{"id":108289,"date":"2017-02-10T11:49:03","date_gmt":"2017-02-10T13:49:03","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=108289"},"modified":"2017-02-24T08:53:16","modified_gmt":"2017-02-24T10:53:16","slug":"governo-juscelino-kubitschek","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/historia\/historia-do-brasil\/governo-juscelino-kubitschek","title":{"rendered":"Governo Juscelino Kubitschek"},"content":{"rendered":"<p class=\"imagem\"><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-108298 size-full\" title=\"Governo Juscelino Kubitschek\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ggovern12.jpg\" alt=\"Governo Juscelino Kubitschek\" width=\"450\" height=\"356\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ggovern12.jpg 450w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ggovern12-300x237.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><br \/>\nJuscelino Kubitschek<\/strong><\/p>\n<h4>Juscelino Kubitschek de Oliveira (Juscelino Kubitschek ) 1956 &#8211; 1961<\/h4>\n<p>Nasceu em Diamantina, Minas Gerais, em 12 de setembro de 1902, habilidoso em contornar crises sem muita viol\u00eancia ou repress\u00e3o.<\/p>\n<p>Encampou o projeto &#8220;50 anos em 5&#8221;, falando em modernizar amplamente o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Construiu a Rodovia Bel\u00e9m \u2013 Bras\u00edlia; impulsionou a ind\u00fastria automobil\u00edstica; empreendeu, no setor hidrel\u00e9trico, as gigantescas obras de Furnas e de Tr\u00eas Marias; auxiliou a expans\u00e3o da Petrobr\u00e1s.<\/p>\n<p>Sua grande realiza\u00e7\u00e3o, entretanto, foi a funda\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Terminou seu mandato enfrentando uma enorme d\u00edvida externa e uma galopante infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entregou a Presid\u00eancia em 1961 a J\u00e2nio Quadros.<\/p>\n<p>No governo de J\u00e2nio foi eleito senador por Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>Em 1964 seu mandato foi ca\u00e7ado e seus direitos pol\u00edticos suspensos por 10 anos.<\/p>\n<p>Faleceu em desastre de autom\u00f3vel quando vinha de S\u00e3o Paulo para o Rio de Janeiro em 22 de agosto de 1976.<\/p>\n<h4>1956-1961<\/h4>\n<p>Apesar de ser &#8220;cria&#8221; do Estado Novo, Juscelino n\u00e3o estava sintonizado de forma alguma com os ideais totalit\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Ao contr\u00e1rio: <\/strong>liberal por forma\u00e7\u00e3o, democrata por convic\u00e7\u00e3o e pol\u00edtico por outros motivos, Non\u00f4 sempre teve um desempenho administrativo renovador e din\u00e2mico.<\/p>\n<p>Quando ainda era candidato, prometeu que, em seu mandato, o pa\u00eds teria um desenvolvimento s\u00f3 compar\u00e1vel ao de meio s\u00e9culo (crescer 50 anos em 5).<\/p>\n<h4>Plano de Metas<\/h4>\n<p>Foi a chamada pol\u00edtica desenvolvimentista, o Plano de Metas (energia, transporte, alimenta\u00e7\u00e3o, ind\u00fastria de base, educa\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia), tendo o Estado como coordenador dessa tarefa. Os recursos para tal empreendimento foram trazidos na maior parte do exterior, o que nos alinhou de novo com os norte-americanos &#8211; e fez crescer escandalosamente a d\u00edvida externa -, e num menor grau do interior, com a emiss\u00e3o de papel-moeda, medida inflacion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Durante o governo Juscelinista, recrudesceram-se as disparidades regionais, destacando-se o Nordeste como a regi\u00e3o mais pobre do pa\u00eds. A preocupa\u00e7\u00e3o com essas \u00e1reas agravaram-se ap\u00f3s nova seca, donde o surgimento da SUDENE (Superintend\u00eancia do Desenvolvimento do Nordeste, 1959).<\/p>\n<h4>Desenvolvimento<\/h4>\n<p>Novos investimentos p\u00fablicos s\u00e3o realizados visando a ocupar a m\u00e3o-de-obra flutuante (constru\u00e7\u00e3o de estradas, barragens, novas sider\u00fargicas).<\/p>\n<p>O capital estrangeiro obsoleto \u00e9 atra\u00eddo sob a forma de ind\u00fastria automobil\u00edstica.<\/p>\n<p><strong>Essa resolveria v\u00e1rios problemas:<\/strong> a superprodu\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera daqueles anos; a transfer\u00eancia de maquinaria obsoleta americana para o Brasil; e a expans\u00e3o das economias alem\u00e3 e francesa do p\u00f3s-guerra.<\/p>\n<p>Assim, surgem as f\u00e1bricas Willis-Overland (americana), a Volkswagen (alem\u00e3) e Simca-Chambord (francesa), al\u00e9m de outras.<\/p>\n<p>Forma-se uma elite dirigente convencida da necessidade do capital estrangeiro como dinamizador de nosso desenvolvimento industrial.<\/p>\n<p>Para essa elite, o nosso subdesenvolvimento ligava-se ao antigo modelo agroexportador; bastava, portanto, industrializar o pa\u00eds e nosso atraso seria superado.<\/p>\n<p>Para completar o &#8220;desenvolvimento&#8221;, Juscelino fez construir uma nova capital, Bras\u00edlia, s\u00edntese do seu programa desenvolvimentista. No planalto central, entre \u00edndios e on\u00e7as, surge o centro administrativo daquilo que seria o futuro Brasil.<\/p>\n<p>Os efeitos desta pol\u00edtica n\u00e3o tardaram a ser sentidos.<\/p>\n<h4>Custos Sociais<\/h4>\n<p>O modelo econ\u00f4mico juscelinista s\u00f3 beneficiava a burguesia e a classe m\u00e9dia alta, capaz de comprar os bens de consumo produzidos pelas novas empresas. A infla\u00e7\u00e3o, decorrente das constantes emiss\u00f5es de papel-moeda, desvalorizava o dinheiro e os sal\u00e1rios, aumentando o custo de vida. O nordestino emigrava para o centro-sul, em busca de melhores oportunidades, agravando a pen\u00faria nas periferias dos centros urbanos. A depend\u00eancia avolumada do capital externo criava enorme d\u00e9ficit no balan\u00e7o de pagamentos. Os credores internacionais chegaram a temer a insolv\u00eancia do Brasil. A d\u00edvida externa galopante obrigava o governo a pedir empr\u00e9stimos ao FMI, at\u00e9 que nos foi negado um pedido. Em troca, Juscelino rompeu com o Fundo Monet\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Non\u00f4 n\u00e3o se preocupou: <\/strong>transferiu a solu\u00e7\u00e3o dos problemas por ele criados para o seu sucessor. A oposi\u00e7\u00e3o come\u00e7ava a ganhar corpo e forma. \u00c0 UDN, esperan\u00e7osa de uma vit\u00f3ria (finalmente), restava encontrar o homem certo. Realizada a elei\u00e7\u00e3o venceu J\u00e2nio Quadros, candidato udenista, contra o candidato do PTB Mal. Lott.<\/p>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>elogica.br.inter.net<\/p>\n<h6><strong>Governo Juscelino Kubitschek<\/strong><\/h6>\n<p><strong>Juscelino Kubitschek de Oliveira <\/strong>nasceu em Diamantina (MG) no dia 12 de setembro de 1902, filho de Jo\u00e3o C\u00e9sar de Oliveira e de J\u00falia Kubitschek.<\/p>\n<p>Ingressou no semin\u00e1rio diocesano em 1914. Aos 15 anos incompletos concluiu o curso de humanidades, abandonando ent\u00e3o o semin\u00e1rio, j\u00e1 que n\u00e3o sentia voca\u00e7\u00e3o para o sacerd\u00f3cio.<\/p>\n<p>Em 1919 foi trabalhar na Reparti\u00e7\u00e3o Geral dos Tel\u00e9grafos. Exerceu a fun\u00e7\u00e3o de telegrafista at\u00e9 se formar pela Faculdade de Medicina de Belo Horizonte.<\/p>\n<p>Diplomando-se em dezembro de 1927, foi trabalhar na Cl\u00ednica Cir\u00fargica da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, na capital mineira. Posteriormente seguiu para Paris com o objetivo de especializar-se em urologia. Ao regressar, al\u00e9m de reassumir seus empregos em Belo Horizonte, montou seu pr\u00f3prio consult\u00f3rio. Em 1931 foi nomeado para integrar o corpo de m\u00e9dicos do Hospital Militar da For\u00e7a P\u00fablica do estado de Minas Gerais. Em dezembro casou-se com Sara Gomes de Lemos, pertencente a fam\u00edlia de grande prest\u00edgio no estado.<\/p>\n<p>Com o falecimento s\u00fabito de Oleg\u00e1rio Maciel em 5 de setembro de 1933, agitou-se o cen\u00e1rio pol\u00edtico mineiro para a escolha de seu sucessor. Em 12 de dezembro Vargas deu uma solu\u00e7\u00e3o inesperada ao caso, nomeando Benedito Valadares interventor federal. Este, ao tomar posse no dia seguinte, convidou Juscelino para exercer a chefia de seu Gabinete Civil.<\/p>\n<p>No exerc\u00edcio da chefia do Gabinete Civil de Valadares, Juscelino tornou-se uma esp\u00e9cie de &#8220;advogado&#8221; das causas de seu munic\u00edpio natal. Em abril de 1934, por influ\u00eancia de Valadares, filiou-se ao Partido Progressista de Minas Gerais (PP) com o objetivo de concorrer ao cargo de deputado federal nas elei\u00e7\u00f5es de outubro seguinte. Em setembro foi indicado por Ant\u00f4nio Carlos para ocupar a secretaria do partido.<\/p>\n<p>Realizadas as elei\u00e7\u00f5es em outubro, Juscelino foi eleito para seu praimeiro mandato parlamentar, iniciado em maio de 1935. Ante a necessidade de permanecer no Rio de Janeiro, ent\u00e3o capital da Rep\u00fablica, licenciou-se do cargo que ocupava no Hospital Militar, bem como das fun\u00e7\u00f5es que exercia na Santa Casa de Miseric\u00f3rdia em Belo Horizonte.<\/p>\n<p>Diante da agita\u00e7\u00e3o reinante no cen\u00e1rio pol\u00edtico, Vargas, com o apoio das for\u00e7as armadas, antecipou o golpe para o dia 10 de novembro de 1937. Fechando nesse dia o Congresso Nacional, instituiu o Estado Novo e assumiu poderes ditatoriais. Juscelino perdeu seu mandato na C\u00e2mara e retornou \u00e0 medicina, reassumindo as fun\u00e7\u00f5es de chefe do Servi\u00e7o de Urologia do Hospital Militar em Belo Horizonte. Em fins de 1938 foi promovido a tenente-coronel da For\u00e7a P\u00fablica e, simultaneamente, nomeado chefe do Servi\u00e7o de Cirurgia do Hospital Militar.<\/p>\n<p>Em fevereiro de 1940 foi convidado por Benedito Valadares para assumir o cargo de prefeito de Belo Horizonte. Durante a entrevista, negou-se a aceitar a nomea\u00e7\u00e3o por n\u00e3o desejar, mais uma vez, afastar-se da medicina. Entretanto, dois meses depois do convite inicial, tomou conhecimento de que Valadares mandara publicar no Minas Gerais, \u00f3rg\u00e3o oficial do estado, o decreto de sua nomea\u00e7\u00e3o para a prefeitura da capital. Considerando o fato consumado, Juscelino tomou posse no cargo no dia seguinte.<\/p>\n<p>Embora ocupando o cargo de prefeito, permaneceu na chefia do Servi\u00e7o de Cirurgia do Hospital Militar, onde continuou a operar todas as manh\u00e3s, e assumiu ainda a chefia do Servi\u00e7o de Urologia da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia. Al\u00e9m dessas atividades proporcionava, pessoalmente, assist\u00eancia m\u00e9dica a numerosas fam\u00edlias pobres. S\u00f3 abandonaria o exerc\u00edcio da medicina no in\u00edcio de 1945, quando passou a dedicar-se exclusivamente \u00e0 vida pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Preocupado em remodelar a cidade de Belo Horizonte, Juscelino abriu grandes avenidas e dedicou-se \u00e0s obras de infra-estrutura da cidade, removendo e ampliando as redes de esgoto e abastecimento de \u00e1gua, al\u00e9m de construiu o conjunto arquitet\u00f4nico de Pampulha, um dos maros da moderna arquitetura brasileira, projetado por Oscar Niemeyer.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1945, quando os agrupamentos que dariam origem aos novos partidos pol\u00edticos j\u00e1 se organizavam, participou ativamente dos trabalhos de cria\u00e7\u00e3o do Partido Social Democr\u00e1tico (PSD), que seria formado principalmente em torno dos interventores, com o apoio de Vargas. No dia 8 de outubro reuniu-se em Belo Horizonte a comiss\u00e3o executiva do PSD mineiro com o objetivo de indicar os candidatos do partido \u00e0 Assembl\u00e9ia Nacional Constituinte. Dentre os concorrentes \u00e0s cadeiras de deputado federal, teve seu nome lan\u00e7ado.<\/p>\n<p>Com a deposi\u00e7\u00e3o de Vargas pelas for\u00e7as armadas em 29 de outubro, assumiu o poder o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Jos\u00e9 Linhares. Uma de suas primeiras medidas foi substituir os interventores por representantes do Poder Judici\u00e1rio e afastar os antigos prefeitos. Juscelino foi ent\u00e3o substitu\u00eddo pelo engenheiro Jo\u00e3o Gusm\u00e1n J\u00fanior.<\/p>\n<p>O resultado do pleito de 2 de dezembro de 1945 conferiu ampla vit\u00f3ria ao PSD tanto no n\u00edvel estadual como nacional. Dutra conquistou a presid\u00eancia da Rep\u00fablica e Kubitschek foi o segundo candidato mais votado em seu estado, iniciando o mandato ao se instalar a Constituinte em fevereiro de 1946. Promulgada a nova Carta em setembro de 1946, a Assembl\u00e9ia Constituinte foi transformada em Congresso ordin\u00e1rio, permanecendo Juscelino no exerc\u00edcio de seu mandato na C\u00e2mara Federal.<\/p>\n<p>A partir de mar\u00e7o de 1947 desencadeou franca oposi\u00e7\u00e3o ao governo de seu estado. De maio a julho de 1948 viajou aos Estados Unidos e Canad\u00e1. Segundo suas mem\u00f3rias, essa viagem teria exercido grande influ\u00eancia em suas concep\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-administrativas, por convenc\u00ea-lo de que o Brasil s\u00f3 atingiria um pleno desenvolvimento com um processo de industrializa\u00e7\u00e3o intenso e diversificado.<\/p>\n<p>Em 20 de julho de 1950, uma comiss\u00e3o executiva do PSD escolheu Kubitschek para disputar as elei\u00e7\u00f5es. Sua candidatura foi finalmente homologada em 30 de julho, durante a conven\u00e7\u00e3o do PSD mineiro. Get\u00falio Vargas elegeu-se presidente da Rep\u00fablica e Juscelino Kubitschek conquistou o governo mineiro. Em 31 de janeiro de 1951 ambos tomaram posse nos cargos para os quais haviam sido eleitos.<\/p>\n<p>A base de sua administra\u00e7\u00e3o seria o bin\u00f4mio energia e transporte. Tinha como meta priorit\u00e1ria retirar o estado de Minas da posi\u00e7\u00e3o de estado agropastoril e lan\u00e7\u00e1-lo na fase da industrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em fins de 1954 as elei\u00e7\u00f5es foram realizadas na data prevista. Por aquela \u00e9poca j\u00e1 se tornara p\u00fablico que Juscelino pretendia concorrer no ano seguinte ao pleito presidencial. Em princ\u00edpios de novembro o PSD decidiu definitivamente indicar um candidato pr\u00f3prio. O nome de Juscelino se impunha, quase sem diverg\u00eancias, \u00e0 considera\u00e7\u00e3o da lideran\u00e7a do partido. Entretanto, al\u00e9m da oposi\u00e7\u00e3o dos udenistas e de certos setores militares, teria de enfrentar o problema da sucess\u00e3o estadual, pois se fosse candidato seria obrigado a deixar o governo mineiro dez meses antes de expirar o mandato.<\/p>\n<p>Teve sua candidatura homologada pela conven\u00e7\u00e3o nacional do PSD que se reuniu em 10 de fevereiro de 1955. Ap\u00f3s o lan\u00e7amento oficial de sua candidatura, a movimenta\u00e7\u00e3o contra as elei\u00e7\u00f5es e a favor da interven\u00e7\u00e3o dos militares tornou-se mais evidente. Juscelino era tido como comprometido com as for\u00e7as getulistas destronadas em agosto de 1954.<\/p>\n<p>Em 31 de mar\u00e7o desincompatibilizou-se do governo de Minas Gerais. No dia 4 de abril, em com\u00edcio realizado em Jata\u00ed (GO), assumiu o compromisso de transferir a capital do pa\u00eds para o planalto Central, caso fosse eleito. O programa de seu governo, organizado com o auxilio de uma equipe de t\u00e9cnicos, constitu\u00eda o famoso Programa de Metas.<\/p>\n<p>No dia 13 de abril o diret\u00f3rio nacional do PSD aceitou a indica\u00e7\u00e3o do PTB para que seu l\u00edder, Jo\u00e3o Goulart, figurasse na chapa de Juscelino como candidato \u00e0 vice-presidente. A candidatura de ambos foi homologada pelo PTB cinco dias depois, durante a conven\u00e7\u00e3o nacional do partido.<\/p>\n<p>Garantidas pelas tropas do Ex\u00e9rcito, em 3 de outubro realizaram-se as elei\u00e7\u00f5es, cuja apura\u00e7\u00e3o foi conclu\u00edda em meados do m\u00eas. Logo ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o dos resultados, a Uni\u00e3o Democr\u00e1tica Nacional (UDN) e seus aliados deram in\u00edcio a uma batalha judici\u00e1ria com o objetivo de anular as elei\u00e7\u00f5es e impedir a proclama\u00e7\u00e3o dos candidatos eleitos.