{"id":108096,"date":"2017-02-09T16:08:42","date_gmt":"2017-02-09T18:08:42","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=108096"},"modified":"2021-12-30T12:50:49","modified_gmt":"2021-12-30T14:50:49","slug":"farol-de-alexandria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/historia\/historia-geral\/farol-de-alexandria","title":{"rendered":"Farol de Alexandria"},"content":{"rendered":"<p><strong>Farol de Alexandria &#8211; O que \u00e9<\/strong><\/p>\n<p>A palavra \u2018farol\u2019 deriva de \u2018Pharos\u2019, uma ilha pr\u00f3xima de Alexandria, cidade portu\u00e1ria do Egito.<\/p>\n<p>Nesta ilha, h\u00e1 2.280 anos, foi erguido o Farol mais famoso da Antiguidade.<\/p>\n<p>A sua constru\u00e7\u00e3o foi um grande sucesso da tecnologia e um modelo para todos os far\u00f3is desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 not\u00edcias de que tinha 135 metros de altura, o que hoje corresponderia a um pr\u00e9dio de 45 andares.<\/p>\n<p><strong>O Farol de Alexandria dividia-se em tr\u00eas partes:<\/strong>\u00a0a inferior, quadrada; a do meio, com oito faces e a superior, cil\u00edndrica.<\/p>\n<p>Uma rampa em caracol elevava-se at\u00e9 ao topo, onde, \u00e0 noite, brilhava o fogo, refletido num potente espelho, formando um clar\u00e3o que podia ser visto a mais de 50 quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Bem no alto, havia uma est\u00e1tua de H\u00e9lio, o deus Sol, muito apropriada para uma inven\u00e7\u00e3o t\u00e3o brilhante.<\/p>\n<p>O Farol foi usado, como o sol durante o dia e o fogo \u00e0 noite, para garantir que os marinheiros pudessem navegar com seguran\u00e7a nas \u00e1guas perigosas. O farol permaneceu at\u00e9 1323 DC, quando um poderoso terremoto o destruiu.<\/p>\n<p>Na Idade M\u00e9dia, os \u00e1rabes substitu\u00edram o farol por uma pequena mesquita.<\/p>\n<p>Manteve-se de p\u00e9 at\u00e9 ao s\u00e9culo XII. Em 1477, o sult\u00e3o Qa\u2019it Bay construiu um forte a partir das suas ru\u00ednas.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Na antiga ilha de Faros, agora um promont\u00f3rio na cidade de Alexandria no Egito.<br \/>\n<strong>Dimens\u00f5es:<\/strong>\u00a0desconhecido x desconhecido x 117 m (largura x profundidade x altura)<br \/>\n<strong>Fun\u00e7\u00e3o da Constru\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Constru\u00e7\u00e3o Naval (h\u00e1 teoria que dizem que era militar tamb\u00e9m)<br \/>\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Construtora:<\/strong>\u00a0Maced\u00f4nica<br \/>\n<strong>Anos de Exist\u00eancia:<\/strong>\u00a01750 anos<br \/>\n<strong>Material Predominante:<\/strong>\u00a0Rochas<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Das Sete Maravilhas da Antig\u00fcidade, somente uma tinha um uso pr\u00e1tico al\u00e9m de sua arquitetura elegante:\u00a0<\/strong>O Farol de Alexandria.<\/p>\n<p>Para os navegantes, ele assegurava um retorno seguro para o Grande Porto.<\/p>\n<p><strong>Para os arquitetos, ele significava algo mais:\u00a0<\/strong>era a mais alta constru\u00e7\u00e3o da Terra.<\/p>\n<p>E para os cientistas, era um misterioso espelho que fascinava-os mais\u2026 O espelho cuja reflex\u00e3o podia ser visto mais de 50 km de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>Farol de Alexandria &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Pouco depois da morte de Alexandre o Grande, seu comandante Ptolomeu Soter assumiu o poder no Egito. Ele testemunhou a funda\u00e7\u00e3o de Alexandria, e estabeleceu sua capital l\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Fora da costa da cidade, fica uma pequena ilha:\u00a0<\/strong>Faros. Seu nome, diz a lenda, \u00e9 uma varia\u00e7\u00e3o de Ilha do Fara\u00f3. A ilha era ligada com o continente atrav\u00e9s de uma represa \u2013 a Heptaesta\u00e7\u00e3o \u2013 que dava \u00e0 cidade um porto duplo. E por causa das condi\u00e7\u00f5es perigosas de navega\u00e7\u00e3o e da costa pantanosa na regi\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o de um farol era necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>O projeto foi imaginado e iniciado por Ptolomeu Soter, mas foi completado ap\u00f3s a sua morte, durante o reinado de seu filho Ptolomeu Filadelfus. Foi desenhado pelo arquiteto grego S\u00f3strato.<\/p>\n<p><strong>O monumento era dedicado aos deuses Salvadores:<\/strong>\u00a0Ptolomeu Soter e sua esposa Berenice. Por s\u00e9culos, o\u00a0<strong>Farol de Alexandria<\/strong>\u00a0foi usado para marcar o porto, advertindo os navegantes da presen\u00e7a dos recifes, usando fogo a noite e refletindo os raios solares durante o dia. Foi inaugurado em 270 a.C. Era sempre mostrado nas moedas gregas e romanas, assim como os monumentos famosos s\u00e3o retratadas nas atuais.<\/p>\n<p>Tornou-se t\u00e3o famoso que faros passou a significar farol.<\/p>\n<p>Na Idade M\u00e9dia, quando os \u00e1rabes conquistaram o Egito, eles admiraram Alexandria e sua riqueza.<\/p>\n<p>Mas os novos governantes transferiram sua capital para o Cairo desde que eles n\u00e3o tinham interesses com o Mar Mediterr\u00e2neo. Transformaram o\u00a0<strong>farol de Alexandria<\/strong>\u00a0numa pequena mesquita.