{"id":108020,"date":"2017-02-09T11:47:38","date_gmt":"2017-02-09T13:47:38","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=108020"},"modified":"2021-11-30T18:36:02","modified_gmt":"2021-11-30T20:36:02","slug":"mitologia-nordica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/historia\/historia-geral\/mitologia-nordica","title":{"rendered":"Mitologia N\u00f3rdica"},"content":{"rendered":"<p><strong>Mitologia N\u00f3rdica &#8211; O que \u00e9<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mitologia N\u00f3rdica vem da parte mais setentrional da Europa, Escandin\u00e1via:<\/strong>\u00a0Su\u00e9cia, Noruega, Dinamarca e Isl\u00e2ndia.<\/p>\n<p>A mitologia da regi\u00e3o \u00e9 sombria, sombreado por invernos sem sol longos. Mas a escurid\u00e3o \u00e9 atado com lampejos de grandeza e fa\u00edscas de humor.<\/p>\n<p>Os mitos retratam um universo em que deuses e gigantes lutam entre si em um conflito c\u00f3smico fadado a acabar na destrui\u00e7\u00e3o do mundo.<\/p>\n<p><strong>Mitologia N\u00f3rdica &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p class=\"google\" style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-158562  aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Mitolo3.jpg\" alt=\"\" width=\"446\" height=\"230\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Mitolo3.jpg 593w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Mitolo3-300x155.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 446px) 100vw, 446px\" \/><strong>Mitologia N\u00f3rdica<\/strong><\/p>\n<p>Os povos\u00a0<strong>N\u00f3rdicos<\/strong>\u00a0compreendem os pa\u00edses Hoje conhecidos como Su\u00e9cia, Dinamarca, Noruega e Isl\u00e2ndia.<\/p>\n<p><strong>Mitologia N\u00f3rdica<\/strong>\u00a0desenvolvida a partir dos mitos e lendas de povos do norte que falavam l\u00ednguas germ\u00e2nicas.<\/p>\n<p>Ela compartilha muitas caracter\u00edsticas com a mitologia dos grupos germ\u00e2nicos pr\u00e9-crist\u00e3os.<\/p>\n<p>Quando alguns desses grupos espalhou pela Inglaterra e Escandin\u00e1via, eles carregavam seus mitos com eles. \u00c0 medida que se converteu ao cristianismo, suas cren\u00e7as tradicionais desapareceu.<\/p>\n<p>Mas o cristianismo n\u00e3o alcan\u00e7aram na Escandin\u00e1via at\u00e9 uma data posterior, e a vers\u00e3o n\u00f3rdica da mitologia germ\u00e2nica permaneceu vigoroso durante a era Viking, de cerca A. D. 750 a 1050.<\/p>\n<p>O conhecimento moderno da\u00a0<strong>mitologia n\u00f3rdica<\/strong>\u00a0resulta de textos medievais, a maioria deles escritos na Isl\u00e2ndia. Descendentes de colonos n\u00f3rdicos naquele pa\u00eds manteve um forte interesse em sua heran\u00e7a, mesmo depois de se tornar crist\u00e3o.<\/p>\n<p>A principal fonte de informa\u00e7\u00f5es sobre\u00a0<strong>mitologia n\u00f3rdica<\/strong>\u00a0\u00e9 um livro chamado a Edda Po\u00e9tica, \u00e0s vezes conhecido como o Edda Elder. \u00c9 constitu\u00edda por poemas mitol\u00f3gicos e her\u00f3icos, incluindo Voluspa, uma vis\u00e3o geral da mitologia n\u00f3rdica desde a cria\u00e7\u00e3o at\u00e9 a batalha destrutiva final do mundo, chamado Ragnarok. O autor desconhecido que compilou o Edda Po\u00e9tica na Isl\u00e2ndia volta de 1270 baseou-se em materiais que datam de entre 800 e 1100.<\/p>\n<p>Por volta de 1222, um poeta island\u00eas e cacique chamado Snorri Sturluson escreveu a prosa Edda, ou Younger Edda, que interpreta a poesia tradicional island\u00eas para o p\u00fablico da \u00e9poca de Snorri.<\/p>\n<p>Parte do Prosa Edda descreve uma visita por Gylfi, um rei sueco, para a casa dos deuses em Asgard. L\u00e1, o rei dos deuses questionou sobre suas aventuras de hist\u00f3ria e destino.<\/p>\n<h4>Mitologia N\u00f3rdica \u2013 Viking<\/h4>\n<p>A\u00a0<strong>mitologia n\u00f3rdica<\/strong>,\u00a0<strong>mitologia viking ou mitologia escandinava<\/strong>\u00a0se refere a uma religi\u00e3o pr\u00e9-crist\u00e3, cren\u00e7as e lendas dos povos escandinavos, incluindo aqueles que se estabeleceram na Isl\u00e2ndia, onde a maioria das fontes escritas para a\u00a0<strong>mitologia n\u00f3rdica\u00a0<\/strong>foram constru\u00eddas. Esta \u00e9 a vers\u00e3o mais bem conhecida da mitologia comum germ\u00e2nica antiga, que inclui tamb\u00e9m rela\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas com a mitologia anglo-sax\u00f4nica. Por sua vez, a mitologia germ\u00e2nica evoluiu a partir da antiga mitologia indo-europ\u00e9ia.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>mitologia n\u00f3rdica<\/strong>\u00a0\u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as e hist\u00f3rias compartilhadas por tribos do norte da Germ\u00e2nia (atual Alemanha), sendo que sua estrutura n\u00e3o designa uma religi\u00e3o no sentido comum da palavra, pois n\u00e3o havia nenhuma reivindica\u00e7\u00e3o de escrituras que fossem inspirados por algum ser divino. A mitologia foi transmitida oralmente principalmente durante a Era viking, e o atual conhecimento sobre ela \u00e9 baseado especialmente nos Eddas e outros textos medievais escritos pouco depois da Cristianiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No folclore escandinavo estas cren\u00e7as permaneceram por mais tempo, e em \u00e1reas rurais algumas tradi\u00e7\u00f5es s\u00e3o mantidas at\u00e9 hoje, recentemente revividas ou reinventadas e conhecidas como \u00c1satr\u00fa ou Odinismo.<\/p>\n<p>A mitologia remanesce tamb\u00e9m como uma inspira\u00e7\u00e3o na literatura assim como no teatro e no cinema.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia \u00e9 o centro da comunidade, podendo ser estreitamente relacionada com a fertilidade-fecundidade quanto com a agressividade de um povo hostil e habituado as guerras, em uma sociedade totalmente rural que visa a prosperidade e a paz para si. Deste modo, a religi\u00e3o \u00e9 muito mais baseada no culto do que no dogmatismo ou na metaf\u00edsica, uma religiosidade baseada em atos, gestos e ritos significativos, muitas vezes girando em torno do sacrif\u00edcio humano a certos deuses, como Odin e T\u00eewaz (identificado por alguns estudiosos como predecessor de Odin).<\/p>\n<p>Pode-se dizer que a religi\u00e3o Viking n\u00e3o existia sem um ritual e abordava exclusivamente o culto aos ancestrais. \u00c9 uma religi\u00e3o que ignorava o suic\u00eddio, o desespero, a revolta e mais do que tudo, a d\u00favida e o absurdo.<\/p>\n<p><strong>Uma religi\u00e3o da vida:\u00a0<\/strong>de vida, simplesmente (Boyer, 2004a: 341)<\/p>\n<p><strong>Mitologia N\u00f3rdica \u2013 Origem<\/strong><\/p>\n<p>Os\u00a0<strong>povos n\u00f3rdicos<\/strong>, chamados de escandinavos, s\u00e3o aqueles que habitam os pa\u00edses hoje conhecidos como Su\u00e9cia, Dinamarca, Noruega e Isl\u00e2ndia.