{"id":125736,"date":"2017-08-10T15:46:33","date_gmt":"2017-08-10T17:46:33","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=125736"},"modified":"2017-08-10T15:54:30","modified_gmt":"2017-08-10T17:54:30","slug":"fazenda-santa-gertrudes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/historia\/historia-do-brasil\/fazenda-santa-gertrudes","title":{"rendered":"Fazenda Santa Gertrudes"},"content":{"rendered":"<p>No ano de 1821, o Brigadeiro Manuel Rodrigues Jord\u00e3o comprou uma gleba de terras na lend\u00e1ria Sesmaria do Morro Azul pertencente aos irm\u00e3o Galv\u00e3o de Fran\u00e7a e Manuel de Barros Ferraz. Seu filho, o Bar\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o de Rio Claro, fundou em parte desta gleba, em 1854 a Fazenda Santa Gertrudes.<\/p>\n<p>O nome de Santa Gertrudes foi posto pelo Bar\u00e3o em homenagem \u00e0 mem\u00f3ria de sua m\u00e3e D. Gertrudes Galv\u00e3o de Moura Lacerda. Ap\u00f3s a morte do Bar\u00e3o, sua mulher e vi\u00fava Baronesa D. Maria Hip\u00f3lita dos Santos casa-se, em 1873, com o Marqu\u00eas de Tr\u00eas Rios que assim passou a ser o 2\u00ba propriet\u00e1rio da fazenda. Por sua iniciativa a fazenda foi servida pela estrada de ferro que trouxe grande progresso e desenvolvimento \u00e0 regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Por morte do Marqu\u00eas e de sua mulher, que n\u00e3o deixaram gera\u00e7\u00e3o, a fazenda foi herdada por D. Ant\u00f4nia dos Santos Silva Prates, irm\u00e3 da Marquesa de Tr\u00eas Rios e casada com o Conde de Prates.<\/p>\n<p>Foi exatamente nesta \u00e9poca e por iniciativa do Conde, homem influente e grande empreendedor, que a fazenda atingiu seu maior apogeu.<\/p>\n<p>Entre 1890 e 1910, o Conde construiu uma das maiores e mais tecnificadas estruturas de planta\u00e7\u00e3o, benef\u00edcio e comercializa\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 o que implicava em carpintaria, ferraria, selaria, tulha de caf\u00e9, m\u00e1quinas de benef\u00edcio, armaz\u00e9ns, mercearia, escola, cinema, cocheiras, currais, barragens, aquedutos, igreja, mirantes, usina a vapor para fornecimento da energia el\u00e9trica al\u00e9m de cunhar sua pr\u00f3pria moeda.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125739\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-2.jpg\" alt=\"Fazenda Santa Gertrudes\" width=\"371\" height=\"268\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-2.jpg 371w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-2-300x217.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 371px) 100vw, 371px\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125740\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-3.jpg\" alt=\"Fazenda Santa Gertrudes\" width=\"261\" height=\"148\" \/><\/p>\n<p>Toda essa estrutura continua preservada. S\u00e3o mais de vinte e dois mil metros quadrados de constru\u00e7\u00e3o, harmonio-samente criada pelo bom gosto de um arquiteto franc\u00eas que, h\u00e1 mais de um s\u00e9culo, se sujeitava \u00e0s regras de um plano acad\u00eamico diretor.<\/p>\n<p>Nas primeiras d\u00e9cadas do S\u00e9culo XX, a Fazenda foi sempre considerada modelo e por isso foi visitada por pessoas ilustres que chegavam de S\u00e3o Paulo vindas de trem e eram recebidas na esta\u00e7\u00e3o da Vila, antes chamada Gramado e hoje Santa Gertrudes, pelo Conde de Prates com suas carruagens sempre reluzentes e impec\u00e1veis.<\/p>\n<h2 align=\"left\"><strong>Atrativos<\/strong><\/h2>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-125737 size-full\" title=\"Fazenda Santa Gertrudes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-4.jpg\" alt=\"Fazenda Santa Gertrudes\" width=\"358\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-4.jpg 358w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-4-300x221.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 358px) 100vw, 358px\" \/><\/p>\n<p>A fazenda, com sua arquitetura francesa e j\u00e1 centen\u00e1ria, recebe visitas levando-as aos tempos \u00e1ureos do caf\u00e9 desde a colheita at\u00e9 ao embarque na esta\u00e7\u00e3o de trem, passando por todos os processos intermedi\u00e1rios.<\/p>\n<p>O percurso com dura\u00e7\u00e3o aproximadamente de duas horas permitir\u00e1 ao visitante uma id\u00e9ia real do trabalho e da t\u00e9cnica numa \u00e9poca em que todo o transporte era efetuado em lombo de burro, de carro\u00e7\u00e3o ou em carros de bois, e a energia el\u00e9trica provinha do vapor e de rodas de \u00e1gua, a m\u00e3o-de-obra era toda importada da Europa al\u00e9m de todos os produtos acabados como o ferro, o cimento e as telhas.<\/p>\n<p>As visitas s\u00e3o realizadas sob agendamento antecipado atrav\u00e9s de grupos.<\/p>\n<p><strong>Informa\u00e7\u00f5es<\/strong>: (19) 3545.1317<br \/>\nRodovia Washington Luis, Km 165 &#8211; Cx. Postal 5 &#8211; CEP 13511-970 &#8211; Sta. Gertrudes\/SP<\/p>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>www.limeira.sp.gov.br<\/p>\n<h6><strong>Fazenda Santa Gertrudes<\/strong><\/h6>\n<p>A\u00a0<strong>Fazenda Santa Gertrudes<\/strong>, com mais de um s\u00e9culo de exist\u00eancia, 1854 &#8211; 1998, ao contr\u00e1rio de muitas fazendas cafeeiras que tiveram um curto per\u00edodo de vida, venceu todas as crises e mudan\u00e7as sociais e econ\u00f4micas advindas durante todo esse per\u00edodo constituindo-se num caso raro deste per\u00edodo.<\/p>\n<p>Alicer\u00e7ada na s\u00f3lida fortuna da fam\u00edlia propriet\u00e1ria, que permitia investimentos em longo prazo em culturas e maquinarias na eficiente organiza\u00e7\u00e3o administrativa, na observ\u00e2ncia fiel a legisla\u00e7\u00e3o, chegando muitas vezes a antecipar-se aos cuidados legais, nas boas rela\u00e7\u00f5es de trabalho que n\u00e3o chegaram a gerar crises agudas, a\u00a0<strong>fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0sempre procurou se adaptar em lugar de sucumbir, as novas circunst\u00e2ncias. Passou o caf\u00e9, mais a exist\u00eancia desta fazenda como institui\u00e7\u00e3o continua, e o ar de decad\u00eancia ainda n\u00e3o pairou sobre ela.<\/p>\n<p>Esta fazenda constitui, pois um marco na hist\u00f3ria agr\u00e1ria de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0originou-se de uma sesmaria, a do Morro Azul (a sesmaria do Morro Azul foi concedida, em 1817, a Joaquim Galv\u00e3o de Fran\u00e7a, Jos\u00e9 Galv\u00e3o de Fran\u00e7a, moradores de Itu, e Manoel de Barros Ferraz da Freguesia de Piracicaba) a semelhan\u00e7a de outras importantes fazendas de cana e caf\u00e9 como Ibicaba, Morro Azul e Paragua\u00e7u.<\/p>\n<p>Como Ibicaba, que pertenceu a Nicolau de Campos Vergueiro, Santa Gertrudes tamb\u00e9m teve como ponto de partida as terras de um engenho. Sua origem prendeu-se ao S\u00edtio Laranja Azeda que Amador de Lacerda Rodrigues Jord\u00e3o (era filho do Brigadeiro Manoel Rodrigues Jord\u00e3o, um dos homens mais not\u00e1veis de seu tempo pela sua riqueza e prest\u00edgio, e de Dona Gertrudes Galv\u00e3o de Moura Lacerda, dama honor\u00e1ria do passo imperial, figura representativa da sociedade paulista do s\u00e9culo XIX e propriet\u00e1ria de v\u00e1rias fazendas.<\/p>\n<p>Amador de Lacerda Rodrigues Jord\u00e3o casou-se em 1852 com Maria Hyp\u00f3lita dos Santos Silva, filha do Bar\u00e3o de Itapetininga; foi agraciado em 1858 com o t\u00edtulo de Bar\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o do Rio Claro; foi deputado provincial por diversas legislaturas e deputado geral), futuro Bar\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o do Rio Claro, recebeu na partilha dos bens de sua m\u00e3e Gertrudes, realizada em 1848.<\/p>\n<p>O S\u00edtio denominado Laranja Azeda, conta \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o que Amador de Lacerda Rodrigues Jord\u00e3o teria mudado para Santa Gertrudes em homenagem a sua m\u00e3e.<\/p>\n<p>Mas esta designa\u00e7\u00e3o passou a predominar na documenta\u00e7\u00e3o, a partir de 1856. Inicialmente voltada para o cultivo de cana, com vistas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar e da aguardente, a\u00a0<strong>fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0pouco a pouco foi deixando de cultivar este produto e paralelamente introduzindo o caf\u00e9.<\/p>\n<p>Em 1857 a fazenda \u00e9 relacionada como fazenda de a\u00e7\u00facar e caf\u00e9, ocupando uma \u00e1rea aproximada de 585 alqueires. No ano de 1861 que marcou o aparecimento do caf\u00e9 com a principal atividade agr\u00edcola do munic\u00edpio de Rio Claro, a propriedade produzia 6000 arrobas de caf\u00e9, 2000 de a\u00e7\u00facar e 30 pipas de aguardente.<\/p>\n<p>Entretanto, por volta de 1870, apenas 20 anos a sua forma\u00e7\u00e3o, a\u00a0<strong>fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0vinha a ser uma das maiores de S\u00e3o Paulo e seu propriet\u00e1rio um dos maiores fazendeiros de seu tempo com lavouras de riqu\u00edssima produ\u00e7\u00e3o. Quando do falecimento do Bar\u00e3o S\u00e3o Jo\u00e3o do Rio Claro, em 1873, a\u00a0<strong>Fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0passou para sua esposa, Maria Hip\u00f3lita dos Santos Silva. A Baronesa de S\u00e3o Jo\u00e3o do Rio Claro, em 1876, contraiu segundas n\u00fapcias com o Bar\u00e3o e posteriormente Marques de Tr\u00eas Rios que passou ent\u00e3o a dirigir os destinos da fazenda at\u00e9 1893.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, o ano de 1876 se constitui um marco na hist\u00f3ria da\u00a0<strong>Fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0n\u00e3o s\u00f3 pela mudan\u00e7a de seu propriet\u00e1rio como tamb\u00e9m pela chegada dos trilhos da Companhia Paulista de Estrada de Ferro a Rio Claro.<\/p>\n<p>Pouco mais de 40 anos ap\u00f3s a sua forma\u00e7\u00e3o, em 1893, a\u00a0<strong>Fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0cobria uma \u00e1rea de aproximadamente 700 alqueires, portanto sua expans\u00e3o j\u00e1 se fizera por mais de uma centena de alqueires; produzia 30000 arrobas de caf\u00e9, quintuplicara sua produ\u00e7\u00e3o em 1861 quando o n\u00famero de arrobas chegava apenas a 6000, colocando-se como o maior produtor de caf\u00e9 do munic\u00edpio de Rio Claro.<\/p>\n<p>A sede da fazenda, com requintes de uma verdadeira casa urbana, fato normal em S\u00e3o Paulo no per\u00edodo \u00e1ureo da expans\u00e3o cafeeira, consistia de uma verdadeira casa senhorial. Os terreiros em parte atijolados e as depend\u00eancias para m\u00e1quinas de benef\u00edcio do caf\u00e9, situados nas proximidades da sede completavam-se com as col\u00f4nias espalhadas entre os 600000 p\u00e9s de caf\u00e9.<\/p>\n<p>Oitenta e cinco casas para colonos formavam o n\u00facleo habitacional dos trabalhadores. Os bens m\u00f3veis e im\u00f3veis da fazenda foram avaliados em 1893 e as transforma\u00e7\u00f5es operadas pelo caf\u00e9 de 1848 a 1893 aumentaram aproximadamente em 90 vezes o valor da propriedade nesses 45 anos de atividade cafeeira.<\/p>\n<p>Em 1893, com o falecimento do Marques de Tr\u00eas Rios e da Marquesa nos anos seguinte, a fazenda foi herdada por Eduardo Prates casado com a irm\u00e3 da Marquesa de Tr\u00eas Rios, pois aquela n\u00e3o deixar\u00e1 descendentes diretos. Apesar das altera\u00e7\u00f5es resultantes da mudan\u00e7a de propriet\u00e1rio em 1895 n\u00e3o houve quebra no ritmo ascendente da fazenda.<\/p>\n<p>Eduardo Prates acelerou ainda mais. Tornou-se propriet\u00e1rio da fazenda num per\u00edodo excepcionalmente favor\u00e1vel \u00e0 expans\u00e3o do caf\u00e9. Eduardo Prates conde pela Santa S\u00e9, de acordo com o t\u00edtulo agraciado pelo Papa Le\u00e3o XIII, era ativo homem de neg\u00f3cios, o capitalista de S\u00e3o Paulo, em 1895 se viu fazendeiro de caf\u00e9, propriet\u00e1rio da\u00a0<strong>Fazenda Santa Gertrudes<\/strong>, considerada uma das mais importantes cafeeiras.<\/p>\n<p>N\u00e3o era Eduardo Prates o pioneiro em terras novas a despender energia e capacidade na luta contra a natureza, mas o propriet\u00e1rio en\u00e9rgico e capaz, preocupado em estabelecer uma tecnologia mais avan\u00e7ada para o maior desenvolvimento de sua propriedade. Era o citadino transformado em fazendeiro, que ao receber como heran\u00e7a \u00e0 fazenda (que pertencera \u00e0 irm\u00e3 de sua esposa), levou para o campo toda a sua viv\u00eancia de homem de neg\u00f3cios, sempre aberto \u00e0s inova\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Dedicava-se as atividades comerciais (importa\u00e7\u00f5es e im\u00f3veis urbanos), banc\u00e1rias, ao fomento da companhia paulista de estradas de ferro, da companhia de armaz\u00e9ns gerais de S\u00e3o Paulo e ainda a outras companhias de transportes e ind\u00fastrias.<\/p>\n<p>Atuante, como exigia sua \u00e9poca Eduardo Prates foi membro de associa\u00e7\u00f5es para os seus interesses econ\u00f4micos como a associa\u00e7\u00e3o comercial e agr\u00edcola de S\u00e3o Paulo e a Sociedade Rural Brasileira. Eduardo Prates, entre os muitos afazeres empresariais da sua vida, completava com atividades religiosas e filantr\u00f3picas, o que no Brasil, pa\u00eds oficialmente cat\u00f3lico, n\u00e3o era s\u00f3 prova de fervor religioso, como proporcionava as pessoas que as executavam um grande prestigio social e que a Eduardo Prates valeu, inclusive, o t\u00edtulo de conde pela Santa S\u00e9.<\/p>\n<p>Em 1898 a sede j\u00e1 era iluminada a g\u00e1s acetileno e quatro anos mais tarde 1902, um contrato com a central el\u00e9trica de Rio Claro trouxe este novo tipo de energia e ilumina\u00e7\u00e3o para a fazenda. Em 1904 o telefone colocava a propriedade em contato com v\u00e1rios n\u00facleos urbanos. Uma maior necessidade de energia para movimentar suas m\u00e1quinas e as constantes quedas de energia el\u00e9trica prejudicavam a produ\u00e7\u00e3o, o que levou Eduardo Prates a romper com a central el\u00e9trica de Rio Claro e acentou um motor Wolf, instalando assim uma usina el\u00e9trica pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>O desenvolvimento da\u00a0<strong>fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0e a constru\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o da companhia paulista de estrada de ferro nas suas proximidades fizeram com que surgisse e prosperasse o atual munic\u00edpio de Santa Gertrudes (1948) A proximidade da fazenda com a capital Paulista &#8211; apenas quatro ou cinco horas por via f\u00e9rrea, permitia ao viajante tomar contato com uma fazenda cafeeira em um ou no m\u00e1ximo dois dias, tempo suficiente para percorrer as instala\u00e7\u00f5es e planta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os visitantes da fazenda eram muitas vezes convidados pelo pr\u00f3prio governo do estado de S\u00e3o Paulo; outros convidados do propriet\u00e1rio ou de seus amigos. As visitas vinham geralmente da capital em trens da Companhia Paulista de Ferro.