{"id":116717,"date":"2017-03-30T13:06:23","date_gmt":"2017-03-30T15:06:23","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=116717"},"modified":"2017-03-30T13:06:23","modified_gmt":"2017-03-30T15:06:23","slug":"eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte","title":{"rendered":"Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte"},"content":{"rendered":"<p><center><\/p>\n<table width=\"587\"  cellpadding=\"7\" cellspacing=\"0\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFA4\">\n<td colspan=\"5\"><font color=\"#666666\" size=\"2\" face=\"Arial, Helvetica, sans-serif\"><strong>Clique nos links abaixo para navegar no cap&iacute;tulo desejado:<\/strong><\/font><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td width=\"220\" valign=\"top\">\n<div align=\"center\"> <strong><br \/>\n\t\t   <a href=\"#1\" class=\"links\">Ato Primeiro<\/a><br \/>\n\t\t   <a href=\"#2\" class=\"links\">Ato Segundo<\/a><\/p>\n<p>\t\t  <\/strong>\n          <\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>  <\/center><\/p>\n<h2>Qorpo Santo<\/h2>\n<h4>Com&eacute;dia em dois atos<\/h4>\n<p> <strong>Personagens<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p> Lindo<\/p>\n<p>Linda<\/p>\n<p>Rapaz<\/p>\n<p>Manuelinha, filha de Linda<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4><a name=\"1\">ATO PRIMEIRO<\/a><\/h4>\n<p>Lindo e Linda<\/p>\n<p> LINDA &#8211; (cantando)<\/p>\n<p>Se n&atilde;o tiveres cuidado,<\/p>\n<p>Algum C&atilde;o danado<\/p>\n<p>Te h&aacute; de matar;<\/p>\n<p>Te h&aacute; d&#8217;estra&ccedil;alhar!<\/p>\n<p> LINDO &#8211;<\/p>\n<p>Eu sou vida;<\/p>\n<p>Eu n&atilde;o sou morte!<\/p>\n<p>E esta minha sorte;<\/p>\n<p>&Eacute; esta minha lida!<\/p>\n<p> LINDA &#8211;<\/p>\n<p>Ind&#8217;assim, toma sentido!<\/p>\n<p>V&ecirc; que &eacute; tudo fingido;<\/p>\n<p>N&atilde;o creias algum louvor:<\/p>\n<p>Sabei: &#8211; Te trar&aacute; dor!d<\/p>\n<p> LINDO &#8211;<\/p>\n<p>Se desrespeitar&aacute;<\/p>\n<p>A vida minha?<\/p>\n<p>A desse, asinha,<\/p>\n<p>&#8211; Ao ar voar&aacute;!<\/p>\n<p> LINDA &#8211; <\/p>\n<p>N&atilde;o te fies, meu Lindinho,<\/p>\n<p>Dos que te fazem carinho,<\/p>\n<p>Cr&ecirc; que te devoram<\/p>\n<p>Os lobos; e n&atilde;o coram!<\/p>\n<p> LINDO &#8211;<\/p>\n<p>Sabei, &oacute; Lindinha:<\/p>\n<p>Os que me maltratam<\/p>\n<p>A si se matam:<\/p>\n<p>Tu ouve; Anjinha!?<\/p>\n<p> LINDA &#8211; Meu Lindo, tu sabes quanto te amo! Quanto te adoro! Sim, meu querido<br \/>\n    amigo, quem melhor conhece do que tu o amor que neste peito mortal, mas animado<br \/>\n    por esta alma (pondo a m&atilde;o na testa) imortal, te consagro!? Ningu&eacute;m,<br \/>\n    certamente. (Pegando-lhe na m&atilde;o.) Ado&ccedil;as-me pois sempre com<br \/>\n    tuas palavras; com teus afetos; com teu amor ainda que fingido! Sim, meu querido<br \/>\n    amigo, bafeja-me sempre com o aroma de tuas palavras; com o perfume de tuas<br \/>\n    express&otilde;es! Sim, meu querido, lembra-te que hei sido baixel, sempre<br \/>\n    batido das tempestades, que por cinco ou seis vezes quase h&aacute; so&ccedil;obrado;<br \/>\n    mas que por gra&ccedil;a Divina ainda viaja nos mares tempestuosos da vida!<\/p>\n<p> LINDO &#8211; Ah! minha adorada prenda, tu que foste a oferenda que me fez o Criador,<br \/>\n    em dias do mais belo amor, que pedes? Como pedes &agrave;quele que tanto te<br \/>\n    ama; mais que &agrave; pr&oacute;pria cama?