<\/p>\n<p>As narrativas mitol\u00f3gicas dos povos n\u00f3rdicos est\u00e3o contidas em duas cole\u00e7\u00f5es chamadas \u201cEdas\u201d. A mais antiga \u00e9 uma poesia que data de 1056 e a mais moderna \u00e9 uma prosa de 1640.<\/p>\n<p>Segundo as Edas, no princ\u00edpio, n\u00e3o havia nem c\u00e9u em cima, nem terra em baixo, mas apenas um abismo sem fundo e um mundo de valor no qual flutuava uma fonte. Dessa fonte sa\u00edam doze rios, e depois deles terem corrido at\u00e9 muito distante de sua origem, congelaram-se, e tendo uma camada de gelo se acumulando sobre a outra, o grande abismo se encheu.<\/p>\n<p>Ao sul do mundo de vapor havia um mundo de luz, do qual uma vibra\u00e7\u00e3o quente soprou sobre o gelo, derretendo-o. E os vapores elevaram-se no ar formando nuvens, das quais surgiram Ymir, o gelo gigante e sua gera\u00e7\u00e3o e a vaca Audumbla, cujo leite alimentou o gigante. Essa vaca alimentava-se lambendo o gelo, de onde retirava \u00e1gua e sal. Certo dia, quando estava lambendo as pedras de sal, surgiram os cabelos de um homem; no segundo dia a cabe\u00e7a e, no terceiro, todo o corpo, que tinha grande beleza, agilidade e for\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>O novo ser era um deus e dele e de sua esposa, filha da ra\u00e7a dos gigantes, nasceram os tr\u00eas irm\u00e3os:<\/strong>\u00a0Odin, Vili e Ve, que mataram o gigante Ymir, formando com seu corpo a terra, com seu sangue os mares, com seus ossos as montanhas, com seus cabelos as \u00e1rvores, com seu cr\u00e2nio o c\u00e9u e com seu c\u00e9rebro as nuvens carregadas de neve e granizo. Com a testa de Ymir, os deuses formaram Midgard (terra m\u00e9dia), destinada a tornar-se a morada do homem. Odin estabeleceu depois os per\u00edodos do dia e da noite e as esta\u00e7\u00f5es, colocando no c\u00e9u o sol e a lua, determinando-lhes os respectivos cursos.<\/p>\n<p>Logo que o sol come\u00e7ou a lan\u00e7ar seus raios sobre a terra fez brotar e crescer os vegetais.<\/p>\n<p>Pouco depois de terem criado o mundo, os deuses passearam juntos ao mar, satisfeitos com sua obra recente, mas verificaram que ela ainda estava incompleta, pois faltavam seres humanos.<\/p>\n<p>Tomaram ent\u00e3o um freio e dele fizeram um homem, e de um amieiro fizeram uma mulher, chamando-os de Aske e Embla, respectivamente. Odin deu-lhes ent\u00e3o a vida e a alma, Villi a raz\u00e3o e o movimento e Ve, os sentidos, a fisionomia expressiva e o dom da palavra. A Midgard foi-lhes ent\u00e3o dada para moradia, e eles tornaram-se os progenitores do g\u00eanero humano.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, no in\u00edcio do mundo, segundo as Edas, n\u00e3o havia nem c\u00e9u nem terra, mas um abismo sem fundo onde flutuava uma fonte dentro de um mundo de vapor. Dessa fonte sa\u00edam doze rios, que ap\u00f3s terem corrido longas dist\u00e2ncias, congelaram-se muito longe das suas origens, preenchendo o grande abismo com gelo.<\/p>\n<p>Ao sul do mundo de vapor ficava um mundo de luz, que emanava calor para derreter o gelo.<\/p>\n<p><strong>Dos vapores formados do gelo surgiram dois seres:<\/strong>\u00a0Ymir, o Gelo Gigante e a sua gera\u00e7\u00e3o, e a vaca Audumla, cujo leite amamentou o gigante. A vaca por sua vez, se alimentava lambendo o gelo de onde retirava \u00e1gua e sal. No gelo se escondia um deus, e lambendo, a vaca acabou por descongel\u00e1-lo, revelando-o.<\/p>\n<p>Esse deus, unido com sua esposa da ra\u00e7a dos gigantes deu origem aos deuses Odin, Vili e Ve, que mataram o gigante Ymir, formando com as partes de seu corpo o mundo como o conhecemos, e com sua testa formaram midgard (a morada do homem).<\/p>\n<p>Depois de terem esquartejado o gigante Ymir para formar o mundo, os deuses passearam junto ao mar e perceberam que a cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o estava completa, pois faltava o homem para habit\u00e1-la.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que os deuses formaram o homem e a mulher, das ra\u00edzes de algumas plantas.<\/p>\n<p><strong>Cada deus presenteou o ser formado com uma virtude:\u00a0<\/strong>Odin deu-lhes uma alma, Vili a raz\u00e3o e Ve os sentidos.<\/p>\n<p>O universo era ent\u00e3o dividido entre Asgard (a morada dos deuses), Midgard (morada dos homens), Jothunhein (morada dos gigantes) e Nifflehein (Regi\u00e3o das trevas e do frio), e entre esses mundos existia Ygdrasil, uma \u00e1rvore que nascia do corpo de Ymir e sustentava essa realidade.<\/p>\n<p>Odin representa o deus m\u00e1ximo na\u00a0<strong>mitologia n\u00f3rdica<\/strong>. Ele habita em Asgard, no pal\u00e1cio chamado de Valhala, junto com os seus irm\u00e3os. Quando sentado em seu trono, Odin tem aos seus ombros os corvos Hugin e Munin, que durante o dia voam pelo mundo, e quando voltam a noite contam tudo o que viram a Odin. A seus p\u00e9s encontram-se os lobos Geri e Freki, a quem Odin fornece toda a carne que \u00e9 colocada diante dele, j\u00e1 que ele pr\u00f3prio n\u00e3o precisa alimentar-se.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>mitologia n\u00f3rdica<\/strong>\u00a0possui v\u00e1rias hist\u00f3rias ainda, muitas delas aventuras de Thor, que \u00e9 filho de Odin.<\/p>\n<p>A partir deste pequeno resumo \u00e9 f\u00e1cil perceber que o ponto de vista geral dos n\u00f3rdicos sobre o mundo \u00e9 de um lugar gelado, clima comum da regi\u00e3o dos pa\u00edses n\u00f3rdicos.<\/p>\n<p>Os deuses apresentam semelhan\u00e7as f\u00edsicas com os homens, e inclusive podem morrer, mas s\u00f3 pelas m\u00e3os de outro deus.<\/p>\n<p>A brutalidade presente em muitos dos contos \u00e9 tamb\u00e9m um aspecto do povo n\u00f3rdico desse tempo, os b\u00e1rbaros Vikings. Os animais presentes na hist\u00f3ria como o lobo Fenrir ou a vaca Audumla, representam pap\u00e9is proporcionais aos dos animais comuns, a vaca prov\u00ea leite ao gigante, e o lobo amedronta os deuses e mortais.<\/p>\n<p><strong>O martelo de Tor<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158559 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Mitolo1-219x300.jpg\" alt=\"\" width=\"219\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Mitolo1-219x300.jpg 219w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Mitolo1.jpg 247w\" sizes=\"(max-width: 219px) 100vw, 219px\" \/><strong>Martelo de Tor<\/strong><\/p>\n<p>Antes de o cristianismo chegar aos pa\u00edses n\u00f3rdicos, acreditava-se que Tor cruzava os c\u00e9us numa carruagem puxada por dois bodes. E quando ele agitava seu martelo, produziam-se raios e trov\u00f5es.<\/p>\n<p>A palavra trov\u00e3o em noruegu\u00eas (Thor-d\u00f8n) quer dizer o \u201crugido Tor\u201d. Em sueco (\u00e5ska) quer dizer a jornada dos deuses no c\u00e9u.