{"id":125593,"date":"2017-08-09T16:17:14","date_gmt":"2017-08-09T18:17:14","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=125593"},"modified":"2017-08-09T16:17:14","modified_gmt":"2017-08-09T18:17:14","slug":"personagens-da-historia-de-limeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/historia\/historia-do-brasil\/personagens-da-historia-de-limeira","title":{"rendered":"Personagens da Hist\u00f3ria de Limeira"},"content":{"rendered":"<p><strong>Capit\u00e3o Luiz Manoel da Cunha Bastos<\/strong><\/p>\n<p>O fundador de Limeira nasceu em Portugal, na cidade do Porto, em 1788. Sabemos que veio de Vila Rica (Minas Gerais), e que como militar de carreira j\u00e1 era graduado em 1811.<\/p>\n<p>Em 1820 j\u00e1 tinha terras em Limeira &#8211; parte da sesmaria do Saltinho &#8211; primeira concedida nesta regi\u00e3o em 1799, que comprou do tenente Ign\u00e1cio Ferreira de S\u00e1, de Campinas (S\u00edtios do Tatu), para anexar \u00e0 metade de sesmaria que tamb\u00e9m comprou do Coronel S\u00e1, de S\u00e3o Paulo (S\u00edtio da Lagoa Nova), Essas terras vinham desde a foz do rio Pirapitingui at\u00e9 o ribeir\u00e3o da Lagoa Nova, desdobrando-se pelas margens do ribeir\u00e3o Tatu at\u00e9 o Rancho da Limeira.<\/p>\n<p>Continuava a residir em S\u00e3o Paulo. N\u00e3o sendo remunerado o seu posto de militar, tornou-se comerciante, dono da casa Caapora, neg\u00f3cio de fazenda seca, na Rua do Com\u00e9rcio n.\u00ba 26.<\/p>\n<p>Como homem p\u00fablico foi sem d\u00favida pessoa muito conceituada, dado que na sess\u00e3o de 02 de janeiro de 1822 da C\u00e2mara da Vila de S\u00e3o Paulo foi lida uma Carta R\u00e9gia do Pr\u00edncipe D.Pedro, fazendo a nomea\u00e7\u00e3o de tr\u00eas vereadores e tamb\u00e9m do capit\u00e3o Cunha Bastos para Procurador do Conselho Municipal, cargo importante, equivalente ao de um atual Prefeito.<\/p>\n<p>Esteve presente \u00e0s sess\u00f5es de verean\u00e7as de 23 de maio, 28 de agosto e 03 de setembro, onde assinou a ata como Procurador. Envolvido no epis\u00f3dio da Bernarda de Francisco Ign\u00e1cio (que teve amplas repercuss\u00f5es e que contribuiu para o evento da Independ\u00eancia), o Capit\u00e3o Cunha Bastos ainda participou do beija-m\u00e3o do Pr\u00edncipe D.Pedro no dia 07 de setembro de 1822. Comparecendo \u00e0 sess\u00e3o de 26 de outubro soube da sua suspens\u00e3o por ordem do Imperador.<\/p>\n<p>Prestou contas da sua gest\u00e3o e afastou-se da vida p\u00fablica.<\/p>\n<p>Morreu, trai\u00e7oeiramente assassinado de uma &#8220;ballada&#8221; em seu pr\u00f3prio s\u00edtio em 12 de setembro de 1835, e foi enterrado na Matriz de Limeira &#8220;donde era Freguez&#8221; em 14 de setembro de 1835.<\/p>\n<p><strong>Nicolau Pereira de Campos Vergueiro &#8211; O Senador Vergueiro<\/strong><\/p>\n<p>Importante figura do Brasil Imp\u00e9rio, foi o personagem maior da funda\u00e7\u00e3o e do desenvolvimento de Limeira. Aqui instalou o Engenho do Ibicaba em 1817, onde fixou resid\u00eancia a partir de 1825. A sua iniciativa devemos a abertura da primeira estrada do Morro Azul a Campinas (1823\/1826), a cria\u00e7\u00e3o do Distrito e Freguesia (1830), a Sociedade do Bem Comum de Limeira e a oficializa\u00e7\u00e3o da doa\u00e7\u00e3o patrimonial de terras do Capit\u00e3o Cunha Bastos (1832), a vinda dos imigrantes europeus a partir de 1840 e a eleva\u00e7\u00e3o a Vila (1824).<\/p>\n<p>Nasceu a 20 de janeiro de 1778, em Portugal, em Val da Porca, termo de Bragan\u00e7a, prov\u00edncia de Tr\u00e1s-os-Montes, filho de Luiz Bernardo Vergueiro e Clara Maria Borges de Campos. Fez seus primeiros estudos no \u00e2mbito familiar prestando exames em Coimbra, onde estudou at\u00e9 formar-se bacharel em Direito Civil pela Universidade de Coimbra, em 1801.<\/p>\n<p><strong>Veio para o Brasil em 1803. Casou-se em 1804 com Maria Ang\u00e9lica de Vasconcellos e teve dez filhos:<\/strong>\u00a0Carolina, Luiz, Ang\u00e9lica, Jos\u00e9, Antonia Eufrosina, Maria do Carmo, Francisca, Anna, Nicolau Jos\u00e9 e Joaquim.<\/p>\n<p>De 1803 a 1815 foi advogado nos audit\u00f3rios de S\u00e3o Paulo. Promotor dos res\u00edduos (1806).<\/p>\n<p>Em 1807 recebeu junto com seu sogro Jos\u00e9 de Andrade Vasconcellos uma sesmaria na regi\u00e3o de Piracicaba onde instalou o Engenho do Limoeiro. Juiz de Sesmaria (1811 a 1818), Juiz Ordin\u00e1rio em S\u00e3o Paulo (1811) e vereador da C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo (1813).<\/p>\n<p>Em 1820 Vergueiro \u00e9 nomeado Inspetor de Estradas (Piracicaba). Em 1821 membro do Governo Provis\u00f3rio. Deputado \u00e0 Constituinte Portuguesa (1822) Deputado a Constituinte Brasileira (1823).<\/p>\n<p>No ano de 1825, mudou-se de Piracicaba para sua Fazenda Ibicaba, de 1826 a 1828 \u00e9 Deputado Geral por S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>De 1826 a 1829 e de 1830 a 1833, membro do Conselho do Governo da Prov\u00edncia.<\/p>\n<p>De 1828 a 1859, Senador pela Prov\u00edncia de Minas Gerais.<\/p>\n<p>Foi ainda escolhido para participar da Reg\u00eancia Trina Provis\u00f3ria, foi nomeado Ministro da Fazenda, no 3\u00ba Gabinete da Menoridade, Vice Presidente da Prov\u00edncia, diretor da Faculdade de Direito de S\u00e3o Paulo, Ministro da Justi\u00e7a e Ministro do Imp\u00e9rio. Foi posteriormente do Conselho de S.M. o Imperador.<\/p>\n<p>Em 17 de setembro de 1859, morre na cidade do Rio de Janeiro, aos 81 anos de idade.<\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Ferraz de Campos &#8211; O Bar\u00e3o de Cascalho<\/strong><\/p>\n<p>Nasceu em Itu, 6\u00ba filho do sargento-m\u00f3r Ant\u00f4nio Ferraz de Campos e de sua mulher Maria da Cunha Almeida.