{"id":109685,"date":"2017-02-20T10:11:46","date_gmt":"2017-02-20T12:11:46","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=109685"},"modified":"2017-02-20T10:11:46","modified_gmt":"2017-02-20T12:11:46","slug":"historia-de-um-soldado-velho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/historia-de-um-soldado-velho","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria de um soldado velho"},"content":{"rendered":"<div id=\"corpo\">\n<h2>Lima Barreto<\/h2>\n<p>A literatura nacional possui obras maravilhosas que pouca gente conhece. Os livros conhecidos, citados e estimados, nada valem \u00e0 vista dos que ficaram esquecidos e \u00e0 merc\u00ea das tra\u00e7as das bibliotecas. H\u00e1 muitos dessa literatura subjacente que talvez nem tenham chegado aos dep\u00f3sitos oficiais de livros e permane\u00e7am nos desv\u00e3os poeirentos dos &#8220;sebos&#8221;, sem encontrarem m\u00e3o amiga que os traga para aquela forte luz da grande publicidade a que eles foram destinados ao nascer.<\/p>\n<p>Se me sobrasse fortuna e lazer tivesse eu, havia de andar pelas lojas de livros usados, a fazer descobertas dessas rel\u00edquias. Em falta de cronicons e c\u00f3dices manuscritos de antanho, havia de encontrar muita brochura curiosa e reveladora de novos predicados intelectuais de seus autores.<\/p>\n<p>Imagino que tal se desse, porque, entre os meus poucos livros, tenho uma brochura desconhecida, cujo valor \u00e9 para mim inestim\u00e1vel.<\/p>\n<p>Todos os bibli\u00f3filos ricos do Rio de Janeiro podem comprar, nos leil\u00f5es das livrarias das velhas fam\u00edlias portugu\u00easas, manuscritos e &#8220;in-f\u00f3lios&#8221;, que interessem a qualquer per\u00edodo da nossa hist\u00f3ria; mas a minha &#8211; A reden\u00e7\u00e3o de Tiradentes, pelo Sr. Fernando Pinto<\/p>\n<p>de Almeida J\u00fanior, nunca! \u00c9 um drama hist\u00f3rico, em um pr\u00f3logo, quatro atos e quatro quadros, original brasileiro, como diz na capa, e aprovado pelo Conservat\u00f3rio Dram\u00e1tico, tendo o &#8220;visto&#8221; da pol\u00edcia. Foi impresso nesta cidade do Rio de Janeiro, na antiga casa Mont&#8217;Alverne, \u00e0 rua Uruguaiana, 47, em 1893.<\/p>\n<p>Trata-se de uma obra filos\u00f3fica, hist\u00f3rica, cr\u00edtica, republicana e c\u00edvica, mais c\u00edvica do que as recentes can\u00e7\u00f5es militares que o carnaval fez esquecer. Prefaciado pelo falecido Figueiredo Coimbra, esse encoura\u00e7ado liter\u00e1rio \u00e9 precedido por uma por\u00e7\u00e3o de &#8220;vedetas&#8221; explicativas e contratorpedeiras de ofert\u00f3rios significativos. O autor, por longas p\u00e1ginas, com divisas adequadas e outras coisas, oferece o seu drama a Saldanha Marinho, Rui Barbosa, Lopes Trov\u00e3o e mais sete pr\u00f3ceres republicanos; e, al\u00e9m destes, a diversas pessoas de sua fam\u00edlia, cuja conta n\u00e3o se pode bem fazer, pois h\u00e1 uma indeterminada dedicat\u00f3ria &#8211; &#8220;\u00c0s minhas filhas&#8230;&#8221; &#8211; o que n\u00e3o impede de chamar o seu \u00fanico filho var\u00e3o de &#8220;unig\u00eanito&#8221;&#8230;<\/p>\n<p>O seu autor era, ou parece ter sido, capit\u00e3o do Ex\u00e9rcito. O Sr. Figueiredo Coimbra, no pref\u00e1cio, trata-o sempre de Sr. capit\u00e3o Almeida J\u00fanior. N\u00e3o tenho documento para afirmar que fosse do Ex\u00e9rcito; pode bem ser que fosse da Pol\u00edcia ou da Guarda Nacional, mas tenho muitas raz\u00f5es para acreditar que tivesse passado pela legend\u00e1ria Escola Militar da Praia Vermelha.<\/p>\n<p>A sua obra que, al\u00e9m de abracadabrante e c\u00edvica, \u00e9 sincera, denuncia uma admira\u00e7\u00e3o filial pelo Sr. Bote- lho de Magalh\u00e3es; um sentimento desses ou de qual- quer admira\u00e7\u00e3o por esse senhor s\u00f3 pode existir nos que passaram por aquele estabelecimento de ensino militar. Ningu\u00e9m mais a teve, tinha, tem ou ter\u00e1.