{"id":116903,"date":"2017-03-31T10:31:34","date_gmt":"2017-03-31T12:31:34","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=116903"},"modified":"2017-03-31T10:31:34","modified_gmt":"2017-03-31T12:31:34","slug":"violeta-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/violeta-2","title":{"rendered":"Violeta"},"content":{"rendered":"<p><center><\/p>\n<table width=\"477\"  cellpadding=\"7\" cellspacing=\"0\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFA4\">\n<td colspan=\"5\"><font color=\"#666666\" size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\"><strong>Clique nos links abaixo para navegar no cap&iacute;tulo desejado:<\/strong><\/font><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td width=\"220\" valign=\"top\">\n<div align=\"center\"> <strong><br \/>\n\t\t   <a href=\"#1\" class=\"links\">Cap\u00edtulo I<\/a><br \/>\n\t\t   <a href=\"#2\" class=\"links\">Cap\u00edtulo II<\/a><\/p>\n<p>\t\t   <\/strong>\n          <\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>  <\/center><\/p>\n<h2>Raul Pomp&eacute;ia<\/h2>\n<p align=\"right\">&#8230; &Eacute;tre maitre du bien et du mal, r&eacute;gler la<br \/>\n    vie, r&eacute;gler la societ&eacute;, resoudre &agrave; la longue tous los<br \/>\n    probl&egrave;mes du socialisme, apporter surtout des bases solides &agrave;<br \/>\n    la justice, en r&eacute;solvant par l&#8217;exp&eacute;rience les questions de criminalit&eacute;,<br \/>\n    n&#8217;est ce pas l&agrave; &eacute;tre les ouvriers les plus utiles et les pias<br \/>\n    moraux du travail humain?<\/p>\n<p align=\"right\"><b>E. ZOLA (Le Roman Experimental)<\/b><\/p>\n<h4><a name=\"1\"><b>I<\/b><\/a><\/h4>\n<p>Um dia, sumiu-se a pequena Eva.<\/p>\n<p>O pobre marceneiro, seu pai, buscou-a.<\/p>\n<p>Tempo perdido, esfor&ccedil;o baldado.<\/p>\n<p>Na pequena povoa&ccedil;&atilde;o de ***, em Minas, n&atilde;o houve um recanto<br \/>\n    aonde n&atilde;o chegassem as investiga&ccedil;&otilde;es do marceneiro em<br \/>\n    busca da filha.<\/p>\n<p>Depois que se espalhou a noticia do desaparecimento da menina, ningu&eacute;m<br \/>\n    se encontrava com outra pessoa que n&atilde;o lhe perguntasse:<\/p>\n<p>&#8211; Sabe da Vevinha?&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; J&aacute; ia perguntar isso mesmo&#8230;<\/p>\n<p>E n&atilde;o se colhia uma informa&ccedil;&atilde;o que desse luz ao neg&oacute;cio.<\/p>\n<p>Uma senhora velha, reum&aacute;tica, de olhos vivos, mas bons, baixinha e<br \/>\n    regularmente gorda, que vivia, a alguma dist&acirc;ncia da povoa&ccedil;&atilde;o,<br \/>\n    roendo o dinheirinho que lhe deixara o defunto marido, muito camarada da pequena<br \/>\n    Eva, &agrave; tia do marceneiro enfim, abalara-se de casa, contra os seus<br \/>\n    h&aacute;bitos, e se arrastara a ver o sobrinho na cidade. Soubera da desgra&ccedil;a<br \/>\n    e, o que mais &eacute;, ouvira do seu moleque uma cousa que&#8230; devia contar<br \/>\n    ao sobrinho.<\/p>\n<p>Foi ach&aacute;-lo na oficina, sentado sobre um banco de carpinteiro, triste,<br \/>\n    na imobilidade est&uacute;pida de uma prostra&ccedil;&atilde;o miser&aacute;vel.<br \/>\n    As pernas ca&iacute;am-lhe a prumo, pendentes acima do tapete de fragmentos<br \/>\n    de madeira raspada pelo cepilho. Um sol desapiedado, das tr&ecirc;s horas,<br \/>\n    ca&iacute;a ardente sobre ele e o cercava de uma poeira dourada de fa&iacute;scas<br \/>\n    microsc&oacute;picas, que flutuavam &agrave; toa no ar.