<\/p>\n<p>Liderados por Carlos Lacerda, setores udenistas passaram a pregar abertamente a deflagra\u00e7\u00e3o de um golpe militar. Na manh\u00e3 do dia 3 de novembro, o presidente Caf\u00e9 Filho adoeceu repentinamente, transmitindo cinco dias depois o governo ao seu sucessor legal, o presidente da C\u00e2mara, Carlos Luz. Entretanto, no dia 11 de novembro, o Congresso Nacional, em sess\u00e3o especial, aprovou o impedimento de Carlos Luz , dando posse na presid\u00eancia da Rep\u00fablica a Nereu Ramos.<\/p>\n<p>Na madrugada de 22 de novembro o Congresso aprovou o impedimento de Caf\u00e9 Filho, confirmando Nereu Ramos como presidente legal at\u00e9 a posse de Juscelino, em janeiro do ano seguinte.<\/p>\n<p>Ao assumir a presid\u00eancia da Rep\u00fablica em 31 de janeiro de 1956, Juscelino solicitou ao Congresso a aboli\u00e7\u00e3o do estado de s\u00edtio, no que seria logo atendido. Para imprimir um cunho ainda mais democr\u00e1tico \u00e0 sua gest\u00e3o, tamb\u00e9m aboliu, no dia seguinte, a censura \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p>Logo no in\u00edcio de seu governo defrontou-se com s\u00e9ria oposi\u00e7\u00e3o deflagrada por oficiais da Aeron\u00e1utica que, inconformados com sua posse, pregavam a sua deposi\u00e7\u00e3o. Entretanto, no dia 29 de fevereiro o levante j\u00e1 havia sido totalmente debelado. Uma vez encerrado o epis\u00f3dio, Juscelino enviou ao Congresso um projeto de lei concedendo anistia ampla e irrestrita a todos os civis e militares que tivessem participado de movimentos pol\u00edticos ou militares no per\u00edodo de 10 de novembro de 1955 a 19 de mar\u00e7o de 1956.<\/p>\n<p>Em 18 de abril assinou, no aeroporto de An\u00e1polis (GO), a mensagem a ser enviada ao Congresso, juntamente com o projeto de lei propondo a transfer\u00eancia da capital da Rep\u00fablica para o planalto Central. A despeito da s\u00e9ria resist\u00eancia por parte da UDN em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 transfer\u00eancia da capital do pa\u00eds, o projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional. Em 19 de setembro Juscelino sancionou a lei que fixava os limites do futuro Distrito Federal e autorizava o governo a instituir a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).<\/p>\n<p>Em fins de 1956, atendendo a reivindica\u00e7\u00e3o da Marinha e da Aeron\u00e1utica, autorizou a compra do porta-avi\u00f5es Minas Gerais, fabricado na Inglaterra. O fato suscitou grave crise entre as duas armas, pois a Marinha, apesar dos fortes protestos da Aeron\u00e1utica, reivindicava controle da avia\u00e7\u00e3o embarcada no porta-avi\u00f5es. A quest\u00e3o iria estender-se por governos posteriores, s\u00f3 sendo resolvida em agosto de 1964 pelo presidente Humberto Castelo Branco, que garantiu \u00e0 Aeron\u00e1utica a posse das aeronaves embarcadas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no final de 1956, o recrudescimento no cen\u00e1rio mundial da chamada guerra fria, e o interesse norte-americano em ampliar suas instala\u00e7\u00f5es defensivas contra a Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas (URSS), fizeram com que o embaixador dos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA) no Brasil, Ellis Briggs, em nome de seu pa\u00eds, solicitasse permiss\u00e3o ao governo brasileiro, no sentido de ser instalada em Pernambuco uma esta\u00e7\u00e3o de rastreamento de foguetes. Kubitschek submeteu o assunto aos ministros militares, os quais vetaram o local escolhido, sugerindo o territ\u00f3rio de Fernando de Noronha. Em 17 de dezembro foi assinado o acordo que tinha por base os termos e resolu\u00e7\u00f5es do Tratado Interamericano de Assist\u00eancia Rec\u00edproca, de 1947, e do Acordo de Assist\u00eancia Militar, de 1952.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1957, em concurso organizado por Oscar Niemeyer, foi aprovado o plano-piloto de autoria do arquiteto e urbanista L\u00facio Costa para a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Ainda em 1957 , depois de pleitear empr\u00e9stimos junto ao Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) e ao Banco Internacional de Reconstru\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (BIRD), conhecido como Banco Mundial, foi proposto o reatamento das rela\u00e7\u00f5es comerciais com a URSS tendo em vista, sobretudo, o interesse na venda do caf\u00e9. Todavia, o ministro da Guerra, general Lott, op\u00f4s-se resolutamente \u00e0 medida, alegando motivo de seguran\u00e7a nacional.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1958 uma terr\u00edvel seca assolou o Nordeste. Devido ao estado de emerg\u00eancia configurado, Kubitschek seguiu, em 17 de abril, para o interior do Cear\u00e1, n\u00e3o s\u00f3 para avaliar a gravidade da situa\u00e7\u00e3o, como para visitar as obras do a\u00e7ude de Araras, regressando tr\u00eas dias depois.<\/p>\n<p>Em fins de 1958, contr\u00e1ria \u00e0 transfer\u00eancia da capital da Rep\u00fablica, a UDN tomou iniciativas para adiar o evento. Carlos Lacerda requereu uma Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) que intimava os diretores da Novacap e todos os empreiteiros das obras a prestarem depoimento alegando irregularidades na constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia. Entretanto, as for\u00e7as que apoiavam o governo comprometeram-se a adiar a CPI at\u00e9 a inaugura\u00e7\u00e3o da nova capital.<\/p>\n<p>No dia 17 de junho tornou-se p\u00fablico o rompimento de Juscelino com o FMI, provocado pela recusa do governo brasileiro em ceder \u00e0s exig\u00eancias do \u00f3rg\u00e3o para a concess\u00e3o de financiamentos. A popula\u00e7\u00e3o do Rio, representada por suas organiza\u00e7\u00f5es de classe, compareceu em massa ao Pal\u00e1cio do Catete em atitude de solidariedade ao presidente, portando faixas e cartazes em favor do estabelecimento de rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas do Brasil com a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e a China Popular.<\/p>\n<p>Em julho, ainda em meio \u00e0 celeuma decorrente da ruptura do governo com o FMI, Walter Moreira Sales foi nomeado embaixador do Brasil em Washington. Ern\u00e2ni Amaral Peixoto, que exercia essas fun\u00e7\u00f5es, assumiu o Minist\u00e9rio da Via\u00e7\u00e3o e Obras P\u00fablicas em substitui\u00e7\u00e3o a L\u00facio Meira, que substitui Roberto Campos, exonerado tamb\u00e9m neste m\u00eas da presid\u00eancia do BNDE.<\/p>\n<p>Diante da tens\u00e3o reinante no cen\u00e1rio pol\u00edtico, no in\u00edcio de 1959 o governo chegou a amea\u00e7ar a decreta\u00e7\u00e3o do estado de s\u00edtio. Em mar\u00e7o deste ano o Nordeste foi submetido novamente a uma situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica, pelo desabamento de fortes temporais que amea\u00e7avam a popula\u00e7\u00e3o com enchentes e inunda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 21 de abril de 1960 Kubitschek declarou inaugurada a nova capital, Bras\u00edlia. Durante a primeira reuni\u00e3o ministerial realizada no Pal\u00e1cio do Planalto, assinou mensagem dirigida ao Congresso, propondo a cria\u00e7\u00e3o da Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p>Durante a primeira reuni\u00e3o de seu minist\u00e9rio, realizada no dia 1\u00ba de fevereiro de 1956, Juscelino exp\u00f4s seu plano de governo &#8211; o Programa de Metas &#8211; e instituiu o Conselho de Desenvolvimento, \u00f3rg\u00e3o controlador da economia, diretamente subordinado \u00e0 Presid\u00eancia, designando para integr\u00e1-lo os ministros de Estado, os chefes dos gabinetes Civil e Militar e os presidentes do Banco do Brasil (BB) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econ\u00f4mico (BNDE).<\/p>\n<p>Em princ\u00edpios de outubro de 1957, o ministro da Fazenda Jos\u00e9 Maria Alkmin compareceu \u00e0 reuni\u00e3o da junta de governadores do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) e do Banco Internacional de Reconstru\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (BIRD), conhecido como Banco Mundial, realizada em Washington.<\/p>\n<p>No intuito de atender \u00e0s exig\u00eancias do FMI, Lucas Lopes elaborou o Plano de Estabiliza\u00e7\u00e3o Monet\u00e1ria (PEM), que estabelecia uma rigorosa pol\u00edtica antiinflacion\u00e1ria. Embora considerasse relevante a ado\u00e7\u00e3o dessa pol\u00edtica ante a delicada situa\u00e7\u00e3o financeira do pa\u00eds, Juscelino mostrou-se intransigente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 libera\u00e7\u00e3o das verbas destinadas ao Programa de Metas.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito econ\u00f4mico, ao assumir a presid\u00eancia Juscelino herdou a dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o dos governos Vargas e Caf\u00e9 Filho. A superprodu\u00e7\u00e3o do caf\u00e9, os d\u00e9ficits do Tesouro e perda do poder de compra das exporta\u00e7\u00f5es formavam na \u00e9poca, segundo analisou o economista Carlos Lessa, um &#8220;quadro impressionante de desequil\u00edbrios econ\u00f4micos&#8221;.<\/p>\n<p>Embora a economia acusasse instabilidade e crescente infla\u00e7\u00e3o, o ministro da Fazenda, Jos\u00e9 Maria Alkmin, prop\u00f4s-se basicamente a impedir que os desequil\u00edbrios tomassem vulto a ponto de comprometer o \u00eaxito do programa desenvolvimentista de Kubitschek.<\/p>\n<p>O Programa de Metas, destinado sobretudo a promover o desenvolvimento acelerando o processo de industrializa\u00e7\u00e3o, teve v\u00e1rios de seus objetivos consideravelmente ultrapassados em rela\u00e7\u00e3o aos previamente estipulados. Para a implementa\u00e7\u00e3o desse programa foram criados grupos de trabalho subordinados ao Conselho de Desenvolvimento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos est\u00edmulos permitidos pela legisla\u00e7\u00e3o que favorecia a entrada de capital estrangeiro, o governo dispunha de outra importante fonte para angariar recursos. Atrav\u00e9s do BNDE assegurava o acesso a cr\u00e9ditos do exterior aos empres\u00e1rios, que assumiam a co-responsabilidade pela liquida\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito. A grande entrada de capital estrangeiro foi, no entanto, a principal fonte de oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica econ\u00f4mica de Juscelino, notadamente por parte da esquerda. De um lado, o mecanismo de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s manufaturas de origem nacional obrigava as empresas norte-americanas a investir diretamente no Brasil, a fim de n\u00e3o perderem o mercado. Do outro, o governo concedia isen\u00e7\u00f5es e privil\u00e9gios, permitindo que aquelas empresas importassem bens de produ\u00e7\u00e3o, sem cobertura cambial, enquanto negava o mesmo direito \u00e0s brasileiras.<\/p>\n<p>Como a participa\u00e7\u00e3o inicial do capital norte-americano para a execu\u00e7\u00e3o do Plano de Metas era irris\u00f3ria, o processo de acelera\u00e7\u00e3o industrial encontrou viabilidade na entrada de capitais europeus e japoneses. Entretanto, a entrada destes capitais, notadamente do alem\u00e3o, fortaleceu no Brasil a \u00e1rea de resist\u00eancia aos Estados Unidos, ao mesmo tempo que impeliu este pa\u00eds a incrementar os investimentos na ind\u00fastria brasileira para manter e consolidar sua hegemonia.<\/p>\n<p>O complexo Plano de Estabiliza\u00e7\u00e3o Monet\u00e1ria (Pem) envolvia s\u00e9rias provid\u00eancias corretivas nos setores da moeda, do cr\u00e9dito, das finan\u00e7as p\u00fablicas e sal\u00e1rios e do balan\u00e7o de pagamentos. Diante da dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o financeira do pa\u00eds, ao ser discutido no Congresso, o Pem sofreu in\u00fameros cortes e modifica\u00e7\u00f5es. A solu\u00e7\u00e3o encontrada foi a sustenta\u00e7\u00e3o do plano, com as emendas introduzidas e a simult\u00e2nea concess\u00e3o de um &#8220;abono de emerg\u00eancia&#8221; ao funcionalismo civil e militar da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto aguardava a decis\u00e3o do Congresso, Lucas Lopes, com o objetivo de minorar os efeitos da crise financeira, tomou medidas corretivas, comprimindo as despesas, controlando com rigor a pol\u00edtica de libera\u00e7\u00e3o de verbas, sustando a execu\u00e7\u00e3o de obras consideradas adi\u00e1veis e alterando substancialmente o n\u00edvel das taxas de c\u00e2mbio.<\/p>\n<p>Em repres\u00e1lia ao pouco interesse demonstrado pelos EUA em empreender um programa de assist\u00eancia ao Brasil e aos outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, em novembro de 1958, Juscelino manifestou-se publicamente pelo reatamento das rela\u00e7\u00f5es comerciais com a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e outros pa\u00edses socialistas, sob aplausos de l\u00edderes sindicais que compareceram ao Catete.<\/p>\n<p>Em 1959, quando o Pem entrou em execu\u00e7\u00e3o, determinando uma vertiginosa eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os, ocorreu forte rea\u00e7\u00e3o popular em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s medidas implementadas. Entretanto, como essa pol\u00edtica de estabiliza\u00e7\u00e3o foi considerada insatisfat\u00f3ria pelo FMI, Lucas Lopes seguiu para os EUA, assumindo o compromisso, junto \u00e0s autoridades daquele \u00f3rg\u00e3o, de ampliar as medidas corretivas do Pem.<\/p>\n<p>Embora o FMI aceitasse a contraproposta do Brasil, os jornais ligados a esse organismo desencadearam uma campanha de descr\u00e9dito contra a economia brasileira. Tendo Lucas Lopes adoecido repentinamente, Juscelino decidiu conduzir as negocia\u00e7\u00f5es com o FMI.<\/p>\n<p><strong>Assim, ao se iniciar o m\u00eas de junho de 1959, Juscelino teve que optar por uma atitude a ser assumida pelo governo:<\/strong> ou submeteria o pa\u00eds \u00e0s condi\u00e7\u00f5es exigidas pelo FMI ou romperia com aquela entidade. Decidido a dar prosseguimento ao programa desenvolvimentista, optou pela ruptura com o FMI.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo Kubitschek teria fortes repercuss\u00f5es sobre o processo de sucess\u00e3o presidencial. Nas elei\u00e7\u00f5es realizadas em 3 de outubro de 1960, o candidato apoiado pela UDN, J\u00e2nio Quadros, obteve esmagadora vit\u00f3ria, apesar da reelei\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Goulart \u00e0 vice-presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Em 31 de janeiro de 1961, Kubitschek transmitiu o poder a J\u00e2nio Quadros. Nas elei\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias realizadas em 4 de junho de 1961, Juscelino elegeu-se senador por Goi\u00e1s na legenda do PSD.<\/p>\n<p>Em 31 de mar\u00e7o de 1964 eclodiu o movimento militar que dep\u00f4s Goulart. No dia 7 de daquele m\u00eas, Juscelino, em encontro proposto por Castelo Branco, manteve com este conversa\u00e7\u00f5es acerca do problema sucess\u00f3rio. Ante o declarado interesse de Castelo Branco em concorrer \u00e0s elei\u00e7\u00f5es presidenciais, apoiou essa pretens\u00e3o. No dia 9 de abril, o Comando Supremo da Revolu\u00e7\u00e3o promulgou o Ato Institucional N\u00ba 1 (AI-1), que determinava a elei\u00e7\u00e3o dois dias depois, pelo Congresso Nacional, do presidente da Rep\u00fablica, que exerceria o poder at\u00e9 31 de janeiro de 1966, quando seria empossado seu sucessor a ser eleito pelo sufr\u00e1gio popular. O AI-1 tamb\u00e9m outorgava ao chefe do Executivo o poder de cassar mandatos parlamentares e suspender direitos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Em 3 de junho de 1964, Costa e Silva formulou o pedido de cassa\u00e7\u00e3o de Juscelino. Enquanto o processo caminhava o PSD procurou sust\u00e1-lo. Em 8 de junho de 1964, por\u00e9m, foi assinado o ato &#8211; divulgado dois dias depois &#8211; que cassava o mandato de Juscelino e suspendia seus direitos por dez anos, provocando a imediata decis\u00e3o do PSD de retirar-se do bloco parlamentar de apoio ao presidente Castelo Branco.