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 meu prop\u00f3sito, por\u00e9m, analisar a pe\u00e7a singular do capit\u00e3o Almeida J\u00fanior. A sua leitura, eu a fiz em anos passados, e agora n\u00e3o estou disposto a repeti-la. Al\u00e9m de suas singularidades dram\u00e1ticas e c\u00eanicas, ela pode fornecer ao exegeta arguto e \u00e1gil de esp\u00edrito vasta documenta\u00e7\u00e3o do sentir dos her\u00f3icos cadetes de 1889, isto \u00e9, do 15 de Novembro, de que n\u00f3s temos a cortante e eloq\u00fcente imagem viva nos Srs. Lauro M\u00fcller e Lauro Sodr\u00e9. Para mim, a pe\u00e7a do Sr. Almeida J\u00fanior \u00e9 preciosa porque foi onde pela primeira vez vi grafado, com todas as letras, o verbo &#8220;engrossar&#8221;. Toda a gente sabe que esse verbo de jarg\u00e3o nasceu na velha Escola Militar, dela se propagou pela cidade inteira e chegou at\u00e9 aos jornais e \u00e0 literatura escrita.<\/p>\n<p>Como este, muitos termos da nossa geringon\u00e7a, ditos e outras formas de dizer que se tomaram populares, nasceram l\u00e1. H\u00e1 um muito conhecido, mas que n\u00e3o me atrevo a escrever aqui, apesar de muito expressivo e curioso, como processo de forma\u00e7\u00e3o de palavras novas. Os estudiosos dessas coisas que procurem determinar a sua origem, tanto mais que na Academia Francesa j\u00e1 se tratou h\u00e1 tempos do &#8220;argot&#8221; parisiense.<\/p>\n<p>A antiga escola da Praia Vermelha, como toda a caserna, terrestre ou flutuante, era muito favor\u00e1vel \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de termos de g\u00edria, de anedotas picarescas, sen\u00e3o fesceninas, de anexins e senten\u00e7as de sainete peculiar.<\/p>\n<p>A sua segrega\u00e7\u00e3o parcial do total da sociedade, o quase isolamento dos seus alunos do resto dos homens de outras profiss\u00f5es e of\u00edcios, o encontro for\u00e7ado ali de gente oriunda de v\u00e1rios lugares, de proveni\u00eancias familiares as mais diferentes, a monotonia da vida que exige conversas, p\u00e2ndegas adequadas entre eles, devia levar os cadetes a criar, sem o sentir, com estes ou aqueles elementos, uns modos de linguagem pr\u00f3pria e literatura oral sua.<\/p>\n<p>Aquele estabelecimento tinha, al\u00e9m dessa fei\u00e7\u00e3o peculiar \u00e0 sua natureza, algumas qualidades e atributos que vieram encontrar a sua express\u00e3o m\u00e1xima em Euclides da Cunha. No seu escrever, pejado de met\u00e1foras e compara\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, h\u00e1 sempre a preocupa\u00e7\u00e3o de demonstrar saber universal, desd\u00e9m pelas impress\u00f5es do primeiro instante, desejo de esconder a colabora\u00e7\u00e3o do inconsciente sob a crosta espessa das leituras. N\u00e3o se nota, no seu estilo, cambiantes, abandonos, suaves esbatimentos nas transi\u00e7\u00f5es. A sua alma era seca e \u00e1rida, e todo ele cheio de um orgulho intelectual desmedido, que a tornava ainda mais seca e mais \u00e1rida. Tendo estudado dif\u00edceis disciplinas e, certamente, as conhecendo, mas literato at\u00e9 \u00e0 medula, at\u00e9 \u00e0 tortura de procurar um estilo original e inconfund\u00edvel, at\u00e9 ao rebuscamento dos voc\u00e1bulos raros, tinha a pretens\u00e3o de fil\u00f3sofo, de homem de ci\u00eancia que despreza o simples escritor, para ele sempre um ignorante.<\/p>\n<p>Nas pequenas revistas da velha escola da Praia Vermelha, pode-se notar esse modo de esp\u00edrito peculiar a ela, e tamb\u00e9m nas anedotas e &#8220;casos&#8221; contados pelos seus ex-disc\u00edpulos.<\/p>\n<p>Era corrente at\u00e9 bem pouco, entre seus alunos, que aquele instituto de ensino era o primeiro estabelecimento cient\u00edfico do mundo. Uma carta do doutor Audiffrent, disc\u00edpulo de Augusto Comte, justificava essa cren\u00e7a.