<\/p>\n<p>O marceneiro n&atilde;o se apercebia disso.<\/p>\n<p>O suor ca&iacute;a-lhe, escorrendo sobre o nariz, e aljofarava-lhe a barba<br \/>\n    espessa e negra; toda a pele requeimada do rosto parecia desfazer-se em l&iacute;quido.<\/p>\n<p>Os cabelos escuros e desgrenhados grudavam-se-lhe &agrave; testa; a camisa<br \/>\n    abria-se e mostrava um peito cabeludo e largo, onde sorriam as ondula&ccedil;&otilde;es<br \/>\n    da respira&ccedil;&atilde;o que lhe fazia arfar o ventre. Estava abatido.<\/p>\n<p>Desde as seis horas da manh&atilde; at&eacute; depois do meio-dia n&atilde;o<br \/>\n    se sentara um instante; n&atilde;o se alimentara. Sofria. Ao levantar-se,<br \/>\n    vira vazio o leitozinho de Eva. Que fim levara a filha? Nada, nada: era o<br \/>\n    fruto de todas as pesquisas.<\/p>\n<p>Quando a tia entrou, o marceneiro n&atilde;o o sentiu.<\/p>\n<p>A velha chegou-se para ele e pousou-lhe a m&atilde;o no ombro.<\/p>\n<p>&#8211; Ent&atilde;o n&atilde;o me v&ecirc;s? disse. N&atilde;o me v&ecirc;s, Eduardo!<\/p>\n<p>Eduardo ergueu a face e respondeu-lhe com um olhar dolorido.<\/p>\n<p>A velha teve pena. As l&aacute;grimas chegaram &agrave;s p&aacute;lpebras.<br \/>\n    De mais a desgra&ccedil;a a ferira tamb&eacute;m.<\/p>\n<p>Como n&atilde;o? Era t&atilde;o boa e t&atilde;o linda a Vevinha, gostava<br \/>\n    tanto dela&#8230; chamava-a vov&oacute;&#8230; Que gra&ccedil;a nos seus beicinhos<br \/>\n    vermelhos, alongando-se como em muchocho, para soltar aquelas duas silabas!&#8230;<br \/>\n    A &uacute;ltima do&ccedil;ura da vida &eacute; o amor da netinha, os seus<br \/>\n    estouvamentos de passarinho&#8230; Faltava-lhe a netinha. A &aacute;rvore secular<br \/>\n    sorri, quando nela chilreia uma avezinha; voa a avezinha e a ramaria toda<br \/>\n    parece uma carranca&#8230; Ela gostava de ter sobre os joelhos a Vevinha, tagarelando.<br \/>\n    Perdera isso; era tudo.<\/p>\n<p>Entretanto a dor de Eduardo era maior.<\/p>\n<p>O marceneiro era um desses homens que se chamam fortes, porque encobrem com<br \/>\n    uma serenidade tr&aacute;gica as feridas da dor. Havia menos de um ano morrera-lhe<br \/>\n    a mulher, uma mocinha bonita, amorosa e trabalhadora. Uma febre a levara da<br \/>\n    vida. Este golpe foi duro, mas Eduardo o recebeu em pleno peito, olhando de<br \/>\n    cima para a desgra&ccedil;a. O segundo golpe foi um requinte intoler&aacute;vel.<\/p>\n<p>A velha voltara o rosto e fitava um sujeito a trabalhar num canto da oficina,<br \/>\n    quase no escuro.<\/p>\n<p>Era o carpinteiro Matias, portugu&ecirc;s de nascimento, e, como sabe o leitor,<br \/>\n    s&oacute;cio de Eduardo. Media com o compasso uma t&aacute;bua que ia serrar,<br \/>\n    no momento em que ouviu a estranha frase da tia do s&oacute;cio. Ergueu a<br \/>\n    cabe&ccedil;a, descansando o compasso sobre a t&aacute;bua, e, com a sua cara<br \/>\n    p&aacute;lida, de nariz cortante, queixo pequeno e olhos azuis, atirou a Juliana<br \/>\n    uma risada tossida, implicante.<\/p>\n<p>A velha incomodou-se com isso. Carregou os sobrolhos e, sem mais nem menos,<br \/>\n    gritou-lhe asperamente:<\/p>\n<p>&#8211; De que ri-se?&#8230;<\/p>\n<p>Matias come&ccedil;ou a serrar a t&aacute;bua, sem deixar de rir.