{"id":119468,"date":"2017-04-12T19:13:08","date_gmt":"2017-04-12T21:13:08","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=119468"},"modified":"2017-04-12T19:13:08","modified_gmt":"2017-04-12T21:13:08","slug":"falenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/falenas","title":{"rendered":"Falenas"},"content":{"rendered":"<div id=\"corpo\">\n<h2>Machado de Assis<\/h2>\n<p>FLOR DA MOCIDADE<\/p>\n<p>EU CONHE\u00c7O a mais bela flor<\/p>\n<p>\u00c9s tu, rosa da mocidade<\/p>\n<p>Nascida, aberta para o amor.<\/p>\n<p>Eu conhe\u00e7o a mais bela flor.<\/p>\n<p>Tem do c\u00e9u a serena cor<\/p>\n<p>E o perfume da virgindade.<\/p>\n<p>Eu conhe\u00e7o a mais bela flor,<\/p>\n<p>\u00c9s tu, rosa da mocidade.<\/p>\n<p>Vive \u00e0s vezes na solid\u00e3o<\/p>\n<p>Como filha da brisa agreste.<\/p>\n<p>Teme acaso indiscreta m\u00e3o<\/p>\n<p>Vive \u00e0s vezes na solid\u00e3o.<\/p>\n<p>Poupa a raiva do furac\u00e3o<\/p>\n<p>Suas folhas de azul-celeste<\/p>\n<p>Vive \u00e0s vezes na solid\u00e3o<\/p>\n<p>Como filha da brisa agreste.<\/p>\n<p>Colhe-se antes que venha o mal<\/p>\n<p>Colhe-se antes que chegue o inverno;<\/p>\n<p>Que a flor morta j\u00e1 nada vale.<\/p>\n<p>Colhe-se antes que venha o mal.<\/p>\n<p>Quando a terra \u00e9 mais jovial<\/p>\n<p>Todo o bem nos parece eterno<\/p>\n<p>Colhe-se antes que venha o mal<\/p>\n<p>Colhe-se antes que chegue o inverno.<\/p>\n<p>QUANDO ELA FALA<\/p>\n<p>She speaks!<br \/>\nO speak again, bright angel!<br \/>\nShakespeare<\/p>\n<p>QUANDO ela fala, parece<\/p>\n<p>Que a voz da brisa se cala;<\/p>\n<p>Talvez um anjo emudece<\/p>\n<p>Quando ela fala.<\/p>\n<p>Meu cora\u00e7\u00e3o dolorido<\/p>\n<p>As suas m\u00e1goas exala.<\/p>\n<p>E volta ao gozo perdido<\/p>\n<p>Quando ela fala.<\/p>\n<p>Pudesse eu eternamente<\/p>\n<p>Ao lado dela, escut\u00e1-la,<\/p>\n<p>Ouvir sua alma inocente<\/p>\n<p>Quando ela fala.<\/p>\n<p>Minh&#8217;alma, j\u00e1 semimorta,<\/p>\n<p>Conseguira ao c\u00e9u al\u00e7\u00e1-la,<\/p>\n<p>Porque o c\u00e9u abre uma porta<\/p>\n<p>Quando ela fala.<\/p>\n<p>MANH\u00c3 DE INVERNO<\/p>\n<p>COROADA DE N\u00c9VOAS surge a aurora<\/p>\n<p>Por detr\u00e1s das montanhas do oriente;<\/p>\n<p>V\u00ea-se um resto de sono e de pregui\u00e7a<\/p>\n<p>Nos olhos da fant\u00e1stica indolente.<\/p>\n<p>N\u00e9voas enchem de um lado e de outro os morros<\/p>\n<p>Tristes como sinceras sepulturas<\/p>\n<p>Essas que t\u00eam por simples ornamento<\/p>\n<p>Puras capelas, l\u00e1grimas mais puras.<\/p>\n<p>A custo rompe o sol; a custo invade<\/p>\n<p>O espa\u00e7o todo branco: e a luz brilhante<\/p>\n<p>Fulge atrav\u00e9s do espesso nevoeiro.<\/p>\n<p>Como atrav\u00e9s de um v\u00e9u fulge o diamante.<\/p>\n<p>Vento frio, mas barato agita as folhas<\/p>\n<p>Das laranjeiras \u00famidas da chuva:<\/p>\n<p>Erma de flores, curva a planta o colo<\/p>\n<p>E o ch\u00e3o recebe o pranto da vi\u00fava.<\/p>\n<p>Gelo n\u00e3o cobre o dorso das montanhas<\/p>\n<p>Nem enche as folhas tr\u00eamulas a neve;<\/p>\n<p>Galhardo mo\u00e7o, o inverno deste clima<\/p>\n<p>Na verde palma a sua hist\u00f3ria escreve.<\/p>\n<p>Pouco a pouco, dissipam-se no espa\u00e7o<\/p>\n<p>As n\u00e9voas da manh\u00e3; j\u00e1 pelos montes<\/p>\n<p>V\u00e3o subindo as que encheram todo o vale<\/p>\n<p>J\u00e1 se v\u00e3o descobrindo os horizontes.<\/p>\n<p>Sobe de todo o pano, eis aparece<\/p>\n<p>Da natureza o espl\u00eandido cen\u00e1rio<\/p>\n<p>Tudo ali preparou cos s\u00e1bios olhos<\/p>\n<p>A suprema ci\u00eancia do empres\u00e1rio.<\/p>\n<p>Canta a orquestra dos p\u00e1ssaros no mato<\/p>\n<p>A sinfonia alpestre, \u2014 a voz serena<\/p>\n<p>Acorda os ecos t\u00edmidos do vale;<\/p>\n<p>E a divina com\u00e9dia invade a cena.<\/p>\n<p>LA MARCHESA DE MIRAMAR<\/p>\n<p>A mis\u00e9rrima Dido<br \/>\nPelos pa\u00e7os reais vaga ululando.<br \/>\nGar\u00e7\u00e3o<br \/>\nDE QUANTO sonho um dia povoaste<br \/>\nA mente ambiciosa,<\/p>\n<p>Que te resta? Uma p\u00e1gina sombria,<\/p>\n<p>A escura noite e um t\u00famulo recente.<\/p>\n<p>\u00d3 abismo! \u00d3 fortuna! Um dia apenas<\/p>\n<p>Viu erguer, viu cair teu fr\u00e1gil trono.<\/p>\n<p>Meteoro do s\u00e9culo, passaste,<\/p>\n<p>\u00d3 triste imp\u00e9rio, alumiando as sombras.<\/p>\n<p>A noite foi teu ber\u00e7o e teu sepulcro!