<\/p>\n<p>Quando o espelho quebrou-se, eles n\u00e3o colocaram nenhum outro no lugar. Em 956 d.C., um terremoto atingiu Alexandria e causou alguns estragos no Farol. Mais tarde em 1303 d.C. e em 1323 dois terremotos mais fortes deixaram uma impress\u00e3o significante na estrutura. Quando o famoso viajante \u00e1rabe Ibn Battuta visitou Alexandria em 1349, ele n\u00e3o pode entrar nas ru\u00ednas do templo ou mesmo escalar at\u00e9 a sua porta de entrada.<\/p>\n<p>O cap\u00edtulo final da hist\u00f3ria do Farol veio em 1480 d.C. quando o sult\u00e3o mameluco Quaitbei decidiu fortificar a defesa de Alexandria. Ele construiu um forte medieval no mesmo local onde o Farol ficava, usando as rochas e o m\u00e1rmore utilizado no Farol.<\/p>\n<p>Apesar da fama, o\u00a0<strong>farol de Alexandria<\/strong>\u00a0s\u00f3 passou a integrar a rela\u00e7\u00e3o das Sete Maravilhas do Mundo no s\u00e9culo VI da era crist\u00e3, pois nas rela\u00e7\u00f5es anteriores citavam em seu lugar as muralhas da Babil\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>Farol de Alexandria &#8211; Descri\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Das seis Maravilhas sumidas, o Farol foi o \u00faltimo a desaparecer. Por isso n\u00f3s temos conhecimento exato de sua localiza\u00e7\u00e3o e apar\u00eancia. Avalia\u00e7\u00f5es antigas tais como as de Strabo e Pliny, o Velho d\u00e3o-nos uma breve descri\u00e7\u00e3o da \u201ctorre\u201d e do revestimento de m\u00e1rmore branco. Eles conta-nos como o misterioso espelho podia refletir a luz a dezanas de quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A lenda diz que o espelho tamb\u00e9m era usado para detectar e queimar navios inimigoss antes deles conseguirem alcan\u00e7ar a costa.<\/p>\n<p>Em 1166, um viajante \u00e1rabe, Abou-Haggag Al-Andaloussi visitou o Farol.<\/p>\n<p>Ele documentou com riquezas de informa\u00e7\u00f5es e deu-nos uma precisa descri\u00e7\u00e3o da estrutura pelo qual ajudou os arqueologistas a reconstru\u00edrem o monumento.<\/p>\n<p><strong>Erguia-se de uma plataforma de pedra, composta de 3 est\u00e1gios:<\/strong>\u00a0o quadrado mais inferior tinha 60 m de altura com um n\u00facleo cil\u00edndrico, o do meio era oitavada com os lados medindo 18 m e uma altura de 28 m; e o terceiro era circular com 7 m de altura.<\/p>\n<p>O altura total do pr\u00e9dio, incluindo a funda\u00e7\u00e3o da base, era de 117 m, equivalente a um atual edif\u00edcio de 40 andares.<\/p>\n<p>No alto, ardia uma fogueira de lenha ou carv\u00e3o.<\/p>\n<p>O n\u00facleo interno era usado como uma haste para suspender o combust\u00edvel para o fogo.<\/p>\n<p>No est\u00e1gio superior, o espelho refletia a luz solar durante o dia, enquanto que o fogo era usado \u00e0 noite.<\/p>\n<p>Uma larga rampa em espiral conduzia \u00e0 parte mais alta da constru\u00e7\u00e3o. Nos tempos antigos, uma est\u00e1tua de Poseidon enfeitava o topo do pr\u00e9dio.<\/p>\n<p><strong>Farol de Alexandria &#8211; Ilha de Faros<\/strong><\/p>\n<p>Erguia-se numa das ilhas de Faros, perto de Alexandria e tinha uma torre de m\u00e1rmore branco de 135 metros de altura.<\/p>\n<p><strong>Era divido em tr\u00eas partes:<\/strong>\u00a0a inferior (quadrada); a do meio (com oito faces); e a superior (cil\u00edndrica).<\/p>\n<p>Uma rampa em forma de caracol levava at\u00e9 o topo onde, \u00e0 noite, brilhava o fogo refletido em um potente espelho, formando um clar\u00e3o que podia ser visto a mais de 50 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. No alto existia uma est\u00e1tua a H\u00e9lio, o deus Sol. Em 1477, o sult\u00e3o Qa\u2019it Bay construiu um forte a partir de suas ru\u00ednas.<\/p>\n<p>Era iluminado pelo fogo de lenha ou carv\u00e3o. Inaugurado em 270 a.C., o farol foi destru\u00eddo por um terremoto em 1375.<\/p>\n<p>O arquiteto S\u00f3strato de Cnido levantou, na ilha de Faros, o primeiro farol do mundo.<\/p>\n<p>Com cerca de 120 metros de altura e equipado com todos os instrumentos mec\u00e2nicos ent\u00e3o conhecidos para prote\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o era, inclusivamente, capaz de efetuar previs\u00f5es meteorol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>A sua luz era alimentada por lenha resinosa, i\u00e7ada por m\u00e1quinas hidr\u00e1ulicas que, por uma combina\u00e7\u00e3o de espelhos c\u00f4ncavos, se dizia ser vis\u00edvel a mais de 50 Km de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158980 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Farol-11-300x252.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"252\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Farol-11-300x252.jpg 300w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Farol-11.jpg 478w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><strong>Concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Pharos, o Farol de Alexandria<\/strong><\/p>\n<p>O farol dispunha ainda de engenhos que assinalavam a passagem do sol, a dire\u00e7\u00e3o do vento e as horas.<\/p>\n<p>Estava equipado com sinais de alarme acionados a vapor que se faziam ouvir durante o mau tempo, bem como com um elevador que permitia o acesso ao cimo da torre.<\/p>\n<p>Possu\u00eda tamb\u00e9m um perisc\u00f3pio gigante, por meio do qual um vigia podia observar embarca\u00e7\u00f5es que se encontrassem para al\u00e9m do horizonte aparente.