<\/p>\n<p>A respeit&aacute;vel Juliana fuzilava-o com o olhar. Em seguida curvou-se<br \/>\n    para o sobrinho e segredou-lhe algumas palavras. Murmurava apenas, mas energicamente,<br \/>\n    vivamente.<\/p>\n<p>Eduardo ergueu o rosto. Estava transformado. Havia-lhe no semblante um ar<br \/>\n    de espanto e mesmo certa alegria t&iacute;mida.<\/p>\n<p>Era como uma fita de c&eacute;u claro no fundo de um quadro de tempestade.<\/p>\n<p>Esteve alguns segundos absorto, os olhos cravados na tia.<\/p>\n<p>Na sua atitude, parecia apreender as notas de uma harmonia afastada. Mostrava<br \/>\n    reanimar-se. De s&uacute;bito, exclamou:<\/p>\n<p>&#8211; Como sabe, minha tia?&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; O meu moleque viu&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Ser&aacute; poss&iacute;vel?&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; &#8230; Viu&#8230;<\/p>\n<p>Ah! se isto &eacute; verdade!<\/p>\n<p>&#8211; &#8230; O moleque viu&#8230;<\/p>\n<p>O carpinteiro Matias deixara o serrote encravado na t&aacute;bua e, com um<br \/>\n    sorriso esquisito, olhava para os dous parentes. Por vezes, os l&aacute;bios<br \/>\n    se lhe encresparam, como se ele fosse falar. Hesitou, por&eacute;m. Afinal,<br \/>\n    n&atilde;o se contendo mais, ado&ccedil;ou a voz quanto p&ocirc;de e perguntou:<\/p>\n<p>&#8211; Ent&atilde;o acharam a Vevinha? Quem furtou?&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Quem furtou?&#8230; Eh&#8230;. Sr. Matias&#8230; disse Juliana a modo de ironia.<\/p>\n<p>&#8211; Por que fala assim, D. Juliana?&#8230; Quem a ouvisse diria que fui eu o gatuno.<br \/>\n    Venha ver a menina aqui no meu bolso&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; N&atilde;o graceje, Sr. Matias! n&atilde;o me obrigue a soltar a l&iacute;ngua&#8230;<\/p>\n<p>O senhor mostra o bolso, mas n&atilde;o mostra a&#8230; bolsa&#8230;<\/p>\n<p>O trocadilho impressionou ao carpinteiro. No seu canto escuro, Matias empalideceu<br \/>\n    e, para disfar&ccedil;ar, tomou de novo o serrote e p&ocirc;s-se a trabalhar,<br \/>\n    sorrindo sem vontade.<\/p>\n<p>Juliana dirigiu o olhar para o s&oacute;cio do sobrinho, piscando muito,<br \/>\n    visivelmente enraivecida com o sujeito. Matias n&atilde;o ousava levantar<br \/>\n    a cara. Sentia o olhar da velha como o dardo de um ma&ccedil;arico, faiscante,<br \/>\n    ardente, incomodativo.<\/p>\n<p>&#8211; Como diabo, dizia de si para si, p&ocirc;de esta coruja saber?&#8230;<\/p>\n<p>E serrava, serrava, para n&atilde;o dar a conhecer o que lhe ia pelo esp&iacute;rito.<\/p>\n<p>Eduardo veio-lhe em socorro. Dirigiu a palavra &agrave; tia:<\/p>\n<p>&#8211; &#8230; Mas, tia Juliana, disse, eles partiram h&aacute; tr&ecirc;s dias&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Ah, Sr. Matias!&#8230; n&atilde;o sei, falava a velha ao carpinteiro, n&atilde;o<br \/>\n    sei como o Eduardo o atura!&#8230; Olhe que o senhor!&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; H&aacute; tr&ecirc;s dias&#8230; repetia o Eduardo, meditando, com a m&atilde;o<br \/>\n    sobre o bra&ccedil;o da tia, para chamar-lhe a aten&ccedil;&atilde;o..<\/p>\n<p>&#8211; Como?&#8230; perguntou-lhe esta.