<\/p>\n<p>Quando troveja e relampeja, geralmente tamb\u00e9m chove. E como a chuva era vital para os camponeses da era dos vikings, Tor era adorado como o deus da fertilidade.<\/p>\n<p>A resposta mitol\u00f3gica \u00e0 quest\u00e3o de saber por que chovia era de que Tor agitava seu martelo. E quando ca\u00eda a chuva, as sementes germinavam e as plantas cresciam nos campos.<\/p>\n<p>Os camponeses n\u00e3o entendiam por que as plantas cresciam, mas sabiam que tinha algo a ver com as chuvas. Al\u00e9m disso, todos acreditavam que a chuva estava relacionada a Tor, que tornou-se um dos deuses mais importantes do norte da Europa.<\/p>\n<p>Os vikings imaginavam o mundo habitado como uma ilha, constantemente amea\u00e7ada por perigos externos. Esta parte habitada do mundo eles chamavam de \u201cMidgard\u201d, o reino do meio. Em Midgard tamb\u00e9m havia \u201c\u00c5sgard\u201d, a morada dos deuses. Fora de Midgard havia \u201cUtgard\u201d, o reino de fora, habitado pelos perigosos trolls, que n\u00e3o se cansavam de tentar destruir o mundo com toda sorte de golpes baixos.<\/p>\n<p>Estes monstros malignos tamb\u00e9m s\u00e3o chamados de \u201cfor\u00e7as do caos\u201d. Na religi\u00e3o n\u00f3rdica e tamb\u00e9m na maioria das culturas, as pessoas acreditavam que havia um equil\u00edbrio entre as for\u00e7as do bem e do mal.<\/p>\n<p>Uma das possibilidades que os trolls tinham de destruir Midgard era roubar Freyja, a deusa da fertilidade. Se conseguissem isso, nada mais cresceria nos campos e as mulheres n\u00e3o teriam mais filhos. Por isso, os bons deuses tinham que manter os trolls afastados. E justamente por isso Tor era t\u00e3o importante, pois com seu martelo, que lhe conferia poderes quase infinitos, ele mantinha os trolls afastados.<\/p>\n<p>Esta era a explica\u00e7\u00e3o mitol\u00f3gica para o funcionamento da natureza. Quando cat\u00e1strofes aconteciam, as pessoas tamb\u00e9m tinham que participar da luta contra o mal.<\/p>\n<p>E isto elas faziam atrav\u00e9s de toda sorte de rituais ou cerim\u00f4nias religiosas.<\/p>\n<p>O principal ritual religioso era o sacrif\u00edcio. Oferecer alguma coisa em sacrif\u00edcio a um deus aumentava seu poder para que ele continuasse a luta contra o mal. Isto podia ser feito sacrificando-se um animal.<\/p>\n<p>Presume-se que a Tor eram sacrificados sobretudo bodes. Para Odin sacrificavam-se \u00e0s vezes tamb\u00e9m pessoas.<\/p>\n<p>Quando a seca assolava uma regi\u00e3o, as pessoas daquela \u00e9poca atribu\u00edam isso ao fato de que os trolls haviam roubado o martelo de Tor, como ocorre no poema Trymskveda.<\/p>\n<p><strong>O mito tamb\u00e9m tenta explicar as mudan\u00e7as das esta\u00e7\u00f5es do ano:<\/strong>\u00a0no inverno, a natureza est\u00e1 morta, porque o martelo de Tor foi roubado pelos trolls. Mas na primavera Tor consegue reav\u00ea-lo. A assim, os mitos tentavam explicar \u00e0s pessoas algo que elas n\u00e3o compreendiam.<\/p>\n<p>As pessoas n\u00e3o se contentavam apenas com as explica\u00e7\u00f5es, elas queriam de alguma forma participar desses acontecimetnos. Ent\u00e3o, faziam-no das mais diversas formas de rituais religiosos, que guardavam uma rela\u00e7\u00e3o com os mitos. H\u00e1 muitos exemplos de outras partes do mundo que dizem que as pessoas encenavam um \u201cmito das esta\u00e7\u00f5es do ano\u201d, a fim de acelerar os processos naturais.<\/p>\n<p><strong>Deuses N\u00f3rdicos<\/strong><\/p>\n<p>Thor, o senhor dos trov\u00f5es, filho mais velho de Odin, era o mais forte dos deuses e homens, possu\u00eda algo muito precioso, que era seu martelo. Do nome Tor deriva Thursday, o quinto dia da semana.<\/p>\n<p>Frey, era um dos deuses mais celebrados, respons\u00e1vel pela chuva, pelo brilho do sol e por todos os frutos da terra. A deusa Freyja era sua irm\u00e3, a mais prop\u00edcia das deusas, amava a m\u00fasica, a primavera, as flores, os elfos. Apreciava muito as can\u00e7\u00f5es amorosas e todos os amantes poderiam invoc\u00e1-la com proveito. Era a deusa da fertilidade.<\/p>\n<p>Bragi era o deus da poesia, e seus cantos recordavam os feitos dos guerreiros. Sua esposa, Iduna, guardava a caixa de ma\u00e7\u00e3s que os deuses, quando sentiam aproximar-se a velhice, provavam, para recuperar imediatamente a mocidade.<\/p>\n<p>Heindall era o vigia dos deuses e, portanto, ficava na fronteira do c\u00e9u para impedir que os gigantes passassem pela ponte Bifrost (o arco-\u00edris). Heindall dormia menos que um p\u00e1ssaro e enxergava, tanto de dia quanto de noite, num raio de 100 milhas (cerca de 160 km). Tinha t\u00e3o bons ouvidos que podia ouvir o ru\u00eddo da relva crescendo nos campos e da l\u00e3 crescendo em um carneiro.<\/p>\n<p><strong>Caracteres r\u00fanicos<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o se pode viajar extensamente pela Dinamarca, Su\u00e9cia ou Noruega sem encontrar grandes pedras de formato diferente, que t\u00eam gravadas os caracteres r\u00fanicos, diferente de todos os outros conhecidos.<\/p>\n<p>As letras consistem de \u201cvarinhas\u201d, que eram usadas, nos tempos primitivos, pelos povos n\u00f3rdicos para prever os acontecimentos futuros.<\/p>\n<p>Os caracteres r\u00fanicos s\u00e3o de v\u00e1rios tipos e t\u00eam uso, principalmente, com finalidades m\u00e1gicas.<\/p>\n<p>Os malignos eram empregados para causar aos inimigos v\u00e1rias esp\u00e9cies de mal, e os benignos, para evitar o infort\u00fanio. Alguns tinham finalidades medicinais, outros eram empregados para conquistar um amor.<\/p>\n<p>A l\u00edngua \u00e9 um dialeto de godo chamado norreno, ainda usado na Isl\u00e2ndia.<\/p>\n<p>As inscri\u00e7\u00f5es podem, portanto, ser lidas, mas at\u00e9 agora, foram encontradas muitas poucas capazes de trazer qualquer esclarecimento sobre fatos hist\u00f3ricos. Em sua maior parte s\u00e3o epit\u00e1fios gravados em n\u00fameros.<\/p>\n<p><strong>Valhala<\/strong><\/p>\n<p><strong>Valhala\u00a0<\/strong>\u00e9 o grande pal\u00e1cio de Odin, onde ele se diverte em festins com os her\u00f3is escolhidos, aqueles que morreram valentemente em combate, pois s\u00e3o exclu\u00eddos todos aqueles que morreram pacificamente.<\/p>\n<p>\u00c9 servida a carne do javali Schrinnir, que chega fartamente para todos, pois, embora o javali seja cozido todas as manh\u00e3s, fica inteiro novamente todas as noites. Para bebida, os her\u00f3is disp\u00f5em de abundante hidromel, fornecido pela cabra Heidrum. Quando n\u00e3o se encontram nos festins, os her\u00f3is se divertem lutando. Todos os dias, dirigem-se ao p\u00e1tio ou ao campo e lutam at\u00e9 se fazerem em peda\u00e7os uns aos outros. Mas, na hora das refei\u00e7\u00f5es eles se restabelecem dos ferimentos e voltam ao festim no Valhala.