<\/p>\n<p> LINDA &#8211; H&aacute;! h&aacute;! h&aacute;! meu queridinho; quanto me deste;<br \/>\n    quanto me felicitaste com as maviosas express&otilde;es desses teus bofes,<br \/>\n    ou pulm&otilde;es &#8211; envolt&oacute;rios dos cora&ccedil;&otilde;es!<\/p>\n<p> LINDO &#8211; Estimo muito. E eu n&atilde;o sabia que tu tinhas o dom de adivinhar<br \/>\n    que sempre que vou apalpar, sinto bater neste peito &#8211; pancadas de ambos os<br \/>\n    lados; isto &eacute;, do esquerdo e direito. O que por certo convence que<br \/>\n    neste v&aacute;cuo estreito abrigo dois gr&atilde;os cora&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p> LINDA &#8211; H&aacute;! h&aacute;! h&aacute;! Eu n&atilde;o digo (&agrave; parte)<br \/>\n    que este figo me foi enviado por c&atilde;o danado? Quer me fazer crer que<br \/>\n    tem dois cora&ccedil;&otilde;es. (A ele:) Amiguinho, ainda n&atilde;o sabes<br \/>\n    de uma cousa. Queres saber? Eu v&ocirc;-la digo Hem? n&atilde;o responde!<\/p>\n<p> LINDO &#8211; O que &eacute;; o que &eacute;, ent&atilde;o!!?<\/p>\n<p> LINDA &#8211; Ora o que h&aacute; de ser! &Ecirc; que tu tens dois cora&ccedil;&otilde;es<br \/>\n    dentro do peito, eu tenho duas cabe&ccedil;as por fora dos largos seios.<\/p>\n<p> LINDO &#8211; Tu &eacute;s o diabo! Ningu&eacute;m pode contigo! &Eacute;s tripa<br \/>\n    que nunca se enche, por mais que dentro se lhe bote. &Eacute;s vasilha que<br \/>\n    n&atilde;o chocalha. &Eacute;s&#8230; o que eu n&atilde;o quero dizer, porque<br \/>\n    n&atilde;o quero que se saiba.<\/p>\n<p> LINDA &#8211; Pois j&aacute; que me fazes compara&ccedil;&otilde;es t&atilde;o<br \/>\n    sublimes, eu tamb&eacute;m vou te fazer uma de que muito te deves agradar.<br \/>\n    Sabes qual &eacute;, n&atilde;o? Pois eu te digo: &eacute;s o diabo em figura<br \/>\n    de homem! &Eacute;s&#8230; &eacute;s&#8230; (atirando com as m&atilde;os e caminhando<br \/>\n    de um para outro lado) &eacute;s&#8230; &eacute;s! &eacute;s! E ent&atilde;o,<br \/>\n    que mais queres!? Quero compara&ccedil;&otilde;es mais bonitas; mais finas;<br \/>\n    delicadas; e elevadas; ao contr&aacute;rio, ficaremos &#8211; figadais inimigos.<br \/>\n    Tem entendido, Sr. Sult&atilde;ozinho? Pois se n&atilde;o tiver entendido,<br \/>\n    entenda!<\/p>\n<p> LINDO &#8211; Bem. Vou fazer-lhe as mais mimosas que &agrave; minha imagina&ccedil;&atilde;o<br \/>\n    abundante, crescente, e algumas vezes at&eacute; demente &#8211; ocorrem! L&aacute;<br \/>\n    vai uma: A Sra. &eacute; p&ecirc;ra que n&atilde;o se come!<\/p>\n<p> LINDA &#8211; Essa n&atilde;o presta!<\/p>\n<p> LINDO &#8211; (batendo na testa) &Eacute; preciso arrancar desta cabe&ccedil;a,<br \/>\n    ainda que seja com &#8211; algum gancho de ferro &#8211; uma compara&ccedil;&atilde;o<br \/>\n    que satisfa&ccedil;a a esta mulher; ao contr&aacute;rio &eacute; capaz de&#8230;<\/p>\n<p> LINDA &#8211; E n&atilde;o se demore muito com as suas reflex&otilde;es! Quero<br \/>\n    a com&eacute;dia.<\/p>\n<p> LINDO &#8211; Qual com&eacute;dia, nem com&eacute;dia! O que me comprometi a fazer-lhe<br \/>\n    foi compara&ccedil;&atilde;o bonita; e n&atilde;o com&eacute;dia. Espere,<br \/>\n    portanto. (Torna a bater na cabe&ccedil;a, mais no cr&acirc;nio. &Agrave;<br \/>\n    parte:) J&aacute; que da testa n&atilde;o sai, vejamos se tiro do cr&acirc;nio!