<\/p>\n<p>Este farol, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, foi destru\u00eddo por um terremoto no s\u00e9culo XIV.<\/p>\n<p><strong>Farol de Alexandria &#8211; Constru\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O farol foi constru\u00eddo no s\u00e9culo 3 aC; uma vez que Alexandre o Grande morreu logo ap\u00f3s deixar o Egito sob a administra\u00e7\u00e3o grega, Ptolomeu I S\u00f3ter tornou-se rei em 305 aC. Durante seu reinado,<\/p>\n<p>Ptolomeu ordenou a constru\u00e7\u00e3o do Farol. O edif\u00edcio alto foi conclu\u00eddo durante o reinado do filho sucessor de Ptolomeu, Ptolomeu II Filadelfo.<\/p>\n<p>Um total de 12 anos foram necess\u00e1rios para a conclus\u00e3o de todo o edif\u00edcio e um total de 800 talentos de prata foram usados. O Farol tinha 91 metros de altura; as \u00fanicas estruturas feitas pelo homem mais altas na \u00e9poca seriam as pir\u00e2mides de Giz\u00e9.<\/p>\n<p>Muitas informa\u00e7\u00f5es sobre a constru\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>Farol de Alexandria<\/strong>\u00a0permanecem apenas especula\u00e7\u00f5es ap\u00f3s o colapso da torre devido a um poderoso terremoto em 1323 DC.<\/p>\n<p>O farol foi constru\u00eddo com grandes blocos de pedra de cores claras. A torre era feita de tr\u00eas fileiras estreitas. O primeiro era uma se\u00e7\u00e3o quadrada inferior com um n\u00facleo central; a se\u00e7\u00e3o octogonal m\u00e9dia; e, no topo, uma se\u00e7\u00e3o circular.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158981 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Farol-8-249x300.jpg\" alt=\"\" width=\"249\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Farol-8-249x300.jpg 249w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Farol-8.jpg 306w\" sizes=\"(max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><strong>Farol de Alexandria<\/strong><\/p>\n<p>Farol de vigia constru\u00eddo em m\u00e1rmore, na ilha de Faros no golfo de Alexandria, em 270 a.C.<\/p>\n<p>Tinha cerca de 122 metros de altura e foi destru\u00eddo por um tremor de terra em 1375.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-108108 size-full\" title=\"Farol de Alexandria\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-51.jpg\" alt=\"Farol de Alexandria\" width=\"234\" height=\"235\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-51.jpg 234w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-51-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 234px) 100vw, 234px\" \/><strong>Farol de Alexandria<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Farol de Alexandria<\/strong>\u00a0foi constru\u00eddo entre os anos de 300-280 a.C. e era considerado como uma das maiores produ\u00e7\u00f5es da t\u00e9cnica da Antiguidade.<\/p>\n<p>Era um farol que tinha uma base quadrada, sobre a qual erguia-se uma torre octogonal de cerca de 100 metros de altura.<\/p>\n<p>Em cima, durante dia e noite, ardia um fogo que era alimentado por lenha e resina.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>farol<\/strong>\u00a0foi destru\u00eddo por um terremoto e foi em v\u00e3o a procura de suas ru\u00ednas.<\/p>\n<p><strong>Alexandria no fundo do mar<\/strong><\/p>\n<p><strong>O Farol de Alexandria, uma das sete maravilhas da Antiguidade, foi localizado no fundo do Mar Mediterr\u00e2neo.<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o se sabia direito nem se ele tinha existido de verdade.<\/p>\n<p>Mas depois de dezesseis s\u00e9culos o\u00a0<strong>Farol de Alexandria<\/strong>, uma das sete maravilhas da Antiguidade, foi enfim reencontrado.<\/p>\n<p>Est\u00e1 a oito metros de profundidade, no fundo do Mediterr\u00e2neo, no porto de Alexandria, Egito.<\/p>\n<p>Cientistas localizaram outros 2 000 objetos, submersos na ba\u00eda esfinges, est\u00e1tuas, obeliscos e colunas, gregas e eg\u00edpcias.<\/p>\n<p>\u00c9 o maior s\u00edtio arqueol\u00f3gico submarino j\u00e1 descoberto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-108107 size-full\" title=\"Farol de Alexandria\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-50.jpg\" alt=\"Farol de Alexandria\" width=\"287\" height=\"389\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-50.jpg 287w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-50-221x300.jpg 221w\" sizes=\"(max-width: 287px) 100vw, 287px\" \/><strong>Farol de Alexandria<\/strong><\/p>\n<p>Diz a lenda que Homero, o autor de A Odiss\u00e9ia, apareceu em um sonho para Alexandre, o Grande (356 a.C \u2013 323 a.C), o jovem general da Maced\u00f4nia (regi\u00e3o do norte da Gr\u00e9cia) que conquistou o Oriente, at\u00e9 a \u00cdndia, com apenas 25 anos.<\/p>\n<p>O poeta inspirou o rei a fundar uma cidade que eternizasse sua gl\u00f3ria. Em 331 a.C, Alexandre invadiu o Egito, proclamou-se fara\u00f3 e fundou Alexandria. A cidade nasceu com grandes avenidas, teatros, museus, hip\u00f3dromo e sistema de \u00e1gua pot\u00e1vel, tudo constru\u00eddo pelo arquiteto Dinocrates de Rodes.<\/p>\n<p>Com a morte de Alexandre, oito anos depois, seus generais dividiram o imp\u00e9rio. O Egito coube ao general Ptolomeu, que proclamou-se fara\u00f3 e fundou uma dinastia que reinou 300 anos.