<\/p>\n<p>Decidindo exilar-se, Juscelino seguiu para a Europa no dia 14 daquele m\u00eas. Em 4 de outubro de 1965, ap\u00f3s longa perman\u00eancia na Europa, parte na Fran\u00e7a e parte em Portugal, voltou ao Brasil, contrariando a dire\u00e7\u00e3o do PSD e sendo recebido em meio a grande manifesta\u00e7\u00e3o por parte de seus correligion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em face da sucess\u00e3o de inqu\u00e9ritos policiais-militares perante os quais foi convocado para prestar depoimento, Juscelino decidiu ausentar-se de novo do pa\u00eds. S\u00f3 retornaria ao Brasil em junho de 1966, quando foi autorizado pelo governo a permanecer no pa\u00eds por 72 horas a fim de assistir aos funerais de sua irm\u00e3.<\/p>\n<p>Em setembro de 1966 a imprensa divulgou a constitui\u00e7\u00e3o de uma frente pol\u00edtica &#8211; a Frente Ampla &#8211; que reunia Lacerda, seu principal articulador, Kubitschek e Goulart.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1967, j\u00e1 estando Costa e Silva na presid\u00eancia, foi por v\u00e1rias vezes noticiado o lan\u00e7amento de um manifesto da Frente Ampla. Em maio Juscelino retornou definitivamente ao Brasil, fixando resid\u00eancia no Rio de Janeiro. Embora tivesse obtido do governo a garantia de plena liberdade de movimento, foi advertido de que estaria sujeito a prestar depoimentos nos inqu\u00e9ritos em que estivesse envolvido. Ainda em 1967, Juscelino assumiu o cargo de diretor-presidente do conselho administrativo do Banco Denasa de Investimento, de cuja organiza\u00e7\u00e3o participara.<\/p>\n<p>O agravamento da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica levou o governo a um enrijecimento de suas posi\u00e7\u00f5es, exting\u00fcindo a Frente Ampla no dia 5 de abril de 1968. Com a extin\u00e7\u00e3o do movimento, Juscelino abandonou definitivamente o cen\u00e1rio pol\u00edtico, dedicando-se \u00e0 \u00e1rea empresarial.<\/p>\n<p>Em junho de 1974 foi eleito membro da Academia Mineira de Letras. Em 18 de junho de 1976 recebeu o trof\u00e9u &#8220;Juca Pato&#8221; conferido pela Uni\u00e3o Brasileira de Escritores, em S\u00e3o Paulo, por ter sido eleito o intelectual do ano de 1975. Por essa \u00e9poca, abandonou suas fun\u00e7\u00f5es junto ao Banco Denasa, passando a dedicar-se \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da fazenda que possu\u00eda em Luzi\u00e2nia (GO). Em 22 de agosto de 1976 faleceu, v\u00edtima de desastre sofrido na via Dutra, nas proximidades de Resende (RJ).<\/p>\n<p>Em abril de 1980, teve in\u00edcio em Bras\u00edlia a constru\u00e7\u00e3o de um monumento em homenagem a Juscelino &#8211; O Memorial JK &#8211; projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Em 12 de setembro, dia em que JK completaria 79 anos, dona Sara e o presidente Jo\u00e3o Batista Figueiredo inauguraram o Memorial JK, no qual seria instalado um museu e uma biblioteca.<\/p>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>www.cpdoc.fgv.br<\/p>\n<h6>Governo Juscelino Kubitschek<\/h6>\n<p><strong>Nascido a 12 de setembro de 1902 na hist\u00f3rica cidade de Diamantina em Minas Gerais, onde fez seus primeiros estudos, Juscelino Kubitschek de Oliveira era filho de uma fam\u00edlia modesta:<\/strong> o pai, caixeiro viajante; a m\u00e3e, dedicada professora prim\u00e1ria, que o criou desde a inf\u00e2ncia ap\u00f3s a morte prematura do genitor.<\/p>\n<p>Espirito inquieto e sonhador, Juscelino Kubitschek se emprega como telegrafista e inicia seus estudos na Faculdade de Medicina de Minas Gerais. Diplomado, especializa-se em urologia na Fran\u00e7a e ingressa, em 1931, na Pol\u00edcia Militar de Minas Gerais, onde alcan\u00e7a o posto de Coronel-m\u00e9dico, participando, como defensor do governo constitu\u00eddo, do combate \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o de 1932.<\/p>\n<p>Em 1931, casa-se com D. Sarah Luiza Gomes de Lemos.Dotado de not\u00e1vel intelig\u00eancia e vasta cultura human\u00edstica, inicia sua resplandecente vida politica, em 1933, na Chefia de Gabinete do Governador Benedito Valadares, em Minas Gerais.<\/p>\n<p>Foi Deputado Federal em duas legislaturas, Senador, Prefeito de Belo Horizonte e Governador de Minas Gerais, \u00e9poca em que, com seu largo descortinio de homem p\u00fablico, se afirma como admir\u00e1vel administrador e politico sagaz. O \u00eaxito de sua administra\u00e7\u00e3o f\u00e9rtil e din\u00e2mica repercute em todos os recantos do Pais.<\/p>\n<p>Percebe, ent\u00e3o que havia chegado o momento de lan\u00e7ar-se candidato \u00e0 Suprema Magistratura do Pais para realizar seu acalentado sonho de transformar o Brasil numa respeit\u00e1vel Na\u00e7\u00e3o progressista.<\/p>\n<p>Venceu as elei\u00e7\u00f5es, enfrentou s\u00e9rios obst\u00e1culos para assumir a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica a 31 de janeiro de 1956.<\/p>\n<p>Durante a campanha presidencial lan\u00e7ara o slogan &#8220;Cinq\u00fcenta anos em cinco&#8221;, e elaborara um audacioso &#8220;Programa de Metas&#8221; cumprido integralmente. Promoveu o desenvolvimento e a moderniza\u00e7\u00e3o do Pais infundindo no povo brasileiro um otimismo contangiante.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito internacional, teve o m\u00e9rito de criar a Opera\u00e7\u00e3o Pan-ameticana, cuja principal finalidade era despertar as esperan\u00e7as e as energias dos povos americanos, principalmente da Am\u00e9rica Latina, com o objetivo comum do combate ao subdesenvolvimento.<\/p>\n<p>Na realidade Juscelino Kubitschek inspirou uma \u00e9poca que corria \u00f3 risco de afogar-se na trivialidade.<\/p>\n<p>Foi um sonhador e um realizador. Ousava fazer e sabia fazer. E tamb\u00e9m como todos os g\u00eanios tinha o dom da previs\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o for;a esta virtude, n\u00e3o t\u00e9ria aceito o desafio de construir Bras\u00edlia, sua Meta-sintese nem teria profetizado, na sua primeira viagem ao ermo d\u00f3 Planalto, a 2 de outubro de 1956, numa explos\u00e3o de entusiasmo:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Deste Planalto Central, desta solid\u00e3o que em breve se transformar\u00e1 em c\u00e9rebro das mais altas decis\u00f5es nacionais, lan\u00e7o os olhos mais uma vez sobre o amanh\u00e3 do meu Pais e antevejo esta alvorada, com f\u00e9 inquebrant\u00e1vel e uma confian\u00e7a sem limites no seu grande destino&#8221;.<\/p><\/blockquote>\n<p>Com a vis\u00e3o de estadista, que pensa nas gera\u00e7\u00f5es futuras, e a paci\u00eancia do pol\u00edtico, chegou ao fim do governo consagrado pelo povo.<\/p>\n<p>Cassado seu mandato e suspensos seus direitos pol\u00edticos, em 1964, suportou com estoicismo o ex\u00edlio, desenvolvendo, ap\u00f3s regressar ao Brasil, intensa atividade na literatura, na agricultura e na empresa privada.<\/p>\n<p>Violento acidente a 22 de agosto de 1976 roubou-lhe a vida. Permanece por\u00e9m, como indel\u00e9vel recorda\u00e7\u00e3o, o edificante exemplo que legou \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>www.vivabrazil.com<\/p>\n<h6>Governo Juscelino Kubitschek<\/h6>\n<h4>1956-1961<\/h4>\n<p>Nascido em 12 de setembro de 1902, na cidade de Diamantina, Minas Gerais, <strong>Juscelino Kubitschek de Oliveira<\/strong> foi um dos mais importantes pol\u00edticos brasileiros.<\/p>\n<p>Mudou-se, 19 anos mais tarde, para a cidade de Belo Horizonte onde diplomou-se como m\u00e9dico sendo nomeado capit\u00e3o m\u00e9dico da pol\u00edcia mineira.<\/p>\n<p>Em 1931, casou-se com Sarah Luiza Gomes de Lemos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-108299 size-full\" title=\"Governo Juscelino Kubitschek\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ggovern22.jpg\" alt=\"Governo Juscelino Kubitschek\" width=\"199\" height=\"246\" \/><br \/>\n<strong>Juscelino Kubitschek<\/strong><\/p>\n<p>Sua carreira pol\u00edtica iniciou-se em 1934, quando foi escolhido como chefe do gabinete do rec\u00e9m-nomeado interventor federal em Minas Gerais, Benedito Valadares. No mesmo ano foi eleito deputado federal, perdendo o mandato com o advento do Estado Novo em 1937, voltando ent\u00e3o a clinicar.<\/p>\n<p>Nomeado prefeito de Belo Horizonte pelo governador Benedito Valadares em 1940, contou com a colabora\u00e7\u00e3o do arquiteto Oscar Niemeyer para realizar v\u00e1rias obras, inclusive a urbaniza\u00e7\u00e3o da Pampulha. Elegeu-se deputado \u00e0 Assembl\u00e9ia Nacional Constituinte de 1946 e governador de Minas Gerais em 1950, norteando sua administra\u00e7\u00e3o pelo bin\u00f4mio &#8220;Energia e Transporte&#8221;.<\/p>\n<p>Em 1955, foi eleito \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Inaugurando um estilo de atua\u00e7\u00e3o inteiramente novo, Juscelino Kubitschek caracterizou-se por construir em torno de si uma aura de simpatia e confian\u00e7a. Seu governo, tendo como base um ambicioso plano de metas, implantou a ind\u00fastria automobil\u00edstica. Para promover a integra\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, JK executou o antigo projeto de mudan\u00e7a da capital, construindo Bras\u00edlia, considerada hoje uma das mais relevantes obras da arquitetura e do urbanismo contempor\u00e2neos. Em seu per\u00edodo presidencial, o pa\u00eds todo conheceu um grande desenvolvimento econ\u00f4mico, em meio \u00e0 estabilidade pol\u00edtica.<\/p>\n<p>No governo de seu sucessor, elegeu-se Senador por Goi\u00e1s. Em 1964, teve seu mandato cassado e seus direitos pol\u00edticos suspensos pelo regime militar por 10 anos, sendo assim impedido de disputar as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 1965. Faleceu em 22 de agosto de 1976, v\u00edtima de um acidente automobil\u00edstico.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Nascimento: <\/strong>Diamantina-MG, em 12.09.1902 <strong><br \/>\nFalecimento: <\/strong>Resende-RJ, em 22.08.1976 <strong><br \/>\nProfiss\u00e3o:<\/strong> M\u00e9dico <strong><br \/>\nPer\u00edodo de Governo: <\/strong>31.01.1956 a 31.01.1961 (05a) <strong><br \/>\nIdade ao assumir: <\/strong>54 anos <strong><br \/>\nTipo de elei\u00e7\u00e3o: <\/strong>Direta <strong><br \/>\nVotos recebidos: <\/strong>3.077.411 (tr\u00eas milh\u00f5es, setenta e sete mil, quatrocentos e onze) <strong><br \/>\nPosse: <\/strong>Em 31.01.1956, em sess\u00e3o solene do Congresso Nacional, presidida pelo Senador Carlos Gomes de Oliveira<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Afastamento: <\/strong>19 a 27.07.1956 per\u00edodo em que visitou o Panam\u00e1 e de 05. a 11.08.1960 quando viajou com o Vice-Presidente \u00e0 Argentina, Uruguai e Chile, per\u00edodo em que assumiu o Presidente da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 1965.<\/p>\n<p>Faleceu em 22 de agosto de 1976, v\u00edtima de um acidente automobil\u00edstico.<\/p>\n<h4>Resumo<\/h4>\n<h4>Vida<\/h4>\n<p>M\u00e9dico, nascido na cidade de Diamantina, estado de Minas Gerais, em 12 de setembro de 1902. Foi chefe do Gabinete Civil do Estado de Minas Gerais (1933-1934).<\/p>\n<p>Filiou-se ao Partido Progressista (PP) de Minas Gerais, elegendo-se deputado federal em 1935, cargo que exerceu at\u00e9 o fechamento do Congresso, com o golpe de 1937. Foi nomeado prefeito de Belo Horizonte (1940-1945), participou da cria\u00e7\u00e3o do Partido Social Democr\u00e1tico (PSD) em Minas Gerais, elegeu-se deputado federal (1946-1950) e governador de Minas Gerais (1951-1955).<\/p>\n<p>Concorreu \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica pela coliga\u00e7\u00e3o PSD-PTB, tendo como vice Jo\u00e3o Goulart, e tomou posse em 31 de janeiro de 1956, ap\u00f3s grave crise pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Com o fim de seu mandato, elegeu-se senador por Goi\u00e1s (1962-1964).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o golpe militar de 1964, teve seu mandato cassado e os direitos pol\u00edticos suspensos por dez anos. Exilado, retornou ao Brasil em 1967.<\/p>\n<p>Faleceu em acidente automobil\u00edstico na via Dutra, pr\u00f3ximo a Resende, em 22 de agosto de 1976.<\/p>\n<h4>Per\u00edodo presidencial<\/h4>\n<p><strong>Juscelino Kubitschek<\/strong> iniciou seu governo quando o pa\u00eds contava aproximadamente 60 milh\u00f5es de habitantes. Sua gest\u00e3o foi marcada pelo Plano de Metas, cujo lema \u201ccinq\u00fcenta anos de progresso em cinco anos de governo\u201d se traduziu, sobretudo, em crescimento industrial. Entre 1955 e 1961, a produ\u00e7\u00e3o do setor cresceu 80% destacando-se as ind\u00fastrias de a\u00e7o, mec\u00e2nicas, el\u00e9tricas, de comunica\u00e7\u00f5es e de equipamentos de transportes. Entre 1957 e 1961, a taxa de crescimento real foi de 7% ao ano. Esse processo, orientado pelo projeto nacional-desenvolvimentista, foi possibilitado pela exist\u00eancia de um amplo mercado interno, pela capacidade de produ\u00e7\u00e3o de ferro e de a\u00e7o e pela disposi\u00e7\u00e3o externa de investimento. Al\u00e9m do incentivo \u00e0 entrada de capitais externos, o governo voltou-se para as \u00e1reas de transporte e de energia, constituindo uma infra-estrutura para a expans\u00e3o do parque industrial.<\/p>\n<p>O planejamento estatal setorizado, articulado em grupos de trabalho e grupos executivos ligados ao rec\u00e9m-criado Conselho de Desenvolvimento, resolveu-se eficiente. Esses grupos eram voltados, respectivamente, para a aprova\u00e7\u00e3o de projetos de leis e decretos, e de projetos empresariais (como \u00f3rg\u00e3os mistos, formados por t\u00e9cnicos do Estado e empresas privadas). O governo tamb\u00e9m orientou os investimentos segundo os estudos e projetos formulados pelos representantes da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para Am\u00e9rica Latina (Cepal) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico (BNDE).<\/p>\n<p>A pol\u00edtica econ\u00f4mica dos anos JK obteve resultados expressivos na \u00e1rea da expans\u00e3o industrial, mas gerou contradi\u00e7\u00f5es, como o favorecimento \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o de capital, com a entrada de empresas multinacionais no pa\u00eds, que deixou poucas oportunidades para o pequeno capital. Do ponto de vista dos trabalhadores, verificou-se que o aumento de produtividade decorrente do aprimoramento tecnol\u00f3gico n\u00e3o foi transferido nem para os pre\u00e7os nem para os sal\u00e1rios. Apesar disso, alguns aumentos salariais e o subs\u00eddio estatal ao petr\u00f3leo e ao trigo buscavam atender as demandas sindicais. As importa\u00e7\u00f5es, que visavam suprir a escassez interna de insumos, aprofundaram a depend\u00eancia externa da economia brasileira, elevando o desequil\u00edbrio financeiro e o d\u00e9ficit da balan\u00e7a de pagamentos, o que influiu decisivamente para o retorno do processo inflacion\u00e1rio, um dos maiores problemas enfrentados pelo presidente Kubitschek. Um plano de estabiliza\u00e7\u00e3o antiinflacion\u00e1rio foi formulado pelo ministro da Fazenda, Lucas Lopes, e pelo diretor do BNDE, Roberto Campos, e submetido ao Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), que deveria avalizar um cr\u00e9dito de 300 milh\u00f5es de d\u00f3lares provenientes dos Estados Unidos.<\/p>\n<p><strong>Diante das exig\u00eancias de ajuste da economia brasileira pelo FMI, o governo teve duas op\u00e7\u00f5es:<\/strong> levar adiante o Plano de Metas ou conter a economia interna, satisfazendo os credores externos e os defensores brasileiros do programa de estabiliza\u00e7\u00e3o. Foram muitas as press\u00f5es internas, gerando um debate que envolveu tamb\u00e9m os intelectuais nacionalistas e aqueles de tend\u00eancia liberal, representados no Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB). Em junho de 1959, o presidente Kubitschek rompeu as negocia\u00e7\u00f5es com o FMI.