<\/p>\n<p>Casou-se em Campinas no ano de 1806 com Umbelina de Camargo, filha de Ant\u00f4nio Pomp\u00eao de Camargo e Anna Arruda de Campos.<\/p>\n<p><strong>Teve onze filhos:\u00a0<\/strong>Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Campos Ferraz (Bar\u00e3o de Monte-M\u00f3r), C\u00e2ndido Jos\u00e9 de Campos Ferraz (Bar\u00e3o de Porto Feliz), Ant\u00f4nio Ferraz de Campos (casado com sua prima Joaquina, filha do capit\u00e3o Manoel Ferraz de Campos), Maria C\u00e2ndida (casada com seu primo Ant\u00f4nio Ferraz de Campos, tamb\u00e9m filho do capit\u00e3o Manoel), Teodolinda, Leoc\u00e1dia, Francisco, Anna, Brandina, Umbelina e Maria Luiza.<\/p>\n<p>Foi soldado miliciano na \u00e9poca da Independ\u00eancia. A sesmaria dos Ferraz de Campos, concedida antes de 1820 ao seu irm\u00e3o capit\u00e3o Manoel Ferraz de Campos, estava localizada entre a sesmaria de Manoel de Barros Ferraz e as terras de Nicolau Vergueiro, confinando de um lado no espig\u00e3o do Morro Azul, com o Capit\u00e3o Jo\u00e3o Jos\u00e9 da Silva.<\/p>\n<p>O primeiro a aparecer na\u00a0<strong>hist\u00f3ria de Limeira<\/strong>\u00a0foi o capit\u00e3o Manoel Ferraz de Campos, casado com Anna Bueno de Camargo e em segunda n\u00fapcias (1814) com Francisca de Assis Leite Negreiro. Residia em Piracicaba e cuidava das suas propriedades em Limeira. Existe uma carta por ele assinada em 1823, referente \u00e0 abertura da estrada do Morro Azul a Campinas.<\/p>\n<p>Mudou-se definitivamente para Limeira em 1824, pois consta no censo desse ano, no bairro da Boa Vista, com a nota: &#8220;Est\u00e1 se mudando para esta&#8221;. Em julho de 1825 ainda \u00e9 citado numa carta de Nicolau Vergueiro. O capit\u00e3o Manoel faleceu entre 1826 e 1829. A sua vi\u00fava casou-se com Ant\u00f4nio Jos\u00e9 da Silva (Gordo), o nosso primeiro juiz de paz, do qual teve um filho em 1831.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Ferraz de Campos, futuro Bar\u00e3o de Cascalho, depois da morte de seu irm\u00e3o Manoel, passou a cuidar das propriedades de Limeira, os Engenhos de Cascalho e do Cordeiro. Somente anos depois \u00e9 que se estabeleceu em suas terras, pois n\u00e3o encontramos o seu nome, nem nos assentamentos de batizados, casamentos e \u00f3bitos (1831 a 1834), nem na lista dos Guardas Nacionais (1833).<\/p>\n<p>O que temos certeza \u00e9 que por volta de 1850 construiu uma magnifica resid\u00eancia na esquina da Rua das Flores (Senador Vergueiro) com a Rua do Com\u00e9rcio (Dr. Trajano), doado depois \u00e0 sua filha Maria C\u00e2ndida, pr\u00e9dio esse demolido na d\u00e9cada de 1930 para das lugar ao Pr\u00e9dio Busch. Foi tamb\u00e9m resid\u00eancia de Luciano Esteves.<\/p>\n<p>Anos mais tarde edificou o sobrado da esquina da Rua Santa Cruz com a Rua do Com\u00e9rcio, onde deu grandes recep\u00e7\u00f5es. Essa casa, que ainda existe, pertenceu posteriormente ao coronel Flam\u00ednio Ferreira de Camargo, onde em 1901 se instalou o primeiro Grupo Escolar. Tamb\u00e9m foi moradia do Dr. Velloso.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Ferraz de Campos foi um dos que mais contribuiu para a constru\u00e7\u00e3o da Igreja da Boa Morte, a partir de 1858, tendo custeado as paredes do corpo da igreja at\u00e9 o cobertura.<\/p>\n<p>Quando em 1863 foi feita uma Subscri\u00e7\u00e3o Nacional em virtude da Quest\u00e3o Inglesa (Christie), o Comendador Jos\u00e9 Ferraz de Campos contribuiu generosamente. Nesse evento os cidad\u00e3os de Limeira subscreveram 41:000$000. Para a Guerra do Paraguai os limeirenses contribu\u00edram com 37:000$000. dos quais 10:000$000 foram doados por Jos\u00e9 Ferraz de Campos e 2:000$000 por seu filho C\u00e2ndido Jos\u00e9.<\/p>\n<p>No dia 14 de agosto de 1867, v\u00e9spera da inaugura\u00e7\u00e3o da Igreja da Boa Morte, foi agraciado com o t\u00edtulo de Bar\u00e3o de Cascalho.<\/p>\n<p>Faleceu a 24 de setembro de 1869, na sua resid\u00eancia de Limeira. O Bar\u00e3o de Cascalho deixou imensa fortuna, distribuindo entre os seus herdeiros as extensas terras do Cascalho e do Cordeiro, com seus cafezais, canaviais, muito gado e mais de 100 escravos. Foi sepultado no Cemit\u00e9rio da Boa Morte. Seu t\u00famulo, um belo mausol\u00e9u de m\u00e1rmore italiano, foi trasladado na d\u00e9cada de 1890 para o atual Cemit\u00e9rio Municipal.<\/p>\n<p><strong>Joaquim Franco de Camargo &#8211; Alferes Franco<\/strong><\/p>\n<p>Nasceu em Atibaia em 1788, filho do capit\u00e3o Ign\u00e1cio Franco de Camargo e sua mulher Gertrudes Pires. Seu pai foi casado quatro vezes.<\/p>\n<p><strong>O Alferes Franco casou-se pela primeira vez com Maria Rosa Franco de Camargo e teve quatro filhos:\u00a0<\/strong>Joaquim, Matilde, Jo\u00e3o e C\u00e2ndida Eliza. Tendo ficado vi\u00favo, casou-se com Maria Louren\u00e7o de Morais em 1814 tendo mais 14 filhos: Miguel, Maria Jacinta, Rita de C\u00e1ssia, Francisca de Assis, Jos\u00e9, Escol\u00e1stica de C\u00e1ssia, Bento, Joaquim (padre), Ana Joaquina, Louren\u00e7o, Clara Miguelina de C\u00e1ssia, Manoela Assis de C\u00e1ssia, Carolina Am\u00e9lia e C\u00e2ndida Marcolina. Os \u00faltimos cinco nasceram em Limeira.<\/p>\n<p>Em 1832 fez parte da Comiss\u00e3o de Divisas em Limeira, Mogi e Rio Claro. Em 1833 \u00e9 Guarda Nacional de Reserva. Serviu como curador no invent\u00e1rio do Capit\u00e3o Cunha Bastos em 1835. Em 1836 era Juiz de Paz e foi Delegado de Pol\u00edcia por muitos anos, sendo tamb\u00e9m l\u00edder pol\u00edtico governista (Conservador) tomando parte ativa em todos os tumultuosos epis\u00f3dios do seu tempo, entre eles a not\u00f3ria elei\u00e7\u00e3o em duplicata de 1849.