<\/p>\n<p>&#8211; N&atilde;o sei como &eacute; poss&iacute;vel&#8230; Eles n&atilde;o est&atilde;o<br \/>\n    aqui h&aacute;&#8230; uns tr&ecirc;s dias j&aacute;&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; O moleque viu, j&aacute; &#8230;&#8230;. reconheceu-os&#8230; Eram dons: o Manuel e<br \/>\n    aquele negro o&#8230; Pedro&#8230; O moleque os conhece muito&#8230; O tratante n&atilde;o<br \/>\n    saia do circo&#8230; ensaios, espet&aacute;culos&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Ah! exclamou o Matias, os gatunos s&atilde;o da companhia do Rosas!.. Ah!<br \/>\n    ah!&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Olhe, Sr. Matias, o senhor&#8230; J&aacute; n&atilde;o me contenho&#8230; amea&ccedil;ou<br \/>\n    Juliana&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Tenha paci&ecirc;ncia, minha cara, h&aacute; de concordar&#8230; ah! ah! Ora<br \/>\n    uma companhia de gin&aacute;sticos furtando uma crian&ccedil;a, fraca, imprest&aacute;vel!&#8230;<\/p>\n<p>Eduardo refletia, sem dar ouvidos &agrave; discuss&atilde;o dos outros.<\/p>\n<p>&#8211; Ahn!&#8230; Duvida, n&atilde;o &eacute;? Pois, ou&ccedil;a!: O meu moleque<br \/>\n    viu ontem pela meia-noite dois sujeitos receberem um embrulho aqui&#8230; aqui<br \/>\n    nesta porta!&#8230; Era um embrulho grande, de panos enleados&#8230; O que foi isso?<br \/>\n    Pela manh&atilde;, falta a menina&#8230; Ent&atilde;o? o que diz? est&aacute;<br \/>\n    a&iacute; com uma cara de idiota a fingir&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Veja que a senhora vai se excedendo&#8230; observou o carpinteiro mudando repentinamente<br \/>\n    de modos.<\/p>\n<p>O que est&aacute; dizendo &eacute; um insulto.<\/p>\n<p>&#8211; Insulto! Hip&oacute;crita, n&atilde;o admite-se que se possa desconfiar<br \/>\n    do senhor?<\/p>\n<p>Pois olhe! eu desconfio; e, se n&atilde;o vou mais adiante, &eacute; porque<br \/>\n    n&atilde;o tenho outras testemunhas al&eacute;m do moleque&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Ent&atilde;o, cale a boca&#8230; Se o seu moleque&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; &#8230; Mas ainda se h&aacute; de saber de tudo&#8230; O Eduardo vai partir, amanh&atilde;<br \/>\n    mesmo, para ***, onde a companhia est&aacute; agora dando espet&aacute;culos&#8230;<br \/>\n    Ele h&aacute; de achar a Vevinha&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Parto! parto! gritou Eduardo, interrompendo a tirada de Juliana. N&atilde;o<br \/>\n    vou amanh&atilde;&#8230; Vou partir agora, neste instante!&#8230;<\/p>\n<p>N&atilde;o me demoro nem uma hora!&#8230;<\/p>\n<p>Matias fazia coro &agrave; parte com sua risada tossida, mordaz, ir&ocirc;nica.<br \/>\n    Eduardo notou-o. Chamou a tia e desapareceu com ela por uma porta que dava<br \/>\n    para os fundos da loja.<\/p>\n<p>O carpinteiro cuspiu-lhes &agrave;s costas o seu riso mofador. Passados instantes,<br \/>\n    meteu a m&atilde;o no bolso das cal&ccedil;as e tirou um ma&ccedil;ozinho<br \/>\n    de notas do tesouro. Examinou-as e guardou-as depois.<\/p>\n<p>&#8211; S&atilde;o minhas! murmurou.<\/p>\n<p>Estas n&atilde;o me escapam!&#8230; Aqueles idiotas!&#8230; H&atilde;o de achar&#8230;<br \/>\n    mas h&aacute; de ser&#8230;<\/p>\n<p>E fez um gesto com o punho cerrado.<\/p>\n<h4><a name=\"2\"><b>II<\/b><\/a><\/h4>\n<p>No dia seguinte perguntava-se pelo marceneiro Eduardo. Ningu&eacute;m o viu<br \/>\n    na oficina como de costume; l&aacute; estava o Matias sozinho. Era uma cousa<br \/>\n    curiosa. Depois da filha, o pai&#8230;<\/p>\n<p>O que teria sucedido?