<\/p>\n<p>Da tua morte os goivos inda acharam<\/p>\n<p>Frescas as rosas dos teus breves dias;<\/p>\n<p>E no livro da hist\u00f3ria uma s\u00f3 folha<\/p>\n<p>A tua vida conta; sangue e l\u00e1grimas.<\/p>\n<p>No tranq\u00fcilo castelo,<\/p>\n<p>Ninho d&#8217;amor, asilo de esperan\u00e7as,<\/p>\n<p>A m\u00e3o de \u00e1urea, fortuna preparara,<\/p>\n<p>Menina e mo\u00e7a um t\u00famulo aos teus dias.<\/p>\n<p>Junto do amado esposo,<\/p>\n<p>Outra c&#8217;roa cingias mais segura,<\/p>\n<p>A coroa do amor, d\u00e1diva santa<\/p>\n<p>Das m\u00e3os de Deus. No c\u00e9u de tua vida<\/p>\n<p>Uma nuvem sequer n\u00e3o sombreava<\/p>\n<p>A espl\u00eandida manh\u00e3; estranhos eram<\/p>\n<p>Ao recatado asilo<\/p>\n<p>Os rumores do s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Estendia-se<br \/>\nEm frente o largo mar, tranq\u00fcila face<br \/>\nComo a da consci\u00eancia alheia ao crime,<\/p>\n<p>E o c\u00e9u, c\u00fapula azul do equ\u00f3reo leito.<\/p>\n<p>Ali, quando ao cair da amena tarde,<\/p>\n<p>No t\u00e1lamo encantado do ocidente,<\/p>\n<p>O vento melanc\u00f3lico gemia,<\/p>\n<p>E a onda murmurando,<\/p>\n<p>Nas convuls\u00f5es do amor beijava a areia,<\/p>\n<p>Ias tu junto dele, as m\u00e3os travadas,<\/p>\n<p>Os olhos confundidos,<\/p>\n<p>Correr as brandas, sonolentas \u00e1guas,<\/p>\n<p>Na g\u00f4ndola discreta. Amenas flores<\/p>\n<p>Com suas m\u00e3os teciam<\/p>\n<p>As namoradas Horas; vinha a noite,<\/p>\n<p>M\u00e3e de amores, sol\u00edcita descendo,<\/p>\n<p>Que em seu rega\u00e7o a todos envolvia<\/p>\n<p>O mar, o c\u00e9u, a terra, o lenho e os noivos&#8230;<\/p>\n<p>Mas al\u00e9m, muito al\u00e9m do c\u00e9u fechado,<\/p>\n<p>O sombrio destino, contemplando<\/p>\n<p>A paz do teu amor, a et\u00e9rea vida<\/p>\n<p>As santas efus\u00f5es das noites belas<\/p>\n<p>O terr\u00edvel cen\u00e1rio preparava<\/p>\n<p>A mais terr\u00edveis lances.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o surge dos tronos<\/p>\n<p>A prof\u00e9tica voz que anunciava<\/p>\n<p>Ao teu cr\u00e9dulo esposo:<\/p>\n<p>&#8220;Tu ser\u00e1s rei, Macbeth!&#8221; Ao longe, ao longe.<\/p>\n<p>No fundo do oceano, envolto em n\u00e9voas<\/p>\n<p>Salpicado de sangue, ergue-se um trono.<\/p>\n<p>Chamam-no a ele as vozes do destino.<\/p>\n<p>Da tranq\u00fcila mans\u00e3o ao novo imp\u00e9rio<\/p>\n<p>Cobrem flores a estrada, \u2014 est\u00e9reis flores<\/p>\n<p>Que mal podem cobrir o horror da morte.<\/p>\n<p>Tu vais, tu vais tamb\u00e9m, v\u00edtima infausta;<\/p>\n<p>O sopro da ambi\u00e7\u00e3o fechou teus olhos&#8230;<\/p>\n<p>Ah! qu\u00e3o melhor te fora<\/p>\n<p>No meio dessas \u00e1guas<\/p>\n<p>Que a r\u00e9gia nau cortava, conduzindo<\/p>\n<p>Os destinos de um rei, achar a morte<\/p>\n<p>A mesma onda os dous envolveria.<\/p>\n<p>Uma s\u00f3 convuls\u00e3o \u00e0s duas almas.<\/p>\n<p>O v\u00ednculo quebrara, e ambas iriam<\/p>\n<p>Como raios partidos de uma estrela<\/p>\n<p>\u00c0 eterna luz juntar-se.<\/p>\n<p>Mas o destino, al\u00e7ando a m\u00e3o sombria,<\/p>\n<p>J\u00e1 tra\u00e7ara nas p\u00e1ginas da hist\u00f3ria<\/p>\n<p>O terr\u00edvel mist\u00e9rio. A liberdade<\/p>\n<p>Vela naquele dia a ing\u00eanua fronte.<\/p>\n<p>Pejam nuvens de fogo o c\u00e9u profundo.<\/p>\n<p>Orvalha sangue a noite mexicana&#8230;<\/p>\n<p>Vi\u00fava e mo\u00e7a, agora em v\u00e3o procuras<\/p>\n<p>No teu pl\u00e1cido asilo o extinto esposo.<\/p>\n<p>Interrogas em v\u00e3o o c\u00e9u e as \u00e1guas.<\/p>\n<p>Apenas surge ensang\u00fcentada sombra<\/p>\n<p>Nos teus sonhos de louca, e um grito apenas,<\/p>\n<p>Um solu\u00e7o profundo reboando<\/p>\n<p>Pela noite do esp\u00edrito, parece<\/p>\n<p>Os ecos acordar da mocidade.<\/p>\n<p>No entanto, a natureza alegre e viva,<\/p>\n<p>Ostenta o mesmo rosto.<\/p>\n<p>Dissipam-se ambi\u00e7\u00f5es, imp\u00e9rios morrem,<\/p>\n<p>Passam os homens como p\u00f3 que o vento<\/p>\n<p>Do ch\u00e3o levanta ou sombras fugitivas<\/p>\n<p>Transformam-se em ru\u00edna o templo e a cho\u00e7a.