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es internacionais, o governo apresentou aos Estados Unidos a proposta da Opera\u00e7\u00e3o Pan-Americana, de promo\u00e7\u00e3o multilateral do desenvolvimento do continente com apoio norte-americano, que s\u00f3 posteriormente foi adotada, atrav\u00e9s da Alian\u00e7a para o Progresso.<\/p>\n<p>O per\u00edodo presidencial notabilizou-se, ainda, pela constru\u00e7\u00e3o da nova capital federal, a cidade de Bras\u00edlia, inaugurada em 21 de abril de 1960. S\u00edmbolo do desenvolvimento do pa\u00eds, a cidade foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e pelo urbanista L\u00facio Costa, tornando-se um exemplo da arquitetura moderna.<\/p>\n<p>Em 7 de setembro de 1987, foi tombada pela Unesco e registrada como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural da humanidade.<\/p>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>www.senado.gov.br\/www.planalto.gov.br<\/p>\n<h6>Governo Juscelino Kubitschek<\/h6>\n<h4>Trajet\u00f3ria<\/h4>\n<p><strong>1902 <\/strong>&#8211; Nasce em 12 de setembro, Diamantina, MG<\/p>\n<p><strong>1905 <\/strong>&#8211; Morre o pai de Juscelino A morte de Jo\u00e3o C\u00e9sar de Oliveira , pai de JK, agravou a situa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia. Apesar das suas origens, caixeiro viajante, sua fam\u00edlia passava por momentos dif\u00edceis, dispondo de prec\u00e1rios meios de sobreviv\u00eancia. Dona J\u00falia, embora n\u00e3o tivesse com quem deixar seus filhos, estava determinada a dar-lhes o melhor. Assim levava-os todos os dias, para a sala de aula, um dos c\u00f4modos da casa em que morava. Foi assim que Non\u00f4 (como Juscelino era chamado) e Nan\u00e1, sua irm\u00e3, terminaram o curso prim\u00e1rio. Juscelino sempre se mostrou um garoto estudioso e interessado. Apesar do pouco contato que teve com seu pai, pois quando este morreu; em 10 de janeiro de 1905, Juscelino tinha apenas 2 anos de idade, sempre houve uma semelhan\u00e7a na personalidade de ambos, fato que agradava Juscelino. Segundo ele pr\u00f3prio, isto fazia com que se sentisse mais pr\u00f3ximo da figura paterna, com a qual teve pouco contato. Dona J\u00falia, por sua vez, era uma pessoa reservada e discreta. Raramente participava de atividades sociais. Professora desde 1895 dedicava a maior parte do seu tempo aos compromissos da escola onde lecionava.<\/p>\n<p>Era neta de Jan Nepomusky Kubitschek, o &#8220;Jo\u00e3o Alem\u00e3o&#8221;, um imigrante cat\u00f3lico natural da Bo\u00eamia, que se estabeleceu no Brasil como marceneiro pelos idos do primeiro reinado. Foi ela que arcou com as responsabilidades da fam\u00edlia quando da morte de Jo\u00e3o C\u00e9sar aos 33 anos. Dona J\u00falia morreu em 1971 com mais de 90 anos. Juscelino teve duas irm\u00e3s Eufrosina, que viveu poucos meses, e Maria da Concei\u00e7\u00e3o, a Nan\u00e1 (1901-1966).<\/p>\n<p><strong>1914<\/strong> &#8211; Ingressa no semin\u00e1rio dos padres Lazaristas, \u00fanico gin\u00e1sio de Diamantina. Juscelino, com 12 anos, atrav\u00e9s de um pedido de sua m\u00e3e aos padres Lazaristas, ingressa no semin\u00e1rio de Diamantina a fim de cursar o secund\u00e1rio. Este era o \u00fanico local na cidade onde era poss\u00edvel curs\u00e1-lo. Logo de in\u00edcio, Juscelino deixou claro aos padres que n\u00e3o possu\u00eda voca\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica e ap\u00f3s 3 anos, antes de completar 15 anos, conclui seus estudos no semin\u00e1rio.<\/p>\n<p>A id\u00e9ia de ser m\u00e9dico, sempre constante, fez com que continuasse a buscar novos caminhos a fim de dar andamento a seus estudos. Ainda faltavam algumas mat\u00e9rias para que o seu curso secund\u00e1rio fosse conclu\u00eddo e isto s\u00f3 era poss\u00edvel em outras cidades. Tomou conhecimento, ent\u00e3o, de que era poss\u00edvel faz\u00ea-lo atrav\u00e9s do que na \u00e9poca era chamado &#8220;exame por decreto&#8221;, ou seja, o candidato deveria estudar por conta pr\u00f3pria, requerer os exames, e, se fosse aprovado, receber o certificado. Prontamente, Juscelino passou a empenhar-se ainda mais em seus estudos. Eram 12 exames que ele deveria prestar. Ao termin\u00e1-los o pr\u00f3ximo passo seria a universidade.<\/p>\n<p><strong>1919 <\/strong>&#8211; \u00c9 aprovado no concurso para telegrafista dos Correios em Belo Horizonte. Em 1919, o Di\u00e1rio Oficial publicou um edital abrindo concurso para telegrafista em Belo horizonte. Juscelino viu a\u00ed sua grande chance. Seria a oportunidade de realizar seu antigo sonho de morar na capital com um emprego garantido, o que possibilitar-lhe-ia cursar a faculdade de medicina.<\/p>\n<p><strong>Assim, viajou para Belo Horizonte com 200 mil r\u00e9is que D. J\u00falia, sua m\u00e3e, havia conseguido atrav\u00e9s da venda da \u00fanica j\u00f3ia que possu\u00eda:<\/strong> um colar de ouro herdado de sua m\u00e3e. Participaram do concurso 89 candidatos. Ap\u00f3s 6 meses de espera \u00e9 divulgado o resultado. Juscelino havia tirado o 19o lugar, o que praticamente significava a nomea\u00e7\u00e3o. Esta, por\u00e9m, s\u00f3 ocorreu em maio de 1921.<\/p>\n<p><strong>1921 <\/strong>&#8211; Nomeado telegrafista-auxiliar, em Belo Horizonte. Quase dois anos ap\u00f3s ter prestado exame para telegrafista em Belo Horizonte, sai, em maio de 1921, a sua nomea\u00e7\u00e3o. Neste meio tempo, Juscelino, sempre determinado, continuou estudando por conta pr\u00f3pria com grandes sacrif\u00edcios.<\/p>\n<p><strong>1922<\/strong> &#8211; Ingressa na Fac. de Medicina de Minas Gerais. Em dezembro de 1921, Juscelino completou os exames necess\u00e1rios para adquirir o diploma de conclus\u00e3o do secund\u00e1rio. Finalmente poderia realizar o seu anseio de ingressar na universidade. Juscelino prestou exames vestibulares, passou, e matriculou-se imediatamente na Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais.<\/p>\n<p><strong>1927 <\/strong>&#8211; Forma-se em Medicina. Os anos na Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais sucederam-se e, apesar das dificuldades de ter de trabalhar durante o dia, o jovem diamantinense Juscelino Kubitschek mostrou-se, como sempre, um excelente aluno. Juscelino formou-se em 17 de dezembro de 1927. Foi em seu baile de formatura que D. J\u00falia, sua m\u00e3e, conheceu Sarah Gomes de Lemos, filha de Dona Lu\u00edsa Negr\u00e3o e Jaime Gomes de Souza Lemos, ex-Senador mineiro. Sarah viria a casar-se com Juscelino em dezembro de 1931.<\/p>\n<p><strong>1928 <\/strong>&#8211; Nomeado professor assistente na Faculdade de Medicina de Minas Gerais. Ao formar-se em Medicina, Juscelino atuava como interno na 3a. Enfermaria da Cl\u00ednica Cir\u00fargica da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Belo Horizonte. Ap\u00f3s sua formatura passa a assistente do Dr. J\u00falio Soares, seu cunhado e amigo, nesta mesma Cl\u00ednica. Passa, tamb\u00e9m, a participar como s\u00f3cio de J\u00falio em seu consult\u00f3rio particular, desenvolvendo, desta forma, a carreira que escolhera com tanta determina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1930 &#8211;<\/strong> Cursos e est\u00e1gios na Europa. Ap\u00f3s formar-se em Medicina, tudo corria normalmente mas Juscelino sentia necessidade de ir al\u00e9m. <strong>Queria especializar-se e j\u00e1 tinha escolhido a \u00e1rea:<\/strong> Urologia. Assim o fez. Rumou para a Europa em fins de abril de 1930. Al\u00e9m de Paris, onde foi aluno do Dr. Maurice Chevassu, grande m\u00e9dico urologista, Juscelino tamb\u00e9m estagiou em Viena e Berlim. Ao regressar ao Brasil, em outubro de 1930, reassumiu suas fun\u00e7\u00f5es, no seu antigo consult\u00f3rio e assumiu o servi\u00e7o gratuito que prestava na Santa Casa e o cargo de m\u00e9dico da Caixa Beneficente da Impressa Oficial. Absorvido como estava pelas obriga\u00e7\u00f5es de sua profiss\u00e3o, apesar de estar sempre bem informado, a pol\u00edtica lhe parecia algo distante.<\/p>\n<p><strong>1931 &#8211; <\/strong>Casa-se com Sarah Lemos.<\/p>\n<p><strong>1932 <\/strong>&#8211; Convocado para a For\u00e7a P\u00fablica. Em 1932, atrav\u00e9s de um convite de Gustavo Capanema, que na \u00e9poca era secret\u00e1rio do interior e como tal, comandante da pol\u00edcia, Juscelino ingressa no corpo m\u00e9dico da For\u00e7a P\u00fablica de Minas Gerais, hoje Pol\u00edcia Militar, juntamente com v\u00e1rios outros m\u00e9dicos e professores de medicina do Estado.<\/p>\n<p>Este foi o primeiro passo para a mudan\u00e7a radical na vida do jovem Juscelino Kubitschek de Oliveira. Quando estoura a Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista, em 09 de julho de 1932, Juscelino \u00e9 imediatamente convocado para o corpo m\u00e9dico que atuaria no &#8220;front&#8221;. Durante a revolu\u00e7\u00e3o, que durou 4 meses, Juscelino exerceu sua medicina com louvor. Atuou na cidade de Passa Quatro que ficava no setor do T\u00fanel da Mantiqueira, regi\u00e3o onde os conflitos entre paulistas e mineiros foram mais acirrados por ser regi\u00e3o de fronteira entre os dois estados. No &#8220;front&#8221;, tornou-se amigo de personagens que futuramente iriam exercer cargos pol\u00edticos da maior import\u00e2ncia, como Eurico Gaspar Dutra, na \u00e9poca coronel, que mais tarde viria a ser Ministro da Guerra e posteriormente, Presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Conheceu tamb\u00e9m Benedito Valadares, que havia sido nomeado delegado de pol\u00edcia da regi\u00e3o do T\u00fanel e mais tarde seria nomeado por Get\u00falio Vargas interventor em Minas Gerais.<\/p>\n<p><strong>1933 <\/strong>&#8211; Escolhido secret\u00e1rio executivo por Valadares. A vida pol\u00edtica de Juscelino iniciou-se na Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista de 1932. As amizades feitas durante sua perman\u00eancia na frente de combate direcionaram sua vida a caminhos que ele jamais pensou. Quando \u00e9 que aquele jovem m\u00e9dico poderia esperar que Benedito Valadares viria a ser nomeado Interventor de Minas Gerais pelo Governo Provis\u00f3rio de Get\u00falio Vargas e que partiria do pr\u00f3prio Benedito (com o qual uma amizade havia nascido durante a Revolu\u00e7\u00e3o) o convite para que Juscelino atuasse como Secret\u00e1rio do Governo de Minas Gerais? Juscelino pensou muito antes de aceitar o convite, uma vez que n\u00e3o queria abrir m\u00e3o de sua profiss\u00e3o de m\u00e9dico. Por\u00e9m, devido \u00e0 insist\u00eancia do Interventor e amigo, o convite foi aceito em dezembro de 1933. Iniciou-se, ent\u00e3o, a carreira pol\u00edtica de JK<\/p>\n<p><strong>1934<\/strong> &#8211; Candidata-se a Deputado Federal. Em 1933, Juscelino \u00e9 escolhido por Benedito Valadares para atuar como Secret\u00e1rio do Governo de Minas Gerais.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, Juscelino desenvolveu um trabalho din\u00e2mico que impressionou muito a todos. Seu contato com o p\u00fablico era di\u00e1rio. Tentando ajudar a quem lhe procurasse, em pouco tempo sua popularidade subira vertiginosamente nos meios pol\u00edticos e populares. Isto contribuiu para que o Partido Progressista (PP) o indicasse para concorrer \u00e0 elei\u00e7\u00e3o para Deputado Federal em outubro de 1934. Juscelino foi eleito com um n\u00famero do votos que ultrapassou todos os outros candidatos.<\/p>\n<p>Tomou posse do cargo em 1935 mas exerceu seu mandato por apenas 2 anos. Nestes dois anos, de 1935 a 1937, Juscelino dedicou-se principalmente \u00e0 pol\u00edtica. Como Secret\u00e1rio do Partido (PP) teve pap\u00e9is important\u00edssimos a desempenhar no estrutura\u00e7\u00e3o deste, e seu trabalho foi, na maior parte do tempo, desempenhado pelo interior do Estado.<\/p>\n<p><strong>1937<\/strong> &#8211; O Estado Novo extingue todos os mandatos legislativos do pa\u00eds. <strong>Devido ao golpe de estado dado por Get\u00falio Vargas instituindo o Estado Novo em 10 de novembro do 1937, o Congresso Nacional \u00e9 fechado e uma nova estrutura de poder \u00e9 montada:<\/strong>a ditadura. O mandato de Juscelino, que havia iniciado em 1935, \u00e9 extinto. JK, que n\u00e3o aceitava o novo quadro que surgia, decidiu-se a voltar a clinicar e, desta vez, segundo ele, para sempre.<\/p>\n<p><strong>1940 &#8211;<\/strong> Nomeado Prefeito de Belo Horizonte por Valadares. Em 1937, os interventores estaduais que permaneceram em suas fun\u00e7\u00f5es ap\u00f3s o golpe de estado que instituiu o Estado Novo passaram a ser denominados Governadores. Permanecendo em seu cargo, Benedito Valadares, em 1940, chama Juscelino a seu gabinete e convida-o para ser Prefeito de Belo Horizonte. Evidentemente que Juscelino ficou surpreso com o convite, uma vez que sempre havia ficado muito claro seu posicionamento contra a ditadura de Vargas. Por\u00e9m, devido \u00e0s press\u00f5es do Governador e \u00e0 garantia de que haveria elei\u00e7\u00f5es em um curto espa\u00e7o de tempo, o convite foi aceito.<\/p>\n<p>JK retorna \u00e0 sua carreira pol\u00edtica, definitivamente, no dia 16 de abril de 1940, quando sua nomea\u00e7\u00e3o foi publicada no &#8220;Minas Gerais&#8221;. Em seu novo cargo, desenvolveu trabalhos que marcaram de forma bastante positiva a sua vida pol\u00edtica. Enquanto prefeito, JK n\u00e3o deixou de clinicar, contrabalan\u00e7ando, dentro do poss\u00edvel, as duas atividades. Juscelino s\u00f3 veio a abandonar a medicina definitivamente em 1945. Neste per\u00edodo, al\u00e9m de prefeito e m\u00e9dico, JK desempenhou o cargo de 1o Secret\u00e1rio do rec\u00e9m formado Partido Social Democrata, o PSD. Juscelino foi um prefeito democr\u00e1tico e din\u00e2mico. Desenvolveu trabalhos nas mais diversas \u00e1reas.<\/p>\n<p><strong>Suas realiza\u00e7\u00f5es podem ser agrupadas em 3 pontos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>a) <\/strong>obras p\u00fablicas e embelezamento da cidade<br \/>\n<strong>b) <\/strong>incentivo \u00e0 cultura<br \/>\n<strong>c) <\/strong>assist\u00eancia \u00e0s classes prolet\u00e1rias.<\/p><\/blockquote>\n<p>No referente \u00e0s obras p\u00fablicas, JK restaurou, pavimentou e construiu dezenas de avenidas.<\/p>\n<p><strong>Entre as realiza\u00e7\u00f5es nesta \u00e1rea, podemos citar: <\/strong>o asfaltamento da Avenida Afonso Pena, importante art\u00e9ria de Belo Horizonte; a abertura de grandes avenidas radicais com o intuito de facilitar o acesso ao centro da cidade, como a Av. da Pampulha, Av. Tereza Cristina, em continua\u00e7\u00e3o \u00e0 Av. do Contorno, Av. Silviano Brand\u00e3o e Avenida Pedro II; e o prolongamento da Av. Amazonas.<\/p>\n<p>Ainda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s obras p\u00fablicas, Juscelino realizou obras de canaliza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas que banham a cidade visando o saneamento b\u00e1sico de Belo Horizonte. Construiu pontes e realizou terraplanagens a fim de integrar o centro da cidade a v\u00e1rios n\u00facleos populacionais da zona suburbana, e desenvolveu em Belo Horizonte a rede subterr\u00e2nea de luz e telefone.<\/p>\n<p><strong>Uma das obras mais importantes no setor de obras p\u00fablicas foi a constru\u00e7\u00e3o de uma das grandes inova\u00e7\u00f5es no referente \u00e0 arquitetura Nacional<\/strong>: a Pampulha.<\/p>\n<p>Projetada por Oscar Niemeyer (que mais tarde iria projetar os pr\u00e9dios de Bras\u00edlia), tinha por finalidade b\u00e1sica o turismo. No local foi constru\u00eddo um grande lago artificial e em torno deste, resid\u00eancias e casa de divers\u00f5es. Para tal, construiu-se uma avenida para que o acesso ao local fosse facilitado. As obras da Pampulha duraram apenas 9 meses. Em tempo recorde haviam sido constru\u00eddos um local de recrea\u00e7\u00e3o e um novo ponto tur\u00edstico para os cidad\u00e3os de Belo Horizonte.