<br \/>\n    Ah! sim; agora aparece uma; e que bela; que interessante; que agrad&aacute;vel;<br \/>\n    que bonita; que delicada; que mimosa &#8211; &eacute; a compara&ccedil;&atilde;o<br \/>\n    que vou fazer da Sra. D. Linda! ~ mesmo t&atilde;o linda como ela! T&atilde;o<br \/>\n    formosa, como a flor mais mimosa! T&atilde;o rica, como a jorrosa bica! T&atilde;o<br \/>\n    fina, como a ignota si na! T&atilde;o&#8230; t&atilde;o&#8230; t&atilde;o&#8230; Quer<br \/>\n    mais? Quer melhor? n&atilde;o lhe dou; n&atilde;o lhe fa&ccedil;o; n&atilde;o<br \/>\n    quero! (A correr em roda dela:) N&atilde;o lhe dou; n&atilde;o lhe fa&ccedil;o;<br \/>\n    n&atilde;o lhe dou; n&atilde;o lhe fa&ccedil;o; n&atilde;o quero; n&atilde;o<br \/>\n    posso; j&aacute; disse. (Repete duas vezes esta &uacute;ltima negativa.)<\/p>\n<p> LINDA &#8211; Este menino &eacute; o diabinho em figura humana! Dan&ccedil;a,<br \/>\n    salta, pula, brinca&#8230; Faz o diabo! Sim, se n&atilde;o &eacute; o diabo em<br \/>\n    pessoa, h&aacute; ocasi&otilde;es em que parece o dem&ocirc;nio; enfim, o<br \/>\n    que ter&aacute; ele naquela cabe&ccedil;a!? (Lindo medita em p&eacute; e com<br \/>\n    uma m&atilde;o encostada no rosto.) Pensa horas inteiras, e nada diz! Fala<br \/>\n    como o mais falador, e nada expressa! Come como um cavador, e nada obra! Enfim,<br \/>\n    &eacute; o ente mais extraordin&aacute;rio que meus olhos t&ecirc;m visto,<br \/>\n    que minhas m&atilde;os t&ecirc;m apalpado, que meu cora&ccedil;&atilde;o tem<br \/>\n    amado!<\/p>\n<p> LINDO &#8211; Senhora: vou me embora (Voltando-se rapidamente para ela, com aspecto<br \/>\n    muito triste, e salpicado de indigna&ccedil;&atilde;o:) Vou; vou, sim! N&atilde;o<br \/>\n    a quero mais ver; n&atilde;o sou mais seu!<\/p>\n<p> LINDA &#8211; (com sentimento) Cruel! Tirano! Su&iacute;&ccedil;o! Lagarto! Bicho<br \/>\n    feio! Mau! Onde queres ir? Por que n&atilde;o te casas, inda que seja com<br \/>\n    uma negra quitandeira?<\/p>\n<p> LINDO &#8211; Tamb&eacute;m eu direi; Cruel! Ingrata! M&aacute;! Feia! Por que<br \/>\n    n&atilde;o te ligas ainda que seja a um preto cangueiro?<\/p>\n<p> (Entra um rapaz todo paramentado, bengala, 6culos, etc.)<\/p>\n<p> O RAPAZ &#8211; (para um, e depois para a outra) Vivam, madamas; mais que todos!<\/p>\n<p> LINDO &#8211; (pondo-lhe as m&atilde;os, e empurrando) O que quer pois aqui!?<br \/>\n    N&atilde;o sabe que esta mulher &eacute; minha esposa!?<\/p>\n<p> O RAPAZ &#8211; Dispense, eu n&atilde;o sabia! (Voltando-se para Linda:) Mas Sra.,<br \/>\n    parece-me&#8230;<\/p>\n<p> LINDA &#8211; O que mais?! N&atilde;o ouviu j&aacute; ele dizer que sou mulher<br \/>\n    dele!? O que mais quer agora? Agora fique solteiro, e v&aacute; casar com<br \/>\n    uma enxada! N&atilde;o quer acreditar que n&atilde;o h&aacute; direito; que<br \/>\n    ningu&eacute;m faz caso de pap&eacute;is borrados; que isso s&atilde;o letras<br \/>\n    mortas; que o que serve, o que vale, o que d&aacute; direito &#8211; &eacute;<br \/>\n    a aquisi&ccedil;&atilde;o da mulher!? Que quem se pega com uma, essa tem,<br \/>\n    e tudo o que lhe pertence! Sofra agora no isolamento, e na obscuridade! Seja<br \/>\n    solit&aacute;rio! Viva para Deus! Ou meta-se num convento, se quiser companhia.<br \/>\n    N&atilde;o v&aacute; mais &agrave; reuni&atilde;o de outros homens.<\/p>\n<p> O RAPAZ (muito admirado) Esta mulher est&aacute; doida! Casou comigo o ano<br \/>\n    passado, foram padrinhos Trico e Trica; e agora fala esta linguagem! Est&aacute;;<br \/>\n    est&aacute;! N&atilde;o tem d&uacute;vida!