<\/p>\n<p>S\u00f3 tu, s\u00f3 tu, eterna natureza,<\/p>\n<p>Imut\u00e1vel, tranq\u00fcila<\/p>\n<p>Como rochedo em meio do oceano<\/p>\n<p>V\u00eas baquear os s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Sussurra<\/p>\n<p>Pelas ribas do mar a mesma brisa;<\/p>\n<p>O c\u00e9u \u00e9 sempre azul, as \u00e1guas mansas;<\/p>\n<p>Deita-se ainda a tarde vaporosa<\/p>\n<p>No leito do ocidente<\/p>\n<p>Ornam o campo as mesmas flores belas<\/p>\n<p>Mas em teu cora\u00e7\u00e3o magoado e triste<\/p>\n<p>Pobre Carlota! o intenso desespero<\/p>\n<p>Enche de intenso horror o horror da morte,<\/p>\n<p>Vi\u00fava da raz\u00e3o, nem j\u00e1 te cabe<\/p>\n<p>A ilus\u00e3o da esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Feliz, feliz, ao menos, se te resta,<\/p>\n<p>Nos macerados olhos<\/p>\n<p>O derradeiro bem: \u2014 algumas l\u00e1grimas!<\/p>\n<p>SOMBRAS<\/p>\n<p>QUANDO, assentada, \u00e0 noite, a tua fronte inclinas,<\/p>\n<p>E cerras descuidada as p\u00e1lpebras divinas,<\/p>\n<p>E deixas no rega\u00e7o as tuas m\u00e3os cair,<\/p>\n<p>E escutas sem falar, e sonhas sem dormir,<\/p>\n<p>Acaso uma lembran\u00e7a, um eco do passado,<\/p>\n<p>Em teu seio revive?<\/p>\n<p>O t\u00famulo fechado<br \/>\nDa ventura que foi, do tempo que fugiu,<br \/>\nPor que raz\u00e3o, mimosa, a tua m\u00e3o o abriu?<\/p>\n<p>Com que flor, com que espinho, a importuna mem\u00f3ria<\/p>\n<p>Do teu passado escreve a misteriosa hist\u00f3ria?<\/p>\n<p>Que espectro ou que vis\u00e3o ressurge aos olhos teus?<\/p>\n<p>Vem das trevas do mal ou cai das m\u00e3os de Deus?<\/p>\n<p>\u00c9 saudade ou remorso? \u00e9 desejo ou mart\u00edrio?<\/p>\n<p>Quando em obscuro templo a fraca luz de um c\u00edrio<\/p>\n<p>Apenas alumia a nave e o grande altar<\/p>\n<p>E deixa todo o resto em treva, \u2014e o nosso olhar<\/p>\n<p>Cuida ver ressurgindo, ao longe, dentre as portas<\/p>\n<p>As sombras imortais das criaturas mortas,<\/p>\n<p>Palpita o cora\u00e7\u00e3o de assombro e de terror;<\/p>\n<p>O medo aumenta o mal. Mas a cruz do Senhor,<\/p>\n<p>Que a luz do c\u00edrio inunda, os nossos olhos chama;<\/p>\n<p>O \u00e2nimo esclarece aquela eterna chama<\/p>\n<p>Ajoelha-se contrito, e murmura-se ent\u00e3o<\/p>\n<p>A palavra de Deus, a divina ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pejam sombras, bem v\u00eas, a escurid\u00e3o do templo;<\/p>\n<p>Volve os olhos \u00e0 luz, imita aquele exemplo;<\/p>\n<p>Corre sobre o passado impenetr\u00e1vel v\u00e9u;<\/p>\n<p>Olha para o futuro e vem lan\u00e7ar-te ao c\u00e9u.<\/p>\n<p>ITE, MISSA EST<\/p>\n<p>FECHA O MISSAL do amor e a b\u00ean\u00e7\u00e3o lan\u00e7a<\/p>\n<p>\u00c0 pia multid\u00e3o<\/p>\n<p>Dos teus sonhos de mo\u00e7o e de crian\u00e7a,<\/p>\n<p>Soa a hora fatal. \u2014reza contrito<\/p>\n<p>As palavras do rito:<\/p>\n<p>Ite, missa est.<\/p>\n<p>Foi longo o sacrif\u00edcio; o teu joelho<\/p>\n<p>De curvar-se cansou:<\/p>\n<p>E acaso sobre as folhas do Evangelho<\/p>\n<p>A tua alma chorou.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m viu essas l\u00e1grimas (ai tantas!)<\/p>\n<p>Cair nas folhas santas.<\/p>\n<p>Ite, missa est.<\/p>\n<p>De olhos fitos no c\u00e9u rezaste o credo<\/p>\n<p>O credo do teu deus;<\/p>\n<p>Ora\u00e7\u00e3o que devia, ou tarde ou cedo<\/p>\n<p>Travar nos l\u00e1bios teus;<\/p>\n<p>Palavra que se esvai qual fumo escasso<\/p>\n<p>E some-se no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Ite, missa est.<\/p>\n<p>Votaste ao c\u00e9u, nas tuas m\u00e3os al\u00e7adas<\/p>\n<p>A h\u00f3stia do perd\u00e3o,<\/p>\n<p>A v\u00edtima divina e profanada<\/p>\n<p>Que chamas cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quase inteiras perdeste a alma e a vida<\/p>\n<p>Na h\u00f3stia consumida.<\/p>\n<p>Ite, missa est.<\/p>\n<p>Pobre servo do altar de um deus esquivo,<\/p>\n<p>\u00c9 tarde, beija a cruz<\/p>\n<p>Na l\u00e2mpada em que ardia o fogo ativo,<\/p>\n<p>V\u00ea, j\u00e1 se extingue a luz.<\/p>\n<p>Cubra-te agora o rosto macilento<\/p>\n<p>O v\u00e9u do esquecimento.<\/p>\n<p>Ite, missa est.<\/p>\n<p>RU\u00cdNAS<br \/>\nNo hay p\u00e1jaros [hoga\u00f1o] em los nidos de anta\u00f1o.<br \/>\nProv\u00e9rbio espanhol<\/p>\n<p>COBREM PLANTAS sem flor crestados muros;<\/p>\n<p>Range a porta anci\u00e3; o ch\u00e3o de pedra<\/p>\n<p>Gemer parece aos p\u00e9s do inquieto vate.