<\/p>\n<p>Euclides da Cunha manifestou, nos seus escritos, a influ\u00eancia do seu primeiro meio intelectual e o seu orgulho mental devia t\u00ea-lo tomado muito cedo, pois a sua vida, que anda contada de boca em boca, n\u00e3o registra a exist\u00eancia de fortes amizades de mo\u00e7o, de menino, de crian\u00e7a.<\/p>\n<p>O Sr. Alberto Rangel \u00e9 o \u00fanico que assim \u00e9 apontado. Talvez sem fundamento, eu creio mais liter\u00e1ria do que simples e espont\u00e2nea amizade de colegas de mocidade a que existia entre eles. Entretanto, a Escola Militar era de fortes camaradagens, de grande sociabilidade, de dedica\u00e7\u00f5es de uns alunos pelos outros, levadas ao extremo.<\/p>\n<p>Da\u00ed, talvez, essa capacidade de criar g\u00edria, modifica\u00e7\u00f5es e deriva\u00e7\u00f5es na linguagem comum, que sempre foi uma cria\u00e7\u00e3o do pendor dos homens para o seu agregamento; e ter tido ela influ\u00eancia decisiva nos nossos motins pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Participando da sociedade em geral e sendo habitantes de uma caserna estavam, portanto, os seus alunos muito adequados a trazer para a massa os modismos que o quartel criava. Hoje, esses dizeres pitorescos saem das casas de jogo: &#8220;deu o su\u00edte&#8221;; &#8220;bancou o trouxa&#8221;, etc. Sinais dos tempos? N\u00e3o me compete examinar tal coisa. Voltemos ao assunto.<\/p>\n<p>Entre os soldados propriamente, que entre n\u00f3s s\u00e3o em geral origin\u00e1rios das mais humildes camadas da sociedade, al\u00e9m do cal\u00e3o quarteleiro, h\u00e1 hist\u00f3rias, contos, criados com os elementos que lhes est\u00e3o \u00e0 m\u00e3o, e com um pensamento diretor que lhes acaricia a sua desfavor\u00e1vel situa\u00e7\u00e3o social, e os consola da sua pobreza e do seu estado de obedi\u00eancia e inferioridade. Nessas historietas e anedotas, h\u00e1 sempre como moralidade a vingan\u00e7a ou a vit\u00f3ria da pra\u00e7a com seu esp\u00edrito, seus ardis ou esperteza de meios destros, sobre os seus superiores civis ou militares. Entre os nossos jovens oficiais, em que a rigidez de certo positivismo estreito e pedante n\u00e3o domina mais, devia aparecer algum que colhesse da boca dos soldados exemplares dessa literatura pleb\u00e9ia, tanto mais interessante quanto desconhecida do grande p\u00fablico, embora por fragmentos e alus\u00f5es figure no falar familiar.<\/p>\n<p>N\u00e3o possuo muitos, mas tenho alguns, dos quais publico hoje um, que me foi fornecido pela ex-pra\u00e7a Francisco Jos\u00e9 dos Santos, natural de Aracati, no Cear\u00e1. Atualmente \u00e9 cont\u00ednuo ou servente da Secretaria da Guerra. A sua hist\u00f3ria, que talvez n\u00e3o tenha muito de original para o comum, com o seu c\u00f4mico reduzido, \u00e9, entretanto, a demonstra\u00e7\u00e3o das recrimina\u00e7\u00f5es dos soldados, quanto \u00e0 exig\u00fcidade dos vencimentos de suas reformas.<\/p>\n<p>N\u00e3o parece muito recente, pois, al\u00e9m do mais, tem aquele velho esp\u00edrito de antagonismo entre o padre e o soldado, representantes das classes que antigamente disputavam o dom\u00ednio da sociedade.<\/p>\n<p>Santos, quando me contou a hist\u00f3ria do &#8220;Soldado velho&#8221; era ainda cabo efetivo do ex\u00e9rcito, servindo na Secretaria como &#8220;correio&#8221;, , isto \u00e9, um dos estafetas para entrega da correspond\u00eancia, que l\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o civis como nas outras secretarias, mas pra\u00e7as de certa gradua\u00e7\u00e3o, vencendo uma minguada di\u00e1ria.<\/p>\n<p>Eu a dou mais abaixo quase como o ex-cabo ma forneceu por escrito, quando eu era efetivamente oficial da Secretaria da Guerra.