<\/p>\n<p>Juscelino tamb\u00e9m muito fez pela cultura da cidade de Belo Horizonte durante a sua administra\u00e7\u00e3o.Entre as suas realiza\u00e7\u00f5es, as mais significativas foram a cria\u00e7\u00e3o do Museu de Belo Horizonte, do Instituto de Belas Artes e do Curso de Extens\u00e3o Musical.<\/p>\n<p>O in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o do Teatro Municipal, a oficializa\u00e7\u00e3o da Orquestra Sinf\u00f4nica, e ainda, o apoio da Prefeitura a uma s\u00e9rie de Institui\u00e7\u00f5es. Com isto, JK pretendeu incentivar o surgimento de uma nova gera\u00e7\u00e3o de jovens ligados \u00e0s artes. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 assist\u00eancia \u00e0s classes prolet\u00e1rias, JK muito fez no plano de Assist\u00eancia Social. Al\u00e9m do apoio dado \u00e0s institui\u00e7\u00f5es que j\u00e1 existiam em Belo Horizonte, JK estimulou a cria\u00e7\u00e3o de novas casas e desenvolveu uma rede de organismos de assist\u00eancia social aos trabalhadores, dando a eles assist\u00eancia m\u00e9dica, hospitalar e dent\u00e1ria gratuitas, alimenta\u00e7\u00e3o barata, e outras facilidades a fim de garantir o seu bem estar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de tudo isto, a prefeitura de Belo Horizonte construiu, durante o mandato Kubitschek, o Hospital Municipal no Bairro da Lagoinha. A fim de amparar o trabalhador enfermo, o pr\u00e9dio possu\u00eda 306 leitos e instala\u00e7\u00f5es modern\u00edssimas para a \u00e9poca. Quanto aos indigentes, de acordo com a gravidade da enfermidade, o tratamento hospitalar passou a ser-lhes oferecido atrav\u00e9s de um conv\u00eanio altamente bem desenvolvido entre a Prefeitura e a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia. JK tamb\u00e9m desenvolveu um programa de bairros e restaurantes populares para facilitar a vida daqueles que n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es para se manterem.<\/p>\n<p>JK foi um prefeito din\u00e2mico e voltado para todos os campos. Os bons resultados desta din\u00e2mica marcaram seu nome no cen\u00e1rio pol\u00edtico Nacional, acabando por incentivar seus colegas de partido (PSD) a lan\u00e7ar a sua candidatura a Deputado Federal em 1945, 1o passo para a governadoria de Minas Gerais em 1950, e para a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica em 1955.<\/p>\n<p><strong>1945 &#8211;<\/strong> Elege-se Deputado Federal pelo PSD. Juscelino, nomeado prefeito de Belo Horizonte em 1940, permaneceu na Prefeitura por 5 anos, quando terminou o Estado Novo e novas elei\u00e7\u00f5es foram marcadas para o dia 2 de dezembro de 1945. Nestas elei\u00e7\u00f5es, Juscelino foi eleito Deputado Federal pelo Partido Social Democrata (PSD), confirmando seu prest\u00edgio junto ao p\u00fablico. Como ele, foram eleitos Eurico Gaspar Dutra e Get\u00falio Vargas, Presidente e Senador da Rep\u00fablica, respectivamente. Foram eleitos tamb\u00e9m Tancredo Neves, Jos\u00e9 Maria Alkimin, Gustavo Capanema e Benedito Valadares para a C\u00e2mara dos Deputados, al\u00e9m de outros.<\/p>\n<p><strong>1950 <\/strong>&#8211; Elege-se Governador . <strong>Os 23 membros deveriam escolher atrav\u00e9s do voto quem seria o candidato do partido ao Governo de Minas nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es: <\/strong>JK ou Bias Fortes. JK venceu por 3 votos e sua candidatura foi homologada no dia 30 do julho. Imediatamente deu-se in\u00edcio a sua campanha. O bin\u00f4mio &#8220;Energia e Transporte&#8221; seria o tema da mesma, assim como suas realiza\u00e7\u00f5es frente \u00e0 Prefeitura de Belo Horizonte. JK elege-se governador de Minas Gerais em 3 de outubro de 1950.<\/p>\n<p>JK assumiu o Governo de Minas Gerais no dia 31 de janeiro de 1951. Foi para ele uma experi\u00eancia gratificante e da m\u00e1xima import\u00e2ncia uma vez que foi necess\u00e1rio o uso total de sua capacidade e dinamismo. JK quis desenvolver um governo \u00e0 altura das expectativas daqueles que nele haviam votado. Suas propostas eram audazes, o que suscitou uma s\u00e9rie de diverg\u00eancias dos seus opositores. Por\u00e9m ele sabia que a melhor forma de comprovar a sua efici\u00eancia era atrav\u00e9s do trabalho, e assim o fez. JK sabia perfeitamente das condi\u00e7\u00f5es em que se encontrava o estado, pois, mesmo antes de tomar posse do cargo, ele j\u00e1 havia adquirido informa\u00e7\u00f5es concretas sobre os assuntos mais importantes referentes a sua administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Minas Gerais parecia parada no tempo. Apesar de haver na \u00e9poca mostras de desenvolvimento em um n\u00famero resumid\u00edssimo de regi\u00f5es, por exemplo, na regi\u00e3o de Juiz de Fora, que possu\u00eda um N\u00facleo Industrial desenvolvido, o estado n\u00e3o possu\u00eda nem potencial energ\u00e9tico e nem estradas. Portanto, JK tratou de desenvolver estes dois setores o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. <strong>Pretendia, assim, dar andamento \u00e0quilo que havia prometido ao povo de Minas Gerais atrav\u00e9s do bin\u00f4mio que dinamizou sua campanha:<\/strong> &#8220;Energia e Transporte&#8221;.<\/p>\n<p>Era necess\u00e1rio, portanto, elevar o potencial energ\u00e9tico do Estado, que na \u00e9poca era de 205 mil KW, para pelo menos 600 mil KW, e implantar um novo sistema de comunica\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o de 3 mil km de estradas. Para desenvolver este trabalho, o apoio efetivo do povo era imprescind\u00edvel e, a fim de demonstrar a sua afei\u00e7\u00e3o e respeito a este, JK, logo que assumiu, tratou de elaborar alguns planos para por em dia o pagamento do funcionalismo p\u00fablico. Para tal, era necess\u00e1rio sanar as d\u00edvidas que JK havia recebido do Governo anterior, que estava na \u00e9poca por volta de 1 bilh\u00e3o e 650 mil contos.<\/p>\n<p><strong>JK conseguiu mobilizar o povo em torno de suas propostas que eram na realidade tr\u00eas:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>a) <\/strong>eletrifica\u00e7\u00e3o<br \/>\n<strong>b) <\/strong>estradas<br \/>\n<strong>c) <\/strong>industrializa\u00e7\u00e3o<\/p><\/blockquote>\n<p>Quanto \u00e0 quest\u00e3o energ\u00e9tica havia uma s\u00e9rie de coisas a serem desenvolvidas durante os 4 anos de Governo. E, sendo assim, a equipe de energia necessitava de um \u00f3rg\u00e3o centralizador que organizasse suas atividades. Para tal criou-se a CEMIG (Centrais El\u00e9tricas de Minas Gerais). Esta n\u00e3o s\u00f3 desenvolveu seus trabalhos durante o governo que a criou, como tamb\u00e9m durante os governos que sucederam a sua cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da eletrifica\u00e7\u00e3o foi poss\u00edvel estimular a industrializa\u00e7\u00e3o. A cria\u00e7\u00e3o de uma sider\u00fargica dentro do estado era de especial import\u00e2ncia para o est\u00edmulo desta.<\/p>\n<p>Sendo assim, foi instalado em Minas Gerais o conjunto de produ\u00e7\u00e3o Metal\u00fargica de Mannesmann, uma empresa alem\u00e3, que possibilitou a concretiza\u00e7\u00e3o dos planos de JK de tirar Minas daquela situa\u00e7\u00e3o &#8220;agropastoril&#8221; em que se encontrava e elevar o estado \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de industrializa\u00e7\u00e3o. Era necess\u00e1rio construir rodovias que possibilitariam o tr\u00e1fego pelo interior e incentivariam a comunica\u00e7\u00e3o social e o escoamento da produ\u00e7\u00e3o interna. Desenvolver-se-ia, desta forma, a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de Minas. Construiu-se, ent\u00e3o, 3087 km de estradas sob a supervis\u00e3o do DER e 251 pontes distribu\u00eddas por todo o Estado. A constru\u00e7\u00e3o de estradas favoreceu a integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica em todos os sentidos, inclusive no que diz respeito \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>A fim de incentivar a agropecu\u00e1ria, JK implantou a FRIMISA e a FERTISA, visando a moderniza\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria e agricultura. JK n\u00e3o se concentrou apenas naquilo que havia prometido em campanha. Al\u00e9m do pleno desenvolvimento das metas priorit\u00e1rias contidas no bin\u00f4mio que caracterizou sua campanha, muito foi feito no setor de sa\u00fade p\u00fablica e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foram criados mais 120 postos de sa\u00fade. Distribu\u00eddos pelo interior, a fim de melhorar as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade do povo, estes postos em muito ajudaram o crescimento de Minas Gerais, uma vez que o cidad\u00e3o com sa\u00fade se v\u00ea em condi\u00e7\u00f5es de produzir em favor de si pr\u00f3prio e da comunidade. Quanto \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, deve ser ressaltado que as matr\u00edculas no curso prim\u00e1rio duplicaram, ou seja, quando JK tomou posse, apenas 680 mil alunos freq\u00fcentavam a escola prim\u00e1ria e ao findar do seu governo 1.100.000 alunos possu\u00edam a matr\u00edcula escolar. Al\u00e9m disso, &#8220;foram constru\u00eddos 137 pr\u00e9dios escolares, 37 novas pra\u00e7as de esportes, instaladas 2 faculdades de Medicina, 1 de Direito, 1 de Farm\u00e1cia e Odontologia, 5 conservat\u00f3rios de m\u00fasica, 1 Escola de Belas Artes &#8230;&#8221; e deu-se inicio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da Biblioteca Municipal em Belo Horizonte.<\/p>\n<p>JK governou do 1950 \u00e0 1954. O seu governo n\u00e3o decepcionou aqueles que nele haviam votado. <strong>O desenvolvimento do estado foi uma inten\u00e7\u00e3o vis\u00edvel e palp\u00e1vel, digna de um homem que soube calar a oposi\u00e7\u00e3o, criando condi\u00e7\u00f5es para dar o pr\u00f3ximo passo: a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Seus ideais permaneceriam intactos: <\/strong>trabalho e responsabilidade para com o povo que nele havia confiado.<\/p>\n<p><strong>1955 &#8211;<\/strong> Elege-se Presidente da Rep\u00fablica. Quando JK elegeu-se Governador em 1950, Get\u00falio Vargas elegeu-se Presidente da Rep\u00fablica. Get\u00falio Vargas suicidou-se em 1954 e seu vice, Caf\u00e9 Filho, assumiu a presid\u00eancia. Caf\u00e9 Filho viria a ser um dos opositores \u00e0 candidatura JK \u00e0 presid\u00eancia e faria tudo para impedir futuras candidaturas que n\u00e3o conviessem a sua linha pol\u00edtica, a UDN (Uni\u00e3o Democr\u00e1tica Nacional). Apesar de n\u00e3o ser este o seu partido pol\u00edtico, Caf\u00e9 Filho aliara-se ao mesmo para impedir a candidatura de JK.<\/p>\n<p>No PSD a candidatura de Juscelino Kubitschek \u00e0 presid\u00eancia j\u00e1 era tida como certa. Esta foi oficialmente homologada dia 10 de fevereiro de 1955. O &#8220;slogan&#8221; de sua campanha era &#8220;50 anos em 5&#8221; (50 anos de progresso em 5 anos de governo). Seu companheiro de chapa era Jo\u00e3o Goulart, o &#8220;Jango&#8221;, que pertencia ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Estes dois partidos juntos muito significaram para a estabilidade do Governo JK.<\/p>\n<p>Uma infinidade de press\u00f5es por parte das oposi\u00e7\u00f5es, principalmente da UDN, desencadearam um processo de &#8220;luta&#8221; contra a candidatura de JK e Jango.<\/p>\n<p>Estas press\u00f5es, entretanto, n\u00e3o deram resultado algum. No dia 3 de outubro de 1955 JK \u00e9 eleito o 20o presidente do Brasil e Jo\u00e3o Goulart seu vice-presidente.<\/p>\n<p>Seus opositores foram Ademar de Barros, candidato pelo PSD, Juarez T\u00e1vora pela UDN e Pl\u00ednio Salgado pelo Partido Integralista. A vantagem de JK sobre Juarez T\u00e1vora, o candidato derrotado mais votado, foi de quase 500 mil votos.<\/p>\n<p><strong>1956 <\/strong>&#8211; Empossado na Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Mesmo ap\u00f3s JK ter sido eleito Presidente da Rep\u00fablica pelo voto popular ainda houve tentativas por parte da oposi\u00e7\u00e3o de anular as elei\u00e7\u00f5es e de at\u00e9 mesmo de dar um golpe. Por\u00e9m uma fac\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito, sob a Lideran\u00e7a do Gal. Lott, garante a posse de JK no dia 31 de janeiro de 1956. Os militares desempenharam um papel muito importante no que diz respeito \u00e0 estabilidade pol\u00edtica do governo JK.<\/p>\n<p><strong>JK foi um l\u00edder inteiramente identificado com sua ideologia desenvolvimentista:<\/strong> desenvolvimento aut\u00f4nomo, industrializa\u00e7\u00e3o e democracia. Concretizou id\u00e9ias baseadas naquilo que considerava b\u00e1sico em termos do desenvolvimento econ\u00f4mico e social. O progresso foi a caracter\u00edstica b\u00e1sica de seu governo. O &#8220;Plano de Metas&#8221; tra\u00e7ava a forma de se atingir &#8220;50 anos de desenvolvimento em 5 anos de governo&#8221;. Basicamente, este &#8220;visava acelerar o processo de acumula\u00e7\u00e3o, aumentando a produtividade dos investimentos em atividades produtoras&#8221;. Ao todo foram 30 metas e mais a meta s\u00edntese: Bras\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>Estas metas podem ser agrupadas em 6 grandes grupos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>1)<\/strong> Energia<br \/>\n<strong>2) <\/strong>Transportes<br \/>\n<strong>3)<\/strong> Alimenta\u00e7\u00e3o<br \/>\n<strong>4) <\/strong>Ind\u00fastria de Base<br \/>\n<strong>5) <\/strong>Educa\u00e7\u00e3o e<br \/>\n<strong>6) <\/strong>Constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia<\/p><\/blockquote>\n<p>O &#8220;Plano de Metas&#8221; alcan\u00e7ou total sucesso, apenas algumas metas n\u00e3o foram totalmente conclu\u00eddas.<\/p>\n<p>Enfim, o governo JK foi um governo din\u00e2mico que n\u00e3o aceitou imposi\u00e7\u00f5es de forma alguma, chegando at\u00e9 a romper com o FMI, em 1959, em decorr\u00eancia de &#8220;imposi\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias&#8221; que este pretendia fazer ao governo Brasileiro. JK deixou a presid\u00eancia da Rep\u00fablica em 31 de janeiro de 1961 ao passar a faixa presidencial ao seu sucessor J\u00e2nio da Silva Quadros.<\/p>\n<p><strong>1961 <\/strong>&#8211; Defende a posse de Jo\u00e3o Goulart e elege-se Senador por Goi\u00e1s. JK passou a faixa Presidencial ao seu sucessor J\u00e2nio Quadros, no dia 31 de janeiro de 1961, exatamente 5 anos ap\u00f3s t\u00ea-la recebido. Segue-se um per\u00edodo peculiar na hist\u00f3ria do Brasil. O presidente J\u00e2nio Quadros renuncia \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica ap\u00f3s 7 meses de mandato. Jo\u00e3o Goulart, que continuava como vice-presidente ap\u00f3s o per\u00edodo JK, assume a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s passar a faixa de Presidente da Rep\u00fablica, JK partiu para Paris. Retornou ao Brasil em maio e deu in\u00edcio imediatamente a sua campanha para Senador por Goi\u00e1s. Eleito em 3 de outubro de 1961, JK tomou posse no Senado.<\/p>\n<p>Como Senador continuou mantendo o dinamismo de sempre. Neste mesmo ano, o PSD pede a JK que assuma a presid\u00eancia do partido. JK n\u00e3o aceita devido, principalmente, a constantes viagens que fazia a fim de manter contatos pol\u00edticos para avaliar as condi\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas da \u00e9poca. A id\u00e9ia de JK voltar \u00e0 presid\u00eancia j\u00e1 era algo quase que certo, j\u00e1 se ouvia falar pelo Brasil todo em &#8220;JK 65&#8221;. A campanha mais tarde tornou-se realidade, s\u00f3 que desta vez o &#8220;slogan&#8221; seria &#8220;Educa\u00e7\u00e3o e Agricultura&#8221; (5 anos de agricultura para 50 anos de fartura).<\/p>\n<p><strong>1962 <\/strong>&#8211; JK n\u00e3o pode recusar a sua indica\u00e7\u00e3o, feita pela organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos (OEA), ao cargo de coordenador da Alian\u00e7a para o Progresso.<\/p>\n<p>Esta seria uma continuidade da Opera\u00e7\u00e3o Panamericana, idealizada por JK durante o seu governo. Era portanto um programa que tinha por finalidade b\u00e1sica elevar o modo de vida nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. JK permaneceu como Senador durante 3 anos, sempre viajando muito e dinamizando a pol\u00edtica de seu partido (PSD).