<\/p>\n<p>Faleceu em Limeira a 29 de Dezembro de 1861, deixando uma enorme fortuna, principalmente em terras que de Limeira se estendiam por Rio Claro e Araras. Consta de seu testamento 5 s\u00edtios em Limeira, 2 s\u00edtios em Rio Claro e 1 em Araras, medindo 600 alqueires denominado S\u00edtio da Araras, onde foi fundado a cidade de Araras, onde tinha sido constru\u00edda a Capela de Nossa Senhora do Patroc\u00ednio.<\/p>\n<p><strong>Bento Manoel de Barros &#8211; Bar\u00e3o de Campinas<\/strong><\/p>\n<p>Nasceu em Ara\u00e7ariguama (Para\u00edba) em 21 de mar\u00e7o de 1791, filho de Francisco Xavier de Barros e de Ana Joaquina Moraes. Casou-se em Itu, em 1810, com Escol\u00e1stica Francisca Bueno.<\/p>\n<p><strong>Foram pais de sete filhos:<\/strong>\u00a0Francisco Ant\u00f4nio (Capit\u00e3o Chico), Escol\u00e1stica, Pedro Ant\u00f4nio (edificador da Matriz), Anna, Esperan\u00e7a, Elias e Ant\u00f4nio. Viveu em Mogi Mirim antes de vir para Limeira.<\/p>\n<p>Em 26 de agosto de 1818 recebeu uma sesmaria em Limeira, instalando-se em suas terras.<\/p>\n<p>No censo de 1822 j\u00e1 o encontramos, no Bairro do Morro Azul, 6\u00ba esquadra com 32 anos agricultor com 4 escravos, produzindo milho e feij\u00e3o. Em 1826, senhor de engenho, com 16 escravos produzindo 700 arrobas de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Foi membro da comiss\u00e3o de divisas da nova freguesia, em 1832, ano em que foi nomeado (segundo) Juiz de Paz de Limeira. Apareceu em 1833 assinado a lista da Guarda Nacional. Tamb\u00e9m foi subdelegado por muitos anos.<\/p>\n<p>Quando a Igreja da Boa Morte estava sendo constru\u00edda, o futuro Bar\u00e3o de Campinas efetuou \u00e0s suas expensas a edifica\u00e7\u00e3o das torres laterais e o acabamento interno, para o que mandou vir de fora h\u00e1beis peritos em entalhe de madeira. Ofereceu as alfaias e custeou as festividades de inaugura\u00e7\u00e3o da igreja em 14 e 15 de agosto de 1867. Em 1870, o Imperador D. Pedro II agraciou-o com o t\u00edtulo de Bar\u00e3o de Campinas. Nesse mesmo ano, iniciou \u00e0s suas custas a constru\u00e7\u00e3o de nova Matriz.<\/p>\n<p>Faleceu o Bar\u00e3o de Campinas em 6 de dezembro de 1873, quando as obras da Matriz estavam no meio. No seu testamento deixou reservado a quantia de 100.000$000 para que seu filho Pedro Ant\u00f4nio as completasse.<\/p>\n<p>Foi sepultado na capela-mor da Igreja da Boa Morte, sob profunda consterna\u00e7\u00e3o do povo de Limeira que reverenciava aquela figura patriarcal. Tinha determinado que seu corpo fosse conduzido por seis homens pobres aos quais se daria 20$000 e que nesse dia se distribu\u00edsse a quantia de 600$000 em fazendas (mantimentos) \u00e0s pessoas mais pobres da cidade.<\/p>\n<p><strong>Antonio Jos\u00e9 da Silva &#8211; Gordo<\/strong><\/p>\n<p>Nasceu em Portugal, na cidade do Porto, em 1804. No censo de Limeira de 1822 consta Ant\u00f4nio Jos\u00e9 da Silva, com 19 anos, solteiro, branco, administrador do engenho do brigadeiro Manoel Rodrigues Jord\u00e3o, rec\u00e9m- instalado, com 64 escravos. Gordo foi o apelido que lhe deram para diferencia-lo de um hom\u00f4nimo da vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p>Casou &#8211; se com Francisca de Assis Leite, viuva do Capit\u00e3o Manoel Ferraz de Campos (irm\u00e3o do bar\u00e3o de Cascalho).<\/p>\n<p>Foi o primeiro Juiz de Paz de Limeira, nomeado em 1831. Em dezembro de 1831, Estevam Cardozo de Negreiros (seu sogro) pediu demiss\u00e3o do cargo de Inspetor de Estradas e indicou como pessoa id\u00f4nea para o lugar, Ant\u00f4nio Jos\u00e9 da Silva, que assumiu em 27 de janeiro de 1832, at\u00e9 por volta de 1845. Em 1832 fez parte da comiss\u00e3o de divisas da nova freguesia de Tatuhiby, atuando ao lado de Nicolau Vergueiro, Alferes Franco, Bento Manoel de Barros e outros.<\/p>\n<p>Em 1835 foi o inventariante do seu amigo capit\u00e3o Luiz Manoel da Cunha Bastos, o fundador de Limeira.<\/p>\n<p>Na revolu\u00e7\u00e3o liberal de 1842, no combate da Venda Grande; participou com uma for\u00e7a rebelde de Limeira que foi posta em debandada com 17 mortos e muitos feridos, comandada por Ant\u00f4nio Jos\u00e9 da Silva (Gordo), cujo apelido militar era Tenente Boava Gordo (Boava significava Portugu\u00eas.)<\/p>\n<p>Foi um dos seis vereadores da Primeira C\u00e2mara Municipal (1844) e presidente da Segunda (1845).<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Jos\u00e9 da Silva Gordo faleceu em 1\u00ba de agosto de 1851. Foi tronco da importante Fam\u00edlia Silva Gordo, desde Estado. Uma de suas filhas casou-se com Prudente Jos\u00e9 de Moraes Barros, que foi presidente da Rep\u00fablica, e a outra com Manoel Barros, senador da Rep\u00fablica, irm\u00e3o de Prudente de Moraes.<\/p>\n<p><strong>Oliv\u00e9rio Benedito Penedo<\/strong><\/p>\n<p>Um dos benem\u00e9ritos da nossa forma\u00e7\u00e3o, nasceu em Campinas em 1810. Veio para Limeira em 1831, j\u00e1 casado com Anna Rufina Ferraz e com dois filhos, Jo\u00e3o e Oliv\u00e9rio. Aqui se estabeleceu como comerciante. Em 15 de agosto de 1832 leva sua filha Theodolinda \u00e0 pia batismal. Em 20 de outubro de 1834 batizam outra filha com o nome de Maria.<\/p>\n<p>Aparece inscrito como Guarda Nacional em 1833, onde est\u00e1 registrado como natural de S\u00e3o Carlos (Campinas), casado, negociante, com 23 anos. Foi recenseado na Vila de Limeira em 1844. Na elei\u00e7\u00e3o desse ano foi votado em 10\u00ba lugar para eleitor da Via. Em decorr\u00eancia assumiu a verean\u00e7a na C\u00e2mara Municipal em 1845.