<\/p>\n<p>Que uma crian&ccedil;a desapare&ccedil;a de um dia para o outro&#8230; v&aacute;;<br \/>\n    mas um homem e que homem, um carpinteiro e que carpinteiro, o Matias!?&#8230;<\/p>\n<p>Ainda uma vez surgiu a perspic&aacute;cia a dar &agrave;s tontas com a cabe&ccedil;a<br \/>\n    pelas hip&oacute;teses.<\/p>\n<p>Houve algu&eacute;m bastante ousado para afirmar que suicidara-se o Eduardo.<br \/>\n    Este boato romanesco n&atilde;o pegou. Um outro espalhado pela velha Juliana<br \/>\n    surtiu melhor efeito. Ficou estabelecido que o pobre Eduardo ca&iacute;ra<br \/>\n    doente.<\/p>\n<p>Tr&ecirc;s dias depois, soube-se a verdade. O marceneiro Eduardo tinha partido.<br \/>\n    Para onde, n&atilde;o se sabia inda bem ao certo. Falava-se que fora viajar<br \/>\n    para distrair-se.<\/p>\n<p>&#8211; Ele tem seu cobre&#8230; pode faz&ecirc;-lo, diziam as comadres, palestrando<br \/>\n    sobre o caso.<\/p>\n<p>Juliana, que fizera correr o boato da mol&eacute;stia do sobrinho, tinha<br \/>\n    resolvido deixar transparecer o que havia, sem, contudo, dizer claramente<br \/>\n    os motivos da viagem de Eduardo. Queria apenas saciar a curiosidade p&uacute;blica,<br \/>\n    que podia comprometer, com o rumo das indaga&ccedil;&otilde;es, o segredo<br \/>\n    necess&aacute;rio &agrave; empresa que se propusera o sobrinho.<\/p>\n<p>N&atilde;o se tratava de matar a serpente Piton, nem se exigia para a tarefa<br \/>\n    a robustez dos H&eacute;rcules.<\/p>\n<p>Eduardo, passada aquela esp&eacute;cie de loucura que o inutilizara por algum<br \/>\n    tempo, formou pensadamente um plano de descobrir a Vevinha.<\/p>\n<p>Tinha a certeza de que a filha fora roubada pelos saltimbancos. Empregar<br \/>\n    os recursos legais fora-lhe talvez infrut&iacute;fero e com certeza dispendioso.<br \/>\n    Nem todos podem usar dos instrumentos caros. O mais &uacute;til, portanto,<br \/>\n    era entrar em campo ele pr&oacute;prio.<\/p>\n<p>Habilidade n&atilde;o lhe faltava, for&ccedil;a de vontade, ele a tinha inexced&iacute;vel;<br \/>\n    com alguma paci&ecirc;ncia e algum dinheiro tudo se havia de levar a cabo.<\/p>\n<p>Convencionou pois com Juliana que deixaria a oficina ao seu s&oacute;cio,<br \/>\n    dissolvendo a sociedade; para a liquida&ccedil;&atilde;o das contas com o<br \/>\n    Matias, passaria procura&ccedil;&atilde;o a um amigo; e partiria a encontrar<br \/>\n    os saltimbancos, a tomar-lhes a sua Vevinha.<\/p>\n<p>Isto se devia fazer em segredo, a fim de n&atilde;o se prevenirem os criminosos:<br \/>\n    E fez-se&#8230; O Matias, o &uacute;nico sabedor desses planos, guardou sil&ecirc;ncio,<br \/>\n    e sorria apenas, ironicamente; o leitor depois saber&aacute;, porque&#8230; Nada<br \/>\n    transpirou at&eacute; a revela&ccedil;&atilde;o de Juliana.<\/p>\n<p>&#8211; O Eduardo partiu&#8230;<\/p>\n<p>Estava dito tudo. S&oacute; queria a curiosidade p&uacute;blica que lhe informassem<br \/>\n    que fim levara o homem. Os motivos da partida n&atilde;o preocupavam-na muito.<\/p>\n<p>Espalhou-se que o pai da Vevinha fora fazer uma viagem, aconselhado pela<br \/>\n    tia que, temendo pelo ju&iacute;zo dele, desejava distra&iacute;-lo.<\/p>\n<p>Pouco e pouco se foi deixando de falar no acontecimento. Era &eacute;poca<br \/>\n    de elei&ccedil;&otilde;es. Os votantes (do antigo reg&iacute;men) preocuparam<br \/>\n    a aten&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico. N&atilde;o se falou mais em Eduardo.