<\/p>\n<p>Ru\u00edna \u00e9 tudo: a casa, a escada, o horto,<\/p>\n<p>S\u00edtios caros da inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Austera mo\u00e7a<\/p>\n<p>Junto ao velho port\u00e3o o vate aguarda;<\/p>\n<p>Pendem-lhe as tran\u00e7as soltas<\/p>\n<p>Por sobre as roxas vestes<\/p>\n<p>Risos n\u00e3o tem, e em seu magoado gesto<\/p>\n<p>Transluz n\u00e3o sei que dor oculta aos olhos,<\/p>\n<p>\u2014 Dor que \u00e0 face n\u00e3o vem, \u2014 medrosa e casta<\/p>\n<p>Intima e funda; \u2014 e dos cerrados c\u00edlios<\/p>\n<p>Se uma discreta e muda<\/p>\n<p>L\u00e1grima cai, n\u00e3o murcha a flor do rosto<\/p>\n<p>Melancolia t\u00e1cita e serena,<\/p>\n<p>Que os ecos n\u00e3o acorda em seus queixumes<\/p>\n<p>Respira aquele rosto. A m\u00e3o lhe estende<\/p>\n<p>O abatido poeta. Ei-los percorrem<\/p>\n<p>Com tardo passo os relembrados s\u00edtios,<\/p>\n<p>Ermos depois que a m\u00e3o da fria morte<\/p>\n<p>Tantas almas colhera. Desmaiavam,<\/p>\n<p>Nos serros do poente.<\/p>\n<p>Aos rosas do crep\u00fasculo.<\/p>\n<p>&#8220;Quem \u00e9s? pergunta o vate; o solo que foge<\/p>\n<p>No teu languido olhar um raio deixa;<\/p>\n<p>\u2014 Raio quebrado e frio: \u2014 o vento agita<\/p>\n<p>T\u00edmido e frouxo as tuas longas tran\u00e7as.<\/p>\n<p>Conhecem-te estas pedras; das ru\u00ednas<\/p>\n<p>Alma errante pareces condenada<\/p>\n<p>A contemplar teus insepultos ossos.<\/p>\n<p>Conhecem-te estas \u00e1rvores. E eu mesmo<\/p>\n<p>Sinto n\u00e3o sei que vaga e amortecida<\/p>\n<p>Lembran\u00e7a de teu rosto.&#8221;<\/p>\n<p>Desceu de todo a noite,<\/p>\n<p>Pelo espa\u00e7o arrastando o manto escuro<\/p>\n<p>Que a loura V\u00e9sper nos seus ombros castos,<\/p>\n<p>Como um diamante, prende. Longas horas<\/p>\n<p>Silenciosas correram. No outro dia,<\/p>\n<p>Quando as vermelhas rosas do oriente<\/p>\n<p>Ao j\u00e1 pr\u00f3ximo sol a estrada ornavam,<\/p>\n<p>Das ru\u00ednas sa\u00edam lentamente<\/p>\n<p>Duas p\u00e1lidas sombras&#8230;<\/p>\n<p>MUSA DOS OLHOS VERDES<\/p>\n<p>MUSA dos olhos verdes, musa alada,<\/p>\n<p>\u00d3 divina esperan\u00e7a,<\/p>\n<p>Consolo do anci\u00e3o no extremo alento,<\/p>\n<p>E sonho da crian\u00e7a;<\/p>\n<p>Tu que junto do ber\u00e7o o infante cinges<\/p>\n<p>Cos f\u00falgidos cabelos<\/p>\n<p>Tu que transformas em dourados sonhos<\/p>\n<p>Sombrios pesadelos;<\/p>\n<p>Tu que fazes pulsar o seio \u00e0s virgens;<\/p>\n<p>Tu que \u00e0s m\u00e3es carinhosas<\/p>\n<p>Enches o brando, t\u00e9pido rega\u00e7o<\/p>\n<p>Com delicadas rosas;<\/p>\n<p>Casta filha do c\u00e9u, virgem formosa<\/p>\n<p>Do eterno devaneio<\/p>\n<p>S\u00ea minha amante, os beijos recebe,<\/p>\n<p>Acolhe-me em teu seio!<\/p>\n<p>J\u00e1 cansada de encher l\u00e2nguidas flores<\/p>\n<p>Com as l\u00e1grimas frias,<\/p>\n<p>A noite v\u00ea surgir do oriente a aurora<\/p>\n<p>Dourando as serranias.<\/p>\n<p>Asas batendo \u00e0 luz que as trevas rompe,<\/p>\n<p>Piam noturnas aves.<\/p>\n<p>E a floresta interrompe alegremente<\/p>\n<p>Os seus sil\u00eancios graves.<\/p>\n<p>Dentro de mim, a noite escura e fria<\/p>\n<p>Melanc\u00f3lica chora<\/p>\n<p>Rompe estas sombras que o meu ser povoam<\/p>\n<p>Musa, s\u00ea tua a aurora!<\/p>\n<p>NOIVADO<\/p>\n<p>V\u00caS, QUERIDA, o horizonte ardendo em chamas?<\/p>\n<p>Al\u00e9m desses outeiros<br \/>\nVai descambando o sol, e \u00e0 terra envia<br \/>\nOs raios derradeiros;<br \/>\nA tarde, como noiva que enrubesce,<br \/>\nTraz no rosto um v\u00e9u mole e transparente;<\/p>\n<p>No fundo azul a estrela do poente<\/p>\n<p>J\u00e1 t\u00edmida aparece.<\/p>\n<p>Como um bafo suav\u00edssimo da noite,<\/p>\n<p>Vem sussurrando o vento.<\/p>\n<p>As \u00e1rvores agita e imprime \u00e0s folhas<\/p>\n<p>O beijo sonolento.<\/p>\n<p>A flor ajeita o c\u00e1lix: cedo espera<\/p>\n<p>O orvalho, e entanto exala o doce aroma;<\/p>\n<p>Do leito do oriente a noite assoma;<\/p>\n<p>Como uma sombra austera.<\/p>\n<p>Vem tu, agora, \u00f3 filha de meus sonhos,<\/p>\n<p>Vem, minha flor querida;<\/p>\n<p>Vem contemplar o c\u00e9u, p\u00e1gina santa<\/p>\n<p>Que amor a ler convida;<\/p>\n<p>Da tua solid\u00e3o rompe as cadeias;<\/p>\n<p>Desce do teu sombrio e mudo asilo;<\/p>\n<p>Encontrar\u00e1s aqui o amor tranq\u00fcilo&#8230;<\/p>\n<p>Que esperas? que receias?<\/p>\n<p>Olha o templo de Deus, pomposo e grande;<\/p>\n<p>L\u00e1 do horizonte oposto<\/p>\n<p>A lua, como l\u00e2mpada, j\u00e1 surge<\/p>\n<p>A alumiar teu rosto;<\/p>\n<p>Os c\u00edrios v\u00e3o arder no altar sagrado,<\/p>\n<p>Estrelinhas do c\u00e9u que um anjo acende;<\/p>\n<p>Olha como de b\u00e1lsamos recende<\/p>\n<p>A c&#8217;roa do noivado.