<\/p>\n<p>De 29 de janeiro de 1847 a 10 de janeiro de 1849 foi Fabriqueiro da Matriz, assinando os termos da venda de terrenos. Na 1\u00ba ata de qualifica\u00e7\u00e3o de Limeira, Oliv\u00e9rio Benedito Penedo figura entre os oito eleitores convocados, em 17 de janeiro de 1847. A ultima refer\u00eancia \u00e0 sua pessoa est\u00e1 no Registro Paroquial de Terras, feito em 1854 onde consta como propriet\u00e1rio no Bairro dos Pires.<\/p>\n<p>Cidad\u00e3o de esp\u00edrito civil elevado, sempre atuante em benef\u00edcio da comunidade, participou efetivamente dos principais eventos da nossa cidade, desde a elei\u00e7\u00e3o a distrito e freguesia \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de vila e seu desenvolvimento.<\/p>\n<p><strong>Major Jos\u00e9 Levy Sobrinho<\/strong><\/p>\n<p>Um limeirense dedicado \u00e0 sua terra, comerciante, industrial, pioneiro da citricultura e sericultura, chefe pol\u00edtico, homem p\u00fablico de destaque, de nobres atos e real participa\u00e7\u00e3o na vida da nossa cidade.<\/p>\n<p>Nasceu em Limeira em 17 de dezembro de 1884, filho mais velho de Sim\u00e3o e Ana Levy. Fez seus estudos em Petr\u00f3polis e em Po\u00e7os de Caldas, seguindo para a Alemanha onde completou curso de com\u00e9rcio. Regressou para Limeira, assumindo a ger\u00eancia da Casa Banc\u00e1ria Levy &amp; Irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Come\u00e7ou na pol\u00edtica aos 21 anos como vereador. Foi Presidente da C\u00e2mara, Vice-Prefeito de 1908 a 1910 e Prefeito Municipal de 1910 a 1913. Nessa gest\u00e3o trouxe at\u00e9 Limeira a \u00e1gua de Cascalho que abasteceu a cidade durante 40 anos. Foi presidente do Diret\u00f3rio Municipal do partido Republicano Paulista, Juiz de Paz e suplente de delegado.<\/p>\n<p>Casou-se em 1912 com Ana Carolina de Barros (filha do Capit\u00e3o Manoel de Toledo Barros e bisneta do Bar\u00e3o de Campinas) tiveram os filhos Manoel Sim\u00e3o e Levy Jos\u00e9 de Barros Levy.<\/p>\n<p>Durante 40 anos residiu e dirigiu a sua propriedade, a Fazenda Itapema. Pioneiro da Citricultura Paulista, em 1908 mandou vir de fora 2 exemplares da laranjeira Bahia Cabula e foi com as borbulhas destas plantas que ele constituiu um pomar de 17.000 \u00e1rvores na sua famosa ch\u00e1cara Bahiana.<\/p>\n<p>Foi desse pomar as primeiras laranjas exportadas para a Europa em 1926, por iniciativa de seu irm\u00e3o Jo\u00e3o Carlos Baptista Levy associado a Jo\u00e3o Dierberger J\u00fanior. Contribuindo para o fomento da sericicultura, plantou campos de amoreiras na Fazenda Itapema, onde teve uma grande cria\u00e7\u00e3o de bicho-da-seda.<\/p>\n<p>Foi s\u00f3cio de uma das primeiras f\u00e1bricas de enxadas, em Jundia\u00ed; explorou uma jazida de mica, em Paraibuna; era s\u00f3cio da Fabrica de Phosphoros Radium; da Fabrica de Pregos e da serraria de J.Levy &amp; Irm\u00e3os; montou em Limeira uma fia\u00e7\u00e3o de seda; e teve a FIOSEDA, ind\u00fastria de tor\u00e7\u00e3o de fios, em Cordeir\u00f3polis &#8211; SP.<\/p>\n<p>Na revolu\u00e7\u00e3o de 1932 foi chefe do M.M.D.C. e organizador do Batalh\u00e3o Limeirense. A convite de PEDRO DE TOLEDO foi nomeado presidente da Comiss\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola do Estado. Novamente Prefeito Municipal, de maio de 1938 a abril de 1939, deixou o cargo para assumir como Secretario da Agricultura, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio no governo do Interventor ADHEMAR DE BARROS at\u00e9 maio de 1941.<\/p>\n<p>Nessas fun\u00e7\u00f5es al\u00e9m de estabelecer bases mais seguras de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 laranja e de mandar equipar a Casa da Laranja de Limeira com uma esta\u00e7\u00e3o piloto para produ\u00e7\u00e3o de suco concentrado, incentivou o plantio de milho h\u00eddrico e apoiou o programa de abertura de po\u00e7os artesianos como meio de abastecimento p\u00fablico de \u00e1gua. Tamb\u00e9m forneceu meio para que o I.P.T. montasse uma usina de chumbo em Apia\u00ed.<\/p>\n<p>Nas suas m\u00faltiplas atividades, Major Levy foi presidente do Tiro de Guerra, Provedor da Santa Casa, Provedor da Confraria da Boa Morte, Governador do Distrito 41 de Rotary International (como s\u00f3cio do Rotary Club de Limeira), vice-presidente do Partido Republicano Paulista, mentor e benem\u00e9rito de v\u00e1rias entidades, entre elas o A\u00e9reo Clube de Limeira, A.A. Internacional e a R\u00e1dio Educadora de Limeira.<\/p>\n<p>Desde muito jovem l\u00edder indiscut\u00edvel, desfrutando de uma grande circulo de amigos e seguidores, era chamado de &#8220;Major&#8221;, ficando conhecido como Major Levy, t\u00edtulo que foi dado por &#8220;sua gente&#8221;.<\/p>\n<p>Faleceu na Fazenda Itapema em 22 de janeiro de 1957.<\/p>\n<p><strong>Comendador Agostinho Prada<\/strong><\/p>\n<p>Um dos grande benem\u00e9ritos da nossa terra, aqui chegou aos 13 anos, fundando a primeira das grandes ind\u00fastrias de Limeira. Sua vida foi marcada por corajosas iniciativas e nobres atos. Nasceu Agostinho Prada em 2 de abril de 1885, em Madrano, Prov\u00edncia de Trento, na It\u00e1lia, o ca\u00e7ula dos dez filhos de Giuseppe Prada e Ana Baitella.<\/p>\n<p>Chegou ao Brasil em 1898 e foi trabalhar com seu irm\u00e3o em um armaz\u00e9m, a Casa Prada, aos 16 anos, j\u00e1 era interessado da firma, assumindo a ger\u00eancia dos neg\u00f3cios na aus\u00eancia do irm\u00e3o Jos\u00e9 Prada.