<\/p>\n<p>Sob os ptolomeus Alexandria virou uma encruzilhada cosmopolita do Mediterr\u00e2neo. Obeliscos, pir\u00e2mides e est\u00e1tuas de todo o Egito foram transplantados para a cidade.<\/p>\n<p>O acervo de literatura grega da Biblioteca de Alexandria tornou-a a mais famosa da Antig\u00fcidade.<\/p>\n<p>Em 285 a.C., Ptolomeu II come\u00e7ou a constru\u00e7\u00e3o do farol, na ilha de Faros, ligada ao continente por uma ponte-dique. Era um edif\u00edcio monumental, o mais alto do seu tempo, com 100 metros de altura, o que corresponde a um pr\u00e9dio de 30 andares. Sua silhueta foi reproduzida em moedas, lou\u00e7as, mosaicos e em est\u00e1tuas de terracota, da L\u00edbia at\u00e9 o Afeganist\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o ge\u00f3grafo grego Estrab\u00e3o, (58 a.C.- 25 d.C) o farol era todo de m\u00e1rmore o que os blocos de granito encontrados no fundo do mar desmentem.<\/p>\n<p><strong>Tinha tr\u00eas partes:\u00a0<\/strong>a base era uma torre quadrada, em cima havia uma torre octagonal e, no alto dessa, uma redonda onde ficava o fogo sinalizador. No topo, uma est\u00e1tua, que podia ser de Zeus, o pai dos deuses, ou de Poseidon, deus do mar.<\/p>\n<p>O farol tinha elevador hidr\u00e1ulico, para levar o combust\u00edvel at\u00e9 o alto. Sua luz, provavelmente ampliada por algum tipo de refletor, era vista a 100 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p><strong>Na primeira torre, havia uma grande inscri\u00e7\u00e3o, em grego, bem pouco modesta:<\/strong>\u00a0Sostrate de Cnide dedicou este monumento ao Deus Salvador. Sostrate foi o arquiteto do edif\u00edcio.<\/p>\n<p>A \u00faltima rainha ptolomaica foi Cle\u00f3patra, que amou o imperador J\u00falio C\u00e9sar e o general romano Marco Antonio em Alexandria. Mas em 30 a.C. o imperador Ot\u00e1vio invadiu a cidade, Cle\u00f3patra suicidou-se e Alexandria virou possess\u00e3o romana. Na era crist\u00e3, a cidade foi um importante centro de debates religiosos.<\/p>\n<p>No ano 365, uma sucess\u00e3o de terremotos derrubou o andar superior do farol, elevou o n\u00edvel do mar e desmoronou muitos pal\u00e1cios. Uma guerra civil destruiu a Biblioteca no final do s\u00e9culo III. Em 641, os \u00e1rabes reconquistaram o Egito e fundaram uma nova capital, Fusat, hoje Cairo.<\/p>\n<p>Em 1217, partes do farol ainda estavam de p\u00e9. O historiador \u00e1rabe Ibn Jubayr dizia que no interior o espet\u00e1culo \u00e9 extraordin\u00e1rio; escadas e corredores s\u00e3o t\u00e3o grandes, as pe\u00e7as s\u00e3o t\u00e3o largas, que quem percorre as galerias frequentemente se perde.<\/p>\n<p><strong>Em 1325, quando visitou Alexandria, o viajante Ibn Battuta lamentou os terremotos:<\/strong>\u00a0Uma fachada desmoronou.<\/p>\n<p>O farol est\u00e1 em t\u00e3o mal estado que foi imposs\u00edvel chegar at\u00e9 a sua porta. No s\u00e9culo XIV, outro tremor finalmente derrubou o que restava.<\/p>\n<p>Em 1365, o governador de Alexandria entupiu a entrada da ba\u00eda com blocos de pedra para impedir ataques navais do rei de Chipre. Para defender o porto do mar agitado tamb\u00e9m foram constru\u00eddos quebra-mares, possivelmente sobre vest\u00edgios da Antig\u00fcidade. Mas em 1477, a constru\u00e7\u00e3o do forte Kait Bey pelos turcos otomanos, bem em cima das ru\u00ednas do farol, paradoxalmente preservou a costa em frente, convertendo-a em \u00e1rea militar. Durante cinco s\u00e9culos, os vest\u00edgios do passado submerso ficaram protegidos.<\/p>\n<p>A primeira descoberta importante foi feita s\u00f3 em 1961, pelo eg\u00edpcio Kemal Abu el-Saadat, pioneiro da arqueologia submarina. Ele achou, no fundo, perto do forte, a cabe\u00e7a monumental de uma est\u00e1tua da deusa \u00cdsis, hoje no Museu Mar\u00edtimo de Alexandria. Entre 1968 e 1975, uma miss\u00e3o da Unesco fez um relat\u00f3rio pormenorizado sobre o s\u00edtio submerso.<\/p>\n<p><strong>Em 1992, o cientista submarino Franck Goddio passou um pente fino na ba\u00eda:\u00a0<\/strong>com a ajuda de um magnet\u00f4metro imerso n\u2019\u00e1gua, vasculhou o fundo do mar medindo a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica nuclear do relevo marinho, detectando mudan\u00e7as de frequ\u00eancia produzidas por objetos extraordin\u00e1rios como grandes blocos de pedra.<\/p>\n<p><strong>O resultado foi espetacular:<\/strong>\u00a0foram localizados 2 mil objetos em uma \u00e1rea de 2,25 hectares, a 8 metros de profundidade, ao p\u00e9 do forte; e, do outro lado da ba\u00eda, a 6 metros de profundidade, cobertas por 3 metros de lodo, surgiram as ru\u00ednas da cidade antiga. Alexandria ressuscitou.<\/p>\n<p>Em 1994, o Servi\u00e7o de Antiguidades Eg\u00edpcias convocou o Centro Nacional de Pesquisas Cient\u00edficas (CNRS) da Fran\u00e7a e o Instituto Franc\u00eas de Arqueologia Oriental para ajudarem nas pesquisas.<\/p>\n<p>O arque\u00f3logo Jean-Yves Empereur, diretor de Pesquisa do CNRS, fundou o Centro de Estudos Alexandrinos na cidade.<\/p>\n<p>Em 1995, com o apoio da companhia de petr\u00f3leo Elf-Aquitaine e da produtora cinematogr\u00e1fica Gedeon, foi iniciado o trabalho de escava\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o de cada pedra com 30 mergulhadores, eg\u00edpcios e franceses.