<\/p>\n<p>Ir\u00e3o buscar-te em meio do caminho<\/p>\n<p>As minhas esperan\u00e7as;<\/p>\n<p>E voltar\u00e3o contigo, entrela\u00e7adas<\/p>\n<p>Nas tuas longas tran\u00e7as<\/p>\n<p>No entanto eu preparei teu leito \u00e0 sombra<\/p>\n<p>Do limoeiro em flor; colhi contente<\/p>\n<p>Folhas com que alastrei o solo ardente<\/p>\n<p>De verde e mole alfombra.<\/p>\n<p>Pelas ondas do tempo arrebatados,<\/p>\n<p>At\u00e9 \u00e0 morte iremos,<\/p>\n<p>Soltos ao longo do baixel da vida<\/p>\n<p>Os esquecidos remos.<\/p>\n<p>Firmes, entre o fragor da tempestade,<\/p>\n<p>Gozaremos o bem que amor encerra,<\/p>\n<p>Passaremos assim do sol da terra<\/p>\n<p>Ao sol da eternidade.<\/p>\n<p>A ELVIRA<br \/>\n(LAMARTINE)<\/p>\n<p>QUANDO, contigo a s\u00f3s, as m\u00e3os unidas,<\/p>\n<p>Tu, pensativa e muda, e eu, namorado,<\/p>\n<p>\u00c0s vol\u00fapias do amor a alma entregando,<\/p>\n<p>Deixo correr as horas fugidias<\/p>\n<p>Ou quando \u00e0s solid\u00f5es de umbrosa selva<\/p>\n<p>Comigo te arrebato; ou quando escuto<\/p>\n<p>\u2014T\u00e3o s\u00f3 eu,\u2014teus tern\u00edssimos suspiros<\/p>\n<p>E de meus l\u00e1bios solto<\/p>\n<p>Eternas juras de const\u00e2ncia eterna;<\/p>\n<p>Ou quando enfim, tua adorada fronte<\/p>\n<p>Nos meus joelhos tr\u00eamulos descansa,<\/p>\n<p>E eu suspendo meus olhos em teus olhos,<\/p>\n<p>Como \u00e0s folhas da rosa \u00e1vida abelha;<\/p>\n<p>Ai, quanta vez ent\u00e3o dentro em meu peito<\/p>\n<p>Vago terror penetra, como um raio,<\/p>\n<p>Empalide\u00e7o, tremo;<\/p>\n<p>E no seio da gl\u00f3ria em que me exalto,<\/p>\n<p>L\u00e1grimas verto que a minha alma assombram!<\/p>\n<p>Tu, carinhosa e tr\u00eamula,<\/p>\n<p>Nos teus bra\u00e7os me cinges,\u2014e assustada,<\/p>\n<p>Interrogando em v\u00e3o, comigo choras!<\/p>\n<p>&#8220;Que dor secreta o cora\u00e7\u00e3o te oprime?&#8221;<\/p>\n<p>Dizes tu. &#8220;Vem, confia os teus pesares<\/p>\n<p>Fala! eu abrandarei as penas tuas!<\/p>\n<p>Fala! eu consolarei tua alma aflita!&#8221;<\/p>\n<p>Vida do meu viver, n\u00e3o me interrogues!<\/p>\n<p>Quando enla\u00e7ado nos teus n\u00edveos bra\u00e7os<\/p>\n<p>A confiss\u00e3o de amor te ou\u00e7o, e levanto<\/p>\n<p>Languidos olhos para ver teu rosto,<\/p>\n<p>Mais ditoso mortal o c\u00e9u n\u00e3o cobre!<\/p>\n<p>Se eu tremo, \u00e9 porque nessas esquecidas<\/p>\n<p>Afortunadas horas<\/p>\n<p>N\u00e3o sei que voz do enleio me desperta,<\/p>\n<p>E me persegue e lembra<\/p>\n<p>Que a ventura coo tempo se esvaece,<\/p>\n<p>E o nosso amor \u00e9 facho que se extingue!<\/p>\n<p>De um lance, espavorida,<\/p>\n<p>Minha alma voa \u00e0s sombras do futuro,<\/p>\n<p>E eu penso ent\u00e3o: &#8220;Ventura que se acaba<\/p>\n<p>Um sonho vale apenas&#8221;.<\/p>\n<p>L\u00c1GRIMAS DE CERA<br \/>\nPASSOU; viu a porta aberta.<\/p>\n<p>Entrou; queria rezar.<\/p>\n<p>A vela ardia no altar.<\/p>\n<p>A igreja estava deserta.<\/p>\n<p>Ajoelhou-se defronte<\/p>\n<p>Para fazer a ora\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>Curvou a p\u00e1lida fronte<\/p>\n<p>E p\u00f4s os olhos no ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Vinha tr\u00eamula e sentida.<\/p>\n<p>Cometera um erro, a cruz<\/p>\n<p>\u00c9 a \u00e2ncora da vida,<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a, a for\u00e7a, a luz.<\/p>\n<p>Que rezou? N\u00e3o sei. Benzeu-se<\/p>\n<p>R\u00e0pidamente. Ajustou<\/p>\n<p>O v\u00e9u de rendas. Ergueu-se<\/p>\n<p>E \u00e0 pia se encaminhou.<\/p>\n<p>Da vela benta que ardera,<\/p>\n<p>Como tranq\u00fcilo fanal,<\/p>\n<p>Umas l\u00e1grimas de cera<\/p>\n<p>Ca\u00edam no casti\u00e7al.<\/p>\n<p>Ela por\u00e9m n\u00e3o vertia<\/p>\n<p>Ma l\u00e1grima sequer.<\/p>\n<p>Tinha f\u00e9, &#8211; a chama a arder &#8211;<\/p>\n<p>Chorar \u00e9 que n\u00e3o podia.<\/p>\n<p>LIVROS E FLORES<\/p>\n<p>TEUS OLHOS s\u00e3o meu livros.<\/p>\n<p>Que livro h\u00e1 a\u00ed melhor,<\/p>\n<p>Em que melhor se leia<\/p>\n<p>A p\u00e1gina do amor?<\/p>\n<p>Flores me s\u00e3o teus l\u00e1bios.<\/p>\n<p>Onde h\u00e1 mais bela flor<\/p>\n<p>Em que melhor se beba<\/p>\n<p>O b\u00e1lsamo do amor?<\/p>\n<p>P\u00c1SSAROS<br \/>\nJe veux changer mes pens\u00e9es em oiseaux..<br \/>\nC. MAROT<\/p>\n<p>OLHA COMO, cortando os leves ares,<\/p>\n<p>Passam do vale ao monte as andorinhas;<\/p>\n<p>V\u00e3o pousar na verdura dos palmares,<\/p>\n<p>Que, \u00e0 tarde, cobre transparente v\u00e9u;<\/p>\n<p>Voam tamb\u00e9m como essas avezinhas<\/p>\n<p>Meus sombrios, meus tristes pensamentos;<\/p>\n<p>Zombam da f\u00faria dos contr\u00e1rios ventos,<\/p>\n<p>Fogem da terra, acercam-se do c\u00e9u.