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia da\u00a0<strong>fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0n\u00e3o reside apenas no fato dela ter sido uma propriedade modelar na cafeicultura paulista, digna de ser vista por ilustres personalidades.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0foi a mais importante propriedade cafeeira do munic\u00edpio de Rio Claro, no velho oeste paulista. Propriedade modelo era um exemplo da complexa empresa capitalista cafeeira.<\/p>\n<p>Esta fazenda possu\u00eda a maior concentra\u00e7\u00e3o de trabalhadores estrangeiros e seus descendentes, dentre as fazendas da regi\u00e3o. Foi poss\u00edvel localizar para o per\u00edodo de 1897 &#8211; 1902 fam\u00edlias italianas que se destinaram a fazendas de Santa Gertrudes, assim como fam\u00edlias nacionais, cearenses, que em 1920 tamb\u00e9m se encaminhavam para aquela propriedade.<\/p>\n<p>Para o per\u00edodo de 1903 &#8211; 1914 os registros das hospedarias anotam algumas poucas fam\u00edlias italianas, austr\u00edacas, portuguesas e espanholas que se dirigiram \u00e0quela fazenda, j\u00e1 para 1915 &#8211; 1920 os livros n\u00e3o apresentam nenhuma fam\u00edlia para Santa Gertrudes.<\/p>\n<p>Por\u00e9m os documentos da fazenda mostram a chegada de v\u00e1rias fam\u00edlias italianas e espanholas, procedentes da Argentina, e para 1918 &#8211; 1919 a entrada de japoneses nesta propriedade. Para o ano de 1920 os registro das hospedarias mostram que mais de uma centena de trabalhadores nacionais, cearenses, se encaminharam para aquela fazenda. Para o per\u00edodo de 1921 &#8211; 1930, quando a imigra\u00e7\u00e3o nacional come\u00e7ou a sobrepujar a estrangeira, a hospedaria n\u00e3o registra mais imigrantes em dire\u00e7\u00e3o \u00e0quela fazenda.<\/p>\n<p>Nos livros preservados, e que comp\u00f5em o acervo da\u00a0<strong>fazenda Santa Gertrudes<\/strong>, encontram-se informa\u00e7\u00f5es minuciosas sobre a fam\u00edlia trabalhadora, no que diz respeito a seu tamanho, sua for\u00e7a de trabalho, sua produ\u00e7\u00e3o e seus rendimentos monet\u00e1rios, al\u00e9m de fornecer algumas pistas sobre a lavoura de subsist\u00eancia por ela praticada.<\/p>\n<p>Na<strong>\u00a0Fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0predominavam os trabalhadores europeus, tanto no cultivo de caf\u00e9 como, em atividades complementares. Os italianos e seus descendentes sempre se constitu\u00edram maioria entre os colonos; a seguir vinham os portugueses, espanh\u00f3is, e alguns poucos de origem germ\u00e2nica.<\/p>\n<p>Os japoneses n\u00e3o se adaptaram ao trabalho nesta propriedade e os nacionais at\u00e9 1920 foram uma pequena minoria, aparecendo com mais intensidade ap\u00f3s esta data, quando uma grande leva de cearenses foi a\u00ed introduzida.<\/p>\n<p>Entre 1895 a 1930, os trabalhadores de origem italiana representavam em m\u00e9dia, cerca de 65% da m\u00e3o-de-obra empregada sobre o regime de Colonato. Esta porcentagem foi maior nos anos pr\u00f3ximos aos 1900, uma vez que a entrada de italianos no Brasil foi, na virada do s\u00e9culo, tamb\u00e9m mais volumosa.<\/p>\n<p>No per\u00edodo de 1909 &#8211; 1918, quando a imigra\u00e7\u00e3o italiana para o caf\u00e9 j\u00e1 havia declinado bastante, os colonos de origem italiana, perfaziam em m\u00e9dia, 64% do total dos colonos da fazenda. Para cuidar de aproximadamente 1.000.000 de p\u00e9s de caf\u00e9, esta propriedade necessitava manter por volta de 150 fam\u00edlias para n\u00e3o ter que se utilizar trabalhadores avulsos assalariados.<\/p>\n<p>O emprego destes, os camaradas, aumentava em muito o custo da produ\u00e7\u00e3o. Assim sendo, para evitar os preju\u00edzos que a instabilidade do colono provocava, o recrutamento constante de novas fam\u00edlias, era sempre a grande preocupa\u00e7\u00e3o do fazendeiro.<\/p>\n<p>C\u00e1lculos efetuados mostram que na Santa Gertrudes deveriam ser contratadas, em m\u00e9dia, 35 novas fam\u00edlias todo ano. Estas fam\u00edlias proviam ou diretamente das hospedarias dos imigrantes em S\u00e3o Paulo, ou eram arregimentadas nas fazendas da redondeza e ou nos munic\u00edpios da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Fam\u00edlias para o Caf\u00e9:<\/strong>\u00a0italianos e cearenses.<\/p>\n<p>Os dados levantados na hospedaria dos imigrantes, sobre as fam\u00edlias com destino a Santa Gertrudes, referem-se principalmente as fam\u00edlias italianas que se dirigiram \u00e0 fazenda entre 1897 &#8211; 1902 e as fam\u00edlias cearenses. Que adentraram nesta propriedade em 1920.<\/p>\n<p>O tamanho e composi\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias t\u00eam a ver com a pr\u00f3pria estrutura familiar do grupo no pa\u00eds de origem, no caso da It\u00e1lia, por exemplo, as fam\u00edlias de pequenos propriet\u00e1rios, arrendat\u00e1rios e meeiros de Veneto, que predominaram na imigra\u00e7\u00e3o para o Brasil no per\u00edodo anterior a 1885 eram fam\u00edlias ampliadas, formadas por dois ou tr\u00eas homens, respectivas mulheres e filhos.<\/p>\n<p>J\u00e1, as fam\u00edlias de Braccianti tamb\u00e9m de Veneto, que formaram a grande maioria de bra\u00e7os para o caf\u00e9, ap\u00f3s 1885, segundo depoimentos da \u00e9poca, possu\u00edam cinco pessoas no m\u00e1ximo, normalmente casal com filhos e algumas vezes integravam-na o pai ou a m\u00e3e do chefe.<\/p>\n<p>Para o per\u00edodo de 1903 &#8211; 1914 os registros das hospedarias anotam 30 fam\u00edlias de origem europ\u00e9ia para Santa Gertrudes. Destas 63% eram italianas e austr\u00edacas e as restantes portuguesas e espanholas. Em 1920 foram introduzidos na fazenda, os cearenses num total de 132 fam\u00edlias, e cujo tamanho era, em m\u00e9dia de 4,8 pessoas.<\/p>\n<p>Diferentemente das italianas, as fam\u00edlias cearenses inclu\u00edram com muita freq\u00fc\u00eancia al\u00e9m de pais e irm\u00e3os do chefe, agregados, cunhados, tios, primos, sobrinhos, av\u00f3s e netos, numa clara demonstra\u00e7\u00e3o de que se afrouxaram as exig\u00eancias quanto \u00e0 composi\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia que deveria receber a passagem para a cafeicultura paulista.<\/p>\n<p>Constata-se por outro lado, que mulheres chefes de fam\u00edlia apareciam com certa regularidade o que era bastante raro entre as fam\u00edlias italianas e europ\u00e9ias de modo geral. No caso dos cearenses predominava como chefe \u00e0s vi\u00favas, mas ocorriam tamb\u00e9m caso de mulheres solteiras com filhos e mulheres casadas, sem marido, com filhos e outros parentes.<\/p>\n<p>Para a cafeicultura, o que mais importava era a quantidade de elementos aptos para o trabalho preferencialmente homens. Entendia-se por &#8220;pessoa de trabalho&#8221; o indiv\u00edduo a partir dos 12 anos de idade at\u00e9 por volta de 60 &#8211; 65 anos. Interessava tamb\u00e9m ao fazendeiro conhecer, al\u00e9m do n\u00famero de elementos de trabalho, o tamanho e composi\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, pois os demais membros poderiam ser utilizados na colheita, o que podia ocorrer a partir de 7 ou 8 anos de idade.<\/p>\n<p><strong>A pr\u00f3pria hospedaria dos imigrantes, como agente de m\u00e3o-de-obra vinculado, na \u00e9poca, aos interesses do caf\u00e9, al\u00e9m de classificar os indiv\u00edduos por sexo, distribu\u00eda-os em tr\u00eas grupos et\u00e1rios:<\/strong>\u00a0de 0 a 12 anos, de 12 a 45 anos e mais de 45<br \/>\n&#8220;Benef\u00edcio do Caf\u00e9&#8221; de Antonio Ferrigno.<br \/>\n\u00d3leo sobre tela, pintado em 1903 na fazenda,<br \/>\nhoje exposto no Museu do Ipiranga<br \/>\nanos, numa clara demonstra\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia de se conhecer o potencial da for\u00e7a de trabalho destas fam\u00edlias. Ali\u00e1s, entreas exig\u00eancias para que a fam\u00edlia conseguisse obter a passagem subsidiada era que ela fosse de agricultores e tivesse pelo menos um elemento masculino entre 12 e 45 anos. Dos italianos (55%) e dos cearenses (60%) possu\u00edam 12 anos ou mais e, portanto, eram considerados aptos para o trabalho.<\/p>\n<p>Uma amostra significativa destas mesmas fam\u00edlias, localizada na documenta\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong>fazenda Santa Gertrudes<\/strong>, no momento de sua chegada na fazenda aponta que 49% dos italianos e tamb\u00e9m dos cearenses eram &#8220;pessoas de trabalho&#8221;. Esta amostra comp\u00f5e-se de 26 fam\u00edlias italianas com 126 pessoas, sendo 62 &#8220;de trabalho&#8221; e 101 fam\u00edlias cearenses com 498 pessoas sendo 246 &#8220;de trabalho&#8221;.<\/p>\n<p>Partindo-se ent\u00e3o do pressuposto de que todos os homens maiores de 12 anos fossem trabalhadores efetivos, poder-se-ia deduzir que a diferen\u00e7a entre as porcentagens apresentadas acima (55% &#8211; 49% = 6% para os italianos e 60% &#8211; 49% = 11% para os cearenses) ficasse por conta das mulheres com mais de 12 anos que n\u00e3o participavam do trabalho produtivo.<\/p>\n<p>Aplicando-se estas porcentagens as 26 destas fam\u00edlias identificadas na documenta\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong>fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0obt\u00e9m-se que 70 das 126 pessoas deveriam possuir 12 anos ou mais (36 eram homens e 34 mulheres).<\/p>\n<p>Se todos os homens com 12 anos ou mais fossem considerados trabalhadores e se o total de trabalhadores era 62, conclu\u00ed-se que das 34 mulheres, 26 apenas estavam inclu\u00eddas na for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>O retrato das fam\u00edlias imigrantes para o caf\u00e9, no momento de sua introdu\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Paulo, deixa entrever que independente de sua origem e ao contr\u00e1rio do que pretendia os fazendeiros, fam\u00edlias numerosas e com muitos bra\u00e7os, essas fam\u00edlias n\u00e3o eram grandes. Possu\u00edam tamanhos m\u00e9dios de cinco elementos e relativamente jovens.<\/p>\n<p><strong>A Fam\u00edlia no Trabalho do Caf\u00e9:<\/strong>\u00a0Produ\u00e7\u00e3o e Assalariamento<\/p>\n<p>O Colonato ao combinar distintas formas de produ\u00e7\u00e3o, proporcionava ao colono um pagamento em dinheiro pelo trato e colheita e tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o da sua subsist\u00eancia. O dinheiro que ele recebia pelo trato e pela colheita geralmente n\u00e3o cobria as necessidades de sobreviv\u00eancia da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Os sal\u00e1rios pagos aos colonos variavam de regi\u00e3o para regi\u00e3o, de fazenda para fazenda, de ano para ano, dentro de uma pr\u00f3pria fazenda. Seu valor estava diretamente ligado as condi\u00e7\u00f5es oferecidas para a lavoura de subsist\u00eancia e praticamente independia das condi\u00e7\u00f5es de oferta e demanda de m\u00e3o-de-obra.<\/p>\n<p><strong>Estes sal\u00e1rios provinham de tr\u00eas fontes:<\/strong>\u00a0Do trato, de um certo n\u00famero de p\u00e9s de caf\u00e9, pago por unidade de 1000 p\u00e9s; o trato consistia em fazer a limpeza das ervas daninhas de tr\u00eas a cinco vezes ao ano; Da colheita paga pela quantidade de alqueires de caf\u00e9 colhido (um alqueire de caf\u00e9 equivalia a 50 litros); Das di\u00e1rias, isto \u00e9, dias de trabalho avulso prestado ao fazendeiro conforme as necessidades da fazenda.<\/p>\n<p>A documenta\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong>fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0permite verificar o quanto cada uma das fontes de rendimento monet\u00e1rio representava no total do rendimento familiar, quer em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho da fam\u00edlia, quer em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 for\u00e7a de trabalho, quer ainda em rela\u00e7\u00e3o aos anos de boa ou m\u00e1 safra.<\/p>\n<p>O trato tanto em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho da fam\u00edlia quanto ao n\u00famero de trabalhadores chegava a representar quase a metade do rendimento monet\u00e1rio do colono, enquanto a colheita era respons\u00e1vel por cerca de 39% ficando o restante por conta da di\u00e1ria e outros servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Embora estas propor\u00e7\u00f5es n\u00e3o variem muito quando se trata do tamanho da fam\u00edlia, o trato quando \u00e9 relacionado com um n\u00famero de trabalhadores tem uma leve tend\u00eancia a diminuir enquanto as outras fontes no geral tendiam a aumentar ligeiramente a sua participa\u00e7\u00e3o no rendimento, \u00e0 medida que aumentava tamb\u00e9m o n\u00famero de trabalhadores no grupo familiar.<\/p>\n<p>A documenta\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong>fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0permitiu estimar o or\u00e7amento de uma fam\u00edlia colona naquela propriedade, para o ano de 1913. Esta fam\u00edlia, composta de marido, mulher, dois adolescente entre 12 e 16 anos e mais uma crian\u00e7a pequena aparece na documenta\u00e7\u00e3o da fazenda como uma fam\u00edlia de 5 pessoas e duas enxadas.<\/p>\n<p>Em 1913 ela tratou de 5081 p\u00e9s de caf\u00e9 recebendo por isso a import\u00e2ncia de R$ 406$480, colheu 903 alqueires de caf\u00e9 no valor de R$ 415$500 (este foi um ano de excelente safra) e executou 33,25 di\u00e1rias no total de R$ 74$625, al\u00e9m de receber R$ 90$300 de gratifica\u00e7\u00e3o pela colheita paga pelo fazendeiro a todos os colonos que conclu\u00edram o ano agr\u00edcola em Santa Gertrudes.<\/p>\n<p>Portanto, esta fam\u00edlia recebeu da fazenda a import\u00e2ncia de R$ 986$905. Isto posto, pode-se inferir que o sistema de colonato apresentava-se vantajoso para as fam\u00edlias que se e encontravam no \u00e1pice de sua capacidade produtiva e soubessem se beneficiar ao m\u00e1ximo da mesma.<\/p>\n<p>As fam\u00edlias empregadas nas fazendas mais pr\u00f3ximas aos n\u00facleos urbanos possu\u00edam uma op\u00e7\u00e3o de vender o excedente da sua produ\u00e7\u00e3o de subsist\u00eancia e fazer a\u00ed as suas compras evitando os pre\u00e7os mais altos cobrados no armaz\u00e9m da fazenda, numa \u00e9poca em que os g\u00eaneros de primeira necessidade estavam bastante caros.