<\/p>\n<p>A firma entrou como acionista na nascente sociedade que explorava os servi\u00e7os de eletricidade de Limeira, fundada pelo Dr. Camargo e os Srs. Kehl e Ignarra.<\/p>\n<p>Em 1906 comprou a sua casa de moradia, pertencente ao m\u00e9dico Antonio C\u00e2ndido de Camargo, que tinha se transferido para S\u00e3o Paulo. Esta residencia \u00e9 o pr\u00e9dio da ex-prefeitura na Rua Bar\u00e3o de Cascalho. J\u00e1 tinha o seu autom\u00f3vel um dos primeiros que houve no Brasil. Montou na garagem anexa a essa casa, uma f\u00e1brica de gelo, com m\u00e1quina importada da Alemanha. Comprou para a firma um terreno perto da esta\u00e7\u00e3o e l\u00e1 instalou uma m\u00e1quina de beneficiar arroz, tamb\u00e9m alem\u00e3.<\/p>\n<p>Formou a firma Cruz, Prada &amp; Cia. Para explora\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os telef\u00f4nicos de Rio Claro. Essa empresa constituiu a rede de interurbano que ligava Campinas, Rebou\u00e7as, Vila Americana, Limeira, Cordeiro, Rio Claro, Corumbatay e S\u00e3o Carlos. Em 1907, com o in\u00edcio da fabrica\u00e7\u00e3o de chap\u00e9us de p\u00ealo, em depend\u00eancia da sua resid\u00eancia, com trinta empregados foi plantada a semente daquela que viria a ser a maior f\u00e1brica do g\u00eanero.<\/p>\n<p>No ano de 1908 casou-se com D.Cl\u00e9lia Cocito e foram os pais de Aldo, Ada, Remo e T\u00falio.<\/p>\n<p>Tendo se tornado insuficiente o espa\u00e7o onde funcionava a f\u00e1brica de chap\u00e9us, decidiu construir um pavilh\u00e3o perto da sua m\u00e1quina de arroz. Para isso utilizou o material do antigo mercado municipal est\u00e3o existente no largo do Teatro (Pra\u00e7a Toledo Barros), que comprou por Dois Contos e Quinhentos. Em 1909, com dois s\u00f3cios, forma no Tri\u00e2ngulo Mineiro a Cia. For\u00e7a e Luz de Araguary.<\/p>\n<p>Em 1910, transfere a f\u00e1brica de chap\u00e9us para o novo local e inicia-se a fabrica\u00e7\u00e3o de chap\u00e9us de l\u00e3. Comprou um terreno de 5 alqueires que ia desde o Ribeir\u00e3o Tatu at\u00e9 o Lazareto ( alto da Vila Camargo) e organizou a Cia. Industrial de Limeira. Nesse terreno, em sociedade com os irm\u00e3os Levy, instala-se a F\u00e1brica de Phosphoros Radium. A Cia. Telef\u00f4nica Bragantina foi por curto tempo patrim\u00f4nio dos Prada.<\/p>\n<p>Em 1911 Agostinho Prada muda-se para S\u00e3o Paulo, vendendo a sua resid\u00eancia de Limeira para a municipalidade, onde nesse ano se instalou o Pa\u00e7o Municipal.<\/p>\n<p>Em 1912 a F\u00e1brica Prada monta escrit\u00f3rio central em S\u00e3o Paulo. Posteriormente \u00e9 comprado um terreno no Belenzinho onde se instalou uma tecelagem de seda e se\u00e7\u00f5es de tinturarias e estamparias.<\/p>\n<p>Em 1\u00ba de julho de 1915 a ind\u00fastria passou a chamar-se Jos\u00e9 Prada, Irm\u00e3os &amp; Cia., passando em 15 de janeiro de 1919 para Prada &amp; Cia. Ltda. Em 1917 foi adquirida a Cia. For\u00e7a e Luz de S\u00e3o Valentim e em 1923 a Empresa For\u00e7a e Luz de Ponta Grossa. Em 1923 passa para S.A. Cia. Prada.<\/p>\n<p>Agostinho Prada passou a viajar periodicamente para a It\u00e1lia, onde tinha propriedades. Em 1927 \u00e9 agraciado pelo governo italiano com a sua Comenda (Medalha de Ouro de M\u00e9rito Civil) por suas virtudes filantr\u00f3picas e pela ere\u00e7\u00e3o da Casa Maternal Ana Prada de Madrano. Em 1930 compra em Santa Rita do Passa Quatro a Fazenda S\u00e3o Jos\u00e9, transformando-a numa das mais belas vivendas agr\u00edcolas do pa\u00eds e onde passava grande parte do seu tempo.<\/p>\n<p>Em 1929 \u00e9 adquirida a Cia. For\u00e7a e Luz de Uberl\u00e2ndia e em S\u00e3o Paulo, na Rua Senador Queiroz, monta-se a f\u00e1brica e chap\u00e9us de palha. Logo depois transfere-se de Limeira para S\u00e3o Paulo a f\u00e1brica de chap\u00e9us de p\u00ealo, que s\u00f3 retornou para Limeira em 1935, quando os Prada compraram a F\u00e1brica de Chap\u00e9us Fontana.<\/p>\n<p>No ano de 1933 iniciou-se a f\u00e1brica de feltro ( mantas para cavalos e buchas para espingardas) e no ano seguinte montou-se em Porto Ferreira uma ind\u00fastria de beneficiamento de algod\u00e3o com fia\u00e7\u00e3o em sociedade com o Sr. Pirondi, hoje Cia. Industrial e Algodoeira Pirondi.<\/p>\n<p>Em 1937 come\u00e7ou a constru\u00e7\u00e3o da nova f\u00e1brica de Limeira, nos altos da cidade, que abrigaria todas as instala\u00e7\u00f5es da Prada em 1939, ano em que tamb\u00e9m se fundou em S\u00e3o Paulo a Cia. Imobili\u00e1ria Prada.<\/p>\n<p>1941 &#8211; A S.A. Cia. Prada passa chamar-se Cia. Prada Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio. Como outros s\u00f3cio monta-se em Limeira a F\u00e1brica de \u00d3leo (Cia. Refinadora de \u00d3leo Prada) que n\u00e3o deu resultados muito positivos e da qual derivou a atual Cia. Metal\u00fargica Prada de S\u00e3o Paulo. Em 1942 foi criada a Cooperativa dos Empregados, em 1944 institu\u00edda a Funda\u00e7\u00e3o Prada, em 1947 inaugura-se o Grupo Escolar Prada (doado \u00e0 municipalidade), em 1949 montada a Creche D. Cl\u00e9lia Prada e em 1954 o Jardim de Inf\u00e2ncia D. \u00cdris Della Chiesa. O T\u00edtulo de Cidad\u00e3o Limeirense lhe foi atribu\u00eddo em 1956 e em 1971 recebeu a Medalha Marechal Rondon.<\/p>\n<p>Aos 89 anos faleceu, no dia 7 de fevereiro de 1975, na sua fazenda de Santa Rita. A frente do Grupo Industrial Prada deixou seus filhos Aldo, Remo e T\u00falio.<\/p>\n<p><strong>Spencer Vampr\u00e9<\/strong><\/p>\n<p>Nasceu o eminete mestre de Direito em Limeira, a 24 de abril de 1888, filho de Fabricio Vampr\u00e9 e Matilde Rodrigues de Andrade Vampr\u00e9. Ap\u00f3s seus primeiros estudos em Rio Claro, foi para S\u00e3o Paulo e estudou no Col\u00e9gio Ingl\u00eas. Completou os preparat\u00f3rios no Instituto de Ci\u00eancias e Letras, prestou exame no Curso Anexo da Faculdade de Direito e nesta ingressou em 1904, ali recebendo o grau de bacharel em 1909.