<\/p>\n<p>As primeiras pe\u00e7as recuperadas foram transportadas para terra firme em outubro passado.<\/p>\n<p>No fundo da ba\u00eda de Alexandria a confus\u00e3o \u00e9 grande. H\u00e1 blocos esculpidos, paralep\u00edpedos com inscri\u00e7\u00f5es, peda\u00e7os de colunas, obeliscos, est\u00e1tuas colossais e doze esfinges. Mas s\u00e3o de \u00e9pocas diferentes.<\/p>\n<p><strong>O que pertence ao farol? O que prov\u00eam dos quebra-mares constru\u00eddos durante s\u00e9culos?<\/strong><\/p>\n<p>Pode se distinguir tr\u00eas ordens no caos. A primeira \u00e9 constitu\u00edda por um alinhamento de grandes blocos de pedra, de 10 metros de comprimento, que parecem quebrados, como se tivessem despencado de uma grande altura, e dispostos perpendicularmente \u00e0 costa, quase que enfileirados. S\u00e3o, sem d\u00favida, os restos do farol desabado. A segunda ordem \u00e9 formada por colinas, montes de pedras a 4 metros de profundidade, que parecem ter vindo de um mesmo monumento desmoronado. E, finalmente, h\u00e1 uma terceira ordem, inteiramente confusa, de peda\u00e7os dispostos segundo uma l\u00f3gica aleat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Os estilos tamb\u00e9m variam. H\u00e1 colunas da \u00e9poca helen\u00edstica e peda\u00e7os de obeliscos eg\u00edpcios usados e reutilizados com s\u00e9culos de intervalo. \u00c9 o que prova uma cruz crist\u00e3 gravada sobre um capitel (parte superior de uma pilastra) em forma de papiro. Muitas esculturas foram trazidas de Heli\u00f3polis, a cidade consagrada ao deus Sol, a 230 quil\u00f4metros de Alexandria.<\/p>\n<p>H\u00e1 pe\u00e7as com hier\u00f3glifos da \u00e9poca do fara\u00f3 Ses\u00f3stris III (1880 a.C.), de Rams\u00e9s II (1280 a.C.), de Seti I, pai de Rams\u00e9s, e de Pisam\u00e9tico II (590 a.C).<\/p>\n<p>Segundo Jean-Yves Empereur, pode-se imaginar que muitas pertenceram a monumentos erguidos antes dos terremotos que sacudiram a regi\u00e3o, depois do s\u00e9culo IV.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m h\u00e1 outros elementos que podem vir de escombros jogados no mar, talvez intencionamente, para refor\u00e7ar os quebra-mares. Mesmo com toda essa incerteza, quando o material for classificado, a hist\u00f3ria de Alexandria ser\u00e1 outra.<\/p>\n<p><strong>Farol de Alexandria &#8211; Altura<\/strong><\/p>\n<p>Com seu brilho intenso que podia ser visto a 50 km, o\u00a0<strong>Farol de Alexandria<\/strong>\u00a0foi durante s\u00e9culos a mais alta constru\u00e7\u00e3o habit\u00e1veldo planeta.<\/p>\n<p>Uma obra digna daqueles que o ergueram, o n\u00e3o menos brilhante povo do imp\u00e9rio de Alexandre, o Grande.<\/p>\n<p>Capital da sofistica\u00e7\u00e3o, a Alexandria do s\u00e9culo IV esbanjava obras espl\u00eandidas, \u00e0 altura de seu fundador, o imperador Alexandre, o Grande.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Farol de Alexandria<\/strong>\u00a0causou tamanha impress\u00e3o que o nome da ilha onde ele estava instalado, Farol, passou a designar as constru\u00e7\u00f5es que iluminam o caminho das embarca\u00e7\u00f5es no mar.<\/p>\n<p>Erguido durante o governo do sucessor de Alexandre, Ptolomeu II, em 280 a.C., foi o maior farol de todos os tempos.<\/p>\n<p><strong>Cidade sobre o mar<\/strong><\/p>\n<p>O farol era uma verdadeira cidade, habitada pelos trabalhadores que o mantinham aceso e pelos soldados que o protegiam.<\/p>\n<p>Os suprimentos de \u00e1gua e comida chegavam por uma passarela que ligava a ilha ao continente. A \u00e1gua pot\u00e1vel ficava armazenada num reservat\u00f3rio subterr\u00e2neo.<\/p>\n<p>Na parte inferior da constru\u00e7\u00e3o, uma estrebaria abrigava os animais que carregavam a madeira necess\u00e1ria para alimentar a chama do farol.<\/p>\n<p>Rampas conduziam at\u00e9 a c\u00e2mara da fogueira que n\u00e3o tinha paredes externas, permitindo a circula\u00e7\u00e3o de ar para manter as tochas acesas. Coroando a obra, uma est\u00e1tua de Zeus, o todo poderoso deus grego.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIV, um violento terremoto derrubou o farol depois de mais de 1.500 anos de vida \u00fatil.<\/p>\n<p>Nos anos de 1990, a equipe do arque\u00f3logo franc\u00eas Jean Yves Empereur encontrou rochas no fundo do mar que podem ter pertencido \u00e0 constru\u00e7\u00e3o. \u00c9 a ci\u00eancia moderna trazendo \u00e0 tona um passado glorioso.<\/p>\n<p><strong>Alexandre, o Grande<\/strong><\/p>\n<p>Ele foi de fato um \u201cvencedor de her\u00f3is\u201d, conforme o significado de seu nome. Em 11 anos, construiu um imp\u00e9rio de 9 milh\u00f5es de km\u00b2.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Helenismo:<\/strong>\u00a0Resultado do encontro entre a cultura grega e o Oriente, Alexandre, o Grande, foi seu maior difusor e Alexandria, seu melhor exemplo.<strong><br \/>\nBiblioteca:<\/strong>\u00a0Possu\u00eda 700 mil rolos de pergaminhos \u2013 os livros da \u00e9poca. Era o maior acervo do mundo. Em seu lugar foi constru\u00edda esta biblioteca.<strong><br \/>\nLocaliza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Alexandria situa-se ao norte do Egito, \u00e0s margens do Mar Mediterr\u00e2neo.<strong><br \/>\nAltura do Farol:\u00a0<\/strong>Aproximadamente 135 metros.