<\/p>\n<p>Finalmente, \u00e9 preciso ressaltar que para o sucesso ou insucesso da fam\u00edlia neste sistema tamb\u00e9m interferiam em outros fatores.<\/p>\n<h4>Turismo \/ Roteiro Pedag\u00f3gico<\/h4>\n<p><strong>A Fazenda Santa Gertrudes recebe grupos, agendados previamente para um roteiro pedag\u00f3gico, onde s\u00e3o visitadas todas as instala\u00e7\u00f5es que eram usadas h\u00e1 100 anos, quando a cultura do caf\u00e9 teve seu apogeu na Fazenda, tais como:<\/strong>\u00a0tulha, m\u00e1quina de benef\u00edcio, casa sede, igreja, carpintaria, serraria, selaria, represa, terreiros, jardins, mirantes, lavador de caf\u00e9, currais, esterqueira, cocheiras e muito mais.<\/p>\n<p>Tudo constru\u00eddo em harmonia seguindo regras de um mesmo plano diretor, em mais de 22 mil metros quadrados de constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria da Fazenda de Santa Gertrudes pelo Conde Eduardo Prates<\/strong><\/p>\n<p>A Fazenda de Santa Gertrudes, na esta\u00e7\u00e3o &#8211; &#8220;Santa Gertrudes&#8221; &#8211; da linha f\u00e9rrea da Companhia Paulista de Vias F\u00e9rreas e Fluviaes, pertencente ao munic\u00edpio e comarca de S. Jo\u00e3o do Rio claro, n&#8217; este Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p>Houve ao seu primeiro propriet\u00e1rio e fundador Tenente Coronel Amador Rodrigues de Lacerda Jord\u00e3o, depois Bar\u00e3o de S. Jo\u00e3o do Rio Claro, por heran\u00e7a de seus paes o Brigadeiro Manoel Rodrigues Jord\u00e3o e Dona Gertrudes Galv\u00e3o de Oliveira Lacerda.<\/p>\n<p>Comp\u00f5e-se a mesma fazenda, de terras da antiga sesmaria &#8211; &#8220;Morro Azul&#8221;- adquirida por compra feita \u00e0 18 de junho de 1821, pelo mesmo Brigadeiro Manoel Rodrigues Jord\u00e3o do Tenente Joaquim Galv\u00e3o de Fran\u00e7a e sua mulher Dona Maria Dias Leite e filho Jo\u00e3o Galv\u00e3o de Fran\u00e7a (doc.), sesmaria essa medida e demarcada a 21 de outubro de 1817 (doc.).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125752\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend12.jpg\" alt=\"fazend12\" width=\"252\" height=\"187\" \/><br \/>\n<strong>Terreiro de Caf\u00e9 &#8211; In\u00edcio s\u00e9culo XX<\/strong><\/p>\n<p>Foram essas terras anexadas \u00e0s do S\u00edtio e Engenho sob a antiga denomina\u00e7\u00e3o de &#8211; Laranja Azeda- acquisi\u00e7\u00e3o feita pela referida Dona Gertrudes Galv\u00e3o de Oliveira Lacerda, de Antonio Goes Maciel e sua mulher Dona Anna da Rocha Camargo \u00e0 20 de fevereiro de 1841 (doc.), venda a estes feita pelo major Marcelino de Godoy Bueno, e que houve o dito Tenente Coronel Amador Rodrigues de Lacerda Jord\u00e3o, depois Bar\u00e3o de S. Jo\u00e3o do Rio Claro, pela heran\u00e7a de sua m\u00e3e a mesma Dona Gertrudes Galv\u00e3o de Oliveira Lacerda, conforme certid\u00e3o de invent\u00e1rio d&#8217; esta, julgado \u00e0 14 de setembro de 1862 (doc.).<\/p>\n<p>Dividia a mesma fazenda, com terras da &#8211; &#8220;Fazenda S. Joaquim&#8221; &#8211; pertencente ent\u00e3o ao Major Marcelino de Godoy Bueno, conforme escriptura publica de divisas passada \u00e0 9 de janeiro de 1865, entre este, sua mulher Dona Maria Custodia de Camargo, e o Bar\u00e3o e a Baroneza de S. Jo\u00e3o do Rio Claro (doc.) com a Fazenda Ibicaba pertencente ent\u00e3o ao Commendador Jos\u00e9 Vergueiro (doc.) com a Fazenda -&#8220;Morro Azul&#8221;- pertencente ent\u00e3o \u00e0 Silverio Rodrigues Jord\u00e3o Pae com a fazenda -&#8220;Palmeiras&#8221;- pertencente ent\u00e3o a Jo\u00e3o Bueno de Athayde e sua mulher Dona Anna Candida Rodrigues (doc.) e com as fazendas -&#8220;Ita\u00fana&#8221;- e -&#8220;Faxina&#8221;- de propriedade dos Snrs. Negreiros e Irm\u00e3os (doc.). Falecendo a 31 de agosto de 1873, o Bar\u00e3o de S. Jo\u00e3o do Rio Claro, sem filhos, sua vi\u00fava a Baroneza do mesmo t\u00edtulo Dona Maria Hyppolita dos Santos Silva, ficou de posse da referida fazenda.<\/p>\n<p>Casando-se ela depois em segundas n\u00fapcias com o Bar\u00e3o de Tres Rios, depois Visconde, Conde e Marquez do mesmo t\u00edtulo, adquiriu esta por compra feita \u00e0 20 de fevereiro de 1880 do Coronel Silv\u00e9rio Rodrigues Jord\u00e3o e sua mulher Dona Maria Benedicta Jord\u00e3o uma parte de terras de culturas da fazenda &#8220;Morro Azul&#8221; cont\u00edguas \u00e0 mesma &#8211; &#8220;Fazenda de Santa Gertrudes&#8221;- e a ella annexadas; bem como por compra feita a 21 de agosto de 1890 de Candido da Rocha Campos (doc.) o Sitio sob a denomina\u00e7\u00e3o de &#8220;Barreiro&#8221; cont\u00edguas \u00e0 mesma fazenda que a ella foi tamb\u00e9m annexado como as terras cont\u00edguas tambem, que o mesmo Marquez arrematou em hasta publica \u00e1 28 de outubro de 1890, em execuss\u00e3o movida por Jo\u00e3o Baptista de Souza Freire e Benedicto de Almeida e outros contra Manoel Barbosa Guimar\u00e3es (doc.).<\/p>\n<p>Pelo falecimento do Marquez de Tres Rios, a 19 de maio de 1893, no seu inventario \u00e1 que procedeu-se, foi levada a referida fazenda \u00e1 mea\u00e7\u00e3o de sua vi\u00fava a marqueza.<br \/>\n<strong>Falecendo \u00e0 19 de outubro de 1894, a mesma Marqueza de Tres Rios:<\/strong>\u00a0Eduardo Prates, seu sucessor e herdeiro universal, por cabe\u00e7a de sua mulher Dona Antonia dos Santos Silva Prates, tomou posse da referida fazenda, conforme o inventario \u00e1 que precedeu pelo ju\u00edzo dos feitos da fazenda do estado, e avaliada a mesma fazenda \u00e1 6 de junho de 1895, e fazendo-a depois medir, certificou-se que a sua superf\u00edcie total de 866 alqueires, ou 2,095 hectares = 20.957.750 metros quadrados.<\/p>\n<p>Posteriormente o referido Eduardo Prates, adquiriu por compra feita \u00e0 Jos\u00e9 Ferraz de Sampaio Junior, \u00e1 17 de junho de 1897, uma parte de terras de pastagens cont\u00edguas e que annexou as da mesma fazenda (doc.) bem como adquiriu mais outras sortes de terras no mesmo municipio e comarca, pela venda que fez-lhe Dona Olimpia de Almeida Camargo \u00e1 30 de julho de 1897 (doc.), e Zacharias de Godoy Bueno e sua mulher Dona Cecilia Maria Joaquina, \u00e1 23 de julho de 1898 (doc.) e \u00e1 26 de janeiro de 1899 por Dona Anna de Almeida Rocha, vi\u00fava e Sucessora de Jo\u00e3o Evangelista de Almeida Campos.<\/p>\n<p><strong>Atualmente divide a mesma fazenda com a Fazenda &#8220;Ibicaba&#8221; de propriedade hoje de Jos\u00e9 Levy; com a Fazenda &#8220;Morro Azul&#8221; &#8211; hoje de propriedade do Dr. Francisco Rodrigues Jord\u00e3o, com a Fazenda &#8220;Morro Alto&#8221; &#8211; de propriedade do mesmo; com a Fazenda &#8220;Palmeiras&#8221; do Sr. Clodomiro Franco de Andrade; com as Fazendas:<\/strong>\u00a0&#8220;Ita\u00fana&#8221; e &#8220;Faxina&#8221;- dos Snrs. Negreiros e Irm\u00e3o; com a linha F\u00e9rrea da Companhia Paulista de Vias Ferreas e Fluviaes; e com terrenos de partes Amancio de Godoy Bueno, Jo\u00e3o Evangelista de Almeida e outros.<\/p>\n<p>S. Paulo, 15 de agosto de 1898<\/p>\n<p>Eduardo Prates<br \/>\n(Obs. O texto acima foi mantido no original)<\/p>\n<p><strong>Entrada Port\u00e3o Avenida<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125753\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend13.jpg\" alt=\"fazend13\" width=\"248\" height=\"189\" \/><\/p>\n<p>A visita tem seu in\u00edcio a partir de um ponto que mostra a dimens\u00e3o do planejamento com que foi constru\u00edda a Fazenda. Desse ponto pode-se observar, \u00e0 esquerda, a barragem que armazenava a \u00e1gua usada para movimentar o maquin\u00e1rio atrav\u00e9s de uma roda d&#8217;\u00e1gua e a direita a tulha e m\u00e1quina do benef\u00edcio onde eram beneficiados caf\u00e9, arroz e tamb\u00e9m feita a moagem de milho. Em frente, observa-se o muro de arrimo que sustenta o aterro, sobre o qual foram constru\u00eddos a sede, igreja e os grandes terreiros.<\/p>\n<p>Posteriormente, foi constru\u00eddo o edif\u00edcio de tijolos \u00e0 vista com sua chamin\u00e9 onde posteriormente foi instalada a m\u00e1quina a vapor. Esta m\u00e1quina usava \u00e1gua da represa e lenha da pr\u00f3pria propriedade. Esse ponto de observa\u00e7\u00e3o situa-se em uma ponte sob a qual passa o excedente da represa. Mais acima existe outro canal para o escoamento da \u00e1gua que era usada para mover as m\u00e1quinas e, posteriormente, desviada para este mesmo canal.<\/p>\n<p>O roteiro prossegue fazendo ent\u00e3o o percurso inverso daquele que era feito com o caf\u00e9, desde a colheita at\u00e9 o ponto de embarque para a esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria constru\u00edda para a Fazenda, em torno da qual se desenvolveu o munic\u00edpio de Santa Gertrudes.<\/p>\n<p>Chega-se ent\u00e3o ao ponto onde o caf\u00e9 era embarcado em carro\u00e7\u00f5es de tra\u00e7\u00e3o animal, j\u00e1 pronto para exporta\u00e7\u00e3o. O caf\u00e9 sa\u00eda deste local e fazia o percurso inverso ao que \u00e9 feito ao se chegar na Fazenda, terminando o percurso na esta\u00e7\u00e3o de trem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-125736 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend14.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend14-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-125754\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-125754'>\n\t\t\t\tM\u00e1quina do Benef\u00edcio e Tulha de Caf\u00e9\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend15.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend15-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-125755\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-125755'>\n\t\t\t\tEmbarcadouro do Caf\u00e9 &#8211; Sa\u00edda para Esta\u00e7\u00e3o\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend16.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend16-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-125756\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<figcaption class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-125756'>\n\t\t\t\tBeneficiamento do Caf\u00e9 da Fazenda Santa Gertrudes 1920\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure>\n\t\t<\/div>\n\n<h4><\/h4>\n<p>Chega-se ent\u00e3o ao local onde o caf\u00e9 era beneficiado e ensacado. Neste local o piso \u00e9 ladrilhado para facilitar o transporte da sacaria, uma vez que eram arrastados. No teto nota-se a passarela que o Conde de Prates usava para averiguar o trabalho e no seu final h\u00e1 um terra\u00e7o para a vistoria do terreiro.<\/p>\n<h4><strong>Por\u00e3o do Beneficiamento e da Tulha de Caf\u00e9<\/strong><\/h4>\n<p>Nas instala\u00e7\u00f5es do beneficiamento e da tulha de caf\u00e9 podemos ver as m\u00e1quinas alojadas no por\u00e3o com polias de diferentes tamanhos e cuja utiliza\u00e7\u00e3o variava conforme a necessidade de pot\u00eancia e torque das m\u00e1quinas. A tra\u00e7\u00e3o era uma s\u00f3; ou de um motor el\u00e9trico ou de uma roda d&#8217;\u00e1gua. Um aspecto inovador para \u00e9poca era o fato dessas polias ficarem no subsolo, para maior seguran\u00e7a dos funcion\u00e1rios. No por\u00e3o tamb\u00e9m situa-se a rosca-sem-fim que transportava o caf\u00e9 a granel da tulha para o beneficiamento.<\/p>\n<p>O transporte do caf\u00e9 a granel foi tamb\u00e9m um avan\u00e7o para \u00e9poca, considerando-se que o uso de sistema a granel na agricultura existe em escala no Brasil h\u00e1 apenas 20 anos. \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m se observar que a constru\u00e7\u00e3o \u00e9 anterior \u00e0 do beneficiamento, onde h\u00e1 madeira ainda lavrada a machado, portanto anteriores \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da serraria.<\/p>\n<h4><strong>Terreiro de Caf\u00e9 <\/strong>da Fazenda Santa Gertrudes<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125757\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend17.jpg\" alt=\"fazend17\" width=\"272\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend17.jpg 272w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend17-110x75.jpg 110w\" sizes=\"(max-width: 272px) 100vw, 272px\" \/><br \/>\nTerreiro de Caf\u00e9 &#8211; In\u00edcio s\u00e9culo XX.<br \/>\nCasa Sede ao fundo<\/strong><\/p>\n<p>O terreiro era onde se secava o caf\u00e9 antes do beneficiamento. Todo o caf\u00e9 era distribu\u00eddo pelo terreiro por \u00e1gua, aproveitando desn\u00edveis do terreno. O caf\u00e9 era lavado em uma instala\u00e7\u00e3o situada em um n\u00edvel mais elevado e vinha pelo subsolo por gravidade saindo pelos buracos que s\u00e3o vistos no muro. Dali era distribu\u00eddo pelos terreiros. O caf\u00e9 era ent\u00e3o espalhado, seco e depois recolhido em um monte que se chama de lua onde ficava amontoado e coberto por uma lona.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125758\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend18.jpg\" alt=\"fazend18\" width=\"233\" height=\"186\" \/><br \/>\nVagonetas no Terreiro<\/strong><\/p>\n<p>Depois, era recolhido por uma vagoneta, que chegava neste ponto atrav\u00e9s de trilhos girava nas placas girat\u00f3ria e subia pela ponte, sendo puxada por um cabo de a\u00e7o at\u00e9 a entrada da tulha.<\/p>\n<h4>Vista A\u00e9rea da Fazenda Santa Gertrudes<\/h4>\n<p>Em primeiro plano, a partir da esquerda, pode-se observar a Usina de For\u00e7a, Complexo Tulha e M\u00e1quina do Benef\u00edcio, Moinho de Milho e Ferraria, Serraria e Carpintaria, Galp\u00f5es para Dep\u00f3sito e Chiqueir\u00f5es. No centro, Sede e Igreja. Ao fundo, a partir da direita, Tulha de Arroz, Cinema e Emp\u00f3rio, Casa do Administrador, Escrit\u00f3rio, Casas de Funcion\u00e1rios da Sede, Escola, Armaz\u00e9m e A\u00e7ougue.<\/p>\n<p>O planejamento da Fazenda iniciou-se com a constru\u00e7\u00e3o das barragens. Era primordial haver \u00e1gua para o funcionamento do maquin\u00e1rio. Ao todo, s\u00e3o seis barragens das quais tr\u00eas ainda abastecidas. Na \u00e9poca das chuvas, as comportas eram todas fechadas e as represas enchidas e, depois, paulatinamente, iam sendo esgotadas, uma a uma, suprindo \u00e0s necessidades de \u00e1gua da Fazenda para uso geral e para o maquin\u00e1rio.<\/p>\n<p>A primeira instala\u00e7\u00e3o a usar o sistema hidr\u00e1ulico foi a serraria. Com ela se beneficiou toda a madeira, extra\u00edda da pr\u00f3pria Fazenda, para a constru\u00e7\u00e3o de telhados, portas, janelas e assoalho dos barrac\u00f5es e das casas da propriedade.<\/p>\n<p>Ao todo, foram constru\u00eddas mais de 306 casas, al\u00e9m dos barrac\u00f5es, que somavam mais de 20 mil metros quadrados de \u00e1rea constru\u00edda. As \u00e1guas eram importantes tamb\u00e9m para popula\u00e7\u00e3o, pois, com exce\u00e7\u00e3o da sede, n\u00e3o havia \u00e1gua encanada, sendo portanto uma preocupa\u00e7\u00e3o geral o abastecimento para uso nas resid\u00eancias.