{"id":115863,"date":"2017-03-27T19:06:20","date_gmt":"2017-03-27T21:06:20","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=115863"},"modified":"2017-03-27T19:09:55","modified_gmt":"2017-03-27T21:09:55","slug":"elogio-da-vaidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/elogio-da-vaidade","title":{"rendered":"Elogio da Vaidade"},"content":{"rendered":"<div id=\"corpo\">\n<h2>Machado de Assis<\/h2>\n<p>Logo que a Mod\u00e9stia acabou de falar, com os olhos no ch\u00e3o, a Vaidade empertigou-se e disse: I Damas e cavalheiros, acabais de ouvir a mais chocha de todas as virtudes, a mais p\u00eaca, a mais est\u00e9ril de quantas podem reger o cora\u00e7\u00e3o dos homens; e ides ouvir a mais sublime delas, a mais fecunda, a mais sens\u00edvel, a que pode dar maior c\u00f3pia de venturas sem contraste.<\/p>\n<p>Que eu sou a Vaidade, classificada entre os v\u00edcios por alguns ret\u00f3ricos de profiss\u00e3o; mais na realidade, a primeira das virtudes. N\u00e3o olheis para este gorro de guizos, nem para estes punhos carregados de braceletes, nem para estas cores variegadas com que me adorno. N\u00e3o olheis, digo eu, se tendes o preconceito da Mod\u00e9stia; mas se o n\u00e3o tendes, reparai bem que estes guizos e tudo mais, longe de ser uma casca ilus\u00f3ria e v\u00e3, s\u00e3o a mesma polpa do fruto da sabedoria; e reparai mais que vos chamo a todos, sem os biocos e meneios daquela senhora, minha mana e minha rival.<\/p>\n<p>Digo a todos, porque a todos cobi\u00e7o, ou sejais formosos como P\u00e1ris, ou feios como Tersites, gordos como Pan\u00e7a, magros como Quixote, var\u00f5es e mulheres, grandes e pequenos, verdes e maduros, todos os que compondes este mundo, e haveis de compor o outro; a todos falo, como a galinha fala aos seus pintinhos, quando os convoca \u00e0 refei\u00e7\u00e3o, a saber, com interesse, com gra\u00e7a, com amor. Porque nenhum, ou raro, poder\u00e1 afirmar que eu o n\u00e3o tenha al\u00e7ado ou consolado.<\/p>\n<p>II Onde \u00e9 que eu n\u00e3o entro? Onde \u00e9 que eu n\u00e3o mando alguma coisa? Vou do sal\u00e3o do rico ao albergue do pobre, do pal\u00e1cio ao corti\u00e7o, da seda fina e ro\u00e7agante ao algod\u00e3o escasso e grosseiro. Fa\u00e7o exce\u00e7\u00f5es, \u00e9 certo (infelizmente!) ; mas, em geral, tu que possuis, buscame no encosto da tua otomana, entre as porcelanas da tua baixela, na portinhola da tua carruagem; que digo? busca-me em ti mesmo, nas tuas botas, na tua casaca, no teu bigode; busca-me no teu pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o. Tu, que n\u00e3o possuis nada, perscruta bem as dobras da tua estamenha, os recessos da tua velha arca; l\u00e1 me achar\u00e1s entre dois vermes famintos; ou ali, ou no fundo dos teus sapatos sem graxa, ou entre os fios da tua grenha sem \u00f3leo.