<\/p>\n<p>Qual o verdadeiro m&oacute;vel, por&eacute;m, da resolu&ccedil;&atilde;o<br \/>\n    de Juliana? Seria unicamente acalmar aqueles que, n&atilde;o dando cr&eacute;dito<br \/>\n    &agrave; inven&ccedil;&atilde;o de mol&eacute;stia, procuravam sequiosamente<br \/>\n    o marceneiro?<\/p>\n<p>O m&oacute;vel era este: o segredo absoluto tornara-se cousa in&uacute;til.<\/p>\n<p>Juliana recebera uma carta, que damos em seguida, feitas pequenas modifica&ccedil;&otilde;es<br \/>\n    na forma:<\/p>\n<p>&quot;Querida Juliana.&quot;<\/p>\n<p>&quot;Que desgra&ccedil;a! N&atilde;o encontrei a Vevinha! Os ladr&otilde;es<br \/>\n    esconderam-na.<\/p>\n<p>Ah! meu Deus! nunca supus que se sofresse, fora do inferno, dores como as<br \/>\n    que me afligem neste momento. N&atilde;o sei como n&atilde;o me lan&ccedil;o<br \/>\n    ao rio. A &aacute;gua me afogaria, mas ao menos havia, de extinguir o fogo<br \/>\n    que me desespera o cora&ccedil;&atilde;o&#8230;<\/p>\n<p>N&atilde;o chore, por&eacute;m, minha tia: a Vevinha n&atilde;o morreu&#8230;<br \/>\n    E &eacute; isto que mais me tortura&#8230; Eu sei que ela vive e n&atilde;o posso,<br \/>\n    abra&ccedil;&aacute;-la&#8230; Ainda mais, sei que est&aacute; sofrendo; sei que,<br \/>\n    neste momento, onde quer que se ache guardada, torcem-lhe os musculosinhos<br \/>\n    fracos, deslocam-lhe os pequeninos ossos.<\/p>\n<p>Querem transform&aacute;-la em artista de circo, a custa de mart&iacute;rios.<br \/>\n    Coitadinha! Tem s&oacute; cinco anos!&#8230;<\/p>\n<p>Oh! eu bem sei qual a vida dessas desgra&ccedil;adas crian&ccedil;as que<br \/>\n    se exibem como prod&iacute;gios para divertir o p&uacute;blico. Torcem-nas<br \/>\n    como varas; pisam-nas como sapos, maltratam-nas, supliciam-nas e levam-nas<br \/>\n    ao circo, os ossos deslocados, as v&iacute;sceras ofendidas, vivendo de uma<br \/>\n    lenta morte, as infelizes! a mendigar para si uns aplausos chochos e alguns<br \/>\n    tost&otilde;es para os seus algozes.<\/p>\n<p>Desespera-me o pensamento de que nunca mais a pobre Vevinha ter&aacute; um<br \/>\n    daqueles sorrisos t&atilde;o bons que faziam o meu encanto e a alegria de<br \/>\n    sua vov&ocirc;&#8230;<\/p>\n<p>A pele fina e rosada do seu corpozinho tenro se vai cobrir de vergastadas,<br \/>\n    de manchas roxas, vai sangrar!&#8230; e eu sou for&ccedil;ado a conter-me para<br \/>\n    n&atilde;o me impossibilitar de salv&aacute;-la algum dia, de ving&aacute;-la<br \/>\n    talvez!&#8230; Eis porque tenho a covardia ego&iacute;sta de querer fugir aos<br \/>\n    meus sofrimentos, matando-me. Que desespero!<\/p>\n<p>Tenho sofrido tanto nestes dois dias, que s&oacute; hoje consegui arranjar<br \/>\n    estas linhas para mandar-lhe; tamb&eacute;m s&oacute; hoje tenho not&iacute;cias<br \/>\n    positivas a dar-lhe a meu respeito.<\/p>\n<p>Cheguei a *** &agrave;s primeiras horas da madrugada. As doze l&eacute;guas<br \/>\n    de estrada passaram-me como o raio por sob as patas do pobre cavalo que me<br \/>\n    tr9uxe. Deu-me c&ocirc;modo agasalho o teu compadre Fonseca. O bom velho ainda<br \/>\n    &eacute; o mesmo. Levantou-se da cama para me receber e tratou-me como a um<br \/>\n    filho.<\/p>\n<p>Acabo de entrar para a companhia do Rosas. Meti-me na quadrilha dos ladr&otilde;es!