<\/p>\n<p>Vamos, portanto, l\u00ea-la:<\/p>\n<p>&#8220;HIST\u00d3RIA DE UM SOLDADO VELHO<\/p>\n<p>&#8220;Soldado Velho&#8221; deu baixa do servi\u00e7o do Ex\u00e9rcito, por n\u00e3o servir mais para o trabalho. O soldado que recebia em recompensa de muitos anos de servi\u00e7o era um cruzado. Ora, o que fez ele? Comprou um pato e saiu a revend\u00ea-lo. Chegando perto de uma casa saiu-lhe uma criada a comprar o pato.<\/p>\n<p>Ele disse que o custo era de dois cruzados; ela, a criada, vai falar \u00e0 patroa, que manda vir o pato e, por sua vez, manda pag\u00e1-lo. O soldado, por\u00e9m, n\u00e3o saiu mais do port\u00e3o. Ap\u00f3s certo espa\u00e7o de tempo chega um frade para penetrar na casa e pergunta-lhe o que estava ali fazendo. &#8220;Soldado Velho&#8221; que bispou alguma coisa no caso disse que estava \u00e0 espera do pagamento de um pato que vendera \u00e0 fam\u00edlia. O frade logo perguntou quanto era; ele disse o custo de dois cruzados. O religioso puxa do bolso da batina o dinheiro e paga. Disp\u00f5e-se depois a entrar na casa; o soldado o acompanha; e ambos entram. Chegando na sala, o frade, que parecia peculiarmente muito \u00edntimo da casa, puxou uma cadeira e sentou-se; o militar fez o mesmo.<\/p>\n<p>A dona da casa vendo o frade entrar, acompanhado por aquele homem desconhecido, ficou interiormente furiosa, mas sem saber o que devia fazer, nem com coragem para perguntar ao frade que homem era aquele. O eclesi\u00e1stico n\u00e3o lhe explicava o fato, dizendo uma coisa \u00e9 outra sem rela\u00e7\u00e3o com ele; e assim v\u00e3o os tr\u00eas at\u00e9 \u00e0 hora de jantar, ao qual n\u00e3o faltou o pato de cabidela. O frade tomou lugar na mesa; o &#8220;Soldado Velho&#8221; tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>A dona da casa continuava furiosa, mas aceitava silenciosamente a situa\u00e7\u00e3o, fazendo das tripas cora\u00e7\u00e3o. J\u00e1 estava a terminar o jantar quando bateram \u00e0 porta. Era o dono da casa. Estava tudo perdido. \u00c0 vista disto, a mulher tranca o frade e o soldado em uma alcova. O marido n\u00e3o saiu mais e a mulher cada vez mais ficava amedrontada. Chega a noite.<\/p>\n<p>O frade n\u00e3o tinha dado at\u00e9 ali uma palavra; e o &#8220;Soldado Velho&#8221; tamb\u00e9m; mas, quando foi a\u00ed pelas 10 horas, a pra\u00e7a reformada, vendo que todos j\u00e1 estavam dormindo, provocou uma conversa\u00e7\u00e3o com o frade. Pediu-lhe este que n\u00e3o falasse ali, mas o outro continuou a falar.<\/p>\n<p>O frade gratificou-o com um conto de r\u00e9is para que ele nada mais dissesse. Recebeu o dinheiro o &#8220;Soldado Velho&#8221;, mas imediatamente continuou a dizer que no dia que comia pato n\u00e3o podia ficar calado.<\/p>\n<p>Deu-lhe o frade mais outro conto de r\u00e9is ficando sem vint\u00e9m. &#8220;Soldado Velho&#8221;, por\u00e9m, n\u00e3o cessou de falar.<\/p>\n<p>O seu companheiro, para ver se ele se calava, deu-lhe a batina de s\u00eada. &#8220;Soldado Velho&#8221; teimou em afirmar que no dia em que comia pato n\u00e3o podia estar calado.<\/p>\n<p>O frade j\u00e1 lhe pedia pelo amor de Deus que n\u00e3o falasse mais, pois, se tal fizesse, eles ficariam desgra\u00e7ados. O dono da casa certamente despertaria e era capaz de mat\u00e1-los. &#8220;Soldado Velho&#8221; n\u00e3o queria saber de nada; o seu desejo era s\u00f3 falar. O frade, percebendo que n\u00e3o tinha mais o que dar, despiu-se de toda a roupa e entregou ao tagarela para que ele n\u00e3o falasse mais.<\/p>\n<p>J\u00e1 sendo meia-noite, na cadeia, a sentinela soltou o brado de alerta; o &#8220;Soldado Velho&#8221; ouviu e respondeu com outro formid\u00e1vel brado. O frade, com medo, meteu as m\u00e3os na porta e saiu nu. &#8220;Soldado Velho&#8221;, que ainda n\u00e3o estava vestido com a batina, acompanhou o frade. Este pulou uma janela mas o dono da casa pula atr\u00e1s dele e d\u00e1-lhe um tiro. &#8220;Soldado Velho&#8221; pula em seguida ao dono e o prende. O homem, que era pessoa de grande reputa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o quis logo sujeitar-se \u00e0 pris\u00e3o, mas &#8220;Soldado Velho&#8221; n\u00e3o queria saber de nada.