<\/p>\n<p>Valeria a pena ter, se eu n\u00e3o real\u00e7asse os teres? Foi para escond\u00ea-lo ou mostr\u00e1-lo, que mandaste vir de t\u00e3o longe esse vaso opulento? Foi para escond\u00ea-lo ou mostr\u00e1-lo, que encomendaste \u00e0 melhor f\u00e1brica o tecido que te veste, a safira que te arreia, a carruagem que te leva? Foi para escond\u00ea-lo ou mostr\u00e1-lo, que ordenaste esse festim babil\u00f4nico, e pediste ao pomar os melhores vinhos? E tu, que nada tens, por que aplicas o sal\u00e1rio de uma semana ao jantar de uma hora, sen\u00e3o porque eu te possuo e te digo que alguma coisa deves parecer melhor do que \u00e9s na realidade? Por que levas ao teu casamento um coche, t\u00e3o rico e t\u00e3o caro, como o do teu opulento vizinho, quando podias ir \u00e0 igreja com teus p\u00e9s? Por que compras essa j\u00f3ia e esse chap\u00e9u? Por que talhas o teu vestido pelo padr\u00e3o mais rebuscado, e por que te remiras ao espelho com amor, sen\u00e3o porque eu te consolo da tua mis\u00e9ria e do teu nada, dando-te a troco de um sacrif\u00edcio grande benef\u00edcio ainda maior? III Quem \u00e9 esse que a\u00ed vem, com os olhos no eterno azul? \u00c9 um poeta; vem compondo alguma coisa; segue o v\u00f4o caprichoso da estrofe. \u2014 Deus te salve, P\u00edndaro! Estremeceu; moveu a fronte, desabrochou em riso. Que \u00e9 da inspira\u00e7\u00e3o? Fugiu-lhe; a estrofe perdeuse entre as moitas; a rima esvaiu-se-lhe por entre os dedos da mem\u00f3ria. N\u00e3o importa; fiquei eu com ele \u2014 eu, a musa d\u00e9cima, e, portanto, o conjunto de todas as musas, pela regra dos doutores de Sganarello. Que ar beat\u00edfico! Que satisfa\u00e7\u00e3o sem mescla! Quem dir\u00e1 a esse homem que uma guerra amea\u00e7a levar um milh\u00e3o de outros homens? Quem dir\u00e1 que a seca devora uma por\u00e7\u00e3o do pa\u00eds? Nesta ocasi\u00e3o ele nada sabe, nada ouve.<\/p>\n<p>Ouve-me, ouve-se; eis tudo. Um homem caluniou-o h\u00e1 tempos; mas agora, ao voltar a esquina, dizem-lhe que o caluniador o elogiou.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o me fales nesse maroto.<\/p>\n<p>\u2014 Elogiou-te; disse que \u00e9s um poeta enorme.<\/p>\n<p>\u2014 Outros o t\u00eam dito, mas s\u00e3o homens de bem, e sinceros. Ser\u00e1 ele sincero? \u2014 Confessa que n\u00e3o conhece poeta maior.<\/p>\n<p>\u2014 Peralta! Naturalmente arrependeu-se da injusti\u00e7a que me fez Poeta enorme, disse ele? \u2014 O maior de todos.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o creio. O maior? \u2014 O maior.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o contestarei nunca os seus m\u00e9ritos; n\u00e3o sou como ele que me caluniou; isto \u00e9, n\u00e3o sei, disseram-mo. Diz-se tanta mentira! Tem gosto o maroto; \u00e9 um pouco estouvado \u00e0s vezes, mas tem gosto. N\u00e3o contestarei nunca os seus m\u00e9ritos. Haver\u00e1 pior coisa do que mesclar o \u00f3dio \u00e0s opini\u00f5es? Que eu n\u00e3o lhe tenho \u00f3dio. Oh! nenhum \u00f3dio. \u00c9 estouvado, mas imparcial.<\/p>\n<p>Uma semana depois, v\u00ea-lo-eis de bra\u00e7o com o outro, \u00e0 mesa do caf\u00e9, \u00e0 mesa do jogo, alegres, \u00edntimos, perdoados. E quem embotou esse \u00f3dio velho, sen\u00e3o eu? Quem verteu o b\u00e1lsamo do esquecimento nesses dois cora\u00e7\u00f5es irreconcili\u00e1veis? Eu, a caluniada amiga do g\u00eanero humano.