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0na \u00e9poca possu\u00eda pr\u00f3ximo de 1500 alqueires e o m\u00e1ximo de \u00e1rea que se conseguiu produzindo caf\u00e9 foi de 400 alqueires. O fato \u00e9 que, h\u00e1 100 anos, ainda n\u00e3o havia sido introduzida energia el\u00e9trica e t\u00e9rmica nas empresas agr\u00edcolas. Tudo tinha de ser produzido na pr\u00f3pria Fazenda. Desde as necessidades dos funcion\u00e1rios at\u00e9 os fertilizantes agr\u00edcolas. Na sede tudo se produzia para satisfazer \u00e0s necessidades dos funcion\u00e1rios e da empresa.<\/p>\n<p>Podem ser vistas as cocheiras, a selaria, depois a escola, o armaz\u00e9m e tamb\u00e9m o a\u00e7ougue. O escrit\u00f3rio, a casa do administrador, o cinema, a igreja, a serraria-carpintaria, a ferraria, o moinho de milho, a tulha e o beneficiamento de caf\u00e9.<\/p>\n<p>Todo produto acabado era importado da Europa, as telhas s\u00e3o francesas (Marseille), o cimento, alem\u00e3o e os trilhos, belgas. Os tijolos eram produzidos aqui mesmo trazendo a marca EP = Eduardo Prates e toda a madeira era extra\u00edda na pr\u00f3pria Fazenda e desdobrada na serraria.<\/p>\n<h4>Igreja da Fazenda Santa Gertrudes<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125760\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend20.jpg\" alt=\"fazend20\" width=\"257\" height=\"186\" \/><\/p>\n<p>A igreja da Fazenda de Santa Gertrudes foi constru\u00edda no ano de 1866 pelo ent\u00e3o Bar\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o do Rio Claro, o Sr. Amador Rodrigues de Lacerda Jord\u00e3o em homenagem \u00e0 padroeira da fazenda que foi escolhida por ser esse o nome da m\u00e3e do Bar\u00e3o, Dona Gertrudes Galv\u00e3o de Oliveira Lacerda. Essa primeira constru\u00e7\u00e3o foi feita de pau a pique e nessa data foi instalada a Pedra D&#8217;ara no altar, consagrando-a como igreja segundo as leis do Vaticano.<\/p>\n<p>No ano de 1897, quando a Fazenda j\u00e1 pertencia a Eduardo Prates, futuro Conde de Prates, ela foi reconstru\u00edda e suas paredes foram substitu\u00eddas por alvenaria e sua \u00e1rea aumentada. Essa reforma, terminada em 1898, foi empreendida por um empreiteiro de origem italiana e sua equipe, talvez por isso ou por pedido de Eduardo Prates, a arquitetura sofreu influ\u00eancias europ\u00e9ias marcadas com ritmo por pilastras; influ\u00eancias &#8220;goticisantes&#8221; nas arcadas das portas e janelas, e no altar mor.<\/p>\n<p>A igreja, no final do s\u00e9c. XIX e in\u00edcio do s\u00e9c. XX, al\u00e9m de suprir as pessoas com amparo espiritual, era importante tamb\u00e9m na vida social dos trabalhadores da Fazenda. Aos Domingos, que era e continua sendo o principal dia de lazer, o dia se iniciava com a missa e depois de cumprida a obriga\u00e7\u00e3o religiosa \u00e9 que os trabalhadores aproveitavam para se dedicar ao lazer, iam visitar amigos e parentes e fazer compras.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os dias santos, com missas, prociss\u00f5es e outras solenidades festivas, marcavam a vida social do trabalhador, uma vez que constitu\u00edam a um mesmo tempo forma de lazer, meio de inter-rela\u00e7\u00e3o social e express\u00e3o religiosa, tra\u00e7o t\u00edpico da sociedade rural, que encontra efetivamente nos quadros da religi\u00e3o uma express\u00e3o de aut\u00eantica divers\u00e3o e lazer. Assim, a vida religiosa ocupava parte substancial da vida social do trabalhador, sendo o padre, a figura central desse segmento.<\/p>\n<p>Deve ser considerada, em princ\u00edpio, uma diferen\u00e7a fundamental entre a posi\u00e7\u00e3o do padre ou capel\u00e3o, na vida rural do Nordeste e das regi\u00f5es cafeicultoras, em especial a Fazenda de Santa Gertrudes. No Nordeste o capel\u00e3o escapava ao dom\u00ednio da Igreja para tornar-se como que uma esp\u00e9cie de criado do senhor de engenho, nessa medida sua presen\u00e7a era permanente no Engenho, sua atua\u00e7\u00e3o visava atender basicamente aos interesses do senhor, identificados que estavam em seu status de camada dominante. De certa forma o mesmo ocorreu no Vale do Para\u00edba, onde embora os padres n\u00e3o residissem na fazenda, todo seu trabalho era colaborar com a manuten\u00e7\u00e3o da ordem escravista.<\/p>\n<p><strong>Quanto \u00e0 Fazenda Santa Gertrudes, desde o in\u00edcio os padres que a serviram, pertenciam \u00e0s ordens religiosas italianas:\u00a0<\/strong>Scalabrinos e posteriormente Stigmatinos. Como em toda a zona da cafeicultura, o sacerdote n\u00e3o residia na Fazenda, mas sua presen\u00e7a era constante. Ao contr\u00e1rio do que era comum, aqui suas fun\u00e7\u00f5es eram ambivalentes, de um lado, cuidava de assegurar a assist\u00eancia espiritual dos trabalhadores cat\u00f3licos, e em sua maioria imigrantes italianos, o que era totalmente exeq\u00fc\u00edvel, em virtude da identidade de origem.<\/p>\n<p>Pode-se inferir como era importante para o imigrante italiano trabalhar numa Fazenda cuja Capela lhe dava as mesmas regalias das grandes Igrejas da terra natal e ainda ser atendido espiritualmente por padres de sua nacionalidade. De outra parte, o patr\u00e3o, Conde Papal, na medida em que era atendido por padres vindos diretamente da It\u00e1lia, estava sendo atendido \u00e0 altura de seu status.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o mais importante era que ao cuidar do trabalhador, em especial italiano, o sacerdote servia como um elemento tendente a garantir a fixa\u00e7\u00e3o desse trabalhador na fazenda.<\/p>\n<p>A facilidade da fazenda de Santa Gertrudes em concentrar padres que permaneciam a Semana Santa toda na Fazenda (inclusive 2 ou 3, de Sexta a Domingo), deve-se ao fato da Semana Santa, na \u00e9poca, representar para os padres uma oportunidade de trabalho extra e Santa Gertrudes, al\u00e9m de excelente trato despendido aos sacerdotes, pagava bem os seus servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Em 1925 foi pago &#8220;pela celebra\u00e7\u00e3o de missas e gratifica\u00e7\u00f5es aos padres pelos servi\u00e7os da Semana Santa &#8211; Rs 500$000 (Quinhentos mil r\u00e9is)&#8221;, quantia bem elevada se levarmos em conta que nessa mesma \u00e9poca a renda bruta anual dos empregados era aproximadamente o dobro disso Rs 1:000$000 (Um conto de r\u00e9is = Mil mil r\u00e9is).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o zelo de um sacerdote na ocasi\u00e3o, media-se pelo n\u00famero de confiss\u00f5es e comunh\u00f5es, e certamente, na Fazenda de Santa Gertrudes, isto j\u00e1 estava garantido, pois as mesmas alcan\u00e7avam freq\u00fcentemente a casa dos 500, nas grandes festividades. Segundo C\u00e2ndido Proc\u00f3pio F. de Camargo, o Catolicismo Tradicional Rural brasileiro, no qual deveria se enquadrar o catolicismo da Fazenda de Santa Gertrudes, comporta diversos elementos, cuja rela\u00e7\u00e3o com os componentes da vida religiosa daquela propriedade, nem sempre coincidem.<\/p>\n<p>Assim, no que tange aos valores religiosos e sua identifica\u00e7\u00e3o com os da sociedade inclusiva, a Fazenda de Santa Gertrudes revela-se como express\u00e3o acabada desta rela\u00e7\u00e3o, principalmente quando se tem em vista a origem cat\u00f3lica da maioria dos trabalhadores, a tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica da pr\u00f3pria fazenda, aliadas a uma situa\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as dos imigrantes que procuravam na religi\u00e3o uma orienta\u00e7\u00e3o de vida, capaz de norte\u00e1-los nessa nova condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Quanto aos reflexos da estrutura social na coletividade religiosa, a Fazenda apresentava-se de forma incompleta uma vez que somente dois estratos eram distinguidos atrav\u00e9s da distribui\u00e7\u00e3o dos lugares ocupados durante as pr\u00e1ticas religiosas:<\/strong>\u00a0os propriet\u00e1rios, na lateral esquerda do altar-mor, em cadeiras austr\u00edacas, com genuflex\u00f3rios individuais; empregados na nave em bancos coletivos de madeira.<\/p>\n<p>H\u00e1 de se observar que n\u00e3o se verificou qualquer distin\u00e7\u00e3o entre os empregados.<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 vincula\u00e7\u00e3o dos valores religiosos \u00e0 vida social especialmente nas atividades de lazer e divers\u00e3o, constatou-se a estreita rela\u00e7\u00e3o dos mesmos na Fazenda de Santa Gertrudes. Toda a vida do trabalhador e dos propriet\u00e1rios quando presentes, tinham a marcar seu ritmo o tempo sagrado, no caso o domingo e dias santificados, quando a missa \u00e9 o evento mais importante, aproveitavam tamb\u00e9m para visitas, com\u00e9rcio, jogos, etc. As prociss\u00f5es, al\u00e9m do car\u00e1ter religioso intr\u00ednseco, permitiam atividades de lazer paralelas, quando das reuni\u00f5es para sua prepara\u00e7\u00e3o, na pr\u00f3pria prociss\u00e3o e nas conversas ao fim das mesmas.<\/p>\n<p>Nos dias considerados santificados trabalhavam apenas os empregados cujos servi\u00e7os n\u00e3o podiam deixar de ser realizados. Na v\u00e9spera de Natal, Primeiro do ano, s\u00e1bado de Aleluia e ter\u00e7a-feira de carnaval o trabalho encerrava-se ao meio-dia. As festas de junho eram comemoradas com atividades religiosas e profanas. Pela manh\u00e3 sempre missa cantada, e \u00e0 tarde, prociss\u00e3o. Havia grande queima de fogos, churrasco e bebida distribu\u00edda aos trabalhadores por conta da fazenda.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0s rezas coletivas e festas dos santos, na Fazenda era observado o calend\u00e1rio regular, exceto as festas de Santa Cruz e de Santa Gertrudes cuja inclus\u00e3o se deveu \u00e0 presen\u00e7a dos padres Stigmatinos e \u00e0 padroeira respectivamente.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125761\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend21.jpg\" alt=\"fazend21\" width=\"247\" height=\"149\" \/><br \/>\nProciss\u00e3o passando pelo Terreiro, Igreja ao fundo &#8211; 1930<\/strong><\/p>\n<p>Na Fazenda de Santa Gertrudes faziam-se rezas e prociss\u00f5es ligadas aos fen\u00f4menos da natureza. Realizavam-se na capela, preces, tr\u00edduos, missas e prociss\u00f5es por ocasi\u00e3o das grandes secas. Tamb\u00e9m, contr\u00e1rio do Nordeste, onde h\u00e1 o ciclo de rezas de Santa Luzia (13 de dezembro) a S\u00e3o Jos\u00e9 (19 de mar\u00e7o), aqui elas ocorriam conforme a ocasi\u00e3o dos flagelos ao inv\u00e9s de serem dirigidas a um santo o eram diretamente \u00e0 divindade.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, contr\u00e1rio do Nordeste, onde h\u00e1 o ciclo de rezas de Santa Luzia (13 de dezembro) a S\u00e3o Jos\u00e9 (19 de mar\u00e7o), aqui elas ocorriam conforme a ocasi\u00e3o dos flagelos ao inv\u00e9s de serem dirigidas a um santo o eram diretamente \u00e0 divindade.<\/p>\n<p>Entretanto, v\u00e1rios elementos do catolicismo tradicional rural inexistiam na Fazenda de santa Gertrudes. Como j\u00e1 foi visto, o padre estava constantemente na Fazenda, al\u00e9m disso, havia o emprego do sacrist\u00e3o, que atendia aos servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o da capela e acompanhava os of\u00edcios religiosos. Assim n\u00e3o houve oportunidade para que &#8220;rezadores&#8221; ou &#8220;rezadoras&#8221; assumissem lideran\u00e7a religiosa marcante.<\/p>\n<p>Quanto ao escasso conte\u00fado lit\u00fargico e sacramental das pr\u00e1ticas religiosas, na Fazenda de Santa Gertrudes, ocorria justamente o oposto, onde o cerimonial religioso correspondia ao de Igreja Matriz, e em rela\u00e7\u00e3o a outras, era mais requintado, assim a capela da Fazenda superava o padr\u00e3o ideal.<\/p>\n<p>Missas eram celebradas todos os domingos, salvo em alguns per\u00edodos cuja celebra\u00e7\u00e3o era no 1\u00ba e 3\u00ba domingos do m\u00eas. Nos dias considerados santificados era geralmente celebrada missa cantada pela manh\u00e3 e a tarde havia prociss\u00e3o em louvor ao santo ou \u00e0 Nossa Senhora, cujo dia se comemorava a festa.<\/p>\n<p>O Natal era precedido pelo tr\u00edduo de Natal, e no dia \u00e0 meia-noite celebrava-se a missa do galo e pela manh\u00e3 nova missa, sendo algumas vezes realizada a Primeira Comunh\u00e3o das crian\u00e7as. No \u00faltimo dia do ano, havia o Te Deum Laudamus e missa solene cantada na manh\u00e3 seguinte.<\/p>\n<p>A observ\u00e2ncia do culto \u00e0s almas ocorria na Fazenda apenas em parte. Eram realizadas missas de s\u00e9timo e trig\u00e9simo dias para os membros da fam\u00edlia propriet\u00e1ria falecidos, com a presen\u00e7a compuls\u00f3ria, de todos os empregados. Todavia n\u00e3o h\u00e1 nenhuma referencia \u00e0 missas f\u00fanebres para empregados, o que se deve, possivelmente, ao fato de n\u00e3o se realizar este tipo de missa em domingos e dias santos, impedindo assim, essa pr\u00e1tica religiosa pelos trabalhadores. Quanto aos cultos dom\u00e9sticos \u00e0s almas, nada foi observado na documenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>O Ano Santo de Deus &#8211; Ano do Perd\u00e3o<\/h4>\n<p><strong>Uni\u00e3o da Igreja de Santa Gertrudes \u00e0 Bas\u00edlica de S\u00e3o Jo\u00e3o Latr\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125762\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend22.jpg\" alt=\"fazend22\" width=\"240\" height=\"196\" \/><br \/>\nC\u00f3pia do Documento de Uni\u00e3o com a Bas\u00edlica de S\u00e3o Jo\u00e3o Latr\u00e3o &#8211; 1950<\/strong><\/p>\n<p>egundo as Escrituras, desde o come\u00e7o dos tempos, foi-se criando uma d\u00edvida espiritual entre os fortes e fracos no mundo, fato esse que levou os Povos de Israel, j\u00e1 no ano de 670 AC a institu\u00edrem &#8220;O ANO DOS PERD\u00d5ES&#8221;, ou &#8220;ANO SANTO&#8221;, que deveria acontecer de 50 em 50 anos. Nesse ano em quest\u00e3o, todos os pecados, d\u00edvidas e rixas deveriam ser perdoados.<\/p>\n<p>Esse fato n\u00e3o tem comprova\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Por\u00e9m, no ano de 1300, o Papa Bonif\u00e1cio VIII estabelece que aquele seria o ANO SANTO e que a partir daquela data, em intervalos de 50 em 50 anos, tal celebra\u00e7\u00e3o fosse realizada pela Igreja Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>Nesse ano, a Igreja concede aos fieis novas indulg\u00eancias. Indulg\u00eancias s\u00e3o absolvi\u00e7\u00f5es dos castigos temporais que s\u00e3o sofridos nesta ou na outra vida e servem para purificar a alma dos pecados que j\u00e1 foram perdoados na confiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Essas indulg\u00eancias se aplicam tamb\u00e9m a todas as almas que est\u00e3o no Purgat\u00f3rio, que segundo os ensinamentos da Igreja, seria uma esp\u00e9cie de inc\u00f4moda sala de espera do Para\u00edso, onde ficam as almas de pessoas que n\u00e3o entram diretamente.