<\/p>\n<p><strong>Mitologia N\u00f3rdica \u2013 Escandinava<\/strong><\/p>\n<p>A maior parte desta\u00a0<strong>mitologia<\/strong>\u00a0foi passada adiante oralmente, sendo que grande parte dela foi perdida. Entretanto, parte de sua hist\u00f3ria foi registrada por estudiosos crist\u00e3os, particularmente no Eddas e no Heimskringla, desenvolvido por Snorri Sturluson, que rejeitava a ideia de que as divindades da era pr\u00e9-crist\u00e3 eram formadas somente por diabos. H\u00e1 tamb\u00e9m o Gesta Danorum, desenvolvido pelo dinarmaqu\u00eas Saxo Grammaticus onde, entretanto, os deuses n\u00f3rdicos est\u00e3o descaracterizados fortemente.<\/p>\n<p>A Prose or Younger Edda foi escrita no in\u00edcio do S\u00e9culo XIII. \u00c0 primeira vista, ele parece um manual para aspirantes a poetas, que lista e descreve os contos tradicionais que deram forma \u00e0 base de express\u00f5es po\u00e9ticas padronizadas, tais como os kennings. O autor da Prose or Younger Edda \u00e9 reconhecido como sendo Snorri Sturluson, o renomado chefe, poeta e diplomata da Isl\u00e2ndia.<\/p>\n<p>O Elder Edda (tamb\u00e9m conhecido como o Edda Po\u00e9tico) foi escrito aproximadamente 50 anos mais tarde. Cont\u00e9m 29 poemas longos, sendo que 11 tratam sobre as divindades germ\u00e2nicas e o resto se referem aos her\u00f3is legend\u00e1rios como Sigurd, da Saga de Volsunga (o Siegfried da vers\u00e3o alem\u00e3 do poema Nibelungenlied). Embora os estudiosos acreditem que esta cole\u00e7\u00e3o de poemas tenha sido desenvolvida mais tarde do que o Youger Edda, \u00e9 creditado o nome de Elder Edda para esta obra por causa da antiguidade atribu\u00edda aos textos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m destas fontes, h\u00e1 diversas lendas que sobrevivem no folclore escandinavo, e h\u00e1 centenas de nomes de lugares na Escandin\u00e1via cuja origem se encontra nos deuses da\u00a0<strong>mitologia n\u00f3rdica<\/strong>.<\/p>\n<p>Algumas inscri\u00e7\u00f5es r\u00fanidas, tais como R\u00f6k Runestone e o amuleto de Kvinneby, fazem refer\u00eancias a mitologia.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m diversas imagens entalhadas na pedra que descrevem cenas da\u00a0<strong>mitologia n\u00f3rdica<\/strong>, tais como a viagem de pesca de Thor, cenas da saga de V\u00f6lsunga, Odin e Sleipnir, Odin sendo devorado por Fenrir, e Hyrrokkin viajando ao funeral de Balder. H\u00e1 tamb\u00e9m imagens menores, tais como os figuras que descrevem os deuses Odin (com s\u00f3 um olho), Thor (com seu martelo) e Freyr<\/p>\n<p><strong>Deuses N\u00f3rdicos<\/strong><\/p>\n<p><strong>ODIN<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158560 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Mitolo2-296x300.jpg\" alt=\"\" width=\"296\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Mitolo2-296x300.jpg 296w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Mitolo2.jpg 388w\" sizes=\"(max-width: 296px) 100vw, 296px\" \/><strong>Odin<\/strong><\/p>\n<p>Um dos filhos de Bor. Figura assombrosa da qual emana poder, Odin \u00e9 o deus da guerra. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isto, ele \u00e9 o Deus da Sabedoria que foi adquirida em troca de um olho, o pre\u00e7o estipulado para que lhe fosse permitido beber da Fonte de Mimir, na base da raiz de Yggdrasill, que mergulha em Jotunheim. Odin \u00e9 o mais s\u00e1bio dos deuses, senhor dos mist\u00e9rios, da magia, da ci\u00eancia, da poesia; padroeiro dos advindos; senhor das runas, a escrita m\u00e1gica; deus da agricultura.<\/p>\n<p>Seu pal\u00e1cio em Asgard chama-se Valaskjalf e o santu\u00e1rio, Gladsheim. Odin \u00e9 tamb\u00e9m chamado deus dos mortos e \u00e9 ele quem preside, em Valhalla, os banquetes dos her\u00f3is mortos em batalha que l\u00e1 est\u00e3o \u00e0 espera do Ragnarok. Sua esposa \u00e9 Frigg e ele \u00e9 o pai de Thor e de Balder. Odin \u00e9 geralmente representado usando um grande manto balan\u00e7ando ao vento, tendo sobre a cabe\u00e7a um chap\u00e9u de abas largas escondendo o tapa-olho.<\/p>\n<p><strong>Na m\u00e3o, ele leva a sua lan\u00e7a Gungnir, forjada pelos an\u00f5es, que tem uma caracter\u00edstica peculiar:<\/strong>\u00a0jamais erra o alvo. Com Odin, est\u00e3o sempre dois corvos, Huginn (Pensamento, Entendimento) e Muninn (Mem\u00f3ria) e dois lobos, Geri e Freki. Seu cavalo \u00e9 Sleipnir, que tem oito pernas e o seu trono em Valaskjalf chama-se Hlidskjalf; quando sentado nele, Odin pode ver tudo o que acontece nos nove mundos.<\/p>\n<p>Odin \u00e9 conhecido por v\u00e1rios nomes, entre eles, Todopai, O Terr\u00edvel, Pai da Batalha. Do nome de Odin\/Wotan\/Woden vem o nome do dia da semana em ingl\u00eas Wednesday (Quarta-feira) \u2013 Dia de Woden, isto \u00e9, Dia de Odin.<\/p>\n<p><strong>THOR<\/strong><\/p>\n<p>Filho de Odin e de Fjorgyn (uma deusa da terra, ou a pr\u00f3pria Terra) e marido de Sif. Thor \u00e9 o segundo na hierarquia dos deuses e \u00e9 o seu maior guerreiro e seu guardi\u00e3o.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 conhecido como Deus do Trov\u00e3o e dos C\u00e9us; \u00e9 tamb\u00e9m deus da fertilidade. Thor era o mais amado e o mais respeitado dos deuses n\u00f3rdicos.<\/p>\n<p>Os Vikings chamavam a si pr\u00f3prios de \u201cO Povo de Thor.\u201d Como era tamb\u00e9m deus da fertilidade, Thor era adorado por agricultores e era invocado para partos bem sucedidos. Thor simbolizava a lei e a ordem.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 representado como sendo alto e com barbas vermelhas, sempre empunhando um enorme martelo chamado Mjollnir que espalha terror entre os seus oponentes.<\/p>\n<p>Mjollnir foi feito pelos an\u00f5es e tem o poder de retornar \u00e0s m\u00e3os de Thor ap\u00f3s arremessado contra um inimigo.<\/p>\n<p>O pal\u00e1cio de Thor em Asgard chama-se Bilskirnir e ele viaja em uma carruagem puxada por dois bodes chamados Tanngnost e Tanngrisni. Do nome de Thor vem o nome do dia da semana em ingl\u00eas Thursday (Quinta-feira) \u2013 Dia de Thor.<\/p>\n<p>Um dia, o martelo de Thor \u00e9 roubado pelo gigante Thrym. Thor pede ajuda a Loki que, ap\u00f3s consultar o ladr\u00e3o, diz que o martelo s\u00f3 retornar\u00e1 se a m\u00e3o de Freyja for dada ao gigante.<\/p>\n<p>Como Freyja recusa-se a desposar o gigante, Heimdall segere que Thor se vista como Freyja e v\u00e1 ter com o gigante Thrym. Debaixo dos risos dos deuses, Thor concorda em ser adornado como noiva.<\/p>\n<p>O martelo de Thor \u00e9 a maior defesa de Asgard e tem que ser recuperado. Ent\u00e3o, Loki parte para Jotunheim levando Thor disfar\u00e7ado como futura noiva de Thrym.<\/p>\n<p>O gigante recebe-os com grande pompa e serve-lhes muita comida e bebida.