<br \/>\n    Custou-me um pouco, mas gra&ccedil;as &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es<br \/>\n    do compadre Fonseca que me apresentou ao diretor da companhia como um bom<br \/>\n    mestre no meu of&iacute;cio o tal Manuel Rosas admitiu-me como carpinteiro<br \/>\n    armador do circo, ou, conforme diz-se na companhia factor de circo. N&atilde;o<br \/>\n    se ganha muito, por&eacute;m o dinheiro que recebo &eacute; demasiado para<br \/>\n    o que eu queria fazer dele, esfreg&aacute;-lo na cara do raptor de minha desgra&ccedil;ada<br \/>\n    filhinha.&quot;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Clique nos links abaixo para navegar no cap&iacute;tulo desejado: Cap\u00edtulo I Cap\u00edtulo II Raul Pomp&eacute;ia &#8230; &Eacute;tre maitre du bien et du mal, r&eacute;gler la vie, r&eacute;gler la societ&eacute;, resoudre &agrave; la longue tous los probl&egrave;mes du socialisme, apporter surtout des bases solides &agrave; la justice, en r&eacute;solvant par l&#8217;exp&eacute;rience les questions de criminalit&eacute;, n&#8217;est [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[370],"tags":[],"class_list":["post-116903","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-obras-literarias"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Violeta, Raul Pomp\u00e9ia, Personagens, Eva, Marceneiro, Matias, Literatura, Violeta<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Violeta, Raul Pomp\u00e9ia, Romance, Obra Liter\u00e1ria, Minas Gerais, Personagens, Eva, Marceneiro, Matias, Literatura, Violeta\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Violeta, Raul Pomp\u00e9ia, Personagens, Eva, Marceneiro, Matias, Literatura, Violeta\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Violeta, Raul Pomp\u00e9ia, Romance, Obra Liter\u00e1ria, Minas Gerais, Personagens, Eva, Marceneiro, Matias, Literatura, Violeta\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/violeta-2\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2017-03-31T12:31:34+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Fabiane Breda\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Fabiane Breda\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"14 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/violeta-2#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/violeta-2\"},\"author\":{\"name\":\"Fabiane Breda\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa\"},\"headline\":\"Violeta\",\"datePublished\":\"2017-03-31T12:31:34+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/violeta-2\"},\"wordCount\":2860,\"commentCount\":0,\"articleSection\":[\"Obras Liter\u00e1rias\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/violeta-2#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/violeta-2\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/violeta-2\",\"name\":\"Violeta, Raul Pomp\u00e9ia, Personagens, Eva, Marceneiro, Matias, Literatura, Violeta\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2017-03-31T12:31:34+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa\"},\"description\":\"Violeta, Raul Pomp\u00e9ia, Romance, Obra Liter\u00e1ria, Minas Gerais, Personagens, Eva, Marceneiro, Matias, Literatura, Violeta\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/violeta-2#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/violeta-2\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/violeta-2#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Linguagens e