<\/p>\n<p>Dizem que o meu abra\u00e7o d\u00f3i. Cal\u00fania, amados ouvintes! N\u00e3o escure\u00e7o a verdade; \u00e0s vezes h\u00e1 no mel uma pontazinha de fel; mas como eu dissolvo tudo! Chamai aquele mesmo poeta, n\u00e3o P\u00edndaro, mas Trissotin. V\u00ea-lo-eis derrubar o car\u00e3o, estremecer, rugir, morder-se, como os zoilos de Bocage. Desgosto, convenho, mas desgosto curto. Ele ir\u00e1 dali remirar-se nos pr\u00f3prios livros. A justi\u00e7a que um atrevido lhe negou, n\u00e3o lha negar\u00e3o as p\u00e1ginas dele. Oh! a m\u00e3e que gerou o filho, que o amamenta e acalenta, que p\u00f5e nessa fr\u00e1gil criaturinha o mais puro de todos os amores, essa m\u00e3e \u00e9 Med\u00e9ia, se a compararmos \u00e0quele engenho, que se consola da inj\u00faria, relendo-se; porque se o amor de m\u00e3e \u00e9 a mais elevada forma do altru\u00edsmo, o dele \u00e9 a mais profunda forma de ego\u00edsmo, e s\u00f3 h\u00e1 uma coisa mais forte que o amor materno, \u00e9 o amor de si pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>IV Vede estoutro que palestra com um homem p\u00fablico. Palestra, disse eu? N\u00e3o; \u00e9 o outro que fala; ele nem fala, nem ouve. Os olhos entornam-se-lhe em roda, aos que passam, a espreitar se o v\u00eaem, se o admiram, se o invejam. N\u00e3o corteja as palavras do outro; n\u00e3o lhes abre sequer as portas da aten\u00e7\u00e3o respeitosa. Ao contr\u00e1rio, parece ouvi-las com familiaridade, com indiferen\u00e7a, quase com enfado. Tu, que passas, dizes contigo: \u2014 S\u00e3o \u00edntimos; o homem p\u00fablico \u00e9 familiar deste cidad\u00e3o; talvez parente. Quem lhe faz obter esse teu ju\u00edzo, sen\u00e3o eu? Como eu vivo da opini\u00e3o e para a opini\u00e3o, dou \u00e0quele meu aluno as vantagens que resultam de uma boa opini\u00e3o, isto \u00e9, dou-lhe tudo.<\/p>\n<p>Agora, contemplai aquele que t\u00e3o apressadamente oferece o bra\u00e7o a uma senhora. Ela aceita-lho; quer seguir at\u00e9 a carruagem, e h\u00e1 muita gente na rua. Se a Mod\u00e9stia animara o bra\u00e7o do cavalheiro, ele cumprira o seu dever de cortesania, com uma parcim\u00f4nia de palavras, uma modera\u00e7\u00e3o de maneiras, assaz miser\u00e1veis. Mas quem lho anima sou eu, e \u00e9 por isso que ele cuida menos de guiar \u00e0 dama, do que de ser visto dos outros olhos. Por que n\u00e3o? Ela \u00e9 bonita, graciosa, elegante; a firmeza com que assenta o p\u00e9 \u00e9 verdadeiramente senhoril. Vede como ele se inclina e bamboleia! Riu-se? N\u00e3o vos iludais com aquele riso familiar, amplo, dom\u00e9stico; ela disse apenas que o calor \u00e9 grande. Mas \u00e9 t\u00e3o bom rir para os outros! \u00e9 t\u00e3o bom fazer supor uma intimidade elegante! N\u00e3o dever\u00edeis crer que me \u00e9 vedada a sacristia? Decerto; e contudo, acho meio de l\u00e1 penetrar, uma ou outra vez, \u00e0s escondidas, at\u00e9 \u00e0s meias roxas daquela grave dignidade, a ponto de lhe fazer esquecer as gl\u00f3rias do c\u00e9u, pelas vangl\u00f3rias da terra. Verto-lhe o meu \u00f3leo no cora\u00e7\u00e3o, e ela