<\/p>\n<p> LINDO &#8211; J&aacute; lhe disse (muito formalizado) que fiz esta conquista!<br \/>\n    Agora o que quer?! Conquistei &#8211; &eacute; minha! Foi meu gosto: portanto, safe-se,<br \/>\n    sen&atilde;o o mato com este estoque! (Pega em uma bengala e arranca um palmo<br \/>\n    de ferro.)<\/p>\n<p> LINDA &#8211; N&atilde;o precisa tanto, Lindo! Deixai-o c&aacute; comigo&#8230; Eu<br \/>\n    basto para nos deixar tranq&uuml;ilos!<\/p>\n<p> O RAPAZ &#8211; O Sr. tem estoque, pois eu tenho punhal e rev&oacute;lver! (Mete<br \/>\n    a m&atilde;o na algibeira da cal&ccedil;a, puxa e aponta um rev&oacute;lver.)<br \/>\n    Agora, de duas uma: ou Linda &eacute; minha, e triunfa o Direito, a Natureza,<br \/>\n    a Religi&atilde;o ou &eacute; tua, e vence a barbaria, a natureza em seu estado<br \/>\n    brutal, e a irreligi&atilde;o!<\/p>\n<p> LINDA &#8211; (para o rapaz) Mas eu o n&atilde;o quero mais; j&aacute; o mandei<br \/>\n    para o leil&atilde;o tr&ecirc;s vezes! J&aacute; o vendi em particular quinze!<br \/>\n    J&aacute; o aluguei oito! E j&aacute; o libertei, seguramente por dez vezes!<br \/>\n    N&atilde;o quero nem v&ecirc;-lo, quanto mais t&ecirc;-lo!<\/p>\n<p> (O rapaz, gaguejando, querendo falar, e sem poder.)<\/p>\n<p> LINDA &#8211; At&eacute; a voz de sabi&aacute;, lhe tiraram! At&eacute; o canto<br \/>\n    de gaturama, lhe roubaram! E ainda quer se meter comigo!<\/p>\n<p> O RAPAZ &#8211; (fazendo trinta mil caretas para falar, e sem poder; ultimamente,<br \/>\n    desprende as seguintes palavras:) Ah! Mulher! mulher! diabo! diabo! (Atira-se<br \/>\n    a ela, o rev&oacute;lver cai no ch&atilde;o; passa a derramar l&aacute;grimas,<br \/>\n    com os bra&ccedil;os nos ombros dela, por espa&ccedil;o de cinco minutos.)<\/p>\n<p> LINDO &#8211; (querendo levantar o rev&oacute;lver, que estava perto do p&eacute;<br \/>\n    do rapaz; este d&aacute;-lhe um couce na cara.) Safa! Pensei que a mulher<br \/>\n    j&aacute; o tinha matado com o abra&ccedil;o, metendo-lhe nas entranhas todo<br \/>\n    o veneno da mais venenosa cascavel; e ele ainda d&aacute; ares de vida, e<br \/>\n    de for&ccedil;a, pregando~me na cara a estampa de seus finos p&eacute;s! &#8211;<br \/>\n    um morto que vive! Bem dizia certo m&eacute;dico que era capaz de conservar<br \/>\n    vivo um cavalo depois de morto, por espa&ccedil;o de oito meses, sempre a<br \/>\n    andar; e creio que at&eacute; a rinchar! &#8211; Demo! (Atirando com a bengala.)<br \/>\n    N&atilde;o quero mais armas!<\/p>\n<p> O RAPAZ E LINDA &#8211; (desprendem-se dos bra&ccedil;os um do outro; desce ent&atilde;o<br \/>\n    uma esp&eacute;cie de v&eacute;u, de nuvens, sobre os dois. Lindo quer abrigar-se<br \/>\n    tamb&eacute;m, e n&atilde;o pode: chora; lamenta; pragueja. Levanta-se rapidamente<br \/>\n    a nuvem, torna a descer sobre os tr&ecirc;s; mas separando aquele. Ouve-se<br \/>\n    de repente uma grande trovoada; v&ecirc;em-se rel&acirc;mpagos; todos tremem,<br \/>\n    querem fugir, n&atilde;o podem. Gritam:) Puni&ccedil;&atilde;o Divina! (E<br \/>\n    caem prostrados de joelhos.)<\/p>\n<h4><a name=\"2\">SEGUNDO ATO<\/a><\/h4>\n<p> <strong>Cena Primeira<\/strong><\/p>\n<p> (Uma jovem vestida de negro com uma menina por diante. Atravessa um cavalheiro.)