<\/p>\n<p>Porque o c\u00e9u \u00e9 tamb\u00e9m aquela est\u00e2ncia<\/p>\n<p>Onde respira a doce criatura,<\/p>\n<p>Filha de nosso amor, sonho da inf\u00e2ncia,<\/p>\n<p>Pensamento dos dias juvenis.<\/p>\n<p>L\u00e1, como esquiva flor, formosa e pura,<\/p>\n<p>Vives tu escondida entre a folhagem,<\/p>\n<p>\u00d3 rainha do ermo, \u00f3 fresca imagem<\/p>\n<p>Dos meus sonhos de amor calmo e feliz!<\/p>\n<p>V\u00e3o para aquela est\u00e2ncia enamorados,<\/p>\n<p>Os pensamentos de minh&#8217;alma ansiosa;<\/p>\n<p>V\u00e3o contar-lhe os meus dias mal gozados<\/p>\n<p>E estas noites de l\u00e1grimas e dor.<\/p>\n<p>Na tua fronte pousar\u00e3o, mimosa,<\/p>\n<p>Como as aves no cimo da palmeira,<\/p>\n<p>Dizendo aos ecos a can\u00e7\u00e3o primeira<\/p>\n<p>De um livro escrito pela m\u00e3o do amor.<\/p>\n<p>Dir\u00e3o tamb\u00e9m como conservo ainda<\/p>\n<p>No fundo de minh&#8217;alma essa lembran\u00e7a<\/p>\n<p>De tua imagem vaporosa e linda,<\/p>\n<p>\u00danico alento que me prende aqui<\/p>\n<p>E dir\u00e3o mais que estrelas de esperan\u00e7a<\/p>\n<p>Enchem a escurid\u00e3o das noites minhas<\/p>\n<p>Como sobem ao monte as andorinhas<\/p>\n<p>Meus pensamentos voam para ti.<\/p>\n<p>O VERME<\/p>\n<p>EXISTE uma flor que encerra<\/p>\n<p>Celeste orvalho e perfume.<\/p>\n<p>Plantou-a em fecunda terra<\/p>\n<p>M\u00e3o ben\u00e9fica de um nume.<\/p>\n<p>Um verme asqueroso e feio,<\/p>\n<p>Gerado em lodo mortal<\/p>\n<p>Busca esta flor virginal<\/p>\n<p>E vai dormir-lhe no seio.<\/p>\n<p>Morde, sangra, rasga e mina,<\/p>\n<p>Suga-lhe a vida e o alento;<\/p>\n<p>A flor o c\u00e1lix inclina;<\/p>\n<p>As folhas, leva-as o vento.<\/p>\n<p>Depois, nem resta o perfume<\/p>\n<p>Nos ares da solid\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Esta flor \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aqu\u00eale verme o ci\u00fame.<\/p>\n<p>UN VIEUX PAYS<br \/>\n. . . juntamente choro e rio.<br \/>\nCAM\u00d5ES.<\/p>\n<p>IL EST UN VIEUX pays, plein d&#8217;ombre et de lumi\u00e8re,<\/p>\n<p>O\u00f9 l&#8217;on r\u00eave le jour, o\u00f9 l&#8217;on pleure le soir,<\/p>\n<p>Un pays de blasph\u00e8me, autant que de pri\u00e8re,<\/p>\n<p>N\u00e9 pour la doute et pour l&#8217;espoir.<\/p>\n<p>On n&#8217;y voit point de fleurs sans un ver qui les ronge,<\/p>\n<p>Point de mer sans temp\u00eate, ou de soleil sans nuit;<\/p>\n<p>Le bonheur y para\u00eet quelquefois dans un songe<\/p>\n<p>Entre les bras du sombre ennui.<\/p>\n<p>L&#8217;amour y va souvent, mais c&#8217;est tout un d\u00e9lire<\/p>\n<p>Un d\u00e9sespoir sans fin, une \u00e9nigme sans mot;<\/p>\n<p>Parfois il rit ga\u00eement, mais de cet affreux rire<\/p>\n<p>Qui n&#8217;est peut-\u00eatre qu&#8217;un sanglot.<\/p>\n<p>On va dans ce pays de mis\u00e8re et d&#8217;ivresse,<\/p>\n<p>Mais on le voit \u00e0 peine, on en sort, on a peur<\/p>\n<p>Je l&#8217;habit pourtant, j&#8217;y passe na jeunesse&#8230;<\/p>\n<p>H\u00e9las! ce pays, c&#8217;est mon coeur.<\/p>\n<p>LUZ ENTRE SOMBRAS<\/p>\n<p>\u00c9 NOITE medonha e escura,<\/p>\n<p>Muda como o passamento,<\/p>\n<p>Uma s\u00f3 no firmamento<\/p>\n<p>Tr\u00eamula estrela fulgura.<\/p>\n<p>Fala aos ecos da espessura<\/p>\n<p>A chorosa harpa do vento,<\/p>\n<p>E num canto sonolento<\/p>\n<p>Entre as \u00e1rvores murmura.<\/p>\n<p>Noite que assombra a mem\u00f3ria,<\/p>\n<p>Noite que os medos convida<\/p>\n<p>Erma, triste, merenc\u00f3ria.<\/p>\n<p>No entanto&#8230; minh&#8217;alma olvida<\/p>\n<p>Dor que se transforma em gl\u00f3ria,<\/p>\n<p>Morte que se rompe em vida.<\/p>\n<p>LIRA CHINESA<\/p>\n<p>I \/ O POETA A RIR<br \/>\n( HAN-TI\u00ca )<\/p>\n<p>TA\u00c7A D&#8217;\u00c1GUA parece o lago ameno;<\/p>\n<p>T\u00eam os bambus a forma de cabanas,<\/p>\n<p>Que as \u00e1rvores em flor, mais altas, cobrem<\/p>\n<p>Com verdejantes tectos<\/p>\n<p>As pontiagudas rochas entre flores,<\/p>\n<p>Dos pagodes o grave aspecto ostentam&#8230;<\/p>\n<p>Faz-me rir ver-te assim, \u00f3 natureza,<\/p>\n<p>C\u00f3pia servil dos homens.<\/p>\n<p>II \/ A UMA MUI IIER<br \/>\n(TCH\u00ca-TSI)<\/p>\n<p>Cantigas modulei ao som da flauta,<\/p>\n<p>Da minha flauta d&#8217;\u00e9bano;<\/p>\n<p>Nelas minh&#8217;alma segredava \u00e0 tua<\/p>\n<p>Fundas, sentidas m\u00e1goas.