sente-se melhor, mais excelsa, mais sublime do que esse outro ministro subalterno do altar, que ali vai queimar o puro incenso da f\u00e9. Por que n\u00e3o h\u00e1 de ser assim, se agora mesmo penetrou no santu\u00e1rio esta garrida matrona, ataviada das melhores fitas, para vir falar ao seu Criador? Que farfalhar! que voltear de cabe\u00e7as! A ant\u00edfona continua, a m\u00fasica n\u00e3o cessa; mas a matrona suplantou Jesus, na aten\u00e7\u00e3o dos ouvintes. Ei-la que dobra as curvas, abre o livro, comp\u00f5e as rendas, murmura a ora\u00e7\u00e3o, acomoda o leque. Traz no cora\u00e7\u00e3o duas flores, a f\u00e9 e eu; a celeste; colheu-a no catecismo, que lhe deram aos dez anos; a terrestre colheu-a no espelho, que lhe deram aos oito; s\u00e3o os seus dois Testamentos; e eu sou o mais antigo.<\/p>\n<p>V Mas eu perderia o tempo, se me detivesse a mostrar um por um todos os meus s\u00faditos; perderia o tempo e o latim. Omnia vanitas. Para que cit\u00e1-los, arrol\u00e1-los, se quase toda a terra me pertence? E digo quase, porque n\u00e3o h\u00e1 negar que h\u00e1 tristezas na terra e onde h\u00e1 tristezas a\u00ed governa a minha irm\u00e3 bastarda, aquela que ali vedes com os olhos no ch\u00e3o. Mas a alegria sobrepuja o enfado e a alegria sou eu. Deus d\u00e1 um anjo guardador a cada homem; a natureza d\u00e1-lhe outro, e esse outro \u00e9 nem mais nem menos esta vossa criada, que recebe o homem no ber\u00e7o, para deix\u00e1-lo somente na cova. Que digo? Na eternidade; porque o arranco final da mod\u00e9stia, que a\u00ed l\u00eas nesse testamento, essa recomenda\u00e7\u00e3o de ser levado ao ch\u00e3o por quatro mendigos, essa cl\u00e1usula sou eu que a inspiro e dito; \u00faltima e genu\u00edna vit\u00f3ria do meu poder, que \u00e9 imitar os meneios da outra.<\/p>\n<p>Oh! a outra! Que tem ela feito no mundo que valha a pena de ser citado? Foram as suas m\u00e3os que carregaram as pedras das Pir\u00e2mides? Foi a sua arte que entreteceu os louros de Tem\u00edstocles? Que vale a charrua do seu Cincinato, ao p\u00e9 do capelo do meu cardeal de Retz? Virtudes de cen\u00f3bios, s\u00e3o virtudes? Engenhos de gabinete, s\u00e3o engenhos? Tragame ela uma lista de seus feitos, de seus her\u00f3is, de suas obras duradouras; traga-ma, e eu a suplantarei, mostrando-lhe que a vida, que a hist\u00f3ria, que os s\u00e9culos nada s\u00e3o sem mim.<\/p>\n<p>N\u00e3o vos deixeis cair na tenta\u00e7\u00e3o da Mod\u00e9stia: \u00e9 a virtude dos pecos. Achareis decerto, algum fil\u00f3sofo, que vos louve, e pode ser que algum poeta, que vos cante. Mas, louvaminhas e cantarolas t\u00eam a exist\u00eancia e o efeito da flor que a Mod\u00e9stia elegeu para emblema; cheiram bem, mas morrem depressa. Escasso \u00e9 o prazer que d\u00e3o, e ao cabo definhareis na soledade. Comigo \u00e9 outra coisa: achareis, \u00e9 verdade, algum fil\u00f3sofo que vos talhe na pele; algum frade que vos dir\u00e1 que eu sou inimiga da boa consci\u00eancia. Petas! N\u00e3o sou inimiga da consci\u00eancia, boa ou m\u00e1; limito-me a substitu\u00ed-la, quando a vejo em frangalhos; se \u00e9 ainda nova, ponho-lhe diante de um espelho de cristal, vidro de aumento.