<\/p>\n<p>\u00c0 mesa, Thor devora oito salm\u00f5es e um boi inteiro e bebe 3 barris de hidromel. Ao coment\u00e1rio de Thrym de que nunca vira uma mulher comer t\u00e3o vorazmente, Loki responde que Freyja n\u00e3o comia h\u00e1 oito dias de t\u00e3o nervosa que estava com a noite de n\u00fapcias. Satisfeito com a resposta, Thrym ordena que tragam o martelo Mjollnir e que deponham-no sobre o colo da noiva para que ela seja aben\u00e7oada com grande prole. Assim que Thor tem o martelo em seu colo, ele o empunha e revela-se como o Deus do Trov\u00e3o. Thor massacra Thrym e todos os outros gigantes no sal\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>FREYJA<\/strong><\/p>\n<p>Filha de Njord e irm\u00e3 de Freyr. Seu pal\u00e1cio em Asgard chama-se Sessrumir. Freyja \u00e9 a maior das deusas da fertilidade. \u00c9 a deusa do amor e tamb\u00e9m da morte. Ela tinha sido esposa de Odin, que a trocou por Frigg porque ele achou que ela gostava mais de enfeites do que dele. Existe uma saga de quando ela encontra, numa uma caverna, quatro an\u00f5es, habilidosos art\u00edfices, com os quais ela v\u00ea um colar de ouro de incr\u00edvel beleza (o Colar de Brisings).<\/p>\n<p><strong>Freyja insiste com os an\u00f5es para que eles lho vendam, mas eles s\u00f3 aceitam vender o colar por um pre\u00e7o:<\/strong>\u00a0que ela durma com cada um deles. Ela concorda. Entretanto, Loki v\u00ea o que se passa e relata para Odin. Este fica furioso e manda que Loki tome o colar de Freyja. A beleza de Freyja \u00e9 legend\u00e1ria. Os gigantes cobi\u00e7am-na, como no caso do gigante que constr\u00f3i as muralhas de Asgard e que a pede como pagamento. Outra saga \u00e9 a de Thrym que rouba o martelo de Thor e diz que devolver\u00e1 s\u00f3 se Freyja for-lhe dada em resgate.<\/p>\n<p>Freyja viaja numa carruagem puxada por dois gatos. Como Odin, Freyja tamb\u00e9m est\u00e1 ligada ao mundo dos mortos e, sempre que o visita, ela volta de l\u00e1 com o poder de desvendar o futuro.<\/p>\n<p><strong>FREYR<\/strong><\/p>\n<p>Filho de Njord e Skadi, irm\u00e3o de Freyja. Freyr \u00e9 o deus patrono da Su\u00e9cia e da Isl\u00e2ndia. Ele \u00e9 o maior dos deuses da fertilidade. Ele controla o brilho do sol e a precipita\u00e7\u00e3o da chuva; ele propicia a fertilidade da terra; ele traz a paz e a prosperidade para os homens. Freyr \u00e9 casado com Gerd. Ele era um Vanir originalmente, mas foi aceito entre os Aesir depois da guerra entre as duas ra\u00e7as de deuses.<\/p>\n<p>Freyr tem como tesouros o navio m\u00e1gico Skidbladnir, feito pelos an\u00f5es, que pode ser dobrado e colocado no bolso; um elmo de ouro cujo timbre \u00e9 um javali, Gullinbursti; e o seu cavalo Blodighofi (Casco Sangrento) que n\u00e3o teme o fogo. Freyr tinha tamb\u00e9m uma espada m\u00e1gica que movia-se sozinha, desferindo golpes, ele perdeu-a durante uma batalha com os gigantes.<\/p>\n<p><strong>HEIMDALL<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de ser um deus importante, a sua origem \u00e9 um tanto obscura. Consta que ele \u00e9 filho de nove donzelas, nove ondas, filhas de Aegir. Heimdall \u00e9 o Deus da Luz, chamado de Deus Reluzente de Dentes de Ouro.<\/p>\n<p><strong>Heimdall tem os sentidos altamente apurados:\u00a0<\/strong>segundo consta, ele pode ver at\u00e9 cem milhas de dia ou de noite; ele pode ouvir a relva a crescer no ch\u00e3o e a l\u00e3 a crescer no corpo dos carneiros; al\u00e9m disso, o tempo de sono de um passarinho \u00e9 o suficiente para ele. Com estas caracter\u00edsticas, nada mais l\u00f3gico do que os deuses oescolhecem para ser o seu guardi\u00e3o. Heimdall \u00e9 o sentinela na Ponte do Arco-\u00edris (Bifrost).<\/p>\n<p>O seu pal\u00e1cio em Asgard chama-se Himinbjorg (Penhascos do C\u00e9u) e fica junto \u00e0 Bifrost. Heimdall possui uma grande trompa chamada Gjall que ele soar\u00e1 no Ragnarok para convocar os deuses para a batalha final.<\/p>\n<p>Heimdall \u00e9 o maior inimigo de Loki \u2013 sendo Heimdall o Deus da Luz, pode-se ver suas desaven\u00e7as com Loki como sendo a luta entre luz e trevas. Os dois enfrentar-se-\u00e3o em Ragnarok e um exterminar\u00e1 o outro.<\/p>\n<p><strong>LOKI<\/strong><\/p>\n<p>Filho dos gigantes Faubarti e Laufey, irm\u00e3o de cria\u00e7\u00e3o de Odin. Com sua amante, a giganta Angrboda (Portadora de Sofrimento), Loki engendra Jormungand (a serpente de Midgard), o pavoroso lobo Fenrir e Hel (a Morte). Loki \u00e9 descrito como tendo apar\u00eancia bonita e corpo bem feito. Ele tem o poder de metamorfosear-se no que ele quiser. Loki \u00e9, sem sombra de d\u00favida, o mais complexo de todos os deuses n\u00f3rdicos.<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o \u00e9 apenas trevas, como dizem alguns, nem tampouco um dem\u00f3nio, como dizem outros. Ele \u00e9 mais complicado do que isto. Chamado de O Astuto, O Embusteiro, O Viajante dos C\u00e9us, Loki \u00e9 um confrontador dos deuses, ele \u00e9 o agente que d\u00e1 dinamismo a quase todas as sagas dos deuses \u2013 \u00e0s vezes, ele \u00e9 o causador dos desastres, \u00e0s vezes ele \u00e9 o salvador, muitas vezes, o conselheiro.<\/p>\n<p>H\u00e1 um relacionamento muito estranho entre eles e os outros deuses. Ele \u00e9 um provocador de comflitos e um diplomata, em algumas ocasi\u00f5es. De qualquer modo, ele \u00e9 sempre imprevis\u00edvel. Sem Loki, os deuses provavelmente morreriam de t\u00e9dio. Ele mente descaradamente, mas tamb\u00e9m diz verdades; ele n\u00e3o segue regras nem padr\u00f5es; como o Superhomem de Nietzsche, ele \u00e9 uma lei apenas para si pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>Sem Loki, n\u00e3o haveria mudan\u00e7as, nem retrocessos, nem crescimentos \u2013 as coisas ficariam estagnadas; sem Loki, n\u00e3o haveria o Ragnarok.<\/p>\n<p>Com o passar dos tempos, as caracter\u00edsticas mal\u00e9volas de Loki v\u00e3o se acentuando e se sobressaindo. Sem nenhuma raz\u00e3o aparente, ele provoca a morte de Balder, o que traz consterna\u00e7\u00e3o para todos os deuses.<\/p>\n<p>Depois da morte de Balder, Loki constr\u00f3i para si uma casa invis\u00edvel e esconde-se nela. Mas nada pode escapar ao olhar vigilante de Odin que o v\u00ea e envia um grupo de deuses para captur\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Loki transforma-se num salm\u00e3o e mergulha no fundo da Cascata de Franang. Os deuses apanham-no com uma rede.<\/p>\n<p>Loki tem dois filhos com sua esposa Sigyn, Vali e Narvi. Os deuses transformam Vali num lobo que mata Narvi. Os deuses, ent\u00e3o, usam as tripas de Narvi para amarrar Loki a uma pedra dentro de uma caverna.