<strong><br \/>\nMaterial Empregado:\u00a0<\/strong>Granito \u2013 alguns blocos pesavam at\u00e9 75 toneladas \u2013 revestido de m\u00e1rmore.<\/p><\/blockquote>\n<p>Quando\u00a0<strong>Alexandre da Maced\u00f4nia<\/strong>\u00a0passou a empreender uma jornada contra os persas, ele foi muito bem recebido pelos eg\u00edpcios porque viam nele mais do que um conquistador, algu\u00e9m em condi\u00e7\u00f5es de libertar gregos e eg\u00edpcios do dom\u00ednio duro imposto pelo imp\u00e9rio persa.<\/p>\n<p>Em respeito \u00e0 esta considera\u00e7\u00e3o, ele dirigiu-se para a regi\u00e3o de Siwa em um pequeno vilarejo de pescadores para ser consagrado fara\u00f3 leg\u00edtimo. Nesta viagem ficou interessado em fundar uma cidade naquele local, a primeira de uma s\u00e9rie, a cidade de Alexandria.<\/p>\n<p>Como conquistador, ele tinha entre suas caracter\u00edsticas a de inserir parte das culturas dos povos dominados na cultura grega, o que facilitava a penetra\u00e7\u00e3o de seus interesses agradando os povos com uma pr\u00e1tica polite\u00edsta idolatrando todas as entidades divinizadas como seus conhecidos atribuindo em sua cultura parte do que os povos conheciam relacionando estes costumes a entidades da natureza grega.<\/p>\n<p>Outra caracter\u00edstica importante foi a de fundar cidades nas regi\u00f5es conquistadas com o nome de Alexandria, ao todo foram dezessete em diferentes localidades dentro do seu vasto dom\u00ednio.<\/p>\n<p>A quase totalidade desapareceu, mas no territ\u00f3rio eg\u00edpcio permaneceria uma delas at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p>Presume-se que as escolhas n\u00e3o eram aleat\u00f3rias, sendo cidades estrat\u00e9gicas principalmente a cidade eg\u00edpcia. Ela se situa \u00e0 20 milhas ao Oeste do delta do rio Nilo por se tratar de uma regi\u00e3o em que o lodo e a lama trazidos pelas \u00e1guas do Nilo n\u00e3o bloqueariam o porto da cidade.<\/p>\n<p>Ao sul encontramos o lago Mareotis que foi ligado posteriormente ao Nilo conferindo ent\u00e3o \u00e0 cidade de Alexandria dois portos permitindo as trocas comerciais com o Mar Mediterr\u00e2neo ao Norte e ao Sul a conec\u00e7\u00e3o com o rio Nilo.<\/p>\n<p>Nestas condi\u00e7\u00f5es, os dois portos sempre permaneceram profundos e limpos. Alexandria foi fundada em 332 a.C. e veria seu mentor morrer de maneira misteriosa onze anos depois em 323 a.C.. Ptolomeu Soter novo l\u00edder do Egito efetuou as obras que completariam o que fora iniciado por Alexandre.<\/p>\n<p>Em raz\u00e3o da sua condi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e mesmo porque a forma de conec\u00e7\u00e3o segura com o Mar Mediterr\u00e2neo lhe conferia uma pr\u00f3spera condi\u00e7\u00e3o comercial, houve a eleva\u00e7\u00e3o de seu status o que tornou a cidade muito rica durante s\u00e9culos e at\u00e9 os dias de hoje, a cidade de Alexandria permanece pr\u00f3spera visto que, \u00e9 a segunda maior cidade do Egito moderno.<\/p>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-108099 size-full\" title=\"Farol de Alexandria\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-42.jpg\" alt=\"Farol de Alexandria\" width=\"223\" height=\"372\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-42.jpg 223w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-42-180x300.jpg 180w\" sizes=\"(max-width: 223px) 100vw, 223px\" \/><strong>Representa\u00e7\u00e3o do farol na ilha de Pharos<\/strong><\/p>\n<p>Ainda no per\u00edodo em que Alexandre vivia e liderava o imp\u00e9rio grego, ele determinou que todos os conhecimentos encontrados em todos os povos dominados e que faziam parte de seu reino viessem a ser centralizados na famosa biblioteca de Alexandria, esta cidade seria tamb\u00e9m um importante centro de cultura e de ensino, isso foi muito bem visto e continuado de maneira intensa por Ptolomeu S\u00f3ter (Ptolomeu I) seu sucessor, porque ele era um homem de muita cultura e se interessava em tudo o que se relacionava com os conhecimentos.<\/p>\n<p>Seu filho Ptolomeu II era reconhecidamente um apaixonado pela cole\u00e7\u00e3o de livros chegando a adquirir bibliotecas inteiras (a biblioteca de Arist\u00f3teles foi uma delas), reunindo assim milhares de pergaminhos, c\u00f3dices e rolos de todos os cantos da Terra em que tivesse contato comercial.<\/p>\n<p>Cal\u00edmaco autor do primeiro cat\u00e1logo em Alexandria registrou mais de 500.000 exemplares. No seu final, a Biblioteca de alexandria continha mais de 700.000 registrados. De t\u00e3o numerosa que ficou, Ptolomeu Evergeta (Ptolomeu III), precisou reunir parte no anexo do templo de Ser\u00e1pis.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-158982 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Farol-12.jpg\" alt=\"\" width=\"241\" height=\"252\" \/><strong>Alexandre da Maced\u00f4nia<\/strong><\/p>\n<p>Mas as pr\u00e1ticas comerciais na cidade rec\u00e9m formada passaram a ser cada vez mais intensas e a navega\u00e7\u00e3o uma constante na regi\u00e3o permitindo desde pequenas colis\u00f5es e naufr\u00e1gios at\u00e9 a perda de muita mercadoria.