<\/p>\n<p>Indulg\u00eancias tamb\u00e9m podem ser ganhas com peregrina\u00e7\u00f5es \u00e0s grandes Bas\u00edlicas de Roma, Jerusal\u00e9m, Bel\u00e9m e Nazar\u00e9, \u00e0s Catedrais das dioceses do mundo, assim como visitas aos enfermos, presidi\u00e1rios, idosos solit\u00e1rios e inv\u00e1lidos e com a doa\u00e7\u00e3o de parte da riqueza pessoal em obras de caridade.<\/p>\n<p>Durante o Ano Santo, em alguma das 4 Bas\u00edlicas de Roma \u00e9 aberta a &#8220;Porta Santa&#8221;, e quem passar por ela tem todos seus pecados absolvidos. Esse ato remete ao salmo &#8220;Eu sou a porta. Se algu\u00e9m entrar por mim , ser\u00e1 salvo&#8221;(Jo 10,9). Essa porta foi aberta pela primeira vez na hist\u00f3ria no ano de 1423 na Bas\u00edlica de S\u00e3o Jo\u00e3o Latr\u00e3o e tem se repetido desde ent\u00e3o seguindo um ritual onde ela \u00e9 aberta com tr\u00eas marteladas.<\/p>\n<p>Como \u00e9 imposs\u00edvel que todos os fi\u00e9is espalhados pelo mundo se dirijam a Roma, a Bas\u00edlica onde est\u00e1 localizada a Porta se atrela \u00e0s outras bas\u00edlicas que por sua vez se atrelam \u00e0 outras igrejas espalhadas pelo mundo para que os fi\u00e9is que adentrarem tais igrejas recebam as indulg\u00eancias da mesma forma como tivessem ido pessoalmente \u00e0 tal Bas\u00edlica.<\/p>\n<p>Era de interesse da Igreja Cat\u00f3lica que o maior n\u00famero de fi\u00e9is conseguisse ter acesso \u00e0s indulg\u00eancias, mas tinha ao mesmo tempo que escolher sabiamente quais igrejas seriam atreladas \u00e0s Bas\u00edlicas. Essa escolha dependia de v\u00e1rios fatores, um , logicamente era geogr\u00e1fico, mas era tamb\u00e9m uma forma de agraciar aquelas igrejas que haviam demonstrado especial liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Roma.<\/p>\n<p>No caso da Igreja de Santa Gertrudes, pode-se inferir que Eduardo Prates foi um homem de grande prest\u00edgio para a Igreja e o atrelar da igreja da fazenda \u00e0 Bas\u00edlica de S\u00e3o Jo\u00e3o Latr\u00e3o serviu dois prop\u00f3sitos, um seria o de estender o perd\u00e3o a um grande n\u00famero de fi\u00e9is, neste caso, os trabalhadores da fazenda; outro seria uma forma da Igreja homenagear Eduardo Prates e atestar que a igreja constru\u00edda por ele era de fato verdadeira e que representava sim a Santa Igreja em terras brasileiras.<\/p>\n<h4>Nossa Senhora de Lourdes<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125763\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend23.jpg\" alt=\"fazend23\" width=\"250\" height=\"188\" \/><br \/>\nGruta constru\u00edda no interior da Igreja de Santa Gertrudes &#8211; s\u00e9c. XIX<\/strong><\/p>\n<p>A gruta que vemos na entrada da igreja \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o do local onde Nossa Senhora apareceu para uma garota de 14 anos na cidade de Lourdes na Fran\u00e7a , no ano de 1858. A Gruta de Massabielle, que ficava numa zona afastada da cidade, era utilizado pelos porcos para se abrigarem, mas a partir do dia 11 de fevereiro de 1858, dia da primeira apari\u00e7\u00e3o, se tornou um lugar de ora\u00e7\u00e3o, reuni\u00e3o e devo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nessa manh\u00e3, Bernadette Soubirous, filha de um empregado do Moinho Boly, ouviu um ru\u00eddo como se fosse uma rajada de vento, ao olhar para a gruta, viu uma jovem vestida de branco, com uma faixa azul na cintura, uma rosa amarela em cada p\u00e9 e um ros\u00e1rio nos bra\u00e7os. Era a Virgem Maria. Deste dia at\u00e9 o dia 16 de julho de 1858, Bernadette teve 18 encontros com Ela nessa gruta.<\/p>\n<p>A Virgem se apresentou a ela como &#8220;A Imaculada Concep\u00e7\u00e3o&#8221; e foram essas palavras que chamaram a aten\u00e7\u00e3o das autoridades eclesi\u00e1sticas , como poderia uma garota t\u00e3o simples saber essa express\u00e3o? \u00c0 cada apari\u00e7\u00e3o mais e mais pessoas acompanhavam Bernadette, at\u00e9 que em uma delas uma prova foi pedida, dia 25 de fevereiro, a Virgem ent\u00e3o apontou para um local da gruta e disse, &#8220;V\u00e1, beba dessa fonte e se lave nela&#8221;.<\/p>\n<p>Bernadette come\u00e7ou a cavar no local, mas n\u00e3o havia \u00e1gua, s\u00f3 terra e ela come\u00e7ou a &#8220;beber&#8221; aquela terra; nesse momento as autoridades a carregaram para longe, por\u00e9m, a fonte come\u00e7ou a jorrar e Bernadette se livrou de ser presa. \u00c0 noite, um casal se aproximou da fonte com um garoto de colo que estava praticamente morto e ao banh\u00e1-lo na \u00e1gua, o beb\u00ea come\u00e7ou a chorar e &#8220;renasceu&#8221;.<\/p>\n<p>Foi a primeira gra\u00e7a alcan\u00e7ada por algu\u00e9m que visitou a gruta. Bernadette Soubirous recebeu o H\u00e1bito Religioso das Irm\u00e3s da Caridade de Nevers e o nome de Irm\u00e3 Marie-Bernard. Faleceu na Quarta-feira de Cinzas de 1879, foi beatificada em 14\/06\/1925 e finalmente canonizada em 08\/12\/1933 pelo Papa Pio XI.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma curiosidade sobre Santa Bernadette Soubirous, ela foi a primeira santa da qual se tem uma fotografia. No dia da \u00faltima apari\u00e7\u00e3o, 10 000 pessoas foram at\u00e9 a gruta, hoje cerca de 5 milh\u00f5es de pessoas visitam o lugar, entre peregrinos e turistas. Na gruta, h\u00e1 uma est\u00e1tua da Virgem e no pedestal se l\u00ea, no dialeto de Lourdes, &#8220;Que soy era Immaculada Conceptiou&#8221;. No solo, \u00e0 esquerda, uma pedra marca o ponto exato onde Bernadette rezou.<\/p>\n<p>Ao fundo, se v\u00ea a fonte descoberta por Bernadette que agora foi canalizada para torneiras e banheiras. Dentro da gruta, atr\u00e1s do altar h\u00e1 uma caixa onde as pessoas fazem seus pedidos e \u00e0 esquerda, est\u00e3o pendurados objetos que representam as gra\u00e7as recebidas. Os peregrinos, ao chegar em Massabielle, beijam ou colocam a m\u00e3o na rocha da gruta, demonstrando assim sua f\u00e9 em Deus, que \u00e9 a rocha, rocha na qual todos podem descansar e construir suas vidas.<\/p>\n<p>Eles tamb\u00e9m bebem da \u00e1gua, dessa forma respondendo ao pedido feito pela virgem; e como Bernadette, acendem uma vela ao fazer o pedido e depois a deixam para prolongar a ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Santa Gertrudes<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125764\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend24.jpg\" alt=\"fazend24\" width=\"218\" height=\"188\" \/><br \/>\nVitral da Igreja de Santa Gertrudes &#8211; S\u00e9culo XIX<\/strong><\/p>\n<p>Era de origem nobre, filha de Pepino de Landen e de Santa Ita, que por sua vez, era irm\u00e3 de Santa Begge. Retirou-se para um convento, no qual veio a ser a abadessa. Mais tarde, quando sua m\u00e3e fundou o mosteiro de Nivelles, Santa Gertrudes passou a governar esse mosteiro, at\u00e9 o final da sua vida, em 659. Essa jovem monja, de fam\u00edlia t\u00e3o rica, destinou todos os bens que lhe cabiam em heran\u00e7a \u00e0 funda\u00e7\u00e3o de outros mosteiros.<\/p>\n<p>Foi um gesto muito oportuno, porque naquela \u00e9poca a vida do povo se desenvolvia muito em torno dos mosteiros, que funcionavam como uma esp\u00e9cie de escola, ali se aprendia de tudo, desde a cozinha at\u00e9 a ora\u00e7\u00e3o mais profunda. Ela \u00e9 conhecida como Santa Gertrudes- a Grande ou Santa Gertrudes &#8211; a Virgem.<\/p>\n<h4>Mirantes<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125765\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend25.jpg\" alt=\"fazend25\" width=\"247\" height=\"185\" \/><br \/>\nFachada da Sede voltada para o Terreiro &#8211; Mirantes na parte superior<\/strong><\/p>\n<p>A sede foi constru\u00edda no centro operacional da Fazenda. Em cada extremidade da sede existe um mirante para que o propriet\u00e1rio pudesse observar o trabalho a longa dist\u00e2ncia. Ao todo, s\u00e3o sete mirantes estrat\u00e9gicos; um na extremidade da m\u00e1quina de beneficiamento, tr\u00eas na sede, um no jardim, um na piscina e o \u00faltimo, no S\u00e3o Jos\u00e9 de onde se pode avistar uma cruz. Isso sem contar com a torre da igreja, onde \u00e9 poss\u00edvel subir at\u00e9 os sinos e ter uma vis\u00e3o panor\u00e2mica de todo o terreiro e arredores.<\/p>\n<h4>Casa Sede da Fazenda Santa Gertrudes<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125766\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend26.jpg\" alt=\"fazend26\" width=\"257\" height=\"187\" \/><\/p>\n<p>A sede foi constru\u00edda pelo ent\u00e3o propriet\u00e1rio da Fazenda o Marqu\u00eas de Tr\u00eas Rios. Ela foi reformada pelo Conde de Prates e nesta obra ele incluiu 10 banheiros, aumentou a casa acrescentando suas extremidades e fazendo o s\u00f3t\u00e3o ser habitado. Sua preocupa\u00e7\u00e3o era oferecer conforto aos visitantes da ent\u00e3o Fazenda modelo. Como essas visitas vinham de trem pela antiga Companhia Paulista, precisavam dormir na Fazenda para poder voltar a S\u00e3o Paulo no dia seguinte.<\/p>\n<p>A Fazenda foi pioneira no Brasil em produzir energia el\u00e9trica e em ter na casa principal \u00e1gua encanada e banheiros, todo material foi inteiramente importado da Europa; azulejos, pisos, torneiras, lustres, interruptores, tomadas, banheiros, pias, bid\u00eas, vasos sanit\u00e1rios, enfim toda parte hidr\u00e1ulica e el\u00e9trica da casa.<\/p>\n<p>Tudo isso continua igual e preservado pois durante esses 100 anos pouqu\u00edssimo ou quase nada foi alterado. Reparem tamb\u00e9m no excelente acabamento das madeiras (portas, janelas, tetos e assoalhos), dignos de uma casa de cidade e n\u00e3o de Fazenda conforme os pr\u00f3prios h\u00f3spedes afirmavam. Toda a madeira foi desdobrada na pr\u00f3pria Fazenda e inclusive alguns m\u00f3veis foram feitos inteiramente na serraria da Fazenda, que era equipada com m\u00e1quinas alem\u00e3s.<\/p>\n<h4>\u00c1rvore das Patacas<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125767\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend27.jpg\" alt=\"fazend27\" width=\"248\" height=\"184\" \/><br \/>\nFrutos e folhas da Dillenia Indica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Aclimatar as especiarias vindas das \u00cdndias Orientais:<\/strong>\u00a0foi com este objetivo que, em 13 de junho de 1808, foi criado o Jardim de Aclima\u00e7\u00e3o por D. Jo\u00e3o, Pr\u00edncipe Regente na \u00e9poca, e mais tarde D. Jo\u00e3o VI. Com a amea\u00e7a da invas\u00e3o das tropas de Napole\u00e3o Bonaparte em Portugal, a nobreza portuguesa mudou-se para o Brasil e instalou a sede do governo no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Entre outros benef\u00edcios, a cidade ganhou uma F\u00e1brica de P\u00f3lvora, constru\u00edda no antigo Engenho de Cana de A\u00e7\u00facar de Rodrigo de Freitas. Encantado com a exuber\u00e2ncia da natureza do lugar, a\u00ed D.Jo\u00e3o instalou o Jardim, que em 11 de outubro do mesmo ano, passou a Real Horto.<\/p>\n<p>As primeiras plantas foram trazidas do Jardim Gabrielle, nas ilhas Maur\u00edcio, por Luiz de Abreu Vieira e Silva, que as ofereceu a D. Jo\u00e3o. Entre elas, provavelmente estava o primeiro exemplar desta \u00e1rvore, a Dillenia Indica, popularmente conhecida pelo nome de \u00c1rvore da Pataca. Esse nome surgiu devido a uma particularidade do fruto dessa \u00e1rvore; na maioria das plantas, o fruto se desenvolve a partir do centro da flor, com a dillenia, as extremidades da flor se fecham sobre a mesma para a forma\u00e7\u00e3o do fruto e por causa disso, qualquer objeto que ficar preso \u00e0 flor acaba ficando no interior do fruto.<\/p>\n<p><strong>Diz uma lenda que Dom Pedro I afixou v\u00e1rias moedas (patacas) a v\u00e1rias flores, e ap\u00f3s o fruto estar formado, mandaram-os em uma caixa para Portugal com os seguintes dizeres:<\/strong>\u00a0&#8220;Nesta terra o dinheiro nasce em \u00e1rvores&#8221;. Mais tarde, v\u00e1rias pessoas fizeram o mesmo e usavam esse truque para divertir convidados ou at\u00e9 mesmo aplicar um &#8220;conto do vig\u00e1rio&#8221;. Sua origem na verdade \u00e9 a \u00cdndia onde os povos tribais de Orissa (Estado indiano localizado na costa oriental do pa\u00eds, banhado pelo mar) t\u00eam por costume j\u00e1 h\u00e1 muitos s\u00e9culos plantarem-na em seus quintais.<\/p>\n<p>A\u00ed ela tem diversos usos, suas folhas s\u00e3o usadas como copos ou pratos, sua madeira \u00e9 considerada muito boa para lenha e os frutos verdes s\u00e3o cozidos para o preparo de picles. No Panam\u00e1, o fruto maduro \u00e9 comido cru ou cozido e serve ainda para o preparo de doces.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Brasil, seus frutos s\u00e3o considerados &#8220;inconvenientes&#8221;, sendo aproveitado somente as folhas e flores para ornamenta\u00e7\u00e3o. Floresce entre Mar\u00e7o e Maio e por isso \u00e9 conhecida tamb\u00e9m por Flor-de-Abril. Em pa\u00edses de l\u00edngua inglesa \u00e9 conhecida por Ma\u00e7\u00e3-de-Elefante.<\/p>\n<h4>Represa<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125768\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend28.jpg\" alt=\"fazend28\" width=\"249\" height=\"194\" \/><\/p>\n<p>Em um determinado ponto da represa pode-se ver a tomada de \u00e1gua que era direcionada para as m\u00e1quinas no terreiro. A constru\u00e7\u00e3o da barragem tinha a fun\u00e7\u00e3o de prover \u00e1gua suficiente tanto para as rodas d&#8217;\u00e1gua quanto para a m\u00e1quina a vapor. O lago em frente a casa tamb\u00e9m permite uma vista privilegiada da Fazenda e de toda a lavoura de caf\u00e9 al\u00e9m de proporcionar uma constante brisa refrescando o ambiente, funcionando como um ar condicionado natural.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de prover energia para as m\u00e1quinas a \u00e1gua da represa levava da casa os esgotos l\u00edquidos (pias e lavat\u00f3rios), empresta um efeito decorativo ao jardim e oferece seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Desde aquela \u00e9poca j\u00e1 era comum na Europa se ver castelos e pal\u00e1cios adornados com \u00e1gua e, certamente, aqui na Fazenda tamb\u00e9m havia este objetivo.