<\/p>\n<p>Estava o &#8220;grosso&#8221; preso e bem preso, pois ele, soldado, era o rondante e tinha que cumprir o servi\u00e7o, tanto mais que o preso tinha dado um tiro num homem. N\u00e3o podia de maneira alguma solt\u00e1-lo. O dono da casa, vendo a resolu\u00e7\u00e3o do &#8220;Soldado Velho&#8221; e que tinha mesmo de ir \u00e0 presen\u00e7a das autoridades, vexado, ele que era muito conhecido e respeitado por todos, prop\u00f4s ao militar, se ele o soltasse, dar-lhe doze contos. &#8220;Soldado Velho&#8221; aceitou o trato, mas com a condi\u00e7\u00e3o do dono da casa mandar a sua mulher contar e trazer ali onde estavam, a maquia. O homem chamou a mulher e mandou que ela contasse os contos de r\u00e9is com toda a pressa e os trouxesse. Assim foi feito. &#8220;Soldado Velho&#8221;, que s\u00f3 vencia um pobre cruzado por m\u00eas, saiu da aventura com 14:OOO$, quatro cruzados, a batina de s\u00eada do frade e todos os seus panos menores.<\/p>\n<p>Quem pagou o pato?<\/p>\n<p><b>Hoje, 10-4-1919<\/b><\/p>\n<p class=\"fonte\">Fonte: pt.wikisource.org<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lima Barreto A literatura nacional possui obras maravilhosas que pouca gente conhece. Os livros conhecidos, citados e estimados, nada valem \u00e0 vista dos que ficaram esquecidos e \u00e0 merc\u00ea das tra\u00e7as das bibliotecas. H\u00e1 muitos dessa literatura subjacente que talvez nem tenham chegado aos dep\u00f3sitos oficiais de livros e permane\u00e7am nos desv\u00e3os poeirentos dos &#8220;sebos&#8221;, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[370],"tags":[],"class_list":["post-109685","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-obras-literarias"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho, Lima Barreto Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho, Lima Barreto, Cr\u00f4nica Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho, Lima Barreto Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho, Lima Barreto, Cr\u00f4nica Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/historia-de-um-soldado-velho\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2017-02-20T12:11:46+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Fabiane Breda\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Fabiane Breda\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"12 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/historia-de-um-soldado-velho#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/historia-de-um-soldado-velho\"},\"author\":{\"name\":\"Fabiane Breda\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa\"},\"headline\":\"Hist\u00f3ria de um soldado velho\",\"datePublished\":\"2017-02-20T12:11:46+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/historia-de-um-soldado-velho\"},\"wordCount\":2478,\"commentCount\":0,\"articleSection\":[\"Obras Liter\u00e1rias\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/historia-de-um-soldado-velho#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/historia-de-um-soldado-velho\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/historia-de-um-soldado-velho\",\"name\":\"Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho, Lima Barreto Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2017-02-20T12:11:46+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa\"},\"description\":\"Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho, Lima Barreto, Cr\u00f4nica Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/historia-de-um-soldado-velho#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/historia-de-um-soldado-velho\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\\\/historia-de-um-soldado-velho#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Linguagens