<\/p>\n<p>Com isso Ptolomeu determinou a necessidade de se construir um farol em 290 a.C. que viria a ser finalizado vinte anos depois em 270 a.C.. Para realizar o projeto, o servi\u00e7o foi determinado \u00e0 S\u00f3strates de Knidos, um homem inteligente e que por sua fa\u00e7anha, teria se sentido orgulhoso pelo feito e pediu \u00e0 Ptolomeu Filadelfo (Ptolomeu II filho de Ptolomeu I), que seu nome estivesse na funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O atual governante n\u00e3o aceitou o pedido de S\u00f3strates e determinou que o seu nome (Ptolomeu II) fosse o \u00fanico a constar na constru\u00e7\u00e3o. S\u00f3strates ent\u00e3o escreveu:<\/strong>\u00a0\u201cS\u00f3strates filho de Dexifanes de Knidos em nome de todos os marinheiros para os deuses salvadores\u201d, colocando sobre esta inscri\u00e7\u00e3o uma espessa camada de gesso onde escreveu o nome de Ptolomeu.<\/p>\n<p>Ao passar dos anos, o gesso caiu por envelhecimento revelando ent\u00e3o a verdadeira autoria declarada por S\u00f3strates, seu inteligente autor.<\/p>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-108101 size-full\" title=\"Farol de Alexandria\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-44.jpg\" alt=\"Farol de Alexandria\" width=\"220\" height=\"402\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-44.jpg 220w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-44-164x300.jpg 164w\" sizes=\"(max-width: 220px) 100vw, 220px\" \/><strong>Localiza\u00e7\u00e3o da cidade de Alexandria<\/strong><\/p>\n<p>O local da edifica\u00e7\u00e3o foi a ilha de Pharos e em pouco tempo a constru\u00e7\u00e3o passou a ser tratada de farol que por sua influ\u00eancia forte tornou-se sin\u00f4nimo de Lighthouse (casa de luz em ingl\u00eas) e nas l\u00ednguas latinas, o significado de um pilar com ilumina\u00e7\u00e3o ao topo passou a ser denominado farol.<\/p>\n<p>Suas medidas s\u00e3o estimadas por varia\u00e7\u00f5es descritas no s\u00e9c. 10 d.C. feitas por viajantes de Moor, Idrisi e Yusuf Ibn al Shaikh. Por estas descri\u00e7\u00f5es ele tinha 300 c\u00fabicos de altura, uma medida que varia de acordo com o local de origem, tornando-se obrigat\u00f3rio estimar sua altura entre 137,16 a 182,88 metros.<\/p>\n<p>Ele se parecia com os pr\u00e9dios modernos denominados arranha-c\u00e9u. Possu\u00eda tr\u00eas partes constru\u00eddas uma sobre a outra sendo a primeira parte quadriculada com perto de 61 metros de altura e 30 metros nas laterais do quadrado de sua base. Sendo em formato quadriculado na primeira parte, ele teria ent\u00e3o 30,48 x 30,48 metros de base com 60,96 metros de altura.<\/p>\n<p>Teria sido edificado em blocos de m\u00e1rmore com uma espiral interna que permitia at\u00e9 a circula\u00e7\u00e3o e subida de cavalos. Acima desta forma existia um cilindro para a c\u00fapula aberta em que o fogo iluminava o farol.<\/p>\n<p>Sobre esta c\u00fapula estaria uma enorme est\u00e1tua de Poseidon.<\/p>\n<p>A segunda parte era octogonal e a terceira cil\u00edndrica. Ele dispunha de equipamentos de medi\u00e7\u00e3o, posicionamento do Sol, dire\u00e7\u00e3o dos ventos e as horas do dia. Al\u00e9m de ser dotado de alta tecnologia para o seu tempo, era um verdadeiro s\u00edmbolo da cidade e servia como refer\u00eancia para atrair diversos cientistas e intelectuais da antiguidade.<\/p>\n<p>A primeira base continha tamb\u00e9m centenas de armaz\u00e9ns e no interior das partes superiores uma canaliza\u00e7\u00e3o para transportar o combust\u00edvel at\u00e9 o fogo (provavelmente era utilizado o azeite de oliva).<\/p>\n<p>A escadaria interna tamb\u00e9m permitia a transi\u00e7\u00e3o de vigilantes e visitantes.<\/p>\n<p>A parte superior contava com uma c\u00e2mara de baliza para direcionar um enorme espelho encurvado utilizado para projetar a luz do fogo em uma viga. Segundo relat\u00f3rios encontrados e dados levantados por pesquisa, as embarca\u00e7\u00f5es podiam receber a luz irradiada \u00e0 noite pela torre, ou a fuma\u00e7a do fogo durante o dia com muita facilidade em at\u00e9 quarenta milhas de dist\u00e2ncia (mais de 64 km), existem suposi\u00e7\u00f5es de que alcan\u00e7assem at\u00e9 cem milhas (mais de 160 km).<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o servia apenas como uma refer\u00eancia de navega\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m como atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica, visto que haviam comerciantes de iguarias e alimenta\u00e7\u00e3o aos visitantes do local na plataforma de observa\u00e7\u00e3o da primeira estrutura que ficaria \u00e0 60,96 metros de altura da estrutura e perto de 91,44 metros em rela\u00e7\u00e3o ao mar. N\u00e3o seria portanto uma vis\u00e3o para qualquer pessoa, poucos poderiam ter acesso \u00e0 esta vis\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-108102 size-full\" title=\"Farol de Alexandria\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-45.jpg\" alt=\"Farol de Alexandria\" width=\"274\" height=\"236\" \/><strong>Farol de Alexandria &#8211;<\/strong>\u00a0<strong>Representa\u00e7\u00e3o<br \/>\nbaseada nas refer\u00eancias hist\u00f3ricas<\/strong><\/p>\n<p>Entre as maiores causas para o seu desaparecimento est\u00e3o os abalos s\u00edsmicos registrados em 365 e 1303 d.C., tendo o seu final registrado em 1326 por atividades s\u00edsmicas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Especulou-se que tenha sido sabotado, o que parece improv\u00e1vel mas conta uma est\u00f3ria no m\u00ednimo interessante. Em 850 d.C., o imperador de Constantinopla pretendeu acabar com o porto rival inventando uma fantasia para se livrar de Pharos.