<br \/>\nToda a vegeta\u00e7\u00e3o em volta da represa recebe mais umidade do solo, dando maior resist\u00eancia \u00e0s plantas na estiagem, e favorecendo as frut\u00edferas do pomar ao lado, bem como as flores do jardim.<\/p>\n<h4><\/h4>\n<p>Um outro ponto da visita\u00e7\u00e3o compreende a \u00e1rea da lavagem do caf\u00e9. O caf\u00e9 chegava da ro\u00e7a nos carro\u00e7\u00f5es de tra\u00e7\u00e3o animal. Aqui eram tratados em uma estufa, sendo depois despejados em tanques, que funcionavam como um pulm\u00e3o, controlando a quantidade de caf\u00e9 que era enviada aos terreiros.<\/p>\n<h4>Mirante e Piscina<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125770\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend30.jpg\" alt=\"fazend30\" width=\"268\" height=\"357\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend30.jpg 268w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend30-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 268px) 100vw, 268px\" \/><br \/>\nMirante do Lavadouro de Caf\u00e9<\/strong><\/p>\n<p>A piscina era um reservat\u00f3rio de \u00e1gua para a lavagem de caf\u00e9. Sua \u00e1gua era proporcionada por uma mina de \u00e1gua em um local chamado Pau d&#8217;alho e desde l\u00e1 era canalizada para a piscina. Eram 2.500 metros de canais de pedra cobertos por tijolos que traziam a \u00e1gua at\u00e9 a fonte que se v\u00ea nesta \u00e1rea. A \u00e1gua era armazenada neste tanque, que sempre foi chamado de piscina, pois assim era usado pelos propriet\u00e1rios, privilegiados por esta \u00e1gua l\u00edmpida de nascente. O mirante tem a fun\u00e7\u00e3o mais uma vez de facilitar a supervis\u00e3o do trabalho com o caf\u00e9 na chegada da ro\u00e7a.<\/p>\n<h4>Currais, Esterqueira e Cocheiras<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125771\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend31.jpg\" alt=\"fazend31\" width=\"250\" height=\"185\" \/><br \/>\nA partir da esquerda: Picador, Casa do Cocheiro, Cocheira das \u00c9guas, Casa dos Vaqueiros, Currais, Bezerreiros e ao fundo a Esterqueira<\/strong><\/p>\n<p>Nesta \u00e1rea situam-se os currais, onde toda estrutura foi planejada para recolher o esterco dos animais. O primeiro pr\u00e9dio \u00e9 o picador onde se mo\u00edam os alimentos para os animais. Nos por\u00f5es era instalado o motor que por meio de correias, acionava as m\u00e1quinas, exatamente igual ao sistema utilizado na m\u00e1quina de beneficiamento de caf\u00e9.<\/p>\n<p>Nas cocheiras ficavam as \u00e9guas, que criavam os burros e mulas (for\u00e7a de tra\u00e7\u00e3o, hoje substitu\u00eddas pelos tratores). Eram cerca de 40 \u00e9guas de ra\u00e7a, grandes e robustas, que, cruzadas com jumentos, produziam burros e mulas, de porte e resist\u00eancia adequadas para o trabalho na ro\u00e7a.<\/p>\n<p>Seguem-se o curral,o bezerreiro e a esterqueira.S\u00e3o dois po\u00e7os, um estava sempre enchendo e o outro sendo usado. A raz\u00e3o para isso \u00e9 que o esterco tem que ser curtido, antes de ser usado. Pelo porte da estrutura da esterqueira, nota-se como era importante o estrume numa \u00e9poca em que n\u00e3o havia o adubo e o caf\u00e9 era t\u00e3o valorizado que qualquer esfor\u00e7o que significasse aumento em produtividade era v\u00e1lido.<\/p>\n<p>O telhado \u00e9 duplo, para a libera\u00e7\u00e3o dos gases, principalmente o metano, que \u00e9 perigoso se armazenado pois queima com facilidade. Nota-se que, apesar da preocupa\u00e7\u00e3o com a ventila\u00e7\u00e3o, o telhado queimou e parte dele teve de ser refeita.<\/p>\n<h4>Cinema<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125772\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend32.jpg\" alt=\"fazend32\" width=\"250\" height=\"187\" \/><\/p>\n<p>O trabalhador da Fazenda de Santa Gertrudes al\u00e9m de encontrar nos quadros da religi\u00e3o &#8220;express\u00e3o aut\u00eantica de divers\u00e3o e lazer&#8221; , obtinha tamb\u00e9m, gra\u00e7as ao propriet\u00e1rio, formas de divers\u00f5es citadinas como espet\u00e1culos e sess\u00f5es cinematogr\u00e1ficas de bom n\u00edvel. Assim \u00e9 que em 24.12.1908 o humorista Baptista, criador do boneco Jo\u00e3o Minhoca, de S\u00e3o Paulo, deu espet\u00e1culos na Fazenda.<\/p>\n<p>Considerado o introdutor do teatro de marionetes no Estado, com muito \u00eaxito havia se apresentado anteriormente no Jockey Club de s\u00e3o Paulo. J\u00e1 em 1910 destacaram-se os espet\u00e1culos de gin\u00e1stica pelo Grupo Brasileiro de Isidoro Louren\u00e7o Gon\u00e7alves e em 1912 apresenta\u00e7\u00f5es da famosa Companhia Pires.<\/p>\n<p>A partir de 1912 instalou-se o primeiro aparelho cinematogr\u00e1fico, dentro da Tulha de caf\u00e9 e dois anos depois, em 1914, foi inaugurado o cinema popular que durante muitos anos foi o \u00fanico cinema da redondeza freq\u00fcentado tamb\u00e9m por pessoas da vila e fazendas vizinhas. As sess\u00f5es aconteciam aos s\u00e1bados \u00e0 noite e logo ap\u00f3s a exibi\u00e7\u00e3o os bancos eram retirados, entrava em cena um sanfoneiro e acontecia um baile.<\/p>\n<h4>Escola<\/h4>\n<p>Apesar dos italianos que vieram para c\u00e1 no final do s\u00e9culo XIX serem na sua grande maioria analfabetos, n\u00e3o pouparam esfor\u00e7os para se alfabetizarem, mesmo atrav\u00e9s de iniciativas particulares.<\/p>\n<p>Na\u00a0<strong>Fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0os pr\u00f3prios colonos procuravam sanar o problema da falta de escola. Reuniam-se \u00e0 noite na casa daquele que possu\u00eda condi\u00e7\u00f5es de ministrar aulas aos demais e ali aqueles que eram analfabetos conseguiam aprender as primeiras letras e fazer contas, al\u00e9m de obterem outras no\u00e7\u00f5es gerais.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125773\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend33.jpg\" alt=\"fazend33\" width=\"254\" height=\"185\" \/><\/p>\n<p>Estas aulas eram pagas ao &#8220;professor&#8221; ou em dinheiro ou em esp\u00e9cie, geralmente querosene. Atrav\u00e9s da documenta\u00e7\u00e3o existente verifica-se a exist\u00eancia de uma escola na Fazenda na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XX, 1902 aproximadamente, sendo o professor mantido pela fazenda e recebendo Rs 3$000 por aluno a cada 2 meses.<\/p>\n<p>Em 1921 foi instalada a primeira escola p\u00fablica confiada a professores diplomados e portanto habilitados ao bom desenvolvimento da mesma.<\/p>\n<p><strong>Foram montadas quatro classes:<\/strong>\u00a0duas mistas em duas col\u00f4nias e uma feminina e outra masculina na sede.<\/p>\n<p>Embora as professoras fossem nomeadas pelas autoridades governamentais, eram sempre indicadas pelo propriet\u00e1rio. O n\u00famero de classes instaladas na Fazenda demonstra que deveria haver uma grande quantidade de crian\u00e7as freq\u00fcentando-as. Entretanto h\u00e1 de se salientar que enquanto os pais sentiram a necessidade da alfabetiza\u00e7\u00e3o, o mesmo n\u00e3o se manifestava em rela\u00e7\u00e3o aos filhos.<\/p>\n<p>Isto ocorria em virtude da import\u00e2ncia da m\u00e3o de obra infantil nos servi\u00e7os da lavoura , tanto crian\u00e7as escravas como imigrantes iniciavam sua vida &#8220;profissional&#8221; ao redor dos 8 anos, fosse, no caso das crian\u00e7as imigrantes, trabalhando ao lado do pai, fosse familiarizando-se com o trato dos cafezais, fosse ainda carregando as refei\u00e7\u00f5es. Assim, a escolariza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, em especial do jovem, encontrou resist\u00eancias pois significava a perda de bra\u00e7os para a lavoura.<\/p>\n<h4>Assist\u00eancia M\u00e9dica<\/h4>\n<p>O comportamento do Conde Eduardo Prates foi marcante e progressista no que tange \u00e0 assist\u00eancia m\u00e9dica. Sua orienta\u00e7\u00e3o demonstrou grande interesse com o cuidado da sa\u00fade de seus trabalhadores. Ele foi pioneiro neste sentido.<\/p>\n<p><strong>Dentro do sistema patriarcal, procurava resolver os casos mais graves, providenciando inclusive internamento em hospitais da Capital:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Conforme j\u00e1 conversei aqui com V. Sa. Segue para S\u00e3o Paulo o colono (ileg\u00edvel) Eugenio, levando consigo uma menina sega para deixar na Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, pe\u00e7o pois a V. Sa. O favor de guial-o ah\u00ed.<\/p>\n<p>Pe\u00e7o a V. Sa. O favor de providenciar afim de ser removida para o Hosp\u00edcio a colona d\u00b4esta Fazenda Thereza Termi mulher do colono Marquese Vincenzo, pois que se tem agravado muito a mol\u00e9stia. A mulher do colono Luige declarou-me que n\u00e3o quer se sugeitar a opera\u00e7\u00e3o na garganta, portanto fica sem effeito o pedido que aqui fiz a V.Sa..<\/p><\/blockquote>\n<p>Estas atitudes refor\u00e7avam a neutraliza\u00e7\u00e3o de eventuais atritos, uma vez que ao atender um caso isolado, o propriet\u00e1rio tornava expl\u00edcita sua prote\u00e7\u00e3o a todos os empregados. Em 1898 j\u00e1 havia m\u00e9dico atendendo os trabalhadores da fazenda sob pequena remunera\u00e7\u00e3o por parte dos empregados. Entretanto em 1903 foi estabelecida na\u00a0<strong>Fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0uma Sociedade M\u00e9dica cujos membros teriam direito a consultas realizadas pelo m\u00e9dico da Fazenda, mediante pagamento de uma mensalidade que era proporcional ao n\u00famero de p\u00e9s de caf\u00e9 que o colono tratava.<\/p>\n<p>A partir de 1912 todos os empregados foram obrigados a fazer parte dessa sociedade al\u00e9m dos colonos. O m\u00e9dico visitava a Fazenda periodicamente. Fora do hor\u00e1rio normal era cobrada uma alta taxa para a visita m\u00e9dica na Fazenda. Outras vezes o doente era transportado \u00e0 cidade o pre\u00e7o da consulta chegava a atingir Rs 50$000, dependendo da maior ou menor gravidade do caso.<br \/>\nOs s\u00f3cios n\u00e3o tinham direito a rem\u00e9dio.<\/p>\n<p><strong>Este era adquirido em farm\u00e1cias:<\/strong>\u00a0da fazenda, da vila de Santa Gertrudes, de Cordeir\u00f3polis ou de Rio Claro, mediante vales fornecidos pela Fazenda e depois descontados na conta do empregado ou o pr\u00f3prio empregado pagava quando possu\u00eda dinheiro em m\u00e3os.<\/p>\n<h4>O Pau Brasil<\/h4>\n<h4><em>Caesalpinia echinata<\/em><\/h4>\n<p><strong>Um pouco de Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 80 milh\u00f5es de anos predominava em todo o planeta terra o clima t\u00edpico dos tr\u00f3picos, e a vegeta\u00e7\u00e3o no Brasil j\u00e1 existia na sua forma exuberante. Por\u00e9m, esta condi\u00e7\u00e3o ambiental cont\u00ednua, sofreu altera\u00e7\u00f5es pela ocorr\u00eancia de cataclismas geol\u00f3gicos e per\u00edodos de frio intenso, isto \u00e9, per\u00edodos glaciais, causando modifica\u00e7\u00f5es na topografia e no clima da biosfera terrestre.<\/p>\n<p>A vegeta\u00e7\u00e3o que era adaptada a um clima quente e \u00famido, devido ao resfriamento intenso dos p\u00f3los, passou a ocupar apenas uma estreita faixa da Terra, a regi\u00e3o tropical situada entre os tr\u00f3picos de C\u00e2ncer e Capric\u00f3rnio.<\/p>\n<p>Fatores como a presen\u00e7a de luz, calor e umidade durante todo ano, possibilitaram que o Brasil possu\u00edsse ecossistemas singulares como a Floresta Amaz\u00f4nica, Mata Atl\u00e2ntica, e outras forma\u00e7\u00f5es vegetais que se mantiveram originais at\u00e9 a chegada dos portugueses, compreendendo uma \u00e1rea de aproximadamente 5,2 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados, sendo ocupada at\u00e9 ent\u00e3o, apenas pelos \u00edndios.<\/p>\n<p><strong>Em 1500, na chegada de Cabral, Pero Vaz Caminha descreveu:<\/strong>\u00a0&#8220;mataria que \u00e9 tanta, e t\u00e3o grande, t\u00e3o densa e de t\u00e3o variada folhagem, que ningu\u00e9m pode imaginar.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Diante da exuber\u00e2ncia encontrada pelos portugueses, estes descobriram a exist\u00eancia de uma riqueza para eles inesgot\u00e1vel:\u00a0<\/strong>o pau-brasil.<\/p>\n<p>Os \u00edndios brasileiros j\u00e1 utilizavam esta \u00e1rvore para a confec\u00e7\u00e3o de arcos, flechas, e para pintura de enfeites, com um corante vermelho intenso extra\u00eddo do cerne.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica foi ensinada aos portugueses pelos pr\u00f3prios \u00edndios, que tamb\u00e9m foram encarregados de cortar, aparar e arrastar as \u00e1rvores at\u00e9 o litoral, onde carregavam os navios a serem enviados para a Europa. O ciclo econ\u00f4mico teve in\u00edcio em 1503 e at\u00e9 30 anos ap\u00f3s a chegada dos portugueses, era o \u00fanico recurso explorado pelos colonizadores. Nesse per\u00edodo calcula-se que foram exploradas 300 toneladas de madeira por ano, sempre aumentando nos anos posteriores.<\/p>\n<p>Com a explora\u00e7\u00e3o, a terra do pau-brasil tornou-se de muita import\u00e2ncia, e em pouco tempo Pindorama (denomina\u00e7\u00e3o tupi que significa Terra das Palmeiras), oscilou entre os nomes oficiais Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz, Terra do Brasil e logo em seguida apenas por Brasil.<\/p>\n<p>O carregamento da madeira era enviado para Portugal e, de l\u00e1, a mat\u00e9ria-prima era enviada para Antu\u00e9rpia, na B\u00e9lgica, de onde seguia para os principais consumidores, a Inglaterra, Alemanha e Floren\u00e7a, na It\u00e1lia. A explora\u00e7\u00e3o era monopolizada pela coroa, sendo que mesmo ap\u00f3s a implementa\u00e7\u00e3o das Capitanias, seus donos n\u00e3o podiam explorar a madeira nem t\u00e3o pouco impedir que representantes da coroa o fizessem.<\/p>\n<p>O monop\u00f3lio da coroa portuguesa sobre o pau-brasil teve exist\u00eancia curta, pois a Fran\u00e7a, Inglaterra, Holanda e Espanha passaram a participar das atividades extrativistas ajudados pelos \u00edndios (em troca de quinquilharias).