entanto, em muitas outras circunst\u00e2ncias ele tem parou no meio do meu discurso. Hoje, \u00e0s Pelo contr\u00e1rio, nunca interveio durante o debate para se opor a qualquer uma das minhas a\u00e7\u00f5es ou qualquer das minhas palavras. A que motivo devo atribuir sua absten\u00e7\u00e3o? Eu vou te contar. \u00c9 isso que eu sou chegou \u00e9 sem d\u00favida algo bom e que n\u00e3o nos \u00e9 poss\u00edvel julgar com sensatez, quando pensamos que morrer \u00e9 mau; e vejo aqui uma prova decisiva: \u00e9 que o sinal usual n\u00e3o teria falhado me impe\u00e7a, se o que eu ia fazer n\u00e3o fosse bom.<\/p>\n<p><b>XXXII. \u2013\u00a0<\/b>Aqui est\u00e3o mais alguns motivos para ter esperan\u00e7a firmemente que a morte \u00e9 um bem. De duas coisas, um: ou aquele que est\u00e1 morto \u00e9 reduzido a nada e n\u00e3o tem mais consci\u00eancia de nada, ou ent\u00e3o, segundo o que \u00e9 dito, a morte \u00e9 uma mudan\u00e7a, uma transmigra\u00e7\u00e3o da alma do lugar onde estamos em outro lugar. Se a morte \u00e9 a extin\u00e7\u00e3o de todo sentimento e assemelha-se a um daqueles dorme onde n\u00e3o se v\u00ea nada, nem em sonhos, \u00e9 um ganho maravilhoso do que morrer. Se de fato algu\u00e9m tivesse que escolher uma dessas noites em que dormimos sem nem ter um sonho, compar\u00e1-lo com outras noites e outros dias de sua vida, e se ap\u00f3s o exame fosse necess\u00e1rio dizer quantos dias e noites melhores vivemos e mais agrad\u00e1vel que aquela noite, acho que n\u00e3o apenas indiv\u00edduos comuns, mas o grande Rei ele mesmo os acharia f\u00e1ceis de contar compara\u00e7\u00e3o de outros dias e outras noites. Ent\u00e3o se a morte \u00e9 algo semelhante, eu afirmo, eu, que \u00e9 um ganho, pois ent\u00e3o toda a sequ\u00eancia de o tempo n\u00e3o parece mais uma \u00fanica noite.<\/p>\n<p>Por outro lado, se a morte \u00e9 como uma passagem daqui de baixo para outro lugar, e se for verdade, como n\u00f3s disse, que todos os mortos est\u00e3o reunidos ali, pode algu\u00e9m, ju\u00edzes, imagine um bem maior? Porque\u00a0 inalmente, se ao chegar no Hades, livre-se desses chamados ju\u00edzes, \u00e9 preciso encontrar ali os verdadeiros ju\u00edzes, aqueles que, segundo se diz, julgam ali justi\u00e7a, Minos, Radamanto, \u00c9aco, Triptolemus e todos aqueles semideuses que foram justos durante a sua vida, a jornada n\u00e3o \u00e9 n\u00e3o valeria a pena? Se, por outro lado, criarmos uma sociedade com Orfeu, Museu, Hes\u00edodo e Homero, a que pre\u00e7o Voc\u00ea n\u00e3o compraria essa felicidade?<\/p>\n<p>Quanto a mim, eu consentir em morrer v\u00e1rias vezes, se essas hist\u00f3rias forem verdadeiras.<\/p>\n<p>Oh ! para mim especialmente, que passatempo maravilhoso do que falar l\u00e1 com Palamedes, Ajax, filho de Telamon, e todos os her\u00f3is dos tempos antigos que est\u00e3o v\u00edtimas mortas de um julgamento injusto! Eu encontraria, eu acho que um certo prazer em comparar meu destino ao deles.