<\/p>\n<p>Alguns anos depois, prestou concurso nas Arcadas, foi aprovado e nomeado professor substituto de Filosofia e Direito Romano. Tomou posse a 31 de outubro de 1917 e em novembro de 1925, foi nomeado catedr\u00e1tico de Direito Romano, substituindo a\u00ed o Professor Reinaldo Porchat.<\/p>\n<p>Durante largo tempo ocupou essa c\u00e1tedra, at\u00e9 que, em remanejamento posterior, se transferiu para a de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Ci\u00eancia do Direito, na qual permaneceu at\u00e9 a aposentadoria, em 1953. Pelos seus muitos dotes, conquistou fama de professor dos mais not\u00e1veis, de cora\u00e7\u00e3o bon\u00edssimo, outrossim de advogado e jurista dos mais eminentes. Exerceu, em certo per\u00edodo, a dire\u00e7\u00e3o da Faculdade.<\/p>\n<p>Foi um dos historiadores da velha Escola do Largo de S\u00e3o Francisco, com suas &#8220;Mem\u00f3rias para a Hist\u00f3ria da Academia de S\u00e3o Paulo&#8221;. Pelos seus m\u00e9ritos liter\u00e1rios, ascendeu \u00e0 Academia Paulista de Letras. Foi tamb\u00e9m, vereador \u00e0 C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo e Deputado Estadual.<\/p>\n<p>Escreveu s\u00f4bre quase todos os ramos do Direito, que dominava com rara erudi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Entre suas grande bibliografia, destacam-se:\u00a0<\/strong>&#8220;O caso fortuito nos acidentes pessoais de transporte&#8221; (disserta\u00e7\u00e3o de concurso &#8211; 1914); &#8220;Da les\u00e3o enorme e do sujeito de direito&#8221;(disserta\u00e7\u00e3o de concurso &#8211; 1918); &#8220;Das sociedades an\u00f4nimas&#8221;, &#8220;Institutas do imperador Justiniano&#8221; (traduzidas e comparadas com o Direito Civil Brasileiro &#8211; 1916), &#8220;C\u00f3digo Civil Brasileiro&#8221;( 1917), &#8220;Guia Fiscal das Sociedades An\u00f4nimas&#8221;(1919, em colabora\u00e7\u00e3o com Manoel Matos Ayres), &#8220;Manual de Direito Civil Brasileiro&#8221; (2 vols. 1922), &#8220;Tratado Elementar de Direito Comercial&#8221; (3 vols.) &#8220;Repert\u00f3rio Geral de Jurisprud\u00eancia, Doutrina e Legisla\u00e7\u00e3o&#8221;, &#8220;O latim em dez li\u00e7\u00f5es&#8221; (1922, para auxiliar os estudantes das &#8220;Institutas&#8221;).<\/p>\n<p>Faleceu em 13 de julho de 1964, aos 76 anos de idade.<\/p>\n<p><strong>Trajano de Barros Camargo<\/strong><\/p>\n<p>Trajano de Barros Camargo \u00e9 descendente direto dos mais antigos povoadores de Limeira, foi o fundador da Machina S. Paulo, uma ind\u00fastria que marcou \u00e9poca. Ele e sua Machina S\u00e3o Paulo s\u00e3o os precursores da industrializa\u00e7\u00e3o e do parque industrial de Limeira.<\/p>\n<p><strong>Maria Thereza Silveira de Barros Camargo<\/strong><\/p>\n<p>Maria Thereza Silveira de Barros Camargo, casou-se com o Dr. Trajano em 1914. Em 1934 foi a primeira mulher a ser prefeita do Brasil, dirigindo a Prefeitura Municipal de Limeira, e em 1936 foi uma das duas primeiras mulheres a serem deputadas do Brasil.<\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o Augusto Cardoso<\/strong><\/p>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>www.olimeirense.com.br<\/p>\n<h6>Personagens da Hist\u00f3ria de Limeira<\/h6>\n<h3>Os personagens que fizeram hist\u00f3ria em Limeira<\/h3>\n<p>O historiador Jos\u00e9 Eduardo Heflinger J\u00fanior, o Toco, reuniu em cartazes fotos de personagens populares de Limeira.<\/p>\n<p>Segundo ele &#8211; que assina a Revista Povo h\u00e1 26 anos &#8211; quatro tipos posteres, com diferentes imagens dessas figuras folcl\u00f3ricas, foram confeccionados e distribu\u00eddos na cidade. &#8220;Dei esses posteres para assinantes da revista e patrocinadores. Muitos colocaram esses cartazes pendurados em bares e com\u00e9rcios da cidade, o que despertou a curiosidade das pessoas&#8221;, fala.Os hist\u00f3ricos de cada personagem s\u00e3o de responsabilidade de Toco.<\/p>\n<p><strong>Confira abaixo um pouco sobre a vida destes personagens:<\/strong><\/p>\n<p><strong>LUCAS PINHO<\/strong><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Lucas dos Santos, conhecido popularmente como &#8220;Seu Lucas&#8221;, nasceu em 29 de junho de 1911, em Cordeir\u00f3polis, logo mudou-se para Limeira e casou-se com Maria das Dores Caetano dos Santos. Iniciou sua carreira como vendedor ambulante em 1938. Carregava em sua bicicleta preta uma cesta de bambu, contendo pinh\u00f5es.<\/p>\n<p>Da\u00ed surgiu seu apelido. Fazia &#8220;seu ponto&#8221; principalmente na porta do Teatro da Paz. Em ocasi\u00f5es festivas &#8211; como quermesses e festas juninas &#8211; &#8220;Seu Lucas&#8221; vendia pamonhas, brinquedos e i\u00f4-i\u00f4s. &#8220;Pinho&#8230; Pinho&#8230; Pinho&#8230;&#8221; era seu grito de guerra que o tornou conhecido.<\/p>\n<p><strong>PEDRO LOUCO<br \/>\n<\/strong><br \/>\nVivia sempre sujo, descal\u00e7o e quando algu\u00e9m lhe dava dinheiro ou comida corria de felicidade pelas ruas. Quando o chamavam de Pedro Louco ficava enfurecido, atirava pedras e corria atr\u00e1s de adultos e crian\u00e7as. Conta-se que certa vez ele entrou numa igreja no hor\u00e1rio de missa, pulou os bancos e come\u00e7ou a dar &#8220;bananas&#8221; e a cuspir nas imagens, promovendo grande confus\u00e3o. Ningu\u00e9m se atreveu a retir\u00e1-lo do local, pois na sa\u00edda ainda atirou pedras.