<\/p>\n<p>As tripas ficam, ent\u00e3o, duras como ferro e prendem Loki de um modo imposs\u00edvel para ele se soltar. Uma serpente \u00e9 presa a uma estalagtite acima de Loki, de modo que seu veneno fique pingando no rosto do odiado deus. Sigyn, a esposa de Loki, permanece na caverna segurando uma bacia sobre a cabe\u00e7a do marido, recebendo os pingos do veneno.<\/p>\n<p>Quando a bacia se enche, ela \u00e9 for\u00e7ada a lev\u00e1-la para esvazi\u00e1-la numa fenda de rocha. Enquanto ela vai at\u00e9 l\u00e1 e volta, o veneno pinga no rosto de Loki, causando dores atrozes. Dizem que, quando a terra treme, \u00e9 Loki contorcendo-se de dor. Com o advento do Ragnarok, Loki libertar-se-\u00e1 para a batalha final contra os deuses.<\/p>\n<p><strong>BALDER<\/strong><\/p>\n<p>Filho de Odin e Frigg, casado com Nanna. Seu pal\u00e1cio em Asgard chama-se Breidablik (Grande Esplendor). Balder \u00e9 chamado de Deus Radiante e Deus da Bondade. No \u201cEdda\u201d est\u00e1 escrito que \u201ct\u00e3o bela e deslumbrante \u00e9 a sua forma e semblante que parece que dele emanam raios de luz.\u201d Ele \u00e9 tamb\u00e9m considerado um deus da Sabedoria, tanto que se diz que a sua opini\u00e3o n\u00e3o pode ser alterada, pois \u00e9 sempre perfeita. Balder \u00e9 o mais querido entre os deuses n\u00f3rdicos.<\/p>\n<p>Um dia, de repente, Balder come\u00e7a a ter sonhos pressagiando que a sua vida est\u00e1 em perigo. Frigg resolve, ent\u00e3o, pedir a todas as coisas e a todos os seres que lhe jurem jamais causar mal a seu filho Balder.<\/p>\n<p>Ela come\u00e7a pelo fogo e pela \u00e1gua e passa pelos metais, pelas pedras, \u00e1rvores, animais, p\u00e1ssaros\u2026 percorre todos os reinos da Natureza. Depois que tudo e todos juram, os deuses, reunidos em Gladsheim, resolvem, de brincadeira, testar a rec\u00e9m adquirida invulnerabilidade de Balder. Um atira-lhe pedras que n\u00e3o o ferem, outro ataca-o com uma espada que se desvia, outro lan\u00e7a-lhe uma flecha, que para no ar e assim por diante.<\/p>\n<p>Loki, que tudo observa, fica irritado com esse privil\u00e9gio de Balder. Metamorforseando-se em uma velha senhora, Loki vai ter com Frigg e fica a saber que nem tudo fez o juramento a ela. Segundo, Frigg, ela encontrou um pequeno feixe de visco a oeste de Valhalla, que ela achou ainda muito jovem para pedir-lhe que jurasse.<\/p>\n<p>Pergunta-lhe porque ele n\u00e3o est\u00e1 a lan\u00e7ar coisas em Balder.<\/p>\n<p>Hod explica que n\u00e3o pode participar por n\u00e3o poder ver onde Balder est\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Loki prop\u00f5e ajud\u00e1-lo:<\/strong>\u00a0d\u00e1-lhe o dardo e mostra a dire\u00e7\u00e3o na qual lan\u00e7\u00e1-lo. O dardo trespassa Balder que cai morto. Os deuses ficam mudos de espanto e olham Loki com \u00f3dio, mas nenhum se atreve a derramar o sangue de Loki dentro do santu\u00e1rio. Loki foge.<\/p>\n<p>O corpo de Balder \u00e9 colocado em uma pira erguida dentro de seu grande barco Ringhorn, sob as vistas de sua esposa Nanna, que pouco depois morre de cora\u00e7\u00e3o partido.<\/p>\n<p>O corpo de Nanna \u00e9 colocado junto ao de Balder. O cavalo de Balder \u00e9 morto e colocado tamb\u00e9m no barco para ser consumido com seu dono. A uma ordem de Odin, o barco \u00e9 incendiado na melhor tradi\u00e7\u00e3o escandinava.<\/p>\n<p>A morte de Balder \u00e9 o grande press\u00e1gio que anuncia a vinda do Ragnarok.<\/p>\n<p><strong>FRIGG<\/strong><\/p>\n<p>Esposa de Odin. Diz-se que ela era t\u00e3o adorada pelos n\u00f3rdicos quanto o pr\u00f3prio Odin; \u00e9 a primeira entre as deusas. Do nome de Frigg vem o nome do dia da semana em ingl\u00eas Friday (Sexta-feira) \u2013 Dia de Frigg.<\/p>\n<p>Frigg \u00e9 a m\u00e3e de Balder. Quando este tem sonhos premonit\u00f3rios sobre a pr\u00f3pria morte, Frigg percorre todos os reinos da Natureza, pedindo a tudo e a todos que jurem jamais causar dano a Balder.<\/p>\n<p>Ela come\u00e7a pelo fogo e pela \u00e1gua, passa pelos metais, pelas pedras, \u00e1rvores, animais, p\u00e1ssaros\u2026 Todos juram n\u00e3o causar dano a Balder. Infelizmente, Frigg deixa de pedir a um pequeno feixe de visco que cresce a oeste de Valhalla. Sabedor do fato, Loki apossa-se de um ramo do visco, confecciona com ele um dardo e faz com que Hod, o irm\u00e3o cego de Balder o atire na sua dire\u00e7\u00e3o. O dardo trespassa Balder que cai morto.<\/p>\n<p><strong>TYR<\/strong><\/p>\n<p>(Tiwar, para os povos germ\u00e2nicos.) Filho de Odin, segundo umas fontes, e filho do gigante Hymir, segundo outras. Do nome Tyr vem o nome do dia da semana em ingl\u00eas Tuesday (Ter\u00e7a-feira) \u2013 Dia de Tyr. Tyr \u00e9 o Deus da Batalha.<\/p>\n<p>A saga mais famosa de Tyr \u00e9 a que narra como ele veio a perder uma m\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A saga \u00e9 assim:<\/strong>\u00a0uma das crias de Loki, o terr\u00edvel lobo Fenrir, vive solto em Asgard. Fenrir parece perigoso, mas como ele \u00e9 do tamanho de qualquer outro lobo, Odin permite que ele continue por l\u00e1 (ao contr\u00e1rio dos seus irm\u00e3os Jormungand e Hel.) Todavia, Fenrir come\u00e7a a crescer descomunalmente e, para piorar as coisas, v\u00e1rios or\u00e1culos predizem que o grande lobo ir\u00e1, um dia, devorar o pr\u00f3prio Odin.<\/p>\n<p>Os deuses decidem, ent\u00e3o, que Fenrir deve ficar acorrentado. Eles confeccionam uma poderosa corrente, chamada Laeding e perguntam a Fenrir se ele \u00e9 suficientemente forte para se livrar dela.<\/p>\n<p>Fenrir examina a corrente e permite ser amarrado com ela. Os deuses enrolam-no todo com a corrente e afastam-se. Fenrir, ent\u00e3o, enche o peito e a corrente parte-se. Uma segunda corrente \u00e9 feita, esta ainda mais forte e exageradamente pesada.<\/p>\n<p><strong>Os deuses chamam-na Dromi. Fenrir \u00e9 agora desafiado:<\/strong>\u00a0\u201cSe partires esta corrente, este feito ser\u00e1 conhecido nos nove mundos.\u201d<\/p>\n<p>Fenrir olha a corrente com cuidado e resolve deixar-se ser atado novamente. Desta vez \u00e9 bem mais dif\u00edcil mas, depois de um grande esfor\u00e7o de Fenrir, Dromi se parte. Os deuses est\u00e3o assustados, mas Odin lembra-se de que ningu\u00e9m \u00e9 melhor ferreiro do que os an\u00f5es. O mensageiro Skirnir \u00e9 enviado a Svartalfheim. Com a promessa de ouro e riquezas, os an\u00f5es concordam em fazer algo para prender o lobo.<\/p>\n<p><strong>Tempos depois, Skirnir retorna com uma estranha corrente:<\/strong>\u00a0uma fita macia e male\u00e1vel como seda e que \u00e9 chamada Gleipnir.<\/p>\n<p><strong>Quando Odin, curioso, pergunta de que \u00e9 feita, Skirnir responde:<\/strong>\u00a0\u201cDe seis coisas. Do som que um gato faz quando caminha, da barba de uma mulher, das raizes de uma montanha, dos tend\u00f5es de um urso, do h\u00e1lito de um peixe e do cuspe de um p\u00e1ssaro.