<\/p>\n<p><strong>1964 <\/strong>&#8211; Com a Revolu\u00e7\u00e3o, seu mandato \u00e9 cassado e seus direitos pol\u00edticos suspensos. Com a Revolu\u00e7\u00e3o de 31 de mar\u00e7o de 1964, a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no Brasil sofre mudan\u00e7as consider\u00e1veis. O ent\u00e3o Presidente da Rep\u00fablica Jo\u00e3o Goulart, deposto do cargo, partiu para o ex\u00edlio, enquanto uma junta militar assume o governo com promessas de organizar o pa\u00eds. Inicialmente, seria escolhido um presidente que durante 1 ano poria as coisas em ordem, estabelecendo ap\u00f3s este per\u00edodo elei\u00e7\u00f5es diretas para a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, ap\u00f3s um certo per\u00edodo de tempo JK e outros pol\u00edticos foram percebendo qual a verdadeira inten\u00e7\u00e3o daqueles que haviam tomado o poder. JK come\u00e7a a demonstrar id\u00e9ias divergentes do Governo imposto. Em decorr\u00eancia disto, no dia 8 do junho do 1964 o mandato do JK foi cassado e seus direitos pol\u00edticos suspensos por 10 anos. Em conseq\u00fc\u00eancia das press\u00f5es sofridas como homem pol\u00edtico e ser humano, JK decidiu partir para o ex\u00edlio volunt\u00e1rio em 14 de junho de 1964. Em outubro do 1965 ele retornou, e acabou sofrendo novas agress\u00f5es de ordem moral. Parte para um novo ex\u00edlio em 9 de novembro deste mesmo ano, onde permaneceria por 2 anos. Sua volta definitiva deu-se 9 de abril de 1967.<\/p>\n<p><strong>1967<\/strong> &#8211; Retorna definitivamente ao Brasil . Ap\u00f3s permanecer exilado por um per\u00edodo de dois anos, JK volta definitivamente ao Brasil em 9 de abril de 1967.<\/p>\n<p>Durante sua estada no exterior, JK proferiu palestras nas mais importantes Universidades dos Estados Unidos e da Europa, de onde adquiria recursos financeiros para sua manuten\u00e7\u00e3o no exterior. Do volta ao Brasil, fundou o Banco DENASA onde permaneceria at\u00e9 1975, quando deixou tudo isto para dedicar-se apenas a sua fazenda no interior de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>1974<\/strong> &#8211; Elege-se para a Academia Mineira de Letras. Publica o livro &#8220;Meu caminho para Bras\u00edlia&#8221; e candidata-se \u00e0 Academia Brasileira de Letras, sendo derrotado por Bernardo Elis. 1975.<\/p>\n<p><strong>1976<\/strong> &#8211; Morre em acidente automobil\u00edstico no km 165 da via Dutra, em 22 de Agosto 1976. Seu carro chocou-se de frente com uma carreta ap\u00f3s ter sido acidentalmente fechado por um \u00f4nibus que vinha na mesma pista em alta velocidade.<\/p>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>www.universia.com.br<\/p>\n<h6><strong>Governo Juscelino Kubitschek<\/strong><\/h6>\n<h4>1956-1961<\/h4>\n<p>Presidente do Brasil (1956-1961), <strong>Juscelino Kubitschek<\/strong> foi um dos mais importantes pol\u00edticos brasileiros.<\/p>\n<p><strong>Juscelino<\/strong> inaugurou um estilo de atua\u00e7\u00e3o inteiramente novo e caracterizou-se por construir em torno de si uma aura de simpatia e confian\u00e7a.<\/p>\n<h4>Sua Vida<\/h4>\n<p><strong>Juscelino Kubitschek de Oliveira<\/strong> nasceu em 12 setembro de 1902 em Diamantina, Minas Gerais.<\/p>\n<p>Era filho de um caixeiro-viajante e de uma professora prim\u00e1ria, J\u00falia Kubitschek. Com apenas tr\u00eas anos de idade, Juscelino ficou \u00f3rf\u00e3o de pai e foi criado por sua m\u00e3e. Esp\u00edrito inquieto e sonhador, seus primeiros anos de vida foram marcados de um lado por uma inf\u00e2ncia profundamente pobre e de outro pelos signos da modernidade e pelo desejo de progresso que via em sua volta. Em 1920, ap\u00f3s completar seus estudos no Semin\u00e1rio Diocesano, Juscelino foi para Belo Horizonte, onde se empregou como telegrafista. Em 1922 ingressa na Faculdade de Medicina de Minas Gerais, de onde se forma em 1927. Em 1930, parte para a Europa, especializa-se em urologia na Fran\u00e7a, e faz um est\u00e1gio em Berlim.<\/p>\n<p>De volta ao Brasil, em 1931, ingressa na Pol\u00edcia Militar de Minas Gerais, onde alcan\u00e7a o posto de Coronel-m\u00e9dico e faz amizade com o pol\u00edtico e futuro governador Benedito Valadares. No mesmo ano casa-se com D. Sarah Luiza Gomes de Lemos. Participa da Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista de 1932 em defesa do governo constitu\u00eddo, como capit\u00e3o-m\u00e9dico da For\u00e7a P\u00fablica. Sua vida sofre uma grande mudan\u00e7a em 1933 quando Valadares \u00e9 nomeado interventor federal em Minas Gerais e nomeia o amigo como seu chefe de gabinete. Inteligente e culto, Juscelino inicia sua vida pol\u00edtica na Chefia de Gabinete do Governador Benedito Valadares.<\/p>\n<p>No ano de 1934 Juscelino \u00e9 eleito deputado federal, exercendo o mandato at\u00e9 o fechamento do Congresso Nacional em virtude do golpe do Estado Novo. Com a perda do mandato, Juscelino retorna \u00e0 medicina, mas n\u00e3o por muito tempo. \u00c9 nomeado prefeito de Belo Horizonte (1940-1945) pelo governador Benedito Valadares e realiza obras de remodela\u00e7\u00e3o da capital . Em 1946, \u00e9 eleito deputado constituinte pelo Partido Social Democr\u00e1tico (PSD) e, em 1950, governador de Minas Gerais. Durante seu governo, implantou um sistema de metas, com objetivos a serem alcan\u00e7ados atrav\u00e9s do slogan &#8220;Energia e Transporte&#8221;.<\/p>\n<p>Durante seu mandato, JK se afirma como um grande administrador e um pol\u00edtico sagaz . O \u00eaxito de sua administra\u00e7\u00e3o repercute em todos os recantos do Pa\u00eds. JK percebe, ent\u00e3o, que havia chegado o momento de lan\u00e7ar-se candidato \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, com o apoio do Partido Social Democr\u00e1tico (PSD) e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). No dia 4 de abril de 1955, JK d\u00e1 inicio \u00e0 sua campanha presidencial pela coliga\u00e7\u00e3o PSD-PTB, em Jata\u00ed, Goi\u00e1s, onde promete construir Bras\u00edlia. Como candidato, apresenta um discurso desenvolvimentista, cujo lema era \u201ccinq\u00fcenta anos em cinco\u201d e um audacioso &#8220;Programa de Metas&#8221;, cumprido integralmente.<\/p>\n<p>JK foi eleito com 36% dos votos. A oposi\u00e7\u00e3o derrotada tentou impedir sua posse com a alega\u00e7\u00e3o que n\u00e3o havia sido obtida a maioria absoluta (50% mais um). No entanto, o general Henrique Teixeira Lott garante a posse de JK e de seu vice, Jo\u00e3o Goulart.<\/p>\n<p>JK assume a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica em 31 de janeiro de 1956. Sua administra\u00e7\u00e3o foi marcada por um cunho modernizador e desenvolvimentista. Seu governo inaugura uma era p\u00f3s-Get\u00falio Vargas, conseguindo criar uma imagem positiva de mudan\u00e7a, com o surgimento de m\u00fasicas e modas de bossa-nova.<\/p>\n<p>A partir de 1956, JK implantou seu novo programa de metas, apoiado pelo slogan &#8220;Cinq\u00fcenta anos em cinco&#8221;. O Plano Nacional de Desenvolvimento, conhecido como &#8220;Plano de Metas&#8221;, abrangia v\u00e1rios setores, tais como energia, transporte, alimenta\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, implanta\u00e7\u00e3o de ind\u00fastria automobil\u00edstica, al\u00e9m de outros incentivos \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o. O Plano estimulou o crescimento e a diversifica\u00e7\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>O governo passou a investir na ind\u00fastria de base, na agricultura, nos transportes e no fornecimento de energia. Com seu lema \u201c50 anos em 5\u201d instalou, atrav\u00e9s do planejamento dirigido estatal, empresas nas \u00e1reas automobil\u00edsticas, eletrodom\u00e9sticas e sider\u00fargicas. No campo da infra-estrutura, JK concretizou as hidrel\u00e9tricas de Furnas e Tr\u00eas Marias. Como resultado, a produ\u00e7\u00e3o industrial aumentou em 80% e no final do seu mandato como Presidente, o Brasil apresentava pela primeira vez um PIB industrial maior do que o PIB agr\u00edcola. Em seu per\u00edodo presidencial, o Pa\u00eds todo conheceu um grande desenvolvimento econ\u00f4mico, marcado pela estabilidade pol\u00edtica.<\/p>\n<p>JK era sonhador e realizador. Ousava fazer e sabia fazer. Executou o antigo projeto de mudan\u00e7a da capital e conseguiu que, em apenas 42 meses, fosse constru\u00edda Bras\u00edlia \u2013 a nova capital do Brasil. Inaugurada em 21 de abril de 1960, Bras\u00edlia \u00e9 considerada hoje uma das mais relevantes obras da arquitetura e do urbanismo contempor\u00e2neos. No \u00e2mbito internacional, JK criou a Opera\u00e7\u00e3o Pan-americana, cuja meta era o combate ao subdesenvolvimento da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Outros importantes empreendimentos realizados durante o governo de JK foram as constru\u00e7\u00f5es das rodovias Bel\u00e9m-Bras\u00edlia e Bras\u00edlia-Acre, rompendo o isolamento hist\u00f3rico do Centro-Oeste e do Norte do Pa\u00eds. Foi criada a Superintend\u00eancia do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e houve expans\u00e3o da ind\u00fastria naval.<\/p>\n<p>Todas essas iniciativas aumentaram consideravelmente a prosperidade econ\u00f4mica do Pa\u00eds. No entanto, deixaram um legado de infla\u00e7\u00e3o e d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<p>JK chegou ao fim do governo consagrado pelo povo. Sucedido, em 1961, por J\u00e2nio Quadros, JK foi eleito senador pelo estado de Goi\u00e1s. No entanto, ao eclodir o Movimento Militar de 1964 que derrubou o governo, JK teve seus direitos pol\u00edticos cassados em junho desse mesmo ano, e partiu para o ex\u00edlio no dia 14 de junho de 1964. Viveu em Nova Iorque e Paris at\u00e9 regressar ao Brasil em 1967, onde se voltou para a iniciativa privada e para a vida liter\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Publicou:<\/strong> Meu Caminho para Bras\u00edlia, livro de mem\u00f3rias em cinco volumes. Membro da Academia Mineira de Letras, ele foi candidato \u00e0 Academia Brasileira de Letras, mas foi derrotado pelo escritor Bernardo Ellis.<\/p>\n<p>Faleceu em 1976, em um tr\u00e1gico acidente automobil\u00edstico na via Dutra, perto da cidade de Resende, no estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>www.10emtudo.com.br<\/p>\n<h6>Governo Juscelino Kubitschek<\/h6>\n<h4>Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902 &#8211; 1976)<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-108300 size-full\" title=\"Governo Juscelino Kubitschek\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ggovern41.jpg\" alt=\"Governo Juscelino Kubitschek\" width=\"184\" height=\"210\" \/><br \/>\n<strong>Juscelino Kubitschek<\/strong><\/p>\n<p>Presidente da rep\u00fablica brasileira (1956-1960) nascido em Diamantina, MG, cujo feito mais not\u00e1vel foi a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia no planalto Central e para l\u00e1 transferiu a capital federal, inaugurada em 21 de abril (1960).<\/p>\n<p>Filho de um caixeiro-viajante e de uma professora p\u00fablica, ficou \u00f3rf\u00e3o de pai aos tr\u00eas anos de idade.<\/p>\n<p>Estudou no semin\u00e1rio de Diamantina e concluiu o curso de medicina em Belo Horizonte (1927) trabalhando como telegrafista do servi\u00e7o p\u00fablico, cargo no qual ingressara por concurso (1921).<\/p>\n<p>Estudou cirurgia em Paris com o professor Maurice Chevassu e estagiou no hospital Charit\u00e9 de Berlim (1930).<\/p>\n<p>De volta \u00e0 Minas Gerais, casou-se com Sara Lemos (1931) e foi nomeado capit\u00e3o-m\u00e9dico da pol\u00edcia mineira, chefiando o hospital de sangue de Passa Quatro, MG, onde distinguiu-se como cirurgi\u00e3o durante a revolu\u00e7\u00e3o (1932).<\/p>\n<p>Ingressou na pol\u00edtica como chefe de gabinete de Benedito Valadares, na ocasi\u00e3o interventor federal em Minas Gerais (1934) e, no mesmo ano, elegeu-se deputado federal, mas perdeu o mandato (1937) com o advento do Estado Novo.<\/p>\n<p>Trabalhando como m\u00e9dico foi prefeito de Belo Horizonte (1940-1945), numa administra\u00e7\u00e3o, que projetou o nome ent\u00e3o desconhecido de Oscar Niemeyer, com as obras do bairro de Pampulha.<\/p>\n<p>Eleito deputado federal pelo PSD (1946) e governador de Minas Gerais (1950), criou as Centrais El\u00e9tricas de Minas Gerais, a Cemig, e construiu cinco usinas para a produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, elevando em trinta vezes o potencial instalado do estado.<\/p>\n<p>Com o apoio do PSD e do PTB, e com a oposi\u00e7\u00e3o na Uni\u00e3o Democr\u00e1tica Nacional (UDN) e de alguns setores militares, foi eleito presidente da rep\u00fablica (1955), mas sua posse s\u00f3 foi garantida ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o do ent\u00e3o Ministro da Guerra, General Teixeira Lott, em novembro daquele ano.<\/p>\n<p>Com o prop\u00f3sito de realizar um vasto programa de desenvolvimento econ\u00f4mico, energia e transporte, implanta\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias automobil\u00edstica e de constru\u00e7\u00e3o naval, al\u00e9m de incentivos \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o e \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios.<\/p>\n<p>Construiu duas usinas hidrel\u00e9tricas, Tr\u00eas Marias e Furnas, a abertura de rodovias e a pavimenta\u00e7\u00e3o das j\u00e1 existentes, como a liga\u00e7\u00e3o por estrada asfaltada entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte e a constru\u00e7\u00e3o das estradas Belo Horizonte-Bras\u00edlia, Bel\u00e9m-Bras\u00edlia e Bras\u00edlia-Acre.<\/p>\n<p>Formulou tamb\u00e9m nova pol\u00edtica social e econ\u00f4mica para a regi\u00e3o Nordeste.<\/p>\n<p>Por\u00e9m a mudan\u00e7a da capital para o planalto Central, prevista nas disposi\u00e7\u00f5es transit\u00f3rias da constitui\u00e7\u00e3o (1946), foi considerada a s\u00edntese de suas metas, s\u00edmbolo da amplia\u00e7\u00e3o das fronteiras e do in\u00edcio da integra\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia na vida brasileira.<\/p>\n<p>Entrou em confronto com as recomenda\u00e7\u00f5es do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), por causa de sua pol\u00edtica de investimentos, mas a sensa\u00e7\u00e3o de progresso despertada no pa\u00eds, fez de seu governo um marco de popularidade.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s passar o governo para J\u00e2nio Quadros e elegeu-se senador por Goi\u00e1s, foi indicado pela conven\u00e7\u00e3o nacional do PSD (1964), por\u00e9m o governo militar cassou seu mandato e suspendeu seus direitos pol\u00edticos por dez anos.<\/p>\n<p>Exilado, viveu em Nova York e depois em Paris.<\/p>\n<p>De volta ao Brasil, ingressou na empresa privada e come\u00e7ou a escrever suas mem\u00f3rias, intituladas Meu caminho para Bras\u00edlia, em cinco volumes, e tornou-se membro da Academia Mineira de Letras (1975).<\/p>\n<p>Morreu num acidente de autom\u00f3vel, perto de Resende, Rio de Janeiro, quando viajava de S\u00e3o Paulo para o Rio de Janeiro, a 22 de agosto.<\/p>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>www.dec.ufcg.edu.br<\/p>\n<h6>Governo Juscelino Kubitschek<\/h6>\n<h4>Biografia<\/h4>\n<p><strong>Ra\u00edzes<\/strong><\/p>\n<p><strong>Juscelino Kubitschek<\/strong>, o vig\u00e9simo brasileiro a ocupar a presid\u00eancia da Rep\u00fablica, nasceu num sobrado da rua Direita, em Diamantina, cidade mineira a 282 quil\u00f4metros de Belo Horizonte, no dia 12 de setembro de 1902.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-108301 size-full\" title=\"Governo Juscelino Kubitschek\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ggovern5.jpg\" alt=\"Governo Juscelino Kubitschek\" width=\"155\" height=\"238\" \/><br \/>\nJuscelino aos 3 anos<\/strong><\/p>\n<p>Era filho de Jo\u00e3o C\u00e9sar de Oliveira, irrequieto personagem que teve os mais variados of\u00edcios \u2013 caixeiro de loja, bombeiro, lapidador de pedras preciosas, caixeiro-viajante, delegado de pol\u00edcia, fiscal de rendas e capit\u00e3o da Guarda Nacional \u2013 antes de morrer, ainda jovem, de tuberculose.