<\/p>\n<p><strong>JO\u00c3O RAMALHO<br \/>\n<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o Ramalho de Freitas celebrizou-se pela fama de ser o maior mentiroso de Limeira em todos os tempos.<\/p>\n<p><strong>Na l\u00e1pide de sue t\u00famulo, a pedido de sua irm\u00e3, foi escrito:<\/strong>\u00a0&#8220;Aqui jaz capit\u00e3o dr. Jo\u00e3o Ramalho de Freitas, o dentista n\u00famero 1 do Brasil&#8221;. Uma das hist\u00f3rias que lhe rendeu a fama de mentiroso trata-se de uma visita de Jo\u00e3o ao Mato Grosso, quando pendurou seu rel\u00f3gio de bolso num arbusto e dormiu. Depois de uma semana, quando j\u00e1 estava em Limeira, deu conta que havia esquecido o objeto.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 30 anos, ele retornou ao mesmo local, o arbusto havia virado uma enorme \u00e1rvore e o rel\u00f3gio estava no mesmo local e funcionando com a hora correta. Jo\u00e3o contou o caso em Cordeir\u00f3polis e por isso perdeu o \u00faltimo trem para Limeira. Comprou dois peda\u00e7os de sab\u00e3o em pedra, colocou embaixo dos sapatos e seus amigos tiveram que dar um forte empurr\u00e3o, que o fez deslizar na linha do trem at\u00e9 Limeira.<\/p>\n<p><strong>PEDRO PAPUDO<br \/>\n<\/strong><br \/>\nRecebeu o apelido de Papudo, de tanto contar papo. Era mentiroso e muito conhecido na cidade.<\/p>\n<p><strong>Z\u00c9 SESSENTA<br \/>\n<\/strong><br \/>\nMendigo n\u00famero 1 de Limeira. Suas cal\u00e7as sempre estavam cheias de fezes. Participava de prociss\u00f5es organizadas pelo c\u00f4nego Rossi. Dormia na \u00e1era de um antigo posto de sa\u00fade que fica na esquina das ruas Boa Morte e Santa Terezinha. Trocava de colch\u00e3o, len\u00e7ol e fronha todos os dias, variando de marcas de jornais. Usava chap\u00e9u amassado, bengala suja e tinha os l\u00e1bios queimados por bitucas de cigarro. Certa ocasi\u00e3o, Sebasti\u00e3o Fumagalli montou um quarto e contratou uma enfermeira para cuidar de Z\u00e9. Por\u00e9m, depois de tudo certo, ele preferiu ficar na rua.<\/p>\n<p><strong>DORIVAL E DONA MARIA<br \/>\n<\/strong><br \/>\nM\u00e3e e filho, que ficaram conhecidos por vender salgados, principalmente na Vila Queir\u00f3z.<\/p>\n<p><strong>Z\u00c9 AMBR\u00d3SIO<br \/>\n<\/strong><br \/>\nJos\u00e9 Ferreira Ambr\u00f3sio nasceu em Limeira em 6 de dezembro de 1903, na Rua Duque de Caxias, 166, onde residiu at\u00e9 o dia de sua morte. Entregava impressos pela cidade, contendo not\u00edcias de falecimentos e convites para funerais. Al\u00e9m disso, era o entregador oficial dos cartazes da Internacional.<\/p>\n<p><strong>WALDEMAR PANACO<br \/>\n<\/strong><br \/>\nEra conhecido como o &#8220;bon vivant&#8221;. Gostava de tocar pandeiro e tinha um papo agrad\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>MARIA DOS CACHORROS<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Perambulava pelas ruas da cidade com seus melhores amigos:<\/strong>\u00a0os cachorros.<\/p>\n<p><strong>JO\u00c3O DELEGA<br \/>\n<\/strong><br \/>\nAcreditava que ele era o delegado da cidade. Adorava controlar o tr\u00e2nsito e trajava um uniforme semelhante ao da For\u00e7a P\u00fablica, com rev\u00f3lver e cassetete. Em certas ocasi\u00f5es, ele parava ve\u00edculos para pedir a documenta\u00e7\u00e3o, pois acreditava manter a ordem com todo o rigor.<\/p>\n<p><strong>GLOSTORA<br \/>\n<\/strong><br \/>\nH\u00e9lio Aparecido Clemente nasceu em 10 de outubro de 1933. Ganhou o apelido de Glostora no tempo que trabalhava no Bar Jardim e se utilizava de um tipo de brilhantina para manter seu cabelo penteado. Lutava pela ra\u00e7a negra e sempre esteve \u00e0 frente das comemora\u00e7\u00f5es alusivas \u00e0 Aboli\u00e7\u00e3o da Escravatura. Para promover seus banquetes, ligava para um dep\u00f3sito de bebidas apresentando-se como Sebasti\u00e3o Fumagalli, efetuando pedidos de chope, refrigerante, gelo, e todos os itens utilizados nesse tipo de festejo, por\u00e9m, pedia a nota e a entrega em seu nome. Faleceu em 1979.<\/p>\n<p><strong>TONINHO DA VER\u00d4NICA<br \/>\n<\/strong><br \/>\nEra o homossexual assumido. Era chamado assim em virtude de sua m\u00e3e, Ver\u00f4nica Martins Braga Elias. Quando menino foi educado no Col\u00e9gio S\u00e3o Jos\u00e9, onde prestava servi\u00e7os, al\u00e9m de ser coroinha do padre Miguel.<\/p>\n<p><strong>ZILO<br \/>\n<\/strong><br \/>\nO maior amante da Banda Arthur Giambelli de todos os tempos. N\u00e3o tocava, mas seguia a banda por onde ela fosse.<\/p>\n<p><strong>PERIGOSO<br \/>\n<\/strong><br \/>\nWaldemar Chistriano Nilson nasceu em 11 de janeiro de 1905 em Limeira. Era filho Maria Greve e Gustavo Nilsson. Desde 1921 era apaixonado pelo Carnaval. Em 1926 criou o personagem quando assistiu o filme &#8220;O Noivo Cara Dura&#8221;. A hist\u00f3ria era de um noivo abandonado no altar. Ele carregava v\u00e9u, grinalda e luvas deixados pela noiva e n\u00e3o sorria. O apelido surgiu em 1950, quando escreveu na placa do guarda-chuva &#8220;O Perigoso Don Juan&#8221;. Este ano saiu acompanhado pela noiva (todas do sexo masculino) e assim foi at\u00e9 1962.