\u201d Os deuses est\u00e3o incr\u00e9dulos, mas Skirnir lembra-os de que os an\u00f5es s\u00e3o possuidores de estranhos conhecimentos.<\/p>\n<p>Os deuses novamente procuram Fenrir e persuadem-no a acompanh\u00e1-los at\u00e9 a Ilha de Lyngvi, situada no meio do Lago Amsvartnir. L\u00e1, eles mostram a Fenrir a nova corrente Gleipnir.<\/p>\n<p>Fenrir diz que n\u00e3o haveria gl\u00f3ria alguma em libertar-se daquela fitinha. Como os deuses insistem, o lobo come\u00e7a a suspeitar de que Gleipnir pode ter sido feita com o uso de m\u00e1gica e fica receoso.<\/p>\n<p>Os deuses prometem solt\u00e1-lo se ele n\u00e3o conseguir se livrar. Fenrir, ent\u00e3o, prop\u00f5e que enquanto os deuses o amarram, um deles dever\u00e1 deixar a m\u00e3o dentro de sua boca como prova da sinceridade deles.<\/p>\n<p>O \u00fanico que tem coragem para tanto \u00e9 Tyr, que p\u00f5e sua m\u00e3o direita entre as mand\u00edbulas do monstruoso lobo. Fenrir come\u00e7a, agora, a lutar contra a fita Gleipnir mas, maravilha!, quanto mais ele luta, mais ele se enreda nela e mais forte ela fica. Furioso, Fenrir decepa a m\u00e3o de Tyr. Fenrir est\u00e1 preso e livrar-se-\u00e1 somente com a chegada do Ragnarok.<\/p>\n<p><strong>VALQU\u00cdRIAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Algumas fontes dizem que elas s\u00e3o filhas de Odin. S\u00e3o nove as Valqu\u00edrias:<\/strong>\u00a0Gerhilde, Helmwige, Ortlinde, Waltraute, Rossweisse, Siegrune, Grimgerde, Schwertleite e Br\u00fcnnhilde.<\/p>\n<p>Br\u00fcnnhilde \u00e9 a principal delas e a favorita de Odin. As Valqu\u00edrias s\u00e3o representadas como guerreiras usando capacetes e portando lan\u00e7as, que cavalgam pelos c\u00e9us sobre os campos de batalha recolhendo os guerreiros que morrem heroicamente e levando-os para Valhalla. L\u00e1, eles aguardar\u00e3o a chegada do Ragnarok, quando combater\u00e3o ao lado de Odin.<\/p>\n<p>Assim, Odin vai formando um ex\u00e9rcito composto apenas de her\u00f3is destemidos.<\/p>\n<p>Em \u201cDie Walk\u00fcre,\u201d a segunda \u00f3pera da espl\u00eandida tetralogia de Richard Wagner \u201cDer Ring des Nibelungen,\u201d as Valqu\u00edrias s\u00e3o mostradas e Br\u00fcnnhilde tem papel preponderante nesta e nas duas \u00f3peras seguintes que formam o ciclo.<\/p>\n<p><strong>AEGIR:\u00a0<\/strong>Deus do Mar. Casado com Ran.<\/p>\n<p><strong>BRAGI;<\/strong>\u00a0Filho de Odin. Deus da poesia e da eloqu\u00eancia. Casado com Idun.<\/p>\n<p><strong>HERMOD:<\/strong>\u00a0Filho de Odin. Hermod viaja ao mundo dos mortos para tentar trazer de volta o seu irm\u00e3o Balder morto por uma maquina\u00e7\u00e3o de Loki. Hel diz a Hermod que permitir\u00e1 a sa\u00edda de Balder somente se todos chorarem a morte deste. Todos o choram, as \u00e1rvores, os animais, as pedras, as pessoas, todos, excepto uma giganta feiticeira chamada Thokk (que \u00e9 o pr\u00f3prio Loki disfar\u00e7ado). Assim, a miss\u00e3o de Hermod fracassa e Balder permanece em Niflheim.<\/p>\n<p><strong>HOD:\u00a0<\/strong>Filho de Odin. Deus cego que, manipulado por Loki, causa a morte de seu irm\u00e3o Balder.<\/p>\n<p><strong>IDUN:\u00a0<\/strong>Uma deusa de rara beleza, casada com Bragi (Deus da Poesia). Idun \u00e9 muito amada entre os deuses por ser a guardi\u00e3 das ma\u00e7\u00e3s da juventude.<\/p>\n<p><strong>MAGNI:\u00a0<\/strong>Filho de Thor com a giganta Jarnsaxa. Diz-se que ele e seu irm\u00e3o Modi herdar\u00e3o o Mjollnir, o martelo de Thor, no renascimento do mundo ap\u00f3s o Ragnarok.<\/p>\n<p><strong>MIMIR:\u00a0<\/strong>Deus s\u00e1bio enviado pelos Aesir aos Vanir para estabelecer uma tr\u00e9gua entre eles e que \u00e9 morto pelos Vanir. Odin preserva a sua cabe\u00e7a e coloca-a junto \u00e0 fonte na base da raiz de Yggdrasill que mergulha em Jotunheim. A fonte fica conhecida como Fonte de Mimir de cujas \u00e1guas Odin bebe para adquirir sabedoria. Como pagamento, ele d\u00e1 um dos seus pr\u00f3prios olhos.<\/p>\n<p><strong>NJORD:\u00a0<\/strong>Seu pal\u00e1cio em Asgard chama-se Noatun. Deus da fertilidade, casado com Skadi, Njord \u00e9 o pai dos tamb\u00e9m deuses da fertilidade Freyr e Freyja. Njord est\u00e1 associado ao mar e, por isto, era adorado pelos navegadores.<\/p>\n<p><strong>NORNAS:\u00a0<\/strong>Tr\u00eas deusas do Destino. Urd conhece o passado; Verdandi, o presente; e Skuld, o futuro. Elas mant\u00e9m guarda junto ao Po\u00e7o de Urd, na base da primeira raiz de Yggdrasill, a que mergulha em Asgard. As Nornas regam a raiz de Yggdrasill com \u00e1gua da fonte para preserv\u00e1-la. Tanto os mortais quanto os deuses est\u00e3o submetidos ao poder das Nornas.<\/p>\n<p><strong>SIF:\u00a0<\/strong>Esposa de Thor. Um dia, Loki malevolamente corta os cabelos de Sif, que s\u00e3o, depois, substitu\u00eddos por cabelos de ouro confeccionados pelos an\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>SIGYN:\u00a0<\/strong>Esposa de Loki. Quando Loki \u00e9 castigado e preso numa caverna com o veneno de uma serpente pingando sobre seu rosto, Sigyn permanece com o marido, tentando minimizar o sofrimento dele.<\/p>\n<p><strong>SJOFN:<\/strong>\u00a0Deusa inspiradora das paix\u00f5es humanas.<\/p>\n<p><strong>SKADI:<\/strong>\u00a0Filha do gigante Thiazi, casada com o deus Njord.<\/p>\n<p><strong>VE:\u00a0<\/strong>Filho de Bor, irm\u00e3o de Odin e Vili. Ve tomou parte na cria\u00e7\u00e3o do mundo junto com Odin e Vili. Juntos, eles mataram o gigante de gelo Ymir e, do seu corpo, criaram os nove mundos. Mais tarde, eles criaram o primeiro homem e a primeira mulher. Coube a Ve dar a eles os sentidos.<\/p>\n<p><strong>VILI:<\/strong>\u00a0Filho de Bor, irm\u00e3o de Odin e Ve. Vili tomou parte na cria\u00e7\u00e3o do mundo junto com Odin e Ve. Consta que Vili era um grande arqueiro. Juntos, eles mataram o gigante de gelo Ymir e, do seu corpo, criaram os nove mundos. Mais tarde, eles criaram o primeiro homem e a primeira mulher. Coube a Vili dar a eles intelig\u00eancia e sentimentos.<\/p>\n<p><strong>YGGDRASIL (A \u00c1rvore do Mundo)<\/strong><\/p>\n<p>\u201cYggdrasill\u201d \u00e9 uma \u00e1rvore freixo, o eixo do mundo. Nas ra\u00edzes ficam os mundos subterr\u00e2neos, habitados por povos hostis. Em torno do tronco, fica \u201cMidgard\u201d, mundo material dos homens. Nos ramos mais altos, que ro\u00e7am o Sol e Lua, fica \u201cAsgard\u201d, dom\u00ednio dos Deuses, com muitos pal\u00e1cios, e com o Sal\u00e3o do Mortos, \u201cValhalla\u201d, onde os guerreiros s\u00e3o recebidos. No final do Ragnarok, Yggdrasill abrir-se-\u00e1 e, de dentro dela, surgir\u00e3o um homen, Lif, e uma mulher, Lifthrasir, que repovoar\u00e3o a Terra. Yggdrasill \u00e9 um elo de liga\u00e7\u00e3o entre os mundos.