<\/p>\n<p>Cerraste-me os ouvidos. Namorados<\/p>\n<p>Versos compus de j\u00fabilo,<\/p>\n<p>Por celebrar teu nome, as gra\u00e7as tuas,<\/p>\n<p>Levar teu nome aos s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Olhaste, e, meneando a airosa frente,<\/p>\n<p>Com tuas m\u00e3os pur\u00edssimas,<\/p>\n<p>Folhas em que escrevi meus pobres versos<\/p>\n<p>Lan\u00e7aste \u00e0s ondas tr\u00eamulas.<\/p>\n<p>Busquei ent\u00e3o por encantar tu&#8217;alma<\/p>\n<p>Uma safira espl\u00eandida,<\/p>\n<p>Fui dep\u00f4-la a teus p\u00e9s&#8230; tu descerraste<\/p>\n<p>Da tua boca as p\u00e9rolas.<\/p>\n<p>III \/ O IMPERADOR<br \/>\n(THU-FU)<\/p>\n<p>Olha. O Filho do C\u00e9u, em trono de ouro,<\/p>\n<p>E adornado com ricas pedrarias,<\/p>\n<p>Os mandarins escuta: \u2014um sol parece<\/p>\n<p>De estrelas rodeado.<\/p>\n<p>Os mandarins discutem gravemente<\/p>\n<p>Cousas muito mais graves. E ele? Foge-lhe<\/p>\n<p>O pensamento inquieto e distra\u00eddo<\/p>\n<p>Pela janela aberta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m, no pavilh\u00e3o de porcelana,<\/p>\n<p>Entre donas gentis est\u00e1 sentada<\/p>\n<p>A imperatriz, qual flor radiante e pura<\/p>\n<p>Entre vi\u00e7osas folhas.<\/p>\n<p>Pensa no amado esposo, arde por v\u00ea-lo,<\/p>\n<p>Prolonga-se-lhe a aus\u00eancia, agita o leque&#8230;<\/p>\n<p>Do imperador ao rosto um sopro chega<\/p>\n<p>De recendente brisa.<\/p>\n<p>&#8220;Vem dela este perfume&#8221;, diz, e abrindo<\/p>\n<p>Caminho ao pavilh\u00e3o da amada esposa,<\/p>\n<p>Deixa na sala, olhando-se em sil\u00eancio,<\/p>\n<p>Os mandarins pasmados.<\/p>\n<p>IV \/ O LEQUE<br \/>\n(TAN-JO-LU)<\/p>\n<p>Na perfumada alcova a esposa estava.<\/p>\n<p>Noiva ainda na v\u00e9spera. Fazia<\/p>\n<p>Calor intenso; a pobre mo\u00e7a ardia,<\/p>\n<p>Com fino leque as faces refrescava.<\/p>\n<p>Ora, no leque em boa letra feito<\/p>\n<p>Havia neste conceito:<br \/>\n&#8220;Quando, im\u00f3vel o vento e o ar pesado,<br \/>\nArder o intenso estio<\/p>\n<p>Serei por m\u00e3o amiga ambicionado;<\/p>\n<p>Mas, volte o tempo frio,<br \/>\nVer-me-eis a um canto logo abandonado&#8221;.<\/p>\n<p>L\u00ea a esposa este aviso, e o pensamento<\/p>\n<p>Volve ao jovem marido.<br \/>\n&#8220;Arde-lhe o cora\u00e7\u00e3o neste momento<br \/>\n(Diz ela) e vem buscar enternecido<\/p>\n<p>Brandas auras de amor. Quando mais tarde<\/p>\n<p>Tornar-se em cinza fria<br \/>\nO fogo que hoje lhe arde,<\/p>\n<p>Talvez me esque\u00e7a e me desdenhe um dia.&#8221;<\/p>\n<p>V \/ A FOLHA DO SALGUEIRO<br \/>\n(TCHAN-TI\u00da-LIN)<\/p>\n<p>Amo aquela formosa e terna mo\u00e7a<\/p>\n<p>Que, \u00e0 janela encostada, arfa e suspira;<\/p>\n<p>N\u00e3o porque tem do largo rio \u00e0 margem<\/p>\n<p>Casa faustosa e bela.<\/p>\n<p>Amo-a, porque deixou das m\u00e3os mimosas<\/p>\n<p>Verde folha cair nas mansas \u00e1guas.<\/p>\n<p>Amo a brisa de leste que sussurra,<\/p>\n<p>N\u00e3o porque traz nas asas delicadas<\/p>\n<p>O perfume dos verdes pessegueiros<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Machado de Assis FLOR DA MOCIDADE EU CONHE\u00c7O a mais bela flor \u00c9s tu, rosa da mocidade Nascida, aberta para o amor. Eu conhe\u00e7o a mais bela flor. Tem do c\u00e9u a serena cor E o perfume da virgindade. Eu conhe\u00e7o a mais bela flor, \u00c9s tu, rosa da mocidade. Vive \u00e0s vezes na solid\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[370],"tags":[],"class_list":["post-119468","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-obras-literarias"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Falenas, Machado de Assis, Poesia, Poema, Falenas<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Falenas, Machado de Assis, Obra Completa, Poesia, Poema, Falenas\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Falenas, Machado de Assis, Poesia, Poema, Falenas\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Falenas, Machado de Assis, Obra Completa, Poesia, Poema, Falenas\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/falenas\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2017-04-12T21:13:08+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Fabiane Breda\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Fabiane Breda\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"19 