C\u00f3digos\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Literatura\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":4,\"name\":\"Obras Liter\u00e1rias\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":5,\"name\":\"Violeta\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"Pesquisa Escolar Gratuita\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa\",\"name\":\"Fabiane Breda\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Violeta, Raul Pomp\u00e9ia, Personagens, Eva, Marceneiro, Matias, Literatura, Violeta","description":"Violeta, Raul Pomp\u00e9ia, Romance, Obra Liter\u00e1ria, Minas Gerais, Personagens, Eva, Marceneiro, Matias, Literatura, Violeta","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Violeta, Raul Pomp\u00e9ia, Personagens, Eva, Marceneiro, Matias, Literatura, Violeta","og_description":"Violeta, Raul Pomp\u00e9ia, Romance, Obra Liter\u00e1ria, Minas Gerais, Personagens, Eva, Marceneiro, Matias, Literatura, Violeta","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/violeta-2","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/","article_published_time":"2017-03-31T12:31:34+00:00","author":"Fabiane Breda","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Fabiane Breda","Est. tempo de leitura":"14 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/violeta-2#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/violeta-2"},"author":{"name":"Fabiane Breda","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa"},"headline":"Violeta","datePublished":"2017-03-31T12:31:34+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/violeta-2"},"wordCount":2860,"commentCount":0,"articleSection":["Obras Liter\u00e1rias"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/violeta-2#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/violeta-2","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/violeta-2","name":"Violeta, Raul Pomp\u00e9ia, Personagens, Eva, Marceneiro, Matias, Literatura, Violeta","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website"},"datePublished":"2017-03-31T12:31:34+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa"},"description":"Violeta, Raul Pomp\u00e9ia, Romance, Obra Liter\u00e1ria, Minas Gerais, Personagens, Eva, Marceneiro, Matias, Literatura, Violeta","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/violeta-2#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/violeta-2"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/violeta-2#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Linguagens e C\u00f3digos","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Literatura","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos\/literatura"},{"@type":"ListItem","position":4,"name":"Obras Liter\u00e1rias","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias"},{"@type":"ListItem","position":5,"name":"Violeta"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"Pesquisa Escolar Gratuita","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa","name":"Fabiane Breda"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116903","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=116903"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116903\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=116903"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=116903"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=116903"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}