<\/p>\n<p>Este processo de explora\u00e7\u00e3o conjunta e cont\u00ednua consistiu nesse per\u00edodo, possivelmente, a retirada mais intensa e devastadora que se ouviu falar na hist\u00f3ria do Brasil. Essa pr\u00e1tica n\u00e3o se limitou ao pau-brasil, sendo que outras ess\u00eancias foram eliminadas das reservas florestais localizadas mais no interior da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p><strong>Esse contrabando pode ser afirmado por Paul Gaffarel:<\/strong>\u00a0&#8220;o algod\u00e3o e as especiarias s\u00f3 figuravam nos carregamentos a t\u00edtulo de curiosidade, mas o mesmo n\u00e3o pode dizer quanto \u00e0s madeiras preciosas, principalmente as de tinturarias, que formavam o carregamento essencial de nossos navios&#8221;. As intensas atividades dos contrabandistas obrigaram Portugal a instituir as Capitanias, com o objetivo de povoar e defender o territ\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>A narrativa do conto europeu de Jean de Lery , mostra o quanto a \u00e1rvore impressionou os viajantes daquela \u00e9poca:<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>&#8220;Devo come\u00e7ar pela descri\u00e7\u00e3o de uma das \u00e1rvores mais not\u00e1veis e apreciadas entre n\u00f3s por causa da tinta que dela se extrai: o pau-brasil, que deu nome a essa regi\u00e3o. Esta \u00e1rvore, a que os selvagens chamam de arabutan, engalha como o carvalho de nossas florestas, e algumas h\u00e1 t\u00e3o grossas, que tr\u00eas homens n\u00e3o bastam para abra\u00e7ar-lhes o tronco&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>O t\u00e9rmino do ciclo econ\u00f4mico, no s\u00e9culo 19, foi determinado pela quase inexist\u00eancia da esp\u00e9cie na matas e pela descoberta de corante artificial correspondente.<\/p>\n<p>Foram 375 anos de explora\u00e7\u00e3o, e por muito tempo extraiu-se a &#8220;brasile\u00edna&#8221; que dava cor \u00e0s roupas da nobreza e utilizada como tinta de escrever, e al\u00e9m do corante, a madeira do pau-brasil era utilizada nas ind\u00fastrias civil e naval. O ciclo econ\u00f4mico do pau-brasil se concentrou exclusivamente na Mata Atl\u00e2ntica, sua \u00e1rea original. De sua atividade restou uma floresta devastada, at\u00e9 a quase extin\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie com capoeiras de florestas secund\u00e1rias e terras que passaram a ser utilizadas na planta\u00e7\u00e3o da cana do a\u00e7\u00facar. Desde o in\u00edcio de sua explora\u00e7\u00e3o, restou ap\u00f3s 500 anos da chegada dos portugueses, menos de 3% de Floresta Atl\u00e2ntica. Assim, os colonizadores criaram um modelo de devasta\u00e7\u00e3o, que se fixou profundamente nos sistemas s\u00f3cio-econ\u00f4micos seguintes.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 devasta\u00e7\u00e3o intensa das matas do litoral brasileiro \u00e0 procura do pau-brasil, no per\u00edodo de 1500 a 1875, foi elaborada em 1542, a 1\u00aa Carta-R\u00e9gia estabelecendo normas para o corte e puni\u00e7\u00e3o ao desperd\u00edcio de madeira. Esta foi a primeira medida, tomada pela coroa portuguesa para defender as florestas no Brasil. Esse interesse n\u00e3o estava diretamente ligado a uma preocupa\u00e7\u00e3o pela amea\u00e7a de desequil\u00edbrio da natureza, mas pela demasiada sa\u00edda dessa riqueza sem controle da corte. Essas normas, entretanto, jamais foram cumpridas.<\/p>\n<p>Em 1605 surge um Regimento fixando a explora\u00e7\u00e3o em 600 toneladas por ano. Este regimento tinha o objetivo apenas de limitar a oferta de madeira na Europa, mantendo assim, pre\u00e7os elevados.<\/p>\n<p>Durante o Imp\u00e9rio, muitas outras proibi\u00e7\u00f5es surgiram sem resultado, entre elas a Carta de Lei de outubro de 1827, onde poderes foram delegados aos juizes de paz das prov\u00edncias na fiscaliza\u00e7\u00e3o das matas e na interdi\u00e7\u00e3o de corte das madeiras de constru\u00e7\u00e3o em geral. Surge, ent\u00e3o o termo popular madeiras de lei.<\/p>\n<p>Outras leis criminais estabelecendo penas ao corte ilegal de madeiras surgiram, por\u00e9m sem \u00eaxito. Mesmo a lei n\u00b0 601, em 1850 editada por D. Pedro II proibindo a explora\u00e7\u00e3o florestal em terras descobertas, com fiscaliza\u00e7\u00e3o a cargo do munic\u00edpio, foi ignorada, pois justificava-se o desmatamento como necess\u00e1rio ao progresso da agricultura.<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o, instalou-se vasta monocultura cafeeira para alimentar o mercado de exporta\u00e7\u00e3o. A Princesa Izabel, em 1872, autorizou o funcionamento da primeira companhia privada especializada em corte de madeira, para evitar o desmatamento descontrolado.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, em 1875 liberou totalmente de licen\u00e7a pr\u00e9via qualquer corte de madeira nas matas particulares.<\/p>\n<p><strong>Em 1920, o Presidente Epit\u00e1cio Pessoa, preocupado com a preserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o de matas, disse:<\/strong>\u00a0&#8220;dos pa\u00edses cultos dotados de matas e ricas florestas, o Brasil \u00e9 talvez o \u00fanico que n\u00e3o possui um c\u00f3digo florestal&#8221;.<\/p>\n<p>Em 1921, foi criado o servi\u00e7o florestal com regulariza\u00e7\u00e3o em 1925. Por\u00e9m de nada adiantou, pois este servi\u00e7o n\u00e3o tinha respaldo na constitui\u00e7\u00e3o de 1891, que n\u00e3o mencionava nada a respeito de matas e \u00e1rvores. Assim o pau-brasil continuou sendo explorado e as florestas sem amparo das leis.<\/p>\n<p>Em 1934, foi criado um anteprojeto do C\u00f3digo Florestal de 1931, pelo decreto n\u00b0 23.793 que foi transformado em lei, em defesa das florestas e matas particulares. Assim, primeiro o resultado concreto deste projeto, foi a cria\u00e7\u00e3o da primeira unidade de conserva\u00e7\u00e3o no Brasil, o Parque Nacional de Itatiaia.<\/p>\n<p>Mesmo com a exist\u00eancia de um C\u00f3digo Florestal, este n\u00e3o garantia a total prote\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores de pau-brasil que ainda restaram na faixa compreendida entre o Rio de Janeiro ao Rio Grande do Norte. Foi necess\u00e1ria a sua quase extin\u00e7\u00e3o para que o pau-brasil fosse reconhecido oficialmente na hist\u00f3ria brasileira. Em 1961, o presidente J\u00e2nio Quadros aprovou um projeto declarando o pau-brasil como \u00e1rvore s\u00edmbolo nacional e o ip\u00ea como flor s\u00edmbolo.<\/p>\n<p>\u00c9 realizado um substituto do projeto n.\u00ba 1006, de 1972, por meio da lei n.\u00ba 6607 de 7\/12178, declarando o pau-brasil a \u00c1rvore Nacional, e instituindo o dia 03 de maio como o dia do pau-brasil.<\/p>\n<h4>A \u00e1rvore do Pau-Brasil<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125774\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend34.jpg\" alt=\"fazend34\" width=\"251\" height=\"187\" \/><\/p>\n<p><strong>Em 1789 o naturalista franc\u00eas Jean Baptiste Lamarck (1744 a 1829) estudou e descreveu a esp\u00e9cie cientificamente, isto \u00e9, denominou-a para que todos os cientistas a conhecessem por um \u00fanico nome:<\/strong>\u00a0Caesalpinia echinata, sendo os termos Caesalpinia em homenagem ao bot\u00e2nico e m\u00e9dico Andreas Caesalpinus que viveu entre 1519 a1603, e echinata por ser uma \u00e1rvore que possui ac\u00faleos no tronco e galhos. Esses ac\u00faleos s\u00e3o sali\u00eancias duras e pontiagudas e que facilmente s\u00e3o destacadas do tronco. Os ac\u00faleos do pau-brasil s\u00e3o semelhantes \u00e0queles encontrados nas roseiras, popularmente conhecidos por &#8220;espinhos&#8221;.<\/p>\n<p>O pau-brasil possui a casca pardo-acinzentada, ou pardo-rosada nas partes destacadas, e cerne (miolo) vermelho, cor de brasa. Atinge at\u00e9 30 m de altura (dados da literatura indicam que podem chegar at\u00e9 40 metros) e 1,5 m de circunfer\u00eancia.<\/p>\n<p>Sua flora\u00e7\u00e3o ocorre no final do m\u00eas de setembro at\u00e9 meados de outubro. Entre os meses de novembro a janeiro ocorre a matura\u00e7\u00e3o dos frutos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125775\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend35.jpg\" alt=\"fazend35\" width=\"254\" height=\"185\" \/><\/p>\n<p>O pau-brasil pertence ao mesmo g\u00eanero da sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides) e pau-ferro (Caesalpinia ferrea) \u00e1rvores comumente plantadas nas cal\u00e7adas, e que tamb\u00e9m s\u00e3o origin\u00e1rias da Mata Atl\u00e2ntica. A diferen\u00e7a b\u00e1sica entre essas esp\u00e9cies \u00e9 a aus\u00eancia de ac\u00faleos na sibipiruna e pau-ferro.<\/p>\n<p>A \u00e1rvore pau-brasil tamb\u00e9m \u00e9 conhecida popularmente por ibirapitanga, orabut\u00e3, brasileto, ibirapiranga, ibirapita, ibirapit\u00e3, muirapiranga, pau-rosado e pau-de-pernambuco. Origin\u00e1ria da floresta pluvial Atl\u00e2ntica, tem ocorr\u00eancia natural desde o Estado do Rio Grande do Norte at\u00e9 o Rio de Janeiro, numa larga faixa de 3.000 km.<\/p>\n<p>Quando a \u00e1rvore ficou escassa na regi\u00e3o mais pr\u00f3xima do litoral, os \u00edndios percorriam dist\u00e2ncias de at\u00e9 20 l\u00e9guas, equivalendo a 120 km. \u00c9 uma \u00e1rvore que vive tipicamente em floresta prim\u00e1ria densa. Raramente \u00e9 encontrada em forma\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias e atualmente, atrav\u00e9s de levantamentos cient\u00edficos, poucos exemplares de pau-brasil nascidos em natureza, ocorrem nos estados do Rio de Janeiro, Esp\u00edrito Santo, Bahia, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.<\/p>\n<h4>O Pau-Brasil e os Violinos<\/h4>\n<p>Em 1775, em Paris, Fran\u00e7ois Tourte projetou o primeiro arco de violino com a madeira do pau-brasil, conhecida como &#8220;Fernambouc&#8221;, uma corruptela de Pernambuco, pois foi principalmente na Capitania de Pernambuco que se iniciou a explora\u00e7\u00e3o dessa madeira. O projeto foi considerado como padr\u00e3o, no que diz respeito \u00e0 extens\u00e3o e curvatura.<\/p>\n<p>O pau-brasil era considerado a madeira ideal para essa finalidade, pois apresentava peso e espessura ideais, mas tamb\u00e9m porque era uma madeira abundante na Europa, naquela \u00e9poca. O desperd\u00edcio da madeira era enorme, pois para a produ\u00e7\u00e3o de um arco de violino, era exigida a parte mais flex\u00edvel, sem n\u00f3, e cortada no sentido de maior comprimento das fibras, reduzindo o aproveitamento no trabalho artesanal a 15% da tora.<\/p>\n<p>O pau-brasil atualmente continua sendo utilizado na fabrica\u00e7\u00e3o de arcos de violino.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o racional da \u00e1rvore n\u00e3o \u00e9 estimulada, pois para esse fim s\u00e3o necess\u00e1rias \u00e1rvores com pelo menos 30 anos de vida.<\/p>\n<h4>A extin\u00e7\u00e3o do Pau-Brasil<\/h4>\n<p>O pau-brasil era considerado extinto, quando em 1928 o estudante de agronomia Jo\u00e3o Vasconcelos Sobrinho e o professor de bot\u00e2nica Bento Pickel, verificaram a presen\u00e7a de uma \u00e1rvore de pau-brasil, num local chamado Engenho S\u00e3o Bento, hoje sede da Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica da Tapacur\u00e1 da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRP).<\/p>\n<p>Atualmente, a esp\u00e9cie est\u00e1 t\u00e3o amea\u00e7ada quanto outras de ocorr\u00eancia na Mata Atl\u00e2ntica, que mesmo sendo um dos ecossistemas de maior diversidade \u00e9 um dos mais amea\u00e7ados do planeta. Devido ao esfor\u00e7o de pessoas como o Prof. Rold\u00e3o Siqueira Fontes e apoiados pela dire\u00e7\u00e3o da UFRPE (sede da Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica do Tapacur\u00e1), lan\u00e7aram em 1972 uma Campanha Nacional em defesa do pau-brasil, recuperando a mem\u00f3ria hist\u00f3rica e desencadeando a produ\u00e7\u00e3o de mudas em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<h4>Jaca &#8211;\u00a0Artocarpus integrif\u00f3lia<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125776\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend36.jpg\" alt=\"fazend36\" width=\"142\" height=\"185\" \/><\/p>\n<p>Jaqueira \u00e9 uma \u00e1rvore que pode chegar a atingir 20 m de altura ou mais, de porte ereto e copa densa. Folhas ovais, verde-escura, brilhantes, cori\u00e1ceas, de 12 a 20 cm de comprimento.<\/p>\n<p>Os frutos nascem presos diretamente ao tronco e aos ramos grossos da planta . Na verdade \u00e9 um fruto composto, tamb\u00e9m chamado de infrutesc\u00eancia, j\u00e1 que \u00e9 resultante da jun\u00e7\u00e3o de um grande n\u00famero de frutos simples, intimamente soldados em torno de um eixo central engrossado, podendo ter a forma globosa, oval ou alongada, seu comprimento varia de 12 cm a mais de 70 cm.<\/p>\n<p>A casca \u00e9 \u00e1spera, com proje\u00e7\u00f5es triangulares curtas e pontudas, de colora\u00e7\u00e3o castanho-amarelada, quando o fruto est\u00e1 maduro. Cada fruto pode conter at\u00e9 500 sementes, que s\u00e3o envolvidas individualmente por uma polpa visguenta, amarela, bastante perfumada, de sabor bem doce e de consist\u00eancia mole ou mais endurecida.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125777\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend37.jpg\" alt=\"fazend37\" width=\"249\" height=\"187\" \/><\/p>\n<p>Embora seja encontrada em diversos locais do mundo de forma subespont\u00e2nea, incluindo o Brasil, a esp\u00e9cie \u00e9 origin\u00e1ria da Mal\u00e1sia e \u00cdndia. A polpa do fruto \u00e9 consumida ao natural ou em compotas. As sementes s\u00e3o consumidas depois de cozidas ou assadas, delas tamb\u00e9m se faz uma farinha usada para biscoitos e outros alimentos. Planta muito utilizada no paisagismo pela sua eleg\u00e2ncia. Geralmente as flores aparecem entre Setembro e Dezembro e os frutos de Outubro a Mar\u00e7o.<\/p>\n<h4>Paineira &#8211;\u00a0Chorisia Speciosa<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125778\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend38.jpg\" alt=\"fazend38\" width=\"142\" height=\"189\" \/><\/p>\n<p><strong>A Paineira, tamb\u00e9m conhecida pelos nomes de:<\/strong>\u00a0barriguda, paina-de-seda, paineira-branca, paineira-rosa, \u00e1rvore-de-paina, \u00e1rvore-de-l\u00e3, paineira-f\u00eamea; \u00e9 uma \u00e1rvore de at\u00e9 30 m de altura, tem o tronco retil\u00edneo e cil\u00edndrico, com engrossamento pr\u00f3ximo \u00e0 base (barriga). Apresenta ac\u00faleos na casca, principalmente nos ramos jovens.<\/p>\n<p>Copa ampla, muito ramificada, provida de densa folhagem durante o ver\u00e3o. Folhas alternas, digitadas, com 5 a 7 fol\u00edolos peciolulados, el\u00edpticos, com margem serreada e nervura central proeminente em ambas as faces, pec\u00edolo de 4 a 15 cm de comprimento. Flores solit\u00e1rias axilares, corola de colora\u00e7\u00e3o r\u00f3sea a arroxeada. Fruto c\u00e1psula globosa, com numerosas sementes envoltas por p\u00ealos brancos (paina).<\/p>\n<p>Esp\u00e9cie dec\u00eddua, de r\u00e1pido crescimento na fase inicial, mas de ciclo de vida longo, permanecendo na floresta madura. Ocorre da Para\u00edba ao Rio Grande do Sul, nas forma\u00e7\u00f5es florestais do complexo atl\u00e2ntico e nas florestas estacionais deciduais e semidecimais. Comum nas florestas ocorrentes ao longo dos cursos d&#8217;\u00e1gua.