<\/p>\n<p> A JOVEM &#8211; (para este) Senhor! Senhor! por quem sois, dizei-me onde est&aacute;<br \/>\n    o meu marido, ou meu esposo, o meu amigo! (O cavalheiro embu&ccedil;ado numa<br \/>\n    capa desembu&ccedil;ando-se) Esquecestes que ainda ontem aqui o assassinastes<br \/>\n    com os horrores de tuas crueldades!?<\/p>\n<p> ELE &#8211; Mulher! tu me conheces! Sabes quem sou, ou n&atilde;o sabes? (&Agrave;<br \/>\n    parte:) P&eacute;rfida, cruel, ingrata! V&ecirc; seu marido diante de si,<br \/>\n    e apresenta-se a ele vestida de negro, luto que botou por sua morte.<\/p>\n<p> ELA &#8211; (afastando-o com as m&atilde;os, como querendo fugir) Quem sois v&oacute;s,<br \/>\n    ingrato, que assim me falais!?<\/p>\n<p> ELE &#8211; Ainda perguntas. (Sacudindo a cabe&ccedil;a.) Ainda respondes. Quem<br \/>\n    sou eu? Desconheces o Lindo, teu afetuoso consorte, e ainda perguntas?!<\/p>\n<p> ELA &#8211; Tirano! Foge de minha presen&ccedil;a! Desprezaste os meus conselhos,<br \/>\n    n&atilde;o quiseste ouvir-me, e queixas-te. B&aacute;rbaro! Cruel! Eu n&atilde;o<br \/>\n    te disse que te n&atilde;o fiasses de pessoa Alguma! Por que te fiaste!?<\/p>\n<p> ELE &#8211; E tu, Maga Circe: para que me iludiste! Para que me disseste que eras<br \/>\n    solteira, quando &eacute; certo eras casada com o mais belo rapaz!?<\/p>\n<p> ELA &#8211; Eu&#8230; eu&#8230; n&atilde;o disse: mas voc&ecirc;&#8230; n&atilde;o ignorava;<br \/>\n    bem sabia que eu era mulher de seu primo! Ignorava? Penso que n&atilde;o!<br \/>\n    Para que me botou fora! Para que me procurou?<\/p>\n<p> ELE &#8211; N&atilde;o sei onde estou, n&atilde;o sei onde me acho, n&atilde;o<br \/>\n    sei o que fa&ccedil;a. Esta mulher (atirando-se, como para agarr&aacute;-la)<br \/>\n    &eacute; o demo em pessoa; &eacute; o ente mais admir&aacute;vel que eu tenho<br \/>\n    conhecido! &Eacute; capaz de tudo! J&aacute; n&atilde;o digo de revolucionar<br \/>\n    uma prov&iacute;ncia, de p&ocirc;r em armas e mesmo de destruir um Imp&eacute;rio!<br \/>\n    Mas de revolucionar o mundo, de fazer, de converter os gr&atilde;os em terras<br \/>\n    e as terras em &aacute;guas; de, se tal tentasse, fazer do globo que habitamos<br \/>\n    &#8211; peteca!<\/p>\n<p> ELA &#8211; &Eacute; muito exagerado. Que atrevido conceito de mim forma! Que<br \/>\n    aud&aacute;cia! Nem ao menos quer ver que fala diante de uma filha de nove<br \/>\n    a dez anos!<\/p>\n<p> ELE &#8211; Que fazeis por estas paragens, onde n&atilde;o vos &eacute; mais dado<br \/>\n    vir, porque j&aacute; vos n&atilde;o pertencem?!<\/p>\n<p> ELA &#8211; (com ar sat&iacute;rico e mordaz) Procuro-vos, cruel.<\/p>\n<p> ELE &#8211; Sim: procuras-me para de novo cravar-me o punhal da trai&ccedil;&atilde;o!<br \/>\n    &Eacute;s bem m&aacute;&#8230; &eacute;s muito m&aacute;!<\/p>\n<p> A MENINA &#8211; Papai! (Aproximando-se dele.) Que tem? Est&aacute; doente? Me<br \/>\n    conte: &#8211; o que lhe aconteceu? O que foi? Diga, Papai) diga, diga! Eu o curo,<br \/>\n    se estiver doente. E se n&atilde;o estiver, a Mam&atilde;e h&aacute; de curar!<\/p>\n<p> ELE &#8211; (tomando a menina nos bra&ccedil;os; abra&ccedil;ando-a e beijando-a)<br \/>\n    Minha querida filha! Quanto ado&ccedil;am a minha exist&ecirc;ncia tuas ternas<br \/>\n    e maravilhosas palavras! Quanto transformam os furores de meu cora&ccedil;&atilde;o,<br \/>\n    as do&ccedil;uras de tuas meigas express&otilde;es. [Para ambas:] Quanto apraz-me<br \/>\n    ver-vos! [Para a menina:] Ah! sim! Tu &eacute;s o fruto de um amor.. . Sim,<br \/>\n    &eacute;s! Tua m&atilde;e, sem que eu soubesse, depois casou; procurou juntar-se<br \/>\n    a mim&#8230; iludia-me! Mas, querida filha, sinto uma dor neste peito. (Desprendendo-se<br \/>\n    da filha.) Este cora&ccedil;&atilde;o parece traspassado de dor. Esta alma,<br \/>\n    repassada de amargura. Este corpo, um composto de mart&iacute;rios! C&eacute;us&#8230;<br \/>\n    (Arrancando os cabelos) eu tremo! Vacilo!