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/falenas#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/falenas\"},\"author\":{\"name\":\"Fabiane Breda\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa\"},\"headline\":\"Falenas\",\"datePublished\":\"2017-04-12T21:13:08+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/falenas\"},\"wordCount\":3851,\"commentCount\":0,\"articleSection\":[\"Obras Liter\u00e1rias\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/falenas#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/falenas\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/falenas\",\"name\":\"Falenas, Machado de Assis, Poesia, Poema, Falenas\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2017-04-12T21:13:08+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa\"},\"description\":\"Falenas, Machado de Assis, Obra Completa, Poesia, Poema, Falenas\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/falenas#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/falenas\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/falenas#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Linguagens e C\u00f3digos\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Literatura\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":4,\"name\":\"Obras Liter\u00e1rias\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":5,\"name\":\"Falenas\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"Pesquisa Escolar Gratuita\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa\",\"name\":\"Fabiane Breda\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Falenas, Machado de Assis, Poesia, Poema, Falenas","description":"Falenas, Machado de Assis, Obra Completa, Poesia, Poema, Falenas","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Falenas, Machado de Assis, Poesia, Poema, Falenas","og_description":"Falenas, Machado de Assis, Obra Completa, Poesia, Poema, Falenas","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/falenas","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/","article_published_time":"2017-04-12T21:13:08+00:00","author":"Fabiane Breda","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Fabiane Breda","Est. tempo de leitura":"19 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/falenas#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/falenas"},"author":{"name":"Fabiane Breda","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa"},"headline":"Falenas","datePublished":"2017-04-12T21:13:08+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/falenas"},"wordCount":3851,"commentCount":0,"articleSection":["Obras Liter\u00e1rias"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/falenas#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/falenas","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/falenas","name":"Falenas, Machado de Assis, Poesia, Poema, Falenas","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website"},"datePublished":"2017-04-12T21:13:08+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa"},"description":"Falenas, Machado de Assis, Obra Completa, Poesia, Poema, Falenas","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/falenas#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/falenas"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/falenas#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Linguagens e C\u00f3digos","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Literatura","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos\/literatura"},{"@type":"ListItem","position":4,"name":"Obras Liter\u00e1rias","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias"},{"@type":"ListItem","position":5,"name":"Falenas"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"Pesquisa Escolar Gratuita","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa","name":"Fabiane Breda"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/119468","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=119468"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/119468\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=119468"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=119468"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=119468"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}