<\/p>\n<p>Madeira leve e mole, de baixa densidade quando jovem e maior na fase adulta, de pouca durabilidade, f\u00e1cil de trabalhar. Usada na fabrica\u00e7\u00e3o de canoas e para caixotaria, com potencial para a produ\u00e7\u00e3o de pasta celul\u00f3sica.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125779\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend39.jpg\" alt=\"fazend39\" width=\"264\" height=\"187\" \/><\/p>\n<p>beleza de flora\u00e7\u00e3o e devido ao tronco grosso e a paina branca presa \u00e0 planta \u00e9 muito utilizada para a ornamenta\u00e7\u00e3o de parques e ruas. A florada vai de Janeiro a Maio, com a planta despida de sua folhagem e os frutos surgem entre Abril e Outubro.<\/p>\n<h4>Jacarand\u00e1 Mimoso &#8211;\u00a0Jacaranda mimosaefolia<\/h4>\n<p>O Jacarand\u00e1 Mimoso \u00e9 uma \u00e1rvore ex\u00f3tica de grande porte, atingindo de 5 a 10 metros de altura, com tronco de 30 a 40 cm de di\u00e2metro, com origem na Argentina, possui flora\u00e7\u00e3o lil\u00e1s no per\u00edodo de estiagem. \u00c1rvore de at\u00e9 15 m de altura, com casca fina e acinzentada.<\/p>\n<p>Folhas opostas, compostas bipinada, de 10 a 25 cm de comprimento, com fol\u00edolos pequenos, glabros e de bordo serrado. Flores azulado-lil\u00e1s, arranjadas em pan\u00edculas piramidais densas. Fruto c\u00e1psula lenhosa, muito dura, oval, achatada, com numerosas sementes aladas.<\/p>\n<p>Esp\u00e9cie pioneira, ocorre nos estados de S\u00e3o Paulo e Minas Gerais, nas forma\u00e7\u00f5es florestais do complexo atl\u00e2ntico. Madeira clara, muito dura, pesada, compacta, de longa durabilidade, por\u00e9m fr\u00e1gil. Usada na confec\u00e7\u00e3o de brinquedos, caixas, instrumentos musicais, carpintaria e m\u00f3veis em geral.<\/p>\n<p>Esp\u00e9cie de grande valor ornamental pelo porte e delicadeza de suas folhas, cor e abund\u00e2ncia de suas flores, comumente utilizada no paisagismo de avenidas e parques. Floresce entre Agosto e Novembro e ao frutos surgem entre Maio e Setembro, com a planta despida de sua folhada.<\/p>\n<h4>As Capivaras &#8211;\u00a0Hydrochoerus hydrochoeris<\/h4>\n<p>\u00c9 muito comum a presen\u00e7a de capivaras no lago em frente \u00e0 Casa Sede da\u00a0<strong>Fazenda Santa Gertrudes<\/strong>, n\u00e3o podemos dizer que sejam os animais mais \u00e0 vontade com nossa presen\u00e7a, geralmente quando v\u00eaem pessoas se atiram na \u00e1gua e fogem, por\u00e9m, \u00e0s vezes parecem n\u00e3o se importar muito e ficam bem \u00e0 vontade tomando sol ou comendo.<\/p>\n<p>A capivara \u00e9 conhecida por esse nome no Brasil e Paraguai, recebe os nomes de Carpincho na Argentina, Chiguiro na Col\u00f4mbia, Chiguire na Venezuela e Capybara em Ingl\u00eas. Vive em florestas \u00famidas e secas, pastagens pr\u00f3ximas \u00e0 \u00e1gua e pode ser encontrada desde o norte da Argentina at\u00e9 o Panam\u00e1.<\/p>\n<p>\u00c9 um mam\u00edfero, o maior roedor do mundo, t\u00edpico da Am\u00e9rica do Sul, silvestre, de ca\u00e7a. Mas sabe-se que foi criado desde tempos imemoriais como bicho de estima\u00e7\u00e3o por antigas tribos ind\u00edgenas. Seu nome em tupi-guarani, significa &#8220;comedor de capim&#8221;. Seus predadores naturais s\u00e3o as on\u00e7as, os jacar\u00e9s e as piranhas.<\/p>\n<p>Seus incisivos s\u00e3o gigantescos e medem, cada um, mais de 1 cm de largura, na superf\u00edcie cortante. Os incisivos crescem sem parar e podem medir at\u00e9 7 cm se n\u00e3o forem desgastados, coisa que a capivara consegue mordiscando pedras e troncos de \u00e1rvore. Tem uma pelagem escassa, grosseira e acastanhada com reflexos escuros e avermelhados.<\/p>\n<p>Tem quatro dedos nas patas dianteiras e tr\u00eas nas traseiras, dedos unidos por uma membrana, o que faz dela uma \u00f3tima nadadora.<\/p>\n<p><strong>Olhos, orelhas e narinas em linha:\u00a0<\/strong>quando nada, a capivara mant\u00e9m apenas essa parte da cabe\u00e7a acima da flor d&#8217;\u00e1gua. Possui muito f\u00f4lego e \u00e9 capaz de ficar sem respirar por 5 minutos ou mais.<\/p>\n<p>Ao nascer pesa j\u00e1 cerca de 2kg e pode chegar at\u00e9 60 kg, por\u00e9m em cativeiro, este peso pode ser bem maior . Atinge um comprimento de 1 a 1,30 m de comprimento e 0,50m de altura quando adulto.Vive em manadas e tem h\u00e1bitos noturnos. De manh\u00e3 descansa na sombra, \u00e0 tarde gosta de nadar e \u00e0 noite sai para alimentar-se.<\/p>\n<p>O grupo anda sempre em trilhas fixas, caminhando em fila, um com a cabe\u00e7a sobre a anca do outro.<\/p>\n<p><strong>Parada, adota um postura incomum entre os mam\u00edferos:<\/strong>\u00a0fica sentada, como o c\u00e3o. Em terra \u00e9 lenta, por isso, nunca se afasta dos rios ou lagos, onde convive bem com bois, cavalos ou mesmo jacar\u00e9s (perigosos para os filhotes).<\/p>\n<p>A capivara se alimenta quase exclusivamente de capinas e prefere grama curta, porque seus dentes permitem cortar folhas e talos bem rentes ao solo. Na \u00e1gua, gosta de mergulhar e comer algas que crescem nas pedras. Sempre que seu habitat natural sofre alguma altera\u00e7\u00e3o, costuma tamb\u00e9m invadir planta\u00e7\u00f5es, principalmente milharais e canaviais. N\u00e3o se aventura, por\u00e9m, a afastar-se por mais de 3 km do habitat.<\/p>\n<p>\u00c9 muito dif\u00edcil \u00e0 primeira vista, diferenciar os machos das f\u00eameas, porque todos t\u00eam os \u00f3rg\u00e3os genitais bem pr\u00f3ximos do \u00e2nus, e encobertos, formando uma esp\u00e9cie de cloaca, semelhante ao coelho. \u00c9 mais f\u00e1cil perceber a diferen\u00e7a pelo calombo que o macho tem entre o focinho e a testa, uma gl\u00e2ndula de odor forte e caracter\u00edstico que ele esfrega nas f\u00eameas conquistadas, nos filhotes e nas \u00e1rvores, para marcar seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>A f\u00eamea, geralmente, d\u00e1 duas crias por ano, com a m\u00e9dia de quatro filhotes em cada (varia de 1 a 8 filhotes). Na \u00e9poca do acasalamento, a capivara prefere namorar em \u00e1guas n\u00e3o muito profundas. E o macho chega a cobrir as f\u00eameas quinze vezes seguidas, em menos de cinco minutos. Embora a reprodu\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a o ano todo, h\u00e1 maior concentra\u00e7\u00e3o de f\u00eameas prenhes nos primeiros meses da esta\u00e7\u00e3o chuvosas.<\/p>\n<p>As manadas, geralmente de trinta animais &#8211; quando vivem em liberdade -, s\u00e3o compostas por adultos e filhotes de ambos os sexos. Mas sempre existe um macho que domina a tropa e conquista as f\u00eameas. Os demais podem tornar-se submissos e chegam at\u00e9 a ajudar na cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As f\u00eameas s\u00e3o d\u00f3ceis companheiras e \u00f3timas m\u00e3es, fazem o ninho apenas perto do momento de parir, quando buscam um local isolado e abrigado, onde possam juntar umas capinas e folhas secas. D\u00e3o de mamar de p\u00e9, com seus cinco pares de tetas. Nos grupos, amamentam, sem nenhum problema, os filhos de outras m\u00e3es, que podem ser ou n\u00e3o parentes.<\/p>\n<p>Em estado selvagem, assim que os filhotes nascem, a f\u00eamea procura manter dist\u00e2ncia dos machos. Eles costumam ficar agressivos com os rec\u00e9m-nascidos, podem at\u00e9 mat\u00e1-los. Os filhotes, em liberdade, mamam at\u00e9 os quatro meses de idade e, durante esse tempo, seguir\u00e3o a m\u00e3e por toda parte, sempre em fila indiana.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125782\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend42.jpg\" alt=\"fazend42\" width=\"237\" height=\"192\" \/><\/p>\n<p>Os filhotes nascem de olhos abertos, p\u00ealos formados, a denti\u00e7\u00e3o completa. Espertos, em tr\u00eas dias j\u00e1 se alimentam de forrageiras e acompanham os pais no descanso e nos passeios. Querem nadar logo na primeira semana de vida, mas a m\u00e3e s\u00f3 permite se a \u00e1gua n\u00e3o for funda. Mamam noventa dias e se tornam independentes, podem at\u00e9 formar novas manadas.<\/p>\n<p>Nas cria\u00e7\u00f5es costuma-se desmamar com 60 dias para que a m\u00e3e acasale novamente. As f\u00eameas, muito cuidadosas, ensinam a descobrir novos alimentos, a nadar e at\u00e9 a vencer obst\u00e1culos. E os filhotes prestam muita aten\u00e7\u00e3o. Se algum, por acaso, se perder do grupo, pede logo socorro, com gritos fortes e agudos, ouvidos de longe.<\/p>\n<h4>As Seriemas &#8211;\u00a0Cariama Cristata<\/h4>\n<p>H\u00e1 cerca de um ano notamos a presen\u00e7a de um casal de seriemas que escolheu a\u00a0<strong>Fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0para morar.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio ouv\u00edamos apenas seu canto estridente nos alertando de sua presen\u00e7a, com o passar do tempo elas foram cada vez mais se aproximando da parte central e aos poucos se acostumando com a presen\u00e7a das pessoas que trabalham aqui e das que nos visitam. Qual n\u00e3o foi nossa surpresa ao descobrirmos que fizeram um ninho numa \u00e1rvore de Pau-Brasil que est\u00e1 plantada atr\u00e1s da Igreja.<\/p>\n<p>A seguir algumas fotos delas e informa\u00e7\u00f5es sobre esse maravilhoso p\u00e1ssaro que escolheu a\u00a0<strong>Fazenda Santa Gertrudes<\/strong>\u00a0para morar e procriar.<\/p>\n<p class=\"imagem\">\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125784\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend44.jpg\" alt=\"fazend44\" width=\"246\" height=\"185\" \/><\/p>\n<p>Mede 90 cm, seu peso varia de 1 a 2 kilos. Ave pernalta de apar\u00eancia arcaica e porte avantajado; ave terr\u00edcola. De asas largas e &#8220;duras&#8221;, cauda longa. Plumagem cinzenta com ligeira tonalidade parda ou amarelada; na base do bico, o qual \u00e9 forte e vermelho como as pernas, cresce um feixe de penas eri\u00e7adas para adiante, tem o olhar amea\u00e7ador.<\/p>\n<p>Vive no cerrado, campos sujos, tamb\u00e9m nos planaltos descampados. O desmatamento progressivo contribui para expandir seus dom\u00ednios na medida em que lhe proporciona novas \u00e1reas de h\u00e1bitat favor\u00e1vel.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125785\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend45.jpg\" alt=\"fazend45\" width=\"251\" height=\"183\" \/><\/p>\n<p>Ocorre da Argentina, Uruguai, Paraguai e Bol\u00edvia ao Brasil central e oriental at\u00e9 o oeste do Mato Grosso, sul do Par\u00e1 e no Maranh\u00e3o. Andam em casais ou em pequenos grupos. Quando perseguida por um autom\u00f3vel chega a atingir de 40 at\u00e9 70 km\/h &#8211; antes de levantar v\u00f4o (s\u00f3 faz quando necess\u00e1rio). \u00c0 noite empoleira-se nos altos das \u00e1rvores, durante o dia repousa deitada no solo. Quando percebe algum perigo esconde-se atr\u00e1s de troncos ca\u00eddos, deitando no ch\u00e3o. Toma banho de poeira e sol.<\/p>\n<p>Come gafanhotos e outros artr\u00f3podes, roedores, calangos, lagartixas e outros animais pequenos inclusive cobras. Come\u00e7a sempre a comer a v\u00edtima pela cabe\u00e7a. Tem a reputa\u00e7\u00e3o de devorar &#8220;grande quantidade&#8221; de cobras, o que aparentemente \u00e9 exagero. N\u00e3o \u00e9 imune ao veneno of\u00eddico. N\u00e3o gosta de bicho morto.<\/p>\n<p>Sexos semelhantes. Nidificam sobre as \u00e1rvores, constroem um ninho de porte razo\u00e1vel, com gravetos e galhos fr\u00e1geis, forrando o fundo com estrume de gado ou folhas secas; a \u00e1rvore tem que ser de um formato tal que permita a ascens\u00e3o da ave, em saltos auxiliados por curtas esvoa\u00e7adas, at\u00e9 o ninho, o qual pode estar a 4-5 metros do solo. P\u00f5e de 2 a 4 ovos brancos , ligeiramente rosados. O casal reveza-se no choco, que dura de 26-29 dias. O filhote \u00e9 coberto por longa penugem parda p\u00e1lida com manchas pardas. Abandona o ninho com 12 dias de idade.<\/p>\n<p>O canto \u00e9 uma estrofe longa, composta de gritos estridentes, tem um alcance superior a 1 km. No in\u00edcio da reprodu\u00e7\u00e3o vocaliza antes de clarear o dia.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 outras vozes:<\/strong>\u00a0quando est\u00e1 irritado, querendo devorar uma presa, durante o galanteio, e, \u00e0s vezes, quando descansa emite um ranger. Gritam muito quando o tempo est\u00e1 mudando para chover. \u00c9 interessante v\u00ea-las emitir seus altos e estridentes gritos, que a cabe\u00e7a e o pesco\u00e7o acompanham numa perfeita sincroniza\u00e7\u00e3o, para baixo e para cima.<\/p>\n<h4>Localiza\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>A Fazenda est\u00e1 localizada no Km 165 da rodovia Washington Luiz<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125787\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend48.jpg\" alt=\"fazend48\" width=\"285\" height=\"402\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend48.jpg 285w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazend48-213x300.jpg 213w\" sizes=\"(max-width: 285px) 100vw, 285px\" \/>\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-125788\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/turismo_13.jpg\" alt=\"turismo_13\" width=\"350\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/turismo_13.jpg 350w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/turismo_13-300x231.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<h2>Galeria de Fotos Fazenda Santa Gertrudes<\/h2>\n<div id='gallery-2' class='gallery galleryid-125736 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-5.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" 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href='https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-21.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-21-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-11.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-11-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-22.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-22-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-41.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-41-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-6.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-6-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-7.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-7-150x150.jpg\" 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\/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-18.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-18-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-20.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/fazenda-santa-gertrudes-20-150x150.jpg\" 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