<\/p>\n<p>Ele espalhou rumores de que haviam sido enterrados tesouros sob o\u00a0<strong>farol de Alexandria<\/strong>. O Califa do Cairo ouviu a respeito e ordenou que a torre viesse \u00e0 baixo para tentar encontrar o tal tesouro fabuloso, mas quando removido o topo, o Califa percebeu que teria sido enganado e tentou reconstruir sem sucesso transformando-a ent\u00e3o em uma mesquita.<\/p>\n<p>A est\u00f3ria pode ser t\u00e3o ver\u00eddica quanto a que trata de atividades por parte dos usu\u00e1rios do farol que se aproveitavam do imenso espelho para refletir a luz do Sol sobre as embarca\u00e7\u00f5es inimigas que eram queimadas no mar pela sua intensa luz.<\/p>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-108103 size-full\" title=\"Farol de Alexandria\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-46.jpg\" alt=\"Farol de Alexandria\" width=\"194\" height=\"178\" \/><strong>Est\u00e1tua submersa de Alexandre na orla da ilha<\/strong><\/p>\n<p>De concreto realmente, temos a migra\u00e7\u00e3o de diversas personalidades pois era uma regi\u00e3o que concentrava os principais eventos de ensino e cultura, cumpria-se assim a vontade de Alexandre o Grande, que ao fundar a cidade, em 332 a.C., queria transform\u00e1-la em centro mundial do com\u00e9rcio, da cultura e do ensino.<\/p>\n<p>Os reis que o sucederam deram continuidade \u00e0 sua obra. Sob o reinado de Ptolomeu I (323-285 a.C.), por exemplo, o matem\u00e1tico grego Euclides criou o primeiro sistema de geometria.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m ali o astr\u00f4nomo Aristarco de Santos chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que o Sol e n\u00e3o a Terra era o centro do Universo. Passaram ainda, ou viveram na cidade, grandes nomes da \u00e1lgebra e geometria (Apol\u00f4nio de Perga, Her\u00e3o de Alexandria, Diofanto), da astronomia (Cl\u00e1udio Ptolomeu, Hiparco de Nic\u00e9ia), da filosofia (Erat\u00f3stenes), da hist\u00f3ria (Maneton, Hecateu de Abdera), da matem\u00e1tica, f\u00edsica e mec\u00e2nica (Arquimedes, Her\u00e3o, Papo de Alexandria, Te\u00e3o \u2013 pai de Hip\u00e1cia, Hip\u00e1cia, Estrat\u00e3o, Ctes\u00edbio), da literatura, gram\u00e1tica e poesia (Cal\u00edmaco, Filetas de C\u00f3s, Te\u00f3crito, Zen\u00f3doto de \u00c9feso (o primeiro bibliotec\u00e1rio-chefe), Arist\u00f3fanes de Biz\u00e2ncio, Aristarco de Samotr\u00e1cia, Dion\u00edsio Trax, D\u00eddimo Calc\u00eantero), da medicina e cirurgia (Her\u00f3filo de Calced\u00f4nia, Galeno, Eras\u00edstrates, Heraclides de Taranto), entre muitas personalidades.<\/p>\n<p>Calcula-se que o farol tenha sido destru\u00eddo entre os s\u00e9culos XII e XIV.<\/p>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-108104 size-full\" title=\"Farol de Alexandria\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-47.jpg\" alt=\"Farol de Alexandria\" width=\"443\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-47.jpg 443w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/ffarol-47-300x143.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 443px) 100vw, 443px\" \/><strong>Forte de Qaitbey constru\u00eddo pelo sult\u00e3o de Qaitbey<br \/>\nem 1477 sobre o antigo farol<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a conclus\u00e3o e sua utiliza\u00e7\u00e3o, o\u00a0<strong>farol de Alexandria<\/strong>\u00a0foi exemplo de utilidade para outras na\u00e7\u00f5es que edificaram obras com a mesma inten\u00e7\u00e3o em 1157 e 1163 na Meloria e Magnale respectivamente na It\u00e1lia, foz do Trave em 1226 na Alemanha, St. Edmund Chapel em Norfolk s\u00e9c. XIII na Inglaterra e Dieppe e Courdouan no s\u00e9c. XIV na Fran\u00e7a. Em algumas localidades, eram aproveitados edif\u00edcios j\u00e1 erigidos para a instala\u00e7\u00e3o de uma ilumina\u00e7\u00e3o que proporcionasse o efeito de um farol, como no castelo de St. Elmo na ilha de Malta, desde 1151, ou a torre do convento de S\u00e3o Francisco do cabo de S\u00e3o Vicente em Portugal desde 1520.<\/p>\n<p>A cidade de Alexandria deve a sua inaugura\u00e7\u00e3o a Alexandre o Grande, mas como acervo cultural e import\u00e2ncia enquanto centro da cultura greco-romana, ela deve aos governantes gregos da trig\u00e9sima segunda e \u00faltima dinastia dos fara\u00f3s, Ptolomeu S\u00f3ter (Ptolomeu I), Ptolomeu Filadelfo (Ptolomeu II), Ptolomeu Evergeta (Ptolomeu III), mas tamb\u00e9m a Dem\u00e9trio Falereu que idealizou um centro cultural e de pesquisa em Alexandria no ano de 304 a.C..<\/p>\n<p>Alexandria foi o centro do pensamento grego e romano nos novecentos anos que se seguiram \u00e0 sua inaugura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.avanielmarinho.com.br\/vitoria.upf.tche.br\/academiafinanceira.vilabol.uol.com.br\/academiafinanceira.vilabol.uol.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Farol de Alexandria &#8211; O que \u00e9 A palavra \u2018farol\u2019 deriva de \u2018Pharos\u2019, uma ilha pr\u00f3xima de Alexandria, cidade portu\u00e1ria do Egito. 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