e C\u00f3digos\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Literatura\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":4,\"name\":\"Obras Liter\u00e1rias\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/obras-literarias\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":5,\"name\":\"Hist\u00f3ria de um soldado velho\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"Pesquisa Escolar Gratuita\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa\",\"name\":\"Fabiane Breda\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho, Lima Barreto Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho","description":"Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho, Lima Barreto, Cr\u00f4nica Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho, Lima Barreto Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho","og_description":"Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho, Lima Barreto, Cr\u00f4nica Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/historia-de-um-soldado-velho","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/","article_published_time":"2017-02-20T12:11:46+00:00","author":"Fabiane Breda","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Fabiane Breda","Est. tempo de leitura":"12 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/historia-de-um-soldado-velho#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/historia-de-um-soldado-velho"},"author":{"name":"Fabiane Breda","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa"},"headline":"Hist\u00f3ria de um soldado velho","datePublished":"2017-02-20T12:11:46+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/historia-de-um-soldado-velho"},"wordCount":2478,"commentCount":0,"articleSection":["Obras Liter\u00e1rias"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/historia-de-um-soldado-velho#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/historia-de-um-soldado-velho","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/historia-de-um-soldado-velho","name":"Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho, Lima Barreto Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website"},"datePublished":"2017-02-20T12:11:46+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa"},"description":"Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho, Lima Barreto, Cr\u00f4nica Hist\u00f3ria De Um Soldado Velho","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/historia-de-um-soldado-velho#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/historia-de-um-soldado-velho"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias\/historia-de-um-soldado-velho#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Linguagens e C\u00f3digos","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Literatura","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos\/literatura"},{"@type":"ListItem","position":4,"name":"Obras Liter\u00e1rias","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/linguagens-e-codigos\/literatura\/obras-literarias"},{"@type":"ListItem","position":5,"name":"Hist\u00f3ria de um soldado velho"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"Pesquisa Escolar Gratuita","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/af0ed2ca856d6fc049f351e023d3bdaa","name":"Fabiane Breda"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109685","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=109685"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109685\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=109685"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=109685"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=109685"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}