<\/p>\n<p>Sua m\u00e3e, a professora prim\u00e1ria J\u00falia Kubitschek, era neta de um marceneiro checo nascido na Bo\u00eamia, Jan Nepomusck\u00fd Kubitschek, que chegou ao Brasil por volta de 1831, o ano em que d. Pedro I abdicou do trono. O pa\u00eds tinha ent\u00e3o pouco mais de 5 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>Instalado na regi\u00e3o de Diamantina, Jan n\u00e3o tardou a fazer fortuna e viu seu nome ser abrasileirado, pela gente do lugar, para Jo\u00e3o Alem\u00e3o. Casado com uma brasileira, teve tr\u00eas garotos \u2013 um dos quais, Jo\u00e3o Nepomuceno Kubitschek, faria carreira pol\u00edtica, tendo chegado a senador estadual constituinte e a vice-governador de Minas Gerais no final do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-108302 size-full\" title=\"Governo Juscelino Kubitschek\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ggovern6.jpg\" alt=\"Governo Juscelino Kubitschek\" width=\"205\" height=\"237\" \/><br \/>\nFam\u00edlia do av\u00f4 materno de Juscelino: a tia Sinh\u00e1, a av\u00f3 Mariquinha, o av\u00f4 Augusto Elias e a filha J\u00falia, m\u00e3e de JK<\/strong><\/p>\n<p>O mais velho dos filhos de Jo\u00e3o Alem\u00e3o morreu menino. O terceiro, Augusto Elias Kubitschek, homem sossegado e de pouca conversa, comerciante de armarinho que trocava tudo por um bom livro, foi o pai da professora J\u00falia Kubitschek e av\u00f4 do futuro presidente do Brasil.<\/p>\n<h4>Cronologia<\/h4>\n<p><strong>1902 12\/SET <\/strong>Nasce em Diamantina (MG) Juscelino Kubitschek de Oliveira, filho de J\u00falia Kubitschek e de Jo\u00e3o C\u00e9sar de Oliveira.<\/p>\n<p><strong>1905 <\/strong>Com a morte do pai, muda-se com a fam\u00edlia para o morro da Grupiara e, mais tarde, para uma casinha na rua S\u00e3o Francisco. Faz o curso prim\u00e1rio, tendo a m\u00e3e como professora.<\/p>\n<p><strong>1914<\/strong> Na falta de curso ginasial em Diamantina, ingressa no semin\u00e1rio diocesano da cidade.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-108303 size-full\" title=\"Governo Juscelino Kubitschek\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ggovern7.jpg\" alt=\"Governo Juscelino Kubitschek\" width=\"316\" height=\"213\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ggovern7.jpg 316w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ggovern7-300x202.jpg 300w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ggovern7-110x75.jpg 110w\" sizes=\"(max-width: 316px) 100vw, 316px\" \/><br \/>\n<strong>Juscelino, o Segundo da direita pra esquerda na \u00faltima fila, no semin\u00e1rio de Diamantina<\/strong><\/p>\n<p><strong>1917 <\/strong>Conclui o curso de humanidades e, sem voca\u00e7\u00e3o para o sacerd\u00f3cio, abandona o semin\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>1919<\/strong> \u00c9 aprovado em concurso para telegrafista dos Correios, em Belo Horizonte.<\/p>\n<p><strong>1921 <\/strong>\u00c9 nomeado telegrafista-auxiliar e se muda para Belo Horizonte. Conclui em Barbacena os exames preparat\u00f3rios para o curso superior.<\/p>\n<p><strong>1922 <\/strong>Entra na Faculdade de Medicina de Belo Horizonte. At\u00e9 o fim do curso, trabalhar\u00e1 como telegrafista.<\/p>\n<p><strong>1927<\/strong> Forma-se em medicina. Trabalha na Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, na Faculdade de Medicina (como assistente de cl\u00ednica cir\u00fargica e f\u00edsica m\u00e9dica), na Caixa Beneficente da Imprensa Oficial e divide consult\u00f3rio com o cunhado, J\u00falio Soares.<\/p>\n<p><strong>1930 <\/strong>Passa sete meses na Europa. Em Paris, especializa-se em urologia. Conhece v\u00e1rios pa\u00edses e retorna ao Brasil pouco depois da vitoriosa Revolu\u00e7\u00e3o de 1930, que levou Get\u00falio Vargas ao poder. Em Belo Horizonte, reassume seus empregos e monta consult\u00f3rio pr\u00f3prio.<\/p>\n<p><strong>1931 <\/strong>Nomeado para o Hospital Militar da For\u00e7a P\u00fablica de Minas Gerais, como capit\u00e3o-m\u00e9dico.<\/p>\n<p><strong>30\/DEZ <\/strong>Casa-se com Sarah Gomes de Lemos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-108304 size-full\" title=\"Governo Juscelino Kubitschek\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ggovern8.jpg\" alt=\"Governo Juscelino Kubitschek\" width=\"272\" height=\"259\" \/><br \/>\n<strong>Sarah e Juscelino Kubitschek<\/strong><\/p>\n<p><strong>1932 <\/strong>M\u00e9dico do 1\u00ba Batalh\u00e3o da For\u00e7a P\u00fablica para a Zona do T\u00fanel da Mantiqueira, no sul de Minas, durante a Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista. Torna-se amigo de Benedito Valadares, delegado federal na regi\u00e3o.<\/p>\n<h4>A PAIX\u00c3O IMPREVISTA (1933-1954)<\/h4>\n<p><strong>1933<\/strong> Chefe da Casa Civil de Benedito Valadares, rec\u00e9m-nomeado interventor federal em Minas Gerais. A primeira obra p\u00fablica executada por sua iniciativa \u00e9 uma ponte sobre o ribeir\u00e3o do Inferno, ligando Diamantina a Rio Vermelho.<\/p>\n<p><strong>1934<\/strong> Juscelino \u00e9 eleito deputado federal, com a maior vota\u00e7\u00e3o de Minas Gerais, pelo Partido Progressista (PP). Torna-se l\u00edder pol\u00edtico em Diamantina.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-108305 size-full\" title=\"Governo Juscelino Kubitschek\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ggovern9.jpg\" alt=\"Governo Juscelino Kubitschek\" width=\"191\" height=\"249\" \/><br \/>\n<strong>JK, Anos 30<\/strong><\/p>\n<p><strong>1937<\/strong> NOV Com o golpe que instaura o Estado Novo, perde o mandato. Retoma suas atividades m\u00e9dicas.<\/p>\n<p>1938 \u00c9 promovido a tenente-coronel da For\u00e7a P\u00fablica e nomeado chefe do Servi\u00e7o de Cirurgia do Hospital Militar.<\/p>\n<h4>1940 a 1945<\/h4>\n<blockquote><p><strong>16\/ABR <\/strong>\u00c9 nomeado prefeito de Belo Horizonte pelo interventor Benedito Valadares, mas n\u00e3o abandona inteiramente suas atividades m\u00e9dicas. <strong>Promove grandes obras que lhe valem o apelido de &#8220;prefeito furac\u00e3o&#8221;: <\/strong>abertura e asfaltamento de avenidas, cria\u00e7\u00e3o de bairros como Sion e Cidade Jardim, constru\u00e7\u00e3o do conjunto arquitet\u00f4nico da Pampulha, projetado pelo jovem Oscar Niemeyer. <strong><br \/>\n1945 OUT <\/strong>Com a deposi\u00e7\u00e3o de Get\u00falio Vargas e o fim do Estado Novo, deixa a prefeitura de Belo Horizonte. <strong><br \/>\nDEZ<\/strong> \u00c9 o segundo deputado mais votado em Minas para a Assembl\u00e9ia Nacional Constituinte, pelo rec\u00e9m-criado Partido Social Democr\u00e1tico (PSD). Abandona definitivamente a medicina. <strong><br \/>\n1946 18\/SET<\/strong> Promulgada a nova Constitui\u00e7\u00e3o. Juscelino permanece no exerc\u00edcio de seu mandato na C\u00e2mara Federal. <strong><br \/>\n1950 3\/OUT <\/strong>\u00c9 eleito governador de Minas, pelo PSD. Get\u00falio Vargas volta \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica pelo voto direto.<\/p><\/blockquote>\n<h4>1951 a 1954<\/h4>\n<p><strong>31\/JAN<\/strong> Toma posse com um programa de governo \u2013 &#8220;Bin\u00f4mio energia e transporte&#8221; \u2013 voltado para a industrializa\u00e7\u00e3o do estado. Abre dezesseis estradas de rodagem, no total de 3087 quil\u00f4metros. Constr\u00f3i (ou amplia) v\u00e1rias usinas hidrel\u00e9tricas, al\u00e9m de 120 postos de sa\u00fade, 137 pr\u00e9dios escolares e 251 pontes. Atrai o grupo alem\u00e3o Mannesmann, que implanta uma usina sider\u00fargica em Contagem, nas imedia\u00e7\u00f5es de Belo Horizonte.<\/p>\n<h4>UM FURAC\u00c3O NA PRESID\u00caNCIA<\/h4>\n<p><strong>(1955-1961)<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>1955 10\/FEV <\/strong>Juscelino Kubitschek \u00e9 escolhido candidato \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica em conven\u00e7\u00e3o do Partido Social Democr\u00e1tico (PSD). <strong><br \/>\nABR <\/strong>Jo\u00e3o Goulart, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), \u00e9 escolhido vice na chapa de JK. <strong><br \/>\n4\/ABR<\/strong> JK assume, durante com\u00edcio em Jata\u00ed (GO), o compromisso de transferir a capital para o planalto Central. <strong><br \/>\n3\/OUT <\/strong>Juscelino \u00e9 eleito presidente da Rep\u00fablica com 3077411 votos, ou 36% do total. A UDN e seus aliados iniciam batalha judicial para anular as elei\u00e7\u00f5es. <strong><br \/>\n1\/NOV <\/strong>O coronel Jurandir de Bizarria Mamede, discursando no enterro do general Canrobert Pereira da Costa, sugere golpe militar para impedir a posse de JK e Goulart. <strong><br \/>\n3\/NOV <\/strong>O presidente Caf\u00e9 Filho sofre ataque card\u00edaco. <strong><br \/>\n8\/NOV<\/strong> Carlos Luz, presidente da C\u00e2mara dos Deputados, assume o poder e se recusa a punir os militares que pregam o golpe.<strong><br \/>\n10\/NOV <\/strong>O ministro da Guerra, general Henrique Teixeira Lott, pede demiss\u00e3o, em protesto contra a &#8220;inclina\u00e7\u00e3o golpista&#8221; do novo governo. <strong><br \/>\n11\/NOV<\/strong> Para garantir a posse dos eleitos, antes de deixar o minist\u00e9rio Lott p\u00f5e os tanques nas ruas e d\u00e1 o &#8220;golpe da legalidade&#8221;. Carlos Luz \u00e9 deposto. <strong><br \/>\n22\/NOV<\/strong> O Congresso Nacional aprova o impedimento do presidente da Rep\u00fablica, Caf\u00e9 Filho. Nereu Ramos, vice-presidente do Senado, assume o governo at\u00e9 a posse de JK. <strong><br \/>\n1956 31\/JAN<\/strong> JK toma posse e pede ao Congresso a aboli\u00e7\u00e3o do estado de s\u00edtio. No dia seguinte, p\u00f5e fim \u00e0 censura \u00e0 imprensa.<strong><br \/>\nFEV <\/strong>\u00c9 criado o Conselho do Desenvolvimento, primeira tentativa de centralizar o planejamento econ\u00f4mico. Sob o slogan &#8220;50 anos em 5&#8221;, JK lan\u00e7a o Plano de Metas, seu programa de governo, cujo objetivo \u00e9 industrializar o pa\u00eds. A &#8220;meta-s\u00edntese&#8221; \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia. <strong><br \/>\n11\/FEV<\/strong> Oficiais da Aeron\u00e1utica se rebelam contra o governo e tomam a base a\u00e9rea de Jacareacanga, no Par\u00e1. A rebeli\u00e3o \u00e9 sufocada em dezoito dias. JK prop\u00f5e e o Congresso aprova anistia para todos que tivessem participado de movimentos pol\u00edticos ou militares no per\u00edodo de 10\/11\/55 a 19\/3\/56. <strong><br \/>\n18\/ABR<\/strong> Apresentado no Congresso Nacional projeto de lei visando \u00e0 transfer\u00eancia da capital da Rep\u00fablica para o planalto Central. <strong><br \/>\nMAI<\/strong> JK lan\u00e7a, num encontro dos bispos do Nordeste, a id\u00e9ia do que vir\u00e1 a ser a Superintend\u00eancia do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Revolta estudantil no Rio, prontamente debelada. JK convida os l\u00edderes para um encontro no Pal\u00e1cio do Catete. <strong><br \/>\nSET<\/strong> <strong>\u00c9 lan\u00e7ado o primeiro minive\u00edculo fabricado no Brasil: <\/strong>a Romi-Isetta, para dois passageiros. <strong><br \/>\n19\/SET<\/strong> \u00c9 sancionada a Lei n\u00ba 2 874, que disp\u00f5e sobre a transfer\u00eancia da capital federal e cria a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), cuja presid\u00eancia \u00e9 entregue ao deputado federal Israel Pinheiro, do PSD de Minas Gerais. <strong><br \/>\n2\/OUT<\/strong> JK faz, com pequena comitiva, sua primeira viagem ao lugar onde ser\u00e1 constru\u00edda Bras\u00edlia. <strong><br \/>\n10\/NOV <\/strong>\u00c9 inaugurado o Catetinho, alojamento de madeira onde o presidente se hospedar\u00e1 durante a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia. <strong><br \/>\n14\/DEZ <\/strong>Compra do porta-avi\u00f5es ingl\u00eas Vengeance, rebatizado Minas Gerais. Abre-se crise entre a Marinha e a Aeron\u00e1utica, que disputam o controle das aeronaves embarcadas no porta-avi\u00f5es. <strong><br \/>\n1957 FEV<\/strong> Come\u00e7a a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia.<\/p><\/blockquote>\n<h4>1956-1961<\/h4>\n<blockquote><p><strong>18\/MAR<\/strong> \u00c9 aprovado o Plano Piloto da nova capital, de autoria do urbanista L\u00facio Costa, em concurso organizado por Oscar Niemeyer. As obras atrair\u00e3o milhares de trabalhadores nordestinos, conhecidos como candangos.<\/p>\n<p><strong>1\/OUT <\/strong>JK sanciona a lei que fixa a data de 21 de abril de 1960 para a mudan\u00e7a da capital.<strong><br \/>\n1958 16\/MAR<\/strong> O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) estabelece, no Rio, condi\u00e7\u00f5es para concess\u00e3o de empr\u00e9stimo pedido por JK. <strong><br \/>\nAGO<\/strong> John Foster Dulles, secret\u00e1rio de Estado norte-americano, visita o Brasil. <strong><br \/>\n1959<\/strong> MAI Fidel Castro, primeiro-ministro da vitoriosa Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, visita as obras de Bras\u00edlia. <strong><br \/>\n17\/JUN<\/strong> JK rompe com o FMI, por n\u00e3o aceitar as exig\u00eancias feitas para a concess\u00e3o de financiamentos. <strong><br \/>\n3\/DEZ<\/strong> Nova revolta na Aeron\u00e1utica. Rebeldes se apossam da base a\u00e9rea de Aragar\u00e7as (GO). O movimento dura apenas dois dias. <strong><br \/>\n15\/DEZ<\/strong> \u00c9 criada a Sudene. <strong><br \/>\n1960 23\/FEV <\/strong>O presidente americano, Dwight Eisenhower, visita o Brasil. Por iniciativa do visitante, abre-se caminho para reatamento, em novas bases, com o FMI, que em maio conceder\u00e1 vultoso empr\u00e9stimo ao pa\u00eds. <strong><br \/>\n3\/OUT<\/strong> J\u00e2nio Quadros se elege presidente da Rep\u00fablica. O vice, Jo\u00e3o Goulart, \u00e9 reeleito. <strong><br \/>\n1961 31\/JAN<\/strong> J\u00e2nio Quadros toma posse.