&#8230;<\/p>\n<p> ELA &#8211; C&eacute;lebre cousa! Quem havia de supor que este pobre homem havia<br \/>\n    de ficar no mais deplor&aacute;vel estado! Seu ju&iacute;zo &eacute; nenhum!<br \/>\n    Sua vista&#8230; n&atilde;o tem; &eacute; cego! Seus ouvidos, n&atilde;o t&ecirc;m<br \/>\n    t&iacute;mpanos; j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o outra cousa mais que dois<br \/>\n    formid&aacute;veis buracos! Que hei de eu fazer dele!?<\/p>\n<p>(Entra o Rapaz armado, vestido de militar, e com a m&atilde;o no punho da<br \/>\n    espada)<\/p>\n<p> O RAPAZ &#8211; Hoje decidiremos (&agrave; parte) quem &eacute; o marido desta<br \/>\n    mulher, embora esta filha fosse fabricada pelo meu rival. (Desembainha a espada<br \/>\n    e pergunta para o rival:) A quem pertence esta mulher? A ti que a roubaste&#8230;<br \/>\n    que lhe deste esta filha? Ou a mim que depois com ela liguei-me pelo sangue;<br \/>\n    pelas Leis civis e eclesi&aacute;sticas, ou de Deus e dos homens!? Fala! Responde!<br \/>\n    Ao contr&aacute;rio, varo-te com esta espada!<\/p>\n<p> LINDO &#8211; Ela quis; e como a vontade &eacute; livre, n&atilde;o podeis ter<br \/>\n    sobre ela mais direito algum!<\/p>\n<p> O RAPAZ &#8211; Em tal caso&#8230; e se ela amanh&atilde; disser que n&atilde;o quer?<br \/>\n    E se o mesmo fizer no dia seguinte para com outro? Onde est&aacute; a ordem,<br \/>\n    a estabilidade em tudo que pode convir &agrave;s fam&iacute;lias e aos Estados!?<br \/>\n    Onde ir&iacute;amos parar com tais doutrinas!? O que seria de n&oacute;s?<br \/>\n    de todos!?<\/p>\n<p> LINDO &#8211; N&atilde;o sei. O que sei &eacute; que as vontades s&atilde;o livres;<br \/>\n    e que por isso cada qual faz o que quer!<\/p>\n<p> O RAPAZ &#8211; Pois como as vontades s&atilde;o livres e cada qual faz o que<br \/>\n    quer; como n&atilde;o h&aacute; leis, ordem, moral, religi&atilde;o!&#8230; Eu<br \/>\n    tamb&eacute;m farei o que quero! E porque esta mulher n&atilde;o me pode pertencer<br \/>\n    enquanto tu existires &#8211; varo-te com esta espada! (Atravessando-o com a espada;<br \/>\n    h&aacute; apar&ecirc;ncia de sangue.) Jorra o teu sangue em borbot&otilde;es.<br \/>\n    Exausto o corpo, exausta a vida! E com ela todas as tuas futuras pretens&otilde;es<br \/>\n    e ambi&ccedil;&otilde;es! Morre (gritando e arrancando a espada), cruel! e<br \/>\n    a tua morte ser&aacute; um novo exemplo &#8211; para os Governos; e para todos os<br \/>\n    que ignoram que as espadas se cingem; que as bandas se atam; que os gal&otilde;es<br \/>\n    se pregam; n&atilde;o para calcar, mas para defender a honra, o brio, a dignidade,<br \/>\n    e o interesse das Fam&iacute;lias! A honra, o brio, a dignidade, a integridade<br \/>\n    Nacional!<\/p>\n<p>(Lindo cai sobre um cotovelo; a mulher cobre-se com um v&eacute;u e fica<br \/>\n    como se estivesse morta; a menina olha admirada para t&atilde;o triste espet&aacute;culo.)<\/p>\n<p> O RAPAZ (voltando-se para a m&atilde;e e a filha) De hoje em diante, Senhora,<br \/>\n    quer queiras, quer n&atilde;o, ser&aacute;s minha mulher, consorte, esposa!