<\/p>\n<p>A sustenta\u00e7\u00e3o do planeta Terra sempre foi um fator de imensa curiosidade aos olhos primitivos. Assim, cada cultura, e por conseguinte cada mitologia, procurou sempre abordar este tema da maneira que lhe parecesse mais convincente e lhe fosse mais conveniente.<\/p>\n<p>Para a\u00a0<strong>mitologia n\u00f3rdica<\/strong>\u00a0n\u00e3o se fez uma excep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o comum a esses povos b\u00e1rbaros era a de um universo ao longo da sombra de uma gigantesca \u00e1rvore que mantinha suas descomunais ra\u00edzes entranhadas na terra, com o prop\u00f3sito de manter coesa a massa terrestre. Conta-nos a lenda que essa \u00e1rvore denominada Yggdrasil seria do tipo Teixo, tamb\u00e9m conhecida como \u00c1rvore do Mundo ou \u00c1rvore do Conhecimento.<\/p>\n<p>Sua origem estaria ligada ao mito da cria\u00e7\u00e3o anteriormente citado, e teria surgido do corpo do gigante Ymir, assumindo propor\u00e7\u00f5es descomunais e propriedades fabulosas. Sua imensa copa chegaria aos c\u00e9us, podendo desta maneira permanecer sempre banhada por uma luminosa nuvem que orvalhava hidromel (bebida dos deuses), e que tinha por fun\u00e7\u00e3o revitalizar automaticamente a imensa \u00e1rvore, que alimentava com seus brotos, folhas e mesmo ra\u00edzes animais que habitavam as circunvizinhan\u00e7as.<\/p>\n<p>Estas ra\u00edzes seriam de propor\u00e7\u00f5es fant\u00e1sticas e n\u00famero ilimitado; sendo que tr\u00eas seriam dignas de destaque. A primeira por atingir simbolicamente o Asgard (morada dos deuses), ap\u00f3s ser infinitamente banhada pela Fonte das Nornes, as deusas do destino. Acreditavam os n\u00f3rdicos ser essa fonte detentora de potencial rejuvenescedor, sendo uma das explica\u00e7\u00f5es para a perenidade dos deuses.<\/p>\n<p>A segunda, por penetrar no Jotunheim, Terra do Gelo, onde passaram a viver os gigantes ap\u00f3s serem expulsos do Asgard por Odim e sua fam\u00edlia), e finalmente atingir a fonte de Mimir tida como fonte da sabedoria e intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>Segundo a lenda, o seu guardi\u00e3o era tio e conselheiro particular do Todo-Poderoso Odin, que tamb\u00e9m se chamava Mimir, palavra que significa \u201cAquele que pensa\u201d.<\/p>\n<p>E embora algumas obras o coloquem como deus da sabedoria, Mimir era um ser menos poderoso, que pertencia \u00e0 ra\u00e7a dos gigantes, e detinha talentos m\u00e1gicos de g\u00e9nio \u2013 sendo famoso por sua intelig\u00eancia e prud\u00eancia.<\/p>\n<p>Ao que tudo indica, era t\u00e3o grande sua sabedoria que Odin n\u00e3o hesitou em trocar um de seus olhos por um pouco da \u00e1gua da Fonte Mimir que lhe revelou o significado dos s\u00edmbolos r\u00fanicos.<\/p>\n<p>O mito nos relata ainda que sua cabe\u00e7a era um or\u00e1culo poderos\u00edssimo \u2013 consultado at\u00e9 mesmo pelo pr\u00f3prio Odin em momentos cr\u00edticos.<\/p>\n<p>A terceira raiz que devemos destacar \u00e9 aquela que se acreditava atingir o Niflheim (Terra dos Mortos); e era constantemente nutrida pela fonte Hvergelmir, de onde a \u00e1gua se escoava em fabulosas cachoeiras para formar os grandes rios do mundo.<\/p>\n<p><strong>Por outro lado, servia constantemente de alimento \u00e0 serpente-drag\u00e3o Nidhogge (Escurid\u00e3o):\u00a0<\/strong>ser de propor\u00e7\u00f5es descomunais que tinha por fun\u00e7\u00e3o corroer constantemente a \u00c1rvore do Mundo.<\/p>\n<p>Encontramos a refer\u00eancia de que os galhos mais altos serviam de moradia ao Galo de Ouro, que tinha a responsabilidade de guardar os horizontes e denunciar aos deuses a aproxima\u00e7\u00e3o de seus eternos inimigos, os gigantes.<\/p>\n<p>Logo abaixo mas ainda no topo, habitava uma \u00e1guia que passava o tempo a investigar o mundo, e que para tal portava entre os olhos um gavi\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa \u00e1guia vivia em eterna disc\u00f3rdia com a serpente-drag\u00e3o Nidhogge. A rivalidade entre ambas era alimentada pelo esquilo Ratatosker, que, subindo e descendo incessantemente os galhos do teixo, nutria a desarmonia reinante entre ambas.<\/p>\n<p>Nos galhos habitavam quatro cervos, que representavam os quatro ventos, e passavam o tempo a correr sobre os ramos da Yggdrasil, e devorar-lhes brotos, folhas e mesmo casca. Encontramos na Edda (duas cole\u00e7\u00f5es muito antigas de tradi\u00e7\u00f5es que abrangem a mitologia escandinava) uma refer\u00eancia a um buraco oco no centro da \u00e1rvore Yggdrasil, onde havia uma sala na qual habitavam tr\u00eas virgens s\u00e1bias, que passavam os dias a fiar em suas rocas o destino dos homens. Essas deidades eram as Nornes Urd, Verdandi e Skuld, respons\u00e1veis pelo passado, presente e futuro, respectivamente.<\/p>\n<p>Ao p\u00e9 da \u00e1rvore habitava a cabra Heidum que se alimentava das verdejantes folhas baixas do teixo m\u00e1gico, o que lhe permitia produzir um leite que assemelha-se ao hidromel, e que era destinado a servir de alimento aos guerreiros espirituais que formavam o Exercito de Odin.<\/p>\n<p>Encontrava-se ainda fincado pr\u00f3ximo a \u00e1rvore o Irminsul, palavra que significa \u201cColuna Gigante\u201d, e diz respeito a troncos de \u00e1rvores tot\u00e9micos erguidos em localidades elevadas, dedicados \u00e0 venera\u00e7\u00e3o popular e altamente respeitados pelas tribos n\u00f3rdicas.<\/p>\n<p>Deve-se ressaltar que, ao perceberem-se tremores de terra, estes eram imediatamente vinculados, pelos antigos n\u00f3rdicos, \u00e0 imagem de que estando o gigante Ymir cansado de ficar estendido sobre o peso do enorme teixo, tentava libertar-se mais uma vez em v\u00e3o.<\/p>\n<p>Finalmente, devemos citar uma refer\u00eancia bibliogr\u00e1fica a uma antiga \u00e1rvore muito alta, de folhagem sempre verdejante e esp\u00e9cie desconhecida, erguia que se pr\u00f3ximo a um templo em Upsa\u00edla (Su\u00e9cia), junto \u00e0 qual havia uma fonte onde populares costumavam devotar oferendas.<\/p>\n<p>Sabemos tamb\u00e9m que era costume vigente entre as tribos n\u00f3rdicas, at\u00e9 o s\u00e9culo XIII, que seus chefes fizessem assembleias ao p\u00e9 de uma \u00e1rvore; o que pode estar diretamente relacionado a imagem mitol\u00f3gica de que os deuses se reuniam \u00e0 sombra da Yggdrasil, para dispensar justi\u00e7a aos humanos.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0sites.google.com\/www.dimensaowicca.hpg.ig.com.br\/distante.no.sapo.pt<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mitologia N\u00f3rdica &#8211; O que \u00e9 Mitologia N\u00f3rdica vem da parte mais setentrional da Europa, Escandin\u00e1via:\u00a0Su\u00e9cia, Noruega, Dinamarca e Isl\u00e2ndia. 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