<\/p>\n<p><strong>LUIZINHO PIPOQUEIRO<br \/>\n<\/strong><br \/>\nNascido em Limeira, em 7 de setembro de 1933, filho de Santo Crepaldi Bueno e dona Hermantina, a mais tradicional pipoqueira da cidade. Luizinho come\u00e7ou muito cedo a ajudar a m\u00e3e e sempre sentiu prazer por esta profiss\u00e3o. S\u00e3o-paulino roxo, seu amor pelo clube interferia tamb\u00e9m na profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Em determinada ocasi\u00e3o, quando ele estava trabalhando em seu ponto tradicional em frente \u00e0 Nossa Caixa na Pra\u00e7a Toledo Barros, ouvia a transmiss\u00e3o do jogo do S\u00e3o Paulo pelo r\u00e1dio contra o Corinthians. Seu time estava perdendo, quando um casal de namorados pediu dois sacos de pipoca. Concentrado no jogo, Luizinho n\u00e3o escutou o pedido. O casal sentou-se e esperou. Na segunda tentativa, quando o S\u00e3o Paulo fez um gol, o casal fez novamente o pedido e, para a supresa, o pipoqueiro deu dois fartos sacos de pipoca de gra\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Z\u00c9 LUIS<br \/>\n<\/strong><br \/>\nConhecido popularmente por ser um grande paquerador. Era gerente da rodovi\u00e1ria e andava sempre na companhia de mulheres.<\/p>\n<p><strong>PEL\u00c9<br \/>\n<\/strong><br \/>\nJos\u00e9 Eduardo Samuel, o Pel\u00e9 Engraxate. Trabalhava como engraxate na Pra\u00e7a Toledo Barros (na Rua Carlos Gomes, em frente ao caf\u00e9 do Fernando Assato). Possuia grande clientela. Gostava de Carnaval e participava das escolas de samba.<\/p>\n<p><strong>GENY PRETA<br \/>\n<\/strong><br \/>\nGeny da Costa Nemitz nasceu em Niter\u00f3i (RJ). Com 9 anos mudou-se com seus pais para S\u00e3o Carlos (SP). Com o falecimento de seu pai, quando tinha 10 anos, foi obrigada a trabalhar na ro\u00e7a na colheita de algod\u00e3o. Geny tinha 12 irm\u00e3os. Com 14 anos foi trabalhar como empregada dom\u00e9stica. Nessa \u00e9poca come\u00e7ou a se interessar por Carnaval. Com 15 anos conheceu Frederico Nemitz, com quem se casou somente &#8220;na igreja&#8221;, pois sua m\u00e3e n\u00e3o concordava com o casamento.<\/p>\n<p>Mudou-se para Agudos, onde nasceu sua primeira filha. Durante o tempo de casada n\u00e3o participou de carnavais, pois seu marido n\u00e3o gostava. Depois foi para Anal\u00e2ndia, onde nasceu seu segundo filho, que morreu com 4 anos. O marido atuava no ramo de padarias e por isso recebeu um convite para trabalhar em Limeira.<\/p>\n<p>Geny ficou vi\u00fava, trabalhou lavando roupa e no servi\u00e7o de limpeza da Telef\u00f4nica, na Humanit\u00e1ria, na casa do sr. Waldomiro Francisco e nos sanit\u00e1rios da Pra\u00e7a Toledo Barros. Geny participava dos carnavais de rua e bailes da prefeitura. Era chamada de &#8220;Rainha do Carnaval&#8221;. Ela mesmo cuidava do seu guarda roupa com trajes variados para as noites de Carnaval.<\/p>\n<p><strong>COCA-COLA<br \/>\n<\/strong><br \/>\nEra um dos irm\u00e3o g\u00eameos id\u00eanticos conhecidos na cidade. Eles eram pequenos e a garrafa de Coca Cola na \u00e9poca tamb\u00e9m, da\u00ed o apelido. Eram pessoas cultas, que escreviam cartas para o Presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>BILO<br \/>\n<\/strong><br \/>\nFicou conhecido por se achar o gal\u00e3 do momento.<\/p>\n<p><strong>BAIANO<br \/>\n<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o Batista de Souza, nascido em Ituass\u00fa (BA). Chegou a Limeira com 24 anos. Ajudou como servente de demoli\u00e7\u00e3o do Teatro da Paz e na constru\u00e7\u00e3o do Cine Vit\u00f3ria. Depois foi convidado para trabalhar no cinema. Fez manuten\u00e7\u00e3o geral, foi lanterninha e depois porteiro. A popula\u00e7\u00e3o o chamava de &#8220;porteiro simp\u00e1tico&#8221;. Estava sempre sorridente e era muito educado.<\/p>\n<p><strong>BLOCO DO BOI<br \/>\n<\/strong><br \/>\nTradicional grupo de Carnaval de Limeira, criado em 1933. Desfilou pela \u00faltima vez na cidade em 2008.<\/p>\n<p><strong>Z\u00c9 MARIO<br \/>\n<\/strong><br \/>\nHomossexual conhecido na cidade.<\/p>\n<p><strong>FEL\u00cdCIO<br \/>\n<\/strong><br \/>\nFel\u00edcio Ventura Arruda, nasceu em 1878 em S\u00e3o Carlos, na &#8220;Fazenda do Conde de Pinhal&#8221;. Dedicou-se \u00e0 ro\u00e7a at\u00e9 os 20 anos. Em 1945 veio para Limeira. Chamava aten\u00e7\u00e3o nos trajes que usava, ternos incrementados confeccionados em Rio Claro, os quais fazia quest\u00e3o de desenhar pessoalmente. Enfeitava-os com bot\u00f5es cobertos de cores extravagantes, utilizando at\u00e9 30 bot\u00f5es em cada traje. As camisas tinham colarinhos de renda e as cal\u00e7as eram boca de sino. Era dan\u00e7arino profissional, casou cinco vezes. Aos 97 anos ainda ostentava sa\u00fade, que o permitia frequentar todos os s\u00e1bados uma casa de dan\u00e7a em S\u00e3o Paulo. Mantinha m\u00fasculos r\u00edgidos, pois fazia exerc\u00edcios e gin\u00e1stica.<\/p>\n<p><strong>MUDINHO<br \/>\n<\/strong><br \/>\nEra mudo e conhecido pela popula\u00e7\u00e3o, que pavaga pingas a ele. Muitos queriam lan\u00e7\u00e1-lo como vereador, pois, assim, os eleitores n\u00e3o ouviriam as tradicionais promessas dos pol\u00edticos.<\/p>\n<p><strong>BODINHO<br \/>\n<\/strong><br \/>\nAntonio Rosada, nasceu em 27 de outubro de 1923, em Cascalho, Cordeir\u00f3polis. Numa determinada ocasi\u00e3o quando seu time de futebol perdeu o jogo, ele xingou e saiu correndo em alta velocidade, pulando uma cerca, da\u00ed o seu apelido. Casou-se aos 19 anos e foi morar em S\u00e3o Paulo. Veio para Limeira onde exerce a profiss\u00e3o de barbeiro.<\/p>\n<p><strong>OSCAR<br \/>\n<\/strong><br \/>\nNos tempos da Cia Paulista ele era o respons\u00e1vel pelas bagagens dos passageiros.<\/p>\n<p><strong>Paula Martins<\/strong><\/p>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>www.jornaldelimeira.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Capit\u00e3o Luiz Manoel da Cunha Bastos O fundador de Limeira nasceu em Portugal, na cidade do Porto, em 1788. Sabemos que veio de Vila Rica (Minas Gerais), e que como militar de carreira j\u00e1 era graduado em 1811. 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