<\/p><\/blockquote>\n<h4>O TEMPO DA AMARGURA<\/h4>\n<h4>(1961-1976)<\/h4>\n<blockquote><p><strong>1961 4\/JUN <\/strong>JK \u00e9 eleito senador por Goi\u00e1s, pelo PSD. <strong><br \/>\n25\/AGO <\/strong>J\u00e2nio Quadros renuncia \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Setores de oposi\u00e7\u00e3o civil e militar n\u00e3o querem a posse do vice, Jo\u00e3o Goulart. A crise \u00e9 contornada com a ado\u00e7\u00e3o do regime parlamentarista. <strong><br \/>\n7\/SET <\/strong>Jo\u00e3o Goulart assume a presid\u00eancia. <strong><br \/>\n1963 6\/JAN<\/strong> Plebiscito restabelece o regime presidencialista. <strong><br \/>\n1964 13\/MAR <\/strong>Realiza-se, no Rio de Janeiro, com a presen\u00e7a do presidente Jo\u00e3o Goulart, o &#8220;com\u00edcio da Central do Brasil&#8221;, em que se anunciavam medidas para levar a cabo as pol\u00eamicas &#8220;reformas de base&#8221;. <strong><br \/>\n19\/MAR <\/strong>Conven\u00e7\u00e3o do PSD homologa a candidatura de JK \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica nas elei\u00e7\u00f5es de 1965. Realiza-se em S\u00e3o Paulo a Marcha da Fam\u00edlia com Deus pela Liberdade, contra o governo de Jo\u00e3o Goulart. <strong><br \/>\n31\/MAR <\/strong>Golpe militar dep\u00f5e Jo\u00e3o Goulart. <strong><br \/>\n2\/ABR<\/strong> Ranieri Mazzilli, presidente da C\u00e2mara dos Deputados, \u00e9 empossado na presid\u00eancia da Rep\u00fablica. <strong><br \/>\n10\/ABR <\/strong>Sai a primeira lista de cassa\u00e7\u00e3o de mandatos e suspens\u00e3o de direitos pol\u00edticos do regime militar. <strong><br \/>\n11\/ABR<\/strong> O general Humberto de Alencar Castelo Branco \u00e9 eleito presidente da Rep\u00fablica pelo Congresso Nacional, com o voto de JK. <strong><br \/>\n8\/JUN <\/strong>Juscelino tem seu mandato de senador cassado e seus direitos pol\u00edticos suspensos por dez anos. Cinco dias depois, parte para o ex\u00edlio. <strong><br \/>\n1965 3\/OUT <\/strong>Com o apoio de JK, Francisco Negr\u00e3o de Lima e Israel Pinheiro elegem-se governadores da Guanabara e de Minas Gerais, respectivamente. <strong><br \/>\n4\/OUT<\/strong> Primeira volta do ex\u00edlio. \u00c9 intimado a depor, no mesmo dia, no primeiro de v\u00e1rios inqu\u00e9ritos policiais-militares abertos contra ele. <strong><br \/>\n27\/OUT <\/strong>\u00c9 decretado o Ato Institucional n\u00ba 2, que reabre o ciclo de cassa\u00e7\u00f5es, extingue os partidos pol\u00edticos e acaba com as elei\u00e7\u00f5es diretas para a presid\u00eancia da Rep\u00fablica. <strong><br \/>\n9\/NOV<\/strong> JK parte outra vez para o ex\u00edlio, abatido pelos massacrantes interrogat\u00f3rios a que vinha sendo submetido. <strong><br \/>\n1966 4\/JUN<\/strong> \u00c9 autorizado a permanecer no pa\u00eds durante 72 horas, para assistir aos funerais de sua irm\u00e3, Nan\u00e1. <strong><br \/>\n28\/OUT<\/strong> <strong>Forma-se a Frente Ampla, que reunir\u00e1 as maiores lideran\u00e7as civis do pa\u00eds:<\/strong> JK, Carlos Lacerda e Jo\u00e3o Goulart. <strong><br \/>\n19\/NOV <\/strong>\u00c9 divulgada a Declara\u00e7\u00e3o de Lisboa, em que JK e Lacerda afirmam ter posto de lado as diverg\u00eancias passadas e se engajam na oposi\u00e7\u00e3o ao governo militar. <strong><br \/>\n1967 15\/MAR <\/strong>O general Artur da Costa e Silva assume a presid\u00eancia da Rep\u00fablica, sucedendo a Castelo Branco. <strong><br \/>\n9\/ABR<\/strong> JK retorna definitivamente ao Brasil, ap\u00f3s 976 dias de ex\u00edlio. Assume o cargo de diretor-presidente do Banco Denasa de Investimentos, criado com seus genros. <strong><br \/>\n1968 5\/ABR<\/strong> O governo militar proscreve a Frente Ampla. JK abandona definitivamente a pol\u00edtica. <strong><br \/>\n13\/DEZ <\/strong>JK \u00e9 preso no Rio de Janeiro, em seguida \u00e0 decreta\u00e7\u00e3o do Ato Institucional n\u00ba 5, e mantido incomunic\u00e1vel por alguns dias. <strong><br \/>\n1972 <\/strong>Compra terras em Luzi\u00e2nia (GO) e vira fazendeiro. <strong><br \/>\n1974<\/strong> Inicia a publica\u00e7\u00e3o do livro em tr\u00eas volumes Meu caminho para Bras\u00edlia. <strong><br \/>\nJUN <\/strong>\u00c9 eleito para a Academia Mineira de Letras. <strong><br \/>\n1975 23\/OUT<\/strong> \u00c9 derrotado em elei\u00e7\u00e3o para a Academia Brasileira de Letras. <strong><br \/>\n1976 18\/JUN<\/strong> \u00c9 eleito Intelectual do Ano de 1975 pela Uni\u00e3o Brasileira de Escritores, que lhe confere o trof\u00e9u Juca Pato. <strong><br \/>\n22\/AGO <\/strong>Morre em acidente na via Dutra, quando viajava de autom\u00f3vel de S\u00e3o Paulo para o Rio. <strong><br \/>\n1981 12\/SET<\/strong> \u00c9 inaugurado em Bras\u00edlia o Memorial JK, projetado por Oscar Niemeyer.<\/p><\/blockquote>\n<h4>ESTUDANTE DE MEDICINA<\/h4>\n<p>Em janeiro de 1922, com dezenove anos de idade, Juscelino entrou na Faculdade de Medicina de Belo Horizonte, que cinco anos mais tarde viria a formar, com outras faculdades, a Universidade de Minas Gerais.<\/p>\n<p>Trabalhando \u00e0 noite como telegrafista, ele sa\u00eda da esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria com dia claro, a tempo de pegar a primeira aula, \u00e0s oito horas da manh\u00e3. De sua turma, com vinte alunos, fazia parte o futuro escritor Pedro Nava, que evocar\u00e1 o colega numa bela p\u00e1gina de um de seus livros de mem\u00f3rias, Beira-mar.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-108297 size-full\" title=\"Governo Juscelino Kubitschek\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ggovern10.jpg\" alt=\"Governo Juscelino Kubitschek\" width=\"216\" height=\"297\" \/><br \/>\nJK com os amigos Pedro Sales e Olemar Lacerda em Santos, 1925<\/strong><\/p>\n<p>Curiosamente, o futuro presidente n\u00e3o se preocupava com a pol\u00edtica. Tinha olhos apenas para a carreira em preparo. A partir do quinto ano, entrou como interno na terceira enfermaria da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, a convite de um colega mais velho, J\u00falio Soares, que se casou com sua irm\u00e3, Maria da Concei\u00e7\u00e3o, a Nan\u00e1. Foi viver em casa deles.<\/p>\n<p>Mais tarde, tamb\u00e9m a convite do cunhado, tornou-se s\u00f3cio de seu consult\u00f3rio. Em 1923, saiu pela primeira vez de Minas Gerais, numa viagem ao Rio de Janeiro. Dois anos depois, um congresso de estudantes de medicina o levou a S\u00e3o Paulo, com direito a uma esticada em Santos.<\/p>\n<p>Sua paix\u00e3o, por\u00e9m, era Belo Horizonte, uma cidade que, inaugurada havia menos de trinta anos, atravessava ent\u00e3o um dos momentos mais fascinantes de sua exist\u00eancia.<\/p>\n<h4>CAPIT\u00c3O-M\u00c9DICO<\/h4>\n<p>Dif\u00edcil imaginar o que teria sido a vida de Juscelino Kubitschek se ele n\u00e3o tivesse ingressado, em mar\u00e7o de 1931, na For\u00e7a P\u00fablica de Minas Gerais, para trabalhar no Hospital Militar.<\/p>\n<p>Era capit\u00e3o-m\u00e9dico quando, a 9 de julho de 1932, eclodiu em S\u00e3o Paulo a Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista. Estava casado havia seis meses \u2013 desde o dia 30 de dezembro de 1931 \u2013 com Sarah Lemos. De uma hora para outra, foi enviado para o front, na regi\u00e3o do t\u00fanel da Mantiqueira, divisa com S\u00e3o Paulo, que os revoltosos paulistas haviam atravessado.<\/p>\n<p>Ficou baseado em Passa Quatro, como respons\u00e1vel por um hospital. <strong>Mas acabou tendo um papel muito mais importante no conflito, conta o bi\u00f3grafo Francisco de Assis Barbosa: <\/strong>JK &#8220;seria de fato o cirurgi\u00e3o da campanha, infatig\u00e1vel no seu posto, indo e vindo do front para o hospital de sangue, sem conhecer cansa\u00e7o&#8221;.<\/p>\n<p>O que mudou sua vida, no entanto, n\u00e3o foi o desempenho como m\u00e9dico, mas as rela\u00e7\u00f5es que fez em Passa Quatro. Conheceu, entre outros, o ent\u00e3o coronel Eurico Dutra, futuro ministro da Guerra e presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Mais decisiva ainda seria a amizade com o obscuro prefeito de Par\u00e1 de Minas, Benedito Valadares, chefe de pol\u00edcia na regi\u00e3o conflagrada. Nomeado por Get\u00falio Vargas interventor em Minas, no ano seguinte, Benedito arrastaria para um destino pol\u00edtico o capit\u00e3o-m\u00e9dico que conhecera em Passa Quatro.<\/p>\n<p>Nas palavras de Francisco de Assis Barbosa, &#8220;Juscelino receberia, com a campanha de 1932, al\u00e9m do batismo de fogo, o batismo da pol\u00edtica&#8221;.<\/p>\n<h4>Dr. Kubitschek, urologista<\/h4>\n<p>Formado em medicina em dezembro de 1927, Juscelino Kubitschek andou pensando em se mudar para Uberaba, no Tri\u00e2ngulo Mineiro, mas foi dissuadido pelo cunhado, colega e s\u00f3cio de consult\u00f3rio J\u00falio Soares.<\/p>\n<p>Na decis\u00e3o de permanecer em Belo Horizonte pesou tamb\u00e9m o namoro com aquela que viria a ser sua mulher, Sarah Gomes de Lemos. Ligando-se a ela, Juscelino de certa forma punha os p\u00e9s na pol\u00edtica, pois a mo\u00e7a era filha de um falecido deputado federal, Jaime Gomes de Souza Lemos.<\/p>\n<p><strong>Por parte da m\u00e3e, Lu\u00edsa Negr\u00e3o, a namorada tinha dois primos que viriam a se destacar na vida p\u00fablica:<\/strong> Francisco Negr\u00e3o de Lima, futuro ministro, embaixador e governador do estado da Guanabara, e Otac\u00edlio Negr\u00e3o de Lima, futuro prefeito de Belo Horizonte. Uma irm\u00e3 de Sarah, Am\u00e9lia, vai se casar com Gabriel Passos, que em 1950 perder\u00e1 para JK a disputa pelo governo de Minas.<\/p>\n<p>Naquela altura, por\u00e9m, o jovem m\u00e9dico ainda n\u00e3o dava sinais de querer enveredar pela pol\u00edtica. Dividia seu tempo entre a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, o consult\u00f3rio e a Faculdade de Medicina, onde era assistente nas cadeiras de cl\u00ednica cir\u00fargica e f\u00edsica m\u00e9dica. Logo arranjaria mais trabalho, na Caixa Beneficente da Imprensa Oficial, nomeado por intercess\u00e3o do amigo Jos\u00e9 Maria Alkmin, vice-diretor da casa.<\/p>\n<p>J\u00e1 sem afli\u00e7\u00f5es financeiras, o filho da professora J\u00falia Kubitschek logo p\u00f4de comprar seu primeiro carro, um valente Ford que o levava de um emprego a outro.<\/p>\n<h4>RUMO A PARIS<\/h4>\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o da irm\u00e3, Nan\u00e1, toda a fam\u00edlia achou que Juscelino ia dar um mau passo quando, em 1930, decidiu interromper uma carreira que ia t\u00e3o bem e buscar especializa\u00e7\u00e3o na Europa. Ele teria que abrir um par\u00eantese, tamb\u00e9m, em seu namoro com Sarah Lemos. Mas estava mesmo decidido. Rapou as economias, vendeu o carro, levantou um empr\u00e9stimo \u2013 e, no final de abril, embarcou para a Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Em Paris, matriculou-se no curso do professor Maurice Chevassu, renomado urologista, que inclu\u00eda treinamento no Hospital Cochin. (Quase tr\u00eas d\u00e9cadas depois, em 1956, visitando a cidade como presidente eleito, o ex-aluno foi ver o velho mestre, que dele se lembrava.)<\/p>\n<p>Terminado o curso, Juscelino fez uma longa viagem de navio pelo Mediterr\u00e2neo. Conheceu o Egito, S\u00edria, Turquia, Gr\u00e9cia, Terra Santa e L\u00edbano. Esticou por terra at\u00e9 Mil\u00e3o, Veneza, Viena, Budapeste. Emocionou-se ao conhecer Praga, a capital da Checoslov\u00e1quia que o bisav\u00f4 Jan Nepomusck\u00fd Kubitschek trocara pelo Brasil um s\u00e9culo antes.<\/p>\n<p>Estava em Berlim quando, a 3 de outubro, irrompeu no Brasil a Revolu\u00e7\u00e3o de 1930.<\/p>\n<p><strong>Em Paris, teve a confirma\u00e7\u00e3o da vit\u00f3ria, que comemorou em companhia de dois brasileiros de quem se tornara amigo na Europa:<\/strong>o pintor C\u00e2ndido Portinari e o ator Leopoldo Fr\u00f3is.<\/p>\n<p>De volta ao Rio de Janeiro, a 21 de novembro, por pouco n\u00e3o cruzou no porto com o presidente deposto, Washington Lu\u00eds, que na v\u00e9spera tomara o rumo do ex\u00edlio.<\/p>\n<h4>JK NO EXILIO<\/h4>\n<p>&#8220;Deixo o Brasil porque esta \u00e9 a melhor forma de exprimir meu protesto contra a viol\u00eancia&#8221;, declarou JK ao partir para o ex\u00edlio, a 13 de junho de 1964. Durante quase mil dias, viveria em Paris, Lisboa e Nova York.<\/p>\n<p><strong>Na capital francesa, o ex-presidente morou num apartamento de dois quartos e teve uma cozinheira portuguesa que parecia ter sido escolhida pelo nome: <\/strong>Diamantina. Sem motorista, dirigia ele mesmo o seu carrinho, um castigado Simca, pelas ruas de Paris. Para pagar as contas, envolveu-se em atividades empresariais em Lisboa; nos Estados Unidos, aceitava convites para fazer palestras.<\/p>\n<p>Em nenhum lugar sentiu-se feliz, \u00e0 vontade. &#8220;N\u00e3o posso deixar de confessar que viver fora do pa\u00eds, sem saber quando ser\u00e1 poss\u00edvel o regresso, \u00e9 o castigo mais cruel imposto a um homem que s\u00f3 pensava no Brasil&#8221;, escreveu a um amigo nos primeiros tempos do ex\u00edlio.<\/p>\n<p>Tinha medo de morrer longe da p\u00e1tria. Mas dizia n\u00e3o querer voltar durante o governo de Castelo Branco \u2013 o &#8220;Monstro&#8221;, rotulava \u2013, que lhe cassara o mandato e suspendera os direitos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Seu ex\u00edlio (mas n\u00e3o seu calv\u00e1rio) acabou a 9 de abril de 1967, j\u00e1 no governo Costa e Silva. Ao desembarcar no Rio, disse que s\u00f3 morto deixaria o pa\u00eds outra vez.<\/p>\n<h4>FAZENDEIRO JK<\/h4>\n<p>No dia em que deixou a presid\u00eancia da Rep\u00fablica, jornalistas perguntaram a JK que planos tinha ele para o futuro. &#8220;Vou ser fazendeiro&#8221;, respondeu.<\/p>\n<p>O projeto haveria de realizar-se no final da vida, em 1972, quando Juscelino levantou empr\u00e9stimos e comprou uma pequena propriedade \u2013 310 alqueires mineiros \u2013, a Fazenda JK, a dezoito quil\u00f4metros de Luzi\u00e2nia e 67 de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Construiu ali uma casa com projeto de Oscar Niemeyer e uma capela copiando a do Pal\u00e1cio da Alvorada. Plantou soja e milho, al\u00e9m de caf\u00e9, cuja primeira colheita n\u00e3o chegaria a ver.<\/p>\n<p>Passava l\u00e1 temporadas cada vez maiores. &#8220;H\u00e1 quase um m\u00eas estou na minha solid\u00e3o da Fazenda JK&#8221;, escreveu ele a sua amiga Vera Brant no dia 8 de agosto de 1976, duas semanas exatas antes de morrer. &#8220;Recolho-me \u00e0 rede da varanda, afino os ouvidos pelo sil\u00eancio das quebradas e leio.&#8221;<\/p>\n<p>Tinha com a sua propriedade uma rela\u00e7\u00e3o de amor e desgosto. &#8220;A Fazenda JK est\u00e1 envenenando a minha vida&#8221;, anotou em seu di\u00e1rio em dezembro de 1974. &#8220;Continuo?&#8221; Continuou, at\u00e9 o fim.<\/p>\n<p>Depois de sua morte, a Fazenda JK foi vendida.<\/p>\n<h4>MORTE DE JK<\/h4>\n<p><strong>No dia 9 de agosto de 1976, uma not\u00edcia correu o pa\u00eds:<\/strong> Juscelino Kubitschek morrera num acidente de estrada. Amigos e jornalistas se precipitaram \u00e0 Fazenda JK, onde n\u00e3o havia telefone \u2013 e o encontraram vivo, sorridente. &#8220;Est\u00e3o querendo me matar, mas ainda n\u00e3o conseguiram&#8221;, disse ele.<\/p>\n<p><strong>Duas semanas depois, no final da tarde de 22 de agosto, quando a not\u00edcia voltou a correr, era verdade:<\/strong> a poucos dias de completar 74 anos, o ex-presidente havia morrido, \u00e0s 17h55, num acidente no quil\u00f4metro 165 da via Dutra, quando viajava de S\u00e3o Paulo para o Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Segundo o inqu\u00e9rito policial, o Chevrolet Opala 1970 em que ia o ex-presidente, conduzido por Geraldo Ribeiro \u2013 seu motorista desde o primeiro dia como prefeito de Belo Horizonte, em 1940 \u2013, foi atingido, por tr\u00e1s, por um \u00f4nibus. Desgovernado, atravessou o canteiro central e, na outra pista, foi apanhado, de frente, por uma carreta.<\/p>\n<p>D\u00favidas surgidas naquela tarde nunca foram esclarecidas. Poderia tratar-se n\u00e3o de acidente, mas de atentado. O caso foi reaberto quase vinte anos depois, sem que nenhuma evid\u00eancia disso tenha sido encontrada.<\/p>\n<p>Sem endossar a tese de atentado, o escritor Carlos Heitor Cony chamou aten\u00e7\u00e3o para o fato de que as tr\u00eas maiores lideran\u00e7as civis brasileiras desapareceram no espa\u00e7o de poucos meses, todas em circunst\u00e2ncias no m\u00ednimo estranhas, num momento em que o governo do general Ernesto Geisel promovia um lento \u2013 lent\u00edssimo \u2013 movimento de retorno \u00e0 democracia. Carlos Lacerda se internou com uma gripe forte, recebeu uma inje\u00e7\u00e3o e morreu. Jo\u00e3o Goulart, que teria morrido de infarto, foi achado com um travesseiro sobre o rosto.<\/p>\n<p>Anos mais tarde desvendou-se parcialmente um plano conjunto de ditaduras militares do continente sul-americano, a tenebrosa Opera\u00e7\u00e3o Condor, para eliminar opositores inc\u00f4modos. Um deles, o chileno Orlando Letelier, ex-chanceler do governo do presidente socialista Salvador Allende, foi assassinado em Washington a 21 de setembro de 1976. Embora n\u00e3o haja provas, h\u00e1 quem sustente que JK, morto poucos dias antes de Letelier, e Jo\u00e3o Goulart, alguns meses depois, teriam sido, como ele, v\u00edtimas da Opera\u00e7\u00e3o Condor.<\/p>\n<p>&#8220;Democracia neste pa\u00eds, s\u00f3 depois de minha morte&#8221;, dissera JK ao deputado Carlos Murilo \u00e0s v\u00e9speras do acidente que o matou. &#8220;Eles t\u00eam muito medo de mim.&#8221;<\/p>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>www.projetomemoria.art.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Juscelino Kubitschek Juscelino Kubitschek de Oliveira (Juscelino Kubitschek ) 1956 &#8211; 1961 Nasceu em Diamantina, Minas Gerais, em 12 de setembro de 1902, habilidoso em contornar crises sem muita viol\u00eancia ou repress\u00e3o. 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