<\/p>\n<p>Se vos parece prefer\u00edvel o narc\u00f3tico da Mod\u00e9stia, dizei-o; mas ficai certos de que excluireis do mundo o fervor, a alegria, a fraternidade.<\/p>\n<p>Ora, pois, cuido haver mostrado o que sou e o que ela \u00e9; e nisso mesmo revelei a minha sinceridade, porque disse tudo, sem vexame, nem reserva; fiz o meu pr\u00f3prio elogio, que \u00e9 vitup\u00e9rio, segundo um antigo rif\u00e3o; mas eu n\u00e3o fa\u00e7o caso de rif\u00f5es. Vistes que sou a m\u00e3e da vida e do contentamento, o vinculo da sociabilidade, o conforto, o vigor, a ventura dos homens; al\u00e7o a uns, real\u00e7o a outros, e a todos amo; e quem \u00e9 isto \u00e9 tudo, e n\u00e3o se deixa vencer de quem n\u00e3o \u00e9 nada. E reparai que nenhum grande v\u00edcio se encobriu ainda comigo; ao contr\u00e1rio, quando Tartufo entra em casa de \u00d3rgon, d\u00e1 um len\u00e7o a Dorina para que cubra os seios. A mod\u00e9stia serve de conduta a seus intentos. E por que n\u00e3o seria assim, se ela ali est\u00e1 de olhos baixos, rosto ca\u00eddo, boca taciturna? Poder\u00edeis afirmar que \u00e9 Virg\u00ednia e n\u00e3o Locusta? Pode ser uma ou outra, porque ningu\u00e9m lhe v\u00ea o cora\u00e7\u00e3o. Mas comigo? Quem se pode enganar com este riso franco, irradia\u00e7\u00e3o do meu pr\u00f3prio ser; com esta face jovial, este rosto satisfeito, que um quase nada obumbra, que outro quase nada ilumina; estes olhos, que n\u00e3o se escondem, que se n\u00e3o esgueiram por entre as p\u00e1lpebras, mas fitam serenamente o sol e as estrelas? VI O qu\u00ea? Credes que n\u00e3o \u00e9 assim? Querem ver que perdi toda a minha ret\u00f3rica, e que ao cabo da prega\u00e7\u00e3o, deixo um audit\u00f3rio de relapsos? C\u00e9us! Dar-se-\u00e1 caso que a minha rival vos arrebatasse outra vez? Todos o dir\u00e3o ao ver a cara com que me escuta este cavalheiro; ao ver o desd\u00e9m do leque daquela matrona. Uma levanta os ombros; outro ri de esc\u00e1rnio. Vejo ali um rapaz a fazer-me figas: outro abana tristemente a cabe\u00e7a; e todas, todas as p\u00e1lpebras parecem baixar, movidas por um sentimento \u00fanico. Percebo, percebo! Tendes a vol\u00fapia suprema da vaidade, que \u00e9 a vaidade da mod\u00e9stia.<\/p>\n<p class=\"fonte\">Fonte: www.dominiopublico.gov.br<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"busca-rodape\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Machado de Assis Logo que a Mod\u00e9stia acabou de falar, com os olhos no ch\u00e3o, a Vaidade empertigou-se e disse: I Damas e cavalheiros, acabais de ouvir a mais chocha de todas as virtudes, a mais p\u00eaca, a mais est\u00e9ril de quantas podem reger o cora\u00e7\u00e3o dos homens; e ides ouvir a mais sublime delas, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[370],"tags":[],"class_list":["post-115863","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-obras-literarias"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - 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