<br \/>\n    ~ tu, minha querida menina, continuar&aacute;s a ser a mimosa dos meus olhos,<br \/>\n    a flor que aromatiza; a santa que me diviniza! Eis como Deus ajuda a quem<br \/>\n    trabalha! Depois de milhares de trabalhos, inc&ocirc;modos, perdas e perigos!<br \/>\n    Depois de centenas de furtos; roubos; e as mais negras atrocidades! Depois<br \/>\n    de uma infinidade de insultos; penas; crueldades; o que n&atilde;o pude vencer,<br \/>\n    ou fazer triunfar com a pena, raz&otilde;es, discursos, acabo de faz&ecirc;-lo<br \/>\n    com a espada!<\/p>\n<p>(Estende esta; e assim deve terminar o Segundo Ato; e mesmo findar a com&eacute;dia,<br \/>\n    que mais parece &#8211; Trag&eacute;dia.)<\/p>\n<p> Maio 16 de 1866.<\/p>\n<p>Por Jos&eacute; Joaquin de Campos Le&atilde;o Qorpo-Santo.<\/p>\n<p> *<\/p>\n<p> J&aacute; se v&ecirc; pois que a mulher era casada, foi antes deflorada,<br \/>\n    depois roubada ao marido pelo deflorador, etc.; que passado algum tempo encontrou-se<br \/>\n    e juntou-se a este; que o marido sentou pra&ccedil;a como oficial; e finalmente<br \/>\n    que para reaver sua leg&iacute;tima mulher, foi-lhe mister dar a morte f&iacute;sica<br \/>\n    ao seu primeiro amigo, ou roubador.<\/p>\n<p>S&atilde;o portanto as figuras que nela entram:<\/p>\n<p>Lindo, roubador.<\/p>\n<p>Linda, mulher roubada.<\/p>\n<p>Rapaz ou Japeg&atilde;o, leg&iacute;timo marido. <\/p>\n<p>Manuelinha, filha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Clique nos links abaixo para navegar no cap&iacute;tulo desejado: Ato Primeiro Ato Segundo Qorpo Santo Com&eacute;dia em dois atos Personagens Lindo Linda Rapaz Manuelinha, filha de Linda ATO PRIMEIRO Lindo e Linda LINDA &#8211; (cantando) Se n&atilde;o tiveres cuidado, Algum C&atilde;o danado Te h&aacute; de matar; Te h&aacute; d&#8217;estra&ccedil;alhar! LINDO &#8211; Eu sou vida; Eu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[370],"tags":[],"class_list":["post-116717","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-obras-literarias"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte, Obra, Qorpo Santo, Com\u00e9dia Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte, Obra, Qorpo Santo, Com\u00e9dia, Ato, Personagens, Linda, Lindo, Anjinha, Literatura, Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte, Obra, Qorpo Santo, Com\u00e9dia Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte, Obra, Qorpo Santo, Com\u00e9dia, Ato, Personagens, Linda, Lindo, Anjinha, Literatura, Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2017-03-30T15:06:23+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Fabiane Breda\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Fabiane Breda\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"16 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte\"},\"author\":{\"name\":\"Fabiane Breda\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa\"},\"headline\":\"Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte\",\"datePublished\":\"2017-03-30T15:06:23+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte\"},\"wordCount\":3295,\"commentCount\":0,\"articleSection\":[\"Obras Liter\u00e1rias\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte\",\"name\":\"Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte, Obra, Qorpo