<\/p>\n<p>Mas meu maior prazer seria passar meus dias em para examinar e questionar aqueles que est\u00e3o l\u00e1, como eu fizeram aqueles aqui, para ver aqueles que est\u00e3o s\u00e1bios e aqueles que acreditam que s\u00e3o, mas n\u00e3o s\u00e3o. Quanto n\u00e3o dar\u00edamos, ju\u00edzes, para examinar aquele que liderou o grande ex\u00e9rcito contra Tr\u00f3ia, ou Ulisses ou S\u00edsifo ou tantos outros, homens ou mulheres, que poder\u00edamos citar? Fale com eles, viva com eles Examin\u00e1-los seria um prazer indescrit\u00edvel. Em tudo Neste caso, no Hades, temos a certeza de que n\u00e3o seremos condenados a morreu por isso, e n\u00e3o s\u00f3 estamos l\u00e1 todos caminhos mais felizes do que aqui, mas ainda estamos l\u00e1 agora imortal, pelo menos se o que \u00e9 dito for verdade.<\/p>\n<p><b>XXXIII. \u2013<\/b>\u00a0Voc\u00eas tamb\u00e9m, ju\u00edzes, devem estar certos esperan\u00e7a diante da morte e te colocar no esp\u00edrito que h\u00e1 uma coisa certa, que n\u00e3o h\u00e1 mal poss\u00edvel para o homem bom, nem durante sua vida, nem ap\u00f3s sua morte, e que os deuses n\u00e3o s\u00e3o indiferentes a seu destino. O meu tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma coincid\u00eancia, e Vejo claramente que era melhor para mim morrer presente e seja liberto de toda puni\u00e7\u00e3o. Da\u00ed decorre que o o sinal n\u00e3o me segurou em nenhum momento e que eu n\u00e3o n\u00e3o quero muito daqueles que me condenaram nem de meus acusadores. \u00c9 verdade que ao me condenar e acusando-me, eles n\u00e3o tinham o mesmo pensamento que eu; Eles pensaram que estavam me prejudicando e por isso merecem ser culpado.<\/p>\n<p>Mas tenho uma coisa para perguntar a eles. Quando meus filhos crescer\u00e3o, atenienses, castiguem-nos com atormentando-os como eu atormentei voc\u00ea, se voc\u00ea veja buscando riquezas ou qualquer outra coisa antes da virtude. E se eles pensam que s\u00e3o alguma coisa, embora n\u00e3o sejam nada, envergonhe-os, como eu envergonharam voc\u00eas, negligenciaram seu dever e acreditar em algo quando n\u00e3o tem m\u00e9rito. Se voc\u00ea fa\u00e7a isso, voc\u00ea nos ter\u00e1 tratado com justi\u00e7a, a mim e meus filhos.<\/p>\n<p>Mas agora \u00e9 a hora de irmos, eu por para morrer, voc\u00ea para viver. Quem entre n\u00f3s tem o melhor? compartilhando, ningu\u00e9m sabe, exceto Deus.<\/p>\n<p><strong>O Julgamento de S\u00f3crates<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/m8uEPvl-l5M\" width=\"450\" height=\"253\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>F\u00e1bio Guimar\u00e3es de Castro<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni. <em>Hist\u00f3ria da Filosofia<\/em> (vol. I). 8. ed. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2007.<\/p>\n<p>MARCONDES, Danilo. <em>Textos B\u00e1sicos de Filosofia: dos pr\u00e9-socr\u00e1ticos a Wittgenstein<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0Apologia de S\u00f3crates\u00a0\u00e9 uma obra de Plat\u00e3o (428-348 a.C.) em que o fil\u00f3sofo grego relata o julgamento que terminou na morte de seu mestre S\u00f3crates por ingest\u00e3o de cicuta (veneno). Nessa obra, tem-se a apresenta\u00e7\u00e3o do discurso de S\u00f3crates perante o j\u00fari ateniense que pretendia condenar o fil\u00f3sofo por impiedade. 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