Santo, Com\u00e9dia Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2017-03-30T15:06:23+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa\"},\"description\":\"Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte, Obra, Qorpo Santo, Com\u00e9dia, Ato, Personagens, Linda, Lindo, Anjinha, Literatura, Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Linguagens e C\u00f3digos\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Literatura\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":4,\"name\":\"Obras Liter\u00e1rias\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":5,\"name\":\"Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"Pesquisa Escolar Gratuita\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa\",\"name\":\"Fabiane Breda\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte, Obra, Qorpo Santo, Com\u00e9dia Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte","description":"Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte, Obra, Qorpo Santo, Com\u00e9dia, Ato, Personagens, Linda, Lindo, Anjinha, Literatura, Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte, Obra, Qorpo Santo, Com\u00e9dia Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte","og_description":"Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte, Obra, Qorpo Santo, Com\u00e9dia, Ato, Personagens, Linda, Lindo, Anjinha, Literatura, Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/","article_published_time":"2017-03-30T15:06:23+00:00","author":"Fabiane Breda","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Fabiane Breda","Est. tempo de leitura":"16 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte"},"author":{"name":"Fabiane Breda","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa"},"headline":"Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte","datePublished":"2017-03-30T15:06:23+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte"},"wordCount":3295,"commentCount":0,"articleSection":["Obras Liter\u00e1rias"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte","name":"Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte, Obra, Qorpo Santo, Com\u00e9dia Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website"},"datePublished":"2017-03-30T15:06:23+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa"},"description":"Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte, Obra, Qorpo Santo, Com\u00e9dia, Ato, Personagens, Linda, Lindo, Anjinha, Literatura, Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/eu-sou-a-vida-eu-nao-sou-a-morte#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Linguagens e C\u00f3digos","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Literatura","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos\/literatura"},{"@type":"ListItem","position":4,"name":"Obras Liter\u00e1rias","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias"},{"@type":"ListItem","position":5,"name":"Eu Sou a Vida, Eu N\u00e3o Sou a Morte"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"Pesquisa Escolar Gratuita","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa","name":"Fabiane Breda"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116717","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=116717"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116717\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=116717"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=116717"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=116717"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}